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D.R.

ANO I | N.6N.6-7 | JUNHO - JULHO 2009

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Director ANDRÉ RUBIM RANGEL |

AVULSO: €1,40

ASSINATURA NORMAL: € 14

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Uma história de vida impressionante deste ilustre judeu que teve de fugir ao Nazismo. O Maestro portuense, agora condecorado, falou ao JV … (pp.12-13)

PARANHOS - PORTO



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VIAGEM A MALTA: 5-9 AGO.

Férias com o JV SOB PENA DE SE CANCELAR TAMBÉM ESTA VIAGEM POR GRANDE FALTA DO NÚMERO MÍNIMO DE PARTICIPANTES (=21), AGRADECEMOS RÁPIDAS INSCRIÇÕES, NO MÁXIMO, ATÉ 10 DE JULHO! TEMOS NOVO PREÇO! (p.16) ◘

Porto convocado: ‘Missão 2010’ ‘ Até Dezembro deste ano, todas as Comunidades devem preparar o grande Projecto da Igreja Portucalense para o próximo ano, ou seja, os 20% da população residente nesta área, onde se incluem os fiéis das 477 Paróquias, Congregações, Instituições, Movimentos e não só...

Enfoques JV :: O evento do JV relativo a Maio foi recheado de surpresas... ______________ pág. 4 :: Livro biográfico em homenagem ao P. Múrias, pelo MCC. ______________ pág. 4 :: Projectos inovadores pela Junta de Freguesia de Paranhos. ______________ pág.s 5-6 :: Dossier com várias visões sobre Globalização... ______________ pág.s 7-10 :: Europeias e Depoimentos dos Cabeças de Lista ______________ pág. 14

JORNADAS PAULINAS DE PARANHOS - 27 Maio 2009

Em defesa de mais Educação cristã

Paulo é o “homem do aparelho”

Letria considera que o facto de muitas Escolas públicas e privadas não terem e fornecerem Educação cristã “é uma perda que afecta a vida, porque é uma base importante que fica a faltar”. Sente que a maioria dos alunos universitários que tem, cada vez mais, “está desmotivada, sabe menos e não quer saber propriamente da comunicação e do jornalismo em si, mas ser novos ‘Catarinas Furtados’ e ‘Josés Carlos Malatos’”. Quanto à Igreja, lança o desafio: “deve perceber e acolher a potencialidade de

O tema da “Comunicação, Verdade e Educação em São Paulo” foi brilhantemente desenvolvido por Joaquim Letria e P. José Carlos Nunes. S.S.

ESCREVA, COMPRE, LEIA O JV. SEJA BENFEITOR, VENDEDOR, COOPERADOR...

ÚLTIMA SESSÃO: 29 JUN. 19h30

todos nós. É inegável que a Igreja, hoje, faz muito socialmente!”. Para este jornalista, “Paulo é o «homem do aparelho», como diríamos actualmente”, já que “pôs tudo isto em marcha”, sendo “o fundador dos partidos”. Alusivamente à Verdade aponta-a como “muito mais essencial e simples do que vemos no presente, que não passa de meias verdades”.

continua p. 3

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local

Jun.- Jul. 2009

A síntese Paulina escolhida pela Paróquia para o desafio da Missão 2010 é: “FIZ-ME TUDO PARA TODOS...” (1 Cor. 9, 22-23). Os símbolos escolhidos foram: a cabaça, o bordão e as sandálias.◘ D.R.

INSTANTES I. EDIÇÕES DE VERÃO

AUGÚRIOS

JV

Manuel Martins

Pequenas alterações De modo a recuperar-se a saída de cada edição JV para o início de cada mês foi necessário juntar estes 2 números de Junho e Julho, suprimindo um mês, mas acrescentando mais 4 páginas. O de Agosto também sairá com 16 páginas. É uma forma de compensar! Sabemos que tem havido alguns problemas na distribuição. Por estes atrasos pedimos desculpa a todos os leitores. ◘



FESTAS: SR.ª DA SAÚDE

Tômbola paroquial

A Missão 2010 O

convite à missão na Diocese do Porto lançado pelo nosso Bispo foi consciencializando sacerdotes e leigos para a necessidade da mesma. Muito se disse, muito se foi pensando e sugerindo, mas o que conta é AGIR e, o grande objectivo é ANUNCIAR JESUS CRISTO, HOJE.

A Paróquia de São Veríssimo de Paranhos quer aproveitar este repto do nosso Pastor diocesano e precisa de se mobilizar para viver um ano em missão tal como a cidade e a Diocese. O mais importante a fazer entre nós é mobilizar os irmãos que vivem em maior proximidade o mistério de pertença à Igreja e encontrar e inventar caminhos de ir ao encontro de outros irmãos em cada bairro ou rua da nossa paróquia.

NÓS POR AÍ…

S

intamo-nos discípulos prontos a partir e a servir o Mestre não só em VIR à Igreja mas sobretudo estando dispostos a IR.

O

VIR significa retemperar forças com o alimento da Palavra e dos Sacramentos, em comunhão íntima com Ele no Espírito que nos penetra. O IR significa a nossa disposição e disponibilidade concreta e real para O Amar e Servir na pessoa daqueles a quem somos enviados.

Deixemo-nos

imbuir por este Espírito que nos enche dos seus dons e a exemplo dos Profetas, dos Discípulos e Apóstolos de Jesus e dos Missionários da Igreja em 2000 anos de histórias, FAÇAMOS NÓS TAMBÉM.

Com estima, o pároco de Paranhos. ◘



ACTIVIDADES DE REFERÊNCIA, PROPOSTAS PELOS SECRETARIADOS: JAN.> dia 23, Av. dos Aliados = Canto das Janeiras Porto, com participação de grupos sorteados dos encontros paroquiais, vicariais e de Região Pastoral; FEV.> dias 13 a 16 = Encontro Ibérico de Jovens no Porto, com os Irmãos de Taizé; MAR.> dia 26, noite = Passos na ‘univerCidade’ (género Via-Sacra); ABR.> Promoção do Dia Diocesano da Juventude e da Semana de Oração pelas Vocações, Interacção com os alunos e professores das Escolas Católicas e de EMRC; MAIO> dia 2 = Bênção das Pastas, dia 3 = Espectáculo ‘Rapsódia dos Povos’ por Gen Verde, no Coliseu. Dia 30 = Imagem Peregrina de N.ª Sr.ª de Fátima para a Região Pastoral do Porto, na Igreja da Lapa, e Dia Diocesano da Família, na Av. dos Aliados. Dia 31, Av. dos Aliados = ’Luz na Cidade’ (grande Procissão de Velas diocesana); JUN.> ’Festa dos Povos’ (S.D.P. Migrações) e ’Festa da Solidariedade’ (S.D.P. Social e Caritativa); SET.> Encontro Diocesano de Professores; OUT.> Realização de Congresso Missionário, ‘Tenda do Encontro’, Peregrinação de bicicleta ou a pé: “Telemissão”, Criação do grupo paroquial missionário e “Embarcar” na Missão; NOV.> Dias 1 e 2 = Distribuição em todos os cemitérios de um texto de reflexão sobre Morte, Vida Eterna e Esperança. Ciclo de Colóquios e Organização de Concertos temáticos nas Regiões Pastorais (sobre os temas supra citados), Ciclo de Conferências “Eis o Homem” (III) na Associação Católica do Porto e Produção de um Guia de Apoio à realização descentralizada de “Ciclos de Estudo” paroquiais; DEZ.> Celebração dos Catequistas com 25 anos. Grande celebração de encerramento a 31 Jan. 2011. ◘

André Rubim Rangel Jornalista e Professor

Ouvia

há dias uma análise contundente do país, que, dita de tal forma absorvente, fez inquietar. Era a propósito do estado do Estado, que é de “roleta” - dizia a pessoa erudita -, do “self-service” governativo/dirigente em detrimento dos outros que ficam por servir ou mal servidos ficam, do “salvese quem puder”, porque deparamo-nos com a rude filosofia do “tudo vale” (mesmo o que não vale passa a valer, por imposições ou por lobbies, daí vivermos em inversão de valores — a grande crise começa e prolonga-se aqui).

A política, que não deve ser assimilada nos leitores como um fardo já que é um dos aspectos inerentemente ligados à sociedade e ao jornalismo (embora não sejamos tendenciosos, como nos comprometemos estatutariamente) e que neste n.º tem um breve espaço (p.14), deveria ser entendida e assumida como um magistério, como o é o Ofício eclesial: não há púlpito para “esquemas” ocasionais nem pessoais, mas o dom gratuito de alcançar, de ajudar e de sublimar o próximo (mesmo que distante).

A

ssim, há que restituir a cara lavada à Cidadania, manchada por sistemas corrompidos e por

injustiças sistemáticas no Sistema. O grande exercício e esforço moral deve vir das elites e dos topos, despindo Portugal do seu preconceito e vão ímpeto de “novo riquismo”, em tempo de verdadeira falência técnica, que fora de tempo aprimora excessivamente o tecnicismo e não enamora a essência real do humanismo e do cristianismo, do Ser pelo ter. Não podemos padecer perante estas inversões e desvirtuações, mas temos antes de nos compadecer ao que é realmente corolário e prioritário!

Desejemos

um Estado democrático, na sua plena configuração; desabrochemos para um novo Estado, para lá do dito “Estado Novo”, pois tal novidade não se esgote e jamais se banalize, como sucede. Antes e mais do que “choque tecnológico”, Portugal precisa efectivamente dum choque cultural, que redefina e reposicione a nossa identidade e seus valores tradicionais e institucionais. Como dizia Sophia, em 1974, precisamos duma “revolução cultural, mas sem demagogia”. ARR

Como vem sendo habitual, a Paróquia de Paranhos terá a sua tômbola na Arca D’Água, revertendo as receitas para a construção da nova igreja. Solicita-se a ajuda de todos, tanto a nível de oferta de objectos e brinquedos para sortear (entregar na Sacristia com a máxima brevidade, para respectiva catalogação), como a nível de voluntariado para ajudar a vender no horário de serviço. O JV também associarse-á, ofertando material e dando a conhecer-se a todos. ◘

Vicentino e Pároco de Paranhos

A

próxima Assembleia Paroquial vai debruçar-se sobre este assunto e pela graça de Deus hão-de surgir novas pistas e novos caminhos de acção.

Neste

sentido detido se justifica o enfoque nas 4 páginas centrais a uma das responsáveis destes ventos de mudança, em busca de melhor andança: a GLOBALIZAÇÃO! Veja o Dossier. ◘

O Jornal VERIS salvaguarda a identificação correcta dos artigos publicados, que são, por sua vez, da autêntica responsabilidade dos respectivos autores. O JV tem o direito de seleccionar os textos recebidos decidindo o que publicar, mediante os critérios editoriais e estatutários. Deste modo, tem também autonomia de, porventura, cortar partes de texto, caso ultrapasse o tamanho previsto. Quanto aos Pagamentos, quando feitos por cheque devem vir à ordem de: Jornal VERIS; e se transferidos via bancária devem acompanhar-se do talão comprovativo com o nome do Assinante. ◘

FICHA TÉCNICA

Fundadores: ARR e MM; Data Fundação: 24/01/2009; Director: André Rubim Rangel (CP 8286); Administrador: Manuel Martins; Editor: Paróquia de S. Veríssimo de Paranhos (Porto); Propriedade: Comissão da Fábrica da Igreja; Redactores: Álvaro Santos e MiZé Matos; Conselho Consultivo: Agustina Bessa-Luís, Artur Santos Silva, Daniel Serrão, Germano Silva, José Azeredo Lopes, José Marques dos Santos e Ricardo Jorge Pinto; Colunistas: Benedita Rangel Valente, Daniel Serrão, Emílio Rui Vilar, Fernanda Freitas, Guilherme Sousa, Hélio Loureiro, Isabel Pires de Lima, José da Silva Peneda, Manuel Martins, Maria Botelho, Maria Helena Costa, Maria Rosa Silva, Miguel Seabra + Executivos da JFP e Vasco Graça Moura; Colaboradores Permanentes: Catarina Magalhães, José Pinheiro e Maria Marinho; Correspondente: José Cordeiro (Vaticano); Colaboradores nesta edição: Alberto Machado, Álvaro Cassuto, Álvaro Castello-Branco, Angelo Arena, António Freitas Cruz, António Lopes, António Vitorino, Bento Amaral, Cândida Neiva, Carlos Lopes, Cláudia Silveira, David Held, Ilda Figueiredo, Joaquim Azevedo, Jorge Oliveira, Manuel Aranda da Silva, Manuela de Melo, M.ª Cândida, M.ª Raquel Seruca, Mary Robinson, Miguel Portas, Nuno Melo, Paulo Morais, Paulo Rangel, Pedro Duarte, Robert Hunter, Shi Yinhong; Tesoureira: Sara Sousa; Marketing: Filipe Couto e José Mário Lopes; Cooperadores: Alcina Ferreira, António Oliva, José de Azevedo, José Pinheiro, Liliana Coelho, Manuel Madureira, Manuel Oliveira, Maria José Pinto e Mariete Valente; Revisor/Tradutor: Guilherme Sousa; Informático: Arlindo Pereira; Designer: Álvaro Santos; Fotógrafos: Agência Lusa, ARR e Liliana Coelho; Reprografia: Emília Sousa; Expedidoras: Manuela Coelho e Tereza Oliva; Benfeitores: Agrupam. CNE 1104 Paranhos, Antero Melo, António Lopes, António Mesquita, Eduardo Tavares, Ermelinda Chibante, Esmeralda Costa, Fátima Dias, Fernando Sequeira, Fernando Sousa, Francisco Ribeiro, Horácio Teixeira, Jaime Lopes, Joaquim Cardoso, José Mário Lopes, José Miguel Lopes, José Pinheiro, José Paulo Pinheiro, Licínia Soares, Manuel Gonçalves, Manuel Oliveira, Miquelina Nogueira, Nélson Picão, Tereza Oliva, Universidade Sénior Contemporânea e Victor Seabra; Impressão: CLARET - Companhia Gráfica do Norte (Avintes).

CARACTERÍSTICAS

Título: “Jornal VERIS”; Sede: = Editor; Periodicidade: Mensal; Tiragem: 500 ex.; N. Pág.: 12; Formato: Tablóide; Preço Avulso: €1,40; Assinatura Normal Anual: €14,00; Assinatura Benfeitor: ≥ €25,00; Preço de Publicitário: €134,00 / ano (com assinatura incluída) - tamanho normal de 5 x 4cm (tamanhos superiores = preço proporcional ao de base); NIPC: 502022043; Registo ERC: n.º 125599; Depósito Legal: 287693/09; Sócio AIC: n.º 268; Postos de Venda: Sede, Junta de Freguesia de Paranhos, Fundação Voz Portucalense, Centro Apostólico de Liturgia, Livraria Paulinas e algumas Papelarias de Paranhos; NIB (MG): 0036 0127 99100027318 75.

CONTACTOS Horários do Gabinete de Direcção/ Redacção do JV : Domingos, 9h15 - 12h30 | Quartas-feiras, 18h00 - 19h30 | Sextas-feiras, 18h30 - 19h30; Endereço: A/C do Director, Largo da Igreja de Paranhos (Paróquia), 4200-325 PORTO; Endereço Electrónico: jornal.veris@gmail.com; Blogue: http://jornalveris.blogspot.com; Rede Social: http://twitter.com/JornalVERIS; Fax: 220 113 159; Tel.: 225 020 729. ◘


G.S.

Importa não esquecer que o grande desejo que a São Mendes tinha e que não pôde ver concretizado é a peça de teatro ‘S. Francisco e Clara de Assis’. Apelamos ao esforço de todos para que prossigam da melhor maneira os ensaios! ◘

local

FIM DE SEMANA ESPANHOL - 1/3 Maio 2009

De Covadonga a Santiago Eram 6h30 do dia 1 de Maio de 2009, quando se deu início à Peregrinação a Santiago de Compostela.

O

ponto de partida para os cerca de sessenta peregrinos inscritos era a Cripta da Nova Igreja Paroquial. Começámos por agradecer a Deus a dádiva de mais um dia e a pedir uma boa viagem.

Antes de chegarmos a Santiago de Compostela, fizemos uma breve paragem em Valença para tomarmos o pequenoalmoço. Já em Santiago de Compostela, a visita à Catedral foi

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livre e espontânea. Aproveitou-se também a manhã para dar uma passeata pela cidade e partilhar umas deliciosas tartes e saboroso maná. Depressa chegaram as 13h30, hora do almoço.

O grupo ficou hospedado no Hotel “Cristal Aeropuerto”, para as restantes refeições e a pernoita.

Jun.- Jul. 2009

“como não há bem que sempre dure… aquele saudável convívio acabou”

MM

da concertina do senhor P. Martins, partilhado com a bola de carne, a tarde e o delicioso vinho de S. João da Pesqueira. E, porque a alma e a fé são grandes, esta alegria contagiou os espanhóis e outros residentes e curiosos que não arredaram pé.

ACONTECEU POR CÁ...

30 Maio Vigília de Pentecostes animada pelo 10.º ano da Catequese, que se prepara para receber o Crisma, na Catedral.

31 Maio Procissão de Velas, com saída do Bairro do Bom Pastor, manifestando boa adesão na vivência deste rito mariano.

Para nossa tristeza, o terceiro e último dia raiou. Fomos acolhidos por um Senhor Padre Vicentino Português. Participamos na Capela de São Vicente, em Oviedo, na Santa Missa presidida pelo nosso Pároco. Capela bela onde a lindíssima imagem do sorridente Santo nos impressionou. Após o almoço foi o regresso por León e visita à belíssima Catedral de Castilhay. Rumamos, de seguida, por Gijon, Costa Atlântica, até Chaves, onde jantamos.

Peregrinos de Paranhos na cidade de León.

No dia seguinte, às 9h30, partimos para Santiago de Covadonga, onde pudemos partilhar a Eucaristia celebrada pelo nosso Pároco e admirar a beleza daquele Santuário e dos seus lagos. A tarde foi reservada para admirarmos os Picos da Europa: uma maravilha! Uma Paz! A mão de Deus presente naquela natureza! A paisagem intocável, os montes cobertos com um lençol alvo de neve, o silêncio inquebrável!... O Paraíso!

Em tudo há sempre o reverso da medalha. Dois elementos do grupo, entusiasmados com aquela beleza, pati-

naram num terreno de lama bem barrenta e mudaram rapidamente de visual, provocando umas sonoras gargalhadas dos restantes. Coisas da vida!

J

á no Hotel, a “fiesta” continuou. Foi servido um bom jantar a que se seguiu um alegre baile familiar, animado pelo som

As

saudades chegavam. Contudo, o senhor P. Martins com os cânticos e a oração, animava os participantes. E como não há bem que sempre dure… aquele saudável convívio acabou, com a promessa de que muitos outros virão. Um doce para os nossos corações! ◘

6 Junho A Catequese de Paranhos de 2008/9 encerrou com uma Celebração da Palavra, com todos os anos presentes.

7 Junho Festa da Palavra de 34 crianças do 4.º ano. São catequistas: Adosinda, Emília, Henrique, Lili e Marta. Parabéns!

Cândida Neiva

11 Junho D.R.

Continuação da pág. 1...

JORNADAS PAULINAS - Maio 2009

O presbítero paulista José C. Nunes reconheceu em S. Paulo “um grande comunicador, o inaugurador do NT com as suas cartas”. Sublinhou o facto de ser um homem de fé, “pela experiência de ser amado”, mesmo pensando que não o merecia. Logo, fica apto e capaz de amar! A espiritualidade de Paulo como servo espelha-se na espiritualidade de Cristo “como servo até à morte de Cruz, pois a criatividade e dinâmica de Paulo vêm do ter percebido que era

14 Junho Profissão de Fé de 27 crianças do 6.º ano da Catequese. São catequistas: Celeste, Conceição e Rosinha. Parabéns!

Fotos: L C

S.S.

Paulo: uma linguagem inculturada

servo de Cristo, de Cristo Servo”. O P. Nunes entende que Paulo encontrou uma nova forma de evangelizar através da pregação, da catequese oral e das Epístolas que escreve às comunidades que visita. Informou também que para além das cartas, Paulo aproveitou também a rede de comunicação do Império Romano e auxiliou- -se de colaboradores. “Paulo utilizou uma linguagem inculturada, enquanto Jesus usou uma linguagem rural”, adiantou o clérigo, baseando-se nas parábolas do Messias, dado o meio onde nasceu e viveu, ao contrário do missionário Paulo, que nasceu e viveu em grandes cidades. Teve, portanto, “outra educação e outra visão do mundo”. E, por fim, ficou a lógica da acção serviçal: “o que é bom é para ser partilhado” e aquilo que Paulo experimentou era bom, por isso partilhou e fê-lo com grande convicção: «Ai de mim se não evangelizar!». ◘

Primeira Comunhão de 37 crianças do 3.º ano da Catequese. São catequistas: Arlindo, Carmo e Rui. Parabéns!


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local ARR e L.L.

Jun.- Jul. 2009

PROJECTO JV - Maio 2009 “+1 MÊS, + 1 EVENTO”

CORTE CELESTIAL EXÉQUIAS - Maio 2009

Festival da Cereja ‘09

Na Paróquia de Paranhos…

No dia 31 de Maio, o JV organizou um passeio à festa da Cerejeira, em Resende. O forte calor que se fez sentir proporcionou um dia esplêndido, à margem de algumas aventuras ocorridas.

Da esq. para a dir. e de cima para baixo: Zé Mário foi o grande vencedor das rifas, com um hat-trick. Os restantes vencedores foram: Isolina Pereira, Ermelinda Carneiro e Berta Pereira. Depois vemos um benfiquista num júbilo tal com a t-shirt do FCP: sinais de conversão? Em baixo, o director JV fala com Prof. José Pinto da Costa e Dr. António Borges.

No Festival da Cereja privamos encontro com o Presidente da Câmara de Resende, António Borges, que teve a gentileza de nos oferecer um prato em cerâmica, no valor de €25. Foi sorteado e saiu! (ver foto, canto superior direito).

“reforçar” as nossas energias. Chegando a Resende, o coordenador deste evento, André Rubim Rangel, deu-nos um tempo para andarmos por lá na praça central. À hora marcada teríamos de estar nas camionetas para podermos seguir caminho até ao restaurante “Fonte Nova”, que ficava a 19 km de Resende, numa terra chamada Panchorra. Pelo caminho a segunda camioneta dava sinais de estar avariada, pois demoraram a chegar ao restaurante.

O edil explicou-nos que “não fazemos por mero acaso este Festival, já que Resende produz um quarto da produção do País”. É uma realidade económica desta Região, logo a partir deste evento fazem a promoção da cereja e “fazemos investir nesta Região 130 produtores”, adiantou António Borges. ◘

Os motoristas das camionetas comeram muito rápido para poder ir trocar a outra camioneta, enquanto isso houve 3 sorteios: um era para uma t-shirt do F.C.Porto e um CD, outro era para dois livros e por fim outro era para uma assinatura gratuita do jornal VERIS. Dado o êxito na venda das rifas e o entusiasmo das pessoas em acorrer a elas, o director do jornal decidiu oferecer mais um CD, livros e outra assinatura anual. Todos os sorteados também foram habilitados dum voucher, convite duplo, para a peça de teatro “Porto em Directo”. Acabando o almoço esperamos até a camioneta chegar, mas o tempo ia passando e a camioneta nunca mais chegava. O tempo era soalheiro e na esplanada do restaurante-café proporcionou-se um agradável convívio. Eram 17h00

MOVIMENTO DOS CURSILHOS DE CRISTANDADE (MCC)

P. Múrias homenageado No término da Escola do MCC deste ano 2008/9 (Maio), sob presidência do Bispo do Porto, o paranhense P. Múrias foi distinguido, mostrando-se comovido. O Prof. Walter Osswald foi quem apresentou o livro, cuja foto da capa aqui publicamos, e disse: “gostei deste livro e, como sou generoso, gostava que também gostassem dele”. Por seu lado, o P. José Múrias de Queiroz assumiu custar-lhe muito deixar a Direcção Espiritual do Secretariado Nacional do MCC após 12 anos de serviço: “é altura de sair por completar 75 anos e porque sinto que haverá alguém que possa fazer mais e melhor”, rematou. ◘

quando a camioneta chegou a Panchorra. Fizemos brevíssima paragem em Re-sende às 17h45 e já não havia cerejas. Trouxemos só cavacas de Resende, um bolo típico de lá. A nossa chegada a Paranhos deu-se perto das 19h30. Foi uma viagem cansativa mas, por sua vez, compensou em alguns aspectos.◘

Cláudia Silveira Faleceu a 4/06/2009 o nosso assinante SERAFIM DA COSTA, de Paranhos, com 90 anos.

ANIVERSÁRIOS: Parabéns!!!

6h50 da manhã, pois iríamos em direcção à igreja de S. Paulo do Viso, onde iria haver uma celebração para o grupo que acabou por não se fazer. Partimos em direcção a Resende e pelo caminho fizemos uma pequena oração para compensar a celebração inexistente. A meio do caminho parámos numa estação de serviço para

D.R.

A partida de Paranhos foi às

- Dia 30 de Abril, no Hospital de Vila do Conde, faleceu GUILHERMINA AUGUSTA TEIXEIRA VELOSO, 77 anos, viúva de Joaquim dos Santos Barbosa da Silva. (Funeral dia 01; Cemitério de Paranhos). - Dia 01, na sua residência, faleceu ANTÓNIO MANUEL MACHADO SOARES, 40 anos, solteiro. (Funeral dia 02; Cemitério de Paranhos). - Dia 05, na sua residência, faleceu MÁRIO ALEXANDRE GONÇALVES RECAREI, 65 anos, viúvo de Lúcia Sá Ferreira Recarei. (Funeral dia 06; Cemitério de Paranhos). - Dia 10, no I.P.O., faleceu EMÍDIO OUTEIRO DE MATOS, 78 anos, viúvo de Margarida Ferreira. (Funeral dia 11; Cemitério de Paranhos). - Dia 12, no Hospital de Santo António, faleceu MARIA FERNANDA DE JESUS DE SOUSA CARDOSO, 60 anos, casada com António Maria de Sousa Cardoso. (Funeral dia 13; Cemitério de Paranhos). - Dia 02, em Angola, faleceu ANTÓNIO DA SILVA PINTO, 47 anos, divorciado de Rosa Maria Vasconcelos Faria. (Funeral dia 15; Cemitério de Paranhos). - Dia 14, no Hospital de São João, faleceu ROSA MARIA DA SILVA MAGALHÃES PINTO DA CRUZ, 64 anos, casada com António Pinto da Cruz. (Funeral dia 15; Cemitério de Paranhos). - Dia 18, no I.P.O., faleceu CARLOS JOSÉ PEREIRA NUNES, de 64 anos, divorciado de Maria Clara Oliveira da Rocha. (Funeral dia 20; Cemitério de Paranhos). - Dia 18, na sua residência, faleceu ARMANDO URBANO PEREIRA, 88 anos, viúvo de Odete Maria Rodal Ribeiro César Pereira. (Funeral dia 20; Cemitério de Paranhos). - Dia 21, no Hospital de Vila da Feira, faleceu MARIA MARTINS DOS SANTOS, 88 anos, viúva de Abílio Manuel de Oliveira e Sousa. (Funeral dia 22; Cemitério de Paranhos). - Dia 22, na sua residência, faleceu DOMINGOS DA COSTA ARAÚJO, 80 anos, casado com Ermelinda Correia de Moura. (Funeral dia 23; Cemitério de Paranhos). - Dia 23, no Hospital Pedro Hispano, faleceu CÂNDIDO ÁLVARO PINTO DOS SANTOS, 65 anos, casado com Gracinda dos Prazeres Ribeiro Rodrigues dos Santos. (Funeral dia 24; Cemitério de Paranhos). - Dia 24, no Hospital São João, faleceu ACÁCIO MENDONÇA, 79 anos, viúvo de Maria Ivone Mascarenhas. (Funeral dia 25; Cemitério de Paranhos). - Dia 30, na sua residência, faleceu GUILHERMINA ROSA BRAZ, 88 anos, viúva de Armando Ferreira da Costa. (Funeral dia 31; Cemitério de Paranhos). ◘

D.R.

De 20 a 25 de Julho vai haver um Workshop de Voz, “Voz Assim e Assado”, pelo cantor António Miguel (das ’Vozes da Rádio’). Terá lugar na Escola de Dança de Ermesinde. Interessante! ◘


D.R.

Agostinho Gonçalves é o novo Governador Civil do Porto (tomada de posse a 18 de Junho). Isabel Oneto deixou o cargo para presidir à Autoridade Metropolitana de Transportes do Porto. ◘

INSTANTES II. Escolas de Paranhos Em Setembro, o JV vai às Escolas, para dar-se a conhecer! ◘

PAROQUIANO CANDIDATO Foi oficilizada em Maio a candidatura de Alberto Machado, Executivo da Junta de Freguesia de Paranhos (JFP) e paroquiano da Igreja de Paranhos, para Presidente da JFP nas próximas eleições, a realizarem-se entre Setembro e Outubro deste ano. Felicitámo-lo! ◘

Sem Peditório da JFP

O Vice e o Presidente da Câmara Municipal do Porto, Álvaro Castello-Branco e Rui Rio, na inauguração do Parque Infantil da Quinta do Covelo, onde participaram dezenas de crianças. A sessão oficial ocorreu a 15 de Maio de 2009. À direita, o assinante JV, Alberto Mendes.

O QUE PODE ENCONTRAR NO PARQUE INFANTIL? - Relvado para jogos informais; - Anfiteatro; - Esplanada e área de recreio Infantil (Boneco de mola “Joaninha” para um e dois utilizadores, Escorrega “Elefante”); - Área de recreio dinâmico (Passagem aérea e pedonal – Ponte dos animais, Torre de actividades – “Bosque de Aventuras”, Máquina rodopiante, - Equipamento para treino do equilíbrio, e - “Smart us” – equipamento interactivo digital). Assim, “com este projecto foi possível devolver a Quinta do Covelo aos portuenses”, frisou Rui Rio. ◘

PEQUENAS HISTÓRIAS...

Vezes sem conta, passamos no Largo do Campo Lindo e não damos conta da

PORTO SENTIDO

Capela que se encontra localizada naquela artéria. Visitámo-la normalmente uma vez no ano, por altura das suas festividades – 15 DE AGOSTO. Segundo rezam as crónicas, é difícil concretizar a data da sua construção. Os últimos registos datam de 1864 e dizem que os terrenos pertenciam à família dos “Loureiros”. Construída pelo Povo, foi consagrada inicialmente a Nossa Senhora da Soledade. A ima-

gem de Nossa Senhora da Soledade ocupa o lado esquerdo do altar e foi oferecida em 1864 pelo senhor Manuel Alves de Oliveira Paranhos que morava, na altura, no Lugar do Casal. Mais tarde, no ano de 1873, foi consagrada ao Senhor dos Passos. A imagem do Senhor dos Passos ocupa a parte central do altar e desconhece-se a sua proveniência. Até finais do século XIX, esta Capela era conhecida também por Capela do Encontro.

Professor Universitário e ex-Vice-Presidente da CMP

Segundo um Comunicado recebido pelo Gabinete da CMP, “a Quinta do Covelo é um parque urbano cuja transformação e aproveitamento era inadiável. Um problema que estava por resolver há mais de 20 anos. O actual projecto de reabilitação transformou-o num parque urbano de lazer, com muita diversão para os mais novos, abrindo-o à cidade, garantindo acessos mais fáceis e uma maior segurança aos seus visitantes. Há mais espaços de estacionamento, além da inevitável intervenção na área dos passeios (mais largos). Também a cerca da Quinta foi renovada, transformando o muro que existia numa vedação que permita mais visibilidade para o Parque Infantil. Para além da Horta Pedagógica ali existente, o Parque Infantil será um novo ponto de atracção”. Com um horário de funcionamento mais alargado, o Parque abre também ao fim-de -semana. O Executivo da Junta de Freguesia, presente, foi o anfitrião da sessão inaugural. ◘

Pedras vivas Neste ano em que comemora cem anos, o café Piolho já não é apenas um estabelecimento comercial. Centro de tertúlias culturais, quase adquiriu o estatuto de monumento e é hoje um dos principais factores de animação da baixa portuense. Na zona da Praça dos Leões, Galerias de Paris e suas imediações fervilham, finalmente, dias (e noites) de animação.

A receita de sucesso do Piolho é trabalhosa, mas simples. Assenta seguramente numa gestão competente e em pessoal simpático e dedicado. Mas também na prática de horários alargados, correspondendo às solicitações dos novos mercados.

Por baixo do altar existe um esquife com a imagem do Senhor Morto. Esta imagem foi oferecida à Capela pela Família do Senhor Jerónimo de Barros Freire. A partir dos inícios do século XIX, a Capela passou a ser designada por Capela de Nossa Senhora da Saúde do Campo Lindo. Segundo a tradição oral, pois não aparece nenhum escrito, a imagem primitiva da Senhora da Saúde era uma Senhora usando brincos e sem o Menino Jesus no colo. ◘

E tanta animação, tanta gente, tanta alegria na rua, só é também possível porque os empresários perceberam que tinham de recuperar o edificado. Com a recuperação física do café Piolho, em 2005, iniciou-se um processo que levou a que hoje tenhamos naquela zona um conjunto de equipamentos tradicionais, mas renovados, dotados de todas as condições de segurança, higiene, conforto, enfim, urbanidade. Para acolher as “pedras vivas”, que são as pessoas, deve, em primeiro lugar, proceder-se à recuperação das “pedras mortas”, do edificado. Por último, é necessário também que as autoridades cumpram a sua parte. Mantenham o espaço público, assegurem a limpeza, a segurança pública e, sobretudo... não compliquem e intervenham o menos possível. ◘

Guilherme Sousa

BIBLIOTECA: CASA DA CULTURA - PARANHOS (CCP)

Intervenção social gera “Casa do Livro”

ARR

A nova Biblioteca da CCP foi inaugurada a 26 de Maio pelo edil da CMP, Rui Rio. O Presidente da Junta de Freguesia de Paranhos, Miguel Seabra, explicou este Projecto de intervenção social, em que a Sociedade civil trabalha e colabora. No 1.º mandato catalogou-se, enquanto no 2.º alargou-se o espaço, criando a Biblioteca, com 4.000 livros expostos e 6.000 por catalogar. O empresário Domingos Ferreira foi o mecenas, por ter doado muito dinheiro para as obras necessárias. Este espaço geral passará a intitular-se “Casa do Livro”, onde funcionará no R/ C uma Mediateca. As restantes artes performativas, que costumam expor na CCP, passarão para outro espaço entretanto inaugurado. Pedro Sampaio considera que o Porto, “querendo, é uma cidade onde se faz Cultura!”. “Agora falta dar alma ao espaço, que são e serão os leitores”, lança o desafio. Rui Rio, felicitando a Junta, sublinhou a importância das mediatecas e bibliotecas, sobretudo nos dias de hoje em que “se age mais e se pensa menos”. Assim, afirma que o livro “ajuda a travar os ímpetos superficiais e a ficarmos mais ponderados e esclarecidos pela reflexão”. ◘

“mantenham o espaço público; assegurem a limpeza, a segurança pública e não compliquem (…)”

D.R.

LC

A Junta de Freguesia de Paranhos (JFP) vem por este meio avisar todos os habitantes que não é efectuado nenhum peditório à população para as Festas da Sr.ª da Saúde. Todas as despesas são pagas integralmente pelo orçamento da JFP. Evitam-se assim os oportunistas de pedir indevidamente. ◘

Jun.- Jul. 2009

Paulo Morais

Alberto Machado

FESTAS DA SR.ª DA SAÚDE

05

Finalmente um destino...

JV Rui Meireles, CMP

MAIS ASSINANTES

porto paranhos


06 Jun.- Jul. 2009

HUB SERÁ INAUGURADO A 24/07/2009, COM SOLENIDADE...

INSTANTES III.

Grande projecto da Junta de Paranhos, empreendedor e inovador, é único no País!

DEBATES DA FUNDAÇÃO SPES

Candidatos à C.M.Porto

Para o edil da Junta de Freguesia de Paranhos (JFP), Eng. Miguel Seabra, a grande razão deste espaço HUB (300m2) �� o emprego. Para resolver o problema do desemprego a JFP tenta minorá-lo através deste conceito para empreendedores e trabalhadores individuais. É um projecto de inovação social autosustentável que permite ceder local de trabalho de forma acessível e económica (mínimo: €5 por mês, com 5h/mês; máximo: €120 por mês, com utilização ilimitada). O HUB Porto é o novo membro da rede mun-

SEA LIFE CENTER NO PORTO Abre oficialmente no Porto (junto à Praça Gonçalves Zarco), a partir de 18 de Junho, mais um Sea Life Center no mundo (o 30.º), pertencente à Merlin Entertainments Group. O investimento é da ordem dos 10 milhões de euros, sendo a custo zero para a C.M.Porto. Neste novo espaço estão 5800 criaturas marinhas e de água doce (sobretudo oriundas do Reino Unido), de cem espécies distintas. Aberto todos os dias, das 10h às 18h. ◘

Antiga Escola n.45 - Rua do Tâmega, s/n; 4200 4200--502 PORTO dial HUB, que abrange 16 cidades (Amesterdão, Berlim, Bombaim, Bristol, Bruxelas, Cairo, Estocolmo, Halifax, Joanesburgo, Londres, Madrid, Milão, Roterdão, São Paulo, Telavive e Toronto). Qualquer hubber local pode aceder a essa rede globalmente e dispor de cada espaço HUB (conceito e serviço) sempre que se encontrar em cada uma dessas cidades. HUB é um conceito inglês que significa 'plataforma', neste caso de "co-working" (trabalho de uso informal, com fins sociais). Os utilizadores membros não pre-

UNIV. SÉNIOR CONTEMPORÂNEA

Celebra o 4.º aniversário

Alberto Machado Executivo da Junta de Freguesia e Médico Dentista

- Educação uma aposta ganha por este Executivo!

Oito anos depois, a realidade da Educação em Paranhos mudou radicalmente. Hoje temos um conjunto de iniciativas pensadas e estruturadas que vão de encontro às necessidades e aos currículos pedagógicos das escolas da Freguesia. Hoje temos uma equipa de professores de Educação Física que ministra aulas de Expressão e Educação Físico-Motora, em horário curricular, aos alunos das escolas EB 1 que o pretendem e, também, aulas de Actividades Físicas e Desportivas integradas nas actividades extracurriculares das mesmas EB 1. Hoje temos um apoio monetário com critérios definidos para as despesas de expediente e limpeza das escolas EB 1. Temos quatro projectos em andamento:

“As edições da Universidade do Porto (UP) estão agora acessíveis em formato electrónico a 12 milhões de estudantes de todo o Mundo, através de uma das maiores plataformas mundiais de conteúdos digitais para bibliotecas, a ebrary. A UP Editorial torna-se, assim, a primeira editora a colocar conteúdo em língua portuguesa nesta plataforma sedeada em Palo Alto, Califórnia, EUA” (in Destak, 21/05/2009).

Porto: 1 em cada 5

http://porto.the-hub.net

VIA conJUNTA

Ed. Online gratuitas

CRISE & DESEMPREGO

J.F.Paranhos

Rui Meireles

30.º a abrir no mundo

UNIVERSIDADE DO PORTO

D.R.

A iniciativa destes debates individuais com os candidatos à Presidência da CMP resultou da vontade dos participantes no Curso “Ética e Política”, que a Fundação SPES organizou no início deste ano. Fica aqui o calendário dos encontros, das 21h às 23h30 com lugar na Aula Magna da Faculdade de Medicina, em que as juventudes partidárias interpelam os candidatos sobre educação, acção social e cultura: - 22 Jun.> Rui Sá e D. Manuel Martins (SPES), moderados por Amândio Azevedo; - 29 Jun.> Teixeira Lopes e Levi Guerra (SPES), moderados por Henrique Pereira; - 6 Jul.> Elisa Ferreira e Ana M.ª Príncipe (SPES), moderados por Carlos Magno; - 15 Jul.> Rui Rio e D. Carlos Azevedo (SPES), moderados por J.Pinto Machado.◘

A USC (Universidade Sénior Contemporânea) comemorou em Maio os seus 4 anos de actividade, com os seus cerca de 180 alunos seniores. Do programa constou uma reportagem da RTP para “Praça da Alegria”, algumas visitas culturais e a III Sessão do I Ciclo de Conferências. ◘

NA IMPRENSA

Presidente: Miguel Seabra Rua Álvaro de Castelões, 811/831; 4200-047 Porto Tel. 225020046 Fax 225503714

Junta de Freguesia de Paranhos

- Paranhos Sorridente: rastreios de saúde oral a todas as crianças das escolas da Freguesia; - Gira-Volei em Paranhos: criação de um núcleo de Voleibol na Freguesia; - Terapia da Fala: apoio a todas as crianças da Freguesia com esta patologia; - Gabinete de Psicologia: apoio psicológico às crianças da Freguesia; Temos ainda promovido e apoiado outros níveis

cisam necessariamente de ser empresários, mas cidadãos com pro-actividade na Sociedade. De referir ainda que são Parceiros do HUB Porto: CMP, Instituto Centro de Emprego do Porto, MicroCrédito, UP, UCP, UFP, Associações de Emigrantes, entre outros. Depois de duas sessões de apresentação, a inauguração oficial acontece a 24 de Julho. Compareça! ◘

de ensino que não só o 1º ciclo (EB 1): - Jardins-de-infância: aulas de Expressão Musical; acesso ao Paranhos Sorridente; aulas de Expressão e Educação Físico-Motora. - Escolas do 2.º e 3.º ciclos: apoio a iniciativas das escolas; apoio às visitas de estudo; apoio à criação do Museu de geologia e mineralogia da EB 2,3 de Paranhos; apoio na criação de condições para a prática desportiva na escola EB 2,3 de Pêro Vaz de Caminha. - Escolas Secundárias: acolhimento de estagiários dos diferentes cursos profissionais promovidos pelas escolas na Junta de Freguesia; Projecto ECOescolas (em parceria com a ES António Nobre); apoio a iniciativas das escolas; apoio às visitas de estudo. ◘

“O BE diz que o Porto é um dos distritos mais afectados no País, contabilizando um total de 150 mil pessoas no desemprego. Um em cada cinco desempregados está registado no distrito do Porto. Há 110 mil pessoas inscritas nos Centros de Emprego do Porto. Distrito tem 30% das insolvências” (in Destak, 21/05/2009).

INICIATIVA GRP. IBERSOL

Kids Bike Tour “O grupo Ibersol lança, nos meses de Junho e Julho, uma iniciativa inédita em Portugal, a ter lugar no Porto e Lisboa. Trata-se do Kids Bike Tour, um evento que leva 400 crianças e 100 professores a pedalar pelas ruas da cidade. Os participantes vão receber bicicletas, mochilas e capacetes.” (in Destak, 21/05/2009).

HOSPITAL ST. ANTÓNIO

Consultas Acto Único “O Hospital Geral de Santo António (HGSA), no Porto, inicia hoje, em fase experimental e em duas especialidades, as chamadas consultas de acto único, que permitem a observação do paciente e a obtenção de alguns exames num só acto médico. Em declarações à Lusa, o director da Consulta Externa do HGSA, José Barros, disse que, numa 1.ª fase, este modelo funcionará apenas em consultas de neurologia e neurocirurgia e para pacientes que precisem de realizar uma TAC” (in Destak, 15/06/2009).

FEIRA DO LIVRO - PORTO

Aumento na Venda “A monumental Feira do Livro, que este ano tomou conta da Avenida dos Aliados, no Porto, já encerrou. As expectativas foram superadas e as vendas ultrapassaram em cerca de 20% as registadas em 2008, sobretudo devido à mudança da localização” (in Destak, 15/06/2009). ◘

D.R

porto paranhos

Jesualdo Ferreira é o 1.º treinador português a conseguir o tricampeonato consecutivo. O F.C.Porto conquistou este ano o ‘Tetra’ e fez mais uma ‘dobradinha’ no seu historial (a 6.ª). ◘


dossier globalização

CONFERÊNCIAS DO ESTORIL 2009

Locais. O mundo de debate gerado dividiu-se em dois pólos, tendo como linha separadora a ‘crise’: um pólo mais positivo e um pólo mais negativo, vozes mais concordantes ou consonantes e outras mais discordantes ou dissonantes.

ferências do Estoril realizou-se em Maio e contou com personalidades mundiais, de áreas distintas, para discutir um tema tão actual quão pertinente: Desafios Globais, Respostas

Ficou o apelo intenso de estratégias concertadas em prol duma globalização com consciência social e solidária, que produza desenvolvimento sustentável e que active e efective a regulação na liderança e na governabilidade internacionais. ◘

FALANDO COM...

CARLOS LOPES, Sub-Secretário da ONU

G20

ARR

Uma das questões muito abordadas foi o G20. Para Radha Kumar “a representação tem de ir para além do poder”, por isso não concorda que a Europa esteja somente representada pela França e o Reino Unido, bem como a Ásia só com o Japão, a Índia e a China. “E os países mais pequenos?”, deixou a questão. Para António Vitorino estes problemas de legitimidade e representatividade no G20 afectam mais o continente africano, que conta apenas com a África do Sul. Estas diferenças, alterações e lacunas não vêm de agora, mas desde o G1 ao G7 e desde o G8 ao G20, gerados e desenvolvidos “num período muito curto”, conforme alegou David Held, que encara com optimismo os dados que se nos colocam e apela a um maior multilateralismo. ◘

FALANDO COM...

MARY ROBINSON, Presidente da Irlanda (1990-1997) e Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos (1997-2002) Entende que esta globalização actual está a corresponder às expectativas que se tinha dela, ou algo está a falhar redondamente? Esta é aquela que realmente precisamos? MR – Penso que a globalização pode ser muito injusta e o trabalho que temos deve ser cuidado e estandardizado. Precisamos, portanto, de mais regulação para uma globalização ética e uma cooperação pelo respeito dos Direitos Humanos. Necessita-se de encurtar as distâncias, de se encetar um trabalho mais atento, com maior responsabilidade por essa cooperação, e de criar desafios de propriedade e de qualidade.◘

Jun.- Jul. 2009

As regiões e o poder local têm grande peso.

Desafios globais, Respostas locais A 1.ª edição das Con-

07

Para SAMIR AMIN, Director do Fórum do Terceiro Mundo, a crise vai substanciar-se ainda mais com a escassez de recursos naturais, agudizando o confronto entre Norte e Sul. Alegou que “não existe um mercado financeiro, mas um conjunto de mercados”. Quanto a África não está a ser esquecida mas marginalizada, pelos capitais, por algumas potências. Ela é vista pelos seus recursos naturais. Segundo YEGOR GAIDAR, ex-Presidente Russo-1992, estão a ignorar-se realidades políticas e a olvidar-se as posições dos anos 60 de anti-americanismo. “Estamos com vontade de encontrar soluções”, disse. ◘

No desempenho do seu exercício na ONU como vê esta questão dos desafios globais, respostas locais, a fim de se (re)pensar a(s) crise(s)? CL – A crise tem muitos contornos, logo não se pode reduzir a uma equação abstracta, tipo título das Conferências do Estoril. O objectivo aqui é chamar a atenção para as mudanças, que começam com pequenos passos. Portanto, a nível local tem de haver um enraizamento das discussões, se não são muito estratosféricas e não permitem às pessoas desencaixar e participar para fazer a mudança. Por exemplo, as pessoas não sabem: as enormes transformações que têm ocorrido no sistema global de governação vêm das pressões da Sociedade portuguesa, de várias formas de Organização. Desses passos que aponta qual é aquele, de facto, mais urgente e prioritário para fazer caminho? CL – Vemos que esta Conferência global, com um tamanho considerável, é feito por uma Autarquia. É perfeitamente possível fazer a ponte entre o global e o local, com oportunidades de debate e discussão.

O que é que para o cidadão comum pode ficar de essencial destas reflexões e que resultados concretos se efectivarão num futuro próximo? Ou seja, que garantias há de concretização segura das ideias partilhadas e não se ficar apenas pela sua teorização? CL – Se as pessoas não tivessem uma vontade tão grande de comunicar umas com as outras não haveria um sucesso tão grande das redes na internet. Existem mais de seis milhões de mensagens intercambiadas no facebook, pois as pessoas dão importância aos contactos. Não é que haja muito diálogo entre as pessoas, não há, pois até este tipo de conferências estão em défice, deveria haver muito mais. Porém, estas conferências não são para produzir resultados imediatos, são para criar articulações de redes. O cidadão comum pode participar aderindo às redes em discussão. É preciso que ele se engaje em organizações: ou ONG, ou nas Autarquias, ou em grupos de Voluntariado ou na contribuição académicas, entre outras participações sociais. De que forma é que Portugal estará a aprender e a retirar as devidas lições e ilações sobre estas questões globais e locais? CL – Portugal tem um peso internacional até maior do que a sua dimensão: tem o presidente da Comissão Europeia, tem o Alto-comissário para os Refugiados, tem o Alto-comissário para a Aliança das Civilizações, Portugal tem um terreno muito grande de especialistas em Ciência e Tecnologia, dirige debates importantes a nível europeu, teve o presidente da Assembleia-geral da ONU, esteve no Conselho de Segurança até há pouco tempo, etc. Portanto, tem uma rede de Instituições das quais tem tirado muito partido. Acho que o tamanho não condiz necessariamente com a dinâmica, como acontece por exemplo na Noruega: é a campeã na ajuda para o desenvolvimento e tem apenas cinco milhões de habitantes. Os cidadãos podem pressionar o sistema político e a forma de participação para que a voz do País seja maior numa determinada área. Têm de projectar-se! ◘


O JV agradece o apoio logístico e o acolhimento prestados pela Paróquia do Estoril, na pessoa do seu pároco, P. António Fernando Teixeira, na realização desta grande reportagem, aquando deste evento. ◘

dossier

08

globalização

Jun.- Jul. 2009

FALANDO COM…

ANTÓNIO VITORINO, Advogado, Professor universitário e Presidente do European Policy Centre Como europeísta firme que análise faz da realidade difícil que nos cerca? Prevê -se que esse pico global ainda venha a piorar. Como contrariar a sério esta ‘explosão’?

Iraque e Irão “Há algumas pessoas que me dizem que não concordam comigo relativamente ao Iraque. Como no que toca ao Irão. Os seus confrontos geraram guerra. Temos de nos afastar das pessoas que não nos dão estabilidade. Se trata de Democracia, tenhamos em conta que nasceu no mundo ocidental. Saibamos que um país que a escolhe nunca mais volta a atrás. Pois tem-se uma Sociedade e liberdade de expressão, onde as pessoas podem escolher quem as governe.”

Sudão e Zimbabwe

CONFERÊNCIA DE…

TONY BLAIR, Ex-Primeiro-Ministro Britânico e Enviado do Quarteto ao Médio Oriente

Para além de 7 lições que o convidado deixou, adquiridas no tempo em que passou na Terra Santa (recorde-se que Blair converteuse recentemente do anglicanismo ao catolicismo), deixamos aqui algumas intervenções soltas que fez sobre determinados países, à medida que ia sendo questionado sobre os mesmos...

China “É importante que a China se explique a si mesma, ela que ainda está em desenvolvimento, embora seja uma potência mundial. As pessoas, hoje, querem saber e aprender mais sobre a China, precisam muito do engenho e da criatividade chinesas. Precisamos de fazê-lo em conjunto, em estreita relação.”

“Confesso que não podemos fazer o queremos. Esses países não respeitam outros regimes, as pessoas estão submissas e fechadas em si. Posso lamentar-me e arrepender-me de muitas coisas, mas não o faço relativamente às 4 guerras que enfrentei enquanto primeiro-Ministro, pois se podemos e quando podemos fazer alguma coisa devemos de facto fazê-la.”

Relação de paz com os extremistas... “Na Irlanda do Norte também me sentei à mesa com pessoas terroristas. Mesmo diante do seu passado queremos que participem em negociações de paz, pela via política e não por violência. Também devo dizer que não tem necessariamente de ser mesmo pela via política. Só será possível os povos viverem juntos, por exemplo na Faixa de Gaza, se aceitarem os direitos e princípios uns dos outros e aceitarem a liberda-

de. Se conseguirmos resolver a questão israelo-palestiniana conseguiremos tirar de lá o veneno e melhorar as relações locais e globais.”

Índia “O papel da Índia tem muito a ensinar ao mundo: é a maior democracia do mundo e a que tem mais muçulmanos (cerca de 800 milhões de hindus). Uma das coisas que a Índia pode fazer no mundo é oferecer às pessoas a ideia do convívio, de que as suas diferentes religiões podem conviver entre si. A globalização para funcionar tem de acontecer a uma escala global e estribada na justiça. Só funcionará se a justiça for abraçada globalmente, doutro modo não poderemos partilhar os valores e o bem comuns.” ◘

FALANDO COM…

ROBERT HUNTER, Consultor na Rand Corporation (Washington) e ex-Representante dos EUA na NATO Para si qual é o maior problema da globalização? Se é que devemos entender que ela acarreta consigo vários problemas… RH – Eu penso que para os líderes políticos compreenderem os problemas têm de começar a olhar para o futuro e actuar agora, doutra forma os problemas tornar-se-ão catástrofes e as suas resoluções virão tarde de mais. Mas deve haver algum modo de resolver esses problemas… RH – Uma pergunta tão complexa quanto esta exige a cooperação individual, dos grupos e das organizações no seu país e nos outros países, é a presença de todos os países e de cada um que requeiram dos políticos o que eles devem fazer. É por isso que


A apresentação geral do evento e introdução de cada um dos momentos esteve a cargo de Clara de Sousa. A moderação de dois dos painéis existentes ficou com Judite de Sousa. ◘

dossier globalização

PARTES DA CONFERÊNCIA DE…

JOSÉ MARIA AZNAR, Ex-Primeiro-Ministro Espanhol, Presidente Executivo da FAES e Professor da Univ. de Georgetown “A globalização é uma grande oportunidade: a Humanidade progrediu muito nos últimos 30 anos. Isto é consequência da abertura da globalização de bens, de informação, de tecnologias e de mercadorias. Isto dá-se no desenvolvimento de todo o mundo. Nunca houve tanta liberdade como agora. Isto não significa que não haja problemas. Não se pode dizer que a globalização gerou mais pobreza e mais desigualdades. Houve muitas pessoas que melhoraram espectacularmente nos últimos anos, a nível de saúde e não só. Mesmo com os riscos, é preciso que coloquem estas ideias na sua medida, como nos confirmam certos números. A globalização no contexto da crise tem duas hipóteses para sair dela: mais intervencionismo

A NATO continua a missão na qual se fundou? Sente nela aquilo que deseja que ela seja? RH – Tal como em qualquer instituição, a NATO deve modernizarse. Deve continuar a zelar pela segurança e pela paz. Mas também tem de trabalhar com a UE para tornar possível esses valores. Considera ser melhor a formação do G20 face ao G7 e G8 e estará a UE devidamente representada? RH – O G20 é muito importante e uma muito boa ideia. Não tem a ver somente com os países ricos, mas com os países de todo o mundo que enfrentam os mesmos problemas. A UE tem de ser representada e pode ser vista como o Brasil, a Índia e a China e muitos outros países, que serão o futuro que farão avançar o mundo económico, através do ambiente, do desenvolvimento e da mudança. ◘

“começar a olhar para o futuro e actuar agora, doutra forma os problemas tornar-se-ão catástrofes”

Jun.- Jul. 2009

e maior liberdade (mais reformas estruturais e mais abertura para o exterior, sem proteccionismo). Além do princípio da identidade, é preciso haver igualdade no cumprimento da Lei e das leis, que é/deve ser equitativa entre todos. Não acredito no choque de civilizações, nem, portanto, na falada aliança de civilizações. Porque para mim só há uma Civilização, com diferentes culturas, onde há diálogo. Há, sim, ou deve haver, uma aliança de civilizados, que não quer violência, bombas, atentados nem confrontos. É preciso saber o quê e para onde se vai logo de início, para que a frustração posterior não seja maior nem se dê azo a políticas naïf. O terrorismo não é uma doutrina, é um instrumento.” ◘

MARIA JOÃO RODRIGUES, Conselheira Especial para a Agenda de Lisboa, referiu que a crise actual não tem só a ver com o sector financeiro, mas com problemas mais profundos, relacionados com a economia mundial. “A globalização mais equilibrada implica uma nova agenda para a globalização e uma reforma a nível global e local”, afirmou, indicando como prioridade conseguir-se o relançamento económico e a mudança da alteração climática. Alertou ainda que “a nossa capacidade de entender a globalização depende de cada ser se sentir como cidadão global”. ◘

O Prémio Nobel da Economia (2001), também foi um dos oradores. J. STIGLITZ constatou que a globalização chegou a um ponto de recessão sem que não afectasse de modo global, fazendo alastrar a crise pelo mundo, já que os EUA quiseram vender as “hipotecas tóxicas”. O mercado tinha estas ideias e a globalização era este mercado. A Europa comprou muito destes activos e com a desregulamentação os EUA exportaram muito destes tóxicos. “A nossa crise económica é assíncrona”, adiantou. Mostrou-se também desiludido com a reunião do G20 em Londres ao não ter feito o que podia e devia face ao tempo que se vive para combater a crise, “não nos deixando muito esperançosos”. Na sua opinião tem havido um grande debate nas “raízes da primavera”, na recuperação da crise. ◘

FALANDO COM... DAVID HELD, Professor de Ciência Política e Co-director do Centro para o Estudo da Governação Global na Escola de Economia de Londres e membro do Fórum Económico Mundial A globalização é algo que tem vindo a crescer. Como a considera no seu conceito inicial até ao conceito actual? Seria de esperar todas as consequências e conflitos que dela resultaram? - Eu penso que não há nada de novo na globalização, ela já existe há muito tempo. Há diferentes formas de globalização, que se relacionam com a economia, a política, a religião, as finanças, a comunicação e a indústria. Algumas delas têm impérios dramáticos! O que as distingue agora na globalização é uma confluência de mudanças. Ao longo dos anos tem havido revoluções políticas e comunicacionais e essas mudanças têm sido dominadas pelas alterações ao nível económico no merca-

D.R.

uma Conferência como esta é tão importante.

09

do. Este tem sido o modelo distintivo da globalização nos últimos 30 anos. É boa esta mudança? Estamos a ir no bom caminho? DH – Nós enfrentamos um incrível e poderoso desafio. A verdadeira questão é: ‘como pode o mercado beneficiar duma democracia internacional, mantendo a universalidade, promovendo o crescimento e preservando o ambiente em prol da justiça?’. O desafio na Democracia é proteger não só o mercado, mas regulá-lo e melhorá-lo. Precisamos duma política de mudança e de liderança nesta direcção, tornando-a mais forte para que possamos crescer. O que está a falhar essencialmente neste processo global e na responsabilidade dos líderes mundiais? Pois o terrorismo continua e os ricos ficam mais ricos e os pobres mais pobres… Porquê? DH – A ideologia falhou 30 anos e é o mercado que tem de resolver esta questão. O mercado antecipa os riscos e as políticas, a seguir. Toda a capacidade das potências tem de estar unida para examinar a Democracia e encontrar conjuntamente a solução. É bem claro o que temos de fazer para avançar: as instituições globais devem ser democratizadas e assentes numa nova base. ◘


dossier

10 Jun.- Jul. 2009

globalização

“O Irão assenta em 3 pilares: a civilização persa, o Islão e o que abarca a modernidade. O que Obama disse relativamente ao Irão é bom para o Irão e temos de fazer com que essa mudança - que teve uma reacção positiva - se opere.” Seyed Hossein Adeli ◘

PARTE FINAL DA CONFERÊNCIA DE…

INSTANTES IV.

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO, Ex-Presidente do Brasil (1995-2003), sociólogo e Professor convidado de várias Academias mundiais

D.R.

“Do ponto de vista geopolítico a crise precipitou a reconhecimento inescapável de que o G-20 é um âmbito de debates mais estratégico e representativo do que o G-7/8. É certo que as eventuais convergências de opinião entre os líderes dependem dos governos nacionais e de outras instituições internacionais para serem efectivadas, mas pelo menos é possível coordenar certas posições políticas, como vimos recentemente na Cúpula de Londres. Torçamos para que o progresso na direcção de um sistema global e democrático de tomada de decisões não seja impedido ou dificultado por interesses nacionais estreitos, como vimos em Bretton Woods. Um espírito amplo de parceria no lidar com questões de mútuo interesse e preocupação é certamente uma receita melhor para domar as disfunções do sistema financeiro do que a volta ao proteccionismo.

TARIQ RAMADAN, islâmico e Professor na Faculdade de Teologia da Universidade de Oxford, considera não fazer sentido ser contra a globalização, porque vivemos nela. “O ponto de partida para vivermos e melhorarmos o que de mal sucede da globalização é a humildade, a coerência e o respeito, para então arranjarmos soluções”, frisou. Para si a solução não está em Obama, como se vai escutando, “fruto desta obamania que se vive”. ◘

FALANDO COM...

SHI YINHONG, Professor de Relações Internacionais e Director do Centro de Estudos Americanos na Universidade de Renmin (China) Como entender melhor a China e suas relações? Dado que nem sempre é vista com bons olhos por causa da violação dos Direitos Humanos… SY – O Governo Chinês abriu-se ao mundo. Reconhecemos que a cooperação com os EUA, por exemplo, énos benéfica. A globalização também tem aspectos negativos. Há forças no mundo ocidental que, por isso mesmo, tendem/pretendem deixar de seguir os EUA para se inclinarem para a China. E a própria China deseja mudar o actual neo-liberalismo. As relações económicas entre a China e os EUA estão desequilibradas. A China não pode depender dos EUA e das suas políticas, embora mantenha uma relação estreita. Um dos desequilíbrios dá-se pelo facto da China exportar muito para os EUA e muitos outros países. ◘

Nada disso dispensará a reformulação e o fortalecimento da Organização das Nações Unidas (ONU). Tema antigo, que se arrasta sem término previsível, mas não por isso menos importante. Em seguida, na revisão dos pontos fundamentais do Global New Deal vem a reconstrução da matriz energética, que é um componente central de qualquer estratégia para lidar com a questão do aquecimento global. Ela permite e requer a intersecção entre as agendas económicas e as ecológicas. Barack Obama tomou claramente em suas mãos esta conexão estratégica. Colocou a transição para uma matriz de energia limpa como prioridade da sua agenda de transformações, e deu importância número um ao tema em sua proposta orçamentária. A questão energética tem conexões imediatas com o tema cultural mais amplo, envolvendo mudanças nos estilos de vida e nos padrões de consumo. Trata-se, desta forma, de outro assunto relevante para a própria crise económica: que pautas de consumo serão compatíveis com um ritmo de crescimento que permita a recuperação das economias sem condenar os países a um próximo ciclo recessivo, tal como se deu com a combinação explosiva entre exacerbação de consumo e crédito sem controlo? Dadas as enormes perdas de riqueza geradas pela crise e a queda da demanda global, é provável que o mundo tenha que ajustar-se, pelo menos por algum tempo, com reduzidas taxas de crescimento. Ajustamentos penosos terão que ser feitos por todos os países. Os próximos anos serão, provavelmente, de aflição e de baixas expectativas. É fácil imaginar o tipo de tensões políticas e sociais que poderão ser geradas pela diminuição, ainda que temporária, dos padrões de vida que as pessoas, ao menos no Ocidente, consideram fazer parte da ordem natural das coisas. Nesse contexto, a discussão sobre o que realmente significa "qualidade de vida" para pessoas diversas e em diferentes culturas ganhará, provavelmente, importância renovada no debate público. Os recursos governamentais tenderão a ser focalizados na reconstrução de economias abaladas. Isso seria facilitado se houvesse uma abordagem mais cooperativa das questões internacionais para levar à redução das tensões globais e à formação de uma ordem mundial mais estável. Quero finalmente argumentar que as ameaças globais actuais - desde a mudança climática e da proliferação nuclear até às epidemias, ao terrorismo e ao crime transnacional - só podem ser correctamente tratados se houver a participação tanto dos estados quanto de atores não estatais. Durante décadas, activistas, pensadores e cientistas, autoridades locais e líderes espirituais, vêm gerando ideias e propostas políticas sobre as questões planetárias. É chegado o momento de ouvir suas múltiplas vozes. O mesmo ocorre quanto á busca de um novo equilíbrio entre autonomia e liberdades pessoais, por um lado, e, por outro, solidariedade social e compromisso cívico. Esta abordagem mais ampla é o caminho para uma nova cultura e um novo espírito dos tempos, que transcendam tanto o individualismo possessivo das economias de mercado quanto o colectivismo sufocante, da ingerência estatal-partidária autoritária. Nos períodos de turbulência social o debate sobre valores alternativos é a melhor garantia contra o ressurgimento de falsos profetas com seus «estoques» trágicos de soluções regressivas e autoritárias. Na Viena cosmopolita dos começos do século XX, Hugo Hoffmanstahl, alertava sobre o poder crescente dos demagogos em tempos de crise. Dito por suas palavras: A política é mágica. Aquele que souber como convocar as forças do âmago das pessoas, por elas será seguido. Eu acredito que a inteligência colectiva e a convergência em parcerias constituem o melhor antídoto contra o risco regressivo, sempre presente, de tendências monopolísticas e autoritárias.” ◘

Os seguintes trechos noticiosos, sobre o tema “A globalização está viva?”, são retirados da revista Foreign Policy, n. 9 (Abr.Maio 2009)...

CAMPANHA NA GEÓRGIA FALANDO COM…

MANUEL ARANDA DA SILVA, Director Adjunto para as Relações Exteriores e Conselheiro da Directora Executiva do Programa Alimentar Mundial, exMinistro de Moçambique Podemos afirmar que o aumento acelerado do desemprego se deve à globalização? Por que, esta e outras questões, não conseguem ter um fim prático à vista se as Nações estão realmente Unidas, conforme se pressupõe pela sigla ONU? MAS – As Nações Unidas é aquilo que os Estados membros fazem dela. Para falar da ONU temos de falar de Portugal, da Espanha, da Rússia e da China, etc. Não é uma entidade separada. Depois, de referir que, há aspectos muitos positivos do que se faz. As pessoas esquecem-se que hoje podem pôr um selo numa carta, vá para onde for, porque há um Acordo internacional que regula como os selos funcionam; se as pessoas voam no ar sem chocar é porque há Acordos internacionais com as organizações próprias que regulam o sistema da aviação civil; se as frequências das comunicações não se sobrepõe é porque há uma entidade das telecomunicações reguladora; entre outros exemplos, como na área da segurança, da saúde, etc. Portanto, a ONU faz muito mais do que aquilo que parece! Hoje em dia o poder do mundo não corresponde ao poder dos meteoros da 2.ª Guerra Mundial, não se alterou. Quando foi criada a ONU havia 50 países no mundo e hoje há 192 e isso não está reflectido. É necessária uma correcção no modo de ver e lidar entre os países que saíram vencedores e vencidos da 2.ª Guerra, reflectindo-se nas decisões do Conselho Geral da ONU. ◘

‘O Vencedor é a Geórgia’ “A Geórgia perdeu em toda a linha na curta guerra travada com a Rússia no Verão passado, mas não digam isso ao pessoal das relações públicas do Governo. A campanha “o Vencedor é a Geórgia” coloca o país contra outras nações Geórgia vs. França, Geórgia vs. China, Geórgia vs. Austrália - e afirma que quando se trata de escolher o melhor lugar para fazer negócios ou turismo, a Geórgia sai vencedora. Mesmo que isso não aconteça no campo de batalha.” ◘

MOISÉS NAÍM

Frases soltas que se destacam nesse artigo de opinião... “Para os seus críticos, a globalização é a causa do actual colapso financeiro a nível mundial, das crescentes desigualdades, do comércio injusto e da insegurança geral. Para os seus defensores, ela é a solução para todos estes problemas. Independentemente das discussões e de quem tem razão, a única certeza é que esta nova realidade está para ficar” (introdução do artigo). - “A globalização é uma vítima da crise económica”; - “A globalização não é nada de novo”; - “As políticas mais duras estão de volta”; - “A globalização é de e para as pessoas ricas”; - “A globalização tornou o mundo num lugar mais seguro”; - “A crise financeira é um sintoma de uma globalização descontrolada”. ◘

LITERATURA ESPECÍFICA

O que dizem alguns autores sobre a Globalização? -“Para uma visão das várias facetas da globalização, leia David Held, Anthony McGrew, David Goldblatt e Jonathan Perraton em Global Transformations: Politics, Economics and Culture (Palo Alto: Stanford University Press, 1999).” -“Em The Great Experiment (Nova Iorque:Simon & Schuster 2008). Strobe Talbott argumenta que a integração da humanidade tem sido uma tendência histórica inexorável”. Urge melhorar a governabilidade global. ◘ DOSSIER: Grande Reportagem, Entrevistas, Texto e Fotos - ARR.


D.R.

O tenor espanhol José Carreras recebe a 23 de Junho o doutoramento Honoris Causa pela Univ. do Porto, pelo contributo à Ciência da sua Fundação contra a Leucemia.◘

INSTANTES V.

filantropia

O Espaço t surge num contexto social no qual a necessidade de novos instrumentos no combate à exclusão se torna premente.

Nigéria e Somália A Amnistia Internacional (AI) apelidou a situação do Delta do Níger de “tragédia de direitos humanos”, afirmando que a população do Delta do Níger tem assistido ao abuso dos seus direitos humanos por parte de companhias petrolíferas que o seu governo não pode ou não quer responsabilizar. A AI condena veementemente a execução da pena de amputação realizada a quatro jovens pela milícia armada al-Shabab no Norte do Mogadishu -Somália.◘

Um grupo de profissionais das áreas da saúde e das artes mobilizaram conhecimentos e sobretudo muito empenho para a criação de uma

D.R.

De 5 de Junho a 3 de Julho entregue as suas radiografias com mais de 5 anos ou aquelas que já não têm valor de diagnóstico nos sacos disponíveis em qualquer farmácia, sem relatórios, envelopes ou folhas de papel. ◘

Durante o ano de 2009, a Rede Europeia Anti-Pobreza desenvolverá, a nível europeu, uma Campanha em favor de um rendimento mínimo adequado para que todos os cidadãos possam viver em dignidade. Desta campanha consta um Apelo em defesa de um rendimento mínimo adequado. Caso pretenda apoiar esta iniciativa s u b s c r e v a - o e m : www.adequateincome.eu/en/ get-involved/petition. ◘

CÁRITAS INTERNACIONAL

Combate à Pobreza O Presidente da Caritas Internationalis, Cardeal Oscar Maradiaga, pediu uma mais forte liderança, a nível global, para que seja assumida, de facto, a responsabilidade moral de ajuda aos mais pobres, particularmente, nestes tempos difíceis que o mundo atravessa. ◘

Jorge Oliveira

culturais e/ou formativas (formais ou não formais), de modo a estimular as capacidades expressivas e desenvolver o investimento em si próprio. Pretende-se assim, modificar as atitudes, os valores e as aptidões, promovendo uma mudança positiva do estilo de vida, desenvolvendo a autoestima e o auto-conceito. Paralelamente, promovese a mudança social, com vista à aceitação da diferença pela sociedade, utilizando, para isso, a divulgação da cultura Espaço t.

Quase Galeria é uma galeria de arte contemporânea dentro da sede do Espaço t, onde cada exposição será uma fusão de espaços podendo mesmo emergir num só espaço. Cria-se uma nova visão da Instituição, como local onde outros públicos e outros seres podem mostrar a sua arte. Com o apoio de outras galerias, artistas e da Comissária das exposições, Fátima Lambert, o Espaço t tem o projecto construído para que ele possa nascer de um espaço e valorizar novos conceitos estéticos contribuindo para a interacção de novos públicos no espaço com os públicos já existentes promovendo assim, e mais uma vez, a verdadeira inclusão social. “Queremos que, com esta Quase Galeria, o Espaço t abra ainda mais as portas para a cidade, criando sinergias de conceitos, opiniões e interacções entre humanos, tendo um objectivo com que todos sonhamos – a Felicidade”, exprime-se assim numa vontade firme o responsável máximo do Espaço t, Jorge Oliveira. ◘

Rendimento mínimo

Os Bancos Alimentares Contra a Fome recolheram em Portugal, no fim-de-semana de 30 e 31 de Maio de 2009, um total de 1.935 toneladas de géneros alimentares na campanha realizada em 1219 superfícies comerciais das zonas de Abrantes, Algarve, Aveiro, Braga, Coimbra, Cova da Beira, Évora e Beja, Leiria-Fátima, Lisboa, Oeste, Portalegre, Porto, Santarém, Setúbal e São Miguel. ◘

CIVILIDADES

Presidente do Espaço t

A arte como processo terapêutico

Ao

ARR

Reciclagem de Radiografias

1.935 toneladas

realidade sustentada por um objectivo primordial: o combate à exclusão social adoptando a arte, linguagem das emoções, como um instrumento privilegiado de comunicação. Assim, em 1994, nasceu o Espaço t – Associação para Apoio à Integração Social e Comunitária, desde Março de 1998, uma Instituição Particular de Solidariedade Social com fins de saúde. O trabalho do Espaço t baseia-se em dois grandes vectores principais, por um lado visa o enquadramento do indivíduo em actividades artístico -

O Baile da Rosa, promovido por Daniel Martins, destinou a receita da edição de 2009 para o Espaço t. Todos os anos reverte para uma IPSS do Porto, com centenas de convidados. Os premiados este ano, num jantar em Maio na Estação de S. Bento, foram Diogo Infante e Luciana Abreu, apadrinhados, respectivamente, por Raúl Solnado e Teresa Guilherme.

AMI: CAMPANHA

BACF: ÚLTIMA CAMPANHA

Jun.- Jul. 2009

R E A C R E D I T A R … Espaço t

AMNISTIA INTERNACIONAL

REAP: PETIÇÃO

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PROJECTO “PORTA SOLIDÁRIA” NA IGREJA DO MARQUÊS

Esta não é a vida nem o futuro que queremos A Igreja da Sr.ª da Con-

de voluntários vai-se mantendo na ordem dos 140.

ceição (ao Marquês, Porto) é uma das Instituições da Cidade que presta serviço aos mais carenciados, servindo sopa/ refeição aos que dela precisam. Este novo modo de pastoral da caridade surgiu nessa Paróquia em Fevereiro deste ano, recebendo 30/40 necessitados (não só pessoas em pobreza extrema, mas também desempregados e ex-/ toxicodependentes). Em Abril o número já ascendia a 90, ao passo que em Junho já são cerca de 220 os que procuram a “Porta Solidária”. O número

que estão por trás desses utentes. Um deles disse que não queria que as filhas soubessem onde vai jantar – daí não deixar-se fotografar - e explicounos a sua situação: “elas não me falam desde o meu divórcio, que foi quem me pôs assim. A causa de estarmos aqui é de não haver trabalho. Esta não é a vida nem o futuro que queremos, há aqui muito boa gente que tem boa cabeça e que poderia trabalhar”. Está a receber €107 de reforma,

histórias

incríveis

tendo-a pedido antecipada, aos 55 anos, com 31 anos de descontos e tendo sido soldado do 25 de Abril. Alegou estar a ser enganado pela Segurança Social, tanto nas ’12 Casas’ como na ‘Loja do Cidadão’. Este utente acrescenta ainda: “Estou a pagar €50 de renda mensal no ‘barraco’ onde vivo, mas é por não ter outra alternativa. Estou inscrito há muito no Centro de Emprego, mas apenas consegui que me chamassem agora para uma Formação. Sou carpinteiro imobiliário e, de momento, sou arrumador de carros, tirando uma média de €7/8 por dia”. ◘

fomentar a criatividade como linguagem comum, o Espaço t pretende despertar nos seus alunos uma participação social activa, consciente e livre. Desta forma, o trabalho que é desenvolvido diariamente nas instalações desta Instituição agrega diferentes áreas de intervenção inter-relacionadas: Os ateliês de expressão artística são complementados por um acompanhamento psicológico diário. Paralelamente, o departamento de emprego promove a inserção profissional de todos aqueles que se encontram em situação de desemprego ou similar. Através do departamento de formação e projectos acreditado pela DGERT, e do Centro Novas Oportunidades, o Espaço t dá oportunidade a adultos com baixa escolaridade poderem desenvolver, certificar e melhorar competências. O CNO é uma valência do Estado, financiada pelo Prodep III e sob a tutela da Direcção Geral de Formação Vocacional. As Brigadas Espaço t têm por missão levar as actividades desta Instituição a outras realidades. O Espaço t possui ainda serviço telefónico de apoio a indivíduos em situações limite, intitulada “Linha urgência Espaço t”, basta para isso digitar o número 707201076.

Mas quem são os beneficiários do Espaço t ? São sobretudo aquelas pessoas que, quer por doença, física ou mental, quer por qualquer outro motivo, estão emocionalmente fragilizadas, e todas aquelas que simplesmente querem aprender uma nova linguagem artística. Actualmente conta com cerca de 300 alunos, alguns com problemas de toxicodependência, outros seropositivos, outros portadores da síndrome de Down, doentes do foro psiquiátrico e também os ditos “normais”. Interessa contudo salientar que o Espaço t, e o “t” significa todos, é um espaço aberto que não se restringe a um grupo delimitado, tendo unicamente como alvo o ser humano. No âmbito da cultura, preconizada pela Associação desenvolvem-se vários projectos culturais que procuram espelhar aquilo que é a “Cultura Espaço t”, sensibilizando a população em geral para os problemas sociais e grupos de risco. ◘


“Quantos não foram os

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especial

Jun.- Jul. 2009

NA 1.ª PESSOA COM…

cos contemporâneos?” ◘

Álvaro Cassuto

O modus operandi das Instituições portuguesas difere radicalmente das estrangeiras D.R.

Sente-se aqui o pulsar de alguém que viveu e vive uma experiência fortíssima da música a nível internacional. Fala de si, da sua visão cultural e de novos projectos.

artistas que não foram compreendidos pelos seus críti-

– Sente e/ou consente que o facto de ser oriundo do Porto tenha imprimido em si algum carácter especial? Que significado tem para o Maestro ter naturalidade portuense e o que o levou a deixar a cidade? AC – Nasci no Porto, mas tendo a minha mãe aí falecido quando eu tinha três anos, meu pai e meus avós decidiram mudar-se para Lisboa. No entanto, ter nascido no Porto tem um significado profundo, porque tenho grande admiração pelos portuenses e gosto muito da sua maneira de ser, com a qual me identifico. JV

– Foi alvo de algum antisemitismo institucional como alguns dos seus antepassados e outros judeus lusitanos? Sofreu alguma vez algum tipo de discriminação por ser judeu? AC – Quero sublinhar que me orgulho dos meus antepassados judeus, e da força que os fez resistir a tantas perseguições, razão determinante do facto de eu existir. No entanto, não sou religioso nem praticante. Também nunca sofri o menor tipo de discriminação.

JV

– Sempre teve na música, mais propriamente a clássica e a românica, a sua bússola orientadora do caminho a seguir ou houve no perJV

“ter nascido no Porto tem um significado profundo, porque tenho grande admiração pelos portuenses e gosto muito da sua maneira de ser”

curso percorrido hesitações e dilemas entre ou tra s prefer ên cia s. Quais? AC – Sempre me identifiquei mais com o classicismo e romantismo musicais, e daí que tenho sido considerado um excelente intérprete de Mozart, Beethoven, Brahms ou Mahler. No entanto, cedo me compenetrei do ostracismo a que foram votados os nossos melhores compositores, como por exemplo o Joly Braga Santos, e assim senti ser minha obrigação divulgar a sua obra, assim como a de outros compositores portugueses.

JV – Ao longo dos seus 50 anos de carreira, que agora se comemoram, teve inúmeras experiências e desafios a nível nacional e internacional. Qual foi a

razão, ou as razões, que o levaram a viver 18 anos nos EUA? Alguma insatisfação com Portugal ou algum convite irrecusável que viria a mudar a sua vida? AC – A minha educação foi cosmopolita, sendo filho de D.R.

alemães que fugiram do Nazismo e vieram para Portugal, onde as primeiras escolas que frequentei foram a inglesa (4 anos) e a francesa (5 anos). Só depois disso, fiz os exames da escola primária, do liceu e obtive a licenciatura em Direito. Assim, desde muito novo, tive contacto com o nível musical português e estrangeiro, e apesar do muito apoio que tive em Portugal enquanto jovem, as limitações do nosso meio musical tolhiam as minhas aspirações. Assim, fui viver para os Estados Unidos onde as oportunidades eram vastíssimas. Ganhei prémios importantíssimos, fui convidado a dirigir dezenas de orquestras e fui director de três orquestras institucionais de elevadíssimo nível. No entanto, nunca me afastei das minhas raízes, e

“[como judeu] nunca sofri o menor tipo de discriminação” sempre me mantive activo em Portugal. E sempre quis implementar entre nós o que aprendia lá fora… Infelizmente, nem sempre fui bem sucedido, porque o “modus operandi” das nossas instituições difere radicalmente do que eu tenho observado e aprendido fora de Portugal!

JV – A distinção e reconhecimento de tal efeméride


D.R.

>> p e r f i l << ÁLVARO CASSUTO Álvaro Cassuto é, actualmente, o chefe de orquestra português de maior projecção internacional. Nasceu no Porto, é licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, sendo actualmente Maestro Director da Nova Filarmonia Portuguesa. Depois de se afirmar como um dos compositores mais válidos da nova geração, estudou regência com Pedro Freitas Branco e Herbert von Karajan, diplomando-se no Conservatório de Viena. Maestro-Adjunto da Orquestra Gulbenkian (1965-1968), em 1970 é nomeado subdirector da Orquestra Sinfónica da RDP em Lisboa e eleito seu Maestro Director em 1975. Assistente do famoso Leopold Stokowski junto da "American Symphony" de Nova Iorque, em 1969 foi galardoado com a mais importante distinção para jovens maestros nos EUA, ocupando, sucessivamente o cargo de Maestro Director da: - Orquestra Sinfónica da Universidade de Califórnia (1974-79), Rhode Island Philharmonic (1979-85) e National Orchestra of New York (1981-87), com a qual actua regularmente no famoso Carnegie Hall. Na Europa tem regido, com regularidade, algumas das melhores orquestras, designadamente as de: Londres, Berlim, S. Petersburgo e Moscovo, entre outras. ◘

foi celebrizada com a condecoração do senhor Presidente da República, no último 10 de Junho, e é assinalada com um grande concerto no Porto (dia 19). Como vê estes feitos e o que representam para si? AC – A distinção com que fui agraciado pelo senhor Presidente da República constitui não só uma grande honra, como um enorme incentivo para o meu futuro. Representa naturalmente um ponto culminante na minha carreira e o reconhecimento de que os meus esforços foram apreciados pelo nosso Supremo Magistrado, contrariamente ao que acontece com alguns dos responsáveis das nossas instituições culturais…

“A minha carreira não me inebria, atribui-me responsabilidades” – Alguma vez o incomodou ser e saber ser o Maestro português mais internacional dos últimos tempos, se não mesmo de todos os tempos? De que forma reage com essa atribuição e, dado os altos cargos que desempenhou na Música, com a crítica que teve sempre de enfrentar do público, da Imprensa e dos especialistas? AC – Orgulho-me da minha carreira nacional e interna-

especial

Jun.- Jul. 2009

a etiqueta com maior distribuição mundial, o repertório incidiu predominantemente na música portuguesa, precisamente com vista à sua divulgação internacional, como Bomtempo, Joly Braga Santos ou Luís de Freitas Branco.

– E em temos de projecto, há algo que ainda n��o seja do foro público mas que possa já anunciar? AC – Nesta fase da minha vida, em que já não estou ligado a nenhuma instituição musical – o que me liberta de um rol de obrigações que deixaram de me interessar - dirijo as (muitas) orquestras que me convidam, mormente estrangeiras, e continuo reforçadamente empenhado na gravação para a editora Naxos de música sinfónica de compositores portugueses que merecem distribuição internacional. Há compositores portugueses cuja música vou gravar e que ainda não estão anunciados. No entanto, prefiro não referilos antes de ter tudo cem por cento garantido.◘ JV

ARR

BREVES DEPOIMENTOS AO JV DE ALGUNS DOS PORTUENSES CONDECORADOS (10/06/2009): “Tenho muita honra na condecoração. Foi uma grande alegria para os meus filhos e netos. Confesso que não sei bem justificá-la, porque a única coisa que soube fazer na vida foi ser jornalista durante 59 anos, tentando sê-lo sempre da melhor maneira possível”. (António Freitas Cruz – Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique)

“Foi uma surpresa e uma honra, mas ao mesmo tempo sei que nunca me seria atribuída se não tivesse a ajuda da família e dos amigos que me apoiaram ao longo destes anos, pois sem eles nunca teria feito tudo o que fiz. É também uma oportunidade para dar maior visibilidade aos deficientes motores, de modo a terem esperança e nunca desistirem de lutar para alcançar os seus sonhos”. (Bento Amaral – Oficial da Ordem Infante D. Henrique) “Para mim é uma honra. Como dizia o Prof. António Barreto é importante que o país possa contar com pessoas que fazem, para além de discursos. E na área da Educação é necessário mobilizar-se para grandes projectos comuns e numa lógica de serviço público. A condecoração tem a ver com todo este esforço para pôr de pé todo o Ensino profissional. Há uma espécie de aproveitamento de potencial do que se desenvolveu numa linha de continuidade actual, dado que isso nem sempre acontece”. (Joaquim Azevedo – Grande Oficial da Instrução Pública)

– Tem uma discografia variada e extensa, com mais de 25 CD gravados. Há CD melhores do que os outros, há algum fio condutor e sequência lógica entre eles, ou não têm nenhum critério programático entre eles? O que destaca na sua obra e qual aquela que mais o encanta? AC – Os mais de 25 CD que gravei com a Nova Filarmonia Portuguesa para a Movieplay Portuguesa e a EMI incidiram principalmente no repertório daquela orquestra, que era o Clássico e o Romântico: Haydn, Mozart, Beethoven, JV

Schubert e assim por diante. Quanto aos mais de 12 CD que gravei para a Naxos,

13

“Representa o reconhecimento do trabalho da equipa que trabalha comigo, que tenho o prazer de dirigir. Em termos pessoais, não vai mudar nada na minha vida (risos), mas não esquecerei esse dia agradável”. (M.ª Raquel Seruca – Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique) Presidência da República

PUB

(A) GENTE SOLIDÁRIA (O)

JV

cional, e sinto-me grato a todos aqueles que me proporcionaram as respectivas oportunidades. Mas a minha carreira não me inebria, antes pelo contrário, atribui-me responsabilidades. Quanto à crítica, a do público foi sempre inequivocamente positiva, o que nem sempre foi o caso da Imprensa e dos especialistas. Mas neste ponto estou em óptima companhia! Quantos não foram os artistas que não foram co m p r e e n d i d o s pelos seus críticos contemporâneos?

Castelo de Guimarães

O I Congresso da História da Santa Casa da Misericórdia do Porto realiza -se entre 2 e 3 de Julho, na Casa Diocesana de Vilar (Porto). Tema: “A Solidariedade nos séculos: a Confraternidade e as Obras”. ◘

ANA COUTO GABINETE DE CONTABILIDADE AV. COMENDADOR FERREIRA DE MATOS, N.º 401, SALA 310 – 4450-000 MATOSINHOS TELEFONE / FAX: 22 937 81 82

Av. Fernão Magalhães, 600; 4350-150 Porto

Correio electrónico: c0uto@hotmail.com

Tel.: 225 106 215


14

sociedade

Pedro Duarte Jurista e Deputado na Assembleia da República

A Justiça nacional Olhar para o nosso sistema de justiça é, por estes dias, um acto revoltante. Se fizermos uma retrospectiva crítica dos 35 anos de democracia que já vivemos, facilmente se percebe que aqui reside um dos seus mais clamorosos falhanços.

P.R.

JUSTAPOSIÇÃO

ARR

Jun.- Jul. 2009

J. Bénard da Costa, grande vulto da Cultura portuguesa, faleceu a 21/05/2009. Cavaco Silva e Álvaro Barreto invocaram a sua pessoa, “que já faz falta”. ◘

DISCURSO DO PR NO 10 DE JUNHO DE 2009

Portugal será de novo Portugal O Prof. Aníbal Cavaco Silva, no seu discurso do Dia de Portugal, exortou a que “mais do que sonhar (como dizia Almeida Garrett) voltemos a acreditar que Portugal será de novo Portugal (…) com a responsabilidade de todos e de cada um”. O Chefe de Estado apelou também à retoma da cultura de valores e da dignidade, à consciência solidária e aos princípios éticos de justiça e equidade nas instituições. O Presidente da República (PR) deixou um repto e, ao mesmo tempo, um desejo pessoal: “Tenho a certeza que podemos fazer deste tempo de provação um tempo de esperança”. Contestou o “alheamento e desistência de muitos portugueses” face à Democracia ao não exercerem o seu pequeno contributo de cidadania, mas fundamental, ao não irem às urnas para as eleições do Parlamento Europeu. A realidade europeia, segundo Álvaro Barreto (presidente da Comissão das Comemorações do 10 de Junho) mencionou na intervenção anterior, tem sido um ideal apenas para os políticos e juristas e não o que deveria realmente ser: “um sentimento dos povos”. Tal alegação incide nos resultados das abstenções que assolaram a UE. ◘

D.R.

Aproveitamos esta alusão do PR relativamente às Eleições para deixar aqui um quadro feito pelo JV, com base na informação disponível no sítio da RTP1, apresentando os resultados das ‘Europeias’ de 7/06/2009 nas Freguesias do Porto, comparativamente com o Concelho portuense e os Totais nacionais… De seguida apresentamos um breve apontamento exclusivo ao JV de cada um dos novos eurodeputados cabeças de lista, à excepção de Vital Moreira, que não respondeu ao nosso pedido. Pedimos que referissem a prioridade máxima que teriam na primeira agenda/acção em Bruxelas.

O sistema de justiça nacional está crescentemente desacreditado, não cumprindo um dos seus requisitos absolutamente fundamental: confiança dos cidadãos. Um sistema de justiça que não oferece garantias de equidade, imparcialidade e eficácia à sociedade, é um sistema falido.

Perante

este diagnóstico, impõe-se uma atitude de ruptura. Não vamos lá com paliativos… Desde logo, vale a pena olhar para o sistema com critérios de gestão, que utilizem indicadores de produtividade e eficiência como linhas estruturantes de avaliação (e de mudanças), não deixando, naturalmente, de ter em conta os direitos, liberdades e garantias em causa.

Depois

disso, temos então, sem tibiezas, de partir para novas etapas, nomeadamente, criando incentivos para o recurso à arbitragem, racionalizando a rede de tribunais (apostando em small claim courts à semelhança do Reino Unido), revalorizando a função exercida pelos juízes, responsabilizando todos os agentes, simplificando processos, etc, etc. ◘

“o sistema de justiça nacional está crescentemente desacreditado”

PAULO RANGEL

MIGUEL PORTAS

ILDA FIGUEIREDO

NUNO MELO

PPD-PSD

B.E.

PCP-PEV

CDS-PP

“Defender o interesse nacional. Concretizando, acompanhar-se-á a investidura de Durão Barroso e o processo de entrada em vigor do Tratado de Lisboa. Darse-á uma atenção muito especial à reforma da política agrícola comum, à estratégia marítima europeia e a toda a agenda energética e climática. A defesa do modelo social europeu será uma constante que atravessará todos estes itens.” ◘

“O Parlamento inicia funções com a eleição da nova comissão europeia e do seu presidente. Tenciono intervir nas audições dos candidatos a comissário, nomeadamente em matéria económica e financeira e votar contra a eleição do presidente proposto.” ◘

“Além das várias solicitações recebidas durante a campanha eleitoral, será a urgência de um plano de luta contra o desemprego, o que implica a criação urgente de empregos com direitos e a melhoria das condições de vida para reanimar a actividade económica, é uma questão central a que darei toda a prioridade.” ◘

“Poremos todo o nosso esforço e empenho, na defesa de todas as áreas mais determinantes para os interesses de Portugal, com exemplos na indústria, segurança alimentar, ambiente, comércio, agricultura, pescas, turismo e todas as demais. Tudo, na perspectiva de quem representa não apenas um Partido, mas também um País.” ◘


Daniel Faria - grande poeta místico, teólogo e noviço beneditino - que estudou e viveu no Porto, faz 10 anos que faleceu (com 28 anos) a 9 de Junho. ◘

cultura

15 Jun.- Jul. 2009

CAMPANHA ‘N A J V’

SUGESTÕES DE... Manuela de Melo

‘Porto em Directo’

Ex-Vereadora da Cultura da C.M.Porto e Deputada na Assembleia da República

1.-

Festa de São João. Ninguém sabe desde quando se festeja o solstício de Verão e a noite mais curta do ano. No Porto, festejamo-la na rua, onde milhares de pessoas se deslocam, sem outra intenção aparente além de cumprimentar toda a gente com alhosporros e ramos de ervas aromáticas e parar de vez em quando para desfrutar dum bailarico ou duma sardinha bem assada. Aproveite para passar na Rotunda da Boavista e assistir ao Concerto de S.João, na Praça da Casa da Música. No dia de S.João, a missa da Lapa é outra forma de celebrar a renovação da vida. Serralves. Aproveite

31-07-2009

Grupo Arte e Juventude - em parceria com a AOSL

01-08-2008

Grupo de baile - ARTMÉDIA Festival Internacional de Folclore - par-

02-08-2008 ceria com o Rancho Folclórico Paranhos Danças de salão e latino-americanas -

03-08-2008 parceria com C.Dança de Salão do Porto 04-08-2008

09-08-2008

3.-

Dança. No Teatro Nacional de São João e no Teatro Carlos Alberto, há espectáculos de dança para todos os gostos. Não perca a forma como a coreógrafa Olga Roriz encerra o Paraíso (27 Junho) e o Inferno (30 de Junho). ◘

PROGRAMA SR.ª SAÚDE 2009

Grupo de baile NECALOPES E LILIANA

Grupo de baile - PONTO FIXO 05-08-2008 Grupo de baile - KONSUANTE 06-08-2008 Grupo de baile - ARTBAND 07-08-2008 08-08-2008 DANÇA & BALANÇA - música Brasileira

CADA ASSINANTE E/OU LEITOR QUE ARRANJAR 5 NOVOS ASSINANTES E/OU 2 PUBLICITÁRIOS GANHA LOGO 1 BILHETE DUPLO. FORÇA!

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2.-

um domingo de manhã e vá a Serralves. Com a família, incluindo as crianças. Passeie pelo parque, admire a forma como o homem escolheu e utilizou os elementos naturais para construir uma obra de arte, vá até á zona agrícola apreciar os frutos da terra. Entre no Museu e interrogue-se sobre a representação do mundo feita pelos artistas contemporâneos.

A COMPANHIA SEIVA TRUPE E O JORNAL VERIS OFERECERAM BILHETES PARA ESTA PEÇA. ESTÁ EM CENA NO TEATRO DO CAMPO ALEGRE, ATÉ 30 DE JUNHO. PARTICIPE E VENÇA!

DATA

II Concurso de Fado Amador de Paranhos - parceria com FC Amial Regado

10-08-2008 11-08-2008 12-08-2008 13-08-2008 14-08-2008

ÁGUA NA BOCA - música Brasileira

15-08-2008

Concerto das BANDAS FILARMÓNICAS - CAMPO LINDO

Grupo de baile - EXPRESSO 86 Grupo de baile - HORYZA Grupo de baile - BANDA LUSA Grupo de baile - DIAPASÃO

Publicite neste Jornal. Valores que compensam!

Poetisando S. João meu, ai Jesus Chamam Chamam--te rapioqueiro Todos fossem como tu E era céu o mundo inteiro. Pede S. João te peço Pede muito a Jesus Pois só com o poder d’Ele O mundo pode ter luz. Que o mundo tenha alegria Muita paz, não haja dor Todo o Homem seja irmão Todo ele tenha amor. Que os Homens sejam irmãos Haja paz em todo o lado Que uns deixem de ser tão ricos E outros tão necessitados! ◘

António Lopes

Ed.: PORTO EDIT. A.: Rui Marques Ano: 2009 | N. Pág.: 224

Da Missão Paz em Timor à revista CAIS, dos refugiados bósnios e Missão Crescer em Esperança passando pelo programa Escolhas e muitos outros projectos, "Esperança em Movimento" contém relatos plenos de força e esperança. Porque um mundo melhor é possível! O Prefácio é de Nuno Morais Sarmento, donde resultam as seguintes linhas: "(...) Ao longo destas páginas, e do contar das suas vivências, Rui Marques diz que testemunhou momentos e exemplos de esperança extraordinários (…), que o obrigam a contá-los (…). Mas o que ele não diz, e que salta em cada página, é que mais do que testemunhar/transmitir, o Rui constrói ESPERANÇA”. ◘

Ed.: GRADIVA A.: G. d’Oliveira Martins Ano: 2009 | N. Pág.: 196

A cultura ganha uma nova importância na vida política e económica contemporânea. O desenvolvimento humano não é compreensível nem realizável sem o reconhecimento do papel da criação cultural, em ligação estreita com a educação e a formação, com a investigação e a ciência. O que distingue o desenvolvimento e o atraso é a cultura, a qualidade, a exigência – em suma, a capacidade de aprender. Deixou de fazer sentido a oposição entre políticas públicas centradas no património histórico, por contraponto à criação contemporânea. A complementaridade é óbvia e necessária. Basta olharmos os grandes marcos da presença humana ao longo do tempo para percebermos que há sempre uma simbiose de diversas influências e épocas◘

Ed.: AP. ORAÇÃO A.: Margarida Alacoque Ano: 2008 | N. Pág.: 207



. D.R

No livro, Santa Margarida-Maria Alacoque conta a sua vida com simplicidade e sinceridade e retrata-se a si mesma tal qual era e tal qual se via à luz do Espírito Santo. Santa Margarida-Maria Alcoque nasceu a 22 de Julho de 1647. Entrou no Mosteiro da Visitação de Paray-le-Monial a 20 de Junho de 1671. A sua vida e os seus escritos estiveram na origem da enorme divulgação que o culto ao Coração de Jesus viria a conhecer nos séculos seguintes. Morreu a 17 de Outubro de 1690. Foi canonizada por Bento XV, em 1920. ◘


ANO I | N.6N.6-7

Eleições: O Presidente da Repú-

destaques

16 Jun.- Jul. 2009

AVULSO: €1,40

ASSINATURA: € 14

|

blica marcou as Legislativas para 27 de Setembro (Campanha de 12 a 25 Set.) e o Governo as Autárquicas (Câmara, Juntas e Assembleia Municipal) para 11 de Outubro. ◘

PARANHOS - PORTO

NUM ÁPICE POR… Álvaro Castello-Branco Vice-Presidente da Câmara M. do Porto

>> I) Porto, porta(l) e pórtico de quê? ACB – Da Europa. Estamos ao pé do mar e do espaço europeu, ao qual pertencemos. É também porta da modernidade que o Porto vai apresentando, nomeadamente na matéria da inovação. >> II) Para si, qual o paranho de Paranhos? ACB - O facto de ser a maior freguesia da cidade do Porto. Por acaso é a freguesia onde moro, a única seguramente onde vou todos os dias. Em termos de espaços de referência há vários, mas

destaco a Casa da Cultura e os Parques, como o Infantil do Covelo, recentemente renovado. >> III) Oportunidades e ameaças da Paróquia paranhense... ACB – Ameaças?! Não as vejo e sinto. Sou católico, como aliás 95% dos portugueses, e sei que a Igreja no Porto tem um papel importantíssimo no aspecto social.

D.R.

>> IV) Que S. Veríssimo e como sê-lo no nosso tempo? ACB – Ser sempre! Os tempos não são fáceis, mas mesmo assim ainda há alguns Santos que nos ajudam com o seu exemplo. Poucos são os eleitos. Há

pouco tivemos o São Nuno, embora seja de há uns séculos atrás. Todos nós, independentemente do seu trabalho e com a consciência social de olhar pelos que mais precisam, podemos ter algo de São Veríssimo, obviamente com a devida dimensão do que aqui digo. >> V) Breve mensagem aos nossos leitores... ACB – Espero que não levem a mal aquilo que referi e o que não consegui responder à queimaroupa (risos). Reforço o apelo, a todos os que puderem: participem socialmente, na medida das possibilidades, pois há neste momento muita gente a passar mal em Portugal! ◘

MEMORIAL

Algumas destas casas de lavou-

Os produtos desta zona rústica eram cereais – milho, centeio, hortaliças – que além da alimentação humana, também serviam para alimento dos animais.

Era muito vulgar ver circular os carros de bois com esses produtos,

PORTO COMEMORA DIA DE ITÁLIA

Duas comunidades unidas pelos laços da cooperação

Rui Meireles

“gigas”, em que havia um grande orgulho no acondicionamento das mesmas nos ditos cestos na maior altura acima dos mesmos. Algumas eram verdadeiras obras de arte.

Nestes núcleos rurais

AGENDA | ACTIVIDADES

27 Jun.

Encerram.Ano Paulino do Porto Cidade, Viso: 16h

28 Jun.

Assembleia Paroq. (Avaliação e Eleição CPP): 16h

29 Jun.

Última sessão das Jornadas Paulinas, com mini-filme e jantar partilhado, Ctr. Pastoral: 19h30

30 Jun.

Reunião com Voluntárias e Respons. do Ctr. Dia

1-15Jul.

Praia do Centro de Apoio

1 Jul.

Celeb. Palavra e Penitência - Crismandos, Igreja: 21h30

2-3 Jul.

Jornada de Reflexão - Crismandos, Avessadas

4 Jul.

Peregrinação ao Santuário de Cristo Rei, Almada

5 Jul.

Celeb. Confirmação da Vigararia, Catedral: 16h

21-28Jul.

Viagem a Helsínquia e Bálticos, com P. Martins

28 Jul.

Adoração Eucarística ‘Rogai’, Vocações: 9h - 10h

VERITAS COGITUM

também viviam as típicas tremoceiras, pois esta zona era rica em agua de vários ribeiros, minas e poços, onde elas podiam tratar os tremoços, que geralmente ao domingo iam vender para a parte citadina. ◘

Maria Cândida

de às famílias de L’Aquila e de Abruzzo, desejando que “possamos ver uma rápida reconstrução na base de um futuro melhor”. Nesta 5.ª edição do Dia de Itália no Porto o convidado especial para a animação musical veio directamente de Itália: o internacional Luca Ciarla (violinista, pianista e compositor). A particularidade deste encontro residiu na novidade de ser a primeira vez que o Consulado Italiano do Porto condecora um cidadão português nesta Festa. A distinção recaiu em Manuel de Novaes Cabral, Director Municipal dos Serviços da Presidência da Câmara Municipal do Porto (CMP), que agradeceu o reconhecimento, embora considerasse não ser merecedor da distinção. Reforçou a boa relação de amizade e de cooperação “com o Cônsul e o Consulado” e elogiou ainda o trabalho que Itália tem prestado na Cidade e em colaboração com a CMP. Admitiu ser “um dos Consulados mais dinâmicos”. Álvaro Castello-Branco representou a CMP na qualidade de seu Vice-Presidente. Em conversa com Angelo Arena, disse-nos ser um motivo de alegria e de orgulho ambas as comunidades (italiana e portuguesa) aderirem em grande escala a este evento. “Temos de encontrar cidadãos portugueses que mereçam a nossa simpatia e o reconhecimento do seu trabalho, no privilégio das relações com a Itália”, anteviu a responsabilidade futura de manter este gesto honroso agora iniciado. ◘

Ag. Lusa

No dia 2 de Junho o Consulado de Itália no Porto renovou a sua tradição de celebrar a Festa Nazionale della Repubblica Italiana, juntando a comunidade italiana da Cidade e do Centro-Norte do País, bem como alguns convidados portuenses. O Cônsul de Itália no Porto – Tenente-General Angelo Arena – foi portador duma mensagem enviada pelo Presidente da República Italiana, Giorgio Napolitano. De notar, nesse texto, uma saudação muito particular de afecto e solidarieda-

R. D.

ra, por morte dos seus donos ou outros motivos, tornaram-se habitações a que chamavam ‘ilhas’, nome que agora vigora. Eram habitações diminutas, por serem divididas em pequenos espaços, para se tornarem mais económicas.

assim como ver os mesmos a transportar as hortaliças para mercados citadinos, na época mais abundantes. Porém na época mais crítica eram os próprios empregados (chamados os moços da lavoura) que os transportavam à cabeça, colocados em cestos, chamados

DATA


Junho 2009