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Sobreviva! Maia

São Sebastião do Caí 02 a 04/07/2010

Informativo


Sobre o Sobreviva! Maia O que é? Um acampamento de sobrevivência para a Tropa Sênior Malacara e o Clã Pioneiro Padawan.

Quando é? 02, 03 e 04 de julho de 2010.

Comunicado aos Pais Olá! O termo ‘acampamento de sobrevivência’ é provocador para os jovens, mas pode despertar preocupação aos pais. Resta saber que está é mais uma atividade escoteira na vida de seu filho(a), que todas as regras de segurança serão observadas e todas as atividades serão acompanhadas pelos chefes da Tropa Sênior e do Clã Pioneiro. Quanto a programação e as atividades, nada podemos revelar. Mas no caso de qualquer apreensão, entrem em contato conosco. Teremos o prazer de esclarecer. Qualquer dúvida, estamos a disposição. O importante é oportunizar essa vivência!

Onde é? Chácara do Chefe Marcos - São Sebastião do Caí - RS

Quanto é? R$ 20,00 por participante.

Fique atento ao prazo de inscrição! 28 de junho de 2010 - Segunda-feira Até as 17 horas

Sobreviva! Maia Diogo Laux 51.8409.4432 Jeremias Becker Flores 51.9660.1246

Passando a limpo... A palavra Teaser vem do inglês Tease, que significa Provocar - lembra do striptease? Poi zé! Esse era o objetivos dos três vídeos lançados no YouTube entre 20/04/2010 e 10/06/2010. O sinal • significa o número 1 no sistema numérico maia, o •• é o dois e assim por diante. Veja mais na página 4. Nos três vídeos, no momento 0:01 um símbolo aparece e some rapidamente. Sim, como alguns deduziram, é a mandala que representa o calendário maia. Veja mais na página 5.

Grupo Escoteiro

Taquató 1960 - 2010

No terceiro vídeo, já queríamos revelar o local. Achamos que ao mostramos os coqueiros da chácara do Chefe Marcos (0:12), você iriam matar a charada. Alguns conseguiram, porém ainda teve gente que ficou na dúvida. ^^


A História Maia Por volta de 1500 a.C., grupos maias já tinham criado estátuas de 5 metros de altura por 3 de largura. Até o ano 200, construíram centros cerimoniais como Uaxactún e Tikal, onde os agricultores se encontravam nos períodos de celebrações religiosas. Nos sete séculos seguintes, eles viveram seu período de maior exuberância, chamado de “clássico” pelos pesquisadores. Levantaram El Petén, ainda na Guatemala, e se expandiram para o oeste, o sudoeste e o norte. Surgiram Palenque, Copán e Piedras Negras, entre outras 40 cidades – boa parte delas no atual território mexicano. O território alcançava os atuais México, Belize e El Salvador e chegou a ter 325 mil quilômetros quadrados de área. Estruturadas em torno de praças, as cidades tinham ruas de calçadas largas e abrigavam pirâmides de até 45 metros, templos religiosos com abóbadas, palácios com grandes espaços internos, casas de banho e espaços para a prática de esportes. As casas normalmente tinham três quartos seguidos, com a luz entrando apenas pela porta da frente, e a cozinha ao fundo. A água vinha de poços, graças a um sistema intrincado de irrigação.

O Sistema Numérico O sistema de numeração adotado pelos Maias é um sistema vigesimal, ou seja, tem base vinte. A origem é na soma dos dedos das mãos e o dos pés. Os numerais são representados por símbolos compostos por pontos e barras, sendo o zero a única exceção por ser representado pelo desenho de uma concha. Por exemplo, o número nove é escrito usando quatro pontos na horizontal sobre uma barra também horizontal. Veja a tabela ao lado.

O Calendário Maia

O Panteão Maia Os maias acreditavam que a terra era plana com quatro cantos, correspondendo aos quatro pontos cardeais e cada uma dessas direções tinha uma cor: Norte

Leste

Sul

Oeste

Xaman

Likin

Nohol

Chikin

Para o centro, foi eleita a cor verde. Para sustentar o céu, segundo a mitologia maia, em cada canto havia um jaguar. Na selva onde se desenvolveu a cultura maia, o jaguar era um animal importante e se chamava "bacabs".

Graças à exatidão do calendário, o mais perfeito entre os povos mesoamericanos, os maias eram capazes de organizar suas atividades cotidianas e registrar simultaneamente a passagem do tempo, historiando os acontecimentos políticos e religiosos que consideravam cruciais. Entre os maias, um dia qualquer pertence a uma quantidade maior de ciclos do que no calendário ocidental. O ano astronômico de 365 dias, denominado Haab, era acrescentado ao ano sagrado de 260 dias chamado Tzolkin. Este último regia a vida da “gente inferior”, as cerimônias religiosas e a organização das tarefas agrícolas. O ano Haab, e o ano Tzolkin formavam ciclos, ao estilo de nossas décadas ou séculos, mas contados de vinte em vinte, ou integrados por cinqüenta e dois anos. Eles estabeleceram um “dia zero”, que segundo os cientistas corresponde a 12 de agosto de 3113 a.C. Não se sabe o que aconteceu, mas provavelmente esta se trata de uma data mítica. A partir deste dia os ciclos se repetiam. Entretanto, a repetição dominava a linearidade. Podiam acontecer coisas diferentes nas datas anteriores de cada período de vinte ou cinqüenta e dois anos, mas cada seqüência era exatamente igual à outra, passada ou futura.


Dicas de Sobrevivência Sobrevivência significa movimento e movimento requer energia. A comida deve estar na lista de prioridades, mesmo que seu gosto ou aparência seja horrível. Na batalha pela sobrevivência você precisa ter um estomago forte. Quando o suprimento de comida é escasso, não desperdice nada, você não sabe quando vai conseguir comer de novo. Toda carne deve ser cosida para matar as bactérias. Use todos os materiais que você tiver. O emprego correto ou utilização máxima de tudo o que você tem e recebe pode lhe dar bons frutos e prolonga a sua sobrevivência. Cuidado com os seus materiais pessoais e coletivos, descuidando-se eles podem se tornar um ótimo abrigo para insetos e outros animais. A natureza apresenta vários obstáculos, para seguir em frente você terá que correr riscos. Na hora da caça, não gaste mais energia para capturar sua

Intendência Guarde todo o seu material em um local seguro, suspenso e de preferência fechado. Faça um pequeno estrado com galhos ou taquara, coloque seus materiais dentro de um abrigo e este sobre o estrado, ice o mesmo ate uma altura segura de outros predadores. Folhas grandes também podem servir de intendência, a exemplo da folha de bananeira, coloque tudo sobre uma ou duas folhas, fecheas como um saco e ice em um galho.

Abrigo Natural Com galhos secos, cipós e folhas novas é possível construir um abrigo natural que protegerá você e seus companheiros. Faça um estrado de taquara ou galhos secos presos em uma armação em forma de retângulo, cubra tudo com galhos novos para ficar mais macio, afaste essa estrutura do chão por meio de pés, fixando em árvores ou atá mesmo içando com cipós novos. Não dobre muito o cipó, pois ele perde sua resistência, sempre opte por amarrar o cipó ao galho com alguma corda ou casca de eucalipto ou acácia. Não existindo a possibilidade de içar a estrutura você até poderá usá-la no chão, mas crie um isolante térmico natural para preservar o calor do seu corpo e não ter contato com a umidade da terra. Isso pode ser feito com galhos finos secos ou até folhas secas. Só tenha cuidado que um ambiente seco e quente não é agradável somente para você, os animais também o adoram. Para cobertura faça mais um ou dois estrados com galhos ou taquaras e cubra tudo com muitos galhos novos de preferência com folhas grandes como a do jerivá. Procure utilizar um local protegido do vento, da chuva e do sereno, como encostas de morros, e preferencialmente sob árvores. Dedique-se na construção de seu abrigo, ele lhe proporcionará uma noite um pouco mais confortável e saudável.

Lista de Materiais Sugerimos que para uma boa estadia cada participante leve (além da roupa do corpo), no mínimo: >>>>>

Uma mochila* Um saco de dormir* Um cantil ou garrafa de até 600ml* Duas calças Dois casacos Dois pares de meias Duas camisetas Duas mudas de roupas íntimas Um par de tênis * itens obrigatórios


O sol e a lua O primeiro sol, o sol de água, a inundação levou. Todo os que moravam no mundo se converteram em peixes. O segundo, os tigres devoraram. O terceiro, uma chuva de fogo, que incendiou as gentes, arrasou. O quarto, o sol do vento, a tempestade apagou. As pessoas se transformaram em macacos e se espalharam pelos montes. Pensativos, os deuses se reuniram em Teotihuacán. - Quem se ocupará de trazer o amanhecer? O senhor dos caracóis, famosos por sua força e por sua formosura, deu um passo adiante. - Eu serei o sol – disse. - Quem mais? Silêncio. Todos olhavam para o Pequeno Deus Sifilítico, o mais feio e desgraçado dos deuses, e disseram: - Tu. O Senhor dos Caracóis e o Pequeno Deus Sifilítico se retiraram para os montes que agora são as pirâmides do sol e da lua. Ali, em jejum, meditaram. Depois os deuses juntaram lenha, armaram uma fogueira enorme e os chamaram. O Pequeno Deus Sifilítico tomou impulso e se atirou nas chamas. Em seguida emergiu, incandescente, no céu. O Senhor dos Caracóis olhou a fogueira com a testa franzida. Deu alguns passos, voltou um pouco e parou. Deu um par de voltas. Como não se decidia, tiveram de empurrá-lo. Com muita demora subiu ao céu. Os deuses, furiosos, o esmurraram. Bateram em sua cara com um coelho, uma e outra vez, até que mataram seu brilho. Assim, o arrogante Senhor dos Caracóis se transformou na lua. As manchas da lua são as cicatrizes daquele castigo. Mas o sol resplandecente não se movia. O gavião de pedra voou até o Pequeno Deus Sifilítico: - Por que não andas? E respondeu o desprezado, o purulento, o corcunda, o manco: - Porque quero o sangue e o reino. Este quinto sol, o sol do movimento, iluminou os toltecas e ilumina os astecas. Tem garras e se alimenta de corações humanos. Galeano, Eduardo. Memórias do Fogo I - Nascimentos. Pág 25. 1983

Sobreviva! Maia - Informativo  

02, 03 e 04 de Julho de 2010 Chácara do Chefe Marcos São Sebastião do Caí / RS

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