Page 1

COMO SE FAZ

?

Manual de entrega de arquivos para a Imprensa Universitรกria da UFSC


Sobre este Manual Este manual é para você aluno, docente ou servidor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) que deseja realizar algum serviço na Imprensa Universitária (IU). Nestas páginas você encontrará dicas para criar seus arquivos, fazer a solicitação de impressão e por último, mas não menos importante, como evitar os erros mais comuns. Este manual é uma ferramenta que facilitará o seu trabalho na hora de entregar um arquivo à IU e contribuirá para que todo o processo ocorra sem erros. Portanto, recomendo você o leia por completo seguindo a ordem apresentada e confira o checklist da página 34. Além de ser uma ferramenta prática e útil, o checklist também funciona como uma espécie de índice remissivo. Se você consultá-lo durante as etapas de criação, desenvolvimento e fechamento do seu material, dificilmente entregará algo fora do padrão. Apesar de o manual ter sido desenvolvido para esclarecer todas as suas dúvidas, é possível que ainda surjam algumas. Portanto, não se acanhe e entre em contato com a Imprensa Universitária. Estaremos à disposição para lhe auxiliar com seu material. Diogo Bona Arte-finalista na IU


Detalhe motor de impressora O set


Sobre a Imprensa Universitária A Imprensa Universitária, conhecida também como IU, atende a comunidade da UFSC desde 1965. São mais de 50 anos produzindo materiais gráficos para diversos órgãos de administração, projetos de extensão, associações atléticas, centros acadêmicos, professores e alunos. Atualmente a Imprensa é um órgão suplementar da UFSC, ou seja, conta com infra-estrutura física, recursos humanos e tecnológicos, previsões orçamentárias e financeiras necessárias para desenvolver suas atividades. Com uma estrutura e equipe técnica qualificada pronta para lhe atender, a IU está vinculada à Pró-Reitoria de Administração (PROAD) e localizada atrás do Centro de Cultura e Eventos, ao lado da Agência de Comunicação da UFSC (AGECOM).

Contato:

Telefones: (48) 3721-9595 (48) 3721-9638 Email: imprensa@contato.ufsc.br

iu.ufsc.br


Sumário

09

10

Solicitando Serviços

O que fazemos por você?

18

22

Impressão Offset & Digital

Começando Bem


12

14

O seu projeto no formato certo

RGB vs. CMYK

24

30

32

34

Dicas & Soluções

Acabamentos

Fechando sua arte

CheckList


Linotipo de 1914, ainda em atividade na Imprensa Universitรกria


Solicitando Serviços Como fazer pedidos de materiais gráficos na IU Para realizar pedidos na Imprensa Universitária da UFSC é preciso atender a dois requisitos básicos: você deve ter algum vínculo com a instituição (aluno, docente, servidor) e o material que será impresso também deve ter alguma relação com a UFSC. A IU não realiza serviços de ordem pessoal, comercial ou para pessoas que não pertençam à comunidade universitária. Primeiro é necessário realizar o orçamento presencial na IU. É durante o orçamento que são definidos os prazos e materiais utilizados para a confecção das peças gráficas. Procure predefinir as caraterísticas básicas do material, como por exemplo se será colorido ou pb, se será frente e verso ou não, entre outras. Para isso, você pode consultar as sessões “O que fazemos por você?” nas páginas 10 e 11 deste manual e “O seu projeto no formato certo” nas páginas 12 e 13. Essa predefinição das características agiliza a realização do orçamento, entretanto é preciso que seja viável, sendo assim o responsável pelo orçamento irá avaliar e caso não seja viável, propor a melhor solução. Após a realização do orçamento da(s) peça(s) gráficas(s), dirijase ao setor administrativo do centro ao qual você possui vínculo (CCA, CCE, CCJ, CCS, PROEX, etc). Cada centro possui uma cota que pode ser gasta com pedido de serviços gráficos, entretanto não necessariamente esta cota será gasta com o seu materia, cabe a cada centro decidir com o que gastar. Caso o responsável pelo seu setor aprove o orçamento, ele efetuará o pedido de serviços gráficos no SPA. Outra opção é solicitar o pedido e efetuar o pagamento por meio de uma GRU (Guia de Recolhimento da União), neste caso você será responsável pelo pagamento da mesma. Caso opte por esta última opção, favor avisar o responsável pelo orçamento. Quando seu pedido for aprovado e encaminhado para a imprensa, entrará na linha de produção. Envie os arquivos para o e-mail imprensa.ufsc@gmail.com.

Solicitando Serviços | 9


O que fazemos por você? Confira a seguir a lista de materiais produzidos pela IU e suas características padrão.

A maior parte dos materiais solicitados na Imprensa se enquadram em categorias, que contam com algumas especificidades. A definição de padrões ajuda a acelerar a produção de impressos e no entendimento entre IU e solicitante.

Folder - Produzido em folha A4 (297x210mm) impressa em papel apergaminhado, frente e verso, com uma ou mais dobras.

Certificado - Produzido em folha A4 impressa em papel apergaminhado 180g/m². Impressão somente frente.

Livretos - Pequenos livros compostos por até 48 páginas, impressas em papel apergaminhado 75g/m² ou 90g/m2², frente e verso, dobradas e grampeadas. Formato padrão da página A5 (210x148mm).

Pasta - Produzida em folha Formato 4 (475x325mm) em papel supremo 250g/m², vincada e dobrada ao meio. Com ou sem bolso interno. Disponível também modelo padrão UFSC.

Livros - Consistem em projetos gráficos mais elaborados, podendo ter diversos tamanhos e acabamentos. Sendo assim, recomenda-se verificar a viabilidade com o setor de Orçamento da IU.

10 | Como se Faz?


Bloco de notas Produzido em folha A5 (210x148mm) impressa em papel apergaminhado 75 ou 90g/m². Cada bloco é composto por 25 ou 50 folhas coladas. Disponível também modelo padrão UFSC com 25 folhas/bloco.

Crachá Produzido em folha A6 (148x105mm) impressa em papel cartão supremo 250g/m², ou papel apergaminhado 180g/m². Somente frente, com ou sem furação, Disponível também modelo padrão UFSC.

Flyer Produzido em folha A5 (210x148mm) impressa em papel apergaminhado. Pode ser impresso somente frente ou frente e verso, sem dobras, gramatura a escolha do solicitante.

Cartaz Produzido em folha A3 (420x297mm) impressa em papel apergaminhado 120g/m². Não confunda cartaz e banner (impressão acima de 500mm), não produzimos banners.

Filipeta Produzido em folha formato especial (99x210mm) impressa em papel apergaminhado. Pode ser impresso somente frente ou frente e verso, sem dobras, gramatura a escolha do solicitante.

Cartão de Visita Oficial UFSC - Produzido em formato especial (85x55mm) impressa em papel apergaminhado 180g/m². Somente no padrão UFSC.

Além dos materiais descritos anteriormente, a Imprensa Universitária oferece ainda várias outras opções como, por exemplo, marca-páginas, agendas, jornais, calendários, blocos de pedidos com 2ª via, materiais destacáveis e serrilhados, entre outros. A comunicação é parte importante do processo de impressão e produção, portanto, seja o mais claro o possível em relação às características do seu impresso já no momento do orçamento.

Templates disponíveis em:

iu.ufsc.br/ templates

O que fazemos por você | 11


O seu projeto no formato certo

Ao criar seu projeto utilize a tabela de aproveitamento de papel a seguir, ela utiliza os padrĂľes da IU.

Local da folha onde se dĂĄ o primeiro corte na guilhotina. Perda de papel apĂłs o corte do formato.

12 | Como se Faz?


Corte Especial

Formato

Corte Papel (mm)

Área Imprimível (mm)

Folha Padrão

F1 F2 F3 F4 F6 F6 F8 F8 F9 F10 F12 F12 F16 F18 F22 F24 F24 F32 F36 F64 F72

960x660 660x480 660x320 330x480 330x320 220x480 330x240 165x480 220x320 220x260 330x160 220x240 165x240 220x165 130x220 220x120 165x160 165x120 110x160 82,5x120 80,0x110

Formato não imprimível 640x450 640x303,3 320x455 320x302 213,3x455 320x227,5 160x455 213,3x302 205x245 320x151,7 213,3x227,5 160x227,5 213,3x151,7 115x205 213,3x113,8 160x151 160x113,8 105x151,0 80,0x112 75,0x105

Corte Especial

Corte Especial

ETAPAS DE ADEQUAÇÃO DOS FORMATOS DO PAPEL Exemplo desenvolvido com base no Formato 16 (Formato deste livreto fechado) Tamanho original da folha 960x660 mm (como ela chega da fabrica para a IU);

Corte ao meio da origem ao Formato 2 (480x660 mm);

O papel pode ser dobrado ou cortado

(nas linhas tracejadas) dependendo o tipo de impressão e o tipo de material, dando origem ao formato final.

O seu projeto no formato certo | 13


RGB vs. CMYK A diferença entre a cor do monitor e a do impresso RGB e CMYK são sistemas de reprodução de cor criados a partir do estudo das propriedades físicas das cores. Portanto, neste capítulo, a ideia é explicar como esses perfis funcionam e qual a aplicação correta de cada um deles. Caso você pesquise um pouco sobre o tema cor encontrará uma infinidade de definições e teorias a respeito. A seguir você encontrará de forma simplificada alguns conceitos importantes para compreender melhor a cor e suas aplicações.

Por definição cor é a interpretação que o cérebro faz das ondas de luz percebidas pelo olho humano. Ou seja, cada variação de onda que chega ao olho é interpretada como uma cor pelo cérebro. O olho humano é capaz de perceber mais cores que qualquer outro sistema de reprodução criado pela humanidade, no espectro visível existem bilhões de cores. Existem basicamente duas formas de simular cor: a cor-luz e a cor-pigmento.

COR-LUZ Cor-luz é toda cor formada a partir da emissão de luz direta. Nessa categoria se enquadram todos os objetos que emitem luz como, por exemplo, monitores, displays e televisões. Esse sistema conta com três cores primárias que são o Vermelho (Red), o Verde (Green) e o Azul (Blue) e por isso também é conhecido como sistema RGB. O princípio básico para a criação das outras cores a partir das cores primárias é o de adição, no qual, ao se misturar duas cores primárias, se obtém uma cor secundária. Conforme formos adicionando mais cores, mais luz é emitida, sendo assim mais próxima do branco essa cor ficará. O princípio de adição de cores é conhecido como síntese aditiva, sendo o 14 | Como se Faz?


preto a ausência de cor e, consequentemente, de luz (imagine quando seu monitor está desligado), enquanto o branco equivale à mistura de todas as cores, conferindo assim a emissão máxima de luz.

COR-PIGMENTO A Cor-pigmento é percebida a partir da reflexão de luz sobre um objeto. Se enquadram nessa categoria praticamente todos os objetos que recebem pigmento para refletir cores específicas, como uma camiseta, por exemplo, e também os impressos, é claro. Embora existam diversos pigmentos disponíveis, abordaremos especificamente o sistema CMYK, que é o sistema de cores mais utilizado - mas não o único - nos processos de impressão. O CMYK também é composto por cores primárias, que são Ciano (Cyan), Magenta (Magenta), Amarelo (Yellow) e Preto (Black (Key)). Porém, diferente da cor-luz, a cor-pigmento funciona com a síntese subtrativa, ou seja, quanto mais cor for adicionada menos cores serão refletidas e consequentemente mais escura ficará a cor. No caso da síntese subtrativa, quanto menos cor, maior a reflexão do suporte (no caso, papel). Ou seja, se o suporte for um papel branco, mais o branco aparecerá. O mesmo serve para suportes de outras cores.

Ciano 75º

Magenta 15º

Amarelo 0º

Preto 45º

Roseta

Para simular as outras cores a partir das cores básicas do CMYK, o sistema de cores trabalha com retículas. Retículas são compostas por um conjunto de pontos (invisíveis a olho nu) nas cores Ciano, Magenta, Amarelo e Preto (K) onde cada ponto tem tamanho e posição que criam uma ilusão ótica simulando a cor. Mas não se preocupe. Durante o processo de criação do seu produto você não precisará posicionar ponto por ponto. O que você controlará serão as porcentagens de cada tinta que compõe a cor. Por exemplo: para simular um tom de verde escuro, você pode utilizar a seguinte porcentagem: C:90% M:0% Y:70% e K:15%. Pela teoria da cor, o Azul (Ciano) misturado ao Amarelo resulta em Verde, adicionando o Preto o Verde fica mais escuro. Porém é preciso RGB vs. CMYK | 15


certo cuidado para não exagerar no uso do preto. Lembre-se: quanto mais tintas, mais escura a cor ficará. Este verde será levemente azulado pois a porcentagem de Ciano está mais alta que a de Amarelo. Caso as porcentagens dessas duas cores fossem invertidas, obteríamos um Verde mais amarelado, porém ainda escuro devido a adição do preto.

90% Ciano

70% Amarelo

15% Preto

Distribuição dos pontos

Cor vista a olho nu.

Explicadas as diferenças básicas entre cor-luz (RGB) e cor-pigmento (CMYK), vamos às dicas mais importantes de cuidados relacionados à cor que você deve ter ao criar um arquivo para impressão. 1- Para a impressão de cores mais fiéis é importante manter o monitor calibrado. É interessante também solicitar uma prova digital para verificação antes de imprimir todas as cópias. 2- Crie e trabalhe com seu arquivo diretamente com o perfil CMYK (configurações para criação de arquivos, página 22). É possível também converter o perfil de cores do RGB para o CMYK, porém não é o indicado. Isso porque o perfil RGB é capaz de reproduzir mais cores que o perfil CMYK, portanto, se você criar seu arquivo em RGB as chances de você escolher uma cor que não pode ser reproduzida na impressão são maiores. Além disso, durante a conversão para o CMYK, as cores podem ficar com um aspecto bem diferente daquelas escolhidas inicialmente em RGB e também existe a tendência de ficarem sobrecarregadas (veremos a seguir). 3- O perfil de cores CMYK trabalha com porcentagens para a sua composição. É possível escolher para cada cor (Ciano, Magenta, Amarelo e Preto) uma porcentagem de 0 a 100, na qual 100 representa a maior quantidade de cor possível enquanto 0 representa a sua ausência absoluta. Sendo assim, existe a possibilidade de criar uma cor com até 400% de tinta (C100%, M100%, Y100% e K100%), mas não é porque você pode que você deve. Lembra da sobrecarga citada no tópico 2? Então, imagine que você tem um copo com capacidade de 250ml e você resolve colocar 400ml nele, vai transbordar, certo? Algo muito parecido acontece quando se ultrapassa o limite de absorção do papel: ele transborda (problema conhecido como ganho de ponto) e acaba fazendo com que a impressão borre, decalque e que as folhas colem umas nas outras. Por 16 | Como se Faz?


isso, respeite o limite de 250% total de tinta; a soma das porcentagens que compõem a cor não deve ultrapassar este valor. 4- Textos e outros elementos quando utilizados em Preto devem ser compostos apenas pela tinta preta, sendo assim as porcentagens devem ficar: C:0% M:0% Y:0% K:100%. 5- Textos e grafismos em preto sobre fundos coloridos devem ser impressos com a opção de impressão sobreposta (pag.26). 6- Durante a escolha da cor, trabalhe sempre com as porcentagens, assim você garante que a cor não ficará sobrecarregada e nem estará fora do limite de cores do padrão CMYK. Trabalhar com as porcentagens também permite que você obtenha resultados mais padronizados. 7- No momento de escolher a cor a ser utilizada, procure simplificar a composição para o menor número de cores. Por exemplo, a cor laranja é basicamente composta pela mistura de Amarelo e Magenta, portanto não existe a real necessidade de adicionar porcentagens de Ciano ou Preto. O acréscimo de outras cores se dará, por exemplo, se você desejar obter um Laranja mais “frio”. Nesse caso deve-se adicionar uma porcentagem baixa de Ciano. Essa mesma lógica deve ser utilizada para qualquer outra cor composta afim de evitar que a cor final tenha grandes variações entre as cópias. 8- Quando trabalhamos com cor - e principalmente em Preto e Branco - o contraste é um fator muito importante. Procure garantir que as cores tenham um contraste satisfatório entre si, isto é, que elas sejam facilmente percebidas como diferentes umas das outras. Durante o processo de interpretação das cores podem existir percepções diferentes de pessoa para pessoa, portanto procure trabalhar com uma diferença de no mínimo 10% entre cores que devam ser distintas. Por exemplo: se você mostrar uma impressão composta por um quadrado cinza constituído por 95% de Preto e um quadrado Preto com 100% de cobertura, a maioria das pessoas não será capaz de perceber que há diferença entre as cores. Utilize porcentagens entre 05% e 100%. Porcentagens com valor inferior a 05 tendem a não aparecer no impresso. 9- As imagens exigem um cuidado especial, normalmente possuem como perfil original o RGB, sendo necessária a conversão das mesmas para CMYK ou Tons de Cinza, caso o impresso seja PB. Além da conversão, recomenda-se o tratamento para que a imagem não fique com sobrecarga de tinta e para que o contraste seja mais eficaz. (pag.27).

RGB vs. CMYK | 17


Impressão Offset & Digital A escolha certa para a sua peça gráfica Impressão, independente do tipo, consiste na transferência de pigmento para um suporte (papel) a fim de obter cópias de um original (Projeto gráfico, o arquivo), por meio de uma matriz onde esse original é gravado para que seja reproduzido. Fazendo uma analogia com a fotografia, o original seria como a imagem capturada, a matriz seria o filme que permite a reprodução desta imagem em diversas cópias sobre o suporte, que neste caso seria o papel fotográfico. Como citado anteriormente, processos de impressão utilizam o sistema de cores CMYK, onde cada cor base (Ciano, Magenta, Amarelo e Preto) é impressa de forma independente, uma sobre a outra na mesma posição no papel. Compreendidos os princípios básicos, vamos aos processos em si.

DIGITAL Muito provavelmente você já utilizou uma impressora conectada ao computador em sua casa ou no seu trabalho, certo? Então, o processo de impressão digital tem basicamente o mesmo princípio, que é a transferência de dados (o original) diretamente para a impressora e desta para o papel, tudo isso em questão de segundos. No lugar da matriz, as impressoras digitais possuem o cilindro de selênio, que é uma peça cilíndrica coberta por material condutor de luz. Essa peça funciona como uma espécie de suporte para a matriz virtual criada pela marcação do laser (luz) da impressora e após a impressão de todas as cópias de um mesmo arquivo, ela se regenera e está pronta para receber uma nova matriz virtual. O funcionamento das impressoras digitais se dá, inicialmente, pela ação de feixes de laser que carregam eletrostaticamente um cilindro revestido de selênio nas áreas que correspondem ao que será impresso no papel. Simultâneamente, o toner recebe uma carga eletrostática de sinal negativo ao do cilindro. Dessa forma, a eletricidade estática do 18 | Como se Faz?


cilindro, concentrada nas áreas que formam a imagem que será reproduzida, atrai o toner, que adere então ao cilindro e, em seguida, é transferido para o papel, que recebeu carga elétrica de maior intensidade. Finalmente, a imagem formada pelo toner é fixada no papel por aquecimento e pressão ou apenas por aquecimento.

OFFSET A impressão offset é composta basicamente por seis elementos que são: a chapa (matriz), a blanqueta, o papel (suporte), o cilindro de pressão, a tinta e a água. O princípio de impressão é a repulsão entre água e gordura, que não se misturam. Sendo assim, a tinta que é gordurosa é atraída para a área gravada na matriz determinada para ser impressa, que ainda repele a água, enquanto as áreas determinadas para permanecerem sem impressão atraem água e repelem a gordura. As matrizes são chapas metálicas geralmente de alumínio nas quais são gravados os originais (o arquivo que você desenvolveu). Os originais são separados em canais de cores com base no perfil CMYK (pag.27), dessa forma, para cada cor que se deseja imprimir se faz necessária a gravação de uma matriz (chapa). Geralmente a impressão ocorre em um papel maior do que o tamanho da página do arquivo e assim, são gravadas na matriz diversas cópias. Por exemplo, se o original for composto de uma única página, esta será replicada na matriz quantas vezes forem necessárias para preencher a área imprimível, nesse caso, após o término do processo, a folha que sair da impressora offset será cortada no formato final (da página do arquivo). Caso o original seja composto por diversas páginas sequenciais como um livro, por exemplo, estas serão dispostas na matriz de forma que, quando a folha sair da impressora, ela seja dobrada e o formato desse papel seja um pouco maior que o formato final da página.

No processo de impressão offset, a matriz e o papel não entram em contato um com o outro, sendo então considerado um processo de impressão indireta. Para facilitar a compreensão do processo offset foi desenvolvido um infográfico, que ilustra suas principais etapas e características, disponibilizado nas páginas a seguir. Impressão Offset & Digital | 19


Como funciona a Impressão Offset

4 2 5 3 6

O papel é cortado no formato de entrada de máquina e colocado na impressora. Cada folha é puxada individualmente em direção à area de impressão. A tinta é colocada no tinteiro e deste é transferida pelos cilindros entintadores para que chegue na chapa de forma homogênea. A água é tranferida pelos cilindros que controlam o volume d’água que chega na chapa. A chapa é posicionada no seu respectivo cilindro, ela recebe tinta e água ao mesmo tempo. As áreas gravadas na chapa determinadas para serem impressas atraem a tinta e repelem água, já as áreas determinadas para não receberem impressão atraem água, que limpa eventuais resíduos de tinta. 20 | Como se Faz?

A blanqueta é um cilindro coberto por uma capa de borracha. A chapa imprime a imagem na blanqueta e esta, por sua vez, realiza a transferência para o papel. A blanqueta ajuda a conter o excesso de tinta, aumenta a durabilidade da chapa e permite que o papel resista ao processo de impressão.


OFFSET vs DIGITAL Máximo –

Mínimo –

BOM OFFSET

1

Por fim, o cilindro de contra-pressão pressiona o papel em direção à blanqueta, fixando assim a tinta e efetivando a impressão.

RÁPIDO BARATO DIGITAL

A ausência de matriz na impressora digital faz com que o custo por cópia seja fixo, já que não há um gasto relacionado a produção da matriz, como na offset, na qual o processo de gravação de chapas gera um custo inicial. Dada essa diferença, é possível afirmar que a impressão digital é indicada para pequenas tiragens (até 500 cópias), pois o valor de cada cópia é fixo. Já a impressão offset é indicada para médias e grandes tiragens, pois o gasto mais alto desse processo é a geração da matriz. Sendo assim, o custo de cada cópia tende a ser compensado, reduzido pela grande quantidade de cópias que podem ser obtidas a partir de uma única matriz. Existem ainda algumas outras vantagens da impressão digital em relação à offset. Uma delas é a possibilidade de realizar correções a partir da impressão de uma prova (uma amostra) caso haja alguma informação incorreta ou as cores não estejam fiéis. Em razão de não exigir a produção de uma matriz, esse processo acaba sendo relativamente mais rápido e possibilita diversos originais em baixíssimas tiragens como 10, 20 ou 50 unidades, o que é economicamente inviável no processo offset.

Impressão Offset & Digital | 21


Começando Bem Configurando corretamente o arquivo É muito importante desenvolver sua peça gráfica de acordo com os parâmetros de impressão. Este cuidado deve ser tomado desde o momento da criação do arquivo, pois enquanto muitos erros podem ser corrigidos, alguns poucos podem ser graves o suficiente para que o trabalho tenha que ser todo refeito. Confira a seguir como configurar corretamente os principais softwares durante da criação de um novo arquivo.

1

2

3 4

Modelo genérico de janela de criação de novo documento.

22 | Como se Faz?


Predefinição: Alguns softwares oferecem a configurações predefinidas de acordo com a finalidade do arquivo. Se houver esta opção, selecione “Impressão” e o programa automaticamente irá alterar as demais configurações, entretanto, é interessante verificar se as configurações estão adequadas. Tanho da página: Geralmente os softwares oferecem predefinições de tamanho de papel, com opções como o A3, A4, A5, entre outras. Você pode trabalhar com estas predefinições de papel internacional (A -nº), pois estes formatos se encaixam dentro dos formatos padrão utilizados pela imprensa. Por exemplo, A3 é alcançado a partir do formato 4, o A4 a partir do formato 8, o A5 a partir do formato 16 e assim por diante). Para projetos que exigem uma precisão maior, trabalhe com os formatos exatos disponíveis na tabela de aproveitamento (páginas 12 e 13). Lembre-se de utilizar as medidas indicadas em “medida da página do seu arquivo”. Para isto, basta digitar as medidas nas caixas “Largura” e “Altura”. Verifique se a unidade de medida está correta, indica-se trabalhar com milímetros. Resolução: A utilização da resolução correta é uma das configurações mais importantes, portanto demanda atenção. A resolução determina a qualidade do impresso, caso não seja corretamente configurada, seu impresso apresentará um aspecto “quadriculado” e a conversão para uma resolução maior não resolverá o problema, ou seja, o trabalho precisa ser refeito. A resolução mínima indicada é de 300 dpi (dots per inch, que significa pontos por polegada), ela tem relação direta com o tamanho do impresso, portanto certifique-se de que o tamanho configurado será o tamanho em que a impressão será feita efetivamente. Por exemplo, se você quiser imprimir em uma área que seja o dobro do tamanho configurado, automaticamente a resolução será reduzida pela metade. Evite utilizar valores muito altos (acima de 600dpi) para a resolução, embora (em teoria) eles garantam a boa qualidade do impresso, tendem a deixar os arquivos muito pesados, muitas vezes impossibilitando seu processamento. Além disso, muitas impressoras são incapazes de reproduzir resoluções tão altas, bem como não possuem memória suficiente para armazenar tais arquivos. Modo de cor e perfil de cor: Como vimos anteriormente em “RGB vs. CMYK” (páginas 14 a 17), os sistemas de impressão trabalham com o modo de cor CMYK e embora seja possível a conversão de RGB para CMYK não é indicada, pois algumas cores podem adiquirir aspecto bem diferente do desejado. Caso tenha opção de perfil, opte por FOGRA 39 (ou 27) que corresponde ao padrão ISO. Começando Bem | 23


Dicas & Soluções Informações úteis para o desenvolvimento da sua arte Esta seção busca esclarecer as dúvidas mais recorrentes durante o desenvolvimento de um arquivo para impressão. Aqui você encontrará dicas preciosas, que irão lhe ajudar a desenvolver peças gráficas adequadas aos processos de impressão da IU, evitando assim erros e atrasos.

Margens e Sangrias Após a criação do arquivo, se faz necessário compreender e dermarcar o espaço no qual os elementos serão dispostos, assim evita-se por exemplo que áreas de interesse de imagens e textos sejam cortados ou dobrados. Veja no exemplo a seguir um modelo base para um folder A4, que além do corte também possui dobras.

Perceba que o exemplo desenvolvido é de um folder de tamanho final A4 impresso em formato 8, que é maior permitindo assim a impressão 24 | Como se Faz?


das sangrias, que são áreas impressas além da área demarcada para o corte final (marcas de corte), removendo assim as bordas brancas do impresso durante o refile final. Recomenda-se posicionar até o limite de sangramento apenas os fundos e partes de fotos que se deseja cortar. Independente do impresso ter sangria ou não, recomenda-se a aplicação de uma margem de segurança interna em relação as margens do refile final e também em relação as dobras. É dentro desta margem de segurança que você deve posicionar os elementos que não devem ser cortados ou dobrados. Para configurar a sangria no pacote Adobe acesse o menu Arquivo > Configurar documento, abrirá uma nova janela, o valor recomendado da sangria é de 3 mm, os valores aplicados a sangria devem sempre ser os mesmos para todas as magens. No CorelDraw é preciso acessar o menu Ferramentas > Opções, abrirá uma nova janela, na aba Documento > Tamanho da página haverá uma unica caixa relativa ao valor da sangria. Após alterar o valor, ainda na janela Opções, acesse a aba Linha-guias > Predefinições > Predefinições do Usuário e em margens coloque o mesmo valor aplicado à sangria.

Não existem configurações relativas as margens de segurança com exceção do Adobe Indesign. Para definir estas margens nos demais softwares, utilize a ferramenta retângulo. Desenhe um retângulo do tamanho da página, reduza 20 mm em cada uma de suas medidas (largura e altura) e centralize-o na página. Posicione linhas-guias sobre cada aresta deste retângulo, assim você pode excluí-lo e manter a marcação da margem de segurança, que deve ter 10 mm em relação a cada margem da página e também em relação às dobras (se houver). Dicas & Soluções | 25


Sobreposição de cores A sobreposição de cores é um recurso de preenchimento de objetos. Por padrão esta opção fica desativada, sendo assim o software realiza uma reserva de espaço em áreas onde há interseção de objetos, permitindo que a cor do objeto que está acima seja preservada. Porém, durante o processo de impressão é comum a ocorrência de pequenos desencaixes entre as cores (CMYK), resultando em pequenos filetes brancos nestas áreas onde os objetos se encontram, como mostra a figura a seguir:

À esquerda, fundo em Ciano com espaço reservado. Ao centro, objeto em magenta. À direita, resultado da impressão das duas cores sem sobreposição.

Para evitar estes filetes brancos, ativa-se então a opção de sobreposição de cores, para que o software não faça a reserva de espaço no fundo e o objeto seja impresso diretamente sobre o mesmo.

À esquerda, fundo em Ciano sem espaço reservado. Ao centro, objeto em magenta. À direita, resultado da impressão das duas cores com sobreposição ativada.

Como é possível verificar na imagem acima, a ativação da sobreposição elimina os filetes brancos, entretanto a cor do objeto impresso sobre o fundo foi alterada, ficando mais escura. Isso ocorre devido a soma das tintas impressas no mesmo local (síntese subtrativa, pag.15), ou seja, primeiro foi impresso 40% de ciano e em seguida esta mesma área recebeu 100% de magenta. Sendo assim, são necessários alguns cuidados em relação ao uso deste recurso. Não aplique sobreposição de cores em objetos mais claros que o fundo, pois estes podem desaparecer. Nunca aplique sobreposição de cor em objetos brancos, pois isto fará com que desapareçam. 26 | Como se Faz?


Procure utilizar preferencialmente a sobreposição em objetos pretos, como blocos de textos e grafismos sobre fundos coloridos, pois das quatro cores do CMYK, esta é a que menos sofre alterações em sua aparência. Utilize a sobreposição de cores em objetos compostos por mais de uma cor somente se estiver certo do que está fazendo, pois o resultado impresso pode ser diferente do apresentado em tela. Cada software tem suas opções de ativação de sobreposição de cor (superimposição ou overprint em alguns softwares). Para ativar este recurso nos softwares pacote adobe abra o menu Janela > Atributos ou Janela > Saída > Atributos. Selecione o objeto que deseja aplicar o recurso e marque a caixa. No CorelDraw, selecione o objeto desejado, clique com o botão direito do mouse e selecione a opção “impressão sobreposta de preenchimento”.

Para visualizar a impressão sobreposta, acesse o menu Janela > Visualização de separações e selecione a caixa Visualização de superimposição. Você pode também acessar o menu Exibir > Simular impressões sobrepostas. Quando for salvar o arquivo, lembre-se de habilitar a opção “Preservar impressões sobrepostas do documento”.

Tratamento de imagem Assim como o texto, imagens auxiliam na comunicação e são comuns em diversas peças gráficas. Por tanto, recomenda-se o tratamento de imagem em um software específico para este fim, como o Photoshop por exemplo, pois assim a imagem estará pronta para impressão quando for importada ou inserida em outro programa de editoração e não sofrerá alterações durante o fechamento da peça gráfica.

Antes de começar a tratar a imagem, procure criar uma cópia do arquivo, assim você terá um arquivo de segurança com os aspectos originais da imagem.

Dicas & Soluções | 27


Certifique-se também da qualidade da imagem, para isso abra o menu Imagem > Tamanho da Imagem, se o valor da resolução estiver abaixo de 300 dpi a imagem poderá ficar quadriculada. Por padrão, os arquivos de fotografias possuem perfil de cor RGB, que como visto anteriormente, são próprios de dispositivos que captam e emitem luz (cor-luz, pag.14). Sendo assim, quando o objetivo é a impressão, se faz necessária a conversão para CMYK. Para isso, selecione Editar > Converter para perfil e selecione, em espaço de destino o perfil FOGRA 39 para imagens coloridas ou Dot Gain 15% para imagens em Preto-e-Branco. Após a conversão, verifique se a imagem necessita de ajustes de contraste ou em relação aos níveis de tinta. Evite deixar as imagens muito escuras, saturadas ou com contraste muito alto, pois estas tendem a ter excesso de tinta (lembre-se do limite de 250% de tinta, pag. 16). Para verificar os níveis de tinta, utilize a ferramenta Conta-gotas e clique na área mais escura da imagem. A amostra da cor coletada pelo Conta-gotas aparecerá no quadrado referente a cor de primeiro plano, na barra de ferramentas. Dê dois cliques para ver a composição da cor, se a soma dos valores das porcentagens CMYK for superior a 250%, é necessário o ajuste da imagem.

Os valores das cores CMYK da amostra somados (98+95+91+73) totalizam 357 % de tinta, sendo então necessário o tratamento da imagem.

28 | Como se Faz?


Para ajustar o contraste, utilize a opção Imagem > Ajustes > Brilho/ Contraste para controlar os níveis de toda a imagem ou apenas da área selecionada. Imagens em PB (tons de cinza) requerem mais contraste que imagens coloridas.

Para controlar a saturação, utilize a opção Imagem > Ajustes > Matiz/ Saturação, que pode ser aplicada a toda imagem ou somente a área selecionada. Durante o processo de tratamento de imagem, procure fazer alterações sutis e de forma gradual, caso contrário a imagem pode perder detalhes ou apresentar alterações nas cores.

Trate a imagem e faça a verificação dos níveis de tinta até a obtenção do resultado desejado. Caso a imagem apresente algum aspecto não desejado e não seja mais possível desfazer, pode-ser reiniciar o tratamento da imagem a partir da cópia original do arquivo. Ao salvar a imagem opte pelos formatos de arquivo JPEG ou, caso deseje utilizar imagem com fundo transparente, TIFF. Não salve em PNG, pois este formato não é suportado para impressão. Dicas & Soluções | 29


Fechando sua arte Fechando o arquivo corretamente Assim como ao criar, utilizar as configurações adequadas no momento de salvar o arquivo é imprescindível para a obtenção dos resultados desejados. A IU aceita arquivos nos formatos .cdr (CorelDraw x6, outras versões salvar em .cmx herdado), .ai, .psd, .idml (Pacote Adobe CS6 ou anterior) e PDF. Em relação aos formatos nativos dos softwares, basta salvar o arquivo com fontes e imagens incorporadas. Já para os arquivos convertidos em PDF, são necessários alguns cuidados. As cofigurações para salvamento de PDF apresentadas a seguir são baseadas nos softwares do pacote Adobe, entretanto pode-se utilizar os valores como base para a aplicação em outros softwares. É possível gerar arquivos PDF basicamente de duas formas: Arquivo > Salvar como > PDF ou Arquivo> Exportar > PDF, em ambas o resultado será o mesmo. Após clicar em salvar, aparecerá uma nova janela com as configurações do PDF, esta janela é dividida em abas: Geral, Compactação, Marcas e Sangrias, Saída, Avançado, Segurança e Resumo.

Geral Em “Predefinição” aplique PDF/X-1a 2001 e em “Compatibilidade” Acrobat 4 1.3. Softwares que trabalham com múltiplas páginas permitem a seleção das páginas que serão impressas. Selecione as páginas desejadas e certifique-se de que estão em ordem, evite salvar páginas em branco desnecessariamente. No Indesign, salve sempre páginas separadas (não utilize a opção “páginas espelhadas”).

Compactação Refere-se a compactação de imagens e outros elementos a fim de deixar o arquivo mais leve, mantendo a qualidade. Para imagens bitmap coloridas e em escala de cinza, aplique redução bicúbica até 300 ppi. Para imagens monocromáticas aplique redução bicúbica até 1200 ppi. 30 | Como se Faz?


Para redução bicúbica, basta alterar o valor da primeira caixa (à esquerda) que o valor da segunda caixa (à direita) será alterado automaticamente.

Marcas e sangrias Utilize sempre marcas de corte no seu documento. Marcas de sangria, apenas se o recurso foi utilizado (pag.25), neste caso aplique as configurações do documento. As outras marcas listadas nesta aba são dispensáveis.

Saída Trata-se da definição dos perfis de cores, pode-se utilizar os perfis FOGRA 27 ou 39, mantendo-se a opção de preservar números, assim elementos que estiverem fora do padrão CMYK (RGB) serão convertidos automaticamente, enquanto os demais permanecerão com os valores que foram definidos no desenvolvimento do arquivo. Caso tenha utilizado a sobreposição de cores (pag.26), marque a opção “preservar impressões sobrepostas do documento”, no pacote Adobe esta opção se encontra em compactação e previamente selecionada por padrão. Avançado e Segurança não necessitam de alterações. Após as etapas descritas anteriormente, vá para a aba Resumo, nela serão mostradas as descrições de possíveis erros, se não houver erros, basta clicar em Salvar. Fechando sua arte | 31


Acabamentos O toque final no seu impresso Os acabamentos são todos os processos realizados no material após a impressão e antes da embalagem do impresso finalizado. A Imprensa Universitária dispões de alguns processos de acabamento, sendo que apenas as laminações são feitas de forma terceirizada. O refile, são os cortes no papel necessários para a finalização do impresso. Geralmente as impressões são feitas em folhas maiores do que o corte final, especialmente os impressos feitos no processo de offset, sendo assim, são necessários cortes para separar os impressos. A vincagem é a aplicação de sulcos no papel, por meio de pressão com o propósito de facilitar o manuseio e a dobra. A realização deste acabamento é feita em capas de livros, pastas institucionais, folders e outros materiais impressos em papel de maior gramatura (120g/m² ou acima). A encadernação é o processo de união das páginas de publicações. A Imprensa Universitária dispõe de três métodos para este processo. A lombada canoa é o mais simples e barato método de encadernação, utilizada para livros, revistas e livretos com poucas páginas, geralmente até 100, consiste na união e grampeamento dos cadernos. Como pode-se constatar, esse método foi aplicado à este livreto. 32 | Como se Faz?


A lombada quadrada com costura e cola, consiste na união através da costura das dobras dos cadernos que compõem livros mais grossos a partir de 100 a 150 páginas, dependendo da gramatura utilizada no miolo. Após a costura, os impressos são prensados e colados, podendo-se fazer a opção de colagem na hot melt, que é a aplicação de um adesivo térmico que serve para colar os cadernos que compõem o miolo e também a capa. A lombada quadrada pode ser feita também sem costura, sendo então serrilhada e colada. O serrilhamento é utilizado em impressos que necessitam ter partes destacadas, como canhotos, ingressos entre outros. Esta etapa consiste na realização de pequenos cortes sequenciais distanciados de acordo com a serrilha utilizada. O picote, também utilizado para itens destacáveis, como os passes do Restaurante Universitário por exemplo, consiste na realização de pequenos furos sequenciais no papel a fim de que estes formem uma linha, facilitando o destacamento, que neste caso é mais eficaz que o proporcionado pela serrilha. A laminação consiste na aplicação, de um filme sobre o papel já impresso. Utilizada com o objetivo de proporcionar proteção e um acabamento diferenciado ao impresso, a Imprensa Universitária dispõe de duas opções de laminação, a fosca e a alto brilho, sendo que este processo é feito de maneira terceirizada, visto que a Imprensa Universitária não possui equipamento para tal. Acabamentos | 33


CheckList Verifique possíveis problemas, encontre a solução Criação do arquivo Criei meu arquivo com as medidas corretas em que serão impressas? (pag.23) Meu arquivo foi criado com resolução de 300 dpi? (pag.23) O perfil de cores está ajustado para CMYK? (pag.23)

Desenvolvimento Estou respeitando as margens de pelo menos 10 mm para textos e conteúdos que não deverão ser dobrados ou cortados? (pag.24) A sangria está corretamente configurada? (pag.25) Estou utilizando cores que são compatíveis com o modelo CMYK? As cores que estou utilizando possuem contraste satisfatório? (pag.17) Estou simplificando o número de tintas para compor uma cor? (pag.17) Estou respeitando o limite de 250% de tinta para compor uma cor? (pag.16) Verifiquei a resolução, converti para CMYK (ou tons de cinza se for PB) e tratei todas as fotos para que tenham um bom contraste? (pag.29) Efeitos como powerclips, transparências foram convertidos em imagem? Existe algum elemento que tenha porcentagem inferior a 05% de tinta? Todas as fontes possuem todos os caracteres incluindo acentuação? O texto e grafismos estão compostos apenas pela tinta preta (K:100%)?(pag.17) O texto possui fonte com tamanho igual ou superior a 6pt? Os textos sobre fundo colorido estão em tamanho superior a 8pt e com espessura regular ou bold e grafismos estão com espessura superior a 1pt? Estou utilizando impressão sobreposta conforme indicado? (pag.26) Textos vazados (em branco) estão sobre fundo de a penas uma cor? A numeração está adequada (páginas ímpares à direita e pares à esquerda)?

Fechamento do arquivo

Perfil de cores está correto? (pag.31) Redução bicúbica está dentro dos valores aceitáveis? (pag.30) As marcas de impressão estão corretamente configuradas? (pag.31) Todas as páginas estão selecionadas, separadas e na ordem correta? (pag.30) O PDF está com a predefinição X1-a? (pag.30) 34 | Como se Faz?


COMO SE FAZ

?

Manual de entrega de arquivos para a Imprensa Universitรกria da UFSC

Doc base manual finalsepreads issu  
Doc base manual finalsepreads issu  
Advertisement