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CYAN AMARELO

MAGENTA PRETO

CYAN AMARELO

MAGENTA PRETO

o costinha boletim informativo KNAPP 09 10 06

A gente faz o HMCC

O

BOM

É preciso profissionalismo e equilíbrio emocional para trabalhar diariamente em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Assim como os outros colegas, a rotina do auxiliar de enfermagem, A DILSON DA S ILVA G OMES , é de acompanhar a luta dos pacientes pela sobrevivência. Com a falta de leitos hospitalares em Foz do Iguaçu, a UTI do Hospital Ministro Costa Cavalcanti está sempre lotada e isso exige acompanhamento 24 horas de médicos e enfermeiros especializados nessa área. “A responsabilidade é enorme e costumo dizer que aqui dentro somos homens e mulheres brincando de Deus”, reconhece Adilson, que atua na UTI há quatro meses. Ele começou a carreira há 15 anos e passou por cinco hospitais, o que o credenciou para ser contratado pela Fundação de Saúde Itaiguapy em 2004. “Me sinto privilegiado em trabalhar aqui, pois tive muitas oportunidades”, revela. Pela manhã ele estuda e à tarde fica de plantão na UTI. Adilson acredita que o segredo para ter sucesso na vida é se adaptar ao ambiente e aproveitar cada situação para adquirir novos conhecimen-

BAIANO

tos, tanto no aspecto profissional como pessoal. O seu otimismo e bom humor já se tornaram marcas registradas e cativaram muita gente. Ele mesmo admite que as amizades conquistadas ao longo de quase dois anos em Foz do Iguaçu ajudam, e muito, a enfrentar a saudade da família que vive na Bahia. A determinação e vontade de estudar enfermagem motivaram esse baiano a mudar

Andréa David (mtb 3059/11/149v)

PROJETO GRÁFICO, DIAGRAMAÇÃO E REVISÃO Pauta Comunicação

FOTOS

Caio Coronel, Nilton Rolin, Andréa David

IMPRESSÃO Grasmil

MAGENTA PRETO

para o Paraná. “Fazer faculdade era o meu sonho e para isso precisei viajar 3.260 quilômetros”, conta. Adilson só tem planos de voltar para o nordeste após terminar o curso, em 2009. Até lá, pretende aproveitar a riqueza cultural existente na tríplice fronteira e o intercâmbio com os profissionais de saúde que, como ele, trabalham em Foz. “Pena que o mar fica tão distante daqui”, lamenta.

O COSTINHA é uma publicação bimestral do HMCC Hospital Ministro Costa Cavalcanti

EDITORA E JORNALISTA RESPONSÁVEL

CYAN AMARELO

Ficam abertas até 21 de outubro as inscrições para o vestibular de Gestão Hospitalar da Cesufoz. O curso forma tecnólogos e está voltado para a área administrativa. Porém, algumas disciplinas abrangem aspectos técnicos. A oportunidade de profissionalização despertou interesse de vários colaboradores do HMCC, que são alunos da primeira turma, formada em agosto. O curso tem dois anos de duração e oferece 35 vagas. As aulas são à noite. Mais informações pelo site www.cesufoz.edu.br

edição n.º 07 ano IV outubro 2006

O diagnóstico

Prevenção

EXPEDIENTE

TIRAGEM

Qualificação

1.500 exemplares - distribuição gratuita

E SCREVA - NOS

“O Costinha” está aberto ao leitor para divulgação de notícias de interesse de todos. Envie idéias, dicas de reportagens e informações sobre eventos, seminários e encontros na área de saúde. Vale sugerir histórias que possam e mereçam ser contadas nas páginas do nosso jornal interno. Mande suas mensagens para:

@

imprensa@hmcc.com.br Assessoria de Comunicação na sala Tecnologia de Informação

Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores e não reproduzem necessariamente a opinião desta publicação ou da entidade. A reprodução é permitida, desde que citada a fonte.

Bebês nascidos no HMCC têm o sangue coletado para a realização do teste de DNA, capaz de identificar uma alteração genética que é responsável pelo câncer de córtex adrenal. No Paraná, a incidência do tumor é 15 vezes maior do que no resto do mundo. Para fazer o exame, basta uma autorização por escrito da mãe ou pai da criança. O teste é gratuito para o hospital e para a família do bebê. As coletas são enviadas ao Instituto Pelé Pequeno Príncipe, em Curitiba, responsável pelo desenvolvimento dessa tecnologia.

Portal do Bebê O berçário virtual trocou de nome e agora é chamado de Portal do Bebê. No endereço www.costacavalcanti.com.br a família e amigos podem ver a foto do neném. O serviço é de graça e está disponível para todas as mães que tiverem seus filhos no HMCC. As fotos são publicadas na internet. O portal informa ainda o nome, a data de nascimento, peso, altura e quem é o pai e a mãe da criança. Ao visitar o site, quem quiser pode enviar mensagens de felicitação aos pais.

Meta do HMCC é conquistar em oito meses o primeiro dos três níveis da acreditação

HORA

DE

ACREDITAR!

Acreditação, palavra desconhecida até pouco tempo para muitos colaboradores, vai fazer parte do cotidiano do HMCC. É que a Fundação de Saúde Itaiguapy – a exemplo de outras instituições de saúde do Brasil – quer se tornar reconhecida como prestadora de serviço de qualidade. Para isso será necessário passar por um criterioso processo de certificação criado pelo governo federal em 1999. O conceito de acreditação hospita-

lar combina segurança com ética profissional, responsabilidade e qualidade de atendimento. O projeto começou em agosto, quando o hospital recebeu a visita de avaliadores do Instituto Qualisa de Gestão (IQG), uma das oito instituições do país credenciadas pela ONA - Organização Nacional de Acreditação -, que não é governamental, mas foi criada com o apoio do Ministério da Saúde a fim de dedicar-se à produção de normas de assistência hospitalar.

I NTEGRAÇÃO – A qualidade deve ser percebida em todos os setores. Para o diretor do IQG, Rubens José Covello, a acreditação depende que o hospital esteja atualizado em diversas áreas, sempre buscando uma integração harmônica entre as áreas médica, tecnológica, administrativa, econômica, assistencial e de ensino.

Na opinião dele, o processo da qualidade inclui disciplina, segurança e um atendimento ainda mais humanizado. O avaliador disse ainda que um dos benefícios desse modelo é a melhoria do ambiente de trabalho, que contribui para a satisfação e o bem-estar dos colaboradores. “Nesse modelo todo mundo é responsável por tudo”, enfatiza.

www.ona.org.br

Durante três dias a comissão do IQG conheceu a estrutura do Costa Cavalcanti e identificou pontos fortes e fracos num relatório. O diagnóstico foi o ponto de partida para que o hospital pudesse traçar metas para conquistar num prazo de oito meses o nível 1 da acreditação. O projeto envolve os 850 funcionários, todos os médicos e serviços terceirizados. Entre os requisitos que serão avaliados para a certificação estão responsabilidade técnica, capacitação e habilitação do corpo funcional, segurança de assistência ao cliente, segurança de saúde ocupacional ao funcionário, controle de infecções e biossegurança. Investimentos em construção e adequação das instalações físicas também serão observados. De acordo com a responsável pela Assessoria de Mercado e Qualidade, Beatriz Regina da Silva, será necessário um grande esforço para cumprir todas as exigências. “Trata-se de um processo mais educativo e informativo do que fiscalizatório, com um processo de mudança gerencial centrado no usuário e nos processos internos”, explica. A estratégia prevê um programa permanente de educação para a equipe de colaboradores e prestadores de serviço. A revisão de processos de trabalho e ações de melhoria também são passos importantes rumo à acreditação.


ARTIGO

Os desafios da acreditação

E

m 1961, o russo Yury Gagarin tornou se o primeiro homem a orbitar a Terra. Em 2003, acompanhamos o drama da NASA e da equipe do ônibus espacial americano, que se desintegrou ao retornar à Terra. Um fragmento pôs em risco a tripulação e até mesmo o futuro das missões espaciais. Em 1961, Yury poderia também ter fracassado. Claro que não temos a intenção de enviar ninguém para a Lua, mas podemos tirar uma grande lição desses acontecimentos. Estamos nos tornando um hospital de grande porte. Toda a atividade que envolve nossos serviços tem uma enorme responsabilidade, pois trabalhamos com vidas humanas. Se não for bem administrada, pode se tornar uma viagem desastrosa. O risco de uma “peça” solta em nosso caminho é mínimo quando entendemos nossa missão, alinhamos valores individuais a uma visão conjunta e passamos a fazer parte de um time que tem planejado e concebido um futuro de sucesso. A analogia é a seguinte: a construção da QUALIDADE ocorre da mesma forma que o sucesso de Yur y Gagarin, que se deu por causa de um time, no qual nem sempre todos os envol-

vidos aparecem. Desejamos crescer, consolidar e criar condições de que o Costa Cavalcanti se estabeleça para os próximos anos com eficiência, qualidade e compromisso social. Para isso estamos em busca da ACREDITAÇÃO, certificação conferida de acordo com uma metodologia de avaliação periódica da qualidade dos serviços. Para isso, necessitamos comprometimento com a garantia da qualidade. Mesmo daqueles setores que não aparecem, que não são valorizados por nossos clientes. Que todos tenhamos o entendimento do quão importante é o trabalho em equipe. É necessário educação para a qualidade, sensibilizando os grupos para a busca contínua de melhores resultados. A garantia do sucesso no envio do homem ao espaço era simplesmente de trazê-lo de volta com segurança. A garantia de sucesso perante nossos CLIENTES é que devolvamos seus entes sãos e salvos. Sonhar nunca fez mal a ninguém. No passado, alguém sonhou em ir à Lua, e não foi fácil torná-lo realidade. Nossos sonhos são de realização mais fácil, mas nem por isso, de menor importância. O empenho pessoal de cada um irá permitir que juntos possamos crescer e garantir essa realização.

Rogério Soares Böhm Diretor administrativo-financeiro do HMCC

retrato

3X4 O Corpo de Bombeiros é o novo parceiro do Banco de Leite de Foz do Iguaçu. Desde o começo de outubro, a corporação oferece um carro para coletar as doações nas residências. São três visitas domiciliares por semana, mas quem quiser pode entregar pessoalmente na unidade que funciona perto do HMCC. As mães interessadas em doar leite podem obter mais informações sobre o serviço pelo telefone 3576-8000, ramal 8136.

Colaboradores

CARAS NOVAS

Antes do trabalho, é preciso conhecer o funcionamento do hospital

A

Divisão de Gestão de Pessoas colocou em prática o projeto para recepção de novos colaboradores. No Programa de Inserção de Novos Funcionários, quem é contratado para trabalhar no Hospital Costa Cavalcanti é recebido por uma equipe encarregada de mostrar como tudo funciona. Os profissionais recebem informações sobre a administração da empresa, qualidade, procedimento das áreas de farmácia, enfermagem, comissão de infecção hospitalar

FIM

DE

e segurança do trabalho. O pacote de boas-vindas também inclui um tour de apresentação de toda a estrutura do HMCC. “Nesse programa, os recém-chegados ficam sabendo como é o trabalho aqui dentro e têm a oportunidade de ver como o hospital funciona por inteiro e não apenas por departamentos isolados”, afirma a gerente da Divisão de Gestão de Pessoas, Perla Alvarenga. Essa é uma das estratégias da administração para manter a equipe unida e comprometida com suas metas.

CONTRATO

Com a conclusão de uma das alas do Hospital Municipal, o Centro Municipal de Saúde (Cemusa) já não é mais administrado pela Fundação de Saúde Itaiguapy. Conforme estava previsto, o contrato com a Prefeitura de Foz do Iguaçu terminou em setembro. A entidade era responsável pela prestação de serviços e também pelos profissionais que trabalhavam no local, tanto do corpo técnico, como do setor administrativo. Entre abril e agosto a Fundação Itaiguapy registrou 658 internações de adultos e crianças; 18.332 refeições servi-

das e 10.629 quilos de roupas lavadas. No período em que esteve à frente do “Costinha”, como a unidade ficou conhecida, a média de ocupação dos 40 leitos foi de 72%. Na avaliação do diretor-superintendente do HMCC, Anilton José Beal, a experiência foi positiva e mostrou que a qualidade do atendimento se reflete mesmo fora do Costa Cavalcanti. “Além de pioneira, a iniciativa foi corajosa, pois havia na cidade uma grande falta de leitos hospitalares e ao assumir o Cemusa era necessário ter acima de tudo ética e responsabilidade”, observa.

Campanha

EDUCAR

PARA

Cerca de 60 mil pessoas esperam por um transplante no Brasil. No Paraná, são 4.500 pacientes na fila, que é longa e anda devagar. Para desmistificar a questão dos transplantes e ajudar no aumento de doadores, a Comissão Intra-Hospitalar de Captação de Órgãos promoveu uma campanha em 27 de setembro, Dia Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos. A data foi lembrada com uma palestra aos funcionários do HMCC e distribuição de materiais informativos na Praça das Nações. A iniciativa serviu para alertar profissionais de saúde e a sociedade sobre a importância da doação. Segundo os es-

DOAR

pecialistas, menor é o preconceito quando a população recebe informações sobre doações e transplantes. Formada por médicos, enfermeiros e assistente social, a Comissão identifica possíveis doadores e está empenhada em conscientizar funcionários de todos os setores do hospital para torná-los multiplicadores dessas informações. Do ponto de vista do médico nefrologista, MARCELO GONÇALVES , o mais importante é esclarecer aos parentes sobre o que é morte cerebral e coma. O diagnóstico de morte encefálica segue um roteiro de procedimentos: são necessárias três avaliações de médicos

Transplantes de rim e de fígado também podem ser feitos de doadores vivos

O

COMPUTADOR TOMA

A tarefa de escrever a mão as informações sobre o estado de saúde dos pacientes, será coisa do passado no HMCC. É que desde setembro a equipe de enfermagem utiliza o sistema hospitalar denominado TASY e em breve as prescrições serão todas eletrônicas. O projeto piloto começou no bloco 07, destinado aos pacientes clínicos e cirúrgicos, e até novembro será estendido aos outros quatro blocos de internação do hospital. A meta é reduzir ao máximo o uso do papel e adotar

Critérios para doação

diferentes e uma série de exames complementares. “Esse processo pode levar de 24 a 36 horas e no caso de doação, não há despesa para a família”, informa. VONTADE RESPEITADA - A principal orientação é de que a pessoa interessada em fazer doação comunique a decisão aos familiares. “A autorização não depende mais da carteira de identidade e nem de carta ou bilhete. O que vale mesmo é o consentimento da família. Por isso a importância da discussão do assunto no ambiente familiar”, enfatiza o médico. Muitas doações são perdidas porque o potencial doador não havia expressado em vida sua vontade. No Paraná, a recusa por parte de familiares é a causa da não efetivação de 16% dos transplantes.

A fila de doadores é única e determinada por uma série de critérios. Um deles é a ordem de chegada. Em casos específicos, deve ser considerada também a compatibilidade do tipo sangüíneo, genética e a anatomia do doador em relação ao receptor. No Brasil e também no Paraná, as doações de córneas e rins são as mais freqüentes.

DOAÇÕES B RASIL P A R A N Á córneas 5.419 466 rins 3.041 249 fonte:

Ministério

da

Saúde

-

2004

Os números mostram que a maioria das doações ainda parte de doadores vivos. Em 2004, das 12,3 mil doações realizadas no país todo, só 11,6% foram provenientes de doadores cadáveres. A Secretaria de Estado de Saúde está confiante no aumento do número de transplantes este ano porque houve um crescimento de 30% nos índices de notificação de morte encefálica em relação ao ano passado.

O LUGAR DO PAPEL

o padrão de informatizar todos os procedimentos. Implantado no fim do ano passado, o TASY permite maior rapidez na realização de tarefas e melhorias do HMCC. “O sistema hospitalar já vem sendo utilizado em todos os departamentos, faltava apenas a enfermagem”, comenta o diretor assistencial, Sandro Scarpetta. A prescrição eletrônica da enfermagem inclui evolução do quadro do paciente, checagem de sinais letais e também solicitação de compra de materiais e medica-

mentos. Antes de entrar em operação, os 19 colaboradores do bloco receberam instruções de funcionamento do sistema das responsáveis pela auditoria de enfermagem, Elaine Campos de Oliveira e Elizabeth Steinhofel. “Estamos nos surpreendendo, pois os funcionários já fazem tudo pelo TASY, desde a internação até a alta” diz Elizabeth. O sistema permite um acompanhamento mais deta-

lhado da evolução do paciente e já recebe elogios do grupo. “O serviço ficou mais ágil, quando precisamos de algum medicamento na farmácia, por exemplo, basta a autorização virtual dos enfermeiros”, declara a auxiliar de enfermagem DIONE GOMES.


ARTIGO

Os desafios da acreditação

E

m 1961, o russo Yury Gagarin tornou se o primeiro homem a orbitar a Terra. Em 2003, acompanhamos o drama da NASA e da equipe do ônibus espacial americano, que se desintegrou ao retornar à Terra. Um fragmento pôs em risco a tripulação e até mesmo o futuro das missões espaciais. Em 1961, Yury poderia também ter fracassado. Claro que não temos a intenção de enviar ninguém para a Lua, mas podemos tirar uma grande lição desses acontecimentos. Estamos nos tornando um hospital de grande porte. Toda a atividade que envolve nossos serviços tem uma enorme responsabilidade, pois trabalhamos com vidas humanas. Se não for bem administrada, pode se tornar uma viagem desastrosa. O risco de uma “peça” solta em nosso caminho é mínimo quando entendemos nossa missão, alinhamos valores individuais a uma visão conjunta e passamos a fazer parte de um time que tem planejado e concebido um futuro de sucesso. A analogia é a seguinte: a construção da QUALIDADE ocorre da mesma forma que o sucesso de Yur y Gagarin, que se deu por causa de um time, no qual nem sempre todos os envol-

vidos aparecem. Desejamos crescer, consolidar e criar condições de que o Costa Cavalcanti se estabeleça para os próximos anos com eficiência, qualidade e compromisso social. Para isso estamos em busca da ACREDITAÇÃO, certificação conferida de acordo com uma metodologia de avaliação periódica da qualidade dos serviços. Para isso, necessitamos comprometimento com a garantia da qualidade. Mesmo daqueles setores que não aparecem, que não são valorizados por nossos clientes. Que todos tenhamos o entendimento do quão importante é o trabalho em equipe. É necessário educação para a qualidade, sensibilizando os grupos para a busca contínua de melhores resultados. A garantia do sucesso no envio do homem ao espaço era simplesmente de trazê-lo de volta com segurança. A garantia de sucesso perante nossos CLIENTES é que devolvamos seus entes sãos e salvos. Sonhar nunca fez mal a ninguém. No passado, alguém sonhou em ir à Lua, e não foi fácil torná-lo realidade. Nossos sonhos são de realização mais fácil, mas nem por isso, de menor importância. O empenho pessoal de cada um irá permitir que juntos possamos crescer e garantir essa realização.

Rogério Soares Böhm Diretor administrativo-financeiro do HMCC

retrato

3X4 O Corpo de Bombeiros é o novo parceiro do Banco de Leite de Foz do Iguaçu. Desde o começo de outubro, a corporação oferece um carro para coletar as doações nas residências. São três visitas domiciliares por semana, mas quem quiser pode entregar pessoalmente na unidade que funciona perto do HMCC. As mães interessadas em doar leite podem obter mais informações sobre o serviço pelo telefone 3576-8000, ramal 8136.

Colaboradores

CARAS NOVAS

Antes do trabalho, é preciso conhecer o funcionamento do hospital

A

Divisão de Gestão de Pessoas colocou em prática o projeto para recepção de novos colaboradores. No Programa de Inserção de Novos Funcionários, quem é contratado para trabalhar no Hospital Costa Cavalcanti é recebido por uma equipe encarregada de mostrar como tudo funciona. Os profissionais recebem informações sobre a administração da empresa, qualidade, procedimento das áreas de farmácia, enfermagem, comissão de infecção hospitalar

FIM

DE

e segurança do trabalho. O pacote de boas-vindas também inclui um tour de apresentação de toda a estrutura do HMCC. “Nesse programa, os recém-chegados ficam sabendo como é o trabalho aqui dentro e têm a oportunidade de ver como o hospital funciona por inteiro e não apenas por departamentos isolados”, afirma a gerente da Divisão de Gestão de Pessoas, Perla Alvarenga. Essa é uma das estratégias da administração para manter a equipe unida e comprometida com suas metas.

CONTRATO

Com a conclusão de uma das alas do Hospital Municipal, o Centro Municipal de Saúde (Cemusa) já não é mais administrado pela Fundação de Saúde Itaiguapy. Conforme estava previsto, o contrato com a Prefeitura de Foz do Iguaçu terminou em setembro. A entidade era responsável pela prestação de serviços e também pelos profissionais que trabalhavam no local, tanto do corpo técnico, como do setor administrativo. Entre abril e agosto a Fundação Itaiguapy registrou 658 internações de adultos e crianças; 18.332 refeições servi-

das e 10.629 quilos de roupas lavadas. No período em que esteve à frente do “Costinha”, como a unidade ficou conhecida, a média de ocupação dos 40 leitos foi de 72%. Na avaliação do diretor-superintendente do HMCC, Anilton José Beal, a experiência foi positiva e mostrou que a qualidade do atendimento se reflete mesmo fora do Costa Cavalcanti. “Além de pioneira, a iniciativa foi corajosa, pois havia na cidade uma grande falta de leitos hospitalares e ao assumir o Cemusa era necessário ter acima de tudo ética e responsabilidade”, observa.

Campanha

EDUCAR

PARA

Cerca de 60 mil pessoas esperam por um transplante no Brasil. No Paraná, são 4.500 pacientes na fila, que é longa e anda devagar. Para desmistificar a questão dos transplantes e ajudar no aumento de doadores, a Comissão Intra-Hospitalar de Captação de Órgãos promoveu uma campanha em 27 de setembro, Dia Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos. A data foi lembrada com uma palestra aos funcionários do HMCC e distribuição de materiais informativos na Praça das Nações. A iniciativa serviu para alertar profissionais de saúde e a sociedade sobre a importância da doação. Segundo os es-

DOAR

pecialistas, menor é o preconceito quando a população recebe informações sobre doações e transplantes. Formada por médicos, enfermeiros e assistente social, a Comissão identifica possíveis doadores e está empenhada em conscientizar funcionários de todos os setores do hospital para torná-los multiplicadores dessas informações. Do ponto de vista do médico nefrologista, MARCELO GONÇALVES , o mais importante é esclarecer aos parentes sobre o que é morte cerebral e coma. O diagnóstico de morte encefálica segue um roteiro de procedimentos: são necessárias três avaliações de médicos

Transplantes de rim e de fígado também podem ser feitos de doadores vivos

O

COMPUTADOR TOMA

A tarefa de escrever a mão as informações sobre o estado de saúde dos pacientes, será coisa do passado no HMCC. É que desde setembro a equipe de enfermagem utiliza o sistema hospitalar denominado TASY e em breve as prescrições serão todas eletrônicas. O projeto piloto começou no bloco 07, destinado aos pacientes clínicos e cirúrgicos, e até novembro será estendido aos outros quatro blocos de internação do hospital. A meta é reduzir ao máximo o uso do papel e adotar

Critérios para doação

diferentes e uma série de exames complementares. “Esse processo pode levar de 24 a 36 horas e no caso de doação, não há despesa para a família”, informa. VONTADE RESPEITADA - A principal orientação é de que a pessoa interessada em fazer doação comunique a decisão aos familiares. “A autorização não depende mais da carteira de identidade e nem de carta ou bilhete. O que vale mesmo é o consentimento da família. Por isso a importância da discussão do assunto no ambiente familiar”, enfatiza o médico. Muitas doações são perdidas porque o potencial doador não havia expressado em vida sua vontade. No Paraná, a recusa por parte de familiares é a causa da não efetivação de 16% dos transplantes.

A fila de doadores é única e determinada por uma série de critérios. Um deles é a ordem de chegada. Em casos específicos, deve ser considerada também a compatibilidade do tipo sangüíneo, genética e a anatomia do doador em relação ao receptor. No Brasil e também no Paraná, as doações de córneas e rins são as mais freqüentes.

DOAÇÕES B RASIL P A R A N Á córneas 5.419 466 rins 3.041 249 fonte:

Ministério

da

Saúde

-

2004

Os números mostram que a maioria das doações ainda parte de doadores vivos. Em 2004, das 12,3 mil doações realizadas no país todo, só 11,6% foram provenientes de doadores cadáveres. A Secretaria de Estado de Saúde está confiante no aumento do número de transplantes este ano porque houve um crescimento de 30% nos índices de notificação de morte encefálica em relação ao ano passado.

O LUGAR DO PAPEL

o padrão de informatizar todos os procedimentos. Implantado no fim do ano passado, o TASY permite maior rapidez na realização de tarefas e melhorias do HMCC. “O sistema hospitalar já vem sendo utilizado em todos os departamentos, faltava apenas a enfermagem”, comenta o diretor assistencial, Sandro Scarpetta. A prescrição eletrônica da enfermagem inclui evolução do quadro do paciente, checagem de sinais letais e também solicitação de compra de materiais e medica-

mentos. Antes de entrar em operação, os 19 colaboradores do bloco receberam instruções de funcionamento do sistema das responsáveis pela auditoria de enfermagem, Elaine Campos de Oliveira e Elizabeth Steinhofel. “Estamos nos surpreendendo, pois os funcionários já fazem tudo pelo TASY, desde a internação até a alta” diz Elizabeth. O sistema permite um acompanhamento mais deta-

lhado da evolução do paciente e já recebe elogios do grupo. “O serviço ficou mais ágil, quando precisamos de algum medicamento na farmácia, por exemplo, basta a autorização virtual dos enfermeiros”, declara a auxiliar de enfermagem DIONE GOMES.


A gente faz o HMCC

O

BOM

É preciso profissionalismo e equilíbrio emocional para trabalhar diariamente em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Assim como os outros colegas, a rotina do auxiliar de enfermagem, A DILSON DA S ILVA G OMES , é de acompanhar a luta dos pacientes pela sobrevivência. Com a falta de leitos hospitalares em Foz do Iguaçu, a UTI do Hospital Ministro Costa Cavalcanti está sempre lotada e isso exige acompanhamento 24 horas de médicos e enfermeiros especializados nessa área. “A responsabilidade é enorme e costumo dizer que aqui dentro somos homens e mulheres brincando de Deus”, reconhece Adilson, que atua na UTI há quatro meses. Ele começou a carreira há 15 anos e passou por cinco hospitais, o que o credenciou para ser contratado pela Fundação de Saúde Itaiguapy em 2004. “Me sinto privilegiado em trabalhar aqui, pois tive muitas oportunidades”, revela. Pela manhã ele estuda e à tarde fica de plantão na UTI. Adilson acredita que o segredo para ter sucesso na vida é se adaptar ao ambiente e aproveitar cada situação para adquirir novos conhecimen-

BAIANO

Ficam abertas até 21 de outubro as inscrições para o vestibular de Gestão Hospitalar da Cesufoz. O curso forma tecnólogos e está voltado para a área administrativa. Porém, algumas disciplinas abrangem aspectos técnicos. A oportunidade de profissionalização despertou interesse de vários colaboradores do HMCC, que são alunos da primeira turma, formada em agosto. O curso tem dois anos de duração e oferece 35 vagas. As aulas são à noite. Mais informações pelo site www.cesufoz.edu.br

edição n.º 07 ano IV outubro 2006

O diagnóstico

Prevenção

tos, tanto no aspecto profissional como pessoal. O seu otimismo e bom humor já se tornaram marcas registradas e cativaram muita gente. Ele mesmo admite que as amizades conquistadas ao longo de quase dois anos em Foz do Iguaçu ajudam, e muito, a enfrentar a saudade da família que vive na Bahia. A determinação e vontade de estudar enfermagem motivaram esse baiano a mudar

EXPEDIENTE

para o Paraná. “Fazer faculdade era o meu sonho e para isso precisei viajar 3.260 quilômetros”, conta. Adilson só tem planos de voltar para o nordeste após terminar o curso, em 2009. Até lá, pretende aproveitar a riqueza cultural existente na tríplice fronteira e o intercâmbio com os profissionais de saúde que, como ele, trabalham em Foz. “Pena que o mar fica tão distante daqui”, lamenta.

O COSTINHA é uma publicação bimestral do HMCC Hospital Ministro Costa Cavalcanti

EDITORA E JORNALISTA RESPONSÁVEL Andréa David (mtb 3059/11/149v)

PROJETO GRÁFICO, DIAGRAMAÇÃO E REVISÃO Pauta Comunicação

FOTOS

Caio Coronel, Nilton Rolin, Andréa David

IMPRESSÃO Grasmil

TIRAGEM

Qualificação

1.500 exemplares - distribuição gratuita

E SCREVA - NOS

“O Costinha” está aberto ao leitor para divulgação de notícias de interesse de todos. Envie idéias, dicas de reportagens e informações sobre eventos, seminários e encontros na área de saúde. Vale sugerir histórias que possam e mereçam ser contadas nas páginas do nosso jornal interno. Mande suas mensagens para:

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imprensa@hmcc.com.br Assessoria de Comunicação na sala Tecnologia de Informação

Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores e não reproduzem necessariamente a opinião desta publicação ou da entidade. A reprodução é permitida, desde que citada a fonte.

Bebês nascidos no HMCC têm o sangue coletado para a realização do teste de DNA, capaz de identificar uma alteração genética que é responsável pelo câncer de córtex adrenal. No Paraná, a incidência do tumor é 15 vezes maior do que no resto do mundo. Para fazer o exame, basta uma autorização por escrito da mãe ou pai da criança. O teste é gratuito para o hospital e para a família do bebê. As coletas são enviadas ao Instituto Pelé Pequeno Príncipe, em Curitiba, responsável pelo desenvolvimento dessa tecnologia.

Portal do Bebê O berçário virtual trocou de nome e agora é chamado de Portal do Bebê. No endereço www.costacavalcanti.com.br a família e amigos podem ver a foto do neném. O serviço é de graça e está disponível para todas as mães que tiverem seus filhos no HMCC. As fotos são publicadas na internet. O portal informa ainda o nome, a data de nascimento, peso, altura e quem é o pai e a mãe da criança. Ao visitar o site, quem quiser pode enviar mensagens de felicitação aos pais.

Meta do HMCC é conquistar em oito meses o primeiro dos três níveis da acreditação

HORA

DE

ACREDITAR!

Acreditação, palavra desconhecida até pouco tempo para muitos colaboradores, vai fazer parte do cotidiano do HMCC. É que a Fundação de Saúde Itaiguapy – a exemplo de outras instituições de saúde do Brasil – quer se tornar reconhecida como prestadora de serviço de qualidade. Para isso será necessário passar por um criterioso processo de certificação criado pelo governo federal em 1999. O conceito de acreditação hospita-

lar combina segurança com ética profissional, responsabilidade e qualidade de atendimento. O projeto começou em agosto, quando o hospital recebeu a visita de avaliadores do Instituto Qualisa de Gestão (IQG), uma das oito instituições do país credenciadas pela ONA - Organização Nacional de Acreditação -, que não é governamental, mas foi criada com o apoio do Ministério da Saúde a fim de dedicar-se à produção de normas de assistência hospitalar.

I NTEGRAÇÃO – A qualidade deve ser percebida em todos os setores. Para o diretor do IQG, Rubens José Covello, a acreditação depende que o hospital esteja atualizado em diversas áreas, sempre buscando uma integração harmônica entre as áreas médica, tecnológica, administrativa, econômica, assistencial e de ensino.

Na opinião dele, o processo da qualidade inclui disciplina, segurança e um atendimento ainda mais humanizado. O avaliador disse ainda que um dos benefícios desse modelo é a melhoria do ambiente de trabalho, que contribui para a satisfação e o bem-estar dos colaboradores. “Nesse modelo todo mundo é responsável por tudo”, enfatiza.

www.ona.org.br

Durante três dias a comissão do IQG conheceu a estrutura do Costa Cavalcanti e identificou pontos fortes e fracos num relatório. O diagnóstico foi o ponto de partida para que o hospital pudesse traçar metas para conquistar num prazo de oito meses o nível 1 da acreditação. O projeto envolve os 850 funcionários, todos os médicos e serviços terceirizados. Entre os requisitos que serão avaliados para a certificação estão responsabilidade técnica, capacitação e habilitação do corpo funcional, segurança de assistência ao cliente, segurança de saúde ocupacional ao funcionário, controle de infecções e biossegurança. Investimentos em construção e adequação das instalações físicas também serão observados. De acordo com a responsável pela Assessoria de Mercado e Qualidade, Beatriz Regina da Silva, será necessário um grande esforço para cumprir todas as exigências. “Trata-se de um processo mais educativo e informativo do que fiscalizatório, com um processo de mudança gerencial centrado no usuário e nos processos internos”, explica. A estratégia prevê um programa permanente de educação para a equipe de colaboradores e prestadores de serviço. A revisão de processos de trabalho e ações de melhoria também são passos importantes rumo à acreditação.


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