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Ano XXII • Ed 248 • Janeiro 2014 • www.diocesevaladares.com.br

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Dom Werner O versículo bíblico, tema da ordenação de nosso bispo, traz, de fato, um pouco da história dos seus 25 anos de pastoreio episcopal e dos quase 50 de sacerdotal. No dia 18 de dezembro, na Catedral de Santo Antônio, Dom Werner Siebenbrock celebrou com a comunidade seus 25 anos de ordenação episcopal.

Contemplarmos o nascimento de Jesus significa deixar-nos conduzir pela sua Palavra

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peregrinação nossa senhora

A imagem de Nossa Senhora Aparecida passou por várias paróquias. PÁGINA 12

Queridos amigos e amigas, o início de um novo ano, assim como o início de um novo dia, sempre nos impõe a necessidade de rever a caminhada e de pensarmos: onde queremos chegar e como vamos fazer para chegar a nosso ideal almejado? Saber o alvo que queremos acertar nunca foi difícil, o problema está sempre nos meios e os caminhos que usamos para poder acertar o alvo. Como cristãos, a Igreja nos convida a percorrer o caminho da Justiça, do Amor e da Paz, que são atitudes evangélicas e cristãs que nos mostram o caminho diferente a ser percorrido. Não é tão

simples fazer e percorrer esse caminho, pois a cada dia somos desafiados a viver a vida com o seu sentido pleno reconhecendo a força e a graça de Deus presente em cada um de nós. No início de um novo ano somos convidados a fazer uma avaliação da nossa vida e deixar-nos conduzir pela Palavra de Deus, “que se fez carne e habitou entre nós”. Nele, Por Ele e Com Ele, que somos chamados e chamados a viver a nossa vocação, tendo diante dos olhos as suas manifestações, presentes nos pequenos atos e gestos das nossas atitudes, que podem mudar a nossa realidade, uma realidade aonde o Amor,

a epifania do senhor

Epifania significa “manifestação”. PÁGINA 18

rcc-gv 2014

Conservar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz PÁGINA 19

De seus amigos:

Seminário Nossa Senhora Auxiliadora Dom werner siebenbrock - bispo diocesano

pe. gilberto faustino braz - ass. de comunicação

Quem ajuda o Seminário hoje, prepara bons padres para o amanhã!


2 folha da boa nova

palavra do bispo Dom Werner Siebenbrock

o único necessário A famosa “dinâmica cristã” aponta duas dimensões importantíssimas para a vida de qualquer cristão: por um lado devemos trabalhar muito, mas não desperdiçar tempo, já que somos poucos no meio da multidão; poucos que amam realmente Jesus Cristo e querem segui-Lo. Por outro lado, nunca devemos esquecer _ apesar de toda a correria e dos trabalhos de cada dia_ a intimidade com Deus, que se expressa na oração, na meditação e na leitura bíblica. Sem esta intimidade, todas as nossas ocupações se tornariam vazias e não seriam mais um serviço a Deus nem aos irmãos. Cada um de nós tem que achar seu caminho, não deixando de lado nenhuma das duas dimensões. Grandes ordens religiosas expressaram a dinâmica cristã em lemas especiais. Os beneditinos, em sua espiritualidade, baseiam-se no conhecido provérbio “ORA ET LABORA” (Reza e Trabalha); já os dominicanos seguem

EXPEDIENTE

o lema “CONTEMPLATIONEM ALIIS TRADERE (Transmitir a própria contemplação aos outros); os jesuítas partem do ideal “IN ACTIONE CONTEMPLATIVOS” (Na ação sou contemplativo). Marta e Maria sempre foram apresentadas como protótipos das duas dimensões (cf Lc. 10.38-42): Marta como exemplo de ação, Maria como exemplo de contemplação. Amas as dimensões, porém, são necessárias. Neste mês, dia 17, celebramos a festa de um dos grandes santos da vida contemplativa: Santo Antão. Depois da liberdade da Igreja, declarada pelo Imperador Constantino, em 313, esvaziou temporariamente o grande ideal dos primeiros cristãos de tornarem-se mártires. E agora? Qual seria a nova meta para santificação e perfeição dos seguidores de Jesus Cristo? Surgiu então o ideal de ser monge: dedicar a vida à oração, à contemplação, ao sacrifício e ao trabalho

por amor a Jesus Cristo e à Igreja. Antão abraçou este ideal. Quando tinha cerca de vinte anos, saiu de casa para ficar sozinho e viveu sucessivamente em vários locais próximos de sua região natal, no Baixo Egito. Gastava seu tempo rezando, educando e realizando tarefas manuais que lhe permitiam ganhar a vida. Sofreu violentas tentações, tanto físicas quanto espirituais, mas venceu-as e, com o tempo, alguns discípulos começaram a viver a seu lado. Por volta do ano 312 mudou-se para a região distante, escolhendo como abrigo uma caverna no Monte Kolzim, localizada no noroeste do Mar Vermelho, lugar que se tornou seu lar para o resto da vida. Pessoas de todos os tipos o procuravam, fosse para pedir conselhos ou por simples curiosidade. De tempos em tempos ele visitava seus seguidores nas respectivas ermidas. Tinha mais de cem anos quando morreu. Sua vida é conhecida com muitos

detalhes porque sua biografia, escrita por Santo Atanásio, que o conheceu pessoalmente, pode ser lida até hoje. Ele era um homem de profunda sabedoria espiritual, cuja austeridade de vida sempre foi conscientemente direcionada no sentido de prestar os melhores serviços a Deus. Tanto em vida como após a sua morte, Antão exerceu intensa e ampla influência sobre toda a cristandade. Ele é considerado uma espécie de “pai dos monges”, porque começou a unir eremitas que viviam solitariamente em comunidades monásticas. Foi assim o precursor de São Bento no Ocidente e de São Basílio no Oriente, dando aos monges um fundamento sólido baseado em regras, monastério e vida em comum. Que Santo Antão seja nosso exemplo e intercessor, para não esquecermos, em meio a todas as atividades e ocupações, o “ÚNICO NECESSÁRIO” (cf. Lc 10,42).

Jornal da Diocese de Governador Valadares

produção e Contato comercial

Fundado em Março de 1993 Uma publicação mensal

Parresia Comunicação Católica

Diretor Responsável Dom Werner Franz Siebenbrock Bispo Diocesano de Governador Valadares

Assessor de Comunicação da Diocese Padre Gilberto Faustino Braz

Editor Geral

Ricardo de Araújo Gomes MTB 37387/SP

Rua Arthur Bernardes, 715 - Centro Governador Valadares - MG Fone: 3279.0073 www.agenciaparresia.com.br comercial@agenciaparresia.com.br

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folha da boa nova 3

O Natal

dos Pobres

“Vamos a Belém e vejamos o que se realizou e o que o Senhor nos manifestou”. (Lc 5,15)

Na alegria celebramos o mistério do Natal do Senhor que, assumindo nossa condição humana, se faz pobre e se manifesta aos pobres. Nós, da Fraternidade “O Caminho”, no dia 25 de dezembro

de 2013, realizamos, como todos os anos, o NATAL COM OS POBRES. A celebração reuniu cerca de 60 pessoas, dentre eles, abrigados do albergue noturno e moradores de rua de nossa cidade, Governador

Valadares. Para celebrarmos a festa natalina, realizamos a celebração da Palavra e, após isso, aconteceu um teatro alusivo à data. Em seguida, também foi servida uma ceia, momento animado

pelo Mistério da Fraternidade “O Caminho”. Todos celebramos este dia na alegria do nascimento do Senhor!


4 folha da boa nova

25 anos de Episcopado de

DomWerner “Em atenção à tua palavra, vou lançar as redes” (Lc 5, 5)

O versículo bíblico, tema da ordenação de nosso bispo, traz, de fato, um pouco da história dos seus 25 anos de pastoreio episcopal e dos quase 50 de sacerdotal. No dia 18 de dezembro, na Catedral de Santo Antônio, Dom Werner Siebenbrock celebrou com a comunidade seus 25 anos de ordenação episcopal. Mesmo com o tempo chuvoso que tomou conta da cidade naquele período, muitos membros da comunidade, religiosos, padres e diáconos da diocese, bispos e padres de outras dioceses, além de autoridades civis e religiosas, participaram da Missa em Ação de Graças. Toda a celebração foi preparada com muito zelo litúrgico. Ao começar a Santa Missa, a procissão de entrada trazia a paz e a alegria aos corações presentes.

Dom Werner fez questão de cumprimentar cada um dos sacerdotes, num sinal de gratidão pela presença e carinho para com ele e a diocese de Valadares. Junto à procissão de entrada, nosso bispo caminhou com um grande sorriso no rosto, abençoando a toda comunidade ali presente. Na saudação inicial, Dom Werner agradeceu a todos que enfrentaram o dia chuvoso para estar ali. Dirigiu também uma palavra de gratidão aos amigos de episcopado: Dom Geraldo Lyrio (Arcebispo de Mariana), Dom Aloisio Vitral (Teófilo Otoni), Dom Diogo Reesink (Emérito de Teófilo Otoni), Dom Marco Aurélio Gubiotti (Itabira-Coronel Fabriciano), Dom Emanuel Messias (Caratinga), Dom Décio Sossai Zandonade (Colatina) e Dom José Luiz

Bertanha (Registro). A homilia foi dirigida por Dom Aloisio, amigo de longa data de Dom Werner. Durante sua fala, o bispo de Teófilo Otoni enfatizou sua admiração e amizade por nosso bispo. Em seguida, fez uma breve reflexão sobre o Evangelho, tema da ordenação de Dom Werner (Lc 5, 1-11). No final da celebração, Dom Werner agradeceu cada palavra, pediu desculpas pelos erros já cometidos, agradeceu a Deus pelos acertos e pediu que Ele continuasse a abençoá-lo em sua caminhada sacerdotal. “Agradeço, também, aos padres desta diocese por estarem aqui e manifestarem seu carinho para comigo. Agradeço a todos os presentes pelo carinho e homenagem, apesar de não ser digno.


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Pastoral Carcerária

Natal com os presos

A pastoral Carcerária celebrou o natal com os presos do programa Passos da Liberdade, no dia 19/12/13, e com as recuperandas da APAC (Associação de Proteção e Assistências aos Condenados), no dia 20/12/13. Parabéns à pastoral por tão belo trabalho realizado em nossa diocese! Que o Senhor conti-

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PEREGRINAÇÃO DA IMAGEM DE NOSSA SENHORA APARECIDA Diocese de Governador Valadares Paróquia Cristo Redentor – 07/11/2013

Paróquia C Paróquia Santa Helena – 09/11/2013

Paróquia Sant’Ana (Governador Valadares) – 10/11/2013

Paróquia São José Operário – 11/11/2013 São José Operário

São pAULO

PONTAL


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Paróquia Nossa Senhora de Lourdes – 14/11/2013

Paróquia Nossa Senhora das Graças – 17/11/2013

Paróquia São Judas Tadeu – 22/11/2013

Paróquia São Francisco Xavier – 23/11/2013


8 folha da boa nova

Paróquia Divino Espírito Santo – 24/11/2013

Paróquia Nossa Senhora do Carmo (Aimorés) – 29/11/2013

Paróquia São Sebastião (Aimorés) - 30/11/2013

Paróquia Santa Rita (Santa Rita do Itueto) – 01/12/2013


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Paróquia Sant’Ana (Resplendor) – 06/12/2013

Paróquia Nossa Senhora de Fátima (Resplendor) – 07/12/2013

Paróquia São João Batista (Itueta) – 08/12/2013

Paróquia Sagrado Coração de Jesus (Cuparaque) – 12/12/2012


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Paróquia CONSELHEIRO PENA

Comece

o ano lendo a

por Ana Paula Teixeira

Bíblia Começo de ano é sempre um bom momento para revermos nossos feitos, traçar metas e planejar mudanças na rotina. Em nossa lista de propósitos, é importante não esquecermos daquilo que pode favorecer nossa fé, ou ainda, fortalecer nossa relação com Deus. O convite de hoje é incluir, em nos-

sas metas para 2014, o hábito de ler diariamente a Bíblia, ainda que isso leve apenas alguns segundos. Talvez seja um dos objetivos mais fáceis de ser colocados em prática e, ao mesmo tempo, um dos mais frutuosos! Isso porque vivemos num mundo onde, em meio à enxurrada de situações cotidianas,

“A vós outros, ó homens, clamo; e a minha voz se dirige aos filhos dos homens.... Ouvi, pois falarei coisas excelentes; os meus lábios proferirão coisas retas. Porque a minha boca proclamará a verdade”. (Provérbios 8: 4,6,7)

estamos sempre dividindo os acontecimentos da nossa vida com aqueles que nos são mais próximos. Temos necessidade de falar e de ouvir, saber o que as pessoas fariam em nosso lugar, o que acham disso ou daquilo. Não é à toa que os consultórios de psicologia e psiquiatria estão cada vez mais cheios. Mas será

que, na mesma proporção, estamos ouvindo o que Deus tem a nos falar diariamente? Será que perguntamos a Ele o que Ele pensa disso ou daquilo? Estamos abrindo a Bíblia e recorrendo à Palavra de Deus com a mesma frequência com que precisamos das respostas que não temos, ou ainda, com a mesma


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frequência com que recorremos aos que nos rodeiam? Engraçado é que não. Ou seria estranho? Somos aquilo que ouvimos. O coração do verdadeiro cristão deve ser “uma biblioteca bíblica”, pois é na Bíblia que a Igreja ouve as “declarações de amor do Amado”. Em alguns mosteiros, era costume o Abade perguntar aos monges após a meditação da Palavra: “O que comeste hoje?” A Bíblia é pão, alimento nutritivo. A Palavra de Deus é inesgotável e, de maneira impressionante, ela não envelhece! É como a sarça ardente que não se consome, não passa: é a inesgotabilidade da Palavra de Deus. Nossos irmãos protestantes leem a Bíblia, os católicos falam da Bíblia. No entanto, é tempo de refazer nossa relação com a Palavra de Deus, estreitar os laços. Só se tem intimidade com aquilo que se conhece. Estar próximos dos princípios de Deus é como olharmos num espelho. “Os lembretes de Deus fortalecem-nos para resistirmos às influências corrompedoras do mundo de Satanás” (Sl. 119:2,3,99,133; Fl.3:1). Vendo as histórias daqueles que se tornaram santos dentro da Igreja, observamos que todos tinham grande devoção pela Palavra de Deus e descobriram nela um verdadeiro tesouro. “É acima de tudo o Evangelho que me ocupa durante as minhas orações; nele encontro tudo o que é necessário para minha pobre alma.

Descubro nele sempre novas luzes, sentidos escondidos e misteriosos” (Santa Teresinha do Menino Jesus, Ms. Autob. A 83v). OUVIR A VOZ DE DEUS Há relatos de santos que faziam, na Capela de suas casas, um Sacrário para Jesus Eucarístico e um Sacrário para a Palavra de Deus. São Jerônimo (grande santo e doutor da Igreja) dizia que ignorar as Escrituras é ignorar Cristo. Foi ele que, a pedido do Papa Damas, preparou a Bíblia em latim. “Com efeito, as palavras de Deus, expressas por línguas humanas, fizeram-se semelhantes à linguagem humana, tal como outrora o Verbo do Pai Eterno, havendo assumido a carne da fraqueza humana, se fez semelhante aos homens”. (Catecismo, 101) Vemos cotidianamente, cientistas e pesquisadores fazendo descobertas e, depois de muitos estudos, chegando a conclusões que desde muitos séculos já estão anunciadas pela Palavra de Deus. Napoleão disse a respeito das Escrituras Sagradas “... Ele não é um mero livro, mas é, sim, uma criatura vivente, que conquista todos que lhe ficam face a face”. A revista Newsweek (27.Dez.82), na sua capa, escreveu a respeito da Bíblia “Como um livro nos une, nos divide e até mesmo nos define!”. Se há tanto poder nas Escrituras Sagradas, o que nos falta, enquanto cristãos? A

Igreja sempre venerou as Sagradas Escrituras, assim como venera o Corpo do Senhor. Ambos alimentam e dirigem toda a vida Cristã. “Tua Palavra é lâmpada para meus pés e luz para meu caminho” (Sl 119,105). Jesus conhecia profundamente a Bíblia. Mais do que isso, Ele amava e Se guiava pelas suas palavras, o que deveria ser suficiente para que fizéssemos o mesmo. Durante a tentação do deserto, quando o demônio investiu contra Ele para tentar vencê-lO, Jesus o rebateu com as palavras da Escritura. Quando o tentador pediu que Ele transformasse as pedras em pães para provar Sua filiação divina, Jesus lhe disse: “O homem não vive só de pão, mas de tudo o que sai da boca do Senhor ” (Dt 8,3c). Também quando o inimigo exigiu que Jesus Se jogasse do alto do templo, o Senhor respondeu: “Não provocareis o Senhor; vosso Deus” (Dt 6,16a). E quando Satanás tentou fazer com que Ele o adorasse, ouviu mais uma vez a Palavra de Deus: “Temerás o Senhor, teu Deus, prestar-lhe-ás o teu culto e só jurarás pelo seu nome” (Dt 6,13). E o demônio foi vencido se afastou. A Palavra de Deus tem poder. Quando pronunciada em voz alta, é eficaz nos combates típicos do nosso dia-a-dia. Não é sem razão que São Pedro disse: “Antes de tudo, sabei que nenhuma profecia da Escritura é de interpretação pessoal Porque jamais uma profecia foi profe-

rida por efeito de uma vontade humana. Homens inspirados pelo Espírito Santo falaram da parte de Deus” (II Pd 1,20-21). Contudo, sabemos que a Bíblia não é um livro de ciência, e sim, de fé. Por isso não pode sempre ser tomada ao “pé da letra”, literalmente, embora mui¬tas vezes o deva ser. “Porque a letra mata, mas o Espírito vivifica” (II Cor 3,6c), disse São Paulo. Portanto, para ler a Bíblia de maneira adequada, é necessária a inspiração do Espírito Santo na mente, pois do contrário a interpretação da Escritura pode ser comprometida. Jesus confiou a interpretação da Bíblia à Igreja Católica, que a faz através do Sagrado Magistério, dirigido pela cátedra de Pedro (o Papa), e da Sagrada Tradição Apostólica, que constitui o acervo sagrado de todo o passado da Igreja e de tudo quanto o Espírito Santo lhe revelou no passado e continua fazendo no presente. (cf. Jo 14, 15.25; 16, 12-13). Se a alma da Igreja é o Espírito Santo dado em Pentecostes, acreditamos que a Igreja não erra na interpretação da Bíblia e isso é dogma de fé. Jesus mesmo lhe garantiu isto: “Quando vier o Paráclito, o Espírito da verdade, ensinar-vos-á toda a verdade” (Jo 16,13a). O Vaticano possui a “Pontifícia Academia de Ciências”; em Jerusalém está a Escola Bíblica que se dedica a estudar exegese, hermenêutica, línguas antigas, geologia, história antiga, paleontologia,


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A Epifania do Senhor “Ergue-te, Jerusalém, e sê iluminada, que a tua luz desponta e a glória do Senhor está (Is 60, 1)

Epifania significa “manifestação”. É Jesus que se dá a conhecer ao mundo. Uma estrela que guia os magos a um humilde presépio, revelando o grande acontecimento: nasceu o Salvador! “Tendo nascido Jesus na cidade de Belém, na Judéia, no tempo do rei Herodes, alguns magos do Oriente chegaram a Jerusalém e perguntaram: “Onde está o recém-nascido rei dos judeus? Nós vimos a sua estrela no Oriente, e viemos prestar-lhe homenagem.” (Mt 2, 1-2). É o que a Igreja comemora na solenidade do dia 6 de janeiro. Alegremo-nos, pois veio ao mundo Aquele que é a Luz verdadeira! A pobreza e a simplicidade do estábulo se contradizem com a grandeza do acontecimento, onde o Filho de Deus se tornou humano para que nós pudéssemos nos tornar divinos. Do mesmo modo, também em nossa vida o Espírito Santo se faz estrela e leva-nos até onde está Jesus. Por meio de sua epifania o Senhor torna público o seu amor pelo homem. “E você, Belém, terra de Judá, não é de modo algum a menor entre as principais cidades de Judá, porque de você sairá um Chefe, que vai apascentar Israel, meu povo”. Em ocasião da Santa Missa solene da Epifania do Senhor em 2012, o então papa Bento XVI referiu-se ao dia 6 de janeiro como uma festa de luz! “Para a liturgia, o caminho dos Magos do Oriente é só o início de uma grande procissão que continua ao longo da história inteira. Com estes homens, tem início a peregrinação da humanidade rumo a Jesus Cristo: rumo àquele Deus que nasceu num estábulo, que morreu na cruz e, ressuscitado, permanece conosco todos os dias até ao fim do mundo (cf. Mt 28, 20)”. Segundo Bento XVI, tanto os Magos do Oriente, mencionados no Evangelho desta data, como os santos em geral, pouco a pouco tornaram-se eles mesmos constelações de Deus, que nos indicam o caminho. “Em todas estas pessoas o contato com a Palavra de Deus provocou, por assim dizer, uma explosão de luz, através da qual o esplendor de Deus ilumina este nosso mundo e nos indica o caminho. Os Santos são estrelas de Deus, pelas quais nos deixamos


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TRICOPASA É Ano Novo outra vez... É tempo de reflexão. A cada ano que se inicia, procuramos refletir sobre nossas vidas, nossas ações, nossos sentimentos e, principalmente, sobre a nossa caminhada na presença de Deus. É um momento propício para pensarmos sobre o que fizemos no ano que passou e quais são as nossas metas para o ano que se inicia. Uma retrospectiva do ano sugere, também, uma reflexão para nossos projetos em 2014. Em 2013, nós do TRICOPASA (Tributo da Comunidade Paroquial de Santo Antônio), realizamos nossos trabalhos pautados no gosto de servir. Todo sucesso se fez com a dedicação, colaboração e participação de todos os membros do TRICOPASA e também da Comunidade Paroquial de Santo Antônio. Em 2013, também, estivemos presentes em todos os eventos realizados na Paróquia. O TRICOPASA, sob a direção do Padre Vidal, administra diretamente a Paróquia: reformas,

construções, funcionários, filantropias, festejos, sempre desejosos de melhor atender aos paroquianos e visitantes. Para 2014, entre outros projetos, destacamos a reforma do espaço físico do Centro de Convivência São Tarcísio, cujas obras terão início em fevereiro com a construção de um novo espaço, com três andares, para maior comodidade de seus usuários, obra para a qual contamos com o empenho de toda a comunidade paroquial. Não podemos deixar de citar, também, em nossos projetos para 2014, nossa belíssima Festa de Santo Antônio, no mês de junho, Festa do Padroeiro, que já é tradição em nossa cidade. Festa, esta, para a qual o TRICOPASA não mede esforços e que não aconteceria sem a participação de cada paroquiano e de cada cidadão valadarense que nos visita nesta oportunidade. Desta forma agradeço a Deus, ao Padre Vidal e a cada um dos 15 membros

Por Pedro Eustáquio Pires Viana (Presidente do TRICOPASA)


14 folha da boa nova

UM FELIZ 2014! Que neste ano possamos sonhar e acreditar, de coração, que é possível cada um de nossos sonhos. Que neste ano possamos abraçar repartindo calor e carinho e que isto não seja um ato de um momento apenas, mas a história de uma vida. Que tenhamos tempo para sentir toda a beleza da vida e que saibamos reconhe-

cê-la na simplicidade das coisas. Que neste ano possamos agradecer e expressar a Deus e a todos: “Muito Obrigado! Que neste “todos” não sejam incluídos apenas os amigos, mas também aqueles que, colocandonos dificuldades, deramnos oportunidades para sermos melhores. E assim começamos mais um

Ano Novo, um dia que nasce, um primeiro passo, um longo caminho, um desafio, uma oportunidade e um pensamento. Que o ano novo renove nossas esperanças e que o amor resplandeça em nossas vidas. E que o resplendor dessa chama seja como a tocha que ilumina nossos caminhos para a construção

de um futuro repleto de alegrias! E assim tenhamos um mundo melhor! A todos vocês, irmãos e amigos, com quem convivemos no dia a dia e que já fazem parte de nossa vida, desejamos um 2014 construtivo, saudável e harmonioso. Muita paz em seu contínuo despertar!

“UM FELIZ 2014!”


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60 anos da APMI Dia 10 de novembro aconteceu, na Igreja de Lourdes, a Celebração festiva dos 60 anos da APMI. Durante a Missa, foi feita a apresentação das principais realizações, ao longo destes anos, com o intuito de resgatar a história. É oportuno e justo lembrar os feitos de tantas pessoas que, com seriedade e muito amor, trabalharam nesta Associação em prol dos irmãos mais necessitados. Mas o que é mesmo a APMI? É a Associação de

Proteção à Maternidade e à Infância de Governador Valadares. Foi criada em novembro de 1953 pelo Padre Espiritano João Verbeek. Esta Associação é filantrópica e possui o reconhecimento de Entidade Pública a nível Federal, Estadual e Municipal. Poucos paroquianos se lembram do fundador da APMI - Padre João. Homem extraordinário, tão alto e tão sensível, que soube olhar o mundo na perspectiva humana e cristã. Ele, já naquela épo-

ca, sentiu a necessidade de uma ação concreta e contínua em favor dos mais necessitados. Padre João nos deixou em 1968, mas seus ideais continuam vivos. Um grupo de voluntários, até hoje, leva à frente as ações sociais. Podemos afirmar que milhares de pessoas receberam apoio, assistência, ajuda financeira, bolsas de estudo, remédios, alimentação, material de construção e ensino formal através da APMI. Basta olhar os prédios escolares

construídos através desta entidade: as escolas estaduais São José, Santa Terezinha, Diocesana, Frei Angélico, Bom Pastor, Dona Adelaide Malzoni Hugo e a E.M. Pio XII. Até hoje, a APMI continua sendo o braço direito da Paróquia de Lourdes, que não pode viver sua missão sem a OPÇÃO PREFERENCIAL PELOS POBRES. A Celebração dos 60 anos foi também uma oportunidade de renovar este compromisso

paroquiano, assumido por ocasião da última Assembleia Geral. Toda a Igreja leu em alto tom o que está escrito no banner, exposto acima da porta central da nossa Matriz: E também, toda a Igreja ouviu atentamente a leitura do Documento de Aparecida em que o Papa Francisco nos recorda que a Igreja está convocada a ser “advogada da Justiça e defensora dos pobres diante das intoleráveis desigualdades sociais e econômicas”. Neste clima, de muita alegria e reflexão, comemoramos os 60 anos da APMI. Muita coisa foi realizada. Há muito ainda a ser feito, no sentido de que a missão da Comunidade de Lourdes seja concretizada de forma efetiva, atendendo ao chamado de Jesus Cristo para que “todos tenham Vida e a tenham em abundância”. E assim, imbuídos deste mesmo espírito, queremos nos


16 folha da boa nova

A Graça

A benevolência de Deus é expressa na criação, nas profundezas de cada pessoa e em Jesus de Nazaré. O amor é tão grande, que Deus desejou compartilhá-lo criando o universo: Deus vê como boa toda a criação. Na realidade, a criação reflete o Criador: alusões sobre Deus podem ser encontradas em todos os aspectos da vida. Para algumas pessoas, a natureza oferece um cenário perfeito para encontrar Deus. Ao refletir sobre a maravilha da criação – o poder dos oceanos, as belezas do pôr-do-sol, a majestade das montanhas, essas pessoas afirmam ter plena consciência de Deus. Outra experiência comum que pode se tornar uma experiência de graça é o amor e a amizade. Como está expresso no Gênesis,

os seres humanos são, realmente, considerados imagens de Deus. As pessoas encontram Deus nas profundezas do amor entre esposa e esposo, na maravilha do amor dos pais para com os filhos, no amor firme entre amigos sinceros. Terceiro exemplo da capacidade da criação de revelar Deus é, de forma um tanto surpreendente, o lado sombrio da vida. A doença, todas as espécies de tragédias e a própria morte, possibilitam às pessoas o encontro com o Mistério que se encontra em tudo que excede a tudo. A separação e a opressão, a doença mental e o terrorismo, a fome e as ameaças da guerra são arrasadoras; entretanto, às vezes, são também cheios de graça. Encontramos, também, a graça no íntimo do nosso ser. Como des-

por padre francisco vidal creve, eloquentemente, o teólogo Karl Rahner, “a benevolência de Deus é expressa na própria estrutura do ser. Como seres humanos, saímos de nós mesmos para conhecer mais e para amar mais. Nossa mente e nosso coração nunca estão plenamente saciados por qualquer realidade criada. Somos seres finitos com capacidade infinita. Sentimos que fomos criados para algo mais, no entanto, não conseguimos atingir sozinhos nosso objetivo. Somente Deus, o Infinito, é que pode saciar nossos anseios mais profundos”. Ser humano, portanto, é estar em aberto para Deus e em relação com ele, que é o Mistério Sagrado. Da mesma forma que somos seres sociais, constituídos para estarmos em relação com outras pessoas, assim também, somos

constituídos para estarmos em relação com Deus. A realidade plena do nosso potencial para relacionamento humano depende tanto da iniciativa dos outros como da nossa resposta. De mesma forma, nosso relacionamento com Deus depende da iniciativa dele e da nossa resposta. Como acabamos de ver, a iniciativa de Deus chega até nós através de experiências comuns da vida. A benevolência de Deus foi, também, expressa, de modo especial em Jesus, que revela o amor de Deus e a resposta humana autêntica a esse mesmo amor. Como discípulos de Jesus, continuamos a viver e a proclamar essa boa notícia. A compreensão da realidade inclui, necessariamente, a valorização da graça. A graça


folha da boa nova 17

Esperança:

uma estratégia de vida A esperança é uma força necessária na vida. Os esperançosos adquirem a extraordinária capacidade de olhar a vida com olhos mais doces e generosos, A esperança pode ter várias faces, ou melhor, pode nos levar para diversos caminhos ou destinos: para a ingenuidade; para o otimismo. Pode servir como força propulsora ou como venda que nos impede de ver a realidade, aliás, a esperança pode velar ou desnudar a realidade. Não nos interessa tratar aqui dos aspectos prejudiciais da esperança, mas realçar a importância e os benefícios dos pontos positivos. A ideia é engrossarmos o coro daqueles que, motivados pela força da esperança, sonham, projetam e implementam um amanhã melhor. Há discursos que insistem no pessimismo e dizem que o mundo não tem jeito; que as pessoas não prestam; que os brasileiros são essencialmente corruptos;

que só podemos confiar em nós mesmos... além de outras razões, todas essas convicções estão fortemente marcadas pela falta de esperança: são pontos-de-vista não esperançosas quanto ao sonho de um mundo melhor para todos; são garantias de que as coisas vão de mal para pior! Por outro lado, numa perspectiva individual, vemos crescer uma onda de autoconfiança fundada na esperança de que, esforçando, a pessoa conseguirá um lugar ao sol, uma promoção, uma melhor condição de vida. Essa contradição nos faz levantar a hipótese de que vivenciamos uma crise grave: esperamos que as coisas se tornem melhores para nós – individualmente, mas estamos certos de que coletivamente as coisas não acabarão bem. A esperança de que as coisas melhorem para nós não pode conviver harmonicamente com a desesperança de que a realidade coletiva

é ruim e caminha para se tornar pior, pois isso nos adoece e faz com que nossa visão acerca da esperança seja deturpada. A verdadeira esperança nos faz pessoas melhores porque nos mostra o melhor lado da realidade, não só daqueles aspectos diretamente ligados a nós mesmos mas, de modo ampliado, nos faz perceber que as coisas precisam melhorar para a coletividade. Devemos nutrir esperança em relação a nós, à nossa casa, ao nosso ambiente de trabalho e estender essa perspectiva à rua em que moramos, à cidade, enfim, a todos as dimensões da vida. A esperança nos faz superar a teimosa visão, às vezes sutil e mascarada, de que é possível ser feliz sozinho. Para enfrentar as eventuais acusações de que essa tese é ingênua, dois apontamentos são necessários: o primeiro liga-se à importância de termos bom senso; o segundo decorre da exigência de nutrirmos

uma esperança proativa. A esperança precisa ocorrer dentro de um contexto de razoabilidade. Não podemos perder o bom senso, ao contrário, o melhor terreno para o florescimento da esperança é uma madura percepção das condições que nos circundam. Ignorar a força dos fatos ou esquecer dos ensinamentos da história não são boas recomendações para quem deseja ter uma saudável esperança. Em segundo lugar, é importante que a esperança não se encontre apenas no plano dos sonhos ou das ideias, ao contrário, a esperança precisa fazer uma interface com o mundo concreto de nossas escolhas, deve exercer influência no campo de nossas ações a fim de que, motivados por ela, tornemos concreto e real aquilo que esperamos. A espera sem ação gera mais mal que não esperar nada. Que sinais há em você que revelam seu lado


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PASTORAL DA SOBRIEDADE A cada dia cresce o número daqueles que entram para o mundo sombrio das drogas levando à sua autodestruição e destruição daqueles que próximos deles estão, a sua família. E nós, como Igreja, precisamos oferecer um acolhimento a esses dependentes e seus familiares. A Pastoral da Sobrieda-

de é a ação concreta da igreja na prevenção e recuperação da dependência química. O mal está bem articulado, é preciso articular bem o bem. Neste sentido, estaremos realizando, em Governador Valadares, nos dias 14, 15 e 16 de março de 2014, curso de formação e capacitação para novos agentes da pastoral da so-

Participe, também, de um dos nossos grupos de autoajuda: - SEGUNDA-FEIRA, ÀS 19h30min Centro Pastoral da Igreja de Lourdes - QUARTA-FEIRA, ÀS 19h30min Paróquia Cristo Redentor - Grã Duquesa - SEXTA-FEIRA, ÀS 19h30min Catedral de Santo Antônio - Centro - Todas as QUINTAS-FEIRAS, às 15h, ao vivo, na TV RIO DOCE - CANAL 6 Programa Missão Católica e Pastoral da Sobriedade (reprise às sextas-feiras, às 7h30) Coordenação Diocesana da Pastoral da Sobriedade

RCC-GV 2014

É com muita alegria e expectativa que esperamos 2014. Podemos, hoje, olhar para o ano que passou e ver como Deus tem nos abençoado. Como a RCC tem crescido em maturidade, espiritualidade e como tem sido Igreja, através da unidade com todos os movimentos e pastorais. O desejo do nosso coração é semear a cultura de Pentecostes, para que o Espírito Santo seja cada vez mais conhecido e amado. Que possamos ir além das

paredes de nossos grupos de oração e promover encontros pessoais com nosso Senhor Jesus, para que Ele realize, em nós, o desejo de um profunda conversão. Convidamos a todos os membros de Grupo de Oração para participarem de nossas formações ministeriais que acontecerão no decorrer deste ano. Busque sempre se informar em nosso escritório diocesano através do telefone (33) 3271-2570. Que


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Ajude o Seminário Nossa Senhora Auxiliadora Quem ajuda o Seminário hoje, prepara bons padres para o amanhã! Para mantermos firmes este ideal, a nossa Diocese conta hoje com 20 seminaristas. Precisamos continuar trabalhando com a pastoral vocacional, para termos bons padres formados para o futuro de nossa Igreja. Para isso, temos o Projeto de BENFEITORES DO SEMINÁRIO, para toda a Diocese, com a autorização de Dom Werner e da Equipe de Formação do Seminário. O que é? É um projeto

que visa buscar envolvimento de todas as paróquias de nossa Diocese, juntamente com pessoas de boa vontade para mantermos financeiramente o nosso Seminário. Como funciona? O (a) amigo (a) do Seminário recebe um Boleto da Caixa Econômica Federal com o vencimento para todo o dia 15 de cada mês, onde ele irá efetuar o valor da doação, preferencialmente nas Casas Lotéricas. Com quanto devo ajudar? O valor não é especificado, cada benfeitor

ajudará segundo suas possibilidades e segundo seu coração, como diz o Apóstolo São Paulo. Como fazer? Você poderá ajudar individualmente ou coordenando um grupo; basta envolver mais pessoas neste Projeto. E, finalmente, efetuar o Depósito no valor arrecadado. O importante é fazer parte desta obra sendo fiel, pois “o pouco com Deus é muito e o muito sem Deus é nada”. Entre em contato com o Seminário: Telefone (33) 3271-3450

email: seminarioauxiliadora@hotmail.com, e nós enviaremos os Boletos para você ou, se preferir, deposite diretamente na CONTA do: Seminário Nossa Senhora Auxiliadora, agência: 0116, Operação: 003, conta corrente:771-0 da Caixa Econômica Federal e fazer sua doação ao Seminário de nossa Diocese. Sua causa: Venha fazer parte desta família, que se preocupa com a formação de nossos futuros padres.

Novidade: visite o Blog do Seminário! seminarioauxiliadoragv.blogspot.com.br



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