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O LÁBARO

Abril/Maio 2014

Eu Sou a Luz

A serviço da evangelização

Distribuição Gratuita

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O LÁBARO Ano CV - Edição nº 2.129 - Abril / Maio 2014

O “Apóstolo do Brasil”, o “Papa Bom” e “João de Deus” são os mais novos santos da Igreja

No dia 03 de abril, por decreto, o Papa Francisco canonizou o Beato José de Anchieta e no dia 27, em missa celebrada na Praça de São Pedro, no Vaticano, proclamou santos os beatos João XXIII e João Paulo II.

Págs. 8 a 10

Entrevista do mês A partir desta edição, teremos sempre uma entrevista com uma personalidade. Começamos com nosso Bispo Diocesano, Dom Carmo, que completa 75 anos de idade nesse mês de maio.

Pág. 15

Com encontro diocesano Pastoral do Batismo capacita 120 agentes para 18 paróquias da Diocese

Pág. 12

Mês de maio: mês de Maria e mês das mães. Mons. Eugênio escreve sobre a Mãe que se uniu aos mistérios de seu Filho

“Por que buscais entre os mortos aquele que está vivo? Não está aqui, mas ressuscitou.“ (Lc 24, 5b-6)

Pág. 4

Na Quinta-Feira Santa foi celebrada Missa do Crisma na Catedral de Taubaté

Pág. 7

24 Horas para o Senhor movimenta paróquias na Diocese

Pág. 5

Orgão Oficial da Diocese de Taubaté A serviço da Evangelização

www.dt7.com.br/


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editoral

a voz do pastor

Comunicação que leva ao encontro

No próximo dia 1º de junho, Domingo da Ascensão do Senhor, comemora-se o 48º Dia Mundial das Comunicações Sociais. Essa data é sempre celebrada com uma mensagem especial do papa, que reflete sobre algum aspecto da comunicação, relevante não só para os cristãos católicos, mas para toda a sociedade atual. O tema deste ano é “Comunicação a serviço de uma autêntica cultura do encontro”. O papa fala da importância de se fazer próximo, de ir ao encontro do outro, de se fazer solidário. Neste intento, os Meios de Comunicação Social, sobretudo a Internet através das redes sociais, se bem utilizados, podem promover uma grande contribuição. Lembra que “uma boa comunicação ajuda-nos a estar mais perto e a conhecer-nos melhor entre nós, a ser mais unidos”. Ressalta ainda que “a revolução nos meios de comunicação e de informação são um grande e apaixonante desafio que requer energias frescas e uma imaginação nova para transmitir aos outros a beleza de Deus”. Em se falando de novas energias, comunicamos a você, caro leitor, que O Lábaro passa por uma renovação de sua equipe. Como poderá notar no expediente, o novo diretor é o Pe. Silvio Dias, e o Pe. Jaime Lemes, msj, assume como editor e jornalista responsável. Tal renovação tem como propósito melhorar ainda mais a qualidade da comunicação deste jornal tão importante para a nossa diocese. Agradecemos o esforço e a disposição de toda a equipe que até então tem se dedicado para fazer chegar até você este instrumento de informação que evangeliza. Contamos com a sua contribuição e apoio para que a nossa comunicação seja sempre mais significativa e frutuosa. Para esse mês temos como novidade a entrevista do mês, além de novos colaboradores e articulistas. Cumprimentamos as mães pelo seu dia especial, e pedimos que a Virgem Maria, nossa Mãe, guarde todas as nossas mães!

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Departamento de Comunicação da Diocese de Taubaté Avenida Professor Moreira, nº 327 – Centro – Taubaté/SP. CEP 12030-070

Viver como cristão é buscar a plenitude

“Timóteo, meu filho, esta é a instrução que lhe confio, conforme as profecias que foram outrora pronunciadas a respeito de você. Esteja firme nelas e combata o bom combate”. (1 Tm 1,18) 1 - A vida é dom. Recebemola de Deus, através de nossos pais. Isso ficou sempre mais claro para mim. Por isso, viver, é, também, ao mesmo tempo, conviver. Não somos filhos únicos. Somos família. Exercemos influências e também as recebemos. Por isso, é preciso saber conviver, lutando por um mundo melhor. Em assim sendo, exige-se gratidão pelo que recebemos. Em primeiro lugar a Deus. Ele partilhou a vida conosco. Amorosa e graciosamente. Isso deve ser percebido e correspondido generosamente. Em segundo lugar aos pais. Por eles fomos gerados. Caso contrário, não existiríamos. Somos prolongamento deles. Todavia, não só. Somos seres humanos. Pessoas. Portanto, livres e autônomos. Perfectíveis e corresponsáveis. Biologicamente não há muito a mudar em nossa vida, pois seguimos o código: o genético. Nascemos, totalmente, dependentes: psicológica, moral, social, religiosa e culturalmente. Assim sendo, devemos enriquecer-nos. É missão nossa. Não podemos tornar-nos peso morto. Cabe desenvolver-nos para a Glória de Deus, para nossa realização e para o bem dos outros. Não somos ilhas. Surgem, por isso,

na convivência social, e outras tantas nas rodovias? Por que cresce tão assustadoramente o uso de drogas e se expandem os vícios? É preciso investir mais na educação, na ética pessoal e social, bem como, na formação política para a convivência e 2 – Missão. Como, já, ficou para o melhor exercício da vida claro, o dom se torna missão, profissional. e esta significa ser para, ou seja: amar e servir. A missão 3 – Falando da vida como dom tem tudo a ver com a vocação. e missão, quis iniciar o discurso Se somos Cristãos, cabe-nos, sobre o encerramento de minha então, assumir o discipulado missão, como Bispo Diocesano. a partir da fé e do batismo, Um dia eu assumi a Diocese, antes de tudo. Pelo batismo e o momento de entregar sua e matrimônio, Deus chama direção se aproxima. Célere? a maioria para servi-Lo. Pelo Sim, mas sem traumas e sem batismo e vida consagrada, um lamentações. Quero entregácerto número, bem como pelo la ao sucessor com desapego batismo e vida ministerial, a e dignidade, coisas, que, aliás, outros. Fundamentalmente, a sempre exigi dos outros, então, vocação é a mesma para todos, antes de tudo, de mim mesmo. porque, através dela, devemos Desejo ser coerente. Foi-me tornar-nos verdadeiros filhos oferecido o episcopado, sem de Deus e irmãos em Cristo, ou pedi-lo. Quero haver-me com seja, santos. Esta é universal. É gratidão e obediência até o claro que esta missão se deve fim. Não sou perfeito, mas viver também nas profissões que tenho consciência de que assumimos, onde mostramos não posso dar mau exemplo, nossa personalidade, cidadania principalmente, ao apagar-se e capacidade de servir. das luzes do exercício de minha Infelizmente, hoje em dia, pouco missão episcopal. O Pai Celeste se investe na dimensão ética e que me deu vida, e o Cristo que religiosa. Penso que as escolas, me chamou para a missão, pela e até faculdades, tenham culpa Igreja, estão sempre comigo. nisso e, antes destas, a própria Como estarão com o sucessor e família. Não é assim? Pergunto: os fiéis desta amada porção do é a família ainda – a primeira povo de Deus. Mas sobre isso escola de virtudes cristãs, falarei no próximo artigo, uma sociais, morais, e religiosas? A vez que todos tem o direito de violência imperante, bem como saber de mim mesmo, que estou a corrupção crescente, mostram ficando emérito. o contrário, e a mídia torna ________________________ tudo isso, logo, público. Por que Dom Carmo João Rhoden, SCJ tantas mortes por homicídio, Bispo de Taubaté

não poucos desafios a serem devidamente assumidos. Há os positivos: muitos. Existem, também, os negativos, além de não poucas surpresas agradáveis. Certamente, muito de nós se espera.

Diretor: Pe. Silvio José Dias Editor e Jornalista Responsável: Pe. Jaime Lemes Editora Executiva: Iára de Carvalho - MTB 10655 Conselho Editorial: Pe. Leandro Alves de Souza e Anaísa Stipp Projeto Gráfico: Sol Moraes

Impressão: Katú Editora Gráfica Tiragem: 5.000 | Distribuição dirigida e gratuita Contatos: Tel.: (12) 3632-2855 / ramal: 216 (Redação) site: www.dt7.com.br email: imprensa@dt7.com.br

As matérias assinadas são de inteira responsabilidade de seus autores, não emitem necessariamente a opinião deste veículo.


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Faleceu Pe. Luizinho, scj, professor do Conventinho F aleceu em Barretos, na manhã do feriado de 21 de abril, segunda-feira de Páscoa, o Pe. Luiz Carlos da Silva, scj. Pe. Luizinho, como era chamado carinhosamente por familiares, alunos e o povo das comunidades onde atuava foi professor e diretor acadêmico na Faculdade Dehoniana durante muitos anos, colaborando ainda em muitas outras atividades ordinárias da instituição e da sua congregação. Além de suas atividades como professor

e acadêmico, Pe. Luizinho colaborou nas paróquias assistidas pelos padres dehonianos e não recusava convites para ajudar nas férias dos padres e celebrar em novenas das paróquias da diocese. Para a missa de corpo presente e sepultamento acorreram muitas pessoas. Familiares, conhecidos, amigos e membros do clero diocesano e da congregação – muitos dos quais foram seus alunos – encheram a capela do Convento Sagrado

Coração de Jesus, contiguo à Faculdade Dehoniana, na Vila São Geraldo, em Taubaté. A Missa, celebrada às 10 horas, foi presidida por Dom Eusébio Oscar Scheider, Cardeal Arcebispo Emérito do Rio de Janeiro. A homilia foi proferida pelo provincial dos dehonianos, Pe. Mariano, que falando da ressurreição, recordando a Páscoa, lembrou a esperança que animava Pe. Luizinho em sua doença. Entre aplausos, após a última encomendação feita

pelo Pe. Moacyr Pedrini, scj, o caixão foi fechado e conduzido até o cemitério, nos fundos do convento. Padre querido e amado, Pe. Luizinho deixará saudades. Sua dedicação e sabedoria, assim como seu ministério farão falta, tanto aos dehonianos, quanto à nossa diocese, pois Deus, em sua infinita sabedoria, quis colher tão cedo a vida desse nosso irmão que tanto fez e ainda poderia fazer pelo seu Reino. Seja feita a sua vontade.

Pe. Luis Carlos da Silva, scj * 26/02/1946 21/04/2014

santo do mês

Devoção a Nossa Senhora Auxiliadora: Conheça a história

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sta invocação mariana encontra suas raízes no ano 1571. No entanto, a festa de Nossa Senhora Auxiliadora só foi instituída em 1816, pelo Papa Pio VII, a fim de perpetuar um fato que atesta a intercessão da Santa Mãe de Deus. Para marcar seu agrade-

cimento à Santa Mãe de Deus, o Papa criou a festa de Nossa Senhora Auxiliadora, fixando-a no dia 24 de maio. O grande apóstolo da juventude, Dom Bosco, adotou esta invocação para sua Congregação Salesiana. Sua família religiosa,

tem difundido pelo mundo o amor a Nossa Senhora Auxiliadora. Nossa Senhora foi colocada à frente da obra educacional de Dom Bosco para defendê-la em todas as dificuldades. No ano de 1862, as aparições de Maria Auxiliadora na cidade de Spoleto mar-

cam um despertar mariano na piedade popular italiana. Nesse mesmo ano, São João Bosco iniciou a construção, em Turim, de um santuário, que foi dedicado a Nossa Senhora, Auxílio dos Cristãos. A partir dessa data, Dom Bosco, que desde pe-

queno aprendeu com sua mãe Margarida, a confiar inteiramente em Nossa Senhora, ao falar da Mãe de Deus, lhe unirá sempre o título Auxiliadora dos Cristãos. Para perpetuar o seu amor e a sua gratidão para com Nossa Senhora e para que ficasse conhecido por todos e para sempre que foi “Ela (Maria) quem tudo fez”, quis Dom Bosco que as Filhas de Maria Auxiliadora, congregação por ele fundada juntamente com Santa Maria Domingas Mazzarello, fossem um monumento vivo dessa sua gratidão. Dom Bosco ensinou aos membros da família Salesiana a amarem Nossa Senhora, invocando-a com o título de AUXILIADORA. Pode-se afirmar que a invocação de Maria como título de Auxiliadora teve um impulso enorme com Dom Bosco. Ficou tão conhecido o amor do Santo pela Virgem Auxiliadora a ponto de Ela ser conhecida também como a “Virgem de Dom Bosco”. ________________________ fonte: cancaonova.com


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artigo

Maria, a Mãe que se uniu aos mistérios gloriosos de seu Filho

Viva o amor de mãe! Grande é a sensibilidade cristã! Não poderíamos, ao homenagear as nossas mães, esquecer a Mãe de todos nós e, igualmente, modelo para todas as mães, que é a virgem Maria, mãe de Jesus. Como não celebrar o amor de mãe!

Este ano, no dia 11 de maio (quarto domingo da Páscoa), celebramos o dia das mães, data de origem americana: A jovem Anne Javis, residente na Filadélfia, nutria um grande afeto pela sua querida mãe, que ao falecer deixou a filha em profunda tristeza. Para comemorar o primeiro ano de seu falecimento, em um segundo domingo do mês de maio de 1907, reuniu as suas amigas em sua residência. Anne, muito emocionada, sugeriu que a data fosse estendida a todas as mães, vivas e falecidas, do mundo. A idéia cresceu e alcançou êxito a partir de 1914. No Brasil essa data foi comemorada, pela primeira vez, no dia 12 de maio (segundo domingo) em 1918, por uma Associação Cristã de Porto Alegre (RS). Foi oficializada pelo Governo Vargas em 1932 (Decreto 21,366).

A Mãe do ressuscitado!

A Igreja vive, neste mês de maio, o tempo litúrgico da Páscoa, ocasião em que celebramos os mistérios gloriosos da vida de Cristo. A Virgem Maria, no seu imenso amor de mãe, tão unida aos sofrimentos de seu Filho, pois esteve aos pés da cruz, une-se agora, também, aos mistérios de sua glória. A Igreja acolhe com reverência a experiência dos grandes místicos, pois eles nos falam, muitas vezes, de realidades divinas, confirmando a nossa fé. Assim se deu com a grande mística, Santa Anna Catharina Emmerich (1774-1824), pobre camponesa alemã, depois religiosa agostiniana, bea-

tificada por João Paulo II em 2004. Ela recebeu os estigmas de Cristo e viveu nos seus últimos anos somente da Eucaristia. Nos seus êxtases teve visões de toda a vida de Cristo. Diz ela que, antes de o Ressuscitado se manifestar às mulheres, junto ao túmulo vazio, manifestou-se à sua mãe, que tinha ido ao calvário no primeiro dia da semana, antes da aurora do dia. Diz Anna Catharina, em sua visão: ”vi o Senhor aparecendo à sua Mãe, perto do monte Calvário. Estava maravilhosamente belo, sério e luminoso. A veste, que lhe envolvia o corpo com um largo manto, flutuava no ar atrás d’Ele. Tinha reflexos de cor branca azulada, como a fumaça vista atrás da luz do sol. As chagas estavam largas e brilhantes. Das chagas das mãos saiam raios luminosos. Maria caiu aos seus pés emocionada, Cristo a levantou e desapareceu”. De súbito Maria, que guardava em seu coração o mistério da redenção, encheu-se de santo consolo. De

fato, “bem aventurados os aflitos porque serão consolados”. Compreendemos a Virgem compassiva aos pés da cruz se considerarmos, à luz de sua santidade, que ela tinha ciência do poder redentor da cruz. Confirma, pois, a venerável tradição, de que a Virgem mãe de Deus, já participa, antes dos demais, da glória de seu Filho ressuscitado. Nela convergem o mundo terrestre e o mundo celeste.

Maria e a Mãe Igreja.

Na cena de Pentecostes, a Igreja coloca Maria no centro, entre os apóstolos, no lugar de Cristo, como atestam os ícones. Ela representa a Igreja nascente, Mãe espiritual de multidões de povos, que pela água e pelo Espírito Santo, na graça do batismo, se tornam filhos de Deus e são inseridos em seu mistério redentor (Rm 6,3-11). Conforme atesta At 1,1314, a Virgem está presente no cenáculo, em oração com os apóstolos, à espera do Espírito Santo. Como o mesmo Espírito agiu no

mulher-mãe, transfigurada na eternidade. A Virgem-mãe tem um significado cósmico. Nela resgata-se a criação na glória do paraíso. Ela tornou-se a arca da nova a eterna aliança, gerando no tempo a luz eterna, Jesus Cristo, e agora participa da mesma luz do Filho ressuscitado. Diz São Bernardino de Sena: “Jesus veio, do próprio paraíso, buscar a sua Mãe”. E o monge Nicolau (conforme registros na obra: “As Glórias de Maria”, de Santo Afonso) confirma: “Há um fulgor maior na subida de Maria ao céu, pois é o Senhor que vem ao seu encontro com os anjos e os seio de Maria, no mistério santos”. da encarnação, age agora Parabéns a todas as em Pentecostes no seio da mãe-Igreja, da qual Maria Mães! Maria amou, com um é o sinal visível, para encarnar-se no meio do mundo, imenso amor de mãe, o seu através dos discípulos mis- filho Jesus nesta terra, e o sionários, pela graça eficaz Filho, no seu amor divino, do mesmo Espírito. Como eleva a mãe à glória do céu. diz a “Redemptoris Ma- Assim, o amor de mãe tem ter”, a Mãe com os apósto- um sentido de eternidade. los é a imagem da unidade A mãe que, verdadeirada Igreja, ícone da nova mente, ama os seus filhos, humanidade, sinal proféti- mesmo em meio aos sofrico num mundo dilacerado mentos da vida presente, será consolada pelo própor divisões. prio Deus. Bem aventuraA Mãe participante dos nós, filhos, que temos da glória do Filho. na mãe o amor mais puro Do mesmo modo, con- que a nossa humanidatemplamos Maria na glória de pode oferecer aos seus. do céu (Ap 11,19; 12,1ss.): Bem aventurados nós, na A mãe-Igreja (uma mulher Igreja, que podemos contar coroada de doze estrelas com a intercessão de Nossa na cabeça) triunfante, tem Senhora, mãe de mil e um como a sua imagem Ma- títulos, por força da expresria, que gerou o Salvador são. À Virgem Maria e às do mundo. A visão de São nossas mães os nossos paJoão, no livro do Apoca- rabéns! lipse, une o tempo e a eternidade, mostrando que o ________________________ poder redentor de Jesus Mons. José Eugênio de vence o pecado e a morte Faria Santos - Pároco da (personificados no dragão) Paróquia de Nossa Senhora e apresenta a humanida- do Rosário de vitoriosa, na figura da


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Diocese em foco

Diocese realiza 24 horas para o Senhor

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tendendo ao apelo do Papa Francisco, a Diocese de Taubaté realizou as 24 horas para o Senhor. De acordo com o pedido oficial do Pontifício Conselho para Nova Evangelização, o evento teve por objetivo “valorizar ao máximo o tempo da Quaresma como momento particularmente adequado para viver a experiência de evangelização à luz do sacramento da Penitência”. A solicitação do Vaticano pedia que ao menos uma igreja da diocese estivesse aberta, por um período de 24 horas, a fim de permitir aos fiéis que desejassem buscar a confissão, celebrar o sacramento da penitência em um contexto de adoração eucarística. O evento deveria acontecer a partir das 17 horas do dia

28 de março, sexta-feira, e durar até às 17 horas do sábado, dia 29. Em Roma, a iniciativa foi presidida pelo Papa Francisco, abrindo com uma celebração penitencial na Basílica de São Pedro. Em Taubaté, a Igreja Catedral sediou oficialmente esse momento de penitencia e graça. Seguindo a programação de Roma, o evento foi aberto às 17 horas, do dia 28, com celebração penitencial feita pelo Pe. Paulo Vinicius, seguida do início da Adoração Eucarística e das confissões. Para a adoração, grupos iam se revezando na guarda do Santíssimo, alternando-se irmandades, grupos de oração, ministros da eucaristia e outros. A Capela do Santíssimo esteve sempre lotada de fiéis

que rezavam diante da Eucaristia, enquanto vários padres se revezavam no atendimento das confissões. O ciclo de 24 horas foi fechado solenemente com a Santa Missa presidia pelo Pe. Gustavo, da Missão Sede Santos. Outras paróquias que promoveram as 24 horas para o Senhor foram as de Nossa Senhora das Graças, em Pindamonhangaba, São José Operário, em Caçapava e a de Santa Terezinha do Menino Jesus, em Campos do Jordão. Em todas elas seguiu-se o mesmo esquema de celebrações, com um roteiro previamente preparado pela liturgia da diocese, contando com a presença de vários padres para atender as confissões dos que queriam.

Transferências de padres na Diocese de Taubaté Durante esses dois meses, aconteceram outras transferências e nomeação de novos párocos. Cônego Paulo Cesar Nunes deixou a Paróquia Santíssima Trindade. Em seu lugar tomou posse o Pe. Alberto Aparecido Ferreira. Houve troca também, na Paróquia de Santa Luzia. Saiu o Pe. Ricardo e assumiu o Côn. Carlos Antonio da Silva, que terá a ajuda do Pe. Luiz Carlos do Rosário Benega, o Pe. Tiquinho, como vigário paroquial. Pe. Alexandre Eduardo da Cruz tomou posse como novo pároco da Paróquia de Natividade da Serra. Pe. Luiz Winter Spolatori, recém chegado à diocese, esta atendendo as comunidades da região do Barrero, como vigário paroquial da Paróquia Menino Jesus de Taubaté, que recebeu um novo pároco, Pe. Renato, msj. Pe. Marcelo Silvio Emídio é, agora, vigário paroquial em São Luiz do Paraitinga, sua terra natal e, Pe. José Carlos de Morais, o Pe. Zequinha, trocou São Luiz pela Paróquia Santo Antonio de Pádua, em Caçapava, onde é vigário paroquial desde o dia 15 de março.

Paróquia de Pinda promove vigílias penitenciais I

nspirada pelo espírito penitencial da quaresma, a Paróquia de Nossa Senhora das Graças, em Pindamonhangaba, promoveu, durante todo o tempo quaresmal, às sextas-feiras, uma vigília penitencial. Tomando uma proporção inesperada, a cada vigília, mais pessoas, especialmente jovens, enchiam a pequena Igreja Matriz. Os que participavam pela primeira vez, sentiam-se atraídos de tal forma, que iam perseverando até o fim. Começando sempre às 22h30min e durando até às 5hs, animada por cantos, louvores e adoração, a vigília era acompanhada por um sacer-

dote disponível para confessar os que desejavam a absolvição sacramental. Usando de uma linguagem muito simples, com dinâmicas e vídeos, a vigília era interrompida, por volta das 2 da manhã, para um intervalo com café, constituindo um prazeroso momento de partilha. A iniciativa se mostrou uma verdadeira bênção para toda a comunidade e para muitos, que vindo mesmo de outras comunidades, encontraram mais uma forma de viver o espírito penitencial que a quaresma propõe aos cristãos, na sua preparação para celebrar o grande perdão, que é Páscoa da Ressurreição.

Dom Carmo passou por cirurgia

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os 28 de março, numa sexta-feira, nosso Bispo Diocesano, Dom Carmo, foi submetido a uma intervenção cirúrgica para implantação de um marco passo no coração. Feita em caráter de emergência, a cirurgia foi um sucesso total. No sábado à tarde, o senhor bispo já estava em sua casa. Por recomendação médica, Dom Carmo deveria apenas evitar grande contato com o público, sendo

liberado para atividades rotineiras em casa, mesmo trabalhando em seu ofício episcopal. Já no dia 17 de abril último, apenas vinte dias depois da cirurgia, na manhã da Quinta-feira Santa, Dom Carmo presidiu a Missa do Crisma na sua Igreja Catedral. Padres, diáconos e 99145-5240 (12) fiéis de todas as paróquias da dio3629-5198 cese estiveram unidos em oração, pedindo a proteção de Deus para Investir no espiritual é qualidade de vida Temos Bíblias, livros, cartões, lembranças de batismo, comunhão e crisma, o seu pastor. camisetas e baby-looks, terços, imagens e presentes em geral. Estamos trabalhando com paramentos. Av. José Felipe Cursino de Moura, 343 - Vila Aparecida - Taubaté - SP CEP:12052-090 moradadosenhor@yahoo.com.br (50 m da Casa do Construtor e próx. Supermercado Semar)


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Em Tremembé mais de 10 mil pessoas assistem à Paixão de Cristo

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om apoio do Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet, a Basílica de Tremembé promoveu o Teatro da Paixão de Cristo, realizado nos dias 17, 18 e 19 de abril, com apresentações gratuitas. Os últimos passos de Jesus, da Última Ceia à Ressurreição, foram encenados em três partes, seguindo o esquema das celebrações da Semana Santa, durante o Tríduo Pascal. Na Quinta-feira Santa aconteceu a cena da Última Ceia com o Lava-pés. Na sexta foram apresentadas as cenas da prisão, paixão, crucificação e sepultamente do Senhor. Finalmente, no sábado santo, foi representada a ressurreição de Jesus. Apresentado ao ar livre e ao vivo, o Teatro contou com a participação da cantora lírica Meire Oliveira, no papel de Verônica, e com atores voluntários sob a direção de

Uma nova Paróquia foi criada em Pindamonhangaba

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o mês de março foi criada uma nova paróquia na Diocese de Taubaté. Em Pindamonhangaba, foi instalada a Paróquia de Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos, na terça-feira de carnaval, dia 4 de março. A sede da nova paróquia, em caráter provisório, é a Igreja São Pedro e São Paulo. Localizada no bairro Cidade Jardim, a nova paróquia e foi separada da Paróquia de Nossa Senhora da Assunção, também em Pinda-

monhangaba. Seu primeiro pároco é o Cônego Joaquim Vicente dos Santos, transferido de Natividade da Serra. Ele tomou posse na mesma cerimônia em que a paróquia foi instalada. Além do pároco, a nova paróquia contará com a assistência do diácono Gilberto Souza Santos, membro já antigo da comunidade. A nova paróquia é formada por sete comunidades, incluindo a sede, a Igreja Matriz, no bairro Cidade Jardim.

A Missa de instalação da nova paróquia e posse de seu primeiro pároco foi presidida por Dom Carmo João Rhoden, Bispo Diocesano de Taubaté. Às 19 horas, a Igreja de São Pedro e São Paulo, constituída como Igreja Matriz da nova paróquia, estava lotada, quando teve início a cerimônia. Concelebravam Pe. Celso Aloisio, pároco da Paróquia Nossa Senhora da Assunção, da qual a nova paróquia se separava, e mais outros cinco sacerdotes. A nova paróquia conta com instalações provisórias ainda, não tem um centro de pastoral, mas, sua secretaria funciona normalmente, de segunda a sexta, das 14 às 19 horas e, aos sábados, das 8 às 13 horas. Seu endereço, o mesmo da sua Igreja Matriz, é o oficial da paróquia, situada à Rua Pedro Ângelo Foroni, número 3, Cidade Jardim, Pindamonhangaba, SP. Nos finais de semana, o pároco celebra às 19 horas, na Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, agora filial da nova paróquia, uma das igrejas mais antigas da cidade. Aos domingos, na Matriz de São Pedro e São Paulo, as Missas são celebradas às 8 e às 19 horas.

Hamilton Abreu e coordenação do pároco e reitor da Basílica de Tremembé, Padre José Vicente. Além da peça, o Santuário também ofereceu o tradicional Espaço Família, com diversas tendas gastronômicas, apresentações culturais e almoço especial de Páscoa. Conforme informa Murilo Baracho, Assessor de Comunicação da Basílica, entre as celebrações e a apresentação do Teatro da Paixão, a Basílica do Senhor Bom Jesus de Tremembé recebeu mais de 10 mil pessoas durante a Semana Santa. Nesse ano, todas as celebrações da Semana Santa foram realizadas dentro do Santuário, marcando a reabertura das portas da Basílica, que ficou fechada por muitos anos. No sábado, dia 19 de abril, os fiéis puderam participar de um show com a cantora Adriana Arydes, encerrando as atividades.

Bispo nomeia padres novos como assessores diocesanos

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urante Reunião Geral do Clero, dia 18 de março último, Dom Carmo comunicou a nomeação dos padres que foram ordenados no início desse ano, para assessoria de pastorais diocesanas. Para assessorar a Pastoral Carcerária foi indicado Pe. Gabriel Henrique de Castro. À frente da Pastoral da Criança estará o Pe. Paulo Donizete de Siqueira, enquanto seu xará, Pe. Paulo Vinicius Ferreira Gonçalves, cuidará da Pastoral da Saúde e da Capelania Hospitalar. Pe. Cleiton Willian Rodrigues é o novo Diretor Espiritual do Movimento Shalom. Nessa mesma data, Dom Carmo anunciou a nova diretoria do jornal da diocese, O Lábaro, com Pe. Silvio Dias como diretor e Pe. Jaime Lemes como editor e jornalista responsável. Nessa reunião ainda, foram eleitos padres como coordenador e vice da Pastoral Presbiteral, respectivamente Côn. Paulo Cesar Nunes de Oliveira e Pe. Kleber Rodrigues da Silva. Função dessa pastoral é promover a formação permanente do clero e acompanhar a vida e espiritualidade dos presbíteros da Diocese.


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Diocese celebra Missa do Crisma na Catedral

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uinta-feira Santa é um dia marcante na vida diocesana. Na manhã desse dia, toda a Igreja Diocesana se reúne com seu Bispo para celebrar a Missa do Crisma. A celebração teve lugar na Igreja Catedral, em Taubaté, no dia 17 de abril, às 10 horas. Dom Carmo, acompanhado de seus padres e diáconos, entrou em uma Catedral repleta de fiéis, vindos das várias paróquias da Diocese para rezar com seu pastor. Concelebrou também, Dom Antonio Afonso de Miranda, o Bispo Emérito de Tau-

Mário Fotógrafo

baté. Em sua homilia, recordando a instituição do sacerdócio ministerial, Dom Carmo salientou a importância da missão evangelizadora. Como ministros da palavra, os padres devem dedicar-se, sempre com ardor renovado, à grave responsabilidade de anunciar a Palavra de Deus. Anunciar o Reino de Deus foi a principal missão de Jesus, o Filho de Deus. “Ele não veio apenas ensinar a rezar, cumprir com ritos e oferecer sacrifícios. Veio mostrar o rosto paternal

do Pai e inaugurar o Reinado de Deus, Reino de amor, de fraternidade, solidariedade”, afirmou Dom Carmo em sua homilia. O Bispo frisou a urgência da missão do Cristo, para enfatizar a qualidade da pregação feita pelos sacerdotes da Igreja. Ele levantou alguns questionamentos com o intuito de levar os padres a fazerem uma auto-crítica a respeito do modo como celebram e pregam a Boa Nova da salvação. Essa é grave responsabilidade dos presbíteros da Igreja. Disso depende a salvação dos fiéis. Depois da homilia, todos os sacerdotes presentes, de pé, renovaram diante de seu bispo o compromisso que fizeram no dia de sua ordenação. No ofertório, com uma procissão, foram apresentados os óleos para serem consagrados. Antes da comunhão, foi abençoado o Óleo dos Enfermos, junto ao Altar, por Dom Antonio. Após a comunhão, primeiro foi consagrado Óleo dos Catecumenos, o óleo do batismo. Depois, foi preparado o Óleo do Crisma, quando Dom Carmo juntou perfume ao óleo de oliva e, em seguida, pronunciou a oração de consagração e, soprando dentro

das ânforas que continham o óleo perfumado, invocou a graça do Espírito Santo. O belíssimo rito em que o Óleo do Crisma é consagrado é que dá nome a essa celebração, tradição antiquíssima da Igreja, manifestação da unidade do rebanho em torno ao seu pastor, o bispo diocesano. Em nenhum momento a Igreja se manifesta tão completa como nessa celebração. Já ao final da celebração, Côn. Paulo Cesar, Coordenador da Pastoral Presbiteral, saudou os bispos e todos os sacerdotes presentes, cumprimentando-os pelo dia do sacerdócio ministerial da Igreja. Depois da despedida final, uma longa procissão, levando os Santos Óleos, percorreu toda a Igreja Catedral, como sinal de acolhimento da graça que eles contêm e como demonstração de gratidão a Deus pela salvação que os sacramentos, sinalizados pelos Santos Óleos, representam para toda a humanidade. Terminada a Missa, os padres voltaram para as suas comunidades levando os óleos consagrados, com os quais administrarão os sacramentos da salvação ao povo de Deus.

Cidades homenageiam São Benedito T

rês cidades de nossa diocese celebraram São Benedito na segunda-feira de Páscoa: Taubaté, Pindamonhangaba e São Bento do Sapucaí. Tradição em muitas cidades do Vale do Paraiba, a Festa de São Benedito tem lugar na segunda-feira depois do Domingo de Páscoa. É dia de feriado nessas cidades. Nesse ano, porém, a festa coincidiu com o feriado de Tiradentes, 21 de abril. Em Taubaté, a tradição é celebrada na Catedral. Como todos os anos, a festa foi marcada por Missas solenes e a procissão com a imagem do santo. À tarde, após a última Missa, saiu a procissão com grande número de fiéis seguindo o andor de São Benedito e sua relíquia. Como de costume, a procissão foi acompanhada pela irmandade de São Benedito, devidamente trajando sua opa distintiva e pela congada, outra tradição valeparaibana que homenageia os

santos mais populares do nosso povo. A Igreja de São Benedito, Matriz da Paróquia de Nossa Senhora da Assunção, em Pindamonhangaba, festejou seu padroeiro com novena e quermesse. No Domingo de Páscoa, a tradicional cavalgada percorreu as ruas do centro da cidade. No dia da festa, os sinos da igreja tocaram a alvorada às 5 horas, marcando o início da primeira missa em homenagem ao santo. Depois, outras missas foram celebradas a cada duas horas. A última missa foi celebrada às 16 horas. Em seguida saiu a procissão com o imagem e a relíquia de São Benedito, acompanhada por mais de sete mil pessoas. Os fiéis percorreram várias ruas por mais de duas horas, até retornarem para a praça em frente a igreja. Lá foi proferido o sermão oficial da festa e foi dada a bênção solene com a relíquia de São Benedito.

Mário Fotógrafo

São Bento reuniu também grande número de devotos e fieis em solene procissão para celebrar São Benedito. A cidade foi despertada às 5 horas com os sinos da Matriz repicando a alvorada. A procissão teve início às 17 horas e foi seguida por muitas pessoas vindas de

cidades vizinhas e por vários fiéis da Paróquia de São Bento . Além do grande número de fiéis, as homenagens ao santo contaram com a presença de moçanbiques e congadas. A irmandade compareceu trajando sua opa tradicional e trazendo medalhas do santo.


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JOSÉ DE ANCHI ETA, JOÃ

agora são oficialmen

Com decreto assinado no dia 03 de abril, o Papa Francisco reconheceu como santo o Pe. José de Anchieta , o Apóst da paz. Para a Igreja Católica, particularmente para Igreja no Brasil, as canonizações marcam um momento muito A seguir, vamos conhecer um pouco da história de vida de cada um dos mais novos santos da Igreja. Por Pe. Jaime Lemes.

JOÃO XXIII, O PAPA BOM

A

ngelo Giuseppe Rocalli. Este é o nome daquele que se tornaria o papa a trazer novos ares para a vida da Igreja. Nasceu em Sotto il Monte, na província italiana de Bérgamo, pertencente a uma família de camponeses muito numerosa e católica. Desde muito cedo se dispertou para a vocação sacerdotal e ingressou no seminário local com 11 anos de idade. Lá, fez todos os estudos preparatórios. Durante esse período, prestou um ano de serviço militar voluntário e em 10 de agosto de 1904 foi ordenado sacerdote, em Roma. Como sacerdote, o Pe. Roncalli teve um vasto campo de trabalho. Foi pároco, professor no Seminário, secretário do bispo e capelão do exército durante a I Guerra Mundial. Em 1921 foi chamado a Roma para

assumir a presidência nacional da Pontifícia Obra da Propagação da Fé e, posteriormente, também foi nomeado prelado doméstido do Papa Bento XV, recebendo o título de monsenhor. A sua carreira diplomática iniciou-se em 1925 como visitador apostólico na Bulgária, função em que permaneceu até 1935, quando foi nomeado delegado apostólico na Grécia e Turquia, onde realizou um importante trabalho, conseguindo estabelecer um diálogo respeitoso com ortodoxos e mulçumanos. Em 1944 se tornou núncio apostólico na França, função em que permaneceu até 1953, quando foi nomeado Cardeal pelo Papa Pio XII e enviado como Patriarca de Veneza. Com a morte do papa Pio XII em 1958, imediatamente foi convocado o conclave que elegeu o 261º papa da

Igreja, o Cardeal Angelo Giuseppe Rocalli, que passou a se chamar João XXIII. A intenção dos cardeais no conclave era eleger alguém idoso e disposto a servir a Igreja. Assim, foi feito papa no dia 28 de outubro de 1958, eleito por quase unanimidade. De espírito inquieto, percebia que a Igreja precisava acompanhar e dar respostas satisfatórias aos desafios dos novos tempos, não poderia se contentar em ser apenas uma “igreja de sacristia”, mas se fazia urgente que novos ares habitassem o seu interior. Com este intuito supreendeu a todos ao convocar o Concílio Ecumênico Vaticano II em 1962. Na noite de 11 de outubro daquele ano fez abertura do Concílio com um memorável discurso em que dizia: “Não se trata de definir nova verdade, mas

de rafirmar a Doutrina tradicional ao modo mais adapetado à sensibilidade moderna, na perspectiva de um aggiornamento”. Assim, um novo tempo se iniciava para a Igreja. Porém, João XXIII não viveria o suficiente para ver isso acontecer. Morreu no dia 03 de junho de 1963 aos 83 anos, com menos de cinco anos de pontificado. Morreu com fama de santidade, chamado de “Papa Bom”. Canonização O processo canônico durou quase meio século. Foi iniciado em 1965 pelo Papa Paulo VI. Em 27 de janeiro de 2000 foi proclamado beato da Igreja pelo Papa João Paulo II, depois de comprovado o milagre da cura da Ir. Caterina Capitani, que rezou a João XXIII pedindo a recuperação depois de um complicado diagnóstico pós-ci-

rúrgico, em que os médicos nada mais podiam fazer. Treze anos depois, mesmo sem a comprovação formal do segundo milagre, o Papa Francisco aprovou a canonização. Durante a solene missa no dia 27 de abril, na Praça de São Pedro, no Vaticano, foi canonizado juntamente com João Paulo II. Na homilia, o Papa Francicisco disse que a canonização de João XXIII era um dom para a Igreja e destacou a importância do seu pontificado, sobretudo pela convocação do Concílio: “Na convocação do Concílio, João XXIII demonstrou uma delicada docilidade ao Espírito Santo, deixou-se conduzir e foi para a Igreja um pastor, um guia-guiado. Este foi o seu grande serviço à Igreja; foi o Papa da docilidade ao Espírito”.


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ÃO XXI I I e JOÃO PAULO I I

nte Santos da Igreja

tolo do Brasil, e com solene liturgia celebrada no dia 27, canonizou João XXIII, o papa bom e João Paulo II, o papa especial porque são a concretização de um forte anseio dos cristãos católicos.

JOÃO PAULO II,

O “JOÃO DE DEUS” É certamente impossível em alguns parágrafos discorrer sobre a vida de João Paulo II, por mais sintético que se pretenda ser.

Seus quase 85 anos de vida, foram extremamente intensos: da dramaticidade à serenidade.

Com 26 anos, 5 meses e 12 dias, ele teve o terceiro pontificado mais longo da história. Também foi o papa que mais escreveu, que mais viajou e que mais canonizou.

A

seguir, recordamos de forma cronológica os acontecimentos mais importantes de sua história: 1920 – 14 de maio – Nasce e recebe o nome de Karol Józef Wojtyla, em Wadowice, na Polônia. Segundo filho de Karol Wojtyla e Emília Kaczorowska. 1929 – falecimento da mãe. 1932 – falecimento do irmão, o médico Edmund. 1938 – Termina os estudos na Escola Superior de Wadowice e ingressa na Universidade Jaguelônica de Cracóvia, que é fechada no ano seguinte pelas forças ocupantes nazistas. 1940 a 1944 – Trabalha numa mina e também na fábrica química Solvay,

para poder se sustentar e evitar a deportação para a Alemanha. 1941 – Morre o pai, que era oficial do exército. 1942 – Frequentou o Curso de Formação do Seminário Maior de Cracóvia, que funcionava clandestinamente. Continuou os estudos depois da Guerra no Seminário reaberto e na Faculdade de Teologia da Universidade Jaguelônica. 1946 – 1º de novembro – foi ordenado sacerdote em Cracóvia. 1958 – 4 de julho – Foi nomeado Bispo Auxilizar de Cracóvia pelo Papa Pio XII. Em 28 de setembro recebe a ordenação episcopal na Catedral de Wawel, em Cracóvia.

1962-1965 – Participa do Concílio Vaticano II, contribuindo de forma muito efetiva na elaboração da Constituição Gaudium et Spes. 1964 – 13 de janeiro – É nomeado Arcebispo de Cracóvia pelo Papa Paulo VI. 1967 – 26 de junho – É feito cardeal pelo mesmo papa. 1978 – 16 de outubro – É eleito Sumo Pontífice e escolhe o nome João Paulo II. 1980 – 30 de junho a 12 de julho – Primeira viagem ao Brasil. 1981 – 13 de maio – João Paulo II é vítima de um atentado na Praça de São Pedro. Foi baleado por um jovem turco, Alì Agca.

1983 – 25 de janeiro – Promulga o novo Código de Dirieto Canônico Latino. Em 27 de dezembro visita o jovem Alì Agca na prisão de Rebibbia e lhe concede o perdão. 1990 – 18 de outubro – Promulga o novo Código de Direito Canônico das Igrejas Orientais. 1996 – 1º de novembro – Celebra o jubileu de 50 anos de Ordenação Sacerdotal, na Basílica Vaticana. 1999 – 24 de dezembro – Início do Grande Jubileu do Ano 2000. Faz a solene Abertura da Porta Santa da Basílica de São Pedro e no dia 25, da Basílica de São João de Latrão. 2003 – 16 de outubro – celebra o jubileu de 25 anos

de Pontificado. 2005 – 2 de abril – João Paulo II falece no Vaticano. Em 28 de abril, o novo Papa, Bento XVI, autoriza o início do processo de beatificação, dispensando o tempo 5 anos após a morte, como é a praxe. 2011 – 1º de maio – João Paulo II é declarado beato pelo Papa Bento XVI. 2014 – 27 de abril – João Paulo é proclamado santo, juntamente com João XXIII pelo Papa Francisco. Conhecido também como “Papa da Paz” e “Papa da Juventude”, João Paulo II criou as Jornadas Mundiais das Juventude, estabelecendo uma relação comunicativa muito forte com os jovens.


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SÃO JOSÉ DE ANCHIETA, O APÓSTOLO DO BRASIL

A

Cerimônia foi simples, discreta. Assim optou o Papa Francisco para o ato de canonização de José de Anchieta, 417 anos após a sua morte. Em 1980 havia sido beatificado pelo então papa e agora santo, São João Paulo II, depois de um processo que durou 390 anos, iniciado com a autorização do Papa Inocêncio X. Mas a campanha para beatificação começou em 1617 na Bahia. A opção por um decreto, em vez de uma solenidade na Praça São Pedro, como se costuma ver na maioria das canonizações, não

diminui a importância do acontecimento, sobretudo para a Igreja no Brasil, à qual São José de Anchieta dedicou a maior parte de sua vida. No dia 24 de abril, na presença de cardeais, bispos, padres, devotos e autoridades brasileiras, o Papa Francisco celebrou, na Igreja Santo Inácio de Loyola, em Roma, uma Missa de Ação de Graças pela Canonização do Pe. José de Anchieta. Na homilia, o papa falou da alegria apostólica testemunhada por Anchieta: “Era um jovem. Soube comunicar aquilo que tinha experimentado com o

Senhor, aquilo que tinha visto e ouvido d’Ele; e essa foi e é a sua santidade. Não teve medo da alegria”. Espanhol nascido em Tenerife, nas Ilhas Canárias, José de Anchieta era o terceiro dos dez filhos da família de López de Anchieta e Diaz de Clavijo. Dedicouse desde muito jovem aos estudos, e foi no ambiente universitário que floresceu a sua vocação à vida religiosa, certamente motivado pelo exemplo de padres jesuítas, muito influentes nas universidades, sobretudo, por Francisco Savério, cujas cartas tinham o poder de mexer

com a juventude universitária de toda a Europa. No dia 1º de maio de 1551 foi admitido ao noviciado pela Companhia de Jesus na Província de Portugal, mas logo contraiu um grave tipo de tuberculose ósseo-articular, que provocou uma encurvatura na coluna quando tinha 17 anos, o que o deixava desesperançoso para o trabalho de apostolado Mas o seu superior o confortava, dizendo que Deus o queria assim mesmo. Em cartas enviadas do Brasil o Pe. Manuel de Nóbrega ressaltava as qualidades do clima tropical que propiciavam o tratamento de diversas doenças, o que reacendeu a esperança de Anchieta. Assim, com apenas 19 anos, tendo proferido os primeiros votos, ele parte para o Brasil em oito de março de 1553, com a terceira expedição dos Jesuitas que embarcava rumo ao nosso país. No Brasil, José de Anchieta viveu 44 anos, 40 dos quais de modo itinerante. Teve um apostolado muito fecundo. Dentre as suas diversas obras, há que se destacar a fundação da cidade de São Paulo, ao lado do Pe. Manuel de Nóbrega e a organização da primeira gramática tupi-guarani, fruto do seu apaixonado trabalho de evangelização dos povos indígenas. Em 1557, José de Anchieta foi nomeado provincial e depois superior dos Jesuitas no Brasil, sendo dispensado

desse ofício apenas em 1595, dois anos antes de sua morte. A crítica mais corrente que lhe teciam os confrades diante do Visitador era a de que ele fazia muita caridade. Esta era uma referência ao modo brando e tolerante do seu governo. Uma das reconhecidas belas obras de Anchieta é o poema que escreveu à Virgem Maria, inspirado em Isaias 52, intitulado “De Beata Virgine Dei Matre Maria”. Na falta de papel, passou a escrever na areia do mar, memorizando mais de 5.800 versos. Em carta, o atual Prepósito Geral dos Jesuítas, Pe. Adolfo Nicolàs, ressalta que na base da vida itinerante de José de Anchieta não há nenhum espírito de aventura, mas somente o espírito de disponibilidade para a missão, citando um escrito que ele deixou antes de morrer: “Visto que não mereço ser mártir para a outra vida, que ao menos a morte me colha abandonado em alguma destas montanhas, e aqui, dar a vida pelos meus irmãos. A constituição do meu corpo é fraca, mas a graça do Senhor me basta para seguir em frente”.  José de Anchieta morreu já com fama de santidade na cidade que posteriormente o homenageou com o seu nome, Anchieta, no Espírito Santo. Ele é considerado o padroeiro dos catequistas.

“Não tiveram vergonha da carne de Cristo, não se escandalizaram d’Ele, da sua Cruz” disse o Papa Francisco, durante a celebração da canonização. No dia 27 de abril, Domingo da Misericórdia, a Praça de São Pedro amanheceu lotada. Pessoas de todos os cantos do mundo se reuniram em frente à Básilica para participar da Solene Liturgia de Canonização de João XXIII e João Paulo II. Durante a homilia, o Papa Francisco se referiu aos dois santos com as seguintes palavras: “São João XXIII e São João Paulo II tiveram a coragem de contemplar as feridas de Jesus, tocar as suas mãos chagadas e o seu lado traspassado. Não tiveram vergonha da carne de Cristo, não se escandalizaram d’Ele, da sua Cruz; não tiveram vergonha da carne do irmão, porque em cada

pessoa atribulada viam Jesus. Foram dois homens corajosos, cheios da parresia do Espírito Santo, e deram testemunho da bondade de Deus, de sua misericórdia, à Igreja e ao mundo. Foram sacerdotes, bispos e papas do século XX. Conheceram as suas tragédias, mas náo foram vencidos por elas. Mais forte, neles, era Deus; mais forte era a fé em Jesus Cristo, Redentor do homem e Senhor da história; mais forte neles, era a misericórdia de Deus que se manifesta nestas cinco chagas; mais forte era a proximidade materna de Maria”. ________________ Da Redação

foto divulgação


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atualidades

Venda de horário político mata democracia

O

horário eleitoral na TV é peça-chave nas campanhas dos candidatos a qualquer cargo eletivo no Brasil. Afinal, 57% dos eleitores afirmam assistir às peças publicitárias de divulgação dos candidatos na televisão, segundo levantamento feito pelo Datafolha em agosto de 2012, enquanto os eleitores eram bombardeados por inserções para as eleições municipais. Mas o fato é que essa ferramenta, que deveria ser um espaço de divulgação das plataformas de governo de todos os candidatos, aumenta as chances dos filiados aos maiores partidos serem vitoriosos. Isso por conta da estranha e pouco democrática di-

visão do horário eleitoral que, aliás, de gratuito nada tem. Para exibirem as tais inserções, emissoras deduzem de seus impostos de renda 80% do valor que seria cobrado pela exibição dos programas caso fossem comerciais de TV. Nas eleições municipais de 2012, a Receita Federal estima que deixou de arrecadar R$ 606 milhões em impostos por conta do horário. E como é feita a divisão do caro e precioso horário obrigatório? No Brasil, a legislação eleitoral determina que apenas um terço do tempo de propaganda política na TV seja distribuído igualmente entre todos os candidatos. O restante é dividido de acordo com o número de deputados que cada coligação tem no Con-

gresso. E essa divisão gera uma intensa disputa entre os candidatos por apoios. Quem não se coliga, acaba por ficar fora do pleito. Em um tempo em que as propostas pouco importam na hora de conquistar a maioria dos votos, é como se tivéssemos que escolher um filme para vermos e nos fossem apresentados os trailers das opções. Se um deles exibe fotografia excelente e tem 3 minutos e outro tem vinte segundos e apresenta efeitos toscos ou aparência de vídeo caseiro, qual escolha parece mais atraente? É no ano eleitoral que o tempo de TV vale mais e que partidos nanicos, os quais temos aos montes no Brasil, podem ganhar importância estratégica na eleição. Mas, se o tempo de televisão em si influi na formação de alianças políticas (e, por consequência, de um governo), como ficam as propostas? O que temos aí é uma negociata que facilita a corrupção e engessa o governo. O sistema partidário brasileiro facilita, e muito, a existência dessas coligações oportunistas. Aqui, temos 32 siglas diferentes. Dessas, 24 têm representação

no Congresso. As menores, onde a coerência quase sempre é deixada de lado, raramente lançam candidatos próprios aos cargos executivos e não chegam a conquistar 1% dos votos válidos, mas recebem verbas do Fundo Partidário e especial atenção dos partidos maiores na hora da formação das coligações. É evidente que o sistema eleitoral e o sistema políticopartidário brasileiros precisam de reformas urgentes.

O primeiro passo para equilibrar e tornar mais justo o processo de escolha dos candidatos é determinar a divisão igualitária do tempo de TV entre os candidatos aos cargos políticos. Isso daria mais chances aos eleitores de conhecer todos os candidatos e reduziria, na composição das chapas políticas, o interesse pelos partidos sem ideologia definida, o que afetaria o poder de negociação dessas siglas nanicas. Mais do que isso, porém, é preciso rever a quantidade esdrúxula de partidos existentes no País. A volta da cláusula de barreira, que exigia que cada partido atingisse ao menos

5% do total de votos para a Câmara dos Deputados, é conveniente. Quando estava prestes a entrar em vigor, essa regra provocou a dissolução de partidos sem sentido de existência, como era o caso do PGT e do PST, extintos em 2002, e do PAN, dissolvido em 2006. O STF julgou a cláusula inconstitucional, também em 2006. Os ministros acreditaram que o dispositivo não respeitava o direito de manifestação das minorias políticas, mas deveriam rever sua posição. Afinal, existem dispositivos semelhantes em países como Noruega, Alemanha, França e Nova Zelândia. Ao que tudo indica, esses países são democráticos, ou não? Deve-se manter, claro, a pluralidade dos pensamentos políticos. Mas o partido cuja existência atende apenas interesses de um pequeno grupo político e que sequer tem representatividade para eleger um deputado é um atentado à vontade popular. ________________________ Por Ivan Martínez Jornalista, atualmente na TV Record.

Diálogo entre a Igreja e a Arte: a beleza da arte e o valor da fé

O

diálogo entre a Igreja e a sociedade passa, muitas vezes pelos umbrais da arte e aí se abrem as portas da fé, porque a arte e a cultura transportam em si um ministério profético. Encontrar a partir da arte,as marcas do tempo, conhecer a geografia da terra e do templo a vivência cristã das comunidades, num olhar presente e simultâneo. É uma nova forma de evangelizar e um belo tes-

temunho de missão. Trazer para novos átrios de conhecimento e de contemplação a beleza da arte e o valor da fé. Procuremos ver com os olhos do coração e da fé, como quem reza, atraído pelo encanto do transcendente ou inspirado pelo fascínio da santidade e admiremos a arte e a beleza. É necessário redescobrir a chave estética da aproximação à verdade que salva,ao bem que liberta.

A experiência cristã tem em si uma força intrínseca de irradiação, para o mundo,da beleza que salva. Não há beleza sem amor;e onde há amor,aí há beleza! Jean Guitton, falando da arte, cita esta frase de Braque: “A obra de arte começa por um problema e acaba por uma oração que é uma obra de arte,um hino à beleza que salva,e nos convida a contemplá-la”. São João da Cruz nos fala que Deus no seu amor tri-

nitário, é o mistério da fonte, e o mundo e os homens são o mistério da sede. No homem a arte não mais é uma expressão entre tantas outras mas que pretende atingir os fundamentos da sua própria humanidade. Não existe uma civilização sem arte e artes. A arte é uma escola de humanidade.A arte é a alma visível da cultura,e a religião converte-se em alma invisível. A cultura é beleza e sem arte torna-se

mudo. A arte é comunicação, encontro,comunhão.A arte religiosa é o prolongamento da revelação de Deus e o acolhimento desta revelação por parte do homem.A arte religiosa converte-se em espaço privilegiado do diálogo entre Deus criador e o homem criado.

04.05.2014

________________________ Prof. José Pereira da Silva


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Dom Antônio comemora 94 anos de idade

Aniversariando no dia 14 de abril, Dom Antônio Afonso de Miranda, sdn, Bispo emérito de Taubaté, completou 94 anos de idade. Natural de Cipotânea, MG, ele foi ordenado padre pela Congregação dos Sacramentinos de Nossa Senhora. Ordenado bispo no dia 27 de dezembro de 1971, adotou como lema episcopal “De uno pane” (De um só pão). Foi bispo diocesano de Taubaté de 1981 até agosto de 1996. Porque o dia do seu natalício coincidiu com a Semana Santa, a comemoração aconteceu no dia 12 de abril, sábado, no Seminário

Diocesano Cura D’Ars. A festa começou com Missa celebrada às 19 horas, na capela do seminário. Em seguida, foi oferecido um jantar solene no refeitório da casa. Vieram concelebrar e parabenizar o aniversariante os bispos Dom Carmo João Rhoden,scj, Bispo de Taubaté; Dom Benedito Beni dos Santos, Bispo emérito de Lorena e Dom José Carlos Chacorowski, cm, Bispo diocesano de Caraguatatuba, além de alguns padres da nossa diocese. Participaram ainda, parentes do aniversariante, amigos e os casais que ele acompanha nas Equipes de Nossa Senhora.

Agenda Diocesana JUNHO 1/dom - RCC Conselho Mensal Taubaté 1 a 8 - Semana de Oração de Unidade dos Cristãos - Paróquias 2/seg - Reunião ordinária, Pastoral Familiar, 20h, Com. N. S. de Lourdes. 3/ter - COPS, 14h - 17h, Cúria Diocesana.

Mário Fotógrafo

Pastoral do Batismo promove curso de capacitação

7/sáb - Encontro e retiro espiritual, Pastoral da Saúde. - SAV - Encontro de discernimento vocacional (1ª etapa), 8h - 17h, Seminário Cura D’Ars. - COPS - Formação, 8h - 13h, Centro Pastoral Sta. Teresinha. - Reunião ordinária com coord. Liturgia e música, 14h30, Colégio Padre Anchieta. - Reunião Pastoral do Dízimo, 15h, Cúria Diocesana. - Festa Junina, Cursilhos de Cristandade, Casa de Cursilhos 8/dom - SAV - Encontro de discernimento vocacional (2ªetapa), Seminário Cura D’Arcs. 9/seg - Almoço Pastoral Presbiteral, 11h, Chacara dos Padres 11/qua - Reunião do Conselho de Presbíteros, 8h30, Cúria Diocesana. 13/sex - Reunião da Coordenação, Diacônio, às 19h30, Cúria Diocesana.

D

urando sete sábados consecutivos, começando no dia 8 de fevereiro, a Equipe Diocesana da Pastoral do Batismo promoveu um curso de capacitação para os seus agentes paroquiais. Os encontros aconteceram em Tremembé e contaram com a parceria da Basílica do Senhor Bom Jesus. O curso destacou os elementos essenciais da iniciação cristã em conformidade com as Diretrizes da Igreja. Os temas foram apresentados por padres especialistas nos temas apresentados pelo Plano Diocesano e que refletiram sobre as cinco urgências da Evangelização. Pe. Leandro Alves de Souza, Coordenador Diocesano de Pastoral,

apresentou o Plano Diocesano de Pastoral. Pe. José Vicente, reitor da Basílica do Senhor Bom Jesus, falou sobre “Igreja em estado permanente de missão”. Pe. Antonio Francisco Lelo tratou do tema “Igreja, casa da Iniciação Cristã”. Pe. Boris Agustin Nef Ulloa abordou a terceira urgência “Igreja lugar de animação bíblica da vida e da pastoral”. Pe. Osmar Cavaca discorreu sobre “Igreja, comunidade de comunidades” e Pe. Gabriel Henrique de Castro sobre “Igreja a serviço da vida plena para todos”. O curso de capacitação foi encerrado no dia 5 de abril com a celebração do Batizado da pequena Maria Luiza, celebrado pelo

Pe. José Vicente. Depois, deu-se a entrega dos certificados e uma confraternização marcou o encerramento das atividades de formação. Participaram do evento cerca de 120 pessoas representando 18 paróquias da diocese. A Coordenadora Diocesana da Pastoral do Batismo, Rosangela Aparecida de Oliveira, afirmou que o objetivo do curso foi qualificar os agentes da Pastoral do Batismo em conformidade com as diretrizes da CNBB. Daí a reflexão sobre as 5 Urgências para a Evangelização, como são propostas pelas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil.

14/sáb - Reunião Pastoral da Pessoa Idosa, 14h30, Cúria Diocesana. 18/qua - Reunião Decanato Caçapava, Paróquia São Pio X 19/qui - Corpus Christi 21/sáb - Decolores - Cursilho de Cristandade, Casa de Cursilhos. 27-29 - SAV - Retiro dos Vocacionados da 2ª Etapa, Seminário Cura D’Ars. 28/sáb - Reunião Mensal, Pastoral da Criança, 8h-12h, Cúria Diocesana. - Reunião do Conselho Diocesano de Pastoral, 8h30, Cúria Diocesana. - Reunião Catequese, 9h, Cúria Diocesana. - Reunião da Comissão Diocesana, Liturgia, 10h, Seminário Sto. Antonio. - Reunião Comissão Diocesana, Pastoral da Saúde, 14h30, Cúria Diocesana. - Fejusha - Movimento Shalom 28-29 - Retiro de Formação de Formadores - RCC


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Liturgia

Iconografia no Espaço celebrativo, III parte

N

as últimas edições do “O Lábaro” refletimos sobre a necessidade de uma única cruz no espaço celebrativo e da não conveniência que a mesma seja de uma dimensão tal que domine todo o presbitério. No artigo precedente discorremos sobre a importância de uma iconografia que demonstre a centralidade de nossa fé em Jesus Cristo glorioso. Sobre este aspecto quero prosseguir a reflexão neste mês sob a ótica de outros argumentos, valendo-me das orientações de um liturgista alemão, Klemens Richter, encontradas no livro “Espaços de igrejas e imagens de Igreja – o significado do espaço litúrgico para uma comunidade viva”. Na antiguidade tardia os símbolos e imagens sempre estavam relacionadas ao altar (lembrando sempre: altar é sinônimo de mesa do sacrifício e da ceia do Senhor. Altar não é o espaço mais elevado onde o “altar” se encontra, e que se chama “presbitério”. Também não vincular o conceito de altar com “retábulo”: a decoração das igrejas mais antigas e que fica localizada atrás do altar, servindo como suporte para as imagens dos santos e para o sacrário. Recordamos que em meio a todos estes elementos, o altar é o coração da liturgia, pois nele a Eucaristia se realiza). Em primeiro lugar, na

imagens de santos, para o crucificado e para o sacrário. As imagens usadas nos retábulos deixam de estar relacionadas com a liturgia que se celebra no altar. Assim sendo, tendo em vista o novo ordenamento litúrgico pós Vaticano II, deve-se preferir hoje, não mais a “imagem de altar”, mas sim a “imagem no espaço litúrgico em que se encontra o altar”. Recuperando o sentido das imagens nos primórdios da Igreja, a imagem deverá evidenciar o sentido do mistério que se celebra no altar. Assim, há um estilo de imagens que não se coaduna com a celebração litúrgica: as imagens que retratam cenas históricas.

antiguidade, o grande símbolo que era colocado na decoração de fundo das igrejas ou pendurado sobre o altar era a “cruz triunfal”: a cruz cravejada de pedras preciosas, em metal nobre, a demonstrar-se como “árvore da Vida”. A partir da Idade Média passou-se a representar a cena histórica do calvário, procurando retratar com muito realismo a crucifixão de Jesus. Nas igrejas contemporâneas encontra-se frequentemente um crucifixo sobre o altar ou colocado na parede traseira, visto que, segundo as disposições litúrgicas atuais, a cruz é a única “imagem” que na celebração

mas revestido de glória (e não apenas com os panos do “momento” da ressurreição tal qual o nosso imaginário religioso o concebe quando Ele ressuscita). Capacidade litúrgica da imagem colocada no espaço litúrgico significa, portanto, que deve haver uma ligação com a liturgia. O “homem das dores”, crucificado e morto por nossos pecados terá sempre na igreja o seu momento, na celebração memorial de sua paixão e morte na sexta-feira da Paixão. Não é por acaso que o mistério da cruz é tão enfatizado neste dia, a ponto de, sobre o altar, ser colocado a cruz e não o pão e o vinho para a celebração eucarística. Mas mesmo neste dia, tal memória se faz em vista de seu “transitus” – passagem pela morte à Vida definitiva – e quem nos dá esse fortíssimo enfoque é a proclamação da Paixão segundo São João, a qual, precisamente, anuncia o Vitorioso na cruz. Não há dúvidas de que a representação do Homem das dores deve poder encontrar lugar no espaço eclesial Não há dúvidas que a contemplação do Crucificado já presenteou a Igreja com inúmeros santos. Mas qual é o seu lugar correto? Sobre isso continuaremos na próxima edição.

A liturgia não é recordação de um fato está oficialmente prescrita do passado, mas é a e exigida. experiência de uma Enquanto que no pri- presença sempre atual meiro milênio, imagem e na Igreja: o Senhor altar geralmente estavam glorificado. separados um do outro, Desse modo, pela liturimpõe-se que na alta idade gia temos acesso ao Senhor média, após a deslocação do altar para junto da pare- Ressuscitado, mas uma de e a criação dos retábulos imagem que retrate Jesus a ornarem os altares (des- “ressuscitando” será uma valorizando-os, visto que a imagem catequética que atenção da assembleia sem- retrata um momento hispre se voltava – e ainda se tórico da vida do Senhor. volta – a tantos elementos Não se deve preferir retraque se destacam com mui- tar o fato da ressurreição to mais intensidade do que (isso terá seu momento para a simples “Mesa” que oportuno durante o tempo desaparece em meio ao re- pascal. Apenas!); dever-setábulo, suas imagens e de- -á valorizar o Senhor como ________________________ corações), o altar tornou-se Ele se encontra na Igreja Pe. Roger Matheus dos como um suporte para as hoje, vivo e glorificado. Santos Com as marcas da paixão,

Encontro Diocesano sobre Música Ritual Como em todos os anos, a Comissão Diocesana de Liturgia promove Investimento: R$ 5,00 (o café será servido no intervalo das 9:30). Poo Encontro Anual sobre Música Litúrgica. Este ano sobre a letra e as derá ser acertado no local do encontro. características de melodia do Canto de Entrada, aclamação a Cristo no Público: Coordenadores de liturgia e música ritual de todas as paróEvangelho e Santo. quias e comunidades da Diocese. Representantes dos grupos de música, Local: Colégio Diocesano Padre Anchieta – Av. Granadeiro Guima- bandas, ministérios e outros grupos que exerçam o ministério da música rães, 122, Centro, Taubaté. e do canto nas celebrações eucarísticas em nossa Diocese de Taubaté. Dia: 06 de julho. Horário: das 7:30 às 11:30

Inscrições: As inscrições poderão ser feitas com os coordenadores paroquiais de liturgia ou pelo e-mail: liturgiadiocesedetaubate@hotmail.com


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reflexão

Democracia e cidadania

“O governo do povo pelo povo e para o povo”. Essas palavras proferidas por Abraham Lincoln são frequentemente usadas para definir a democracia. Partindo da sua raiz grega, a palavra democracia significa governo (cracia) do povo (demo). Para o bom funcionamento da democracia foi importante o surgimento de instituições que a regulamentavam e tornavam possível a fiscalização dos que exerciam o poder em nome do povo. Fundamental foi a separação entre os poderes executivo, legislativo e judiciário. Apesar de distintos, esses poderes se relacionam uns com os outros, fiscalizando-se mutuamente, para que o princípio da representatividade seja sempre aplicado e a democracia seja de fato praticada. O surgimento desses poderes, no entanto, não tirou da sociedade, o direito de fiscalizar diretamente o exercício do poder em nome do povo. Isso pode ser feito, e de fato acontece, através de entidades organizadas, como ONGs e a imprensa livre, por exemplo. Eleições diretas, para todos os cargos eletivos, exceto para o judiciário, representa também, forma de participação do cidadão no governo da nação. Cidadania, aliás, é um dos objetivos da democracia. Exercê-la é direito e dever de todo cidadão responsável pelos destinos de sua nação. Fundamental, portanto, é a consciência de se pertencer a uma comunidade, a um povo.

mum, objetivo principal da democracia, finalidade última no exercício do poder, fim para o qual são eleitos e devem trabalhar os políticos, será também, dever do cidadão. Políticos e seus partidos, portanto, estão a serviço do bem comum do povo, que elegem os seus representantes para essa finalidade. Quando, porém, esses exercitam o jogo do poder buscando interesses que se contrapõem ou se distanciam desse fim, a democracia sai prejudicada. Não é mais um governo do povo, tampouco para o povo. Disso percebemos como a corrupção prejudica a democracia, pois se trata de ação contra o bem comum. Em 1989, a CNBB publicou um documento denunciando os riscos da corrupção para a democracia, voltando a se pronunciar sobre o assunto em 2006. Escrevo sobre o assunto depois de ler que, em recente pesquisa feita pelo Datafolha, mais de 62% da população no Brasil apoia a democracia. Ao mesmo tempo a pesquisa aponta para a desconfiança em relação ao funcionamento das instituições políticas, dada a corrupção que se apresenta endêmica. Apesar disso, a percepção popular é que a democracia é a melhor forma de governo. Nisso concorda a Igreja. No documento de 1989, número 42, a CNBB trata das “Exigências éticas da ordem democrática”, celebrando a promulgação da Constituição do Brasil, em 1988. Na sua introdução Desse modo, o bem co- afirma que “a nova Ordem

Democrática brasileira só se consolidará quando a nação se empenhar decididamente numa transformação profunda, que modifique as relações sociais e garanta a efetiva participação de todos os cidadãos. Formas estáveis de democracia supõem condições para os cidadãos exercerem plenamente seus direitos e responsavelmente seus deveres”. Fica claro que a democracia deve incluir todos os membros da comunidade cidadã e afirma o dever de todos na busca do bem comum. Falando da corrupção, mais a frente, o documento declara que ela “destrói o senso do bem comum na sociedade e desmoraliza a vida pública, chegando, por vezes, a marginalizar e mesmo a eliminar os que primam pela honestidade. Isto é mais grave, quando se aceita a corrupção como algo natural e normal no exercício do serviço público e no funcionamento das várias instâncias do governo” (n. 26). Depois de recordar a primazia da pessoa humana sobre qualquer instituição (n. 68), neutralizando a tirania da maioria, e de incentivar atitudes democráticas “mais adequadas às exigências do Evangelho” também dentro das comunidades eclesiais (n. 107), o documento conclui pedindo que “não se confunda democracia com permissividade moral” (n. 109). Passados 25 anos, o alerta da CNBB aparece tão atual como antes. Sinal que muita coisa ainda não avançou desde a promulgação da atual constituição. Grandes desafios precisam ainda ser enfrentados na busca de dignidade para todos. Há muito a se fazer para se construir, no Brasil, uma verdadeira democracia e uma sociedade cidadã. ________________________ Pe. Silvio Dias

Aniversários: Bispos, Padres e Diáconos

abril

maio

02 - Pe. José Adalberto Vanzella 03 - Pe. Fábio José de Melo Silva 06 - Pe. Mário Marcelo Coelho, scj 08 - Côn. Amâncio Calderaro Júnior 09 - Pe. Márlon Múcio Corrêa Silveira 12 - Diác. João Carlos de Andrade 12 - Pe. Marcelo Alves dos Reis, scj 14- Dom Afonso de Miranda 14 - Pe. Geraldo Lelis de Andrade, ocs 19 - Frei Deonir Antônio Piovezan, OFMConv 19 - Pe. Valtenes Santana Nunes 20 - Pe. José Carlos de Morais (Zequinha) 21 - Diác. Roberto Gomes 23 - Pe. Cláudio Altair da Silva de Jesus 24 - Pe. Vicente Batista de Paiva, scj 26 - Diác. José Waldyr Pereira Júnior 27 - Pe. Fábio Vieira de Souza, scj 29 - Frei Joaquim Dutra, OFMcap

03 - Pe. Antonio Fernando da Costa 04 - Côn. Carlos Antônio da Silva 04 - Côn. Pedro Alves dos Santos 06 - Diác. João Bosco da Silva Ramos 07 - Diác. Paulo Fernando de Moraes Santos 10 - Pe. João Carlos Almeida, scj 12 - Pe. Hugo Bertonazzi 14 - Mons. Irineu Batista da Silva 16 - Dom Carmo João Rhoden, scj 17 - Mons. Pedro Lopes 18 - Diác. Antonio Caninéo 30 - Pe. Antônio José Thamazia, scj

Natalício

Natalício

Ordenação 09 - Pe. Roger Matheus dos Santos 09 - Pe. Marcos Crescêncio Sobrinho 10 - João Francisco Bernardo 16 - Fábio dos Santos Modesto 24 - Marcelo Sílvio Emídio 26 - José Knob, scj 27 - Pe. Edson Carlos Alves Rodrigues

Ordenação 01 - Diác. Jorge Fumio Muta 01 - Pe. Fábio Vieira de Souza, scj 02 - Diác. Messias Gonçalves Mendes 02 - Diác. Gilberto Souza Santos 08 - Pe. Luis Carlos Benega 11 - Diác. Paulo Fernando de Moraes Santos 12 - Mons. Marco Eduardo Jacob Silva 12 - Pe. Luiz Gustavo Sampaio Moreira 14 - Pe. Rodrigo Natal Perrucini 15 - Pe. Kleber Rodrigues da Silva 17 - Diác. Hélio dos Nascimento 25 - Pe. Antônio Fernando da Costa 26 - Côn. Luis Carlos de Souza 28 - Diác. Vicente Inácio Alves Filho

Aniversários auxiliares paroquiais ABRIL 05 Isabel (Paróquia São Pedro Apóstolo) 08 Fernanda (Par. N. Sra. das Dores – Jambeiro) 08 Águida (Par. N. Sra. Boa Esperança – Caçapava) 10 Milena (Par. Sta. Terezinha Menino Jesus – C. do Jordão) 10 Maria Rita (Paróquia São José Operário – Taubaté) 29 Isabel (Par. Sagrado Coração de Jesus) 30 Hugo (Par. São Luís de Tolosa)

MAIO 04 Paulo (Convento Santa Clara) 09 Camila (Par. São José Operário – Caçapava) 15 Inês (Par. Sto. Antônio de Pádua – Caçapava) 23 Isabel (Par. Sagrada Família) 28 Vanessa (Par. do Menino Jesus – Taubaté)


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Entrevista do mês: Dom Carmo João Rhoden

No dia 16 de maio, o bispo da Diocese de Taubaté, Dom Carmo, completa 75 anos de idade. Ele pertence à Congregação dos padres dehonianos, os padres do Sagrado Coração de Jesus, daí a abreviação scj colocada após seu nome. O bispo recebeu, em sua casa, a jornalista Iára de Carvalho para essa primeira entrevista do mês em O LÁBARO. mO LÁBARO - O sr. esperava ser nomeado bispo? O que isto mudou em sua vida e em sua espiritualidade? Dom Carmo - Claro que esperava. Sou um religioso e um religioso não deve apetecer ao Episcopado. Nunca pensei ser bispo mas um certo realismo sempre tive. Meus pais eram muito religiosos. Meu pai era um homem de Deus, de doze irmãos, quatro se tornaram religiosos. Em certa ocasião, Dom Aloísio Opperman profetizou que eu seria bispo. Eu sempre fui um homem com ideal na vida, não dependi de cânones ou de lei, mas de normas espirituais e evangélicas Na verdade, já com 13 anos, entrei para o seminário em Crisciumal e depois em Corupá- SC. Fiz o noviciado perto de Jaraguá do Sul, Filosofia em Brusque, vindo em seguida para Taubaté. Daqui fui designado para Roma, junto com o Padre Darci Dutra. Era o ano de 1963.

O LÁBARO - O sr. é gaúcho e veio parar em Taubaté. Em sua vida de religioso, onde morou? Dom Carmo - Em 1967, celebrei minha primeira missa em Roma. Na verdade, tive quatro primeiras missas. A minha primeira missa pessoal foi em Roma, em cima da sepultura de Pedro. A segunda e a terceira missas, ainda como primeiras, foram na Alemanha, uma na Benfeitora Vechta, solene, com três corais e outra com os parentes de lá. A quarta primeira missa foi em Três Passos, no Rio Grande do Sul, com meus pais. Retornei a Roma, cursei mais dois anos de Teologia Moral. Dali vim a Taubaté por três anos, mais seis anos em Joinville, mais seis em Brusque, voltei a Joinville por mais nove anos e de novo em Brusque, por dois anos. Há 17 anos estou em Taubaté e aqui fui ordenado Bispo em agosto de 1996.

Dom Carmo recebe a mitra de Dom Aloysio Lorscheider, Cardeal Arcebispo de Aparecida, no dia de sua ordenação episcopal, em 17 de agosto de 1996.

O LÁBARO - O sr. vai fazer 75 anos no dia 16 deste mês de maio. O Direito Canônico pede que o bispo apresente sua renúncia com essa idade. O que o sr. pensa em fazer depois que se tornar emérito? Dom Carmo - O que vou fazer é escrever uma carta a Roma, avisando a Santa Sé que cheguei a esta idade. Não tenho planos ainda para depois do Episcopado. Tenho, sim, vários convites para trabalhar em alguns outros lugares, inclusive em outros países, mas tenho compromissos aqui, em relação inclusive ao nosso bispo emérito, Dom Antônio. O LÁBARO - Fazendo um balanço dos seus anos de Episcopado, aponte qual sua maior alegria e sua maior dificuldade. Dom Carmo - Não dá para dizer uma alegria. São várias. Cito o aniversário de 100 anos da Diocese de Taubaté. Também o processo de beatificação de Dom Couto, um mineiro íntegro, sem dolo. Também a de ter comprado a casa da Praça Santa Terezinha, onde funciona o Museu e a Mitra Diocesana. Uma outra grande alegria é a de Dom Antônio ter permanecido comigo durante todo esse tempo, sem rusgas e ainda o fato de termos conseguido dois seminários, o Cura D¹Ars e o do Cristo Redentor, para formarmos nossos padres em locais dignos. Não me lembro de qualquer grande dificuldade ou qualquer mágoa. Minha vida episcopal foi normal, sendo certo que houve momentos que poderiam ter desfechos não favoráveis e que foram contornados.

Dom Carmo João Rhoden, scj Bispo Diocesano de Taubaté

ro que dê continuidade às atividades da Diocese, que seja um bom pastor, que goste do povo, que saiba trabalhar com todas as lideranças ministeriais, padres, diáconos e laicatos, que goste de investir no laicato, fazendo uma diocese renovada. O LÁBARO - E o que o sr. espera da Diocese de Taubaté? Dom Carmo – Que seja uma diocese que, sendo fiel ao Evangelho, não esqueça as necessidades dos mais pobres .

O LÁBARO - O senhor esteve em Roma para a canonização dos papas João XXIII e João Paulo II... Dom Carmo - Um miO LÁBARO - O que o sr. lhão e meio de pessoas ali espera do próximo bispo de estavam, no aguardo da Taubaté? cerimônia, muitos chegaDom Carmo - Espe- ram com antecedência e

dormiram ao relento, apenas com cobertores. Uns rezavam, outros cantavam, outros comiam. Havia ali uma paz paradisíaca. Criticam muito a Igreja, mas só ela é capaz de reunir tanta gente, falando inúmeras línguas diferentes, e todos se entendendo, mesmo que através de mímicas e gestos, em clima de muita alegria. João Paulo II, quando esteve no Brasil, disse que nós precisávamos de santos. Tinha razão. Precisávamos - e precisamos - destes sinalizadores do infinito. Há muita gente boa no mundo. Só que isto não dá ibope. Um homem de Deus não aparece. O mundo de hoje está com o gosto estragado. Tudo é explorado no sentido do dinheiro. Mas - e eu mesmo conheço - existem homens e mulheres que são verdadeiros santos.


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Decanatos | Decanos | Paróquias | Párocos Horário de Missas DECANATO TAUBATÉ I

Decano: Mons. Marco Eduardo 3632-3316

PARÓQUIA DA CATEDRAL DE SÃO FRANCISCO DAS CHAGAS Mons. Marco Eduardo 3632-3316 sábado

PARÓQUIA NOSSA SENHORA DO BELÉM Pe. Celso Luiz Longo 3621-5170

Matriz Nossa Senhora do Belém domingo 9h30 • 19h30

12h • 16h

domingo

7h • 9h • 10h30 • 18h30 • 20h ...................................................... Convento Santa Clara sábado

PARÓQUIA SÃO VICENTE DE PAULO Pe. Éderson Rodrigues 3621-8145

Matriz: São Vicente de Paulo domingo 7h • 10h • 17h • 19h30

7h • 19h

domingo

7h • 9h • 11h • 19h ...................................................... Santuário da Adoração Perpétua (Sacramentinas) domingo 8h30 ..................................................... Igreja de Santana domingo 9h30 (Rito Bizantino) PARÓQUIA NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO Mons. José Eugênio 3632-2479

Matriz Santuário de Santa Teresinha domingo

6h30 • 8h • 9h30 • 17h • 19h

sábado

PARÓQUIA JOÃO PAULO II Pe. Antônio Fernando da Costa domingo 19h

DECANATO TAUBATÉ II Denaco: Pe. Sílvio Menezes, sjc 3686-1864

PARÓQUIA SAGRADA FAMÍLIA

Matriz: São José Operário sábado 12h • 18h. domingo 7h • 10h30 • 18h • 20h PARÓQUIA SÃO PEDRO APÓSTOLO Pe. Fábio Modesto 3633-5906

Matriz: São Pedro Apóstolo domingo

8h • 9h30 • 17h • 18h30 • 20h

Matriz: Nossa Senhora das Graças domingo 7h • 9h • 10h30 • 19h PARÓQUIA SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS Pe. Aloísio Wilibaldo Knob, scj 3621-4440

Matriz: Sagrado Coração de Jesus sábado 17h domingo 7h • 9h30 • 17h30 • 19h30 PARÓQUIA SENHOR BOM JESUS Pe. José Vicente 3672-1102

PARÓQUIA SÃO JOSÉ

Matriz: Santa Luzia domingo 10h • 19h

3681-4334

Pe. Luís Lobato 3633-2388

Pe. Alberto Aparecido Ferreira

Côn. Carlos Antonio da Silva 3632-5614

Matriz: Sagrada Família domingo 8h • 10h30 •17h • 19h

PARÓQUIA SANTO ANTÔNIO DE LISBOA

PARÓQUIA SÃO JOSÉ OPERÁRIO

PARÓQUIA SANTÍSSIMA TRINDADE

PARÓQUIA SANTA LUZIA

Pe. Arcemírio, msj 3681-1456

PARÓQUIA MENINO JESUS

Igreja de Santo Antônio de Lisboa (Vila São José) domingo 8h • 20h

Decano: Pe. José Vicente 3672-1102

Matriz: Basílica do Senhor Bom Jesus domingo 7h • 8h30 • 10h • 17h • 18h30 • 20h Igreja São Sebastião Missa:18h (Rito Bizantino)

19h

Côn. Elair Ferreira 3608-4908

DECANATO TAUBATÉ III

Pe. Renato Marques, msj

Matriz Imaculado Coração de Maria domingo 8h • 11h • 19h PARÓQUIA NOSSA SENHORA MÃE DA IGREJA Pe. Octaviano, scj 3411-7424

Matriz: Santuário São Benedito domingo

7h • 9h30 • 17h30 • 19h30

PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO

Pe. Alan Rudz 3672-3836

Matriz: São José (Jardim Santana) sábado 18h30 domingo 7h30 • 10h30 • 19h30 PARÓQUIA ESPÍRITO SANTO Pe. Antônio Barbosa, scj 3602-1250

domingo 10h • 19h

DECANATO CAÇAPAVA Decano: Pe. Sílvio Dias 3652-2052

PARÓQUIA NOSSA SENHORA D’AJUDA Pe. Sílvio Dias 3652-2052

Matriz: São João Batista domingo 6h30 • 9h30 • 11h • 18h30

Pe. Sílvio Menezes, sjc 3686-1864

Matriz: Nossa Senhora da Conceição (Quiririm) sábado 19h domingo 8h • 18h PARÓQUIA SÃO SEBASTIÃO Pe. Rodrigo Natal 3629-4535 domingo 8h • 10h • 19h

PARÓQUIA SÃO JOSÉ OPERÁRIO Pe. Kleber Rodrigues da Silva 3653-4719

Matriz: São José Operario sábado 19h domingo 9h • 19h

PARÓQUIA SANTO ANTONIO DE PÁDUA

PARÓQUIA SÃO VICENTE DE PAULO

Pe. Décio Luiz 3652-6825

Côn. Geraldo 3637-1981

Matriz: Santuário Santo Antônio de Pádua domingo 7h • 9h • 19h .................................................... Comunidade de São Pedro: Vila Bandeirante domingo 17h PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA ESPERANÇA Côn. José Luciano 3652-1832

Matriz: Nossa Senhora da Esperança domingo 10h • 19h PARÓQUIA SÃO PIO X Frei Deonir Antônio, OFMConv 3653-1404

Matriz: São Benedito domingo

6h30 • 9h30 • 11h • 18h • 20h

PARÓQUIA DO MENINO JESUS

Igreja Matriz: São Vicente de Paulo (Moreira César) domingo 7h • 9h • 19h30

PARÓQUIA NOSSA SENHORA RAINHA DOS APÓSTOLOS (Cidade Jardim) Côn. Joaquim Vicente dos Santos domingo 8h • 19h

PARÓQUIA NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DE FÁTIMA Côn. Francisco 3642-7035

Matriz: Nossa Senhora do Rosário de Fátima domingo 7h30 • 9h • 19h PARÓQUIA SÃO MIGUEL ARCANJO (ARARETAMA) Pe. João Miguel 3643-6171

Matriz: São Miguel Arcanjo domingo 8h • 19h

Pe. Carlos Alberto 3652-8459

Matriz: Menino Jesus domingo 6h30 • 10h • 19h

PARÓQUIA SÃO BENEDITO (Moreira César) Pe. José Júlio 3641-1928

PARÓQUIA NOSSA SENHORA DAS DORES Pe. Gracimar Cardoso 3978-1165

Matriz: Nossa Senhora das Dores domingo 8h • 19h

DECANATO PINDAMONHANGABA Decano: Pe. Celso Aloísio 3642-1320

PARÓQUIA NOSSA SENHORA DO BOM SUCESSO Côn. Luiz Carlos 3642-2605

Matriz: Santuário Nossa Senhora do Bom Sucesso domingo 7h • 9h • 11h • 18h

Pe. Celso Aloísio 3642-1320

Matriz: São Benedito domingo 7h • 9h30 • 18h • 19h30

Pe. Alexandre 3677-1110

Matriz: Nossa Senhora da Natividade (Natividade da Serra) domingo 9h30 • 19h

PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO Pe. Antonio Claudio 3677-4152

Matriz: Nossa Senhora da Conceição - Natividade da Serra (Bairro Alto) domingo 10h (2º e 4º Domingos do mês) PARÓQUIA SÃO LUIZ DE TOLOSA Pe. Álvaro (Tequinho) 3671-1848

Matriz: São Luiz de Tolosa (São Luiz do Paraitinga) domingo 8h • 10h30 • 19h

DECANATO SERRA DA MANTIQUEIRA Decano: Pe. Celso, sjc 3662-1740

PARÓQUIA SANTA TEREZINHA DO MENINO JESUS Pe. Celso, sjc 3662-1740

Matriz: São Benedito (Vila São Benedito) domingo 8h

Igreja Matriz: Santa Terezinha do Menino Jesus (Abernéssia) domingo 7h • 9h • 19h

PARÓQUIA SÃO CRISTÓVÃO Cidade Nova

PARÓQUIA SÃO BENEDITO

Pe. Sebastião Moreira, ocs 3648-1336

Igreja Matriz: São Cristóvão domingo 7h • 19h

Matriz: São Benedito (Capivari) domingo 10h30 • 18h

PARÓQUIA NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS

PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA SAÚDE

Pe. Vitor Hugo 12 3522-5318

Pe. José Rosa 3662-2919

1º e 3º domingos 10h • 18h30 2º, 4º e 5º domingos 7h • 10h • 18h30

Pe. Vicente Batista, sjc 3663-1340

domingo 10h • 20h

PARÓQUIA SÃO BENTO DO SAPUCAÍ

DECANATO SERRA DO MAR PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA ASSUNÇÃO

PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA NATIVIDADE

Decano: Côn. Amâncio 3676-1228

PARÓQUIA SANTA CRUZ Côn. Amâncio 3676-1228

Matriz: Santa Cruz (Redenção da Serra) domingo 8h • 18h30

Pe. Ronaldo, msj 3971-2227

Matriz: São Bento domingo 8h • 10h • 18h

PARÓQUIA SANTO ANTONIO DO PINHAL Pe. João Miguel da Silva 3666-1127

Matriz: Santo Antônio domingo 8h • 10h • 19h

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