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O LÁBARO Diocese de Taubaté - SP

Distribuição Gratuita

Desde 1910 - Edição nº 2.183 - Novembro 2019

Paróquia Sagrado Coração de Jesus: 50 anos anunciando o amor do Coração de Jesus

No dia 08 de dezembro de 1969, Festa da Imaculada Conceição, nascia nossa Paróquia Sagrado Coração de Jesus. Formada por gente humilde, trabalhadora e conduzida por bravos e dedicados sacerdotes, soube enfrentar

dificuldades e sustentar a fé no “manso, humilde e misericordioso” Coração de Jesus. Atualmente formada pelas comunidades Santa Cruz, Sagrado Coração de Jesus (Matriz), São Judas

Tadeu, Nossa Senhora de Fátima, Santa Isabel e Nossa Senhora das Graças, continua escrevendo grandes e valorosos capítulos de nossa história.

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Nesta Edição

Artigo Pastoral - O desafio de acloher- PÁG. 09 “O que vos digo a vós, digo-o a todos: Vigiai!”. Mc 13, 37.

Entrevista: Padre Chiquinho - PÁG. 10

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Editorial Todo fim é sempre um começo. Mesmo a morte não é só fim – não para o cristão. A última folhinha do calendário de parede, que parecia longe, pulou rápida na frente do bonde da vida. O ano vai chegando ao seu fim e, no seu poente, já se veem os raios do 2020 nascente. O próprio ano litúrgico colabora para essa meditação: a festa de Cristo Rei, que encerra um ciclo de celebrações anuais, é, ao mesmo tempo, o último domingo do ritmo anual da liturgia e o mistério do Rei, que em si tudo recapitula. Tudo começou no Alfa e terminará no Ômega, e Cristo é o Alfa e o Ômega. Começo e fim se tocam e se fecundam. É tempo de fechar etapas e de inaugurar novas fases, no trabalho, na família, na fé. Quem está na escola vê isso melhor: fim de uma série, início de outra. Quem vive no mundo do trabalho, nem sempre. De todo modo, é antropologicamente muito enriquecedor saber encerrar algo, nem que seja para recomeçá-lo de um jeito um pouco diferente. Sem contar que isso é psicologicamente muito útil: dá aquela sensação de “um livro eu terminei, agora é hora de outro”. É hora de pôr pontos finais, pois há páginas de vida em branco ansiosas pela tinta de um viver renovado.

Opinião A vida não é como uma moeda de dois lados Assim como a terra é redonda, de modo que é possível ver diferentes constelações no céu noturno, a vida é feita de muitas possibilidades. Não é como a moeda onde se percebe apenas dois lados, restando apenas a ínfima porção da borda para quem não se identifica com cara nem com coroa. Em tempos de polarizações, sobre tudo e qualquer coisa, a visão de muita gente se achatou aos horizontes de uma moeda. Ou um lado ou outro. A borda nem sequer é percebida. Há quem refute incondicionalmente o diálogo e se esforce enormemente para que não exista nada fora de dois campos ideológicos possíveis: ou é a favor ou está contra. Nós contra eles. Se é preciso ter um lado no que se refere a organização da sociedade, como muitos insistem em exigir, então escolho o lado do Direito, onde: 1- todos são iguais perante a lei; 2- toda pessoa acusada é inocente até que se prove o contrário;

3- a toda pessoa acusada seja dada possibilidade de ampla defesa; 4- que toda pena aplicada seja proporcional a culpa imputada; 5- se há dúvida razoável e se a lei não estabelece, ninguém seja condenado. Em um Estado de Direito e Democrático, os direitos de uma pessoa estão baseados em princípios e não apenas em normas legais. Menos ainda, os direitos fundamentais de uma pessoa dependem da vontade ou opinião desse ou daquele indivíduo. Deste modo, os direitos de uma pessoa não podem ser diminuídos por leis ou opiniões, até porque direitos são garantias da pessoa e não um favor do Estado ou obséquio de alguém. Tais princípios fundamentais, portanto, obrigatoriamente devem ser contemplados pela lei, se esta se pretende de Direito. Na política, se uma proposta não fere direitos fundamentais e não prejudica um segmento de pessoas em seus direitos básicos,

principalmente os mais vulneráveis, não há porque ser contra essa proposta, seja de governo ou de reforma econômica. As necessidades do povo devem vir antes dos interesses de classes. O direito e o bem de todos na nação vêm primeiro que opiniões pessoais ou ideológicas. Partidos são associações de políticos que comungam de uma mesma visão de como governar o país, mas a sua missão, como a vocação de todo político, é promover o bem comum de todos no país. Às vezes é preciso perder para que todos ganhem. É preciso diminuir para que o povo cresça. Isso é bem coisa de estadista, atributo com o qual todo político deveria sonhar em ser aprovisionado. Procurar o bem do outro antes de si mesmo, essa é uma atitude cristã que deve ser buscada por quem segue o evangelho. Pe. Silvio José Dias

Que a majestade de Dom Pedro II impere sobre a nossa República! Novembro é o mês da república. São cento e trinta anos de vai e vem, de empossa e depõe, de esperança e desesperança, euforia e frustração. E este país não toma jeito. A onda agora é chorar a deposição de Pedro II, o herói da vez. E há até quem peça pela canonização da Princesa Isabel, um movimento robusto que cresce entre os monarquistas católicos, o que absolutamente não contesto por desconhecer a vida e obra da Redentora. Eternos românticos o que somos. E a cada ciclo, que compreende pouco mais do que uma década, fabricamos os nossos ídolos, os idolatramos e os crucificamos. É possível que Pedro II e Isabel não tivessem tido tempo para serem acoimados e lançados à vala

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comum dos ídolos de barro que sufoca a verdade histórica sem que a posteridade possa fazer um juízo honesto da sua passagem por este país. A mística da monarquia sobrevive graças a um golpe mal perpetrado, do qual seu mais proeminente ícone tornou-se, para a grande maioria dos historiadores de hoje, um grande blefe. O marechal foi apenas um ídolo que se somou aos outros tantos republicanos cuja efígie não resistiu aos solapos das águas revoltas da história, que não poupam estátuas mambembes. Seria mesmo a república presidencialista o melhor regime de governo para o perfil do povo brasileiro? Em cinquenta anos passamos por dois plebiscitos e duas constituintes que deram ao povo a chance de voltar à

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Departamento de Comunicação da Diocese de Taubaté Avenida Professor Moreira, nº 327 – Centro – Taubaté/SP. CEP 12030-070

monarquia ou de optar pelo parlamentarismo, ou pelos dois ao mesmo tempo, e a escolha recaiu sempre sobre a reiteração do golpe de 1889. Bem. República. É o que temos. Assim sendo, sonhar com o país de volta ao glamour do Palácio Imperial da Quinta da Boa Vista não passa de um encantamento para esquecer a realidade dos três “podreres” que fazem da “res publica” uma “res personalis”, obrigando-nos a nos conformar com o Palácio do Planalto, da Justiça e nos contorcer no côncavo e convexo do Congresso Nacional. Nem me pergunto mais se esta é a República que merecemos. Com certeza não é a que queremos. Quantos ídolos já vi nesse meu ciclo de brasilidade prometendo reinventá-la, a maioria deles

Diretor: Pe. Silvio José Dias Editor: Pe. Marcelo Henrique de Souza Jornalista Responsável: Pe. Jaime Lemes MTB 62839/SP Conselho Editorial: Pe. Leandro A. de Souza, Pe. Celso L. Longo, e Henrique Faria. Diagramação e Designer: Pe. José Ronaldo de Castro Gouvêa, scj Impressão: Katú Editora Gráfica

desidolatrados para serem excomungados pela história. Alguns que se reinventaram a si mesmos como Prestes, que a cada período do seu quase século de história morria e renascia das cinzas para morrer de novo e ser definitivamente esquecido. Outros se reinventam como o outro Luiz, o teimoso, que persegue a perenidade e a glória, apenas para se vingar da miséria que foi a sua vida. Dane-se o povo que o criou... Poucos partem para a eternidade, mantendo viva a majestade pelo menos pelos cento e trinta anos dessa República de mentirinha. Viva Dom Pedro II! Viva a República de verdade! E que a sua majestade impere sobre ela! Henrique Faria

Tiragem: 5.000 | Distribuição dirigida e gratuita Site: www.diocesedetaubate.org.br email: pastoral@diocesedetaubate.org.br www.facebook.com/olabaro As matérias assinadas são de inteira responsabilidade de seus autores, não emitem necessariamente a opinião deste veículo.

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Palavra de nosso Bispo Em vista à nossa Assembleia Pastoral, ocasião em que faremos as escolhas a serem priorizadas no trabalho em nossa Diocese, já apresentei anteriormente os aspectos que se destacaram nas assembleias realizadas nas foranias: família, juventude, catequese e formação (permanente), serviço da caridade, missionariedade e acolhida. Estas foram indicações que vieram de nossa realidade diocesana; porém, é necessário que também tenhamos em conta as indicações dadas pelas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE 2019-2023). Essas Diretrizes, ao tomar em consideração a imagem da casa (lugar de convivência da Família de Deus), apresentam quatro pilares que a mantém: 1º pilar- a Palavra de Deus, que sustenta a iniciação à vida cristã e a animação bíblica de toda pastoral; 2º pilar- o Pão, símbolo do alimento da família de Deus, a liturgia e a espiritualidade; 3º pilar- a Caridade como serviço à vida plena; 4º pilarMissionariedade ou estado permanente de missão. Esses são os pilares que mantém a casa da Família de Deus. A Palavra de Deus é a base da vida de fé. É pela ação do Espírito Santo e pela Palavra anunciada que a fé é gerada e a partir dela a vida cristã. Não pode existir vida cristã sem escuta e reflexão da Palavra de Deus. Só podemos seguir o Senhor e viver como cristãos se dermos atenção à sua Palavra. Todo trabalho realizado pela Igreja, para que seja pastoral e evangelizador deve ser continuamente orientado pela Palavra de Deus. Por isso se fala em animação bíblica de toda pastoral. Se faltar essa atitude, nossa atividade não se diferenciará da ação de tantas associações ou ONGs que existem. Qualquer que sejam nossas escolhas pastorais, elas terão que ser

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Assembleia de Pastoral O que ter em conta? PARTE II

continuamente orientadas pela Palavra de Deus. O segundo pilar que mantém a casa da Família de Deus é o alimento, simbolizado pelo pão. Para a Família de Deus o alimento é a liturgia e a espiritualidade. A liturgia é o termo genérico que indica, sobretudo, a celebração dos Sacramentos, dentre os quais se destacam a Reconciliação e a Eucaristia. Os Sacramentos nutrem a fé da Igreja, são alimento que lhe dão vigor, pois nos unem a nosso Senhor e, por consequência, exigem que conformemos nosso agir ao dEle. A Espiritualidade, por sua vez, fortalece o cristão porque é atitude de quem se deixa conduzir pelo Espírito Santo de Deus. Existe uma concepção equivocada de espiritualidade que se limita à práticas espirituais muitas vezes alienadas da vida. A espiritualidade verdadeiramente cristã é a que dá consistência à vida do cristão, fazendo-o mover-se pela ação do Espírito Santo e, assim, buscando realizar a vontade de Deus em todos os aspectos da vida. Assim, a Liturgia dos Sacramentos e a Espiritualidade são alimentos da vida cristã. O cristão que se orienta pela Palavra do Senhor, é fortalecido pelos Sacramentos e pela Espiritualidade, em princípio, está capacitado a viver a caridade. A caridade é sinônimo de amor e este é outro pilar que mantém a Igreja de Cristo. O amor é o maior mandamento dos cristãos. O amor, ou caridade, caracteriza-se pela capacidade de viver pelo bem e pela felicidade do outro. É justamente o oposto do egoísmo, que consiste em viver voltado para si mesmo. O amor é a capacidade de renunciar a si mesmo para dedicar-se ao outro a fim de que tenha vida plena. Nesse sentido é desenvolvido todo trabalho que tem por objetivo a promoção e a defesa da vida

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em todas as suas dimensões. O verdadeiro amor, que se espelha no amor de Cristo, jamais passa e se constitui como pilar que mantém a Igreja. Outro pilar é a missionariedade ou estado permanente de missão; isso é mais que ações missionárias promovidas esporadicamente como as realizadas em bairros ou condomínios, dia ou mês de missão, visita às casas, e outros trabalhos do tipo. Toda atividade eclesial, todo movimento, grupo, associação, paróquia, diocese devem manter a atenção voltada para aqueles que ainda não são atingidos por nossa ação, que não foram conquistados para Cristo ou que não foram suficientemente evangelizados. Nesse sentido a missionariedade é reconhecida como força que renova a Igreja, que a faz dinâmica e cumpridora do encargo que recebeu de seu Senhor. É esta a ação do Espírito Santo na Igreja. Por escolha das Paróquias e das Foranias, levaremos para nossa Assembleia Diocesana as indicações: família, juventude, catequese e formação permanente, acolhida, missionariedade e serviço da caridade. Além de definir quais delas vamos priorizar, também definiremos ações concretas a serem desenvolvidas, tendo por suporte os quatro pilares que dão sustentação à casa da Família de Deus. Refletir sobre essa articulação é incumbência sobretudo dos leigos, religiosos e clérigos que participarão de nossa Assembleia Diocesana de Pastoral. Dom Wilson Angotti


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Diocese em Foco No dia 20 de outubro, a juventude da Diocese de Taubaté celebrou o DNJ, Dia Nacional da Juventude, comemoração que reuniu grupos de jovens de diversas cidades pertencentes à Diocese, para juntos viverem um momento de união e fraternidade. Nesta ocasião, a Paróquia de São Benedito, em Campos do Jordão, acolheu o evento. O Dia Nacional da Juventude surgiu em 1985, durante o Ano Internacional da Juventude, promovido pela Organização das Nações Unidas, ONU. Este momento de comunhão e de testemunho do Cristo vivo entre os jovens teve como tema: “Juventude e Políticas Públicas: Uma história nos chama à civilização do amor” e o lema: “Eu vim para que todos tenham vida” (Jo 10,10). O DNJ contou com a participação

O LÁBARO Jovens celebram o Dia Nacional da Juventude A serviço da evangelização!

dos cantores Franklyn Rocha e Maykel Marques, que animaram o dia, além de dois grandes shows, um de abertura e outro de encerramento, respectivamente. Os jovens puderam, também, ter uma maior intimidade com Deus: foi o momento da adoração ao Santíssimo, conduzido pelo Pe. Douglas Sloboda. Em seguida, aconteceu a celebração da Santa Missa Presidida pelo Pe. Cipriano Oliveira, responsável pelo setor juventude da Diocese. Nicolas Carvalho, 15 anos, do grupo JAC (Jovens Amigos do Cursilho), explicou que a DNJ foi um momento único em sua vida, pois pode se sentir acolhido. “O DNJ foi um dia muito especial para mim, pois pude ficar mais próximo de Deus, conhecer Ele mais de perto e sentir sua presença.

Pierry Carvalho

Estar junto dos meus amigos, conhecendo pessoas novas, músicas, vivenciando os shows e a Santa Missa, foram experiências incríveis para mim que pude perceber a fraternidade da juventude”, afirmou. Matheus Pires de Paula, 16 anos, do grupo Shuen, Jupa, Acampamento Aliança, falou que o melhor deste encontro foi o fato de ter sido um encontro com pessoas diferentes que buscam o mesmo propósito, o Cristo vivo. “Com certeza não fui a única pessoa que fez amizades de outros lugares, lá. Essa interação entre cidades e grupos e poder conhecer novas paróquias, ainda mais, ver todos com o mesmo objetivo, foi incrível.” ressaltou. O próximo DNJ acontecerá em 2020, com local ainda não definido.

Seminaristas realizam atividade missionária em Tremembé No dia 26 de outubro, aconteceu na comunidade Santo Expedito, da Paróquia São José, em Tremembé, uma atividade missionária, onde os seminaristas diocesanos de Taubaté fizeram-se presentes. Próximo a localidade da comunidade, no bairro Vale das flores, encontra-se uma área verde, onde os moradores vivem em situações precárias e sem nenhuma assistência, tornando-se visível aos que por ali passam, os sofrimentos que aqueles moradores enfrentam todos os dias. Há pouco mais de um ano, acontece nesta comunidade semanalmente, uma Ação Social em que voluntários, juntamente com o Pároco Padre Alan Rudz, acolhem crianças e familiares desta área para um momento de recreação e de acompanhamento. Um

trabalho oportuno, não apenas para a inserção dessas famílias na sociedade, visto que são ignoradas por muitos, mas também para a evangelização, uma vez que esta foi a missão deixada por Cristo à sua Igreja. Nesta atividade missionária houve alguns momentos marcantes para aqueles que estavam presentes: primeiramente no período da manhã, como praxe, foi realizado as atividades, oficinas e brincadeiras com as crianças, e o acompanhamento com alguns familiares no espaço pertencente à comunidade. Foi notória a alegria, tanto daqueles que estavam a serviço, quanto daqueles que foram acolhidos no local para a Ação. Posteriormente, à tarde, os seminaristas, conduzidos pelos voluntários

Semt. José Carlos, primeiro ano de Filosofia

da Ação, saíram para o encontro dessas famílias, visitando suas casas, procurando amistosamente conversar e entender a realidade em que essas pessoas se encontravam. Essas visitas favoreceram de modo significativo para o crescimento de cada um, pois eles se depararam com pessoas que, mesmo nessas situações, não haviam perdido a esperança. Ao fim da tarde, Dom Wilson Luís, Bispo Diocesano, fez-se presente para um momento de partilha e de oração, onde foi apresentado as situações que cada um presenciou ao longo das visitas. Foi um dia muito rico para todos que participaram, uma experiência grandiosa para uma transformação no interior de cada pessoa envolvida.

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Igreja Frei Galvão é liturgicamente dedicada

Diocese em Foco No dia em que celebramos a memória litúrgica de Santo Antônio de Sant’Ana Galvão, dia 25 de outubro, a Paróquia São Vicente de Paulo da cidade de Taubaté teve a igreja da comunidade Santo Antônio de Sant’Ana Galvão, situada no bairro Chácara São Silvestre, dedicada pelo Bispo Diocesano, Dom Wilson. “Por sua morte e ressurreição, Cristo tornou-se o verdadeiro e perfeito templo da Nova Aliança e reuniu o povo adquirido” . Também esse povo, reunido pela unidade da Trindade é a Igreja, templo de Deus, edificada por pedras vivas que somos nós. Também ao templo de pedra, isto é, o edifício visível, deu-se o nome de igreja, esta que é sinal da Igreja que peregrina na terra e é imagem da que habita no céu. A dedicação de uma igreja demonstra que aquele templo é destinado estavelmente “à reunião do povo de Deus e à celebração das

ações sagradas” , mas sobretudo nos lembra o batismo, pelo qual os fiéis são feitos templos de Deus. A igreja de pedra remete àquilo que devem ser os cristãos: sinais da presença de Deus na terra. Sendo a igreja uma prefiguração daquilo que o cristão deve ser, possui ela símbolos que ajudam na configuração a Cristo. A igreja de Frei Galvão possui arquitetura moderna, porém, não faltam símbolos para o crescimento espiritual dos fiéis que lá se reúnem. Em uma das laterais, existem sete janelas que representam os dons do Espírito Santo, dons que faz os fiéis serem Igreja e que lhes ajudam a viver a vocação à santidade. Na outra lateral, existe outras três janelas, representando a Trindade, a perfeita comunidade; nesta mesma lateral existem algumas portas e vidros que totalizam o número doze, representando os dozes apóstolos, pelos

Semt. Miguel Gustavo, terceiro ano de teologia

quais chegou aos povos a Boa Nova da salvação. A construção desta igreja representa o esforço e a dedicação do povo da comunidade Santo Antônio de Sant’Ana Galvão, impulsionados pelo pe. João Francisco Bernardo, vigário paroquial, que foi o responsável pela construção deste templo. Vale lembrar o que São Cesário alerta sobre a igreja: “queres ver bem limpa a basílica? Não manches tua alma com as nódoas do pecado. Se desejas que a basílica seja luminosa, também Deus quer que tua alma não esteja em trevas, mas que em nós brilhe a luz das boas obras, como disse o Senhor, e seja glorificado aquele que está nos céus. Do mesmo modo como tu entras nesta igreja, assim quer Deus entrar em tua alma, conforme prometeu: E habitarei e andarei entre eles (Cf. Lv 26,11.12)”.

Projeto CorAção ajuda jovens da Fundação Casa Um Projeto de Evangelização para os jovens infratores internados na Fundação Casa de Taubaté, eis o Projeto CorAção, começado por intermédio do Padre Cipriano, Coordenador do Setor Juventude, que sentia a necessidade de ajudar aqueles jovens privados de liberdade. Para isso, convidou alguns jovens do Movimento de Cursilhos para elaboração de um Projeto de Evangelização; pedido que foi prontamente acolhido por alguns e que realizou a primeira visita em um dia de Corpus Christi, 04 de junho de 2015. A ideia inicial do Projeto seria a realização de um retiro anual, o que a princípio não foi aceito pela Direção, sendo permitido inicialmente apenas visitas bimestrais. Em 2016, com algumas alterações no Projeto, as visitas passaram a ser

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mensais e assim segue até hoje. A equipe da visita é composta por 15 membros e a cada mês um tema é trabalhado com os internos, temas com base em textos bíblicos e testemunhos que os levam a reflexão. Em julho de 2018 aconteceu dentro da Unidade o 1º Retiro, com um retorno muito positivo entre os internos e também os funcionários da casa. Inicialmente o Projeto contava apenas com os jovens do Movimento de Cursilhos. Pouco tempo depois, jovens de outros Movimentos e Grupos da Diocese também passaram a integrá-lo, tornando-se hoje um Projeto da Juventude Diocesana. Em julho deste ano aconteceu o 2º Retiro, também com um retorno bastante feliz. Com o passar do tempo, o Projeto estreitou laços com a Direção da casa, que

hoje partilha conosco o impacto positivo na vida dos meninos. O Projeto é aberto para quem deseja conhecê-lo, entrando em contato previamente com Padre Cipriano ou com a Coordenação. Indicamos aos interessados a participar de uma Formação que acontece em todo mês de janeiro, para entender melhor sobre a caminhada e a preparação espiritual para as atividades no decorrer do ano. O Projeto também conta com as páginas nas redes sociais, facilitando assim que os meninos, ao saírem da internação possam entrar em contato com o Projeto e a Evangelização continuar do lado de fora, incentivando-os a mudar de vida com os olhos e o coração voltados para Deus. Facebook: Projeto CorAção Instagram: projetocoracaotaubate

Juliana Coelho, Cursilhos de Cristandade


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Destaque

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Paróquia Sagrado Coração de Jesus: 50 anos anunciando o amor do Coração de Jesus

LOGO (Cristina Gianesini)

Gabriel Nespoli,

quando se quer dizer “vamos para a Igreja Matriz”, naturalmente se diz “Vamos ao Conventinho”. Segundo os membros mais antigos, esta expressão espontânea e carinhosa é verdadeira, porque a vida religiosa da comunidade foi plasmada ali, no coração dos padres do Convento.

Primeira capela em honra ao Sagrado Coração de Jesus

História

A Paróquia Sagrado Coração de Jesus teve início com os Padres Dehonianos, que vieram para Taubaté no início do século 20. A Comunidade Matriz da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, localizada na Vila São Geraldo, tem sua história profundamente ligada ao Conventinho, ou Convento Sagrado Coração de Jesus, o Seminário onde moram os estudantes de Teologia da Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus. Por isso,

A primeira capela do Conventinho, no início do século XX, foi a moradia do antigo caseiro da chácara. Uma segunda capela começou a ser construída em 1938. Esta igreja serviu o povo do Areão durante 33 anos. Em 08 de dezembro de 1969, pelo Decreto nº 15 de Dom Francisco Borja do Amaral, foi erigida a Paróquia Sagrado Coração de Jesus. Em 1971, teve início a construção do Salão Paroquial, que ficou como sede da Paróquia e como Igreja Matriz até o ano 2000. Em 1977 foi concluída a construção de um outro salão para festas, sob a coordenação administrativa do Sr. Helvécio Santos Pinto, com a colaboração dos soldados do 5º Batalhão da Polícia Militar de Taubaté e do grupo de jovens da comunidade. Este salão foi utilizado até 1995, quando precisou ser demolido para a construção da nova

igreja matriz. Esta Igreja foi inaugurada no ano 2000. Irmanados na mesma alegria, desde 08 de dezembro de 2017, iniciamos os preparativos para a grande festa dos 50 anos de nossa paróquia, com missa solene, lançamento do hino jubilar, oração, logo e poesia, em um evento organizado pela Pascom e Comissão do Jubileu, com participação especial do Padre Joãozinho, scj. Também foram celebradas, todo dia 08 de cada mês, missas especiais do Dia Oracional pelo Jubileu Paroquial. Seguindo a máxima de que o melhor da festa são os preparativos, a expectativa, o entusiasmo, o envolvimento de tudo e de todos para que o evento aconteça num clima de alegria e satisfação, não faltam motivos para que toda a nossa gente se envolva neste clima jubilar.

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Destaque Novena em preparação ao Jubileu 29 de novembro a 07 de dezembro

“50 ANOS ANUNCIANDO O AMOR DO CORAÇÃO DE JESUS” 1º Dia - 29 de novembro (sexta-feira) 19h30 Tema: “Contemplar para sair em missão” Presidente: Padre Aurélio Pereira, scj

LOGO (Cristina Gianesini)

2º Dia - 30 de novembro (sábado) 18h00 Tema: “Do Coração aberto de Cristo nasce a Igreja” Presidente: Padre Zezinho, scj

POESIA (Cláudio de Morais) Ternura nos faz lembrar Do Conventinho de outrora, Que com orações fez brotar Nossa Paróquia de agora. Com festa, a Paróquia comemora “Cinquenta anos de história”, Que devemos celebrar E a Deus Pai aclamar. Desde a pequena Capela, Antes de ser Paróquia, Padres e leigos lutaram E com dias melhores sonharam. Luz e fé, não olvidemos, Veio do Coração de Jesus, Terno e venerado Patrono, Cujo Jubileu de Ouro festejamos. Aos Dehonianos o povo agradece, O amor e determinação vital; Hoje temos uma bela Matriz E somos Comunidade Paroquial.

Hino Oficial

(Carlos Augusto dos Santos, Cristina Gianesini e Padre Joãozinho, scj) Na capela do Conventinho ela nasceu E o povo simples da vila operária A ela escolheu Porque sentiu bem ali Sua bondade sem fim Pulsar bem forte em Seu coração, Misericórdia e perdão. 50 anos na mesma missão, 50 anos num só coração, na mesma fé, no mesmo louvor, anunciando o amor (2x) do Coração de Jesus! Tantos anos já se passaram A paróquia cresceu A messe é grande e os operários Deus escolheu Somos discípulos seus Anunciamos a paz O amor do Seu Coração Que um mundo novo nos traz! Do Coração aberto na cruz Água e sangue jorrou Fonte de vida Caminho seguro Tanto ensinou Posso sentir bem aqui Sua bondade sem fim Pulsar bem forte em meu coração Misericórdia e perdão. Fonte: Schmitt, José F., História da Paróquia Sagrado Coração de Jesus”, 1995.

3º Dia - 01 de dezembro (domingo) 19h30 Tema: “Comunidade de Comunidades: a nova Paróquia” Presidente: Dom Carmo João Rhoden, scj 4º Dia - 02 de dezembro (segunda-feira) - 19h30 Tema: “Coração de Jesus, fonte da misericórdia de Deus” Presidente: Padre Moacir Pedrini, scj 5º Dia - 03 de dezembro (terça-feira) 19h30 Tema: “Coração de Jesus, sacramento da misericórdia” Presidente: Padre Aloísio Knob, scj 6º Dia - 04 de dezembro (quarta-feira) 19h30 Tema: “O Coração de Jesus nos impulsiona a Evangelizar” Presidente: Padre José B. Machado, scj (Padre Benê) 7º Dia - 05 de dezembro (quinta-feira) 19h30 Tema: “No Coração de Jesus vivemos a alegria do Evangelho” Presidente: Padre José Luís de Gouvêa, scj 8º Dia - 06 de dezembro (sexta-feira) 19h30 Tema: “No Coração de Jesus, aprendemos a amar Maria” Presidente: Padre Eloi José Schons, scj 9º Dia - 07 de dezembro (sábado) 18h00 Tema: “Dá-nos um coração de discípulo e missionário do Pai” Presidente: Padre Ronilton S. de Araújo, scj DIA DO JUBILEU 08 de dezembro - 09h30 Missa Solene Concelebrada Presidente: Dom Wilson Luís Angotti Filho (Bispo Diocesano de Taubaté) SHOW COMEMORATIVO COM PE. JOÃOZINHO E MINISTÉRIO SACRARE 04 de dezembro - 20h30 No pátio da Igreja Matriz ALMOÇO COMEMORATIVO 08 de dezembro - 12h Adquira seu convite na Secretaria Paroquial


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Em Tempo Sínodo para a Amazônia: em busca de novos caminhos para a evangelização De 05 a 27 de outubro, realizou-se em Roma, na cidade do Vaticano, O Sínodo para a Amazônia, com o tema “Novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral”. Após três semanas de trabalho, encerrou-se no dia 27 com uma missa presidida pelo Papa Francisco, na Basílica de São Pedro. Participaram da celebração os padres sinodais e demais integrantes do Sínodo, como representantes indígenas e especialistas em Amazônia. Durante a missa, o Santo Padre agradeceu a participação de todos os envolvidos na realização da Assembleia Sinodal. “Foi bom e vos agradeço, queridos padres e irmãos sinodais, por termos dialogado, nessas semanas, com o coração, com sinceridade e franqueza, colocando fadigas e esperanças diante de Deus e dos irmãos”, afirmou. “Neste Sínodo, – disse ainda o Papa – tivemos a graça de escutar as vozes dos pobres e refletir sobre a precariedade das suas vidas, ameaçadas por modelos de progresso predatórios. E, no entanto, precisamente nesta

situação, muitos nos testemunharam que é possível olhar a realidade de modo diferente, acolhendo-a de mãos abertas como uma dádiva, habitando na criação, não como meio a ser explorado, mas como casa a ser guardada, confiando em Deus. Ele é Pai e – diz ainda Ben Sirá – «ouvirá a oração do oprimido» (35, 13). Quantas vezes, mesmo na Igreja, as vozes dos pobres não são escutadas, acabando talvez vilipendiadas ou silenciadas porque incômodas. Rezemos pedindo a graça de saber escutar o clamor dos pobres: é o clamor de esperança da Igreja. Assumindo nós o seu clamor, também a nossa oração atravessará as nuvens”. Após a missa, durante o Angelus, o Santo Padre ainda fez menção ao Sínodo com as seguintes palavras: “O que foi o Sínodo? – questionou já sinalizando uma resposta – Foi, como a palavra diz, uma caminhada juntos, consolada pela coragem e consolações que vêm do Senhor. Caminhamos olhando nos olhos um do outro e ouvindo um ao outro, sinceramente, sem esconder as dificuldades, experimentando a beleza de seguir em frente juntos, para servir”. Durantes as assembleias, 120 pontos propostos pelo Sínodo foram aprovados. Defesa dos povos indígenas, rito amazônico,

novos ministérios, diaconato das mulheres, inculturação e ecologia integral são alguns dos temas que passaram pela aprovação da assembleia do Sínodo para Amazônia, depois de três semanas de discussões. Alvo de polêmica, com as mais diversas opiniões, mesmo fora do ambiente eclesial, o Sínodo chega ao fim com a divulgação de um documento que traz as suas conclusões e que deverá ser objeto de estudo em toda a Igreja, sobretudo nos países da Região Pan-amazônica.

O Ritual de dedicação de Igreja e de altar A Igreja Católica Apostólica Romana possui, através da dimensão litúrgica, uma diversidade de ritos que caracterizam a realidade sagrada do ato realizado. Digo isto para evidenciar o nosso costume de pedir a bênção aos objetos de uso devocional, as imagens, terços, medalhas, mas não é só isso, temos também a benção de pessoas, de lugares, de objetos destinados a celebração. Desejamos sempre envolver aquilo pelo qual nos relacionamos ou utilizamos na prática da fé, com a presença de Deus. Na consciência da importância da benção diante de tantos elementos, podemos refletir neste artigo o ritual de dedicação de Igreja e de altar. Recentemente a Comunidade São Antônio de Santana Galvão, pertencente a Paróquia São Vicente de Paulo teve sua igreja dedicada e, em breve, será a vez da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Belém, como parte das comemorações dos dez anos de criação da Paróquia. O que vem a ser este ritual de dedicação da Igreja e de altar? Primeiramente gostaria de destacar que, desde o lançamento da pedra fundamental ou o início da construção de uma Igreja, já é previsto a realização de um rito. Outra possibilidade é também realizar a dedicação de uma igreja onde já se costuma celebrar os sagrados mistérios, principalmente quando há reformas que atinjam o altar, a mesa da palavra, a capela do santíssimo. Cristo, o grande templo “Pela sua morte e ressurreição, Cristo

tornou-se o verdadeiro e perfeito templo da nova aliança e congregou o povo que Deus tornou seu. este povo santo, reunido na unidade que procede do Pai e do Filho e do Espírito santo, é a igreja, o templo de Deus edificado de pedras vivas, no qual o Pai é adorado em espírito e verdade. Com razão, pois, desde os tempos antigos, se chamou também igreja ao edifício onde a comunidade cristã se reúne para ouvir a Palavra de Deus, orar em conjunto, receber os sacramentos, celebrar a eucaristia”. (Ritual de dedicação de uma igreja, n.1) O Ministro que preside os ritos da dedicação é o bispo diocesano. Quando este não pode se fazer presente, pode delegar a outro bispo, e somente em casos extremos autorizar um presbítero para presidir o rito. Há, no missal romano, os textos próprios para as orações e nos lecionário, as leituras a serem proferidas no dia da dedicação. É fundamental que no dia da dedicação consiga-se reunir o maior número de fiéis para participar do momento. O rito é composto da entrada na Igreja, (que pode ser simples, solene ou ainda com uma pequena procissão saindo de um outro lugar), da aspersão da assembleia e das paredes da Igreja, liturgia da palavra com três leituras, homilia, profissão de fé, não há preces, mas a recitação da ladainha dos santos. Percorrido estes primeiros momentos, temos o ponto alto que é composto pela prece de dedicação, isto é, uma oração em que se afirma o propósito de dedicar para sempre

a igreja ao Senhor e em que se implora sua benção, seguida pelo rito de unção com o óleo do crisma, que é derramado no altar e nas paredes da igreja. “Em virtude da unção, o altar torna-se símbolo de Cristo, que é o ‘Ungido’ por excelência. A unção da igreja significa que ela está dedicada toda inteira e para sempre ao culto cristão. São doze as unções, confirme a tradição litúrgica ou quatro, para significar que a igreja é a imagem de Jerusalém, a cidade santa”. Em seguida, ocorre a incensação, ou seja, o incenso é queimado sobre o altar; o revestimento, onde se recebe e coloca a toalha no altar; e a iluminação do altar, seguida pela iluminação da igreja (acendese as velas), lembrando que Cristo é a “luz para a revelação dos povos”. Cumpridos esses ritos, a celebração eucarística prossegue com a apresentação das oferendas, a recitação de um prefácio próprio para a missa de dedicação, a oração eucarística fica a escolha do presidente da celebração. O dia da dedicação passa a ser um dia especial para a vida da comunidade eclesial e poderá e deverá ser relembrando e celebrado anualmente no grau de solenidade. Que cada rito litúrgico possa ser celebrado com sentido, espiritualidade, profundidade, sem pressas, sem tensão, de modo, que a graça santificante decorrente da força do Espírito Santo, nos ajude a contemplar a presença divina, no templo físico e no templo vivo que somos cada um de nós. Pe. Kléber Rodrigues

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Tema Pastoral

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Na casa da Igreja, o desafio de acolher

Nós, enquanto Igreja, temos o desafio em acolher, em evangelizar e em criar novas iniciativas de missão diante de um quadro em que as nossas cidades estão em crescimento acelerado e de forma desordenada . Devido a esse avanço, as pessoas estão ficando com uma mentalidade mais voltada para si, caindo cada vez mais no consumismo, no materialismo e no individualismo. Essa cultura urbana também pode ser encontrada na zona rural . Isso se dá devido aos avanços tecnológicos que atinge esses lugares, sobretudo o acesso à internet. Nesta realidade tão desafiadora, em que os relacionamentos interpessoais estão cada vez mais vulneráveis, a Igreja se torna apenas um centro em que o povo pratica as suas demandas religiosas. A assembleia de fiéis passa a ser somente passiva, pois quem ali está não quer ter compromisso nenhum com a comunidade . Conforme diz o Papa Francisco: “Isto é o que se verifica hoje quando os crentes procuram esconder-se e livrarse dos outros, e quando subtilmente escapam de um lugar para outro ou de uma tarefa para outra, sem criar vínculos profundos e estáveis” . Diante dessa realidade, tanto social como eclesial, notamos um ponto chave que a Igreja passa a se preocupar: “Há dificuldades de acolher quem chega, especialmente migrantes e novos vizinhos que facilmente caem numa massa anônima e raras vezes são recebidos de forma personalizada nas grandes paróquias” . É necessária uma urgente conversão pastoral para que a Igreja possa agir com eficácia em sua missão. A conversão pastoral, neste cenário delicado, se dá em primeiro lugar naqueles que estão à frente de nossas paróquias. Os sacerdotes e os diáconos devem ser sempre uma figura sólida em que todo o crédito religioso seja mantido e respeitado. Eles devem, também, motivar os agentes de pastorais a criarem essa iniciativa nas próprias famílias e nos trabalhos determinados pela pastoral correspondente. A acolhida deve ser primordial em nossas igrejas. Nelas aparecem pessoas de diversos tipos e que sempre precisam de uma atenção própria, pois cada uma apresenta uma chaga que o mundo atual lhe causa. Essas chagas podemos chamar de depressão, desestrutura familiar, drogadição etc. É preciso acolher a todos: idosos, crianças e, sobretudo, os jovens e pobres. A Igreja deve ser esse ambiente acolhedor. As novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora propõem que a nossa Igreja seja como uma casa. É comum em uma casa ter um cafezinho e um lugar para descansar. Entretanto, é também na casa que se encontra afeto, carinho e amor. Na nossa realidade atual, muitas vezes não se encontra isso. Eis, então, a atual missão para a Igreja: suprir essa lacuna, sendo de fato uma mãe acolhedora para todos os seus filhos. É próprio do homem ser amado e é próprio da Igreja amar. “A Igreja nunca poderá ser dispensada da prática da caridade enquanto atividade organizada dos crentes, como aliás nunca haverá uma situação em que não seja necessária a caridade de cada um dos indivíduos cristãos, porque o ser humano, além da justiça, tem e terá sempre necessidade do amor” . Francisco reforça: “oxalá tenha sempre uma comunidade cristã próxima de um jovem que sofre para que possa ressoar essas palavras com gestos, abraços e ajuda concreta” . Essa ideia de “casa” favorecerá e muito a mentalidade

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de acolhida em nossas igrejas, uma vez que aqueles que estão fora poderão ver na igreja um porto seguro para saciar a própria sede, cuidar das feridas e se sentir amados por ela. O doc. 107 reafirma essa ideia: “As comunidades, reunidas nas casas, incluíam tanto pessoas pobres, como gente de maior condição econômica. Nelas existia uma reciprocidade que se caracterizava pela solidariedade e acolhida de todos.” . A acolhida não deve ser só por parte de um grupo de pessoas que ficam nas portas de nossas igrejas, mas deve ser algo pertinente a todos os que trabalham na igreja. É importante sempre dar lugar aos mais velhos, dar informações necessárias àqueles que precisam e atenção para com os que passam alguma necessidade na própria assembleia. A nossa ação evangelizadora deve começar na acolhida. Semt. Renan, terceiro ano de filosofia Referências 1 - Cf. Doc. 100, n° 17. 2 - Cf. Doc. 107, n° 28. 3 - Doc. 100, n° 18. 4 - EG, n° 91. 5 - Doc. 100, n°18. 6 - DCE, n°29. 7 - CV, n° 77 8 - Doc 107, n° 77.


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Entrevista

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Cônego Francisco - o Pe. Chiquinho – celebra 25 anos de sacerdócio

o dia 21 de setembro deste ano, o Côn. Francisco Carlos Euzébio, mais conhecido como Padre Chiquinho, celebrou 25 anos de ministério presbiteral. Mesmo passado algum tempo, o nosso jornal não poderia deixar de retratar esse acontecimento tão significativo. Aos 56 anos de idade, Pe. Chiquinho atua como vigário na Paróquia Nossa Senhora D’Ajuda, em Caçapava, onde mora com a mãe Dona Antoninha. Nascido em Taubaté, devoto de São Francisco e corintiano, ele é apaixonado por futebol e por fotografia. Neste bate-papo ele fala sobre sua vocação e como foi celebrar o jubileu de prata sacerdotal. O LÁBARO:Como surgiu a sua vocação? Pe. Chiquinho: Desde pequeno, sempre quando eu ia para a casa da minha vó lá no Pinheirinho (Quiririm), minha vó tomava conta da Igreja. Na época o pároco era o Pe. Lauro, e ele que me ajudou a discernir a minha vocação. Depois tive contato com o Pe. Fred, ainda como seminarista; e depois com o Pe. Vanzellaa, que muito me motivou a entrar para o para o seminário. Eu pensava: “se ele pode ser padre, eu também vou ser” (risos). Entrei no seminário em 1984. Era para eu ter entrado em 83, mas por causa da morte de meu pai, que ainda estava recente, e eu era filho único, acabei entrando só em 84. O LÁBARO: E a sua família, como acolheu a sua decisão? Pe. Chiquinho: no início a minha mãe ficou preocupada, pelo fato de eu ter de ficar longe. Éramos só e eu e minha irmã, e eu era o arrimo de minha família, o homem da casa. Mas depois de um ano amadurecendo a minha vocação, minha mãe foi entendendo e aceitando. Como no seminário diocesano, aos finais de semana, dava para fazer pastoral e ir em casa, então não ficamos muito distante. A preocupação dela era eu ter de ir para um lugar longe, mas a gente sempre esteve juntos. Também o padre José Carlos, que fez a minha entrevista, tinha família no Quiririm e era muito amigo de minha família. Ele deu bastante apoio nesse processo. O LÁBARO: Que lembranças o senhor tem do tempo de seminário? Pe. Chiquinho: Foi um tempo de novidades, de muita esperança, de fazer amigos. Alguns eu já conhecia, como o Pe. Vanzella. Entrei no seminário já adulto, com 20 anos. Antes disso trabalhei na mecânica pesada, na calderaria. Foi um tempo de amadurecimento, de espiritualidade. Nos três primeiros anos tive algumas dificuldades, mas com os estudos no Colégio Idesa, na convivência com os outros, eu fui superando. Depois veio a Filosofia, tudo novo. Mas é acolhendo o novo que a gente vai se aprimorando. O que foi mais marcante para mim nesse tempo foi a experiência de Deus, sobretudo nos trabalhos pastorais. Também foi um momento muito forte e significativo quando fui aprovado para o diaconato. O LÁBARO: Como vivenciou o momento de sua ordenação? Algum detalhe que gostaria de destacar? Pe. Chiquinho: Cada momento foi muito significativo. Quando entrei no último ano foi aumentando a expectativa e também uma fortaleza, aquela vontade de ser padre, mesmo ainda com um pouco de medo, é claro. Mas o apoio dos padres foi muito importante. Um fato forte mesmo foi a aceitação e

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Pe. Jaime Lemes, msj

acolhida do presbitério. Também por poder ter sido ordenado no lugar onde vivi a minha infância, no Quiririm. Foi lá que eu também comecei a participar da Igreja no grupo de jovem. Embora muitos diziam que eu não iria chegar [ao sacerdócio], porque eu gostava de jogar bola, estar com todo mundo, as coisas foram fluindo pela graça de Deus. O LÁBARO: Olhando esses 25 anos de sacerdócio, que avaliação o senhor faz? Quais foram os desafios e alegrias mais significativos? Pe. Chiquinho: Eu sempre me propus a colaborar em tudo. Participei da primeira Assembleia Diocesana e pude acompanhar toda a transformação da Diocese. Peguei o finalzinho do episcopado de Dom Couto, depois o Dom Antônio, veio o Dom Carmo, e, agora, o Dom Wilson. Então a gente passou por esses períodos de mudança, cada bispo com seu estilo. Estes 25 anos foi toda uma história de ver a nossa diocese crescer, mas também com os seus desafios. Outro fato marcante que eu tive, na época do Pe. Donizetti, ele me convidou para iniciar a Pastoral do Menor na diocese. Recordo que estava na rua fazendo pastoral ali perto da Rodoviária Velha, a gente dava aula para os menores de rua, e a polícia sempre aparecia para pegar os meninos e leva-los para a delegacia. Eu falava: “Ou vai todo mundo ou não vai ninguém”. Daí os policiais diziam: “Então vai todo mundo”. Colocavam a gente no camburão e levava para a delegacia. Como o delegado era muito amigo do Pe. Donizetti, já ligava para ele e liberava todo mundo. Era uma pastoral muito diferente, nos dava alegria em ajudar aquelas crianças porque viviam uma realidade de muita tristeza. Foi também muito gratificante o trabalho nas Paróquia por onde passei. Então foram alguns desafios que a gente enfrentou com alegria, e também tristeza em alguns momentos, mas foi muito gratificante. O LÁBARO: Com que sentimento o senhor chega ao Jubileu de Prata sacerdotal? Quais as suas motivações e convicções? Pe. Chiquinho: Quando chega, a gente nem percebe, né?! (risos). Aí a gente pensa: “Poxa, já são 25 anos!”... Parece que foi ontem, né?! É só gratidão! Minha motivação é o trabalho na paróquia, celebrar com o povo, atender as pessoas e dar a elas assistência espiritual. A grande convicção que se mantêm viva em meu coração é o amor por Jesus e pela Eucaristia. As experiências nos amadurecem e fortalecem a nossa caminhada. São Francisco, por quem tenho muita devoção, é um exemplo inspirador para mim. Me ensina que é preciso estar em constante mudança e se doar de coração. O LÁBARO: E a celebração dos 25 anos? Pe. Chiquinho: Eu queria uma coisa bem simples. Mas foi bonito ver o envolvimento das pessoas na preparação e a alegria dos que vieram celebrar comigo: as pessoas das paróquias onde trabalhei, os padres... Então foi um momento de reviver cada passo da minha ordenação em 94 e também quando cheguei no seminário. Lembro da imagem do Monsenhor Irineu me acolhendo no seminário no ano de 84. Não tem como não se emocionar. Foi uma alegria imensa. Só tenho o que agradecer.

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Agenda de Dezembro

Past. Familiar – Reunião da Comissão Diocesana Forania Bom Jesus – Mutirão de Confissão p/ Natal Forania São Bento – Mutirão de Confissões TER Forania Bom Jesus – Mutirão de Confissão p/ Natal Reunião com os Vigários Forâneos Forania São Bento – Mutirão de Confissões QUA Forania Bom Jesus – Mutirão de Confissão p/ Natal Forania Bom Jesus – Reunião com padres e leigos SEX Forania São Bento – Mutirão de Confissões S - D Retiro de Admissão dos Vocacionados Retiro dos Vocacionados (admissão ao Seminário Diocesano) SAB Catequese – Confrat. Equipe Diocesana c/ Forania DOM Past. Vocacional – Confraternização dos membros SEG Forania Bom Jesus – Mutirão de Confissão p/ Natal Forania São Bento – Mutirão de Confissões TER Forania Bom Jesus – Mutirão de Confissão p/ Natal Conselho Presbiteral QUA Forania São Bento – Mutirão de Confissões Forania Bom Jesus – Mutirão de Confissão p/ Natal SEX Forania São Bento – Mutirão de Confissões SAB Past. Criança - Assembleia Avaliativa – Taubaté SEG Confraternização dos Padres QUI Aniversário Sacerdotal de Dom Wilson

SEG

19h30 20h 19h 20h 09h 19h 20h 20h 14h

Comun. N. Sra. de Lourdes Par. Jesus Ressuscitado Par. São Benedito - C. Jordão

12h 20h 19h 20h 09h 14h 20h 19h 08h – 17h

Seminário Cura D’Ars Paróquia Espírito Santo V.Albertina/Sta.Cruz-C.Jordão Paróquia Bom Jesus Cúria Diocesana Par. Sta. Teresinha - C. Jordão Par. Santíssima Trindade Par. N. Sra. Saúde – C. Jordão Cúria Diocesana A definir

Paróquia São José

Cúria Diocesana Par. Sto.Antônio-S.A. Pinhal Paróquia N. Sra. Aparecida Paróquia Bom Jesus Paróquia São Bento Seminário Cura D’Ars A confirmar

Atos da Cúria Foram 46 os documentos expedidos pela Cúria Diocesana no período de 15 de outubro a 20 de novembro de 2019. Dentre estes destacam-se: • Anuência ao CAEP da Paróquia da Paróquia São José de Caçapava; • Convênio entre a Diocese de Taubaté e o Instituto Missionário São José: Paróquia Menino Jesus de Taubaté; • Convênio entre a Diocese de Taubaté e o Instituto Missionário São José: Paróquia

FELIZ Aniversário ! Bispos, Padres e Diáconos - Aniversários Natalícios 03 - Pe. Arcemírio L. de C., msj 07 - Pe. Cleber Sanches, scj 12 - Pe. Marcos C. Sobrinho 14 - Pe. Antonio Carlos Gonçalves 16 - Pe. Celso Luiz Longo 19 - Pe. Luís Lemes 20 - Pe. Frederico Meirelles Ribeiro 23 - Côn. José Luciano Matos Santana 25 - Pe. Rodrigo Natal Perrucini 25 - Pe. João Miguel da Silva 26 - Pe. Fábio dos Santos Modesto 27 - Pe. Álvaro Mantovani 30 - Diác. José Carlos dos Santos Mendrot - Ordenação 01 - Pe. Nilson Sampaio dos Santos 03 - Diác. Benedito Gilberto dos Santos 06 - Pe. Cleber Sanches, scj. 07 - Pe. Alaôr dos Santos 07 - Pe. Antonio Carlos Monteiro 07 - Pe. Décio Luiz da Silva Santos

Sagrada Família; • Convênio entre a Diocese de Taubaté e o Instituto Missionário São José: Paróquia de São Bento; • Autorização para compra de imóvel (casa paroquial): Paróquia Santa Luzia; • Anuência ao CAEP da Paróquia da Paróquia N. Sra. da Natividade – Natividade da Serra; • Concessão do Ministério Extraordinário da Sagrada Comunhão Eucarística (MESCE) – Paróquia Sagrado Coração de Jesus; • Autorização para compra de automóvel:

Paróquia N. Sra. d´Ajuda; • Autorização para construção da casa paroquial: Paróquia São João Bosco. • Concessão do Ministério Extraordinário da Sagrada Comunhão Eucarística (MESCE) – Paróquia N. Sra. Mãe da Igreja; • Concessão do Ministério Extraordinário da Sagrada Comunhão Eucarística (MESCE) – Paróquia N. Sra. do Rosário; • Autorização para realizar reformas na igreja Matriz da Paróquia N. Sra. das Dores – Jambeiro.

Dezembro: Celebrando a Vida!

08 - Côn. Geraldo Carlos da Silva 08 - Frei Diogo Luís Fuitem, OFMConv. 08 - Pe. Celso Luiz Longo 08 - Pe. Edgar Delbem, sjr. 08 - Pe. Joaquim F. Xavier, sjr. 10 - Diác. Cristóvão Amador Bueno 10 - Pe. Frederico Meirelles Ribeiro 11 - Pe. Antonio Carlos Gonçalves 12 - Pe. Rafael Tiago dos Santos 12 - Pe. Moacir Francisco Pedrini, scj. 12 - Pe. Ronaldo José de Castro Neto, msj. 12 - Pe. Sebastião César Moreira, ocs. 13 - Pe. José Vicente 13 - Pe. Aléscio Ap. Bombonatti, msj. 14 - Côn. Joaquim Vicente dos Santos 14 - Diác. Eliseu Amâncio da Silva 14 - Diác. Vicente de Toledo 15 - Pe. Fábio José de Melo Silva 16 - Pe. Aparecido Octaviano Pinto da Silva, scj. 16 - Pe. José Felipe Dalcégio, scj. 17 - Dom Carmo João Rhoden, scj (presbiteral) 17 - Frei Laércio Aparecido Carvalho, cef.

18 - Pe. Celso Aloísio Cardoso 18 - Côn. Paulo César Nunes de Oliveira 19 - Dom Wilson Luís Angotti Filho (presbiteral) 19 - Pe. João Carlos Almeidas, scj. 19 - Pe. Sebastião Pitz, scj. 20 - Diác. João Ivoneri Teixeira 20 - Mons. José Oswaldo Clemente 20 - Pe. Cipriano A. de Oliveira 20 - Pe. José Carlos de Morais 22 - Pe. Valter Galvão da Silva 22 - Pe. Rafael Querobin, scj. 24 - Mons. Irineu Batista da Silva 27 - Dom Antônio A. de Miranda, sdn (episcopal) 27 - Pe. Alberto Martins 28 - Mons. José Eugenio de Faria Santos Colaboradores - Aniversariantes 02 – Benedita Correa – Par. Sta Luzia (Taubaté) 02 – Fatima Maria – Par. São Pio X (Caçapava) 03 – Antonio Moreira – Par. Sgdo. Coração de Jesus (Taubaté) 03 – Bruna Bento – Par. João Paulo II (Taubaté) 04 – Janete Cristina – P. S. José

Operário (Taubaté) 05 – Paula Aparecida – Par. Sr. Bom Jesus (Tremembé) 09 – Luzia Aparecida – P. N. Sra. Saúde (Campos do Jordão) 09 – Maria de Lourdes – P. N. S. Mãe da Igreja (Taubaté) 09 – Malvina Silva – Par. N. Sra. das Dores (Jambeiro) 12 – Angela Moreira – Par. N. Sra. Mãe da Igreja (Taubaté) 12 – Rogerio da Silva – P. Sto. Anto. Pinhal (Sto Anto. Pinhal) 15 – Benedito Eulino – Par. Sr. Bom Jesus (Tremembé) 15 – Ivanilda Aparecida – P. N. Sra Boa Esperança (Caçapava) 16 – Zilda Aparecida – Par. Sta. Cruz (Redenção da Serra) 18 – Luciana Cristina – Par. São João Bosco (Taubaté) 19 – Ednéia Faustino – P. S. Vicente Paulo (Taubaté) 22 – Maria Ivone – P. S. Pedro Apóstolo (Taubaté) 23 – Maria José – Par. N. Sra. Aparecida (Taubaté) 31 – Maria Aparecida – P. N. Sra Boa Esperança (Caçapava)


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Foranias, Paróquias e Horários de Missa FORANIA SÃO FRANCISCO DAS CHAGAS

FORANIA SENHOR BOM JESUS

Vigário Forâneo: Pe. Celso Luiz Longo

Vigário Forâneo: Pe. José Vicente

PARÓQUIA DE S ÃO FRANCISCO DAS CHAGAS

PARÓQUIA JESUS RESSUSCITADO Matriz Nossa Senhora Rosa Mística

Pe. Roger Matheus 3632-3316

CATEDRAL SÁBADO 12h • 16h

Pe. Edgar Delbem, sjr.

7h • 9h • 10h30 • 18h • 20h CONVENTO SANTA CLARA SÁBADO 7h • 19h DOMINGO 7h • 9h • 11h • 19h Santuário da Adoração Perpétua (Sacramentinas) DOMINGO 8h30 Igreja de Santana DOMINGO 9h30 (Rito Bizantino) Casa João Paulo II - Missão Sede Santos Domingo 9h e 19h

TODO O DIA 13 DE CADA MÊS 19h30

DOMINGO

PARÓQUIA NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO Pe. Silvio Dias 3632-2479

Matriz Santuário de Santa Teresinha DOMINGO 6h30 • 8h • 9h30 • 17h • 19h - SÁBADO 19h PARÓQUIA SANTO ANTÔNIO DE LISBOA Côn. José Luciano 3608-4908

Igreja de Santo Antônio de Lisboa (Vila São José) DOMINGO 7h • 10h • 19h30 PARÓQUIA SÃO JOSÉ OPERÁRIO Pe. Rafael 3633-2388

Matriz: São José Operário SÁBADO 12h • 18h. DOMINGO 7h • 10h30 • 18h • 20h

DOMINGOS 8h30 • 19h QUINTAS FEIRAS 19h30

PARÓQUIA SANTÍSSIMA TRINDADE

Pe. Frederico Meireles Ribeiro

Matriz: N. Sra. das Graças

DOMINGO 6h30 • 8h • 11h • 19h30

Igreja São Francisco Xavier

Pe. Fábio Modesto 3633-5906

Matriz: São Pedro Apóstolo DOMINGO

8h • 9h30 • 17h • 18h30 • 20h PARÓQUIA NOSSA SENHORA DO BELÉM

FORANIA NOSSA SENHORA DO BOM SUCESSO

Vigário Forâneo: Pe. Décio Luiz da Silva Santos

Vigário Forâneo: Pe. Joaquim V. dos Santos

PARÓQUIA NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

PARÓQUIA NOSSA SENHORA D’AJUDA

PARÓQUIA NOSSA SENHORA DO BOM SUCESSO

Pe.Antônio Fernando 3631-1023

Matriz provisória: Exaltação da Santa Cruz DOMINGO 19h30 ..................................................... Comunidade Nossa Senhora de Fátima DOMINGO 10h PARÓQUIA SAGRADA FAMÍLIA Pe. Arcemírio, msj 3681-1456

Matriz: Sagrada Família DOMINGO 8h • 10h30 •17h • 19h

SAB 19h30 • DOM 9h30

PARÓQUIA Nª SRA. APARECIDA Côn. Paulo César Nunes de Oliveira SÁBADO 19h30

DOMINGO 7h • 10h30 • 19h

PARÓQUIA SANTA LUZIA Pe. Paulo Vinícius 3632-5614

Matriz: Santa Luzia DOMINGO: 8H • 10H • 19H30 PARÓQUIA DO MENINO JESUS

PARÓQUIA SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

Pe.Aléscio Aparecido Bombonatti, msj. 3681-4334

Pe. Felipe Dalcegio, scj 3621-4440

Matriz Imaculado Coração de Maria

Matriz: Sagrado Coração de Jesus SÁBADO 17h DOMINGO 7h • 9h30 • 17h30 • 19h30

PARÓQUIA SENHOR BOM JESUS Pe. José Vicente 3672-1102

Matriz: Basílica do Senhor Bom Jesus DOMINGO 6h30 • 8h30 • 10h30 • 15h • 18h • 20h Igreja São Sebastião SÁBADO:18h PARÓQUIA SÃO JOSÉ Pe. Alan Rudz 3672-3836

PARÓQUIA SÃO PEDRO APÓSTOLO

Vigário Forâneo: Pe. Ricardo Luís Cassiano

FORANIA NOSSA SENHORA d’AJUDA

FORANIA MENINO JESUS

Matriz: São José (Jardim Santana) SÁBADO 18h DOMINGO

7h30 • 10h30 • 17h • 19h30

PARÓQUIA ESPÍRITO SANTO Pe. Gilberto Heleno, scj 3602-1250 DOMINGO 7h • 10h • 19h30

SÁBADO 19h

DOMINGO 8h • 11h • 19h

PARÓQUIA NOSSA SENHORA MÃE DA IGREJA Pe. Geovane, scj 3411-7424

Matriz: Santuário São Benedito DOMINGO 7h • 9h30 • 17h30 • 19h30 PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO Pe. Celso Batista de Oliveira, sjc 3686-1864

Matriz: Nossa Senhora da Conceição (Quiririm) SÁBADO 19h DOMINGO 8h • 18h PARÓQUIA SÃO SEBASTIÃO Pe. Rodrigo Natal 3622-6517 SÁBADO 18h

DOMINGO 10h • 17h • 19h30

PARÓQUIA SÃO JOÃO BOSCO Pe. Ricardo Luís Cassiano 3631-2510 DOMINGO 7h • 10h • 19h

Pe. Leandro dos Santos 36522052

Matriz: Santuário Nossa Senhora do Bom Sucesso DOMINGO 7h • 9h • 11h • 18h

Pe. Ederson 3653-4719

Matriz: São Benedito DOMINGO 7h • 9h30 • 18h • 19h30

Matriz: São José Operario SÁB 17h30 (Com. NSra Saúde) • 19h (Matriz) DOMINGO7h • 9h30 • 11h • 19h30 PARÓQUIA SANTO ANTONIO DE PÁDUA Pe. Décio Luiz 3652-6825

Matriz: Santuário Santo Antônio de Pádua DOMINGO 7h • 9h • 19h .................................................... Comunidade de São Pedro: Vila Bandeirante DOMINGO 17h PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA ESPERANÇA Côn. Luiz Carlos 3652-1832

Matriz: Nossa Senhora da Esperança DOMINGO 07h • 10h • 19h PARÓQUIA SÃO PIO X Frei Alexandre, OFM Convento 3653-1404

Matriz: São Benedito DOMINGO

6h30 • 9h30 • 11h • 18h • 20h PARÓQUIA DO MENINO JESUS Pe. Carlos Alberto 3652-8459

Matriz: Menino Jesus DOMINGO 6h30 • 10h • 19h

PARÓQUIA NOSSA SENHORA DAS DORES

(Jambeiro)

Pe. Osmar Cavaca 3978-1165

Matriz: Nossa Senhora das Dores DOMINGO 8h • 19h

Pe. Celso Luiz Longo 3621-5170

Matriz Nossa Senhora do Belém DOMINGO 10h • 19h30 PARÓQUIA SÃO VICENTE DE PAULO Pe. Leandro Alves 3621-8145

Matriz: SÁBADO: 19H DOMINGO: 7H 10H30 19H30

Pe. Kleber 3642-2605

Matriz: São João Batista DOMINGO 7h • 9h30 • 11h • 18h30 • 20h SÁBADO 16h PARÓQUIA SÃO JOSÉ OPERÁRIO

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O LÁBARO Envie suas dúvidas, sugestões e críticas! pastoral@diocesedetaubate.org.br facebook.com/olabaro (12) 3632-2855

PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA ASSUNÇÃO Mons. José Eugênio 3642-1320

PARÓQUIA NOSSA SENHORA RAINHA DOS APÓSTOLOS (Cidade Jardim) (12) 3522-7574 Côn. Joaquim Vicente dos Santos

Matriz: SAB 16h DOM 8h • 19h N. Sra. Perpétuo Socorro: SAB 19h DOM 10h

PARÓQUIA SÃO VICENTE DE PAULO Pe. Gabriel Henrique de Castro 3637-1981Igreja Matriz: São

Vicente de Paulo (Moreira César)DOMINGO 7h • 9h • 19h30 PARÓQUIA NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS

Pe.Vitor Hugo Porto 3522-5318

Matriz: DOMINGO 7h, 10h,18h30 Com. N. Sra. Aparecida: DOMINGO às 8h30 Com. Pinhão do Borba: DOMINGO às 8h30 PARÓQUIA NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DE FÁTIMA Côn.Amâncio 3642-7035

Matriz: Nossa Senhora do Rosário de Fátima DOMINGO 7h30 • 9h • 19h PARÓQUIA SÃO MIGUEL ARCANJO (ARARETAMA)

Pe. Cipriano Alexandre Oliveira 3643-6171

Matriz: São Miguel Arcanjo DOMINGO 7h • 10h • 19h PARÓQUIA SÃO BENEDITO (Moreira César) Pe. Antonio Carlos Monteiro 3641-1928

Matriz: São Benedito (Vila São Benedito) DOMINGO 8h

PARÓQUIA SÃO CRISTÓVÃO Cidade Nova Côn. Elair 3648-1336

Igreja Matriz: São Cristóvão DOMINGO 7h • 19h PARÓQUIA SANT’ANA Pe. José Afonso Lobato 3527-1758

Igreja Matriz: Sant’ana SÁBADO 19h30 DOMINGO 8h • 19h 3º DOMINGO 11h (Motociclistas)

FORANIA NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO Vigário Forâneo: Pe. Antônio Cláudio

PARÓQUIA JOÃO PAULO II (Taubaté) Pe. Luís Paulo

DOMINGO 19h

PARÓQUIA SANTA CRUZ (Redenção da Serra) Pe.Antônio Cláudio 3676-1228

Matriz: Santa Cruz DOMINGO 9h • 18h

PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA NATIVIDADE

(Natividade da Serra)

Pe.Alexandre 3677-1110

Matriz: Nossa Senhora da Natividade DOMINGO 9h30 • 19h PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO (Bairro Alto - Natividade da Serra) Pe. Paulo Donizete 3677-4152

Matriz: Nossa Senhora da Conceição DOMINGO 10h15 PARÓQUIA SÃO LUIZ DE TOLOSA (São Luiz do Paraitinga) Pe. Álvaro (Tequinho) 3671-1848

Matriz: São Luiz de Tolosa DOMINGO 8h • 10h • 19h

FORANIA SÃO BENTO Vigário Forâneo: Pe. José Batista da Rosa

PARÓQUIA SANTA TERESINHA DO MENINO JESUS (Campos do Jordão) Pe. José Alberto L. Cavalcante 3662-1740

Matriz: Santa Teresinha do Menino Jesus DOMINGO 7h • 9h • 19h PARÓQUIA SÃO BENEDITO (Campos do Jordão) Pe. José Eliomar Soares, sjc 3663-1340

Matriz: São Benedito DOMINGO 10h30 • 18h

PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA SAÚDE (Campos do Jordão) Pe. José Rosa 3662-7068 DOMINGO 10h • 20h

PARÓQUIA SÃO BENTO (S. Bento do Sapucaí) Pe. Ronaldo, msj 3971-2227

Matriz: São Bento DOMINGO 8h • 10h • 18h

PARÓQUIA SANTO ANTONIO (Santo Antônio do Pinhal) Pe. Marcelo Sílvio Emídio 3666-1127

Matriz: Santo Antônio DOMINGO 8h • 10h • 19h

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