Page 1

O LÁBARO

1

O LÁBARO Comunicação a serviço da fé

C O M U N I C A Ç Ã O

A

S E R V I Ç O

Ano CIII - Edição nº 2.115 - Julho/Agosto 2012 w w w. d i o c e s e d e t a u b a t e . o r g . b r

D A

F É

Distribuição Gratuita “O que vos digo ao pé do ouvido proclamai-o por sobre os telhados” (Mt 10,26).

A PRÓXIMA JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE É VERDE E AMARELA. E A DIOCESE DE TAUBATÉ ENTRA EM CAMPO, NA EXPECTATIVA PARA JMJ RIO 2013. Dom Eugênio de Araújo Sales: a serviço do Evangelho e da promoção humana. Pág. 5 Festejando a redução do número de católicos. Pág. 17

Setembro é mês dedicado a Biblía. Saiba mais. Pág. 06

Pág. 10 a 13

Tradicional Festa de São João Batista é realizada em Caçapava. Pág. 08


2

O LÁBARO

Comunicação a serviço da fé

A VOZ DO PASTOR

MENSAGEM SOBRE O DIA DO PADRE Dom Carmo João Rhoden, scj “Aos anciãos que estão entre vós, exorto, eu, que também sou ancião com eles e testemunhas dos sofrimentos de Cristo, eu, participante da glória que se há de revelar: Apascentai o rebanho de Deus que vos é confiado, velando por ele, não por coação, mas de bom grado, como Deus o quer; não por cobiça, mas por dedicação. Não exerçais um poder autoritário sobre aqueles que vos couberam por partilha; mas tornaivos modelos do rebanho. E quando aparecer o pastor supremo, recebereis a coroa imperecível de glória. Vós também, jovens, sede submissos aos anciãos. E todos, no vosso trato mútuo, revesti-vos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, ao passo que aos humildes dá a sua graça.” (1 Pd 5, 1-5) 1 – O tema do Bom Pastor perpassa a Escritura praticamente do Gênesis ao Apocalipse. Constantemente o Senhor incrimina os maus pastores e louva os bons. Mas dada a reincidência dos maus, quer sejam reis, sacerdotes ou até profetas, o Senhor vai retomar seu rebanho. Fê-lo então através de Jesus Cristo - O Bom, o Belo Pastor: o Pastor nato. Ele veio, assumiu o pastoreio, foi ao encontro das ovelhas, tratou as doentes, enfaixou as machucadas, buscou as tresmalhadas e levou-as a boas pastagens. Como outrora, o Senhor colocou à frente de Israel – Moisés -, e lhe deu assessores, assim, hoje, Ele age em seus prepostos: Os Papas, Bispos e Presbíteros. Ele os chama, e está presente em suas vidas, mesmo quando, não haja a devida colaboração. Envia-os como discípulos, operários (Mt 20.04), pescadores ou operários. Fica claro que os envia para servir, como Ele serviu.. Dá-lhes uma missão. Envia como quem dá ordens: “Ide” (cf. Mt 28.19). Portanto, não de qualquer modo. Ide como testemunhas (At 1.8), servidores e não como mercenários ou dominadores. 2 - Olhando para Cristo, O Supremo Pastor, e para São João Maria Vianney, nosso grande modelo e padroeiro, até que ponto somos bons pastores? Cristo deu sua vida, amando, servindo, e assim cumprindo sua missão. São João Maria Vianney assumiu a comunidade de A´rs, uma verdadeira favela paroquial e a tornou a Paróquia mais famosa da França e da Igreja de então. Foi

ao encontro do rebanho e este o buscou com grande confiança, porque conhecia sua voz. Qual foi a causa de tanto sucesso? Era ele um notável teólogo? Não! Grande orador sacro? Por certo, não! Atração, como pessoa, fisicamente? Indubiamente, não! Por que então? Ele era um homem de Deus. Orante. Servidor, testemunha e discípulo fiel. Era um santo. 3 - O que ele tem a dizer-nos, hoje? Penso que, entre as muitas coisas: a) O pastor deve ser despojado, como o Mestre. Este nasceu, viveu evangelizando, e morreu pobre. Cristo aprendeu no sofrimento a fidelidade plena a Deus (Hb 5.7). b) Deve ser obediente ao Pai e à Igreja, para o bem do Reino - o bem maior. c) Deve ser transparente, sincero, veraz, amoroso, servidor e puro de coração. Mais: seu culto não pode ser como o dos sacerdotes da Antiga Lei, ou o de tantos em nossos tempos, mas uma oblação amorosa e filial da própria vida no exercício da missão sacerdotal (Hb 10.5 ss). 4 - Como somos vistos nós, hoje? Tenho a impressão que tenhamos, às vezes, medo de constatarmos o que se pensa de nós, até porque frequentemente demonstramos dificuldades para valorizar a necessária e indiscutível colaboração dos leigos. Falhamos na constituição de um presbitério fraternal, e tememos confrontar-nos conosco mesmos, até em retiros. O rebanho de Cristo parece estar, não poucas vezes, confuso ou exposto a lobos e mercenários, sem a devida e necessária defesa.

- Como agiria São João Maria Vianney, hoje? - O que teria a nos dizer ou mostrar? Não o explanarei para deixar a cada qual o mais amplo e pessoal aprofundamento do tema. 5 – Por que nos últimos anos os Papas tanto insistiram em falar da fé ou até de Ano da Fé? (cf. Paulo VI e Bento XVI).. Em Ano Paulino? Em Ano de São João Maria Vianney? Nossos sensores não detectaram a mudança de época, de paradigma? Vimos sensíveis diferenças na convivência humana, mas não seu real impacto e perigo para o Cristianismo. Vivemos em época de visível crise de valores e não a percebemos? Trata-se de inegável crise de fé. A verdade tornou-se subjetiva e o relativismo está apresentando suas exigências, quando não, sua ditadura. O mundo ficou quase insensível aos valores cristãos, e novas denominações religiosas surgem quais cogumelos. A juventude com a Igreja - sem ela ou contra ela – vai sobrevivendo. E a família? A vida religiosa? Escândalos existem somente fora da Igreja? Não! Acontecem também entre nós – ministros ordenados:

até em nossa Diocese? Sejamos sensíveis e perspicazes em responder. 6 – Não quero questionar muito – pois, no fundo, sabemos o que se passa. As análises de conjuntura eclesial o mostraram e a mídia sensacionalista, com prazer, o veicula. O dia de hoje não é, antes de tudo, um dia de exame de consciência, pois lembramos um vencedor: O Cura D´Ars. É dia de louvor a Deus. De agradecimento. De encontro fraternal no mês vocacional. Nossa Diocese tem coisas muito positivas. Partindo desta constatação, é que vemos nossas lacunas, não tanto para lamentá-las, mas como desafios para serem enfrentados e superados fraternalmente. Temos, até, alguém que foi membro de nosso presbitério, enquanto presbítero, depois como Bispo Diocesano, e agora como Servo de Deus. Ele viveu e morreu pelo Reino de Deus, para que nossa Diocese pudesse assumir a proposta do Vaticano II; e nós, hoje, conseguirmos, pela Nova Evangelização, fazer mais discípulos e missionários. Feliz encontro para todos! Abençoado mês Vocacional! E que Dom José Antônio do Couto, interceda por nós!

O LÁBARO - EXPEDIENTE Comunicação a serviço da fé

DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO DA DIOCESE DE TAUBATÉ Avenida Professor Moreira, nº 327 – Centro – Taubaté/SP. CEP 12030-070 Diretor: Pe. Kleber Rodrigues da Silva Editor e Jornalista Responsável: Pe. Jaime Lemes, msj – MTE 62.839 / SP Conselho Editorial: Pe. Kleber Rodrigues, Pe. Silvio Dias, Mons. Marco Silva, Henrique Faria, Eliane Freire e Fausto Macedo. Revisão: Eliane Freire Projeto Gráfico: Fausto Macedo Impressão: Katú Editora Gráfica Tiragem: 5.000 | Distribuição dirigida e gratuita Contatos: Tel.: (12) 3632-2855 / ramal: 216 (Redação) E-mail: olabaro@diocesedetaubate.org.br As matérias assinadas são de inteira responsabilidade de seus autores, não emitem necessariamente a opnião deste veículo.


O LÁBARO

Comunicação a serviço da fé

3

DA REDAÇÃO

Semana Nacional da Família trata da Família no âmbito do trabalho “Os ritmos de trabalho contemporâneos, estabelecidos pela economia consumista, limitam até quase anular os espaços da vida comum, sobretudo em família.” Durante a semana (12 a 18 de agosto) aconteceu a Semanal Nacional da Família em todo Brasil. Desde pequenas comunidades paroquiais, até arquidioceses inteiras, refletiram sobre a temática da família, a partir do tema: ‘A Família: o trabalho e a festa’. A Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), organizou um texto a partir das Catequeses preparatórias ao 7º Encontro Mundial das Famílias, que trata da família no âmbito do trabalho, como uma contribuição na reflexão. Família e o trabalho: Hoje, o mercado do trabalho obriga não poucas pessoas, principalmente se são jovens e mulheres, às situações de incerteza constante, impedindo-os de trabalhar com a estabilidade e segurança econômica e social. Impondo “regras” individualistas e egoístas às gerações mais jovens na formação de uma família, e às famílias, a geração e a educação dos seus filhos. O trabalho é o gesto de justiça com que as pessoas participam no bem da sociedade e contribuem para o bem comum. A oportuna “flexibilidade” do trabalho, exigida pela chamada “globalização”, não justifica a permanente precariedade de quem tem

na sua única “força trabalho” o recurso para assegurar para si mesmo e para a sua família o necessário para viver. Previdências sociais e mecanismos de proteção adequados devem fazer parte da economia do trabalho, a fim de que sobretudo as famílias que vivem os momentos mais delicados, como a maternidade, ou mais difíceis, como a enfermidade e o desemprego, possam contar com uma razoável segurança econômica. Os ritmos de trabalho contemporâneos, estabelecidos pela economia consumista, limitam até quase anular os espaços da vida comum, sobretudo em família. O perigo de que o trabalho se torne um ídolo é válido também para a família que esquece de Deus, deixando-se absorver completamente pelas ocupações mundanas, na convicção de que nelas se encontra a satisfação de todos os seus desejos. Isto acontece quando a atividade de trabalho detêm o primado absoluto das relações familiares e quando ambos os cônjuges buscam apenas o lucro econômico e depositam a sua felicidade unicamente no bem-estar material. O justo equilíbrio de trabalho exige que todos os membros da família tenham discernimento acerca das opções domésticas e profissionais: no trabalho doméstico, todos os membros da família são convidados a colaborar, e

não somente as mulheres e a atividade profissional não diminua o relacionamento familiar. Infelizmente, atualmente, a ideologia do lucro e do consumo impedem muitos membros da família a buscarem, com sabedoria e harmonia, o equilíbrio entre trabalho e família. A condição da vida humana prevê para a família cansaço e dor, sobretudo no que diz respeito ao trabalho para o próprio sustento. No entanto, o cansaço derivado do trabalho encontra sentido e alívio quando é assumido não para o enriquecimento egoísta pessoal, mas sim para compartilhar os recursos de vida na lógica cristã, dentro e fora da família, especialmente com os mais pobres. No que se refere aos filhos, às vezes os pais “pecam“ ao evitar que os filhos enfrentem qualquer dificuldade. Pois, essa prática pode tornar os filhos incapazes de assumirem num futuro próximo suas responsabilidades. Aos pais e filhos deve-se sempre recordar que a família é a primeira escola de trabalho e gratuidade, onde se aprende a ser responsável por si mesmo e pelos outros. A vida familiar, com as suas tarefas domésticas, ensina a apreciar o cansaço e a fortalecer a vontade em vista do bemestar comum e do bem recíproco.

Precisamos promover políticas públicas e sociais que coloquem no centro o ser humano e salvaguardem a criação para garantir a dignidade humana/familiar e o justo equilíbrio do trabalho na vida familiar. Além é claro de uma atenção aos pobres, uma dimensão da família saudável, que é uma das mais bonitas formas de amor ao próximo, que uma família possa viver. Saber que mediante o próprio trabalho se ajuda aqueles que não dispõem do que lhes é necessário para viver, fortalece o compromisso e sustêm no cansaço. E mais ainda quando a família se empenha com a promoção da justiça social colaborando para que as políticas públicas tenham como centro a pessoa humana desde do início ao fim natural da sua vida. Dessa forma a família se torna um sinal de contradição da propriedade egoísta da riqueza e da indiferença pelo bem comum. Os membros da família ainda são convidados a oferecer aquilo que possuem a quantos nada têm, compartilhar com os pobres as próprias riquezas, procurando reconhecer que tudo o que recebemos é graça, e que na origem da nossa prosperidade existe um dom de Deus, que não pode ser conservado para nós mesmos, mas há de ser dividido com os outro. Fonte: CNBB


4

O LÁBARO

Comunicação a serviço da fé

A importância da Pastoral

SOB O OLHAR DA FÉ

Papa afirma que a Assunção nos indica o futuro da humanidade

No dia 15, quando a Igreja celebrava a Assunção de Nossa Senhora ao céu, o Papa Bento XVI rezou a oração mariana do Angelus junto aos fiéis que foram a Castel Gandolfo neste dia, que é feriado na Europa. Antes da oração, ele explicou que a festa da Assunção é uma realidade que toca também nós, por dar orientações. “Mas a Assunção é uma realidade que toca também a nós, porque nos indica de modo luminoso o nosso destino, o da humanidade e da história”, disse. Retomando o que já havia ilustrado na Missa desta manhã, o Papa sintetizou a ideia de que, depois da morte, não há o vazio, mas o abraço amoroso de Deus. Por isso, a festividade de hoje, para o cristão, é “estritamente ligada à Ressurreição”. Bento XVI recordou aos mais de 3 mil fiéis reunidos no pátio da residência que a proclamação do dogma da Assunta ocorreu em 1950 com o Papa Pio XII e, brevemente, citou a tradição das Igrejas ortodoxas russas, que fala

de ‘Dormição’ e não de Assunção. Encerrando, o Papa lembrou um trecho da Constituição conciliar Lúmen Gentium: “Maria, depois de elevada ao céu, não abandonou esta missão salvadora, mas, com a sua multiforme intercessão, continua a alcançar-nos os dons da salvação eterna. Ela cuida, com amor materno, dos irmãos de seu Filho que, entre perigos e angústias, caminham ainda na terra, até chegarem à pátria bem-aventurada”. Após a oração, o Papa fez breves saudações em algumas línguas. Hoje foi a vez também do português: “Saúdo cordialmente os fiéis brasileiros de Umuarama e Paranavaí e demais peregrinos de língua portuguesa, sobre cujos passos e compromissos cristãos imploro, pela intercessão da Virgem Mãe, as maiores bênçãos divinas. Deixai Cristo tomar posse da vossa vida, para serdes cada vez mais vida e presença de Cristo! Ide com Deus”.Fonte: CNBB

Pe. Kleber Rodrigues da Silva O dia a dia de nossas Paróquias e Comunidades é marcado por diversas atividades que caracterizam a ação evangelizadora da Igreja e as quais damos o nome de Pastoral. A atividade pastoral desenvolvida dentro de uma Igreja tem como referência a pessoa de Jesus Cristo que se coloca como o Bom Pastor, em João 10. Ali o Cristo de cada uma, as protege, mas também vai atrás daquela que se perdeu. Trabalhar pastoralmente na vida da Igreja é ter claro esta missão, de anunciar, testemunhar e trilhar um caminho de intimidade com Jesus Cristo. Não basta uma série de atividades. Um autêntico trabalho pastoral se desenvolve associando ação e espiritualidade. O agente de pastoral deve ter claro que “toda ação eclesial brota de Jesus Cristo e se volta para Ele e para o Reino do Pai” (DGAE 2011-2015, n. 4). Deste modo, cada pastoral ou movimento existente precisa ter um foco, uma meta, um objetivo: conduzir as pessoas ao conhecimento de Jesus Cristo. Outro passo importante que cada pastoral deve dar é superar a ideia de somente “a sua” pastoral é importante. A meta não é essa, mas trabalhar a unidade na diversidade, uma pastoral complementa a outra como forma de testemunhar a multiplicidade dos dons e carismas. Que a cada mês construamos um caminho de reflexão sobre a Vida Pastoral de nossa Igreja e mais especificamente em nossa Diocese. Que o Cristo Bom Pastor, esteja junto de cada agente de pastoral.


O LÁBARO

Comunicação a serviço da fé

5

IGREJA

Dom Eugênio de Araújo Sales: a serviço do Evangelho e da promoção humana Prof.José Pereira da Silva Faleceu no dia 09 de julho um dos maiores expoentes da Igreja Católica do Brasil, Dom Eugênio Sales.Grande evangelizador que esteve a frente da Arquidiocese do Rio de Janeiro por três décadas. Alto, magro transmitindo aos seus interlocutores a imagem de um asceta. Dom Eugênio de Araújo Sales quis na sua juventude ser um engenheiro agrônomo. Não obstante ser filho de um Desembargador,não se sentiu atraído pela carreira jurídica.Nasceu em Acari-RN, em 8 de novembro de 1920. Filho de Celso Dantas Sales e Josefa de Araújo Sales. Ao terminar o curso secundário no Colégio Marista, despertou para a vida sacerdotal.Em Fortaleza-CE,cursou filosofia e teologia no antigo Seminário da Prainha. Desde então, ficou comprovado que era um homem de inteligência prática. Antes que alguém terminasse de lhe expor uma teoria,ele já estava pensando na sua implementação. Ordenado sacerdote em 1943,foi nomeado co-adjutor da paróquia de Nova CruzRN,onde passou um ano. Esta experiência pastoral lhe ensejou um contato vivo e direto com a realidade do meio rural.Desde esta época, ficou evidenciado que sua vocação de agrônomo não morrera,apenas assumira outra forma de ser. Em meados de 1944 foi trabalhar em Natal, onde logo organizou a Juventude Masculina Católica(JMC). A marginalidade social que se intensificava na capital do Rio Grande do Norte, após a II Guerra Mundial,mereceu dele e de sua equipe um intenso trabalho de assistência e promoção social na periferia da cidade,voltado para os

pobres,os velhos,os menores abandonados e às jovens cujo comportamento moral poderia conduzi-las à prostituição. Em 1946 iniciou um trabalho junto aos presídios. Nas suas constantes viagens ao interior para angariar recursos para a Obra das Vocações Sacerdotais,o então Pe. Eugênio começou a tomar consciência da miséria e abandono em que viviam as populações rurais nordestinas. Esta sua preocupação culminou com a criação do Serviço de Assistência Rural (SAR) em dezembro de 1949, praticamente sem dinheiro,mas com muita vontade de trabalhar pelo homem do campo. O SAR foi, sem dúvida, o seu grande instrumento para captar recursos de entidades públicas e privadas. Em junho de 1951, realizou-se em Castel Gandolfo(Itália) o Congresso Rural Católico Internacional sob a presidência do Cardeal Pizzardo. O representante do Brasil neste Congresso foi o Dr. João Gonçalves de Souza,que depois viera a ser Superintendente da Sudene(1964-1966). Por sugestão do Dr. João Gonçalves, o então Cônego Eugênio Sales resolveu promover as Semanas Rurais do Rio Grande do Norte.De 1951 a 1959 foram realizadas 14 destas semanas em várias cidades do Estado, visando elevar a produção,melhorar a qualidade dos rebanhos e, sobretudo, transmitir novas técnicas. Por ocasião destas Semanas Rurais eram abordados os problemas da reforma agrária, da habitação rural e da higiene pessoal e familiar. Como conseqüência destes encontros foi criada em 1951, com atividade até 1954,a Missão Rural Ambulante

que visava proporcionar às populações rurais assistência médico-dentária e educação sanitária. Em agosto de 1954, o Cônego Eugênio Sales foi eleito Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Natal. A partir de então,afastou-se da Polícia Militar do Rio Grande do Norte,onde durante vários anos exerceu a função de Capelão Militar. Desde 1952 ele vinha lutando para instalar uma Rádio-Escola em Natal. Uma vez obtida a concessão do canal de rádio, em 21 de maio de 1958, o Cônego Eugênio deu início, em agosto do mesmo ano, às Escolas Radiofônicas através da Emissora de Educação Rural.Pela primeira vez no Brasil, o rádio era usado pra educar o povo. Em 1960 havia na Diocese de Natal 300 escolas radiofônicas atingindo 5.000 alunos. O caráter inovador desta experiência despertou atenção de outros Bispos e do próprio Governo Federal.As Escolas Radiofônicas implantadas por D. Eugênio serviram de funcionamento ao Movimento de Educação de Base(MEB) criado pelo Decreto Federal n. 50.370/61. Em reconhecimento aos seus trabalhos, o Papa João XXIIII nomeou-o Administrador Apostólico de Natal,em janeiro de 1962. Além de instalar a Emissora de Educação Rural,pôs em circulação em 1962 o jornal A Ordem,fundado pela diocese de Natal em 1935, e que saíra de circulação em 1953. Contrastando com o passado ultraconservador deste jornal, Dom Eugênio o transformou-o num semanário com sede de justiça e de verdade,no período de 1962-65. Nenhuma injustiça social praticada,quer no campo quer na cidade, escapou à

análise deste jornal. Em 1964 foi nomeado administrador apostólico da Arquidiocese de São Salvador da Bahia até 29/10/1968,quando da sua nomeação a Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil,pelo Papa Paulo VI. Quando Arcebispo de salvador,foi um dos criadores das CEBs (Comunidades Eclesiais de Base) e da Campanha da Fraternidade. Foi um dos primeiros bispos brasileiros a implantar o Diaconato Permanente. Em 28 de abril de 1969, Dom Eugênio foi nomeado Cardeal. No dia 13 de março de 1971, o Papa Paulo VI o nomeou Arcebispo do Rio de Janeiro,função que exerceu até 25 de julho de 2001. Assumiu a defesa de refugados políticos dos regimes militares latino-americanos entre 1976 e 1982. Certa vez Dom Eugênio falou a esse respeito: “Pensei e rezei toda a noite . Aí decidi: abram os portões”. Ligou para o I Exército e avisou: “Sou responsável por eles. ”Mais de quatro mil refugiados latinoamericanos foram acolhidos por Dom Eugênio nos anos 70. Agia em silêncio para salvar da prisão e da tortura centenas de pessoas. Setenta e oito anos de sacerdócio e cinqüenta e oito anos de episcopado realizando aquilo que expressou o Papa Bento XVI “apontando a todos a senda da verdade na caridade e do serviço à comunidade, em permanentemente atenção pelos mais desfavorecidos. Dom Eugênio viveu aquilo que expressou em seu lema episcopal: “Gastarei e gastarme-ei por inteiro por vós”. Encontrou em Cristo sua vida. *José Pereira da Silva é historiador e professor


6

O LÁBARO

Comunicação a serviço da fé

DIOCESE EM FOCO

Setembro, mês da Biblía

A Igreja no Brasil celebra comumente os meses temáticos dentro de sua prática litúrgica e pastoral. Setembro é conhecido como o Mês da Bíblia, no qual muitas comunidades organizam-se para aprofundar o sentido não só do livro sagrado, mas da Palavra de Deus anunciada, celebrada, vivida e acontecida. Neste ano a proposta apresentada e preparada pela Comissão Episcopal Pastoral para a

Animação Bíblico-Catequética aponta-nos a seguinte temática: “Discípulos Missionários a partir do Evangelho de Marcos” e o lema: “Coragem, levanta-te! Ele te chama” (Mc 10,49). Dentro deste contexto temático, o Mês da Bíblia vem como uma oportunidade clara às nossas comunidades de responder aos anseios das Diretrizes da ação evangelizadora: “Não se trata, por certo, de nos voltarmos para a Palavra de Deus como atitude momentânea, fruto do atual período da história. Trata-se de redescobrir, mais ainda, que o contato profundo e vivencial com as Escrituras é condição indispensável para encontrar a pessoa e a mensagem de Jesus Cristo e aderir ao Reino” (DGAE n. 46). Toda dinâmica assumida deve levar

Pe. Kleber Rodrigues da Silva

os batizados a um compromisso efetivo com a Palavra Encarnada e consequentemente com a tarefa missionária da Igreja. Sentir-se encorajado e nutrido para o trabalho pastoral e provocado ao testemunho do grande valor e sentido de ser um discípulo missionário. Não nos faltam pistas para celebrar efetivamente este mês, seja através dos grupos de reflexão, dos círculos bíblicos, da leitura orante. O importante é não restringir o Mês da Bíblia ao gesto litúrgico de entronizarmos a Sagrada Escritura em nossas celebrações, mas irmos além, dando à comunidade a oportunidade de ouvir, acolher, degustar e testemunhar o Verbo Encarnado. Cada comunidade é chamada aprofundar o seu discipulado e perceber que este mês

deve trazer a animação bíblica da pastoral e assim “conduzir a uma iluminação bíblica de toda a vida” Esses dias tornamse uma oportunidade clara de colocar em prática as pistas de ação apontadas nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora 2011-2015. Ouçamos o convite que nos é feito: “Coragem, levanta-te. Ele te chama”, afinal a “Igreja no Brasil quer investir cada vez mais na formação de todos os católicos para que, nas mais diversas formas de seguimento e missão, sejam agentes deste contato vivo, apaixonado e comprometido com a Palavra de Deus” (DGAE n. 92). Que o Espírito Santo abra os nossos corações dando-nos a oportunidade de fazer como a Virgem Maria, acolhedora do Verbo Divino.

O Serviço de Animação Vocacional (SAV) da Diocese de Taubaté promoveu no último dia 19 de agosto (Domingo da Assunção de Nossa Senhora) a VIII Caminhada Vocacional Diocesana. O evento foi um grande e significativo momento de encontro fraterno, além de se celebrar todas as vocações da Igreja. Junto com todos os movimentos eclesiais atuantes em nossa Diocese, cada qual com seu público-alvo específico, com os religiosos e religiosas, com as nossas Paróquias e Comunidades, enfim, todos procuraram se fazer presentes para celebrar o Mês Vocacional. Os movimentos de juventude presentes na diocese fizeram toda a diferença neste ano. 80% do público presente na caminhada foram de jovens. Avaliando o evento podemos constatar que o SAV (Pastoral Vocacional) conseguiu cumprir com seu papel dinamizador da vida vocacional na Igreja como um todo, procurando auxiliar na promoção e incentivo de todas as vocações no seio de nossas comunidades. Este ano nossa Caminhada Vocacional foi motivada pelo tema do Ano da Fé e impregnada pelo espírito de preparação para a Jornada

Mundial da Juventude. O evento reuniu centenas de pessoas de toda a diocese manifestando assim a comunhão que edifica a Igreja e nos faz todos discípulos do mesmo Mestre Jesus, que a todos nos chama para segui-lo e estar com ele. A caminhada teve início às 08h30, na Praça da Igreja Santa Luzia, em seguida Pe. Leandro Santos dirigiu algumas palavras sobre vocação e deu início a caminhada que seguiu até a avenida do povo onde aconteceu um belíssimo momento de Adoração e bênção do Santíssimo Sacramento, em seguida a caminhada continuou seu percurso até a Igreja Sagrada Família para a Missa Solene que foi presidida pelo Exmo. Sr. Bispo Diocesano Dom Carmo João Rhoden,SCJ, que na sua homilia salientou a importância das vocações na Igreja e parabenizou o trabalho que vem sendo realizado na diocese. Ao final da Santa Missa o Pe. Leandro Santos (Assessor Diocesano do SAV/PV) dirigiu algumas palavras de agradecimento a todos os que participaram da caminhada bem como à equipe organizadora do evento.

Foto: Divulgação

VIII CAMINHADA VOCACIONAL DIOCESANA MARCA O MÊS VOCACIONAL


O LÁBARO

Comunicação a serviço da fé

7

DIOCESE EM FOCO

Nossa Diocese de Taubaté trabalha efetivamente pela formação dos futuros Padres. Sinta-se responsável pela edificação das Vocações. Participe da Coleta para as Vocações a ser realizada nos dias 25 e 26 de agosto em todas as missas de nossas Paróquias e Comunidades. Através dela podemos formar novos Pastores para o Rebanho do Senhor Participe e no momento da procissão das oferendas se sinta parte deste projeto divino! Agradecemos sua generosa oferta!

Datas confirmadas de Ordenações Presbiterais Com grande alegria, já no nosso retorno, o diácono Jesus de Aguiar Silva da Diocese de Lins e residente no Seminário Diocesano de Teologia – Cura D’Ars -, comunicou a data de sua ordenação presbiteral que se dará em 12 de janeiro p.v. Também ficou oficial a data de ordenação presbiteral do diácono Celso Luiz Longo para o dia 08 de dezembro p.v. em sua terra natal, São Luiz do Paraitinga. Participamos da alegria de ambos e desde já os colocamos em nossas orações para que tudo transcorra bem e para que sejam sempre fiéis ao chamado do Senhor.

Retorno do Recesso Acadêmico O retorno oficial dos seminaristas ocorreu dia 30 de julho e foi no dia 31, terça-feira, que as atividades voltaram ao normal. Pela manhã foi realizado um grande mutirão para pôr a casa e as coisas em ordem, depois o almoço em comunidade e no meio da tarde a reunião oficial de planejamen-

to de semestre com o Sr. Reitor. Às 18h celebramos a Eucaristia em nossa capela sob a presidência do Pe. Junior, nosso reitor e a assistência dos três diáconos residentes: Alexandre, Celso e Jesus do 4º ano de Teologia. Seguiu-se o jantar novamente em comunidade. Amanhã será a vez do

primeiro dia letivo do semestre na Faculdade, sendo que cada elemento vai se ajeitando e a rotina sendo retomada. É motivo de alegria perceber a passagem do tempo, termos refeito as energias no recesso acadêmico, e voltar dispostos a continuar a caminhada com determinação e afinco! No dia

Atendimento Psicológico nos Seminários Diocesanos Hospitalar em atendimentos à pacientes internados e externos e atualmente ocupa a Diretoria de R.H. do H.U.T. Nosso Seminário já possui uma sala de orientação psicológica que favorece tal atividade e que agora efetivamente vai ser utilizado. Agradecemos a preocupação do Conselho de Formação e damos as boas-vindas à Sra. Kátia que nos acompanhará daqui por diante.

Foto: Divulgação

Desde o dia 07/08, temos a graça de contar com uma Psicóloga no Seminário, tratase da Sra. Kátia Andraus Moutinho da Paróquia Santo Antônio de Lisboa, que se dispôs ao atendimento dos seminaristas diocesanos de ambas as casas, sendo esse um objetivo de nossa formação. A psicóloga Kátia é formada pela UNITAU em Psicologia – 1987. Atua no Hospital Universitário de Taubaté como Psicóloga

em que fazemos memória de Santo Inácio de Loyola, como bem enfatizou Pe. Junior: “É preciso buscarmos o essencial sem desprezar o cultural, e o essencial é Deus, é a experiência de encontro com a Verdade que é Jesus, a Sabedoria que sempre devemos buscar!”


8

O LÁBARO

Comunicação a serviço da fé

DIOCESE EM FOCO

Foto: Arquivo

Paróquia Nossa Senhora D’Ajuda inicia Ano Jubilar.

No dia 15 de junho, na Igreja Matriz de São João Batista, teve início a Novena preparatória para a Festa do seu padroeiro.

No início da Missa foi lido Decreto de Dom Carmo João Rhoden, bispo de Taubaté, promulgando um Ano Jubilar

para a Paróquia Nossa Senhora D’Ajuda. O Decreto explicou o motivo da comemoração e o que significa o Ano Jubilar. Na tradição bíblica, a cada 50 anos, celebrava-se um jubileu, um ano da graça de Deus. O Ano Jubilar em comemoração ao segundo centenário da Paróquia Nossa Senhora D’Ajuda, iniciado no dia 15 de junho de 2012, será encerrado no dia 24 de junho de 2013, com uma Missa Solene, ocasião em que será dada indulgência plenária aos fiéis que dela participarem, estando preparados espiritualmente. Nessa celebração de abertura,

presidida por Dom Carmo, estiveram presentes ainda, vários padres e diáconos que atuam na cidade de Caçapava, autoridades públicas como o Prefeito Municipal, Eng. Carlos Vilela e o Comandante da 12ª Brigada, Gal. Antunes, a Viceprefeito, Dona Darcy Breves, a Primeira Dama, Dona Eunice Borsoi Vilela, além de secretários municipais e vereadores. Fiéis da paróquia, vindos das várias comunidades filiais e de outras paróquias da cidade também compunham a assembleia celebrativa que encheu a Igreja Matriz naquela noite.

raca da Igreja Matriz, recebendo o nome de Bolinho de São João. Todas as noites da festa, o povo fez fila para saborear a principal atração culinária das quermesses em Caçapava.

Festa São João de Caçapava, na Avenida Brasil. Nesse mesmo dia, a partir das 13 horas, sempre no recinto da Festa São João de Caçapava, foi realizada a terceira edição do Bingão de São João. Foram sorteados 21 prêmios, entre eles uma moto Honda 125 e dois aparelhos de TV LCD, um de 42 e outro de 32 polegadas.

Festa de São João Batista 2012 As homenagens a São João Batista, titular da Igreja Matriz e patrono de Caçapava, começaram no dia 15 de junho. Como pede a tradição, as festividades foram abertas com a novena preparatória, a qual durou até o dia 23 do mesmo mês. Todas as noites, a partir das 18 horas, o povo reunia-se na Igreja Matriz para rezar o terço e entoar a ladainha do santo. Depois, tinha início a Santa Missa celebrada com solenidade e abrilhantada com a presença da Irmandade de São João, pelos festeiros que traziam seus convidados, por corais e noveneiros que compareciam conforme a programação. Cada noite, a Missa era presidida por um sacerdote diferente. Outros eventos marcantes da novena foram a procissão do Mastro, a Festa São João de Caçapava, a procissão do Carro de Bois e o Bingão de São João. Logo após a Missa de abertura da novena, saindo da Praça da Matriz, uma pequena procissão foi organizada com homens levando o Mastro com a Bandeira de São João, o qual foi levado até

o lugar onde aconteceu a Festa São João de Caçapava. Lá chegando, o Mastro foi erguido, uma imagem de São João Batista, trazida pela Irmandade de São João, foi entronizada numa pequena capela ali erguida e a Festa desse ano de 2012 foi declarada oficialmente aberta. Na sua sexta edição, a Festa São João de Caçapava, realizada pela Prefeitura Municipal de Caçapava, reuniu 24 entidades benemerentes da cidade. Cada entidade tinha a sua barraca, oferecendo ao público, a culinária típica de festa junina e da tradição festiva de Caçapava. Elemento mais popular dessa tradição é o bolinho de quermesse. Produto típico caçapavense, esse bolinho feito com farinha de mandioca, água, sal, carne moída e cheiro verde, nasceu na década de 30, durante a quermesse da Festa de São João Batista, concorrendo para levantar fundos em prol da reforma da Igreja Matriz, um empreendimento audacioso do Pe. José Monteiro. Esse bolinho, como tem sido nesses últimos seis anos, é o principal item oferecido na Bar-

No dia 23 de junho, véspera da festa, aconteceram a procissão do carro de bois e o bingão de São João. Retomada a 21 anos atrás, a procissão do carro de bois, recorda os tempos em que, na festa de São João, o povo da roça vinha à cidade para comemorar o santo padroeiro. A viajem era feita em carro de boi, muitos vinham trazendo prendas para serem leiloadas na quermesse, em frente à Igreja Matriz. Hoje, essa tradição é continuada por alguns sitiantes da zona rural da cidade. O Centro de convivência da Terceira Idade Viva a Vida se encarrega de ornamentar os carros e animar a procissão. Na frente da Igreja Matriz o padre abençoou sal, que foi distribuído aos condutores e depois foram abençoados os animais e os participantes do cortejo, o qual prosseguiu animado pelas ruas da cidade indo até o lugar da

Uma pequena multidão lotou a praça de alimentação do local da festa. Enquanto jogavam o bingo, as pessoas consumiam os alimentos oferecidos nas barracas. A Barraca da Igreja Matriz oferecia uma deliciosa feijoada, a qual foi toda consumida. Mais uma vez o Bingão de São João foi um sucesso. A solenidade da Natividade de São João Batista nesse ano foi celebrada num domingo. Na Igreja Matriz foram celebradas as Missas nos horários costumeiros. No palco da festa de São João, o pároco celebrou Missa na intenção das entidades participantes e por seus voluntários e por todos os envolvidos na festa. exultando de alegria, gritava vivas a são João Batista.


O LÁBARO

Comunicação a serviço da fé

9

DIOCESE EM FOCO

A centenária festa do Senhor Bom Jesus de Tremembé Muitos fiéis comparecem a cidade de Tremembé pelo menos uma vez por ano para agradecer ou pedir graças ao senhor bom jesus. Estas visitas são esperadas no dia 6 de cada mês, data dedicada a devoção, sendo a festividade maior dia 6 de agosto de cada ano recebendo milhares de devotos vindos de todos os lugares. Lotaram a igreja em todas as missas celebradas a cada 2h no espaço provisório da basílica, sendo a primeira as 6h da manhã. A cidade presenciou um momento de fé e amor ao Bom Jesus de maneira há muito tempo não vista e foi presenteada com a abertura do ano jubilar dos 350 anos da presença da imagem do Senhor Bom Jesus

em Tremembé, decretado por Dom Carmo João Rhoden. A leitura do decreto ocorreu no inicio da missa campal, em frente a Basílica, às 18 horas, , logo após a procissão, presidida pelo Bispo Diocesano Dom Carmo João Rhoden e concelebrada pelo Bispo emérito com Antônio Afonso de Miranda que emocionado carinhosamente parabenizou Pe. José Vicente pela organização e todo povo de Tremembé pela linda festa. Também concelebraram os padres, reitor e pároco padre José Vicente, o vigário paroquial, padre José Batista da rosa, Pe. Alan Rudz de carvalho rebelo, pároco, e Pe. Ricardo Luiz Cassiano, vigário paroquial, ambos da pa-

róquia São José em Tremembé, o pároco da paróquia São Cristóvão de Pindamonhangaba, Sebastião César Moreira, Pe. Àlvaro Mantovani (Tequinho), os diáconos Elizeu José Santos da paróquia Bons Jesus e João Bosco da Silva Ramos da Paróquia São Vicente de Paulo, Pindamonhangaba/SP. A imagem dos fiéis emociona pelo fervor nos olhares, nos gestos e na voz de quem canta e louva o senhor. Toda essa beleza foi acompanhada durante toda a novena que contou com a presença de bispos na presidência das celebrações. a preparação liturgia esmerada deu maior brilho as festividades sendo elogiada a participação da assembléia por todos os bis-

pos, podendo citar as palavras de Dom Vitório Pavanello, bispo de campo grande, “é emocionante participar de tão bela devoção ao Senhor Bom Jesus. Tremembé está de parabéns”. a parte social foi inovada com a abertura do espaço família na praça da basílica e o espaço juventude na praça de eventos, permanecendo a tradicional barraca bom jesus e os jantares família na antiga estação. a festa que acontece desde o inicio da presença da imagem do Senhor Bom Jesus é tomada por ares de alegria e fé num momento em que a família e a tradicional devoção são valorizadas por todos.

No primeiro final de semana de agosto, mês especialmente dedicado às vocações, o SAV (Serviço de Animação Vocacional) da Diocese de Taubaté promoveu o retiro para os vocacionados, candidatos ao Seminário no ano que vem. Infelizmente faltaram alguns, devido não poderem ter sido dispensados do trabalho. Contudo, foram

dias muito produtivos de reflexão e discernimento para os jovens que aspiram à vida sacerdotal. Este ano o retiro foi na Casa da Congregação das Irmãs Pequenas Missionárias de Maria Imaculada, em São Sebastião e ministrado pelo Pe. Leandro Santos e auxiliados pelos seminaristas da diocese.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

SAV organiza Retiro Vocacional em Igreja de Cristo Rei é Inaugurada em São Sebastião Caçapava.

Aconteceu no dia 03 de junho na festa litúrgica da Santíssima Trindade a inauguração da Igreja de Cristo Reino bairro do Padre Marcelo em Caçapava-SP, comunidade da Paróquia Nossa Senhora da

Boa Esperança, com a presença do Excelentíssimo e Reverendíssimo Sr. Bispo Diocesano Don Carmo João Rhoden. Mais um conjunto da Administração Unificada da Paróquia.


O LÁBARO

Comunicação a serviço da fé

Foto: Divulgação

10

De Madrid para o Brasil. Rio de Janeiro sediará a Jornada Mundial da Juventude em 2013. Por Rodrigo Fernandes e Patricia Martins

Um simpático senhor de 84 anos chega ao Aeródromo Cuatro Vientos (Madri – Espanha). Ali o aguardam uma multidão de mais de meio milhão de jovens de todas as idades e diversas nacionalidades. A cena aconteceu em um sábado de agosto de 2011, na edição passada da Jornada Mundial da Juventude. O senhor em questão é Joseph Ratzinger, ou, mais precisamente, Sua Santidade, Papa Bento XVI. O sucessor de Pedro permaneceu em oração com aquela multidão de jovens por algumas horas, e os exortou: “Queridos jovens, não vos conformeis com nada menos do que a Verdade e o Amor, não vos conformeis com nada menos do que Cristo.” Esse amor a Cristo vem impulsionando, ainda hoje, um número cada vez maior, milhares de jovens, na preparação e nos eventos que antecedem a próxima Jornada Mundial da Juventude. Dessa vez, no Brasil: a JMJ Rio 2013

O começo Na Praça de São Pedro, no Vaticano, em 1984, o Papa João Paulo II entregou aos jovens ali reunidos, uma Cruz de madeira. Era uma vigília jovem em comemoração ao ano jubilar chamado Ano Santo da Redenção, que lembrou os 1950 anos da morte de Jesus Cristo e reuniu mais de 300 mil jovens, vindos de diversos países. No ano seguinte, Ano Internacional da Juventude, segundo a ONU, os jovens do mundo todo voltaram

a se encontrar com o papa em São Pedro. Nascia, dos corações de João Paulo II e daqueles jovens, a vontade de que esses encontros se repetissem. Assim ficou combinado. Estava criada a Jornada Mundial da Juventude. “Meus queridos jovens, na conclusão do Ano Santo, eu confio a vocês o sinal deste Ano Jubilar: a Cruz de Cristo! Carreguem-na pelo mundo como um símbolo do amor de Cristo pela humanidade, e anunciem a todos que somente na morte e ressurreição de Cristo podemos encontrar a salvação e a redenção” (Sua Santidade João Paulo II, Roma, 22 de abril de 1984). Aquela Cruz, com pouco mais de 3 metros de altura, percorreu, e continua a percorrer, cada país que sedia a Jornada Mundial da Juventude, junto de um ícone, um tipo de pintura, dado aos jovens por João Paulo II, em 2003. O ícone de Nossa Senhora é uma cópia contemporânea de um antigo e sagrado ícone, encontrado na primeira basílica dedicada a Maria, Mãe de Deus, no Ocidente: a basílica de Santa Maria Maior. Dois símbolos da fé católica que percorreram milhares de quilômetros e se encontraram com inúmeros jovens de diferentes países, hoje percorrem as Dioceses de todo o Brasil, mobilizando e emocionando os jovens brasileiros.

Bote Fé As chamadas edições do “Bote Fé” e as diversas manifestações po-

pulares e religiosas para acolher a Cruz e o ícone de Nossa Senhora já ocorreram em quase metade do país, e, até julho, a expectativa é de que percorram todo o Brasil. É possível acompanhar a trajetória da Cruz peregrina pelas dioceses

do Brasil por meio de um aplicativo eletrônico, o “ Siga a Cruz” desenvolvido especialmente para a JMJ, por meio do computador ou celular. (Ver quadro abaixo) Aqui em nossa Diocese, a Cruz e o ícone permanecerão dos dias 01 a 07 de abril de 2013, estando previsto o evento “Bote Fé” para o domingo, dia 07, Festa da Divina Misericórdia.

A expectativa e os preparativos para a JMJ no Brasil Em julho de 2013, o papa Bento XVI e milhares de jovens peregrinos do mundo todo desembarcam no Brasil para participar do maior evento religioso do mundo. Após 25 anos da Jornada de Buenos Ai-

res, a Jornada Mundial da Juventude testemunhará, novamente na América Latina, a presença mundial de uma Igreja viva, jovem e em constante renovação. No último domingo do mês passado, após a tradicional oração do Ângelus, no pátio do Palácio Apostólico de Castel Gandolfo, o Papa Bento XVI disse aguardar com esperança esse encontro com a juventude no Rio de Janeiro. “Trata-se de uma preciosa ocasião para tantos jovens experimentarem a alegria e a beleza de pertencer primeira cruz peregrina à Igreja e de viver a fé.”, ressaltou o Pontífice. E o Rio de Janeiro já se prepara para receber os peregrinos. “Famílias Acolhedoras” já estão sendo cadastradas para receber em casa os jovens de outras nacionalidades. Esta semana, foram divulgados também os nomes dos voluntários brasileiros aprovados para auxiliar os peregrinos no Rio. Em oração, as “Vigílias dos Jovens Adoradores” antecipam o clima da JMJ, com a musicalidade, a alegria e a sensibilidade que são típicas do povo brasileiro. A oração oficial da JMJ Rio 2013 foi lançada em julho passado,faltando exatamente um ano para o início do evento. (Veja a oração na íntegra) O hino oficial será lançado na chamada “Festa da Aventura da Cruz”,


“Ide e fazei discípulos entre todas as nações” (cf. Mt 28, 19) Este é o lema proposto pelo papa Bento XVI para a Jornada em solo brasileiro, durante a audiência geral no dia 24 de agosto de 2011, dias após a Jornada em Madri ter sido concluída. Foram dois milhões de jovens que, com alegria, testemunharam a Cristo nos dias de jornada madrilena; e ouviram as palavras proferidas pelo Papa Bento XVI em sua mensagem final de agradecimento, que os renova no chamado “...a serem o fermento que faz a massa crescer...”, a levarem “...ao mundo a esperança que nasce da fé”. Por ocasião, o Papa Bento XVI ainda ressaltou aos jovens: “Sede generosos ao dar um testemunho de vida cristã, especialmente em vista da próxima Jornada no Rio de Janeiro”. “Para o padre Geraldo Dondici Vieira, diretor do Departamento de Teologia da PUC-Rio, esse é um lema para ser guardado no coração, refletido e meditado. “Esse tema, de fazer discípulos, de chamar outros discípulos para a comunhão e o convívio com o Senhor, é o tema mais querido do Evangelho de Mateus. Esse mandato, essa missão já está anunciada em todo o Evangelho. E, na verdade, só faz discípulo quem já é discípulo, quem convive com o Senhor”, afirmou o sacerdote.” *

PADROEIROS DA JMJ 2013

Comunicação a serviço da fé

11

Oração Intercedei para que, a vosso exemCONCEIÇÃO APARECIDA plo, eu promova a PROTETORA DA IGREJA E paz e a caridade em DAS FAMÍLIAS! todos os momentos de minha vida. Amém. No ano 1717, três pescadores, ao lançarem a sua rede para pescar nas águas do rio Paraíba, encontraram a imagem de Nossa Senhora da Conceição. Devido aos muitos milagres realizados e aumento da devoção foi proclamada padroeira do Brasil em 1930 e anos depois foi erguida, em sua homenagem, uma grande basílica que acolhe milhões de peregrinos todos os anos. A JMJ a invoca como Protetora da Igreja e das famílias!

SANTATERESA DE LISEUX PADROEIRA DAS MISSÕES!

Santa Teresinha do Menino Jesus nasceu na França, em 1873. Aos 15 anos, entrou num Mosteiro Carmelita, lugar onde viveu com humildade, simplicidade sua plena confiança em Deus. Foi proclamada padroeira das misOração sões em 1927, por seu profunMãe de Deus e Senhora minha, do desejo de ser missionária rogai incessantemente por mi- e sua disposição de oferecer nha família que hoje consagro a tudo pelo bem dos demais. A vós! Amém. JMJ a invoca como Padroeira das missões! SÃO SEBASTIÃO SOLDADO E MÁRTIR DA FÉ! Oração Sebastião preferiu a fidelidade a Cristo a toda e qualquer honra civil e militar e, por esse motivo, foi expulso dos quadros do exército e morto na perseguição de Diocleciano no ano 300. Vemos destacar-se na vida do Santo a sua valentia e amor ao Senhor Jesus. A JMJ o invoca como Soldado e mártir da fé!

Oração Que vossa intercessão alcanceme a graça de obedecer mais a Deus do que aos homens, tornando-me um soldado de Cristo. Amém. SANTO ANTÔNIO DE SANTANA GALVÃO ARAUTO DA PAZ E DA CARIDADE! Nasceu em Guaratinguetá em 1739. Da família com grandes recursos e possibilidades, renunciou a tudo e ingressou na ordem Franciscana. Pregador da paz e da caridade com palavras e obras, tornou-se modelo de entrega. Seus milagres começaram ainda em vida, distribuindo pílulas feitas por suas próprias mãos, que geravam grandes curas. O invocamos como arauto da paz e da caridade!

Concedei-me, por vossa intercessão, o ardor missionário para levar Jesus a todos os povos! Amém. BEATO JOÃO PAULO II AMIGO DOS JOVENS!

O Papa João Paulo II, o Grande, foi o criador da Jornada Mundial da Juventude em 1984. Considerado como o Papa dos jovens esforçouse no diálogo com eles e convidou-os a reconhecer o seu lugar e missão dentro da Igreja. Seu pontificado foi duradouro e ajudou a conduzir os cristãos, tendo como base as inspirações do Concilio Vaticano II. Lutou até o último momento de sua vida compartilhando conosco sua felicidade de entregar-se totalmente a Cristo e à Virgem Maria. O invocamos como amigo dos Jovens!

Oração Confio-me a vossa intercessão a fim de viver sinceramente a amizade com Cristo e com os irmãos. Amém.

Foto: Divulgação

no dia 14 de setembro, data em que a Igreja celebra a Exaltação da Santa Cruz. Para esse grande evento, a Santa Missa e a Vigília dos Jovens Adoradores será realizada, pela primeira vez, fora do Santuário Nacional de Adoração Perpétua, a Igreja de Sant’Ana. O lugar escolhido foi a paróquia Nossa Senhora da Conceição, no bairro Santa Cruz, que será espaço de vários Atos Centrais da JMJ, da Vigília e da Missa de Envio com Bento XVI. O arcebispo metropolitano do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, ressalta que todos os cariocas estão de braços abertos, assim como o Cristo Redentor, esperando pelos peregrinos para o evento. “Brasileiros e estrangeiros serão todos cidadãos cariocas de 23 a 28 de julho do próximo ano.”, conclui Dom Orani.

O LÁBARO

Oração oficial da JMJ 2013 Ó Pai, enviaste o Teu Filho Eterno para salvar o mundo e escolheste homens e mulheres para que, por Ele, com Ele e nEle, proclamassem a Boa-Nova a todas as nações. Concede as graças necessárias para que brilhe no rosto de todos os jovens a alegria de serem, pela força do Espírito, os evangelizadores de que a Igreja precisa no Terceiro Milênio. Ó Cristo, Redentor da humanidade, Tua imagem de braços abertos no alto do Corcovado acolhe todos os povos. Em Tua oferta pascal, nos conduziste pelo Espírito Santo ao encontro filial com o Pai. Os jovens, que se alimentam da Eucaristia, Te ouvem na Palavra e Te encontram no irmão, necessitam de Tua infinita misericórdia para percorrer os caminhos do mundo como discípulosmissionários da nova evangelização. Ó Espírito Santo, Amor do Pai e do Filho, com o esplendor da Tua Verdade e com o fogo do Teu Amor, envia Tua Luz sobre todos os jovens para que, impulsionados pela Jornada Mundial da Juventude, levem aos quatro cantos do mundo a fé, a esperança e a caridade, tornando-se grandes construtores da cultura da vida e da paz e os protagonistas de um mundo novo. Amém

Patronos da JMJ 2013


12

O LÁBARO

Comunicação a serviço da fé

ENTREVISTA

A diocese de Taubaté se prepara para a JMJ Rio 2013. Saiba como participar, nesta entrevista com o coordenador do Setor Juventude, Pe. Cleber Sanches, scj. Padre Cleber, como o Setor Juventude tem se organizado para a JMJ Rio 2013? O setor tem realizado eventos de oração pela JMJ Rio 2013, além de eventos de preparação, organizando-se como setor, fortalecendo a união da Igreja jovem em Taubaté, representada pelas diferentes pastorais e movimentos que compõem o setor. Dessa forma, divulgando as diferentes maneiras como nossos jovens podem ser Igreja em nossa diocese, o setor espera aderir à grande convocação do papa Bento XVI para a JMJ Rio2013 “Ide e fazei discípulos entre todas as nações”. Já realizamos reuniões com representantes de grupos e movimentos, reunião de formação, com no Documento Sobre a Evangelização da Juventude (documento 85 da CNBB). Marcamos a presença da Igreja jovem na festa de Bom Jesus de Tremembé, durante as 17 noites de festa, e promovemos uma grande noite de oração, a Noite das Portas Abertas, que aconteceu em todas as matrizes de nossa diocese, trazendo ao Brasil o movimento Nightfever. E muitos eventos já estão previstos, aqui na diocese, para este segundo semestre de 2012 e para o início de 2013. E novos eventos podem ser propostos ao Setor,conforme a iniciativa dos grupos. Estes são alguns dos eventos previstos: - Vigília pela JMJ 2013 - Estruturação das comissões de preparação da JMJ - Noite do Taizé - Presença na Festa de Caçapava - Reuniões da organização da JMJ para lideranças de grupos juvenis - Dia Nacional da Juventude 21/10 - Participação na 4ª Peregrinação

Nacional da Juventude a Aparecida 15/11 - Presença da Cruz e Ícone de Nossa Senhora - 1-7 de abril de 2013 - Bote Fé – na semana da presença da cruz e ícone de Nossa Senhora na Diocese - Semana Missionária de 15-21 de julho de 2013 - É correto afirmar que o Setor Juventude começa a se estruturar, em nossa Diocese, em virtude dos eventos da JMJ? Diante disso, como estão os preparativos referentes à estrutura do Setor, à formação de seus membros? Podemos, sim, dizer que a JMJ 2013 é uma grande motivação para estruturarmos o Setor Juventude, de acordo com as orientações da CNBB. Todos nós estamos aprendendo esta nova metodologia de trabalho. Felizmente, temos muitos jovens interessados em participar desta nova organização. O Setor Juventude é uma organização para aproximar os grupos. Uma formatação para que os grupos e movimentos saibam e participem daquilo que os outros grupos estão fazendo e como estão caminhando. - Fale um pouco mais sobre o trabalho que vem sendo realizado nos últimos meses. Quanto à formação, por exemplo, qual a importância do documento 85 da CNBB para estruturar esse setor em nossa Diocese? Já estamos trabalhando na organização do Setor. Em junho passado tivemos oportunidade de participar da formação sobre o Documento 85 da CNBB sobre a Evangelização da Juventude. Atualmente,

nossas estruturas de organização parecem não mais responder aos anseios dos grupos. Como dinamizar nossas atividades? Como levar jovens para o compromisso com a Igreja? O que fazer para que nossos grupos e movimentos se tornem atrativos para os jovens? Estas são perguntas sobre as quais também tratamos. Ficou muito mais clara, para os participantes do momento de formação, a proposta da CNBB. Enquanto Diocese, sob orientação do nosso bispo, queremos caminhar juntos e sem timidez. Todos com um mesmo objetivo: mostrar o rosto vivo e jovem da Igreja. - Os jovens que quiserem ser voluntários, ajudando nos eventos da diocese, como podem participar? Os voluntários que quiserem nos ajudar nos eventos na diocese devem estar engajados em algum grupo ou movimento. Todos os nossos eventos são comunicados aos grupos e a partir deles organizados. - O Setor está constituindo comissões para acompanhar e dar suporte aos trabalhos? Como essas comissões são formadas e como será articulado o trabalho integrado entre elas? Para participar das comissões de organização do Setor Juventude, os jovens também precisam estar engajados em grupos juvenis, movimentos e paróquias. Temos uma pequena comissão central que se reúne para traçar os planos e atividades. Na comissão central do Setor devem participar os coordenadores de grupos e movimentos que têm representação diocesana. Esta estrutura é a primeira que queremos criar e a partir dela refletir so-

bre a melhor forma de fazer chegar aos grupos todas as informações e orientações. - O envolvimento dos jovens, movimentos, grupos da Diocese que constituem o Setor Juventude tem sido satisfatório? Ainda estamos começando a organizar o Setor. O envolvimento ainda precisa ser melhorado com o compromisso principalmente dos coordenadores. É fundamental a participação nas reuniões. É indispensável o compromisso. Vemos que quando os coordenadores participam, se encontram, as informações chegam mais facilmente até as bases dos grupos, assim como as sugestões de todos, de cada grupo, podem ser debatidas e contribuir para que o Setor Juventude represente melhor a Igreja jovem da Diocese. - O Setor da nossa diocese estará presente no Rio de Janeiro, durante a JMJ, com alguma função específica, ajudando em algo? Nós participaremos da JMJ, no Rio, sem função específica enquanto Setor. Vários jovens da Diocese que se inscreveram como voluntários no Rio foram selecionados. Eles participarão ativamente dos trabalhos e serão nossa contribuição enquanto Diocese de Taubaté. - Existe ou existirá algum trabalho do Setor voltado para motivar os grupos de jovens da nossa Diocese a participar da JMJ no Rio de Janeiro? Já estamos criando eventos motivacionais. Cada vez mais, os jovens querem saber como será o encon-


O LÁBARO

Comunicação a serviço da fé

13

ENTREVISTA

A primeira iniciativa é procurar um grupo juvenil para se engajar. Estando em um grupo, fica mais fácil participar. Assim, o jovem irá para o Rio com esse grupo, que permanecerá sempre junto. As inscrições para a JMJ 2013 serão feitas por grupos. Se em última instância o jovem não participa de nenhum grupo e mesmo assim quer ir para a JMJ, ele pode fazer a inscrição individual. As inscrições e informações oficiais estão no site www.rio2013. com. Ao longo do semestre iremos divulgar mais informações aqui no Jornal diocesano e também na página do Setor Juventude de Taubaté www.setorjuventude.com. Como os jovens da diocese podem entrar em contato com o Setor Juventude? A partir deste segundo semestre contaremos com um escritório do Setor Juventude na Cúria Diocesana. De lá coordenaremos o Setor. Este escritório funcionará também como a Central JMJ da Diocese de Taubaté. Além disso, o jovem pode acompanhar as ações do Setor, falar conosco e mandar suas sugestões pelo site www.setorjuventude.com, pelo e-mail contato@setorjuventude. com. Também é possível ficar por dentro de tudo e ainda participar conosco de momentos de reflexão e oração através das redes sociais. Facebook: Setor Juventude diocese

Que mensagem o senhor gostaria de deixar aos jovens de nossa Diocese? Deixo aos jovens que são, ao mesmo tempo, o próprio Setor Juventude e a razão pela qual ele existe, a mensagem do papa João Paulo II, (que se encontra na integra ao lado) de cujo coração, que tanto amou os jovens, nasceu a Jornada Mundial da Juventude: “Precisamos de santos de calças jeans e tênis...” Deus os abençoe, Pe. Cleber Sanches,scj*

*Padre Cleber Sanches,scj é coordenador do Setor Juventude da Diocese de Taubaté. Padre Dehoniano, professor universitário, e vigário da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, na Vila São Geraldo, em Taubaté.

FIQUE LIGADO www.rio2013.com/pt www.setorjuventude.com www.jovensconcetados.org.br destrave.cancaonova.com

JMM 2013 NA NET

- Quanto ao jovem que sente vontade em participar da JMJ, viver esse momento lá no Rio de Janeiro; qual a primeira iniciativa que ele deve tomar? Como deve proceder?

de Taubaté

Foto: Carlos - grupo Asas

ntro, o que tem sido feito, como participar, como ir até o Rio. Creio que a motivação vai crescer, cada vez mais, na medida em que eles participam dos eventos programados. É a primeira vez que o maior evento católico jovem da Igreja acontece no Brasil.

Beato João Paulo II

CARTA AOS JOVENS Precisamos de Santos sem véu ou batina. Precisamos de Santos de calças jeans e tênis. Precisamos de Santos que vão ao cinema, ouvem música e passeiam com os amigos. Precisamos de Santos que coloquem Deus em primeiro lugar, mas que se esforcem na faculdade. Precisamos de Santos que tenham tempo todo dia para rezar e que saibam namorar na pureza e castidade, ou que consagrem sua castidade. Precisamos de Santos modernos, Santos do século XXI com uma espiritualidade inserida em nosso tempo. Precisamos de Santos comprometidos com os pobres e as necessárias mudanças sociais. Precisamos de Santos que vivam no mundo, se santifiquem no mundo, que não tenham medo de viver no mundo. Precisamos de Santos que bebam CocaCola e comam hot dog, que usem jeans, que sejam internautas, que escutem discman. Precisamos de Santos que amem a Eucaristia e que não tenham vergonha de tomar um refrigerante ou comer pizza no fim de semana com os amigos. Precisamos de Santos que gostem de cinema, de teatro, de música, de dança, de esporte. Precisamos de Santos sociáveis, abertos, normais, amigos, alegres, companheiros. Precisamos de Santos que estejam no mundo e saibam saborear as coisas puras e boas do mundo, mas que não sejam mundanos. Jovens do mundo inteiro tenham a santa ousadia de serem os santos do novo milênio.” (Papa João Paulo II) Amém


14

O LÁBARO

Comunicação a serviço da fé

E A PALAVRA SE FEZ CARNE

Temas importantes do Evangelho de Marcos (continuação) Foto: yvislicious.deviantart.com

Pe. Mariano, scj*

(4) O CAMINHO DE JEUS EM MARCOS: A estrutura fundamental de Marcos apresenta Jesus como aquele que caminha, o pregador itinerante, sempre em movimento. O conceito bíblico de caminho é muito rico: Abraão, Jacó, Moisés, o Povo de Israel... O caminho geográfico e material torna-se símbolo do caminho espiritual e ético. Em Jo 14,6 Jesus se apresenta: “Eu sou o Caminho”. Segundo Lucas, Jesus faz o caminho (Lc 9,51 – 19,28) e a própria comunidade eclesial é chamada como Caminho (At 9,2; 18,25.26; 19,9.23; 22,4; 24,14.22). Em Mc Jesus faz o caminho: junto a João Batista no Jordão; na Galileia e seus arredores; na Judéia e em Jerusalém. Por gestos e palavras, ao longo de seu caminho, Jesus espalha vida e bênção. Jesus que faz o caminho é também O Caminho. Atrás da estrutura geográfica esconde-se a estrutura temática sobre Jesus e seus discípulos. Jesus é o referencial para os tempos novos. Ele ensina, perdoa, cura, devolve a vida, enfrenta os que se arvoram em donos da religião... Também os discípulos caminham com Jesus. E o caminho material que

fazem é símbolo do caminho espiritual que trilham: conhecer Jesus, comprometer-se com ele, testemunhá-lo. Para eles, Jesus é o Cristo (Mc 8,9). Mas eles precisam aprender de que jeito ele é o Cristo. Essa verificação só pode ser feita depois da paixão: “Verdadeiramente este homem era Filho de Deus” (Mc 15,39). Lá, sim, fica evidente que ele é o Messias na linha do Filho do Homem e do Servo de Javé. Ao messianismo de Jesus está, pois, vinculado o tema do “segredo messiânico”. (5) O SEGRDO MESSIÂNICO DE JEUSU: O que é, mesmo, o tal “segredo messiânico”? Quando Jesus opera prodigiosamente e as pessoas reconhecem sua extraordinária pessoa e ação, ele pede segredo. Jesus quer evitar que alguém o siga a partir de uma imagem equivocada. Quais são as ocasiões em que Jesus pede que não se diga quem ele é? Quando é que Jesus deseja que o segredo messiânico seja observado? São seis estas ocorrências: u Mc 1,25; 3,12 (Jesus rejeita a “confissão” dos espíritos impuros); v Mc 1,44 (após a cura do leproso); w Mc 5,43 (depois de ressuscitar a filha

Pai, Jesus discerne e chama aqueles que ele quer. Eles foram até Jesus. Somos os chamados, vocados por Jesus. À proposta divina corresponde uma resposta humana. b) Acolher o convite de Jesus implica na convivência de outros também chamados: “Com-vocados, convocação”: “E constituiu Doze, para que ficassem com ele” (Mc 3,14a). A primeira e mais importante dimesão vocacional é estar com Jesus e com os outros de Jairo); x Mc 7,36 (ao curar o também chamados, vocados. surdo-mudo); y Mc 8,30 (após Somos convocados. Assim, a a confissão de Pedro); z Mc 9,9 vocação pessoal desdobra-se em convocação comunitária. (depois da transfiguração). Quando, enfim, o segredo pode c) Do ser chamado e estar com Jesus (vocação) e ser revelado? Quando Jesus A primeira viver comunitariamente (convocação) brota a tiver superado e mais missão (provocação) a tentação, a importante tanto no falar quanto paixão e a morte dimesão no agir, em nome e viver a vida vocacional do Senhor da. “Proplena com a é estar com ressurreição. Aí, Jesus e com os vocados, provocação”: enviá-los a sim, chegamos à outros também “Para pregar” (Mc 3,14b), sétima referência chamados, “E terem autoridade ao segredo messiânico: { Mc 16,15.20 para expulsar os demônios” (o segredo revelado, a ser (Mc 3,15). Neste contexto é testemunhado). Uma vez que se importante o duplo significado sabe quem Jesus é (o Messias) da palavra “provocação”: tanto e de que forma o é (através da interpelação e sinal desafiador limitação humana que inclui a para a sociedade, quanto morte), então não é mais tempo vocação vivida pelos outros, em de segredo. Agora é tempo de prol deles, a exemplo de Jesus proclamar quem é Jesus e como que está no meio dos seus como conhecê-lo, segui-lo, amá-lo, aquele que serve (cf. Lc 22,27).

testemunhá-lo. Reflexão a partir de Mc 3,13-15 Para o mês vocacional convém visitar um texto de grande densidade vocacional que é o de Mc 3,13-15: O Senhor chama (vocação), congrega (comunhão) e envia (missão). a) Vocação/chamado: “Jesus subiu à montanha, chamou os que ele quis e foram até ele” (Mc 3,13). Montanha é o lugar de Deus. Do encontro com o

*Pe. Mariano, scj é doutor em Teologia, Mestre em Bília e Provincial da Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus (Provincia Brasil Central)

LEITURAS DOS DOMINGOS DE AGOSTO Dia 05 - Ex 16,2-4.12-15 / Sl 78 Ef 4,17.20-24 / Jo 6,24-35 Dia 12 - 1Rs 19,4-8 / Sl 34 Ef 4,40-5,2 / Jo 6,41-51 Dia 19 - Ap 11,19a . 13,1.3-6a.10ab Sl 44 / 1Cor 15,20-27a / Lc 1,39-56 Dia 26 - Js 24,1-2.15-18 / Sl 34 Ef 5,21-32 / Jo 6,60-69


O LÁBARO

Comunicação a serviço da fé

15

LITURGIA

Uso do Evangeliário em todas as celebrações Dominicais – Um luxo? Pe. Roger Matheus dos Santos*

Foto: Divulgação

Dando continuidade à nossa reflexão sobre os ritos próprios da Liturgia da Palavra, neste mês refletiremos acerca da importância do Evangelho. Iniciamos com uma citação da introdução do Lecionário:“Como a proclamação do evangelho é sempre o ponto culminante da Liturgia da Palavra, a tradição litúrgica, tanto no Ocidente como no Oriente, desde sempre estabeleceu uma certa diferença entre os livros das leituras. Com efeito, o Livro dos Evangelhos, elaborado com um maior cuidado, era adornado e gozava de veneração superior à dos demais livros litúrgicos. É, pois, muito conveniente que, também em nossos dias, pelo menos nas catedrais, nas paróquias e igrejas maiores e mais frequentadas, haja um Evangeliário, ornado com beleza e distinto de qualquer outro livro de leituras”. (Introdução geral ao elenco das leituras na missa, nº 36) A proclamação do Evangelho constitui o ponto alto da liturgia da Palavra, para o qual a assembleia se prepara com as demais leituras, na ordem indicada, isto é, a partir do Antigo Testamento até chegar ao Novo. Há como um “crescendo” até seu ápice: o próprio Cristo-Palavra que passa por entre os seus para anunciar-lhes palavras de vida eterna, aclamado com o “aleluia”, o canto dos homens novos. O uso do Evangeliário está prescrito pelo Missal Romano, pela Introdução do Lecionário, bem como pela recente Exortação Apostólica Verbum Domini de Bento XVI para todas as festas e solenidades – logo, para todos os Domingos do ano, pois todo Domingo constitui-se como solenidade! Nos ritos iniciais, na procissão de entrada de todas as missas dominicais e demais solenidades e festas, o Evangeliário deverá ser transladado solenemente à frente dos ministros

ordenados e depositado no centro do altar, seja pelo Diácono, seja, em sua falta, pelo primeiro Leitor. Tal prescrição encontra-se tanto no missal (82-84), quanto na Introdução geral do Lecionário nº 17. Essa deposição equivale praticamente a uma “entronização” (semelhante à “exposição” do Santíssimo Sacramento sobre o altar. Semelhante, não equivalente!). Se na procissão de abertura da celebração o Evangeliário deve ser levado pelo Leitor, na falta do Diácono (ministro ordinário da proclamação do Evangelho), na procissão do altar até o ambão, durante o canto de aclamação a Cristo por meio do “Aleluia” convém que o livro seja tirado do altar por um diácono ou, se não houver diácono, por um sacerdote concelebrante ou então por aquele que preside, e seja levado ao ambão, acompanhado ou não pelos ministros que levam velas, incenso ou outro sinal de veneração a Cristo Palavra. O significado desse rito é claro: Quando o diácono ou sacerdote tira o Evangeliário de cima do altar, sinal do Cristo, dá a entender de modo magnífico que as palavras que vai proclamar não são suas, mas de Jesus. “O Cristo fala, diz o Concílio (SC 7), quando se lêem as santas Escrituras”. É essa afirmação que o rito de exposição do Evangelho salienta majestosamente. O altar é também o centro da assembléia celebrante. É pois nesse centro que se enraíza a palavra de Jesus. É desse centro que ela se irradia sobre a comunidade. Neste momento também os fiéis estão de pé e entoam suas aclamações ao Senhor com o canto do “Aleluia”. Ainda segundo as indicações contidas no Ordenamento das Leituras da Missa, é bom valorizar a proclamação da Palavra de Deus com o canto, particularmente o Evangelho, de modo especial em determinadas solenidades. A saudação, o anúncio inicial: “Evangelho de Nosso

Senhor…” e a exclamação final “Palavra da salvação”, seria bom sempre proferi-los em canto para evidenciar a grandeza do que será lido, exprimindo a importância da leitura evangélica e promovendo a fé dos ouvintes que mais uma vez aclamam o seu Senhor. Exposição permanente do Evangeliário na Igreja: uma proposta do Sínodo dos Bispos, um pedido do papa Bento XVI Particularmente significativa é a exposição do Evangelho na igreja antes da celebração: os fiéis, ao entrarem no templo, são assim de certo modo acolhidos pelo Cristo. Nesse espírito é que certas comunidades de ritos orientais conservam o Evangeliário entronizado no altar, mesmo fora das ocasiões de celebração. Seria excelente, que esse costume se generalizasse no nosso rito romano, cumprindo inclusive um mandato de nosso atual pontífice Bento XVI: “Os espaços sagrados, mesmo fora da ação litúrgica, revistam-se de eloquência, apresentando o mistério cristão relacionado com a Palavra de Deus, dando-se atenção especial ao ambão, enquanto local litúrgico donde serão proclamadas as leituras. Além disso, os padres sinodais sugerem que, nas igrejas, haja um local de honra onde se possa colocar a Sagrada Escritura mesmo fora da celebração. Realmente é bom que o livro onde está contida a palavra de Deus tenha dentro do templo cristão um lugar visível e de honra, mas sem tirar a centralidade que compete ao sacrário que contém o santíssimo sacramento” (Verbum Domini 68). Uma alternativa seria ter junto à entrada principal de nossas Igrejas um espaço estável, digno e belo que expusesse o Evangeliário diuturnamente, e deste local fosse transladado pelo diácono ou pelo Leitor no início de cada celebração Dominical até o altar. *Pe. Roger Matheus dos Santos é acessor de Liturgia da Diocese de Taubaté


16

O LÁBARO

Comunicação a serviço da fé

DE OLHO NA REALIDADE

Lições de Londres 2012. Henrique Faria

Não pela política que o poder público desdenha com relação ao esporte amador, mas muito mais por uma cultura nacional que privilegia o esporte profissional – destaque-se aqui o futebol – e se lembre dos esportes genuinamente olímpicos de quatro em quatro anos. Eu falo de esporte amador. Não de esporte olímpico, que, malgrado o choro dos atletas olímpicos perdedores, é, sim, amparado pela iniciativa governamental. As modalidades que mais se destacam nos embates olímpicos são, geralmente, dos esportes que nasceram e evoluíram nas elites, e que nem sempre correspondem às expectativas, como foi o caso da vela, do vôlei masculino e outras modalidades. Daí a surpresa quando uma menininha do Piauí consegue, no primeiro dia de competições das Olimpíadas de 2012, uma medalha de ouro para o Brasil. Mas Sarah Menezes não chega a ser nenhuma surpresa para quem a acompanha desde 2006 quando passou a integrar a BolsaAtleta. Na verdade, não somente ela, mas muitos outros atletas pobres são bancados por bolsas do governo brasileiro ou têm respaldo financeiro de grandes empresas estatais como a Caixa Federal, a Petrobrás, o Banco do Brasil. Não se pode criticar, como é hábi-

to brasileiro, a falta de apoio oficial Vêm como suplemento para a para os atletas olímpicos. O proble- disciplina, a determinação, a coma é que os resultados são pífios. ragem, o espírito de reabilitação e o moral elevado mesmo na derA relação custo-benefício é de- rota, a humildade na vitória, cuja sequilibrada. Não se engane o prática o adolescente levará para leitor com o bordão já gasto de a vida para, mesmo vitorioso e que o esporte amador não rece- bem sucedido, nunca menosprebe a devida atenção do Poder zar aqueles que não atingiram público, se considerarmos es- o seu status de prosperidade. porte amador as modalidades olímpicas que disputam as com- O esporte, nas escolas, funciona petições quadrianuais de maior como educação para a solidavisibilidade no mundo esportivo. riedade. Quando se vê um Rivaldo – que disputava a artilhaÉ balela chamar de amador o es- ria da Copa do Mundo de 2002 porte olímpico. A grande maioria com Ronaldo – abrir as pernas dos atletas são muito bem pagos para deixar a bola passar para e sustentados para disputarem as que o Fenômeno fizesse o gol, o Olimpíadas. Aqui não me refiro, exemplo estava consagrado. Inevidentemente, ao futebol e ao felizmente, não existe no Brasil voleibol, que são verdadeiras mi- uma cultura de que a educação nas de ouro para os seus atletas. É física seja matéria de educação. uma hipocrisia chamar por amador essas modalidades olímpicas. Evidentemente, não pelos professores, que sonham em fazer desAo esporte amador realmente sa matéria o que faz o professor o poder público não dá atenção. de matemática, de português, de Inclua-se nessa categoria o es- história ou geografia. Mas, abanporte praticado nas escolas pú- donados pelo descaso público, se blicas. Professores de educação veem em situação de inferioridafísica são verdadeiros heróis para de com a falta de equipamentos, manterem acesa a chama do es- de uniformes, de quadras decenporte praticado pela competi- tes, de material esportivo e, prinção em si e não pelas medalhas. cipalmente, de tempo suficiente para que possam administrar O esporte praticado nas escolas deve servir de apoio à educação formal que crianças e adolescentes recebem nas salas de aula.

uma matéria de educação formal que venha a produzir cidadãos de verdade e não boleiros mercenários que se espelham em ídolos de pano que recebem muito mais do que valem, como dizia o Barão de Itararé. E o pior: esses mercenários podem acabar sendo pernas de pau e se tornarem políticos, o que passa a ser muito mais preocupante. A educação física formal precisa ser vista com mais carinho pelo governo. O surgimento de um atleta olímpico será um fenômeno natural, como surgem, de vez em quando, um Niemeyer das salas de matemática, um Jorge Amado das de português, um Marcos Pontes das de engenharia aeronáutica, um Marcelo Gleiser das salas de física. *Herrique Faria é colaborador responsável por esta matéria

leigo

e

Foto: Divulgação

Não se pode dizer que o Brasil decepcionou nas Olimpíadas de Londres. Quem acompanha *Henrique Faria - Caçapava-SP o país há cinqüenta ou sessenta anos em suas participações olímpicas não espera mesmo muita coisa dos atletas brasileiros.


O LÁBARO

Comunicação a serviço da fé

17

REFLEXÃO

Festejando a redução do número de católicos. Pe. Silvio José Dias*

Na semana em que foi anunciada a redução do número de católicos, li muitos artigos de jornal festejando o “encolhimento” da Igreja Católica. A diminuição do número de católicos, caindo de 75% para 64% na última década, foi apontada pela última pesquisa feita pelo IBGE. Efusivos, muitos colunistas celebraram o decréscimo dos católicos e o crescimento dos evangélicos vaticinando alegres que nos próximos 10 anos os católicos serão 50% da população, devendo cair, no decênio seguinte, para 40%. Mais que os números espantou-me a comemoração eufórica de tantos artigos comentando o fato. Li apenas um comentarista manifestar preocupação com as consequências dessa mudança fazendo observações sobre intolerância e liberdade da pessoa. Ao final dessa semana de celebrações por essa notícia triste para nós

católicos, os jornais noticiaram o falecimento de Dom Eugênio Sales, Cardeal Arcebispo Emérito do Rio de Janeiro. Agora, artigos e comentários fizeram o elogio desse que foi um clérigo extraordinário. Dom Eugênio Sa-

a um governo de exceção. As manifestações enalteciam um eclesiástico, uma das figuras proeminentes da Igreja que contribuíram na defesa da liberdade e na promoção do bem em nossa sociedade. Os mesmos jornalistas que festejavam a

les destacou-se como membro da Igreja Católica no Brasil, contando entre os seus feitos principais, a criação da Campanha da Fraternidade que tanto bem tem feito não apenas à Igreja, como a toda sociedade brasileira no campo social e no da justiça. Os elogios destacaram a atuação do cardeal em defesa dos direitos da pessoa frente

redução do número de católicos e previam a diminuição da influência da Igreja na sociedade, rendiam-se ao fato histórico incontestável de que ela tem sido a voz dos que não tem voz nem vez e que seus representantes gastaram a sua vida promovendo o bem, colaborando decididamente por uma nação onde o direito é respeitado. Hoje, a liber-

dade de imprensa é devedora da luta desses homens de Igreja que, mesmo não sendo os únicos a defender a democracia, arriscaram a própria vida e a boa fama sem, porém, colocar em risco a liberdade, a segurança e a vida de outros. Os últimos documentos eclesiais trataram dessa evasão de católicos. Elaboraram teses para explicar o fato, avaliaram a prática pastoral da Igreja, levantaram responsabilidades e apontaram caminhos para a evangelização. Nem a festa feita pelos que se incomodam com a Igreja, nem nossos erros, nem a mudança de hábitos ou a depreciação da vida espiritual podem ser motivo de desânimo para nós católicos. Antes, representam hoje, como foi nos primórdios da Igreja, um desafio a ser enfrentado com coragem, humildade, ardor missionário e confiança na graça de Deus. *Pe. Silvio José Dias é Paroco na Paróquia Nossa Senhora D’Ajuda emCaçapava-SP


18

O LÁBARO

Comunicação a serviço da fé

DIOCESE DE TAUBATÉ

Os 20 anos do Catecismo da Igreja Católica: um livro a serviço da fé . Prof. José Pereira da Silva

Estamos comemorando 20 anos do lançamento do Catecismo da Igreja Católica,que o Papa João Paulo II entregou solenemente à Igreja no dia 7 de dezembro de 1992. O Catecismo é uma norma segura para a doutrina da Igreja, que deve ajudá-los a conhecer melhor,viver mais profundamente e transmitir a fé de forma mais convincente. É fundamental a Constituição Apostólica “Fidei Depositum” de João Paulo II que, a modo de introdução, apresenta o Catecismo caracterizando seu âmbito e seu valor: “Um catecismo deve apresentar com fidelidade e de modo orgânico o ensinamento da Sagrada Escritura, da Tradição viva da Igreja e do Magistério autêntico como também a herança espiritual dos padres, dos santos e santas da Igreja a fim de permitir conhecer melhor o mistério cristão e reavivar a fé do Povo de Deus” (n.3). O valor doutrinal depende do conteúdo exposto: “ É uma exposição da fé da Igreja e da doutrina católica, atestadas ou iluminadas pela Sagrada Escritura, Tradição Apostólica, Magistério da Igreja. Eu o reconheço como um instrumento válido e legítimo ao serviço da comunhão eclesial e como norma segura para o ensinamento da fé” (Fidei Depositum,4). Não se trata de um ‘catecismo universal”,como lembra o Papa: “Este Catecismo não se destina

a substituir os catecismos locais devidamente aprovados... Ele se destina a encorajar e ajudar a redação de novos catecismos que levam em conta as várias situações e culturas,guardando com cuidado a unidade da fé e a fidelidade à doutrina católica” (FD,4). O Catecismo divide-se em quatro grandes partes subdivididas cada uma em duas seções,valendo a primeira como introdução à segunda: 1) O Credo (Revelação e profissão de fé); A Liturgia(mistério pascal e sacramentos); A Vida em Cristo (moral e mandamentos);A oração Cristã (oração e Pai-nosso). O esquema é o mesmo do Catecismo de Trento promulgado em 1566 por S. Pio V. O Catecismo é fiel ao Vaticano II(1962-65), alcança alto nível teológiconassíntesesqueapresenta dos grandes Documentos Conciliares Dei Verbum,Lumen Gentium,Sacrossantum Concilium. Fiel igualmente aos outros Concílios,situa-se muito bem nas grandes propostas,por elas feitas na elaboração da profissão de fé. A idéia de um Catecismo para a Igreja,que vinha amadurecendo desde o término do Vaticano II(1962-65), foi transformada em proposta pelo Sínodo extraordinário de 1985,reunido para celebrar o vigésimo aniversário do término do Vaticano II e para realizar um balanço de suas aplicações e de

seus resultados. A proposta do Sínodo direcionou, desde o inicio, o trabalho das comissões: “É desejo geral que seja redigido um Catecismo ou explicação global Doutrina Católica tanto sobre a fé quanto sobre a moral,que seja uma espécie de ponto de referência para os Catecismos ou exposições globais, que são compostos nos diversos países. A apresentação da doutrina deve ser bíblica e litúrgica, apresentando uma doutrina integral e, ao mesmo tempo, adaptada à vida atual cristã”. O Catecismo propõese,pois,a uma dupla tarefa: deve expor claramente a doutrina e,ao mesmo tempo,ajudar a viver mais profundamente e testemunhar mais decididamente essa fé. Doutrina e vida não podem se colocados em oposição. Como podemos amar sem compreender? A educação religiosa precisa ser também uma introdução à compreensão da fé. O mesmo conhecimento da fé fortalece ainda mais a confiança nesta mesma fé e consequentemente a confiança no caminho de vida que a fé nos ensina. O Catecismo parte de algo comum a todos os homens: a sua capacidade para Deus, a sua dimensão religiosa. O Catecismo parte do “inquieto coração” que, segundo Santo Agostinho,lhe foi dado por Deus. Com isso já de antemão se estabelece uma ponte para a parte moral, que encontra seu ponto de partida no anseio do homem pela felicidade. O Catecismo segue a profissão de fé batismal da Igreja de Roma,mas na sua explicação sempre faz referência ao chamado Símbolo Niceno-Constantinopolitano. O Catecismo mantém a estrutura trinitária da profissão de fé e também sua subdivisão tradicional em doze artigos. O Catecismo é um livro de fé para os transmissores da fé,uma ajuda para todos aqueles que querem conhecer melhor sua fé. Um livro a serviço da fé. *José Pereira da Silva é historiador e professor

FUNDAÇÃO DOM JOSÉ ANTÔNIO DO COUTO FUNDJAC Fundação Dom Couto tem por finalidade, maior, trabalhar pela promoção, dignificação e inclusão de pessoas por meio de seus projetos socioculturais: Conservação e manutenção em madeira policromada-a partir dos 18 anos/vagas 10; Papel Marche –adulto e 3 idadefaixa etária a partir dos 18 anos/ vagas 10 Costumização- adulto e 3 idadefaixa etária a partir dos 18 anos/ vagas 10 Mosaico - adulto e 3 idade- faixa etária a partir dos 18 anos/ vagas 10 lauta doce- jovem a 3 idade- faixa etária a partir dos 18 anos/ vagas 10 Coral -infantil- faixa etária 8 a 12 anos/ vagas 10 Orquestra- fase inicial- faixa etária 8 a 12 anos / vagas 10 Camerata- crianças e jovens faixa etária entre 10 e 18 anos/ vagas 45 Cuidador de Idosos- faixa etária a partir dos 18 anos/vagas 20

As inscrições para os cursos já se encontram abertas. Para maiores informações entrar em contato na sede da Fundação Dom Couto ( Praça Barão do Rio Branco, 30 - ao lado da igreja do Rosário) ou pelo telefone: 3622-1866 .


O LÁBARO

Comunicação a serviço da fé

19

DIOCESE DE TAUBATÉ

Expediente

Horário de Missas TAUBATÉ

DIOCESE DE TAUBATÉ MITRA DIOCESANA DE TAUBATÉ - CNPJ 72.293.509/0001-80 Avenida Professor Moreira, nº 327. Centro - Taubaté-SP CEP 12030-070 Expediente: De Segunda a Sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 18h. Telefone (12) 3632-2855

Bispo Diocesano: Dom Carmo João Rhoden, scj Vigário Geral: Côn. Elair Fonseca Ferreira Ecônomo e Procurardor: Côn. José Luciano Matos Santana Chanceler do Bispado: Mons. Irineu Batista da Silva Coordenador Diocesano de Pastoral: Pe. Kleber Rodrigues da Silva

Decanatos / Decanos / Paróquias / Párocos DECANATO TAUBATÉ I - Decano: Mons. Marco Eduardo--------------- Catedral de São Francisco das Chagas – Mons. Marco Eduardo Nossa Senhora do Rosário (Santuário Sta. Teresinha) – Mons. José Eugênio São José Operário – Pe. Luís Lobato Santo Antônio de Lisboa – Côn. Elair Ferreira São Pedro Apóstolo – Pe. Fábio Modesto Nossa Senhora do Belém – Pe. Valter Galvão São Vicente de Paulo – Pe. Éderson Rodrigues

3632-3316 3632-3316 3632-2479 3633-2388 3608-4908 3633-5906 3621-5170 3621-8145

DECANATO TAUBATÉ II - Decano: Pe. Sílvio Menezes, sjc Sagrada Família – Pe. Arcemírio, msj Santa Luzia – Pe. Ethewaldo Júnior do Menino Jesus – Pe. Vicente, msj Nossa Senhora Mãe da Igreja – Pe. Emerson Ruiz, scj Nossa Senhora da Conceição (Quiririm) – Pe. Sílvio Menezes, sjc São Sebastião – Pe. Rodrigo Natal

3686-1864 3681-1456 3632-5614 3681-4334 3411-7424 3686-1864 3629-4535

DECANATO TAUBATÉ III – Decano: Pe. José Vicente Santíssima Trindade – Côn. Paulo César Sagrado Coração de Jesus – Pe. Aloísio Wilibaldo Knob, scj Senhor Bom Jesus (Basílica de Tremembé) – Pe. José Vicente São José (Jd. Santana-Tremembé) – Pe. Alan Rudz Espírito Santo – Pe. Antônio Barbosa, scj

3672-1102 3621-3267 3621-4440 3672-1102 3672-3836 3602-1250

DECANATO CAÇAPAVA – Decano: Pe. Sílvio Dias Nossa Senhora D’Ajuda (Igreja São João Batista) – Sílvio Dias Santo Antônio de Pádua – Pe. Décio Luiz Nossa Senhora da Boa Esperança – Côn. José Luciano São Pio X (Igreja de São Benedito) – Frei Deonir Antônio, OFMConv Menino Jesus – Pe. Luiz Carlos Nossa Senhora das Dores (Jambeiro) – Pe. Gracimar Cardoso São José Operário - Pe. Kleber Rodrigues da Silva

3652-2052 3652-2052 3652-6825 3652-1832 3653-1404 3653-5903 3978-1165 3653-4719

DECANATO PINDAMONHANGABA – Decano: Pe. Celso Aloísio Nossa Senhora do Bom Sucesso – Côn. Luiz Carlos Nossa Senhora da Assunção (Igreja de São Benedito) – Pe. Celso Aloísio Nossa Senhora do Rosário de Fátima – Côn. Francisco São Miguel Arcanjo (Araretama) – Pe. João Miguel São Benedito (Moreira César) - Pe. José Júlio São Vicente de Paulo (Moreira César) - Côn. Geraldo São Cristóvão (Cidade Nova-Km 90 da Dutra) – Pe. Sebastião Moreira, ocs

3642-1320 3642-2605 3642-1320 3642-7035 3642-6977 3641-1928 3637-1981 3648-1336

DECANATO SERRA DO MAR – Decano: Côn. Amâncio Santa Cruz (Redenção da Serra) – Côn. Amâncio Nossa Senhora da Natividade (Natividade da Serra) – Côn. Joaquim Nossa Sra da Conceição (Pouso Alto-Natividade da Serra) – Côn Joaquim São Luís de Tolosa (São Luiz do Paraitinga) – Pe. Edson Rodrigues

3676-1228 3676-1228 3677-1110 3677-1110 3671-1848

DECANATO SERRA DA MANTIQUEIRA – Decano: Pe. Celso, sjc Santa Terezinha do Menino Jesus (Campos do Jordão) - Pe. Celso, sjc São Benedito (Campos do Jordão) – Pe. Vicente Batista, sjc São Bento (São Bento do Sapucaí) – Pe. Ronaldo, msj Santo Antônio (Santo Antônio do Pinhal) – Côn. Pedro Alves

3662-1740 3662-1740 3663-1340 3971-2227 3666-1127

PARÓQUIA DA CATEDRAL DE SÃO FRANCISCO DAS CHAGAS Catedral de São Francisco das Chagas Missa preceitual aos sábados: 12h / 16h. Aos domingos: 7h / 9h / 10h30 / 18h30 / 20h Convento Santa Clara Missa preceitual aos sábados: 19h30. Aos domingos: 7h / 9h / 11h / 17h30 / 19h30 Santuário da Adoração Perpétua (Sacramentinas) Missas aos domingos: 8h30 Igreja de Santana Missa no Rito Bizantino, às 9h30 aos domingos PARÓQUIA NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO Matriz: Santuário de Santa Teresinha Aos domingos: 6h30 / 8h / 9h30 / 17h / 19h Missa preceitual aos sábados: 19h PARÓQUIA SÃO JOSÉ OPERÁRIO Matriz: São José Operário Missa preceitual aos sábados: 12h / 18h. Aos domingos: 7h / 10h30 / 18h / 20h PARÓQUIA SANTO ANTÔNIO DE LISBOA Igreja de Santo Antônio de Lisboa (Vila São José) Missas aos domingos: 8h / 19h30 PARÓQUIA SÃO PEDRO APÓSTOLO Matriz: São Pedro Apóstolo Missas aos domingos: 8h / 9h30 / 17h 18h30 / 20h PARÓQUIA SAGRADA FAMÍLIA Matriz: Sagrada Família Missas aos domingos: 8h / 10h30 / 17h / 19h PARÓQUIA SANTA LUZIA Matriz: Santa Luzia Missas aos domingos: 10h / 19h PARÓQUIA MENINO JESUS Matriz Imaculado Coração de Maria Missas aos domingos: 8h / 11h / 19h PARÓQUIA NOSSA SENHORA MÃE DA IGREJA Matriz: Santuário São Benedito Missas aos domingos: 7h / 9h30 / 17h30 19h30 PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO Matriz: Nossa Senhora da Conceição (Quiririm) Missa preceitual aos sábados: 19h Aos domingos: 8h / 18h PARÓQUIA SANTÍSSIMA TRINDADE Matriz: Nossa Senhora das Graças Missas aos domingos: 7h / 9h / 10h30 / 19h PARÓQUIA SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS Matriz: Sagrado Coração de Jesus Missa preceitual aos sábados: 17h Missas aos domingos: 7h / 9h30 / 17h30 19h30 PARÓQUIA SÃO VICENTE DE PAULO Matriz: São Vicente de Paulo Missas aos domingos: 7h / 10h / 17h / 19h30 PARÓQUIA NOSSA SENHORA DO BELÉM Matriz Missa aos domingos: 9h / 19h

CAÇAPAVA PARÓQUIA NOSSA SENHORA D’AJUDA Matriz: São João Batista Missas aos domingos: 6h30 / 9h30 / 11h 18h30 PARÓQUIA SANTO ANTONIO DE PÁDUA Matriz: Santuário Santo Antônio de Pádua Missas aos domingos: 7h / 9h / 19h Comunidade de São Pedro: Vila Bandeirante Missas aos domingos: 17h PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA ESPERANÇA Matriz: Nossa Senhora da Esperança Missas aos domingos: 10h / 19h PARÓQUIA SÃO PIO X Matriz: São Benedito Missas aos domingos: 6h30 / 9h30 / 11h 18h / 20h PARÓQUIA SÃO JOSÉ OPERÁRIO Missas aos sábados: 19h e domingos: 9h e 19h PARÓQUIA MENINO JESUS Matriz: Menino Jesus Missas aos domingos: 6h30 / 10h / 19h

PARÓQUIA SÃO JOSÉ OPERÁRIO Matriz: São José Operário Missas aos domingos: 09h / 19h

CAMPOS DO JORDÃO PARÓQUIA SANTA TEREZINHA DO MENINO JESUS Igreja Matriz: Santa Terezinha do Menino Jesus (Abernéssia) Missas aos domingos: 7h / 9h / 19h PARÓQUIA SÃO BENEDITO Matriz: São Benedito (Capivari) Missas aos domingos: 10h30 / 18h

JAMBEIRO

PARÓQUIA NOSSA SENHORA DORES Matriz: Nossa Senhora das Dores Missas aos domingos: 8h0 / 19h

DAS

NATIVIDADE DA SERRA PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA NATIVIDADE Matriz: Nossa Senhora da Natividade Natividade da Serra Missas aos domingos: 9h30 / 19h PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO Matriz: Nossa Senhora da Conceição - Natividade da Serra (Bairro Alto) Missas aos domingos: 2º e 4º Domingos do mês: 10h

PINDAMONHANGABA PARÓQUIA NOSSA SENHORA DO BOM SUCESSO Matriz: Santuário Nossa Senhora do Bom Sucesso Missas aos domingos: 7h / 9h / 11h / 18h PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA ASSUNÇÃO Matriz: São Benedito Missas aos domingos: 7h / 9h30 / 18h / 19h30 Igreja Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos (Cidade Jardim) Missas aos domingos: 8h / 19h30 PARÓQUIA NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DE FÁTIMA Matriz: Nossa Senhora do Rosário de Fátima Missas aos domingos: 7h30 / 9h / 19h PARÓQUIA SÃO BENEDITO (Moreira César) Matriz: São Benedito (Vila São Benedito) Missas aos domingos: 8h PARÓQUIA SÃO VICENTE DE PAULO Igreja Matriz: São Vicente de Paulo (Moreira César) Missas aos domingos: 7h / 9h / 19h30 PARÓQUIA SÃO CRISTÓVÃO - Cidade Nova Igreja Matriz: São Cristóvão Missas aos domingos: 7h / 19h PARÓQUIA SÃO MIGUEL ARCANJO (ARARETAMA) Igreja Matriz: Missas aos domingos: 8h / 19h

REDENÇÃO DA SERRA PARÓQUIA SANTA CRUZ Matriz: Santa Cruz (Redenção da Serra) Missas aos domingos: 8h / 18h30

SÃO LUIZ DO PARAITINGA

PARÓQUIA SÃO LUIZ DE TOLOSA Matriz: São Luiz de Tolosa (São Luiz do Paraitinga) Missas aos domingos: 8h / 10h30 / 19h

SANTO ANTONIO DO PINHAL

PARÓQUIA SANTO ANTONIO DO PINHAL Matriz: Santo Antônio Missas aos domingos: 8h / 10h / 19h

SÃO BENTO DO SAPUCAÍ

PARÓQUIA SÃO BENTO DO SAPUCAÍ Matriz: São Bento Missas aos domingos: 8h / 10h / 18h

TREMEMBÉ

PARÓQUIA SENHOR BOM JESUS Matriz: Basílica do Senhor Bom Jesus Missas aos domingos: 7h / 8h30 / 10h /17h 18h30 / 20h Igreja São Sebastião Missa no Rito Bizantino, às 18h PARÓQUIA SÃO JOSÉ Matriz: São José (Jardim Santana) Missa preceitual aos sábados: 18h30. Aos domingos: 7h30 / 10h30 / 19h30


20

O LÁBARO

Comunicação a serviço da fé

DIOCESE DE TAUBATÉ

A presença dos Carmelitas Descalços na Diocese de Taubaté 1911-1929 O ano de 2012 marca o 98° ano da chegada dos Carmelitas Descalços à Diocese de Taubaté. Pelas mãos de Dom Epaminondas Nunes de Ávila e Silva, primeiro bispo de Taubaté, foi confiada aos Teresianos em 1914 a administração da paróquia de São Bento do Sapucaí, onde permaneceram até 1929. Porém, antes de apresentarmos alguns fatos que marcaram a presença dos Carmelitas Descalços nesta localidade, faz-se necessário entendermos a origem da Ordem e o contexto que marca seu retorno ao Brasil em 1911. A Ordem dos Carmelitas Descalços nasceu no século XVl na Espanha. A Congregação descende como ramo renovado da Ordem do Carmo, fundada pelos eremitas do Monte Carmelo no final do século XIII. No Brasil, a primeira fundação do Carmelo Teresiano deu-se em 1665 em Salvador. Possuíram também outras casas e várias missões. No Império, em meio a um cenário marcado por uma política de hostilidade às ordens religiosas tradicionais, a Ordem foi suprimida em 1831 em Pernambuco e em 1840 na Bahia. Somente em

1911 estes retornaram ao país. Neste ano verificaram-se fundações do Carmelo italiano em Minas Gerais, nas paróquias sul-mineiras de Cambuí e de Córrego do B. Jesus. Estes eram provenientes da Província Romana dos Carmelitas Descalços com sede em Roma, província criada em 1597. Segundo a documentação pesquisada, a expansão da missão dos Teresianos para a Diocese de Taubaté deu-se por meio de contatos com os Redentoristas de Aparecida e o Bispo Dom Epaminondas. São Bento do Sapucaí situa-se a 209 quilômetros da capital de São Paulo na Serra da Mantiqueira e tem sua história associada ao bandeirismo. A paróquia foi criada em 3 de fevereiro de 1828 e até o ano de 1908 pertenceu no plano eclesiástico à jurisdição do Bispado de São Paulo. Neste ano, com criação da Diocese de Taubaté, a paróquia passou à jurisdição eclesiástica do novo bispado. Por provisão de 22 de agosto de 1914, frei Mauro foi nomeado vigário da paróquia. Na nova residência instalaramse também frei Serafino como

superior, frei Gabriel, frei Jerônimo e frei Nazareno, e posteriormente frei Anselmo e frei Felix. Paralelamente à administração da paróquia, o grupo organizou-se segundo a Regra e Constituição, realizando encontros com os freis no Brasil, participando de definitórios na Itália e mantendo rígido controle administrativo da missão. Uma das primeiras atividades à frente da paróquia foi a mobilização da população para a reforma da Matriz. Em 1917 os trabalhos iniciados no ano anterior tiveram como resultado a construção de altares, púlpito, escada, ladrilhamento, aquisição de pinturas, quadros e nova instalação elétrica. Desenvolveram uma atividade pastoral intensa com a realização de visita paroquial anual aos camponeses, benção de capelas, administração de sacramentos e realização de atos religiosos na zona rural bem como a organização de freqüentes Santas Missões, realizadas por padres redentoristas e capuchinhos. Dedicaram-se à organização de associações religiosas nos moldes europeus como a Pia

União das Filhas de Maria e também à ereção da Ordem Terceira do Carmo e a de Santa Teresa. Realizaram relatórios anuais, registro e execução das orientações diocesanas e introduziram a devoção à Nossa Senhora do Carmo na paróquia. Ainda de acordo com os mandamentos diocesanos, combateram algumas práticas do catolicismo popular como as folias e assumiram o controle de antigas irmandades. Também participaram da vida política local, submetendo à Câmara Municipal solicitações diversas referentes à melhoria das condições da paróquia e da missão. Esforçaram-se para construir nesta localidade o primeiro convento no Brasil, fato que não concretizouse por motivos diversos. Em 1922 deixaram definitivamente o sul de Minas Gerais. Neste período abriram-se novas perspectivas de fundação de casas na cidade do Rio de Janeiro (1920) e na cidade de São Paulo (1923). Permaneceram em São Bento do Sapucaí até 1929 quando em 7 de janeiro deste ano, o padre Pedro do Valle Monteiro recebe provisão de vigário.

Jornal O Lábaro - Julho e Agosto de 2012  

Orgão Oficial da Diocese de Taubaté - A serviço da Evangelização - Visite: www.dt7.com.br