Page 1

O LÁBARO

1

Dezembro 2016

Eu Sou a Luz

A serviço da evangelização

Distribuição Gratuita

O LÁBARO

Pastoral Carcerária promove Semana Mariana nos cárceres. Imagem de Nossa Senhora Aparecida visita unidades carcerárias. Pág. 6

Ano CVI - Edição nº 2.155 - Dezembro 2016

Setor Juventude da Diocese de Taubaté leva jovens para rezar, cantar e dançar na DNJ 2016, promovido em Pindamonhangaba

Coroinhas de toda a Diocese participam de encontro organizado pela Pastoral Vocacional. Pág. 7 Pesquisa diz que número de católicos e padres está crescendo em todo mundo, relata Pe. Jaime em sua coluna Em Tempo. Pág. 8 O Instituto Jesus Ressuscitado conta mais um sacerdote, Padre Gilson, ordenado dia 8 de dezembro na Catedral de Taubaté. Pág 6

Pág. 05

Entrevista do mês

Ordenado padre na Cidade Eterna, Dom Carmo João Rohden, scj, Bispo Emérito de Taubaté, completou 50 anos de ministério sacerdotal no dia 17 de dezembro. Mais uma vez, ele gentilmente abre sua residência para receber O Lábaro para, em entrevista, dar testemunho de sua vida dedicada a serviço do Reino de Deus e da Igreja. Com o entusiasmo ele fala de sua família, do tempo de estudos no seminário e em Roma, da trajetória de seu ministério sacerdotal vivido na Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus e do seu episcopado à frente da Diocese de Taubaté. Acompanhe a entrevista nas paginas 10, 11 e 12.

“Eu vos anuncio uma grande alegria, que será também a de todo o povo: hoje, na cidade de Davi, nasceu para vós o Salvador, que é o Cristo Senhor!” (Lc 2,10-11)

Prezados diocesanos A cada ano, celebrar o Natal é ter oportunidade de recordar e agradecer a Deus por ter entrado em nossa história, à fim de nos reconduzir à comunhão Consigo. Alegremo-nos, Deus está conosco! Santo Natal e feliz ano novo! Dom Wilson Luis Angotti Filho Bispo Diocesano de Taubaté

Orgão Oficial da Diocese de Taubaté A serviço da Evangelização

www.dt7.com.br/


2

O LÁBARO

Dezembro 2016

A serviço da evangelização

Editorial

Em causa própria

P

olíticos são eleitos para servir ao bem do povo. Governar e legislar para que haja igualdade e justiça para todos. Mas, o que temos visto em nosso país é que os que foram eleitos em vez de servir, tem se servido de seu cargo para proveito próprio.

Nestes últimos dias do ano, por exemplo, deputados e senadores têm trabalhado exaustivamente, até de madrugada, para tentar salvar seus próprios negócios e privilégios. Tentaram anistiar o caixa dois, o que é um ilícito. Aprovaram projeto que congela os gastos do governo por 20 anos, sem conseguir convencer que benefícios sociais, serviços essenciais como saúde, educação e segurança não sofrerão cortes que vão limitar sua eficiência. Ao mesmo tempo, estudam como aumentar o teto do salário de funcionário público, hoje em mais de 37 mil reais. Ato contínuo, se preparam para aprovar novas regras para a previdência social que exigirá mais do trabalhador, justificando que há um rombo no INSS, contudo tratam de preservar suas aposentadorias e as regras especiais para grupos seletos. O governo, por sua vez, propõe medidas duras para combater a crise, impondo ao povo o maior peso enquanto alivia para os abastados investidores do mundo financeiro. Sempre fiel a sua missão de estar ao lado do mais pobre, a Igreja no Brasil, por meio da presidência da CNBB, tendo a frente o agora Cardeal Dom Sérgio da Rocha, Arcebispo de Brasília, publicou nota manifestando preocupação com essas medidas que podem prejudicar a população, principalmente os que mais dependem dos serviços do governo. A nota chama essas medidas de injustas e seletivas. Mas nem tudo é má notícia. É tempo de Natal, de celebrar a Esperança que desceu do céu e veio ao encontro dos mais pobres e dos pequeninos desta terra. Eis que do céu vem essa boa notícia: nasceu para nós o salvador. Esta edição presta homenagem, mais uma vez, a Dom Carmo João Rhoden, scj, bispo emérito de Taubaté. Dia 17 de dezembro ele comemora 50 anos no exercício do ministério sacerdotal. Por isso, ele é o entrevistado do mês. Parabéns, Dom Carmo, Deus continue a abençoá-lo.

E os pobres são evangelizados” (Mt 11, 5). Foi assim que Jesus concluiu a resposta que mandou dizer a João Batista que, prisioneiro de Herodes, enviou seus discípulos perguntarem se Ele era o Cristo. A palavra evangelho, traduzida, quer dizer “boa notícia”. E qual é a boa notícia que Jesus tem pra dar. É essa, que Deus jamais se afasta do pobre. O Reino dos céus está próximo, esse é o conteúdo do evangelho. Dizer isso e afirmar que Deus mesmo está presente. É Ele o Reino dos céus. E Deus se faz próximo em Jesus Cristo, seu Filho Unigênito. Antes desta última frase, sempre no episódio narrado por Mateus, tal como ouvimos no Terceiro Domingo do Advento, Jesus manda dizer a João Batista que os doentes são curados e que os mortos (referência talvez aos pecadores) ressuscitam. Vários grupos de infelizes são citados:

N

A serviço da evangelização

Departamento de Comunicação da Diocese de Taubaté Avenida Professor Moreira, nº 327 – Centro – Taubaté/SP. CEP 12030-070

os cegos, os paralíticos, os leprosos, os surdos e, por fim, os pobres. A tendência humana é sempre se afastar de quem está infeliz. O fraco, o debilitado a pessoa deprimida, outras classes de infelizes lembradas na primeira leitura (Isaias 35, 1-6) costumam provocar reação de rejeição nas pessoas. Típico é o comportamento dos poderosos. Esses, sem nenhum pudor, evitam os pobres, fechando-se em seus condomínios de luxo. A maioria dos políticos aproxima-se dos pobres em época de campanha, pedindo votos. Depois, ganhando ou perdendo, afasta-se dos excluídos, da periferia até as próximas eleições. Jesus, nascido pobrezinho, sempre se colocou ao lado dos pobres, dos doentes, dos infelizes, dos pecadores e dos humildes. Como seu primo João Batista, Ele não se vestia com roupas finas, nem se refugiava em palácios magníficos (cf. Mt 11, 8). Ele é a Boa

Nova para os pobres, porque deles não se afasta nunca. Consola o aflito, dá ânimo ao deprimido, perdoa o pecador arrependido, ergue o decaído, liberta o prisioneiro. Como é bonito ver tantos bons exemplos em nossa Igreja que, a imagem e semelhança do Cristo, se aproximam daquele que foi abandonado por muitos. Gestos de solidariedade com o encarcerado, de apoio aos enfermos, de socorro ao necessitado, de enfrentamento das injustiças, de promoção da dignidade humana. Gestos proféticos. Gestos cristãos. Ainda que as festas de final de ano tenham se transformado num desperdício pagão, o verdadeiro sentido do Natal vem do céu, que é Boa Nova para os pobres: Deus se faz próximo deles.

______________________________ Pe. Silvio Dias pesilvio@hotmail.com

Dom Sérgio da Rocha: cardeal, um servidor da Igreja

o dia 19 de novembro, em cerimônia no Vaticano, o Papa Francisco criou 17 novos cardeais, entre eles, Dom Sérgio da Rocha, Arcebispo de Brasília e Presidente da CNBB. O colégio cardinalício agora está integrado por 228 membros. O Brasil passa a ter 11 cardeais, sendo cinco eleitores, os que tem menos de 80 anos e que podem participar da escolha do novo Papa. O cardeal é membro do sacro colégio, é quem elege o papa e o auxilia no governo da Igreja (Cân.349). Os cardeais são considerados os conselheiros mais íntimos do Papa, com responsabilidade pelo bem-estar da Igreja no mundo todo, mas sua principal razão de ser na era moderna é eleger um novo papa. A escolha de um cardeal sempre expressa a universalidade da Igreja e de sua missão evangelizadora. A inclusão dos cardeais na diocese de Roma manifesta a inseparável relação entre a Sé de Pedro e a Igreja particular. Dom Sérgio Rocha sendo escolhido como cardeal reforçou o reconhecimento da Igreja no Brasil. Ser cardeal é servir, é ser referência para a Igreja, especial-

O LÁBARO

Boa nova aos pobres

mente para o Papa numa localidade. Dom Sérgio Rocha se destacou pelo seu serviço, testemunho, capacidade de diálogo e competência. Enquanto cardeal, Dom Sérgio terá oportunidade de ampliar os serviços prestados à comunidade. O Papa Francisco, assim como Dom Sérgio, defende uma Igreja mais perto do povo. O Papa tem escolhido um colégio de cardeais mais comprometido com a justiça social. Dom Sérgio tem uma presença junto à população das periferias de Brasília. Tem um estilo missionário, se comunica bem com movimentos sociais da periferia. Frente a CNBB desde 2015, ele vem imprimindo uma administração mais descentralizada, procurando fortalecer as ações pastorais. Incrementa a missionariedade dos leigos na evangelização. Quando soube de sua nomeação para cardeal disse não ver o título como uma honraria, mas como uma “responsabilidade de expandir o serviço prestado às populações”. Continua Dom Sérgio, “significa, acima de tudo, ser um servidor da Igreja. Não se pode entender o cardinalato como

Diretor: Pe. Silvio José Dias Editor e Jornalista Responsável: Pe. Jaime Lemes MTB 62839/SP Editora Executiva: Iára de Carvalho - MTB 10655 Conselho Editorial: Pe. Leandro Alves de Souza, Pe. Celso Luiz Longo, Pe. Marcelo Henrique de Souza e Anaísa Stipp Diagramadora: Sol Moraes

uma espécie de honraria ou de privilégio – claro que é uma graça, que é um dom de Deus através da Igreja -, mas é um serviço a ser prestado de maneira humilde, generosa, na comunhão com o Santo Padre”. Ter o Papa Francisco escolhido um cardeal brasileiro significa que ele confia no trabalho evangelizador da Igreja no Brasil. Isso faz com que nossas experiências sejam compartilhadas pelo mundo. O Papa Francisco espera uma união entre os cardeais e a comunidade, nesse sentido são muitas as iniciativas do clero brasileiro que podem ser compartilhadas. Dom Sérgio como cardeal é uma forma de propiciar um diálogo entre a Igreja Católica e a sociedade. Suas palavras quando foi eleito presidente da CNBB imprimem, de certa forma, o caráter que dará ao seu cardinalato: “Na Igreja não há rupturas e sim, continuidade. Minha intenção é levar minha contribuição pessoal para ajudar a Igreja no que for preciso. Somos todos servidores da população”.

______________________________ Prof. José Pereira da Silva

Impressão: Katú Editora Gráfica Tiragem: 5.000 | Distribuição dirigida e gratuita Contatos: Tel.: (12) 3632-2855 / ramal: 216 (Redação) site: www.diocesedetaubate.org.br email: olabaro@diocesedetaubate.org.br www.facebook.com/olabaro

As matérias assinadas são de inteira responsabilidade de seus autores, não emitem necessariamente a opinião deste veículo.


O LÁBARO

Dezembro 2016

A serviço da evangelização

3

Palavra do nosso Bispo

E

m dezembro, celebramos a festa litúrgica da Sagrada Família; a família de Jesus, Maria e José. A esta, por excelência, cabe tal designação. Entretanto, podemos nos perguntar: o que faz uma família ser sagrada? O termo “sagrado” diz respeito àquilo que é separado do comum, do mal e da corrupção presentes no mundo, e que se refere a Deus. Tudo o que se relaciona a Deus, dizemos que é sagrado. A família é sagrada quando se volta para Deus. É sagrada quando acolhe a Deus, vive em Sua presença e de acordo com Sua vontade. A família é sagrada quando se orienta pela Palavra de Deus. Quando acolhe e respeita a vida, que de Deus procede. Quando cultiva o amor, maior mandamento que de Deus recebemos. Na exortação sobre o Amor na Família (Amoris Laetitia, cap. IV), o Papa Francisco, inspirando-se na primeira carta aos Coríntios, discorre longamente sobre o amor no Matrimônio. Recorda que o amor vivido no dia a dia é paciente, se manifesta em atitudes de serviço, supera inveja, é amável, desprendido, quer o bem do outro, tudo perdoa, tudo suporta, sempre confia. “Quem permanece no amor permanece em Deus, e Deus permanece nele” (I Jo 4,16). Cultivando o amor, a família é sagrada. “Na família, ‘como em uma igreja doméstica’ (LG, n.11) amadu-

Quando a família é Sagrada

rece a primeira experiência eclesial da comunhão entre as pessoas, na qual, por graça, se reflete o mistério da Santíssima Trindade” (AL, n. 86). A família é sagrada quando vive e transmite a fé. A fé é dom de Deus concedido a todos. Quem acolhe esse dom, orienta a vida em atenção a Deus e manifesta a fé por suas atitudes. A fé é opção de orientar a vida não simplesmente por aquilo que vemos, que queremos, que nos interessa ou convém, mas por Deus e por tudo aquilo que Ele nos revelada e nós cremos. Viver a fé se traduz no empenho de conformar a vida à vontade de Deus e isso inclui também transmiti-la às novas gerações quer pelo exemplo, quer pela instrução. A família é sagrada quando dá atenção à Palavra de Deus. Palavra que expressa a vontade do Senhor e nos revela o sentido mais profundo de nossa existência, o que nos realiza e nos faz felizes. Maria Santíssima, ao acolher a Palavra que lhe foi dirigida, “conservava todas essas coisas e as guardava em seu coração” (Lc 2,19). Assim, Maria é exemplo de quem acolhe a Palavra de Deus em toda sua plenitude e vive, coerentemente, o que acolheu. A oração também faz a família sagrada, sobretudo a oração que brota da contemplação da vida de Jesus e da meditação de sua Palavra. Essa oração aproxima de Deus com intimidade e

profundidade, faz viver em sua presença; deve ser ensinada e cultivada em família. “A casa de Nazaré, com efeito, é uma escola de oração onde se aprende a escutar, a meditar e a compreender o significado profundo da manifestação do Filho de Deus, tendo como exemplo Maria, José e Jesus” (Bento XVI, 28/12/2011). Segundo a tradição judaica, cabia ao homem conduzir a oração doméstica (cf. Ex.12,26). Com certeza São José cumpriu essa função na família de Nazaré. Reproduzo aqui significativas palavras de Bento XVI sobre a oração em família. “A Sagrada Família é ícone da Igreja doméstica, chamada a rezar unida. A família é Igreja doméstica, e deve ser a primeira escola de oração. Na Família, desde a mais tenra idade, as crianças podem aprender a compreender o sentido de Deus, graças ao ensinamento e ao exemplo dos pais: viver numa atmosfera marcada pela presença de Deus. Uma educação autenticamente cristã não pode prescindir da experiência da oração. Se não se aprende a rezar em família, será difícil depois conseguir preencher esse vazio. Gostaria, pois, de convidá-los a redescobrir a beleza de rezar juntos como família, na escola da Sagrada Família de Nazaré. E assim, a se tornarem de fato um só coração e uma só alma, uma verdadeira família” (AG 28 dez.2011). Peço aos Ministros Ordenados e aos Fiéis desta

Aparecida 300 anos Pe. Celso Luiz Longo

Conceição Aparecida: os “sobrenomes” da Padroeira do Brasil

N

este mês de Dezembro, aproveitando a celebração da Imaculada Conceição da Virgem Maria (8/12), refletiremos sobre os dois “sobrenomes” da Padroeira. De fato, ainda que popularmente ela seja invocada como Nossa Senhora Aparecida, o seu nome oficial contém uma alusão ao dogma supracitado; oficialmente, se diz: Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Isso porque a pequena imagem encontrada nas águas do Rio Paraíba do Sul em outubro de 1717 é de Nossa Senhora da Conceição. Diante das inúmeras invocações da Virgem Maria, perguntamo-nos: por que justamente uma imagem de Nossa Senhora da Conceição foi achada no rio? É preciso ir à história de Portugal para encontrar a possível resposta. Desde 1646, a nação que nos colonizou estava oficialmente sob o patrocínio da Virgem Maria com tal invocação. Embora a proclamação oficial da Imaculada Conceição de Nossa Senhora como dogma de fé pela Igreja tenha ocorrido em 1854, a nação portuguesa, muitos séculos antes, já cultuava a Virgem Maria como a Senhora da Conceição. Nas origens de Portugal, tem-se notícia de que Dom Afonso Henriques mandou celebrar um pontifical em ação de graças à Imaculada pela conquista de Lisboa, em 1147. Depois, na Revolução que houve entre 1383 e 1385, quando Portugal lutou pela sua independência com o Reino de Castela, salienta-se que a vitória alcançada por D. Nuno Álvares Pereira em Atoleiros (06/04/1384), a eleição do Mestre de Aviz para Rei de Portugal (06/04/1385) e a Batalha de Aljubarrota (15/08/1385), também sob a chefia do mesmo D. Nuno, são fatos atribuídos à devoção do povo português à Imaculada Conceição – fato comprovado pela construção da Igreja de Nossa Senhora do Castelo em Vila Viçosa (hoje, um grande Santuário). Finalmente, em 1640, em nova luta pela restauração de sua liberdade, Portugal aclama o então Duque de Bragança como seu novo rei, Dom João IV. Durante a coroação, ele recusou-se a colocar a coroa sobre sua cabeça, pondo-a aos pés da imagem da Virgem da Conceição, proclamando-a, assim, rainha de Portugal. Em razão disso, nenhum monarca da Dinastia dos Bragança é representado com a coroa na cabeça. Com tais motivações históricas, é compreensível que a devoção à Imaculada Conceição tenha sido naturalmente incutida no Brasil pelos colonizadores portugueses. Ter uma imagem da Rainha e Padroeira de Portugal em casa, certamente, era algo muito comum e típico da devoção doméstica. Acredita-se, pois, que uma imagem doméstica, colorida, é que tenha sido lançada nas águas do Rio Paraíba, algum dia, por alguém, talvez por ter se quebrado. O tempo de permanência dessa imagem nas águas do rio fez com que sua pintura desaparecesse, adquirindo a cor negra em razão do lodo subaquático até o dia em que a Divina Providência a colocou na rede dos três pescadores. Carregada de história, a pequena imagem de Nossa Senhora da Conceição foi carinhosamente chamada de “Aparecida” pelos primeiros devotos: era o jeito de dizerem que a imagem surgiu (apareceu) das águas, o que se revelou não apenas como uma casualidade, mas sim como um sinal do amor de Deus para com o Brasil – como, aliás, tem sido, há trezentos anos. Os “sobrenomes” da Padroeira do Brasil sintetizam, pois, num misto de história, fé e devoção, a doutrina da Igreja (a Conceição Imaculada da Virgem é um dogma de fé segundo o qual Maria é concebida sem a mácula do pecado original) e o carinho dos devotos da primeira hora que, com seu vocabulário simples, chamaram a Virgem Maria de “Aparecida”.

Diocese que, insistentemente, incentivem e promovam a oração em família a partir da leitura, reflexão e partilha da Palavra de Deus. Que nossas famílias sejam sagradas, que acolham a Deus e sejam por Ele conduzidas, protegidas, amparadas e, assim, muito felizes! _____________________________ Dom Wilson Angotti Bispo da Diocese de Taubaté

Atos da Cúria Diocesana Documentos expedidos pela Cúria Diocesana no período de 1º de setembro a 30 de novembro: 237, dentre os quais destacamos: Setembro: 15 de setembro - Nomeação do Côn. Paulo César Nunes de Oliveira Diretor Espiritual do Movimento N. Sra. Lourdes e Presidente do Secopro;  21 de setembro – Declaração referente à Criação da Diocese;  28 de setembro – Comunicado do novo texto do Prefácio da Missa de São Francisco das Chagas, Padroeiro Diocesano. Outubro: 

 04 de outubro – Decreto de Alteração de Nomenclatura: Foranias e Vigários Forâneos;  11 de outubro - Decreto de Nomeação do Pe. Kleyber Freitas do Carmo, msj, Vigário Paroquial da Paróquia Sagrada Família; Novembro:  04 de novembro - Licença para Dom José Nelson Westrupp, scj., presidir Ordenação Sacerdotal na Diocese.  10 de novembro – Declaração de aceitação do Diácono Gilson Paulino Júnior, sjr, para Ordenação Sacerdotal.

 18 de novembro - Decreto de Nomeação do Pe. Cipriano Alexandre de Oliveira, Administrador Paroquial da Paróquia São Miguel Arcanjo;  22 de novembro – Autorização para o Instituto das Pequenas Missionárias de Maria Imaculada, reiniciar seus trabalhos no Hospital São Paulo.  25 de novembro – Autorização para a “Associação Aliança de Misericórdia”, reabrir casa na Diocese.


4

O LÁBARO

Dezembro 2016

A serviço da evangelização

Tema do Mês

Pe. Celso Luiz Longo

O Natal em crise

C

hegou dezembro. E tão rápido! Lá se vai 2016! Alcançamos o final de mais um ano com a impressão de que o tempo corre cada vez mais veloz por entre as inumeráveis vezes que checamos nossas redes sociais todos os dias. Conectados o tempo todo, parece que nem sequer percebemos o tempo passar. Porém, esse dezembro, bem como os dois últimos, apresenta um vazio. Já não se nota o costumeiro entusiasmo dessa época do ano nos tempos atuais. Um certo desânimo com o Natal se faz notar nos ambientes externos à Igreja – ambientes que, até bem pouco tempo, faziam questão de ostentar e exalar o tal “espírito natalino”. Estaria o Natal em crise? Parece que sim. Não é de hoje que a Igreja alerta, sobretudo, os seus fieis quanto à transformação paulatina do Natal em comemoração pagã. Nas últimas décadas, o consumismo encarregou-se de extirpar o aniversariante da sua própria festa, substituindo-o pelo bom velhinho que distribui presentes e construindo toda uma simbologia própria que pudesse ser usada no lugar daquela religiosa que foi descartada junto com o aniversariante para um lugar longínquo. Assim, o Natal religioso, posto em crise pela sociedade do consumo e rejeitado de modo contumaz por ela, viu-se substituído por um Natal de duendes, elfos, presentes, luzes e enfeites que orbitam junto ao Papai Noel. Contudo, dada a crise econômica pela qual passamos, nota-se a falência também desse Natal pagão. Os tempos de recessão, com o desemprego em alta e a consequente perda do poder de compra do consumidor, logicamente, não favorecem a celebração de um Natal enraizado nas compras e absolutamente materialista.

O resultado é que qualquer um percebe que a tão falada atmosfera natalina, que o consumismo criou como um ambiente favorável para se impor como regra e estilo de vida, agora é cada vez menos sentida e vivida. Se faz décadas que vemos as comemorações natalinas serem desvinculadas de qualquer valor religioso, ou sendo substituídas por festas (apenas) familiares ou “do branco” em ambientes educacionais, é fato, também, que o Natal pagão ou mundano encontra sua crise nos tempos atuais. À exceção de cidades que exploram a tal atmosfera natalina como potencial turístico (por exemplo, o tradicional Natal Luz, na cidade de Gramado- RS), parece que a crise econômica virou a razão suprema para um desânimo generalizado quanto ao Natal mundano, mesmo que haja uma pífia esperança emanando dos cartões de crédito que parcelam a alegria do Na-

tal por todos os meses do Ano Novo. Diante desse quadro, duas reflexões precisam ser feitas. Em primeiro lugar, é preciso muita atenção quanto ao discurso sobre a crise que pode, perfeitamente, ser útil ás incansáveis tentativas de secularismo e indiferença religiosa que preiteiam anular qualquer referência a Deus no ambiente externo à religião, moldando-a, cada vez mais como uma prática individual, reduzindo-a e encurralando-a na vida privada do cidadão. Parece que a falência do Natal consumista pode ser o cenário perfeito para extirpar de vez essa comemoração do horizonte cultural da civilização, sem o risco de que alguém, porventura, se lembre do que havia antes do consumismo (a motivação religiosa). Talvez seja esta a intenção dos que já começam, sutilmente, a substituir as comemorações dessa época nas creches e escolas por festas ou dias “da família”, “do bran-

co”, “do azul”, dos “anos sessenta”, enfim de qualquer coisa, menos de Natal (para não haver o “perigo” de alguém se lembrar de Deus). Em segundo lugar, ouvindo, mais uma vez, a voz da Igreja, é necessário que nos demos conta de que, sim, ela estava certa esse tempo todo ao denunciar o Natal mundano. Isso porque tal denúncia se firma no óbvio ululante: qualquer desvio do verdadeiro sentido das coisas conduz a um esgotamento certo e a uma falência inevitável. Afinal, como está claramente demonstrado, o falso Natal não está sobrevivendo às intempéries da economia abalada. O que não é verdadeiro não se sustenta por si mesmo. Frente às reflexões propostas, cabe a nós, católicos, a lembrança de uma certeza: o Natal que está em crise não é o Natal da Igreja, o verdadeiro Natal, que celebra o nascimento de Jesus Cristo. Por isso, a consideração desses sinais dos tempos nos proporciona uma justa avaliação de valores e, oxalá, uma reafirmação de nossa fé que nos possibilite, revigorados por ela, proclamar ao mundo a única e verdadeira alegria que dá sentido pleno e duradouro à existência humana: Jesus, o Cristo. A gruta de Belém e seu elenco – ausente dos shoppings – atrevem-se a nos ensinar, neste Natal da crise que o Senhor de todas as coisas, que veio a este mundo para salvar a todos, não está sujeito aos abalos do mercado, pois a gratuidade é seu modo de ser e a misericórdia é sua essência própria. Permita-nos o cenário atual um retorno ao verdadeiro – e único – sentido do Natal. Se há crise econômica que não haja, jamais, crise de fé. Assim, sem qualquer sombra de dúvida, as festas serão sempre boas, mesmo que as vacas estejam magras... A todos nós, Feliz Verdadeiro Natal!


O LÁBARO

Dezembro 2016

A serviço da evangelização

5

Diocese em foco

DNJ 2016 reúne juventude diocesana em Pindamonhangaba Por André Somensari JuvTv - fb.com/juvtv e juvtv.com.br

D

ia 23 de outubro, domingo, aconteceu o DNJ 2016 (Dia Nacional da Juventude), na quadra dos Salesianos, em Pindamonhangaba. Criado pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) em 1985, o DNJ é realizado anualmente nas dioceses de todo o país, no último final de semana de outubro. Na Diocese de Taubaté, o evento é realizado pelo Setor Juventude. Para congregar a juventude de todas as cidades atendidas pela Diocese, anualmente o DNJ é realizado numa cidade diferente. Ano passado foi realizado em Taubaté. Para a edição de 2016 a cidade escolhida foi Pindamonhangaba. A juventude diocesana foi a grande protagonista dessa grande festa em louvor a Deus, com apresentações musicais, de teatro e dança, além de exporem e divulgarem seus movimentos em diversas tendas para o público presente. Após o momento de animação e

apresentação dos movimentos foi celebrada, no local, a Santa Missa presidida pelo assessor do Setor Juventude, Padre Cipriano Oliveira. "O DNJ foi um momento importante na vida da nossa Diocese. é expressão da unidade na diversidade dos carismas juvenis. Esperamos que a cada ano nossos jovens sintam-se parte integrante da nossa Diocese e venham celebrar conosco!", disse Padre Cipriano. O evento foi encerrado com show da banda católica Kyrios Reggae, que contagiou o público presente cantando seus grandes sucessos "Jesus te ama", "Reggae do Senhor", "Sonhos de Deus" e canções do novo CD "Sou vencedor". "Foi uma experiência muito bonita! A juventude fez a diferença e tomou posse do evento! O DNJ foi muito dinâmico, a juventude foi protagonista, mostrou sua cara! E termos fechado o evento com o show foi importante, pois coroou a alegria presente no evento todo! Juventude é alegria! Quando o jovem está alegre ele serve à Igreja de coração aberto!", disse Adriano Casinha,

vocalista da Kyrios Reggae. Para a juventude diocesana, o encontro foi marcado pela união dos carismas e expressões juvenis. "Chamou muito a minha atenção a interação dos jovens, que corresponderam à expectativa da alegria da Igreja jovem, da Igreja que não perde o pique, do jovem ter a alegria de estar pulando e cantando em louvor a Deus! O DNJ é o momento jovem da Igreja! E ver tantos jovens de diversos carismas e cidades

diferentes, celebrando em unidade, louvando juntos foi um grande passo para uma maior união da nossa juventude diocesana!", disse Ângelo Salgado, membro consagrado da Comunidade Alicerce (Pindamonhangaba) e Setor Juventude. O evento contou também com a visita da imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida e da cruz e ícones peregrinos da Jornada Mundial da Juventude. O próximo DNJ, em 2017, será em Caçapava.

Faleceu Padre Edinho

N

o dia seguinte à tragédia ocorrida em São Luiz do Paraitinga, em 2010, uma imagem desoladora estava estampada na primeira página de um jornal de circulação nacional. Era a foto dos escombros da Igreja Matriz de São Luiz e, ao seu lado, um padre vestindo batina cinza com ar desamparado. O rosto abatido do sacerdote que percorreu o país era o do Pe. Edinho. Pois Deus levou o Padre Edson Carlos Alves Rodrigues, o Padre Edinho, na quarta-feira, 9 de outubro. Ele vinha enfrentando complicações nos intestinos que o obrigaram a passar por sete cirurgias em menos de um mês. Pe. Edinho não resistiu à última intervenção cirúrgica e faleceu em Taubaté. O seu corpo foi velado na Igreja de Santa Teresinha do Menino Jesus, em Campos do Jordão, sua cidade natal. Após Missa de Corpo Presente, celebrada às 10h, por Dom Wilson Angotti, bispo de Taubaté, com a participação de vários padres e diáconos da diocese, foi sepultado em cemitério da cidade. Ele deixa enlutado seu irmão também padre da Diocese de Taubaté, Pe. Ederson Carlos Alves Rodrigues. Nascido aos 13 de junho de 1976, Pe. Edinho foi ordenado presbítero no dia 27 de abril de 2007. Faleceu aos 40 anos de idade, nove dos quais servindo a Igreja como sacerdote. Descanse em paz!

Participe do jornal

O LÁBARO

Envie suas

dúvidas sugestões críticas

(12) 3632-2855 olabaro@dt7.com.br | facebook.com/olabaro


6

O LÁBARO

Dezembro 2016

A serviço da evangelização

Diocese em foco

Imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida visita cárceres na Diocese de Taubaté Pe. Gabriel Henrique de Castro Pastoral Carcerária Diocese de Taubaté

A

Pastoral Carcerária da diocese de Taubaté realizou, de 17 a 22 de outubro, peregrinação com a imagem de Nossa Senhora Aparecida, visitando os presídios de Taubaté. Receberam a imagem o Centro de Detenção Provisório e Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico, em Tremembé as Penitenciárias 1 e 2 masculina, as Penitenciárias 1 e 2 feminina, a Penitenciária Dr. Edgar Magalhães de Noronha e, em Caçapava, a Cadeia pública. Pela segunda vez consecutiva acontece esse momento forte de evangelização para os irmãos presos, com o intuito de intensificar nos seus corações a fé, a esperança e o amor em Cristo Jesus por meio daquele forte apelo de Maria nas bodas de Caná: “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2,5). Muitas foram as mãos estendidas, as lágrimas, os sentimentos e os pedidos diante daquela pequenina imagem que os membros da Pastoral Carcerária conduziam. Em cada

espaço que se chegava com a imagem, sobretudo nos raios, havia certo receio devido a força protestante dentro dos presídios e a crítica em torno da imagem, acusando-nos de idolatria, mas os irmãos prisioneiros não tiveram como se conter. Ao ver a pequenina imagem da Senhora Aparecida adentrando o espaço, ao som da bela canção “Mãezinha do céu”, o coração palpitava mais forte. Alguns até recordavam da sua infância e das coisas belas que marcaram sua vida. O esquema das celebrações era basicamente em torno do texto bíblico de Jo 2,1-11 e teve como preocupação principal a catequese sobre o lugar de Maria em nossa fé cristã. Fé, esperança, amor, respeito e emoção são palavras que marcaram a semana mariana nos cárceres de Taubaté, Tremembé e Caçapava. Em algumas unidades prisionais foi possível também, realizar encontros com os funcionários e agentes penitenciários, levando-os a refletir que a profissão de cada um não deixa de ser uma vocação em que se deve

promover a dignidade humana dos irmãos presos. Fazer da profissão uma bela vocação a serviço da caridade, assim como Maria fez ao visitar sua prima Isabel (cf. Lc 1,39-45). Depois de uma semana intensa de trabalhos, no dia 22 de outubro, encerrou-se a semana Mariana nos cárceres com celebração da missa e, logo em seguida, reunião com os agentes da Pastoral Carcerária, a

partir das 14h no Colégio Anchieta em Taubaté. Na ocasião, fizemos a avaliação desta semana ficando claro os passos significativos que foram dados em relação ao ano anterior. Na certeza de que os frutos virão ao lançarmos mais esta semente de amor, continuemos avante em nossa missão junto aos irmãos prisioneiros: “Estive preso e vieste me visitar” (Mt 25,36).

Diácono Gilson Paulino Junior é ordenado presbítero na Catedral de São Francisco das Chagas O

Instituto Sacerdotal de Vida Apostólica Jesus Ressuscitado e a Paróquia Catedral de São Francisco das Chagas se viram enriquecidos na noite do último dia 08 de dezembro, memorável data em que a Santa Mãe Igreja celebra a Imaculada Conceição de Maria Santíssima, com a Ordenação Presbiteral do então Diácono Gilson Paulino Junior, sjr, pela imposição das mãos de Dom Wilson Luís Angotti Filho, Bispo de Taubaté. Participaram da celebração eucarística vários sacerdotes, diácono, religiosos e religiosas, seminaristas, familiares e amigos do ordenando e integraram um número expressivo de pessoas que constituíram a assembleia para cerimônia sagrada. Ao final da Santa Missa, o neo-sacerdote teve a oportunidade de agradecer a todos os presentes e, em seguida, ele teve a alegria de receber os cum-

primentos dos familiares, amigos e fiéis em geral. O neo-sacerdote é membro do Instituto Sacerdotal de Vida Apostólica Jesus Ressuscitado com sede em Tremembé, pertencente a esta Diocese. Para a santificação e eficácia do sacerdote, a graça sacramental tem um papel determinante, pois dá-lhe oportunidade de receber auxílios sobrenaturais mais intensos para cumprir sua função de santificar as almas e, ao mesmo tempo, unir-se de forma mais íntima a Cristo Sacerdote, não só instrumentalmente, em decorrência do caráter sacramental, mas configurando-se a Cristo pela caridade, de modo a poder dizer com São Paulo: “Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim” (Gl 2, 20). Pe. Gilson servirá a Paróquia de Jesus Ressuscitado na cidade de Tremembé.


O LÁBARO

Dezembro 2016

A serviço da evangelização

7

Diocese em foco

Coroinhas participam de encontro no Sítio Dom Carmelo N

a tarde de domingo, 6 de novembro, a Pastoral Vocacional promoveu o Encontro Diocesano de Coroinhas. O evento, que acontece todos os anos, foi uma tarde de confraternização, recreação e oração. Acolhidos no Sítio Dom Carmelo, 643 coroinhas da diocese encheram o espaço com sua alegria. Após a animação inicial, teve inicio a missa, presidida pelo Padre Rafael Tiago dos Santos, Assessor Diocesano da Pastoral Vocacional e concelebrada pelo Padre Leandro Alves de Souza, Assessor Diocesano de Pastoral. O encontro contou, também, com a presença de seminaristas e religiosos. Um grupo de jovens do movimento Shalom apresentou uma peça de teatro e, uma divertida gincana que envolveu coroinhas e coordenadores, completou a programação da tarde. Lembrando a comemoração dos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida no rio Paraíba, o encontro foi concluído com preces pedindo a intercessão da Padroeira do Brasil.

Encontro Diocesano reúne representantes de CPPs

Da Redação

N

o dia 05 de novembro, sábado, foi realizado o Encontro Diocesano com os representantes de CPPs (Conselho Paroquial de Pastoral), no Centro de Pastoral Santa Teresinha, em Taubaté. O objetivo do encontro foi proporcionar aos participantes dois momentos: refletir sobre a Pastoral de Conjunto e apresentar a metodologia para avaliação do Plano Paroquial de Pastoral, Planejamento Pastoral para 2017 e relatórios dos eventos diocesanos (Campanha da Fraternidade, Semana Nacional da Família, Missões Diocesanas de julho). A Pastoral de Conjunto foi tema conduzido

pelo Padre José Vicente, enquanto Padre Leandro Alves de Souza, Coordenador Diocesano de Pastoral, tratou dos outros assuntos. O Bispo Diocesano de Taubaté, Dom Wilson Angotti, esteve presente durante todo o encontro ressaltando em suas intervenções, a importância do Plano Diocesano de Pastoral 2016 – 2019, que em suas palavras são diretrizes a serem seguidas por toda a Diocese. Dom Wilson enfatizou sobre o Projeto “Família em Oração”: ler, partilhar e rezar a Palavra de Deus, por conter as três prioridades do Plano Diocesano de Pastoral. Compareceram ao encontro

cerca de 40 representantes paroquiais, num clima bastante acolhedor e frutuoso. Nesta oportunidade estiveram presentes todos Padres que compõem a Equipe

Diocesana de Coordenação de Pastoral, da qual, ale dos padres Leandro e José Vicente, participam também, os padres Gabriel de Castro e Cipriano de Oliveira.


8

O LÁBARO

Dezembro 2016

A serviço da evangelização

Em Tempo

Colégio Padre Anchieta

Por Pe. Jaime Lemes, msj

Cresce o número de católicos no mundo, diz pesquisa

Colégio Diocesano Padre Anchieta: Educ

o Diocesano Padre Anchieta: Educação e Valores Há mais de 60 anos, o Colégio Anchieta está empen Colégio Diocesano Padre Anchieta: Educação e Valores Há mais de 60 anos, o em Colégio Anchieta está empenhado em com garantir a seus um aprendizadoumacadêmico consonância osalunos valore aprendizado acadêmico em consonância com os valores do evangelho: a fraternidade, anos, o Colégio Anchieta está empenhado em garantir a seus alunos a alegria, o diálogo fecundo e o trabalho generoso. Uma educação para a vida, em estreita a alegria, o diálogo fecundo e o trabalho generoso. Uma ed parceria com a família do aluno, no desenvolvimento e reforço de fortes valores éticos e êmico em consonância com os valores do evangelho: a fraternidade, parceria com a morais. família do aluno, no desenvolvimento e re A equipe pedagógica do Colégio Anchieta tem como principal objetivo a formação cundo e o trabalho generoso. Uma educação para a vida, em estreita integral de seus alunos. Suas estratégias estimulam o aluno a realizar tarefas de maneira morais. e a reconhecer seu próprio potencial para construir projetos de vida e capacitara do aluno, no desenvolvimento autônoma reforço de fortes valores see a enfrentar mudanças. As crianças e os jovens são convidados éticos a refletir sobre oe cotidiano e a realizar uma construção coletiva do conhecimento, formando neles próprios uma social reflexiva, crítica. A equipeconsciência pedagógica do Colégio Anchieta tem com integral de seus alunos. Suas estratégias estimulam o alun “O Colégio Anchieta significa muito para mim. Encontrei lá um gógica do Colégio Anchieta tem como principal objetivo a que formação ensino de qualidade, aprendi o professor e o aluno podem autônoma e a reconhecer seu próprio potencial para constr ser amigos. Não vivenciei em outra escola uma interação o início de dezembro, da a situação do clero, que s. Suas estratégias estimulam o aluno a realizar tarefas de maneira entre os funcionários e os alunos. Professores aplicados, N o Portal A12, da Rede constatou o aumento de 64 se a enfrentar mudanças. As crianças e os jovens são convi dedicados, apaixonados pela profissão! ” Aparecida de Comunicação, novos bispos e 444 padres, ecer publicou seu matéria próprio em relação ao anopara anterior. construir projetos de vida e capacitarsobre umapotencial Letíciacoletiva Carvalho Delgado, ex-aluna, no primeiro ano de Direito. Atualmente, o total de padres uma construção e a realizar do hoje conhecimento, pesquisa feita pela Agência é de 415 mil. Novamente no as. As e os jovens são convidados a refletir sobre o cotidiano Fides,crianças segundo a qual houve Continente Europeu foi recrescimento do número de consciência social reflexiva, crítica. gistrada a maior queda. Com católicos no mundo. nstrução coletiva considerável do conhecimento, formando neles próprios uma aumento, os paO levantamento revela que dres diocesanos somam 281 existe 1,27 bilhão de católicos. mil, enquanto reduziu 321 “Os anos que passei no Anchieta me fizeram crescer em todos os exiva, Nestecrítica. ano, o aumento foi 18,3 do número dos religiosos. Ao aspectos. Foi uma experiência maravilhosa. Lá conheci pessoas milhões em relação a 2015. A pesquisa constatou o aumento de católicos em todos os continentes, com exceção da Europa, onde houve uma queda de 57 mil fiéis. O crescimento foi maior na África, com 8,5 milhões, e na América, com 6,6 milhões, seguidas pela Ásia, com 3 milhões e Oceania, com 208 mil. A pesquisa abrangeu ain-

todo, religiosas e religiosos pelo mundo chegam a quase 683 mil. A Agência Fides é a agência de notícias do Vaticano e está ligada à Congregação para a Evangelização dos Povos. Foi criada em 1927 como a primeira agência de notícias missionária para a Igreja Católica, aprovada pelo Papa Pio XI.

(STF) ocorrida no dia 29 de novembro, que descriminaliza o aborto voluntário nos três primeiros meses de gestação, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiu uma nota reafirmando a posição da Igreja em defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concepção

condicional posição em defesa da vida humana, condenando toda e qualquer tentativa de liberação e descriminalização da prática do aborto. Conclamamos nossas comunidades a rezarem e a se manifestarem publicamente em defesa da vida humana, desde a sua concepção”, declararam os bispos.

fantásticas! Os educadores trabalham com profissionalismo e competência, mas são também amigos! Amigos que quero levar para vida toda! ”

“O Colégio Anchieta significa ensino de qualidade, aprend “O Colégio Anchieta significa muito para mim. Encontrei lá um ser amigos. Não vivenciei em ensino de qualidade, aprendi que o professor e o aluno podem os funcionários e os a ser amigos. Não vivenciei em outra escola uma interação entre "Eu gosto demais da escola. Eu sei que lá meus filhos evoluem dedicados, pela bastante. Para mim, a escolaapaixonados quer dizer evolução. Não tem discriminação, eles abraçam meus filhos, é maravilhoso!" os funcionários e os alunos. Professores aplicados, CNBB emite nota contra o aborto Graciele Agostinho Lotufo – Mãe de alunos do Colégio Anchieta. Diante da decisão do até a morte natural. apaixonados pela profissão! ” Letícia Carvalho Delgado, ex-a Supremo dedicados, Tribunal Federal “Reafirmamos nossa inMaria Eduarda Mendes Campos, ex-aluna, futura historiadora e professora.

Letícia Carvalho Delgado, ex-aluna, hoje no primeiro ano de Direito. “As pessoas do Anchieta são muito acolhedoras, o que gera um melhor ambiente para estudar e permite uma convivência muito mais próxima entre professores, funcionários e alunos, como se fosse uma grande família. ” Sérgio Nunes da Cruz Filho, aluno do 7° ano.

“As pessoas do Anchieta são muito acolhedoras, que gera um “Osdaanos que passei no Anchieta me ofizeram crescer em tod Seminário discute tema CF 2018 melhor ambiente para estudar e permite uma convivência muito mais

próxima entre professores, funcionários e alunos, como se fosse aspectos. Foi uma experiência maravilhosa. Lá conheci pes grande família. ” no Anchieta me fizeram crescer emuma todos os Sérgio Nunes da Cruz Filho, aluno do 7° ano. fantásticas! Os educadores trabalham com profissionalism MATRÍCULAS ABERTAS xperiência maravilhosa. Lá conheci pessoas Ensino Fundamental | Ensino Médio competência, mas são também amigos! Amigos que quero Oficinas de Xadrez – Esportes – Teatro adores trabalham com profissionalismo e Plantão de Português e Matemática para vida toda! ” Av. Granadeiro Guimarães, 122 – Centro – Taubaté/SP | 3632-2700 | /colegiodiocesanoanchieta MATRÍCULAS ABERTAS o também amigos! Amigos que quero levar Ensino Fundamental | Ensino Médio Maria Eduarda Mendes Campos, ex-aluna, futura Oficinas de Xadrez – Esportes –historiad Teatro Plantão de Português e Matemática professora. Av. Granadeiro Guimarães, 122 – Centro – Taubaté/SP | 3632-2700 | /colegiodiocesanoanchieta es Campos, ex-aluna, futura historiadora e

Com o intuito de discutir o tema da Campanha da Fraternidade de 2018, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) promoveu um seminário no dia 9 de dezembro, na sua sede em Brasília. O tema da CF 2018 é “Fraternidade e superação da violência”, com o lema “Em Cristo somos todos irmãos” (Mt 23,8). Para Dom Leonardo Steiner, bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da

CNBB, diante da exigência do tema, o encontro deseja ser uma ajuda para aprofundamento. “ A temática é exigente. Ela tem muitos aspectos, tem muitas nuances, tem abordagens que necessitamos fazer diante da amplitude do tema”, ressaltou. Participaram do seminário assessores das Comissões Episcopais e representantes de diversos setores da sociedade civil que trabalham diretamente com a temática da violência.


O LÁBARO

Dezembro 2016

A serviço da evangelização

Aniversariantes Funcionários da Mitra

Aniversários: Bispos, Padres e Diáconos NASCIMENTO

ORDENAÇÃO

Janeiro 01 - Diác. José Maria da Costa Filho 03 - Pe. Marcelo Silvio Emídio Pe. 04 - Diác. Pedro Luiz dos Santos 04 - Diác. Vicente de Toledo 19 - Pe. Marcelo Henrique de Souza 23 - Pe. Luis Carlos Rosário Benega 28 - Diác. Elias Tarcisio dos Reis

Janeiro 07 - Pe. Luis Lobato dos Santos 17 - Diác. Washington Tomaz 26 - Côn. Amâncio Calderaro Junior 30 - Diác. Eliseu José dos Santos 31 - Diác. Osni Monteiro dos Santos

Fevereiro 02 - Diác. Gilberto Souza Santos 03 - Pe. Antônio Cláudio Dias Barbosa 04- Diác. Aparecido Fernandes Neves 05- Pe. Paulo Vinícius Ferreira Gonçalves 06- Pe. Osmar Cavacca 11- Diác. Claudio da Silva Barbosa 11- Diác. Guilherme Leite Machado Filho 13- Diác. Adonis Souza Pinto 14- Diác. Nicola Ângelo Di Stefano 15- Pe.CleitonWillian Rodrigues 16- Pe.Elair Fonseca Ferreira 20- Diác. Messias Gonçalves Mendes 25 - Pe. Antonio Carlos Monteiro 26- Pe. Leandro Alves de Souza 28- Pe. José Afonso Lobato

Fevereiro 01 - Pe. Gabriel Henrique de Castro 01 - Pe. Cleiton Willian Rodrigues 01 - Pe. Paulo Donizete de Siqueira 01 - Pe. Paulo Vinícius Ferreira Gonçalves 01 - Diác. José Carlos Caetano 01 - Diác. Antonio Carlos de Carvalho 02 - Pe. Alexandre Eduardo da Cruz 02 - Côn. José Luciano Matos Santana 05 - Pe. Luis Paulo de Aquino Cunha 08 - Diác. Claudio da Silva Barbosa 18 - Pe. Leandro Alves de Souza 18 - Pe. Silvio José Dias 18 - Pe. Sebastião Raimundo Bizarria 20 - Diác. Benedito Gobbo 22 - Diác. Roberto Gomes 23 - Côn. José Adalberto Vanzella 28-Diác. Vicente Inácio Alves Filho

9

JANEIRO 1 – Simone Aparecida – Seminário Diocesano 02 – Roseli Alves – Seminário Diocesano 04 – Maria Aparecida – Mitra Diocesana 04 – Julio Cesar – Par. Sto. Antonio Lisboa (Taubaté) 05 – Maria Luzia – Par. Sagrada Família (Taubaté) 06 – Regina de Oliveira – Par N. Sra da Boa Esperança (Caçapava) 07 – Lucia de Farias – Par. Sta. Terezinha (Campos do Jordão) 09 – Benedita Zilda – Par. Espirito Santo (Taubaté) 11 – Mara Regina – Par. N. Sra. do Rosário (Taubaté) 12 – Rosekelly Benedita – Par. São Bento (São Bento do Sapucaí) 14 – Maria Cristina – Par. N. S. da Boa Esperança (Caçapava) 15 – Maria Aparecida – Par. São Vicente Paulo (Taubaté) 15 – Renan Claudino – Par. São Vicente Paulo (Pinda) 18 – Luciana Aparecida – Par. Menino Jesus (Caçapava) 19 – Sebastiana Correa – Par. S. Luís (São Luiz do Paraitinga) 19 – Ana Caroline – Par. São Benedito (Campos do Jordão) 20- Terezinha Aparecida – Par. N. Sra Bom Sucesso (Pinda) 26 – Elza Guerreiro – Par. Menino Jesus (Caçapava) 28 – Maria Aparecida – Par. São José (Tremembé) 28 – Arthur da Cruz – Par. N. Sra da Saúde (Campos do Jordão) 31 – José Pedro – Par. Espírito Santo (Taubaté) FEVEREIRO 01 – Flavio do Carmo – Shalom 03 – Lucia Helena – Par. São Benedito (Pinda) 03 – Henrique Bras – Par. São Vicente Paulo (Pinda) 04 – Silvana dos Santos – Par. Menino Jesus (Taubaté) 05 – Maria José – Par. S. José Operário (Caçapava) 05 – Gigliardi Ubirajara – P. N. S. da Boa Esperança (Caçapava) 07 – Marta Dorotea – Par. Sgdo. Coração Jesus (Taubaté) 07 – Paula Cristina – Mitra Diocesana 08 – Maria Aparecida – Par N. Sra Rainha dos Apostolos (Pinda) 08 – Joyce Querido – Par. São Sebastião (Taubaté) 11 – Rodrigo Valdinei – P. São Vicente Paulo (Taubaté) 12 – Claudia Regina – P. N. Sra. Rosário (Taubaté) 12 – Edilene Aparecida – Par. Santa Cruz (Redenção da Serra) 13 – Sonia Helena – Par. Santa Luzia (Taubaté) 18 – Benedita Silvana – Par. N. S. Rosário (Taubaté) 21 – Francisca Bueno – P. Sto.Antonio de Padua (Caçapava) 22 – Leonel dos Santos – P. N. S. da Boa Esperança (Caçapava) 23 – Rosangela Maria – Par. Menino Jesus (Taubaté) 23 – Waldinei Garcia – Par. N. S. Mae da Igreja (Taubaté) 24 – Marco Antonio – Par. São Vicente de Paula (Pinda) 24 – Juliana Maria – Par. São José Operário (Caçapava)

Agenda Diocesana de Pastoral 2017 Janeiro 09/seg – Campanha da Fraternidade: Reunião Ordinária da Comissão Diocesana, 19h30min. De 14 a 15 – RCC: Retiro para Formação de Formadores. 21/sab – Pastoral Criança: Encontro Coordenadores, 8h, Cúria Diocesana de Taubaté 21/sab – Pastoral Saúde: Reunião da Comissão Diocesana, 9h, Cúria Diocesana de Taubaté 22/dom – RCC: Encontro de Ministérios, Forania São Bento 26/qui – Pastoral Saúde: Formação para Assistentes Religiosos Hospitalar, 13h30min., Capela do Hospital Universitário 27/sex – COPS: Missa de envio seguida de reunião, 19h, Santuário Santa Terezinha 28/sab – Pastoral Carcerá-

ria: retiro com os agentes, das 8h às 17h, Lar Santa Verônica. 28/sab – Diáconos: Formação permanente, 8h30min., Cúria Diocesana de Taubaté 31/ter – Pastoral Vocacional: Entrada dos Vocacionados, das 8h às 16h, Seminário Cura D’Ars

Fevereiro 03/sex – Pastoral Familiar-Reun. Comissão Diocesana 19h30 Com.N.Sra. Lourdes 04/sab – Pastoral Criança: capacitação 2015, 8h, Cúria Diocesana de Taubaté 04/sab – Pastoral Carcerária: reunião com responsáveis, 15h, Residência do agente 05/dom – Campanha da Fraternidade: Formação Diocesana CF 2017, das 7h30min

às 17h, Seminário Cura D’Ars 08/qua – Reunião Equipe Administrativa e Executiva, 09h, Cúria Diocesana de Taubaté 08/qua – Reunião Equipe Diocesana Coordenação Pastoral, 14h30min., Cúria Diocesana de Taubaté 10/sex – Pastoral Criança: Reunião de Áreas, 14h, Cúria Diocesana, sala da pastoral 11/sab – Pastoral Saúde: Romaria Nacional à Basílica, 08h, Aparecida - SP 11/sab – Catequese: Reunião Equipe Diocesana, 08h30, Paróquia São Pedro 11/sab – MESC: Reunião com Coordenadores de Foranias, 09h, Paróquia N.Sra. do Belém 11/sab – Pastoral Pessoa Idosa: Reunião, 09h, Colégio Anchieta 11/sab – Campanha da

Fraternidade: Formação Forania N. Sra. Bom Sucesso, Pindamonhangaba 11/sab – Pastoral Carcerária: Reunião ordinária, 14h, Colégio Anchieta 11/sab – Pastoral Batismo: Reunião Representantes das Foranias, 14h-16h, Colégio Anchieta 11/sab – Mãe Rainha: 1ª Reunião de Coordenadores, 14h30, Cúria Diocesana de Taubaté 11/sab – Pastoral Dízimo: Reunião da Equipe Diocesana, 15h, Cúria Diocesana de Taubaté 14/ter – RCC: Noite de Louvor (entrega do Rebanhão), Catedral de Taubaté 15/qua – Reunião do Conselho Presbiteral, 09h, Cúria Diocesana de Taubaté 18/sab – Pastoral Familiar: Reunião da Sub-Região de

Aparecida, 08h, Campos do Jordão 18/sab – Pastoral Criança: Capacitação de Hortas, das 8h às 16h30, A definir 18/sab – Reunião Conselho Diocesano de Pastoral, 09h, Cúria Diocesana de Taubaté 18/sab – Pastoral Educação: Reunião da Coordenação, 14h, Colégio Anchieta 18/sab – Setor Juventude: Cristo Folia 2017, das 15h às 22h, Quadra Vila Aparecida De 20 a 24 – Catequese: Semana de Abertura – ECAT, 19h30, Faculdade Dehoniana 22/qua – Reunião Geral do Clero, 08h30, Seminário Cura D’Ars 22/qua – Campanha da Fraternidade: Formação Forania São Bento, 19h, Sto. Antônio Pinhal De 24 a 28 - RCC - Rebanhão


10

O LÁBARO

Dezembro 2016

A serviço da evangelização

Entrevista do mês:

Dom Carmo João Rhoden: 50 anos de sacerdócio, sentindo com Cristo e a Igreja Por Pe. Jaime Lemes, msj

Gaúcho de São José do Inhacorá e fervoroso torcedor colorado, Dom Carmo João Rhoden é o mais velho de 12 irmãos. De família alemã, cresceu na colônia e recebeu do pai os ensinamentos mais preciosos, os quais carrega consigo até hoje. Ordenado presbítero em 17 de dezembro, em Roma, celebra 50 anos de ministério sacerdotal. Há um ano e meio como bispo emérito de Taubaté, quer continuar trabalhando pela evangelização na Igreja.

O LÁBARO: Ainda muito jovem o senhor entrou para o seminário. Em que momento se manifestou o desejo de ser padre? DOM CARMO: Eu quero crer que em toda vida existem condicionamentos. Nós vivemos num mundo, e isso influi. Além do mais, nós já trazemos “n” coisas no nascimento. Então, somos seres situados, contingenciáveis... seres que estão numa evolução. E aí, a gente exerce influências e também as recebe. É claro que, quando criança, a gente mais recebe do que influencia. Eu tenho que assinalar que a minha família colaborou indubitavelmente, de maneira extraordinária, para que despertasse em mim essa vontade. Meu pai era extraordinário em muitas coisas. Ele foi professor. Dava aula de manhã e à tarde, e à noite criou um curso para adultos. Não só por amor à cultura. Em casa éramos 12 irmãos que precisavam ser sustentados, e professor de Primário não ganha muito. Depois, aos sábados, ele dava catequese. A primeira turma de Primeira Comunhão que

se formou foi com ele. Aos domingos, ele organizava o culto. Não tinha padre na colônia. A gente só via um padre de três em três meses. Tanto o pai quanto a mãe foram pessoas sempre de princípios cristãos. Meu pai tinha uma visão muito social das coisas. Ele inventou uma caixa econômica, tipo Raiffeisen (em alemão), inventou uma cooperativa para os colonos. O modo como vivia e falava da vida, aos poucos foi sendo introjetado. Depois eu me tornei o sineiro da capela. Os padres do Sagrado Coração também tinham uma certa presença em casa. Então, foi essa conjunção de valores, de influências, de condicionamentos. O LÁBARO: Embora fosse uma vontade do pai, a família de modo geral acolheu bem a sua decisão de ir para o seminário?

DOM CARMO: Eu sou o filho mais velho. O segundo é três anos mais novo do que eu e o outro, que é padre, é quatro anos mais novo. Então eles ainda não tinham muita opinião nesse sentido. Mas logo depois, também manifestaram o desejo de ir. Só o segundo que não. Esse não queria. Mas daí houve missões lá em Três Passos, pregadas pelos padres Redentoristas. A esta altura eu já estava em CorupáSC, porque eu fiquei um só um ano em Criciumal, por causa da escola boa que eu tive com o pai. Então eu já estava trabalhando terceiro – porque o segundo não queria nada nesse sentido – para ir para a Congregação do Sagrado Coração também. Mas daí, houve missões em 1954 e levaram-no para o seminário redentorista. Também o meu irmão do meio se sentiu vocacionado. Era vocação por contágio.

Ele foi levado junto pelos Redentoristas. Mas assim que terminou o Ginásio, ele voltou. Não tinha vocação. O LÁBARO: Como foi deixar a família?

DOM CARMO: Eu fui para o seminário muito ingênuo. Nunca tinha saído de casa. Tanto é verdade que para sair de casa foi um escândalo. Para desapegar da mãe foi dolorido. Depois, Corupá era longe. Durante anos não ia ninguém. Era em torno de 900 km. Saímos no dia de Santo André Corsini. Eu estando no seminário e só passando as férias em casa, então não participei muito da vida, das labutas, das dificuldades dos de casa. Eu tenho irmãos que nasceram nesse período e quando chegava em casa tinha novidade, né. Principalmente, a gente como religioso, terminando o segundo grau, foi para o Noviciado. Terminava o ano letivo na Festa de Cristo Rei, recebíamos a batina e iniciava o Noviciado. Então foram quatro anos de silêncio, sem ver a família. Antes de começar o Noviciado, éramos chamados de “caríssimos”. Já fui caríssimo! (risos). Só depois o segundo ano de Filosofia que fui pra casa. Então era claro que tinha novidade. De modo que o meu relacionamento com os mais novos foi muito fraco. Praticamente não houve convivência. Depois houve o fato de ir pra Roma, mais quatro anos. Então houve um distanciamento, o que afetou afetivamente também. O LÁBARO: Como foi o seu tempo de seminário? O que mais o marcou? DOM CARMO: Em Corupá, o que mais me marcou foi a organização. Era tudo já previsto: quando

tinha de levantar, quando tinha de rezar, tomar café, ir para a aula etc. Então era tudo muito bem organizado. Também, depois do trabalho tinha o jogo de futebol. Eu não era uma grande expressão no futebol, mas um medíocre jogador do terceiro ou quarto time. Mas participava. Outra coisa que marcou ainda foi a seriedade no estudo. Os padres eram exigentes e chamava à atenção. Era essa a pedagogia. Eu, sendo filho de professor, encampei a causa. Se no futebol não era grande coisa, então precisava estudar. E não me sai mal nos estudos. O LÁBARO: E como foi o tempo de estudos em Roma? DOM CARMO: Foi muito bom. Mas é claro que a gente sofreu. Caímos, por exemplo, nas mãos dos jesuítas. Ora, os jesuítas são admiráveis pela inteligência, pela cultura, mas com gente, às vezes eles não são bem

“gente”. Depois, a Teologia Moral eu fiz na Afonsiana. Lá já é outra mentalidade, outro tipo de padre, mais humano... como o Hering, o Hortelano e outros, que eram grandes referências. Bons professores e, ao mesmo tempo, muito humanos. Então foi uma diferença que eu percebi muito. No colégio [do Sagrado Coração, em Roma] eu também consegui me inserir facilmente. Acho que nunca fui um homem de muitas exigências. Nem hoje eu sou. Para mim qualquer comida serve; eu não tenho necessidade de grande carro etc... Eu vi coisas bonitas por lá, mas vi cretinices também, a autossuficiência de um tipo de povo que estava estudando lá. O LÁBARO: Nesse tempo de estudo em Roma, o senhor acompanhou também a mudança promovida pelo Concílio Vaticano II. Como foi vivenciar isso num ambiente em que certamente fervilhava a discussão sobre as perspectivas do Concílio?


O LÁBARO

Dezembro 2016

A serviço da evangelização

O LÁBARO: A ordenação do senhor foi em Roma, longe da família. Como foi esse momento? DOM CARMO: Foi um misto de alegria e tristeza. Alegria pela ordenação e tristeza por que não tinha nem pai nem mãe nem irmão nem parente do Brasil. Mas tinham outros ali que também não tinham. E nem ligação a gente podia fazer. Era silêncio nesse sentido. Sem conexão. Eu ainda tive a alegria de ter da Alemanha acho que oito pessoas. Na verdade, seis da Alemanha e dois de Milão. Parentes distantes. Fomos ordenados por um bispo de Roma. Não se podia escolher nada, não se tinha direito a nada. Mas também o que se podia fazer? Numa cidade onde tem tantas ordenações... naquele ano deve ter sido ordenado mais de 120 por lá. Mas foi um tempo significativo. No domingo eu fui celebrar a minha primeira missa, e fiz questão de fazê-lo sobre o túmulo de Pedro, na capela que fica debaixo do altar papal, por razões muito particulares. Eu fiz questão disso. O Pe. Darci estava junto e o Pe. Renatus foi o presbítero assistente. Isso deixou uma marquinha. Ter iniciado o meu ministério ali foi significativo. DOM CARMO: Para nós não foi tão difícil, porque no colégio conviviam 17 nacionalidades diferentes. As discussões eram às vezes elevadas e tinham altos e baixos, porque dependia com quem você se encontrasse. Mas foi um momento bonito. Você perceber um pouquinho o fervilhar do sangue da Igreja. A gente ia até lá na Catedral de São Pedro e sentava onde se sentaram os bispos e os cardeais. Não influía em nada, mas era significativo. Os papas, por exemplo, João XXIII, que morreu antes que eu fosse, ele estava vivo ali. Depois veio o Paulo VI, que eu admirei demais. Esse sim, sofreu. Eu não percebi todas as dificuldades que poderia trazer essa transformação.

Achei que estava na hora, isso sim, era bem-vinda. Mas que isso pudesse causar um desconforto do tamanho do mundo, eu não via logo. A gente via algumas refrações no colégio e fora do colégio. Houve até na Gregoriana uma pequena insurreição. Houve quem quisesse introduzir algo novo e ele foi praticamente banido. Mas no colégio, essa passagem até que foi bastante normal. O reitor era um padre holandês, então ajudou no sentido de nos alertar para o novo. Então o Concílio foi visto positivamente. Para nós, foi muito oportuno ver isso acontecendo ali. Porque nós podíamos ter encontro com gente de gabarito no campo teológico. Tivemos conferência

O LÁBARO: Voltando com Karl Rhanner, com para o Brasil, como foi Schillebeeckx, com iniciar o seu ministério Ratzinger (Papa Bento XVI), aqui? com De Lubac, Congar. O Próprio colégio favorecia DOM CARMO: Eu voltei o encontro com esses em 1970. Eu tinha iniciado homens significativos do a tese em Teologia Moral, Concílio. Então, acho que sobre a Teologia do progresso isso fez um bem, porque na Gaudium et Spes, mas sempre achei que a Igreja não cheguei a terminar. tinha de ser mais humana. Estávamos havia muito Sempre tive dificuldade tempo fora e a província de trabalhar com gente pediu que voltássemos. metida a prussiana. Isso, Fomos quando ainda éramos para mim, fazia com que fráteres. Naquele tempo eles o meu aparelho digestivo acreditavam nos fráteres sofresse. Gostei muito dos (risos). Hoje, só mandam documentos conciliares. para lá padres. Depois que Eles deixaram o mundo voltei, vim para Taubaté mais palatável, uma Igreja lecionar Teologia Moral mais perto do homem, do no Conventinho e também mundo. O Concílio veio auxiliar em Lagoinha onde em bom tempo e eu dou trabalhava o Pe. Chico, que graças a Deus porque pude já era idoso. Lá eu vi algo folclórico. A gente ia sextavivenciar tudo isso.

11

feira à tarde ou sábado de manhã. Chego lá um dia – estava ameaçando uma trovoada – e cadê o Pe. Chico? Fomos procurálo e o achamos debaixo da cama, com medo dos trovões. Foi um período bom, embora curto, porque depois ali foi viria a ser reclamado pelo Cardeal Mota e passaria a pertencer à Arquidiocese de Aparecida. E a paróquia foi entregue no dia do meu aniversário, em 16 de maio de 1971. Nunca me esqueço. Mas valeu. Eu continuei dando aula, mas apostolicamente desempregado. Ajudava na então capela onde hoje é a Paróquia Sagrado Coração de Jesus. Depois o Dom Francisco falar com o Pe. Valério que Redenção da Serra estava acéfala. O padre de lá que era o Pe. Clair havia sido transferido para Jacareí. Então eu e o Pe. Schmidt, que era diácono à época, fomos para lá. Assumi como vigário ecônomo. Era para ser provisório, mas essa provisoriedade levou 28 anos para terminar. Em 1973 eu fui para o Sul, mas o Pe. Knob assumiu a paróquia. O LÁBARO: Então foi no Sul que o senhor exerceu mais intensamente o seu sacerdócio? DOM CARMO: Sim. Eu nunca trabalhei no meu Estado, a não ser atendendo confissão. Fui para Santa Catarina, levado pelo depois bispo Dom Roque Oppermann. Foi o ano mais feliz da minha vida. Éramos três e muito diferentes um do outro. Tinha um carioca, o Pe. Geraldo, que era o pároco, querido até pelo capeta (risos). Ele era bom. Ria com o bispo, para o bispo e do bispo. Tinha também um catarinense, Pe. Aloísio Helmann, que veio a morrer depois, jovem, vítima de um câncer. Foi o homem que mais me impressionou na transformação, em toda a minha vida. Éramos todos diferentes, mas nos dávamos muito bem, e o povo testemunhou isso e comentava conosco. Depois nós fomos transferidos, o


12

O LÁBARO

Dezembro 2016

Geraldo para Curitiba e eu para Brusque, para trabalhar na formação como Diretor Espiritual da Filosofia. Ali, paguei pelos pecados feitos e pelos não feitos. Foi um período difícil, um tempo de purificação. Fiquei seis anos na formação. Depois o meu provincial me ofereceu duas possibilidades: Minas ou Joinville. Aí dei uma de macaco velho e disse a ele: “Eu sei que Joinville já não é mais aquela, mas já que o senhor me dá a escolha, então se o senhor me conceder Joinville, irei de bom grado”. E para lá eu fui. Aí fiquei durante nove anos, muito bons. Joinville foi um pouco a minha paixão. O LÁBARO: O que marcou o senhor nesse tempo? DOM CARMO: São diversas coisas. Havia um povo muito trabalhador e participativo. A gente tinha um bom grupo de leigos... aquilo que não foi possível fazer aqui, por causa de alguns reverendos que não deram todo aquele apoio. A valorização do laicato foi sempre uma das ideias fixas minhas. Porque não concebo uma Igreja dinâmica sem o aporte total do laicato. Então tínhamos uma equipe muito boa. Foi um tempo bonito porque também de briga. Por que digo isso, o que parece ser uma contradição? Porque foi o tempo da Teologia da Libertação, não libertada, que estava querendo dar as cartas. Então foi difícil. Tivemos discussões homéricas no clero. Eu pensando estar defendendo a ortodoxia, que leva a ortopraxia, enquanto outros se posicionavam contrários. Eu cheguei, numa noite, a me perguntar: “Carmo, quem é que está com a razão? É você ou outros? A comarca ficou dividida. Mas logo depois o bispo interveio e acabou com a nossa festinha (risos).

A serviço da evangelização

DOM CARMO: Acho que sou um pouco normal. Na festa dos 50 anos de sacerdócio do bispo, eu era um dos organizadores e ficava circulando, passando nas mesas para ver se estava tudo em ordem. Quando eu saí da mesa onde estavam os bispos, um deles disse: “este é o próximo”. Eu vou vi, mas segui em frente, não me dei por achá-lo, por que muita água podia rolar ainda. Depois veio um paroquia no me perguntar se eu gostaria de ser bispo. Quis saber o porquê daquela pergunta. Ele acabou revelando que havia recebido uma carta de Brasília, da Nunciatura. Eu disse a ele que eu era religioso, e a religiosos isso não pode apetecer. Na festa de ordenação do Dom Orlando Brandes, que veio a ser bispo de Joinville, os padres lá, despudoradamente me falavam: “Carmo, olhe bem esta cerimônia, pois o próximo poderá ser você”. Mas logo eu fui transferido para Brusque. Daquela data até a minha ordenação como bispo, foram dois anos. E quem me telefonou dando a notícia de que eu seria bispo foi o Dom Orlando. O LÁBARO: O senhor titubeou para dar a resposta ou foi de imediato? DOM CARMO: Eu disse a ele: “Olha, você me pecou de calça curta – isso foi no dia oito de maio de 1994 -, eu vou pensar um pouquinho. Tenho esse direito, porque não fui consultado”. O Orlando disse: “responda sim logo”. Eu falei que precisava de uns cinco dias para refletir. No dia 13 de maio eu dei a resposta, e fiz questão que fosse nesse dia. Mas divulgado oficialmente no dia 22 de maio. O LÁBARO: Quando recebeu a notícia o senhor já soube de imediato que viria para Taubaté?

DOM CARMO: Sim. O LÁBARO: Como o Quando o Dom Orlando me senhor acolheu a notícia falou, eu tive de dar duas gargalhadas. A primeira, de que seria bispo? por causa do episcopado.

Quando eu tinha meus 18 aninhos, um outro gaúcho e eu fomos mandados para dar aula no seminário. Tinha uma professora lá também e eu me dava muito bem com ela. Ela era jovem e plena de vida. Mais tarde, quando eu estava no noviciado, tive notícia de que ela iria ingressar na vida religiosa. Então, duvidando daquilo, eu disparei: “se essa aí vai para a vida religiosa, eu fico bispo ou engulo um cabo de vassoura”. (risos). Eu já estava preparando o cabo de vassoura. A segunda gargalhada foi porque, quando eu saí de Taubaté, em 1973, porque eu não ia alinhar a minha vida à docência, então não voltaria mais para cá, eu disse: “Taubaté nunca mais”. Não que tivesse saído magoado etc, nada disso. Apenas porque não certa coerência eu mantive, via mais essa possibilidade. e queria que houvesse uma nova evangelização e eu O LÁBARO: Como foi vi que a coisa estava meio para o senhor o tempo difícil. E todas as vezes que de episcopado aqui em tinha reunião, eu sempre Taubaté? fazia uma colocação no sentido da espiritualidade. A DOM CARMO: Do meu ver, a anemia provinha positivo eu não vou falar dali. Mas eu agradeço muito. Não vim aqui para a Deus por esse tempo. me mostrar, mas para ser Acho que lutei. Se deu esse útil a Cristo e à Igreja, como problema no coração, não expressa o meu lema. Eu foi porque eu comi muita vim mesmo para servir, carne vermelha, como isso eu posso dizer. Eu sou alguns disseram. Mesmo dehoniano. Então acho porque eu sou um pouco que um pouquinho daquilo comedido. Eu procurei dar eu consegui absorver, a vida. E mesmo agora, internalizar. O Pe. Dehon quando dizem: “Deixa de falava sempre: “É preciso ser bobo! Você é emérito!”, ir ao povo”. Ele valoriza eu continuo estudando, muito a doutrina social da preparando algum retiro. Igreja. Era um gentleman, Acho que tenho de um homem culto. Isso investir em mim até o fim. sempre me impressionou. Principalmente, estar aberto Eu queria fazer um trabalho ao novo, à Igreja em saída, com os padres no sentido missionária. Quero ser útil. de fazê-los se sentir verdadeiramente membros O LÁBARO: No dia 17 de um presbitério, uma de Dezembro o senhor grande família sacerdotal. completa 50 anos de Não foi possível. Claro ministério sacerdotal. Se que tem histórias atávicas pudesse fazer uma síntese que explicam... e qualquer do que isso significa para sociólogo saberia explicar o senhor, qual seria? isso, e muito bem. Então se ouve uma decepção, foi DOM CARMO: Eu ia esse fato. Eu queria que a distinguir um pouco assim: minha concepção minha casa fosse a casa dos na padres. Um pouquinho de e naquilo que deu. Na concepção, eu postura eu tenho. Não sou minha nenhum santo, mas uma quis, como diz o meu

lema episcopal, “Sentire cun Christo et Ecclesia” (Sentir com Cristo e a Igreja). E isso eu procurei de fato como bispo. Mas antes, da espiritualidade dehoniana: amor e oblação. Nós nascemos para amar. Todos. No casamento é de uma forma, na vida religiosa é diferente, na vida sacerdotal é ainda um pouco diferente... mas se não existe isso, é traidor. E servir. “Eu vim para servir”, disse o Cristo. Eu não disse que consegui fazer isso certo. Mas isso estava presente em todos os momentos da minha vida. O LÁBARO: Valeu e está valendo a pena? DOM CARMO: Mas é claro que sim. Acho que ninguém nunca me viu apocalíptico. Podem ter me visto cansado. Mas estressado, deprimido, isso não. E olha que eu já vi coisa! Mas sempre achei que a minha vida tinha de ser um pouquinho de referência no sentido de acolher, e, disso, acho que ninguém poderá falar o contrário. Eu vejo a vida com muita normalidade. E se a gente às vezes sofre um pouco, em relação a muitos aí fora, isso não é nem um terço.

Jornal O Lábaro | Diocese de Taubaté | Dezembro de 2016  

Orgão Oficial da Diocese de Taubaté - A serviço da Evangelização - Visite: www.diocesedetaubate.org.br Diocese de Taubaté/SP Av. Professor...

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you