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O LÁBARO

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O LÁBARO Comunicação a serviço da fé

C O M U N I C A Ç Ã O

Ano CII - Edição nº 2.104 - Julho 2011 w w w. d i o c e s e d e t a u b a t e . o r g . b r

A

S E R V I Ç O

D A

F É

Distribuição Gratuita “O que vos digo ao pé do ouvido proclamai-o por sobre os telhados” (Mt 10,26).

DIOCESE DE TAUBATÉ

REALIZA CAMPANHA DE CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE O DÍZIMO

Com o objetivo de esclarecer os fiéis sobre a importância do Dízimo na vida da comunidade paroquial, a Diocese produziu folhetos explicativos para serem entregues em cada domingo de julho nas missas Pág. 8

CNBB e CPCS promovem primeiro Seminário de Comunicação para Bispos no Rio de Janeiro

Igreja de São João, em Taubaté, comemora 30 anos de sagração

Pág. 7

Magnificat, um canto de libertação

Pág. 5

Voluntários se mobilizam na luta contra o câncer Pág. 3

Veja prestação de contas das últimas coletas na Diocese de Taubate Pág. 6

Pág. 16


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Comunicação a serviço da fé

EDITORIAL

A VOZ DO PASTOR

Dízimo: gesto de amor e Partilha

Dízimo

Partilha. Esta é uma palavra muito cara para nós cristãos e que deveria ser a expressão mais eloquente do nosso modo de ser no mundo, uma vez que a proposta de Jesus implica desapego e atitude de doação. A caridade, como mandamento maior, deve ser aquilo que rege as nossas relações humanas, não só para com os nossos irmãos de fé, mas para com todo ser humano. A narrativa de At 2, 42-47 é um retrato de como era a relação dos primeiros cristãos. Pautadas no ensinamento dos Apóstolos, na fração do pão, na comunhão fraterna e na oração, as comunidades cristãs buscavam configurar o seu viver ao de Jesus, o Messias, Filho do Deus vivo que se entregou para a salvação do mundo. Neste mês, essa palavra nos vem como um forte apelo. Há cinco anos a Diocese de Taubaté realiza uma campanha de conscientização sobre o Dízimo, que acontece durante as celebrações das comunidades. A cada domingo, se reflete, dentro do contexto litúrgico, uma dimensão do Dízimo. As pessoas que participam das celebrações recebem um folheto explicativo, que também consta de depoimento de um dizimista. A Igreja não entende o Dízimo como mera obrigação religiosa, embora ele seja um de seus mandamentos. O Dízimo é, antes, um gesto de amor e partilha. Uma atitude que só pode vir de quem tem consciência de tudo o que temos é dom gratuito de Deus, daí não se tratar de um pagamento mensal, mas de devolução; de quem sabe que ser dizimista é um modo efetivo de participação na vida da comunidade, se comprometendo com o seu projeto de evangelização; é, enfim, participar da comunhão eclesial. Por isso, nesta edição, demos especial atenção a esse projeto realizado na Diocese de Taubaté. Além de apresentarmos as dimensões do Dízimo, trazemos uma entrevista bastante esclarecedora com a coordenadora diocesana da Pastoral do Dízimo. Aproveite a leitura!

Que cada um dê conforme tiver decidido em seu coração, sem pesar nem constrangimento, pois “Deus ama quem dá com alegria”.(2 Cor. 9.7) Dom Carmo João Rhoden, scj

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ulho, em nossa Diocese, é o mês para a reflexão sobre o dízimo. Foi uma necessidade apresentada. Nós a achamos oportuna e até necessária. Foi implementada. Está dando seus frutos, principalmente, lá, onde há acompanhamento pela pastoral do dízimo e pelo pároco. Com minha reflexão, gostaria de aprofundar ainda mais, motivar ainda melhor, a prática do dízimo. Nós o somos por diversas razões. Porque somos cristãos. Temos fé e amor. Somos responsáveis por nós, nossas realizações e corresponsáveis, pois, participamos de uma família: a dos batizados, construtores do Reino de Deus. Somos gratos a Deus pela vida. Deus é nosso Pai, somos filhos no Filho (cf. Ef 1.5). Somos ainda gratos pelas graças recebidas, pela Eucaristia, pela vocação. Recebemos, também, uma missão. Cada dia que passa é dom de Deus para nós. O que temos é dom de Deus e resultado de nossa colaboração através do exercício de nossos talentos. Cada qual ainda tem motivações pessoais. Basta refletir um pouco. Sobre nossos dons e talentos pesa uma obrigação moral: devemos dar do que recebemos. Queremos fazê-lo com fé, alegria, fidelidade e ação de graças. Ninguém precisa fazernos exigências: já estamos conscientizados. Não queremos tornar-nos ingratos, e faltar com nossas obrigações. (Textos que ajudam a refletir: cf. Gn 14.20; Lv 27.32; Dt 14.22; Ml 3,8-10; Hb 7.2-5; 1Cor 9.4-14). É gesto amoroso, religioso, e eclesial. Demonstração de comunhão e de participação na vida e na missão da comunidade. Não vivemos bem, sem conviver. Convivência não é justaposição de indivíduos, mas integração de pessoas responsáveis. O dízimo tem três dimensões: a religiosa, a social e a missionária. Na religiosa se enfocam as necessidades cúlticas a serem assumidas, revisões de construções já feitas, construção de novas, custos pela formação de agentes de evangelização e da pastoral, manutenção, salários etc. Na dimensão social lembramos: promoção humana, cursos, ajuda a pessoas doentes, a dependentes químicos e de

álcool, pessoas abandonados (crianças, jovens, idosos etc). Do vestibular da vida, já, sabemos as perguntas cujas respostas não serão teóricas, mas práticas. Estas aconteceram bem antes. “Eu tive fome e não me destes de comer... doente e... encarcerado... era necessitado de formação e não me auxiliastes. A resposta não será um “X”, como em nossos vestibulares, mas através de ações em prol do próximo (cf. Mt 25.35 ss). Não estamos meio carentes neste campo? Meditai e respondei-me vós. Dimensão missionária. Outros antes investiram em nós. Chegou nossa vez de fazer o mesmo. Temos consciência de quanto, outras instituições nos ajudaram? (Adveniat, Kirche in Not. Miserior Caritas etc etc). É preciso despertar. A Igreja é missionária ou não é cristã, nem católica, nem apostólica. Todos devemos ser missionários pelo testemunho e pelo discipulado. Uns partindo para evangelizar “ad gentes”, outros permanecendo no próprio país, em locais mais carentes, mas todos pelo exemplo, testemunho. Há, também hoje, pessoas com fome e sede de Deus. O que fazemos por elas? O Documento de Aparecida pede que assumamos melhor a dimensão missionária. De fato, fazemos pouco pelas missões nossas. Motivação pessoal. Esta cresce com o conhecimento do que sou e do que devo fazer. Não sou ilha, nem solitário. Sou membro de uma grande família. Ela, a católica, tem 2.000 anos e uns 1.200.000 membros, pois, a cristã, tem

o dobro mais ou menos. Cristão que não é grato: é grosso. Insensível. Individualista. Não é católico. É batizado. É estatisticamente cristão, mas existencialmente não é compromissado. Não é responsável, para não afirmar que é irresponsável. É neste momento que devemos perguntar-nos: temos consciência dos dons, graças e talentos recebidos? Das chances que Deus já nos ofereceu? Cada minuto a mais na vida é dom de Deus. Deus nos deu talentos para que nós pensássemos mais nos outros. Quantas alegrias já tivemos, temos e poderemos ainda ter? Quantos sucessos e vitórias? Deus já não nos livrou da morte? De desgraças? Olhemos retrospectiva e prospectivamente. Olhemos para dentro de nós mesmos. Sejamos honestos e seremos mais generosos. Eu tenho mil e uma razões para ser grato. Colaboro, por isso, consciente e amorosamente com o dízimo. Façamos todos o mesmo. Não sejamos avarentos com Deus, que é tão generoso conosco. Possa esta reflexão ajudar na conscientização. Felizes os generosos. A colaboração pelo dízimo é gesto de fé, amor e de generosidade. É gratidão para com Deus e gesto de maturidade cristã num mundo consumista, e avarento, ao mesmo tempo, de tanta indiferença e de tanta disparidade. A conversão a Cristo leva à conversão ao próximo, à fraternidade eclesial. Sejamos dizimistas conscientes, gratos e permanentes, pois, há mais alegria em dar, do que em receber (cf. 2 Cor 9.7). A todos a bênção do Senhor!

O LÁBARO - EXPEDIENTE Comunicação a serviço da fé

DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO DA DIOCESE DE TAUBATÉ Avenida Professor Moreira, nº 327 – Centro – Taubaté/SP. CEP 12030-070 Diretor: Pe. Kleber Rodrigues da Silva Editor e Jornalista Responsável: Pe. Jaime Lemes, msj – MTE 62.839 / SP Conselho Editorial: Pe. Kleber Rodrigues, Pe. Jaime Lemes, Pe. Silvio Dias, Pe. Rodrigo Natal, Mons. Marco Silva, Henrique Faria, Eliane Freire, Valquíria Vieira e Diego Simari. Projeto Gráfico: Diego Simari Impressão: Katú Editora Gráfica Tiragem: 5.000 | Distribuição dirigida e gratuita Contatos: Tel.: (12) 3632-2855 / ramal: 216 (Redação) E-mail: olabaro@diocesedetaubate.org.br As matérias assinadas são de inteira responsabilidade de seus autores, não emitem necessariamente a opnião deste veículo.


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Comunicação a serviço da fé

DA REDAÇÃO

POETIZANDO

Bispos debatem sobre a comunicação na Igreja durante seminário

Economia

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Giuseppe Ghiaroni

Cerca de 80 bispos participam do primeiro Seminário de Comunicação em que refletem sobre os rumos da evangelização frente às novas tecnologias Aconteceu no Rio de Janeiro o primeiro Seminário de Comunicação para bispos. O evento foi organizado pelo Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais (PCCS), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Arquidiocese do Rio de Janeiro e teve início na terça-feira, 12. O objetivo do seminário foi promover o debate sobre comunicação e evangelização a partir da mudança cultural provocada pelas novas tecnologias da comunicação. A ideia de se realizar o seminário teve origem na visita ad limina (visita que os bispos diocesanos fazem ao papa a cada cinco anos) dos bispos brasileiros. O presidente do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, Dom Claudio Maria Celli, um dos conferencistas do seminário, disse que vê como sendo muito positiva a iniciativa e que esse é um momento oportuno para se falar de comunicação. “Vejo esta iniciativa com grande interesse e satisfação. Considero muito importante que estes bispos tenham tomado essa decisão: três dias a serem totalmente dedicados a uma reflexão que abrange todos os campos sobre o tema da comunicação”. Dom Claudio falou ainda que com as novas tecnologias surge a necessidade de uma adequação da linguagem no campo da evangelização para que se promova um verdadeiro diálogo. “Devemos dialogar com essa realidade e conseguir que a mensagem do Evangelho seja colocada também nesse contexto. E aí eu digo que permanece forte para todos nós justamente o tema da linguagem. O meu falar com o homem de hoje, com uma linguagem que ele compreenda, uma linguagem que não seja apenas alguma coisa que eu

Foto: CNBBNacional

Da Redação

Bispos reunidos no seminário em que debateu sobre as teorias da comunicação

use para ser entendido, mas uma linguagem em que exista uma profunda dimensão antropológica”, completa. Durante o discurso de abertura do evento, o cardeal Raymundo Damasceno Assis, presidente da CNBB, ressaltou a importância dos meios de comunicação para a evangelização. “Os meios de comunicação social ampliaram de maneira incomensurável a capacidade das pessoas se comunicarem, vencendo as barreiras do tempo e do espaço. Com o advento das novas tecnologias de comunicação, especialmente a internet, constatamos, como previu McLuhan, que o mundo se tornou realmente uma ‘aldeia global’. A Igreja, consciente da força e do alcance destes meios, os tem como indispensáveis aliados no anúncio da Boa Nova”, disse. Dom Raymundo recordou ainda o que as Conferências de Puebla, de Medellín e de Aparecida pronunciaram sobre o tema e expressou as suas expectativas com a realização do evento. “O Seminário que agora iniciamos se constitui numa contribuição ímpar para a Igreja no Brasil. Já posso antever seus abundantes frutos para nossas dioceses,

paróquias e comunidades traduzidos no compromisso com uma comunicação que leve as pessoas à plena comunhão umas com as outras, em Jesus Cristo”. Participaram do Seminário cerca de 80 bispos de várias dioceses do Brasil e tiveram a oportunidade de refletir sobre diversos temas da comunicação. Os bispos da Diocese de Taubaté, Dom Carmo João Rhoden, scj, e Dom Antônio Affonso de Miranda, sdn, também participaram do evento. O primeiro Seminário de Comunicação para bispos antecedeu um outro evento importante de comunicação promovido pela CNBB, o Mutirão de Comunicação, que já está na sua sétima edição e também será sediado no Rio de Janeiro. O encontro tem como tema “Comunicação e Vida: Diversidade e Mobilidades”. A programação vai do dia 17 a 22 próximos, se realizará no campus da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e contará com palestras, oficinas e visitas a projetos de comunicação. O Mutirão é destinado aos profissionais da comunicação, estudantes e a todos que estão envolvidos com a comunicação na Igreja.

Dá de ti. Dá de ti quanto puderes: o talento, a energia, o coração. Dá de ti para os homens e as mulheres como as árvores dão e as fontes dão. Não somente os sapatos que não queres e a capa que não usas no verão. Darás tudo o que fores e tiveres: o talento, a energia, o coração. Darás sem refletir, sem ser notado, de modo que ninguém diga obrigado nem te deva dinheiro ou gratidão. E com espanto notarás, um dia, que viveste fazendo economia de talento, energia e coração!


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SOB O OLHAR DA FÉ

PONTO DE VISTA

Onde estava Deus

Qual a experiência de ser dizimista na sua paróquia?

D. Antônio Afonso de Miranda, sdn*

Foto: www.sxc.hu

Um ateísta, nos dias dolorosos homem que o habita. O homem res existentes. vividos pelo Japão com vários deve cultivá-lo e governá-lo de Expõe isto com profunda lóterremotos e por um tsunami acordo com sua liberdade e sua gica Santo Tomás de Aquino na jamais visto, formulou, num inteligência. A Bíblia nos revela sua Summa Theologiae, I P., arartigo de jornal, esta pergunta: isto. Ao introduzir o homem e a tigos 3 e 4. “Onde estava Deus?” mulher no mundo, Deus lhes disEntão, “onde estava Deus”, Para ele, Deus não existe. Se se: “Sede fecundos, multiplicai- ou melhor, “onde está”, face a existisse, não podia permitir ta- vos, enchei a terra e submetei-a” qualquer calamidade produzida manhas desgraças, Ele que é o (Gn 1,28). Compete à criatura pelas forças de natureza criada, Ser Supremo que governa. inteligente governar e reger o ou produzida pela malícia dos Aí está uma prova de que o universo que Deus lhe deu. homens? Deus está em si mesateísmo é, não raro, uma “pueril Então, não há por onde per- mo, em seu Ser supremo, infinito vaidade”. guntar, diante de terremotos e inefável. Deus está na sua obra A pessoa inteligente e que tsunamis: “Onde estava Deus criada por amor. avalia os fenômenos naturais quando isto aconteceu?” Tal perDeus está no universo e nos explicados pela força da natureza, gunta é uma ingenuidade. homens enquanto é a fonte do como se devessem ser sustados Diante das guerras, como ser e da existência deles. Mas o pelo poder divino, é realmente diante do “holocausto” com que universo segue suas leis, e os hoinfantil. E se o argumento que o governo nazista sacrificou mi- mens seguem sua liberdade natuum ateu possui para provar que lhões de seres humanos, não há ral, com que Deus os criou. Deus não existe é este, Confessemos que não e não um argumento é fácil compreender Deus filosófico, seu ateísmo é como a Sagrada Escritura mesmo “vaidade pueril”. o revela e como a teologia O desconhecimento católica busca explicá-lo. de princípios filosóficos Somente mediante a fé, e teológicos e a recusa que é um dom do Espírito em estudá-los é a causa Santo, é que podemos comais natural do pretexnhecê-lo dentro dos limites to da negação de Deus e de nossa inteligência. de não querer vê-lo nos “Deus está no universo e nos homens enquanto é a fonte do ser e Ora, como podem hoacontecimentos adver- da existência deles” mens cheios de vaidade e sos. motivo para perguntar: “Onde preconceitos, que já de antemão Quem se acha nesta situação estava Deus?” o renegam, como podem entennão consegue entender que o Ser Eu sei que Bento XVI, quando dê-lo e querer julgá-lo? Não estão Supremo, Criador do universo e viu as mostras do que foi o cha- em condições, evidentemente, de das criaturas humanas, criou-os, mado “holocausto”, fez esta per- receber o dom da fé. o universo sujeito às leis inevitá- gunta. Mas ele não fez como os O orgulho e a presunção, misveis da natureza, e as criaturas pseudo-ateístas, sentido de negar turados com a falta de retidão de humanas, ornou-as com a inte- a existência de Deus. Ele a for- consciência, conduzem, fatalligência e liberdade que lhes são mulou como ato de fé no mesmo mente, ao ateísmo. próprias. Deus, desrespeitado pela malí“Pai, perdoa-lhes, eles não Portanto, Deus criou o cia dos homens que perpetraram sabem o que fazem!” – dizia Jeuniverso sujeito às leis do tamanhas cruezas. Era como se sus quando o crucificaram” (Lc tempo, da atmosfera e dos exclamasse: “Onde estava Deus” 23,34) transtornos naturais que, para os algozes, autores de tamaDiante dos ateus sistemáticos circunstancialmente, o atingem. nha maldade, sendo eles livres e ou ingênuos, só podemos dizer. Deus Criador não intervém nos dotados de sensibilidade?” “Pai, perdoa-lhes! Eles não saabalos sísmicos, nos excessos de Deus é o SER. Isto é, tem a bem o que dizem”. temperatura, nem nas comoções existência em si mesmo, como naturais, inevitáveis por força Ele é. E como Ele é? Ele é o SER *Dom Antônio Affonso de Miranda é bispo de Taubaté e membro da Acadêmia das mesmas leis que ele mesmo que existe por si mesmo. Não de- emérito Taubateana de Letras estabeleceu. pende de outro para existir, e o Deus confiou o universo ao princípio inefável de todos os se-

“Ser dizimista é uma expressão de fé e seguimento do Mestre, Jesus Cristo. É ser “discipulo missionário”, na a Igreja a que pertenço, para que ela possa assumir as dimensões social, religiosa e missionária. É reconhecimento da graça de Deus em minha vida”. Marlene Oliveira Dizimista na Paróquia do Menino Jesus - Taubaté

“Ser dizimista, para mim, é importante porque me sinto parte integrante do crescimento da paróquia, tanto material quanto espiritual. Pelo Dízimo, colaboramos na formação cristã das pessoas, através da manutenção das pastorais”. Edna Vieira Dizimista na Paróquia São Pedro – Taubaté

“Sou dizimista porque é um meio de ajudar a paróquia no seu processo de evangelização. O Dízimo é também uma forma de contribuir nas obras de construção e manutenção da estrutura física da comunidade, além dos outros diversos gastos”. Mariane do Amaral Dizimista na Paróquia Santa Cruz – Redenção da Serra

“O livro dos Atos dos Apóstolos nos mostra que uma das características dos primeiros cristãos era a solidariedade, pois não havia necessitado entre eles. Fico admirada e percebo que não é tão difícil realizar isso em nossas comunidades, basta que a conversão que brota do coração chegue também aos nossos bolsos, através do Dízimo. Assim, a salvação poderá acontecer de forma plena em nós, como é o desejo do Pai”. Maria José Faria dos Santos Dizimista da Paróquia São Vicente de Paulo – Moreira César

“Sou dizimista porque amo a minha Igreja. Respondendo ao chamado cristão, tornei-me dizimista para dar a minha pequena colaboração na construção do reino de Deus. Pelo Dízimo, contribuo na manutenção da comunidade, na a assistência aos necessitados e na evangelização. Sou muito feliz por isso. Faça você também essa experiência!”. Ivanise Santana Dizimista na Paróquia do Menino Jesus – Taubaté


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FALANDO DE MARIA

Maria e seu Magnificat: o cântico de libertação dos pobres A aclamação de Isabel: “feliz aquela que creu, pois o que lhe foi dito da parte do Senhor será cumprido” (cf. Lc 1, 45), é o ponto fundamental da primazia de fé de Maria para com a Igreja e do seu estreito relacionamento para com a mesma. Esse texto bíblico se constitui numa proto-bem-aventurança que nos demonstra o quanto Maria é bemaventura em sua caminhada como modelo exemplar de peregrina e pedagoga da fé e, ao mesmo tempo de discípula daquele que se fez luz para iluminar o caminho da humanidade. O “magnificat” (cf. Lc 1, 46-55) é, em sua essência, um cântico de libertação que visa à elevação dos pobres de Javé e a estagnação da soberba e

da avareza dos ricos: “Depôs poderosos de seus tronos, e os humildes exaltou. Cumulou de bens a famintos e despediu ricos de mãos vazias” (cf. Lc 1, 52-53). Puebla afirmou que “o Magnificat é espelho da alma de Maria”, e de fato esta afirmação concorda com a realidade social de Maria, pois sendo uma mulher pertencente à classe dos excluídos daquela sociedade é provável que ela lutasse contra as injustiças sociais cometidas contra os mais pobres e sofredores. “Agiu com a força de seu braço, dispersou os homens de coração orgulhoso” (cf. Lc 1, 51), com essa afirmação, o magnificat ganha uma forte relevância social para a realidade da época, muito conturbada

pela opressão do império romano. A Carta Encíclica Redemptoris Mater de João Paulo II diz que, no Magnificat, as palavras de Maria revelam as esperanças dos “pobres de Javé” pelo dia da salvação que viria da parte do Senhor, como podemos constatar na literatura de alguns Salmos (25; 31; 35; 55) e ainda nela está prefigurado o advento de todo o mistério da salvação que se concretizará na vinda do Messias. O reino anunciado por Jesus se encontra prefigurado no “magnificat”, pois o seu reino zela pela opção preferencial dos pobres: “porque olhou para a humilhação de sua serva (cf. Lc 1, 48), o próprio Jesus afirma que o reino dos céus terá como herdeiros

Imagem: “Maria Mãe da Libertação”

Foto: www.santoantoniojaguara.sgcp.com.br

Pe. Wagner Antônio Quim, msj*

aqueles que se fizerem pequenos e humildes: “felizes os pobres no espírito, porque deles é o Reino dos Céus” (cf. Mt 5, 3). *Padre Wagner Antônio é padre do Instituto Missionário SãoJosé e vigário da Paróquia São Bento , em São Bento do Sapucaí-SP

CATEDRAL

Características e importância da Liturgia Episcopal Mons. Marco Silva*

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Decreto Conciliar Christus Dominus, no número 11, define: “Diocese é a porção do povo de Deus, que se confia a um Bispo, para a apascentar com a colaboração do presbitério, de tal modo que, unida ao seu pastor e congregada por ele no Espírito Santo por meio do Evangelho e da Eucaristia, constitui uma Igreja particular; na qual está realmente e atua a Igreja de Cristo, uma, santa, católica e apostólica”. Mais ainda: nela está presente Cristo, por cujo poder a Igreja se unifica. Com razão diz Santo Inácio:”Aonde comparecer o Bispo, aí se deve juntar a multidão, tal como, onde estiver Jesus Cristo, aí está a Igreja Católica”. O Bispo, investido da plenitude do sacramento da Ordem, rege a Igreja particular, como vigário e legado de Cristo em comunhão e sob a autoridade do Romano Pontífice (cf. LG 26 e 27). Constituídos pelo Espírito Santo, são os sucessores dos Apóstolos como pastores

das almas. Cristo, na verdade, deu aos Apóstolos e aos seus sucessores o mandato e o poder de ensinar a todas as gentes, de santificar os homens na verdade e de os apascentar. E assim, os Bispos foram constituídos pelo Espírito Santo que lhes foi dado, verdadeiros e autênticos mestres da fé, pontífices e pastores. Pelos sacramentos, cuja regular e frutuosa celebração ele ordena com a sua autoridade, o Bispo santifica os fiéis. É ele quem regula a administração do Batismo, pelo qual é concedida a participação no sacerdócio real de Cristo. Ele é o ministro originário da Confirmação, o dispensador das Sagradas Ordens e o regulador da disciplina penitencial. É ele quem regulamenta toda a legítima celebração da Eucaristia, pela qual continuamente vive e cresce a Igreja. É ele quem exorta e instrui com solicitude o seu povo, para que este, na liturgia e mormente no Santo Sacrifício da Missa, desempenhe com fé e reve-

rência a parte que lhe compete (cf. LG 26). O Bispo é “o administrador da graça do supremo sacerdócio” (cf. Oração de ordenação episcopal no rito bizantino) e dele dependem, no exercício do seu poder, tanto os presbíteros, os quais para serem providos cooperadores da ordem episcopal, são também eles consagrados verdadeiros sacerdotes do Novo Testamento, como os diáconos, os quais, ordenados para o ministério, estão a serviço do povo de Deus em comunhão com o Bispo e o seu presbitério. “Ao Bispo foi confiado o encargo de oferecer à Divina Majestade o culto da religião cristã e de o regular segundo os preceitos do Senhor e as leis da Igreja, ulteriormente determinadas para a sua diocese, segundo o seu parecer” (LG 26). Por isso, todos devem dar a maior importância à vida litúrgica da diocese que gravita em redor do Bispo, sobretudo na Igreja catedral, convencidos de que a principal manifestação da Igreja

se faz numa plena e ativa participação de todo o povo santo de Deus na mesma celebração litúrgica, especialmente na mesma Eucaristia, numa única oração, em volta do mesmo altar, a que preside o Bispo rodeado do seu presbitério e dos ministros. Consequentemente, as celebrações sagradas presididas pelo Bispo manifestam o mistério da Igreja, na qual Cristo está presente; não são, portanto, mero aparato cerimonial. Importa, além disso, que estas celebrações sirvam de modelo para toda a diocese e se distingam pela participação ativa do povo. Entre os principais encargos do Bispo, ocupa lugar preeminente a pregação do Evangelho. Ele é o arauto da fé, que para Cristo conduz novos discípulos. Ele é o doutor autêntico, enquanto dotado da autoridade de Cristo, que prega ao povo a ele confiado a fé que se deve crer e aplicar na vida prática. *Monsenhor Marco Eduardo Jacob Silva é pároco da Catedral de Taubaté


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Poul e Maria Aparecida Hansen, coordenadores da CMPS na Diocese de Taubaté (SP)

Campanha da Mãe Rainha de Taubaté vai ao Santuário de Atibaia A CMPS (Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt), da Diocese de Taubaté, realiza neste Domingo, 17, a 5ª Romaria Diocesana, rumo ao Santuário da Mãe Rainha, em Atibaia. O casal coordenador do movimento na Diocese de Taubaté, Poul e Maria Aparecida Siqueira Hansen, ressalta a importância dos missionários e coordenadores participarem da Romaria: “É importante participarmos, pois precisamos estar ligados à fonte que é o Santuário, para desempenhar bem a nossa missão e levar às famílias para estarem mais unidas à Mãe e seu Filho Jesus”.

Paróquias de Caçapava celebram juntas a Solenidade de Corpus Christi Há 33 anos a cidade de Caçapava se enfeita para a procissão de Corpus Christi. Na noite que antecedeu à festa do Corpo de Deus, adultos, jovens e adolescentes se organizaram para enfeitar as ruas. Os enfeites formaram tapetes de areia coloria e quadros com cenas religiosas que se estenderam por mais de 3 km. Durante o dia, os visitantes que perfaziam o trajeto puderam ver a obra de arte e fé demonstrando devoção ao Santíssimo Sacramento da Eucaristia. A procissão teve início às 17 horas, com a bênção do Santíssimo na Igreja São Benedito, percorrendo pelas ruas enfeitadas até o Santuário Santo Antônio, onde foi celebrada a missa solene, presidida pelo Pe. Fred. Durante o percurso, o

Foto: Vinicius Branca

Foto: Divulgação

DIOCESE EM FOCO

Pe Luiz Carlos Benega conduz o Santíssimo Sacramento durante procussão de Corpus Christi em Caçapava

Santíssimo foi conduzido pelos padres do Decanato Caçapava, que revezavam durante o trajeto, e seguido por uma multidão de fiéis das cinco paróquias que compõem o decanato e de cidades vizinhas.

PRESTANDO CONTAS

Igreja de Caçapava realiza festa de São João A Paróquia Nossa Senhora D’Ajuda, em Caçapava, celebrou, dos dias 14 a 25 de junho, a festa de São João Batista, padroeiro da igreja matriz. Os festejos contaram com novena, terços, procissão e levantamento do mastro com a bandeira de São João e a tradicional procissão de carro de boi. A programação social, que teve como evento principal a quermesse, foi organizada pela Prefeitura Municipal em parceria com a paróquia e outras entidades beneficentes da cidade. A missa solene foi celebrada às 10h do dia 24, quando se comemora a Natividade de São João Batista. A celebração, presidida pelo bispo diocesano Dom Carmo João Rhoden, scj, foi animada pela Orquestra e Coral Acrópole, na presença de grande número de fiéis. A comemoração contou ainda com uma procissão pelas ruas da cidade, no fim da tarde, com a imagem do santo padroeiro, acompanhada pela Banda do 6º Batalhão de Infantaria Leve de Caçapava.

A Mitra Diocesana de Taubaté através do seu economado comunica o resultado das últimas duas coletas realizadas na Diocese: a da Campanha da Fraternidade (realizada no Domingo de Ramos) e a dos Lugares Santos (realizada na Sexta-feira Santa).

COLETA DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2011 Total arrecadado:

R$ 60.765,42

60% para diocese:

R$ 36.459,25

30 % destinado à CNBB – Nacional:

R$ 18.229,63

10% destinado à CNBB Regional Sul 1 (Estado de São Paulo): R$ 6.076,54

COLETA PARA OS LUGARES SANTOS

Foto: Vinicius Branca

Repassado 100% para a Nunciatura Apostólica

R$ 19.884,50

A Diocese de Taubaté agradece imensamente a colaboração de todos e lembra que a próxima coleta a ser realizada em 07/08 (Domingo da Comemoração do Dia do Padre), tem uma motivação vocacional. Por meio dela a comunidade poderá ter uma participação mais efetiva na formação dos futuros padres de nossa Diocese. A coleta será toda destinada ao Seminário Diocesano Santo Antônio e à Residência Teológica Cura D´Ars. Cônego José Luciano Matos Santana - Ecônomo


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DIOCESE EM FOCO

Os 30 anos de uma igreja consagrada

Detalhes importantes Foto: Arquivo da Comunidade

Comunidade de São João Batista, em Taubaté, celebra três décadas da sagração da igreja; celebrante do ponto alto das festividades esteve presente na cerimônia de 1981

Foto: Arquivo da Comunidade

Francisco de Assis*

Fachada da igreja de São João Batista antes da reforma

Uma história de 30 anos. A memória tista foi a mais privilegiada, a ponto de ter de um acontecimento significativo. O ani- sido reformada e ampliada, naquele coversário de uma sagração. Tudo isso foi meço da década de 1980, porque o bispo o que os fiéis frequentadores da igreja de fazia questão de sagrá-la. Sagração é uma bênção especial. SaSão João Batista, localizada no bairro de mesmo nome, em Taubaté, celebraram, grar um imóvel é retirá-lo do uso comum e torná-lo propício para o uso exclusivo em 21 de junho. O dia foi de festa solene, com missa de cerimônias religiosas. “É como uma medalha abençoada por presidida, às 19h30, pelo chanceler do bispado, O templo sagrado um sacerdote. Ela deixa Monsenhor Irineu Batis- é ungido, assim como de ser apenas uma jóia, e ta da Silva. Três décadas os fiéis são ungidos no passa a ser um objeto de devoção. Com as igrejas, antes, ele também estebatismo e na crisma ocorre o mesmo. Mas ve ali, na companhia de sagração envolve uma Dom Francisco Borja do Amaral, para auxiliar o bispo emérito da solenidade maior, tanto que não é a água Diocese numa cerimônia longa e rica em benta que se usa para abençoar o edifício material, mas, sim, o óleo santo. O temdetalhes. Era 1981. Dom Francisco, com 82 anos plo sagrado é ungido, assim como os fie aposentado dos serviços episcopais des- éis são ungidos no batismo e na crisma”, de 1976, tinha especial predileção por explicou o Monsenhor Irineu, durante a algumas igrejas localizadas na parte alta homilia. Isso não quer dizer que as igrejas que da cidade. Até o ano de sua morte – 1989 –, ele fazia questão de celebrar missas no não são sagradas estejam inapropriaSão João, na capela de Nossa Senhora da das para a realização de ritos religiosos. Paz – que fica embaixo do monumento ao Ocorre que os edifícios ainda não ungidos Cristo Redentor – e na capelinha da San- podem ter sua estrutura modificada, seus tíssima Trindade, mandada construir, por altares removidos ou alterados, e até o paele, na residência – também no Alto do droeiro – também chamado “titular” do Cristo – em que passou a última fase de templo – substituído. Depois da sagração, sua vida. Dessas três, a de São João Ba- nada disso pode acontecer.

Uma igreja sagrada comporta alguns detalhes importantes. O altar precisa, necessariamente, ser de pedra – em geral, de mármore –, sólido, que demonstra beleza e que certamente não será removido ou demolido. Nas paredes, são afixadas doze pedras circulares, com uma cruz desenhada em cada uma delas, as quais recordam os doze apóstolos, pedras vivas da Igreja. Embaixo de cada pedra, é preciso que haja um candelabro, cuja vela é acesa na cerimônia de aniversário da sagração. “As velas acesas lembram que nós também somos pedras vivas, e que, assim como o tempo passa e os anos contados aumentam, nossa fé também aumenta”, acrescentou o Monsenhor Irineu. Durante a sagração, o altar e cada uma das pedras são ungidos. Foi por isso que o Monsenhor Irineu recebeu o convite para ser mestre de cerimônia durante a solenidade realizada na igreja de São João Batista, em 1981. Já idoso, Dom Francisco não tinha condições de subir em escada para cumprir a sequência do rito referente às paredes do templo. Então, assim foi feito: o bispo sagrou o altar; o padre sagrou as pedras. O ritual que envolve a dedicação de um templo é bastante antigo e remete a costumes do período anterior ao cristianismo. A Bíblia narra que Salomão, por ordem de Deus, consagrou solenemente o templo de Jerusalém. Para a Igreja Católica, sagrar uma construção é algo muito sério, destinado a poucas edificações, e que merece atenção não apenas no dia da cerimônia. “A comunidade tem a obrigação de celebrar, todos os anos, o aniversário de sagração de sua igreja, cuja solenidade possibilita aos fiéis ficarem mais enriquecidos na fé”, advertiu o Monsenhor Irineu. Além de celebrar a memória do próprio templo, as comunidades ainda devem comemorar a sagração de suas “igrejas-mãe”. Pelo menos, outras duas datas importantes precisam ser lembradas: o aniversário da Basílica de São João de Latrão, a primeira igreja cristã a ter sido sagrada, em 9 de de novembro 324, pelo Papa Silvestre I, e que é considerada catedral do bispo de Roma, ou seja, do Papa; e, no caso de Taubaté, o aniversário de sagração da Catedral de São Francisco – realizada em 13 de agosto de 1950 –, que deve ser festejado por toda a Diocese, com missas de liturgia especial. *Francisco de Assis é jornalista edoutorando em Comunicação Social.


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DÍZIMO É TEMA DE REFLEXÃO NA DIOCESE Durante todo o mês de julho, em todas das paróquias da Diocese de Taubaté, é realizada a campanha de conscientização sobre sobre o Dízimo

outros bens para missionários (as) que evangelizam em locais muito pobres ou em conflito, como certos países da África e da Ásia.

Foto: www.sxc.hu

DIMENSÃO SOCIAL

DIMENSÃO RELIGIOSA

(CF 2010). Como em uma família, devemos A dimensão religiosa consiste em sustentar tudo o que diz respei- ser responsáveis em nossas comuto à vida religiosa da comunidade. nidades para que nada falte. Assim todos podem utilizar, segundo as Por exemplo: 1 – construir templos, reparar e normas da Igreja, daquilo que por ampliar os prédios (pavilhão, salão todos foi adquirido (cf. At 2,42-46; paroquial, salas de catequese, salas 4,32-35). para reuniões etc.); 2 – manter em dia as contas e água, luz, telefone DIMENSÃO MISSIONÁRIA etc.; 3 – pagar salários e encargos A dimensão missionária favorece sociais dos funcionários; 4 – con- o investimento na evangelização e tratar serviços de segurança; 5 – formação de pessoas que estão fora zelar pelo bom gosto (se possível da área geográfica de nossa comucom arte) de tudo que pertence à nidade, paróquia e diocese, seguncomunidade, como as imagens, do o mandamento de Jesus: “Vão os quadros sacros, as relíquias – a e façam com que todos os povos se arte também evangeliza; 6 – pri- tornem meus discípulos, batizandomar pela limpeza e higienização os em nome do Pai, e do Filho, e do de todos os ambientes; 7 – publicar Espírito Santo, e ensinando-os a obum jornal ou boletim informativo servar tudo o que ordenei a vocês” e formativo; 8 – investir na evan- (Mt 28,19-20). gelização on-line, visando alcançar A comunidade não pode ficar o maior número de pessoas; 9 – e restrita à sua área geográfica, que muitas outras coisas, como a for- é atendida pela dimensão religiosa. mação dos evangelizadores, minis- Vejamos o que diz o Catetros extraordinários e agentes de cismo da Igreja Capastoral. tólica sobre isso: A igreja utiliza dos bens mate“O mandamenriais para cumprir sua missão, mas to missionário do os tem sempre como meio, jamais Senhor tem a sua como fim (objetivo). Na Conferên- fonte última no amor etercia de Aparecida (60, 73), o epis- no da Santíssima Trindade: ‘A copado colocou às claras as conse- Igreja peregrina é por sua naturequências nefastas e destruidoras da za missionária. Pois ela se origina riqueza quando tida como objetivo da missão do Espírito santo, segunmáximo desta vida. Os bens mate- do o desígnio de Deus Pai’. E o fim riais devem ser utilizados para que último não é outro senão fazer os homens e mulheres tenham vida

homens (e mulheres) participarem da comunhão que existe entre o Pai e o Filho no seu Espírito de amor” (n. 850). O dízimo possibilita a evangelização dentro de nossa comunidade (missão ad intra) como por exemplo: 1 – as santas missões populares; 2 – a evangelização dos batizados não catequizados; 3 – a formação dos fieis de nossa Diocese. O dízimo também favorece a evangelização fora de nossas comunidades (missão ad extra ou alémfronteiras), como, por exemplo: 1 – projeto Igrejas-Irmãs no Brasil, em que uma diocese auxilia outra diocese com pessoas capacitadas (diáconos, religiosos, presbíteros, leigos e leigas); 2 – projeto Paróquias-Irmãs, em que uma paróquia partilha com outra paróquia (de diocese) aquilo que possui; 3 – missão ad gentes, isto é, ir ao encontro de pessoas que residem em outro país e que ainda não foram evangelizadas; 4 – envio de dinheiro e

A dimensão social do dízimo consiste em assistir e promover os empobrecidos, excluídos e marginalizados. Eles estão por toda parte: na comunidade, nas casas vizinhas as nossas, ao nosso lado no ônibus, no pronto socorro, na Igreja. Só quem tem um coração insensível não os vê. A igreja não pode fazer distinção de pessoas; todas sem exceção devem ser amadas e auxiliadas (Tg 2,1-13). O bom samaritano socorreu a pessoa caída à beira do caminho sem se importar quem era ela (Lc 10,33-35). Segundo o documento de Puebla “os pobres são os primeiros destinatários da missão e sua evangelização é sinal e prova por excelência da missão de Jesus”. Eis o que disse São João Crisóstomo: “Queres honrar o Corpo de Cristo? Não permitas que seja desprezado nos seus membros, isto é, nos pobres que não tem o que vestir, nem o honres aqui no templo com vestes de seda, enquanto lá fora o abandonas ao frio e à nudez... De que serviria, afinal, adornar a mesa de Cristo com vasos de ouro, se ele morre de fome na pessoa dos pobres? Primeiro se dá de comer a quem tem fome e depois ornamenta a sua mesa com o que sobra”. Em nossa Diocese temos muitas pessoas envolvidas com esse lindo trabalho de promoção humana: pastoral da criança, pastoral da saúde, pastoral da pessoa idosa, pastoral carcerária, pastoral da educação, movimento dos Vicentinos e outros.


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Julho é o mês dedicado à conscientização do Dízimo na Diocese de Taubaté. Por isso, O LÁBARO, fez um bate-papo com Benedita Fátima Moreira, coordenadora da Pastoral do Dízimo na diocese. Ela explica que a devolução do dízimo não é uma imposição, mas uma atitude de amor que se expressa na partilha.

O LÁBARO: Por que a escolha de julho como mês de conscientização sobre o dízimo? Benedita Fátima: A partir de uma de nossas Assembléias Diocesanas, o mês de julho foi escolhido em consenso com todos os padres, leigos e leigas participantes desse evento. Foi escolhido esse mês por ser um mês não-temático, o que facilitaria o trabalho e a conscientização por parte de nossos agentes. O LÁBARO: Como foi pensado e preparado o material deste ano? Benedita Fátima: Os subsídios usados esse ano, assim como também nos anos anteriores, visam atingir o maior número de pessoas. A intenção desses subsídios é orientar e dirimir dúvidas, suscitando outras que deverão ser objetos de discussão e formação de opiniões, possibilitando assim dizimistas mais conscientes de suas responsabilidades. O LÁBARO: Qual a importância do dízimo na vida da comunidade? Benedita Fátima: O dizimo oferecido pelos cristãos é importante para a vida em comunidade pois ele possibilita: o

encontro e a convivência, a oração e a confraternização, a celebração e a reflexão, a catequese e os cursos de formação. O ato de contribuir com o dizimo, faz com que a comunidade se sinta como uma família, onde todos contribuem com algo: quem tem mais oferece mais quem tem menos oferece menos. O importante é que todos participem, e, participando, sintam-se comunidade.

Material: a diocese produziu folhetos para serem distribuidos nas missas aos Domingos

O LÁBARO: Como se tornar um dizimista? Onde e como deve ser devolvido o dízimo? Benedita Fátima: Para se tornar um dizimista é necessário uma só coisa: AMOR. Deus não nos obriga a nada, o que Ele quer é que nos deixemos amar por Ele, que O amemos e que amemos uns aos outros. Depois de compreendermos isso vem a parte mais fácil, é só nos dirigirmos a equipe da pastoral do dizimo e fazer um cadastro. O dizimo deve ser devolvido à comunidade da qual participo, de acordo com a realidade de cada Paróquia. O LÁBARO: Outras considerações? Benedita Fátima: O sistema do dízimo deve ser trabalhado, implantado, organizado e reavivado com vigor, mas não sob ameaça. Quando o dizimo é imposto, a comunidade não perde apenas no dizimo, mas também e principalmente no modo de acolher e de relacionar-se com Deus. È pouco para uma comunidade de fé, ter dinheiro; o dinheiro é necessário, mas não é o essencial. O essencial é chegar à comunhão com Deus e entre nós, inclusive por meio do dizimo, pois o dizimista nunca está só, dizimo é atitude de comunhão.

Foto: Daisyane Mendes

O LÁBARO: Como é o trabalho da Pastoral do Dízimo em nível diocesano? Benedita Fátima: O trabalho da pastoral do dízimo em nível diocesano consiste em orientar os agentes para um bom funcionamento dessa pastoral, conhecendo e respeitando a realidade de cada Paróquia, para atingir bons resultados tento em termos financeiros e principalmente o que diz respeito a evangelização. Para isso são realizadas reuniões bimestrais e formações.

Aqui, você é de.casa. Assista às sessões da Câmara todas as quartas-feiras, às 15h. Pela TV Câmara: Canal 17 digital ou 98 analógico da Net. Na Internet: tv.camarataubate.sp.gov.br

Benedita Fátima Moreira, coordenadora diocesa da Pastoral do Dízimo fala sobre o trabalho de conscientização

A Câmara Municipal é a cara de Taubaté e do Taubateano. Suas decisões espelham as necessidades e exigências dos cidadãos, que se transformam em leis para tornar a cidade cada vez mais moderna, agradável e bonita, melhorando a qualidade de vida de todos. Participe das atividades da Câmara, conhecendo o processo legislativo e ajudando a garantir sua transparência. Afinal, a Câmara é sua.

CÂMARA MUNICIPAL DE TAUBATÉ Do povo.Para o povo.

tv.camarataubate.sp.gov.br


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REFLEXÃO

DE OLHO NA REALIDADE

A família é uma instituição natural

O sonho do Batráquio

Pe. Silvio Dias*

Henrique Faria*

doente – coisa rara de se ver nesse

dia nacional, especialmente as gran-

país – sem que precise esperar por

des redes de televisão, veiculam pro-

filas que já fazem parte do folclore,

pagandas espetaculares, muito bem

dos lendários tempos em que para se

feitas, sobre a maravilha que consti-

conseguir um exame dos pulmões,

tui este país pós-batráquio barbudo.

uma endoscopia, uma reles ultra-so-

Os manipuladores da opinião nacio-

nografia do abdômen você precisava

nal, bem assessorados por competen-

esperar o dia certo do mês – um dia

tes agencias de publicidade, distantes

só nas calendas do hospital público

dos princípios éticos que nortearam

– para disputar com dezenas de ou-

a criação do partido que hoje está no

tros pacientes o privilégio de con-

senvolvimento histórico da família, dizem ser ela uma instituição cultural judaico-cristã. Uma pesquisa histórico-sociológica logo lhes mostraria, no entanto, que a família é uma organização celular, que foi se formando na sociedade, pouco a pouco, indo da promiscuidade ao estabelecimento de uma união estável entre homem e mulher, em vista à geração e manutenção da prole. No que a união entre pares homoafetivos se equipara à instituição familiar, tal como ela tem se desenvolvido, instituição mais antiga que as nações, leis e mesmo igrejas? Equiparar união entre pessoas do mesmo sexo a todos os direitos de uma família, garantindo também o direito a adoção de filhos é uma temeridade. Tais uniões não são afeitas ao que se compreende por família formada por um pai, uma mãe e seus filhos. A família é formada por progenitores macho e fêmea. Foi naturalmente equipada para procriar. Uniões homoafetivas não. Que a lei lhes garanta os direitos de proteção contra a violência. Trata-se de pessoas, cidadãos dotados de direitos e dignidade humana. Que a Constituição lhes garanta o direito de viverem juntos, se quiserem, e de receberem os bens depois de uma separação ou morte do par. Mas equiparar tais uniões à família, instituição natural, é querer mudar as leis da natureza. Supremo tribunal algum ou poder legislativo de qualquer país tem jurisdição ou autoridade sobre as leis da natureza.

poder, reinventaram o Brasil como

seguir uma senha para um das seis

um país do “faz-de-conta”.

vagas disponíveis para os exames do

*Padre Silvio Dias é pároco da Paróquia Nossa Senhora d’Ajuda em Caçapava-SP

Ilustração: www.sxc.hu

Me engana que eu gosto... A mí-

Reconhecendo a união estável para pares do mesmo sexo, no dia 5 de maio, em decisão unânime, os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) equipararam as uniões homoafetivas a uma entidade familiar. Em artigo publicado na Folha de São Paulo, no dia 22 de maio, o advogado Ives Gandra da Silva Martins apontou duas problemáticas na decisão do STF. A primeira problemática é relativa a um conflito entre poderes. Caberia, segundo a Constituição Federal, ao Legislativo definir a união civil. A segunda problemática diz respeito à natureza. Teria o STF, ou mesmo o Legislativo, autoridade para redefinir as leis da natureza? Ives Gandra escreve que a família é definida na Constituição Nacional como uma instituição capaz de gerar prole, formada a partir de um homem e uma mulher. A procriação é, de fato, a maior razão da constituição da família humana. Ela existe para gerar filhos, defendê-los e dar-lhes condições para sobreviverem na fase adulta. Daí se justificarem os laços de afetividade dando sustento à vida que foi gerada e nascida. Um par homoafetivo, sem dúvidas, poderia garantir afetividade um ao outro. Porém, não podem procriar, o que é a razão de existir da família humana como instituição, de modo que não formam uma família. A Igreja entende que a família é uma instituição natural, anterior ao mandamento cristão. Alguns críticos da Igreja, pouco atentos ao de-

Quem vê o sapo coaxando na lama

mês seguinte. No sonho que o sapo

que se tornou o governo que antece-

sonha não há pacientes baleados

deu à dilminha-paz-e-amor, imagina

dando entrada no pronto-socorro,

uma Suiça de dimensões continen-

porque a violência foi banida desse

tais abaixo da linha do Equador.

país; entra um ou outro com gastri-

As escolas, nos mais distantes rin-

te, crise renal, apendicite e até um

cões, servem verdadeiros banquetes

pré-coma-alcoólico – que, afinal, na

em suas merendas, ensinam o que

Suiça meridional todos os males es-

garante uma vaga às mais cobiçadas

tão desaparecendo, mas não se con-

universidades europeias ou nortea-

seguem banir os exageros etílicos, já

mericanas; aos menos aquinhoados,

que isso não faz parte dos sonhos do

o Pro-Uni faz o seu papel de não

batráquio.

deixar nenhum jovem sem universi-

Eu poderia falar muito mais,

dade; o ensino fundamental abriga

como, por exemplo, do clima de

crianças em suas carteiras azuis, to-

mosteiro que se instalou nos morros

das lindas em salas limpinhas onde

cariocas, ou do hare em que transfor-

alunos bem penteados, meninas bem

maram os bairros mais violentos de

vestidas e professoras que se recusam

Salvador...

a disputar as passarelas do mundo

Sonhe você seus próprios sonhos,

fashion, apesar de tão bonitas, para

que eu vou amargando a minha re-

ensinar o beabá; os adolescentes do

alidade, vendo adolescentes desistin-

ensino médio vivem momentos de

do dos estudos no terceiro grau para

euforia e não controlam a ansiedade

trabalharem em empregos que não

de poderem chegar ao terceiro grau

são exatamente os dos seus sonhos;

com a garantia de se colocarem, logo

empurrando as minhas crises de ve-

no primeiro emprego, em funções

sícula aguardando a minha cirurgia

com salários que somente serão su-

com previsão de seis meses após o

perados pelos dos jogadores de fute-

diagnóstico; desviando de buracos

bol. Que coisa maravilhosa!

por nossas estradas e cambaleando

Nossas estradas são verdadeiros

pelas nossas ruas, num balé patético

tapetes das mil-e-uma-noites, onde

que me faz desviar de balas perdi-

carretas enormes, que mais e pare-

das, de buracos nas calçadas ou de

cem trens, planam ao lado de carrões

montes de cocô fedorento deixados

dotados dos mais modernos itens de

de lembrança por moradores de rua

segurança e conforto, como se fizes-

que a cada dia inflacionam as nossas

sem o trajeto Dubai-Riyad nos tem-

estatísticas como chagas sociais que

pos do Ali Babá.

não param de crescer.

O sonho do batráquio estende

Sonhe você o sonho do batráquio,

seus eflúvios pelos nossos hospitais,

que eu já quase não consigo sonhar

onde há sempre um especialista es-

nem mesmo os sonhos de Platão.

perando ansioso que o procure um

*Henrique Faria é colaborador leigo e responsável por esta coluna


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IGREJA NO BRASIL E NO MUNDO

Brasil está entre os 10 países com mais inscritos para a Jornada Mundial da Juventude

Papa Bento XVI se encontra com arcebispos após entrega do pálio Da CNBB/Rádio Vaticano

Da CNBB O papa Bento XVI recebeu em de Brasília”, disse o papa lemaudiência, no dia 30 de junho, na brando os nomes dos angolanos Sala Clementina, no Vaticano, os e dos brasileiros que receberam o arcebispos metropolitanos que pálio. receberam o pálio. Entre os 41 ar-

A informação foi divulgada na tarde do dia 7, pela organização da Jornada Mundial da Juventude 2011, em Madri, na Espanha. A JMJ acontece dos dias de 16 a 21 de agosto, com a participação do papa Bento XVI. Até o momento, existem mais de 440 mil inscritos, vindos de 182 países, o que constitui um recorde na história das edições da JMJ, que acontece desde 1985.

Além de Portugal e Brasil estão no grupo dos 10 países com mais inscrições: Espanha, Itália, França, Estados Unidos da América, Alemanha, México, Polônia e Argentina. A organização da JMJ lançou uma nova campanha de inscrições, através da Internet, pelo site: www. madrid11.com

De 17 a 22 de julho acontece o 7º Mutirão Brasileiro de Comunicação na cidade do Rio de Janeiro. O evento é destinado a todos que atuam no campo da comunicação, de modo especial no trabalho pastoral nas comunidades católicas. A partir do tema “Comunicação e Vida: Diversidade e Mobilidades”,

cebispos que receberam o pálio, do suas palavras aos arcebispos, sete são brasileiros. “o Senhor Jesus, que vos escoEm seu pronunciamento, Ben- lheu como Pastores do seu reba-

to XVI disse que ainda estava viva na memória a recordação da celebração de entrega do pálio, na Basílica Vaticana. Depois, saudou os presentes em diversas línguas. “Saúdo com grande afeto os metropolitas de Angola e do Brasil que receberam o pálio, insígnia litúrgica que exprime uma singular união das suas arquidioceses com a Sé de Pedro: dom Luís María Pérez de Onráita, de Malánje, dom José Manuél Imbámba, de Saurímo, dom Muríforam organizadas palestras em lo Sebastião Ramos Krieger, de forma de painéis, oficinas de temá- São Salvador da Bahia, dom Peticas e visitas a diversos projetos dro Brito Guimarães, de Palmas, de comunicação. O Mutirão tem dom Jacinto Bergmann, de Pelocomo sede a Pontifícia Universi- tas, dom Hélio Adelar Rubert, de dade Católica do Rio de Janeiro e Santa María, dom Pedro Ercílio conta com um renomado corpo de Simão, de Passo Fundo, dom profissionais da comunicação que Dimas Lara Barbosa, de Campo assessoram o evento. Grande, e dom Sérgio da Rocha,

Igreja promove Mutirão Brasileiro de Comunicação

Ainda segundo o papa, dirigin-

nho vos ampare no vosso ministério quotidiano e vos torne fiéis anunciadores do Evangelho com a força do Espírito Santo. Dou também as boas-vindas aos familiares e amigos e aos fiéis das respectivas Igrejas particulares que vos acompanharam até Roma. Asseguro a todos vós e vossas comunidades arquidiocesanas a minha recordação diária na oração e, do íntimo do coração, concedo a Benção Apostólica”, disse. No final, Bento XVI lembrou as palavras de São Cipriano, bispo de Cartago, no seu Tratado sobre Pai Nosso. “Absolutamente nada se antepõe a Cristo, já que nem mesmo Ele preferiu outra coisa a nós. Vontade de estar inseparavelmente unido a seu amor, permanecer ao lado de sua cruz com coragem dando-Lhe forte testemunho”.

Olga Óculos, 20 anos, escrevemos juntos esta história!!!

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E A PALAVRA SE FEZ CARNE...

Interpretação livre da Bíblia: o perigo da atualidade Sinésio Humberto de Siqueira* A interpretação dos textos bíblicos continua a suscitar, em nossos dias, um vivo interesse e, provoca, em muitos casos, uma interpretação errada. O problema é, portanto, antigo, e que se acentuou com o desenrolar do tempo. Doravante, para encontrar os fatos e palavras de que fala a Bíblia, os leitores devem voltar a quase vinte ou trinta séculos atrás, o que não deixa de levantar dificuldades. De outro lado, as questões de interpretação tornaram-se mais complexas nos tempos modernos devido ao progresso feito pelas ciências humanas. Métodos científicos foram aperfeiçoados no estudo de textos da antiguidade. Em que proporção esses métodos podem ser considerados apropriados à interpretação da Sagrada Escritura? Para esta questão, a prudência pastoral da Igreja, durante bastante tempo respondeu de maneira muito reticente. Muitas vezes os métodos, apesar de seus elementos positivos, encontravam-se ligados a opções opostas à Fé Cristã. O Documento “Verbum Domini” mostra que a preocupação da interpretação da Bíblia deve ser como o magistério da Igreja nos orienta. A interpretação da Sagrada Escritura na Igreja, é precisamente a ligação intrínseca entre Palavra e Fé

e põe em evidência que a autêntica hermenêutica da Bíblia só pode ser feita na Fé eclesial, que tem o seu paradigma no SIM de Maria. A este respeito, S. Boaventura afirma que sem Fé não há chave de acesso ao texto sagrado: “Esta (chave) é o conhecimento de Jesus Cristo no qual tem origem, como que de uma fonte, a segurança e a inteligência de toda a Sagrada Escritura. Por isso é impossível que alguém possa entrar para a conhecer, se antes não tiver a Fé infusa de Cristo que é lanterna, porta e fundamento de toda a Escritura.” E S. Tomás de Aquino, mencionando Santo Agostinho, insiste vigorosamente: “A letra do Evangelho também mata, se faltar a graça interior da Fé que cura.” Em primeiro lugar, para interpretar a Bíblia é preciso reconhecer os benefícios que a exegese históricocrítica e os outros métodos de análise do texto, desenvolvidos em tempos mais recentes, trouxeram para a vida da Igreja. O Magistério vivo da Igreja, ao qual compete o “encargo de interpretar autenticamente a Palavra de Deus escrita ou contida na Tradição” interveio com sapiente equilíbrio relativamente à justa posição a tomar, face à introdução de novos métodos de análise histórica.

O Concílio, por um lado sublinha, como elementos fundamentais para identificar o significado pretendido pelo hagiógrafo, o estudo dos gêneros literários e da contextualização; por outro lado,devendo a Escritura ser interpretada no mesmo espírito em que foi escrita, a Constituição Dogmática indica três critérios de base para se respeitar a dimensão divina da Bíblia: 1. interpretar o texto tendo presente a unidade de toda a Escritura; isto hoje chama-se exegese canônica; 2. ter presente a Tradição viva de toda a Igreja; 3. observar a analogia da Fé. “Somente quando se observam os dois níveis metodológicos: históricocrítico e teológico é que se pode falar de uma exegese teológica, de uma exegese adequada a este Livro.” O perigo do dualismo e a hermenêutica secularizada A este propósito, é preciso sublinhar o grave risco de um dualismo que é gerado ao abordar as Sagradas Escrituras.De fato, distinguindo os dois níveis da abordagem bíblica, não se pretende de modo algum separá-los, contrapô-los, ou simplesmente justapô-los. A interpretação fundamentalista da Sagrada Escritura Neste contexto, desejo chamar a atenção sobretudo para aquelas leituras que não respeitam o texto sagrado na sua natureza autêntica, promovendo interpretações subjetivistas e arbitrárias. Na realidade, o “literalismo” propugnado pela leitura fundamentalista constitui uma traição, tanto do sentido literal como do espiritual, abrindo caminho para instrumentalizações de variada natureza, difundindo, por exemplo, interpretações anti-eclesiais das próprias Escrituras. O aspecto problemático da “leitura fundamentalista é que, recusando ter em conta o caráter histórico da revelação bíblica, torna-se incapaz de aceitar plenamente a verdade da própria Encar-

nação. O fundamentalismo evita a intima ligação do divino e do humano nas relações com Deus. Por esse motivo tende a tratar o texto bíblico como se fosse ditado palavra por palavra pelo Espírito, e não chega a reconhecer que a Palavra de Deus foi formulada numa linguagem e numa fraseologia condicionadas por uma determinada época”.Ao contrário, o cristianismo divisa nas palavras a Palavra, o próprio Logos, que estende o seu mistério através da multiplicidade e da realidade de uma história humana. A verdadeira resposta a uma leitura fundamentalista é “a leitura crente da Sagrada Escritura, praticada desde a antiguidade na Tradição da Igreja. Tal leitura ( a leitura crente) procura a verdade salvífica para a vida do indivíduo fiel e para a Igreja. Esta leitura reconhece o valor histórico da tradição bíblica. Precisamente por este valor de testemunho histórico é que ela ( a leitura crente) quer descobrir o significado vivo das Sagradas Escrituras, destinadas também à vida do fiel de hoje”, sem ignorar, portanto, a mediação humana do texto inspirado e os seus gêneros literários. Conclusão: - para se alcançar o objetivo desejado na interpretação bíblica, todas as Pastorais devem ter como fundamental a existência de uma adequada formação bíblica. Para este propósito procurar métodos que possam atingir tal finalidade, como demonstra a experiência eclesial e estabeleçam, possivelmente, através da valorização de estruturas acadêmicas já existentes, centros de formação para leigos no estudo bíblico, a fim de dotarem os leigos de uma sólida compreensão teológica e uma adequada sensibilidade para os ambientes de sua missão. *Sinésio Humberto de Siqueira é coordenador do Curso de formação permanente de agentes de pastoral e evangelizadores das paróquias São Pio X

LEITURAS DOS DOMINGOS DE JULHO Dia 17 - Sb 12,13.16-19; Rm 8,26-27; Mt 13,24-43 Dia 24 - 1Rs 3,5.7-12; Rm 8,28-30; Mt 13,44-52 Dia 31 - Is 55,1-3; Rm 8,35.37-39; Mt 14,13-21


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LITURGIA

Tensão Litúrgica: uma ameaça “A liturgia consta de uma parte imutável, divinamente instituída, e de partes suscetíveis de mudança. Estas, com o correr dos tempos, podem ou mesmo devem variar” (Sacrosanctum Concilium 21) Pe. Kleber Rodrigues da Silva*

A liturgia continua sendo a conflitos, artigos e mais artigos fonte e o cume da vida da Igreja que são publicados sem funda(SC 10) e por isso, desperta muito mento algum. interesse em todas as instâncias E por detrás de cada exemplo da comunidade eclesial. Nos desses, existem as linhas de últimos anos a sede pela pastoral pensamento. Uns querem um litúrgica tomou conta dos leigos, terceiro Concílio Vaticano, dos seminaristas, dos diáconos, outros querem voltar ao Concílio de alguns padres e bispos. Falar de liturgia é falar do “tchan” do momento. E todo este movimento tem gerado uma grande tensão. Todo processo formativo deve ser sempre bem planejado, acompanhado, adaptado e desenvolvido com cautela e prudência tendo em vista os resultados a serem obtidos. Quando falamos em liturgia, dificilmente encontramos essa consciência de que um processo de inserção na vida litúrgica não acontece do dia para a noite. Ultimamente tenho percebido de Trento, outros querem uma no ambiente da Igreja, aquilo que liturgia onde tudo pode e outros arrisco a chamar de uma Tensão não querem nada. E isso atinge Litúrgica que vem ameaçando a diretamente o modo de celebrar unidade e a comunhão de muitas de nossas comunidades eclesiais. comunidades que desejam Se não estiver enganado hoje desenvolver um trabalho litúrgico o espaço da pastoral litúrgica fundamentado nos anseios da tornou-se um lugar tenso, Igreja expressos na Constituição conflitante, desgastante, Sacrosanctum Concilium. desmotivador. Não que não Tensão Litúrgica, no meu fosse antes, mas a intensidade e ponto de vista, surge a partir do as feridas que se abrem são cada conflito de ideias e ideais das vez maiores e mais demoradas “diversas tendênde serem curadas. cias” litúrgicas “Liturgia é antes de Hoje há uma que surgem hoje. tudo espiritualidade preocupação exBasta olharmos cessiva com o asque se alimenta no alguns exemplos: pecto jurídico da os modos de pre- coração e que se vive liturgia: “o pode e sidir e celebrar a o não pode”. Esno dia a dia” eucaristia; os patamos esquecendo dres midiáticos que instauram que liturgia é antes de tudo uma um modo próprio de fazer a fonte espiritual. sua liturgia; as diversas celebraNo processo formativo, nós ções que são transmitidas pelas presbíteros, aprendemos que a TVs, os diversos sites, blogs que liturgia é base da vida eclesial surgem na internet provocando e de que ela necessita de

pastoreio especifico. Mediante as tendências que estão enraizadas em nossas comunidades, é preciso que nós, ministros ordenados, tomemos a frente para que a liturgia não caia no descaso e no “se faz de qualquer modo e está tudo bem”. Não!

Não está tudo bem. Existem critérios, fundamentos bíblicos, teológicos. Estejamos atentos. Estamos criando nas comunidades uma série de ministros e coroinhas, acólitos que acham que entender de liturgia, é só colocar uma batina e sair cerimoniando aqui ou acolá. Liturgia é muito mais que uma batina, uma celebração,

um senta e levanta. Liturgia é antes de tudo espiritualidade que se alimenta no coração e que se vive no dia a dia. Estamos caminhando para os 50 anos da Constituição Sacrosanctum Concilium, muitos eventos serão realizados, reflexões, seminários, estudos. Por isso, dando os primeiros passos nesta perspectiva, deixo para você, caro leitor, uma proposta de análise: “A liturgia consta de uma parte imutável, divinamente instituída, e de partes suscetíveis de mudança. Estas, com o correr dos tempos, podem ou mesmo devem variar” (Sacrosanctum Concilium 21). Considerando esta afirmação da Constituição Litúrgica, observe a vida litúrgica de sua comunidade, as tendências, os cantos, o modo como os ministros estão envolvidos com a celebração e depois responda: vivemos ou não uma tensão litúrgica em nossas comunidades? *Pe Kleber Rodrigues é secretário diocesano de Pastoral da Diocese de Taubaté

Av. Helvino Moraes, 1149, Vila São José (próximo a Escola São Luís)


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CRÔNICA

Ana é o seu nome Padre Jaime Lemes,msj

Nasceu e batizou-se Ana Maria de Jesus, e cresceu sem conhecer o próprio nome. Sabia apenas de ouvir falar e, de tanto ouvir, acostumou-se à sonoridade das palavras. O nome de batismo foi uma homenagem devocional à Sant’Ana, à Nossa Senhora e a Jesus, por parte de sua mãe. Mulher de pulso tão firme quanto a sua fé, deu criação rígida aos filhos. Antes de qualquer coisa era preciso imprimir neles caráter e religião, que são virtudes de berço. “Gente sem caráter e sem religião não é ninguém, não tem valor”, dizia. Tudo o mais que não tivesse ao menos indiretamente a ver com isso não tinha importância. Como para formar caráter e religião não é preciso saber ler nem escrever, logo, o estudo não era um item importante na criação dos filhos, muito menos para as mulheres, cujo papel se restringia às atividades domésticas. Escola era uma instituição inexistente naqueles grotões na terceira década do século XX. Se alguma família tivesse interesse

que os filhos estudassem, teria de contratar um professor particular, que geralmente morava na cidade. Naquela época, alguém que tivesse feito ao menos a 4ª série primária poderia se considerar professor graduado. Ele ensinava noções básicas de escrita, leitura e matemática. Mas somente aos meninos era dada a oportunidade de ter contato com as letras, pois numa sociedade patriarcal é o homem que cuida dos negócios, porque é dele a obrigação de prover a família. A pequena Ana não estava preocupada com esses particulares que regiam as relações e interesses sociais, nem sequer os entendia. Mas quando soube que o pai contratara um professor para ensinar os irmãos nos finais de semana, ficou excitadíssima. Começou a alimentar o sonho de um dia poder ler livros, escrever cartas, conhecer um novo mundo enfim. Mas logo os seus devaneios foram radicalmente interrompidos. Percebeu que nem ela nem as suas irmãs

estavam incluídas naquele programa, e eram severamente proibidas até mesmo de se aproximarem da sala quando o professor estivesse passando as lições. Ana recebeu a proibição com profunda tristeza, mas isso não a demoveu de seu sonho. Como astuta que era, convenceu Joaquim, o irmão mais velho, a ensiná-la ao menos escrever o nome. Joaquim, escondido dos pais e dos outros irmãos, pontilhava num pedaço de papel e ela passava o lápis por cima do pontilhado, formando o seu nome. De tanto repetir o exercício, aprendeu a desenhá-lo. Foi uma emoção indizível conseguir escrever o nome pela primeira vez. Embora não soubesse o nome das letras e como agrupá-las para formar uma palavra, já estava feliz por conseguir desenhar o nome que até então só conhecia de ouvir falar. Muitos anos depois, quando precisou tirar os documentos, descobriu que por causa disso, não

era tida como analfabeta. Ainda muito jovem Ana foi prometida em casamento, teve doze filhos, cumpriu a sina de dona de casa e ficou viúva. Mas o sonho de conhecer as letras que compunham o seu nome estava guardado vivo no fundo da alma. Um sonho que só viria a se tonar realidade no século XXI, quando, aos 81 anos começou a frequentar a escola. Em pouco tempo já sabia ler e escrever todo o alfabeto. A sonoridade do seu nome ganhou forma no papel. Agora, Ana já conhece o seu nome de batismo, e fica toda feliz porque a professora elogia a sua caligrafia. Ela só não entende porque num tempo de tantos avanços muitos brasileiros ainda não conhecem o próprio nome. *Padre Jaime Lemes, msj, é vigário da Paróquia do Menino Jesus em Taubaté e assessor da Pastoral da Comunicação na Diocese

LINK CULTURAL // LIVRO Um dos livros mais vendidos na Itália e que em breve irá ganhar uma versão no cinema acaba de ser lançado no Brasil. Escrito pelo jornalista, professor e escritor Fábio Geda, a obra conta, em 174 páginas, a odisseia vivida por Enaiatollah Akbari, um jovem abandonado pela mãe aos 10 anos de idade, que atravessou o Paquistão, o Irã, a Turquia e chegou à Europa, depois de cair na rede do tráfico humano e de viajar durante dias trancado num caminhão com dezenas de homens. O bestseller italiano que conta sua vida parece ficção, mas é

// EXPOSIÇÃO a história verídica do menino afegão que deixou a escola e as brincadeiras infantis para embarcar numa peregrinação por dois continentes. Aos 22 anos, o jovem contou sua biografia ao jornalista, começando quando sua mãe o deixa aos 9 anos num campo de refugiados no Paquistão, com uma despedida em forma de recomendação: “Três coisas você não deve fazer na vida, por nenhum motivo. A primeira é usar drogas. [...] A segunda é usar armas. [...] A terceira é roubar. O que é seu lhe pertence, o que não é seu, não. Seja acolhedor e tolerante com todo mundo. Prometa que fará isso”. É com este trágico ato de amor que começa a nova vida de Enaiatollah Akbari, assim como a incrível viagem que o levará até a Itália, onde descobre que no mar há crocodilos.

Com um acervo de mais de 6.000 peças entre fotos, filmes, documentos, objetos cênicos, móveis e equipamentos que contam boa parte da carreira do artista Amácio Mazzaropi, o Museu Mazzaropi foi criado em 1992 por João Roman Júnior como uma forma de homenagear o velho amigo e cineasta brasileiro. Mazzaropi

começou no circo, foi para o rádio, passou pela TV, e chegou ao cinema, onde estreou como ator até se tornar seu próprio produtor, diretor e distribuidor, consagrando-se como um

dos maiores sucessos de bilheteria no Brasil. Inaugurado em abril de 2010, o museu ocupa uma área de 1200m², fica ao lado dos antigos estúdios do cineasta, considerados os maiores da América latina nos anos 1970, e foi idealizado pela família Roman, por meio do Instituto Mazzaropi e do Hotel Fazenda Mazzaropi, em Taubaté. Entre as peças do acervo, destaca-se a Câmera Mitchell, adquirida por Mazzaropi da Companhia Cinematográfica Vera Cruz. A sala de multimídia do museu permite exibir também diferentes formatos, como 16 mm, super 8 e mesmo o moderno cinema digital. O museu é aberto à visitação pública de terça a domingo das 8h30 às 12h30. As visitas são gratuitas, mas precisam ser previamente agendadas.


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DIOCESE DE TAUBATÉ

Expediente

Horário de Missas

DIOCESE DE TAUBATÉ MITRA DIOCESANA DE TAUBATÉ - CNPJ 72.293.509/0001-80 Avenida Professor Moreira, nº 327. Centro - Taubaté-SP CEP 12030-070 Expediente: De Segunda a Sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 18h. Telefone (12) 3632-2855

Bispo Diocesano: Dom Carmo João Rhoden, scj Vigário Geral: Mons. José Eugênio de Faria Santos Ecônomo e Procurardor: Côn. Luiz Carlos de Souza Chanceler do Bispado: Mons. Irineu Batista da Silva Coordenador Diocesano de Pastoral: Pe. Kleber Rodrigues da Silva

Decanatos / Decanos / Paróquias / Párocos DECANATO TAUBATÉ I - Decano: Mons. Marco Eduardo-------------Catedral de São Francisco das Chagas – Mons. Marco Eduardo Nossa Senhora do Rosário (Santuário Sta. Teresinha) – Mons. José Eugênio São José Operário – Pe. Luís Lobato Santo Antônio de Lisboa – Côn. Elair Ferreira São Pedro Apóstolo – Pe. Fábio Modesto Nossa Senhora do Belém – Pe. Valter Galvão São Vicente de Paulo – Pe. Éderson Rodrigues

3632-3316 3632-3316 3632-2479 3633-2388 3608-4908 3633-5906 3621-5170 3621-8145

DECANATO TAUBATÉ II - Decano: Pe. Sílvio Menezes, sjc Sagrada Família – Pe. Arcemírio, msj Santa Luzia – Pe. Ethewaldo Júnior do Menino Jesus – Pe. Vicente, msj Nossa Senhora Mãe da Igreja – Pe. Emerson Ruiz, scj Nossa Senhora da Conceição (Quiririm) – Pe. Sílvio Menezes, sjc São Sebastião – Pe. Rodrigo Natal

3686-1864 3681-1456 3632-5614 3681-4334 3411-7424 3686-1864 3629-4535

DECANATO TAUBATÉ III – Decano: Pe. José Vicente Santíssima Trindade – Côn. Paulo César Sagrado Coração de Jesus – Pe. Carlos, scj Senhor Bom Jesus (Basílica de Tremembé) – Pe. José Vicente São José (Jd. Santana-Tremembé) – Pe. Alan Rudz Espírito Santo – Pe. Antônio Barbosa, scj

3672-1102 3621-3267 3621-4440 3672-1102 3672-3836 3602-1250

DECANATO CAÇAPAVA – Decano: Pe. Sílvio Dias Nossa Senhora D’Ajuda (Igreja São João Batista) – Sílvio Dias Santo Antônio de Pádua – Pe. Décio Luiz Nossa Senhora da Boa Esperança – Côn. José Luciano São Pio X (Igreja de São Benedito) – Frei Deonir Antônio, OFMConv Menino Jesus – Pe. Luiz Carlos Nossa Senhora das Dores (Jambeiro) – Pe. Gracimar Cardoso

3652-2052 3652-2052 3652-6825 3652-1832 3653-1404 3653-5903 3978-1165

DECANATO PINDAMONHANGABA – Decano: Pe. Celso Aloísio Nossa Senhora do Bom Sucesso – Côn. Luiz Carlos Nossa Senhora da Assunção (Igreja de São Benedito) – Pe. Celso Aloísio Nossa Senhora do Rosário de Fátima – Côn. Francisco São Miguel Arcanjo (Araretama) – Pe. João Miguel São Benedito (Moreira César) - Pe. José Júlio São Vicente de Paulo (Moreira César) - Côn. Geraldo São Cristóvão (Cidade Nova-Km 90 da Dutra) – Pe. Sebastião Moreira, ocs

3642-1320 3642-2605 3642-1320 3642-7035 3642-6977 3641-1928 3637-1981 3648-1336

DECANATO SERRA DO MAR – Decano: Côn. Amâncio Santa Cruz (Redenção da Serra) – Côn. Amâncio Nossa Senhora da Natividade (Natividade da Serra) – Côn. Joaquim Nossa Sra da Conceição (Pouso Alto-Natividade da Serra) – Côn Joaquim São Luís de Tolosa (São Luiz do Paraitinga) – Pe. Edson Rodrigues

3676-1228 3676-1228 3677-1110 3677-1110 3671-1848

DECANATO SERRA DA MANTIQUEIRA – Decano: Pe. Celso, sjc Santa Terezinha do Menino Jesus (Campos do Jordão) - Pe. Celso, sjc São Benedito (Campos do Jordão) – Pe. Vicente Batista, sjc São Bento (São Bento do Sapucaí) – Pe. Ronaldo, msj Santo Antônio (Santo Antônio do Pinhal) – Côn. Pedro Alves

3662-1740 3662-1740 3663-1340 3971-2227 3666-1127

TAUBATÉ

CAMPOS DO JORDÃO

PARÓQUIA DA CATEDRAL DE SÃO FRANCISCO DAS CHAGAS Catedral de São Francisco das Chagas Missa preceitual aos sábados: 12h / 16h. Aos domingos: 7h / 9h / 10h30 / 18h30 / 20h Convento Santa Clara Missa preceitual aos sábados: 19h30. Aos domingos: 7h / 9h / 11h / 17h30 / 19h30 Santuário da Adoração Perpétua (Sacramentinas) Missas aos domingos: 8h30 Igreja de Santana Missa no Rito Bizantino, às 9h30 aos domingos PARÓQUIA NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO Matriz: Santuário de Santa Teresinha Aos domingos: 6h30 / 8h / 9h30 / 17h / 19h Missa preceitual aos sábados: 19h PARÓQUIA SÃO JOSÉ OPERÁRIO Matriz: São José Operário Missa preceitual aos sábados: 12h / 18h. Aos domingos: 7h / 10h30 / 18h / 20h PARÓQUIA SANTO ANTÔNIO DE LISBOA Igreja de Santo Antônio de Lisboa (Vila São José) Missas aos domingos: 8h / 19h30 PARÓQUIA SÃO PEDRO APÓSTOLO Matriz: São Pedro Apóstolo Missas aos domingos: 8h / 9h30 / 17h 18h30 / 20h PARÓQUIA SAGRADA FAMÍLIA Matriz: Sagrada Família Missas aos domingos: 8h / 10h30 / 17h / 19h PARÓQUIA SANTA LUZIA Matriz: Santa Luzia Missas aos domingos: 10h / 19h30 PARÓQUIA MENINO JESUS Matriz Imaculado Coração de Maria Missas aos domingos: 8h / 11h / 19h PARÓQUIA NOSSA SENHORA MÃE DA IGREJA Matriz: Santuário São Benedito Missas aos domingos: 7h / 9h30 / 17h30 19h30 PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO Matriz: Nossa Senhora da Conceição (Quiririm) Missa preceitual aos sábados: 19h00. Aos domingos: 8h / 18h PARÓQUIA SANTÍSSIMA TRINDADE Matriz: Nossa Senhora das Graças Missas aos domingos: 7h / 9h / 10h30 / 19h PARÓQUIA SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS Matriz: Sagrado Coração de Jesus Missas aos domingos: 7h / 9h30 / 17h30 19h30 PARÓQUIA SÃO VICENTE DE PAULO Matriz: São Vicente de Paulo Missas aos domingos: 7h / 10h / 17h / 19h30 PARÓQUIA NOSSA SENHORA DO BELÉM Matriz Missa aos domingos: 9h / 19h

PARÓQUIA SANTA TEREZINHA DO MENINO JESUS Igreja Matriz: Santa Terezinha do Menino Jesus (Abernéssia) Missas aos domingos: 7h / 9h / 19h PARÓQUIA SÃO BENEDITO Matriz: São Benedito (Capivari) Missas aos domingos: 10h30 / 18h

CAÇAPAVA PARÓQUIA NOSSA SENHORA D’AJUDA Matriz: São João Batista Missas aos domingos: 6h30 / 9h30 / 11h 18h30 PARÓQUIA SANTO ANTONIO DE PÁDUA Matriz: Santuário Santo Antônio de Pádua Missas aos domingos: 7h / 9h / 19h Comunidade de São Pedro: Vila Bandeirante Missas aos domingos: 17h PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA ESPERANÇA Matriz: Nossa Senhora da Esperança Missas aos domingos: 10h / 19h PARÓQUIA SÃO PIO X Matriz: São Benedito Missas aos domingos: 6h30 / 9h30 / 11h 18h / 20h Igreja São José Operário Missas aos sábados e domingos: 19h PARÓQUIA MENINO JESUS Matriz: Menino Jesus Missas aos domingos: 6h30 / 10h / 19h

JAMBEIRO

PARÓQUIA NOSSA SENHORA DORES Matriz: Nossa Senhora das Dores Missas aos domingos: 8h0 / 19h

DAS

NATIVIDADE DA SERRA PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA NATIVIDADE Matriz: Nossa Senhora da Natividade Natividade da Serra Missas aos domingos: 9h30 / 19h PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO Matriz: Nossa Senhora da Conceição - Natividade da Serra (Bairro Alto) Missas aos domingos: 2º e 4º Domingos do mês: 10h

PINDAMONHANGABA PARÓQUIA NOSSA SENHORA DO BOM SUCESSO Matriz: Santuário Nossa Senhora do Bom Sucesso Missas aos domingos: 7h / 9h / 11h / 18h PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA ASSUNÇÃO Matriz: São Benedito Missas aos domingos: 7h / 9h30 / 18h / 19h30 Igreja Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos (Cidade Jardim) Missas aos domingos: 8h / 19h30 PARÓQUIA NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DE FÁTIMA Matriz: Nossa Senhora do Rosário de Fátima Missas aos domingos: 7h30 / 9h / 19h PARÓQUIA SÃO BENEDITO (Moreira César) Matriz: São Benedito (Vila São Benedito) Missas aos domingos: 8h PARÓQUIA SÃO VICENTE DE PAULO Igreja Matriz: São Vicente de Paulo (Moreira César) Missas aos domingos: 7h / 9h / 19h30 PARÓQUIA SÃO CRISTÓVÃO - Cidade Nova Igreja Matriz: São Cristóvão Missas aos domingos: 7h / 19h PARÓQUIA SÃO MIGUEL ARCANJO (ARARETAMA) Igreja Matriz: Missas aos domingos: 8h / 19h

REDENÇÃO DA SERRA PARÓQUIA SANTA CRUZ Matriz: Santa Cruz (Redenção da Serra) Missas aos domingos: 9h30

SÃO LUIZ DO PARAITINGA

PARÓQUIA SÃO LUIZ DE TOLOSA Matriz: São Luiz de Tolosa (São Luiz do Paraitinga) Missas aos domingos: 8h / 10h30 / 19h

SANTO ANTONIO DO PINHAL

PARÓQUIA SANTO ANTONIO DO PINHAL Matriz: Santo Antônio Missas aos domingos: 8h / 10h / 19h

SÃO BENTO DO SAPUCAÍ

PARÓQUIA SÃO BENTO DO SAPUCAÍ Matriz: São Bento Missas aos domingos: 8h / 10h / 18h

TREMEMBÉ

PARÓQUIA SENHOR BOM JESUS Matriz: Basílica do Senhor Bom Jesus Missas aos domingos: 7h / 8h30 / 10h /17h 18h30 / 20h Igreja São Sebastião Missa no Rito Bizantino, às 18h PARÓQUIA SÃO JOSÉ Matriz: São José (Jardim Santana) Missa preceitual aos sábados: 18h30. Aos domingos: 7h30 / 10h30 / 19h30


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CIDADANIA EM PAUTA

Voluntários ajudam na prevenção ao câncer Grupo destaca a importância dos exames preventivos para o diagnóstico da doença na fase inicial André Somensari* precisam cuidar mais de si próprios, e perderem a vergonha de ir ao urologista. Ainda há muito preconceito e, lamentavelmente, muitos homens morrem de câncer de próstata, pois quando começam a sentir os sintomas, descobrem a doença já num grau avançado”, afirma Assis. Já Inês Soledade se deparou com um câncer de mama em 2007, descoberto por meio de um exame preventivo. “Sempre fiz o auto-exame da mama e achava que era o suficiente. Foi através de uma mamografia que fiquei sabendo que tinha microcalcificação em meus seios”. Após quatro anos de tratamento e de duas cirurgias para retiradas de nódulos da mama, Inês caminha para a reta final do tratamento, realizando exames periódicos para acompanhamento preventivo. “Nós temos que ter o hábito de nos cuidar. No Brasil, a população só tem o costume de ir ao médico quando sente dor. Devemos ir ao médico periodicamente, pois os exames preventivos são fundamentais. O câncer, quando detectado no início, tem mais de 80% de cura”, disse Daniela Amaral, assistente social do GAPC. Além da realização dos exames preventivos, hábitos do dia-a-dia ajudam a prevenir o câncer. “As principais medidas preventivas que auxiliam a evitar o risco de câncer é buscar ter uma vida mais saudável, evitar ao

máximo o contato com agentes químicos, evitar exposição prolongada ao sol, ter uma dieta saudável, evitar obesidade e fazer exercícios físicos”, afirma a oncologista e mastologista Yasmin Shukair, presidente da Casa Gesto de Taubaté. “Apesar de toda a campanha feita na mídia e da população ter um maior conhecimento sobre a doença, ainda é grande o número de pessoas que detectam o câncer tardiamente por falta de informação”, cita a médica. “Outro agravante é a demora do paciente mais carente para chegar ao médico especialista, pois na rede pública entre a consulta do clínico geral até ao especialista leva-se muito tempo, e esse intervalo de tempo pode ser decisivo para o paciente. Em seis meses, por exemplo, um câncer não tratado pode se agravar”, completa Yasmin. Pesquisas de institutos de saúde especializados em câncer apuram que 90% do índice de incidência de câncer no mundo é decorrente do estilo de vida da pessoa e 10% da genética. Atualmente, existem mais de 100 tipos de câncer. Os maiores índices de incidência de câncer no Brasil são: o de mama, de próstata, de pele, de colo de útero e do tubo digestivo (estômago e intestino). Para a pessoa portadora de Câncer, Taubaté conta com três entidades assistenciais: o GAPC (Grupo

de Apoio ao Portador de Câncer), a Casa Gesto (Grupo de Estímulo e Solidariedade ao Tratamento Oncológico) e a Casa de Apoio ao Paciente Oncológico Recomeço. Os serviços prestados por essas entidades são prestados por mitos voluntários e vão desde acompanhamento de nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas, advogados e assistente social até a realização de palestras preventivas, a doação de medicamentos e a oferta de refeições e de hospedagem aos pacientes oriundos de outras cidades que estão em tratamento em Taubaté. É graças à atuação de muitos voluntários que se oferecem também

Foto: André Somensari

Toda sexta-feira à tarde, um grupo formado por pessoas se reúne para conversar com descontração, alegria e bom humor sobre assuntos do cotidiano. Poderia ser uma reunião informal entre amigos num lugar qualquer, mas se trata de uma terapia em grupo de pessoas portadoras de câncer, realizada semanalmente no Grupo de Apoio a Pessoas com Câncer (GAPC) em Taubaté. A terapia é um trabalho de orientação, de informação para o portador de câncer, no qual cada paciente relata como foi sua semana. “De modo que um dê apoio ao outro para prosseguir com o tratamento”, ressalta a psicóloga Viviane Braz. Quando se pensa em terapia para pacientes oncológicos, imagina-se encontrar pessoas deprimidas, buscando ajuda psicológica para superar essa imensa luta que se trava para derrotar o câncer. Mas o que se ouve são histórias de superação, de garra e de dedicação. Algumas delas chamam a atenção, como os relatos de Benedito Assis e de Inês Soledade. Ambos tiveram a sorte de detectarem a doença em seu grau inicial, por meio de exames preventivos. Benedito é o único paciente homem da terapia no GAPC. Ele descobriu que tinha câncer de próstata após os 60 anos, graças a um exame de PSA ou toque retal. “Os homens

Pacientes portadores de câncer participam da terapia em grupo realizada na sede do GAPC em Taubaté

para refletir e buscar fazer a sua parte no combate ao câncer que vem diminuindo o preconceito e permitindo que muitas pessoas cuidem mais de si próprias, do próximo e que levem uma vida com hábitos mais saudáveis, sem exageros. Afinal a vida é o bem mais precioso que todos têm. *André Somensari é aluno do 2º ano de Jornalismo da Universidade de Taubaté


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