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O LÁBARO Comunicação a serviço da fé

C O M U N I C A Ç Ã O

A

S E R V I Ç O

Ano CIII - Edição nº 2.111 - Fevereiro 2012 w w w. d i o c e s e d e t a u b a t e . o r g . b r

D A

F É

Distribuição Gratuita “O que vos digo ao pé do ouvido proclamai-o por sobre os telhados” (Mt 10,26).

Campanha da Fraternidade 2012 promoVe deBate soBre saÚde Durante a Quaresma, Diocese de Taubaté quer conscientizar a comunidade sobre a responsabilidade de cuidar e de ser cuidado, para que todos tenham uma vida saudável e digna. pág. 8 e 9

dom Carmo ordena mais um sacerdote para o clero de taubaté pág. 6

parÓQUia sÃo José operÁrio é inaUGUrada em CaçapaVa pág. 7

internaUtas opinam soBre a saÚde pÚBliCa pág. 4

eventos conquistam jovens fiéis da diocese pág. 16

CURTA A PÁGINA DE NOSSA DIOCESE NO

facebook.com/diocesedetaubate


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Comunicação a serviço da fé

EDITORIAL

A VOZ DO PASTOR

CF- 2012: a saúde pública colocada em pauta

“Fraternidade e saúde pública” “Que a saúde se difunda sobre a terra!” (Cf. eclo 38,8)

A saúde pública é uma questão crucial de nosso tempo. Embora a Constituição Brasileira defina, conforme o Art. 196, que todos têm direito à saúde e que este é um dever do Estado, a saúde pública sempre foi colocada de lado como que questão de importância menor. Nos debates políticos em ocasiões eleitorais, ela sempre ocupa o primeiro lugar nos planos de governo, mas só no papel. Como tantas outras questões cruciais, tornou-se peça de um discurso puramente demagógico. Mas é papel da sociedade, e nisto consiste a cidadania, vigiar para que o Estado faça valer os direitos constitucionais. A Igreja Católica, como instituição que está inserida na sociedade e é parte dela, há muito tem se preocupado com os problemas sociais e dado uma preciosa contribuição, tanto na reflexão desses problemas quanto em iniciativas concretas e efetivas para ajudar a solucioná-los. Desde 1966, é lançada todo ano, por ocasião do Tempo Quaresmal, a Campanha da Fraternidade (CF), que sempre traz à tona, a partir do método pastoral “Ver, Julgar e Agir”, a reflexão de um problema social urgente. Neste ano, a Campanha da Fraternidade aborda a saúde pública, com o lema: “Que a saúde se difunda sobre a terra”. Nesta edição, O Lábaro traz uma reportagem especial sobre este tema, apresentando um pouco do cenário desta questão e mostrando como a Campanha será realizada na Diocese de Taubaté. Com a Quarta-feira de Cinzas, a Igreja entra num novo tempo litúrgico: a Quaresma. Durante quarenta dias, os cristãos católicos são convidados a uma atitude de recolhimento mais intenso, com jejuns e orações, como modo de se prepararem para a grande celebração da Páscoa do Senhor. É um tempo de penitência e atitudes de conversão, que se expressa no amor-solidário aos irmãos. Boa Leitura!

A Campanha da Fraternidade de 2012 é urgente e necessária. Deus quer que seus filhos tenham saúde. Plena. Integral. Portanto, saúde física, psíquica, social, moral e espiritual. Jesus o demonstrou em suas atitudes, curando doentes, perdoando pecados, expulsando demônios, e integrando as pessoas na comunidade. Quanto estejamos necessitando de mais saúde no Brasil, o sabemos. A situação, já, melhorou bastante. Muito, no entanto, falta por fazer. Exijamos do governo, mas façamos também a nossa parte. Como exigir das instituições, se não cuidarmos da saúde pessoal, e se não colaborar-nos com a pública? Há muito por fazer. Possamos nós, discípulos do Senhor, dar o exemplo. O cristão não pode ser individualista. É pessoa. Pertence a uma família. É membro da Igreja. Foi ajudado. É ajudado. Agora, cabe-lhe fazer o mesmo. É esta temática que deve ser devidamente aprofundada e assumida na Diocese. Ela não é exclusivamente tarefa do governo, mas de todos: das pessoas, das Associações, Instituições, ONGs, Escolas e das Igrejas também. Não somos ilhas. Convivemos. Podemos transmitir doenças e sermos também contaminados. Cabe-nos cuidar da saúde pública, cuidando, por exemplo, do nosso meio ambiente, não contaminando rios, lagoas... zelando pelas fontes aqüíferas. Precisamos cuidar mais e melhor das florestas, das árvores de lei. Do ar. Cabe-nos combater a dengue e congêneres. Temos uma grande responsabilidade social. Não vou falar de dados mais técnicos, de cifras, mas da responsabilidade pública e privada, da obrigação dos governos e da responsabilidade das pessoas e dos grupos. Todos nós precisamos cuidar também de nossa saúde. Não tem autoridade de exigir mais saúde pública, quem não zelar pela

Dom Carmo João Rhoden, scj pessoal ou particular. Este assunto da saúde em sua comunidade? A é grave. Sou responsável pela da criança e a dos idosos? É preminha saúde. Não posso comer, ciso acompanhar melhor o que é nem beber demais, nem alimentar feito pelos governos, começando atitudes não saudáveis. Preciso ir pelo municipal. Como estão nossos ao médico com esmero. Preciso pronto-socorros, nossos SUS? Noscuidar da velocidade do carro... sos hospitais? Os remédios a quem e de não expor facilmente minha tem direito, são acessíveis? Para vida e a vida de outros. Preciso onde vão os recursos da saúde? O zelar física, psíquica, moral, social governo não está subtraindo uns R$ e espiritualmente da minha vida. 7.000,000,00 da saúde, neste ano de Só quem cuidar, devidamente, de 2012, refazendo seus gastos? Se não todos estes aspectos pode ter saúde zelarmos, hoje, pela saúde pública, pessoal e influenciar, positivamente, amanhã, estaremos comprometennaquela pública. do o futuro de muitos irmãos e irQuem reflete sobre a saúde, já mãs. O nosso também. faz bastante, mas não o suficiente. Fraternidade sim: saúde pública É preciso agir. Boas intenções são também. Zelemos pela nossa saúde necessárias e prioritárias, mas não e a da comunidade. Para melhorar o bastam. É preciso fazer algo, susci- sistema (da saúde) não bastam distando toda uma cultura da saúde, cursos e promessas. São necessárias pela atenção aos enfermos, aos ne- atitudes, lutas e insistência. Há muito cessitados, aos químico-dependen- por fazer. Reunamo-nos para refletir tes. É preciso lutar sobre a temática pela melhoria do da Campanha. É preciso fazer sistema público Assumamo-la. algo, suscitando de saúde. Não se Convertamo-nos toda uma cultura da trata tanto acusar, para melhorarmos saúde, pela atenção o bem comum. mas de agir pessoal e comunitariaFaçamos pressão aos enfermos, aos mente em prol da e usemos os mecanecessitados, aos saúde. Consciennismos que temos químico-dependentes tizar. Mobilizar para exigir nosas forças existensos direitos, astes. O texto-base quando trata dos sumindo nossos deveres. O tempo objetivos específicos é bem claro. quaresmal é oportuno para refletir, Usemo-lo em família, em grupos. orar e converter-se, principalmenOrganizemo-nos. A saúde pública te, tendo presente o exemplo de é fruto de pequenas, mas constan- Jesus. Boa Campanha da Fraternites conquistas. Já existe a pastoral dade para todos!

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DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO DA DIOCESE DE TAUBATÉ Avenida Professor Moreira, nº 327 – Centro – Taubaté/SP. CEP 12030-070 Diretor: Pe. Kleber Rodrigues da Silva Editor e Jornalista Responsável: Pe. Jaime Lemes, msj – MTE 62.839 / SP Conselho Editorial: Pe. Kleber Rodrigues, Pe. Jaime Lemes, Pe. Silvio Dias, Pe. Rodrigo Natal, Mons. Marco Silva, Henrique Faria, Eliane Freire, Valquíria Vieira e Diego Simari. Revisão: Eliane Freire Projeto Gráfico: Diego Simari Impressão: Katú Editora Gráfica Tiragem: 5.000 | Distribuição dirigida e gratuita Contatos: Tel.: (12) 3632-2855 / ramal: 216 (Redação) E-mail: olabaro@diocesedetaubate.org.br As matérias assinadas são de inteira responsabilidade de seus autores, não emitem necessariamente a opnião deste veículo.


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DA REDAÇÃO Quando fui convidado para coordenar o novo projeto editorial d’O Lábaro, fiquei muito feliz, porque além de poder colaborar com a Diocese, eu estaria fazendo aquilo que um jornalista mais quer e que o realiza: trabalhar num jornal. Posso dizer, sem sombra de dúvidas, que foi mesmo um tempo de realização. Cada edição concluída era como um filho, não só para mim, mas para todos os que estavam envolvidos no processo. Quem faz jornal sente as dores e as alegrias de um parto. Só quem já passou pela experiên-

cia consegue entender realmente o que estou falando. Com esta edição, completaram-se dez dolorosos e prazerosos partos. E é com esta edição que também deixo o trabalho com O Lábaro. Como padre religioso que sou, devo estar sempre à disposição do meu Instituto, para atender às urgências da missão. Afinal, o nosso lema é “Ir aonde a Igreja necessitar de nós”. Seria incoerente se não abraçasse esse carisma. Em março, vou assumir a Paróquia São Sebastião, em Japurá, no Paraná, Diocese de Umuarama. Agradeço ao Dom

Coleta “para eVanGeliZaçÃo” 2011 NSA SRA RAINHA DOS ANJOS ESPÍRITO SANTO MENINO JESUS (CAÇAPAVA) MENINO JESUS (TAUBATÉ) NSA SRA D’AJUDA NSA SRA DA ASSUNÇÃO NSA SRA CONCEIÇÃO NSA SRA DA BOA ESPERANÇA NSA SRA DA NATIVIDADE NSA SRA DAS DORES NSA SRA DO BELÉM NSA SRA DO BOM SUCESSO NSA SRA DO ROSÁRIO NSA SRA DO ROSÁRIO DE FÁTIMA NSA SRA MÃE DA IGREJA SAGRADA FAMÍLIA SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS SANTA CRUZ SANTA LUZIA SANTA TEREZINHA DO MENINO JESUS SANTÍSSIMA TRINDADE SANTO ANTÔNIO DE LISBOA SANTO ANTÔNIO DE PÁDUA SANTO ANTÔNIO DO PINHAL SÃO BENEDITO (CAMPOS DO JORDÃO) SÃO BENEDITO (MOREIRA CÉSAR) SÃO BENTO SÃO CRISTÓVÃO SÃO FRANCISCO DAS CHAGAS SÃO JOSÉ SÃO JOSÉ OPERÁRIO SÃO LUIZ DE TOLOSA SÃOMIGUEL ARCANJO SÃO PEDRO APÓSTOLO SÃO PIO X SÃO SEBASTIÃO SÃO VICENTE DE PAULO (STO ANTÔNIO DO PINHAL) SÃO VICENTE DE PAULO (TAUBATÉ) SENHOR BOM JESUS

R$ 223,00 R$ 1.711,00

TOTAL

R$ 45.163,12

45% DIOCESE 20% REGIONAL SUL 1 - CNBB 35% CNBB - NACIONAL

R$ 20.323,40 R$ 9.032,62 R$ 15.807,09

R$ 1.280,00 R$ 3.300,00 R$ 1.615,00 R$ 1.676,20 R$ 61,15 R$ 110,00 R$ 1.849,30 R$ 1.950,00 R$ 572,25 R$ 4.213,20 R$ 840,75 R$ 3.415,00 R$ 938,00 R$ 1.418,00 R$ 1.312,45 R$ 1.085,00 R$ 390,00 R$ 576,35 R$ 460,70 R$ 1.139,60 R$ 1.663,20 R$ 875,25 R$ 1.040,00 R$ 1.873,47 R$ 1.676,90 R$ 400,00 R$ 935,80 R$ 2.404,05 R$ 1.176,50 R$ 881,00 R$ 2.100,00

Carmo e ao Pe. Kleber pela confiança, aos membros do Conselho Editorial pelo apoio, ao colaborares, e, de modo particular, ao Diego Simari e à Eliane Freire, que foram fundamentais em todo esse processo e com quem compartilhei as aflições e alegrias nas muitas tardes e noites de fechamento do jornal. Um agradecimento especial também a

DECRETO

Foto: Arquivo

Uma palavra de agradecimento

você leitor, que dá sentido ao nosso trabalho. Conto com as orações de todos. Que Deus os abençoe! Paz e Luz... Sempre! Pe. Jaime Lemes, msj


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SOB O OLHAR DA FÉ

PONTO DE VISTA

a família e a mulher

Como você avalia a saúde pública hoje em dia?

Foto: sxc.hu

D. Antônio Affonso de Miranda, sdn*

É impossível falar da família sem lembrar o papel importante que nela desempenha a mulher. É provável que, sob certos aspectos, este papel seja mais importante que o do homem. Porque no contexto familiar há um profundo toque de feminilidade, sem o qual este contexto desapareceria. Não é, entretanto, com a ótica simplesmente sexual que é preciso considerar a função da mulher dentro do matrimônio. Embora seja, na verdade, o seu sexo que explica todos os aspectos psicológicos, indispensáveis na formação de um lar, é necessário que não se considere “coisa” o sexo. Ele é essencialmente o modo de ser de uma “pessoa’ que deve ser amada, querida e respeitada na sua dignidade espiritual, que emoldura também o sexo. É sob este aspecto espiritual (a mulher é possuidora de uma alma à semelhança de Deus) que a mulher deve ser considerada e valorizada, tanto na família quanto na sociedade. Sob este ponto de vista, não existe inferioridade da mulher diante do homem. Não há “sexo frágil”. Homem e mulher são iguais. São pessoas. E porque pessoas, igualmente responsáveis na doação recíproca do matrimônio,

não há por onde a mulher se tor- mente ao lar próprio” (ib.). nar um “objeto”. Como se vê, a doutrina da Igre“É de ressaltar-se antes de tudo ja, mil vezes repetida, aí reapare— ensina-nos o Papa João Paulo ce: a função principal da mulher, II na Familiaris Consortio — a que a dignifica e enobrece, é a igual dignidade e responsabilida- função materna com a dedicação de da mulher em ralação ao ho- ao lar. Esta função, normalmenmem: tal igualdade encontra uma te, jamais deve ser sacrificada por forma singular de realização na outras tarefas, mesmo se estas se doação recíproca de si ao outro e fazem necessárias. de ambos aos filhos. Doação que A segunda consequência da é específica do matrimônio e da igualdade espiritual entre o hofamília” (n. 22). mem e a mulher é que esta não Desta igual dignidade e respon- pode jamais fazer-se nem consentir sabilidade resultam consequências que outros a façam simplesmente muito importantes para o mo- “objeto”, em vez de “pessoa”. mento que estamos vivendo. Uma “Familiaris Consortio” lastima destas consequências se refere à a ofensa que hoje se faz à dignidapromoção da mulher no contexto de da mulher e aponta as consesocial. A outra, à condenação do quências daí resultantes: “Infelizaviltamento de sua imagem, quan- mente, a mensagem cristã acerca do ela passa a ser “objeto” e não da dignidade da mulher vem sen“pessoa” relativamente ao homem. do impregnada por aquela persisSem dúvida, é compreensível tente mentalidade que considera que a igualdade da mulher en- o ser humano não como pessoa, quanto pessoa humana reivindi- mas como coisa, como objeto de que para ela, no mundo hodierno, compra e venda, ao serviço de os mesmos direitos e uma verda- um interesse egoístico e exclusivo deira promoção feminina no novo do prazer: e a primeira vítima de projeto da sociedade. Assiste-lhe tal mentalidade é a mulher. Esta o direito ao trabalho, e nele o di- mentalidade produz frutos basreito ao exercício das funções pú- tante amargos, como o desprezo blicas e até polítido homem e da cas. mulher, a escraA função Contudo, obvidão, a opresserva o ensina- principal da mulher, são dos fracos, mento da Famia pornografia, a que a dignifi ca liaris Consortio: prostituição — e enobrece, é a “Por outro lado, sobretudo quana verdadeira prodo é organizada função materna moção da mulher — e todas aquecom a dedicação ao exige também las várias discrique seja claraminações que se lar. Esta função, mente reconheciencontram no normalmente, jamais do o valor da sua âmbito da educadeve ser sacrifi cada função materna e ção, da profissão, familiar em conpor outras tarefas, da retribuição do fronto com todas trabalho, etc.” (n. mesmo se estas se as outras tarefas 24). públicas e com to- fazem necessárias. Nunca será das as outras prodemais repetir fissões” (n. 23). que há uma verE mais. “Se há que reconhecer dadeira imagem da mulher a ser as mulheres, como aos homens, o reconstituída pelo senso crítico direito de ascender às diversas ta- diante da perda dos valores. Esta refas públicas, a sociedade deve es- imagem é transmitida pela Bíblia: truturar-se, contudo, de maneira tal “a mulher é companheira do hoque as esposas e as mães não sejam mem, semelhante a ele (Gn 2,18) de fato constrangidas a trabalhar para se tornar mãe de seus filhos fora de casa e que a família possa (Gn 3,20). dignamente viver e prosperar, mes- *Dom Antônio Affonso de Miranda é bispo emérito de Taubaté e membro da Acadêmia mo quando elas se dedicam total- Taubateana de Letras

“Infelizmente, nossa saúde pública está um caos. Quem pode, acaba pagando convênio, que também não é garantia de bom atendimento.”. ANA CLARA PRADO – Paróquia São Sebastião - Taubaté-SP -----------------------------“A questão da saúde pública está preocupante, tanto na estrutura quanto na formação dos médicos. Vejo dificuldades para o agendamento, que muitas vezes precisa ser feito de madrugada por conta das filas, e o momento do atendimento, quando há pouca atenção e o paciente não se sente acolhido com o cuidado necessário”. CIDA NÁPOLES – Secretariado de Pastoral -----------------------------“Está um caos, é triste. Falta amor nas pessoas, no momento de uma consulta. Falta até mesmo amor à profissão. Uma consulta, ás vezes, é muito fria, muito distante, não é humanizada”. IVANISE SANTANA DE LIMA – Paróquia Menino Jesus, Comunidade São José Operário - Taubaté-SP -----------------------------“Acho que ela precisa ser mais fiscalizada e dada a quem realmente precisa! Muita gente usufrui dela e está no “comodismo”. Precisamos ser mais rigorosos com os governantes para eles realmente enxergarem o que acontece e não acontece na saude publica”. RENATO CUGINI JUNIOR – Paróquia São José Operário Taubaté-SP


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Falando de Maria

em maria contemplamos a luz de Cristo Eliano Rodrigues* Uma realidade comum às religiões é usar da metáfora da luz para acenar uma realidade transcendente, uma divindade ou um estado de vida. Naturalmente, ouvimos dizer que alguém é iluminado por Deus, quando não, em nossas preces, pedimos a graça de sermos iluminados. De fato, viver na luz não é graça ou mérito de poucos, mas vocação à qual todos somos chamados. Quando a Igreja propõe celebrar, e de fato o faz, a memória da bem-aventurada Virgem Maria, sob o título de Nossa Senhora das Candeias, faz expressar o que cada fiel traz consigo como tesouro em potes de argila: o carinho à Mãe de Deus, que em sua missão foi ilumi-

nada pelo Altíssimo, sendo assim reconhecida pela comunidade de fé como Senhora da Luz. Não celebramos esta memória como se fosse privilégio de alguém, mas como momento oportuno em que todos podem se sentir inseridos na mesma dinâmica de fé, para acolher a luz de Cristo, na liberdade de filhos de Deus. Somos, na Luz, a luz que no mundo deve sempre iluminar e reluzir tanto quanto o sol a acariciar as criaturas num dia de frio. (Mt 5,14). Tanto em Mateus, quanto em São Paulo, encontramos expressa a missão de cada um e da comunidade de iluminar a realidade em que vivemos (Fil 2,15). Em primeiro lugar, Deus

é a Luz que ilumina e dá sentido a tudo quanto existe, do visível ao invisível. É da Luz, portanto, que recebemos o dom de iluminar, visto que tão próximos estamos do Criador; não como criatura, mas como filhos, no Filho, pelo Espírito (Rm 16,8; Gl 3,26; Ef 1,5). A vocação a que nos referimos torna-se também missão na urgência atual do testemunho da fé. Somente desta forma perceberemos as realidades singulares que devem ser, à luz do Evangelho, iluminadas, para que no Cristo, Luz-daLuz, sejam transfiguradas. Este é um dos assuntos mais recorrentes nas Diretrizes que norteiam a ação evangelizadora da Igreja no Brasil

até o ano de 2015. De fato, a urgência do testemunho faz-nos perceber que não deve haver distância mínima entre o que cremos e o que fazemos. Que nossa vida testemunhe, em nosso agir, Aquele o qual um dia permitiu-nos fazer consigo um encontro muito singular e pessoal. Maria, a Senhora das Candeias, inspire-nos e motive-nos a assumir esta vocação, bem como esta missão. Ela, que singularmente foi a vocacionada do Pai, nos fortaleça em nossa caminhada de Igreja, para que se faça em nosso meio a vontade do Altíssimo. *Eliano Rodrigues é seminarista Missionário de São José e cursa o 4º ano de Teologia

ESPIRITUALIDADE

espiritualidade: Um encontro com deus que nos modifica Cleiton William* Quando penso em espiritualidade, vem à minha mente uma entrevista que certa vez foi realizada com o Dalai-Lama. A pergunta foi a seguinte: — O que é espiritualidade? Para surpresa do repórter, a resposta foi extremamente simples: — Espiritualidade é aquilo que produz no ser humano uma mudança interior. O repórter surpreso, mas confuso, perguntou: — Mas se eu praticar a religião e observar as tradições, isso não é espiritualidade? O Dalai-Lama coçou sua cabeça e respondeu: — Pode ser espiritualidade, mas, se não produzir em você uma transformação, não é espiritualidade. E acrescentou: — Um cobertor que não aquece deixa de ser cobertor. Então, o repórter o indagou: — A espiritualidade muda ou é sempre a mesma coisa? E o Dalai-Lama falou: — Como dizem os antigos, os tempos mudam e as pessoas mudam com ele. O que ontem foi espiritualidade, hoje não precisa mais ser. O que em geral se chama de espiritualidade é apenas a lembrança de antigos caminhos e métodos religiosos. E arrematou: — O manto deve ser cortado para se ajustar aos homens. Não são os ho-

mens que devem ser cortados para se ajustar ao manto. Belíssima visão de espiritualidade, visão essa que nos aponta que espiritualidade é o que produz em nós mudança, que nos transforma, nos faz diferentes. Com isso, podemos ter na espiritualidade cristã o ensejo que nos transforma, ou melhor, nos configura a uma pessoa: Jesus Cristo. Ou, ao menos, com isso deveria acontecer uma espiritualidade que nos tornasse semelhante a aquilo que buscamos. Vale lembrar que o ser humano é o ser de mudança, nós não fomos criados prontos e acabados, mas sim estamos sempre em processo de evolução, como aponta Pierre Teilhard de Chardin, padre, teólogo, filósofo e paleontólogo francês. Estamos num processo de evolução até chegarmos ao ser humano perfeito, isto é, nosso mestre Jesus Cristo. Por isso, podemos afirmar que somos capazes de Deus, somos criados para Ele. A verdadeira espiritualidade nos aproxima Dele e nos permite ser transformados pela Sua graça. Sendo assim, a espiritualidade deve ser cultivada. Ouso dizer que, da mesma maneira que comemos, bebemos e fazemos as necessidades biológicas – porque tudo isso é intrínseco a nós – também precisamos da espiritualidade. Pois, sem Deus nós morreríamos. Não uma morte física, mas espiritual. Para que me serve

um cobertor se eu não me cubro? Podemos citar a experiência daqueles que fizeram um encontro apaixonado por Deus: “Distante de ti Senhor não posso viver, não vale a pena existir”. Quantos de nós não passamos por uma experiência profunda com Deus em um determinado dia ou momento! Lógico, longe aqui de confundir experiência com sentimentalismo. Isso me recorda a experiência profunda paulina ao ponto de dizer: “Nele vivemos, Nele movemos e Nele existimos” (At 17, 28). Ou em outra passagem, na qual o mesmo apóstolo nos aponta: “Não sou eu mais quem vivo, mas é Cristo que vive em mim” (Gl 2, 20). Uma espiritualidade que o toca e o transforma, essa é a experiência do cristão: não mais viver por viver, entretanto, uma vida por Jesus. Com isso, podemos afirmar que uma espiritualidade apaixonada modifica a pessoa para a comunidade (entendida globalmente e não simplesmente a assembleia reunida na Igreja), para o cotidiano, para ver a vida de forma diferente. Sendo assim, a espiritualidade é o que nos dá força para enfrentar o dia a dia de nossas vidas. Pois bem, como cultivar nossa espiritualidade? Existem vários e bons caminhos para isso. Uma boa opção é a Leitura Orante da Palavra de Deus. É preciso estarmos abertos, ou melhor, vazios

de nós mesmos para conhecermos mais de Deus. Como a experiência do profeta Samuel: “Fala, Senhor, que teu servo escuta”. Além disso, temos a vida de oração. Cito as práticas de piedade popular, como o exercício da espiritualidade mariana por meio da oração do terço, por exemplo. Existem ainda os retiros, dos quais podemos participar, nos aprofundar e mergulhar mais em Deus. E por que não uma boa música bem orquestrada, um bom livro, como os de Anselm Grün? Estamos chegando ao tempo litúrgico da quaresma, um tempo forte e propício para alimentar e aprofundar nossa espiritualidade; tempo voltado para a penitência. Contudo, é um tempo que também somos chamados a experimentar profundamente o amor de Deus. É hora de procurarmos retomar o caminho espiritual de onde paramos e não nos separar mais Daquele que nos ama. Para concluir, quero salientar que a nossa espiritualidade é sempre a partir de baixo, isto é, a nossa experiência de Deus passa pela realidade, feita de felicidades, tristezas, quedas e pecados. O meu pecado não é desculpa para eu me afastar de Deus, mas, ao contrário, é a possibilidade de eu reconhecer os meus limites e perceber como necessito Dele. * Cleiton William é seminarista da Diocese de Taubaté e cursa o 3º ano de Teologia


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DIOCESE EM FOCO

Foto: Arquivo

representante da Comissão diocesana de liturgia conclui curso de atualização litúrgica

No último dia 28 de janeiro, o seminarista Diego de Paula Campos encerrou o curso de especialização em Liturgia, promovido pela equipe do Centro de Liturgia “Dom Clemente Isnard”, em parceria com o Campus Pio XI do centro UNISAL. Estruturado em duas etapas, ou seja, dois janeiros consecutivos em regime de internato, o curso tem como objetivo construir um saber teológico-litúrgico, com propostas para a Liturgia no Brasil, à luz da renovação proposta pelo Concílio Vaticano II, além de outros pronunciamentos do magistério da Igreja, em particular na América Latina e, especialmente, no Brasil.

O seminarista Diego, que é membro da comissão diocesana de Liturgia de Taubaté, relata que a experiência vivenciada pelo curso se dá em vários âmbitos. “Gostaria de destacar a experiência que obtive ao ter contato com pessoas das mais diversas regiões do Brasil e até mesmo países vizinhos ao nosso. Junto aos participantes, conheci as mais diversas riquezas culturais vividas pelo nosso povo. Além disso, temos uma visão geral de como andam nossas celebrações por todo Brasil e até fora. Havia participantes do curso provindos de Caracas, na Venezuela, da Diocese de Chapecó (SC), do Maranhão, de Cantagalo (PR), de Salvador, de Belo Horizonte,

de Manaus, entre outras regiões do Brasil”. Outro elemento que enriquece o curso é a dinâmica dos assessores, extremamente capacitados nas mais diversas áreas. “Os assessores trazem a riqueza de seus ensinamentos e desvendam a arte de celebrar e vivenciar o Mistério de Cristo. Alguns assessores nos encantam com suas experiências de vida, por exemplo, Pe Gregório Lutz, Ione Buyst, José Ariovaldo, Maria da Penha Carpanedo, Pe. Hernaldo Pinto Faria”, salienta o seminarista Diego. Vale destacar que o curso não se dá apenas em aulas expositivas, mas também por meio de celebrações: o Ofício Divino das Comunidades, a Celebração da Palavra, as Celebrações Eucarísticas, vivências de laboratório e trabalhos em grupos. Tudo isso dá uma

característica particular ao curso, que também proporciona visitas a uma sinagoga e a igrejas orientais, como também uma romaria ao Santuário da Mãe Aparecida. Tudo isso acompanhando e desenvolvido pelos coordenadores do curso, Ir. Veronice Fernandes e Jeferson Gonçalo Ribeiro. “Poderia relatar uma infinidade de experiências que em muito me ajudaram a vivenciar o desejo da Sacrosanctum Concilium, onde fica expresso o desejo da Mãe Igreja de ter fiéis que participem conscientemente, ativa e frutuosamente (SC 11). Aproveitando a oportunidade, faço o convite a todas as pessoas a conhecerem e tomarem parte dessa experiência, pois, a partir de janeiro do ano que vem, inicia uma nova etapa deste curso”, enfatiza o seminarista. Para obter mais informações sobre o curso, pode-se entrar em contato com Ir. Veronice, pelo (11) 3726-4833, ou pelo E-mail: atualizaçaoemlitutgia@hotmail.com.

com um número expressivo de padres, diáconos, religiosos e do povo de Deus, que lotaram o espaço celebrativo. Para o Pe. Leandro Alves, que passou por um tríduo de preparação na Paróquia nos dias 15, 16 e 17 de fevereiro, a ordenação foi um momento ímpar. “Me vi realizando um sonho, e, ao mesmo tempo, rezando e pedindo a Deus para que eu seja de fato um padre, a fim de servir ao rebanho dele”, ressaltou o novo presbítero. Após a ordenação, foi servido um almoço de confraternização organizado pela comunidade

para todos os que se fizeram presentes. Em sua primeira missa, às 19h30 na Paróquia, o Pe. Leandro Alves agradeceu, de modo particular, o empenho de todos. “Me senti o filho desta comunidade, que correu e se organizou, dando o melhor de si, assim como meus pais, que a vida inteira sempre fizeram de tudo para me dar o melhor. Me senti filho daqueles que me deram o melhor, desde as coisas mais simples, até as mais complexas, todos ajudaram dentro de suas possibilidades”, destacou.

Foto: Mário Fotógrafo

mais um presbítero é ordenado para o clero de taubaté

Após dez anos de caminhada vocacional, tendo passado pela experiência de diácono transitório, Leandro Alves de Souza recebeu o segundo grau do sacramento da ordem numa Solene Celebração Eucarística, pela oração da Igreja e pela imposi-

ção das mãos do Bispo Diocesano Dom Carmo João Rhoden, scj. A celebração foi realizada no dia 18 de fevereiro, às 9h, na Casa Shalom, um espaço amplo para acolher à comunidade, que pertence à região da Paróquia Santo Antônio de Lisboa. Além de familiares e amigos, a cerimônia contou com a presença do pároco Cônego Elair Fonseca Ferreira, e também


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DIOCESE EM FOCO

Foto: Arquivo

Tendo como objetivo a plena realização humana e cristã dos alunos e profissionais que lá atuam, preparando-os para atuar em sociedade e sendo capaz de transformá-la, o Colégio Diocesano Padre Anchieta professa o catolicismo cristão, já que é de direito diocesano. Localizado à Rua Engenheiro Fernando de Mattos, nº 327, no centro de Taubaté e próximo ao Santuário de Santa Terezinha, o Colégio tem como premissa a idéia de que ‘Igreja é Igreja e Escola é Escola’. Assim, no início e ao longo de mais um período letivo, o Colégio Padre Anchieta, fundado por Monsenhor Theodomiro Lobo em 1951, preza muito a relação com a família dos alunos, de maneira amistosa e dialogal, sendo o ensino e a evangelização os

dois braços do fazer educacional do Colégio. Nas atividades do Ensino Infantil, Fundamental e Médio, há avaliações constantes e troca de experiências, que diferenciam o conjunto da obra ao formar a ‘família Anchieta’. Entre as vantagens que os alunos têm ao estudar na instituição, a direção do Colégio aponta a formação voltada para o desenvolvimento das potencialidades, como elemento de auto-realização-humano-cristã, tanto para a preparação para o trabalho, quanto para o exercício consciente da cidadania. Além disso, o ensino é voltado a propiciar condições para que o educando se integre na sociedade e na cultura de seu tempo, respeitando a dignidade e as liberdades fundamentais do ser humano. Considerando que a qualidade da educação é fundamental, o Colégio Diocesano Padre Anchieta está de portas abertas a toda a comunidade da região, oferecendo vagas em todas as séries do período letivo 2012.

nova paróquia na diocese de taubaté

Foto: André Guisard

Colégio diocesano padre anchieta oferece ensino e evangelização há 60 anos

A Diocese de Taubaté ganhou no último dia 18 de fevereiro de 2012, mais uma Paróquia. Foi criada e instalada a Paróquia São José Operário de Caçapava. Na ocasião, foi dada posse ao primeiro Pároco, Padre Kleber Rodrigues da Silva, que irá acumular as funções, continuando a ser o Secretário Diocesano de Pastoral. A nova paróquia foi desmembrada da Paróquia São Pio X, que, como comunidade era atendida pelos Freis Conventuais, de Caçapava. A celebração foi presidida pelo Bispo Diocesano Dom Carmo João Rhoden,scj e contou com a presença de alguns padres, diáconos, religiosas e um grande número de fiéis. “A paróquia está preparada para caminhar com as próprias pernas. Diríamos que a comunidade atingiu sua idade adulta e, com a criação da paróquia, a Igreja pode organizar melhor sua ação pastoral e se fazer presente na cidade, de uma forma mais efetiva, especificamente nos bairros que irão compor a nova paróquia”, explica o pároco.


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Campanha da Fraternidade 2012 é lançada na Diocese

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Com o tema “Fraternidade e saúde pública”, objetivo é promover ampla discussão sobre a realidade da saúde no Brasil

Por Pe. Jaime Lemes “Estamos reunidos para ini- a solidariedade de seus fiéis e de ciar a caminhada quaresmal. toda a sociedade em relação a um Quarenta dias nos separam da problema concreto que envolve grande festa da Páscoa. Vamos todo o país, buscando debater trilhar o caminho da conversão e apresentar propostas para sua proposto pela Quaresma e pela solução. É na Quaresma, tempo Campanha da Fraternidade, que em que a liturgia da Igreja convinos ajuda e refletir sobre a saúde da os fiéis a se prepararem para pública”. Foram estas palavras a Páscoa, mediante a conversão, da liturgia no início das celebra- com práticas de oração, jejum ções que receberam os fiéis que e esmola, que acontece um dos foram às missas da Quarta-feira principais eventos da Igreja Cade Cinzas, 22 de fevereiro, nas tólica no Brasil, o lançamento Paróquias da da Campanha A CF 2012, Diocese de Tauda Fraternidade, baté. Como em como é conhecida, que é realizada todo o Brasil, todos os anos e tem como propósito teve início nesta está na sua 49ª despertar a data a Campaedição. nha da FraterniEm 2012, a solidariedade das dade 2012, cujo pessoas em relação Campanha da lema é “Que a Frater nidade a um problema saúde se difunda destaca a saúde concreto que sobre a terra!” pública e preten(Eclo, 38, 8). envolve a sociedade de promover a Todos os anos, reflexão sobre o brasileira durante o perícenário da saúde odo quaresmal, no Brasil, consconsiderado tempo de conver- cientizando o Governo da presão, a Conferência Nacional dos carização de condições dos hosBispos do Brasil – CNBB realiza pitais e mobilizando a sociedade a Campanha da Fraternidade, civil para reivindicar melhorias. que tem por objetivo despertar A CF 2012, como é conhecida,

tem como propósito despertar a solidariedade das pessoas em relação a um problema concreto que envolve a sociedade brasileira, buscando caminhos e apontando soluções para a saúde integral. “Há muito tempo, ela vem sendo considerada a principal preocupação e pauta reivindicatória da população brasileira, no campo das políticas públicas”, informa o material distribuído pela CNBB. Entre os objetivos concretos da CF 2012, destacam-se: refletir sobre a realidade da saúde no Brasil em vista de uma vida saudável, suscitar o espírito fraterno e comunitário das pessoas na atenção dos enfermos e mobilizar pela melhoria no sistema público de saúde. Tais ações incluem também disseminar o conceito de bem viver e sensibilizar para a prática de hábitos de vida saudável. A vida saudável requer harmonia entre corpo e espírito, entre pessoa e ambiente, entre personalidade e responsabilidade. Nesse sentido, a saúde é uma condição essencial para o desenvolvimento pessoal e co-

munitário. Destaca-se, neste âmbito, o trabalho da Igreja por meio da Pastoral da Criança e da Pastoral da Saúde. A Pastoral da Criança, em suas ações, promove o desenvolvimento integral das crianças de famílias de baixa renda, da concepção aos seis anos de idade em seu contexto familiar e comunitário, com ações preventivas de saúde, nutrição, educação e cidadania. Uma das razões da significativa redução da mortalidade infantil, entre as crianças atendidas pela Pastoral da Criança, é o trabalho solidário e contínuo de inúmeros voluntários na promoção de ações básicas de saúde. Dentre elas, salienta-se a campanha de incentivo à utilização do soro caseiro. Já a Pastoral da Saúde representa a atividade desempenhada pela Igreja no setor da saúde e é expressão de sua missão e manifesta a ternura de Deus para com a humanidade que sofre. Seu objetivo geral é promover, educar, prevenir, cuidar, recuperar, defender e celebrar a vida ou promover ações em prol da vida saudável e plena de todo o povo


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de Deus, tornando presente, no tãos, discípulos missionários e mundo de hoje, a ação libertado- agentes políticos, temos que parra de Cristo na área da saúde. Sua ticipar e cobrar melhorias do poatuação é em âmbito nacional der público, mas também discue de referência internacional e tir ações de prevenção, além de esse trabalho evangelizador atua ter hábitos saudáveis, pois cada em três dimensões, sempre em um de nós é responsável pela consonância com as Diretrizes sua própria saúde e também pela de Ação da CNBB: dimensão so- saúde pública”, diz Ana Regina. lidária, dimensão comunitária e Para o Pe. Leandro Alves de dimensão político-institucional. Souza, assessor diocesano da Os agentes da pastoral da saú- Campanha da Fraternidade de são os discípulos missioná- 2012, o que a Igreja pretende é rios de Jesus Cristo e de sua Igre- humanizar o tema saúde públija, envolvidos em sua missão de ca, de modo que o ser humano cura e de salvação. Dentre os ob- seja respeitado no seu todo. “Asjetivos da CF 2012 neste sentido, sim como paz não quer dizer estão: alertar para a importância ausência de guerra, ter saúde da organização da Pastoral da não significa somente ausência Saúde nas comunidades para de doenças”, frisa o sacerdote. criar onde não existe, fortalecer “Uma pessoa pode não ter enferonde está incipiente e dinamizá- midades, mas não tem sua saúde la onde ela já existe. Ana Regina respeitada se não for bem trade Oliveira Gama, coordenado- tada, se não receber um atendira diocesana da Pastoral da Saú- mento digno”. O assessor afirma de, avalia que a reflexão sobre a que a Igreja quer resgatar, com a saúde pública na CF 2012 é ex- CF 2012, a visão da saúde como tremamente positiva. “É preciso um todo, seja ela física, psíquidebater o que está funcionando, ca, social, moral e espiritual. “A o que não está, por que não está saúde pública é responsabilidade e o que pode ser feito pela saúde de todos, não se pode reduzi-la pública no Brasil, uma vez que ao poder público, pois cada um o tema saúde sempre foi alvo de de nós deve contribuir para mecríticas, às vezes positivas, mas lhorar a nossa própria saúde e de muito mais negativas”, salienta nossa comunidade, seja com háa coordenadora. Na Diocese de bitos saudáveis, seja com ações Taubaté, a Pasque beneficiem toral da Saúde a todos”. Além da se mobilizou Antes do inívivência e da desde 2009 para cio da Campacoletar assina- reflexão promovida nha, os Decanaturas e encamidurante o período tos da Diocese nhar à CNBB, se organizaram da Campanha solicitando que e algumas Pada Fraternidade, o tema da CF róquias solici2012 debates- algumas Paróquias taram ações de se a saúde no adotam o tema nas preparação, inpaís. Em 2010, clusive com o festas de padroeiros a proposta foi material fornecie em eventos ao apresentada e do pela CNBB, aprovada e, em longo do ano junto à como cartazes, setembro de folhetos, aprecomunidade 2011, ocorreu sentações e o um congresso texto-base, com da Pastoral da Saúde, em São o tema “Fraternidade e saúde Paulo, para a capacitação dos pública”. Os líderes das comuniagentes e apresentação dos obje- dades entenderam que é preciso tivos da Campanha. “Como cris- que toda sociedade se mobilize,

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em colaboração com o Estado, para possibilitar um atendimento digno e saúde para todos, especialmente àqueles que não têm acesso à assistência de saúde pública com suas necessidades e dignidade. “Cuidar da saúde começa em casa e, no tempo quaresmal, devemos viver intensamente o O Pe. Leandro Alves de Souza, assessor diocesano da CF 2012, salienespírito de con- ta a importância da conscientização e da transformação propostas no tempo quaresmal versão a fim de Além da vivência e da reflexão buscar transformações na nossa vida”, diz Pe. promovida durante o período da Leandro, salientando que quali- Campanha da Fraternidade, aldade de vida e o bem-estar são gumas Paróquias adotam o tema nas festas de padroeiros e em ênfases da CF 2012. Na Paróquia do Sagrado Co- eventos ao longo do ano junto à ração de Jesus, em Taubaté, a comunidade, o que permite que preparação reuniu mais de 200 os objetivos da CNBB se estenpessoas do Decanato III da Dio- dam ao longo do ano. “Quando cese, e os participantes estão se observa o cartaz da CF 2012 engajados em debater a saúde e se vê o paciente e o médico como um direito de todos duran- sorrindo, olhando nos olhos um te a Quaresma. Para enfatizar do outro, em nome do contato o tema, o site da Paróquia pu- humano, desejamos que a Camblicará uma série de artigos da panha seja a grande esperança coordenadora diocesana da Pas- de todos nós, para que a saúde toral da Saúde, Ana Regina de seja humanizada, a começar por Oliveira Gama. “Não só por ter cada um de nós, buscando resuma amplitude nacional, a saú- peitar o enfermo, valorizando a de é um tema importante na vida dignidade humana, expressando da pessoa e deve ser discutida”, ações de cuidar e de ser cuidaavalia a secretária da Paróquia do”, completa Pe. Leandro. Sagrado Coração de Jesus, Eli- Para apresentar a CF 2012, a sângela Cavalheiro. “Os líderes, equipe da Diocese responsáparticipantes e assembleia da Pa- vel irá apresentar a Campanha róquia não podem ver somente o nas Câmaras de Vereadores de lado negativo da questão, mas Taubaté, Pindamonhangaba e participar deste assunto, cobran- Caçapava, tendo como orador do, debatendo e traçando metas. o Pe. Leandro Alves de Souza. Saúde é desde a conscientização A CF 2012 será apresentada da pessoa sobre seu próprio cor- durante a sessão da Câmara de po até o acesso aos recursos, a Taubaté no dia 28 de fevereiro, gestão e a estrutura oferecida. A às 19h30; na sessão da Câmara CF faz com que a nossa cidada- de Pinda no dia 29 de fevereinia seja exercida nesse sentido, ro, às 19h; e na Câmara de Vepor meio da conscientização”, readores de Caçapava, no dia 13 de março, às 20h. completa a secretária.

Foto: Eliane Freire

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REFLEXÃO

DE OLHO NA REALIDADE

Cuidado com os falsos profetas!

nossa saúde é um dom de deus e um dever do estado

Pe. Silvio Dias* Tirei férias em janeiro. Passei alguns dias chuvosos na praia e depois fui descansar num sítio aprazível perto da serra. Além dos canarinhos, pintassilgos, tizius, colerinhas, bem-te-vis, entre tantos outros pássaros que cantam por lá, ouvia-se música caipira raiz. Os sons melodiosos que cantavam as coisas da terra vinham de uma estação de rádio (não me recordo mais o nome) sediada em Jacareí. Uma beleza, não fosse a interrupção, a todo instante, para o anúncio dos serviços de um tal padre Miguel Arcanjo, carismático, vidente e exorcista, prometendo façanhas para livrar a pessoa de qualquer problema. O comercial dizia que ele é formado e preparado nas artes sobrenaturais, que entendia tudo sobre o espiritismo, que tinha contatos imediatos com as forças ocultas e que viaja pelo espaço sideral a fim de encontrar a resposta para as questões que lhe fossem apresentadas. A propaganda garantia, ainda, que ele recebia, em seu gabinete da vidência, mensagens telepáticas vindas diretas dos anjos e mesmo de Deus. Ouvindo ele próprio, esse afirmava impavidamente que enfrentava qualquer força oculta, fosse exu ou demônio, que quebrava macumba e tirava trabalho feito, enfim, que pegava o “bicho” pelo chifre porque não tinha medo de nada. Ele resolvia a coisa mesmo, não tinha conversa não. Comentando com alguns paroquianos sobre o assunto, entre divertido e espantado, vim a saber que se trata de um mesmo sujeito que, tempos atrás, já havia tentado a sorte em Caçapava, apresentando-se como padre Alberto. Vestia batina, dava bênção, celebrava missa e

até confessava, recebendo uns troquinhos para isso. Sinceramente, naquela época fiquei mais abismado com a credulidade de alguns, acreditando numa figura como essa, do que propriamente preocupado com o assalto de um mercenário ao meu rebanho. Como esse, existem muitos outros falsos profetas por ai, prometendo o céu na terra: saúde inabalável, prosperidade sem fim e muito dinheiro no bolso. O sonho de todo materialista egocêntrico. Sendo cristãos, devemos nos perguntar como é que alguém pode entregar-se à confiança de tais mercenários, ignorando os ensinamentos evangélicos e correndo atrás de pequenas vantagens para si mesmo? O exemplo que vem de Jesus, nosso divino Mestre, Pastor e Senhor, é o de total entrega no serviço de amor ao próximo, sacrificando a própria vida para dar salvação à humanidade. O Cristo não buscou a glória de si mesmo, mas o bem do próximo e fazer a vontade do Pai. E ele prometeu a vida eterna, para aqueles que o seguirem, imitando o seu exemplo de amor gratuito. Nada além disso. É Jesus mesmo quem nos adverte a respeito dos falsos profetas, ensinando a distingui-los dos verdadeiros pelos frutos que apresentam (cf. Mt 7,14-15). É triste ver, no entanto, pessoas – as quais tiveram tantos exemplos de pastores dedicados exclusivamente ao bem de seu rebanho, que não acumularam riquezas, que não buscaram glórias pessoais – ignorando os avisos do Evangelho, fixadas em si mesmas, deixam-se levar por falsas promessas e sinais enganadores. *Pe. Silvio Dias é pároco da Paróquia Nossa Senhora d’Ajuda em Caçapava-SP

Henrique Faria* A proximidade da Campanha da Fraternidade, que neste ano vai tratar da saúde – sem trocadilho – deve levar em consideração o nosso papel, como cidadãos, nesse intrigante problema. Dizer que a saúde pública está um caos é chover no molhado. Ainda que tenham havido alguns avanços – como a distribuição grátis de remédios para algumas doenças como o diabetes e a hipertensão, e algumas outras conveniências discutíveis, como pílulas anticoncepcionais e preservativos da forma com que o governo distribui, sem critério – não podemos contabilizar a este atual governo e nem aos que o sucederam, centrados nas duas grandes forças políticas da atualidade, um saldo positivo que atenda aos ditames constitucionais de proteção à saúde do cidadão. A Constituição da República Federativa do Brasil é muito clara em seu artigo 196: “A saúde é direito de todos e dever do Estado...” Portanto, não somente aqueles que têm condições de pagar um plano de saúde particular, que nem sempre atende às suas necessidades, têm direito ao acesso aos serviços de proteção e recuperação da saúde. “A saúde é um direito de todos...” As pessoas mais afinadas com o sagrado atribuem a Deus, e somente a Ele, a responsabilidade pela nossa saúde. “Deus dá, Deus tira, e que seja feita a Sua vontade”, afirmam os resignados. Mas não é bem assim. Deus dá inteligência ao homem e lhe dá a liberdade de escolher entre os métodos éticos e aéticos as condições de curar, de recuperar, de criar sobrevida onde a morte pode parecer certa. É muito cômodo, especialmente para os homens do Poder Público, ouvir dos resignados que alguém morreu porque chegou a sua hora. A hora da nossa morte pode ser estabelecida por Deus, embora, num sentido de eternidade não exista para Ele nem hora nem tempo. A hora é nos-

sa e o tempo também o é, enquanto apenas caminheiros da eternidade, seres viventes num espaço e no tempo. Quem faz a nossa hora somos nós mesmos. E Deus nos deu esse dom de adquirimos melhor qualidade de vida – de vida aqui, no nosso mundo e não na eternidade – de trabalharmos o nosso corpo e o nosso espírito, que se dão tão bem, para termos vida em plenitude e saúde. E ainda colocou a nosso serviço uma flora riquíssima – onde há remédio para tudo – e uma tecnologia que elabora, por meio de processos químicos refinadíssimos, os remédios que atenuam a nossa dor, dão-nos sobrevida quando a natureza parece que vai se acovardando diante do nosso fim iminente. Acontece que o homem estraga tudo. Sendo dele a responsabilidade de utilizar dos meios dispostos por Deus para a conservação da nossa saúde, a minimização da nossa dor e o prolongamento da nossa vida, nem sempre ele corresponde à expectativa divina de que utilize com critério, com ética e com amor a sua liberdade. É assim que o Poder Público ignora profissionais da saúde e doentes com o mesmo desdém. Pagando mal àqueles e atendendo mal a estes. Achando que “Deus dá, Deus tira e que assim seja feita a Sua vontade”, os homens responsáveis pela saúde do povo brasileiro se esquecem de que assinaram um documento sério, pétreo, assumindo, pelo governo, o dever de cuidar da saúde de todos e de cada um. Nós temos que cobrar desses homens não pelo que está na Bíblia, mas pelo que está consignado em nossa Constituição federal. Nem todos eles assinam embaixo as premissas evangélicas de uma vida em plenitude, mas, com certeza, em nome de todos nós assinaram, em 1988, um compromisso de proteger a nossa saúde, curando a nossa dor e prolongando a nossa existência. *Henrique Faria é colaborador leigo e responsável por esta coluna


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DECRETO

os livros litúrgicos e a maneira de proferir os diversos textos

decretos da diocese de taubaté

Mons. Marco Eduardo Jacob Silva*

Dom Carmo, nosso Bispo Diocesano, emitiu nos últimos dias alguns Decretos que visam o bem de nossa Igreja.

Foto: sxc.hu

CATEDRAL

Foram nomeações e transferências de padres, a saber: 1 - PARÓQUIA SÃO LUÍS DE TOLOSA, assume como pároco o Padre Álvaro Mantovani (Pe Tequinho), transferindo da Paróquia Santíssima Trindade. 2 – PARÓQUIA SANTO ANTÔNIO DO PINHAL, assume como pároco o Padre Edson Carlos Alves Rodrigues (Pe Edinho) transferindo da paróquia de São Luís de Tolosa. 3 – PARÓQUIA NOSSA SENHORA MÃE DA IGREJA, assume como pároco o Padre Aparecido Otaviano Pinto da Silva,scj e os Padres Jorge de Paula e João Justino, como O número VII da primeira ções latinas para o português, e vigários paroquiais.

parte do Cerimonial dos Bispos trata especificamente dos livros litúrgicos utilizados nas diversas celebrações da vida da Igreja, sobretudo naquelas solenes presididas pelo Bispo diocesano, e da maneira como se deve proferir os diversos textos. O cerimonial afirma que os livros litúrgicos devem ser tratados com cuidado e respeito (115), porquanto deles se proclama a Palavra de Deus e neles está resguardada a “oração da Igreja”. Quando alude à “oração da igreja”, certamente o cerimonial não se refere a uma oração ou rito especifico, mas ao rico conjunto de celebrações e fórmulas, colhidas nas escrituras e nas experiências da comunidade primitiva e comunicadas pela venerável tradição da Igreja, preservadas em sua ortodoxia com toda a dignidade nos livros litúrgicos, cujo formato foi convencionado pelo colégio apostólico. Nas celebrações da vida da Igreja, sobretudo naquelas presididas pelo pastor da diocese, devem ser utilizados livros litúrgicos com os textos oficiais, isto é, versados das edi-

que primem pela beleza, tanto na impressão quanto na encadernação. Visibiliza-se assim a dignidade da oração que exprime a unidade da Igreja, no louvor a Deus. De maneira geral, os livros litúrgicos são de duas categorias: aqueles que trazem excertos das escrituras, ordenados logicamente para o uso litúrgico (evangeliário, lecionários); e os livros sacramentais, com as orações ligadas a cada rito, bem como com as orientações práticas para sua execução (missal, rituais, pontifical, breviário). Quanto à maneira de proferir os textos, a partir do número116, o cerimonial adverte que – no que se refere àqueles que devem ser proferidos em voz alta – o sejam de forma clara, distinta e compreensível, bem como em consonância com o seu gênero, quer literário, quer ritual. Admoesta, ainda, que quando há opção entre cantar ou dizer, deve-se sempre cantar, a não ser que haja motivo realmente relevante e se aconselhe o contrário. *Mons. Marco Eduardo Jacob Silva é Pároco e Mestre de Cerimônias da Igreja Catedral

4 – PARÓQUIA SANTÍSSIMA TRINDADE, assume como vigário paróquial o Padre Alberto Aparecido Ferreira, transferindo da Basílica do Bom Jesus de Tremembé. 5 – PARÓQUIA SÃO VICENTE DE PAULO (Taubaté) assume como vigário Paróquia o Padre Marcelo Silva Emídio, transferindo-o da Paróquia Santo Antônio do Pinhal. 6 - PARÓQUIA SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS assume como pároco o Padre José Wilibaldo Knob,scj. 7 – Houve ainda a emissão do decreto de Incardinação do Pe. Fábio José de Melo Silva à Diocese de Taubaté e de Residência do Pe. Carlos Alberto de Souza, a título de experiência por dois anos.


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E A PALAVRA SE FEZ CARNE...

o evangelho de marcos Foto: yvislicious.deviantart.com

Pe. Mariano, scj*

Quem é Marcos? Seria o João Marcos que aparece em At, filho de Dona Maria, em cuja casa a comunidade de Jerusalém se reunia e para onde se dirigiu Pedro após sua miraculosa libertação (cf. At 12,12-17)? Talvez seja ele o discípulo anônimo de Mc 14,51. Marcos era primo ou sobrinho de Barnabé (cf. Cl 4,10). Foi companheiro dele e de Paulo, na primeira viagem missionária (cf. At 12,25; 13,5). Por sua causa, Barnabé e Paulo se desentenderam (cf. At 15,36-39). O certo é que, mais tarde, João Marcos aparece ao lado de Paulo. Em Cl 4,10 o autor que se coloca nas vestes de Paulo o recomenda à comunidade de Colossas. Fm 1,24 menciona-o como colaborador de Paulo. Em 2Tm, o autor pede que Timóteo leve Marcos a Roma, porque lhe seria útil no ministério. Essas informações nos mostram que aqueles homens maravilhosos também tinham problemas e se desentendiam. Mais ou menos como acontece hoje. Consolanos saber que, tal como eles, também nós podemos dar a volta por cima. Brigar por picuinha é coisa feia, mas brigar para acertar é coisa de gente séria que ainda não é perfeita, mas quer fazer a coisa bem feita. A presença de Marcos em

Roma também é confirmada por 1Pd 5,13. A partir deste testemunho, tornou-se opinião comum que Marcos tenha escrito seu Evangelho para os cristãos de Roma, em base à pregação de Pedro (de acordo com Pápias, séc. II). Assim, sabemos que Pedro e Paulo se encontravam em Roma na época em que Marcos escreveu o Evangelho. Pelo texto de Rm sabemos que a comunidade de Roma já existia bem antes de Paulo e Pedro chegarem à capital do Império e tinha destaque entre as comunidades (cf. Rm 1,8; 16,19). O local das liturgias eram as casas (cf. Rm 16,3-5.10-11.14-15) e o ministério era exercido também por mulheres (cf. Rm 16,1.6). Existe, também, a hipótese de que Mc tenha sido escrito na Galileia, por volta do ano 68. As probabilidades mais consistentes, porém, levam a preferir Roma como local de redação do primeiro “catecismo” da comunidade cristã, por volta dos anos 64 -68. reFleXÃo soBre mC 14,51-52 Hoje, vamos conhecer um pouco do perfil de Marcos, a quem é atribuída a redação do mais antigo dos Evangelhos. Apreciemos breve texto que lhe diz respeito. O que dizem estes dois versículos, ao relatar a prisão de Je-

suposto de que o protagonista que foge nu seja Marcos. Ele é apresentado como jovem. Como os demais discípulos, foge quando Jesus é preso. Não era do grupo dos Doze, mas devia ser admirador deles e, quando lhe era possível, também seguia Jesus. Muito simplesmente, prefere fugir pelado para não ser aprisionado. É um dado interessante. Mais do que curiosidade, porém, o autor quer retratar o próprio discipulado. Textualmente, afirma-se que aquele jovem “seguia sus no Monte das Oliveiras e a Jesus”. Logo, ele representa os consequente fuga dos discípulos? discípulos todos. Está vestido Ei-lo: “Um jovem seguia Jesus apenas com lençol, que é roue sua roupa era apenas um len- pa de dormir, bastante precária. çol enrolado no corpo. Quando Na linguagem bíblica, a veste é, os soldados foram agarrá-lo ele, muitas vezes, símbolo da identideixando o lençol, fugiu nu”. dade de quem a usa. Portanto, (Mc 14,51-52) nosso jovem representa bem os Existe amplo discípulos, cuja consenso entre os identidade estaUm judeu estudiosos de que va debilitada e convertido, bom esta breve nota de comprometida. conhecedor da crônica seja uma No dia do testeinformação auEscritura, tendo munho corajotobiográfica do aderido a Jesus tem, so, veste apenas autor, o próprio roupa de dormir. agora, a riqueza Marcos. Aliás, Muito parecido do AT relida e algo parecido é com os três apósobservado em Mt assumida a partir tolos do círculo 13,52 relativo ao mais estreito de do novo que é Jesus autor do EvanJesus que, congelho Mateano. vidados a orar e Na verdade, o autor de Mt teria vigiar, acabam dormindo (Mc sido um escriba convertido, que 14,33-41). Por isso, na hora do homenageou o líder Mateus atri- perigo, ele foge nu, quer dizer, buindo-lhe seu Evangelho: “En- perde sua identidade discipular. tão Jesus lhes disse: ‘Por isso, todo escriba que se tornou discí- *Pe. Mariano, scj é doutor em Teologia, Mestre em Bília e Provincial da Congregação pulo do Reino dos Céus é seme- dos Padres do Sagrado Coração de Jesus lhante ao homem que do seu te- (Provincia Brasil Central) souro tira coisas novas e velhas’ leitUras dos dominGos de FeVereiro ”. Um judeu convertido, bom conhecedor da Escritura, tendo Dia 05 - Jó 7,1-4.6-7 / Sl 146 (147) 1Cor 9,16-19.22-23 / Mc 1,29-39 aderido a Jesus tem, agora, a riDia 12 - Lv 13,1-2,44-46 / Sl 31 (32) queza do AT relida e assumida a 1Cor 10,31-11,1 / Mc 1,40-45 partir do novo que é Jesus. Dia 19 - Is 43,18-19.21-22 / Sl 40 (41) Voltemos ao nosso texto de 2Cor 1, 18-22 / Mc 21-1-12 Mc 14,51-52... Partimos do presDia 26 - Gn 9, 8-15 / Sl 24 (23)

1Pd 3,18-22 / Mc 1,12-15


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LITURGIA

“Você pode fazer leitura na missa hoje?”

Foto: Arquivo

Pe. Roger Matheus dos Santos*

Se em sua paróquia esta pergunta não faz mais parte do diálogo habitual dos responsáveis pela organização litúrgica, agradeça profundamente ao Senhor! O espírito do Concílio Vaticano II já está se instaurando em sua comunidade paroquial. Muito se avançou na consciência de uma liturgia bem celebrada por nossos diversos ministros e ministras espalhados pela Diocese. Grande parte de nossas assembleias litúrgicas já contam com um estável grupo de leitores para as missas que, antecipadamente, se preparam para o exercício de tão excelso ministério litúrgico. Excelso sim, sem exagero por parte do autor destas linhas! Alguém poderá dizer: “mas sem o leitor a missa acontece da mesma forma”. De fato, juridicamente (ou seja, por lei divinamente instituída) Jesus se faz presente no pão e no vinho

consagrado por um padre validamente ordenado. Mas, sem um leitor apaixonado pela sua missão, competente no exercício da mesma e transbordante de espiritualidade pascal, penso que Deus “perderá” uma oportunidade ímpar de atingir um coração distraído e que esteja presente em Sua assembleia. Jesus Ressuscitado conta com bons leitores, diáconos e padres para se tornar Palavra outra vez e chegar aos corações humanos: excelso ministério daquele que empresta todo o seu ser para que o Senhor possa se comunicar com sua família! Digo “todo o seu ser” pois, humanamente, um bom comunicador não se utiliza somente de sua voz. Segundo Lair Ribeiro, o comunicador deve estar atento aos gestos, pois a palavra representa apenas 7% da capacidade de influenciar pessoas, enquanto que, o tom de voz representa 38% do poder da comunicação e a postura corporal 55% desse poder. Se estes três elementos estão presentes em qualquer comunicação humana, em se tratando da leitura da Palavra de Deus, um quarto fator precede (mas não desmerece) a todos os demais: a espiritualidade. O bom leitor (seja ele leigo, a respeito das leituras e do canto

do salmo, ou ministro ordena- nistério nas celebrações litúrgido, quanto à proclamação do cas. Mas, como o Senhor disse Evangelho), é aquele que deixa a Elias por meio do anjo, hoje transbordar pela postura, olhar também nos repete: “Levantae voz a SUA experiência com te e come, ainda tens longo cao Senhor da Palavra. Só assim minho a percorrer” (1Rs 19,7). ele poderá proclamar a “Pala- A cada Domingo, dia do Resvra do Senhor” suscitado, a Igreja Nossas com a nobreza de se levanta de seu quem se entende liturgias já natural cansaço “Arauto do Rei” diante de tantos avançaram e com a humildadesafios que o muito. Nossos de de quem sabe mundo nos apreLeitores (com que é importante senta no decorrer que “Ele cresça e “L” maiúsculo) da semana, se alieu diminua” (Jo menta da Palavra estão descobrindo 3,30). Lê bem a e da Eucaristia e, a grandeza de Palavra que nos robustecida pela traz a salvação graça de seu Seseu ministério aquele que leva nas celebrações nhor, volta para a seus irmãos para sua missão de eslitúrgicas o Senhor, e não palhar pelo munpara si próprio. do, o reinado Daquele que venMesmo que sua experiência ceu o pecado e a morte. com o Senhor seja fundamenQueridos Leitores e Leitoras tal para o salutar exercício de de nossas santas assembléias: o seu ministério, o bom Leitor é ministério que vocês exercem é uma seta: aponta para o Cristo, insubstituível. Não descuidem único Cordeiro que tira o peca- de seu exercício, não subestido do mundo (Jo 1,27). mem sua grandeza, não meNossas liturgias já avança- nosprezem o seu valor. ram muito. Nossos Leitores (com “L” maiúsculo) estão des- *Pe. Roger Matheus dos Santos é assessor de cobrindo a grandeza de seu mi- liturgia da Diocese de Taubaté

Olga Óculos, 20 anos, escrevemos juntos esta história!!!

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CRÔNICA

Caminho que a gente é Pe. Jaime Lemes, msj*

Se ele não é mais utilizado, porque não leva mais a nenhum lugar, perde a sua razão de ser. Neste caso, a própria natureza, como sábia que é, trata de destruí-lo. As árvores da margem estendem suas raízes e ramos sobre ele e cresce mato de toda a espécie até cobri-lo por completo. Na vida da gente acontece algo semelhante. A vida é feita de caminhos, muitos caminhos e todos têm as suas características próprias, que fazem com que cada caminho seja único. Nascemos para abrir, apontar e ser caminho. Para os outros e para nós mesmos. O próprio ato do nascimento dá essa conotação. A atitude da criança que irrompe o útero da mãe em busca de outro espaço é a imagem inequívoca da vocação humana para o caminho, para ir além de si, ao encontro de um sentido maior que justifique o seu ser no mundo. Como dizia Sartre, “o homem é um ser de lonjuras”. Morre se impedido de caminhar. A possibilidade de ir e vir revela o seu impulso vital. Não por acaso, esse é um dos prin-

cipais direitos assegurados a toda pessoa pela Declaração Universal dos Direitos Humanos (Art. XIII) e pela Constituição Brasileira (Art. 5º, XV). Ir e vir entendidos aqui não só – talvez menos – no sentido geográfico, mas como a condição necessária para que sejamos seres humanos em plenitude, embora não acabados. Aliás, é o fato de não sermos acabados que nos possibilita a plenitude. Caminhar é a atitude de quem sabe que a vida é movimento – para fora e para dentro de nós mesmos. Para fora, vamos ao encontro do outro, conhecemos as suas misérias, angústias, sonhos, alegrias, esperanças; pra dentro, sempre mais difícil, atingimos o autoconhecimento. Os dois movimentos são igualmente necessários e interdependentes. À medida que vamos em direção ao outro, avançamos para dentro de nós mesmos, e, à medida que buscamos o autoconhecimento, avançamos na nossa relação com o outro. Como nas estradas que percorremos, na vida também é preciso ter a sensibilidade de perceber a beleza do

caminho que nos propomos a fazer, não obstante as pedras, ladeiras e sinuosidades que são parte dele. Nem sempre o mais importante é chegar. Mesmo porque só poderá chegar quem tiver feito o caminho. “Vem, vamos embora...” *Pe. Jaime Lemes, msj, é Jornalista, vigário da Paróquia do Menino Jesus em Taubaté e assessor da Pastoral da Comunicação na Diocese

Foto: sxc.hu

Tenho pensado muito ultimamente sobre os caminhos que trilhamos. Sobre aqueles que, concretamente, perfazemos, mas também, e sobretudo, sobre aqueles que metaforizam as nossas escolhas, as nossas buscas, o nosso destino... Enfim, nas minhas andanças, venho observando melhor as estradas por onde passo. Este é um exercício que me possibilita perceber com maior sensibilidade os traços, nuances e peculiaridades de cada caminho. Cada um tem suas curvas, ladeiras e pedras que lhe são próprios. Não existem caminhos iguais. Para a floresta, caminhos são indesejáveis, porque interferem na ordem normal da natureza, causam dor. Tanto à terra, quanto às mãos que a ferem, para entranhá-la e abrir passagem, diminuindo as distâncias entre os mundos . Mas são necessários. Extremamente necessários. Sem caminho não vamos a lugar nenhum. Os próprios animais, embora instintivamente, precisam de um caminho. Caminho é referência, é possibilidade de encontro e de chegada.

LINK CULTURAL

Eliane Freire*

O trabalho das Figureiras de Taubaté de modelar pequenas figuras teve início no século XVII, por meio dos frades franciscanos do Convento de Santa Clara, que encomendavam às mulheres, por ocasião das festas natalinas, a confecção de presépios com cenas relativas ao nascimento de Jesus. Com o tempo, com muita criatividade, sensibilidade e humor, as Figureiras passaram a espelhar em seus trabalhos outros temas. Novos personagens surgiram, representados por pequenas figuras sempre bem coloridas, com dimensões entre 3cm e 25cm, retratando o cotidiano, as profissões, as festas religiosas, os animais e o imaginário popular. Assim,

// Cinema surgiram o Pavão (também chamado de Galinho do Céu e escolhido como símbolo do Folclore Paulista), a Chuva de Pavões, o São Francisco com os pássaros, e também personagens do Sítio do Pica-pau Amarelo, de autoria do escritor Monteiro Lobato, ilustre taubateano. Além das mulheres, exímias na arte de esculpir em barro cru obras que espelham o cotidiano da vida do interior com seus usos, tipos, costumes e temas religiosos, há também homens e crianças que aprenderam o ofício numa tradição passada de geração para geração. Em Taubaté, os trabalhos das Figureiras são encontrados na Casa do Figureiro e nas proximidades, na Rua Imaculada Conceição, no Alto de São João. A Casa do Figureiro, cooperativa que reúne os artesãos, está situada na Rua dos Girassóis, nº 60 – Campos Elíseos – Taubaté-SP – CEP 12090-290 – Tel.: (12) 3625-5154 – Site: casadofigureiro.com.br.

O diretor americano Martin Scorsese, famoso por filmes com gângsteres e mafiosos que tratam da violência, faz uma homenagem ao cinema com “A Invenção de Hugo Cabret”, filme indicado a 11 categorias do Oscar que estreia este mês no Brasil. A obra narra em 3D a singela história de Hugo Cabret, um garoto órfão (Asa Butterfield), que perambula por Paris nos anos 1930. Mas o principal apelo do enredo está no personagem do cineasta francês Georges Méliès, pioneiro no uso de efeitos especiais nas telas do cinema, interpretado pelo ator inglês Ben Kingsley. Criado por um tio relojoeiro, o menino Hugo, de 12 anos, mora em uma estação de trem no centro de Paris e passa o tempo ajudando o pai adotivo a cuidar da manutenção do imenso relógio do local. Familiarizado com o funcionamento de engrenagens, o garoto passa boa parte da história tentando consertar um robô herdado do pai. É nesse ponto que ele fica sabendo que o autômato fora

construído por Méliès, um mágico que, encantado com a invenção dos irmãos Lumière no final do século 19, torna-se precursor das ficções científicas ao sobrepor imagens e realizar efeitos especiais quando o cinema dava seus primeiros passos. Na trama, Hugo descobre fragmentos de filmes clássicos do cineasta, como o conhecidíssimo “Viagem à Lua”, que mostra o satélite da Terra ser atingido no “olho” por uma espaçonave, numa cena reproduzida com fidelidade por Scorsese. O filme homenageia também os irmãos Lumière, com a primeira exibição pública de um filme, e o ator Charlie Chaplin, na cena que se passa no interior de um relógio. *Eliane Freire é doutora em comunicação, jornalista e professora na UNITAU

Foto: Reprodução

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// artes


O LÁBARO

Comunicação a serviço da fé

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DIOCESE DE TAUBATÉ

expediente

horário de missas taUBaté

dioCese de taUBaté MITRA DIOCESANA DE TAUBATÉ - CNPJ 72.293.509/0001-80 Avenida Professor Moreira, nº 327. Centro - Taubaté-SP CEP 12030-070 Expediente: De Segunda a Sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 18h. Telefone (12) 3632-2855

Bispo Diocesano: Dom Carmo João Rhoden, scj Vigário Geral: Mons. José Eugênio de Faria Santos Ecônomo e Procurardor: Côn. José Luciano Matos Santana Chanceler do Bispado: Mons. Irineu Batista da Silva Coordenador Diocesano de Pastoral: Pe. Kleber Rodrigues da Silva

decanatos / decanos / paróquias / párocos DECANATO TAUBATÉ I - Decano: Mons. Marco Eduardo-------------Catedral de São Francisco das Chagas – Mons. Marco Eduardo Nossa Senhora do Rosário (Santuário Sta. Teresinha) – Mons. José Eugênio São José Operário – Pe. Luís Lobato Santo Antônio de Lisboa – Côn. Elair Ferreira São Pedro Apóstolo – Pe. Fábio Modesto Nossa Senhora do Belém – Pe. Valter Galvão São Vicente de Paulo – Pe. Éderson Rodrigues

3632-3316 3632-3316 3632-2479 3633-2388 3608-4908 3633-5906 3621-5170 3621-8145

DECANATO TAUBATÉ II - Decano: Pe. Sílvio Menezes, sjc Sagrada Família – Pe. Arcemírio, msj Santa Luzia – Pe. Ethewaldo Júnior do Menino Jesus – Pe. Vicente, msj Nossa Senhora Mãe da Igreja – Pe. Emerson Ruiz, scj Nossa Senhora da Conceição (Quiririm) – Pe. Sílvio Menezes, sjc São Sebastião – Pe. Rodrigo Natal

3686-1864 3681-1456 3632-5614 3681-4334 3411-7424 3686-1864 3629-4535

DECANATO TAUBATÉ III – Decano: Pe. José Vicente Santíssima Trindade – Côn. Paulo César Sagrado Coração de Jesus – Pe. Carlos, scj Senhor Bom Jesus (Basílica de Tremembé) – Pe. José Vicente São José (Jd. Santana-Tremembé) – Pe. Alan Rudz Espírito Santo – Pe. Antônio Barbosa, scj

3672-1102 3621-3267 3621-4440 3672-1102 3672-3836 3602-1250

DECANATO CAÇAPAVA – Decano: Pe. Sílvio Dias Nossa Senhora D’Ajuda (Igreja São João Batista) – Sílvio Dias Santo Antônio de Pádua – Pe. Décio Luiz Nossa Senhora da Boa Esperança – Côn. José Luciano São Pio X (Igreja de São Benedito) – Frei Deonir Antônio, OFMConv Menino Jesus – Pe. Luiz Carlos Nossa Senhora das Dores (Jambeiro) – Pe. Gracimar Cardoso

3652-2052 3652-2052 3652-6825 3652-1832 3653-1404 3653-5903 3978-1165

DECANATO PINDAMONHANGABA – Decano: Pe. Celso Aloísio Nossa Senhora do Bom Sucesso – Côn. Luiz Carlos Nossa Senhora da Assunção (Igreja de São Benedito) – Pe. Celso Aloísio Nossa Senhora do Rosário de Fátima – Côn. Francisco São Miguel Arcanjo (Araretama) – Pe. João Miguel São Benedito (Moreira César) - Pe. José Júlio São Vicente de Paulo (Moreira César) - Côn. Geraldo São Cristóvão (Cidade Nova-Km 90 da Dutra) – Pe. Sebastião Moreira, ocs

3642-1320 3642-2605 3642-1320 3642-7035 3642-6977 3641-1928 3637-1981 3648-1336

DECANATO SERRA DO MAR – Decano: Côn. Amâncio Santa Cruz (Redenção da Serra) – Côn. Amâncio Nossa Senhora da Natividade (Natividade da Serra) – Côn. Joaquim Nossa Sra da Conceição (Pouso Alto-Natividade da Serra) – Côn Joaquim São Luís de Tolosa (São Luiz do Paraitinga) – Pe. Edson Rodrigues

3676-1228 3676-1228 3677-1110 3677-1110 3671-1848

DECANATO SERRA DA MANTIQUEIRA – Decano: Pe. Celso, sjc Santa Terezinha do Menino Jesus (Campos do Jordão) - Pe. Celso, sjc São Benedito (Campos do Jordão) – Pe. Vicente Batista, sjc São Bento (São Bento do Sapucaí) – Pe. Ronaldo, msj Santo Antônio (Santo Antônio do Pinhal) – Côn. Pedro Alves

3662-1740 3662-1740 3663-1340 3971-2227 3666-1127

PARÓQUIA DA CATEDRAL DE SÃO FRANCISCO DAS CHAGAS Catedral de São Francisco das Chagas Missa preceitual aos sábados: 12h / 16h. Aos domingos: 7h / 9h / 10h30 / 18h30 / 20h Convento Santa Clara Missa preceitual aos sábados: 19h30. Aos domingos: 7h / 9h / 11h / 17h30 / 19h30 Santuário da Adoração Perpétua (Sacramentinas) Missas aos domingos: 8h30 Igreja de Santana Missa no Rito Bizantino, às 9h30 aos domingos PARÓQUIA NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO Matriz: Santuário de Santa Teresinha Aos domingos: 6h30 / 8h / 9h30 / 17h / 19h Missa preceitual aos sábados: 19h PARÓQUIA SÃO JOSÉ OPERÁRIO Matriz: São José Operário Missa preceitual aos sábados: 12h / 18h. Aos domingos: 7h / 10h30 / 18h / 20h PARÓQUIA SANTO ANTÔNIO DE LISBOA Igreja de Santo Antônio de Lisboa (Vila São José) Missas aos domingos: 8h / 19h30 PARÓQUIA SÃO PEDRO APÓSTOLO Matriz: São Pedro Apóstolo Missas aos domingos: 8h / 9h30 / 17h 18h30 / 20h PARÓQUIA SAGRADA FAMÍLIA Matriz: Sagrada Família Missas aos domingos: 8h / 10h30 / 17h / 19h PARÓQUIA SANTA LUZIA Matriz: Santa Luzia Missas aos domingos: 10h / 19h PARÓQUIA MENINO JESUS Matriz Imaculado Coração de Maria Missas aos domingos: 8h / 11h / 19h PARÓQUIA NOSSA SENHORA MÃE DA IGREJA Matriz: Santuário São Benedito Missas aos domingos: 7h / 9h30 / 17h30 19h30 PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO Matriz: Nossa Senhora da Conceição (Quiririm) Missa preceitual aos sábados: 19h Aos domingos: 8h / 18h PARÓQUIA SANTÍSSIMA TRINDADE Matriz: Nossa Senhora das Graças Missas aos domingos: 7h / 9h / 10h30 / 19h PARÓQUIA SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS Matriz: Sagrado Coração de Jesus Missa preceitual aos sábados: 17h Missas aos domingos: 7h / 9h30 / 17h30 19h30 PARÓQUIA SÃO VICENTE DE PAULO Matriz: São Vicente de Paulo Missas aos domingos: 7h / 10h / 17h / 19h30 PARÓQUIA NOSSA SENHORA DO BELÉM Matriz Missa aos domingos: 9h / 19h

CaçapaVa PARÓQUIA NOSSA SENHORA D’AJUDA Matriz: São João Batista Missas aos domingos: 6h30 / 9h30 / 11h 18h30 PARÓQUIA SANTO ANTONIO DE PÁDUA Matriz: Santuário Santo Antônio de Pádua Missas aos domingos: 7h / 9h / 19h Comunidade de São Pedro: Vila Bandeirante Missas aos domingos: 17h PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA ESPERANÇA Matriz: Nossa Senhora da Esperança Missas aos domingos: 10h / 19h PARÓQUIA SÃO PIO X Matriz: São Benedito Missas aos domingos: 6h30 / 9h30 / 11h 18h / 20h Igreja São José Operário Missas aos sábados e domingos: 19h PARÓQUIA MENINO JESUS Matriz: Menino Jesus Missas aos domingos: 6h30 / 10h / 19h

PARÓQUIA SÃO JOSÉ OPERÁRIO Matriz: São José Operário Missas aos domingos: 09h / 19h

Campos do JordÃo PARÓQUIA SANTA TEREZINHA DO MENINO JESUS Igreja Matriz: Santa Terezinha do Menino Jesus (Abernéssia) Missas aos domingos: 7h / 9h / 19h PARÓQUIA SÃO BENEDITO Matriz: São Benedito (Capivari) Missas aos domingos: 10h30 / 18h

JamBeiro

PARÓQUIA NOSSA SENHORA DORES Matriz: Nossa Senhora das Dores Missas aos domingos: 8h0 / 19h

DAS

natiVidade da serra PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA NATIVIDADE Matriz: Nossa Senhora da Natividade Natividade da Serra Missas aos domingos: 9h30 / 19h PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO Matriz: Nossa Senhora da Conceição - Natividade da Serra (Bairro Alto) Missas aos domingos: 2º e 4º Domingos do mês: 10h

pindamonhanGaBa PARÓQUIA NOSSA SENHORA DO BOM SUCESSO Matriz: Santuário Nossa Senhora do Bom Sucesso Missas aos domingos: 7h / 9h / 11h / 18h PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA ASSUNÇÃO Matriz: São Benedito Missas aos domingos: 7h / 9h30 / 18h / 19h30 Igreja Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos (Cidade Jardim) Missas aos domingos: 8h / 19h30 PARÓQUIA NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DE FÁTIMA Matriz: Nossa Senhora do Rosário de Fátima Missas aos domingos: 7h30 / 9h / 19h PARÓQUIA SÃO BENEDITO (Moreira César) Matriz: São Benedito (Vila São Benedito) Missas aos domingos: 8h PARÓQUIA SÃO VICENTE DE PAULO Igreja Matriz: São Vicente de Paulo (Moreira César) Missas aos domingos: 7h / 9h / 19h30 PARÓQUIA SÃO CRISTÓVÃO - Cidade Nova Igreja Matriz: São Cristóvão Missas aos domingos: 7h / 19h PARÓQUIA SÃO MIGUEL ARCANJO (ARARETAMA) Igreja Matriz: Missas aos domingos: 8h / 19h

redençÃo da serra PARÓQUIA SANTA CRUZ Matriz: Santa Cruz (Redenção da Serra) Missas aos domingos: 9h30

sÃo lUiZ do paraitinGa

PARÓQUIA SÃO LUIZ DE TOLOSA Matriz: São Luiz de Tolosa (São Luiz do Paraitinga) Missas aos domingos: 8h / 10h30 / 19h

santo antonio do pinhal

PARÓQUIA SANTO ANTONIO DO PINHAL Matriz: Santo Antônio Missas aos domingos: 8h / 10h / 19h

sÃo Bento do sapUCaÍ

PARÓQUIA SÃO BENTO DO SAPUCAÍ Matriz: São Bento Missas aos domingos: 8h / 10h / 18h

trememBé

PARÓQUIA SENHOR BOM JESUS Matriz: Basílica do Senhor Bom Jesus Missas aos domingos: 7h / 8h30 / 10h /17h 18h30 / 20h Igreja São Sebastião Missa no Rito Bizantino, às 18h PARÓQUIA SÃO JOSÉ Matriz: São José (Jardim Santana) Missa preceitual aos sábados: 18h30. Aos domingos: 7h30 / 10h30 / 19h30


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Comunicação a serviço da fé

CIDADANIA EM PAUTA

igreja Católica busca “santos de calças jeans” Comunidades cristãs promovem eventos aos finais de semana para atrair jovens fiéis

A Igreja, apesar de secular, quer possam mostrar o papel que eles se manter jovem por meio da ju- desenvolvem na comunidade, e ventude de hoje que será o futuro também para que eles se divirtam e de amanhã, dando continuidade à conquistem novos jovens, tirandoreligião e à propagação da palavra os das ruas, das drogas e levandode Deus. Mas, para que isso aconte- os de encontro a Deus. “É preciso ça, o jovem precisa ser amparado e fazer que cada vez mais os jovens instruído para aprender a trabalhar gostem de Deus e passem a procuna Igreja. A Pastoral da Juventude rar Deus”, ressalta Dom Antônio é um ministério responsável pelo Afonso de Miranda, Bispo Emérito acompanhamento e formação dos de Taubaté. jovens, promovendo baladas crisMuitos desses eventos direciotãs, grupos de oração e grupos de nados à juventude contam com jovens que promovam a evangeliza- o apoio de bandas católicas, que ção desses fiéis. ainda estão no começo da camiAtualmente, as comunidades ca- nhada, e que recebem aval de suas tólicas estão abrindo mais espaços comunidades, tendo o espaço para para os jovens, Atualmente, apresentações, ditanto em espaços vulgando o trabaas comunidades físicos, quanto lho que fazem e, na organização, ao mesmo tempo, católicas estão dando-lhes deveres evangelizando os abrindo mais e direitos dentro jovens por meio espaços para os das comunidades. da música durante jovens, tanto Hoje, o jovem tem esses eventos. Cona opção de escosiderando que é da em espaços lher onde se ennatureza do jovem físicos, quanto caixar e trabalhar ser ‘elétrico’ e gosna organização, na comunidade, tar de ‘barulho’, na catequese, na dando-lhes deveres muitas bandas utidança, na música e direitos dentro das lizam do rock, um ou em grupos de dos ritmos mais comunidades orientação, como apreciados pela os grupos de oração. Para que haja juventude, para levar a palavra de o incentivo desses jovens, a Igre- Deus a cada um e tocá-los ao coja está investindo em eventos que ração. “Por meio da banda, nós

Fotos: Ludmila Castro

Por Ludmila Castro*

Grito de Carnaval com Cristo na comunidade do Senhor Bom Jesus em Caçapava

queremos fazer com que as outras pessoas experimentem Deus, a Sua glória, que os jovens experimentem Deus ao invés de experimentar as drogas e o crime”, enfatiza Diego Carvalho, vocalista da banda Mac3. Entretanto, os adolescentes precisam não só apreciar as baladas cristãs, não só participar dos grupos dentro da comunidade. “Mas também participar das missas, orar, porque o jovem que se aproxima da Igreja que está participando, ele é uma riqueza”, afirma Dom Antônio. Diferente dos adultos e idosos, o jovem tem um jeito diferente de buscar a santidade. “Nós podemos ser santos, sem deixar de ser jovens, podemos buscar a santidade sem deixarmos de sermos nós, curtir, dançar, mas buscando sempre a Deus”, destaca Bruno Pereira Alk-

min, baterista da Mac3. A dança também é um meio utilizado para alcançar a juventude. “Ela atrai os jovens pela vontade de dançar, para o corpo da Igreja, e introduzindo Deus em suas vidas com o passar dos ensaios”, diz Antônio Marcos dos Santos, coordenador do grupo de dança JPII, da comunidade Senhor Bom Jesus, em Caçapava. É por meio de projetos como esses, que a Igreja está atingindo essa parcela jovem das comunidades e deixando a mensagem que para aproveitar a vida, o cristão não precisa estar alcoolizado e nem drogado. “Vocês, que são jovens, façam com que os jovens venham à Igreja”, propõe Dom Antônio. *Ludmila Castro é aluna de Jornalismo da Universidade de Taubaté


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