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Edição N°16 - Maio de 2018

LITURGIA E PIEDADE POPULAR O MÊS DE MAIO TRADICIONALMENTE MARIANO – NOS AJUDA A REFLETIR SOBRE A SAUDÁVEL RELAÇÃO QUE DEVE EXISTIR ENTRE A LITURGIA E A PIEDADE POPULAR, PARA PODERMOS VALORIZAR AS DUAS. Continue lendo a Pg. 2

UM TEMPO DE GRAÇA COM AS MÃES No segundo domingo do mês de maio temos o hábito de celebrar o dia das mães, sejam elas vivas ou falecidas, consanguíneas ou não... Continue lendo a Pg. 04

GESTÃO ECLESIAL A GESTÃO DO TEMPO

“Se eu tivesse mais tempo...”. Pode se dizer que esta frase é a ladainha, mais citada nos dias atuais, tanto pelos gestores como pelos colaboradores das mais diferentes organizações, independente do seu segmento de atuação . Continue lendo a Pg. 06

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Paranaguá PR


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Paranaguá, Maio de 2018 PALAVRA DO BISPO

LITURGIA E PIEDADE POPULAR

O MÊS DE MAIO – TRADICIONALMENTE MARIANO – NOS AJUDA A REFLETIR SOBRE A SAUDÁVEL RELAÇÃO QUE DEVE EXISTIR ENTRE A LITURGIA E A PIEDADE POPULAR, PARA PODERMOS VALORIZAR AS DUAS.

O Tempo Pascal será concluído

somente em Pentecostes (dia 20). Seguem-se: Domingo da Santíssima Trindade (dia 27) e a Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (Corpus Christi, dia 31). Neste ano de 2018 a Ascensão do Senhor acontecerá no dia 13, não podendo ser substituída pela missa de nossa Senhora de Fátima. E Corpus Christi será no dia 31, ocupando o lugar da Festa da Visitação do Nossa Senhora. E tem mais: e as nossas Novenas, tão queridas e valorizadas em nossas comunidades? Como veremos abaixo, a partir dos ensinamentos da Igreja – Sacrosanctum Concilium e Marialis Cultus – deveremos necessariamente rezá-las antes ou depois da missa. Vamos refletir alguns textos desses documentos. 1. O Concílio Vaticano II, no seu primeiro documento Sacrosanctum Concilium, sobre a sagrada liturgia, recomenda as devoções do povo cristão, “desde que estejam em conformidade com as leis e as normas da Igreja”. Insiste, porém, que devem levar “em conta os tempos litúrgicos, de modo que se harmonizem com a sagrada Liturgia”, dela “derivem e a ela conduzam o povo”. O motivo é que a liturgia, por sua natureza “é muito superior” às devoções (n. 13). Importa recordar que por liturgia entende-se a oração oficial da Igreja, “obra de Cristo sacerdote e do seu Corpo que é a Igreja, ação sagrada por excelência, cuja eficácia, com o mesmo título e no mesmo grau, não é igualada por nenhuma outra ação da Igreja” (SC 7). O centro da vida litúrgica da Igreja são os sete sacramentos, especialmente a Eucarística (SC 6).

2. Referindo-se à Sacrosanctum Concilium, n. 13, o Papa Paulo VI, na sua Exortação Apostólica Marialis Cultus para a reta ordenação e desenvolvimento do culto à bem-aventurada Virgem Maria, n. 31, em 1974, fala de “duas atitudes que poderiam, eventualmente, tornar vã, na

prática pastoral”, as orientações do Concílio Vaticano II. A primeira atitude contrária ao espírito do Concílio provém daqueles que “desprezam os exercícios de piedade,... e criam um vazio que não providenciam a preencher de nenhuma maneira”. A outra, é a atitude “daqueles que, à margem de um são critério litúrgico e pastoral, misturam ao mesmo tempo exercícios piedosos e atos litúrgicos”, inserindo na própria Celebração da Missa “elementos que fazem parte de novenas ou de outras práticas piedosas, com o perigo de o Memorial do Senhor não constituir o momento culminante do encontro da comunidade cristã, mas ser como que a ocasião para algumas práticas devocionais”. Que a piedade popular não seja nem suprimida em favor da Liturgia, e nem misturada com a ação litúrgica. “Uma ação pastoral esclarecida, pois, deve, por um lado, saber distinguir e acentuar a natureza própria dos atos litúrgicos; e por outro lado, saber valorizar os piedosos exercícios, para os adaptar às necessidades de cada uma das comunidades eclesiais e torná-los preciosos auxiliares da mesma Liturgia”. 3. Quando, mais recentemente, em 2001, a Congregação para o Culto Divino, publicou o Diretório sobre a Piedade Popular e a Liturgia, estabeleceu claramente: “A diferença objetiva entre as práticas de piedade e as práticas de devoção em relação à Liturgia deve ser visível na expressão cultual. Isso não significa a mistura das fórmulas próprias de práticas de piedade

com as ações litúrgicas” (nº 13). Ritual de Bênçãos, Introdução Geral, n. 23). Deste modo 4. Procurando ser fiéis ao as devoções e bênçãos serão ensinamento acima proposto, os incluídas na programação que programam a vida litúrgica pastoral da comunidade como de uma comunidade devem momentos próprios, diferentes evitar misturar as devoções e daqueles da missa ou de suas orações com a missa, ainda outra celebração litúrgica. que seja uma prática muito querida pela comunidade; como 7. Quero, ainda, recordar para lembrava o Papa Paulo VI, a todas as práticas devocionais aplicação destas orientações o que o Papa Paulo VI disse a “exige, na realidade, da parte dos respeito daquelas voltadas para responsáveis pelas Comunidades a Mãe de Deus: que elas possam locais, esforço, tato pastoral e ser reconduzidas e conduzam constância; e da parte dos fiéis, ao “único culto que, com razão prontidão para aceitar orientações e justeza, é chamado «cristão», e propostas que, vindo embora pois de Cristo se origina e da genuína natureza do culto assume eficácia, em Cristo cristão, muitas vezes comportam encontra completa expressão e a mudança de usos por meio de Cristo, no Espírito, radicados, nos quais conduz ao Pai” (Marialis Cultus, aquela natureza, Introdução; cf. nº 25). de algum modo, se havia obscurecido” Portanto, os gestos de ( M a r i a l i s devoção aos santos – procissão, Cultus, 31). oração, cantos e outros gestos de veneração – devem ser por nós 5. P r o v a v e l m e n t e valorizados, mas colocados fora para harmonizar os da celebração da missa, ou antes “atos de piedade” do canto de abertura ou depois com a liturgia, sem da bênção final. Quem já está suprimi-los nem fazendo assim, parabéns! misturá-los com ela o melhor seria Peço à Mãe de Deus, manter a diferença Nossa senhora do Rosário, entre as celebrações padroeira de nossa Diocese, litúrgicas e as a graça de caminharmos em orações e práticas comunhão na celebração litúrgica devocionais: “os e na prática de devoção. atos de piedade e de V. Exultai e alegrai-vos, ó Virgem devoção encontram Maria, aleluia! o seu espaço fora R. Porque o Senhor ressuscitou da celebração verdadeiramente, aleluia! da Eucaristia e dos outros + Edmar sacramentos. Deve-se evitar, portanto a sobreposição, pois a linguagem, o ritmo, o andamento, os acentos teológicos da piedade popular se diferenciam dos EXPEDIENTE correspondentes das ações Publicado pela Diocese de litúrgicas” (Diretório..., nº Paranaguá 13). Misturar é desvalorizar Endereço: R. Manoel Maia os dois: o ato de devoção Júnior, 264 - Eldorado, Paranaguá - PR, 83206-295 Telee a celebração litúrgica. fone: (41) 3422-8553. E-mail: caminharjuntospgua@ 6. Uma vez que as bênçãos têm gmail.com grande valor para a piedade e devoção popular, as devoções RESPONSÁVEIS poderiam ser enriquecidas com Dom Edmar Peron - Bispo o anúncio da Palavra e orações diocesano de intercessão, tal anúncio da Pe. Eliel de Oliveira Venâncio Tiago Machado da Silva Palavra em muito contribuiria André Paulo Souza para a evangelização (SC 60;


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Paranaguá, Maio de 2018

UM TEMPO DE GRAÇA COM AS MÃES

No segundo domingo do mês de maio temos o hábito de celebrar o dia das mães, sejam elas vivas ou falecidas, consanguíneas ou não. Para nós, cristãos, esta não é apenas mais uma data no calendário, mas sim um evento que nos convida a uma experiência profunda de gratidão a Deus por nos ter dado uma mãe.

com carinho de nossas mães terrenas e atualizamos uma tradição que existe na Igreja há muitos séculos: honrar com comprometimento e piedade aquela que o próprio Jesus, na cruz, nos deu como mãe na pessoa do discípulo amado (cf. Para alguns, a gratidão será Jo 19, 26-27). acompanhada de alegria, pois terão a oportunidade de dar um Que alegria abraço apertado, um beijo e po- a nossa! Se temos derão dizer mais uma vez às suas um dia especial para mães: “eu te amo”. Para outros, agradecer a Deus a gratidão caminhará junto com por nossas mães a saudade, pois a distância não terrenas, temos um os permitirá passar um tempo mês inteiro para resagrado naqueles braços que, conhecer que o Pooutrora, os ninaram. Para ou- deroso fez em Maria tros, ainda, a gratidão terá como maravilhas, e Santo acompanhantes a saudade e a é o Seu nome (cf. esperança, pois muitas destas Lc 1, 49)! Temos guerreiras já foram chamadas o costume de dizer por Deus para viver a alegria que “todo o dia é que não tem fim. dia das mães”; do mesmo modo poO mês de maio também demos afirmar que é o mês dedicado a Maria e, por “todo o mês é mês esse motivo, se torna ainda mais de Maria”. Contudo, especial agradecer a Deus por é uma grande graça nossas mães, pois, assim como podermos dedicar Maria, elas são aquelas que: um período especial acreditam em Deus mesmo nas para, em comunidaadversidades da vida; atraves- de, aprofundarmos sam desertos por nós; podem até a nossa devoção e o parecer frágeis, mas são como nosso conhecimento acerca da “leoas” dispostas a nos prote- Mãe. ger; nos acompanham em nossas cruzes; estão intercedendo Que este seja um mês por nós mesmo quando não per- abençoado para todos nós e que cebemos sua presença; dentre possamos alimentar em nosso tantas outras características... cotidiano uma espiritualidade Deste modo, lembramos mariana, pois quem busca Ma-

ria, encontra Jesus; e aqueles que a têm por mestra, buscam, na medida de suas limitações, “fazer tudo o que Ele diz” (cf. Jo 2,5). Que o Deus Trindade, pela intercessão da Mãe Imaculada, continue nos abençoando e nos dando abertura de coração para que, diante das situações que

exigem de nós uma atitude de fé, possamos calar, meditar no coração e agir com sabedoria e discernimento. Ir. Marcelo da Silva Soares dos Santos, MIC. Irmão religioso da Congregação dos Padres Marianos da Imaculada Conceição da Bem-Aventurada Virgem Maria.


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Paranaguá, Maio de 2018

EM BOCAIÚVA ACONTECEU CRISMA E A INVESTIDURA DOS MINISTROS EXTRAORDINÁRIO DA SAGRADA COMUNHÃO Nos Dias 21 e ao Evangelho do fim de semana,

22/04/2018, a comunidade de Bocaiúva do Sul, teve a alegria de ter a presença de Dom Edmar Peron, Bispo Diocesano de Paranaguá. Dom Edmar veio celebrar e presidir duas celebrações de Crisma dos Jovens e adultos da Paróquia Santo Antônio. Realizando também na celebração do dia 22/04 a investidura dos novos Ministros Extraordinários da Comunhão. As duas celebrações foram marcadas pelas belas palavras de Dom Edmar, o qual destaca a missão dos Jovens, a vocação do catequista, bem como a importância dos padrinhos em ser luz constante na vida de seus afilhados. Dom Edmar faz menção

do Bom Pastor. Lembra-nos que nós como Batizados e ovelhas do Senhor, devemos ir à busca das ovelhas perdidas. Destaca que como Cristãos, devemos nos alegrar em testemunhar nossa fé em todos os lugares. Ele nos lembra de nossos irmãos Africanos, que estão sendo mortos, tendo suas Igrejas e espaços de fé queimados e destruídos por manifestarem a fé e anunciar Cristo. Ao final da Celebração Dom Edmar concluiu com o pedido de rezarmos pelas vocações e aderirmos ao Projeto Cada Comunidade uma nova Vocação. Anette Alberti Coordenadora da Pastoral da Catequese. Fotos : Maria Alice Ribas

INTENÇÕES DE ORAÇÃO DO PAPA FRANCISCO PARA O MÊS DE MAIO. Em maio, Francisco incentiva a rezar pela “missão dos leigos”, para que esses fiéis “realizem a sua missão específica colocando a sua criatividade a serviço dos desafios do mundo atual”. PAPA FRANCISCO


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Paranaguá, Maio de 2018

ANIVERSÁRIO DOS PADRES E DIÁCONOS Aniversariantes do mês de Abril. Pe. Joimar Sella, 03/04 Pe. Emerson Sandro de Azevedo 05/04 Pe. Marcos Lúcio Bento de Souza, 07/05 Pe. Adão Pawlak, 08/04 Diác. Mauro A. P. da Silva, 23/05 Pe. Thiago Alves Trigo, 29/04

Aniversariantes do mês de Maio. Pe. Marcos Lúcio Bento de Souza, 07/05 Pe. Dorivaldo Pinto de Góes, 24/05 Pe. José Paulo Somensi 24/05 Pe. Antônio Konkel 25/o5

FESTA NOSSA SENHORA DE FÁTIMA CAMPINA GRANDE DO SUL

O Santuário Nossa Senhora de Fátima, em Campina Grande do Sul no Jardim Paulista, convida você e sua família para participar da grandiosa festa de sua padroeira, nos dias 04 a 13 de Maio; sempre às 19h00 - Meditação do Rosário e 19h30 - Santa Missa. Todos os dias, praça de alimentação e show com bandas ao vivo. Dia 13 de maio, domingo festivo, dia das mães, Santa Missa às 10h30, seguido de almoço,

costela fogo de chão e show eletrônico de prêmios, concorrendo a uma viagem à Terra Santa, Itália, Grécia e Portugal, por apenas R$5,00. VOCÊ E SUA FAMÍLIA SÃO NOSSOS CONVIDADOS PARA ESTA GRANDE FESTA EM HONRA À NOSSA SENHORA DE FÁTIMA NO JARDIM PAULISTA – CAMPINA GRANDE DO SUL – PARANÁ – BRASIL.


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Paranaguá, Maio de 2018

GESTÃO ECLESIAL – A GESTÃO DO TEMPO

“COM ORGANIZAÇÃO DO TEMPO, ACHA-SE O SEGREDO DE FAZER TUDO E BEM FEITO.(PITÁGORAS) FONTE: blog.operand.com.br

“Se eu tivesse mais tempo...”. Pode se dizer que esta frase é a ladainha, mais citada nos dias atuais, tanto pelos gestores como pelos colaboradores das mais diferentes organizações, independente do seu segmento de atuação. Nota-se, no entanto que quando se analisa a postura destes reclamantes, apresenta-se um quadro de total desconhecimento das metodologias para a utilização desta tão fundamental e importante determinante existencial, o TEMPO. Segundo a definição do dicionário Aurélio, “Tempo é a duração relativa das coisas, que cria no ser humano a ideia de presente, passado e futuro; período contínuo no qual os eventos se sucedem” Na Igreja a utilização do tempo também requer uma avaliação maior, por parte de suas lideranças, pois deve-se estar atento de como se está usando e o quanto se está perdendo por não saber utiliza-lo adequadamente. Olhando as diversas atividades que um gestor eclesial realiza num determinado período de tempo, nota-se o quanto se desperdiça esta função fundamental, na realização das diferentes tarefas e ações na igreja, ou seja tem-se que num determinado período de tempo, dar conta de reuniões com pastorais, visitas a doentes, preparação de homilias, casamentos, acompanhamento nas mais variadas situações paroquiais, reuniões na Cúria, viagens de aperfeiçoamento, atendimento aos fiéis, funerais, confissões, etc.,... Logo as resultantes deste corre, corre para tentar atender a tantos compromissos e agendamentos são a famigerada urgência e o destrutivo estresse. Por isso é tão importante a organi-

zação e o planejamento do trabalho a serem realizados nos momentos e períodos previamente estabelecidos. Há uma grande diferença entre estar ocupado e ser produtivo. Percebesse logo a diferença que existe entre as pessoas que esgotam suas energias no árduo trabalho e não conseguem atingir a meta e o progresso esperado e outras que com menos esforços, atingem seus objetivos e encontram o sucesso com mais facilidade. Um termo muito usado nestes dias é ““workaholic”, uma expressão americana que teve origem na palavra alcoholic (alcoólatra), e indica a pessoa viciada agora não em álcool, mas em trabalhos. Para que esta conotação “workaholic¨”, não seja aplicada aos gestores da igreja, primeiramente e necessário ter uma melhor organização em relação ao uso inteligente do tempo, para melhor se defender do que se chama em administração de “ladrões” ou desperdiçadores de tempo. Visto como arte para alguns e ciências para muitos, o gerenciamento do tempo aparece em grande quantidade de estudos, como sendo fator vital para as realizações e progresso em nossas ações, por isso a existência de uma infinidade de cursos sobre este assunto em livros e pipocando na internet, bem como em tantas organizações seculares, como também nas cristãs. No entanto neste primeiro momento vamos nos ater a apresentar rapidamente o que seriam estes ladrões ou contrariamente os economizadores de tempo. Pesquisa feita recentemente entre executivos das maiores organizações, dos trinta países pesquisados, apresentou um número elevado de desperdiçadores do tempo, e dentre eles os mais que mais se destacam são: 1. Falta de Planejamento adequado; 2. Telefonemas demorados, e-mails respondidos fora de hora, WhatsApp em meio a conversas e reuniões; 3. Distrações, (conversas paralelas e fora do assunto principal) 4. Visitas inesperadas; 5. Tarefas inacabadas, ou transferi-

das a outrem, ou falta de disciplina no cumprimento da agenda; 6. Falta de definição clara de objetivos na execução das tarefas; 7. Centralização de poder em excesso nos compromissos ou Falta de delegação; 8. Incapacidade de dizer “não” (O bonzinho): O excesso de tarefas assumidas, frequentemente paralisa: a pessoa não sabe por onde começar e acaba ficando imobilizada. 9. Menosprezo ou ênfase inadequada em certas atividades; Indefinição de prioridades e cobrança incompleta e descontínua; 10. Superficialismo e Fragmentação; 11. Excesso de reuniões improdutivas e sem continuidade de ações (algumas desnecessárias) e burocracia interna; 12. Indefinição de prioridades (O que é realmente importante); 13. Má utilização dos recursos existentes (telefone, computador, Internet, pessoas, etc.); 14. Desorganização pessoal; 15. Arquivamento ineficiente 16. Procrastinação: É preciso distinguir a tendência à procrastinação (adiamento de uma ação). Do bom senso que recomenda não tomar uma decisão no calor de uma discussão, ou quando não há informações suficientes, ou coisa equivalente. Diferentemente aos “ladroes” do tempo acima, existem técnicas eficazes, atitudes e comportamentos que podem gerar os economizadores de tempo como por exemplo a relação abaixo. 1. Estabelecer metas: anuais, mensais, semanais e diárias; 2. Programar as tarefas e atividades da semana e do dia, em função dessas metas; 3. Fazer as coisas em ordem de prioridade; 4. Saber onde o tempo será realmente empregado; 5. Estabelecer data e hora para início e fim de cada atividade; 6. Eliminar os desperdiçadores de tempo; 7. Utilizar uma agenda ou um calendário de reuniões; 8. Criar uma lista de afazeres; 9. Organizar sempre as tarefas de

maneira racional; 10. Organizar os acessos com rapidez as informações usadas com frequência. Um dos grandes tomadores de tempo na igreja são as inúmeras reuniões, para ver isso ou aquilo, muitas delas exaustivas e improdutivas. A seguir algumas dicas básicas para que elas se tornem mais produtivas, criativas e geradoras de resultados: 1. Só convocar uma reunião quando for totalmente indispensável; 2. Estabelecer os objetivos; 3. Elaborar uma pauta, fixando tempo para cada assunto e procurar não sair dela; 4. Colocar na reunião, só as pessoas às quais o assunto realmente interessa; 5. Mantenha o rumo da discussão, sem sair do roteiro pré-definidos; 6. Sintetizar e registrar as conclusões alcançadas; 7. Fazer um monitoramento posterior, de todas as decisões tomadas. Certamente que as mudanças na otimização do tempo na gestão eclesial, não serão corrigidas nas poucas palavras deste artigo, claro que não. Até porque muitos fatores que interferem nesta variável, não dependem apenas de vontade, mas de inúmeras situações que fogem do controle humano, mas agem na efetiva utilização do tempo. No entanto se forem focados alguns destes pontos elencados, nas rotinas cotidianas, melhorias consideráveis serão sentidas, e percebesse um aumento considerável de produtividade e resultados. O tempo oferece a todos, democraticamente, vinte e quatro horas, igualitárias, afim de que sejam utilizadas de maneira conveniente e apropriada. Infelizmente não se tem todos os controles que possibilitem um prolongamento deste tempo, o que se pode fazer, é aumentar a vida, ganhando qualidade no uso do tempo dentro dela. E isso está ao alcance de qualquer um, basta um pouco mais de esforço, criatividade e determinação. Paz e bem.

Prof. Cesar Luiz De Camargo


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Paranaguá, Maio de 2018

ENCONTRO JOVEM

“Eis que faço nova todas às coisas (21,5)”. Jovens das Paróquias São Jose e São Sebastião/ São Pedro e São Paulo, do município de Pontal do Paraná. Reuniram-se em retiro de 20 a 22 de Abril na chácara de retiro Quintilha.

Divino Mestre.

Foram dias onde vivência a bondade de Deus para conosco. O mesmo desejamos expressar para com os nossos irmãos e irmãs. Aos jovens dizemos, vinde ver, Sobre a orientação vinde fazer parte dessa históde seus párocos e apoiados ria, vinde experimentar. (Stela por seus Grupos de orações, Schorr) este jovens, renovaram seus compromissos de viverem Jovens, vinde fazer segundo os ensinamentos do parte dessa história.


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Paranaguรก, Maio de 2018

Caminhar Juntos | 17º Edição | Maio de 2018  
Caminhar Juntos | 17º Edição | Maio de 2018  
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