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ANO XV - Nº 178 - JUNHO/ 2013

Luiz Antônio Cipolini é o novo bispo  Comunicar Em 25 de maio, a Pascom promoveu o segundo módulo do Comunicar. O tema, edição de víde­o, foi a­pre­sentado por Adriano Matilha, que trabalha na Fajopa (Faculdade João Paulo II). Página 4  Pastoral da Sobriedade Nos dias 25 e 26 de maio, foi realizada nova formação da Pastoral da Sobriedade. Os assessores foram o Pe. Carlos Roberto dos Santos e os leigos José Luiz de Oliveira Prata e Manoel Otre. Página 5  Retiro do Clero De 6 a 10 de maio, Dom Osvaldo Giuntini esteve reunido a seu clero, para um retiro no Seminário Santo Antônio, em Agudos. O assessor foi Dom Rafael Llanos Cifuentes de Nova Friburgo (RJ). Página 7

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o dia 8 de maio, fiéis e sacerdotes foram surpreendidos com a aguardada notícia da nomeação do novo bispo da diocese de Marília. O fato também chamou a atenção de católicos de todo o Brasil, pois esta foi a primeira nomeação do novo Papa, Francisco, para o país. O Monsenhor Luiz Antônio Cipolini, que completará 51 anos de vida no dia 18 de julho, é da diocese de São João da Boa Vista (SP). No dia 23 de maio, ele esteve em Marília, onde conheceu pessoalmente Dom Osvaldo Giuntini, que agora será chamado Administrador Apostólico, até a posse do novo bispo diocesano. Na oportunidade, ele também conheceu a Residência Episcopal, a Cúria Diocesana, o Centro Diocesano de Pastoral, e teve um encontro reservado com alguns sacerdotes. Na Catedral Basílica de São Bento, o Monsenhor Luiz Antônio participou de uma entrevista coletiva e respondeu perguntas de jornalistas, sacerdotes e leigos. A ordenação episcopal ocorrerá no dia 7 de julho, às 15h, em São João da Boa Vista. E a posse do novo bispo diocesano está marcada para 4 de agosto, Dia do Padre, às 10h, em Marília, no Estádio Municipal Pedro Sola. Páginas 3 e 12


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Junho/2013

Editorial

Análise de conjuntura pastoral

Assessoria

litúrgica

As indulgências

Dom Osvaldo Giuntini

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EXPEDIENTE

Assembleia Geral da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) é para os bispos, e para toda da Igreja no Brasil, oportunidade única que mostra a realidade do que acontece nas dioceses. É um exemplo a cada bispo de como proceder em sua realidade específica para enfrentar os problemas que surgem durante o ano pastoral. Nada é improvisado quanto aos assuntos principais constantes da pauta, sendo tudo bem preparado, estudado e proposto à reflexão pastoral dos participantes. As comissões estudam o tema durante o ano e o apresentam com muita competência para ajudar a Igreja a tomar posições diante dos problemas que exigem respostas urgentes. Sente-se na Assembleia um clima de muita responsabilidade e oportunidade de cada participante manifestar seu ponto de vista sobre o tema apresentado. Nem sempre é emitido um documento, mas a reflexão vale como orientação para estudos poste­ rio­res. Isto tudo aconteceu nesta 51ª Assembleia, que versou sobre temas atualíssimos que ajudarão a reflexão nas dioceses. O tema central, "Comunidade de comunidades: uma nova paróquia", e­vi­denciou que os bispos do Brasil querem nova paróquia, cuja característica principal deve ser missionariedade. "Precisamos de igrejas que saiam de si e que vão ao encontro dos fiéis. Este modelo que temos atualmente, de uma Igreja de manutenção, e que espera que os fiéis a procurem, não atende aos novos desafios das cidades", avaliou o arcebispo de Aparecida, cardeal Dom Raymundo Damasceno Assis, presidente da CNBB. É uma realidade sentida pela Igreja no Brasil sobre a qual foi muito trabalhada especialmente nas décadas de 70 e 80. A diocese de Marília viveu intensamente esta proposta pastoral, das pequenas comunidades integrantes das paróquias. Para o arcebispo de São Paulo, cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, "a Igreja sempre precisa de renovação, pois é um

Informativo mensal do Centro Diocesano de Pastoral da Diocese de Marília (SP). Diocese de marília Bispo diocesano: Monsenhor Luiz Antônio Cipolini Administrador apostólico: Dom Osvaldo Giuntini

Pe. Anderson Messina Perini

I organismo vivo", que precisa desenvolver-se, senão morre. Não basta perceber a Igreja matriz repleta de paroquianos nas missas dominicais, pois a proporção dos que vão à Igreja é mínima em relação aos que não participam, quando elas possuem potencialidades para que não sejam apenas estruturas burocráticas que não penetram no coração e na consciência das pessoas. Precisamos ser mais arrojados e levar o Evangelho às pessoas, famílias e ambientes afastados da família paroquial e para isso criar meios para chegar a eles, levando a mensagem de salvação. É um trabalho que deve contar com a atuação dos leigos e leigas que, por não serem convidados, estão acomodados em sua religiosidade. Temos, nas comunidades, duas situações que devem ser levadas em conta: paróquias pequenas cuja população não cresce muito e que são mais fáceis de serem atingidas, onde as pessoas são conhecidas, cujas casas podem ser normalmente visitadas pela comunidade (padres e leigos), num trabalho planejado. Temos também municípios maiores onde as periferias crescem quase sem controle e nós não temos o número suficiente de padres para chegar a eles. A solução é preparar os leigos(as) que conduzam esse povo num verdadeiro trabalho missionário como está acontecendo nas missões populares, que é o objetivo do atual planejamento pastoral diocesano. Dom Belisário, vice-presidente da CNBB, afirmou que a grande questão da paróquia é fazer contatos pessoais com nossos fiéis e saber acolhê-los.

ndulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados, que se alcança por meio da Igreja, sob certas condições, a quem estiver em estado de graça (cf. Paulo VI, Indulgentiarun doctrina, n.1). Esta doutrina fundamenta-se na existência do chamado Tesouro da Igreja, formado pelos méritos e satisfações de Jesus Cristo, da Virgem Maria e dos Santos (cf. Catecismo de S. Pio X). Este tesouro é administrado pela Igreja, a qual distribui aos fiéis que vivem peregrinos nesta Terra, a fim de que, ao seu favor ou em sufrágio das almas do Purgatório, se complete a satisfação que deve pagar pelos pecados. Segundo a disciplina atual da Igreja, existem dois tipos de indulgência: plenária e parcial. A Indulgência Plenária perdoa toda a pena temporal. A Parcial perdoa só uma parte. Tais indulgências não são lucradas em favor de outras pessoas vivas, mas somente para si mesmo ou em sufrágio das almas. Exige, no entanto, para Indulgência Plenária, três disposições pessoais, que consistem: 1) estado de graça e exclusão de todo afeto ao pecado, mesmo venial; 2) prática da obra ou concessão prescrita, com intenção de ganhar indulgência; 3) Confissão Sacramental, Comunhão e orações em intenção do Papa. Apesar de que tais obras pode-se cumprir dias antes ou depois da obra prescrita, a Comunhão e a oração pelo Papa convêm que se pratique no mesmo dia da obra (Indulgentiarun doctrina,n.8 ou Enchiridion Indulgentiarum, n.22). Para lucrar Indulgência Parcial requer: 1) estado de graça e arrependimento, 2) obra prescrita. A Indulgência Plenária torna-se parcial quando falta à plena disposição ou não se cumpra as três condições estabelecidas. Para conseguir as indulgências, as obras prescritas são fundamentadas nas obras penitenciais (oração, jejum e cari-

Endereço: Rua José Bonifácio, 380 - C.P. 130 Marília/SP - CEP 17509-004 Fone/fax: (14) 3413-3124 e-mail: cdp@diocesedemarilia.org.br website: www.diocesedemarilia.org.br Vigário Geral: Horário de atendimento: Cônego José Carlos Dias Tóffoli Coordenador diocesano de Pastoral: Segunda a sexta-feira das 8h às 17h30 Sábado das 8h às 11h Pe. Carlos Roberto dos Santos Secretários: Fátima Rodrigues do Nascimento, Cristiane Batista de Oliveira e Eduardo Carnello Jatobá.

Produção Editorial MW Editora Rua Ângelo Corazza, 247 - Jd. Paulista

dade), que o Manual de Indulgências (Enchiridion Indulgentiarum) chama-se de três concessões mais gerais. As concessões são propostas com as quais se aconselha o fiel a informar de espírito cristão as ações cotidianas e a tender a estado de vida à perfeição da caridade. As concessões são três pelas quais se concede Indulgência Parcial – 1) ao fiel, que nos deveres e aflições da vida, colocar sua confiança em Deus e invocá-lo piedosamente, mesmo em pensamento; 2) ao fiel que, pelo espírito de fé e coração misericordioso, dispõe de si próprio a ajudar com bens e serviços os irmãos necessitados; 3) ao fiel que se abstém de coisa lícita e agradável, em espírito espontâneo de penitência. As três concessões de fato abraçam várias obras do mesmo gênero, mas só lucram indulgências se o fiel a faz na intenção e na maneira acima descrita. Além das três concessões gerais, existem setenta obras ou concessões prescritas enumeradas no Manual de Indulgência. Entre as principais se encontram: a adoração ao Santíssimo Sacramento pelo menos meia hora; leitura espiritual da Sagrada Escritura ao menos por meia hora; o exercício da Via-Sacra; recitação do Rosário de Nossa Senhora na Igreja, na Capela ou em família ou em comunidade. Estes exemplos são obras prescritas para conseguir Indulgência Plenária como descrito e que se pode ganhar como plenária em cada dia do ano. Portanto, as indulgências são um elemento da piedade cristã que a Igreja abre o tesouro dos méritos de Cristo e dos Santos em auxílio a nossa fraqueza para caminharmos na santidade e devoção. Saibamos aproveitar desta generosidade de Deus e da comunhão dos santos. Pe. Anderson Messina Perini é assessor diocesano da Comissão Pastoral para a Liturgia e pároco da Paróquia Santa Antonieta.

Garça (SP) - CEP 17.400-000 Fone/Fax: (14) 3407-8118 e 9195-5452 e-mail: jornalnomeiodenos@yahoo.com. br Editora-responsável: Márcia Welter (MTb nº35.160-DRT-SP). R edação , E ditoração e F otografias : Márcia Welter. Colaboração: Marcos Alves de Souza.

Impressão Oeste Notícias Gráfica e Editora Ltda R. Kametaro Morishita, 95 P. Prudente (SP) - CEP 19050-700 Fone: (18) 3229-0300 Tiragem 9.700 exemplares.

Autorização Permite-se a reprodução de matérias VERSÃO ELETRÔNICA Está disponível no site da diocese: www. desta edição, desde que sejam men­ cionadas as fontes. diocesedemarilia.org.br


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Quarto

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bispo de marília

Diocese tem novo bispo: Luiz Antônio Cipolini Notícia foi veiculada em todo o país. Esta foi a primeira nomeação do novo Papa, Francisco, para o Brasil.

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a manhã de 8 de maio, fiéis da diocese de Marília foram surpreendidos com a tão esperada notícia da nomeação do novo bispo diocesano de Marília, o Monsenhor Luiz Antônio Cipolini, de São João da Boa Vista (SP). A novidade foi, inclusive, noticiada em diversos veículos em todo o Brasil, pois esta foi a primeira nomeação para o Brasil, feita pelo novo Papa Francisco. Além do Monsenhor Cipolini, também foi nomeado como novo bispo auxiliar de Brasília (DF), o Monsenhor José Aparecido Gonçalves de Almeida. O clero da diocese de Marília estava reunido em retiro, junto ao então bispo diocesano, Dom Osvaldo Giuntini, quando recebeu a notícia de que virá à diocese um novo bispo. Junto com a nomeação do Monsenhor Cipolini, que será o quarto

bispo, a diocese também recebeu o decreto de que Dom Osvaldo terá, até a posse do novo bispo, a denominação de administrador apostólico. Depois, passará a ser chamado bispo emérito. Quem é o novo bispo Luiz Antônio Cipolini nasceu em Caconde (SP), na diocese de São João da Boa Vista, em 18 de julho de 1962. Completou seus estudos em Filosofia (19801982) e Teologia (1982-1986) pelo Centro de Estudos Arquidiocesano de Ribeirão Preto (SP). Sua ordenação sacerdotal foi celebrada em 15 de agosto de 1986 e, desde então, trabalhou em diversas paróquias da diocese de São João da Boa Vista. Também foi reitor do Seminário Diocesano de Teologia, professor de ética no Centro Universitário de Administração, e atualmente é professor e diretor do Instituto de Filosofia e pároco da Paróquia

Pedro Carlos Cipolini, bispo de Amparo e irmão do ordenando, e Dom Osvaldo. Já a posse está marcada para o dia 4 de agosto — Dia do Padre e Dia de São João Maria Vianney — no Estádio Municipal Pedro Sola, em Marília, às 10h.

de Nossa Senhora de Fátima, em São João da Boa Vista. Repercussão Ainda durante o retiro, Dom Osvaldo falou sobre a nomeação e pediu que os fiéis recebam bem seu sucessor. "Que o recebam com muito carinho, muita abertura, sabendo que ele foi realmente escolhido por Deus para essa missão", disse. O coordenador diocesano de pastoral, Pe. Carlos Roberto dos Santos, também se alegrou com a nomeação. "Desde o momento em que Dom Osvaldo completou 75 anos, e fez o pedido de renúncia, estávamos em oração, pedindo ao bom Deus que nos enviasse um bispo conforme a Sua vontade, para bem conduzir nossa diocese e ajudar nosso povo a caminhar unido, na oração e no trabalho, construindo o reino de Deus nesta porção da Igreja aqui em nossa diocese. Eis que Deus nos enviou Dom Luiz Antônio Cipolini e esta boa notícia nos deixou muito felizes.

Seja bem vindo aquele que vem em nome do Senhor. Dom Luiz, conte com todo nosso povo para te ajudar nessa missão", disse o Pe. Carlos. Ordenação episcopal O Monsenhor Luiz Antônio será ordenado bispo no dia 7 de julho, às 15h, na Catedral de São João da Boa Vista. O bispo ordenante será Dom David Dias Pimentel, bispo diocesano, e os bispos consagrantes serão Dom

Ação de graças Os fiéis da diocese poderão se despedir de Dom Osvaldo no dia 11 de julho, quando será celebrada uma missa em ação de graças na Catedral Basílica de São Bento, em Marília. A celebração, que será iniciada às 19h30, renderá graças pelo ministério episcopal e pelas duas décadas em que o bispo esteve à frente da diocese de Marília. A missa deverá contar com a presença de sacerdotes e fiéis de toda a diocese. Confira, abaixo, entrevista do novo bispo e, na página 12, notícia sobre a visita que o Monsenhor Luiz Antônio fez à cidade de Marília, em 23 de maio.

Novo bispo concede primeira entrevista ao jornal diocesano

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ois dias após a Santa Sé noticiar a nomeação do novo bispo diocesano de Marília, o Monsenhor Luiz Antônio Cipolini, diretamente da cidade de São João da Boa Vista (SP), concedeu entrevista ao jornal "No Meio de Nós". Confira, a seguir, quais foram as primeiras palavras do novo bispo para os leitores do jornal diocesano. Jornal No Meio de Nós — Como o senhor recebeu a notícia da sua nomeação co­ mo bispo? Monsenhor Luiz Antônio Cipolini — Vejo essa nomeação como dom de Deus, um presente, mas também como uma tarefa. É um desafio muito grande. Acho que um bispo, como todo cristão, tem o desafio de ver o próprio Cristo na pessoa do próximo. Jornal — Quando foi con-

sultado pela Nunciatura Apostólica sobre a nomeação? Luiz Antônio — Fui consultado duas semanas antes da nomeação oficial. Durante esse período, precisamos guardar segredo. É o chamado segredo pontifício. Jornal — O senhor teve cu­ri­ o­­sidade de procurar saber sobre sua nova diocese, através da internet, por exemplo? Luiz Antônio — Já... na medida do possível, porque são muitas entrevistas, muitos amigos ligando e parabenizando; também o pessoal das paróquias por onde passei. In­clusive, o que me deixa muito feliz e contente é que várias pessoas aí da diocese de Marília, mesmo sem me conhecer, sem ter nenhum contato comigo, estão enviando e-mails com felicitações. Eu me sinto muito bem com isso tudo. Jornal — Já conhecia Dom Osvaldo Giuntini?

Luiz Antônio — Não conheço ainda. Só falei com ele pelo te11 Na lefone, Página no dia da nomeação. quarta-feira de manhã, durante o Retiro do Clero, ele ligou para mim e eu fiquei muito feliz. Tive a oportunidade de convidá-lo pa­ ra ser bispo consagrante em minha ordenação, aqui em São João da Boa Vista. Jornal — Quem serão os três bispos? Luiz Antônio — O ordenante principal é Dom David Dias Pimentel, bispo diocesano de São João da Boa Vista, e os bispos consagrantes serão Dom Osvaldo Giuntini e Dom Pedro Carlos Cipolini, bispo de Amparo, que é meu irmão. Jornal — A diocese de São João da Boa Vista é mais nova que a diocese de Marília, tendo sido criada em 16 de janeiro de 1960. Qual é a realidade da sua paróquia?

Luiz Antônio — Já passei por várias paróquias. Minha atual paróquia é Nossa Senhora de Fátima, que fica na periferia de São João da Boa Vista. Jornal — O senhor já completou 26 anos de sacerdócio. Nesse período, chegou a trabalhar na formação? Luiz Antônio — Trabalhei por quatro anos como reitor no Seminário de Teologia São João Maria Vianey, na cidade de Mogi Guaçu. Também trabalhei por vários anos como diretor de estudos aqui em São João, no seminário propedêutico e no seminário de filosofia. Atualmente, eu leciono no seminário. Jornal — Como pretende iniciar seu novo ministério co­ mo bispo diocesano? Luiz Antônio — Meu objetivo é conhecer as paróquias, os padres, os leigos, as pastorais, as comunidades. Enfim, conhecer

a realidade da diocese. Nunca estive aí e o primeiro objetivo que tenho é de conhecer, para somar junto com Dom Osvaldo, com os leigos e o clero; junto com essas forças vivas que já estão aí, atuando há tantos anos. Jornal — Para finalizar, deixe sua mensagem para os leitores do jornal diocesano "No Meio de Nós". Luiz Antônio — Minha men­sagem é de agradecimento. Agradeço muito a Deus, pois tenho plena consciência de que é um chamado mesmo. Também agradeço a acolhida que estou recebendo de muitas pessoas, inclusive dos meios de comunicação aí da diocese de Marília. Já falei com vários no­ticiários, rádios, jornais. Is­ so me transmite uma acolhida muito boa. Minha mensagem é só de agradecimento nesse momento.


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Pascom

Segundo módulo do Comunicar tem um número maior de participantes Céu e inferno

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Pascom (Pastoral da Comunicação) realizou, no dia 25 de maio, seu segundo módulo do Comunicar — Comunicação a serviço da evangelização. A formação, sediada pelo Centro Diocesano de Pastoral, em Marília, vem sendo realizada no final de cada mês e neste segundo módulo, foi trabalhado o tema "edição de vídeos". Após a oração inicial, conduzida pelo seminarista Tiago Barbosa, que integra a equipe da Pascom, o diácono Danilo Nobre dos Santos, coordenador da equipe, fez a acolhida aos cerca de 60 participantes. A exemplo do primeiro módulo, novamente estiveram presentes pessoas de Marília, Avencas, Pompéia, Bastos e Tupã, em sua maioria jovens. O tema central foi apresentado por Adriano Matilha, que além de fazer parte da Pascom, também é responsável pela área da informática da Fajopa (Faculdade João Paulo II). Ele falou sobre a diferença entre a mídia tradicional e a recente mídia social. "A explosão das redes sociais está possibilitando uma democratização, uma popularização da mídia. Hoje, qualquer pessoa pode publicar um vídeo, com poucas ferramentas, a partir de seu celular ou smartphone. E a juventude é a que mais produz esses vídeos. E mediante essa realidade, falamos em como lançar mão desse meio de comunicação para a evangelização", comentou Danilo. O coordenador da Pascom lembrou, ainda, que o encontro também serviu para desmistificar as dificuldades, tanto com a questão técnica, quanto com aquelas relacionadas ao medo de errar e de se expor. "Partimos sempre da mídia tradicional. 'Se eu não conseguir imitar o William Bonner, não vou conseguir fazer uma boa comunicação'. Ficamos comparando e, na verdade, perdemos tempo", complementou o diácono. Após o intervalo, Adriano fez uma demonstração prática

Adriano Matilha, da equipe da Pascom, falou sobre edição de vídeos

de como é possível, por exemplo, transmitir, ao vivo, um evento pela internet. "Esta é uma revolução informacional, da qual precisamos participar. E ela facilita a evangelização", afirmou o assessor. Participação e avaliação O evento teve novos participantes mas a grande maioria já havia participado do primeiro módulo do Comunicar. Este é o caso dos jovens Carla Barbosa Gatti e Guilherme Aparecido de Oliveira, da Paróquia Santa Antonieta. Eles receberam o convite de um amigo e consideraram o evento muito bom. "Achei interessante. Algo que parecia tão distante, eles trouxeram para tão perto da nossa realidade", disse Carla. "Superou minhas expectativas e eu gostei muito da parte dinâmica. Vai nos ajudar bastante", afirmou Guilherme.

O coordenador da Pascom se disse feliz com o segundo módulo do Comunicar, que também foi um sucesso. O pessoal de fato aderiu. O segundo serviu para comprovar que o primeiro foi sucesso não somente por ter sido novidade. Estamos animados e queremos dar continuidade", comentou. Os próximos módulos serão ministrados em 22 de junho, 31 de agosto, 28 de setembro, 19 de outubro e 23 de novembro.

Era uma vez um samurai, grande e forte, conhecido pela sua índole violenta, que certo dia foi procurar um sábio monge em busca de respostas para suas dúvidas. — Monge — disse o samurai com desejo sincero de aprender — ensina-me sobre o céu e o inferno. O monge, de pequena estatura e muito franzino, olhou para o bravo guerreiro e, simulando desprezo, disse-lhe: — Eu não poderia ensinar-lhe coisa alguma. Você está imundo. Seu mau cheiro é insuportável. Ademais, a lâmina da sua espada está enferrujada. Você é uma vergonha para a sua classe. O samurai ficou enfurecido. O sangue lhe subiu ao rosto e ele não conseguiu dizer nenhuma palavra, tamanha era sua raiva. Empunhou a espada, ergueu-a sobre a cabeça... e se preparou para decapitar o monge. — "Aí começa o inferno" — disse-lhe o sábio mansamente O samurai ficou imóvel. A sabedoria daquele pequeno homem o impressionara. Afinal, arriscou a própria vida para lhe ensinar sobre o inferno. O bravo guerreiro abaixou lentamente a espada e agradeceu ao monge pelo valioso ensinamento. O velho sábio continuou em silêncio. Passado algum tempo, o samurai, já com a intimidade pacificada, pediu humildemente

ao monge que lhe perdoasse o gesto infeliz. Percebendo que seu pedido era sincero, o monge lhe falou: — "Aí começa o céu". Reflexão O céu e o inferno podemos construir na própria intimidade. Tanto o céu quanto o inferno, nós próprios elegemos no nosso dia-a-dia. A cada instante, somos convidados a tomar decisões que definirão o início do céu ou o começo do inferno. Surpreendidos pelas mais diversas e infelizes situações, poderemos sempre optar por abrir abismos de incompreensão ou estender a ponte do diálogo que nos possibilite uma solução feliz. A decisão depende sempre de nós mesmos. Pense nisso! Pe. Valdo Bartolomeu de Santana (padre.valdo@uol. com.br).

FDS faz primeira avaliação de projetos sociais

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s paróquias da diocese tiveram até o dia 31 de maio para enviar seus projetos sociais, a fim de obterem recursos advindos da Coleta da Solidariedade. O FDS (Fundo Diocesano de Solidariedade) reunirá seu conselho diretor no dia 4 de junho, para fazer a primeira análi-

se dos projetos. A reunião será no Centro Diocesano de Pastoral, em Marília. Segundo o coordenador do FDS, Pe. Luiz Eduardo Cardoso de Sá, os projetos que não atenderem aos requisitos estabelecidos, serão devolvidos para as paróquias fazerem as devidas

adequações. E no dia 6 de julho, a diretoria do FDS se reunirá em Rinópolis, para fazer a escolha dos projetos que serão contemplados este ano com a arrecadação feita nas paróquias durante a Campanha da Fraternidade, na coleta do Domingo de Ramos.


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Pastoral

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da sobriedade

Diocese promove a formação de novos agentes A

diocese de Marília promoveu, nos dias 25 e 26 de maio, o segundo encontro de formação da Pastoral da Sobriedade, promovido pelo Regional Sul I da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). Trinta e duas pessoas, sendo 24 novos agentes, participaram do evento, receberam o certificado, e agora estão aptos a formar a Pastoral da Sobriedade em suas paróquias. Estiveram presentes, no Aquarius Hotel, em Marília, fiéis das paróquias de Tupi Paulista, Panorama, Dracena (Nossa Senhora Aparecida) e Marília (São Bento, Nossa Senhora de Guadalupe, São Miguel e Santa Rita de Cássia). Após a abertura, o assessor da formação, José Luiz de Oliveira Prata, de Bauru, deu início às palestras e mencionou os pronunciamentos do Papa e os documentos da Igreja sobre a Pastoral da Sobriedade. O coordenador diocesano de pastoral, Pe. Carlos Roberto dos Santos, também esteve presente e falou sobre a "Fundamentação bíblica e teológica da Pastoral da Sobriedade". Outro palestrante foi o coordenador diocesano da Pastoral da Sobriedade, Manoel Otre, que abordou as perspectivas do trabalho na diocese de Marília; em como está organizada essa nova pastoral. O assessor José Luiz, que faz parte da equipe do Sul I da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), também apresentou os 12 passos da Pastoral da Sobriedade: Admitir; Confiar; Entregar; Arrepender-se; Confessar; Renascer; Repa-

rar; Professar a fé; Orar e vigiar; Servir; Celebrar; e Festejar. "Os grupos têm reuniões semanais e em cada uma é trabalhado um passo. O ideal é que os participantes, adictos ou familiares, participem continuamente, pois cada dia é uma vitória", disse o assessor. José Luiz lembrou que os agentes da Pastoral da Sobriedade geralmente enfrentam problemas com adicção em suas casas, ou, simplesmente, são pessoas que querem ajudar. Segundo ele, o encontro foi produtivo. "Foi fácil interagir com todos, e responder às perguntas. O pessoal se interessou e deu um retorno positivo sobre o curso", disse o assessor, que entrou na pastoral em 2001. Na avaliação do coordenador diocesano, o encontro foi ótimo, excelente. "Foi bastante esclarecedor e o José Luiz é muito capacitado. Tivemos um bom aproveitamento e a avaliação dos participantes foi positiva", comentou Manoel Otre. O início Em entrevista ao jornal diocesano "No Meio de Nós", José Luiz lembrou que a Pastoral da Sobriedade foi criada em 1998, por Dom Irineu Danelon, bispo de Lins. "Sua motivação foram as palavras do Beato Papa João Paulo II, que afirmou que 'as drogas são um mal; e ao mal não se dá trégua'. Na época, Dom Irineu era coordenador da Pastoral da Juventude e, em um encontro, chegou-se à conclusão de que a Igreja não deveria apenas apontar o problema, mas realizar uma ação concreta. Foi, então, que Dom Irineu resolveu criar a

Os agentes agora estão aptos a formar grupos em suas paróquias

Pastoral da Sobriedade, reunindo pessoas que já trabalhavam com a questão da dependência química", lembrou José Luiz. O assessor ressaltou, no entanto, que a pastoral não considera adicção apenas o uso de drogas, álcool e fumo. "Adicção é qualquer coisa que foje da realidade. Também pode ser o abuso de comida, jogo, sexo. O ser humano funciona como uma balança de dois lados; quando tem uma decepção, precisa de uma compensação. Infelizmente, os vícios fazem isso muito bem; dão prazer. As conseqüências é que são danosas", concluiu. Minicurso na Fajopa O fundador da Pastoral da

José Luiz, que faz parte da equipe do Sul I, assessorou a formação

Sobriedade esteve na diocese de Marília no dia 30 de abril, quando a Fajopa (Faculdade João Paulo II) promoveu um minicur-

Voltei a Marília Pe. Pio Milpacher

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o começo de março voltei a Marília, onde tinha trabalhado como pároco da Paróquia São Sebastião, e construído o Santuário de São Judas Tadeu, de janeiro 1978 até janeiro de 1995, quando mudei para a Paróquia Senhor do Bonfim, em Osasco. Fiquei lá 18 anos, e, já com 90 anos, voltei a Marília, visto que aqui um aposentado cheio de achaques atrapalha menos e encontra mais facilmente algo a fazer. Sempre gostei, nos momentos livres, de escrever. E continuo, embora hoje, pelas perdas da memória, preciso de cindo horas para escrever uma página, enquanto no passado bastava uma só! Publiquei também alguns livros e fascículos, tanto de religião como de problemas sócio-políticos, desde quando estava no seminário lá na Itália. Aconteceu-me um fato marcante: acabada a Segunda Guerra Mundial, todos na Europa trabalhavam com fervor na reconstrução. Mas se alastrava uma intensa propaganda comunista, tendente a nos inserir na órbita soviética, apresentada, pelos propagandistas do comunismo, como o paraíso dos

pobres. Para nos informar do perigo, foram instalados, às pressas, cursos de sociologia política em todos os seminários. Aquele curso me fez entender que era inútil eu me tornar padre, se um governo comunista escravizava o povo, fechando as igrejas para impor o ensino do marxismo ateu, e colocando os religiosos nas prisões. Não bastava mais estudar filosofia e religião; era preciso estudar também sociologia e acompanhar os acontecimentos políticos. Observando os altos e baixos de tantos estados, fiquei decepcionado em constatar que, depois de dois séculos de esforços, (desde que os Franceses, em 1789, se levantaram ao grito: "Liberté, igualité, fraternité!", para acabar com os regimes feudais que oprimiam os povos e substituí-los com regimes democráticos),

so sobre sobriedade. Ao todo, já foram realizados três módulos, sendo que o último deverá ocorrer no dia 4 de junho. até hoje, somente um pequeno grupo de Estados goza de democracia autêntica e firme, enquanto a maioria tem brigas de partidos, golpes de Estado, altos e baixos com frequente instauração de tiranias... Todos os amantes do bem comum, a começar por nós, padres, lamentamos desordens, corrupção, roubos... E ninguém indica a causa das causas de tudo isso! Que é a lei eleitoral causadora da confusão dos partidos, porque nas eleições permite falsas alianças na divisão dos votos. Bastaria que o povo pedisse, num referendo, "Não se permitem alianças eleitorais para a divisão dos votos!" Chegaríamos logo a ter só dois partidos, competindo entre eles para formar o governo melhor, como acontece na Inglaterra, desde mais de 500 anos... Quem conhece a lei eleitoral, entende. Todo mundo está de acordo que a boa organização política facilita também a religião, com a educação ética do povo, uma convivência mais ordeira, justa e solidária entre as diferentes categorias de concidadãos. Será que antes de morrer chego a ver esta correção da lei eleitoral do Brasil? Pe. Pio Milpacher, CJS (Rua Gonçalves Ledo, 77 Marília – SP).


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Semana

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missionária

Diocese receberá peregrinos antes da JMJ 2013 Oito jovens de Porto Rico serão acolhidos pela diocese e o Movimento do Catecumenato receberá 90 americanos.

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o dia 15 ao dia 20 de julho, a diocese de Marília realizará, em comunhão com todas as dioceses do Brasil, a Semana Missionária, em preparação à Jornada Mundial da Juventude, que ocorrerá no Rio de Janeiro, de 23 a 28 de julho.

Segundo o assessor diocesano do Setor Juventude, Pe. Marcos Roberto Cesário da Silva, esta atividade está prevista para ser realizada em todas as paróquias. "As dioceses do Brasil estarão recebendo a visita de jovens estrangeiros. Até o presente

momento, estão inscritos para a diocese de Marília oito peregrinos de Porto Rico. O movimento do Catecumenato de nossa diocese também irá acolher, entre os dias 23 e 24 de julho, durante a semana da Jornada Mundial, 90 americanos. Os mesmos participarão da Eucaristia e realizarão o "Anúncio" em lugar e horário a ser definido", informou o Pe. Marcos Roberto.

Lucélia: Pastoral do Batismo reúne 50 agentes em encontro de formação

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Centro Catequético São João Maria Vianney, em Lucélia, sediou, no dia 5 de maio, o Encontro dos Agentes da Pastoral do Batismo da Região Pastoral II. O evento foi realizado no período da manhã e contou com a participação de 50 agentes. Dentre os assessores, estiveram o casal Márcia e Arthur Silva, de Pompéia, que abordaram a história do Batismo no Brasil e a preparação dos encontros de Batismo com os pais e padrinhos; e Dorival Nogueira Santana, de Junqueirópolis, que falou sobre o acolhimento na fé e a família. O assessor diocesano da Pastoral do Batismo, Pe. Márcio Roberto Rios Martins, também esteve presente e apresentou o livro que será tema de estudo para esse ano, "Batismo de Crianças", da Editora Paulinas. Em seguida, os presentes assistiram um filme que apresenta os símbolos do Batismo; o Batismo no Antigo e no Novo Testamento e nas primeiras comunidades; e a importância do Batismo para a formação cristã das famílias. Além de motivar as equipes a não desanimarem e estudarem o livro, o seminarista Diego Luiz Carvalho de Souza abordou, ainda, o Documento 94, da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do

Bispos do Sul I têm assembleia em junho

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o dia 10 ao dia 12 de junho, bispos do Estado de São Paulo estarão reunidos para a 76ª Assembleia do Regional Sul I da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). O tema central será "Ano da Fé: transmissão da fé" e o evento será em Aparecida, na Basílica Nacional de Nossa Senhora Aparecida. Nesta edição, todas as dioceses do Estado deverão apresentar o que foi realizado e o que está programado para este Ano da Fé, que se encerra em 24 de novembro, Dia de Cristo Rei, e também como será a participação na Jornada Mundial da Juventude, que ocorrerá no Rio de Janeiro (RJ), em julho.

Além dos bispos, o evento também deverá contar com a presença dos subsecretários das Sub-Regiões pastorais, dos coordenadores diocesanos de pastoral e de representantes dos Organismos da CNBB, que compõem o Regional Dom Osvaldo Giuntini e o coordenador diocesano de pastoral, Pe. Carlos Roberto dos Santos, participarão da assembleia em Aparecida. O Monsenhor Luiz Antônio Cipolini, recentemente nomeado bispo de Marília, também foi convidado a participar, pelo Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, presidente do Sul I. No entanto, ele não irá, pois estará fazendo um retiro espiritual em preparação à sua ordenação, marcada para 7 de julho.

Evento ocorreu no Centro Catequético São João Maria Vianney

Brasil), "Diretrizes Gerais para a Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil", que foi estudado pelos agentes no ano passado. "Agradeço de coração à e­q uipe diocesana do Batismo, à equipe do Batismo de Lucélia e a todos os que vieram de suas comunidades. Que possam agora levar a Boa Nova de Jesus Cristo às suas equipes e paróquias, ajudando os pais e padrinhos no amadurecimento da fé, sendo cada dia seus discípulos missionários", comentou o Pe. Márcio. Região I O encontro de formação da Pastoral do Batismo também ocorrerá na Região I, no dia 16 de junho. As equipes do Batismo estarão reunidas em Vera Cruz, no Santuário Sagrado Coração de Jesus, das 8h às 13h.

Na carta de convocação do encontro, o Pe. Márcio lembra que a diocese de Marília promove encontros de formação e atualização da Pastoral do Batismo há 17 anos. "A iniciação de crianças põe-se como ocasião oportuna para a paróquia rever a iniciação dos pais. Assim, a atenção se volta das crianças para os adultos, e, em particular, para a família. Essa pastoral ultrapassa os objetivos de uma simples preparação sacramental e situa o Batismo no contexto mais amplo da educação da fé da família na sociedade pluralista", afirmou o Pe. Márcio. A reflexão será desenvolvida pelo seminarista Diego. E no dia 7 de julho, o evento ocorrerá em Junqueirópolis, na Região III.

PJ na Ampliada Estadual Cinco delegados da diocese de Marília estiveram presentes na Ampliada Estadual, evento promovido pela PJ (Pastoral da Juventude) do Regional Sul I da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). O tema refletido foi "PJ Sul-1: Celebrando 40 anos de história, sonhando os passos firmes da trajetória" e o lema foi "Toda pessoa sempre é as marcas das lições diárias de tantas outras pessoas – Gonzaguinha". Os representantes da diocese foram Éder Salamoni, Mateus Vieira, Jenyfer Santana, Nubya dos Santos, e Jaqueline Alves. "A Ampliada foi um importante espaço para pensar a atuação da Pastoral da Juventude em busca da construção do Reino de Deus, afirmando a opção pelos pobres e oprimidos", comentaram os delegados.


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Meio-dia

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de junho

Fiéis católicos de todo o mundo farão Hora Santa

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or ocasião do Ano da Fé, o Santo Padre, Papa Francisco, está pedindo a todas as igrejas do mundo, que façam uma Hora Santa no dia 2 de junho. Nessa data, muitos países celebram a solenidade de Corpus Christi, transferida para o domingo seguinte nos países em que o dia da festa, quinta-feira, não é feriado, como não é o caso do Brasil. A proposta é que todos os católicos do mundo se unam em um gesto de comunhão com Cristo, para uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento. Em Roma, a Hora Santa será celebrada às 17h, na Basílica de São Pedro. No Brasil, em razão do fuso horário de cinco horas, a Hora Santa está marcada para o meio-dia de 2 de junho, momento em que todos os fiéis deverão parar para rezar. Na diocese de Marília, o Administrador apostólico, Dom Osvaldo Giuntini, orienta que os padres de todas as paróquias se reúnam com os fiéis, neste mesmo horário, para que todos fiquem unidos com o Santo Padre e com os cris-

tãos do mundo inteiro, diante de Jesus Eucarístico. "Já fizemos o nosso roteiro de hora santa, que será usado na festividade de Corpus Christi, e que está em consonância com o Ano da Fé e com os 50 anos do Concílio Vaticano II. Então, vamos aproveitar o mesmo texto que a diocese preparou", afirmou Dom Osvaldo. O administrador apostólico lembrou que a diocese de Marília está sempre em comunhão com a Igreja Católica e que, recentemente, vários subsídios foram elaborados para as paróquias. "Tivemos subsídios por ocasião da Quaresma, da Páscoa, para as confissões e para a recitação do Rosário", comentou. Corpus Christi No dia 30 de maio (após o fechamento desta edição), a festa de Corpus Christi, em Marília, foi programada para começar com uma celebração na Paróquia Santo Antônio, às 16h30. Em seguida, os fiéis seguiriam em procissão até a Catedral de São Bento, para a bênção do Santíssimo Sacramento.

Retiro do Clero tem pregação, oração e notícia da nomeação

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Retiro do Clero deste ano, realizado de 6 a 10 de maio, em Agudos (SP), teve como assessor o bispo emérito de Nova Friburgo (RJ), Dom Rafael Llanos Cifuentes. Os sacerdotes estiveram reunidos a Dom Osvaldo Giuntini no Seminário Santo Antônio e tiveram momentos de oração, palestras, meditação e deserto. "Falei sobre tudo o que representa ser um sacerdote. Como disse João Paulo II, o padre é um outro Cristo", disse o assessor em entrevista ao jornal diocesano "No Meio de Nós". "Houve momentos de silêncio, reflexão, e os padres demonstraram um grande interesse. Eles também apreciaram as reflexões de Dom Rafael, que com seus 80 anos de idade, pregou um retiro muito bom. Além de dar suas orientações, ele apresentou muitos exemplos da vida dele e abordou questões fundamentais da vida do padre. Achei que foi uma graça muito grande. Sempre digo que quem não vai ao retiro, perde uma oportunidade de se atualizar e rezar. Dom Rafael se mostrou muito aberto. É um modelo que devemos seguir. Ele nos mostrou que o caminho é esse mesmo e que devemos estar abertos ao que a Igreja nos pede", relatou Dom Osvaldo "Antes do retiro, não conhecia Dom Osvaldo. Ele é um homem muito bom,

amável. Tive uma receptividade muito grande por parte de todo o clero. Um fato que me chamou a atenção foi a união dos padres. Vi que há um espírito de fraternidade e grande respeito à figura de Dom Osvaldo", apontou Dom Rafael. A nomeação Durante o Retiro do Clero, no dia 8 de maio, o clero soube da notícia da nomeação do novo bispo diocesano de Marília, Luiz Antônio Cipolini. Os padres receberam a notícia com alegria e também homenagearam Dom Osvaldo, que agora é chamado administrador apostólico da diocese de Marília. Na mesma manhã em que o nome do novo bispo se tornou público, Dom Osvaldo fez uma ligação para o Monsenhor Cipolini, parabenizando-o pelo novo ministério. "Soube da nomeação dias antes, quando a Nunciatura Apostólica me informou. Pelo currículo, o novo bispo é um homem muito preparado. Acredito que será muito útil à diocese de Marília. Vejo a vinda dele como dom de Deus, necessário para prosseguir o trabalho pastoral que a Igreja está pedindo. Acho que ele tem toda a condição de assumir essa missão", concluiu Dom Osvaldo Giuntini.

Pregador foi Dom Rafael Llanos Cifuentes (no centro, ao lado de Dom Osvaldo)


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Espiritualidade

Catequistas participam de encontros nas Regiões Eventos ocorreram em Marília, Dracena e Parapuã, e assessores falaram sobre o encontro com Cristo e "O Ano da Fé".

"Filhos de Maria", coral de jovens de Tupi Paulista.

sacerdote ressaltou a importân­ cia do encontro constante com a pessoa de Jesus Cristo, especial­ mente na vida do catequista. O evento também contou com a presença dos padres Ademilson Luiz Ferreira e Valdemar Cardo­ so, de Marília, e Márcio Rios, de Pompéia.

Região II A Paróquia Imaculada Con­ ceição reuniu 350 catequistas, sendo que o assessor foi o Pe. Jurandir Fernando Noronha, de Tupã. O sacerdote também falou sobre "O Ano da Fé". Segundo Fernanda Castanha, coordenadora da Catequese na Região Pastoral II, o Pe.Jurandir foi muito feliz na colocação sobre o tema, "pois, de uma maneira clara e objetiva, fez os participan­ tes refletirem sobre o Documen­ to 'Porta Fidei'', não apenas como um estudo, mas na vivência da vida do catequista". "Ele tocou em pontos fundamentais para que pudéssemos reavivar a fé,

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atequistas de toda a dio­ cese foram convidados a participar de manhãs de espiritualidade nas três Regiões Pastorais. No dia 1º de maio, o evento ocorreu na Região I, na cidade de Marília, e na Região III, em Dracena. E no dia 5 de maio, foi a vez de os catequistas da Região Pastoral II se reuni­ rem em Parapuã. Região I Cerca de 370 catequistas es­ veram reunidos na Paróquia ti­ Santo Antônio e o início ocor­ reu com uma missa, presidida pelo assessor do encontro, Pe. Mauricio Sevilha, de Marília. O

Região III A espiritualidade na Região III ocorreu na Pousada do Bom Samaritano e foi conduzida pelo Pe. Valdo Bartolomeu de Santa­ na, de Tupi Paulista, que abordou "O Ano da Fé". O evento reuniu cerca de 260 participantes e foi animado pelos

Região III: catequistas estiveram na Pousada do Bom Samaritano

nos animar na missão e em nossa vida pessoal de cristãos conscien­ tes do nosso Batismo", disse. Também estiveram presentes à manhã de espiritualidade o Pe.

Nelson Bernardino Lopes, de Parapuã, assessor da Catequese na Região, e Regina Zanan­ dréa, coordenadora diocesana da Catequese.

Paróquias continuam realizando celebrações de entrada na Catequese

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onfira, a seguir, ima­ gens da Celebração de Entrada na Catequese, que ocorreu nas paróquias Imaculado Coração de Maria, de Inúbia Paulista, São Judas Tadeu, de Tupã, e no Santuá­ rio Sagrado Coração de Jesus, de Vera Cruz. As celebrações foram propostas pela Equipe de Iniciação à Vida Cristã e os catequizandos foram ungidos na fronte e no peito e recebe­ ram, como presentes, a Bíblia, o crucifixo e o material de ca­ tequese.

INÚBIA PAULISTA

TUPÃ - SÃO JUDAS

VERA CRUZ

Pastoral da Saúde No dia 26 de maio, a Pastoral da Saúde realizou, em Iacri, seu encontro diocesano. Cerca de 600 agentes estiveram reunidos no Recinto de Rodeiros e o tema abordado foi "O assistente espiritual junto aos doentes: experiências concretas". Quem falou sobre o assunto foi Taciana Castro La Terva, enfermeira da UTI da Santa Casa de Marília. O encontro ocorreu no período da manhã.

01/06 – Missa no Acampamento – Pompéia, às 16h30. 02/06 – Crisma em Tupi Paulista, às 9h. 07/06 – Missa no Seminário Sagrado Coração de Jesus, às 11h. l Missa em Flórida Paulista, às 19h30. 09/06 – Missa em Pompéia, às 9h30. 10 a 12/06 – Assembleia dos Bispos do Regional Sul I, em Aparecida. 13/06 – Missa em Junqueirópolis, às 18h. 15/06 – Ordenação Sacerdotal do Diácono Danilo, em Tupã, na Paróquia São Pedro Apóstolo. 19/06 – Missa na Residência Episcopal para os seminaristas.


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Pascom

Comunicação e acolhida Pe. Valdemar Cardoso

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e uma coisa o ser humano pode ter certeza: é impossível não comunicar. Todo e qualquer tipo de comportamento é comunicação. Sendo assim, constata-se que existe uma grande necessidade de se refletir sobre a realidade da comunicação humana. A pessoa humana é um ser que somente se relaciona através do fenômeno comunicação, seja ele verbal ou não. Portanto, é importe perceber e entender as várias formas de linguagem, a fim de que se tenha a chamada boa comunicação boa. Para se desenvolver uma boa comunicação boa, é preciso que aconteça a libertação de bloqueios, o despertar da criatividade, o despertar da espontaneidade e, desse modo, evitar regras rígidas e idéias de uma única resposta certa. Além do mais, é preciso aprender a interpretar a linguagem do corpo, entender os gestos, aprender a ouvir e saber fazer perguntas. E mais. Ler com eficiência, aprender a fazer contato e passar informação, é fundamental no processo de uma comunicação de qualidade. Esses são apenas alguns requisitos para uma comunicação eficiente na vida da sociedade e, sobretudo, para os cristãos e para toda a Igreja. A comunicação na Igreja

tem por objetivo a comunhão. Tudo o que se faz na Igreja e como Igreja, tem como foco central levar à experiência da comunhão. A acolhida não é diferente. Ela acontece na e através da comunicação que também tem como ponto de chegada à comunhão. É por isso que a palavra acolhida significa dar acolhida, dar crédito, receber, aceitar, atender, dar ouvidos, levar em consideração, abrigar... Portanto, acolhida supõe escuta e diálogo. Saudar e demonstrar interesse pelas pessoas, agir com amabilidade, na convivência do dia-dia e nas celebrações litúrgicas, são alguns aspectos que ajudam a cultivar a arte da acolhida. Sendo assim, a acolhida é um ministério que envolve a ação pastoral missionária e litúrgica da Igreja e deve ser inserida na Pastoral da Comunicação. Todos podem e devem ser acolhedores. A educação, para acolher bem, requer uma comunicação com qualidade. A educação para a comunicação favorece a cultura da acolhida dentro e fora da Igreja. O desafio está lançado. Agora... Pe . Va l d e ­ m a r C a r­­­ doso é as­ s e s­­s o r d a P a s ­­c o m ( P a s­t o r a l da Comuni­ cação).

CF nas escolas A equipe paroquial da CF (Campanha da Fraternidade) de Tupi Paulista realizou visitas às escolas, apresentando o tema "Fraternidade e Juventude" e o lema "Eis-me aqui, envia-me". Durante o mês de março, o Pe. Valdo Bartolomeu de Santana, pároco da paróquia Nossa Senhora da Glória, acompanhado por membros da equipe CF 2013, esteve em algumas escolas, onde apresentou o objetivo geral da Campanha, que é "acolher os jovens no contexto de mudança de época, propiciando caminhos para seu protagonismo no seguimento de Jesus Cristo, na vivência eclesial e na construção de uma sociedade fraterna fundamentada na cultura da vida, da justiça e da paz". "A apresentação foi dinâmica, com interação com os jovens, vídeos, slides e músicas. Houve uma grande acolhida por parte dos alunos e diretorias das escolas e satisfação por parte dos membros da equipe da Campanha da Fraternidade", revelou o Pe. Valdo Bartolomeu de Santana. 50 anos do seminário No dia 1º de maio, o Seminário Diocesano São Pio X completou 50 anos de existência. Segundo o reitor, Pe. Mauricio Sevilha, as celebrações do jubileu de ouro ocorrerão na primeira semana de agosto, sendo que no dia 4 se comemora o Dia do Padre e também o dia de São João Maria Vianney, padroeiro dos sacerdotes. Federação Mariana O Encontro Diocesano dos Congregados Marianos ocorreu no dia 19 de maio, na Associação da Creche da Vila Santa Helena, em Parapuã, com a presença de 92 pessoas. O evento foi iniciado com a missa na igreja Imaculada Conceição e foi celebrada pelo Pe. Nelson Bernardino Lopes. Em seguida, houve uma carreata para o local do evento, onde foram comemorados os 450 anos das congregações marianas em todo o mundo — elas

Tupi Paulista: Pe. Valdo (direita) apresentou CF 2013 nas escolas

Paróquia Santa Rita de Cássia ficou lotada no dia da padroeira

foram fundadas em 1563, em Roma, pelo padre jesuíta Jean Leunis. Esse foi o tema central da palestra ministrada por Sidney Labegaline. "Foi um encontro celebrativo no qual fizemos a reflexão da nossa missão como cristãos marianos. Esta também foi oportunidade de renovação da fé, do amor e da disposição em servir a Deus, a exemplo de nossa mãe Maria Santíssima", relatou Heloísa Helena Pollon de Souza, presidente da Federação Mariana da diocese de Marília. Santa Rita Em 22 de maio foi comemorado o Dia de Santa Rita de Cássia e em Marília, os fiéis puderam participar de três missas, às 6h, às 15h e às 19h30, na Paróquia Santa Rita de Cássia. Das três celebrações, participaram mais de três mil fiéis. A primeira missa foi celebrada pelo pároco,

Pe. Luiz Eduardo Cardoso de Sá, a segunda pelo vigário, Pe. Luiz Henrique de Araújo, e a terceira missa foi celebrada pelo administrador apostólico, Dom Osvaldo Giuntini. Santificação do Clero Em 7 de junho, será celebrado o Dia de Santificação do Clero. Os sacerdotes estarão reunidos em dois encontros. Na Região I, o clero se reunirá na Casa de Jesus Sacerdote, onde o pregador será o Pe. Ângelo Fornari. Os padres das Regiões II e III se reunirão em Irapuru, onde o momento de reflexão será conduzido por Dom Estevão da Divina Misericórdia. Os dois encontros terão momentos de espiritualidade, adoração eucarística e serão encerrados com um almoço de confraternização.


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São

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pedro, de tupã

Danilo será ordenado sacerdote em 15 de junho

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stá agendada, para o dia 15 de junho, a ordenação presbiteral do Diácono Danilo Nobre dos Santos. A cerimônia será em Tupã, na Paróquia São Pedro, e terá início às 19h30. "Em tudo amar e servir" foi o lema escolhido para o seu ministério sacerdotal. Danilo será o último sacerdote a ser ordenado pela imposição das mãos de Dom Osvaldo Giuntini, que teve seu pedido de renúncia aceito pela Santa Sé e que agora é o administrador apostólico da diocese de Marília. Danilo também recebeu o Sacramento da Crisma pelas mãos de Dom Osvaldo. Biografia Danilo nasceu em Tupã, em 26 de abril de 1986 e é filho de Edson Soares dos Santos, já falecido, e de Luísa Aparecida Vieira Nobre, e irmão de Marília e Vinicius. Durante sua adolescência, teve participação em diversos grupos e no movimento da RCC (Renovação Carismática Católica). Após ter feito a experiência do Acampamento

nesse período Danilo também foi professor do Curso de Teologia para Leigos. Sua ordenação diaconal ocorreu em 21 de dezembro de 2012 e atualmente, ele exerce seu ministério diaconal na Paróquia Santa Antonieta, em Marília, e é o coordenador diocesano da Pascom (Pastoral da Comunicação). Juvenil em Presidente Prudente (SP), no ano de 2003, ele sentiu em seu coração o chamado de Deus para uma vida mais dedicada àquilo que já lhe trazia muita satisfação, que era o serviço à Igreja. Para discernir melhor seu chamado, Danilo passou a ter o acompanhamento vocacional com o Pe. Wilson Luís Ramos, então pároco da paróquia São José, de Tupã. Seu ingresso no Seminário Propedêutico São Pio X ocorreu em fevereiro de 2005. Depois, cursou filosofia no Seminário Provincial Sagrado Coração de Jesus e teologia na Fajopa (Faculdade João Paulo II). Além dos estágios pastorais nas paróquias,

Primeiras missas Em 16 de junho, dia seguinte à ordenação, Danilo celebrará sua primeira missa às 9h, na Paróquia São José, em Tupã. À noite, às 19h, a celebração será na Paróquia São Pedro. As demais missas serão na Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, de Tupã, às 19h30 do dia 22; na Paróquia Santa Antonieta, de Marília, às 19h do dia 23; na comunidade Nossa Senhora Aparecida, de Padre Nóbrega, às 19h30 do dia 29; na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, de Adamantina, às 19h do dia 30; na Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe, de Marília, às 19h do dia 14 de julho; e na Paróquia Santo Antônio, de Junqueirópolis, às 19h30 do dia 21 de julho.

Mesc: ministros da Região II refletem sobre a fé no catecismo da Igreja

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Re gi ão Pas t o r al II promoveu, no dia 19 de maio, seu encontro de espiritualidade para Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão. Aproximadamente 200 ministros estiveram reunidos na Paróquia São Judas Tadeu, em Tupã. O tema, "Ano da fé e a fé no Catecismo da Igreja Católica", foi apresentado pelo Pe. Jurandir Fernando Noronha, pároco da Paróquia São Judas e membro da Comissão Pastoral para a Liturgia. "Partindo da Carta Apostólica 'Porta Fidei', do Papa Emérito Bento XVI, a reflexão foi baseada nas referências sobre a fé presentes no Catecismo. Os participantes refletiram também sobre a exigência da 'nova evangelização' e a ne-

Pe. Jurandir assessorou evento

cessidade de conhecer integralmente os conteúdos da fé para responder melhor aos desafios atuais da evangelização", relatou o assessor. O Pe. Jurandir motivou, ainda, a formação de grupos de reflexão que podem ser formados nas comunidades para partilhar experiências e estudar o Catecismo da Igreja. "Desse modo, a pa-

róquia se torna, de fato, aquela 'comunidade de comunidades', desejada pela última Assembleia Geral da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil)", disse. O encontro foi encerrado com a adoração ao Santíssimo Sacramento, presidida pelo Pe. Luciano Pontes. Em seguida, foi servido o almoço de confraternização, preparado pelo MFC (Movimento Familiar Cristão). Além dos padres Jurandir e Luciano, também estiveram presentes o vigário episcopal da Região II, Pe. Nelson Bernardino Lopes; o Pe. Miguel João Borro, da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, de Tupã; e o Pe. Marcos Roberto Cesário da Silva, da Paróquia São José, de Tupã.

Avaliação da CF 2013 A Campanha da Fraternidade 2013, que teve como tema "Fraternidade e Juventude" e como lema "Eis-me aqui, envia-me! (Is 6,8)", foi avaliada em encontro estadual realizado em Itaici. Equipes diocesanas estiveram reunidas de 17 a 19 de maio e a diocese de Marília foi representada pelo seu coordenador, Pe. Marcos Roberto Marques Ortega, pela psicóloga Alessandra Rossi e pelos seminaristas Adeflor Júnior e André Martins. "Na diocese de Marília, a campanha deste ano movimentou a juventude, principalmente por estar ligada à Jornada Mundial da Juventude. O destaque é que esta não é uma época de mudanças e, sim, uma mudança de época, sobretudo pelo fato da valorização do egocentrismo e é claro que tudo isto está ligado à velocidade da informação nos meios comunicação", disse o Pe. Marcos. As equipes participaram de diversas palestras, com temas ligados à juventude, com destaque para "Análise de Conjuntura" e "Mídias Sociais". Durante o encontro, os grupos também já tiveram contato com a temática da CF 2014, que será sobre tráfico humano.

Encontro de namorados em Vera Cruz Em 19 de maio, a Pastoral da Juventude do Santuário Sagrado Coração de Jesus, de Vera Cruz, promoveu o 2º Encontro de Namorados, com o tema "O Teu amor me sustentará!". O evento ocorreu na Capela Nossa Senhora Aparecida, na Fazenda Bom Retiro, e contou com a presença de dez casais de Vera Cruz e de Marília. As pregações foram feitas por Rafael Augusto Kwiatkoski Vieira e Márcio Rogério de Morais, da Cate­dral de São Bento, de Marília. De acordo com os organizadores, o Encontro de Namorados 2013 foi "uma grande demons­tração do poder de Deus na vida dos casais de namorados". "Todos saíram com uma vontade de sempre permanecer no amor daquele que Se deu numa cruz por nós", disse Guilherme Souza, da equipe de organização.


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lucélia e flórida paulista

Manhãs Vocacionais ocorrem no mês de junho Eventos reunirão jovens de 15 a 24 anos, que ouvirão testemunhos de religiosos, religiosas, sacerdotes e casais.

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o mês de junho, o SAV-PV (Serviço de Animação Vocacional-Pastoral Vocacional) promoverá as manhãs vocacionais nas três Regiões Pastorais da diocese. O objetivo é reunir adolescentes e jovens, de 15 a 29 anos, integrantes de grupos de jovens, para transmitir a teologia das vocações. "Na manhã vocacional, tra-

balhamos com testemunhos, de religiosos, religiosas, casais e sacerdotes. Isso ajuda as pessoas a entenderem e refletirem melhor. Queremos auxiliar os adolescentes e jovens a terem um discernimento sobre sua própria vocação", comentou o coordenador do SAV-PV, Pe. Mauricio Sevilha. No dia 9 de junho, a manhã vocacional ocorrerá na Região I, em Marília. Os jovens estarão

reunidos no Itra (Instituto Teológico Rainha dos Apóstolos). Na Região II, o evento ocorrerá em Lucélia, na creche das Irmãs de São José de Cluny. A manhã vocacional está marcada para o dia 16. E no dia 23, será a vez de os jovens da Região III participarem da manhã vocacional na cidade de Flórida Paulista. As três manhãs de espiritualidade serão assessoradas pelo Pe. Maurício. Elas serão iniciadas às 8h e o encerramento ocorrerá com almoço.

Fé e Política: evento reúne 90 leigos

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Centro Diocesano de Pastoral, em Marília, sediou, no dia 5 de maio, um encontro de formação sobre Fé e Política. Promovido pelo Conselho Diocesano de Leigos e pela Comissão de Justiça e Paz, o evento reuniu 90 pessoas, número que superou a expectativa dos organizadores. Além de Marília, também estiveram presentes pessoas de Quintana e Bastos. Após a abertura, feita pelo coordenador diocesano de pastoral, Pe. Carlos Roberto dos Santos, às 8h30, o coordenador do Conselho, Antônio Vieira, acolheu os participantes que, em seguida, ouviram a palestra de Luiz Carlos Teco, que falou sobre "Democracia e responsabilidade do cidadão". Logo após, Antônio voltou a falar e fez uma análise de conjuntura do Brasil, mencionando também os problemas existentes na cidade de Marília. Outro palestrante foi o Pe. Edson de Oliveira Lima, que está acompanhando o grupo. O sacerdote abordou, em sua fala, os documentos do Concílio Vaticano II, em especial o Gaudium et spes (Alegrias e esperanças), e também um documento escrito pelo Beato Papa João Paulo II, Christi fidelis laici (Fiéis cristãos leigos). "Fazendo uma alusão à parábola dos trabalhadores da vinha, o documento fala que

Santo Antônio: paróquia de Marília celebra padroeiro Pe. Vinicios Araújo, CSS

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ão muitos os milagres atribuídos a Santo Antônio, ocorridos tanto em vida, como após a morte. O santo nasceu provavelmente no verão de 1195, com o nome Fernando de Bulhões, perto da Sé de Lisboa, onde ainda criança iniciou a sua instrução. Aos 15 anos, entrou para o Mosteiro de São Vicente de Fora, de Frades Agostinhos, e, mais tarde, completou a sua educação em Santa Cruz de Coimbra, também da mesma ordem. Após ter aprendido em Portugal tudo o que era possível saber naquela altura, a sua natureza curiosa e o seu insaciável desejo de aprender levaram o jovem a embarcar para Marrocos, com a intenção de evangelizar os povos, dando-lhes a conhecer a

Palavra de Deus. No entanto, devido a problemas de saúde, rapidamente, embarcou de regresso a Portugal, onde nunca chegou, pois o barco, em que navegava, foi atingido por uma tempestade e chegou à Sicília, tendo depois rumado para o centro da Itália, onde se encontrava São Francisco de Assis. Foi companheiro deste e tornou-se franciscano, tomando o nome de Antônio. Começou a manifestar dotes de orador, tendo ficado famoso pela simplicidade e força dos seus sermões. Santo Antônio morreu aos 36 anos e foi canonizado pelo Papa Gregório IX, um ano apenas após sua morte. Pe. Vinicios Araújo, CSS, é pároco da matriz Santo Antônio, de Marília.

Trezena e quermesse na matriz Santo Antônio

"Fazia tempo que não havia um encontro assim", disse o Pe. Edson

vinha é o mundo e os trabalhadores são todos os batizados, que assumem seu papel no mundo. Cada um deve analisar, com suas atitudes, se já é trabalhador. Também ressaltei que o batismo é nossa carteira de identidade. Ele nos impele a fazer a semeadura do Evangelho nos diferentes ambientes, seja no campo da política, da mídia. E a política está tão desacreditada que as pessoas não querem atuar. Mas este também é um espaço de fé", afirmou o Pe. Edson. Um dos objetivos do encontro foi a articulação do Conselho Diocesano de Leigos. A partir do encontro, um grupo decidiu se reunir mensalmente, na terceira sexta-feira do mês, no CDP. A primeira reunião ocorreu no dia 17 de maio e serviu para articular e trabalhar as idéias surgidas no encontro do dia 5. O grupo também deverá discutir, men-

salmente, temas importantes de repercussão nacional. O Pe. Edson lembrou, ainda, que o grupo objetiva a articulação do Conselho de Leigos também nas Regiões II e III. O encontro terminou com um almoço, servido no salão da Paróquia Sagrada Família. Avaliação Para o Pe. Edson, os leigos participaram com muito entusiasmo. "Fazia tempo que não havia um encontro assim", disse o assessor. Além de se surpreender com o número de participantes, o coordenador também destacou o incentivo por parte dos padres. "Tivemos uma reunião antes, pedindo que estimulassem a participação dos leigos. Agradeço a todos que se empenharam para que o encontro tivesse êxito", concluiu Antônio Vieira.

Por ocasião do dia de Santo Antônio, a Paróquia Santo Antônio, de Marília, realizará a Trezena de Santo Antônio, de 31 de maio a 12 de junho. "Queremos, através da festa do nosso padroeiro, nesse Ano da Fé, levar todos que irão participar a uma experiência viva da fé em Jesus Cristo", disse o Pe. Vinicios Araújo. Cada dia da trezena terá seus paraninfos. Nos dias 7, 8 e 9 de junho, os paroquianos são convidados a participar da Quermesse de Santo Antônio. E no dia do padroeiro, 13 de junho, haverá missas às 7h, 10h, 12h, 16h e às 19h30.

Natalício 07/06 08/06 09/06 27/06

– Pe. Miguel João Borro – Tupã. – Pe. Clécio Ribeiro – Marília. – Pe. Mauricio Pereira Sevilha – Marília. – Pe. José Soares de Souza – diocese de Goiás.

Ordenação Presbiteral 08/06 20/06 24/06 28/06 29/06 30/06

– Pe. Marcos Roberto Marques Ortega – Marília. – Pe. Claudinei de Almeida Lima – Quintana. – Pe. Gabriel Fortier, RSV – Marília. – Fr. Eraldo Bortoleto, OFM Cap – Dracena. – Pe. Fernando Canomanuel Abárzuza, SM – Marília. – Côn. João Carlos Batista – Marília.


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Junho/2013

de maio

Monsenhor Luiz Antônio Cipolini visita Marília O Monsenhor Luiz Antônio Cipolini realizou sua primeira visita à diocese de Marília no dia 23 de maio. Junto com ele, veio também o bispo diocesano de São João da Boa Vista (SP), Dom Davi Dias Pimentel, o chanceler, Pe. Marcos Campanhari, e o leigo Sérgio. O novo bispo saiu de sua cidade às 6h e chegou em Marília por volta das 10h. Ele esteve na residência episcopal, onde teve uma conversa privada com Dom Osvaldo Giuntini, que agora é administrador apostólico. Esta será sua nova moradia. Depois, ele foi até a Cúria Diocesana, onde irá trabalhar, e também conheceu o Centro Diocesano de Pastoral. Lá, ele tomou conhecimento de todos os trabalhos realizados e se impressionou com a realização do Curso de Teologia para Leigos, que já vem sendo oferecido há 13 anos na diocese de Marília. Às 15h, o administrador apostólico levou o novo bispo até a Catedral Basílica de São Bento, onde sacerdotes, religiosos, religiosas, seminaristas e leigos o aguardavam. Após um momento de oração, foi iniciada uma entrevista coletiva, com a presença de repórteres de canais de TV, jornais impressos e rádios. Antes da entrevista, Dom Osvaldo apresentou o Monsenhor Luiz Antônio e se disse muito feliz com a nomeação do seu sucessor. Logo no início da sua fala, o novo bispo disse que seu primeiro objetivo é conhecer todos, principalmente os presbíteros, que são os mais próximos ao bispo, e com quem caminhará junto. Ele se disse impressionado com a acolhida que recebeu nesta sua primeira vinda à diocese de Marília. O Monsenhor Luiz Antônio também revelou o lema de seu episcopado, que é uma citação do evangelho de São João, capítulo 15, versículo 9: "Permanecei no meu amor". O novo bispo falou sobre juventude, formação de novos sacerdotes, questões sociais, e respondeu também perguntas de leigos e sacerdotes. Uma das perguntas foi sobre a família do Monsenhor Luiz Antônio. O novo bispo respondeu que tem seis irmãos, sendo três mulheres e três homens. E um dos seus irmãos foi, em 2010, ordenado bispo de Amparo (SP). O nome dele é Dom Pedro Carlos

Cipolini. Mesmo ainda não tendo sido ordenado, o novo bispo de Marília foi convidado a participar da Assembleia dos Bispos do Regional Sul I da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), mas informou que a data coincidirá com o retiro que fará, em preparação à ordenação episcopal, marcada para 7 de julho, em São João da Boa Vista. No encerramento da entrevista coletiva, o Monsenhor Luiz Antônio convidou todos a participarem da sua ordenação. "E para aqueles que não puderem ir, podem participar da minha posse, que será em 4 de agosto, aqui em Marília", disse. A cerimônia de posse ocorrerá às 10h, no Estádio Municipal Pedro Sola, na Avenida Santo Antônio. Após a entrevista coletiva, o novo bispo se reuniu com seu clero, em uma confraternização no salão paroquial da São Bento. Seu retorno para São João da Boa Vista ocorreu em seguida. "Ficamos muito felizes com este primeiro contato com nosso novo bispo. Acredito que a expectativa e a alegria deste encontro foi de ambas as partes; dele e nossa. O Monsenhor Luiz Antônio pôde vislumbrar um pouquinho de sua nova família diocesana. Aproveitei a oportunidade e lhe disse que estou rezando ao bom Deus para que ele se apaixone por nossa diocese", disse o coordenador diocesano de pastoral, Pe. Carlos Roberto dos Santos.

Edição 178 - Jornal "No Meio de Nós"  
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