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A Voz da Diocese Informativo

Cruz Alta - Janeiro e Fevereiro de 2018 - ANO 46 - Nยบ 337

Bem Vindo

2018 Pรกgina 09


Opinião

VOCAÇÃO, UM TESOURO EM VASO DE BARRO

Editorial Qual o seu projeto de vida para 2018? Quais são seus planos? Suas metas? Já pensou em como irá colocar em prática tudo aquilo que prometeu a si mesmo na virada do ano? Pois, chegou a hora. Um novo ano. Um novo tempo, repleto de novas perspectivas. É o momento de começar ou (re)começar. É o momento de ser feliz e de fazer os outros, que estão ao seu redor, felizes. É hora de empenhar-se em fazer o seu melhor, para que o mundo seja cada vez melhor. Neste sentido, a Campanha da Fraternidade deste ano visa estimular a superação da violência e nos dá pistas de ações sobre o que fazer para sermos construtores do diálogo e da paz. Nos mostra, mais uma vez, que está em nós a possibilidade de construir a paz no mundo. Este ano, por definição da CNBB, será o “Ano do Laicato”. Um tema que busca incentivar a presença e a atuação dos cristãos leigos e leigas, como verdadeiros sujeitos eclesiais (DAp, n. 497a), como “sal, luz e fermento” na Igreja e na Sociedade. Sobre este tema, a cada edição de nosso informativo A Voz da Diocese traremos reportagens especiais com leigos que atuam em nossa Igreja, nas mais diversas pastorais, movimentos, serviços, etc, dedicando um pouquinho do seu tempo, e seus conhecimentos, para fazer um trabalho de doação e amor. Que possamos nos espelhar e fazer, também, a nossa parte. Seja qual for o seu projeto de vida para este novo ano, desejamos a você um ano repleto de paz e alegrias. Bem vindo, 2018! Que seja um ano abençoado por Deus.

Boa leitura greice.pozzatto@gmail.com

A Voz da Diocese A Voz da Diocese - Órgão informativo da Diocese de Cruz AltaRS Filiado a UCBC Duque de Caxias, 729 - CEP 98005-020 PROPRIETÁRIA: Mitra Diocesana de Cruz Alta COLABORADOR: DIRETOR: João Verissimo Dom Adelar Baruffi 204/02/02 V Bispo Diocesano Revisão Ortográfica EDITOR: Pe. Aldecir Corassa Coordenador de Pastoral JORNALISTA: Greice Pozzatto MTB: 13956 Capa e Diagramação

CONSELHO EDITORIAL: Pe. Aldecir Corassa e Greice Pozzatto IMPRESSÃO: Gráfica Líder Ltda Fone (54) 3383-1373

Tiragem: 1500 exemplares Contato: diocese@diocesecruzalta.com.br

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Vocação, sabemos, é o chamado de Deus em nossa vida, a missão que Ele preparou para nós. A Igreja quer nos ajudar a bem discernir e viver nossa vocação. Mas, o que será após o processo de discernimento? Como é ou que tentações se apresentam enquanto estamos nos caminho de descoberta do Chamado? A vocação é um precioso dom, um tesouro, é onde deve estar o nosso coração. Quando a Bíblia conta que viemos do barro e votaremos ao pó, ela está a nos dizer de forma figurada, que mesmo tendo em nós o sopro do Espírito, a embalagem que o cobre, é frágil. E, é essa fragilidade que é sim, também, preciosa aos olhos de Deus, pois, Ele vem ao nosso encontro, para nos fazer fortes, é por meio de nossa fraqueza que Ele se revela misericordioso, não que Deus precise que sejamos fracos, mas, por que, seu amor é gratuito, e, capaz de nos moldar a sua Imagem. Dom Rafael Cifuentes, em seu Livro Sacerdotes Para o Terceiro Milênio comentava: “Na vida pastoral, no corre-corre da paróquia, no desencantar dos anos, o grande risco é a monotonia acomodativa, que feio e triste é um padre ou um vocacionado acomodado, que não vibra pelo amor da vocação. Agindo assim, faz com que o Tesouro contido em seu coração, corra o risco de perder o brilho”. A ordenação não é uma vacina. Não previne que o seminarista pós-ordenado esteja livre do desencanto. Ainda que as coisas não sejam como queremos, é, somente na tempestade que Jesus caminha sobre as águas para nos segurar pela mão. Permanecerão, mesmo depois de ordenado, questões de ordem psicológica que precisarão de constante atenção e carinho. Quando somos chamados a sermos discípulos de Cristo, lembremo-nos que na figura dos 12, havia também um Judas, o traidor, que, vendeu sua vocação por algumas moedas.

Seminarista: Daniel S. Chagas 2º ano de Teologia

Assim também é grande a oferta daqueles que não querem ver o Evangelho prosperar, e, se esmeram em fazer com que os escolhidos, se desviem. Mas, cabeça bem feita, alinhada ao ideal de atingir a maturidade de Cristo não caduca por misérias. Não caiamos na mediocridade e na tibieza, de, após ter descoberto o amor de Deus, mendigar amores passageiros, menores, carentes, Cristo quer nossa totalidade, para, totalmente agir em nosso meio, por meio de nós, e, em nós. A vocação pode ser perdida. Mas, nunca de uma hora para outra, sempre ocorrerá por meio de pequenas concessões e desvios, o barro, pode se romper, e o tesouro se esparramar, é preciso ter cuidado, para que o status de discípulo, não seja confundido com uma honraria humana, o sacerdote, é alguém, que, mesmo humano e limitado, lhe é confiado a tarefa vocacional de ser presença do sobrenatural no mundo. O povo anseia pastores, que queiram ser padres do jeito católico apostólico romano, e não ao sabor de seus gostos pessoais. O povo, ainda que talvez não fale, reconhece a voz daqueles que são ou não são autênticos. E mais ainda, em um mundo que insiste em escamotear Deus, a presença identificável de seus ministros é sinal profético! O status vocacional é de um serviço. Um serviço feito por Cristo, ao lavar os pés, a ensinar que o mestre e líder, é aquele que serve! Sacerdos in aeternum! Para sempre, com alegria, digo aos jovens: Deixemo-nos Cristo tocar-nos, com ousadia e coragem, não permitamo-nos voltar atrás. Cristo te chama! Confia! Sem duplicidade, com integridade, com hombridade viril, não troquemos o ideal e a vida que só o Senhor pode oferecer pela superficialidade efêmera do mundo, não deixemos o orgulho tentar nossa humildade, e peçamos sempre: Senhor, faça de nós, instrumento do vosso Reino e de Vossa paz.

Inscrições abertas para Curso de Lideranças 2018 Com o objetivo de capacitar lideranças de comunidades na perspectiva da Iniciação a Vida Cristã, como eixo integrador de toda ação evangelizadora, para que sejam agentes animadores nas suas respectivas comunidades, a Diocese de Cruz Alta realiza o Curso de Lideranças 2018, que está com inscrições abertas até o dia 13 de abril. Os interessados em participar devem se inscrever nas paróquias a qual pertencem, onde farão inscrição e receberão carta de apresentação do pároco para participar do curso, que é dividido em 5 etapas básicas, sempre com início aos sábados às 08h30min e término no domingo as 12h. Aqueles que concluem as etapas estarão aptos a fazerem as etapas específicas para Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística e da Palavra – MECEPs e Catequese. A divisão do curso em cinco etapas passou a ser realizada a partir de 2017 e, conforme avaliação durante a 43ª Assembleia Diocesana, foi apontada como positiva.

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As etapas serão nas seguintes datas: 1ª Etapa: 21 e 22/04 Tema: Palavra de Deus; 2ª Etapa: 19 e 20/05 Tema: Pessoa Humana 3ª Etapa: 23 e 24/06 Tema: Jesus Cristo a partir dos Evangelhos 4ª Etapa: 14 e 15/07 Tema: Igreja, comunidade de comunidades 5ª Etapa: 18 e 19/08 Tema: Vida Sacramental.

Etapas específicas MECEPs: 01 e 02/09 e 20 e 21/10 Catequese: 29 e 30/09


Diaconato permanente:

Palavra do Coordenador

Diocese está em processo de encaminhamento e inscrição dos candidatos Há cerca de um ano a Diocese de Cruz Alta iniciou o processo de implantação do Diaconato Permanente. Foi realizada em todas as paróquias a motivação sobre o sentido, a identidade e a missão do diaconato permanente, assim como foi estudado com algumas lideranças o documento Diretrizes para o Diaconado Permanente da Igreja no Brasil (Doc. 96 da CNBB). No momento, a Diocese está no processo de encaminhamento e inscrição dos candidatos, visto que as aulas iniciarão a partir do mês de março, em data a ser definida pela Faculdade. De acordo com o Bispo Diocesano, Dom Adelar Baruffi, houve uma boa procura, que deverá ser maior com o passar do tempo. “Ainda é uma novidade e muitos se perguntam o que fará depois o diácono. Cremos que, para uma futura turma, quando estes já estiverem atuando, haverá ainda mais procura. O certo é que há espaço para todos os ministérios reconhecidos pela Igreja na evangelização. Eles vêm para somar forças, sobretudo neste tempo em que apostamos tanto na Iniciação à Vida Cristã”, afirma. Segundo Dom Adelar, o acento que sempre foi dado ao apresentar este importante ministério, é de que se trata de uma verdadeira vocação, um chamado de Deus para servir no anúncio do Evangelho, na sua Igreja. Portanto, não se trata de um querer, mas de um sentir-se chamado. Também não entra na lógica de uma “carreira” profissional. “É um serviço realizado voluntariamente”, destaca. Conforme explica o Bispo, este ministério é para homens que estão inseridos na

caminhada pastoral da sua Paróquia, alguém que já sabe o que significa servir e conhece a caminhada eclesial desde dentro. Portanto, homens de fé e dispostos a se doarem para o bem da Igreja. A família do candidato, lembra Dom Adelar, também é chamada a concordar e fazer este caminho junto. Também, o candidato deve ter o reconhecimento e a palavra do Conselho Paroquial de Pastoral e o pároco. “Na verdade, é a igreja paroquial que envia um ou mais de seus membros para se prepararem para esta importante missão”, reforça.

E-mail: coordenacaopastoral@diocesecruzalta.com.br

Manter

a esperança

PREPARAÇÃO Para ser um Diácono é necessário um curso preparatório. A Província Eclesiástica de Santa Maria está realizando uma pareceria com a FAPAS (Faculdade Palotina), que elaborou um projeto de formação. As aulas serão presenciais e à distância, somando juntas o total de 1.096 h/a. A previsão de duração é de três anos. Estão previstas aulas um fim de semana por mês, mais uma semana intensiva em janeiro. Também são previstos estágios pastorais supervisionados, ligados, especialmente à futura missão do diácono na ação evangelizadora. O currículo prevê aulas das principais disciplinas da Teologia, Bíblia, Moral, Pastoral, História Eclesiástica e Direito Canônico. Na Diocese, conta Dom Adelar, uma Comissão fica responsável para acompanhar todo este processo de formação. Vale dizer que os candidatos deverão ter, também, a aprovação desta Comissão e do bispo diocesano para poderem receber a ordenação diaconal.

Cáritas realiza Assembleia Diocesana

Agentes Cáritas da Diocesana de Cruz Alta estiveram reunidos, no dia 02 de dezembro, para sua Assembleia Geral que marcou o encerramento das atividades do ano. O local foi o Centro Diocesano de Formação Pastoral. De acordo com Cinara

Dorneles, coordenadora das Cáritas na Diocese de Cruz Alta, o grupo participou, pela manhã, do Encontro de Estudos da Campanha da Fraternidade e, na parte da tarde fez a avaliação de suas ações do ano, bem como o planejamento para 2018.

Pe Aldecir Corassa, Coordenador Diocesano de Pastoral e Pároco da Paróquia São José de Pejuçara

Ao iniciar um novo ano, tudo se renova, principalmente a esperança. Aquele sentimento de não ter conseguido fazer o que se propunha ao longo do ano dá lugar à renovação. A esperança passa ser mais próxima, a companheira diária. As comemorações de final de ano, normalmente, reúnem famílias, amigos, pessoas de perto e de longe. É o momento de agradecer por tudo o que se tenha vivido, ao longo de um ano, momentos bons e também momentos difíceis, os quais ficaram registrados na memória. Os sentimentos de fim e início se entrelaçam. O desejo de recomeçar é mais forte do que qualquer dificuldade que se possa ter passado. A esperança, presente no coração humano, é a virtude dos que creem, sobretudo em dias melhores. Não basta desejo de muita saúde, paz, dinheiro, os quais são expressos nas mensagens e abraços “desejosos” de recomeços. É preciso mandar para bem longe o desânimo e chamar para bem perto o otimismo! Valorizar a positividade da vida produz no ser humano sentimento de paz. As dificuldades que se apresentam na vida são próprias do viver em sociedade e inerentes ao ser humano, que algumas vezes está no “pico” e outras lá embaixo. Na verdade, este é o ser humano real, esta é a realidade humana: viver “altos” e “baixos”.A vida é uma luta diária, mas infelizmente nem todos conseguem superar as dificuldades. O ser humano sempre para “cima” é aquele mostrado pela mídia; ele está sempre no “pico”. Esse não passa por dificuldades, decepções, tristezas, angustias... O ser real enfrenta o cansaço, a solidão, a decepção, mas dia a dia renova a esperança e recomeça sempre de novo. Neste novo ano renovamos a esperança de dias melhores, de um mundo melhor, um país melhor, um ser humano melhor. Um ser humano que não somente renova seus propósitos, mas renova sua espiritualidade, seu desejo de que Deus, em primeiro lugar, esteja presente nos “altos” e “baixos” da vida.

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Notícias das Paróquias Fatos &

fotos

Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Ibirapuitã realiza Assembleia Paroquial

Confraternização na Natividade

MECEPS da Paróquia Nsa. Sra. da Natividade reuniram-se na noite de 08/12 para encontro de confraternização. O mesmo iniciou às 19h com missa presidida pelo pároco Pe. Magnus.

Festa na comunidade Santa Lúcia

Um registro da equipe de trabalho da festa da comunidade Santa Lúcia, pertencente a Paróquia São José, de Pejuçara. A festa foi realizada no dia 10 de dezembro.

Os 5 compromissos assumidos na 43ª Assembleia Diocesana de Pastoral nortearam os trabalhos da Assembleia Paroquial de Pastoral da Paróquia de Ibirapuitã. Mais de 50 leigos(as) representando as 17 comunidades, os setores e serviços pastorais, participaram dos trabalhos da assembleia na sexta-feira dia 1º de dezembro de 2017. Após a avaliação das realizações pastorais com suas dificuldades, normas e desafios, a assembleia estabeleceu as linhas para o plano e metas para o ano de 2018. Foi destacada a catequese da Iniciação a Vida Cristã como eixo integrador, a introdução da

catequese de adultos e familiar, a formação de leigos (as) a luz do Ano do Laicato e do sínodo dos Bispos sobre a juventude e o projeto missionário. “Com o objetivo de reavivar a fé de nossos cristãos católicos e de nossas comunidades realizaremos no ano de 2018 as santas missões populares dos Freis Missionários Capuchinhos, de 08 a 30 de junho”, adianta o Pe. Dino Antônio Ciotta, pároco, desejando que Nossa Senhora Aparecida , cuja celebração de seu Ano Jubilar Mariano de 300 anos de graças e Bênçãos marcou a caminhada pastoral da paróquia, continue a ser guia e estrela da nova e urgente evangelização paroquial.

Reforma da paróquia São João Batista - Panambi Com muita alegria, no dia 02 de dezembro foi celebrada, pelo Bispo Dom Adelar Baruffi, na presença do pároco Pe. Estacínio Rucci Rocnieski, uma missa em Ação de Graças pela reforma da Paróquia/Matriz São João Batista, de Panambi. Parabéns à toda comunidade desta paróquia.

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Notícias das Paróquias

e

Saúd

Dicas de saúde para mulheres Ter a saúde em dia é questão de criar e manter hábitos simples que incluem alimentação saudável, monitoramento constante das condições gerais e um estado mental positivo. A boa notícia é que nem tudo se resume à restrição ou vigilância e ingerir algumas doses de bebidas alcoólicas e também comer chocolate fazem parte dessa rotina. Seguem aqui algumas dicas para colocar em prática que irão ajudar a prevenir doenças. Confira: 1. Fazer um teste de colesterol: a maioria das mulheres se preocupa muito com o câncer de mama, mas na verdade a doença cardíaca é o assassino número um das mulheres. Faça um teste de colesterol para saber se você está em risco. 2. Manter atitude positiva: estudos comprovaram que pessoas que mantêm atitudes positivas produzem maior quantidade de anticorpos contra a gripe. Outro estudo mostrou que pessoas que vivem em estado radiante fabricam mais anticorpos em resposta à vacinação. Os pesquisadores não são claros sobre a conexão, mas sabem que o cérebro se comunica com o sistema imunológico e vice-versa. 3. Ingerir cálcio: muitas pessoas não consomem a quantidade suficiente de cálcio, que ajuda a prevenir a osteoporose, por meio da dieta. Mulheres com idades entre 19 e 50 anos devem ingerir 1000 miligramas ou comer de 3 a 4 porções de alimentos ricos no mineral (tomado com vitamina D para a absorção) por dia.

Confraternizações de final de ano marcam as reuniões de região P a r a encerrar as atividades pastorais do ano, mediante a uma avaliação das ações que foram desenvolvidas no decorrer do ano de 2017, no final de novembro foram realizadas as reuniões das cinco regiões de pastoral. No dia 21/11, foi realizada a reunião da região de Cruz Alta, no município de Boa Vista do Incra. No dia 22/11, foi a vez da reunião da região de Ijuí, na paróquia Nossa Senhora da Natividade. Dia 23/11, reunião da região de Soledade, em Barros Cassal. A reunião da região de Espumoso foi realizada em Tunas, no dia 29/11 e, por fim, dia 30/11, foi realizada a reunião da região de Panambi em Chapada. Os participantes aproveitaram para confraternizar.

4. Exercícios físicos para melhorar o humor: as atividades físicas trazem uma série de benefícios para a saúde e podem reduzir o risco de doenças cardíacas, artrite e outras. Mas a melhor notícia é que ela pode melhorar o humor. Um estudo descobriu que, para pessoas deprimidas, o exercício foi tão eficaz quanto a medicação antidepressiva. 5. Relacionamento: ter uma boa rede de amigos e familiares está associado a maior longevidade, enquanto a solidão está associada a riscos de doenças cardíacas.

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Setor Juventude

Definidas linhas da evangelização da juventude para o triênio O Serviço de Evangelização da Juventude reuniu, nos dias 24 e 25 de novembro, lideranças juvenis e assessores para avaliar o caminho percorrido nos dois anos do Plano Bienal que teve como tema transversal o Cuidado com a Vida e planejar o próximo triênio, que terá como temas transversais a Ecologia Integral e Políticas Públicas, em consonância com o que foi definido no Encontro de Revitalização da Pastoral Juvenil, que ocorreu em Brasília, em setembro. O encontro também foi marcado pela troca de coordenação do Serviço. O Padre Rudinei Zorzo, da Diocese de Caxias do Sul, assume a missão que por sete anos foi desempenhada pela Irmã Zenilde Fontes. No biênio 2016-2017 o Cuidado com a Vida foi o tema transversal e integrador e perpassou os processos de estruturas de acompanhamento (assessoria, comunicação e articulação), formação e missionariedade. Nesse período ocorreram escolas de assessores nas províncias eclesiásticas e foram realizados mapeamentos dos grupos diocesanos, além de experiências missionárias. As partilhas sobre essas e outras iniciativas realizadas pelos setores diocesanos de juventude ocorreram durante o primeiro Seminário de Práticas de Evangelização da Juventude, em Santa Maria, no mês de agosto de 2017. “Nós percebemos que em muitas dioceses houve um crescimento da consciência de comunhão nos grupos de jovens, de que é preciso se formar na caminhada conjunta como evangelização da juventude em cada uma das dioceses. Ainda temos passos importantes para serem dados com relação à comunhão diocesana, sobretudo na continuidade dos serviços e no

processo de evangelização, agora iluminado com esta perspectiva da iniciação à vida cristã, a nível nacional”, avalia o bispo referencial para a Evangelização da Juventude, Dom Adelar Baruffi. 6º Ciclo – momento de Expansão Após uma sensibilização e reflexão sobre Ecologia Integral e Políticas Públicas, o grupo passou a pensar as ações para o próximo triênio. Para aprofundar o tema, a intenção é convidar especialistas para participar da elaboração dos textos dos subsídios que deverão chegar em todas as dioceses a fim de embasar as reflexões nos grupos de jovens. Para o Pe. Rudinei Zorzo o encontro apresentou indicativos do que será feito nos próximo anos. “Fizemos uma escuta para saber o que foi posto em prática enquanto estivemos ‘Em Missão pela Vida’ e juntamos

Paróquia São Sebastião agora tem grupo de Jovens

A Paróquia São Sebastião de Campos Borges agora tem um grupo de jovens. O grupo Força Jovem do Bem foi criado no dia 04 de novembro de 2017 e tem como objetivo levar os jovens para dentro da Igreja, estimulando sua participação na comunidade. 06

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com a linha de ação proposta em nível nacional. Além disso se fez uma escuta nas dioceses sobre o que estão propondo para o trabalho do triênio. Ainda não temos um plano fechado mas temos muitos indicativos para o trabalho”, disse. As escolas de assessores, encontros de multiplicadores e reuniões de lideranças nas províncias eclesiásticas continuarão fazendo parte do calendário do triênio e, além dessas atividades, o grupo decidiu pela realização de formações específicas para articuladores e comunicadores diocesanos. O Bote Fé, encontro de celebração e de encontro da juventude católica do Rio Grande do Sul, ocorrerá em Novo Hamburgo, em novembro de 2018.

Fonte: Retirado do texto de Daiane de Carvalho Madruga Foto: Cezar Moizes Gonçalves

Visitando a Diocese

Um registro da visita dos Seminaristas da Diocese de Caxias do Sul, que estiveram na Diocese de Cruz Alta no dia 05/12. O grupo conheceu as dependências da Cúria, Centro Diocesano e Santuário de Nossa Senhora de Fátima.


Como superar a violência? Fonte: Texto base da CF 2018

Síntese: Pe. Eliseu Oliveira e Cinara Dorneles

“Superação da Violência” é o tema proposto para a Campanha da Fraternidade em 2018. A todo instante temos notícias de violência ao nosso redor, ocorridas de várias formas, seja ela velada ou não. Por vezes, somos tentados a crer que a violência é algo cultural e normal. Há uma banalização da vida e um círculo de violência, mas como cristãos sabemos que a violência nunca se justificará. Temos compromisso de sermos construtores do diálogo e da paz. O lema proposto inspira-se no Evangelho de São Mateus “Vós sois todos irmãos” (Mt 23,8). O objetivo geral é “Construir a fraternidade, promovendo a cultura da paz, da reconciliação e da justiça, à luz da Palavra de Deus, como caminho de superação da violência”. A violência pode ser determinada por múltiplos fatores, dificilmente reduzindo a uma causalidade única. Entretanto, não se pode ignorar a influência do contexto socioeconômico na geração da violência. Por encontrarem-se em uma situação de fragilidade, os pobres constituem as principais vítimas das mazelas econômicas por que sucessivamente passa o país. E, também, são as maiores vítimas da violência.

VÍTIMAS DA VIOLÊNCIA NO BRASIL CONTEMPORÂNEO Aqui destacamos alguns tipos de violência: Violência racial: Há um preconceito e uma violência sobre a população negra, o índio, os migrantes e, mais recentemente, também os imigrantes. Em 2016, ao comparar os anos de 2003 e 2014, constata-se que houve uma queda de 26,1% das pessoas brancas que foram vítimas de homicídio por arma de fogo. No entanto, o número de pessoas negras vitimadas por essa forma de homicídio cresceu 49,9%. Violência contra os jovens: entre jovens de 15 a 24 anos, os homicídios são a principal causa de morte. Violência contra mulheres e homens: Em 2013, houve 4.762 homicídios de mulheres – 13 homicídios diários, em média. Ao contrário do que acontece com os homicídios masculinos, destaca-se o domicílio da vítima como um local de agressão. Violência doméstica: Quando ocorre violência contra a mulher há índices muito baixos de punição. Também existe um grande número de casos de violência contra idosos. Uma em cada seis pessoas (16%) com mais de 60 anos de idade já sofreram algum tipo de abusos. Sobre a violência contra crianças e adolescentes, sabe-se que o abuso sexual, os ataques verbais ou físicos e a negligência constituem as formas de violência mais comuns enfrentadas por crianças e adolescentes no ambiente doméstico. Contudo, a pobreza é uma das piores formas de violência que uma criança pode enfrentar. Exploração sexual e tráfico humano: Uma das três atividades criminosas mais rentáveis, ao lado do tráfico de drogas e de armas. Violência e narcotráfico: O narcotráfico movimenta mais de 400 bilhões de dólares por ano, segundo um dos setores mais lucrativos da economia mundial. A guerra às drogas criminaliza o pequeno varejista e o usuário e favorece os grandes empresários de drogas e o sistema financeiro internacional. Ineficiência do aparato judicial: ao invés de praticar os ideais de recuperação e

Pastorais, Movimentos e Cáritas punitivo presente no sistema penal brasileiro, expressão de mera vingança, a fim de incorporar ações educativas, penas alternativas e fóruns de mediação de conflitos. O cristão precisa cultivar uma espiritualidade encarnada na cultura da não violência, pois a religião com espiritualidade leva à paz, já a religião sem a espiritualidade, leva ao fundamentalismo, ou seja, à guerra.

ALGUMAS PISTAS DE AÇÃO

reintegração da pessoa apenada à sociedade, as prisões se transformam em um depósito de supostos ‘maus elementos’ a serem reprimidos e, se possível, esquecidos pela sociedade. Polícia e violência: a letalidade das operações policiais (foram 3.320 vítimas no ano de 2015) se faz acompanhar de um grande número de policiais mortos. Dos 358 policiais assassinados nesse mesmo ano, 103 morreram em serviço, ao passo que outros 290 policiais foram mortos fora de suas atividades profissionais. Religião e violência: No Brasil, tem sido comum que a intolerância e o fanatismo religioso se concretizem no desrespeito à liberdade de expressão, nas proibições de uso de vestimentas rituais em público, nas agressões físicas a pessoas e monumentos religiosos, além do uso indevido de símbolos de outra religião com o fim de desmerecer, condenar ou mesmo demonizar práticas religiosas. Violência no trânsito: em 2012, quase 41 mil brasileiros perderam a vida nas estradas.

PESSOA, FAMÍLIA E A SUPERAÇÃO A VIOLÊNCIA A superação da violência nasce da relação com o outro e o primeiro lugar onde o ser humano aprende a se relacionar é na família. Ninguém nasce violento. Contudo, a pessoa pode vir a ser violenta. O comportamento violento emerge como produto final, a partir da reciprocidade entre o comportamento da criança e o efeito desse comportamento sobre as atitudes dos adultos. Portanto, o comportamento violento pode ser aprendido na família e reaplicado socialmente em suas relações ao longo da vida. Todavia, uma sociedade que preconize a cultura da paz não passa só pela família, como pela efetivação dos direitos humanos. É, pois, o coração do homem que precisa ser pacificado para que possa superar a ideia de que o outro é um risco a ser eliminado. A oração e a confiança em Deus são as únicas armas utilizadas pelos não violentos (n. 172-173). “Amai os vossos inimigos e orai por aqueles que vos perseguem” (Mt 5,44), “brilhe a vossa luz diante das pessoas, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus” (Mt 5,16)

A SOCIEDADE E A SUPERAÇÃO DA VIOLÊNCIA É necessário promover rodas de conversa, grupos de reflexão, encontros catequéticos que facilitem o conhecimento da violência psicológica, física e institucional, em nossas comunidades. Além disso, conhecer, se envolver e apoiar as iniciativas das Pastorais Sociais que trabalham nesta perspectiva. É urgente denunciar a predominância do modelo

Estatuto da criança e do Adolescente: Denunciando toda e qualquer forma de violência sexual contra crianças e adolescentes; Promover ações em parceria com os Conselhos Tutelares (CT), Conselhos Municipais da Criança e do Adolescente (CMDCA), Conselho de Alimentação Escolar (CAE) e Pastoral do Menor; Defender o ECA como uma política pública; formação sobre a Doutrina Social da Igreja. A violência doméstica e a Lei Maria da Penha: Para que seja evitada a violência, as mulheres e homens devem adotar comportamentos de colaboração nos trabalhos domésticos. Violência e juventude: Erradicar o analfabetismo; Conselhos Municipais e Estaduais de Juventude; Políticas públicas de inclusão social; atividades que promovam o Perdão e reconciliação; Negros e negras e a superação da violência: Valorizar as datas comemorativas dos povos indígenas e quilombolas; Celebrações nas comunidade na perspectiva de uma liturgia encarnada e que retrate esses povos e seus clamores; Semana dos Povos Indígenas e a Semana da Consciência Negra; Agricultura familiar, consumindo produtos artesanais das comunidades tradicionais, indígenas e quilombolas. Superação da violência fruto do narcotráfico: Acompanhamento aos usuários de drogas; Erradicação das drogas; Incentivar programas de governo e entidades civis; Centro de Atendimento Psicossocial de Álcool e Drogas (CAPS AD); Centro de Referência Especializada em Assistencia Social (CREAS); Pastoral da Sobriedade. Defensoria pública: as defensorias públicas, cuja função é atender àqueles que não possuem condições financeiras de pagar honorários de um advogado, tornam-se instrumentos para diminuir as desigualdades sociais e, consequentemente, promover a justiça. Violência política: Escolas de Fé e Políticas ou Escolas de Cidadania; Conselhos Paritários; Democracia participativa. Violência religiosa: Em nome da fé ou de um pressuposto absoluto da verdade, a violência manifestada pela intolerância religiosa, além de provocar sofrimento e distanciamento da cultura da paz, impõe sequelas à alma das pessoas empobrecidas e ‘calejadas’ por uma prática religiosa que, ao invés da liberdade, oprime a misericórdia de Deus para com seus filhos e suas filhas. Superar a violência no trânsito: Autoavaliação dos próprios motoristas (não dirigindo alcoolizados, não se distraindo no uso de aparelhos eletrônicos, respeitando a sinalização, entre outros).

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Especial

Ano do Laicato: Vivendo o sim dado a Deus no

Batismo A

Igreja no Brasil celebra, desde o dia 26 de novembro de 2017, Solenidade de Cristo Rei, até 25 de novembro de 2018, o “Ano do Laicato”. O tema escolhido para animar a mística deste ano foi: “Cristãos leigos e leigas, sujeitos na ‘Igreja em saída’, a serviço do Reino” e o lema: “Sal da Terra e Luz do Mundo”, Mt 5,13-14. O intuito é levar o cristão leigo a tornar-se, de fato, um missionário na família e no trabalho, onde estiver vivendo. Anete Mulinari Fank

Com objetivo de mostrar um pouco do trabalho que é desenvolvido por fiéis leigos e leigas na Diocese de Cruz Alta, durante este ano, a Voz da Diocese trará entrevistas especiais com algumas destas pessoas que atenderam ao chamado de ser discípulos e missionários de Jesus Cristo. Uma destas pessoas é Anete Mulinari Fank (45 anos). Anete é professora há 26 anos, atua na secretaria do Colégio Santíssima Trindade de Cruz Alta e, mesmo com uma rotina diária de muitas tarefas, entre elas a de ser mãe e esposa, dedica parte de seu tempo para a Igreja. Ela atua como catequista, secretária do Conselho Paroquial de Economia e Administração da Paróquia Divino Espírito Santo (Catedral), atuante na Pastoral do Batismo (catequese batismal), do Movimento de Cursilho e, recentemente, foi investida como Ministra Extraordinária da Comunhão Eucarística e da Palavra. Também já integrou a equipe de festeiros da Paróquia... Sim, uma participação muito expressiva. Mas, o que chama atenção, certamente, não é a quantidade de atividades que desenvolve, mas sim, a dedicação e disposição com a qual os realiza. “É muito bom! Servir a Deus através dos irmãos e irmãs é uma verdadeira bênção. Penso que cada um de nós possui uma vocação e, descobri-la

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e assumi-la é um dos caminhos. Sem dúvida, cada pessoa tem muito a contribuir nas suas comunidades”, diz Anete. Para ela, envolver-se, ser atuante na igreja é “viver o sim a Deus dado desde o meu batismo. Minha família sempre procurou viver a fé de forma concreta, atuando na Igreja; essa vivência trago comigo desde a infância. Ao me tornar adulta, amadureci também a minha fé”, conta. Hoje, como leiga, Anete diz entender que tem uma missão que lhe foi dada pelo próprio Cristo e, portanto, busca ser fiel a Ele no cumprimento dessa missão.

O Ano do Laicato Para Anaete, o ano do laicato é um ano muito importante, especialmente para fortalecer a ação dos leigos. “Nossa missão é específica e insubstituível; começa na família e estende-se por todos os ambientes. Considero importante para a promoção de estudos, reflexões e ações acerca da nossa atuação tanto no ambiente eclesial (Igreja) como na sociedade, lugar em que somos chamados a atuar para promover um mundo mais justo e fraterno. Ainda, é uma oportunidade para aprofundar o conhecimento acerca da nossa identidade, vocação, espiritualidade e missão, trabalhados com profundidade

no Documento 105 da CNBB, “Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade – Sal da terra e Luz do mundo (Mt 5, 13-14)”, sugestão de estudo para todos nós, leigos”, destaca. Desde 2016, a professora Anete Mulinari vem desenvolvendo um estudo sobre o documento 105 da CNBB, já tendo apresentado na 42ª Assembleia Diocesana de Pastoral e palestras em algumas paróquias, como Nossa Senhora dos Navegantes, Salto do Jacuí e Divino Espírito Santo, Catedral, e Imaculada Conceição, em Cruz Alta. Para aqueles que tem vontade de se integrar a um movimento, pastoral ou algum outro serviço da Igreja, Anete deixa a seguinte mensagem: Coloquem-se a caminho, integrando-se nas ações, serviços, pastorais da comunidade. No documento 105 da CNBB, os bispos do Brasil nos incentivam a sermos cada vez mais atuantes: “Incentivamos os irmãos leigos e leigas a acreditarem na própria vocação como sujeitos de uma missão específica. A sociedade humana em construção e a Igreja em missão contam com cristãos convictos da própria responsabilidade, dispostos a acolher desafios, alegres em abrir caminhos novos na construção do Reino do Senhor Jesus, reino da verdade e da vida, reino de justiça, do amor e de paz.” (Doc. 105, n. 277)


Especial

O tempo A

inda bem que o tempo passa! Percebeu que iniciamos um novo ano. Seja bem-vindo 2018.O tempo passa e passa para todos. Aos poucos no decorrer da vida vamos percebendo os sinais do tempo. Às vezes, os sinais aparecem muito dedo, na aurora da vida, apenas para nos alertar de nossos limites. Aparecem os primeiros fios de cabelos brancos, as rugas, as limitações do físico.... Os sinais do nosso corpo só são percebidos quando estamos com certa idade. Depois dos cinquentas anos as coisas começam a ficar mais evidentes e muitos começam também a pensar em mudanças de atitudes e de pensamento. O que era valor na juventude passa a não ter mais significado. Os valores mudam e nós também mudamos. Viver é exercício de desprendimento. É aventura de deixar que o tempo leve o que é dele, e que fique só o necessário para continuarmos as novas descobertas. Há uma beleza escondida nas passagens... Vida antiga que se desdobra em novidades. Coisas velhas que se revestem de frescor. Basta que retiremos os obstáculos da passagem. Deixar a vida seguir. Não há tristeza que mereça ser eterna. Nem felicidade. Talvez seja por isso que o verbo dividir nos ajude tanto no momento em que precisamos entender o sentimento da tristeza e da alegria. Eles só são suportáveis à medida em que os dividimos... Enquanto dividimos, eles passam, assim como tudo precisa passar. Não se prenda ao acontecimento que agora parece ser definitivo. O tempo está

passando... O que se sabe é que o tempo se encarrega de pôr fim a tudo, como mostra o poema “O tempo”, de Mário Quintana, que diz: “A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa. Quando se vê, já são seis horas! Quando se vê, já é sexta-feira! Quando se vê, já é Natal... Quando se vê, já terminou o ano... Quando se vê, perdemos o amor de nossa vida. Quando se vê passaram 50 anos! Agora é tarde demais para ser reprovado... Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio. Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas. Seguraria o amor que está à minha frente e diria que eu o amo... E tem mais: não deixe de fazer algo que gosta devido à falta de tempo. Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz. A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará”.

Pe Magnus Camargo Pároco da paróquia N. Sra da Natividade Ijuí/RS

Abra os olhos. Há encantos escondidos por toda parte. Presta atenção. São pequenos, mas constantes. Que a gente cresça e não envelheça simplesmente. Que tenhamos rugas e boas lembranças. Que tenhamos juízo mas mantenhamos o bom humor e um pouco de ousadia. Que sejamos racionais, mas lutemos por nossos sonhos. Afinal, o que é o tempo? Não é nada em relação a nossa grande meta que é o Céu. E que missão!

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Geral

Diocese divulga encaminhamentos da 43ª Assembleiade Pastoral

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urante dois dias, bispo, padres, religiosos e religiosas, lideranças paroquiais e diocesanas estiveram reunidos no Centro Diocesano de Formação Pastoral, para a 43ª Assembleia Diocesana de Pastoral realizada nos dias 07 e 08 de novembro. Dentre os assuntos apresentados e discutidos, embasados pelo 19º Plano Diocesano de Pastoral, visando a Iniciação à Vida Cristã como eixo integrador da ação eclesial, resultaram alguns encaminhamentos. Segundo o Coordenador de Pastoral, Pe. Aldecir Corassa, estes apontamentos feitos durante a assembleia, e discutidos na reunião extraordinária da EDIPA, realizada no dia 28/11, deverão ser colocados em prática a partir do próximo ano. 1) Formação permanente dos agentes envolvidos na Iniciação à Vida Cristã: “É preciso promover uma metodologia capaz de envolver as pessoas no saber, sentir, optar, viver, fazer e ser cristãos” (Doc. 107, n. 191). O Curso de Lideranças da Diocese está organizado nesta perspectiva. Nas regiões pastorais e paróquias, a realização de encontros, cursos e palestras é uma necessidade. Assim, acontecerá, em 26 de agosto de 2019,o encontro diocesano de agentes evangelizadores. 2) Fortalecer ou constituir o Conselho Paroquial de Pastoral (CPP): As orientações principais referentes ao Conselho Paroquial de Pastoral estão nas Normas Pastorais da Diocese de Cruz Alta. O CPP é uma exigência indispensável na articulação da ação evangelizadora para possibilitar a corresponsabilidade e comunhão eclesial.“A conversão pastoral supõe considerar a importância dos processos participativos de todos os membros da comunidade paroquial” (Doc 100, n. 290). Assuntos relevantes são colocados em pauta, tanto para aprofundamento como para tomada de decisões. Todo encontro deverá iniciar com a Leitura Orante da Bíblia. 3) Projeto Missionário Permanente: Este projeto precisa ser concretizado em todas as comunidades de todas as paróquias da Diocese. O Rito de Iniciação Cristã de Adultos (RICA) diz: “O pré-catecumenato, dedicado ao primeiro anúncio, é o primeiro grau do itinerário da iniciação à vida cristã, o qual em nenhuma hipótese deve ser omitido”.

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Aos já batizados, a primeira evangelização e o anúncio querigmático assumem as características de reaproximação, reencantamento, redescoberta de Jesus Cristo e da comunidade eclesial (Reinert). Isso requer que sejamos uma Igreja em saída. O ponto de partida da missionariedade é sair, aproximar-se das pessoas. Como fazemos isso? Como está o grupo missionário de cada comunidade?Uma Igreja acolhedora: as pessoas das quais nos aproximamos precisam sentir-se acolhidas. A secretaria paroquial é a porta de entrada que acolhe as pessoas que chegam? Como as pessoas se sentem quando entram na Igreja para participar da celebração? Uma Igreja misericordiosa: somente uma Igreja misericordiosa consegue ser acolhedora; Uma Igreja querigmática: Querigma = primeiro anúncio, não somente no sentido cronológico, mas o anúncio principal (EG, n. 164). “Nada sem missão, tudo com missão”. Sugerese visita missionária em cada comunidade por ocasião da festa do padroeiro. 4) Família: A família é chamada a ser lugar de iniciação, onde se aprende a rezar e a viver os valores da fé. Pais são os primeiros responsáveis pela iniciação dos filhos. Uma possibilidade é apresentar um itinerário de formação cristã com adultos para os pais e demais familiares (n. 199-204). Como fazer isso? * A 43ª Assembleia Diocesana aprovou a implantação em toda a Diocese, de forma gradual, da catequese familiar durante um ano antes de iniciar o processo com as crianças. * O Batismo das crianças é outra oportunidade para fazer um caminho

com os pais e padrinhos (Doc. 107, n. 200-201). A catequese batismal integra o caminho da Iniciação à Vida Cristã. Catequistas do batismo integram o grupo dos demais catequistas da paróquia. * Preparação ao sacramento do Matrimônio: “Pode-se adotar um itinerário catecumenal que forneça aos noivos os elementos necessários para poderem celebrar o Matrimônio com as melhores disposições e iniciar com certa solidez a vida familiar”(Doc. 107, n. 203). * Atenção às famílias: “Partindo de sua situação, podem-se abrir portas para o engajamento, para a experiência de fé, para o serviço na comunidade, ajudando-as a aceitar e viver o amor em sua situação real” (Doc. 107, n. 204). 5) Serviço da vida plena: “O processo de Iniciação à Vida Cristã salienta o processo de interação entre fé e vida que se expressa em conversão, mudança de vida e atitudes ético-sociais (...). Cada interlocutor e toda comunidade tornam-se atentos aos sinais dos tempos, em busca das respostas necessárias a situações existências e sociais” (Doc. 107, n. 135). Isso requer que sejamos uma Igreja samaritana: que se abaixa para socorrer, cuidar e curar os caídos à margem da estrada: as periferias existenciais. “Tem o evangelho no coração e nas mãos e acolhe quem está desnorteado, caminha com as pessoas em situações difíceis, cura feridas” (n. 109). Assim se traduz a organização das Pastorais Sociais e Cárita s nas paróquias: com um olhar atento às situações difíceis. EDIPA Cruz Alta, 28 novembro de 2017.


Dica de Liturgia Por: Vera Prevedello e Josemar Bagolin

Equipe Diocesana de Liturgia

Ano Litúrgico Parte 2 T

erminada a Quaresma na Quinta-feira Santa de manhã, a partir da tarde desse dia, começa o Tríduo Pascal: Quinta-feira Santa; Sexta-feira Santa e Sábado Santo. Na Quinta-feira, à tarde, celebra-se a Missa da Ceia do Senhor e Lava-pés. A cor do paramento é Branca. Trata-se de uma Missa solene e deve-se ornamentar o altar com flores. Ao final da Celebração é feito o translado do Santíssimo Sacramento. Na Sexta-feira Santa, celebrase a Ação Litúrgica da Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo. Essa celebração não é Missa. A cor é vermelha. No Sábado Santo (não se diz mais “sábado de aleluia”) à noite, celebra-se a Vigília Pascal, mãe de todas as vigílias. A vigília começa após o pôrdo-sol no Sábado Santo fora da igreja, onde o fogo ou fogueira é abençoada pelo presidente da celebração. Este fogo novo simboliza o esplendor do Cristo ressuscitado dissipando as trevas do pecado e da morte. O Círio pascal é abençoado com um rito muito bonito e significativo.

Dicas: O Círio Pascal será usado em todo o Tempo Pascal. Uma vez concluído o tempo Pascal, convém que o Círio seja dignamente conservado no batistério. O Círio Pascal também é usado durante os batismos e as exéquias, quer dizer no princípio e no término da vida temporal, para simbolizar que um cristão participa da luz de Cristo ao longo de todo seu caminho terreno, como garantia de sua incorporação definitiva à Luz da vida eterna, lembrando a todos que Cristo é a "luz do mundo." Tempo Comum (Segunda Parte) Tempo Comum que h a v i a s i d o interrompido pela Quaresma, reinicia na Segunda-feira após a solenidade de Pentecostes. No Domingo seguinte, celebra-se a Solenidade da Santíssima Trindade. Nesse dia, a cor é Branca. Na Quinta-feira após o Domingo da Santíssima Trindade, celebra-se a Solenidade do Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo (“Corpus Christi"). A duração do Tempo Comum, contanto desde a primeira parte, é de 34 semanas. Na 34º semana, mais especificamente na véspera do Primeiro Domingo do Tempo do Advento, termina o Tempo Comum e, consequentemente termina aquele Ano Litúrgico, devendo, portanto, iniciar o outro como primeiro Domingo do Tempo do Advento. Como pudemos ver, cada tempo tem sua importância e sua espiritualidade própria. Sigamos o Mestre em sua vida diária, aproveitemos cada tempo para fortalecer nossa fé e participação no Mistério Pascal de Jesus Cristo, participando das celebrações dominicais e quando pudermos, das celebrações diárias, demonstrando assim, o desejo de segui-lo, não só em ocasiões especiais, mas no seu cotidiano.

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Tempo Pascal inicia no primeiro Domingo da Páscoa. Toda a semana seguinte a esse dia é chamada Oitava de Páscoa. São dias tão solenes quanto àquele primeiro Domingo. No sétimo Domingo da Páscoa, celebra-se a Solenidade da Ascensão do Senhor. O Tempo Pascal termina com a Solenidade de Pentecostes Espiritualidade do Tempo Pascal: Alegria em Cristo Ressuscitado. Ensinamento: Ressurreição e vida. Cor: Branca.

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Demonstrativos

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Geral

Encontro nacional das CEBs deve reunir mais de 3 mil participantes

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urante o ano de 2017, a Diocese de Cruz Alta se preparou realizando os encontros paroquiais e diocesano da CEBs (Comunidades Eclesiais de Base do Brasil), visto a realização do 14º Intereclesial das CEBs, que será realizado em Londrina, de 23 a 27 de janeiro 2018. Este encontro deve reunir cerca de 3.300 participantes de todo o Brasil, representantes das CEBs dos países do Conesul e parceiros das Igrejas da Europa. O encontro é uma iniciativa das CEBs, organizações e pastorais populares que pensam a Igreja Católica a partir de seu compromisso com os pobres. O encontro terá como tema “As CEBse os desafios no mundo urbano” e lema “Eu vi, ouvi os clamores do meu povo

Foto Arquivo (Encontro Diocesano 2017)

e desci para libertá-lo” (Êxodo, 3:7). “A sociedade tem de estar preparada para lidar com os problemas atuais e, acima de tudo, pensar e refletir as soluções para enfrentar essas dificuldades”, afirma padre Dirceu Fumagalli, da Formação e Articulação das Equipes de Serviços do 14º Intereclesial. “A igreja tem o compromisso de ajudar na formação e na

articulação de seus membros para pensar essas soluções.” O encontro intereclesial das CEBs terá uma metodologia de trabalho, baseada no método“Ver, Julgar e Agir. Para ampliar as reflexões dos desafios, o encontro terá 13 mini plenárias que vão discutir temas como acesso e condições de moradia; mobilidade urbana; formação e educação; acesso e participação na cultura e lazer; trabalho e emprego; juventude; ecologia; saúde e saneamento; violência e segurança; direito à comunicação; diálogo interreligioso; movimentos e organizações sociais e populares; democratização e participação na política. Serviço O 14º Intereclesial das CEBs – “Eu vi, ouvi os clamores do meu povo e desci para libertá-lo”. Êxodo, 3:7.- será realizado de 23 a 27 de janeiro de 2018, em Londrina (PR).

Diocese de Cruz Alta se prepara para participar da 41ª Romaria da Terra A Diocese de Cruz Alta se prepara para participar da 41ª Romaria da Terra do RS, que acontecerá no dia 13 de fevereiro de 2018 (terça-feira de carnaval), sendo escolhido como local a comunidade de Rio de Dentro, no município de Mampituba. Nos dias que antecedem a Romaria, 11 e 12 de fevereiro acontecerá o 13º Acampamento da Juventude no mesmo local. O tema escolhido para a edição de 2018, pela primeira vez, nos 40 anos de história das Romarias, coloca em primeiro plano a relação das mulheres com a terra, suas causas, lutas por espaço, igualdade de gênero, denúncias de violências contra as mulheres e histórias de vida e superação com o tema “Mulheres Terra: resistência, cuidado e diversidade”. O evento está sendo organizado desde o mês de maio por representantes da Comissão Pastoral da Terra do Rio Grande do Sul (CPT-RS), da CNBB

questões agrárias da região e do país e, ainda, planejam os momentos que farão parte do encontro e definem as equipes de serviço. Organize a sua caravana e participe da 41ª Romaria da Terra do RS.

Calendário de posse dos párocos

Regional Sul III e da Diocese de Osório que, em reuniões ampliadas, debatem sobre a atual situação da mulher na luta por seus direitos, pela igualdade de gênero, por melhores condições de trabalho no campo e na cidade, na garantia do alimento saudável e nas

27/01/18 Pe. Marcos Rogério Denardi; 28/01/18 Pe. Gibrail Walendorff – 10h; 03/02/18 Pe. Eliseu Lucas Alves de Oliveira – 18h; 09/02/18 Pe. Estacínio – Boa Vista do Incra – 19h30min; 11/02/18 Pe. Estacínio – Fortaleza – 10h.

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Reflexões 07/01/2018 FESTA DA EPIFANIA DO SENHOR “Hoje nasceu para nós um menino”. Iniciando um novo ano e, aos poucos, encerrando o Tempo do Natal, celebramos hoje a Festa da Epifania, a apresentação do Menino Jesus aos povos. Deus, que veio morar conosco agora se manifesta a todos. A manifestação do Menino, como luz que brilha a todos os povos, inclusive aos pagãos, se faz por meio de uma estrela que guia os magos até o seu encontro; e é pelos magos que também traduzimos esta manifestação, pelos presentes que eles trazem: ouro, incenso e mirra. O ouro que ressalta a realeza de Jesus: sim, ele é Rei, e vem para estabelecer o Reino do Pai entre os mais desprezados. Esse é o seu Reino! O incenso, que revela sua divindade: é Deus, que se encarna, que habita no meio do povo, que vai caminhar com ele; e a mirra, que revela a humanidade deste Deus, que quer sofrer as mesmas mazelas que seu povo sofre, que ter as mesmas alegrias, que quer mostrar que um mundo diferente é possível. O salmista convida todas as nações para aclamar e adorar este Deus. Hoje, na festa da Epifania, somos convidados a também fazermos nossa peregrinação até Deus, reconhecê-lo no meio de nós. Onde Deus se revela? Somos capazes de reconhecê-lo no meio de nós, e se revelando para todos? E o que nós trazemos de presente para Ele? Que a revelação de Deus, hoje feita a nós através do Espírito Santo, seja reconhecida e assumida por cada um e cada uma. Vamos também, como os magos do Oriente, mesmo diante de dificuldades e trevas, encontrar Jesus. Ele quer se revelar para nós. Vamos abrir nosso coração, e deixar que Ele habite nele, para que também façamos parte do Reino que Ele vem construir: reino de paz e justiça, de fraternidade e amor. Sejamos todos construtores deste Reino. 14/01/2018 II DOMINGO DO TEMPO COMUM “Eis o Cordeiro de Deus!” Com a festa do Batismo de Jesus, encerramos o Tempo do Natal, e hoje, inauguramos o Tempo Comum. As leituras de hoje e o evangelho nos falam de um único tema: o chamado. Pelo Batismo, cada um de nós recebe uma missão, é chamado à santidade de vida, isto é, a aprofundar sua fé e a cada dia, melhorar o seguimento a Jesus. E do testemunho de 14

Por Renati Machiaveli Equipe de Liturgia

João Batista, revelando o Cordeiro de Deus, nasce a vocação dos dois primeiros seguidores de Jesus; e Jesus é firme, pois os convida a permanecer com Ele, e a convivência faz que eles também dêem seu testemunho, para que outros se juntem à missão. Assim de testemunho em testemunho, os discípulos de Jesus vão aumentando. Qual é o testemunho que nós damos de Jesus? Ele faz atrair outras pessoas para nossa comunidade? O testemunho é sempre mais importante que as palavras. Como queremos que mais pessoas respondam ao chamado que Deus faz, que Jesus faz, se nós não testemunhamos a alegria de estarmos em sintonia com Jesus, de que vale a pena assumir seus ensinamentos? Samuel, o menino da primeira leitura, ainda não conhecia Deus; precisou ser guiado por Elias, para que também respondesse ao chamado e se colocasse à disposição para o serviço do Reino. Ainda hoje somos, a cada momento da vida, chamados por Deus. Qual a resposta que damos? Que a nossa resposta ao chamado que recebemos, seja resposta livre, resposta de doação, para que também nosso testemunho de Cristo seja verdadeiro. Que Jesus nos dê a graça da fidelidade da perseverança, na resposta que damos aos compromissos que assumimos, especialmente a vocação que abraçamos. 21/01/2018 III DOMINGO DO TEMPO COMUM “Levanta-te e põe-te a caminho” Neste terceiro domingo do tempo comum, vemos iniciar de fato a vida pública de Jesus. Após a prisão de João Batista, Jesus assume a pregação da conversão. E Ele não caminha sozinho, mas busca colaboradores. E convoca dois irmãos, pescadores, que o seguem e se tornam pescadores de homens. Jesus não inicia sua pregação em Jerusalém, o grande centro da época; mas na Galiléia, lugar onde estavam os marginalizados, os esquecidos. Isto nos faz lembrar das palavras do Papa Francisco, que insiste na necessidade da Igreja ir às periferias, especialmente as periferias existenciais. O chamado de Jonas, para ir aos ninivitas, povo descrente, abandonado e pecador, também ressalta essa necessidade. É preciso ir ao encontro daqueles que mais necessitam, levar a eles o perdão, e então chamá-los à conversão. Esse é também o chamado que nós recebemos hoje. É preciso sair, é preciso conversão e penitência. Andar com Jesus, aprender Dele, e assumir os compromissos que Ele nos propõem, não é algo fácil e tranquilo. É

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preciso ter um espírito renovado, pois o ser humano não consegue manter por muito tempo a postura de fidelidade a Deus, porque o espírito está pronto, mas a carne é fraca. Portanto, é preciso seguir a palavra do apóstolo Paulo: mudar de atitude, pois a figura deste mundo passa. Precisamos, como os pescadores que se tornaram discípulos de Jesus, responder ao chamado de serviço que recebemos todos os dias, em nossas comunidades, em nossas famílias e na sociedade. Mas para respondê-lo, é necessário que mudemos nossas atitudes interiores, nos despojemos de nosso autocentrismo; e aprendamos de Jesus, a estar a caminho, no meio dos mais necessitados. 28/01/2018 IV DOMINGO DO TEMPO COMUM Todos ficavam admirados com seu ensinamento Na liturgia deste quarto domingo do tempo comum, vemos o relato do primeiro milagre de Jesus, escrito por Marcos. Jesus entra na sinagoga para ensinar. E todos se admiram com seus ensinamentos, pois por eles, até os maus espíritos vão embora. E a grande pergunta é: de onde vem esta força? Jesus não ensina como os doutores da Lei, mas ensina do jeito do povo, porque Ele vem do meio do povo. Ele mesmo diz que “as palavras que vos digo, não as digo por mim mesmo, mas o Pai que mandou-as dizer”. As palavras de Jesus vem do Pai, e por isso são espírito e vida. Na primeira leitura, o povo não quis mais escutar a voz do Senhor; e agora, em Jesus se cumpre a promessa feita por Deus: farei surgir um profeta, porei em sua boca as minhas palavras e elevai comunicar tudo o que eu mandar. É preciso abrir o coração para escutá-las! Como estamos preparando e praticando a Palavra de Deus? Deixamos que elas entrem em nosso coração, e sejam força de transformação? A lição que vem da liturgia da palavra de hoje quer nos ensinar que devemos buscar o ensinamento que vem da Palavra, sem as preocupações mundanas, que por vezes muito nos atrapalham. É preciso que elas sejam para nós alimento espiritual. É preciso acolhê-la em editá-la. É preciso também proclamá-la, para que ela tenha força de transformação. Façamos possível nas nossas famílias e nas nossas comunidades, momentos de reflexão da Palavra. E juntos espalhemos a fama de Jesus, que vem conosco caminhar, e que nos traz a salvação, pela construção de um mundo de paz e de amor.


Mais MECEPs são investidos na Diocese de Cruz Alta

A Palavra do Bispo Dom Adelar Baruffi Bispo Diocesano de Cruz Alta

Mais 49 Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística e da Palavra foram apresentados e investidos neste ano, na Diocese de Cruz Alta. No dia 10 de dezembro, na Capela do Centro Diocesano de Formação Pastoral, em Cruz Alta, 36 Ministros foram investidos pelo Bispo Dom Adelar Baruffi. Já no dia 16, foi realizada a investidura de 13 ministros da região de Soledade. Estes ministros serão apresentados em suas comunidades durante missa e, a primeira e mais importante missão que irão exercer será a de visitar, regularmente, os doentes. Em nome da comunidade levará a solidariedade. Também, proclamará a Palavra e levará a Eucaristia aos que se encontram impossibilitados, pela idade ou doença, de participar das celebrações na comunidade. É, também, missão do Ministro (a) Extraordinário (a) da Comunhão Eucarística e da Palavra presidir a celebração dominical da comunidade quando o padre não puder presidir a eucaristia, conforme organização da Paróquia. Proclamará a Palavra e dirigirá uma mensagem ao povo reunido. Com esmero e profunda reverência fará a distribuição da Eucaristia ao povo, durante a celebração eucarística e da Palavra. Este ministério deve ser exercido em fidelidade ao mandato da Igreja. Assim, pelo seu ministério auxiliará para que a Eucaristia se torne expressão de fé, caridade e unidade da comunidade. Conforme o Bispo Dom Adelar Baruffi, o serviço gratuito destes irmãos fará aumentar a fé e o crescimento da comunidade eclesial. “Pedimos que continuem apoiando e valorizando os diversos ministérios que servem a comunidade”, diz.

Janeiro e Fevereiro

Agenda Diocesana 27/01 - 19h - Pe. Cristiano Segabinazzi – Vigário Paroquial da Paróquia São João Batista, em Panambi. 28/01 - 10h - Posse Pe. Gibrail Walendorff, Ajuricaba; 03/02 - 18h - Posse do Pe. Eliseu Oliveira - Paróquia Conceição/C. Alta; 11/02 - 10 - Pe. Estacínio Ruci Rucnieski – Pároco da Paróquia São Pedro Apóstolo, em Fortaleza dos Valos. 10/02 - Carnaval com Cristo - Espumoso; 18/02 - 10h - Pe. Estacínio Ruci Rucnieski – Pároco da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Boa Vista do Incra. 13/02 - Romaria da Terra - Osório; 14/02 - 08h30min - Abertura da Campanha da Fraternidade - Cúria; 21 a 23 - Retiro Seminaristas - CDFP; 24/02 - 19h.Pe. Marcos Denardi – Pároco da Paróquia São João Batista, em Panambi, às 27/02 - 08h30min - C. formação - Cúria; 14h - Com. AB-C - Cúria.

Identidade e dignidade da vocação dos leigos Quem são os leigos e leigas na Igreja? O Concílio Vaticano II compreendeu que leigos são todos os batizados, exceto os membros da ordem sacra e os religiosos. A relação primeira, constitutiva do ser e do agir do leigo é sua relação com Cristo, por meio do batismo. “Estes fiéis, pelo batismo foram incorporados a Cristo, constituídos no Povo de Deus e a seu modo feitos partícipes do múnus sacerdotal, profético e régio de Cristo, pelo que exercem sua parte na missão de todo o povo cristão na Igreja e no mundo” (Lumen Gentium, n.31). A identidade dos leigos é vista de maneira positiva. Pelo batismo são membros da Igreja. Têm plena cidadania, não lhes falta nada para viverem a sua fé. No dizer do Papa Pio XII: “não somente pertencem à Igreja, mas de que são Igreja”. Então, a realidade mais importante de todos os cristãos é o fato de que somos batizados. Antes de qualquer distinção ministerial, somos um Povo de Deus. Porque batizados, formamos em Cristo um só Corpo, vivificados pelo Espírito Santo. “Um só é, pois, o povo de Deus: ‘um só Senhor, uma só fé, um só Batismo; comum é a dignidade dos membros, pela regeneração em Cristo; com uma graça de filhos, comum a vocação à perfeição; uma só salvação, uma só esperança e uma caridade indivisa” (Lumen Gentium, n. 32). A unidade precede e fundamenta a distinção nas diversas formas de participação na missão de Cristo. Esta unidade batismal também justifica que não podemos criar distinções ou graus de dignidade, pois “reina igualdade entre todos quanto à dignidade e quanto à atuação” (Lumen Gentium, n.32). Assim, quem recebe o sacramento da ordem não tem maior dignidade do que os que vivem o sacramento do matrimônio ou a vida consagrada. É importante que seja superada para sempre a visão dos leigos como uma categoria inferior. Os ministros ordenados não são mais importantes e dignos do que os leigos. Pelo batismo todos têm direitos e deveres na Igreja. Alguns direitos são o de associar-se em movimentos de espiritualidade e apostolado; aprofundar e amadurecer na fé; participar de sua comunidade de fé e das celebrações dos sacramentos; manifestar-se e ser ouvido em questões de fé; educar os filhos na fé cristã; cooperar na organização e condução das comunidades. Também existem deveres, como o de ser corresponsável na ação evangelizadora e, sobretudo, o de dar testemunho do Evangelho em todos os ambientes. “É específico dos leigos, por sua própria vocação, procurar o Reino de Deus exercendo funções temporais e ordenando-as segundo Deus” (Lumen Gentium, n. 31). Como batizados, os leigos também são chamados à santidade. Esta vocação é para todos. Não se faz necessário “fugir do mundo” para buscar a santidade. O cotidiano da vida familiar, profissional e social são os lugares ordinários para viver “o perfume de Cristo” e o “fermento do Reino”. “Eles se santificam nos altares de seu trabalho” (CNBB, Cristãos leigos e leigas na Igreja e na sociedade, n. 35). Quantos pais e mães viveram santamente sua vida familiar ou também na retidão com que viveram sua profissão, segundo os valores do evangelho. Enfim, a identidade e dignidade do leigo encontra sua luz na consagração batismal e na pluriforme manifestação dos dons do Espírito Santo para o bem de todos. Leigos, clérigos e religiosos são todos cristãos. Este é o dado fundamental, que nos torna todos sal da terra e luz do mundo, na diversidade dos carismas e ministérios suscitados pelo Espírito. A Voz da Diocese/www.diocesecruzalta.com.br

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Última

Diocese de Cruz Alta realiza encontro de estudo da Campanha da Fraternidade 2018

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Diocese de Cruz Alta, em comunhão com toda a Igreja do Brasil, realizou, no dia 02/12, o Encontro de Estudos da Campanha da Fraternidade de 2018, que trará o tema: Fraternidade e superação da violência, tendo como lema “Em Cristo somos todos irmãos” (Mt 23,8). O encontro que reuniu mais de cem participantes, contou com a assessoria do Secretário Executivo da CNBB Regional Sul 3, Pe. César Leandro Padilha, que destacou a necessidade de se criar uma cultura da paz. “Precisamos criar uma cultura da paz contra a violência. Queremos anunciar o Deus da paz, que é Jesus Cristo. Este Deus da paz nos chama para uma nova atitude de vida, um jeito novo de vida, pois se vivemos num mundo tão desumano de tanta violência, de tanta injustiça, é preciso que nós, como igreja, sejamos a força que vai construir uma nova cultura da paz”, destaca o Pe. César Leandro. Segundo ele, diante deste contexto, não basta se sensibilizar com a situação, mas sim, ter uma atitude concreta. Em outras palavras: “não basta ser contra a violência, mas é preciso lutar contra a violência. Não basta não ser racista, é preciso lutar contra o racismo, é preciso propor um jeito novo de viver, um jeito novo de caminhar, um jeito novo de ser igreja, de ser uma igreja que defende o injustiçado, que defende todas as pessoas vítimas de violência, uma igreja que nos ensina um jeito diferente. É preciso criar uma cultura da paz para que nossas crianças possam ver a beleza de vir ao mundo, para que todos saibamos que fomos criados na dignidade, filhos e

Cartaz da Campanha da Fraternidade 2018

Pe César Leandro Padlha, Secretário Executivo da CNBB Regional Sul 3

filhas de Deus. Tudo aquilo que nos torna menos pessoa, tudo aquilo que destrói a dignidade da pessoa humana, não é cristão. Portanto, o caminho é lutar por uma evangelização que faça nascer a cultura da paz”, enfatiza.

Encontro reuniu mais de cem participantes

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Para o Bispo Diocesano Dom Adelar Baruffi o tema da Campanha da Fraternidade deste ano é muito importante, visto que a violência está muito presente em nossa sociedade e que é preciso a união de todos para ser superada. “É um tema muito importante, muito presente, muito vital, pois atinge toda a sociedade, desde a pessoa com ela mesma, com suas relações mais próximas, com sua família, até as relações comunitárias, as relações sociais, sobretudo com todas as grandes questões sociais relativas à violência, ao tráfico, a discriminação, com todos os grandes problemas relativos a violência no mundo. Portanto, algo muito vital ao qual devemos nos comprometer”, ressalta. Conforme Dom Adelar, o tema será aprofundado no tempo da quaresma mas, também, espera que esta discussão tenha continuidade durante todo o ano, visto que é um tema que faz parte da própria mensagem Cristã: “Aquele que esperamos para o Natal, é o príncipe da paz e, portanto, aquele que nos convida a fraternidade universal e a superação de todas as formas de violência”, lembra. Segundo o Bispo, um cristão que tem fé, que é seguidor de Jesus Cristo não pode dizer “isto não tem a ver comigo”, pois sempre tem a ver, direta ou indiretamente. “Caminhemos juntos na construção da fraternidade, na superação da violência”, finaliza. Como ação concreta, na Diocese de Cruz Alta será realizado o I Seminário de Superação da Violência e Incentivo a Cultura da Paz que será aberto a toda a comunidade, no dia 24 de março 2018.

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