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Congresso Eucarístico Diocesano será realizado em outubro ANO XI - nº 120 - Setembro de 2011 - Leia mais: www.diocesedeblumenau.org.br

Diocese de Blumenau CNBB Regional Sul 4

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Jornal da

Diocese de Blumenau

BÍBLIA

Só tu tens palavras eternas, queremos te ouvir


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Opinião

“A Bíblia é a carta de amor de nosso Pai. E nós a deixamos fechada no envelope” (São Gregório Magno)

A Igreja da Palavra destaque. Resgatou-se a mesa da Palavra (ambão). As famílias católicas foram convocadas a ter e a ler a bíblia. A catequese tornou-se encontro com a Palavra. Propusemo-nos a nos tornar cada vez mais a Igreja da Palavra. Por ela, Deus fala conosco e nós com Deus. Esse diálogo com o Pai abrenos para o diálogo entre nós e com os diferentes. Em setembro celebra-se o Mês da Bíblia, como fruto do tempo da Palavra. Também nosso Jornal elegeu a Palavra como tema aglutinador dessa edição. Falamos do método da Leitura Orante como um jeito apropriado e eficiente de alimentar-se da “palavra que sai da boca de Deus” (Mt 4,4). No mês da celebração do Dia da Pátria, com a proposta do Grito dos Excluídos, a Palavra vem nos advertir que uma nação deve espelhar-se no projeto divino revelado. Ainda mais que somos um país onde mais de 90% se confessam cristãos, discípulos do Senhor.

“O movimento aponta os erros e os crimes do atual modelo excludente, mas quer ser propositivo, buscar formas concretas de ação popular”

Artigo

Editorial

A Igreja, em todo o mundo, prepara-se para, no próximo ano, celebrar um grande jubileu: os 50 anos do início do Concílio Vaticano II, que se estendeu de 1962 a 1965. Se agora, por ocasião desta comemoração, quiséssemos dizer o que significou o concílio, teríamos duas constatações. A primeira, a inserção da Igreja na modernidade. Antes víamos um apostolado apologético, dogmático, quase maniqueísta. Hoje vemos uma evangelização inserida nas alegrias e esperanças das pessoas e grupos. A Igreja também assumiu as conquistas técnicas e científicas para fortalecer e ampliar sua tarefa prioritária da pregação do Evangelho. Hoje, também, nos adiantamos em fazer voltar a Igreja para a fonte da Palavra. É esta a segunda e promissora constatação. Começando pela constituição dogmática “Dei Verbum” (Palavra de Deus), a luz do Concílio Vaticano II recuperou o lugar da Palavra. No espaço litúrgico, a bíblia ganhou

Grito dos Excluídos, uma reflexão O Grito dos Excluídos não é um evento localizado no tempo e no espaço, mas um conjunto de atividades que convergem para uma data de mobilização geral, o chamado “dia do Grito”, que no Brasil ocorre em 7 de setembro e na América Latina, em 12 de outubro. Depois de anos de história, podemos apontar algumas constantes de sua realização. Uma delas é de que grande parte da população no Brasil e em todos os países latinoamericanos vem sendo cada vez mais excluída dos benefícios do desenvolvimento tecnológico e econômico. Essa exclusão cresce ano a ano, negando à maioria os direitos fundamentais a uma real e justa cidadania. O Grito faz a denúncia do modelo neoliberal globalizado e do sistema financeiro internacional, cujo único interesse é maximizar lucros, esquecendo a situação de fome e miséria de milhões de pessoas, especialmente no Terceiro Mundo. A denúncia atinge as elites nacionais, que subordinam a economia e a política aos credores internacionais,

comprometendo, inclusive, a soberania nacional. O Grito aponta os erros e os crimes desse modelo excludente, mas quer ser propositivo. Buscar formas concretas de ação popular, contribuir para a transformação da sociedade, construir um desenvolvimento econômico participativo e sustentável, respeitando a vida e a natureza. É preciso apoiar as iniciativas populares, respeitar as diferenças de soluções, fortalecer as organizações de base e as variadas formas de luta. Lembrar que os povos latinoamericanos têm uma história de resistência, uma memória viva, criativa e ativa na busca de alternativas. Por fim, procura-se garantir o protagonismo dos excluídos. A partir das bases, eles são chamados a participar da preparação do Grito. São os donos da palavra, a voz ativa do movimento, envolvidos na produção do conhecimento, na organização e na mobilização.

Dom José

Sem o domingo não podemos viver “O cristão deve sentir que faltou algo em sua vida, se a semana não começar com um momento de graça, como é a missa dominical”

No tempo da perseguição de Diocleciano (ano 304), em uma cidade romana, na atual Tunísia, cristãos foram presos, porque celebravam a eucaristia dominical. Quando o presbítero e os cristãos estavam diante do procônsul, foram questionados sobre os encontros proibidos. O dono da casa respondeu: “não pude impedir meus irmãos que se reunissem em minha casa porque nós não podemos viver sem a eucaristia”. Todos foram martirizados. Esse martírio se tornou testemunho de como os cristãos viviam o domingo, como um momento irrenunciável da semana. Os mártires

testemunharam com sangue que, na celebração eucarística do domingo, está implícita a identidade cristã. Um verdadeiro cristão não pode renunciar à missa dominical. Na carta apostólica que escreveu sobre o sentido do domingo, João Paulo II afirmava: “O domingo, com sua solenidade, permanecerá a ritmar o tempo da peregrinação da Igreja até ao domingo sem ocaso. Homens e mulheres do terceiro milênio, ao encontrarem a Igreja que cada domingo celebra alegremente o mistério donde lhe vem a vida, possam encontrar o próprio Cristo ressuscitado. E os seus discípulos,

renovando-se no memorial semanal da Páscoa, tornem-se anunciadores do Evangelho que salva e construtores ativos da civilização do amor”. (O dia do Senhor, 87) Mais que um preceito, o domingo é um dom do Senhor. A participação na eucaristia, coração do domingo, é um privilégio. O cristão deve sentir que faltou algo em sua vida, se a semana não começar com um momento de graça, a missa. O Dia do Senhor nasce de uma convocação, de um chamado do católico a encontrar-se para expressar o mistério da Igreja, como família que vive uma única vida: a vida

Padres Luiz Bassegio e Alfredo Gonçalves

de Deus, do amor, de comunhão. Devemos redescobrir o significado do “encontrar-nos” para celebrar a eucaristia. Significa manifestar o mistério de Deus entre nós. “Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estarei no meio deles” (Mt 18,20). Nosso encontrarnos se torna o antídoto à solidão e ao egoísmo da sociedade sem Deus. No dia 2 de outubro, a Igreja de Blumenau se encontrará para celebrar o Congresso Eucarístico Diocesano. Esse evento será uma oportunidade para reafirmarmos, como Diocese, que acreditamos que o Senhor Jesus presente na Eucaristia está no meio de nós e caminha conosco até o fim dos tempos (Mt 28,20).


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“Tomai, comei, isto é o meu corpo. Bebei dele todos, pois este é o meu sangue da nova aliança, que é derramado em favor de muitos, para remissão dos pecados” (Mt 26,26-28)

Diocese LITURGIA

CURTAS

Diocese prepara Congresso Eucarístico

EQUIPE DE LITURGIA A Equipe Diocesana de Liturgia esteve reunida no Centro Catequético Frei Braz Reuter, em Blumenau, no dia 12 de agosto, para uma reunião, presidida pelo coordenador diocesano da Pastoral Litúrgica, padre Anderson Ferrari. Vários representantes de comarcas participaram, trazendo a caminhada litúrgica de suas regiões, suas alegrias e desafios. Foram revisadas também as agendas comarcal e diocesana, para dinamizar as atividades que formam e aprimoram essa área tão importante da evangelização.

A Eucaristia, presença real de Cristo em nosso meio, é o sacramento da vida comunitária O ano de 2011 está sendo vivido na Diocese de Blumenau como o Ano da Liturgia. Mas, porque e para que um ano da liturgia e um Congresso Eucarístico? O Concílio Vaticano II (1962-1965) diz que “a Liturgia é cume da vida cristã e fonte donde emana toda a sua força” (SC,10). Sendo assim, a Diocese de Blumenau quer, com este ano, revitalizar a vida litúrgica de nossas paróquias e comunidades. Sendo a Liturgia fonte e cume da Igreja, a Eucaristia, que é a presença real de Cristo em nosso meio, é o sacramento por excelência da vida comunitária (eclesial). O Congresso Eucarístico Diocesano, que acontecerá no dia 2 de outubro, no Ginásio de Esportes Galegão, em Blumenau, será o coroamento do Ano da Liturgia, o cume de todos os trabalhos deste ano. Será, também, a fonte que nos abastecerá em nossa missão e em nosso “Ser Igreja”. Pois, “quanto mais viva for a fé eucarística no povo de Deus, tanto mais profunda será sua participação na vida eclesial, por meio de uma adesão convicta à missão que Cristo confiou aos seus discípulos” (Sacramentum Caritatis, n. 6). O Congresso Eucarístico será aberto a toda a comunidade e a expectativa é reunir cinco mil participantes de toda a Diocese. Naquele domingo, solicíta-se que, na parte da manhã não haja celebrações nas paróquias e comunidades da diocese.

[+] PROGRAMAÇÃO ✗ 8 horas: acolhida ✗ 8h30min: Momento Mariano, com a acolhida de Nossa Senhora Aparecida, vinda do Santuário Nacional de Aparecida (SP)

CRISMA NO SANTUÁRIO DE NAVEGANTES

✗ 9 horas: palestra “Eucaristia, Pão da Unidade”, ministrada por Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, arcebispo de Salvador (BA) ✗ 9h45min: testemunho de uma família sobre a eucaristia ✗ 10 horas: animação ✗ 10h15min: palestra “Seus olhos se abriram e eles o reconheceram (Lc 24,31) – a Eucaristia e a transformação da Sociedade”, ministrada pelo padre Vitor Galdino Feller, coordenador de

Pastoral da Arquidiocese de Florianópolis e diretor do ITESC ✗ 11 horas: testemunho de um religioso que trabalha numa favela da periferia de São Paulo ✗ 11h30min: adoração ao Santíssimo, presidida por Dom José Negri, bispo diocesano de Blumenau

✗ 12 horas: almoço ✗ 13h30min: animação ✗ 13h45min: apresentação teatral ✗ 15 horas: celebração da missa e encerramento do Congresso Eucarístico, presididos por Dom Murilo Krieger

O Santuário Nossa Senhora dos Navegantes, na cidade de Navegantes, celebrou no dia 30 de julho, a Crisma de seus jovens. Mas antes de receberem a unção do Espírito Santo, os crismandos tiveram a oportunidade de conversar de perto com Dom José Negri. Um dia antes do Sacramento, o bispo esteve na comunidade, levando sua motivação, orientando e respondendo a dúvidas dos jovens.


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Igreja

“Felizes são os que ouvem a Palavra de Deus e a põem em prática” (Lc 11,28)

ENTREVISTA

Diferenças entre as bíblias

A diversidade das religiões revela a bondade e a criatividade de Deus que oferece seu amor e salvação a todos se de resgatar as fontes mais antigas da fé. Lutero se esforçou para difundir esta ideia com a convicção de que, na Bíblia, as “fontes antigas” correspondiam aos livros adotados oficialmente pelos judeus. Por isso, os livros escritos em grego não se encontram na bíblia protestante.

O professor Celso Loraschi No mês da Bíblia, o Jornal da Diocese dedica-se à Palavra. O professor Celso Loraschi, que leciona Estudos Bíblicos no Instituto Teológico de Santa Catarina, fala sobre as diferenças entre bíblias e dá um panorama de como as religiões fundamentam sua fé nos livros sagrados. Loraschi é mestre em Teologia Dogmática pela Pontifícia Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção, em São Paulo e coordena a Comissão Arquidiocesana de Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso em Florianópolis. Porque algumas bíblias protestantes excluem livros existentes na bíblia católica? A bíblia protestante, no que se refere aos livros do Primeiro Testamento (ou Antigo Testamento) segue a mesma lista da bíblia hebraica (bíblia dos judeus) que manteve os livros escritos na língua hebraica. Os livros em grego foram considerados “apócrifos”. Para nós, católicos, são conhecidos como “deuterocanônicos” e têm o mesmo caráter sagrado dos demais. Quando aconteceu a reforma protestante, no século 16, havia um interes-

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Que livros são estes? Tobias, Judite, Baruc, Eclesiástico, os dois livros de Macabeus e o Eclesiástico. Existem também algumas passagens que se encontram nos livros de Daniel e de Ester. Há diferença de linguagem entre as bíblias nas várias religiões? Nós, cristãos, pertencemos à tradição religiosa judaico-cristã. Seguimos a Bíblia composta por 46 livros do Primeiro Testamento e 27 do Segundo Testamento. O Judaísmo segue a bíblia hebraica, composta por 39 livros, somente do Primeiro Testamento. Portanto, cristãos e judeus, acreditamos no mesmo Deus que se revela na história humana e nos liberta da opressão. A diferença é que os judeus consideram Jesus um profeta, mas não o Filho de Deus. Por isso não adotam os livros do Segundo Testamento. Outras religiões possuem seus livros sagrados. O Islamismo (muçulmanos ou maometanos) segue o Alcorão. Judaísmo, Cristianismo e Islamismo são religiões monoteístas, parentes entre si, tendo Abraão como o pai da fé. O Induísmo possui vários livros sagrados. O principal é “Os Vedas” que contêm as verdades eternas revela-

das pelos deuses que regem todas as criaturas. O Budismo possui como principal livro sagrado o Tripitaka que transmite os ensinamentos originais de Buda. Nem todas as religiões possuem um livro sagrado, mas seguem doutrinas que expressam convicções de fé e motivam a prática de valores que nos ajudam a entrar em comunhão com Deus, com as demais pessoas e com a natureza: amor, res-

peito, verdade, justiça, fraternidade... A diversidade das religiões revela a bondade e a criatividade de Deus que oferece seu amor e salvação a todos. Existe uma tradução ecumênica da bíblia. Como ela é? Existem algumas. A mais conhecida é a TEB (Tradução Ecumênica da Bíblia), do francês, reconhecida e aceita mundialmente pelos cristãos. Na TEB encontramos todos os livros do Primeiro e do Segundo Testamentos, também os deuterocanônicos. No

início de cada livro há comentários que colaboram para uma leitura bem proveitosa. Há pessoas e comunidades que usam a Bíblia Ecumênica tanto para leitura e meditação pessoal como nas liturgias. É um dos sinais que ressalta a importância do ecumenismo como caminho para a unidade das igrejas cristãs. Nos últimos tempos tem-se percebido uma busca mais intensa pela leitura da Bíblia. A que o senhor credita essa tendência e qual a sua importância? A Bíblia, cada vez mais, está sendo lida, comentada e estudada pelos cristãos. Nós temos sede de Deus! Jesus proclamou que “não só de pão vive o ser humano, mas de toda palavra que sai da boca de Deus” (Mt 4,4). Há muitas palavras, propostas e caminhos que o mundo nos apresenta. Não é, porém, qualquer proposta que nos realiza profundamente e que torna o mundo mais habitável, justo e fraterno. Acontece conosco assim como Pedro expressou a Jesus: “Para quem iremos, Senhor? Só tu tens palavras de vida eterna” (Jo 6,68). Sim, a Bíblia, cada vez mais está se tornando o principal meio de cultivo da fé, da espiritualidade e do compromisso cristão no mundo. A Palavra de Deus é luz para nossos pés, graças a Deus! Não podemos esquecer que o primeiro livro sagrado é a Vida. O segundo livro é a Bíblia que deve estar a serviço da vida digna sem exclusão.

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Nossa Senhora das Dores A dor e o sofrimento são as mais angustiantes perguntas da existência humana. Quem já não foi visitado pelo sofrimento? Jesus veio ao mundo para trazer o verdadeiro sentido da dor, que se desdobra em tantos aspectos e nuances. Assim, falar deste tributo humano é falar a um homem concreto. Significa não enganar as pessoas. O Beato João Paulo II, consciente de que a Igreja perpetua a solidariedade do Senhor diante do sofrimento das pessoas, no ano de 1984 publicou a Carta Apostólica “Salvifici Doloris” (o valor salvífico do sofrimento), na qual expõe o que chama de “Evangelho do sofrimento” (Confira em http://migre. me/5wiYk). A imagem de Nossa Senhora das Dores inspira-se no Evangelho de João (Jo 19,25-27). Debaixo da cruz de Jesus, de pé, está sua mãe, o apóstolo João e outras mulheres. Os teólogos falam que a narração joanina evidencia uma verdadeira revelação do Senhor naquele momento. As palavras “ao ver”, “disse” e “eis” caracterizariam algo de importância a ser dito. De fato, chegara a sua “hora” e, com ela, a de sua mãe que, ali, simboliza a Igreja. O relato é uma síntese da obra que Jesus veio realizar: a salvação do homem prolongada na Igreja. Então, ao contrário de ser uma figura negativista, Nossa Senhora das Dores significa a Boa Nova de Jesus a todos os homens. Pode lembrar a compaixão de Deus expressa a Moisés: “Eu vi a aflição do meu povo e desci para libertá-lo” (Êx 3,7-8). Nossa Senhora das Dores é celebrada no dia 15 de setembro.

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de tradição OS p Blumenau ara e região


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Catequese

“Declarai santo, em vossos corações, o Senhor Jesus Cristo e estai sempre prontos a dar a razão da vossa esperança a todo aquele que a pedir” (1Pd 3,15)

ESTUDO

A Palavra de Deus na vida eclesial

da vida espiritual de todo o fiel (DV 25). Evite-se, porém, o risco de uma abordagem individualista. A Palavra que se dirige a cada um, pessoalmente, constrói também a comunidade Igreja. Por isso, o texto sagrado sempre deve ser abordado na comunhão eclesial. Na leitura orante da Escritura, a Liturgia, principalmente a eucaristia, ocupa lugar privilegiado. Ao celebrarmos o Corpo e o Sangue de Cristo no Sacramento, atualiza-se no meio de nós a própria Palavra. Em certo sentido, a leitura orante pessoal e comunitária deve ser vivida sempre em relação com a celebração eucarística. Colocando-se em relação a lectio e a liturgia, podem se identificar melhor os critérios que devem guiar esta leitura no contexto da pastoral e vida espiritual. A lectio divina é capaz não só de desvendar ao fiel o tesouro da Palavra, mas também de criar encontro com Cristo, Palavra divina viva.

Palavra de Deus e oração mariana (88)

Continuação da Exortação Apostólica Pós-sinodal Verbum Domini, do Santo Padre Bento XVI, sobre a Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja (doc. 194) Palavra de Deus e vida consagrada (83) A vida consagrada nasce da escuta da Palavra de Deus e acolhe o Evangelho como sua norma de vida. Viver no seguimento de Cristo casto, pobre e obediente é uma exegese viva da Palavra de Deus. Os carismas de radicalidade evangélica vêm do mesmo Espírito Santo que inspirou a Bíblia. A tradição monástica sempre teve por fator constitutivo a meditação da Sagrada Escritura, particularmente na lectio divina. Deste mesmo modo hoje, as formas de vida consagrada são chamadas a ser escolas de vida espiritual onde se leiam as Escrituras, segundo o Espírito Santo na Igreja, para proveito

de todo o povo de Deus.

matrimônio e família (85)

Palavra de Deus e fiéis leigos (84)

Com o anúncio da Palavra, a Igreja revela à família cristã sua identidade, segundo o desígnio do Senhor. Na origem do matrimônio está a Palavra de Deus (Gn 2,24) e o próprio Jesus o incluiu entre as instituições de seu Reino (Mt 19,4-8), elevando a sacramento o que estava inscrito na natureza do ser humano, criado como homem e mulher e chamado ao amor fiel, recíproco e humano. Perante a atual desordem, a Palavra de Deus reafirma a bondade originária fecunda deste grande mistério nupcial, do qual deriva a responsabilidade dos pais em relação aos filhos:

Os leigos, em virtude de sua missão batismal, difundem o Evangelho na vida diária, “dando razão de sua esperança” (1Pd 3,15). Eles realizam a própria vocação à santidade como vida segundo o Espírito nas realidades temporais e na sua participação nas atividades terrenas. Para discernir a vontade de Deus, precisam de familiaridade com a Palavra lida e estudada. As dioceses proporcionem oportunidade para tal formação.

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sentido da vida em Cristo;

✗ são os primeiros anunciadores da Palavra de Deus e a comunidade eclesial deve sustentá-los nisso; ✗ cada casa tenha a sua Bíblia e encontre ajuda para sua leitura, junto aos sacerdotes diáconos e leigos preparados; ✗ a função das mulheres seja suscitar a escuta da Palavra e a relação pessoal com Deus, comunicar o sentido do perdão e da partilha evangélica, ser portadoras de amor, mestras da misericórdia e construtoras da paz, comunicadoras de calor e humanidade num mundo dominado pelos critérios da exploração e do lucro.

Leitura Orante e lectio divina (86) A leitura orante do texto sagrado, lectio divina, é elemento fundamental

Existe relação indivisível entre a Palavra de Deus e Maria de Nazaré. As orações marianas constituem uma ajuda para meditar o que narra a Sagrada Escritura. No Rosário, que percorre com Maria os mistérios da vida de Cristo, o anúncio seja acompanhado por trechos da Bíblia.

Palavra de Deus e Terra Santa (89) A Terra Santa é o “Quinto Evangelho”. As pedras sobre as quais Jesus caminhou continuam a “gritar” a Boa Nova. Os cristãos ali são chamados a servir como um farol de fé para a Igreja e também como fermento de harmonia, sabedoria e equilíbrio na vida de uma sociedade que foi e continua a ser pluralista, multiétnica e multirreligiosa. Extraído do Doc. Verbum Domini 194 e Revista REB, artigo J. Konings

Irmã Anna Gonçalves - Coordenadora Diocesana de Catequese


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Ecumenismo

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“Nem todo aquele que diz: ‘Senhor, Senhor!’ entrará no Reino dos Céus, mas só aquele que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus” (Mt 7,21)

Campanha da Fraternidade e Semana de Oração

TESTEMUNHO

CMI conclui documento Inter-religioso sobre conduta da fé

Saúde pública será o foco da Campanha da Fraternidade de 2012, anunciou o secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Leonardo Ulrich Steiner, durante a ExpoCatólica, em São Paulo, no início de agosto. “Temos a melhor proposta de saúde pública do mundo, o Sistema Único de Saúde (SUS), mas os nossos pobres nem sempre têm acesso. A nossa saúde pública é um grande problema. Precisamos tomar consciência disso para que tenhamos uma atitude”, disse.

Também o tema da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos (Souc) de 2012 está definido: “Todos seremos transformados pela vitória de nosso Senhor Jesus Cristo”, está fundamentado na carta do apóstolo Paulo aos Coríntios. O tema da Semana de Oração, que será celebrada de 20 a 27 de maio, foi preparado por católicos, ortodoxos e protestantes da Polônia e será adaptado à realidade brasileira por uma equipe de trabalho nomeada pelo Conselho Nacional de Igrejas do Brasil (Conic).

Entidade que representa 90% dos cristãos do mundo divulga a carta em Genebra Após cinco anos de trabalho e união ecumênica, o Pontifício Conselho para o Diálogo Interreligioso, em conjunto com o Conselho Mundial de Igrejas (CMI) e a Aliança Evangélica Mundial (WAE) concluiu o documento inter-religioso sobre a fé, intitulado “Testemunho cristão em um mundo multirreligioso: recomendações de conduta”. A carta foi apresentada em Genebra, na Suíça, pelos representantes das três entidades, compostas por católicos, anglicanos, protestantes, ortodoxos, evangélicos, pentecostais e igrejas independentes. Juntas, elas representam 90% dos cristãos do mundo. O presidente do Pontifício Conselho, cardeal Jean-Louis Pierre Tauran, definiu o ato como um momento histórico.

Movimento combate a intolerância religiosa

Para ele, a mensagem cristã deve ser proclamada, jamais imposta. O documento enfatiza que a conversão pertence ao Espírito Santo e que “o testemunho cristão num mundo pluralista inclui o diálogo com pessoas de diferentes religiões e culturas”. O texto reafirma o princípio da liberdade de religião, que

inclui o direito de professar publicamente, propagar e mudar de religião. O documento contém doze princípios do testemunho cristão e seis recomendações. Os cristãos são chamados a rezar por todos, a construir relações de respeito e confiança com as pessoas de outras crenças e reforçar a sua identidade e fé.

A Associação Afro-Brasileira Movimento de Amor ao Próximo (Aamap) lançou em maio, na Bahia, o Mapa da Intolerância Religiosa – Violação ao Direito de Culto no Brasil, um projeto que surge da experiência da entidade em produzir relatórios e informes sobre violação dos direitos humanos, econômicos, sociais e culturais, bem como denunciar a situação de discriminação e preconceito sofrido pela população negra no Brasil. O objetivo é criar um canal permanente de recebimento de denúncias de casos de violação do direito de culto e, ao mesmo tempo, provocar

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o poder público a fazer valer as políticas públicas voltadas para a defesa da liberdade religiosa no País. O mapa será publicado anualmente, com reforço do site www.mapadaintolerancia. com.br, aberto a receber casos de intolerância religiosa e encaminhá-los aos órgãos competentes. O projeto segue uma perspectiva colaborativa, não se vinculando politicamente e mantendo autonomia e capacidade de dialogar com os diversos atores que lidam com a temática da liberdade religiosa no Brasil. A Coordenadoria Ecumênica de Serviços (CESE) é um dos apoiadores do mapa.


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Enfoque Pastoral

“Não abandones a Sabedoria, e ela te guardará: ama-a, e ela te protegerá” (Pr 4,6)

HOMENAGEM

Sintonize o “Bom Dia Criançada” Programa semanal da Arca da Aliança é feito por crianças e adolescentes Todo sábado, das 9 às 10 horas, o estúdio da Rádio Arca da Aliança, em Blumenau, se transforma em uma espécie de cenário de televisão. Isto porque as personagens do programa “Bom Dia Criançada” o apresentam trajados a rigor. O programa é dirigido à evangelização das crianças, num mundo todo infantil. Maria Isabel Goetzinger, de 7 anos, é uma das locutoras. No estúdio, rosto quase colado no microfone, está sempre pronta a repetir “mais alto” o número de telefone da emissora, atendendo à provocação da irmã, Amanda Paola, 15 anos, ou do pai, Gino Goetzinger, 41 anos, que dividem a bancada com ela. Amanda é locutora, Gino faz o papel do Opa/ Nono Goetzinger e Maria Isabel é “Bebéu”. Outra personagem do programa é “Tia Lú”, interpretada por Luciana Alves Borges, 30 anos. Ela conta histórias e faz reflexões, geralmente inspiradas na Bíblia. Ainda cuida das meninas locutoras, orientando-as e arrumando-lhes o microfone. O adolescente Cristian William Ribeiro, 16 anos, estuda no Ensino Médio e também integra o programa “Bom Dia Criançada”, comandando o painel de transmissão. Além de histórias, reflexão e bom humor, o “Bom Dia Criançada” interage com os ouvintes, especialmente as crianças e adolescentes. Eles pedem orações para seus familiares e amigos, enviam mensagens de paz, respondem a perguntas e concorrem ao sorteio de prêmios.

Dom Severino é natural de Ituporanga, no Alto Vale

Catarinense assume Diocese de Caçador Um programa feito por crianças, para as crianças, anima as manhãs de sábado na Rádio Arca da Aliança

Diocese celebra Dia da Pastoral da Criança eucarística, presidida pelo frei José Luiz Prim, OFM. A homenagem ao Dia Estadual da Pastoral da Criança e a Zilda Arns teve a presença do deputado Jean Kuhlmann, do secretário municipal de Assistência Social de Blumenau, Mário Hildebrand e da coordenadora estadual do movimento, Marly Rossi. Ocorreu, ainda, uma palestra motivacional com o naturaterapeuta Denivaldo Luz, almoço festivo e um momento de interação com um animador convidado. O encerramento foi o “envio”, feito pelo bispo Dom José, com a palavra do Pastor Dieter Thiel, presidente do Núcleo Ecumênico de

Neste ano, pela primeira vez, Santa Catarina comemorou o Dia Estadual da Pastoral da Criança. Instituída pela lei 18/2011, a data oficial é 25 de agosto, aniversário de nascimento de Zilda Arns, fundadora do movimento, que morreu em janeiro de 2010, no Haiti. Em Blumenau, o Dia Estadual da Pastoral da Criança foi celebrado no dia 28 de agosto, com um Encontrão de Líderes que reuniu cerca de 280 voluntários, de todas as paróquias da Diocese. A reunião começou com a celebração

Blumenau.

Importância De acordo com a coordenadora diocesana da Pastoral da Criança, Márcia Negherbon, Zilda Arns plantou uma semente que está frutificando. Hoje, na Diocese de Blumenau, o movimento está presente em 19 paróquias, envolvendo 200 voluntários, com o atendimento a 1.500 crianças. Márcia ressalta a importância da implantação desse dia para a motivação dos que atuam no movimento. “É uma forma de reconhecimento da Assembleia Legislativa e do governo, de que a Pastoral é uma instituição com poder de transformação da sociedade, contribuindo para a melhoria da saúde, da qualidade de vida e do desenvolvimento social”, afirma.

O Papa Bento XVI nomeou, em julho, o catarinense Severino Clasen, frei franciscano e bispo, para assumir a Diocese de Caçador. Dom Severino foi transferido da Diocese de Araçuaí (MG), no Vale do Jequitinhonha e é o quarto bispo a assumir em Caçador. Nascido em Ituporanga em 1954, foi ordenado padre em 1982 e bispo em 2005. No Instituto Teológico de Petrópolis, graduou-se em teologia. Ordenado padre, foi vigário paroquial em Concórdia e em Porto União. Em 2005 foi o primeiro bispo nomeado pelo papa Bento XVI e o 12º frade da Província Franciscana da Imaculada Conceição no Brasil a se tornar bispo. Neste ano, durante a 49ª Assembleia Geral da CNBB, realizada em maio, em Aparecida (SP), foi eleito presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato.

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Província Imaculado Coração de Maria - Tel: (0..47) 3323-1789 Correio eletrônico: Irmã Marlene Eggert: mar.eggert@hotmail.com Visite nosso site: www.cicaf.org


Especial

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PALAVRA

9 [+] Passo a passo do encontro com a Palavra

A importância da Leitura Orante em

Antes de começar a lectio divina, fazer um momento de silêncio, pensando que vou encontrar o Senhor. Pedir a Deus perdão pelas minhas ofensas, porque a pureza do coração e a humildade são características fundamentais para entrar na leitura do texto bíblico. Num segundo momento, colocar-se na presença de Deus, rezar um Pai Nosso tentando olhar como Deus me olha. Por fim, pedir ao Pai o dom do Espírito Santo porque a Bíblia é um livro inspirado por Deus e, portanto, deve ser lido e interpretado com a ajuda do Espírito Santo.

O método de conhecimento e meditação sobre a Bíblia ajuda a revelar o que Deus quer de nós

1 - A leitura do texto

Setembro é o mês da Bíblia e o Jornal da Diocese destaca a Palavra em sua edição. Nestas páginas, trazemos uma reflexão sobre um dos métodos mais antigos de leitura e meditação da Palavra de Deus, a Leitura Orante, ou a lectio divina. O Concílio Vaticano II já dizia que “só pela luz da fé e meditação da Palavra de Deus pode alguém, sempre e por toda a parte, reconhecer Deus, em quem vivemos, nos movemos e somos (At 17,28) e procurar em todo o acontecimento a Sua vontade, ver Cristo em todos os homens”. (Vat. II, Apostolicam Actuositatem, 4) Podemos, portanto, deduzir que a leitura e a meditação da Palavra de Deus se tornam fundamentais para quem está em busca da própria vocação e do próprio chamado. É a Palavra que forma e dá vida ao Cristo em nós, que aos poucos irá nos revelar o plano e o projeto de Deus em nossa vida. Tratando-se de um chamado divino, a vocação é algo de sobrenatural, que não pertence ao humano. É Deus quem chama. Foi Ele que pensou em nós desde a fundação do mundo para colaborarmos com o seu Reino. Quando Jesus diz “não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi” (Jo 15,16), queria justamente sublinhar isso.

na Palavra. O termo usado por muitos autores aqui é “mastigar e ruminar” o texto bíblico para aprofundar e penetrar nas palavras e mensagens. Atrás de cada palavra está o Senhor que me fala. É importante recordar outros passos bíblicos paralelos, compreender e confrontar o texto com a minha vida ou com experiências do passado, estimular o desejo de saber o que Deus quer de mim.

3 - A oração

A leitura orante da Bíblia, portanto, torna-se um meio, um instrumento para aprofundar o que Deus quer da minha vida, dia após dia. É um exercício que me ajuda, aos poucos, a interiorizar as mesmas atitudes e comportamentos que foram do próprio Jesus, que obedeceu ao Pai até o último momento da sua existência. A coisa mais importante será encontrar um tempo durante o dia, para dedicar-se à leitura e à meditação da Palavra de Deus. O lugar pode ser a igreja ou até mesmo um quarto de casa ou um lugar

Convide um assessor e, em grupos de no máximo cinco pessoas, proponha as seguintes discussões:

Uma prática secular A Leitura Orante é uma prática secular, um modo de fazer oração que vem de séculos. Tão antiga quanto a própria Igreja, pois na sua origem, os cristãos faziam da Bíblia o alimento para sua vida de fé, esperança e amor na caminhada.

Na raiz da leitura que Jesus fazia da Palavra de Deus estava a sua experiência de Deus com o Pai. A intimidade com o Pai dava a ele um critério novo, um olhar mais penetrante, que o colocava em contato direto com Deus, o autor da Bíblia e da vida. Por isso

São Paulo recomenda: “Procurem ter em vocês os mesmos sentimentos que animavam Jesus” (Fl 2,5). Pois assim teremos o mesmo olhar com que Jesus lia a Bíblia. A chave para descobrir a Palavra de Deus na vida é alimentar em nós “os mesmos sentimentos que animavam Jesus” (Fl 2,5). Buscar uma profunda experiência de Deus e, ao mesmo tempo, como Jesus e como servo, estar

atento aos problemas das pessoas que precisam de uma palavra de conforto. A Leitura Orante é um método de ler a Palavra de Deus e fazer dela nosso alimento para a caminhada, como discípulos e missionários de Jesus, na realidade que vivemos e atuamos. Dom José Negri, PIME

✗ Através da meditação se examina a Palavra, se guarda no coração como fez Maria, que “conservava cuidadosamente todos os acontecimentos e os meditava no seu coração” (Lc 2,19). O objetivo é chegar ao conhecimento da verdade que está contida

Segunda semana: Espiritualidade Preferencialmente, faça este encontro em um local diferente, para que possa ter uma duração mais longa. Ao longo do encontro, realizar a experiência da lectio divina. Ao final, todos podem escrever uma oração ofertando aquilo que meditaram através da leitura. Pode-se, ainda, fazer uma celebração, na qual todos possam ler suas orações.

Terceira semana: Compromisso Retome a meditação feita na semana anterior. Proponha que, de dois em dois, os participantes vão a uma casa e conversem com uma família sobre a meditação realizada. Depois, partilhe os frutos produzidos pela experiência meditativa da semana anterior e da visita à família. Organize a caminhada da próxima semana.

✗ Por que lemos tão pouco a Palavra

Quarta semana: Vida de grupo

de Deus?

✗ É importante “mastigar” e “ruminar” a Palavra de Deus? Por quê? Depois, em plenário, escolha uma leitura para a lectio divina da próxima semana

2 - A meditação

sossegado, como nos sugere o próprio Jesus quando nos diz: “... quando orares, entra no teu quarto e, fechando a tua porta, ora ao teu Pai que está lá, no segredo...”. (Mt 6,6) O texto a se refletir ou meditar pode ser o Evangelho ou a leitura do dia, ou qualquer leitura da Bíblia que relate uma vocação, um chamado, a partir de Abraão, os profetas... até chegar ao Novo Testamento, com a vocação de Maria e os apóstolos.

Algumas paróquias da Diocese de Blumenau estão fazendo da Leitura Orante uma celebração rotineira em suas comunidades. O bispo Dom José Negri, igualmente, tem valorizado este método em suas visitas e iniciou um roteiro para percorrer todas as comarcas, fazendo a leitura e a meditação da Palavra de Deus, por meio da lectio divina. Este Ano Eucarístico que a Diocese está vivenciando, é uma oportunidade imperdível para aprofundarmos nosso amor à presença real do Senhor entre nós. A seguir, algumas dicas temáticas para promover encontros semanais na sua comunidade.

Primeira semana: Estudo do tema

✗ A leitura consiste em alimentar-se da Palavra. Ela deve ser feita com atenção, com serenidade, sem subestimar o que pode parecer secundário, interpretando corretamente o sentido histórico. É importante ler e reler o texto, tentando compreender o que se acabou de ler, procurando questionar-se sobre o sentido das palavras e prestando atenção sobre o que elas querem nos dizer.

Instrumento

Dicas para encontros semanais na comunidade

✗ Vou ofertar na oração o que a leitura e a meditação do texto me fizeram conhecer e desejar. Neste momento, falo com o Senhor, de amigo para amigo, sobre aquilo que o Espírito me inspirou. A oração se torna uma entre as possíveis respostas ao apelo do Senhor. É uma reação que segue ao toque que Deus operou no meu coração, através da sua Palavra. E assim, a Palavra de Deus se torna Luz para o meu caminho, orienta meus passos, é o meu viver. Conforme estou vivendo a minha vida, posso pedir, neste diálogo com Deus, que Ele me oriente, dê o perdão pelas minhas ofensas, posso louvá-lo e agradecê-lo. Se estiver pensando no meu futuro, posso aproveitar deste momento para pedir-lhe a Luz necessária para fazer a sua vontade e encontrar o caminho que Ele, desde sempre, traçou para mim.

Fazer uma grande celebração/caminhada envolvendo toda a comunidade. No local de partida, cada um faz uma leitura individual. Durante a caminhada vai-se meditando a Bíblia. Finalizar com um grande louvor.

Oneda Móveis, Transformando ambientes de trabalho em escritórios de verdade. Fone/ Fax: (47) 3322 6867 / 3322 1688 Alameda Duque de Caxias (Rua das Palmeiras), 210 - Centro - Blumenau / SC

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Especial

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PALAVRA

9 [+] Passo a passo do encontro com a Palavra

A importância da Leitura Orante em

Antes de começar a lectio divina, fazer um momento de silêncio, pensando que vou encontrar o Senhor. Pedir a Deus perdão pelas minhas ofensas, porque a pureza do coração e a humildade são características fundamentais para entrar na leitura do texto bíblico. Num segundo momento, colocar-se na presença de Deus, rezar um Pai Nosso tentando olhar como Deus me olha. Por fim, pedir ao Pai o dom do Espírito Santo porque a Bíblia é um livro inspirado por Deus e, portanto, deve ser lido e interpretado com a ajuda do Espírito Santo.

O método de conhecimento e meditação sobre a Bíblia ajuda a revelar o que Deus quer de nós

1 - A leitura do texto

Setembro é o mês da Bíblia e o Jornal da Diocese destaca a Palavra em sua edição. Nestas páginas, trazemos uma reflexão sobre um dos métodos mais antigos de leitura e meditação da Palavra de Deus, a Leitura Orante, ou a lectio divina. O Concílio Vaticano II já dizia que “só pela luz da fé e meditação da Palavra de Deus pode alguém, sempre e por toda a parte, reconhecer Deus, em quem vivemos, nos movemos e somos (At 17,28) e procurar em todo o acontecimento a Sua vontade, ver Cristo em todos os homens”. (Vat. II, Apostolicam Actuositatem, 4) Podemos, portanto, deduzir que a leitura e a meditação da Palavra de Deus se tornam fundamentais para quem está em busca da própria vocação e do próprio chamado. É a Palavra que forma e dá vida ao Cristo em nós, que aos poucos irá nos revelar o plano e o projeto de Deus em nossa vida. Tratando-se de um chamado divino, a vocação é algo de sobrenatural, que não pertence ao humano. É Deus quem chama. Foi Ele que pensou em nós desde a fundação do mundo para colaborarmos com o seu Reino. Quando Jesus diz “não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi” (Jo 15,16), queria justamente sublinhar isso.

na Palavra. O termo usado por muitos autores aqui é “mastigar e ruminar” o texto bíblico para aprofundar e penetrar nas palavras e mensagens. Atrás de cada palavra está o Senhor que me fala. É importante recordar outros passos bíblicos paralelos, compreender e confrontar o texto com a minha vida ou com experiências do passado, estimular o desejo de saber o que Deus quer de mim.

3 - A oração

A leitura orante da Bíblia, portanto, torna-se um meio, um instrumento para aprofundar o que Deus quer da minha vida, dia após dia. É um exercício que me ajuda, aos poucos, a interiorizar as mesmas atitudes e comportamentos que foram do próprio Jesus, que obedeceu ao Pai até o último momento da sua existência. A coisa mais importante será encontrar um tempo durante o dia, para dedicar-se à leitura e à meditação da Palavra de Deus. O lugar pode ser a igreja ou até mesmo um quarto de casa ou um lugar

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Uma prática secular A Leitura Orante é uma prática secular, um modo de fazer oração que vem de séculos. Tão antiga quanto a própria Igreja, pois na sua origem, os cristãos faziam da Bíblia o alimento para sua vida de fé, esperança e amor na caminhada.

Na raiz da leitura que Jesus fazia da Palavra de Deus estava a sua experiência de Deus com o Pai. A intimidade com o Pai dava a ele um critério novo, um olhar mais penetrante, que o colocava em contato direto com Deus, o autor da Bíblia e da vida. Por isso

São Paulo recomenda: “Procurem ter em vocês os mesmos sentimentos que animavam Jesus” (Fl 2,5). Pois assim teremos o mesmo olhar com que Jesus lia a Bíblia. A chave para descobrir a Palavra de Deus na vida é alimentar em nós “os mesmos sentimentos que animavam Jesus” (Fl 2,5). Buscar uma profunda experiência de Deus e, ao mesmo tempo, como Jesus e como servo, estar

atento aos problemas das pessoas que precisam de uma palavra de conforto. A Leitura Orante é um método de ler a Palavra de Deus e fazer dela nosso alimento para a caminhada, como discípulos e missionários de Jesus, na realidade que vivemos e atuamos. Dom José Negri, PIME

✗ Através da meditação se examina a Palavra, se guarda no coração como fez Maria, que “conservava cuidadosamente todos os acontecimentos e os meditava no seu coração” (Lc 2,19). O objetivo é chegar ao conhecimento da verdade que está contida

Segunda semana: Espiritualidade Preferencialmente, faça este encontro em um local diferente, para que possa ter uma duração mais longa. Ao longo do encontro, realizar a experiência da lectio divina. Ao final, todos podem escrever uma oração ofertando aquilo que meditaram através da leitura. Pode-se, ainda, fazer uma celebração, na qual todos possam ler suas orações.

Terceira semana: Compromisso Retome a meditação feita na semana anterior. Proponha que, de dois em dois, os participantes vão a uma casa e conversem com uma família sobre a meditação realizada. Depois, partilhe os frutos produzidos pela experiência meditativa da semana anterior e da visita à família. Organize a caminhada da próxima semana.

✗ Por que lemos tão pouco a Palavra

Quarta semana: Vida de grupo

de Deus?

✗ É importante “mastigar” e “ruminar” a Palavra de Deus? Por quê? Depois, em plenário, escolha uma leitura para a lectio divina da próxima semana

2 - A meditação

sossegado, como nos sugere o próprio Jesus quando nos diz: “... quando orares, entra no teu quarto e, fechando a tua porta, ora ao teu Pai que está lá, no segredo...”. (Mt 6,6) O texto a se refletir ou meditar pode ser o Evangelho ou a leitura do dia, ou qualquer leitura da Bíblia que relate uma vocação, um chamado, a partir de Abraão, os profetas... até chegar ao Novo Testamento, com a vocação de Maria e os apóstolos.

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Primeira semana: Estudo do tema

✗ A leitura consiste em alimentar-se da Palavra. Ela deve ser feita com atenção, com serenidade, sem subestimar o que pode parecer secundário, interpretando corretamente o sentido histórico. É importante ler e reler o texto, tentando compreender o que se acabou de ler, procurando questionar-se sobre o sentido das palavras e prestando atenção sobre o que elas querem nos dizer.

Instrumento

Dicas para encontros semanais na comunidade

✗ Vou ofertar na oração o que a leitura e a meditação do texto me fizeram conhecer e desejar. Neste momento, falo com o Senhor, de amigo para amigo, sobre aquilo que o Espírito me inspirou. A oração se torna uma entre as possíveis respostas ao apelo do Senhor. É uma reação que segue ao toque que Deus operou no meu coração, através da sua Palavra. E assim, a Palavra de Deus se torna Luz para o meu caminho, orienta meus passos, é o meu viver. Conforme estou vivendo a minha vida, posso pedir, neste diálogo com Deus, que Ele me oriente, dê o perdão pelas minhas ofensas, posso louvá-lo e agradecê-lo. Se estiver pensando no meu futuro, posso aproveitar deste momento para pedir-lhe a Luz necessária para fazer a sua vontade e encontrar o caminho que Ele, desde sempre, traçou para mim.

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www.dioceseblumenau.org.br Setembro 2011. Jornal da Diocese de Blumenau

Variedades

“O Senhor retribuirá a cada um conforme a justiça e a fidelidade que tiver praticado” (1Sm 26,23)

PENSE

CONTO

O primeiro companheiro de São Francisco (parte I)

Encare mais um desafio bíblico Novas questões sobre o Livro Sagrado, para testar seus conhecimentos No mês dedicado à Bíblia, introduzimos um novo teste para desafiar seus conhecimentos sobre a Escritura. Pense, pesquise e responda às perguntas para con-

correr a uma bíblia. Mande suas respostas até o dia 10 de setembro para o e-mail jornal@diocesedeblumenau. org.br ou pelo Correio para a Cúria Diocesana de Blu-

DESAFIO BÍBLICO

2. Em que livro se encontra a Oração do Senhor? a) Mateus b) Atos

RESPOSTAS DO TESTE ANTERIOR No mês de agosto, ninguém acertou todas as perguntas do Teste Bíblico, portanto, não houve ganhadores para a bíblia. Confira as respostas certas.

VOCÊ SABE? 1. Em que livro se encontra a oração: “Cria em mim um coração puro, ó Deus”? a) Provérbios b) Ezequiel c) Salmos d) Deuteronômio e) Lucas

menau, aos cuidados do Padre Raul Kestring (Rua XV de Novembro, 955 / Blumenau-SC / CEP 89010-003). Informe seu nome completo, telefone e endereço.

c) Efésios d) Malaquias e) Isaías 3. Em que livro se encontra a frase “no princípio era o Verbo”? a) Atos b) Isaías c) João d) Levítico e) Romanos 4. Qual dos seguintes é o filho de Isabel e

Zacarias? a) Jesus b) Samuel c) Paulo d) Timóteo e) João Batista 5. Qual o dia santo, em cuja proximidade Jesus foi crucificado? a) Páscoa b) Hannukah c) Tabernáculos d) Sábado e) Purim

1. Quantas tentações Jesus sofreu no deserto? c) Três 2. Organize os seguintes eventos em ordem cronológica: c) Jesus é batizado no Rio Jordão e) Pedro nega que conhece Jesus a) O Espírito Santo desce sobre os crentes em Pentecostes d) Paulo, Barnabé e Marcos são enviados em uma missão pela igreja b) João tem uma visão na ilha de Patmos 3. Coloque estes fatos em ordem

cronológica: b) A resposta de Maria ao anjo c) A conversa de Nicodemos sobre o renascimento d) Pedro nega Jesus a) A prisão de Paulo em Jerusalém 4. Em que livro da Bíblia é mais comumente citada a versão dos Dez Mandamentos? b) Êxodo 5. Em que livro é descrita a primeira Páscoa? d) Êxodo

RECORDANDO

Casa de Recuperação é destaque no Jornal da Diocese Sob o título “Casa de Recuperação tem Paróquia como madrinha”, a edição de agosto de 2002 do Jornal da Diocese publicou fotos e textos a respeito desse ousado projeto pastoral em andamento. O texto afirmava que o CAEP da Paróquia São Paulo Apóstolo (Catedral) e o seu pároco, frei Edgar Weist, decidiram adotar a obra diocesana da Casa de Recuperação como obra da própria

paróquia. Prossegue a matéria que a mesma paróquia pagaria o valor da mão-de-obra das construções, que custava R$ 2.100,00, com dois pedreiros e dois ajudantes. Além disso, dizia a reportagem, “também ajudarão com material de construção”. Merece ser recordada, da mesma edição do nosso jornal, a matéria da página ecumênica que publica a “Mensagem do Encontro Nacio-

nal de Bispos e Pastores Sinodais”, fruto de encontro acorrido de 6 a 8 de agosto de 2002. Encabeça a mesma mensagem o anúncio: “Pastores e pastoras sinodais da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) e bispos da Igreja Católica Apostólica Romana reuni-

ram-se em Porto Alegre para avaliar e planejar a caminhada ecumênica”. Em dez compromissos elencados na mensagem, os pastores, pastoras e bispos manifestam o desejo da Igreja do Senhor voltar-se para a unidade, testemunho inalienável e inequívoco do discipulado cristão.

O primeiro companheiro de São Francisco de Assis foi frei Bernardo, que assim se converteu. Francisco trazia as vestes seculares, embora já houvesse renegado o mundo e andasse desprezível e mortificado pela penitência, tido como estúpido e escarnecido como louco, perseguido com pedradas e lodo por seus parentes e estranhos, passando, pacientemente, por entre injúrias e zombarias, como surdo e mudo. Monsenhor Bernardo que era um dos mais nobres, ricos e sábios da cidade, começou a considerar em Francisco o excessivo desprezo, a paciência nas injúrias e que, abominado e desprezado por todos, parecia sempre mais constante e paciente. Começou a pensar: “Não posso compreender que este Francisco não possua grande graça de Deus”. E o convidou para cear e dormir em sua casa. São Francisco aceitou, ceou e dormiu na casa dele. Bernardo encheu o coração de desejos por contemplar a santidade dele. Mandou preparar-lhe uma cama no seu próprio quarto, no qual, à noite, sempre ardia uma lâmpada. E Francisco, para ocultar sua santidade, logo que entrou no quarto, deitou-se e pareceu dormir. Bernardo também se deitou e, depois, de algum tempo, começou a ressonar fortemente, como se estivesse dormindo profundamente. São Francisco, certo de que ele dormia, levantou-se e pôs-se em oração, levantando os olhos e as mãos ao céu. Com devoção e fervor dizia: “Deus meu, Deus meu”. E, assim dizendo e chorando, esteve até pela manhã, repetindo sempre: “Deus meu, Deus meu”. Nada mais. Isto dizia, contemplando e admirando a excelência da divina Majestade, a qual se dignava condescender com o mundo que perecia e preparavase pelo seu pobrezinho Francisco a prover com o remédio da salvação a alma dele e as dos outros. (Continua na próxima edição)


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Setembro 2011. Jornal da Diocese de Blumenau www.dioceseblumenau.org.br

Nossa História

“Ficai alegres porque vossos nomes estão escritos nos céus” (Lc 10,20)

Expediente

POMERODE

Jornal da Diocese de Blumenau

Surge a Paróquia São Ludgero

Direção Geral: Dom José Negri PIME

Fundação da primeira comunidade do município ocorreu em 1965

Diretor Geral: Pe. Raul Kestring

A história Pe. Antônio Francisco Bohn No dia 5 de maio de 1965, o frei Francisco Freise, vigário da Paróquia de Blumenau, apresentou à Cúria Diocesana um requerimento, solicitando a criação da Paróquia de Pomerode. Dom Gregório Warmeling atendeu ao pedido em 8 de maio do mesmo ano, criando a Paróquia de São Ludgero, desmembrada integralmente da Paróquia de Blumenau. Assim ele a determinou: “o limite da nova paróquia coincidirá com os limites municipais de Pomerode, que os separam dos municípios de Blumenau, Jaraguá do Sul, Rio dos Cedros e Timbó”. Foi nomeado como primeiro pároco o padre Ernesto Preti. Diz Dom Gregório em seu decreto de criação: “Queremos assegurar a todos que a data de hoje é uma data festiva porque, para a família diocesana, a ereção de uma paróquia significa o nascimento de mais uma filha, que com brio e coragem forma comunitariamente, ao lado das outras tantas, igualmente nobres e dedicadas. Seja, pois, o centro de interesse de todos os fiéis, sempre Cristo e sua Igreja, numa afirmação positiva de um cristianismo adulto”.

Primeira matriz de São Ludgero, atual Capela Nossa Senhora das Graças

Atual igreja matriz de Pomerode

Diretor Comercial: Pe Almir Negherbon

De 1861 a 1866 chegaram 36 pessoas católicas à região do Rio do Testo. Bernardo Henkemeyer e Hermann Enkrott, proprietários dos lotes 103 e 104 da margem direita da linha colonial do referido rio, doaram parte de suas terras para a comunidade católica, então emergente. O primeiro núcleo católico propriamente dito é o de 1867, em que mais ou menos 10 famílias vindas da Alemanha, mais precisamente da região de Münster (Westfália), se instalaram e escolheram São Ludgero, como padroeiro. A primeira capela foi originalmente construída de maneira muito rústica e recoberta de palmito, logo após 1870. Em 1877, o padre José Maria Jacobs benzeu o cemitério. No dia 3 de maio de 1896 foi abençoada uma nova capela, atendida pelos padres franciscanos de Blumenau. A capela foi reconstruída em 1932 e em 1954, tal qual se apresenta hoje, com o nome de Capela Nossa Senhora das Graças. Em 5 de maio de 1965, frei Francisco Freise, considerando as necessidades espirituais das almas e o crescente número de habitantes pertencentes à Paróquia São Paulo Apóstolo, apresentou à Cúria Diocesana de Joinville um requerimento solicitando a criação da Paróquia São Ludgero. O primeiro batizado foi realizado em 19 de maio e o primeiro matrimônio em 26 de maio de 1965. A primeira festa paroquial ocorreu em 22 de agosto. O início da construção do Salão-Igreja, no centro da cidade, ocorreu em 1º de novembro de 1965 e sua missa de inauguração foi celebrada em 28 de agosto do ano seguinte. No ano de 1967, entre os dias 28 e 31 de julho, foi realizada a primeira visita pastoral. No ano de 1986 foi iniciada a reforma total da Igreja Matriz, pelo padre Antônio Francisco Bohn. As obras foram concluídas pelo padre Otávio Maffezzolli.

Textos e edição: New Age Comunicação (47) 3340-8208 Jornalista Responsável: Marli Rudnik (DRT 484) marli@newagecom.com.br Fotografias: Acervo da Diocese de Blumenau, e Divulgação Revisão: Pe Raul Kestring Raquel Resende Alfredo Scottini Impressão: Jornal de Santa Catarina Tiragem: 20 mil Periodicidade: Mensal Distribuição gratuita Correspondência Cúria Diocesana de Blumenau Rua XV de Novembro, 955 Centro (47) 3322-4435 Caixa Postal 222 CEP: 89010-003 Blumenau/SC www.diocesedeblumenau.org.br Sugestões de matérias, fotos, artigos e outras contribuições para o Jornal da Diocese podem ser feitas pelo e-mail comunicacoes@diocesedeblumenau.org.br até o dia 12 de cada mês.

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www.dioceseblumenau.org.br Setembro de 2011. Jornal da Diocese de Blumenau

Movimentos

“Deus é poderoso para vos cumular de toda sorte de graças, para que, em tudo, tenhais sempre o necessário e ainda tenhais de sobra para empregar em alguma boa obra” (2Cor 9,8)

INDEPENDÊNCIA

Movimentos sociais preparam o Grito dos Excluídos A terra será o tema da mobilização e em SC será lembrado o centenário do Contestado

A terra será o tema do 17º Grito dos Excluídos, protesto organizado pelos movimentos sociais e pastorais, para marcar o Dia da Independência. Em todo o País, os grupos preparam a participação nos desfiles oficiais de 7 de setembro, neste ano focando o slogan “Pela vida grita a terra. Por direitos, todos nós”. O objetivo é chamar a atenção para as catástrofes ambientais e as consequências do desequilíbrio causado pela exploração desenfreada dos recursos: de um lado, miséria e pobreza, de outro, a concentração de riquezas. O Grito dos Excluídos pretende levar às ruas o grito da Mãe Terra sofrida com tantos projetos de morte, os quais, escondidos atrás das máscaras do desenvolvi-

mento, destroem a natureza e colocam em risco toda espécie de vida sobre o Planeta. O Grito dos Excluídos é uma manifestação nacional que já se tornou tradição no feriado de 7 de setembro. O protesto tem o intuito de questionar o significado de “independência” e dar visibilidade às reivindicações dos grupos sociais para melhorar o Brasil. Em Santa Catarina, a marcha lembrará também o centenário do Contestado, fato histórico marcante no Estado que, além de contribuir com a luta pela terra, também trouxe a existência de uma cultura popular para as futuras gerações, baseada na coletividade sem hierarquização, na igualdade, organização e respeito.

Beraká, encontro para casais A Comunidade Arca da Aliança promove no dia 17 de setembro, às 19h30, na Chácara Cidade de Deus, em Blumenau (Bairro Itoupava Central), o Beraká (Benção), evento dirigido a casais. O objetivo é promover uma profunda experiência com Deus, através de uma cerimônia que inclui jantar, dança, oração, benção matrimonial e muitas surpresas.

Neste ano, o tema será “As torrentes não poderiam extinguir o amor, nem os rios o poderiam submergir” (Ct 8,7). As inscrições devem ser feitas até o dia 12 de setembro e as vagas são limitadas. Mais informações pelos telefones (47) 3340-1260 e (47) 3378-1066 ou pelo email eventosblu@arcadaalianca.com.br.

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FRANCISCANISMO Olhando-se o vasto mundo consumista e entrando na vida e ensinamentos de São Francisco de Assis, descobre-se um confronto muito extenso e contrário. Logo surge a pergunta: “Ainda há espaço para ser franciscano neste mundo moderno? É possível viver os ensinamentos de Francisco e interagir com a sociedade atual?”. Claro, muito claro que é possível, mas, a pessoa deve estar sempre alerta, com os olhos fixos no ideal franciscano. Afinal, não somos obrigados a sermos contínuos consumistas, compradores de tantas mercadorias inúteis. Pode-se viver com muito pouco e bem melhor do que atulhados de bens e preocupações. Quantas vezes, compram-se mercadorias e, logo, se descobre que são inúteis e desnecessárias, havendo a obrigação de mandar para o lixo. Ser franciscano é viver na simplicidade diária e ter, sempre, algo para estender ao irmão necessitado. Há muitos famintos andando pelas ruas e necessitados de toda ordem, esta é a messe do franciscano. O franciscanismo reside no estendimento das mãos aos carentes e não excedermos nunca as nossas necessidades. O verdadeiro franciscano não pode comer em excesso, beber e dar a impressão de gula e descontrole de seus sentimentos e virtudes. O próprio Francisco mandava os irmãos comerem, mas refreava os exageros e a incontinência. A conduta do franciscano é um modelo de quem domina a si mesmo e se dedica aos irmãos todos. Pode parecer difícil, às vezes, há escorregadelas, mas, a força nos levanta e prosseguimos firmes, pois, somos os discípulos do ser humano que mais se pareceu com Jesus Cristo. Nisto tudo construímos a Paz e com esta estaremos no Bem do reino dos céus.

Alfredo Scottini


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Paróquias

“Tudo o que, na oração, pedirdes com fé, vós recebereis” (Mt 21,22)

O rito da novena a Nossa Senhora Desatadora de Nós

Fiéis lotam a Paróquia São José Operário para invocar sua devoção e pedir graças

Às quartas-feiras à noite, uma movimentação acontece na Paróquia São José Operário, na Itoupava Central. Milhares de pessoas, de todas as idades e de todos os cantos de Blumenau e região, se reúnem para rezar. Na missa e novena a Nossa Senhora Desatadora dos Nós, elas dedicam sua devoção a Maria e encaminham suas súplicas. A novena foi introduzida na comunidade pelo pároco, Marcos Zimmermann, que conheceu o ritual no interior de São Paulo. “Eu sentia que o povo tinha necessidade de uma motivação maior para as missas da quarta-feira, então, trouxemos essa celebração”, afirma. Para ele, fazer a novena é acreditar que, através de Nossa Senhora, o impossível pode se tornar realidade.

Ritual A celebração tem simbolismos, que aproximam as pessoas de sua fé. Quem chega pela primeira vez ou está iniciando uma nova novena recebe uma cordinha branca com nove nós. A cada semana, em um momento da liturgia, os fiéis dirigem sua súplica e desamarram um dos nós. Ao final das nove novenas, a cordinha já livre dos obstáculos é queimada em uma urna, elevando todas as súplicas ao céu. A família Carlini participa desde a primeira novena, em junho. A mãe, Luciana, diz que alcançou a graça pedida antes da última semana. Ela reza ao lado do marido, Adilson e da filha, Ana Paula. “Queremos mostrar um caminho de fé para ela. Por isso rezamos juntos”, afirma Luciana, segurando várias cordinhas, representando os pedidos da família.

Procissão do estandarte a Nossa Senhora Desatadora dos Nós, um momento de grande emoção

Servos de Maria organizam as celebrações O ritual da novena a Nossa Senhora Desatadora dos Nós é preparado pelos 34 Servos de Maria, pessoas da comunidade que aceitaram o convite do pároco e se dedicaram a viver a espiritualidade da Mãe, inseridos na celebração. Depois de dois meses de uma formação especial, os servos receberam o “envio” durante a nona novena, dia 10 de agosto. São estes jovens e adultos, homens e mulheres, os responsáveis por preparar a liturgia, cuidar do ambiente da igreja e fazer a acolhida dos fiéis às quartas-feiras. Alguns já atuavam na

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O envio dos Servos de Maria comunidade, outros vieram atendendo ao convite feito na missa. É o caso de Débora Rodrigues Sobral, que já era participativa em sua comunidade, a São Domingos Sávio (na

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A origem da devoção O título de Nossa Senhora Desatadora dos Nós surgiu em 1700, com uma pintura do artista alemão Johann Schmidtner. A pintura encontra-se na capela de St. Peter am Perlach, em Augsburgo, na Alemanha. O artista, ao criar este painel, inspirou-se no Apocalipse (Ap 12,1): “Apareceu um grande sinal no céu: uma mulher revestida do sol, tendo a lua sob seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas”. Também mirou na frase de Santo Irineu (c. 130-202): “Eva, por sua desobediência, atou o nó da desgraça para o gênero humano. Maria por sua obediência, o desatou”. Na imagem, sobre a Virgem, o Espírito Santo derrama suas luzes. Um dos anjos entrega a Maria uma fita com nós, que simboliza a nossa culpa original. Outro anjo recebe das mãos de Maria a fita que cai livremente, com os nós desfeitos. Significa uma vida mergulhada em Deus e na sua misericórdia e o poder libertador das mãos de Maria.


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Vida Missionária

“Meus perseguidores e meus inimigos são muitos, mas não abandono teus testemunhos” (Sl 119/118,157)

EXEMPLO

Comunidades adotam a Infância Missionária

Desde o ano passado, no Colégio Sagrada Família, em Blumenau, dois grupos de adolescentes e jovens se reúnem, semanalmente, para os encontros do movimento Infância Missionária. Durante uma hora eles brincam, rezam, fazem o estudo do tema do dia e assumem um compromisso de vivência para a semana seguinte. Cerca de 40 pessoas participam do programa, que é voluntário. Já é possível perceber uma mudança de atitude entre eles, com maior comprometimento, melhor comportamento, espírito de liderança e interesse pela oração. A coordenadora da Infância Missionária do Colégio Sagrada Família, Irmã Maristela Christiano, afirma que o movimento foi adotado nos quatro colégios mantidos pela Província do Coração de Jesus, da Sociedade Divina Providência, em Santa Catarina (Blumenau, Joinville, Tubarão e Laguna). Seguindo a metodologia própria da Infância Missionária, ela procura adaptar os conteúdos à realidade da escola, que já tem o ensino religioso em seu dia a dia. O programa é composto por quatro encontros semanais, cada um com uma linha de reflexão: realidade missionária, espiritualidade missionária, compromissos e vivência em grupo. Os temas são definidos em conjunto com os jovens e a proposta é tornar os encontros bem dinâmicos, com a realização de lanches comunitários, visitas a entidades assistenciais, filmes e outros.

Movimento envolve os jovens na oração e no compromisso, instigando a mudança de atitude

Encontros semanais abordam a espiritualidade e o compromisso da vivência missionária “Agora estamos estudando a possibilidade de fazer intercâmbio com outras casas da congregação, como a da África, por exemplo, para que as crianças troquem experiências e tenham ajuda mútua”, diz a coordenadora.

O que é? A Pontifícia Obra da Infância Missionária foi fundada por dom Carlos Forbin Janson, bispo de Nancy, na França, em 1843. Foi motivada pelas cartas e notícias de missionários, principalmente da China, sobre a realidade triste e dura das crianças naquelas regiões: doenças, mortalidade, analfabetismo, abandono... A finalidade é suscitar o espírito missionário universal de crianças e adolescentes, desenvolvendo a solidariedade e a evangelização. “Ajudar as crianças por meio das crianças” ou “criança evangeliza e ajuda criança”, são os lemas do fundador.

[+] COMPROMISSOS ✗ Tornar Jesus conhecido e amado ✗ Colocar-se à disposição de todos com alegria ✗ Repartir seus bens com os que não têm, mesmo à custa de sacrifício ✗ Rezar todos os dias pelas crianças e adolescentes do mundo inteiro ✗ Louvar e agradecer a Deus os dons recebidos ✗ Manter-se bem informado sobre os acontecimentos que envolvem as pessoas de todos os continentes ✗ Reconhecer o que é bom da vida e da cultura dos outros povos, respeitando-os e valorizando-os ✗ Ser bem comportados e responsáveis em casa, na escola, na comunidade, evangelizando com o exemplo da própria vida ✗ Nunca desanimar diante das dificuldades ✗ Tornar Nossa Senhora, a mãe de todos os povos, conhecida e amada

Igreja com rosto missionário Lendo o jornal Missão Jovem, chamou-me a atenção o artigo com o título acima. Os bispos de Portugal constataram: “o mundo de hoje mudou e a Igreja, se não quiser entrar num deserto e até ver-se hostilizada, terá de mudar e muito. Apesar dos significativos avanços da liturgia após o Concílio e da renovação da catequese da infância, jovens e adultos, nos últimos decênios veem-se igrejas cada vez mais desertas”. Somos uma Igreja que perde fiéis e grande parte dos católicos não conhece sua fé, não vive sólidas convicções, são passivos e submissos. “No meio de tanta indiferença, o que fazer? A paróquia será missionária se der prioridade ao anúncio. De fato, a paróquia terá rosto missionário na medida em que o dever do anúncio do Evangelho for prioritário em relação a qualquer outro. Foi aos batizados que o Senhor ordenou: “Ide e proclamai o Evangelho” (Mc 16,15), “fazei discípulos e ensinai” (Mt 28,19-20) e sereis minhas testemunhas” (At 1,8). Evangelização implica movimento, comunicação! Essa é a vocação da paróquia: ser uma igreja que vive no meio das casas dos seus filhos e tem como vocação ser casa de família fraterna e acolhedora. Infelizmente, nem sempre a Igreja encontra respostas evangelizadoras adequadas às reais aspirações dos homens de seu tempo. Na nova evangelização, cada Igreja particular é responsável por toda a missão, tendo

que voltar-se prioritariamente para os de fora, abrindo caminhos para os homens a Cristo. Não basta endereçar convite aos afastados: “Vinde até nós!”. Pouco serve tentar introduzir o mundo dentro da casa da Igreja, se nada se fizer para levar a Igreja aos areópagos do mundo. O mandato do Mestre não foi outro: “Ide, fazei discípulos” (Mt 28,19). A paróquia tem de saber acolher, sem discriminar. De preferência, em vez de se resguardarem e de resguardarem os que estão dentro, os fiéis e as comunidade devem escancarar suas portas para se tornarem oásis pastorais, que tornem natural o diálogo. Devem desenvolver a capacidade de escuta aos que vivem à sua margem, tornando essas comunidades reais espaços de amor solidário. Assim, poderão atrair os que estão fora. Temos que cuidar para não correr o risco de nos afogarmos na enchente do materialismo e do indiferentismo. Jesus poderia repetir a queixa: “Não tendes mais o amor dos primeiros tempos”. A paróquia missionária define-se como Igreja “no mundo e para o mundo”. Deus, um “humanista incorrigível”, quer salvar cada pessoa através das outras, a partir do centro, que é Cristo”.

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Espaço da Família CAMINHADA

“Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem. Em ti serão abençoadas todas as nações da terra” (Gn 12,3)

Agradecimento do Vaticano Com muita alegria, o bispo Dom José Negri recebeu do Vaticano uma carta de agradecimento pelas congratulações aos 60 anos de sacerdócio do Papa Bento XVI, jubileu celebra-

do em junho deste ano. A seguir, a íntegra da mensagem, assinada pelo substituto Angelo Beccio, da Secretaria de Estado do Vaticano e dedicada a todos os fiéis da Diocese.

Milhares de pessoas fizeram a Caminhada da Família, no centro de Blumenau e participaram da missa na Catedral

Famílias unidas pelo amor Mobilização ocorreu em várias comunidades da Diocese

Milhares de fiéis participaram da 1ª Caminhada da Família da Diocese de Blumenau, no dia 21 de agosto, marcando o encerramento da Semana da Família. A mobilização ocorreu nas comarcas e paróquias, levando pais e filhos às ruas para rezar pelo amor e a união nas famílias. Na Catedral São Paulo Apóstolo, a caminhada reuniu duas mil pessoas das comarcas pastorais Norte e Sul e foi presidida por Dom José. A comunidade se encontrou no pátio do Colégio Sagrada Família e de lá seguiu pelas ruas da cidade, percorrendo três quilômetros até chegar à Catedral. Portando cartazes, cantando hinos e repetindo aclamações, a multidão ouviu reflexões feitas pelos padres presentes. Após a caminhada ocorreu a Santa Missa, presidida pelo bispo diocesano. Na homilia, Dom José evocou o significado da celebração, lembrando a Sagrada Família de Nazaré. “O Pai quis que Jesus viesse ao mundo através de uma mulher e que tivesse um pai adotivo, José. Na sua família, ele viveu a maior parte da vida. Aprendeu lições de vida, de fé, de trabalho e amor. Por isso, todas as famílias podem encontrar na família de Jesus o incentivo e um modelo para sua família. Mesmo os casais de segunda união, compreendidos e acolhidos pela Igreja, devem ver em Jesus, Maria e José, o seu jei-

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to de ser família”, afirmou.

Comarcas A Caminhada da Família, também, foi realizada nas comarcas de Timbó, Gaspar e Navegantes. Em Timbó, a Semana Nacional da Família foi vivida intensamente, a partir do tema “Família, Pessoa e Sociedade”. Todas as comunidades fizeram celebrações de abertura e, durante a semana, promoveram encontros de oração e reflexão. Nestes encontros foi lançado um desafio: o de opinar como poderia ser uma evangelização que realmente chegasse às famílias, hoje tão diferentes, de formatos tão diversos, mas, ainda assim, a célula de sustentação da nossa sociedade. A ênfase das respostas foi o resgate de valores, tão caros à família e que estão se perdendo: o amor, o perdão, a partilha e a oração, em família e também entre vizinhos. O encerramento ocorreu no sábado, 20 de agosto, na Matriz Santa Terezinha, com a presença de representantes de todos os grupos. Foi uma celebração intensa, em que o padre Carlão abriu espaço para que cada comunidade partilhasse o que aconteceu nesta semana. No ofertório, cada grupo trouxe o coração que acompanhou as celebrações.

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MOMENTOS

Os fatos que marcaram a jornada diocesana Celebrações, encontros, visitas pastorais e outros eventos que aconteceram nas comunidades

A convite da Comunidade Arca da Aliança, no dia 18 de agosto, padres, diáconos e o bispo Dom José estiveram na Chácara Cidade de Deus, no Bairro Itoupava Central, em Blumenau, para um encontro fraterno. Na presença do diácono Elias, fundador da comunidade, foi apresentada a história e a espiritualidade da Arca. Após, todos participaram de um almoço, que foi também uma homenagem aos diáconos e sacerdotes pela passagem do seu dia.

Mais de 800 famílias formam a Comunidade Bom Jesus, da Paróquia São Pedro Apóstolo, no Bairro Santa Terezinha, em Gaspar. No dia 21 de julho a comunidade recebeu a visita pastoral de Dom José Negri e lotou o templo, manifestando sua alegria em acolher o bispo diocesano. Após a celebração eucarística, uma canja de galinha servida no salão comunitário reuniu as lideranças e o bispo, acompanhado do pároco, Frei Germano Guesser.

A Missa do Motociclista foi uma iniciativa da Catedral São Paulo Apóstolo, realizada no domingo, 31 de julho. O pároco e vigário geral da Diocese, padre João Bachmann, presidiu à celebração eucarística, que teve grande participação dos motociclistas, apesar do dia chuvoso. Após a missa, houve o passeio pelas ruas da cidade e a bênção dos veículos.

Demonstrando muita vida, a Pastoral Vocacional Diocesana, coordenada pelo padre Marcelo Martendal, fez uma visita vocacional à Paróquia São Roque, em Benedito Novo, nos dias 28, 29 e 30 de julho. As comunidades, lideranças, famílias e o pároco, Frei Mário Rohde, valorizaram a importante atividade eclesial,marcando presença e apoio à equipe.

As comunidades Nossa Senhora de Fátima e Santa Paulina, em Gaspar, acolheram, no sábado, 23 de julho, a visita pastoral de Dom José. A palestra do bispo e a santa missa - por ele presidida e concelebrada pelo pároco Frei Germano Guesser - tiveram lugar na capela em construção, em Gaspar Mirim (Cohab), dedicada à protetora dos doentes.

Nos dias 13 e 14 de agosto, um grupo de seminaristas da Diocese, acompanhado pelo padre Marcelo Martendal, fez uma visita vocacional à Paróquia de Ilhota. Encontros com adolescentes e jovens nas comunidades e na matriz foram a tônica da programação, que teve, também, missas e grande apoio do pároco, Frei Márcio Ribeiro Machado.

Jornal da Diocese de Blumenau Setembro/2011  

Jornal da Diocese de Blumenau, ano XI, Edição 120, Setembro de 2011

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