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A importância das visitas pastorais de Dom José às comunidades da Diocese pág.

ANO XI - nº 115 - Abril de 2011 - Leia mais: www.diocesedeblumenau.org.br

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Jornal da

Diocese de Blumenau

“Ressuscitou

“Seus olhos se abriram e eles O reconheceram” (Lc 24,31)

como disse!”

(Mt 28,6)


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Opinião

“Tomem e comam, isto é meu corpo” (Mt 26,26)

Eucaristia e ressurreição da carne

O mês de abril deste ano é privilegiado com a data da mais importante celebração católica cristã: a Ressurreição de Cristo, no dia 24. Jamais esgotaremos o significado desse acontecimento em nossa evangelização. Desejamos, também, nesta edição, evidenciar o Ano da Liturgia, especialmente da Eucaristia, que a Diocese de Blumenau planejou. Seu encerramento está previsto para o mês de outubro. Detalhes poderão ser encontrados nesta edição do nosso jornal. Com certeza, será um momento forte de vivência eucarística e eclesial para toda a nossa Diocese. O evento está sendo preparado com carinho e dedicação em todos os seus detalhes. Espera-se deste abençoado ano, todos aqueles frutos característicos da presença do Senhor no meio do seu povo, pois Deus não muda. “É o mesmo ontem, hoje e sempre” (Hb 13,8). Nosso povo católico traz em si as marcas de uma piedade voltada para o Cristo sofredor. É o coração bom, solidário, compassivo, sem dúvida,

Jesus diz “o pão que eu darei é a minha carne para a vida do mundo” (Jo 6,51b). E “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna e eu o ressuscitarei no último dia” (Jo 6,54). A Eucaristia serve, já neste mundo, para dar a vida. Mas, o que é a vida? Jesus o disse: “Eu sou a vida” (Jo 11,25) e “Eu o ressuscitarei no último dia” (Jo 14,6). Então, esse pão nutre-nos d’Ele, neste e no outro mundo. O que é a ressurreição? Jesus também disse: “Eu sou a ressurreição” (Jo 11,25). É Ele que dá início em nós a sua vida imortal, aquela que não é interrompida com a morte. A ressurreição é um mistério para os homens que raciocinam com critérios humanos. Mas existe um modo no qual o mistério se torna menos incompreensível. Pelo prisma da unidade, experimentamos que, atuando o Mandamento Novo de Jesus, o amor recíproco leva à unidade fraterna entre os homens, que supera o amor humano. Esta conquista é efeito da vontade de Deus. Jesus sabia que se nós correspondêssemos aos seus dons já não seríamos servos ou amigos, mas seus irmãos, nutridos

que leva as pessoas às procissões do Domingo de Ramos e da Sexta-feira Santa. Trata-se de profunda e cultural riqueza espiritual dos brasileiros e de outros povos. Não podemos, todavia, contentar-nos com essa atitude. A Páscoa e a Eucaristia manifestam o Senhor Ressuscitado, vitorioso sobre toda a dor e o mal. Precisamos também, desta energia para dar o outro passo, além do compadecimento. É a adoração, o louvor eucarístico, a ação de graças, o gesto de entrega, de disponibilidade em fazer a vontade do Senhor. Os santos, adorando Jesus na Eucaristia, não permaneciam inativos. Os que mais adoravam deixaram para a Igreja e para o mundo, mais numerosas e consistentes obras de fé. Com a presença eucarística de Jesus, colocada no centro de nossa vida, de nossos trabalhos, pastorais, movimentos, alegrias e sofrimentos, possamos colaborar efetivamente com Deus na construção do novo céu e da nova terra, já preanunciados pelo Profeta Isaías (Is 65,17).

“Ainda que o corpo seja corruptível, a vida – Cristo – permanece, tanto na alma como no corpo, como princípio de imortalidade”

Artigo

Editorial

O Senhor ressuscitou e ainda está conosco

da Sua vida. Para mostrar que esta família é de outra natureza, o evangelista usa a imagem da videira e dos ramos (cf. Jo 15). A mesma seiva (sangue), a mesma vida, o mesmo amor com o qual o Pai ama o Filho é nos comunicado (cf. Jo 17,23-26) e circula entre Jesus e nós. Tornamo-nos consanguíneos, concorpóreos com Cristo. E é, pois, no sentido mais verdadeiro e mais profundo que Jesus, depois de sua ressurreição, chama os seus discípulos de irmãos. Uma vez construída essa família do Reino dos Céus, como poderíamos imaginar uma morte que possa interromper a obra de Deus? Ele não nos podia colocar diante de uma separação absurda, mas dar-nos uma resposta. E o fez revelando-nos a verdade da ressurreição da carne, que não é mais, para quem crê, um mistério obscuro de fé, mas uma consequência lógica da vivência da vida cristã. Ela é portadora da imensa alegria de sabermos que nos encontraremos todos com aquele Jesus que nos uniu.

Dom José

O sacramento da misericórdia “O crucificado está aí para nos dizer que se encontra pronto novamente para dar a vida por nós, e fazer, mais uma vez, com que cada gota de seu sangue nos resgate do pecado e da morte”

Neste tempo de Quaresma, sente-se mais intensamente a necessidade de uma conversão radical. Em nossa terra de Santa Cruz, este tempo forte do calendário cristão suscita nas pessoas um profundo desejo de mudança de vida e de transformação. O convite que nos foi oferecido por Cristo, na Quarta-feira de Cinzas – “convertei-vos e crede no evangelho” –, parece ecoar no íntimo das nossas almas. As caminhadas penitenciais e as vias sacras que se rezam em nossas comunidades, neste período, são oportunidades para nos colocarmos diante

da verdade de nós mesmos. O crucificado está aí para nos dizer que se encontra pronto novamente para dar a vida por nós e fazer, mais uma vez, com que cada gota de seu sangue nos resgate do pecado e da morte. Diante disso tudo, alguém se sentirá tocado e dirá para si mesmo: “Está na hora, chegou a hora de mudar o rumo da minha vida!”. No momento dessa decisão, um raio de sol iluminará a nossa vida e descobriremos que, finalmente, chegou o momento de abrirmos o nosso coração. Deus esperava esse momento

do retorno do seu filho e da sua filha – pelo nosso retorno. Nas palavras do filho mais novo do evangelho do Pai misericordioso, encontramos esta frase: “Vou voltar para meu pai” (Lc 15,18). Como é forte essa frase! Depois de ter passado por tantas experiências de pecado, o filho sente saudade de casa, sente saudade do Pai. Somente quem se considera filho pode ousar o retorno, a volta para casa. Somente quem não tem medo do Pai pode apostar que a bondade dele será bem maior que o castigo e a ira. A recompensa do ladrão que estava,

Chiara Lubich

na cruz, com Jesus, e que apelou à misericórdia do Filho de Deus bem no último momento de sua vida, foi a porta do Paraíso aberta para nós. Por isso, convido a todos para que, neste tempo de preparação para a Páscoa, transformemos as nossas igrejas em lugares que possam simbolizar o coração do Pai, onde os nossos fiéis possam abrir seus corações e derramar as lágrimas dos próprios pecados em uma confissão e encontrar a graça da misericórdia. Que Cristo Ressuscitado nos dê a graça de morrermos ao nosso pecado e de podermos ressuscitar com Ele em uma nova vida.


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Diocese

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“Não estava o nosso coração ardendo quando ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?” (Lc 24,32)

EUCARISTIA

O encontro com Cristo Ressuscitado

Como fez com os discípulos de Emaús, Ele se aproxima e começa a caminhar conosco

Cristo, no contexto de Emaús, demonstra que não nos quer deixar sozinhos, abandonados na tristeza e aos nossos subjetivismos. Como fez com os dois discípulos, Ele se aproxima e começa a caminhar conosco. Faz-se nosso catequista e Mestre. Os discípulos se perguntam quem era aquele que fazia seus corações arderem? Eles O reconhecem somente na fração do pão. Lucas, referindo-se aos discípulos de Emaús, sublinha: “seus olhos se abriram”, mostrando que é possível viver uma vida inteira com Jesus, mas com os olhos fechados. Significa que podemos ficar na escuta da Palavra e comer com Ele, sem reconhecê-lo. Nesse caminho é possível reconhecer que Jesus Ressuscitado é aquele Crucificado que confiou ao Pai a própria vida, que conformou sua vontade à vontade do Pai. Aceitou perder a vida na cruz para cumprir a missão de proclamar ao homem que o Pai não quer abandoná-lo e não o rejeita, mesmo que Ele próprio tenha sido rejeitado. Com esse propósito Ele nos doou o próprio Filho, para mostrar que nem o pecado impede Deus de amar o homem e de atraí-lo a si, num gesto de perdão que vence o pecado e a morte. Comendo com os discípulos, Jesus manifesta sua capacidade e a vontade de comunicar o amor do Pai que salva. Ao comer com eles, assume uma atitude humana e a carrega com prodigiosas potencialidades. Lembremo-nos da última ceia.

Lembremo-nos do encontro de Jesus Ressuscitado com os pescadores, à beira do Lago Tiberíades e das orientações, para que a pescaria tivesse sucesso. Esses gestos carregados de simbolismos nos ensinam a buscar uma convivência real e a comunhão com o Senhor, presente na Eucaristia, transformando pão e vinho na viva e misteriosa realidade do corpo doado e do sangue derramado.

Pão da unidade O XVI Congresso Eucarístico Nacional de Brasília apontou um entre os muitos desafios que provêm da vivência da Eucaristia: a construção da unidade. Como poderemos nos saciar do mesmo Corpo de Cristo e viver em desunião? A prática parece confirmar que existem comunidades divididas e que as experiências de comunhão que vivemos estão sempre sob ameaças, parecendo que as divisões nascem justamente dentro dos próprios núcleos eclesiais. Essa desunião reflete o que acontece em outros níveis da sociedade, alcançando as famílias e a harmonia entre esposo e esposa, pais e filhos e irmãos. A oposição e a ruptura do relacionamento refletem um drama profundo: a divisão presente no coração do homem e da mulher, que o Concílio Vaticano II coloca em relevo: “O homem está dividido em si mesmo. Toda a vida humana, individual e coletiva, apresenta-se como luta dramática entre o

bem e o mal, a luz e as trevas”. O texto do Concílio nos diz quem poderá tirar-nos desse dilema da luta entre o bem e o mal, do perigo da divisão: “o próprio Senhor veio para libertar e confortar o homem, renovando-o interiormente”. João Paulo II, na encíclica sobre a Eucaristia e sua relação com a Igreja, afirmava que a “Eucaristia cria a comunhão e educa para a comunhão”. São Paulo, dirigindo-se aos fiéis de Corinto, fazia-lhes ver como as suas divisões, que se davam nas assembléias eucarísticas, estavam em contraste com o que celebravam: a Ceia do Senhor. E convidava-os a refletir sobre a verdadeira realidade da Eucaristia, para fazê-los voltar ao espírito de comunhão fraterna. Aproveitemos este ano para reforçar e fortalecer os nossos vínculos de unidade e de comunhão. Pelas veias do Corpo Místico de Cristo, nutrido pelo pão da Eucaristia, corre a mesma vida, o mesmo sangue, o mesmo amor de Jesus. Uma mesa e um alimento indicam e revigoram a identidade da família dos filhos e filhas de Deus. Cultivemos a unidade nos vários segmentos eclesiais: na Diocese com as suas paróquias, nos grupos de reflexão, nas pastorais, nos movimentos, organismos e associações. Abramos os horizontes para lançar pontes com os líderes e membros das outras pastorais e movimentos que não sejam os nossos. Empenhemo-nos neste ano em apresentar ao Pai uma Igre-

ja mais unida e em comunhão, atentos às palavras de Santo Agostinho “Cristo Senhor consagrou na sua mesa o sacramento da nossa paz e unidade. Quem recebe o sacramento da unidade, sem conservar o vínculo da paz, não recebe um sacramento para o seu benefício, mas uma condenação”.

Espiritualidade Em 2007, o Santo Padre publicou uma Exortação Apostólica sobre a Eucaristia como “Sacramento da Caridade”, fruto dos trabalhos do Sínodo dos Bispos, que tinha a Eucaristia como temática. Convido as comunidades a reler esse texto, que poderá enriquecer-nos ao longo do Ano Eucarístico. Ele explica a importância da adoração eucarística fora da Missa e afirma que “o ato de adoração fora da Santa Missa prolonga e intensifica aquilo que se fez na própria celebração litúrgica. Com efeito, somente a adoração pode maturar um acolhimento profundo e verdadeiro. Precisamente nesse ato pessoal de encontro com o Senhor, amadurece também a missão social, encerrada na Eucaristia e deseja romper as barreiras, não apenas entre o Senhor e nós mesmos, mas, sobretudo, as barreiras que nos separam uns dos outros”. (Continuação do texto do Bispo Diocesano Dom José Negri para o Ano Eucarístico)

CURTAS COLETA SOLIDÁRIA No mês de janeiro, a coleta da missa de um dos domingos em todas as paróquias e comunidades da Diocese de Blumenau foi destinada à campanha solidária em favor das vítimas das enchentes e enxurradas no Rio de Janeiro. Foram arrecadados R$ R$ 38.548,13, depositados nas contas das duas dioceses mais atingidas: Petrópolis e Nova Friburgo.

ADORAÇÃO DO SANTÍSSIMO A partir da Quintafeira Santa, dia 21 de abril, na Catedral de Blumenau, terá início a Adoração Perpétua da Eucaristia, das 8 às 12 horas e das 13 às 19 horas. As Irmãs Carmelitas Missionárias do Espírito Santo são as responsáveis pela adoração, que será conduzida por diversos grupos de pastorais e movimentos que se revezarão a cada hora. A iniciativa se inspira na reflexão para o Ano da Liturgia, que tem como tema, “Eucaristia, fonte e cume da vida e missão da Igreja”. Todos são convidados a adorar o Santíssimo.


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Igreja

“Pai, se queres, afasta de mim este cálice. Contudo, não se faça a minha vontade, mas a tua!” (Lc 22,42)

SEMANA SANTA

Celebrar os mistérios da redenção da humanidade

SANTO DO MÊS A liturgia do tempo pascal nos coloca mais perto de Cristo, através de sua dor e de seu amor

A Semana Santa é assim chamada porque nela se recorda e se celebra os mistérios centrais da redenção da humanidade, ou seja, a paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo, o Salvador. Este período especial do Ano Litúrgico é de intensa oração e reflexão, que se inicia no Domingo de Ramos e culmina com o Domingo da Páscoa. Para melhor viver cada passo dessa caminhada rumo à salvação, é preciso compreender o significado dos rituais da Semana Santa.

Do Domingo d de Ramos Celebra a entrada triunfal de Jesus na cidade de Jerrusalém. Qualificase essa entrada de “triu “triunfal” porque, como narram os evangelhos, foi algo de extraordinário pela calorosa acolhida da multidão. Em muitos lugares, encenase esta passagem do evangelho. O sacerdote ou outra pessoa monta num burrico, como fez Jesus, e é acompanhado pelo povo, rumo à igreja, para, em seguida, celebrar-se a missa própria daquele domingo. A denominação “Domingo de Ramos” deriva da narrativa evangélica. As pessoas acolheram Jesus agitando ramos cortados das árvores. O ramo significa vitória (a vitória de Cristo sobre a morte), paz, alegria e vida. O povo leva e guarda em casa os ramos abençoados nesse dia, reconhecendo neles o sinal da vitória do cristão sobre o mal, o pecado e a morte. Também o burrico, no qual Jesus montou, é símbolo de paz, em contraste com os fortes e ágeis cavalos de guerra dos dominadores romanos que, naquele tempo, colonizavam a Palestina.

Triduo Pascal Tr Faz parte da Semana Santa, o Tríduo Pascal, que abrange a Quintafeira Santa, a Sexta ta-feira Santa e o Sá Sábado Santo. Na Quinta-feira Santa celebra-se a instituição da Eucaristia, a instituição do sacerdócio católico e o mandamento novo. Normalmente, na parte da manhã celebra-se a Missa dos Santos Óleos, na qual, sob a presidência do Bispo Diocesano, são abençoados os óleos do Batismo, dos Enfermos e do Crisma. A Missa do Lava-pés é oficiada à noite, relembrando a Última Ceia do Senhor. Logo após, recordase a prisão de Jesus pelos soldados de Pôncio Pilatos. Por isso, o povo de Deus permanece em adoração ao Santíssimo Sacramento até a meianoite.

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A Sexta-feira Santa é também chamada de Sexta-feira da Paixão, porque nela Jesus padeceu a morte na cruz pela salvação da humanidade. Nesse dia o povo de Deus, com o jejum e a abstinência de carne, faz o silêncio do respeito, da meditação, da oração, da profunda gratidão. Às 15 horas o ritual romano sugere a celebração da Morte do Senhor, dividida em quatro partes principais: as leituras bíblicas (entre elas a leitura da Paixão segundo São João), as preces universais da Igreja, a Adoração da Cruz e a distribuição da Comunhão. Depois, reza-se a Via-Sacra ou encena-se a Paixão de Cristo. O Sábado Santo é chamado Dia do Grande Silêncio. A liturgia concentra toda a sua alegria na celebração da Vigília Pascal, com a bênção do fogo novo, o canto da Ressurreição (Exsultet), a bênção da água batismal, a renovação das promessas batis-

mais, a proclamação da ressurreição através do solene Aleluia e a celebração da santa missa.

D Domingo de Páscoa d É celebrado com missas jubilosas, manifestando a alegria do povo d Deus, do céu e de t da terra, pela ressurreição do Senhor. As celebrações eucarísticas desse dia, preparadas pelas equipes de liturgia, transmitem a todos a experiência de Jesus, que encoraja e reanima os discípulos à fé, ao amor, à esperança e à missão. Celebremos, pois, com a atenção, penitência e entusiasmo que cada ocasião sugere, esse grande momento da fé cristã, que nos leva experimentar que o Senhor está vivo no meio de nós.

Santa Maria de Cleofas Num dos grandes momentos da Redenção, sobre o Calvário, um coro silencioso de piedosas mulheres aguarda que tudo seja cumprido. Estavam junto à cruz de Jesus sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria de Cléofas e Maria de Magdala. Era o grupo das que o seguiam desde quando estava na Galiléia, para servi-lo. Entre elas está a santa que aqui lembramos, que pela sua presença ao lado do Salvador e o seu parentesco com a Família de Nazaré, mereceu a devoção dos cristãos. Maria de Cleofas é chamada assim por causa do marido, Cleopa (ou Cleofas). É considerada a mãe dos irmãos do Senhor (termo semítico para indicar os primos Tiago Menor e José). Alguns historiadores dizem que Cleofas era irmão de São José e pai de Judas Tadeu e de Simão. Assim, Maria de Cleofas era cunhada de Nossa Senhora e mãe de três apóstolos. Cleofas é um dos discípulos de Emaús, que no dia da ressurreição foram alcançados acompanhados por Jesus ao partir o pão. Enquanto o marido se afastava de Jerusalém com o coração angustiado, Maria de Cleofas apressava-se para ir ao túmulo do Redentor, no domingo bem cedo, prestarlhe a última homenagem, a unção com unguentos. Junto com suas companheiras, foi comunicada pelo mensageiro divino: “não está mais aqui. Ressuscitou!”. A elas toca o privilégio do testemunho: “Porque buscais entre os mortos aquele que está vivo?” Se Cristo não ressuscitou, dirá São Paulo “a nossa fé não vale nada e nós seremos mentirosos. Mas Cristo ressuscitou e tornou-se o primeiro daqueles que agora dormem e ressuscitarão”. Esta alegre notícia foi dada também a Maria de Cleofas.

Piero Bargalini, com tradução de Pe. Raul Kestring

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“A nossa capacidade vem de Deus, que nos tornou capazes de exercer o ministério da aliança nova, não da letra, mas do Espírito” (2Cor 3,5b-6a)

Catequese VOCAÇÃO

[+] O ser do catequista, seu rosto humano e cristão

A catequese e o perfil do catequista

O que se espera do discípulo escolhido para a missão da primeira evangelização O ministério da catequese ocupa um lugar relevante no conjunto dos ministérios da Igreja Particular e oferece ampla reflexão sobre a necessidade da formação inicial e continuada dos que se dedicam à catequese. Ser catequista é ser chamado, é uma vocação, dom de Deus para a plenitude e os serviços no mundo como discípulo missionário. A alegria do discípulo não é um sentimento de bem-estar egoísta, mas uma certeza que brota da fé, que serena o coração e capacita para anunciar a boa nova do amor de Deus (Cf. DAp 29). Para exercer este ministério é necessário que o catequista tenha formação inicial e continuada (como destaca o Diretório Nacional de Catequese, nº 261) nas três dimensões: ser, saber e saber fazer. Dimensões que o tornam capacitado para desempenhar com eficiência e eficácia sua missão na comunidade eclesial.

Compromisso As pessoas responsáveis pela catequese nas paróquias e comunidades têm o compromisso de dinamizar a ação catequética, situando-a no contexto global da missão evangelizadora da Igreja. O Vaticano II assim se expressa em

relação às tarefas da catequese: “a formação catequética ilumina e fortalece a fé, alimenta a vida segundo o Espírito de Cristo e leva à constante e ativa formação litúrgica e dá alento à missão” (RICA 19; CIC 788). A missão do catequista exige alicerces firmes com pressupostos básicos que devem ser levados em conta na sua formação. Ninguém nasce pronto. Cada pessoa vai adquirindo experiências no processo de crescimento. É o princípio do aprender fazendo (DNC 256a). O discípulo é alguém apaixonado por Jesus, a quem reconhece como Mestre que o conduz e acompanha (DAp 277). O perfil do catequista é um ideal a ser conquistado no dia a dia, espelhando-se em Jesus, modelo de Mestre, de servidor e de catequista. Quando uma pessoa sente o chamado e o aceita de coração aberto, toma consciência de sua opção pelo seguimento de Jesus, para fazer ecoar sua Palavra no coração das crianças, dos jovens e adultos.

✗ 1. Pessoa que ama vive se sente feliz e

✗ 5. Pessoa que sabe ler a presença de Deus

ama o que faz. Assume seu chamado com entusiasmo e como realização de sua vocação batismal. Dedica sua vida em benefício de mais vida para os irmãos e irmãs. ✗ 2. Pessoa que assume, corajosamente, o Batismo e quer vivenciálo na comunidade cristã. É mergulhar em Jesus e proclamar o reinado de Deus, em atitude de pertença filial à Igreja. Para isso, o processo de formação continuada lhe dará possibilidades de amadurecer na fé como pessoa, como cristão e discípulo/a (DGC 238). ✗ 3. Pessoa de equilíbrio humano e psicológico. Com base numa inicial maturidade humana, o ministério da catequese será constantemente reconsiderado e avaliado, possibilitando assim, o crescimento no equilíbrio afetivo, no senso crítico, na unidade interior, na capacidade de relações e de diálogo, no espírito construtivo e no trabalho de grupo (DGC 239). ✗ 4. Pessoa de profunda espiritualidade que deseja crescer na fé. O catequista coloca-se na escola do Mestre e faz com Ele uma experiência de vida e de fé. Alimenta-se das inspirações do Espírito Santo para transmitir a mensagem, com entusiasmo e ardor. Nutre-se da Palavra de Deus, da vida de oração, da Eucaristia e da devoção mariana. Um critério muito importante é o testemunho de vida na comunidade. A fé é a acolhida de Jesus como Messias, enviado do Pai (Jo 20,31). A fé é uma nova disposição interior, que se traduz em um estilo de vida, uma forma de viver, regida pela lei do Espírito, que nos faz filhos e filhas de Deus (Gl 4,6-7).

nas atividades humanas. Descobre o rosto de Deus nas pessoas, nos pobres, na comunidade, nos gestos de justiça, de partilha e nas realidades do mundo (DGC 87). 6. Pessoa integrada no seu tempo e identificada com sua gente. Aberta aos problemas reais e com sensibilidades cultural, social e política e com conhecimento, sendo sensível com a defesa da vida e com as lutas do povo. “Olha o mundo com os mesmos olhos com que Jesus contemplava a sociedade de seu tempo” (DGC 16). 7. Pessoa que busca constante formação, participando de encontros, cursos na comunidade e mesmo fora dela, objetivando aprender mais, atualizar-se em todos os sentidos, tornar-se assim mais capacitada e eficiente no seu agir catequético. Fica por dentro das mudanças que estão ocorrendo no mundo e as propostas da Igreja, estuda os documentos da Igreja e os relacionados com a catequese, que são importantes no exercício da catequese. Requer também uma grande intimidade com a Palavra de Deus, com a doutrina e a reflexão da Igreja (CMM 38, p.55). 8. Outra questão muito importante é a participação nos encontros de formação continuada que acontecem na diocese e nas paróquias, para conhecer a proposta de Iniciação à Vida Cristã, catequese de estilo catecumenal que está sendo iniciada gradativamente em nossa diocese. 9. Pessoa de comunicação, capaz de construir comunhão. O catequista é pessoa que cultiva amizades e presta atenção nas pessoas com quem convive, nos pequenos gestos que alimentam relacionamentos positivos. “Uma verdadeira comunicação evangélica, na catequese, supõe uma experiência de fé e de vida, capaz de chegar ao coração daquele a quem se catequiza” (CR 147).

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A pedagogia do processo catequético Em síntese, queremos salientar que a pedagogia que se emprega na formação dos catequistas deve ser coerente com a pedagogia própria do processo catequético. Cumpre destacar os aspectos próprios da pedagogia da fé de modo que possam: ✗ Experimentar a gratuidade da fé e de seu chamado a ser catequista. ✗ Desenvolver seus valores pessoais em consonância com os valores evangélicos. ✗ Interiorizar o mistério cristão no hoje de sua situação e de sua história. ✗ Aproximar-se da realidade de Deus e da salvação por meio da linguagem simbólica. ✗ Convencer-se de que a formação ajuda no “SER” e a olhar na fé a vida como ela é, ajuda a descobrir a passagem de Deus pelos homens e mulheres de nosso tempo e, especialmente, sua presença no meio dos mais pobres, mais fracos, mais desprovidos do necessário para uma vida digna e no resgate da vida em abundância para todos e todas. (Irmã Anna Gonçalves, coordenadora diocesana de catequese)

CURTAS ENCONTRO Aconteceu o encontro da equipe de Coordenação Diocesana de Catequese, com a participação parcial das comarcas de Navegantes, Blumenau Norte, Blumenau Sul e Timbó. Houve formação e troca de experiências sobre o andamento da catequese nas comarcas. Tratou-se também da celebração das assembléias comarcais e seus respectivos tema e assessoria. Alerta: Quem não participa vai ficando desatualizado e prejudica todo o processo de caminhada de catequese da nossa diocese!


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Ecumenismo

“Eu nasci e vim ao mundo para dar testemunho da verdade. Todo aquele que está com a verdade, ouve a minha voz” (Jo 18,37)

CONIC

Bispo de Chapecó preside a entidade nacional O bispo da Diocese de Chapecó, dom Manoel João Francisco, é o novo presidente do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC). Ele foi eleito durante a 14ª Assembleia Geral do Conselho, que ocorreu em março, no Rio de Janeiro. Dom Manoel sucede o pastor sinodal Carlos Augusto Möller, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), no cargo desde 2006. Fundado em 1982, em Porto Alegre, o CONIC é uma associação que reúne cinco Igrejas cristãs: Católica Apostólica Romana, Episcopal Anglicana do Brasil, Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Sirian Ortodoxa de Antioquia e Presbiteriana Unida. Com sede em Brasília, tem entre seus objetivos, a promoção das relações ecumênicas entre as Igrejas cristãs e o testemunho das Igrejas membros na defesa dos direitos humanos.

CONIC. “Não obstante as dificuldades atuais no mundo ecumênico, é de se esperar que esse Conselho de Igrejas, com o apoio das Igrejas membro, consiga fortalecer seus projetos de ação, favorecendo sempre mais o diálogo e a cooperação ecumênica no Brasil”, observou.

Nova diretoria

Dom Manoel foi eleito em março para presidir o CONIC Evento O atual primeiro vice-presidente do Conselho, dom José Alberto Moura, presidente da Comissão Episcopal para o Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso da CNBB, presidiu a celebração de abertura da Assembleia, que discutiu o tema “Unidade e compromisso com o povo de Deus”.

Participaram da reunião, 30 pessoas das cinco igrejas que compõem o CONIC. “A Assembleia foi marcada por uma atitude de diálogo e convivência entre os delegados das Igrejas membros”, disse o assessor da Comissão Episcopal para o Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso da CNBB, padre Elias Wolff. Ele ressaltou a esperança no futuro do

Núcleo Ecumênico define agenda O Núcleo Ecumênico de Blumenau definiu a agenda de reuniões da diretoria para 2011. Conforme ata da entidade, os encontros devem ocorrer nos dias 24 de maio, 30 de agosto, 25 de outubro e 29 de novembro, sempre às 9 horas, tendo como sede a Diocese de Blumenau. A primeira reunião ocorreu no dia 29 de março. Na agenda do NEB foram incluí-

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Diretoria do Núcleo Ecumênico prepara ações para 2011

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Eleição e posse de dom Manoel Francisco ocorreu em março, durante assembleia no Rio de Janeiro

Bento XVI isenta judeus de culpa por morte de Jesus

Fone: (47) 3342-7075

Além de dom Manoel (da Igreja Católica Romana), foram eleitos o 1º vice-presidente dom Francisco de Assis da Silva (bispo da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil) e a 2ª vice-presidente Elinete Wanderlei Paes Muller, presbítera da Igreja Presbiteriana Unida. Como secretária foi eleita Zulmira Inês Lourena Gomes da Costa, da Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia e para a tesouraria, o pastor sinodal Altermir Labes, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil. O mandato da nova diretoria vai até 2015.

das também algumas atividades de mobilização das igrejas cristãs integrantes para este ano. A celebração da Semana de Oração pela União dos Cristãos foi marcada para 31 de maio, às 19h30, na Igreja Nossa Senhora Aparecida, na Itoupava Norte. O Seminário do CIER para a preparação da Semana de Oração será nos dias 21 e 22 de março, em Lages. A celebração do Dia Nacional de Ação de Graças será no dia 23 de novembro.

O papa Bento XVI diz que é equivocada a ideia de que os judeus são os culpados pela morte de Jesus Cristo. A declaração está num livro recém-lançado, onde o pontífice esclarece que essa versão sobre a morte de Jesus provocou uma brutal perseguição contra os judeus, culminando com o Holocausto, durante a 2ª Guerra Mundial. No livro, o papa analisa o julgamento de Jesus Cristo descrito por João como “acusado pelos judeus”. “Devemos nos perguntar: quem exatamente foram os acusadores de Jesus? Ora, como poderia estar todo o povo judeu ali para condená-lo?”. Para o pontífice, quem condenou Jesus representa apenas um pequeno grupo de líderes do Templo de Jerusalém e seus aliados, presentes na ocasião. Conforme o papa, esses são os judeus a que João se refere, e não à comunidade judaica como um todo. Com relação a outro trecho polêmico dos Evangelhos, em que o apóstolo Mateus diz “que Seu sangue esteja sobre nós e nossos descendentes”, Bento XVI responde que o sangue de Jesus “não clama por vingança e punição, mas traz reconciliação. “Ele não foi derramado contra ninguém, mas a favor de muitos, de todos”.

Peregrinação a TERRA SANTA, pelos caminhos de Jesus em Israel

09 dias

Saída dia 09 de junho 2011

Fones: (48) 3365.9296 3365.9288

Rua Felipe Schmidt, 649 - Sala 1001 - Centro - Florianópolis - benvenuto@benvenutoviagens.com


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Abril de 2011. Jornal da Diocese de Blumenau www.dioceseblumenau.org.br

Enfoque Pastoral

“Vão pelo mundo inteiro e anunciem a Boa Notícia para toda a humanidade. Quem acreditar e for batizado será salvo. Quem não acreditar será condenado” (Mc 16,15-16)

INTEGRAÇÃO

A importância das visitas pastorais para as comunidades

Paróquias da comarca de Gaspar recebem a plenitude do ministério apostólico do bispo diocesano

Neste primeiro semestre de 2011, Dom José Negri está cumprindo um calendário de visitas pastorais às paróquias da comarca de Gaspar. Desde fevereiro, estão sendo programadas reuniões, celebrações e encontros do bispo diocesano nas comunidades Sagrado Coração de Jesus (Belchior), Nossa Senhora da Glória (Braço do Baú), Imaculada Conceição (Bela Vista), São Pio X (Ilhota), Nossa Senhora do Rosário (Barracão) e São Pedro (Gaspar). As visitas pastorais são um compromisso episcopal programado com antecedência, permitindo que as comunidades se organizem e se preparem para receber a mensagem do bispo, bem como para levar ao líder espiritual seus anseios e dificuldades no trabalho

missionário cotidiano. Nestas ocasiões, as comunidades cristãs testemunham a plenitude do ministério apostólico do bispo, sentindo-o como pastor e primeiro anunciador da Palavra, fonte sacramental da graça e expressão viva do amor de Deus pelo seu povo. O bispo é o princípio visível e fundamento da unidade e da comunhão da Igreja a que preside.

Reflexos Nas paróquias, os reflexos das visitas pastorais não poderiam ser mais positivos, envolvendo não apenas os

religiosos, mas especialmente os integrantes dos diversos movimentos, as equipes de liturgia e de catequese, além dos fiéis. De acordo com o padre Idonizete Krüger, pároco da Nossa Senhora da Glória, no Braço do Baú, este evento gera uma expectativa muito grande, porque promove uma aproximação entre a comunidade e seu pastor. “É diferente de quando o bispo vem para uma celebração, porque na visita pastoral ele conhece suas ovelhas mais de perto, reforça as mensagens que já estão no nosso meio, dá importância a cada movimento e incentiva as pessoas à participação”, ressalta o padre, lembrando que é a primeira vez que o bispo estará em visita na comunidade, o que gera uma grande alegria entre todos. Dom José estará no Braço do Baú nos dias 1º, 2 e 3 de abril e depois retorna nos dias 16 e 17 de abril. Irá visitar cada uma das oito comunidades que integram a Paróquia Nossa Senhora da Glória e participará de reuniões com as pastorais e movimentos eclesiais, além de presidir à celebração de missas.

Visita em duas etapas Na Paróquia São Pio X, em Ilhota, Dom José fez a visita em duas etapas. Nos dias 11, 12 e 13 de março foi recebido com coquetel pelos coordenadores das capelas. Discutiu o desafio da falta da participação dos fiéis e conheceu a ação da comunidade com escolas e empresas para coletar pilhas, celulares, baterias, óleo de cozinha e eletrônicos, na proposta da Campanha da Fraternidade. Houve, também, encontros com os movimentos e as pastorais, missas e um café.

Nos dias 18, 19 e 20 de março Dom José presidiu uma celebração penitencial, visitou o Colégio Marcos Konder e a catequese, celebrou, almoçou com os cursilistas e se reuniu com a Pastoral Familiar. Para a coordenadora da Liturgia da paróquia, Rosângela Burille, a visita foi uma oportunidade de promover a integração entre Igreja e população. “Essa proximidade com o bispo vai estimular o trabalho de evangelização que, além de atender às diretrizes da Igreja, se fortalece com a celebração do Ano da Litur-

Promover a unidade da mensagem e da ação Na Paróquia Sagrado Coração de Jesus, no Belchior, a visita pastoral ocorreu nos dias 18, 19 e 20 de fevereiro. Após a Santa Missa de acolhida e de uma apresentação do bispo à comunidade, cada pastoral e movimento teve um espaço reservado na agenda para ouvir e falar. Depois, Dom José visitou as capelas, conversando com as pastorais e os grupos engajados. Na ocasião, ocorreu a abertura da catequese de 2011, com a presença de pais, catequizandos e catequistas. Para a coordenadora, Tarcísia Maria Schmitt, essa coincidência foi muito importante na paróquia, para estimular a participação mais efetiva de todos os envolvidos na catequese. “Especialmente para nós, da catequese, a visita serviu para ressaltar a importância de que todas as comunidades da diocese trabalhem integradas e unificadas, falando a mesma língua e adotando os mesmos critérios e regras, que era uma dificuldade aqui”, afirma.

Mobilização

gia”, disse. A agenda de visitas pastorais às paróquias da Comarca de Gaspar inclui ainda, as comunidades das paróquias Nossa Senhora do Rosário (Barracão) e São Pedro (Gaspar).

Outra visita que ocorreu em fevereiro (dias 25, 26 e 27) foi à Paróquia Imaculada Conceição, no Bairro Bela Vista, em Gaspar. Nas três comunidades que integram a paróquia, o bispo foi recebido de forma bem criativa, afetiva e carinhosa. De acordo com o pároco Everaldo Alves, a participação superou as expectativas. Além de celebrar a missa e se encontrar com os Conselhos Pastorais, Dom José visitou doentes, num ges-

to que marcou significativamente a vida dessas pessoas e também de suas famílias e vizinhos. O padre Everaldo analisa que a visita pastoral permitiu que o bispo conhecesse a realidade da comunidade e a comunidade percebesse como é a vida do bispo. “Dom José percorreu os três bairros, percebeu a realidade difícil e desafiadora que não aparece, quando se passa pela rodovia. As lideranças e pessoas de toda comunidade puderam cumprimentá-lo e conhecê-lo. Essa proximidade trouxe um conforto e maior sentido da presença do bispo na Igreja. O pastor conhecendo o seu rebanho e as ovelhas podendo sentir o carinho e o zelo do pastor pelo seu rebanho”, destacou o pároco. Após a visita, durante a semana, todos na comunidade comentavam como foram bons os momentos de convivência com Dom José. Ressaltavam sua simplicidade e ternura, o seu jeito atencioso e interessado. “Foi uma injeção de ânimo para as lideranças e para as comunidades, nesse começo do ano da Liturgia e da Eucaristia”.

Franciscanas

Irmãs Catequistas

Transforme seu sonho em projeto de vida!

Atuamos nas áreas de: Educação, Catequese, Grupos de Reflexão, CEBs, formação de lideranças, movimentos populares, trabalhos com indígenas e afro descendentes, mulheres, economia solidária, juventudes, ecologia, saúde popular...

Nosso Contato:

Província Imaculado Coração de Maria - Tel: (0..47) 3323-1789 Correio eletrônico: Irmã Marlene Eggert: mar.eggert@hotmail.com Visite nosso site: www.cicaf.org


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PÁSCOA

O que significa o termo bíblico “dominar”

Ressurreição,

o essencial à fé cristã “Eis que faço novas todas as coisas” (Ap 21,5)

O corpo doutrinal do cristianismo tem um fundamento: a ressurreição de Jesus Cristo, o Messias. O Apóstolo Paulo afirma: “se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa fé” (1Cor 15,13). Ser cristão/católico não se resume a alguns atos de culto, por mais dignos e importantes que sejam. Também não se reduz nem mesmo a rígidas regras morais. O cristão/católico é portador desta novidade: Jesus Cristo ressuscitou e vive eternamente. Presente entre nós pela Eucaristia. A forma que, na sua fantasia divina de amor, ele escolheu para permanecer vivo no mundo é a Eucaristia. Todos os sacramentos são “sinais visíveis da graça”. Mas a forma euca-

rística da sua presença distingue-se dos demais.

Liturgia Celebrando em nossa Diocese o Ano da Liturgia, especialmente da Eucaristia, desejamos voltar o nosso pensamento acentuadamente sobre esta verdade em que Cristo ressuscitado continua vivo e atuante entre nós e no mundo.

Primogênito Sobre este assunto, importa que logo evidenciemos uma premissa: a ressurreição do Senhor não é um fato pessoal, só referente ao Emanuel,

Deus Conosco. Como “imagem do Deus Invisível e Primogênito de toda criatura” (Cl 1,15), a sua ressurreição atinge toda a criação. Privilegiando o homem e a mulher, tudo envolve em misterioso processo de renovação para a glória do Pai, pela força transformadora do Espírito Santo.

Planeta A Campanha da Fraternidade deste ano, mais do que resgatar o cuidado pela natureza - condição de vida saudável para todos os seres vivos, deseja recuperar essa verdade escatológica: todos os homens e mulheres e toda a criação somos objeto de amor eterno de Deus Pai

e nele adquirimos o sentido da nossa existência e missão. Assim expressa São Paulo: “Nele somos, nos movemos e existimos” (At 17,28).

Fraternidade A partir do momento em que o homem e a mulher inserem-se nesta fraternidade universal de origem, de convivência e destino, descobrem também o seu lugar, a sua missão. São distinguidos dos demais seres criados pela sua inteligência, consciência e liberdade. Mas justamente por isso são comprometidos mais profundamente com o cuidado de toda a criação.

Eucaristia, ecologia perene São Francisco de Assis, no século XIII, entendeu a fraternidade universal também do ponto de vista ecológico. Foi declarado padroeiro da natureza. Passados 800 anos da sua morte, o exemplo e os ensinamentos que deixou continuam gerando atitudes e gestos de amor à natureza até os nossos dias. São Paulo disse: “Não sou mais eu que vivo. É Cristo que vive em mim” (Gl 2,20). Guiado por estas palavras, Francisco deixouse transformar totalmente pela Eucaristia. Pois Jesus na Eucaristia é um alimento diferente. Se

verificarmos no cabrito, por exemplo, a erva ingerida transforma-se no animal. Comparando com a Eucaristia, esse alimento divino tem o poder de nele transformar o homem e a mulher. Acontece, portanto, processo inverso: somos transformados no alimento que recebemos. Assim, depois da nossa morte, continuamos transformando a terra porque nosso corpo todo, com os ossos, músculos e sangue, tornou-se outro Jesus neste mundo. A terra e o universo comungam Cristo dessa forma. Como São Francisco e tantos outros santos, aqueles que conhecemos e também os milhares que não conhecemos, alimentando-nos verdadeiramente de Jesus Cristo Eucarístico, se-

jamos a Eucaristia do mundo. Um ano dedicado à Eucaristia poderá incentivar-nos nessa viagem santa da nossa vida terrena, rumo às promessas divinas de vida plena, de alegria e de felicidade eternas. Poderemos nos encorajar em perpetuar nossa missão de sermos a Eucaristia da terra, da história, do mundo. Ressuscitado, vivendo eternamente conosco, Jesus Cristo, o Onipotente, pode, com a nossa generosa colaboração, realizar essa obra de libertação de todos os nossos males e de salvação eterna.

Após ter criado todos os seres inanimados, Deus criou o homem e a mulher, dando-lhes a ordem: “Dominai a terra” (Gn 2,8). As diversas traduções bíblicas diversificam também esse termo. Utilizam outros verbos para expressar esse mandato divino, que significa submeter e aperfeiçoar. A estes poderíamos acrescentar outros verbos vizinhos de significado, inclusive afetos ao linguajar bíblico: governar, administrar. O seu sentido, porém, distancia-se da exploração, da opressão, do uso abusivo. O verbo “dominar” tem origem latina, vem de “dominus”, que significa “senhor”. Diz-se também que o homem é o rei da criação. São palavras que não podem ser interpretadas na ótica monarquista da Idade Média, por exemplo. Nem cabe essa visão, que reconhecemos em regimes monarquistas, totalitaristas, teocráticos e fundamentalistas dos nossos dias. Quem é o rei e o que ele faz? O rei é aquele que conduz, guia e orienta. A mis-

são do rei é cuidar, cultivar, proteger, promover a vida em todas as suas manifestações. É este “domínio” que o homem e a mulher devem (re)descobrir para que não estejam fora do seu lugar, na perspectiva da fraternidade universal de todos os seres criados por Deus. Daí decorrerão as atitudes corretas, construtivas, amorosas, que farão novo o planeta terra.

O onipotente A fé na capacidade do homem e da mulher é indispensável no projeto da recuperação da vida no planeta terra. Deus os fez capazes de amar e amar sempre, nas facilidades e dificuldades, na saúde e na doença, na alegria e na dor. Essa maravilhosa capacidade de amar precisa expandir-se, dinamizar-se em gestos benfazejos e concretos relativamente às pessoas, a todos os seres criados. Diz a liturgia da Igreja, na versão oficial, latina: “Ubi amor et caritas ibi Deus est”. Quer dizer que “onde existe o amor e a caridade, Deus aí está”. Nossos pequenos e

grandes gestos de amor têm esse poder de gerar a presença de Deus. “A Deus nada é impossível”, disse o Arcanjo Gabriel a Maria, quando lhe anunciou que seria a mãe de Jesus. Essa consciência de que fazemos o pouco que podemos ajuda-nos a entender a importância do pouco que podemos fazer relativamente à imensa obra da renovação da vida no planeta terra. No pequeno gesto de atenção à pessoa que está do nosso lado naquele momento presente da nossa vida. No consolo que damos a alguém que sofre. No acondicionamento cuidadoso do lixo em nossa casa. Na presença e participação da reunião de Grupo de Reflexão, onde se reflete, se reza, se escuta a Palavra de Deus, se definem atitudes comunitárias sobre a rua e o bairro. Enfim são tantas as ocasiões que temos para externar o amor que o Espírito Santo vai derramando em nosso coração (Cf. Rm 5,5) e que garantem o imenso dom da presença e da ação do Onipotente no nosso meio.

Cântico das Criaturas, de São Francisco de Assis Louvado sejas, meu Senhor Com todas as tuas criaturas. Especialmente o senhor irmão Sol Que clareia o dia E com sua luz nos ilumina E ele é belo e radiante, Com grande esplendor: De ti, Altíssimo, é a imagem. Louvado sejas, meu Senhor Pela irmã Lua e as Estrelas Que no céu formaste claras E preciosas e belas. Louvado sejas, meu Senhor Pelo irmão Vento. Pelo ar, nublado Ou sereno, e todo o tempo Pelo qual às tuas criaturas dás sustento. Louvado sejas, meu Senhor Pela irmã Água Que é muito útil e humilde E preciosa e casta. Louvado sejas, meu Senhor Pelo irmão Fogo Pelo qual iluminas a noite E ele é belo e jovial E vigoroso e forte Louvado sejas, meu Senhor Por nossa irmã, a mãe Terra Que nos sustenta e governa E produz frutos diversos E coloridas flores e ervas.


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O que significa o termo bíblico “dominar”

Ressurreição,

o essencial à fé cristã “Eis que faço novas todas as coisas” (Ap 21,5)

O corpo doutrinal do cristianismo tem um fundamento: a ressurreição de Jesus Cristo, o Messias. O Apóstolo Paulo afirma: “se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa fé” (1Cor 15,13). Ser cristão/católico não se resume a alguns atos de culto, por mais dignos e importantes que sejam. Também não se reduz nem mesmo a rígidas regras morais. O cristão/católico é portador desta novidade: Jesus Cristo ressuscitou e vive eternamente. Presente entre nós pela Eucaristia. A forma que, na sua fantasia divina de amor, ele escolheu para permanecer vivo no mundo é a Eucaristia. Todos os sacramentos são “sinais visíveis da graça”. Mas a forma euca-

rística da sua presença distingue-se dos demais.

Liturgia Celebrando em nossa Diocese o Ano da Liturgia, especialmente da Eucaristia, desejamos voltar o nosso pensamento acentuadamente sobre esta verdade em que Cristo ressuscitado continua vivo e atuante entre nós e no mundo.

Primogênito Sobre este assunto, importa que logo evidenciemos uma premissa: a ressurreição do Senhor não é um fato pessoal, só referente ao Emanuel,

Deus Conosco. Como “imagem do Deus Invisível e Primogênito de toda criatura” (Cl 1,15), a sua ressurreição atinge toda a criação. Privilegiando o homem e a mulher, tudo envolve em misterioso processo de renovação para a glória do Pai, pela força transformadora do Espírito Santo.

Planeta A Campanha da Fraternidade deste ano, mais do que resgatar o cuidado pela natureza - condição de vida saudável para todos os seres vivos, deseja recuperar essa verdade escatológica: todos os homens e mulheres e toda a criação somos objeto de amor eterno de Deus Pai

e nele adquirimos o sentido da nossa existência e missão. Assim expressa São Paulo: “Nele somos, nos movemos e existimos” (At 17,28).

Fraternidade A partir do momento em que o homem e a mulher inserem-se nesta fraternidade universal de origem, de convivência e destino, descobrem também o seu lugar, a sua missão. São distinguidos dos demais seres criados pela sua inteligência, consciência e liberdade. Mas justamente por isso são comprometidos mais profundamente com o cuidado de toda a criação.

Eucaristia, ecologia perene São Francisco de Assis, no século XIII, entendeu a fraternidade universal também do ponto de vista ecológico. Foi declarado padroeiro da natureza. Passados 800 anos da sua morte, o exemplo e os ensinamentos que deixou continuam gerando atitudes e gestos de amor à natureza até os nossos dias. São Paulo disse: “Não sou mais eu que vivo. É Cristo que vive em mim” (Gl 2,20). Guiado por estas palavras, Francisco deixouse transformar totalmente pela Eucaristia. Pois Jesus na Eucaristia é um alimento diferente. Se

verificarmos no cabrito, por exemplo, a erva ingerida transforma-se no animal. Comparando com a Eucaristia, esse alimento divino tem o poder de nele transformar o homem e a mulher. Acontece, portanto, processo inverso: somos transformados no alimento que recebemos. Assim, depois da nossa morte, continuamos transformando a terra porque nosso corpo todo, com os ossos, músculos e sangue, tornou-se outro Jesus neste mundo. A terra e o universo comungam Cristo dessa forma. Como São Francisco e tantos outros santos, aqueles que conhecemos e também os milhares que não conhecemos, alimentando-nos verdadeiramente de Jesus Cristo Eucarístico, se-

jamos a Eucaristia do mundo. Um ano dedicado à Eucaristia poderá incentivar-nos nessa viagem santa da nossa vida terrena, rumo às promessas divinas de vida plena, de alegria e de felicidade eternas. Poderemos nos encorajar em perpetuar nossa missão de sermos a Eucaristia da terra, da história, do mundo. Ressuscitado, vivendo eternamente conosco, Jesus Cristo, o Onipotente, pode, com a nossa generosa colaboração, realizar essa obra de libertação de todos os nossos males e de salvação eterna.

Após ter criado todos os seres inanimados, Deus criou o homem e a mulher, dando-lhes a ordem: “Dominai a terra” (Gn 2,8). As diversas traduções bíblicas diversificam também esse termo. Utilizam outros verbos para expressar esse mandato divino, que significa submeter e aperfeiçoar. A estes poderíamos acrescentar outros verbos vizinhos de significado, inclusive afetos ao linguajar bíblico: governar, administrar. O seu sentido, porém, distancia-se da exploração, da opressão, do uso abusivo. O verbo “dominar” tem origem latina, vem de “dominus”, que significa “senhor”. Diz-se também que o homem é o rei da criação. São palavras que não podem ser interpretadas na ótica monarquista da Idade Média, por exemplo. Nem cabe essa visão, que reconhecemos em regimes monarquistas, totalitaristas, teocráticos e fundamentalistas dos nossos dias. Quem é o rei e o que ele faz? O rei é aquele que conduz, guia e orienta. A mis-

são do rei é cuidar, cultivar, proteger, promover a vida em todas as suas manifestações. É este “domínio” que o homem e a mulher devem (re)descobrir para que não estejam fora do seu lugar, na perspectiva da fraternidade universal de todos os seres criados por Deus. Daí decorrerão as atitudes corretas, construtivas, amorosas, que farão novo o planeta terra.

O onipotente A fé na capacidade do homem e da mulher é indispensável no projeto da recuperação da vida no planeta terra. Deus os fez capazes de amar e amar sempre, nas facilidades e dificuldades, na saúde e na doença, na alegria e na dor. Essa maravilhosa capacidade de amar precisa expandir-se, dinamizar-se em gestos benfazejos e concretos relativamente às pessoas, a todos os seres criados. Diz a liturgia da Igreja, na versão oficial, latina: “Ubi amor et caritas ibi Deus est”. Quer dizer que “onde existe o amor e a caridade, Deus aí está”. Nossos pequenos e

grandes gestos de amor têm esse poder de gerar a presença de Deus. “A Deus nada é impossível”, disse o Arcanjo Gabriel a Maria, quando lhe anunciou que seria a mãe de Jesus. Essa consciência de que fazemos o pouco que podemos ajuda-nos a entender a importância do pouco que podemos fazer relativamente à imensa obra da renovação da vida no planeta terra. No pequeno gesto de atenção à pessoa que está do nosso lado naquele momento presente da nossa vida. No consolo que damos a alguém que sofre. No acondicionamento cuidadoso do lixo em nossa casa. Na presença e participação da reunião de Grupo de Reflexão, onde se reflete, se reza, se escuta a Palavra de Deus, se definem atitudes comunitárias sobre a rua e o bairro. Enfim são tantas as ocasiões que temos para externar o amor que o Espírito Santo vai derramando em nosso coração (Cf. Rm 5,5) e que garantem o imenso dom da presença e da ação do Onipotente no nosso meio.

Cântico das Criaturas, de São Francisco de Assis Louvado sejas, meu Senhor Com todas as tuas criaturas. Especialmente o senhor irmão Sol Que clareia o dia E com sua luz nos ilumina E ele é belo e radiante, Com grande esplendor: De ti, Altíssimo, é a imagem. Louvado sejas, meu Senhor Pela irmã Lua e as Estrelas Que no céu formaste claras E preciosas e belas. Louvado sejas, meu Senhor Pelo irmão Vento. Pelo ar, nublado Ou sereno, e todo o tempo Pelo qual às tuas criaturas dás sustento. Louvado sejas, meu Senhor Pela irmã Água Que é muito útil e humilde E preciosa e casta. Louvado sejas, meu Senhor Pelo irmão Fogo Pelo qual iluminas a noite E ele é belo e jovial E vigoroso e forte Louvado sejas, meu Senhor Por nossa irmã, a mãe Terra Que nos sustenta e governa E produz frutos diversos E coloridas flores e ervas.


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www.dioceseblumenau.org.br Abril 2011. Jornal da Diocese de Blumenau

Variedades

“Pai, glorifica-me junto a ti, com a glória que eu tinha junto de ti antes que o mundo existisse” (Jo 17,5

DESAFIO

Teste seus conhecimentos sobre a Bíblia Trazemos novas questões sobre episódios bíblicos, esperamos suas respostas

Neste mês, trazemos no Desafio Bíblico, uma série de curiosidades sobre episódios do Antigo e do Novo Testamen-

to. Pense bem, responda às perguntas e envie até 10 de abril para o email jornal@ diocesedeblumenau,org.br ou pelo Correio

para a Cúria Diocesana de Blumenau, aos cuidados do Padre Raul Kestring (Rua XV de Novembro, 955 / Blumenau-SC / CEP 89010-

RESPOSTA DO ÚLTIMO TESTE BÍBLICO

DESAFIO BÍBLICO

VOCÊ SABE? 1. Quais foram os quatro jovens que se tornaram mais famosos pela dieta de vegetais? A) Sadraque, Mesaque, Abdenego e Daniel B) Pedro, Paulo, João e Mateus C) Daniel, Hananias, Misael e Azarias D) Pedro, Paulo, João e Silas E) Sansão, Golias, Davi e Salomão 2. Qual o nome do bisavô de Davi? A) Faraó

B) Boaz C) Saulo D) Jessé E) José

D) Saulo E) Timóteo

3. Quem fez bolos ázimos para um anjo? A) Abraão B) Sara C) Tamar D) Gideão E) Quir-Haresete 4. Qual foi o jovem que sofreu por adormecer durante um longo sermão? A) Êutico B) Samuel C) Davi

5. Quem encontrou um reino, quando procurava as jumentas pertencentes ao seu pai? A) José B) Quis C) Salomão D) Jafé E) Saul 6. Quem perdeu sua liberdade por haver perdido o cabelo? A) Paulo B) Sansão

C) João D) Gileade E) Daniel 7. Quem fez uma festa que durou 180 dias? A) Assuero B) Sansão C) Davi D) Dario E) Noé 8. Quem ganhou uma esposa por matar 200 homens? A) Herodes B) Davi C) Golias D) Sansão E) Melquisedeque

RECORDAÇÃO

Deus é caridade Continuamos a série de matérias que recordam assuntos interessantes de edições passadas do nosso Jornal da Diocese. Julgamos importante, desta vez, destacar o escrito sobre a Cáritas, publicado na edição de fevereiro 2002. A matéria intitula-se simplesmente “Cáritas”, escrito em encorpadas letras. Essa palavra é carregada de significado profundo no universo da teologia e da espiritualidade. Vem da língua grega e traduz-se por caridade. “Deus é caridade”, escreve o Apóstolo João. Paulo evidencia que sem a caridade na vida

cristã, nada tem valor. Pela virtude teologal da caridade podemos santificar-nos. Longe, porém de manter-se nesse horizonte espiritual, bíblico ou teológico, o referido texto apresenta um projeto pastoral de relevante consideração local, estadual, nacional e internacional. Diz-se apenas “Cáritas”, mas traz em si a perspectiva, o sonho, que abrange todo o braço social da Igreja. Qual a missão da Cáritas? Responde

003). Informe seu nome completo, telefone e endereço. Se acertar a todas as questões, você estará concorrendo a uma bíblia.

9. Quem, pela oração, teve sua vida aumentada em 15 anos? A) Jó B) Ana C) Jesabel D) Ezequias E) Moisés 10. Qual dos apóstolos foi mordido por uma cobra? A) Pedro B) Paulo C) João D) Mateus E) Lucas

No último teste bíblico, quando falamos sobre Moisés, ninguém acertou todas as perguntas e, portanto, não tivemos ganhadores. Veja as respostas corretas abaixo. Esperamos que nossos leitores tenham mais sorte neste mês. 1. A bíblia diz que Deus encontrou Moisés e o quis matar por quê? C) não colocou no filho o sinal da aliança do seu povo 2. Deus deixou claro que Moisés não entraria na terra: B) quando o povo atravessou o mar vermelho 3. A causa principal pela qual Moisés não entrou na terra prometida foi: C) incredulidade 4. Moisés, quando se encontrou com o seu sogro Jetro, teve a seguinte atitude: D) inclinou-se e o beijou 5. Moisés esteve na terra prometida quando: B) no monte da transfiguração com Jesus

o mesmo artigo: “É promover e animar o serviço da solidariedade ecumênica libertadora, participar da defesa da vida, da organizzação popular e da consttrução de um projeto de ssociedade a partir dos exccluídos, contribuindo para a conquista da cidadania pleco na para todas as pessoas, a caminho do Reino de Deus”. ca Prossegue dizendo que, “no âmbito internacional a Cáritas conta com 146 organizações-membros e atua em 194 países. Está presente em 22 países da América Latina e Caribe e seus trabalhos são articulados pelo Secretariado Latinoamericano-caribenho

de Cáritas (SELACC)”. Voltando-nos, agora, para a nossa atual Cáritas Diocesana, informamos que ela está reestruturada e em reinício de caminhada. Uma boa equipe, sobretudo de leigos conscientes e engajados, forma a nova diretoria. Para o próximo número do Jornal da Diocese de Blumenau temos programada uma primeira apresentação da nova realidade deste projeto evangelizador, eclesial e humanitário. Vale referir ainda a conclusão da publicação acima recordada, porque continua válida para a Cáritas de hoje: “Vamos ser uma força capaz de mobilizar os cristãos e todas as pessoas de boa vontade para agirmos em favor dos mais desfavorecidos, organizando a prática da solidariedade”.

CONTO

Deus gosta de convite Um jovem e uma jovem se amavam. À expectativa do matrimônio, rezavam assim: “Senhor, nós gostaríamos muito de que também tu estivesses presente na nossa festa!” E lhe enviaram o convite de participação. E Deus fez-se presente às núpcias, que com Ele tornaram-se mais belas. Dois esposos se amavam e rezavam assim: “gostaríamos muito de que estivesses presente no nosso amor, hóspede agradável na nossa casa, primeiro amigo dos nossos filhos”. E o Senhor esteve presente, foi hóspede agradável, primeiro amigo dos filhos. Dois cônjuges se amavam e rezavam assim: “Senhor, gostaríamos muito de que tu acompanhasses os nossos filhos na vida e nós dois na nossa idade avançada”. E o Senhor guiou os filhos como amigo, acompanhou os pais no entardecer da sua vida. E quando chegou a hora, convidou-os com alegria ao banquete eterno do seu amor. Sabedoria popular: “sem sofrimento não existe conhecimento” (provérbio russo). “Existe uma coisa mais importante do que a tua ação: a oração. Existe uma força mais eficaz do que a tua palavra: o amor” (Carlos Carretto).


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Abril 2011. Jornal da Diocese de Blumenau www.dioceseblumenau.org.br

“Vão e anunciem: o Reino do Céu está próximo” (Mt 10,7)

Nossa História PARÓQUIAS

Expediente

Uma nova comunidade em Santa Maria Paróquia atual de Santa Maria, inaugurada em 1996

Pe. Antônio Francisco Bohn Dom Pio de Freitas, bispo de Joinville, no seu decreto assinado em 25 de março de 1953, determinou: “Fazemos saber que, tendo em vista o maior incremento da vida religiosa em nossa Diocese pela mais frequente e mais intensa assistência espiritual aos fiéis, resolvemos executar a criação e estabelecimento da Paróquia de Santa Maria, desmembrada da Paróquia de Rodeio”. A Paróquia criada fazia parte do Distrito de Doutor Pedrinho (hoje Benedito Novo) com as capelas já existentes e futuras. Ficou confirmado que Nossa Senhora Imaculada de Lourdes fosse a padroeira principal da Matriz e da paróquia e que sua festa fosse celebrada com solenidade e fervor religioso.

A antiga Igreja Matriz, fundada em 1953

A demolição da antiga Matriz, na década de 1990

Fone/ Fax: (047) 3323 3339 Cama- Mesa - Banho - Calçados - Uniformes escolares Confecções em geral - Roupas para Toda a Família

Anacleto Dagnoni e Isolde B. Dagnoni Rua Bahia, n° 136 – Itoupava Seca – Blumenau – SC

Desmembrada da Paróquia de Rodeio, nasce a igreja no Distrito de Doutor Pedrinho

História da capela Os padres franciscanos de Rodeio, passando por Benedito Novo, subiam por Ribeirão do Tigre, para dar assistência à capela de Santo Estanislau. Os Missionários aproveitavam e iam até Santa Maria, celebrando a missa em casas particulares. De 1909 até 1950, os franciscanos de Rodeio prestaram assistência espiritual e pastoral. As Irmãs Catequistas Franciscanas se fizeram presentes em várias comunidades, dando apoio e orientação, na assistência dos trabalhos pastorais e educacionais. No ano de 1949, a localidade de Barra de Forcação foi elevada à categoria de Vila, chamando-se Doutor Pedrinho. Fabriqueiros de Santa Maria viajaram para Joinville com o objetivo de obter, junto à Diocese, um padre residente. O Padre José Backes foi, então, designado para Santa Maria e é criada a Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, que passa a dar assistência a Doutor Pedrinho e outras comunidades da região. O religioso prestou valioso serviço durante 20 anos, retornando então para a Alemanha, onde faleceu no ano de 1987. Em setembro de 1969 a Paróquia deixou de pertencer à Diocese de Joinville e passou para a recémcriada Diocese de Rio do Sul. Os frades da Terceira Ordem Regular assumiram os trabalhos na comunidade. Junto com as irmãs catequistas franciscanas, conseguiram melhorias na Igreja, nos trabalhos pastorais e na área de educação. De 1979 a 1990, frei Antônio Carlos Rechia, com o apoio da comunidade, iniciou a construção da nova Matriz. Neste período foi inaugurada a Casa do Noviciado da Terceira Ordem Regular de São Francisco de Assis. Em 1996 foi inaugurada a nova Matriz. Durante esses anos, tanto os párocos como as lideranças das comunidades se empenharam nas construções e nos trabalhos pastorais. Promoveram o surgimento de inúmeras vocações sacerdotais, religiosas e ministeriais. No ano 2000, com a criação da Diocese de Blumenau, a Paróquia foi a ela anexada.

Jornal da Diocese de Blumenau Direção Geral: Dom José Negri PIME Diretor Geral: Pe. Raul Kestring Diretor Comercial: Pe Almir Negherbon Textos e edição: New Age Comunicação Rua Sete de Setembro, 2587 – sala 202 - Centro – Blumenau/SC (47) 3340-8208 Jornalista Responsável: Marli Rudnik (DRT 484) marli@newagecom.com.br Fotografias: Acervo da Diocese de Blumenau, e Divulgação Editoração: Job Designer jobdesigner@gmail.com Revisão: Pe Raul Kestring Raquel Resende Alfredo Scottini Impressão: Jornal de Santa Catarina Tiragem: 20 mil Periodicidade: Mensal Distribuição gratuita Correspondência Cúria Diocesana de Blumenau Rua XV de Novembro, 955 Centro (47) 3322-4435 Caixa Postal 222 CEP: 89010-003 Blumenau/SC comunicacoes@diocesedeblumenau.org.br www.diocesedeblumenau.org.br


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Movimentos

“De fato, esse homem era mesmo o Filho de Deus” (Mc 15,39)

VISITAS

Vocação para ajudar o próximo

Pastoral auxilia na descoberta de aptidões para o trabalho em comunidade O trabalho das visitas vocacionais às paróquias está sendo retomado na Diocese de Blumenau. Todas as comarcas estão contempladas e neste ano devem ser visitadas 19 paróquias. A Pastoral Vocacional integra um grupo da comunidade eclesial que auxilia para o surgimento, acompanha e facilita o encaminhamento das vocações sacerdotais, religiosas, missionárias e laicais. Entre os objetivos está dinamizar a comunidade eclesial, integrando todas as pastorais, promovendo atividades que auxiliem os fiéis - em especial os jovens - a descobrir, assumir e desenvolver a vocação a que Deus os chamou.

Além da formação e do trabalho interno, seminaristas participam de ações nas comunidades, para conhecer o dia a dia da vida religiosa

Como ocorre As visitas serão realizadas aos finais de semana, pelos seminaristas da Diocese e padres formadores. A paróquia receberá uma etapa da formação: seminário menor, filosofia ou teologia.

A programação será organizada pela paróquia juntamente com o coordenador diocesano da Pastoral Vocacional, padre Marcelo Martendal, vigário paroquial da Catedral São Paulo Apóstolo, em Blumenau. Ele explica que o foco é falar de vocação, chamar. “Constatamos que fala-se pouco deste assunto. Entre os trabalhos que serão feitos está o de encontros com crianças, adolescentes e jovens, coroinhas, catequisandos e grupos de jovens”. A Pastoral também marcará presença nas comunidades participando das missas e celebrações. Para Martendal, as visitas permitirão um contato mais específico dos seminaristas com a realidade da Diocese, através do conhecimento de suas várias paróquias e do povo que nelas vive. “A partir desta presença e atuação, com divulgação da questão vocacional, esperamos que mais jovens respondam ao chamado que Deus faz”.

Sobre o Congresso na Costa Rica Cerca de 500 pessoas participaram do 2° Congresso Continental Latinoamericano de Vocações, de 31 de janeiro a 5 de fevereiro, na cidade de Cartago, na Costa Rica. A delegação brasileira foi composta por 51 integrantes, representando as Regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e diversas instituições que atuam no campo da animação vocacional. O Regional Sul IV foi representado pelo Padre Marcelo Martendal, coordenador regional da Pastoral Vocacional. Para Martendal, o contato com a

realidade latinoamericana foi enriquecedor. Ele pontua que todas as reflexões sobre a questão vocacional, antes de tudo, levaram a um olhar sobre a própria vocação. “Afinal, só pode ser um animador vocacional aquele que é feliz, que se encontrou em sua vocação”. Ele completa que as luzes das reflexões e as orientações que virão pelo documento final deverão dinamizar a animação vocacional. “Tenho a missão de fazê-las chegar a cada diocese, por meio dos coordenadores vocacionais de cada uma delas”.

Padre Marcelo Martendal (terceiro da esquerda para a direita) representou o Regional Sul 4 da CNBB na Costa Rica

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FRANCISCANISMO Quando se leem algumas biografias de São Francisco, até parece que a conversão, mudança de vida e vocação foram momentos leves de lazer e alegrias. São Francisco estava sempre alegre e combatia a tristeza com orações e penitências. O desânimo não o vencia, nunca, em nenhum momento. Ao se ler uma biografia mais detalhada e analítica, como a de Inácio Larrañaga, ficamos surpresos com as inúmeras dificuldades enfrentadas, até alcançar uma posição de santidade e pleno convívio com Deus. Deus o escolheu, mas, deixou-o trilhar os próprios passos sempre. Francisco lutou contra as pessoas que o viam como louco, outros que o viam desviar as pessoas de famílias ricas e dar tudo aos pobres. Estes temiam perder os bens e o sustento fácil. Surgiram empecilhos de toda espécie. Ele ficou inabalável, com muita cortesia, conversou com as pessoas, com noites inteiras de oração se refugiou em Jesus. A pouco e pouco, foi vencendo as barreiras e constituiu a Ordem Franciscana dos Menores, a Ordem das Clarissas e a Ordem Terceira – hoje – Ordem Franciscana Secular. Lutou muito e com denodo, pois, recebeu as graças divinas, todavia, devia de fazer a sua parte. Toda conversão demanda muitas horas de luta e batalhas longas e cansativas. Ao final, firme na Graça de Deus, brilhou a santidade que o consagrou como o Homem do segundo milênio. Foi uma caminhada intensa e que frutificou uma santidade impressionante. Ele soube usar os carismas recebidos e a semente deu cem por cento de frutos. Pregou e praticou a Paz e colheu o Bem entre todas as criaturas.

Alfredo Scottini


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“Eram as nossas doenças que ele carregava, eram as nossas dores que ele levava em suas costas” (Is 53,4)

Paróquias VIA SACRA

Paixão de Cristo, paixão do mundo

Aproveitemos para reviver o caminho da cruz, existência terrena de Jesus, consumada pelo amor

Na modernidade, certas práticas devocionais parecem perder espaço para os atropelos da vida e a sensação de “falta de tempo”. Por outro lado, cresce a procura por uma maior espiritualidade. A Via-Sacra, na Quaresma, é a expressão de uma prática que readquire força e vigor. Nela e por ela, somos chamados a fazer o caminho do discipulado, refazendo os passos do Senhor.

Solidários A Via-Sacra é uma oração (exercício de piedade). Medita os momentos da dolorosa Paixão de Jesus e ganha destaque nas sextas-feiras da Quaresma e na Sexta-Feira Santa. O Caminho da Cruz representa a vida terrena de Jesus, existência consumada pelo amor. Caminhada renovada todos os dias, pela dor dos sofredores, doentes e abandonados, de todos os tempos e lugares.

Espiritualidade Quaresma é penitência e desperta a renovação espiritual. Tempo de arrependimento e perdão, conversão e renúncias, oração e sacrifícios, fraternidade e solidariedade. Tempo favorável de penitência (São Clemente), de caridade e contemplação (São Leão Magno), de buscar a Deus (Santo Ambrósio) e de gloriar-se Nele (São Basílio Magno). Tempo em que a oração pede, o jejum alcança e a misericórdia recebe (São Pedro Crisólogo), tempo de compaixão (São Gregório), de misericórdia (Santo Agostinho), de aproximação do Senhor (Santo Atanásio) e de procurar Deus e seu perdão (São Fulgêncio de Ruspe).

Fraternidade A Campanha da Fraternidade renova o compromisso cristão na direção de uma verdadeira adesão ao projeto de Jesus. Ela faz parte de um processo que tem como objetivos: Encenações da Paixão de Cristo, realizadas por grupos da ✗ celebrar a quaDiocese, retratam a Via Sacra nas celebrações da Sexta resma de forma criatiFeira Santa va, convidando à conversão por atitudes cristãs coerentes; ✗ ajudar os cristãos a fazer reflexões que liguem a fé à vida cotidiana e seus problemas; ✗ proclamar e testemunhar em ações concretas a disposição cristã de luta pela justiça e pelo bem; ✗ construir uma Penitência cultura de fraternidade e solidariedade. O pecador toma consciência de sua culpa e confessa que não passa de pó Redescobrir e cinza (Gn 18,27). Com ela cobre a sua cabeça (Ez 27,30). O ser humano se reSenhor Jesus, queremos, em cada conhece pecador e frágil, sendo convidavia-sacra, seguir vossos passos no do à penitência. caminho para o Calvário. Neste trajeto Para Jesus, o que conta é a revirasuportastes dores, injúrias e humilhavolta do coração (Mt 18,3) e o esforço ções. Ajudai-nos a meditar estas escontínuo em buscar o Reino de Deus e tações com muita fé e devoção. Quea sua justiça (Mt 6,33). É o pastor que sai remos aprender de vós a fidelidade a à procura da ovelha perdida (Lc 15,4). É Deus, mesmo diante das dificuldades o pai misericordioso, cuja bondade tudo que nos cercam. A “via dolorosa” é esalcança (Lc 15,11-32). sencialmente um exercício de piedade Cada passo, gesto, lágrima, queda e devoção, um caminho que nos perde Jesus é uma referência à paixão humite purificar nossos passos no vosso mana: “eram nossos pecados que ele seguimento. Que em cada via-sacra levava e nossas dores que ele suportaque participarmos, aumente em nós o va”. No caminho percorrido por Jesus, amor a Deus e aos irmãos. lembramos nossos erros e limitações, pedindo que o Senhor nos perdoe, assim (Pe. Antônio Francisco Bohn) como nos comprometemos a perdoar.

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Encenações revivem o caminho do Calvário Na Semana Santa, os grupos de teatro e liturgia se revestem de espiritualidade para representar os passos de Cristo em sua paixão e morte. As encenações acontecem com mais intensidade na Sexta-Feira Santa, complementando as celebrações da data. Uma das apresentações é a da Catedral São Paulo Apóstolo, coordenada pelo movimento da Lareira e que envolve mais de 90 pessoas. A encenação da “Paixão de Cristo Segundo São João” é dirigida por Henrique Afonso Schmitt e tem música e teatro. Schmitt participa da encenação desde 1994 e a considera uma catequese, uma oração verdadeira. “Os participantes acreditam no que fazem. É preciso ter convicção do que se interpreta”, afirma. O grupo de atores e a equipe técnica estão ensaiando desde o início de março, semanalmente, para que no dia da apresentação, possam transmitir toda a espiritualidade dessa passa-

gem evangélica ao público.

Santuário No Santuário Nossa Senhora Aparecida, o Grupo de Teatro São Francisco de Assis prepara a encenação da Paixão e Glorificação de Cristo, que será apresentada na paróquia e em outras comunidades. O grupo tem ensaiado uma vez por semana e, mais próximo das apresentações, reúne-se diariamente. O trabalho é coordenado pelo Frei Pascoal Fusinato, que também elabora o texto, define os personagens, arranja os figurinos e prepara os atores. O Grupo faz apresentações teatrais durante todo o ano, conforme o tempo litúrgico. De acordo com o frei Pascoal, é um trabalho dignificante pois, à medida que os jovens estão levando o evangelho à comunidade, também estão sendo evangelizados. O grupo é formado por jovens de até 18 anos e se estrutura no tripé da oração, formação e ação.

[+] AGENDA DE ENCENAÇÕES NA DIOCESE ✗ Catedral São Paulo Apóstolo (Centro) ✗ Paixão de Jesus Cristo segundo o evangelho de São João ✗ Sexta-feira Santa, dia 22 de abril, às 19 horas ✗ Paróquia São José Operário (Itoupava Central) ✗ Encenação da Paixão de Cristo ✗ Sexta-feira Santa, dia 22 de abril, às 18 horas

✗ Santuário Nossa Senhora Aparecida ✗ Encenação da Paixão e Glorificação de Cristo ✗ Sexta-feira Santa, dia 22 de abril, às 19 horas ✗ Apresentações também nas comunidades da Capela São José/ Nova Esperança (dia 16 de abril, às 18 horas), Paróquia São João Batista/ Badenfurt (dia 19 de abril, às 10 horas – para alunos do Colégio Wigang Gelhard, aberto à comunidade).


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Vida Missionária

“Subo para junto do meu Pai, que é Pai de vocês, do meu Deus, que é o Deus de vocês” (Jo 20,17)

JOVENS

Comarca de Navegantes sedia Pré-missão

Representantes de várias dioceses do Estado participaram do encontro, organizado pela Pastoral da Juventude

Nos dias 19 e 20 de março a Pastoral da Juventude de Santa Catarina – Regional Sul 4 da CNBB realizou a Prémissão Jovem, encontro para formação e planejamento dos 30 missionários que atuarão como líderes da III Missão Jovem da Pastoral da Juventude. Os jovens da paróquia São Domingos de Gusmão, na Comarca de Navegantes, acolheram com muita alegria, afeto e esperança os participantes que vieram de diversas dioceses do Estado, representando as lideranças comunitárias, diocesanas e regionais. A coordenação foi do secretário estadual da PJ Santa Catarina, Rodrigo da Silva. O encontro teve início com a oração do Oficio Divino da Juventude, preparada pelos jovens da Diocese de Rio do Sul. Em seguida, iniciou-se a formação, com assessoria de Paulo Francisco Junior, que motivou os jovens a refletirem sobre os fundamentos bíblicos da missão, à luz do Evangelho de Mateus, Marcos, Lucas e João, bem como a missão retratada nos Atos dos Apóstolos.

Prática Os trabalhos da tarde de sábado foram direcionados para o estudo dos aspectos práticos da Missão Jovem, onde os líderes missionários puderam discutir, analisar e simular situações diversas que envolvem a visitação, a acolhida e os cuidados que devem ter quando estiverem nas comunidades. À noite, os jovens líderes foram enviados para as comunidades da paróquia, onde se reuniram com o Conselho Diocesano Pastoral, a fim de realizar o planejamento para que a

A Missão

Encontro em Navegantes reuniu os jovens líderes das dioceses do Regional Sul 4 da CNBB para preparar a Missão Jovem, que acontece em junho missão ocorra. Neste encontro foi elaborado um questionário com questões práticas sobre os aspectos demográficos, econômicos e sociais, históricos e pastorais que envolvem a vida da comunidade, para que assim seja feito um diagnóstico da realidade e o planejamento mais efetivo. Os jovens também celebraram e ouviram as expectativas da comunidade em relação à Missão. Pernoitaram nas próprias comunidades e, no domingo, às 11 horas, retornaram para fazer a partilha de como foi sua experiência em cada comunidade, as dúvidas, as dificuldades e o sentimento que ficou desse primeiro contato.

A missão acontecerá nos dias 23 a 26 de junho, sendo que no encerramento, no domingo, os jovens e a comunidade farão a Marcha Estadual contra a Violência e o Extermínio de Jovens, uma das ações que a Pastoral da Juventude de SC assume a partir da Campanha Nacional Conta a Violência e o Extermínio de Jovens. No final acontecerá um show com o Grupo Musical Mensageiros de Cristo, de Araranguá. Os líderes já iniciaram a missão. Voltaram para suas comunidades com a responsabilidade de mobilizar, motivar e formar os missionários que se preparam para ir ao encontro do outro. Pois como disse Dom Hélder Câmara: “Missão é partir, caminhar, deixar tudo, sair de si, quebrar a crosta do egoísmo que nos fecha no nosso eu”. Que os jovens missionários abram-se, descubram e encontrem os outros como irmãos.

A necessidade de evangelizar No dia 18 de março o padre Paulo De Coppi celebrou o 50º aniversário de sacerdócio. Seu exemplo nos convence ainda mais de que, sem impor, mas sem deixar de propor, nós cristãos devemos responder com urgência à necessidade de evangelizar. A Igreja, diante das problemáticas da sociedade atual, constantemente nos repete que anunciar o Evangelho é missão de todo cristão, por natureza, um missionário. O Papa Bento XVI, ao falar da “Nova Evangelização” nas sociedades e culturas secularizadas, assim se expressou durante sua visita a Portugal: “o cristão é, na Igreja e com a Igreja, um missionário de Cristo, enviado ao mundo... Se não fordes vós as suas testemunhas no próprio ambiente, quem o será em vosso lugar?” Essa é uma tarefa inadiável e não somente das instituições missionárias, mas de toda a comunidade eclesial e de cada cristão. O Papa continua dizendo: “... todos devem receber de Deus e oferecer ao mundo, o Cristo ressuscitado, para que todas as situações de quedas e morte se transformem, pelo Espírito, em ocasiões de crescimento e vida”. É mais que urgente também a Missão “ad gentes”. O Papa afirmou que a humanidade tem experimentado grandes mudanças que precisam de uma resposta: “Hoje a Igreja é chamada a enfrentar desafios novos e a estar pronta a dialogar com as

culturas e religiões mais diversas, procurando construir, juntamente com cada pessoa de boa vontade, a pacífica convivência dos povos”. O mundo espera pelo Evangelho. Seja você também missionário da Boa Nova que Jesus nos trouxe. É por Jesus que todos esperam. De fato, as expectativas mais profundas do mundo e as grandes certezas do Evangelho se cruzam na irrecusável missão que nos compete. Sem Deus, o ser humano não sabe para onde ir. Nós somos chamados a servir a humanidade do nosso tempo, confiando unicamente em Jesus e deixando-nos iluminar por sua palavra. “A vocação missionária nos desafia a avançar para águas mais profundas. Inquieta-me ver muitos cristãos e até consagrados se fecharem sobre a sua vida privada e não viverem sua catolicidade. É nosso dever animar os cristãos e as comunidades para que reassumam aquele ardor missionário que impulsionou os primeiros cristãos. Não se trata de fanatismo, mas daquele entusiasmo que prova a existência de uma fé consciente e vivida, que impulsiona a levar adiante a Boa Nova do Salvador. Muitos e muitas esperam por nós” (padre Paulo De Coppi).

Padre Alcimir José Pillotto


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Espaço da Família REFLEXÃO

A Pastoral Familiar é imprescindível

Se nos detivermos numa análise mais ampla a respeito do tema “família” acabaremos por nos conscientizar da importância e da necessidade de fomentar e incentivar a Pastoral Familiar em todas as comunidades de nossa diocese. É visível e quase consenso que um grande número de famílias está em dificuldade, não sabendo superar os conflitos, ou vencer os obstáculos que se criam internamente ou ocasionados por pressões externas, em suas vivências familiares. A família, ao invés de jogar flores e exalar perfume para a sociedade - sendo pelo testemunho e pela ação indutora da vivência do amor, solidariedade, lealdade, fidelidade, religiosidade, respeito e cidadania a este mundo conturbado – está permitindo que esta mesma sociedade jogue lixo em seu quintal, na forma do individualismo, do materialismo, dos relacionamentos superficiais, do mau uso da sexualidade, do amor livre, do desrespeito à vida, sem falar dos fatores desagregadores,

como a violência, as drogas, alcoolismo, miséria e tantos outros.

Compromisso A Igreja não pode ausentar-se deste contexto de dificuldades que as famílias vivem nos dias de hoje. Somos convocados e é urgente a necessidade de promover a dignidade do matrimônio e da família. Para que isso aconteça, um dos caminhos é apoiar e permitir uma Pastoral Familiar organizada e atuante, em todos os níveis: diocesano, comarcal e paroquial. Para que a Pastoral Familiar se torne uma realidade forte e atuante em nossa Diocese, pedimos o apoio e o

“Mulheres de Jerusalém, não chorem por mim! Chorem por vocês mesmas e por seus filhos” (Lc 23,28)

Movimento deve ser estimulado nas paróquias, pelos religiosos e leigos, para a salvação dessa instituição valiosa

incentivo de todos os párocos e vigários, o empenho, dedicação e serviço da Família Diaconal, dos diáconos permanentes e dos alunos da Escola Diaconal São Lourenço, juntamente com suas digníssimas esposas. È nosso desejo poder contar com todas as forças vivas da Igreja Diocesana. Os movimentos eclesiais são presença real, efetiva e encorajadora, ao levar ao coração da Igreja sua riqueza espiritual, educadora e missionária. Como o tema “família” é abrangente e presente em todos os espaços eclesiais, não se pode pensar em Pastoral Familiar sem a presença deles. A integração e a presença orgânica são importantes e se fazem necessárias, sem que cada movimento perca sua característica ou seu carisma, mas, generosamente abertos aos valores familiares que também, em maior ou menor grau, lhes dizem respeito. A Pastoral Familiar precisa dos movimentos e reconhece seu forte valor e presença. Diácono João Francisco Zimmermann

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Uma ecologia da família Quando o carpinteiro faz uma mesa, ele entende detalhadamente a sua obra e é capaz de restaurá-la se surgir essa necessidade. O Divino Arquiteto fez a família. Na sua infinita sabedoria, dotou a família da sua imagem trinitária, a mais alta qualificação que se poderia imaginar. A instituição familiar, então, ganhou configurações precisas. E só assim ela preencherá sua missão de perpetuar a espécie humana, de gerar e educar novos seres humanos para se associarem a seu plano de amor e salvação. Colaboradores do Criador, os esposos são seus primeiros parceiros na construção do seu reino de paz e justiça, inclusive na restauração de todas as coisas em Jesus Cristo, o Salvador (Cf At 3,20). Quando a Igreja, no Brasil, através da Campanha da Fraternidade, se mobiliza para sensibilizar as pessoas e a sociedade para o cuidado com a criação, que “geme e sofre dores de parto”, nesse processo de recuperação não se pode absolutamente prescindir da família, conforme os planos do Divino Arquiteto. Do contrário, esse urgente empenho será frustrado. Quem é capaz de profanar o verdadeiro “santuário da vida” será capaz de vencer a tentação de profanar a vida animal, biológica, onde igualmente Deus imprimiu sua ima-

gem? Nem é preciso analisar muito para perceber como o berço da vida, a família, está poluída. Percebe-se a olho nu sua desagregação. A sexualidade, criada para tornar-se dom e, nesse dom, tornar-se criadora, descamba para o egoísmo, o subjetivismo, gerando os desequilíbrios sociais a que estamos assistindo. O aborto, a eutanásia, o homossexualismo e outros desvios morais e éticos do nosso tempo ferem mortalmente a instituição familiar. Dom José Negri, em sua homilia da Quarta-feira de Cinzas, na Catedral São Paulo Apóstolo, citou o Papa Bento XVI sobre essa necessidade da ecologia da família para uma ecologia global. Assim fala o Santo Padre em sua mensagem para a abertura da Campanha da Fraternidade deste ano: “a primeira ecologia a ser defendida é a ecologia humana (cf. Bento XVI, Encíclica Caritas in veritate, 51). Ou seja, sem uma clara defesa da vida humana, desde sua concepção até a morte natural; sem uma defesa da família baseada no matrimônio entre um homem e uma mulher; sem uma verdadeira defesa daqueles que são excluídos e marginalizados pela sociedade (...) nunca se poderá falar de uma autêntica defesa do meio ambiente”. Padre Raul Kestring


Diocese de Blumenau prepara nova missão em Humaitá Diocese de Blumenau CNBB Regional Sul 4

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EVENTOS

Fé, penitência e participação

Registramos alguns momentos importantes da mobilização dos cristãos nas comunidades da Diocese A celebração da Quarta-feira de Cinzas, as visitas pastorais de Dom José às comunidades da Comarca de Gaspar, reuniões paroquiais, preparação da Catequese e o encontro Queremos Deus, da Arca da Aliança, foram alguns dos eventos que movimentaram a Diocese de Blumenau no último mês. Confira algumas imagens que selecionamos.

N i D é realizou li i i Nos di dias 25 25, 26 e 27 dde ffevereiro Dom JJosé a visita pastoral à Paróquia Imaculada Conceição, no Bairro Bela Vista, em Gaspar.

Nos quatro dias que antecederam o início da Quaresma, a comunidade católica Arca da Aliança promoveu o 12º Encontro Queremos Deus, na Cidade de Deus - bairro Itoupava Central, em Blumenau. Feito de pregação da Palavra de Deus, cantos, coreografias, adorações e missas, o evento contou com a participação de 1.500 pessoas.

A Paróquia Santa Cruz, na Velha Central, preocupada com a qualidade da Catequese, promoveu o 1º Encontro de Formação para Novos Catequistas, no dia 12 de março.

O Conselho Diocesano de Pastoral, formado por 50 representantes de pastorais, movimentos, paróquias e comunidades religiosas da Diocese, presidido por Dom José, reuniu-se no dia 26 de fevereiro, no Salão Paroquial São Francisco de Assis, no Bairro Fortaleza, em Blumenau.

O Conselho de Pastoral do Regional Sul IV da CNBB realizou seu primeiro encontro de 2011 na Casa de Encontros Dom Anselmo Pietrulla, em Tubarão, nos dias 3 e 4 de março. Da Diocese de Blumenau, participaram o bispo, Dom José Negri, os padres João Bandoch, Almir Negherbon, Marcelo Martendal e Raul Kestring, além da Irmã Anna Gonçalves.

Na Quarta-feira de Cinzas, Dom José presidiu à missa na Catedral, na qual abençoou e distribuiu as cinzas, sinal de penitência e conversão, próprias do tempo quaresmal. Na mesma celebração foi dado ênfase à abertura da Campanha da Fraternidade 2011, que tem por tema: “Fraternidade e a vida no planeta” e o lema: “A criação geme em dores de parto” (Rm 8,22).

Jornal da Diocese de Blumenau Abril/2011  

Jornal da Diocese de Blumenau, ano XI, Edição 115, Abril de 2011

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