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ANO VIII Nº 98 Setembro de 2009

Romeiros Rumo à Terra Prometida

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São Pio di Pietrelcina Modelo de santidade para o sacerdote e para todo cristão PÁGINA 3

Encontro com Dom José Mês da Bíblia – Lições da Carta de Paulo aos filipenses PÁGINAS 4 E 5

Catequese Sede praticantes da Palavra e não meros ouvintes PÁGINA 7

Pastoral Carcerária Alegrias e Tristezas na Campanha da Fraternidade 2010 PÁGINA 11

Conselho Missionário Preparemos o Mês Missionário, Outubro PÁGINAS 12 E 14

Semana da Família

Adiada a Romaria, não se enfraquecerá nosso PÁGINAS 2, 8 E 9 entusiasmo em realizá-la

Família, Igreja Doméstica Caminho para o Discipulado


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Setembro de 2009

SANTO(A) DO MÊS

EDITORIAL

Romaria adiada, mas não enfraquecida ínhamos pronto todo o nosso Jornal da Diocese, quando, às vésperas da impressão, soubemos que a Romaria da Terra e da Água estava prestes a ser cancelada ou adiada. Motivo: a Gripe A. Em atitude de expectativa, íamos pensando outro tema forte que pudesse inspirar nossa edição de setembro. Naturalmente, não era difícil mudar. Setembro tem a marca tradicional do mês da Bíblia. No dia 30, celebrase a memória litúrgica de São Jerônimo, padroeiro dos amantes e estudiosos da Palavra de Deus. Na reunião com as lideranças da Romaria, dia 24 de agosto, ocorrida na Cúria, em Blumenau, com representantes do governo estadual e municipal (especialmente de Ilhota, sede da Romaria), com nosso Bispo Diocesano, Dom José, tomamos a decisão de adiar o evento para 15 de novembro. Na verdade, era inacreditável que chegaríamos a esta decisão. Foi uma reunião sofrida. O imperativo do cuidado com a vida, fortemente acentuado pelas nossas autoridades públicas de saúde, no entanto,

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◗ Jornal da Diocese de Blumenau

convenceu-nos de que não podíamos agir de modo diferente. Esse valor máximo da vida revigorou-nos a certeza de que o entusiasmo das paróquias, movimentos, grupos, dessa forma, não arrefeceria. Pelo contrário, tomaria novo fôlego, novo alento. Dia 23 de novembro, domingo seguinte ao da Romaria, completa um ano desde a inesquecível catástrofe. Então, a recordação da morte gerará vida. A lembrança da destruição vai nos impulsionar ainda mais para construir, reconstruir as pessoas e o mundo. Não diverge, de forma alguma, da Palavra de Deus esta perspectiva de dor e esperança. É a Páscoa de Jesus atualizando-se na vida do povo, especialmente dos mais sofridos, dos que perderam entes queridos, a terra, a colheita, a alegria de viver. É o gemido, o grito, da natureza clamando por libertação. Recolocamo-nos de novo na peregrinação de romeiros e romeiras, que somos todos, em busca da Terra Prometida, a Terra sem Males, a Pátria Definitiva.

EXPEDIENTE

DIRETORIA

CORRESPONDÊNCIA

Diretor Geral: Pe.Raul Kestring, Jornalista Responsável: José Roberto Rodrigues SC 00241 JP Diretor Comercial: Pe. Almir Negherbon Revisão: Pe. Raul Kestring

Redação e Administração

CONSELHO EDITORIAL

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D. José Negri, Pe. José Carlos de Lima, Pe. Idonizete Krüger

Fotolito e impressão: Jornal de Santa Catarina Distribuição: Gratuita Tiragem: 36.600 exemplares

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São Pio de Pietrelcina io foi o nome que este santo escolheu quando fez sua profissão religiosa na Congregação Francisc ana Capuchinha. Pietrelcina, em Benevento, Itália, é o lugar onde ele nasceu, no dia 25 de maio de 1887, recebendo o nome de Francisco Forgione. Seus pais, Grazio e Giuseppa eram agricultores pobres. Na sua casa, porém, rezava-se, toda noite, o rosário em família, todos juntos, num clima de grande e filial confiança em Deus e em Nossa Senhora. Muito cedo, ainda pequeno, nele revelaram-se sinais de um futuro santo. Ele recebia visitas freqüentes de Jesus e Maria, via demônios e anjos. Achando que todos tivessem essas experiências, não as contava a ninguém. Com a idade de 16 anos, entrou no convento franciscano, tornando-se sacerdote no dia 10 de agosto de 1910. Queria partir para as missões estrangeiras, mas Deus tinha sobre ele outros desígnios, especialíssimos. Amargos foram seus primeiros anos de sacerdócio por causa de suas péssimas condições de saúde. Seus superiores mandaram-no para a casa de seus pais, onde o ambiente lhe era mais propício à recuperação. Pe. Pio sofria gravemente dos pulmões. Os médicos deram-lhe pouco tempo de vida. E se não bastasse a doença, vinha-lhe o demônio e submetia-o a terríveis vexames, sem deixar em paz o pobre frade, torturado no corpo e no espírito.

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Milagres, filas de confissões, estigmas No ano de 1916, transferido para o convento de São Giovanni Rotondo, em Gargano, perto de Roma, começou sua aventura de taumaturgo e apóstolo do confessionário. Um número incalculável de homens e mulheres, de Gargano e de outras partes da Itália, começaram a acorrer ao seu confessionário, onde ele passava até quatorze, dezesseis horas por dia. Resultados que Padre Pio conseguia

Maria, segredo da sua santidade

não sem grandes sofrimentos físicos e morais. No dia 20 de setembro de 1918 o capuchinho recebeu os estigmas da Paixão de Cristo, que permanecerão abertos, doloridos e sangrando por quase cinqüenta anos. Grande número de médicos, então, visitam-no. Sofre incompreensões e calúnias, motivo que o obrigava a submeter-se a infamantes inspeções canônicas; o frade dos estigmas se declara “filho da obediência” e suporta tudo com paciência. Chegou a ser suspenso do ministério. Só depois de diversos anos, absolvido das acusações caluniosas, foi reintegrado no ministério sacerdotal. A sua pequena cela, de número 5, trazia, fixada à porta, uma célebre frase de São Bernardo: ”Maria é toda a razão da minha esperança”. Maria é todo o segredo da grandeza do Padre Pio. A ela, em 1956, dedicou a “Casa Alívio do Sofrimento”, hoje, uma das estruturas sanitárias mais qualificadas em âmbito nacional e internacional, com 70 mil internações por ano. Na década de 1940, para combater com as armas da oração o flagelo da segunda guerra mundial, Padre Pio fundou os Grupos de Oração, realidade eclesial atualmente muito difundida no mundo, com um total de mais de 200 mil membros.

Na sua luta cotidiana contra o demônio, a quem chamava de “troço” (em italiano, “cosaccio”), encontrava proteção na Virgem Maria . Por duas vezes, ela o curou milagrosamente, em 1911 e em 1959. Os médicos desenganaram-no e, improvisamente, entre espanto e alegria de seus devotos, foi curado. Ele tinha sempre o rosário na mão. Rezava-o, sobretudo, de noite. “Esta oração – dizia – é a nossa fé, o sustento da nossa esperança, a explosão da nossa caridade”. O seu testamento espiritual, no fim da sua vida, foi: ”Amai Nossa Senhora e fazei que seja amada. Rezai sempre o Rosário”. Presume-se que mais de 200 biografias foram escritas sobre Padre Pio só em italiano. É chamado de São Francisco do Sul. Assim explica Pe. Raniero Cantalamessa: ”Se todo mundo corre atrás de Padre Pio – como um dia corria atrás de Francisco de Assis – é porque intui vagamente que não será a técnica com todos os seus recursos e nem a ciência com todas as suas promessas que vão nos salvar, mas só a santidade. Isso é como dizer “o amor”. Quando morreu, no dia 23 de setembro de 1968, aos 81 anos de idade, os estigmas desapareceram e diante de mais de 120 mil pessoas de todos os lugares, vindas para os seus funerais, teve início o processo de canonização. Bem antes que a Igreja o elevasse à glória dos altares, colocava-o na devoção dos fiéis de todo o mundo como um dos santos mais amados do século XX. Com o Santo Cura D´Ars, o Papa Bento XVI propôs São Pio de Pietrelcina como modelo para os sacerdotes. A memória litúrgica deste grande santo comemora-se no mesmo dia da sua morte, 23 de setembro. Pe. Raul Kestring

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A mensagem dos Pastores

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A PALAVRA DO PAPA BENTO XVI

Na solenidade da Assunção de Nossa Senhora Preocupação com os jovens Gostaria de confiar de modo particular à vossa solicitude os jovens, sobretudo os que vivem nos campos e são atraídos pelas cidades para nela prosseguir os estudos superiores e encontrar trabalho. Seria desejável desenvolver uma pastoral apropriada para estes jovens migrantes internos começando por fortalecer, também nisto, a colaboração entre as dioceses de origem e as dioceses de acolhimento e dispensando-lhes conselhos éticos e diretrizes práticas. (Aos bispos vietnamitas, em visita ad limina, 27 de junho de 2009)

Os biógrafos atestam que São João Maria Vianney falava de Nossa Senhora com devoção e ao mesmo tempo com confiança e diretamente. “A Santa Virgem – costumava repetir – é sem mancha, ornada de todas as virtudes que a tornam assim bela e agradável à Santíssima Trindade. E ainda: “O coração desta boa Mãe não é outra coisa senão amor e misericórdia; só deseja ver-nos felizes. Basta só dirigir-se a ela para ser ouvido”. Transparece destas expressões o zelo do sacerdote que, movido pelo anseio apostólico, alegra-se ao falar de Maria aos fiéis, e não se cansa nunca de fazê-lo. Também diante de um assunto difícil para os dias de hoje, como é a Assunção, ele sabia apresentálo com imagens eficazes, assim, por exemplo:”O homem era criado para o céu. O demonio quebrou a escada que para lá conduzia. Nosso Senhor, com sua Paixão, fez outra... A santíssima Virgem está no alto da escada e segura-a com as duas mãos”. (Angelus, 16 de agosto de 2009)

A Bíblia revela-nos o Espírito Santo A Sagrada Escritura revela-nos que a energia capaz de mover o mundo não é uma força anônima e cega, mas a ação do “espírito de Deus que se movia sobre a superfície das águas” (Gn 1,2) no início da criação. E Jesus Cristo “trouxe à terra” não a força vital, que já habitava nela, mas o Espírito Santo, ou seja, o amor de Deus que “renova a face da terra”, purificando-a do mal e libertando-a do domínio da morte (cf. Sl 103 [104], 29-30). Este “fogo” puro, essencial e pessoal, o fogo do amor, desceu sobre os Apóstolos, reunidos em oração com Maria no Cenáculo, para fazer da Igreja o prolongamento da obra renovadora de Cristo. (Homilia de Pentecostes, 31 de maio de 2009)

O Santo Cura d´Ars, “outro Cristo”

“O Santo Cura d´Ars manifestou sempre uma altíssima consideração pelo dom recebido. Afirmava:”Oh! Que grande coisa é o Sacerdócio! Não poderá ser bem compreendido senão no Céu... se fosse compreendido sobre a terra, morrer-se-ia, não de espanto, mas de amor!” Ainda menino, tinha confiado à sua mãe: “Se fosse padre, desejaria conquistar muitas almas”. E assim foi. No serviço pastoral, tão simples quanto extraordinariamente fecundo, este anônimo pároco de uma perdida vila do sul da França, conseguiu, de tal forma, identificarse com o próprio ministério, que se tornou também de maneira visível e universalmente reconhecido, “outro Cristo”, imagem do Bom Pastor, que diversamente do mercenário, dá a vida pelas próprias ovelhas (Cf. Jo 10,11). A exemplo do Bom Pastor, ele deu a vida durante os decênios do seu ministério sacerdotal. A sua existência foi uma catequese vivente, que adquiria uma eficácia particularíssima quando o povo o via celebrar a santa Missa,prostrar-se em adoração diante do tabernáculo ou passar muitas horas no confessionário.” (Audiência geral de 5 de agosto de 2009)

ENCONTRO COM DOM JOSÉ

A Palavra de Deus, Fonte de Luz mês de setembro, aqui na Igreja do Brasil, é celebrado como o mês da Palavra de Deus, mês da Bíblia. Neste ano, em particular, o texto que foi sugerido para o nosso aprofundamento é a carta de Paulo aos filipenses . Olhando para a experiência da comunidade dos filipenses podemos dizer que não existiram comunidades ideais nem ontem, nem hoje. Há, sim, um ponto em comum, um ponto de partida – a nossa fragilidade –, mas existe também uma meta, clara, a que nós todos podemos chegar, em virtude do nosso Batismo: “Viver como Cristo”. A meta, portanto, é Cristo: realizar essa meta significa lutar para que tenhamos os mesmos sentimentos de Cristo Jesus. Esse é um empenho árduo a que nos devemos dedicar; não é simples, mas possível. O Documento do Vaticano II, “Gaudium et spes,” n. 22, diz que “Cristo

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pensou com a mente humana, agiu com vontade humana, trabalhou com mãos humanas, amou com coração humano”. Assim deveria ser a sua Igreja. Assim deveria ser pensada a sociedade. Assim deveriam configurar-se as nossas relações humanas. O estilo de Jesus deveria ser o nosso estilo, o coração dele deveria ser o nosso. Outra característica que aparece na carta aos filipenses é o convite de Paulo à humildade, o que é um desafio para todas as nossas comunidades: “Servir ao Senhor com toda a humildade”. Uma humildade que derruba as tentativas de soberba que nos faz crer que somos “alguém superior”, em relação aos outros; que alimenta em nós um conceito exagerado sobre nós mesmos. São Paulo recomenda que sejamos humildes a ponto de considerar os outros superiores a nós mesmos. Olhando para a comunidade dos filipenses

tem-se a impressão de se estar diante de cristãos bem comprometidos, generosos, disponíveis à partilha e à acolhida. Esse pode ser um estímulo para “revisar” o estilo das nossas comunidades, onde hoje, mais do que nunca, torna-se necessária a prática de uma caridade operosa e inteligente. Enfim, cabe examinar o papel das mulheres, decididamente marcante na comunidade dos filipenses. A colaboração delas aparece de forma muito importante: Paulo diz que elas “lutaram pelo evangelho” e mostraram-se bem dispostas na generosidade e na solidariedade . Parece-me que essas linhas traçadas na breve carta de Paulo podem ajudar também a nossa Igreja, que se prepara para viver proximamente a Assembleia Diocesana, lugar em que são definidas as coordenadas orientadoras do nosso trabalho pastoral.

Faço um convite para que as nossas comunidades, neste mês de setembro, se espelhem nas primeiras comunidades cristãs, fazendo da Palavra de Deus uma fonte inspiradora. Dom José - Bispo Diocesano


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Catequese

Setembro de 2009

◗ Jornal da Diocese de Blumenau

A CATEQUESE E O MÊS DA BÍBLIA – SETEMBRO “Sede praticantes da Palavra e não meros ouvintes” (Tg 1,22)! INTRODUÇÃO

Entre os vários métodos de leitura da Bíblia queremos destacar o da Leitura Orante, que é a palavra-chave. A Bíblia LIDA, MEDITADA, REZADA E CONTEMPLADA. É um método que possibilita à pessoa fazer a experiência de encontro com Jesus. É a Palavra Viva que extrapola os livros da Bíblia (Jo 20,30-31). É o eixo gerador da catequese. O Verbo de Deus esteve, está e estará revelando o Pai em todas as regiões, épocas e culturas. A Bíblia é um instrumento para ajudar a perceber onde e como Deus falou e fala ainda hoje. Ela não só revela Deus. Ela revela também o ser humano com muito realismo

Concílio Vaticano II, ao proclamar que a “Igreja sempre venerou as Divinas Escrituras da mesma forma que o próprio Corpo do Senhor” (DV 21), não só valorizou a Palavra de Deus, como também estimulou o acesso pessoal e comunitário ao Livro Sagrado. Hoje reconhecemos que a Bíblia está muito presente, tanto nas atividades da Igreja como no coração do povo (estudos da CNBB 86). A fonte na qual a catequese busca a sua mensagem é a Palavra de Deus. Jesus mesmo nos deu o exemplo. “A catequese há de haurir sempre seu conteúdo na fonte viva da Palavra de Deus, transmitida na Tradição e na Sagrada Escritura, porque a Sagrada Tradição constitui um só depósito inviolável da Palavra de Deus confiada à Igreja” (DNC 106a). No centro das Escrituras estão os Evangelhos que apresentam Jesus, sua vida mensagens e suas ações.

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.. A Leitura Orante da Bíblia chama a atenção para os seguintes elementos importantes e indispensáveis, na nossa prática pastoral. Escutar Deus hoje fazendo: a) leitura feita em comunidade; b) respeito ao texto; c) partir da realidade. Ela indica a prática de leitura que os cristãos fazem da Bíblia para alimentar a sua fé, a sua esperança, o seu amor e compromisso com a vida.

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. O Magistério vivo da Igreja “evidentemente não está acima da Palavra de Deus, mas a seu serviço” (DV 10). Por isso, são tarefas de quem tem autoridade na Igreja (DV 10):

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✓ ensinar de acordo com o que foi transmitido; ✓ escutar a Palavra de Deus; ✓ guardar santamente e expor fielmente a Palavra. . Tradição, Escritura e Magistério da Igreja têm de estar entrelaçados, unidos, em harmonia. Um não tem consistência sem os outros e todos juntos precisam ser instrumentos de salvação, voltados para o bem que Deus quer realizar na vida de seus filhos e filhas. (Ler a Bíblia com a Igreja, p.22).

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. Uma das grandes conquistas da caminhada bíblica em nosso país foi a descoberta de que a Bíblia é o mais importante livro que temos. “Nossa recente tradição catequética tem valorizado a Sagrada Escritura como “livro” de catequese por excelência; os textos

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catequéticos lhe servem de complementação (cf TM 24; CR 154), em sintonia com o DGC”: A Igreja quer que em todo o ministério da Palavra, a Sagrada Escritura tenha uma posição pró-eminente” (127). . Na catequese procuramos critérios para o uso da Bíblia a serviço da educação de uma fé esclarecida e engajada; as circunstâncias locais hão de inspirar adaptações apropriadas a cada realidade. Dois objetivos gerais se impõem no uso da Bíblia na catequese:

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Formar comunidade de fé. Por toda parte, pessoas reúnem-se para refletir e rezar a Palavra de Deus e atuar na Igreja e na sociedade. Esses grupos muitas vezes evoluem, chegando a formar pequenas comunidades, ou

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reforçando as que já existem. Esses grupos ou círculos bíblico, quando são bem organizados, ajudam as pessoas a se integrarem no contexto social em que vivem e a buscarem um encontro com Deus na comunidade . Alimentar a identidade cristã. Nós cristãos, colaboramos para a construção de uma sociedade sadia com aquilo que nos é próprio. A Bíblia alimenta nossa identidade, ajudando a formar nosso quadro de referência e assim, a darmos “razão da vossa esperança” (cf 1Pd 3,15).

. A descoberta da Leitura Orante da Bíblia inspira uma espiritualidade bíblica. O estudo e a leitura dos textos sagrados, mais do que conhecimentos, nomes, capítulos, e outros detalhes, ultrapassam o nível do conhecimento intelectual e sinaliza para uma leitura Orante, que nos compromete com a vida dos nossos irmãos e irmãs sofridos, empobrecidos, destituídos dos meios de sobrevivência, e com a preservação da natureza, dom de Deus.

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4.2

. A Bíblia não caiu do céu pronta. Ela nasceu dentro da história vivida e escrita por grandes e pequenos, opressores e oprimidos, em épocas e lugares diversificados. Pode-se dizer que a Bíblia, experiência sagrada de Deus na história de um povo, é um paradigma da humanidade santa e pecadora (Dicionário de Catequética, p. 673).

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5. LEITURA ORANTE DA BÍBLIA

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Catequese

Jornal da Diocese de Blumenau w Setembro de 2009

9. PASSOS DA LEITURA ORANTE:

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s passos da Leitura Orante, que abordaremos agora, têm como objetivo facilitar a utilização do método nos momentos em que rezamos a Palavra de Deus pessoal ou comunitáriamente ou

orientamos o estudo da mesma em nossas pastorais. Há uma forma prática representada na subida dos degraus de uma escada. Simbolicamente quer, em sua dinâmica, expressar que o processo é gradativo, e que devem apa-

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10.

recer as características principais de cada uma dessas atitudes, pois nascem uma da outra. O importante, nesta reflexão, são as atitudes que, juntas, integram a Leitura Orante. O primeiro passo para se conhecer e amar a Palavra de Deus é a

leitura. Não se ama o que não se conhece. A mística da Leitura Orante supõe disposição para escutar a Palavra, preparar-se na docilidade ao Espírito, criar um ambiente de recolhimento, sentir-se comunidade com toda a Igreja

O consagrado método da Leitura Orante não é absoluto, nem único a trazer bons frutos. Ele comporta adaptações, convive bem com outros tipos de oração. É uma ajuda valiosa na catequese e na formação de catequistas e lideranças

11. PRÁTICA CATEQUÉTICA. Amigos e amigas catequistas! Empenhemo-nos, neste mês de setembro, no estudo e reflexão da Palavra de Deus com crianças, adolescentes, jovens e adultos, utilizando este método de Leitura Orante. A CNBB enfatiza-o e dispõe de material para a reflexão sobre a Carta de Paulo aos Filipenses, com o tema: “Alegria de Servir no amor e na gratuidade” e o lema: “Tende em vós os mesmos sentimentos de Cristo Jesus”.

LEITURA: conhecer, respeitar, situar. Perceber o que o texto diz. É o primeiro passo do processo de apropriação da Palavra: ler, ler, ler! Ler muito para familiarizar-se com a Bíblia, para que ela se torne nossa palavra, capaz de expressar nossa vida e nossa história, pois ela “foi escrita para nós que tocamos o fim dos tempos” (1Cor 10,11). É uma leitura atenta, para assimilar o que o texto diz, em atitude de escuta, confiança, entrega e silêncio interior. A Leitura da Bíblia ajuda a criar em nós os olhos certos para ler a vida do povo e vice-versa.

MEDITAÇÃO: ruminar, dialogar, atualizar. A leitura respondeu o que o diz o texto. “Vou ouvir o que o Senhor nos tem a dizer” (Sl 85,9). A meditação vai responder à pergunta: O que diz o texto para mim, para nós, hoje? A questão central que se coloca é esta: o que é que Deus, através desse texto, tem a dizer hoje, aqui na nossa comunidade, paróquia, diocese, para nós, cristãos? Repetir frases, palavras, passando o texto da boca para o coração. Pela ruminação, a Palavra de Deus vai entrando aos poucos, vai tirando as máscaras, vai revelando e quebrando a alienação em que vivemos.

A contemplação é patamar para um novo começo. À medida que sobe, a visão se aprofunda, a paisagem fica mais ampla, mais real e se pode, daí, enxergar a situação da vida que precisa ser transformada e partir para a missão. Carlos Mesters, no livro “Tua Palavra é vida”, nº 1, diz de modo muito humano e singelo: A leitura leva a comida sólida à boca, a meditação

ORAÇÃO: suplicar, louvar, recitar. A atitude de oração está presente desde o começo da Leitura. A oração provocada pela meditação inicia por uma atitude de encontro e adoração ao Senhor. A partir daí brota a nossa resposta à Palavra de Deus. Descobrir o que o texto me leva a dizer a Deus. É o momento de diálogo íntimo e pessoal com Deus.

a mastiga e rumina, a oração prova o seu gosto e a contemplação a saboreia, e quer significar que é a própria doçura que alegra e recria. Assim, fortalecidos pela Palavra não podemos ficar de braços cruzados. Ela nos joga para a ação na comunidade, no trabalho, na família, junto às pessoas que precisam de nossa colaboração, partilha e de nosso testemunho.

CONTEMPLAÇÃO: enxergar, saborear, agir. É seu ponto de chegada para saborear a presença ativa e criativa da Palavra de Deus e, além disso, procura comprometer-se com o processo de transformação que esta Palavra está provocando dentro da história. A contemplação ensina e anima; é força e luz. Aí também é a hora de formular um compromisso de vida e partir para ação.

“Situar-se diante da Palavra de Deus, com a certeza de que ela - escutada e assimilada em silêncio - é vida, força, energia, presença de Cristo, é dom para os irmãos e irmãs” (Carlo Martini).

12. ACONTECENDO NA CATEQUESE: COMARCAS EM AÇÃO! Há uma grande expectativa nas comarcas e no coração dos e das catequistas em relação às Concentrações Comarcais. Há empenho, dedicação na preparação, estudo, reflexão do tema: ANO CATEQUÉTICO. Queremos, com as concentrações, predispor nossas lideranças para uma nova proposta de catequese em nossa diocese, vislumbrando o “novo” que emergirá da 3ª Semana Catequética Nacional em relação à Iniciação Cristã, um itinerário de fé e de caminhada, para catequistas, lideranças, crianças, adolescentes, jovens e adultos. Irmã Anna Gonçalves Coordenadora Diocesana de Catequese

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Ecumenismo

Setembro de 2009

Responsáveis do Ecumenismo nas Dioceses de SC reuniram-se em Lages

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ob a inspiração da mensagem do Evangelho do dia, que manda “perdoar setenta vezes sete”, no dia 13 de agosto, em Lages, reuniram-se membros das Comissões Diocesanas de Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso (CODEIRS) do Regional Sul IV, que abrange o Estado de Santa Catarina e que formam a Comissão Regional de Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso (CREDEIRS) do mesmo Estado. Naquele dia ensolarado do planalto serrano, D. Oneres Marchiori, Bispo de Lages e referencial do Movimento Ecumênico em SC, e o Pe. Dr. Elias Wolff, assessor do setor de ecumenismo da CNBB, coordenaram e animaram o encontro, que iniciou com troca de experiências sobre esta dimensão da evangelização. Dentre outros projetos para os próximos meses, destacaram-se: a celebração dos 10 anos da Declaração Conjunta sobre a justificação, dia 31 de outubro; participação catarinense no V Sulão e XIV Encontro Ecumênico do Regional Sul I, dias 28 a 30 de agosto próximos, em Indaiatuba, SP, onde também será celebrado o centenário do Movimento Ecumênico,

nascido no Congresso de Edimburgo, no ano de 1910; Assembléia do CIER e Seminário sobre a Campanha da Fraternidade 2010 Ecumênica , de 9 a 11 de outubro, em Lages, com delegações por Dioceses. Foi sugerido ao Pe. Elias que elaborasse texto para todas as Dioceses do Brasil sobre o 10º aniversário da Declaração Conjunta e o centenário do Movimento Ecumênico, em vista de serem valorizados esses dois marcos da caminhada ecumênica do nos-

◗ Jornal da Diocese de Blumenau

CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA DA RELIGIÃO NA UNIVALI Entre os professores do Curso de pós-graduação em Ciência da Religião que a Univali está promovendo, está o Padre Dr. Elias Wolff, do Instituto de Teologia de Santa Catarina – ITESC. As inscrições já estão abertas. O mesmo curso é indicado para profissionais graduados nas áreas de Ciências Humanas e Sociais, além de pessoas que se interessam pelo tema e atuam no trabalho religioso em escolas e instituições de educação.

so tempo. Momento importante da mesma reunião foi a troca de coordenação da CREDEIR. Por muitos anos, com competência e dedicação, Pe. Elias Wolff coordenou a CREDEIR do Regional Sul IV. Agora, com novos mais exigentes encargos, viu-se que é melhor outro padre assumir a coordenação. Então, o grupo reunido confiou esta tarefa ao Pe. Raul Kestring, explicitando também irrestrita corresponsabilidade, em vista dos não pequenos desafios, nesse campo, na Igreja em Santa Catarina.

Dom José Negri fala de Encontro Ecumênico na Suiça Nos dias que passei na Suíça com os bispos do mundo inteiro, tive a oportunidade de encontrar o bispo luterano Christian Krause, já presidente da Federação Luterana Mundial e diretor do Lutherzentrum em Wittenberg. Ele me disse que já esteve, tempo atrás, em Blumenau e que nos conhece. Ao longo do seu discurso descreveu a situação de 10 anos depois da Declaração Conjunta sobre a Justificação, assinada no ano de 1999 em Augsburg. Constatou que em todo o mundo se percebe uma grande sede de unidade e paz. Por isso a Igreja Católica e a

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Igreja Luterana iniciaram o diálogo há 40 anos. “No ano de 1965, em Strasburgo, com a presença do Cardeal Willebrands, voltamos a dialogar depois de quase 500 anos de divisão; eu estava ali como tradutor (ainda estudante). Não podia imaginar que 34 anos depois, junto com o Cardeal Cassidy, teria assinado a Declaração, que inicia com as palavras ‘Juntos nós cofessamos...‘”. Continuou dizendo que devemos perguntar-nos seriamente

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líderes das Igrejas são importantes, mas o são igualmente os Movimentos. Chiara Lubich ali era uma pessoa muito importante”. Alguns anos depois também a Igreja Metodista assinou a Declaração Comum. Segundo Krause este documento pode tornarse modelo para oupara onde nos conduziram estes anos de diálogo. “Assinando a Declaração, dei-me conta de que

Fone: (47) 3342-7075

tros acordos. No encerramento convidounos para o Encontro Ecumênico

dos Bispos que se realizará em setembro, na cidade de Lutero: Eisleben (onde Lutero nasceu e morreu) e Wittenberg (onde ensinou teologia e publicou as 95 teses em 1517). O encontro acontecerá no mosteiro católico de Helfta, reconstruído sobre as ruínas, depois do período comunista. Naqueles dias vamos nos confrontar com as dores da Igreja Evangélica na Alemanha Oriental, que sofreu duramente, seja sob Hitler, seja sob o comunismo. Estaremos portanto numa terra caracterizada agora pelo “nirvana religioso”. Dizia ainda Christian:”A minha esperança é de que este Encontro seja um novo passo no caminho da unidade. Por isso, peço-vos que nos recordeis nas vossas orações”.


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Pastoral

Momento R.C.C.

Encontro Estadual da Pastoral Carcerária

“O Sacerdócio é o amor do Coração de Jesus” (Santo Cura D’Ars) Santo Padre, Papa Bento XVI, instituiu o Ano Sacerdotal em razão dos 150 anos do “dies natalis” (dia do nascimento para o Céu) de São João Maria Vianney, patrono dos párocos do mundo. Desejo promover em toda a RCC do Brasil, começando pelo Ministério de Intercessão que atualmente coordeno, uma grande e intensa rede de intercessão pelas vocações e pelos sacerdotes. O Santo Padre sugere que esse ano seja de fomento no empenho da renovação interior de todos os sacerdotes para um testemunho evangélico mais vigoroso e incisivo. Para tanto, peçamos ao Espírito Santo que os confirme e os fortaleça neste chamado, que é divino, mas feito a homens. Que a identificação com o seu ministério leve os sacerdotes a reconhecerem o próprio Cristo em sua Pessoa e Missão. Que sua busca de uma vida de santidade os faça harmonizarem corpo, mente e espírito como pessoas e como ministros ordenados. Ao participarmos das missas, que nossas intenções sejam também por aqueles a quem Deus confiou e conferiu a graça única de, ao proferir duas palavras, fazer descer do Céu Nosso Senhor e encerrar-se numa pequena hóstia. Que o momento doxológico seja um ato de intercessão por aqueles que atuam “in persona Christi”. Sem o sacramento da Ordem, não teríamos o Senhor. Oremos para que, como o Cura D´Ars, nossos sacerdotes tenham o costume de oferecer sempre o sacrifício de sua própria vida. Como dizia ainda o santo padroeiro: ”Como faz bem a um padre oferecer-se em sacrifício a Deus todas as manhãs!” Sem o sacramento da Ordem,não teríamos a presença real do Senhor na Eucaristia. Nossas orações se voltem, ao mesmo tempo, para que o Espírito Santo crie nos sacerdotes o desejo ardente de passar momentos de profunda in-

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Agenda ✓ No dia 12 e 13 de setembro, Retiro Diocesano de Cura e Libertação: ✓ O TEMA do retiro, neste ano, é: Seja feito conforme a tua fé... (Mt 8,13b). ✓ O inicio será às 13h30 (recepção a partir das 13h00) no Salão Porta Aberta - Catedral de Blumenau. ✓ O valor é de R$ 10,00 (dez reais) para a inscrição feita até o dia 06 de setembro, e R$ 12,00 (doze reais), no local do evento. O almoço de domingo, dia 12, poderá ser adquirido somente no local do retiro, ao custo de R$ 5,00 (cinco reais). ✓ Os pregadores, Ir. Alexandre Mazalli e Everton Toresin, são da Comunidade Dominus Sales (www. javesalva.com.br), de Jundiaí / SP. ✓ Maiores informações pelo e-mail zimauro.zimmermann@rccblu-

timidade com o Senhor, junto ao sacrário e nos Ofícios Divinos. Assim, os fiéis certamente irão imitá-los e estes, indo a Jesus, alegrar-se-ão com o sacramento da Penitência que os reconcilia com o Senhor. Seja também a nossa oração verdadeira Ação de Graças pelos sacerdotes. Eles se fazem presentes desde o nosso ingresso na vida de filhos de Deus pelo sacramento do Batismo, passando pelo alimento espiritual da Palavra e da Sagrada Eucaristia, até o momento em que preparam nossa alma para comparecer diante de Deus. Que seu amor a Cristo, por

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menau.com (Zimauro) ou com o Coordenador do Grupo de Oração de sua comunidade (Diocese de Blumenau). ✓ No dia 2 de setembro, feriado de aniversário de Blumenau, será realizada uma “Missa Carismática”, na Catedral de Blumenau, às 19h. e será presidida pelo Pe. João. Você é nosso convidado. ✓ Participe do Grupo de Oração de sua comunidade. Lista completa no site, www.rccblumenau.com. br. ✓ Ouça, todos os sábados, na Rádio Blumenau AM (1.260), programa Fonte de Água Viva, das 12h00 às 13h00 horas, com oração, música e louvor. ✓ Zimauro Zimmermann - zimauro. zimmermann@rccblumenau. com ✓ MCS – R.C.C. Diocese de Blumenau

meio de seu Corpo, a Igreja, façaos testemunhar a unidade com seu Bispo, entre eles próprios e com os leigos, ou seja, com todo o povo de Deus. Por fim, mas não esgotando o tema (pois o Espírito Santo irá suscitar outras formas de orarmos por todo o clero na nossa metodologia carismática), peçamos à Virgem Santíssima por aqueles que são seus filhos prediletos, um amor esponsal a Cristo e à Sua Igreja! Vicente Gomes de Souza Neto, Coordenador Nacional do Ministério de Intercessão na RCC Fonte: http://www.rccbrasil.org.br

Acontecerá nos dias 11, 12 e 13 de setembro de 2009, na cidade de Mafra/ SC (Diocese de Joinville) o 17º Encontro Estadual da Pastoral Carcerária. O “Feminino no Cárcere”, “Trabalho do preso”, o “Projeto Defensoria Pública em Santa Catarina” e a “Lectio Divina: presos da Bíblia” serão os temas do encontro. Os assessores serão Heidi Na. Cerneka, da Pastoral Carcerária Nacional; Padre Zanella, de Chapecó; Dra. Maria Ap. Caovilla, da Unochapecó e o Pe. Ney Brasil, do ITESC, Florianópolis. Na vindoura oportunidade, os agentes da Pastoral que atuam no Estado estarão avaliando os traba-

lhos realizados a partir da Campanha da Fraternidade 2009, que abordou a problemática presente no atual modelo de Segurança Pública. Contamos com a presença das lideranças da Pastoral Carcerária das 10 Dioceses do nosso Regional Sul IV e solicitamos que cada Diocese faça um breve relatório, apontando alegrias e tristezas na CF 2009 da região. O mesmo deverá ser apresentado em data-show na noite do dia 11 de setembro, primeiro dia do encontro, com as atividades, desafios e conquistas do ano de 2009. Pe. Célio Ribeiro

Maneira de dormir Dormir de barriga para cima é mais seguro! Este é o tema da campanha lançada dia 22 de julho pela Pastoral da Criança, que traz, entre outros parceiros, o Ministério da Saúde, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e o Centro de Pesquisas Epidemiológicas da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), para prevenir a morte súbita em crianças. A campanha baseou-se em estudos brasileiros e outras publicações fora do país que enfatizaram e comprovaram a segurança dessa

posição para dormir. Segundo a Pastoral da Criança, diferente do que os pais imaginam (que o bebê irá se afogar se vomitar e estiver de barriga para cima), a reação natural é ele tossir e, assim, chamar a atenção dos pais. Retirado do site da revista crescer: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/ Pode ser consultado também: http://sig.pastoraldacrianca. org.br/wordpress/


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Setembro de 2009

◗ Jornal da Diocese de Blumenau

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XXI Romaria da Terra e da Água de Santa Catarina Subsídio sobre a Romaria Romaria é coisa antiga...

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uem de nós não conhece a história de Abraão, que por sua fé deixou sua terra e foi em busca da terra prometida? Ou ainda, quem de nós não conhece a longa caminhada que fez pelo deserto o povo hebreu, libertado do Egito, no sonho e na utopia de receber a terra onde corria leite e mel? Estas histórias, e tantas outras, nos fazem afirmar: desde os tempos bíblicos, com certeza, se faz romaria!

Surgem as Romarias da Terra... Dentro das Pastorais Sociais, mais especificamente da Comissão Pastoral da Terra, surgiu uma necessidade de se fazer uma Romaria um pouco diferente. Percebeu-se que, num certo momento da história de nosso país, o povo empobrecido das áreas rurais precisava alimentar, em romaria, sua religiosidade popular, mas também carecia de um espaço e de um momento onde pudesse juntar sua fé com sua necessidade de gritar para a sociedade as dores que vinham passando. Além disso, era preciso um espaço sagrado onde o povo pudesse expressar sua alegria e agradecimento a Deus por suas conquistas e vitórias em suas lutas: no Sindicato, na Cooperativa, no Partido Político... E foi assim que nasceu, no Rio Grande do Sul, em 1978, a primeira Romaria da Terra do Brasil. Oito anos depois, em Santa Catarina, a CPT organizava a nossa primeira Romaria da Terra. Foi numa pequena comunidade, chamada de Taquaruçu, no interior do município de Fraiburgo, que romeiros e romeiras de várias partes do nosso estado tiveram esta primeira e marcante experiência. Na época escolheu-se como tema de fundo a Guerra do Contestado, resgatando a luta do povo sofrido e pobre, vendo-se a história do ponto de vista das minorias marginalizadas. Foi aí que se resgatou o costume dos monges do Contestado de plantarem cruzes de cedro, as quais, se brotassem, seria um sinal de esperança e vitória. Naquelas terras do Taquaruçu, fincou-se a cruz de

cedro pela primeira vez numa Romaria da Terra em Santa Catarina. Em 2003, a Romaria passa a se chamar “Romaria da Terra e da Água”, para reforçar a necessidade do cuidado também com a nossa irmã água.

E chegamos à vigésima primeira! Desde aquela primeira Romaria, lá no ano de 1986, quase todos os anos se fez Romaria da Terra em solo catarinense. Sempre se escolhe um tema atual, que está presente nas discussões das Pastorais e Movimentos Sociais. Nas Romarias já se falou de reforma agrária, de trabalho, do agronegócio,

barragens, sementes, agricultura familiar... e estes temas não são aprofundados somente no dia da Romaria. É feito todo um trabalho anterior, quando muitos grupos, em muitas comunidades, se reúnem para estudar o Texto-Base – um subsídio preparado para ajudar no estudo do tema escolhido. Neste ano, 2009, escolheu-se como tema da Romaria a questão do cuidado com o meio-ambiente. Esta preocupação, que é de todo o povo (ou pelo menos deveria ser) se reflete no lema muito bem escolhido: “CUIDAR DA TERRA. GARANTIR A VIDA! Em nenhum outro lugar do estado poderia representar melhor esta questão atualíssima e urgentíssima do que a co-

munidade do Braço do Baú, em Ilhota. Esta comunidade, escolhida para sediar a XXI Romaria da Terra e da Água, foi intensamente atingida pelas fortes chuvas de novembro de 2008. Somente em Ilhota foram 47 as mortes causadas pela tragédia. Vários deslizamentos de terra sacudiram aquelas comunidades. Casas foram perdidas, terrenos e plantações, arrastadas; vidas se foram... Cuidar da terra. Garantir a vida. Este anúncio se faz a partir do Braço do Baú, região do município de Ilhota que guarda no seu baú de memórias, gritos recentes de dor, desolação, abandono e morte. Desde este “vale de ossos secos” faz-se necessário ouvir de novo as palavras de consolação e Cuidado, este nome antigo e sempre novo de Deus: Vou fazer com minhas ovelhas uma aliança de paz: acabarei com as feras, de modo que elas poderão deitar-se seguras no deserto e dormir tranqüilas no meio dos bosques. Farei do país e da minha montanha uma benção. Mandarei chuva no tempo certo, e será uma chuva abençoada. A árvore do campo dará o seu fruto, a terra produzirá e todos estarão seguros, morando na própria terra (...). Eu lhes darei uma lavoura farta, e não haverá mais mortos de fome no país (...). Então eles ficarão sabendo que Eu, Javé, estou com eles, e que eles são o meu povo. Vocês são minhas ovelhas, ovelhas do meu rebanho. E Eu sou o Deus de vocês -Javé (Ez 34, 25-31).

O dia da Romaria – Nossa programação

Será publicada na edição de novembro

Falando dos objetivos O que se quer com a XXI Romaria da Terra e da Água é fortalecer o compromisso de cuidar da vida, acreditando que CUIDAR DA TERRA é GARANTIR A VIDA. Também é objetivo desta Romaria fortalecer o compromisso na construção de uma sociedade justa e solidária, que respeita as pessoas e o meio ambiente. É fazer com que o povo conheça e discuta a realidade sobre o meio ambiente. Acreditamos que esta é tarefa de todas e todos nós e não queremos nos omitir. É necessário “arregaçar as mangas”. Queremos nesta Romaria denunciar os projetos, os problemas que fa-

zem sofrer as pessoas e que destroem o meio ambiente. Desta forma, como um grande mutirão do cuidado da vida, teremos força e coragem para resgatar as utopias esquecidas e reescrever o nosso sonho comum: re-criar uma Terra sem Males, terra onde corre leite e mel, sinal do Reino Definitivo.

Meio ambiente é o tema principal Uma pequena citação, tirada do Texto-base desta Romaria, na página 14, ilustra muito bem a importância do

cuidado que devemos ter com nosso planeta Terra. São palavras de sabedoria, ditas pelo jurista catarinense Osny Duarte Pereira (1912-2000): “Assim como ninguém escava o terreno dos alicerces de sua casa, porque poderá comprometer a segurança da mesma, do mesmo modo ninguém arranca as árvores das nascentes, das margens dos rios, nas encostas das montanhas, ao longo das estradas, porque poderá vir a ficar sem água, sujeito às inundações, sem vias de comunicação, pelas barreiras e outros males conhecidamente resultantes de sua insensatez. As árvores nesses lugares estão para as

respectivas terras como o vestuário está para o corpo humano.” Não podemos nos esquecer, no entanto, quando pensarmos em meio ambiente, em nos incluir neste espaço. Nada existe de forma isolada. Tudo interage continuamente, como um sistema vivo, integrado e dinâmico. Assim ,meio ambiente é tudo que existe ao nosso redor, a terra, água, as plantas, os animais, os peixes, o ar, as pessoas e suas obras como estradas, cidades, lavouras, etc.. Entendermo-nos, nós, seres humanos,como parte integrante do meio ambiente é reconhecer a nossa responsabilidade como um “ser social”. Ainda mais quando levamos em conta que o meio ambiente é um bem comum, não pertence a alguém, nem a alguma empresa ou governo. Ele é de todos e todos têm direito a ele.

ma Romaria, cuja forma de realização foi avaliada como muito positiva, esta Romaria também será realizada em formato das “Festas das Tendas”, recordando os tempos bíblicos de partilha de vida, de reflexão, de desejos, de alimento, de acolhimento e de sonhos... O objetivo é exatamente o de resgatar o sentido de comunhão, de partilha, de troca de experiências solidárias como eram as primeiras comunidades cristãs como forma de contrapor-se ao projeto capitalista, baseado no mercado , na competição e no consumo desenfreado. Para que possamos experimentar a força da verdadeira partilha e da união, cada tenda oferecerá, de forma gratuita, pratos típicos de nossa cultura, algum tipo de alimento para o almoço dos romeiros e romeiras, os quais também estão sendo orientados a trazer alimentos para partilha e refeição.

Romaria é partilha Assim como aconteceu na vigési-

José Valmeci de Souza (Atta) Secretaria Estadual da CPT-SC.

A Romaria da Terra e da Água em Santa Catarina é uma promoção da CNBB Regional Sul IV com iniciativa da Comissão Pastoral da Terra, realizada com o apoio e a participação dos(as) agentes de pastorais, religiosos(as), padres, membros de outras igrejas, romeiros e romeiras e das demais forças que nasceram desta luta: os movimentos sociais do campo e da cidade. Sendo assim, reconhecer e valorizar o protagonismo do conjunto destes atores sociais, fazendo-os participar das decisões sobre os rumos das Romarias da Terra e da Água é fundamental para garantir seu caráter ecumênico, popular, religioso, profético, tão necessário em tempos de refluxo na caminhada de nossas igrejas e dos movimentos, que retardam a conquista de uma sociedade justa e fraterna, sinal do Reino Definitivo. Para os Movimentos sociais e populares, a Romaria da Terra e da Água significa um importante espaço de animação da fé e da esperança e, por isso, reafirmam a necessidade e importância deste evento. Considerando todos estes aspectos, ficou determinado então que, a partir de 2007, as Romarias da Terra e da Água sejam realizadas em conjunto com os movimentos sociais do campo e da cidade.

A Romaria da Terra e da Água apresenta um elemento a mais nesta expressão de fé à medida que evidencia com força a dimensão política da liturgia. Numa profunda dimensão profética, a Romaria da Terra e da Água revela que os problemas fundamentais como a vida dura e sofrida dos(as) camponeses(as), passam pela destruição, concentração, privatização e exploração da terra e da água (meio ambiente), e que isto tem tudo a ver com sua fé e expressão religiosa. Celebrar as lutas e vitórias na busca da terra prometida, da Terra sem Males e do sonho da reforma agrária, é recuperar e reorganizar a esperança do povo, levando-o ao engajamento consciente no exercício da cidadania, na luta pela terra e na terra, transformando o mundo de injustiça e opressão em sinal da presença do Reino de Deus. Nesta perspectiva, a Romaria da Terra e da Água tem sido um espaço propício para celebrar a fé e a vida, forças dinamizadoras de um compromisso libertador, e possibilita também o encontro, a animação e a articulação dos movimentos populares, das pastorais sociais e de outras entidades que lutam em defesa da vida, da terra e da água.

Encontro com Deus

Data

Entendemos que Romaria da Terra e da Água seja uma peregrinação, uma passagem, um espaço privilegiado de encontro com Deus, um sinal de conversão e de transformação da vida do povo pobre do campo. Na celebração litúrgica da Romaria da Terra e da Água atualiza-se o Mistério Pascal de Jesus Cristo – que acontece na vida das pessoas que lutam pela terra, dos que resistem na terra e de todos que se solidarizam com a luta pela terra e pela justiça. Assim, as romarias possuem num primeiro momento um caráter religioso fundamental de expressão de fé e de manutenção da tradição.

A data da Romaria da Terra e da Água de Santa Catarina já está fixada no calendário litúrgico de nossas comunidades, que o povo aguarda como uma festa religiosa a ser celebrada, associada à bênção das sementes e à Festa de Exaltação da Santa Cruz. Por isso, a Romaria da Terra e mais tarde também da Água, desde 1986, há vinte anos, é realizada todos os anos (exceto 2002, 2006 e 2009, com o adiamento), sempre no segundo domingo de setembro. Esta tradição religiosa popular mobiliza a cada ano milhares de romeiros e romeiras a renovar a sua Aliança com o Deus dos Pobres e com os Pobres da

E-mail:onedaeq@terra.com.br --www.onedamoveis.com.br www.onedamoveis.com.br E-mail:onedaeq@terra.com.br

Terra no seu compromisso na defesa da terra e da vida. Considerando esta dimensão de renovação periódica de um compromisso com Deus, entendemos que não podemos “inventar” romarias, assim como não podemos escolher arbitrariamente suas datas e lugares. Neste sentido é fundamental afirmar junto às comunidades, às pastorais e aos movimentos populares uma data fixa e lugares simbólicos para as Romarias da Terra e da Água, fortalecendo assim uma tradição religiosa e mantendo a esperança e a fé no Deus presente nas lutas de um povo sofrido, mas que não se cansa de caminhar em busca da conquista de uma terra sem males.

Mutirão Neste mutirão pela Romaria da Terra e da Água, reforçamos o entendimento que ela não pode ser uma atividade isolada, mas parte e fruto de um processo de formação, organização e mobilização junto aos(às) camponeses(as) articulado com as lutas dos(as) trabalhadores(as) da cidade. A Romaria da Terra e da Água deve ser realizada em área rural e não mais em centro urbano e parque de exposição. A equipe de preparação das Romarias da Terra e da Água cada vez se sente mias convocada para melhorar e reforçar o seu trabalho de base, buscando uma ação e uma presença mais efetiva e profética junto aos(às) trabalhadores(as) rurais e se comprometer a celebrar Romarias cada vez mais engajadas e libertadoras. No entanto, para que um bom trabalho de base seja realizado, é necessário o apoio das Igrejas locais. Esta celebração é de fundamental importância para o fortalecimento da caminhada pastoral junto aos pobres do campo e reafirmação do compromisso social da Igreja e sua preferência pelos pobres. Coordenação geral da Romaria da Terra e da Água - Fone: 48-3234 4766


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XXI Romaria da Terra e da Água de Santa Catarina Subsídio sobre a Romaria Romaria é coisa antiga...

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uem de nós não conhece a história de Abraão, que por sua fé deixou sua terra e foi em busca da terra prometida? Ou ainda, quem de nós não conhece a longa caminhada que fez pelo deserto o povo hebreu, libertado do Egito, no sonho e na utopia de receber a terra onde corria leite e mel? Estas histórias, e tantas outras, nos fazem afirmar: desde os tempos bíblicos, com certeza, se faz romaria!

Surgem as Romarias da Terra... Dentro das Pastorais Sociais, mais especificamente da Comissão Pastoral da Terra, surgiu uma necessidade de se fazer uma Romaria um pouco diferente. Percebeu-se que, num certo momento da história de nosso país, o povo empobrecido das áreas rurais precisava alimentar, em romaria, sua religiosidade popular, mas também carecia de um espaço e de um momento onde pudesse juntar sua fé com sua necessidade de gritar para a sociedade as dores que vinham passando. Além disso, era preciso um espaço sagrado onde o povo pudesse expressar sua alegria e agradecimento a Deus por suas conquistas e vitórias em suas lutas: no Sindicato, na Cooperativa, no Partido Político... E foi assim que nasceu, no Rio Grande do Sul, em 1978, a primeira Romaria da Terra do Brasil. Oito anos depois, em Santa Catarina, a CPT organizava a nossa primeira Romaria da Terra. Foi numa pequena comunidade, chamada de Taquaruçu, no interior do município de Fraiburgo, que romeiros e romeiras de várias partes do nosso estado tiveram esta primeira e marcante experiência. Na época escolheu-se como tema de fundo a Guerra do Contestado, resgatando a luta do povo sofrido e pobre, vendo-se a história do ponto de vista das minorias marginalizadas. Foi aí que se resgatou o costume dos monges do Contestado de plantarem cruzes de cedro, as quais, se brotassem, seria um sinal de esperança e vitória. Naquelas terras do Taquaruçu, fincou-se a cruz de

cedro pela primeira vez numa Romaria da Terra em Santa Catarina. Em 2003, a Romaria passa a se chamar “Romaria da Terra e da Água”, para reforçar a necessidade do cuidado também com a nossa irmã água.

E chegamos à vigésima primeira! Desde aquela primeira Romaria, lá no ano de 1986, quase todos os anos se fez Romaria da Terra em solo catarinense. Sempre se escolhe um tema atual, que está presente nas discussões das Pastorais e Movimentos Sociais. Nas Romarias já se falou de reforma agrária, de trabalho, do agronegócio,

barragens, sementes, agricultura familiar... e estes temas não são aprofundados somente no dia da Romaria. É feito todo um trabalho anterior, quando muitos grupos, em muitas comunidades, se reúnem para estudar o Texto-Base – um subsídio preparado para ajudar no estudo do tema escolhido. Neste ano, 2009, escolheu-se como tema da Romaria a questão do cuidado com o meio-ambiente. Esta preocupação, que é de todo o povo (ou pelo menos deveria ser) se reflete no lema muito bem escolhido: “CUIDAR DA TERRA. GARANTIR A VIDA! Em nenhum outro lugar do estado poderia representar melhor esta questão atualíssima e urgentíssima do que a co-

munidade do Braço do Baú, em Ilhota. Esta comunidade, escolhida para sediar a XXI Romaria da Terra e da Água, foi intensamente atingida pelas fortes chuvas de novembro de 2008. Somente em Ilhota foram 47 as mortes causadas pela tragédia. Vários deslizamentos de terra sacudiram aquelas comunidades. Casas foram perdidas, terrenos e plantações, arrastadas; vidas se foram... Cuidar da terra. Garantir a vida. Este anúncio se faz a partir do Braço do Baú, região do município de Ilhota que guarda no seu baú de memórias, gritos recentes de dor, desolação, abandono e morte. Desde este “vale de ossos secos” faz-se necessário ouvir de novo as palavras de consolação e Cuidado, este nome antigo e sempre novo de Deus: Vou fazer com minhas ovelhas uma aliança de paz: acabarei com as feras, de modo que elas poderão deitar-se seguras no deserto e dormir tranqüilas no meio dos bosques. Farei do país e da minha montanha uma benção. Mandarei chuva no tempo certo, e será uma chuva abençoada. A árvore do campo dará o seu fruto, a terra produzirá e todos estarão seguros, morando na própria terra (...). Eu lhes darei uma lavoura farta, e não haverá mais mortos de fome no país (...). Então eles ficarão sabendo que Eu, Javé, estou com eles, e que eles são o meu povo. Vocês são minhas ovelhas, ovelhas do meu rebanho. E Eu sou o Deus de vocês -Javé (Ez 34, 25-31).

O dia da Romaria – Nossa programação

Será publicada na edição de novembro

Falando dos objetivos O que se quer com a XXI Romaria da Terra e da Água é fortalecer o compromisso de cuidar da vida, acreditando que CUIDAR DA TERRA é GARANTIR A VIDA. Também é objetivo desta Romaria fortalecer o compromisso na construção de uma sociedade justa e solidária, que respeita as pessoas e o meio ambiente. É fazer com que o povo conheça e discuta a realidade sobre o meio ambiente. Acreditamos que esta é tarefa de todas e todos nós e não queremos nos omitir. É necessário “arregaçar as mangas”. Queremos nesta Romaria denunciar os projetos, os problemas que fa-

zem sofrer as pessoas e que destroem o meio ambiente. Desta forma, como um grande mutirão do cuidado da vida, teremos força e coragem para resgatar as utopias esquecidas e reescrever o nosso sonho comum: re-criar uma Terra sem Males, terra onde corre leite e mel, sinal do Reino Definitivo.

Meio ambiente é o tema principal Uma pequena citação, tirada do Texto-base desta Romaria, na página 14, ilustra muito bem a importância do

cuidado que devemos ter com nosso planeta Terra. São palavras de sabedoria, ditas pelo jurista catarinense Osny Duarte Pereira (1912-2000): “Assim como ninguém escava o terreno dos alicerces de sua casa, porque poderá comprometer a segurança da mesma, do mesmo modo ninguém arranca as árvores das nascentes, das margens dos rios, nas encostas das montanhas, ao longo das estradas, porque poderá vir a ficar sem água, sujeito às inundações, sem vias de comunicação, pelas barreiras e outros males conhecidamente resultantes de sua insensatez. As árvores nesses lugares estão para as

respectivas terras como o vestuário está para o corpo humano.” Não podemos nos esquecer, no entanto, quando pensarmos em meio ambiente, em nos incluir neste espaço. Nada existe de forma isolada. Tudo interage continuamente, como um sistema vivo, integrado e dinâmico. Assim ,meio ambiente é tudo que existe ao nosso redor, a terra, água, as plantas, os animais, os peixes, o ar, as pessoas e suas obras como estradas, cidades, lavouras, etc.. Entendermo-nos, nós, seres humanos,como parte integrante do meio ambiente é reconhecer a nossa responsabilidade como um “ser social”. Ainda mais quando levamos em conta que o meio ambiente é um bem comum, não pertence a alguém, nem a alguma empresa ou governo. Ele é de todos e todos têm direito a ele.

ma Romaria, cuja forma de realização foi avaliada como muito positiva, esta Romaria também será realizada em formato das “Festas das Tendas”, recordando os tempos bíblicos de partilha de vida, de reflexão, de desejos, de alimento, de acolhimento e de sonhos... O objetivo é exatamente o de resgatar o sentido de comunhão, de partilha, de troca de experiências solidárias como eram as primeiras comunidades cristãs como forma de contrapor-se ao projeto capitalista, baseado no mercado , na competição e no consumo desenfreado. Para que possamos experimentar a força da verdadeira partilha e da união, cada tenda oferecerá, de forma gratuita, pratos típicos de nossa cultura, algum tipo de alimento para o almoço dos romeiros e romeiras, os quais também estão sendo orientados a trazer alimentos para partilha e refeição.

Romaria é partilha Assim como aconteceu na vigési-

José Valmeci de Souza (Atta) Secretaria Estadual da CPT-SC.

A Romaria da Terra e da Água em Santa Catarina é uma promoção da CNBB Regional Sul IV com iniciativa da Comissão Pastoral da Terra, realizada com o apoio e a participação dos(as) agentes de pastorais, religiosos(as), padres, membros de outras igrejas, romeiros e romeiras e das demais forças que nasceram desta luta: os movimentos sociais do campo e da cidade. Sendo assim, reconhecer e valorizar o protagonismo do conjunto destes atores sociais, fazendo-os participar das decisões sobre os rumos das Romarias da Terra e da Água é fundamental para garantir seu caráter ecumênico, popular, religioso, profético, tão necessário em tempos de refluxo na caminhada de nossas igrejas e dos movimentos, que retardam a conquista de uma sociedade justa e fraterna, sinal do Reino Definitivo. Para os Movimentos sociais e populares, a Romaria da Terra e da Água significa um importante espaço de animação da fé e da esperança e, por isso, reafirmam a necessidade e importância deste evento. Considerando todos estes aspectos, ficou determinado então que, a partir de 2007, as Romarias da Terra e da Água sejam realizadas em conjunto com os movimentos sociais do campo e da cidade.

A Romaria da Terra e da Água apresenta um elemento a mais nesta expressão de fé à medida que evidencia com força a dimensão política da liturgia. Numa profunda dimensão profética, a Romaria da Terra e da Água revela que os problemas fundamentais como a vida dura e sofrida dos(as) camponeses(as), passam pela destruição, concentração, privatização e exploração da terra e da água (meio ambiente), e que isto tem tudo a ver com sua fé e expressão religiosa. Celebrar as lutas e vitórias na busca da terra prometida, da Terra sem Males e do sonho da reforma agrária, é recuperar e reorganizar a esperança do povo, levando-o ao engajamento consciente no exercício da cidadania, na luta pela terra e na terra, transformando o mundo de injustiça e opressão em sinal da presença do Reino de Deus. Nesta perspectiva, a Romaria da Terra e da Água tem sido um espaço propício para celebrar a fé e a vida, forças dinamizadoras de um compromisso libertador, e possibilita também o encontro, a animação e a articulação dos movimentos populares, das pastorais sociais e de outras entidades que lutam em defesa da vida, da terra e da água.

Encontro com Deus

Data

Entendemos que Romaria da Terra e da Água seja uma peregrinação, uma passagem, um espaço privilegiado de encontro com Deus, um sinal de conversão e de transformação da vida do povo pobre do campo. Na celebração litúrgica da Romaria da Terra e da Água atualiza-se o Mistério Pascal de Jesus Cristo – que acontece na vida das pessoas que lutam pela terra, dos que resistem na terra e de todos que se solidarizam com a luta pela terra e pela justiça. Assim, as romarias possuem num primeiro momento um caráter religioso fundamental de expressão de fé e de manutenção da tradição.

A data da Romaria da Terra e da Água de Santa Catarina já está fixada no calendário litúrgico de nossas comunidades, que o povo aguarda como uma festa religiosa a ser celebrada, associada à bênção das sementes e à Festa de Exaltação da Santa Cruz. Por isso, a Romaria da Terra e mais tarde também da Água, desde 1986, há vinte anos, é realizada todos os anos (exceto 2002, 2006 e 2009, com o adiamento), sempre no segundo domingo de setembro. Esta tradição religiosa popular mobiliza a cada ano milhares de romeiros e romeiras a renovar a sua Aliança com o Deus dos Pobres e com os Pobres da

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Terra no seu compromisso na defesa da terra e da vida. Considerando esta dimensão de renovação periódica de um compromisso com Deus, entendemos que não podemos “inventar” romarias, assim como não podemos escolher arbitrariamente suas datas e lugares. Neste sentido é fundamental afirmar junto às comunidades, às pastorais e aos movimentos populares uma data fixa e lugares simbólicos para as Romarias da Terra e da Água, fortalecendo assim uma tradição religiosa e mantendo a esperança e a fé no Deus presente nas lutas de um povo sofrido, mas que não se cansa de caminhar em busca da conquista de uma terra sem males.

Mutirão Neste mutirão pela Romaria da Terra e da Água, reforçamos o entendimento que ela não pode ser uma atividade isolada, mas parte e fruto de um processo de formação, organização e mobilização junto aos(às) camponeses(as) articulado com as lutas dos(as) trabalhadores(as) da cidade. A Romaria da Terra e da Água deve ser realizada em área rural e não mais em centro urbano e parque de exposição. A equipe de preparação das Romarias da Terra e da Água cada vez se sente mias convocada para melhorar e reforçar o seu trabalho de base, buscando uma ação e uma presença mais efetiva e profética junto aos(às) trabalhadores(as) rurais e se comprometer a celebrar Romarias cada vez mais engajadas e libertadoras. No entanto, para que um bom trabalho de base seja realizado, é necessário o apoio das Igrejas locais. Esta celebração é de fundamental importância para o fortalecimento da caminhada pastoral junto aos pobres do campo e reafirmação do compromisso social da Igreja e sua preferência pelos pobres. Coordenação geral da Romaria da Terra e da Água - Fone: 48-3234 4766


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Pastoral

Setembro de 2009

Nossa Diocese-Irmã de Humaitá, AM, agradece grande ajuda

◗ Jornal da Diocese de Blumenau

Movimento de Cursilhos de Cristandade

Ir. Raquel Oliveira Leal, de Humaitá, AM, escreveu-nos:

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qui estamos muito felizes, trabalhando em prol das nossas crianças, adolescentes, pais e idosos. Foi com muita alegria que recebemos a doação da Diocese de Blumenau – uma grande carreta com roupas e material didático. Quinhentos e sessenta crianças e adolescentes do nosso Projeto SócioEducativo – Apae, comunidades ribeirinhas de Auxiliadora, Manicoré, presídio, estradas, comunidades de Santa Luzia (no km 180), receberam o material didático e uma grande quantidade de roupas, em duzentos sacos. Na cidade de Humaitá, durante os meses de fevereiro e março, realizamos a “feira de roupa”. Como diz o profeta Isaías, “vão buscar de graça leite e mel”. Como era bonito ver as mães, pais, idosos e jovens escolhendo roupas, nos dois horários, de manhã e de tarde, e uma equipe

de atendimento, com muito amor, carinho e dedicação. Um preço simbólico somente eles pagavam, R$ 1,00 e R$ 2,00 por até 5 peças. As camisetas do Colégio Universitário foram transformadas em fardamento para as crianças do citado Projeto – 300 camisetas. Com as doações recebidas, fizemos melhoramento na lojinha – “geração de renda”- provendo-a de prateleiras, balcão de atendimento – concretização de um “sonho”: ter um local permanente de modesta e sobretudo educativa “ge-

ração de renda”. Fizemos um total de R$ 2.000,00 (dois mil reais). Graças ao esforço de Tereza, voluntária vinda da Bahia, morando conosco e de 3 senhoras amazonenses, o trabalho tem perspectiva de Futuro. Durante todo o tempo, rezamos pelas famílias catarinenses, vítimas das enchentes. Era uma só prece: nós, daqui, vestindo os pobres com a doação de vocês; e o povo de Humaitá rezando por vocês. Sinto – como diz o profeta – que “uma nova terra é possível onde existe o amor e a solidariedade. A todos o nosso muito obrigado! Ao amigo e bondoso João Ernesto, que Deus o abençoe! Humaitá, AM, 06 de abril de 2009 Assina: Irmã Raquel Oliveira Leal OBSERVAÇÃO: Devido à dificuldades de comunicação na região amazônica, esta carta chegou em nossas mãos há poucos dias.

Celebração Eucarística encerrou Semana da Família em Blumenau Presidida pelo Bispo Diocesano, Dom José Negri, a Missa de Encerramento da Semana da Família em Blumenau, ocorreu no Domingo, 16, às 19h, na Catedral São Paulo Apóstolo. À homilia, o Bispo lembrou a afirmação do saudoso e venerável Papa João Paulo II:”A família é um patrimônio da humanidade”. Portanto, não só a Igreja deve preservá-la, mas todos os que desejam uma sociedade melhor. Referindo-se à ocasião do encerramento da Semana da Família, felizmente coincide com a solenidade da Assunção de Nossa Senhora, Dom José ressaltou a importância da oração. Explicou ele que a mulher grávida, apresentada pelo Livro do Apocalipse (Primeira Leitura), significa a Igreja. Continuamente, o Dragão, isto é, o Demonio e tudo o que se opõe ao Plano de salvação de Deus, ameaça matar o filho. Este filho é Jesus, o Libertador e Salvador,

de quem necessitamos sempre em nossas famílias . A imagem do deserto, onde a mulher busca abrigo, significa a oração. Pois o deserto, para os profetas, para a Bíblia, é o lugar onde Deus fala ao coração. Terminou a sua homilia o Bispo de Blumenau relatando a experiência de um casal que viu a filha e o genro em crise matrimonial e dispostos a se separarem. Vendo a pequena neta angustiada,

afligem-se também os idosos. Não sabendo mais o que fazer, recorrem à oração fervorosa, à missa, ao terço. Reconcilia-se, assim, o casal em crise, voltando não só à união, mas também aos sacramentos, a Deus, enfim, o celeste alimento e a verdadeira fonte da unidade. Transmitida por um canal televisivo e duas rádios da cidade, a celebração certamente alcançou muitos lares. Igualmente a encenação sobre a família, preparada pelo Pe. Frei Pascoal Fusinato, com os jovens da sua Paróquia São José Operário, da Itoupava Central, foi apresentada com esmero. A comunidade pôde, assim, refletir ainda mais sob o impacto das diversas cenas, referindo-se à realidade e aos desafios da família de hoje. Um belíssimo cartaz, ao lado do presbitério, com o desenho de um grande e bonito coração, enunciava o tema da Semana da Família deste ano de 2009:”Família, Igreja Doméstica; Caminho para o Discipulado”.

A finalidade específica do Movimento do Cursilho de Cristandade é a chamada“fermentação evangélica dos ambientes”; tornem-se ambientes dignos de hospedar os filhos e filhas de Deus. Três pontos são importantes aqui: ✓ 1. Conversão: o agir humano seja pautado pelas orientações da Palavra de Deus. ✓ 2. Organização: sabemos muito bem, através da prática do nosso cotidiano, que é absolutamente verdadeiro o conhecido ditado “uma andorinha só não faz verão”. E, em se tratando de anunciar e tornar presente no mundo o Reino de Deus, esse ditado, mais uma vez se confirma. Mais do que em outros tempos, nos dias de hoje, de tanta organização do mal (o mal no mundo é organizado: Jesus já nos advertiu que os “os filhos das trevas são mais espertos do que os filhos da luz” ( Lc 16,8). E quando esses renovados grupos ou essas pequenas comunidades estiverem presentes nos “ambientes”, então, na linguagem do do Movimento de Cursilho, denominamo-los de “Núcleos Ambientais”. ✓ 3. Núcleos Ambientes: agir como cristãos nos ambientes em que cada um vive, seja na família, no trabalho, no lazer ou na sociedade. Percebe-se, pois, que é ali, nos ambientes mais diversificados das atividades humanas, que o cristão, individualmente, têm que ser fermento, sal e luz. Mas a eficácia da sua presença será tanto maior, mais resultados para o Reino de Deus vai apresentar quando, ali, os cristãos souberem se organizar. Em pequenas comunidades (dois, três, quatro... com o mesmo objetivo); em pequenos grupos, em núcleos, eles tornarão presente o Reino de Deus, isto é, a justiça, a fraternidade, o amor, a solidariedade, o perdão. Na Diocese de Blumenau, o Cursilho de Cristandade tem como assessor o Padre Francisco Mafra e como coordenador, Euclides Rampelotti. As Escolas de cursilhistas acontecem em Gaspar, Ilhota, Luis Alves e Blumenau (Catedral e Itoupavazinha). Em agosto aconteceu o Cursilho Masculino de adultos nos dias 28 a 30 e, de 11 a 13 de setembro, acontecerá o Cursilho Feminino. Padre Francisco Mafra - E-mail: padrechicomafra@terra. com.br - Fone: (47) 3322069


Pastoral

Jornal da Diocese de Blumenau ◗ Setembro de 2009

VIDA MISSIONÁRIA EM HUMAITÁ Ir. Olga Estela Sánches Caro, traballhando como missionária Comboniana na Diocese de Humaitá, envia-nos notícias da “quaseParóquia” aonde ela, com mais duas irmãs, desenvolve sua missão. Assim ela nos escreve: esta Comunidade somos três irmãs e estamos no Km 180 da Transamazônica, a 180 Km de Humaitá. O nome da vila é Santo Antônio do Matupi. Ainda não é Paróquia; é quase-Paróquia de Santa Luzia. Não temos Pároco. A última visita foi feita por um Padre de Apuí, na Semana santa. Trabalhamos na organização e acompanhamento das CEBs, nas diferentes pastorais: PJ, Pastoral da Criança: temos dois grupos de Infância Missionária, ...e estas crianças sabendo também do que aconteceu em Santa Catarina, mandaram para a Diocese de Blumenau, através do Administrador da Diocese de Humaitá, uma colaboração, um gesto bonito que nasceu das crianças. Até no ano passado, acompanhamos as aldeias indígenas de Tenharim

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e Diahoi, mas neste ano houve um problema que precisamos resolver. Não dá para fazer tantas coisas com poucas pessoas. Desde o ano passado, estamos promovendo as Missões Populares e pensamos em concluí-las no tempo do Intereclesial, quando duas das nossas lideranças lá estarão participando. Junto com a Associação de Pais, em defesa da cidadania, está se organizando um Forum da Cidadania. Reivindicar os direitos deste povo tornase exigência humanitária. Proliferam graves e diferentes conflitos agrários, ambientais, escolares, etc.” Ir. Olga, com poucas palavras, comunica-nos o seu ardor missionário e, com o seu testemunho, obriga-nos a rever a nossa vida de Comunidade. Nós precisamos da Missão para nos converter e construirmos uma Igreja significativa para o homem de hoje.

VEM AÍ O OUTUBRO MISSIONÁRIO! ✓ DIA 25 - Missa de abertura da Missão Continental ✓ Na Catedral, às 17h, presidida pelo nosso Bispo Dom José e transmitida pela TV Furb, Rádio Blumenau e Rádio Clube.

Convidados: ✓ Os jovens, os missionários das missões populares, as lideranças (especialmente os/as catequistas) ✓ CELEBREMOS COM ALEGRIA A NOSSA VIDA MISSIONÁRIA

A MISSÃO CONTINENTAL E O EVANGELHO Estamos no Mês da Bíblia. A gente precisa, então, perguntar-se: “Quais os relatos do Evangelho que, hoje, seriam mais são significativos para alimentar a nossa vida com uma espiritualidade missionária e com um projeto pastoral característico dos “Discípulos missionários” de Jesus Cristo para que nossos povos tenham vida? Escolhemos alguns textos da própria V Conferência latino-americana e caribenha de Aparecida. “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” ( Jo 14,6) - É o ponto central da Missão: Jesus Ressuscitado é o caminho para chegar à vida com a Ssma. Trindade, suprema realidade de amor, na qual se sustentam e inspiram todas as formas de comunhão e solidariedade que brotam do Evangelho. A evangelização acontece para criar comunhão dos homens com Deus e dos homens entre si, restabelecendo a grande família cósmica de Deus. “Façam tudo o que ele vos disser” (Jo 2, 5) - À luz do milagre de Caná, entendemos que é necessário, na nossa catequese, mobilizar o amor de Maria e a família para que aconteça a transformação da sociedade. A devoção a Nossa Senhora deve sempre ser Cristocêntrica, deve levar-nos a Jesus e revelar Jesus. Com ela, a humanidade, que perdeu a alegria de viver, (“eles não tem mais vinho!”) reencontrará o valor da família como escola de amor, sacrifício e gratuidade. “Deixaram tudo e o seguiram” (Lc 5,11); “ Em teu nome lançarei as redes“ (Lc 5,5) - As palavras de Pedro, em resposta ao convite de Jesus, revelam uma grande humildade. Ele se sente indigno para seguir a vocação de Apóstolo. A partir desta humildade e confiança no Mestre, ele e os outros, lançam as redes e, depois, tornar-seão pescadores de homens. Os escolhidos aceitam remar mara-dentro e lançar as redes somente por causa do “teu nome”. O resultado é uma abundancia milagrosa. Começam, então, o caminho do seguimento como discípulos. É evidente, nos nossos dias, a carência de “confiança” da nossa Igreja”. Vivemos numa época de poucos resultados pastorais. Urge lançar as redes com novas maneiras.

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As atuais e profundas mudanças que estamos vivendo exigem criatividade e confiança, humildade e radicalismo: “deixar tudo...” - Deixar tudo para nos tornarmos discípulos missionários . Os resultados virão... “ Dêem-lhes vós mesmos de comer” (Mt 14,16) - A multiplicação dos pães aconteceu na primavera, pois havia muita relva onde se sentou a multidão. Cristo estende o poder de sua misericórdia fazendo abundante o escasso alimento existente, cinco pães e três peixes. Não é Ele, porém, quem entrega o pão à multidão. “Dêemlhes vós mesmos a comer” – manda o Senhor. Os discípulos têm a tarefa de atender aos necessitados. È uma urgência inadiável. É o imperativo da Igreja latino-americana e caribenha, o de atender aos pobres e marginalizados, “seja no socorro de suas necessidades mais urgentes, como também na defesa de seus direitos”. “Como arde o nosso coração” ( Lc, 24, 32) - Dizem os Discípulos de Emaús, naquele maravilhoso Encontro com Jesus. Este fato mostra como Jesus mesmo entra no dinamismo peregrinante da Igreja. Durante o caminho, Ele explica as Escrituras. E na mesa de Emaús, o Ressuscitado parte e compartilha o pão. Palavra e Eucaristia, escuta, conversão e anúncio.. na angústia dos problemas que angustiam... No episódio dos Discípulos de Emaús, resume-se todo o dinamismo da vida missionária da Igreja. “Todos ficaram cheio de Espírito Santo” (At,2,4) - A vinda do Espírito Santo. É o nascimento da Igreja. Os

Apóstolos congregam-se em torno de Maria Mãe. No Pentecostes estão os Apóstolos e as mulheres. Unidade na comunhão do Espírito Santo na variedade de carismas. Somente pela força do Espírito Santo poderemos assumir a missão que nos é confiada. O Espírito, hoje, apela fortemente para a valorização da mulher em todos os níveis; e a Espiritualidade é fundamental para quem é discípulo missionário. “ Vocês serão minhas testemunhas” (At.1,8) - Os discípulos de Jesus evangelizam. Eles entram na vida do “nosso povo”. A evangelização acontece no diálogo cotidiano. Nas lidas de todos os dias, no cotidiano . A evangelização é para viver a vida de todos os dias com o Espírito de Jesus Ressuscitado. Ser missionários é ser testemunhas. Os discípulos missionários do século XXI prolongam o amor e o compromisso que vivia São Juan Diego de Guadalupe, o Índio escolhido por Maria. Com a Bíblia na mão e Nossa Senhora no coração, ele tornou-se missionário evangelizador do seu povo mexicano. Exemplo a ser seguido por qualquer um, na simplicidade da vida cotidiana, mas com o espírito do Ressuscitado e com Maria. Estes textos, cada um deles, é um programa de vida missionária. Neste mês da Bíblia, eles se tornarão um abundante alimento espiritual . Faça esta experiência, e verá como a luz do Senhor iluminará a sua vida e abrirá horizontes de ação. Pe. Carlo Faggion coordenador do COMIDI da Diocese de Blumenau carlosfaggion@yahoo.com.br


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Notícias diocesanas

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O Apostolado da Oração da Paróquia de Santo Estêvão, no dia 26 de julho, Domingo, realizou animado encontro na Capela de São João Batista, no Badenfurt. A Casa de Convivência de Idosos Santa Ana, no Garcia, Blumenau, seriamente danificada pela enxurrada de novembro passado, graças à solidariedade recebida, está novamente funcionando. Atualmente, somam 40 os internos e internas, ainda, metade da capacidade da casa, sob os cuidados das Irmãs da Congregação de Santa Elisabete.

O Grupo de Jovens Emanuel, da Catedral São Paulo Apóstolo, animado pelas Irmãs Carmelitas, no dia 7 de agosto, promoveu encontro festivo em homenagem aos pais. Na ocasião, foi apresentada bonita encenação alusiva à família. Dom José Negri também se fez presente e dirigiu sua palavra de saudação aos pais e a todos os presentes.

Reuniu-se o Conselho Diocesano de Pastoral no sábado, 08 de agosto, na Salão Porta Aberta, em Blumenau. O assunto principal foi a preparação da Assembléia Diocesana de Pastoral, agendada para o próximo dia 17 de outubro.

A Equipe Cáritas da nossa Diocese, no dia 30 de julho, na Paróquia São Domingos de Gusmão, em Navegantes, realizou entrega de donativos a mais de 400 famílias atingidas pela catástrofe de 2008.

A Confraternização dos Padres, em comemoração ao Dia do Sacerdote, aconteceu no Fazzenda Park Hotel, em Gaspar, no dia 11 de agosto. Teve significativa celebração, “amigo secreto”, comunicações de Dom Jose, almoço festivo e muita alegria fraterna.

A “Cidade de Deus”, nova sede da Comunidade Católica Arca da Aliança, será instalada neste belo recanto do Bairro Itoupava Central, em Blumenau. No próximo dia 30 de agosto, com missa solene, às 11h, presidida pelo Pe. João Bachmann, Vigário Geral da Diocese, será inaugurada. Maiores informações, pelos telefones: (47) 3035-2214 e (47) 3037-2214.

A Capela São José, na Toca da Onça, Blumenau, duramente atingida pelos deslizamentos de novembro último, com a ajuda de uma máquina cedida pela empresa Electro Aço Altona e bonito mutirão da comunidade, recebeu verdadeira recuperação no sábado, dia 15 de agosto.

O Conselho Missionário Regional (COMIRE), Regional Sul IV da CNBB, reuniu-se na Cúria Diocesana de Blumenau, no dia 12 de agosto.


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A voz de um eremita do século XIX - “Tende confiança que Deus vos dará o melhor destino para a sua glória, o melhor para avossa alma, o melhor para a pessoa dos outros, porque vós não pedis outra coisa que isso, porque tudo o que ele quer vos o quereis, plenamente e sem reservas”. (Charles de Foucauld) A voz de um Padre do deserto - Um irmão interrogou o ancião: “O que devo fazer? O orgulho me atormenta”. Respondeu-lhe o ancião: “É bom que te orgulhas. Foste tu, de fato, que fizeste o céu e a terra?” Disse o irmão, tomado de compunção: “Oh, eu não fiz nada disso”. O ancião respondeu: “Se Aquele que tudo fez veio na humildade, porque te orgulhas, tu que nada fizeste?” A voz de uma jovem mulher “Doutora da Igreja” “Sou muito pequena para cultivar vaidade espiritual, ou para elaborar frases sobre a humildade, fazendo-me crer que sou humilde. Prefiro dizer que Deus fez grandes coisas na minha alma, e a maior é a de ter mostrado a minha pequenez, no poder e ao lado da onipotência do seu amor”. (Santa Terezinha do Menino Jesus) A voz de um fundador da vida monástica “Aqueles que temem o Senhor não se vangloriam da sua reta observância: eles reconhecem bem na vem de si mesmos, mas do Senhor; glorificam aquele que age neles, dizendo com o profeta: “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao teu nome dá glória!” (São Bento) “Espírito Santo, Espírito consolador, felizes aqueles que se dirigem sempre para ti! E quando, mesmo sem falar, nós te confiamos a nossa existência e aquela dos outros, a nossa expectativa encontra uma resposta no Evanlho”. (Irmão Roger de Taizè) “O amor de Deus nos chama a sair do que é limitado e não definitivo; dá-nos coragem de trabalhar, prosseguindo na procura do bem de todos, mesmo se isso não se realiza de imediato; mesmo se aquilo que conseguimos colocar em prática, nós, as autoridades políticas e os economistas, é sempre menos do que esperamos. Deus nos dá a força de lutar e de sofrer por amor do bem comum, porque Ele é o nosso Tudo, a nossa maior esperança”. (Bento XVI – Carta Encíclica A Caridade na Verdade, n. 78) “O que tornou santo o cura d´Ars foi a sua humilde fidelidade à missão para a qual Deus o havia chamado; foi seu constante abandono, cheio de confiança, nas mãos da Providência divina. Ele conseguiu tocar o coração do povo não com a força dos próprios dons humanos, nem somente com o empenho da vontade, embora isso seja louvável; ele conquistou as almas, também as mais refratárias, comunicando-lhes o que vivia intimamente, isto é, a sua amizade com Cristo”. (Bento XVI – Audiência Geral de 5 de agosto de 2009)

Opinião

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DIVINOS LEMBRETES 1. Ao escutar a Palavra de DEUS e ao celebrar a Eucaristia como memorial da morte e ressurreição de Jesus Cristo até que ele venha, a Igreja se edifica e cresce. 2. Os fiéis, ao escutarem a Palavra de DEUS, reconheçam que as maravilhas anunciadas atingem o ponto alto do mistério pascal, cujo memorial é sacramentalmente celebrado na Missa. 3. Acolhendo a Palavra de DEUS e dela se alimentando, os fiéis são levados a uma participação frutuosa nos mistérios da salvação.

4. A Igreja sempre venerou as divinas Escrituras, da mesma forma como o Corpo do Senhor. 5. A Palavra de DEUS está viva e atuante hoje na comunidade eclesial. DEUS continua a falar aos seus filhos em Jesus Cristo pelo Espírito Santo. Vale-se da comunidade dos fiéis que celebra a liturgia, para que sua Palavra se propague e seja conhecida, e seu Nome seja louvado por todas as nações. Diácono Elói Corrêa Gomes (falecido repentinamente dia 04 de julho de 2009)

SETEMBRO 2009 - AGENDA DE DOM JOSÉ NEGRI


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PASTORAL

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PASTORAL DA SOBRIEDADE

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Pastoral da Sobriedade quer trabalhar nas Paróquias com uma Equipe. Todos sabemos que vai funcionar a Pastoral da Sobriedade quando tivermos uma Equipe de 3/ 4 pessoas, no mínimo. Estas pessoas devem começar a estudar a dependência química e suas conseqüências, bem como refletir sobre tão urgente assunto. Assim, quando as pessoas, as famílias, nos procurarem, nossa porta esteja aberta. Esta Equipe pode trabalhar nestas frentes: a) PREVENÇAO: Ao uso das drogas para quem nunca experimentou. Com Encontros, Palestras, Seminários, Fóruns, Caminhada pela Vida, Pedalando pela Vida. b) INTERVENÇÃO: Para quem já experimentou, porém não faz uso freqüente - conversar com a pessoa - atendimento psicológico - orientar, participar de Grupo de Autoajuda. c) RECUPERAÇÃO: Refere-se ao atendimento de pessoas, nas quais já se instalou a dependência química. O dependente é um doente

que necessita de ajuda para obter a cura. Ele foi roubado no uso de sua liberdade e da razão; assim, esses dependentes precisam de um tratamento. Não dá pra afirmar que um Programa é melhor do que o outro. Dependentes diferentes necessitam, muitas vezes, de diferentes formas de tratamento. ✓ Alguns conseguem iniciar sua recuperação, com tratamento ambulatorial, ou em Grupo de Autoajuda. ✓ Outros precisam de internações hospitalares para desintoxicação ou afastamento inicial do álcool ou outra droga. ✓ Alguns precisam de atendimento psicológico ou psiquiátrico. ✓ Outros necessitam de um tratamento em uma Comunidade Terapêutica. O modelo de atendimento a dependentes passa geralmente por duas Etapas: Desintoxicação, que visa a retirada da droga, e Manutenção que visa a reorganização da vida do indivíduo sem o uso prejudicial da droga. ✓ É sempre bom relembrar que a possibilidade de sucesso em um tratamento é maior quando o paciente procura tratamento voluntariamen-

te e quando ele participa da escolha e do desenvolvimento do projeto terapêutico. d) REINSERSÃO: falar de reinserção do dependente químico em sobriedade é lembrar o amor pródigo do Pai que acolhe o filho de coração aberto. Para que a recuperação aconteça de forma completa, fazse necessário que o dependente em sobriedade reconquiste seu lugar na família, no mercado de trabalho e na sociedade. e) ATUAÇÃO POLÍTICA: É desenvolver reflexão e atividades junto aos organismos que atuam na sociedade (Conselhos, Fóruns...), defendendo sempre uma política “antidrogas” que seja eficaz, prática e que gere vidas. CONVITE Encontro de formação para novos agentes da Pastoral da Sobriedade - Dia 20 de setembro, das 8h às 17h, no Salão Porta Aberta, em Blumenau.

Paroquianos de São Ludgero, em Pomerode, celebraram Dia dos Pais e Semana da Família Em Pomerode, na Paróquia São Ludgero, a Semana da Família foi organizada pela Pastoral Familiar da paróquia, com o envolvimento das outras pastorais. A abertura foi feita no Dia dos Pais, com animada missa paroquial às 9h, no pavilhão municipal de eventos. A partir das 8h, serviu-se um gostoso café, preparado com muito carinho por uma equipe de agente pastorais. Durante a celebração, diversos grupos paroquiais apresentaram encenações. No Ato penitencial, os jovens colaboraram com

bonita apresentação. Os grupos de reflexão animaram o hino do louvor e os catequizandos e catequizandas deram verdadeira vida à procissão das oferendas. Os casais da Pastoral Familiar emocionaram a todos com a dramati-

zação da passagem bíblica dos discípulos de Emaús. Todas as comunidades da paróquia tiveram missa na Semana da Família. Utilizava-se o subsídio elaborado pela Pastoral Familiar da comarca. Houve muito envolvimento da Catequese e também de outras pastorais; para a ocasião, as equipes de canto elaboraram folhas com 30 cantos apropriados, que foram gravados em cd e ensaiados em todas as comunidades. Confraternizadora partilha encerrava a programação. Pe. Ademar Gadotti

◗ Jornal da Diocese de Blumenau

Dica da Pastoral da Saúde Remédio natural contra a Gripe Suína (H1N1) Anis Estrelado / Erva-doce O Anis Estrelado, amplamente cultivado na China, é o extratobase (75%), da produção do comprimido TAMIFLU, da Roche (empresa do antigo Secretário de Defesa dos EUA Donald Runsfield). Como é um pouco difícil encontrar o Anis Estrelado aqui no Brasil, podemos usar o nosso Anis mesmo, a ERVA DOCE, pois esta erva possui as mesmas substâncias, ou seja, o mesmo princípio ativo do Anis Estrelado, e age como antiinflamatório, sedativo da tosse, expectorante, digestivo, contra asma, diarréia, cólicas, cãibras, náuseas, doenças da bexiga, gases gastrointestinais, etc ... Seu efeito é rápido no organismo e baixa um pouco a pressão, devendo ser feito o chá com apenas uma colher de café das sementes para cada 200ml de água administrado uma a duas vezes ao dia, de preferência após uma refeição em que se tenha ingerido sal. Se você está lendo esta informação, ajude a divulgar o uso da ERVA-DOCE como preventivo do H1N1, ou mesmo como remédio a ser tomado imediatamente após os primeiros sintomas de gripe, pois seu princípio ativo poderá bloquear a reprodução do vírus e mesmo evitar seu

maior contágio. Porém, pouco ou nada adiantará utilizá-lo após 36 horas do possível contágio pelo H1N1, pois ele não terá mais força substancial para bloquear a propagação do vírus no sistema respiratório. Efeitos colaterais: pequena sonolência nas duas primeiras horas - evitar dirigir e/ou operar máquinas. OBSERVAÇÃO : - O uso da erva-doce é alternativo e poderá ser até eficaz, mas não substitui a assistência médica necessária; Veja: Donald Rumsfield compra 90% da produção mundial do Anis Estrelado da China desde 1997, quando surgiram os primeiros casos de gripe aviária H5N1 (uma das variáveis do H1N1. (... seria por acaso ???)


Notícias da Igreja

Jornal da Diocese de Blumenau w Setembro de 2009

Igreja no Brasil

Igreja no Mundo

Aprovação do Acordo Brasil-Santa Sé será “gesto de lucidez”, diz arcebispo O arcebispo de Belo Horizonte, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, considera que será um “gesto de lucidez” dos deputados aprovar no Plenário da Câmara o Acordo Brasil-Santa Sé. O Acordo foi aprovado no dia 12 de agosto pela Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados. Poderá agora ser apreciado por outras Comissões da Câmara ou seguir direto para a votação em Plenário. “Há quem aponte, por limitação no uso de conceitos e princípios, que um Acordo internacio-

nal desta ordem seja um simples privilégio para a Igreja Católica em detrimento de outras opções confessionais” – diz Dom Walmor. “Este tipo de consideração nivela o que precisa ser considerado na diferença para não se perder a riqueza própria de cada contribuição, ou conjunto de contribuições próprias, que vem do exercício singular de cada confissão religiosa”, afirma. A proposta do Acordo BrasilSanta Sé “põe em evidência a herança ética, espiritual e religiosa de uma história - como frisa o

Papa Bento XVI, herança nascida da fé”. O arcebispo de Belo Horizonte considera que “desconhecer ou desconsiderar esta herança da fé como alavanca é cometer um grande crime contra a própria cultura”. Dom Walmor destaca que “espera-se a aprovação deste Acordo, no plenário da Câmara dos Deputados, como gesto de lucidez, garantia de diferenças, direitos, reconhecimento da fé na busca dos equilíbrios que só ela oferece - não como privilégio, mas como trunfo e alavanca”.

Dom Geraldo comemora 25 anos de bispo com missa na Catedral de Colatina No próximo dia 23 de agosto, o primeiro bispo da diocese de Colatina (ES), dom Geraldo Lyrio Rocha, irá celebrar uma missa em ação de graças pelos seus 25 anos de ordenação episcopal. A celebração será na Catedral de Colatina, às 19h. Ao lado de dom Geraldo, concelebra a missa o atual bispo da diocese, dom Décio Sossai Zandonade, e o clero local. “Clareza, lucidez e profundi-

dade” são as qualidades mencionadas por dom Décio ao se referir ao irmão no episcopado. “Os mais de 10 anos de episcopado de dom Geraldo deram solidez à diocese de Colatina e foram essenciais para a edificação de uma base sólida. Hoje, colhemos os frutos de seu trabalho”, avalia dom Décio. Dom Geraldo, que atualmente é arcebispo da arquidiocese de Mariana (MG) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos

do Brasil (CNBB), ficou 12 anos à frente da diocese de Colatina, de 1990 a 2002. Após esse período, assumiu a diocese de Vitória da Conquista (BA) e depois foi transferido para Mariana (MG), onde permanece até o momento. Ele vem ao Espírito Santo neste mês de agosto para participar também do encerramento do Sínodo da arquidiocese de Vitória. Dom Geraldo é natural de Fundão (ES).

Fortaleza (CE) reúne 1 milhão de pessoas na 7ª Caminhada com Maria Aproximadamente um milhão de pessoas, conforme a organização do evento, lotaram a Avenida Leste-Oeste, na tarde de 15 de agosto, sábado, durante a 7ª Caminhada com Maria, organizada pela arquidiocese de Fortaleza. Com o tema “Fidelidade de Cristo, fidelidade de Maria”, a multidão de fiéis refletiu sobre os mistérios do Rosário e cantou louvores durante todo o percurso, de oito quilôme-

tros, compreendidos entre a Ponte do Rio Ceará, e a Catedral Metropolitana de Fortaleza, no Centro. Ao meio-dia teve missa no Santuário de Nossa Senhora de Assunção, seguida de procissão até a Ponte do Rio Ceará, de onde o cortejo saiu, pontualmente, às 16 horas, culminando com a coroação da imagem da padroeira de Fortaleza, no pátio da Catedral. A Caminhada contou com a

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presença do arcebispo de Fortaleza dom José Antônio Aparecido Tosi, do bispo auxiliar dom José Luís, do bispo emérito dom Edmilson da Cruz e de mais de 100 padres e seminaristas. “Essa caminhada é uma manifestação de fé naquela que nos ensina como devemos proceder nessa vida, e que nos deu exemplo de dignidade e de compromisso”, disse o arcebispo, dom José Antônio.

Programação do Congresso Mundial de Padres em 2010 Com o tema “Fidelidade de Cristo, fidelidade do sacerdote”, já tem data marcada o Congresso Mundial de Padres, que deve acontecer em Roma, entre os dias 9 e 11 de junho de 2010. O evento vai encerrar o Ano Sacerdotal. Segundo informações da Rádio Vaticano, o Congresso vai consistir em testemunhos sacerdotais, momentos de oração, confissões e adoração, conferências, música e uma missa presidida pelo papa. A programação do encontro começa na Basílica de São Paulo Fora dos Muros. Ali, haverá oração, seminário sobre “Conversão e Missão”, a exposição do Santíssimo Sacramento e espaço para a confissão e a celebração da missa. Logo no segundo dia o evento será trans-

ferido para a Basílica de Santa Maria Maior. Pela manhã os padres se reúnem ao redor do tema “Cenáculo: invocação ao Espírito Santo com Maria, em comunhão fraterna”. Uma vigília com testemunhos, momentos musicais e de adoração devem acontecer no fim da tarde. O papa Bento XVI já confirmou presença nesse dia. No último dia, encerramento do Ano Sacerdotal e solenidade do Sagrado Coração de Jesus, o papa presidirá uma missa na Basílica de São Pedro. O tema da reflexão será “Com Pedro, em comunhão eclesial”. A Congregação para o Clero é dirigida pelo cardeal brasileiro dom Claudio Hummes, arcebispo emérito de São Paulo. Para participar, acesse a página web (www.orpnet.org).

Fundação papal para a América Latina aprova 193 projetos O Conselho de Administração da Fundação Populorum Progressio aprovou na reunião que manteve de 27 a 31 de julho, na localidade alemã de Paderborn, 193 projetos de ajuda ao desenvolvimento integral a favor de comunidades indígenas, mestiças, afro-americanas e camponesas da América Latina e do Caribe. Um comunicado firmado por Dom

Segundo Tejado Muñoz, oficial do Conselho Pontifício Cor Unum, informa que os fundos destinados para o financiamento dos projetos superam os dois milhões de dólares. A maior parte das iniciativas aprovadas pela fundação será realizada no Brasil com 39 projetos, Colômbia com 35, Peru 27 e Equador com 18.

Santuário de Fátima acolhe exposição sobre milagres eucarísticos O Santuário de Fátima acolhe, até final de setembro, a exposição “Milagres Eucarísticos no Mundo”, da responsabilidade do Instituto de São Clemente, de Milão. O evento acontece na sala do topo norte da galilé dos Apóstolos Pedro e Paulo, contígua à capela da adoração permanente ao Santíssimo Sacramento, no complexo da igreja da Santíssima Trindade. “Esta mostra, traduzida para português, já esteve patente em diferentes cidades de vários países e é composta por mais de uma centena de referências a Mi-

lagres Eucarísticos dos cinco continentes e de diversas cronologias (desde a Idade Média à contemporaneidade)”, grantiu o responsável pelo Departamento de Arte de Património (DAP) do Santuário de Fátima, Marco Daniel Duarte. Na organização do material a expor no Santuário de Fátima, destacaram-se, num primeiro setor, os milagres eucarísticos relacionados com Portugal (Fátima, Santarém, Balazar), sendo os restantes distribuídos por ordem alfabética de países e, dentro destes, por ordem cronológica.


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História das Comunidades

Setembro de 2009

w Jornal da Diocese de Blumenau

Comunidade Eclesial Nossa Senhora de Fátima – Morro da Edith - Blumenau

A

década de 1990 viu aumentar significativamente os moradores do Morro da Edith, situado no ali bairro Velha Central, em Blumenau. Entre eles, iam se encontrando ali mui- Pároco Pe. José Nortas famílias católicas. bey Zuluaga Botero Viviam seus costumes de reza em casa e em eventuais encontros, novenas. Frequentavam as igrejas de Santa Cruz e igreja São Pedro, ambas, distantes, mais ou menos 3 km. Sr. João França e seus filhos, moradores daquela localidade puseram-se à frente do encaminhamento de uma comunidade católica organizada naquele morro, onde mais necessidade havia da presença da Igreja porque eram sempre migrantes os novos moradores. Como tais, não tinham muito boas condições de instalar-se em áreas mais nobres da cidade. No ano de 1997, Pe. Lauro Nunes começou a visitar as famílias do Morro da Edith e a celebrar missas nas residências. Do mês de maio de 1977 a novembro de 2002, as missas mensais passaram a ser realizadas na Creche que a As-

sociação de Moradores do Morro Dona Edith mantinha. Sr. José França era o presidente da mesma Associação. No ano de 1999, foi criada e instalada a Paróquias de Santa Cruz, na Velha Central, tendo sido Pe. Pedro Bastos seu primeiro pároco. Este continuou dando apoio à formação da

nova comunidade. De dezembro de 2002 até início de abril de 2005, a santa missa foi rezada na residência do Sr. Jorge França que, naquele tempo, era ministro extraordinário da Comunhão. Em seguida, mudou-se o local de celebrações novamente para as residências das famílias.

Na primeira semana de julho de 2005, da “Associação de Costureiras Estrela Azul”, através das coordenadoras, Maria Teresinha e Laureci de Andrade, a comunidade ganhou um terreno junto com uma casa de madeira, onde, ainda hoje, são feitas as celebrações e outras atividades comunitárias. Atualmente, possuindo adequado terreno, bastante material doado para a construção da futura igreja e, sobretudo muita esperança e boa vontade, aquela gente lutadora e devota, em breve, com certeza, verá seu sonho realizado: ter um local próprio para louvar a Deus e ouvir sua Palavra de paz e alegria. Aquelas famílias católicas guardam muita gratidão aos padres e demais lideranças que participaram desta perseverante e progressiva caminhada: Pe. Lauro Nunes, Pe. Pedro Bastos, Pe. Candinho Cândido Velho e Pe. José Norbey Zuluaga Botero (atual pároco); Loni Soares (hoje, ministra), Nilo Schmitz, João França (verdadeiro patriarca da família França e pai da comunidade, já falecido), Juvêncio Correia (já falecido), Maria Nelcy França, José França, José Lima (hoje, também ministro), Nilza França, José França, Jorge França, Antonio Verlim e Rose ,

Comunidade Eclesial São Cristóvão – Baixo Máximo - Luis Alves

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capela São Cristóvão, na localidade de Baixo Máximo, município de Luis Alves, foi fundada no mês de agosto de 1995. Marcos deste histórico momento Pároco Pe. Artur constituíram-se a bênBetti ção da imagem do padroeiro São Cristóvão e a primeira festa popular que lhe foi dedicada. Naquela ocasião, a grande procissão saiu de Baixo Máximo para a comunidade Nossa Senhora Aparecida, de Ribeirão do Padre, pois ali aconteceu a grande festa. Pe. José Rodolfo Hess presidiu aquela festiva celebração. O primeiro presidente eleito pela comunidade foi Marcolino Ranghetti, tendo como auxiliares João Reichert, Plásio Schmitt e Gelásio Schmitt. O terreno da Capela São Cristóvão foi

comprado de Elias Tironi. E a imagem do escolhido padroeiro foi generosa doação das famílias de Frederico Benedito Tironi e João Batista Ranghetti.

No dia 19 de fevereiro de 2003, a comunidade comprou o terreno onde encontrava-se a escola, com a intenção de, ali, construir a capela. Atualmente, a procissão

de São Cristóvão é a maior do município. Cerca de trinta famílias integram a comunidade São Cristóvão, de Baixo Máximo: Tironi, Ranghetti, Schmitt, Weber, Cordeiro, Reichert, Bachmann, Kremer e Gesser. Reza a significativa tradição que Cristóvão era um generoso condutor de peregrinos de uma margem a outra de um grande rio. Certa ocasião, carregou em seus ombros o Menino Jesus, reconhecendo-o no final da travessia. Assim, aquelas famílias católicas, há quase 15 anos, caminham também na luz do mesmo Cristo. Mas é preciso ter muito presente que, mesmo antes da fundação da nova comunidade, não se mediam esforços para alimentar a sua vida, suas lutas, seus filhos, com a Eucaristia e a Palavra de Deus no templo católico mais próximo ou, ainda, promovendo rezas e novenas nas suas casas, especialmente por ocasião da Páscoa, do Natal, junto aos doentes e enlutados.

Especializada em Sonorização para Igrejas

Jornal da Diocese de Blumenau 09.09  

Jornal da Diocese de Blumenau Edição 98, setembro de 2009

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