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Regional Sul II Boletim On line - Setembro/2010 EDIÇÃO ESPECIAL

Edição especial

Assembleia Geral – Pastoral Familiar CNBB – Regional Sul II Guarapuava/PR – 10 a 12/9/2010

E D IT OR IA L Estimados irmãos em Cristo Coordenadores e Assessores da Pastoral Familiar do Regional Sul II Irmãos no episcopado, saudações!

mostram o amadurecimento de um longo processo. Tomamos o caminho feito no decorrer de todos os anos passados e lhe demos uma fisionomia para que tenham solidez as ações futuras. Prioridades e comunhão – Escolher prioridades nem sempre é fácil, sobretudo olhando a realidade diferenciada das nossas dioceses, algumas com caminhada mais longa, querendo abraçar objetivos mais exigentes, outras ainda no início, com passos inseguros. Mesmo levando em conta essas diferenças, penso que todos devamos abraçar essas prioridades como forma de expressar a nossa comunhão regional. Quem sabe uma entreajuda nas próprias províncias possa ser benéfica e necessária para crescermos juntos. É nisso que as prioridades nos ajudam: elas unem os nossos caminhos e ajustam o ritmo dos nossos passos e corações.

Nem acabou, já deixou saudades – Quem esteve na Assembléia Regional da Pastoral Familiar, em Guarapuava, de 10 a 12 de setembro, pode matar as saudades através deste número especial do nosso boletim on-line. O ambiente acolhedor, o clima ameno, o bom humor, a bela liturgia, a serenata matinal, a seriedade diante da missão, tudo somado, foi um grande presente de Deus. As lembranças vão nos acompanhar no dia-a-dia, iluminando o nosso trabalho. Agradecemos a todos os nossos irmãos, os que nos acolheram e os que organizaram os conteúdos, que nos proporNão esqueçam que o nosso boletim está à cionaram este encontro tão rico de fraterespera de relatos e sugestões que possam nidade e animação. tornar mais produtiva a nossa troca de iMemória e compromisso – Mas este nú- déias, e continuar virtualmente os debates mero especial quer também deixar um re- e diálogos que tivemos ao vivo. Que Maria gistro completo de todos os conteúdos e Santíssima, nossa Mãe Aparecida, intercepropostas, textos e decisões, para que se- da por nós, nossas famílias e comunidajam divulgados entre os participantes das des. dioceses e paróquias. Assim poderão ser Paz e Bem, a todos! alimentadores das nossas ações nestes Dom João Bosco, O.F.M. próximos três anos. As Diretrizes da PastoBispo de União da Vitória ral Familiar, aprovadas pela Assembléia,


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Reunião dos Assessores No dia 10 de setembro, a partir das 14h00 até as 18h00 conforme previsto, foi realizada uma reunião com os assessores eclesiásticos da Pastoral Familiar das dioceses do Regio-

nal Sul II. Estiveram presentes: Pe. Reonaldo Pereira da Cruz (Guarapuava), Pe. Silvano Surmacz (União da Vitória), Diác. Lourival Goll (São José dos Pinhais), Pe. Matthias Ham (Ponta Grossa), Pe. Vitor Groppelli (Londrina), Pe. Emerson Rodrigues (Apucarana), Pe. Rosevaldo Bahls (Cascavel), Pe. Edivaldo Donato Bernardo (Foz do Iguaçu), Pe. Onildo Luiz Gorla Junior (Maringá), Pe. Gerônimo Zonca (Campo Mourão), Pe. Ivanil Pereira da Silva (Umuarama), Diác. Juares Celso Krum (União da Vitória e Assessor Regional) e Dom João Bosco Barbosa de Sousa (União da Vitória e Bispo Referencial). Num primeiro momento o diác. Juares apresentou as estatísticas relativas aos assessores, e um levantamento de pontos positivos e negativos, de acordo com as informações prestadas pelos próprios assessores juntamente com suas coordenações diocesanas

num questionário de 26 questões, enviado no mês de abril deste ano. Durante a exposição, os assessores complementaram as informações apresentadas. Finalizando, foi apresentado um esboço do perfil e das funções do assessor. Especialmente em relação às funções, é difícil encontrar algo que deixe claro, de forma objetiva quais sejam, mesmo nos subsídios que estão à disposição. Salientado, porém, a importância de se entender que “assessor” não é “coordenador”. Em seguida, Dom João Bosco disse que é importante saber da atuação de cada diocese. Disse que esta Assembléia tem a finalidade de saber o que realmente é a Pastoral Familiar. E que os movimentos trazem as pessoas para a Igreja e estas pessoas devem se colocar à disposição para os trabalhos pastorais. Os assessores formaram três grupos para trabalhar sobre o papel do assessor eclesiástico, como articular-se com os movimentos familiares e as prioridades dos assessores para o próximo triênio. O resultado desse trabalho em grupos foi

Boletim ON LINE da Pastoral Familiar do Regional Sul II - CNBB Rua Saldanha Marinho, 1266 – 80430-160 Curitiba – PR – Tel.:(41) 3224-7512 Dom João Bosco Barbosa de Sousa Bispo de União da Vitória-PR Representante Episcopal E-mail: dombosco@dioceseunivitoria.org.br Diác. Juares Celso Krum Assessor Regional E-mail: jckrum@yahoo.com.br


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o seguinte:

1 – Papel do assessor da Pastoral Familiar a) aprofundar a espiritualidade da equipe a ele confiada; b) cuidar da unidade com as demais pastorais; c) ser ponte entre a Pastoral Familiar Diocesana, a Cúria e o Clero; d) ser facilitador do diálogo entre as partes; e) ser disponível de forma incondicional, aquele que entre várias funções deve ser assessor da Pastoral Familiar também; f) ser presença; g) zelar para que a doutrina da Igreja em assuntos familiares seja conhecida e respeitada.

b) Buscar a cooperação e apoiar todas as atividades relacionadas com a família, como: Pastoral da Juventude, Adolescentes, Catequese, Movimentos etc.; c) Sugerir a criação de uma Comissão Diocesana para a Vida e Família (Vicariato ou Setor Família), onde se encontram todos os movimentos, pastorais, associações e institutos ligados à família.

Pe. Reonaldo, Pe. Silvano, Pe. Onildo, Pe. Rosevaldo e Diác.Lourival

3 - Prioridades dos assessores para este próximo triênio (2011-2014) a) Articular a Pastoral Familiar com os movimentos; Pe. Matthias, Pe. Gerônimo, Pe.Emerson, Pe. Ivanil e Dom João Bosco

2 – A relação entre a Pastoral Familiar e os Movimentos familiares - como articular-se com os demais grupos? a) A base da Igreja é a família, portanto, a Pastoral Familiar. deve estar em sintonia com as demais pastorais e movimentos;

b) Motivar os padres para o valor da Pastoral Familiar; c) Dar atenção particular aos trabalhos pastorais com casais em 2ª união; d) Assumir claramente a Defesa da Vida nos trabalhos de Pastoral Familiar.


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PRIMEIRA NOITE – SEXTA-FEIRA

fatizou a importância da Assembleia para o direcionamento dos trabalhos. Em seguida, o casal coordenador Regional, Paulo e Clarice saudou os participantes. Os anfitriões Fernando e Naiane, casal coordenador da Pastoral Familiar da diocese de Guarapuava deu as boas vindas e alguns avisos práticos. Na sequência, Wilton e Cris fizeram a exposição do regimento interno da assembleia, e o colocaram em votação, sendo aprovado por unanimidade. Ás 21h30 encerraram-se os trabalhos do dia com a oração Compareceram oitenta e sete pessoas presidida pelo casal Paulo e Clarice. das diversas dioceses do Regional Sul II e também da Eparquia Ucraniana de Curitiba. Foi sentida a falta das dioceses de Paranaguá, Paranavaí e Jacarezinho. Após a acolhida dos representantes das dioceses, às 19h00 realizou-se a Celebração Eucarística presidida por Dom Antônio Wagner da Silva. Logo depois do jantar, foi feita a Abertura da Assembleia com a entrada da imagem da Sagrada Família, pronunciamento de Paulo e Clarice Dom João Bosco, Bispo Referencial para a Pastoral Familiar no Regional Sul II, que enPRIMEIRO DIA – SÁBADO

Celebração Eucarística - O sábado iniciou com a celebração eucarística, às 07h30, presidida por Padre Rosevaldo. Apresentação dos participantes - Feita a apresentação dos participantes das Dioceses de cada Província Eclesiástica, da Eparquia Ucraniana de Curitiba e da Coordenação da

Comissão Regional.

Diác. Juares

Proposta das Diretrizes - O Diác. Juares apresentou a proposta das Diretrizes da Pas-


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toral Familiar do Regional Sul II, dando ênfase a partir do item 6 e pedindo a todos para ler todo o teor até a manhã do dia seguinte quando então será colocada em votação. Ações Realizadas nas Dioceses - Marly e Divercy da Arquidiocese de Londrina apresentaram o quadro: Ações Concretas realizadas nas dioceses: ARQUIDIOCESE DE CASCAVEL a) Encontro de Casais para formação de equipes, Encontros de Casais em 2ª União e Encontros quinzenais/semanais para fortalecimento do grupo; b) Curso de Batismo/Noivos e de Legitimação/ Semana Nacional da Família; c) Implantação de Coordenadores da PF por Decanato; d) Estudo do Diretório. DIOCESE DE FRANCISCO BELTRÃO a) Revitalização da Pastoral Familiar; b) Criação da Pastoral Familiar em todas as Paróquias; c) Formação de equipes decanais da Pastoral Familiar; d) Formação para agentes - Missão da Pastoral e reflexão bíblica através da metodologia elaborada por Dom José (no site www.kurya.com.br); e) Realização de casamentos comunitários – regularização do matrimônio. DIOCESE DE T OLEDO a) Semana Nacional da Família em todas as Paróquias; b) Encontro Diocesano anual de Formação para todos os coordenadores paroquiais e agentes da pastoral familiar; c) Retiros e encontros de espiritualidade em nível decanal e paroquial; d) Encontros de preparação ao matrimônio em 80% das paróquias, encontros de legitimação matrimonial em 70% das paróquias, encontros de casais novos com até 05 anos de casados nas maiores paróquias, estudo permanente com novos casais do guia de implantação da pastoral familiar nas maiores paróquias, reuniões mensais e bimestrais paroquiais, decanais e diocesana para acompanhar e estar em contato permanente, rever a caminhada pastoral. DIOCESE DE FOZ DO IGUAÇU a) Estruturação e implantação da PF nas Paróquias; com curso formativo para Agentes da pastoral; b) Promoção e reflexão da família nas datas comemorativas e eventos, tais como: Semana da

Família, Novena do Natal, Campanha da Fraternidade; c) Promoção dos cursos: para noivos, preparação dos casais não casados para o matrimônio, „legitimação‟ apoio à Catequese nas reuniões com os pais que têm filhos na catequese; d) Trabalhos de cooperação com as Pastorais do Dízimo, Batismo, Catequética e Litúrgica;

Marly Pupim ARQUIDIOCESE DE MARINGÁ a) Implantação da Pastoral Familiar em todas as paróquias da Diocese; b) Integração com outros movimentos; c) Criação do Setor Família da Diocese; d) De 3 a 4 formações por ano a nível de Diocese para todos. DIOCESE DE CAMPO MOURÃO a) Preparação de Pais e Padrinhos; b) Preparação para a vida matrimonial, que foi padronizado em toda a Diocese; c) Semana Nacional da Família e em algumas paróquias e trabalhado o mês da família; d) Formação de novas lideranças com encontros de casais.

DIOCESE DE UMUARAMA a) Catequese de noivos e legitimação; b) Encontro de Casais com Cristo; c) Encontro com os pais das crianças da catequese de Eucaristia e Crisma; d) Semana Nacional da Família. ARQUIDIOCESE DE CURITIBA


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_____________________________ESPECIAL _________________________________________________ a) a) b) c)

Encontros de Noivos; Assembléia Arquidiocesana Anual; Formação para SOS Família e Escola de Pastoral Familiar; Encontros de 2ª União e Retrovailer.

DIOCESE DE PONTA GROSSA a) Encontros de Preparação para a Vida Matrimonial; b) Encontros de Legitimação; c) Formações mensais – reunião mensal com os coordenadores das Equipes Paroquiais de Pastoral Familiar; d) Edição de um Boletim mensal – chamado de subsídio para as reuniões que acontecem mensalmente nas paróquias; e) Participação nos Congressos ocorridos durante este período; f) Participação na I Peregrinação Nacional em favor das Famílias. DIOCESE DE SÃO JOSÉ DOS PINHAIS a) Escola de formação- 2009; b) Encontro de casais de 2ª união; c) Formação para curso de noivos personalizados 2009; d) Encontros sobre bioética-2009. DIOCESE DE UNIÃO DA VITÓRIA a) Motivação dos padres; b) Tentativas de implantação em todas as paróquias; c) Formação da equipe diocesana; d) Estudo dos documentos e subsídios da PF. DIOCESE DE GUARAPUAVA a) Semana da Família e Semana da Vida nas Paróquias e Comunidades de acordo com subsídio Hora da Família, envolvendo escolas e instituições de cada localidade, aberturas com carreatas pela cidade, no Dia do Nascituro(encerramento da Semana da Vida) realizada com missa solene; b) Pastoreio de Noivos a partir do Encontro de Noivos realizados pelas paróquias. Pastoreio consiste no acompanhamento dos noivos des-

de o encontro até o casamento, evangelizandoos, tirando-lhes dúvidas e auxiliando na liturgia do sacramento; c) Retiro para Casais: Realizado com o propósito de conversão e transformação pessoal e familiar, feito através de reflexões bíblicas, espiritualidade familiar e testemunhos de vida. O Retiro proporciona a inserção destes casais na Pastoral Familiar; d) Acolhida de Casais de Segunda União pelo do Grupo Bom Pastor através de Encontros Mensais direcionados aos casais, em todas as paróquias da cidade, nos outros “decanatos” também estes casais de são acolhidos para o trabalho na Pastoral Familiar; e) Encontros de Regularização Matrimonial, com acompanhamento dos casais e realização de casamentos comunitários f) Integração com a Pastoral Catequética nos trabalhos com as famílias, pais e responsáveis dos catequizandos.

ARQUIDIOCESE DE L ONDRINA a) Formação de agentes para o Serviço de escuta às famílias; b) Encontro para recém casados; c) Encontro de Preparação para a Vida Matrimonial; d) Encontro e Acompanhamento de Casais em Segunda União; e) Curso de Formação de agentes de Pastoral por decanato, Disseminadores de Defesa da Vida, Multiplicadores do MOB, pré-matrimônio; f) Encontro de Vivência para o amor com adolescentes; g) Encontro de namorados; h) Encontro de Legitimação; i) Grupos das Mães Gestantes; j) Encontro com Pais de noivos; k) Direcionamento dos agentes para fazer o curso à distância; l) Congresso Diocesano da Pastoral Familiar; m) Assembléia diocesana específica da Pastoral Familiar;


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_____________________________ESPECIAL _________________________________________________ n) Reuniões com as lideranças das paróquias que não têm pastoral familiar visando a sua implantação; o) Reuniões mensais para planejamento das atividades da Comissão Diocesana; p) Seminário integrando Pastoral familiar, catequese e liturgia com o tema: Iniciação cristã (Reflexão do Estudo 97 da CNBB) por paróquia durante o ano de 2010; q) Catequese para os pais dos catequizandos; r) Programação intensa da Semana Nacional da Família e Semana Nacional da Vida; s) Caminhada em prol da família – na Semana Nacional da Família; t) Rosário luminoso em favor da vida – em local público – Semana Nacional da Vida; u) Articulação com os movimentos de casais da diocese para construir parcerias; v) Programa ser Igreja e a Pastoral Familiar – Rádio Alvorada – (Rádio católica) uma vez por semana – 20 minutos; w) Encontro de casais realizados na maioria pelos movimentos de casais; DIOCESE DE CORNÉLIO PROCÓPIO a) Comunicação em massa (programa em rádio “Família Missionária” e site na Internet “pastoraldiocesana.com.br”); b) Formação nas paróquias, participação na “Festa da Unidade” anual; c) Encontro diocesano para subsidiar a “Semana da Família” anual; d) Congresso da “Família” Bienal. DIOCESE DE APUCARANA a) Realização de cursos de formação de agentes de Pastoral Familiar pelo INAPAF, ministrados pelo casal Bosco e Eunides, foram realizadas 2 etapas em 2009, Visão Global e Setor PréMatrimônio e em 2010 estão agendados as duas outras etapas que são Setor Pós-Matrimônio e Setor Casos Especiais; b) Implantação da preparação para o matrimônio personalizado seguindo o Guia de Preparação para o Matrimônio editado pela CNBB; c) Realização anual de Assembléias diocesanas da Pastoral Familiar; d) Articulação junto aos decanatos e paróquias para estimular o crescimento do trabalho de Pastoral Familiar e mesmo implantação nas paróquias que estão com a Pastoral desarticuladas. EPARQUIA UCRANIANA a) Estudo das situações da família hoje e estudo da Exortação Apostólica de João Paulo II (Familiaris Consortio); b) Encontro Eparquial da Família e trabalhos nas comunidades na Semana Da Família em Agosto;

c) Orações e novenas nas famílias; d) Reuniões e Palestras para pais de crianças da catequese sob responsabilidade da Pastoral Familiar (só a nível da Catedral).

Dom João Bosco

34ª Assembléia da CNPF - Paulo e Clarice fizeram uma apresentação sobre a Assembleia de Salvador, que aconteceu no Centro de Treinamento de Líderes – Bairro Itapoã – Salvador/ Bahia nos dias 03 a 06 de junho de 2010. PNDH3 - Dom João Bosco fez alguns esclarecimentos sobre o PNDH3 (Programa Nacional dos Direitos Humanos 3). Problemática – Sérgio e Aurora da Arquidiocese de Maringá, apresentaram o segundo ponto – Problemática, por Província:

Sérgio e Aurora PROVÍNCIA DE CASCAVEL a) Excesso de atividade dos agentes e dificuldade de formação dos mesmos (falta tempo); b) Falta de líderes comprometidos com disponibilidade e falta de apoio dos sacerdotes; c) Comodismo das famílias; d) Falta de união/ entrosamento/ articulação entre pastorais/ movimentos;


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_____________________________ESPECIAL _________________________________________________ e) Conseguir implantar a Pastoral Familiar em todas as paróquias da diocese. g) h) i)

j) k)

PROVÍNCIA DE CURITIBA a) Implantar em diversas paróquias; b) Implantar os três setores: pré, pós e casos especiais; c) Falta de casais interessados em ser agentes de pastoral familiar; d) Falta de formação específica; e) Falta de estruturação conforme organização pastoral da arqui/diocese; f) Consequência do item anterior, pouco entrosamento das bases paroquiais com o todo diocesano; g) Instabilidade na constituição dos órgãos coordenadores arquidiocesanos; h) Pouco incentivo dos padres. Falta de apoio de alguns padres. Falta de interesse de alguns párocos; i) Existência de muitas pastorais e movimentos que atuam sem um planejamento. Não há uma pastoral orgânica; j) Dificuldade de articular um trabalho específico com os jovens; k) Dificuldade em trazer para o trabalho da Igreja casais recém-casados (primeiros anos de matrimônio). PROVÍNCIA DE LONDRINA a) Carência de agentes; b) Falta de disponibilidade de agentes para o Trabalho de pastoral. Muitos não se conscientizaram da importância do Trabalho e do valor das famílias. E acham tudo muito difícil, mesmo quando vamos ao encontro deles na preparação. O trabalho acaba sobrando para poucos; c) Falta de lideranças para assumir as atividades e fraco surgimento de novas lideranças; d) Alguns agentes não são comprometidos com a missão; e) Rotatividade de agentes; f) Muitos agentes atuam em diversas pastorais e não focam no trabalho específico da pastoral familiar. Dificuldade na atuação conjunta e te

l) m)

n) o) p)

q)

mesmo concorrência com alguns serviços e movimentos da Igreja; Falta de articulação entre as paróquias nos decanatos; Falta formação básica e específica para os agentes; Falta integração entre as pastorais para realizar os trabalhos de evangelização de forma orgânica; Estrutura incompleta da Pastoral Familiar nas paróquias; Dificuldade das equipes paroquiais e decanatos em diagnosticar a realidade das famílias nos diversos territórios paroquiais e/ ou decanatos e planejar a atuação pastoral nos diversos setores; Dificuldade de atrair as famílias afastadas para a vida comunitária; Dificuldade em lidar com as questões que envolvem os casais em segunda união, tanto os agentes como o clero; Atingir os casais em dificuldade no casamento para orientação e busca da vida em Igreja; Encontrar lideranças e novos coordenadores para continuidade dos trabalhos nas paróquias; Muitas pastorais e movimentos em atividade nas paróquias o que acaba perdendo o foco das prioridades pois as comunidades pequenas carecem de liderança; Falta de apoio por parte de alguns padres para o trabalho de pastoral familiar. Infelizmente alguns agentes de pastoral sentem muito a falta de apoio dos seus padres, mas isto ocorre somente nas paróquias que estão com a pastoral familiar desestruturada. Nas paróquias que a Pastoral Familiar é organizada, atuante e forte, o trabalho ocorre independente do pároco ou da troca de párocos. Ter o apoio e o abraço à causa das famílias por parte de todo o clero da diocese. Necessita fortalecer o envolvimento de parte do clero para fazer uma pastoral dinâmica e vigorosa.

PROVÍNCIA DE MARINGÁ a) Dificuldade de integração entre pastorais, movimentos e serviços que trabalham com a família;


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_____________________________ESPECIAL _________________________________________________ b) Falta de apoio de alguns padres em implantar a Pastoral Familiar; c) Falta de disponibilidade de pessoas e agentes qualificados para trabalhar na Pastoral Familiar; d) Trabalhar o Setor de Casos Especiais principalmente Casais em Segunda União; EPARQUIA UCRANIANA a) Dificuldade das famílias em educar os filhos para o discernimento na Religião e no Evangelho; b) Com a questão nossa de meios de comunicação bem avançada. Hoje a comunhão conjugal não consegue mais viver o amor mútuo de marido, mulher e filhos, havendo muitas influências externas, levando a separações e/ou ao individualismo e onde os pais deixam de assumir suas responsabilidades; c) Falta de interesse das famílias em assumir responsabilidade na Igreja e na comunidade. d) Limitações dos líderes, padres e religiosos quanto ao verdadeiro objetivo da Pastoral Familiar e o trabalho direto nas famílias e comunidade.

Maristela e Sednir

Casos Especiais – Segunda União - Sednir e Maristela da Arquidiocese de Cascavel fizeram uma exposição sobre Casais em Segunda União. Destacaram a importância de se trabalhar com as pessoas que se encontram nessa situação. Lembrando que tem lugar para elas na Igreja. Fazendo uma comparação com a “Arca de Noé”, Sednir mostrou que há casos em que as pessoas querem entram na “Arca” que é a Igreja, mas são impedidas, pois, tem alguém de “porteiro” selecionando: você pode, você não pode e assim por diante. A exemplo da “Arca de Noé” que tinha espaço para todos, a Igreja também tem.

Como coordenadores do setor casos especiais estão organizando a formação para os casais em 2ª união. Para isso reservaram 18 finais de semana no ano de 2011. Divulgaram material com as datas para que as dioceses agendem, marquem suas formações, pois, na verdade, serão apenas 9 que poderão participar. Por isso, a necessidade de se programar. A formação inicial consta de duas fases. A primeira, para formação dos casais em 1ª União e a segunda para os casais em 2ª União. Até o final da assembléia todas as datas foram agendadas. Propostas de trabalho – Waldomiro e Zenaide da Arquidiocese de Cascavel fizeram a apresentação das propostas de trabalho:

Zenaide e Waldomiro PROVÍNCIA DE CASCAVEL a) Formação de agentes (para trabalhar principalmente com situações especiais) a nível de Diocese bem como de Palestrantes; b) Promover a participação de todo o clero no sentido de se buscar a unidade da diocese para esta ação pastoral; c) Como lidar com filhos que se desviaram do caminho de Deus ou envolvidos com vícios, como trazê-los de volta. Projeto para envolver mais os jovens, bem como na Catequese; d) Elaboração de um material apropriado para acolher “catequizar” os casais e fortalecer o PréMatrimonio; e) Trabalhar Pastoral Orgânica, pastoral familiar com movimentos afins: ECC, RCC, Equipes de Nossa Senhora e Cursilho, formar uma pastoral orgânica, buscando tornar a Pastoral Familiar


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_____________________________ESPECIAL _________________________________________________ como prioridade pastoral, para que seja intensa e vigorosa para levar o Evangelho a todos. PROVÍNCIA DE CURITIBA a) Casamentos válidos e não válidos; b) Unificação com os movimentos; c) Apoio aos casais de 2ª união; d) Ajudar os padres e bispos, em vistas dos último acontecimentos na igreja católica; e) Visita as Dioceses para conhecer a realidade; f) Formação continuada dos agentes de pastoral; g) Promover articulação com as demais pastorais afins; h) Promover encontros festivos para animar as coordenações; i) Articular o trabalho em Defesa da Vida, com subsídios para estudos e prática; j) Articular e promover parceria com CENPLAFAM (Motivar criação destes centros por dioceses) para que a Pastoral Familiar possa estudar e partilhar experiências e técnicas dos métodos do Planejamento Natural, com crianças, jovens, namorados e noivos; k) Quando elaborar nossos Planejamentos (Regional/Diocesanos), colocar como prioridade o que a Igreja do Paraná pede em suas Assembléias e Documentos; l) Motivar (estudar/partilhar/trabalhar) para que a Pastoral Familiar esteja inserida e comprometida com o tema “Iniciação a Vida Cristã”, obedecendo o que pede nossa Igreja no Paraná e Brasil; m) Preparação aprofundada e detalhada a respeito de relacionamentos familiares, casal e pais/filhos; n) Preparação aprofundada e detalhada a respeito de Sexualidade; o) Preparação aprofundada e detalhada a respeito de Bioética; p) Ações diretas juntos aos Bispos e Párocos no sentido de se obter um apoio maior para as atividades da Pastoral Familiar; q) Buscar a Unidade com outras Pastorais e Movimentos para concretizar uma Pastoral Orgânica em cada Diocese;

PROVÍNCIA DE LONDRINA

a) Incentivar as “famílias” a aderirem à missão evangelizadora dos apóstolos de levar Jesus a toda parte, em especial a todas as “famílias”; b) Convocar os fiéis com formação religiosa a engajarem em pastorais para continuidade dos trabalhos e formação de novos agentes; c) Formação para agentes Diocesanos para trabalhar com “famílias Especiais” (surdos/mudos/ em dificuldade/ casos especiais. Ex.: SOS família; d) Conscientizar da importância de formação de agentes de Pastoral familiar; e) Intensificar o trabalho de iniciação cristã conforme as reflexões da Assembléia do Povo de Deus 2009 (integrando: catequese, liturgia e Pastoral familiar e outras pastorais, se possível); f) Ação integrada entre as pastorais afins – Pastoral Orgânica – fornecendo subsídios e roteiros para essa integração; g) Utilizar o calendário litúrgico com programações específicas para fortalecer a ação evangelizadora junto às famílias dando ampla divulgação no âmbito do Regional, utilizando a mídia escrita, falada, RV, internet.

PROVÍNCIA DE MARINGÁ a) Implantação da Pastoral Familiar em todas as paróquias da Diocese, como incentivo ao carisma familiar; b) Encontro de Casais com Cristo; Integração com outras pastorais e movimentos, criação do Setor Família; c) Encontro com os pais das crianças da catequese de Eucaristia e Crisma; Formação: novas lideranças da Pastoral Familiar, pais e padrinhos, noivos, casais; d) Semana Nacional da Família. EPARQUIA UCRANIANA a) Encontro que solidifique a doação das Famílias nas suas paróquias; b) Que as nossas famílias, integrem-se através da participação de alguma pastoral dentro da Igreja e sintam-se empenhadas e assegurem mais responsabilidade e compromisso;


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_____________________________ESPECIAL _________________________________________________ c) Chamar as famílias no sábado para dirigir um grupo de oração no período de catequese (isto funcionou em nossa paróquia); d) Curso específico para padres, religiosas e religiosas e líderes para conhecerem profundamente o objetivo da Pastoral Familiar e assim conquistar os leigos para seu engajamento.

Prioridade – Diretriz que o grupo acha prioritário. Numerar de 1 a 4, sendo que a número 1 é a mais prioritária O que – Descrever a proposta de ação para atender à respectiva prioridade. Essas ações poderão ser utilizadas pela Comissão Regional para atender à prioridade. Numerá-las conforme o exemplo, lembrando que são, pelo menos, três propostas de ações por prioridade.

Trabalho em Grupo – Os participantes foram divididos em seis grupos para trabalhar sobre as propostas, conforme o seguinte roteiro: 1 – Ler o quadro das propostas de ações (Lembrete: as propostas são Diretrizes/Ações que a Equipe de Coordenação Regional da Pastoral Familiar deverá realizar na próxima gestão. Elas deverão formar um Plano de Ação para realização durante esse período). 2 – Definir 4 prioridades, colocando em ordem crescente (a 1ª é a mais prioritária). 3 – Definir 3 ações para cada prioridade, preenchendo o quadro anexo, conforme exemplo.

Como – Descrever como o grupo acha que a Comissão Regional poderá executar a ação proposta para a prioridade. Porque – Explicar o motivo pelo qual esta ação deverá ser realizada para atender a respectiva prioridade. Onde – Descrever onde a ação definida deve ser realizada pela Comissão Regional. Quando – Informar em que período o grupo entende que a Comissão Regional deverá executar a ação definida.


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Plenário – Os coordenadores de cada um dos seis grupos fizeram a apresentação dos trabalhos. Comissão de Promoção e Defesa da Vida – Cristian e Wilton fizeram uma apresentação sobre a Comissão para a Vida. Destacaram os pontos principais e a necessidade de se aprofundar as atividades para a promoção e defesa da Vida. É preciso mais austeridade e empenho. Falaram também sobre os Comitês de Bioética nas dioceses, e a diferença em relação à Comissão de Defesa da Vida.

Cris e Wilton

SEGUNDO DIA – DOM INGO

Quadro de prioridades – Após a Celebra- toral Familiar do Regional Sul II, que receção Eucarística presidida por Dom João beu algumas emendas. Bosco, foi feita a apresentação do quadro deA votação foi feita por blocos, considefinido em plenário das prioridades. rando os dez itens das Diretrizes, tendo sido Chamado de Deus – Neste momento Pe. aprovada por unanimidade. Ivanil interrompeu, dizendo que recebeu a Mandato da atual coordenação – Dom Jonoticia que Wanderley Pinto acabara de fa- ão comentou que a atual coordenação está há lecer. Wanderley juntamente com a esposa dois anos na CRPF e completará o prazo de Célia, foram o casal coordenador da Comis- três anos em 2011. Consultou a assembleia são Nacional da Pastoral Familiar CNPF an- se convocaríamos uma Assembleia extraortes do Tico e Vera, e atualmente eram coor- dinária para eleições ou, se seria viável e adenadores do Regional Sul I. Paralisamos os ceitável a permanência até a próxima assemtrabalhos para orar por ele. bléia em 2013. Por unanimidade ficou defiVotação das prioridades – Depois de al- nido que a coordenação continuará até a asgumas intervenções com relação a “pastoral sembleia de 2013. orgânica”, “formação”, “Defesa da vida”, “Segunda união”, “Evangelização das famí- Locais dos Próximos eventos – Paulo e lias”, e a lembrança de que todo o processo e Clarice agradeceram a confiança por reconresultados são fruto das próprias dioceses, duzir a equipe por mais 3 (três) anos à cooriniciou-se a fase de votação de cada uma das denação e solicitaram uma província para prioridades relacionadas pelos seis grupos de sediar o próximo Congresso Regional em 2012 e a próxima Assembléia Geral em trabalho: 2013. 1ª) Segunda União, 42 votos; O Congresso Regional será realizado na 2ª) Defesa da Vida, 56 votos; 3ª) Evangelização das Famílias, 71 votos; arquidiocese de Cascavel. e a próxima Assembléia Geral do Regional Sul II será na 4ª) Formação, 32 votos. Arquidiocese de Maringá. Votação das Diretrizes - Em seguida, passou-se para a votação das Diretrizes da Pas-


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Carta de Guarapuava – Neste momento foi redigida carta a ser encaminhada para os Bispos, Assembleia Legislativa do Paraná e para o Congresso: Guarapuava, 12 de setembro de 2010. Para: CNBB; Assembléia Legislativa do PR; Candidatos ao pleito de 2010; Congresso Nacional; demais cidadãos. Nós, católicos, participantes da Assembleia Estadual da Pastoral Familiar, abrangendo todas as dioceses e Eparquia Ucraniana do Estado do Paraná, denominado Regional Sul II da CNBB, reunidos na cidade de Guarapuava, de 10 a 12 de setembro de 2010, sentimo-nos no dever de nos manifestarmos conforme segue: Oportunamente reiteramos nosso apoio incondicional a ações de nossos pastores em favor da valorização e promoção da vida e da família. Repudiamos toda e qualquer ação que atente contra a dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural, bem como aquelas que, mesmo de forma indireta, contribuem para a disseminação da promiscuidade entre nossos jovens e adolescentes. Especificamente, queremos repudiar a decisão

do Ministério da Saúde de promover a instalação de máquinas dispensadoras de preservativos (máquinas de camisinha) dentro de escolas públicas. O governo Federal informou que serão instaladas 40 destas maquinas dentro de nossas escolas até o final deste ano letivo e a partir de 2011 em todas as escolas do país. É preciso ter em mente, que há muito mais prejuízo em favorecer a promiscuidade do que em coibir doenças ou prevenir gravidez indesejada com essa desastrada medida proposta e em fase de execução pelo Ministério da Saúde. Faz-se necessário, muito mais do que distribuir camisinhas. É preciso formar para os valores, ministrar educação sexual coerente, ensinar a responsabilidade diante do sexo, e não tomar atitudes de incentivo a promiscuidade. Apoiamos o nosso Papa Bento XVI que, no ano passado, afirmou que distribuir camisinhas não é a resposta para resolver o problema da transmissão do vírus HIV. A mensagem de Jesus Cristo, nosso Salvador e Libertador nos impele a proclamarmos a vida como o maior bem, pois Ele veio para “que todos tenham vida e vida plena”, rechaçamos as ações que deixam de lado os valores da família que desde os seus primórdios preza o respeito mútuo, a valorização do ser humano e a conduta cristã na educação de seus filhos e filhas.

Esta carta está assinada por todos os participantes da Assembléia Regional da Pastoral Familiar (Regional Sul II), em Guarapuava PR, conforme lista de presença anexa à Ata da mesma Assembleia.


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Boletim da Pastoral Familiar - Setembro de 2010