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CNBB – REGIONAL SUL 2 – BOLETIM ON LINE – MAIO DE 2011

Estimados irmãos em Cristo Coordenadores e Assessores da Pastoral Familiar do Regional Sul 2 Irmãos no episcopado, saudações!

Um dia depois da Páscoa – Leio hoje nos jornais a notícia: “A tragédia no Rio de Janeiro, na escola do Realengo, mudou a opinião das pessoas sobre o desarmamento”. Ninguém, que eu saiba, disse ter mudado de opinião sobre a necessidade que faz, para nos proteger dessas tragédias, ter uma Família. Nenhum familiar do jovem atirador apareceu para enterrá-lo. Alguém que nunca experimentou o amor de ninguém não seria muito mais perigoso que alguém com uma arma na mão? Por certo vamos repetir o referendo de 2005 sobre a proibição de venda de armas. Agora as estatísticas dizem que quase 80% da população não quer armas de fogo. Ótimo. Vamos colocar também portas giratórias nas escolas. Mas, suspender o ataque pesado e constante contra a família, e leis que a destroem, isso nem se pensa. Comunicação expressa – No mundo da família, as notícias são constantes e, quase sempre, as notícias ruins são mais divulgadas que as boas. Temos que estar sempre atualizados, e para isso tem sido muito útil a recente iniciativa do nosso Boletim da Pastoral Familiar de repassar notícias, pronunciamentos e documentos recentes, através do “PF-Expresso”, que já teve 23 edições. Essa é mais uma ferramenta de formação permanente para as nossas equipes dioce-

sanas e paroquiais do Sul II. O mundo das comunicações evolui com rapidez, e todo o esforço de aprimoramento é louvável. O Papa Bento XVI tem incentivado a Igreja a utilizar novos caminhos para evangelizar. Ele mesmo dá exemplo usando twitter, youtube, um livro de entrevista a um jornalista e, recentemente, a promessa de um programa ao vivo na TV e um novo portal interativo do Vaticano na internet. Vamos nós também utilizar, da melhor maneira possível, esses caminhos para a nossa Pastoral Familiar. Nossa peregrinação – Aparecida espera os casais da Pastoral Familiar na 3ª Peregrinação Nacional da Família, no próximo dia 29 de maio. Nossa peregrinação assim vai se tornando uma nova tradição. Desta vez a novidade é um Simpósio que acontece no sábado, dia 28, com ótimas conferências e debates. Infelizmente, são poucas as vagas para cada diocese. Pedimos então aos que forem participar, partilhem essa riqueza, comunicando os conteúdos e multiplicando os frutos desse importante acontecimento. E levem aos pés de Maria Santíssima, a Virgem Aparecida, as preces de todas as famílias. Como Mãe querida ela deverá ter sempre lugar destacado na nossa pastoral. É bem apropriado lembrá-la, quando começamos o mês de Maio, com festa no céu pela beatificação de um de seus filhos mais queridos, o Papa João Paulo II, a quem a Pastoral Familiar deve tanto. Paz e Bem a todos! Dom João Bosco, O.F.M. Bispo de União da Vitória


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Encontro Provincial da Pastoral Familiar tratou do Setor Família Com trabalho em conjunto buscando alternativas para as ações em favor dos valores familiares.

Nos dias 2 e 3 de abril, aconteceu o V Encontro Provincial da Pastoral Familiar, em Cascavel. A temática central foi o Setor Família, com palestras proferidas pelo arcebispo da Arquidiocese de Londrina, dom Orlando Brandes e o Pe. Luiz Bento, de Brasília. Ambos fazem parte da comissão nacional da Pastoral Familiar. Também Dom João Bosco (Bispo Referencial da Pastoral Familiar no Regional Sul II e Bispo da Diocese de União da Vitória, novo presidente da CNBB Regional Sul 2), Dom Mauro Aparecido dos Santos (Arcebispo da Arquidiocese de Cascavel) e diversos padres.

Também houve a escolha para a nova coordenação da Província de Cascavel da Pastoral Familiar. E a Diocese de Palmas-Francisco Beltrão assumiu esta missão através dos casais Luiz Carlos e Vanderléia Bittencourt, Amauri e Idete Favareto. Fazem parte da Província as dioceses de Foz do Iguaçu, Toledo, Palmas-Francisco Beltrão e a Arquidiocese de Cascavel.

Boletim ON LINE da Pastoral Familiar do Regional Sul II - CNBB Rua Saldanha Marinho, 1266 – 80430-160 Curitiba – PR – Tel.:(41) 3224-7512 Dom João Bosco Barbosa de Sousa Bispo de União da Vitória-PR Representante Episcopal E-mail: dombosco@dioceseunivitoria.org.br

O encontro foi inédito, pois é a única Província no Brasil que tem uma organização unida com a Pastoral Familiar, segundo Pe. Luiz Bento. O público alvo foi as coordenações das pastorais e movimentos para a formação do Setor Família.

Diác. Juares Celso Krum Assessor Regional E-mail: jckrum@yahoo.com.br


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que acontece esse encontro de dioceses em uma província. Isso é, além de uma novidade, uma grande esperança para toda a Igreja, porque são forças que se unem. Como o assunto agora é transformar essa unidade de trabalho dentre a Pastoral Familiar e as demais pastorais e movimentos, estamos dando passos significativos com esta iniciativa”.

Gerson e Elisete Lorenzi deixaram a coordenação, após cinco anos de importante atuação na Pastoral Familiar da Província de Cascavel. O casal contribuiu diretamente para a implantação e crescimento da Pastoral Familiar nas dioceses.

DEPOIMENTOS Dom Mauro Aparecido dos Santos (Arcebispo de Cascavel)

“Este Encontro Provincial vem abrir horizontes para que nós, como Igreja, os movimentos e pastorais, somemos as forças que temos no Setor Família. Nós temos muitos trabalhos em prol da família, mas não temos uma articulação entre as pastorais e movimentos coordenados pela Pastoral Familiar para desenvolvermos esse trabalho de base que atinja todas as famílias e fazermos com que ela seja, de fato, presente da sociedade”. Dom Orlando Brandes (Arcebispo de Londrina e Presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família – CNBB)

“Esse V Encontro Provincial da Pastoral Familiar é mais um testemunho de que a Igreja quer valorizar, cuidar, defender a família, graças a esses casais disponíveis e abençoados. Quero parabenizar essa província pela união de forças. Este é o único lugar no Brasil

Dom João Bosco Barbosa de Sousa (Bispo de União da Vitória e Referencial da Pastoral Familiar no Regional Sul 2 da CNBB) “O Encontro Provincial da Pastoral Familiar, na Arquidiocese de Cascavel, é um evento que cresce cada vez mais. Cada evento traz uma novidade e um desafio maior e é um exemplo para todas as nossas dioceses das demais províncias do Paraná. Eu tenho acompanhado a Pastoral Familiar há quatro anos, quando eu comecei, já tinha acontecido o primeiro encontro da Pastoral Familiar nesta província. A gente percebe quanta bênção, quanta novidade, quanto espírito novo vai crescendo a partir desses encontros. Que Deus abençoe, que continue sempre assim caminhando nesse processo cada vez mais avançado de chegar ao que nós todos precisamos, que é a defesa da família, essa preciosidade. São tantos e tão grandes os desafios enfrentados pelas famílias. Vivemos num mundo que não prestigia e agride a família. E se nós não nos unirmos, se não tivermos clareza daquilo que Cristo pede de nós, vamos perder o restante que ainda tem da riqueza da família. Precisamos lentamente juntar nossas forças, é isto que vemos num encontro como esse. O que aconteceu aqui foi de uma riqueza tão grande que vai ser digerido pouco a pouco no decorrer do tempo. É preciso que as lideranças troquem informações, ajudem umas às outras, que mostrem essa face da Igreja unida. Cada movimento tem o seu trabalho específico, e é bom que tenha sua riqueza própria, mas nessa hora de união de todos vemos que somos Igreja e precisamos manifestar isso perante a sociedade. Meu pedido é que, o que


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foi refletido, neste encontro, continue sendo trabalhado para que possa dar frutos”. Pe. Luiz Bento (Assessor Nacional da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família – CNBB) “A Província de Cascavel está dando um passo muito importante na Igreja do Brasil. É a primeira Província no Brasil que está fazendo um trabalho nesse gênero de integração entre todas as pastorais e movimentos afins, para uma integração no sentido de trabalhar aquilo que é comum, que pertence a todos. Todos trabalham com família, mas as vezes estamos dispersando as nossas forças. Este foi um encontro abençoado e parabenizo a coordenação e os bispos dessa província por esta bela iniciativa na Igreja do Brasil começando por aqui. Que todas as pastorais e movimentos que participaram deste encontro, possam levar esta mensagem. Que possamos nos unir, nos complementar, manter a diversidade na unidade, que as nossas comunidades sejam testemunhas e, que possamos nós que passamos por aqui, testemunhar o amor de Cristo que não é divisão, exclusão e que todos se unam para dar testemunho de tal forma que aqueles que estão longe de Cristo, afastados da comunidade, olhem para nós e dizer o que diziam os primeiros cristãos da comunidade dos apóstolos, „vejam como eles se amam‟. Que a Sagrada Família acompanhe cada pastoral e movimento, sendo sinais visíveis na presença do Reino de amor, de paz, colaborando com a Igreja e com a sociedade, construindo a civilização do amor e da esperança”.

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Junho Julho Mês

Data

Evento

Local/ Responsabilidade

JUN

17 a 19

Assembléia da CNPF (eletiva)

Brasília/DF

JUL

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Seminário de Defesa da Vida

Londrina/PR

IMACULADA E IMAGINADA Nem eu nem você sabemos como era Maria. Então, temos que imaginar como era em Nazaré e como é hoje no céu. E é bem aí que precisamos tomar cuidado com a nossa imaginação. Não podemos: a) colocar Maria nem acima, nem abaixo do lugar dela no Reino de Deus; b) imaginá-la nem além, nem aquém do que a nossa Igreja ensina; c) inventar recados que ela não deu, palavras que ela não disse nem diria, aparições que não aconteceram. Videntes erram e, não poucas vezes, também os sacerdotes que os aconselham. Alguém pode amar muito a Jesus e a sua mãe e, levado pelo entusiasmo, criar visões que não aconteceram. Muita gente já fez isso e depois admitiu que estava iludida. Não se tratava da mãe de Jesus. A Igreja percebeu que era engano desse ou dessa fiel. Por isso, se você garante que a vê e que ela lhe fala, e se a ama de verdade, não dê nenhum recado que acha que ouviu dela sem primeiro consultar mais de um sacerdote. De preferência, ouça um do seu grupo e outro de fora. O fato é tão sério que convém ouvir ainda um terceiro, indicado pelo bispo da diocese. Que os três tenham uma boa bagagem teológica e uma boa experiência pastoral. Não devem ser muito jovens. Se, de quebra, puder conversar com um psicólogo católico, faça isso. Por que dou este conselho? Porque tenho lido, visto e ouvido muita gente dar recados em nome de Maria sem o conhecimento dos sacerdotes e dos bispos. A grande maioria sabe pouco de Bíblia, de catecismo e de história da Igreja. Talvez por isso ande repetindo o que a Igreja já condenou e questionou no passado. Pe. Zézinho


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Só chega quem caminha...

Momento de Formação

Em atenção à prioridade da ação evangelizadora de nossa arquidiocese, que requer “uma pastoral familiar ‘intensa e vigorosa‟, para proclamar o evangelho da família, promover a cultura da vida e trabalhar para que os direitos das famílias sejam reconhecidos e respeitados” (PAE – Arquidiocese de Cascavel), se busca fortalecer o projeto que já vem acontecendo alguns anos, onde a Pastoral Familiar da Paróquia Nossa Senhora de Fátima – Cancelli – Cascavel – PR, vem contribuindo significativamente junto à Catequese, de maneira particular no trabalho com as famílias com o objetivo de modificar, não só a nomenclatura das chamadas reuniões, mas que estes sejam de fato, encontros de formação para os pais dos catequizandos. Este ano nossa Paróquia tem como prioridade, “despertar e aprofundar a espiritualidade da Comunidade, a partir de pequenos grupos, através de uma profunda experiência pessoal com Deus”. Neste sentido, o foco dos encontros realizados são para despertar essa consciência, juntamente com o tema proposto pe-

la CF 2011, a fim de levar os pais a fazerem esta experiência pessoal com Deus e perceber o lugar que Deus ocupa na família, pois se entende que é preciso resgatar a espiritualidade da família para que os verdadeiros valores possam ser cultivados. Para tanto realizamos este encontro de formação e espiritualidade nos dias 26 e 27 de março e nos dias 09 e 10 de abril, para todos os pais dos catequizandos das cinco etapas de catequese. A letra do hino da CF deste ano, suscita uma profunda reflexão sobre a

Pais percorrendo o caminho

promoção da vida e faz veemente convite para cuidar da vida: “Vai depender só de nós...”. Sendo assim tudo pode começar com pequenos gestos no nosso cotidiano. Para melhor perceber esta realidade, utilizou-se como metodologia uma dinâmica, onde os participantes foram convidados a percorrer um caminho que ilustrava o descaso e desrespeito com a natureza e a partir daí os mesmos foram conduzidos ao espaço que denominamos o paraíso. Neste espaço a ornamentação convidava a refletir sobre a criação nos seus primórdios, ou seja, como Deus so-


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nhou o mundo, onde tudo é belo, onde reina a vida, a paz e a harmonia.

Em nossa paróquia a Pastoral Familiar em conjunto com a Catequese vem realizando estes encontros, a quatro anos e os frutos colhidos tem sido muito bons. Doraci Luiz Reichert e Sueli Coordenadores da Pastoral Familiar Irmã Rosenette - Coordenadora da Catequese Paróquia Nossa Senhora de Fátima Cancelli - Cascavel - Pr.

Momento de Adoração

DIA INTERNACIONAL DA FAMÍLIA

Seguido deste momento, passou-se à adoração, do Santíssimo Sacramento estrategicamente exposto sobre o globo terrestre, a fim de que se percebesse que Deus é Senhor da vida! Que Ele está acima de tudo; Ele é o fim de tudo, o sentido de tudo. Cada um pode, neste mo-

Espaço - paraíso

mento perceber a presença amorosa e providente de Deus na vida, pois Ele fez tudo por amor a cada um de nós e ninguém tem maior amor do que Ele. Sentindo quão grande é seu amor por cada um, cabe-nos corresponder com fidelidade a nossa vocação e missão “para que todos tenham vida e a tenham em abundância.” (Jo 10,10)

O dia da família é uma data internacionalmente conhecida, comemorada em 15 de maio, desde 1994. Nesta data, a ONU – Organização das Nações Unidas – celebrou o ano internacional da família, com o tema “Família, Capacidades e Responsabilidades num Mundo em Transformação. É interessante aproveitar a data para refletir sobre a situação da família no mundo de hoje. As diversas transformações pelas quais a família passou, o tamanho médio das famílias que vem diminuindo em todo o mundo. Os jovens que casam-se cada vez mais tarde, o aumento da idade média das mulheres para a maternidade, a taxa de mortalidade infantil que está diminuindo e os casais que têm cada vez menos filhos. A grande família tradicional, substituída pela família nuclear, apesar dos avós viverem mais e várias gerações de uma família conviverem lado a lado. Por outro lado, são cada vez mais comuns diferentes formas de união, tais como a união de fato, o aumento do número de divórcios, fenômeno acompanhado pelo casamento em segunda união, e o número cada vez maior de crianças que vivem em famílias em que há um padrasto ou madrasta. Há também um considerável número de famílias monoparentais, bem como de agregados familiares constituídos por apenas um elemento e são cada vez mais as pessoas de idade que vivem sozinhas. E a nossa família, como está? Como podemos entender as mudanças ao nosso redor? Quais as maiores dificuldades que estamos encontrando em nosso cotidiano? Vamos buscar as respostas...


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A Ética abor tista - Os argumentos pela vida não são apenas religiosos Por padre John Flynn, L.C.

ROMA, domingo, 3 de abril de 2010 (ZENIT. org) Os defensores do direito ao aborto costumam criticar os que apoiam a vida por supostamente tentar impor suas crenças religiosas aos demais. Ainda que a religião proporcione aos debates sólidos argumentos, estes não são apenas religiosos, como destaca um livro de recente publicação. Christopher Kaczor, em „The Ethics of Abortion: Women's Rights, Human Life and the Question of Justice‟ (A Ética do Aborto: Direitos das Mulheres, Vida Humana e a Questão da Justiça) – Editora Routledge), toma uma postura filosófica perante o aborto e explica por que não é justificável. Um dos pontos chave que Kaczor enfrenta é: quando se começa a ser pessoa. Alguns defensores do aborto sustentam que se pode distinguir os humanos das pessoas. Um exemplo dado é o de Mary Anne Warren, que oferece critérios para se levar em conta antes de dizer de alguém que ele é uma pessoa. Ela propõe que as pessoas têm consciência dos objetos e dos acontecimentos e a capacidade de sentir dor. Têm também a força da razão e a capacidade para atividade auto-motivada, junto à capacidade de comunicação. Como resposta a tais argumentos, Kaczor assinala que, usando tais critérios, seria difícil sustentar razões contra o infaticídio, posto que um bebê recém-nascido não cumpre tais critérios. Por outro lado, não deixamos de ser pessoas quando estamos dormindo ou sedados em uma operação cirúrgica, ainda que nesses momentos não sejamos conscientes nem estejamos em movimento. De igual forma, quem sofre de demência ou os deficientes não satisfazem os critérios de Warren para ser pessoas.

Uma questão de lugar Outro posicionamento para justificar o aborto é o que se baseia na localização, quer dizer, se se está fora ou dentro do útero. Kaczor afirma que a pessoa vai muito além da simples localização. Se admitimos este argumento, segue-se que, quando há uma fecundação artificial fora do útero, o novo ser teria o status de pessoa, mas logo o perderia quando fosse implantado, voltando a ganhá-lo quando saísse do útero. Há também casos de cirurgia fetal aberta, procedimento em que o feto humano é extraído do útero. Se determinarmos o ser pessoa por uma existência fora do útero, nos veríamos na inverossímil situação de que em tais casos o feto é uma „não-pessoa‟, que depois passa a ser „pessoa‟, para depois voltar a ser „não pessoa‟, já que retorna ao útero, para depois tornar-se „pessoa‟, quando nascer. Excluindo portanto a localização como critério para ser considerado pessoa, Kaczor discute a questão de se a condição de pessoa se estabelece em algum ponto entre a concepção e o nascimento. Ele observa que a viabilidade, quer dizer, se o feto no útero é potencialmente capaz de viver fora do ventre materno, era citada pelo Supremo Tribunal dos EUA no processo „Roe v. Wade‟ como um modo de determinar se os fetos humanos merecem alguma proteção legal. Contudo, segundo Kaczor, esta postura tem seus problemas. Por exemplo, os gêmeos unidos dependem em ocasiões um do outro para viver e, ainda assim, ambos são considerados pessoas. A viabilidade também estabelece um problema, porque nos países ricos, com avançados cuidados médicos, os fetos se tornam viáveis antes que nos países pobres. E os fetos femininos são viáveis antes que os masculinos. As diferenças de


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sexo e de riqueza deveriam influir em quem é pessoa ou não? Outra ideia é considerar que a capacidade de sofrer dor ou desfrutar do prazer é o que poderia marcar o começo do direito à vida, continua Kaczor. Isso tampouco é suficiente, pois exclui os que estão sob anestesia ou em coma. Ademais, alguns animais têm esta capacidade. Ética ‘gradual’ A resposta pró-abortista às críticas anteriores adota a forma do ponto de vista „gradual‟. Kaczor explica que isso consiste em sustentar que o direito à vida aumenta em força de modo gradual conforme se desenvolve a gravidez, e quanto mais similar um feto é de uma pessoa como nós, maior proteção deveria ter. No entanto, Kaczor observa que há uma diferença entre o direito à vida e o restante dos direitos. Há restrições de idade para votar, dirigir ou ser eleito para um cargo público. Isso acontece porque o direito em questão exige uma capacidade para assumir as responsabilidades implicadas. Pelo contrário, o direito à vida não contém implicitamente nenhuma responsabilidade e, por isso mesmo, pode ser desfrutado sem ter em conta a idade ou as capacidades mentais. Outro problema da postura „gradual‟ é que o desenvolvimento humano não termina com o nascimento. Se o status moral se vincula ao desenvolvimento psicológico, matar alguém de 14 anos iria requerer uma justificativa maior que matar um de 6. Kaczor afirma que o erro desses argumentos nos leva à conclusão de que, se não há diferenças eticamente relevantes entre os seres humanos em suas diversas etapas de desenvolvimento que faça com que alguém não seja uma „pessoa‟, a dignidade e o valor de uma pessoa não começa depois de seu nascimento, nem em momento algum de sua gestação. Todo ser humano é também uma pessoa humana. A história nos apresenta muitos exemplos da necessidade de respeitar todo ser humano como pessoa portadora de dignidade. Kaczor argumenta

que em teria ninguém atualmente, ao menos no Ocidente, defenderia a escravidão, a misoginia ou o antissemitismo. A pessoa começa com a concepção? Segundo Kaczor, essa questão não é em princípio moral, mas científica. Ele cita textos científicos e médicos que afirmam que com a concepção há o início de nova vida humana e uma mudança fundamental com a criação de um ser com 46 cromossomos. Após a fecundação não há presença de nenhum agente exterior que mude o organismo recémconcebido em algo que seja diferente. Pelo contrário, o embrião humano se auto-desenvol-ve para futuras etapas. “Fazendo uma analogia, o embrião humano não é um mero modelo detalhado da casa que se construirá, mas uma casa minúscula que se faz cada vez maior e mais complexa, através de seu autodesenvolvimento ativo para a maturidade”, esclarece o autor. Após isso, os últimos capítulos do livro analisam alguns argumentos utilizados pelos defensores do aborto. Examina-os um por um, mostrando suas debilidades. Por exemplo, tem-se sustentado que, posto que nas primeiras etapas há a possibilidade de que haja uma divisão em dois irmãos, o embrião não é um ser humano individual. Kaczor rebate isso dizendo que, ainda que se possa dividir em dois seres, isso não significa que não seja um ser individual. Ele comenta que a maioria das plantas pode dar lugar a mais plantas individuais, mas isso não significa que uma planta não possa ser uma planta individual e diferente. O autor analisa também alguns casos difíceis como as gravidezes resultado de violação ou incesto. A personalidade do feto, insiste Kaczor, não depende da forma como foi concebido. “És o que és, sem importar as circunstâncias de tua concepção e nascimento”, afirma. O livro de Kaczor, como uma argumentação sólida, contém muitos raciocínios cuidadosamente elaborados, o que o torna uma valiosa fonte de inspiração para os que lutam por defender a vida humana.


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3º Retiro Espiritual para casais em Segunda União em São José dos Pinhais Participaram 19 casais em 2ª união e 5 casais pilotos agentes de pastoral familiar que irão acompanhar os casais em segunda união com reuniões mensais pós encontro. O diretor espiritual foi o Pe. Celmo Suchek de Lima que muito desejou que este retiro acontecesse pois sente a necessidade do acolhimento nas comunidades destes casais.

A Comissão Diocesana de Pastoral Familiar da Diocese de São José dos Pinhais promoveu nos dias 9 e 10 de abril o 3º Retiro Espiritual diocesano para Casais em Segunda União na paróquia Senhor Bom Jesus em São José dos Pinhais com a presença de casais vindos das seguintes paróquias: Senhor Bom Jesus, Nossa Senhora Aparecida (Xingu), Santo Antonio, São Marcos e São SeOs temas abordados foram: O amor de bastião do Setor São José dos Pinhais, Nossa Deus, o Sentido da Vida, o Bom Pastor, a Senhora Auxiliadora do Setor Piraquara e Divina Misericórdia, o Diálogo Familiar, Senhor Bom Jesus do Setor Araucária. Maria nossa mãe, Fé e Oração. A palestra sobre o Tribunal Eclesiástico foi proferida pelo Pe. Alcione. Ao final do retiro foi visível a alegria, o sentimento de acolhimento e o reconhecimento do amor de Deus presente em cada rosto dos casais participantes. Um novo retiro está programado para na Diocese de São José dos Pinhais nos dias 22 e 23 de outubro na paróquia Nossa Senhora das Dores em Araucária. (Matéria enviada por Faustino Suchla)


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1° Retiro de Formação de Agentes do Setor Casos Especiais da Pastoral Familiar de Ponta Grossa A Comissão Diocesana de Pastoral Familiar de Ponta Grossa realizará nos dias 04 e 05 de junho de 2011, no Centro Bíblico Regnum Dei – Rua Regnum Dei, 375 – Vila Estrela em Ponta Grossa, o 1º Retiro de Formação de Agentes do Setor Casos Especiais, destinado aos Agentes da Pastoral Familiar, fiéis leigos atuantes nas demais pastorais e movimentos diretamente ligados ao Setor Família da Diocese de Ponta Grossa, religiosos(as), diáconos e presbíteros. O objetivo é a formação específica para aqueles que pretendem realizar trabalho pastoral com casais que se encontram em segunda

união. Nesta primeira etapa de capacitação serão objeto de reflexão: doutrina e documentos relacionados ao tema proposto, espiritualidade dos agentes engajados no trabalho com famílias em situações difíceis, implantação do setor e plano de ação. As vagas são limitadas e as inscrições podem ser feitas até o dia 23 de maio com: Daniele e Cristiano Fones: (42) 3027-4617 Com.: (42) 9126-7030 E-mail: danifanchin@hotmail.com Na Ficha de Inscrição constam informações complementares.

Encontro de Defesa da Vida na Província de Londrina Por que devemos defender a vida, principalmente a humana? Primeiro porque ela está ameaçada e porque sem ela, não tem sentido outras existirem. Os seres humanos é quem dão sentido a todas as outras formas de vida (ambiente, fauna, flora...).

Neste sentido o Setor Família e Vida do Regional Sul II, seguindo as orientações da

CNBB que, preocupada com a desvalorização do ser humano e com a cultura de morte cada vez mais presente em nossos dias, e também por ser uma prioridade estabelecida na Assembleia da Pastoral Familiar, promoveu, na Província de Londrina, mais um Encontro de Formação, com o objetivo de estimular a criação de Comissões Diocesanas de Promoção de Defesa da Vida. No dia 16 de abril, a cidade de Cambará recepcionou o casal coordenador Wilton e Cristian, juntamente com Carlos e Valéria, membros da Comissão de Defesa da Vida da Arquidiocese de Londrina, que abordaram diversos temas como: A Vida na Palavra de Deus, Introdução ao Evangelium Vitae, O Valor da Pessoa Humana, Os Desafios na Promoção da Vida. Foram ainda expostos os projetos de lei que se encontram em tramitação no Congresso Nacional, diversos deles atentando contra a Vida e a Família. E no


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momento final foi elencado o caminho que se deve percorrer na criação das Comissões de Promoção e Defesa da Vida nas dioceses.

O evento contou com a presença de agentes de pastoral familiar das dioceses de Cambará, Jacarezinho e Apucarana. O apoio do Padre Marcelo de Souza da Diocese de Jacarezinho e da cidade de Andirá, foi fundamental para o sucesso do encontro que contou também com as presenças dos Padres José Mário da Paróquia Nossa Senhora das Graças, de Cambará e do Padre Rosinei da cidade de Jacarezinho. A participação dos padres foi de suma importância para mostrar que o Clero estará de mãos dadas com os leigos na nova etapa que agora se inicia. O encontro foi enriquecido pela interação dos participantes que se mostraram interessados e comprometidos em levar adiante a proposta a eles apresentada.

Católica, marcado pela alegria nascida do encontro com Cristo, do desejo de anunciar a Vida Nova que nasce desse encontro e do enfrentamento dos desafios da realidade atual. A defesa da vida como tarefa de fraternidade e acolhimento aos que sofrem ou que têm sua vida ameaçada, tarefa essa iluminada pelo amor e não pela condenação. Um compromisso com a defesa da vida em todas as suas etapas, desde a concepção até a morte natural, segundo uma visão integral de pessoa e na fidelidade ao Magistério da Igreja.

As ações das Comissões Diocesanas de Defesa da Vida devem estar voltadas a informar, sensibilizar e formar para a ação, através de palestras, encontros, textos e principalmente, aproveitando os momentos fortes de evangelização que levem a reflexão do tema, como é o caso da Semana Nacional da Vida e o Dia do Nascituro. Aborto, pesquisa com células tronco embrionárias, gestação de anencéfalos, eutanásia, projetos de Lei que tramitam no Congresso Nacional e que atentam contra a vida e a família, entre tantos outros, são temas que a Comissão deve trabalhar para informar os cristãos sobre a verdade contida em cada assunto e como a Igreja nos orienta a respeito deles.

A todos os cristãos católicos é urgente e oportuno relembrar que a vida é o nosso maior bem e precisa ser valorizada, defendia e preservada sempre.

Nesse sentido devemos estar atentos, disponíveis e constantemente refletirmos sobre as seguintes questões: A aplicação imediata da visão de Igreja contida no Documento de Aparecida, na Evangelium Vitae, no Catecismo da Igreja

A vida humana é sempre um bem, porque “ela é no mundo, manifestação de Deus, sinal da sua presença, vestígio da sua glória” (cf. Evangelium Vitae, 34; Dignitas Personae, 8), e por isso precisamos promove-la e defende-la, desde a concepção até a sua morte natural. Texto elaborado por Carlos Alberto e Valéria, Wilton e Cristian. ,


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Coordenação da Comissão Regional da Pastoral Familiar em Londrina

A Coordenação da CRPF – Comissão Regional da Pastoral Familiar, realizou sua primeira reunião do ano em Londrina, nos dias 30 de abril e 1º de maio na sede da Congregação das Missionários de Santo Antonio Maria Claret, à Av. Madre Leônia Milito, 575, Parque Guanabara. Um dos itens trabalhados foi a continuidade da análise, elaboração, implementação e andamento das propostas para cada uma das quatro prioridades aprovadas na Assembleia Geral que aconteceu em Guarapuava de 10 a 12 de setembro de 2010: a) Segunda União; b) Defesa da Vida; c) Evangelização das Famílias e

A primeira fase da formação será em duas etapas em cada diocese: um retiro de formação e depois em encontro de espiritualidade para os casais em Segunda União. Foram programados 18 finais de semana para o ano de 2011. Por exemplo, já foi realizada a primeira etapa nas dioceses de Campo Mourão em março e em União da Vitória em abril.

d) Formação.

Numa segunda fase serão feitas reuniões com grupos de reflexão.

a) Segunda União

Ainda é cedo para avaliar, pois está apenas começando. Porém, houve um bom retorno onde o trabalho já iniciou. Destaque-se a participação dos padres e a necessidade de ter os subsídios da CNBB e documentos para vender e incentivar a leitura.


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Província – CDV, com os seguintes temas: Bloco 1 – A Igreja e a Vida / A Vida na Palavra de Deus; O Catecismo da Igreja Católica – CIC e os temas relativos à Vida; Introdução à Evangelium Vitae. Bloco 2 – Vida Humana, o Valor da Pessoa; Desafios na Promoção da Vida; Projetos de Lei em tramitação; Bloco 3 – Comissão para a Vida, Pistas de Ação para as CDV; Como formar uma Comissão para a Vida; Propostas para Implantação nas Dioceses.

O trabalho na paróquia terá o mesmo formato deste que está sendo feito nas dioceses. O retiro é ideal para este tema porque a oração quebra aquela responsabilidade de se ter somente formação.

Já foram realizados os encontros nas Províncias de Curitiba, Londrina e Maringá, faltando apenas a Província de Cascavel. Outro detalhe é com relação à acolhida ou reinserção nas comunidades. É necessário que haja uma preparação também dos membros dessas comunidades. Dom João disse que “precisamos reaprender a nos chocar com a

gravidez fora do casamento, com o casamento fora da Igreja, com a 2ª união e outros”. E completou, destacando que o casal Casos Especiais está trabalhando apenas a 2ª união e que não tem condições atuais de trabalhar os outros casos especiais.

Esses encontros foram realizados com a participação de poucas pessoas, para facilitar o aprendizado e o comprometimento. Agora começa a fase de verificação e feed-back do que será feito em cada Diocese. É importante destacar que o apoio de cada bispo é fundamental. Por isso será encaminhada carta às dioceses que já realizaram o encontro destacando os aspectos fundamentais, entre os quais o entendimento do nosso Regional Sul II de que a Comissão de Defesa da Vida, mesmo tendo foco próprio é mais um “braço” (Setor) da Pastoral Familiar. Dentre as Províncias que já realizaram os encontros, aquelas dioceses que não participaram serão contatadas para participar no Encontro da Província de Cascavel.

c) Evangelização das Famílias

b) Defesa da Vida

Encontro para Formação das Comissões Diocesanas para Defesa da Vida, realizados por

Para a prioridade “Evangelização das Famílias”, foram apresentados sete projetos interligando as ações nos setores pré e pósmatrimônio:


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1 – Trabalho com a gestante; 2 – Adolescentes e jovens; 3 – Preparação para o matrimônio com atualização do que já é feito; 4 – Recém-casados 5 – Famílias em parceria com a catequese 6 – Serviço de Escuta 7 – Tempos fortes com a participação das famílias Para todos estes projetos será feito um levantamento para aproveitar os subsídios que já existem e, se necessário adequá-los ou talvez até elaborar um compêndio para ajudar na utilização nas dioceses e paróquias. Uma das formas de trabalho será com a participação dos setores pré e pós-matrimônio de cada diocese e também dos movimentos, associações e serviços que integram a Pastoral Familiar. Além do conteúdo é preciso não esquecer da metodologia para a sua aplicação.

d) Formação Em todo o Regional sul II será direcionado a cada diocese conforme a necessidade de cada uma. Além da formação específica de cada diocese, para os projetos de evangelização das famílias, necessariamente terá que ser feita a formação, utilizando os subsídios e apresentando a metodologia de cada um, antes de sua aplicação. Celebração Eucarística – No sábado, 30, às 19h00 todos participaram, com a comunidade local da celebração eucarística, presidida por Dom João Bosco Barbosa de Sousa na paróquia São Vicente de Paulo, que fica anexa ao local da reunião.

Casa da Memória – No domingo, 1º, antes do início dos trabalhos, toda a coordenação da


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CRPF fez uma visita à Casa da Memória Madre Leônia Milito. Madre Leônia residiu nesta casa de 1957 a 1980, quando retornou à Casa do Pai. A Casa da Memória tem as finalidades de: a) conservar a memória histórica de Madre Leônia e Dom Geraldo Fernandes, fundadores da Congregação das Missionárias Claretianas; b) Resgatar e conservar o patrimônio histórico, cultural e religioso para o conhecimento das futuras gerações; c) Dar a conhecer o campo de atuação das Irmãs nos cinco continentes; d) Estimular e promover a busca de valores cristãos; e) Ser um lugar propício para oração; f) Ser um espaço catequético. As fotos a seguir contam um pouco como foi:

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49ª Assembléia Geral da CNBB – Dom João disse que “fica contente sabendo que os traba-

lhos estão encaminhados e pede oração pelos Bispos que estarão reunidos em Assembleia de 04 a 13 de maio em Aparecida”. O diácono Juares vai enviar as orações para todos usarem durante essa Assembleia.

Peregrinação das Famílias – Durante o Simpósio Nacional das Famílias, as palestras serão passadas em telão próximo a casa do Queijo para quem não está inscrito no Simpósio. Foi pedido que todos façam uma avaliação da Peregrinação para ser apresentada na 35ª Assembleia da CNPF em Brasília em Jun/2011. A Hora da Família – Aqueles que ainda não adquiriram “A Hora da Família” para a Semana Nacional da Família devem fazê-lo o quanto antes. Preparar bem a Semana Nacional da Família. Congresso Regional – O Congresso Regional será realizado nos dias 31 de agosto e 1º e 2 de setembro de 2012, na Casa de Formação Divino Mestre, à Rua Elias Scalco, 1501, Morro do Tabor, Bairro Vila Nova em Francisco Beltrão – PR. Na próxima reunião da coordenação da CRPF deverão ser esboçados e definidos os principais detalhes daquele evento. Encontro Mundial das Famílias – O 7º Encontro Mundial das Famílias (EMF), se realizará em Milão, de 30 de maio a 3 de junho de 2012, sobre o tema "Família: o trabalho e a festa". Bento XVI insta a "promover uma reflexão e um

compromisso dirigidos a conciliar as exigências e os momentos do trabalho com os da família, e a recuperar o verdadeiro sentido da festa, especialmente da dominical, páscoa semanal, dia do Senhor e dia do homem, dia da família, da comunidade e da solidariedade". Calendário de 2012 – Um dos temas da pauta da reunião de setembro em Maringá, será a elaboração do calendário para 2012. É importante, portanto, que os coordenadores diocesanos repassem para os coordenadores de suas províncias eclesiásticas os eventos: reuniões, encontros, assembléias, congressos que planejam realizar em 2012. (Fotos: Luiz Carlos Bittencourt e Juares Celso Krum)


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Escola Diocesana para Formação de agentes da Pastoral Familiar de Toledo realiza primeira etapa Familiar com objetivo geral de apontar as grandes causas de problemas dos relacionamentos próximos e familiares, a urgência de confrontá-las e motivar os participantes a responder a este desafio com uma Pastoral Familiar organizada e estruturada e atuando no estilo de Jesus Cristo, o Bom Pastor.

Realizou-se nos dias 30 de abril e 01 de maio no Instituto João Paulo II de Toledo a primeira etapa da Escola Diocesana para Formação de agentes da Pastoral Familiar.

O casal Maria Ângela e Eduardo Guenka residentes em Sorocaba – SP e representando o INAPAF através da CNBB trabalharam com muita competência, conhecimento, sabedoria e segurança os temas abordados o que com certeza nos deixou todos motivados e comprometidos com a Pastoral Familiar de nossa Diocese. Os conteúdos desta primeira etapa referem-se à Visão Global – Família e Pastoral

Queremos através deste Boletim agradecer primeiramente a Deus que nos dá discernimento para escolhermos sempre o que é prioridade na vida de um casal, como também a disponibilidade do casal Ângela e Guenka de virem até Toledo colocando-se a serviço disponibilizando seus dons e talentos e a todos que participaram, pois com certeza 31-04 e 01-05-2011 será um marco histórico na Pastoral Familiar da Diocese de Toledo, temos a certeza de que o melhor meio de evangelizar Família é pelo testemunho, ação, doação e oração. Que a Família de Nazaré nos abençoe, nos de força e coragem para esse nosso desafio e missão de Evangelizar Famílias. Com carinho a Coordenação Diocese de Toledo.


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Diocese de União da Vitória se prepara para acolher pastoralmente os casais em Segunda União Nos dias 09 e 10 do mês de abril, aconteceu na Casa de Formação Santa Rosa de Lima, importante encontro de formação, promovido pela Pastoral Familiar da Diocese de União da Vitória, com a participação de casais de quase toda a Diocese. Os participantes já trabalham ou almejam trabalhar no setor chamado “Casos Especiais”. O Diretório Nacional da Pastoral Familiar dá esse nome a todas as uniões matrimoniais que não estão regulares perante a norma da Igreja. Três casais oriundos da cidade de Cascavel, trouxeram uma gama de conhecimentos e experiências, as quais foram repassadas com exatidão aos participantes, pois são muitas as situações diferentes e todas exigem um tratamento diferenciado. Os assuntos abordados nesses dias contemplaram a importante e

delicada questão relacionada a casais em Segunda União, que muitas vezes se sentem rejeitados e se afastam, devido aos preconceitos deles próprios e de membros da Igreja. Com amplo conhecimento de causa e embasados no Código de Direito Canônico, a Dra. Maristela e Sednir Tápia discorreram sobre a relevância do trabalho com esses casais, lembrando a posição do Magistério da Igreja, no que concerne às normas, bem como o carinho com que a Igreja deseja acolher a todos. Alegres com os frutos colhidos neste primeiro encontro, e mais capacitados para o trabalho pastoral que acontecerá em nossa Diocese, ficamos no aguardo do próximo encontro que se realizará no mês de junho de 2011. Coordenação Diocesana da Pastoral Familiar


Boletim da Pastoral Familiar - Maio de 2011  

Boletim da Pastoral Familiar, do Regional Sul 2 da CNBB - Maio de 2011

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