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BOLETIM ON LINE Maio de 2014 Ano VII CNBB – REGIONAL SUL 2

PAIS E FILHOS

Dom Orlando Brandes Arcebispo de Londrina e Bispo Referencial da Pastoral Familiar do Regional Sul 2/ CNBB

 Nesta Edição  01 – Pais e Filhos – Dom Orlando Brandes. 02 – COLISÃO... Só para quem tem atitude. Encontro de Afetividade e sexualidade em Guarapuava. 03 – 8º Retiro para casais em Segunda União em Contenda. 04 – Catequese do Papa Francisco: Crisma e Eucaristia. 08 – Liturgia e distorções nas celebrações – Diác. Juares Celso Krum 12 – Casar pra quê? Edely e Maristela 13 – Escola do amor – Edely e Maristela 14 – Encontro Setor Casos Especiais em Apucarana 15 – Encontro Diocesano para Casais em 2ª União em Campo Mourão 16 – I Encontro da Província de Curitiba 17 – Reunião de coordenação da Província de Maringá 19– Famílias reconstruídas 20 – Transmissão da vida ordenada por Deus

Nossos filhos aprendem imitando. Daí a necessidade do casal se querer bem. Dizia um filho aos pais: “peço que vocês me amem quando eu não mereço, porque é aí que eu mais preciso ser amado”. Nada disso é fácil. O nascimento dos filhos traz grandes mudanças na família. Os cônjuges esquecem de ser esposos, trocam os papéis e começam a ser somente pais. Apegar-se aos filhos e esquecer o cônjuge é um perigo. Além disso, temos pais agressivos e pais permissivos, quando o certo é ser pai e mãe participativos. Os pais apegados aos filhos sofrem demais quando eles devem deixar o lar. Os desequilíbrios dos filhos levam ao desajuste do casal e viceversa. Os pais conscientes tratam os filhos conforme a idade que eles têm. É preciso saber mudar de marcha. O eixo central da família é o casal. Pais ajustados, filhos equilibrados. Um filho escreveu para seus pais: “Eu sou forte no mal porque vocês foram fracos no bem. Por isso estou preso”. Os pais nunca podem abdicar do diálogo, devem estar abertos em buscar soluções e aceitar ajuda. Ninguém é infalível. Os pais

aprendem com os filhos, mas devem sempre colocar limites e apresentar valores. Lares sem disciplina criam filhos folgados e onipotentes que se tornam delinquentes. É a tirania dos filhos sobre os pais. Temos hoje a “família filiarcal” que sucedeu a família matriarcal e depois a patriarcal. Filiarcalismo é fazer dos filhos pequenos deuses. Eles não ajudam em nada nos trabalhos da casa, deixam roupas sujas em cada canto, só comem o que querem, dominam os pais que se tornam seus escravos e reféns. Pais permissivos são mais prejudiciais que os autoritários. Os filhos emitem sintomas que sinalizam a presença de problemas familiares. Quando os pais vão mal os filhos entram em ansiedade. Hoje a grande tentação é resolver as crises com o “divórcio fácil”. É preciso crer nas soluções, na reorganização da família. O filho problema pode tornar-se melhor. A ovelha negra se torna uma bênção, quando recorremos a Deus, ao perdão, ao diálogo, à disciplina. Quem olha as soluções não cai nas acomodações. Os heróis se criam nas carências e crises.

A arte de ser bons pais começa já no útero materno. A preparação para a missão de ser pai e mãe é assunto do namoro e noivado. Pais despreparados, filhos desequilibrados; pais ausentes, filhos delinquentes; pais permissivos, filhos onipotentes; pais omissos, filhos rebeldes. Carregamos dentro de nós a criança que fomos no passado. Vale a pena investir no casal para que os filhos cresçam sadios, seguros e amorosos. A família é a esperança da sociedade e o futuro do mundo. A família é a primeira escola da vida. Cabe aos pais educar seus filhos pelo exemplo, pela palavra, pelos valores e pela disciplina. Nossos filhos são chamados a ser cidadãos conscientes, cristãos autênticos e herdeiros do céu. A educação religiosa não é um apêndice, nem um verniz, mas é a raiz, o fundamento que confere sentido para a vida. Toda criança nasce com abertura para Deus. Frustrar esta abertura religiosa da criança, é um mal que vai custar caro. Nossos filhos hoje são vítimas do consumismo. Que eles sejam a esperança de um amanhã mais digno do que o mundo em que vivemos. O mundo pode ser diferente. Dom Orlando Brandes Arcebispo de Londrina


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COLISÃO... Só para quem tem atitude!

Encontro de afetividade e sexualidade para jovens e adolescentes, promovido pelo Setor Pré-Matrimonial e Defesa da Vida aconteceu no dia 16 de março na Paróquia Divino Espírito Santo com a participação de membros da equipe diocesana, Decanato Centro e Decanato Laranjeiras. Foi aberto a adolescentes de 12 a 18 anos e foram abordados temas como: Quero um amor de verdade, Porque defender a vida, O que nos fala o CIC sobre Métodos e Namoro Santo.

O objetivo deste encontro é bater de frente com tudo que o mundo prega a respeito da sexualidade, por isso a escolha do nome: COLISÃO. Contamos com pregadores casados de pouco e um casal de namorados que viveu e vive um namoro santo, de acordo com o que nos orienta o CIC. A animação ficou por conta da banda “Anjos das Ruas” na maioria composta por filhos de agentes da Pastoral Familiar.

paróquias Santos Anjos, Santa Terezinha, Divino Espírito Santo, Dom Bosco, São Luiz Gonzaga, Aparecida e São Pedro e São Paulo. Deste primeiro encontro participaram 127 jovens vindos de diversas paróquias pertencentes ao Decanato Centro. O próximo COLISÃO... Só para quem tem atitude! Está programado para 08 de junho de 2014. Maria Flavia e Felipe Groski

Defesa da Vida Diocese de Guarapuava

A organização geral a cargo de agentes das

Mês de junho – marque na Agenda 01 – Ascensão do Senhor 08 – Pentecostes 12 – Abertura da Copa do Mundo 15 – SS Trindade 19 – SS Corpo e Sangue de Cristo 27 – Sagrado Coração de Jesus 29 – São Pedro e São Paulo MAIO DE 2014

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8º Retiro para casais em Segunda União em Contenda

Nos dias 29 e 30 de março de 2014, na paróquia São João Batista em Contenda, diocese de São José dos Pinhais, foi realizado o 8º retiro espiritual para casais em 2ª união da diocese de São José dos Pinhais. Participaram 20 casais em 2ª união vindos das cidades de Contenda, Lapa, Araucária, Fazenda Rio Grande e São José dos Pinhais. A Exortação Apostóli-ca Familiaris Consor-tio no nº 84 “exorta vivamente os pastores e a inteira comunidade dos fiéis a ajudar os divorciados, promovendo com caridade solícita que eles não se considerem sepa-

rados da Igreja, devendo, enquanto batizados, participar na sua vida. Sejam exortados a ou-vir a Palavra de Deus, a frequentar o Sacrifí-cio da Missa, a perseverar na oração, a incrementar as obras de caridade e as iniciativas da comunidade em favor da justiça, a educar os filhos na fé cristã, a cultivar o espírito e as obras de penitência para assim implorarem, dia a dia, a graça de Deus. Reze por eles a Igreja, encoraje-os, mostre-se mãe misericordiosa e sustente-os na fé e na esperança” . Ao final do retiro os casais se mostraram acolhidos na igreja e desejosos em serem

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inseridos nas comunidades. Pe Martin, e toda a equipe da Pastoral Familiar diocesana e paroquial convoca-ram os casais a participar nos grupos de caminhada conduzidos sempre por um casal piloto agente de Pastoral Familiar até a devida inserção dos néos nos trabalhos paroquiais. O próximo retiro para casais em 2ª união na diocese será realizado nos dias 1º e 2 de novembro na paróquia Nossa Senhora do Monte Claro. Faustino e Eloína Coord. Pastoral Familiar Diocese de São José dos Pinhais

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Nesta terceira catequese sobre os Sacramentos, meditemos sobre a Confirmação ou Crisma, que deve ser entendida em continuidade com o Batismo, ao qual ela está vinculada de modo inseparável. Estes dois Sacramentos, juntamente com a Eucaristia, formam um único acontecimento salvífico, que se denomina «iniciação cristã», no qual somos inseridos em Jesus Cristo morto e ressuscitado, tornandonos novas criaturas e membros da Igreja. Eis por que motivo, na origem destes três Sacramentos, eram celebrados num único momento, no final do caminho catecumenal, normalmente na Vigília pascal. Era assim que se selava o percurso de formação e de inserção gradual no seio da comunidade cristã, que podia durar até alguns anos. Procedia-se passo a passo para chegar ao Batismo, depois à Crisma e enfim à Eucaristia. Em geral, fala-se de Sacramento da «Crisma», palavra que significa «unção». E com efeito através do óleo, chamado «Crisma sagrado», nós somos confirmados no poder do Espírito, em Jesus Cristo, o Úni-

co verdadeiro «Ungido», o «Messias», o Santo de Deus. Além disso, o termo «Confirmação» recorda-nos que este Sacramento contribui com um aumento da graça batismal: une-nos mais solidamente a Cristo; leva a cumpri-mento o nosso vínculo com a Igreja; infunde em nós uma especial força do Espírito Santo para difundir e defender a fé, para confessar o nome de Cristo e para nunca nos envergonhar-mos da sua Cruz (cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 1.303). Por isso, é importante prestar atenção a fim de que as nossas crianças, os nossos jovens recebam este Sacramento. Todos nós prestamos atenção para que eles sejam batizados, e isto é bom, mas talvez não nos preocupemos muito a fim de que recebam a Crisma. Deste modo, eles permanecerão a meio caminho e não receberão o Espírito Santo, que é muito importante na vida cristã, porque nos concede a força para ir em frente. Pensemos um pouco nisto, cada um de nós: preocupamo-nos verdadeiramente para que as nossas crianças, os nos-

sos jovens recebam a Crisma! Isto é importante, é importante! E se vós, em casa, tendes crianças e jovens que ainda não a receberam, e que já estão na idade de a receber, fazei todo o possível para que levem a cumprimento a iniciação cristã e recebam a força do Espírito Santo. É importante! Naturalmente, é necessário oferecer aos crismandos uma boa preparação, que deve ter em vista levá-los a uma adesão pessoal à fé em Cristo e despertar neles o sentido da pertença à Igreja. Como cada Sacramento, a Confirmação não é obra dos homens mas de Deus, que cuida da nossa vida, de maneira a plasmar-nos à imagem do seu Filho, para nos tornar capazes de amar como Ele. E o faz infundindo em nós o seu Espírito Santo, cuja ação permeia cada pessoa e a vida inteira, como transparece dos sete dons que a Tradição, à luz da Sagrada Escritura, sempre evidenciou. Eis os sete dons: não quero perguntar-vos se vos recordais quais são os sete dons. Talvez todos vós saibais... Mas cito-

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CRISMA

Naturalmente, é necessário oferecer aos crismandos uma boa preparação, que deve ter em vista levá-los a uma adesão pessoal à fé em Cristo e despertar neles o sentido da pertença à Igreja.

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CRISMA

Quando acolhemos o Espírito Santo no nosso coração e deixamos que Ele aja, é o próprio Cristo que se torna presente em nós e adquire forma na nossa vida

os em vosso nome. Quais são estes dons? A Sabedoria, a Inteligência, o Conselho, a Fortaleza, a Ciência, a Piedade e o Temor de Deus. E estes dons são concedidos precisamente através do Espírito Santo no Sacramento da Confirmação. Além disso, a estes dons tenciono dedicar as catequeses que se seguirão às reservadas aos Sacramentos. Quando acolhemos o Espírito Santo no nosso coração e deixamos que Ele aja, é o próprio Cristo que se torna presente em nós e adquire forma na nossa vida; através de nós será Ele, o próprio Cristo, que rezará, perdoará, infundirá esperança e consolação, servirá os irmãos, estará próximo dos necessitados e dos últimos, que criará comunhão e semeará paz. Pensai como isto é importante: mediante o Espírito Santo, é o próprio Cristo que vem para fazer tudo isto no meio de nós e por nós. Por isso, é importante que as crianças e os jovens recebam o Sacramento da Crisma. Estimados irmãos e irmãs, recordemo-nos que recebemos a Confirmação. Todos nós! Recordemo-lo an-tes de tudo para dar gra-ças ao Senhor por esta dádiva, e além disso para lhe pedir que nos ajude a viver como cris-tãos autênticos e a caminhar sempre com alegria segundo o Espírito Santo que nos foi comcedido.

Hoje, falar-vos-ei da Eucaristia. A Eucaristia insere-se no âmago da «iniciação cristã», juntamente com o Batismo e a Confirmação, constituindo a nascente da própria vida da Igreja. Com efeito, é deste Sacramento do Amor que derivam todos os caminhos autênticos de fé, de comunhão e de testemunho. O que vemos quando nos congregamos para celebrar a Eucaristia, a Missa, já nos faz intuir o que estamos prestes a viver. No centro do espaço destinado à celebração encontra-se o altar, que é uma mesa coberta com uma toalha, e isto faz-nos pensar num banquete. Sobre a mesa há uma cruz, a qual indica que naquele altar se oferece o sacrifício de Cristo: é Ele o alimento espiritual que ali recebemos, sob as espécies do pão e do vinho. Ao lado da mesa encontra-se o ambão, ou seja o lugar de onde se proclama a Palavra de Deus: e ele indica que ali nos reunimos para ouvir o Senhor que fala me-diante as Sagradas Escrituras, e portanto o alimento que recebemos é também a sua Palavra. Na Missa, Palavra e Pão tornam-se uma coisa só, como na Última Ceia, quando todas as palavras de Jesus, todos os sinais que Ele tinha realizado, se condensaram no gesto de partir o pão e de oferecer o calice, antecipação do ascrifício da cruz, e na-

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quelas palavras: «Tomai e comei, isto é o meu corpo... Tomai e bebei, isto é o meu sangue». O gesto levado a cabo por Jesus na Última Ceia é a extrema ação de graças ao Pai pelo seu amor, pela sua misericórdia. Em grego, «ação de graças» diz-se «eucaristia». É por isso que o Sacramento se chama Eucaristia: é a suprema ação de graças ao Pai, o qual nos amou a tal ponto, que nos ofereceu o seu Filho por amor. Eis por que motivo o termo Eucaristia resume todo aquele gesto, que é de Deus e ao mesmo tempo do homem, gesto de Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Por conseguinte, a celebração eucarística é muito mais do que um simples banquete: é precisamente o memorial da Páscoa de Jesus, o mistério fulcral da salvação. «Memorial» não significa apenas uma recordação, uma simples lembrança, mas quer dizer que cada vez que nós celebramos este Sacramento participamos no mistério da paixão, morte e ressurreição de Cristo. A Eucaristia constitui o apogeu da obra de salvação de Deus: com efeito, fa-zendo-se pão partido para nós, o Senhor Jesus derrama sobre nós toda a sua mise-ricórdia e todo o seu amor, a ponto de reno-var o nosso coração, a nossa existência

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BOLETIM ON LINE – PASTORAL FAMILIAR – CNBB/REGIONAL SUL 2 e o nosso próprio modo de nos relacionarmos com Ele e com os irmãos. É por isso que geralmen-te, quando nos aproxi-mamos deste Sacra-mento, dizemos que «recebemos a Co-munhão», que «faze-mos a Comunhão»: isto significa que no poder do Espírito Santo, a participação na mesa eucarística nos conforma com Cristo de modo singular e profundo, levando-nos a prelibar desde já a plena comunhão com o Pai, que caracterizará o banquete celestial, onde juntamente com todos os Santos teremos a felicidade de contemplar Deus face a face. Estimados amigos, nunca daremos suficientemente graças ao Senhor pela dádiva que nos concedeu através da Eucaristia! Trata-se de um dom deveras grandioso e por isso é tão importante ir à Missa aos domingos. Ir à Missa não só para rezar, mas para receber a Comunhão, o pão que é o corpo de Jesus Cristo que nos salva, nos perdoa e nos une ao Pai. É bom fazer isto! E todos os domingos vamos à Missa, porque é precisamente o dia da Ressurreição do Senhor. É por isso que o Domingo é tão importante para nós! E com a Eucaristia sentimos esta pertença precisamente à Igreja, ao Povo de Deus, ao Corpo de Deus, a Jesus Cristo. Nunca compreenderemos todo o seu valor e toda a sua riqueza. Então, peça-

mos-lhe que este Sacramento possa continuar a manter viva na Igreja a sua presença e a plasmar as nossas comunidades na caridade e na comunhão, segundo o Coração do Pai. E fazemos isto durante a vida inteira, mas começamos a fazê-lo no dia da nossa primeira Comunhão. É importante que as crianças se preparem bem para a primeira Comunhão e que cada criança a faça, pois trata-se do primeiro passo desta pertença forte a Jesus Cristo, depois do Batismo e da Crisma. Na última catequese elucidei o modo como a Eucaristia nos introduz na comunhão real com Jesus e o seu mistério. Agora podemos formular algumas interrogações a propósito da relação entre a Eucaristia que celebramos e a nossa vida, como Igreja e como simples cristãos. Como vivemos a Eucaristia? Quando vamos à Missa aos domingos, como a vivemos? É apenas um momento de festa, uma tradição consolidada, uma ocasião para nos encontrarmos, para estarmos à vontade, ou então é algo mais? Existem sinais muito concretos para compreender como vivemos tudo isto, como vivemos a Eucaristia; sinais que nos dizem se vivemos bem a Eucaristia, ou se não a vivemos muito bem. O primeiro indício é o nosso modo de ver e considerar os outros. Na Eucaristia Cristo

oferece sempre de novo o dom de si que já concedeu na Cruz. A sua vida inteira é um gesto de partilha total de si mesmo por amor; por isso, Ele gostava de estar com os discípulos e com as pessoas que tinha a oportunidade de conhecer. Para Ele, isto significava compartilhar os seus desejos, os seus problemas, aquilo que agitava as suas almas e vidas. Pois bem, quando participamos na Santa Missa nós encontramo-nos com homens e mulheres de todos os tipos: jovens, idosos e crianças; pobres e abastados; naturais do lugar e estrangeiros; acompanhados pelos familiares e pessoas sós... Mas a Eucaristia que eu celebro, leva-me a senti-los todos verdadeiramente como irmãos e irmãs? Faz crescer em mim a capacidade de me alegrar com quantos rejubilam, de chorar com quem chora? Impeleme a ir ao encontro dos pobres, dos enfermos e dos marginalizados? Ajuda-me a reconhecer neles o rosto de Jesus? Todos nós vamos à Missa porque amamos Jesus e, na Eucaristia, queremos compartilhar a sua paixão e ressurreição. Mas amamos, como deseja Jesus, os irmãos e irmãs mais necessitados? Por exemplo, nestes dias vimos em Roma muitas dificuldades sociais, ou devido às chuvas, que causaram prejuízos enormes para bairros inteiros, ou de-

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EUCARISTIA

Ir à Missa não só para rezar, mas para receber a Comunhão, o pão que é o corpo de Jesus Cristo que nos salva, nos perdoa e nos une ao Pai.

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EUCARISTIA

O coração transborda de confiança e de esperança, pensando nas palavras de Jesus, citadas no Evangelho: «Quem comer a minha carne e beber o meu sangue terá a vida eterna; e Eu ressuscitá-lo-ei no último dia» (Jo 6, 54)

vido à falta de trabalho, consequência da crise econômica no mundo inteiro. Pergunto-me, e cada um de nós deve interrogar-se: eu que vou à Missa, como vivo isto? Preocupo-me em ajudar, em aproximarme, em rezar por quantos devem enfrentar este problema? Ou então sou um pouco indiferente? Ou, talvez, preocupo-me em tagarelar: reparaste como se veste esta pessoa, ou como está vestida aquela? Às vezes é isto que se faz depois da Missa, mas não podemos comportar-nos assim! Devemos preocupar-nos com os nossos irmãos e irmãs que têm necessidade por causa de uma doença, de um problema. Hoje, far-nos-á bem pensar nos nossos irmãos e irmãs que devem enfrentar estes problemas aqui em Roma: problemas devidos à tragédia provocada pelas chuvas, questões sociais e de trabalho. Peçamos a Jesus, que recebemos na Eucaristia, que nos ajude a ajudálos! Um segundo indício, muito importante, é a graça de nos sentirmos perdoados e prontos para perdoar. Por vezes, alguém pergunta: «Por que deveríamos ir à igreja, visto que quem participa habitualmente na Santa Missa é pecador como os outros?». Quantas vezes ouvimos isto! Na realidade, quem celebra a Eucaristia não o faz porque se considera ou quer parecer melhor do que os

outros, mas precisamente porque se reconhece sempre necessitado de ser acolhido e regenerado pela misericórdia de Deus, que se fez carne em Jesus Cristo. Se não nos sentirmos necessitados da misericórdia de Deus, se não nos sentirmos pecadores, melhor seria não irmos à Missa! Nós vamos à Missa porque somos pecadores e queremos receber o perdão de Deus, participar na redenção de Jesus e no seu perdão. Aquele «Confesso» que recitamos no início não é um «pro forma», mas um verdadeiro ato de penitência! Sou pecador e confesso-o: assim começa a Missa! Nunca devemos esquecer que a Última Ceia de Jesus teve lugar «na noite em que Ele foi entregue» (1 Cor 11, 23). Naquele pão e naquele vinho que oferecemos, e ao redor dos quais nos congregamos, renova-se de cada vez a dádiva do corpo e do sangue de Cristo, para a remissão dos nossos pecados. Temos que ir à Missa como pecadores, humildemente, e é o Senhor que nos reconcilia. Um último indício inestimável é-nos oferecido pela relação entre a celebração eucarística e a vida das nossas comunidades cristãs. É preciso ter sempre presente que a Eucaristia não é algo que nós fazemos; não é uma nossa comemoração daquilo que Jesus disse e fez. Não! precisamente uma ação de Cristo! Ali, é Cristo

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quem age, Cristo sobre o altar! É um dom de Cristo, que se torna presente e nos reúne ao redor de si, para nos alimentar com a sua Palavra e a sua vida. Isto significa que a própria missão e identidade da Igreja derivam dali, da Eucaristia, e ali sempre adquirem forma. Uma celebração pode até ser impecável sob o ponto de vista exterior, maravilhosa, mas se não nos levar ao encontro com Jesus corre o risco de não oferecer alimento algum ao nosso coração e à nossa vida. Através da Eucaristia, ao contrário, Cristo quer entrar na nossa existência e permeá-la com a sua graça, de tal modo que em cada comunidade cristã haja coerência entre liturgia e vida. O coração transborda de confiança e de esperança, pensando nas palavras de Jesus, citadas no Evangelho: «Quem comer a minha carne e beber o meu sangue terá a vida eterna; e Eu ressuscitá-loei no último dia» (Jo 6, 54). Vivamos a Eucaristia com espírito de fé, de oração, de perdão, de penitência, de júbilo comunitário, de solicitude pelos necessitados e pelas carências de numerosos irmãos e irmãs, na certeza de que o Senhor cumprirá aquilo que nos prometeu: a vida eterna. Assim seja! 

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Liturgia e distorção nas celebrações Passados 49 anos do término do Concílio Vaticano II nem tudo são flores, há alguns espinhos. O espírito de “aggionarmento” preconizado por João XXIII e constante nos 16 documentos que registraram os trabalhos conciliares acabou sendo esquecido, mal interpretado, aceito com muita resistência e, em alguns casos não aceito até o momento, por alguns setores eclesiais. Não é elegante falar de “progressistas” e “conservadores” quando o ambiente é a Igreja. Porém, no dia-a-dia, estão presentes concepções destas duas alas no meio eclesial. Nesta perspectiva, assiste-se a um retorno, a uma

busca saudosa das celebrações eucarísticas medievais, dandose justificativas as mais estranhas ou despersonalizadas.

por acharem bonito, procuram fazer certas coisas de acordo com aquilo que “acham” que é o certo na celebração eucarística.

Surgem extravagâncias e excentricidades alavancadas em egos carentes de certos presbíteros e leigos. Os primeiros com uma necessidade muito grande de “se sentirem queridos” pelo povo de Deus, fazem das celebrações espetáculos que mais parecem um circo ou peça de teatro, deixando Jesus Cristo e o mistério pascal em segundo ou terceiro plano, isso quando é lembrado. Os outros, alguns leigos, por desinformação, ignorância ou falta de formação litúrgica ou

Além de alguns abusos ou distorções da boa celebração, por falta de entendimento, ou por se tornar rotina, atos e ritos usados de forma distorcida, como é o caso da utilização inadequada dos folhetos litúrgicos, aparelhos de multimídia e, também com relação à música e aos cantores, que confundem e misturam temas, melodias e os usam em horários ou momentos inadequados, além da postura de estar cantando na missa e não a missa.

O folheto litúrgico

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Juares Celso Krum Diácono Permanente, da Diocese de União da Vitória PR, Bacharel e Mestre em Teologia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná – PUCPR.

Além de alguns abusos ou distorções da boa celebração, por falta de entendimento, ou por se tornar rotina, atos e ritos usados de forma distorcida, como é o caso da utilização inadequada dos folhetos litúrgicos, aparelhos de multimídia e, também com relação à música e aos cantores

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Por mais que seja “gentil” que se convide quem tem vontade, é preciso lembrar que “liturgia se prepara”, não pode ser improvisada. Há situações em que se o folheto for tirado, as pessoas ficam “mudas”, não sabem o que fazer.

O folheto litúrgico da celebração eucarística foi criado para ajudar os celebrantes a ter uma participação mais plena, enquanto se fazia as adaptações vindas do Concílio Vaticano II. Apesar da boa intenção, de ser “roteiro” e auxílio para as celebrações, em muitos casos e na maioria das paróquias, os celebrantes se tornaram “escravos” dos folhetos, utilizando-os de forma inadequada. Durante a proclamação da Palavra de Deus em que os celebrantes devem estar focados no ambão, o que acontece é que passase a acompanhar a “leitura” no folheto, tornando-se uma “leitura coletiva” ao invés de se ouvir. É preciso entender que isso também acontece por outro ato falho que é a “péssima” proclamação da pala-

vra com pessoas despreparadas e que não teriam condições de exercer essa função. Por mais que seja “gentil” que se convide quem tem vontade, é preciso lembrar que “liturgia se prepara”, não pode ser improvisada. Há situações em que se o folheto for tirado, as pessoas ficam “mudas”, não sabem o que fazer. “Para que, então, o folheto? Como subsídio, como ajuda. Ajuda para os cantos, para os comentários; Talvez para o ato penitencial; e ajuda para as preces dos fiéis. Os folhetos são ótimos também como meio de evangelização, de catequese, de formação litúrgica e ainda como veículo noticioso da vida da comunidade eclesial. Sem dúvida os folhetos prestaram uma grande ajuda na re-

novação litúrgica no Brasil, principalmente à participação ativa da assembleia. Esperamos que aos poucos os nossos folhetos litúrgicos vão se transformando. Isso não vai de um dia para o outro. Temos que ter todos os lecionários, temos que preparar leitores para que as leituras possam ser ouvidas e entendidas por todos. Temos que melhorar as celebrações de modo que os fiéis não precisem acompanhar as orações pelo folheto” (BECKHÄUSER, 1990, p. 40).

Não se trata, portanto, de proibir o uso do folheto, mas de usá-lo adequadamente para uma melhor participação no mistério pascal. Além de uma boa preparação para deixarmos os folhetos de lado.

O uso de multimídia na Missa

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O capítulo VI da Constituição Sacrosanctum Concilium trata da música sacra, onde encontramos a seguinte orientação para a participação dos fiéis: “O tesouro da música sacra seja conservado e favorecido com suma diligência. Sejam assiduamente incentivados as «Schola cantorum», principalmente junto às Igrejas catedrais. Os Bispos e os demais pastores de almas cuidem com diligência que, em todas as funções sacras realizadas com canto, toda a comunidade dos fiéis possa oferecer a participação que lhe é própria, de acordo com as normas dos arts. 28 e 30” (SC, n. 114). Com a intenção de bem participar por meio do canto, criaram-se diversas ferramentas de ajuda, como os “livrinhos de canto”. Com o avanço da tecnologia, várias paróquias passaram a utilizar o “retroprojetor” para os cantos. E mais recentemente, não só o canto, mas chegouse ao extremo, com a utilização de projeção em multimídia para todos os ritos, todas as partes da Santa Missa, do começo ao fim, incluindo todos os comentários, todas as leituras e orações. A Comissão Episcopal

para a Liturgia da CNBB apresentou, no dia 11 de maio de 2010, na 48ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), os trabalhos desenvolvidos pela Comissão. Entre os assuntos, o tema sobre o uso do Projetor Multimídia na Liturgia foi um dos destaques.

“O uso do Projetor Multimídia seria apenas uma adaptação à cultura moderna? Uma moda passageira? Ou seria criatividade litúrgica?”, indaga a Comissão. Para os bispos da Comissão, é preciso evitar tudo o que tira a atenção para a mesa da Palavra e da Eucaristia. “Os ritos têm seu espaço próprio, cujo centro são duas mesas: a da Palavra e a Eucaristia. Imagens projetadas durante a celebração desviam a nossa atenção da ação de Jesus Cristo, na própria ação ritual”, afirma a Comissão. “O uso do Projetor Multimídia na Liturgia, além de interferir na ação ritual, entra em competição com a Liturgia, gerando distração. A formação litúrgica muitas vezes fica reduzida a teoria, sem a devida formação para a ritualidade, conjugada com a espiritualidade. Resultado:

recorre-se a folhetos, ao uso do Projetor Multimídia etc., desfocando assim a atenção da assembleia daquilo que é central na celebração” (CNBB, 2010). Uma distorção que torna a participação na celebração completamente aleatória, pois, nos momentos em que se deve estar voltado para o ambão durante a Liturgia da Palavra, os celebrantes estão com os “olhos” fixos na tela de projeção e quando o centro de atenção é o altar na Liturgia eucarística, da mesma forma se está com o olhar atento na projeção. Pode até ser que se diga: os fiéis ficam com as mãos livres para os gestos e posições durante a celebração. Podem cantar, fazer gestos, bater palmas, levantar as mãos ao Senhor. É verdade, mas com o ônus de se desvincular desses mesmos gestos na ação litúrgica. Se muitas ações que se passam na missa já não eram muito bem entendidas e acompanhadas, o problema se agrava com o uso do aparelho multimídia, nestas condições inadequadas.

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Uma distorção que torna a participação na celebração completamente aleatória, pois, nos momentos em que se deve estar voltado para o ambão durante a Liturgia da Palavra, os celebrantes estão com os “olhos” fixos na tela de projeção e quando o centro de atenção é o altar na Liturgia eucarística, da mesma forma se está com o olhar atento na projeção.

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O show particular de cantores e músicos na Missa

Muita coisa bonita tem sido feita nesta área. Porém, há ainda muitos desvios, por parte dos animadores de canto – cantores e músicos – nas celebrações. É o exagero daqueles que cantam “na” missa e não “a” missa.

A Instrução Geral sobre o Missal Romano (IGMR), no item II do capítulo II, sobre os diversos elementos da missa, trata da importância do canto, citando que: “O apóstolo aconselha os fiéis, que se reúnem em assembleia para aguardar a vinda do Senhor, a cantarem juntos salmos, hinos e cânticos espirituais (cf. Cl 3,16), pois o canto constitui um sinal de alegria do coração (cf. At 2,46). Por isso, dizia com razão Santo Agostinho: “Cantar é próprio de quem ama”, e há um provérbio antigo que afirma: “Quem canta

bem, reza duas vezes”. (IGMR, n. 39). Dentre todas as formas de arte, a música ocupa um lugar de excelência e desempenha um papel privilegiado e insubstituível na liturgia, como reconhece o Concílio Vaticano II: “a tradição musical da Igreja é um tesouro de inestimável valor, que excede todas as outras expressões de arte...”. (SC 112). Muita coisa bonita tem sido feita nesta área. Porém, há ainda muitos desvios, por parte dos animadores de canto – cantores e músicos – nas cele-

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brações. É o exagero daqueles que cantam “na” missa e não “a” missa. Tornam-se, ou pretendem tornar-se, o centro das atenções usando toda uma parafernália de instrumentos musicais, um microfone para cada cantor, mesmo que sejam cinco ou seis, e com um tom tão alto que “abafa” o canto da assembleia. Esquecem ou ignoram a orientação de “sustentar” o canto com um tom agradável e que ajude os celebrantes a cantar com o coração. Outro ponto que chama a atenção é a divisão dos cantos, mais ou menos, em cantos carismáticos e cantos de libertação. Em algumas comunidades isso gera divisão e disputas. Tudo isso, ao invés de fazer seguir em frente, leva-nos alguns passos para trás. Em outras palavras, em virtude da importância que a música tem

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na liturgia, o seu mau uso pode ser responsável por uma má compreensão da ação litúrgica e pela introdução de equívocos e desequilíbrios na sua estrutura. Deste modo, pode a música ser

a causa de um retrocesso na reforma litúrgica. A História testemunhará em que medida o nosso tempo, caracterizado por vazios e por sincretismos neste campo, contribuiu para o

aprofundamento e evolução do lugar que a expressão musical deve ocupar nas celebrações litúrgicas cristãs.

Referências BECKHÄUSER, Alberto. A Liturgia da Missa – Teologia e Espiritualidade da Eucaristia. 3 ed. Petrópolis: Vozes, 1990. CONCÍLIO VATICANO II. Constituição Sacrosanctum Concilium sobre a Sagrada Liturgia. In: Compêndio do Vaticano II. 10. ed. Petrópolis: Vozes, 1976, p. 259-306. CNBB. Comissão de liturgia propõe reflexão sobre o uso de Projetor Multimídia nas celebrações litúrgicas. Disponível em: http://www.cnbb.org.br/site/liturgica/3303-comissao-de-liturgia-propoereflexao-sobre-o-uso-de-projetor-multimidia-nas-celebracoes-liturgicas. Acesso em: 20-05-10. CONGREGAÇÃO DO CULTO DIVINO E A DISCIPLINA DO SACRAMENTO. Instrução Geral sobre o Missal Romano. Apresentação: Frei Alberto Beckhäuser. Petrópolis: Vozes, 2004.

Edely e Maristela casamos e sim para um fazer de um cônjuge. Existe um Muita gente casa para realiomo subsídio, como para osdocantos, o outro feliz. Quem casaajuda. Ajuda presente maior que zar um sonho, atender a para os comentários; Talvez para o ato penitencial; assume o compromisso de corrida dos filhos para os uma convenção social ou estar aberto à vida e issodos é fiéis. nossos braços a cada para as preces Os folhetos sãovez ópara dar um passo rumo ao e ajuda muitotambém mais do que gerar fichegamos em casa? atendimento de metas pes- timos como meio dequeevangelização, de lhos. soais. Acredite tem muita catequese, de formação litúrgica e ainda veNosso serviço,como no entanto, gente por aí casando para ículo Gente imatura tem pra da comunidade não pode depender deste noticioso dafilhos vida eclesial. ser feliz. É isso mesmo que serdúvida feliz. Estar a vida prestaram é retorno.uma Casamento é aSem osaberto folhetos grande você ouviu. Tem muita gente gerar e formar filhos com tal doação incondicional. Por na renovação litúrgica no Brasil, principalpor aí casando pra ser feliz. juda zelo que possam ser instruisso é que é preciso matumente à participação ativa da ridade assembléia. Esperamentos de melhoria de toda para iniciar uma Se você é um desses iludimos que aos poucos os nossos folhetos litúrgicos uma coletividade. Dá pra nova família. Quando ela dos, saiba que esta é a se transformando. Isso nãonãovai de um para existe o quedia temos é maior causa de conflitos e vãoentender? o outro. Temos que ter todos os um lecionários, bando de gente temos egoísta separações no mundo. Casamento é prestação de “brincar de preparar leitores para quequeasresolve leituras possam Serviço ao cônjuge, Uma família nunca será bem queserviço. casinha” e não aguenta a ouvidas e entendidas aos filhos, serviço à por todos. Temos que estruturada se dentro dela serserviço primeira contrariedade, a sociedade. claro que no de modo que os fiéis não não estiverem pessoas melhorar as Écelebrações primeira crise, o primeiro decorrer do período nós so-as orações maduras que tenham enten- precisem acompanhar pelo folheto. mos recompensados1990, imen- p. 40)desentendimento. dido que na verdade com o (BECKHÄUSER, Situações que são corrisamente por estes serviços casamento assumiram a prestados. queiras dentro de qualquer responsabilidade de prestalar. ção de um serviço. Nãoque, tem preço o apoio, o Para então, o folheto? Como subsídio, como carinho, o respeito e o amor Não é pra ser feliz que nós ajuda. Ajuda para os cantos, para os comentários; MAIO DE 2014 Talvez para o ato penitencial; e ajuda para as pre-

ces dos fiéis. Os folhetos são ótimos também como meio de evangelização, de catequese, de for-

A História testemunhará em que medida o nosso tempo, caracterizado por vazios e por sincretismos neste campo, contribuiu para o aprofundamento e evolução do lugar que a expressão musical deve ocupar nas celebrações litúrgicas cristãs.

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Sednir Edely Tápia e Maristela Pezzini Tápia

Casal coordenador do Setor Casos Especiais Pastoral Familiar Regional Sul 2

Diante de tanto egoísmo aqui fora a constatação é simples:- Nossas casas precisam ser transformadas urgentemente em escolas de amor. Dá-nos hoje, Senhor, um coração de criança

O Concílio Vaticano II apresentou a família como “escola de amor” e não poderia haver definição melhor. A casa precisa ser o ambiente de formação para a vida em sociedade. É nela que temos que aprender a respeitar opiniões divergentes, entender as limitações do próximo e amar. Esta decisão de nos doarmos ao outro incondicionalmente, nos faz pessoas melhores por nos aproximar do projeto original para o qual fomos criados. Nosso Deus é relacional. Ele se doa inteiramente na comunidade perfeita que é a Santíssima Trindade. Nesta família as três distintas pessoas se confundem de tal forma que se tornam uma só. É este o mesmo Deus que mergulha no interior desta comunidade de amor para buscar a

inspiração para criar o homem. Fomos criados à imagem e semelhança desta comunidade divina e, portanto, quanto mais nos relacionarmos e nos doarmos gratuitamente mais seremos semelhantes a Ele. Maristela ficou doente dia desses, e não pode preparar o lanche para o nosso filho Francisco de 06 anos levar à escola. Ela deu a ele dinheiro para comprar o lanche na cantina da escola. Mais tarde, no entanto, ao voltar de uma consulta nos deparamos com o dinheiro do lanche sobre a mesa em casa. Ligamos na escola, mas já era tarde, a hora do lanche já havia passado e a secretária nos disse para ficarmos tranquilos porque alguma solução teria sido encontrada. Ao buscá-lo no fim da tarde descobri o

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que aconteceu. A professora comunicou a classe que meu filho não tinha lanche e imediatamente após o anúncio todos partiram seus lanches e começaram a colocar a comida sobre a carteira dele. Recebeu muito mais do que ele precisava. O que aconteceu em sala de aula não foi uma ação solidária, como levar comida aos pobres ou participar de qualquer outra campanha filantrópica. Aquelas crianças não tinham um lanche reserva. Elas repartiram a única comida que tinham, e isso é mais de que uma ação solidária, trata-se de uma atitude solidária. Diante de tanto egoísmo aqui fora a constatação é simples:- Nossas casas precisam ser transformadas urgentemente em escolas de amor. Dá-nos hoje, Senhor, um coração de criança.

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Encontro Setor Casos Especiais em Apucarana

Aconteceu nos dias 03 e 04 de Maio no CEFAS em Apucarana o Encontro Diocesano do Setor Casos Especiais que contou com a presença do querido casal Maristela e Sednir, coordenadores do Setor Casos Especiais do Regional Sul 2, nosso padre assessor José Martins e teve a participação de 47 casais de nossa Diocese.

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Silvana e Diác. José Marques – casal diocesano Pastoral Familiar - Apucarana MAIO DE 2014


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Encontro Diocesano para Casais em Segunda União em Campo Mourão

No domingo, dia 30 de março aconteceu no Santuário Diocesano Nossa Senhora Aparecida o encontro de casais em segunda união. Estiveram presentes 114 pessoas entre casais que vivem em situação especial e agentes monitores. O encontro foi ministrado pelo casal Sednir Edely Tapia e Maristela Pezzini Tápia, coordenadores do setor Casos Especiais do Regional Sul II; ele é radialista e palestrante sobre o tema família, ela é Juiza do Tribunal Eclesiástico de Belo Horizonte.

No encontro, Sednir falou sobre o Amor de Deus, o perdão, a resposta da Igreja para as questões dos casais recasados; Maristela informou sobre o Direito Canônico, os casos em que o Matrimônio pode ser declarado nulo e os passos para dar entrada no processo de nulidade. Os casais de agentes monitores da Pastoral Familiar acompanharão os casais de segunda união que fizeram o encontro, em suas próprias paróquias, continuando a formação e os reinserindo à comunidade

paroquial. O casal Sednir e Maristela estarão na Diocese de Campo Mourão novamente, no dia 27 de julho para uma formação de agentes do Setor Casos Especiais, este encontro será em Goioerê. Estiveram visitando o encontro, os padres Carlos Chornobay, da Paróquia Santa Rita de Cassia e Carlos Cesar Candido do Santuário Nossa Senhora Aparecida, além do Padre Roberto Cesar, assessor Diocesano da Pastoral Familiar.

Fonte: http://pastoralfamiliardiocesecampomourao.blogspot.com.br/2014/04/encontro-diocesano-para-casais-de-2.html

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I Encontro da Província de Curitiba

Aconteceu nos dias 26 e 27 de abril de 2014 na Diocese de Guarapuava, o Primeiro Encontro da Província de Curitiba da Pastoral Familiar. Participaram as Dioceses de: Guarapuava, São José dos Pinhais, União

da Vitória e Arquidiocese de Curitiba. Fomos acolhidos pelo assessor da Pastoral Familiar da Diocese de Guarapuava. Neste encontro foi tratado do setor Casos Especiais com ênfase na Evangelização das Famílias

que é a prioridade do Regional Sul 2 da Pastoral Familiar. O encontro foi assessorado por Maristela e Sednir, casal coordenador do Setor Casos Especiais da Pastoral Familiar Regional Sul 2. A missa de

Assinatura anual com periodicidade trimestral que apresenta as principais informações, opiniões e notícias da Igreja em geral e da Pastoral da Vida e Família no Brasil.

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encerramento foi presidida por Dom Giovanni Zerbini, Bispo emérito da Diocese de Guarapuava. Contamos com a presença de 65 agentes da Pastoral Familiar do Paraná. Agradecemos imensamente a participação e a colaboração de cada um. Luiz Fernando e Naiani Stimer Casal coordenador da Província de Curitiba Pastoral Familiar

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A Pastoral Familiar da Província de Maringá reunida no dia 26 de abril em Cianorte, contou com a presença dos coordenadores das quatro Dioceses: Aleardo e Zulmira da Arquidiocese de Maringá; José Carlos e Elaine, da Diocese de Umuarama; Antonio Edson e Lilian da Diocese de Paranavaí; João Magro e Edna da Diocese de Campo Mourão. A organização da reunião ficou a cargo do casal Marco Aurélio e Maria de Fatima, da Pastoral Familiar do Santuário Diocesano Eucaristico, de Cianorte. Foram tratados assuntos referentes ao calendário, como a Peregrinação Nacional das Famílias; o Congresso Nacional que acontecerá em São Luís do Maranhão nos dias 26, 27 e 28 de setembro; a reunião com a Coordenação do Regional Sul 2, dia 23 de agosto em Campo Mourão; o encontro de formação de agentes para os setores Casos Especiais e Promoção e Defesa da Vida que acontecerá dias 26 e 27 de julho na cidade de Goioerê, Diocese de Campo Mourão, a nível de

Reunião da coordenação da Província de Maringá

Equipe trabalhando

Lafaete, Verinha, Abdias e Maria

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Verinha e Abdias Casos Especiais

Lafaete, Edson e Maria

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província e o II Encontro Provincial, que ficou agendado para o dia 18 de outubro de 2015.

Lafaete, Sandra, Junior e Maria

Foi montada ainda uma equipe com coordenação provincial para todos os setores da Pastoral Familiar, ficando da seguinte forma:

Sandra e Junior Pós-Matrimonial

O Setor Pré-Matrimonial sob a coordenação do casal Edson e Salete da Diocese de Umuarama. O Setor Pós-Matrimonial, a cargo do casal Josia Junior e Sandra, da Diocese de Paranavaí. O Setor Casos Especiais ficou sob a responsabilidade do casal Abdias e Verinha, da Diocese de Campo Mourão.

Aurora e Sérgio Promoção e Defesa da Vida

O setor Promoção e Defesa da Vida , o casal Sérgio e Aurora, da Arquidiocese de Maringá.

Equipe de Coordenação – Província de Maringá PASTORAL FAMILIAR – REGIONAL SUL 2 MAIO DE 2014

Salete e Edson Pré-Matrimonial

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Família reconstruída

De acordo com esta argumentação, a família heterossexual e monogâmica deveria ser abolida e, para atingir esse objetivo, semeou-se a confusão ao alegar que existem numerosos “modelos” familiares e, em particular, diversos modelos de “famílias reconstruídas”.

A família heterossexual e monogâmica é hoje posta em discussão de todos os modos possíveis, por exemplo, através das notórias teorias que procedem seguindo os rastros deixados pela crítica destrutiva de Engels ou da ideologia de gênero. Trata-se de impostações bastante difundidas nas assembleias internacionais e nos meios de comunicação. A palavra “família” é considerada polissêmica: teria numerosos significados e seria equívoca, Existiriam, portanto, numerosos “modelos” de família e, entre outros, aquele da família reconstruída. De acordo com esta argumentação, a família heterossexual e monogâmica deveria ser abolida e, para

atingir esse objetivo, semeou-se a confusão ao alegar que existem numerosos “modelos” familiares e, em particular, diversos modelos de “famílias reconstruídas”. A postura tomada pelos Estados e pelas organizações internacionais em relação à família aumenta a confusão sobre o tema. Uns tendem, em detrimento da família, a não reconhecer nada além de indivíduos, que são os únicos a ser lisonjeados. Por isso mesmo, o Estado e as organizações internacionais criam uma série de problemas que são incapazes de resolver. O desinteresse dos poderes públicos e dos meios de comunicação em relação à família é uma das principais causas da

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falta de igualdade, de exclusão social, de insucesso escolar e de delinquência. Passou a ser considerada “normal” a situação da família reconstruída. Outras situações familiares, como, por exemplo, a adoção, na qual os dois cônjuges já estavam de acordo antes mesmo da chegada do novo filho, não serão aqui consideradas porque serão tratadas em outro lugar. Trataremos aqui de um exemplo do milagre da generosidade e do amor em proteger e educar os filhos nas situações difíceis. (Leia o artigo completo em Lexicon – Pontifício Conselho para a Família - Termos ambíguos e discutidos sobre a família, vida e questões éticas, p. 425436)

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Transmissão da vida ordenada por Deus O homem e a mulher são feitos “um para o outro”: não que Deus os tivesse feito apenas “pela metade” e “incompletos”; criouos para uma comunhão de pessoas, na qual cada um dos dois pode ser “ajuda” para o outro, por serem ao mesmo tempo i-

guais enquanto pessoas (“osso dos meus ossos...”) e complementares enquanto masculino e feminino (MD, 7). No matrimônio, Deus os une de maneira que, formando “uma só carne” (Gn 2,24), possam transmitir a vida humana: “Sede fecundos, multi-

plicai-vos, enchei a terra” (Gn 1, 28). Ao transmitir aos seus descendentes a vida humana, o homem e a mulher, como esposos e pais, cooperam de forma única na obra do Criador (GS 50, 1). CIC nº 372

Bispo Referencial Dom Orlando Brandes Arcebispo de Londrina do.brandes@uol.com.br Casal coordenador Jorge Luis Bovo e Sandra Regina P.Bovo Diocese de Apucarana jlbovo@hotmail.com jorgebovo@gmail.com sandrabovo@gmail.com Assessor Regional Diác. Juares C. Krum Diocese de União da Vitória jckrum@gmail.com

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PRIORIDADE: EVANGELIZAÇÃO DAS FAMÍLIAS Com seis destaques:

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Catequese Grupos de Reflexão Pais e Filhos Espiritualidade Conjugal Juventude Noivos


Boletim da Pastoral Familiar - Regional Sul 2 - Maio 2014