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Perpétua evolução O mundo está desabituado de si mesmo. Qualquer lugar o cansa e, por isso, rodopia sempre sem cessar. Sinto que as pessoas também têm que adquirir esta mecânica, pois, quando ando na rua, vejo-as submetidas a uma compressão, a um cansaço. Parecem papéis sendo amachucados por uma mão gigante. Por isto, defendo uma filosofia: a perpétua evolução. Apenas isto fará o mundo tornar-se novidade. Esta é a filosofia do Afonsinho e a razão de escrever este editorial, despendido pela Directora Helena Miguel, é a de somente a apresentar à comunidade escolar. Este ano lectivo, o jornal tem uma nova equipa, formada pelos alunos Dinis Machado, Daniel Machado, Ana Beatriz Fernandes, Flávia Mouta, João Ferreira e Maria João Ferreira. A equipa decidiu renovar totalmente os modelos de design do jornal, mudando a capa e elaborando uma estrutura fixa dividida em 4 partes: visitas de estudo, actividades da escola, reportagens e rubricas. Usaram-se poucos traços, evitando o enclausuramento de letras e imagens, tentando assim fundir todos os corpos imagéticos e textuais num só, conferindo leveza às páginas. Inseriu-se três rubricas permanentes com textos de apreciação crítica e reflexão sobre temas da região. Em nome da equipa, espero que gostem do jornal e bom Natal.

Tiragem: 500 exemplares

Número de edição: 33


UMA NOVA CARGA CHEGOU AO AFONSINHO


ESDAH No passado dia 18 de outubro, as turmas 11ºE1, 11ºI e 11ºS visitaram as instalações do Grupo Santiago, na Rua Dr. José Sampaio, em Guimarães, que hospedam o semanário Desportivo de Guimarães, o semanário Comércio de Guimarães, o jornal digital Guimarães Digital, a revista Bigger e a estação de rádio Santiago 98.0 FM. A primeira edição do jornal “O Comércio de Guimarães” foi em 15 de maio de 1884 e, mais tarde, com a aquisição da Rádio Santiago, desenvolveu-se o grupo de comunicação social, agora Grupo Santiago designação que reflete a importância da Rádio Santiago no conjunto dos vários órgãos de comunicação social do Grupo. À Rádio seguiu a aquisição do Desportivo de Guimarães e, mais tarde, a criação do primeiro jornal digital da região, o Guimarães Digital. Joaquim Fernandes, diretor do Departamento de Informação da Rádio Santiago e director do jornal "O Comércio de Guimarães" e “Guimarães Digital”, iniciou a visita com uma contextualização histórica, mostrando uma série de equipamentos utilizados antigamente pelos jornalistas e locutores de rádio. Também foram explicados os direitos que os ouvintes de rádio possuem. Os alunos tiveram a oportunidade de conhecer a redacção do Comércio/Desportivo de Guimarães onde lhes foi explicado o

funcionamento dos jornais. Os alunos foram convidados a tirar uma fotografia que foi publicada em notícia do jornal “O Comércio de Guimarães” dessa semana. Após a visita à redação do Grupo Santiago, os alunos dirigiram-se à redação da revista Bigger. Lá conheceram a equipa que forma aquele meio de comunicação e entrevistaram Fernanda Carvalho sobre alguns aspetos relativos às características e às preocupações de um órgão que se dedica à comunicação e imagem. A entrevistada esclareceu que a “Bigger Comunicação & Imagem” foi fundada em novembro de 2008 com o objetivo de atuar na área da assessoria de imprensa, consultadoria de comunicação, marketing, design, relações públicas, promoção de marcas ou produtos e organização de eventos. De seguida, os alunos foram convidados a entrar no estúdio da Rádio Santiago 98.0 FM onde tiveram não só a oportunidade de participar na emissão de rádio, mas também de ver o funcionamento da mesma. “No ar”, entrevistaram o diretor de programas, Américo Simões. A visita às instalações do Grupo Santiago constituiu uma excelente experiência para os alunos, tendo-lhes possibilitado conhecer tudo o que se passa nos “bastidores” dos meios de comunicação social e interagir com aqueles atores.


Matemática na Casa da Música Casa da Música e Matemática? Foi uma das perguntas que surgiu quando a visita de estudo foi apresentada. Mas a verdade é que quem foi esclareceu esta dúvida. Na Casa da Música decorre o teatro “Flatland” que aborda a geometria de uma forma filosoficamente interessante. Como esta atividade estava relacionada não só com matemática, mas também com filosofia e português, todas as turmas do décimo ano participaram nesta visita de estudo do dia 27 de outubro. A visita dividia-se em duas partes: a visita guiada à Casa da Música e o visionamento do teatro “Flatland”. A visita guiada foi bastante interessante, pois visitou-se quase todas as divisões da Casa da Música incluindo a Sala Suggia, a sala mais emblemática. A visita foi acompanhada por um guia que mostrou que nada na Casa da Música foi construído por acaso e que esta é o espelho do seu arquiteto, Rem Koolhaas. O teatro “Flatland”, começa em media res, com o julgamento de um homemquadrado perante a assembleia dos juízes quadrados do mundo das duas dimensões. Porquê? O teatro recua no tempo e explica. O homem-quadrado recebeu uma visita misteriosa vinda do mundo das três dimensões. Era uma mulher-esfera, que lhe mostrou as tão famosas três dimensões. Mas rapidamente deixa o espaço e volta ao plano, trazendo a simples dica acerca da orientação da nova dimensão: “Para cima e não para norte”. É aqui que entra a maior carga filosófica. O homem-quadrado tenta revelar a sua descoberta maravilhosa, mas perante uma sociedade acomodada às suas duas dimensões e vendo a sua realidade sendo ridicularizada, decide julgar o homem-quadrado. Aqui voltamos ao julgamento. Sentença: CULPADO. Tudo isto faz-nos reflectir. Se calhar a nossa sociedade também é demasiado cética em relação às novas descobertas. Talvez até haja a quarta dimensão!

A redação

No dia 30 de outubro de 2011, realizou-se a cerimónia de entrega dos diplomas aos alunos que terminaram o percurso na nossa escola no ano letivo de 2010/2011.

Já começou o puzzle literário. Os alunos participantes terão que escrever um livro, tendo cada um 15 dias para escrever um excerto da história. Inscreve-te no Concurso Nacional de Leitura até Janeiro. Entre os autores propostos destacam-se: Virgílio Ferreira, Mia Couto, José Saramago e Agustina Bessa-Luís.


Encontro entre afonsos

As turmas 11º P (Curso Profissional de Proteção Civil) e 12º G (Curso Profissional Animador Sociocultural), no dia 22 de novembro de 2011, acompanhados pelas professoras Isabel Cosme, de português; Carla Castro, de matemática e Maria Luísa, de Animação Sociocultural, realizaram uma visita de estudo a Guimarães. A cidade de Guimarães está, historicamente, associada à fundação da nacionalidade e identidade portuguesa. Guimarães (entre outras povoações) antecede e prepara a fundação de Portugal, sendo conhecida como "O Berço da Nação Portuguesa". Aqui tiveram lugar, em 1128, os principais acontecimentos políticos e militares, que levariam à independência e ao nascimento de uma nova Nação. Por esta razão, está inscrito numa das torres da antiga muralha da cidade “Aqui nasceu Portugal”, referência histórica e cultural de residentes e visitantes nacionais. As turmas realizaram uma visita ao centro histórico vimaranense, onde puderam verificar monumentos do gótico ao barroco, bem como pinturas, arte em azulejo, talha dourada e outros. A visita ao Paço dos Duques de Bragança foi orientada, proporcionando aos alunos a aquisição de um maior conhecimento. O Paço dos Duques de Bragança (tipicamente designado de apenas Paço dos Duques) foi construído no século XV, em Guimarães, por D. Afonso, 1.º duque de Bragança, e o estilo borgonhês deste palácio reflete os seus gostos, adquiridos nas viagens pela Europa, ainda que o aspeto atual tenha sido recriado, de forma polémica, durante o Estado Novo. O palácio ficou vazio quando a família dos Braganças se mudou para o Paço Ducal de Vila Viçosa. Durante este espaço de tempo, o edifício foi sendo pilhado e perdendo gradualmente a forma original que permanece ignorada. Em 1933, sob o governo de Salazar, foi transformado em residência oficial do presidente depois da sua controversa recuperação. Algumas salas no seu interior compõem um museu, onde se podem destacar belos tapetes persas, tapeçarias flamengas (sobre as conquistas do Norte de África) e pinturas tais como o impressionante Cordeiro Pascal de Josefa de Óbidos ou o retrato de Catarina de Bragança. Prestando a habitual homenagem às proezas marítimas dos portugueses, o teto da sala de banquetes imita o casco virado de uma Caravela. Todos os alunos consideraram a visita de estudo francamente positiva e muito enriquecedora. As professoras: Isabel Cosme Luísa Machado Carla Castro


O gótico, o manuelinho e o afonsinho No passado dia 26 de outubro, as turmas do 10º e 11ºH e 12ºG , no âmbito da disciplina de História, visitaram o Mosteiro da Batalha e ao Mosteiro de Alcobaça, com direito a almoço em Nazaré . Dito isto, comecemos pelo fim: quando chegamos, não conseguimos sair do autocarro, não pela (inegável) diversão, mas sim pelo dia tão cansativo! Saímos da escola por volta das oito horas, mochila às costas e cheios de vontade de aprender. Andamos quilómetros e quilómetros até África – ou pelo menos assim pareceu - para depois voltarmos para a Batalha, o que ocupou a manhã toda. Quando chegamos ao Mosteiro, fomos recebidos por um tal de Santo Nuno Álvares Pereira no seu cavalinho e por uma catrefada de chuva, da qual só escapamos quando já debaixo dos tímpanos, das arquivoltas, dos intercolúnios, dos arcos ogivais e das estátuas de santos e anjos da porta principal. Neste património da humanidade de estilo manuelino (ou de arquitetura gótica tardia portuguesa, se preferirem), fizemos uma viagem no tempo até 1388, ano em que começaram a viver no mosteiro os primeiros dominicanos, e ainda tivemos tempo para aprender que este monumento, que esteve em construção é, na verdade, chamado Mosteiro de Santa Maria da Vitória e foi mandado edificar por D. João I (lá sepultado) como agradecimento à Virgem Maria pela vitória na Batalha de Aljubarrota. Com estas e outras lições dadas e com o mosteiro visitado, da Capela-Mor ao Claustro D. Afonso V, entramos no autocarro para outra viagem mágica, até à Nazaré, onde paramos para almoçar (e que bem que soube comer rissóis em frente ao mar!). A última paragem (ou penúltima, contando com a chegada à escola) foi no Mosteiro de Alcobaça, a primeira obra completamente gótica em território português. Acompanhados por grupos de turistas ingleses e visitantes alemães, conseguimos ver, entre outras coisas, os túmulos de D. Pedro e de Inês de Castro, personagens principais na história deste mosteiro, erguido primeiramente pelos monges de Cister e Monumento Nacional desde 1910. Após uma viagem de regresso muito animada pela turma de Animadores Socioculturais, com trovoada (e alguns gritos histéricos) como som de fundo, chegamos finalmente à escola, todos de acordo que foi uma visita de estudo em que visitamos muito, aprendemos muito e nos divertimos muito. A redação (Ana Beatriz Fernandes)


No passado dia 21 de outubro, o Curso EFA – Técnico Instalador de Sistemas Solares Térmicos- deslocou-se até à Exponor, para uma visita de estudo à Feira Concreta – Endiel com o objetivo de enriquecer e adquirir novos conhecimentos sobre a área de painéis solares térmicos. “A CONCRETA é membro da UFEMAT - União das Federações Europeias de Comerciantes de Materiais de Construção- e, desde 1995, passou a integrar o Calendário da UFI - Union des Foires Internationales, colocando-se, assim, a par das maiores e mais reconhecidas feiras mundiais do setor, feira de elevada notoriedade nacional e internacional.” Chegados ao recinto da feira e adquiridos os bilhetes de entrada, iniciámos a visita pelos corredores da exposição, que continham inúmeros stands de materiais destinados às diversas áreas da eletricidade, construção civil e afins. Na área da eletricidade, verificámos uma grande presença de stands que promoviam a venda de materiais destinados à poupança de energia e a um melhor aproveitamento da mesma. Relativamente aos painéis solares, encontrámos uma grande variedade de oferta a todos os níveis e finalidade (termossifões, fotovoltaicos, termodinâmicos). Terminada a visita à Exposição, chegou o momento de regressarmos à escola. Como balanço final, é da opinião geral de todos os formandos que a visita foi uma importante mais valia para o enriquecimento do processo de formação, nomeadamente no que diz respeito à componente tecnológica, pois possibilitou-nos um contacto direto com a mais recente tecnologia e materiais na nossa área de especialização com os quais poderemos vir a trabalhar no futuro. Curso EFA Sistemas Solares Térmicos

No dia 28 novembro (10ºA,10ºD e 10ºE) e no dia 2 dezembro (10ºB e 10ºC) as turmas do Curso de Ciências do 10º ano fizeram uma visita de estudo ao Planetário do Porto. Aos alunos foi proporcionada uma palestra sobre a astronomia e luz seguida de uma sessão no planetário (na imagem). Esta sessão abordou as origens do universo, as estrelas e, principalmente, o novo telescópio ALMA, que entrará em funcionamento no próximo ano. Espera-se, com a utilização deste novo instrumento, um grande avanço no conhecimento do universo. A redação


SALA FERNANDO PESSOA batismo CULTURAL No âmbito do projeto Batismo Cultural 2010/2011, antigos alunos

Esdah Revisited

da nossa escola – anterior 12ºA – compareceram propositadamente ao nosso estabelecimento, no passado dia 30 de setembro, pelas 18h30, protagonizando mais um batismo cultural – batismo da sala 10. A cerimónia também incluiu a

Outra vez te revejo, Escola da minha juventude pavorosamente perdida Sala triste e alegre, outra vez sonho aqui… Eu? Mas sou eu o mesmo que aqui estudei, e aqui voltei, E aqui tornei a voltar, e a voltar. E aqui de novo tornei a voltar? Ou somos, todos os Eu do 12ºA que aqui estiveram, Uma série de contas-entes ligados por um fio de memória…

vinda fictícia, embora sentida, de Fernando Pessoa que se incorporou do aluno Paulo Nunes e assim “revisitou”, declamando poesia, a sala que passou a receber o seu nome.

E em cada parede fatídica vejo um bocado de mim Um bocado de nós. A prof. Cristina Monteiro na voz de Fernando Pessoa (Paulo Nunes)(2011)


Música na biblioteca Às vezes pensamos no conceito da música e nem damos conta da sua verdadeira amplitude. A música é um oceano que se prolonga mais do que qualquer outro, pois existe mais pautas que rios. Quando falamos de música, tocámos nas teclas do piano, nos poços do clarinete, no suor do maestro, no papel que amachuca as notas, nas virtuoses, na liberdade dos românticos, nos sentimentos do Barroco; ouvimos o que sentimos. Por isto, no dia 30 de novembro, para comemorar o dia mundial da música, convidaram-se os alunos músicos da escola para tocarem os seus instrumentos e mostrarem aos restantes alunos que a música é muito mais que o simples rufar, soprar ou vibrar. (Contou-se com a participação dos Macaquinhos do Sótão, Rui Almeida, João Ferreira, Sofia Freitas e Ana Beatriz Fernandes.)

ESTE ANO APRESENTAM-SE O DANIEL MACHADO E A ANA SOFIA FREITAS, DO 12ºD, COMO MONITORES ATIVOS E PARTICIPATIVOS, RONDANDO A SIMPATIA, ATENÇÃO E CAPACIDADE DE INICIATIVA, CONTRIBUINDO ASSIM PARA O BOM DESEMPENHO DA BE.

A ALUNA RAQUEL COSTA FOI DISTINGUIDA COM O DIPLOMA DO LEITOR DO MÊS DE SETEMBRO.

A redação A ALUNA FLÁVIA MARTINS FOI DISTINGUIDA COM O DIPLOMA DO LEITOR DO MÊS DE OUTUBRO. A EQUIPA BE

A ANDE E A ORDEM DOS ENGENHEIROS TÉCNICOS (OET) ATRIBUÍRAM O PRÉMIO DE MÉRITO À MELHOR ALUNA DA ESCOLA

2010/2011-MARTA BAPTISTA.


ALÉM DO PAPEL No passado dia 23 de outubro, nas comemorações do dia mundial das bibliotecas escolares, realizou-se uma exposição no átrio da escola, constituída por vários quadros onde se encontravam algumas reflexões dos grandes génios da literatura e filosofia. Os retratos dos escritores pendidos, as letras enfileiradas, remetiam os alunos para os poemas exaltados nos séculos XI e XII, resultantes do choque entre o amor e os vates árabes. Mais ao lado, estavam os escritores do século XIX com olhares penetrantes, absorvendo o leitor para as tragédias e elegias, escritas pelos alemães Goethe, Hoderlin e Novalis, com a tinta herdada dos gregos. Nietzsche, fitando os seus patriotas e vizinhos, guiava os alunos para Thomas Mann, Hermann Hesse, Baudelaire, Rimbaud e Stig Dagerman que segurava o cigarro. Por fim, as letras pensadas na nossa pátria, navegando por cima das barbas de Helberto Helder, nas margens dos óculos de Saramago, em torno do cone do chapéu de Pessoa, nos baldios da cabeça de Ruy Belo, aportando na palma de Antero de Quental.

Daniel Machado, Organizador da Exposição


S.MARTINHO No dia 11 de novembro comemorou-se na ESDAH o dia de S. Martinho e, ao contrário da lenda, o sol não surgiu, pois a intensa chuva que caía fez-nos acreditar que o outono estava aí. No entanto o calor humano não faltou… Durante esta semana, a Biblioteca Escolar embelezou-se com motivos alusivos à quadra. Assim, não faltaram as tradicionais castanhas, os ouriços, as bolotas, o assador, a palha e a fogueira. Não podíamos esquecer a tradição lendária deste dia e por isso, no átrio da BE, esteve presente uma exposição onde se divulgou, para os mais novos conhecerem e os mais velhos lembrarem, a lenda de S. Martinho, os provérbios e adivinhas para toda a comunidade apreciar. A BE pretende trabalhar com toda a comunidade e nesta atividade a turma do 10ºE/SE, com a orientação da professora de Português, contribuiu para marcar, de uma forma lúdico/pedagógica, este dia de S. Martinho. Os alunos organizados em grupos realizaram um pequeno vídeo onde os próprios eram os atores, recreando a lenda e eternizando os provérbios, através da entrega simbólica de um “pergaminho”. Ao longo da manhã os alunos do 10º E/SE retrataram os aspetos tradicionais deste dia para os seus colegas e professores, visitando as salas de aulas e a sala dos professores. Equipa da BE

História da Comunicação O homem, desde muito cedo, começou a comunicar entre si, quer fosse para alertar sobre algum perigo eminente, quer fosse para reproduzir-se ou expressar sentimentos. As formas de comunicação mais rudimentares foram feitas através da pintura de gravuras nas cavernas, dos sinais de fumo e através de pássaros. No início do século XX, houve o aparecimento do código Morse e do telégrafo. Mais recentemente, a comunicação é feita através da rádio, televisão e internet. Este foi o tema de trabalho da nossa turma, durante as últimas semanas, na disciplina de Área de Integração. Pesquisámos sobre os meios e formas de comunicação; assistimos a filmes onde a comunicação era essencialmente não-verbal; inventámos códigos e alfabetos para comunicarmos dentro da nossa turma; escrevemos mensagens secretas e até aprendemos um pouco sobre língua gestual! No final deste módulo, realizámos um trabalho conjunto sobre a história da comunicação, exposto no átrio da biblioteca, porque nos pareceu a melhor forma de vos comunicar aquilo que fizemos! Alunos da turma 10ºI


O Afonsinho também é verde... O Eco-Escolas é um Programa Internacional, desenvolvido em Portugal desde 1996, que pretende encorajar ações e reconhecer o trabalho de qualidade, desenvolvido pela escola, no âmbito da Educação Ambiental e/ou Educação para o Desenvolvimento Sustentável. Como não poderia deixar de ser, a nossa escola também quer fazer parte deste grande projeto. Para isso, todos os membros da comunidade educativa podem e devem colaborar nas atividades que se irão desenrolar ao longo deste ano letivo. Os temas em que a escola se inscreveu foram os seguintes: resíduos, água, energia, floresta, formação para a cidadania, educação para a saúde e alterações climáticas. Equipa Eco-Escolas ESDAH

Atividades em que já podes participar...


DIA MUNDIAL DE FILOSOFIA Não começarei por formalidades, lead´s ou pássaros que passam, pousam e voltam a voar. Começarei antes por perguntar-vos o que fazer para sermos úteis? – ou então – será tão diferente o pensamento ocidental do pensamento oriental? Qual a distância entre a verdade e a harmonia interior? Foram estas as questões abordadas na palestra coordenada por Daniel Machado, no dia 17 de novembro para comemorar o dia mundial de filosofia. Introduziram-se os temas através da leitura de vários textos e poemas, nomeadamente, Voltaire, Virginia Woolf, Tagore, Dostoievski, para a palestra acerca da utilidade humana e, para a segunda palestra, acerca da utilidade de filosofia ocidental e filosofia oriental, Goethe, Lao Tsé, Basho, Hermann Hesse e Tagore. Durante o debate de ideias surgiram algumas conclusões, entre as quais se destacam duas. A sobrevivência é inútil isoladamente; é necessário deixar uma criação; vivemos para criar. As fundamentações da filosofia ocidental e da filosofia oriental utilizam raciocínios com estruturas formais idênticas, porém com diferentes conteúdos, que são os que muitas vezes nos levam a distanciar ambas as filosofias. Todo o homem pensa formalmente da mesma forma, independentemente de se encontrar no oriente ou ocidente. Daniel Machado, Orientador dos Debates


COMUNICAÇÃO entre comunicadores Numa iniciativa conjunta entre a Biblioteca Escolar e a turma 10ºESE na disciplina de Português, foi convidado o comunicador António Sala para apresentar na escola o seu livro MEMÓRIAS da VIDA e da RÁDIO dos AFETOS, no dia 6 de dezembro de 2011, pelas 16:30 horas. Desde o primeiro dia em que a professora bibliotecária, Joana Queirós, comunicou que tinha feito o convite a António Sala, a nossa professora de Português, Maria José Guimarães, nos propôs trabalhar a entrevista. Logo nos interessámos de uma forma entusiasta para desenvolvermos o projeto. A turma empenhou-se de forma a tornar a atividade um êxito, realizando pesquisas sobre o autor e a sua obra, decorando os espaços da biblioteca, contactando a comunicação social para sua divulgação e recebendo o convidado e as turmas da escola participantes no evento, de uma forma cuidada e adequada à ocasião. A entrevista preparada na aula de Português decorreu de uma forma agradável e informal, tendo o comunicador feito jus às expectativas, proporcionando momentos de descontração, contando-nos histórias da sua vida e fazendo-nos, a nós, jovens, refletir sobre o mundo. Esta atividade decorreu com grande sucesso, não só para a turma, como para a escola. Temos também de agradecer aos professores e aos funcionários envolvidos. Apesar de terem surgido algumas dificuldades durante a preparação, por falta de verbas, com grande empenho de todos, tudo se ultrapassou. A turma,10º ESE


“O que me parece é que a lista M e a lista P estão mais preocupadas em atacar a lista W do que apresentar as suas propostas (…)”

LISTA W

R

EUNIÃO

GE

“Quando forem a uma entrevista de emprego, não vos vão perguntar a que festas é que foram nem que dj`s ouviram, mas sim os projetos em que participaram.”

LISTA M


E RAL

ALUNOS

“Já insinuaram que a nossa lista é uma lista de incompetentes, mas eu posso garantir que a lista P foi uma lista muito bem pensada (…) não estamos aqui para brincar com ninguém e tudo o que fazemos é para o bem dos alunos desta escola.”

LISTA P


A CAMPANHA… A campanha da lista P começou por ser totalmente inesperada pelas listas adversárias, devido à sua apresentação tardia. Foi uma campanha subtil, com gastos muito reduzidos, quase nulos, trazendo apenas, para a realização de espetáculos, pessoas cujos membros da lista já conheciam, evitando assim despesas. Trouxeram à escola as artes circenses, o beatbox e o campeão nacional de BMX. Apesar do que trouxe à escola, a lista P exaltou-se devido à união que conseguiu fazer entre os alunos, com a simples distribuição de pulseiras e t-shirts feitas pelos seus membros.

LISTA W

A lista do M gigante. A sua campanha teve ideias análogas às da lista P, optando por atividades com poucos gastos e mais ligadas à cultura, ao contrário das duas listas adversárias. Entre as atividades destacam-se o debate acerca do suicídio (com leitura de um livro de Stig Dagerman), vários concertos dos Macaquinhos do Sótão, parede de escalada e a apresentação de duas curtas-metragens associadas ao projeto listaAssociação de curtas-ESDAH.

A lista W foi a lista que mais se anticipou, facto resultante de uma longa preparação e maiores meios económicos. Ao contrário das outras duas listas, defendia um ideal económico diferente, atribuindo ao dinheiro um papel fundamental para a atividade da associação de estudantesrealçado pelo seu presidente na RGA. A sua campanha foi marcada pelas danças, DOWNHILL e pela participação de Dj`s, do NTS e do Chico Fininho (concorrente dos Ídolos).


AS ELEIÇÕES OS ALUNOS DINIS MACHADO E JOÃO AZEVEDO FORAM

LISTA W

ELEITOS PELOS DELEGADOS DE TURMA COMO REPRESENTANTES DOS ALUNOS NO CONSELHO

PEDAGÓGICO.

205 (32.5%)

265 (42.3%)

156 (24.9%) OS DELEGADOS DE TURMA ELEGERAM COMO REPRESENTANTES DOS ALUNOS NO CONSELHO GERAL OS ALUNOS DANIEL MACHADO E

Votos Brancos ou Nulos 10

FILIPE COELHO

Perante estes resultados, e de acordo com a alínea 3 do artigo 25 do estatuto da Associação de Estudantes, não havendo nenhuma lista com mais de 50% dos votos, realizou-se uma segunda volta entre a lista P e a lista M no dia 25 de outubro de 2011

JÁ ESTÁ DISPONÍVEL NA BIBLIOTECA ESCOLAR O DVD DA RGA 2011 (PRODUÇÃO DINIS MACHADO).

301

265

ABSTENÇÃO 198

Votos Brancos ou Nulos 13 Deste modo, foi eleita a lista P como vencedora para a Associação de Estudantes.


Repovoação do Amieiro Galego Ao longo do século XX, as principais indústrias têxteis da zona povoavam as margens e os leitos do rio Ave. Desta forma, as O rio começa empresas podiam baixar os custos de produção, uma vez que os depósitos residuais gerados durante os processos assim uma nova fase, marcada industriais poderiam ser diretamente despejados no pelo rio, evitando o transporte aparecimento de ou os custos ligados aos bastantes processos de purificação espécies (…) destes resíduos. Foram principalmente as tinturarias que provocaram a coloração, com intensidade progressiva ao longo dos anos, e o início da toxidade no rio.


As tintas utilizadas por estas tinturarias são ricas em iões e compostos complexos, formados por iões simples e moléculas que, em grandes concentrações, são muito tóxicas para as espécies que habitam no rio. Assim sendo, as águas com este tipo de substâncias podem afetar as células externas do peixe (escamas), podem afetar os filamentos branquiais, ou seja, a superfície de trocas de gases entre o meio aquático e o peixe, ou, posteriormente, na corrente sanguínea, podem invadir as células internas, alterando o seu metabolismo, levando à morte do peixe. Algumas espécies aquáticas, devido à sua simplicidade celular, realizam trocas de matéria através de difusão simples e osmose, cujo processo se realiza através da diferença de concentrações entre ambos os meios, ou seja, entre o meio interno (células do ser) e o meio externo (rio). Uma vez que as concentrações de alguns metais ou substâncias se alteram colossalmente, devido aos depósitos residuais das tinturarias, então estas trocas serão significativamente alteradas, podendo levar à alteração drástica do metabolismo, levando assim este tipo de seres à morte. Porém, como tanto os peixes como outros seres mais elementares, fazem parte de uma cadeia alimentar, as condições tóxicas provocarão um impacto na biodiversidade dos restantes ecossistemas, nomeadamente, na geosfera e na atmosfera.

A nível terrestre, registou-se o aparecimento de lontras, totalmente desconhecidas até agora na zona.

Assim, não só a biodiversidade dos rios será afetada, mas também os pássaros e animais terrestres que se alimentam dos seres aquáticos serão afetados.


Durante muitos anos, à medida que a indústria local se desenvolvia, a biodiversidade dos diferentes ecossistemas, pelo contrário, regredia através da extinção parcial ou completa das espécies. Contudo, atualmente, com a aplicação das novas leis relacionadas com a ecologia e a punição através de multas das empresas que utilizam métodos diretos de libertação de resíduos tóxicos, a biosfera na zona do rio Ave e, em particular, no Amieiro Galego (onde as observações para a elaboração deste artigo foram feitas) começou a aumentar.

Durante muitos anos, à medida que a indústria local se desenvolvia, a biodiversidade dos diferentes ecossistemas, pelo contrário, regredia (…)

Registou-se o aparecimento de novos tipos de aves, até agora pouco comuns na zona, como por exemplo, o maçarico-das-rochas, os guarda-rios, os corvos marinhos e os melros de água. A nível terrestre, registou-se o aparecimento de lontras, totalmente desconhecidas até agora na zona. O rio, numa visão estética, está com uma tonalidade bastante extenuada existem bastantes peixes, a tona da água nunca está completamente sossegada. Na primavera espera-se que a biodiversidade aumente com a migração das aves. O rio começa assim uma nova fase, marcada pelo aparecimento de bastantes espécies e, provavelmente, continuarão a aparecer muitas mais, apesar de ainda haver empresas que despejam alguns resíduos e lixo, pois os custos desta forma são inferiores aos custos da multa.


Há hobby’s e paixões, atletas e jogadores, jogos e desportos… Há quem diga que a pesca é um desporto de “velhos”. Miguel Lima, atleta de pesca de competição, e correntemente bem posicionado na divisão nacional com apenas 15 anos, é a prova em contrário. Este atleta faz parte da equipa de pesca de competição do Clube Desportivo das Aves, a qual, em setembro de 2010 se encontrava em 3º lugar do Campeonato de Clubes. Fomos conversar com o Miguel para descobrir mais sobre esta modalidade tão desvalorizada.

Afonsinho: Explica resumidamente em que consiste a pesca de competição. Miguel: A pesca de competição é um desporto que praticamos e no qual competimos com outros amantes desta modalidade. Resumidamente, capturamos os peixes e colocamo-los numa rede dentro de água, à qual chamamos manga. No final do concurso devolvemo-los ao seu habitat natural, à água. A pesca de competição é uma pesca sem morte.

“Fiquei tão mal que parti a minha cana, cana essa que custou 3430 euros.”


Afonsinho: Porque é que escolheste esta modalidade e não outra qualquer? Miguel: O gosto pela pesca é de família, mas também gosto de estar em contacto com a natureza. Também acho que este tipo de pesca tem algum estilo, porque o nosso material é muito caro (risos).

Afonsinho: Qual a opinião dos teus amigos sobre esse teu hobby? Miguel: Devo corrigir, em primeiro lugar, não penso na pesca como um hobby, mas sim como uma paixão que já faz parte de mim. Respondendo à pergunta, os meus amigos apoiam-me sempre e até acham piada. Sempre que se fala em pesca, apanho alguns a olharem para mim, às vezes até se riem, associam-me sempre a esse tema.

Afonsinho: E mostram interesse nessa tua paixão? Miguel: Sim, sim. Ainda este verão fui para o campeonato nacional e eles estavam sempre a ligar-me, para saber como estava a correr.

Afonsinho: Conta-nos um episódio memorável de uma prova. Miguel: Foi em setembro deste ano, em Chaves; era a última prova do campeonato e eu precisava de fazer boa figura naquela prova para não descer nos nacionais. Estava muito nervoso, tremia por todos os lados e

“Se conseguisse ganhar aquela prova, era campeão regional e subia à 1º divisão nacional;”

não conseguia segurar na cana. A certa altura, tirei um peixe e ao colocá-lo na manga, ele caiu à água e esse não contou para a pontuação. Fiquei tão mal que parti a minha cana, cana essa que custou 3430 euros. (risos)

Afonsinho: Qual foi a prova que mais te marcou e porquê? Miguel: Foi em maio deste ano, também em Chaves. Se conseguisse ganhar aquela prova, era campeão regional e subia à 1º divisão nacional; era o meu sonho ir aos nacionais e consegui! Nunca mais esqueci essa prova, e acho que nunca vou esquecer.


Afonsinho: Ao nível da pesca de competição, quem é a pessoa que mais admiras e porquê?

Miguel: Márcio Gaio (campeão nacional de pesca de competição de 2010) é o meu ídolo. Admiro-o muito pelos títulos que tem, pelo tipo de pessoa que é e pela ajuda que me dá.

Afonsinho: Existe mais do que uma variante dentro da “pesca sem mortes”, como chamaste a este desporto?

Miguel: Sim, não falando da pesca com o propósito de vender o peixe, hoje em dia, há quem leve a pesca como um divertimento, como a nossa equipa de pesca de competição, mas esta atividade também serve de ganha-pão a alguns que não o vendem, mas ganham dinheiro com a pesca. Por exemplo, o Márcio Gaio tem uma loja de pesca e é esse o seu emprego.

Afonsinho: Que conhecimentos tiveste de adquirir para praticar pesca de competição?

Miguel: Essencialmente a preparar o material, que é a parte mais difícil: por exemplo, amarrar anzóis, fazer montagens, montar elásticos nos kits do canelão, entre várias coisas…

Afonsinho: Só há uma mulher na equipa do CD Aves. Porque achas que assim é?

Miguel: Acho que não é só na equipa; no geral, existem mais homens

“Na minha opinião é essencialmente porque as mulheres não têm muita paciência para esperar, como os homens.”

a praticar este desporto do que mulheres, apesar de o número de mulheres na pesca também estar a aumentar. Na minha opinião, é essencialmente porque as mulheres não têm muita paciência para esperar, como os homens.


Afonsinho: E tu, como te sentes por seres o membro mais jovem dessa equipa?

Miguel: Sinto-me bem, muito apoiado, nunca me sinto diferente deles. Somos uma equipa muito unida e havendo união numa equipa, está meio caminho andado.

Afonsinho: Em que consiste o teu treino? Quantas vezes treinas por semana?

Miguel: Nos meus treinos, normalmente vejo os tipos de correntes e peixes no rio em que vou pescar, os anzóis e engodos que tenho de usar para esse tipo de peixes… Só treino duas vezes por semana porque também

CORTA MATO Juvenil Feminino 1ºÂngela Pereira 2ºFilipa Rocha 3ºRita Castro 4ºAna Correia 5ºCátia Cunha

tenho de me concentrar na escola.

Afonsinho: Que dificuldades enfrenta a equipa de pesca de competição do CD Aves? Por exemplo, patrocínios, locais de pesca, o tempo…

Miguel: Felizmente não temos tido problemas com patrocínios nem problemas monetários, temos vários patrocínios locais. Por outro lado

Juvenil Masculino 1ºDinis Leal Machado 2ºRoberto Faria 3ºPedro Peixoto 4ºJoão Martins 5ºTiago Martins

muitas vezes não temos todos os atletas disponíveis para participar nas competições ou para treinar, uma vez que não exercem a pesca como a sua profissão e, por vezes, os horários dos empregos e da pesca coincidem.

Afonsinho: Finalmente, o que achas da piada “dedica-te à pesca”? Miguel: Já não ligo muito, sei que se goza com a pesca, mas pelo menos faz com que não seja esquecida. Em jeito de brincadeira, acabamos esta entrevista com o Miguel que tão prontamente se disponibilizou para falar connosco sobre este desporto e as dúvidas que, de certeza todos tínhamos sobre ele. Queremos também deixar os devidos agradecimentos a este futuro aluno da ESDAH, como nos confidenciou… Temos a certeza que na nossa escola se sentirá como “peixe dentro de água”.

Júnior Feminino 1º Bianca Magalhães 2º Cátia Ferreira 3º Ana Pereira 4º Diana Moreira 5º Ana Machado

Júnior Masculino 1ºPedro Fernandes 2ºRafael Silva 3ºJorge Silva 4ºRui Costa 5ºLuís Alves


António Nobre Pouso em dois tipos de rios: aqueles com uma tona dura, onde o repouso quase perdura, um espelho que prolonga o mundo, sem seixos ou lajes no fundo; os outros são aqueles caudalosos, que escoam transparentes, fazendo rebolar as pedras que se desprendem. Dos dois tipos, gosto do segundo, gosto de rios com dois sentidos. Apesar da maioria vagar segundo a vontade da inclinação, existem sempre aqueles que se agarram a algum montículo, pedras que não querem ir com a torrente. António Nobre era uma dessas pedras. Nobre tentou sempre ir contra a tuberculose, apesar do sentido apontar para a morte. A sua poesia é um eterno uivar de um lobo ferido, que pede ao céu que a noite cesse, para o crepúsculo voltar. Os seus versos são caminhos frios, repletos de solidão, alguns cansados e doentes, mas que levam para o sol vivido por António Nobre na sua mocidade saudável. Tudo o que escreve é um perder do sentir, é uma ausência de presente, exaltando um homem mantido somente a recordações. Os seus poemas são o fugir da dor, recordando…


DEAD COMBO

(João Ferreira)

Os Dead Combo, provenientes de Lisboa, são uma banda musical portuguesa desde 2003. O grupo é formado por dois elementos, Tó Trips e Pedro Gonçalves. Este grupo foi formado quando Tó Trips convidou Pedro a participar no álbum “movimentos perpétuos” e, desde aí, nunca mais pararam. Os Dead Combo são conhecidos por fazerem com que as pessoas se deslumbrem ao ouvir aquelas brilhantes notas saídas dos seus instrumentos, guitarra, violoncelo, baixo e contrabaixo e todos os outros instrumentos que se lembrem de juntar. Tó Trips e Pedro Gonçalves colocam, nas cinco linhas da pauta, a fusa e a semifusa, a colcheia e a semi colcheia, cintilantes com o timbre mais natural e sentido que a pura corda pode soar. De unha grossa e pontiaguda, e com clave ao peito, Tó dedilha o relógio de notas, acertando-se numa sequência de acordes melódicos e harmoniosos, que conferem às suas músicas a tonalidade e cor perfeita. Pedro Gonçalves é o típico músico dos mil instrumentos. Com ele carrega o pesado, o grosso e a grave do contra-baixo e a leveza do arco penado do violoncelo. Entre o óculo obscuro de Pedro e o chapéu propenso de Tó Trips, Dead Combo- esta mescla de sentimentos e sonoridades- mostra-nos a boa face da música portuguesa nos dias de hoje.


AMADEUS Milos Forman, com esta obra colossal, uniu de forma genial duas das grandes artes: a música e o cinema. Amadeus dá-nos uma visão inesperada de Wolfgang Amadeus Mozart (Tom Hulce), um Mozart marcado pela excentricidade, egocentrismo, ingenuidade e irresponsabilidade, mas com muito talento. Com estes atributos, Mozart vai despertar um grande ódio nos restantes compositores, principalmente Antonio Salieri, o compositor da corte de Viena, numa interpretação estrondosa de F. Murray Abraham. Salieri vive obcecado com o talento dado por Deus àquele jovem sem princípios e, mesmo tendo um cargo superior ao dele, admirava o seu trabalho de uma forma que ninguém admirou enquanto vivo; como ele diz na sua velhice, “Notas que só eu parecia ouvir”. Com esta obsessão, chega mesmo a pensar que ele é uma encarnação do Divino. O filme é surpreendente; basta ouvir o riso de Mozart, que, juntamente com tudo o resto, varre por completo a ideia de que ele foi um menino exemplar, riquinho e cheio de princípios. Podia tê-lo sido, mas não foi. A obra magistral foi reconhecida pela academia com oito Óscares, incluindo melhor filme, melhor realizador e melhor actor. Um filme para ver, rever e ouvir, obrigatoriamente com muito som, uma vez que a banda sonora é digna dos Deuses. AMADEUS (1984): REALIZAÇÃO: MILOS FORMAN DURACAO:161 MIN


“Os efeitos da CRISE na minha família” Os alunos do curso profissional de Apoio Psicossocial do 10ºS, elaboraram (em novembro de 2011), no âmbito da disciplina de Sociologia, um estudo sobre “Os efeitos da crise na minha família”. Este estudo foi feito usando a técnica do inquérito por questionário e foi aplicado a uma amostra dos alunos da ESDAH. Assim foram feitos os inquéritos, aleatoriamente a 112 alunos dos 4 anos a decorrer na escola: 9ª (CEF), 10º, 11º e 12º. Feita a análise dos dados recolhidos, verificaram-se os principais resultados: - A família passou a comprar marcas brancas no hipermercado: 67% - Passaram a utilizar lâmpadas económicas: 61% - Passaram a almoçar mais vezes na cantina da escola: 44% - Compram menos roupa e calçado e só o fazem nos saldos: 39% - Compram menos objetos pessoais: 34% - Já quase não vão jantar fora: 33% - Passaram a tomar banhos mais rápidos:32% - A mãe vai menos vezes ao cabeleireiro: 31% - Os meus pais dão-me menos dinheiro para trazer para a escola: 28% - Vamos menos vezes ao cinema: 28% - Carrego menos vezes o telemóvel: 26% - Não fomos de férias e fazemos menos passeios de carro: 25% - Cortámos a TV cabo: 13% - Há pessoas na minha família que entraram em depressão: 12% - A minha mãe/pai teve que arranjar mais trabalho: 7% Estas são as situações mais comuns aos inquiridos. Houve, no entanto, outras situações pontuais, como por exemplo “tive que deixar de comprar tabaco” ou “deixei de frequentar a piscina/ginásio”, ou ainda “agora aproveitamos o pão do dia anterior”. Conclusão, por enquanto os efeitos da crise, no geral das respostas, ainda não são muito acentuados, uma vez que não se verificaram cortes no essencial à vida, no entanto nota-se o esforço das famílias no equilíbrio do orçamento.


Natal

vintage

POSTAL- TURMA 9ยบA- CEF

POSTAL- HENRIQUE 9ยบA- CEF


Professores responsรกveis: Susana Martins, Cristina monteiro e Helena Miguel.

AFONSINHO [ECO] Nº33 - ESDAH  

O Novo Afonsinho em formato ECo