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Caderno Eleições: novas perguntas de eleitores sobre habitação e juventude em Atibaia, Bragança e Piracaia Roberto Santiago é eleito um dos parlamentares mais influentes do Congresso pela quinta vez

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• Páginas 9, 10, 11 e 12

• Página 18

• Ano 9 • Sábado, 25 de agosto de 2012

• Edição 429 • E-mail: redacao@jpnarede.com.br

• Fundado em 13 de março de 2004

Notícias

DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

VENDA PROIBIDA

O jornal que chega até você ATIBAIA

Envolvido com ONG que recebeu verbas públicas, Wanderley pode perder mandato A Abera, instituição filantrópica, tem informações registradas de forma conflitante em documento público • Página 5 ATIBAIA

Evento do PV pode complicar candidatura de Luiz Fernando Pugliesi

BRAGANÇA

Histórico de coronelismo e impasse entre poderes dificultam questão habitacional • Página 13

• Página 7

Criança é vitima da má conservação das ruas de Bragança • Página 16

Com dúvida no ataque, Braga joga hoje

Divulgação Bragantino

Somente no Green Park, são 1360 pessoas à espera de regularização da moradia

Piracaia se destaca em educação e atinge meta do IDEB • Página 17 ATIBAIA

Técnico Roberto Cavalo ainda não definiu escalação • Página 14

Sem audiência pública, votação do Curma confirma derrota da Prefeitura • Página 6


JP NOTÍCIAS - SÁBADO, 25 DE AGOSTO DE 2012

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2 opinião Editorial

Debates quentes A edição 429 do JP Notícias traz a cobertura completa da denúncia contra o vereador e candidato a prefeito pelo DEM Professor Wanderley, que pode ser responsabilizado por comandar indevidamente a Associação Beneficente Evangélica da Região de Atibaia (Abera). A ONG recebeu R$ 76 mil da Prefeitura por meio de convênios firmados em novembro de 2010 e março de 2011. Apesar de aprovada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP) a aplicação dos recursos nos convênios é conflitante. Na última segunda-feira, dia 20, mais problemas no cenário político. Sem audiência pública, o Código de Urbanismo e Meio Ambiente (Curma) caiu por terra. Foi votado e rejeitado na Câmara dos Vereadores por 8 votos a 3. O projeto foi rejeitado por não cumprir a formalidade exigida e o prazo para a realização de audiência pública expirou no último dia 16. Luiz Fernando Pugliesi (PV) é alvo de outra denúncia. Promoveu, em nome do PV, um encontro informal não registrado no Cartório Eleitoral. Se protocolada a representação da oposição, pode ser considerado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Sobre os outros candidatos a prefeito de Atibaia, Bragança e Piracaia, chega a 4ª edição nosso Caderno Especial Eleições 2012. Habitação e políticas para os jovens foram o assunto discutidos e aqui está o que cada candidato tem a dizer para o eleitorado. Em Bragança, o histórico de coronelismo volta à tona. O impasse entre poderes dificulta a questão habitacional. Mais uma vez, quem sofre é o povo, como o de costume nesta disputa irracional em defesa de interesses obscuros. Interesses que prejudicam o sistema como um todo. No último dia 17 de julho, uma criança de 11 anos perdeu oito dentes e teve perda óssea e de parte da gengiva após sofrer uma queda de bicicleta na avenida Atílio Menin. Com a força do impacto, faltou pouco para ser jogado contra uma pilha de entulhos, onde havia muitos pedaços de madeira com pregos. Em situação diferente, ainda que a passos curtos, Piracaia se destaca pela educação. A cidade atingiu a meta do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Criado em 2005 para medir a qualidade de cada escola e de cada rede de ensino, o índice é calculado com base no desempenho do estudante em avaliações do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) e em taxas de aprovação. Boa leitura.

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Região em Brasília Roberto Santiago Deputado Federal (PSD-SP) - e-mail: dep.robertosantiago@camara.gov.br

A necessidade de Insistir com as operadoras de celular Depois de terem sido forçadas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e da própria agência sofrer pressão da Câmara Federal para apresentar planos de melhoria da qualidade dos serviços das operadoras de telefonia móvel, agora, as operadoras terão, segundo o próprio órgão, os sistemas de faturamento submetidos a fiscalização "sistêmica" e "abrangente". A agência quer levantar o número de contas que são enviadas com erros de cobrança para os consumidores e o motivo dessas falhas. As primeiras a sofrer inspeção seriam a Vivo e a Claro. As demais operadoras também seriam monitoradas. A principal queixa dos usuários recai atualmente sobre problemas com as faturas – que vão da cobrança indevida de ligações e aplicação de tarifas inadequadas até a inclusão de pacotes que não foram contratados. O registro de falhas nas contas mensais supera até as reclamações com a qualidade dos serviços. Estão cobrando até seguro-tablet, sem que o cliente sequer tenha um. Em 2011, convoquei as operadoras para explicar falhas e apresentar soluções definitivas aos consumidores por desrespeitos que vão de A a Z. Ainda mandam o cliente reclamar no SAC antes de cortarem a linha. A Anatel anunciou que vai aplicar multas que variam de R$ 3400 mil a R$ 15300 mil. Também aprovou a ação de fiscalização e sanções financeiras, os conselheiros relatores determinaram à Superintendência de Radiofrequência e Fiscalização que faça uma triagem sobre como essas empresas calculam os gastos dos usuários. Promessas Existe uma afirmação do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil) de que haverá antecipação de parte dos

investimentos para melhoria da qualidade da cobertura e do atendimento nos call centers, que são as duas principais reclamações dos consumidores. No entanto, a entidade questiona as leis municipais que restringem a instalação de antenas de telefonia celular. Segundo o presidente do sindicato, Eduardo Levy, “é preciso ter a compreensão da sociedade e dos legisladores, principalmente municipais, de nos dar facilidade. Sem a infraestrutura, sem as antenas, é impossível colocar um serviço com a qualidade que a população merece”. Ainda de acordo com Levy, há mais de 250 legislações municipais restritivas no Brasil. Ele alertou para a urgência de uma lei federal que regule o tema. "Com a chegada da tecnologia 4G, precisaremos de duas vezes mais antenas até 2017". Já o presidente da Anatel lembrou que cabe aos municípios regular a ocupação do solo e que, por isso, há tantas leis sobre a instalação de antenas. "Se criou o mito de que a antena de celular causa câncer. Talvez, por isso, haja restrições", diz. Entre todas as promessas e justificativas, uma coisa é certa: num futuro muito próximo, o tráfego de dados aumentará exponencialmente, como mostra a expansão da base de aparelhos 3G e o uso crescente da internet via celular. Quando fui presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara, em 2011, promovi uma sequência de convocações às operadoras de celular para que explicassem os graves problemas nos serviços e apresentassem soluções. Continuo acompanhando esse caso de perto. Infelizmente, temo que a Anatel não consiga cumprir o que propõe, afinal, está sucateada como outras agências e precisa do socorro do Governo Federal para fiscalizar. Insisto nesse debate na Câmara Federal. Até a próxima semana.

Acompanhe meu trabalho no Congresso Nacional no endereço eletrônico www.robertosantiago.com.br

Conheça seus direitos OSVALDO LUIS ZAGO Advogado

Mais uma condenação por danos morais na Justiça do Trabalho Finalizando série de comentários de decisões da Justiça do Trabalho em ações de indenização por danos morais, trago mais um interessante caso, com o objetivo de conscientizar, advertir e gerar reflexão por parte dos Departamentos de Recursos Humanos e de superiores hierárquicos em geral. O Tribunal Superior do Trabalho (Brasília) não acolheu recurso de uma empresa que comercializa material de construção, condenada a pagar indenização por danos morais no valor de R$ 15 mil à empregada que recebeu apelidos com conotação sexual de um superior hierárquico. A empresa pretendia reduzir o valor da indenização, mas a Turma manteve a decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (Campinas/SP) sobre a condenação. A empregada ingressou com ação trabalhista alegando que se sentia constrangida com os apelidos utilizados por superior hierárquico, que a chamava de "delícia" e "gostosona". Com base em prova testemunhal, que confirmou o uso dos apelidos, também por parte de outros empregados, a sentença concluiu que houve dano moral e condenou a empresa a pagar indenização de R$ 15 mil à empregada. A empresa recorreu ao TRT de Campinas (SP), mas a condenação foi mantida, já que ficou demonstrado nos autos que a empregada foi ofendida moralmente em razão dos apelidos de natureza sexual a ela atribuídos. O Regional explicou que a empresa deve ser penalizada por incentivar e tolerar o uso de apelidos de caráter ofensivo, utilizados inclusive pelo

chefe imediato da empregada, que sofreu constrangimento moral e psíquico, "devendo ver reparada a lesão sofrida". O relator do processo no TST (terceira instância, Brasília), ministro Walmir Oliveira da Costa, explicou que a condenação do Regional foi decidida com base na análise do quadro fático, que concluiu ter a empregada sofrido constrangimento reiterado, praticado pelo superior hierárquico ao utilizar apelidos inapropriados e de cunho sexual para se referir a ela. Sendo assim, a empresa acabou definitivamente condenada a indenizar. Tenho observado, no exercício da profissão, os “dois lados da moeda”, em diversos casos análogos a.) a ocorrência efetiva do achincalhe, do gracejo, do assédio moral e ou sexual, por alguns patrões ou superiores hierárquicos; e em sentido diametralmente oposto; b.) liberdade e confiança conferidos pelo (a) próprio (a) funcionário (a), que, depois de permitir e até incentivar certas brincadeiras, passam a vestir a “máscara de vítima”. Por isto, caro leitor, bem assim para que seja preservada a dignidade da pessoa humana no ambiente de trabalho, faz-se imprescindível que os superiores hierárquicos e empregadores propiciem respeitoso e salutar ambiente de trabalho, para que não ocorram desvios de ordem moral e consequentes condenações na Justiça do Trabalho, e, em última análise, até na Justiça Criminal.


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Empresas & Ideias

CLAUDIA FONSECA ROSÈS, Administradora Professora universitária, Diretora Administrativa da FR Treinamento e Consultoria. empresaseideias@uol.com.br

Infelicidade As pessoas são felizes em seu trabalho? Sentem-se realizadas com o que fazem? Estão satisfeitas com o salário que ganham? Estão à vontade em seus atuais cargos e funções? E mais: se você é um empreendedor, está tranquilo com os produtos que vende e/ou serviços que presta? É feliz na sua empresa? Dorme tranquilo ou se deita realizado pelo feito heróico de abrir e manter uma empresa? Pois é. As perguntas acima são complexas e difíceis de serem respondidas. Até porque você estará respondendo a si mesmo, pois não há como responder ao papel em que esta coluna está impressa ou para a tela do computador em que você lê o jornal eletronicamente. E eu estou fazendo a pergunta como uma provocação e uma iniciação à história que vou lhes contar agora. Marcelo Prado, de 56 anos expôs sua história de vida e trabalhou no caderno Mercado da Folha de São Paulo, no último domingo, 19 de agosto. Trata-se de uma bonita história de sucesso para alguém que teve que lutar contra sua doença, ser vencido por ela, ser demitido por causa da crise e, finalmente, transformar a sua vida e a de sua família num exemplo de perseverança e disciplina. Lendo a história, me vi nela em alguns momentos e vi muitos de meus colegas, amigos e conhecidos mais ou menos passando por algumas das agruras que Marcelo passou e que relata de forma simples e esclarecedora. Às vezes precisamos ler algo assim para nos darmos conta de que é preciso fazer um balanço de nossas vidas, profissão, trabalho e ideais, a fim de transformar o necessário em algo bom e justo para cada um de nós. Marcelo é agrônomo, ficou cego, foi demitido e passou de vice-presidente de uma grande empresa para empresário de seu próprio negócio. Hoje ele incentiva a felicidade no trabalho e a alegria de estar sempre com a família, num mundo em que família e trabalho estão equidistantes e o prazer de se fazer o que gosta está longe da realidade.

Marcelo precisou vencer uma doença rara que, com oito anos de idade já lhe tirou 50% da visão. Aos 17 anos, ele tinha apenas 20% da visão e resolveu se dedicar a memorizar as aulas para tirar as notas que precisava para passar de ano na escola. Muito tímido e fragilizado resolveu tocar teclado para se inserir nos grupos sociais. Foi um sucesso, devido à audição privilegiada, fruto da compensação da deficiência visual. Casou-se e realizou um sonho: cursar engenharia agrônoma, novamente compensando os zeros das aulas práticas em notas excelentes nas teóricas. Formou-se com louvor. Após ser apresentado ao gestor de uma grande indústria de óleos vegetais, foi contratado para trabalhar na única empresa que assinou sua carteira. Tornou-se vice-presidente da empresa e, junto com sua equipe, foi responsável por muitas vitórias. Após a crise do setor, Marcelo foi demitido. Nesse ínterim, se submeteu a um tratamento que, sem sucesso, lhe tornou um indivíduo cego, com apenas 1% de visão. Daí ele fez o que muita gente não faz: não entregou os pontos e foi em frente. Abriu sua empresa de consultoria e hoje é um empresário de sucesso. Conquistou seus clientes sendo exatamente o que é: “Somos caipiras de nível! Falamos inglês e entendemos a cultura e os costumes do interior”. Comprovada a capacidade da empresa, Marcelo fechou bons negócios com clientes renomados. Mas ele fala de uma realidade muito nossa. Ele fala de empresários e executivos tremendamente infelizes. Segundo ele mesmo cita, são pessoas que tomam calmantes, estão depressivos, comem ou bebem compulsivamente, não dormem direito e estão eternamente preocupados. Ele cita o fato de conhecer donos de iates que não têm com quem passear. Donos de jato que não têm quem levar para jantar em outra cidade. Eu acrescento aqueles que nem saem de casa com medo de serem

sequestrados e encarceram sua família para não serem vítimas de sequestro. São pessoas frustradas, endinheiradas e, geralmente, não têm amigos, pois, afinal, quem é de fato um amigo...? Marcelo é palestrante. E ele fala de uma nova vertente da sustentabilidade: a realização global do colaborador e do líder. Significa dizer que, se o empresário e seus funcionários não conseguem alcançar a felicidade pessoal e financeira, a produtividade não se sustenta. Marcelo tem um livro em que conta sua história e sustenta a que não é azarado nem vítima. A incapacidade física lhe possibilitou desenvolver outras habilidades e sentidos que lhe transformaram em uma pessoa e um profissional diferente. E ele se destaca assim, a revelia da dificuldade física, ele tem alta sensibilidade, audição apurada e memória cavalar. A família e os amigos o ajudam e estão sempre com ele, no trabalho e no lazer. Ele diz que são seus olhos quando estão na praia ou nos locais em que visitam. E ele arremata: tenho cinco filhos, esposa e quatro prioridades: família, saúde, amigos e empresa. E ele fala: “Preciso provar minha competência vencendo o preconceito de incapacidade que ainda existe contra nós, deficientes”. Fica a dúvida: Será que não seriam nós mesmos os deficientes, quando não nos dedicamos como poderíamos ou nos esforçamos como deveríamos? Pensar um pouco mais em nossas atividades talvez nos ajude a enxergar melhor o que é necessário para termos uma vida melhor e mais bem vivida. Que nos fique o exemplo de Marcelo. Sucesso! Fonte: www.administradores.com.br – 16/08/2012 - Por Sylvia de Sá, Mundo do Marketing

Espaço alternativo

Coisas que eu sei Não foi maciota ter sido adolescente sob o regime militar. Eu tinha 13 anos quando baixaram o AI-5, em dezembro de 1968. Lembrando para os mais jovens: o AI-5 enterrou o que restava das liberdades democráticas – já feridas de morte com o Golpe de 1964. Ficava proibida qualquer manifestação política contrária à ditadura. A manifestação podia ser uma peça de teatro, uma canção, um livro, uma charge, um artigo de jornal. Podia ser um discurso proferido em uma esquina, ou numa mesa de bar. A ordem era: cala a boca, se não te prendo, te torturo, te mato, te desapareço. Imaginem, então, descobrir o mundo público em meio ao estado de mordaça e terror. Imaginem o desconforto dos adolescentes tão ávidos de se expressar. Tão a fim de afirmar: eu existo! Mas não pensem que o autoritarismo vinha apenas dos militares, dos policiais e dos políticos cúmplices. Ele se tornou viral. Encorajou porteiros, síndicos, seguranças. Qualquer um desses estava no direito de exigir documentos e barrar passagens. O autoritarismo – revólver dos medíocres – passou para as mãos de alguns professores, inspetores, diretores

Por Fernanda Pompeu

escolares. Talvez seja impossível para o adolescente de 2012 compreender o que era frequentar uma escola pública sob o regime militar. Desastre! Perguntar, provocar, pensar fora do quadrado estava definitivamente fora de questão. Éramos encarados como seres sem vontade ou luz próprias. Silêncio! Silêncio!, era o grito que mais ouvíamos. Fora dos muros da escola, convivíamos com o ufanismo oficial. Milagre econômico, operário padrão, prá frente brasil, melhor futebol do mundo, tv globo, miss brasil, integração nacional, transamazônica, ponte Rio-Niterói. Enfim, ame-o ou deixe-o. Nós, adolescentes de então, novos velhos de hoje, herdamos traços importantes da cultura do cala a boca, quem manda aqui sou eu. Porque pensem: se racismo, sexismo, homofobia, intolerância se aprendem, o autoritarismo também. O que pergunto para os mais jovens, para os meus amigos, para os meus adversários e, fundamentalmente, para mim mesma é: como se desaprende? (Texto originalmente publicado no blogue Nota de Rodapé)


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TRE acata recurso da coligação de Saulo e camisetas são liberadas Desembargadores derrubaram decisão da Justiça eleitoral local e campanha poderá usar material

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representação eleitoral apresentada pela Coligação Atibaia Tem Pressa, do candidato Luiz Fernando Pugliesi (PV) contra a Coligação Atibaia Mais Forte, do concorrente à Prefeitura de Atibaia, Saulo Pedroso de Souza, foi derrubada pela Justiça Eleitoral. Segundo a alegação da representação, a Coligação Atibaia Mais Forte distribuía camisetas de campanha, em afronta ao artigo 39, § 6º, da legislação eleitoral, que afirma ser “vedada na campanha eleitoral a confecção, utilização, distribuição por comitê, candidato, ou com a sua autorização, de camisetas, chaveiros, bonés, canetas, brindes, cestas básicas ou quaisquer outros bens ou materiais que possam proporcionar vantagem ao eleitor” – incluído pela Lei

nº 11.300, de 2006. “A lei proíbe a confecção, distribuição ou utilização de camisetas ou qualquer outro bem material que possa proporcionar vantagem ao eleitor. Ocorre que nossas camisetas não foram confeccionadas para distribuição gratuita e utilização de eleitores e, sim, para uso da equipe de campanha, devidamente contratada mediante remuneração para prestar serviços ao longo do processo eleitoral. Inclusive, na própria camiseta, existe menção à ‘equipe de campanha’. Portanto, nossas camisetas não se enquadravam na proibição determinada pelo artigo em questão”, explicou o advogado da Coligação, Michel Carneiro. Com base nessa fundamentação, foi apresentado o recurso pela

Coligação Atibaia Mais Forte e ontem, dia 23 de agosto, os desembargadores do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/SP) deram provimento ao recurso, permitindo novamente o uso das camisetas pela equipe de campanha. Para o candidato Saulo, a vitória no processo só confirma a postura de enfrentamento e a tentativa de tumultuar o processo eleitoral por parte dos candidatos opositores. “Certamente, nossa campanha, que está sendo conduzida de maneira limpa e com resultados positivos e crescentes nas ruas, está incomodando os grupos adversários. E esse resultado, vindo da Justiça Eleitoral, só mostra a verdade dos fatos e a verdadeira intenção dos outros candidatos”, comentou.

Sessão da próxima semana terá início às 15h A Câmara Municipal de Atibaia informa que a próxima sessão está agendada para segunda-feira, dia 27 de agosto. Em virtude da programação da agenda do Fórum Cidadania, a sessão será realizada das 15h às 17h.

Desde maio, as sessões ordinárias estão sendo realizadas no prédio do Fórum Cidadania. Os trabalhos legislativos foram transferidos em virtude das obras de ampliação e adequação das dependências da Câmara Municipal,

que impossibilitam a utilização do plenário, além de restringir a circulação de pessoas no local. As sessões da Câmara são abertas ao público. O Fórum Cidadania fica na avenida Nove de Julho, 185, no Centro.


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Envolvido com ONG que recebeu verbas públicas, Wanderley pode perder mandato A Abera, instituição filantrópica, tem informações registradas de forma conflitante em documento público

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vereador Wanderley Silva de Souza, Professor Wanderley (DEM), pode ser responsabilizado por comandar indevidamente a Associação Beneficente Evangélica da Região de Atibaia (Abera). A presença de ocupantes de cargos eletivos em entidades contraria os artigos 54 da Constituição Federal e 31 da Lei Orgânica de Atibaia, que aponta: “o Vereador não poderá: I - desde a expedição do diploma: a) firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito público, autarquia, empresa pública, sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviço público, salvo quando o contrato obedecer a cláusulas uniformes”. A pena prevista é a perda do mandato. A Abera recebeu R$ 76 mil da Prefeitura de Atibaia por meio de dois convênios firmados com a Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, em novembro de 2010 e março de 2011. Apesar de aprovada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP) a aplicação dos recursos nos convênios é conflitante. Notas fiscais de valor idêntico para a aquisição de produtos diferentes, serviços de transporte de passageiros que não foram confirmados, recibos de pagamento de prestadores de serviços supostamente superfaturados e a não confirmação de pessoas atendidas pelo projeto são algumas das irregularidades que podem ser confirmadas pela Justiça. Material esportivo que teria sido adquirido com verba pública – bolas de basquete, de futebol, redes e outros, não estariam na sede da Abera. A ONG mudou de endereço e a reportagem não localizou o novo prédio. O telefone indicado na documentação como sendo da Abera, está fora de operação. Pela documentação que a reportagem teve acesso, pessoas diretamente ligadas ao vereador Wanderley integram os cargos ‘chave’ da Abera. São assessores, parentes, amigos e correligionários políticos. Wanderley e a esposa, Roberta Engler Barsotti, além de também listados no rol de integrantes da entidade, foram fiado-

Apesar de a prestação de contas ter sido aprovada pelo Tribunal de Contas do Estado, há pontos obscuros nos documentos apresentados. Entre quatro prestadores de serviços (professores e ou monitores) ouvidos pela reportagem, dois deles declararam que receberam valores menores ao que está juntado à prestação de contas ou ao livro diário da ONG.

Foto: Câmara Municipal

Por Adriana Carvalho

Denúncia envolvendo Professor Wanderley é baseada em documentos e depoimentos

res do contrato de aluguel da ONG, quando a entidade funcionou na rua Adolfo André, no centro de Atibaia. O outro lado Na quarta-feira, dia 22, às 18h44, a reportagem enviou e-mail ao vereador Professor Wanderley, por meio do endereço oficial da Câmara de Atibaia, para que ele se manifestasse sobre a Abera. A assessoria do vereador foi informada – por telefone - sobre o envio da mensagem ao e-mail de Wanderley. Mesmo assim, o vereador não se manifestou. Contratos O primeiro convênio entre a Prefeitura de Atibaia e a Abera foi registrado em 5 de novembro de 2010. O repasse integral de R$ 32 mil foi feito na mesma data. O jornal não teve acesso ao processo do detalhamento do convênio e nem à prestação de contas. A receita e a aplicação dos R$ 32 mil, entretanto, estão listadas em livro caixa, balanço patrimonial e demonstrativo de resultado de exercício, documentos públicos registrados no Cartório de Registro Civil das Pessoas Jurídicas de Atibaia. O segundo convênio foi firmado em março de 2011, no valor de R$ 44 mil e repassado à Abera em quatro parcelas de R$ 11 mil, entre os meses de março e junho. Cada parcela mensal era, segundo a prestação de contas apresentada à Prefeitura, investida em folha de pagamento, contratação de transporte para os integrantes do projeto e também aquisição de material de consumo.

Denúncia já está no MP Por Redação Na quinta-feira, dia 22, a entidade não governamental Centro Nacional de Denúncias de Atibaia (CND-BR) protocolou no Ministério Público (MP) uma representação solicitando a investigação do caso envolvendo

o vereador Professor Wanderley. O CND pede providências ao MP na apuração dos fatos apresentados para que “o caso em questão seja objeto de rigorosa apuração, objetivando constatar eventuais atos de improbidade administrativa diante dos fatos noticiados”.

Ligações Sobre o vínculo com a Abera, Wanderley é autor da lei 3.765/09 que declarou a ONG de utilidade pública e, dessa forma, a credenciou para o recebimento de verbas públicas. O próprio Wanderley e a esposa Roberta Engler Barsotti, figuram como integrantes dos conselhos administrativo/fiscal. No papel, a entidade é presidida por Jocilaine Alves Batista, funcionária de uma ótica localizada na região central de Atibaia. O marido de Jocilaine, Perivaldo dos Santos Reis, é assessor de campanha de Wanderley. Ele acompanha o vereador nas sessões da Câmara Municipal, caso da realizada. Ainda no rol de integrantes da Abera, figura a assessora parlamentar de Wanderley, Jurema Souza e Silva como diretora social. A responsável pelo projeto que consumiu R$ 44 mil de verba pública, é Daniele Souza e Silva M. Yoshida, sobrinha de Jurema. Ainda na lista da Abera, figuram funcionários da APAE Atibaia, entidade que Wanderley presidiu. Segundo o jornal apurou, a ata de eleição da diretoria da Abera (2009/2012) está devidamente registrada em cartório. No entanto, algumas pessoas listadas na diretoria sequer tiveram conhecimento de que seriam inseridas no rol. Filantrópico? Na prática, as ONGs são parceiras dos governos para o desenvolvimento de projetos sociais. No papel, a intenção da Abera é válida. No entanto, não há registro dos eventuais resultados positivos que tenham sido produzidos pela entidade em contrapartida ao repasse de R$ 76 mil em verba pública. Sem qualquer histórico anterior

de prestação de serviços à comunidade, a entidade começou a trabalhar com projetos esportivos alguns dias antes de receber os R$ 32 mil da Prefeitura. Quando o dinheiro chegou, serviu para cobrir os buracos da falta de pagamento dos funcionários. A verba foi totalmente consumida em novembro e dezembro, como mostra o resumo do balanço patrimonial de 31 de dezembro de 2010. R$ 66 no caixa. Em janeiro e fevereiro o projeto foi interrompido e só retornou em março, quando a Prefeitura liberou a primeira parcela dos R$ 44 mil. No convênio firmado em março de 2011, a descrição do projeto peca pela falta de informação: “ações voltadas às crianças, adolescentes, jovens, adultos e pessoas com deficiência presentes no município”. O atendimento previsto e posteriormente atestado na prestação de contas é de “300 (trezentas) pessoas presentes no município”. O atendimento, no entanto, não foi confirmado pelo jornal. A reportagem ouviu relatos de professores e ou monitores cujo número de pessoas atendidas por eles atinge, no máximo, 80 pessoas. A reportagem não localizou prestadores de serviço de modalidades esportivas relatadas no projeto e na prestação de contas. Entretanto, dificilmente o número de atendidos salte de 80 para 300, ainda que completada a lista de esportes oferecidos. Aplicação E se é duvidosa a questão ‘atendimento’, a aplicação dos R$ 44 mil não difere em nada. Apenas em folha de pagamento foram consumidos quase R$ 30 mil. Mesmo assim, há relatos de que os professores e monitores recebiam ‘eventualmente’ neste período. Sobre os demais gastos, há controvérsias na prestação de contas. Apenas com uma empresa de transportes, cuja sede funciona no Jardim Imperial, foram gastos R$ 6.400 mil entre março e junho. O limite exato previsto quando da elaboração do projeto. Não há qualquer tipo de rela-

tório juntado à prestação de contas que confirme que integrantes do projeto foram, de fato, transportados até os locais onde seriam oferecidas modalidades esportivas. Apenas uma das quatro pessoas consultadas pela reportagem afirmou que “alguns” – 6 pessoas – usuários do projeto utilizavam o transporte oferecido pela Abera. Bolas? Outro ponto nebuloso está relacionado ao material de consumo. A Abera teria adquirido uma infinidade de materiais esportivos. Bolas de basquete, de borracha, de futebol, redes de futebol, agasalhos, camisas, calções, meias, entre outros. Parte desse material, em tese, deveria estar depositado na sede da entidade. Pelo projeto, a ONG poderia investir R$ 2.031 mil mensais no item material de consumo. Estranhamente, duas empresas diferentes emitiram duas notas fiscais cada. Foram quatro NFs no exato valor de R$ 2.031. O gasto também atingiu o limite exato mencionado no projeto: R$ 8.124 mil. As mercadorias listadas nos documentos fiscais são totalmente diferentes. O valor, no entanto, sempre igual: em março, abril, maio e junho. Entre os prestadores de serviços consultados pelo jornal, apenas um deles relatou que a Abera forneceu alguns agasalhos para competição. Só. Nenhum material esportivo foi entregue a pelo menos 70 dos 80 integrantes do projeto (indicados por monitores e ou professores). A ONG mudou de endereço e a reportagem não localizou a nova sede. O telefone indicado na documentação está fora de operação. A situação cadastral na Receita Federal, no entanto, permanece como sendo ‘ativa’. Sobre a continuidade no atendimento aos participantes do projeto, alguns grupos – que possuem integrantes com algum tipo de deficiência física – são atendidas em outros projetos fornecidos pela Prefeitura. (Texto originalmente publicado no site Atibaia News www.atibaianews.com.br)

Wanderley diz que se pronunciará na Câmara Por Redação Procurado pela reportagem do JP Notícias, o vereador Professor Wanderley disse que “estão tentando forjar uma denúncia” e que, sobre o trabalho dele com ONGs, “o auxilio não é só o na que está na matéria, como em

outras 12 entidades. Sempre trabalhei, me envolvi com trabalhos de assistência social, assim e dentro da legalidade”. O vereador ressaltou, ainda, que ontem, dia 23, estaria em reunião com os advogados e iria se respaldar juridicamente. “Na segunda-feira, vou usar a

sessão da Câmara para responder como se deve a jornalista (autora da matéria)e aos que me acusam”, frisou. Encerrando a entrevista, Wanderley declarou: “Não tenho mais informações neste momento, mas me pronunciarei na Câmara dos Vereadores”.


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FAAT Faculdades promove o 3º JOBMIX Por Diego Piovesan Os cursos de Publicidade e Propaganda, Relações Públicas e Jornalismo da FAAT Faculdades realizaram, nesta semana, os eventos programados para o “3º JOB MIX”. Foram diversas as atividades dos cursos de Comunicação Social. O evento contou com a presença de importantes nomes da área de comunicação e visou a interação do curso com o mercado de trabalho por meio de discussões, debates, mostra de trabalhos e palestras sobre diversos temas. Foram cinco dias de atividades, de 20 a 24 de agosto de 2012, sempre a partir das 19h30. Todas as atividades ocorreram nas dependências do Campus D. Pedro da FAAT Faculdades. Na segunda feira, dia 20, a presidente do Conselho Regional de Relações Públicas e sócia-proprietária da Thot Comunicação Corporativa, Elaine Lina de Oliveira, falou sobre “Relações Públicas e o Mercado de Trabalho”; Rodrigo Clemente, presidente do Mercado Jovem, sobre o tema da juventude e técnicas para se relacionar com este público; o jornalista Haisem Abak que trabalha na rádio ESPN e no jornal o Estado de São Paulo palestrou sobre o mundo contemporâneo. Na terça-feira, dia 21, houve mostra de TCC’s de Jornalismo das Faculdades Faccamp, UMC e Faat; os estudantes de publicidade e propaganda receberam Luiz Fernando Beltrami, que falou sobre a prática de Story Telling; e a

relações públicas da Natura, Julia Peters, palestrou sobre funções na empresa. Erica Januário abriu as palestras de quarta-feira para falar aos graduandos de relações públicas sobre os trabalhos da empresa Schincariol com a comunicação; Publicidade e Propaganda recebeu Marlos Navarro, especialista em Administração de Negócios e Gestão Empresarial para falar sobre a criatividade e o processo de criação; enquanto que os jornalistas tiveram quatro opções: oficina e palestra de fotografia com Wilson Kunikata; “Segredos para um bom texto jornalístico”, com Edgard de Barros, a arte de produzir capas de revista, com Jean Takada e “Subjetividade e Objetividade no Jornalismo”, com Moriti Neto. Na quinta-feira, 22 de setembro, a comunicação on-line foi pauta do encontro dos graduandos de publicidade com o especialista Wellington Sousa Santos; o relações públicas graduado pela Universidade Metodista de São Paulo falou sobre “Comunicação integrada na ótica de Relações Públicas”; e os alunos de jornalismo contaram com oficinas práticas de fotografia, editoração e criação de textos. Para encerrar as atividades do 3º JOB MIX, as três habilitações tiveram uma palestra sobre “Phishing e Comunicação nos meios eletrônicos”, realizada no auditório ontem, dia 24. O 3º JOB MIX foi organizado por alunos e professores do Curso de Comunicação Social da FAAT Faculdades.

Sem audiência pública, votação do Curma confirma derrota da Prefeitura Por 8 votos a 3, projeto de lei 003/12 foi rejeitado na Câmara; falta de democracia foi um dos problemas Por Robson Morais

T

anto pelo buzinaço quanto puro oportunismo eleitoral, os manifestantes contrários ao Projeto de Lei (PL) sobre o Código de Urbanismo e Meio Ambiente (Curma) tiveram o que comemorar na última semana. O projeto complementar 003/12, de autoria do prefeito Dr. Denig (PV), defendido a punho pela candidata a vice-prefeita da coligação de Luiz Fernando Pugliesi (PV), Professora Gina (PDT), foi rejeitado por 8 votos a 3 na Câmara dos Vereadores. Prejuízo para a situação, que soma à gasta imagem da gestão atual mais um empaque. Criado em 2008, o Curma passou pela falha supervisão do então presidente da Câmara, Luiz Fernando Pugliesi (PV). Apadrinhado de Beto Trícoli (prefeito de Atibaia até 2008, atualmente deputado estadual) e Dr. Denig, atropelou o diálogo com a população e participou ativamente da implantação do Curma, impondo à Casa a tramitação de um projeto que mais tarde viria a se tornar nada além de uma forte dor de cabeça. A regularização dos imóveis em “áreas de risco” deixou a desejar até na régua. Se há bairros em situação de desapropriação, o mínimo esperado seria um estudo aprofundado, o que não houve. Seguindo o sentido contrário, a especulação imobiliária apressou o projeto e, este ano, se confirmou o amadorismo frente à relevância da iniciativa. O projeto foi rejeitado por não cumprir a formalidade exigida e o prazo para a realização de audiência pública expirou no último dia 16. Na última sessão da Câmara, no dia 20, as peças centrais contrárias ou não ao projeto se pronunciaram. Sem o tumulto orquestrado que marcou a sessão da semana retrasada, a audiência se estendeu por duas horas. Como presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), Gina solicitou em ofício à Mesa Diretora, o adiamento da votação para o projeto de lei complementar 003/12, negado por Saulo Pedroso (PSD), na condição de presidente da Casa, com base no Regimento Interno da Câmara. Segundo afirmou na sessão, o projeto poderia ter sido retirado por Denig ou pelo vereador Ubiratan, líder do Legislativo. “O PL foi mal conduzido por Gina, que se perdeu nos prazos para a realização de audiências públicas. Todo documento precisa ser debatido com a população e a relatora não fez isso”, disse em entrevista. Procurada pela repor-

tagem, Gina exigiu entrevista por escrito, mas não respondeu, nem mesmo via assessoria, as perguntas enviadas na última quarta-feira, dia 21. Contra o PL 003/12 votaram Baixinho Barbeiro (PP), Professor Wanderley (DEM), Dedel (DEM), Oswaldo Mendes (DEM), Toninho Almendra (PMDB), Emil Ono (PTB), José Paulo Teixeira (PSL) e Saulo Pedroso (PSD), contra os favoráveis Pedro Maturana (PMDB), Gina (PDT) e Dr. Ubiratan (PV). Autor, Denig ressalta o PL: “Desde a aprovação do Plano Diretor Municipal em 2006, que foi elaborado com a participação da população e já havia a indicação de que o município deveria envidar esforços para a regularização fundiária com fundamento na justiça social e melhoria na urbanização”. No início de seu mandato, o prefeito ressalta que nomeou uma comissão encarregada do planejamento e execução dos projetos de regularização, um exclusivamente para a regularização de parcelamento do solo (LC nº 602/09) e outro para a regularização de edificações (LC nº 604/10). Aprovadas com prazos de validade distintos, a lei de regularização de parcelamento ainda está em vigor. “Como a de edificações expirou em março deste ano e não previa a regularização de construções em meio lote e, em cima da demanda trazida por moradores que querem e necessitam ter seu imóvel legalizado, editamos a mesma lei, que vigorou em 2010 e 2011”, diz o prefeito. Sobre o complemento 003 afirma: “Penso que não houve um entendimento do objetivo da lei de forma integrada. A derrota maior é a das mais de 4 mil famílias que não podem regularizar seus imóveis”. Vereadores também defendem o projeto Autor de emenda contida no PL 003/12, o vereador José Paulo Teixeira (PSL) afirma que, além da falta de formalidade, outra falha importante se deu no que classificou como “enxerto” no projeto enviado pelo Executivo, complementando a opinião de Denig. Trechos da proposta implicaram diretamente na situação de moradores vítimas das enchentes que devastaram Atibaia em 2009 e 2010. 22 bairros, segundo o documento, passariam a ser classificados como áreas de risco, enquanto a Usina, responsável pelas cheias, segundo estudo feito por Julio Cesar Cerqueira Neto, especialista da Universidade de São Paulo (USP), obteria autorização para obras no rio

Atibaia. Na prática, pelo que dizia o PL, em caso de novo alagamento, o culpado seria o morador, invertendo a acusação contra o empresariado e a Prefeitura, interessados economicamente na produção de energia para o Centro Empresarial. “Muitos não compreenderam a questão das áreas de risco e sobre a construção de energia, os moradores se sentiram ameaçados. Com ou sem razão, tudo seria resolvido nas audiências públicas” analisa o vereador. Sobre a emenda, Teixeira diz ainda que tentou corrigir o mal entendido. “O parágrafo 2º do PL estava confuso e contraditório à Lei Federal”, justifica. O parlamentar também votou contra a aprovação do PL 003/12. “Eu não votei contra minha emenda, mas sim contra o projeto como um todo”, diz. “Não houve corporativismo nem fisiologismo. A desaprovação se deu pela falta de diálogo com a população e a quebra na formalidade”. O melhor, na visão do parlamentar, seria a retirada do projeto e uma nova apresentação, corrigida, à votação na Câmara. No geral, quem votou contra a aprovação do PL003/12 reconhece o benefício da proposta. Além de José Paulo Teixeira e Saulo, Emil Ono (PTB) segue pelo mesmo rumo na linha de pensamento. “É uma judiação não aprovar um projeto como esse”, analisa. O vereador diz que, se o projeto sob a responsabilidade de Gina cumprisse a obrigação legal, haveria votação favorável. “O Tribunal de Justiça já havia considerado uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin). Se a gente tomasse outro a coisa se complicaria, já que não houve audiência pública. Nas audiências, as vítimas das enchentes se manifestaram, e com razão, mas o projeto não diz respeito somente a eles. Há toda uma cidade que precisa regularizar sua situação imobiliária”. Novo PL A rejeição do PL 003/12 não encerra a novela da regularização de moradias vivida na Câmara. De um lado, moradores organizados em protesto contra uma proposta que acreditam ser nociva e, de outro, vereadores tentando debater sobre clareza na lei e solução aos problemas habitacionais enfrentados em Atibaia, agravados ainda mais após as enchentes em Atibaia. Na Prefeitura, Denig já adiantou que um novo projeto deverá ser apresentado no próximo ano. Para Saulo, a ideia é boa. “Projeto semelhante pode e deve ser apresentado, mas antas é preciso se debatido com a população”.


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Evento do PV pode complicar candidatura de Luiz Fernando Pugliesi Gratuito ou envolvendo apoio financeiro, encontro pode resultar em inelegibilidade Por Robson Morais

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m evento promovido pelo Partido Verde (PV), na última terça-feira, dia 20, pode complicar a situação de Luiz Fernando Pugliesi e Professora Gina (PDT) na corrida eleitoral à Prefeitura de Atibaia. Em nome dos candidatos prefeito e vice pela situação, um convite foi enviado a membros do partido e “interessados”, chamando para “saborear uma pizza”. O encontro informal não possui registro no Cartório Eleitoral, exigência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a ser cumprida no prazo máximo de cinco dias anteriores ao evento. Se denunciada, a candidatura pode ser considerada inelegível. Além de Pugliesi e Gina, o nome da candidata à vereadora Claudia Lima (PV) aparece no informativo, também sujeita à denúncia. Não se sabe se o evento foi ou não gratuito, mas o fato é irrelevante do ponto de vista criminal, como explica Nelson Basile Neto, advogado e membro da Comissão de Estudos Eleitorais e Valorização do Voto da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de São Paulo. “O

Tribunal Superior Eleitoral exige que todo evento seja devidamente registrado, com informações sobre o evento, número de convidados, data e propósito. Cabe, inclusive, a fiscalização”. Se foi pago, o encontro informal do candidato da situação serviu como arrecadador de recurso financeiro. Sem registro, não há como fazer a prestação de contas. No caso de um evento gratuito, a situação configura um possível esquema de compra de voto. Oferecer qualquer tipo de vantagem ao eleitor é crime, segundo prevê a lei eleitoral 9.504, de outubro de 1997. "Art. 41-A. Ressalvado o disposto no art. 26 e seus incisos, constitui captação de sufrágio, vedada por esta Lei, o candidato doar, oferecer, prometer, ou entregar, ao eleitor, com o fim de obter-lhe o voto, bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza, inclusive emprego ou função pública, desde o registro da candidatura até o dia da eleição, inclusive, sob pena de multa de mil a cinquenta mil Ufir, e cassação do registro ou do diploma, observado o procedimento previsto no art. 22 da Lei Complementar no 64, de 18 de maio de 1990".

Moradores temem demolição de casas para abertura de rua no Centro Na sessão de segunda-feira, 20 de agosto, o vereador Josué Luiz de Oliveira, Dedel (DEM) encaminhou um requerimento à Prefeitura em que solicita informações sobre o andamento da obra de abertura de rua no Centro. “Está sendo realizada a abertura de uma via ao lado da rua Voluntários de 1932, no Centro.

Mas, segundo informações dos moradores do local, algumas casas terão que ser demolidas para o andamento das obras. Essa afirmação procede?”, questionou. No documento, o vereador solicita ainda o valor total da referida obra e cópia integral do projeto. A Prefeitura tem um prazo de 15 dias para responder o questionamento.

O Hermano Cubano “Si hay “mal” gobierno yo soy contra” Hermano enlouqueceu quando teve que apagar a coluna já pronta graças a mais uma travessura à lá Eduardo Dusek, ao melhor estilo “Barrados no Baile”, protagonizadaa cinematograficamente por gente querida de mais para ficar de fora. A escuta, desta vez, era de tão primeira linha que captou a mensagem mesmo com todo o barulho da festança que contou com presença de deputado da bancada evangélica. Situação aprumada, cabelo feito e terno engomado. No bolso, o lenço e o crachá com foto bonita que andam por aí usando pra dar carteirada até em “terço de anjo”, como diria sábio monge que os altos montes habita. Segue o filme: Barrados no baile

Evento chique para deputado de bancada evangélica, lá do alto escalão, ocorreu esta semana, no Grêmio Recreativo. O ilustre foi convidado por partido que jura que emplacou na pesquisa eleitoral. “Será?” pensou Hermano que viu a manchete na banca e quase caiu duro. Gente bonita e arrumada ocupou as cadeiras devidamente aprontadas para o encontro, com direito a ala vip. Na porta, segurança e lista de convidados. “Fortaleza impenetrável? Não para o sorriso bonito da situação”, leu Hermano cara-pelada em página de Facebook.

ro, Beto em segundo: “Sou isso, sou aquilo, você não me conhece?”, perguntaram ao funcionário contratado da casa, que não fez nem questão de cumprimento. Barrou e ponto. “Aí, desandou”, contou Hermano de ouvido colado na escuta. Barrados no baile 5

E tinha razão. Desandou e não foi pouco. Nazareno Piniano, marido da candidata a vice-prefeita da situação, desceu do salto e já se pôs a ameaçar entrar na festa nem que fosse na marra. Barrados no baile 6

(um minuto para Hermano ouvir a música de Dusek) “Se não for peixinho não nada...Tentaram argumentar, somos chiques, ele, de leve, sugeriu um trambique... Pois foram barrados no baile, tratados como maus elementos, Lá dentro, rolando Bob Marley, cá fora, por favor, documento. Isso é que dá, cê querer frequentar...”

Barrados no baile 2

Barrados no baile 7

Dessa vez, porém, sorriso bonito não bastou. Segurança pedia documento e checava o nome de cada um na lista. Cara, crachá, cara, crachá, cara, crachá. Tudo nos conformes, como manda o figurino. O de Gina, por sinal, estava impecável. Quase tanto quanto o do marido. “Ela, num macacão plástico. Ele, com o corpo elástico”, já se pôs a cantarolar Hermano, afinando a viola que há muito não se toca na Central Cubana.

Àquela altura o barraco já estava armado. Até pedrada Nazareno ameaçou dar na turma que barrou por a + b a moçada da situação. Lá dentro, a festa continuava e deputado ilustre não viu nem de longe a tietagem frustrada. Beto se segurou nas tamancas e se pôs a apaziguar a situação. “Melhor correr antes que engrosse”, aconselhou Hermano do outro lado da escuta, já prevendo a tragédia. E apaziguou. De mansinho, Nazareno parou de ameaçar e pensou em sair de fininho. Dentinho já nem falava mais e Gina segurou o soluço. Sensibilizaram-se os Hermanos com a saia justa da candidata.

Barrados no baile 3

Acompanhado do ilustre casal estava a trupe mais popular do Partido Verde. Beto Trícoli e Ismael Fernandes, Dentinho, (PSB) também queriam conferir a cor da gravata do deputado convidado para a festa. Juntinhos, os quatro desceram do carro e se puseram frente ao segurança com torcicolo de tanto “cara, crachá”, crentes que entrariam na festa. Doce ilusão. Barrados no baile 4

Foram barrados. Segurança não reconheceu o brilho dos olhos azuis do ilustre deputado estadual. Não teve choro nem vela. Sem nome na lista, da porta para fora. Tentaram amenizar o constrangimento, alegando “chiqueza”. Dentinho em primei-

Barrados no baile final

Aos poucos, a coisa foi-se acalmando. A situação voltou pra casa e, na festa, ninguém deu conta do tumulto. Hermano ainda ria alto grudado na escuta, pensando que assim acabaria mais um episódio da travessura na situação. Estava enganado, pois eis que Beto tinha de fechar o imbróglio com chave de ouro. Sem frase de efeito, não se encerra o filme. Os olhos azuis voltaram a brilhar e, de sorriso duro estampado, mandou um “Deus te abençoe”, para o segurança. Sem mais, juntou as panelas e foi-se embora. “Teve que sartar”.


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Propostas mais reais Por Fernanda Domingues

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a quarta edição do Caderno Especial de Eleições do JP, os candidatos de Atibaia, Bragança Paulista e Piracaia responderam bem aos questionamentos da população sobre os temas perguntados pelos leitores nesta semana. Trouxeram propostas mais próximas da realidade de cada cidade, pegando carona, inclusive, em programas federais

do governo da presidente Dilma Rousseff. As assessorias, sem exceção, entregaram o material dentro do prazo estipulado pelo JP, como combinado desde o início com as equipes de campanha. Em Atibaia, o tema abordado foi habitação, um dos maiores déficits da cidade. Pessoas que já possuem casa própria ganharam casas populares no lugar de outras famílias que realmente necessitam, como é o caso das famílias atingidas pelas

enchentes, que ainda sofrem com a falta de moradia digna. Um problema que deve ser solucionado o mais rápido possível e com ações que realmente solucionem e não somente transfiram o problema. Na cidade de Bragança, segue também o tema habitação. Seguindo o ritmo quente do crescimento imobiliário nas cidades da região nos últimos anos, são construídos cada vez mais condomínios de classe média alta e a

construção de casas populares fica de lado. Consequência disso, as famílias que esperam ser chamadas nos programas federais e estaduais ocupam propriedades de forma irregular por não terem condições financeiras de pagar aluguéis. Já em Piracaia, a preocupação é com a juventude do município. Falta de capacitação, cursos profissionalizantes, atividades de lazer, educação, entretenimento e emprego empurram os jovens para as dro-

gas e violência. Políticas públicas de prevenção e recuperação devem ser realizadas urgentemente para o bem do futuro de toda a sociedade. O Caderno Eleições 2012 vem, mais uma vez, com o compromisso de levar até o eleitor/leitor as propostas dos candidatos que pretendem ser escolhidos como representantes durante os próximos quatro anos. Leia. Avalie. Debata as respostas dos concorrentes aos cargos eletivos. Boa leitura.

Spam: golpistas enviam e-mail falso do TSE com arquivo malicioso Por Edgard Matsuki, da EBC Com a chegada das eleições e início do horário eleitoral gratuito, um novo golpe está circulando na internet. A tentativa de phishing (se você não sabe o que é phishing, veja o último parágrafo desta matéria) usa o nome do Tribunal Superior Eleitoral para distribuir arquivos maliciosos e roubar senhas dos usuários. No e-mail falso, há um aviso de que o título eleitoral do usuário está suspenso. Para normalizar

o documento, seria preciso baixar um documento em PDF para descobrir as informações sobre como agir. É justamente no anexo que está o segredo do golpe. O link onde estaria o suposto arquivo direciona o usuário para o site “5puntos.co”. O conteúdo da mensagem (que tem alguns erros de português) pode ser visto abaixo. Prezado eleitor, A Central do Eleitor tem por finalidade servir de canal de comunicação direto e efetivo entre

o cidadão e o Tribunal Superior Eleitoral. E viemos informa-lo que seu título de eleitor encontra-se em situação: Suspensa. Para a regularização siga as instruções contida neste email. Os questionamentos encaminhados, via formulário da Central do Eleitor, serão respondidos em até 2 (dois) dias úteis. Agradecemos sua contribuição e colocamo-nos à disposição. Titulo(s) em Anexo(s) : Titulo.pdf ( 164 kb ) Imprimir Titulo(s) : Titulo.pdf (

164 kb ) Atenciosamente, José Jorge Ribeiro da Luz

clicar nos anexos. Se você recebeu um e-mail do TSE, saiba que ele é falso.

De acordo com um alerta escrito pelo próprio TSE, a instituição afirmou que não envia mensagens diretas aos usuários (com exceção do TRE-RS, que envia apenas a pessoas que autorizaram o recebimento de e-mails) e nem autoriza empresas a fazer o envio. Dessa forma, o usuário deve apagar imediatamente a mensagem ao recebê-la e nunca

Entenda o que é phishing O phishing é um termo que vem do inglês fishing (que quer dizer pescar). A prática é um tipo de fraude eletrônica que visa “pescar” dados de usuários. O roubo de senhas se dá, normalmente, por meio de e-mails falsos em nome de grandes instituições como bancos e órgãos públicos.


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CANDIDATO E VOCÊ

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PIRACAIA

“Quais seriam os projetos para fortalecer, no jovem, o carinho por Piracaia, dando a ele acesso a cultura, lazer e, principalmente, mantendo-o longe das drogas?”, Rubens Paschoal, morador do Vale do Atibaia, em Canedos, funcionário público estadual.

Professor Wanderley quer Orçamento Participativo Jovem e investimento em vários setores

Ações imediatas para o jovem são metas de Julio Badari

Rubens e leitores do JP. Sou professor e meu vice também. Convivemos com os jovens. Partilhamos seus sonhos de uma Piracaia com qualidade de vida. Sendo prefeito, irei instituir o Orçamento Participativo Jovem, no qual ele poderá decidir sobre as ações que deseja para em programas sociais dos governos federal e estadual. No esporte: campeonatos, recuperação do Centro Esportivo e quadras do município. Na cultura: incentivo e formação de grupos culturais e artísticos. Realização do Festival da Juventude e Gincanas Culturais. Quero qualificar o jovem para o mercado de trabalho por cursos técnicos e profissionalizantes, intercâmbios nacionais e internacionais. Vou implantar o projeto “Sábado da Cidadania”, que percorrerá todo o município oferecendo cursos, formações, cinema itinerante, esportes, cultura e lazer. De acordo com a Lei do Menor Aprendiz, criar o Projeto Patrulheiros (Guarda Mirim) que formará a juventude com princípios de cidadania, escotismo, saúde e qualidade de vida, educação musical e ambiental, valores morais e culturais, afastando nossos jovens das drogas e dando-lhes autoestima. Prezado Rubens e leitores do JP, no meu plano de metas, que distribuirei entre a população, constam mais ações em favor da juventude, futuro de Piracaia. Educação, profissionalização, cultura, lazer e esporte, esse é meu compromisso. Agradeço a pergunta, receba meu abraço e conto com seu apoio, de seus amigos, de sua família e dos jovens de nossa querida Piracaia.

Paschoal, toda vez que falamos de juventude, nos vem o pensamento de futuro. Mas para que o futuro dos nossos jovens seja repleto de realizações, vamos iniciar nossas ações agora, no presente. Para trilharmos com segurança o caminho do futuro, precisamos começar a construir nossos alicerces firmes e seguros neste momento. O tempo passa e a juventude tem pressa. Nós somos o reflexo da formação que tivemos no passado, portanto, somos responsáveis pelo que se tornarão nossos jovens amanhã. Para cuidar com carinho de nossos jovens, precisamos de ações integradas, incentivando práticas esportivas, culturais e de lazer. Vamos revitalizar nosso Centro Esportivo Municipal, com apoio sério e contínuo às mais diversas modalidades esportivas. Todas as escolas terão quadras poliesportivas abertas e monitoradas nos fins de semana e período de férias. Iremos formar equipes visando à participação nos jogos internos e regionais. O esporte é fator determinante para a elevação da autoestima de nossos jovens, por ele, iremos vestir com orgulho a camisa de nossa cidade, onde acima do nosso brasão estará escrito Piracaia. Vamos incentivar e desenvolver atividades culturais, como grupos de teatro, música, bandas e fanfarras. Promoveremos festivais culturais, agregando nossos jovens. Somente oferecendo atividades constantes de esporte, cultura e lazer poderemos evitar que nossos jovens se dirijam às drogas. Cuidar hoje de nossa juventude será a melhor forma de caminharmos com segurança para nosso futuro.

Contribuição em diversas áreas é proposta de Therezinha aos jovens

Edmílson Armellei fala em oportunidades e envolvimento

Essa resposta engloba várias áreas do meu plano de governo. Primeiramente, a Prefeitura precisa contribuir efetivamente na Educação, ou seja, precisamos investir no futuro dos nossos jovens, oferecendo-lhes todo auxílio para cursar uma faculdade. Irei ampliar o programa de bolsas de estudos, garantir o transporte para os universitários, ampliar o programa de vagas para trainees, além de trazer e resgatar cursos profissionalizantes, como os da Etec, por exemplo, que foi uma conquista do PSDB, e que, infelizmente, não foi bem aproveitada. Também precisamos investir no Esporte. Faz parte do meu plano de governo, reestruturar o Centro Esportivo, criar o calendário anual municipal, resgatando a prática de diversas atividades esportivas e a realização de torneios e campeonatos escolares, municipais e intermunicipais. A Cultura e o Lazer também devem ser pensados. Faremos um trabalho de valorização e resgate das nossas festas tradicionais, dos artistas locais, da nossa cultura. Buscaremos apoiar iniciativas nas linguagens teatrais, musicais, literárias, coreográficas, plásticas e das culturas populares tradicionais e contemporâneas. Proporcionando aos nossos jovens um ambiente saudável, eles terão a opção de manterem-se com a cabeça ocupada e longe das drogas. É importante que as pessoas tenham opções que deem prazer na vida e, para terem prazer, não é preciso recorrer a drogas: o prazer está em viver, viver bem, viver com saúde, e compartilhar alegrias com as outras pessoas.

Nossa proposta à juventude consiste na criação de oportunidades. Precisamos envolver os jovens em atividades esportivas e culturais, mas, acima de tudo, temos que melhorar o ensino e gerarmos mais empregos no município. A melhor forma de afastarmos o jovem do caminho das drogas é ocupando o tempo dele. O jovem pode ser um aprendiz e, assim, trabalhar, ganhar experiência, aprender uma profissão e, ao mesmo tempo, estar preparado e qualificado para o mercado, com a ajuda de uma formação técnico-profissional. Mas isso depende da geração de desenvolvimento no município que será alcançada, principalmente, com a implantação do Parque Industrial na região de Batatuba e Canedos.


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Eleições 2012

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A eleição vai até você ATIBAIA

“Como ajudar a população a conseguir casa própria? Quais as propostas para dar moradia a quem realmente precisa e melhorar o critério que, há alguns anos, deu casa popular para muitas pessoas que já tinham casa própria?”, Maria Isabel Silva, moradora do Jardim Maristela 2. Ela não trabalha, pois cuida da mãe doente.

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Notícias

O T A D I D N A C E VOCÊ

Para Arthur Migliari, resolver a questão habitacional começa pela Vila São José

Saulo propõe plano de habitação em parceria com Governo Federal

A questão da habitação é uma coisa muito séria em Atibaia. A começar pelos moradores da Vila São José, principalmente para o pessoal que mora nas antigas casas, chamadas "casa de lata", que agora são casas de "eucatex" e vivem em condições sub-humanas. Esse pessoal, vou tirar de lá imediatamente, pois começarei a construir o novo bairro para eles no dia 2 de janeiro de 2013. As construções que foram feitas nos Cerejeiras não são moradias adequadas para se morar. O meu conceito de moradia é totalmente diferente. Vou colocar as pessoas para morar em lugares muito, mas muito melhores que isso. Farei um cadastramento direto, mesmo porque mudarei o Gabinete do Prefeito para o Imperial/Cerejeiras e estarei lá no local vendo quem é quem, onde mora cada pessoa. E, isso, com o auxílio de assistentes sociais, que percorrerão os bairros para saber quem efetivamente precisa de moradia, quais são as condições de vida de cada pessoa e não como é feito por aí, tudo na base do "mais ou menos" ou de qualquer jeito. Sem organização não se vai a lugar algum.

Para ajudar a população a conquistar a casa própria, o nosso Plano de Governo contempla um Plano de Habitação em parceria com o Programa Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal, que oferece moradias de melhor qualidade que a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), do Governo do Estado. Além disso, a entrega das moradias ocorre em menor tempo e com valores mais baixos para a população ter acesso. Pelo convênio, a Prefeitura doa o terreno, reduzindo o custo total do empreendimento e barateando o valor final do imóvel para o munícipe, que quitará o pagamento em parcelas mensais de baixo valor. Em relação a "melhorar o critério", é importante ressaltar que o próprio programa já faz a triagem dos contemplados por quesitos pré-determinados. Para esse tipo de plano, que propomos em parceria com a população, o beneficiado tem que comprovar rendimentos mensais, no valor de zero a três salários mínimos, além de não ter nenhum outro imóvel em seu nome, o que já impede que pessoas com moradia própria se beneficiem do programa.

Luiz Fernando Pugliesi quer cadastro social atualizado

Reduzir o déficit habitacional está entre as metas do Professor Wanderley

É um prazer poder responder a você, Maria Isabel. Você sabia que hoje a Prefeitura tem projetos em andamento, outros em obras e terrenos para construção de mais de 2000 unidades de casas populares? Nossa proposta é, inicialmente, entregar todas essas unidades e buscar novos projetos junto ao Governo Estadual e Federal para atender todas as famílias que precisam. Para evitar dúvidas quanto a isso, faremos um novo cadastro social, com atualização dos dados de quem já está na lista. Nos últimos anos, foram entregues um total de 416 casas populares. Antes disso, Atibaia tinha pouco mais de 200 unidades. Das que foram entregues 368 foram construídas pela Prefeitura em parceria com o Estado, via CDHU. Vale dizer que, nesse caso, o cadastro e posterior sorteio das famílias beneficiadas seguem os padrões da CDHU. Também foram entregues mais 48 apartamentos construídos em parceria com o Governo Federal, via Ministério das Cidades, no bairro Caetetuba. Ainda estão em obras mais 255 unidades, em Caetetuba e Guaxinduva. Obras que ocorrem via Ministério das Cidades e Prefeitura. Temos projetos encaminhados para mais 2000 unidades encaminhadas via Governo Federal para atendimento de famílias nos bairros Caetetuba, Jardim Colonial, Tanque e Guaxinduva. Tenho o compromisso de acelerar todas essas obras e projetos e entregar tudo no próximo mandato.

Meu governo vai enfrentar os problemas de habitação no município. Reduzir o déficit habitacional é uma meta, buscando diferentes linhas de financiamento e ações de parcerias. Para isso, primeiramente, faremos um censo geral da cidade para saber o número exato da população e descobrir qual a renda familiar e per capita. Com essa avaliação, levantaremos diversos dados e as demandas de todas as regiões. Quando tivermos o conhecimento do déficit habitacional, vamos fazer o cadastramento específico para saber quais são as famílias que, de fato, necessitam de moradia popular. Com esse dado em mãos, vamos dialogar com o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, que demonstrou total apoio a nossa candidatura. Afinal de contas, o nosso candidato a vice-prefeito, Wanderley Lopes, é do mesmo partido, o PSDB. Vamos lutar para reduzir esse déficit habitacional e garantir moradia digna para quem precisa. O diferencial é que por meio desses dados vamos ter um raio-x da situação e atender a demanda da população. Nosso governo também buscará parcerias com empreendedores, garantindo a infraestrutura básica dessas áreas, com saneamento básico (água e esgoto) e pavimentação. A Prefeitura, por meio da secretaria competente e de funcionários qualificados, irá aprimorar o sistema de cadastro das famílias, promovendo uma atualização anual, mesmo que, para isso, num primeiro momento, recorra a um serviço especializado de auditoria. Trabalharemos em favor de uma Atibaia para Todos.


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Eleições 2012 A eleição vai até você

Notícias

CANDIDATO E VOCÊ

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BRAGANÇA “A quantidade de condomínios está aumentando cada vez mais em Bragança. Por que as casas populares não aumentam na mesma proporção que os condomínios? O que vocês pensam em fazer para garantir mais casas próprias para a população?”, Ana Paula de Moraes Lima, manicure, do Jardim da Fraternidade.

Zenorini: “Não se pode governar para os dois lados”

Priorizar investimento público em moradia é objetivo de Fernão Dias

A quantidade de condomínios aumenta em Bragança. A constatação reflete a política da administração pública nos últimos 50 anos. Os últimos prefeitos governaram apenas para os privilegiados e viraram as costas para todos nós. Não existem meias palavras. É necessário escolher um lado e ele é muito claro: estamos ao lado dos trabalhadores, o que implica uma mudança radical no que se refere à política habitacional. Não podemos aceitar que os condomínios de luxo acabem em degradação da natureza, como é o caso do assoreamento do Lago do Taboão. Defendemos também o IPTU progressivo. Todos aqueles que possuem mais de uma propriedade devem pagar alíquota maior. Quem tem mais de um imóvel, tem condições de colaborar mais na arrecadação municipal. Além disso, essa é uma medida essencial para combater a especulação imobiliária. Aumentando o IPTU daqueles que têm mais de uma propriedade, colaboramos para que mais trabalhadores possam conquistar a tão sonhada casa própria. Vale frisar que apoiamos os moradores do Green Park e defendemos a regularização de todas as moradias desse território. Como você pôde perceber, não se pode governar para os dois lados. Com um governo voltado para os trabalhadores, teremos mais gente morando dignamente. Fique à vontade para levantar dúvidas ou sugestões pelo telefone (11) 7298 4149 ou pelo blog fredzenorini16.blogspot.com.

Ana Paula, a questão é que falta investimento público para a construção de casas populares porque essa não foi uma prioridade da atual administração nem das anteriores em nossa cidade. Os condomínios são feitos com investimentos privados e não dependem da Prefeitura, que apenas autoriza a execução. Para melhorar Bragança, a habitação para a população de baixa renda será uma de nossas prioridades, além de programas de regularização nos loteamentos clandestinos. Precisamos conseguir recursos federais para investir em habitação porque orçamento da cidade está comprometido por anos de má administração. Vamos viabilizar programas do Governo Federal, como o Minha Casa Minha Vida, e estreitar a parceria com a Caixa Econômica Federal para facilitar o acesso ao crédito. Até hoje, isso não foi feito em Bragança por falta de força política e de diálogo. Em nossa gestão, pretendemos acabar com essa situação porque somos do mesmo partido que Lula e Dilma e colocaremos a cidade em sintonia com os programas do Governo Federal. Para conhecer mais sobre nosso programa e nossas prioridades acesse www.fernaodias13.com.br

Projeto de habitação popular é investida de João Carlos Nós temos um projeto de habitação popular para atender quem ainda não teve oportunidade de conquistar casa própria e quem garante o sucesso desse projeto é o nosso principal apoiador, o governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB) que destinou 1800 novas unidades habitacionais para Bragança. Além disso, no nosso Plano Municipal de Habitação Popular, vamos distribuir 1500 lotes urbanizados, com total infraestrutura de asfalto, guias, sarjetas, iluminação e água, para garantir melhor qualidade de vida ao

cidadão e, assim, complementar as necessidades habitacionais existentes. Falo com conhecimento de causa e garanto o que está estabelecido em nosso Plano de Governo, que foi elaborado em conjunto com a comunidade. Eleito prefeito vou fazer. Essas e outras propostas do nosso Plano de Governo podem ser encontradas no nosso site www.joaocarloscarvalho45.com.br, onde você também encontra vídeos com as nossas propostas e mensagens de apoios a nossa candidatura. Curta também nossa página no Facebook www.facebook.com/joaocarloscarvalho45. Compartilhe nossas ideias, compare os candidatos e vote consciente.

Renato Frangini tem planejamento urbano como eixo

Implantação do OP é ferramenta proposta por Gustavo Sartori

O crescente número de condomínios privados é reflexo da falta de planejamento urbano. Por isso, nosso Programa de Governo, considerado pela população como o melhor e o mais bem elaborado para a retomada do desenvolvimento habitacional, trata da questão como sendo uma das prioridades para Bragança. Vamos implantar o maior programa habitacional a partir da construção de 4 mil moradias, o que transformará em realidade o sonho da casa própria às famílias bragantinas que mais precisam. Para isso, firmaremos parceria com a CDHU, Caixa Economia Federal, Programa “Minha Casa, Minha Vida” e a Agência Paulista de Habitação Social para a construção de casas e de apartamentos à população de baixa renda. É preciso criar conjuntos habitacionais de pequeno e médio portes, inseridos em bairros com infraestrutura urbana para facilitar a adaptação ao espaço físico. É preciso aprimorar os projetos para a construção de moradias com áreas de lazer, esporte, cultura e comércio. Nesse sentido, os que vivem em áreas de risco terão prioridade no atendimento público. Vamos revolucionar o sistema habitacional.

É intenção primordial do nosso governo não só garantir a construção de casas para população, mas dar uma nova qualidade à moradia popular, com uma construção sustentável e mais confortável, uma moradia digna ao ser humano tanto física quanto social. É fundamental trabalhar sobre esse tema ouvindo a população, por meio da implantação do Orçamento Participativo, com que o nosso governo irá até o bairro ouvir da comunidade sobre as reais necessidades. Iremos coordenar a política habitacional de forma a estimular a construção de moradias, visando interesses e propostas para transformação da cidade, que devem surgir a partir da conscientização de seus habitantes. Para que as políticas públicas para construções de novas moradias realmente funcione, contaremos também com o nosso ótimo relacionamento com os governos Estadual e Federal, que nos auxiliarão para que possamos concretizar todos os nossos projetos nessa área.


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Histórico de coronelismo e impasse entre poderes dificultam questão habitacional Por Fernanda Domingues

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descaso com a habitação em Bragança Paulista é visível. Hoje são, aproximadamente, 200 loteamentos irregulares e clandestinos, que envolvem pessoas de todas as classes econômicas e não apenas as menos favorecidas, que são estigmatizadas como “favelados”. O que está por trás dessa história também é que esses loteamentos são herança de governos anteriores, sendo promovidos, muitas vezes, por interesses políticos de coronéis da cidade. Loteamentos irregulares são os que foram executados em desconformidade com o projeto aprovado ou executados parcialmente, ou seja, não foram concluídas todas as obras de infraestrutura necessária. E os loteamentos clandestinos são os que não possuem existência no mundo jurídico, nunca foram submetidos a qualquer aprovação. Segundo a Kelly Cristina Alvares Fedel, 4ª promotora de Justiça da Comarca de Bragança, “a maioria dos loteamentos tido por irregulares, na verdade, são clandestinos. Alguns necessitam apenas de regularização dominial, já que, por serem antigos, estão faticamente consolidados, com infraestrutura urbana completa instalada. Outros necessitam da regularização dominial e fática”. A grande maioria dos loteamentos tem mais de dez anos e está até hoje sem regularização. Muitos terrenos estão com entraves na Justiça. Existem 40 ações civis públicas em andamento, visando a regularização e/ou desfazimento de loteamentos clandestinos. Por muito tempo abandonaram a questão de habitação, o plano diretor do município foi feito em 1991 e houve alterações somente em 2007, deixando Bragança sem regras para a construção de empreendimentos e loteamentos. Nesse período, houve também a vinda de muitas pessoas do nordes-

Márcio: “A mídia corre o risco de ser fechada por estar mexendo com aquele que a financia”

Foto: Fernanda Domingues

Ao contrário do que pensa o senso comum, loteamentos irregulares e clandestinos também envolvem áreas ricas; mídia se cala sobre o assunto

Somente no Green Park, são 1360 pessoas à espera de regularização da moradia te para morar em bairros da cidade, com a promessa de casa própria. “No bairro Águas Claras, por exemplo, existem muitas pessoas que vieram do nordeste e que trouxeram parentes da terra natal com a promessa de que, se votassem em tal grupo político, teriam casa própria, caso ganhasse as eleições. Eles, então, mudavam o título e esperavam a promessa ser cumprida. Infelizmente, foram utilizados como curral politico”, declara o prefeito João Afonso Sólis (PSDB). Para ele, esse é um dos motivos para o início de loteamentos clandestinos. Muito se fala dos loteamentos irregulares ocupados por pessoas de baixa renda e se “esquecem” que a maioria deles é ocupada por pessoas de alto poder aquisitivo. Que não tem destaque nas mídias locais e não são autuados facilmente pelo Poder Judiciário. Segundo Márcio Juviniano Barros, ex-chefe da divisão de habitação em Bragança, integrante da entidade União dos Movimentos de Moradia (nível estadual e federal), e colaborador e ex-presidente da Associação Comunitária de Habitação Popular de Bragança Paulista (ACOAB) diz que a mídia local é mantida pelo setor imobiliário e, por essa razão, não é falado que os loteamentos de alto poder aquisitivo são irregulares. “A mídia corre o risco de ser fechada por estar mexendo com aquele que a financia. Como é uma questão diretamente ligada ao setor imobiliário, a mídia não tem interesse nesse assunto”, explica. O privilégio dessas pessoas que residem em loteamentos não vai para na mídia. Ocorre também nas audiências dos tribunais. Márcio afirma que, “a população carente não tem acesso tão facilmente à Justiça como o mais abastado tem. Quem tem renda alta, tem condição de entrar com recurso, levar adiante na Justiça e negociar uma compensação. Ele tem

ferramentas para utilizar, para pagar o prejuízo ambiental que fez. Já o pobre, como não tem essas ferramentas e um advogado com esse poderio de ordenação, acaba sofrendo a reintegração de posse com mais facilidade que o mais rico”. Por não serem loteamentos de interesse social, o município não pode pagar para que haja desapropriação. Se esses loteamentos estão em Áreas de Proteção Permanente (APP) deve ocorrer à demolição das casas. Jango diz nunca ter visto um loteamento de alta renda ser demolido por estar em áreas de APP. “Nunca presenciei um caso. Não é feito nada contra essas pessoas. É muito difícil o Ministério Público (MP) mover uma ação contra elas. O MP move contra a Prefeitura, mas não tem o que fazer se é uma área particular, não posso desapropriar. Eles alegam que não fiscalizei. É humanamente impossível fiscalizar o município inteiro. Mas existe uma ferida, o próprio fórum foi construído em cima de uma área de APP”, declara. Motivos Um dos maiores motivos para a formação de loteamentos irregulares e clandestinos de baixa renda é a condição financeira da população. Márcio afirma que as pessoas não têm condições de pagar o aluguel ou de comprar uma casa no município e acabam comprando área com preços menores. “Há uma avaliação que a pessoa não poderia pagar um aluguel 30% acima da renda, porque o resto tem que ser gasto com educação, alimentação. Porém, ocorre o contrário, o salário é baixo e o aluguel é alto. Então, as pessoas não conseguem, de jeito nenhum, alugar uma casa e vão para um sítio, onde preferem parcelar o terreno, fazendo uma cota entre várias famílias. Elas pensam em ir morar de uma forma

menos digna, mas que consiga sobreviver. Aí, começam a criar esses tipos de assentamentos”, relata. Jango afirma que os donos desses terrenos fazem esse tipo de parcelamento por arrecadarem mais do que a venda do terreno. Segundo ele, “virou um costume essa atitude, o pessoal tem terrenos grandes e não consegue vender, então ele 'pica' a área e faz a demarcação, arrecadando muito mais vendendo lotes irregulares do que se vender o terreno inteiro. A pessoa sem instrução acha o preço bom e compra um terreno sem saneamento e energia elétrica”. Poder Público Márcio aponta que o Resolo (Divisão de Regularização Fundiária e Parcelamento do Solo) é um órgão interessante, mas que não tem condições para trabalhar por faltar profissionais capacitados, espaço físico, estrutura para os computadores, entre outros. “É necessário um órgão que seja efetivamente regulador e que haja prontamente assim que houver uma ocorrência de ocupação irregular. Deve conter Guarda Municipal, profissionais do jurídico, da habitação, engenheiros. No que existe, faltam profissionais, o espaço é pequeno, não há computadores suficientes, programas adequados e novos para se trabalhar com tecnologia e outras coisas a mais”, ressalta. A promotora também critica o Resolo e aponta ser dever do município a resolução dos problemas relacionados à regularização de loteamentos clandestinos e irregulares. De acordo com ela, “compete a ele, nos termos da Constituição Federal, promover o adequado ordenamento territorial, mediante planejamento e controle do uso e parcelamento do solo urbano. Para isso, o município deve possuir um corpo técnico multidisciplinar capaz de promover a adequada análise dos projetos de

loteamento que são submetidos à aprovação e, ainda, capaz de promover a regularização dos loteamentos clandestinos e irregulares existentes no município. E alfineta: “Sobre o Resolo, na prática, tal divisão não se presta ao fim a que se destina, eis que seu trabalho, na atualidade, se limita a responder os ofícios que lhe são endereçados pelo Ministério Público e pelo Judiciário”. A política municipal de habitação de Bragança, segundo Márcio Juviniano, é de construir 400 casas por ano, em razão do governo ter feito a proposta de acabar com o problema de habitação em até 20 anos. “Isso é o mínimo que a cidade tem que construir. Deveria também ter um grande esforço para a amizade entre os três poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário). Além de se fiscalizarem, eles têm se entender, trabalhar conjuntamente. Senão, quem sofre é a população. Hoje, a Prefeitura joga na mão da Justiça e vice-versa. Conclusão: fica nesse impasse”, salienta. Jango explica que todos os loteamentos clandestinos e loteamentos de interesse social estão em fase de regularização por meio do programa Cidade Legal, que é do Governo do Estado de São Paulo. E que os loteamentos de classe alta dependem da Justiça. Ele fala também que, desde quando assumiu a Prefeitura “regularizou seis bairros, melhorou o plano diretor, o código de urbanismo e a lei de zoneamento”. “Hoje se a pessoa não cumprir todas as exigências, não consegue construir uma casa. Deixamos tudo bem amarrado e de uma forma que dificulta bastante a irregularidade”, conta. Green Park e represa Segundo o prefeito, os casos mais difíceis para a regularização são o Green Park, loteamento de interesse social com mais de 1.360 pessoas e a maioria dos loteamentos em torno da represa, onde residem famílias de alto poder aquisitivo. “Esses loteamentos não têm saída. Em volta da represa, em áreas de APP, são pessoas de classe alta e não dá para encaixar no Programa Cidade Legal, pois a prioridade é somente para área social de baixa renda. Não tenho como desapropriar essa área também, pelo mesmo motivo. O MP está resolvendo isso. Já no Green Park, a dona do loteamento deve mais de R$ 5 milhões em IPTU. Ela não tem como pagar e o MP não deixa a Prefeitura apropriar o terreno, a promotora fala que o município não tem que colocar dinheiro nessa área. Ela quer que a dona do terreno se reúna com as pessoas que moram lá e negocie o pagamento”, destaca.


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Treinando desde quinta, Lincom pode ser o reforço no ataque do Braga

O

time do Bragantino realizou o último trabalho antes de seguir viagem para a cidade de Varginha (MG), onde hoje, dia 25, às 21h, no estádio Dilzon Melo, o Melão, enfrenta o Boa Esporte pela última rodada do primeiro turno da Série B. Será o terceiro jogo do técnico Roberto Cavalo, que busca a primeira vitória no comando técnico da equipe. Os jogadores realizaram um recreativo e Cavalo não conseguiu definir quem será o companheiro de Léo Jaime no ataque do Braga. Lincom, que não trabalhou quase toda a semana, voltou a ficar à disposição do treinador na tarde de quinta-feira, dia 23, depois de uma conversa com toda a comissão técnica. O atleta estava no departamento médico se recuperando de dores no tendão e foi relacionado para a partida. “O Lincom é um jogador importante dentro do nosso esquema tático. Aguardamos toda a semana por ele, mas ainda vamos avaliar o aproveitamento na partida. Ele viaja com a delegação e

em Varginha definimos a equipe”, explicou o treinador do Braga. Mudanças O time terá algumas mudanças, já que Acleisson cumpriu suspensão e deve reaparecer entre os titulares. Outra novidade pode ser o aproveitamento de André Astorga e Kadu, já que Guilherme sentiu a coxa e foi vetado pelo departamento médico. O treinador do Braga tem dúvida também quanto ao esquema tático a ser utilizado em Varginha. Cavalo trabalhou com duas formações: a primeira com três zagueiros e dois volantes e a segunda com dois zagueiros e três volantes. “Gostei das duas. Os jogadores mostraram muita disposição e pegada nas duas formações. Em caso de aproveitamento do Lincom, preciso ver qual será a melhor. Não consegui utilizar o Lincom durante a semana, mas ele já conhece os companheiros e sei que, se jogar, não sentirá problemas na partida”, explicou Roberto Cavalo antes do embarque para Varginha.


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Projeto da Sabesp será debatido em audiência pública

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Reunião será na próxima terça-feira, dia 28, na Câmara Municipal

m audiência pública, a Câmara Municipal coloca em debate projeto que pretende reafirmar o contrato da Prefeitura com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (SABESP). O projeto visa celebrar convênio de cooperação entre o Estado e o Município para a continuidade de prestação de serviços públicos de abastecimento de

água e esgotamento sanitário pela Agência Reguladora de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (ARSESP). A reunião, aberta a participação popular, será na próxima terça-feira, dia 28, a partir das 18h, na sede do Legislativo e será coordenada pelo vereador Marcus Valle. As realizações das audiências públicas são previstas pelo Regimento

Interno do Legislativo. O objetivo é ouvir os interessados e também abrir oportunidade a população para que emita opiniões e sugestões sobre os projetos em pauta, antes de sua votação em Plenário. A reunião será transmitida, ao vivo, através do endereço eletrônico www.camarabp.sp.gov.br.

Festa dos bancários: Convites devem ser retirados até o dia 30 Começou na quarta-feira, dia 22, a distribuição dos convites para a Festa dos Bancários 2012, que acontecerá no dia 31, no Espaço Lellos, em Bragança. A festa acontece tradicionalmente entre agosto e setembro,

para mobilizar a categoria, cuja data base é 1º de setembro. Os convites devem ser retirados na Sede do Sindicato (Rua Coronel Teófilo Leme, 790 - telefone 4034 0893) e na Subsede de Atibaia (Rua Adolfo André, 776 - telefone

4412-2944 A exemplo do ano passado, o bancário sindicalizado tem direito a um convite gratuitamente. Cada convidado para R$ 40,00. Crianças de 6 a 10 anos pagam R$ 20,00.

Enade 2012 na USF é amanhã Confira a relação dos alunos inscritos no Exame Nacional de Desempenho de EstuCampus Bragança Paulista Administração Ciências Contábeis Direito Logística

dante (Enade) 2012. A prova será aplicada amanhã, dia 25 de agosto, com início às 13h Campus Campinas Administração Campus Itatiba Administração Psicologia

(horário oficial de Brasília), recomenda-se chegar com 1 hora de antecedência. Campus São Paulo Administração Direito Psicologia

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Mais 22 guardas Foram contratados para fazer mais multas, pois, com certeza, a Tecdet, que prometeu revolucionar o sistema de trânsito em nossa cidade, gerou uma revolução que realmente ocorreu, mas no bolso dos contribuintes e turistas que, desavisadamente, passam por nossa cidade. A empresa deve ter reclamado, por isso o aumento de funcionários. Afinal, faltam apenas cinco meses para terminar o ano. Com certeza, em 2013 estarão fora e querem aumentara a renda. As multas irão aumentar Com certeza, é a vingança do Jango que é pressionado pela primeira-dama para fazer isso em retaliação a imposição da executiva estadual do partido que os fizeram engolir o candidato do PSDB, João Carlos Carvalho, e não aquele que era gosto dela. Totalmente abandonado O prédio onde funcionava a Unidade Básica de Saúde João Marcondes Escobar, localizado no Jardim Águas Claras, encontra-se totalmente abandonado e a mercê de bandidos e vândalos, pois não há nem uma pessoa tomando conta do imóvel, pois, como é sabidos, a Guarda Municipal está com as principais funções desviadas para outras atividades que não são suas. Esse é um retrato do desgoverno Jango e Gonzaga Mathias Intervenção branca É o que está ocorrendo na Unimed de nossa cidade. O Dr. Josefran deixou a presidência no ultimo dia 30 de julho e uma junta formada pelos doutores Darwin, Rafael, Florenzano e, por incrível que pareça, novamente o Josefran, assumiu a direção da cooperativa. Essa é uma verdadeira intervenção branca, aliás, tão branca que chega a ser pálida. 7 de setembro não haverá desfile É exatamente isso que você está lendo. Neste ano, não haverá desfile comemorativo ao Dia da Independência aqui em Bragança Paulista, pois a Prefeitura não tem dinheiro para pagar hora-extra para as professoras e para os guardas municipais participarem. A Prefeitura está falida. Você quer saber onde o Jango enfiou o dinheiro? Ele tem, hoje, contratado para atender ele e a primeira-dama, perto de 500 funcionários nomeados, sendo que 80% deles não fazem absolutamente nada, são funcionários de primeiro em-

prego, que nunca tiveram uma carteira assinada e ganham altíssimos salários. Até que ponto chegamos. Pelo que sei, nunca nossa cidade ficou sem um desfile de 7 de setembro. Vejam agora a situação neste desgoverno do PSDB. Em quem votar? Há candidatos a vereador que não estão nem aí com o candidato a prefeito de seu grupo político, como também há candidatos a prefeito que não estão nem aí com seus candidatos a vereador, tanto que há santinhos de candidato a prefeito que o número do candidato a vereador está em branco. E, claro, candidatos de outros grupos utilizam esses santinhos para colocar números. Horário eleitoral... ... Começou esse inferno. Na primeira semana, todos assistem. Depois, não querem nem ver. Atrasa a vida de todo o mundo, pois outros programas começam muito mais tarde. O pior de tudo é que a ladainha deles é sempre a mesma: mentiras e mais mentiras. Tem candidato que leva a mãe, a vó, a tia e as netas. Não perca tempo, analise seu candidato no peito a peito. Na TV, são todos iguais. Salários dos próximos vereadores O salário mensal dos 19 novos vereadores que irão tomar posse no dia 1 de janeiro de 2013 será de R$7.455 mil. Chegou-se a esse valor na Comissão de Justiça da atual Câmara dos Vereadores, que analisou o impacto que haveria no orçamento total da Casa. Portanto, a vocês candidatos a vereador, o salário compensa. Assim, mãos à obra, pois a briga vai ser feia. Jango mendigando votos O prefeito Jango pode ser visto batendo de porta em porta pedindo votos para o candidato de seu partido, pois, na certa, deve ter sido pressionado pela executiva estadual que, caso ele se negue a fazer, não terá uma nomeação para ocupar algum cargo na Assembleia Legislativa de São Paulo. CEI da Viva a Vila Pelo jeito, irá acabar em pizza, pois nem um dos candidatos quer se meter nisso por temer perder votos. Como eles necessitam se eleger novamente e não querem perder as rendas mensais que, no caso de alguns vereadores de nossa câmara chegam até ser vitalícias, tudo ficará parado e para o próximo ano.


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16 bragança

Criança é vitima da má conservação das ruas de Bragança

Por Angelito Neto

N

o último dia 17 de julho, uma criança de 11 anos perdeu oito dentes e teve perda óssea e de parte da gengiva após sofrer uma queda de bicicleta na avenida Atílio Menin, na região do Jardim Águas Claras. Segundo relato do jovem Matheus da Silva Borges, que mora com a família no bairro, o acidente ocorreu por volta das 18h. O menino andava de bicicleta, quando saiu da avenida e foi para o acostamento. Sem calçada, guia e sarjeta de proteção, entrou em uma valeta. A roda da frente se chocou contra uma tubulação e o garoto foi arremessado ao chão. Com a força do impacto, faltou pouco para ser jogado contra uma pilha de entulhos, onde havia muitos pedaços de madeira com pregos. Matheus foi socorrido pelos familiares e também por vizinhos. Depois de um dia e meio em observação, o jovem foi encaminhado para o Hospital Mario Gate, em Campinas,

Fotos: Angelito Neto

Menino de 11 anos, morador do Jardim Águas Claras, sofre queda e tem sérios ferimentos

Apesar de reconstruir parte dos lábios, Matheus terá que conviver com próteses por longo tempo

onde faz tratamento. Nas fotos tiradas na época do acidente, o estado da boca do menino é impactante. Já foi possível reconstituir parte dos lábios, mas ele ainda terá que passar por vários procedimentos até ter toda a estrutura interna da boca recuperada. No entanto, Evanize Bernardo da Silva Borges, mãe de Matheus, diz que os implantes dentários só poderão ser feitos após o garoto completar 18

anos. Até lá, o menino terá que adaptar próteses na boca. Providências judiciais Em consequência disso, a família de Matheus entrará na Justiça contra a Prefeitura de Bragança Paulista para que seja reparado o dano causado. “A falta de conservação, iluminação e de acostamento acabou fazendo isso com o meu filho”, explica Evanize. “Quero justiça. Isso não pode ficar assim. Por

Falta de acostamento foi um dos motivos do acidente de Matheus

pouco, meu filho não morreu”, completa a mãe. Vanessa Silva, uma vizinha que ajudou a socorrer o jovem, conta que a avenida oferece risco diário aos pedestres, principalmente no período noturno. O local não tem iluminação e os acostamentos estão com enormes valetas e com o esgoto escorrendo a céu aberto. “Isso faz com que nós tenhamos que andar na rua, correndo o risco de ser atropelados”, relata Vanessa.

Há cerca de dois meses, na edição de 23 de junho, a reportagem do JP Notícias abordou as condições precárias da avenida Atílio Menin. Desde então, nenhuma melhoria foi realizada no local. “Pelo jeito, os moradores ainda terão que conviver com essa situação. Quem sabe, no ano que vem, o novo prefeito tome alguma atitude”, comenta outro morador do Jardim Águas Claras, Rodrigo Lima.

Rescisão de contratos de trabalho terá novo modelo a partir de novembro Os documentos para a rescisão de contratos de trabalho deverão seguir um novo modelo a partir de novembro. O Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho (TRCT) deverá especificar detalhadamente as verbas rescisórias devidas ao trabalhador e as deduções.

Se o documento não estiver de acordo com o novo modelo, não será autorizado o saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), nas agências da Caixa Econômica Federal. O modelo vale também para a rescisão de contratos de traba-

lhadores domésticos. Os empregadores têm até 31 de outubro para se adequar à regra. O novo modelo está disponível na página do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) na internet e já pode ser usado. No documento devem cons-

tar adicional noturno, de insalubridade e de periculosidade, horas extras, férias vencidas, aviso prévio indenizado, décimo terceiro salário, gorjetas, gratificações, salário família, comissões e multas. Também deverão ser discriminados valo-

res de adiantamentos, pensões, contribuição à Previdência e Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF). De acordo com o governo, o objetivo é facilitar a conferência dos valores pagos e devidos ao trabalhador.


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piracaia 17

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Piracaia se destaca em educação e atinge meta do IDEB Índice é medido a cada dois anos e número atual é referente a 2011

C

mental já atingiu a meta de 2015. Os números foram divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) no último dia 15 e são relativos ao ano de 2011. “Toda Rede Municipal de Ensino trabalhou muito para elevar o índice do IDEB e atingir as metas propostas pelo Ministério da Educação. Ao iniciarmos o nosso trabalho em 2009, tínhamos um IDEB de 4,9 e saltamos, ao final do mesmo ano, para 5,6 e em 2011 para 5,7. Desse modo, estamos ocupando o 5º lugar no ranking do Pólo UNDIME de Bragança Paulista, constituído por 17

riado em 2005 para medir a qualidade de cada escola e de cada rede de ensino, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) é calculado com base no desempenho do estudante em avaliações do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) e em taxas de aprovação. O índice é medido a cada dois anos e o objetivo é que o país, a partir do alcance das metas municipais e estaduais, tenha nota 6 em 2021 – correspondente à qualidade do ensino em países desenvolvidos. Em Piracaia, o Ensino Funda-

municípios. O resultado é bom, mas isso não significa satisfação total, pois os desafios da educação são diários e constantes”, destaca a diretora do Departamento Municipal de Educação, Maria Estela de Almeida Izzo. Dentre os investimentos na educação de Piracaia, se destacam: formação de professores, avaliação por ciclos e redução – a quase zero – a evasão escolar. “Estamos no estágio avançado de proficiência e sabemos que muito há para se fazer. Se tratando de educação, nunca podemos nos dar por satisfeitos”, conclui Maria Estela.

CETESB

Foto: Assessoria de Comunicação da Prefeitura

PROERD certifica alunos do município Os alunos da EMEF “Cel. Thomaz G. da Rocha Cunha”, da EMEF “Profª. Maria Eloyza Peçanha Moraes” e da EMEFEI “Alziro Brandão” – unidades da rede municipal de ensino – participaram, nesta quinta-feira, dia 23, da cerimônia de entrega de certificados de conclusão do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (PROERD), realizada no Centro Esportivo Municipal. Estiveram presentes: a prefeita Fabiane Santiago (PV) a diretora do Departamento de Educação Estela Izzo, a supervisora de Ensino Marcia Barsotti, o 1º Tenente PM Eduardo Paganelli Gomes – comandante interino da 4ª Companhia de Bragança Paulista – diretores, professores, pais e familiares dos alunos. No total, 227 alunos do 5º ano receberam o diploma de conclusão do programa que é desenvolvido pela Polícia Militar do Estado de São Paulo, com objetivo de preven-

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Evento contou com apresentações das escolas e presença de 227 alunos

ção ao consumo de drogas e à prática da violência entre crianças e adolescentes. Em Piracaia o programa foi conduzido pelos policiais Giane Isabel Basilo e Antonio Carlos. A solenidade contou com apresentações das escolas e três alunos, sendo um de cada uni-

dade presente, foram premiados pela melhor redação escrita durante o período do programa. Para a prefeita Fabiane, “a ação da Polícia Militar com o PROERD é de suma importância para o desenvolvimento das crianças e jovens no país”.

Suplente de vereador assume vaga e já anuncia apresentação de dois projetos de lei

Fernando tem projeto contra nepotismo na Prefeitura e Câmara

Na última terça-feira, dia 21, o suplente de vereador Fernando de Oliveira e Silva (PV) tomou posse como novo parlamentar do município de Piracaia, ocupando o lugar de Edmilson Armellei (PP), que se encontra licenciado do mandato. Edmilson protocolou pedido de licença, no último dia 2, solicitando o período de 30 dias, sob a justificativa de dedicação à campanha eleitoral, em que concorre ao cargo majoritário. Porém, nessa última sexta-feira, dia 17, o parlamentar apresentou novo ofício requerendo a prorrogação da licença por mais 30 dias. Diante da licença, nos termos do artigo 333 do Regimento Interno da Câmara Municipal, o presidente, Professor Wanderley de Oliveira (DEM), convocou Fernando para tomar a posse. Projetos de lei Ao fazer uso da tribuna, Fernando fez breves agradecimentos aos eleitores pela confiança depositada nas últimas eleições.

Em seguida, o novo parlamentar colocou-se à disposição de toda a população piracaiense, mostrando-se empolgado com os trabalhos legislativos. No ensejo, anunciou a apresentação de dois projetos de lei. O primeiro trata da exigência de "ficha limpa" para quem ocupa cargo em comissão. Conforme anunciado, o vereador apresentará PL visando à proibição de pessoas condenadas por atos de improbidade administrativa ou crimes contra a Administração Pública, hediondos, eleitorais, entre outros, ocupem cargos “de livre nomeação” na Prefeitura e na Câmara Municipal. O segundo trata da extinção do subsídio de vice-prefeito. De acordo com o vereador, a proposta visa economizar o dinheiro público, uma vez que não há, ao seu ver, nenhuma obrigação para o cargo de vice. O novo vereador obteve, nas últimas eleições, 285 votos. Imprensa da Câmara

023/08.2012

HIGH GLASS SOLUTION IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA Torna público que requereu na CETESB de forma concomitante a Licença Prévia e a Licença de Instalação para Fabricação de Artigos de Vidro. À Avenida Industrial Walter Kloth, n. 1100, Jardim Imperial, Atibaia - SP One Assessoria Ambiental – (11) 99503-2035

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Desenvolvimento se faz com saúde e educação PV/PT/PCdoB ELEIÇÃO 2012 JULIO CESAR BADARI PREFEITO 16.531.294/0001-18 CNPJ: 04.224.993/0001-36 - R$ 250,00

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18 região

Roberto Santiago é eleito um dos parlamentares mais influentes do Congresso pela quinta vez Por Carolina Mourão

O

deputado federal da região Roberto Santiago (PSD-SP) foi apontado, na última semana e pela quinta vez consecutiva, segundo o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), como um dos “Cabeças do Congresso Nacional”, numa lista que integra os 100 parlamentares mais influentes. O Diap é um órgão independente que acompanha as atividades do Congresso Nacional. Em 2011, o parlamentar recebeu a medalha de Grande Oficial do Tribunal Superior do Trabalho, por atuação "decisiva e excepcional em favor dos trabalhadores do país". Em Brasília, recebeu também o prêmio “Deputado do Ano” pelo site “Congresso em Foco” e foi eleito entre os parlamentares mais influentes do Congresso Nacional, de acordo com estudo elaborado pela consultoria política Arko Advice, no relatório Elite Parlamentar

Foto: Carolina Mourão

Entre vários projetos, deputado da região trabalhou para criminalizar exigência de burocracia no atendimento médico de emergência

Roberto Santiago: “Estou no Congresso para defender o lado mais fraco da corda”

2011, mesmo ano em que relatou o marco legal dos trabalhadores terceirizados após longas negociações e diversas audiências com

sindicatos de patrões e funcionários. Vice-presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT) que

representa mais de 7 milhões de trabalhadores do país, Roberto Santiago conta que tem defendido o lado "mais fraco da corda"

em Brasília, quase sempre em desigualdade nos embates com deputados que representam a classe empresarial /patronal, maioria na Câmara Federal. Ainda no ano passado, quando presidiu a Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara, pressionou as operadoras de telefonia celular a apresentarem um plano satisfatório de qualidade e atendimento após sucessivas convocações que ampararam tecnicamente a suspensão das vendas de chips em julho de 2012. Também foi ele quem pressionou a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) para devolver mais de R$ 7 bilhões cobrados sorrateiramente das contas e luz dos brasileiros entre 2002 e 2009 – determinada pelo TCU em 2012. Em meados de 2012, após mais uma morte por negligência médica, Santiago exigiu a aprovação do projeto de lei que criminaliza a exigência de cheques-caução, notas promissórias e documentos antes de atendimentos de emergência. A proposta acabou de se tornar lei.

Lista de pontos de distribuição do JP Notícias Atibaia • Padaria Yannuzi - Portão • Agulha e Cia - Portão • Banca Auto Posto Pedra Grande - Recreio Estoril • Bar do Chico Beraldo - Caetetuba • Posto Ultramarino - rodovia Fernão Dias • Padaria Cristal - Lucas Nogueira Garcez • Banca Magalhães (em frente ao Colégio Espaço) - Lucas Nogueira Garcez • Banca do Convém - Lucas Nogueira Garcez • Padaria da Mama - Lucas Nogueira Garcez • Vídeo Trip - Estância - Alvinópolis • Padaria Cristal - Jardim Brasil • Avícola Ovos de Ouro - Alvinópolis • Padaria Nazaré (avenida Dona Gertrudes) Alvinópolis • Padaria e Confeitaria - Jardim Alvinópolis • Banca do Jajá (em frente ao Extra) - Jardim • Brasil • Padaria Nice - Centro • Papelaria Barqueta - Centro • Tecidos e Aviamentos - José Lucas (Centro) • Posto Hungry Tiger - Centro • Padaria Legé - Centro • Padaria Kekos - Centro • Bar do Chico (Calçadão) - Centro • Mercadão (Bar Royal) - Centro • Mercadão (Corredor) - Centro • Mercadão (Trailer do Pátio - Sucos Naturais) - Centro • Posto Águia - Rede Tukas (Centro) - José Bin • Padaria Loanda - Loanda • Mercadinho Fênix - Jardim dos Pinheiros • FAAT - Brogotá

• Panificadora Estrela da Manhã - Bairro da Ponte • Droga Beltrame - Bairro da Ponte • Vídeo Trip - Ponto 1 (Conveniências) - Alvinópolis • Concessionária Luchini (Chevrolet) - Alvinópolis • Padaria Esquina do Pão - Alvinópolis • Concessionária FIAT - Centro • Concessionária Mercantil (Volkswagen) Centro • Câmara de Atibaia - Centro • Banca 3 Irmãos - avenida Atibaia Bragança Paulista • Banca do Baião - Planejada II • Padaria e Supermercado Mille - Jardim do Lago • Banca da Estância - Jardim do Lago • Banca Popular - Jardim do Lago • Padaria 9 de Julho - Taboão • Posto Shell Tasquinha - Taboão • Loja e Banca Morango Verde - Centro • Posto do Vale - Taboão • Auto Posto Biquinha • Banca Estância - Centro • Banca do Birdão - Centro • Banca do Pardal - Centro • Padaria das Pedras - Jacinto Domingues • Banca da Praça - Jacinto Domingues • Padaria Bem Bolado - Centro • Padaria da Mamãe - Centro • Estacionamento do Mercadão - Centro • Banca de Frutas Mercadão - Centro • Posto PP - Centro

• Banca do Roberto - Matadouro • Posto Sorriso - Lavapés • Posto Midas - Centro • Chaveiro Ventania - Centro • Posto Brasil - Centro • Padaria Bom Pão - Centro • Farma Fácil - Centro • Posto Sabella - Matadouro • Bar do Negrão - Cruzeiro • Padaria Aldo Bolini - Cruzeiro • Posto Galeão - Centro • Posto Selecta - Matadouro • Posto Europa – Jardim Europa • Restaurante da Roseira - Matadouro • Posto Capivarão - Taboão • Base de Apoio Auto Pista Fernão Dias - Rodo• via Fernão Dias • Posto BR • Frango Assado - Rodovia Fernão Dias • Distribuição Itinerante - Zona Norte • Distribuição Itinerante - Centro e Clube de Regatas • Posto Comercial Imigrantes - Matadouro • Bem Bolado - Jardim Europa Piracaia • Goyos Supermercado - Batatuba • Posto BR - Centro • Goyos Supermercado - Centro • Supermercado Hakuo - Centro • Padaria da Praça - Centro • Casa de Pães Santo Antônio - Centro • Banca da Praça - Centro • Café da Dana - Centro • Marcajó - Centro

• Prefeitura - Centro • Posto Labamba - Centro • Loja Botafogo - Centro • Casa de Pesca - Centro • Leitão - Centro • Padaria Sonho Verde - Centro • Auto Peças Avenida - Centro • Supermercado Pouso Alegre - Pouso Alegre • Supermercado Hakuo – Atrás da Rodoviária • Fábrica de Calçados • Supermercado Jair Machado – Jardim Capuava • Casa de Pesca O Campeão - Centro • Auto elétrica Recife - Centro • Sabesp - Centro • Condomínio Boa Vista • Posto da Polícia Militar • Conveniência do Posto - Point One • Material de Construção Morro Grande - Morro • Grande • Supermercado Oliveira • Material de Construção Custa Menos • Supermercado Água Cumprida - Água Cumprida • Distribuidora de Gás - Água Cumprida Bom Jesus dos Perdões • Auto Posto Happy - Jardim Santos Dumont • Sacolão JP - Jardim Santos Dumont • Auto Posto Bom Jesus - Jardim Santos Dumont • Banca da Darumã - Centro • Supermercado Souza Bueno - Vila Operária • Auto Posto Comboio - Vila São José


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A fase marighelliana de Mano Brown As coisas começaram a fluir, até desembocar na música “Marighella: Mil Faces de Um Homem Leal” – que fecha filme e ganha clipe Por Marcos Grinspum Ferraz

H

á cerca de três anos, quando minha mãe (Isa Grinspum Ferraz) começou a produção do documentário “Marighella” (sobre o líder comunista e guerrilheiro assassinado em 1969 pela ditadura), ela me perguntou quem seria o rapper mais interessante para fazer uma música para a trilha do filme. A ideia era dialogar também com as novas gerações e com a população de um modo mais amplo, e o rap parecia um bom caminho. Não precisei pensar muito para responder: “O cara é o Mano Brown. Sem nenhum pingo de dúvida”. Para mim, Brown é não só o maior rapper brasileiro, mas também uns dos maiores gênios da música nacional das últimas décadas. Eu já tinha mostrado para minha mãe, desde a adolescência, faixas como “Homem na Estrada”, “Fim de Semana no Parque”, “Diário de Um Detento” e “Negro Drama”. Lembrando disso, ela topou na hora. Mas e para ele topar? Todos sabemos que o acesso a Mano Brown não é fácil. E dessa vez não foi diferente. Demorou um ano e meio para conseguirmos fazer ele aceitar a empreitada. A produção do filme já estava bem adiantada. De cara ele pediu para assistir o primeiro corte, de cerca de quatro horas. A partir daí se encantou com a história de Marighella, começou a pesquisar mais e pediu para conhecer Clara Charf, viúva do líder. As coisas começaram a fluir, até desembocar na música “Marighella: Mil Faces de Um Homem Leal” – que fecha o filme e ganhou clipe. Recentemente, pouco antes da estreia do filme, foi pedido para que eu fizesse uma entrevista com o Brown para ser usada pela assessoria. Não tive muito tempo de preparar, mas não dava para perder a oportunidade. Algumas perguntas tinham mais a ver com a divulgação do trabalho, e as cortei da versão que publico aqui. Minha intenção, neste NR, não é divulgar filme ne-

nhum, mas sim colocar no mundo essa entrevista em que Brown fala coisas tão interessantes sobre sua identificação com Marighella. Quando cheguei na casa em que fui encontrá-lo (sede da produtora do clipe), o cumprimentei e tentei puxar assunto. Comentei que estava ouvindo bastante as músicas do começo dos Racionais, como “Voz Ativa” e “Negro Limitado”. Ele me olhou meio estranho e falou: “É mesmo? Você não acha muito radical?”. Fiquei um pouco tenso, e achei que a partir daí a entrevista seria difícil. Mas não, o papo fluiu muito bem, como você verá a seguir. NR – Como você tomou contato com a história do Marighella? Brown – Uma vez falaram pra mim que eu parecia com o Marighella. Depois, há uns 8 anos encontrei a Clara (Charf) e ela me falou sobre ele. Aí esse nome ficou: Marighella. Eu sabia que era um cara dos nossos, mas ainda não tinha me aprofundado nas ideias dele. Eu também já tinha ouvido rap’s que citavam ele, e um pouco antes de eu ser chamado pra fazer a música, um amigo meu tinha pichado o nome do Marighella em um muro lá na minha quebrada, junto com outros como Che Guevara, Malcom X, Sabotage... Então eu já estava tendo contato aos poucos. NR – E o convite para o filme? Brown – Me disseram que era o filme da sobrinha do Marighella, aí eu falei que topava fazer. Eu, então, pedi pra ver o filme, porque queria ver como era a obra da diretora, eu queria entrar no contexto. Eu tinha que fazer uma música que combinasse com o filme, não simplesmente um rap sobre o Marighella. Tinha que combinar no som, no jeito de cantar, de falar... NR – E conhecendo melhor a história do Marighella, você concordou que vocês se pareciam? Como foi essa identificação? Brown – Parece mesmo. A origem

dele é a mesma que a minha, baiano com italiano. Preto com branco. O nariz parece... E a adrenalina, ele gostava disso, era sonhador, visionário também. Quase um santo, eu diria. Se você for ver, os grandes heróis da humanidade também tiveram que pegar em armas pra lutar por suas causas. Se matou muito em vão, se matou muito em nome de Cristo também. E o Marighella lutava por uma causa até bem mais justa do que o cristianismo, que era justiça, liberdade de religião, e tantas outras liberdades. NR – Quando aceitou fazer a música você falou para a diretora: “Eu vou fazer porque não é o seu povo que precisa de heróis, mas o meu povo”. Para quais brasileiros você acha que a história do Marighella serve como lição de resistência, como exemplo? Brown – O brasileiro no geral. É bom saber que você teve um cara que acreditava na justiça, acreditava no país. Era um cara do povo que acreditava no povo dele. Ele via condições de o Brasil ser grande já naquela época. E via que o que não deixava o país ser grande era a corrupção, a desinformação, a alienação. E ele lutou contra isso de todas as formas, ensinando, sendo político... E num certo momento chegou a conclusão de que contra a força, só usando a força. Contra a força, a força. NR – E a história do Marighella ainda é pouco conhecida de modo geral, principalmente nas periferias, entre as classes baixas... Então o seu rap leva essa história pra muita gente que nunca teve acesso a ela... Brown – Foi essa a minha maior inspiração, aproximar o Marighella da periferia, mostrar que é um cara como nós. Um cara de um valor inestimável, gigante para a história do Brasil e para a raça negra também. NR – E sobre o processo de

composição do rap, ouvi você dizer que não queria apenas contar uma história, mas “somar”, contribuir com algo novo. Como foi isso? Brown – Para dialogar com o filme, eu não podia copiar o estilo da diretora. Eu tinha que entender a forma de ver dela, mas fazer a minha, pra somar mesmo. Como se eu colocasse um bonezinho ali em cima do fraque, bem no meu estilo. Então assisti o filme umas quatro vezes, pra ver o caminho que a autora seguiu e seguir um outro complementar, mas diferente. Porque é arte. Música é arte e cinema é arte. São duas artes, elas não podem se copiar. E tem ali no rap a minha visão, claro, mas eu também não quis “entortar” a história do Marighella pro lado que eu quisesse. Quis levar ele pra periferia, mas não “entortar” a história dele pra fazer com que os caras gostassem. Existe uma verdade. Era um cara que gostava de samba, carnaval, de fazer poesia, mas também pegava uma arma e assaltava um banco. É um herói mesmo, que deu a vida por uma causa. NR – Em “Voz Ativa”, lá no começo dos Racionais, vocês falam que o Brasil precisava de um líder, um herói como Malcom X foi na América... Brown – Marighella! Se fosse fazer essa música Parte 2 seria o Marighella, com certeza. É um herói brasileiro, mas foi bloqueado ao povo saber da história dele. Porque quando os caras ouvem se identificam rápido. Pensam: porra, era um cara comum, que jogava bola, se fantasiava no carnaval... mas era um monstro, de inteligência e de disposição, de foco. Eu queria ter um cara desses na minha família! NR – Naquela época (ditadura) havia uma clareza maior de quem era o inimigo, contra o que lutar. Como é a resistência hoje? Contra o que?

Coluna Vertebral

Brown – Resistência contra qualquer forma de injustiça. Injustiças cotidianas, pequenas ou grandes. Pequenos racismos, grandes racismos. A luta é fazer a teoria virar prática. Não ficar só falando, mas fazer mais. Às vezes, sair da música e ir pra escola, por exemplo. Nos anos 1990 tudo foi muito cantado, nos anos 2000 tá sendo vivido. Talvez a música tenha dado mais espaço à prática. Se faz o que se cantava nos 90. Tem muita coisa pra melhorar ainda. No Brasil todo. O país tá mais antenado com o mundo, mas falta muita coisa. Falta escola, universidade gratuita pra todos. Tem muita repressão ainda. Tem ainda uma guerra de poderes no novo Brasil, tem ainda uma esquerda e uma direita. De vez em quando eles convivem, negociam. Mas quando não dá certo quem paga é o povo. NR – Por que os brasileiros devem ver um filme como “Marighella”? Brown – Porque o país está em um momento novo e o brasileiro precisa saber que tem gente com a cara dele que faz tempo que é grande. Tem Zumbi, tem Marighella. NR – E entre várias músicas do Racionais compostas depois do último CD, por que vocês escolheram fazer um clipe justamente de “Marighella”? Brown – O Marighella precisava de um clipe, de uma apresentação, mostrar a figura dele. E é uma música compacta, que já dava um caminho pro clipe. Foi uma música que foi impactante de fazer. Acima da média. Bati três carros... fiquei doente (risos). Marighella é pesado, fui mexer com o cara... foi uma fase, essa fase marighelliana. Parei tudo pra fazer a música, não tinha como fazer mais nada. É uma puta responsa. Falar de mim é uma coisa, falar de outros é foda. (Texto originalmente publicado no blogue Nota de Rodapé)

LUIZ CARLOS DIB DE ARAÚJO Odontólogo. E-mail dibdibaraujo@hotmail.com

Dinheiro, pra que dinheiro… …Se ela não me dá bola, em casa de batuqueiro quem fala alto é a viola. Linda música, mas, infelizmente a corrupção nos faz mudar a letra dessa cantiga. Hoje seria mais ou menos assim: Dinheiro prá que dinheiro, se eles não me dão “bola”, na casa do cachoeira quem fala alto é a pistola. Cuidado, não se meta com cachoeira... Você pode se queimar, ou pior, pode ser “queimado”. Que pena! Será que o dinheiro está se tornando o vilão da história, chegando ao ponto de ser pejorativamente chamado de “vil metal”? Será que não estarão invertendo as bolas, culpando o dinheiro pelos estragos produzidos nos mais variados órgãos públicos e privados, ao invés de culpar quem manipula satanicamente com ele? Será que aquele termo Bíblico que diz: “O dinheiro queimará nas mãos dos homens”, já está funcionando na prática? Da maneira que a “coisa anda”, com o tal vil metal comprando a tudo e a todos, indiscriminadamente, chegamos à conclusão que seria melhor voltarmos “aos tempos do onça”, aquele tempo em que se “amarrava cachorro com linguiça”, e simplesmente abolir o dinheiro, passando a usar o sistema do troca-troca. Lembram-se, trocava-se de tudo, arroz por feijão, boi por leitão, e outros “trens bão”, mas não se ouvia falar em corrupção. En-

tão poderíamos chamar essa negociação sem dinheiro de “rolo”? Nãoooo! Rolo não!! Feira do Robo, digo, Feira do Rolo é outra coisa...rsrsrs. Falando sério, analisem a situação: Cidadão é pego bêbado ao volante. Pagou fiança ($$$), “tá limpo, tá solto”. Cidadão é pego armado com revólver, pistola, etc. Pagou fiança ($$$), “tá limpo, tá solto”. Enfim, temos Leis em abundância, mas o dinheiro, digo, o vil metal a transforma em tolerância. Essa moeda é tão forte que abre mais “brechas” que terremoto. Que pena! A mídia internacional (do 1º. mundo) já está anunciando aos “quatro ventos”, que o Brasil está se transformando em “terra de ninguém”. Assaltos à bancos em plena luz do dia e nos moldes do velho faroeste. Explosões de caixas eletrônicos, dentro e fora de estabelecimentos comerciais. Supermercados, shopping e lojas assaltados dia e noite, diariamente. Arrastões em bares, restaurantes, boates, motéis, condomínios, edifícios residenciais. Até delegacia de polícia e o fórum, não escapam, sem contar os incontáveis sequestros relâmpagos praticados pela bandidagem ávida pelo “vil metal”($$$$$). Então, o que fazer com essa gente (gente??), que faz tudo por

amor, sim, amor pelo dinheiro... E se for do alheio ou do erário, melhor ainda.? O que nossos “mensaleiros”, maus “empreiteiros”, péssimos “políticos politiqueiros”, “funcionários e prestadores de serviços públicos propineiros” tem a dizer sobre a pecha que nos impingem pelos quatro cantos do mundo? Será que somos “terra de ninguém”? Será que teremos que nos confinar em masmorras cercadas de jacarés, enquanto os mafiosos, associados aos “metralhas”, se divertem em suas mansões, livres, leves e soltos? E pensar que, desgraçadamente, toda desgraça que assola o mundo, está diretamente ligada ao “vil metal”... Não! Não está ligada e nem é culpa do dinheiro ganho honestamente, pois acreditamos que, tudo que é ético e honesto, sempre será abençoado por Deus!! -------------------------------------------------------Começou... Chegou o horário político! Horário “democraticamente” obrigatório! Propaganda política hilária: “Trabalhei demais! Agora quero ser vereador”.


JP NOTÍCIAS - SÁBADO, 25 DE AGOSTO DE 2012

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Notícias

Por Cris Siqueira

Cinema

O Ditador

Horóscopo

Dirigido por: Larry Charles Com: Sacha Baron Cohen, Anna Faris, Ben Kingsley Gênero: Comédia Nacionalidade: EUA Sinopse A heróica história do General Aladeen (Sacha Baron Cohen), ditador de um país localizado no Oriente Médio, que colocou em risco a própria vida para que a democracia jamais chegasse ao local que governa. Ele e um pastor de cabras resolvem viajar aos Estados Unidos, onde cruzam o país para conhecê-lo melhor.Dirigido por Larry Charles, o longa tentará repetir os sucessos de Brüno e Borat - O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América. O elenco conta com as

Marcia Haubrich

presenças de Anna Faris, John C. Reilly, Ben Kingsley e Megan Fox.

Locadora

Jogos Vorazes son, Liam Hemsworth Gênero: Ação, Drama, Ficção científica Nacionalidade: EUA

Dirigido por: Gary Ross Com: Jennifer Lawrence, Josh Hutcher-

Sinopse Num futuro distante, boa parte da população é controlada por um regime totalitário, que relembra esse domínio realizando um evento anual - e mortal - entre os 12 distritos sob sua tutela. Para salvar sua irmã caçula, a jovem Katniss Everdeen ( Jennifer Lawrence) se oferece como voluntária para representar seu distrito na competição e acaba contando , com a companhia de Peeta Melark ( Josh Hutcherson), desafiando não só o sistema dominante, mas também a força dos outros oponentes.

Teatro

Maria do Caritó Em cartaz no Teatro FAAP Lilia Cabral traz ao Teatro FAAP o espetáculo que divertiu e emocionou mais de 60 mil pessoas, em sua temporada de oito meses, no Rio de Janeiro. Depois de três anos longe dos palcos, Lilia Cabral voltou ao teatro no espetáculo Maria do Caritó, que estreou no Rio de Janeiro em 2010. O texto, escrito especialmente para a atriz por Newton Moreno, do aclamado As Centenárias, tem direção de João Fonseca. No elenco Eduardo Reyes, Dani Barros, Fernando Neves e Silvia Poggetti. Sucesso de público e critica, Maria do Caritó foi vencedor do Prêmio Arte Qualidade Brasil 2010 nas categorias Diretor, Atriz e Espetáculo e teve indicação recorde ao Prêmio Shell 2010, sendo indicado em 06 categorias: direção, texto, atriz, cenografia, trilha sonora e figurino, ficando com o prêmio de melhor direção Maria do caritó (Lilia Cabral) tem quase 50 anos e ainda é virgem, pois foi prometida por seu pai a São Djalminha. Faz promessas a Santo Antonio e todas as simpatias para burlar a promessa do pai e conseguir um marido. Ficha Técnica: Texto: Newton Moreno

áries 21/03 a 20/04

touro 21/04 a 20/05

gêmeos 21/05 a 20/06

É preciso ter em mente que, no trabalho, você precisa de paciência para desempenhar suas funções. Por sua persistência e capacidade de concentração, há chances de se destacar esta semana. Conquistas à vista! No amor: divirta-se, saia da rotina, viaje e o clima esquentará.

Momento de facilidade nas comunicações com superiores. Boa hora pra pedir uma promoção ou ser reconhecido pelo seu excelente trabalho. Oportunidades de se divertir. Preste atenção aos sinais de cansaço. No amor; paraíso astral. Aproveite!

Semana de reflexões e de decisões. Você estará mais focado em seus objetivos. Decida o que quer fazer da vida profissional e como agir para conseguir o que quer e assim atingir suas ambições. No amor: seu par vai surpreender. Doçura e romantismo no ar...

câncer 21/06 a 21/07

leão 22/07 a 22/08

virgem 23/08 a 22/09

Seus amigos podem fazer uma bela surpresa. Vai se sentir querido e considerado por familiares e colegas de trabalho. Boas energias são enviadas pelos astros e favorecerão assuntos ligados a herança ou pensão. No amor: seu par realiza seus desejos.

Você poderá estar mais vulnerável a sentimentos negativos, como a inveja. Portanto, cuidado para não se iludir com pessoas ao seu redor que passem a bajular. Carregue no bolso três pedrinhas de sal grosso. No amor: várias novidades no setor afetivo. Alguém especial aparece.

Se precisar tomar uma atitude ousada, não tenha medo! E se as coisas não saírem como planejou, evite arrepender-se. Errar é natural e serve como lição. Coloque-se a disposição e ouça outras ideias, se for o caso. No amor: Charme acentuado. Use cores quentes e perfume.

libra 23/09 a 22/10

escorpião 23/10 a 21/11

sagitário 22/11 a 21/12

Seja auto-suficiente, pois poderá ter aborrecimentos caso fique contando com seus amigos ou conhecidos. Será a hora de assumir a frente dos seus projetos, trabalhar com atenção e não se desviar dos objetivos. Reclamar? Nunca! No amor: procure manter-se afastado de fofocas.

Um jeito expansivo e divertido, mas ao mesmo tempo filosófico e profundo tomará conta de você. Deixe o passado de lado e planeje o futuro. Vai se sentir livre e feliz para tomar atitudes duradouras. No amor: um passeio estreita os laços de amor. Relaxe e aproveite a fase.

Tudo indica que seu humor estará variável. Pode enfrentar altos e baixos no local de trabalho e sua atitude deve ser de calma. Procure cercar-se de pessoas boas e alegres. No amor: pode pintar uma paixão. Se tem alguém, ouça seu par com atenção e respeito.

capricórnio 22/12 a 20/01

aquário 21/01 a 19/02

peixes 20/02 a 20/03

Você irá perceber que as pessoas com quem sempre contou ficarão do seu lado mais do que nunca. Poderá também aprender algo muito valioso para seu crescimento interior. Uma pessoa mais velha pede atenção. No amor: tome iniciativa e pare de adiar decisões .

Caso apareça alguma divergência no setor profissional, esforce-se para manter a situação no controle. Sendo assim, se tiver que tomar alguma atitude importante, procure se tranquilizar antes. No amor: seja romântico para agradar a pessoa amada.

Você precisa dar um tempo nessa mania de assumir toda responsabilidade nos assuntos familiares. É chegada a hora de mostrar sua insatisfação. Verdades virão à tona! Assuntos delicados devem ser tratados com delicadeza. No amor: seja maleável e não perca a paciência.

Culinária

Macarrão prático com almôndegas de linguiça

Direção: João Fonseca Direção de Produção: Maria Siman Elenco: Lilia Cabral, Eduardo Reyes, Fernando Neves, Silvia Poggetti e Dani Barros Serviço: Teatro FAAP (500 lugares). Rua Alagoas, 903 – Higienópolis. Informações e vendas: 3662 7233 e 3662 7234. Sexta, às 21h30; Sábado, às 21h; Domingo, às 18h.

Ingredientes: • 800g de lingüiça calabresa fresca • 1 cebola pequena picada • 2 pães amanhecidos • 1 ovo • Sal e pimenta a gosto • Óleo para fritar

• 500g de fusilli cozido “al dente”

Molho: • 6 colheres (sopa) de azeite • 3 dentes de alho picados • 1Kg de tomates sem pele e sementes • Sal e pimenta a gosto • 1 embalagem de cream cheese • Salsa picada a gosto

Molho: Em uma frigideira, aqueça o azeite, doure o alho e acrescente o tomate. Junte o sal, a pimenta e cozinhe até o tomate começar a desmanchar. Misture o macarrão, espalhe colheradas de cream cheese, por cima acomode as almôndegas e salpique a salsa. Tampe a frigideira e deixe no fogo brando até o cream cheese derreter. Sirva em seguida.

Modo de preparo: Tire a pele da lingüiça e pique. Em uma tigela, misture a lingüiça, a cebola, o pão esfarelado, o ovo, o sal e a pimenta. Molde as almôndegas e frite no óleo quente até dourar. Reserve.

Edição 429 JP NOTÍCIAS 25 08 2012  

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