Page 1

Tomás Sigrist: de exceção a exemplo na cura do câncer Pág. 6

30 de agosto de 2013

Desde 2006

Faculdade de Jornalismo - Puc Campinas

Com aumento de 23%, almoço em Campinas é o 9° mais caro do País

Beatriz Assaf

Redação da TVB: como na pesquisa que mapeia a atuação dos jornalistas em todo o Brasil, a maioria é mulher, mas não está na direção A média que o campineiro paga por prato na hora do almoço é de R$ 31,62 segundo a Assert; pesquisa analisou 4.440 estabelecimentos no Brasil

De acordo com a pesquisa encomendada pela Associação das Empresas de Refeição e Alimentação - Convênio para o Trabalhador (Assert), o município de Campinas está entre os dez mais caros do País para a alimentação na hora do almoço, ficando à frente até mesmo de São Paulo. Os campineiros gastam em média R$ 31,62 por refeição. Em relação ao ano passado, o aumento foi superior à inflação. Pág. 4

PINK FIGHT Aplicativos facilitam inclusão Mulheres derrubam barreiras e provam que também podem dominar os rings das lutas. Pág. 5 Aquiles Farinha

Pessoas com deficiência encontram nos aplicativos de tablets, notebooks e smartphones um auxílio para as dificuldades enfrentadas no dia a dia. O

Larissa Paiva em treino

André Montejano

Rehabilitation Game e o Fit BrainTrainer são exemplos de aplicativos voltados para esse público, como forma de inclusão social e digital. Pág. 7

Cada centro de saúde precisa atender 18 mil campineiros Campineiros encontram filas e dificuldades para o atendimento nos centros de saúde. Apesar da criação do programa “Mais Médicos”, o número de inscritos não

Campinas rumo aos 240 anos

ameniza a situação, que hoje é de 18 mil habitantes por centro de saúde. São apenas 63 unidades na cidade, que tem quase 1,2 milhão de pessoas. Pág. 3

Viaduto Cury: acidentes e camelôs são os problemas

Em homenagem ao aniversário de Campinas, conheça a história do Viaduto Cury, que, apesar de ter sido conhecido como “oásis”, quando no local

havia uma praça, hoje precisa de uma solução para os acidentes de trânsito, a degradação e a violência. A reportagem dá início a uma série. Pág. 8


30 de agosto de 2013

Página 2 RÁPIDAS Festival reúne bandas de rock, reggae e rap O Indaiá Festival, que acontece no dia 1° de setembro, a partir das 12h, reúnirá 13 bandas de diferentes estilos musicais, como Detonautas, Strike, Planta e Raiz, Chimarruts, Glória, Edu Ribeiro, Muziki, Projota, Bipolar, além de bandas de Indaiatuba, como Reguera, DeltaZone, Mayo e o DJ Monsão. O evento será realizado no km 51 da Rodovia Santos Dumont (SP-75), onde é realizada a Festa do Peão, em frente ao Polo Shopping. Os ingressos variam entre R$ 30 (pista), R$ 50 (pista vip) e R$ 70 (camarote) e a classificação etária é de 14 anos. Mais informações: (19) 9461-9997. Inscrições para Concurso Literário até 31.8 As inscrições para o 3º Concurso Literário da Faculdade de Letras da Pontifícia Universidade Católica de Campinas estão abertas até o dia 31 de agosto para estudantes de Artes Visuais, Jornalismo, Letras, Publicidade e Propaganda, Relações Públicas e Turismo, além dos cursos superiores de tecnologia, como Hotelaria e Jogos Digitais. Os alunos devem enviar um conto ou poema de autoria própria para concorrer a três prêmios em uma das categorias. O tema é livre e os textos devem ser redigidos em língua portuguesa. Os resultados serão divulgados on-line pelo site da PUC-Campinas na segunda quinzena do mês de setembro de 2013. Exposição homenageia povos indígenas Uma exposição que homenageia o Dia Internacional dos Povos Indígenas está em aberta ao público até o dia 30 de agosto, no Espaço das Artes da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A produção é feita pelo artista plástico Elvis da Silva, que utiliza temas ligados à cultura indígena, africana, a história do Brasil e de Campinas. O pintor utiliza em suas obras tintas ou pigmentos, acrílico, aquarela, óleo nanquim e grafite. “Diversidades”, como é chamada, fica exposta das 8h30 às 17h30 e a entrada é gratuita. Divulgação

SAIBA + Jornal laboratório produzido por alunos da Faculdade de Jornalismo da PUC-Campinas. Centro de Comunicação e Linguagem (CLC): Diretor: Rogério E. R. Bazi; Diretora-Adjunta: Maura Padula; Diretor da Faculdade: Lindolfo Alexandre de Souza. Tiragem: 2 mil. Impressão: Gráfica Todo Dia. Professor responsável: Fabiano Ormaneze (Mtb 48.375). Editora: Beatriz Assaf Diagramadores: Thiago Marquezin e Victor Donato

CARTA AO LEITOR Esta edição do Saiba + é a primeira realizada pela turma 42 de jornalismo da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC- Campinas). Dentre as reportagens feitas pelos alunos, destacamos a que, baseada em uma pesquisa da Assert, mostra que Campinas é a 9ª cidade mais cara do País para se fazer refeições fora de casa. Estudantes e trabalhadores que comem fora, muitas vezes por necessidade, gastam em média R$ 31,62 por prato no horário do almoço. O economista Maurício Rabelo Soares explica que o aumento é causado por diversos fatores, como o mercado de trabalho aquecido, o aumento da demanda por esse serviço e o maior custo dos alimentos no País. O Saiba + também dedicou-se às reportagens de saúde. Numa delas, apurou a situação dos postos de saúde do município e ouviu a opinião de médicos a respeito da criação do programa “Mais Médicos”. E outra que trata da situação daqueles que, mesmo muito pequenos, já precisam superar um grande desafio na vida: o câncer. Na editoria de esportes, mulheres agora também dominam os rings, além de terem um papel totalmente diferente na sociedade, elas também dedicam-se a esportes antes considerados apenas masculinos. Como novidade, este jornal apresenta a primeira da série de reportagens intitulada “Campinas 240 anos”. Em homenagem à cidade, os alunos de Jornalismo Aplicado em telejornalismo, impresso e multimídia vão produzir diversas reportagens que abordarão temas relevantes aos campineiros. O Viaduto Cury é o escolhido deste mês, e a reportagem mostra como o que antes era conhecido como “Oásis” hoje se tornou um lugar degradado e com acidentes de trânsito frequentes. Boa Leitura! ARTIGO

No meio do caminho Beatriz Assaf

Estudante de Jornalismo

F

inalmente chegou a sexta-feira, o dia mais esperado da semana por todos os brasileiros. Acordei de manhã, bem cedo, como faço todos os dias, com a certeza de que logo chegaria o fim de semana, o descanso e as boas risadas com os amigos. Mal sabia que aquela sexta-feira seria muito diferente das minhas expectativas e que, quando chegasse em casa, já seria tão tarde que meus planos teriam ido por água abaixo. No meio do meu caminho entre Campinas, onde estudo e trabalho, e Jundiaí, onde moro, tinha uma greve. No começo, enquanto acompanha as notícias, nada parecia me atingir. Eram só os motoristas de Campinas que reivindicavam seus direitos, não havia com o que me preocupar, afinal seria fácil arrumar uma carona da universidade até o trabalho. Fácil não foi, mas, já que existem os amigos, eu consegui alcançar o meu destino com a ajuda de um deles. Mas eis que tinha, além da greve, a VB no meu caminho. Depois de uma tarde sem muitas novidades, um dia monótono no trabalho, eis que, para definitivamente mudar o rumo da sexta-feira, a notícia é anunciada: os motoristas da única empresa que faz o trajeto Campinas-Jundiaí também decidiram aderir à greve. E agora? Como faço para voltar para minha cidade? Com um rápido contato telefônico, meu pai responde que havia sim ônibus, mas eles não entravam na rodoviária, pois alguns dos participantes

das manifestações tinham fechado a entrada para que ninguém pudesse embarcar. Acreditando nas novas informações, fui até o ponto de ônibus que, depois de uma hora e meia esperando, me rendeu boas histórias, novos colegas, mas nenhuma esperança de que eu chegaria a Jundiaí naquele dia. Depois de várias ideias diferentes, eu e meus três novos colegas decidimos caminhar até a rodoviária de Campinas em busca de alternativas. O local poderia ser definido como caos e, agora, tinha uma fila no meu caminho. Na verdade, era um amontoado de pessoas que ora pareciam se organizar em fila, até que descobriam que não fariam viagem alguma. Mas havia o ônibus para São Paulo. Depois de muita especulação, essa possibilidade surgiu como a única alternativa. Seria possível parar no meio do caminho... Ufa! Mas havia uma carteira quase vazia na minha mochila! A passagem custava bem mais do que eu tinha e, muito envergonhada, fui obrigada a aceitar um empréstimo de alguém que eu acabara de conhecer. Eu e meus novos colegas parecíamos velhos amigos, conversávamos como se nos conhecêssemos há anos... Foi então que, finalmente, conseguimos embarcar e adivinhem só? Embora houvesse uma sexta-feira no meu calendário, minha cama pareceu bem mais agradável para um dia em que não faltavam planos, mas sobrava cansaço.


Página 3

30 de agosto de 2013

Saúde

Centros de saúde de Campinas são responsáveis por 18 mil pessoas RMC tem situação semelhante e vai receber apenas 13 profissionais do programa Mais Médicos Ana Paula Menezes

Ana Paula Menezes

C

ampinas possui apenas 63 unidades da rede básica de saúde que atendem, em média, 18 mil habitantes cada uma, segundo dados da Secretaria de Saúde. Apesar da Organização Mundial de Saúde (OMS) não ter uma recomendação específica para quantos pacientes devem ser atendidos em cada unidade de saúde, há apenas a indicação de que deve ter a quantidade de um médico para cada grupo de mil habitantes. Maria Luiza Ardinghi Brollo, diretora de saúde, considera que o número de unidades não é suficiente. “Muitas pessoas de cidades vizinhas, que trabalham ou estudam aqui, buscam atendimento por conta da facilidade de acesso, o que deixa nossas unidades lotadas”, admite Maria Luiza. O campineiro Luiz Gustavo Andrade, mecânico de 23 anos e morador do bairro Taquaral, reclama do centro de saúde mais próximo a ele, localizado na Rua Henrique Schroeder. O lugar está sempre lotado e Andrade afirma ser impossível receber atendimento rápido. “Uma vez fiquei doente e achei melhor esperar que a gripe fosse embora sozinha do que ficar em uma fila de posto de saúde passando mal. Pelo menos na minha casa tinha quem me

Dia de atendimento no Centro de Saúde do Taquaral “Pe. Milton Santana”, localizado na rua Henrique Shroeder

socorresse de prontidão”, conta o mecânico. No dia 13 de agosto, em visita à unidade do Taquaral, a redação do Saiba+ não encontrou o centro de saúde lotado, mas os pacientes como Carla Dias, que estava no local com sua filha de um ano, estavam esperando havia mais de duas horas por atendimento. Carla conta que sempre que precisa ir ao centro de saúde passa por isso. “Mesmo sem fila tenho que esperar muito tempo para ser atendida e quando tem fila espero o dia todo.” Maria Luiza explica que a Administração concentrou investimentos para

reformar as unidades que estavam com problemas estruturais, como medida de curto prazo para melhorar o atendimento oferecido à população. A diretora afirma também que há planos de construção de dez novas unidades. Acredita ainda que outra medida importante seria a contratação de médicos. “Atualmente, o que mais faz faltam nessas unidades são equipes completas de médicos de saúde da família”, explica a diretora, se referindo a profissionais responsáveis pelo acompanhamento de famílias. Mas em contato com a Assessoria da Secretaria de Saúde não foi informado

quais redes estão em obras e onde serão as novas unidades.

Mais médicos

Com a intenção de contratar mais profissionais, de forma a suprir essa carência, especialmente no interior, o governo criou o programa “Mais Médicos”. Embora 18.450 médicos terem iniciado as inscrições, apenas 6% da demanda foi preenchida, segundo o Ministério da Saúde. Com isso, 404 das 3.511cidades inscritas no programa, ou seja, 18% dos municípios irão receber médicos. A Região Metropolitana de Campinas (RMC), a partir de seDivulgação

Filas são comuns durante todo o dia nos Centros de Saúde campineiros. Moradores reclamam da falta de estrutura

tembro, irá contar com 13 novos funcionários, sendo cinco deles para a cidade de Campinas. Porém, algumas cidades da RMC não receberão novos profissionais, mesmo tendo solicitado o envio e estando entre os municípios prioritários. Entre essas cidades, estão Paulínia, Pedreira, Valinhos e Vinhedo. Elas não receberão médicos, porque não houve interesse de profissionais em trabalharem nesses locais. A seleção dos médicos para as cidades foi uma escolha dos profissionais de acordo com a disponibilidade de vagas gerada pelo “Mais Médicos”. Para os médicos que já estão trabalhando em Campinas, a chegada dos colegas de profissão não irá sequer amenizar o número de pacientes que esperam nas filas. Um clínico geral que trabalha no Taquaral, mas não quis se identificar, explica que os novos médicos irão ser de grande ajuda, mas de nada adianta se os postos de saúde não têm condições de atendimento e se as cidades da região também não receberem auxílio, já que muitos pacientes vêm de outros municípios para procurar atendimento.


Página 4

30 de agosto de 2013 economia

Almoçar em Campinas custa 23% mais do que no ano passado Campineiros pagam, em média, R$ 31,62, o 9° preço mais caro para refeições fora de casa Lucas Bachião

N

a hora do almoço, além de colocar no prato tudo aquilo de que o corpo necessita e ficar de olho na balança, o trabalhador brasileiro deve prestar atenção também no preço que está pagando quando deseja almoçar fora de casa. Isso porque uma pesquisa encomendada pela Associação das Empresas de Refeição e Alimentação - Convênio para o Trabalhador (Assert) revelou que almoçar em Campinas está 23% mais caro em 2013, se comparado com o ano passado. Atualmente, almoçar em restaurantes na cidade sai, em média, por R$ 31,62. Em 2012, esse valor era de R$ 26,33. Esse aumento é superior à inflação que, no período, variou em 5,84%. O aumento surpreende ainda mais quando se comparam os últimos três anos. Em 2010, o almoço em Campinas custava, em média, R$ 19,10. Se comparado com o que se paga em média hoje, o aumento foi de 65,5%. A média calculada pela Assert levou em consideração a comparação entre os custos de pratos executivos (em média R$ 38,00), refeições por quilo (em média R$ 21,23), os pratos feitos (em média, 19,48) e as refeições à la carte (R$ em média, 47,75). A Assert, para realizar a pesquisa, consultou os preços em 4.440 estabelecimentos em todo o Brasil. Para calcular os preços, foi considerado como almoço a combinação entre refeição, bebida não alcóolica, sobremesa e café. O estudante universitário Vinicius Purgato tem o hábito de almoçar fora de casa desde o início do curso de Jornalismo, em 2010. Ele conta que, nesse período, seus hábitos alimentares mudaram. Relata que, no primeiro ano, chegou arriscar-se na cozinha, mas que, no ano passado, como começou a fazer estágio, precisou almoçar com mais frequência fora de casa. Purgato conta que costuma comer mais em restaurantes por quilo, por ofere-

Fotos :Beatriz Assaf

Almoço por quilo na cidade custa, em média, R$ 21,23, com suco e sobremesa

Servidor público Luiz Guimarães almoça todo dia em restaurantes: peso no orçamento

cer variedade de alimentos. O estudante gasta, em média, R$ 15,00 por dia, R$ 75,00 por semana, somando R$ 300,00 no mês. Esse valor representa a metade de todos os gastos que o estudante tem para se manter. Ele disse que procura restaurante que esteja dentro de seu padrão, tanto ao que se refere à comida, como também no quesito orçamentário. O estudante namora uma universitária que mora em Recife (PE). Por causa disso, ele costu-

ma viajar para a capital pernambucana pelo menos seis vezes ao ano. O estudante relata que Recife é bem mais caro do que Campinas, tanto no quesito custo de vida, como também na alimentação. Apesar dessa percepção, a pesquisa da Assert mostra o contrário. Em Recife, o almoço sai, em média, por R$ 25,74. Comparada com as outras cidades do Brasil, Campinas, de acordo com a Assert, é a 9ª cidade mais cara para o almoço, ficando

à frente, inclusive, de São Paulo, onde o custo médio atinge R$ 30,71. A cidade em que se alimentar é mais caro no País é Diadema, com custo de R$ 37,41. No Sudeste, a média de gastos com almoço é de R$ 29,51. Na abordagem por região, esse valor só é menor do que o apurado no Norte, com R$ 30,45. No Nordeste, o valor do almoço é o mais barato: R$ 23,74. O representante comercial Fabiano Cazu Caprio também almoça fora de

casa. Segundo ele, o almoço não é o grande problema, mas sim o jantar, quando os preços são maiores, embora a pesquisa da Assert não tenha dados sobre isso. Caprio consegue sentir como os valores de Campinas são altos, porque costuma viajar constantemente por outras cidades da região e do Estado. Uma das vantagens que ele encontra em Campinas, no entanto, é a variedade de opções de restaurantes. Caprio costuma gastar R$ 900,00 mensais com almoço. Para a nutricionista Ana Carolina Giorni, os preços altos das refeições também prejudicam a saúde, já que muitos optam por alimentos mais baratos e menos nutritivos. “É possível ter uma alimentação saudável fora de casa. As pessoas acabam escolhendo opções mais baratas como lanches, fast foods e marmitas, opções de baixo valor nutricional e ricas em sódio, gordura e açúcar.” Para o economista Maurício Rabelo Soares, o aumento dos preços da alimentação é a soma dos fatores como mercados de trabalho aquecido, aumento da demanda por esse tipo de serviço e o maior custo de alimento. “O preço das mercadorias, em geral, é composto de custos, impostos e lucros. Cada empresa tem sua política de preços, mas ela estará condicionada pelo mercado que é quem determina o preço. O Big Mac poderia custar R$100, mas com certeza não seria muito vendido por esse valor”, explicou. Soares também atribuiu o aumento dos preços, pois a nova classe média, a chamada classe C, está gastando mais e ao mesmo tempo contribuindo para a melhoria da economia. “O aumento nos empregos formais pode estar associado ao aumento no preço das refeições. No geral, mais emprego significa mais renda, o que significa mais gasto, que, se não atendido, pressionam os preços”, declarou o economista.


Página 5

30 de agosto de 2013

Esportes

Mulheres levam estresse a nocaute Sexo feminino também procura artes marciais para perder peso e aliviar TPM Aquiles Farinha

Aquiles Farinha

S

e antes o ring de luta era liderado por homens, hoje as mulheres estão tomando conta dele. A mulher moderna tem derrubado barreiras e provado que a luta também pode ser praticada por elas. Além disso, o sexo feminino tem cada vez mais em destaque no mundo do MMA, sigla derivada do nome MixedMartial Artes (Artes Marciais Mistas), a principal modalidade de luta praticada no mundo atualmente. Em algumas academias, a prática entre as mulheres já é maior do que entre os homens. Com a modalidade em destaque, a procura por esse estilo de luta passou a crescer e as academias a investir nas aulas. O MMA tem sete estilos de luta: Jiu-jitsu, MuayThai, Judô, Wrestling, Karatê, Boxe e Capoeira. A diferença entre eles são as partes do corpo que podem ser utilizadas e a posição em que a luta é realizada. O sucesso é tão grande que, hoje, são diversas as competições com participação feminina, apelida-

Em academia de Valinhos, mulheres já são 88% dos alunos que praticam artes marciais em todos os horários

das de pinkfight. Um dos maiores eventos de MMA do mundo, o Ultimate Fighting Championship (UFC) realizou, no mês de fevereiro deste ano, nos Estados Unidos da América, o primeiro evento com luta entre mulheres, em que a luta principal levava duas oponentes mulheres. Com a vitória da estadunidense Ronda Rousey, a Aquiles Farinha

luta foi considerada pelos críticos como a melhor da noite e lucrou apenas com venda de pacotes para a televisão paga, uma bagatela de R$ 18 milhões. No último UFC realizado no Brasil, a atleta Amanda Nunes foi a primeira brasileira em cima dos ringues e com o apoio da torcida aplicou um nocaute sobre sua adversária, Sheila Gaff. motivos Para a professora de luta Paula Trombetta, são vários os motivos para a alta procura do MMA por mulheres. “Os motivos

são a busca por um melhor condicionamento físico, o qual acarreta o emagrecimento. Além disso, as aulas acabam desestressando e aliviando os sintomas da TPM (tensão pré-menstrual)”. No caso da estudante Larissa Paiva, de 20 anos, o motivo da procura pelas aulas foi à curiosidade:“Inicialmente, o que despertou meu interesse foi a curiosidade, via muito nas mídias sobre como a luta poderia fazer bem ao corpo e a mente. Vi que ajudava também a combater o estresse e, além de tudo, ajudaria a melhorar o

condicionamento físico e, consequentemente, acabar emagrecendo.” Algumas mulheres acabam associando luta com ganho de músculos, fazendo com que o interesse pela aula acabe. Para Larissa, não é apenas a luta que faz a pessoa ficar musculosa. “Vejo muitas mulheres que não entram nas aulas por medo de ficarem “fortes”. Mas, para conseguir de fato um corpo musculoso, outras coisas precisam ser aliadas. No caso exclusivamente da luta, ela deixa seu corpo condicionado e “durinho” e não musculoso”.

Aula dinâmica e interativa

Paula Trombetta: sem diferença no treino com homens

Para as mulheres que não querem fazer luta por causa do contato físico com outra pessoa, várias academias já dispõem de uma aula chamada KiMax. Por lá, as mulheres são maioria. No período da manhã, por exemplo, são 16 alunos e apenas dois são homens. À noite, são 16 mulheres entre os 20 praticantes. Em Valinhos, a academia Energy disponibiliza aos alunos essa aula. Ela consiste na mistura de alguns movimentos de luta como o MuayThai, Boxe e Kick Boxe, uma mistura de movimentos de braço e

pernas, fazendo com que os alunos descarreguem as tensões do dia a dia e acaba proporcionando condicionamento físico ao praticante. Segundo a professora Paula Trombetta, dentro da aula, não existe diferença de treino entre homens e mulheres, porém cada aluno acaba fazendo a aula no seu ritmo. Para você que nunca fez aulas de luta e gostaria de começar, fique tranquilo. A professora afirma que não é preciso ter experiência. Antes de começar, ela explica quais são movimentos básicos que serão executados.

A aula de KiMax tem duração de uma hora e meia e, por ser bastante intensa, o cansaço acaba sendo consequência. “Nas primeiras aulas, os alunos se queixam muito de cansaço e dores musculares, principalmente, em membros superiores. Mas, ao decorrer do tempo, o organismo se adapta com a atividade e os mesmos melhoram muito a capacidade cardiorrespiratória e neuromuscular.” Vale salientar que, antes de qualquer atividade física, é sempre bom fazer um exame médico para ver se seu corpo esta tudo em dia.


Página 6

30 de agosto de 2013

Infância

Cura do câncer infantil já atinge 80% Segundo o Instituto Nacional do Câncer, todos os anos são diagnosticados cerca de 10 mil novos casos Taís Grizzo

Divulgação

A

ntigamente, o câncer ou as doenças sanguíneas eram mais comuns em idosos. Hoje em dia, o diagnóstico cresce cada vez mais em crianças, adolescentes e jovens e, em geral, a doença aparece entre os 2 e os 7 anos de idade, mas isso não quer dizer que adolescentes não venham a desenvolver o câncer. A boa notícia, no entanto, é que os índices de cura também cresceram. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca) há 50 anos, o diagnóstico do câncer em crianças era encarado quase como uma sentença de morte, apenas 20% conseguiam se curar, isso porque pouco se sabia sobre a doença e sua evolução. O tratamento dado às crianças antigamente era o mesmo realizado em adultos, embora suas características biológicas e orgânicas fossem diferentes e não se levava em conta que eram seres em crescimento e respondiam mal ao tratamento. Hoje, no entanto, 80% das crianças diagnosticadas têm chances de se curar. Ainda, de acordo Inca, estima-se que a cada ano 10 mil novos casos de câncer são diagnosticados. Os principais sintomas do câncer infanto-juvenil são o surgimento de nódulos ou caroços, a palidez e a falta de energia, sangramentos frequentes, aparecimento de hematomas sem motivo, febres sem explicações, dor abdominal prolongada, dores de cabeça acompanhada de vômitos, perda de peso excessiva e mudanças nos olhos ou na visão. O câncer infantil corresponde a um grupo de várias doenças que têm em comum a proliferação descontrolada de células anormais e que pode ocorrer em qualquer local do organismo. Os tumores mais frequentes na infância e na adolescência são as leucemias (que afeta os glóbulos brancos), os do sistema nervoso central e linfomas (sistema linfático). Também acometem crianças e adolescentes o

O administrador Tomás Sigrist Lopes, de 32 anos, já foi uma exceção quando, aos 8 anos, se curou de um câncer

neuroblastoma (tumor de células do sistema nervoso periférico, frequentemente de localização abdominal), tumor de Wilms (tipo de tumor renal), retinoblastoma (afeta a retina, fundo do olho), tumor germinativo (das células que vão dar origem aos ovários ou aos testículos), osteossarcoma (tumor ósseo) e sarcomas (tumores de partes moles). O tumor de Wilms ou câncer de rim representa de 5% a 10% dos tumores infantis, fez e faz parte da família Sigrist. Tomás foi diagnosticado com a doença aos 8 anos, depois de levar um tombo brincando com os primos. “O Tomás estava brincando com um primo, caiu no chão, teve por mais de um dia muita dor no lado, levei-o para o pronto socorro e o médico, ao apalpar o abdômen no exame clínico, já percebeu alguma coisa estranha, pediu então um ultrassom e constatou um tumor, chamado Tumor de Wilms, localizado junto ao rim. No mesmo dia, o Tomas já foi internado e começou uma série de exames, até chegar à cirurgia e depois o longo tratamento”, explica Ângela Sigrist,

mãe de Tomás. O tratamento teve duração de dois anos com a remoção do rim doente e com a quimioterapia, e mais cinco anos com exames regulares no Hospital Boldrini. Tomás, hoje está com 32 anos, curado, e trabalha numa multinacional com base nos Estados Unidos. A família tem papel fundamental para que o paciente com câncer se cure e passe por todo o tratamento. “Como fator primordial a ajuda psicológica, o amor, a dedicação e o empenho da família na qualidade de vida desse paciente é imprescindível para que se tenha um resultado positivo no tratamento”, enfatiza Ângela. Apacc Foi a partir de sua experiência e de outras mães que surgiu a Associação de Pais e Amigos à Criança com Câncer e Hemopatias (Apacc), que começou a ser idealizada quando esses pais de Campinas que tratavam seus filhos no Hospital Boldrini e conviveram de perto com a situação de famílias de pacientes que, muitas vezes,

vinham de longe, ou mesmo de regiões isoladas de Campinas e, pela distância, período longo de permanência no hospital ou problemas financeiros, tinham dificuldade em manter o tratamento que exige longos períodos fora de casa. A Apacc, então, passou a receber pacientes entre zero e 25 anos, em tratamento de câncer nos hospitais de Campinas, que necessitam de um alojamento e durante o tratamento são encaminhados pelo serviço

social dos hospitais. Durante 15 anos, a Apacc viveu apenas com doações e ajuda de empresas parceiras. Em 2006, a direção recebeu a visita oficial dos dirigentes do Instituto Ronald McDonald (IRM), que propuseram uma parceria para que a Casa de Apoio passasse a ser uma Casa Ronald McDonald. Em 2010, a associação recebeu a licença internacional de Casa Ronald Campinas (CRC).

Você Sabia? - No McDia Feliz (31 de agosto), todo o recurso arrecadado com a venda de sanduíches Big Mac é revertido para instituições de apoio e combate ao câncer infanto-juvenil de todo país; - O McDia Feliz completa 25 anos em 2013; - O McDia Feliz é o evento que mais arrecada recursos para a causa do câncer infanto-juvenil no Brasil;

- A campanha já doou cerca de R$ 130 milhões a instituições sem fins lucrativos que atuam no combate ao câncer infanto-juvenil; - O McDia Feliz começou a ser realizado em 1988; - A arrecadação do McDia Feliz 2012 foi a maior já atingida: R$ 18.354.205, com a venda de 1,6 milhão de sanduíches Big Mac.


Página 7

30 de agosto de 2013 tEcnoloGia

A tecnologia a favor da reabilitação Cada vez mais aplicativos de celulares servem como aliados em tratamentos de deficiências

Rodrigo Rabelo

O

s smartphones estão nas mãos da maioria dos jovens e têm muitas funcionalidades, que vão desde o GPS, até a paquera, passando por aplicativos relacionados a turismo e finanças. Para muitos, inclusive, esses equipamentos se tornaram também ferramentas complementares para o tratamento de deficiências, auxiliando na reabilitação e na inclusão social. Embora as opções de aplicativos voltados a pessoas com deficiência sejam vastas, uma grande parte é paga, chegando a custar 49 dólares (cerca de R$ 105,00). No entanto, ainda existem boas ferramentas gratuitas que podem se tornar essenciais para o desenvolvimento da pessoa. Entre os grátis, está o caso do Rehabilitation Game, desenvolvido pela empresa francesa Neurelec, fabricante de acessórios para próteses auditivas. Disponível em língua portuguesa, o Rehabilitation Game tem como foco auxiliar pacientes usuários de implante coclear em sua reabilitação auditiva, permitindo um treino constante, progressivo e confortável da audição. Com atividades voltadas tanto para criança quando para adultos, o Rehabilitation Game consiste em uma série de exercícios com dificulda-

des progressivas, em que são treinadas a capacidade de discriminar sons e fonemas, colaborando para melhorar o reconhecimento dos sons e da fala sem a necessidade de leitura la-

plemento às terapias fonoaudiológicas, motivando os pacientes nos treinos auditivos, algo essencial no caso de crianças, por exemplo, que ficarão bastante tempo entretidas com

dade maximizada por ser disponível em português, o Rehabilitation Game apresentou apenas um defeito nos testes realizados pela reportagem: a baixa legibilidade quando visu-

Fit Brain Trainer, o aplicativo que promete melhorar a capacidade cognitiva

a versão infantil desse apli- alizado em telas menores, cativo, ao mesmo tempo como as de iPhone e Gaem que estimula a sua au- laxy, falha não encontrada nos tablets, com telas “Os resultados obtidos pelo maiores. Usuária de prótese auaplicativo foram satisfatórios, ditiva há 4 anos, a analista servindo como complemento às de sistema Aline Cordeiterapias fonoaudiológicas.” ro, de 25 anos, utiliza o aplicativo há 3 meses e o aprovou, considerando-o os resultados obtidos pelo dição. prático, fácil de usar e já aplicativo foram satisfatóPossuindo boas fun- tendo notado melhorias rios, servindo como com- cionalidades e acessibili- na diferenciação de fone-

bial. Em testes realizados pela reportagem com usuário de prótese auditiva,

mas. Seguindo a mesma linha do aplicativo anterior, é possível encontrar também aqueles direcionados para crianças autistas, auxiliando em sua comunicação com o mundo que os cercam, desenvolvendo o contato visual e estimulando a concentração e o raciocínio lógico. Um exemplo é o aplicativo Fit BrainTrainer. Criado pelo neuropsicólogo estadunidense Paul Nussbaum, ele não é focado especificamente no autismo, mas possui jogos que trabalham de forma progressiva a capacidade de memorização, agilidade de pensamento, concentração e foco visual, auxiliando no desenvolvimento cognitivo. Também pode ser usado por adultos e idosos que querem prevenir a perda de memória. Para torná-lo mais divertido, o aplicativo, em português, oferece um sistema de pontuações diárias, nas quais é possível ter acesso à média de acertos de outros usuários no mundo, estimulando a busca por melhores pontuações. O problema desse aplicativo é que ele funciona em formato freemiun, pelo qual é possível fazer o download sem custo, mas, de acordo com o progresso das etapas, é preciso pagar para continuar o uso.

Aplicativos de smartphones a serviço do bem-estar

R

elatório divulgado pela consultoria International Data Corporation, em agosto de 2013, comprova uma realidade cada vez mais nítida nas ruas: a popularização crescente dos smartphones, que, segundo a IDC, representa 53% do mercado de telefonia móvel no País e cujas vendas tiveram alta de 197% entre 2011 e 2013, contra 15% dos

celulares convencionais. Um dos principais motivos para a popularização desses aparelhos, além dos preços mais acessíveis, é a versatilidade. São muitas as possibilidades de uso, indo além de jogos como AngryBirds e CandyCrush, febres do momento. No primeiro caso, o objetivo é acertar um alvo; no segundo, fazer combiAngryBirds, um dos jogos mais populares da história com mais de 100 milhões de downloads nações entre doces.


Página 8

30 de agosto de 2013 cidades

Jornalismo Aplicado cria projeto em comemoração ao aniversário da cidade

Devido às comemorações dos 240 anos de Campinas, em 14 de julhode 2014, as edições do Saiba+ vão abordar até lá temas sobre a história da cidade, problemas ur-

banos, personagens de relevância entre outras questões consideradas importantes para o município. O projeto será desenvolvido pelas turmas de Jornalismo Apli-

cado em impresso, telejornalismo e multimídia. As produções também ficarão disponíveis no site Digitais (www.digitaispuccampinas.wordpress. com).

Viaduto Cury: do “oásis” ao caos

Construído em 1963, ponto tinha nos arredores um jardim com cisnes e relógio de sol Divulgação

No local em que os campineiros tinham ponto de lazer, foi construído o Terminal Central em 1985 por Magalhães Teixeira

Priscila Jordão

Além da degradação dos arredores, cruzamento, bifurcação e falta de sinalização causam acidentes no viaduto

Priscila Jordão

“Os cisnes voavam da praça até o Lago do bosque”. É dessa forma saudosista que o arquiteto e urbanista João Verde, da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), recorda sua infância na praça localizada em baixo do Viaduto Miguel Vicente Cury, local em que hoje é ocupado pelo camelódromo e pelo Terminal Central. Mas, após a lembrança dos cisnes, vem a recordação de um medo: depois que o viaduto foi erguido, surgiu o receio de desabamento por parte da população que passava por lá. O então menino, como muita gente, passou a evitar o lugar. A praça conhecida como Lago do Cisne permaneceu por aproximadamente 20 anos após a construção do Viaduto que liga as avenidas Senador Saraiva, João Jorge e Moraes Salles, em 7 de janeiro de

1963. O Terminal Central ocupou o lugar em 1985 e, depois, aos poucos, os ambulantes passaram a tomar conta das adjacências. Com cerca de 30 mil carros transitando pelo local todos os dias, segundo a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), com velocidade máxima permitida de 40km/h, o Viaduto Cury é considerado uma zona de risco à população. Ao todo, desde que foi erguido, já ocorreram por ali 165 acidentes graves (em média, três por ano). O último, ocorrido no fim do mês passado, acarretou uma morte. Ao ser construído, o viaduto não foi batizado. Só algum tempo depois, a Câmara dos Vereadores decidiu homenagear o prefeito responsável pela obra. Miguel Vicente Cury (1898-1973) governou Campinas por dois mandatos: de 1948-1951

e de 1960-1963. Na época, a obra era imponente para uma cidade de, no máximo, 213 mil habitantes (25% do que tem hoje) e é por isso que o viaduto tem suas deficiências agravadas. Segundo Verde, além do viaduto ter sido mal projetado, sua construção

A solução plausível encontrada pelo arquiteto e urbanista, de acordo com a saturação habitacional de Campinas, é a demolição do viaduto e a construção de metrôs para a substituição das linhas intermunicipais e diminuição das linhas municipais, utilizando os leitos férreos ainda existentes na cidade. Dessa forma, seria possível interligar desde a cidade de Vinhedo até Americana, reduzindo, por exemplo, o fluxo de trânsito da Avenida Lix da Cunha, uma das mais movimentadas da cidade. Ele inclui no projeto ciclovias que cruzem a cidade inteira e ainda afirma que há possibilidade da construção de uma nova praça ao lado da Estação Cultura. Em relação ao grande índice de degradação nos arredores da região, é necessário fazer do Centro

A construção foi realizada quando trânsito em Campinas chegava, no máximo, a 5% em relação à população. foi realizada numa época em que o fluxo de trânsito em Campinas chegava no máximo a 5% em relação à população. Além disso, a curva projetada deveria ter um ângulo maior. Outro problema é o fato de haver, sobre o viaduto, um cruzamento e uma bifurcação. Na visão do urbanista, esse formato só facilita a ocorrência de acidentes.

um local seguro para se viver. Para isso, segundo Verde, precisa-se que a legislação urbanística seja modificada, junto com o incentivo fiscal e a criação de um Fundo Urbano. Atualmente, pela legislação, no Centro de Campinas, só podem ser construídos prédios de até 15 andares. Para construir edifícios maiores, os prédios não podem ter garagens subterrâneas e pagar uma taxa à Prefeitura. Esse valor iria para o Fundo Urbano, que custearia obras como a reurbanização e até o metrô. Verde ressalta que todo esse trabalho deve partir de um projeto urbanístico de alta qualidade, mas que funcione de maneira paliativa, pensando não em alternativas imediatas que possam vir a falhar, mas em soluções que sejam projetadas para o futuro. “A Prefeitura faz as coisas de forma imediata, mas que não vão ser suficientes para daqui a 20 anos”.

Saiba+ - Edição Agosto de 2013  
Saiba+ - Edição Agosto de 2013  
Advertisement