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Prova de Dramaturgia

1 – Qual é o paradigma do Joyce?

QUIS (Quem) – Quem é o seu personagem? (Meu pai Seu Silva e minha mãe Joana)

QUID (O que) – O que sua personagem faz em cena? (Acorda, prepara o café e observa aquela manhã)

UBI (Onde) – Onde sua personagem promove a ação? (Na casa dela na cidade de Macaparana)

QUIBUS (Meios) – Os meios técnicos (Descrição do espaço e da ação)

CUR (Por que) – Os motivos de sua ação e acontecimentos (Mãe Prepara o café , Pai abri a janela e ilumina a casa e fazer os dois fazem Campânia um ao outro nos primeiros momentos do dia)

QUOMODO (Quando e de que maneira você vai usar o QUIBUS) (Desde o começo do texto de maneira simples e direta). Tento manter o leitor ligado nos fatos da cena por meio de uma descrição dinâmica.


A minha descrição física Cabelos longos, ondulados e pretos. Nunca foram tingidos e por isso a cor natural é uma marca antiga. Olhos castanhos claros, pequenos, com cílios pequenos e em muita quantidade na parte superior e na inferior a quantidade chega a metade. Nariz longo, largo, gordo e com uma ondulação bem no meio, e ela só podem ser vista melhor quando estou de perfil. A minha boca é grande, lábios carnudos, em que o superior é bem mais escuro que o inferior. Minhas orelhas são grandes e com uma distância bastante significativa da cabeça e meu rosto tem formato retangular. As minhas veias que ficam em minha face são muito fortes, por isso uma em minha testa e as outras duas que ficam uma em cada lado de minha boca, estão sempre chamando atenção e estão sempre em evidência. Muitos daqueles que me conhecem, falam que tenho muito das características indígenas, e que pelos meus traços fortes eu devo ter realmente um parente muito próximo da cultura indígena. Tenho um pescoço magro e curto, com pelos bem no meio, os quais tentam tirar, mas sempre voltam. Ombros magros e no meu peitoral fica fácil perceber os ossos que saltam para foram, é como se eles tivessem como objetivo se destacar por entre as peles. Ou é realmente pela estética magra do meu corpo. Vai saber, hoje em dia tudo tá uma loucura mesmo. Meus braços são magros e muito longos realmente, chegando a ter os dedos chegando à metade do joelho. Por isso que na minha foto de formatura fiquei com eles dobrado, sendo que quando tirei fotos com minha mãe e irmã eu acabei esquecendo e resultado: é o grande destaque da foto. Meus dedos das mãos são magros, muito fininhos e muito longos. Minha mãe acha muito engraçado quando eu estou escrevendo ou digitando, por que eles ficam ainda mais magrinhos. Eu digitando agora percebi que realmente é engraçado. Lembrei-me dela agora por isso. Tenho um estomago muito alto, uma cintura definida e destacada pelo quadril que é largo. Pernas longas e finas, mas mesmo assim ainda gosto de um bom salto auto. Fazer o que? São coisas de mulheres. Os pés são finos, grandes, bom eu calço 38 e 39 e não tenho a curva normal dos pés por isso os meus são literalmente retos. Meu andar é lento e suave, percebi que não faço muita força na parte superior dos pés. E meus movimentos com as mãos são realmente minha mania mais marcante. Falo e sempre estou gesticulando muito, e acaba que isso se tornou uma marca minha nas peças, seminários e papos entre amigos. Bom, isso é o que eles mesmos falam e que eu acabei verificando no final das contas também. Tenho uma tendência a ficar com os ombros para frente e tento tirar esse costume corporal meu. Como resultado a tal vício, estou com um volume nas costas que precisa ser controlado com exercício de reposição de postura correta. Tenho sinais de pele que gosto muito e acabei de lembrar. No meu rosto tenho um perto do olho esquerdo, outro no final da testa perto do cabelo, outro abaixo da bochecha direita, quatro juntos que foram um “Y”, três no braço esquerdo que formam a letra “L” e tenho um abaixo do meu umbigo. Tenho um sinal marrom leve no meu dedo indicador direito e tenho alguns claros em minhas pernas. Acho que isso foi o que eu consegui descrever sobre minha pessoa, as vezes parece estranho você descobrir algo novo seu a partir de atividades desse tipo. Estamos sempre nos descobrindo.


O que eu vou falar?

Decidi falar dos meus pais: pai Seu Silva e mãe Dona Joana. Foi uma decisão fácil. Gosto da forma com a qual eles começam o dia. Todas as suas ações parecem tão poéticas e amo assistir a tudo isso. A forma com a qual eles preparam o começo de seu dia é de uma simplicidade tão grande que ao mesmo tempo ganha uma grandiosidade de detalhes e beleza enorme. Como é o despertar de um casal do interior de Pernambuco? Bom, no meu caso quero mostrar mais como é o acordar dos meus pais. Cada ação que eles fazem nas primeiras horas do dia, faz eu me lembrar da minha infância, da época de quando minha mãe me acordava para ir à escola e meu pai quando perguntava se eu tinha colocado tudo na bolsa mesmo. O bom é perceber que eles fazem o mesmo até hoje. E tudo isso ainda hoje tem a mesma beleza, carinho e alegria nesses gestos. A relação entre meus pais é algo que gosto muito, por que é por meio dos gestos, olhares e ações que o carinho é demonstrado e tudo é fundamentado. Preferi falar só das primeiras horas do dia por que é o momento que toda a família fica dentro de casa, apreciando o dia e sem a preocupação ou presa de sair. E quando eles realmente sentem vontade de sair, vão juntos para frente da casa ou dá a volta pelo bairro e sentir o sol gostoso de um amanhecer no interior. E como é bom esse amanhecer! Meus pais são muito ligados à terra, sempre estão dialogando com o meio, seja com os pássaros ou árvores, nasceram em sítio e mesmo diante de uma cidade pequena mais com correria de cidade grande, eles ainda praticam a calmaria típica da vida do campo. Acredito que meus pais são amantes do Arcadismo, mesmo que não tenham tido a oportunidade de estudar e terminar os estudos, são amantes da natureza e das artes. Meus pais cantam, declamam poemas e contam contos de uma forma tão apaixonados pelas artes, que é muitos estudiosos até hoje não conseguem demonstrar tamanha grandeza no contato com a arte, sem ela a vertente que for. São esses motivos que me estimularam à escrever sobre os meus pais, sendo que logo nos primeiros momentos do dia, quando tudo parece começar, mas na verdade é apenas um recomeço de algo que ainda não acabou por está sempre começando.


Descrição dos meus Pais (Quem) - Uso dos sentidos

Seu Silva, dono de olhos de felino sonhador, fortes, grandes e pretos, viaja por entre os dias buscando desvendar mistérios ou pelo menos viver a realidade entregue pela vida. Sua voz grave de águia destemida, marcada pelo tempo, possui um ritmo pausado e relata as imagens nas quais ele foi autor, personagem e roteiro. Durante as primeiras horas da noite ele abriu a porta que dá para o terraço, levanta um pouco a mesma quando ouvi o barulho agudo resultado das ferrugens das dobradiças. Andar de leão pardo é faceiro e sempre anda buscando investigar e conhecer de maneira ampla tudo que está em sua volta. Ele pega um banco de madeira que sempre fica junto ao portão, em seguida abri o mesmo e coloca o banco em frente à casa. Fica parado, olhando a rua iluminada em partes, à sua frente um campo de futebol largado e casas distantes que propagam por entre as janelas abertas uma luz leve e amarela. Seu Silva como é chamado pelos moradores da cidade de Macaparana, tem 66 anos, em seu rosto foram deixadas pelo tempo rugas que marcam a pele daquele que tanto espera por dias melhores. Os cabelos? O tom de branco ganha dos fios negros que ainda existem. E o seu sorriso arrebatador de horizonte iluminado é fino, tímido e lindo. Aparece sempre depois das músicas, das piadas e dos contos que ele faz questão de contar e dividir com aqueles que estão dispostos á ouvi-lo. Sempre usa calças largas e blusas abertas que levam para a roupa a personalidade livre do seu jeito de guerreiro destemido e sonhador que é. Sua estrutura baixa é casa de um coração grande e arrebatador de garras de sonhos, de poeta nordestino que mesmo sem ajuda da escrita aprendeu a levar consigo os sons poéticos guardados em sua memória. Seu Silva sempre propaga seu canto poético das paisagens de interior, ele ama cantar versos que o tempo deixou marcado em sua história e que trás a tona momentos marcantes do passado. Dona Joana, é o nome dela. Tem olhos de gata romântica, tímida e sonhadora. Sempre com um sorriso pequeno que destaca ainda mais as linhas de sua face. Já a sua voz é brisa quente, vem sempre suave e aquece com sua palavra de mãe. Ama cantar as canções que narram amores e marcaram sua juventude e início do casamento. Sempre de saia e de blusa com manga, é discreta em seu vestir e sempre se destaca com sua imagem típica do interior de Pernambuco. Chega à casa trazendo aroma de rosas, as quais sempre colhe para deixar junto à sua santa de devoção a Mãe Rainha. Tem as mãos pequenas e marcadas pelo tempo e pelo trabalho com a terra. Seu cabelo está sempre pequeno, sempre cortado e dono de um tom 90% branco. Gosto quando coloca sua tiara marrom ou preta, pois acredito que destaca ainda mais o ar romântico que ela sempre carrega consigo. É amante da música, as vezes ela é ciranda aparentemente calma mais carregada de dinamismo e ritmo pessoal. Gosto quando ela é balada dos anos 80, por que fica alegre e dançante, no entanto quando ela é cantiga de roda fica extremamente encantadora, pois leva por entre os espaços as mesmas emoções do passado agora em outro contexto. E dessa forma trás para o presente os sonhos que


carrega constantemente em seu coração. Aprendo muito com ela quando o assunto é sonho, por que sua fé é tempestade de força na busca pelas conquistas desejadas. Os dois juntos são duetos de repentes musicais nordestinos, sempre ativos, buscando brincar com a realidade, fazer poema dos dilemas do cotidiano e principalmente faz dos seus dias um verdadeiro repente de esperança. Esperança de que? De conquistar algo sonhado, de viver algo novo, de desbravar uma nova opção de vida e de sempre acreditar que o amanhã pode trazer acontecimentos fantásticos. Eles me ensinam a acreditar que podemos ser o que a nossa verdade pede para ser.

Meus pais em sua casa, no amanhecer de um dia (Onde) - Uso dos sentidos

São 7:30h da manhã e Seu Silva levanta ouvindo já os pássaros que estão no terraço e duas estão na sala. O som é agudo e os cantos são lindos mesmo aparentemente desordenados. Hoje está vestido com uma calça leve marrom e uma camisa azul bebê também leve com apenas dois botões fechados. Está calçando uma sandália bem rasteirinha preta e antes de andar ele pega as duas muletas de cor cinza e preta que ficam ao lado de sua cama e na frente de um oratório bem antigo que foi de seus pais. Ele abriu a porta do quarto, passa pela sala e vai direto abrir a porta da sala, deixando que a luz do sol invada os lugares ainda escuros da casa e os sons dos cantos dos pássaros agora começa a acontecer naquele momento. Esses pássaros vão de um lado para o outro na gaiola, meio que exercitando o poder de suas asas que ficaram paradas ao longo da noite. Azul, amarelo e um branco com manchas vermelhas, são as cores dos pássaros que ainda continuam cantando e voando nessa manhã. No chão do terraço pode ser visto a sombra do portão desenhada por meio do reflexo do mestre sol. Os pés de tamarindo que ficam na frente da casa propagam logo sedo o cheiro de folha, mas de folha molhada pela brisa da madrugada. Quando Seu Silva fica diante do portão olhando para os acontecimentos daquela manhã, o tempo parece que não tem pressa para acontecer, ele está apenas contemplando o agora. As crianças que correm e brincam na medida em que suas mães levam as mochilas escolares das mesmas, se arriscam umas corridas destemidas tendo como trilha sonora os gritos de cuidados e orientações das mães preocupadas com seu bem estar. Seu Silva para de olhar tudo isso e segui para a cozinha. Passa pela sala que tem uma mesa longa perto da porta, dois sofás em formato de “L” virado para a estante com a tv. Chegando na cozinha ele passa pelo armário, mesa e sobe um degrau para chegar até uma parte anexada à cozinha, onde está Joana tira do fogo o café e começa a coloca-lo nas garrafas, uma branca e outra laranja. Nesse momento a fumaça quente do café percorre a cozinha e segui para o rosto dela deixando-o quente e úmido ao mesmo tempo. Quando percebe a chegada de Seu Silva pega carinhosamente um copo de alumínio que estava frio por passar a madrugada inteira recebendo o frio da noite.


Quando dona Joana termina de colocar no copo e entrega-o à Seu Silva, a frieza do copo da espaço para a sensação do estado quente do café e o resto do pó que ainda existe fica fixado na língua e só com outros goles ele sai. Os dois vãos juntos para o terraço, e ficam lá aproveitando o café, conversando e ligam o rádio que fica na janela do quarto, só para ouvir as primeiras notícias do dia. Eles sentem o gosto do café, sentem a sensação das imagens daquela manhã e ouve os sons iniciais daquele dia.

Por que você está escrevendo? (Motivo)

Poderia dizer que é por obrigação, mas na verdade é por necessidade mesmo. As vezes não temos espaço e nem coragem para falar ou demonstrar mais da gente no meio social, e é na escrita onde todos os limites parecem está descartados. A sensação de liberdade que o homem tanto procura, é colocado á sua frente: seja com um lápis na mão ou com um notebook ligado em plena madrugada. Quis escrever sobre meus pais, por querer sempre escrever sobre o que eu sei, e dessa forma escrever sempre sobre uma verdade minha. Falar do que não tem domínio é jogar palavras sem valor para um determinado contexto, por isso procurei escrever sobre aquilo que me estimula e me motiva a ser verdadeiro naquilo que transfiro para as palavras. Decidi escrever sobre meus pais para entender mais sobre seus gestos e principalmente para relembrar os motivos pelos quais a minha busca por crescimento existe. As vezes a questão não é a falta de assunto para escrever, e sim a falta de um assunto verdadeiro e cativante para o escritor. A literatura feita especialmente para vender ela é fria, o primeiro motivo da escrita deveria ser o amor para com a mesma. Meu pai não foi alfabetizado, no entanto sempre demonstra amor pelos poemas e contos que ele guarda em sua memória, minha mãe sabe ler pouco mais o pouco que ela sabe é grandioso para ela, sendo assim aprendo com eles que a palavra ela carrega tantos significado e poder que podemos e devemos usar eles de forma verdadeira. Eu sou amante da música, do teatro e das palavras por que aprendo sempre com meus pais que dominar o mundo e os homens não é nenhum feito, mas saber ter o controle das palavras é ter a sabedoria da comunicação: essa que tudo diz à todos que querem ouvir. Posso escrever por saber que sempre terá alguém para ler essas linhas, posso escrever para dedicar à alguém essas linhas, sendo que agora prefiro escrever para descobrir o que ainda não sei e mostrar o que até então eu sei. Escrevo por sentir vontade e por ter a necessidade de querer escrever, ou por precisar falar algo para alguém ou apenas para treinar e qualificar minha potencialidade dramatúrgica.


Por que minhas personagens agem? (Por que)

As ações das minhas personagens poderiam ser resultados de uma situação social ou cultural. Poderia ser o reflexo de uma cultura religiosa ou de uma circunstância climática. Preferi colocar minhas personagens agindo sobre uma realidade que as próprias personagens tentam tirar algo de bom do momento de agora: elas estão onde estão fazendo algo para melhorar essa situação e sonhando com outras melhores. Minhas personagens aproveitam o momento de agora, tentando tirar o melhor dele e buscando viver com o que tem sem deixar de acreditar em algo melhor para o amanhã. São personagens crentes em uma melhoria e na importância e necessidade viver bem o presente para tirar forças e sabedoria para fazer e ter um bom futuro. Procurei imaginar as emoções ou sentimentos que motivam as ações das minhas personagens e descobri que o desejo de está com o outro que ama é o mais importante. Minhas personagens são apaixonadas, amam o outro e a realidade se transforma em algo bom por ter o outro dividindo esses momentos, sejam tais momentos bons ou ruins. A cena ela é espaço de comunhão, e procurei retratar isso com minhas personagens. Na simplicidade das ações tentei mostrar que a personagem age buscando está com o outro: ela cuida, observa e faz para o outro o melhor que ela pode, buscando apenas ter o outro com ela para está construindo uma relação naquele momento. Meus personagens estão agindo segundo ações que procuram demonstrar afetividade e amor entre eles. Quando Joana faz questão de colocar o café para Seu Silva ao invés dele mesmo colocar, esse gesto demonstra o carinho dela para com ele efetivado e confirmado por essa ação. Em cena a minha preocupação era demonstrar compartilhamento de palavras, ações e momentos: eles sentados no terraço ouvindo o rádio, na cozinha nos momentos finais de preparação do café e na caminhada até o terraço, foram ações desenvolvidas pelas personagens demonstrando o estado de comunhão e interação das mesmas diante dos fatos atuais da cena. Procurei perceber nos meus personagens gestos próprios, mesmo uma ação comum se transforma em algo tão particular por está se tratando de um gesto realizado por amor, escolhido por uma vontade da personagem e não determinado por uma regra social. A busca foi por uma continuidade de ações que deixasse claro os sentimentos próprios de cada personagem e busquei também demonstrar os gestos que cuidam e os gesto que dialogam com as personagens em um dado momento.


10 Vícios e Manias “Seu Silva”

1. Acordar cedo todo dia; 2. Abrir a porta da janela logo quando se levanta; 3. Fica parado olhando para a rua; 4. Senta toda noite na frente de casa para observar a noite; 5. Tem mania de observar por longos minutos tudo em sua volta; 6. Ouvi toda manhã o mesmo programa de rádio; 7. Senta sempre no terraço pela manhã; 8. Toma café bem quente pela manhã sempre; 9. Levanta sempre depois de dona Joana; 10. Ama cantar e contar contos;

10 Manias e vícios “Dona Joana”

1. Levanta cedo todos os dias; 2. Fazer café é a sua primeira ação do dia; 3. Sempre coloca café primeiro para seu Silva e só depois para ela; 4. Faz o café sempre com a janela da cozinha aberta; 5. Sempre sai para tomar café no terraço com seu Silva; 6. Senta sempre na mesma cadeira na hora de tomar café; 7. Escuta sempre o mesmo programa de rádio pela manhã; 8. Ama cantar ao longo do dia e pela manha quando faz café; 9. Gosta de sentir o vapor do café quente; 10. Quando vai para o terraço abri as janelas que ainda estão fechadas;


Texto Pontuado (Ritmo)

A busca das personagens

Procura encontrar nas palavras 1 pingo

Um caminho

1pingo

Tão sincero que falem de coisas 1 pingo

Minhas

1 pingo

Ou de alguém 1 pingo

Tuas

1 pingo

Ou de ninguém São amantes da palavra quente de dia de sol Gostam tanto de apenas tê-lo sempre com eles É sempre amigo das horas frias e solitárias Amam encontrar a chuva de dia fria Gostam de está em busca de um calor Calor daqueles que gostam de ver Aqueles que sempre lhes fazem tão bem Um alguém que é tão de ninguém Isso é raiz que brota da terra e não deixa nada sem chão É apenas aquela vontade de está melhor e bem onde sempre se buscou está É

o caminho

É a busca

é querer buscar

de algo grande

ou apenas

é desejo da alma de algo quente

é vontade minha que me aqueça

Nesse caminho o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o Ou é apenas aquela vontade de viver aquele momento de agora da melhor forma


Texto sem pontuação

Dona Joana e Seu Silva ....... Gostam de cantar o que o tempo lhe ensinou Gostam de ter o canto sempre ao seu lado Vivem o momento de agora e sonham com um amanhã melhor São amantes da vida e do tempo Levam a marca do tempo em sua pele sem sofrer por isso São alegres mesmo diante das dificuldades encontradas São guerreiros de dias e noites boas ou ruins Amam observar a vida em sua volta Sempre estão um ao lado do outro São companheiro de uma jornada iniciada sem regras Aprenderam com a vida e seus acontecimentos São resultados de batalhas e derrotas que levaram ao conhecimento São integrantes do time de sonhadores nordestinos São autores de um dueto encantador e belo É dupla que aprenderam a querer mais da vida, mesmo quando estão diante de pouco Sonham sem limites e buscam a fantasia de seus sonhos para viver Eles são apenas ... Meus dois amados sonhadores nordestino.


MAPA

TERRAÇO

SALA

COZINHA

ANEXO DA COZINHA

QUARTO


Mistura do Texto de Guilherme Kokeny com o meu

Seu Silva, dono de olhos de felino sonhador, fortes, grandes e pretos, viaja por entre os dias buscando desvendar mistérios ou pelo menos viver a realidade entregue pela vida. Sua voz grave de águia destemida, marcada pelo tempo, possui um ritmo pausado e relata as imagens nas quais ele foi autor, personagem e roteiro. Durante as primeiras horas da noite ele abriu a porta que dá para o terraço, levanta um pouco a mesma quando ouvi o barulho agudo resultado das ferrugens das dobradiças. Andar de leão pardo é faceiro e sempre anda buscando investigar e conhecer de maneira ampla tudo que está em sua volta. Ele pega um banco de madeira que sempre fica junto ao portão, em seguida abri o mesmo e coloca o banco em frente à casa. Fica parado, olhando a rua iluminada em partes, à sua frente um campo de futebol largado e casas distantes que propagam por entre as janelas abertas uma luz leve e amarela. Seu Silva como é chamado pelos moradores da cidade de Macaparana, tem 66 anos, em seu rosto foram deixadas pelo tempo rugas que marcam a pele daquele que tanto espera por dias melhores. Os cabelos? Alguém que tem a barba em 3 tons diferentes, um de um castanho claro, o outro loiro e pra finalizar alguma coisa ruiva, que só deus sabe porque nasce entre esses fios. Ele tem os cabelos revoltos e que não para quieto um só instante, há falhas em seu cabelo o que indica uma calvície hereditária que começa a reclamar seu espaço entre um fio e outro. O tom de branco ganha dos fios negros que ainda existem. O personagem é excessivamente carregados de pintas, dês do rosto até o dedo do pé, inclusive uma pinta equivalente no dedo indicador dá mãe direita e no dedo indicador do pé direito. Ele mantém por todo o corpo uma vasta variação de pelos ruivos que começam logo a baixo do pescoço e vai até o tornozelo. Sua boca é vermelha e destaca em contraste com sua pele clara, seus dentes tem uma sertã leveza infantil, castigado pelos anos de má formação dentaria de uma chupeta. Seu nariz e pequeno e afilado, herança genética de seu avó por parte de mãe. A abertura das pernas dele é espaçada e mantém um caminhar com as pernas abertas para fora do centro. Seu corpo é hiper alongado devido a anos de exercícios físicos tanto aquáticos como dança, no seu caso a Capoeira. O personagem tem corpo magro até a cintura, onde é carregado de uma camada de gordura, com cochas e panturrilha grossas e um pé de tamanho quarenta e dois. E o seu sorriso arrebatador de horizonte iluminado é fino, tímido e lindo. Aparece sempre depois das músicas, das piadas e dos contos que ele faz questão de contar e dividir com aqueles que estão dispostos á ouvi-lo. Sempre usa calças largas e blusas abertas que levam para a roupa a personalidade livre do seu jeito de guerreiro destemido e sonhador que é. Sua estrutura baixa é casa de um coração grande e arrebatador de garras de sonhos, de poeta nordestino que mesmo sem ajuda da escrita aprendeu a levar consigo os sons poéticos guardados em sua memória. Seu Silva sempre propaga seu canto


poético das paisagens de interior, ele ama cantar versos que o tempo deixou marcado em sua história e que trás a tona momentos marcantes do passado. Dona Joana, é o nome dela, ela tem 71 anos e é sensível a natureza e seu grande segredo o que as vezes ela guardava até de si própria era sua energia dançante, aquilo que a fazia correr pelo bosques dançando e montando coroas de flores, e rindo de si mesma, rindo do vento que fazia cocegas em seu rosto pela velocidade alcançada ela menina. Tem olhos de gata romântica, tímida e sonhadora. Tem os olhos pequenos e diminutos, além de carregar uma pinta característica aos homens da família abaixo do olho direito. Possui também uma outra pinta dentro dos olhos. Tem sobrancelhas espessas e que se destaca no rosto por ser muito escuras. Ele nasceu com orelhas com pelos ao redor, todos brancos e quase imperceptível, além de carregar quatro furos de brinco, um na orelha direita e três na esquerda. era considerada uma mulher com varias meninas dentro de si, ela poderia ser sua melhor amiga, não era necessário uma a mais. Sempre com um sorriso pequeno que destaca ainda mais as linhas de sua face. Já a sua voz é brisa quente, vem sempre suave e aquece com sua palavra de mãe. Ama cantar as canções que narram amores e marcaram sua juventude e início do casamento. Sempre de saia e de blusa com manga, é discreta em seu vestir e sempre se destaca com sua imagem típica do interior de Pernambuco. Chega à casa trazendo aroma de rosas, as quais sempre colhe para deixar junto à sua santa de devoção a Mãe Rainha. Tem as mãos pequenas e marcadas pelo tempo e pelo trabalho com a terra. Seu cabelo está sempre pequeno, sempre cortado e dono de um tom 90% branco. Gosto quando coloca sua tiara marrom ou preta, pois acredito que destaca ainda mais o ar romântico que ela sempre carrega consigo. É amante da música, as vezes ela é ciranda aparentemente calma mais carregada de dinamismo e ritmo pessoal. Gosto quando ela é balada dos anos 80, por que fica alegre e dançante, no entanto quando ela é cantiga de roda fica extremamente encantadora, pois leva por entre os espaços as mesmas emoções do passado quando suas mãos eram ligeira, embaladas ao som do samba/rock que era uma febre e todos dançavam agora em outro contexto. E dessa forma trás para o presente os sonhos que carrega constantemente em seu coração. Aprendo muito com ela quando o assunto é sonho, por que sua fé é tempestade de força na busca pelas conquistas desejadas. Ela mantinha todas as respostas na ponta da língua, era vivida e mantinha-se comportada de acordo com as que a rodeava, se mantinha antenada com tudo e poderia responder tudo que a fosse questionada. Os dois juntos são duetos de repentes musicais nordestinos, sempre ativos, buscando brincar com a realidade, fazer poema dos dilemas do cotidiano e principalmente faz dos seus dias um verdadeiro repente de esperança. Esperança de que? De conquistar algo sonhado, de viver algo novo, de desbravar uma nova opção de vida e de sempre acreditar que o amanhã pode trazer acontecimentos fantásticos. Eles me ensinam a acreditar que podemos ser o que a nossa verdade pede para ser.


2 Prova de Dramaturgia