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AGENDA C U LT U R A L

Outubro Novembro 2017


arte s v i s ua i s

BIENAL SUR

BIENALSUR é a primeira Bienal Internacional de Arte Contemporânea da América do Sul. Em desenvolvimento durante 2016 e ao longo de 2017, tomando como espaço de exibição o território sul americano e focando no processo de criação artística e intelectual, BIENALSUR concentrará suas exibições entre outubro e dezembro de 2017. Organizada pela Universidade Nacional de Três de Fevereiro (UNTREF), da República Argentina, a BIENALSUR tem seu o reitor Aníbal Jozami como Diretor Geral e Diana Wechsler como Diretora Artístico-acadêmica. Através da arte contemporânea, BIENALSUR conectará simultaneamente mais de 30 cidades de 15 países e reunirá mais de 250 artistas e curadores dos cinco continentes. As exposições se realizarão em diferentes museus, centros culturais, edifícios e zonas emblema do espaço público. Está pensada a partir da geração de uma rede global de colaboração associativa institucional que elimine distâncias e fronteiras, e reivindique a singularidade na diversidade; BIENALSUR propõe um extenso território construído a partir do posicionamento num “Sul Global”. Mais de 95% das obras que formam parte da Bienal foram selecionadas após um intenso processo que incluiu duas convocatórias internacionais abertas com temática livre. A ideia desta chamada livre e aberta foi convidar artistas e curadores a pensar projetos específicos e inéditos e, assim, foram recebidas mais de 2500 propostas provenientes de 78 países. Durante essas convocatórias se observou a presença recorrente de projetos que dialogam fortemente tanto dentro como fora do mundo da arte.

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BIENALSUR: UMA BIENAL QUE CRIA SEU PRÓPRIO TERRITÓRIO Com um modelo inédito, uma das propostas mais inovadoras da BIENALSUR é que há traçado uma cartografia própria. Se trata de um território e percurso específico que tem na Cidade de Buenos Aires seu KM 0. Um nó que logo se abre a uma América do Sul expandida quase a escala planetária que reúne artistas e curadores dos cinco continentes. Este novo universo cartográfico possui sedes presenciais em mais de 30 cidades de 15 países e se propõe eliminar fronteiras temporais e espaciais mediante a simultaneidade que permite a tecnologia. Na CARTOGRAFIA BIENALSUR os quilômetros se medem a partir do MUNTREF, localizado no antigo Hotel de Imigrantes, no porto de Buenos Aires. Espaços de exposições entre setembro e dezembro se unirão entre os principais museus, centros culturais, edifícios e zonas-emblema do espaço público portenho. Mas Buenos Aires não será o único lugar da Argentina que participa. O percurso de BIENALSUR se fará presente também em Tigre, Caseros, Rosario, Córdoba, San Juan, Tucumán, Salta e Bahía Bustamente (Chubut). E dali o caminho continua, sempre simultaneamente e sem sair do continente, pelo Uruguai (Montevidéu); Paraguai (Assunção); Chile (com sedes em Santigo do Chile e Valparaíso); Brasil (com sedes em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Sorocaba e Salvador); Peru (Lima); Equador (Guayaquil); Colômbia (Bogotá); México (México DF) e Cuba (Havana).


Cruzando os oceanos Atlântico e Pacífico prossegue este território animado pela consigna de um olhar situado no “Sul Global”. No continente africano a parada é Ouidah, em Benim. Na Europa se somam a Espanha (com sedes em Madri e Palma de Mallorca); França (com sedes em Paris e Marselha); e Alemanha (Berlim). E finalmente, na Ásia, se une o Japão e esse antípoda planetário que é Tóquio se torna próximo.

Em Porto Alegre, uma das sedes brasileiras, o evento ocorrerá na UFRGS, no Campus Centro, Saúde e no Campus Vale. No Campus Centro e Saúde, ocorrerão as videoinstalações da artista argentina Teresa Pereda no Planetário e no Salão de Festas, prédio da Reitoria. Já no pergolado da Sala Fahrion e em alguns pontos do Campus Vale estarão expostas as instalações do artista madagascarense Joel Andrianomearisoa, buscando uma integração maior das obras com os transeuntes. Outras atividades estão previstas para ocorrer na Sala Redenção – Cinema Universitário, como a projeção da Mostra Amos Gitai, além do Ciclo de Vídeos e Cinema Expandido da Bienal.

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arte s v i s ua i s

Teresa Pereda (Buenos Aires, 1956). A reconhecida artista visual argentina, licenciada em História da Arte pela Universidad de Buenos Aires, Teresa Pereda é especialista em etnografia indígena sul-americana. Na década de 1990 aprofunda sua poética, centrando-se no vínculo homem-terra. Seus projetos em curso Itinerario de un pais e Recolecciónrestitución. Citas por América compreendem uma ampla produção de performances, instalações, objetos, fotografias, vídeos e livros de artista. Com o projeto Itinerario de un pais recorre, desde 1994, amplas extensões da Argentina. A partir do contato com diversos povos, troca terras e registra situações. As terras ali recebidas resultam numa marca simbólica de cada historia de vida e de cada lugar. Um tipo de cartografia sensível do território. O projeto Recolección-restitución. Citas por América surgiu como extensão das viagens iniciadas na década de 1990. Até o momento, o mesmo percorreu Mechita (província de Buenos Aires, 2006), Ushuaia (Bienal do Fim do Mundo, Argentina, 2007), Amazonas (Brasil, 2008), Uyuni (Bolívia, 2008), Campos de gelo patagônicos (Chile-Argentina, 2007), Lincoln (província de Buenos Aires, 2017). Na cidade de Buenos Aires: Sala Cronopios (comemoração do Bicentenário, 2010), Palais de Glace (20 anos da Guerra de Malvinas, 2012) e Parque da Memória (2013). Em cada lugar realiza duas ações: solicitação e entrega de terras, entrelaçado e novelo de lã. Mostras individuais a destacar: A orillas del Río Dulce, Centro Cultural do Bicentenario, Santiago del Estero. Curador: Rodrigo Alonso (2015); Pró(x)imo posible. Cita País, Parque da Memoria, Buenos Aires. Curadora: Florencia Battiti (2013); Agua que no se detiene, MNAD Buenos Aires; Curador: Lucas Beccar (2013); Appointments around America Alejandra von Hartz Gallery, Miami (2011); Recolección - restitución. Citas por América, Sala Cronopios, Bicentenário argentino, Centro Cultural Recoleta, Buenos. Aires. Curadora: Ana Battistozzi (2010); Sueño de un porvenir Zavaleta Lab, Buenos Aires. Curador: Horacio Zabala (2005).

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Suas obras integram, entre outras coleções, as do Museu Nacional de Belas Artes e o Fundo Nacional das Artes, Buenos Aires; Museo Castagnino - Macro, Rosário; Museu Caraffa, Córdoba, Argentina; Jack S. Blanton Museum of Art, Austin, EUA; Escala Essex Collection of Art from Latin America, Essex, UK; Space Collection, Irvin, EUA. Distinções: Prêmio à Produção Estética Transdisciplinária, Associação Argentina de Críticos de Arte, 2002. Bolsista por Banff Centre para integrar Intra-nation: Thematic Residency in Media and Visual Arts, Alberta, Canadá (2004). Artista residente em Fountainhead Residency, Miami, EUA (2011). Vive e trabalha em Lincoln, província de Buenos Aires, Argentina.

LUZ – videoinstalação Data: de 04 de outubro a 15 de dezembro Horário: das 10h às 18h Local: Salão de Festas | 2º andar da Reitoria Av. Paulo Gama, 110

Humus | la piel no calla – videoinstalação Data: de 05 a 08 de outubro Horário: 5 e 6 de outubro às 19h; 7 e 8 de outubro às 14h, 16h e 18h Local: Planetário Av. Ipiranga, 2000 | Campus Saúde


LUZ – videoinstalação

Humus | la piel no calla – videoinstalação

A obra LUZ instala um espaço lumínico em que o público poderá transitar e no qual a artista Teresa Pereda propõe levar a cabo diversas ações. Está conformado pela silhueta do mapa da América Latina que se desloca sob a cruz dos quatro lugares, a Meli Huitran Mapu. Dimensão não somente geográfica, se não cósmica e multidimensional. A obra se constitui em signo de lugar comum, marca e reflexão acerca de quem somos e onde queremos estar.

Em Humus | la piel no calla, Pereda intervém com uma imponente vertente natural a cúpula do Planetário de Porto Alegre, situando o espectador num templo de contemplação da bravura da água e o som dos nossos dias imersos no trânsito urbano. Sabendo que a experiência de um planetário é a de fazermos viajar para qualquer céu do mundo, as imagens desta videoinstalação registram a potente pulsão da água que brota de um curso subterrâneo e possibilita o deslocamento dos espaços terra e céu.

A artista entregará terra e lã aos visitantes. Também solicitará a participação e as contribuições espontâneas dos assistentes. Ao passo que a luz percorre o corpo de quem ingressa no espaço, sua substância, capaz de transmutar, faz possível o acesso ao plano dos sonhos lúcidos.

O som estabelece uma sincronia rítmica entre o afastamento da água nascente com centenas de registros sonoros de ruídos urbanos e de vozes humanas, que retroalimentam um ciclo rítmico e tornam perceptível a contraposição entre a natureza e o homem.

Ditas ações conformarão um pequeno ritual protagonizado por gestos coletivos. Consagrando um espaço comum e multidimensional, um breve presente forjador de um tempo de conciliação concernente ao território americano que nos envolve.

Âmbito de encontro e desencontro. Natureza e vida urbana, em permanente movimento. Ambos em risco, nenhum cala. O caótico fluir nos adverte acerca da frágil condição do homem.

O projeto LUZ concebe a experiência da arte como expansão de consciência capaz de modificar a quem a vive.

LUZ – videoinstalação Data: de 04 de outubro a 15 de dezembro Horário: das 10h às 18h Local: Salão de Festas | 2º andar da Reitoria Av. Paulo Gama, 110

Humus | la piel no calla – videoinstalação Data: de 05 a 08 de outubro Horário: 5 e 6 de outubro às 19h; 7 e 8 de outubro às 14h, 16h e 18h Local: Planetário Av. Ipiranga, 2000 | Campus Saúde Retirada de senhas 1 hora antes do evento

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Joël Andrianomearisoa Andrianomerisoa sempre está na borda dos limites. Não apresenta a aproximação a sua obra de maneira direta, senão que a situa nos limites dos desejos de quem queira que a descubra. Sua obra radica em uma pura questão de atitude, de posicionamento frente a obra. Andrianomearisoa escuta o pulso da vida com mais generosidade do que esse pulso o oferece e encontra uma forma de estar presente dans le nu de la vie, na desnudez do mundo.

LeLa Tour Du Monde – instalação

O espaço urbano é um de seus interesses radicais. Os ruídos, cheiros, imagens, luzes e em definitivo o incessante movimento que gera a vida da cidade compõe seu universo sem por isso condenar ao artista a um lugar específico. Suas imagens transladam o espectador a lugares aos que nem sequer o artista imagina chegar. “Necessito surpreender-me pelas imagens. A situação tem que ser completamente surpreendente. Não me considero fotógrafo, sou alguém que constrói imagens”, assegura.

Distribuindo cartazes com frases em diferentes idiomas em alguns pontos do campus Centro e Vale, Joel busca uma relação diferenciada com aqueles que transitam por esses espaços. A relação da palavra escrita e a arte é visível neste trabalho, que pretende envolver os observadores para com a ideia da linguagem e da comunicação de formas diferenciadas.

O artista precisa de uma estrutura básica para compor sua obra e é então quando começa a experiência, a manipulação que define o projeto. “A obra surge através de diversas manipulações que me conduzem ao resultado final. Quando realizo uma instalação não consigo imaginar sua irrevocabilidade. Conheço cada elemento que a compõe, mas no momento que os organizo, descubro algo mais. E é assim quando a peça toma sentido” assegura Andrianomearisoa. Sua capacidade lírica radica em sua capacidade para se apoderar de este momento decisivo no que não se distingue o início do fim.

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Em sua obra LeLa Tour du Monde, o artista de Madagascar visitou previamente os locais da universidade para se apropriar da lógica do cotidiano dos usuários que os utilizavam, apresentando posteriormente suas instalações no espaço público universitário, de maneira a despertar a surpresa e a indagação de quem circula pelos caminhos trilhados por quem busca o aprendizado diariamente nesse ambiente.

LE LA TOUR DU MONDE – instalação Data: de 04 de outubro a 15 de dezembro Horário: das 08h às 18h Local: Pergolado da Sala Fahrion - 2º andar da Reitoria (Av. Paulo Gama, 110 | Campus Centro) e alguns pontos do Campus Vale


c i ne m a

Ciclo de Vídeos e Cinema Expandido BIM em BienalSur: Território e Resistência Curado por Andrés Denegri e Gabriela Golder – projeção de filmes

Recollection / Recordação Palestina / Alemanha, 2015, 70min Recollection está composto inteiramente de sequências de filmes israelenses e estadunidenses rodadas na cidade de Jaffa entre as décadas de 1960 e 1990, principalmente do gênero denominado bourekas, que encenavam tensas relações românticas entre homens judeus mizrahi “toscos” e mulheres pertencentes às elites askenazis. Jaffa proporcionava o marco perfeito para construir novos relatos israelenses nas ruínas palestinas abandonadas. Como explica Aljafari, os palestinos fora “desarraigados na realidade e na ficção”. Em Recordação, todos os protagonistas são eliminados da metragem original, deixando um cenário vazio constituído pela cidade. Parece que alguém está retornando a Jaffa, como podia fazer a qualquer outro lugar depois de uma catástrofe. “Ele sabe tudo. Sou eu mesmo; meus avós que iam a caminho a Beirute e regressaram porque havia uma tormenta; um fotógrafo; uma combinação de todas as figuras marginadas. A memória mesma que filma. A memória de todo o cenário que resgata a tela”. Recordação indaga numa hipótese cinematográfica: como podemos voltar a frequentar e povoar o espaço num sono inquietante e febril?

Kamal Aljafari é um cineasta palestino. Os problemas de um território confiscado e um passado escondido se converteram nos focos de sua obra e a exploração de este terreno cinematográfico o permitiu uma apropriação diferente da memória dos lugares. O cinema de Aljafari é um intento de recuperar a possibilidade de imaginar, de voltar a tomar posse da ficção; em outras palavras, de inventar um relato próprio. Seus filmes anteriores incluem Port of Memory (2010), Balconies (2008), The Roof (2006) e Visit Iraq (2003).

Foto: Divulgação

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c i ne m a

Dial H-I-S-T-O-R-Y Bélgica, 1997, 68min Dial HISTORY é um filme de ensaio que percorre a história de sequestros de aviões como retratado na televisão convencional. Em contraste com um fundo de uma cronologia de sequestros de aviões, começando pelo primeiro sequestro de avião documentado em 1931, que foi inscrito imediatamente na arena política desde o primeiro momento. Dial HISTORY ilustra como os sequestros conseguiram progressivamente mais cobertura da televisão, que se fez mais e mais mortal. A natureza da televisão ao vivo permitindo um minuto a minuto atualiza o sequestro como uma situação desentranhada, apagando a linha entre o entretenimento e a tragédia. Para os terroristas que tratam de inscrever sua luta na história, o sequestro carente da imagem mediatizada por si só perdeu todo seu poder comunicativo. Com o avião sempre em movimento entre os países e as fronteiras, como se, no estado do nada, o sequestro chegou a simbolizar a transgressão através de uma fronteira violenta ao encontro de uma utopia política. Este estudo de terrorismo pré11 de setembro é misturado com passagens dos romances de Don DeLillo Mao II e Ruído Branco, as quais oferecem uma ancoragem literária e filosófica para o filme. Questionando o papel do escritor numa sociedade saturada de imagens, a narrativa de Dial HISTORY é baseada num diálogo imaginário entre um terrorista e um romancista no qual o escritor considera que o terrorista sequestrou seu papel dentro da sociedade: “há um curioso nó que une os romancistas e os terroristas, há anos pensava que um romancista podia alterar isso. A vida interior da cultura. Agora os fabricantes de bombas e homens armados tomaram esse território”. A medida que avança a trama, se faz evidente que com o aumento da cobertura mediática de sequestros terroristas, este poder de produzir uma descarga em direção ao interior da sociedade foi arrebatado do escritor pelo terrorista. Estão “jogando um jogo de soma zero, no qual o que ganham os terroristas, os romancistas perdem!”. Por volta da década de 1990, os sequestradores individuais aparentemente já não existem, substituídos em nossas telas de televisão pelas histórias de malas bombas patrocinadas pelo Estado. Por agora, os meios de comunicação estão cada vez mais envolvidos como um ator chave: as imagens da pessoa estão substituídas por um fluxo de multidões. Desde os anos oitenta, o governo Reagan começou a albergar o espetáculo terrorista para ocultar seu próprio jogo sujo em El Salvador. Na Guatemala e Nicarágua o terrorismo se tornou simplesmente num jogo superficial que se reproduz através dos meios de comunicação. Neste sentido, o tema subjacente mais profundo é que o sequestro

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dos sequestradores estava se transformando em si sequestrado pelas empresas de meios de comunicação. A obra estreou em 1997 no Museu de Arte Moderna de Paris Georges Pompidou e depois foi projetada na Documenta X de Kassel.

(Holanda), FIDMarseille e Videoformes (França), Share (Itália), e vários outros. Foi um dos criadores do Festival arte.mov (2006-2012), do Labmovel (2012-2015), do projeto Multitude (2014), e curador geral do Visualismo (2015).

Johan Grimonprez realiza sua obra entre os limites da prática e da teoria, a arte e o cinema, o documental e a ficção, que exige que o espectador olhe duas vezes. Informada por uma arqueologia dos meios de comunicações atuais, sua obra busca a tensão entre o íntimo e uma perspectiva mais ampla da globalização. Questiona nosso sublime contemporâneo, que está marcado por uma indústria do medo que infectou o diálogo político e social, sugerindo novas narrativas para contar um relato, enfatizando uma multiplicidade de histórias.

Toponimia

Do Outro Lado Do Rio / Al otro lado del río Brasil, 2004, 88 min Do Outro Lado do Rio é uma viagem aos limites do Brasil. Uma investigação sobre a área indefinida entre as cidades de Oiapoque (Brasil) e Saint Georges de L’Oyapock (Guiana Francesa), onde identidades são intercambiadas e um rio separa, simbolicamente, uma pessoa de seus sonhos. Oiapoque é uma zona de intersecção entre o Brasil e a Guiana Francesa, a porta de entrada a uma nova vida em território francês. A cidade possui o maior fluxo migratório dentro das fronteiras brasileiras e dá conta de um mundo em estado de trânsito. As pessoas que vivem na região e suas histórias são o tema principal do documentário. Obstinadas, desconfiadas e inconformadas com as condições na Amazônia, estas pessoas buscam, sobretudo, a consolidação de um sonho tenaz, incerto e vago. Cheias de um notável espírito aventureiro e representativas de um tipo de Ulisses Amazônico contemporâneo, encontram-se no constante planejamento de sua Odisséia de uma terra sem fronteiras. Lucas Bambozzi realiza vídeos, filmes, instalações, obras site-specific, performances audiovisuais e projetos interativos. Seus trabalhos foram expostos em mais de quarenta países, em eventos e instituições como o MoMA (Estados Unidos), ZKM e Frankfurter Kunstverein (Alemanha), Arco - Expanded Box (Espanha), galeria KUC (Eslovênia), Centre Georges Pompidou (França); nas bienais de Havana (Cuba), de São Paulo (Brasil), ZERO1 (Estados Unidos), WRO Media Art (Polônia), de Artes Mediales (Chile) e BIM (Argentina); assim como em ISEA Ruhr (Alemanha) e Ars Electronica (Austria, com menção honrosa em 2010 e 2013), entre outros. Participou de festivais como Videobrasil, É Tudo Verdade, FILE, Festival do Rio e On_OFF (Brasil), Sundance e Slamdance (Estados Unidos), Impakt

Argentina, 2015, 82 min Topinímia é o nome dado à disciplina que estuda a origem etimológica dos nomes dos lugares. O conjunto que Perel escolhe para analisar visualmente em seu filme é uma série de povoados no oeste da província de Tucumán, fundados pelo governo militar em meados dos anos setenta sob o projeto Operativo Independencia, que pretendia eliminar a guerrilha (principalmente do ERP, Exército Revolucionário do Povo) que operava nesta região. Justamente, os nomes escolhidos para estes povoados vieram de militares de alta patente mortos em enfrentamentos com a guerrilha. Com mínima contextualização histórica, limitada à revisão de documentos oficiais, Perel se volta para o registro da atualidade destes povoados e apela a uma estética tão austera quanto rigorosa: planos fixos de quinze segundos. Desta maneira, mostra como o tempo erodiu esta tentativa de imposição semântico-histórica, assim como a natureza e o esquecimento seguem apagando os traços da utopia que ali uma vez se tentou. Jonathan Perel nasceu em 1976; vive e trabalha em Buenos Aires. É cineasta, pesquisador e docente. Cursou licenciatura em Artes na Faculdade de Filosofia e Letras, na UBA. Dirigiu os longa-metragens Toponimia (2015), Tabula rasa (2013), 17 Monumentos (2012) e El prédio (2010), e os curta-metragens Las aguas del olvido (2013), Los murales (2011) e 5 (cinco) (2008). Foi duas vezes ganhador do Fondo Metropolitano de las Artes, e seus filmes foram selecionados e premiados em diversos festivais internacionais, entre os quais destacam-se IFFR Rotterdam, FIDMarseille, Viennale, YIDFF Yamagata, Museum of the Moving Image, Rencontres Internationales Palais de Tokio, Haus der Kulturen der Welt, BAFICI, FIDBA, Bienal de la Imagen en Movimiento, La Habana, Underdox, Porto/Post/Doc, Cine//B e Óptica, Festival Internacional de Videoarte de Gijón.

Ciclo de Vídeos e Cinema Expandido BIM em BienalSur Data: 4, 5, 6 e 9 de outubro Local: Sala Redenção – Cinema Universitário da UFRGS (Rua Luis Englert, s/n., Campus Central UFRGS) Ingressos: Entrada Franca Foto: Divulgação

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Mostra Amos Gitai Projeção da trilogia do cineasta israelense Amos Gitai, contando com os filmes House (1980), A House in Jerusalem (1998) e News from Home/News from House (2006). House é um documentário sobre uma casa localizada na zona oeste de Jerusalém: abandonada durante a guerra de 1948 pelo seu dono, um médico palestino; requisitada pelo governo israelense e considerada como “vacante”, alugada por imigrantes argelinos e judeus em 1956, comprada por um professor universitário que se encarrega da sua transformação em uma villa patrícia... O local da construção é como um teatro no qual os moradores anteriores, os vizinhos, os trabalhadores, o construtor e o novo dono aparecem. A televisão israelense censurou o filme. Dezoito anos após seu primeiro filme, Gitai volta ao mesmo local em A House in Jerusalem, para observar as mudanças nos novos residentes assim como na vizinhança. O diretor trabalha como um arqueólogo, revelando, baixo múltiplas camadas, um complexo labirinto de destinos.

Já em News from Home/News from House vemos que a casa de Jerusalém oeste não é mais o microcosmo que foi há 25 anos. Seus habitantes de dispersaram, esse espaço comum se desintegrou, mas permanece como o centro emocional e físico no coração da situação Israelense-Palestina. A realidade concreta a transformou em histórias e memórias dispersas. Um nova identidade, uma nova diáspora evoluíram. Retomando as histórias anteriores, o diretor completa a trilogia. Criando uma espécie de arqueologia humana, Gitai explora as relações entre os moradores da casa, passado e presente, entre Israelenses e Palestinos. Cada um em sua própria maneira se torna um sinal do destino da região, do mundo.

Mostra Amos Gitai Data: 10,11 e 13 de outubro Horário: 16h e 19h Local: Sala Redenção – Cinema Universitário da UFRGS (Rua Luis Englert, s/n., Campus Central UFRGS) Ingressos: Entrada Franca

Foto: Divulgação

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A rte s v i s ua i s

Foto: Divulgação

un i foto Eduardo Vieira da Cunha “Reflexos do espectro”, exposição promovida pelo Projeto Ponto UFRGS e pelo Departamento de Difusão Cultural da PROREXT terá a curadoria de Daniela Cidade. A exposição é composta de 28 obras, entre pinturas e desenhos, e representa a produção recente do artista Eduardo Vieira da Cunha. É o resultado de uma pesquisa plástica onde o imaginário do espelho aparece como uma procura pelo mistério da imagem. Os trabalhos se referem a um espaço labiríntico do sonho, e seguem a mesma linguagem empregada na pesquisa pictórica desenvolvida paralelamente à produção teórica como professor do Instituto de Artes: meios de transportes, viagem e reflexos na paisagem e na imaginação. A exposição marca também o memorial das atividades como professor, no período de 1985 a 2017, das disciplinas de pintura e de fotografia. As referências entre estas duas linguagens é traduzida nos desenhos e pinturas que compõe a exposição como uma troca de mútuas influências, onde a fotografia representa um registro de algo que se perdeu, e a pintura e o desenho são uma recuperação, através de uma construção lenta, destes instantes temporais que escapam de nossa percepção. São os reflexos do espectro.

EXPOSIÇÃO EDUARDO VIEIRA DA CUNHA | REFLEXOS DO ESPECTRO Data: de 02 de outubro a 03 de novembro Horário: de segunda a sexta das 08h às 18h Local: Saguão da Reitoria Av. Paulo Gama, 110

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A rte s v i s ua i s

Foto: Luiz Carlos Felizardo, 2008

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O Percurso de um Olhar Faz muito tempo que faço fotografia. Desde que fiquei encantado com a visão da primeira imagem emergindo do revelador lá se vão mais de quarenta anos (só um pouco mais, não sou tão velho assim…). De qualquer forma, em termos de história pessoal, é um bom tempo. Para fazer bem feito é preciso refletir sobre o que se faz – o que, aplicadamente, venho fazendo esses anos todos. É natural, portanto, que tenha não apenas conhecido bem os principais processos que fazem uma fotografia, como tenha tido tempo para compreender as relações que reúnem processos, imagem fotográfica e… a vida da gente. Se não todas essas relações, algumas, pelo menos. Descobri que fotografar é bem mais do que apenas ver. Os processos de transformar uma visão em fotografia tomam tempo, dão trabalho e exigem respeito pelo assunto que transformamos. E é preciso que se entenda alguma coisa da estrutura que amarra os vários elementos que compõem nossa imagem, a mesma estrutura que ordena as frases musicais, ou da literatura, e limita e sustenta as criações da arquitetura. Mais importante ainda, a fotografia tem de ser vista e compreendida com um olhar tão amplo que abrace a história da arte. O tempo, por sua vez, desempenha um papel fundamental na construção da imagem fotográfica. E talvez só a fotografia tenha o dom de vencê-lo – talvez não, mas ela não se importa se não tiver exclusividade. Pois apenas em suas mãos o tempo é tratado de maneira tão íntima: ele é vertiginoso, é uma fração de si mesmo, é implacável, é voraz, pode ser elástico. E pode parar para ela. A fotografia traz informações e gera considerações sobre o que foi passado, fazendo com que ele assuma, novamente, a condição de presente. Se pensarmos bem, tudo o que a fotografia revela já é passado – seja a pessoa fotografada em 1840, seja o pensamento do artista que se valeu dela, seja o que fotografamos há poucos minutos atrás. E se tivermos consciência da múltipla e inevitável presença do tempo na imagem fotográfica, a fotografia fará tudo reviver. Esta exposição nasceu de um convite feito pelo Departamento de Difusão Cultural da UFRGS, universidade tão importante em minha formação quanto a música ou a arquitetura. Afinal, cantei no Coral da Faculdade de Filosofia, toquei no Madrigal da UFRGS – nos

quais a notável e saudosíssima Madeleine Ruffier, sua regente, me ensinou quase tudo – estudei no Colégio de Aplicação da Faculdade de Filosofia e na Faculdade de Arquitetura (onde também namorei, militei contra a ditadura, fiz amigos queridíssimos). Graças ao mesmo Departamento da UFRGS pude assistir a shows, concertos e exposições – colaborei numa delas – quase todos inesquecíveis. A exposição é composta de trinta fotografias feitas em momentos variados, selecionadas por mim entre imagens digitais e mais de dezoito mil negativos 35 mm, 6x6 cm, 4x5 e 8x10 polegadas – sempre pensando em reunir fotografias que, por uma ou outra razão, deixaram marcas em meu trajeto até aqui.

Luiz Carlos Felizardo

Exposição O Percurso de um Olhar, por Luiz Carlos Felizardo Abertura: 27 de setembro, às 17h30min Visitação: de 28 de setembro a 22 de dezembro Horário: segunda a sexta, das 07h às 22h30min Local: Saguão da Reitoria  Av. Paulo Gama, 110

Encontro com Luiz Carlos Felizardo Data: 27 de setembro, quarta-feira Horário: 18h15min Local: Mezanino do Museu da UFRGS Av. Osvaldo Aranha, 277

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Arte: Rodrigo Núñez

Pelo quinto ano consecutivo a UFRGS, abre seus espaços para receber os filhos da sua comunidade universitária. Agregando esforços nas iniciativas de retomada do “ato de brincar”, a Universidade organiza um grande parque de ações esportivas e culturais no Campus Olímpico. O UFRGS Criança tem como público alvo crianças de até 12 anos, filhos de integrantes da Comunidade Universitária, tanto para servidores (docentes e técnicos-administrativos), como para alunos. As atividades realizadas serão jogos, brincadeiras, roda de leituras e a preparação de um grande piquenique coletivo. Neste ano, o UFRGS Criança contará com a participação do Fábrica de Gaiteiros, um projeto de resgate de nossa música mais tradicional através de seu instrumento símbolo, a “gaita de oito baixos”, onde crianças de seis a 12 anos aprendem a tocar a gaitinha em aulas ministradas por professores

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selecionados, com método próprio desenvolvido pelo Instituto Renato Borghetti de Cultura e Música / I.R.B., fomentando assim o contato e conhecimento de nossa história através do aprendizado de música, alimentando e incentivando a sensibilidade e percepção dos pequenos para que se tornem melhores cidadãos. O projeto já se expandiu e hoje conta com 8 unidades no Rio Grande do Sul, em Porto Alegre (02 unidades), Guaíba, Barra do Ribeiro, São Gabriel, Tapes, Butiá e Bagé, totalizando atendimento a aproximadamente 350 crianças. Neste ano de 2017 o projeto estará sendo ampliado, inaugurando a primeira operação fora do estado, na cidade de Lages em Santa Catarina, levando a música e a cultura gaúcha para além de nossas fronteiras, bem como mostrando como é possível a correta utilização da matéria prima através dos pequenos acordeons artesanais. Carla Bello Coordenadora de Projetos Especiais


d i a da cr i an ç a U F R G S 2 017

Entre as atividades previstas para esse dia especial, com o objetivo de receber os pequenos, estão: Pintura de máscaras Pintura de rosto Lobogames Brinquedos antigos Pintura de desenho Hora do conto Corrida Corrida de saco dos pais Corrida de mão (pais e filhos) Apresentação Fábrica de gaiteiros Piquenique Apresentação Paralelo 30 Dança contemporânea Danças populares Futsal Ginástica Badminton Judô Basquete Rugby Tênis Freesbee Cinema

Traga seu pequeno e venha comemorar na UFRGS!

V UFRGS CRIANÇA Data: 12 de outubro, quinta-feira Horário: 9h - 15h Local: ESEFID R. Felizardo, 750 - Jardim Botânico

fábrica de gaiteiros Horário: 11h30min Local: ESEFID

Programação sujeita a alterações. Foto: Divulgação

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C O N F E R Ê N C I A S U F R G S 2 017

Educação Superior e a Reforma de Córdoba A realização da Conferencia Regional de Educação Superior em junho de 2018 no marco dos 100 anos da Reforma de Córdoba enseja um grande debate em nossa comunidade universitária. Entendemos como tarefa da UFRGS incentivar o debate, a exemplo do que fez com outros temas, no eixo de reflexão denominado “Conferências UFRGS” que conta sempre com um conferencista da própria Universidade para apontar um olhar dentro da temática sugerida. A proposta é realizar um conjunto de dez conferências sempre com um convidado e um mediador. Educação Superior é bem público, direito humano e responsabilidade social do Estado. Elemento fundamental para a conquista da cidadania, motor do desenvolvimento humano sustentável e elemento de integração regional e internacional, as instituições de ensino superior vem atuando na ampliação do acesso, da diversidade e da inter-relação com os outros níveis de ensino para atender aos enormes desafios sociais presentes nos países da América Latina e Caribe. A Conferência Regional de Educação Superior na América Latina e no Caribe 2018, CRES 2018, organizada pelo Instituto Internacional para a Educação Superior na América Latina e no Caribe (IESALC) UNESCO, pela Universidade Nacional de Córdoba (Argentina), pelo Conselho Interuniversitário Nacional da Argentina e pela Secretaria de Políticas

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Universitárias do Ministério da Educação e do Esporte da Argentina, reunirá reitores, dirigentes, acadêmicos, estudantes e representantes da sociedade com o objetivo de refletir sobre a Educação Superior na região e de traçar um plano de ação para a próxima década. Será realizada entre os dias 11 a 15 de junho de 2018 na Universidade Nacional de Córdoba, berço da Reforma do ano 1918, movimento que influenciou de forma decisiva o desenvolvimento do ensino superior na região. A presente edição do ciclo “Conferências UFRGS” irá refletir sobre os sete eixos temáticos definidos para a CRES2018, com o propósito de levar a discussão ao seio da comunidade universitária e de elaborar uma contribuição institucional para a construção da agenda preparatória dos países da América latina e do Caribe para a próxima Conferência Mundial sobre o Ensino Superior, a ser realizada pela UNESCO.

Prof. Carlos Alexandre Neto Curador Conferencias UFRGS 2017

CONFERÊNCIAS UFRGS 2017 | EDUCAÇÃO SUPERIOR E A REFORMA DE CÓRDOBA Horário: das 19h às 20:30 Local: Salão de Festas - 2º Andar Reitoria


Ciência, Tecnologia e Inovação como Motor de Desenvolvimento na América Latina e Caribe

A Pedagogia da Reforma de Córdoba e a Integração Regional na América Latina e Caribe

Palestrante: Lívio Amaral Data: 25 de outubro, quarta-feira

Palestrante: Denise Leite Data: 29 de novembro, quarta-feira

Autonomia Universitária na América Latina e Caribe

Direito à Educação Superior na América Latina e Caribe

Palestrante: Wrana Panizzi Data: 30 de outubro, segunda-feira

Palestrante: Marília Morosini Data: 06 de dezembro, quarta-feira

Integração Acadêmica Latinoamericana

Ensino Superior, Diversidade Cultural e Interculturalidade na América Latina e Caribe

Palestrante: Hélgio Trindade Data: 08 de novembro , quarta-feira

Educação Superior como Parte do Sistema Educativo na América Latina e Caribe Palestrante: Maria Beatriz Luce Data: 22 de novembro, quarta-feira

Palestrante: Sandra de Deus Data: 13 de dezembro, quarta-feira

Cem Anos da Reforma de Córdoba – Um Novo Manifesto Palestrante: Carlos Alexandre Netto Data: 17 de janeiro de 2018, quarta-feira

Foto: divulgação

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E SP E TÁ C U L O E XP R E SS O 2 5

Somos Todos Iguais Nesta Noite – Expresso 25 Canta Ivan Lins

Oficina para estudantes e professores da UFRGS e jovens integrantes de projetos de inclusão pela música

Integrante do movimento coral, o Expresso 25, que completou 50 anos de existência em 2014, ousou em sua forma de atuar e já compartilhou palcos em Porto Alegre com Hermeto Pascoal, Celso Viáfora e Guinga. O maestro Pablo Trindade é quem assina essa bela estética musical, que agora traz para junto do Expresso 25 o consagrado músico Ivan Lins, cuja aproximação e simpatia ocorreu em um festival de música em Itajaí/SC.

Data: 02 de outubro, segunda-feira Horário: 20h Local: Salão de Atos da UFRGS Av. Paulo Gama, 110

O repertório do compositor é arranjado pelo maestro para os naipes do Expresso 25, que se entrelaçarão com a voz de Ivan e mais a do convidado da noite que promete ser maravilhosa, Celso Viáfora. Serão apresentadas canções como “Anjo de mim”, “Emoldurada”, “Madalena” e “Dinorah, Dinorah”. O espetáculo na Reitoria da UFRGS será gravado para o álbum duplo – CD e DVD – “Somos todos iguais nesta noite – Expresso 25 canta Ivan Lins”. Abrindo a programação, será oferecida oficina para estudantes e professores, com presença de Ivan, do Expresso 25 e do Maestro Pablo.

Espetáculo do Expresso 25 com Ivan Lins - “Somos todos iguais nesta noite Expresso 25 canta Ivan Lins” Data: 04 de outubro, quarta-feira Horário: 21h Local: Salão de Atos da UFRGS Av. Paulo Gama, 110 300 ingressos serão disponibilizados para a comunidade universitária mediante apresentação do cartão UFRGS. Os ingressos para o espetáculo terão preços populares nos valores de R$80 e R$40. Serão comercializados a partir de 25 de setembro nos seguintes locais e horários: - Bilheteria do Salão de Atos da UFRGS - das 9 às 18h. - Centro Cultural 25 de Julho - das 14 às 20h. (Rua Germano Petersen Jr., 250 - Auxiliadora) Foto: Divulgação

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10 º F E S T IVA L D A C A N ÇÃ O F R A N C E S A Criado em Porto Alegre em 2008, evento tornou-se referência em música contemporânea francesa. Final nacional também acontece na capital gaúcha em novembro. O Festival da Canção Francesa da Aliança Francesa de Porto Alegre chega a sua 10ª edição. O concurso é gratuito e aberto a cantores amadores e profissionais, que falem ou não francês. Não é preciso desistir se não dominar o idioma: o essencial é caprichar na interpretação e napronúncia. O vencedor da etapa de Porto Alegre, que acontecerá no Salão de Atos da UFRGSno dia 27 de outubro, ganhará uma viagem a Paris, além da participação na final nacional, em 25 de novembro de 2017, também na capital gaúcha. O segundo lugar na etapa regional também participa da final nacional. O Festival da Canção Francesa procura revelar novos talentos e divulgar as diversas facetas da canção francesa, valorizando a sua diversidade. Além da França, existem 56 países onde se fala francês.

Foto: Divulgação

O Festival Criado em Porto Alegre em 2008, o evento tornou-se uma referência em música contemporânea francesa e adquiriu uma dimensão nacional. Em 2016, o vencedor da etapa de Porto Alegre foi o cantor Ricardo Seffner. O artista gaúcho interpretou a canção Je m’voyais déjà, de Charles Aznavour, e representou o Rio Grande do Sul na final nacional, no Rio de Janeiro. Na fanpage da Aliança Francesa no Facebook (www.facebook.com/afportoalegre) é possível descobrir a cada semana o melhor da música francesa e informações exclusivas, como biografias de artistas, letras de músicas e muito mais. Em sua etapa regional de Porto Alegre, o Festival da Canção Francesa é realizado pela Aliança Francesa de Porto Alegre, com o patrocínio da Timac Agro, o financiamento da Secretaria de Estado da Cultura, Turismo, Esporte e Lazer do Rio Grande do Sul, coprodução do Departamento de Difusão Cultural da UFRGS, e apoio da Biarritz Turismo, Chandon, Alban Rossollin Café e Boulangerie e Estúdio Musitek.

10° Festival da Canção Francesa - etapa poa Data: 27 de outubro, sexta-feira Horário: 20h Local: Salão de Atos da UFRGS Av. Paulo Gama, 110

10° Festival da Canção Francesa - etapa nacional Data: 29 de novembro, quarta-feira Horário: 20h Local: Salão de Atos da UFRGS Av. Paulo Gama, 110

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IX F E S T IVA L D E VI O L Ã O D A U F R G S Reunindo alguns dos maiores expoentes do violão da atualidade, o IX Festival de Violão da UFRGS acontece de 3 a 8 de outubro em Porto Alegre. Coordenado pelo professor Daniel Wolff, o evento traz nomes internacionais como Jorge Caballero (peruano radicado em Nova Iorque, considerado um dos melhores violonistas do mundo), o italiano Alessio Nebiolo (professor do Conservatório de Genebra), os argentinos Javier Bravo e Silvana Saldaña (da Universidade Nacional de Artes de Buenos Aires), Marcos Dalmacio, Conrado Paulino e o duo de flauta e violão peruano Matices. Do Brasil, teremos o duo formado pelos celebrados Marco Pereira e Paulo Bellinati, além de Márcia Taborda (UFRJ), Michel Maciel (UFMG) e Guilherme Vincens (UFSJ). A prata da casa está muito bem representada pela camerata Violões de Porto e pelos professores de violão da UFRGS e seus convidados. Daniel Wolff Coordenador do IX Festival de Violão da UFRGS

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IX FESTIVAL DE VIOLÃO Data: de 03 a 08 de outubro Local: Salão de Atos da UFRGS (Av. Paulo Gama, 110) e Auditorium Tasso Correa (Rua Senhor dos Passos, 248) Entrada Franca Mais informações: festivaldeviolaoufrgs@gmail.com facebook.com/FestivalViolaoUfrgs


PROGRAMAÇÃO

Concerto de abertura com Jorge Caballero (Peru/ EUA) Data: 03 de outubro, terça-feira Horário: 20h Local: Auditorium Tasso Correa R. Sr. dos Passos, 248

Concerto com Camerata Violões de Porto Data: 07 de outubro, sábado Horário: 18h Local: Auditorium Tasso Correa R. Sr. dos Passos, 248

Concerto com Daniel Wolff (com Ayres Potthoff e Rodrigo Alquati), Paulo Inda e Marcos Araújo Data: 04 de outubro, quarta-feira Horário: 20h Local: Auditorium Tasso Correa R. Sr. dos Passos, 248

Concerto com duo Guilherme Vincens-Michel Maciel e Flávia Domingues Alves (com Felipe Karam e Damas do Violão – Fernanda Krüger e Amanda Carpenedo) Data: 07 de outubro, sábado Horário: 20h Local: Auditorium Tasso Correa R. Sr. dos Passos, 248

Concerto com Marco Pereira e Paulo Bellinati Data: 05 de outubro, quinta-feira Horário: 20h Local: Salão de Atos da UFRGS (Rua Paulo Gama, 110) Concerto com Alessio Nebiolo (Itália) e Duo Matices (Flor Vega Guerrero e Hugo Castillo Vargas) Data: 06 de outubro, sexta-feira Horário: 20h Local: Auditorium Tasso Correa R. Sr. dos Passos, 248

Concerto de encerramento com duo Saldaña-Bravo e Conrado Paulino Data: 08 de outubro, domingo Horário: 20h Local: Auditorium Tasso Correa R. Sr. dos Passos, 248

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SOM NO SAL ÃO Há sete edições, o Som no Salão tem possibilitado a aproximação de novas manifestações artísticas musicas com o público de Porto Alegre, a partir de espetáculos que tem como um de seus pilares a formação de plateia, uma vez que os projetos selecionados apresentam uma diversidade de estilos musicais. São trabalhos cuja originalidade, singularidade e qualidade possibilitam uma experiência sonora para além do entretenimento. Desenvolvido e coordenado pela administração do Salão de Atos, o Som no Salão tem o objetivo de promover o acesso e firmar uma ação cultural para este espaço, de acordo com a política cultural da Universidade. Nos dias dos espetáculos, os artistas contemplados terão seu show gravado pela UFRGS TV, parceira do projeto.

José Francisco Machado e Lívia Biasotto Administração Salão de Atos

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Espetáculo Vôo Livre e Conjunto Linhares Vôo Livre e Conjunto Linhares: Choro e samba em diálogo histórico entre os dois gêneros se faz presente entre as duas apresentações no mesmo espetáculo. O grupo Voo Livre nasceu da vontade de Diogo Jackle (violão) e Vinicius Ferrão (bandolim), amigos e parceiros de música, apresentarem suas composições e parcerias, agregando os músicos Lucas Dellazana (bateria), Fábio Azevedo “Cabelinho” (cavaquinho) e Iuri Barbosa (contrabaixo-acústico). fechando a atual formação, com Lucas passando a tocar a bateria. Para este espetáculo, o grupo irá contar com as participações especiais de Gabriel Romano (acordeon), Isac Costa (trompete), Vinicius Braun (gaita ponto) e Camila Kramer (flauta). As composições, todas instrumentais, são fortemente ligadas ao choro sendo que até mesmo as que fogem dos ritmos mais tradicionais desse gênero, mantém a estética, mas como no famoso e importante quinteto do maestro gaúcho Radamés Gnattali, com a presença de baixo e bateria. Além das composições autorais próprias, no repertório também serão apresentadas as parcerias com os amigos e grandes músicos: Daniel Delavusca, Bernardo Moletta, Mathias Pinto, Robert Lopes e Zé Leandro.


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E Será que alguém aí já ouviu falar do Seu Linhares? Um antigo sambista que andou pelas cidades banhadas pelo Rio dos Sinos, espalhando versos profundos e belas melodias. Da cidade de Novo Hamburgo, o Conjunto Linhares vem a Porto Alegre apresentar os seus sambas, que como os do velho sambista, um dia serão apenas incertas lembranças. Uma noite que há de ser marcada pela batida do surdo, pelas singelas harmonias, doces melodias e sinceras palavras de canções brotadas dos sentires mais profundos. Uma noite inspirada pela velha tradição do samba. O Conjunto é formado por Fernando Arrienti (surdo e percussão), Leonardo Bach (pandeiro e percussão), Guilherme Sanches (percussão geral), Mathias Pinto (violão 7 cordas), Vinicius Ferrão (cavaquinho e bandolim), Eliseu da Silva Rodrigues (clarinete e clarone) e Rafa na voz. O repertório apresenta o trabalho autoral do grupo com algumas parcerias e passeia por tradições como capoeira angola, jongo, forró de rabeca, bumba meu boi, samba, afoxé e samba de coco. A sonoridade do grupo é composta por vozes, percussões e cordas. O grupo é integrado por Andressa Ferreira, Gutcha Ramil, Thayan Martins, Pâmela Amaro e Tamiris Duarte. Participações especiais no show: Inajara, Nina Fola, Gil, Mariana, Magnólia, Idòwú Akínrúlí, Iara Deodoro e grupo Afrosul, Camila Camargo, Rita Lendê, mestre Paraquedas, Diih Neques, Loua Pacom Oulai.

Som no Salão – Vôo Livre e Conjunto Linhares Data: 11 de outubro, quarta-feira Horário: 20h Local: Salão de Atos da UFRGS Av. Paulo Gama, 110 Entrada Franca. Serão aceitas doações de 1kg de alimento nos dias da apresentação. Acompanhe a programação completa nos sites www.ufrgs.br/salaodeatos e no perfil facebook.com/ somnosalao. Mais informações: somnosalao@ufrgs.br (51) 3308 3058

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ABERTUR A E ENCERR AMENTO SALÕES UFRGS

A Universidade Federal do Rio Grande do Sul anualmente promove o Salão UFRGS, cujo propósito é a troca de saberes entre as mais diversas áreas do conhecimento e suas atividades específicas, bem como a exposição do que está sendo produzido no âmbito universitário para a comunidade, com o intuito de incentivar a produção acadêmica nas áreas do ensino, da pesquisa e da extensão. Tais atividades têm o propósito de integrar, tanto os salões entre si, quanto a comunidade em geral com as produções acadêmicas e científicas de estudantes, docentes e técnicos da Universidade. Os Salões Integrados constituirão este momento de compartilhamento da vida acadêmica, este espaço de divulgação de ciência, arte, tecnologia, conhecimento e cultura. Neste momento, de intervalo da vida acadêmica, um espaço se cria e o principal objetivo é a escuta, do seu objeto de estudo, do objeto do outro e das diferentes formas que a Universidade troca conhecimento. A difusão cultural se insere nestes movimentos de escuta e de troca, assim foi pensada para abertura e encerramento do Salão UFRGS a apresentação de grupos compostos por artistas da cidade, onde o repertorio contemplasse – encontro-harmonia-arte-lazer e cultura. Para a abertura, procura-se vivenciar um local pouco conhecido da universidade, o Palco Grego do Campus do Vale e para o encerramento, um ponto conhecido por suas atividades culturais, o Salão de Atos.

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Tributo a Tim Maia Para a abertura do Salão UFRGS ocorrerá o show da banda Tributo a Tim Maia, pioneira em homenagear o mestre, que foi formada logo após o falecimento de um dos maiores expoentes da música brasileira e fazendo seu primeiro show em abril de 1998. Desde então a banda se apresentou em todo o sul do Brasil além de se apresentar em Nova York pela primeira vez, em outubro de 2017. Na formação, vários músicos importantes do pop gaúcho: Tonho Crocco, Chico Paixão, Leonardo Boff, Flávio Passos, Márcio Pexi, Rodrigo Siervo e Renato Dallago. A banda já realizou diversos concertos em estados como o RS, SC, PR e AM, e no seu repertório estão os maiores sucessos de Tim, fazendo o público relembrar aquele que foi um dos maiores cantores do Brasil.

Abertura dos Salões UFRGS – Tributo a Tim Maia Data: 16 de outubro, segunda-feira Horário: 17h30 Local: Palco Grego do Campus do Vale (atrás do RU3) Entrada Franca.


Espetáculo Orquestra Eintracht Assim como a abertura dos Salões UFRGS é contemplada com um espetáculo, este ano ocorrerá o mesmo no encerramento, recebendo uma ação especial para concluir este ciclo de reflexão e troca, fazendo uma pausa na vida acadêmica, incentivada e proporcionada pelos Salões. Com o objetivo de ofertar atividades que contemplassem o encontro, o lazer e a cultura, a UFRGS traz para duas apresentações a Orquestra de Sopro Eintracht, criada em 1993 e que conta com cerca de 30 instrumentistas, baseando seu trabalho na preparação dos músicos jovens para a iniciação profissional. A Orquestra fundamenta seu trabalho num tripé de ideias: incentivo a jovens estudantes de música, coordenados por músicos profissionais, que encontram na orquestra um local para o aprimoramento de seus estudos e a prática instrumental em um grande grupo; formação de novas plateias buscando levar espetáculos de qualidade, com entrada franca, democratizando o acesso de todas as camadas da população; e incentivo à cidadania e a responsabilidade social, promovendo a colaboração espontânea do público com donativos para entidades assistenciais, educacionais das próprias cidades que recebem os concertos. O espetáculo ANDANTE inspira-se em artistas, obras, saberes e fazeres populares. Um caminho inspirador foi a obra do uruguaio, Joaquín Torres

Garcia, América Invertida, que propõe a inversão do mapa, de forma que a ponta da América do sul esteja direcionada para o norte, para que possamos pensar a partir do nosso lugar. Nas palavras do artista, “O sul é nosso norte”. O espetáculo se constrói olhando a cultura brasileira a partir de sua latinidade. O Brasil latino-americano, o Brasil do afeto, da cor, da alegria, da fé, da intensidade. As obras dos artistas, Arthur Bispo do Rosário, Hélio Oiticica, Tunga e do Profeta Gentileza inspiram a incorporação das vivências populares, das experiências afetivas, das expressões e das práticas coletivas. A narrativa se apresenta como a forma natural de conduzir o espetáculo. Por meio dela, o ANDANTE narra memórias, devaneia entre o vivido e o imaginado, preenche as lacunas do esquecimento e o silêncio, com a música. O Brasil percorrido pelo ANDANTE não é geográfico nem temporal, mas sim, afetivo e plural. ANDANTE também é o andamento musical que corresponde ao andar e a frequência cardíaca humana. É um tempo na música, é o pulsar na vida.

ESPETÁCULO ORQUESTRA EINTRACHT Data: 20 de outubro, sexta-feira Horário: 20h Local: Salão de Atos da UFRGS Av. Paulo Gama, 110 Entrada Franca. Doação espontânea de 1kg de alimento. Foto: Divulgação

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INTERLÚDIO

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Lucas Correia Lima

Lucas Correia Lima e Guilherme Lopes

Lucas Correia Lima é violonista erudito, jovem músico nascido em Pelotas, RS. Realizou concertos em diversos países da América do Sul, apresentando um amplo repertório, incluindo performances solo, grupos de câmara e concertos com orquestra. Bacharelando pela UFRGS, participou de diversos festivais de música, nos quais estudou com concertistas de renome e foi premiado em concursos nacionais e internacionais. No programa constam artistas como Leo Brouwer, Albert Roussel, Bach, Domenico Scarlatti, Enrique Granados, Juan Antonio Sánchez, Joaquin Rodrigo e Mertz.

O duo surgiu em 2017 com o interesse dos músicos em difundir o repertório de concertos para violão e orquestra com redução para piano. O grupo é formado pelos músicos Guilherme Lopes Corrêa, orientado pela Profa. Cristina Capparelli no curso de bacharelado em piano e Lucas Correia Lima, pelo Prof. Paulo Inda no curso de bacharelado em violão. Lucas e Guilherme interpretarão peças de Joaquin Rodrigo e Manuel Maria Ponce.

Data: : 31 de outubro, terça-feira Horário: 12h30 Local: Salão de Festas da Reitoria (Paulo Gama, 110) novembro

Jean Lopes Natural de Porto Seguro - BA, Jean Lopes é licenciado em música pela UFRGS e está cursando o bacharelado em violão clássico na mesma universidade. Atualmente vem desenvolvendo e intensificando seus trabalhos como compositor e instrumentista. Atua tocando repertório para violão solo e de música de câmara. Seus trabalhos atuais incluem duos de violão e voz e duos de violão, além de ser um dos integrantes do “Grupo UPA!”. A proposta para o recital é apresentar um trabalho autoral para violão solo, com músicas compostas entre os anos de 2012 e 2017. Data: 21 de novembro, terça-feira Horário: 12h30 Local: Salão de Festas da Reitoria (Paulo Gama, 110)

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Data: 28 de novembro, terça-feira Horário: 12h30 Local: Hospital de Clínicas - Saguão do 2º andar (R. Ramiro Barcelos, 2350)

Eduardo Xavier e Lucas Brum Eduardo Xavier e Lucas Brum se conheceram ao ingressarem no curso de Música Popular da UFRGS em 2016. Com interesses e linguagens em comum, começaram a compor e arranjar peças do repertório popular – principalmente brasileiro – para a formação de guitarra (Eduardo) e violão (Lucas). Juntos, formam o LE Duo, que tem como principal objetivo continuar o desenvolvimento da música popular no Brasil. O programa do duo contém obras autorais e também de nomes como Chico Buarque, Edu Lobo, Nelson Faria, Milton Nascimento, Márcio Borges, João Bosco, Toninho Horta, Clarice Assad, Caetano Veloso, Guinga e Bill Evans. Data: 28 de novembro, terça-feira Horário: 12h30 Local: Salão de Festas da Reitoria (Paulo Gama, 110)


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outubro Ciclo de Vídeos e Cinema Expandido BIM em BienalSur: Território e Resistência Curado por Andrés Denegri e Gabriela Golder Foto: Divulgação

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Recordação 04 de outubro | quarta-feira | 16h 09 de outubro | segunda-feira | 19h (Recollection | Palestina, Alemanha | 2015 | 70min) Recordação está composto inteiramente de sequências de filmes israelenses e estadunidenses rodadas na cidade de Jaffa entre as décadas de 1960 e 1990, principalmente do gênero denominado bourekas, que encenavam tensas relações românticas entre homens judeus mizrahi “toscos” e mulheres pertencentes às elites askenazis. Jaffa proporcionava o marco perfeito para construir novos relatos israelenses nas ruínas palestinas abandonadas. Como explica Aljafari, os palestinos fora “desarraigados na realidade e na ficção”. Em Recordação, todos os protagonistas são eliminados da metragem original, deixando um cenário vazio constituído pela cidade. Parece que alguém está retornando a Jaffa, como podia fazer a qualquer outro lugar depois de uma catástrofe. “Ele sabe tudo. Sou eu mesmo; meus avós que iam a caminho a Beirute e regressaram porque havia uma tormenta; um fotógrafo; uma combinação de todas as figuras marginadas. A memória mesma que filma. A memória de todo o cenário que resgata a tela”. Recordação indaga numa hipótese cinematográfica: como podemos voltar a frequentar e povoar o espaço num sono inquietante e febril?

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Dial H-I-S-T-O-R-Y

Do Outro Lado Do Rio

05 de outubro | quinta-feira | 16h (Bélgica | 1997 | 68min) Dial HISTORY é um filme de ensaio que percorre a história de sequestros de aviões como retratado na televisão convencional. Em contraste com um fundo de uma cronologia de sequestros de aviões, começando pelo primeiro sequestro de avião documentado em 1931, que foi inscrito imediatamente na arena política desde o primeiro momento. Dial HISTORY ilustra como os sequestros conseguiram progressivamente mais cobertura da televisão, que se fez mais e mais mortal. A natureza da televisão ao vivo permitindo um minuto a minuto atualiza o sequestro como uma situação desentranhada, apagando a linha entre o entretenimento e a tragédia. Questionando o papel do escritor numa sociedade saturada de imagens, a narrativa de Dial HISTORY é baseada num diálogo imaginário entre um terrorista e um romancista no qual o escritor considera que o terrorista sequestrou seu papel dentro da sociedade: “há um curioso nó que une os romancistas e os terroristas, há anos pensava que um romancista podia alterar isso. A vida interior da cultura. Agora os fabricantes de bombas e homens armados tomaram esse território”. Neste sentido, o tema subjacente mais profundo é que o sequestro dos sequestradores estava se transformando em si sequestrado pelas empresas de meios de comunicação. A obra estreou em 1997 no Museu de Arte Moderna de Paris Georges Pompidou e depois foi projetada na Documenta X de Kassel.

05 de outubro | quinta-feira | 19h 06 de outubro | sexta-feira | 16h (Brasil | 2004 | 88 min) Do Outro Lado do Rio é uma viagem aos limites do Brasil. Uma investigação sobre a área indefinida entre as cidades de Oiapoque (Brasil) e Saint Georges de L’Oyapock (Guiana Francesa), onde identidades são intercambiadas e um rio separa, simbolicamente, uma pessoa de seus sonhos. Oiapoque é uma zona de intersecção entre o Brasil e a Guiana Francesa, a porta de entrada a uma nova vida em território francês. A cidade possui o maior fluxo migratório dentro das fronteiras brasileiras e dá conta de um mundo em estado de trânsito. As pessoas que vivem na região e suas histórias são o tema principal do documentário. Obstinadas, desconfiadas e inconformadas com as condições na Amazônia, estas pessoas buscam, sobretudo, a consolidação de um sonho tenaz, incerto e vago. Cheias de um notável espírito aventureiro e representativas de um tipo de Ulisses Amazônico contemporâneo, encontram-se no constante planejamento de sua Odisséia de uma terra sem fronteiras.

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Mostra Amos Gitai

um arqueólogo, revelando, baixo múltiplas camadas, um complexo labirinto de destinos.

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Toponímia 06 de outubro | sexta-feira | 19h 09 de outubro | segunda-feira | 16h (Toponimia | Argentina | 2015 | 82 min) Toponímia é o nome dado à disciplina que estuda a origem etimológica dos nomes dos lugares. O conjunto que Perel escolhe para analisar visualmente em seu filme é uma série de povoados no oeste da província de Tucumán, fundados pelo governo militar em meados dos anos setenta sob o projeto Operativo Independencia, que pretendia eliminar a guerrilha (principalmente do ERP, Exército Revolucionário do Povo) que operava nesta região. Justamente, os nomes escolhidos para estes povoados vieram de militares de alta patente mortos em enfrentamentos com a guerrilha. Com mínima contextualização histórica, limitada à revisão de documentos oficiais, Perel se volta para o registro da atualidade destes povoados e apela a uma estética tão austera quanto rigorosa: planos fixos de quinze segundos. Desta maneira, mostra como o tempo erodiu esta tentativa de imposição semântico-histórica, assim como a natureza e o esquecimento seguem apagando os traços da utopia que ali uma vez se tentou.

House

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10 de outubro | terça-feira | 16h 13 de outubro | sexta-feira | 19h (Bait | Israel, França | documentário | 1980 | 51 min) Direção: Amos Gitai House é um documentário sobre uma casa localizada na zona oeste de Jerusalém: abandonada durante a guerra de 1948 pelo seu dono, um médico palestino; requisitada pelo governo israelense e considerada como “vacante”, alugada por imigrantes argelinos e judeus em 1956, comprada por um professor universitário que se encarrega da sua transformação em uma villa patrícia... O local da construção é como um teatro no qual os moradores anteriores, os vizinhos, os trabalhadores, o construtor e o novo dono aparecem. A televisão israelense censurou o filme.

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A House in Jerusalem

10 de outubro | terça-feira | 19h 11 de outubro | quarta-feira | 16h (Bait be Yerushalayim | Israel, França | documentário | 1998 | 90 min) Direção: Amos Gitai Dezoito anos após seu primeiro filme, Gitai volta ao mesmo local em A House in Jerusalem, para observar as mudanças nos novos residentes assim como na vizinhança. O diretor trabalha como

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News from Home / News from House 11 de outubro | quarta-feira | 19h 13 de outubro | sexta-feira | 16h (Israel, França, Bélgica | documentário | 2005 | 93 min) Direção: Amos Gitai Já em News from Home/News from House vemos que a casa de Jerusalém oeste não é mais o microcosmo que foi há 25 anos. Seus habitantes de dispersaram, esse espaço comum se desintegrou, mas permanece como o centro emocional e físico no coração da situação Israelense-Palestina. A realidade concreta a transformou em histórias e memórias dispersas. Um nova identidade, uma nova diáspora evoluíram. Retomando as histórias anteriores, o diretor completa a trilogia. Criando uma espécie de arqueologia humana, Gitai explora as relações entre os moradores da casa, passado e presente, entre Israelenses e Palestinos. Cada um em sua própria maneira se torna um sinal do destino da região, do mundo.


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OUTUBRO Cine Caramelo É com imensa alegria que chegamos à quarta edição do Cine Caramelo - Festival infantojuvenil de cinema de Porto Alegre, trazendo muitas doçuras cinematográficas para serem apreciadas por crianças, jovens e adultos, de 16 a 20 de outubro, na Sala Redenção. O tema que guia nossa programação deste ano é ritos de passagem. De fábulas realistas a mundos fantásticos e reinos mágicos, vamos nos aventurar em desafiadoras jornadas de autotransformação, amadurecimento e celebração dos ciclos da vida. São filmes que retratam experiências individuais e refletem a nível coletivo e social, colocando a educação mais uma vez em pauta. A poesia não pode faltar e vem especialmente na presença do nosso convidado Claudio Levitan, que realizará nossa sessão comentada deste ano. A quarta edição do Cine Caramelo foi construída através da parcerias fundamentais com o Departamento de Difusão Cultural da UFRGS, Sala Redenção, Fecomércio/SESC, Videocamp, diretores e produtores que cederam seus filmes para compor esta programação que queremos partilhar juntos! Sejam todos bem-vindos!

CINE CARAMELO Data: de 16 a 20 de outubro Local: Sala Redenção – Cinema Universitário da UFRGS (Rua Luis Englert, s/n., Campus Central UFRGS) Ingressos: Entrada Franca

Andreia Vigo Curadora e Diretora Geral www.cinecaramelo.com.br

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16 de outubro | segunda-feira | 19h

17 de outubro | terça-feira | 16h

Cine Caramelo 16 de outubro | segunda-feira | 14h15

Casa Grande

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Cavaleiro Ferrugem

(Knight Rusty A Hero Shall Rise | Alemanha | 2013 | 85 min) Direção: Thomas Bodenstein Bem quando seu sonho de vencer o grande torneio se torna realidade, o Cavaleiro Ferrugem é falsamente acusado de roubo e é banido. Destituído de seu castelo e de sua honra, ele luta para se redimir e reconquistar o coração de sua princesa. Além de tudo, ele também tem que derrotar o príncipe malvado e salvar todo o reino! O Cavaleiro Ferrugem vive a aventura de sua vida, neste comovente conto de desafios e heróis. 16 de outubro | segunda-feira | 16h

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(Brasil | ficção | 2014 | 115min | classificação 12 anos) Direção: Fellipe Barbosa Casa Grande lança um olhar atual para a complexa e histórica relação entre a classe dominante e as camadas menos favorecidas da população. Jean é o filho adolescente de uma família rica que cresceu cercado de conforto e segurança, em uma casa servida por vários empregados. Quando o pai começa a enfrentar dificuldades financeiras e tem de demitir alguns funcionários, o garoto se vê obrigado a sair da bolha da classe média alta. Quanto mais a família afunda, mais Jean vai experimentando a sensação de liberdade e questionando os valores de sua criação. O filme traz uma importante discussão sobre a educação dos filhos e as distâncias sociais no Brasil. 17 de outubro | terça-feira | 14h15

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O Serviço de Entregas da Kiki (Majo No Takkyûbin | Japão | animação | 1989 | 103 min) Direção: Hayao Miyazaki Ao completar 13 anos, seguindo a tradição de todas as bruxas, Kiki deve se mudar para uma cidade na qual não haja nenhuma bruxa e passar lá um ano morando sozinha em uma espécie de “estágio”. Após achar uma bela cidade à beira mar, Kiki e seu gatinho Jiji tentam se adaptar à nova vida.

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Pense Grande

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(Brasil | documentário | 2016 | 24 min) Direção: Pio Figueroa Pense Grande traz 10 histórias inspiradoras de jovens que decidiram apostar em si próprios e estão usando seu talento para transformar o mundo e sua história. Gente que tinha o sonho de viver de algo em que elas pudessem se reconhecer e investir seu talento. +

Uma Escolha (Mercy’s Blessing | Malawi | 2017 | 30 min) Direção: May Taherzadeh Em uma vila rural no coração da África, um adolescente tem um sonho: tirar ele e sua irmã mais nova da pobreza. Mas quando uma mudança do destino quebra suas esperanças e tudo parece perdido, ele é confrontado com a escolha final.

O Grilo Feliz e os Insetos Gigantes

17 de outubro | terça-feira | 19h

(Brasil | animação | 2009 | 82 min) Direção: Walbercy Ribas e Rafael Ribas O Grilo Feliz segue compondo suas músicas, para alegria dos habitantes da floresta, e agora deseja gravar um CD. Porém a descoberta de fósseis de insetos gigantes faz com que ele se envolva em uma inesperada aventura, que o obriga a enfrentar um bando de perigosos louva-deuses comandados por Trambika.

(Brasil | 2016 | 82 min | classificação 16 anos) Direção: Anna Muylaert Após denúncia anônima, o adolescente Pierre é obrigado a fazer um teste de DNA. Ele descobre que foi roubado da maternidade e que a mulher que o criou não é sua mãe biológica. Após a revelação o garoto é obrigado a trocar de família, de nome, de casa, de escola, tudo isso em meio às descobertas da juventude.

Mãe Só Há Uma


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18 de outubro | quarta-feira | 14h15

18 de outubro | quarta-feira | 19h

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Festa No Céu

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(The Book of Life | EUA | animação | 2014 | 95 min) Direção: Jorge R. Gutierrez O filme conta a jornada de Manolo, um jovem que está dividido entre cumprir as expectativas da sua família e/ou seguir seu coração. Antes de escolher qual o caminho a seguir, ele embarca numa incrível aventura, que se estende por três mundos fantásticos: o dos Vivos, o dos Esquecidos e o dos Lembrados. 18 de outubro | quarta-feira | 16h

Meninos E Reis (Brasil | documentário | 2016 |16 min) Direção: Gabriela Romeu No reisado, um dos folguedos mais populares do Cariri cearense, crianças aprendem a jogar espada com destreza e meninas crescem como rainhas. Mas Maria, a rainha de um dos reisados mais tradicionais da região, está no último ano de reinado e encara o drama de passar a coroa para a irmã mais nova, vivendo um verdadeiro rito de passagem. +

Terreiros Do Brincar (Brasil, documentário, 2017, 52 min) Direção: David Reeks e Renata Meirelles O filme retrata a participação de crianças em vários grupos de manifestações populares em quatro Estados brasileiros, e a sua relação com um brincar coletivo, inter-geracional e sagrado.

A Família Dionti

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(Brasil | ficção | 2015 | 96 min) Direção: Alan Minas Um filme emocionante, em que o fantástico e a realidade se equilibram e tecem juntos uma trama envolvente e cheia de surpresas. Nas muitas histórias por trás da história, a mãe apaixona-se, evapora e desaparece; Josué sonha com a volta da mulher a cada chuva, enquanto cria sozinho os dois filhos: Serino, que é seco e chora grãos de areia, e Kelton, que se derrete com a chegada de Sofia, uma garota de circo. O filme retrata de forma especialmente delicada o tema universal do primeiro amor. + Sessão Comentada com Claudio Levitan 19 de outubro | quinta-feira | 14h15

Salu e o Cavalo Marinho (Brasil | animação | 2014 | 13 min) Direção: Cecilia da Fonte A história de Mestre Salustiano, um dos artistas populares mais famosos do Brasil. Filho do rabequeiro João Salustiano, Salu logo cedo sonha em participar de um grupo de Cavalo Marinho, folguedo típico da região onde mora. +

O Menino Leão e a Menina Coruja (Brasil | ficção | 2017 | 16 min) Direção: Renan Montenegro Esse é o universo das pessoas-animais, seres que misturam características humanas com as de outro animal. Quando filhotes, eles precisam estudar na Escola Filhote Selvagem, um lugar onde o aprendizado vai muito além da sala de aula.

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Caminho dos Gigantes (Brasil | animação | 2016 | 12 min) Direção: Alois Di Leo Em uma floresta de árvores gigantes, Oquirá, uma menina indígena de 6 anos, vai desafiar seu destino e entender o ciclo da vida. +

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Médico de Monstro

(Brasil | ficção | 2017 | 11 min) Dudu já escolheu sua futura profissão, agora terá que enfrentar seus medos para se tornar um médico de monstros. +

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A Roupa Nova do Papai Noel (Brasil | ficção | 2016 | 10min) Direção: Guto Bozzetti e André Bozzetti O Papai Noel anuncia que não virá ao Brasil no natal por causa do forte calor e um grupo de crianças decide fazer uma roupa nova para o bom velhinho poder aproveitar o verão em terras tropicais e poder entregar todos os presentes, é claro.

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19 de outubro | quinta-feira | 16h

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20 de outubro | sexta-feira | 14h15

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Boyhood - Da Infância à Juventude

Yellowbird - O Pequeno Herói

(Boyhood | EUA | ficção | 2014 | 166 min |classificação 14 anos) Direção: Richard Linklater O filme conta a história de um casal de pais divorciados que tenta criar seu filho. A narrativa percorre a vida do menino durante um período de doze anos, da infância à juventude, e analisa sua relação com os pais conforme ele vai amadurecendo.

(Gus - Petit oiseau, grand Voyage | França, Bélgica | animação | 2014 | 90 min) Direção: Christian De Vita Yellowbird é um pequenino passarinho órfão que nunca saiu de seu ninho. Tímido, desajeitado e sem nenhuma confiança, ele se torna inesperadamente o líder de um bando que migra para a África.

19 de outubro | quinta-feira | 19h

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Nunca me Sonharam (Brasil | 2017 | 84 min) Direção: Cacau Rhoden Na voz de estudantes, gestores, professores e especialistas, o filme questiona: como nós, enquanto sociedade, estamos cuidando e valorizando a qualidade da educação oferecida aos jovens na fase mais sensível e transformadora de suas vidas? Os desafios do presente, as expectativas para o futuro e os sonhos de quem vive a realidade do Ensino Médio nas escolas públicas do Brasil.

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20 de outubro | sexta-feira | 19h

20 de outubro | sexta-feira | 16h

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Abril e o Mundo Extraordinário (Avril et le monde truque | França | animação | 2015 | 105 min) Direção: Christian Desmares, Franck Ekinci Na França, ainda em um estado atrasado de desenvolvimento, pessoas desaparecem misteriosamente sem que ninguém saiba por qual motivo. As coisas mudam quando os pais de Avril, dois cientistas, somem e a filha decide ir à procura deles.

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Eles Voltam (Brasil | ficção | 2012 | 100 min | classificação 14 anos) Direção: Marcelo Lordello Cris, 12 anos, e seu irmão mais velho são deixados na beira da estrada por seus pais. Em pouco tempo percebem que o castigo vem a se tornar um desafio ainda maior. “Eles Voltam” acompanha Cris em sua jornada de retorno ao lar. Um caminho feito de encontros, em que realidades distintas serão seus guias. Uma fábula de tons realistas sobre as vivências que farão Cris se revisitar.


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OUTUBRO

Poloneses Contemporâneos Em outubro, a Sala Redenção-Cinema Universitário e Sesc/RS apresentam a mostra Poloneses Contemporâneos. Serão exibidos quatro filmes realizados entre 2009 e 2015. Tudo que amo (2009), dirigido por Jacek Borcuch, trata da história de quatro amigos, de realidades diferentes, que tentam formar uma banda de punk rock na Polônia no ano de 1981. O longa trata das mudanças na vida dos jovens no momento em que estouram os conflitos na Polônia, como o crescimento da luta do sindicato Solidariedade em um país em meio a mudanças de forças políticas e greves gerais. Diversos diretores já realizaram filmes sobre telas de pintores de diferentes épocas, como Eric Rohmer, Akiro Kurosawa ou Peter Greenway. O cineasta Lech Majewski, em O moinho e a Cruz (2011), aventurou-se na experiência de encenar o processo da pintura da última tela do pintor renascentista Pieter Bruegel, Procissão para o Calvário. Encenar uma tela por si só não é uma tarefa fácil. Quando a tela escolhida tem um grande número de cores, dá conta de diversos acontecimentos históricos, a tarefa se torna mais árdua ainda. Pois o longa propõe uma recriação inédita em movimento da tela em questão.

Body (2015), da realizadora Malgorzata Szumowska, ganhou o Urso de Prata de melhor direção no Festival de Berlim. A partir de um investigador de polícia, que tem uma filha que sofre de anorexia e de uma terapeuta espírita que tratará da menina, o filme aborda três pontos de vista sobre o corpo: aquele sem vida; o que está a ponto de entrar em falência; e aquele que já não tem mais vida corpórea, e sim espiritual. A partir dos três personagens, questões relacionadas à vida e à morte são colocadas em xeque. Para fechar a programação, exibiremos Demon (2017), com direção de Marcin Wrona. Em função da morte prematura do diretor, que se suicidou no quarto do hotel em que o filme seria exibido, já havia toda uma atenção mórbida em torno do longa. Mas o filme traz muito mais. Sua narrativa é também uma alegoria ao passado da Polônia. O longa mistura drama, comédia e terror psicológico.

Tânia Cardoso de Cardoso Coordenadora e curadora da Sala Redenção – Cinema Universitário Foto: Divulgação

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outubro Poloneses Contemporâneos

23 de outubro | segunda-feira | 19h 24 de outubro | terça-feira | 16h 27 de outubro | sexta-feira | 19h

26 de outubro | quinta-feira | 16h 27 de outubro | sexta-feira | 16h

23 de outubro | segunda-feira | 16h 26 de outubro | quinta-feira | 19h

Foto: Divulgação Foto: Divulgação

O Moinho e a Cruz Tudo que Eu Amo

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(Wszystko, co kocham | Polônia | 2009 | 95min) Direção: Jacek Borcuch Os rumores de uma revolução na Polônia crescem como uma bola de neve. O ano é 1981. O movimento Solidariedade começa a ganhar força e o povo, insatisfeito, está cada vez mais disposto a criticar o regime comunista. O adolescente Janek, filho rebelde de um policial militar, é o vocalista de uma banda de punk rock local. O jovem se apaixona por Basia, filha de um ativista político simpático ao movimento Solidariedade. Os dois se envolvem amorosamente, compartilham experiências e, é claro, discutem política.

(Mlyn i krzyz | Polônia, Suécia | 2011 | 92min) Direção: Lech Majewski O filme propõe uma recriação inédita e em movimento do quadro “A Procissão para o Calvário” (1564), de Pieter Bruegel, que narra a Paixão de Cristo durante a ocupação espanhola. A história alterna a construção do quadro, narrada por Bruegel, o sofrimento de Jesus, comentado por Maria, e a vida típica dos camponeses que compunham esta sociedade do século XVI. 24 de outubro | terça-feira | 19h 25 de outubro | quarta-feira | 16h

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Body (Body | Polônia | 2015| 92min) Direção: Malgorzata Szumowska Um cético investigador de polícia e sua filha, que sofre de bulimia, lidam, cada um a sua maneira, com a morte de um ente querido. Quando eles entram em contato com a traumatizada terapeuta Anna, são forçados a mudar suas opiniões sobre vida e morte.

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Demon (Demon | Polônia, Israel | 2015 | 94min) Direção: Marcin Wrona Um homem chega em uma desconhecida cidade, local onde sua noiva cresceu. Como um presente de casamento do avô dela, eles ganham um pedaço de terra onde possam juntos erguer uma casa e construir uma família. Enquanto preparam o terreno para a futura casa, o noivo acha ossos humanos na terra de sua nova propriedade. Coisas estranhas começam a acontecer e a interferir na vida do casal.


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parce i ro s da s ala reden ç ã o Sessão Especial Cinema: Trabalho, Organizações e Sociedade

Castanha 04 de outubro | quarta-feira | 19h

O cinema como meio de difusão de cultura e reflexão, constitui-se num dos meios de maior acesso, pela sua abrangência. O cinema também se constitui como uma importante fonte de entretenimento e aprendizagem. Mesmo que outras áreas do conhecimento já produzam em relativa intensidade discussões sobre análises fílmicas, cabe ressaltar que na área de Administração essas discussões e pesquisas ainda se encontram embrionárias. Tal fato abre possibilidades para pensar em um diálogo entre o cinema e as temáticas relacionadas a trabalho, organizações, a sociedade e subjetividade. Em nossa curadoria, escolhemos filmes brasileiros, com produção e direção nacionais, além de atenderem à temática referente que será debatida: trabalho, organizações e sociedade.

Andrea Oltramari e Fernanda Tarabal, docentes da Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

(Brasil | 2014 | Documentário | 95min) Direção: Davi Pretto João Carlos Castanha é um ator de 52 anos que vive com sua mãe Celina, de 72 anos. Ele trabalha na noite como transformista em bares GLS e faz pequenas participações em peças de teatro infantis, filmes e programas de televisão. Atormentado e perseguido por fantasmas de seu passado, dia após dia, João passa a confundir cada vez mais a realidade que vive com a ficção que interpreta. Vencedor do prêmio de Melhor Som no 6º Festival de Paulínia, 2014. Após sessão, debate com: João Carlos Castanha, ator e protagonista do filme; Davi Pretto, diretor do filme. Pretto é diretor de cinema de Porto Alegre. Também é conhecido por dirigir os filmes “Rifle”, “Quarto de Espera” e “O Teto sobre Nós”; Paola Wink, produtora; Lucas Panitz, Professor na Universidade Federal de Pelotas - UFPel.

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CineDHebate em Direitos Humanos O documentário, uma das vias escolhidas para denunciar situações de violação a direitos humanos, não é apenas o registro da realidade. Articula-se como uma série de afirmações sobre ela, que podem ser verdadeiras ou falsas. Imagens e sons não são apenas o veículo da transmissão dessas afirmações, pois lhes dão poder de convencimento. Ora, a capacidade de fazer afirmações sobre a realidade não é exclusividade do cinema documentário — o cinema narrativo ficcional também é capaz de fazê-lo. O Cinedhebate selecionou sete filmes excepcionais que tem muito a dizer à nossa conturbada época. Seu fio condutor é o espectro da distopia que assombra a atual forma de vida líquida e consumista. O cinema ficcional contribui muito para aguçar a reflexão crítica sobre os direitos humanos — como condição básica para a sobrevivência da sociedade e suas instituições, e sobretudo como caminho para sua (re)humanização. O cinema também contribui para atentarmos ao nosso papel enquanto indivíduos para melhorarmos nossas vidas e dos demais à nossa volta.

O Preço do Amanhã 02 de outubro | segunda-feira | 19h (EUA | 2011 | 109min) Direção: Andreu Niccol Acusado de assassinato, um homem deve descobrir como derrubar um sistema onde tempo é dinheiro e que permite que os ricos vivam para sempre, enquanto os pobres devem implorar por cada minuto de suas vidas.

Horizonte Perdido 08 de novembro | quarta-feira | 19h (EUA | 1937 | 132min) Direção: Frank Capra Uma revolução eclodiu na China e o diplomata Robert Conway é forçado a fugir com outros quatro americanos. Mas o avião deles é sequestrado e acabam indo parar no Tibet, precisamente numa comunidade utópica em que seus membros parecem não envelhecer.

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Singularidades A Sala Redenção – Cinema Universitário exibirá uma seleção de filmes e curtas/médias metragens brasileiros. A mostra será exibida mensalmente e começará no dia 27 de julho. Em cada encontro será debatido sobre uma temática. A mostra Singularidades - Dialogando com sujeitos no cinema brasileiro será composta por 04 (quatro) filmes, 03 (três) curtas-metragens e 01 (um) média metragem, como: Dromedário no asfalto (2015, direção Gilson Vargas), Menos que nada (2012, direção Carlos Gerbase), Ainda Orangotangos (2007, direção Gustavo Spolidoro) e Verdes anos (1984, direção Carlos Gerbase e Giba Assis Brasil); curtas-metragens com direção de Emiliano Cunha Sob águas claras e inocentes (2016), Tomou café e esperou (2013); curta-metragem Domingo de Marta (2014) e o média-metragem Som sem sentido (2016), os dois com direção de Gabriela Bervian. A proposta da mostra é falar de cinema brasileiro proporcionando escuta ao outro. Podendo dialogar, sob diferentes perspectivas e olhares de diretores e profissionais, sobre as singularidades dos sujeitos que são mostrados nos filmes, nos curtas e média-metragens e de que forma o cinema as representa. Proporcionar também um olhar atento ao cinema brasileiro. Debatendo sobre a sociedade e a cultura em que estão expostos, usando as obras cinematográficas brasileiras como meio de escuta e representação dos sujeitos. Mariele Peruzzi coordenadora

25 de outubro | quarta-feira | 19h

Verdes anos (Brasil | 1984 | Drama | 90min) Direção: Carlos Gerbase, Giba Assis Brasil Em meio à repressão política e à ideologia do “milagre brasileiro”, na década de 70, um grupo de adolescentes vive suas preocupações cotidianas sobre futuro, noites regadas a dança, brigas de namoro e conflitos com os pais. Durante alguns dias vivem seus verdes anos, um pouco mais que um sonho. Após a sessão, debate com um dos diretores do filme, Giba Asssis Brasil, e a fonoaudióloga Luiza Milano. 29 de novembro | quarta-feira | 19h

Sob águas claras e inocentes (Brasil | 2016 | Drama | 18min) Direção: Emiliano Cunha O curta traz um retrato das últimas horas de vida de um personagem, interpretado por vários atores. Enquanto se despede das pessoas próximas, busca a redenção e a reconstrução da sua identidade. +

Tomou café e esperou (Brasil | 2013 | Ficção | 13min) Direção: Emiliano Cunha Carlos vai até a cozinha e prepara um café. O tempo que separa o ontem do agora. Um filme sobre as coisas não faladas, sobre os gestos não vividos, sobre os toques não sentidos. Após a sessão, debate com o diretor Emiliano Cunha e o psicanalista Paulo Gleich.

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IV M O U C – M O S T R A U N IV E R SI TÁ R I A D E C U R TA S

Nos dias 30 e 31 de outubro acontecerá a 4ª Mostra Universitária de Curtas na Sala Redenção – Cinema Universitário da UFRGS, com o objetivo de integrar estudantes, realizadores do audiovisual e interessados em cinema. Nesses dois dias a mostra irá exibir curtas realizados como exercício ou atividade prática em disciplinas acadêmicas, produzidos por estudantes de diversas universidades do Brasil.

Na segunda feira, dia 30 de outubro a partir das 09h, haverá palestra das seguintes áreas:

O projeto da Mostra Universitária de Curtas (MOUC) surgiu em 2013, criado e desenvolvido por Juliana de Melo Balhego, graduada em Publicidade e Propaganda da UFRGS. Atualmente a mostra conta com um grupo onze participantes: Freddy Paz; Laís Werneck; Alex Racor; Marta Karrer; Ramiro Simch; Jonathan Hirano; Layse Pias; Carina Goettems; Ayenne Conceição; Bruna Antunes; Giseli Lins e Guilherme Conrad, estudantes e profissionais do cinema. Além da exibição dos curtas selecionados, a quarta edição da MOUC irá trazer palestras com experientes profissionais da área de cinema.

19h - Sessão do Curtas - Parte I

09h - Roteiro: Mariani Ferreira 11h - Crowdfunding: Laís Werneck 14h - Assistente de Direção: Carolina Costa Silvestrin 16h - Direção: Taísa Ennes e Rafael Duarte

Na terça feira, dia 31 de outubro a partir das 09h , haverá palestra das seguintes áreas: 09h - Direção de Arte: Gianna Soccol 11h - Produção Executiva: Dani Israel 14h - Montagem: Alfredo Barros 16h - Pós Produção: Pedro Marques 19h - Sessão do Curtas - Parte II Após as palestras, haverá a exibição dos curtas selecionados para mostra. Acompanhe a programação detalhada no site moucmostra.wordpress.com/.

Mostra Universitária de Curtas (MOUC) – Mostra de Cinema Data: 30 e 31 de outubro Local: Sala Redenção – Cinema Universitário da UFRGS Av. Eng. Luiz Englert, s/n – Porto Alegre/RS Ingressos: Entrada Franca

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no v e m bro Brasileiros Contemporâneos Sala Redenção-Cinema Universitário e Sesc/RS se unem mais uma vez para apresentar a mostra Brasileiros Contemporâneos. Serão exibidos seis filmes de diferentes cineastas, todos realizados nos últimos três anos. Aquarius (2016), direção de Kleber Mendonça Filho, abre a programação. Muito se falou sobre o filme, que se destacou de forma importante no Festival de Cannes em 2016. Tanto pela qualidade do longa quanto pela denúncia que fez ao mundo sobre os acontecimentos no Brasil. Pode-se analisar o filme de diferentes ângulos e gostaríamos de destacar apenas alguns. Aquarius é uma obra de resistência. Resistência ao esquecimento, à solidão, ao capitalismo que engole tudo – e também à barbárie que anda de mãos dadas a ele. Uma história que nos prende do início ao fim, com uma trilha sonora incrível e, acima de tudo, que faz uma ode à vida. Interessante pensar nele em diálogo com O Quarto Verde (1978) de François Truffaut. Dois filmes delicados que falam de perdas, de memórias e de resistência. No caso de Truffaut, no entanto, a relação estabelecida era por meio da morte, já em Aquarius a relação que une todas as coisas é o desejo pela vida, que é feita de memórias de tudo o que se vive.

Sinfonia da Necrópole (2016) é o primeiro longa solo de Juliana Rojas, após ela ter dividido a direção de Trabalhar cansa (2011) com Marco Dutra. Sinfonia é um musical, isto é, Rojas constrói uma sátira provocativa – que começa pelo título – a respeito de dois elementos bastante importantes quando se pensa em um musical. Romantismo e padrão de beleza. Ao mesmo tempo, o longa trata também, como em Aquarius, sobre especulação imobiliária. A realizadora põe na tela o jogo desumano que se estabelece entre os interesses do mercado e da sociedade. Sociedade aqui composta por pessoas mortas já que se trata de especulação imobiliária em um cemitério. Despejar pessoas mortas. A verticalização não poupa nem os que já partiram, tampouco aqueles que imaginaram ter um lugar para cair morto. Em tom de comédia, mas de forma ácida, o que assistimos é uma forte crítica à especulação realizada de forma fria e calculista em busca sempre, no final das contas, de lucro, pouco se importando se vai prejudicar a vida – ou a morte – da população. Vale lembrar que o cemitério é uma alegoria da cidade, que aqui não poupa nem os vivos nem os mortos. O filme, de certa forma, dialoga com Incidente em Antares, último romance escrito por Érico veríssimo, embora a diretora tenha declarado que suas referências são todas cinematográficas.

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Brasileiros Contemporâneos

O Silêncio do Céu, coprodução de Brasil e Uruguai, terceiro longa de Marcos Dutra, é um filme sobre estupro. Fobia. Silêncio. Culpa. Violência. Elementos que combinados, no caso do filme, causam uma tensão imensa não apenas no casal protagonista do longa, mas também no espectador. A mulher sofre um estupro. O marido, que tem pânico, testemunha sem a mulher saber. Um enorme silêncio sobre a violência que a mulher sofre corrói a relação e desencadeia uma série de acontecimentos. Como em Paulina, de Santiago Mitre, a forma como a personagem lida com o trauma perturba o marido e inquieta os espectadores, que precisam acompanhar o desenrolar da trama e do suspense para saber como a tensão terá fim. Cinema Novo (2016) trata do movimento cinematográfico que revolucionou o cinema brasileiro nos anos 1960, 1970. É um cine-manifesto, um filme-ensaio e um documentário-poético realizado por Eryk Rocha, filho de Glauber Rocha. O documentário ganhou o Olho de Ouro do Festival de Cannes de 2016. Sétimo filme de Rocha, este é o mais pessoal por tudo o que envolve a sua realização, já que Glauber é um dos maiores expoentes do movimento. O longa nos oferece a possibilidade de viajar pela história do movimento por meio de vários depoimentos ao mesmo tempo em que projeta cenas dos filmes comentados. Eryk Rocha resgata entrevistas com falas de Glauber, é claro, e também de Joaquim Pedro Andrade, entre outros realizadores. Um dos depoimentos em destaque é o de Carlos Diegues, ao lembrar o desejo dos realizadores em descobrir uma linguagem brasileira e de como a amizade entre eles foi fundamental para a construção do movimento.

Campo Grande (2015), segundo longa-metragem de ficção de Sandra Kogut, é um filme sobre calamidade. Calamidade pública e privada. Calamidade pública na cidade do Rio de Janeiro e de Campo Grande, bairro da zona oeste da cidade. E calamidade na vida privada de alguns moradores deste subúrbio e também de uma moradora da classe alta de Ipanema. Após duas crianças serem deixadas na porta de seu prédio em Ipanema, sem ideia se os pais irão voltar para buscá-los, a personagem, após resistir, se vê obrigada a mergulhar ao mesmo tempo no caos de sua própria vida e no das crianças para juntos encontrar uma saída. Filme delicado, muito bem dirigido por Kogut, que a partir de um conflito descortina vários. Documentarista e com formação em artes visuais, a realizadora faz uso – no bom sentido - dessa formação para construir uma narrativa sem melodrama, além do drama que sustenta o filme. O Signo das Tetas (2015), segundo longa do maranhense Frederico Machado, é um road movie. E nele há caos, fragmento, delírio. Silêncios e gritos. O Signo das tetas é um filme alucinante, sobre um personagem em conflito, sofrendo com sentimentos melancólicos. Ele erra – errante – e se movimenta pela vida com lembranças e memórias que insistem em não deixá-lo (e vice-versa). E cabe a nós espectadores acompanharem-no em sua jornada. Tânia Cardoso de Cardoso Coordenadora e curadora da Sala Redenção – Cinema Universitário.

brasileiros contemporâneos Data: de 1º a 10 de novembro Local: Sala Redenção – Cinema Universitário da UFRGS (Rua Luis Englert, s/n., Campus Central UFRGS) Ingressos: Entrada Franca

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novembro Brasileiros Contemporâneos

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Aquarius 1 de novembro | quarta-feira | 16h 9 de novembro | quinta-feira | 19h (Brasil | 2016 |146min) Direção: Kleber Mendonça Filho Clara tem 65 anos, é jornalista aposentada, viúva e mãe de três adultos. Ela mora em um apartamento localizado na Av. Boa Viagem, no Recife, onde criou seus filhos e viveu boa parte de sua vida. Interessada em construir um novo prédio no espaço, os responsáveis por uma construtora conseguiram adquirir quase todos os apartamentos do prédio, menos o dela. Por mais que tenha deixado bem claro que não pretende vendê-lo, Clara sofre todo tipo de assédio e ameaça para que mude de ideia.

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O silêncio do céu

Campo Grande

3 de novembro | sexta-feira | 19h 6 de novembro | segunda-feira | 16h (Brasil, Chile | 2016 | 102min) Direção: Marco Dutra Diana carrega consigo um grande trauma: ela foi vítima de um estupro dentro de sua própria residência. Entretanto, ele prefere esconder o caso e não contar para ninguém. Mario, seu marido, também tem seus próprios segredos - mistérios que, ocultos, estão matando aos poucos a relação do casal.

7 de novembro | terça-feira | 19h 8 de novembro | quarta-feira | 16h (Brasil | 2016 | 108min) Direção: Sandra Kogut Campo Grande (Brasil | 2016 | 108min). Direção: Sandra Kogut. Regina é uma mulher de 50 anos que mora na privilegiada Zona Sul do Rio de Janeiro. Certo dia, ela encontra na sua porta Rayane, uma menina de cinco anos que claramente não é da região, e Ygor, seu irmão mais novo. Regina, sem saber o que fazer, pensa em levá-los ao orfanato, mas é convencida pela filha adolescente de deixá-los passar a noite. Decidida a ajudá-los a encontrar sua família, Regina tem contato com um mundo que não conhecia.

Sinfonia da Necrópole 1 de novembro | quarta-feira | 19h 3 de novembro | sexta-feira | 16h 10 de novembro | sexta-feira | 19h (Brasil | 2016 | 94min) Direção: Juliana Rojas Deodato é um aprendiz de coveiro não muito animado com a profissão. Sua rotina melhora quando Jaqueline surge no cemitério. Funcionária do serviço funerário, ela inicia um levantamento sobre túmulos abandonados com a ajuda do rapaz. A paixão o impede de pedir demissão, mas estranhos eventos continuam a abalar seu estado psicológico.

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Cinema Novo 6 de novembro | segunda-feira | 19h 7 de novembro | terça-feira | 16h (Brasil | 2016 | 90min) Direção: Eryk Rocha Um ensaio poético, um olhar aprofundado e um retrato íntimo sobre o Cinema Novo, movimento cinematográfico brasileiro que colocou o Brasil no mapa do cinema mundial, lançou grandes diretores (como Glauber Rocha, Nelson Pereira dos Santos e Cacá Diegues) e criou uma estética única, essencial e visceral que mudou a história do cinema e a história do Brasil para sempre.

O Signo das Tetas

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9 de novembro | quinta-feira | 16h 10 de novembro | sexta-feira | 16h (Brasil | 2015 | 68min) Direção: Frederico Machado Um homem, que vive no limite entre razão e loucura, está em busca de seu passado. Para isso, ele percorre diversas cidades do interior do Maranhão para tentar reconstruir sua história. Nesse “road movie”, ele vai conhecer os mais variados tipos de pessoas e reencontra signos de sua vida, mostrando um possível caminho para sua salvação.

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no v e m bro Mostra Sesc de Cinema A Mostra Sesc de Cinema é resultado do edital nacional lançado em 2016 para seleção de filmes nas modalidades curta e longa-metragem, foram 1250 inscritos em todo o Brasil, destes 957 tiveram as documentações validadas para avaliação, sendo 850 curtas e 107 longas. Desse universo foram selecionados para compor a primeira Mostra Sesc de Cinema 34 obras, sendo 8 longas e 26 curtas metragens. Com esse recorte espera-se apresentar um panorama da produção audiovisual atual nas cinco regiões do país, propiciando ao público acesso à conteúdos que abordam, representam e constituem um apanhado de temas, questões, expressões e propostas estéticas que possibilitem discussões e reflexões, trazendo contribuições para nosso desenvolvimento individual e coletivo. As obras apresentam diversas temáticas, versando sobre questões de gênero, sexualidade, afetividade, psique, problemas urbanos, memórias, magia e infância, arte e seus processos. As exibições por conta da confluência e relação de assuntos tratados, estão organizadas em programas: “Das dores da alma e do corpo”, “Dos afetos”, “Das questões urbanas”, “Dos processos criativos e dos artistas” e “Do universo infanto-juvenil”.

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A Mostra Sesc de Cinema convida ao público para fazer essa imersão nessa produção audiovisual ampliada do país, composta por diversos estados, que certamente possibilitará nos conhecermos, se reconhecermos, refletir e ampliar nossos olhares ... Anderson Mueller Coordenador de Música e Audiovisual do Sesc-RS

MOSTRA SESC DE CINEMA Data: de 13 a 30 de novembro Local: Sala Redenção – Cinema Universitário da UFRGS (Rua Luis Englert, s/n., Campus Central UFRGS) Ingressos: Entrada Franca


c i ne m a

novembro

15 de novembro | quarta-feira | 19h 16 de novembro | quinta-feira | 16h 22 de novembro | quarta-feira | 19h

Programa das Dores da Alma e do Corpo 13 de novembro | segunda-feira | 19h 14 de novembro | Terça-feira | 16h Foto: Divulgação

CARNAVALHA

O ESTACIONAMENTO

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(Curitiba (PR) | 2016 | 16’30min ) Dir. Willian Bagioli Jean é um imigrante haitiano que vem para o Brasil. Para sobreviver, ele arruma emprego em um estacionamento de carros e passa a viver lá. Jean descobrirá que essa rotina pode ser enlouquecedora. +

(São Luís (MA)| 2016 | 16 min ) Dir. Áurea Maranhão e Ramusyo Carnavalha é um filme que mostra a preparação e a trajetória de uma menina que é perseguida por um estrangulador num dia de carnaval. 14 de novembro | Terça-feira | 19h 15 de novembro | quarta-feira | 16h

TROPYKAOS

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(Porto Alegre (RS)| 2015 | 17’30 min ) Dir. Luciano Scherer, Guilherme Soster e Jorge Loureiro Ruby é um artista “outsider” que vive sozinho em uma casa próxima à praia. +

FILHOS DA LUA NA TERRA DO SOL (Cuiabá (MT) | 2016 | 15’36 min ) Dir. Danielle Bertolini Filhos da Lua na Terra do Sol trata de forma poética a relação entre pessoas albinas e o sol de Cuiabá, considerada uma das cidades mais quentes do Brasil. +

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(Manaus (AM) | 2016 | 16’44 min) Dir. Arnaldo Barreto CACTO. Planta com aparência rude. Demanda menos atenção e cuidado que outros tipos de plantas. Se adaptam muito bem a ambientes internos. Seus espinhos tem a função de protegê-lo contra possíveis predadores. Não parece, mas se trata de uma planta bastante sensível. +

HOTEL CIDADE ALTA

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RUBY

O CACTO

(Brasil | 2015 | 1h22min) Direção: Daniel Lisboa Tropykaos é realismo caótico. Guima, um jovem poeta, tenta interagir com a cidade, fazer parte dela, mas parece. Não ter corpo para isso. É o verão mais caloroso dos últimos 50 anos e os raios “ultraviolentos” estão por toda parte. O Sol é a metáfora maior de um sistema violento que adormece e agride a todos. A sociedade, a família, amigos e amores se deformam com o calor. Guima parece despertado, parece o primeiro a sentir os malefícios da exposição a “Ultraviolência Solar”. Na beira do que pode ser o último dos carnavais, Guima enfrenta a cidade e a si mesmo buscando a iluminação no trópico caótico. “Melhor filme na mostra transições na 16ª Mostra de Cinema de Tiradentes - MG “.

(Vitória (ES) | 2016 | 25’30 min ) Dir. Vitor Graize Três homens se encontram em um antigo hotel abandonado. Nesse edifício aparentemente sem vida, eles buscam construir uma nova história. Suas vozes se misturam ao ruído das ruas. +

ENZO (Anápolis (GO) | 2016 | 17’33 min) Dir. Daniel Duarte Enzo tem problemas após a morte de sua mãe. Seu irmão mais velho tem que segurar a barra, enquanto o garoto luta para saber o que é ou não real. +

ILHA (Cuité (PB)| 2014 | 14’35 min) Dir. Ismael Moura Em meio ao isolamento, pai e filho vivem presos em suas próprias correntes, tornando seus o mundo em uma ilha interior.

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Programa dos Afetos

17 de novembro | sexta-feira | 19h 20 de novembro | segunda-feira | 16h

16 de novembro | quinta-feira | 19h 17 de novembro | sexta-feira | 16h

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AINDA NÃO LHE FIZ UMA CANÇÃO DE AMOR Foto: Divulgação

EM 97 ERA ASSIM

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(Porto Alegre (RS) | 2016 | 90 min) Dir. Zeca Brito No ano de 1997, quatro amigos iniciam um tempo de descobertas. Eles vivem o auge da adolescência e seus hormônios começam a falar mais alto. Sob o ponto de vista de Renato, um tímido garoto de 15 anos, somos levados para este universo. Junto aos amigos, Moreira, Alemão e Pilha, ele se depara com as primeiras dúvidas e anseios da juventude. E a principal delas é perder a virgindade. A solução encontrada é recorrer a uma profissional, mas, para isso, precisam de dinheiro. Enquanto encaram os deveres escolares e os primeiros grandes amores, os quatro tentam conseguir a verba para cumprirem seu objetivo e entrarem de vez na vida adulta. Nessa jornada, vão descobrir algo que não se ensina nos livros do colégio nem nas revistas masculinas: o valor da verdadeira amizade.

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O ÚLTIMO RETRATO (Curitiba (PR) | 2016 | 15’25 min) Dir. Arthur Tuoto Amanda precisa lidar com a ausência de Pedro. +

(Natal (RN) |2015 | 15’51 min ) Dir. Henrique Arruda Greg e Alessandro estão no quarto, se olhando. O sentimento de culpa e nostalgia daquele momento até pode marcar para sempre a vida dos dois, mas é apenas uma passagem para permitir que o amor caminhe livremente entre eles. +

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ESTADO ITINERANTE (Belo Horizonte (MG) | 2014 | 25 min) Dir. Ana Carolina Soares Vivi quer escapar de uma relação opressora. Em período de experiência como cobradora de ônibus, ela trabalha desejando não voltar para casa. A semana passa rápido,entre as paradas no ponto final e o itinerário os encontros com outras cobradoras fortalecem a mulher trabalhadora e seu desejo de fuga. Logo é final de semana e o centro de Belo Horizonte já não parece tão longe do bairro Boa Vista. +

ROSINHA

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(Brasília (DF) | 2016 | 14’51 min) Dir. Gui Campos No alvorecer da existência, uma rosa desabrocha ao receber as carícias dos últimos raios do sol. Um filme sobre amor e sexualidade na terceira idade, e a luta para sobrepujar as convenções sociais.


Programa das Questões Urbanas

21 de novembro | terça-feira | 19h 22 de novembro | quarta-feira | 16h

23 de novembro | quinta-feira | 16h 24 de novembro | sexta-feira | 19h

20 de novembro | segunda-feira | 19h 21 de novembro | terça-feira | 16h

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HOMENS E CARANGUEJOS Foto: Divulgação

A BATALHA DE SÃO BRÁS (Belém (PA) | 2016 | 27’06 min) Dir. Adrianna Oliveira Mercado de São Bráz, Belém, Pará, Norte do Brasil. Durante o dia, o espaço é uma feira em um prédio histórico abandonado, construído em uma época de grande riqueza na cidade. Mas nos sábados à noite, o lugar se transforma em uma das manifestações do hip-hop: a Batalha de MC’s. Jovens da periferia da cidade se reúnem para saber quem é o melhor MC da noite. +

CATADORES DE HISTÓRIAS (Brasília (DF)| | 2016 | 76 min ) Dir. Tania Quaresma O filme mostra o cotidiano de Catadoras e Catadores de materiais recicláveis, que tiram seu sustento do que a sociedade descarta e chama de “lixo”. Partindo do “lixão da estrutural”, maior “lixão a céu aberto da América Latina”, que fica em Brasília, a 18 quilômetros do Palácio do Planalto, o documentário desvenda a multifacetada realidade dessas (es) profissionais que, apesar das condições sub-humanas de trabalho, conseguem dar exemplo de união, dignidade, solidariedade e cidadania. Filmado principalmente em Brasília, o longa metragem traz também imagens de outras regiões do Brasil, compondo um painel que ajuda a entender o Plano Nacional de Resíduos Sólidos, editado em 2011 e o Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis - MNCR.

(Recife (PE) | 2016 | 25 min) Dir. Paulo de Andrade Josué está apenas começando a abrir os olhos para o espetáculo multiforme da vida e o que ele encontra é um mar de miséria. Ao seu redor, uma paisagem peculiar formada por lama, caranguejos e seres anfíbios, habitantes da terra e da água, meio homens e meio bichos. Seres humanos que se fazem irmãos de leite dos caranguejos. +

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ORQUESTRA INVISÍVEL LET’S DANCE (São Paulo (SP) | 2016 | 19’55 min ) Dir. Alice Riff A história de seu Osvaldo, o primeiro DJ do Brasil. +

LIMPAM COM FOGO (São Paulo (SP) | 2014 | 84’33 min) Dir. César Vieira, Conrado Ferrato e Rafael Crespo “Limpam com Fogo” joga luz sobre o problema dos incêndios de favelas em São Paulo. Entre pesquisadores e políticos, que apontam soluções e complicações, o filme apresenta as histórias das vítimas, que mostram como a cidade pode ser cruel com seus moradores menos privilegiados. O documentário conta com entrevistas reveladoras sobre a relação dos incêndios com a especulação imobiliária, trazendo depoimentos do prefeito Fernando Haddad (2013-2016), do jornalista Leonardo Sakamoto, de urbanistas de renome como Nabil Bonduki, Ermínia Maricato e Ana Paula Bruno, do líder do MTST, Guilherme Boulos, além de outras autoridades, como os vereadores que participaram da polêmica CPI dos incêndios no ano de 2012.’

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CENTRAL (Porto Alegre (RS) | 2016 | 86min) Dir. Tatiana Sager Notícia constante nas mídias nacional e internacional, o Presídio Central de Porto Alegre é o tema do documentário Central. No filme, dirigido por Tatiana Sager e co-dirigido por Renato Dornelles, representantes do Poder Judiciário, do Ministério Público e pesquisadores analisam a situação crítica da prisão, considerada a pior do país pela CPI do Sistema Carcerário, da Câmara dos Deputados, em 2008, e alvo de denúncias de violações dos direitos humanos feitas à Organização dos Estados Americanos (OEA), em 2013. Policiais militares, familiares e, principalmente, presos, falam sobre o cotidiano da cadeia, descrevendo graves problemas como a superlotação. Imagens inéditas mostram o interior das galerias, onde os guardas não entram, e os próprios presidiários, organizados em facções, detêm o comando.

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Programa dos Processos Criativos e dos Artistas

27 de novembro | segunda-feira | 19h 28 de novembro | terça-feira | 16h

23 de novembro | quinta-feira | 19h 24 de novembro | sexta-feira | 16h

PEDAÇOS DE PASSÁROS (Ananindeua (PA) | 2015 | 13’12 min) Dir. Andrei Miralha e Marcilio Costa O pássaro como metáfora das relações do homem no mundo contemporâneo. Fragmentos, pedaços da vida cotidiana abordados poeticamente. “Pedaços de pássaros”.

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BANHO DE CAVALO (Porto Velho (RO) | 2016 |5’48 min ) Dir. Michele Saraiva e Francis Madson Banho de Cavalo é sucessão de micronarrativas poéticas sobre uma árvore (Castanheira), uma Amazônia, corpos e sujeitos como invenções de determinados pensamentos hiperbolizado da região. 27 de novembro | segunda-feira | 16h 28 de novembro | terça-feira | 19h

CORES E FLORES PARA TITA +

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LEVINO (Brasília (DF) | 2016 | 21’38 min) Dir. David Alves e Gui Campos Levino de Alcântara regeu e ensinou música por mais de 70 anos. Aos 91 anos de idade, ele revisita suas histórias e revela seus sonhos para o futuro. +

SOLON (Belo Horizonte (MG) | 2016 |16’22 min) Dir. Clarissa Campolina Uma fábula sobre o surgimento do mundo, apresentado a partir do encontro de uma paisagem devastada e uma criatura misteriosa. Solon habita o espaço extremamente árido e infértil. Aos poucos, ela se destaca da paisagem, aprende a se movimentar e explorar seu corpo. Verte água por suas extremidades e inicia sua missão de regar e nutrir a terra. A paisagem se altera e a própria personagem também. Nasce o mundo. Nasce a mulher. +

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(Salvador (BA) | 2016 | 92 min ) Dir. Susan Kalik Ao documentar a foto-ativista, Andréa Magnoni, na construção de uma exposição em homenagem ao seu tio Renato “Tita”, homem trans morto em 1973, o filme aborda a Transgeneridade através dos fatos sobre o tio, que ela traz à tona: sua real identidade de gênero, um provável estupro, e as consequências que o levaram ao suicídio aos 15 anos. Construindo um diálogo entre o vilipêndio vivenciado por ele, há mais de 40 anos, e a luta contra a transfobia nos dias atuais, o filme traz à luz depoimentos de pessoas trans que foram fotografadas para a composição da exposição fotográfica homônima, realizada por Magnoni em maio de 2016. São quatro mulheres trans/travestis e quatro homens trans em diferentes idades e vivências, em depoimentos sobre suas conquistas, suas dores, descobertas e, principalmente, sua militância e a coragem de lutar para serem respeitados por serem quem são.

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A DAMA DO RASQUEADO (Campo Grande (MS) | 2017 | 75 min) Dir. Marinete Pinheiro A trajetória da cantora Delinha, que juntamente com Délio criaram o gênero rasqueado no antigo Mato Grosso, seguindo a vida artística cantando somente músicas autorais aos 80 em MS anos é a cantora com a maior discografia da história. 29 de novembro | quarta-feira | 16h 30 de novembro | quinta-feira | 19h

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MATÉRIA DE COMPOSIÇÃO (Belo Horizonte (MG) | 2013 | 12’22 min ) Dir. Pedro Aspahan Documentário sobre o processo de criação da composição musical contemporânea na relação com o cinema. Entregamos um mesmo vídeo ensaio a três compositores: Guilherme Antônio Ferreira, Teodomiro Goulart e Oiliam Lanna, e encomendamos deles uma peça musical que dialogasse com o vídeo. Dois anos depois, após acompanhar todo o processo, da composição aos ensaios, concerto, gravação e mixagem das músicas, chegamos a este filme.


Programa do Universo Infantojuvenil 30 de novembro | quinta-feira | 16h

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ASTROGILDO E A AERONAVE (Ipiaú (BA) | 2016 | 13’30 min) Dir. Edson Bastos Astrogildo anuncia para jornalistas do mundo inteiro que o seu mais novo invento, uma Astronave que liga o homem à Deus, vai voar dentro de um dia. Com a ajuda de Finício, um menino que sonha em conhecer seu pai, que foi para o céu com a ajuda de um avião, Astrogildo terá de enfrentar seus medos para conseguir voar. +

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O MENINO DO DENTE DE OURO

LIPE, VOVÔ E O MONSTRO

(Natal (RN) | 2014 |14’41 min ) Dir. Rodrigo Sena Na ida para o colégio, Wesley, 12 anos, acaba se envolvendo em uma trama perigosa e lucrativa. Abordando o limiar da inocência de uma criança e o despertar para a juventude, o curta-metragem apresenta atalhos e oportunidades na vida de um jovem de periferia. +

(Porto Alegre (RS)|2016 | 8’48 min) Dir. Felipe Steffens e Carlos Mateus Um menino vai passar o final de semana no sítio dos avós. Durante uma pescaria, ele conhece um segredo de seu avô, e acaba fazendo uma nova e inusitada amizade. Este filme foi realizado em conjunto com os alunos do 2º ano da escola municipal de ensino fundamental Vereador Antônio Giudice, em Porto Alegre. +

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O CHÁ DO GENERAL

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O MELHOR SOM DO MUNDO (São Paulo (SP) | 2015 | 18 min) Dir. Pedro Paulo de Andrade Vinicius não coleciona figurinhas, nem carrinhos, nem gibis. Ele coleciona sons. Mas será possível encontrar o melhor som do mundo? +

(São Paulo (SP) | 2016 | 22 min ) Dir. Bob Yang Um general aposentado chinês recebe a visita inesperada de seu neto. +

MEU TIO QUE ME DISSE (Florianópolis (SC)| 2015 |10 min ) Dir. Vanusa Angelita Ferlin Tatiana é uma menina muito curiosa e está intrigada com o fato de toda a cidade estar eufórica com a data de Natal. Numa manhã de dezembro, sua mãe se depara com a pergunta que ela um dia teria a certeza que viria: Papai Noel existe mesmo? A partir da resposta da mãe, a “pergunta” vai ao quintal brincar com os amigos dela, que respondem com muita imaginação. +

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PARQUE PESADELO (Curitiba (PR) | 2015 |13’30 min) Dir. Aly Muritiba, Francisco Gusso e Pedro Giongo As flores brancas nas costas do menino começaram a escurecer. Na guerra para salvar as lendas Jurupari está prestes a desaparecer.

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local i za ç ã o

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INSTITUTO DE QUÍMICA

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CAMPUS CENTRAL A – Sala Qorpo Santo B – Sala Redenção – Cinema Universitário C – Salão de Festas D – Sala Fahrion E – Salão de Atos Entradas Principais Entradas Secundárias

endereços Sala Qorpo Santo / Sala Redenção – Cinema Universitário – Av. Eng. Luiz Englert, s/n°, Centro Histórico Salão de Festas / Sala Fahrion – Av. Paulo Gama, 110, 2° andar da Reitoria – Campus Central Salão de Atos – Av. Paulo Gama, 110

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CAMPUS do vale A – Parada de ônibus B – Praça Campus do Vale Caminho da parada até a Praça do Campus

informações gerais departamento de difusão cultural Endereço: Av. Paulo Gama, 110 – Mezanino do Salão de Atos – Campus Central Fone: (51) 3308 3933 ou (51) 3308 3034 E-mail: difusaocultural@ufrgs.br Website: www.difusaocultural.ufrgs.br Entrada e inscrição em eventos: agendamento pelo site ou no local Horário de Funcionamento: das 8h às 18h, aberto ao meio-dia


Universidade Federal do Rio Grande do Sul Reitor Rui Vicente Oppermann

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Difunda essa cultura de forma consciente

Vice-Reitora e Pró-Reitora de Coordenação Acadêmica Jane Fraga Tutikian

LEIA E PASSE ADIANTE

Pró-Reitora de Extensão Sandra de Deus Vice-Pró-Reitora de Extensão Claudia Porcellis Aristimunha

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Diretora do Departamento de Difusão Cultural Claudia Mara Escovar Alfaro Boettcher

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Equipe do DDC Carla Bello – Coordenadora de Projetos Especiais Edgar Wolfram Heldwein – Administrador da Sala Redenção – Cinema Universitário Gerson Andrade – Coordenador Projeto Interlúdio João Vitor Novoa – Produtor Cultural Lígia Petrucci – Coordenadora e curadora do Projeto Unimúsica Rafael Derois - Coordenador do Projeto Unifoto Tânia Cardoso – Coordenadora e curadora da Sala Redenção – Cinema Universitário Bolsistas Ananda Zambi Camile Fortes Laura Gruber Maria Lourdes Seadi Mariana Vargas Renan Sander

Projeto gráfico Katia Prates Diagramação Marla Pritsch

Parceria

Porto Alegre

Apoio

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Universidade Federal do Rio Grande do Sul Pró-Reitoria de Extensão Departamento de Difusão Cultural Mezanino do Salão de Atos UFRGS Av. Paulo Gama, 110 Porto Alegre – RS (51) 3308.3034 e 3308.3933 difusaocultural@ufrgs.br www.difusaocultural.ufrgs.br

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Agenda Cultural - Outubro/Novembro 2017