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AGENDA C U LT U R A L

Marรงo Abril 2019


Em 2018, a UFRGS cria um espaço-lugar para que a arte e a cultura aconteçam. O Centro Cultural é entregue à cidade de Porto Alegre para possibilitar que diferentes formas de fazer, pensar e difundir arte se apropriem deste lugar; e o Departamento de Difusão Cultural assumiu o desafio, em novembro do ano passado, de coordenar as linhas que construirão estas relações. A tarefa que se apresenta ao DDC neste momento é a de manter um movimento coordenado dos equipamentos já existentes, criando uma gestão onde cada um mantenha suas especificidades, mas que ao mesmo tempo dialoguem com seus diferentes conteúdos artísticos e se complementem. Esta sobreposição forma uma narrativa mais aberta, que ora joga mais luz sobre a música, ora destaca um filme, ora alinha uma análise, compondo um tecer com vários fios, mas que, ao mesmo tempo, também costura o lugar da ação artística na UFRGS, remetendo ou possibilitando uma percepção da conexão do espaço-lugar-território próprio da arte e da cultura. A Sala Redenção - Cinema Universitário, com suas já clássicas sessões às 16 e 19 horas em sua programação diversificada; o Salão de Festas, que já se consagrou como o espaço expositivo do acervo artístico da Universidade e que, ao lado da Sala Fahrion, transformam a cada exposição o segundo andar da Reitoria no espaço das Artes Visuais; também em 2018, unindo-se a estes, a Galeria Maria Lucia Cattani, no térreo da Reitoria, um espaço destinado a arte produzida por mulheres. Neste ano, esperamos de todos os públicos que frequentarem as ações artísticas promovidas pela UFRGS que enxerguem não apenas conteúdos de entretenimento, mas dúvidas e questionamentos que possibilitem uma alteração na sua forma de ser e estar no mundo, e que, com isso, trilhem seus próprios caminhos. Cláudia Boettcher Diretora do Departamento de Difusão Cultural e Centro Cultural da UFRGS

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Fotografia: Mariana Moraes

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AUL A-SHO W C OM L ENINE Lenine – música e processos de criação Como parte das celebrações dos 85 anos da UFRGS, o Departamento de Difusão Cultural convida a Porto Alegre um dos grandes nomes da canção brasileira: Lenine. Com uma viagem no tempo e na história, revisitando composições, influências e parcerias, o artista realizará uma espécie de aula-show, tomando seus processos criativos e sua própria história como dimensões norteadoras.

aos manguezais à paixão pelo rock. Ao tomar o

Amores, sagas, tempo, música e palavra, juntamse em sua obra, à vivacidade de sua musicalidade, rítmica, timbres, linguagens e sonoridades compondo uma proposta que constitui a relação entre música, vida e cultura. Nascido em 2 de fevereiro de 1959, o músico pernambucano vem há tempo enriquecendo nosso cenário musical apresentando e desenvolvendo projetos cuja pluralidade e abertura destacam-se como elementos centrais. Sua obra musical reúne vivências e experiências que abarcam desde a proximidade

de Janeiro. Esse passo, que marca o início da

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Brasil como seu universo musical, Lenine, seu violão e sua poesia circunscrevem os traços de uma singularidade. Impulsionado por sua vocação artística, ele toma a decisão de interromper os estudos na área da Engenharia Química mudando-se para o Rio década de 1980, caracteriza-se como um período de efervescência criativa de onde resultaram composições e parcerias diversas que culminam em seu tão conhecido primeiro disco, Baque solto. Com um afetivo histórico de relação com sua família, os trabalhos desdobram-se e, em 1993, o álbum Olho de peixe, em parceria com o percussionista Marcos Suzano, leva às primeiras turnês pelo exterior e a um amplo reconhecimento de público e crítica.


Fotografia: Flora Pimentel

Sua sonoridade pop e híbrida constitui a marca por excelência dos álbuns O dia em que faremos contato

atento a seu tempo trilham o caminho da liberdade e da reinvenção.

(1997), Na pressão (1999) e Falange canibal (2002) – este último rendendo ao músico o Grammy Latino de Melhor Álbum Pop Contemporâneo Brasileiro.

Raimundo Rajobac Diretor do Instituto de Artes da UFRGS

Seguiram-se daí o total de cinco prêmios Grammy Latino, doze Prêmios da Música Brasileira e dois a Associação Paulista de Críticos de Arte. Do Brasil ao exterior o som de Lenine atravessa gerações impactando especialmente por sua capacidade de criação e de fazer o novo. O artista caracteriza-se por sua capacidade de diálogo com diferentes tradições musicais e nos apresenta, a cada trabalho, uma estética própria, em que e o novo é característica fundamental. Interessa-nos muito ouvir Lenine a partir de uma conversa sobre seus processos criativos. Trata-se de um cancionista sempre em movimento! Suas reflexões e o olhar

AULA SHOW COM LENINE | MEDIAÇÃO DE RAIMUNDO RAJOBAC Data: 28 de março, às 20h Local: Salão de Atos da UFRGS (Paulo Gama, 110) Retirada de senhas a partir de 18 de março, das 9h às 18h, no Centro Cultural da UFRGS (Luiz Englert, 333), mediante a troca de 1kg de alimento não perecível por ingresso, com limite de duas entradas por pessoa.

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A ic onologia da arte de Beatriz Milha zes

A arte de Beatriz Milhazes encanta com naturalidade e arrebata o olhar do espectador. É uma arte alegre, colorida, repleta de vitalidade e imaginação, e não exige do observador os exercícios intelectuais tão frequentes na arte contemporânea. Este poder de comunicação, todavia, é acompanhado de um imenso talento de síntese cultural, o que permite que façamos desta obra uma leitura iconológica, identificando os temas visuais e os assuntos culturais representados nas obras, e provocações contidas em sua reflexão poética.

Primeiramente, o olhar. A obra de Beatriz Milhazes é repleta de estruturas concêntricas amalgamadas, que intensificam a condição retinocêntrica da representação visual. Mais que mandalas que prometem equilíbrio sensível, estes círculos produzem um efeito análogo ao que move nossa percepção diante de um retrato humano: buscamos imediatamente o olhar, mais ainda, se estivermos na foto, quando vamos, então, em busca de nossa íris, que se impõe como centro da experiência visual. Serpentina, 2003 Beatriz Milhares

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Este efeito foi explorado pelos gregos antigos no mito da Medusa, uma das Górgonas, e seu olhar petrificante. Foi o modo com que o mito antigo refletiu sobre o terror da frontalidade. O assunto é examinado por Jean-Pierre Vernant no livro La mort dans les yeux (1985; no Brasil, A morte nos olhos, 1991). A passagem do mito para a visualidade implicou a elaboração de jogos visuais que aparecem exemplarmente nos mosaicos de Medusa, compostos de desenhos concêntricos emoldurando a imagem central. Os escudos de guerreiros portavam estampa de Medusa no centro, para petrificar de pavor ao inimigo. Nos mosaicos, os artistas gentilmente desviam transversalmente o olhar da Medusa, um favor ao espectador, mas intensificam o efeito centrípeto por meio de molduras gráficas. O padrão é recorrente, e podemos vê-lo claramente neste mosaico de Medusa.

nos conduz o ponto negro, marca do infinito em nossos sentidos? Neste caso, passo seguinte, vamos também para o movimento complementar, seguindo a superfície da tela, agora em sentido centrífugo, roteiro em que encontraremos desenhos e cores fascinantes e igualmente indexadores da memória cultural, da identidade brasileira e do poder da arte. No desenho de Beatriz Milhazes, há um sinal clássico, convertido em estilema, em que a artista modula com leveza e velocidade lírica a forma de volutas. Esta forma é procedente de vasos gregos, as chamadas ânforas com volutas, especialmente na tradição apúlea. Aparecem também em um marco de nosso patrimônio e memória, a arquitetura das igrejas barrocas, em que a forma de volutas é manipulada no desenho e na ornamentação das fachadas. É um traço belo e muito representativo deste apogeu da arte brasileira, a criação de arte e arquitetura do barroco, na obra de Manuel Francisco Lisboa (pai do Aleijadinho) e dos demais artistasarquitetos daquela tradição, e seu impacto na formação de nossa identidade cultural.

Mosaico com cabeça de Medusa, encontrado na Via Emanuele Filberto em Roma, c. 115-150 d.C., John Paul Getty Museum.

Eis o rapto do olhar. E sem que você tenha tempo de reagir, está capturado pelo poder iridológico desta arte maravilhosa, que lhe conduzirá a descobrir ainda mais sobre seu olhar, sua imaginação e sua memória, incluindo-se as formas que se constituiriam ao longo dos séculos como linguagem visual eficiente e os repertórios que constituíram identidade cultural. Não é demais considerar que este efeito iridocêntrico nos leva também para as fronteiras entre arte e psique humana, arte e estruturas cognitivas e arte e neurociências. O que nos faz tão sensíveis e expostos aos efeitos de algo que se assemelha ao nosso olhar? Ao que

Cratera com volutas, 330-320 a.C., Apulia, Itália, atribuído ao Pintor de Ganimedes. National Gallery of Victoria, Melbourne

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Igreja de Nossa Senhora do Carmo, em Ouro Preto, projeto encomendado em 1751 a Manuel Francisco Lisboa, concluído em 1780 por Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho.

Havaí, 2003 Beatriz Milhares

Beatriz Milhazes desconstrói o conjunto de signos da arquitetura barroca e os transforma em um léxico visual em que a memória é redesenhada, com a graça, a vitalidade e o encanto em que brilham nos céus de Minas Gerais desde a era colonial. É uma releitura de enorme inspiração e talento, que transforma o patrimônio valioso em código visual contemporâneo. Há reverberações destes sinais também no estilo Art Nouveau, no mobiliário, na poesia e na música. O terceiro componente iconológico de Beatriz Milhazes é sua rica estrutura cromática, que impregna suas obras de uma intensa sensualidade brasileira, iorubá e tropicalista. É um mundo de cores vivas, puras, que revelam jovialidade e força vital exuberante. Assim, encerramos este pequeno roteiro iconológico ouvindo com a arte de Beatriz Milhazes e a memória de muitos séculos esta capa de nosso artista de olhar petrificante e cabelos de Medusa, da aurora da Tropicália para nós e todos os futuros das imagens vivas. É com estes olhares e a memória das arte que vamos sempre desconstruir e reconstruir o Brasil e o mundo. Desenho de Aleijadinho, na sacristia desta igreja Fotos de Laura Gobbato Marshall, obtidas na Viagem de Estudos a Minas Gerais, do Bacharelado em História da Arte IA- UFRGS, coordenada pela Profa. Dra. Paula Ramos, em agosto de 2017.

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Francisco Marshall, prof. do Depto. de História IFCH-UFRGS e do PPG Artes Visuais IA-UFRGS


Exposição Beatriz milhazes Caetano Veloso, capa do disco de 1968. Arte de Rogério Duarte, repleta de sinais neobarrocos e Art Nouveau, um marco na aurora da Tropicália.

Visitação: de 19 de fevereiro a 30 de março Horário: das 08h às 18h Local: Centro Cultural da UFRGS Av. Eng. Luiz Englert, 333

Cabeça de mulher, 1996 Beatriz Milhazes

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A rtes V isuais

Grafite de Giz O Centro Cultural assume como desafio ser um espaço de provocação e desacomodação, onde a arte possa questionar os sistemas vigentes e pavimentar o caminho para um maior entendimento de nossa temporalidade. A fim de dar voz a essa inquietação, foi criado um grande quadro para que artistas saiam de seus suportes tradicionais e sejam desafiados a explorar as potencialidades de uma ferramenta pouco habitual em seus trabalhos: o giz. Laura Castilhos, professora do Instituto de Artes, foi convidada a experimentar este espaço, em que a artista ao lado dos alunos de seu curso de aquarela exploraram o espaço, resultando na obra Casas, na qual cada um dos espectadores se via representado, encontrando nas diferentes casas a sua casa, dentro deste novo espaço de convivência através da arte na Universidade. Para a continuidade desta ação, Laura Castilhos fará a curadoria deste espaço provocativo, chamando artistas da UFRGS e da cidade para ousar e explorar este novo suporte e interagirem neste espaço. O projeto Grafite de giz, em Janeiro, apresentou o painel Noturno, obra abstrata feita em giz branco do

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Coletivo Atelier D43 - formado por Kelvin Koubik, Gaju Galon e Teresa Poester. Em 12 de março, Téti Waldraff nos apresenta Jardim de giz, que dialogará com o paisagismo do Centro Cultural preenchendo o quadro negro com flores multicoloridas.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA 12/03 a 29/04 Téti Waldraff 05/04 - 14h às 15h30 Adriane Hernandez e Kaue Nery 06/04 - 14h30 às 15h30 Jéssica Becker 06/04 - 14h às 15h30 Marilice Corona 06/04 - 14h às 15h30 Claudia Zanatta 06/04 - 14h às 15h30 Lilian Maus 06/04 - 14h às 16h Helena Kanaan


JA RDIM DE GIZ A partir do convite feito pela curadora Laura Castilhos, fui visitar a intervenção atual no quadro negro: Casas realizada pelo grupo de aquarela com sua coordenadora. Ao chegar no Centro Cultural da UFRGS, fiquei impressionada com o paisagismo do entorno. Lindas curvas de folhagens, lindos arbustos e lindas grandes árvores. O jardineiro, varrendo as folhas.

A minha proposição é trazer uma reinterpretação/ reinvenção destes jardins, já que meu foco de trabalho na minha produção gráfica plástica tem se desenvolvido a partir da vivência com jardins e com a reconfiguração da natureza. Creio que este desafio de fazer o Jardim de giz no quadro negro está em sintonia com os meus propósitos e procedimentos de artista. Téti Waldraff

Meu encantamento com o design dos canteiros, cores e formas das folhagens, pedras, pedaços de granito, pedaços roliços de cimento dando forma aos canteiros me indicou algumas pistas para minha intervenção, mesmo antes de ver o quadro negro ao vivo. Após a apreciação do quadro com a intervenção, saí encantada e entusiasmada para desenvolver o projeto da minha intervenção: Jardim de giz. Voltei aos jardins do entorno, e meus olhos e minhas mãos dispararam fazendo registros fotográficos, pequenas anotações gráficas e verbais do espaço e configuração dos jardins.

EXECUçÃO do jardim de giz Data: 12 de março Horário: A partir das 09h Local: Centro Cultural da UFRGS Av. Eng. Luiz Englert, 333 Fotografia: Vitor Cunha

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artes visuais

Studio P | Panorâmica I, 2017 Obra original: Acrílica sobre tela 120 X 600 cm (Poliptico composto de 80 telas de 30x30cm). Imagem de fragmento da obra.

studi o P Exposição Quanto mais eu vejo, mais cor aparece Aberta em novembro de 2018, em meio ao Dia da Cultura da UFRGS, uma série de atividades coordenada pelo Departamento de Difusão Cultural da UFRGS, a exposição Quanto mais eu pinto, mais eu vejo vem encantando o público que comparece à Sala Fahrion (2º andar da Reitoria da UFRGS). Dentre as obras que estarão abertas à visitação até 18 de abril destaca-se a pintura em acrílico de uma foto panorâmica do Mercado Público de Porto Alegre dividida em 80 pequenas telas de 30cm x 30cm, totalizando 1,20m x 6m desta magnífica obra idealizada por 27 artistas ligados ao projeto Studio P do Instituto de Artes, sob a coordenação da professora Marilice Corona. Muitos artistas já trabalharam esta ideia de panorâmicas divididas em grade, como o pintor inglês David Hockney, mas a novidade que o Studio P traz na presente mostra, é a composição de uma imagem dividida em pequenos fragmentos que cada artista pinta de três a quatro fragmentos, ou seja, a imagem só surge a partir da união, do trabalho colaborativo do grupo, deixando evidente o estilo pictórico de cada um. O último trabalho feito especialmente para a exposição se chama ‘Panorâmica II’, Jardim Botânico, uma Homenagem a Thiana Sehn, integrante do grupo que faleceu, recentemente, de forma trágica e é a autora da frase que dá nome à exposição.

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O Studio P Atelier Aberto de Pintura é um grupo de pesquisa e extensão em pintura sob a coordenação da artista e professora Marilice Corona. Formou-se a partir de uma demanda de alunos e ex-alunos do curso de Artes Visuais do Instituto de Artes da UFRGS interessados em compor um grupo de estudos em pintura, de modo que este grupo pudesse desenvolver e desdobrar várias ações extensivas à comunidade não acadêmica. O objetivo é fortalecer tanto as pesquisas individuais quanto as ações coletivas.

Ana Krebs – Andressa P. Lawisch – Anek uger – Antonio Vasques – Artur Veloso – Bruma Rodriguez – Carmen Sansone – Daniela Amon – Eduardo Monteiro – Eduardo Thomazoni – Eduardo Turski – Fabiano Scholl – Gustavo Assarian – Gustavo Walbrohel – Karenn Liègeh – Letícia Parraz – Luiza RioDançante – Manoela Cavalinho – Marcelo Bordignon – Mariana Riera – Marilice Corona – Natasha Ulbrich Kulczynski – Pamela Zorn Viana – Regina Krumholz – Rodrigo M.A. – Santiago Pooter – Thiana Sehn Visitação: de 26/11/2018 a 18/04/2019 Horário: das 09h às 12h - 14h às 18h Local: Sala Fahrion - 2o Andar da Reitoria da UFRGS Av. Paulo Gama, 110.


acerv o p inac o teca barã o d o sant o â ngel o Mulheres em Reserva – Acervo Artístico da Pinacoteca Barão de Santo Ângelo Amadoras. Tal era o título utilizado para se referir às mulheres que praticavam a arte da pintura no século XIX e início do século XX. “Os retratos e as paisagens que há exposto são verdadeiras vitórias para uma amadora”, escreveu o crítico de arte brasileiro Gonzaga Duque, no fim do século XIX, sobre o trabalho artístico de Abigail de Andrade. A mesma Abigail de Andrade que se retratou em seu ateliê, seu ambiente de trabalho como artista, rodeada dos temas que, à época, eram permitidos às mulheres na pintura: retratos, natureza morta, flores e religião; mas também de esculturas, arte que, naquele contexto artístico inteiramente patriarcal, era tida como atividade de força física e, portanto, estava associada à produção masculina; e é aqui que Andrade confronta seu espectador: existiria uma arte exclusivamente feminina ou masculina? Dorothea Vergara, Pietrina Checcacci, Eloísa Tregnano, Marie-Loise Pinto de Mattos, Haydea Lopes Santiago, Luísa Meyer, Amélia Alice Pastro Maristany e Joyce Schleiniger – todas artistas mulheres que integram a mostra Obras em Reserva – Acervo Artístico da Pinacoteca Barão de Santo Ângelo, em exibição no Salão de Festas da Reitoria da UFRGS – provam que não. Suas pinturas e esculturas, expostas em conjunto com trabalhos de artistas homens, demonstram igual qualidade técnica, resolução temática e formal e

capacidade de criação. Não obstante, é a presença da produção dessas artistas que questiona as inúmeras representações de seus corpos – também expostas na mostra – e que reafirmam a todas e todos nós que a mulher é agente da história da arte e não uma simples presença, temática ou objeto de representação. Embora hoje a representatividade feminina no sistema da arte seja pauta de discussões e pesquisas, na constituição desse sistema, bem como de suas instituições, eram remotas as possibilidades para mulheres que almejavam reconhecimento exibirem seus trabalhos, participarem de salões, serem premiadas ou terem suas obras adquiridas para integrarem acervos. As sequelas desta atenção tardia que se demandou às artistas têm como reflexo gráficos de representatividade sempre abaixo do esperado e o próprio acervo da Pinacoteca Barão de Santo Ângelo nos serve como exemplo. Iniciada a partir da primeira década do século XX e pertencente à UFRGS, menos da metade da coleção é constituída por artistas mulheres. A porcentagem é desigual, no entanto, a PBSA ainda é a coleção de arte com maior representatividade feminina, dentre as coleções públicas de arte presentes na cidade de Porto Alegre. Ou seja, há muito o que mudar, por todos os lados: políticas aquisitivas de coleções, políticas de exibições e valorização da produção, sobretudo de artistas vivas. Olhemos agora para o momento atual: ao dedicarmo-nos à condição plural da história da arte, que lugares são ocupados, conquistados ou ofertados pelas mulheres na arte? Vamos (re) conhecê-las? Cristina Barros, Marina Roncatto, Mel Ferrari e Nina Sanmartin

Exposição mulheres em Reserva

CHECCACCI, Pietrina O dia. A noite. A vida. A morte., 1970 Óleo sobre tela Pinacoteca Barão de Santo Ângelo, Porto Alegre

Visitação: de 11 de março a 10 de maio Horário: Segunda das 14h às 18h; de Terça a Quinta das 9h às 12h e das 14h às 18h; e Sexta das 9h às 12h. Local: Salão de Festas - 2o Andar da Reitoria da UFRGS (Av. Paulo Gama, 110).

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artes visuais

FA ces d o ref ú gi o Uma das principais ações culturais organizadas pelo Departamento de Difusão Cultural da UFRGS em 2018, a exposição Faces do Refúgio, uma parceria entre o ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados) e o DDC-UFRGS, chega ao seu segundo ano aberta ao público de maneira gratuita. Após permanecer de setembro de 2018 a janeiro deste ano na frente da Faculdade de Educação, no Campus Centro, a exposição chega ao Campus do Vale a partir de março em um novo espaço expositivo a ser inaugurado em local próximo ao Bar do Antônio. A exposição retrata a dura realidade de pessoas em situação de refúgio no mundo, sejam apátridas, refugiados, deslocados internos, retornados e solicitantes de refúgio em mais de 50 fotos feitas por profissionais do ACNUR. Ao todo, são 68 milhões de pessoas nesta grave situação no mundo, caso semelhante somente ao vivido no período póssegunda guerra mundial. O público terá contato com as principais crises de deslocamento forçado da atualidade causadas por conflitos, violências e perseguições em países como Síria, Sudão do Sul, República Democrática do

Congo e Mianmar, além de histórias de resiliência de crianças, homens e mulheres que enfrentaram graves violações de direitos humanos e buscam oportunidades para reconstruir suas vidas. Tendo passado previamente por São Paulo e Rio de Janeiro antes de chegar à capital gaúcha, a exposição apresenta fotografias de situações únicas, como um vendedor de algodão doce em meio aos escombros da Síria buscando o seu sustento ou mesmo a oração de um muçulmano na Sérvia, buscando uma passagem para a União Europeia através da Hungria. A parceria entre o Departamento de Difusão Cultural da UFRGS e o ACNUR se estende para a colaboração na prospecção de apoiadores, a fim de fortalecer o trabalho de proteção aos refugiados que é realizado pelo ACNUR em 130 países. Para tanto, a comunidade universitária da UFRGS terá acesso à assinatura da petição de apoio aos refugiados, por meio do ACNUR, no site www.comosrefugiados.org.

Exposição faces do refúgio Visitação: apartir de março Local: Campus do Vale (estrutura externa localizada próxima ao Bar do Antônio) Fotografia: UNHCR/Cengiz Yar

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B ele z a q ue mata : a dualidade de um pat ó gen o m o rtal A exposição, realizada em parceria com o Departamento de Difusão Cultural da UFRGS, irá agora estar presente no Campus do Vale. Além de retratar não somente a beleza mortal dos fungos, ela chama a atenção para a necessidade de mais pesquisas sobre criptococose no país. São microorganismos que exploram o entorno, comunicam-se e remodelam-se, sendo difícil a sua compreensão e estudo. As 33 imagens da exposição foram catalogadas por pesquisadores do Laboratório de Fungos de Importância Médica e Biotecnológica do Centro de Biotecnologia da UFRGS (LabFIMB – CBiot/UFRGS) por meio de diferentes técnicas de microscopia celular. Elas permitem ao público visualizar padrões geométricos tão diversos quanto espetaculares. Em certas fotos, é inegável a comparação com diversos objetos ou até mesmo paisagens de nosso cotidiano.

Os nomes científicos dos fungos Cryptococcus neoformans e Cryptococcus gattii podem não dizer muito para o público leigo. Entretanto representam no mundo 180 mil mortes ao ano. A exposição conta com fotografias de Marilene Henning Vainstein e William Lopes e curadoria de Augusto Schrank.

Exposição Beleza que mata: a dualidade de um patógeno mortal Visitação: a partir de 26 de março Horário: das 08h às 22h Local: Campus do Vale - 2o Andar do Prédio 43135 Av. Bento Gonçalves, 9500.

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artes visuais

F i o V ermelh o : uma p o é tica revelada p ela delicade z a Para ver esta exposição, é preciso respeitar o silêncio que a delicadeza impõe. Seus horizontes estão na exata medida da grandiosidade de quem sente o mundo conhecendo-o com a ponta dos dedos. É necessário ter cuidado, olhar bem devagar, perceber os detalhes e as sutilezas. E essas são muitas, tanto que nos perdemos constantemente em suas linhas precisas. Aos poucos essas nove artistas vão se revelando, mostrando-nos seu olhar sobre o mundo e sobre elas mesmas, um pouco melancólicas, um pouco dramáticas, mas extremamente contundentes e precisas. Engana-se quem confunde suas delicadezas com fragilidade. Nada é frágil nessa exposição. Elas transitam entre o bidimensional e o tridimensional como quem dança em um ritmo constante. O diálogo entre o desenho, a pintura, a fotografia, objeto e cerâmica torna-se uma consequência natural. O que antes era uma anotação, um registro de um olhar, passa a existir como forma, e, essas duas linguagens coexistem em uma combinação onde não encontramos espaço para hesitação. Tudo parece nascer para estar junto, tudo é feito para se olhar de perto, um olhar cuidadoso, meticuloso, que permite uma escuta da existência muda das coisas.

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Tive o prazer de vê-las trabalhar, conviver de perto com seus processos de criação e, na medida com que fui conhecendo-as, meu único trabalho foi o de atar o fio que as unia. Um pequeno nó nesta linha invisível. A lenda chinesa Akai Ito – ou “fio vermelho do destino” – diz que no momento de nascimento de uma criança, os deuses amarram em seu tornozelo um fio vermelho que a liga à pessoa predestinada a ser sua alma gêmea. Aqui, nesta exposição, meu trabalho foi o de encurtar as aproximações e revelar estes fios invisíveis que uniam seus trabalhos. Rodrigo Núñez

Com curadoria do professor do Instituto de Artes da UFRGS, Rodrigo Nuñez, a exposição traz obras das graduandas Adriana Daccache, Ana Clara Lacerda, Clarissa Faccini, Elisa Ziegler, Ellen Hiromi, Fernanda Puricelli, Luiza Griebeler, Michelle Dona e Yulia Panteleeva.

Exposição fio vermelho: uma poética revelada pela delicadeza Visitação: de 23 de janeiro a 15 de março Horário: das 08h às 18h Local: Centro Cultural da UFRGS Av. Eng. Luiz Englert, 333


E x p o siçã o e S emin á ri o I di o ma- imagem na gravura de M agliani Abre na quinta-feira, 25 de abril de 2019, a exposição Idioma-imagem na gravura de Magliani. A mostra tem lugar na galeria Maria Lucia Cattani, curadoria de Maristela Salvatori e Julio Castro e apresenta gravuras da artista Maria Lídia Magliani. Conforme a curadora Maristela salienta, Magliani (Maria Lídia dos Santos Magliani, Pelotas, 1946 – Rio de Janeiro, 2012), deixou um vasto e rico legado artístico afirmado em uma linguagem visceral. Reconhecendo-se essencialmente pintora, Magliani transitou com liberdade por diferentes meios, produziu intensamente, recusou rotulações e limitações, tornando-se uma artista de referência para toda uma geração. Sua obra gráfica, quase um grito, ora em nuances taciturnas ou em dramáticos contrastes de preto e branco, apresenta manchas e grafismos em representações de rostos e corpos dilacerados, amarrados, sufocados, martirizados, cabeças transformadas em serrotes, plantas, vasos, guardachuvas, entre outros.

MAGLIANI, Maria Lídia Anotações para uma Estória: Personagem, 1976 Óleo e colagem sobre duratex Pinacoteca Barão de Santo Ângelo, Porto Alegre

Em depoimento de 2017, o artista Mário Röhnelt (Pelotas, 1950 – Porto Alegre, 2018), comenta de sua admiração por Magliani, que conhecera por 1970, e pontua que a arte da Magliani era, sem dúvida alguma, uma obra de resistência social a gritar alto “as coisas não estão bem”. Alguns anos mais tarde, Magliani negaria que sua pintura estivesse a serviço do protesto. Não importa. Eu entendi esta negativa dela, não como traição a algum discurso rebelde, mas como um esforço para que sua pintura fosse vista como linguagem expressiva, uma sucessão de gestos fortes e contorcidos que configuravam personagens atormentados. Creio que ela gostaria que assim fosse descrito o seu trabalho. Como que almejando falar de uma condição humana que extrapola a mesquinhez do dia-a-dia . Que sua obra fosse uma declaração universal (e o é, certamente). Röhnelt ainda comenta que, para ele e Milton Kurtz, Magliani tinha “chegado lá”. Mas reconhece que isto era um engano, que ela “continuava heroica e firme enfrentando a precariedade da sua vida e de um sistema cultural com capacidade bastante limitada para reconhecer seus artistas.”. Mesmo sabendo que Magliani não concordaria com o uso do termo “heroica”, ele declara: “Me perdoa Magliani querida, de onde estiver, mas poxa, é que tu enfrentastes [sic] muita coisa: ser mulher, negra e artista plástica. Tenho que reconhecer em ti o talento, mas também a força heroica” A exposição será precedida por uma conversa sobre a obra de Magliani, com Angélica de Moraes, Julio Castro (Estudio Dezenove) e Neiva Bohns (UFPel), e mediação de Maristela Salvatori, iniciando às 17h no Centro Cultural da UFRGS. As ações são promovidas pelo do Departamento de Difusão Cultural, órgão responsável pela gestão da Galeria Maria Lúcia Cattani.

Exposição Idioma-imagem na gravura de Magliani Visitação: de 25 de abril a 25 de julho Horário: das 08h às 18h Local: Térreo da Reitoria, UFRGS Av. Paulo Gama, 110

Seminário Data: 25 de abril, às 17h Local: Centro Cultural da UFRGS Av. Eng. Luiz Englert, 333 Certificados mediante solicitação

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L iteratura

S essã o de lançament o de M a q uinaçã o d o M und o , de J o s é M iguel W isni k A conversa com o compositor e ensaísta José Miguel Wisnik em torno de seu livro mais recente, Maquinação do mundo, dá início a uma das linhas de programação do Centro Cultural da UFRGS, o lançamento de publicações.

mesmo tempo em que, sem nunca perder de vista a potência da poesia como instrumento de percepção alargada e de criação de mundos, torna evidente a dimensão política de que a arte e a cultura se investem hoje.

As pequenas cerimônias, misto de debate e de celebração, que marcam a chegada de uma nova obra terão espaço permanente na agenda.

O encontro contará com a mediação do pesquisador e professor do Departamento de Ecologia do Instituto de Biociências da UFRGS, Gonçalo Ferraz. Além de atuar na área da Biologia, Ferraz é também poeta. Seu livro Palavras com som foi publicado pela editora Libretos em 2018.

Ensaísta primoroso, José Miguel Wisnik é também autor, entre outros textos, de O Som e o sentido uma outra história das músicas (Companhia das Letras, 1989, 3ª edição 2005), Sem receita - ensaios e canções (Publifolha, 2004) e Veneno remédio - o futebol e o Brasil (Companhia das Letras, 2008). Em Maquinação do mundo - Drummond e a mineração, lançado pela Companhia das Letras em 2018, Wisnik dedica sua erudição e imaginação crítica à obra de um maiores poetas brasileiros, identificando na atividade mineradora uma questão crucial para o escritor. Ao trazer à luz, sob um outro prisma, o vasto repertório da produção drummondiana, José Miguel Wisnik sustenta a atualidade dessa literatura no panorama atual ao

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A Agenda Cultural do DDC apresenta aqui duas breves resenhas da obra de José Miguel Wisnik: uma, escrita por Paulo Neves, poeta, tradutor e parceiro de longa data de Wisnik; outra, de autoria do professor e poeta Gonçalo Ferraz. Em Maquinação do mundo - Drummond e a mineração, José Miguel Wisnik, professor de literatura, ensaísta e músico, traz à luz um aspecto pouco conhecido da relação do poeta com sua cidade natal, Itabira do Mato Dentro, em Minas Gerais. Itabira não foi para Drummond só uma lembrança provinciana da infância, foi


uma experiência de mundo e uma ferida que o acompanharam a vida inteira. É que lá, justamente, teve início o processo agressivo de exploração industrial do ferro no Brasil, e um de seus resultados, com o passar do tempo e a criação da Companhia Vale do Rio Doce, foi a destruição, ainda quando o poeta vivia, de um ícone da memória da cidade, o pico do Cauê, e isso bem antes dos recentes desastres ambientais de Mariana e Brumadinho. Mais do que um levantamento documental dessa questão, o livro mostra como ela está presente de várias maneiras na poesia de Drummond, até mesmo quando ele aborda temas mais universais e metafísicos, como no seu famoso poema A máquina do mundo. Mas sua poesia tem um espectro largo e percorre todas as dimensões humanas. Atento ao que se passava em seu tempo e ao que se passava em si mesmo, o poeta, com sua lucidez, seu talento, sua ironia e sua compaixão (que se revela especialmente no poema “Relógio do Rosário”, também analisado por Wisnik), nos ajudou e continua nos ajudando a sentir e a compreender melhor o mundo. Paulo Neves

O livro Maquinação do mundo, de José Miguel Wisnik, nos depara com a destruição de uma montanha: uma destas transformações que tocam bicho, gente, paisagem e história sem deixar sombra de dúvida que mudou a realidade e não a visão dela. À sombra dessa montanha cresceu Carlos Drummond de Andrade, um dos poetas mais consequentes da língua portuguesa, e dentro dela dormiram centenas de milhões de toneladas de ferro até à chegada da mineração. Não se esburaca impunemente o ventre da terra. O Pico do Cauê, nome da montanha obliterada, foi berço da maior companhia de mineração de ferro do mundo e as consequências da sua destruição ecoam na obra de Drummond como um enigma que Wisnik nos ajuda a decifrar. Fica ao leitor a tarefa de apurar o quanto o nosso mundo vive e viverá à mercê da ganância que arranca montanhas a troco de miçangas e que enterra a paz dos cidadãos na lama. Haja juízo para estudar os fatos. E muita poesia. Gonçalo Ferraz Data: 15 de março, às 19h Local: Sala Ipê | Centro Cultural da UFRGS (Av. Eng. Luiz Englert, 333) Fotografia: Renato Mangolin

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L iteratura

NÚCLEO DE E STUDOS DA CANÇÃO

Divulgação

Lançamento do livro e exibição do documentário Violão-Canção, de Chico Saraiva Criado em julho de 2008 por uma iniciativa conjunta do Departamento de Difusão Cultural, Departamento de Música e Instituto de Letras da UFRGS, o Núcleo de Estudos da Canção já realizou – entre o encontro inaugural e novembro de 2013 – mais de quarenta atividades. Com formatos múltiplos, que abarcavam apresentações de pesquisas, palestras, debates e, sobretudo, audições comentadas com cancionistas, as ações tinham como propósito estimular a reflexão interdisciplinar sobre a canção, forma artística fundamental na cultura brasileira. Depois de um intervalo de alguns anos, o Núcleo da Canção retoma e amplia sua programação, incorporando novas modalidades tais como exibição de documentários, lançamento de livros, mostras expositivas. Assim, a primeira ação de 2019, aberta ao público, é justamente o lançamento do livro Violão-canção: diálogos entre o violão solo e a canção popular, do músico e professor Chico Saraiva. Publicado pelas Edições SESC em 2018, o trabalho tem como base uma série de entrevistas realizadas com mestres do violão e busca mostrar como esse instrumento, com sua vocação para cantar, ganha ares de traço cultural no Brasil.

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A partir de conversas com Sérgio Assad, Marco Pereira e Paulo Bellinati, praticantes do violão solo; João Bosco, Paulo César Pinheiro e Luiz Tatit, representantes do universo da canção popular; e Guinga e Elomar, atuantes na face de contato entre os campos estudados, Chico Saraiva articula saberes como os da etnomusicologia, da história cultural, da teoria musical e da sociologia para mostrar as conexões existentes entre esses dois universos: o do violão solo, associado à música de concerto, e o do violão que acompanha a voz, ligado à canção popular. O texto, resultado da dissertação de mestrado de Chico Saraiva (que teve banca composta por seu orientador, maestro Gil Jardim, o violeiro Ivan Vilela e o músico e ensaísta José Miguel Wisnik), tem com desdobramento o filme Violãocanção: uma alma brasileira, exibido nos canais TV SESC e Arte 1. Livro e documentário serão apresentados ao público por Chico Saraiva em encontro que tem mediação do também músico, professor e pesquisador Leandro Maia. Data: 24 de abril, às 19h Local: Sala Redenção (Av. Eng. Luiz Englert, s/nº)


p arcerias

F E S T I PO A L I T E R Á R I A FestiPoa Literária é a festa da literatura em Porto Alegre. De 29 de abril a 02 de maio a festa literária oferecerá debates, leituras, lançamentos, oficinas, shows, filmes, saraus, performances, com a participação de dezenas de escritores e artistas. A 12ª edição será aberta no Salão de Atos da UFRGS no dia 29 de abril, às 19h, com a presença da escritora homenageada, Sueli Carneiro, que participará de uma conversa com a jornalista e escritora Fernanda Bastos. Sueli Carneiro é filósofa, doutora em educação pela Universidade de São Paulo (USP), autora de Racismo, sexismo e desigualdade no Brasil, obra referencial sobre a questão racial no Brasil. Teórica da questão da mulher negra, criou o único programa brasileiro de orientação na área de saúde física e mental específico para mulheres negras. Seu mais recente livro, Escritos de uma vida (editora Letramento), é a publicação que inaugura o Selo Sueli Carneiro criado por Djamila Ribeiro e reúne artigos escritos por Sueli em diversos períodos de sua trajetória. Fernanda Bastos é jornalista e escritora. É editora geral da Figura de Linguagem e também servidora pública estadual. Mestranda em Comunicação e

Informação no PPGCOM da Fabico, integra o NUCOP - Núcleo de Pesquisa em Comunicação Pública e Política. Também é formada em Letras (UFRGS). É autora de Dessa Cor (Figura de Linguagem, 2018). O evento conta com o apoio cultural do DDC/UFRGS e neste ano estenderá o número de atividades programadas para o Centro Cultural da UFRGS e Salão de Atos, fortalecendo a relação de parceria com a universidade e ampliando o alcance de público. Acompanhe a programação completa da 12ª FestiPoa Literária nos canais de comunicação do evento: https://www.facebook.com/festipoa/ https://www.instagram.com/festipoaliteraria/

Abertura da 12ª FestiPoa Literária - Sueli Carneiro e Fernanda Bastos Data: 29 de abril, às 19h Local: Salão de Atos da UFRGS Av. Paulo Gama, 110. Fotografia: André Seiti

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p arcerias

V irada S ustentável

A Virada Sustentável foi criada em São Paulo e está em sua 8ª edição na capital paulista. As realizações da Virada Sustentável em todo o Brasil são regidas pelos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) definidos pela ONU. Esses objetivos representam hoje a melhor tradução do que é a sustentabilidade, trazendo esse conceito de forma clara para a sociedade e revelando sua natureza transversal nas mais diversas áreas do conhecimento humano. Em Porto Alegre, a primeira edição da Virada ocorreu em 2016 e mobilizou mais de 50 mil pessoas, que participaram de atividades como shows, seminário, remada, skate, pedalada e oficinas. Também foram recolhidas quase três toneladas de lixo eletrônico e 315 litros de óleo de cozinha foram encaminhados para reciclagem. A primeira Virada Porto Alegre também realizou o Prêmio Boas Ideias de Sustentabilidade, que reconheceu importantes iniciativas inovadoras e sustentáveis desenvolvidas em Porto Alegre e cidades vizinhas. As iniciativas vencedoras participaram da Virada 2017 dentro do Seminário Boas Ideias de Sustentabilidade e da Feira de Empreendedorismo Inovador.

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A 4ª Virada Sustentável de Porto Alegre chega em sua edição 2019, entre 5 e 7 de abril, com uma novidade que promete impactar a Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Em parceria com o Departamento de Difusão Cultural da UFRGS, o Centro Cultural da universidade será um ecoponto, nomenclatura usada para se referir às sedes da Virada Sustentável – ao lado da Associação Cultural Vila Flores, Casa de Cultura Mario Quintana, Parque da Redenção, Praça Júlio Mesquita, Orla Moacyr Scliar e Unisinos. Com uma programação recheada de atividades culturais abertas ao público, a 4ª Virada Sustentável tem como tema central neste ano a sustentabilidade, adotando como referência a Agenda 2030 das Nações Unidas e seus 17 ODS – Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Nesta edição, a Virada vai abordar assuntos complexos como a redução das desigualdades sociais (em especial as questões dos imigrantes e refugiados), consumo consciente, saúde e bem-estar, parcerias, igualdade de gênero e mudanças climáticas. O Centro Cultural da UFRGS terá diversos eventos culturais, inclusive na véspera da abertura oficial, em 4 de abril. Sediaremos documentários, curtas, palestras, seminário com foco no tema Amazônia, apresentação teatral, dentre outras atividades e a partir do dia 08/04, após a Virada Sustentável, exposição O mundo em movimento na frente da Faculdade de Educação da UFRGS.


PROGRAMAÇÃO VIRADA SUSTENTÁVEL 2019 - ECOPONTO CENTRO CULTURAL DA UFRGS E SALA REDENÇÃO Seminário da Virada Sustentável 2019 - Amazônia Conecta: Clima - Índios - Economia

10h Amazônia conecta e a sustentabilidade Francisco Marshall (UFRGS) e Ailim Schwambach

Amazônia Conecta procura desenvolver a pauta dos ODS-ONU como critério para analisar a questão amazônica, o Brasil e o globo.

10h20 às 11h50 Painel: Amazônia e o clima Gilvan Sampaio (CCSP-INPE), comentado por Jefferson Cardia Simões (UFRGS)

Vai explorar as conexões entre questões climáticas, indígenas e econômicas no quadro amazônico, e as relações destes temas com o Brasil e o mundo, o presente e o futuro.

14h às 15h30 Amazônia e seus habitantes Deise Lucy Oliveira Montardo (UFAM), comentada por Adriana Schmidt Dias (UFRGS)

Serão 3 painéis temáticos aprofundados, com análises e debates que encaminham para a redação da “Carta Amazônia Conecta - Porto Alegre, Virada Sustentável 2019”.

16h às 17h30 Amazônia e a economia contemporânea Eduardo Costa Taveira, Secretário de Meio Ambiente - Amazonas, comentado por Carlos Moraes (UNISINOS) 17h30 - 18h Amazônia, eu tu, nós, eles: redação final da Carta Amazônia Conecta - Virada Sustentável PoA 2019

S O C I O - A M B I E N T A L 05/04 - Turno tarde Bate-papo e vivência: Cultura Popular, Cidadania e Identidade 05/04 - 14h às 15h30 Roda de conversa: Ciência com Afeto para Sustentabilidade 06/04 - 14h30 às 15h30 Meta 12.6 ODS: Linguagem comum e finalidade compartilhada 06/04 - 14h às 15h30 Empreendedorismo feminino sustentável

06/04 - 16h30 às 18h30 Roda de conversa: Os modelos de educação existentes e seu impacto no empoderamento feminino e igualdade de gênero A R T E S 04/04 - 14h às 18h Seminário Acadêmico 04 a 06/04 - 10h às 18h Telas Improvisadas – Experiência tátil para deficientes visuais

06/04 - 14h às 15h30 Parket sustentável Josephyna’s na Zispoa

05/04 - 10h às 12h Projeção – Documentário Em Frente

06/04 - 14h às 15h30 Dinâmica: Inovação social como caminho para construir diversidade racial na indústria criativa gaúcha

05/04 - 14h às 18h Teatro – Caixa de Pandora Lambe Lambe

06/04 - 14h às 16h Produção de conteúdo no meio rural: a comunicação como forma de dar forma a iniciativas sustentáveis no campo 06/04 - 16h às 18h Palestra: Encontro de pesquisadores de empreendimento sustentável e economia criativa 06/04 - 16h30 às 18h30 Cinema indígena: Mais além da produção de imagens (exibição de curtas e palestra temática)

05/04 - 14h às 18h Projeção do documentário – Arqueologia précolonial: licenciamento ambiental (DNIT) 05/04 - 17h às 18h Clow – Acqua Inc – Mundo Aquático 05 e 06/04 - 10h às 18h Vídeo instalação com sonorização: Coletivo Habitantes – Ação contra a mudança global 06/04 - 14h às 16h Projeção Tela Indígena 06/04 - 16h às 18h Palestra – Porto Alegre Personagem Literária

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artes da cena

PROJETO CENA S MÍNIMA S El juego de Antonia Cenas Mínimas, novo projeto idealizado para a Sala Pitangueira do Centro Cultural da UFRGS, tem como foco – como o próprio nome já indica – produções de pequeno formato. Para além das desafios que surgem em atuações de elencos reduzidos e na não espetacularidade dos recursos, o que está em jogo aqui é a própria relação entre atores e espectadores na situação da performance. Possibilidades de contato, afetação e proximidade com ênfase na presença viva dos gestos humanos no contexto das artes cênicas: teatro, performance-arte, dança, arte circense e música. As apresentações acontecerão mensalmente às segundas e terças-feiras e, ao final do segundo encontro, haverá ainda uma conversa entre artistas, público e um convidado ou convidada especial. Para abrir o projeto Cenas Mínimas, o Centro Cultural recebe Antonia e Virgílio. Antonia e Virgílio, casal que vive junto há muitos anos, criando e recriando jogos com os quais esperam se libertar de seus medos são os personagens de El juego de Antonia. A peça nasceu do projeto Três Direções para Escuta, idealizado pela atriz Luciana Paz em 2014, e tem como ponto de partida a escuta dos medos da atriz, dos temores relatados pelo público que participou de suas ouvidorias e trechos do texto Dos viejos panicos (1967) do autor cubano Virgilio Piñera (19121979). Luciana divide a direção e a dramaturgia de El juego de Antonia com André Carreira, com quem compartilha ainda a investigação sobre as potencialidades relacionais da ficção com espaços públicos e a ideia de cidade como dramaturgia. Uma característica importante da obra é sua relação com o espaço: desde sua concepção El juego de Antonia foi pensada para lugares outros que não os prédios destinados ao teatro. As apresentações já aconteceram na rua, em parques, em museus, escolas e residências. Em cada local há um trabalho de visitação no qual os atores conversam com o espaço, que deixa de ser mera moldura para tornar-se ambiente ficcional da peça através de experimentações distintas que os criadores designam de ocupações consentidas. Em geral, as apresentações produzem um clima de intimidade e

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proximidade entre as pessoas, que abandonam sua posição de espectadores para se tornar amigos de Antonia e Virgílio. Como diz Luciana, “em tempos de grandes espetáculos, de telões, de efeitos especiais, os atores apostam nas relações, nos medos que nos aproximam, no olho-no-olho, enfim, no que poderiase chamar de humano, demasiado humano”. Para a conversa em torno de El juego de Antonia, Luciana Paz e Sérgio Lulkin convidam a professora Rosa Bueno Fischer. Lígia Petrucci Coordenação e curadoria Projeto Cenas Mínimas

Ficha Técnica: Concepção e criação: Luciana Paz e André Carreira. Direção: André Carreira. Atuação: Luciana Paz e Sérgio Lulkin. Dramaturgia: André Carreira e Luciana Paz (Livremente inspirado na obra Dos Viejos Pânicos do autor cubano Vírgilio Piñera). Cenografia: Kadi Silva. Figurino: Itiana Passetti. Preparação Vocal: Marlene Goidanich. Preparação Espanhol: Ana Gabriela Vazquez. Fotografia: Márcio Camboa. Produção: CIA El Juego Duração: 45 minutos. Faixa Etária Recomendada: 14 anos.

CENAS MÍNIMAS | EL JUEGO DE ANTONIA Data: 15 e 16 de abril, às 19h Ingresso: Doação espontânea diretamente para os atores Local: Centro Cultural da UFRGS Av. Eng. Luiz Englert, 333


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artes

Fotografia: Gustavo Diehl

Fotografia: Gustavo Diehl

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E S PA Ç O A B E R T O

A partir do dia 16 de março, o Centro Cultural da UFRGS também estará aberto, aos sábados, das 9h às 17h, para práticas e processos de criação artísticas – estudos de cenas, musicais, coreográficos, ensaios e preparações. A ocupação dos diferentes espaços será feita por ordem de chegada, sujeita à disponibilidade de salas e às atividades previamente programadas através de edital ou parcerias. Não há reservas garantidas, portanto. E cada pessoa ou grupo interessado deverá trazer seu próprio material de trabalho.

A combinação é simples: informe-se, participe, divulgue.

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CCIINNEEM MAA

Certo agora, Errado Antes, direção de Hang Sang-Soo.

SAL A REDENÇÃO C I N E M A U N I V E R S I TÁ R I O março

Mostra Hong Sang-Soo: A complexa simpllicidade do cotidiano Sala Redenção – Cinema Universitário e Sesc/RS apresentam a primeira mostra de cinema do ano de 2019. A mostra Hong Sang-soo: a complexa simplicidade do cotidiano contemporâneo é a primeira mostra especial do CineSesc dedicada a um realizador contemporâneo, vivo e em plena produção. O ritmo de trabalho do realizador sul-coreano vem impressionando a crítica especializada pela abundância, pela qualidade e marca inconfundível de sua autoralidade. O forte de suas tramas é a abordagem do cotidiano de seus personagens.

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Na maioria das vezes, esses personagens se confundem com o próprio cinema, em exercício metalinguístico fascinante e permanente em sua obra. Suas produções ora são realizadas na Coreia do Sul ora em países da Europa, em especial na França. Cinema, vida, celebração, foco em pontos de vista diferentes, a imprevisibilidade, as incongruências do amor, as relações entre verdade e mentira são temas recorrentes em seus filmes, que apesar de possuírem uma superfície aparentemente fácil, guarda reflexões profundas sobre a difícil tarefa de viver nesse mundo cada vez mais mediado pela tecnologia e pelas amplas camadas de sentido que suas obras nos permitem perscrutar.


HAHAHA

A visitante Francesa

Na praia à noite sozinha

11 de março | 2°-feira | 16h 19 de março | 3°-feira | 16h 25 de março | 2°-feira | 19h 28 de março | 5°-feira | 16h (Dir. Hang Sang-Soo | Coréia do Sul | Ficção | 2012 | 116 min) Dois amigos descobrem que, coincidentemente, estiveram na mesma cidade, na mesma data e com as mesmas pessoas. Suas memórias do tórrido verão acabam se misturando como um catálogo de recordações.

12 de março | 3°-feira | 19h 13 de março | 4°-feira | 16h 20 de março | 4°-feira | 19h 26 de março | 3°-feira | 16h 29 de março | 6°-feira | 16h (Dir. Hang Sang-Soo | Coréia do Sul | Drama | 2013 | 90min) Anne (Isabelle Huppert) é uma mulher francesa que está em uma pequena cidade na Coreia do Sul, onde visita um amigo que está prestes a ter um filho e trabalha como diretor. Lá, ao visitar uma praia, conhece um empolgado salva-vidas (Yu Jun-sang), que tenta conquistá-la. Pouco tempo depois outras duas mulheres francesas, ambas chamadas Anne, chegam ao local e lidam com os mesmos personagens.

14 de março | 5°-feira | 19h 15 de março | 6°-feira | 16h 22 de março | 6°-feira | 16h 27 de março | 4°-feira | 16h (Dir. Hang Sang-Soo | Coréia do Sul | Drama | 2017 | 101 min) Younghee (Kim Min-hee) é uma atriz famosa que tem a sua vida pessoal exposta após um caso com um homem casado. Ela acaba então decidindo deixar sua cidade e passar um tempo em Hamburgo, na Alemanha, e dar uma pausa na carreira. E, ao retornar à Coréia, Younghee reencontra os velhos amigos e começa a refletir sobre suas possibilidades de futuro. Em noites regadas a álcool, ela se libera e diz o que realmente sente, gerando conflitos bem complexos com eles.

A Câmera de Claire

Certo agora, Errado Antes

11 de março | 2°-feira | 19h 12 de março | 3°-feira | 16h 25 de março | 2°-feira | 16h 28 de março | 5°-feira | 19h (Dir. Hang Sang-Soo | Coréia do Sul | Comédia Dramática | 2017 | 69 min) Numa viagem de trabalho ao Festival de Cannes, Jeon Manhee (Minhee Kim) é demitida por sua chefe, que não revela o real motivo da demissão. Ao mesmo tempo, Claire (Isabelle Huppert), uma professora que sonha em trabalhar como poeta, sai pelas ruas tirando fotos em sua câmera Polaroid. Essas duas mulheres se conhecem e tornam-se amigas. Por acaso, as imagens de Claire ajudam Jeon a compreender melhor o momento pelo qual está passando.

14 de março | 5°-feira | 16h 18 de março | 4°-feira | 19h 21 de março | 5°-feira | 16h 26 de março | 3°-feira | 19h 29 de março | 6°-feira | 19h (Dir. Hang Sang-Soo | Coréia do Sul | Drama | 2016 | 121 min) Por engano, Ham Cheon-soo (Jae-yeong Jeong) chega à cidade coreana de Suwon um dia antes do previsto. Para passar o tempo, ele vai até um antigo palácio, onde encontra uma artista chamada Yoon Heejeong (Kim Min-Hee). Juntos, eles vão até a loja de Yoon para admirar suas pinturas, comer sushi e se conhecerem. Em seguida, eles vão para um bar encontrar com amigos de Yoon. Ao ser perguntado se é casado, Cheon-soo admite que sim e decepciona a artista.

Filha de ninguém 15 de março | 6°-feira | 19h 18 de março | 2°-feira | 16h 22 de março | 6°-feira | 19h 27 de março | 4°-feira | 19h (Dir. Hang Sang-Soo | Coréia do Sul | Drama | 2013 | 90min) Haewon (Jeong Eun-Chae) é uma jovem adulta que vive deslocada em Seul, capital da Coreia do Sul. A estudante de cinema também sonha em se tornar atriz e admira a francesa Jane Birkin. Quando descobre que sua mãe (Kim Ja-ok) está se mudando para o Canadá e que seus colegas de faculdade estão falando mal dela por conta do relacionamento que teve com um professor casado (Lee Sun-kyun), Haewon se enche de dilemas existenciais.

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CINEMA P arceiros da S ala R edenção

Clube de Cinema Em 13 de Abril de 1948, o crítico de cinema Paulo Fontoura Gastal, reunido com jornalistas, cinéfilos e intelectuais de Porto Alegre, fundou o Clube de Cinema de Porto Alegre, dedicado à expansão da cinefilia na cidade, no estado e no país. Desde então e até hoje nosso Clube é ativo e persistente em promover mostras e festivais ao longo de sua história, sem esquecer de uma boa conversa após cada sessão sobre o filme recém visto.

Aurora 19 de março | 3°-feira | 19h (Dir. F.W Murnau | EUA | Mudo | 1927 | 97min) Um homem pondera matar sua inocente esposa, mas é acometido pela culpa, e a mulher reage com terror quando suas intenções ficam claras. Enquanto isso, o marido que tenta levar adiante o plano é atormentado por uma sedutora mulher da cidade, que chega a assombrar os pensamentos do homem. O casal do interior acaba tendo suas vidas destruídas por causa dessa mulher que veio de fora.

O Clube de Cinema recebeu da ACCIRS, Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul, o prêmio Luiz César Cozzatti – Destaque Gaúcho de 2018, destinado à valorização da produção audiovisual e a cultura do RS. Convidamos a cinefilia brasileira para juntar-se a nós nesta longa e divertida aventura que o CINEMA proporciona. Diretoria do Clube de Cinema de Porto Alegre Baronesa, direção de Juliana Antunes.

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CineDHebate Direitos Humanos 2019

Cinemas em Rede

Sessão Unapi

Brazil - o filme

Baronesa

AS DUAS IRENES

13 de março | 4°-feira | 19h (Dir. Terry Gilliam | Ficção Científica | Reino Unido | 1985 | 132min) Sam Lowry (Jonathan Pryce) vive num Estado totalitário, controlado pelos computadores e pela burocracia. Neste Estado futurista, todos são governados por fichas e cartões de crédito e ainda precisam pagar por tudo, até mesmo pela permanência na prisão. Em meio à opressão, Sam acaba se apaixonando por Jill Layton (Kim Greist), uma terrorista.

21 de março | 5°-feira | 19h (Dir. Juliana Antunes | Brasil | Drama | 2018 | 73min) Andreia e Leidiane são grandes amigas que moram em casas vizinhas na Vila Mariquinhas, na Zona Norte de Belo Horizonte. Elas trocam confidências, guardam sofrimentos e compartilham laços, mas quando uma guerra entre traficantes deixa o clima tenso, Andreia passa a cogitar ir embora da região. Após a sessão debate em rede com a diretora do filme, “Juliana Antunes”.

20 de março | 4°-feira | 14h (Dir. Fábio Meira | Brasil | Drama | 2017 | 90min) Uma menina de 13 anos, de uma família tradicional do interior, descobre que seu pai tem uma filha de outra mulher, com a mesma idade e o mesmo nome dela, Irene. Agora, a filha do meio se sente num lugar de rejeição e começa a tentar descobrir quem ela é e quem quer ser. Ela começa a perceber como se dão as relações sociais e vai entendendo que o universo adulto é feito também de segredos e mentiras. O filme é uma parceria com SESC/ RS.

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CINEMA a b ril

Mostra Corpos Elétricos Sala Redenção – Cinema Universitário e Sesc/RS apresentam a mostra Corpos Elétricos para abrir a programação de abril. A discussão de gênero é hoje uma das mais importantes e que precisamos enfrentar de maneira afirmativa. Fomentar debates acerca dea temática permite que coloquemos em evidência o preconceito que habita cada um de nós e também envolve garantir o respeito à diversidade e o direito dos corpos se expressarem livremente em busca de sua identidade. Os filmes

escolhidos têm em comum colocar a questão como integrante de uma realidade social já posta. Os filmes abrangem a questão em três países americanos: Brasil, Chile e Estados Unidos. Divinas Divas e Uma Mulher Fantástica são obras que humanizam os seus personagens, um documentário e outra ficção que trabalham diretamente com as dificuldades e preconceitos cotidianos impostos a esses corpos que fogem do padrão heteronormativo.

Divinas Divas, direção de Leandra Leal.

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Uma Mulher Fantástica

Corpo Eletrico

Tangerine

1 de abril | 2°-feira | 16h 3 de abril | 4°-feira | 19h (Dir. Sebastián Lelio | Chile | Drama | 2017 | 100min) Marina (Daniela Vega) é uma garçonete transexual que passa boa parte dos seus dias buscando seu sustento. Seu verdadeiro sonho é ser uma cantora de sucesso e, para isso, canta durante a noite em diversos clubes de sua cidade. O problema é que, após a inesperada morte de Orlando (Francisco Reyes), seu namorado e maior companheiro, sua vida dá uma guinada total.

1 de abril | 2°-feira | 19h 2 de abril | 3°-feira | 16h (Dir. Marcelo Caetano | Brasil | Drama | 2017 | 94min) Elias (Kelner Macêdo) é assistente numa confecção de roupas no centro de São Paulo. Ele mantém pouco contato com a família na Paraíba e passa seus dias entre os tecidos do trabalho e encontros com homens. O fim do ano traz reflexões sobre possibilidades de futuro, reconexões com o passado e muitas horas extras, que acabam por aproximá-lo dos colegas da fábrica e consequentemente inseri-lo em novos círculos de amizade e cenários.

2 de abril | 3°-feira | 19h 4 de abril | 5°-feira | 16h 5 de abril | 6°-feira | 19h (Dir. Sean Baker | EUA | Drama | 2015 | 88min) Filmado inteiramente com uma câmera de celular (na verdade, três aparelhos iPhones 5s). Assim que sai da prisão, a prostituta transexual Sin-Dee (Kitana Kiki Rodriguez) descobre através de sua melhor amiga (Mya Taylor) que o namorado Chester (James Ransone) está saindo com outra pessoa, uma mulher cisgênero. Sin-Dee decide encontrar os dois e puni-los pela traição.

Divinas Divas 4 de abril | 5°-feira | 19h 5 de abril | 6°-feira | 16h (Dir. Leandra Leal |Brasil | Documentário | 2017 | 110min) Rogéria, Valéria, Jane Di Castro, Camille K, Fujika de Holliday, Eloína dos Leopardos, Marquesa e Brigitte de Búzios formaram, na década de 1970, o grupo que testemunhou o auge de uma Cinelândia repleta de cinemas e teatros. O documentário acompanha o reencontro das artistas para a a montagem de um espetáculo, trazendo para a cena as histórias e memórias de uma geração que revolucionou o comportamento sexual e desafiou a moral de uma época.

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CINEMA

Nosferatu, direção de Friedrich Wilhelm Murnau.

O Expressionismo Alemão É possível passear durante horas em Berlim e contar nos dedos as pessoas que sorriem. Um véu de tristeza e apreensão cobre os rostos. [...] Só se encontram fisionomias acuadas, vultos esquivos, olhares fugidios, todos os esgares da bancarrota.

Com estas palavras o jornalista francês Édouard Helsey descreve a Alemanha dos anos 20, atormentada pela crise econômica e pela instabilidade política e marcada por uma guerra e por um tratado que trouxeram consequências desastrosas para a sua população. É justamente durante este período entre a Primeira e a Segunda Guerra Mundial, na República de Weimar, que surge, juntamente com várias outras vanguardas culturais, o Expressionista Alemão, caracterizado por seus cenários disformes e agônicos, seus personagens melancólicos e perturbados e tendo no jogo de luzes e no contraste entre o claro e o escuro seus maiores signos. Não é possível dissociar o Expressionismo Alemão de seu contexto histórico, uma vez que ele teve seu ponto de partida na exclusão que a Alemanha sofreu do circuito de distribuição do cinema internacional durante a Primeira Guerra, e seu declínio na censura e no exílio aos quais foram submetidos a maioria de seus realizadores durante o regime nazista. Além do mais, o cenário social e político da época não influenciou apenas na produção, mas também na temática de seus filmes, que geralmente apresentavam ambientações soturnas e uma visão de 34

mundo sombria e pessimista. Mas não foi apenas pela temática de suas narrativas que o cinema expressionista se tornou mundialmente famoso, influenciando posteriormente outros grandes nomes do cinema, como, por exemplo, Werner Herzog e Alfred Hitchcock. No quesito estético o cinema expressionista foi extremamente inovador, tendo uma forte inspiração na pintura e no teatro expressionista, que se manifestava na busca por imagens que fogem de qualquer realismo para tentar traduzir visualmente os conflitos emocionais dos personagens apresentados nas narrativas. É em reconhecimento à importância que o cinema expressionista possui para a cultura alemã e para o cinema mundial que o Setor de Alemão do Instituto de Letras da UFRGS e Sala Redenção, em parceria com o instituto Goethe, traz a mostra O Expressionismo Alemão, fruto do projeto de extensão Aprendendo a Legendar, iniciado em 2018, que buscou oferecer aos estudantes de língua alemã e de tradução uma oportunidade de aprendizagem sobre o processo de legendagem de filmes e sobre o cinema alemão. A mostra será exibida durante a Semana da Língua Alemã, evento nacional organizado pelas Embaixadas da Alemanha, Áustria, Bélgica, Luxemburgo e Suíça – em cooperação com seus consulados e parceiros culturais no Brasil – com o objetivo de divulgar a língua alemã e a cultura dos povos que possuem o alemão como língua materna.


Nosferatu 8 de abril | 2°-feira | 16h 12 de abril | 6°-feira | 19h (Dir. Friedrich Wilhelm Murnau | Alemanha | Ficção | 1922 | 94 min | Legendado) O corretor de imóveis Thomas Hutter é enviado para uma remota região da Transilvânia com a missão de encontrar uma casa em Wisborg para o excêntrico e temido conde Orlock. O conde, na verdade, é um vampiro milenar que, ao ver uma foto de Ellen, esposa de Hutter, se sente imediatamente atraído pela moça e começa, então, a persegui-la.

O gabinete do doutor

Metrópolis

Caligari

11 de abril | 5°-feira | 19h 12 de abril | 6°-feira | 16h (Dir. Fritz Lang | Alemanha | Ficção | 1927 | 148 min | Legendado) Em uma cidade futurista chamada Metropolis dividida entre a classe trabalhadora e os planejadores da cidade, Freder, o filho do mestre da cidade se apaixona por uma jovem pertencente à classe trabalhadora, chamada Maria, que prevê a vinda de um salvador para mediar a diferença entre as classes.

9 de abril | 3°-feira | 19h 10 de abril | 4°-feira | 16h (Dir. Robert Wiene | Alemanha | Ficção | 1920 | 72 min | Legendado) Um pequeno vilarejo é abalado pela chegada do misterioso Dr. Caligari (Werner Krauss) e de seu show envolvendo o sonâmbulo Cesare (Conrad Veidt), supostamente adormecido há 23 anos e capaz de prever o futuro.

O estudante de Praga 9 de abril | 3°-feira | 16h (Dir. Hanns Heinz Ewers, Stellan Rye | Alemanha | Ficção | 1913 | 85 min | Legendado) O pobre estudante Balduin decide vender o seu reflexo no espelho para o perverso mago Scapinelli. Inicialmente o rapaz consegue aproveitar sua nova condição de vida, proveniente da fortuna recebida com a venda, mas então seu reflexo passa a surgir para atormentá-lo.

M – O vampiro de Düsseldorf 8 de abril | 2°-feira | 19h 11 de abril | 5°-feira | 16h (Dir. Fritz Lang | Alemanha | Ficção | 1931 | 117 min | Legendado) Um misterioso infanticida causa terror e histeria entre a população. Quando a polícia local não consegue capturar o serial killer um grupo de foras-da-lei se une para encontrar o assassino.

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CINEMA

Mostra de Terror Giallo A sedução exercida da imagem é algo que muitos pensadores vêm se debruçando e tentando compreender melhor. Mas quando essa sedução vem permeada pela violência a questão se torna um pouco mais complexa e nos faz indagar sobre o papel da imagem em nosso mundo contemporâneo. A vertente do terror é o que mais se defronta com essa questão e o Giallo, a faceta italiana desse gênero, é talvez a que mais coloca em evidência essa questão da relação entre violência, imagem e beleza. Inicialmente vindo da Literatura, o termo Giallo faz referência às revistas pulp que eram comercializadas na Itália, onde o subgênero teve seu estopim no início dos anos 1930. Tudo isso porque as capas desses livros eram amarelas, giallo, em italiano. É, também, uma espécie de movimento no qual suas histórias retratam preferencialmente assassinatos em série, no qual ou um detetive ou uma mulher se tornava a protagonista ao tentar descobrir quem realizou os crimes. Nas tramas, apenas no grande clímax

final se é descoberto quem realmente foi o culpado, construindo uma tensão e perturbando o público ao longo da história. É sempre importante relativizar o que representa socialmente uma imagem, ela não pode ser analisada simplesmente como verdade. Uma imagem sem contexto descamba inevitavelmente para o blefe. Por isso, contextualizar, analisar, criticar e relativizar são atos necessários para uma compreensão mais complexa acerca do papel que a imagem exerce na sociedade. A apropriação e a aceitação acrítica das imagens no mundo contemporâneo é um caminho para o desastre coletivo, pois não podemos esquecer o poder que as chamadas redes sociais e os mass media exercem em nossas vidas atualmente. A mostra contempla quatro realizadores do subgênero giallo: Mario Bava, Dario Argento, Lucio Fulci e Sergio Martino. A mostra é uma parceria com o SESC/RS.

Tenebre, direção de Dario Argento.

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Seis Mulheres Para o Assassino 15 de abril | 2°-feira | 16h 22 de abril | 2°-feira | 19h 23 de abril | 3°-feira | 16h 26 de abril | 6°-feira | 19h (Dir. Mario Bava | Italia | Terror | 1964 | 88min | Legendado) Isabella, uma jovem modelo, é assassinada por uma misteriosa figura mascarada numa Casa de Moda, pertencente a Condessa Cristiana. Quando o namorado de Isabela se torna suspeito do assassinato, o diário da vítima, contendo informações que relacionem a jovem ao assassino, desaparece. O mascarado passa então a matar todas as modelos da casa para encontrar o diário.

Tenebre 15 de abril | 2°-feira | 19h 16 de abril | 3°-feira | 16h 23 de abril | 3°-feira | 19h 24 de abril | 4°-feira | 16h 29 de abril | 2°-feira | 16h (Dir. Dario Argento | Italia | Mistério | 1982 | 110min | Legendado) O escritor Peter Neal chega à cidade de Roma para promover seu último livro, “Tenebre”, mas descobre que alguém está usando seus romances como inspiração para cometer assassinatos. Logo, ele se vê envolvido nos crimes e passa a tentar descobrir o provável assassino.

O estranho vicio da Sra. Wardh

O segredo do bosque dos sonhos

17 de abril | 4°-feira | 16h 25 de abril | 5°-feira | 16h 29 de abril | 2°-feira | 19h 30 de abril | 3°-feira | 19h (Dir. Sergio Martino | Italia | Terror | 1971 | 100min | Legendado) Julie Wardh, de volta a Viena com seu marido diplomata Neil, encontra a cidade aterrorizada por um maníaco assassino. Imediatamente, lembra-se de Jean, seu violento e sádico ex-namorado, que convenientemente voltou à cidade ao mesmo tempo do início dos assassínios e, retomando o contato com ela, parece querer reatar o romance. Também entra em cena o enigmático e elegante George, que também demonstra seus interesses em relação à Julie. Assim, acompanhando os passos do assassino, Julie deve descobrir quem, entre os homens à sua volta, tem intenções mais nefastas do que apenas levá-la para cama.

18 de abril | 5°-feira | 16h 22 de abril | 2°-feira | 16h 25 de abril | 5°-feira | 19h 26 de abril | 6°-feira | 16h 30 de abril | 3°-feira | 16h (Dir.Lucio Fulci | Italia | Mistério | 1972 | 102min | Legendado) Baseado em fatos reais, um maníaco realiza uma série de assassinatos envolvendo um grupo de crianças em um vilarejo da Sicília, na Itália. Com a cidade à beira da histeria, todos passam a serem suspeitos. Andrea Martelli (Tomas Milian) é um jornalista e tenta desvendar o verdadeiro culpado, enquanto a bela Patrizia (Barbara Bouchet) tenta se livrar das suspeitas levantadas contra ela, mas o medo acaba formando uma onda de violência com pessoas inocentes.

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CINEMA P arceiros da S ala R edenção

Sessão Unapi

CineDHebate Direitos Humanos 2019

Clube de Cinema

COM AMOR, VAN GOGH

Coração Selvagem

Em busca do Ouro

03 de abril | 4°-feira | 14h (Dir. Dorota Kobiela e Higiene Welchman | Reino Unido | Animação | 2017 | 94min | Legendado) 1891. Um ano após o suicídio de Vincent Van Gogh, Armand Roulin (Douglas Booth) encontra uma carta por ele enviada ao irmão Theo, que jamais chegou ao seu destino. Após conversar com o pai, carteiro que era amigo pessoal de Van Gogh, Armand é incentivado a entregar ele mesmo a correspondência. Desta forma, ele parte para a cidade francesa de Arles na esperança de encontrar algum contato com a família do pintor falecido. Lá, inicia uma investigação junto às pessoas que conheceram Van Gogh, no intuito de decifrar se ele realmente se matou.

10 de abril | 4°-feira | 19h (Dir. David Lynch | Comédia, Drama | EUA | 1990 | 125 minutos | Legendado) Depois de passar um tempo na prisão, Sailor Ripley (Nicolas Cage) reencontra sua namorada, Lula Fortune (Laura Dern), e eles viajam juntos para a Califórnia. A mãe de Lula, Marietta Pace Fortune (Diane Ladd), é uma sulista rica e de comportamento instável que não aceita o namoro e contrata um assassino profissional para matar Sailor.

16 de abril | 3°-feira | 19h (Dir. Charles Chaplin | EUA | Mudo | 1925 | 96min | Legendado) No Alasca, Carlitos (Charles Chaplin) tenta a sorte como garimpeiro em meio a corrida do ouro de 1898. Lá ele conhece o gordo McKay (Mack Swaim), com quem cria bastante confusão após uma tempestade de neve, e se apaixona por uma dançarina (Georgia Hale).

Após a sessão haverá debate com a participação de Livia Santos.

Cinemas em Rede

Viajo porque preciso, volto porque te amo 18 de abril | 5°-feira | 19h (Dir. Marcelo Gomes, Karim Aïnouz| Brasil | Drama | 2009 | 71min) José Renato (Irandhir Santos) tem 35 anos, é geólogo e foi enviado para realizar uma pesquisa, onde terá que atravessar todo o sertão nordestino. À medida que a viagem ocorre ele percebe que possui muitas coisas em comum com os lugares por onde passa. Após a Sessão Haverá debate em rede com os realizadores.

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Espaços (Sub)traídos Chega de Fiu Fiu debate o assédio e o direito das mulheres ao espaço público O Grupo de Pesquisa Identidade e Território (GPITUFRGS) e sala Redenção- Cinema Universitário apresentam a mostra Espaços (Sub)traídos. As inquietações urbanas que permeiam as pesquisas dos diversos integrantes do grupo dialogam com filmes produzidos pela cena audiovisual brasileira.

Todos os encontros propõem conversas após as exibições com debatedores convidados e o público presente

A ideia surge com intuito de fomentar o diálogo entre o público em geral e o meio acadêmico sobre a função da imagem cinematográfica como imagem poética. Tal imagem pode possibilitar uma outra visão de mundo, aquela que constrói a diversidade do espaço contemporâneo a partir da subtração, realçando o menos, o esquecido, o invisível. As narrativas audiovisuais que integram a mostra Espaços (Sub)traídos pautam outras ordens que operam na produção do espaço. Serão dez sessões entre abril e dezembro de 2019, sempre às quartasfeiras. Entre os longa-metragens confirmados, estão Chega de Fiu-Fiu (Amanda Kamanchek, 2018, 73min), Ainda Orangotangos (Gustavo Spolidoro, 2008, 81min), Cio da Terra (Cacá Nazario, 2010, 42min), Antes que o mundo acabe (Ana Luiza Azevedo, 2010, 100min), Rifle (Davi Pretto, 2017, 98min), Hotel Cambridge (Eliane Caffé, 2017, 99min) entre outros.

Chega de Fiu-Fiu 17 de abril | 4°-feira | 19h (Dir. Amanda Kamanchek | Brasil | Documentário | 2018 | 73min) As cidades foram feitas para as mulheres? O filme Chega de Fiu Fiu narra a história de Raquel, Rosa e Teresa, moradoras de três cidades brasileiras, que, por meio de ativismo, arte e poesia resistem e propõem novas formas de (con)viver no espaço público. Após a sessão haverá um debate com as participações de Joanna Burigo e Lívia Koeche.

11º Festival Escolar de Cinema O Festival Escolar de Cinema é uma ação do Programa de Alfabetização Audiovisual que, desde 2008, já levou mais de 80 mil estudantes e professores das redes públicas de ensino às salas de cinema. Como nos anos anteriores, o Festival Escolar de Cinema conta com a parceria e o acolhimento da Sala Redenção para receber crianças e jovens da educação básica para assistirem a uma variada programação de filmes escolhidos de acordo com cada faixa etária. São cinco semanas de sessões voltadas a grupos escolares, que acontecem de terça a sexta–feira, nos turnos da manhã e da tarde, e que abrangem estudantes da educação infantil ao ensino médio. Este ano a programação do Festival é composta de curtas e longas-metragens e trechos de filmes, que vão de clássicos como os curtasmetragens de George Meliès a filmes brasileiros contemporâneos como Café com Canela (2018), de Glenda Nicácio e Ary Rosa, passando por sucessos

atuais, como a premiada animação dos Estúdios Pixar, Viva: A Vida é uma Festa (2017). PROGRAMA DE ALFABETIZAÇÃO AUDIOVISUAL O Programa de Alfabetização Audiovisual objetiva qualificar as relações entre cinema e educação, desenvolvendo atividades de exibição de filmes a estudantes, formação docente, além de assessorias a escolas, publicação de livros, seminários, oficinas e workshops. O projeto é uma ação da Pró-Reitoria de Extensão realizada através da parceria UFRGS / FACED e Difusão Cultural e a Prefeitura Municipal de Porto Alegre, através da Cinemateca Capitólio. Com esta ação a UFRGS se abre para a comunidade escolar das redes públicas de ensino que vivenciam espaços, projetos e equipamento culturais da Universidade. Todas as atividades são gratuitas e abertas ao público. De 09 de abril a 10 de maio de 2019 às 14h.

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p o n t o s c u l t u r ai s locali z e - se atrav ĂŠ s da arte e da cultura

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Universidade Federal do Rio Grande do Sul Reitor Rui Vicente Oppermann Vice-Reitor e Pró-Reitor de Coordenação Acadêmica Jane Fraga Tutikian

Difunda essa cultura de forma consciente

LEIA E PASSE ADIANTE

Pró-Reitora de Extensão Sandra de Deus Vice-Pró-Reitora de Extensão Claudia Porcellis Aristimunha Diretora do Departamento de Difusão Cultural e Centro Cultural Claudia Mara Escovar Alfaro Boettcher Equipe do DDC e Centro Cultural Edgar Wolfram Heldwein – Administrador da Sala Redenção – Cinema Universitário Guilherme Staszak Baldez – Administrador do Centro Cultural João Vitor Cassela Novoa – Coordenador de Comunicação Lígia Petrucci – Coordenadora e curadora do Projeto Unimúsica e Coordenadora de Produção do Centro Cultural Rafael Derois – Coordenador de Projetos Expográficos Tânia Cardoso – Coordenadora e curadora da Sala Redenção – Cinema Universitário Vladimir Ferreira dos Santos – Gerente de Espaço Físico Bolsistas Kevin Nicolai Larissa Ely Marcelo Freire Matheus Laux Renan Sander Verônica Becker Vitor Cunha

www.ufrgs.br/centrocultural

Projeto gráfico Katia Prates

/centroculturalUFRGS

Diagramação Matheus Laux

Centro Cultural da UFRGS

Imagem de capa e contracapa Larissa Ely Programação sujeita a alterações. Parceria institucional:

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@centroculturalUFRGS

/salaredencao


Lançamento do Livro e Conferência de Renato Janine Ribeiro Seminário Universidade, Estado e Sociedade

08/05 10h Salão de Atos da UFRGS 43


Universidade Federal do Rio Grande do Sul Pr처-Reitoria de Extens찾o Departamento de Difus찾o Cultural Rua Eng. Luiz Englert, 333 - Porto Alegre-RS (51) 3308.3034 e 3308.3933 difusaocultural@ufrgs.br www.ufrgs.br/difusaocultural @ difusaoculturalufrgs issuu.com/difusaoddc/stacks ufrgs_difusao ddc.ufrgs Departamento de Difus찾o Cultural UFRGS 44

Profile for Departamento de Difusão Cultural

Agenda Cultural DDC - Março e Abril/2019  

Agenda com os eventos promovidos pelo Departamento de Difusão Cultural da UFRGS para o mês de março e abril.

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