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Encarte da revista Roling Stone. N達o pode ser vendida separadamente.


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O MAIS NOVO SUCESSO MUNDIAL CHEGA PRIMEIRO

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AS MELHORES SÉRIES ESTÃO AQUI.

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Por Lucas Esteves

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s três integrantes remanescentes do LED ZEPPELIN, JIMMY PAGE, ROBERT PLANT e JOHN PAUL JONES se reuniram na manhã desta sexta-feira (21) em Londres para uma coletiva de imprensa para jornalistas do mundo inteiro em que se propuseram a falar sobre o novo lançamento da banda, o filme “Celebration Day”, que será transmitido por cinemas do mundo inteiro no próximo dia 17 de outubro e depois será lançado em diversos formatos de midia. Entretanto, apesar da grande oportunidade, não houve grandes revelações sobre o que estará no filme, além do futuro sempre misterioso do grupo. Segundo os três músicos, todo o conteúdo registrado no dia 10

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de dezembro de 2007 na Arena O2 da capital britânica será lançado no filme, mas não ficou claro se haverá alguma espécie de material extra, como cenas de bastidores, ensaios ou outros “segredos guardados”, como disse um jornalista na coletiva. Segundo PAGE, o próprio show em si já é uma espécie de “conto fantástico”. Ele, por outro lado, assegurou que em nenhum momento o plano original era filmar a apresentação e transformá-la em um DVD.

“O motivo da apresentação não era esse. Apenas aconteceu de haver por trás de nós esta estrutura, estas câmeras, com toda esta direção. Então chamamos (o diretor) Dick Carruthers e fizemos”, contou. Ele concorda que o DVD ficará como um legado na história da banda, mas recusou que tenha sido mais uma maneira de mantê-la viva na imprensa e no mundo da música como um produto

contemporâneo.

Poucos assuntos espinhosos foram tratados durante a conversa com os jornalistas, que pareciam hesitantes em fazer as perguntas que todos queriam ver respondidas. No que chegou mais perto disto, uma jornalista perguntou o quanto eles têm vontade de fazer isto mais uma vez e PAGE desconversou, enquanto PLANT cochichou logo depois: “Isto é confidencial”. Em uma pergunta similar, sobre o quanto gostaram do que fizeram, o guitarrista devolveu a pergunta. “Eu questiono vocês; vocês gostaram do show?”. Como fãs mais que como comunicadores, a plateia respondeu em uníssono “sim!”. Outra pergunta “cabeluda” disse respeito aos

famosos “overdubs” que a banda fez em lançamentos anteriores, em especial “The Song Remains The Same”, conhecido como uma das apresentações ao vivo mais retocadas em estúdio da história. Brincalhão, ROBERT PLANT recusou a insinuação e disse que isto não se faz. “Seria trapacear”, chiou com riso de canto de boca, para diversão dos presentes. Page, por outro lado, admitiu retoques, mas disse que serão “mínimos”. “O show foi o que foi. Posso dizer que o que houve de correções foi o mínimo comparado ao que vemos hoje”. JASON BONHAM, que tocou bateria no show de 2007, mas não esteve na coletiva, foi elogiado pelos três colegas de seu falecido pai. Segundo JOHN PAUL JONES, o conhecimento “enciclopédico” sobre a banda ao vivo que o baterista exibiu durante os ensaios foi de muita ajuda para reunir os pedaços perdidos de determinadas canções. “Quando pensávamos em um final para as músicas, emperrávamos um pouco, porque em tempos diferentes, costumávamos terminar as canções de maneiras diferentes. Então ele dizia

‘bom, em 1971 vocês terminavam deste jeito. Já em 1973, terminavam deste outro jeito’. E com certeza isso foi de grande ajuda para nós”, lembrou.

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“Esperava que meu pai aparecesse a qualquer momento”

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ason Bonham, filho de  John Bonham, o baterista original do Led Zeppelin, se disse orgulhoso deCelebration Day, o filme que mostra o show de reunião de Jason com os três integrantes originais do grupo. John morreu em 1980, causando a separação da banda. “Quando você senta naquele banco, é a melhor sensação do mundo”, desabafou em entrevista à revista Mojo. “Eu me senti muito orgulhoso, mas mesmo enquanto eu estava tocando eu meio que esperava que a qualquer momento as portas fossem abrir e meu pai apareceria dizendo ‘ei, sai daí!’”, brincou.

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“Por mais que eu soubesse que era uma oportunidade única, minha mãe me alertou: ‘Você tem certeza de que vai

conseguir sair bem disso?’, e eu respondi que ficaria bem. Mas para ser sincero, foi difícil”, admitiu. O herdeiro de John Bonham, considerado um dos maiores bateristas de todos os tempos, não soube dizer o motivo certo por uma reunião dos três integrantes originais do Led Zeppelin com Jason não acontece.

“Eu não posso dizer. Eu não sei. Vamos dizer que está nas mãos dos deuses. Mas consigo entender porque as pessoas querem isso. Quando você assiste ao filme, todos nós parecemos estar nos divertindo tanto, é óbvio que as pessoas vão querer saber se vamos fazer de novo”, disse.

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Ator conta como é encarnar o personagem pela terceira vez no novo filme dirigido por Sam Mendes

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UAL É, AFINAL, O ESTADO PSICOLÓGICO DE JAMES BOND EM SKYFALL? Ele está muito bem no começo do filme. Só que acaba se metendo em confusão. Acho que preciso guardar segredo. Mas tentamos tornar a história o

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mais rica possível, então ele aparece em uma porção de estados [emocionais], alguns felizes, outros tristes. A história acaba se resumindo às interações dele com os personagens. Então, quando Javier [Bardem], o malvado, nos leva até certo ponto, o filme é dele. É ele quem dá as cartas, e [o filme] é sobre como Bond lida com tudo isso. JAMES BOND É UM COADJUVANTE? Não! Eu sabia que ia ter de voltar atrás. Estou em toda cena, então é difícil eu ser coadjuvante. O que eu quis dizer é que, tendo atores tão bons quanto temos no filme,

inevitavelmente eles terão uma participação meio que grande nele. Para mim, isso é um grande alívio. O QUE ACHA QUE SURPREENDERÁ AS PESSOAS NESSE FILME? Acho... Espero que se seja sua complexidade. O enredo é bom e denso. É um filme adulto, mas também tem muita diversão. As pessoas podem se surpreender com o fato de

haver uma leveza, o que não aconteceu nos últimos dois – neles, contamos uma história diferente. Nos divertimos muito no set, tem muito humor rolando. Não que haja falas engraçadas, mas há um certo humor no roteiro e entramos nessa onda de verdade. COMO É SUA AGENDA SEMANAL QUANDO ESTÁ RODANDO 007? É sete dias por semana, durante sete ou seis meses. Filmagens na maior parte do tempo, noites na academia, ensaios. E aos domingos, ou seja lá qual for o dia de folga, geralmente ensaio as sequências acrobáticas. Tento manter, e mantenho, meus dias de folga invioláveis, pois preciso des-

cansar. Mas nem sempre é possível. E aí,

sempre há outras coisas para conversar, reuniões de roteiro. É muito, muito intenso durante esse período. Mas o meu tipo de trabalho envolve um prazo. Isso só acontece durante um período de seis meses VOCÊ MORA NOS EUA AGORA. QUAL É A DIFERENÇA DE COMO O 007 É VISTO LÁ E COMO ELE É VISTO NO REINO UNIDO? Não acho que haja muita diferença, as pessoas têm uma visão bastante coletiva de Bond no mundo inteiro. Gritam comigo na rua, às vezes como “James” e, às vezes, como “Daniel”. Mas posso andar [tranquilamente] em Londres ou em Nova York e, a

não ser que tenha um paparazzo por perto, as pessoas só acenam e dizem “oi”. Elas têm coisas bem mais importantes com o que se preocupar. TER MUITAS CENAS EM LONDRES SIGNIFICA QUE VOCÊS ESTÃO MOSTRANDO DE ONDE ELE VEM? Eu diria que sim. Se você leu os livros de [Ian] Fleming, em algum momento eles o mostram em um clube ou pegando os ternos feitos em Savile Row. Então, é um pano de fundo importante, ou um bom ponto de partida para ele na narrativa. É a capital, é onde está o poder, é o que ele está protegendo, onde a Rainha fica, tudo isso.

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Novo iPad “PENSEI EM CHAMAR AXL PARA CANTAR EM MEU DISCO SOLO”

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lash retornou à grande fama após sua bem sucedida turnê européia de divulgação do seu autointitulado álbum solo, que estreou em 3º lugar nas paradas. Enquanto sua banda excursiona pelos Estados Unidos, Slash se prepara para lançar seu disco solo novamente, desta vez numa versão deluxe. A edição especial incluirá todas as 19 canções gravadas durante as sessões do álbum, além de um DVD contendo imagens ao vivo material bônus.

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Irei perguntar isto, porque não consigo evitar. Quando Myles Kennedy será oficializado como o vocalista do Velvet Revolver? Há muitos boatos sobre isto. Não acho que irá acontecer – de fato, eu sei que não irá conhecer. Ele está numa banda chamada Alter Bridge e eles têm um novo álbum saindo. Nós faremos malabarismos entre o Alter Bridge e minha turnê solo no próximo ano inteiro. Estarei voltando para Los Angeles no próximo mês e irei trabalhar com Duff, Matt e Dave e alguns vocalistas para ver como eles se saem. Não há esforços sendo feitos para que Myles se junte ao Velvet Revolver. O outro vocalista é Axl Rose… Serei honesto com você,

mesmo sabendo que isto vai se tornar público. Quando estava no meio do processo, haviam vários nomes de vocalistas que passavam pela minha cabeça. Você está lá, vivendo na Terra dos Vocalistas e tudo o que você pensa é sobre cantores. O nome dele passou pela minha mente uma vez. Eu pensei, “Axl iria botar pra foder em todas estas canções”. Obviamente, nunca fiz a ligação, porque queria que o disco fosse lançado ainda neste milênio. Você deve estar cansado deste assunto, mas tenho que perguntar como você se sente sobre o Guns n’ Roses estar em turnê e você não estar fazendo parte. Isto te incomoda? Já faz muito tempo, cara.

Agora com suporte para e-Books, ficou muito melhor comprar e ler suas revistas favoritas.

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Plug Play Rock 12


Rolling Stone