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#TREND’S

#Carta do editor

A

revista #Trend’s carrega no nome a convicção de levar a você leitor os principais assuntos repercutidos mundialmente de forma jovem e criativa. Nesta primeira edição você acompanhará as diversidades étnicas, com a matéria principal, que o levará a reflexão das diferentes cores de pele nas raças humanas, pois se analisado nossa Jessica Ferreira trajetória diária é comum encontrar Editora-chefe jessica@trends.com no metrô, por exemplo, uma enorme gama de cores, há pessoas morenas levemente acobreadas, negros, mulatas, albinos, japoneses mestiços, loiras e ruivas, essa infinidade é resultado da miscigenação encontrada nos povos brasileiros, que se desencadeou com a evolução do homem e a colonização brasileira,

onde cientistas comprovam através da genética o quão insignificante a alteração de um gene como o da melanina pode levar a tamanhas discriminações, como a vivida na época do apartheid. Selecionamos também os melhores filmes que abordam as diferenças étnicas, tudo isso e muito mais, você só encontra aqui. Retweet essa ideia! ;)

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Diego Lima

Laísa Marcelino

Julia Brambilla

Diretor de arte Diretora de redação Diretora comercial diegolima@trends.com laisa@trends.com Jubrambilla@trends.com

Revista #TREND’S Editora 4Apenas Av. Paulista, 1350 - 7º Andar - Bela Vista - SP (11) 3565-9875 Atendimento Julia Brambilla atendimento@4apenas.com

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Edição Nº 01 - Junho de 2013 Produção e Eventos Laísa marcelino eventos@4apenas.com Publicidade Jessica Ferreira publicidade@4apenas.com

EDITORA

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APENAS

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#TREND’S

#Índice 5 6-9

#InstamMoments #É só uma questão de pele!

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#Matéria de capa

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#Dicas


#InstamMoments

#TREND’S

Uma seleção das melhores imagens registradas por nossos seguidores no Instagram, de acordo com o tema do mês. Nesta edição o tema foi: Diferenças Etnicas. Continue nos enviando seu cliques que mês que vem tem mais!

Enviado por @NathanPeres

“Minhas duas sobrinhas lindas!” #Lindas #Familia

Enviado por @Clara_Braga

“Uma experiêcia incrivel, nunca vou esquecer. Minhas férias no Amazonas ” #FériasInesqueciveis

Enviado por @Naty_22

“Eu e a Bianca em Salvador atrás do trio, nem segura!” #Salvador

Enviado por @NandaSilva

“Conhecer a Índia foi demais, ainda volta pra lá” #India #Viagens

Já vá preparando seus cliques, pois no próximo mês o tema será:

Uma boa ação para um mundo melhor. Convide seus amigos e participe!

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#TREND’S

É só uma questão de pele! Para os estudiosos da genética, as diferenças da cor da pele nas raças human são insignificantes. Por Jessica Ferreira

O metrô é um dos principais meios de transportes de São Paulo. Cerca de 4.4 milhões de pessoas utilizam os 164 trens que viajam 68 mil quilômetros por dia, quantidade suficiente para dar quase duas voltas ao redor da Terra. Não tanto pela massa de gente e sim ao utilizar esse meio de transporte, nos dá uma experiência única porque, ao se olhar para um enorme grupo de pessoas, a primeira descoberta que o usuário faz é sobre a cor das pessoas. Há loiras que parecem nórdicas, morenas tropicais, brancos caucasianos, negros retintos, mulatos de várias tonalidades, gente de pele acobreada e outros ainda de pele cor-de-oliva. Todos com pares de olhos de muitas formas e matizes; cabelos que vão do liso ao cacheado, finos ou grossos, do loiro ao negro, do castanho-escuro ao claro. De todas as cores possíveis. Após 459 anos de miscigenação, os paulistanos - os brasileiros, de um modo geral - não têm 06 08

uma cor, mas muitas cores. Nos Metrôs e ruas de qualquer lugar da Europa, América do Norte, Ásia ou África sempre mostram ao menos uma cor dominante. No Brasil, em especial em São Paulo, não é assim. Segundo o Censo de 2007, a escala de cores da pele dos brasileiros vai a 144 tonalidades diferentes. Duzentos anos

atrás, éramos outro país. A cor negra caracterizava 54% da população. Hoje, essa proporção é de somente 6%, enquanto quase a metade da população é de cor mista. “Entre o branco e o negro, a maioria não é nem uma coisa nem outra”, escreve a bióloga e jornalista italiana Barbara Bernardini. Outra descoberta é a

confirmação, “in natura”, do que a biologia vem descobrindo nos últimos anos. A cor da pele nas diversas etnias não se deve somente a um mecanismo de resistência aos raios ultravioleta do sol, mas a duas vitaminas presentes na pele de todo mundo - a D e o ácido fólico, do grupo B. As duas reagem de formas opostas aos raios solares: enquanto a vitamina D se multiplica, o ácido fólico degrada-se rapidamente quando a pele é exposta ao sol. Ambas, porém, são extremamente necessárias à vida humana e isso obrigou a natureza a agir a favor das duas. Por um lado, facilitando a produção de vitamina D e, por outro, dificultando a perda de ácido fólico sob a luz solar. A cor da pele faz essa proeza. Quanto mais melanina, mais escura é a pele - mas por que mais melanina? Porque, sob o sol forte das regiões equatoriais, a cor escura protege o ácido fólico sem impedir a produção de vitamina D pelos raios UV do sol. Inversamente, quanto menos


#TREND’S melanina, mais clara é a pele, e a razão disso é que, nas regiões onde a insolação é menor, o ácido fólico não precisa da mesma proteção, mas a pele tem de produzir a mesma quantidade de vitamina D. Por isso, os habitantes do norte do planeta são majoritariamente brancos. A PRODUÇÃO DE VITAMINA D pelos raios solares e a manutenção dos níveis de ácido fólico no organismo são vitais para a geração de fetos humanos sadios. Sem essas duas vitaminas em equilíbrio, as chances de malformações nos embriões são muito grandes. Em resumo, a cor da pele humana se deve a um ajuste natural cujo objetivo é assegurar a procriação de seres normais - a perpetuação da espécie.

A conclusão que se impõe é uma só: a cor tem mais a ver com a continuidade do gênero humano sob diferentes condições de insolação do que com sua raça. Sem a cor escura, seria impossível o surgimento da vida humana, 2 milhões de anos atrás, na África equatorial. Os Australopithecus, nossos mais prováveis ancestrais, tinham a pele clara, mas eram cobertos de pêlo escuro, que os protegia do sol, do calor e do frio. Era uma cobertura térmica natural. Quando um ramo dessa espécie de chimpanzé - o Australopithecus erectus começou a andar em pé, seu cérebro cresceu caçar tornouse uma atividade muito mais complexa e o sistema de refrigeração precisou mudar.

Os pêlos caíram e deram lugar a glândulas sudoríparas, muito mais eficientes para refrescar o corpo durante as longas jornadas de caça. Mas a pele nua e clara passou a sofrer os efeitos do sol e aí, entre três e dois milhões de anos atrás, desenvolveu-se o mecanismo que escureceu a pele para, ao mesmo tempo, protegêla e garantir a posteridade. A cor negra é uma conquista da natureza, uma das mais importantes na história da evolução humana. “O esforço de seleção foi enorme, pois a síntese de melanina necessária para produzir essa cor só é possível pela ação combinada de uma centena de genes, a maioria ainda não identificada”, diz a bióloga Barbara Bernardini. “Foi o único modo de permitir o nascimento

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#TREND’S

de uma prole numerosa e sadia, apesar dos efeitos contínuos dos raios UV”, completa. “A melanina não é um filtro genérico, mas um meio desenvolvido para proteger ao máximo a pele de um certo tipo de raio UV que atinge o sangue e destrói o ácido fólico nos vasos sanguíneos da epiderme”, explica a bióloga e antropóloga Nina Jablonski, da Penn State University, dos Estados Unidos. “Esse ácido atua na síntese do DNA. Sem ele, os espermatozoides não se formam corretamente e o feto gerado terá gravíssimos defeitos congênitos, como anencefalia e atrofia da coluna vertebral.” Esse tipo de malformação era responsável por 15% das mortes pré-natais até que,

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em 1989, a australiana Fiona Stanley, do Medical Research Council, descobriu que, adicionando ácido fólico à dieta de mulheres grávidas, podia-se prevenir 70% destes defeitos. A COR DA PELE NAS DIVERSAS ETNIAS NÃO SE DEVE SÓ A UM MECANISMO DE RESISTÊNCIA AOS RAIOS ULTRAVIOLETA DO SOL, MAS A DUAS VITAMINAS PRESENTES NA PELE DE TODOS - A D E O ÁCIDO FÓLICO Foi só há 115 mil anos que os seres humanos começaram a se deslocar para latitudes acima do equador, em direção a terras onde o sol se tornava tão ameno que

a pele escura não representava mais uma vantagem, mas um obstáculo à produção de vitamina D. Num processo de alguns milhares de anos, a pele “sintonizava” a exata quantidade de raios UV do ambiente e ajustava a melanina. E se grupos de pele já clareada voltassem a latitudes semelhantes às da origem ancestral, tornavam-se novamente escuros. Exemplo disso se deu com os aborígenes australianos, tão escuros quanto os africanos, mas geneticamente descendentes dos asiáticos, de pele clara. “A vitamina D não serve somente para fixar o cálcio nos ossos. É indispensável ao sistema imunológico, ao sistema nervoso e ainda condiciona o ciclo menstrual. A forte carência


#TREND’S de vitamina D não é compatível com a vida, muito menos com a reprodução”, diz Nina. Coube a outro cientista da mesma universidade, o também biólogo Keith Cheng - que se dedica ao estudo do câncer no nível celular - explicar geneticamente a passagem da cor negra para a branca na pele dos europeus. O responsável foi uma mutação do gene SLC24A5, que regula a quantidade de melanina no organismo. “É possível estimar que a mutação ocorreu há apenas 15 mil anos e se difundiu rapidamente por todo o Velho Mundo”, diz Cheng. “Mas ela se deu somente nos europeus, pois os brancos asiáticos, como os japoneses e chineses, conservaram o

gene africano, chegando ao mesmo resultado que os europeus por outro caminho genético”, completa. Outras variações genéticas, associadas aos raios UV e a uma dieta alimentar mais ou menos rica

em vitamina D, produziram as diversas tonalidades de branco. O gene que descolore a pele é capaz de dar uma insólita lição à humanidade. “Essa mutação”, diz o professor Cheng, “foi determinada pela variação de uma única letra do código genético. Somente

uma letra”, ele enfatiza. A observação é importante, anota a bióloga Barbara Bernardini, porque o DNA humano contém cerca de 3 milhões de letras. “A diferença de cor de um italiano para um senegalês é causada por uma molécula milhões de vezes menor que um milímetro”, ela acrescenta. E conclui seu testemunho com uma constatação irretorquível: a origem da cor nas raças humanas é tão insignificante ao microscópio quanto estarrecedora, por vermos como diferenças tão minúsculas foram capazes de produzir, como nas políticas da apartheid, algumas das páginas mais cruéis da história da humanidade.

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#TREND’S

#Dicas Curta nossas dicas de filme, livros e afins para você. Histórias Cruzadas - 2011 Em uma pequena cidade do Mississipi na década de 1960, uma jornalista (Emma Stone) escreve um livro contando histórias verídicas de negras que trabalham nos lares das famílias ricas deste local, expondo como estas mulheres são vítimas de preconceito ao mesmo tempo em que criam e amam as crianças de que cuidam. Uma história comovente.

Quem quer ser um milionário? - 2008 Jamal K. Malik (Dev Patel) é um jovem que trabalha servindo chá em uma empresa de telemarketing. Sua infância foi difícil, tendo que fugir da miséria e violência para conseguir chegar ao emprego atual. Um dia ele se inscreve no popular programa de TV “Quem Quer Ser um Milionário?”. Inicialmente desacreditado, ele encontra em fatos de sua vida as respostas das perguntas feitas.

Crash no limite - 2004 Jean Cabot (Sandra Bullock) é a rica e mimada esposa de um promotor, em uma cidade ao sul da Califórnia. Ela tem seu carro de luxo roubado por dois assaltantes negros. O roubo culmina num acidente que acaba por aproximar habitantes de diversas origens étnicas e classes sociais de Los Angeles: um veterano policial racista, um detetive negro e seu irmão traficante de drogas, um bem-sucedido diretor de cinema e sua esposa, e um imigrante iraniano e sua filha.

À procura da felicidade - 2006 Chris Gardner (Will Smith) é um pai de família que enfrenta sérios problemas financeiros. Apesar de todas as tentativas em manter a família unida, Linda (Thandie Newton), sua esposa, decide partir. Chris agora é pai solteiro e precisa cuidar de Christopher (Jaden Smith), seu filho de apenas 5 anos, após serem despejados. Chris e Christopher passam a dormir em abrigos, estações de trem, banheiros e onde quer que consigam um refúgio à noite, mantendo a esperança de que dias melhores virão.

#Clássico Mississippi em Chamas - 1988 Mississipi, 1964. Rupert Anderson (Gene Hackman) e Alan Ward (Willem Dafoe) são dois agentes do FBI que estão investigando a morte de três militantes dos direitos civis. As vítimas viviam em uma pequena cidade onde a segregação divide a população em brancos e pretos e a violência contra os negros é uma tônica constante. 08 10



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