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R E V I S TA D O

julho-agosto-setembro/ 2005

e mais... ★

Uma ação em memória de Dorothy

Bunge esconde jogo de seus consumidores

As novas amigas da floresta amazônica

o massacre da motosserra


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|

ão se esqueçam da rosa de Hiroshima, estúpida e

★ O Greenpeace é uma organização independente que faz campanhas utilizando confrontos não-violentos para expor os problemas ambientais globais e alcançar soluções que são essenciais a um futuro verde e pacífico.

Moraes. Na voz de Ney Matogrosso, o poema lamentava os que desapareceram na cidade japonesa no dia 6 de agosto de 1945. A bomba atômica norte-americana não apenas destruiu milhares de vidas como também lançou uma pesada sombra sobre o planeta – a da era nuclear. Parece que a rosa de Hiroshima foi esquecida. Ou ignorada. Bem como as vítimas do Césio-137, em Goiânia, e do acidente de Chernobyl, na Ucrânia. Temos que lembrar que essa rosa não tem perfume, nem cor, nem nada. Em tempos de mensalão e mídia nacional concentrada em corrupção, faço uma reflexão de como é positivo o Greenpeace manter sua independência financeira, não aceitar contribuição de governos, partidos e empresas, permitindo-nos apontar as falhas de quem quer que seja e promover soluções sem ter vínculo com nenhum grupo de poder. Nosso trunfo é você e vamos trabalhar

o sonho de dorothy !& eólica a força dos ventos !' marcha das baleias (! reunião do g8 decepciona (( entrevista vitae civilis amazônia as cidades amigas

duro com o seu apoio. Muito obrigado, Frank Guggenheim Diretor executivo – Greenpeace Brasil © GREENPEACE / HODSON

transgênicos abre o jogo, bunge! !# rainbow warrior vive !$ amazônia trófeu motosserra de ouro !%

© GREENPEACE / RODRIGO BALEIA

nossa capa: desmatamento na Amazônia imagem: ©Greenpeace / Monk

diário de bordo

inválida, pedia uma antiga canção de Vinicius de

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energia usina de belo monte (# cartas (# expediente (#

A força dos ventos pode gerar até 12% da eletricidade mundial já em 2020 e o Brasil é um dos mercados mais promissores do planeta


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reves breves breves breves breves

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os arco-íris são eternos

engana seus consumidores

hora em que prepara seu prato preferido na cozinha, você utiliza óleo de soja, margarina ou gordura vegetal? Bom, se for da marca Bunge, não importa: você estará consumindo um produto feito provavelmente com soja transgênica. E o mais grave: sem se dar conta disso. Por esta razão e também pelo fato de a Bunge ser líder no mercado brasileiro de óleos e margarinas, uma grande fabricante de maionese e a maior comercializadora do mercado de grãos – todos produtos com grande consumo no País – a Bunge foi a empresa escolhida pelo Greenpeace para ser o foco da campanha lançada nacionalmente em junho para mobilizar a população sobre a questão do uso de transgênicos nos alimentos consumidos no Brasil. Um imenso carrinho de supermercado, equipado com altofalantes e recheado de produtos alimentícios da marca Bunge foi a

ó ria

|

★ A intenção do governo brasileiro

de retomar o programa nuclear com a construção de uma terceira usina no País (Angra 3) ainda não ganhou a transparência necessária

principal atração da nova campanha, incentivando consumidores a questionarem publicamente a empresa sobre o uso de transgênicos em seus produtos. Com outdoors espalhados por 11 cidades e banners em diversas páginas na internet, o Greenpeace quer dar à discussão uma transparência que a Bunge faz questão de evitar.

e para mudar esse panorama o

Há quem acredite que cada um de nós tem seu destino previamente determinado e que nossas ações, em vez de mudá-lo, só o confirmam. Há 20 anos, os destinos do Greenpeace e do fotógrafo português Fernando Pereira já estavam traçados: entrar para a história. Em 1985, Pereira foi contratado pelo grupo para participar de uma expedição de seis meses no lendário navio Rainbow Warrior pelos mares do Oceano Pacífico. O objetivo era registrar ações contra os governos norte-americano e francês que realizavam, na região, testes nucleares – os norteamericanos nas ilhas Marshall e os franceses, no Atol de Mururoa. No dia 10 de julho, agentes do serviço secreto francês decidiram impedir que os ambientalistas do Greenpeace tumultuassem os testes. Esconderam duas bombas no

Voz ao consumidor – “Queremos dar voz a milhares de consumidores brasileiros que rejeitam os transgênicos em seus pratos”, explica Gabriela Couto, da campanha de engenharia genética do Greenpeace. Segundo pesquisa realizada pelo Instituto de Estudos da Religião (Iser) em 2004, mais de 70% dos brasileiros não querem consumir alimentos transgênicos. E para isso, é preciso que sejam informados quais produtos foram ou não fabricados com transgênicos. “Em nosso site (www.greenpeace.org.br/consumidores), as pessoas podem enviar mensagens à

Uma pesquisa de opinião realizada em 2004 revelou que mais de 70% dos brasileiros não querem consumir alimentos transgênicos

A Bunge foi escolhida para ser o foco da campanha por ser líder de vendas no mercado brasileiro de produtos com grande consumo

Bunge manifestando seu direito de saber o que estão consumindo e seu desejo de consumir produtos livres de transgênicos”, diz Gabriela. O controle da produção e o banimento de transgênicos nos produtos têm sido uma política adotada pelas empresas. Em maio, o Greenpeace anunciou que, graças à pressão dos consumidores, mais sete empresas (Bauducco, Dr. Oetker, Ducoco, Kopenhagen, Fritex, Massa Leve e Visconti) passaram para a lista verde do Guia do Consumidor ao garantir produtos livres de transgênicos. Além dos impactos ambientais causados pela tecnologia transgênica, a Bunge é apontada como uma das principais responsáveis pelo avanço da fronteira da soja sobre a floresta amazônica, principalmente no Mato Grosso. Lá, a empresa mantém 54 silos. “O Mato Grosso é atualmente o maior produtor de soja do País e, não por acaso, campeão de desmatamento da Amazônia no período 2003 2004, afirma Gabriela. ★

Rainbow Warrior e o afundaram. Pereira, então com 35 anos, estava lá e foi atingido. Desmaiou e morreu afogado. Pereira e o Rainbow Warrior desapareceram juntos, depois que o destino os uniu em prol da mesma causa. Eles permanecem, para milhões de pessoas no Brasil e no mundo, símbolos de esperança, paz e ação na luta por um planeta socialmente justo e ambientalmente saudável, livre da ameaça nuclear. Passados 20 anos, o assunto continua em pauta. “A energia nuclear é cara, perigosa, suja e um retrocesso para o desenvolvimento sustentável num país com potencial eólico, solar como o nosso”, afirmou Guilherme Leonardi, coordenador da campanha Anti-Nuclear ★ do Greenpeace Brasil.

©GREENPEACE / MILLER

jogo e

esconde

FOTOS: © GREENPEACE / RODRIGO BALEIA

t r a n s g ê n i c o s

Bunge

mem

Duas explosões afundaram o Rainbow Warrior e mataram o fotógrafo, mas não destruíram o sonho de ver o mundo livre das armas nucleares

Greenpeace vem atuando sistematicamente para levar a discussão aos brasileiros. Com esse objetivo, Marcelo Furtado, diretor de Campanhas, e Sérgio Leitão, diretor de políticas públicas, participaram em julho de um debate na Comissão de Meio Ambiente da seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), juntamente com o presidente da comissão, Carlos Sanseverino, e outros conselheiros da entidade. Após explicar aos presentes os principais problemas da retomada do programa nuclear, como os riscos relativos à segurança, os altos custos do projeto e a falta de transparência, os diretores do Greenpeace apresentaram uma proposta de moção à OAB para que ela se manifeste contra à construção de Angra 3. ★

★ HARRY POTTER e a consciência ecológica. Na Alemanha e no Canadá, esse bem que poderia ser o título do sexto livro da cultuada série, lançado em julho passado. Isso porque “Harry Potter e o Príncipe Mestiço” foi impresso nesses países em papel parte reciclado e parte certificado pelo Conselho de Manejo Florestal. O Greenpeace agora tenta fazer com que a gigante editora norte-americana Scholastic siga o exemplo, evitando o corte de mais de 200 mil árvores. Atualmente, a maioria dos livros é impressa em papel cuja produção acarreta a destruição das florestas na ★ Finlândia, Canadá e Indonésia.


Desmatamento vira

escândalo

|

★ O programa Cidade Amiga da

internacionalores

Amazônia do Greenpeace ganhou o mundo. Especialistas de mais de 30 países reuniram-se em junho na sede da ONU em Nova

DE CONSUMO SUSTENTÁVEL

A turma do Pânico na TV tentou entregar, em Cuiabá, o prêmio Motosserra de Ouro ao governador Maggi, por sua contribuição na destruição da Amazônia

críticas ao governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, que é também o maior produtor individual de soja do mundo. Fracasso – Em março de 2004, o governo federal havia declarado guerra à destruição da floresta, com o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento, reunindo 13 ministérios. O governo pretendia, entre outros resultados, obter uma ‘forte redução nos índices de desmatamento e queimadas ilegais na Amazônia’. Mas os dados do Inpe não apenas refletiram o fracasso inicial na implementação do plano, como demonstraram a contradição fundamental que vive o governo Lula: conter o desmatamento ou promover o crescimento acelerado do agronegócio de exportação para pagar a dívida externa? Mais de 70% da destruição florestal no período ocorreram entre maio e julho de 2004, quando o plano já estava em vigor. Em agosto, o Grupo de Trabalho de Florestas do Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e Desenvolvimento, do qual o Greenpeace faz parte, enviou carta à ministra Dilma expressando séria preocupação com a implementação do Plano e enfatizando que a redução drástica do desmatamento “é uma tarefa que requer investimento e empenho constante, estrutural e amplo do Poder Público, em todas suas esferas”. Em junho, o site do Greenpeace lançou o “Prêmio Motosserra de Ouro”, uma iniciativa bem-humorada para identifi-

na administração pública e o programa do Greenpeace foi um dos destaques do encontro.

© GREENPEACE / IN DRICH

Mato Grosso – responsável por quase metade do desmatamento total – e Pará (o segundo do ranking), incluiu visitas a postos do Ibama nos dois estados. As matérias produzidas por esses jornalistas – com duras críticas aos governos federal e estaduais – pautou o restante da imprensa, já alarmada com o número revelado pelo Inpe. Nos dias seguintes, o desmatamento e suas causas, em particular o avanço da soja, foram destaque nas principais redes de TV brasileiras e mereceram manchetes de primeira página nos grandes jornais brasileiros e internacionais. O Independent, de Londres, por exemplo, publicou na primeira página enorme foto de uma área desmatada sob o título “O estupro da floresta”, com fortes

©GREENPEACE / ALBERTO CÉSAR

a

notícia de que, entre agosto de 2003 e agosto de 2004, a Amazônia perdeu 26.130 quilômetros quadrados de floresta mobilizou a opinião pública e provocou frisson na mídia nacional e internacional. O número, equivalente a mais de 8,6 mil campos de futebol destruídos por dia, apurado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e divulgado em maio, foi o segundo pior índice da história. Dois dias antes da divulgação oficial dos dados, o Greenpeace levou jornalistas (Rede Globo, Folha de S. Paulo, site O Eco e agência de noticiais internacionais Reuters) para ver in loco os efeitos do desmatamento. O sobrevôo do novo avião do Greenpeace sobre o

York para discutir PROJETOS

©GREENPEACE / HUDSON FONSECA

a m a z ô n i a

reves breves breves breves breves

!*

O evento foi uma reunião técnica que discutiu a licitação sustentável, em que administrações públicas determinam o uso responsável

A floresta amazônica nunca sangrou tanto como agora. Segundo o INPE, uma área de mais de 26 mil hectares sumiu da região em 12 meses

car aquele que, na opinião dos eleitores, mais contribuiu – por sua ação ou inação – para a destruição da floresta Amazônica no ano anterior. Concorreram ao prêmio o presidente Lula; o então ministro da Casa Civil, José Dirceu; o ministro da Fazenda, Antônio Palocci; o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues; e os governadores do Pará, Simão Jatene, e do Mato Grosso, Blairo Maggi. Maggi venceu com 37,21% (10.348 votos) dos 27.849 votos, tendo o presidente Lula na cola, com 26,30% (7.341). Os humoristas Repórter Vesgo (Rodrigo Scarpa) e Sílvio Santos (Wellington Munis), e a Mulher Samambaia, do programa “Pânico na TV”, que vai ao ar aos domingos pela RedeTV!, foram convidados para entregar o prêmio ao governador matogrossense, que participava de um evento público em Cuiabá. Mesmo impedidos de entregar o prêmio a Maggi pelos seguranças do evento, os humoristas deram trabalho. A presença deles no colégio atraiu centenas de pessoas que exigiram em alto e bom som que Maggi preservasse a natureza e recebesse a estatueta do

“Motosserra de Ouro”. O governador optou por sair pela porta dos fundos da escola. Sem o troféu. É preciso agir – “Se o Mato Grosso quiser reverter sua posição como campeão histórico do desmatamento na Amazônia, o governo do estado certamente terá de agir”, disse o coordenador da Campanha Amazônia, Paulo Adario. Para o Greenpeace, Mato Grosso deve combater a extração de madeira ilegal, conter a expansão da fronteira agrícola em áreas de floresta e rever sua postura em relação às áreas protegidas no estado. Em 2003, o Parque Estadual do Xingu ficou 39 mil hectares menor. Em 2004, o governo propôs a diminuição do Parque Estadual Serra de Ricardo Franco. Outras unidades, como o Parque Estadual do Cristalino, apresentam problemas crônicos de invasão por fazendeiros e madeireiros. Uma reunião entre o governo do Mato Grosso e ONGs para discutir a política ambiental do estado foi marcada para o início de setembro. “Esperamos que esta reunião resulte em passos concretos por parte do governo Maggi”, ★ disse Adario.

de produtos como energia e madeira nas obras. Técnicos de diversos países do mundo relataram suas experiências no setor. Representaram o Brasil Valéria Damico, da Casa Civil do governo do estado de São Paulo; Rachel Biderman, da Fundação Getúlio Vargas (FGV); Laura Valente, coordenadora da America Latina da Internacional Council For Local Enviromental Iniciatives (Iclei); e Rebeca Lerer, coordenadora do programa Cidade Amiga da Amazônia (CAA) do Greenpeace, que incentiva o consumo sustentável de madeira pelos governos municipais e estaduais no Brasil. “Foi uma ótima oportunidade

para interagir com os governos e trocar experiências e informações”, afirmou Rebeca.


©GREENPEACE/OLIVIER BOELS

No dia em que a irmã Dorothy completaria 74 anos, 7 de junho de 2005, centenas de pessoas reuniram-se em Brasília para relembrar sua luta pelas comunidades da Amazônia, pelo direito à terra e pelo desenvolvimento sustentável da floresta. A ação em Brasília fez parte das comemorações da Semana do Meio Ambiente (foto acima), que contou ainda com os jogos lúdicos de proteção à floresta e exposições em diversas cidades do Brasil sobre a Amazônia.

Manifestação realizada em Brasília lembra morte de missionária e pede paz na floresta

que

ventos

sopram

h

á bons ventos trazendo novidades para o planeta. Uma semana antes da reunião do G8, que reúne os oito países mais ricos do mundo (Estados Unidos, Alemanha, Canadá, Inglaterra, França, Japão, Itália e Rússia), o Greenpeace e o Conselho Global de Energia Eólica lançaram um relatório descrevendo como a indústria eólica (geração de energia pelos ventos) pode gerar até 12% da eletricidade mundial até 2020. Intitulado Wind Force 12, o projeto demonstra que não há barreiras técnicas ou econômicas para o suprimento de 12% das necessidades globais de energia a partir de uma matriz eólica. Além de fornecer energia barata e limpa, o projeto torna-se também uma ferramenta crucial na diminuição do efeito estufa, causado pelas emissões, na atmosfera, de gases provenientes da queima de combustíveis fósseis e das queimadas da Amazônia. Quem quiser ler o relatório pode baixar o arquivo do seguinte

Cerca de 200 pessoas levaram a mensagem “A morte da floresta é o fim da nossa vida” escrita em camisetas brancas e ficaram sentadas em frente ao Palácio do Planalto segurando fotos da Irmã Dorothy para pedir paz na floresta e a presença efetiva do Estado na Amazônia. “A irmã Dorothy pode ter morrido, mas hoje estamos reunidos aqui para representar o que ela sempre fez: exigir que o governo assuma suas responsabilidade sobre o futuro da Amazônia e de seus povos”, afirmou Carlos Rittl, da Campanha da Amazônia do Greenpeace, durante o ato em Brasília. As diversas entidades participantes da atividade encaminharam ao presidente Lula um documento cobrando ações permanentes para garantir a justiça social, o fim da violência e o combate ao desmatamento.

link: www.greenpeace.org.br/energia/pdf/eolicapt.pdf (sumário executivo traduzido para o português). O Brasil é um dos mercados mais promissores para a energia eólica e com a implantação do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia (Proinfa), que prevê a instalação de 3.300 MW de capacidade renovável até 2006 e, numa segunda fase, a geração de 10% da eletricidade do País por meio de fontes renováveis como vento, biomassa e pequenas hidrelétricas até 2022. Isso poderá significar algo entre 100 e 200 MW de capacidade eólica sendo instalados a cada ano. “Isso é um aumento significativo da participação das energias renováveis (solar, eólica, biomassa e pequenas hidroelétricas) na matriz energética brasileira”, disse Marcelo Furtado, diretor de Campanhas do Greenpeace Brasil. ★

Medidas emergenciais Imediatamente após o assassinato da missionária norte- americana, foram anunciadas medidas emergenciais para conter a escalada da violência no Pará, incluindo a criação de cinco unidades de conservação na Amazônia (um total de 5 milhões de hectares) e a suspensão de autorizações de desmatamento em uma área de mais de 8,2 milhões de hectares na BR-163. “O governo precisa implementar políticas públicas concretas, e não apenas emergenciais, que acabem com as causas que motivam a destruição e a violência na Amazônia, como a grilagem de terras e a exploração ilegal de madeira”, ★ disse Rittl.

ZENIT / ©GREENPEACE GER

A mensagem sobrevive

© GREENPEACE / RODRIGO BALEIA

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m dezembro de 1988, o Brasil foi notícia no mundo inteiro quando o líder seringueiro Chico Mendes, defensor dos trabalhadores rurais de Xapuri, no Acre, e da preservação da floresta amazônica, foi brutalmente assassinado a mando de fazendeiros locais. O crime chocou a comunidade brasileira e internacional, provocando reação em cadeia que culminou na criação da primeira reserva extrativista do País, um antigo sonho de Chico Mendes. Muitos imaginavam que a barbárie nunca mais se repetiria, mas 16 anos depois, a realidade bateu à porta. Dorothy Stang, missionária norte-americana – naturalizada brasileira – de 73 anos foi assassinada em fevereiro de 2005 a mando de fazendeiros da região de Anapu, no Pará, onde trabalhava há mais de 30 anos.

os bons

©GREENPEACE

O sonho de Dorothy

e n e r g i a

O Brasil é um dos mercados mais promissores no mundo para a geração de energia eólica, que deve ganhar destaque cada vez maior na matriz energética nacional

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reves breves breves breves breves

crime ambiental

|

★ Um adesivo colado no vidro de um carro que passava foi a senha para que Rafael Ventura, de 15 anos, enfim tomasse uma atitude em relação a um antigo desejo: ser contribuinte do Greenpeace. “Anotei o endereço eletrônico e me filiei pela internet”, lembra Rafael. Nesse tempo, conseguiu que o prefeito de Ribeirão Pires aderisse ao programa Cidade Amiga da Amazônia e que o projeto fosse discutido pelos vereadores da cidade. Agora, pretende ingressar no time de ação direta do Greenpeace. “É a minha cara”. #s ★ ★ Aproveitando as comemorações

do Dia Mundial do Rock (13 de julho), o Greenpeace desembarcou na GALERIA DO ROCK, no centro de São Paulo, para conversar com os freqüentadores do local sobre os perigos de uma possível retomada do programa nuclear brasileiro e a conseqüente construção da usina Angra 3. Em parceria com a rádio Brasil 2000 FM – que divulgou de hora em hora informações sobre o tema –, o Greenpeace promoveu debates e sorteios de camisetas, adesivos e materiais da campanha nuclear. ★

★ Com o anúncio dos tristes números do desmatamento na Amazônia entre agosto de 2003 e agosto de 2004 – o segundo maior de todos os tempos –, o Greenpeace escolheu a SEMANA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE deste ano (entre 1 e 7 de junho) para convidar a população brasileira a refletir sobre a necessidade de se proteger a maior floresta tropical do mundo. A atividade juntou adultos e crianças em parques de sete capitais do País em um divertido jogo interativo cujo objetivo era ajudar duas árvores a escaparem de uma floresta ameaçada. ★


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reun ão g 8

★ O governo brasileiro deu mais

uma bola fora em relação aos

Decepção. Essa foi a sensação geral de muitos que acompanharam a reunião dos oito países mais ricos do mundo (G8) realizada na primeira semana de julho em Gleneagles, na Escócia, depois que o documento final foi divulgado. A posição contundente do grupo que reúne Inglaterra, Estados Unidos, Japão, Canadá, França, Itália, Alemanha e Rússia em relação às medidas necessárias para incentivar a redução das emissões de gases não veio e deixou os ambientalistas desapontados. A reunião fracassou principalmente porque não especificou metas objetivas para se combater o efeito estufa e também ao não pressionar de maneira consistente os Estados Unidos, para que revissem sua posição predatória no planeta. O país governado pelo presidente Bush é um dos que mais emite gases poluentes na atmosfera e único do G8 que ainda não ratifi-

reuniões sejam feitas a portas fechadas, o mundo todo está assistindo”, John Frizell, do Greenpeace Internacional. Antes da moratória, mais de 60 mil baleias morriam anualmente; hoje, pouco mais de 2 mil são capturadas. Desde que a moratória foi declarada, há quase 20 anos, cerca de 14 mil baleias já foram mortas, metade delas só pelo Japão. Este ano, estima-se que os baleeiros japoneses devem capturar cerca de 1.300 cetáceos de cinco espécies – minke, bride, sei, sperm e jubarte.

Marcha virtual reúne mais de 50 mil mensagens de 122 países para impedir matança de baleias A proposta pelo fim da moratória veio do Ministério de Agricultura, Pesca e Floresta do Japão e contou com apoio dos coreanos, interessados em ingressar na lucrativa e sangrenta indústria baleeira. Mas acabou rejeitada por 29 votos a 23. Cinco países se abstiveram de votar. Com isso, permanece proibida a caça de baleias em larga escala por pelo menos mais um ano. A manutenção da moratória livra milhares de baleias da morte e impede que a ganância humana prejudique o delicado equilíbrio ecológico dos mares. Ponto para cada uma das 51.161 pessoas que enviou sua foto e mensagem; ponto ★ para a vida.

Mesmo com a moratória que impede a caça, baleias são capturadas e vendidas por US$ 100 mil na Coréia

cou o Protocolo de Kyoto. O Brasil também deveria se comprometer a reduzir suas emissões de gases estufa, causadas principalmente pelas queimadas na Amazônia, assumindo metas de redução de desmatamento para sair do incômoda posição de quarto maior emissor do mundo. O Greenpeace listou algumas medidas urgentes em carta enviada ao presidente Lula, que discursou na Escócia como integrante de um grupo de países convidados. Para a organização, a mensagem deveria contemplar uma declaração clara de que os líderes dos países mais industrializados conhecem os riscos do aquecimento global e o fato de que isso ocorre pela ação do homem. A carta deveria deixar claro que o G8 está comprometido com a redução da emissão de gases e com a ajuda aos países mais pobres, para que possam se desenvolver sem destruir o planeta. ★

A mais recente evidência científica do aquecimento global: geleiras da Groenlândia estão derretendo a uma velocidade recorde.

cional realizado em junho na cidade de Montreal, no Canadá. Apesar de mais de 100 países exigirem uma rotulagem detalhada dos PRODUTOS TRANSGÊNICOS, a reunião do Protocolo de Cartagena de Biossegurança acabou sendo boicotada por Brasil, Argentina, Canadá e Nova Zelândia, que defenderam uma rotulagem mais genérica. Em função do impasse, as negociações devem seguir em nova reunião do protocolo, na Convenção da Diversidade Biológica, que acontecerá em Curitiba, em março de 2006.

★ O inverno em Campos do Jordão é tempo de curtir vinhos e aquele friozinho com jeito europeu. E agora também palco de atividades ecológicas. O Greenpeace deu início em julho a uma CAMPANHA incentivando a conservação ambiental, convocando moradores e turistas a limparem o Rio Capivari, retirando lixo sólido e instalando redes coletoras. A campanha promove o debate de temas como energias nuclear e renováveis, os transgêni★ cos e consumo consciente.

©GREENPEACE/RODRIGO BALEIA

©GREENPEACE / NATALIE NBEHRING

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transgênicos, em encontro interna-

© GREENPEACE / MORGAN

U

ma inédita marcha virtual em defesa das baleias, promovida este ano pelo Greenpeace, levou mais de 50 mil fotografias de pessoas de 122 países para a 57ª reunião da Comissão Baleeira Internacional (CBI), realizada em junho na cidade de Ulsan, na Coréia do Sul. A manifestação foi um dos pontos altos do evento, conseguindo sensibilizar os participantes do encontro sobre a necessidade de se manter a moratória da caça à baleia, que vigora desde 1986. Durante a reunião, as milhares de imagens colhidas na campanha mundial do Greenpeace – e que podem ser vistas no site http://whales.greenpeace.org/br/ – foram projetadas nas paredes do prédio onde a reunião da CBI foi realizada para os delegados do encontro, a imprensa mundial e curiosos em geral. Além da manifestação virtual, o Greenpeace promoveu juntamente com a Federação Coreana para o Movimento Ambiental a inauguração – um dia antes do início do encontro – da Embaixada das Baleias no local escolhido pelo governo coreano para ser uma indústria de processamento de carne de cetáceos. “O Greenpeace trouxe o protesto de milhares de pessoas para mostrar aos tomadores de decisão que, embora suas

ducha de água fria na escócia ©GREENPEACE / FELIPE GOIFMAN

Um voto de confiança à vida

((

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internacional


entrevista

A sociedade brasileira está preparada para um desenvolvimento sustentável?

GP:

RB: Ainda se pensa muito em crescimento econômico. Fala-se muito em infra-estrutura, mas quase nada sobre um desenvolvimento que promova saúde, dignidade de vida.

Tivemos desmatamento recorde este ano, assassinato da missionária norte-americana Dorothy Stang, aumento na plantação de transgêni-

GP:

os novos da floresta

e

m meio às notícias sobre o desmatamento desenfreado da Amazônia entre agosto de 2003 e agosto de 2004, que segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) destruiu mais de 26 mil quilômetros quadrados de florestas na região, o Greenpeace obteve importantes vitórias que podem minimizar os danos num futuro próximo. Durante as comemorações da Semana do Meio Ambiente, diversas cidades aderiram ao programa “Cidade Amiga da Amazônia”, que visa impedir o uso de madeira ilegal e predatória em obras públicas. Entre elas, Manaus, a primeira da região amazônica a participar do programa, e São Paulo, a maior cidade da América do Sul.

SUSTENTABILIDADE, questão de vida

resistência na sociedade

Quais foram as principais contribuições e frustrações do Instituto Vitae Civilis?

GREENPEACE:

BORN: Uma de nossas maiores contribuições para a discussão ambiental no País foi a atuação que tivemos no Vale do Ribeira (litoral sul de São Paulo). Lá, ajudamos a comunidade rural com o cultivo e manejo sustentado de plantas medicinais. Outra boa contribuição foi levantar temas que tinham pouco destaque entre as ONGs brasileiras, como a mudança climática, aquecimento global e a Agenda 21. A grande frustração é o fato de ainda existir uma grande resistência na sociedade brasileira para a questão ambiental. Temos que mostrar que a sustentabilidade ambiental também envolve direitos humanos e combate à pobreza, fome e violência. Não é uma coisa à parte.

RUBENS

brasileira para a questão ambiental. Temos que mostrar que a sustentabilidade ambiental também envolve direitos humanos e combate à pobreza, fome e violência. Não é uma coisa à parte” Rubens Born

cos ... o Brasil está mal na foto, não? RB: Muito mal. E pode ficar até pior. Além disso tudo, no Protocolo de Cartagena, o governo brasileiro tomou uma posição ruim ao evitar a rotulagem dos transgênicos. O Brasil está com uma visão equivocada, voltada apenas para o crescimento econômico e a inserção no mercado internacional, sem pensar na sustentabilidade do País.

De 0 a 10, que nota o senhor daria ao governo Lula em relação às medidas tomadas até agora para o desenvolvimento sustentável do País?

GP:

Dou uma nota 2. E estou sendo otimista. A nota é essa porque tem a Marina Silva como ministra. Se ela não estivesse no governo, a nota seria menor. O governo continua com posições equivocada no assunto transgênicos e ener★ gia nuclear também. RB:

® GREENPEACE / RODRIGO BALEIA

“Ainda existe uma grande

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O prefeito José Serra e Frank Guggenheim (D) conversam sobre a importância da adesão de São Paulo

©GREENPEACE / MONK

FOTO: ©VITAE CIVILIS

O meio ambiente é uma intricada rede de relações, em que cada agente depende do outro para sobreviver. O trabalho de uma ONG como o Instituto Vitae Civilis não é diferente. “Não conseguimos nada sozinhos”, afirma Rubens Born, coordenador executivo da entidade criada em 1989 em São Paulo com objetivo de contribuir para a construção de sociedades sustentáveis, conciliando desenvolvimento humano, conservação ambiental e justiça social.

amigos

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São Paulo e Manaus agora fazem parte do programa Cidade Amiga da Amazônia, que exige o uso de madeira certificada em obras públicas

Também obtiveram a chancela os municípios paulistas de Campinas, São José dos Campos, Sorocaba, São Carlos, Barueri, Botucatu, Piracicaba, São Manuel e Conchas.

Consumo responsável – Em São Paulo, o prefeito José Serra e o governador Geraldo Alckmin, editaram decretos no Dia Mundial Mundial do Meio Ambiente restringindo o consumo de madeira ilegal nas licitações do município e do Estado. “O governo estadual e a prefeitura estão entre os maiores consumidores de madeira amazônica do mundo. A partir do momento em que controlam as compras de madeira utilizadas em obras públicas, os fornecedores privados serão obrigados a se adequar”, afirma Rebeca Lerer, coordenadora do programa do Greenpeace. “Quem trabalha com madeira de origem criminosa vai perder uma enorme fatia de mercado. E quem trabalha dentro da lei e respeita o meio ambiente terá evidentes benefícios comerciais”, conclui. Em Manaus, o termo foi assinado pelo prefeito Serafim Correa e o coordenador da Campanha da Amazônia, Paulo Adário, e comemorado como um passo rumo ao uso consciente das reservas florestais amazônicas.

“Manaus vai agora estimular o setor madeireiro a manejar a floresta em vez de promover e se aproveitar do desmatamento”, disse Marcelo Marquesini, engenheiro florestal da Campanha da Amazônia, presente ao ato. Para tornar-se uma “Cidade Amiga da Amazônia”, as prefeituras devem formular leis municipais que exijam critérios em qualquer compra ou contratação de serviço que utilize madeira da Amazônia, como exigir provas que identifiquem a origem legal e ★ sustentável da madeira.

VOCÊ EM AÇÃO

Você também pode ajudar seu município a se tornar uma Cidade Amiga da Amazônia. Veja como participar do programa em www.greenpeace.org. br/cidadeamiga


Belo Monte

o

ameaça Xingu

dia 12 de julho já pode ser considerado um dos dias mais tristes para as populações indígenas do Xingu, na Amazônia brasileira. Foi nessa data que o Senado aprovou um decreto legislativo autorizando a construção do complexo hidrelétrico de Belo Monte, no Rio Xingu (Pará). A usina, se aprovada pelo governo, inundará uma área de cerca de 40 mil hectares na região, afetando a vida de diversos povos indígenas e populações ribeirinhas. No entanto, as comunidades não foram consultadas pelo Congresso antes da aprovação do projeto, como determina a Constituição. Para impedir que elas sejam ignoradas, o

Greenpeace, o Instituto Sócio Ambiental e a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) entraram em julho com uma representação na ProcuradoriaGeral da República contra a construção de Belo Monte. A nova usina poderá trazer problemas ambientais incalculáveis para a região, já que abastecerá indústrias que contribuem para a destruição da floresta amazônica, como os empreendimentos de mineração do Pará. “Além disso não foram feitos estudos de impacto ambiental para o projeto, o que representa um risco enorme”, denuncia Carlos Rittl, coordenador da campanha de ★ clima do Greenpeace.

& e-mails

PREZADOS COLEGAS,

O sorriso desses três índios Deni prenuncia novos e bons tempos para a tribo, que fica no sudoeste do Estado do Amazonas. À bordo de um barco doado pela Fundação Mayer, da Suíça, e entregue em abril passado à tribo pelo Greenpeace, os Deni agora terão um meio de transporte para ajudar na comercialização de seus produtos na região e também para coibir ações predatórias em suas terras, como a exploração ilegal de madeira.

É com muita satisfação e sentimento de dever cumprido, que anuncio minha entrada oficial à família Greenpeace. Sempre me perguntei por que não estava fazendo parte do grupo ainda, pois há anos divulgo a importância de preservarmos o meio ambiente. Finalmente concretizei esse sonho. Coloco-me à disposição para ajudar na luta pela preservação ambiental. Hoje é um dia que jamais esquecerei: posso com muito orgulho afirmar que sou membro do Greenpeace. Milton Rodante Você também pode mandar seu comentário, dúvida ou sugestão. Participe! Para nos contatar: REVISTA DO GREENPEACE

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ASSOCIAÇÃO CIVIL GREENPEACE

conselho diretor

presidente Fernando Furriela membros Eduardo M+ Ehlers Jayme Brener Marcelo Sodré Pedro Jacobi Samyra Crespo diretor executivo Frank Guggenheim diretor de campanhas Marcelo Furtado diretora de comunicação Gladis Éboli

diretora de marketing e captação de recursos Clélia Maury diretor financeiro Wilson Mosca Segundo diretor de políticas públicas Sérgio Leitão

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REVISTA DO GREENPEACE

é uma publicação trimestral do Greenpeace editor Jorge Henrique Cordeiro (mtb ($)$(/'*)

O projeto de aproveitamento hidrelétrico de Belo Monte, no Rio Xingu, afetará os povos indígenas que terão suas terras inundadas pelas obras

projeto gráfico e edição (arte) Kraft design ("&*$+#)(') editora de imagens Caroline Donatti redatores André Muggiati Marília Ávila Tica Minami

impressão Litokromia

★ EVOLUÇÃO DOS PRODUTOS RECICLADOS – vocês devem estar estranhando o novo papel dessa revista, não? Essa é uma das boas novidades que temos para vocês. A produção de papéis reciclados também está evoluindo, por meio de novos processos. Após uma longa busca, encontramos um novo fornecedor de papel reciclado, a Ripasa, cuja produção utiliza 50% de aparas pós consumo; os demais 50%, de papel pré consumo, são produzidos com madeira certificada pelo FSC (Forest Stewardship Council), em processo livre de cloro. O resultado dessa tecnologia é um papel mais claro e que permite melhor leitura e visualização das ★ imagens impressas, para você curtir a leitura da revista do Greenpeace.

Esse periódico foi impresso em papel reciclado em processo livre de cloro+ Tiragem: )(+!!! www.greenpeace.org.br

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por telefone (11) 3035-1151 por e-mail socios@greenpeace.org.br

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Espaço gentilmente cedido por este veículo. Ligue: 0300-789-2510. Custo da ligação: R$ 0,30 por minuto de telefone fixo.

Comprovado: existe vida estúpida na Terra.

Encontramos sinais na Amazônia. Sinais de socorro. A cada minuto uma área equivalente a 8 campos de futebol é devastada na Amazônia. Isso acontece principalmente para extração ilegal de madeira, criação de gado e plantio de soja. Para barrar essa destruição, nós pressionamos e ajudamos o governo a criar milhões de hectares de áreas protegidas na Amazônia. Você também pode fazer algo. Junte-se ao Greenpeace na defesa da floresta.

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O Greenpeace está do lado da Amazônia, esteja ao lado do Greenpeace.


Jul/Ago/Set 2005