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Produção agrícola eleva economia do Rio Grande do Sul

Antônia da Luz, economista do sistema Farsul, confirma crescimento da safra agrícola, colocando o estado em 2º lugar na produção.

Em 2013 a expectativa da produção na safra agrícola pode atingir em torno de 27 milhões de toneladas, aumentando o PIB (Produto Interno Bruto) e colocando o estado em posição privilegiada. Ao contrário de 2012, onde a agricultura do Estado do Rio Grande do Sul perdeu muito com a seca, fechando o ano com 10 milhões de toneladas de grãos. Em relação aos anos anteriores, é um aumento significativo, afirma Antônio da Luz, economista da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul. Conforme estudo da Farsul, nos últimos cem anos, a agricultura nacional cresce exponencialmente, devido às novas tecnologias. Na produção total mundial, o Brasil está em 6º lugar. Tendo um grande território para plantio, “o setor é emergente”, afirma Luz. A maior preocupação do economista é a tributação exacerbada existente. No Brasil, os impostos são cobrados em cima do produto, elevando o valor final. Já em países desenvolvidos, como muitos da Europa e os Estados Unidos, por exemplo, têm sua tributação em cima da produção, não alterando diretamente o valor final. Esse é um ponto negativo ressaltado pelo economista, pois, assim, dificulta-se a negociação no exterior, devido o imposto cobrado ser alto. Ressaltando o lado positivo da produção local, diz que o lucro obtido pelos produtores é revertido em investimentos no próprio segmento, revelando um grande interesse por parte dos produtores. Porém, esse investimento não viabiliza uma solução para a precariedade da infraestrutura e da logística de transporte dos produtos. Estes problemas são os que mais impedem o crescimento do setor. O economista Antônio da Luz afirma ser de grande importância e emergência, investimentos nestas áreas. Critica o poder público quando se refere aos “discursos fáceis” que eles fazem à população e afirma que a solução mais rápida é o investimento, por parte de empresas privadas, no agronegócio. Com esse avanço na infraestrutura, pode-se partir para uma maior produção baseada em novas tecnologias, pois assim os produtores teriam uma distribuição adequada de sua safra e não perderiam grandes porcentagens, como hoje ainda acontece devido à falta de transporte e armazenamento adequados.


Para Luz, a agricultura tem alto valor agregado, pois, atualmente, a economia não é mais baseada em uma linha sequencial, mas sim, em uma sistemática circular, colocando todos os setores envolvidos (produção, distribuição e consumo) em ajuda mútua, com dependências entre si.

Produção agrícola eleva economia do Rio Grande do Sul  

Reportagem sobre a economia na área rural do estado.