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entrevistapanorâmica ANO II - #05 - ABR 12

APOIO: DIÁRIO DO TURISMO www.diariodoturismo.com.br


QUATRO ENTREVISTAS, QUATRO MERGULHOS Nesta edição do Entrevista Panorâmica mais quatro nomes do turismo brasileiro descrevem, como experts do assunto que são, a experiência que têm em mergulhar naquilo em que acreditam. Edson Luiz Gaspar, coordenador do curso de Aviação Civil da Universidade Anhembi Morumbi, fala não só de seu amor por aviação, mas do peso que as empresas aéreas estão dando ao currículo e ao diploma. “Hoje em dia as empresas aéreas reconhecem o que acontece na aviação. O tipo de formação que é ministrado na universidade está muito além do é aprendido no aeroclube”, disse. Armando de Campos Mello, presidente da União Brasileira dos Promotores de Feiras (Ubrafe), apresenta os prognósticos da entidade para 2012 para São Paulo e para o Brasil e estes são muito animadores. “A Ubrafe estima que o setor de feiras de negócios só na cidade de São Paulo gire em torno de R$ 3.046 bilhões em 2012, ano que a capital paulista terá 120 grandes feiras de negócios já confirmadas”, adiantou. Margaret Grantham, diretora do Centro de Turismo Alemão para o Brasil e América Latina (DZT) fala sobre suas metas à frente da representação do escritório da Alemanha no Brasil, e apresenta as novas facetas do país de Michael Schumacher, Johann Sebastian Bach, e Angela Merkel . “Segundo o ranking da ICCA (International Congress and Convention Association) a Alemanha é o segundo país que mais recebe eventos internacionais no mundo (a Suíça é o primeiro) , com cerca de 500 eventos internacionais realizados no país no último ano", explica. Já Dário Paixão, presidente do Curitiba, Região e Litoral Convention & Visitors Bureau (CCVB) fala sobre a situação privilegiada de Curitiba para a realização de grandes eventos, em termos de logística, da preparação do setor hoteleiro da cidade para a Copa do Mundo, e comenta a respeito dos números crescentes do turismo na cidade. A seguir, as quatro entrevistas, os quatro mergulhos.

Paulo R. von Atzingen Editor


EDSON GASPAR AÉREAS VALORIZAM CURRÍCULO E DIPLOMA, DIZ PROFESSOR

ARMANDO DE CAMPOS MELLO PRESIDENTE DA UNIÃO BRAS. DOS PROMOTORES DE FEIRAS (UBRAFE)

MARGARET GRANTHAM, DIR. DO CENTRO DE TUR. ALEMÃO PARA O BRAS. E AM. LATINA (DZT)

DARIO PAIXÃO, PRES. DO CCVB (CURITIBA, REG. E LIT. CONV. & VISITORS BUREAU)

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EDSON GASPAR AÉREAS VALORIZAM CURRÍCULO E DIPLOMA, DIZ PROFESSOR

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UMA ENTREVISTA ESCLARECEDORA COM O PROFESSOR DA ANHEMBI MORUMBI EDSON LUIZ GASPAR, COORDENADOR DO CURSO DE AVIAÇÃO CIVIL, QUE COMPLETOU NO ANO PASSADO 10 ANOS. “HOJE EM DIA AS EMPRESAS AÉREAS RECONHECEM O QUE ACONTECE NA AVIAÇÃO. O TIPO DE FORMAÇÃO QUE É MINISTRADO NA UNIVERSIDADE ESTÁ MUITO ALÉM DO É APRENDIDO NO AEROCLUBE”, DISSE COM EXCLUSIVIDADE AO DIÁRIO PARA A EDITORIA ENTREVISTAS NO TERRAÇO. GASPAR GARANTIU QUE, NA HORA DE CONTRATAR, AS COMPANHIAS DÃO PREFERÊNCIA AO CURRÍCULO E AO DIPLOMA. “NA HORA DE FAZER SELEÇÃO, NO SITE DAS EMPRESAS AÉREAS ONDE HÁ SELEÇÃO DE PILOTOS, APARECE EXPLÍCITO: SE NÃO TEM FORMAÇÃO SUPERIOR SÃO EXIGIDAS 1.500 HORAS DE EXPERIÊNCIA, MAS SE TEM FORMAÇÃO SUPERIOR SÃO APENAS 500 HORAS”. ESTAS E OUTRAS CURIOSIDADES ACADÊMICAS SÃO APRESENTADAS NESTA DESCONTRAÍDA ENTREVISTA CONCEDIDA AO EDITOR DO DT, JORNALISTA PAULO ATZINGEN. ACOMPANHEM: Diário - Atualmente a formação teórica dos novos pilotos acompanha a formação prática? Edson Luiz Gaspar - A formação do piloto hoje no Brasil é regulada pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), que estabelece aquilo que tem de ser ministrado para o aluno na formação teórica e também faz a regulação da formação prática. No Brasil nós temos estas duas figuras: a formação teórica e a formação prática que o aluno pode fazer de maneira concomitante ou, como nós sugerimos, fazer primeiramente a formação teórica para depois passar para a formação prática. Diário – Os jovens estudantes querem ir logo para um aeroclube e começar a pilotar em detrimento de fazer um curso universitário? Gaspar - No passado não existia formação teórica, era um piloto ensinando para o outro. Então um piloto ensinava ao outro a parte teórica, ele fazia avaliação no extinto DAC (Departamento de Aviação Civil) e se ele passasse na prova, continuava e assim por diante. Então muitas pessoas sequer chegaram a fazer curso. Muitos pilotos que estão na aviação, principalmente

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pilotos mais antigos, nem curso fizeram, aprenderam a voar com o seu “padrinho” e assim foi fazendo aula prática de voo até conseguir a habilitação. Hoje em dia as próprias empresas aéreas reconhecem o que acontece na aviação, e o tipo de formação que é ministrado na universidade é muito além do que aquilo que é ministrado no aeroclube. Então por que fazer o curso na universidade se tem o aeroclube que vai dar a formação de piloto? Para a ANAC o aeroclube é uma escola de aviação e a universidade também. Só que na hora que você complementa a formação do aluno, ele passa a ter informações de diferentes áreas. Então na hora de fazer seleção, se você entrar no site das empresas aéreas onde há seleção de pilotos em aberto, eles são explícitos hoje, se não tem formação superior exigem 1.500 horas e se tem formação superior exigem 500 horas de experiência. As empresas aéreas estão valorizando esse conhecimento que o aluno traz e o aluno melhor formado se envolve em menor quantidade de acidentes e isso já foi comprovado, teve um estudo feito na Europa e outro nos Estados Unidos.

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Diário - O mercado de oferta de pilotos apresentou uma certa defasagem há um tempo atrás. Como é que anda hoje a oferta e a procura de pilotos de aviação civil? Gaspar - A procura por pilotos está muito grande, então tem vagas em todos os segmentos não só para helicópteros mas para avião. Hoje para você comprar uma aeronave assina-se um contrato, fica na lista de espera e em um a dois anos você já está com a aeronave. Para você formar um piloto são três, quatro, cinco anos, depende da formação e experiência do candidato, então existe uma demanda muito grande. Foi feito um estudo que está sendo divulgado no site da Boeing que em 20 anos serão necessários mais 467 mil pilotos no mundo e a formação não está acompanhando esse ritmo. Por que não está acompanhando? No Brasil nós temos principalmente o problema do custo da aula prática de voo que estão elevados. Existe vaga, existe oferta e estão realmente faltando pilotos no mercado.

Diário - Qual o número de profissionais que a Anhembi Morumbi hoje lança no mercado? Gaspar - A Anhembi tem hoje cerca de 60%, 70% dos alunos que estão matriculados em universidades brasileiras com formação aeronáutica, então tem um grande volume de universitários. Desse volume, 50% dos alunos fazem a universidade e a aula prática para já se inserirem no mercado atuando como piloto, só com um detalhe: o curso de aviação civil não prepara somente para ser piloto, ele prepara para atuar na aviação. Ele amplia o leque de oportunidades de ofertas do mercado. Tenho vários ex-alunos que entraram na TAM, na Gol, na Avianca, enfim eles entraram para trabalhar n o s e g m e n t o administrativo, foram se capitalizando, fizeram aula prática de vôo, depois como já estavam dentro da empresa, mudaram para o voo. Passaram por uma seleção interna que é diferente e passaram a atuar no voo. Esse público que eu coloco no mercado, 50% já sai com formação fechada para voar, os outros 50% saem voltados Diário – O senhor acredita para parte administrativa. que quanto maior o Desses 50%, 25% número de companhias a c o n s e g u e m competitividade aumenta posteriormente ir para o A ANHEMBI TEM HOJE CERCA DE 60% A 70% e, por conseguinte a oferta voo e os outros 25% se DOS ALUNOS EM FORMAÇÃO AERONÁUTICA de oportunidades para os distribui, alguns acabam DE TODOS OS QUE ESTÃO MATRICULADOS pilotos? f icando na área EM UNIVERSIDADES BRASILEIRAS Gaspar - Sim, eu concordo administrativa e outros com você. Hoje a gente vive no Brasil praticamente acabam mudando de área, enfim isso é em relação um duopólio, as duas principais companhias aéreas, ao próprio mercado e as oportunidades que TAM e Gol, disputando o mercado. Há um tempo, até aparecem para os alunos. em função do início das atividades, vem a Azul e a Avianca também, que são empresas com potencial Diário - O senhor falou que este ano entraram 510 de atendimento muito grande. Então eu acredito calouros no curso de aviação civil. No total são que em mais alguns anos a Azul e a Avianca tendem quantos alunos? a crescer bastante, principalmente porque elas não Gaspar - No total são 1.400 alunos na universidade. estão entrando em conflito com as maiores. O Brasil tem muitos destinos a serem atingidos com a Diário - Todo ano cresce esse número? aviação, principalmente a aviação regional, aviação Gaspar - Todo ano está aumentando. No ano de pequenos centros. E realmente a aviação precisar passado estávamos com mais ou menos 1.100 cresce. É preciso ter mais companhias aéreas para alunos, esse ano já chegamos a 1.400, tivemos sete que possa, não digo democratizar, mas melhorar as turmas de formandos no final do ano. Estamos condições não só para o passageiro, para o piloto fechando cada vez mais parcerias e aumentando a como para própria empresa aérea. quantidade de alunos.


PALAVRAS DO RUY AMPARO DA TAM: “PROFESSOR GASPAR, É A PRIMEIRA VEZ QUE UMA UNIVERSIDADE SE PREOCUPA EM VIR CONVERSAR COM A GENTE PARA SABER O QUE A GENTE PRECISA” Aeroporto de Vitória/ES (Foto: Renato Eck Zorn)

Diário - É um curso que tem quanto tempo de existência? Gaspar - Começou em 2001, portanto a primeira turma se formou em 2003. O começo foi difícil porque ninguém conhecia o curso, as empresas aéreas mesmo não conheciam. Hoje não. Hoje já existe até uma questão cultural: muitos jovens já saem do ensino médio querendo fazer aviação civil para entrar nas empresas aéreas e muitos estão conseguindo fazer isso. Diário - Como é feita a formação da grade curricular? As empresas participam? Gaspar - Desde que eu assumi a coordenação do curso, eu tenho essa preocupação de ir até o mercado, de conversar com gestores das empresas aéreas para saber o que eles querem daquele profissional que eu estou preparando, porque na realidade eu não posso trabalhar de maneira isolada, eu não posso ficar na universidade descobrindo teorias e fórmulas, sem saber o que o mercado quer. Então, periodicamente, eu procuro as empresas e converso, normalmente procuro o presidente ou vice presidente, ele me dá um panorama daquilo que ele quer, ele chama os diretores, fazemos reuniões, discutimos, mostro a grade curricular e peço sugestão. Então de tempos

em tempos eu tenho esse cuidado de ir até as empresas. Estive na Varig, hoje nosso contato maior é com a TAM, Gol, Azul e Avianca. Recentemente tive uma reunião com o vice presidente da TAM, o Ruy Amparo. Semana passada estive com o Adalberto Bogsan, vicepresidente da Gol e ex-aluno de aviação civil da Anhembi Morumbi. Enfim, eu vou ao mercado e pergunto: “minha grande curricular é essa, eu estou ofertando isso, o aluno está saindo com essa formação, interessa? O que vocês acham que eu posso mudar?”. Palavras do Ruy Amparo: “professor Gaspar, é uma honra estar te recebendo aqui, porque é a primeira vez que uma universidade se preocupa em vir conversar com a gente para saber o que a gente precisa.” E isso eu acho que é uma questão muito positiva, o Ruy Amparo é uma pessoa que está no mercado há bastante tempo, é técnico, muito inteligente de uma capacidade incrível e ele ficou contente com esse tipo de postura e disse que hoje é nítida a diferença de formação de quem faz universidade e de quem não faz, porque o processo de formação é diferente, quem faz universidade tem muito mais base, uma bagagem muito grande e isso é coisa que muitas vezes o profissional que faz somente o aeroclube acaba não levando.


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ARMANDO DE CAMPOS MELLO PRESIDENTE DA UNIÃO BRASILEIRA DOS PROMOTORES DE FEIRAS (UBRAFE)

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EM ENTREVISTA EXCLUSIVA AO DIÁRIO, O PRESIDENTE DA UNIÃO BRASILEIRA DOS PROMOTORES DE FEIRAS (UBRAFE), ARMANDO DE CAMPOS MELLO APRESENTA OS PROGNÓSTICOS DA ENTIDADE PARA 2012 PARA SÃO PAULO E PARA O BRASIL E ESTES SÃO MUITO ANIMADORES. “A UBRAFE ESTIMA QUE O SETOR DE FEIRAS DE NEGÓCIOS SÓ NA CIDADE DE SÃO PAULO GIRE EM TORNO DE R$ 3.046 BILHÕES EM 2012, ANO QUE A CAPITAL PAULISTA TERÁ 120 GRANDES FEIRAS DE NEGÓCIOS JÁ CONFIRMADAS, 273 NO ESTADO”, DISSE AO DT. ALÉM DISSO, ARMANDO ACRESCENTA QUE NESSAS FEIRAS PAULISTAS 33.181 EMPRESAS PARTICIPARÃO COMO EXPOSITORAS, SENDO 27.903 NACIONAIS E 5.278 ESTRANGEIRAS. EM UMA PERSPECTIVA MAIS ABRANGENTE, PORÉM SEM TANTA PRECISÃO, SUA ENTIDADE ESTIMA QUE A RECEITA DO SETOR DE GRANDES FEIRAS DE NEGÓCIOS NO BRASIL ESTE ANO CHEGUE A R$ 4,8 BILHÕES. “É UM DADO APROXIMADO, MAS SIGNIFICATIVO, CONSIDERANDO QUE EM 2011 TIVEMOS UM VOLUME DE NEGÓCIOS EM TORNO DOS R$ 3,6 BILHÕES”. O CÁLCULO QUE A UBRAFE FAZ É A PARTIR DO CUSTO MÉDIO DO METRO QUADRADO QUE INCLUEM DESDE LOCAÇÃO DO ESPAÇO, OPERAÇÃO, MONTAGEM E INFRAESTRUTURA, ENTRE OUTROS. ACOMPANHE A ENTREVISTA CONCEDIDA AO JORNALISTA PAULO ATZINGEN, EDITOR DO DT, DURANTE ALMOÇO NO RESTAURANTE TERRAÇO ITÁLIA, EM SÃO PAULO.

Diário - Armando, você poderia falar desse diagnóstico feito pela UBRAFE em que foi feito uma regionalização das feiras? Armando Campos Melo – Fizemos um dimensionamento das feiras no Brasil que ultrapassa os associados da UBRAFE; chegamos a um número de 733 feiras e nós procuramos fazer uma leitura e estabelecer a região geopolítica brasileira. Nós chegamos à região Sudeste com a preponderância de 442

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feiras e somadas à região Sul com 162, você teria entre 600 e 700, o que é um número bastante importante, representa os Estados mais industrializados. A parte industrial é importante, reflete a realização de feiras, mas também temos a percepção de que outras regiões brasileiras, que tiveram desenvolvimento econômico passam a representar cada vez mais feiras importantes de segmentos importantes.

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Diário – Dê um exemplo... Armando - Eu lhe dou um exemplo bem típico que aconteceu nos últimos três anos: as feiras de material de construção se multiplicaram pelo Brasil porque a construção civil se multiplicou pelo país e a feira precisa atender ao mercado. Tranquila, ela vai onde a necessidade de mercado se apresenta, porque ela é uma ferramenta de promoção comercial, é a melhor relação custobenefício de mídia presencial que existe no Brasil. A regionalização irá acontecer ainda mais nos próximos anos na medida em que existirem novos equipamentos, porque o principal equipamento indutor nosso é aquele chamado pavilhão. Essa é a palavra chave. Não basta ter um bom destino, ter uma boa cidade, é preciso ter um bom pavilhão.

equipamento novo em Fortaleza – Ceará. Vimos nos últimos anos uma mudança econômica nessa região que passou a ter um coeficiente de desenvolvimento mais acentuado, mais dinheiro, e as feiras estão caminhando pra lá. O mercado é atendido pelas feiras para que a promoção comercial se efetive, então isso não tem problema, vou voltar a repetir “eu preciso de pavilhão”. Diário: São Paulo consegue ter esse desenvolvimento até quando? Armando: São várias razões para que isso aconteça, é um pouco do “efeito tostines”, o destino precisa ser bom para que você realize grandes eventos, o destino tem que ser adequado, apropriado. Melhor malha rodoviária do Brasil, melhor malha aérea, os principais aeroportos do Diário: Existem alguns Brasil, há 42 mil unidades Estados e algumas na hotelaria, boa regiões que são bem gastronomia, bom resolvidas e propícias a entretenimento, é o realização de boas feiras, centro de decisões você poderia dar um econômicas da América exemplo? Latina, Bolsa de Valores, Armando: Como nós vimos centro de saúde, os temos na região sudeste a melhores hospitais, o preponderância de São melhor atendimento, Paulo com cerca de 300 PAVILHÃO; ESSA É A PALAVRA CHAVE. NÃO então essa qualidade do feiras, mas você tem BASTA TER UM BOM DESTINO, TER UMA BOA destino São Paulo é o também um Estado muito efeito tostines “vende bem resolvido que é o CIDADE, É PRECISO TER UM BOM PAVILHÃO mais porque é fresquinho Paraná, que faz feiras ou é fresquinho porque vende mais?” E na importantes internacionais, por causa da sua verdade nós temos 270 mil metros quadrados de posição perante o Mercosul, atingindo Santa oferta de área em pavilhões; nós temos diversos Catarina, Mato Grosso, Paraguai, Argentina, equipamentos como Anhembi, Center Norte, Uruguai e Bolívia com uma certa facilidade de Imigrantes, Frei Caneca, Transamérica, o velho acesso, de distância de locomoção, não esquecer prédio da Bienal, com seus 50 anos ainda tendo que o participante vem de automóvel ou de avião. feiras, e esses espaços todos como Rebouças, São O Paraná tem agricultura, agronegócio, indústria e Luiz em que acontecem eventos de menor porte tem uma atividade de logística importante que é o muito importantes para o crescimento e porto, por onde escoa grande parte da produção desenvolvimento da cadeia. Essa somatória faz brasileira. de São Paulo a grande sede dos negócios desse país, e a feira é uma parte desses negócios. Diário: Como você analisa a situação das feiras no Nordeste? Diário: Dessas 730 feiras de negócios Armando: Bom nós temos equipamentos, catalogadas no Brasil, quais são os setores que tradicionalmente em Recife e Salvador e realizam se destacam? com boa frequência boas feiras. Agora temos um


A LEITURA QUE A GENTE PRECISA TER É QUE ESSE VISITANTE DE FEIRA É UM PERSONAGEM, ELE É O PRINCIPAL INDUTOR DO TURISMO NA CIDADE, ELE É O QUE MAIS GASTA, ELE É O PJ QUE MAIS GASTA

Armando: Agronegócio em maior volume, até porque a nossa economia primária é preponderante e onde se destaca as nossas exportações; nossos comodites tem um peso importante nisso. Depois disso nós vamos para o setor industrial com algum destaque fundamentalmente para os setores de material de construção, moda e segurança que são segmentos que nos últimos tempos cresceram bastante. Eu trouxe a relação de feiras novas então é mais fácil você pegar e pontuar algumas dessas feiras. Diário: O que é uma feira nova? Armando: É desdobro. Quero dar um exemplo bom de desdobro. Lembro-me dos primeiros salões do automóvel no Ibirapuera. Os automóveis eraa DKV, Gordini, Aero Willis e as lambretas, mas também tinha barco, bateria, peça, tinha óleo, tudo era salão do automóvel, tinha camping... vamos ver o que aconteceu hoje: eu tenho o salão do carro, maravilhoso, com mais de 700/800 mil pessoas, com todas as fabricas do mundo, somos o quarto-quinto entre produtor e consumidor, somos o quarto mercado do mundo, ai nós temos três grandes feiras de autopeças, para veículos leves, veículos pesados, motos, temos duas feiras de moto importantes, que é um veículo, temos duas ou três feiras de barcos, temos três feiras de turismo de aventura e assim por diante.

Diário: Alguma sugestão para a logística de São Paulo? Armando: Eu acho importante que essa cidade, que é a capital das feiras do Mercosul, um grande destino, uma cidade maravilhosa que recebe a todos bem, que seus dirigentes tenham a preocupação com o transporte dos visitantes, dar condições para que os visitantes cheguem aos pavilhões com conforto. Então nós temos hoje o eixo Center Norte-Anhembi, que não possui uma ligação de metro entre a estação Tietê com a estação da Barra Funda. Se tivéssemos um aero trem, um monorail que ligasse essas duas extensões fazendo uma parada no Center Norte e no Anhembi indo até a Barra Funda, nós daríamos uma qualidade ao visitante de feira que hoje ele não tem na cidade. A leitura que a gente precisa ter é que esse visitante de feira é um personagem, ele é o principal indutor do turismo na cidade, ele é o que mais gasta, ele é o PJ que mais gasta, ele fica em hotel 4-5 estrelas, ele tem tanto de diária pra comida, ele vai fazer compras, ele conjuga os quatro verbos do turismo porque ele vem, São Palo é Miami pro resto do Brasil, todo mundo vem com sua listinha; então esse tratamento de transporte, da movimentação desse executivo importantíssimo que nos visita, teria que ser avaliado e pensado com muito carinho pelas autoridades da cidade.


DEUTSCHLAND; WARUM NICHT? ALEMANHA; POR QUE Nテグ?


MARGARET GRANTHAM, DIRETORA DO CENTRO DE TURISMO ALEMÃO PARA O BRASIL E AMÉRICA LATINA (DZT)

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COM UM NÚMERO RECORDE DE 63,9 MILHÕES DE PERNOITES NO ANO PASSADO E COM A CRESCENTE CHEGADA DE BRASILEIROS QUE AJUDAM A ENGROSSAR ESSE NÚMERO, A ALEMANHA É HOJE UM DOS ÚNICOS PAÍSES EUROPEUS QUE NÃO FOI ABALADO COM A CRISE NA ZONA DO EURO. EM 2011, OS PERNOITES DE BRASILEIROS CRESCERAM 21,6% EM COMPARAÇÃO AO ANO DE 2010, TOTALIZANDO UM TOTAL DE 586 MIL PERNOITES VERDE-AMARELAS, CONFORME ESTUDO FINANCIADO PELO MINISTÉRIO DA ECONOMIA E TECNOLOGIA (BMWI). “ALÉM DO TURISMO DE LAZER E CULTURAL, A ALEMANHA SE TORNOU O DESTINO PREFERIDO PARA VIAGENS DE NEGÓCIOS DENTRO DA EUROPA. VIAJANTES ESTRANGEIROS GASTAM ANUALMENTE CERCA DE 15 BILHÕES DE EUROS EM VIAGENS NO PAÍS”, AFIRMA MARGARET GRANTHAM, DIRETORA DO CENTRO DE TURISMO ALEMÃO PARA O BRASIL E AMÉRICA LATINA (DZT). EM ENTREVISTA EXCLUSIVA AO DIÁRIO, MARGARET FALA SOBRE SUAS METAS À FRENTE DA REPRESENTAÇÃO DO ESCRITÓRIO DA ALEMANHA NO BRASIL, APRESENTA AS NOVAS FACETAS DO PAÍS DE MICHAEL SCHUMACHER, JOHANN SEBASTIAN BACH, E ANGELA MERKEL , E DA GRANDE TENDÊNCIA DE VIAGENS DE NEGÓCIOS DO PAÍS: “SEGUNDO O RANKING DA ICCA (INTERNATIONAL CONGRESS AND CONVENTION ASSOCIATION) A ALEMANHA É O SEGUNDO PAÍS QUE MAIS RECEBE EVENTOS INTERNACIONAIS NO MUNDO (A SUÍÇA É O PRIMEIRO) , COM CERCA DE 500 EVENTOS INTERNACIONAIS REALIZADOS NO PAÍS NO ÚLTIMO ANO", DIZ. FORMADA EM TURISMO E ESPECIALIZADA EM ADMINISTRAÇÃO, TURISMO E HOTELARIA PELA FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS, MARGARET DE 2008 A 2011 FOI RESPONSÁVEL PELO ESCRITÓRIO BRASILEIRO DA EMBRATUR (EBT) NA ALEMANHA. EM 2011 DESEMPENHOU O CARGO DE GERENTE DE VENDAS DO BARCELÓ HOTELS & RESORTS NO MERCADO ALEMÃO E EM 2012 FOI CONVIDADA A DIRIGIR O CENTRO DE TURISMO ALEMÃO (DZT) SUBSTITUINDO SUA ANTECESSORA, MARIA VALLE LOPEZ. CONFIRA A SEGUIR A ENTREVISTA, CONCEDIDA AO EDITOR DO DT, JORNALISTA PAULO ATZINGEN, DURANTE ALMOÇO NO RESTAURANTE TERRAÇO ITÁLIA.

Diário - Margaret, você assumiu há dois meses a representação do Centro de Turismo para o Brasil e América Latina, quais são as diretrizes e metas? Margaret Grantham - Eu assumi há dois meses como você mesmo disse, no entanto eu já havia trabalhado para o turismo alemão, de 2004 a 2008, na época da Copa do Mundo. Vivi na Alemanha por quatro anos, retornei ao Brasil e recebi esse convite para assumir a diretoria e fico muito feliz por estar voltando para minha antiga casa. Em relação às diretrizes do turismo alemão,

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nós trabalhamos no turismo na Alemanha com um tema. Esse ano nós temos como diretriz principal as viagens de negócios. O que a gente vêm percebendo é que o público brasileiro tem crescido muito na Alemanha. Os brasileiros estão descobrindo um país novo, um país multifacetado, já que a Alemanha vai além do Oktoberfest, das indústrias de automóveis, aquilo que já é conhecido. E eu acho que o grande desafio é esse: a gente continuar mostrando aos brasileiros essas novas faces do país.

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Diário - Em relação aos turistas brasileiros e turismo geral na Alemanha. Quais são os números? Margaret - Vem crescendo continuamente, tanto é que em 2011 tivemos um aumento de aproximadamente 20% do número de brasileiros em comparação com o ano de 2010, o que quer dizer 586 mil pernoites de brasileiros na Alemanha. Este ano pretendemos manter esse índice de crescimento. Em relação à própria Alemanha, mesmo com a crise, eles têm registrado também aumento principalmente porque o maior turismo dentro do país é do próprio povo alemão. O ano de 2011 fechamos com 330,3 milhões de pernoites de alemães na Alemanha. Em termos numéricos, relacionados a turistas estrangeiros, a expectativa é que seja batido até 2020 a marca de 80 milhões no geral. A gente teve em 2011 um crescimento de 6% no número de pernoites estrangeiros. E isso significa que tivemos 63,8 milhões de pernoites em 2011 de turistas estrangeiros.

Diário - Quais foram as novidades apresentadas ou trazidas da ITB (International Tourism Bourse), ocorrida agora em março? Margaret - No caso do escritório do Brasil, a ITB é uma excelente oportunidade para nos encontrarmos com os parceiros alemães. Para nós foi excelente porque eu pude perceber ali também que o interesse pelo Brasil está crescendo muito, o Brasil têm despertado não só na parte de turismo, mas na política alemã em geral, eles têm se interessado demais. Tanto que recentemente a presidente Dilma assinou um acordo com Berlim de cooperação cultural. Eu estive com vários parceiros alemães, todos muito interessados em vir para o Brasil. Agora em abril estamos com a cidade de Baden Baden participando da Travel Week, uma feira do segmento de luxo que acontecerá aqui em São Paulo. Berlin também estará na feira, mas Baden Baden é a primeira vez que estará no evento e também outros parceiros que pretendem vir ao longo do ano para conhecer o mercado brasileiro. Da Diário - Qual o instituto parte do DZT Alemanha, que faz este nossa matriz, eles EM 2011 TIVEMOS UM AUMENTO DE levantamento? apresentaram um novo APROXIMADAMENTE 20% DO NÚMERO DE Margaret – Esta pesquisa website que é o BRASILEIROS EM COMPARAÇÃO COM O é financiada pelo www.germany.travel que ANO DE 2010, OU SEJA 586 MIL PERNOITES Ministério da Economia e foi todo desenhado já com Tecnoligia (BMWi) e a mais nova tecnologia publicada em conjunto com a Associação para atender os iPad, possui todas as Econômica de Turismo alemão (BTW). informações que a pessoa precisa para montar sua viagem, tem informação para o trade na Diário – Qual foi a principal interpretação desses parte de mercado, há uma parte para imprensa dados? também. Margaret – De acordo com este estudo, a Alemanha se tornou o destino preferido para viagens de Diário - A Alemanha é o país que apresenta negócios dentro da Europa. Viajantes estrangeiros maior equilíbrio nessa recessão econômica na gastam anualmente cerca de 15 bilhões de euros região do euro. Como você vê a Alemanha em viagens de negócios no país. Turistas dentro desse olho do furacão? Como está o corporativos da Polônia, Inglaterra e Suíça turismo da Alemanha nesse contexto? escolheram a Alemanha para suas viagens de Margaret - A Alemanha pode ser vista como um negócios. Mais de um quarto das pessoas que dos carros chefe da Europa até pela própria viajam a negócios na Europa são provenientes indústria automobilística, enfim toda essa parte desses países. que sustenta bastante a economia alemã. Na


NOSSA RELAÇÃO COM OS OPERADORES É A BASE DE TODO O NOSSO TRABALHO, ELES SÃO IMPORTANTES E ATRAVÉS DELES QUE QUEREMOS MOSTRAR ESSAS NOVAS FACES DA ALEMANHA, SAIR DO TRADICIONAL

parte de turismo especificamente eu acho que os números que a gente divulgou, 6% de crescimento no turismo de estrangeiros, mostram que na Alemanha o turismo continua sendo um carro chefe dentro da Europa porque esse número é também composto de cidadãos europeus. Mas eu acho que o mais impressionante é o número pernoites de alemães dentro da Alemanha, 330 milhões, quer dizer que os alemães continuam viajando apesar de toda essa recessão na Europa, a gente percebe que os alemães podem segurar um pouco, puxar o freio de mão, vamos dizer assim, no começo da crise isso lá ainda em 2008, mas que hoje eles ainda continuam tendo as viagens como prioridade, isso não foi cortado. Diário - Quais são essas novas faces do turismo no país? Margaret - É o que estávamos comentando; a Copa do Mundo em 2006 foi uma vitrine da Alemanha para o mundo, a gente percebeu que ali não só os brasileiros mas o mundo inteiro começou a descobrir uma nova Alemanha que vai além dos clichês. Trata-se de um país moderno, um país tecnológico, cultural, eu acho que o mais interessante da Alemanha é esse mix. A gente encontra um mix de histórias, de modernidade, de arte e um dos lugares que a gente vai ter isso é Berlim. Berlim tem este contraste muito vivo nas ruas, tem ateliers, casas alternativas, mas também tem as lojas de grifes famosas. Além dos pontos relacionados à cultura, o próprio tema de negócios e feiras é um item que se destaca. A Alemanha, segundo o ranking da ICCA (International Congress and Convention

Association) é o segundo país que mais recebe eventos internacionais, com cerca de 500 eventos internacionais realizados no país no último ano. E a gente tem uma ligação muito forte com o Brasil nesse tema, porque São Paulo tem várias indústrias alemãs, então temos uma conexão muito forte. Diário - Como está a relação com os operadores brasileiros? Margaret - É um cenário que vem sendo feito há muito tempo, até mesmo pelas minhas antecessoras (leia-se Adriana Martins e Maria Valle Lopez) e eu acho que é um trabalho muito importante, a base de todo nosso trabalho aqui. Procuramos atendê-los sempre da melhor forma possível com treinamentos e uma coisa que vamos focar muito neste ano é justamente essa parte de treinamentos para os operadores, porque a gente quer mostrar essa Alemanha que eu acabei de falar, de várias facetas, sair do tradicional. Diário – Quais são os preparativos para o GTM (German Travel Mart), que acontece em maio próximo? Margareth – Trata-se da maior feira de turismo B2B (bussiness to bussiness) organizada pelo turismo alemão e que este ano a DZT leva 25 parceiros; é a maior delegação que o Brasil já levou, isso só demonstra que os operadores brasileiros estão cada vez mais interessados na Alemanha, em descobrir mais sobre a Alemanha, já é uma prova de que vem aumentando o interesse. O GTM, que acontece este ano em Leipzig, é organizado pelo DZT e é um espaço onde estão os principais fornecedores da indústria turística alemã.


MUSEU NIEMEYER [CURITIBA/PR] Foto: Renato Eck Zorn


DARIO PAIXÃO, PRESIDENTE DO CCVB (CURITIBA, REGIÃO E LITORAL CONVENTION & VISITORS BUREAU)

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Por Priscila Pariz

“ME ORGULHO DA OFERTA HOTELEIRA CURITIBANA", DIZ O PRESIDENTE DO CCVB (CURITIBA, REGIÃO E LITORAL CONVENTION & VISITORS BUREAU), DARIO PAIXÃO EM ENTREVISTA CONCEDIDA À REPÓRTER PRISCILA PARIZ COM EXCLUSIVIDADE PARA DIÁRIO DO TURISMO. DARIO FALA SOBRE A SITUAÇÃO PRIVILEGIADA DE CURITIBA PARA A REALIZAÇÃO DE GRANDES EVENTOS,EM TERMOS DE LOGÍSTICA, DA PREPARAÇÃO DO SETOR HOTELEIRO DA CIDADE PARA A COPA DO MUNDO, E COMENTA A RESPEITO DOS NÚMEROS CRESCENTES DO TURISMO NA CIDADE, DESTACANDO A CAMPANHA “CURTA CURITIBA O ANO INTEIRO”, QUE PROPORCIONA ATRAÇÕES DIVERSAS O ANO TODO PARA TURISTAS E CURITIBANOS.

Diário: Em 2011 Curitiba registrou o numero de 3.6 milhões de visitantes, um crescimento de 16% em comparação aos anos anteriores, qual a meta para 2012? Dario Paixão: O CCVB – Curitiba, Região e Litoral Convention & Visitors Bureau estipulou uma meta de 10% de incremento no fluxo de turistas e também para receita gerada, medida na relação com as ações executadas pelo CCVB, e portanto, trata-se de uma meta interna. A meta relacionada aos 16% citados é estipulada pelo Instituto Municipal de Turismo.

Diário: Desse total de 3.6 milhões de visitantes, qual é a porcentagem do turismo corporativo, já que Curitiba tem uma posição estratégica no MERCOSUL para a realização de feiras e convenções. O CCVB tem alguma ação para atrair o público corporativo e o turismo de negócios? Dario Paixão: O público corporativo representa 38,1% e a ele disponibilizamos as mesmas ferramentas ofertadas ao público de eventos, destaco materiais promocionais físicos e/ou virtuais, no caso de uma convenção ou reunião, instalamos posto de informações turísticas, kits de boas vindas, o serviço “Leva e Traz”.

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DIÁRIO DO TURISMO


Diário: Os eventos representam uma boa diversificada da cidade. A campanha visa incentivar a parte do número de visitantes das geração de fluxo turístico ou estender a permanência grandes capitais. São Paulo, que é um dos daqueles que já estão aqui. Como a campanha foi recém maiores centros de eventos da América lançada, ainda não foi possível medir resultados por Latina, enfrenta problemas com a parte de visitantes, mas por outro lado estamos logística, devido ao trânsito, rodízio de bastante satisfeitos com a interatividade de nossos veículos, etc. Como Curitiba e região lidam associados com a campanha. No portal da campanha, com essa questão da logística? www.curtacuritibaoanointeiro.com.br ou Dario Paixão: Curitiba dispõe de uma www.curtacuritiba.org.br nossos associados e situação privilegiada, quando comparada membros do Núcleo de Turismo Receptivo ofertam a outros grandes c o n d i ç õ e s centros urbanos, diferenciadas para embora conte com turistas e curitibanos. representativa frota Com relação aos de veículos, o trânsito eventos técnicoe a localização do científicos e parque hoteleiro e c o m e r c i a i s dos centros de (congressos, eventos favorecem conferências, feiras, deslocamentos. Além convenções, entre disso, a cidade dispõe outros) o CCVB possui de efetivo e um calendário que qualificado sistema reúne mais de 300 de transporte coletivo eventos anuais que e planejamento das geram fluxo turístico. vias urbanas em c o n s t a n t e Diário: Sobre a Room atualização. Também Tax, como está a argumentamos, adesão dos visitantes devido à localização e dos hotéis à do parque hoteleiro e campanha e quais centros de eventos, são os principais O PÚBLICO CORPORATIVO REPRESENTA 38,1% E q u e o s benefícios gerados A ELE DISPONIBILIZAMOS AS MESMAS deslocamentos são pela arrecadação contra fluxo para dessa taxa? FERRAMENTAS OFERTADAS AO PÚBLICO DE e v e n t o s , Dario Paixão: Desde EVENTOS, DESTACO MATERIAIS PROMOCIONAIS considerando que o 2010, trabalhamos FÍSICOS E/OU VIRTUAIS parque hoteleiro está com a campanha “Eu em região central e o principal centro de apóio a Room Tax/Doação para o Turismo” e viemos eventos está em região residencial. conquistando resultados expressivos, porém a dedicação da equipe é diária. Em 2011, a arrecadação Diário: Vocês lançaram a campanha cresceu mais de 20% em relação ao valor arrecado em “Curta Curitiba o ano inteiro”, como está o 2010. Comentando um pouco sobre os benefícios, a campanha foi desenvolvida e é sempre atualizada com calendário de eventos de Curitiba e região para 2012? Qual tem sido a reação dos base na oferta de benefícios aos hóspedes dos hotéis visitantes? mantenedores. Listando alguns benefícios: capacitação de colaboradores dos hotéis mantenedores, materiais Dario Paixão: O “Curta Curitiba o Ano Inteiro” é um calendário que reúne promocionais do destino a exemplo de mapas e guias e eventos culturais e esportivos, há um ano lançamos com a BWT Operadora o serviço proporcionando ao turista - seja ele “Leva e Traz”, que se trata de um serviço gratuito aos motivado pelo lazer ou negócios e hóspedes desses hotéis para bares, restaurantes, eventos - e a curitibanos, programação teatros e shopping.


A CAMPANHA “CURTA CURITIBA O ANO INTEIRO” VISA INCENTIVAR A GERAÇÃO DE FLUXO TURÍSTICO OU ESTENDER A PERMANÊNCIA DAQUELES QUE JÁ ESTÃO AQUI

Museu Niemeyer [Curitiba/PR] (Foto: Renato Eck Zorn)

Diário: Curitiba será uma das sedes da copa de 2014. Como estão os preparativos em termos hoteleiros, número de leitos, oferta? Os hotéis estão com projetos para reformas ou retrofit? Serão construídos quantos novos estabelecimentos para atender a demanda desse evento? Dario Paixão: A oferta hoteleira que dispomos atualmente vem passando por provas e vem atendendo satisfatoriamente grandes eventos, a exemplo do recém realizados “Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia” e “Conferência Nacional dos Advogados”, com mais de 7.000 pax cada um deles. Desta forma, podemos afirmar que dispomos de uma oferta que está atenta às necessidades da atual demanda e está em constante reforma. Costumo afirmar que me orgulho da oferta hoteleira curitibana, pois além de deter de equipamentos de redes internacionais, os hotéis independentes de empresários paranaenses, hoje, figuram entre as principais e maiores redes nacionais, comprovando a atenção desses empresários pela qualificação de seus empreendimentos, bem como a manutenção de padrões internacionais na prestação de serviços.

Diário: Quais as cidades e atrações se destacam no litoral Paranaense? O CCVB tem alguma campanha para divulgar a região e atrair mais visitantes? Dario Paixão: O litoral paranaense é pequeno, porém de muita diversidade e de atrações únicas, destacam-se os segmentos de ecoturismo e turismo de aventura na região norte, nos municípios de Morretes, Antonina, Paranaguá e Guaraqueçaba – região essa que detém da maior reserva de Mata Atlantica do país - ideal para observação de aves, contemplação de flora e fauna, caminhadas, além de esportes como escalada e prática de esportes aquáticos; turismo cultural nos municípios de Morretes, Antonina e Paranaguá, para apreciação de monumentos históricos, degustação de barreado e diversão em festas e eventos populares; e sol e praia nos municípios de Paranaguá – Ilha do Mel, Matinhos e Guaratuba. Com relação à nossa atuação, destaco que foi recentemente que estendemos a nossa área de abrangência e trabalhos de relacionamento se iniciam, vimos neste momento incluindo essas atrações em ferramentas de promoção local, no sentindo de estender a permanência de turistas de Curitiba ao litoral.


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Entrevista Panorâmica #05  

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