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entrevistapanorâmica ANOIII - #16 - AGO 13

41ª FEIRA DAS AMÉRICAS: ALGUMA COISA ACONTECE EM SAMPA

SIM, ALGUMA COISA (TUDO) ACONTECE NO

DESTAQUE: AFONSO LOURO, PRESIDENTE DA VISUAL OPERADORA

CORAÇÃO DO BRASIL!

16!


APOIO


41ª FEIRA DAS AMÉRICAS: ALGUMA COISA ACONTECE EM SAMPA Parafraseando Caetano Veloso, “alguma coisa acontece no Coração do Brasil. Que é só quando cruza a Ipiranga e a Avenida São João”. Depois de 10 anos no Rio de Janeiro, a 41ª Feira das Américas acontece de 4 a 8 de setembro em São Paulo, agora no Parque de Exposições do Anhembi, em São Paulo. Alguma coisa acontece no Coração do Brasil. Sim, coração, já que São Paulo responde por 45% do PIB Brasileiro. Sim, coração já que São Paulo é a máquina indestrutível de fazer negócios dia e noite. Sim, Coração já que São Paulo é a capital da pizza e da badalação. É aqui que as coisas acontecem. Há uma expectativa muito grande quanto ao sucesso da feira, já que ela conta com toda a diversidade de expositores e visitantes relacionados ao turismo: operadores emissivos e receptivos, destinos, consolidadores, cias aéreas, hotéis, agentes de viagens, locadoras de automóveis, tecnologia, parques temáticos, transportadores rodoviários, centros de eventos, empresas do mercado financeiro e de câmbio, consultorias, segmentos especializados, compradores corporativos convidados e consumidor final.

Mas não é só isso: espera-se que todo o problema de logística que ocorria no Rio de Janeiro – voltar do RioCentro era um suplício! – não mais aconteça já que para chegar ao Anhembi o metrô é a melhor opção. O evento reveste-se de uma importância que extrapola a própria entidade realizadora, a Associação Brasileira das Agências de Viagens (ABAV). Segundo o seu presidente, Antonio Azevedo, “será o maior e melhor evento da entidade de todos os tempos”, grifou em entrevista recente. Números - Com 58 mil metros quadrados de área útil e uma estimativa de receber cerca de 30 mil profissionais (nos quatro dias, de 4 a 8 de setembro), além de 50 mil consumidores-finais (dias 7 e 8) a feira deste ano trará 12 novos países que até então nunca haviam participado. Novos Países participantes - Os novos países participantes são: Ilhas Seychelles, Etiópia, Cingapura, Myanmar, Coréia, Nicarágua, Áustria, Holanda, Finlândia, Indonésia, Ilhas Maldivas e França (que retorna depois de um longo período ausente). Shows para o agente - Vários shows e apresentações certamente oferecerão ao agente de viagem – acrescidos a trabalho e networking - momentos de descontração e lazer. O “Champagne Party”na festa do primeiro dia, palestra do jornalista Zeca Camargo falando de suas viagens pelo mundo, o lançamento de uma Campanha especial para as agências de viagens são alguns dos atrativos, dedicados, especialmente, aos agentes de viagens. Uma das razões principais da feira. Sim, alguma coisa (tudo) acontece no coração do Brasil!


16!

Paulo R. von Atzingen - Editor

[01]

AFONSO LOURO, PRESIDENTE DA VISUAL OPERADORA

[02]

LUCIANE LEITE, DIRETORA DE TURISMO DA SÃO PAULO TURISMO S/A (SPTURIS)

[03]

ADRIEN GENIER, DIRETOR DE MERCADO DA SUÍÇA NO BRASIL

[04]

FELIPE CAVALCANTI, PRESIDENTE DA ADIT BRASIL

ENTREVISTA PANORÂMICA É UMA EDIÇÃO DO DIÁRIO DO TURISMO - TEXTOS. MARCA DESIGN (DIAGRAMAÇÃO): RENATO B. ECK ZORN - FOTOS CITADAS: RENATO ZORN WWW.DIARIODOTURISMO.COM.BR WWW.MARCADESIGN.COM.BR WWW.FACEBOOK.COM/RENATOZORNFOTOS


ABRIMOS 10 FILIAIS EM TODO O PAÍS


AFONSO LOURO, PRESIDENTE DA VISUAL OPERADORA

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COM UMA RELAÇÃO EXCEPCIONAL COM COMPANHIAS AÉREAS, HOTELEIROS, DESTINOS NACIONAIS E INTERNACIONAIS ALÉM DA SINTONIA COM OS AGENTES DE VIAGENS, AFONSO LOURO É UM DOS NOMES RESPEITADOS NO TURISMO DO BRASIL POR SUA CAPACIDADE DE DIÁLOGO, EMPREENDEDORISMO, DEDICAÇÃO AO QUE FAZ, ALIADOS A BOAS DOSES DE SIMPATIA E HUMILDADE. AFONSO ABRIU A VISUAL TURISMO EM 1986 EM UMA SALA MUITO PEQUENA, NA PRAÇA DA REPÚBLICA, CENTRO DE SÃO PAULO. “TINHA QUATRO COLABORADORES. O NOME DA VISUAL SURGIU DE UMA AGÊNCIA DE PUBLICIDADE DE UM AMIGO, A “VISUAL PROPAGANDA”. NAQUELE ANO MESMO, CRIEI A VISUAL COM A CARACTERÍSTICA DE SÓ ATENDER O AGENTE DE VIAGEM”, CONTA AFONSO AO DIÁRIO. “NO SEGUNDO ANO JÁ TINHA ADQUIRIDO UM CONJUNTO PRÓPRIO LOCALIZADO NO NUMERO 331 DA (AVENIDA) CONSOLAÇÃO E A GENTE FOI CONSEGUINDO CRESCER, COMEÇAMOS EM TERRITÓRIO NACIONAL E TIVEMOS TODO O APOIO DAS AÉREAS DA ÉPOCA VASP, TRANSBRASIL E A VARIG, ALÉM DE DESENVOLVERMOS OUTROS PRODUTOS E A SEGUIR PARTIMOS PARA A ÁREA INTERNACIONAL”, DESCREVE O OPERADOR QUE HOJE TEM 10 FILIAIS ESPALHADAS POR TODO O BRASIL E POSSUI MAIS DE 300 COLABORADORES.

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Nesta entrevista, concedida durante um almoço no restaurante Terraço Itália, em São Paulo, Afonso Louro adianta que no primeiro semestre deste ano sua empresa teve um acumulado de vendas de 32% superior aos níveis do ano passado. “O que tem feito a Visual crescer é que descentralizamos as vendas de São Paulo. Abrimos 10 filiais em todo o país. Por exemplo, Belo Horizonte chega a representar, dependendo da região, 25% do negócio”, afirma. Louro também faz prognósticos para o segundo semestre: "Nossa economia começa demonstrar fraqueza, mas estamos otimistas e pretendemos fechar o ano, se não mantermos esses 32% acumulados, esperamos chegar perto disso. Historicamente o segundo semestre sempre vendeu mais”, reforça.

atuantes principalmente em eventos pequenos. DIÁRIO – Qual sua análise sobre as O.T.As (Online Travel Agencies)? AFONSO LOURO - A diferença é que as O.T.As são o auto-serviço, o autoatendimento, já que o cliente vai lá e se serve diretamente. Ao contrário das agências de viagens, que têm um profissional capacitado, que viajou, que experimentou o destino, e que presta uma consultoria elaborando roteiros para os clientes. As O.T.As não oferecem orientação e dicas dos melhores h o t é i s , d a s características de um ponto turístico, das maneiras como chegar lá etc. A Visual dá assistência 24 horas para atender o cliente, e m q u a l q u e r eventualidade. Qualquer imprevisto na viagem ele vai ligar no número e vai ser atendido.

Para 2014, Afonso faz algumas objeções. Segundo ele, o ano além de ser político (com DIÁRIO – Qual sua eleições) tem pelo meio expectativa para o uma Copa do Mundo. O QUE TEM FEITO A VISUAL CRESCER segundo semestre? “As companhias aéreas É QUE DESCENTRALIZAMOS AS AFONSO LOURO não estão fazendo VENDAS DE SÃO PAULO Nossa economia bloqueios no exterior e começa demonstrar fraqueza, nós estamos alguns hotéis já estão lotados para a FIFA, vai nos otimistas mas pretendemos fechar o ano se atrapalhar e no segundo semestre também não mantermos esses 32% acumulados, mas vamos ter eleições, que normalmente não vai ser bem perto disso. Historicamente o segundo bom”, explica. semestre sempre vendeu mais em nossa historia. Em anos anteriores a Visual vendia DIÁRIO – O senhor pode apresentar um balanço 45% a 40% da meta no primeiro semestre e 50% de sua operadora no primeiro semestre? a 55% no segundo semestre, estamos sim AFONSO LOURO - Tivemos um acumulado de otimistas em manter os 32%. Já o ano de 2014 vendas de 32%, sendo superior ao mesmo período envolve a Copa do Mundo, envolve eleições vai do ano passado. Acredito que o que proporcionou nos prejudicar muito, provavelmente vamos este crescimento no último ano foi a abertura das ter alguma dificuldade; as companhias aéreas filias, hoje temos 10 filiais abertas em todo o país não estão fazendo bloqueios no exterior e e a descentralização das vendas em São Paulo. alguns hotéis já estão lotados para a FIFA. Para vocês terem uma ideia, Belo horizonte chega Esse evento vai nos atrapalhar e no segundo a representar, dependendo da região, 25% do semestre também vamos ter eleições, que negócio, evidentemente há ações menores em normalmente interfere nas vendas. todas as cidades onde atuamos somos muito


DIÁRIO - Teremos workshop Visual no próximo ano? AFONSO LOURO - Vamos ter, estamos avaliando os resultados do nosso último, realizado este ano no Iberostar Praia do Forte. Vamos ver se repetiremos ou mudaremos o modelo que praticamos esse ano, e estudando a possibilidade de fazer o próximo no segundo semestre em agosto, logo após a Copa do Mundo. DIÁRIO - Quantos funcionários tem a Visual? AFONSO LOURO – Temos 309 funcionários ao todo somando com as filiais; só aqui na matriz são 109 funcionários. Esse sucesso obtido através dos anos é por causa, principalmente, da equipe; e a base da nossa equipe já está comigo há vários anos. Não dá pra usar mão de obra temporária, embora tenhamos sistema (de vendas online) é necessário contar com profissionais; além disso, relacionamento é tudo. Em nossa área, se a pessoa não for dedicada, é melhor ela procurar outra coisa. DIÁRIO – Quais as novidades para a Feira das Américas - ABAV 2013? AFONSO LOURO - Fizemos uma grande contratação de vôos fretados com a azul para atender interior, capital e Belo Horizonte também. Fizemos um contrato com esta companhia aérea para 13 voos semanais para a temporada de verão que começa dia 14 de dezembro e vai até o final de janeiro/14. Serão voos para o Nordeste, Fortaleza, Natal, Recife Maceió, Salvador. No caso de BH tem esses e mais os de Porto Seguro.

TIVEMOS UM ACUMULADO DE VENDAS DE 32%, SENDO SUPERIOR AO MESMO PERÍODO DO ANO PASSADO.


FOTO: RENATO ZORN

NOSSA EQUIPE VISITOU 201 AGÊNCIAS DE 17 CIDADES DO INTERIOR. O RESULTADO NÃO PODERIA SER MELHOR.

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LUCIANE LEITE, DIRETORA DE TURISMO DA SÃO PAULO TURISMO S/A (SPTURIS)

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DE TU RI SM O E RA TO RE DI E, IT LE E LU CI AN O TURISMO S/A UL PA O SÃ DA TO EN IM EN ENTRET S DA CIDADE DE TO EN EV E O SM RI TU DE A EMPRES E CONCEDEU ESTA IO ÁR DI O U DE EN AT O, UL SÃO PA ENTREVISTA. CONFIRA:

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DIÁRIO – Luciane, qual a principal expectativa da SPTURIS para os eventos do segundo semestre? LUCIANE LEITE - O segundo semestre é sempre mais movimentado para os eventos e negócios em São Paulo. Não à toa a taxa média de ocupação sempre é um pouco mais elevada nesse período. Então, nossa expectativa não podia ser melhor. Já começamos o semestre com a Francal, na semana passada, uma importante feira de calçados e acessórios, que movimentou não só o mercado de moda e confecção, mas todo o setor turístico. Para os próximos meses contaremos com Equipotel, Expomusic, Salão Duas Rodas, São Paulo Fashion Week, Fenatran e a Abav, que em 2013 volta a ser sediada em São Paulo, entre outras centenas de eventos, um cenário animador.

A PROCURA POR PACOTES PARA LAZER PARA A CAPITAL PODE SER MELHOR EXPLORADA

DIÁRIO – Qual o balanço que a senhora faz do Projeto “São Paulo Porta a Porta”? LUCIANE LEITE - Nossa equipe visitou 201 agências de 17 cidades do interior. O resultado não poderia ser melhor. Além de reforçar a divulgação da capital paulista como destino de negócios, eventos e cultura, objetivo inicial do projeto, pudemos conhecer ainda mais esse público que é hoje nosso mercado prioritário. DIÁRIO – Luciane, o agente de viagens do interior está preparado para vender São Paulo em toda a sua amplitude cultural, histórica, gastronômica? Se sim, explique. LUCIANE LEITE - Com certeza. São Paulo é um dos destinos mais trabalhados por esse agente. Contudo, a procura por pacotes para lazer para a capital pode ser melhor explorada, este é um mercado potencial para as agências atuarem. O nosso papel é fazer que eles conheçam muito bem cada uma das facetas da cidade, através de capacitações e fornecimento de material promocional, aumentando a sua capacidade de venda.


FOTO: RENATO ZORN

DIÁRIO – Como a senhora vê o retorno da Feira das Américas para São Paulo este ano? LUCIANE LEITE - Como um sucesso garantido. São Paulo é o principal destino do país, tanto emissor quanto receptor, e o mercado de turismo continua muito aquecido na cidade. Certamente, o retorno da Abav para o Anhembi proporcionará muitos resultados positivos para o segmento de turismo em toda a América Latina.


ADRIEN GENIER, DIRETOR DE MERCADO DA SUÍÇA NO BRASIL

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ADRIEN GENIER É DIRETOR DE MERCADO DA SWITZERLAND TOURISM BRASIL, EM SÃO PAULO. HÁ UM ANO NO CARGO, VEM DESEMPENHANDO UM PAPEL AGREGADOR E CONTRIBUINDO PARA QUE O DESTINO SE MOSTRE EM TODA A SUA PLENITUDE: “OS BRASILEIROS ESTÃO DESCOBRINDO A SUÍÇA NO VERÃO E É PRECISO DIZER QUE O PAÍS NÃO É UM DESTINO INACESSÍVEL, MAS CLARO NÃO É O MAIS BARATO DA EUROPA”, PONDERA O EXECUTIVO. EM ENTREVISTA EXCLUSIVA AO EDITOR DO DIÁRIO, JORNALISTA PAULO ATZINGEN, ADRIEN FALA QUE A RECESSÃO ECONÔMICA EUROPEIA PASSOU IMPERCEPTÍVEL NO PAÍS DOS RELÓGIOS. “COM A CRISE DO EURO, NUNCA HOUVE UM CRESCIMENTO TÃO EXPRESSIVO; A INDÚSTRIA DA EXPORTAÇÃO SEMPRE TEVE NÚMEROS MUITO BONS E ESTÁVEIS”, DESCREVE. ACOMPANHE:

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DIÁRIO – Qual o perfil do turista que visita a Suíça? ADRIEN GENIER: Não há um perfil determinado, temos um crescimento de gente que combina o turismo na Suíça com o turismo de luxo. O melhor crescimento vem da classe média alta combinando com outras classes.

Por outro lado, temos uma economia extremamente variável, com produtos específicos com muito valores agregados; a exportação não se baseia somente em relógios, há uma diversificação muito grande de produtos, que faz com que a economia cresça e alcance boas metas, sempre buscamos reduzir os preços e tentar chegar com inovação, para se tornar competitivo no mercado. DIÁRIO – Faça um balanço da “Suíça no seu Coração', desenvolvida no último mês de julho em São Paulo. ADRIEN GENIER – Pudemos perceber o retorno das pessoas que foram à Suíça e que conheceram um pouco mais meu país e lá (no shopping Higienópolis, em São Paulo ) encontraram com as operadoras; o resultado foi bom; em termos de números 350 quilos de chocolates foram consumidos na degustação, mais de 600 foundies e o fluxo do shopping, foi nos repassado, chegou a 1,5 milhões de pessoas nos 28 dias. A promoção foi muito boa, porque encontrei pessoas que já tinham uma ligação com a Suíça e avaliaram bem o projeto. Encontrei pessoas de diversas cidades como de São Paulo, Sorocaba, Bauru e até Campos de Jordão. São várias pessoas que viram na televisão e aproveitaram para visitar a Suíça. O retorno de maneira geral foi muito bom.

A FATIA DE MERCADO A NÍVEL INTERNACIONAL, SÓ DE BRASILEIROS É DE 1%. O BRASIL É LÍDER NA AMÉRICA DO SUL

DIÁRIO – A Suíça manteve-se estável economicamente ou sofre também com a recessão na Europa? ADRIEN GENIER: Quase imperceptível, a taxa de desemprego não subiu, a exportação de relógios e outros produtos se manteve muito boa; com a crise do euro, nunca houve um crescimento tão expressivo; a indústria da exportação sempre teve os números muito bons, só que os preços subiram muito devido à alta do euro. Nossa moeda, o franco-suíço, passou de 1,55 euros por franco para 1,2, ou seja, uma coisa incrível. O Banco Suíço fez um trabalho muito grande fixando uma meta, mesmo você tendo que emprestar dinheiro, é preciso pagar para ter dinheiro suíço.


DIÁRIO – Quais destinos você sugere para uma viagem à Suíça? ADRIEN GENIER – É difícil dizer pelas incontáveis opções. Mas eu indico as cidades de Zurique e Genebra, que são cidades maiores e que tem arquitetura, infraestrutura restaurantes em um número bastante grande, que podem interessar os brasileiros, e que além disso ficam perto de geleiras (Alpes). Em um dia, é possível passar meio dia em uma cidade e depois subir para as geleiras. Combinar cidades nos pacotes turísticos é uma opção muito utilizada atualmente. Dessas cidades dá pra formar roteiros interessantes e inclusive o local fornece um bilhete único que dá acesso a todos os trens, barcos, e vários museus - são 470 no total - e crianças até 6 anos não pagam. Viajar de trem é muito prático – por trem, em 1 hora e meia a pessoa esta no pé da montanha, mas trinta minutos está na ponta na montanha. A Suíça não é um local frio como todos pensam e por exemplo, no início de agosto, a temperatura chegou aos 32º. DIÁRIO – Quais as perpectivas numéricas para 2013 ? ADRIEN GENIER - Esperamos ter um crescimento de 5% a 8%, no entanto, é difícil estimarmos. Acreditamos que até 2016 teremos um crescimento de 40% a 45% (tendo como base os atuais 200 mil brasileiros) até por causa de vários eventos que vão ocorrer no Brasil. No ano que vem e em 2016, por exemplo, em função dos eventos internos no país (Copa do Mundo e Olimpíadas) sabemos que não vai haver um grande fluxo de brasileiros viajando para fora. Mas mesmo assim, estamos confiantes.


RA E T E U Q M E T R O D I T S E IN V NO R E V O G O D A D I T R A P A R CO N T


FELIPE CAVALCANTI, PRESIDENTE DA ADIT BRASIL

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O PRIMEIRO ENCONTRO SOBRE AS MODALIDADES TIME SHARE E FRACTIONAL EM TERRITÓRIO NACIONAL ACONTECEU ENTRE OS DIAS 1º E 4 DE AGOSTO NO RIO QUENTE RESORTS, EM CALDAS NOVAS (GO). ORGANIZADO PELA ADIT BRASIL (ASSOCIAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO IMOBILIÁRIO E TURÍSTICO DO BRASIL), CONTOU COM PAINÉIS SOBRE TEMPO COMPARTILHADO, MERCADO DE SEGUNDA RESIDÊNCIA, VIABILIDADE ECONÔMICO-FINANCEIRA DE PROJETOS, ALÉM DE TEMAS COMO DESMISTIFICAÇÃO SOBRE ENCARGOS JURÍDICOS, ESTRATÉGIAS DE VENDAS E CASES DE SUCESSO. O DIÁRIO OUVIU FELIPE CAVALCANTI, PRESIDENTE DA ADIT BRASIL:

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FELIPE CAVALCANTI - Na verdade, diante da crise mundial iniciada em 2008/2009, houve uma mudança de público, saindo de cena os estrangeiros, principalmente europeus. Atualmente, este mercado, encontra-se bastante dinâmico e em sua grande maioria, tem sido aquecido, não somente no turismo N a c i o n a l e internacional, mas principalmente pelos mercados locais e regionais, que se tornaram os p r i n c i p a i s consumidores dos empreendimentos do Nordeste, a exemplo d e C e a r á , Pernambuco, Alagoas e Bahia. DIÁRIO – De acordo com analistas econômicos, em junho a saída de dólares do Brasil superou a entrada em US$ 2,6 bilhões. Isso, segundo os analistas, também afeta o crescimento e a novos investimentos. Como o senhor vê esse cenário para a indústria do desenvolvimento imobiliário e turístico do país? FELIPE CAVALCANTI - É bastante positiva a atual mudança cambial, pois o maior inimigo do turismo de lazer no Brasil é justamente o câmbio. Com a elevação recente do dólar, torna-se mais barato viajar para dentro do país e mais caro, viajar para o exterior. Quando o câmbio estava baixo, por exemplo, ficava bem mais barato viajar e gastar dinheiro fora do Brasil do que ir para algum Resort no Nordeste do Brasil. Sendo assim, acredito que, especialmente para o setor dos Resorts, vai haver um benefício com este atual patamar do dólar, que ainda deve se manter elevado até o final do ano, barateando os nossos produtos de segunda residência imobiliária, tornando-os mais baratos para os compradores internacionais.

COM ATUAL PATAMAR DO DÓLAR, SEGUNDA RESIDÊNCIA AINDA É ATRATIVA PARA COMPRADORES INTERNACIONAIS

DIÁRIO – O mercado de segunda residência teve um impulso muito grande no nordeste há alguns anos, mas aparentemente esse movimento esfriou. O senhor confirma? E se sim, por quê?


DIÁRIO – Em recente viagem à Praia do Forte, o DIÁRIO visitou o Iberostate, braço imobiliário do grupo Iberostar. Um de seus diretores se mostrou preocupado com o desnivelamento que existe entre a iniciativa privada pautada no desenvolvimento da localidade e a lentidão do poder público em implantar infraestrutura no local. Como o senhor vê isso? FELIPE CAVALCANTI - É certo que, na maioria das vezes no Brasil, o poder público não consegue acompanhar o ritmo do desenvolvimento da iniciativa privada. É notório que existe um duplo problema: falta capacidade de planejamento e de investimento, não apenas no ramo do turismo, mas em várias áreas como energia, rodovias e infraestrutura de maneira geral. Por isso que muitas vezes são firmadas parcerias com a iniciativa privada.

Na verdade, muitas são as empresas, como é o caso das construções dos Resorts e das comunidades planejadas, que optam por montar suas próprias estruturas de treinamento, de capacitação e de infraestrutura, mas quando isto não é possível, muitas vezes temos atrasos acarretados pela diferença de ritmo entre o setor público e a iniciativa privada. Contudo, é importante ressaltar que, de maneira geral, a infraestrutura no Nordeste e no Brasil, tem melhorado e sofrido bastante avanço, se comparada há 15, 20 anos. O investidor, só irá investir quando tem confiança por parte do governo, que precisa oferecer a contrapartida dele.


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Entrevista Panorâmica #16