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BELO HORIZONTE, QUARTA-FEIRA, 14 DE AGOSTO DE 2019

NEGÓCIOS gestaoenegocios@diariodocomercio.com.br

ROBERTO STAINO

BALANÇO

Grupo Pardini registra lucro 30% maior no 2º trimestre Prestação de serviços foi alavanca THAÍNE BELISSA

Amparado no investimento do modelo lab to lab (L2L), quando uma grande empresa de medicina diagnóstica presta serviços para pequenos laboratórios, o grupo mineiro Pardini registrou crescimento expressivo no segundo trimestre deste ano (2T19). De acordo com o balanço divulgado pelo grupo ontem, o lucro líquido no 2T19 foi de R$ 43,1 milhões, crescimento de 30% em relação ao mesmo período no ano passado. Já o Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 70 milhões, aumento de 18,4% em relação ao 2T18. Os números seguem um desempenho positivo registrado pela empresa nos últimos anos e justificado, principalmente, pela consolidação do negócio no L2L. Para se ter ideia da importância do atendimento aos pequenos laboratórios, a receita bruta desse serviço no 2T19 foi de R$ 205,3 milhões, um crescimento de 20% em relação ao mesmo período em 2018. Esse valor representa 54,9% da receita bruta total da empresa. De acordo com o balanço, o Grupo Pardini realizou 24,8 milhões de exames no 2T19, o que significa um crescimento de 8,7% em relação ao mesmo período no ano passado. Além disso, a empresa registrou receita líquida R$ 343,7 milhões, valor que é 14% superior ao

do segundo trimestre do ano passado. O número de acionistas também cresceu: no primeiro trimestre deste ano, eram cerca de 2.600 e, agora, já são mais de 3 mil. Segundo o CFO do grupo, Camilo Lelis, nos últimos meses, houve um retorno do investidor pessoa física, que ficou mais interessado nas ações da empresa. Lelis explica que o desempenho positivo do segundo trimestre deste ano tem a ver com todo o conceito de investimento em L2L, assim como com as aquisições realizadas pelo grupo no fim do ano passado. Mas ele destaca que esse cenário vivido agora é, também, um acúmulo dos resultados que vêm dos projetos de redução de custo implantados na empresa desde o fim do ano passado. O projeto Enterprise é um dos principais deles. Seu objetivo é automatizar os processos dos laboratórios, diminuindo a intervenção humana no processamento de amostras e investindo em esteiras de alta velocidade. “É um projeto para a modernização do parque de produção, mas também de redução de custo do insumo, por meio de negociação com os fornecedores. Só no segundo trimestre deste ano conseguimos reduzir em 27% os custos de produção, em relação ao mesmo período em 2018”, afirma. Outra ação que também contribuiu para esse balanço

Grupo mineiro Pardini registrou receita líquida R$ 343,7 milhões, valor 14% superior ao do 2º trimestre do ano passado

positivo foi o projeto de redução das glosas, que são aqueles pagamentos não realizados por conta de alguma inconsistência na documentação. Por meio de um software mais

robusto e da criação de um departamento de auditoria da Receita, o grupo conseguiu diminuir esses erros. O executivo afirma que a empresa não faz projeções

para 2019, mas afirma que a meta da empresa é fortalecer o L2L, levando, aos poucos, novos modelos negócios para esse formato, como a oferta de exames de toxicologia forense

e de medicina especializada. O CFO também garante que as aquisições de outras empresas permanecem na estratégia do grupo, que tem várias possibilidades em seu portfólio.

MÓVEIS

Arca Conceito triplicou faturamento DANIELA MACIEL

Mudar de rumo em meio à crise e encontrar a verdadeira vocação ao atender às necessidades do cliente foi a receita da Arca Conceito - loja especializada em móveis de design instalada no bairro Carmo, na região Centro-Sul - para triplicar o faturamento entre 2017 e 2018. De acordo com o sócio da empresa, Bernardo Santana, quando inaugurada, há quatro anos, a loja se dedicava aos adornos e atendia principalmente profissionais de decoração em um espaço pouco maior que 100 metros quadrados. Há dois anos, aconteceu a mudança. A Arca Conceito passou a focar em móveis vendidos diretamente

ao consumidor e se mudou para uma loja de 1,6 mil metros quadrados. Foram investidos quase R$ 1 milhão na loja. “Foi uma grande mudança. Mas o principal foi entendermos e ajustarmos nossos processos. Fizemos um trabalho grande de mudança da nossa imagem. Aliás, ainda fazemos esse trabalho. No início tivemos alguma dificuldade quanto aos produtos, mas logo entendemos que o nosso diferencial seria criar a nossa própria coleção, buscando parceiros com quem tivéssemos identificação. Em 2017, quando a crise ficou mais séria, percebemos que alguns fabricantes deixaram a qualidade cair e tivemos que descredenciá-los”, relembra Santana.

Mas a grande virada da empresa se deu em um setor que não é a sua maior expertise: a logística. A maior parte das reclamações nas lojas de móveis está relacionada à entrega. Descumprimento de prazos, produtos fora da especificação, com defeitos e trocados fazem parte de uma longa lista. No caso dos móveis de design isso se torna ainda mais problemático, já que o público consumidor é bastante exigente e costumar ser conhecedor do assunto. “Fazemos de tudo para atender nosso cliente. Focamos em serviços terceirizados para realizar a entrega das peças de forma especializada e modificamos a gestão logística, para acompanharmos cada cliente

até o período após a entrega. Assim, tenho a disposição equipes especializadas em içamento e montagem, por exemplo, e várias para entregas comuns. Isso otimiza o tempo e garante qualidade”, analisa o sócio da Arca Conceito. Em 2019 foi aberto um show room da Arca Conceito no Shopping Anchieta, no bairro de mesmo nome, também na região Centro-Sul. O espaço funciona como um apoio para a loja e é encarado como um piloto para uma futura expansão. “Em Belo Horizonte não existem espaços como o nosso em shopping centers. Esse é também um teste. Temos interesse de expandir nossas operações, mas é um passo de cada vez”, pontua o empresário.

FINANÇAS

Gaúcho Sicredi abre primeira agência em Belo Horizonte DANIELA MACIEL

Criado no Rio Grande do Sul há mais de 100 anos, o Sistema de Crédito Cooperativo (Sicredi) fortalece a presença em Minas Gerais. A cooperativa inaugurou ontem, em Belo Horizonte, sua primeira agência e vai gerar 11 postos de trabalho direto e três terceirizados. Em novembro, entra em operação uma agência, na avenida Brasil. Outras regiões da Capital já estão sendo mapeadas. Segundo o presidente do Conselho do Sicredi, Pedro Ubiracy Ferreira, a maior probabilidade é de que as regiões Nordeste e Pampulha sejam contempladas. Atualmente, são 14 agências em funcionamento no Estado e, até o fim do ano, outras 20 deverão ser abertas. O Estado foi divido em 20 macrorregiões para o desenvolvimento da estratégia. Até o final de 2020, a cooperativa pretende aumentar a rede de atendimento para um total de 50 agências, em um investimento estimado de R$ 50 milhões. “Já temos 12 regiões em funcionamento e a meta é

que cada uma inaugure, ao menos, duas unidades por ano. Esse retorno deverá ser acelerado à medida que formos nos tornando conhecidos”, explica Ferreira. Presentes em Minas Gerais desde 2018, o Sicredi já inaugurou 10 agências este ano, em cidades de perfis bastante diversos como Pimenta (Centro-Oeste), com 8,6 mil habitantes; e Uberlândia (Triângulo), com 604 mil habitantes - segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para 2018 -, por exemplo. Ainda em agosto, está prevista uma inauguração em Itabirito, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Na sequência, deverão ser contemplados as cidades de Sete Lagoas (região Central), Patos de Minas (Alto Paranaíba), Prata (Triângulo), Pouso Alegre, Campos Gerais, Elói Mendes, São Sebastião do Paraíso e Muzambinho (essas últimas no Sul de Minas). “Somos uma cooperativa de crédito que teve sua origem no meio rural no Rio Grande do Sul. Como uma associação temos um

DIVULGAÇÃO

compromisso com o lugar em que estamos, por isso não importa o tamanho da cidade, mas a sustentabilidade daquela unidade. Estamos em 201 cidades em que somos a única instituição financeira presente. Então em Minas Gerais existe uma grande oportunidade pelo tamanho da economia e o número de municípios”, destaca o presidente. As instituições financeiras cooperativas detêm atualmente apenas 6% do mercado financeiro no Brasil. As cooperativas de crédito vinculadas ao Sicredi são de livre admissão, ou seja, são abertas a qualquer pessoa física e jurídica, principalmente micro, pequenas e médias empresas. O sistema oferece produtos como Atualmente, Sicredi tem 14 agências no Estado; até o fim do ano, outras 20 serão abertas seguros, consórcios, crédito rural, crédito imobiliário, bancário ao se instalar em por elas. O que trazemos de Muitas vezes deixamos de poupança, fundos de diferentes perfis de cidade. diferente é a possibilidade vender um produto porque investimentos. Nesse Oferecemos serviços para de um relacionamento mais ele não é o melhor para o modelo, os clientes são pessoas que normalmente pessoal, em que os clien- nosso associado”, completa sócios que participam das os bancos não se interessam tes não são só um número. o executivo. decisões e resultados. “As cooperativas de crédito são uma ferramenta www.twitter.com/diario_comercio www.facebook.com/DiariodoComercio que auxilia a ‘bancarização’ Telefone: (31) 3469-2025 da população do interior gestaoenegocios@diariodocomercio.com.br e desconcentra o sistema

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