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diariodocomercio.com.br JOSÉ COSTA FUNDADOR

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DESDE 1932 - EDIÇÃO 23.669 - R$ 2,50

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BELO HORIZONTE, SEXTA-FEIRA, 3 DE AGOSTO DE 2018

Aperam acerta nas estratégias e passa pela crise mais competitiva

DIVULGAÇÃO

A Aperam South America, com planta em Timóteo (Vale do Aço), conseguiu passar pela crise da indústria nacional do aço, considerada a pior que o setor já enfrentou, sem grandes turbulências graças às exportações e à flexibilidade de produção entre os aços fabricados pela companhia. Basicamente, a siderúrgica consegue aumentar o volume produzido de um tipo de aço, em detrimento da redução em outro, de acordo com a demanda. Pág. 7

Desinchá chega ao mercado internacional em dois meses

Corte dos investimentos em infraestrutura coloca em compasso de espera a retomada do crescimento econômico

Recurso público escasso afeta construção pesada

Com fabricação em Machado, no Sul de Minas, a empresa Desinchá, que produz 6 milhões de sachês de chá funcional por mês, está prestes a chegar ao mercado internacional. Com o investimento de R$ 1 milhão, a empresa fechou uma parceria para passar a ser produzido em Nova York. A expectativa é que o produto seja lançado nos Estados Unidos em dois meses. Pág. 11

Estado e municípios têm dificuldades de pagar funcionalismo em dia Sofrendo com a queda dos investimentos públicos em infraestrutura, o setor da construção pesada conta com mais um ingrediente que reforça o cenário de crise: o atraso no repasse de verbas do governo de Minas para os municípios. Presidente do Sindicato da Indústria da Construção Pesada no Estado

de Minas Gerais (Sicepot-MG), Emir Cadar Filho disse ontem que o impacto é grande, já que parte dessas verbas seria investida em obras nas cidades mineiras. “O setor precisa de investimentos públicos, mas a infraestrutura não tem verbas garantidas como a saúde e educação”, reforça. Segun-

PBH rebate críticas de que outorga onerosa seja mais um imposto A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) ampliou a discussão sobre o Plano Diretor do município, com foco principalmente na polarização que tem acontecido em torno da Outorga Onerosa do Direito de Construir, por meio de seminário realizado ontem no Cine

Theatro Brasil Vallourec, na Capital. Além de defender que não é um novo imposto, a secretária municipal de Política Urbana, Maria Caldas, destacou que a medida ajuda a fortalecer a capacidade de financiamento e de desenvolvimento urbano. Pág. 5 PIXABAY / DIVULGAÇÃO

do ele, desde 2014 o setor acumula perdas de 50% em faturamento e não há sinal de recuperação. De acordo com a pesquisa Cenário da Construção Pesada – Minas Gerais, divulgada em maio pelo sindicato, o índice de utilização de capacidade operacional ficou em 48,8% em março de 2018. Pág. 3

EDITORIAL As eleições se aproximam e o tempo parece cada vez mais curto para decisões vistas como cruciais. As principais candidaturas, aquelas que parecem mais viáveis e figuram com destaque nas pesquisas, estão definidas, algumas já confirmadas pelas convenções partidárias. Mas continua faltando clareza, bem percebida nas dificuldades para compor as chapas, apontando vice-presidentes e

vice-governadores. Pior, nas discussões em andamento, algumas correndo sem qualquer disfarce, surgem os mesmos elementos da velha política, indicativos de que continuam a não existir convicções e ideologias, muito menos programas a aproximar candidatos e partidos. O jogo continua sendo exclusivamente de conveniências. “Pouco tempo e muito a fazer”, pág. 2

Pecuarista em Minas comemora a sexta valorização do litro de leite Pelo sexto mês consecutivo os preços do leite em Minas Gerais apresentaram alta. De acordo com o levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), em julho, referente à produção entregue em junho, a valorização chegou

a 15,15% na média líquida, com o litro de leite negociado a R$ 1,53. No acumulado de janeiro a julho, o preço do leite já aumentou 53%. O aumento é comemorado pelo pecuarista, já que o setor vinha acumulando perdas desde 2017. Pág. 13 ARNALDO ALVES ANPR

Prefeitura de BH busca novas possibilidades de desenvolvimento econômico

OPINIÃO Pelo plano de voo dos drones políticos que andam sobrevoando nosso País, o novo Congresso deveria ser preocupação tão grande quanto àquela de quem exercerá o Poder Executivo. É preciso termos o cuidado de não reeleger a maior parte dos seus integrantes atuais, sobretudo aqueles que já fizeram carreira de vinte ou trinta anos e não apresentaram projeto algum de relevância nacional. Alguns estão lá há cinquenta Dólar - dia 2

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anos. O cargo eletivo se tornou profissão e é cheia de penduricalhos para engordar seus vencimentos. Mas não são somente esses veteranos que precisam ser defenestrados do poder. O conjunto daqueles que entraram nas listas das diversas operações da Polícia Federal e têm páginas e mais páginas de ilícitos, ainda sem julgamentos, deveriam ser os primeiros a nem se candidatarem. (Carlos Perktold), pág. 2

Venda: R$ 4,3725

Turismo Compra: R$ 3,7330 Venda: R$ 3,9030

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Os pesquisadores do Cepea acreditam que a oferta de leite deve seguir limitada

Poupança (dia 3): ............ 0,3715%

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IPCA-IBGE (Junho):............ 1,26%

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OPINIÃO Novo Congresso CARLOS PERKTOLD * Ninguém contesta que a nova eleição para presidente da República seja de grande importância, mas pelo plano de voo dos drones políticos que andam sobrevoando nosso País, o novo Congresso deveria ser preocupação tão grande quanto àquela de quem exercerá o Poder Executivo. A primeira é termos o cuidado de não reeleger a maior parte dos seus integrantes atuais, sobretudo aqueles que já fizeram carreira de vinte ou trinta anos e não apresentaram projeto algum de relevância nacional. Alguns estão lá há cinquenta anos. O cargo eletivo se tornou profissão e é cheia de penduricalhos para engordar seus vencimentos. Mas não são somente esses veteranos que precisam ser expelidos do poder. O conjunto daqueles que entraram nas listas das diversas operações da Polícia Federal e têm páginas e mais páginas de ilícitos, ainda sem julgamentos, deveriam ser os primeiros a nem se candidatarem. Mas, devido às leis que eles mesmos criaram, estarão novamente batendo na porta do TSE como candidatos aos mesmos cargos de sempre. Qualquer fechadura do Congresso os reconheceria. Não se pode dar nova oportuni-

dade a essa gente. E nem aos seus parentes que absorvem os votos e perpetuam a família em Brasília, sob o olhar perplexo dos brasileiros que se julgavam livres de certos Sarneys, Renans, Alves, Malufs, Cunhas, Costa, Jucás e tantos outros que tanto mal já fizeram ao País. O leitor pode achar injusta a inclusão de parentes dos representantes atuais, mas é importante ressaltar que estamos em uma república e o que temos feito nas dezenas de anos passados elegendo os mesmos políticos, é o mesmo que a monarquia fazia quando os integrantes da família herdavam o título de nobreza, junto com todas as fazendas e seus currais. Estamos em uma república e há pessoas honestas, nascidas fora da realeza, que são bem-intencionadas e querem ajudar o País. São esses que devemos eleger para o novo Congresso. A segunda razão é que o Congresso tem sido mais importante que o Poder Executivo em especial quando este prepara as medidas provisórias. Elas são enviadas ao Congresso e lá são modificadas, alteradas, emendadas e assuntos não pertinentes ao que foi enviado de início são contrabandeados no novo texto e ele fica tão modificado

que se torna uma irreconhecível salada jurídica, perturbadora para advogados, contadores, empresários e banqueiros. Sim, o presidente pode vetar parte das alterações, dando as razões de seus vetos, e deixar incluídas aquelas que melhoraram o texto inicial. Mas não é isso que tem ocorrido com o Congresso atual. Habitualmente, este poder avassalador derruba os vetos presidenciais e deixa os contrabandos de interesse de grupinhos formados no plenário, e o conteúdo de interesse nacional, previamente disposto na medida provisória, fica alterado de forma irreconhecível. É na união de interesses do País que os governos devem girar. Se elegermos um presidente que não conta com a maioria dos congressistas, seu governo ficará manco e o seu chefe será obrigado a ficar de pires na mão, pedindo-lhes apoio e que votem nos assuntos de interesse nacional. Se não dermos atenção especial aos novos candidatos a integrar o Congresso Nacional, elegeremos presidente que entrará em conflito permanente com deputados e senadores e não um governo que tanto precisamos. * Advogado, psicanalista e escritor

Um sofrimento sem fim ARISTOTELES ATHENIENSE * A história da imigração de italianos, iniciada a partir do século XIX, abrigados pelos Estados Unidos, Argentina, Brasil e outros países que contaram com a ajuda expressiva dessa mão de obra, não impediu que o vice-primeiro-ministro, Matteo Salvini, fosse condescendente com os que buscam refúgio na Itália. Quando o novo governo populista assumiu o controle da situação, a promessa era de expulsar os 500 mil daquela nação em uma média de 100 mil por ano. Esta política radical repercutiu após a Itália rejeitar a entrada em seus portos de um navio com 629 imigrantes resgatados na costa da Líbia. Segundo estatística da União Europeia, 7.045 imigrantes já foram expulsos da península no último ano, enquanto outros 150 mil permanecem na expectativa de deportação. A proposta de travar a imigração apoiada pela Bélgica e Holanda, favoráveis a uma atitude mais rígida, depara com a oposição da Alemanha, que só admite uma solução para o impasse criado mediante acordos bilaterais e multilaterais dos países

interessados. A posição assumida pelo novo governo foi criticada pelo presidente francês, Emmanuel Macron, que levou ao Papa Francisco a sua discordância com a proposta de Matteo Salvini. Macron dirigiu mensagem ao primeiro-ministro italiano sustentando que “o populismo na Europa é como uma lepra que se espalha pelo Velho Continente, em países que nunca pensamos que voltariam a ocorrer outra vez, em países vizinhos”. A resposta obtida de Salvini foi acre e tornou ainda mais tensa a situação ao advertir a Macron que “no próximo ano se decidirá se a Europa unificada continuará ou não existindo”. Com isso, um problema que, a princípio, envolvia somente os países onde chegavam imigrantes vindos da África, Síria e outras regiões do Oriente Médio, passou, doravante, a afetar a estabilidade e unificação da Europa. * Advogado, Conselheiro Nato da OAB, Diretor do IAB e do Iamg

As mesmices da política JORGE GILBERTO DE CARVALHO FILHO * O Brasil está prestes a passar por um processo eleitoral dos mais difíceis da sua história. As razões são óbvias e não deixam dúvidas quanto aos porquês. É triste e doloroso lembrar que no baralho não existe um coringa capaz de fazer a diferença. Mas o brasileiro vai ter que escolher os seus representantes mesmo sabendo que a grande maioria dos eleitos são verdadeiros oportunistas. Mas, se o eleitor não votar, não vai deixar de eleger os caciques que perpetuam nos cargos públicos gozando de todas as mordomias e seus desleais, desumanos e absurdos “auxílios”. A campanha está sendo desenvolvida passo a passo e, cada um dos já conhecidos pré-candidatos, estão articulando seus discursos e tentando conquistar o seu eleitorado. Todos eles sabem que a jornada desse pleito precisa de um discurso mais consistente. Entretanto, como já está sendo veiculado pelas redes sociais e imprensa, os costumes de ontem continuam os mesmos de antigamente: coligação partidária, troca-troca de partidos, falta de ideologia, e o que é pior, fichas sujas, podres, inconvenientes e desrespeitosos, que não assumem absolutamente nada. Ganham as eleições através de provocações ao adversário,

com troca de farpas e acusações levianas. O povo está mais atento, mais intransigente e muito, mas muito preocupado com o amanhã, com o futuro do País. Não é para menos, afinal, falar em futuro é pensar nos nossos filhos, netos, bisnetos e assim por diante. Isso, de certa forma, é o começo de algum tipo de mudança, de postura social, e, por que não dizer, mudança também de uma cultura, que anda um tanto quanto retrógrada, ultrapassada. Vamos esperar para ver. A política tem sua força, embora essa força seja emanada do povo. Aí é que está o grande “feeling” da parafernália. Que todo país precisa de seus governantes isso é fato. Não tem como fugir dessa realidade. Porém, se os governantes, os eleitos pelo povo, cada qual no seu cada qual, trabalharem conforme manda a cartilha, certamente estarão fadados a entrar para a história. Afinal, serão eles os responsáveis por acenderem a luz da esperança de um país completamente desamparado e sem nenhuma perspectiva de qualidade de vida. É a força da política tentando retomar o seu lugar e o seu prestígio no cenário nacional. Enquanto os pré-candidatos têm esse grande desafio pela frente, o povo brasileiro segue o seu fluxo desconfiado e indignado

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com a classe. Motivos são mostrados todos os dias na imprensa. Palavras são palavras, nada mais que palavras. Propostas também não deixam de ser palavras, nada mais que palavras. Mas..., alguma coisa tem que ser dita, tem que ser honrada. É nesse patamar que vive a esperança do povo. O voto e o povo, o povo e o voto. Quem vai vencer essa Copa do Brasil/2018? De um lado está um grupo partidário visto pela sociedade como grupos que se unem para saquear os cofres públicos, dentro das leis que eles mesmos elaboram e sancionam, na maior cara de pau. Por outro lado, o povo que sabe da responsabilidade que tem e que pode continuar tendo como sina o título de burro, por não saber votar. Ou seja, em outras palavras retorna aquele velho ditado: ”Cada povo tem o governo que merece”. E daí? Historiadores acreditam que estamos passando por “provações”, onde os interesses pessoais são o grande desabafo dos incompetentes. Bom, espero não ter deixado o dito pelo não dito, mas..., que fique um alerta à espera de alguma atitude digna de reflexão.

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Pouco tempo e muito a fazer O Brasil caminha para as eleições, para alguns analistas e estudiosos as mais importantes de sua história, e o tempo parece cada vez mais curto para decisões vistas como cruciais. As principais candidaturas, aquelas que parecem mais viáveis e figuram com destaque nas pesquisas, estão definidas, algumas já confirmadas pelas convenções partidárias. Mas continua faltando clareza, bem percebida nas dificuldades para compor as chapas, apontando vice-presidentes e vice-governadores. Pior, nas discussões em andamento, algumas correndo sem qualquer disfarce, surgem os mesmos elementos da velha política, indicativos de que continuam a não existir convicções e ideologias, muito menos programas a aproximar candidatos e partidos. O jogo continua sendo exclusivamente de conveniências, como se os acontecimentos recentes no País não tivessem produzido qualquer efeito e as exceções fossem, de fato, apenas exceções. Diante do tamanho dos As principais problemas que o País tem pela candidaturas, frente, tudo isso é aquelas que verdadeiramente assustador. parecem mais Candidatos, viáveis e figuram quando se com destaque nas manifestam, fazem as pesquisas, estão promessas de definidas, algumas sempre, dizem o que julgam já confirmadas que os eleitores pelas convenções querem ouvir ou o que lhes é partidárias sugerido pelas pesquisas em conluio com os marqueteiros, que tentam vender políticos da mesma forma que venderiam sabonetes. Os resultados aí estão e são amplamente conhecidos, nada indicando que as coisas possam, de fato, mudar. Esta é uma das com conclusões possíveis quando se constata que todos, ou quase todos, prometem que promoveriam a reforma do sistema previdenciário, para eles questão inadiável. Mas não dizem nada sobre como convencerão seus aliados, nada interessados no assunto porque se trata de combater privilégios dos quais direta e indiretamente eles são também beneficiários. Repete-se a velha história de que é preciso mudar para deixar tudo como está, embora falte saber por quanto tempo mais será possível resistir à casta de políticos e burocratas que tomaram conta do País exclusivamente para dele se servir. Imaginamos, ao contrário do que é real, a política elevada ao seu verdadeiro papel, propondo e executando um projeto para o Brasil, um projeto de governo e não apenas de poder, construindo afinal a prosperidade que se reflita em melhores condições de vida para todos, em gestão pública eficiente, capaz de responder pelos serviços que não podem ser sonegados à população. Estamos imaginando o essencial, falando daquilo que, fossem outras as condições, seria dado como elementar. O dever de todos e de cada um, no caminho da construção de uma sociedade capaz de construir prosperidade e justiça. Parece muito, se aproxima da utopia, mas poderia ser até pouco desde que a cidadania estivesse em primeiro plano.

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ECONOMIA CONSTRUÇÃO PESADA

Prefeituras paralisam atividades

Falta de repasses prejudica o setor Segundo o Sicepot, verbas do Estado não chegam aos municípios e obras são adiadas

Em protesto contra o atraso de repasses de verbas por parte do governo de Minas, prefeituras começam hoje a paralisar suas atividades. Até a noite de ontem, a adesão ao movimento foi confirmada pelas administrações municipais de Coronel Fabriciano, Ipatinga, Timóteo e Santana do Paraíso, todas no Vale do Aço. Outras cidades podem aderir ao movimento. A Associação Mineira dos Municípios (AMM) prepara para o próximo dia 21 uma grande manifestação de prefeitos e servidores em protesto contra a situação. Por meio de nota, as prefeituras das quatro cidades do Vale do Aço informaram que a paralisação das atividades públicas municipais tornou-se necessária porque o atraso de no repasse de verbas por parte do Estado coloca em risco trabalhos da saúde, educação e assistência social. Em Coronel Fabriciano haverá ponto facultativo, sendo que serão mantidos os serviços essenciais. Na cidade também ocorrerão protestos nos dias 10 e 17. O esquema de paralisação dos demais municípios não foi detalhado. De acordo com a AMM, há necessidade de “mostrar à sociedade a caótica situação financeira das prefeituras mineiras após os constantes atrasos nos repasses do governo do Estado.” (AAH)

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ANA AMÉLIA HAMDAN

Sofrendo com a queda dos investimentos públicos em infraestrutura, o setor da construção pesada conta com mais um ingrediente que reforça o cenário de crise: o atraso no repasse de verbas do governo de Minas para os municípios. Presidente do Sindicato da Indústria da Construção Pesada no Estado de Minas Gerais (Sicepot-MG), Emir Cadar Filho disse ontem que o impacto é grande, já que parte dessas verbas seria investida em obras nas cidades mineiras. “O setor precisa de investimentos públicos, mas a infraestrutura não tem verbas garantidas como a saúde e educação”, reforça. Segundo ele, o prejuízo não foi quantificado, mas as empresas mais prejudicadas são as de pequeno porte que atuam nas cidades menores. “É nítida a falta de dinheiro para o investimento. Há relatos de empresas que estão com dificuldade de receber dos municípios devido à falta de repasses”, disse. Cadar Filho ressalta a importância do investimento dos governos para o setor, já que obras de saneamento e manutenção e construção de vias e rodovias, por exemplo, partem do poder público. A Associação Mineira de Municípios (AMM) calcula que a dívida do Estado com os municípios chegue a R$ 7,6 bilhões, referentes ao Imposto sobre Circulação

de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) e outros relacionados à educação e saúde. Com o atraso nos repasses, os municípios acabam direcionando verbas de obras para cobrir despesas que deveriam ser pagas com recursos do Estado. “As prioridades do município sempre são saúde, educação e pagamento dos servidores, incluindo os professores. Se há falta de recursos para essas ações, o dinheiro tem que ser retirado de algum lugar e, no caso, os investimentos ficam prejudicados”, explica o advogado da AMM, Wederson Siqueira. Exemplo dessa situação está ocorrendo em Itajubá, no Sul de Minas. Prefeito da cidade, Rodrigo Riera (PMDB) informa que o município chegou a desapropriar dois terrenos onde seriam implantadas Unidades Básicas de Saúde, mas a verba para as novas estruturas acabou sendo direcionada para pagamento dos salários. A administração municipal também conseguiu verba, via emenda parlamentar, para asfaltamento, mas o município não tem como dar a contrapartida. A Secretaria de Estado da Fazenda foi procurada pela reportagem, mas não se posicionou. Anteontem, em resposta a outra matéria sobre o problema denunciado pela AMM, a Advocacia Geral do Estado de Minas Gerais (AGE-MG) informou que o atraso de repasse de

Municípios têm adiado obras de infraestrutura, como saneamento, para cobrir despesas

ICMS e IPVA não existe. Foi informado que há um “movimento de cunho eleitoreiro no sentido de insuflar municípios a pedirem sequestro de recursos do Estado alegando-se atrasos de pagamento e repasses de ICMS e IPVA”. Cenário - Emir Cadar Filho reforça que o setor da construção pesada vem sofrendo com perdas dos investimentos em infraestrutura por parte das esferas públicas federal,

estadual e municipal. Segundo ele, desde 2014 o setor acumula perdas de 50% em faturamento e não há sinal de recuperação. De acordo com a pesquisa Cenário da Construção Pesada – Minas Gerais, divulgada em maio pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e Sicepot-MG, o índice de utilização de capacidade operacional ficou em 48,8% em março de 2018. Cadar Filho considera que a medida adotada pelo

governo federal de cortar investimentos em infraestrutura no cenário de recessão acaba atrasando a retomada econômica. Para ele, a saída seria exatamente o contrário: o investimento em infraestrutura tem capacidade para movimentar toda a cadeia da construção, melhorando os níveis de emprego e atraindo investimentos. Ele ressalta ainda que os benefícios vão diretamente para os cidadãos, que passam a contar com melhores estradas e saneamento, entre outros.

ENERGIA EÓLICA

TERMELÉTRICAS

Furnas investirá R$ 5 bilhões até 2022

Governo planeja leilão para contratar novas usinas movidas a gás natural

Rio de Janeiro - A Furnas Centrais Elétricas pretende aumentar em mil megawatts (MW) a participação da energia eólica em sua matriz energética e para isso vai investir R$ 5 bilhões até 2022. A empresa também pretende colocar energia solar em todos os seus três parques eólicos e em algumas de suas 21 usinas hidrelétricas, inclusive a de Itumbiara, que é a maior usina hidrelétrica da subsidiária da Eletrobras, com capacidade instalada de 2.082 MW a partir de seis unidades geradoras. As unidades eólicas funcionariam como geração completar ao Sistema Furnas, que opera, além das 21 usinas hidrelétricas, duas termelétricas, três parques eólicos, e tem mais de 29 mil quilômetros (km) de linhas de transmissão. Possui ainda 55 subestações próprias, com capacidade de transformação de 110.721 Megavoltampére (MVA), além de 27 subestações sob o regime de parceria, totalizando 136.487 MVA de capacidade de transformação nas 82 subestações. Através de sua assessoria de imprensa, Furnas admitiu que “está estudando implementar geração solar complementar em todos os seus parques eólicos e também em algumas usinas e que, em alguns casos, as medições solarimétricas (mapeamento do comportamento dos dados disponíveis na superfície

ALBERTO COUTINHO / SECOM

Unidades eólicas funcionariam como geração complementar ao sistema de hidrelétricas

da terra a partir de uma metodologia de estimativa da radiação solar para a região em estudo) já estão, inclusive, em andamento e bastante adiantadas em alguns empreendimentos, como é o caso do Parque de Itaguaçu da Bahia, atualmente em construção”. Brasil Ventos - Na semana passada, a Brasil Ventos apresentou o projeto do Complexo Eólico de Fortim à comunidade do município cearense que dá nome ao empreendimento, localizado a 135 km da capital Fortaleza. Subsidiária integral de Furnas, a empresa começa a implantar na região 41 aerogeradores distribuídos em

cinco parques, com investimento de R$ 650 milhões e capacidade instalada de 123 megawatt (MW), energia suficiente para atender 174 mil famílias ou uma cidade de 600 mil habitantes, como Ribeirão Preto (SP) ou Aracaju (SE). Na ocasião, o diretor-técnico da Brasil Ventos, Roberto Godinho Tavares, revelou informações do empreendimento e esclareceu dúvidas da comunidade. “Somos uma empresa nova, que está trazendo um complexo eólico para a casa de vocês. Por isso, fizemos questão de vir apresentar o projeto pessoalmente para a comunidade. Temos o DNA de Furnas, empresa com mais de 60 anos de

atuação no setor de energia. O mercado de energia eólica ainda tem muito potencial no Brasil e no mundo, daí nossa iniciativa em desenvolver esse empreendimento”, disse. A previsão de início da operação do Complexo Eólico de Fortim é novembro de 2019. O empreendimento se juntará ao portfólio de Furnas, que colocou em operação nos últimos anos outras obras importantes, como o primeiro bipolo do Linhão de Belo Monte e as hidrelétricas de São Manoel e Santo Antonio, que juntas acrescentaram 4.300 MW de capacidade instalada ao Sistema Interligado Nacional (SIN), energia para mais de 20 milhões de brasileiros. (ABr)

São Paulo - O governo federal tem estudado a realização de um leilão ainda neste ano para contratar novas usinas termelétricas movidas a gás natural, que substituiriam unidades a óleo cujos contratos vencem até 2024, informou ontem o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Félix. O objetivo da medida seria aumentar a oferta de uma energia mais barata que a gerada pelas térmicas a óleo no Nordeste, que tem sofrido com anos consecutivos de secas que reduzem a geração hidrelétrica local e deixam a região muito dependente da produção de usinas eólicas e solares, que pode variar de acordo com o clima, segundo ele. Mas a contratação pode esbarrar na falta de demanda das distribuidoras de energia, que entram como compradoras da produção dos empreendimentos viabilizados em leilões do governo federal para novas usinas de geração, uma vez que a crise econômica no Brasil reduziu o consumo de energia e a necessidade de expansão do parque gerador. Segundo Félix, o governo tem avaliado quais formatos possibilitariam levar a contratação adiante dentro do contexto de projeções de sobra de energia para os próximos anos. “Não existe ainda uma maneira de se fazer... o que vai se fazer agora é construir a forma de viabilizar o leilão... ainda

não temos um consenso, e ainda não se sabe qual seria a potência (em novas usinas a serem contratadas)”, disse o secretário. As termelétricas a óleo cujas concessões vencem em 2024 têm cerca de 1,3 gigawatt em energia contratada, segundo dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). O secretário ressaltou, no entanto, que o tempo para a preparação da licitação é curto, uma vez que seriam necessários trâmites burocráticos que levam algum tempo, como a preparação e divulgação prévia do edital e a abertura de cadastramento para investidores interessados, por exemplo. “Para fazer o leilão até dezembro, isso tem que ser decidido em pouco tempo... a gente gostaria muito que saísse, mas só vamos poder falar depois que houver uma formatação”, adicionou Félix. A proposta de realização do leilão para novas termelétricas foi apresentada pela estatal Empresa de Pesquisa Energética (EPE), segundo o Ministério de Minas e Energia. A pasta afirmou em nota que a modelagem do certame será discutida em estudos técnicos com a participação também da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). (Reuters)


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ECONOMIA PRODUÇÃO INDUSTRIAL

Alta de 13,1% é a melhor da série histórica Resultado representa a superação dos efeitos negativos surgidos com a greve dos caminhoneiros, em maio São Paulo – A produção industrial brasileira registrou alta de 13,1% em junho na comparação com o mês anterior, o melhor resultado da série histórica iniciada em 2002, superando os efeitos negativos provocados pela greve dos caminhoneiros no mês anterior, informou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a produção subiu 3,5%. As expectativas em pesquisa da Reuters com economistas eram de alta de 14,1% na variação mensal e de 4,55% na base anual. A conjuntura continua a mesma, mas houve produção maior para repor o descompasso da greve”, disse o economista André Macedo, gerente da pesquisa. “Não só eliminamos a perda como voltamos a um patamar superior ao de abril e se aproxima de dezembro do ano passado, quando a indústria vinha em uma trajetória de crescimento”, O IBGE também revisou levemente para 11%, ante 10,9%, a queda da produção industrial de maio, quando um protesto de caminhoneiros levou desabastecimento a empresas e residências de todo o País, além de perdas para a agricultura, levando governo e economistas a reverem para baixo suas projeções de crescimento do PIB neste ano. A indústria fechou o segundo trimestre com queda de 2,5% ante os primeiros três meses do ano e avançou 1,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com o IBGE. Os resultados, porém, não indicam uma nova tendência para o desempenho do setor de manufatura no Brasil, segundo Macedo. “O ambiente de incerteza econômica e política freia o ímpeto de investir e de consumir no Brasil e isso não pode ser desconsiderado”, assinalou o economista. “Não se pode deixar levar pelo resultado de junho e achar que entramos em uma nova era. Os níveis de confiança ainda estão baixos, demanda doméstica ainda tem fragilidades visto que o mercado de trabalho ainda

ERIC GONÇALVES

tem um enorme contingente fora.” Pesquisa Focus do Banco Central, que ouve uma centena de economistas todas as semanas, mostra que a estimativa de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) do País neste ano estava em 1,50%, depois de ter chegado a 3% alguns meses antes. O levantamento mostrou ainda que, pela mediana das projeções, a produção industrial vai crescer 2,91% neste ano. Destaques - Segundo o IBGE, dois destaques positivos em junho foram o crescimento de 47,1% na produção de veículos automotores, reboques e carrocerias e de 19,4% nos produtos alimentícios. Bebidas (33,6%), e produtos de minerais não-metálicos (20,8%) também tiveram desempenho relevante. Na outra ponta, o ramo de “outros equipamentos de transporte” registrou uma queda de 10,7%, no segundo recuo mensal consecutivo,

Crescimento da produção de veículos automotores, reboques e carrocerias, além dos produtos alimentícios, foram destaques

informou o IBGE. “Os setores que lideram o crescimento são ligados à indústria automobilística, que tem aumentado produ-

ção e exportação. A cadeia automotiva, como tinta, borracha, plástico, metalurgia, acessórios, responde positivamente aos resultados”,

avaliou Macedo. Pequenos aumentos nas encomendas, nos volumes de produção e nos níveis de emprego auxiliaram a in-

dústria a manter a expansão em julho, segundo o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês). (Reuters)

Cenário é de recuperação gradual da produção Rio de Janeiro - A indústria mostrou em junho que mantém a trajetória de recuperação gradual da produção, avaliou o gerente da Coordenação de Indústria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), André Macedo. O avanço de 13,1% na produção em junho ante maio sucedeu uma queda de 11% registrada no mês anterior sob a influência da greve de caminhoneiros. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física, divulgados ontem pelo IBGE. “Temos a maior parte dos segmentos industriais avançando, todas as categorias de uso com crescimento, e não por acaso o total da indústria aumentando 13,1%, maior avanço da série histórica”, apontou Macedo. “A alta de junho não só recupera a queda de maio como deixa a indústria em patamar superior ao de abril”, completou. Na passagem de maio para junho, 15 das 22 ativida-

des pesquisadas superaram o patamar de produção de abril. Entre as categorias de uso, apenas os bens de consumo duráveis não conseguiram em junho superar o nível de produção de antes da greve, apesar do crescimento acentuado de junho. Entretanto, o pesquisador alerta que o resultado positivo precisa ser visto com alguma cautela, diante do cenário de incerteza na economia do País nos próximos meses. “O resultado de dois dígitos pode dar uma impressão de ser melhor do que está. Ainda não recupera todas as perdas do passado. O patamar de produção ainda está ligeiramente abaixo do que estava em dezembro de 2017. A alta de dois dígitos e disseminada entre as atividades pesquisadas não pode ser confundida com trajetória consolidada da produção industrial”, alertou Macedo. Os níveis de confiança de consumidores e empresários ainda baixos e o cenário de

incertezas elevadas, por conta também de indefinições que cercam a corrida eleitoral, trazem ressalvas e se faz necessário aguardar as próximas leituras da pesquisa para avaliar melhor a saúde do setor industrial, opinou Macedo. “Claro que a situação já foi pior, mas tem um caminho importante a ser percorrido para que recupere as perdas do passado. Os níveis de confiança de consumidores e de empresários estão aquém do que já foram no passado. Recuperaram alguma perda, há estímulo maior de investir e de consumir do que em um passado recente, mas já esteve muito à frente”, contou o pesquisador. O gerente do IBGE ressalta que não é possível dissociar a produção industrial da demanda doméstica. A indústria tem sido beneficiada pelo avanço das exportações, mas também necessita que o mercado de trabalho caminhe favoravelmente, com menos desempregados no País.

“Existe melhora, mas ainda está abaixo do patamar registrado no fim do ano passado. É como se, passados seis meses, a produção ainda estivesse ali no mesmo patamar do fim de 2017”, concluiu. Mundial de Futebol - A Copa do Mundo de Futebol, realizada na Rússia, pode ter reduzido a magnitude de crescimento da produção industrial do País no mês de junho em relação ao mesmo período de 2017, avaliou Macedo. A indústria teve expansão de 3,5% em junho ante igual período do ano anterior, com avanços em 15 das 26 atividades investigadas. “Não tem como mensurar o efeito Copa, mas, em dia de jogos do Brasil, tem redução de jornada ou de dias de trabalho naquelas indústrias que não atuam de forma continuada. Para esse tipo de comparação em relação ao mesmo mês do ano anterior, a Copa pode ter contribuído negativamente

para o resultado”, opinou Macedo. O segmento de veículos automotores, reboques e carrocerias teve expansão de 26,7%, enquanto o de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis registrou elevação de 11,4%, as duas maiores influências positivas na formação da média da indústria no mês. Outras contribuições positivas relevantes foram de bebidas (13,6%), celulose, papel e produtos de papel (7%), indústrias extrativas (1,6%), metalurgia (3,3%) e produtos de minerais não metálicos (4,8%). Na direção oposta, a principal influência negativa foi de produtos alimentícios (-2,8%), embora também tenham registrado perdas significativas os setores de outros equipamentos de transporte (-14,4%), produtos têxteis (-8,0%), produtos diversos (-10,4%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-5,1%) e outros produtos químicos (-1,9%). (AE)

EXPORTAÇÃO

WEG fornecerá grandes baterias ao setor de energia São Paulo – A WEG anunciou ontem a entrada no segmento de sistemas de baterias de grande porte para empresas de energia elétrica, no qual obteve um primeiro contrato junto a uma distribuidora de eletricidade nos Estados Unidos, de olho em um mercado com significativo potencial para aplicações em vários países, inclusive no Brasil. A companhia, maior fabricante de motores elétricos do Brasil, acertou parceria com a norte-americana Northern Power para a entrega de um conjunto de armazenamento de energia em baterias de lítio que serão operadas pela Viridity Energy Solutions, dos Estados Unidos. O sistema será usado pela distribuidora norte-americana Vermont Electric Cooperative para aprimorar

a gestão da infraestrutura da companhia em momentos como horários de pico. “É uma área nova para a WEG. O projeto nos EUA vai ser referência importante para clientes e vai abrir portas para nós, trazer know how para fazermos isso no Brasil e em outros países”, disse João Paulo Gualberto da Silva, diretor de novas energias da fabricante brasileira. Segundo Silva, a WEG já produz soluções de armazenamento de energia, mas são produtos de porte menor, voltados a aplicações como manter o funcionamento de estações rádio-base de operadoras de telefonia celular durante apagões. O sistema vendido à Viridity é muito maior. “Apenas as baterias são do tamanho de dois a três

contêineres e os inversores são mais dois contêineres”, contou o executivo. “Ele poderá abastecer 2.100 casas ao mesmo tempo durante 1 minuto.” A Vermont Electric, que contratou o banco de baterias, deverá se beneficiar com menores riscos de blecautes na rede atendida pelo sistema. Ela ainda poderá receber energia extra dos equipamentos justamente em momentos em que a eletricidade está mais cara, nos horários de pico, o que reduz custos, revelou Silva. Ele comentou que as baterias do sistema são produzidas pela Samsung e importadas da Coreia do Sul, enquanto os equipamentos para a operação serão produzidos por uma unidade da WEG nos EUA em parceria

com a Northern Power. O software de gerenciamento de carga e descarga das baterias é proprietário da Viridity Energy, uma subsidiária da israelense Ormat Technologies, cliente da WEG. “As baterias estão ficando cada vez mais densas e tem havido evoluções nessa área provocadas pelo carros elétricos. E com isso as baterias ficaram mais baratas...Isso permite que as distribuidoras possam avançar em projetos de armazenamento de energia de fontes intermitentes como solar ou eólica”, adicionou Silva. Ele explicou que outra vantagem da tecnologia é permitir a instalação de bancos de energia mais próximos de grandes consumidores, o que ajuda no planejamento das redes das distribuidoras. Segundo o executivo, a

WEG tem condições de produzir o sistema no Brasil, com exceção das baterias e do software de gerenciamento, algo que a empresa pode suprir por meio de aquisições ou parcerias. No caso do sistema fornecido nos EUA, o contrato está na casa dos milhões de dólares e o conjunto tem potência instalada de 1,9 megawatt, com capacidade de armazenamento de energia de até 5,3MWh. A previsão de entrada em operação é em junho de 2019. Distribuidoras - No Brasil, a WEG tem sido atualmente consultada por distribuidoras como Copel, CPFL e Celesc para um projeto de pesquisa e desenvolvimento sobre armazenamento de energia promovido pela Agência Nacional de Energia

Elétrica (Aneel), disse Silva. Ele comentou, no entanto que o novo negócio não deve ser uma fonte relevante imediata de receitas para a WEG. “Estou esperançoso que poderemos fazer os primeiros negócios (no Brasil) ainda neste ano...Por causa do projeto de P&D da Aneel. Mas não será relevante do ponto de vista de receita, serão experimentais...É um mercado que não existe ainda no Brasil e nos EUA começou fazer cerca de 1 ano.” No Brasil, a Eletropaulo chegou a estudar ainda neste ano um projeto de instalação de baterias em São Paulo que poderia envolver cerca de R$ 30 milhões, mas a distribuidora posteriormente avaliou que a instalação não seria economicamente viável no momento. (Reuters)


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ECONOMIA PLANO DIRETOR

PBH amplia debate e foca em outorga onerosa Em evento realizado ontem, Prefeitura procurou esclarecer o que é o instrumento e seu impacto no município FILÓ ALVES/DIVULGAÇÃO

ANA CAROLINA DIAS

A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) ampliou a discussão sobre o Plano Diretor do município, com foco principalmente na polarização que tem acontecido em torno da Outorga Onerosa do Direito de Construir, por meio de seminário realizado ontem no Cine Theatro Brasil Vallourec, no centro da Capital. Com participação do Instituto Lincoln de Políticas do Solo, organização sem fins lucrativos que se dedica a estudar a terra enquanto mercadoria e o seu papel na formação de preços nas cidades, o principal objetivo do encontro foi esclarecer o que é o instrumento e de que forma ele pode influenciar na vida e na economia da cidade. A secretária municipal de Política Urbana, Maria Caldas, ressaltou que o propósito era contrapor dúvidas e alegações de que a outorga seria um novo imposto sobre moradia que atingiria o patrimônio de todos os cidadãos. Segundo Caldas, as melhorias na infraestrutura propostas pelo Plano Diretor vão permitir um ambiente mais amplo para investimentos do que o que existe atualmente em Belo Horizonte. “Essas informações estão criando um ambiente de ansiedade e até um certo temor nos cidadãos. A tendência é abrir novas possibilidades de desenvolvimento econômico na cidade, com maior equilíbrio de infraestrutura entre as diversas regiões, contribuindo para uma quebra geral da diferença de preços e da qualidade urbana na cidade”, afirmou.

Secretária municipal de Política Urbana da Capital explicou que melhorias propostas pelo Plano vão favorecer ambiente de investimentos na cidade

tor para a América Latina do Instituto Lincoln de Políticas do Solo, Martim Smolka, avaliou como positiva a aplicação da outorga onerosa na Capital e afirmou que o debate é necessário para que as pessoas reconheçam e levem em conta o instrumento para superar uma série de desafios importantes que as cidades não só do Brasil, como do mundo inteiro, enfrentam. Além de assegurar que a outorga onerosa não é um novo imposto, Smolka destacou que ela ajuda a fortalecer a capacidade de financiamento e de desenvolvimento urbano. “É um desconhecimento básico do que já está estabelecido na legislação brasileira e, na prática, do ponto de Esclarecimento - O dire- vista da economia urbana

e da formação dos preços de terra, não há como se considerar a outorga um imposto, porque ninguém é obrigado a pagar”, explicou. O representante do Instituto Lincoln reforçou também que não há transferência do valor da outorga para os preços dos imóveis e, portanto, qualquer tipo de carga imposta sobre o valor da terra não tem como ser transferida para o preço final. “O preço da terra é residual e não está relacionado com outros preços do mercado uma vez que tem outras regras de formação. Quem define o preço da habitação é o consumidor final e o preço da terra é decorrente desse valor que o consumidor final está disposto a pagar”, esclareceu Smolka.

Entidades questionam modelo de ocupação Lançada no início de julho por representantes de entidades da indústria, comércio e serviços que atuam em Belo Horizonte, a campanha “Mais imposto não!”, coordenada pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), questiona o modelo de ocupação do solo proposto pelo Projeto de Lei 1749/15 e considera que a outorga onerosa do direito de construir, na prática, é mais um imposto sobre a moradia. O diretor do Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi), Reinaldo Branco, participou do seminário ontem e ressaltou o posicionamento da entidade

de que um custo a mais vai trazer consequências como o afastamento de construtoras para municípios vizinhos a Belo Horizonte, onde não há essa restrição. Com isso, Branco ressaltou que pode haver aumento do desemprego no município e, inclusive, redução na arrecadação da PBH. “Na nossa ótica, é um tiro no pé da cidade como um todo. É uma cobrança a mais que está sendo criada em função da redução do coeficiente construtivo e isso vai acabar encarecendo o valor dos imóveis, inviabilizando o mercado da construção e, consequentemente, o imobiliário”, disse. Outra solicitação das entidades da Capital é a am-

pliação do debate sobre o Plano Diretor. De acordo com a secretária municipal de Política Urbana, Maria Caldas, a proposta foi construída pela Conferência de Política Urbana e a próxima instância de debate se dará na Câmara Municipal, onde está prevista uma sessão de debates, seminários e audiências públicas. “Não há restrições em debater o plano e explicar para que a Câmara possa entendê-lo e apreciá-lo. Existe uma nova oportunidade para que todos participem, e eu recomendo que façam isso, porque o que for definido é o futuro da cidade e a maneira como vamos viver nela, e isso diz respeito a todos os cidadãos”, concluiu Caldas. (ACD)

PETRÓLEO E GÁS DIVULGAÇÃO

De olho em novos mercados, PPSA espera se tornar exportadora em um ano Rio de Janeiro - A Pré-Sal Petróleo (PPSA) está se capacitando para ser uma exportadora de petróleo, em cerca de um ano, com o objetivo de atingir novos mercados para vender o petróleo da União dos contratos de partilha do pré-sal, afirmou ontem o presidente da estatal, Ibsen Flores. A estatal foi criada para representar a União nos contratos de partilha. Mas tem enfrentado algumas dificuldades na comercialização da produção, com a ausência de um mercado com empresas que comprem petróleo dentro do território nacional. Ele não comentou os volumes que poderiam ser exportados, mas as vendas realizadas e previstas em leilões deste ano podem dar alguma indicação da oferta da PPSA, que trabalha na região petrolífera brasileira que tem sustentado o crescimento da produção do País. Atualmente, segundo Flores, as próprias petroleiras que operam no País são as responsáveis por vender e exportar os volumes produzidos. “Nós estamos trabalhando para que, em um ano, a empresa esteja capacita-

da para ser exportadora e ter a logística contratada”, afirmou Flores, explicando que a PPSA contrataria com empresas navios de posicionamento dinâmico que fariam a exportação do petróleo. Dessa forma, segundo ele, seria possível que a PPSA vendesse em um leilão petróleo diretamente para uma refinaria na Ásia, por exemplo, pois ela mesma contrataria o transporte. Até o momento, o governo vendeu três cargas de petróleo, todas neste ano, duas de 500 mil barris e uma de 250 mil barris, além de um contrato de gás natural, de 230 mil metros cúbicos por dia, todos para a Petrobras. Mas, a partir de agora, o governo planeja realizar leilões de petróleo. Em um primeiro certame, realizado na bolsa paulista B3 em maio, o governo não obteve nenhum lance. Um dos possíveis motivos, segundo Flores, foi o fato de que as regras da comercialização ainda estavam em tramitação no Congresso, trazendo incertezas aos potenciais investidores. Mas outros fatores ainda são uma preocupação para a estatal, como posição ge-

ográfica do Brasil, questões meteorológicas e o fato de não haver atualmente no País outros players que vendam petróleo em grande volume para terceiros dentro do território nacional. “Como a gente identificou que esse é o gargalo, e lições aprendidas fazem a gente (implementar) melhorias, o que a gente está prevendo é que, em um próximo leilão, a gente vai ter um outro cenário, com possíveis compradores internacionais”. Flores explicou que não há impedimentos legais para que a empresa se torne uma exportadora. Leilão - Enquanto isso, a PPSA se prepara para um novo leilão do dia 31 deste mês, o qual acredita que será bem-sucedido, apostando nas regras já consolidadas e adaptações feitas em relação ao anterior. Serão ofertados 14,4 milhões de barris de petróleo na B3, referentes à produção da União estimada nos próximos três anos nos campos de Mero (10,6 milhões de barris), Sapinhoá (600 mil) e Lula (3,2 milhões), todos na Bacia de Santos, informou ontem a estatal. Os lotes serão ofertados individualmente. (Reuters)

Governo esclareceu que não existe impedimentos na lei para que empresa venda para fora

Produção de gás natural avança em junho Rio de Janeiro - A produção de gás natural cresceu e a de petróleo diminuiu, no mês de junho, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A informação foi divulgada ontem, no Boletim Mensal da Produção de Petróleo e Gás Natural, publicado pela ANP. Em junho, a produção de petróleo e gás do Brasil foi de aproximadamente 3,313 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d). A produção de

gás natural totalizou 115 milhões de metros cúbicos (m³) por dia, um aumento de 2,7% em comparação ao mês anterior e de 3,4% no confronto com o mesmo mês de 2017. Foram produzidos 2,590 milhões de barris de petróleo por dia (bbl/d), uma redução de 0,7% na comparação com o mês anterior e de 3,2% frente a junho de 2017. Pouco mais da metade de toda a produção de petróleo e gás natural foi obtida nos campos do pré-sal, que

totalizou 1,763 milhão de boe/d, uma redução de 4,2% em relação ao mês anterior. Segundo a ANP, o principal motivo da queda foi a parada para manutenção do navio-plataforma FPSO Cidade de Paraty, localizado no campo de Lula, no pré-sal da Bacia de Santos. Foram produzidos 1,405 milhão de barris de petróleo por dia e 57 milhões de metros cúbicos diários de gás natural por meio de 89 poços do pré-sal, equivalente a 53,2% do total produzido no Brasil. (ABr)


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ECONOMIA AERĂ“DROMO INHOTIM

Prazo do MP a investidores termina no dia 9 Em julho, órgão solicitou a interrupção das obras do terminal, que estå sendo construído em Betim MARA BIANCHETTI

Vence, na próxima quinta-feira (9), o prazo para que os empreendedores do Aeródromo Inhotim, que estå sendo erguido em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), se manifestem sobre os questionamentos do MinistÊrio Público de Minas Gerais (MPMG) quanto à construção do empreendimento. No mês passado, o órgão pediu a interrupção das obras do terminal, que estå sendo erguido na cidade, sob aportes de mais de R$ 140 milhþes. Com previsão de entrega no fim do ano que vem, as intervençþes para a construção do aeroporto seguem paradas atÊ que a situação seja resolvida, assim como a licença ambiental suspensa. Caso as recomendaçþes não sejam acolhidas, o MP poderå acionar a Justiça.

As informaçþes constam do relatório tÊcnico do MinistÊrio Público, publicado no Diårio Oficial de Betim, no último dia 28 de julho. Segundo o documento, o processo de liberação do empreendimento foi conduzido em desacordo com a legislação vigente. Vale dizer que a licença ambiental foi concedida pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento Ambiental (Codema). Procurado pela reportagem, o MP informou que apenas a promotora Carolina Siqueira Mendonça, responsåvel pelo inquÊrito, pode comentar o caso e que a mesma estå de fÊrias. Jå a prefeitura de Betim, por meio de nota, confirmou que a administração municipal foi notificada, no último dia 20 de julho. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentåvel da cidade justificou que

DIOGO ANTUNES / DIVULGAĂ‡ĂƒO

de um nĂşmero elevado de palmeiras localizadas em ĂĄreas de grande disponibilidade de ĂĄgua e atrativa para fauna tambĂŠm sem qualquer anĂĄlise prĂŠvia. AlĂŠm disso, medidas compensatĂłrias apresentadas foram baseadas em diagnĂłstico incompleto e, por isso, sĂŁo consideradas incompatĂ­veis com os efeitos gerados.

Projeto - O empreendimento estĂĄ sendo construĂ­do em uma ĂĄrea com cerca de 2 milhĂľes de metros quadrados, localizada no Distrito Industrial (DI) do Bandeirinhas, distante quatro quilĂ´metros do centro de Betim e 15 quilĂ´metros do Projeto estĂĄ sendo erguido em ĂĄrea de 2 milhĂľes de metros quadrados, no DI do Bandeirinhas Instituto Inhotim, no municĂ­a medida do ĂłrgĂŁo ocorreu de medidas que impeçam apontadas pelo MP, estĂĄ o pio de Brumadinho, tambĂŠm em virtude de “terem sido a ocorrĂŞncia de danos am- fato de que o aerĂłdromo estĂĄ na RMBH. Com investimento estimaencontradas divergĂŞncias de bientais enquanto as obras sendo erguido em ĂĄrea de do em mais de R$ 140 milhĂľes, entendimentos tĂŠcnicos entre estiverem suspensas. Mata Atlântica de regeneraa expectativa ĂŠ de uma geração os analistas do ĂłrgĂŁo e os do “O licenciamento nĂŁo foi ção e que nĂŁo possui estudos de mais de 640 empregos diremunicĂ­pioâ€?. simplificado, ou seja, o ae- detalhados sobre os impactos. tos e 800 indiretos. Em pleno A prefeitura disse tam- rĂłdromo foi licenciado na O laudo identificou tambĂŠm funcionamento, a criação de bĂŠm que foi concedido o pra- modalidade mais criteriosa intervençþes em 100 hectares zo de 20 dias para que seja para a sua classe. Dessa forma, de ĂĄreas ricas em nascentes postos de trabalho poderĂĄ GERDAU AÇOMINAS S.A. CNPJ nÂş 17.227.422/0001-05 - NIRE 31300036677 apresentada uma defesa em foi concedida licença prĂŠvia que podem sofrer danos irre- chegar a 21 mil. ATA DE REUNIĂƒO DA DIRETORIA REALIZADA NA SEDE SOCIAL, NO MUNICĂ?PIO DE OURO Conforme jĂĄ publicado, traconsonância com a legislação e de instalação com validade versĂ­veis com as intervençþes. BRANCO, MG, NA RODOVIA MG 443, KM 07, Ă€S 10h00min DO DIA 29 DE JUNHO DE 2018. Junta Comercial do Estado de Minas Gerais: CertiďŹ co registro sob o nÂş 6916831 em 06/07/2018 da ta-se de um empreendimento ambiental. Na notifi cação, foi de cinco anosâ€?, diz a nota. Foi citada ainda a realização Empresa GERDAU AÇOMINAS S.A., Nire 31300036677 e Protocolo 183809351-05/07/2018. Marinely de Paula BomďŹ m-SecretĂĄria Geral. determinada ainda a adoção Entre as irregularidades de terraplanagem e desmate exclusivamente privado, que, inicialmente, operarĂĄ apenas KHAYA WOODS INVESTIMENTOS FLORESTAIS S.A. SOCIEDADE ARTĂ?STICA MIRIM DE BELO voos executivos, mas nasceCNPJ N° 30.271.287/0001-55 - NIRE NÂş 31300121411 HORIZONTE- PROJETO CARIĂšNAS Ata da Assembleia Geral ExtraordinĂĄria: 1. Data, horĂĄrio e local: 01/06/18, Ă s 09h (nove horas), na sede da Khaya Woods Investimentos Florestais S.A. (“Cia. â€?), situada na cidade de Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais, na Avenida Raja Gabaglia, nÂş 1000, sala 812, CNPJ: 02.298.782/0001-12 rĂĄ com todas as condiçþes bairro Gutierrez, CEP 30.441-070. 2. Convocação/Publicaçþes/Presenças: Dispensada a publicação do anĂşncio (art. 133, da Lei n.Âş 6.404/76) e edital de convocação, ante o comparecimento de todos os acionistas da Cia. , cujas açþes representam a totalidade de seu capiBalanço Patrimonial Realizado em 31/12/2017 tal social (faculdade conferida pelo artigo 133, parĂĄgrafo 4Âş, da Lei n.Âş 6.404/76), conforme presenças no Livro de Presenças. 3. Mesa: SalomĂŁo Teixeira de Souza Filho - Presidente; Marcelo Costa de Souza - SecretĂĄrio. 4. ORDEM DO DIA: 4.1. Aumento de capital. 4.2 AlteraAtivo 1.548.061,46 D de operar rotas comerciais ção do artigo 5Âş do Estatuto Social. 4.3. Consolidação do Estatuto Social. 5. DiscussĂľes e deliberaçþes: Por unanimidade de votos e sem quaisquer restriçþes, foram aprovadas as seguintes deliberaçþes: 5.1. Aprovar o aumento de capital da Cia. no valor de R$4.220.000,00 Circulante 143.110,60 D (quatro milhĂľes, duzentos e vinte mil reais), por meio da emissĂŁo de 4.220.000 (quatro milhĂľes, duzentas e vinte mil) novas açþes ordinĂĄrias, nominativas, sem valor nominal, ao preço unitĂĄrio de emissĂŁo a R$ 1,00 (um real), segundo critĂŠrio fixado no art. 170, § 1Âş, inciso II da DisponĂ­vel 140.664,55 D Lei 6.404/76, devido a realização da operação de cisĂŁo parcial da Mamoneira Agropastoril S.A., sociedade anĂ´nima de capital fechado, inscrita no CNPJ sob o nÂş 20.006.219/0001-05, NIRE 31300093310, com sede em Belo Horizonte/MG, na Fazenda Mamoneira, s/n, Zona regionais. De acordo com o Caixa 374,06 D Rural, CEP 38.658-000, Natalândia/MG (“Mamoneiraâ€?), com versĂŁo total da parcela de patrimĂ´nio cindido Ă  Cia. para fins de integralização de aumento de capital social pela acionista AGFA Fundo de Investimento em Participaçþes MultiestratĂŠgia. 5.1.1. As novas açþes Bancos Conta Movimento 26.608,21 D emitidas foram subscritas Ă  esta Cia. por meio da incorporação do acervo patrimonial cindido da Mamoneira, representado por ativos florestais de mogno da espĂŠcie Khaya sp., composto de 52.000 (cinquenta e duas mil) ĂĄrvores e/ou mudas e cobrindo uma ĂĄrea plantada de projeto, futuramente o aeroAplicaçþes Financeiras 113.682,28 D aproximadamente 184ha (cento e oitenta e quatro hectares) e seus direitos correlatos, localizada na Fazenda Mamoneira, s/n, Zona Rural, CEP 38.658-000, Natalândia/MG, sede da Mamoneira, avaliado em R$4.220.000,00 (quatro milhĂľes, duzentos e vinte mil reais), conforAdiantamento e Arredondamentos 2.431,44 D me Laudo de Avaliação apresentado aos acionistas e Protocolo de Intenção e Justificativa firmado entre a Cia. e a sociedade cindida, ambos aprovados pelos acionistas presentes. 5.1.2. As novas açþes sĂŁo, neste ato, subscritas e integralizadas pela AGFA Fundo de Invesporto poderĂĄ receber aviĂľes SĂłcios e funcionĂĄrios 2.431,44 D timento em Participaçþes MultiestratĂŠgia, fundo de investimento em participaçþes inscrito no CNPJ nÂş 10.566.009/0001-18, neste ato representada por sua gestora, Votorantim Asset Management Distribuidora de TĂ­tulos e Valores MobiliĂĄrios Ltda., sociedade limitada, Imposto a recuperar 14,61 D inscrita no CNPJ sob o nÂş 03.384.738/0001-98, NIRE 3521593133-4 com sede na cidade de SĂŁo Paulo, Estado de SĂŁo Paulo, Brasil, na Avenida das Naçþes Unidas, 14171, Torre A, 11Âş andar, CEP 04794-000, neste ato representada por seu Administrador, Luiz Armando do porte do modelo 737-800 Imposto a recuperar 14,61 D Monteiro Sedrani, brasileiro, casado, engenheiro mecânico, portador da CĂŠdula de Identidade RG nÂş 16.495.217 SSP/SP e inscrito no CPF/MF sob nÂş 249.164.948-90, domiciliado na rua Maria AntĂ´nio Ladalardo 188, AP 71, Vila Andrade 05704-130, SĂŁo Paulo - SP, e seu NĂŁo Circulante 1.404.950,86 D Procurador legalmente constituĂ­do Mario Okazuka JĂşnior, brasileiro, casado, advogado, portador da CĂŠdula de Identidade RG nÂş 27.366.349-5 SSP/SP e inscrito no CPF/MF sob nÂş 305.369.648-74, domiciliado na Avenida das Naçþes Unidas 14.171, 11Âş Andar, CEP 04794-000, Imobilizado 1.595.403,08 D da Boeing, que possuem 39 SĂŁo Paulo - SP. 5.2. Tendo em vista a aprovação do aumento de capital conforme item 5.1 acima, os acionistas homologam a alteração do Artigo 5Âş do Estatuto Social da Cia. , que passarĂĄ a vigorar com a seguinte redação: “Art. 5Âş - O capital social, no valor de R$4.230.000,00 Imobilizado 1.595.403,08 D (quatro milhĂľes, duzentos e trinta mil reais), estĂĄ distribuĂ­do em 4.230.000 (quatro milhĂľes, duzentas e trinta mil) açþes ordinĂĄrias, nominativas, sem valor nominal, totalmente subscrito e integralizado. § 1Âş - As açþes que vierem a ser emitidas em decorrĂŞncia da elevação do Depreciação Acumulada 190.452,22 C metros de comprimento e capital social, observadas as condiçþes da Lei e do presente Estatuto, serĂŁo integralizadas em dinheiro, ou atravĂŠs da conferĂŞncia e/ou incorporação de bens mĂłveis e imĂłveis, ou de saldos em conta corrente. § 2Âş - Os acionistas terĂŁo prioridade sobre terceiros para a subscriDepreciação Acumulada 190.452,22 C ção de novas açþes, respeitado entre os mesmos acionistas os critĂŠrios de proporcionalidade de que trata o art. 171 da Lei nÂş 6.404/76. § 3Âş - A cada ação ordinĂĄria corresponderĂĄ 01(um) voto nas deliberaçþes das Assembleias gerais.â€? 5.3. Ante a aprovação das alteraçþes Passivo 1.548.061,46 C 37 metros de envergadura e acima, restou aprovada a consolidação do Estatuto Social da Cia. , cujo inteiro teor compĂľe o Anexo I desta ata. 6. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, deram por encerrada a presente Assembleia, tendo sido lavrada a respectiva ata que, apĂłs lida e aprovada, por Circulante 34.616,69 C unanimidade, sem restriçþes ou ressalvas, foi por todos assinada. (i) Mesa: SalomĂŁo Teixeira de Souza Filho- Presidente; Marcelo Costa de Souza - SecretĂĄrio; (ii) Acionista: AGFA Fundo de Investimento em Participaçþes MultiestratĂŠgia: Votorantim Asset Management Circulante 34.616,69 C Distribuidora de TĂ­tulos e Valores MobiliĂĄrios Ltda, por seus representantes legais, Luiz Armando Monteiro Sedrani e MĂĄrio Okazuka JĂşnior. (iii) Advogado: Marcello Augusto Lima Vieira de Mello - OAB/MG - 80.922. BOLETIM DE SUBSCRIĂ‡ĂƒO DE AÇÕES. Denominação capacidade para aproximadaFornecedores 8.170,37 C da Cia.: KHAYA WOODS INVESTIMENTOS FLORESTAIS S.A. – CNPJ/MF 30.271.287/0001-55; Subscritor: AGFA FUNDO DE INVESTIMENTO EM PARTICIPAÇÕES MULTIESTRATÉGIA, CNPJ nÂş 10.566.009/0001-18, neste ato representado por sua gestora, VotoObrigaçþes Trabalhistas e societĂĄrias 21.749,00 C rantim Asset Management Distribuidora de TĂ­tulos e Valores MobiliĂĄrios Ltda., sociedade limitada, inscrita no CNPJ sob o nÂş 03.384.738/0001-98, NIRE 3521593133-4, com sede na cidade de SĂŁo Paulo, Estado de SĂŁo Paulo, Brasil, na Avenida das Naçþes Unidas, 14171, mente 180 passageiros. 2EULJDo}HVVRFLDLVHÂżVFDLV 4.678,78 C Torre A, 11Âş andar, CEP 04794-000, por seus representantes legais. Capital social subscrito: R$ 4.220.000,00 (quatro milhĂľes, duzentos e vinte mil reais); Preço de emissĂŁo por ação: R$1,00 (um real); NĂşmero de açþes subscritas: 4.220.000 (quatro milhĂľes, duzentas e vinte

mil), nominativas e sem valor nominal; Forma de integralização: Mediante a incorporação de acervo patrimonial cindido da MAMONEIRA AGROPASTORIL S.A., sociedade anĂ´nima de capital fechado, inscrita no CNPJ sob o nÂş 20.006.219/0001-05, NIRE 31300093310, com sede em Belo Horizonte/MG, na Fazenda Mamoneira, s/n, Zona Rural, CEP 38.658-000, Natalândia/MG, representado por ativos florestais de mogno da espĂŠcie Khaya sp., compostos por 52.000 (cinquenta e duas mil) ĂĄrvores e/ou mudas e cobrindo uma ĂĄrea plantada de aproximadamente 184ha (cento e oitenta e quatro hectares) e seus direitos correlatos, localizada na Fazenda Mamoneira, s/n, Zona Rural, CEP 38.658-000, Natalândia/MG. Prazo da integralização: Ă€ vista, nesta data. Belo Horizonte, 01/06/18. AGFA – Fundo de Investimento em Participaçþes MultiestratĂŠgia. Votorantim Asset Management Distribuidora de TĂ­tulos e Valores MobiliĂĄrios Ltda, por seus representantes legais, Luiz Armando Monteiro Sedrani e MĂĄrio Okazuka JĂşnior. Acionista subscritor: SalomĂŁo Teixeira de Souza Filho - Presidente; JosĂŠ Aloizio Teixeira de Souza JĂşnior - SecretĂĄrio. ANEXO I - ESTATUTO SOCIAL da Khaya Woods Investimentos Florestais S.A. (“Cia. â€?): Da Denominação, Sede, Foro, Objeto e Duração: Art. 1Âş - Sob a denominação social de “Khaya Woods Investimentos Florestais S.A.â€?, fica constituĂ­da uma sociedade anĂ´nima de capital fechado, que se regerĂĄ por este estatuto social e pela legislação que lhe for aplicĂĄvel. Art. 2Âş - A Cia. tem sede e foro no MunicĂ­pio de Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais, na Avenida Raja Gabaglia, nĂşmero 1000, sala 812, Bairro Gutierrez, CEP 30.441-070, local onde funcionarĂĄ o seu escritĂłrio administrativo, podendo manter filiais, escritĂłrios, agĂŞncias e representaçþes, observadas as exigĂŞncias legais e estatutĂĄrias pertinentes Ă matĂŠria. ParĂĄgrafo Ăšnico - A sede da Cia. funciona como escritĂłrio administrativo, exercendo apenas as atividades de administração de bens prĂłprios, investimento florestal e participação em outras sociedades, como sĂłcia ou acionista. Art. 3Âş - A Cia. tem por objeto (i) administração de bens prĂłprios; (ii) investimento florestal; (iii) atividades de silvicultura relacionadas a formação de florestas, diretamente ou por meio de contratos com empresas especializadas em silvicultura e manejo florestal; (iv) atividades de apoio Ă  produção florestal; (v) extração de madeira em florestas plantadas; (vi) comĂŠrcio atacadista de madeira e produtos derivados; (vii) comĂŠrcio varejista de madeira e artefatos; (viii) assessoria relacionada Ă  formação de florestas, silvicultura e manejo florestal; e (ix) a participação em outras sociedades, como sĂłcia ou acionista. Art. 4Âş - O prazo de duração da Cia. ĂŠ indeterminado. Do Capital Social e Açþes: Art. 5Âş - O capital social, no valor de R$ 4.230.000,00 (quatro milhĂľes, duzentos e trinta mil reais), estĂĄ distribuĂ­do em 4.230.000 (quatro milhĂľes, duzentas e trinta mil) açþes ordinĂĄrias, nominativas, sem valor nominal, totalmente subscrito e integralizado. § 1Âş - As açþes que vierem a ser emitidas em decorrĂŞncia da elevação do capital social, observadas as condiçþes da Lei e do presente Estatuto, serĂŁo integralizadas em dinheiro, ou por meio da conferĂŞncia e/ou incorporação de bens mĂłveis e imĂłveis, ou de saldos em conta corrente. § 2Âş - Os acionistas terĂŁo prioridade sobre terceiros para a subscrição de novas açþes, respeitado entre os mesmos acionistas os critĂŠrios de proporcionalidade de que trata o art. 171 da Lei nÂş 6.404/76. § 3Âş - A cada ação ordinĂĄria corresponderĂĄ 01 (um) voto nas deliberaçþes das Assembleias Gerais. Art. 6Âş - Na proporção do nĂşmero de açþes que possuĂ­rem, os acionistas terĂŁo preferĂŞncia para subscrição de açþes para aumento de capital social, sendo de 30 (trinta) dias o prazo para exercĂ­cio desse direito, contados da data da publicação da ata ou do aviso aos acionistas. Art. 7° - A Cia. poderĂĄ adquirir suas prĂłprias açþes para permanĂŞncia em tesouraria visando a posterior alienação ou cancelamento. Art. 8° - As açþes sĂŁo indivisĂ­veis em relação Ă  Cia. , nĂŁo sendo reconhecido mais de um titular por ação. § 1Âş - As açþes da Cia. nĂŁo poderĂŁo ser caucionadas, empenhadas, oneradas, penhoradas ou gravadas, total ou parcialmente, a qualquer tĂ­tulo, exceto mediante autorização da integralidade dos acionistas. § 2Âş - As açþes da Cia. nĂŁo sĂŁo passĂ­veis de garantir qualquer obrigação pessoal dos acionistas. Art. 9Âş - As açþes da Cia. , bem como seus frutos e direitos advindos das mesmas, nĂŁo se comunicam com terceiros. Administração da Cia. : Art. 10Âş - A administração da Cia. serĂĄ exercida por uma Diretoria, na forma da Lei e deste Estatuto. Seção I - Diretoria: Art. 11 - A Diretoria serĂĄ composta por 02 (dois) membros, todos residentes no paĂ­s, acionistas ou nĂŁo, eleitos e destituĂ­veis a qualquer tempo pela Assembleia Geral. § 1Âş - Os Diretores, nas suas respectivas ĂĄreas de atuação, praticarĂŁo todos os atos de administração ordinĂĄria necessĂĄrios ao regular funcionamento da Cia. , dentro dos limites fixados pela lei, por este Estatuto e pela Assembleia Geral. § 2Âş - O prazo de gestĂŁo de cada Diretor serĂĄ de 03 (trĂŞs) anos, permitida a recondução. § 3Âş - Findo o prazo da gestĂŁo, os Diretores permanecerĂŁo no exercĂ­cio dos respectivos cargos atĂŠ a escolha e posse da nova Diretoria. § 4Âş - Os Diretores ficam dispensados de prestar caução para sua gestĂŁo, sendo investidos nas funçþes por meio de assinatura do Termo de Posse no Cargo, no "Livro de Atas das ReuniĂľes da Diretoria". § 5Âş - Em caso de impedimento temporĂĄrio ou definitivo de qualquer Diretor, cabe Ă  Assembleia Geral designar-lhe um substituto, que assumirĂĄ as atribuiçþes do Diretor impedido atĂŠ que cesse o impedimento, se temporĂĄrio, ou atĂŠ o tĂŠrmino do seu mandato, se definitivo. Art. 12 - Observado o previsto no presente Estatuto, compete Ă  Diretoria representar a Cia. ativa e passivamente, em juĂ­zo ou fora dele e praticar todos os atos necessĂĄrios Ă  consecução do objeto social da Cia. , mediante as assinaturas: (i) por dois Diretores atuando em conjunto; ou (ii) por dois procuradores do Grupo A atuando em conjunto, ou por um procurador do Grupo A atuando em conjunto com um Diretor; ou (iii) por dois procuradores do Grupo B atuando em conjunto, ou por um procurador do Grupo B atuando em conjunto com um Diretor ou com um procurador do Grupo A; ou (iv) por um procurador do Grupo C atuando em conjunto com um Diretor ou com um procurador do Grupo A ou do Grupo B. Art. 13 - A Diretoria poderĂĄ constituir procuradores, a fim de representarem a Cia. , que agirĂŁo sempre em acordo com o estabelecido no Art. 12 deste Estatuto, praticando os atos e operaçþes especificadas nos respectivos instrumentos, que sempre particularizarĂŁo os poderes e o prazo de duração do mandato, dentro dos limites de poderes e atribuiçþes da Diretoria. § 1Âş - Os mandatos judiciais tambĂŠm serĂŁo outorgados conforme a regra do Art. 12, podendo ter prazo indeterminado e com indicação especĂ­fica da providĂŞncia judicial a que se destinam, com a possibilidade de substabelecimento. § 2Âş - Os procuradores serĂŁo divididos nos grupos abaixo indicados, conforme os limites dos poderes a serem outorgados pela Cia. : (i) Grupo A: os procuradores do Grupo A terĂŁo poderes para representar e vincular a Cia. em atos que impliquem a assunção de obrigação em nome da Cia. em valor igual ou inferior a 200.000,00 (duzentos mil reais) individualmente considerados; (ii) Grupo B: os procuradores do Grupo B terĂŁo poderes para representar e vincular a Cia. em atos que impliquem a assunção de obrigação em nome da Cia. em valor igual ou inferior a R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais) individualmente considerados; (iii) Grupo C: os procuradores do Grupo C terĂŁo poderes para representar e vincular a Cia. em atos que impliquem a assunção de obrigação em nome da Cia. em valor igual ou inferior a R$ 10.000,00 (dez mil reais) individualmente considerados. Art. 14 - SerĂŁo considerados invĂĄlidos e nulos os atos de quaisquer membros da Diretoria que a envolverem em qualquer obrigação relativa a negĂłcios estranhos ao objeto social, bem como a concessĂŁo de garantias em favor de terceiros, tais como fianças, avais, endossos ou outras garantias quaisquer. Seção II - Remuneração dos Administradores: Art. 15 - A remuneração dos Administradores serĂĄ fixada pela Assembleia Geral, por dotação global, e repartida entre os Administradores. Conselho Fiscal: Art. 16 - A Cia. terĂĄ um Conselho Fiscal, com as atribuiçþes que lhe confere a lei, composta de 03 (trĂŞs) membros efetivos e suplentes de igual nĂşmero, que somente serĂĄ instalado por deliberação da Assembleia Geral, nos casos previstos no parĂĄgrafo 2o, artigo 161 da Lei 6.404/76. ParĂĄgrafo Ăšnico - Os membros do Conselho Fiscal perceberĂŁo os honorĂĄrios fixados pela Assembleia Geral que os eleger. Assembleias Gerais: Art. 17 - A Assembleia Geral OrdinĂĄria reunir-se-ĂĄ anualmente, nos quatro primeiros meses seguintes ao tĂŠrmino do exercĂ­cio social, e a Assembleia Geral ExtraordinĂĄria sempre que a Lei e os interesses sociais exigirem a manifestação dos acionistas. Art. 18 - Na Assembleia Geral, as deliberaçþes serĂŁo tomadas por voto afirmativo dos acionistas presentes que representem pelo menos 3/4 (trĂŞs quartos) do capital votante, respeitado o disposto no parĂĄgrafo 3o do Artigo 5o, nĂŁo se computando os votos em branco, exceto para a aprovação das seguintes matĂŠrias de sua competĂŞncia privativa, para as quais serĂĄ necessĂĄria unanimidade de votos: I - redução do capital social; II - autorizar operaçþes de incorporação, fusĂŁo, cisĂŁo e transformação ou qualquer outra forma de reestruturação societĂĄria; III - dissolução e/ou liquidação e/ou cessação do estado de liquidação da Cia. ; IV - pedido de falĂŞncia, transformação, fusĂŁo, incorporação e/ou cisĂŁo da Cia. ; V - alteração no Estatuto Social que verse sobre objeto social, administração, distribuição de dividendos ou venha afetar substancialmente os direitos ora garantidos aos acionistas. VI - emissĂŁo de tĂ­tulos de crĂŠdito; VII - comprar ou vender, ceder, transferir, dispor ou de qualquer maneira onerar os ativos da Cia. pelo valor acima de R$ 600.000,00 (seiscentos mil reais); VIII - contratar emprĂŠstimos e financiamentos ou assumir qualquer outra obrigação financeira de qualquer natureza pelo valor que exceda R$ 600.000,00 (seiscentos mil reais); IX - abrir filiais, agĂŞncias, escritĂłrios ou armazĂŠns; X - exercer o direito de voto relativo Ă  açþes ou quotas detidas pela Cia. em outras sociedades, afiliadas ou nĂŁo, ou ainda onerar, transferir ou dispor de referidas quotas ou açþes; XI - reinvestir lucros e/ou distribuir dividendos; e XII - organizar, dissolver ou liquidar a Cia. ou suas subsidiĂĄrias. Art. 19 - A Assembleia Geral serĂĄ convocada pela Diretoria, sendo os anĂşncios publicados, na forma da Lei, deles constando a ordem do dia, o local, a data e horĂĄrio da reuniĂŁo e, no caso de reforma do Estatuto, a indicação das matĂŠrias a serem alteradas. Art. 20 - PoderĂŁo tomar parte na Assembleia Geral os titulares de açþes da Cia. ou seus representantes legais, mediante prova de sua identidade e condição. ParĂĄgrafo Ăşnico - O acionista pode ser representado na Assembleia Geral por procurador constituĂ­do especificamente para esse fim, desde que seja acionista, administrador da Cia. ou advogado. Art. 21 - Antes de se instalar a Assembleia Geral, os acionistas se identificarĂŁo e assinarĂŁo o "Livro de Presenças", indicando o seu nome e a quantidade de açþes que representarem. Art. 22 - A Assembleia Geral serĂĄ instalada por qualquer Diretor da Cia. , devendo os acionistas presentes escolher o Presidente e o SecretĂĄrio da Mesa que dirigirĂĄ os trabalhos. Do ExercĂ­cio Social: Art. 23 - O exercĂ­cio social terminarĂĄ em 31/12/cada ano, quando serĂŁo elaboradas as demonstraçþes financeiras exigidas em Lei, observando-se, quanto Ă  distribuição do resultado apurado, as seguintes regras: I - do resultado do exercĂ­cio serĂŁo deduzidos, antes de qualquer participação, os prejuĂ­zos acumulados e a provisĂŁo para imposto de renda e contribuição social sobre lucro; II - sobre o lucro remanescente, serĂĄ calculada a importância que for atribuĂ­da Ă  participação dos Administradores, observadas as limitaçþes legais; III - do lucro lĂ­quido do exercĂ­cio destinar-se-ĂŁo: a) 5% (cinco por cento) para a constituição da reserva legal, atĂŠ que ela atinja 20% (vinte por cento) do capital social; b) 25% (vinte e cinco por cento) para pagamento do dividendo obrigatĂłrio aos acionistas, calculado na forma da Lei. § 1Âş - A Assembleia Geral poderĂĄ, desde que nĂŁo haja oposição de qualquer acionista presente, deliberar a distribuição de dividendo superior ou inferior ao obrigatĂłrio, ou mesmo a retenção de todo o lucro, na forma do art. 202, § 3Âş, da Lei nÂş 6.404/76. § 2Âş - NĂŁo serĂĄ obrigatĂłrio o pagamento de dividendo nos exercĂ­cios em que a Diretoria informar Ă  Assembleia Geral ser seu pagamento incompatĂ­vel com a situação financeira da Cia. , na forma do art. 202, § 4Âş, da Lei nÂş 6.404/76. § 3Âş - A Cia. poderĂĄ, por deliberação da Diretoria, levantar balanço intermediĂĄrio e distribuir dividendos Ă  conta dos lucros apurados nesse balanço. § 4Âş - A Diretoria poderĂĄ tambĂŠm, por deliberação conjunta, declarar dividendo intermediĂĄrio Ă  conta de lucros acumulados ou de reservas de lucros existentes no Ăşltimo balanço anual ou semestral. Esse dividendo, como o pago por meio do balanço intermediĂĄrio previsto no parĂĄgrafo anterior, serĂĄ sempre considerado como antecipação do dividendo mĂ­nimo obrigatĂłrio. Art. 24 - O dividendo deverĂĄ ser pago, salvo deliberação em contrĂĄrio da Assembleia Geral, no prazo de 60 (sessenta) dias da data em que for declarado e, em qualquer caso, dentro do exercĂ­cio social, sendo que o dividendo nĂŁo recebido prescreverĂĄ no prazo da Lei. Transformação, FalĂŞncia, Dissolução, Liquidação e Extinção: Art. 25 - A Cia. poderĂĄ passar para outro tipo societĂĄrio, independentemente de dissolução e liquidação, mediante deliberação em Assembleia Geral da totalidade das açþes com direito a voto. Art. 26 - Os Administradores poderĂŁo confessar falĂŞncia da Cia. desde que devidamente autorizados pela Assembleia Geral mediante deliberação dos acionistas que representem a totalidade das açþes com direito a voto. Art. 27 - A Cia. entrarĂĄ em dissolução, liquidação e extinção por deliberação de acionistas que representem a totalidade das açþes com direito a voto, bem como nos casos previstos em Lei. ParĂĄgrafo Ăšnico - A Assembleia Geral, pelo quĂłrum acima indicado, nomearĂĄ o liquidante e determinarĂĄ o modo de liquidação, elegendo o Conselho Fiscal que deve funcionar durante o perĂ­odo de liquidação. Arbitragem: Art. 28 - As Partes concordam que quaisquer disputas oriundas deste estatuto ou que envolvam assuntos societĂĄrios serĂŁo dirimidas por arbitragem pelo Tribunal de Arbitragem da Câmara de ComĂŠrcio Brasil - CanadĂĄ (“Centro de Arbitragem e Mediaçãoâ€?), de acordo com as suas regras vigentes, servindo esta ClĂĄusula como clĂĄusula compromissĂłria para efeito do que dispĂľe o parĂĄgrafo 1° do artigo 4° da Lei 9.307/96. A administração e o correto desenvolvimento do procedimento arbitral, da mesma forma, caberĂĄ ao Centro de Arbitragem e Mediação. (a) A arbitragem caberĂĄ a um tribunal arbitral composto por 3 (trĂŞs) ĂĄrbitros, devendo o requerente indicar 1 (um) ĂĄrbitro e o requerido indicar 1 (um) ĂĄrbitro. O terceiro ĂĄrbitro, que presidirĂĄ o tribunal arbitral, serĂĄ escolhido de comum acordo pelos ĂĄrbitros indicados pelas Partes. Caso o requerente ou o requerido nĂŁo indique algum dos ĂĄrbitros previstos na sentença anterior em atĂŠ 10 (dez) dias contados do recebimento de notificação enviada pelo Centro de Arbitragem e Mediação Ă s Partes para que indiquem seu ĂĄrbitro, caberĂĄ ao Presidente do Centro de Arbitragem e Mediação fazer a nomeação de tal ĂĄrbitro. Da mesma forma, caso os ĂĄrbitros indicados nĂŁo cheguem a um consenso, em atĂŠ 10 (dez) dias contados da data em que o Ăşltimo deles tiver aceitado a nomeação, quanto Ă  indicação do terceiro ĂĄrbitro, caberĂĄ ao Presidente do Centro de Arbitragem e Mediação fazĂŞ-lo. (b) A arbitragem instaurada nos termos acima deverĂĄ ser apreciada e decidida exclusivamente com base nas leis da RepĂşblica Federativa do Brasil. Os procedimentos de arbitragem serĂŁo realizados em portuguĂŞs, na cidade de SĂŁo Paulo, Estado de SĂŁo Paulo. (c) A arbitragem ora pactuada prosseguirĂĄ normalmente no caso de revelia de qualquer Parte. (d) As despesas relacionadas a qualquer disputa submetida Ă  arbitragem nos termos desta ClĂĄusula deverĂŁo ser arcadas pela Parte que for vencida no procedimento arbitral, incluindo as custas e os honorĂĄrios advocatĂ­cios razoĂĄveis incorridos pela parte vencedora, e, se for dada procedĂŞncia parcial Ă  pretensĂŁo, as Partes arcarĂŁo com as despesas em partes iguais, exceto se de outra forma determinada pelos ĂĄrbitros. (e) As Partes reconhecem que qualquer ordem, decisĂŁo ou determinação arbitral serĂĄ definitiva e vinculativa, constituindo o laudo final tĂ­tulo executivo extrajudicial vinculante das Partes e de seus sucessores, que se obrigam a cumprir o determinado na sentença arbitral, independentemente de execução judicial. (f) NĂŁo obstante as disposiçþes acima, cada Parte permanece com o direito de requerer medidas judiciais: (i) para obter quaisquer medidas de urgĂŞncia que se façam necessĂĄrias previamente Ă  instauração do procedimento de arbitragem, e tal medida nĂŁo serĂĄ interpretada como uma renĂşncia do procedimento arbitral pelas Partes; e (ii) para executar qualquer decisĂŁo arbitral, inclusive o laudo final. Em sendo necessĂĄria a obtenção de medida de urgĂŞncia antes da instituição do procedimento arbitral, bem como para execução das decisĂľes arbitrais, as Partes elegem o Foro da comarca de SĂŁo Paulo, Estado de SĂŁo Paulo. Disposiçþes Gerais: Art. 29 - No cumprimento de todas as disposiçþes contidas neste estatuto social deverĂŁo ser observados os termos e condiçþes contidos em acordos de acionistas arquivados na sede da Cia. , nos termos do art. 118 da Lei das S.A., cabendo Ă  administração abster-se de registrar transferĂŞncias de açþes contrĂĄrias aos respectivos acordos e ao Presidente das Assembleias Gerais e das reuniĂľes do Conselho de Administração abster-se de computar os votos lançados contra os mesmos acordos, nos termos do presente estatuto social. ParĂĄgrafo Ăšnico - NĂŁo serĂĄ arquivado pela Cia. acordo de acionistas sobre exercĂ­cio do direito de voto que conflite com as disposiçþes deste Estatuto. Art. 30 - Os casos omissos neste estatuto social serĂŁo regulados pela Lei das S.A., e demais legislação aplicĂĄvel. Belo Horizonte, 01/06/18. (iv) Mesa: SalomĂŁo Teixeira de Souza Filho - Presidente; JosĂŠ Aloizio Teixeira de Souza JĂşnior - SecretĂĄrio. (v) Acionista: AGFA Fundo de Investimento em Participaçþes MultiestratĂŠgia - Votorantim Asset Management Distribuidora de TĂ­tulos e Valores MobiliĂĄrios Ltda, por seus representantes legais, Luiz Armando Monteiro Sedrani e MĂĄrio Okazuka JĂşnior. LAUDO DE AVALIAĂ‡ĂƒO: 1 - Dados do perito: Villela e Associados Auditoria e Consultoria Ltda., inscrita no Conselho Regional de Contabilidade do Estado de Minas Gerais, sob o nÂş 7.189/O e no CNPJ sob o nÂş 07.071.420/0001-08, sediada no MunicĂ­pio de Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais, na Rua Aggeo Pio Sobrinho, 204, conj 805/809, CEP 30.575-834, representada pelo seu sĂłcio infra-assinado, Sr. Luis Guilherme Villela Alves, brasileiro, casado, portador da cĂŠdula de identidade M - 4.209.906, inscrito no CPF sob o n. 713.730.986-00 e no Conselho Regional de Contabilidade do Estado de Minas Gerais sob o n. 67.509/O-8, residente e domiciliado em Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais, na Rua Henrique Furtado Portugal, 235, apto 102, CEP 30.493-175, na qualidade de Perita especializada nomeada pelos administradores da Mamoneira Agropastoril S.A., sociedade por açþes, inscrita no CNPJ/MF sob o nÂş 20.006.219/0001-05 e NIRE 31300093310, com sede em Natalândia/MG, na Fazenda Mamoneira, s/n, Zona Rural, CEP 38.658-000 (“Cia. â€?) para realizar a avaliação do acervo patrimonial a ser cindido da Cia. , representado por ativos florestais que serĂŁo utilizados para a integralização do capital social da Khaya Woods Investimentos Florestais S.A., sociedade por açþes, inscrita no CNPJ sob o nÂş 30.271.287/0001-55, NIRE 31300121411, com sede em Belo Horizonte/MG, na Avenida Raja Gabaglia, nÂş 1000, sala 812, bairro Gutierrez, CEP 30.441-070 (“KHAYA WOODSâ€?), vem por meio deste “Laudo de Avaliaçãoâ€?, apresentar os resultados dos seus trabalhos. 2 - Objetivo da avaliação: A avaliação de ativos florestais caracterizados por uma floresta de mogno da espĂŠcie Khaya sp., representados por 52.000 (cinquenta e duas mil) ĂĄrvores e/ou mudas e cobrindo uma ĂĄrea plantada de aproximadamente 184ha (cento e oitenta e quatro hectares) e seus direitos correlatos, localizados na Fazenda Mamoneira, s/n, Zona Rural, CEP 38.658-000, Natalândia/MG que serĂŁo utilizados para a integralização do capital social da Khaya Woods Investimentos Florestais S.A.. 3 - Alcance dos trabalhos e Avaliação: Alcance dos trabalhos e responsabilidade do auditor independente: Nossa responsabilidade ĂŠ a de expressar uma conclusĂŁo sobre o valor contĂĄbil do acervo lĂ­quido formado por ativos florestais em 31/05/18, com base nos trabalhos conduzidos de acordo com o Comunicado TĂŠcnico CTA 20, aprovado pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC), que prevĂŞ a aplicação de procedimentos de exame de auditoria aplicados sobre as contas que registram os ativos que naquela data estavam registrados no balanço patrimonial da Cia. . Assim, efetuamos o exame do referido acervo lĂ­quido de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria, que requerem o cumprimento de exigĂŞncias ĂŠticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoĂĄvel de que o acervo lĂ­quido objeto de nosso laudo de avaliação estĂĄ livre de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidĂŞncia a respeito dos valores contabilizados. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante no ativo, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes em relação ao ativo para planejar os procedimentos de auditoria que sĂŁo apropriados nas circunstâncias, mas, nĂŁo, para fins de expressar uma opiniĂŁo sobre a efetividade desses controles internos da Cia. . Uma auditoria inclui, tambĂŠm, a avaliação da adequação das polĂ­ticas contĂĄbeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contĂĄbeis feitas pela administração. Acreditamos que a evidĂŞncia de auditoria obtida ĂŠ suficiente e apropriada para fundamentar nossa conclusĂŁo. Na oportunidade, informamos que: a) de acordo com as normas profissionais estabelecidas pelo Conselho Federal de Contabilidade, nĂŁo temos conhecimento de conflito de interesse, direto ou indireto, tampouco de qualquer outra circunstância que represente conflito de interesse em relação aos serviços que foram por nĂłs prestados e que estĂŁo acima descritos; e b) nĂŁo temos conhecimento de nenhuma ação do controlador ou dos administradores da Cia. com objetivo de direcionar, limitar, dificultar ou praticar quaisquer atos que tenham ou possam ter comprometido o acesso, a utilização ou o conhecimento de informaçþes, documentaçþes ou metodologias de trabalho relevantes para a qualidade da respectiva conclusĂŁo. 4 - ConclusĂŁo: Com base nos trabalhos efetuados, concluĂ­mos que os ativos florestais, acima descritos, totalizam o valor de R$4.220.000,00 (quatro milhĂľes, duzentos e vinte mil reais), conforme constavam do balanço patrimonial em 31/05/18, registrado nos livros contĂĄbeis, avaliado de acordo com as prĂĄticas contĂĄbeis adotadas no Brasil. E no desempenho da missĂŁo que nos foi confiada, elaboramos o presente LAUDO, em via Ăşnica, permanecendo Ă  disposição dos acionistas para quaisquer esclarecimentos julgados necessĂĄrios. Belo Horizonte, 01/06/18. Villela e Associados Auditoria e Consultoria Ltda. - CRC MG - 7.189/0-O. Luis Guilherme Villela Alves - Contador CRC/MG - 67.509/O-8. ANEXO I. Mamoneira Agropastoril S.A. Principais PrĂĄticas ContĂĄbeis. As demonstraçþes contĂĄbeis foram preparadas conforme as prĂĄticas contĂĄbeis adotadas no Brasil incluindo os pronunciamentos emitidos pelo ComitĂŞ de Pronunciamentos ContĂĄbeis (CPC). As principais polĂ­ticas contĂĄbeis aplicadas na preparação dessas demonstraçþes contĂĄbeis estĂŁo definidas abaixo. a) Caixa e equivalentes de caixa. Caixa e equivalentes de caixa incluem o caixa, depĂłsitos bancĂĄrios, outros investimentos de curto prazo de liquidez imediata, com vencimentos originais de atĂŠ trĂŞs meses, em montante conhecido de caixa e sujeito a um insignificante risco de mudança de valor. b) Contas a receber de clientes. As contas a receber de clientes sĂŁo registradas e mantidas no balanço pelo valor nominal dos tĂ­tulos representativos desses crĂŠditos e deduzidas da provisĂŁo para crĂŠditos de liquidação duvidosa, a qual ĂŠ constituĂ­da considerando-se a avaliação individual dos crĂŠditos, a anĂĄlise da conjuntura econĂ´mica e o histĂłrico de perdas registradas em exercĂ­cios anteriores por faixa de vencimento, em montante considerado suficiente pela Administração da Cia. para cobertura de provĂĄveis perdas na realização. Pelo fato de as contas a receber serem liquidadas normalmente em um prazo mĂŠdio inferior a 60 dias, os valores contĂĄbeis representam substancialmente os valores justos nas datas dos balanços. c) Ativo biolĂłgico. Os ativos biolĂłgicos da Cia. sĂŁo representados por florestas de mogno. Os ativos biolĂłgicos sĂŁo avaliados a valor justo sendo deduzidas as despesas de venda e a variação de cada perĂ­odo reconhecida no resultado como variação de valor justo dos ativos biolĂłgicos. d) Imobilizado. SĂŁo demonstrados ao valor de custo, deduzidos de depreciação e eventuais perdas por redução ao valor recuperĂĄvel, se aplicĂĄvel. Todos os gastos necessĂĄrios para a imobilização sĂŁo registrados como custo das imobilizaçþes. A depreciação desses ativos inicia-se quando os ativos estĂŁo em uso nas operaçþes da Cia. . Os custos subsequentes sĂŁo incluĂ­dos no valor contĂĄbil do ativo ou reconhecidos como um ativo separado, conforme apropriado, somente quando for provĂĄvel que fluam benefĂ­cios econĂ´micos futuros associados a esses custos e que possam ser mensurados com segurança. A depreciação do ativo imobilizado ĂŠ reconhecida com base na vida Ăştil estimada de cada ativo pelo mĂŠtodo linear. A vida Ăştil estimada, os valores residuais e os mĂŠtodos de depreciação sĂŁo revisados anualmente e o efeito de quaisquer mudanças nas estimativas ĂŠ contabilizado prospectivamente. e) Contas a pagar aos fornecedores. As contas a pagar aos fornecedores sĂŁo obrigaçþes a pagar por bens ou serviços que foram adquiridos no curso normal dos negĂłcios, sendo classificadas como passivos circulantes se o pagamento for devido no perĂ­odo de atĂŠ um ano. Caso contrĂĄrio, as contas a pagar sĂŁo apresentadas como passivo nĂŁo circulante. Elas sĂŁo, inicialmente, reconhecidas pelo valor justo e, subsequentemente, mensuradas pelo custo amortizado com o uso do mĂŠtodo de taxa efetiva de juros. f) Obrigaçþes trabalhistas. Os salĂĄrios e encargos sociais sĂŁo contabilizados pelo regime de competĂŞncia e estĂŁo registrados no resultado do exercĂ­cio e nas demonstraçþes contĂĄbeis. De acordo com legislação vigente, os valores de fĂŠrias devidas a funcionĂĄrios estĂŁo provisionados de forma proporcional ao perĂ­odo aquisitivo e incluem os encargos sociais. ANEXO II. Mamoneira Agropastoril S.A. Composição do Acervo Avaliado. Ativos biolĂłgicos caracterizados por uma floresta de mogno da espĂŠcie Khaya sp., representados por 52.000 (cinquenta e duas mil) ĂĄrvores e/ou mudas e cobrindo uma ĂĄrea plantada de aproximadamente 184ha (cento e oitenta e quatro hectares) e seus direitos correlatos, contabilmente contabilizados na conta 1.1.03.01.03 – Plantio de Mogno.3URWRFRORH-XVWLĂ€FDomRGH&LVmR3DUFLDO ´3URWRFRORÂľ Ă€UPDGRHQWUH0DPRQHLUD$JURSDVWRULO6$H.KD\D:RRGV,QYHVWLPHQtos Florestais S.A.: Pelo presente instrumento e na melhor forma de direito, Mamoneira Agropastoril S.A., sociedade por açþes, inscrita no CNPJ/MF sob o nÂş 20.006.219/0001-05 e NIRE 31300093310, com sede em Natalândia/MG, na Fazenda Mamoneira, s/n, Zona Rural, CEP 38.658-000, neste ato representada por seus Diretores (“MAMONEIRAâ€?); e Khaya Woods Investimentos Florestais S.A., sociedade por açþes, inscrita no CNPJ sob o nÂş 30.271.287/0001-55 e NIRE 31300121411, com sede em Belo Horizonte/MG, na Avenida Raja Gabaglia, nÂş 1000, sala 812, bairro Gutierrez, CEP 30.441-070, neste ato representada por seus Diretores (“KHAYA WOODSâ€?), resolvem, de comum acordo, proceder Ă  CisĂŁo Parcial (“CisĂŁo Parcialâ€?) da MAMONEIRA com versĂŁo da totalidade do patrimĂ´nio cindido para a integralização de capital da KHAYA WOODS e, para tanto, estabelecem o presente Protocolo e Justificação de CisĂŁo Parcial (“Protocoloâ€?), ante os termos e condiçþes adiante alinhavados. %DODQoR(VSHFLDOSDUD$YDOLDomRH9HULĂ€FDomRGR3DWULP{QLRDVHUYHUWLGR1.1. Levantou a MAMONEIRA seu competente balanço patrimonial especial (“Balanço Especialâ€?) para a concretização da sua CisĂŁo Parcial, com data base em 31/05/18. 1.2. O Balanço Especial identificou todas as informaçþes contĂĄbeis necessĂĄrias Ă  operação, incluindo-se, mas nĂŁo se limitando, a: (i) Ativo Circulante; (ii) Ativo Permanente; (iii) Total do Ativo; (iv) Passivo Circulante; (v) PatrimĂ´nio LĂ­quido; e (vi) Total do Passivo. -XVWLĂ€FDomRGD&LVmR3DUFLDO1.1. A operação de cisĂŁo parcial, que neste ato se efetiva, tem por objetivo a transferĂŞncia de ativos florestais caracterizados por uma floresta de mogno da espĂŠcie Khaya sp., representados por 52.000 (cinquenta e duas mil) ĂĄrvores e/ou mudas e cobrindo uma ĂĄrea plantada de aproximadamente 184ha (cento e oitenta e quatro hectares) e seus direitos correlatos, localizados na sede da MAMONEIRA (“Ativosâ€?), Ă  KHAYA WOODS, viabilizando, assim, a operacionalização do projeto denominado AMB. 2.2. Os acionistas da MAMONEIRA aprovaram, em Assembleia Geral ExtraordinĂĄria realizada em 01/06/18 especialmente para este fim, todos os atos societĂĄrios para que se implemente, imediatamente, a CisĂŁo Parcial em curso. ,GHQWLĂ€FDomRGRV(OHPHQWRVGR$WLYRH3DVVLYRREMHWRGD&LVmR3DUFLDO3.1. As sociedades envolvidas indicam para atuar como peritos avaliadores da parcela cindida do acervo patrimonial lĂ­quido da MAMONEIRA a ser vertida para incorporação na KHAYA WOODS a empresa especializada VILLELA E ASSOCIADOS AUDITORIA E CONSULTORIA LTDA., com sede na Avenida Aggeo Pio Sobrinho, nÂş 204, sala 808 e 809, Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais, devidamente inscrita no CNPJ sob o nÂş 07.071.420/0001-08 e no CRC sob o nÂş 67.509/O-8. 3.1.1. Os peritos avaliadores supra nomeados foram previamente contratados e jĂĄ deram inĂ­cio aos seus trabalhos, ad referendum da deliberação dos ĂłrgĂŁos competentes das sociedades envolvidas, de forma a ter pronto o resultado da avaliação na data da operação. 3.2. Estima-se que o valor lĂ­quido total dos Ativos, bens e direitos correlatos a serem cindidos da MAMONEIRA e vertidos Ă  KHAYA WOODS, sujeito a confirmação pelos peritos, serĂĄ de R$ 4.220.000,00 (quatro milhĂľes, duzentos e vinte mil reais), conforme indicação nas rubricas contĂĄbeis registradas nos livros da MAMONEIRA e no competente Laudo de Avaliação. 3.3. Os Ativos serĂŁo vertidos Ă  sociedade KHAYA WOODS pelo valor de avaliação contĂĄbil previsto no Balanço Especial formulado especificamente para a execução da presente CisĂŁo Parcial, refletido, ainda, no Laudo de Avaliação especialmente formulado para o mesmo fim por empresa especializada. 3.4. A MAMONEIRA nĂŁo verterĂĄ elementos do seu passivo Ă  KHAYA WOODS. 3.5. A KHAYA WOODS, na qualidade de receptora do acervo cindido, sucederĂĄ a MAMONEIRA em relação a todos os direitos e obrigaçþes relacionados ao acervo recebido, respondendo ainda, de forma solidĂĄria, por todas as obrigaçþes da MAMONEIRA, efetivas ou potenciais, decorrentes de atos praticados ou de fatos ocorridos atĂŠ a data do evento, que sejam relativas ao acervo em referĂŞncia. 4. Efeitos da CisĂŁo Parcial e Alteração do Capital Social da MAMONEIRA: 4.1. A CisĂŁo Parcial a que neste ato se procede dĂĄ-se Ă  razĂŁo de 23,35% (vinte e trĂŞs vĂ­rgula trinta e cinco por cento) do patrimĂ´nio lĂ­quido da sociedade cindida - este composto por 32,96% (trinta e dois vĂ­rgula noventa e seis por cento) do capital social -, que serĂĄ atribuĂ­do Ă  sociedade KHAYA WOODS. 4.2. Com efeito, ante a cisĂŁo parcial do patrimĂ´nio lĂ­quido acima, o capital social da MAMONEIRA serĂĄ reduzido dos atuais R$12.800.000,00 (doze milhĂľes e oitocentos mil reais), representado por 12.800.000 (doze milhĂľes e oitocentas mil) açþes ordinĂĄrias, nominativas e sem valor nominal, subscritas e integralizadas, para R$8.580.000,00 (oito milhĂľes, quinhentos e oitenta mil reais), com o correspondente cancelamento de 4.220.000 (quatro milhĂľes, duzentas e vinte mil) açþes ordinĂĄrias, nominativas e sem valor nominal. Sendo assim o capital social da MAMONEIRA passarĂĄ a ser representado por 8.580.000 (oito milhĂľes, quinhentas e oitenta mil) açþes ordinĂĄrias, nominativas e sem valor nominal, subscritas e integralizadas. 4.3. O capital social da KHAYA WOODS, que antes da operação ĂŠ de R$ 10.000,00 (dez mil reais), dividido em 10.000 (dez mil) açþes ordinĂĄrias, nominativas e sem valor nominal, experimentarĂĄ um aumento no valor de R$ 4.220.000,00 (quatro milhĂľes, duzentos e vinte mil reais), com a correspondente emissĂŁo de 4.220.000 (quatro milhĂľes, duzentas e vinte mil) novas açþes ordinĂĄrias, nominativas, sem valor nominal, ao preço unitĂĄrio de emissĂŁo a R$ 1,00 (um real), em face da incorporação do referido acervo cindido da MAMONEIRA. 5. Credores e Condiçþes Gerais: 5.1. O presente Protocolo ĂŠ assinado, neste ato, pelos administradores da MAMONEIRA, comprometendo-se a Cia. cindida, desde jĂĄ, a dar total garantia aos possĂ­veis credores da empresa, nos termos do art. 233 da Lei 6.404/76, e dos demais dispositivos concernentes ao ato de CisĂŁo Parcial. 5.2. AlĂŠm da Assembleia Geral ExtraordinĂĄria da KHAYA WOODS, deverĂŁo os administradores das Cia. s envolvidas convocar os acionistas para Assembleia Geral ExtraordinĂĄria para fins de levar a efeito todas as alteraçþes necessĂĄrias no Estatuto Social da MAMONEIRA, de forma a refletir as alteraçþes a serem implementadas pela CisĂŁo Parcial em tela. Belo Horizonte/MG, 01/06/18. MAMONEIRA AGROPASTORIL S.A. - SalomĂŁo Teixeira de Souza Filho/JosĂŠ AloĂ­zio Teixeira de Souza - Diretores; KHAYA WOODS INVESTIMENTOS FLORESTAIS S.A. - SalomĂŁo Teixeira de Souza Filho/ Marcelo Costa de Souza - Diretores. JUCEMG - Certifico registro sob o nÂş 6912789 em 03/07/2018 - protocolo 183686136. Marinely de Paula Bomfim - SecretĂĄria-Geral.

Obrigaçþes tributårias 18,54 C Patrimônio Social 1.513.444,77 C Patrimônio Social 1.703.624,76 C Patrimônio Social 1.703.624,76 C 6XSHUDYLW'H¿FLWGR([HUFtFLR 190.179,99 D 6XSHUDYLW'H¿FLWGR([HUFtFLR 190.179,99 D Demonstrativo do Resultado em 31/12/2017 Receitas Operacionais Bruta (Assist. 491.280,98 social) Resultado Bruto (Assist.Social) 491.280,98 Despesas Operacionais (Assist.Social) -785.270,39 Despesas com pessoal -484.823,73 Serv.Prest.p/pessoa jurídica -175.248,62 Despesas tribuitårias e taxas -12.818,66 Transporte de empregado -7.008,49 à gua/Luz/Telefone -21.276,97 Despesas conservação bens e veículos -96,05 Depreciação -25.479,96 Assistência a Saúde -2.096,00 Pequenas Imobilizaçþes -400,00 Outras despesas operacionais -56.021,91 'HVSHVDV¿QDQFHLUDV $VVLVW6RFLDO

-3.493,63 Despesas Financeiras -3.493,63 Receitas Financeiras (Assist.Social) 15.993,27 Receitas Financeiras 15.993,27 Outras Receitas Operacionais (Assist. 91.309,78 Social) Resultado operacional líquido (Assist. -190.179,99 Social) 'H¿FLW -190.179,99 Carlos Alberto Lopes Cançado Diretor Administrativo JosÊ Roberto Maia Pimentel Contador CRC/MG 30394/0-5

O Sr Errol de Brito Figueiredo, responsåvel pelo empreendimento denominado Errol de Brito Figueiredo,CNPJ 21.248.920/0001-01, com a atividade principal restaurantes e similares ,localizado na Rua Padre Belchior, 312, bairro Centro, no município de Belo Horizonte MG, torna publico que protocolizou o requerimento de licença de operação à Secretaria Municipal de Meio Ambiente - SMMA .

LINHARES ENGENHARIA LTDA

CNPJ nº 08.228.956/0001-57 Extrato de Ata de Reunião de Sócios Instrumento: Ata de Reunião de Sócios realizada no dia 01.07.2018 Presença: Sócios representando 100% do capital social Deliberaçþes: Aprovação da redução do capital social da Sociedade no valor de o valor de R$ 1.000.00000 (hum milhão de reais) em razão dos prejuízos acumulados nos termos do balancete levantado em 30 de junho de 2018. O capital social passa deR$ 1.500.000,00 (hum milhão e quinhentos mil reais), para R$ 500.000,00 (quinhentos reaisreais); (ii) alteração do artigo 5º do Estatuto Social para espelhar a redução do capital e consolidação do estatuto social. A publicação se destina ao cumprimento do disposto no artigo 174da Lei 6.404/76. A íntegra do documento encontra-se arquivada na sede da empresa e serå oportunamente registrado no órgão de registro de Comercio JUCEMG.

(GLWDOGH&LWDomR3UD]R YLQWH GLDV&LWDQGRV0DLV-HDQV6WRUH:HDU/WGDQDSHVVRDGHVHXUHSUHVHQWDQWHOHJDO*ODG\V GRV6DQWRV&KLFKRUURH3DORPD&KLFKRUURGD5RVDH6LOYD$'UD5DTXHO%KHULQJ1RJXHLUD0LUDQGD00Â?-Xt]DGH'LUHLWRHP SOHQRH[HUFtFLRGHVHXFDUJRQDIRUPDGDOHLHWF)D]VDEHUDWRGRVTXDQWRVRSUHVHQWHHGLWDOYLUHPRXGHOHFRQKHFLPHQWR WLYHUHPTXHSHUDQWHHVWH-Xt]RH6HFUHWDULDWUDPLWDD$omR2UGLQiULDGH&REUDQoDSURFHVVRQžUHTXHULGDSRU %DQFRGR%UDVLO6$HPIDFHGH0DLV-HDQV6WRUH:HDU/WGD*ODG\VGRV6DQWRV&KLFKRUURH3DORPD&KLFKRUURGD5RVDH6LOYD $OHJDR$XWRUTXHFHOHEURXQRGLDR&RQWUDWRGH$EHUWXUDGH&UpGLWRGHQž4XHDUpQmRHIHWXRXR SDJDPHQWRGDVSDUFHODVUHIHUHQWHDRVYDORUHVDFRUGDGRVQRFRQWUDWRHVWDQGRRYDORUGRGpELWRQDGDWDGHHP 5 VHWHQWDHXPPLOVHLVFHQWRVHWULQWDHQRYHUHDLVHQRYHQWDHRLWRFHQWDYRV eRSUHVHQWHHGLWDOSDUDFLWDomRGH 0DLV-HDQV6WRUH:HDU/WGDQDSHVVRDGHVHXUHSUHVHQWDQWHOHJDO*ODG\VGRV6DQWRV&KLFKRUURH3DORPD&KLFKRUURGD5RVD H6LOYDDWXDOPHQWHHPOXJDULQFHUWRHQmRVDELGRSDUDFRQWHVWDUDSUHVHQWHDomRQRSUD]RGH TXLQ]H GLDVFRQWDGRjSDUWLU GRSUD]RDSRQWDGRQHVWHDSyVDSXEOLFDomRILFDQGRDGYHUWLGRVTXHQmRVHQGRFRQWHVWDGDDDomRSUHVXPLUVHmRDFHLWRV FRPRYHUGDGHLURVRVIDWRVDUWLFXODGRVSHORDXWRUQDSHWLomRLQLFLDO DUWGR&3& HQRVWHUPRVGRDUW,,GR&3&HPFDVR GHUHYHOLDVHUiQRPHDGRFXUDGRUHVSHFLDOSDUDDSUHVHQWDomRGHGHIHVD(SDUDFRQKHFLPHQWRGHWRGRVH[SHGLXVHR .H SUHVHQWHHGLWDOTXHVHUiSXEOLFDGRHDIL[DGRQRORFDOGHFRVWXPH%HOR+RUL]RQWHGHMXQKRGH

PBH ATIVOS S.A. CNPJ/MF n. 13.593.766/0001-79 NIRE 31300097081 ATA DE REUNIĂƒO EXTRAORDINĂ RIA DO CONSELHO DE ADMINISTRAĂ‡ĂƒO REALIZADA EM 20 DE JUNHO DE 2018 1. DATA, HORA E LOCAL: Realizada aos 20 dias do mĂŞs de junho de 2018, Ă s 09:30h, na sede da PBH ATIVOS S.A., localizada na Cidade de Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais, na Avenida GetĂşlio Vargas, nÂş 1245, 12Âş andar, Bairro Savassi, CEP 30.112-024. 2. PRESENÇA: Sr. Fuad Jorge Noman Filho, Sr. Pedro Meneguetti, Sr. AndrĂŠ Abreu Reis, Sra. Maria Fernandes Caldas, Sra. Miriam Aparecida Silva Maciel, Sr. Paulo Roberto Lamac JĂşnior, Sr. EugĂŞnio EustĂĄquio Veloso Fernandes, Sra. Adriana Branco Cerqueira e Sr. Leonardo de AraĂşjo Ferraz. Diretor Presidente da Companhia: Sr. Pedro Meneguetti; Diretora Executiva, Sra. Soraya de FĂĄtima MourthĂŠ Lage e Diretora de NegĂłcios, Sra. Beatriz de Moraes Ribeiro. 3. MESA: Os trabalhos foram presididos pelo Sr. Fuad Jorge Noman Filho, e secretariados pelo Sr. Pedro Meneguetti. 4. ORDEM DO DIA: Deliberar sobre: I. Estudo complementar – Reforma do Estatuto Social da PBH Ativos S/A. 5. DELIBERAÇÕES: I. Conforme deliberação do Conselho de Administração, exarada na reuniĂŁo de 14 de junho de 2018, foi elaborado e apresentado aos Conselheiros um estudo acerca da criação de um ComitĂŞ EstratĂŠgico, com a finalidade de assessorar e orientar o Conselho de Administração, quanto Ă s diretrizes de polĂ­ticas pĂşblicas. Ao final, em atenção ao artigo 6Âş da Lei Federal nÂş 13.303/2016, a minuta do Estatuto Social da PBH Ativos S/A, apresentada na Ăşltima reuniĂŁo deste Conselho, restou aprovada por todos e foi considerada apta para deliberação da Assembleia Geral ExtraordinĂĄria. 6. ENCERRAMENTO: Nada mais havendo a ser tratado, foram os trabalhos suspensos pelo tempo necessĂĄrio Ă  lavratura da presente Ata, em forma de sumĂĄrio, que, lida, conferida e achada conforme, foi por todos assinada. Mesa: Fuad Jorge Noman Filho – Presidente e Pedro Meneguetti – SecretĂĄrio. Membros do Conselho de Administração Presentes: Sr. Fuad Jorge Noman Filho, Sr. Pedro Meneguetti, Sr. AndrĂŠ Abreu Reis, Sra. Maria Fernandes Caldas, Sra. Miriam Aparecida Silva Maciel, Sr. Paulo Roberto Lamac JĂşnior, Sr. EugĂŞnio EustĂĄquio Veloso Fernandes, Sra. Adriana Branco Cerqueira e Sr. Leonardo de AraĂşjo Ferraz. Diretor Presidente da Companhia, Sr. Pedro Meneguetti; Diretora Executiva, Sra. Soraya de FĂĄtima MourthĂŠ Lage e Diretora de NegĂłcios, Sra. Beatriz de Moraes Ribeiro. Belo Horizonte, 20 de junho de 2018. Certifico que a presente ĂŠ cĂłpia da ata original lavrada em livro prĂłprio Assina digitalmente o documento, o Diretor Presidente da PBH Ativos S/A, Sr. Pedro Meneguetti. Certifico registro sob o nÂş 6945162 em 31/07/2018 da Empresa PBH ATIVOS S.A., Nire 31300097081 e protocolo 184218373 - 30/07/2018. Autenticação: 9EF0ED8FD829CCF93E312566B98C631757EECA2F. Marinely de Paula Bomfim SecretĂĄria-Geral. Para validar este documento, acesse http://www.jucemg.mg.gov.br e informe nÂş do protocolo 18/421.837-3 e o cĂłdigo de segurança 0h5e Esta cĂłpia foi autenticada digitalmente e assinada em 01/08/2018 por Marinely de Paula Bomfim – SecretĂĄria-Geral.


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ECONOMIA LEONARDO FRANCIA

SIDERURGIA

Crise no País não foi suficiente para afetar resultados da Aperam “Arma” utilizada foi flexibilidade da produção LEONARDO FRANCIA

A Aperam South America, com planta em Timóteo (Vale do Aço), conseguiu passar pela crise da indústria nacional do aço, considerada a pior que o setor já enfrentou, sem grandes turbulências graças às exportações e à flexibilidade de produção entre os aços fabricados pela companhia. Basicamente, a siderúrgica consegue aumentar o volume produzido de um tipo de aço, em detrimento da redução em outro, de acordo com a demanda. A companhia é uma produtora integrada de aços planos inoxidáveis e elétricos, além dos aços planos especiais de carbono. O aço inox tem ampla aplicação na indústria automotiva, na linha branca, em bens de capital e cutelaria, entre outros. O aço elétrico pode ser usado em transformadores, motores elétricos e geradores. E o aço especial de carbono é usado em ferramentas, em algumas peças de automóveis e implementos agrícolas. “Uma das razões que conseguimos passar bem pela crise, com o mercado caindo cerca de 30% entre 2013 e 2016, é a flexibilidade grande entre nossos produtos. Se olharmos para nosso faturamento, pouco menos da metade vem do aço inoxidável, outro percentual grande vem dos elétricos e cerca de 20% do aço-carbono. Conseguimos aumentar a produção de um tirando um pouco do outro, conforme

a demanda do produto”, explicou o presidente da Aperam, Frederico Ayres. Segundo ele, essa flexibilidade foi uma “arma” que essa empresa teve nos últimos anos ante o encolhimento do mercado interno. Para se ter uma ideia, o presidente da Aperam contou que, entre 2013 e 2016, o consumo aparente do aço inox no Brasil caiu 23% e o de aços elétricos recuou em torno de 30%. Exportações – Uma outra estratégia adotada pela Aperam frente a fraca demanda no ambiente interno, nos últimos anos, foi focar nas exportações. As vendas externas da companhia alcançaram seu ápice por volta de 2015, chegando a uma participação próxima de 50% nas vendas totais. Hoje, as exportações respondem por cerca de 20% das vendas da siderúrgica. De acordo com o presidente da Aperam, as exportações da companhia são distribuídas por todo o mundo, mas, devido à proximidade geográfica, as Américas têm importante representatividade como destino das vendas externas. “Somos mais competitivos nas exportações para países das Américas, mas vendemos para o mundo inteiro”, afirmou. Devido aos tipos de aço que a companhia produz, sem um concorrente direto instalado no País, Ayres explicou que a maior concorrência para a empresa

é com o aço importado, especialmente da China, que produz, por exemplo, pouco mais da metade do aço inoxidável do mundo. Greve dos caminhoneiros – O presidente da Aperam revelou, ainda, que a paralisação dos caminhoneiros, na última semana de maio, não impactou somente na entrega de produtos ou na chegada de insumos. “Refletiu na produção. Chegamos a parar os dois altos-fornos, alternadamente, e tivemos perdas de capacidade sim”, disse. Mesmo assim, Ayres explicou que, em termos de rendimento e produtividade, a produção do primeiro semestre de 2018 “foi melhor” do que a do mesmo período do ano passado. O presidente da Aperam lembrou que, entre dezembro de 2017 e fevereiro deste exercício, um dos altos-fornos da usina de Timóteo, o maior, passou por uma reforma, onde o revestimento interno de material refratário do equipamento foi trocado. A planta de Timóteo é uma das seis usinas do grupo Aperam no mundo. Além da unidade mineira, o conglomerado opera duas usinas na Bélgica e três na França. Ao todo, a capacidade de produção da companhia chega a 2,5 milhões de toneladas de aço bruto por ano, sendo que cerca de 900 mil toneladas saem da usina do Vale do Aço. Na usina de Timóteo, são

SAMARCO

Hoje, as exportações respondem por cerca de 20% das vendas da siderúrgica

dois altos-fornos, que utili- COMÉRCIO zam 100% de carvão vegetal proveniente de florestas plantadas da própria Aperam. No total, são aproximadamente 3,3 mil funcionários, sendo 2,3 mil na usina e 1 mil na área ambiental. Em 2017, 36% dos insumos usados pela área de siderurgia foram adquiridos na região Rio de Janeiro - O percende Timóteo e Vale do Aço. tual das famílias endividadas no Brasil cresceu 1 ponto em julho, quando passou de 58,6% para 59,6% de junho para julho. Foi a primeira alta do ano. Os dados constam da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada Ministério Público e pelos ontem pela Confederação atingidos. Cada família Nacional do Comércio de que será reassentada está Bens, Serviços e Turismo participando da elaboração (CNC). do projeto arquitetônico Apesar da alta entre junho das casas a serem recons- e julho, o indicador fechou truídas. em queda na comparação A reconstrução de Bento anual, porque, em julho Rodrigues também seguirá do ano passado, ele atingiu diretrizes elaboradas com 60,2% - índice 0,6 ponto a comunidade e leva em percentual maior. consideração as relações de A avaliação da economista vizinhança dos atingidos, da CNC Marianne Hanson a memória patrimonial é de que “o crescimento de e cultural da cidade e as junho para julho no percenespecificidades do novo tual de famílias endividadas terreno. (ABr) foi pontual, uma vez que o indicador permaneceu em patamar inferior ao do ano passado, refletindo ritmo menor de recuperação do consumo das famílias e maior cautela na contratação de novos empréstimos e financiamentos”. O resultado operacional (Ebit) veio em R$ 42,8 mi- Contas ou dívidas em lhões, 92,7% maior do que atraso - O estudo da CNC no intervalo de abril a junho mostra que o percentual de do ano passado. A margem famílias com contas ou dívioperacional atingiu 1,8%, das em atraso ficou estável aumento de 0,8 p.p. no mes- entre os meses de junho e mo comparativo. Este é o julho deste ano, mais caiu oitavo trimestre consecutivo em relação a junho do ano divulgando resultado ope- passado. racional positivo, destaca a Tanto em junho, quanto companhia. em julho, a proporção das A receita líquida da Gol famílias com dívidas ou aumentou 9,0% no segun- contas em atraso ficou em do trimestre de 2018, para 23,7%. Mas, quando a comR$ 2,354 bilhões, contra R$ paração se dá com julho do 2,159 bilhões um ano antes. ano passado, o percentual de O dado veio em linha com famílias inadimplentes caiu o valor esperado nas proje- 1,8 ponto percentual. Em ções. (AE) julho de 2017, o indicador

Autorizada reconstrução de Bento Rodrigues Brasília - A prefeitura de Mariana, em Minas Gerais, emitiu os documentos que liberam o início das obras de reconstrução do subdistrito de Bento Rodrigues, atingido pelo vazamento da barragem de Fundão, em novembro de 2015. O rompimento da barragem, de propriedade da mineradora Samarco, provocou o deslizamento de um grande volume de rejeitos, que destruíram várias construções, deixaram 19 mortos e 225 famílias sem moradia.

O alvará foi assinado na quarta-feira (1º), pelo prefeito da cidade, e autoriza a Fundação Renova, criada para gerir o processo de reparação e compensação socioeconômica e ambiental pelos danos causados pelo rompimento da barragem, a iniciar as intervenções no terreno da Lavoura, área escolhida pela comunidade atingida para o reassentamento. Segundo a Fundação Renova, a reconstrução começará pela supressão

vegetal e terraplanagem do terreno, que incluem as obras de infraestrutura, pavimentação, drenagem, redes de esgoto, distribuição de água e de energia. Para a construção das residências e equipamentos públicos, será necessária nova autorização do governo local. A entidade estima que as obras ocorram em até 2 anos e, nesse período, cerca de 2 mil empregos possam ser gerados. O processo está sendo supervisionado pelo

AVIAÇÃO

Câmbio impacta desempenho da Gol São Paulo - A Gol encerrou o segundo trimestre de 2018 com prejuízo líquido de R$ 1,272 bilhão, duas vezes maior do que a perda de R$ 409,5 milhões registrada em igual período de 2017, no critério antes da participação minoritária da Smiles. O prejuízo era esperado pelo Prévias Broadcast. Porém, a cifra anotada foi ainda pior que o prejuízo mais severo indicado nas projeções: as perdas estimadas foram de R$ 78 milhões a R$ 1,08 bilhão, mas não foi possível estabelecer uma média, já que as casas consultadas - BTG Pactual, Goldman

Sachs, JPMorgan, Morgan Stanley, Safra, Santander e XP - utilizaram bases comparativas diferentes. Se considerado o critério depois da participação minoritária, o prejuízo líquido da companhia aérea atinge R$ 1,326 bilhão entre abril e junho, 177,6% acima dos R$ 477,7 milhões negativos do mesmo intervalo de 2017. Em informe de resultados, a companhia destaca que o resultado do trimestre foi afetado pela variação cambial negativa de R$ 1,0 bilhão, ante os R$ 225,7 milhões de variação cambial um ano antes.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou em R$ 207,9 milhões no segundo trimestre, correspondendo a um aumento de 47,3% ante o verificado no mesmo intervalo de 2017, de R$ 141,2 milhões. A margem Ebitda cresceu para 8,8%, comparada a 6,5% há um ano. Por sua vez, o Ebitdar (mais despesas operacionais de arrendamento de aeronaves) teve avanço de 24,5% na mesma comparação, para R$ 476,8 milhões de abril a junho. A margem Ebitdar subiu 2,6 pontos percentuais (p.p.) no período, para 20,3%.

Percentual de famílias endividadas sobe pela primeira vez no ano havia alcançado 25,5% do total das famílias. Já o percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso e que, portanto, permaneceriam inadimplentes também ficou estável em 9,4% entre junho e julho de 2018, apresentando queda em relação aos 9,9% de julho do ano passado. Mais uma vez, o cartão de crédito aparece como principal tipo de dívida, respondendo por 77,7% das dívidas das famílias entrevistadas. Em seguida, vêm os carnês (13,9%) e, em terceiro lugar, o financiamento de carro (10,6%). Nível de endividamento - O estudo da CNC aponta que a proporção das famílias que se declararam muito endividadas apresentou um pequeno aumento em relação a junho, passando de 13,0% para 13,2% do total de entrevistadas. Já na comparação anual, também houve queda: 1,4 ponto percentual. Quando os economistas da CNC comparam julho do ano passado com julho deste ano, a parcela das famílias que declarou estar mais ou menos endividada passou de 22,2% para 22,6% e a parcela pouco endividada foi de 23,4% para 23,8% do total. A Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic Nacional) é apurada mensalmente pela CNC desde janeiro de 2010. Os dados são coletados em todas as capitais dos estados e no Distrito Federal, com cerca de 18 mil consumidores. (ABr)


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POLÍTICA VALTER CAMPANATO / AGÊNCIA BRASIL

GOVERNO DE MINAS

Marcio Lacerda pretende ir à Justiça por pré-candidatura Ex-prefeito de BH pode enfrentar seu partido, o PSB O ex-prefeito de Belo Horizonte Marcio Lacerda (PSB) afirmou em entrevista coletiva ontem que pretende entrar na Justiça para manter sua pré-candidatura ao governo de Minas Gerais, e que não vai apoiar a reeleição de Fernando Pimentel (PT). “É possível uma judicialização. Tudo o que estiver ao nosso alcance para defender a candidatura, nós iremos atuar dentro dessas possibilidades”, declarou Lacerda. Na quarta-feira (1), PT e PSB firmaram um acordo que prevê uma “troca” de retiradas de pré-candidaturas. Pelo acordo, o PSB abdicaria de lançar Lacerda ao Palácio da Liberdade e o PT desistiria da candidatura de Marília Arraes ao governo de Pernambuco - ela também resiste à decisão do diretório nacional do PT. O trato estabelece ainda que o PSB declare neutralidade

na disputa eleitoral pela Presidência da República, o que na prática evitou que os pessebistas formassem aliança com Ciro Gomes (PDT). Na coletiva de ontem, Marcio Lacerda afirmou que está em contato com a candidata pernambucana. “Ontem pela manhã eu liguei para ela, mantemos contatos eventuais, e ela me disse: ‘Marcio, lute para sobreviver aí, que eu vou em Minas fazer campanha para você. Estou tentando manter a minha candidatura aqui’”, comentou o ex-prefeito de Belo Horizonte. Lacerda argumentou que para haver a retirada da candidatura é necessário aprovação da executiva nacional do partido, e que o pré-candidato tenha cometido alguma infração. Convenção - Mais cedo, o pessebista enviou um

ODEBRECHT

REELEIÇÃO

Fachin dá 60 dias para fim de inquérito contra Temer, Padilha e Franco Brasília - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin deu um prazo de 60 dias para a conclusão das investigações de um inquérito instaurado com base na delação da Odebrecht que mira o presidente Michel Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Minas e Energia). No inquérito, delatores da Odebrecht apontam que integrantes do grupo político liderado por Temer e por Padilha e Moreira Franco teriam recebido recursos ilícitos da empreiteira como contrapartida ao atendimento de interesses da Odebrecht pela Secretaria de Aviação Civil - pasta que foi comandada pelos dois ministros de Temer entre 2013 e 2015. Fachin também negou pedidos de Padilha e Moreira Franco para ter acesso a informações sobre a quebra do sigilo telefônico. Em despacho assinado na última quarta-feira (1º), Fachin destacou que a Polícia Federal havia sustentado que os elementos colhidos até aqui “diversificaram as frentes investigativas”, o que justificaria a ampliação do prazo da apuração. A PF apontou que ainda é necessário colher mais depoimentos e estão pendentes de análise aparelhos ainda não entregues pelos colaboradores Cláudio Melo Filho e José de Carvalho Filho. A Procuradoria-Geral da República (PGR) concordou com o pedido da PF. “No caso em análise, o inquérito tramita com a regular evolução das linhas investigativas e, portanto, não há qualquer evidência concreta de retardo indevido nos atos procedimentais, seja

áudio a delegados do PSB em Minas, afirmando que manterá sua candidatura ao governo no Estado, em desafio à decisão da Executiva Nacional do partido. Ele pretende levar sua candidatura para a convenção estadual do partido, marcada para amanhã (4). Para garantir maioria, convocou a presença dos delegados estaduais. O ex-prefeito de Belo Horizonte declarou que Lacerda decidiu desafiar a decisão nacional do PSB de apoiar a reeleição de Pimentel não comunicou sua posição ao presidente nacional chapa de Pimentel, mas tado federal, Jaime Martins da formação de coligação, do PSB, Carlos Siqueira, e descartou. (Pros). um ambiente frágil e inseque desafiará a definição Lacerda disse que vinha Mesmo com a tentativa guro para outros partidos”, do quadro nacional da le- mantendo tratativas adian- de intervenção da cúpula declarou. genda, de apoiar ao PT. “É tadas pela formação de uma nacional, Lacerda afirmou Lacerda também estava um sentimento já expresso coligação com seis partidos. que os dirigentes dos parti- se aproximando do pré-canem muitas oportunidades Além do PDT e do Pros, dos já o procuraram com o didato ao governo mineiro pela militância e pelos filia- que já haviam anunciado intuito de manter o acordo. Rodrigo Pacheco (DEM) e dos. É possível que exista apoio ao pessebista, a aliança No entanto, o pessebista tentava trazer o democrata um pequeno apoiamento incluiria o MDB, PV, PRB entende que o processo pode para a coligação, junto com no PSB, mas seria minori- e o Podemos. Na coletiva, atrapalhar a manutenção os partidos que estão na tário”, afirmou. Lacerda Lacerda permaneceu ao lado da aliança. “A dificuldade coligação com o deputado recebeu a proposta de se do deputado estadual Fábio disso (judicialização), é que federal - PP, Avante, PTC e candidatar ao Senado na Cherem (PDT) e do depu- tornaria, do ponto de vista Patriotas. (AE)

pelos órgãos da persecução criminal, seja no âmbito desta Suprema Corte”, observou Fachin. “Neste panorama, diante da manifestação da Procuradora-Geral da República, os autos devem retornar à autoridade policial”, determinou o ministro. Ao recusar os pedidos de Moreira Franco e Padilha para ter acesso integral às informações sobre a quebra de sigilo telefônico, Fachin destacou que, por ora, “não se mostra possível franquear o acesso ilimitado buscado”, sob riscos de se causar prejuízo às investigações em curso. Ética - Fachin também pediu esclarecimentos à Comissão de Ética Pública da Presidência sobre pedido formulado para ter acesso à íntegra do processo. Em despacho assinado em 28 de maio, o presidente da Comissão de Ética Pública da Presidência solicita a íntegra do processo para “instruir processo de apuração ética” da própria comissão contra Moreira Franco e Eliseu Padilha. A comissão não tem poderes para investigar o presidente da República. Em abril do ano passado, a Comissão de Ética Pública decidiu abrir investigação contra Moreira Franco e Padilha por supostas infrações éticas no relacionamento com a Odebrecht. Procurado pela reportagem, o advogado Daniel Gerber, defensor de Padilha, informou que “todo e qualquer assunto processual será tratado apenas dentro dos autos”. O Palácio do Planalto e a assessoria de Moreira Franco não haviam respondido à reportagem até a publicação deste texto. (AE)

Aécio Neves desiste de disputar Senado Brasília/São Paulo - O senador Aécio Neves (PSDB-MG) desistiu de disputar a reeleição ao Senado e anunciou ontem que vai disputar uma vaga de deputado federal por Minas Gerais. A decisão foi comunicada em nota distribuída à imprensa. “Com o objetivo de ampliar o campo de apoio à candidatura do senador Antonio Anastasia, informei a ele hoje (ontem) a decisão pessoal de não disputar, neste ano, a eleição para o Senado, colocando meu nome como pré-candidato à Câmara dos Deputados.” Na nota, o senador disse ainda que essa não foi uma decisão fácil. “Farei isso em respeito à minha trajetória política, à minha família e a todos que me levaram

a conduzir o que muitos consideram o mais exitoso governo da nossa história recente.” Aécio vinha sendo pressionado por tucanos e até por aliados a desistir da disputa pela reeleição. Ele não participou de nenhuma atividade de pré-campanha do senador Antonio Anastasia, que é candidato ao governo de Minas pelo PSDB. Inquérito - A defesa de Aécio Neves pediu ontem ao Supremo Tribunal Federal (STF) o arquivamento de um inquérito aberto para investigar o parlamentar. Segundo a defesa, a Polícia Federal (PF) reconheceu que “nada além da palavra do delator” existe contra Aécio.

A investigação está baseada em um dos depoimentos de delação premiada do ex-senador Delcídio do Amaral, cassado pelo Senado. Segundo o ex-parlamentar, em 2005, durante os trabalhos da Comissão Parlamentar Mista de Inquéritos (CPMI) dos Correios, criada para investigar denúncias do mensalão, Aécio Neves, então governador de Minas Gerais, “enviou emissários” para barrar quebras de sigilo de pessoas e empresas investigadas, entre elas o Banco Rural. Em nota à imprensa, o advogado Alberto Toron, representante do senador, afirmou que o delator mentiu inúmeras vezes, conforme reconheceu o Ministério Público Federal (MPF) e a

Justiça. Dessa forma, segundo a defesa, não há motivos para o prosseguimento da investigação, que deveria ser arquivada. “Está documentalmente provado que nunca existiu a alegada maquiagem nos dados bancários enviados à CPMI dos Correios e o suposto envolvimento do senador Aécio Neves nesse episódio. O próprio relatório policial reconhece que nada além da palavra do delator existe contra o senador Aécio. Assim, as conclusões ali contidas são completamente divorciadas das provas robustas dos autos”, sustenta a defesa. O pedido de arquivamento será analisado pelo ministro Gilmar Mendes, relator do inquérito. (ABr/AE)

PRESIDENCIÁVEIS

Entidades médicas divulgam manifesto Brasília - Em meio a diversas convenções partidárias agendadas para a semana, entidades médicas divulgaram ontem um manifesto, a ser entregue aos presidenciáveis, com propostas para melhorar a saúde no Brasil. A intenção é apresentar uma agenda pública com medidas que visam a assegurar os direitos dos pacientes e a qualidade do exercício da medicina e do atendimento à saúde. Dados recentes do Conselho Federal de Medicina (CFM) apontam que 55% dos brasileiros avaliam a saúde – pública e privada – no País como ruim ou péssima. O manifesto foi elaborado durante o 13º Encontro Nacional de Entidades Médicas, em junho. São

signatários o próprio CFM, a Associação Médica Brasileira (AMB), a Federação Médica Brasileira (FMB), a Federação Nacional dos Médicos (Fenam) e a Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR). Além dos candidatos à Presidência da República, o documento deve ser encaminhado ainda aos candidatos a governos estaduais, ao Senado Federal, à Câmara dos Deputados e às assembleias legislativas. Entre as questões consideradas mais urgentes pelas entidades estão itens como a defesa do Sistema Único de Saúde (SUS); uma maior participação da União no investimento e no custeio da saúde; a qualificação da gestão para a melhoria da infraes-

trutura para atendimento a pacientes; e a criação de políticas de recursos humanos que valorizem profissionais brasileiros, estimulando a migração e a fixação em áreas de difícil provimento – como uma carreira de Estado, sob responsabilidade da União, para médicos da rede pública. Fiscalização - Outros pontos citados no manifesto são o fortalecimento de mecanismos efetivos de fiscalização, controle e avaliação dos gastos públicos em saúde; o fim do que as entidades chamam de abertura desenfreada de escolas médicas e da oferta de cursos e programas em condições precárias de funcionamento; e a exigência

de uma atuação isenta da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) contra abusos praticados contra beneficiários por operadoras de planos de saúde. “É um momento no qual se discute o futuro do Brasil”, lembrou o presidente do CFM, Carlos Vital. “Precisamos garantir, ao cidadão brasileiro, seus direitos previstos na Constituição e, ao médico brasileiro, as condições necessárias para o exercício da medicina”, completou. Já o presidente da AMB, Lincoln Ferreira, avaliou que o grau de precariedade em que se encontra a saúde no Brasil é evidente. “O País suplantou sua capacidade de formar médicos com o mínimo de qualidade”, disse. (ABr)


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POLÍTICA politica@diariodocomercio.com.br

PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

73% dos eleitores ainda podem mudar voto Possibilidade é citada em pesquisa da CNI, para um cenário de votação sem o ex-presidente Lula São Paulo - Quase três quartos do eleitorado brasileiro admitia em junho mudar a escolha do candidato a presidente até 7 de outubro, data do primeiro turno. A informação consta em levantamento feito pelo Ibope para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), cujos números de intenção de votos foram divulgados em 28 de junho. O estudo foi detalhado ontem. Em um cenário sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 73% dos eleitores que declararam voto em algum candidato admitem mudar de opinião sobre suas escolhas. Deste total, 25 pontos porcentuais se referem àqueles que dizem que a escolha é firme, mas que pode mudar no decorrer da campanha; 23 pontos porcentuais às pessoas que dizem que a opção atual é de momento; e outros 23 pontos aos eleitores segundo os quais o candidato apontado é apenas uma preferência inicial. Ainda, 2 pontos porcentuais não souberam ou não responderam. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos porcentuais e o intervalo de confiança é de 95%. O levantamento mostrou que 62% dos eleitores se informavam sobre seus candidatos pela TV. Jornais, canais de notícias e portais (33%) e redes sociais e blogs (26%) também foram citados. Nesta pergunta, mais de

uma resposta era possível. A pesquisa mostra que, àquela altura da corrida eleitoral, 59% dos brasileiros disseram não saber em quem votar ou que vão anular o voto, quando apresentados a uma lista de candidatos. É o maior nível nas últimas cinco eleições. Para a CNI, a alta insatisfação com a corrupção e o descrédito com a classe política provocam este cenário. Na análise da CNI, o eleitor ainda não encontrou o candidato ideal. “A decisão vai acontecer muito mais próxima da votação que nas eleições anteriores. A gente percebe que a maioria dos eleitores não conhece os candidatos e suas propostas. Até entre os que já escolheram candidatos, ainda há alguma indecisão”, afirma o gerente-executivo de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca, em nota distribuída pela entidade. Apesar de 70% dos eleitores concordarem total ou parcialmente que a eleição pode mudar o País, 45% se dizem pessimistas ou muito pessimistas com a eleição para presidente. O pessimismo, de acordo com o levantamento, resulta no baixo interesse pelo processo eleitoral. Entre os entrevistados, 61% afirmaram que têm pouco ou nenhum interesse no pleito de outubro, enquanto os eleitores com interesse alto ou médio somaram 38%.

NELSON JR/ASIC/TSE

70% dos eleitores concordam total ou parcialmente que a eleição pode mudar o País

O levantamento entrevistou 2 mil pessoas entre os dias 21 e 24 de junho. Na pesquisa, divulgada em 28 de junho, Lula liderava o cenário com 33% das intenções de voto, seguido por Bolsonaro (15%), Marina (7%) Ciro (4%) e Alckmin (4%). Sem Lula, Bolsonaro liderava com 17%. Marina (13%), Ciro (8%) e Alckmin (6%) apareciam na sequência. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02265/2018. Apoio - Entre os quatro principais pré-candidatos ao Planalto, Jair Bolsonaro (PSL) tinha o maior número de eleitores convictos de que não mudarão de voto na pesquisa. Entre os eleitores do deputado fluminense, 34% disseram que a decisão

é definitiva e que não mudarão de escolha de nenhuma maneira. Esse índice cai para 26% no caso de Ciro Gomes, 23% entre os eleitores de Geraldo Alckmin e 22% no eleitorado com preferência por Marina Silva. Além do eleitorado mais convicto, o pré-candidato do PSL tinha o maior porcentual de eleitores que declaravam voto por gostar dele e apoiar suas ideias (47%), enquanto 39% dos eleitores de Alckmin; 37% de Ciro; e 31% de Marina apontavam essa razão. Outro dado destacado pela pesquisa foi que Ciro Gomes apresentou a maior proporção de eleitores que votavam nele apenas por não gostar das demais opções (21%), empatado tecnicamente com Marina Silva (19%) e seguido por Alckmin (17%)

MDB oficializa Meirelles como candidato Brasília – Com a expectativa de definir o vice até amanhã (4), o MDB confirmou ontem o nome do ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles como candidato à Presidência da República. O resultado foi anunciado pelo presidente da legenda, Romero Jucá (RR), que ressaltou que dos 419 votantes, 85% disseram sim a Meirelles. Em 2014, segundo Jucá, 54% dos convencionais apoiaram a chapa Dilma/Temer na corrida presidencial. “A votação de hoje (ontem) demonstra a unidade do partido”, apontou. Diante de toda cúpula emedebista e apoiadores, o presidente da República, Michel Temer, pediu à militância empenho para levar o nome de Meirelles de maneira convincente pelo Brasil. “Tem que levar a ideia com a alma”, ressaltou, acrescentando que o MDB tirou o Brasil de uma “crise extraordinária” e vai colocar o País nos trilhos. Ao agradecer ao MDB, Meirelles defendeu um pacto de confiança pela governabilidade e disse que tem resultados a mostrar não apenas como ex-ministro da Fazenda, mas também no comando do Banco Central, onde passou oito anos. “Convido vocês a nos unirmos com firmeza e serenidade, vamos ganhar essas eleições, trabalhar e construir um Brasil do tamanho dos nossos sonhos”, afirmou.

ADRIANO MACHADO/REUTERS

Henrique Meirelles falou das diretrizes de seu programa de governo e destacou como prioridades investimentos em infraestrutura, para diminuir as distâncias no País, além de saúde e segurança pública. O presidenciável também prometeu reforçar o Bolsa Família. Para gerar empregos, Meirelles disse que pretende resgatar a política econômica, atrair investimentos e fazer as reformas que o País precisa. “Minha meta é fazer o País crescer 4 %, ao ano”. Perfil - Henrique Meirelles, 72 anos, é goiano de Anápolis. Em 2002, foi eleito deputado federal pelo PSDB, cargo do qual abdicou para comandar o Banco Central de 2003 a novembro de 2010, no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No governo do presidente Michel Temer comandou o Ministério da Fazenda de maio de 2016 a abril de 2018. Fez parte do movimento estudantil de Goiânia. Cursou Engenharia Civil na Escola Politécnica da USP, em São Paulo, e tem MBA em Administração pelo Instituto Coppead da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Foi presidente mundial do BankBoston, onde ingressou em 1974 e se tornou presidente da instituição no Brasil em 1984. Já fez parte do conselho da Harvard Kennedy School of Government e da Sloan School

Meirelles defendeu pacto de confiança pela governabilidade

of Management do MIT (Massachusetts Institute of Technology). PHS - Henrique Meirelles terá pelo menos um partido em sua coligação: o PHS. A executiva nacional da sigla decidiu apoiá-lo em reunião na tarde de ontem. O anúncio do PHS foi feito depois de a convenção nacional do MDB confirmar o nome de Meirelles para o Planalto. A legenda vai oficializaria o apoio em um evento na sede do PHS às 18h de ontem. Segundo o presidente do PHS em São Paulo, Laércio Benko, a vaga de vice

não entrou na conversa. O partido tem oito deputados na Câmara. O ex-ministro da Fazenda foi confirmado na convenção, mas o nome de vice não foi anunciado. A sigla cogita a senadora Marta Suplicy para a vaga. “A grande questão é que temos todos os atuais candidatos com uma grande rejeição e demonstrando uma dificuldade no discurso de agregar o Brasil. Acredito que Meirelles, por ter participado de outros governos e por ser elogiado por todos os principais atores políticos, representa o potencial de agregar”, disse Benko. (ABr/AE)

e Bolsonaro (9%). Herança - Na pesquisa feita em junho, Marina Silva e Ciro Gomes eram os principais herdeiros dos votos do Lula em caso de ausência do petista na eleição. Entre os eleitores que votariam no ex-presidente como primeira opção, 16% migram para Marina e 11%, para Ciro. O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, que foi colocado na pesquisa como o candidato do PT nesse cenário, ficava com 3% das intenções de voto. Entre os eleitores que optaram por Lula na sondagem, 55% escolhem outro candidato quando seu nome não constava da lista de opções, enquanto 36% declararam votar em branco ou nulo e 9% se disseram indecisos. (AE)

Eduardo Jorge é vice da Rede, que se alia ao PV São Paulo - O presidente nacional do PV, José Luiz Penna, confirmou que o partido fechou ontem uma aliança com a Rede Sustentabilidade e que o ex-deputado Eduardo Jorge será candidato a vice na chapa de Marina Silva à Presidência nas eleições 2018. “O PV entendeu que essa aliança fortalece as composições nos estados”, disse Penna. Segundo o dirigente, o anúncio oficial da aliança será feito hoje. Dirigentes da Rede e do PV se reuniram na manhã de ontem, em São Paulo, para selar o acordo. Após o convite da Rede a Eduardo Jorge, o PV passou a discutir internamente o apoio, mas havia resistências locais. Penna falou ainda que os dois partidos têm uma forte “proximidade programática”. Em 2010, Marina Silva disputou a Presidência pelo PV. Resistência - Para não ficar isolada, Marina apostava suas fichas no PV e queria anunciar o vice na convenção nacional, amanhã (4). Apesar de uma ala do PV defender o apoio à pré-candidata da Rede, um grupo da sigla ainda resistia à aliança em função dos acordos nos estados. Há coligações regionais em que o PV está fechado com PSDB ou com o PDT, que têm presidenciáveis. As divergências foram superadas ontem. (AE)

PP e DEM confirmam apoio a Alckmin Brasília - Em convenções nacionais realizadas ontem, o Partido Progressista (PP) e o Democratas (DEM) oficializaram apoio à candidatura do pré-candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin. Outros partidos já aprovaram em convenção o apoio a Alckmin: PRB, PSD, PTB e Solidariedade. Com isso, confirmam-se as expectativas de o chamado Centrão – grupo formado por DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade – apoiar o ex-governador de São Paulo antes mesmo de ser definido o nome do candidato à vice-presidência. Partido Progressista - O presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), garantiu o apoio de seu partido ao programa de reformas defendido pelo PSDB. “Vamos apoiar todas as reformas que o senhor propuser, para enfrentarmos os problemas de nosso País”, disse o presidente do PP. Alckmin agradeceu a confiança do partido. “Vamos trabalhar juntos e unidos nesse momento histórico. O que o Brasil quer é ser progressista, com progresso, emprego e oportunidade para a população. O desenvolvimento é o novo nome da paz, para termos investimentos”, falou Alckmin, em discurso após a aprovação do partido a sua candidatura. Democratas - Na convenção do DEM, Alckmin agradeceu o apoio e a confiança do partido ao seu nome. “Vamos fazer juntos uma grande campanha”. Segundo ele, o foco do seu programa de governo será a retomada do emprego. “O Brasil é um País vocacionado para crescer, mas para crescer precisa ter confiança”. Ele afirmou que, se eleito, vai trabalhar para que o Brasil receba investimentos voltados à retomada econômica. O presidente nacional do DEM, ACM Neto, ressaltou que, a partir do próximo ano, o Brasil vai viver “momentos difíceis e que medidas duras terão que ser tomadas”, com responsabilidade fiscal e equilíbrio das contas públicas. “Temos que ser sinceros desde a campanha”, acrescentou. Vice - A senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS) disse que uma eventual aceitação do convite para tornar-se candidata a vice-presidente na chapa do tucano Geraldo Alckmin depende de acertos entre PP e PSDB no Rio Grande do Sul. Ana Amélia afirmou que a questão está bem encaminhada e, possivelmente, hoje poderá haver uma decisão. (ABr/Reuters)


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BELO HORIZONTE, SEXTA-FEIRA, 3 DE AGOSTO DE 2018

NEGÓCIOS gestaoenegocios@diariodocomercio.com.br

BEBIDAS

Desinchá se prepara para a internacionalização Empresa do Sul de Minas está investindo R$ 1 milhão na abertura de um escritório em Nova York THAÍNE BELISSA

Um chá 100% natural e que faz bem à saúde. À primeira vista, a ideia não traz muita novidade, mas foi a partir desse conceito que os empresários mineiros Eduardo Vanzak e Lohran Schmidt criaram a Desinchá, marca que tem se tornado relevante em todo o País. Com fabricação em Machado, no Sul de Minas, a empresa produz seis milhões de sachês de chá funcional por mês e está prestes a chegar ao mercado internacional com o investimento de R$ 1 milhão em uma sede em Nova York. O sucesso da marca no Brasil levou os empresários a avançarem em sua estratégia de venda. Eles fecharam uma parceria com uma fábrica em Nova York e se tornaram sócios do empreendimento para a produção do chá no mercado norte-americano. Ao todo, a empresa está investindo R$ 1 milhão na internacionalização. “Nossa

intenção com essa fábrica é ter uma operação internacional que entregue com frete grátis para o mundo inteiro”, detalha o fundador da empresa, Eduardo Vanzak. A expectativa é que o produto seja lançado nos Estados Unidos em dois meses. A empresa também se prepara para o lançamento da holding Novu, que abarcará outros lançamentos de produtos voltados para o mercado de vida saudável. De acordo com o empresário, a Desinchá investe cerca de R$ 100 mil por mês em inovação e desenvolvimento de novos produtos. Entre os lançamentos previstos está o Relachá, que é um chá que ajuda a dormir, um adoçante com um conceito diferenciado do que existe no mercado e um chocolate funcional. “Há muitos outros produtos no nosso radar e todos dentro do conceito ‘saudável pode ser gostoso’”, garante. Eduardo Vanzak, explica que, embora o conceito de chá funcional pareça simples,

a proposta da Desinchá vai muito além do que se oferece no mercado que explora vida saudável. E é desse diferencial que vem a explicação de tamanho sucesso da marca, que tem apenas seis meses de lançamento, mas já está nos principais supermercados, farmácias e empórios de produtos saudáveis do Brasil. Ao todo, são 2.500 pontos de venda espalhados no País. “Nosso diferencial não são apenas os ingredientes, até porque eles estão bem descritos na embalagem. O que torna nosso produto único é sua fórmula, que contém a proporção exata de cada ingrediente para equilibrar a funcionalidade e o sabor”, afirma. Segundo ele, a formulação de um produto que trouxesse benefícios para a saúde e que fosse saboroso foi um dos maiores desafios da empresa, que trabalhou com pesquisas e profissionais de nutrição e da saúde durante dois anos. De acordo com Vanzak, o chá ajuda a diminuir o

DIVULGAÇÃO

Produção atual da empresa é de 6 milhões de sachês de chá funcional mensais no Sul de Minas

inchaço do corpo, dar energia e acelerar o metabolismo, levando sensação de bem-estar e ajudando no processo de emagrecimento. A fórmula é composta por oito ingredientes: chá-verde, carqueja, mate verde, hortelã, gengibre, guaraná, sálvia e alecrim. O empresário lembra que cada um deles trazem

benefícios específicos para saúde, o que torna o chá recomendado para qualquer pessoa. Lançado em dezembro do ano passado, a marca tem se destacado nos pontos de venda como um produto com alto índice de recompra. Ele é fabricado por uma indústria terceirizada em Machado

DELIVERY

TELEFONIA

TIM inaugura loja digital em Belo Horizonte THAÍNE BELISSA

Minas Gerais já tem a sua primeira loja digital da TIM. O novo conceito de unidade que dispensa papel e prioriza a interação entre cliente e tecnologia chegou primeiro ao BH Shopping, no bairro Belvedere, região Centro-Sul da Capital. A loja foi aberta ao público ontem e, apesar de ser muito mais digital, tem uma equipe de atendentes 20% maior que as lojas comuns. A expectativa da marca é que, até o fim do ano, outras oito unidades sejam adaptadas ao novo modelo em Minas Gerais, além de mais 15 lojas que serão abertas já no conceito digital. De acordo com o diretor nacional de lojas próprias da TIM Brasil, Eduardo James, o modelo de loja digital já vem sendo testado há alguns meses e, até o momento, há 12 lojas com esse conceito no Brasil. Ele destaca que a mistura entre físico e digital é uma tendência no mundo, levando em conta que o cliente quer a comodidade e a praticidade do digital, mas em muitos momentos também precisa do atendimento físico. A loja digital é livre de

e sua produção chega a 10 toneladas de chá por mês, o que significa seis milhões de sachês. Segundo Vanzak, o produto é vendido em caixas que vão com 60 sachês, número estratégico para contemplar todos os dias de um mês. No e-commerce da marca, a caixa é vendida por R$ 86.

qualquer tipo de papel. As informações sobre preços dos planos e aparelhos, assim como promoções podem ser vistas no visor dos próprios celulares em exposição ou mesmo em televisores espalhados na loja. Além disso, a unidade tem várias sessões para interação do cliente. Em uma delas, os clientes poderão experimentar serviços da TIM, como o aplicativo de música Deezer e a Banca Virtual para leitura de revistas. Outra sessão permite que eles comparem os tipos de celulares, de acordo com suas necessidades, a fim de receber a melhor dica de compra. A loja também tem bancos com estações de carregadores de celulares e wi-fi liberado para clientes e não clientes. O diretor explica que a loja cumpre um papel de educação do cliente, na medida que mostra a ele as possibilidades de um plano e coloca em sua mão aparelhos para teste. “Na loja digital, o cliente passa a ter acesso a informações que no site ele não encontra porque fica perdido no meio de tanta informação”, afirma. James também garante que o tempo do atendimento na loja digital chega a ser

ERBS JR/DIVULGAÇÃO

iFood anuncia a aquisição da Pedidos Já no Brasil DA REDAÇÃO

Unidade eliminou o uso de qualquer tipo de papel, mas aumentou número de funcionários

50% inferior ao de uma loja tradicional. Isso porque a papelada foi descartada e os funcionários trabalham apenas com tablets nas mãos. “Isso é importante porque o cliente quer rapidez e comodidade. Todo mundo tem pouco tempo hoje”, completa. Segundo ele, a quantidade de atendentes na loja digital não é menor que uma tradicional, pelo contrário, em algumas delas há até mais funcionários, tendo em vista que o conceito do atendimento é de

prestação de serviço. De acordo com o diretor comercial da regional Sudeste da TIM Brasil, Bruno Vasconcellos, a unidade do BH Shopping é a primeira a receber o conceito digital em Minas Gerais, mas até o final do ano serão 23 unidades nesse modelo. “Vamos adaptar mais uma loja no BH Shopping, uma no Shopping Cidade, uma no Minas Shopping e uma no Itaú Power Shopping. Outras três lojas no interior do Estado também serão

reformadas. Além disso, a previsão é de inauguração de mais 15 lojas que já vão nascer nesse conceito”, diz. Ele frisa que Minas Gerais é um mercado prioritário para a TIM e, por isso, a empresa tem investido no Estado. “Temos uma base de clientes importantes em Minas Gerais, mas não somos a primeira operadora em market share. Por isso, o Estado é uma área de ataque para Tim, uma área onde temos uma agressividade comercial”, frisa.

O iFood anunciou ontem, em nota, a aquisição da plataforma ‘Pedidos Já’ no Brasil, um dos players no serviço de delivery na América Latina. Com a operação, a marca fortalece sua a liderança de mercado em praças estratégicas no País e amplia sua base de novos usuários e restaurantes parceiros. De acordo com Alex Anton, diretor de Mergers & Acquisitions, a iniciativa reflete a estratégia do iFood em continuar revolucionando o universo da alimentação por uma vida mais prática e prazerosa. “Estamos muito otimistas com essa aquisição. A ‘Pedidos Já’ é uma marca muito querida. Quando falamos em pedidos online, a empresa foi pioneira em educar o brasileiro e conta com uma base de cerca de 15 mil restaurantes pelo Brasil”, comemora o executivo. Em paralelo à operação no País, o iFood vendeu a participação de sua marca na Argentina para a ‘Pedidos Já’.

REDES SOCIAIS

Facebook lança ferramenta para gerenciar tempo de uso Brasília - O Facebook anunciou novas ferramentas para que os usuários possam monitorar o tempo gasto na plataforma e no Instagram, aplicativo de propriedade da empresa. O quadro de controle de atividades (Activity Dashboard) vai permitir que a pessoa verifique quanto tempo passou conectada ao programa e crie formas de gerir as notificações. A empresa não informou quando os recursos estarão disponíveis.

No Facebook, será criado um link chamado Seu Tempo no Facebook (Your Time on Facebook). Neste link, o dono do perfil pode conferir o tempo médio naquele dispositivo, que poderá ser analisado por determinados períodos, como dia ou semana. Neste espaço, será possível definir um tempo limite ou de referência e solicitar alertas quando este for atingido. Outro novo recurso é a gestão das notificações, mecanismo usado pela platafor-

ma para avisar ao usuário quando alguma interação (comentário, like ou publicação) é feita junto ao perfil. Eles podem ser ativados para ser recebidos de diferentes formas, até quando a pessoa não está logada. As notificações acabam funcionando como estímulo para que a pessoa visite a plataforma, aumentado o tempo de acesso a ela. O usuário poderá interromper os alertas de notificação. Para isso, basta

acessar as configurações de notificação (notification settings) e clicar em mute push notifications. Essa suspensão poderá ser definida por determinado período. Segundo o diretor de Pesquisa da empresa, David Ginsberg, o objetivo é dar às pessoas meios de controlar o tempo gasto. Na última

quarta-feira, em comunicado oficial onde a medida foi anunciada, Ginsberg afirmou que a empresa está preocupada com o impacto da quantidade e da qualidade do tempo despendido nos aplicativos da firma, especialmente entre jovens. Instagram - No Instagram,

as mesmas ferramentas foram implantadas. O usuário que quiser visualizar o tempo gasto deve acessar o link Sua Atividade. Assim como no Facebook, lá estarão disponíveis as informações sobre o tempo por dia e semana e também os recursos para suspender as notificações. (ABr)

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NEGÓCIOS SUSTENTABILIDADE

Hotel Mercure planta horta orgânica em BH Iniciativa na unidade do bairro Lourdes faz parte de uma série de ações da rede AccorHotels

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THAÍNE BELISSA

Quem passa pelo Hotel Mercure no bairro Lourdes, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, vai encontrar uma nova atração oferecida aos hóspedes: uma horta orgânica que, além de abastecer parte da demanda de temperos da cozinha, deixa o ambiente muito mais agradável com o aroma de plantas como manjericão e alecrim. A iniciativa faz parte de uma série de ações da rede AccorHotels, que desenvolve o programa global de desenvolvimento sustentável, Planet 21. A gerente de Desenvolvimento Sustentável da AccorHotels América do Sul, Larissa Lopes, lembra que, apesar de o tema do desenvolvimento sustentável estar em alta agora, ele é discutido na rede há mais de 20 anos. Ela afirma que a empresa tem criado programas robustos nesse sentido e que também vão ao encontro dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2015. Ela destaca que o trabalho da horta orgânica é um exemplo de apoio aos ODS que falam, por exemplo, sobre consumo responsável, saúde e bem-estar. “Até o momento temos 798 hortas em hotéis de todo o mundo, sendo que essa do Mercure de Lourdes é a primeira de Minas Gerais. Nossa intenção é chegar a mil hortas até 2020, levando alimento mais saudável para as cozinhas dos restaurantes, mas também tornando os ambientes mais acolhedores”, afirma. Segundo ela, os hotéis que recebem muitas crianças também têm utilizado suas hortas como um atrativo especial para elas. Aquelas que desejam, têm a oportunidade de visitar a horta, entender mais sobre o plantio e colher folhas e frutos. A horta inaugurada há cerca de três meses no Hotel Mercure de Lourdes conta com a curadoria da startup mineira BeGreen, que construiu a primeira fazenda urbana da América Latina no Shopping Boulevard, na região Leste da Capital. Mas, a gerente destaca que a rede tem muitas ou-

tras ações em prol dos ODS. Nesse momento, por exemplo, a AccorHotels está realizando uma campanha para eliminação dos canudos de plástico em suas operações na América do Sul. Com o mote “Canudo para quê?”, a rede chama a sociedade para a reflexão sobre a demora da decomposição do canudo e sobre a morte de animais marinhos, que confundem os canudos lançados ao mar com alimento. “Usamos alguns dados da Ecycle e Ocean Conservancy para mostrar às pessoas que o uso do canudo é, muitas vezes, desnecessário. Por exemplo: as pessoas usam os canudos durante cerca de quatro minutos, mas ele leva mais de 1.000 anos para decompor. Outro dado alarmante é que, se continuarmos com esse comportamento, em 2050 teremos mais plástico do que peixes nos oceanos”, detalha. A campanha da rede ajuda no cumprimento do ODS 14, que aborda a “conservação e uso sustentável dos oceanos, dos mares e dos recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável”. Larissa Lopes lembra que o compromisso da rede com o desenvolvimento sustentável vai além de questões relacionadas ao meio ambiente. Nesse sentido, ela afirma que a rede é signatário da Carta de Adesão aos 10 Compromissos da Empresa com os Direitos LGBT. A rede também criou o guia “Como receber bem o hóspede LGBT+”. “Por meio dessa ação cumprimos o ODS 5, que aborda a igualdade de gênero, e o ODS 10, que trata da redução das desigualdades”, conclui.

DIVULGAÇÃO

Horta orgânica é um exemplo de apoio aos ODS que falam, por exemplo sobre o consumo responsável, saúde e bem-estar DIVULGAÇÃO

Horta conta com a curadoria da startup mineira BeGreen, responsável pela primeira fazenda urbana da América Latina

Ação visa reduzir o uso de canudos plásticos DA REDAÇÃO

Em uma iniciativa em prol do meio ambiente, a Arcos Dorados, maior franquia independente do McDonald’s no mundo, anuncia que entregará canudos de plástico aos clientes somente mediante solicitação. Essa prática será implementada primeiro no Brasil e, nos próximos meses, se estenderá aos demais países da América Latina e Caribe em que a franqueada opera. “Como líderes de nosso segmento, estamos a todo o momento buscando maneiras de usar nossa escala para o bem da sociedade e do meio ambiente. Isso é parte dos novos objetivos globais Scale for Good do McDonald’s, e nos permite contribuir de maneira efetiva para a mudança de cultura e comportamento da cadeia de suprimentos e do público em

geral, para que todos possam viver em um planeta melhor”, afirma o presidente da divisão Brasil da Arcos Dorados, Paulo Camargo. “A decisão de parar de entregar canudos de maneira proativa para os refrigerantes, chás e sucos dentro de todos os restaurantes do País apoia o compromisso do McDonald’s de melhorar de maneira contínua as suas embalagens”, informa a empresa em nota. A empresa, inclusive, opera com metas globais para comprar 100% das embalagens para o consumidor oriundas de fontes renováveis, recicladas ou certificadas até 2025, para todos os seus restaurantes. “O McDonald’s começou esse trabalho há alguns anos com a conscientização sobre a importância da coleta seletiva e reciclagem de resíduos realizada em nossos restau-

rantes. Agora, estamos empenhados no desenvolvimento de alternativas para a substituição dos canudos plásticos. Além disso, estamos buscando parcerias com governos e ONGspara ampliar a discussão pública e encontrarmos soluções em conjunto”, afirma o diretor de Desenvolvimento Sustentável da Arcos Dorados, Leonardo Lima. O McDonald’s já está testando diferentes soluções para o tema por meio de pilotos em vários de seus mercados em nível global, inclusive na América Latina. Recentemente, a companhia se aliou ao Starbucks e à Closed Loop Partners, investidores em bens de consumo sustentáveis, para lançar a Next Gen Cup Consortium and Challenge. O objetivo é estimular desenvolvedores a criarem uma solução de longo prazo para substituir os copos atuais por

modelos totalmente recicláveis, promovendo uma atitude mais amigável ao meio ambiente. A Arcos Dorados é a maior franquia independente do McDonald’s do mundo, tanto em vendas totais do sistema como em número de restaurantes. A companhia é a maior rede de serviço rápido de alimentação da América Latina e Caribe, com direitos exclusivos de possuir, operar e conceder franquias de restaurantes McDonald’s em 20 países e territórios, incluindo Argentina, Aruba, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Curaçao, Equador, Guiana Francesa, Guadalupe, Martinica, México, Panamá, Peru, Porto Rico, St. Croix, St. Thomas, Trinidad & Tobago, Uruguai e Venezuela. A companhia opera ou franqueia mais de 2.100 restaurantes McDonald’s com mais de 90.000 funcionários.

DIVERSIDADE

Mulheres são minoria em cargos de alta gerência DA REDAÇÃO

Embora a diversidade de gênero esteja no foco das discussões corporativos, mulheres em cargo de alta gerência não é realidade nos países da América Latina. O que comprova isso é um estudo produzido pela Hays Executive, que ouviu 480 executivos em cargos de alta gerência em empresas latino-americanas. Dos líderes ouvidos, apenas 15% são mulheres. Dessas, apenas 2% ocupam cargos nível 1 em suas empresas

(CEO, Presidente, Gerente Nacional). O México é o país com menos mulheres ocupando alta liderança, com apenas 11% dos cargos sendo ocupados por elas. O Brasil vem logo depois, com apenas 12% dos altos cargos ocupados por mulheres. Para a diretora da Hays Executive, Fernanda Siqueira, a diversidade de gênero ainda é uma questão importante a ser discutida no ambiente corporativo. “Embora existam discussões sobre o tema, os números mostram que muitas em-

presas não ultrapassam a barreira do discurso”, diz. Outro dado que chamou atenção é que as mulheres demoram mais tempo para serem reconhecidas. De acordo com o levantamento, 55% das mulheres em cargos nível 1 têm idade entre 51 e 60 anos. Em contrapartida, a maioria dos homens tem entre 41 e 50 anos. O Chile é o único país que tem mulheres mais jovens, abaixo dos 30 anos, ocupando cargos nível 1. A diversidade de gênero é algo muito latente. Dificil-

mente uma empresa sobreviverá por muitos anos se ignorar essas e outras questões ligadas à diversidade. “Vivemos um momento em que a diversidade não pode ser ignorada, o consumidor cobra e isso se reflete em toda a cadeia”, explica a executiva. A boa notícia é que algumas empresas já estão trabalhando para reduzir essa diferença dentro de seus escritórios e exigem a presença de mulheres na lista de candidatos em um processo seletivo. Outro ponto

importante é que cresceu a demanda por profissionais, principalmente em empresas multinacionais, para construir a área de diversidade de diversas empresas Com mais de 50 anos de experiência em seleção de candidatos e líder mundial em recrutamento, o grupo colocou cerca de 70 mil candidatos em empregos permanentes e aproximadamente 240 mil pessoas em oportunidades temporárias. No Brasil, atua por meio de escritórios em São Paulo,

Rio de Janeiro e Campinas para oferecer recrutamento em todos os níveis hierárquicos, em 13 áreas de expertise, para vagas permanentes. Suas áreas de atuação são: Accountancy & Finance, Banking, Engineering, Human Resources, Legal, Logistics, Procurement, Life Sciences, Sales & Marketing, Oil & Gas, Retail e Information Technology para projetos e vagas de dinâmica diferenciada. Além disso, é a única consultoria do Brasil que tem uma divisão especializada em impostos


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AGRONEGÓCIO LEITE

FAO

Preço sobe 53% em Minas no ano Em julho, valor aumentou 15,15% devido à entressafra e à greve dos caminhoneiros KÉKE BARCELOS / EMBRAPA

MICHELLE VALVERDE

Pelo sexto mês consecutivo, os preços do leite, em Minas Gerais, apresentaram alta em julho, referente à produção entregue em junho. De acordo com o levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), no Estado a alta chegou a 15,15% na média líquida, com o litro de leite negociado a R$ 1,53. No acumulado de janeiro a julho, o preço do leite já aumentou 53%. De acordo com o zootecnista e analista de agronegócios da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Wallisson Lara Fonseca, o aumento expressivo registrado no último mês tem como uma das causas a greve dos caminhoneiros ocorrida no final de maio, que agravou o cenário de entressafra do leite. No período, os produtores, por falta de transporte, tiveram que descartar a produção. A estimativa é de que no Estado tenham sido descartados cerca de 110 milhões a 120 milhões de litros de leite nos 11 dias de greve. A falta de transporte também comprometeu a alimentação do rebanho, que foi reduzida e interferiu de forma negativa na produtividade dos animais. A greve dos caminhoneiros agravou o período de entressafra do leite, e com a redução brusca da oferta no campo, a disputa pela matéria-prima, por parte das indústrias, se intensificou, elevando os preços pagos aos produtores. “A greve antecipou a entressafra do leite e, além

Em janeiro, o produtor recebeu em média R$ 1,00 o litro e em julho, valor subiu para R$ 1,53

disso, qualquer alteração na rotina do rebanho, como a redução da alimentação oferecida, por exemplo, impacta de forma negativa na produtividade, que foi ainda mais reduzida no período. Vale lembrar que o pecuarista está trabalhando com os custos cerca de 10% maiores que os do ano passado, o que desestimula a atividade. Somente no primeiro semestre, a captação de leite caiu cerca de 20% em Minas. Por isso, no curto prazo, a tendência é de oferta restrita e preços ainda elevados”, explicou Fonseca. O aumento dos preços pagos pelo leite ao pecuarista é visto como fundamental, já que o setor vinha acumulando perdas desde 2017. Em

julho, o pecuarista recebeu, na média líquida, R$ 1,53 por litro de leite, aumento de 15,15% frente a junho. O valor bruto recebido na média estadual foi de R$ 1,64, elevação de 14,07%. Para se ter uma ideia da valorização acumulada no Estado, em janeiro de 2018, referente à captação de dezembro, o pecuarista recebeu, na média líquida, R$1,00 pelo litro de leite, valor que em julho chegou a R$ 1,53. Do início do ano até o fechamento de julho, a alta registrada nos preços do leite foi de 53%. Em relação a julho de 2017, a alta é de 23,38%. “Depois de um longo período, o produtor está conseguindo garantir uma

renumeração com a atividade”, disse Fonseca. Na média Brasil, também foi verificada valorização nos preços. O valor líquido recebido em julho, referente à captação de junho, fechou a R$ 1,47 por litro, o que inclui os valores praticados na Bahia, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O aumento foi de 14% em relação ao mês anterior. Desde o início do ano, a alta acumulada é de expressivos 44%. Na comparação com julho do ano passado, houve elevação de 15%. Ainda segundo o representante da Faemg, após a greve dos caminhoneiros, a indústria de lácteos mineira precisou retomar a produção

e recompor os estoques. Com isso, a competição pelo leite ficou acirrada. A demanda alta, o comprometimento da produtividade do rebanho em função da redução da alimentação e o avanço da entressafra no Estado, fizeram com que os preços subissem no campo. Consumo - Os pesquisadores do Cepea destacam que, neste momento, é importante ficar atento aos preços do leite no mercado spot (à vista). Durante a primeira quinzena de julho, os valores pagos pelo leite em Minas Gerais subiram 28,1% em relação ao mês anterior, mas, na segunda metade do mês, houve queda de 6,6%, o que mostra que empresas têm tido dificuldades em manter o ritmo de valorização do leite no campo. “No curto e médio prazos, as indústrias vão continuar com a demanda elevada pelo leite, o que favorece a sustentação dos preços no campo. Porém, é importante ressaltar que os preços são definidos pelo mercado e o consumo está patinando, em função da menor renda da população e o encarecimento dos produtos”, explicou Fonseca. Tendência - Os pesquisadores do Cepea também acreditam que a oferta de leite deve seguir limitada, fundamentados no clima adverso e no encarecimento dos grãos, o que deve impedir a mudança de tendência no mercado. Assim, a maioria dos laticínios entrevistados pelo Cepea acredita em uma nova alta para o próximo mês.

Valores dos alimentos caíram 3,7% em julho São Paulo - Os preços dos alimentos caíram 3,7% em julho em relação ao mês anterior, a maior queda mensal desde dezembro, com recuos em todos os tipos de produtos, informou ontem a agência de alimentos da ONU. O índice de preços de alimentos da Organização para Agricultura e Alimentação (FAO), que mede as variações mensais de uma cesta de cereais, oleaginosas, laticínios, carnes e açúcar, ficou em uma média de 168,8 pontos no mês passado, contra uma média revisada de 175,3 em junho. O número de junho foi dado anteriormente como 173,7. “O declínio em julho foi guiado por cotações de exportação mais fracas para trigo, milho e arroz”, disse a FAO. “Os preços internacionais do trigo foram, em geral, mais fracos durante a primeira metade do mês, mas as preocupações com as perspectivas de produção na UE e na Rússia começaram a elevar os valores das exportações no final do mês”, acrescentou. As maiores quedas individuais foram registradas no índice de preços de lácteos e no do açúcar. A FAO não forneceu nenhuma nova previsão para a produção de cereais em 2018. A próxima estimativa será em 6 de setembro. (Reuters)

BIOCOMBUSTÍVEL

FS Bioenergia quer estimular produtores de milho São Paulo - A FS Bioenergia, primeira usina brasileira para produção de etanol exclusivamente a partir do milho, pretende lançar um programa para ajudar produtores a elevar o rendimento das lavouras, conforme a empresa se prepara para iniciar, ainda em 2018, as obras de sua segunda unidade em Mato Grosso, informou o presidente da empresa, Rafael Abud. Um ano após entrar em operação comercial, a FS Bioenergia, em Lucas do Rio Verde, processou 520 mil toneladas do cereal e produziu 220 milhões de litros de etanol, ainda abaixo da capacidade instalada, de 650 mil toneladas e 250 milhões de litros ao ano, respectivamente. De acordo com Abud, o potencial máximo não foi alcançado em razão de um necessário “aprendizado” nos primeiros meses de operação da usina, que deu início à produção em julho de 2017 e foi oficialmente inaugurada no mês seguinte. “A parte operacional teve alguns desafios, nem tanto ligados à tecnologia em si, mas à aplicação dessa tecnologia pela primeira vez no Brasil, em um ambiente um pouco diferente

do norte-americano, onde já é consolidada”, destacou Abud, que assumiu o comando da FS Bioenergia na véspera, em substituição a Henrique Ubrig. “O grande desafio foi, dentro desse ambiente de produção, treinar a equipe para extrair o máximo de potencial produtivo. Acho que conseguimos passar por esse período de aprendizagem nos primeiros três, quatro meses, e depois entramos em voo de cruzeiro”, acrescentou o executivo, há pouco mais de quatro anos na companhia e há cerca de 15 no ramo de energias renováveis. Joint venture entre a brasileira Tapajós Participações e o norte-americano Summit Agricultural Group, a empresa se instalou em Mato Grosso não por acaso. Maior produtor brasileiro de grãos, o estado tem boa oferta de milho para a produção de etanol, seja em unidades como a da FS Bioenergia, seja em plantas que também usam cana para fabricar álcool, as chamadas usinas “flex”. Embora a fabricação de etanol de milho venha crescendo, ainda é ínfima se comparada à do álcool de cana. Na atual safra 2018/19, iniciada em abril, por exemplo, já foram feitos

CASE / MARCOS CAMPOS / DIVULGAÇÃO

Para ampliar a participação do etanol produzido a partir do milho, estratégia é capacitar

188 milhões de litros do biocombustível a partir do cereal, de um total de 13,5 bilhões produzidos por usinas e destilarias do Centro-Sul. Renovabio - Abud vê grande potencial para o etanol de milho no País, ainda mais com o programa RenovaBio ganhando corpo. E é nesse sentido que a FS Bioenergia dá os primeiros passos para ajudar produtores a elevar o rendimento das lavouras,

garantindo assim uma sólida relação entre empresa e fornecedores, bem como oferta do cereal para as máquinas da companhia, em plena expansão. “O relacionamento de fidelização com o produtor de milho é uma agenda que nos interessa bastante”, disse ele, acreditando que esse movimento poderia ajudar a empresa na hora de fechar contratos de fornecimento. Sem revelar nome ou data, Abud disse que a FS

Bioenergia trabalha em um programa, a ser lançado em breve, que levará equipes de agrônomos e outros técnicos até os produtores, para identificar as melhores tecnologias de cultivo em cada região de Mato Grosso. Eventos em fazendas para apresentar produtos e técnicas de produção também farão parte desse projeto, tudo visando aumento da produtividade das lavouras de milho, que neste ano alcança cerca de

5,8 toneladas por hectare em Mato Grosso, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Ampliação - A FS Bioenergia está investindo 350 milhões de reais na duplicação da capacidade de produção da usina em Lucas do Rio Verde, algo que deve ser concluído até fevereiro de 2019, disse Abud. Em paralelo, a empresa já anunciou uma segunda unidade em Mato Grosso, no município de Sorriso, com previsão de fabricar 680 milhões de litros de etanol por ano. “Ainda estamos na parte de licenciamento, avançando na parte financeira e de engenharia. Não temos data clara de início da obra, mas diria que devemos iniciar ainda neste ano”, afirmou o executivo, lembrando que a usina de Lucas de Rio Verde levou 16 meses para ser levantada. Sem outros grandes investimentos no radar, a FS Bioenergia prevê que as duas usinas combinadas (a de Lucas do Rio Verde após a expansão e a de Sorriso) resultarão em capacidade de produção de 1,2 bilhão de litros de etanol, 900 mil toneladas de farelo de milho e 35 mil toneladas de óleo de milho por ano. (Reuters)


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DC AUTO veiculos@diariodocomercio.com.br

NOVIDADE

Câmbio automático para Gol e Voyage Modelos da VW passam a contar com essa opção de transmissão em substituição à automatizada FOTOS: PEDRO DANTAS/VOLKSWAGEN/DIVULGAÇÃO

AMINTAS VIDAL* de São Paulo (SP)

A Volkswagen liderou o mercado brasileiro por anos. Em 2001, perdeu o reinado para a Fiat. Em “Uma Nova Volkswagen”, mote da recuperação, estão programados 20 lançamentos, até 2020, e um total de R$ 7 bilhões investidos para a montadora voltar ao trono. Gol e Voyage automáticos completam a metade das novidades, com a nona e a décima vaga desse pacote. Lançamentos como este compõem essa lista de efeito, “20 até 2020”, mas os produtos importantes são os novos modelos que terão a missão de liderarem seus segmentos. Os compactos premium Polo e Virtus, e o SUV médio Tiguan All Space, foram os destaques dessa primeira fase. Para a segunda fase são esperados mais quatro utilitários, o que mostra a disposição da Volkswagen em reparar os erros de mercado que a levaram da primeira para a terceira posição. Mercado - No primeiro semestre deste ano a empresa já recuperou a vice-liderança. Segundo Pablo Di Si, CEO da Volkswagen Região SAM (América do Sul, América Central e Caribe) e Brasil, nosso mercado cresceu, no período, 14%, mas a montadora avançou 33%. Somente no mês de junho, o ganho foi de 26%, contra 3% da média. Atualmente, a GM lidera com 16,5% de participação no mercado de carros e comerciais leves. A Volkswagen já atingiu 15,1%, deixando a FCA (Fiat Chrysler Automobiles) com 14% das vendas. Em 38 anos de mercado, é a primeira vez que o Gol recebe uma transmissão automática convencional. O câmbio I-Motion, oferecido anteriormente, era automatizado de embreagem simples. Para destacar o novo câmbio, que vem acoplado ao motor 1.6 16V, a Volkswagen mudou o protocolo: divulgou a linha Gol e Voyage 2019 através de comunicados à imprensa e fez o lançamento das versões automáticas na própria fábrica, em Taubaté (SP). A oferta de versões para Gol e Voyage foi a que sofreu as maiores alterações. Na linha 2017, era composta pelas versões City, Trendline, Track (apenas para o Gol), Comfortline e Highline. Com as variáveis entre número de portas, tipos de motores e câmbios, cores, equipamentos, entre outros, eram 441 combinações possíveis. Em 2018, a linha foi reduzida para as versões Trendline e Track (apenas para o Gol), passando a 77 combinações. Agora, na linha 2019, a versão é única e, os opcionais, limitados a três pacotes. Com as demais varia-

Powertrain utiliza o motor 1.6 16V de 120cv Denominada AQ160-6F, a transmissão automática do Gol e do Voyage 2019 possui acoplamento por conversor de torque. Ela conta com bloqueio do conversor de torque que evita o deslizamento interno do componente e um recurso que o desacopla em semáforos, por exemplo, para economizar combustível. Ela oferece a opção de trocas manuais sequenciais por meio da alavanca de câmbio ou, opcionalmente, por aletas (“borboletas”) atrás do volante. Também conta com o modo de acionamento esportivo (posição S), que altera os momentos das trocas de marchas para rotações mais elevadas, proporcionando acelerações mais rápidas. O motor 1.6 MSI conta com quatro cilindros e 16 válvulas (4 válvulas por cilindro, sendo ções, Gol e Voyage passam a somar, apenas, 60 combinações possíveis, 87% menos que na linha 2017. Isso é bom para a produtividade da empresa, mas também propicia um carro mais equipado desde o pacote de entrada. Design - Externamente, a dupla adotou a frente já usada na Saveiro e no Gol Track. Faróis maiores e com dupla parábola (interligados por friso cromado), capô mais elevado e novo desenho do para-choque dianteiro. Grades e calotas completam as mudanças. Internamente, apenas novos padrões cromáticos e alguns materiais de acabamento caracterizam a linha 2019 de Gol e Voyage. Os modelos são vendidos como os motores 1.0 com 8 válvulas e câmbio manual de 5 marchas, 1.6 com 8 válvulas e câmbio manual de 5 marchas, e o 1.6 com 16 válvulas acoplado ao câmbio automático de 6 marchas, a estrela do lançamento. Nessa configuração, o Gol parte de R$ 54,58 mil. Já o Voyage, tem preço inicial de R$ 59,99 mil. São os modelos com câmbio automático mais baratos do mercado acoplados a um motor 1.6.

duas para admissão e duas para escape). Possui duplo comando de válvulas com variação na admissão. É bicombustível, tem bloco e cabeçote feitos de alumínio e volume total de 1.598 cm³. Conta com sistema de partida a frio, que dispensa a utilização do tanque auxiliar para gasolina, entre outras tecnologias. Sua potência máxima é de 120 cv com etanol e 110 cv com gasolina a 5.750 rpm. O torque máximo é de 165 Nm (16,8 kgfm) com etanol e 155 Nm (15,8 kgfm) com gasolina, ambos a 4.000 rpm. Com esse motor e câmbio, de acordo com a VW, o Gol acelera de 0 a 100 km/h em 10,1 segundos e atinge 185 km/h de velocidade máxima (etanol). O Voyage, com o mesmo conjunto, acelera de 0 a 100 km/h em 10,2

Equipamentos - Independente de motores e câmbios, os principais equipamentos de série para os dois modelos são: dois airbags (obrigatórios por lei), cintos de segurança dianteiros com pré-tensionador, alerta de não utilização de cinto de segurança do motorista, freios ABS com distribuição eletrônica de frenagem (EBD), sistema ESS (Emergency Stop Signal ou Sinal de Frenagem de Emergência), ar-condicionado, direção hidráulica, travamento elétrico das portas, vidros dianteiros com acionamento elétrico, banco do motorista com ajuste de altura, suporte para celular integrado ao painel com entrada USB, entre outros. Os pacotes de opcionais são: Urban Completo (R$ 3 mil), Composition Touch (R$ 2 mil) e o Discover Media (R$ 2,10 mil). O primeiro conta com rodas de liga leve de 15 polegadas (pneus 195/55 R15), alarme keyless, chave tipo “canivete” com controle remoto, espelhos retrovisores externos com ajuste elétrico, função tilt down para o retrovisor do lado direito, luzes indicadoras de direção integradas aos retrovisores, sensor de

segundos e atinge 190 km/h de velocidade máxima (etanol). Primeiras impressões - Entre Guarulhos (SP) e Taubaté (SP), tivemos a oportunidade de guiar o Voyage automático apenas por 50km, pois o circuito foi compartilhado por três jornalistas. No breve contato, o conjunto motor e câmbio se mostrou muito bem acertado. As trocas ocorrem de forma suave, silenciosas e sem falhas, tanto ao avançar quanto ao reduzir, exceto da segunda para a primeira marcha, quando ocorria um pequeno tranco. Quando as acelerações foram mais bruscas, o giro do motor subiu mais que o necessário, normalizando após bloqueio do conversor de torque. Nesse momento, o ruído chegou a

estacionamento traseiro, vidros elétricos traseiros, coluna de direção com ajuste de altura e distância, entre outros. O Composition Touch traz sistema multimídia (Infotainment) com 4 alto-falantes e 2 tweeters, computador de bordo e volante multifuncional com comando de sistema de som. Esse sistema conta, ainda, com entradas USB, SD-card, conexão bluetooth e permite conectividade por meio do App-connect (Android Auto, Apple CarPlay e Mirrorlink). O Discover Media também permite conectividade avançada com os smartphones por meio do App-Connect (Android Auto, Apple CarPlay e Mirrorlink). Sua tela colorida é sensível ao toque e possui sensor de aproximação. Traz conexão bluetooth para até dois celulares e possui uma entrada USB. Ele apresenta recurso de navegação e interatividade com o painel de instrumentos. O MapCare permite a atualização periódica gratuita da base de mapas durante toda a vida do veículo. *O colaborador viajou a convite da Volkswagen

incomodar, mas o tratamento acústico se mostrou eficiente em velocidade de cruzeiro. Também é digno de nota o acerto do conjunto da suspensão. Garantiu estabilidade, usual para a marca, mas não deixou de ser confortável, novidade para o modelo. A demanda por carros com câmbio automático tem crescido no Brasil. Segundo a Volkswagen, eles representaram 40% das vendas em 2017 e chegarão a 60% até 2020. Só para PCD (Pessoas Com Deficiência), foram vendidos 60 mil veículos no mesmo ano, 20% a mais do que em 2016. Explorar todos os segmentos é essencial para quem quer liderar. E a Volkswagen mostrou que não está deixando por menos. (AV)


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FINANÇAS financas@diariodocomercio.com.br

MERCADO

CRÉDITO

Wall Street e Ultrapar impulsionam B3

Financiamento de projetos estruturados cresce 60%

Principal índice acionário do Brasil, o Ibovespa, fechou o dia em alta de 0,42% São Paulo - O Ibovespa fechou em alta ontem, ajudado pela melhora nos pregões em Wall Street e avanço dos preços do petróleo, com Ultrapar chegando a disparar mais de 10% após anúncio de dividendos e resultado trimestral. O principal índice de ações da B3 subiu 0,42%, a 79.636,69 pontos. Na mínima, no começo do dia, o Ibovespa caiu 0,92%. O volume financeiro somou R$ 8,73 bilhões. Nos Estados Unidos, o S&P 500 avançou 0,49 %, apoiado na recuperação de ações do setor de tecnologia, com a Apple atingindo US$ 1 trilhão em valor de mercado. Após a apreensão sobre a disputa comercial EUA-China pesar nos negócios no começo da sessão, quando o Ibovespa caiu 0,9% no pior momento, trouxe algum alívio comentário do secretário do Comércio norte-americano de que as tarifas que os EUA ameaçam impor não serão desastrosas para a China. Os preços do petróleo também ampliaram os ganhos, ajudando as ações da Petrobras, depois de operadores terem visto um relatório do setor indicando que os estoques domésticos da commodity voltariam a diminuir depois de um aumento inesperado na semana passada. Destaques – Ultrapar disparou 7,56%, após tocar a mínima em mais de cinco anos na véspera, um dia após anúncio de distribuição de juros sobre capital próprio e divulgação de resultado no segundo trimestre. Na máxima, os papéis subiram 10,5%. O Itaú BBA informou que os resultados foram melhores que as previsões de seus analistas diante de baixas expectativas para a divisão Ipiranga, que estavam no preço das ações. O Bradesco BBI avaliou positivamente o foco do grupo em retornos e mudança na estratégia da companhia para enfrentar um ambiente altamente competitivo, mas afirmou que mantinha visão cautelosa em razão de perspectivas de crescimento fraco e baixa visibilidade sobre níveis de margem normalizados. Petrobras PN subiu 2%, favorecida pelo avanço dos

preços do petróleo, enquanto investidores aguardam o resultado do segundo trimestre da petrolífera de controle estatal, que será divulgado hoje, antes da abertura da bolsa. Prévia divulgada pela Reuters aponta que a empresa deve alcançar um lucro líquido de US$ 1,505 bilhão no trimestre, um salto na comparação com os US$ 96 milhões de igual trimestre do ano passado. Gol fechou em queda de 0,73%, após oscilar entre momentos de alta e baixa, tendo no radar prejuízo de R$ 1,3 bilhão no segundo trimestre, afetado pelo câmbio, e piora nas estimativas de margens e custos. A receita operacional líquida, contudo, subiu 9% e o resultado operacional medido pelo Ebit saltou 92,7% entre abril e junho. Na teleconferência, a companhia aérea também disse que as reservas de voos voltaram em julho para níveis mais normais. Cosan avançou 4,17%, no segundo dia de alta, após recuar quase 6% na última terça-feira, afetada por operação da Polícia Civil do Paraná sobre suposto controle criminoso dos preços nas bombas. Em comunicado ontem, a Cosan negou que a Raízen, uma joint venture com a Shell para os setores de cana e combustíveis, alvo da operação, tenha formado cartel para a formação de preços em postos do Paraná e do Distrito Federal. Vale caiu 0,41%, principal peso negativo do Ibovespa dada a sua relevante participação na carteira do índice, tendo no radar as preocupações com os planos norte-americanos de impor uma tarifa de 25% em importações chinesas avaliadas em US$ 200 bilhões, em meio a uma guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo, o que derrubou os preços futuros do minério. Equatorial recuou 2,53%, após o Tribunal de Contas da União (TCU) determinar que a Eletrobras deverá abster-se da operação de venda, que estava em curso, da sua participação societária na SPE Integração Transmissora de Energia (Intesa) para a Equatorial, conforme informou a Eletrobras na noite da última terça-feira. (Reuters)

SAULO CRUZ/MME/DIVULGAÇÃO

DA REDAÇÃO

Preços internacionais do petróleo em alta também influenciaram o resultado positivo da B3

Dólar tem dia estável e fica em R$ 3,75 São Paulo - Depois de uma tarde oscilando entre altas e baixas ao redor do último fechamento, o dólar à vista encerrou ontem estável, valendo R$ 3,7588. No exterior, a moeda americana registrou valorização. Ao longo de praticamente todo dia, a divisa dos Estados Unidos subiu perante todas emergentes e desenvolvidas, exceto o iene, considerado um porto seguro em momentos de crise ou tensão. Pela manhã, o fortalecimento global contagiou o câmbio local, e o dólar chegou à máxima intraday de R$ 3,7815 (+0,60%) no mercado à vista. No segmento futuro, o contrato para setembro manteve-se colado no mercado global e subiu o dia todo. Às 17h17, tinha alta de 0,23% aos R$ 3,7705. O descolamento do real de suas pares no exterior tem como principal explicação o ingresso de recursos estrangeiros no País, seja pelo canal financeiro ou via de exportador. Segundo o sócio e gestor da mesa de moedas da Absolute Investimentos, Roberto Serra, persistem as evidências de fluxo cambial positivo “O ingresso de recursos não foi só para bolsa. Foi um fluxo geral”, disse o gestor. Esse movimento começou no mês passado e teve como principal alavanca, em julho, a notícia de apoio do centrão a Alckmin. Ao que tudo indica, diz o gestor da Absolute, é um ingresso de recursos que pode continuar, ainda que o cenário eleitoral persista absolutamente incerto. No exterior, a alta aconteceu, resumidamente, por dois fatos. O primeiro foi o temor pelo retorno da guerra comercial entre EUA e China, após o

presidente Donald Trump ameaçar uma taxa de 25% - e não apenas 10% - sobre mercadorias importadas da China. O segundo foi o impacto sobre a libra esterlina do aumento da taxa de juros pelo Banco da Inglaterra (BoE) somado a incertezas em torno da saída do país da zona do Euro (Brexit). A direção do BoE reforçou o gradualismo em relação aos próximos aumentos de juros ao demonstrar preocupação em torno do Brexit. O presidente do BC inglês, Mark Carney, afirmou que o BC britânico está preparado para responder a uma margem “ampla” de cenários possíveis, inclusive os mais improváveis, como uma saída desorganizada da UE. Juros - Os juros futuros fecharam a sessão regular entre a estabilidade e leve alta. As taxas acompanharam, desde cedo, o humor do exterior e o comportamento do mercado de moedas, tendo os fatores internos ficado em segundo plano, inclusive o resultado do Comitê de Política Monetária (Copom), que na última quarta-feira, como esperado, manteve a Selic em 6,50% ao ano e não trouxe novidades em seu comunicado. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 fechou com taxa de 6,620%, de 6,622% na quarta-feira no ajuste, e a do DI para janeiro de 2020 passou de 7,86% para 7,89%. A taxa do DI para janeiro de 2021 fechou em 8,89%, de 8,88%, e a do DI para janeiro de 2023 encerrou a 10,39%, de 10,37%. A taxa do DI para janeiro de 2025 subiu de 11,03% para 11,06%. (AE)

INFLAÇÃO

IPC-S de Belo Horizonte perde força em julho DA REDAÇÃO

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal da cidade de Belo Horizonte (IPC-S/Belo Horizonte) registrou variação de 0,27%, na apuração realizada na quarta semana de julho de 20181 . O resultado foi 0,27 ponto percentual (p.p.) inferior ao divulgado na terceira semana de julho, que foi de 0,54%. Os dados foram divulgados ontem pela Fundação Getulio Vargas.

Nesta edição, seis classes de despesa componentes do índice apresentaram desaceleração em suas taxas de variação, entre as quais se destacam os grupos: Habitação e Comunicação, cujas taxas passaram de 1,46% para 1,02% e de 0,01% para -0,41%, respectivamente. A análise deste resultado mostra que as pressões acima da variação média foram exercidas pelos grupos: Habitação; 1,02%, Educação, Leitura e Recreação;

0,82%, Saúde e Cuidados Pessoais; 0,37% e Despesas Diversas 0,33%. Mostraram também que se situaram em nível abaixo da variação média os grupos: Vestuário; 0,21%, Transportes; -0,30%, Comunicação; -0,41% e Alimentação; -0,43%. O núcleo do IPC-S/Belo Horizonte registrou variação de 0,27%. Em relação a junho, quando a taxa ficou em 0,42%, núcleo recuou 0,15 (p.p.). No ano, o indicador apresentou variação de 1,66%, e

nos últimos 12 meses, 3%. Para o cálculo do núcleo foram excluídos os itens com variações inferiores -0,05% e superiores a 1,25%. Nacional - O IPC-S desacelerou em todas as sete capitais pesquisadas na quarta quadrissemana de julho ante a terceira medição do mês. No geral, o IPC-S recuou de 0,38% para 0,17% entre os dois períodos. Em junho, a taxa foi de 1,19%, refletindo as

dificuldades de abastecimento geradas pela greve dos caminhoneiros no fim de maio. Por região, os decréscimos no período foram os seguintes: Salvador (0,38% para 0,17%), Brasília (0,58% para 0,33%), , Recife (0,30% para 0,11%), Rio de Janeiro (0,43% para 0,10%), Porto Alegre (0,26% para 0,13%) e São Paulo (0,34% para 0,28%), além de Belo Horizonte. (Com informações da Agência Estado).

O volume de financiamento de projetos estruturados (na modalidade Project Finance) atingiu R$ 18 bilhões em 2017, o que representa crescimento de 60% na comparação com 2016, quando foi registrado volume de R$ 11,3 bilhões. De acordo com o Boletim de Financiamento de Projetos da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), somando os financiamentos e as parcelas de capital próprio, os projetos movimentaram R$ 29,7 bilhões e envolveram 31 operações (foram 27 em 2016). O mercado de capitais, por meio das debêntures, alcançou participação de 11,5% entre as fontes de financiamento de longo prazo dos projetos, com R$ 2,1 bilhões emitidos para essa finalidade. “Com o aumento da demanda dos investidores por debêntures, principalmente as de infraestrutura (lei 12.431), elas devem estar cada vez mais presentes como fonte de financiamento desse tipo de projeto”, afirma o diretor da Anbima, José Eduardo Laloni. “Os juros em patamares baixos estimulam a busca por ativos com maior exposição ao risco e que, ao mesmo tempo, possam trazer rentabilidades melhores”, completa. A participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) nos financiamentos ainda se mantém alta: o banco foi responsável por 73% do volume movimentado no ano passado. Também foram fontes dos financiamentos o Banco do Nordeste e as agências de crédito à exportação, com 5,2% e 8,2%, respectivamente. Após forte queda em 2016, as concessões realizadas entre janeiro e dezembro de 2017 mostraram sinais de recuperação: com volume total de R$ 13,8 bilhões, o crescimento foi de 55,5%, com destaque aos leilões de aeroportos, às rodovias paulistas e às linhas de transmissão. “Mesmo com esse avanço, ainda estamos em patamar inferior aos anos anteriores. Entre 2012 e 2015, por exemplo, a média foi de R$ 39,1 bilhões”, afirma o coordenador do subcomitê de Financiamento de Projetos da Anbima, Rui Gomes Junior. “A retomada dos leilões de novas concessões em infraestrutura impulsiona diretamente as atividades de assessoria financeira realizadas antes e após o leilão, bem como a estruturação de soluções de financiamento nos anos subsequentes”, acompanhando a maturação dos projetos”, diz. Na divisão por segmentos, o ano passado foi concentrado em projetos de geração e transmissão de energia, mantendo a liderança verificada nos anos anteriores, com 82,4% do volume dos financiamentos e 90,3% do número de operações. O setor de transporte e logística deteve 17,6% do volume e 9,7% das operações.


Indicadores Econômicos Inação

DĂłlar 02/08/2018

01/08/2018

31/07/2018

Ă?ndices

Agosto 0,10%

TR/Poupança Set.

Out.

Nov.

Dez.

Jan.

Fev.

Março

Abril

Maio

Junho

Julho No ano

0,47%

0,20%

0,52%

0,89%

0,76%

0,07%

0,64%

0,57%

1,38%

1,87%

0,51%

12 meses

&20(5&,$/

&2035$

5

5

5

IGP-M (FGV)



9(1'$

5

5

5

IPC-Fipe

0,10%

0,02%

0,32%

0.29%

0,55%

0,46%

-0,42%

0,00%

-0,03%

0,19%

1,01%

0,23%

1,46%

2,76%

37$; %& 

&2035$

5

5

5

IGP-DI (FGV)

0,24%

0,62%

0,10%

0,80%

0,74%

0,58%

0,15%

0,56%

0,93%

1,64%

1,48%

-

5,45%

7,79%



9(1'$

5

5

5

INPC-IBGE

-0,02%

-0,02%

0,37%

0,18%

0,26%

0,23%

0,18%

0,07%

0,21%

0,43%

1,43%

-

2,57%

3,53%

785,602

&2035$

5

5

5

IPCA-IBGE

0,19%

0,16%

0,42%

0,28%

0,44%

0,29%

0,32%

0,05%

0,22%

0,40%

1,26%

-

2,60%

4,39%



9(1'$

5

5

5

ICV-DIEESE

-0,01%

0,20%

0,88%

0,15%

0,28%

0,95%

0,05%

0,03%

0,04%

0,07%

1,38%

-

2,55%

4,24%

3$5$/(/2

&2035$

5

5

5

IPCA-IPEAD

0,13%

0,27%

0,29%

0.13%

0,60%

1,70%

-0,44%

-0,27%

0,19%

0,22%

1,71%

-

3,14%

5,35%



9(1'$

5

5

5

Junho 954,00 0,49 23,54 3,2514 6,60

Julho 954,00 23,54 3,2514 6,56

Fonte: $(

02/08 &'%3UpGLDV

DD

Capital de Giro

9,79% - a.a.

Hot Money

1,08% - a.m.

CDI

6,39% - a.a.

Over

6,40% - a.a.

Fonte$(

Ouro 02/08/2018

01/08/2018

31/07/2018

1RYD,RUTXH RQoDWUR\ 868686 %0 )63 J 555 Fonte: $(



Taxas Selic Tributos Federais (%) 0,64 0,57 0,54 0,58 0,47 0,53  0,52 0,52 0,54

Meta da Taxa a.a. (%) 7,00 7,00 7,00 6,75 6,50 6,50  6,50 6,50 -

Reservas Internacionais 86PLOK}HV Fonte%&

Imposto de Renda Base de CĂĄlculo (R$)

AlĂ­quota

Parcela a

(%)

deduzir (R$)

,VHQWR

,VHQWR

7,5

142,80

De 2.826,66 atĂŠ 3.751,05

15

354,80

De 3.751,06 atĂŠ 4.664,68

22,5

636,13

$FLPDGH





$Wp De 1.903,99 atĂŠ 2.826,65

Deduçþes: D 5SRUGHSHQGHQWH VHPOLPLWH  E )DL[DDGLFLRQDOGH5SDUDDSRVHQWDGRVSHQVLRQLVWDVH transferidos para a reserva remunerada com mais de 65 anos. c) Contribuição previdenciåria. d) Pensão alimentícia. Obs:

8,24%

SalĂĄrio/CUB/UPC/Ufemg/TJLP

Custo do dinheiro

Outubro Novembro Dezembro Janeiro Fevereiro Março $EULO Maio Junho Julho

5,92%

Para calcular o valor a pagar, aplique a alĂ­quota e, em seguida, a parcela a deduzir.

Fonte6HFUHWDULDGD5HFHLWD)HGHUDO$SDUWLUGH$EULOGRDQRFDOHQGiULR

Agosto SalĂĄrio 937,00 CUB-MG* (%) 0,03 UPC (R$) 23,51 UFEMG (R$) 3,2514 TJLP (&a.a.) 7,00 *Fonte: Sinduscon-MG

Set. 937,00 0,15 23,51 3,2514 7,00

Out. 937,00 0,06 23,54 3,2514 7,00

Nov. 937,00 0,25 23,54 3,2514 7,00

Dez. 937,00 0,08 23,54 3,2514 7,00

Jan. 954,00 0,25 23,54 3,2514 6,75

Fev. 954,00 0,14 23,54 3,2514 6,75

Março 954,00 0,25 23,54 3,2514 6,75

Abril 954,00 1,45 23,54 3,2514 6,60

Maio 954,00 0,17 23,54 3,2514 6,60

28/06 a 28/07 29/06 a 29/07 30/06 a 30/07 01/07 a 01/08 02/07 a 02/08 03/07 a 03/08 04/07 a 04/08 05/07 a 05/08 06/07 a 06/08 07/07 a 07/08 08/07 a 08/08 09/07 a 09/08 10/07 a 10/08 11/07 a 11/08 12/07 a 12/08 13/07 a 13/08 14/07 a 14/08 15/07 a 15/08

0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000

0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715

MOEDA/PAĂ?S %2/,9$59(0 %2/,9,$12%2/,9,$ &2/21&267$5,&$ &2/21(/6$/9$'25 &252$',1$0$548(6$ &252$,6/1',6/$1 &252$1258(*8(6$ &252$68(&$ &252$7&+(&$ ',1$5$5*(/,12 ',1$5.:$,7 ',1$5%$+5(,1 ',1$5,5$48( ',1$5-25'$1,$ ',1$56(59,2 ',5+$0(0,5$5$%( '2/$5$8675$/,$12 '2/$5%$+$0$6 '2/$5%(508'$6 '2/$5&$1$'(16( '2/$5'$*8,$1$ '2/$5&$<0$1 '2/$5&,1*$385$ '2/$5+21*.21* '2/$5&$5,%(25,(17$/ '2/$5'26(8$ )25,17+81*5,$ )5$1&268,&2 *8$5$1,3$5$*8$, IENE /,%5$(*,72 /,%5$(67(5/,1$ /,%5$/,%$12 /,%5$6,5,$5(3 1292'2/$57$,:$1 /,5$785&$ NOVO SOL/PERU 3(62$5*(17,12 PESO CHILE 3(62&2/20%,$ 3(62&8%$ PESO/REP. DOMINIC 3(62),/,3,1$6 3(620(;,&2 3(62858*8$,2 48(7=(/*8$7(0$/$ 5$1'($)5,&$68/ 5(10,0%,,8$1 5(10,1%,+21*.21* 5,$/&$7$5 5,$/20$ 5,$/,(0(1 5,$/,5$15(3 5,$/$5$%6$8',7$ 5,1**,70$/$6,$ 58%/25866,$ 583,$,1',$ 583,$,1'21(6,$ 583,$3$48,67$2 6+(.(/,65$(/ :21&25(,$68/ =/27<32/21,$ EURO Fonte: Banco Central

CĂ&#x201C;DIGO                              470       660  715   730                     978

Contribuição ao INSS COMPRA                              0,03376       1,1494  0,005855   0,07543                     4,3703

VENDA                              0,03377       1,1508  0,005858   0,07556                     4,3725

TABELA DE CONTRIBUIĂ&#x2021;Ă&#x2022;ES DE JANEIRO DE 2017 Tabela de contribuição dos segurados empregados, inclusive o domĂŠstico, e trabalhador avulso SalĂĄrio de contribuição AlĂ­quota (R$) (%) $Wp     De 1.693,73 a 2.822,90 9,00 De 2.822,91 atĂŠ 5.645,80 11,00 CONTRIBUIĂ&#x2021;Ă&#x192;O DOS SEGURADOS AUTĂ&#x201D;NOMOS, EMPRESĂ RIO E FACULTATIVO SalĂĄrio base (R$) AlĂ­quota % Contribuição (R$) $Wp YDORU0tQLPR      De 954,00 atĂŠ 5.645,80 20 190,80 atĂŠ 1.129,16 COTAS DE SALĂ RIO FAMĂ?LIA $Wp $FLPDGH

Remuneração 5 5D5

Valor unitĂĄrio da quota 5 5

Fonte: MinistĂŠrio do Trabalho e da PrevidĂŞncia Social - VigĂŞncia: Janeiro/2018

FGTS Ă?ndices de rendimento CompetĂŞncia $EULO Maio/2018

CrĂŠdito -XQKR Julho/2018

Seguros

TBF

16/07

0,01311781 2,92791132

17/07

0,01311781 2,92791132

18/07

0,01311781 2,92791132

19/07

0,01311781 2,92791132

20/07

0,01311781 2,92791132

21/07

0,01311781 2,92791132

22/07

0,01311781 2,92791132

23/07

0,01311781 2,92791132

24/07

0,01311781 2,92791132

25/07

0,01311781 2,92791132

26/07

0,01311781 2,92791132

27/07

0,01311781 2,92791132

19/07 a 18/08 20/07 a 20/08 21/07 a 21/08 22/07 a 22/08 23/07 a 23/08 24/07 a 24/08 25/07 a 25/08 26/07 a 26/08 27/07 a 27/08 28/07 a 28/08 29/07 a 29/08 30/07 a 30/08 31/07 a 31/08 01/08 a 01/09 Fonte: AE

28/07

0,01311781 2,92791132

29/07

0,01311781 2,92791132

30/07

0,01311781 2,92791132

31/07

0,01311781 2,92791132

01/08

0,01311781 2,92791132

02/08

0,01311781 2,92791132

03/08 0,01311781 2,92791132 Fonte: Fenaseg

3%  0,2466

6%  0,4867

0,5078 0,4838 0,4849 0,5080 0,5312 0,5281 0,5296 0,5057 0,4826 0,4828 0,5058 0,5289 0,5291 0,5279

AluguÊis Fator de correção anual residencial e comercial IPCA (IBGE) Junho IGP-DI (FGV) Junho IGP-M (FGV) Julho

1,0439 1,0779 1,0824

0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000

0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715

Agenda Federal Dia 3

Taxas de câmbio

16/07 a 16/08 17/07 a 17/08 18/07 a 18/08 19/07 a 19/08 20/07 a 20/08 21/07 a 21/08 22/07 a 22/08 23/07 a 23/08 24/07 a 24/08 25/07 a 25/08 26/07 a 26/08 27/07 a 27/08 28/07 a 28/08 29/07 a 29/08 30/07 a 30/08 31/07 a 31/08 01/08 a 01/09

IOF - Pagamento do IOF apurado no 3Âş decĂŞndio de julho/2018: Operaçþes de crĂŠdito - Pessoa JurĂ­dica - CĂłd. Darf 1150. Operaçþes de crĂŠdito - Pessoa FĂ­sica - CĂłd. Darf 7893. Operaçþes de câmbio - Entrada de moeda - CĂłd. Darf 4290. Operaçþes de câmbio - SaĂ­da de moeda - CĂłd. Darf 5220. TĂ­tulos ou Valores MobiliĂĄrios - CĂłd. Darf 6854. Factoring - CĂłd. Darf 6895. Seguros &yG 'DUI  2XUR DWLYR ÂżQDQFHLUR - CĂłd. Darf 4028. Darf Comum IRRF - Recolhimento do Imposto de Renda Retido na Fonte correspondente a fatos geradores ocorridos no perĂ­odo de 21 a 31.07.2018, incidente sobre rendimentos de (art. 70, I, letra â&#x20AC;&#x153;bâ&#x20AC;?, da Lei no 11.196/2005): a) juros sobre FDSLWDOSUySULRHDSOLFDo}HVÂżQDQFHLUDV inclusive os atribuĂ­dos a residentes ou domiciliados no exterior, e tĂ­tulos de capitalização; b) prĂŞmios, inclusive os distribuĂ­dos sob a forma de bens e serviços, obtidos em concursos e sorteios de qualquer espĂŠcie e lucros decorrentes desses prĂŞmios; e c) multa ou qualquer vantagem por rescisĂŁo de contratos. Darf Comum (2 vias) Dia 6 SalĂĄrio de julho/2018 - Pagamento dos salĂĄrios mensais. Nota: O prazo para pagamento dos salĂĄrios mensais ĂŠ atĂŠ o 5Âş dia Ăştil do mĂŞs subsequente ao vencido. Na contagem dos dias, incluir o sĂĄbado e excluir os domingos e os feriados, inclusive os municipais. Consultar o documento coletivo de WUDEDOKR GD FDWHJRULD SURÂżVVLRQDO TXH SRGH HVWDEHOHFHU SUD]R HVSHFtÂżFR para pagamento de salĂĄrios aos empregados. Recibo Dia 7 FGTS - DepĂłsito, em conta bancĂĄria vinculada, dos valores relativos ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) correspondentes Ă remuneração paga ou devida em julho/2018 aos trabalhadores. NĂŁo havendo expediente bancĂĄrio, deveVH DQWHFLSDU R GHSyVLWR *),36HÂżS (aplicativo Conectividade Social - meio eletrĂ´nico) Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) - Envio, ao MinistĂŠrio do Trabalho (MTb), da relação de admissĂľes e desligamentos de empregados ocorridos em MXOKR 1RWD 3DUD ÂżQV GH VHJXUR desemprego, as informaçþes no Caged relativas a admissĂľes deverĂŁo ser prestadas na data de inĂ­cio das atividades do empregado, quando

este estiver em percepção do segurodesemprego ou cujo requerimento esteja em tramitação, ou então, no SUD]R HVWLSXODGR HP QRWL¿FDomR SDUD comprovação do registro do empregado ODYUDGD HP DomR ¿VFDO SRU $XGLWRU Fiscal do Trabalho. Estas informaçþes dispensarão o envio do Caged atÊ o dia 7 do mês subsequente relativamente às admissþes informadas (Portaria MTE nº 1.129/2014). Caged (meio eletrônico) Simples DomÊstico - Recolhimento relativo aos fatos geradores ocorridos em julho/2018, da contribuição previdenciåria a cargo do empregador domÊstico e de seu empregado; recolhimento da contribuição social SDUD ¿QDQFLDPHQWR GR VHJXUR FRQWUD acidentes do trabalho; recolhimento para o FGTS; depósito destinado ao pagamento da indenização compensatória da perda do emprego, sem justa causa ou por culpa do empregador, inclusive por culpa recíproca; e recolhimento do IRRF, se incidente. Não havendo expediente bancårio, deve-se antecipar os recolhimentos. Documento de $UUHFDGDomRH6RFLDO'$( YLDV

SalĂĄrio de Julho/2018 â&#x20AC;&#x201C; DomĂŠsticos - Pagamento dos salĂĄrios mensais dos empregados domĂŠsticos (Lei Complementar nÂş 150/2015, art. 35). Nota: O empregador domĂŠstico ĂŠ obrigado a pagar a remuneração devida ao empregado domĂŠstico, atĂŠ o dia 7 do mĂŞs seguinte ao da competĂŞncia. Recibo Dia 10 Comprovante de Juros sobre o Capital - PrĂłprio â&#x20AC;&#x201C; PJ - Fornecimento, j EHQHÂżFLiULD SHVVRD MXUtGLFD GR Comprovante de Pagamento ou CrĂŠdito de Juros sobre o Capital PrĂłprio no mĂŞs de julho/2018 (art. 2Âş, II, da Instrução Normativa SRF nÂş 41/1998). FormulĂĄrio IPI - Pagamento do IPI apurado no mĂŞs de julho/2018 incidente sobre produtos FODVVLÂżFDGRV QR FyGLJR  GD Tipi (cigarros que contenham tabaco) - CĂłd. Darf 1020. Darf Comum (2 vias) PrevidĂŞncia Social (INSS) GPS Envio ao sindicato - Envio, ao sindicato UHSUHVHQWDWLYRGDFDWHJRULDSURÂżVVLRQDO mais numerosa entre os empregados, da cĂłpia da Guia da PrevidĂŞncia Social (GPS) relativa Ă competĂŞncia julho/2018. Havendo recolhimento de contribuiçþes em mais de uma GPS, encaminhar cĂłpias de todas as guias. Nota: Se a data-limite para a remessa for legalmente considerada feriado, a empresa deverĂĄ antecipar o envio da guia. GPS (cĂłpia)


19

BELO HORIZONTE, SEXTA-FEIRA, 3 DE AGOSTO DE 2018

LEGISLAÇÃO CONGRESSO NACIONAL

Fux critica engessamento do Judiciário Alegação é de que projeto que proíbe ministros de suspender leis em decisões individuais pode representar abuso Brasília - O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luiz Fux, criticou ontem um projeto em tramitação no Congresso Nacional que proíbe ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) de suspender leis em decisões individuais (monocráticas). Preocupado com a iniciativa, Fux disse que a proposta “engessa” o Judiciário e pode representar um “abuso no direito de legislar”. No mês passado, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ) aprovou um projeto que proíbe ministros do STF de suspender leis, de forma individual, com uma “canetada”. A proposta, que depende ainda de aprovação no Senado, tem o objetivo de evitar que apenas um ministro da Corte tome decisões

nos casos de Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) e Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF). “Noutro dia eu li que se constrói no Parlamento um projeto de lei que impõe uma abstenção aos membros da Corte Suprema de concessão de liminares diante de uma lei. Muito me preocupou essa iniciativa de engessamento do Poder Judiciário de poder exercer sua função de declarar liminarmente a inconstitucionalidade da lei, porque pode ocorrer nessa deferência (ao Legislativo) um abuso no direito de legislar”, disse Fux, durante a sessão plenária do TSE. Para Fux a deferência ao Poder Legislativo é a “regra comum” no Estado democrático, mas não pode ser “completamente às cegas”.

DIVULGAÇÃO

Levantamento - Na última segunda-feira (30), O Estado de S. Paulo revelou que setenta e cinco de cem liminares concedidas por ministros do STF em ações que suspenderam parcial ou totalmente leis, decretos, resoluções e medidas provisórias aguardam julgamento no plenário da Corte. Levantamento aponta que, desde 2010, há decisões individuais provisórias à espera da chancela ou não do colegiado. Mais novo integrante da Corte, o ministro Alexandre de Moraes foi quem mais concedeu liminares (21). Para Moraes, é “ínfimo” o número de liminares concedidas pelos ministros da Corte em relação ao de ações que chegam ao Supremo questionando leis, decretos, resoluções e medidas provisórias. (AE) Na opinião de Fux, deferência ao Poder Legislativo não pode ser completamente às cegas

SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

CONCILIAÇÃO

Na pauta, arquivamento sem pedido da PGR

TJMG cria na Capital Posto de Atendimento Pré-Processual Imobiliário

Brasília - A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) deve discutir os arquivamentos de inquéritos que tramitam na Corte sem que haja pedido prévio da Procuradoria-Geral da República (PGR). Nos últimos meses, sete investigações foram engavetadas por ministros, que apontaram excesso de prazo, contrariando a PGR. O debate na turma deve ser travado quando os ministros analisarem o pedido de arquivamento de inquérito feito pela defesa do ministro Aloysio Nunes (PSDB) a Gilmar Mendes, relator do processo. O ministro liberou o caso para a pauta, que ainda não tem uma data definida para julgamento. A sequência de arquivamentos sem pedido da PGR levou cinco parlamentares citados na delação da Odebrecht a solicitar à Corte o mesmo tratamento para as investigações das quais são alvo, incluindo Aloysio. O pedido elaborado por seus advogados cita que o inquérito não foi “capaz” de encontrar “um único indício” das declarações feitas por delatores da empreiteira. A defesa ainda observa que a única diligência pendente, que foi solicitada pela Polícia Federal, é a perícia dos sistemas de propina da Odebrecht, e que ela é “absolutamente desnecessária”. Essa perícia já foi assunto nas recentes decisões de arquivamento. Ao engavetar três investigações, Gilmar e Dias Toffoli entenderam

divulgação

Para Dodge, magistrados não podem “adentrar no mérito”

Jandira Fhegali (PCdoB-RJ). Ao arquivar, o ministro negou pedido da procuradoria que buscava enviar o processo para a primeira instância da Justiça, em função da restrição do foro privilegiado. Na avaliação do relator dos processos da Lava Jato na Corte, é incontestável o “vazio investigatório” em relação aos supostos delitos cometidos pela deputada, apontados em delação premiada do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. No entanto, Fachin observou que o arquivamento em questão difere “sensivelmente” das compreensões de ministros Barroso, Toffoli e Gilmar. O ministro destacou que o inquérito de Jandira estava “satisfatoriamente concluído”.

inquéritos. Toffoli, Gilmar e Ricardo Lewandowski, que compõem a Segunda Turma junto de Celso de Mello e Edson Fachin, relator da Lava Jato, conferem a turma um perfil crítico dos métodos de investigação da operação, o que deve impulsionar um novo debate entre os ministros sobre as apurações, quando o pedido da defesa de Aloysio foi analisado. Além disso, a turma tem três dos ministros que arquivaram investigações sem pedido da PGR nos últimos meses, Toffoli, Gilmar e Fachin. A decisão mais recente é do relator da Lava Jato. Na quarta-feira, 1, Fachin pôs um fim ao inquérito contra a deputada federal

Mérito - Nessa semana, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, afirmou que os magistrados não podem “adentrar no ‘mérito’ da investigação, avaliando se as diligências requeridas pelo Ministério Público são eficazes ou não, viáveis ou não”. De acordo com a chefe do Ministério Público Federal (MPF), ao Poder Judiciário cabe, apenas, obstar constrangimentos ilegais evidentes. A manifestação foi feita em dois pedidos para que Toffoli reconsidere a decisão de arquivar inquéritos contra os deputados federais Bruno Araújo (PSDB-PE) e Daniel Vilela (MDB-GO), e o ex-governador de Goiás Maguito Vilela, pai de Daniel. (AE)

que a análise dos sistemas não traria elementos novos. A PGR, por outro lado, pede que o inquérito de Aloysio seja enviado à primeira instância, em função da restrição do foro privilegiado. O ministro é investigado por ter supostamente recebido repasses indevidos da empreiteira para a campanha eleitoral de 2010. Outra questão que deve ser discutida é a já apontada “demora” nas investigações, assinalada pelos ministros durante os recentes arquivamentos. Ao colocarem um ponto final nas investigações, Toffoli, Gilmar, Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso afirmaram que havia excesso de prazo nas apurações dos

FALÊNCIAS

Pedidos por empresas recuam 22,5% São Paulo - Os pedidos de falências por empresas tiveram queda de 22,5% no acumulado dos últimos 12 meses até julho, na comparação com o período equivalente anterior, revelam dados nacionais da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito).

“O movimento de queda está atrelado à melhora nas condições econômicas desde o ano passado, que permitiu às empresas apresentarem sinais mais sólidos nos indicadores de solvência”, afirma a entidade em nota. “A continuidade desse processo dependerá de uma

retomada mais consistente da economia”, ressalta. Na mesma base de comparação, as falências decretadas tiveram alta de 16,2%, ao passo que os pedidos de recuperação judicial recuaram 2,0%. Já as recuperações judiciais deferidas apresentaram expansão de 1,8% na

avaliação de 12 meses. Na análise mensal, foi verificada alta de 4,8% dos pedidos de falência ante o volume registrado em junho. Já as falências decretadas e as recuperações judiciais deferidas tiveram quedas de 17,5% e 11,9%, respectivamente. (AE)

DA REDAÇÃO

O presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), desembargador Nelson Missias de Morais, e a 3ª vice-presidente, desembargadora Mariangela Meyer, assinaram na última quarta-feira, 1º de agosto, termo de cooperação técnica para a criação do Posto de Atendimento Pré-Processual (Papre) Imobiliário. Esse posto estará vinculado ao Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Belo Horizonte e terá como finalidade realizar sessões de conciliação prévias em ações com demandas imobiliárias. O Papre Imobiliário/Cejusc BH funcionará na avenida Bernardo Monteiro, 1.152, bairro Funcionários. No momento, conciliadores estão sendo capacitados e o Posto atenderá os interessados em breve. A presidente do Sindicato das Empresas Administradoras de Imóveis, Corretoras de Imóveis, Incorporadoras de Imóveis e Urbanizadoras da Região Metropolitana de Belo Horizonte (Secovi) e da Câmara do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI), Cássia Amorim Ximenes Queiroga, também assinou o termo de cooperação técnica. O presidente Nelson Missias de Morais destacou que o Papre terá foco no atendimento pré-processual e vai evitar a judicialização de muitas demandas que podem ser resolvidas por conciliação. “O objetivo é desafogar o Judiciário. Alternativas devem ser buscadas para dar celeridade às demandas apresentadas pelos cidadãos. O Tribunal de Justiça mineiro abre mais uma cruzada em favor da sociedade para solucionar conflitos antes que se tornem uma demanda

processual”, disse. A 3ª vice-presidente, desembargadora Mariangela Meyer, disse que a sociedade está mais consciente na busca de seus direitos e cobra do Judiciário uma resposta ágil. Com o Papre, o TJMG dá mais passo para dar esse retorno célere buscado pela sociedade. A magistrada explicou que o acordo extraprocessual e pré-processual realizado nos Papres, após homologação do juiz coordenador do Cejusc, torna segura e eficaz a solução do conflito. Ressalta-se que é uma opção de acesso à Justiça sem custos e célere, antes do ajuizamento de uma ação judicial, reforçou a 3ª vice-presidente, Mariangela Meyer. Celeridade - Os conflitos envolvendo administradoras, corretoras e incorporadoras de imóveis como condomínio, corretagem e locação poderão ser resolvidos no Papre Imobiliário/ Cejusc BH. A presidente da Secovi, Cássia Queiroga, comentou que a parceria com o TJMG vai propiciar ganhos imediatos para os administradores de imóveis que terão suas desavenças com os clientes resolvidas de forma célere. Os trabalhos serão supervisionados pelo juiz coordenador do Cejusc/BH, Clayton Rosa de Resende. Acompanhou a assinatura do termo de cooperação técnica, a 2ª vice-presidente do TJMG, desembargadora Áurea Brasil, o corregedor-geral de Justiça, desembargador Saldanha da Fonseca, o superintendente administrativo adjunto, desembargador Alberto Diniz Júnior, o juiz auxilar da 3ª Vice-Presidência, José Ricardo dos Santos de Freitas Véras, e o vice-presidente da Secovi, Leonardo Mota, entre outras autoridades. (Com informações do TJMG)


BELO HORIZONTE, SEXTA-FEIRA, 3 DE AGOSTO DE 2018

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DC MAIS dcmais@diariodocomercio.com.br

YOGA E MEDITAÇÃO -

VIVER EM VOZ ALTA

Mestres que passam por nós e marcam nossas vidas

PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES

ALISSON J. SILVA

ROGÉRIO FARIA TAVARES *

Aprovado no vestibular em dezembro de 1988, passei os primeiros seis meses do curso de Direito da UFMG no antigo prédio da Fafich na rua Carangola, no bairro Santo Antônio, em Belo Horizonte, onde fiz o chamado ciclo básico. As disciplinas, se não me falha a memória, eram Introdução ao Estudo do Direito, Sociologia, Filosofia, Lógica e Política. O professor dessa matéria era o francês Michel Marie Le Ven, dono de sofisticado repertório intelectual e de rara erudição. O conteúdo que estudamos sob sua orientação era amplo e profundo, incorporando a obra dos mais importantes filósofos e cientistas políticos do Ocidente e promovendo a reflexão pertinente sobre as relações entre a Política e a vida. Com a iminência da realização das primeiras eleições diretas para presidente desde 1960, vários candidatos visitaram a escola, participando de debates com a comunidade acadêmica. A consciência de viver um momento histórico animava a todos e o clima era de alegria e esperança. Na Fafich também tive a oportunidade de assistir a uma inesquecível palestra da filósofa Sônia Viegas, que me impressionou profundamente, pelo vigor de sua inteligência e pelo brilho de seu pensamento. Sua lembrança me veio muitas vezes à mente ao longo deste ano, quando estive envolvido na viabilização da publicação de sua biografia, o que ocorrerá até o final do ano, no BDMG Cultural. Outro conferencista que me marcou foi o

O Ponto Equilibrio e Maria José Marinho Yogueterapeuta e Reikimaster, estão com inscrições abertas para AULAS DE YOGA E MEDITAÇÃO para as CRIANÇAS E ADOLESCENTES, que envolve técnicas A ‡‡ϐ‹…ƒœ‡•Ǥ embaixador Sérgio Paulo Rouanet, com quem travei relacionamento mais tarde, por conta de seu importante trabalho sobre a correspondência de Machado de Assis, que lançamos aqui na Academia Mineira de Letras. A partir do segundo semestre de 1989, já no prédio da Faculdade de Direito, na Praça Afonso Arinos, passei a conviver mais no meio jurídico e a lidar com grandes professores. Rigoroso, o professor João Baptista Vilela, de Direito Civil, era altamente comprometido com a excelência acadêmica e estimulava os estudantes a melhorar, cada vez mais, sua performance. Também tenho saudades da professora Elza Maria Miranda Afonso, que lecionava com clareza e profundidade, ao mesmo tempo (o que nem sempre é fácil). Paraninfa de nossa turma, a excelente Misabel de Abreu Machado Derzi – depois

Web Summit O Sistema Fiemg, por meio do Centro Internacional de Negócio (CIN), a Sociedade Minera de Software (Fumsoft) e o Sindicato das Indústrias de Informática de Minas Gerais (Sindinfor), lançam em um evento gratuito na próxima quarta-feira (8), na sede da federação, a partir das 9h, a Missão Comercial Web Summit Lisboa 2018. Conhecida como o maior evento do gênero na Europa, a Web Summit é realizada desde 2010 e é responsável pelo encontro de nomes importantes do setor da tecnologia e inovação mundial. Entre os palestrantes estão CEOs de empresas da Fortune 500 e novos nomes do mercado que têm se destacado nos últimos anos. Além da oportunidade de ouvir os maiores nomes do setor, a Web Summit é a chance perfeita para fazer um networking com

procuradora-geral do Estado e hoje uma das tributaristas mais respeitadas do Brasil – igualmente tornou-se exemplo de professora competente e dedicada. Merece uma nota especial o fascinante Artur José de Almeida Diniz, titular da cadeira de Direito Internacional Público. Corajoso, ousado, criativo, relacionava sua disciplina à Filosofia, à Literatura e até à Religião e à Espiritualidade, campos que não tinha medo de incluir em sua reflexão intelectual. Amigo dos alunos, aberto ao contato de igual para igual com as novas gerações, ficará para sempre na minha memória como referência de pensador inquieto, indignado com as injustiças do mundo e com os dramas do sofrimento humano.

A Meditação desenvolve a concentração,

* Jornalista. Da Academia Mineira de Letras

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responsáveis pelas maiores mudanças no mercado da tecnologia mundial. Inscrições: http://bit.ly/weblisboa.

ƒ‹–‡Ž‹‰²…‹ƒǡƒ•‡”‡‹†ƒ†‡‡ƒ“—‹‡–—†‡Ǥ As posturas da Yoga trabalham a respi”ƒ­ ‘ǡ‘†‘À‹‘†‘…‘”’‘ǡ‘”‡Žƒšƒ‡–‘Ǥ • …”‹ƒ­ƒ• Š‘Œ‡ ‡ˆ”‡–ƒ †‡•ƒϐ‹‘• ‘— …‘ϐŽ‹–‘• ‡‘…‹‘ƒ‹•ǡ •‘…‹ƒ‹• ‡ ϐÀ•‹…‘•ǡ ‡ uma prática de Meditação treina as crianças a limpar sua mente e concentrar-se no momento a yoga ajuda a ter mais auto …‘–”‘Ž‡Ǥ Meditação também fornece ferramentas para a compaixão praticando, atenção,

O objetivo da Meditação é x

Acalmar as ondas cerebrais responsáveis por regular a ƒ–‡­ ‘‡ƒ•‡‘­Ù‡•Ǥ

Almoço-palestra O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, será o palestrante do próximo almoço-palestra da Associação de Dirigentes Cristãos de Empresa (ADCE-MG), no dia 20, das 12h às 14h. O evento será na sede da Fiemg (avenida Contorno, 4.520, 1º andar, Funcionários), em Belo Horizonte, e Roscoe abordará o tema “Desafios da Representação Empresarial”. Confirmação de presença deve ser feita pelo e-mail contato@adcemg.org.br ou pelos telefones (31) 3281-0710/98605-8695.

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Desacelerar as áreas do raciocínio e das emoções tornando as crianças mais calmas e gerando efeitos •—”’”‡‡†‡–‡•Ǥ

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Ajudar nos casos de ansiedade, hiperatividade e medos e †‡•ƒϐ‹‘•Ǥ

CULTURA Calor na Bacurinha Teatro - O espetáculo “Calor na Bacurinha”, do Coletivo Bacurinhas, faz um levante de diversas vozes e modos de ser mulher que re-existem diante da cultura patriarcal. Leva ao palco uma manifestação de liberdade em que, com os corpos nus, parodiam a própria nudez e celebram o direito ao corpo livre. A peça rompe o pudor e o tabu relacionados à nudez com estética hibridizada de teatro e performance em que o corpo é o protagonista. Quando: Até domingo (5), às 20h Quanto: R$ 30 (Inteira) e R$ 15

(Meia) Onde: Teatro Francisco Nunes (Avenida Afonso Pena, s/n, Parque Municipal, Centro, Belo Horizonte)

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Vivências com exercícios respiratórios

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Técnicas de relaxamento

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Técnicas de meditação – meditação passo a passo

Concertos Comentados Sinfônica Sob regência de Sérgio Gomes, a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais interpreta O Guia BIA LILE / DIVULGAÇÃO da Orquestra para os Jovens (1946), do compositor britânico Benjamin Britten, obra que ganhou popularidade por seu caráter lúdico, com temas destacando a ação de cada naipe orquestral. O repertório será executado na série Concertos

Vamos trabalhar com:

PAULO LACERDA / FCS / DIVULGAÇÃO

Horários: 9 às 10:00 e à tarde de 16h às 17:00 Comentados, que aproxima o público jovem da música sinfônica. Quando: Segunda (6) e terça-feira (7), às 9h30 Quanto: Entrada Gratuita Onde: Grande Teatro do Palácio das Artes (Avenida Afonso Pena, 1.537, Centro, Belo Horizonte) www.facebook.com/DiariodoComercio www.twitter.com/diario_comercio dcmais@diariodocomercio.com.br Telefone: (31) 3469-2067

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Para maiores informações, entre em contato conosco. (31) 3223-8340 / 3225-4222 ou 99145-7178 mjm@pontoequilibrio.com.br. Avenida do Contorno, 4.614 10º andar - Funcionários - BH - MG

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