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diariodocomercio.com.br JOSÉ COSTA FUNDADOR

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DESDE 1932 - EDIÇÃO 23.655 - R$ 2,50

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BELO HORIZONTE, SÁBADO, 14, A SEGUNDA-FEIRA, 16 DE JULHO DE 2018

Setor de serviços em Minas Gerais recuou 5% em maio Greve nacional dos caminhoneiros foi apontada como principal causa Influenciado diretamente pela paralisação nacional dos caminhoneiros, o setor de serviços em Minas Gerais apresentou queda de 5% em maio frente a abril deste ano na série com ajuste sazonal. Na comparação com o mesmo mês de 2017 também foi registrado recuo no volume de serviços no Estado, com queda de 6,7%. Os onze dias de greve interromperam o fluxo de mercadorias em diversas rodovias do País e provocaram importante queda de receita de várias empresas. A indústria foi a mais prejudicada, uma vez que a paralisação impossibilitou a demanda por serviços tanto por parte da indústria quanto das famílias, conforme explicou a economista do IBGE, Cláudia Pinelli. As expectativas para os próximos meses não são de uma taxa positiva imediatamente, devido às incertezas no cenário, principalmente com a proximidade das eleições. Pág. 3

ALISSON J. SILVA

A procura por uma alimentação menos nociva à saúde, motivada pelas mudanças no consciente coletivo em relação à forma de se relacionar com o próprio corpo, tem impulsionado a criação de novos negócios. É o caso da Liv Up, startup de alimentação saudável que nasceu em 2016 e já projeta faturar R$ 30 milhões este ano. Pág. 13

TJMG suspende operação financeira do governo de MG

Todos os setores apresentaram queda no volume de serviços em Minas, com destaque para o segmento de transportes

OPINIÃO

Depois de o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCEMG) adiar a decisão sobre a proibição de operação financeira pretendida pelo governo de Minas de lançar R$ 2 bilhões em debêntures da empresa Minas Gerais Participações (MGI) no mercado, agora foi a vez do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) suspender a operação. Pág. 7

EDITORIAL

Dentre os mais variados tipos de corrupção, um é tema recorrente nos noticiários: a lavagem de dinheiro. Mas, o que realmente significa esta expressão? Trata-se do procedimento usado para disfarçar a origem de recursos ilegais. É quando alguém ganha dinheiro de forma ilícita e não pode sair por aí gastando o que “conquistou”. Mas, engana-se quem acha

que a lavagem de dinheiro está restrita apenas aos governos. Infelizmente, ela também está presente dentro das empresas. Neste contexto, para ajudar a combater tal problema, o Brasil aprovou, em março de 1998, a Lei nº 9613, que dispôs sobre os crimes de lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores. (Juliana Ribeiro Soares), pág. 2

A presidente do STJ, Laurita Vaz, foi precisa e definitiva em sua afirmação, qualificando - ou desqualificando - dessa forma a manobra que, no domingo passado, tentou beneficiar o ex-presidente Lula, porém fazendo-o à custa de valores que são intocáveis, porque pressuposto, antes mesmo da democracia, da vida em sociedade. De fato, uma aberração

jurídica que absolutamente não deve ser confundida com o exercício legítimo de direitos, cujas reações seriam evidência da falência do Judiciário. Não por este caso certamente, em que o mínimo que se pode dizer é que houve abuso, e de uma forma constrangedoramente simplista para os envolvidos. “Andando em círculos”, pág. 2 EMIL JUNIOR / DIVULGAÇÃO

Exportações do agro encerraram o 1º semestre com queda de 5,9% As negociações de produtos agrícolas e pecuários movimentaram US$ 3,72 bilhões, ante os US$ 3,95 bilhões obtidos de janeiro a junho de 2017. Entre

Alimentação saudável gera negócios promissores

os fatores que justificam o menor faturamento está a retração observada na cotação da tonelada dos produtos agropecuários e a queda verificada no de-

sempenho de importantes produtos, como o café e o grupo das carnes, por exemplo. O café apresentou retração de 18,7% no faturamento. Pág. 14 DIVULGAÇÃO

Só o Festeja Belo Horizonte 2017 reuniu cerca de 60 mil pessoas no Mineirão

Apesar da crise, o mercado de eventos na Capital está aquecido O complexo soja encerrou o semestre de 2018 com expansão nos embarques Dólar - dia 13

Euro - dia 13

Comercial

Compra: R$

Compra: R$ 3,8487 Venda: R$ 3,8497

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Venda: R$ 4,5212

Ouro - dia 13

Compra: R$ 3,8130 Venda: R$ 3,9900

NovaYork(onça-troy):

Ptax (BC)

BM&F (g):

BOVESPA

TR (dia 16): ............................. 0,0000%

Turismo Compra: R$ 3,8739 Venda: R$ 3,8745

Belo Horizonte continua efervescendo em eventos por todos os lados, resultado da criatividade e persistência dos produtores que, mesmo em tempos de

Poupança (dia 16): ............ 0,3715% IPCA-IBGE (Junho):............ 1,26%

US$1.241,20

IPCA-Ipead(Junho):............ 1,71%

R$ 153,00

IGP-M (Junho): ......................... 1,87%

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crise, se reinventam para continuar oferecendo festas, shows e opções de lazer à população. A Nenety Eventos, por exemplo, viu o seu faturamento chegar

a R$ 10 milhões no ano passado somente com as vendas on-line. Mas para manter o ritmo dos negócios a empresa precisou se reinventar. Pág. 11


BELO HORIZONTE, SÁBADO, 14, A SEGUNDA-FEIRA, 16 DE JULHO DE 2018

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OPINIÃO Prevenção à lavagem de dinheiro JULIANA RIBEIRO SOARES * Nos últimos anos, o brasileiro passou a conviver diariamente com notícias sobre a corrupção nos mais diversos níveis dentro e fora de todas as esferas dos governos federal, estaduais e municipais. O que deveria ser algo extremamente isolado virou uma prática corriqueira e até usual para muita gente que deveria ser modelo de lisura e de caráter ilibado. Dentre os mais variados tipos de corrupção, um é tema recorrente nos noticiários: a lavagem de dinheiro. Mas, o que realmente significa esta expressão? Trata-se do procedimento usado para disfarçar a origem de recursos ilegais. É quando alguém ganha dinheiro de forma ilícita e não pode sair por aí gastando o que “conquistou”. E, para tentar esconder os indícios de que fez algo errado, arma estratégias para afastar toda e qualquer suspeita dos órgãos competentes pelas investigações. O termo surgiu nos Estados Unidos para mascarar um tipo de falsificação de dólares. Os fraudadores colocavam as notas em uma máquina de lavar para que elas ficassem com uma aparência bastante usada. Mas, com o passar dos anos, o método mudou (e muito). A integração do sistema financeiro mundial tem permitido que os recursos passem de uma conta bancária para outra, de um país para o outro, tudo em questão de segundos. Assim, o “dinheiro sujo” acaba sendo incorporado à economia. Segundo estimativas do Fundo Monetário In-

ternacional (FMI), de 2,5% a 5% do Produto Interno Bruto (PIB) de cada país no mundo têm origem ilícita. Em termos de Brasil, apenas para citar um exemplo, esse percentual equivaleria de R$ 165 bilhões a R$ 330 bilhões (PIB do Brasil em 2017 = R$ 6,6 trilhões). Mas, engana-se quem acha que a lavagem de dinheiro está restrita apenas aos governos. Infelizmente, ela também está presente dentro das empresas. Neste contexto, para ajudar a combater tal problema, o Brasil aprovou, em março de 1998, a Lei nº 9613, que dispôs sobre os crimes de lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores; a prevenção da utilização do sistema financeiro para os ilícitos previstos nesta lei; criou o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e deu outras providências ao tema. Esta lei atribuiu às pessoas físicas e jurídicas, de diversos setores econômico-financeiros, uma maior responsabilidade na identificação de quem pode ter dinheiro ilícito, com a manutenção de registros de todas as movimentações e com a comunicação de operações suspeitas. Foi uma forma de dar continuidade a compromissos internacionais assumidos a partir da assinatura da Convenção de Viena, de 1988. Em relação ao Coaf, para quem não sabe, é o órgão responsável por receber, examinar e identificar as ocorrências suspeitas de atividades ilícitas e também por comunicar às autoridades competentes para a instauração dos procedimentos cabíveis. Além disso,

coordena e propõe mecanismos de cooperação e de troca de informações que possam ajudar a viabilizar o combate à ocultação ou dissimulação de bens, direitos e valores; disciplina e aplica penas administrativas; e assessora os setores econômicos para os quais não haja instituição reguladora ou fiscalizador próprio. E para ajudar a combater esta prática desonesta, tem sido cada vez maior o número de empresas nacionais que começaram a implantar, em sua rotina de compliance, o processo de Prevenção à Lavagem de Dinheiro (PLD), um programa para impedir que isto ocorra dentro do ambiente corporativo. No entanto, para que a PLD seja de fato efetiva, é preciso que todos os colaboradores tenham conhecimento sobre o que é o programa, e como ele funciona dentro da organização, para estarem envolvidos na inibição a este tipo de crime. É preciso criar uma cultura de buscar informações e verificar, sempre, empresas e pessoas relacionadas ao negócio, e, sobretudo, analisar a fundo o universo o qual está inserido. Por isso, é indiscutível a importância de implementar – e conscientizar-se sobre – o programa de Prevenção à Lavagem de Dinheiro. Afinal, só assim será possível ter base e, principalmente, plena ciência dos fatos para tomar decisões assertivas para combater os delitos desta natureza. * Gerente de Compliance do pag!

Estultícias machistas milenares CESAR VANUCCI * “Tirante a mulher, o resto é paisagem.” (Dante Milano, poeta) As estultices milenares, muitas retiradas de textos sagrados, enfeixadas no comentário passado, alusivas às distorcidas avaliações ao longo dos tempos, em diferentes culturas, do papel da mulher na caminhada humana fizeram chover manifestações. Era de se esperar. De perplexidade, parte delas. Caso do Pedro de Paula: “Quanta babaquice amontoada, santo Deus! Como levar a sério o que esses caras famosos pregavam pra gente?” De incredulidade, noutros casos. Andréa Cecconie, por exemplo, avisa que vai conferir a veracidade do que foi anotado na conta de afirmações pertencentes a pensadores eminentes, tipo Paulo de Tarso, Maomé, Lutero. “Não é possível que esse pessoal todo junto tivesse da mulher conceito tão ridículo e humilhante”, repica, em sua vez de falar, Thelma Garcia. “E o tal “tratado de conduta moral e costumes da França”, adotado no século XIV, que delegou aos machos o direito de exemplar com sopapos e pontapés as mulheres que ousassem repreendê-los em público, coisa mais maluca!” reage, a seu turno, Hirand Ferreira. O próprio leitor faz menção a um dito atribuído a Nietzsche, em que tanto a mulher quanto o homem são alvejados em cheio na avaliação pessimista que o filósofo alemão tinha da condição humana: “A mulher foi o segundo erro de Deus!” Mas, a exemplo do que ocorre noutras reações suscitadas pelas revelações estampadas no artigo, toma ainda o cuidado de juntar, para apreciação dos frequentadores deste espaço de ideias e quimeras, outras frases mais, também de celebridades, que servem, de certo modo, para contrabalançar o amontoado de asnices (acerca da mulher) pratrazmente registrado. Uma dessas novas frases: “O palpite de uma mulher é muito mais preciso que a certeza de um homem”, de ninguém nada mais, nada menos que Rudyard Kipling, o poeta do célebre “Se”. Um intelectual iluminado que, ao traçar o perfil ideal do ser humano, bolou esse primor de verso: “Se podes conservar a fé, quando à tua

volta, atribuindo-te a culpa, os outros a perderam. Se, confiando em ti mesmo, aceitas sem revolta que duvidem de ti os que não te entenderam (...), és um homem!” Patrícia Alvim é outra que confessa não haver gostado nadica de nada das “sandices lidas”. Contrapõe às chauvinistas afirmações meigos registros brotados em instantes mais inspirados da inteligência. Aqui estão: “Tirante a mulher, o resto é paisagem”, do poeta Dante Milano (1899), “Pois a mulher é a grande educadora do homem”, de Anatole France. “Mulher bela é uma graça: espanta melancolias, consola mágoas de amor”, trecho também milenar extraído do “Livro dos Cantares”, conhecido no século VI a.C. Encurtando razões: tenho em mãos, também, mais esta manifestação de leitor não identificado rebatendo o besteirol machista coligido. O sugestivo texto a seguir apresentado, intitulado “Alma de Mulher”, é de autor não revelado. “Nada mais edificante do que ser mulher... / Mulher terna e meiga que pensa com o coração, / age pela emoção e vence pelo amor. / Que vive milhões de emoções num só dia / e transmite cada uma delas, num único olhar. / Que cobra de si em total desprendimento, a perfeição / e vive, com espírito misericordioso, arrumando desculpas / para os erros daqueles a quem ama. / Que hospeda no ventre outras almas, / dá a luz e depois fica embevecida, / diante da beleza dos filhos que gerou. / Que dá as asas, ensina a voar / mas não quer ver partir os pássaros, / mesmo sabendo que eles não mais lhe pertencem. / Que se enfeita toda e perfuma o leito, / ainda que seu amor / nem mais perceba, às vezes, tais enternecedores detalhes. / Que como uma feiticeira / transforma em luz e sorriso / as dores que sente na alma, / só pra ninguém notar. / E ainda tem que ser forte, / pra dar os ombros / para quem neles precise chorar. / Feliz do homem que por um dia / sabe entender a Alma da Mulher!” * Jornalista (cantonius1 @yahoo.com.br)

Proteção de dados na América Latina PEDRO PAIXÃO * Com a transformação digital, as empresas estão adotando soluções na nuvem, Internet das Coisas (IoT), big data e outras iniciativas digitais, reinventando e automatizando tudo para proteger informações críticas, desde a tomada de decisões até o atendimento ao cliente. Os consumidores estão preocupados com as implicações do roubo de informações financeiras e pessoais, as organizações que já foram vítimas desses ataques pensam nos efeitos de curto prazo e longo prazo em seus negócios, e as outras organizações ficam imaginando se serão as próximas vítimas. A União Europeia (UE) aprovou o Regulamento Geral de Proteção de dados (GDPR - General Data Protection Regulation) no dia 24 de maio de 2018, que sem dúvida terá impacto em toda a América Latina. Este regulamento, destinado a proporcionar aos consumidores maior controle sobre seus dados pessoais coletados digitalmente, aplica-se não apenas às organizações de estados-membros da União Europeia, mas também às empresas que fazem negócios com a Europa ou coletam dados de cidadãos europeus. Na esteira dessa reforma, espera-se que as medidas de proteção de dados sejam fortalecidas em toda a América Latina, onde muitos países já tomaram medidas para melhorar ou impor essas regulamentações. No Brasil, somente esta semana o plenário do Senado aprovou o PLC 53/2018, texto que regulamenta o tratamento de dados pessoais no País, tanto pelo poder público quanto pela iniciativa privada, falta apenas a sanção presidencial para finalmente alinhar o contexto de Transformação Digital e entrar para a lista dos países que já regulamentaram os ativos mais valiosos da Sociedade da Informação. A Argentina, que tem leis de proteção de dados pessoais em vigor desde 1994, está à frente dos países da

região. Segundo a Comissão Europeia, a Argentina e o Uruguai são os dois únicos países da América Latina com níveis adequados de proteção de dados pessoais; porém, com a GDPR, até mesmo seus regulamentos atuais podem estar sujeitos a mudanças. A legislação atual da Argentina protege os dados pessoais armazenados em todas as plataformas de processamento públicas ou privadas. Além disso, os cidadãos têm acesso às suas informações em bancos de dados públicos. O México é o próximo da lista, tendo aprovado em 2010 a Lei Federal Mexicana de Proteção de Dados Pessoais em Poder de Particulares, ou mais conhecida como Lei Federal de Proteção de Dados. A preocupação do país com a proteção de dados também levou à criação do Instituto Nacional de Transparência, Acesso à Informação e Proteção de Dados Pessoais (Inai), uma entidade autônoma que protege dados pessoais manipulados por indivíduos e pelo governo federal e promove os direitos de privacidade das pessoas. Na Colômbia, a Autoridade Colombiana de Proteção de Dados utiliza um regulamento que exige que todos os bancos de dados sejam registrados no Registro Nacional de Bancos de Dados. A atual legislação colombiana inclui a proteção dos direitos dos usuários, a criação de obrigações para quem coleta e gerencia dados, a regulamentação da proteção de dados pessoais financeiros e de crédito e o controle do Registro Nacional de Bancos de Dados. O Chile anunciou que planeja atualizar suas leis de Proteção de Dados Pessoais, criadas em 1999, para atender aos padrões da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O país está usando os regulamentos europeus além da GDPR como modelos para a criação da Agência de Proteção de Dados Pessoais do Chile.

Diário do Comércio Empresa Jornalística Ltda Av. Américo Vespúcio, 1.660 CEP 31.230-250 - Caixa Postal: 456 Redação - Núcleo Gestor Eric Gonçalves - Editor-Geral Luciana Montes - Editora-Executiva Editores Alexandre Horácio Clério Fernandes Luisana Gontijo

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O Peru criou sua legislação de proteção de dados em 2011, que concede autoridade e acesso transparente às informações públicas, fortalecendo a proteção de dados pessoais. A estrutura de proteção de dados pessoais do Peru tem como foco proteger os direitos dos sujeitos e garantir o cumprimento das obrigações das empresas de processamento de dados. Atualmente, a Costa Rica tem a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, que garante a todas as pessoas seus direitos fundamentais, como autodeterminação, defesa de liberdades e igualdade, em relação a qualquer processamento de dados relacionados a elas ou a seus ativos. Nos últimos anos, o Panamá tomou medidas legislativas significativas para regulamentar a proteção de dados eletrônicos e o comércio eletrônico. A Autoridade Nacional do Panamá de Transparência e Acesso às Informações publicou a Lei de Proteção de Dados Pessoais em setembro de 2016. Porém, conforme indicou o caso dos documentos confidenciais do Panamá que foram revelados em 2016 (Panama Papers), ainda há muito trabalho a ser feito. Com os dados se tornando um dos ativos mais valiosos do mundo atual e com riscos de cibersegurança cada vez maiores, a proteção de dados continua exigindo a nossa atenção. Com a atividade cibercriminosa aumentando em escala global, envolvendo alto custo e problemas de reputação da vítima de violação de dados, a proteção de dados se tornou rapidamente uma necessidade. A escala e a frequência das violações de informações que ocorrem atualmente são alarmantes. Mais do que nunca, a cibersegurança não pode ser postergada.

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Andando em círculos “Reafirmo a absoluta incompetência do juízo plantonista para deliberar sobre questão já decidida por este Superior Tribunal de Justiça e pelo Supremo Tribunal Federal, afastando a alegada nulidade arguida.” A presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Laurita Vaz, foi precisa e definitiva em sua afirmação, qualificando - ou desqualificando - dessa forma a manobra que, no domingo passado, tentou beneficiar o ex-presidente Lula, porém fazendo-o à custa de valores que são intocáveis, porque pressuposto, antes mesmo da democracia, da vida em sociedade. De fato, uma aberração jurídica que absolutamente não deve ser confundida com o exercício legítimo de direitos, cujas reações seriam evidência da falência do Judiciário. Não por este caso certamente, em que o mínimo que se pode dizer é que houve abuso, e de uma forma constrangedoramente simplista para os envolvidos. E não De fato, uma entendemos, aberração jurídica que mesmo diante da gravidade da absolutamente não cena, que este deve ser confundida tenha sido o pior aspecto dos com o exercício acontecimentos que estão legítimo de direitos, completando uma cujas reações seriam semana. Salta à vista o despreparo evidência da falência e, com ele, o abuso que antes do Judiciário de mais nada resume a total falta de apreço por tudo aquilo que se possa considerar como legítimo interesse público. Quem demandou o habeas corpus em favor do ex-presidente Lula sabia muito bem o que estava fazendo, teve senso de oportunidade, mas não mediu consequências. Talvez, e enganosamente, talvez até pensaram que poderiam ter sucesso, com certeza sabiam que produziriam tumulto, mas sem se dar conta de que com consequências indesejáveis para o País. E nesse sentido, triste constatar, os políticos, ou a maioria deles, se confundem e se igualam. No caso eram petistas, mas bem poderiam ser representantes de outras agremiações, de outros grupos, à esquerda ou à direita. Todos igualmente focados em si mesmos, em seus projetos e seus interesses, sem qualquer mínima reflexão sobre seu papel e suas responsabilidades. E gente que ainda tem o atrevimento de dizer que interpreta e representa o interesse público, sem se dar conta que o País está afundando. Gente que acusa, de um ou outro lado, mas parece encontrar no problema uma espécie de boia e na solução uma ameaça. Tudo, em síntese, uma grande farsa em que vão se repetindo problemas crônicos e ajudam a explicar porque, na perspectiva da política tal como ela se apresenta, os horizontes, para os brasileiros, parecem tão estreitos. Dessa triste realidade o que não nos tem faltado são exemplos

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BELO HORIZONTE, SÁBADO, 14, A SEGUNDA-FEIRA, 16 DE JULHO DE 2018

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ECONOMIA SERVIÇOS

Atividade encolhe 6,7% em maio em Minas Gerais Recuo foi apurado na comparação com igual período de 2017 DIVULGAÇÃO

ANA CAROLINA DIAS

Influenciado diretamente pela paralisação nacional dos caminhoneiros, o setor de serviços em Minas Gerais apresentou queda de 5% em maio frente a abril deste ano na série com ajuste sazonal. Na comparação com o mesmo mês de 2017 também foi registrado recuo no volume de serviços no Estado, com queda de 6,7%. Os dados foram divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os onze dias de greve interromperam o fluxo de mercadorias em diversas rodovias do País e provocaram importante queda de receita de várias empresas do setor de serviços. O setor da indústria foi o mais prejudicado, uma vez que a paralisação impossibilitou a demanda por serviços tanto por parte da indústria quanto das famílias, como explicou a economista do IBGE, Cláudia Pinelli. “A variação em relação ao mês anterior estava apresentando crescimentos consecutivos e a queda acentuada em maio está diretamente relacionada à greve, que também causou uma variação negativa na comparação com o ano passado. O comércio absorveu um pouco menos essa queda porque a população foi às lojas e su-

Greve dos caminhoneiros interrompeu fluxo de mercadorias e afetou os serviços de transporte

permercados e consumiu os estoques disponíveis. Porém, os serviços não conseguiram atender a demanda imediata”, afirmou. Todos os setores apresentaram queda no volume de serviços durante o período em Minas, com destaque para o segmento de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, que teve uma variação negativa de -7,5% na comparação com igual mês do ano anterior. “O segmento de transporte estava com um ótimo desempenho no Estado e ainda está com variação acumulada positiva de 3,4%

no ano. Especificamente por causa da greve, aconteceu essa queda acentuada. Os demais setores acompanham a queda porque, no momento em que o serviço foi demandado, não houve retorno desses serviços”, esclareceu Pinelli. O cenário nacional também apresentou queda nas duas bases comparativas. O retrocesso de 3,8% no índice de volume de serviços na comparação com o mês anterior foi o mais acentuado desde o início da série histórica, em janeiro de 2011. O resultado sem ajuste sazonal, na comparação com igual mês

de 2017, também registrou variação negativa de -3,8%. Expectativas - Na avaliação de Pinelli, as expectativas para os próximos meses não são de uma taxa positiva imediatamente, devido às incertezas no cenário, principalmente com a proximidade das eleições. A economista aposta em um alívio para o setor, com recuperação gradual. “Provavelmente o indicador vai apresentar uma melhora justamente pelo fim da greve, mas não vai ser imediato. O patamar da demanda aos poucos volta para o normal”, disse.

Brasil registra maior retração em sete anos Rio de Janeiro e São Paulo - O volume de serviços do Brasil registrou em maio a maior queda em sete anos, afetada pela forte contração na atividade de transportes causada pela greve dos caminhoneiros. O volume de serviços recuou 3,8% em maio na comparação com abril, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira. Esse foi o pior resultado da série iniciada em janeiro de 2011. Na comparação com o mesmo período de 2017, o volume de serviços também encolheu 3,8% em maio, leitura mais fraca desde a perda de 5,7% vista em abril de 2017. As perdas foram generalizadas entre os setores, mas lideradas pelos danos provocados pela greve dos caminhoneiros no final de maio. O transporte terrestre despencou 15% no mês, recuo mais intenso na série histórica, o que levou a perdas de 9,5% na atividade de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, também a mais forte já registrada. “O cerne dessa queda generalizada foi a greve dos caminhoneiros que afeta transporte, pedágio, estocagem de produtos, deslocamento de pessoas e funcionários”, afirmou o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo. “Marginalmente, restaurantes, comércio e indústria foram afetados pela greve. A greve tem efeitos primário, secundário e marginais”, acrescentou ele. O movimento dos caminhoneiros no final de maio abalou ainda mais a confiança de consumidores e empresários no País ao prejudicar o abastecimento de combustíveis e alimentos, entre outros insumos, abalando a atividade econômica. Com a cautela já em alta diante das incertezas políticas antes da eleição presidencial de outubro, as expectativas de analistas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano vêm recuando sistematicamente, agora em torno de 1,50% depois de terem chegado a 3% há poucos meses. Em junho, a confiança do consumidor apurada pela Fundação Getulio Vargas (FGV) atingiu o menor nível em 10 meses, enquanto a de serviços chegou ao nível mais fraco em nove meses. “Temos que ver se o efeito da greve permanecerá, seja pelo impacto da própria greve, seja pela formação de expectativas dos empresários, que podem estar segurando investimentos por conta dos cenários político e eleitoral”, afirmou Lobo. (Reuters)

VAREJO RAFAEL NEDDERMEYER/FOTOS PÚBLICAS/DIVULGAÇÃO

Confiança do consumidor tem queda de 6,1%, afetada pela crise dos transportes São Paulo - O Indicador de Confiança do Consumidor recuou 6,1% em junho na comparação com maio. Com esse recuo, o indicador retrocedeu para 38,8 pontos, o que representa o mais baixo patamar desde janeiro de 2017, início da série histórica. Os dados foram apurados pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Pela metodologia, o indicador varia de zero a 100, sendo que resultados acima de 50 pontos demonstram o predomínio de otimismo, ao passo que abaixo de 50, o que prevalece é a visão pessimista. Na avaliação do presidente da CNDL, José Cesar da Costa, mesmo com o fim da recessão, a confiança do consumidor encontra dificuldades para atingir resultados consistentes, tendo em vista o tímido crescimento da economia, que ainda não se recuperou das perdas acumuladas ao longo da crise e nem se reflete em melhora efetiva nos dados de emprego e renda. Em junho, o quadro foi agravado pela paralisação dos caminhoneiros ocorrida ao final de maio. “Ao chamar a atenção para a questão dos preços dos combustíveis, para a alta carga tributária e para a deficiência da matriz de transportes, o protesto reforçou a Indicador de Confiança do Consumidor a percepção negativa sobre a situação

econômica, trazendo de volta a memória da crise. Esses são fatores relevantes que impactaram a queda da confiança”, explica o presidente. O Indicador de Confiança é composto pelo Indicador de Cenário Atual, que caiu de 30,8 pontos para 28,9 pontos em um mês e pelo Indicador de Expectativas, que retrocedeu ao passar de 51,8 pontos em maio para 48,6 pontos em junho.

al situação financeira como ruim ou péssima. Outros 45% consideram regular e um percentual menor, de 8%, consideram o momento bom. Dentre os entrevistados que trabalham, 29% consideram média ou alta a probabilidade de serem demitidos. Para 25%, o risco é baixo e 46% não temem ser dispensados pelos seus patrões. A pesquisa ainda mostra que o alto custo de vida supera o endividamento como o fator que mais pesa no orçamento das famílias: 45% e 21%, respectivamente. Questionados sobre o comportamento dos preços, 95% notaram aumento nos postos de combustíveis em relação a maio, ante 82% da sondagem anterior. Na avaliação da economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, a expectativa é de que neste semestre a atividade econômica não reaja na intensidade necessária para melhorar os dados de emprego e de renda da população. “As projeções apontam para uma desaceleração no ritmo da retomada, que já era lento e ainda foi prejudicada pela paralisação dos caminhoneiros. Temas importantes como a agenda fiscal e as reformas estruturais foram perdendo força nos últimos meses e isso impacta as expectativas de forma negativa”, explica Marcela Kawauti.

Momento econômico - De acordo com o levantamento, em cada dez brasileiros, oito (79%) avaliam negativamente as condições atuais da economia brasileira. Para 18%, o desempenho é regular, e para apenas 1% o cenário é positivo. Entre aqueles que avaliam o clima econômico como ruim, a principal explicação é o desemprego elevado, citado por 67% dos entrevistados. Mesmo com a inflação sob controle, os preços considerados altos foram citados por 62% dos consumidores, assim como os juros, mencionados por 48%. Há ainda 30% de entrevistados que atribuem o momento ruim a desvalorização do real frente ao dólar. Já quando se trata de responder sobre a própria vida financeira, o número de consumidores insatisfeitos é menor do que quando se avalia a economia do Brasil como um todo, mas ainda assim é elevado. De acordo com a sondagem, 45% dos brasileiros consideram a atu- Eleições – Para Marcela,

Sem melhoras de níveis de emprego e renda, consumidor enfrenta a alta nos preços dos combustíveis

há ainda um componente imprevisível para os consumidores, que são as eleições de outubro. “As eleições têm impactado no sentido de que o consumidor não consegue ter uma previsi-

bilidade, ainda temos uma economia que está crescendo muito menos do que se imaginava, a expectativa do Produto Interno Bruto (PIB) era de mais de 2% e agora está mais perto de

1%. Ainda tem o fato de os empresários segurarem os investimentos também por conta dessa imprevisibilidade, o mercado de trabalho demora mais a se recuperar”, analisa. (ABr)

Brasileiros estão pessimistas com a economia São Paulo - A sondagem feita pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) procurou saber o que os brasileiros esperam do futuro da economia do Brasil, e descobriu que a maioria, 53%, está declaradamente pessimista. Quando essa avaliação se restringe à vida financeira, no entanto, o volume de pessimistas cai para 19%. Os otimistas com a economia são apenas 11% da amostra, ao passo que para a vida financeira, o percentual sobe para 53% dos entrevistados. Para justificar a percepção

predominantemente negativa com os próximos seis meses da economia, 65% citam problemas políticos e escândalos de corrupção, ao passo que 41% atribuem esse sentimento ao desemprego que segue alto no País. Já entre os pessimistas com a própria vida financeira, 69% demonstram incômodo com a elevação dos preços e 40% acham que a economia fraca impacta na sua vida particular. Em sentido contrário, tanto os otimistas com a economia, quanto com a própria vida financeira, não sabem explicar ao certo a razão desse sentimento positivo, já que 57% e 35%, respec-

tivamente, não souberam apontar razões específicas e apenas acreditam que coisas boas devem acontecer nos próximos seis meses. A pesquisa abrangeu 12 capitais das cinco regiões brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Salvador, Fortaleza, Brasília, Goiânia, Manaus e Belém. Juntas, essas cidades somam aproximadamente 80% da população residente nas capitais. A amostra, de 801 casos, foi composta por pessoas com idade superior ou igual a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais. (ABr)


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ECONOMIA PATRICK GROSNER / DIVULGAÇÃO

INFRAESTRUTURA

CNI considera positiva MP que atualiza marco legal do saneamento básico no País

Cfem arrecadada a partir da produção estadual de minério de ferro somou R$ 497,1 milhões de janeiro a junho

MINERAÇÃO

Arrecadação da Cfem em Minas tem aumento de 44% Os R$ 405,4 mi do 1º semestre de 2017 subiram para R$ 584 mi LEONARDO FRANCIA

A arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem) em Minas Gerais somou R$ 584 milhões no primeiro semestre deste ano, com um salto de 44% frente aos R$ 405,4 milhões arrecadados com os royalties da mineração nos mesmos meses de 2017. Os dados foram divulgados pela Agência nacional de Mineração (ANM). A arrecadação da Cfem no Estado representou 43,8% do montante recolhido com a contribuição em todo o País no acumulado deste ano até junho, que chegou à casa do R$ 1,332 bilhão, conforme as informações da ANM. Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH),

foi a cidade que recolheu o maior montante em Cfem no primeiro trimestre, com o recolhimento de R$ 74,1 milhões. Na comparação com a arrecadação do royalty no mesmo período de 2017 (R$ 57,6 milhões), houve aumento de 28,6%. Congonhas, no Campo das Vertentes, vem logo em seguida. O município recolheu R$ 67,9 milhões com a Cfem nos seis primeiros meses deste ano, 75,4% mais que os R$ 38,7 milhões recolhidos com os royalties da mineração em igual período de 2017, com base nas informações da ANM. Itabirito - Depois, Itabirito, na região Central, arrecadou R$ 52,9 milhões com a Cfem na primeira metade deste ano. Na comparação

com os R$ 30,2 milhões recolhidos em igual intervalo do ano passado, foi registrada uma alta de 75,1%. Somente a Cfem arrecadada a partir da produção estadual de minério de ferro somou R$ 497,1 milhões no acumulado do ano até junho, 43,2% de aumento frente os R$ 347,1 milhões recolhidos em iguais meses de 2017. Os royalties recolhidos com o insumo siderúrgico representaram 85,1% do total arrecadado com a compensação para o intervalo. Com o ouro, outra importante commodity de exportação do Estado, o recolhimento da Cfem durante os seis primeiros meses de 2018 totalizou R$ 35,8 milhões, um salto de 82,6% em relação ao valor recolhido no mesmo intervalo de 2017, quando o montante foi de R$ 19,6 milhões.

GASOLINA

Preços podem cair 1,75% nas refinarias São Paulo - A Petrobras reduzirá em 1,75% os preços da gasolina nas refinarias a partir de sábado (14), colocando o valor do combustível novamente abaixo de R$ 2 e também inferior ao do diesel, de acordo com comunicado no site da estatal na sexta-feira (13). Com o reajuste, que faz parte de uma política de formação de preços em vigor há pouco mais de um ano, a gasolina da Petrobras passará a ser comercializada a R$ 1,9970 por litro nas refinarias - a última vez que seu preço esteve abaixo de R$

2 foi em 4 de julho. A redução se segue a uma baixa nos últimos dias nas referências internacionais do petróleo, um dos parâmetros utilizados pela companhia em sua sistemática de reajustes diários. Com o corte, o preço da gasolina também volta a ficar abaixo dos R$ 2,0316 por litro do diesel, que estão “congelados” desde o início de junho graças a uma subvenção econômica oferecida pelo governo justamente para evitar oscilações maiores.

Caminhoneiros - Tal subvenção foi criada após os protestos dos caminhoneiros, em maio, que reclamavam da forte alta nas cotações do diesel, o combustível mais consumido no País. A Petrobras reitera há meses que não tem poder de formação de preços dos combustíveis, os quais oscilam ao sabor das condições de mercado. Além disso, destaca, inclusive em propagandas comerciais, que sua cotação responde por cerca de um terço do valor final nos postos. (Reuters) MARCELO CAMARGO / AGÊNCIA BRASIL

De acordo com a Petrobras, preços da gasolina nas refinarias ficarão abaixo dos do diesel, inferiores a R$ 2 o litro

Brasília - A Medida Provisória 844, que atualiza o marco legal para o saneamento básico no Brasil, aprimora as normas para a expansão da participação privada na área de maior déficit de atendimento da infraestrutura brasileira, avalia a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em nota divulgada na sexta-feira (13), a entidade avalia a MP como positiva e acredita que o texto apresentado pelo governo propiciará o aumento dos investimentos no setor, que hoje são insuficientes. Estudo recente da CNI aponta que o País precisa ampliar em 62% os investimentos em saneamento, para universalizar o serviço nos próximos 15 anos. Isso demandaria um salto dos aportes financeiros na área da média atual de R$ 13,6 bilhões anuais para R$ 21,6 bilhões. “O setor industrial tem a convicção de que a MP respeita o preceito constitucional de que a água é um direito de todos e que colaborará para que a população brasileira tenha amplo acesso às redes de coleta e tratamento de esgoto”, afirma o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, por meio da nota. “A titularidade dos serviços de saneamento dos municípios está preservada e a MP traz mecanismos mais eficientes de colaboração entre os entes

federativos”, afirma o presidente da entidade. A CNI ainda destaca como importante o fato de a MP estabelecer a Agência Nacional de Águas (ANA) como ente que irá elaborar normas de referência para a regulação do setor. Os dados da CNI mostram que 48% dos municípios não têm qualquer regulação e outros 26% não investem em saneamento. “A CNI apoiará a MP que será votada no Congresso Nacional e pretende contribuir para que o Legislativo aprove o melhor texto possível para a sociedade e o setor produtivo”, conclui a nota. Concorrência - O governo publicou a MP na segunda-feira (9), depois de o presidente ter assinado a medida na sexta anterior (6), sem, no entanto, detalhar o teor do texto. Na ocasião, o ministro das Cidades, Alexandre Baldy, disse que a MP permitirá maior concorrência entre empresas de saneamento estatais e o setor privado. A Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento Básico (Aesbe), no entanto, classificou a medida, quando a mesma foi assinada, como uma ação “desestruturante” do governo e afirmou que iria atuar fortemente no Congresso para que a MP não se converta em lei. (AE)

PRÉ-SAL

Quinta Rodada de Partilha deve ter mais concorrência do que a anterior, diz ANP São Paulo - O diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Bicombustíveis (ANP), Dirceu Amorelli, afirmou na sexta-feira (13) que espera maior concorrência na 5ª Rodada de Partilha do que na anterior, já que a Petrobras exerceu direito de preferência de ser operadora em apenas uma área, Sudoeste de Tartaruga Verde, o que abre espaço para outras petroleiras serem operadoras da área. Segundo Amorelli, a expectativa é que as quatro áreas oferecidas - Saturno, Titã, Pau-Brasil, na bacia de Santos, e Sudoeste de Tartaruga Verde na bacia de Campos sejam vendidas no leilão de 28 de setembro. “Pelo fato de a Petrobras só ter exercido direito de preferência em uma área, esperamos que tenha outros atores nos outros três blocos que foram colocados”, disse Amorelli antes da audiência pública da 5ª Rodada, que recebeu sugestões de 115 entidades ou pessoas físicas. No leilão anterior (4ª Rodada), a Petrobras tinha exercido seu direito de preferência em três blocos, o que segundo Amorelli desestimula a entrada de outras companhias na disputa. Sobre as áreas que já tinham sido oferecidas em outros certames (Pau-Brasil e Sudoeste de Tartaruga Verde) e que não tiveram comprador, Amorelli informou que a ANP melhorou tanto a parte financeira como a configuração dos blocos para garantir a venda “Foi feita uma readequação da alíquota (lucro-óleo) e das

áreas, e esperamos que nessa nova configuração a gente tenha sucesso”, avaliou. Os dois blocos haviam sido retirados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) da 15ª Rodada, por serem considerados áreas do pré-sal resultaram nos blocos Titã e Saturno, informou Amorelli. Saturno foi retirado da 4ª Rodada, realizada em junho. Combustíveis - O diretor afirmou que mantém o prazo de 30 dias estipulado por ele no início do mês para a avaliação das sugestões sobre a conveniência de se estabelecer uma periodicidade para o ajuste dos combustíveis, mas que está apressando os trabalhos e o resultado pode sair antes. “Estamos acelerando o trabalho, trabalhando muito para chegar rapidamente ao resultado, pode ser que consiga antecipar”, afirmou. Ele informou que já enviou ao Ministério da Fazenda e à Receita Federal os pedidos de reembolso das empresas que terão subsídio ao diesel, entre elas a Petrobras, para que a metodologia seja corretamente aplicada. Amorelli não quis antecipar o quanto deverá ser ressarcido. “É uma questão muito séria e por isso fizemos uma consulta para a Receita a respeito dos cálculos, existem informações que a ANP não tem. Para que a gente faça um cálculo, é preciso tanto a informação do agente como a informação da Receita. Mandamos o pedido de reembolso a todos os órgãos envolvidos”, afirmou, sem entrar em detalhes. (AE)


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ECONOMIA ENERGIA

Cemig pretende alongar prazo de dívida Companhia anunciou reabertura de eurobonds lançados no ano passado com vencimento em 2024 São Paulo - A Companhia Energética de Minas Geais (Cemig) prevê alongar prazos de vencimento de sua dívida e reduzir custos com uma captação de US$ 500 milhões no exterior por meio da reabertura de eurobonds lançados no ano passado pela companhia com vencimento em 2024, informou à reportagem o superintendente de Relações com Investidores da empresa, Antonio Carlos Vélez Braga. A estatal mineira estima que o custo final da operação de captação, incluindo operações de hedge cambial, deverá ser de entre 120% e 130% do CDI, abaixo do visto em uma emissão recente de notas promissórias da subsidiária Cemig Distribuição e do registrado numa captação de US$ 1 bilhão com eurobonds no ano passado. “O custo final só vamos saber no dia da liquidação financeira dos bonds, quando vamos fazer o hedge, dia 18 de julho, mas estimamos que vai ficar em entre 120% e 130% do CDI. É um prazo bem alongado e um custo da dívida inferior ao das outras oportunidades no mercado local”, explicou o executivo. Os recursos obtidos com a operação envolvendo os bonds serão utilizados pela Cemig para quitar dívidas, muitas delas com vencimento no curto prazo, aliviando a situação de liquidez da companhia. “É uma dívida com vencimento em média em dois anos que vai ser trocada por seis anos e meio. Vamos alongar o perfil da dívida e com isso ficamos bem mais tranquilos do ponto de vista financeiro”, afirmou Vélez. A companhia controlada pelo governo de Minas Gerais fechou o primeiro trimestre com dívida líquida de US$ 12,8 bilhões, dos quais US$ 1,75 bilhão com vencimento em 2018 e cerca de US$ 1,7 bilhão em 2019. A alavancagem medida pela relação entre a dívida líquida e a geração de caixa foi de 3,56 vezes. Para reduzir essa alavancagem, ainda elevada, a empresa conta com ganhos de

DIVULGAÇÃO

receita decorrentes de uma recente revisão tarifária de sua unidade de distribuição de energia Cemig-D. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou no final de maio uma alta de em média 23% nas tarifas da Cemig em meio ao processo de revisão tarifária da companhia, que acontece em média a cada quatro anos. “Só em 2018 e 2019, com a revisão tarifária da Cemig-D, a Cemig consolidada deve gerar um caixa depois do pagamento de dividendos por volta de R$ 2 bilhões, e isso depois de fazer os investimentos na rede que precisamos para manter os ativos... Esse recurso vai ser direcionado para reduzir dívida também”, apontou Vélez. Com isso, o superintendente avalia que a Cemig conseguiria reduzir a alavancagem para cerca de 2,5 vezes até o final de 2019 mesmo em um cenário conservador em relação ao andamento do plano de desinvestimentos da companhia, que tem como principal foco a obtenção de recursos para diminuir a dívida. Desinvestimentos - A visão da Cemig é de que essa meta de desalavancagem até 2019 poderia ser alcançada apenas com a venda de seus ativos de telecomunicações (ex-Cemig Telecom), cujo leilão está agendado para 9 de agosto. A empresa espera obter ao menos R$ 367 milhões com o negócio. Mas, além desse desinvestimento, a companhia busca realizar ainda neste ano vendas também de sua fatia na hidrelétrica de Santo Antônio, em Rondônia, e de sua participação total na Light, que atua em geração e é responsável pela distribuição de eletricidade na região metropolitana do Rio de Janeiro. “Estamos com grandes chances de vender esses três ativos neste ano. A gente atribui uma probabilidade de mais de 50%. Estão mais avançados, e justamente por isso estamos focando mais nossos esforços neles”, disse Vélez.

Gratuidade custará R$ 742 mi

Recursos obtidos com os bonds serão utilizados para quitar dívidas com vencimento em dois anos

O plano de desinvestimentos da Cemig ainda conta com outros ativos, incluindo a participação da companhia e da controlada Light na hidrelétrica de Belo Monte - uma das maiores usinas do mundo, que já está em operação no Pará, mas cujas obras devem seguir até 2019 ou 2020. Mas a Cemig deve focar os esforços de curto pra-

zo na alienação dos ativos de Telecom, da Light e de Santo Antônio, enquanto Belo Monte, possivelmente, poderá ser negociada mais à frente, talvez após a conclusão da construção, quando a redução dos riscos associados à obra pode aumentar o interesse de investidores, segundo o executivo. O andamento dos desinvestimentos da Cemig tem

sido atentamente acompanhado pelo mercado. Ao avaliar a reabertura dos eurobonds da companhia, a agência de risco Fitch Ratings afirmou que “atrasos na conclusão da estratégia de se desfazer de ativos estão tendo um impacto negativo na capacidade do grupo de melhorar suas métricas financeiras de forma sustentável.” (Reuters)

Brasília - A gratuidade do pagamento da conta de luz para as famílias de baixa renda que consomem até 70 quilowatts-hora por mês pode gerar um impacto de R$ 742 milhões por ano, com aumento de 0,5% na conta de luz dos consumidores, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A isenção foi incluída por meio de emenda na Câmara dos Deputados a projeto de lei que viabiliza a privatização de seis distribuidoras de energia elétrica da Eletrobras na região Norte. O projeto ainda precisa ser aprovado pelo Senado e sancionado pelo presidente Michel Temer para ter validade. A Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) já tem a tarifa social. Caso a medida seja aprovada, os gastos por ano com a medida subirão de R$ 2,28 bilhões para R$ 3,02 bilhões. Atualmente, a tarifa social de energia estabelece descontos ao consumidor de baixa renda cadastrado no valor de 65% no consumo registrado de até 30 kWh/mês; de 40% na faixa de 31 kWh até 100 kWh/mês; e de 10% na faixa de 101 kWh até 220 kWh/mês. A isenção no pagamento, atualmente, atinge apenas índios e quilombolas. Outra emenda aprovada permite a pequenas centrais hidrelétricas com pelo menos uma unidade geradora (turbina) em funcionamento terem seu prazo de autorização contado a partir da operação comercial dessa unidade, exceto as que tiverem penalidade pela Aneel quanto ao cronograma de implantação. A Aneel informou que ainda está avaliando o impacto dessa emenda. (ABr)

AGU e BNDES vão recorrer à Justiça para viabilizar leilão Brasília - A Advocacia-Geral da União e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) recorreram nesta sexta-feira ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) para derrubar decisão liminar da 19ª Vara Federal do Rio de Janeiro que suspendeu o leilão de seis distribuidoras de energia subsidiárias da Eletrobras, informou a AGU. A decisão, proferida na quinta-feira, suspendeu o leilão de venda das distribuidoras Amazonas Energia, Ceron, Ceal, Boa Vista Energia, Eletroacre e Cepisa, detalhou a assessoria de imprensa da AGU. A suspensão foi solicitada pela Associação dos Empregados da Eletrobras e concedida pela Justiça Federal do Rio que, em uma análise inicial do caso, entendeu não existir autorização legislativa para a venda das distribuidoras. No recurso, a AGU explica

que a autorização já foi dada por diversos dispositivos legais, citando seis leis no pedido para reverter a decisão. A AGU e o BNDES também ressaltam que o Tribunal de Contas da União (TCU) já reconheceu recentemente a legalidade da realização do leilão, em acórdão deste ano. E que a manutenção das subsidiárias sob controle da Eletrobras colocará em risco a continuidade do fornecimento de energia elétrica nos Estados onde as empresas atuam - Acre, Alagoas, Amazonas, Piauí, Rondônia e Roraima – e vai onerar excessivamente os consumidores locais. Isso ocorre, de acordo com a AGU, por que as subsidiárias dependem de elevados investimentos para continuar operando – recursos que somente poderão vir dos compradores particulares, tendo em vista as restrições financeiras enfrentadas pela União e pela própria Ele-

trobras. A AGU também menciona, no recurso, que as seis empresas acumularam um prejuízo de R$ 4,5 bilhões em 2017, de modo que as operações têm sido mantidas com a ajuda da Reserva Global de Reversão (RGR). “Como são recursos que deverão ser posteriormente devolvidos ao sistema elétrico por meio de ajustes tarifários, o atraso na venda das subsidiárias representará, no futuro, um custo maior para os consumidores atendidos por elas”, disse a AGU em uma nota à imprensa. AGU e BNDES também alertam que, caso as distribuidoras não sejam vendidas, elas teriam que ser liquidadas pela Eletrobras – o que significaria possível demissão dos funcionários e risco de descontinuidade no fornecimento de energia para os estados atendidos por elas. Além da decisão judicial que suspendeu o leilão, ou-

HEMERSON BALDO/DIVULGAÇÃO

Alegação do governo é de que subsidiárias da Eletrobras demandam elevados investimentos

tras duas decisões liminares em separado também ameaçam a licitação - uma do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski, que vetou a venda da Ceal, distribuidora da Eletrobras no Alagoas, e outra da Justiça no Piauí, que

suspendeu efeitos de uma assembleia da Cepisa, do Piauí, que aprovou a venda da empresa. Uma fonte com conhecimento da estratégia da Eletrobras disse que a expectativa na estatal é que as liminares sejam derrubadas

rapidamente pelo governo, o que viabilizaria o leilão, ainda que com algum atraso. “Está se trabalhando é para fazer o leilão com todas as distribuidoras no fim de agosto”, disse a fonte, que falou sob a condição de anonimato. (Reuters)


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O E N G E N H A R I A LT D A .

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CNPJ: 21.471.093/0001-02 NIRE: 31210436871

BALANÇO PATRIMONIAL LEVANTADO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2017 (Valores expressos em milhares de reais - R$) Nota ATIVO explicativa ATIVO CIRCULANTE Caixa e equivalentes de caixa ...... 3 Contas a receber de clientes ......... 4 Estoques ....................................... 5 Impostos a recuperar .................... 6 Adiantamento a fornecedores ....... 7 Impostos diferidos ativos ............. 13 Outros ativos ................................ 8 Total do ativo circulante ...............

31/12/2016 Reapresentado

PASSIVO E Nota 31/12/2016 PATRIMÔNIO LÍQUIDO explicativa 31/12/2017 Reapresentado PASSIVO CIRCULANTE 35.884 2.495 Fornecedores ................................. 38.661 21.822 65.041 45.864 Obrigações sociais ......................... 11 21.922 17.243 10.264 5.160 Impostos a recolher ....................... 12 7.476 17.074 21.032 30.657 Adiantamento de clientes .............. 14 26.817 20.204 2.798 1.284 Provisões diversas ......................... 15 6.417 5.057 543 Outros passivos circulantes ........... 744 1.360 360 2.408 Total do passivo circulante ............ 102.037 82.760 135.379 88.411 PASSIVO NÃO CIRCULANTE Impostos a recolher ....................... 12 7.411 8.248 ATIVO NÃO CIRCULANTE Adiantamento de clientes .............. 14 3.164 Contas a receber de clientes ......... 4 510 1.770 Provisões diversas ......................... 15 7.049 3.979 Impostos a recuperar .................... 6 8.520 11.353 Provisão para riscos ....................... 16 25.420 20.439 Impostos diferidos ativos ............. 13 92.521 90.961 Outros passivos ............................. 2 1 Outros ativos ................................ 8 14.695 10.470 Total do passivo não circulante ..... 39.882 35.831 Imobilizado .................................. 9 64.714 68.683 PATRIMÔNIO LÍQUIDO ............. 17 Intangível ...................................... 10 776 1.327 Capital social ................................. 267.598 267.598 Total do ativo não circulante ........ 181.736 184.564 Ajustes de avaliação patrimonial .. 19.273 19.145 Prejuízos acumulados .................... (111.675) (132.359) Total do patrimônio líquido ........... 175.196 154.384 TOTAL DO PASSIVO E TOTAL DO ATIVO .................... 317.115 272.975 PATRIMÔNIO LÍQUIDO ......... 317.115 272.975 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2017 (Valores expressos em milhares de reais - R$) Ajustes de Capital Avaliação Lucros (Prejuízos) Social Patrimonial Acumulados TOTAL SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2015 ......................................... 267.598 19.145 (125.805) 160.938 Prejuízo do exercício .................................................................................. (6.554) (6.554) SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2016 (reapresentados) ............ 267.598 19.145 (132.359) 154.384 Realização do ajuste de avaliação patrimonial, líquido do efeito tributário 128 128 Lucro do exercício ...................................................................................... 20.684 20.684 SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2017 ......................................... 267.598 19.273 (111.675) 175.196 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS REFERENTES AO EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2017 - (Valores expressos em milhares de reais - R$, exceto quando indicado de outra forma) reconhecida imediatamente como despesa. j) Ativos e passivos não circulantes 1. Contexto Operacional - A OEngenharia Ltda. (“OEngenharia” ou “SociedaCompreendem os bens e direitos realizáveis, deveres e obrigações vencíveis após de”), com sede em Contagem, no Estado de Minas Gerais, é uma sociedade doze meses subsequentes a data-base das referidas demonstrações financeiras, limitada, constituída em 27 de outubro de 2014 e resultante da cisão parcial da acrescidos dos correspondentes encargos e variações monetárias, se aplicável, empresa Orteng Equipamentos e Sistemas S.A. (“OES”) ocorrida em 31 de jaaté a data do balanço. k) Reconhecimento de receita - As receitas foram reconheneiro de 2015. Detendo escritórios comerciais em São Paulo e Rio de Janeiro e cidas de acordo com o período de competência, considerando ainda os aspectos a atuando em todo o território nacional, a Sociedade tem como objeto social a seguir definidos. A receita é reconhecida na extensão em que for provável que elaboração de estudos, projetos, automação, montagens, manutenção e operabenefícios econômicos serão gerados para a Sociedade e quando possa ser ção de sistemas elétricos, eletrônicos e mecânicos, bem como sua industrializamensurada de forma confiável. A receita é mensurada com base no valor justo ção. Adicionalmente, comercializa equipamentos e materiais elétricos, eletrôda contraprestação recebida, excluindo descontos, abatimentos e impostos ou nicos e mecânicos. Executa por empreitada ou administração de obras de engeencargos sobre vendas. A receita do contrato compreende o valor inicial acornharia civil, portuária, saneamento e de comunicação, participando em exportadado no contrato acrescido de variações decorrentes de aditivos, as reclamações e importações de serviços e equipamentos de sua especialidade. Em 12 de ções e os pagamentos de incentivos contratuais, na condição em que seja promarço de 2015, o Grupo VINCI Energies (“VINCI Energies”) adquiriu o convável que eles resultem em receita e possam ser mensuradas de forma confiável. trole acionário da Sociedade, passando a deter 99,99% do seu Capital Social. A Para os contratos de longo prazo, a receita é reconhecida levando-se em conta VINCI Energies atua em mais de 53 países por meio de suas 1.600 unidades de o estágio de execução de cada contrato. Para fins de determinação do estágio negócios, intervindo nos setores de infraestrutura, indústria, serviços, telecode execução, o método utilizado considera a proporção entre o custo incorrido municação e tecnologia da informação. No ano de 2017 alcançou receita e o custo total orçado para cada contrato. Os montantes relativos aos trabalhos operacional de EUR10,8 bilhões e atualmente conta com cerca de 69.400 colaexecutados, mas ainda não pagos pelo cliente, são registrados no balanço boradores. As 7 unidades de negócios da OEngenharia atuam frente ao mercado patrimonial como um ativo, na rubrica “Contas a receber de clientes”. Quando sob a identidade de duas das marcas mundiais da VINCI Energies: A Actemium o resultado de um contrato de prestação de serviço não puder ser estimado com que através de suas unidades de negócios ajuda seus clientes industriais a meconfiabilidade, sua receita é reconhecida até o montante dos custos incorridos lhorar seu desempenho e competitividade, oferecendo soluções personalizadas cuja recuperação seja provável. Os custos de cada contrato são reconhecidos para abordar as questões levantadas pela mudança tecnológica no ambiente incomo despesas no período em que são incorridos. Os valores recebidos antes dustrial. A marca empresta seus conhecimentos nos campos de engenharia elédo efetivo faturamento do correspondente trabalho são registrados no balanço trica, mecânica e térmica, controle e monitoramento de processos, robôs induspatrimonial como um passivo, na rubrica “adiantamentos de clientes”. A difetriais, sistemas de gestão de produção; A Omexom que atua nos mercados de rença entre as receitas reconhecidas pelo estágio de avanço da execução do geração, transmissão e distribuição de energia (Power & Grid), oferecendo toda projeto e os montantes fiscais faturados são reconhecidos como ativo, na rubriuma gama de serviços de engenharia, construção e manutenção aos seus clienca de clientes a faturar. l) Estoques - Os estoques são avaliados ao custo médio tes. Como um integrador completo, a Omexom os apoia com gerenciamento de aquisição ou de produção, não excedendo o seu valor de mercado, deduzicomplexo de projetos e soluções “Turn-Key”. 2. Base para Preparação e Prindos de provisões para perdas, quando aplicável. m) Moeda funcional e de aprecipais Práticas Contábeis - 2.1 Declaração de conformidade com as prátisentação - A Sociedade definiu o Real - R$ como sendo a moeda funcional, cas contábeis adotadas no Brasil - As demonstrações financeiras anuais foram pois melhor reflete o ambiente econômico no qual está inserida. As demonstraelaboradas e estão sendo apresentadas em conformidade com as práticas ções financeiras estão apresentadas em R$ mil. n) Demonstração dos fluxos de contábeis adotadas no Brasil, e com observância às disposições contidas na Lei caixa - A demonstração dos fluxos de caixa foi preparada pelo método indireto das Sociedades por Ações e aos Pronunciamentos, Interpretações e Orientações e está apresentada de acordo com o pronunciamento técnico CPC 03 (R2) emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC, aprovados pelo Demonstração dos Fluxos de Caixa. o) Julgamentos, estimativas e premissas Conselho Federal de Contabilidade - CFC, seguindo as práticas contábeis e base contábeis significativas - A preparação das demonstrações financeiras requer de preparação descritos na nota explicativa 2.2, visando ao seu levantamento que a Administração faça julgamentos e estimativas e adote premissas, no seu em 31 de dezembro de 2017. Essas demonstrações financeiras foram autorizamelhor julgamento, que afetam os montantes apresentados de ativos e passidas para emissão pela Administração em 4 de julho de 2018. 2.2 Base para vos, assim como os valores de receitas, custos e despesas. Itens significativos preparação e principais práticas contábeis - As demonstrações financeiras sujeitos a essas estimativas e premissas incluem a vida útil do ativo imobilizaanuais foram elaboradas e estão sendo apresentadas de acordo com o pronuncido e intangível, a provisão para crédito de liquidação duvidosa, provisão para amento técnico CPC 26 (R1) – Apresentação das Demonstrações Contábeis. a) perda por obsolescência dos estoques, provisões fiscais, trabalhistas e cíveis, Apuração do resultado - O resultado das operações é apurado em conformidade estimativa de custos orçados e margens para os contratos, mensuração do valor com o regime contábil de competência do exercício. As receitas e os custos dos justo de instrumentos financeiros, “impairment” de ativos financeiros e não contratos são apurados conforme segue: • As receitas da área de “contracting” financeiros, realização dos impostos diferidos e continuidade operacional. A são calculadas e contabilizadas com base na aplicação, sobre o preço de venda liquidação das transações envolvendo essas estimativas poderá resultar em atualizado, do percentual representado pela relação entre os custos incorridos e valores divergentes devido a imprecisões inerentes ao processo de sua deteros custos totais orçados atualizados, ajustado, quando aplicável, por provisão minação. A Sociedade revisa as estimativas e premissas, no mínimo, anualpara reconhecer perdas na execução dos serviços. • A receita da área de serviço mente. As principais premissas relativas a fontes de incerteza nas estimativas é apropriada ao resultado observando o regime de competência, o faturamento futuras e outras importantes fontes de incerteza em estimativas na data do baefetivo e/ou a medição dos serviços mensais. • Os custos são contabilizados lanço, envolvendo risco significativo de causar um ajuste significativo no vaquando incorridos. • As demais receitas e despesas são apropriadas ao resultado lor contábil dos ativos e passivos subsequentemente, são discutidas a seguir: observando o regime de competência. b) Equivalentes de caixa - Os equivalen(i) Custos orçados dos projetos - Os custos orçados totais, compostos pelos tes de caixa são mantidos com a finalidade de atender aos compromissos de custos incorridos e custos previstos a incorrer para o encerramento das obras, curto prazo, e não para investimento ou outros fins. A Sociedade considera equisão regularmente revisados, conforme a evolução das obras, e os ajustes com valentes de caixa os investimentos em aplicação financeira de conversibilidade base nesta revisão são refletidos nos resultados da Sociedade quando determiimediata em um montante conhecido e sujeito a risco insignificante de mudannados. (ii) Impostos - Existem incertezas com relação à interpretação de reguça de valor justo. c) Contas a receber - Estão registrados os saldos decorrentes lamentos tributários complexos e ao valor e época de resultados tributáveis de prestações de serviços e vendas de mercadorias atreladas à atividade futuros. Dada a natureza de longo prazo e a complexidade dos instrumentos operacional da Sociedade. A estimativa da provisão para créditos de liquidação contratuais existentes, diferenças entre os resultados reais e as premissas duvidosa é constituída em montante considerado suficiente para cobrir eventuadotadas, ou futuras mudanças nessas premissas, poderiam exigir ajustes futuais perdas na realização desses créditos. O valor da estimativa da provisão para ros na receita e despesa de impostos já registrada. A Sociedade constitui provicréditos de liquidação duvidosa é elaborado com base em histórico de sões, com base em estimativas cabíveis, para possíveis consequências de audiinadimplência, na conjuntura econômica do país, os riscos específicos da cartorias por parte das autoridades fiscais das respectivas jurisdições em que opeteira, assim como as negociações em andamento, seja por via administrativa ou ra. O valor dessas provisões baseia-se em vários fatores, como experiência de judicial. d) Imobilizado e intangível - O ativo imobilizado é demonstrado ao auditorias fiscais anteriores e interpretações divergentes dos regulamentos tricusto de aquisição ou construção, deduzido dos impostos compensáveis, quanbutários pela entidade tributável e pela autoridade fiscal responsável. Essas do aplicável, e da depreciação acumulada, calculada pelo método linear às tadiferenças de interpretação podem surgir numa ampla variedade de assuntos, xas mencionadas na nota explicativa 9. A taxa de depreciação linear é definida dependendo das condições vigentes no respectivo domicílio da Sociedade. p) com base na avaliação da vida útil de cada ativo, estimada com base na expecMensuração do valor justo - Valor justo é o preço que seria recebido pela venda tativa de geração de benefícios econômicos futuros. A avaliação da vida útil de um ativo ou pago pela transferência de um passivo em uma transação não estimada dos ativos é revisada anualmente e ajustada se necessário. Consideforçada entre participantes do mercado na data de mensuração. A mensuração rando os conceitos estabelecidos pela interpretação técnica ICPC 10 - Esclaredo valor justo é baseada na presunção de que a transação para vender o ativo ou cimentos sobre os pronunciamentos técnicos CPC 27 - Ativo Imobilizado e CPC transferir o passivo ocorrerá: • no mercado principal para o ativo ou passivo; 28 - Propriedade para Investimento, a Sociedade recebeu terrenos e edificações ou • na ausência de um mercado principal, no mercado mais vantajoso para o no acervo líquido incorporado para os quais foram adotados o custo atribuído, ativo ou o passivo. O mercado principal ou mais vantajoso deve ser acessível quando da adoção dos CPCs, em 1º de janeiro de 2010. Os gastos com manutenpela Sociedade. O valor justo de um ativo ou passivo é mensurado com base ção dos ativos da Sociedade são alocados diretamente ao resultado do exercício nas premissas que os participantes do mercado utilizariam ao definir o preço conforme são efetivamente realizados. Um item de imobilizado é baixado quando de um ativo ou passivo, presumindo que os participantes do mercado atuam em vendido ou quando nenhum benefício econômico futuro for esperado do seu seu melhor interesse econômico. A mensuração do valor justo de um ativo não uso ou venda. Eventual ganho ou perda resultante da baixa do ativo (calculado financeiro leva em consideração a capacidade de um participante do mercado como sendo a diferença entre o valor líquido da venda e o valor contábil do gerar benefícios econômicos por meio da utilização ideal do ativo ou vendenativo) são incluídos na demonstração do resultado no exercício em que o ativo do-o a outro participante do mercado que também utilizaria o ativo de forma for baixado. Ativos intangíveis adquiridos separadamente são mensurados no ideal. A Sociedade utiliza técnicas de avaliação adequadas nas circunstâncias e reconhecimento inicial ao custo de aquisição e, posteriormente, deduzidos da para as quais haja dados suficientes para mensuração do valor justo, amortização acumulada e perdas do valor recuperável, quando aplicável. e) Promaximizando o uso de informações disponíveis pertinentes e minimizando o visão para recuperação de ativos - A Administração revisa anualmente o valor uso de informações não disponíveis. Todos os ativos e passivos para os quais o contábil líquido dos ativos com o objetivo de avaliar eventos ou mudanças nas valor justo seja mensurado ou divulgado nas demonstrações financeiras são circunstâncias econômicas, operacionais ou tecnológicas, que possam indicar categorizados dentro da hierarquia de valor justo descrita abaixo, com base na deterioração ou perda de seu valor recuperável. Quando tais evidências são informação de nível mais baixo que seja significativa à mensuração do valor identificadas e o valor contábil líquido excede o valor recuperável, é constituíjusto como um todo: • Nível 1 - Preços de mercado cotados (não ajustados) em da provisão para deterioração ajustando o valor contábil líquido ao valor recumercados ativos para ativos ou passivos idênticos. • Nível 2 - Técnicas de avaperável. Em 31 de dezembro de 2017, não foram apuradas perdas a serem liação para as quais a informação de nível mais baixo e significativa para contabilizadas. f) Tributação - (i) Imposto de renda e contribuição social - cormensuração do valor justo seja direta ou indiretamente observável. • Nível 3 rentes - Ativos e passivos tributários correntes são mensurados ao valor recupeTécnicas de avaliação para as quais a informação de nível mais baixo e signifirável esperado ou a pagar para as autoridades fiscais. As alíquotas de imposto e cativa para mensuração do valor justo não esteja disponível. Para ativos e pasas leis tributárias usadas para calcular o montante são aquelas que estão em sivos reconhecidos nas demonstrações financeiras de forma recorrente, a Socivigor ou substancialmente em vigor no Brasil na data do balanço. O imposto de edade determina se ocorreram transferências entre níveis da hierarquia, renda e a contribuição social do exercício corrente são calculados com base nas reavaliando a categorização (com base na informação de nível mais baixo e alíquotas de 15%, acrescidas do adicional de 10% sobre o lucro tributável excesignificativa para mensuração do valor justo como um todo) ao final de cada dente de R$240 para imposto de renda e 9% sobre o lucro tributável para contriperíodo de divulgação. q) Adoção de pronunciamentos contábeis, orientações buição social sobre o lucro líquido. As antecipações ou os valores passíveis de e interpretações novos e/ou revisados - (i) Alterações e revisões das normas compensação são demonstrados nos ativos circulante ou não circulante, de acordo No exercício corrente, o Grupo aplicou diversas emendas e novas interpretacom a previsão de sua realização. (ii) Impostos diferidos - O imposto diferido é ções às IFRS e aos CPCs emitidos pelo IASB e pelo CPC, respectivamente, que gerado por diferenças temporárias, na data do balanço, entre as bases fiscais entraram em vigor para períodos contábeis iniciados em 1º de janeiro de 2017. dos ativos e passivos, pelo saldo de prejuízos fiscais e base negativa da contri• Modificações à IAS 7 (CPC 03) - Demonstração de Fluxos de Caixa – o imbuição social sobre o lucro líquido. O valor contábil dos impostos diferidos pacto na sua adoção é somente de divulgação quanto a movimentação da díviativos é revisado em cada data do balanço e baixado na medida em que não seja da. • Modificações à IAS 12 (CPC 32) - Tributos sobre o Lucro - Reconheciprovável a realização de lucros tributáveis disponíveis para permitir que todo mento de Impostos Diferidos Ativos para Perda a Realizar – a aplicação dessa ou parte do ativo tributário diferido venha a ser utilizado. Impostos diferidos norma não teve impacto nas demonstrações financeiras da Sociedade, uma vez ativos baixados são revisados a cada data do balanço e são reconhecidos na que o Grupo já avalia a suficiência de lucros tributáveis futuros de forma conextensão em que se torna provável que lucros tributáveis futuros permitirão que sistente com essas alterações. (ii) Novos pronunciamentos emitidos e alteraos ativos tributários diferidos sejam recuperados. g) Instrumentos financeiros ções nas normas, mas que não estão em vigor em 31 de dezembro de 2017, e (i) Ativos financeiros não derivativos - A Sociedade reconhece os Empréstimos ainda não adotados: Vigência a partir de 1º de janeiro de 2018: • IFRS 9 (CPC e Recebíveis e Depósitos inicialmente na data em que foram originados. Todos 48) - Instrumentos Financeiros – introduz novas exigências para a classificaos outros ativos financeiros (incluindo os ativos designados pelo valor justo por ção, mensuração e baixa de ativos e passivos financeiros. A Sociedade está meio do resultado) são reconhecidos inicialmente ao valor justo na data da neavaliando os efeitos da adoção dessa norma nas demonstrações financeiras. • gociação na qual a Sociedade se torna uma das partes das disposições contratuais IFRS 15 (CPC 47) - Receitas de Contratos com Clientes – introduz novas exido instrumento. A Sociedade deixa de reconhecer um ativo financeiro quando gências para o reconhecimento da receita de bens e serviços. A Sociedade está os direitos contratuais aos fluxos de caixa do ativo expiram, ou quando transfeavaliando os efeitos da adoção dessa norma nas demonstrações financeiras. re os direitos ao recebimento dos fluxos de caixa contratuais sobre um ativo Vigência a partir de 1º de janeiro de 2019: • IFRS 16 (CPC 06) - Arrendamento financeiro em uma transação na qual essencialmente todos os riscos e benefíciMercantil - em 13 de janeiro de 2016 o IASB emitiu a IFRS 16 – “Leases” (ou os da titularidade do ativo financeiro são transferidos. Eventual participação CPC 06 – Arrendamento Mercantil), que especifica regras para reconhecimenque seja criada ou retida pela Sociedade nos ativos financeiros é reconhecida to, mensuração e divulgação de contratos de arrendamento. O pronunciamento como um ativo ou passivo individual. Os ativos ou passivos financeiros são estabelece um modelo único de reconhecimento para o arrendador, em que os compensados, e o valor líquido apresentado no Balanço Patrimonial, somente contratos têm o Ativo, correspondente ao direito de uso dos bens e, o Passivo quando a Sociedade tenha o direito legal de compensar os valores e a intenção correspondente ao valor presente líquido dos contratos, ambos reconhecidos de liquidar em uma base líquida ou de realizar o ativo e liquidar o passivo no balanço da Sociedade. As exceções incluem contratos de curto prazo, infesimultaneamente. (ii) Passivos financeiros não derivativos - A Sociedade recorior a 12 meses, e contratos de pequeno valor. O pronunciamento será aplicável nhece títulos de dívida emitidos inicialmente na data em que são originados. a partir de 1º de janeiro de 2019, sendo a adoção antecipada permitida nos Todos os outros passivos financeiros (incluindo passivos designados pelo valor casos em que esta, ocorrer também para a IFRS 15 ou CPC 47 – Receita de justo registrado no resultado) são reconhecidos inicialmente na data de negociContratos com Clientes. A Sociedade está realizando estudos preliminares para ação na qual a Sociedade se torna uma parte das disposições contratuais do avaliar o impacto da adoção da IFRS 16 a partir de 1º de janeiro de 2019. Não instrumento. A Sociedade baixa um passivo financeiro quando tem suas obrigaexistem outras normas e interpretações emitidas e ainda não adotadas que posções contratuais retiradas e canceladas ou expiradas. A Sociedade tem os sesam, na opinião da Administração, ter impacto significativo no resultado do guintes passivos financeiros não derivativos: fornecedores e outras Contas a exercício ou no patrimônio líquido divulgado pela Sociedade em suas demonsPagar. Tais passivos financeiros são reconhecidos inicialmente pelo valor justo trações financeiras. 2.3 Reapresentação das demonstrações financeiras - No acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento decorrer de 2017, a Sociedade realizou melhorias em seus controles internos e, inicial, esses passivos financeiros são medidos pelo custo amortizado através em virtude disso, os saldos de 31 de dezembro de 2016 estão reapresentados do método dos juros efetivos. (iii) Capital social - As Ações são classificadas como previsto nos pronunciamentos técnicos CPC 23 – Políticas Contábeis, como Patrimônio Líquido. Os dividendos mínimos obrigatórios, conforme deMudanças de Estimativa e Retificação de Erro e CPC 26 (R1) – Apresentação finido em Estatuto, são reconhecidos como passivo. (iv) Instrumentos financeidas Demonstrações Financeiras. As reclassificações e ajustes retrospectivos ros ao valor justo por meio do resultado - Um ativo financeiro é classificado não geraram impactos nos saldos iniciais e por este motivo a coluna referente a pelo valor justo por meio do resultado caso seja classificado como mantido para 01/01/2016 não será apresentada. Logo, as reapresentações nas demonstrações negociação, ou seja, designado como tal no momento do reconhecimento inicifinanceiras são as seguintes: al. Os ativos financeiros são designados pelo valor justo por meio do resultado se a Sociedade gerencia tais investimentos e toma decisões de compra e venda 2.3.1 – Balanço patrimonial baseadas em seus valores justos de acordo com a gestão de riscos documentada 31/12/2016 31/12/2016 e a estratégia de investimentos da Sociedade. Os custos da transação são recoBalanço patrimonial Anterior Ajustes Atual nhecidos no resultado como incorridos. Ativos financeiros registrados pelo vaAtivo circulante 91.565 3.154 88.411 lor justo por meio do resultado são medidos pelo valor justo, e mudanças no Ativo não circulante 184.564 184.564 valor justo desses ativos são reconhecidas no resultado do exercício. Não exisTotal do ativo 276.129 3.154 272.975 tiam na data destas Demonstrações Financeiras itens materiais considerados Passivo circulante 74.081 8.679 82.760 nessa categoria. (v) Instrumentos financeiros disponíveis para venda - Um ativo Passivo não circulante 35.831 35.831 financeiro é classificado como disponível para venda quando o propósito para o Patrimônio líquido 166.217 - 11.833 154.384 qual foi adquirido não é aplicação de recursos para obter ganhos de curto prazo, Total do passivo e do bem como não há a intenção de manter as aplicações até o vencimento ou ainda patrimônio líquido 276.129 3.154 272.975 quando não estão enquadrados nas demais categorias. Não existiam, na data As reapresentações se devem, principalmente, aos seguintes pontos: destas Demonstrações Financeiras, itens materiais considerados nessa catego•Ajustes no imposto de renda e contribuição social diferidos, no valor de R$3.154. ria. (vi) Empréstimos e recebíveis - São ativos financeiros com pagamentos •Ajustes no imposto de renda e contribuição social referentes a 2016, no valor de R$ fixos ou calculáveis que não são cotados no mercado ativo. Tais ativos são reco8.679. nhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transaOs efeitos nas demais demonstrações financeiras da Sociedade estão evidenciadas ção atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, os empréstimos e recebíveis são nos itens subsequentes. mensurados pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos, de2.3.2 – Demonstração do resultado crescidos de qualquer perda por redução ao valor recuperável. Os empréstimos Demonstração do resultado 31/12/2016 31/12/2016 e recebíveis abrangem os equivalentes de caixa e contas a receber. (vii) Caixa e do exercício Anterior Ajustes Atual equivalentes de caixa: Abrangem saldos de caixa, depósitos bancários à vista e Receita líquida 298.819 298.819 investimentos financeiros com vencimento original de três meses ou menos a Custos dos produtos vendidos partir da data da contratação, os quais são sujeitos a um insignificante risco de e dos serviços prestados - 242.372 - 242.372 mudança de valor. Caixa e Equivalentes de Caixa são mantidos com a finalidaResultado bruto 56.447 56.447 de de atender a compromissos de caixa de curto prazo e não para investimento Despesas operacionais ou outros fins. h) Ajuste a valor presente de ativos e passivos - Os ativos e Gerais e administrativas - 64.755 - 64.755 passivos monetários de longo prazo, quando existentes, são atualizados moneOutras receitas (despesas) tariamente e, portanto, estão ajustados pelo seu valor presente. O ajuste a valor operacionais, líquidas 426 426 presente de ativos e passivos monetários de curto prazo é calculado, e somente Resultado operacional antes registrado, se considerado relevante em relação às demonstrações financeiras do resultado financeiro 7.882 7.882 tomadas em conjunto. i) Provisões - Uma provisão é reconhecida no balanço Resultado financeiro líquido 1.437 1.437 quando a Sociedade possui uma obrigação legal ou constituída como resultado Lucro (prejuízo) antes do I.R. de um evento passado e é provável que um recurso econômico seja requerido e contribuição social 9.319 9.319 para saldar a obrigação. As provisões são registradas tendo como base as meI.R. e contribuição social 14.598 - 11.833 2.765 lhores estimativas do risco envolvido e consideradas suficientes para cobrir LUCRO (PREJUÍZO) DO perdas futuras segundo a Administração da Sociedade. Quando for provável EXERCÍCIO 5.279 - 11.833 6.554 que os custos totais excederão a receita total de um contrato, a perda estimada é 31/12/2017

2.3.3 – Demonstração das mutações do patrimônio líquido ANTERIOR Demonstração das mutações do patrimônio Capital líquido - Anterior Social SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2015 267.598 Resultado do Exercício SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2016 267.598 AJUSTES Demonstração das mutações do patrimônio Capital líquido - Ajustes Social SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2015 Resultado do Exercício SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2016 ATUAL Demonstração das mutações do patrimônio Capital líquido - Atual Social SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2015 267.598 Resultado do Exercício SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2016 267.598

6

Ajustes de Avaliação Patrimonial 19.145 19.145

Prejuízos Acumulados (125.805) 5.279 (120.526)

TOTAL 160.938 5.279 166.217

Ajustes de Avaliação Patrimonial -

Prejuízos Acumulados (11.833) (11.833)

TOTAL (11.833) (11.833)

Ajustes de Avaliação Patrimonial 19.145 19.145

Prejuízos Acumulados (125.805) (6.554) (132.359)

TOTAL 160.938 (6.554) 154.384

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2017 (Valores expressos em milhares de reais - R$) Nota 31/12/2016 explicativa 31/12/2017 Reapresentado Receita líquida ............................... 18 263.996 298.819 Custo dos produtos vendidos e serviços prestados ...................... 19 (196.018) (242.372) Resultado bruto ............................. 67.978 56.447 Receitas (despesas) operacionais: Gerais e administrativas .............. 19 (53.497) (64.755) Outras receitas operacionais, líquidas 19 15.251 426 Resultado operacional antes do resultado financeiro ................. 29.732 (7.882) Resultado financeiro líquido ......... 20 2.038 (1.437) Lucro (prejuízo) antes do imposto de renda e contribuição social ...... 31.770 (9.319) I.R. e contribuição social ............... 13 (11.086) 2.765 LUCRO (PREJUÍZO) DO EXERCÍCIO 20.684 (6.554) As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2017 (Valores expressos em milhares de reais - R$) 31/12/2016 31/12/2017 Reapresentado Lucro (prejuízo) do exercício ........ 20.684 (6.554) Outros resultados abrangentes ....... RESULTADO ABRANGENTE TOTAL DO EXERCÍCIO ......... 20.684 (6.554) As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. 2.3.4 – Demonstração dos fluxos de caixa 31/12/2016 Anterior FLUXOS DE CAIXA DAS ATIVIDADES OPERACIONAIS Lucro líquido do exercício 5.279 Ajustado por: Depreciação e amortização 2.706 Provisão para créditos de liquidação duvidosa 7.931 Constituição de provisão aviso prévio 620 Constituição de provisões diversas (4.995) Constituição de provisão para riscos 19.560 Constituição de provisão para multa rescisória de FGTS 2.182 Provisão para valor realizável líquidos dos estoques 4.356 Imposto de Renda e Contribuição Social diferidos (14.598) Baixa de ativos imobilizados e intangíveis 44 (Aumentos) reduções de ativos: Contas a receber de clientes 3.570 Estoques (3.931) Impostos a recuperar (20.347) Adiantamento a fornecedores 3.303 Outros ativos 14.930 Aumentos (reduções) de passivos: Fornecedores 5.004 Obrigações sociais (4.966) Impostos a recolher (21.284) Adiantamento de clientes (13.917) Outros passivos (1.846) IRPJ e CSLL pagos Caixa líquido (aplicado nas) gerado nas atividades operacionais (16.399) FLUXOS DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTO

Aumento do ativo imobilizado Aumento do ativo intangível Caixa líquido (aplicado nas) gerado nas atividades de investimento FLUXO DE CAIXA DAS

Ajustes

31/12/2016 Atual

(11.833)

(6.554)

-

2.706

-

7.931 620 (4.995) 19.560

-

2.182

-

4.356

3.154

(11.444)

-

44

-

3.570 (3.931) (20.347) 3.303 14.930

8.679 -

5.004 (4.966) (12.605) (13.917) (1.846) -

-

(16.399)

(685) (92)

-

(685) (92)

(777)

-

(777)

ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO

Pagto de emprést. e financiamentos (6) (6) Caixa líquido (aplicado nas) gerado nas atividades de financiamento (6) (6) FLUXO DE CAIXA (APLICADO) GERADO NO PERÍODO (17.182) (17.182) Caixa e Equivalentes de Caixa no início do Exercício 19.677 19.677 Caixa e Equivalentes de Caixa no final do Exercício 2.495 2.495 Aumento (redução) de Caixa e Equivalentes de Caixa (17.182) (17.182) 3. Caixa e Equivalentes de Caixa Os equivalentes de caixa são mantidos com a finalidade de atender a compromissos de caixa de curto prazo. As aplicações financeiras são lastreadas em Certificado de Depósitos Bancários - CDBs remunerados diariamente com a rentabilidade média de 98% do CDI (Certificados de depósitos Interbancários) (98% em 2016). 31/12/2017 31/12/2016 Caixa .......................................................... 2 2 Bancos - conta movimento ......................... 89 2.268 Aplicações financeiras - curto prazo - CDB 35.793 225 Total ............................................................ 35.884 2.495 4. Contas a Receber de Clientes 31/12/2017 31/12/2016 Valores a receber: Faturados .................................................... 24.455 41.008 A faturar (a) ................................................ 66.573 29.757 Provisão p/ créditos de liquidação duvidosa .... (25.477) (23.131) Total ............................................................ 65.551 47.634 Circulante ................................................... 65.041 45.864 Não circulante ............................................ 510 1.770 Os saldos faturados, agrupados por prazo de vencimento em 31 de dezembro de 2017 podem ser assim demonstrados: 31/12/2017 A vencer ...................................................... 4.361 Vencido até 60 dias ..................................... (2.447) Vencido entre 61 e 90 ................................. (69) Vencido entre 91 e 180 ............................... 112 Vencido entre 181 e 360 ............................. 278 Acima de 360 ............................................. 22.221 Total ............................................................ 24.455 (a) A variação de receita a faturar é decorrente da aquisição de novos contratos, que reflete o estágio da execução do contrato. A Sociedade considera que o montante constituído como provisão para devedores duvidosos é suficiente para fazer frente às eventuais perdas na realização dos créditos. A movimentação da provisão para créditos de liquidação duvidosa é como segue: 31/12/2017 31/12/2016 Saldo no início do exercício ....................... (23.131) (13.722) Adições ....................................................... (2.428) (10.966) Reclassificações ......................................... (3.176) (1.478) Reversões ................................................... 3.258 3.035 (25.477) (23.131) 5. Estoques 31/12/2017 31/12/2016 Estoque para industrialização ..................... 9.957 4.759 Estoque para revenda ................................. 1.785 4.757 Provisão p/ obsolescência dos estoques (a) (1.478) (4.356) 10.264 5.160 (a) Durante o exercício de 2016, a Sociedade constituiu provisão visando ajustar o 9. Imobilizado CUSTO Terrenos Vida útil (anos) .................... Saldo em 31/12/2015 ........... 40.807 Adições ................................ Baixas .................................. Saldo em 31/12/2016 ........... 40.807 Adições ................................ Reclassificação .................... Baixas .................................. Saldo em 31/12/2017 ........... 40.807 DEPRECIAÇÃO Terrenos Saldo em 31/12/2015 ........... Adições ................................ Baixas .................................. Saldo em 31/12/2016 ........... Adições ................................ Baixas .................................. Saldo em 31/12/2017 ........... -

Máquinas e Equipamentos Imóveis 10 25 7.714 26.224 355 8.069 26.224 234 (58) 8.303 26.166 Máquinas e Equipamentos Imóveis (2.391) (3.520) (812) (1.040) (3.203) (4.560) (823) (3.189) (4.026) (7.749)

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2017 (Valores expressos em milhares de reais - R$) Nota 31/12/2016 explicativa 31/12/2017 Reapresentado Fluxo de caixa das atividades operacionais Lucro (prejuízo) do exercício ............ 20.684 (6.554) Despesas (receitas) que não afetam o caixa:

Depreciação e amortização .............. Provisão para créditos de liquidação duvidosa ........................ Constit. de provisão aviso prévio .... Constituição de provisões diversas . Constituição de provisão p/ riscos ... Constituição de provisão p/ multa rescisória de FGTS ......................... Provisão para valor realizável líquidos dos estoques ...................... I.R. e Contrib. Social diferidos ........

Baixa de ativos imobilizados e intangíveis

9 e 10

5.121

2.706

4 11 15 16

2.346 557 4.430 4.981

7.931 620 (4.995) 19.560

11 5 13 9 e 10

1.275

2.182

(2.878) (1.017) 61

4.356 (11.444) 44

(Aumentos) reduções de ativos: Contas a receber de clientes ............ (20.263) 3.570 Estoques .......................................... (2.226) (3.931) Impostos a recuperar ....................... 12.458 (20.347) Adiantamento a fornecedores .......... (1.461) 3.303 Outros ativos ................................... (2.177) 14.930 Aumentos (reduções) de passivos: Fornecedores ................................... 16.839 5.004 Obrigações sociais ........................... 2.847 (4.966) Impostos a recolher ......................... (9.610) (12.605) Adiantamento de clientes ................ 3.449 (13.917) Outros passivos ............................... (615) (1.846) Caixa aplicado nas operações ............ 34.801 (16.399) Pagamento de juros sobre empréstimos e financiamentos ......... (825) Caixa líquido aplicado nas atividades operacionais .................... 33.976 (16.399) Fluxo de caixa das atividades de investimento Aumento do ativo imobilizado ........ 9 (561) (685) Aumento do ativo intangível ........... 10 (26) (92) Caixa líquido aplicado nas atividades de investimento ............... (587) (777) Fluxo de caixa das atividades de financiamento Pagamento de empréstimos e financiamentos ............................... (6) Caixa líquido aplicado nas atividades de financiamento ............. (6) Aumento (redução) de caixa e equivalentes de caixa ........................ 33.389 (17.182) Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício ............................ 2.495 19.677 Caixa e equivalentes de caixa no final do exercício ............... 35.884 2.495 Aumento (redução) de caixa e equivalentes de caixa ........................ 33.389 (17.182) As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. valor realizável de determinados estoques. Estes estoques vêm sendo vendidos durante o exercício de 2017 e, à medida que as vendas ocorrem, esta provisão é revertida, se aplicável. A movimentação da Provisão para obsolescência dos estoques é como segue: 31/12/2017 31/12/2016 Saldo no início do exercício ....................... (4.356) Adições ....................................................... (69) (4.356) Reversões ................................................... 2.947 (1.478) (4.356) 6. Impostos a Recuperar ICMS a recuperar ...................................... INSS a recuperar ....................................... Imposto de renda retido na fonte ............... IPI a recuperar ........................................... ISS a recuperar .......................................... Contribuição social retida na fonte ........... PIS/COFINS .............................................. IRPJ/CSLL - crédito anos anteriores ......... Total ........................................................... Circulante .................................................. Não circulante ...........................................

31/12/2017 1.936 20.097 1.837 748 215 2.239 2.480 29.552 21.032 8.520

31/12/2016 1.063 18.864 14.571 176 871 4.567 1.409 489 42.010 30.657 11.353

7. Adiantamento a Fornecedores - Referem-se aos adiantamentos concedidos pela Sociedade para determinados fornecedores para aquisição de matérias-primas e equipamentos os quais serão aplicados em seus projetos. 31/12/2017 31/12/2016 Fornecedores circulante .............................. 2.278 1.284 2.278 1.284 8. Outros Ativos

31/12/2017 31/12/2016 Créditos de impostos (i) ............................. 12.509 9.473 Adiantamentos - outros ativos .................... 11 66 Seguros diversos - outros ativos ................. 109 409 Depósitos, cauções e garantias ................... 269 271 Depósitos judiciais ..................................... 1.722 720 Outras contas a receber com partes relacionadas (ii) ......................................... 1.000 Outros ativos .............................................. 435 939 Total ............................................................ 15.055 12.878 Circulante ................................................... 360 2.408 Não circulante ............................................ 14.695 10.470 (i) Conforme mencionado na nota explicativa 1, a OEngenharia iniciou suas atividades após a cisão ocorrida em 31 de janeiro de 2015, mediante à incorporação do acervo da Orteng Equipamentos e Sistemas S.A., empresa cindida. Em decorrência da necessidade de celebrar aditivos contratuais com todos os clientes após a incorporação do acervo de cisão, os contratos de construção e manutenção permaneceram em nome da empresa cindida por um certo tempo, até que fosse possível executar todo o trâmite entre as partes interessadas, prestador e tomadores de serviços, para suportar a transferência dos contratos para a OEngenharia. Durante o período em que os contratos permaneceram em nome da empresa cindida, os créditos tributários provenientes das retenções efetuadas pelos tomadores de serviços foram obviamente constituídos em nome da empresa cindida. Na database de 31 de dezembro de 2017 e 2016, os montantes relacionados são: 31/12/2017 31/12/2016 PIS/COFINS ............................................... 3.237 4.184 IRRF ........................................................... 7.459 5.289 CSRF .......................................................... 1.813 Total ........................................................... 12.509 9.473 Embora os créditos tributários tenham sido retidos em benefício da empresa cindida, em conformidade com o contrato de construção/prestação de serviços assinado entre as partes, no entendimento da Sociedade, o direito aos créditos é resguardado à empresa cindenda – OEngenharia, devido aos seguintes principais motivos: • A existência de acordo formal entre as empresas cindida e cindenda, no qual as partes se comprometem a colocar em prática mecanismos para permitir que os créditos tributários decorrentes dos contratos faturados pela empresa cindida que são parte integrante do acervo da cisão sejam transferidos para a empresa cindenda. O Imposto de Renda Retido na Fonte - IRRF, o PIS e a COFINS permanecem aguardando um acordo formal entre as empresas cindida e cindenda para que os créditos incorporados na cisão sejam transferidos para a OEngenharia. (ii) Transações com partes relacionadas - O saldo de outras contas a receber com partes relacionadas no montante de R$1.000 se refere a transferência bancária realizada em favor da controladora para suprimento de caixa em dezembro de 2016, no qual foi liquidado no início do exercício de 2017.

Móveis e Computadores Utensílios e periféricos 10 5 1.321 1.390 8 113 1.329 1.503 9 224 (11) 1.338 1.716 Móveis e Computadores Utensílios e periféricos (613) (930) (133) (232) (746) (1.162) (133) (167) 9 (879) (1.320)

Veículos 5 983 151 (134) 1.000 94 (143) 951 Veículos (689) (93) 134 (648) (101) 142 (607)

Instalações e benfeitorias 10 13 4 17 17 Instalações e benfeitorias (3) (3)

Imobilizado em curso 53 53 (53) Imobilizado em curso -

Total 78.452 684 (134) 79.002 561 (53) (212) 79.298 Total (8.143) (2.310) 134 (10.319) (4.416) 151 (14.584)

Saldo líquido em 31/12/2016 40.807 4.866 21.664 583 341 352 17 53 68.683 Saldo líquido em 31/12/2017 40.807 4.277 18.417 459 396 344 14 64.714 A OEngenharia é parte em um processo de natureza cível, no qual a parte reclamante solicitou a penhora do imóvel localizado à Avenida Santiago Ballesteros, com valor líquido contábil em 31 de dezembro de 2017 de R$10.528 (R$10.888 em 2016). Maiores detalhes sobre a causa estão divulgados na nota explicativa 16. 10. Intangível 14. Adiantamento de Clientes - Referem-se aos adiantamentos realizados pelos Produtos em clientes da Sociedade para aplicação na operação de seus diversos projetos: CUSTO desenvolvimento Softwares Total 31/12/2017 31/12/2016 Vida útil (anos) ..................... 5 Circulante ................................................... 26.817 20.204 31 de dezembro de 2015 ...... 120 2.297 2.417 Não circulante ............................................ 3.164 Adições ................................. 92 92 Total ............................................................ 26.817 23.368 Baixas ................................... (90) (90) 15. Provisões Diversas 31 de dezembro de 2016 ...... 120 2.299 2.419 31/12/2017 31/12/2016 Adições ................................. 26 26 Provisão para contratos onerosos (i) .......... 6.116 5.058 31 de dezembro de 2017 ...... 120 2.325 2.445 Provisões relacionadas ao negócio (ii) ....... 5.122 1.609 Produtos em Outras provisões para riscos (iii) ............... 2.228 2.369 AMORTIZAÇÃO desenvolvimento Softwares Total Total ............................................................ 13.466 9.036 31 de dezembro de 2015 ...... (742) (742) Passivo circulante ....................................... 6.417 5.057 Adições ................................. (396) (396) Passivo não circulante ................................ 7.049 3.979 Baixas ................................... 46 46 (i) A Sociedade reconhece em suas demonstrações financeiras provisão para os projetos 31 de dezembro de 2016 ...... (1.092) (1.092) com seus clientes cujos resultados apresentam-se de forma onerosa. (ii) As provisões Adições ................................. (577) (577) relacionadas ao negócio são compostas substancialmente por: a. Provisões para multas 31 de dezembro de 2017 ...... (1.669) (1.669) contratuais ainda em discussão junto a clientes. b. Provisões para coberturas de garantiSaldo líquido em 31/12/2016 120 1.207 1.327 as sobre projetos encerrados. c. Provisão para cobertura de custos com desmobilização Saldo líquido em 31/12/2017 120 656 776 de projetos em encerramento. (iii) Provisão de multa e juros de tributos a recolher fora 11. Obrigações Sociais do período de competência. 16. Provisões para Riscos - A Sociedade é parte em ações Os saldos das obrigações sociais são apresentados conforme a seguir: judiciais de natureza tributária, trabalhista e cível e em processos administrativos de 31/12/2017 31/12/2016 natureza tributária. A Administração acredita, suportada pela opinião e nas estimatiSalários ....................................................... 3.397 2.990 vas de seus assessores legais, que as provisões para riscos são suficientes para cobrir INSS ........................................................... 1.138 718 as eventuais perdas. Riscos prováveis: Essas provisões estão assim demonstradas: FGTS .......................................................... 691 741 31/12/2017 31/12/2016 IRRF ........................................................... 1.219 1.189 Provisões para riscos trabalhistas ................ 8.566 5.037 Provisão de férias ....................................... 9.528 7.874 Provisão para outros litígios (a) .................. 16.854 15.402 Provisão de aviso prévio ............................ 1.177 620 Total ............................................................. 25.420 20.439 Provisão multa rescisória FGTS ................. 3.457 2.182 (a) Procedimento Arbitral iniciado em fevereiro de 2016, relacionado à prestação Outros ......................................................... 1.315 929 de serviços de implantação de sistemas elétricos em cliente da Companhia que tem 21.922 17.243 por objetivo apurar a declaração de legalidade da rescisão contratual e eventuais danos, 12. Impostos a Recolher perdas e prejuízos envolvidos para ambas as partes em montantes ainda não estimados. 31/12/2016 Os termos da arbitragem estão submetidos a obrigações de confidencialidade. Até a 31/12/2017 Reapresentado presente data, além da provisão constituída, os desdobramentos desta arbitragem não I.R. retido na fonte a recolher ..................... 103 61 geraram quaisquer impactos adicionais nestas demonstrações financeiras. A Sociedade I.R. pessoa jurídica a recolher .................... 6.382 manterá seus quotistas e o mercado informados acerca de quaisquer desdobramentos Contrib. social sobre o lucro a recolher ..... 862 2.297 relevantes relativos ao Procedimento. Riscos possíveis: A Sociedade possui ações em ICMS a recolher ......................................... 166 217 andamento as quais, com base em informações de seus assessores legais internos e PIS/COFINS a recolher .............................. 4.778 5.564 externos, possuem uma avaliação do risco classificada como possível de perda, e, porISS a recolher ............................................. 126 992 tanto, não requerem o registro de provisões. Em 31 de dezembro de 2017 as causas Parcelamentos de impostos ........................ 7.877 9.780 possíveis montam em R$ 70.129 (R$ 63.011 em 31 de dezembro de 2016), as quais são Outros impostos a recolher ......................... 975 29 apresentadas conforme abaixo: (i) Em 22 de outubro de 2015, a Sociedade recebeu auto Total Impostos a Recolher .......................... 14.887 25.322 de infração emitida pela SEFAZ-MG, referente ao recolhimento a menor de ICMS em Circulante ................................................... 7.476 17.074 operações de transferência de “custos de mão de obra” entre filiais da OES ocorridas Não circulante ............................................ 7.411 8.248 entre 2010 e 2013. Ressalta-se que no referido auto de infração a Sociedade consta como coobrigada em razão de evento especial de cisão parcial no qual a Sociedade A Sociedade possui parcelamentos de impostos relacionados ao REFIS e ICMS, cuja incorporou a parcela do patrimônio líquido da OES. O aproveitamento de créditos de movimentação apresentamos abaixo: ICMS, segundo entendimento da SEFAZ/MG, refere-se a notas fiscais de custo de fa31/12/2017 31/12/2016 bricação que eram utilizadas pela OES com o intuito de transferir os custos homemSaldo no início do exercício ....................... 9.780 12.504 hora (HH) necessários à fabricação do produto acabado, visto que os empregados de seu Pagamentos ................................................ (2.241) (3.930) estabelecimento filial encontravam-se registrados na matriz. A autoridade fiscal entenAtualizações monetárias ............................. 338 1.206 deu que tais notas fiscais, emitidas com o CFOP 5.152 (Transferência de mercadoria Saldo no final do exercício ......................... 7.877 9.780 adquirida ou recebida de terceiros) estão em desacordo com a legislação de regência do ICMS. O valor do crédito tributário constante no auto de infração, incluindo a multa 13. Imposto de Renda e Contribuição Social - (a) Imposto de renda e contribuição isolada e a multa de revalidação, era de R$18.276. A Sociedade impugnou social diferidos - O Imposto de Renda e Contribuição Social diferidos estão apresentempestivamente, no dia 19 de novembro de 2015, por intermédio de advogado externo. tados de forma líquidas e são compostos por ativo fiscal diferido que monta em A Sociedade solicitou o reconhecimento da ilegitimidade do crédito tributário por figuR$102.504 (R$101.542 em 2016) e passivo fiscal diferido que monta em R$9.983 rar no polo passivo da autuação, argumentando que o artigo 132 do CTN não é aplicável (R$10.038 em 2016). O saldo líquido dos impostos diferidos resulta em ativo no neste caso, uma vez que entende, a partir da interpretação de seu parágrafo único, que tal montante de R$92.521 (R$91.504 em 2016). Além de prejuízos fiscais não compendispositivo legal só é aplicável nos casos em que a Sociedade cindida deixa de existir, sados, o saldo diferido é composto pelas principais diferenças temporárias a seguir isto é, no caso de cisão total. Atualmente, o crédito tributário em questão se encontra em descritas: provisão para créditos de liquidação duvidosa, provisão para contratos discussão na esfera judicial, em primeira instância. O valor atualizado da dívida até 31 onerosos, e demais provisões registradas contabilmente. (b) Imposto de renda e conde dezembro de 2017 é de R$20.689 (R$20.032 em 2016). Embasada nos argumentos tribuição social correntes - A conciliação da despesa calculada pela aplicação das do advogado externo, a Sociedade classifica a chance de perda nesta autuação como alíquotas fiscais combinadas e da despesa de imposto de renda e contribuição social possível. (ii) Em 3 de maio de 2016, a Sociedade se tornou coparticipante de um procesdebitada no resultado é demonstrada como segue: so de natureza cível, ação movida pela empresa Arcadis Logos Energis contra a OES. O 31/12/2016 valor atribuído à causa é de R$30.583. A ação decorre de uma execução de título 31/12/2017 Reapresentado extrajudicial, através da qual a Arcadis acusa a OES de não adimplir parcelas de um Lucro (prejuízo) contábil antes dos contrato de compra e venda de ativos celebrado entre as partes. Como a OEngenharia impostos sobre o lucro .............................. 31.770 (9.319) assumiu a parcela cindida da OES, foi então citada no referido imbróglio e em 13 de Alíquota fiscal ............................................ 34% 34% setembro de 2016 sofreu a penhora do imóvel localizado à Avenida Santiago Ballesteros. Imposto de renda e contribuição Foram apresentados embargos à execução pela OEngenharia, alegando, em síntese que: social e taxa nominal ................................. (10.802) 3.168 (a) a OEngenharia jamais fez parte da relação comercial entre a ARCADIS (Embargada) Compensação prejuízo fiscal ...................... 5.197 e a Orteng Energia (1ª executada/devedora principal), não sendo signatária do título Outros itens não tributáveis executado, portanto é Parte Ilegítima; (b) inexiste qualquer vínculo acionário ou grupo para fins fiscais .......................................... (5.481) (403) econômico entre OES e OEngenharia; (c) o benefício de ordem deve ser respeitado, Imposto de renda e contribuição social devendo ser constritos primeiramente os bens da devedora principal (Orteng Energia) e registrado no exercício .............................. (11.086) 2.765 do fiador OES, fato pelo qual foi solicitada a descontinuidade e/ou revogação e/ou Imposto de renda e contribuição declaração de nulidade da penhora realizada no imóvel da Embargante, situado na Rua social corrente ........................................... (12.103) (8.679) Santiago Ballesteros, nº 221. Também embasada nos argumentos do advogado externo, Imposto de renda e a Sociedade classifica a chance de perda nesta autuação como possível. 17. Patrimônio contribuição social diferido ....................... 1.017 11.444 Líquido - a) Capital social - Em 31 de dezembro de 2017 o Capital Social da OEngenharia


BELO HORIZONTE, SÁBADO, 14, A SEGUNDA-FEIRA, 16 DE JULHO DE 2018

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ECONOMIA Pág 2/2

O E N G E N H A R I A LT D A .

é de R$267.598 (R$267.598 em 2016), composto por 267.597.756 (duzentos e sessenta e sete milhões, quinhentos e noventa e sete mil setecentos e cinquenta e seis) quotas no valor nominal de 1,00 (um real) cada. O capital social da Sociedade é composto da seguinte forma: 31/12/2017 31/12/2016 Vinci Energies do Brasil Engenharia e Participações Ltda. ...................................... 267.598 267.598 Dominique Ferreira ......................................... 0 0 Total ................................................................. 267.598 267.598 b) Ajuste de avaliação patrimonial - Refere-se ao valor atribuído ao custo do ativo imobilizado líquidos de imposto de renda e contribuição social diferidos registrados no passivo não circulante. A movimentação do ajuste de avaliação patrimonial ocorrida durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2017 pode ser assim demonstrada: Saldo em 31 de dezembro de 2015 ................. 19.145 Saldo em 31 de dezembro de 2016 ................. 19.145 Realização do Ajuste de avaliação patrimonial, líquidos dos impostos ............... 128 Saldo em 31 de dezembro de 2017 ................. 19.273 18. Reconhecimento de Receita - a) Receita operacional líquida 31/12/2017 31/12/2016 Receita bruta de vendas e serviços .................. 294.253 284.929 Receita bruta de aluguel .................................. 38.699 Deduções e impostos incidentes sobre vendas: Devoluções ...................................................... (4.646) ICMS ............................................................... (5.917) (5.098) IPI .................................................................... (953) (573) ISS ................................................................... (8.148) (6.140) PIS ................................................................... (1.887) (2.316) COFINS ........................................................... (8.706) (10.682) Total deduções impostos sobre vendas ........... (30.257) (24.809) Total receita líquida de vendas ........................ 263.996 298.819 19. Custos e Despesas por Natureza 31/12/2017 31/12/2016 Mão de obra e outros gastos de obras ............. 122.874 137.773 Matérias-primas, material de consumo e outros insumos ............................................. 47.302 64.541 Seguros, honorários advocatícios, consultorias e auditorias ................................. 6.874 8.437 Subcontratação de serviços técnicos relacionados a obras e projetos ...................... 15.315 35.629 Despesa com multas ........................................ 2.056 5.688 Despesas com viagens ..................................... 2.844 4.880 Despesas com manutenção .............................. 18.559 3.035 Aluguel de máquinas e equipamentos ............. 17.617 11.363 Baixa de ativos imobilizados e intangíveis ................................................... 61 (44) Depreciação e Amortização ............................. 5.121 2.706 Provisão valor realizável líquido dos estoques ................................................... (2.878) 4.356 Provisões diversas ........................................... 4.430 4.995 Provisão para riscos ......................................... 4.981 19.560 Provisão (reversão) para créditos de liquidação duvidosa ................................... (830) 7.931 Outros gastos operacionais (a) ........................ (10.062) (4.149) Total ................................................................. 234.264 306.701 Custos dos produtos vendidos ......................... 196.018 242.372 Gerais e administrativas .................................. 53.497 64.755 Outras (receitas) despesas operacionais líquidas ...................................... (15.251) (426) Total ................................................................. 234.264 306.701 (a) Parte substancial do montante apresentado nesse grupo se refere ao êxito de processo judicial, cuja discussão envolvia a devolução do valor de ICMS retido por

CNPJ: 21.471.093/0001-02 NIRE: 31210436871

cliente. 20. Resultado Financeiro Despesas financeiras Juros incorridos .............................................. Descontos concedidos .................................... Despesas bancárias ......................................... Variação cambial passiva ............................... Receitas financeiras Rendimento de aplicações .............................. Descontos obtidos .......................................... Juros recebidos (a) .......................................... Outras receitas financeiras .............................

31/12/2017 (459) (182) (266) (3.886) (4.793)

31/12/2016 (2.038) (157) (265) (2) (2.462)

587 32 147 2 5.222 62 875 929 6.831 1.025 Resultado financeiro ....................................... 2.038 (1.437) (a) Os juros e atualização monetária recebidos são decorrentes do processo citado no item “a” da nota explicativa 19. 21. Gerenciamento de Riscos e Instrumentos Financeiros - 21.1. Fatores de risco financeiro - A Sociedade participa de operações envolvendo ativos e passivos financeiros com o objetivo de gerir os recursos financeiros disponíveis gerados pelas operações. Os riscos associados a estes instrumentos são gerenciados por meio de estratégias conservadoras, visando liquidez, rentabilidade e segurança. A avaliação destes ativos e passivos financeiros em relação aos valores de mercado, por meio de informações disponíveis e metodologias de avaliação apropriadas. Entretanto, a interpretação dos dados de mercado e métodos de avaliação requerem considerável julgamento e estimativas para se calcular o valor de realização mais adequado. Como consequência, as estimativas apresentadas podem divergir se utilizadas hipóteses e metodologias diferentes. A Sociedade não aplica em derivativos. Os valores de mercado dos ativos e passivos financeiros não divergem dos valores contábeis dos mesmos, na extensão em que foram pactuados e encontram-se registrados por taxas e condições praticadas no mercado para operações de natureza, risco e prazo similares. A Sociedade está exposta a diversos riscos financeiros inerentes à natureza de suas operações. Dentre os principais fatores de risco de mercado que podem afetar o negócio da Sociedade, destacam-se: Risco de liquidez - O risco de liquidez consiste na eventualidade da Sociedade não dispor de recursos suficientes para cumprir com seus compromissos em função de diferença dos prazos de liquidação de seus direitos e obrigações. O controle da liquidez e do fluxo de caixa da Sociedade é monitorado diariamente pela área financeira, de modo a garantir que a geração operacional de caixa e a captação prévia de recursos, quando necessária, sejam suficientes para a manutenção do seu cronograma de compromissos, administrando assim os riscos de liquidez para a Sociedade. Com a aquisição pela VINCI do controle acionário da Sociedade, a Administração passou a contar com o suporte financeiro relevante até que o resultado das reformulações e reestruturações das suas operações alcancem os objetivos esperados. a) Risco de crédito - O risco de crédito está associado à possibilidade do não recebimento de valores faturados aos seus clientes e é atenuado pelo fato de que a sua carteira é composta, na sua grande maioria, por clientes de grande porte e contratos de longo prazo com cláusulas de interrupção. b) Riscos financeiros - É o risco de que o valor justo ou os fluxos de caixa futuros de determinados instrumentos financeiros oscilem devido às variações nas taxas de juros e índices de correção. A Sociedade gerencia o risco de mercado com o objetivo de garantir que ela esteja exposta somente a níveis considerados aceitáveis de risco dentro do contexto de suas operações. 21.2. Gestão de capital - Os objetivos da Sociedade ao administrar seu capital são os de salvaguardar a capacidade de continuidade da Sociedade para oferecer retorno aos acionistas e benefícios às outras partes interessadas, além de manter uma estrutura de capital ideal para reduzir esse custo. As análises são feitas através da elaboração de um fluxo de caixa detalhado, alinhado com o plano de negócios, que é monitorado tempestivamente pela Administração. 21.3. Estimativa do valor justo - Pressupõe-se que os saldos das contas a receber de clientes, outras contas a receber, contas a pagar aos fornecedores, outras contas a pagar e empréstimos e financiamentos pelo valor contábil, menos a perda (“impairment”), quando aplicável, estejam próximos de seus valores justos. Os saldos de equivalentes de caixa, mensurados ao valor justo, são classificados como nível 2. 22. Cobertura de Seguros - A Sociedade adota a política de contratar cobertura de seguros de imóveis sujeitos a riscos, de responsabilidade civil, contra riscos de engenharia e contra riscos de performance por adiantamentos de obras, por montan-

tes considerados pela Administração para cobrir eventuais sinistros, considerando a natureza de sua atividade. Tipo de cobertura Término de vigência Limite segurado Patrimonial 30/03/2019 146.003 Responsabilidade civil geral 01/01/2019 2.000 As premissas de riscos adotadas, dada a sua natureza, não fazem parte do escopo de uma auditoria de Demonstrações Financeiras, consequentemente não foram examinadas pelos auditores independentes. 23. Transação não Envolvendo Caixa - A transação não envolvendo caixa da Sociedade é conforme demonstrado abaixo: 31/12/2017 31/12/2016 Realização do ajuste de avaliação patrimonial, líquido dos impostos ...... 128 Total ..................................................... 128 24. Aprovação das Demonstrações Financeiras - As demonstrações financeiras da Sociedade foram aprovadas e autorizadas para divulgação pela Diretoria em 4 de julho de 2018. Dominique Ferreira - Diretor Presidente CPF 063.091.217-31 - RNE: G099617-S DPF/RJ Frederico Gomide Mendes - Diretor Administrativo e Financeiro CPF 038.756.536-10 - RG MG 7.554.109 SSP-MG Lúcia Fátima da Silva - Contadora CPF 401.108.696-72 - RG M 1.633.099 SSP-MG - CRC MG 039474/O-9 RELATÓRIO DO AUDITOR INDEPENDENTE SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Aos Administradores da OEngenharia Ltda. Opinião com ressalva - Examinamos as demonstrações financeiras da OEngenharia Ltda. (“Sociedade”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2017 e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, bem como as correspondentes notas explicativas, incluindo o resumo das principais políticas contábeis. Em nossa opinião, exceto pelos efeitos, se houver, que poderiam decorrer do assunto mencionado na seção a seguir intitulada “Base para opinião com ressalva”, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da OEngenharia Ltda. em 31 de dezembro de 2017, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Base para opinião com ressalva - Conforme descrito na nota explicativa nº 13 às demonstrações financeiras, em 31 de dezembro de 2017, a Sociedade apresentava imposto de renda e contribuição social diferidos ativos no valor de R$102.504 mil (R$101.542 mil em 31 de dezembro de 2016), sobre diferenças temporárias dedutíveis, sendo que o imposto diferido foi registrado com base na expectativa de geração de lucros tributáveis futuros. Conforme o pronunciamento técnico CPC 32 - Tributos sobre o Lucro, o imposto de renda e a contribuição social diferidos devem ser reconhecidos para todas as diferenças temporárias dedutíveis na medida em que seja provável a existência de lucros tributáveis contra os quais a diferença temporária dedutível possa ser utilizada. A Sociedade não apresentou estudos que demonstrassem o valor recuperável do imposto de renda e contribuição social diferidos ativos conforme requerido pelas práticas contábeis adotadas no Brasil, nem fomos capazes de aplicar procedimentos alternativos de auditoria para nos satisfazermos quanto à necessidade ou não de ajustes nas demonstrações financeiras. Consequentemente, o escopo dos nossos exames não foi suficiente para nos permitir formar uma opinião quanto à adequação dos valores representativos do imposto de renda e contribuição social diferidos ativos e sua apresentação nas demonstrações financeiras da Sociedade em 31 de dezembro de 2017. Nossa auditoria foi conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Nossas responsabilidades, em conformidade com tais normas, estão descritas na seção a seguir intitulada “Responsabilidades do auditor pela auditoria das demonstrações financeiras”. Somos independentes em relação à Sociedade, de acordo com os princípios éticos relevantes previstos no Código de Ética Profissional do Contador e nas normas profissionais emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade - CFC, e cumprimos com as demais responsabilidades éticas de acordo com essas normas. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião com ressalva. Ênfase - Reapresentação dos valores correspondentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2016 - Conforme

mencionado na nota explicativa nº 2 às demonstrações financeiras, em decorrência de melhorias em seus controles internos, a Sociedade procedeu à reapresentação de saldos para demonstrar os corretos saldos referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2016, apresentados para fins de comparação, como previsto nos pronunciamentos técnicos CPC 23/IAS 8 - Políticas Contábeis, Mudanças de Estimativa e Retificação de Erro e CPC 26 (R1)/IAS 1 - Apresentação das Demonstrações Contábeis. Nossa opinião não contém modificação relacionada a esse assunto. Responsabilidades da Administração e da governança pelas demonstrações financeiras - A Administração é responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Na elaboração das demonstrações financeiras, a Administração é responsável pela avaliação da capacidade de a Sociedade continuar operando e divulgando, quando aplicável, os assuntos relacionados com a sua continuidade operacional e o uso dessa base contábil na elaboração das demonstrações financeiras, a não ser que a Administração pretenda liquidar a Sociedade ou cessar suas operações, ou não tenha nenhuma alternativa realista para evitar o encerramento das operações. Os responsáveis pela governança da Sociedade são aqueles com responsabilidade pela supervisão do processo de elaboração das demonstrações financeiras. Responsabilidades do auditor pela auditoria das demonstrações financeiras - Nossos objetivos são obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras, tomadas em conjunto, estão livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro, e emitir relatório de auditoria contendo nossa opinião. Segurança razoável é um alto nível de segurança, mas não uma garantia de que a auditoria realizada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria sempre detecta as eventuais distorções relevantes existentes. As distorções podem ser decorrentes de fraude ou erro e são consideradas relevantes quando, individualmente ou em conjunto, possam influenciar, dentro de uma perspectiva razoável, as decisões econômicas dos usuários tomadas com base nas referidas demonstrações financeiras. Como parte de uma auditoria realizada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria, exercemos julgamento profissional e mantemos ceticismo profissional ao longo da auditoria. Além disso: • Identificamos e avaliamos os riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro, planejamos e executamos procedimentos de auditoria em resposta a tais riscos, bem como obtemos evidência de auditoria apropriada e suficiente para fundamentar nossa opinião. O risco de não detecção de distorção relevante resultante de fraude é maior do que o proveniente de erro, já que a fraude pode envolver o ato de burlar os controles internos, conluio, falsificação, omissão ou representações falsas intencionais. • Obtemos entendimento dos controles internos relevantes para a auditoria para planejarmos procedimentos de auditoria apropriados às circunstâncias, mas não com o objetivo de expressarmos opinião sobre a eficácia dos controles internos da sociedade. • Avaliamos a adequação das políticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis e respectivas divulgações feitas pela administração. • Concluímos sobre a adequação do uso, pela Administração, da base contábil de continuidade operacional e, com base nas evidências de auditoria obtidas, se existe incerteza relevante em relação a eventos ou condições que possam levantar dúvida significativa em relação à capacidade de continuidade operacional da Sociedade. Se concluirmos que existe incerteza relevante, devemos chamar a atenção em nosso relatório de auditoria para as respectivas divulgações nas demonstrações financeiras ou incluir modificação em nossa opinião, se as divulgações forem inadequadas. Nossas conclusões estão fundamentadas nas evidências de auditoria obtidas até a data de nosso relatório. Todavia, eventos ou condições futuras podem levar a Sociedade a não mais se manter em continuidade operacional. • Avaliamos a apresentação geral, a estrutura e o conteúdo das demonstrações financeiras, inclusive as divulgações e se as demonstrações financeiras representam as correspondentes transações e os eventos de maneira compatível com o objetivo de apresentação adequada. Comunicamo-nos com os responsáveis pela governança a respeito, entre outros aspectos, do alcance planejado, da época da auditoria e das constatações significativas de auditoria, inclusive as eventuais deficiências significativas nos controles internos que identificamos durante nossos trabalhos. Belo Horizonte, 4 de julho de 2018. DELOITTE TOUCHE TOHMATSU Auditores Independentes - CRC nº 2 SP 011609/O-8 “F” MG Renato Vieira Lima - Contador - CRC nº 1 SP 257330/O-5

ALISSON J. SILVA

ANTECIPAÇÃO DE RECEITA

TJ suspende operação financeira do governo de MG AGE deve recorrer da decisão que o valor em questão não paga um mês de folha, que Depois de o Tribunal de é superior a R$ 3 bilhões. Contas do Estado de Minas O desembargador justiGerais (TCE-MG) adiar a ficou sua decisão alegando decisão sobre a proibição que o governo de Minas prede operação financeira pre- tendia viabilizar os recursos tendida pelo governo de por meio de empréstimo a Minas de lançar R$ 2 bilhões ser realizado pela Codemig, em debêntures da empresa com alta taxa de juros, e Minas Gerais Participações que a operação se insere (MGI) no mercado, com os no conceito de operação de créditos a serem assumidos crédito por antecipação de pela Companhia de Desen- receita. “Ademais, acrescenta volvimento Econômico de que a referida operação não Minas Gerais (Codemig), obteve autorização legislativa agora foi a vez do Tribunal específica e não observou as de Justiça de Minas Gerais formalidades devidas”, traz (TJMG) se manifestar. o documento. O órgão suspendeu a disPor fim, Benevides defende que o recebimento antecipado dos A decisão foi dada pelo valores conforme desembargador Wilson pactuado é vedaBenevides, no último dia 11 de do pelo art. 37, II da Lei de Responjulho, e diz respeito ao recurso sabilidade Fiscal, do deputado Gustavo Valadares sob alegação de que houve fraude à lei e desvio de finalidade tribuição de debêntures pela com a operação, inclusive MGI e qualquer procedimento para a Codemig contrair prejudicial ao erário. empréstimos de quaisquer instituições financeiras com Recurso - O processo cabe finalidade de comprar os recurso e o governo de Minas papéis da Minas Gerais Par- já informou que a Advocacia-Geral do Estado (AGE) vai ticipações. A decisão foi dada pelo contestar a decisão. Conforme o DIÁRIO DO desembargador Wilson Benevides, no último dia 11 de COMÉRCIO vem acompajulho, e diz respeito ao recur- nhando, em meados de juso impetrado pelo deputado nho, o conselheiro do TCE estadual Gustavo Valadares José Viana determinou a (PSDB), do bloco de oposição suspensão da distribuição na Assembleia Legislativa de debêntures pela MGI e de Minas Gerais (ALMG), sustou qualquer procedimensob a justificativa de que to para a Codemig contrair o governo pretende usar a empréstimos com finalidade Codemig para viabilizar um de comprar as debêntures. Mas, antes que a decisão empréstimo de R$ 2 bilhões. O empréstimo seria feito via fosse submetida ao colegiado do TCE, o desembargador bancos estrangeiros. “Esse dinheiro, com a Kildare Carvalho suspendeu triangulação, vai parar ile- a eficácia da medida, após o galmente no caixa do Execu- Estado entrar com mandado tivo”, disse o parlamentar, de segurança. Ele considerou denunciando ainda que o que a decisão do Tribunal de dinheiro pode ser usado para Contas colocaria em risco o obras eleitoreiras. Ele ressal- plano de gestão da evidente tou também que o recurso crise financeira do Estado. Segundo já dito pelo gonão pode ser utilizado para pagamento de salários devi- verno de Minas, o dinheiro é do a impedimentos legais e para quitar dívidas judiciais. MARA BIANCHETTI

Essa não é a primeira vez que o governo tem a operação interrompida; o TCE-MG já havia tomado medida semelhante

PESQUISA

Aposentadoria preocupa brasileiros São Paulo - Uma pesquisa feita em 15 países e obtida em primeira mão pelo Broadcast mostra que os brasileiros são os que mais se preocupam com a possibilidade de perder benefícios da aposentadoria. Parte do receio se deve às discussões sobre a reforma da Previdência, que foi proposta pelo governo Michel Temer, mas, por falta de apoio no Congresso, não chegou a ser votada. O levantamento, feito pela seguradora Mongeral Aegon, indica que, para 13 dos 15 países consultados, a redução de benefícios da previdência pública é a tendência que mais deve afetar o plano de se aposentar. As exceções são Reino Unido e Índia. Os brasileiros se destacam por serem os que mais citam essa preocupação. Enquanto o resultado global mostra que 38% dos entrevistados apontaram essa tendência como um fator a ser considerado na hora de se preparar para a aposentadoria, as menções sobem para 54% no Brasil. Embora a pesquisa seja feita pela Mongeral há sete anos, a de 2018 é a primeira que mede quais são as tendências que mais afetam o planejamento das pessoas para a previdência. É impossível, portanto, apontar se houve aumento ou diminuição das menções a cada tendência. No entanto, os responsáveis pelo estudo, em uma análise qualitativa das

PEDRO VENTURA / AGÊNCIA BRASÍLIA

País é o que tem maior temor quanto a perda de benefícios

respostas, garantem que a reforma da Previdência desempenhou um papel fundamental nos resultados do Brasil. “As discussões em torno da reforma geraram uma maior dimensão do risco de os benefícios serem reduzidos no Brasil. As discussões tomaram corpo com o debate sobre a fragilidade do sistema”, disse o diretor de Pesquisa do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon, Leandro Palmeira. Apesar de não ter sido sequer colocada em votação, a reforma continua no noticiário em razão da proximidade da eleição presidencial, como parte do debate entre pré-candidatos, que são instados a se posicionarem contra ou a favor de mudanças no sistema previdenciário. As mudanças do mercado de trabalho são a segunda maior preocupação dos brasileiros, com 32% de men-

ções. Nesse sentido, a crise econômica, que aumentou o desemprego, também afetou a percepção dos entrevistados no Brasil, uma vez que quem não trabalha tem mais dificuldade de contribuir para a previdência pública. “A crise fez crescer o grau de insegurança das pessoas”, afirmou Palmeira. Preparo - O estudo da Mongeral mostra também que, apesar das preocupações, os brasileiros são o terceiro povo que mais se sente preparado para a aposentadoria, atrás apenas dos indianos e chineses. Sentir-se preparado, no entanto, não significa estar preparado de fato. Na análise dos autores do estudo, o Brasil só aparece bem posicionado nesse quesito por fatores culturais, demográficos e relacionados aos benefícios da previdência pública.

Segundo o estudo, o Brasil é um país de otimistas, que acreditam que, mesmo sem um planejamento, “tudo vai dar certo no último minuto”. Além disso, se veem ainda como uma sociedade jovem e, por isso, estão menos atentos ao envelhecimento da população. Por último, o estudo considera que o sistema público de previdência é muito generoso, o que faz com que as pessoas sintam menos necessidade de procurarem uma alternativa. De qualquer forma, enquanto o Brasil passa por uma discussão de reforma do sistema previdenciário e ainda sofre os efeitos da crise econômica, cresce o número de adeptos da previdência privada. Segundo a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), os dados mais recentes mostram que, em abril deste ano, havia 13,4 milhões de brasileiros com plano de previdência privada, 7,2% a mais do que em abril de 2016, um mês antes do início do governo Temer, que propôs a reforma. O número ainda pode crescer. Segundo uma pesquisa de opinião feita pela Fenaprevi também em 2018, em parceria com o instituto Ipsos, apenas 38% estão dispostos ou têm recursos para fazer uma reserva para complementar os rendimentos na aposentadoria. Entre os demais, 7% dizem não ter recursos para guardar e 55% não souberam responder. (AE)


BELO HORIZONTE, SĂ BADO, 14, A SEGUNDA-FEIRA, 16 DE JULHO DE 2018

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INTERNACIONAL COMÉRCIO BILATERAL

CHINA

Trump quer acordo com Reino Unido

País registra superåvit Após criticar premiê britânica em entrevista, presidente dos EUA voltou atrås em plano recorde com EUA em junho Chequers (ING) - O pre- uma oportunidade incrível HANNAH MCKAY / REUTERS

sidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse, na sexta-feira (13), que torce para finalizar um acordo comercial com o Reino Unido, apĂłs a desfiliação britânica da UniĂŁo Europeia (UE), em uma abrupta mudança de tom em relação Ă entrevista a um jornal na qual afirmou que a estratĂŠgia da primeira-ministra britânica, Theresa May, para o Brexit mataria qualquer acordo bilateral. Em uma entrevista publicada poucas horas antes de os dois lĂ­deres se reunirem, Trump criticou os resultados “muito infelizesâ€? das propostas da premiĂŞ para o Brexit e suas tĂĄticas de negociação enquanto o Reino Unido se prepara para deixar o bloco em março de 2019. PorĂŠm, posteriormente, Trump adotou uma postura completamente diferente, dizendo que May estĂĄ fazendo um “trabalho fantĂĄsticoâ€?. “NĂŁo sei o que eles farĂŁo depois que o processo do Brexit estiver concluĂ­do e o Reino Unido tiver talvez deixado a UE, mas o que quer que façam estĂĄ bom para mim, essa ĂŠ a sua decisĂŁoâ€?, disse Trump, em uma coletiva de imprensa com May no jardim de sua residĂŞncia de campo oficial de Chequers. “O que quer que vocĂŞs façam estĂĄ bom para nĂłs, sĂł garantam que poderemos fazer comĂŠrcio juntos, isso ĂŠ tudo que importa. Esta ĂŠ COMERCIAL MINEIRA S.A. CNPJ/MF nÂş 17.167.727/0001-60 NIRE 3130003248-5 EDITAL DE CONVOCAĂ‡ĂƒO Assembleia Geral OrdinĂĄria a ser Realizada em 24 de Julho de 2018, Ă s 11 horas Ficam convocados os senhores acionistas da COMERCIAL MINEIRA S.A. (“Companhiaâ€?) para se reunirem em Assembleia Geral OrdinĂĄria da Companhia, a ser realizada Ă s 11 horas do dia 24 de Julho de 2018, na sede social da Companhia, localizada na Cidade de Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais, na Avenida Ă lvares Cabral, nÂş 1.707, Lourdes, CEP 30170001, para deliberarem sobre a seguinte ordem do dia: (i) exame e discussĂŁo a respeito das contas dos administradores, bem como das Demonstraçþes Financeiras referente ao exercĂ­cio social encerrado em 31 de dezembro de 2017; e (ii) da apreciação da destinação do resultado apurado com relação ao exercĂ­cio social encerrado em 31 de dezembro de 2017. Os acionistas poderĂŁo participar da Assembleia Geral OrdinĂĄria, ora convocada, por si, seus representantes legais ou procuradores, consoante dispĂľe o artigo 126 da Lei nÂş 6.404/76. Belo Horizonte, 12 de julho de 2018. FlĂĄvio Pentagna GuimarĂŁes - Diretor Presidente

para nossos dois países e a aproveitaremos plenamente�, acrescentou.

Entrevista - Na semana passada, no mesmo local, May finalmente obteve apoio de seu gabinete para seus planos do Brexit, mas, dias depois, dois de seus principais ministros renunciaram, o que levou Trump a descrever o Reino Unido, no inĂ­cio desta semana, como um paĂ­s em caos. Horas depois de essas propostas serem divulgadas formalmente, Trump questionou a estratĂŠgia em uma entrevista ao jornal The Sun, na qual fez uma avaliação demolidora. “Se eles fizerem um acordo assim, negociarĂ­amos com a UniĂŁo Europeia ao invĂŠs de negociar com o Reino Unido, entĂŁo isso provavelmente matarĂĄ o acordoâ€?, destacou Trump ao Sun. “Eu teria feito muito diferente. Eu inclusive disse a Theresa May como fazĂŞ-lo, mas ela nĂŁo me ouviuâ€?. Indagado sobre a entrevista, Trump afirmou que nĂŁo criticou a premiĂŞ e a cobriu de elogios. “Infelizmente saiu uma reportagem que, no geral, estava boa, mas que nĂŁo incluiu o que eu disse sobre a primeira-ministra, e eu disse algo tremendoâ€?, revelou. “Isso se chama fake newsâ€?. May tambĂŠm passou ao largo dos comentĂĄrios. “Hoje concordamos que, agora que o Reino Unido estĂĄ deixando a UniĂŁo Europeia, buscaremos um acordo de livre comĂŠrcio EUA-Reino Unido ambiciosoâ€?. (Reuters) “A Uniaço Ltda., por determinação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento SustentĂĄvel - SEMMAD, torna pĂşblico que foi concedida atravĂŠs do Processo Administrativo nÂş 32.970/2017, a LICENÇA AMBIENTAL SIMPLIFICADA, CLASSE 0, para a atividade de fabricação de mĂĄquinas-ferramenta, peças e acessĂłrios; fabricação de outros equipamenWRV H DSDUHOKRV HOpWULFRV QmR HVSHFLÂżcados anteriormente, localizada na Rua Texaco, nÂş186, bairro Distrito Industrial Jardim Piemont, Betim, MG. “

Trump disse, em coletiva com May, que oportunidade de negĂłcio entre os paĂ­ses ĂŠ incrĂ­vel

Fed mantĂŠm expectativa de altas de juros Washington - O crescimento econĂ´mico dos Estados Unidos foi sĂłlido durante o primeiro semestre do ano e o Federal Reserve (Fed) continua a esperar altas graduais dos juros, afirmou o banco central do paĂ­s em um relatĂłrio positivo ao Congresso. É a segunda apresentação do Fed a legisladores desde que o chairman Jerome Powell assumiu o comando do banco central em fevereiro. Ele responderĂĄ a perguntas nas prĂłximas terça e quarta-feira. Detalhes do relatĂłrio de 63 pĂĄginas sĂŁo consistentes com o cenĂĄrio atual do Fed SONGEO MINERAĂ‡ĂƒO S/A - CNPJ 41.799.313/0001-39 Aviso aos acionistas e Convocação para AGO - Convocamos os senhores acionistas para se reunirem em AGO Ă s 11: horas do dia 20/08/2018, na sede da companhia Ă  Av. Frei Orlando, 633, nesta capital, para deliberar sobre as seguintes matĂŠrias: 1) – Apreciação das contas da Diretoria, exame, disFXVVmRHYRWDomRGDVGHPRQVWUDo}HVÂżQDQFHLUDVHQFHUUDGDVHP 31/12/2017; 2) Destinação do resultado; 3) Fixação dos honorĂĄrios da Diretoria; 4) - Outros assuntos de interesse da sociedade. Na oportunidade a Companhia informa que se acham a disposição dos senhores acionista em sua sede social os documentos a que se refere o art. 133 da lei 6.404 de 15/12/1976, relativos ao exercĂ­cio encerrado em 31/12/2017. Belo Horizonte, 09/07/2018. (a) Vicente de Castro Sabino - Presidente.

Edital de LeilĂŁo. Comarca de Nova Lima/MG. 2ÂŞ Vara CĂ­vel. Processo: 0188.10.005.103-9. Autor: MGI Minas Gerais Participaçþes S/A. RĂŠu: Aurora Maria GuimarĂŁes Gouveia. Datas: 20/07/18 Ă s 12:30h por preço superior ao da avaliação, e se nĂŁo houver licitante, dia 27/07/18 Ă s 12:30h pela melhor oferta nĂŁo vil. Local: R. Pereira de Freitas, 163, Nova Lima/MG. Leiloeiro: Marco AntĂ´nio a quem caberĂĄ Ă  comissĂŁo de 5%. Bem: ImĂłvel rural denominado “Pasto do FeijĂŁoâ€? e “CapitĂŁo Agostinhoâ€?, em Rio Acima, ĂĄrea 44.885m². Matr. 4063 (CRI Nova Lima). Avaliação: R$170.000,00. &,0&236$(1*(1+$5,$(&216758dÂŽ(6 &13-0)1,5& $7$'$$66(0%/e,$*(5$/(;75$25',1Ăˆ5,$ 5($/,=$'$(0'(-81+2'( $WDVXPDULDGDFRQIRUPH†ƒGRDUWLJRGD/HL

'$7$GH-XQKRGHjVK QRYHKRUDV HPSULPHLUDFRQYRFDomR/2&$/6HGHGDVRFLHGDGHj 5XD:DOIULGR0HQGHV Q  %DLUUR&DOLIyUQLDQHVWD&DSLWDO&20326,d­2 '$ 0(6$ 3UHVLGHQWHÂą ('081'2 0$5,$12 '$ &267$ /$11$ 6HFUHWiULR 0$5&2 78//,2 0,5$*/,$ 1(72 35(6(1d$6DFLRQLVWDVTXHSHUID]HPPDLVGH GRLVWHUoRV GRFDSLWDOYRWDQWHFRQIRUPHDVVLQDWXUDVjV Ă€VGROLYURÂł3UHVHQoDGH$FLRQLVWDV´Q &2192&$d­2(GLWDOSXEOLFDGRQRVGLDV HQR0,1$6*(5$,6HQRÂł',Ăˆ5,2'2&20e5&,2´QRV GLDV HTXHOLGRDRVSUHVHQWHVHSRUHOHVUXEULFDGRID]SDUWHLQWHJUDQWHGHVWDDWD3$87$$  9DFkQFLDGHWRGRVRVFDUJRVGR&RQVHOKRGH$GPLQLVWUDomR% (OHLomRGHQRYRVPHPEURVGR&RQVHOKRGH $GPLQLVWUDomR Âż[DomR GH VXD UHPXQHUDomR JOREDO H GXUDomR GR PDQGDWR  )$726 2&255,'26 2 3UHVLGHQWH DSUHVHQWRXDVFDUWDVGHUHQ~QFLDHPFDUiWHULUUHYRJiYHOHLUUHWUDWiYHOGDVWUrVFRPSRQHQWHVGR &RQVHOKR GH $GPLQLVWUDomR GRFV   H   TXH UXEULFDGDV SHORV SUHVHQWHV LQWHJUDP D SUHVHQWH DWD '(/,%(5$dÂŽ(632581$1,0,'$'(D 5HFRQKHFLGDVDYDFkQFLDGHWRGRVRVFDUJRVGR&RQVHOKRHD QHFHVViULDHOHLomRGHVXEVWLWXWRVD 'HWHUPLQDGRTXHRPDQGDWRGRVVXEVWLWXWRVDVHUHPHOHLWRVFRPSOHWDUi DGXUDomRGRSUD]RGHJHVWmRGRVVXEVWLWXLGRVTXDOVHMDDUHDOL]DomRGD$VVHPEOpLD*HUDO2UGLQiULDDVHU UHDOL]DGDHPÂ? $SURYDGDPRomRGHDSODXVRjVFRQVHOKHLUDVTXHUHQXQFLDUDPFRPRUHFRQKHFLPHQWR SHODGHGLFDomRDRVREMHWLYRVGDHPSUHVDHSHORUHOHYDQWHWUDEDOKRDRORQJRGHPXLWRVDQRVÂ? 3RULQGLFDomR GRV  SUHVHQWHV IRUDP HOHLWRV RV VHJXLQWHV DFLRQLVWDV SDUD FRPSRUHP R &RQVHOKR GH $GPLQLVWUDomR 35(6,'(17( Âą 52%(57$ 0,5$*/,$ '( 628=$ 0$57,16 Âą EUDVLOHLUD GLYRUFLDGD HFRQRPLVWD FDUWHLUD GH LGHQWLGDGH Qž 0  H[SHGLGD SHOD 6630* &3) Qž  UHVLGHQWH H GRPLFLOLDGDQHVWD&DSLWDOj5XD$OYDUHQJD3HL[RWR$SWR%DLUUR6DQWR$JRVWLQKR&(3 9,&(35(6,'(17(521$/'2-26e'$&267$/$11$EUDVLOHLURFDVDGR(QJHQKHLUR&LYLO FDUWHLUD GH LGHQWLGDGH Qž ' H[SHGLGD SHOR &5($0* &3) Qž  UHVLGHQWH H GRPLFLOLDGR QHVWD &DSLWDO j 5XD *XDUDWLQJD  $SWR  %DLUUR 6LRQ &(3  H 9,&( 35(6,'(17( 0$5&(/2 )$5,$ *217,-2$6681d­2 EUDVLOHLUR FDVDGR HQJHQKHLUR PHFkQLFR FDUWHLUD GH LGHQWLGDGH Qž ' H[SHGLGD SHOD &5($0* &3) Qž  UHVLGHQWH H GRPLFLOLDGRQHVWD&DSLWDOj5XD(QJHQKHLUR$PDUR/DQDULDSWR%DLUUR$QFKLHWD&(3 2V FRQVHOKHLURV DVVLP HOHLWRV IRUDP LPHGLDWDPHQWH HPSRVVDGRV HP VHXV UHVSHFWLYRV FDUJRV H VHXV PDQGDWRVHVWHQGHUVHmRDWpDGDWDGHUHDOL]DomRGD$VVHPEOpLD*HUDO2UGLQiULDGHÂ? )RLÂż[DGDHP5  YLQWHHRLWRPLOUHDLV DUHPXQHUDomRPHQVDOSDUDRFROHJLDGRGR&RQVHOKRGH$GPLQLVWUDomRFRP YLJrQFLDDSDUWLUGRPrVGHMXOKRGH (QFHUUDGDVDVGHOLEHUDo}HVR3UHVLGHQWHIUDQTXHRXDSDODYUDH FRPRQLQJXpPGHODÂż]HVVHXVRGHWHUPLQRXDODYUDWXUDGDSUHVHQWH$WDTXHFRQIHULGDYDLSRUWRGRVDVVLQDGDH GHYHUD VHUDUTXLYDGDQD-XQWD&RPHUFLDOGR(VWDGRGH0LQDV*HUDLVHSRVWHULRUPHQWHSXEOLFDGDSDUDTXHVH SURGX]DPRVHIHLWRVGHGLUHLWR%HOR+RUL]RQWHGH-XQKRGH(VWDDWDFRQIHUHFRPDRULJLQDOFXMDV DVVLQDWXUDVGRVSUHVHQWHVFRQVWDPGRGRFXPHQWRRULJLQDOHGR/LYUR3UHVHQoDGH$FLRQLVWDVQƒĂ€V $VVLQDWXUDV(GPXQGR0DULDQR'D&RVWD/DQQDÂą3UHVLGHQWH0DUFR7XOOLR0LUDJOLD1HWRÂą6HFUHWiULR $QGUpD0DULDGD&RVWD/DQQDÂą$FLRQLVWD5RQDOGR-RVpGD&RVWD/DQQDÂą$FLRQLVWD5REHUWD0LUDJOLDGH 6RX]D0DUWLQVÂą$FLRQLVWD0DUFHOR)DULD*RQWLMR$VVXQomRÂą$FLRQLVWD0DULD$SDUHFLGD0LUDJOLD*RQWLMR $VVXQomRÂą$FLRQLVWD$QD3DXOD0LUDJOLD0DUWLQVÂą$FLRQLVWD5RVDQD%DUERVD0LUDJOLDÂą$FLRQLVWD0DUFLD 0LUDJOLD)LUSHÂą$FLRQLVWD$VVLQDGLJLWDOPHQWHRGRFXPHQWRR6U(GPXQGR0DULDQRGD&RVWD/DQQD -XQWD&RPHUFLDOGR(VWDGRGH0LQDV*HUDLV&HUWLÂżFRRUHJLVWURHPVRERQƒ3URWRFROR D 0DULQHO\GH3DXOD%RPÂżPÂą6HFUHWiULD*HUDO

apropriados, conforme se empenha para continuar a nutrir uma expansĂŁo econĂ´mica, que agora ĂŠ a segunda mais longa jĂĄ registrada. O Fed disse que o pacote de cortes tributĂĄrios da administração de Donald Trump provavelmente contribuiu para uma recuperação nos gastos do consumidor depois de um inĂ­cio de ano fraco, e deve fornecer um impulso moderado para o crescimento econĂ´mico este ano. Na quinta-feira (12), Powell afirmou acreditar que a economia norte-americana permanece em uma “boa formaâ€?, com os programas recentes de impostos e gastos do governo provavelmente impulsionando o Produto Interno Bruto (PIB) AnĂĄlise - Assim, o Fed “es- por trĂŞs anos. pera que mais aumentos O Fed elevou os juros sete graduaisâ€? nos juros sejam vezes desde que iniciou o ciclo de aperto monetĂĄrio, BONSUCESSO PARTICIPAÇÕES E EMPREENDIMENTOS S. A. em dezembro de 2015, e CNPJ NÂş 42.920.926/0001-45 NIRE/JUCEMG NÂş 313 0000 983 1 ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINĂ RIA promoveu o Ăşltimo aumenCONVOCAĂ‡ĂƒO Ficam convocados os acionistas da Bonsucesso Parto em meados de junho. O ticipaçþes e Empreendimentos S.A. (BPE), para a Assembleia Geral ExtraordinĂĄria, a ser realizada Ă s Fed prevĂŞ mais duas altas 10 (dez horas) do dia 26/07/2018, na sede social, situada na Avenida Nossa Senhora do Carmo, 520, atĂŠ o final do ano. (Reuters) žDQGDU%HOR+RUL]RQWH0*DÂżPGHGHOLEHUDUHP detalhado em suas reuniĂľes de polĂ­tica monetĂĄria, de que o crescimento econĂ´mico forte e o desemprego baixo exigem altas de juros, mas que a falta de fortes pressĂľes inflacionĂĄrias significa que elas podem ser graduais. “No primeiro semestre deste ano, a atividade econĂ´mica no geral parece ter se expandido a um ritmo sĂłlidoâ€?, disse o Fed, em seu relatĂłrio, acrescentando que a economia continua a ser sustentada pelo sentimento favorĂĄvel tanto do consumidor, quanto do empresariado, aumentos passados da renda das famĂ­lias, crescimento econĂ´mico sĂłlido no exterior e condiçþes financeiras domĂŠsticas expansionistas.

sobre as seguintes matÊrias: (i) redução do capital social; e (ii) nova redação para o art. 5º do estatuto social. Belo Horizonte, 11 de julho de 2018. João Clåudio Pentagna Guimarães Presidente do Conselho de Administração

PREFEITURA MUNICIPAL DE RIBEIRĂƒO DAS NEVES/MG PREFEITURA MUNICIPAL DE RIBEIRĂƒO DAS NEVES/MG – Chamamento Publico 006/2018 - torna pĂşblico que se encontra disponĂ­vel no site www.ribeiraodasneves.mg.gov.br, o edital do Chamamento Publico 006/2018, cujo objeto consiste na seleção pĂşblica para captação de patrocĂ­nio para a realização do evento “79° festa da padroeira nossa senhora das neves 2018â€?. A data para o credenciamento serĂĄ prorrogado para atĂŠ o dia 18/07/2018. Alex de Almeida Ferreira Silva/Presidente da CPL

BANCO INTER S.A.

CNPJ/MF: 00.416.968/0001-01 - NIRE: 31300010864 ATA DA REUNIĂƒO DO CONSELHO DE ADMINISTRAĂ‡ĂƒO REALIZADA EM 14 DE MAIO DE 2018 1. DATA, HORA E LOCAL. Em 14 de maio de 2018, Ă s 09:00 horas, na sede social do Banco Inter S.A., na Cidade Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais, na Av. do Contorno, nÂş 7.777, 3Âş andar, Bairro de Lourdes, CEP 30110-051 (“Bancoâ€?). 2. CONVOCAĂ‡ĂƒO E PRESENÇA. Dispensadas as formalidades de convocação por HVWDUSUHVHQWHDWRWDOLGDGHGRVPHPEURVGR&RQVHOKRGH$GPLQLVWUDomRGR%DQFRFRQIRUPHLGHQWLÂżFDGRVDEDL[R HVHQGRDVVLPYHULÂżFDGRRTXyUXPSDUDLQVWDODomRGDUHXQLmRHGHOLEHUDomRGRVDVVXQWRVGDRUGHPGRGLDQRV termos do Estatuto Social do Banco. 3. MESA.3UHVLGHQWH6U5XEHQV0HQLQ7HL[HLUDGH6RX]D6HFUHWiULD - Sra. Ana Luiza V. Franco Forattini. 4. ORDEM DO DIA. Deliberar sobre: (i) os resultados operacionais, HFRQ{PLFRVHÂżQDQFHLURVGR%DQFRUHIHUHQWHVDRWULPHVWUHHQFHUUDGRHPGHPDUoRGH Âł5HVXOWDGRV ž75,´  H R )RUPXOiULR GH ,QIRUPDo}HV7ULPHVWUDLV GR %DQFRSDUD R UHIHULGR SHUtRGR  ,75 LL  DSURYDomRGD3ROtWLFDGH5HODFLRQDPHQWRFRP&OLHQWHVH8VXiULRVGH3URGXWRVH6HUYLoRV)LQDQFHLURVGR%DQFR HVXDVVXEVLGLiULDV ÂłGrupo Inter´  LLL LQGLFDomRGR'LUHWRUGR%DQFRUHVSRQViYHOSHODREVHUYkQFLDGDVUHJUDV previstas na Resolução BACEN nÂş 4.539 de 24 de dezembro de 2016 (“Resolução 4.539/2016â€?), pelo Grupo ,QWHUH LY DXWRUL]DomRSDUDTXHDDGPLQLVWUDomRGR%DQFRSUDWLTXHRVDWRVQHFHVViULRVSDUDDLPSOHPHQWDomR GDV GHOLEHUDo}HV WRPDGDV 5. DELIBERAÇÕES. ,QVWDODGD D UHXQLmR DSyV D DQiOLVH H DSUHFLDomR GRV PDWHULDLV FRQVWDQWHV GD RUGHP GR GLD RV &RQVHOKHLURV SUHVHQWHV VHP TXDLVTXHU UHVWULo}HV GHOLEHUDUDP SRU XQDQLPLGDGH$SURYDURV5HVXOWDGRVž75,EHPFRPRDSURYDUHDXWRUL]DUDGLYXOJDomRGR)RUPXOiULR GH,QIRUPDo}HV7ULPHVWUDLV,75UHIHUHQWHDRDOXGLGRSHUtRGRQRVWHUPRVGD,QVWUXomRGD&RPLVVmRGH 9DORUHV0RELOLiULRV&90QžGHGHGH]HPEURGHFRQIRUPHDOWHUDGD$SURYDUDÂł3ROtWLFDGH 5HODFLRQDPHQWRFRP&OLHQWHVH8VXiULRVGH3URGXWRVH6HUYLoRV)LQDQFHLURV´TXHÂżFDDUTXLYDGDQDVHGHGR %DQFRQRVWHUPRVGR†žLQFLVR,GRDUWLJRžGD5HVROXomR1RVWHUPRVGR†žGRPHVPRDUWLJR DSURYRXVH WDPEpP TXH D SROtWLFD VHMD XQLÂżFDGD SDUD WRGR R FRQJORPHUDGR ÂżQDQFHLUR GR *UXSR ,QWHU  ,QGLFDUD'LUHWRUD-XUtGLFDH$GPLQLVWUDWLYDGR%DQFR6UD$QD/XL]D9LHLUD)UDQFR)RUDWWLQLFRPRUHVSRQViYHO GRUDYDQWHSHODREVHUYkQFLDGDVREULJDo}HVSUHYLVWDVQD5HVROXomRSHOR*UXSR,QWHU$SURYDU DDXWRUL]DomRSDUDTXHDDGPLQLVWUDomRGR%DQFRSUDWLTXHWRGRVRVDWRVQHFHVViULRVSDUDDLPSOHPHQWDomRGDV GHOLEHUDo}HVRUDDSURYDGDVSRGHQGRSDUDWDQWRDVVLQDUWRGRVRVGRFXPHQWRVHFXPSULUWRGDVDVIRUPDOLGDGHV QHFHVViULDV QRV WHUPRV H FRQGLo}HV DTXL SUHYLVWRV 6. ENCERRAMENTO. Nada mais havendo a tratar e LQH[LVWLQGRTXDOTXHURXWUD PDQLIHVWDomRIRLHQFHUUDGDDUHXQLmRGD TXDOVH ODYURXDSUHVHQWHDWDHPIRUPD GH VXPiULR TXH OLGD SHORV SUHVHQWHV H DFKDGD FRQIRUPH IRL SRU WRGRV DVVLQDGD Mesa: Presidente: Rubens 0HQLQ7HL[HLUDGH6RX]D6HFUHWiULD$QD/XL]D9LHLUD)UDQFR)RUDWWLQLConselheiros5XEHQV0HQLQ7HL[HLUD GH6RX]D-RmR9LWRU1D]DUHWK0HQLQ7HL[HLUDGH6RX]D&ULVWLDQR+HQULTXH9LHLUD*RPHV0DUFRV$OEHUWR &DEDOHLUR)HUQDQGH]-RVp)HOLSH'LQL]/HRQDUGR*XLPDUmHV&RUUrDH/XL]$QW{QLR1RJXHLUDGH)UDQoD%HOR +RUL]RQWH  GH PDLR GH  &HUWLÂżFDPRV TXH R SUHVHQWH H[WUDWR FRQIHUH FRP D DWD RULJLQDO ODYUDGD HP OLYURSUySULR0HVD Rubens Menin Teixeira de Souza3UHVLGHQWHAna Luiza Vieira Franco Forattini 6HFUHWiULD -XQWD &RPHUFLDO GR (VWDGR GH 0LQDV *HUDLV &HUWLÂżFR UHJLVWUR VRE R Qž  HP  da Empresa BANCO INTER S.A., Nire 31300010864 e protocolo 183578082 - 26/06/2018. Autenticação: %')&%(($%)))%0DULQHO\GH3DXOD%RPÂżP6HFUHWiULD*HUDO

Pequim - O superĂĄvit comercial da China com os Estados Unidos (EUA) atingiu um recorde em junho, quando as suas exportaçþes totais cresceram a um ritmo sĂłlido, resultado que pode inflamar ainda mais a disputa comercial com Washington. Mas sinais de que os exportadores apressaram os embarques antes de as tarifas entrarem em vigor na primeira semana de julho sugerem que o aumento no superĂĄvit ĂŠ excepcional, com analistas projetando uma balança comercial menos favorĂĄvel para a China nos prĂłximos meses, quando as taxas sobre as exportaçþes começarem a pesar. Os dados foram divulgados depois que o governo norte-americano elevou o tom em sua disputa comercial com a China, na terça-feira (10), dizendo que vai adotar tarifas de 10% sobre mais US$ 200 bilhĂľes em importaçþes chinesas, incluindo vĂĄrios itens de consumo. O superĂĄvit comercial da China com os Estados Unidos aumentou para o recorde mensal de US$ 28,97 bilhĂľes em junho, ante US$ 24,58 bilhĂľes em maio, de acordo com cĂĄlculos da Reuters baseados em dados oficiais iniciados em 2008. O superĂĄvit recorde “nĂŁo ajudarĂĄ as relaçþes jĂĄ azedas e tensĂľes elevadasâ€?, escreveu, em nota, Jonas Short, diretor do escritĂłrio de Pequim da Everbright Sun Hung Kai. As exportaçþes totais da China em junho aumentaram 11,3% sobre o ano anterior, informou a Administração Geral de Alfândega, superando a expectativa de alta de 10% em pesquisa da Reuters com 39 analistas. O MinistĂŠrio do ComĂŠrcio da China confirmou, no mĂŞs passado, que os exportadores chineses estavam acelerando as vendas para os EUA para se anteciparem Ă s tarifas esperadas. As importaçþes cresceram 14,1% em junho, contra expectativa de alta de 20,8% e ante aumento de 26% em maio. (Reuters)

PREFEITURA MUNICIPAL DE RIBEIRĂƒO DAS NEVES/MG PREFEITURA MUNICIPAL DE RIBEIRĂƒO DAS NEVES/MG - PregĂŁo 035/2018 - torna pĂşblico que encontra-se suspenso de seu prosseguimento o edital do PregĂŁo 035/2018, cujo objeto consiste na contratação de Micro Empresa ou Empresa de Pequeno Porte Especializada Para Prestação de Serviço de Fogos de ArtifĂ­cio Para Realização de Show PirotĂŠcnico, por um perĂ­odo de 12 (doze) meses. Alex de Almeida Ferreira Silva/Presidente da CPL.

COMPANHIA DE TECNOLOGIA DA INFORMAĂ‡ĂƒO DO ESTADO DE MINAS GERAIS - PRODEMGE CNPJ - 16.636.540/0001-04 REVOGAĂ‡ĂƒO DE PREGĂƒO ELETRĂ”NICO Revogo o processo PregĂŁo EletrĂ´nico n° 012/2018 – Processo n° 5141001-054/2018, para contratação de solução de impressĂŁo digital, compreendendo o fornecimento de impressoras por meio de locação, insumos de impressĂŁo (exceto papel), gerenciamento, monitoração e capacitação tĂŠcnica na solução, conforme solicitação da ĂĄrea tĂŠcnica Ă fl. 282 dos autos, tendo em vista a decisĂŁo de prorrogação do prazo de vigĂŞncia do contrato atual. Belo Horizonte, 13 de julho de 2018. Paulo de Moura Ramos – Diretor Presidente – PresidĂŞncia.

EMPRESA NACIONAL DE COMÉRCIO, RÉDITO E PARTICIPAÇÕES S. A. - ENCORPAR CNPJ/MF NÂş 01.971.614/0001-83 - NIRE n° 31300012522 COMPANHIA ABERTA ATA DA OCTOGÉSIMA QUARTA REUNIĂƒO EXTRAORDINĂ RIA DO CONSELHO DE ADMINISTRAĂ‡ĂƒO DA EMPRESA NACIONAL DE COMÉRCIO, RÉDITO E PARTICIPAÇÕES S. A. - ENCORPAR, (“Companhiaâ€?) REALIZADA NO DIA 28 DE JUNHO DE 2018, LAVRADA EM FORMA DE SUMĂ RIO. Data: 28 (vinte e oito) de junho de 2018. Local e hora: Rua AimorĂŠs, 981 – 12o andar, parte, Bairro FuncionĂĄrios, em Belo HorizonteMG, Ă s 12:00 (doze) horas. Presença: Totalidade dos membros do Conselho de Administração. Mesa: Presidente, JosuĂŠ Christiano Gomes da Silva, e SecretĂĄria, Mariza Campos Gomes da Silva. Ordem do Dia: - Deliberar sobre a constituição de aval/garantia para a sua coligada Companhia de Tecidos Norte de Minas -Coteminas, na operação de emprĂŠstimo de capital de giro, perante o Banco ItaĂş Unibanco S.A., inscrito no CNPJ/MF sob o nÂş 60.701.190/4816-09. Deliberaçþes: A totalidade dos membros do Conselho de Administração presentes decidiu, por unanimidade de votos e sem quaisquer reservas, aprovar a constituição de aval/garantia pela Companhia para a sua coligada Companhia de Tecidos Norte de Minas-Coteminas, na operação de emprĂŠstimo de capital de giro no valor de R$20.000.000,00, perante o Banco ItaĂş Unibanco S.A. inscrito no CNPJ/MF sob o nÂş 60.701.190/4816-09. Outros assuntos: NĂŁo havendo nenhum outro assunto a tratar, foram suspensos os trabalhos pelo espaço de tempo necessĂĄrio Ă  lavratura desta ata, a qual, reiniciada a sessĂŁo, foi lida e aprovada por unanimidade e sem restriçþes. Belo Horizonte-MG, 28 de junho de 2018. Assinaturas: JosuĂŠ Christiano Gomes da Silva, Presidente da ReuniĂŁo e Mariza Campos Gomes da Silva, SecretĂĄria. Membros do Conselho: JosuĂŠ Christiano Gomes da Silva, Presidente; Mariza Campos Gomes da Silva, Vice-Presidente; e JoĂŁo Gustavo Rebello de Paula. &HUWLÂżFRTXHDSUHVHQWHFRQIHUHFRPRRULJLQDOODYUDGRHPOLYURSUySULR-RVXp&KULVWLDQR*RPHVGD6LOYD 3UHVLGHQWHGD5HXQLmR-XQWD&RPHUFLDOGR(VWDGRGH0LQDV*HUDLVÂą&HUWLÂżFRRUHJVLWURVRERQž HP3URWRFROR$VV0DULQHO\GH3DXOD%RPÂżP6HFUHWiULD*HUDO

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BELO HORIZONTE, SÁBADO, 14, A SEGUNDA-FEIRA, 16 DE JULHO DE 2018

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POLÍTICA OPERAÇÃO MANUS

Henrique Eduardo Alves ganha liberdade Ex-ministro do governo Temer é beneficiado pelo mesmo habeas corpus concedido a Eduardo Cunha Brasília - O juiz federal Francisco Eduardo Guimarães Farias, da 14ª Vara Federal do Rio Grande do Norte, concedeu liberdade provisória ao ex-ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves (MDB) na sexta-feira (13), revogando sua prisão domiciliar. O magistrado é responsável pelo julgamento do processo originado pela Operação Manus, que investiga o recebimento de propina, além de corrupção e lavagem de dinheiro a partir dos recursos usados para a construção da Arena das Dunas, construída para a Copa do Mundo de 2014. O ex-ministro é réu no processo da Operação Manus, onde constam denúncias de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva. O juiz, na sua decisão, estendeu a Henrique Alves os efeitos da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello, que concedeu habeas corpus ao réu Eduardo Cunha no mesmo processo. “Quanto ao pedido de extensão ao acusado Henrique Eduardo Lyra Alves dos efeitos da decisão liminar proferida no HC 158.157-RN, que determinou a soltura de Eduardo Cunha por excesso de prazo, considerando que há nos autos manifestação do Ministério Público Federal pela concessão do pedido e que os fundamentos adota-

dos pelo Exmo. Sr. Ministro Marco Aurélio Mello se aplicam, pelas mesmas razões, ao ora requerente, defiro-o, determinando a expedição de alvará de soltura”, escreveu Farias, em sua decisão Henrique Alves estava preso na Academia de Polícia Militar (Acadepol) desde o dia 6 de junho de 2017 por conta de dois mandados de prisão preventiva - um expedido pela Justiça Federal do Rio Grande do Norte e outro pela Operação Sépsis, que corre na 10ª Vara Criminal do Distrito Federal. No Rio Grande do Norte, o ex-ministro do governo Temer foi alvo da Operação Manus, que investiga o pagamento de propina relaciona a construção da arena. Em Brasília, o peemedebista é réu e foi preso em um desdobramento da Operação Sépsis por supostamente receber valores de empresas que receberam aportes milionários do Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS). O ex-presidente da Câmara dos Deputados (MDB-RJ) Eduardo Cunha é réu juntamente com o ex-ministro Henrique Eduardo Alves, que também presidiu a Câmara, sob suspeita de envolvimento em um esquema de pagamento de propina investigado pela Operação Manus, desdobramento da Operação Lava Jato. Cunha e Eduardo Alves fazem parte

MARCELO CAMARGO/ABr

Eduardo Cunha e Henrique Alves são réus no processo sobre desvio de recursos na construção da Arena das Dunas

do grupo político do presidente Michel Temer dentro do MDB. Defesa - O advogado Marcelo Leal, que integra a defesa do ex-ministro, afirmou que a decisão “é o coroamento de um processo em que até mesmo as testemunhas de acusação e os delatores premiados atestaram a inocência de Henrique Alves”. “O processo está no final. Foram ouvidas quase 100 testemunhas neste processo e todas, absolutamente todas, confirmam a inocência de Henrique!”, disse o advogado. AE/ABr/Reuters)

ELEIÇÕES

PSD fecha apoio a Alckmin e tucano já negocia com outros três partidos São Paulo - O PSD, partido do ministro de Ciência, Tecnologia e Comunicações, Gilberto Kassab, fechou apoio ao pré-candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, na eleição de outubro deste ano e o tucano já tem praticamente certo o apoio de pelo menos outras três legendas - PPS, PV e PTB -, disse o secretário-geral tucano, deputado Marcus Pestana (MG). “Já temos uma aliança de cinco partidos a caminho. É a única candidatura que tem isso”, disse Pestana à Reuters por telefone. “Já estamos mais ou menos com um quinto do tempo de TV assegurado, o que já dá uma boa base”, disse o secretário-geral do PSDB. Pestana disse que Alckmin e o PSDB seguem conversando com outras legendas, como o DEM, que tem como pré-candidato o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (RJ), mas que vem mantendo conversas com outras pré-candidaturas, como a de Ciro Gomes, do PDT. De acordo com Pestana, o acordo com o PSD incluiu o acerto de que o PSDB apoiará candidatos da legenda aliada nos estados, como por exemplo no Rio Grande do Norte, onde Robinson Faria tentará a reeleição como governador. No Rio de Janeiro, onde o PSD tem a pré-candidatura de Índio da Costa - vice na chapa presidencial tucana encabeçada por José Serra em 2010 quando integrava o DEM - as conversas ainda estão em andamento. O secretário-geral do PSDB

disse que as tratativas com o PSD, com os outros três partidos já praticamente acertados e com potenciais novos aliados ainda não têm abordado a vaga de vice na chapa de Alckmin. “O vice só será objeto de definição na hora que tivermos a visão global da aliança”, disse Pestana. De acordo com pesquisa CNI/Ibope divulgada no mês passado, Alckmin tem entre 4% e 6% das intenções de voto para presidente na eleição de outubro. O tucano tem minimizado a importância das pesquisas neste momento e afirmado que a situação sofrerá alterações quando a campanha começar oficialmente em agosto. Sobre alianças, o presidenciável tucano já havia dito também que tinha conversas avançadas com quatro partidos e o ex-governador de Goiás Marconi Perillo, que é o coordenador político da campanha de Alckmin, havia citado PSD, PTB, PV e PPS como aliados potenciais que estavam bem encaminhados. Alckmin também tem buscado atrair para sua candidatura partidos do chamado centro político --entre eles DEM, PP e Solidariedade. Desistência - O empresário Flávio Rocha desistiu de sua pré-candidatura à Presidência da República pelo PRB na sexta-feira (13), e o partido defende o diálogo em busca de “proposta mais equilibrada” para o Brasil. Segundo nota divulgada pelo PRB, a desistência do dono da varejista Riachuelo foi tomada em conjunto com

o presidente do partido, ex-ministro Marcos Pereira, e a bancada da legenda no Congresso, dois dias depois de os parlamentares anunciarem que a pré-candidatura estava mantida. “Há um entendimento claro de que o país não pode flertar com os extremos e, por isso, mais do que nunca durante todo o processo, é fundamental que as forças de centro se unam num único projeto”, afirma o PRB no comunicado. “Ao deixar a pré-candidatura, o PRB e Flávio Rocha abrem espaço para o diálogo firme em busca de construir a proposta mais equilibrada para o Brasil. O País não pode errar”, acrescenta. Segundo a nota, o partido vai se dedicar agora a “liderar esse processo e fazer valer a vontade da maioria dos brasileiros, que é o equilibro econômico, a retomada do crescimento e o reencontro com o emprego”. Na pesquisa CNI/Ibope divulgada em junho, o empresário aparecia com apenas 1% das intenções de voto. O PRB faz parte do governo do presidente Michel Temer e é um partido que já deve estar sendo procurado pelo MDB, disse na sexta-feira o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, após anúncio da desistência do pré-candidato do PRB à Presidência, Flávio Rocha, da corrida pelo Planalto. Em entrevista a jornalistas, Marun disse também que Rocha é um nome importante que poderia ser avaliado para compor uma chapa presidencial. (Reuters)

LAVA JATO

PGR defende imparcialidade de Moro no processo de Atibaia contra Lula Brasília - A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu no Superior Tribunal de Justiça (STJ) a “imparcialidade” do juiz Sergio Moro, ao comandar o processo em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é réu, no caso do sítio de Atibaia. “Assim, inviável a declaração de nulidade de todos os atos praticados no curso da ação penal processada e julgada pelo Juízo Criminal Federal de Curitiba, que se manteve imparcial durante toda a marcha processual”, afirma o subprocurador-geral da República, Nívio de Freitas Silva Filho. A manifestação é feita dentro de um recurso em que a defesa do ex-presidente afirma que Moro é parcial, tentando retirar o caso das mãos do juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba. O relator do pedido é o ministro Felix Fischer, responsável pelos processos da Lava Jato no tribunal superior. O ministro já negou recursos similares de Lula, que também bus-

cavam reconhecer a suposta imparcialidade de Moro. O Ministério Público Federal já havia se manifestado contra os pedidos da defesa de Lula no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). O subprocurador lembra ao STJ que a 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, por unanimidade, “negou provimento à exceção de suspeição criminal”. Silva Filho explica que, “inconformado”, o petista apresentou recurso ao STJ, persistindo que seja reconhecida a suspeição de Moro. “Entretanto, segundo bem assinalado pelas instâncias ordinárias, já foram julgadas improcedentes inúmeras exceções de suspeição apresentadas pelo ora agravante anteriormente, o que, inclusive, autorizaria o não conhecimento do incidente”, destaca o subprocurador. Segundo ele, “vislumbra-se mero inconformismo” da defesa, que tenta tirar o processo das mãos de Moro. Nele, Lula é réu por corrupção passiva e lavagem de di-

nheiro. O recurso ainda deve ser analisado por Fischer. O ex-presidente já foi condenado na ação sobre o triplex no Guarujá. Teve a pena decretada na primeira instância e aumentada no segundo grau, pelo TRF-4. Por isso, cumpre pena de 12 anos e um mês desde abril na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Em junho, o jornal “O Estado de S. Paulo” mostrou que a defesa do ex-presidente já protocolou mais de 70 questionamentos judiciais no âmbito do processo do triplex do Guarujá. O parecer da PGR foi enviado ao STJ na última segunda-feira (9), um dia após o imbróglio jurídico instaurado no TRF-4, marcado por decisões conflitantes entre Moro, o desembargador Rogério Favreto e o relator da Lava Jato no TRF-4, João Pedro Gebran Neto. O dia acabou com o habeas corpus concedido a Lula por Favreto cassado pelo presidente do tribunal, Thompson Flores. (AE)

“Cela não é palanque”, diz advogado São Paulo - A decisão da juíza federal Carolina Moura Lebbos de negar 11 pedidos de cinco veículos de comunicação para entrevistar e sabatinar o petista dentro da prisão e de vetar sua saída para fazer campanha e participar da convenção do PT, repercutiu intensamente entre advogados constitucionalistas e criminalistas. A maioria concorda com a decisão da juíza com base na Lei da Ficha Limpa. Para o advogado Alexandre Ribeiro Filho, a decisão é correta. “Uma vez autorizado o cumprimento antecipado da pena pelo Supremo, não parece legítimo permitir que o preso faça da cela o seu palanque. O ex-presidente, além de cumprir pena em regime fechado, é inelegível de acordo com a Lei da Ficha Limpa”, afirma Ribeiro Filho, criminalista do Vilardi Advogados. Para o professor Daniel Falcão, especialista em direito constitucional e Direito Eleitoral, apesar de o artigo 16-A da Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997) prever que um candidato cujo registro esteja

sub judice pode efetuar todos os atos relativos à campanha eleitoral, o caso de Lula “é absolutamente sui generis”. Lula está preso desde 7 de abril, para cumprimento da pena de 12 anos e um mês de reclusão no processo do triplex do Guarujá (SP) A pena foi imposta pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) e a custódia do ex-presidente mantida pelos tribunais superiores. “Mesmo preso, Lula poderá pleitear o registro de sua candidatura Pela Lei da Ficha Limpa, ele deverá ter o registro indeferido, pois está inelegível. Preso, porém, não pode praticar atos de campanha eleitoral por estar cumprindo pena em razão de condenação por crimes de corrupção passiva e ocultação de bens. Não há qualquer possibilidade na legislação penal de um preso conceder entrevistas ou gravar programas para o rádio e para a TV visando à propaganda eleitoral”, afirma Daniel Falcão, do IDP e da USP.

titucionalista Vera Chemim explica que, de acordo com o inciso XV do artigo 41 da Lei de Execução Penal, Lula poderia ter contato com o mundo exterior por meio de correspondência escrita, da leitura e de outros meios de comunicação. “No entanto, o parágrafo único do mesmo artigo dispõe que esse direito em particular poderá ser suspenso ou restringido por diretor do estabelecimento”, segue Vera. “Por outro lado, a natureza dos crimes pelos quais ele foi condenado pressupõe a suspensão dos direitos políticos, até porque ele se encontra preso. Esse é o pano de fundo dos argumentos da juíza. Inclusive em razão da Lei da Ficha Limpa. Caso se entenda que houve excesso ou desvio da execução, ou seja, quando um ato for praticado além dos limites fixados na sentença, o sentenciado ou a sua defesa ou o próprio Ministério Público podem suscitar o incidente do excesso ou desvio de execução conforme preveem os artigos 185 e 186 da Lei de Execução Contato - A advogada cons- Penal”, avalia. (AE)


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POLÍTICA politica@diariodocomercio.com.br

PLANALTO

Marun atribui “pauta-bomba” às eleições Projetos em tramitação no Congresso podem ter impacto superior a R$ 100 bilhões nos gastos públicos Brasília - O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, procurou na sexta-feira (13) amenizar a “pauta-bomba” em tramitação no Congresso, que aumenta os gastos públicos e pode ter impacto superior a R$ 100 bilhões nas contas de 2019. Sob o argumento de que não é possível ignorar o ano eleitoral e sem querer comprar mais briga com a dividida base aliada, Marun disse que o Palácio do Planalto não avançará em “temas polêmicos”. Para o ministro, nem mesmo a decisão do Congresso de derrubar a proibição de reajuste salarial ao funcionalismo, a partir de 2019, pode ser considerada traumática. “Existe uma diferença entre liberar reajuste e não proibir”, afirmou Marun, ao dizer que foram apresentadas justificativas “plausíveis e até válidas” para a medida. Apesar de assegurar que o teto dos gastos públicos está mantido, o ministro observou que o próximo presidente tem o direito de conceder reajustes. “Mesmo que o governo tenha mantido sua posição, não vejo como questão traumática, principalmente para esse ano”, insistiu Marun. “Em 2019, teremos novo presidente, novo modelo, oriundo das urnas. Daqui a pouco pode um novo presidente pensar em aumento para alguma categoria que esteja realmente defasada.” A decisão do Congresso abre caminho para que 1,27 milhão de servidores ativos, inativos e pensionistas do Executivo pressionem o governo para aumentar os seus rendimentos. Na avaliação de Marun, o Estado brasileiro precisa ser “completamente reformulado”.

UESLEI MARCELINO/REUTERS

Governo vai revogar a MP das loterias

O ministro Carlos Marun não quer comprar briga com a dividida base aliada de Temer

“A gente só fala de teto máximo. Acho que tem de ter teto de entrada para ingresso no serviço público também. Hoje existem carreiras que têm entrada tão perto da saída que se torna desestimulante o bom exercício da atividade profissional no serviço público”, declarou. “Farra fiscal” - Marun disse que a atividade do Congresso tem sido “muito intensa” por causa da proximidade das eleições e afirmou não estar enxergando uma “farra fiscal” no Legislativo. O termo foi usado por integrantes da equipe econômica. “Eu não vi ali pauta-bomba”, amenizou o articulador político do Palácio do Planalto. Ao ser questionado sobre a manutenção do benefício tributário à indústria de refrigerantes da Zona Franca de Manaus, Marun admitiu que o governo foi atropelado no Senado e vai recorrer da medida.

“Num momento de baixo quórum, foi aprovado no Senado esse decreto que contraria pensamento do governo. Vamos tentar derrotar isso na Câmara”, comentou ele. “Isso não foi bem visto pelo governo e estamos negociando esse atropelo.” Aprovado pelo Senado na última terça-feira (10), o projeto provoca custo de R$ 1,78 bilhão por ano no Orçamento, mas ainda precisa passar pelo crivo da Câmara. Os incentivos haviam sido cortados pelo governo para bancar parte da fatura de R$ 13,5 bilhões do “bolsa caminhoneiro”, pacote de subsídios concedido para reduzir o valor do diesel e pôr fim à greve no setor de transporte de cargas. As prioridades de votação para o Planalto, após o recesso parlamentar, são a cessão onerosa de exploração de áreas do pré-sal e a privatização de distribuidoras da Eletrobras, em tramitação

no Senado. “Em termos legislativos, temos que nos adaptar à realidade. Não podemos ignorar que o Brasil vive um ano eleitoral, uma eleição curta, mas intensa. Não podemos exigir dos parlamentares situações nas quais haverá bombardeio de quem não tem responsabilidade e não haverá muito tempo para defesa”, argumentou Marun. Ao destacar que o governo não mexerá em vespeiro no Congresso, às vésperas das disputas eleitorais, o ministro lembrou que na Câmara há propostas não tão polêmicas, como a duplicata eletrônica, o distrato e o cadastro positivo. No diagnóstico de Marun, o Brasil só não está vivendo um momento de “euforia econômica” porque o governo não conseguiu aprovar a reforma da Previdência. “É o que eu sempre digo: se a gente não segue a receita, não pode reclamar do médico”, concluiu. (AE)

STF pediu retirada de veto a reajuste da LDO Brasília - Uma nota técnica enviada ao Congresso Nacional pela presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, foi um dos fatores de pressão para que os parlamentares aprovassem a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2019 sem o trecho que proibia o reajuste a servidores públicos. O texto foi votado na madrugada da última quinta-feira (12). Em ofício assinado em 10 de julho, Cármen se mostra contrária às vedações à concessão de vantagem, aumento, reajuste ou adequação de remuneração. “O relatório final apresentado destoa das regras estabelecidas pela Constituição da República para a redução de despesas, impondo a todos os órgãos da administração pública federal medidas sancionatórias previstas apenas para órgãos que não conseguirem alcançar os objetivos constitucionais”, diz a ministra no ofício. Cármen também assinala que a revisão geral anual é um direito constitucional do servidor público, “não sendo possível a sua supressão por lei ordinária”. A presidente da Suprema Corte ainda destaca que a redução linear de 10% das despesas de custeio administrativo, também derrubada, é inconstitucional.

ROSINEI COUTINHO/STF

Cármen Lúcia enviou ofício ao Congresso em defesa do direito de reajuste dos servidores

Os dispositivos buscavam aliviar a folha de pessoal da União e, vetados, intensificam a mobilização de servidores para conseguir aumentos salariais para o próximo ano. Ainda sobre o artigo que propunha a vedação à criação e provimento de cargos e aumentos, Cármen destacou que, mesmo de cargos vagos antes ocupados, a norma poderia conduzir a dificuldades na renovação dos quadros da Administração Pública. “Análise preliminar permite vislumbrar que as vedações propostas no relatório final podem contrariar o Novo Regime Fiscal estabelecido pela Emenda Constitucional

n.95”, afirma Cármen no ofício sobre o relatório apresentado na Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO), que continha as propostas para segurar as contas da União. Na apresentação da nota, enviada ao presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), a ministra diz que, “ciente da grave crise econômica do País”, o impacto negativo e a “duvidosa legitimidade constitucional” de algumas medidas que o relatório continha “tornam necessário especial atenção a alguns itens apresentados”. As tentativas de segurar os gastos foram incluídas

pelo relator da LDO, senador Dalírio Beber (PSDB-SC), que ouviu os apelos da equipe econômica do governo. O ano de 2019 será o sexto com déficit primário, ou seja, com despesas maiores que receitas. Com menos gastos de pessoal, o governo teria mais espaço para administrar o Orçamento do ano que vem. No entanto, a pressão de servidores e, segundo os parlamentares, a nota técnica do STF reverteram a situação durante um dia de resistências e negociações dentro do Congresso. Do lado de fora da Câmara, servidores fizeram protestos com bandeiras e faixas. (AE)

Brasília - O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, disse na sexta-feira (13) que o governo decidiu revogar a medida provisória que retirou recursos das loterias de esporte e cultura para repassar ao novo Ministério da Segurança Pública. Segundo Marun, o governo irá enviar uma nova MP em dez dias mantendo os recursos das duas áreas, mas também contemplando a pasta da Segurança. “A revogação da Medida Provisória 841 é uma decisão já tomada. Estamos voltando à situação anterior à 841 e, com base nela, estabelecemos as decisões a serem tomadas”, disse o ministro em café da manhã com jornalistas. Em uma reunião no início da tarde, ficou definido que para garantir os recursos para todas as áreas, o governo vai aumentar menos o prêmio das loterias. Inicialmente previsto para chegar à metade da arrecadação, no caso das chamadas numéricas, o prêmio ficará em 43,9%. Os percentuais serão maiores no caso das chamadas raspadinhas - 60% da arrecadação - e da loteria esportiva, de 55%, com a intenção de atrair mais apostadores, já que essas duas modalidades hoje representam apenas 4% das loterias e têm potencial maior de crescimento. De acordo com Marun, a mudança na MP permitirá que a área de segurança mantenha a arrecadação prevista, de R$ 800 bilhões no primeiro ano, mas as demais áreas também sejam preservadas. A nova MP trará ainda a definição de que os prêmios prescritos da loteria serão destinados ao Fundo Garantidor do Financiamento Estudantil (Fies). “O governo tem a estimativa de aplicar R$ 500 milhões por ano nesse fundo, até um limite de R$ 3 bilhões. Parte desses recursos virão dos prêmios prescritos”, disse Marun. O governo editou em 12 de junho a MP que diminuía os repasses dos recursos arrecadados pelas loterias para Cultura e Esporte e incluía a Segurança como destino. Na época, a alegação era de que os ministérios afetados não sentiriam falta do dinheiro, já que o orçamento estava contingenciado. A reclamação das áreas, no entanto, fez o governo voltar atrás. Apoio a Ciro - Durante o café da manhã com jornalistas, o ministro disse também que os partidos da base que decidirem apoiar o candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, devem deixar o governo. “É difícil alguém que tem ministros no governo dizer que o melhor é Ciro Gomes”, disse Marun. “Não estou dizendo que quem não apoia o Meirelles deixa o governo, mas tem que ter limite”, acrescentou, citando o pré-candidato do MDB à Presidência, ex-ministro Henrique Meirelles. O governo tem procurado líderes dos partidos da base que vem conversando com Ciro Gomes, especialmente DEM e PP, para avisar que apoiar o pedetista - que já chamou o presidente Michel Temer de “quadrilheiro” e que espera vê-lo preso - e permanecer no governo são coisas incompatíveis. Marun chamou de hipocrisia o fato de Ciro ter convidado para conversar partidos que estão ainda hoje no governo. “Naquela ideia do ganhar de qualquer jeito para depois ver o que vai fazer. Se ele busca partidos que não tem nada a ver com suas propostas, é a volta daquela política oportunista, pragmática, negocial, que ele diz que não defende”, atacou Marun. A mesma visão, no entanto, não vale para outros candidatos, como o tucano Geraldo Alckmin que, segundo ele, apesar de são ser o candidato do governo e por vezes “não ter se posicionado claramente em algumas questões”, não critica as linha do governo. “Nós entendemos que essas partidos deveriam todos se aglutinar em torno de candidatos que pelo menos não subam no palanque para dizer que é errado o que nós fizemos”, defendeu. Marun disse ainda que “não tem cabimento” imaginar um palanque com Ciro Gomes e representantes dos partidos da base com o candidato falando mal, por exemplo, da reforma trabalhista. “Eu torço para que não tenha sido em vão tudo que aconteceu no Brasil, que as pessoas analisem a coerência do candidato, que político que não é biruta de aeroporto. E dentro dessa nova política não cabe apoiar partidos que estiveram completamente contrário ao impeachment, à reforma trabalhista, ao estabelecimento de um teto de gastos”, ressaltou. (Reuters)


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NEGÓCIOS gestaoenegocios@diariodocomercio.com.br

AGÊNCIA I7 - DIVULGAÇÃO

ENTRETENIMENTO

Mercado de eventos dribla a crise em Belo Horizonte Produtoras usam a criatividade JULIANA BAETA

A cidade não para. Belo Horizonte continua efervescendo em eventos por todos os lados, festas, shows, resultado da criatividade e persistência dos produtores que, mesmo em tempos de crise, se reinventam para continuar oferecendo opções de lazer à população. A Nenety Eventos, por exemplo, viu o seu faturamento chegar a R$ 10 milhões no ano passado somente com as vendas on-line, sem contar com a venda de souvenirs como copos e bonés, patrocínios e venda de ingressos físicos que somam cerca de R$ 20 milhões. Mas para manter o faturamento estável, a empresa precisou se reinventar. “Nós que realizamos eventos, tivemos que encontrar alternativas para este delicado momento que o País atravessa. Apostamos nas melhores atrações e buscamos oferecer a melhor entrega ao cliente. Investimos também em atrações musicais, na qualidade de estrutura e na variedade de serviços e setores oferecidos para atender todos os gostos e bolsos”, conta o empresário da Nenety, Cristiano Carneiro. A produtora realiza em média 12 eventos de médio e grande porte por ano. Só o

Festeja Belo Horizonte 2017, produzido pela empresa, reuniu 60 mil pessoas no Mineirão. Ainda assim o principal desafio continua sendo conquistar o público. “Acredito que o principal desafio seja trazer o público diante de tanta concorrência e da crise financeira que assola o país, além de conseguir manter as contas equilibradas frente a relação custo X receita”, explica. O presidente da Belotur, Aluizer Malab, credita a efervescência de eventos na cidade à criatividade dos produtores e faz um panorama do cenário. “BH saiu do patamar de poucos eventos, desta sazonalidade, há muito tempo. Prova disso é a agenda repleta que temos hoje. Claro que há impactos frente a uma estabilidade econômica e, neste setor, qualquer mudança de vento afeta tudo. Mas o produtor é um profissional muito criativo e se reinventa a cada evento, porque normalmente as condições que já se tem nesta atividade são de alto risco, em que você deposita as suas apostas. Isso faz com que este profissional seja diferenciado e acabe tendo que lidar com essa imprevisibilidade”, explica.

Festival de música sertaneja realizada no Mineirão no ano passado pela Nenety Eventos reuniu cerca de 60 mil pessoas

Desafios - Para Malab, há alguns impasses que ainda dificultam o setor. “Como a gente tem muitos eventos recorrentes no calendário da cidade, isso também se torna uma motivação extra pra essa permanência. Mesmo que você diminua um pouco o porte do evento, você acaba o realizando. Mas a gente precisa avançar ainda em regulamentação, poderíamos estar mais avançados diante do ponto de vista de licenciamento, por exemplo. Também nos falta ainda uma casa de shows. Hoje já há mais espaços, mas ainda são de certa forma espaços adaptados para isso e não concebidos para serem uma casa de shows. Poderíamos trabalhar de forma mais integrada também, manter um calendário minimamente mais organizado, com menos sobreposição de eventos, isso facilitaria também a vida do produtor”, comenta.

Empresa aposta em nichos para crescer A produtora New Records viu a demanda por eventos, especialmente musicais, diminuir bastante nos últimos anos. Em se tratando de eventos gerais, a redução foi de 50% e de eventos musicais, 70%, segundo informou o proprietário Ricardo Munayer. “Há muitos anos BH tinha muitos eventos com bandas autorais e até mesmo conhecidas. Hoje o que está pegando mais são eventos com bandas covers tocando em pubs, mas neste caso, as bandas tratam diretamente com os donos das casas e não com produtoras. O motivo desta redução é a queda do poder aquisitivo das pessoas mesmo, a esperança é uma melhora geral na economia”, opina. Por outro lado, a produtora encontrou um nicho para investir e continuar se mantendo, o de eventos esportivos. Realizadora da Iron Biker, evento que já tem 25 anos, ela também criou o Iron Runner, evento de corrida que tem conquistado o público gradativamente. O Iron Biker que acontece neste mês abriu as inscrições em janeiro e em três dias

acabaram os ingressos para se ter uma ideia. O Iron Runner, que é mais recente, teve público de 700 pessoas em 2016, 800 pessoas em 2017 e este ano 900. “Aos pouquinhos vamos engatinhando, vamos fazer pegar. A nossa ideia agora é unir um evento de rock com o esporte, um Iron Rock, talvez, para atrair não só a galera do esporte, mas também o público em geral”, conta o produtor. Ela credita o crescimento dos eventos esportes à preocupação da população com a saúde, de um modo geral. “O pessoal está mais preocupado com a saúde e, por isso, os eventos esportivos estão bombando”, comenta. Mas nem sempre foi assim. A experiência de Munayer na área de eventos começou em 1982 e ele já presenciou diversas fases no setor. Talvez por isso, tenha encontrado a melhor maneira de sobreviver na crise: se adaptar de acordo com as tendências. “A melhor época de eventos musicais foi de 1985 a 2000, quando o pop rock estava em alta. Já de 1998 a 2008 o grande boom foi de eventos corporativos”, lembra. (JB)

BEBIDAS

Mercado Cervejeiro deve abrir as portas até agosto DIVULGAÇÃO

JULIANA BAETA

O Mercado Cervejeiro previsto para ser inaugurado em março deste ano no Jardim Canadá, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, deverá ser inaugurado nas próximas semanas. O projeto passou por algumas mudanças e deverá ser inaugurado entre final de julho e começo de agosto. Inicialmente projetado como um espaço de 1.300 metros quadrados e 15 lojas cervejeiras, ele foi ampliado para 1.500 metros quadrados e agora só terá oito lojas do ramo. Houve também um incremento no investimento que de R$ 2 milhões passou para R$ 3 milhões, montante que deve ser recuperado após dois anos de casa. O conceito também foi modificado, conforme explica a dona e idealizadora do projeto, Fernanda Massote. “Demos um conceito um pouco mais de mercado mesmo, de ter produtos para se levar para a casa. Já tínhamos essa ideia de todas as lojas de alimentação terem produtos não só para consumir no local, mas também para levar, como vinhos, carnes. Também estabelecemos uma parceria com a Fazendinha em Casa que oferece produtos como queijos, cafés, doces, pães, vegetais, direto dos produtores,

Projeto do empreendimento passou por mudanças e os investimentos previstos passaram de R$ 2 milhões para R$ 3 milhões

e aos fins de semana teremos a feira com eles. Cerca de 40 produtores irão expor os seus produtos na parte externa do mercado aos sábados e domingos”, explica. A mudança no conceito abre espaço também para novos públicos visto que o consumidor não precisa só ir ao Mercado Cervejeiro para beber no local, ele poderá ir com a família também, por exemplo, para fazer compras. Além da feira com os produtores, o espaço vai abrigar uma feira de design e artesanato, eventos com shows, programação cultural

com dias temáticos, atividades infantis em um espaço kids, intervenções e, até o fim do ano, cursos e workshops nas áreas que contemplam o conceito do espaço, como gastronomia e artesanato. Com 21 lojas fixas nas áreas de alimentação e bebidas, a diversidade gastronômica também foi contemplada, trazendo casas de carnes ao mesmo tempo que restaurantes veganos, por exemplo. As nove marcas de cervejas presentes no mercado – duas delas dividirão a mesma loja – são a Capa Preta, Coala, Krug

Bier, Prússia, Albanos, Kud, StohlBerg, Falke Bier e a Trinca. Já dentre os restaurantes estão nomes como da Pizza Sur, Black Burguer, Bem Bolado, Salumeria Central, Sorveteria Universal e o Vegan2Go. “Estamos trazendo uma certa diversidade para o mercado, pensando nas harmonizações com a cerveja, mas também levando em consideração o

fato de que hoje a gente consegue essa harmonização com quase tudo, já que são vários tipos de cerveja. Mas estamos trazendo um tom mais distraído, informal para o negócio, o mineiro é botequeiro, ele gosta de bater papo, tomar cerveja, se divertir”, pontua Fernanda Massote. O empreendimento deve gerar 100 empregos diretos e

indiretos. Além disso, mesmo depois da inauguração, novas mudanças podem ocorrer. “A gente vai sentir ainda o Mercado Cervejeiro, consideramos ele um elemento vivo, que pode ir mudando de acordo com a demanda, com o público, para ficar interessante pra todo mundo”, finaliza. Localização - Já fixada com empresa e residência no bairro Jardim Canadá, em Nova Lima, região metropolitana de Belo Horizonte, a empresária Fernanda Massote explica que a escolha pelo bairro se deu também pela grande variedade de fábricas de cerveja no entorno, cerca de 15. “E é um dos lugares que mais está crescendo na Grande BH, com um bom ambiente, um público bacana, acho que tem tudo pra dar certo”, explica. A estrutura do espaço foi inspirada nos mercados europeus localizados em centros urbanos. Com capacidade para um público de 1000 pessoas ao mesmo tempo, o Mercado Cervejeiro vai funcionar de quinta a sábado, entre 11h e 23h, e aos domingos de 11h às 18h.

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NEGÓCIOS PIXABAY

GESTÃO

Otimizar o desempenho digital é considerado essencial para gestores Levantamento consultou executivos de nove países DA REDAÇÃO

A Riverbed, The Digital Performance Company, anunciou recentemente os resultados da sua Pesquisa Global de Desempenho Digital 2018, revelando que quase todos (99%) tomadores de decisões nas empresas concordam que otimizar o desempenho digital é essencial para o desempenho dos negócios, enquanto 98% concordam que o digital, incluindo a entrega de serviços digitais e aplicações, é fundamental para o futuro dos negócios. No entanto, 95% desses mesmos tomadores de decisão afirmam que as principais barreiras – incluindo reduções orçamentárias, redes legadas e falta de visibilidade – estão impedindo o avanço das estratégias digitais e fornecendo desempenho e experiência do cliente exigidos no mundo digital atual. A pesquisa global, que inclui respostas de 1.000 tomadores de decisões de empresas com receitas superior a U$ 500 milhões em nove países, também descobriu que, enquanto os serviços e aplicativos digitais são críticos para o sucesso futuro dos negócios, 80% dos entrevistados relataram serviços digitais e aplicações essenciais estão falhando pelo menos algumas vezes por mês. “Esta pesquisa ressalta a tremenda oportunidade que a maximização do desempenho digital pode ter na experiência do usuário e no resultado final, ao mesmo tempo em que destaca os verdadeiros desafios que as empresas enfrentam hoje”, disse o CMO da Riverbed Technology, Subbu Iyer. “As descobertas reforçam que as empresas visionárias estão bem posicionadas para liderar

suas indústrias na corrida para a transformação digital, priorizando investimentos na modernização de suas redes e ferramentas para mensurar e gerenciar a experiência digital de seus clientes e funcionários. Aqueles que hesitam em adotar estratégias e processos digitais rapidamente cairão no esquecimento, e aqueles que impulsionam o desempenho digital terão resultados significativos nos negócios”, afirma. Necessidade imediata - A necessidade das empresas em fornecer uma experiência digital bem-sucedida para clientes, parceiros e funcionários é bem reconhecida e continua crescendo em importância. Cerca de 91% dos tomadores de decisão de negócios globais concordam que o fornecimento de uma experiência digital bem-sucedida é ainda mais importante para os resultados financeiros da empresa do que há três anos. Da mesma forma, 99% dos tomadores de decisões de negócios globais acreditam que sua empresa se beneficiariam com a melhoria do desempenho dos serviços digitais e aplicações. E isso é percebido primariamente por meio de: Melhor experiência e satisfação do cliente / usuário (53%); Maior agilidade do mercado (49%); Aumento de receita / vendas e rentabilidade (49%); Maior produtividade dos funcionários (49%); Menor tempo de colocação no mercado (48%). Obstáculos - No entanto, é amplamente reconhecido que os sistemas com desempenho inadequado hoje são uma limitação fundamental para uma estratégia digital bem-sucedida. De fato, dos 95%

dos tomadores de decisão de negócios globais que disseram que enfrentam desafios significativos para alcançar uma estratégia digital mais Gestores consultados concordam que o digital é fundamental para o futuro dos negócios DIVULGAÇÃO bem-sucedida, a grande maioria disse enfrentar multiplos desafios, incluindo: Restrições orçamentárias (51%); Infraestrutura de TI legada excessivamente complexa ou rígida (45%); Falta de visibilidade total em toda a experiência digital ou do usuário final (40%); Falta de pessoal disponível ou devidamente qualificado (39%); Falta de adesão da liderança na priorização de iniciativas digitais (37%). Entre os entrevistados, quase 80% dos que afirmaram que serviços digitais e aplicações essenciais estão falhando pelo menos algumas vezes por mês e impactando a produtividade e a experiência do usuário final, afirmam que enfrentam quase uma em cada Estudo foi elaborado pela Riverbed Technology e consultou 1 mil tomadores de decisão quatro falhas várias vezes por semana. Quando serviços digitais críticos falham, cada minuto é importante. Metade dos entrevistados diz que DA REDAÇÃO meses incluem: modernização de redes o tempo máximo aceitável e infraestrutura para maior agilidade para resolver problemas de Líderes empresariais inteligentes estão (60%); capacidade de monitorar e gedesempenho digital é de uma procurando dar maior ênfase às ferra- renciar melhor a experiência digital do hora, e quase 20% disseram mentas de gerenciamento e infraestrutura usuário final (59%); melhorar as capaem poucos minutos, recosubjacentes aos serviços digitais. De fato, cidades do service desk (59%); acelerar o nhecendo que uma falha no 99% dizem que a visibilidade em toda a desenvolvimento de aplicações (58%). serviço digital pode custar experiência digital é fundamental para Um número significativo desses mesmilhões de dólares em receitas medi-la e gerenciá-la com sucesso; e 98% mos tomadores de decisão também perdidas e impactar signifidos tomadores de decisão de negócios identificou as soluções em nuvem e as cativamente a fidelidade do globais acreditam que uma arquitetura tecnologias emergentes como principais cliente e marca reputação. de TI moderna que oferece maior agi- impulsionadoras da experiência digital Os líderes empresariais lidade é importante para melhorar o no futuro. Quase todos, 99%, acreditam estão bem conscientes do desempenho digital. que o uso de tecnologias de nuvem são impacto que essas falhas têm As empresas também dizem que a importantes para a estratégia digital de em seus negócios. As consehora de agir é agora. Ainda mediante a suas empresas, e os líderes de negócios quências expressas incluem: pesquisa, 77% dos tomadores de decisão gostariam que suas empresas investisPerda de vendas e receita de negócios globais dizem que é fun- sem em tecnologias emergentes como: (42%); Lançamentos atrasados damental que suas empresas invistam Análise de dados (60%); IoT (59%); Tecde produtos (41%); Perda na melhoria da experiência digital para nologia Blockchain (48%); Aprendizado de clientes (41%); Perda de usuários ou clientes nos próximos 12 me- de Máquina (47%); Inteligência Artificial fidelidade à marca (41%); ses. As principais áreas apontadas para (47%); Realidade Virtual (36%); Redes Perda de produtividade dos se fazer investimentos nos próximos 12 5G (21%). empregados (40%).

Ênfase em ferramentas de gerenciamento

IDEIAS

Mercado ganha com simplificação de plataformas MAURÍCIO ALEXANDRE *

O Google anunciou recentemente uma mudança significativa em suas plataformas de anúncios, centralizando diversas propriedades em três marcas principais: Google Ads (antigo adwords), Google Marketing Plataform (produtos diversos da DoubleClick + Analytics 360 suite) e Google Ad manager (DoubleClick for Publishers e Ad Exchange). É uma mudança de marcas - e também a unificação de produtos diversos - comprovando a máxima bem pontuada por Renato Mendes e o Roni Cunha Bueno, autores do livro Mude ou Morra”: o novo sempre vem. Se você é um profissional de marketing que às vezes confunde uma sigla com outra, troca o nome de uma ferramenta e às vezes esquece o significado de um conceito, não se preocupe: você não está sozinho. Estamos em um momento em que é necessário simplificar as coisas e, por isso, considero positivo o movimento do Google. Não é uma mudança só de marcas, já que o Google aproveitou para anunciar uma série de funcionalidades novas que serão disponibilizadas nas plataformas em um Keynote. A maior parte delas promete mudanças positivas, vale assistir (atenção para a alfinetada indireta no Facebook acerca

de segurança dos dados). Com essa mudança, fecham-se dois ciclos relevantes: a compra da DoubleClick em 2008 (a marca será enfim descontinuada) e o fim da marca Adwords, vaca leiteira de receita do Google desde seu lançamento 18 anos atrás. A verdade é que devemos muito ao Adwords: ele praticamente inventou o conceito de relevância e RTB (real time bidding), amplamente utilizados atualmente em quase qualquer plataforma de mídia. Apesar de não ter inventado o modelo de CPC (custo por clique) certamente foi a plataforma que tornou o método popular e difundido. Mas seu nome está antiquado e não é de hoje: em meados de 2007 o Adwords começava a permitir segmentações na “rede de conteúdo” (atual GDN) que iam além de seleção de palavras-chave. E não parou desde então: o Google sabidamente utilizou o Adwords como porta de entrada para difundir dezenas de novas dinâmicas como anúncios em vídeo e mobile. Lembro bem que todo mundo no mercado brasileiro utilizava o termo retargeting alguns anos atrás. Quando o Google lançou sua solução própria, chamou de remarketing como forma de diferenciação. Hoje em dia não ouço outro nome. Isso demonstra a força da plataforma do Adwords: quando não

lança tendência, no mínimo ajuda a torná-las populares. Não é à toa o Google está querendo simplificar essas dinâmicas: se por um lado empodera o profissional de mídia, por outro, aumenta a curva de aprendizado até o domínio da ferramenta. O movimento também deve auxiliar a ativação de campanhas de forma mais simples e automatizadas ajudando (espero) aqueles que não têm tempo, foco ou recursos para aprofundar nas suas

A resposta do Google é que o barco agora se chama “Google ads”. As plataformas do Google mudam um pouco todos os dias, mudemos com elas! técnicas: os pequenos empreendedores e donos de negócio locais. Embora aplauda e reconheça a eficiência de smart campaigns e otimização de lances por CPA – vale o alerta para não terceirizarmos toda a inteligência da escolha de audiência para essas plataformas (temos que utilizar, entender e direcionar, não apertar um botão e contar que a coisa se resolva sozinha). Espero de verdade que essas mudanças diminuam o número de cam-

panhas do Adwords mal estruturadas, desatualizadas e preguiçosas. Faço um desabafo: em 12 anos que trabalho com a plataforma não canso de ganhar acesso a contas assim. O Adwords iniciou todo um mercado de gestão desse tipo de plataforma e existe uma inegável dificuldade de auditar tecnicamente o trabalho. O que abre espaço para uma parcela de profissionais e agências com uma dinâmica danosa: bons no discurso, despreocupados com a entrega. Por vezes eles fazem bons profissionais parecerem gênios: alguém que “acerta” uma campanha do Adwords vira um salvador da pátria. A responsabilidade desse tipo de situação também recai para gerentes e diretores de marketing, que se abstém de aprender os conceitos necessários para supervisionar de forma apropriada uma campanha, criando o terreno para entregas ruins. Espero que a automação permita campanhas com uma estrutura boa a um clique, que o arroz com feijão pare de sair queimado. E dou o braço a torcer: levou 16 anos, mas finalmente o Adwords está com uma otimização por CPA / ROAS que entrega um bom resultado, efetivamente voltado para os objetivos de conversão e rentabilidade, que não parece tendencioso para aumentar o investimento. Então quero sim confiar que o Google Ads vai tornar

a gestão da plataforma mais acessível. Com isso, espero, que mais profissionais procurem entender seus mecanismos e parem de ter medo de se tornarem um pouco mais técnicos. Ser técnico não é ser operacional e aprender sobre ferramentas vai assegurar o futuro de qualquer profissional de marketing. Faça um esforço: não é rocket science. Quem não se atualizar vai perder o emprego para um engenheiro, um estatístico ou um algoritmo (o diretor que não souber contratar e supervisionar também). Enfim, o “adwords” já não é “anúncio com palavras” há muito tempo. Incorporou dezenas de segmentações diferentes, inclusive para busca paga. Lançou anúncio para o Youtube. Mudou a interface pelo menos duas vezes. Abraçou o mobile e sobreviveu a virada do universo desktop para o multiplataforma. Do seu lançamento para cá, o Google fez valer o paradoxo do navio de Teseu: “Se todas as partes de um barco forem substituídas, o barco deixa de ser o mesmo?”. A resposta do Google é que o barco agora se chama “Google ads”. As plataformas do Google mudam um pouco todos os dias, mudemos com elas! *Especialista em mídia digital e sócio da aceleradora de negócios Organica


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NEGÓCIOS DIVULGAÇÃO

Empresa criada em 2016 conta com cerca de 90 opções de alimentação saudável, entre porções, kits, pratos, sopas e snacks

DIVULGAÇÃO

Canovas destaca a importância do contato constante com o cliente

GASTRONOMIA

Liv Up estima faturar R$ 30 mi neste ano Startup de alimentação passa a operar em Belo Horizonte e espera crescer 40% ao mês até o fim de 2018 JULIANA BAETA

A procura crescente por uma alimentação menos nociva à saúde, motivada pelas mudanças no consciente coletivo em relação à forma de se relacionar com o próprio corpo, tem impulsionado a criação de novos negócios e investimentos nos que já existem no ramo. É o caso da Liv Up, startup de alimentação saudável que nasceu em 2016 e já projeta faturar R$ 30 milhões este ano. Com um centro de distribuição onde todas as operações são realizadas,

da compra dos insumos e produção das refeições, até a logística no processo de envio das encomendas, a empresa realiza entregas em São Paulo, Grande São Paulo, Rio de Janeiro, Niterói e, recentemente, passou a estender o serviço também para Belo Horizonte, onde espera crescer 40% por mês até o fim deste ano. “Como o nosso relacionamento é muito direto com o consumidor, temos uma relação muito próxima com ele. Atualmente, temos uma fila de espera com mais de mil pessoas que se inscre-

veram para que os nossos produtos sejam entregues em sua região. Com BH foi assim, recebíamos muitos pedidos por e-mail e nas nossas redes sociais para ter a Liv Up na cidade”, relata o cofundador da empresa, Marcelo Canovas. E como aconteceu em Belo Horizonte, onde o consumidor final influenciou diretamente na decisão da empresa, outra capital deve ter seus pedidos atendidos. Ainda neste ano, a marca deve chegar a Curitiba, no Paraná. “Este contato constante com o cliente é muito impor-

tante, porque influencia diretamente nas nossas tomadas de decisão tanto em relação aos lugares para onde vamos ampliar as nossas entregas, quanto no lançamento de novos produtos. Está prevista esta nova unidade até o fim do ano, mas continuamos procurando grandes centros para expandir. Não descartamos nenhuma cidade, mas a ideia de procurar por novas praças está muito relacionada ao tamanho da cidade e também a demanda”, explica.

mentação saudável, entre porções, kits, pratos, sopas e snacks, e são produzidas mais de 5.000 refeições para entregas por dia. Canovas acredita que esta é uma tendência sem volta. “As pessoas estão cada vez mais preocupadas com sua qualidade de vida, buscando saber o que tem dentro do alimento, qual a sua origem, por onde ele passou, e é por isso que temos uma forte conexão com produtores rurais. Nosso foco é levar bastante transparência para o usuário, para que ele Produtos - O site conta com veja toda a tabela de nossos cerca de 90 opções de ali- ingredientes, por exemplo,

e os produtos naturais que usamos, sem conservantes e sem corantes”, pontua Canovas. Crescimento - Somado ao projeto de expansão sob demanda, que acontece de acordo com os pedidos dos consumidores, e a tendência crescente do mercado de alimentação, o crescimento da empresa também se torna um caminho sem volta. Para o ano de 2019, é esperado um incremento de mais R$ 10 milhões no faturamento e a abertura de novas unidades pelo País.

TURISMO NASA/DIVULGAÇÃO

Viagem espacial deve custar até US$ 300 mil Seattle - A empresa de foguetes de Jeff Bezos planeja cobrar dos passageiros cerca de US$ 200 mil a US$ 300 mil por suas primeiras viagens ao espaço no próximo ano, disseram à Reuters duas fontes familiarizadas com os planos. Potenciais clientes e a indústria aeroespacial estão ansiosos para saber o custo de uma passagem no veículo espacial New Shepard da Blue Origin, para descobrir se é possível pagar e se a empresa pode gerar demanda suficiente para ser lucrativa com turismo espacial. Executivos da empresa, iniciada por Bezos, fundador da Amazon.com, em 2000, disseram em uma confe-

rência no mês passado que planejavam voos de teste com passageiros na NewShepard em breve, com a venda de passagens esperada para o próximo ano. A empresa divulgou o modelo geral do veículo formado por um foguete de lançamento e cápsula separável de passageiros -, mas não falou sobre situação da produção e preços de passagem. Representantes da Blue Origin não responderam a pedidos por comentários sobre seus programas e estratégia de preços. Bezos disse em maio que os preços de passagens ainda não estavam definidos. Um funcionário da Blue

Origin com conhecimento direto do plano de preços disse que a empresa vai começar a vender passagem na faixa entre US$ 200 mil e US$ 300 mil. Um segundo funcionário disse que as passagens custariam pelo menos US$ 200 mil. Os dois falaram na condição de anonimato, uma vez que a estratégia de precificação é confidencial. A New Shepard é feita para transportar de forma autônoma seis passageiros a mais de 100 quilômetros acima da Terra, no espaço suborbital, alto o suficiente para experimentar por poucos minutos a falta de gravidade e ver a curvatura do planeta antes que a cabine pressurizada volte para a

Terra com para-quedas. A cápsula possui seis janelas de observação que segundo a Blue Origin são quase três vezes maiores do que as da linha de jatos 747 da Boeing. A Blue Origin completou oito voos de teste de decolagem vertical e pouso da New Shepard de sua base de lançamento no Texas, mas sem passageiros a bordo. Dois voos incluíram bonecos de teste. A empresa fará o primeiro teste no espaço de seu sistema de fuga de cápsula, que leva a tripulação para a segurança caso o impulsionador exploda, “dentro de semanas”, disse um dos funcionários. (Reuters)

Viagens espaciais da Blue Origin serão feitas pela New Shepard

Brasil discute reforço da cooperação técnica com a China DA REDAÇÃO

O reforço da cooperação técnica entre Brasil e China na área de turismo foi o assunto de um encontro na última semana, em Brasília, de representantes do Ministério do Turismo com o embaixador do país asiático, Li Jinzhang. O objetivo do diálogo é permitir o intercâmbio de informações a respeito do fluxo de viajantes e investimentos nas duas nações, além de proporcionar a aproximação de empresários do setor. A pauta incluiu a promoção do Festival da Lua, que ocorrerá em setembro na cidade de Foz do Iguaçu (PR) - segunda maior colônia chinesa no Brasil - e que vai contar com a Orquestra Sinfônica da China. No evento, uma alusão a um dos mais importantes feriados daquele

país, Brasil e Argentina planejam assinar com o Ministério da Cultura e Turismo chinês um acordo de irmanamento entre as Cataratas do Iguaçu e a Muralha da China. Técnicos do MTur aproveitaram a oportunidade para reforçar o convite para os diretores da China Travel Service - a agência de viagens do governo chinês - visitarem as principais localidades turísticas brasileiras e se reunirem com operadores de turismo nacionais, a fim de permitir a elaboração de possíveis roteiros de viagem. Foi debatido, ainda, o apoio à participação do Brasil em feiras de comércio que acontecem em território chinês. Li Jinzhang se comprometeu a avaliar os pleitos apresentados e destacou esforços no sentido de aprimorar a troca de experiências

no ramo, proporcionando avanços no desenvolvimento do turismo bilateral. “Há o interesse do governo chinês em intensificar essa parceria. Vamos trabalhar juntos com o Ministério do Turismo brasileiro para o sucesso do evento em Foz do Iguaçu”, afirmou o diplomata. Recentemente, representantes do MTur marcaram presença na maior feira de serviços da China, a CIFTIS, na qual empresários puderam conhecer oportunidades de investimento no Brasil e foram estimulados a atuar em setores como hotelaria e parques temáticos. No próximo ano, é prevista a participação do Brasil, em parceria com a Argentina, como país convidado do Fórum Econômico Mundial de Turismo, na cidade de Macau.

México – Também na última semana, representantes do Ministério do Turismo e o embaixador do México no Brasil, Salvador Arriola, discutiram o plano de trabalho voltado à implementação de um memorando entendimento na área de turismo firmado no ano de 2015 com a Secretaria de Turismo daquele país. O acordo prevê o fortalecimento da cooperação no setor a partir da adoção de medidas como a promoção de atrativos e destinos para aumentar o fluxo bilateral de visitantes. Além da crescente troca de experiências, Arriola defendeu o irmanamento de cidades coloniais dos dois países, a exemplo de municípios históricos de Minas Gerais, de forma a permitir a divulgação conjunta no mercado internacional. “A

ideia seria aproveitar o fluxo de turistas para cidades como o Rio de Janeiro e São Paulo e sugerir destinos de Minas Gerais, explorando a arquitetura, a cultura religiosa e a gastronomia, fazendo o mesmo com cidades coloniais mexicanas, para difundir essas atrações”, declarou o diplomata. Técnicos do Ministério do Turismo apontaram a necessidade de avanços em questões como a conectividade aérea, o que pode incrementar o movimento de viajantes a partir de uma maior oferta de voos. Nesse sentido, a diretora do Conselho de Promoção Turística do México, Diana Pomar, sugeriu atenção especial para os estados do Nordeste brasileiro com o objetivo de facilitar a chegada de visitantes mexicanos

assim como possibilitar o movimento inverso. Cancún, um dos centros turísticos mais importantes do México, é considerado modelo na implantação de Áreas Especiais de Interesse Turístico. Estas localidades possuem legislações específicas, com incentivos fiscais e licenciamento ambiental diferenciado, de forma a atrair negócios. Os participantes do encontro também debateram a organização de encontros entre empresários, a fim de divulgar oportunidades de investimentos. O acordo Brasil-México, que considera o turismo um fator determinante ao desenvolvimento econômico dos dois países, também envolve o intercâmbio de dados estatísticos a respeito do ramo, a fim de favorecer o planejamento de ações.


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AGRONEGÓCIO

agronegocio@diariodocomercio.com.br

EXPORTAÇÕES

Faturamento com produtos mineiros cai 5,9% No primeiro semestre, os negócios movimentaram R$ 3,72 bilhões, com recuo de 11,6% no preço médio MICHELLE VALVERDE

As exportações do agronegócio de Minas Gerais encerraram o primeiro semestre com queda de 5,9% no faturamento quando comparado com igual intervalo de 2017. As negociações de produtos agrícolas e pecuários movimentaram US$ 3,72 bilhões, ante os US$ 3,95 bilhões obtidos de janeiro a junho de 2017. Entre os fatores que justificam o menor faturamento está a retração observada na cotação da tonelada dos produtos agropecuários e a queda verificada no desempenho de importantes produtos, como o café e o grupo das carnes, por exemplo. De acordo com os dados da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), entre janeiro e junho de 2018, Minas Gerais destinou 4,98 milhões de toneladas de produtos agropecuários ao mercado internacional, um avanço de 6,5% quando comparado com as 4,68 milhões de toneladas embarcadas em igual período do ano anterior. No intervalo, o preço médio pago pela tonelada, US$ 746,11, retraiu 11,6% quando comparado com o valor de US$ 844,1 praticado no mesmo período de 2017. Apesar de menor, foi registrado superávit na balança comercial do setor. O levantamento da Seapa mostra um saldo na balança comercial do agronegócio, no primeiro semestre, de US$ 3,39 bilhões, valor 7,69% menor quando comparado com os US$ 3,6 bilhões gerados em saldo em igual intervalo de 2017. Mantendo a mesma base de comparação, as importações do agronegócio somaram US$ 322,6 milhões, frente ao valor de US$ 272,2 milhões movimentados anteriormente, aumento de 18,52%. Ao todo, Minas Gerais importou 368,8 mil toneladas de produtos agropecuários, aumento de 24,25%, frente as 296,8 mil toneladas importadas entre

janeiro e junho de 2017. No primeiro semestre, o café, principal produto da pauta exportadora do agronegócio mineiro, apresentou retração de 18,7% no faturamento gerado com os embarques, que encerrou o período em US$ 1,38 bilhão. Em volume, a retração ficou em 10,6%. Ao todo, foram destinadas ao mercado internacional 523,9 mil toneladas de café. Além da queda no volume embarcado, contribuiu para a retração no faturamento das exportações de café o menor valor pago pela tonelada do grão. Enquanto a média de preço praticada entre janeiro e junho de 2017 foi de US$ 2.898 por tonelada, em igual intervalo do ano atual, o volume foi comercializado a US$ 2.636, valor quase 10% menor. Sucroalcooleiro - Os preços baixos, a oferta elevada e a demanda enfraquecida no mercado internacional pressionaram a cotação do açúcar e contribuíram para que o desempenho das exportações do setor sucroalcooleiro ficasse menor no primeiro semestre de 2018. De acordo com os dados da Seapa, o complexo sucroalcooleiro movimentou US$ 327,3 milhões com os embarques, queda de 39,2% frente ao primeiro semestre de 2017. Em volume exportado, a retração foi de 20,1%, com destinação de 996,4 mil toneladas às exportações. No período, a tonelada dos produtos foi negociada, em média, a US$ 328,57, queda de 23,8% quando comparada com o valor de US$ 431,45 praticado no primeiro semestre de 2017. Somente nos embarques de açúcar foi verificada retração de 38,7% em faturamento, US$ 325,5 milhões, e de 19,7% em toneladas exportadas, 993,2 mil. Expansão da soja - Já o complexo soja encerrou o primeiro semestre de 2018 com expansão nos embarques. Ao todo, o setor foi responsável por uma mo-

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vimentação financeira de US$1,06 bilhão, valor que superou em 42,5% os US$ 748,2 milhões registrados em igual período do ano passado. Em volume, os embarques cresceram 35,6%, com o volume de 2,5 milhões de toneladas. A comercialização da soja em grão com o exterior foi responsável por um faturamento de US$ 974,4 milhões, variação positiva de 43%. O incremento em volume ficou em 34,9% com a exportação de 2,4 milhões de toneladas. O preço pago pela tonelada subiu de US$ 378,5 para US$ 401,1, alta de 6%. Os embarques de farelo de soja cresceram 43,2% em volume (158 mil toneladas) e 33,4% em faturamento, US$ 87 milhões. Volume exportado do café diminuiu 10,6% e montante apurado com as vendas caiu 18,7%

Setor de carnes registra retração de 22,9% Assim como o verificado nos segmentos de café e sucroalcooleiro, foi apurado resultado negativo também no faturamento das exportações do grupo das carnes. Entre janeiro e junho, a retração no alcançou 22,9%, com o grupo movimentando US$ 356,4 milhões. Em relação ao volume embarcado, a queda atingiu 14,8%. Ao todo, foram destinadas ao mercado externo 155,2 mil toneladas de carnes. Entre os principais setores da carne, a maior retração foi verificada nos embarques de frango. No primeiro semestre, Minas Gerais exportou 40,85% a menos do produto, com o embarque de 57,8 mil toneladas. As negociações movimentaram US$ 89,3 milhões, valor que ficou 42,9% inferior. No segmento de suínos, a queda no volume exportado, 7,8 mil toneladas, chegou a 18,7%. Com isso, o faturamento retraiu 28,1% e somou US$ 14,1 milhões. O valor pago pela tonelada caiu de US$ 2.041 para US$ 1.805, uma desvalorização de 11,5%. Até mesmo os embarques de carne bovina, que até o fechamento de maio estavam positivos, retraíram no encerramento do primeiro semestre. Com queda de 5,6%, o faturamento das exportações de carne bovina somou US$ 240,3 milhões. Minas

DIVULGAÇÃO

O maior recuo foi apurado no segmento de frango, com redução de 40,85% em volume

Gerais exportou, no primeiro semestre, 85 mil toneladas do produto, volume 33% maior. A retração no

faturamento é justificada pelo preço pago pela tonelada, US$ 2.826, que ficou 29% inferior. (MV)

SOJA

Disputa entre China e EUA pode favorecer o Brasil São Paulo - Em resposta à sobretaxa imposta pelos Estados Unidos a produtos chineses, o país asiático anunciou medidas contra importações de produtos norte-americanos no último dia 6. A disputa comercial entre os dois gigantes já repercute na economia brasileira, por exemplo, com o aumento da procura pela soja, um dos produtos taxados pela China. Especialistas ouvidos pela Agência Brasil apontam que essa queda de braço, resultado da política protecionista do governo de Donald Trump, pode favorecer alguns setores brasileiros em curto prazo, mas que, em médio e longo prazos, essa guerra pode representar um retrocesso para a economia global. Pesquisador do Centro de Agronegócios da Fundação

Getulio Vargas (FGV Agro), Felippe Serigatti avalia que essa disputa pode resultar em um crescimento econômico menor para os dois países, o que afetaria outras nações. “Isso não é bom nem para o Brasil nem para a economia mundial como um todo. No final das contas, ninguém exatamente sai ganhando com essa disputa”, apontou. Ele lembra que setores como o da soja brasileira podem lucrar mais imediatamente ao suprir a demanda chinesa, mas isso pode gerar desequilíbrio com outros parceiros mundiais. Serigatti explica que o preço da soja aqui vinha ficando abaixo da cotação na Bolsa de Chicago, o que é positivo ao se vender para a China, mas pode implicar um preço incompatível com o mercado

europeu. “Se a soja no Brasil fica mais cara, o farelo de soja que sai daqui também fica mais caro, logo o nosso preço fica menos competitivo na Europa. Isso pode favorecer, por exemplo, o farelo de soja norte-americano, uma vez que a soja lá, comparada com o preço da soja aqui, está mais barata”, exemplificou. O embaixador Rubens Barbosa, que atuou em Washington no início dos anos 2000, também avalia que a ampliação deste cenário de disputa será “ruim para todos”. “Vão aumentar os custos, o preço das commodities, afetando todo mundo, inclusive o Brasil. Uma guerra comercial nesse nível vai significar também uma redução do crescimento da economia e diminuição do comércio exterior”, disse em

recente entrevista à TV Brasil. Para o presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil China, Charles Tang, países como Brasil, Argentina e Austrália devem ajudar a suprir a demanda chinesa, mas em longo prazo esse desequilíbrio pode “danificar a economia mundial”. “Todo mundo vai ser perdedor”, criticou. Ele destacou que o Brasil é maior exportador de soja para a China. “Os Estados Unidos exportavam aproximadamente 40 milhões de toneladas, e o Brasil exporta cerca 50 milhões de toneladas. Para substituir o fornecimento americano, vai ter que quase dobrar a exportação”, disse. Segundo ele, “o importante é que a China entendeu pela primeira vez que o fornecimento norte-americano é instável e

mais uma vez o povo chinês entendeu que essa instabilidade é perigosa”. Competitividade - Rogério Araújo, coordenador de Planejamento e Inteligência da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), órgão ligado ao Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), destaca que o mercado brasileiro está pronto para aproveitar as oportunidades advindas das disputas entre China e Estados Unidos, mas é preciso investimento para tornar este incremento em um ganho efetivo de mercado. “A gente consegue isso com uma ampliação de investimentos focados em inovação e num setor produtivo que está crescendo

ao redor do mundo, que é o setor produtivo conectado à economia digital, à indústria 4.0,”, avaliou. Ele defendeu ainda a “conexão entre vários setores da economia, sejam os serviços de alto conhecimento com a indústria, seja a indústria com a agricultura”. Ontem, o jornal francês Le Monde apontou o Brasil como “grande vencedor” da guerra de sobretaxas entre os EUA e a China. Segundo o jornal, as exportações brasileiras de soja estão favorecidas, e o preço do produto no País superou a cotação da Bolsa de Chicago. O Wall Street Journal também cita o Brasil como beneficiário imediato pelo contexto atual, mas aponta que o País não produz hoje o suficiente para abastecer sozinho a China. (ABr)


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FINANÇAS financas@diariodocomercio.com.br

SAÍDA DE CEO

Cielo afirma defesa de liderança, após anúncio Nome de substituto do então presidente da companhia Eduardo Gouveia deve ser conhecido dentro de 60 dias ALISSON J. SILVA

São Paulo - O vice-presidente do Conselho de Administração da Cielo e vice-presidente do Bradesco, Marcelo Noronha, afirmou que a adquirente não pretende fechar capital, nem fazer qualquer mudança brusca em sua estratégia e que vai defender a sua liderança no mercado. “Vamos seguir competindo com força. Disputaremos cada jogo como se fosse o último. Defenderemos nossa liderança em todos os cantos do Brasil sem abrir mão de determinação e perseverança”, disse Noronha, em teleconferência com analistas e investidores, na sexta-feira (13), após a empresa ter anunciado a saída do atual presidente, Eduardo Gouveia. Noronha reafirmou que já há uma lista de nomes de candidatos possíveis a suceder Gouveia no comando da Cielo. Segundo ele, não há um prazo estipulado para a nomeação do próximo CEO, mas há uma expectativa de que o anúncio ocorra em cerca de 60 dias. O diretor de Relações com Investidores da Cielo, Victor Schabbel, reforçou que os candidatos a CEO da companhia podem vir da própria empresa, do conglomerado dos acionistas controladores e também do mercado. Não citou, entretanto, nenhum nome específico. Dentre os nomes cogitados no mercado para alçar o posto máximo da adquirente líder do setor, conforme fontes, estão o do presidente

BANCOS AMERICANOS

JPMorgan encerra trimestre com receita 6,5% maior e lucro acima das expectativas

Cielo informou que não pretende fazer mudanças bruscas em sua estratégia de mercado

da Bandeira Elo, Eduardo Chedid, do presidente da Alelo, Raul Moreira, e ainda do presidente da Livelo, programa de fidelidade de Bradesco e Banco do Brasil (BB), Alexandre Rappaport. Moreira é visto como um dos executivos mais bem preparados para o posto, enquanto Chedid, quando ainda estava na Cielo, era tido como o “segundo homem” da companhia e na linha de sucessão do então presidente Rômulo Dias.

Não competição - Além de agradecer o trabalho de Gouveia, do qual também é amigo pessoal, Noronha informou que a Cielo estabeleceu uma cláusula de não competição com o executivo. A medida foi positiva, conforme uma fonte, para evitar o que aconteceu com Rômulo Dias, que foi para a concorrência. Recentemente, ele assumiu o comando do grupo Uol, que tem a PagSeguro. O vice-presidente executi-

vo de Finanças e Diretor de Relações com Investidores da Cielo, Clovis Poggetti, e que vai ficar como presidente interino no lugar de Gouveia, afirmou ainda que a estratégia da companhia não mudará. “A diretoria executiva vai dar continuidade ao grande trabalho feito por Gouveia e os seus quatro pilares: Cliente no Centro, Gente, Eficiência Operacional e Transformação Digital serão reforçados”, resumiu. (AE)

MERCADO

Dólar recua e fecha 2ª semana em queda São Paulo - O dólar fechou em queda ante o real, na sexta-feira (13), com a cena externa mais positiva para os mercados emergentes, mas os investidores ainda mantinham postura de cautela, sobretudo diante da cena política eleitoral no Brasil. O dólar recuou 0,86%, a R$ 3,8508 na venda, encerrando a semana com leve perda de 0,46%, a segunda seguida. “Temos, por aqui, expectativas de acompanhar mais o exterior, enquanto a corrida presidencial segue em ‘pause’ e com uma agenda sem indicadores relevantes”, trouxe a corretora H.Commcor em relatório. A pressão nos mercados emergentes era um pouco menor, com os investidores mantendo suas visões de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, não deve subir juros mais do que o indicado neste ano. Também na sexta-feira, o Fed reforçou as previsões de forte crescimento econômico dos Estados Unidos em relatório enviado ao Congresso. Reiterou que “entende que aumentos graduais adicionais” na taxa de juros sejam apropriados, dado o crescimento “sólido”. Internamente, seguiam as preocupações com as eleições presidenciais de outubro e a reta final para que os pré-candidatos e

MARCELLO CASAL JR/ABr

São Paulo - O lucro trimestral do JPMorgan Chase & Co superou as expectativas de Wall Street, na sexta-feira (13), na medida em que a receita com transações subiu mais do que o esperado e a demanda por empréstimos aumentou na esteira do fortalecimento da economia dos Estados Unidos (EUA). Os bancos dos EUA estão se beneficiando de um corte nas alíquotas de impostos corporativos, aumento da taxa de juros e o crescimento econômico, que está impulsionando a demanda dos tomadores de empréstimos e mantendo o nível de inadimplência. “Vemos um bom crescimento econômico global, particularmente nos EUA, onde o sentimento dos consumidores e das empresas é alto”, afirmou o presidente-executivo do JPMorgan, Jamie Dimon. Números - No geral, no segundo trimestre, a receita do banco subiu 6,5%, a US$ 28,39 bilhões, superando a estimativa média de analistas de US$ 27,36 bilhões, impulsionada pelo crescimento em todos os quatro negócios do banco. Os resultados trimestrais do JPMorgan são acompanhados de perto em busca de sinais sobre a saúde das empresas e das finanças dos consumidores, já que o credor desempenha um papel importante em vários negócios, como hipotecas residenciais, empréstimos comerciais e gestão de ativos. A média dos principais empréstimos, que envolvem crédito ao consumidor e empréstimos para as maiores corporações, subiu 7% em comparação

com o mesmo trimestre do ano anterior. Analistas e economistas estão observando a demanda por empréstimos nos bancos por sinais de qualquer impacto das tarifas impostas ao comércio internacional sobre seus negócios e planos de expansão. Os investidores também estão à procura de sinais de que os cortes de impostos corporativos deram às empresas nova confiança para tomar empréstimos, um fenômeno que os banqueiros disseram que talvez não apareça antes do segundo semestre do ano. No início da semana, Dimon foi citado em um jornal italiano dizendo que executivos norte-americanos alertaram o presidente dos EUA, Donald Trump, de que o impacto das tarifas sobre o crescimento econômico poderia anular os benefícios dos cortes de impostos. A receita com transações, que representa cerca de um quinto da receita total do JPMorgan, aumentou 13%, em comparação com o ganho de 1% esperado pela analista do Credit Suisse, Susan Roth Katzke. A receita líquida de juros aumentou 10%, após o Federal Reserve, o banco central dos EUA, ter elevado as taxas de juros de referência quatro vezes desde o segundo trimestre de 2017. O lucro líquido do JPMorgan subiu 18,3%, para US$ 8,32 bilhões, ou US$ 2,29 por ação, no segundo trimestre encerrado em 30 de junho, ante US$ 7,03 bilhões, ou US$ 1,82 por ação, um ano antes. Os analistas esperavam que o banco tivesse lucro de US$ 2,22 por ação, de acordo com a Thomson Reuters I/B/E/S. (Reuters)

Citigroup também registra crescimento

Moeda norte-americana teve baixa de 0,86% frente ao real, cotada a R$ 3,85 na venda

partidos fechem coligações. O mercado teme que um político que considere menos comprometido com o ajuste fiscal vença a corrida. O Banco Central (BC) brasileiro ofertou e vendeu integralmente 14 mil swaps tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, para rolagem dos contratos que vencem em agosto, no total de US$ 14,023 bilhões. Com isso, rolou o equivalente a US$ 6,3 bilhões do total que vence no próximo

mês. Como tem feito recen- da greve dos caminhoneiros. temente, o BC não anunciou O principal índice de intervenção extraordinária ações da bolsa paulista subiu no mercado de câmbio. 0,97%, a 76.594,35 pontos. O volume financeiro somou Bolsa - O Ibovespa encerrou R$ 9,3 bilhões, novamente em alta na sexta-feira, aju- abaixo da média do ano, de dado pelo cenário externo R$ 11,7 bilhões. Em julho, o relativamente tranquilo, com giro médio diário está em R$ ações de empresas relacio- 8,3 bilhões. No mês anterior, nadas a consumo entre as foi de R$ 13 bilhões. maiores altas, em meio à Na semana, o Ibovespa avaliação positiva dos da- acumulou avanço de 2,11%, dos de vendas do Grupo contabilizando três semanas Pão de Açúcar no segundo consecutivas de ganhos. trimestre, apesar do efeito (Reuters)

São Paulo - O Citigroup teve lucro trimestral acima do esperado por Wall Street, apoiado na divisão de banco de varejo, mas a receita ficou aquém das expectativas, pressionada por menos operações de emissão de dívida. O terceiro maior banco dos Estados Unidos (EUA) em ativos, como seus pares, foi beneficiado por uma redução no imposto de renda e expansão da economia dos EUA, que tem impulsionado a demanda por financiamentos. Os empréstimos totais do banco subiram 5% no segundo trimestre. O rival maior, JPMorgan Chase, divulgou, um pouco antes, aumento de 7% em média na carteira de crédito. No geral, a receita da instituição avançou em torno de 2%, para US$ 18,47 bilhões, ligeiramente abaixo da expectativa média de US$ 18,51 bilhões. A receita com emissões de dívida caiu 20%, na sequência do aumento da taxa de juros dos EUA. O Citigroup teve lucro líquido 16% maior, a US$ 4,49 bilhões no segundo trimestre, impulsionado por alta de 14% no resultado da área de banco de varejo. O lucro por ação subiu de US$ 1,28 para US$ 1,63, acima da média de estimativas de analistas, de US$ 1,56 por papel, segundo dados da Thomson Reuters I/B/E/S. (Reuters)


Indicadores Econômicos Inação

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Fonte: $(

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Hot Money

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Ouro 





1RYD,RUTXH RQoDWUR\ 868686 %0 )63 J 555 Fonte: $(



Taxas Selic Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro Janeiro Fevereiro Março Abril Maio

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7ULEXWRV)HGHUDLV   0,80 0,64 0,64 0,57 0,54 0,58 0,47 0,53 0,52 0,52

0HWDGD7D[DDD 

8,25 7,25 7,00 7,00 7,00 6,75 6,50 6,50 6,50 6,50

Reservas Internacionais 86PLOK}HV Fonte: BC

Imposto de Renda %DVHGH&iOFXOR 5





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Isento

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De 2.826,66 atĂŠ 3.751,05

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De 3.751,06 atĂŠ 4.664,68

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AtĂŠ 1.903,98

'HGXo}HV D 5SRUGHSHQGHQWH VHPOLPLWH  E )DL[DDGLFLRQDOGH5SDUDDSRVHQWDGRVSHQVLRQLVWDVH transferidos para a reserva remunerada com mais de 65 anos. c) Contribuição previdenciåria. d) Pensão alimentícia. 2EVPara calcular o valor a pagar, aplique a alíquota e, em seguida, a parcela a deduzir. Fonte: Secretaria da Receita Federal - A partir de Abril do ano calendårio 2015

 -XOKR SalĂĄrio 937,00 &8%0*  ) 0,01 UPC (R$) 23,51 8)(0* 5

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7,00 )RQWH6LQGXVFRQ0*

$JRVWR 937,00 0,03 23,51 3,2514 7,00

6HW 937,00 0,15 23,51 3,2514 7,00

2XW 937,00 0,06 23,54 3,2514 7,00

1RY 937,00 0,25 23,54 3,2514 7,00

Taxas de câmbio 02('$3$Ă&#x2039;6 %2/,9$59(1 BOLIVIANO/BOLIVIA COLON/COSTA RICA &2/21(/6$/9$'25 &252$',1$0$548(6$ COROA ISLND/ISLAN &252$1258(*8(6$ &252$68(&$ &252$7&+(&$ ',1$5$5*(/,12 DINAR/KWAIT ',1$5%$+5(,1 ',1$5,5$48( DINAR/JORDANIA ',1$56(59,2 ',5+$0(0,5$5$%( DOLAR AUSTRALIANO DOLAR/BAHAMAS '2/$5%(508'$6 '2/$5&$1$'(16( DOLAR DA GUIANA DOLAR CAYMAN DOLAR CINGAPURA DOLAR HONG KONG '2/$5&$5,%(25,(17$/ '2/$5'26(8$ FORINT/HUNGRIA FRANCO SUICO GUARANI/PARAGUAI ,(1( /,%5$(*,72 /,%5$(67(5/,1$ LIBRA/LIBANO /,%5$6,5,$5(3 NOVO DOLAR/TAIWAN LIRA TURCA 129262/3(58 3(62$5*(17,12 3(62&+,/( 3(62&2/20%,$ 3(62&8%$ 3(625(3'20,1,& 3(62),/,3,1$6 3(620(;,&2 3(62858*8$,2 48(7=(/*8$7(0$/$ 5$1'($)5,&$68/ 5(10,0%,,8$1 5(10,1%,+21*.21* RIAL/CATAR RIAL/OMA 5,$/,(0(1 5,$/,5$15(3 RIAL/ARAB SAUDITA RINGGIT/MALASIA RUBLO/RUSSIA RUPIA/INDIA 583,$,1'21(6,$ RUPIA/PAQUISTAO 6+(.(/,65$(/ :21&25(,$68/ =/27<32/21,$ (852 Fonte: Banco Central

&Ă?',*2  30 35   55     95   125   150 155   170 190 195 205   345 425 450    560  640 642              800 805   820 825 828 830  870    

'H] 937,00 0,08 23,54 3,2514 7,00

-DQ 954,00 0,25 23,54 3,2514 6,75

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0DUoR 954,00 0,25 23,54 3,2514 6,75

$EULO 954,00 1,45 23,54 3,2514 6,60

Contribuição ao INSS &2035$  0,5526 0,8045   0,6062     0,03283   5,4562   2,8702 3,8739   0,01841 4,62 2,8341 0,4935   0,01398 3,8623 0,0006767    0,002547  0,1266 0,8018              1,0637 10,0621   1,0329 0,0009526 0,9558 0,06228  0,2499    

9(1'$  0,5648 0,808   0,6064     0,03292   5,4647   2,8714 3,8745   0,01863 4,6964 2,8356 0,4937   0,014 3,8645 0,0006783    0,002574  0,1267 0,8033              1,0644 10,0663   1,0331 0,0009617 0,9567 0,06232  0,2513    

7$%(/$'(&2175,%8,dÂŽ(6'(-$1(,52'( Tabela de contribuição dos segurados empregados, inclusive o domĂŠstico, e trabalhador avulso 6DOiULRGHFRQWULEXLomR   $OtTXRWD 5       AtĂŠ 1.693,72 8,00 De 1.693,73 a 2.822,90 9,00 De 2.822,91 atĂŠ 5.645,80 11,00 &2175,%8,d­2'266(*85$'26$87Ă?12026(035(6Ă&#x2C6;5,2 ()$&8/7$7,92 6DOiULREDVH 5  $OtTXRWD &RQWULEXLomR 5

AtĂŠ 954,00 (valor. MĂ­nimo) 11 104,94 De 954,00 atĂŠ 5.645,80 20 190,80 atĂŠ 1.129,16 &27$6'(6$/Ă&#x2C6;5,2)$0Ă&#x2039;/,$  5HPXQHUDomR $Wp 5 $FLPDGH 5D5

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Fonte: MinistĂŠrio do Trabalho e da PrevidĂŞncia Social - VigĂŞncia: Janeiro/2018

FGTS Ă&#x2039;QGLFHVGHUHQGLPHQWR &RPSHWrQFLD Fevereiro/2018 Março/2018

&UpGLWR Abril/2018 Maio/2018

Seguros

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29/06

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01/07

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09/07

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28/06 a 28/07 29/06 a 29/07 30/06 a 30/07 01/07 a 01/08 02/07 a 02/08 03/07 a 03/08 04/07 a 04/08 05/07 a 05/08 06/07 A 06/08 07/07 a 07/08 08/07 a 08/08 09/07 a 09/08 10/07 a 10/08 11/07 a 11/08 12/07 a 12/08 )RQWH$(

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15/07

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16/07 0,01311781 2,92791132 )RQWH)HQDVHJ

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AluguĂŠis )DWRUGHFRUUHomRDQXDO UHVLGHQFLDOHFRPHUFLDO ,3&$ ,%*(

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Junho

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0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000

0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715

26/06 a 26/07 27/06 a 27/07 28/06 a 28/07 29/06 a 29/07 30/06 a 30/07 01/07 a 01/08 02/07 a 02/08 03/07 a 03/08 04/07 a 04/08 05/07 a 05/08 06/07 a 06/08 07/07 a 07/08 08/07 a 08/08 09/07 a 09/08 10/07 a 10/08 11/07 a 11/08 12/07 a 12/08

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0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715

Agenda Federal Dia 16

35/2001). Darf Comum (2 vias)

Previdência Social (INSS) Contribuinte individual, facultativo e segurado especial optante pelo recolhimento como contribuinte individual Recolhimento das contribuiçþes previdenciårias relativas à competência junho/2018 devidas pelos contribuintes individuais, pelo facultativo e pelo segurado especial que tenha optado pelo recolhimento na condição de contribuinte individual. Não havendo expediente bancårio, permite-se prorrogar o recolhimento para o dia útil imediatamente posterior. GPS (2 vias)

3,63DVHS  (QWLGDGHV ¿QDQFHLUDV - Pagamento das contribuições cujos fatos geradores ocorreram no mês de junho/2018 (art. 18, I, da Medida Provisória nº 2.158-35/2001, alterado pelo art. 1º da Lei nº 11.933/2009): 3,63DVHS  (QWLGDGHV )LQDQFHLUDV H (TXLSDUDGDV  &yG 'DUI  6H o dia do vencimento não for dia útil, antecipa-se o prazo para o primeiro dia útil que o anteceder (art. 18, parágrafo único, da Medida Provisória nº 2.15835/2001). Darf Comum (2 vias)

PrevidĂŞncia Social (INSS) â&#x20AC;&#x201C; Contribuinte individual e facultativo - Opção pelo recolhimento trimestral Recolhimento das contribuiçþes previdenciĂĄrias relativas Ă s competĂŞncias abril e/ou maio e/ ou junho (2Âş trimestre/2018), devidas pelos segurados contribuintes individuais e facultativos que tenham optado pelo recolhimento trimestral e cujos salĂĄrios-de-contribuição sejam iguais ao valor de um salĂĄrio-mĂ­nimo. NĂŁo havendo expediente bancĂĄrio, permite-se prorrogar o recolhimento para o dia Ăştil imediatamente posterior. GPS (2 vias) Dia 20 IRRF - Recolhimento do Imposto de Renda Retido na Fonte correspondente a fatos geradores ocorridos no mĂŞs de junho/2018, incidente sobre rendimentos de EHQHÂżFLiULRV LGHQWLÂżFDGRV UHVLGHQWHV ou domiciliados no PaĂ­s (art. 70, I, â&#x20AC;&#x153;eâ&#x20AC;?, da Lei nÂş 11.196/2005, com a redação dada pela Lei Complementar nÂş 150/2015). Darf Comum (2 vias) &RÂżQV&6/3,63DVHS  5HWHQomR na Fonte - 5HFROKLPHQWR GD &RÂżQV da CSL e do PIS-Pasep retidos na fonte sobre remuneraçþes pagas por pessoas jurĂ­dicas a outras pessoas jurĂ­dicas, correspondente a fatos geradores ocorridos no mĂŞs de junho/2018 (Lei nÂş 10.833/2003, art. 35, com a redação dada pelo art. 24 da Lei nÂş 13.137/2015). Darf Comum (2 vias) &RÂżQV  (QWLGDGHV ÂżQDQFHLUDV  Pagamento da contribuição cujos fatos geradores ocorreram no mĂŞs de junho/2018 (art. 18, I, da Medida ProvisĂłria nÂş 2.158-5/2001, alterado pelo art. 1Âş da Lei nÂş 11.933/2009): &RÂżQV  (QWLGDGHV )LQDQFHLUDV H (TXLSDUDGDV  &yG 'DUI  6H o dia do vencimento nĂŁo for dia Ăştil, antecipa-se o prazo para o primeiro dia Ăştil que o anteceder (art. 18, parĂĄgrafo Ăşnico, da Medida ProvisĂłria nÂş 2.158-

PrevidĂŞncia Social (INSS) Recolhimento das contribuiçþes previdenciĂĄrias relativas Ă competĂŞncia junho/2018, devidas por empresa ou equiparada, inclusive da contribuição retida sobre cessĂŁo de mĂŁo de obra ou empreitada e da descontada do contribuinte individual que lhe tenha prestado serviço, bem como em relação Ă  cooperativa de trabalho, da contribuição descontada dos seus associados como contribuinte individual. Produção Rural Recolhimento - Veja Lei nÂş 8.212/1991, arts. 22-A, 22-B, 25, 25-A e 30, incisos III, IV e X a XIII, observadas as alteraçþes posteriores. NĂŁo havendo expediente bancĂĄrio, devese antecipar o recolhimento para o dia Ăştil imediatamente anterior. Nota: As empresas que optaram pela contribuição previdenciĂĄria patronal bĂĄsica sobre a receita bruta (Lei nÂş 12.546/2011, observadas as alteraçþes posteriores) devem efetuar o recolhimento correspondente, mediante o Darf, observando o mesmo prazo. GPS sistema eletrĂ´nico) ()'Âą')3(Âą Pernambuco: O arquivo GLJLWDO GD ()' GHYHUi VHU WUDQVPLWLGR pelos contribuintes do IPI, exceto os inscritos no Simples Nacional, ao ambiente nacional do Sped, atĂŠ o 20Âş dia do mĂŞs subsequente ao da apuração do imposto (Instrução Normativa RFB nÂş 1.371/2013, art. 12, caput). Distrito Federal: O arquivo digital GD ()' GHYHUi VHU WUDQVPLWLGR SHORV contribuintes do IPI, exceto os inscritos no Simples Nacional, ao ambiente nacional do Sped, atĂŠ o 20Âş dia do mĂŞs subsequente ao da apuração do imposto (Instrução Normativa RFB nÂş 1.685/2017, art. 12). Nota: A clĂĄusula dĂŠcima segunda do Ajuste Sinief nÂş 2/2009 estabelece que o arquivo digital GD()'GHYHUiVHUHQYLDGRDWpRÂ&#x17E;GLD do mĂŞs subsequente ao encerramento do mĂŞs da apuração. No entanto, a administração tributĂĄria da respectiva Unidade da Federação poderĂĄ alterar esse prazo. Sendo assim, os contribuintes do ICMS/IPI dos demais (VWDGRVGHYHUiREVHUYDUDOHJLVODomR estadual sobre o assunto. Internet


BELO HORIZONTE, SÁBADO, 14, A SEGUNDA-FEIRA, 16 DE JULHO DE 2018

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LEGISLAÇÃO TRIBUTOS

OPERAÇÃO HEFESTO

MEIs são maioria em MG entre optantes do Simples Estado tem 813 mil microempreendedores individuais formalizados ALISSON J. SILVA

Dos mais de 1,3 milhão de pequenos negócios mineiros optantes pelo Simples Nacional, até junho deste ano, 813 mil eram microempreendedores individuais (MEIs). De acordo com um levantamento feito pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae Minas) com dados da Receita Federal, as regiões Central e da Zona da Mata /Campo das Vertentes concentram quase a metade dos formalizados do Estado, ou seja, mais de 395 mil MEIs. Apenas a Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) corresponde a 31% dos formalizados em todo o Estado. A capital mineira lidera o ranking das formalizações com mais de138 mil MEIs, seguida de Contagem Levantamento do Sebrae aponta concentração de MEIs em poucas regiões do Estado (31 mil MEIs), Uberlândia (30 mil MEIs), Juiz de Fora lizados no Estado 53% são ção e outros serviços em Anuais do Simples Nacional (24 mil MEIs) e Betim (18 homens e 47% mulheres. tecnologia da informação e (DASN-Simei) tiveram seus mil MEIs). “São cidades Porém, elas são mais da clubes sociais, esportivos e CNPJs excluídos do Simples Nacional. Em Minas Gede grande contingente po- metade dos formalizados similares. Os setores de serviço e nos setores da indústria e rais, 117 mil CNPJs foram pulacional, com potencial de serviço. Por outro lado, cancelados. 74% dos MEIs comércio somam juntos 74% econômico e importantes centros comerciais, propícias no setor da construção civil, dos MEIs no Estado. São excluídos foram dos setores para a geração de negócios”, elas ainda têm pouca repre- quase 600 mil formaliza- de comércio e serviço. “No final de dezembro de justifica o analista do Sebrae sentatividade com apenas dos nesses dois segmentos. As atividades que lideram 2017, eram 854.806. Com a Minas, Breno de Oliveira. 5% dos formalizados. Os dados mostram ainda, o ranking de formalização exclusão dos cadastros inaJá a Noroeste é a regional com a menor concentração que em 20 das atividades são: cabelereiro (73 mil), tivos, o número formalizado de MEIs no Estado. Porém, permitidas para formaliza- comércio varejista de artigos em Minas Gerais foi para a cidade com menos forma- ção, elas representam 100% do vestuário e acessórios 737.656 no primeiro mês lizados em Minas Gerais é dos MEIs. Entre essas ativi- (64 mil), obras de alvenaria do ano”, explica o analista Cedro do Abaeté, na região dades, elas são totalidade em (39 mil), bares (23 mil) e do Sebrae Minas, Breno de Oliveira. Central, que possui apenas ocupações curiosas como: lanchonetes (22 mil). comércio por atacado de Apesar da exclusão, no Em janeiro deste ano, os 16 MEIs. motocicletas e motonetas; MEIs em débito com o pa- primeiro semestre deste ano, Perfil - Ainda segundo o atividades de gravação de gamento de tributos nos foram contabilizadas 75.693 levantamento do Sebrae som e de edição de música; últimos três anos e que não novas formalizações, totaliMinas, do total de forma- suporte técnico, manuten- entregaram as Declarações zando 813.349 MEIs. (ASN)

Histórico Esta agenda contém as principais obrigações a serem cumpridas nos prazos previstos na legislação em vigor. Apesar de conter, basicamente, obrigações tributárias, de âmbito estadual e municipal, a agenda não esgota outras determinações legais, relacionadas ou não com aquelas, a serem cumpridas em razão de certas atividades econômicas e sociais específicas. Agenda elaborada com base na legislação vigente em 07/06/2018. Recomenda-se vigilância quanto a eventuais alterações posteriores. Acompanhe o dia a dia da legislação no Site do Cliente (www. iob.com.br/sitedocliente). ICMS - prazos de recolhimento - os prazos a seguir são os constantes dos seguintes atos: a) artigos. 85 e 86 da Parte Geral do RICMS-MG/2002; e b) artigo 46 do anexo XV do RICMS-MG/2002 (produtos sujeitos a substituição tributária). O Regulamento de ICMS de Minas Gerais é aprovado pelo Decreto nº 43.080/2002. Dia 15 ICMS - junho de 2018 - Declaração de Apuração e Informação do ICMS (Dapi 1) - contribuintes sujeitos à entrega: demais indústrias que não possuam prazo específico em legislação; extrator de substâncias minerais ou fósseis. Internet, RICMS-MG/2002, anexo V, parte 1, artigo 152, caput, § 1º, V. ICMS - Sintegra - junho de

2018 - usuário de sistema de processamento eletrônico de dados - arquivo eletrônico - transmissão, pela Internet, de arquivo eletrônico, pelo usuário de sistema eletrônico de processamento de dados, com as informações relativas a operações e prestações realizadas no mês anterior. Nota: O contribuinte obrigado à EFD (ICMS/IPI) fica dispensado da manutenção e entrega deste arquivo, nos termos do artigo 10, § 8º, do anexo VII do RICMS/ MG. Internet, RICMS-MG/2002, anexo VII, parte 1, artigos 10 e 11.

ICMS - junho de 2018 - diferencial de alíquotas nas operações interestaduais para consumidor ou tomador não contribuinte contribuinte estabelecido em outra unidade da Federação cadastrado no Cadastro Simplificado de Contribuintes do ICMS (Difal) ou inscrito no Cadastro de Contribuintes do ICMS do Estado e que não se enquadre como substituto tributário nas operações com mercadorias destinadas ao Estado de Minas Gerais. Na hipótese de o dia 15 não ter expediente bancário, o pagamento será efetuado no primeiro dia útil após, nos termos do artigo 91 da Parte Dia 16 Geral do RICMS-MG/2002. Ver IPTU - exercício de 2018 - re- nota explicativa nº 06. GNRE/ colhimento referente ao exercício DAE, RICMS-MG/2002, Parte de 2018 para os contribuintes que Geral, artigo 85, XVIII. optaram pelo parcelamento em ICMS - 1º a 10/06/2018 - conaté 11 vezes com vencimento da primeira parcela em 15/02/2018. tribuinte/atividade econômica: Nota: Os contribuintes puderam venda de café cru em grão reaefetuar o pagamento em parcela lizada em bolsa de mercadorias única em 15/02/2018 ou o paga- ou de cereais pelo Ministério da mento da primeira parcela nesta Agricultura, Pecuária e Abastecidata com vencimento das demais mento (Mapa) com intermediação no dia 15 de cada mês subse- do Banco do Brasil, referente aos quente. Guia de recolhimento/ fatos geradores ocorridos no priinternet, Decreto nº 16.808/2017. meiro decêndio do próprio mês, ou seja, no período compreendiICMS - junho de 2018 - con- do de 1º a 10 do mês. Internet, tribuinte/atividade econômica: RICMS-MG/2002, Parte Geral, laticínio, quando preponderar à artigo 85, XIV, “a”. saída de queijo; requeijão, manDia 20 teiga, leite em estado natural ou pasteurizado, ou leite (UAT) ISSQN - junho de 2018 - DeUHT; cooperativa de produtores de leite. Nota: O recolhimento claração Eletrônica de Serviços será efetuado até o dia 15 do mês de Instituições Financeiras (DESsubsequente ao da ocorrência do -IF) - módulo mensal - entrega do fato gerador. Internet, RICMS- Módulo de Apuração Mensal do -MG/2002, Parte Geral, artigo ISSQN, pelas instituições finan85, I, “o”. ceiras e equiparadas, autorizadas

Polícia Federal investiga fraudes de R$ 13,6 mi no cadastro do INSS São Paulo - A Polícia Federal (PF) deflagrou na sexta-feira (13) a Operação Hefesto contra fraudes de R$ 13,6 milhões no Cadastro Nacional de Informações Sociais (Cnis), do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A ação é coordenada pela força-tarefa previdenciária, que integra a Secretaria de Previdência, a PF e o Ministério Público Federal. O cadastro é um banco de dados com informações sobre o trabalhador. O sistema é usado para conceder e calcular o valor do benefício. A investigação identificou um esquema que inseria de forma extemporânea vínculos trabalhistas fictícios no Cnis. Segundo a PF, as informações eram transmitidas via sistema “Sefip/ Conectividade Social” - Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (Gfip), servindo de base para a concessão de benefícios de auxílio-doença e de aposentadoria por invalidez, cujas patologias apresentadas são relativas a transtornos mentais e comportamentais. A Polícia Federal estima que o prejuízo com a concessão de 127 benefícios fraudulentos alcance R$ 13,6 milhões. O valor do prejuízo evitado com a consequente suspensão dos benefícios ativos, levando-se em consideração a expectativa de vida média da população brasileira, é de aproximadamente R$ 28 milhões. Foram cumpridos 17 mandados - dois de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão - em São Luís e São

a funcionar pelo Banco Central do Brasil (Bacen), e pelas demais pessoas jurídicas obrigadas a utilizar o Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro Nacional (Cosif), com os dados referentes ao mês anterior (Decreto nº 13.471/2008). Nota: Este arquivo deverá ser entregue por meio do programa validador disponível no site da Prefeitura de Belo Horizonte. Internet, Decreto nº 13.471/2008, artigo 13, § 4º, I. TFRM-D - junho de 2018 - Declaração de apuração da TRFM (TFRM-D) - entrega à SEF/MG pelas pessoas físicas e jurídicas que efetuarem vendas ou transferências entre estabelecimentos pertencentes ao mesmo titular do mineral ou minério, por meio do Sistema Integrado de Administração da Receita Estadual (Siare), disponibilizado no site da SEF. Internet, Decreto nº 45.936/2012, artigo 14; Portaria SRE nº 106/2012, artigo 2º. ICMS - junho de 2018 - Declaração de Apuração e Informação do ICMS (Dapi 1) - contribuintes sujeitos à entrega: frigoríficos e abatedores de aves e de outros animais; laticínio; cooperativa de produtores de leite; produtor rural. Nota: Os prazos para transmissão de documentos fiscais pela Internet são os mesmos atribuídos às demais formas de entrega dos documentos fiscais previstos no RICMS-MG/2002. Tendo em vista ser uma obrigação acessória eletrônica e a inexistência de prazo para prorrogação quando a entrega cair em dia não útil, manteremos o prazo original

José de Ribamar, no Maranhão, Fortaleza e Caucaia, no Ceará. A Justiça determinou também o arresto de bens e de veículos em nome dos investigados e ordenou que o INSS suspenda e bloqueie o pagamento de 37 benefícios que ainda estão ativos. Em nota, a PF informou que as investigações começaram em 2013, a partir de levantamentos da Coordenação-Geral de Inteligência Previdenciária (Coinp), parte da Secretaria de Previdência do Ministério da Fazenda. “O esquema criminoso contava com a participação de um advogado, este também sócio de duas empresas utilizadas nas fraudes, de uma técnica em contabilidade, de duas assistentes sociais e de diversos outros agenciadores e intermediários”, afirma a PF em nota. Participaram da operação 82 policiais federais e um servidor da Inteligência Previdenciária (Coinp). Os investigados foram indiciados pelos crimes de estelionato previdenciário e associação criminosa, cujas penas máximas acumuladas podem chegar a nove anos e oito meses de prisão, sendo que um dos investigados também foi indiciado pelo crime de falsificação de documento público para fins previdenciários. O nome da operação é uma alusão ao deus grego do trabalho, que segundo os relatos, tinha grande capacidade de criação. Trata-se de uma referência a tipologia da fraude perpetrada: vínculos empregatícios fictícios. (AE)

de entrega (RICMS-MG/2002, anexo V, parte 1, artigo 162). Internet, RICMS-MG/2002, anexo V, parte 1, artigo. 152, § 1º, VI. ISSQN - junho de 2018 - Declaração Eletrônica de Serviços (DES) - entrega da Declaração Eletrônica de Serviços (DES) pelas pessoas jurídicas estabelecidas no município de Belo Horizonte, correspondente aos fatos geradores ocorridos no mês anterior. Nota: A transmissão deste arquivo magnético será através do site da Prefeitura de Belo Horizonte, por meio do sistema BH ISS Digital. Internet, Decreto nº 14.837/2012, artigo 7º; Portaria SMF nº 16/2012. ISSQN - junho de 2018 - empresas de transporte coletivo - recolhimento do imposto relativo às receitas provenientes da Câmara de Compensação Tarifária, correspondente aos fatos geradores ocorridos no mês anterior. Nota: O documento de arrecadação do Município de Belo Horizonte não possui denominação específica. Os contribuintes pessoas jurídicas poderão emitir a guia de recolhimento através do sistema BH ISS Digital (internet). Guia de recolhimento/internet/ sistema BH ISS Digital, Decreto nº 11.956/2005, artigo 13, § 2º. ICMS - junho de 2018 - substituição tributária - saídas de mercadorias nas hipóteses previstas no RICMS-MG/2002, anexo XV, artigos 86, IV, 87, § 1º, e 92, parágrafo único, todos da parte 1 deste anexo. DAE/internet, RICMS-MG/2002, anexo XV, parte 1, artigo 46, VI.


BELO HORIZONTE, SÁBADO, 14, A SEGUNDA-FEIRA, 16 DE JULHO DE 2018

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DC MAIS dcmais@diariodocomercio.com.br

Faemg concede Medalha do Mérito Rural aos que contribuem com a agropecuária FOTOS: FAEMG / DIVULGAÇÃO

DA REDAÇÃO

Pessoas e instituições que prestam contribuições relevantes ao desenvolvimento da agricultura, pecuária e silvicultura de Minas Gerais foram agraciadas, no dia 6 deste mês, no Centro Cultural do Minas Tênis Clube, em Belo Horizonte, com a Medalha do Mérito Rural, instituída pelo Sistema Faemg em 2007. Os produtores rurais agraciados foram Amauri Pinto Costa, de Itanhandu; Fazenda Cachoeira do Rio Pardo, de Pompéu; Fazenda Nossa Senhora das Valias, São Gonçalo do Sapucaí; Fazenda Pão de Angu, Lima Duarte; Fazenda São Lourenço, Varjão de Minas; Márcio Maciel Leite, de Cruzília; Mário Lúcio de

Assis, de Curvelo; Ricardo Steinmetz Vilela e Érika Steinmetz, Campo Belo; e Vera Shimada – Shimada Agropecuária, de Campos Altos. Também foram homenageados os sindicatos rurais Conceição do Rio Verde, do Sul de Minas; Gurinhatã, do Triângulo; Monte Carmelo, Alto Paranaíba; Sabinópolis, Rio Doce; e Unaí, do Noroeste do Estado. Embrapa - Na área de comunicação a medalha foi concedida à Rádio Itatiaia. Na técnico-científica, a Décio de Souza Graça. E, por fim, o agraciado com a Grande Medalha foi o presidente da Embrapa pelo segundo mandato consecutivo, Maurício Antônio Lopes, que é

Produtores e representantes de sindicatos rurais foram agraciados com a medalha, instituída pela Faemg em 2007

natural de Bom Despacho, no Centro-Oeste de Minas. Lopes sempre se dedicou à pesquisa agropecuária, tendo se graduado na Universidade

Presidente da Embrapa, Lopes foi o ganhador da Grande Medalha

Federal de Viçosa (UFV), fez metrado na Purdue University (EUA), doutorado em Genética Molecular na University of Arizona (EUA)

e pós-doutorado no Departamento de Agricultura da FAO-ONU, em Roma. O presidente da Faemg, Roberto Simões, e o senador

por Minas Gerais Antonio Anastasia estiveram entre as várias autoridades que ajudaram na entrega das medalhas aos agraciados.

Breno Mesquita, Antonio Arantes, Anastasia, Roberto Simões, Amarildo Kalil, Domingos Sávio

12ª CineBH

CULTURA

Professores e educadores da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) podem inscrever seus alunos para participar do programa Cine-Expressão – A Escola vai ao cinema, no âmbito da 12ª CineBH – Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte. O programa possibilita conscientizar, sensibilizar e envolver o universo educacional no contexto do audiovisual, promovendo encontros e debates entre o público estudantil de diversas faixas etárias e realizadores do setor audiovisual brasileiro. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até as 22h do dia 10 de agosto (sexta-feira), pelo site www.cinebh.com.br. A CineBH ocorrerá de 28 de agosto a 2 de setembro. Serão exibidos 10 filmes em seis sessões (oito curtas e dois longas), sempre com um debate na sequência. As projeções serão de 29 a 31 de agosto, em três espaços culturais da capital mineira: MIS Cine Santa Tereza (plateia 120 lugares), Teatro Sesiminas (plateia 550 lugares) e no Sesc Palladium (Grande Teatro - plateia 1.000 lugares).

ÉLCIO PARAÍSO / BENEDITA CONTEÚDO & IMAGEM

Marcel Diogo

Fitas de gentileza De 10 a 12 de agosto, pelo terceiro ano consecutivo, BH abrigará o Festival Verbogentileza, que tem como uma de suas marcas registradas uma instalação de fitas coloridas: o Portal da Gentileza. Instalação símbolo do Festival Verbogentileza, o Portal da Gentileza, criado pela Dois Arquitetura e Design, terá, desta vez, participação mais engajada do público. O verbo convidar dará a tônica do evento, e a produção chama as pessoas a mandarem frases para a instalação, convidando quem estará na Praça Floriano Peixoto a atitudes gentis. Cada criação pode ter, no máximo, 75 caracteres e deve ser enviada até dia 25, por e-mail (verbogentileza@dobrasileventos.com.br), em mensagem privada do Facebook (facebook.com/verbogentileza) ou em “direct” do Instagram (instagram.com/verbogentileza). RODRIGO TINÔCO / DIVULGAÇÃO

Quanto: R$ 10 Onde: Mister Rock (Avenida Tereza Cristina, 295, Prado, Belo Horizonte)

Dois na Quinta Chilena e mineiro - A chilena Claudia Manzo está em BH há algum tempo. Sua alma carnavalesca se comprova no bloco “Bruta Flor”, que desfila pela Capital no Carnaval. No encontro do Dois na Quinta ela interpretará composições de seu CD América por uma mirada feminina. Com trabalhos reconhecidos tanto com o público infantil, “Pé de Sonho”, quanto em percussão, “Tambolelê”, Geovanne Sassá completa a dobradinha. Quando: Dia 19, às 19h30 Quanto: R$ 10 (Inteira) e R$ 5 (Meia) Onde: Teatro da Biblioteca Pública Estadual de Minas

Gerais (Praça da Liberdade, 21, Funcionários, Belo Horizonte) Heavy metal Álbum autoral - Um domingo de muito rock n’ roll é a proposta do evento de lançamento do primeiro álbum autoral da banda Barril de Pólvora. Com o melhor do heavy metal autoral, o álbum tem músicas com sátiras, críticas e metáforas, na mesma linha e influência de grandes clássicos do rock, blues e metal. A banda é formada por Flávio Drager (vocal), Emerson Martins (guitarra), Saulo Santos (baixo) e Alexis Bomfim (bateria). Quando: Dia 22, a partir das 15h

Mostra individual - Mineiro de Belo Horizonte, o artista plástico Marcel Diogo buscou inspiração para as obras da mostra individual “Aqui tudo parece que é ainda paraíso e já é inferno” em uma sentença do filósofo e antropólogo franco-belga Claude LéviStrauss no ensaio “Tristes Trópicos”, que diz: “aqui, tudo parece que é ainda construção e já é ruína”. Quando: Abertura dia 26, às 19h. Visitação: de 27 de julho a 23 de agosto. De segunda a quinta, das 7h30 às 20h15. Sexta-feira, das 7h30 às 17h15. Sábado, das 8h às 13h Quanto: Entrada Gratuita Onde: Aliança Francesa Belo Horizonte (Rua Tomé de Souza, 1.418, Savassi, Belo Horizonte) www.facebook.com/DiariodoComercio www.twitter.com/diario_comercio dcmais@diariodocomercio.com.br Telefone: (31) 3469-2067

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