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diariodocomercio.com.br JOSÉ COSTA FUNDADOR

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DESDE 1932 - EDIÇÃO 23.654 - R$ 2,50

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BELO HORIZONTE, SEXTA-FEIRA, 13 DE JULHO DE 2018

Chinesa Sanxing adquire 100% da Nansen Instrumentos de Precisão Empresa, pertencente ao Grupo AUX, já detinha 51% de participação da mineira A chinesa Sanxing Electric Co., fabricante de medidores de energia, adquiriu os 49% restantes da Nansen Instrumentos de Precisão, com planta em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). A transação será responsável pela transferência de tecnologia para a unidade mineira, além de viabilizar o aumento do mix de produtos em um segundo momento. O presidente da Nansen, Alexandre Suprizzi, não revelou o valor envolvido na transação, mas afirmou que, desde 2015, quando a Sanxing comprou 51% da empresa, já foram investidos R$ 30 milhões na ampliação e revitalização da fábrica de Contagem, que hoje tem capacidade para produzir 5 milhões de medidores por ano. Mesmo com a conclusão da operação, a Nansen manterá o mesmo nome e deve avançar no mercado das smart grids, que são as redes inteligentes de energia elétrica. Pág. 3

DIVULGAÇÃO

A maior parte dos negócios da Nansen é feita no mercado nacional, e 15% da receita tem origem nas exportações para América Latina

BH terá mais uma loja da Telhanorte

EDITORIAL Para especialistas, é preciso descomprimir as grandes cidades, tarefa que começa por melhorias substanciais nas condições de mobilidade. Não muito diferente do que se faz em países mais adiantados, onde distância e locomoção não são exatamente problemas. O crescimento impõe também a revisão de antigos conceitos de urbanismo e da ocupação de espaços, por exemplo, aproximando locais de moradia e de trabalho. Nessa direção, a revitalização de espaços centrais e sua reocupação para fins residenciais igualmente oferece boas oportunidades. No entanto, e segundo avaliação de empresários, não é exatamente o que está acontecendo e poderá acontecer em Belo Horizonte, caso prosperem as ideias contidas no novo Plano Diretor para a cidade. “Mudar, mas para melhor”, pág. 2

A rede varejista de material de construção Telhanorte inaugura, na próxima semana, a quinta loja em Minas Gerais e terceira na Capital. A unidade é umas das operações âncoras de um novo centro comercial, localizado no encontro das avenidas Amazonas e Silva Lobo. Com investimento de R$ 25 milhões, a unidade terá 3,9 mil metros quadrados e será a loja-modelo de um novo conceito de layout e serviços adotados pela rede. O Estado responde por 15% de participação dos Meridiana: nova loja vai atender o público em uma área central resultados da rede. Pág. 11

OPINIÃO No mundo globalizado e moderno do agronegócio e do cooperativismo também é preciso ser mais eficiente e competitivo. Diluir custos e ampliar as margens como forma de remunerar melhor a atividade, seja ela comércio, produto ou serviço, de qualquer que seja a natureza do negócio. Até aqui, nada de novo. A receita é simples e continua sendo a mesma desde o início da humanidade. O desafio está em como fazer, como seguir a regra, colocar a teoria em prática. A tecnologia tem sido uma aliada fundamental, seja na operação ou gestão do negócio, do agronegócio ou então das cooperativas. Idem para as técnicas e modelos de governança e compliance, empreendedorismo e inovação, que trazem contribuição importante do ponto de vista de inteligência. Mais uma vez, é hora de aprender. E, neste caso, nesta análise, com as cooperativas, em especial as agropecuárias. Seguindo premissas básicas e de conceitos na composição do sistema, as cooperativas Brasil afora têm experimentado, e gostado, cada vez mais, dos projetos de intercooperação. (Giovani Ferreira), pág. 2 Dólar - dia 12

Euro - dia 12

Comercial

Compra: R$

Compra: R$ 3,8832 Venda: R$ 3,8837

4,5070

Mangalarga Marchador em crescimento Somente em 2017 a raça movimentou mais de R$ 500 milhões em negócios em todo o País e, para 2018, a expectativa é superar

A expectativa é que o número de visitantes chegue a 220 mil durante a 37ª Exposição

Venda: R$ 4,5093

Compra: R$ 3,8370 Venda: R$ 4,0300

NovaYork(onça-troy): BM&F (g):

BOVESPA

TR (dia 13): ............................. 0,0000%

Ouro - dia 12

Ptax (BC)

Exposição Nacional do Cavalo Mangalarga Marchador, que acontece de 17 a 28 de julho no Parque da Gameleira, na Capital. Pág. 13 JÚLIO OLIVEIRA/DIVULGAÇÃO

Turismo Compra: R$ 3,8558 Venda: R$ 3,8564

o valor entre 25% e 30%. Com estimativa de mercado firme e crescimento da raça, as expectativas são positivas para a 37ª

Poupança (dia 13): ............ 0,3715%

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IPCA-IBGE (Junho):............ 1,26%

US$1.246,60

IPCA-Ipead(Junho):............ 1,71%

R$ 154,30

IGP-M (Junho): ......................... 1,87%

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A Chevrolet apresentou a linha 2019 do monovolume Spin. De acordo com a montadora, desde o seu lançamento em 2012, foram vendidas mais de 200 mil unidades. O Spin 2019 terá quatro opções de acabamento (LS, LT, LTZ e Activ). Pág. 14

Coteminas contrai financiamento de R$ 20 mi A Coteminas vai contratar empréstimo de R$ 20 milhões do Banco Itaú Unibanco. Os recursos serão usados para capital de giro. A operação, que foi confirmada ao mercado e aprovada pelo Conselho de Administração, pode ser uma resposta aos resultados dos últimos trimestres. Nos três primeiros meses de 2018,, a Coteminas apurou prejuízo líquido de R$ 5,3 milhões. Pág. 4


BELO HORIZONTE, SEXTA-FEIRA, 13 DE JULHO DE 2018

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OPINIÃO O milagre da intercooperação GIOVANI FERREIRA * No mundo moderno e globalizado do agronegócio e do cooperativismo também é preciso ser mais eficiente e competitivo. Diluir custos e ampliar as margens como forma de remunerar melhor a atividade, seja ela comércio, produto ou serviço, de qualquer que seja a natureza do negócio. Até aqui, nada de novo. A receita é simples e continua sendo a mesma desde o início da humanidade. O desafio está em como fazer, como seguir a regra, colocar a teoria em prática. A tecnologia tem sido uma aliada fundamental, seja na operação ou gestão do negócio, do agronegócio ou então das cooperativas. Idem para as técnicas e modelos de governança e compliance, empreendedorismo e inovação, que trazem contribuição importante do ponto de vista de inteligência. Mas como conectar tudo isso, implantar uma solução 360º, criar um ecossistema com sinergia, de pessoas e processos, capaz de propor, elaborar e executar, de forma rápida, prática e objetiva? Mais uma vez, é hora de aprender. E, neste caso, nesta análise, com as cooperativas, em especial as agropecuárias. Seguindo premissas básicas e de conceitos na composição do sistema, as cooperativas Brasil afora têm experimentado, e gostado, cada vez mais, dos projetos de intercooperação. Negócios nos quais duas ou mais cooperativas singulares se unem em prol de um interesse comum, na linha “juntas somos mais” ou “juntas somos mais fortes”. Os principais e maiores cases estão na agroindústria, embora haja experiên-

cias em outros ramos do cooperativismo. Foi-se o tempo, por exemplo, em que cada cooperativa de uma região produtora de leite ou trigo tinha sua própria e exclusiva indústria de processamento. A união para construir uma única unidade de beneficiamento, com capacidade para receber e processar a produção dos cooperados de todas cooperativas, digamos sócias no investimento, customiza recursos, humanos e financeiros, na implantação e operação. Ao mesmo tempo em que maximiza resultados e margens, além de diluir riscos e tornar o negócio mais eficiente e competitivo de ponta a ponta da produção ao mercado, passando pela indústria e distribuição. Um dos principais polos de intercooperação do Brasil está na região dos Campos Gerais do Paraná. Há parcerias no processamento de carnes, lácteos, grãos e cereais. Com as sedes administrativas em um raio de 100 quilômetros, as cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal beneficiam, juntas, as produções de leite, trigo e suínos de 4.500 cooperados. Seguindo o exemplo das cooperativas centrais, que recebem, processam e comercializam a produção de várias singulares, os holandeses dos Campos Gerais reinventam, ou resgatam, com maestria, o cooperativismo da intercooperação. As três cooperativas somam 4,8 mil funcionários e um faturamento de R$ 6,5 bilhões em 2017. Neste modelo, não há necessidade de se criar uma central. Apenas uma gestão executiva da agroindústria, preservando assim a identi-

dade das singulares e sua relação com o quadro social. Duas premissas ou questionamentos básicos levaram essas cooperativas a decidir pela intercooperação. Primeiro porque é preciso transformar e adicionar valor à produção primária. Segundo, porque enfim entenderam que não vale a pena construir uma indústria sozinho, para operar muitas vezes à meia carga, se é possível viabilizar o negócio com escala, diluir custo e risco, na união com outras cooperativas. Além de industrializar a produção dos cooperados, essas unidades industriais processam e embalam a produção para outras marcas. Uma prestação de serviço que afere uma nova receita para as cooperativas, a partir do investimento industrial. Surge um novo cooperativismo, das cooperativas da nova geração. Porque já não basta produzir. É preciso industrializar. É preciso cooperar. É o momento e o mundo da intercooperação. De pequenos produtores que fazem um grande negócio. Com um potencial multiplicador quase que imensurável, a considerar as mais de 6.500 cooperativas registradas no sistema OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) no País, de 13 ramos, com 371 mil funcionários e 13,2 milhões de cooperados. Somente as cooperativas do agronegócio faturaram juntas R$ 200 bilhões, em 2017. * Coordenador da Pós-Graduação em Inovação e Gestão Estratégica no Agronegócio da Universidade Positivo

Obstinado e vitorioso ARISTOTELES ATHENIENSE * A vitória de Andrés Manuel López Obrador, AMLO, 64, como presidente do México, merece ser exaltada pelo seu projeto de governo e, sobretudo, pela sua tenacidade. Em 2006, concorreu com Felipe Calderón, sendo derrotado por uma diferença de 250 mil votos num pleito, que, embora fraudulento, obteve confirmação na Justiça eleitoral. conhecido o resultado, para demonstrar a sua indignidade com aquele desfecho, deixou-se fotografar com a faixa presidencial sobre o peito, além de instituir um “gabinete legítimo”, que contou com o apoio de dezenas de milhares de simpatizantes. Eleito prefeito, convocou o magnata Carlos Slim para restaurar o Centro Histórico da capital, contando com a colaboração de Rudolph Giuliani, ex-prefeito de Nova York, para reduzir os alarmantes índices de criminalidade da cidade. Desde então, iniciou uma longa campanha, que incluiu o conhecimento direto e pessoal dos 2.500 municípios do país. Inobstante a repercussão positiva de sua administração, foi derrotado em 2012 pelo candidato do PRI, Enrique Peña Nieto, por uma diferença exígua de 31,6% para 38,2%, que assegurou a vitória de seu opositor. Em face da votação obtida e pretendendo enfrentar nova disputa, criou a legenda de que carecia para levar adiante os seus propósitos. Nasceu, assim, o Movimento de Regeneração Nacional (Morena), tendo como emblema: “Pelo bem de todos, primeiro os pobres”. A campanha agora encerrada importou na queda da hegemonia do partido da Revolução Institucional (PRI), numa tumultuada disputa em que pereceram 145 políticos. O México conta com 125 milhões de habitantes, sendo que a maior parte de sua exportação é destinada aos Estados Unidos.

Ao longo do processo eleitoral, o candidato vitorioso assumiu o compromisso de fazer um governo “austero, sem luxos e privilégios”, enfatizando que “o principal problema do México é a corrupção. Esta é a principal causa de desigualdade econômica, a corrupção desatou a insegurança”. O mote de seus discursos consistiu na necessidade de que “o país seja limpo dos malfeitores existentes no poder”. As modificações que pretende implantar compreendem a redução de seu salário pela metade, a eliminação dos aviões do presidente e a transformação da residência presidencial em Centro de Cultura. A vitória contundente, obtida com mais de 53% dos votos válidos, importou na subida da segunda economia latino-americana ao comando da nação. Ao contrário de Trump, Amlo defende a manutenção do Tratado Norte-Americano de Livre Comércio, com a participação do Canadá. A sua posse ocorrerá em 1º de dezembro vindouro. Assim que conhecidos os resultados irreversíveis da eleição, López Obrador manteve contato telefônico com Donald Trump, adiantando-lhe a sua intenção em “reduzir a migração e melhorar a segurança”, o que foi bem recebido pelo mandatário vizinho. Resta agora saber se, diante das destemperadas manifestações de Trump, contrárias à imigração de mexicanos aos Estados Unidos, além da construção do muro prometido na campanha eleitoral, a eleição de um novo presidente, que recebeu consagradora votação do eleitorado, poderá corresponder à expectativa de seus apoiadores. Só o futuro responderá a esta indagação. * Advogado, Conselheiro Nato da OAB, Diretor do IAB e do Iamg

Em busca do tempo perdido MILTON LOURENÇO * Quando se esperava que o acordo de livre-comércio entre Mercosul e União Europeia estivesse a ponto de ser assinado, depois de duas décadas de conversações infrutíferas, eis que as negociações voltaram a um ponto próximo da ruptura. Ainda que o governo brasileiro tenha se manifestado otimista em relação a um possível acordo com a UE antes de 2019, os demais parceiros do Mercosul já não escondem o pessimismo, a ponto de o Uruguai propor a retomada do diálogo do bloco com a China. Obviamente, um acordo com a UE não inviabiliza um tratado de amplitude semelhante com a China, mas, no caso, parece mais um ultimato, pois o chanceler uruguaio, Rodolfo Nin Novoa, deixou claro que o bloco europeu precisa demonstrar “uma vontade real de concluir essa negociação”. Ou seja, a má vontade seria só por parte da União Europeia, pois o Mercosul teria mostrado que está “em condições de definir posições negociadoras e que tem vontade de realizar acordos”. Seja como for, a verdade é que o Mercosul não pode mais perder tempo. E o Brasil não pode também ficar atrelado às necessidades de seus parceiros no bloco. É muito possível estabele-

cer acordos com outros países e blocos, sem que necessariamente tenha de deixar de lado seus compromissos com o Mercosul. Um exemplo é o Chile, que, há 14 anos, firmou um acordo com a Coreia do Sul, que permite a entrada de 87% de produtos chilenos no país asiático sem o pagamento de taxas. Quer dizer: enquanto Mercosul e UE perderam tempo em discussões inócuas, no mundo proliferaram acordos que preveem aberturas comerciais para a quase totalidade dos produtos industriais e significativas reduções de barreiras alfandegárias para bens agrícolas e agroindustriais. Portanto, é preciso que haja logo uma definição para esse acordo Mercosul-UE e que o governo brasileiro assuma uma política externa mais agressiva com o objetivo de aumentar a sua corrente de comércio – importações mais exportações – para que possa manter a economia em crescimento. Ao mesmo tempo, o governo precisa criar programas de crédito que estimulem a modernização de máquinas e equipamentos nos setores industrial e agrícola, além de atrair empresas estrangeiras que possam produzir no Brasil, criando empregos e reforçando o mercado consumi-

Diário do Comércio Empresa Jornalística Ltda Av. Américo Vespúcio, 1.660 CEP 31.230-250 - Caixa Postal: 456 Redação - Núcleo Gestor Eric Gonçalves - Editor-Geral Luciana Montes - Editora-Executiva Editores Alexandre Horácio Clério Fernandes Luisana Gontijo

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dor. E voltar a pensar num acordo do Mercosul com os Estados Unidos nos moldes da projetada Aliança de Livre-Comércio das Américas (Alca), que não teve sequência por boicote dos governos populistas que estavam à frente de Brasil e Argentina no começo deste século XXI. Já o México, com um governo mais articulado e pragmático, fechou o acordo com os EUA e hoje desfruta no âmbito do Tratado Norte-Americano de Livre-Comércio (Nafta) de uma série de vantagens de acesso ao mercado vizinho. Além disso, os EUA investiram na indústria mexicana e houve crescimento do número de empregos e aumento dos salários. É claro que os EUA não fizeram isso por benemerência, mas por que precisam expandir seus negócios e colocar os seus produtos em outros mercados. O resultado é que, em 2017, o México exportou US$ 409 bilhões, quase o dobro das vendas do Brasil (US$ 217 bilhões). Só para os Estados Unidos o México vendeu US$ 327 bilhões, que representam 80% de suas exportações totais. Mais: 90% das exportações mexicanas foram de produtos industrializados.

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Mudar, mas para melhor Um acelerado e desordenado processo de urbanização, notadamente a partir da segunda metade do século passado, ajuda a explicar boa parte dos males que os brasileiros, com certeza a parcela mais pobre da população, enfrentam presentemente. As condições de habitação, mobilidade e acesso a serviços básicos, do saneamento à segurança pública, fazem parte desse rol e só poderão ser modificadas para melhor com políticas públicas fundadas no planejamento e no estabelecimento de prioridades. Fundamentalmente, dizem os especialistas, é preciso descomprimir as grandes cidades, tarefa que começa por melhorias substanciais nas condições de mobilidade. Não muito diferente do que se faz em países mais adiantados, onde distância e locomoção não são exatamente problemas. O crescimento impõe também a revisão de antigos conceitos de urbanismo e da ocupação de espaços, por exemplo, aproximando locais de moradia e de trabalho. Nessa direção, a revitalização de espaços Um plano que centrais e sua reocupação para inviabiliza obras, fins residenciais inviabiliza igualmente igualmente oferece boas a geração de oportunidades. No entanto, e empregos, tudo segundo avaliação isso culminando de empresários, não é exatamente com queda da o que está acontecendo e receita tributária e poderá acontecer empobrecimento, diz em Belo Horizonte, caso prosperem um empresário as ideias contidas no novo Plano Diretor para a cidade. Não por outra razão 29 entidades de classe, incluindo a Federação das Indústrias, a Câmara de Dirigentes Lojistas e Associação Comercial, pedem o reexame do texto encaminhado à Câmara dos Vereadores, reclamando que na prática impostos estarão sendo elevados, onerando a construção civil, o mercado imobiliário e, claro, a moradia. E com o efeito ainda mais perverso de expulsar os mais pobres para regiões periféricas, mais distantes e não alcançadas por serviços básicos. Trata-se de chancelar, piorando, um modelo que não deu certo. Um plano que inviabiliza obras, inviabiliza igualmente a geração de empregos, tudo isso culminando com queda da receita tributária e empobrecimento, diz um empresário. Outro lembra que soluções mais modernas e que incorporam novas tecnologias foram ignoradas e isto claramente implicará em dificuldades ainda maiores para a correção dos erros e distorções que se acumularam ao longo do tempo. As proporções da mobilização desencadeada esta semana são inéditas, refletem a gravidade dos problemas anotados e chamam atenção para um grau de insatisfação que também ganha contornos inusuais. É fundamental que estas vozes e suas ponderações sejam ouvidas e consideradas, tendo em conta que se está falando, simplesmente, de melhorar as condições de vida na cidade, tendo como pilar das transformações o crescimento econômico, claramente entendido como suporte para as transformações que sustentem melhores condições de vida para a maioria. Fazer diferente é insistir no erro que já nos custou tão caro.

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ECONOMIA INDÚSTRIA

Chinesa Sanxing Electric adquire a Nansen A fabricante de medidores de energia obtém os 49% restantes da empresa mineira de Instrumentos de Precisão LEONARDO FRANCIA

A chinesa Sanxing Electric Co., fabricante de medidores de energia, adquiriu os 49% restantes da Nansen Instrumentos de Precisão, com planta em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Agora, o grupo chinês, que em 2015 já havia adquirido 51% de participação na Nansen, tem a totalidade da empresa em suas mãos. A transação será responsável pela transferência de tecnologia para a unidade da RMBH, além de viabilizar o aumento do mix de produtos, em um segundo momento. O presidente da Nansen, Alexandre Suprizzi, não revelou o valor envolvido na transação, mas afirmou que, desde 2015, quando a Sanxing comprou 51% da empresa, já foram investidos R$ 30 milhões na ampliação e revitalização da fábrica de Contagem, que hoje tem capacidade para produzir 5 milhões de medidores por ano.

“Estamos produzindo em ritmo de cerca de 50% desta capacidade. Acabamos de concluir a ampliação e acreditamos que vamos preencher boa parte da capacidade com o crescimento da demanda nos próximos anos”, afirmou Suprizzi. Segundo ele, com a entrada dos chineses, a Nansen “muda de patamar e se torna parte de um grupo de atuação global”. “É o primeiro investimento industrial da Sanxing fora da China. Eles trazem know how e encaram o investimento como uma porta de entrada para a América Latina”. “Com a vinda dos chineses, vamos agregar tecnologia e devemos, em um segundo momento, começar a fabricar medidores inteligentes, com medições on-line e informações em tempo real, além da vantagem em relação às perdas de energia, prevenção de roubos e fraudes”, explicou. Mesmo com a conclusão da operação, a Nansen manterá o mesmo nome e

deve avançar no mercado das smart grids, que são as redes inteligentes de energia elétrica, se valendo da experiência da Sanxing na instalação de mais de 100 milhões de medidores inteligentes nos 50 países onde atua. A aquisição, portanto, posiciona a Nansen como uma das referências no processo de implantação destas redes em toda a América Latina, já que, somente no Brasil, há um mercado de 80 milhões de unidades consumidoras como potenciais clientes. Em um segundo momento, a ideia é aproveitar a expertise da Sanxing no segmento de equipamentos de distribuição de energia para entrar no mercado como fornecedor de concessionárias e indústrias. Atualmente, a Nansen tem 280 funcionários. A maior parte dos negócios é feita no mercado nacional e 15% da receita tem origem nas exportações para a América Latina, sendo os principais mercados a Co-

ROSSANA MAGRI/DIVULGAÇÃO

De acordo com Suprizzi, a Nansen manterá o nome e investirá no mercado de smart grids

lômbia, México, República chinesas. Em 2017 o fatuDominicana e Bolívia. ramento do grupo foi de aproximadamente US$ 10 biO grupo - A Sanxing integra lhões. O conglomerado, que o Grupo AUX, conglomerado atua em mais de 100 países, empresarial que está entre possui negócios em sistemas as 500 maiores empresas de distribuição de energia

elétrica, eletroeletrônicos residenciais, serviços médicos, investimentos imobiliários e serviços financeiros. Na China estão instalados oito fábricas, três centros de pesquisa e 20 centros médicos.

ENERGIA

Vinci Partners negocia concessão para transmissão em MG São Paulo - A gestora de recursos Vinci Partners está em negociações avançadas para a aquisição de uma concessão para a construção de uma linha de transmissão de energia em Minas Gerais que deve demandar investimentos de quase R$ 100 milhões, segundo documento visto pela reportagem. A transação envolve a compra, por dois fundos controlados pela Vinci, de um projeto arrematado por um consórcio liderado pela Empresa Construtora Brasil (ECB) em um leilão realizado pelo governo federal em 2016. O negócio vem em meio a um forte interesse de investidores pelo setor de transmissão no Brasil - os últimos leilões de concessões para a construção de novas linhas

atraíram forte interesse de muitas empresas nacionais e estrangeiras e registraram intensa competição pelos empreendimentos oferecidos. A ECB e sua sócia Mota Engil, com apenas 1% do negócio, aceitaram vender à Vinci a totalidade do projeto que arremataram, o lote 5 do certame de 2016, que prevê a construção de uma linha de transmissão de 165 quilômetros em Minas Gerais, em 500kv. Segundo documento visto pela reportagem, as empresas pediram aval prévio à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para a transação, que tem previsão de ser fechada em meados de agosto. A concessão seria transferida para os fundos de investimento em participações

PAULO WHITAKER/REUTERS

(FIPs) Trans Infra e Trans Coinvest, ambos da Vinci. Se o negócio for fechado com sucesso, a Vinci somaria o empreendimento a uma concessão para a construção de linhas já arrematada pela gestora em um leilão de 2016. Esse projeto da Vinci Partners tem investimento estimado de cerca de R$ 270 milhões para a implementação de duas linhas entre Alagoas, Bahia, Sergipe e Pernambuco, com 198 quilômetros em extensão. Procurada, a Vinci Partners disse que não iria comentar. A ECB também disse que não iria comentar. Não foi possível contato com a Mota Engil. A ECB é uma construtora A construção da linha deve demandar investimentos de cerca de R$ 100 milhões com atuação em diversos segmentos de infraestrutura, formações do site da com- o interesse por ativos no e privatizações de elétricas, como rodovias e ferrovias, panhia. setor de energia. A empresa incluindo a estatal paulista entre outros, segundo inJá a Vinci tem aumentado está de olho em aquisições Cesp. (Reuters)

Justiça do Rio suspende leilão da Eletrobras Estatal pagará PLR aos seus empregados Rio de Janeiro - A Justiça Federal no Rio de Janeiro suspendeu o leilão das seis distribuidoras da Eletrobras, marcado para o dia 26 de julho. Em seu despacho, a juíza Maria do Carmo Freitas Ribeiro citou a liminar concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski, que proibiu a privatização de empresas públicas, sociedades de economia mista, subsidiárias e controladas sem aval do Congresso, no dia 27 de junho. A decisão foi tomada em uma ação civil pública ajuizada pela Associação dos Empregados da Eletrobras (Aeel). A juíza avaliou que o pedido de urgência é pertinente devido à proximidade da licitação, particularmente da data de entrega da documentação necessária para participar da disputa, uma semana antes do leilão, no dia 19. “Entendo que, não havendo autorização legis-

lativa para a transferência do controle acionário das ações das Distribuidoras abrangidas pelo Edital nº 2/2018- PPI/PND, e configurado o perigo na demora da prestação jurisdicional, a medida deve ser deferida”, afirma o despacho da juíza. “Defiro a tutela de urgência para suspender o processo licitatório, em especial a fase de entrega de documentos pelos proponentes para habilitação no processo licitatório no próximo dia 19 de julho, previsto no Edital do Leilão nº 2/2018 - PPI/PND, que tem por objeto a ‘outorga do contrato de concessão do serviço público de distribuição de energia elétrica, associada à transferência do controle acionário das ações das distribuidoras’.” O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia (MME), Márcio Félix, disse que a decisão vai ser objeto de análise e questionamento pela área

jurídica do governo. A Advocacia-Geral da União, a Eletrobras e o BNDES foram procurados, mas ainda não se manifestaram sobre a decisão. Nos bastidores, o governo reconhece que a proximidade da realização do leilão vai aumentar a quantidade de ações contra a venda das empresas. No entanto, há uma interpretação de que a liminar da Justiça Federal no Rio de Janeiro pode não ter efeitos práticos, já que ela questiona a existência de autorização legal para realizar o leilão - algo que o governo entende haver em cinco leis diferentes, segundo o Ministério do Planejamento informou há duas semanas. A avaliação é a de que a liminar de Lewandowski não se aplicava às distribuidoras, exceto no caso da Ceal, de Alagoas, em que há uma liminar específica que a retira da licitação. (AE)

Rio de Janeiro - A Eletrobras informou, ontem, que vai pagar normalmente a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) aos seus empregados, apesar do prejuízo de R$ 1,7 bilhão registrado no exercício, seguindo uma prática que levou a Controladoria Geral da União (CGU) a recomendar uma investigação administrativa para apurar a responsabilidade do pagamento do PLR durante os anos de 2012 e 2013, quando a estatal também registrou prejuízo. Mais cedo, a dirigente do Sindicato dos Urbanitários do Distrito Federal, Fabiola Antezana, tinha informado no site da entidade que a empresa teria suspendido o pagamento do PLR deste ano, enquanto aguardava uma decisão da CGU sobre o assunto. Os empregados da Eletrobras preparam uma greve para o dia 17, em protesto contra a privatização da empresa e defesa do pagamento do PLR criticado pela CGU. “A informação não proce-

de. O processo de pagamento da PLR referente a 2017 está seguindo a tramitação normal dentro da empresa”, informou a assessoria da Eletrobras. Na quarta-feira, 11, ao ser indagada sobre a possibilidade de os empregados terem que devolver R$ 75 milhões por recebimento indevido de PLR, diante das perdas apresentadas pela estatal, a Eletrobras também justificou o pagamento afirmando que o mesmo ocorreu dentro da legalidade. “A Eletrobras atua em conformidade com as regras legais pertinentes à Participação nos Lucros ou Resultados e analisa o relatório de avaliação da CGU de modo a adotar as medidas aplicáveis tempestivamente, tendo sido agendada reunião com a CGU para tratar especificamente do tema”, afirmou a estatal na quarta-feira. Greve - Os sindicatos dos empregados da Eletrobras estão realizando assembleias

por todo País para aprovar a realização de uma greve de 24 horas no dia 17 de julho, em protesto contra a privatização da empresa e para pedir a saída do presidente da estatal, Wilson Ferreira Jr. A ameaça de ter que devolver Participações no Lucro e Resultados (PLR) referentes aos anos de 2012 e 2013, no valor de R$ 75 milhões, além de uma possível suspensão do pagamento do PLR deste ano, também está no foco das manifestações. Segundo o Sindicato dos Urbanitários do Distrito Federal, que aprovou a greve ontem, a categoria fará o alerta no dia 17 e já prepara outra paralisação para outra data próxima ao leilão das distribuidoras da empresa, marcado para 26 de julho. A data da greve ainda está sendo avaliada, segundo a assessoria do sindicato. Nesta sexta-feira, 13, serão realizadas assembleias na sede da Eletrobras e em Furnas, e no dia 16 no Cepel e na Eletronuclear. (AE)


BELO HORIZONTE, SEXTA-FEIRA, 13 DE JULHO DE 2018

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ECONOMIA CAPITAL DE GIRO

Itaú emprestará R$ 20 mi à Coteminas Companhia norte-mineira confirma ao mercado operação aprovada por seu Conselho de Administração DIVULGA;’AO

Coteminas apurou prejuízo líquido de R$ 5,3 milhões no primeiro trimestre deste ano

LEONARDO FRANCIA

apurou prejuízo líquido de R$ 5,3 milhões, o que representa uma queda de 63,6% frente ao resultado negativo de R$ 14,9 milhões obtido em igual período de 2017. Na mesma base de comparação, a receita líquida da companhia cresceu 3,6%, passando de R$ 599 milhões para R$ 620,4 milhões. Segundo a empresa informou, o resultado reflete, entre outros fatores, a melhora nas áreas operacional e financeira. O desempenho operacional aumentou 29,2%, chegando a R$ 44,6 milhões, e o prejuízo financeiro diminuiu 12,2%, ficando em R$ 46,8 milhões.

A Companhia de Tecidos Norte de Minas (Coteminas), com quatro plantas em Montes Claros (Norte de Minas) e um centro de distribuição (CD) em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), vai contratar empréstimo de R$ 20 milhões do Banco Itaú Unibanco. Os recursos serão usados para capital de giro. A operação foi confirmada ao mercado, ontem, via B3 (Bolsa de São Paulo), e já foi aprovada, por unanimidade, pelo Conselho de Administração da companhia, podendo ser uma resposta aos resultados dos últimos trimestres. Nos três Desempenho em 2017 primeiros meses de 2018, - No ano passado, a compor exemplo, a Coteminas panhia registrou lucro lí-

quido de R$ 69 milhões, valor 147,7% superior ao prejuízo líquido de R$ 144,4 milhões apurado em 2016. O desempenho da Coteminas em 2017 também foi melhor do que a média dos cinco anos anteriores (prejuízo médio anual de R$ 53,2 milhões). A Coteminas tem 22 fábricas, sendo 15 no Brasil, cinco nos Estados Unidos, uma na Argentina e uma no México. Ao todo, são cerca de 15 mil funcionários. A companhia é responsável por cerca de 20% do consumo nacional de algodão. A empresa é uma indústria têxtil verticalmente integrada, produzindo desde fios, tecidos, produtos têxteis de cama, mesa e banho, até uniformes profissionais, brins e jeans.

ALIANÇA TEREZA SOMBREIRA MINIST[ERIO DA DEFESA

‘Embraer não valerá muito sem Boeing’ Rio de Janeiro – A Embraer “não vai valer muita coisa” em alguns anos se a empresa não fizer uma aliança com a Boeing, afirmou ontem o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Dyogo Oliveira. Na segunda ocasião em que defende o negócio da Embraer com a Boeing, anunciado na semana passada, Oliveira afirmou que a operação será positiva para os acionistas da fabricante

brasileira porque garantirá a sobrevivência e a sustentabilidade da companhia. Embraer e Boeing anunciaram na semana passada um memorando de entendimento para um acordo futuro em que a fabricante brasileira vai vender sua principal operação, a de jatos comerciais, para a Boeing, criando uma terceira empresa que será 80% controlada pelo grupo norte-americano. O BNDES, por meio da BNDESPar, é um dos maio-

Autopista Fernão Dias S.A. CNPJ/MF nº 09.326.342/0001-70 – NIRE 31.300.026.426 – Companhia Aberta Ata de Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária realizada em 27 de abril de 2018 1. Data, Hora e Local: Aos 27/04/2018, às 13:00 horas, na sede social da Autopista Fernão Dias S.A. (“Companhia”) localizada no Município de Pouso Alegre, Estado de Minas Gerais, na Rodovia Fernão Dias, BR 381 – Km 850, Pista Norte, S/N – Quadra 19, Setor Industrial. 2. Convocação e Presença: Dispensada a convocação, nos termos do § 4º do artigo 124 da Lei nº 6.404 de 15/12/1976 (“Lei nº 6.404/76”), tendo em vista a presença dos acionistas representantes da totalidade das ações de emissão da Companhia. 3. Publicação: Dispensada a publicação dos anúncios a que se refere o caput do artigo 133 da Lei nº 6.404/76, tendo em vista a publicação do Relatório da Administração, das Demonstrações Financeiras da Companhia relativas ao exercício social findo em 31/12/2017 (acompanhadas das respectivas Notas Explicativas), do parecer dos auditores independentes e dos demais documentos pertinentes às matérias constantes da Ordem do Dia, no Diário Oficial do Estado de Minas Gerais e no jornal Hoje em Dia, edição do dia 23/02/2018, em conformidade com o disposto no artigo 133, § 4º, da Lei nº 6.404/76. 4. Mesa: Presidente: Sr. Juan Gabriel Lopez Moreno; Secretária: Sra. Flávia Lúcia Mattioli Tâmega. 5. Ordem do Dia: 5.1. Em Assembleia Geral Ordinária: 5.1.1. Exame, discussão e aprovação do relatório de Administração, das contas da Diretoria, bem como das demonstrações financeiras da Companhia referentes ao exercício social encerrado em 31/12/2017, as quais se encontram acompanhadas do parecer dos auditores independentes; 5.1.2. Deliberar sobre a destinação do lucro líquido da Companhia referente ao exercício social encerrado em 31/12/2017; 5.1.3. Deliberar sobre a alteração do jornal de publicação dos documentos da Companhia. 5.2. Em Assembleia Geral Extraordinária: 5.2.1. Deliberar sobre a fixação da remuneração global dos administradores da Companhia; 5.2.2. Aprovar e ratificar, a celebração do Contrato de Seguro-Garantia Apólice nº 061902018890407750009184, em 08/02/2018, com a Tokio Marine Seguradora S.A., no valor de R$ 169.706.180,19, em favor da ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres, tendo como objeto a garantia de indenização dos prejuízos decorrentes do inadimplemento da Companhia referente as obrigações assumidas no Edital de Concessão nº 002/2007 para exploração de Serviço Público Precedida de Execução de Obra Pública, para recuperação, manutenção, monitoração, conservação, operação, ampliação, melhorias e exploração da Rodovia BR-381/MG/SP, Trecho Belo Horizonte – São Paulo, com extensão total de 562,10 KM; e 5.2.3. Aprovar a alteração do Artigo 5º caput e § 1º, do Estatuto Social da Companhia; 5.2.4. Aprovar a alteração da redação do Artigo 2º do Estatuto Social da Companhia em razão da alteração do código de endereçamento postal realizado pelo Município de Pouso Alegre; 5.2.5. Aprovar a consolidação da redação do Estatuto Social da Companhia. 6. Deliberações: Por unanimidade, os acionistas deliberaram o que segue: 6.1. Em Assembleia Geral Ordinária: 6.1.1. Aprovar, sem reservas, o Relatório da Administração, as contas da Diretoria, e as Demonstrações Financeiras e respectivas Notas Explicativas, referentes ao exercício social encerrado em 31/12/2017, acompanhadas do Parecer dos auditores independentes emitido pela Deloitte Touche Tohmatsu Auditores Independentes; 6.1.2. Tendo em vista a não apuração de resultado positivo no exercício social encerrado em 31/12/2017, conforme consta das Demonstrações Financeiras e respectivas notas explicativas anteriormente aprovadas, a Companhia não constituirá reserva legal, nos termos do artigo 193 da Lei nº 6.404/76, e tampouco distribuirá dividendos aos seus acionistas. 6.1.3. Aprovar a alteração do jornal de publicação dos documentos da Companhia, para o Diário do Comércio; 6.2. Em Assembleia Geral Extraordinária: 6.2.1. Aprovar a remuneração global anual dos administradores da Companhia, em até R$1.700.000,00 (um milhão e setecentos mil reais), não incluídos os encargos sociais e previdenciários, sendo certo que a remuneração individualizada dos administradores deverá ser deliberada pelo Conselho de Administração da Companhia; 6.2.2. Aprovar a matéria constante do item 5.2.2 da Ordem do Dia, ratificando e aprovando a contratação ali descrita; 6.2.3. Aprovar a alteração do artigo 5º, § 1º do Estatuto Social da Companhia em razão das integralizações de capital ocorridas, que passa a ter a seguinte redação: “Artigo 5º – O capital social subscrito é de R$1.307.884.583,33 (um bilhão, trezentos e sete milhões, oitocentos e oitenta e quatro mil, quinhentos e oitenta e três reais e trinta e três centavos), dividido em 1.874.663.658 (um bilhão, oitocentas e setenta e quatro milhões, seiscentas e sessenta e três mil e seiscentas e cinquenta e oito) ações, todas ordinárias, nominativas e sem valor nominal. Parágrafo 1º – Estão integralizados, em moeda corrente nacional, $1.268.884.583,33 (um bilhão, duzentos e sessenta e oito milhões, oitocentos e oitenta e quatro mil, quinhentos e oitenta e três reais e trinta e três centavos), dividido em 1.874.663.658 (um bilhão, oitocentas e setenta e quatro milhões, seiscentas e sessenta e três mil e seiscentas e cinquenta e oito) ações, equivalente a 97,02% (noventa e sete inteiros e dois centésimos por cento) do capital social subscrito; 6.2.4. Aprovar a alteração da redação do Artigo 2º do Estatuto Social da Companhia em razão da alteração do código de endereçamento postal realizado pelo Município de Pouso Alegre. Em razão da alteração, o artigo 2º passa a vigorar com a seguinte redação: “Artigo 2º – A Concessionária tem sede no Município de Pouso Alegre, Estado de Minas Gerais, na Rodovia Fernão Dias – BR 381, Km 850, Pista Norte, Bairro Setor Industrial, Quadra 19, CEP 37556-338, podendo, por deliberação do Conselho de Administração, abrir e manter e encerrar estabelecimentos, filiais, escritórios ou outras instalações em qualquer parte do país ou no exterior, sendo que, para fins fiscais, uma parcela do capital será alocada para cada um desses estabelecimentos.” 6.2.5. Aprovar a consolidação do Estatuto Social da Companhia, conforme Anexo I; e 6.2.6. Aprovar a lavratura desta Ata em forma de sumário, em conformidade com o disposto no artigo 130, § 1º, da Lei 6404/76. 7. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, foi encerrada a Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária, lavrada a presente Ata que, após lida, discutida e achada conforme, foi assinada por: Presidente: Sr. Juan Gabriel Lopez Moreno e Secretária: Sra. Flávia Lúcia Mattioli Tâmega; Acionista: Arteris S.A. (por Juan Gabriel Lopez Moreno e Flávia Lúcia Mattioli Tâmega). Pouso Alegre, 27/04/2018. “Confere com a original lavrada em livro próprio”. Assinatura: Flávia Lúcia Mattioli Tâmega – Secretária. Anexo I – Estatuto Social. Capítulo I – Denominação, Sede, Objeto e Prazo. Artigo 1º – Autopista Fernão Dias S.A., doravante denominada Concessionária ou Companhia, é uma sociedade por ações, regida pelo disposto neste Estatuto Social e pelas disposições legais que lhe forem aplicáveis. Artigo 2º – A Concessionária tem sede no Município de Pouso Alegre, Estado de Minas Gerais, na Rodovia Fernão Dias – BR 381, Km 850, Pista Norte, Bairro Setor Industrial, Quadra 19, CEP 37556-338, podendo, por deliberação do Conselho de Administração, abrir e manter e encerrar estabelecimentos, filiais, escritórios ou outras instalações em qualquer parte do país ou no exterior, sendo que, para fins fiscais, uma parcela do capital será alocada para cada um desses estabelecimentos. Artigo 3º – A Concessionária tem por objeto social único e exclusivo a exploração da concessão de serviço público precedida da execução de obra pública, compreendendo a execução dos serviços de recuperação, manutenção, monitoração, conservação, operação, ampliação, melhorias e exploração do lote rodoviário BR 381/MG/SP, compreendendo o trecho entre Belo Horizonte – São Paulo, objeto do processo de licitação correspondente ao lote 05, de conformidade com o Edital de Licitação nº 002/2007, publicado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT e com o Contrato de Concessão. Parágrafo Único – É vedada a alteração do objeto social da Concessionária. Artigo 4º – O prazo de duração da Concessionária será de 25 (vinte e cinco) anos, contados a partir da data da publicação do extrato do Contrato de Concessão, podendo este prazo ser estendido pelo tempo que for necessário para o cumprimento das obrigações oriundas do Contrato de Concessão. Capítulo II – Capital Social e Ações. Artigo 5º – O capital social subscrito é de R$1.307.884.583,33 (um bilhão, trezentos e sete milhões, oitocentos e oitenta e quatro mil, quinhentos e oitenta e três reais e trinta e três centavos), dividido em 1.874.663.658 (um bilhão, oitocentas e setenta e quatro milhões, seiscentas e sessenta e três mil e seiscentas e cinquenta e oito) ações, todas ordinárias, nominativas e sem valor nominal. Parágrafo 1º – Estão integralizados, em moeda corrente nacional, $1.268.884.583,33 (um bilhão, duzentos e sessenta e oito milhões, oitocentos e oitenta e quatro mil, quinhentos e oitenta e três reais e trinta e três centavos), dividido em 1.874.663.658 (um bilhão, oitocentas e setenta e quatro milhões, seiscentas e sessenta e três mil e seiscentas e cinquenta e oito) ações, equivalente a 97,02% (noventa e sete inteiros e dois centésimos por cento) do capital social subscrito. Parágrafo 2º – Para cada ação ordinária corresponde um voto nas deliberações das Assembleias Gerais. Parágrafo 3º – Os acionistas têm preferência para a subscrição de ações e outros valores mobiliários emitidos pela Concessionária, na proporção de sua participação no capital social. Parágrafo 4º – Poderão ser criadas novas espécies e/ou classes de ações, mais ou menos favorecidas, sem guardar proporção com as ações já existentes, observados o limite legal previsto no artigo 15, parágrafo 2º da Lei nº 6.404/76. Parágrafo 5º – A Concessionária poderá emitir debêntures e outros valores mobiliários, estando sua emissão, oferta e distribuição pública no mercado de valores mobiliários, subordinadas às normas legais e regulamentares vigentes. Capítulo III – Assembleia Geral. Artigo 6º – A Assembleia Geral, convocada na forma da lei, tem competência para decidir sobre assuntos de interesse da Companhia, à exceção dos que, por disposição legal ou por força do presente Estatuto, forem reservados à competência dos órgãos de administração. Artigo 7º – As Assembleias Gerais realizar-se-ão ordinariamente, no prazo da Lei, e extraordinariamente, sempre que assim o exigi-

res acionistas da Embraer, cujo poder de voto deverá ser ampliado em uma assembleia de acionistas que decidirá se o acordo entre as duas empresas poderá seguir adiante. Assembleia - Oliveira não comentou quando a assembleia de acionistas da Embraer poderá ser realizada ou a cláusula de veneno do estatuto da empresa que exige um pagamento de 50% de prêmio sobre as ações da empresa em

caso de uma tomada de controle. “Hoje, somos sócios de uma empresa que sem a Boeing não vai valer muita coisa em poucos anos”, apontou Oliveira. Ele citou o anúncio nesta semana da companhia aérea norte-americana Jet Blue, uma das principais clientes da Embraer, que decidiu trocar sua frota de aeronaves da fabricante brasileira por modelos produzidos pela parceria Airbus-Bombardier. (Reuters)

rem os interesses sociais, sendo convocadas nos termos da Lei ou deste Estatuto. Parágrafo 1º – As deliberações da Assembleia Geral, exceto nos casos previstos em Lei ou neste Estatuto, serão sempre tomadas por maioria absoluta de votos, não se computando os votos em branco. Parágrafo 2º – A Assembleia Geral será instalada e presidida por acionista escolhido pelos presentes, o qual indicará um secretário para auxiliá-lo. Artigo 8º – Além do já previsto na legislação aplicável, compete privativamente à Assembleia Geral: i) alterar o estatuto social, dependendo de prévia autorização da ANTT, nos casos previstos no artigo 9º deste Estatuto; ii) aprovar a remuneração global dos administradores da Concessionária; iii) deliberar sobre a transferência ou cessão a qualquer título ou, ainda, oneração de parte substancial do ativo permanente da Concessionária, em operação isolada ou conjunto de operações no período de 12 meses, como tal entendendo-se bens e/ou direitos em valor superior a R$ 1.000.000,00 ou 2% (dois por cento) do ativo permanente da Concessionária, o que for maior, observado o disposto no Contrato de Concessão; iv) aprovar a tomada ou concessão de empréstimos ou financiamento ou quaisquer outros contratos individuais ou série de contratos conexos que representem responsabilidades ou renúncia de direitos para a ou pela Concessionária e que envolvam valores, superiores a R$ 4.000.000,00 ou 1% (um por cento) do patrimônio líquido da Concessionária, o que for maior, bem como a emissão de quaisquer instrumentos de crédito para a captação de recursos, no mercado local ou externo, sejam “bonds”, “commercial papers” ou outros de uso comum no mercado, deliberando, ainda, sobre suas condições de emissão, amortização e resgate, conforme o caso. Artigo 9º – Em consideração às disposições do Contrato de Concessão, anexo ao Edital de Licitação nº 002/2007 – ANTT, que o precedeu, e da legislação aplicável ao setor da Concessionária, todos os seguintes atos, além daqueles indicados em outros itens deste estatuto, dependerão de prévia e expressa autorização por escrito da ANTT, para terem validade e surtirem qualquer efeito perante terceiros: i) alteração do controle societário, direto ou indireto, da Concessionária, nos termos definidos no item 3.3 “c” do Edital; ii) redução do capital social; iii) emissão de títulos e valores mobiliários conversíveis em ações ou que tenham como garantia direitos emergentes da Concessão ou ações representativas do controle acionário da Concessionária; iv) contratação de empréstimos ou obrigações com terceiros ou instituições financeiras, no Brasil ou no exterior, (a) que tenham como garantia direitos emergentes da Concessão ou ações representativas do controle acionário da Concessionária;ou (b) cujos prazos de amortização excedam o termo final do Contrato de Concessão; v) celebração de acordo de acionistas e suas alterações; e vi) disposição sobre as garantias previstas nos itens 3.17 a 3.26 e 5.80 do Edital. Parágrafo 1º – É vedada à companhia a contratação de operações de fusão, incorporação ou cisão da Concessionária, ou a associação dela com outra pessoa jurídica. Capítulo IV – Administração – Seção I – Disposições Gerais. Artigo 10º – A Concessionária será administrada por um Conselho de Administração e por uma Diretoria, eleitos para cumprir mandato de 2 (dois) anos, podendo ser reeleitos. Parágrafo 1º – Os administradores da Concessionária estão dispensados de prestar caução para garantia de suas gestões. Parágrafo 2º – É expressamente vedado e será nulo de pleno direito o ato praticado por qualquer administrador, procurador ou funcionário da Concessionária que a envolva em obrigações relativas a negócios ou operações estranhos ao objeto social, sem prejuízo da responsabilidade civil ou criminal, se for o caso, a que estará sujeito o infrator deste dispositivo. Parágrafo 3º – Findo o mandato, os administradores permanecerão em seus cargos até a investidura de seus sucessores. Parágrafo 4º – Os administradores serão investidos em seus cargos mediante assinatura do termo de posse a ser lavrado no livro próprio, observadas as disposições legais. Seção II – Conselho de Administração. Artigo 11º – O Conselho de Administração será composto por até 5 (cinco) membros efetivos acionistas da Concessionária, eleitos pela Assembleia Geral e por ela destituíveis a qualquer tempo. Parágrafo 1º – O Conselho de Administração terá um Presidente, eleito pela maioria de votos de seus membros na primeira reunião após a posse de tais membros ou sempre que ocorrer vacância naquele cargo. Parágrafo 2º – O Conselho de Administração reunir-se-á sempre que necessário, por convocação de seu Presidente, ou pela maioria de seus membros, por meio de carta, telegrama, fac-símile, correio eletrônico, ou outro meio de comunicação com comprovante de recebimento, com antecedência mínima de 48 horas, podendo tal convocação ser dispensada se presente a totalidade dos conselheiros. Parágrafo 3º – Em caso de vacância de um ou mais dos cargos de conselheiro, inclusive o de Presidente do Conselho, o Conselho de Administração elegerá um ou mais conselheiros substitutos, que permanecerão no cargo até a primeira Assembleia Geral que se realizar após aquela data. Para os fins deste Estatuto, considerar-se-á ocorrida a vacância em caso de morte, incapacidade permanente, renúncia, destituição ou ausência injustificada por mais de três reuniões consecutivas. Parágrafo 4º – Em caso de ausência ou impedimento temporários não relacionados a conflito de interesses, os membros do Conselho de Administração serão substituídos por outro conselheiro, munido de procuração com poderes específicos. O conselheiro que estiver substituindo o conselheiro ausente ou impedido, além de seu próprio voto, expressará o do conselheiro ausente. Parágrafo 5º – Os conselheiros poderão participar das reuniões do Conselho de Administração por intermédio de conferência telefônica, vídeo-conferência ou por qualquer outro meio de comunicação eletrônico, sendo considerados presentes à reunião e devendo confirmar seu voto através de declaração por escrito encaminhada ao Presidente do Conselho ou, na sua ausência, ao Presidente da reunião do Conselho escolhido pelos presentes, por carta, fac-símile ou correio eletrônico, logo após o término da reunião. Uma vez recebida a declaração, o Presidente da reunião ficará investido de plenos poderes para assinar a ata da reunião em nome do conselheiro. Artigo 12º – A reunião do Conselho de Administração instalar-se-á com a presença da maioria absoluta de seus membros e, da mesma forma, deliberará validamente pelo voto favorável da maioria absoluta deles, cabendo ao Presidente, além do seu voto pessoal, o voto de qualidade no caso de empate. Parágrafo Único – As decisões do Conselho de Administração constarão de ata que será assinada pelos presentes. Artigo 13º – O Conselho de Administração tem a função primordial de estabelecer as diretrizes fundamentais da política geral da Concessionária, que serão executadas pela Diretoria, além de verificar e acompanhar sua execução. Nesse sentido, além das atribuições previstas em lei, compete privativamente ao Conselho de Administração: (i) fixar a orientação geral dos negócios da Companhia; (ii) eleger e destituir os Diretores da Concessionária e fixar-lhes as atribuições; (iii) fiscalizar a gestão dos Diretores, examinar, a qualquer tempo, os livros e documentos da Companhia, solicitar informações sobre contratos celebrados ou em vias de celebração, e quaisquer outros atos; (iv) convocar as Assemblaeias Gerais; (v) aprovar o Relatório da Administração e as contas da Diretoria; (vi) atribuir, do montante global da remuneração fixada pela Assembleia Geral, os honorários mensais, a cada um dos membros da administração da Concessionária; (vii) deliberar sobre a emissão de notas promissórias domésticas (domestic commercial papers), nos moldes das Instruções CVM nº 134, de 01/11/90, e 155, de 07/08/91, para o desenvolvimento das atividades relacionadas com os objetivos da Companhia; (viii) aprovar a contratação de empréstimos ou outras modalidades de crédito junto a terceiros, em valor individual superior a R$3.000.000,00 (três milhões de reais); (ix) aprovar a alienação e aquisição de bens do ativo permanente, ou a ele destinados, cujo valor individual exceda a R$500.000,00 (quinhentos mil reais); (x) aprovar a contratação de obras e serviços com terceiros, em valor acima de R$500.000,00 (quinhentos mil reais) por contrato; (xi) aprovar a oneração de ativos e outras garantias no interesse e para assegurar dívidas de terceiros, observado o que dispõe o Contrato de Concessão no Capítulo III; (xii) aprovar os planos de trabalho e orçamentos anuais, os planos de investimentos e os novos programas de expansão da Concessionária, bem como acompanhar a sua execução; (xiii) escolher e destituir os auditores independentes, convocando-os para prestar esclarecimentos sempre que entender necessários; (xiv) submeter à deliberação da Assembleia Geral proposta de alteração deste Estatuto; (xv) fixar critérios gerais de remuneração e política de benefícios (benefícios indiretos, participação no lucro e/ou nas vendas) da administração e dos funcionários de escalão superior (como tal entendidos os superintendentes ou ocupantes de cargos de direção equivalentes) da Concessionária; (xvi) definir os níveis de competência que deverão ser obedecidos pelos Diretores, envolvendo a celebração de contratos para aquisição de equipamentos, materiais, serviços e veículos da Concessionária aprovando previamente os atos acima desses níveis; (xvii) aprovar as proposições da Diretoria para o estabelecimento de: - planos estratégicos de médio e longo prazo; - planejamento orçamentário e orçamento anual; - planejamento tributário; - estrutura administrativa e de pessoal da Concessionária; - propositura de ações judiciais contra o poder público federal, estadual ou municipal, inclusive autarquias, fundações e empresas estatais; - distribuição de dividendos intermediários à conta de lucros acumulados ou de reservas de lucros existentes no último balanço anual ou semestral, observadas as disposições legais, estatutárias e aquelas contidas no Contrato de Concessão; (xviii) autorizar previamente a concessão, pela Concessionária, de quaisquer garantias, fianças, avais, penhor mercantil ou hipotecas, as quais poderão ser concedidas em operações de interesse da Companhia e assinadas pelo Diretor Presidente e Diretor Administrativo e Financeiro da Companhia, ou por um dos Diretores ora mencionados e um procurador constituído para tal finalidade; (xix) manifestar-se, previamente, sobre qualquer assunto a ser submetido à Assembleia Geral; e (xx) deliberar sobre a aquisição pela Concessionária de ações de sua própria emissão, para manutenção em tesouraria ou posterior cancelamento ou alienação, desde que previamente

Embraer vai vender sua principal operação à Boeing aprovada pela ANTT. Seção III – Diretoria. Artigo 14º – A Diretoria será composta de, 5 (cinco) Diretores, sendo 1 (um) Diretor Presidente, 1 (um) Diretor Administrativo e Financeiro, 1 (um) Diretor Superintendente, 1 (um) Diretor Jurídico, e 1 (um) Diretor de Relações com Investidores. Parágrafo Único – Ocorrendo vacância de cargo de Diretor, ou impedimento do titular, caberá ao Conselho de Administração eleger o novo Diretor ou designar o substituto, fixando, em qualquer dos casos, o prazo da gestão e a respectiva remuneração. Artigo 15º – A Diretoria reunir-se-á sempre que necessário e a convocação cabe a qualquer Diretor. Parágrafo 1º – A reunião instalar-se-á com a presença de Diretores que representem a maioria dos membros da Diretoria. Parágrafo 2º – As atas das reuniões e as deliberações da Diretoria serão registradas em livro próprio. Parágrafo 3º – As deliberações da Diretoria em reunião, validamente instalada, serão tomadas pela maioria dos votos dos presentes. Parágrafo 4º – Em caso de empate, a decisão deverá ser levada para deliberação do Conselho de Administração. Caso a decisão precise ser tomada com urgência que não possa esperar a reunião do Conselho de Administração, o Diretor Presidente terá voto de qualidade, devendo sua deliberação ser posteriormente ratificada pelo Conselho de Administração. Artigo 16º – A Diretoria é o órgão executivo da Companhia, cabendo-lhe, dentro da orientação e atribuições de poderes traçados pelo Conselho de Administração, assegurar o funcionamento regular da Companhia, tendo poderes para praticar todos e quaisquer atos relativos aos fins sociais, exceto aqueles que por Lei ou pelo presente Estatuto Social, sejam de competência de outro órgão ou dependam de prévia aprovação deste. Assim, compete-lhe administrar e gerir os negócios da Concessionária, especialmente: (i) elaborar e submeter ao Conselho de Administração, anualmente, o plano de trabalho, plano de investimento, novos programas de expansão da Concessionária; (ii) elaborar e submeter ao Conselho de Administração, anualmente, o orçamento anual da Companhia e suas revisões; (iii) submeter, anualmente, à apreciação do Conselho de Administração, o Relatório da Administração e as contas da Diretoria, acompanhados do relatório dos auditores independentes, bem como a proposta de aplicação dos lucros apurados no exercício anterior; (iv) observar e executar as deliberações do Conselho de Administração, da Assembleia Geral e deste Estatuto. Artigo 17º – Os atos que criarem responsabilidade para com a Concessionária, ou dispensarem obrigações de terceiros para com ela, só serão válidos se tiverem: (i) a assinatura conjunta de dois membros da Diretoria; (ii) a assinatura conjunta de um membro da Diretoria e de um procurador da Concessionária. Parágrafo 1º – No endosso de cheques, exclusivamente para depósitos a favor da Concessionária, em suas contas correntes bancárias, no recebimento de citações, intimações e notificações extrajudiciais ou judiciais, e na prestação de depoimento pessoal, a Concessionária poderá ser representada por qualquer um dos membros da Diretoria, isoladamente. Parágrafo 2º – Os mandatos serão sempre assinados por dois Diretores e outorgados para fins específicos e por prazo determinado, não excedente de um ano, salvo se houver deliberação expressa do Conselho de Administração da Companhia sobre seu prazo, ou os que contemplarem os poderes da cláusula ad judicia, que serão outorgados por prazo indeterminado. Parágrafo 3º – A representação da Concessionária, em Juízo ou fora dele, ativa e passivamente, ou perante quaisquer repartições públicas ou autoridades federais, estaduais ou municipais, competirá a qualquer Diretor ou a um procurador, cujos poderes sejam especificados no instrumento de mandato. Artigo 18º – Ao Diretor Presidente competirá: (a) presidir as reuniões da Diretoria, definindo as diretrizes empresariais em conformidade com as políticas emanadas pelo Conselho de Administração; (b) dirigir todos os negócios e a administração geral da Companhia; (c) coordenar e orientar a atividade de todos os demais Diretores nas suas respectivas áreas de competência; (d) responder pelo acompanhamento dos resultados operacionais e pelas correções de rumos, quando necessário; (e) manter os membros do Conselho de Administração devidamente informados do desenvolvimento das atividades da Companhia; (f) exercer a função de interlocutor da Companhia para todos os assuntos a serem tratados com o Poder Concedente, ANTT, DNIT e demais órgãos, informal ou formalmente; (g) zelar pela execução das deliberações da Assembleia Geral, do Conselho de Administração e da própria Diretoria. Artigo 19º – Ao Diretor Administrativo e Financeiro competirá: (a) acompanhar e coordenar as áreas administrativa e financeira da Companhia, (b) coordenar a elaboração das normas ou instruções necessárias à estruturação e administração da Concessionária. Artigo 20º – Ao Diretor Superintendente competirá: (a) elaborar e submeter à Diretoria, para a devida aprovação, as normas ou instruções necessárias à monitoração das condições de tráfego do Sistema Rodoviário; (b) elaborar e encaminhar ao Diretor Presidente os relatórios consolidados dos Sistemas de Ajuda aos Usuários, Pesagem de Veículos, apoio à Fiscalização do Trânsito e Transportes e Arrecadação de Pedágio; (c) apresentar proposições operacionais ao Diretor Presidente, para que este as submeta à quem de direito; (d) coordenar e controlar os serviços de operação do sistema rodoviário e atendimento ao usuário, bem como as ações que envolverem os diversos setores, através de um Centro de Controle Operacional (CCO); (e) coordenar o detalhamento dos projetos; (f) planejar, programar e controlar as obras de ampliação, melhoramentos e conservação especial, bem como conserva de rotina, incluindo orçamentos, controle de custos, fiscalização e garantia da qualidade das referidas obras; (g) elaborar e encaminhar ao Diretor Presidente, proposta para aquisição de equipamentos necessários à operação das rodovias que compõem a malha viária sob concessão da Companhia. Artigo 21º – Ao Diretor Jurídico competirá: (i) dirigir e controlar os assuntos da área jurídica da Companhia; (ii) coordenar o andamento de todas as questões jurídicas – sejam judiciais ou extrajudiciais, em que a Companhia figure como parte, prestando informações à Diretoria sobre o andamento das mesmas. Artigo 22º – Ao Diretor de Relações com Investidores competirá: (i) a prestação de informações ao público investidor, à CVM, às bolsas de valores e se for o caso, ao mercado de balcão organizado em que a Companhia estiver registrada, sejam nacionais ou internacionais; e (ii) manter atualizado o registro da Companhia perante a CVM e/ou ao mercado de balcão organizado, cumprindo todos os requisitos, legislação e regulamentação aplicáveis às companhias abertas, brasileiras ou estrangeiras, no que lhe for aplicável. Capítulo V – Conselho Fiscal. Artigo 23º – A Concessionária terá um Conselho Fiscal integrado por três membros efetivos e igual número de suplentes, de funcionamento não permanente, cuja instalação e atribuições obedecerão à Lei das Sociedades Anônimas. Parágrafo Único – Nos exercícios sociais em que for solicitado o funcionamento do Conselho Fiscal, a Assembleia Geral elegerá os seus membros e fixará a respectiva remuneração. Capítulo VI – Exercício Social, Lucros e sua Distribuição. Artigo 24º – O exercício social encerrar-se-á no dia 31 de dezembro de cada ano, momento em que serão levantadas as demonstrações financeiras previstas na legislação em vigor. Artigo 25º – O lucro líquido apurado em cada exercício, após as deduções legais, terá a destinação que for determinada pela Assembleia Geral, de acordo com a proposta apresentada pelo Conselho de Administração. Parágrafo 1º – O lucro líquido apurado no exercício, após a destinação à reserva legal, na forma da lei, poderá ser destinado à reserva para contingências, à retenção de lucros previstos em orçamento de capital aprovado pela assembleia Geral de acionistas ou à reserva de lucros a realizar, observado o artigo 198 da Lei nº 6.404/76. Parágrafo 2º – A participação dos administradores nos lucros da Concessionária, quando atribuída, não excederá o valor total da remuneração anual dos administradores, nem 10% (dez por cento) do lucro ajustado do exercício. Artigo 26º – A Concessionária distribuirá, no mínimo, um dividendo obrigatório de 25% do lucro líquido do exercício, ajustado nos termos do artigo 202 da Lei nº 6.404/76. Parágrafo 1º – Os lucros remanescentes terão a destinação que for aprovada pela assembleia Geral, de acordo com a proposta submetida pelo Conselho de Administração, observado o disposto no parágrafo 2º a seguir. Parágrafo 2º – Ressalvados os direitos dos acionistas preferenciais, se houver, bem como os dividendos mínimos obrigatórios estabelecidos no estatuto social, somente serão distribuídos dividendos excedentes ao dividendo mínimo obrigatório ou quaisquer outros benefícios a acionistas, inclusive “pró-labore” aos administradores-acionistas, previstos no estatuto, ao final do exercício social, quando resultarem da apuração de lucros decorrentes da exploração da Rodovia e desde que tais dividendos ou benefícios societários remanesçam após o pagamento de obrigações vencidas decorrentes do Contrato de Concessão, ainda que tais obrigações tenham se originado em exercícios financeiros anteriores ao da apuração dos lucros. Capítulo VII – Da Liquidação. Artigo 27º – A Concessionária se dissolverá e entrará em liquidação nos casos previstos em lei, cabendo à assembleia Geral estabelecer o modo de liquidação e eleger o liquidante, ou liquidantes, e o Conselho Fiscal, que deverá funcionar no período de liquidação, fixando-lhes os poderes e remuneração. Capítulo VIII – Disposições Gerais e Foro. Artigo 28º – Os casos omissos ou duvidosos neste estatuto social serão resolvidos pela assembleia Geral a eles aplicando-se as disposições legais e regulamentares vigentes. Artigo 29º – A Concessionária comunicará à ANTT qualquer alteração neste Estatuto Social, no prazo máximo de 30 (trinta) dias, contados a partir da respectiva alteração. Artigo 30º – Fica estabelecida a Comarca de Pouso Alegre como foro para a solução de quaisquer controvérsias.” “Confere com a original lavrada em livro próprio”. Flávia Lúcia Mattioli Tâmega – Secretária. Junta Comercial do Estado de Minas Gerais. Certifico o registro sob o nº 6918361 em 09/07/2018. Marinely de Paula Bomfim – Secretária Geral.


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ECONOMIA VAREJO

ANÁLISE

Comércio mineiro apura alta em maio

Desempenho surpreendeu Vendas aumentaram 2,8% ante mesmo intervalo de 2017 e recuaram 1,6% frente a abril positivamente, diz Fecomercio DIVULGAÇÃO

ANA CAROLINA DIAS

Os reflexos da paralisação nacional dos caminhoneiros, que aconteceu em maio, com interrupções no abastecimento e, consequentemente, para o consumo das famílias no período, foram sentidos pelo comércio varejista em Minas Gerais. Segundo dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), houve queda de 1,6% no volume de vendas de maio em relação a abril deste ano. Já na comparação com o mesmo mês do ano passado, a greve provocou um movimento contrário. O receio de desabastecimento fez com que os consumidores procurassem os supermercados e hipermercados para garantir produtos. O setor registrou aumento de 21,3% e puxou o crescimento de 2,8% registrado pelo comércio no Estado em maio. No acumulado de doze meses, foi o 13º resultado positivo depois de 23 meses de recuos. A economista do IBGE, Cláudia Pinelli, ressaltou a continuidade dos resultados positivos na base comparativa com o mesmo mês de 2017. “As famílias estão conseguindo manter um aumento do consumo em supermercados, eletrodomésticos, artigos farmacêuticos e isso mantém o patamar positivo da variação do comércio”, afirmou. O contexto do varejo nacional é semelhante ao de Minas. Em maio de 2018, o volume de vendas recuou 0,6% na comparação com abril e, no confronto com igual mês do ano anterior, o varejo mostrou crescimento de 2,7% no Brasil. No entanto, os impactos da greve dos caminhoneiros afetaram mais o comércio do Estado. No comércio varejista ampliado, o setor de combustíveis e lubrificantes apresentou queda de -24,2% em Minas Gerais na com-

No mês da greve dos caminhoneiros, o receio de desabastecimento provocou elevação de 21,3% no consumo nos supermercados

paração com o mesmo mês do ano anterior, enquanto no País a diminuição foi de 7,9%. O setor de veículos e motocicletas teve retração de -5,9% na mesma base comparativa no Estado e, no Brasil, registrou aumento de 2,2%. “O maior destaque de diferença é o setor de combustíveis que, apesar de ser a segunda maior queda em nível nacional, não foi tão representativa quanto o impacto específico em Minas. O setor de veículos e motocicletas, que vinha muito bem no Estado, sofreu grande retração nesse mês, provavelmente pelo período sem transporte de produtos”, explicou Pinelli. Belo Horizonte – Na Capital mineira, as vendas

cresceram 2,02% em maio na comparação com o mesmo mês do ano anterior, como apontou levantamento da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/ BH). Apesar de ser o melhor resultado registrado desde 2012 nessa base comparativa, o desempenho ficou abaixo da previsão inicial de 2,76%. A paralisação dos caminhoneiros, o atraso do pagamento dos servidores do Estado e a recuperação lenta do cenário econômico foram os principais fatores que contribuíram para que o resultado não alcançasse a meta, na avaliação da economista da CDL/BH, Ana Paula Bastos. Por outro lado, a melhoria de alguns indicadores econômicos no mês de maio, como crescimento

do rendimento real e a inflação com decréscimo em relação ao mesmo período de 2017, podem justificar o crescimento apresentado, segundo Bastos. “Além da crise no abastecimento, a greve gerou um esvaziamento dos pontos comerciais, principalmente pelas restrições na mobilidade urbana. Ainda não estamos no cenário econômico ideal, mas com certeza é muito melhor do que o dos dois últimos anos”, disse. Na comparação com maio de 2017, todos os setores apresentaram crescimento nas vendas e o que teve a maior alta, de 5,16%, foi o de supermercados, seguido por artigos diversos, que incluem acessórios em couro, brinquedos, óticas, caça,

pesca, material esportivo, material fotográfico, computadores e periféricos e artefatos de borracha (3,05%); móveis e eletrodomésticos (1,53%) e drogarias e cosméticos (1,29%). O Dia das Mães registrou vendas positivas em Belo Horizonte, como apontou o índice real de vendas que, na comparação de maio com abril de 2018, alcançou crescimento de 1,44%, o maior para o mês nos últimos seis anos. “O crescimento anual tem melhorado gradualmente. A melhora dos indicadores macroeconômicos fez com que o comércio começasse a crescer novamente. Porém, ainda não é suficiente para recuperar as perdas passadas”, concluiu Bastos.

São Paulo - Na contramão da queda de 6,6% da atividade da indústria em maio ante igual mês de 2017, a alta do varejo divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na mesma base de comparação, surpreendeu positivamente, afirma a Federação do Comércio do Estado de São Paulo (FecomercioSP). “A indústria se retraiu 6,6% em maio e, com todas as categorias no negativo, se esperava que o varejo pudesse acompanhar o desempenho da indústria, não necessariamente na mesma magnitude, mas na tendência”, diz a entidade em nota. “O comércio teve a vantagem de o mês de maio ser tradicionalmente importante nas vendas por conta do Dia das Mães, o que ajudou a minimizar os impactos negativos da greve”, explica o documento, citando também um efeito de antecipação de compras nos supermercados. A FecomercioSP avalia que os reflexos da paralisação se estenderam para o início de junho e podem prejudicar o resultado do mês, já que houve antecipação e estocagem de alimentos pelas famílias. De qualquer modo, a reação da economia tem ocorrido de forma mais lenta do que o esperado pela entidade, diz a nota. “Os índices de confiança da Fecomercio, de consumidores e empresários, reverteram a curva e agora apresentam quedas seguidas. O alto nível do desemprego ainda assusta e a população não sentiu a inflação mais baixa. Com isso há um movimento de mais cautela no consumo e na contração de crédito”, explica. (AE)

Vendas no País avançaram 2,7% na comparação interanual Rio de Janeiro e São Paulo - As vendas no varejo brasileiro recuaram menos do que o esperado em maio, mas marcaram a primeira contração no ano e o resultado mais fraco para o mês em dois anos, por conta dos reflexos da greve dos caminhoneiros, abalando ainda mais a atividade econômica. Em maio, as vendas no varejo caíram 0,6% na comparação com mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), resultado mais fraco desde a queda de 0,8 % em 2016. Em relação ao mesmo mês de 2017, as vendas avançaram 2,7 %, ante projeção de alta de 2,15 %. Em maio, seis das oito atividades pesquisadas apresentaram perdas nas vendas, lideradas por Combustíveis e lubrificantes (-6,1%) e Livros, jornais, revistas e papelarias (-6,7%). A única atividade que cresceu foi a de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,6 %), enquanto em Outros artigos de uso pessoal e doméstico as vendas ficaram estáveis.

De acordo com a gerente da pesquisa no IBGE, Isabella Nunes, embora a greve de caminhoneiros no final de maio tenha provocado desabastecimento de alimentos no País, isso ficou restrito aos produtos hortifrutigranjeiros, e por isso as vendas em supermercados ainda conseguiram avançar no mês, “O setor de hipermercados e mercados se mostrou no período da greve bem abastecido e teve perda com perecíveis. Os demais setores foram afetados porque as lojas não conseguiram funcionar por conta da dificuldade de deslocamento dos funcionários e porque os consumidores também se retraíram”, explicou ela. As vendas no varejo ampliado, que inclui veículos e material de construção, tiveram, por sua vez, o pior resultado na série iniciada em 2004 ao recuarem 4,9% em maio sobre abril. As vendas de Veículos e motos, partes e peças despencaram 14,6%, enquanto as de Material de construção caíram 4,3%. “O varejo ampliado é quem reflete mais o efeito da greve por que está mais

TONY WINSTON/AGÊNCIA BRASÍLIA/DIVULGAÇÃO

Em maio, seis das oito atividades pesquisadas registraram perdas, com destaque para Combustíveis e Lubrificantes, queda de 6,1%

próximo da indústria”, explicou Isabella. Maio foi marcado por desabastecimento em todo o País devido à greve dos caminhoneiros no final do mês, que abalou ainda

mais a confiança tanto do empresariado quanto dos consumidores, já estremecida pelas incertezas sobre a eleição presidencial. O movimento levou a produção industrial a des-

pencar 10,9% em maio sobre o mês anterior e provocou reduções nas expectativas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) este ano, que já chegam a 1,53% ante 3% anteriormente.

Em junho, a confiança do consumidor apurada pela Fundação Getulio Vargas (FGV) atingiu o menor nível em 10 meses, enquanto a do comércio recuou pela terceira vez seguida. (Reuters)


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GE TRANSPORTES FERROVIĂ RIOS S.A. CNPJ/MF Qž Balanços patrimoniais em 31 de dezembro de 2017 e 2016 - (Em milhares de Reais) Passivos 2017 2016 Ativos 2017 2016  Caixa e equivalentes de caixa   (PSUpVWLPRVHÂżQDQFLDPHQWRV SalĂĄrios, fĂŠrias e encargos sociais a pagar 11.420  Contas a receber de clientes  102.848 Fornecedores   Estoques   Fornecedores - Risco sacado   8.918 $WLYRÂżVFDOFRUUHQWH   Imposto de renda e contribuição social a recolher 3DVVLYRÂżVFDOFRUUHQWH  8.519 0~WXRVFRPSDUWHVUHODFLRQDGDV   'LYLGHQGRVDSDJDU  41.452 Adiantamento a fornecedores - partes relacionadas   Adiantamentos de clientes  94.950 Outras contas a receber de partes relacionadas   3URYLV}HV    15.291   $o}HVDUHVJDWDU Outros crĂŠditos Receitas diferidas  21.411   Outros contas a pagar Total do ativo circulante 607.754 668.934 Total do passivo circulante 450.612 397.946 $WLYRÂżVFDOQmRFRUUHQWH   Adiantamentos de clientes 5.958  3URYLV}HV 18.901  Adiantamento a fornecedores - partes relacionadas 1.422 ProvisĂŁo para contingĂŞncias  1.184 Imposto de renda e contribuição social diferidos   $o}HVDUHVJDWDU 10.881 'HSyVLWRVMXGLFLDLV   BenefĂ­cio a empregados 3 Outras contas a receber de partes relacionadas 9.150 9.150 Total do passivo nĂŁo circulante 26.669 45.135 3DWULP{QLROtTXLGR Capital social   Total do realizĂĄvel a longo prazo 64.350 85.218 Reserva de capital   Imobilizado 89.551 80.520 'LYLGHQGRDGLFLRQDOSURSRVWR   Reserva de lucros   Ajuste de avaliação patrimonial 1.159  Total do ativo nĂŁo circulante 153.901 165.738 7RWDOGRSDWULP{QLROtTXLGR 284.374 391.591 Total do passivo 477.281 443.081 Total do ativo 761.655 834.672 7RWDOGRSDVVLYRHSDWULP{QLROtTXLGR 761.655 834.672 $VQRWDVH[SOLFDWLYDVVmRSDUWHLQWHJUDQWHGDVGHPRQVWUDo}HVÂżQDQFHLUDV 'HPRQVWUDo}HVGDVPXWDo}HVGRSDWULP{QLROtTXLGR([HUFtFLRVĂ€QGRVHPGHGH]HPEURGHH (PPLOKDUHVGH5HDLV

Reserva de lucros Capital Reserva Reserva Reserva de retenção 'LYLGHQGRDGLFLRQDO Ajuste de avaliaçao Lucros social de capital legal de lucros proposto patrimonial acumulados Total Saldos em 1 de Janeiro de 2016 90.143 2.568 13.403 160.691 1.520 - 268.326 Resultados Abrangentes Lucro líquido do exercício   Remensuração do passivo de plano médico, líquido de impostos  

 

Transações com acionistas e constituição de reservas Reconhecimento stock option 1.094 1.094 5HVHUYDSDUDUHVJDWHGHDo}HV  

-  

'HVWLQDo}HV - Reserva legal   

'LYLGHQGRVPtQLPRVREULJDWyULRV    

'LYLGHQGRDGLFLRQDOSURSRVWR  

  

Saldos em 31 de dezembro de 2016 90.143 3.662 18.028 72.115 206.196 1.446 - 391.591 Resultados Abrangentes Lucro líquido do exercício   Remensuração do passivo de plano médico, líquido de impostos  

 

Transações com acionistas e constituição de reservas  Reconhecimento stock option  5HVHUYDSDUDUHVJDWHGHDo}HV (1.525) - (1.525) 'LYLGHQGRDGLFLRQDOGLVWULEXtGR  

-  

'HVWLQDo}HV - Reserva de lucros 1.525 (1.525) 'LYLGHQGRVPtQLPRVREULJDWyULRV    

'LYLGHQGRDGLFLRQDOSURSRVWR   

Saldos em 31 de dezembro de 2017 90.143 4.397 18.028 72.115 98.532 1.159 - 284.374 $VQRWDVH[SOLFDWLYDVVmRSDUWHLQWHJUDQWHGDVGHPRQVWUDo}HVÂżQDQFHLUDV 1RWDVH[SOLFDWLYDVjVGHPRQVWUDo}HVĂ€QDQFHLUDV(Em milhares de reais) 1 Contexto operacional - A GE Transportes FerroviĂĄrios S.A. (“Companhiaâ€?) ĂŠ uma sociedade /RQJR3UD]R$VRSo}HVGHFRPSUDGHDo}HVH[SLUDPDQRVDSDUWLUGDGDWDGHFRQFHVVmRHVH anĂ´nima de capital fechado que se dedica, predominantemente, Ă fabricação, comercialização, tornam exercĂ­veis ao longo de um perĂ­odo de serviço variando de um a cinco anos. O preço da opção ĂŠ distribuição, importação e exportação de locomotivas e suas respectivas partes, peças, locação de geralmente estabelecido como sendo o preço de fechamento da ação na data de concessĂŁo. Esses veĂ­culos e componentes, bem como a prestação de serviços e manutenção das mesmas. A Companhia membros tambĂŠm tĂŞm o direito a ao}HVUHVWULWDV queGmRDRSDUWLFLSDQWHRGLUHLWRGHUHFHEHUDo}HVGD SRVVXL VXD PDWUL] ORFDOL]DGD QD FLGDGH GH &RQWDJHP HVWDGR GH 0LQDV *HUDLV H ÂżOLDLV QDV FLGDGHV *HQHUDO (OHFWULF &RPSDQ\ VHP FRQWUDSDUWLGD ÂżQDQFHLUD GR SDUWLFLSDQWH $o}HV UHVWULWDV VH WRUQDP de Serra (EspĂ­rito Santo) , SĂŁo Luis (MaranhĂŁo), Araraquara (SĂŁo Paulo), Curitiba (ParanĂĄ) e Betim exercĂ­veis ao longo de vĂĄrios perĂ­odos de serviço, iniciando-se trĂŞs anos a partir da data de concessĂŁo, (Minas Gerais). A Companhia ĂŠ uma subsidiĂĄria do Grupo GE (“Grupoâ€?), utilizando-se dos seus atĂŠ a aposentadoria do participante. O valor justo na data de outorga dos acordos de pagamento UHFXUVRVDGPLQLVWUDWLYRVÂżQDQFHLURVHWHFQROyJLFRVSRUWDQWRHVWDVGHPRQVWUDo}HVÂżQDQFHLUDVGHYHP EDVHDGRHPDo}HVFRQFHGLGRVDRVHPSUHJDGRVpUHFRQKHFLGRFRPRGHVSHVDVGHSHVVRDOFRPXP ser entendidas neste contexto. correspondente aumento no patrimĂ´nio lĂ­quido, durante o perĂ­odo em que os empregados adquirem  %DVHV GH SUHSDUDomR H DSUHVHQWDomR GDV GHPRQVWUDo}HV Ă€QDQFHLUDV  'HFODUDomR GH LQFRQGLFLRQDOPHQWHRGLUHLWRDRVSUrPLRV2YDORUUHFRQKHFLGRFRPRGHVSHVDpDMXVWDGRSDUDUHĂ€HWLUR conformidade - $VGHPRQVWUDo}HVÂżQDQFHLUDVIRUDPHODERUDGDVGHDFRUGRFRPDVSUiWLFDVFRQWiEHLV Q~PHURGHSUrPLRVSDUDRTXDOH[LVWHDH[SHFWDWLYDGHTXHDVFRQGLo}HVGHVHUYLoRHGHGHVHPSHQKR DGRWDGDVQR%UDVLO$HPLVVmRGDVGHPRQVWUDo}HVÂżQDQFHLUDVIRUDPDXWRUL]DGDVSHOD$GPLQLVWUDomR VHUmRDWHQGLGDVGHWDOIRUPDTXHRYDORUÂżQDOUHFRQKHFLGRFRPRGHVSHVDVHMDEDVHDGRQRQ~PHURGH HPGHMXQKRGH7RGDVDVLQIRUPDo}HVUHOHYDQWHVSUySULDVGDVGHPRQVWUDo}HVÂżQDQFHLUDV SUrPLRVTXHHIHWLYDPHQWHDWHQGDPjVFRQGLo}HVGHVHUYLoRHGHGHVHPSHQKRQDGDWDGHDTXLVLomR e somente elas, estĂŁo sendo evidenciadas e correspondem Ă quelas utilizadas pela administração na YHVWLQJGDWH 3DUDRVSUrPLRVGHSDJDPHQWREDVHDGRHPDo}HVTXHQmRFRQWHQKDPFRQGLo}HVGH sua gestĂŁo. aquisição (non-vesting conditions), o valor justo na data de outorga dos prĂŞmios de pagamento baseado 3 Moeda funcional e de apresentação - (VWDVGHPRQVWUDo}HVÂżQDQFHLUDVHVWmRDSUHVHQWDGDVHP HPDo}HVpPHQVXUDGRSDUDUHĂ€HWLUWDLVFRQGLo}HVHQmRVmRHIHWXDGRVDMXVWHVSRVWHULRUHVSDUDDV Reais, que ĂŠ a moeda funcional da Companhia. Todos os saldos foram arredondados para o milhar diferenças entre os resultados esperados e os reais. LY 2XWURV EHQHItFLRV GH ORQJR SUD]R D PDLVSUy[LPRH[FHWRTXDQGRLQGLFDGRGHRXWUDIRUPD HPSUHJDGRV  SODQRV GH VD~GH  $ &RPSDQKLD RIHUHFH D VHXV FRODERUDGRUHV SODQRV GH VD~GH 4 Uso de estimativas e julgamentos - 1D SUHSDUDomR GHVWDV GHPRQVWUDo}HV ÂżQDQFHLUDV D compatĂ­veis com o mercado, onde a Companhia ĂŠ co-patrocinadora do plano e seus colaboradores Administração utilizou incertezas e premissas que afetam a aplicação das polĂ­ticas contĂĄbeis e os FRQWULEXHPFRPXPDSDUFHODÂż[DPHQVDOSRGHQGRVHUHVWHQGLGRDRVVHXVF{QMXJHVHGHSHQGHQWHV2V valores reportados dos ativos, passivos, receitas e despesas. Os resultados reais podem divergir FXVWRVFRPFRQWULEXLo}HVPHQVDLVGHÂżQLGDVIHLWDVSHOD&RPSDQKLDVmRUHFRQKHFLGRVPHQVDOPHQWHQR GHVVDV HVWLPDWLYDV $V LQFHUWH]DV H SUHPLVVDV VmR UHYLVDGDV GH IRUPD FRQWLQXD $V UHYLV}HV GDV UHVXOWDGR UHVSHLWDQGR R UHJLPH GH FRPSHWrQFLD2V FXVWRV DV FRQWULEXLo}HV H R SDVVLYR DWXDULDO HVWLPDWLYDV VmR UHFRQKHFLGDV SURVSHFWLYDPHQWH $V LQIRUPDo}HV VREUH LQFHUWH]DV UHODFLRQDGDV relacionados a estes planos sĂŁo determinados anualmente, com base em avaliação realizada por DSUHPLVVDVHHVWLPDWLYDVTXHSRVVXHPXPULVFRVLJQLÂżFDWLYRGHUHVXOWDUHPXPDMXVWHPDWHULDOQR DWXiULRVLQGHSHQGHQWHV5HPHQVXUDo}HVGDREULJDomROLTXLGDVmRUHFRQKHFLGDVHPRXWURVUHVXOWDGRV H[HUFtFLRDÂżQGDUVHHPGHGH]HPEURGHHVWmRLQFOXtGDVQDVVHJXLQWHVQRWDVH[SOLFDWLYDV abrangentes. No balanço patrimonial a Companhia estĂĄ apresentando o passivo atuarial referente a ‡ Nota Explicativa 8 - &RQWDV D UHFHEHU SURYLVmR SDUD FUpGLWR GH OLTXLGDomR GXYLGRVD  ‡ Nota estes benefĂ­cios na rubrica “BenefĂ­cios a empregadosâ€?, no passivo nĂŁo circulante. i. Imposto de renda Explicativa 9 -(VWRTXHV SURYLVmRSDUDREVROHVFrQFLD ‡Nota Explicativa 10 -$WLYRÂżVFDOFRUUHQWHH e contribuição social - O imposto de renda e a contribuição social do exercĂ­cio corrente e diferido sĂŁo QmRFRUUHQWH SURYLVmRSDUDSHUGDV ‡Nota Explicativa 12 - Impostos de renda e contribuição social calculados com base nas alĂ­quotas de 15%, acrescidas do adicional de 10% sobre o lucro tributĂĄvel GLIHULGRV‡Nota Explicativa 13 -,PRELOL]DGR GHSUHFLDomR ‡Nota Explicativa 17 -3URYLV}HV‡Nota excedente de R$ 240 (base anual) para imposto de renda e 9% sobre o lucro tributĂĄvel para contribuição Explicativa 22 - ProvisĂŁo para contingĂŞncias VRFLDO VREUH R OXFUR OtTXLGR H FRQVLGHUDP D FRPSHQVDomR GH SUHMXt]RV ÂżVFDLV H EDVH QHJDWLYD GH 5 Base de mensuração - $V GHPRQVWUDo}HV ÂżQDQFHLUDV IRUDP SUHSDUDGDV FRQVLGHUDQGR R FXVWR FRQWULEXLomRVRFLDOOLPLWDGDDGROXFURWULEXWiYHO$GHVSHVDFRPLPSRVWRGHUHQGDHFRQWULEXLomR KLVWyULFRFRPREDVHGHYDORUFRPH[FHomRGRVLQVWUXPHQWRVÂżQDQFHLURVQmRGHULYDWLYRVGHVLJQDGRVD social compreende o imposto de renda e contribuição social corrente e diferido. O imposto corrente e o valor justo por meio do resultado, que sĂŁo mensurados pelo valor justo. imposto diferido sĂŁo reconhecidos no resultado a menos que estejam relacionados a itens diretamente 6 Principais polĂ­ticas contĂĄbeis - A Companhia aplicou as polĂ­ticas contĂĄbeis descritas abaixo de reconhecidos no patrimĂ´nio lĂ­quido. L 'HVSHVDGHLPSRVWRGHUHQGDHFRQWULEXLomRVRFLDOFRUUHQWH PDQHLUD FRQVLVWHQWH D WRGRV RV H[HUFtFLRV DSUHVHQWDGRV QHVWDV GHPRQVWUDo}HV ÂżQDQFHLUDV$EDL[R A despesa de imposto corrente ĂŠ o imposto a pagar ou a receber estimado sobre o lucro ou prejuĂ­zo apresentamos um Ă­ndice das principais polĂ­ticas contĂĄbeis, cujos detalhes estĂŁo disponĂ­veis nas tributĂĄvel do exercĂ­cio e qualquer ajuste aos impostos a pagar com relação aos exercĂ­cios anteriores. O pĂĄginas correspondentes. a. Transaçþes e saldos em moeda estrangeira - 7UDQVDo}HVHPPRHGD montante dos impostos correntes a pagar ou a receber ĂŠ reconhecido no balanço patrimonial como ativo estrangeira sĂŁo convertidas para a respectiva moeda funcional da Companhia pelas taxas de câmbio RXSDVVLYRÂżVFDOSHODPHOKRUHVWLPDWLYDGRYDORUHVSHUDGRGRVLPSRVWRVDVHUHPSDJRVRXUHFHELGRV QDV GDWDV GDV WUDQVDo}HV $WLYRV H SDVVLYRV PRQHWiULRV GHQRPLQDGRV H DSXUDGRV HP PRHGDV TXHUHĂ€HWHDVLQFHUWH]DVUHODFLRQDGDVDVXDDSXUDomRVHKRXYHU(OHpPHQVXUDGRFRPEDVHQDVWD[DV estrangeiras na data do balanço sĂŁo reconvertidos para a moeda funcional Ă  taxa de câmbio naquela GHLPSRVWRVGHFUHWDGDVQDGDWDGREDODQoR2VDWLYRVHSDVVLYRVÂżVFDLVFRUUHQWHVVmRFRPSHQVDGRV data. Ativos e passivos nĂŁo monetĂĄrios que sĂŁo mensurados pelo valor justo em moeda estrangeira sĂŁo somente se certos critĂŠrios forem atendidos. LL 'HVSHVDGHLPSRVWRVGHUHQGDHFRQWULEXLomRVRFLDO reconvertidos para a moeda funcional Ă  taxa de câmbio na data em que o valor justo foi determinado. GLIHULGR$WLYRVHSDVVLYRVÂżVFDLVGLIHULGRVVmRUHFRQKHFLGRVFRPUHODomRjVGLIHUHQoDVWHPSRUiULDV ,WHQVQmRPRQHWiULRVTXHVmRPHQVXUDGRVFRPEDVHQRFXVWRKLVWyULFRHPPRHGDHVWUDQJHLUDVmR HQWUHRVYDORUHVFRQWiEHLVGHDWLYRVHSDVVLYRVSDUDÂżQVGHGHPRQVWUDo}HVÂżQDQFHLUDVHRVXVDGRV convertidos pela taxa de câmbio na data da transação. As diferenças de moedas estrangeiras SDUD ÂżQV GH WULEXWDomR $V PXGDQoDV GRV DWLYRV H SDVVLYRV ÂżVFDLV GLIHULGRV QR H[HUFtFLR VmR resultantes da conversĂŁo sĂŁo geralmente reconhecidas no resultado. E,QVWUXPHQWRVĂ€QDQFHLURVA UHFRQKHFLGDVFRPRGHVSHVDGHLPSRVWRGHUHQGDHFRQWULEXLomRVRFLDOGLIHULGD8PDWLYRÂżVFDOGLIHULGR &RPSDQKLD FODVVLÂżFD DWLYRV ÂżQDQFHLURV QmR GHULYDWLYRV QDV VHJXLQWHV FDWHJRULDV DWLYRV ÂżQDQFHLURV pUHFRQKHFLGRHPUHODomRDRVSUHMXt]RVÂżVFDLVHGLIHUHQoDVWHPSRUiULDVGHGXWtYHLVQmRXWLOL]DGRVQD PHQVXUDGRVSHORYDORUMXVWRSRUPHLRGRUHVXOWDGRHHPSUpVWLPRVHUHFHEtYHLV$(PSUHVDFODVVLÂżFD extensĂŁo em que seja provĂĄvel que lucros tributĂĄveis futuros estarĂŁo disponĂ­veis, contra os quais serĂŁo SDVVLYRVÂżQDQFHLURVQmRGHULYDWLYRVQDFDWHJRULDGHRXWURVSDVVLYRVÂżQDQFHLURV(i) Ativos e passivos XWLOL]DGRV$WLYRVÂżVFDLVGLIHULGRVVmRUHYLVDGRVDFDGDGDWDGHEDODQoRHVmRUHGX]LGRVQDH[WHQVmRHP ÂżQDQFHLURVQmRGHULYDWLYRV5HFRQKHFLPHQWRHGHVUHFRQKHFLPHQWRA Companhia reconhece os TXHVXDUHDOL]DomRQmRVHMDPDLVSURYiYHO$WLYRVHSDVVLYRVÂżVFDLVGLIHULGRVVmRPHQVXUDGRVFRP emprĂŠstimos e recebĂ­veis e instrumentos de dĂ­vida inicialmente na data em que foram originados. base nas alĂ­quotas que se espera aplicar Ă s diferenças temporĂĄrias quando elas forem revertidas, 7RGRV RV RXWURV DWLYRV H SDVVLYRV ÂżQDQFHLURV VmR UHFRQKHFLGRV QD GDWD GD QHJRFLDomR TXDQGR D baseando-se nas alĂ­quotas que foram decretadas atĂŠ a data do balanço.A mensuração dos ativos e HQWLGDGHVHWRUQDUSDUWHGDVGLVSRVLo}HVFRQWUDWXDLVGRLQVWUXPHQWR$&RPSDQKLDGHVUHFRQKHFHXP SDVVLYRV ÂżVFDLV GLIHULGRV UHĂ€HWH DV FRQVHTXrQFLDV WULEXWiULDV GHFRUUHQWHV GD PDQHLUD VRE D TXDO D DWLYR ÂżQDQFHLUR TXDQGR RV GLUHLWRV FRQWUDWXDLV DRV Ă€X[RV GH FDL[D GR DWLYR H[SLUDP RX TXDQGR D &RPSDQKLDHVSHUDUHFXSHUDURXOLTXLGDUVHXVDWLYRVHSDVVLYRV$WLYRVHSDVVLYRVÂżVFDLVGLIHULGRVVmR &RPSDQKLD WUDQVIHUH RV GLUHLWRV DR UHFHELPHQWR GRV Ă€X[RV GH FDL[D FRQWUDWXDLV VREUH XP DWLYR compensados somente se certos critĂŠrios forem atendidos. j. Receita operacional - O resultado das ÂżQDQFHLURHPXPDWUDQVDomRQDTXDOVXEVWDQFLDOPHQWHWRGRVRVULVFRVHEHQHItFLRVGDWLWXODULGDGHGR RSHUDo}HVpDSXUDGRHPFRQIRUPLGDGHFRPRUHJLPHFRQWiELOGHFRPSHWrQFLDGRH[HUFtFLR L 9HQGD DWLYRÂżQDQFHLURVmRWUDQVIHULGRV4XDOTXHUSDUWLFLSDomRTXHVHMDFULDGDRXUHWLGDSHOD&RPSDQKLDHP GHEHQV$UHFHLWDRSHUDFLRQDOpUHFRQKHFLGDTXDQGR L RVULVFRVHEHQHItFLRVPDLVVLJQLÂżFDWLYRV WDLVDWLYRVÂżQDQFHLURVWUDQVIHULGRVpUHFRQKHFLGDFRPRXPDWLYRRXSDVVLYRVHSDUDGRA Companhia inerentes a propriedade dos bens forem transferidos para o comprador, (ii) for provĂĄvel que benefĂ­cios GHVUHFRQKHFH XP SDVVLYR ÂżQDQFHLUR TXDQGR VXD REULJDomR FRQWUDWXDO p UHWLUDGD FDQFHODGD RX HFRQ{PLFRVÂżQDQFHLURVĂ€XLUmRSDUDD&RPSDQKLD LLL RVFXVWRVDVVRFLDGRVHDSRVVtYHOGHYROXomRGH H[SLUDGD2VDWLYRVRXSDVVLYRVÂżQDQFHLURVVmRFRPSHQVDGRVHRYDORUOtTXLGRDSUHVHQWDGRQREDODQoR PHUFDGRULDVSXGHUHPVHUHVWLPDGRVGHPDQHLUDFRQÂżiYHO LY QmRKDMDHQYROYLPHQWRFRQWtQXRFRPRV patrimonial quando, e somente quando, a Companhia tenha atualmente um direito legalmente EHQVYHQGLGRVH Y RYDORUGDUHFHLWDSRVVDVHUPHQVXUDGRGHPDQHLUDFRQÂżiYHO$UHFHLWDpPHGLGD executĂĄvel de compensar os valores e tenha a intenção de liquidĂĄ-los em uma base lĂ­quida ou de OtTXLGDGHGHYROXo}HVGHVFRQWRVFRPHUFLDLVHERQLÂżFDo}HV LL 3UHVWDomRGHVHUYLoRVAs receitas realizar o ativo e liquidar o passivo simultaneamente. LL $WLYRV ÂżQDQFHLURV QmR GHULYDWLYRV  provenientes de prestação de serviços sĂŁo reconhecidas no resultado do exercĂ­cio conforme o 0HQVXUDomR$WLYRÂżQDQFHLURVPHQVXUDGRVSHORYDORUMXVWRSRUPHLRGRUHVXOWDGR8PDWLYRÂżQDQFHLUR UHFRQKHFLPHQWRGRFXVWRLQFRUULGRQDVSUHVWDo}HVGHVHUYLoRV LLL &RPLVV}HV4XDQGRD&RPSDQKLD p FODVVLÂżFDGR FRPR PHQVXUDGR SHOR YDORU MXVWR SRU PHLR GR UHVXOWDGR FDVR VHMD FODVVLÂżFDGR FRPR atua na qualidade de agente, ao invĂŠs de um principal, em uma transação, a receita reconhecida ĂŠ o mantido para negociação e seja designado como tal no momento do reconhecimento inicial. Os ativos valor lĂ­quido da comissĂŁo recebida. LY 5HFHLWDGHDOXJXHO - A receita de aluguel de locomotivas ĂŠ ÂżQDQFHLURV VmR GHVLJQDGRV SHOR YDORU MXVWR SRU PHLR GR UHVXOWDGR VH D &RPSDQKLD JHUHQFLD WDLV reconhecida no resultado conforme previsto no contrato e pelo prazo do arrendamento. k. Receitas e LQYHVWLPHQWRVHWRPDGHFLV}HVGHFRPSUDHYHQGDEDVHDGDVHPVHXVYDORUHVMXVWRVGHDFRUGRFRPD GHVSHVDVĂ€QDQFHLUDV5HFHLWDVÂżQDQFHLUDVFRPSUHHQGHPSULQFLSDOPHQWHDVUHFHLWDVGHMXURVVREUH gestĂŁo de riscos e a estratĂŠgia de investimentos documentadas pela Companhia. Os custos da DWUDVR QRV UHFHELPHQWRV UHFHLWD GH MXURV VREUH P~WXR H JDQKRV FRP YDULDomR FDPELDO 'HVSHVDV WUDQVDomRVmRUHFRQKHFLGRVQRUHVXOWDGRFRQIRUPHLQFRUULGRV$WLYRVÂżQDQFHLURVPHQVXUDGRVSHORYDORU ÂżQDQFHLUDVFRPSUHHQGHPGHVSHVDVFRPMXURVGHHPSUpVWLPRVHÂżQDQFLDPHQWRVYDULDo}HVFDPELDLV justo por meio do resultado sĂŁo medidos pelo valor justo, e mudanças no valor justo desses ativos sĂŁo passivas, juros sobre emprĂŠstimos com partes relacionadas e juros sobre atrasos nos pagamentos. reconhecidas no resultado do exercĂ­cio. (PSUpVWLPRV H UHFHEtYHLV  Esses ativos sĂŁo mensurados Custos de emprĂŠstimos que nĂŁo sĂŁo diretamente atribuĂ­veis a aquisição, construção ou produção de LQLFLDOPHQWH SHOR YDORU MXVWR DFUHVFLGR GH TXDLVTXHU FXVWRV GH WUDQVDomR DWULEXtYHLV $SyV R XPDWLYRTXDOLÂżFiYHOVmRUHFRQKHFLGRVQRUHVXOWDGRGRH[HUFtFLR$VUHFHLWDVHGHVSHVDVGHMXURVVmR reconhecimento inicial, os emprĂŠstimos e recebĂ­veis sĂŁo medidos pelo custo amortizado utilizando o reconhecidas no resultado pelo mĂŠtodo dos juros efetivos. l. Novas normas e interpretaçþes ainda mĂŠtodo dos juros efetivos. &DL[DHHTXLYDOHQWHVGHFDL[DCaixa e equivalentes de caixa abrangem nĂŁo efetivas - 8PDVpULHGHQRYDVQRUPDVRXDOWHUDo}HVGHQRUPDVHLQWHUSUHWDo}HVVHUmRHIHWLYDV VDOGRV GH FDL[D H LQYHVWLPHQWRV ÂżQDQFHLURV GH OLTXLGH] LPHGLDWD RV TXDLV VmR VXMHLWRV D XP ULVFR SDUDH[HUFtFLRVLQLFLDGRVDSyVžGHMDQHLURGH$&RPSDQKLDQmRDGRWRXHVVDVDOWHUDo}HVQD LQVLJQLÂżFDQWH GH DOWHUDomR QR YDORU H VmR XWLOL]DGDV QD JHVWmR GDV REULJDo}HV GH FXUWR SUD]R (iii) SUHSDUDomRGHVWDVGHPRQVWUDo}HVÂżQDQFHLUDV$&RPSDQKLDQmRSODQHMDDGRWDUHVWDVQRUPDVGHIRUPD 3DVVLYRVÂżQDQFHLURVQmRGHULYDWLYRV0HQVXUDomR2XWURVSDVVLYRVÂżQDQFHLURVQmRGHULYDWLYRV antecipada. IFRS 15 5HYHQXHIURP&RQWUDFWVZLWK&XVWRPHUV (CPC 47 Receita de Contratos com sĂŁo mensurados inicialmente pelo valor justo deduzidos de quaisquer custos de transação atribuĂ­veis. Clientes) - A IFRS 15 introduz uma estrutura abrangente para determinar se e quando uma receita ĂŠ $SyV R UHFRQKHFLPHQWR LQLFLDO HVVHV SDVVLYRV ÂżQDQFHLURV VmR PHQVXUDGRV SHOR FXVWR DPRUWL]DGR reconhecida, e como a receita ĂŠ mensurada. A IFRS 15 substitui as atuais normas para o utilizando o mĂŠtodo dos juros efetivos. c. Contas a receber de clientes e provisĂŁo para crĂŠditos de UHFRQKHFLPHQWR GH UHFHLWDV LQFOXLQGR R &3&  ,$6   5HFHLWDV &3&  ,$6   &RQWUDWRV GH liquidação duvidosa - As contas a receber sĂŁo avaliadas pelos valores faturados dos produtos &RQVWUXomRHD&3&,QWHUSUHWDomR$ ,)5,& 3URJUDPDVGHÂżGHOLGDGHFRPRFOLHQWH2LPSDFWR comercializados e dos serviços prestados pela Companhia. O cĂĄlculo do valor presente, quando SUHOLPLQDUGRVDVSHFWRVGDDGRomRGHVVDVQRUPDVQD&RPSDQKLDHPžGHMDQHLURGHEDVHLDVH DSOLFiYHOpHIHWXDGRSDUDFDGDWUDQVDomRFRPEDVHQXPDWD[DGHMXURVTXHUHĂ€HWHRSUD]RDPRHGDH HPDYDOLDo}HVUHDOL]DGDVDWpjGDWDGHHPLVVmRGHVWDVGHPRQVWUDo}HVÂżQDQFHLUDVHHVWiUHVXPLGR o risco de cada transação. A contrapartida dos ajustes a valor presente do contas a receber de clientes DEDL[R2VLPSDFWRVUHDLVGDDGRomRGDVQRUPDVHPžGHMDQHLURGHSRGHPVHUGLIHUHQWHVSRLV ĂŠ contra a receita bruta no resultado. A diferença entre o valor presente de uma transação e o valor de DVQRYDVSROtWLFDVFRQWiEHLVHVWmRVXMHLWDVDDOWHUDo}HVDWpTXHD&RPSDQKLDDSUHVHQWHVXDVSULPHLUDV IDFHGRIDWXUDPHQWRpDSURSULDGDFRPRUHFHLWDÂżQDQFHLUDFRPEDVHQRVPpWRGRVGRFXVWRDPRUWL]DGR GHPRQVWUDo}HVÂżQDQFHLUDVTXHLQFOXDPDGDWDGHDSOLFDomRLQLFLDO$,)56&3&UHTXHUTXHR e da taxa de juros efetiva ao longo do prazo de vencimento da transação. A provisĂŁo para crĂŠditos de reconhecimento de receita seja feito de modo a retratar a transferĂŞncia de bens ou serviços para o OLTXLGDomRGXYLGRVDIRLFRQVWLWXtGDHPPRQWDQWHFRQVLGHUDGRVXÂżFLHQWHSHODDGPLQLVWUDomRSDUDVXSULU FOLHQWHSRUXPPRQWDQWHTXHUHĂ€LWDDH[SHFWDWLYDGD&RPSDQKLDGHWHUHPWURFDRVGLUHLWRVGHVVHVEHQV as eventuais perdas na realização dos crĂŠditos. d. Estoques - Os estoques sĂŁo mensurados pelo RXVHUYLoRV$QRYDQRUPDWDPEpPUHVXOWDUiHPPDLRUHVHDSULPRUDGDVGLYXOJDo}HVVREUHUHFHLWD menor valor entre o custo e o valor realizĂĄvel lĂ­quido. O custo dos estoques ĂŠ baseado no princĂ­pio da IRUQHFHUi RULHQWDo}HV  SDUD  WUDQVDo}HV  TXH nĂŁo foram anteriormente abordadas de forma mĂŠdia ponderada (FXVWRPpGLR) e inclui gastos incorridos na aquisição de estoques, custos de produção DEUDQJHQWH SRUH[HPSORUHFHLWDVGHVHUYLoRVHPRGLÂżFDo}HVGHFRQWUDWRV HPHOKRUDUiDRULHQWDomR HWUDQVIRUPDomRHRXWURVFXVWRVLQFRUULGRVHPWUD]rORVjVVXDVORFDOL]Do}HVHFRQGLo}HVH[LVWHQWHV SDUDHOHPHQWRVP~OWLSORV$VHJXLUDSUHVHQWDPRVXPDDYDOLDomRSUHOLPLQDUGRVSULQFLSDLVDVSHFWRVGD No caso de produtos industrializados, em processo e acabados, o estoque inclui os gastos gerais de norma que podem impactar o reconhecimento da receita. L ,GHQWLÂżDomRHVDWLVIDomRGHREULJDomR fabricação com base na capacidade normal de produção. O valor realizĂĄvel lĂ­quido ĂŠ o preço estimado GH GHVHPSHQKR QRV FRQWUDWRV GH YHQGDV GH ORFRPRWLYDV H VHUYLoRV  2 &3&   ,)56  GHYHQGDQRFXUVRQRUPDOGRVQHJyFLRVGHGX]LGRGRVFXVWRVHVWLPDGRVGHFRQFOXVmRHGHVSHVDVGH estabelece novos critĂŠrios para o reconhecimento da receita e de divulgação, de modo que a vendas. e. Imobilizado - 5HFRQKHFLPHQWR H PHQVXUDomR  Os itens de ativos imobilizados sĂŁo &RPSDQKLDGHYHUHDOL]DUDDQiOLVHGHWRGRVRVEHQVHVHUYLoRVRIHUHFLGRVDRVFOLHQWHSDUDLGHQWLÂżFDUVH PHQVXUDGRV DR FXVWR KLVWyULFR GH DTXLVLomR RX FRQVWUXomR GHGX]LGR GH GHSUHFLDomR DFXPXODGD H KiREULJDo}HVGHSHUIRUPDQFHGLVWLQWDVHPFDGDSUHVWDomRGHVHUYLoRHHQWUHJDGREHPHGHÂżQHTXH perdas de redução ao valor recuperĂĄvel (LPSDLUPHQW) acumuladas quando aplicĂĄvel. O custo inclui DHQWLGDGHGHYHUHFRQKHFHUUHFHLWDVTXDQGRVDWLVÂż]HUXPDREULJDomRGHGHVHPSHQKRDRWUDQVIHULUR gastos que sĂŁo diretamente atribuĂ­veis Ă  aquisição de um ativo. O custo de ativos construĂ­dos pela bem ou o serviço prometido ao cliente. O ativo ĂŠ transferido quando o cliente obtiver o controle desse SUySULD &RPSDQKLD LQFOXL R FXVWR GH PDWHULDLV H PmR GH REUD GLUHWD TXDLVTXHU RXWURV FXVWRV SDUD DWLYR 2V DVSHFWRV UHODFLRQDGRV D LGHQWLÂżFDomR H VDWLVIDomR GDV REULJDo}HV GH GHVHPSHQKR HVWĂŁo colocar o ativo no local e condição necessĂĄrios para que esses sejam capazes de operar da forma DEUDQJLGRVQRVSDUiJUDIRVHDHDSrQGLFH%GR&3&,)56HD&RPSDQKLDHVWi pretendida pela Administração; e, os custos de desmontagem e de restauração do local onde estes avaliando os impactos que a aplicação da norma terĂĄQDVRSHUDo}HVGDUHFHLWDDRORQJRGRWHPSR(ii) DWLYRVHVWmRORFDOL]DGRV4XDQGRSDUWHVGHXPDWLYRWHPYLGDV~WHLVVLJQLÂżFDWLYDPHQWHGLIHUHQWHVHVVHV 'HWHUPLQDomR GR SUHoR GD WUDQVDomR  3URYLVmR GH HVFDORQDPHQWR UHDMXVWH   A provisĂŁo de itens sĂŁo contabilizados como itens separados (componentes principais) de ativos imobilizados. O escalonamento estĂĄ relacionada aos reajustes dos valores acordados em contrato. Para os casos de VRIWZDUH comprado que seja parte integrante da funcionalidade de um equipamento ĂŠ capitalizado como HQWUHJDVGHORFRPRWLYDVVXSHULRUHVDPHVHVSRGHLQFLGLULQĂ€DomRRXYDORUL]DomRGRVFRPSRQHQWHV parte daquele equipamento.Ganhos e perdas na alienação de um item do imobilizado (apurados pela HPDWpULDVSULPDVXWLOL]DGDVSDUDFRQVWUXomRGHORFRPRWLYDV2&3&,)56GHÂżQHTXHDHQWLGDGH diferença entre os recursos advindos da alienação e o valor contĂĄbil do imobilizado), sĂŁo reconhecidos deve estimar o valor da contraprestação variĂĄvel, utilizando qualquer dos mĂŠtodos a seguir, em outras receitas/ despesas operacionais no resultado.&XVWRVVXEVHTXHQWHVGastos subseqĂźentes dependendo de qual mĂŠtodo a entidade espera melhor prever o valor da contraprestação Ă  qual tem sĂŁo capitalizados na medida em que seja provĂĄvel que benefĂ­cios futuros associados com os gastos GLUHLWR(a) O valor esperado - Para o qual se pondera cenĂĄrios; (b) O valor mais provĂĄvel - CĂĄlculo serĂŁo auferidos pela Companhia. Gastos de manutenção e reparos recorrentes sĂŁo registrados no binĂĄrio decorrente da penalidade pela ocorrĂŞncia ou nĂŁo de um cenĂĄrio (por exemplo, a entidade atinja resultado quando incorridos. 'HSUHFLDomRA depreciação ĂŠ calculada para amortizar o custo de itens um bĂ´nus de desempenho ou nĂŁo). A Companhia estĂĄ avaliando os impactos que a aplicação da norma do ativo imobilizado, lĂ­quido de seus valores residuais estimados, utilizando o mĂŠtodo linear baseado na terĂĄ QDV RSHUDo}HV GD UHFHLWD LLL  0XOWDV H SHQDOLGDGHV  Podem ocorrer pagamentos por danos YLGD ~WLO HVWLPDGD GRV LWHQV $ GHSUHFLDomR p UHFRQKHFLGD QR UHVXOWDGR $WLYRV DUUHQGDGRV VmR causados (multas e penalidades), geralmente relacionados a entregas atrasadas de locomotivas GHSUHFLDGRVSHORPHQRUSHUtRGRHQWUHDYLGD~WLOHVWLPDGDGREHPHRSUD]RGRFRQWUDWRDQmRVHUTXH LQGLYLGXDLV RXXPORWHGHORFRPRWLYDV RXXPDJDUDQWLDGHGHVHPSHQKRUHODFLRQDGDjFRQÂżDELOLGDGHGH VHMD UD]RDYHOPHQWH FHUWR TXH D &RPSDQKLD REWHUi D SURSULHGDGH GR EHP DR ÂżQDO GR SUD]R GH locomotivas individuais. Os requerimentos da norma e sua aplicabilidade estĂŁo sendo avaliados pela DUUHQGDPHQWR7HUUHQRVQmRVmRGHSUHFLDGRV$VYLGDV~WHLVHVWLPDGDVGRDWLYRLPRELOL]DGRVmRDV Companhia. LY ([LVWrQFLDGRFRPSRQHQWHGHÂżQDQFLDPHQWRA existĂŞncia de adiantamentos de VHJXLQWHV clientes que sĂŁo determinados pelos contratos para atender Ă s necessidades de capital de giro para o %HQIHLWRULDVHPLPyYHLVGHWHUFHLURV DQRV QHJyFLR HQTXDQWR D ORFRPRWLYD p FRQVWUXtGD SRGHP FDUDFWHUL]DU D H[LVWrQFLD GH FRPSRQHQWH GH 0yYHLVHXWHQVtOLRV 10 anos ÂżQDQFLDPHQWRHGHYHPVHUREVHUYDGRVRVSDUiJUDIRVHGR&3& ,)56 TXHWUDWDGH 0iTXLQDVHTXLSDPHQWRVHLQVWDODo}HV 10 anos FRPSRQHQWHGHÂżQDQFLDPHQWRHDSRVVLELOLGDGHGHDMXVWDUHVWHLWHPDYDORUSUHVHQWHQDVGHPRQVWUDo}HV Equipamentos de computação 5 anos ÂżQDQFHLUDV$&RPSDQKLDHVWiDYDOLDQGRRVLPSDFWRVTXHDDSOLFDomRGDQRUPDWHUĂĄ nos adiantamentos Software 5 anos de clientes. IFRS 9 )LQDQFLDO ,QVWUXPHQWV (Instrumentos Financeiros) - A IFRS 9 substitui as Veiculos 5 anos RULHQWDo}HVH[LVWHQWHVQD,$6 &3& ,QVWUXPHQWRV)LQDQFHLURV5HFRQKHFLPHQWRH0HQVXUDomR Ferramental 4 anos $ ,)56  LQFOXL QRYRV PRGHORV SDUD D FODVVLÂżFDomR H PHQVXUDomR GH LQVWUXPHQWRV ÂżQDQFHLURV H D 2VPpWRGRVGHGHSUHFLDomRDVYLGDV~WHLVHRVYDORUHVUHVLGXDLVVmRUHYLVWRVDFDGDGDWDGHEDODQoR PHQVXUDomRGHSHUGDVHVSHUDGDVGHFUpGLWRSDUDDWLYRVÂżQDQFHLURVHFRQWUDWXDLVFRPRWDPEpPQRYRV e ajustados caso seja apropriado. %HQIHLWRULDHPLPyYHLVGHWHUFHLURVAs benfeitorias sĂŁo realizadas UHTXLVLWRVVREUHDFRQWDELOL]DomRGHKHGJH$QRYDQRUPDPDQWpPDVRULHQWDo}HVH[LVWHQWHVVREUHR GHDFRUGRFRPDQHFHVVLGDGHGRQHJyFLRGD&RPSDQKLDHDVPHVPDVVmRFRQWURODGDVFRPRRVGHPDLV UHFRQKHFLPHQWR H GHVUHFRQKHFLPHQWR GH LQVWUXPHQWRV ÂżQDQFHLURV GD ,$6  Y  &ODVVLÂżFDomR  DWLYRVÂż[RVVHQGRRVPHVPRVSODTXHWDGRVHGHSUHFLDGRVGHDFRUGRFRPDYLGD~WLOf. Redução ao $WLYRVÂżQDQFHLURV2&3&,)56FRQWpPXPDQRYDDERUGDJHPGHFODVVLÂżFDomRHPHQVXUDomR valor recuperĂĄvel (LPSDLUPHQW) - I $WLYRVÂżQDQFHLURVQmRGHULYDWLYRV8PDWLYRÂżQDQFHLURQmR GHDWLYRVÂżQDQFHLURVTXHUHĂ€HWHRPRGHORGHQHJyFLRVHPTXHRVDWLYRVVmRDGPLQLVWUDGRVHVXDV mensurado pelo valor justo por meio do resultado ĂŠ avaliado a cada data do balanço para apurar se hĂĄ FDUDFWHUtVWLFDVGHĂ€X[RGHFDL[D2&3&,)56FRQWpPWUrVSULQFLSDLVFDWHJRULDVGHFODVVLÂżFDomR evidĂŞncia objetiva de que tenha ocorrido perda no seu valor recuperĂĄvel. Um ativo tem perda no seu SDUDDWLYRVÂżQDQFHLURVPHQVXUDGRVDRFXVWRDPRUWL]DGRDRYDORUMXVWRSRUPHLRGHRXWURVUHVXOWDGRV YDORU UHFXSHUiYHO VH XPD HYLGrQFLD REMHWLYD LQGLFD TXH XP HYHQWR GH SHUGD RFRUUHX DSyV R abrangentes (VJORA) e ao valor justo por meio do resultado (VJR). A norma elimina as categorias UHFRQKHFLPHQWRLQLFLDOGRDWLYRHTXHDTXHOHHYHQWRGHSHUGDWHYHXPHIHLWRQHJDWLYRQRVĂ€X[RVGH H[LVWHQWHV QD ,$6  GH PDQWLGRV DWp R YHQFLPHQWR HPSUpVWLPRV H UHFHEtYHLV H GLVSRQtYHLV SDUD FDL[DIXWXURVSURMHWDGRVTXHSRGHPVHUHVWLPDGRVGHXPDPDQHLUDFRQÂżiYHO$HYLGrQFLDREMHWLYDGH venda. Com base na sua avaliação, a Companhia nĂŁo considera que os novos requerimentos de TXHRVDWLYRVÂżQDQFHLURVSHUGHUDPYDORUSRGHLQFOXLURQmRSDJDPHQWRRXDWUDVRQRSDJDPHQWRSRU FODVVLÂżFDomRWHUmRXPLPSDFWR VLJQLÂżFDWLYRHPVHXVDWLYRVÂżQDQFHLURVHPžGHMDQHLURGH(vi) SDUWHGRGHYHGRUDUHHVWUXWXUDomRGRYDORUGHYLGRj&RPSDQKLDVREUHFRQGLo}HVGHTXHD&RPSDQKLD 5HGXomRQRYDORUUHFXSHUiYHO ,PSDLUPHQW $WLYRV)LQDQFHLURVH$WLYRV&RQWUDWXDLVA IFRS 9 QmRFRQVLGHUDULDHPRXWUDVWUDQVDo}HVLQGLFDo}HVGHTXHRGHYHGRURXHPLVVRUHQWUDUiHPSURFHVVR VXEVWLWXLRPRGHORGHÂłSHUGDVLQFRUULGDV´GR&3& ,$6 SRUXPPRGHORSURVSHFWLYRGHÂłSHUGDVGH de falĂŞncia, ou o desaparecimento de um mercado ativo para um tĂ­tulo. As perdas sĂŁo reconhecidas no crĂŠdito esperadasâ€?. Isso exigirĂĄ um julgamento relevante sobre como as mudanças em fatores UHVXOWDGRHUHĂ€HWLGDVHPXPDFRQWDGHSURYLVmRFRQWUDUHFHEtYHLV4XDQGRXPHYHQWRVXEVHT HQWH econĂ´micos afetam as perdas esperadas de crĂŠdito, que serĂŁo determinadas com base em indica reversĂŁo da perda de valor, a diminuição na perda de valor ĂŠ revertida e registrada no resultado. SUREDELOLGDGHVSRQGHUDGDV2QRYRPRGHORGHSHUGDVHVSHUDGDVVHDSOLFDUiDRVDWLYRVÂżQDQFHLURV I $WLYRVQmRÂżQDQFHLURV2VYDORUHVFRQWiEHLVGRVDWLYRVQmRÂżQDQFHLURVGD&RPSDQKLDTXHQmR mensurados ao custo amortizado ou ao VJORA, com exceção de investimentos em instrumentos RVHVWRTXHVHDWLYRVÂżVFDLVGLIHULGRVVmRUHYLVWRVDFDGDGDWDGHEDODQoRSDUDDSXUDUVHKiLQGLFDomR SDWULPRQLDLVHDWLYRVFRQWUDWXDLV$&RPSDQKLDDGRWDUiDDERUGDJHPVLPSOLÂżFDGDGDQRUPDSDUDRV de perda no valor recuperĂĄvel. Caso ocorra tal indicação, entĂŁo o valor recuperĂĄvel do ativo ĂŠ DWLYRV ÂżQDQFHLURV FRPHUFLDLV RQGH D SURYLVmR SDUD SHUGDV VHUi DQDOLVDGD DR ORQJR GD YLGD determinado. O valor recuperĂĄvel de um ativo ou unidade geradora de caixa (UGC) ĂŠ o maior entre o remanescente do ativo. Com base em uma avaliação preliminar a Companhia nĂŁo espera que esta valor em uso e o valor justo menos RVFXVWRVSDUDYHQGHU2YDORUHPXVRpEDVHDGRHPĂ€X[RGHFDL[D norma produza impactos materiais nas demonstraç}HV ÂżQDQFHLUDV YLL  &ODVVLÂżFDomR  3DVVLYRV futuro estimados, descontados o valor presente usando uma taxa de desconto antes dos impostos que )LQDQFHLURV2&3&,)56UHWpPJUDQGHSDUWHGRVUHTXHULPHQWRVGD,$6SDUDDFODVVLÂżFDomR UHĂ€LWDDVDYDOLDo}HVDWXDLVGHPHUFDGRGRYDORUGRGLQKHLURQRWHPSRHRVULVFRVHVSHFtÂżFRVGRDWLYR GH SDVVLYRV ÂżQDQFHLURV &RQWXGR GH DFRUGR FRP D ,$6  WRGDV DV YDULDo}HV GH YDORU MXVWR GRV ou da UGC. Uma perda por redução ao valor recuperĂĄvel ĂŠ reconhecida caso o valor contĂĄbil de um passivos designados como VJR sĂŁo reconhecidas no resultado, enquanto que, de acordo com o CPC ativo ou UGC exceda seu valor recuperĂĄvel estimado. Perdas de valor sĂŁo reconhecidas no resultado. ,)56HVWDVDOWHUDo}HVGHYDORUMXVWRVmRJHUDOPHQWHDSUHVHQWDGDVGDVHJXLQWHIRUPD‡RYDORU Perdas por redução no valor recuperĂĄvel sĂŁo reconhecidas no resultado. Perdas reconhecidas GDYDULDomRGRYDORUMXVWRTXHpDWULEXtYHOjVDOWHUDo}HVQRULVFRGHFUpGLWRGRSDVVLYRÂżQDQFHLURVmR referentes Ă s UGCs sĂŁo inicialmente alocadas para redução de qualquer ĂĄgio alocado a esta UGC (ou DSUHVHQWDGRHP25$H‡RYDORUUHPDQHVFHQWHGDYDULDomRGRYDORUMXVWRpDSUHVHQWDGRQRUHVXOWDGR grupo de UGCs), e entĂŁo para redução do valor contĂĄbil dos outros ativos da UGC (ou grupo de UGCs) A avaliação preliminar da Companhia QmR LQGLFRX TXDOTXHU LPSDFWR PDWHULDO QD FODVVLÂżFDomR GRV de forma pro rata. Uma perda por redução ao valor recuperĂĄvel relacionada a ĂĄgio nĂŁo ĂŠ revertida. SDVVLYRVÂżQDQFHLURVHPžGHMDQHLURGH YLLL 7UDQVLomRA Companhia pretende aproveitar a 4XDQWRDRVRXWURVDWLYRVDVSHUGDVGHYDORUUHFXSHUiYHOVmRUHYHUWLGDVVRPHQWHQDH[WHQVmRHPTXH LVHQomRTXHOKHSHUPLWHQmRUHDSUHVHQWDULQIRUPDo}HVFRPSDUDWLYDVGHSHUtRGRVDQWHULRUHVGHFRUUHQWHV o valor contĂĄbil do ativo nĂŁo exceda o valor contĂĄbil que teria sido apurado, lĂ­quido de depreciação ou GDVDOWHUDo}HVQDFODVVLÂżFDomRHPHQVXUDomRGHLQVWUXPHQWRVÂżQDQFHLURV LQFOXLQGRSHUGDVGHFUpGLWR DPRUWL]DomR FDVR D SHUGD GH YDORU QmR WLYHVVH VLGR UHFRQKHFLGD$$GPLQLVWUDomR QmR LGHQWLÂżFRX HVSHUDGDV $VGLIHUHQoDVQRVVDOGRVFRQWiEHLVGHDWLYRVHSDVVLYRVÂżQDQFHLURVUHVXOWDQWHVGDDGRomR TXDOTXHU LQGLFDomR TXH HYLGHQFLDVVH SHUGD GH YDORU UHFXSHUiYHO GRV DWLYRV QmR ÂżQDQFHLURV g. do CPC 48 / IFRS 9, serĂŁo reconhecidas nos lucros acumulados e reservas em 1° de janeiro de 2018. ProvisĂľes - Uma provisĂŁo ĂŠ reconhecida no balanço patrimonial quando a Companhia possui uma 2LPSDFWRHIHWLYRGDDGRomRGD,)56QDVGHPRQVWUDo}HVÂżQDQFHLUDVGD&RPSDQKLDHPQmR obrigação contratual ou construtiva como resultado de um evento passado e ĂŠ provĂĄvel que um recurso SRGH VHU HVWLPDGR FRP FRQÂżDQoD SRLV GHSHQGHUi GRV LQVWUXPHQWRV ÂżQDQFHLURV TXH D &RPSDQKLD HFRQ{PLFRVHMDUHTXHULGRSDUDVDOGDUDREULJDomR$VSURYLV}HVVmRUHJLVWUDGDVWHQGRFRPREDVHDV GHWLYHUHGDVFRQGLo}HVHFRQ{PLFDVHPEHPFRPRGHGHFLV}HVHMXOJDPHQWRVFRQWiEHLVTXHD melhores estimativas do risco envolvido. L  &RQWLQJrQFLDV  A provisĂŁo para contingĂŞncias ĂŠ Companhia farĂĄ no futuro. A nova norma exigirĂĄ que a Companhia revise seus processos contĂĄbeis e determinada pela Administração de acordo com a expectativa de perdas, com base na opiniĂŁo dos FRQWUROHV LQWHUQRV UHODFLRQDGRV j FODVVLÂżFDomR H PHQVXUDomR GH LQVWUXPHQWRV ÂżQDQFHLURV H HVVDV FRQVXOWRUHVOHJDLVLQWHUQRVHH[WHUQRVSRUPRQWDQWHVFRQVLGHUDGRVVXÂżFLHQWHVSDUDFREULUSHUGDVH DOWHUDo}HVDLQGDQmRHVWmRÂżQDOL]DGDVIFRS 16 Leases (Arrendamentos) - $,)56&3& 5  riscos. LL *DUDQWLDVUma provisĂŁo para garantias ĂŠ reconhecida quando os produtos ou serviços sĂŁo LQWURGX] XP PRGHOR ~QLFR GH FRQWDELOL]DomR GH DUUHQGDPHQWRV QR EDODQoR SDWULPRQLDO SDUD YHQGLGRV $ SURYLVmR p EDVHDGD HP GDGRV KLVWyULFRV GH JDUDQWLD H XPD SRQGHUDomR GH WRGDV DV arrendatĂĄrios. Um arrendatĂĄrio reconhece um ativo de direito de uso que representa o seu direito de probabilidades de desembolso. LLL 3DUWLFLSDomRQRVUHVXOWDGRVA provisĂŁo para a participação dos utilizar o ativo arrendado e um passivo de arrendamento que representa a sua obrigação de efetuar HPSUHJDGRVQRVUHVXOWDGRVpFDOFXODGDFRPEDVHHPPHWDVTXDOLWDWLYDVHTXDQWLWDWLYDVGHÂżQLGDVSHOD SDJDPHQWRV GR DUUHQGDPHQWR ,VHQo}HV RSFLRQDLV HVWmR GLVSRQtYHLV SDUD DUUHQGDPHQWRV GH FXUWR Administração. h. BenefĂ­cios a empregados - L &RQWULEXLo}HVGHFXUWRSUD]RDHPSUHJDGRVAs prazo e itens de baixo valor. A contabilidade do arrendador permanece semelhante Ă  norma atual, isto REULJDo}HVSRUFRQWULEXLo}HVDRVSODQRVGHFRQWULEXLomRGHÂżQLGDVmRUHFRQKHFLGDVQRUHVXOWDGRFRPR pRVDUUHQGDGRUHVFRQWLQXDPDFODVVLÂżFDURVDUUHQGDPHQWRVHPÂżQDQFHLURVRXRSHUDFLRQDLV$,)56 despesas com pessoal quando os serviços relacionados sĂŁo prestados pelos empregados. As  VXEVWLWXL DV QRUPDV GH DUUHQGDPHQWR H[LVWHQWHV LQFOXLQGR R &3&  ,$6   2SHUDo}HV GH FRQWULEXLo}HV SDJDV DQWHFLSDGDPHQWH VmR UHFRQKHFLGDV FRPR XP DWLYR QD H[WHQVmR HP TXH XP $UUHQGDPHQWR 0HUFDQWLO H R ,&3&  ,)5,&  6,&  H 6,&   $VSHFWRV &RPSOHPHQWDUHV GDV reembolso de caixa ou uma redução em pagamentos futuros seja possĂ­vel. LL %HQHItFLRVGHFXUWR 2SHUDo}HVGH$UUHQGDPHQWR0HUFDQWLO$QRUPDpHIHWLYDSDUDSHUtRGRVDQXDLVFRPLQtFLRHPRXDSyV SUD]RDHPSUHJDGRV2EULJDo}HVGHEHQHItFLRVGHFXUWRSUD]RDHPSUHJDGRVVmRUHFRQKHFLGDVFRPR ž GH MDQHLUR GH  $ &RPSDQKLD HVWi DYDOLDQGR R SRWHQFLDO LPSDFWR HP VXDV GHPRQVWUDo}HV despesas de pessoal conforme o serviço correspondente seja prestado. O passivo ĂŠ reconhecido pelo ÂżQDQFHLUDV7 Caixa e equivalentes de caixa 2017 2016 montante do pagamento esperado caso a Companhia tenha uma obrigação presente legal ou 2.118  construtiva de pagar esse montante em função de serviço passado prestado pelo empregado e a Caixas e bancos  REULJDomRSRVVDVHUHVWLPDGDGHPDQHLUDFRQÂżiYHO LLL $FRUGRVGHSDJDPHQWREDVHDGRHPDo}HV Caixa em trânsito 12.501 Alguns empregados da Companhia sĂŁo selecionados para participarem do programa de opção de $SOLFDomRÂżQDQFHLUD 14.619 31.319 FRPSUDGHDo}HVGD*HQHUDO(OHFWULF&RPSDQ\GHDFRUGRFRPRVWHUPRVGHVHX3ODQRGH,QFHQWLYRGH

'HPRQVWUDo}HVGRUHVXOWDGR ([HUFtFLRVĂ€QGRVHPGHGH]HPEURGHH (PPLOKDUHVGH5HDLV

2017 2016 Receita operacional líquida   Custos dos produtos vendidos e dos serviços prestados    

Lucro bruto   'HVSHVDVGHYHQGDV  

(18.100) 'HVSHVDVJHUDLVHDGPLQLVWUDWLYDV  

 

Outras receitas, líquidas 928 Resultado antes das receitas (despesas) ÀQDQFHLUDVOtTXLGDVHLPSRVWRV   'HVSHVDV¿QDQFHLUDV  

 

5HFHLWDV¿QDQFHLUDV   5HFHLWDV¿QDQFHLUDVOtTXLGDV   Resultado antes do imposto de renda e contribuição social   Imposto de renda e contribuição social corrente (55.920) (52.849)  

 

Imposto de renda e contribuição social diferidos Lucro lĂ­quido do exercĂ­cio   $VQRWDVH[SOLFDWLYDVVmRSDUWHLQWHJUDQWHGDVGHPRQVWUDo}HVÂżQDQFHLUDV 'HPRQVWUDo}HVGRUHVXOWDGRDEUDQJHQWH([HUFtFLRVĂ€QGRVHP 31 de dezembro de 2016 e 2015 - (Em milhares de Reais) 2017 2016 Lucro lĂ­quido do exercĂ­cio   Outros resultados abrangentes: Remensuração do passivo de plano mĂŠdico, lĂ­quido de impostos  

 

Resultado abrangente total   $VQRWDVH[SOLFDWLYDVVmRSDUWHLQWHJUDQWHGDVGHPRQVWUDo}HV¿QDQFHLUDV 8 Contas a receber de clientes No país No exterior (-) Provisão para créditos de liquidação duvidosa

2017    56.767

2016   

102.848

2017 25.450    

2016  14.490 82.119  131.749

9 Estoques Produtos acabados Produtos em elaboração Materias primas ,PSRUWDo}HVHPDQGDPHQWR $WLYRÀVFDOFRUUHQWHHQmRFRUUHQWH

ICMS a recuperar ,&06VREUHDTXLVLo}HV de imobilizado IPI a compensar PIS/COFINS a compensar ICMS ST PIS/COFINS/CSLL retidos Outros

Circulante NĂŁo circulante 2017 2016 2017 2016 CrĂŠdito ProvisĂŁo Saldo CrĂŠdito ProvisĂŁo Saldo CrĂŠdito CrĂŠdito Fiscal para perdas LĂ­quido Fiscal para perdas LĂ­quido Fiscal Fiscal          

   

2.291 

     

  

-        

 

  -

 

(1.158) -

-

-

-      

11 Adiantamento a fornecedores com partes relacionadas Circulante Não circulante 2017 2016 2017 2016 Adiantamento a fornecedores   1.422 12 Imposto de renda e contribuição social 12.1 Imposto de renda e contribuição social no resultado 2017 2016 Imposto de Contribuição Imposto de Contribuição renda social renda social /XFURGDVRSHUDo}HVFRQWLQXDGDVDQWHVGR imposto de renda e contribuição social     Aliquotas nominais 25% 9% 25% 9% Imposto de renda e contribuição social calculados às aliquotas nominais     



$MXVWHV $GLo}HV H[FOXV}HV SHUPDQHQWHV (114) (41) 

(222) ,QFHQWLYRV¿VFDLV   Outros (582)   2.109  Imposto de renda e contribuição social (51.099) (18.531) (61.995) (22.445) Alíquota efetiva Imposto de renda e contribuição social - corrente Imposto de renda e contribuição social - diferido

25% (41.018) (10.081)

9% 25% (14.902) 

  

9% 



(51.099)

(18.531)

(22.445)

13 Imobilizado a. Conciliação do valor contåbil 'HVFULomR 0iTXLQDVHTXLSDPHQWRVHLQVWDODo}HV Ferramental 0yYHLVHXWHQVtOLRV Equipamentos de computação %HQIHLWRULDVHPLPyYHLVGHWHUFHLURV Veículos Programas (Software) ,PRELOL]Do}HVHPDQGDPHQWR Total do custo

(61.995)

Saldo  36.631 12.278 8.539 3.366 38.777 117.024 1.389 17.990 235.994

Movimentação da depreciação 'HVFULomR 0iTXLQDVHTXLSDPHQWRVHLQVWDODo}HV Ferramental 0yYHLVHXWHQVtOLRV Equipamentos de computação %HQIHLWRULDVHPLPyYHLVGHWHUFHLURV Veículos Programas (Software) Total depreciação Valor contåbil líquido

Saldo  17.421 1.989 7.069 3.322 14.701 53.921 690 99.113 136.881

Adições    Adições     2.514    8.541

$VWUDQVDo}HVFRPSDUWHVUHODFLRQDGDVIRUDPDVVLPFRPSRVWDV‡2P~WXRpUHPXQHUDGRjWD[D de 100% da SELIC. A operação estĂĄ amparada por contrato com vencimento predeterminado que VXSRUWDVXDFODVVLÂżFDomRQRFLUFXODQWH‡2YDORUGHRXWUDVFRQWDVDUHFHEHUFLUFXODQWHUHIHUH VHDUHHPEROVRGHGHVSHVDV,QWHUFRPSDQ\‡2VDOGRGHIRUQHFHGRUHVUHIHUHVHDFRPSUDVGH PDWHULDLVHVHUYLoRVGDVHPSUHVDVGRJUXSR‡2YDORUGHRXWUDVFRQWDVDUHFHEHUQmRFLUFXODQWH refere-se a cisĂŁo entre Gevisa S.A.e GE Transportes FerroviĂĄrios S.A Resultado do exercĂ­cio Transaçþes 2017 2016 Outras Receitas   Compras  449.158 5HFHLWDVFRPMXURVVREUHP~WXR   'HVSHVDVFRPMXURVVREUHP~WXR 1.251 22 ContingĂŞncias e depĂłsitos judiciais 2VDOGRHPRYLPHQWDo}HVGDSURYLVmRSDUDFRQWLQJrQFLDVFRPDYDOLDomRGHSHUGDSURYiYHOHGRV GHSyVLWRVMXGLFLDLVHVWiGHPRQVWUDGRDVHJXLU TributĂĄrias CĂ­veis Trabalhistas Total Saldo em 31 de dezembro de 2016 120  1.184 $GLo}HV   Baixas 

 

Saldo em 31 de dezembro de 2017 45   TributĂĄrias CĂ­veis Trabalhistas (140) 



 5 



Total 



281 

2

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Provisþes temporårias 3URYLV}HVSDUDSHUGDQDUHDOL]DomRGHFUpGLWRGHLPSRVWRV Provisão para crÊditos de liquidação duvidosa 3URYLV}HVSDUDFRQWLQJrQFLDV Provisão para garantia Provisão para concessão comercial Provisão para obsolescência Provisão para participação no resultado Provisão para pagamentos de impostos 2XWUDVSURYLV}HV Total

(P 1

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*

' R 0 R & GR R &R ' R 3 G Q ) E R /RS GR & PR ' R ) Q Q R

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*( 7

  

 

 

 

 1.054 

Alíquota Imposto de renda e contribuição sobre diferenças temporårias Imposto diferido

       289 8.821 62.805

  1.184      4.948 60.942

  1.184      4.948 60.942

25%

9%

25%

9%

15.701

5.652

15.235

5.485

2017 2016 Imposto de renda e contribuição sobre diferenças temporárias   Imposto de renda e contribuição sobre ágio -  21.353 35.063 Total ativo não circulante 2EHQHItFLR¿VFDOSURYHQLHQWHGRiJLRpRULXQGRGDFLVmRSDUFLDOGD*(GR%UDVLO3DUWLFLSDo}HV/WGD ³*(GR%UDVLO3DUWLFLSDo}HV´ RFRUULGDHPGH]HPEURGHTXDQGRHVWDHUDGHWHQWRUDGH GDVDo}HVGD*(7UDQVSRUWHVFRPYHUVmRGDSDUFHODFLQGLGDSDUDD&RPSDQKLD

Saldo  36.576 16.456 8.539 3.337 38.475 184 1.418 30.625 135.610

Transf. (29) 29 -

Adições  820 11.409 

Saldo  22.624 3.251 7.352 3.328 17.200 184 1.152 55.091 80.520

Transf. -

Saldo Transf.   46.235  22.888  3.962 3.286  52.230 184  2.646   10.852 142.283

Baixas   (2.058)   (51)   (55)  

Adiçþes    5 2.898   10.491

Baixas       (51)   (55) (11.805) (1.459)

Transf. -

Saldo  21.633 4.316 2.939 3.282 18.651 184 1.727 52.732 89.551

ContingĂŞncias avaliação de perda possĂ­vel - Os processos com risco de perda possĂ­vel, FRQIRUPHDYDOLDomRGRVDVVHVVRUHVMXUtGLFRVGD&RPSDQKLDUHSUHVHQWDPRWRWDOGH5 HPGHGH]HPEURGH 5HPGHGH]HPEURGH HQmRIRUDPSURYLVLRQDGRV uma vez que as prĂĄticas contĂĄbeis adotadas no Brasil nĂŁo requerem sua contabilização. 3DWULP{QLROtTXLGRD&DSLWDOVRFLDO(PGHGH]HPEURGHHRFDSLWDOVRFLDO VXEVFULWRHLQWHJUDOL]DGRQRPRQWDQWHGH5HVWiUHSUHVHQWDGRSRUDo}HV VHPYDORUQRPLQDOVHQGRDo}HVRUGLQiULDVDo}HVSUHIHUHQFLDLVFODVVH Âł$´ H  Do}HV SUHIHUHQFLDLV FODVVH Âł&´ QRPLQDWLYDV H VHP YDORU QRPLQDO $V Do}HV SUHIHUHQFLDLVQmRWrPGLUHLWRDYRWR$VDo}HVSUHIHUHQFLDLVFODVVHÂł$´JR]DPGHSULRULGDGHQD GLVWULEXLomRGHGLYLGHQGRV2HVWDWXWRVRFLDOGHWHUPLQDTXHDVDo}HVRUGLQiULDVHSUHIHUHQFLDLV classe “Aâ€?, tem direito a um dividendo mĂ­nimo de 25% sobre o lucro P 3 & P 5 $ P A

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12. 2 Imposto de renda e da contribuição social diferidos

Baixas (14) (15)     

D0RYLPHQWDomRGRVHPSUpVWLPRVHĂ€QDQFLDPHQWRV Saldo Adiçþes Liquidaçþes Liquidaçþes Saldo em 2016 Juros Principal Juros em 2017 %1'(6&DSLWDOGHJLUR6DQWDQGHU   (54.182)   %1'(6&DSLWDOGHJLUR%DQFR$OID     (198) )DFWRULQJ$SSOH%DQNIRU6DYLQJV        

21 Partes Relacionadas - 2VSULQFLSDLVVDOGRVGHDWLYRVHSDVVLYRVHPGHGH]HPEURGHH DVVLPFRPRDVWUDQVDo}HVTXHLQĂ€XHQFLDUDPRUHVXOWDGRGRH[HUFtFLRUHODWLYDVDRSHUDo}HV FRPSDUWHVUHODFLRQDGDVGHFRUUHPGHWUDQVDo}HVFRPD&RPSDQKLDVXDFRQWURODGRUDLQGLUHWDH outras empresas do Grupo GE. A Controladora direta da Companhia ĂŠ a General Electric do Brasil /WGDHDFRQWURODGRUDÂżQDOpD*HQHUDO(OHWULF&RPSDQ\$VPRYLPHQWDo}HVGDVWUDQVDo}HVGH P~WXRHQWUHSDUWHVUHODFLRQDGDVGXUDQWHRH[HUFtFLRGHHVWmRDVVLPGHPRQVWUDGDV EmprĂŠstimos Recebimentos Recebimento Apropriação Saldo 6DOGRHP fornecidos (Principal) de juros de juros  311.626 1.091.522 

   

N

2017 Fluxo de caixa das atividades operacionais Lucro lĂ­quido do exercĂ­cio  $MXVWHVSDUD 'HSUHFLDomR  ProvisĂŁo para contingĂŞncias 255 3URYLV}HV  ProvisĂŁo para devedores duvidosos  

ProvisĂŁo para obsolescĂŞncia 890 ProvisĂŁo para perda de crĂŠditos tributĂĄrios (4.045) Resultado na venda de ativo imobilizado 1.459 3ODQRVGHEHQHItFLRVGHÂżQLGRVDHPSUHJDGRV  7UDQVDomRGHSDJDPHQWREDVHDGRHPDo}HVOLTXLGiYHOHPWtWXORV patrimoniais  -XURVVREUHHPSUpVWLPRVÂżQDQFHLURVHP~WXRFRPSDUWHVUHODFLRQDGDV  

Impostos de renda e contribuição social  (Aumento) redução de ativos Contas a receber de clientes  Outros ativos correntes  

Impostos a recuperar  Outras contas a receber de partes relacionadas  

'HSyVLWRVMXGLFLDLV (29) Estoques 59.505 Adiantamentos a fornecedores (55.998) Aumento (redução) de passivos Fornecedores / Fornecedores Risco - sacado  

Impostos a recolher  

SalĂĄrios e encargos  Adiantamento de clientes (22.204) Receita diferida  

3URYLV}HV  

Outras contas a pagar  Caixa gerado pelas atividades operacionais  -XURVSDJRVVREUHHPSUpVWLPRVHÂżQDQFLDPHQWRV  

Juros recebidos sobre empréstimos com partes relacionadas  Imposto de renda e contribuição social pagos  

Fluxo de caixa líquido proveniente nas atividades operacionais  Fluxo de caixa de atividades de investimento Aquisição de imobilizado  

EmprĂŠstimos a partes relacionadas (1.091.522) Recebimento do principal de emprĂŠstimos com partes relacionadas  Fluxo de caixa lĂ­quido usado nas atividades de investimento  

)OX[RGHFDL[DGHDWLYLGDGHVGHĂ€QDQFLDPHQWR EmprĂŠstimos tomados $PRUWL]DomRGRSULQFLSDOGHHPSUpVWLPRVHÂżQDQFLDPHQWRV  

Pagamento de dividendos (41.452) $o}HVUHVJDWDGDV (15.290) )OX[RGHFDL[DOtTXLGRXWLOL]DGRGDVDWLYLGDGHVGHĂ€QDQFLDPHQWR (158.094) 'LPLQXLomR $XPHQWROtTXLGRHPFDL[DHHTXLYDOHQWHVGHFDL[D  

 &DL[DHHTXLYDOHQWHVGHFDL[DHPžGHMDQHLUR &DL[DHHTXLYDOHQWHVGHFDL[DHPGHGH]HPEUR  $VQRWDVH[SOLFDWLYDVVmRSDUWHLQWHJUDQWHGDVGHPRQVWUDo}HV¿QDQFHLUDV

Baixas (55)      

9DORU UHVLGXDO  $ &RPSDQKLD DGRWD FRPR SROtWLFD HVWHQGHU DR Pi[LPR D YLGD ~WLO GH VHXV DWLYRV H[WUDSRODQGRTXDOTXHUH[SHFWDWLYDQDXWLOL]DomRGRVPHVPRVSRUPHLRGDUHDOL]DomRGHPDQXWHQo}HV preventivas e corretivas. Tais políticas permitem manter seus ativos em perfeito funcionamento e produzindo por longos períodos de tempo até que efetivamente se tornem obsoletos ou sucateados. 3URYLVmRSDUDUHGXomRQRYDORUUHFXSHUiYHO'XUDQWHRH[HUFtFLRHQFHUUDGRHPGHGH]HPEUR GHHD&RPSDQKLDQmRLGHQWL¿FRXDH[LVWrQFLDGHDWLYRVTXHSRGHULDPHVWDUFRPVHXV valores acima dos valores recuperáveis. 14 Fornecedores 2017 2016 Terceiros No país   No exterior   3DUWHVUHODFLRQDGDV QRWDH[SOLFDWLYDQ¾

 55.422 61.490 73.276 3DVVLYRĂ€VFDOFRUUHQWH 2017 2016 ICMS a recolher   ISS a recolher 425 2.811 IPI a recolher   ICMS ST a recolher   Imposto de renda retido na fonte a recolher  PIS/COFINS a recolher 20  4.153 8.519 16 Adiantamentos de clientes 2017 2016 Clientes - mercado interno 48.801 110.028 Clientes - mercado externo   88.562 110.766 Circulante  94.950 NĂŁo circulante 5.958  Os adiantamentos de clientes foram recebidos com base nos contratos de venda assinados, os quais serĂŁo compensados com valores a receber por ocasiĂŁo dos respectivos faturamentos. Tais YDORUHVQmRHVWmRVXMHLWRVDHQFDUJRVÂżQDQFHLURV 17 ProvisĂľes 2017 2016 ProvisĂŁo para garantia   Participação no resultado   ProvisĂŁo ajuste preço (venda operação ITS)   Outras   40.566 35.172 Circulante   18.901  NĂŁo circulante a. Movimentação das provisĂľes 2016 Adiçþes ReversĂŁo Pagamento 2017 ProvisĂŁo para garantia     (8.105)  Participação no resultado        ProvisĂŁo ajuste preço (venda operação ITS)   2XWUDVSURYLV}HV      35.172 25.526 (5.639) (14.493) 40.566 18 Açþes a resgatar - &RPRFRQVHTXrQFLDGRSURMHWR6\QHUJ\RFRUULGRHPD&RPSDQKLD HPLWLXDo}HVSUHIHUHQFLDLVFRPREULJDomRGHUHVJDWHQRPRQWDQWHWRWDOGH5HPXPSUD]R estimado de 10 anos. Este valor, considerando seu valor presente calculado de acordo com o CPC 12 e utilizando-se uma taxa de desconto de 14,02%, foi registrado no passivo da Companhia como Âł$o}HVDUHVJDWDU´SRUWUDWDUVHGHXPSDVVLYRÂżQDQFHLURGHDFRUGRFRPR&3&2VDOGRĂŠ de 5HPGHGH]HPEURGH 5HPGHGH]HPEURGH  19 Receitas diferidas O reconhecimento de receita ĂŠ realizado quando existem evidĂŞncias convincentes de que os riscos e benefĂ­cios foram devidamente transferidos ao cliente, sendo realizado uma anĂĄlise de cada componente dos contratos de venda efetuando o diferimento necessĂĄrio. O montante ĂŠ composto principalmente pelo diferimento de serviços de assistĂŞncia tĂŠcnica nas locomotivas. (PSUpVWLPRVHĂ€QDQFLDPHQWRV Circulante 2017 2016 (PSUpVWLPRVHÂżQDQFLDPHQWRV -  - 101.703

'HSyVLWRVMXGLFLDLVHPGHGH]HPEURGH $GLo}HV Baixas Saldo em 31 de dezembro de 2017

'HPRQVWUDo}HVGRVĂ X[RVGHFDL[D ([HUFtFLRVĂ€QGRVHPGHGH]HPEURGHH (PPLOKDUHVGH5HDLV

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ECONOMIA BRUNO MAGALHÃES / NITRO

INDICADOR

Custos da indústria avançaram 2,4% no 1º trimestre

Um dos segredos do crescimento contínuo da empresa, com sede em BH, é a aposta na comercialização de imóveis para o segmento de baixa renda

CONSTRUÇÃO

Vendas da MRV sobem 9,7% no 2º tri Com o resultado favorável, construtora atingiu o 24º trimestre seguido de geração de caixa MARA BIANCHETTI

A construtora e incorporadora MRV Engenharia Participações S/A, sediada em Belo Horizonte, segue na contramão do setor, registrando aumento de vendas e recordes de lançamentos neste exercício. Somente no segundo trimestre de 2018, a empresa contabilizou R$ 1,529 bilhão em vendas contratadas e R$ 1,709 bilhão em Valor Geral de Vendas (VGV) de unidades lançadas. O resultado permitiu que a MRV chegasse ao 24º trimestre consecutivo de geração de caixa, atingindo R$ 98 milhões no período, que somados aos R$ 86 milhões dos primeiros três meses deste ano resultam em um montante de R$ 184 milhões. Vale destacar que, de abril a junho, a empresa teve um

desembolso não recorrente no valor de R$ 27,2 milhões em relação ao pagamento da aquisição de participação da construtora Moura Dubeux. Os dados fazem parte do balanço preliminar dos resultados do segundo trimestre da MRV e, de acordo com o diretor executivo de Finanças e Relações com Investidores da construtora, Leonardo Guimarães Corrêa, a empresa tem mantido sua estratégia de comercialização, o que tem gerado bons resultados a cada trimestre. O segmento de atuação da companhia, segundo ele, também tem ajudado na manutenção do crescimento. Segmento estratégico “Além da presença diversificada em todo o País, o fato de comercializarmos

Indústria de materiais registra recuo na receita São Paulo - Em junho, a indústria de materiais de construção apresentou queda de 4,7% em seu faturamento, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), uma das razões que explicam o recuo foi a greve dos caminhoneiros. A Abramat corrigiu também o resultado de maio, que havia apontado crescimento de 3,5%. Na revisão, foi constatada queda de 9% no mês de maio, na comparação com o ano passado. Na passagem de maio para junho, houve projeção de crescimento de 4,4%, mas o real faturamento pode ser superior à previsão, já que muitas das vendas realizadas em maio foram adiadas por causa da greve dos caminhoneiros e tiveram seus números computados apenas em junho. No acumulado do ano, de janeiro e junho, o faturamento do setor teve queda de 0,4% em relação

ao mesmo período do ano passado. Mas a projeção é de que, até o final deste ano, o setor cresça 1,5% na mesma comparação. “Que a greve dos caminhoneiros impactou negativamente o setor todos sabíamos, mas as dimensões das consequências só puderam ser aferidas agora. Com a atualização das bases de dados da FGV e IBGE, que baseiam nossos estudos, pudemos ter uma noção realista do que o movimento trouxe ao setor da indústria de materiais de construção”, disse o presidente da associação, Rodrigo Navarro. Ainda de acordo com Navarro, “apesar do resultado negativo imediato, os desdobramentos em sua total complexidade e magnitude ainda serão observados no decorrer do ano, com nossos próximos estudos demonstrando se haverá recuperação ou não do setor como um todo. A princípio, mantemos nossa projeção inicial de crescimento em 2018”. (ABr)

imóveis para o segmento de baixa renda funciona a nosso favor. Enquanto no setor de luxo as pessoas podem postergar a compra de bens duráveis em cenários de crise, na nossa área, o imóvel, que é um bem de primeira necessidade, se torna ainda mais imprescindível e sua aquisição inadiável”, explicou. De acordo com o balanço, as vendas das 10.425 unidades no decorrer do segundo trimestre foram 9,7% maiores do que as 9.501 do ano passado. E o montante de R$ 1,529 bilhão do período representou um crescimento de 5,4% sobre igual período de 2017. Naquela época, foram computados R$ 1,451 bilhão em imóveis comercializados pela MRV. Em números líquidos,

ao todo foram 8.748 unidades vendidas no segundo trimestre, crescimento de 15,3% quando comparado ao mesmo período de 2017 (7.587). No acumulado dos seis primeiros meses deste ano, as vendas chegaram a 20.704 unidades, representando pouco mais de R$ 3 bilhões. Assim, conforme o diretor, a empresa também continua investindo na aquisição de terrenos de maneira equivalente às unidades lançadas, com foco em reabastecer as regiões de atuação e expandir as operações nas grandes cidades. No último trimestre, foram adquiridos 48 terrenos, fazendo com que a construtora acumulasse banco de 43,2 mil unidades com alvará de construção, totalizando R$ 6,51 bilhões

em valor geral de vendas. Já os lançamentos, que representaram recorde para os últimos sete anos, chegaram a R$ 1,709 bilhão em VGV entre abril e junho. O número é 28,3% superior ao registrado na mesma época do ano passado, quando o valor de venda dos lançamentos chegou a R$ 1,332 bilhão. E a expectativa, conforme Corrêa é de um segundo semestre ainda mais robusto, que sustente o objetivo de alcançar 50 mil unidades por ano. “Vamos manter nosso ritmo de atividade, focando nos lançamentos, nas vendas e na geração de caixa, de forma a manter a saúde financeira da empresa. A ideia é deixar o cenário negativo de lado e dar continuidade à nossa atuação”, finalizou.

Estudo mostra 2.796 obras paradas Brasília - O estudo Grandes obras paradas: como enfrentar o problema?, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), aponta que 2.796 obras estão paralisadas no Brasil, sendo que 517 (18,5%) são do setor de infraestrutura. A área de saneamento básico tem 447 empreendimentos interrompidos durante a fase de execução. Na sequência, aparecem obras de rodovias (30), aeroportos (16), mobilidade urbana (8), portos (6), ferrovias (5) e hidrovias (5). A CNI informou que obteve os dados com o Ministério do Planejamento. “Além de investir pouco em infraestrutura – apenas 2% do Produto Interno Bruto (PIB) –, o Brasil joga no ralo um volume significativo dos recursos aportados no setor, em razão do excesso de obras que são interrompidas antes da entrega. As paralisações consomem recursos sem gerar benefícios para a sociedade e são, em geral, consequência de falhas na forma como o setor público executa seus projetos”, diz a CNI. Entre as principais razões para a interrupção de obras, figuram problemas técnicos, abandono pelas empresas e dificuldades orçamentárias e financeiras. O trabalho integra uma série de 43 documentos sobre temas estratégicos que a CNI entregou aos candidatos à Presidência da República. Medidas - A CNI recomenda seis medidas para que o País evite paralisações e atrasos: melhorar o macroplanejamento, avaliar qual modalidade de execução é a mais

adequada; realizar microplanejamento eficiente; aparelhar melhor as equipes; desenhar contratos mais equilibrados; e fortalecer o controle interno. “É recorrente o problema da paralisação de obras. O País parece incapaz de aprender com todos os levantamentos, perdas e conflitos que esse processo gera”, afirmou, em nota, o diretor de Políticas e Estratégia da CNI, José Augusto Fernandes. “Por mais urgente que seja encontrar soluções para as obras paradas, também é preciso atenção com programas e metas direcionados à não repetição dos mesmos erros no futuro”. Crise econômica - Segundo a CNI, a crise econômica no País gerou a necessidade de contenção de gastos e levou o governo federal a paralisar importantes projetos de infraestrutura. “Ainda que mais evidente no caso da União, esse processo de deterioração fiscal e contração de investimentos também afetou projetos de estados e municípios, que acabaram por cortar investimentos, também provocando a paralisação de obras de infraestrutura”, destaca a confederação. No entanto, segundo a CNI, a crise econômica e fiscal não foi o único motivo para tantas obras paradas e não é uma situação nova no País. “Um obstáculo importante ao desenvolvimento da infraestrutura nacional é a difícil interação entre os gestores públicos, responsáveis por fazer os projetos virarem realidade, e os órgãos de controle”, pontua o estudo. (ABr)

Brasília - Os custos da indústria subiram 2,4% no primeiro trimestre do ano, em relação aos últimos três meses de 2017, desconsiderando os efeitos sazonais. Esse é o maior crescimento desde o quarto trimestre de 2015. Os dados constam do Indicador de Custos Industriais, divulgado ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A alta do índice foi determinada pelo aumento de 3,5% do custo tributário e de 3,2% do custo com produtos intermediários. Se comparados com o primeiro trimestre do ano passado, os desembolsos com tributos aumentaram 8,4%. A CNI explica que essa alta representa a retomada do pagamento de tributos pelas companhias. “Muitas empresas estão pagando os impostos atrasados e há também o efeito do programa de refinanciamento das dívidas tributárias”, diz o gerente executivo de Pesquisas e Competitividade da entidade, Renato da Fonseca. Segundo o estudo, os custos do setor só não foram maiores no período porque houve queda em outros dois componentes: o custo com capital de giro, que recuou 3,1%, e o custo com pessoal, com redução de 0,2%. “A trajetória decrescente do custo com capital de giro se iniciou no segundo trimestre de 2016”, cita o documento. São oito trimestres consecutivos de queda do indicador, cuja redução, segundo a CNI, é resultado dos sucessivos cortes na taxa básica de juros. Sobre o custo dos bens intermediários, o estudo mostra que, na comparação com o primeiro trimestre de 2017, a alta foi de 5,8%. Nesse período, os bens intermediários nacionais subiram 5,1% e os importados, 9,7%. Já o índice de custo com energia aumentou 2,4% no primeiro trimestre, em relação ao quarto trimestre de 2017. Se comparada com o primeiro trimestre de 2017, a alta nesse item foi de 7,1%. Lucro menor - O estudo mostra ainda que a indústria não conseguiu repassar o aumento dos custos para os preços, o que fez a lucratividade do setor diminuir. Enquanto os custos subiram 2,4%, o Índice de Preços de Manufaturados Domésticos (IPA-Indústria de Transformação) subiu 1,6% no primeiro trimestre. Mesmo com o aperto na margem de lucro, a indústria manteve a competitividade no mercado doméstico no período, avalia a CNI. “Isso porque o aumento dos custos foi similar à alta de 2,3% registrada nos preços em reais dos produtos industriais importados”. Também no mercado externo, pontua a entidade, os produtos brasileiros ganharam competitividade, pois o crescimento dos custos foi menor que o aumento de 4,8% verificado nos preços em reais dos produtos industrializados no mercado dos Estados Unidos, utilizado como indicador dos preços internacionais. (AE)


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INTERNACIONAL ACORDO DE PROTEĂ‡ĂƒO

Trump declara vitĂłria em cĂşpula da Otan Presidente dos EUA diz que membros da organização aceitaram aumentar gastos com defesa; Macron nega Bruxelas - O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, encerrou sua participação na cĂşpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) ontem declarando vitĂłria e afirmando que os paĂ­ses membros cederam Ă s suas exigĂŞncias de aumentar os gastos com defesa. Mas o presidente francĂŞs, Emmanuel Macron, rapidamente contestou tal afirmação e disse que os gastos ficarĂŁo no estabelecido de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) da cada paĂ­s. “O compromisso dos Estados Unidos com a Otan continua muito forteâ€?, disse Trump a repĂłrteres. O presidente americano usou sua participação no encontro em Bruxelas para repreender os membros do tratado por nĂŁo gastarem o suficiente com defesa. Ele acusou a Europa de se aproveitar dos EUA e levantou dĂşvidas sobre defender os aliados em caso de ataque. “Eu avisei que estava extremamente infeliz com o que estava acontecendoâ€?, destacou o presidente, acrescentando que os paĂ­COMERCIAL MINEIRA S.A. CNPJ/MF nÂş 17.167.727/0001-60 NIRE 3130003248-5 EDITAL DE CONVOCAĂ‡ĂƒO Assembleia Geral OrdinĂĄria a ser Realizada em 24 de Julho de 2018, Ă s 11 horas Ficam convocados os senhores acionistas da COMERCIAL MINEIRA S.A. (“Companhiaâ€?) para se reunirem em Assembleia Geral OrdinĂĄria da Companhia, a ser realizada Ă s 11 horas do dia 24 de Julho de 2018, na sede social da Companhia, localizada na Cidade de Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais, na Avenida Ă lvares Cabral, nÂş 1.707, Lourdes, CEP 30170001, para deliberarem sobre a seguinte ordem do dia: (i) exame e discussĂŁo a respeito das contas dos administradores, bem como das Demonstraçþes Financeiras referente ao exercĂ­cio social encerrado em 31 de dezembro de 2017; e (ii) da apreciação da destinação do resultado apurado com relação ao exercĂ­cio social encerrado em 31 de dezembro de 2017. Os acionistas poderĂŁo participar da Assembleia Geral OrdinĂĄria, ora convocada, por si, seus representantes legais ou procuradores, consoante dispĂľe o artigo 126 da Lei nÂş 6.404/76. Belo Horizonte, 12 de julho de 2018. FlĂĄvio Pentagna GuimarĂŁes - Diretor Presidente

ses europeus concordaram em aumentar seus gastos. “Eles aumentaram substancialmente seu comprometimento e agora estamos muito felizes e temos uma Otan muito, muito poderosa, muito forteâ€?, declarou. Apesar disso, Trump nĂŁo especificou quais paĂ­ses haviam se comprometido ou qual o teor do comprometimento. O presidente pareceu sugerir um cronograma acelerado, apontando que as naçþes estariam “gastando em um ritmo muito mais rĂĄpidoâ€?. “Alguns estĂŁo em 2%, outros concordaram definitivamente em ir alĂŠm dos 2%â€?, disse. Em 2014, os paĂ­ses da Otan se comprometeram a gastar 2% de seu PIB na ĂĄrea de defesa atĂŠ 2024. A organização estima que apenas 15 membros, pouco mais da metade, devem atingir a meta dentro do prazo. Macron, durante coletiva, rejeitou a afirmação de Trump de que os signatĂĄrios concordaram em aumentar a meta para alĂŠm dos 2% jĂĄ estabelecidos. Ele disse apenas que os paĂ­ses membros reiteraram sua intenção de chegar aos 2% atĂŠ 2024. A fala do presidente francĂŞs ocorreu em meio a relatos de que Trump teria

ameaçado deixar a aliança caso seus membros nĂŁo aumentassem os gastos, mas autoridades disseram que nenhuma ameaça explĂ­cita foi feita. “O presidente Trump nunca, em pĂşblico ou em particular, ameaçou se retirar da Otanâ€?, afirmou Macron.

A COOPERATIVA DE CONSUMO DOS TRANSPORTADORES DE CONTAGEM – COOTRACON, por determinação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento SustentĂĄvel – SEMMAD, torna pĂşblico que foi solicitada, atravĂŠs do Processo Administrativo nÂş 5451807497, a /LFHQoD $PELHQWDO 6LPSOLÂżFDGD Âą /$6 Cadastro, para a atividade de “Postos revendedores, postos ou pontos de abastecimento, instalaçþes de sistemas UHWDOKLVWDV SRVWRV Ă€XWXDQWHV GH combustĂ­veis e postos revendedores de combustĂ­veis de aviaçãoâ€?, localizada Ă Rua Teonilio Niquini, nÂş 40, Distrito Industrial Jardim Piemont, Betim/MG.

SONGEO MINERAĂ‡ĂƒO S/A - CNPJ 41.799.313/0001-39 Aviso aos acionistas e Convocação para AGO - Convocamos os senhores acionistas para se reunirem em AGO Ă s 11: horas do dia 20/08/2018, na sede da companhia Ă  Av. Frei Orlando, 633, nesta capital, para deliberar sobre as seguintes matĂŠrias: 1) – Apreciação das contas da Diretoria, exame, disFXVVmRHYRWDomRGDVGHPRQVWUDo}HVÂżQDQFHLUDVHQFHUUDGDVHP 31/12/2017; 2) Destinação do resultado; 3) Fixação dos honorĂĄrios da Diretoria; 4) - Outros assuntos de interesse da sociedade. Na oportunidade a Companhia informa que se acham a disposição dos senhores acionista em sua sede social os documentos a que se refere o art. 133 da lei 6.404 de 15/12/1976, relativos ao exercĂ­cio encerrado em 31/12/2017. Belo Horizonte, 09/07/2018. (a) Vicente de Castro Sabino - Presidente.

Companhia TransirapĂŠ de TransmissĂŁo CNPJ 07.153.003/0001-04 - NIRE 3130002100-9 Ata da 67ÂŞ ReuniĂŁo do Conselho de Administração I. Data, Hora e Local: Realizada em 18 de Abril de 2018, Ă s 12h, na sede da Companhia, localizada na Avenida do Contorno, 7962, sala 301, Lourdes, na cidade de Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais. II. Presença: Presente a totalidade dos membros do Conselho de Administração da Companhia, restando dispensadas as formalidades de convocação, nos termos do Estatuto Social da Companhia. III. Mesa: Enio Luigi Nucci - Presidente. Eduardo Albuquerque de Figueiredo – SecretĂĄrio.IV. Ordem do dia e Deliberaçþes: O Conselho de Administração apĂłs anĂĄlise e discussĂŁo dos temas previstos na pauta desta reuniĂŁo, por unanimidade, resolve:(a) Propor que a Assembleia de Acionistas estabeleça a remuneração global de atĂŠ R$202.890,70 (duzentos e dois mil, oitocentos e noventa reais e setenta centavos) para os Diretores da companhia para o perĂ­odo de 01 de abril de 2018 a 31 de março de 2019, e aprove o pagamento da PLR do exercĂ­cio de 2017 aos diretores da TransirapĂŠ em face dos resultados empresariais obtidos no exercĂ­cio de 2017, cujo material de apoio foi rubricado pelos presentes e serĂĄ arquivado na sede da Companhia;(b) Aprovar o pagamento da PLR do exercĂ­cio de 2017 aos empregados da TransirapĂŠ em face do cumprimento das metas estabelecidas no Acordo Coletivo celebrado com o Sindicato das IndĂşstrias de Instalaçþes ElĂŠtricas, GĂĄs, HidrĂĄulicas e SanitĂĄrias no Estado de Minas Gerais – SINDIMIG, cujo material de apoio foi rubricado pelos presentes e serĂĄ arquivado na sede da Companhia; (c) Tendo em vista o tĂŠrmino do mandato da atual Diretoria, aprovar a reeleição dos atuais membros da Diretoria, para um mandato pelos prĂłximos 3 (trĂŞs) anos, podendo o referido mandato ser prorrogado atĂŠ a data da realização da AGO de 2021, os Senhores: Eduardo Albuquerque de Figueiredo, brasileiro, divorciado, engenheiro, portador da cĂŠdula de identidade RG nÂş 7.878.641 (SSP/SP), inscrito no CPF/MF sob nÂş 042.322.674-68, com endereço residencial Ă  Rua Estrela, 100/201, Bairro Parnamirim, Recife/PE, para exercer as funçþes de Diretor Administrativo-Financeiro; e JosĂŠ Renato SimĂľes Machado, brasileiro, casado, engenheiro eletricista, portador da CĂŠdula de Identidade RG nÂş MG-15.044.487 SSP/MG, inscrito no CPF/MF sob o nÂş 088.732.166-68, com endereço comercial na Avenida do Contorno, 7962, salas 302 a 306, Belo Horizonte, MG, para exercer o cargo de Diretor TĂŠcnico2VPHPEURVRUDHOHLWRVGHFODUDUDPSDUDWRGRVRVÂżQVGHGLUHLWRTXHQmRVHHQFRQWUDPLQFXUVRVHPQHQKXP dos crimes previstos em lei que os impeçam de exercer a administração de sociedade empresĂĄria. Declararam ainda que atendem todos os requisitos previstos na legislação aplicĂĄvel e especialmente os descritos no artigo 147 da Lei nÂş 6.404/76. (d) NĂŁo foram deliberados outros assuntos. V. Encerramento: Nada mais havendo a ser tratado e inexistindo qualquer outra manifestação, foi encerrada a presente reuniĂŁo, da qual lavrou-se a presente ata, devidamente aprovada e redigida na forma prevista no §1Âş, do artigo 130, da Lei nÂş 6.404/76 que, apĂłs lida e achada conforme, foi presenciada e assinada pelos Conselheiros Enio Luigi Nucci, Marcelo Tosto de Oliveira Carvalho, Paulo Augusto Nepomuceno Garcia, Marcos AntĂ´nio Carvalho Gomes e JosĂŠ AloĂ­se Ragone Filho, bem como os Diretores ora eleitos que tomam posse Eduardo Albuquerque de Figueiredo e JosĂŠ Renato SimĂľes Machado. (VWDUHSUHVHQWDFySLDÂżHOGDRULJLQDOODYUDGDHDUTXLYDGDQDVHGHGD6RFLHGDGH$VVLQDGDGLJLWDOPHQWHSRU Eduardo Albuquerque de Figueiredo. JUCEMG:&HUWLÂżFRRUHJLVWURVRERQžHP3URWRFRORQž 0DULQHO\GH3DXOD%RQÂżP6HFUHWiULD*HUDO

PBH ATIVOS S.A. CNPJ/MF n. 13.593.766/0001-79 NIRE 31300097081 ATA DE REUNIĂƒO DO CONSELHO DE ADMINISTRAĂ‡ĂƒO REALIZADA EM 14 DE JUNHO DE 2018 1. DATA, HORA E LOCAL: Realizada aos 14 dias do mĂŞs de junho de 2018, Ă s 14:30h, na sede da PBH ATIVOS S.A., localizada na Cidade de Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais, na Avenida GetĂşlio Vargas, nÂş 1245, 12Âş andar, Bairro Savassi, CEP 30.112-024. 2. PRESENÇA: Sr. Fuad Jorge Noman Filho, Sr. Pedro Meneguetti, Sr. AndrĂŠ Abreu Reis, Sr. EugĂŞnio EustĂĄquio Veloso Fernandes, Sra. Adriana Branco Cerqueira, Miriam Aparecida Silva Maciel e Sr. Leonardo de AraĂşjo Ferraz. Membro do Conselho Fiscal presente: AntĂ´nio Marmo Silveira JĂşnior. Diretor Presidente da Companhia, Sr. Pedro Meneguetti e Diretora Executiva, Sra. Soraya de FĂĄtima MourthĂŠ Lage. 3. MESA: Os trabalhos foram presididos pelo Sr. Fuad Jorge Noman Filho, e secretariados pelo Sr. Pedro Meneguetti. 4. ORDEM DO DIA: Deliberar sobre: I. Balancete 31/03/2018 em comparativo ao exercĂ­cio de 31/03/2017; II. Regulamento Interno de Licitaçþes e Contratos – RILC; III. Minuta de RevisĂŁo 001 do Regimento Interno; IV. Minuta de PolĂ­tica de GestĂŁo de Pessoas; V. Minuta de Estatuto Social da PBH Ativos S/A; VI. Minuta de PolĂ­tica de Indicação e Avaliação. 5. DELIBERAÇÕES: I. Foi apresentado o balancete referente ao 1Âş trimestre/2018, destacando as principais contas da Companhia. Informou-se que Conselho Fiscal, nos termos do inciso VI do art. 163 da Lei Federal nÂş 6.404/76, jĂĄ opinou favoravelmente sobre o balancete. Os Conselheiros se manifestaram favoravelmente, conforme art. 142, V da Lei Federal nÂş 6.404/76. II. A minuta do Regulamento Interno de Licitaçþes e Contratos da PBH Ativos S/A tambĂŠm foi apresentada ao Conselho de Administração, em atendimento ao artigo 40 da Lei Federal n° 13.303/16, sendo aprovada por todos. III. A minuta de RevisĂŁo 001 do Regimento Interno da PBH Ativos foi apresentada e aprovada pelos Conselheiros. IV. Em atenção ao inciso I do artigo 18 da Lei Federal nÂş 13.303/2016, foi apresentada a minuta da PolĂ­tica de GestĂŁo de Pessoas da PBH Ativos S/A, sendo aprovada por todos. V. Em atenção ao artigo 6Âş da Lei Federal nÂş 13.303/2016, foi apresentada a minuta do Estatuto Social da PBH Ativos S/A. Foi recomendada a elaboração de um estudo acerca da criação de um ComitĂŞ EstratĂŠgico, com a finalidade de assessorar e orientar o Conselho de Administração, quanto Ă s diretrizes de polĂ­ticas pĂşblicas. Assim, a reforma do Estatuto restou adiada para uma prĂłxima reuniĂŁo, que deverĂĄ ocorrer dentro do prazo previsto na Lei Federal nÂş 13.303/2016. VI. Em atendimento ao artigo 10 e ao inciso III do artigo 13 da Lei Federal n° 13.303/16, foi apresentada a minuta da PolĂ­tica de Indicação e Avaliação da PBH Ativos S/A aos Conselheiros, sendo aprovada por todos. VII. Em atenção ao § 5Âş do artigo 12 do Estatuto, a Conselheira Sra. Maria Fernandes Caldas e o Conselheiro Sr. Paulo Roberto Lamac JĂşnior manifestaram seu voto por escrito ao Presidente do Conselho de Administração, nos termos dos documentos ora acostados, parte integrante da presente ata, anuindo com todas as propostas pautadas. 6. ENCERRAMENTO: Nada mais havendo a ser tratado, foram os trabalhos suspensos pelo tempo necessĂĄrio Ă  lavratura da presente Ata, em forma de sumĂĄrio, que, lida, conferida e achada conforme, foi por todos assinada. Mesa: Fuad Jorge Noman Filho – Presidente e Pedro Meneguetti – SecretĂĄrio. Membros do Conselho de Administração Presentes: Sr. Fuad Jorge Noman Filho, Sr. Pedro Meneguetti, Sr. AndrĂŠ Abreu Reis, Sr. EugĂŞnio EustĂĄquio Veloso Fernandes, Sra. Adriana Branco Cerqueira, Miriam Aparecida Silva Maciel e Sr. Leonardo de AraĂşjo Ferraz. Membro do Conselho Fiscal presente: AntĂ´nio Marmo Silveira JĂşnior. Diretor Presidente da Companhia, Sr. Pedro Meneguetti e Diretora Executiva, Sra. Soraya de FĂĄtima MourthĂŠ Lage Belo Horizonte, 14 de junho de 2018. Certifico que a presente ĂŠ cĂłpia da ata original lavrada em livro prĂłprio. Assina digitalmente o documento, o Diretor Presidente da PBH Ativos S/A., Sr. Pedro Meneguetti. Certifico registro sob o nÂş 6912691 em 03/07/2018 da Empresa PBH ATIVOS S.A., Nire 31300097081 e protocolo 183743326 - 29/06/2018. Autenticação: 31DF9A89AA814A7BE3F15D0D8CA5542844C60B8. Marinely de Paula Bomfim SecretĂĄria-Geral. Para validar este documento, acesse http://www.jucemg.mg.gov.br e informe nÂş do protocolo 18/374.332-6 e o cĂłdigo de segurança OK2D Esta cĂłpia foi autenticada digitalmente e assinada em 12/07/2018 por Marinely de Paula Bomfim – SecretĂĄria-Geral.

Hostilidade - Trump adotou um tom agressivo durante a cĂşpula, questionando o valor da aliança que definiu, por dĂŠcadas, a polĂ­tica externa americana. Ontem, o presidente se dirigiu aos aliados pelo Twitter, dizendo que “presidentes tĂŞm tentado, sem sucesso, por anos, fazer a Alemanha e outras naçþes ricas da Otan a pagar mais por sua proteção da RĂşssiaâ€?. Ele reclamou que os EUA “pagam dezenas de bilhĂľes de dĂłlaresâ€? para subsidiar a Europa e exigiu que as naçþes cheguem Ă meta dos 2%, acrescentando que “deve chegar a 4%â€?. Censurado por sua postura amigĂĄvel a Vladimir Putin, Trump tambĂŠm criticou duramente os laços da Alemanha com a RĂşssia, alegando que um empreendimento de gĂĄs natural entre Berlim e Moscou deixou o governo da chanceler

A TASSIMIN QU�MICA COMERCIAL EIRELI, por determinação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentåvel – SEMMAD, torna público que foi concedido atravÊs do Processo Administrativo nº 35.751/2016, a Revalidação da Licença de Operação Corretiva – Classe 3, para a atividade de comÊrcio de produtos químicos, aquisição de embalagens, sua higienização e reutilização no comÊrcio e/ou armazenamento de produtos químicos, situada na Rua Transabril, nº 630, Bairro Jardim Piemont, Betim/MG.

LEAH MILLIS REUTERS

Angela Merkel “totalmente refĂŠmâ€? da RĂşssia. Os ataques continuaram, com Trump reclamando que “a Alemanha acabou de começar a pagar a RĂşssia, o paĂ­s do qual querem se protegerâ€?. “NĂŁo ĂŠ aceitĂĄvel!â€?, declarou, antes de reuniĂľes com lĂ­deres do AzerbaijĂŁo, RomĂŞnia, Ucrânia e GeĂłrgia. Durante a viagem, Trump tambĂŠm questionou a necessidade da existĂŞncia da aliança, que foi um Trump reafirmou tambĂŠm compromisso do paĂ­s com a Otan baluarte contra a agressĂŁo soviĂŠtica. Depois de um dia de encontros contenciosos, OCDE ele recorreu ao Twitter, mais uma vez, para fazer suas crĂ­ticas. “De que adianta a Otan, se a Alemanha estĂĄ pagando Ă RĂşssia bilhĂľes de dĂłlares por gĂĄs e energia?â€?. Merkel, que cresceu na Alemanha Oriental comuParis - Grandes economias seria de se esperar. No ennista, rebateu as declaraçþes dizendo que vivenciou emergentes como a China e tanto, Brasil, RĂşssia, Ă?ndia, parte da Alemanha contro- a Ă?ndia sofrerĂŁo mais do que IndonĂŠsia e China poderiam lada pela UniĂŁo SoviĂŠtica. os paĂ­ses desenvolvidos se as esperar uma perda de 18% do “Hoje estou muito feliz tarifas de comĂŠrcio retorna- PIB real per capita atĂŠ 2060, por estarmos unidos em rem aos nĂ­veis de 1990, disse projetou a OCDE. Os 36 paĂ­ses desenvolvidos liberdade como RepĂşbli- a OCDE ontem, em uma ca Federal da Alemanha atualização de suas projeçþes pertencentes Ă  OCDE verĂŁo e assim podermos dizer econĂ´micas de longo prazo. os padrĂľes de vida caĂ­rem A Organização para Coo- 6% em mĂŠdia e a zona do que podemos determinar nossas prĂłprias polĂ­ticas peração e Desenvolvimento euro apenas 4,5%, dado o e tomar nossas prĂłprias EconĂ´mico (OCDE) estimou alto nĂ­vel de comĂŠrcio entre que as tarifas de importação eles e o fato de as tarifas da decisĂľesâ€?. (AE) mais altas vĂŁo gradualmente UniĂŁo Europeia jĂĄ estarem “Cia de Fiação e Tecidos Cedro e tirar meio ponto percentual baixas em 1990, explicou a Cachoeira , por determinação do Conselho do crescimento real do Produ- OCDE. Estadual de PolĂ­tica Ambiental – COPAM, torna pĂşblico que solicitou, por meio do to Interno Bruto (PIB) global. Em um cenĂĄrio usual, sem Processo Administrativo nÂş 00203/1986, reformas significativas, o cresrenovação da Licença de Operação, para as atividades de Fiação e Tecelagem Brasil - AtĂŠ o fim do horizonte cimento econĂ´mico global SODQDFRPÂżEUDVQDWXUDLVHVLQWpWLFDV de previsĂŁo da OCDE em anual deve desacelerar grasem acabamento, situada no MunicĂ­pio de CaetanĂłpolis/MG, Classe 4.â€? 2060, isso deixarĂĄ os padrĂľes dualmente nos prĂłximos 40 de vida mĂŠdia mundiais cerca anos, passando de 3,4% atude 14% mais baixos do que almente para 2,0%.(Reuters) BONSUCESSO PARTICIPAÇÕES

Grandes emergentes podem sentir impacto maior de tarifas comerciais

E EMPREENDIMENTOS S. A. CNPJ NÂş 42.920.926/0001-45 NIRE/JUCEMG NÂş 313 0000 983 1 ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINĂ RIA CONVOCAĂ‡ĂƒO Ficam convocados os acionistas da Bonsucesso Participaçþes e Empreendimentos S.A. (BPE), para a Assembleia Geral ExtraordinĂĄria, a ser realizada Ă s 10 (dez horas) do dia 26/07/2018, na sede social, situada na Avenida Nossa Senhora do Carmo, 520, žDQGDU%HOR+RUL]RQWH0*DÂżPGHGHOLEHUDUHP sobre as seguintes matĂŠrias: (i) redução do capital social; e (ii) nova redação para o art. 5Âş do estatuto social. Belo Horizonte, 11 de julho de 2018. JoĂŁo ClĂĄudio Pentagna GuimarĂŁes Presidente do Conselho de Administração

Comarca de Belo Horizonte -MG. Edital de Citação. Prazo de Dilação: 30 dias. O Dr. Elias Charbil Abdou Obeid, MM. Juiz de Direito da 26ªVara Cível da Comarca de Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais, em pleno exercício de seu cargo, na forma da lei, etc. Faz saber a todos quantos virem opresente edital ou dele conhecimento tiverem , que por este juízo tramita uma Ação de Procedimento Comum, processo eletrônico nº 5043395 -86.2016.8.13.0024 requerida por NOVA TERRA INCORPORAÇÕES IMOBILIà RIAS EPARTICIPAÇÕES LTDA em face de ANTÔNIO SÉRGIO ALMEIDA DE OLIVEIRA, alegando a parte autora, resumidamente, que em 17/10/2013 celebrou com o rÊu Contrato de Prestação de Serviços Advocatícios, pelo qual o requerido se comprometia a prestar serviços de advocacia ao requerente,serviços estes relacionados a eventual desapropriação de imóvel de propriedade da parte autora. Segundo o contrato, o rÊu receberia, como contra partida pelos serviços prestados, honorårio se 10% (dez por cento) sobre o proveito econômico da autora com a desapropriação, alÊm de R$37.500,00 (trinta e sete mil e quinhentos reais) depositados em sua conta que, no entanto, seriam restituídos à autora caso não ocorresse a desapropriação do imóvel dentro do prazo de 180dias. Ocorre que, segundo a requerente, o rÊu desapareceu sem dar satisfação, sendo que, alÊm disso, o processo de desapropriação não se implementou dentro do prazo de 180 dias previstos em contrato. Deu à causa o valor de R$ 44.802,81(quarenta e quatro mil, oitocentos e dois reais e oitenta e um centavos) Sendo o presente para citação da parte rÊ, ANTÔNIO SÉRGIO ALMEIDA DE OLIVEIRA, que se encontra em lugar incerto e não sabido, para os termos da presente ação, bem como,para, querendo, contestå-la no prazo de 15 (quinze) dias . Não contestada a ação, serå nomeado curador especial , nos termos do inciso IV do artigo 257 do Código de Processo Civil. Para que ninguÊm possa alegar ignorância. Expediu-se o presente edital que serå publicado pelo Diårio Judiciårio Eletrônico. Dado e passado aos 15 de março de 2018. EBotelho Diniz, Escrivão, o subscrevo.

GRUPAMENTO DE APOIO DE LAGOA SANTA

MINISTÉRIO DA DEFESA

GOVERNO FEDERAL

AVISO DE LICITAĂ‡ĂƒO PregĂŁo EletrĂ´nico SRP nÂş: 26/GAPLS/2018 OBJETO: Aquisição do medicamento Arimidex, dosagem 1mg. ENTREGA DAS PROPOSTAS: a partir de 13/07/2018. ABERTURA DAS PROPOSTAS: dia 25/07/2018 Ă s 10:00, no site: www.comprasnet.gov.br. EDITAL E ESPECIFICAÇÕES: encontra-se no site: www.comprasnet.gov.br e Telefones: (31) 3689-3665 / 3419 MARCELO ANDRADE MARTINELLI Ten Cel Int Ordenador de Despesas

Companhia Transleste de TransmissĂŁo &13-Âť1,5( $WDGDÂ?5HXQLmRGR&RQVHOKRGH$GPLQLVWUDomR ,'DWD+RUDH/RFDORealizada emGH$EULOGH, Ă s 10 horas, na sede social na Avenida do Contorno, 7962, salas 302 a 306, na cidade de Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais. ,,3UHVHQoDA totalidade dos Conselheiros, ÂżFDQGRGLVSHQVDGDDFRQYRFDomRQRVWHUPRVGRDUWLJRGR(VWDWXWR6RFLDO,,,0HVD(QLR/XLJL1XFFLÂą3UHVLGHQWH (GXDUGR$OEXTXHUTXHGH)LJXHLUHGRÂą6HFUHWiULR ,92UGHPGRGLDH'HOLEHUDo}HV2&RQVHOKRGH$GPLQLVWUDomR DSyVDQiOLVHHGLVFXVVmRGRVWHPDVSUHYLVWRVQDSDXWDGHVWDUHXQLmRSRUXQDQLPLGDGHUHVROYH D 3URSRUTXHD $VVHPEOHLDGH$FLRQLVWDVHVWDEHOHoDDUHPXQHUDomRJOREDOGHDWp5 TXLQKHQWRVHVHWHQWDHVHWHPLO VHWHFHQWRVHYLQWHHQRYHUHDLVHVHWHQWDHQRYHFHQWDYRV SDUDRV'LUHWRUHVGDFRPSDQKLDSDUDRSHUtRGRGHGH DEULOGHDGHPDUoRGHHDSURYHRSDJDPHQWRGD3/5GRH[HUFtFLRGHDRVGLUHWRUHVGD7UDQVOHVWH HPIDFHGRVUHVXOWDGRVHPSUHVDULDLVREWLGRVQRH[HUFtFLRGHFXMRPDWHULDOGHDSRLRIRLUXEULFDGRSHORVSUHVHQWHV HVHUiDUTXLYDGRQDVHGHGD&RPSDQKLD E $SURYDURSDJDPHQWRGD3/5GRH[HUFtFLRGHDRVHPSUHJDGRV GD7UDQVOHVWHHPIDFHGRFXPSULPHQWRGDVPHWDVHVWDEHOHFLGDVQR$FRUGR&ROHWLYRFHOHEUDGRFRPR6LQGLFDWRGDV ,QG~VWULDVGH,QVWDODo}HV(OpWULFDV*iV+LGUiXOLFDVH6DQLWiULDVQR(VWDGRGH0LQDV*HUDLVÂą6,1',0,*FXMRPDWHULDOGHDSRLRIRLUXEULFDGRSHORVSUHVHQWHVHVHUiDUTXLYDGRQDVHGHGD&RPSDQKLD F 7HQGRHPYLVWDRWpUPLQR GRPDQGDWRGDDWXDO'LUHWRULDDSURYDUDHOHLomRGRVDWXDLVPHPEURVFRPPDQGDWRSHORVSUy[LPRV WUrV DQRV SRGHQGRRUHIHULGRPDQGDWRVHUSURUURJDGRDWpDGDWDGDUHDOL]DomRGD$*2GHRV6UV(GXDUGR$OEXTXHUTXH GH)LJXHLUHGREUDVLOHLURGLYRUFLDGRHQJHQKHLURSRUWDGRUGDFpGXODGHLGHQWLGDGH5*Qž 66363 LQVFULWR QR&3)0)VREQžFRPHQGHUHoRUHVLGHQFLDOj5XD(VWUHOD%DLUUR3DUQDPLULP5HFLIH3( SDUDH[HUFHUDVIXQo}HVGH'LUHWRU$GPLQLVWUDWLYR)LQDQFHLURH-RVp5HQDWR6LP}HV0DFKDGREUDVLOHLURFDVDGR HQJHQKHLURHOHWULFLVWDSRUWDGRUGD&pGXODGH,GHQWLGDGH5*Qž0*6630*LQVFULWRQR&3)0)VRERQž FRPHQGHUHoRFRPHUFLDOQD$YHQLGDGR&RQWRUQRVDODVD%HOR+RUL]RQWH0*SDUD H[HUFHURFDUJRGH'LUHWRU7pFQLFR2VPHPEURVRUDHOHLWRVGHFODUDUDPSDUDWRGRVRVÂżQVGHGLUHLWRTXHQmRVH HQFRQWUDPLQFXUVRVHPQHQKXPGRVFULPHVSUHYLVWRVHPOHLTXHRVLPSHoDPGHH[HUFHUDDGPLQLVWUDomRGHVRFLHGDGH HPSUHViULD'HFODUDUDPDLQGDTXHDWHQGHPWRGRVRVUHTXLVLWRVSUHYLVWRVQDOHJLVODomRDSOLFiYHOHHVSHFLDOPHQWHRV GHVFULWRVQRDUWLJRGD/HLQž G 1mRIRUDPGHOLEHUDGRVRXWURVDVVXQWRV9(QFHUUDPHQWR1DGDPDLV KDYHQGRDVHUWUDWDGRHLQH[LVWLQGRTXDOTXHURXWUDPDQLIHVWDomRIRLHQFHUUDGDDSUHVHQWHUHXQLmRGDTXDOODYURXVH DSUHVHQWHDWDGHYLGDPHQWHDSURYDGDHUHGLJLGDQDIRUPDSUHYLVWDQR†žGRDUWLJRGD/HLQžTXH DSyVOLGDHDFKDGDFRQIRUPHIRLSUHVHQFLDGDHDVVLQDGDSHORV&RQVHOKHLURV(QLR/XLJL1XFFL0DUFHOR7RVWR GH2OLYHLUD&DUYDOKR3DXOR$XJXVWR1HSRPXFHQR*DUFLD0DUFRV$QW{QLR&DUYDOKR*RPHVH-RVp$ORtVH5D JRQH)LOKREHPFRPRRV'LUHWRUHVRUDHOHLWRVTXHWRPDPSRVVH(GXDUGR$OEXTXHUTXHGH)LJXHLUHGRH-RVp 5HQDWR6LP}HV0DFKDGR(VWDUHSUHVHQWDFySLDÂżHOGDRULJLQDOODYUDGDHDUTXLYDGDQDVHGHGD6RFLHGDGH $VVLQDGDGLJLWDOPHQWHSRU(GXDUGR$OEXTXHUTXHGH)LJXHLUHGR-8&(0*&HUWLÂżFRRUHJLVWURVRERQž HP3URWRFRORQž0DULQHO\GH3DXOD%RQÂżP6HFUHWiULD*HUDO

PREFEITURA MUNICIPAL DE RIBEIRĂƒO DAS NEVES/MG PREFEITURA MUNICIPAL DE RIBEIRĂƒO DAS NEVES/MG - PregĂŁo 014/2018 - torna pĂşblico que encontra-se suspenso de seu prosseguimento o edital do PregĂŁo 014/2018, cujo objeto consiste no registro de preços visando a aquisição de equipamentos odontolĂłgicos, por um perĂ­odo de 12 (doze) meses. Alex de Almeida Ferreira Silva/Presidente da CPL.

COMARCA DE BELO HORIZONTE - 1ÂŞ VARA CĂ?VEL - edital de CITAĂ‡ĂƒO - prazo de 20 (vinte) dias. O MM. Juiz de Direito Dr. Paulo Roberto Maia Alves Ferreira, em pleno exercĂ­cio do cargo e na forma da lei, etc... Faz saber aos que virem ou deste edital tiverem conhecimento, que perante este JuĂ­zo e Secretaria tramitam os autos do processo nÂş 024.13.424.844-2, Ação de Busca e ApreensĂŁo que Banco Itaucard S/A move contra SĂ´nia Alves. É o presente edital para citar a rĂŠ SĂ”NIA ALVES, residente e domiciliada em local incerto e nĂŁo sabido, da presente ação em que foi apreendido o veĂ­culo Honda CG 125 Fan, ano 2010, placa HES-9318, conforme auto de fls. 53/ 56 para que, no prazo de 15 (quinze) dias Ăşteis, contados a partir do final do prazo deste edital, apresente contestação, sob pena de serem aceitos como verdadeiros os fatos articulados pela parte Autora. Ciente ainda, que, em caso de revelia, serĂĄ nomeado curador especial, nos termos do art. 257, inc. IV do CPC/2015. Pelo que se expediu o presente edital que serĂĄ publicado e afixado em local de costume. Belo Horizonte, 15 de março de 2018. JosĂŠ Alexandre MagalhĂŁes Soares, EscrivĂŁo Judicial, o subscrevi e assinei, por ordem do MM. Juiz de Direito.

27ÂŞ VARA CĂ?VEL DA COMARCA DE BELO HORIZONTE-MG. EDITAL DE CITAĂ‡ĂƒO PRAZO DE 20 DIAS. A Dr. CĂĄssio Azevedo Fontenelle, MM. Juiz de Direito da 27ÂŞ Vara CĂ­vel desta Comarca, na forma da lei, etc., faz saber a todos quantos o presente edital virem ou dele conhecimento tiverem, que perante este JuĂ­zo e respectiva Secretaria, tramitam os autos da ação de Busca e ApreensĂŁo n°. 024.12.327.314-6 requeridos pelo Autor: BANCO ITAUCARD S/A, CNPJ 17.192.451/0001-70 contra o RĂŠu: VALDIRENE DE ALMEIDA INACIO, CPF 903.205.226-87. Tal ação tem como objeto a busca e apreensĂŁo do automĂłvel NEW CERATO SEDANEXM KIA, modelo ano 2010/2010, placa HNQ-3986, chassi KNAFU411AB5848704 em virtude de inadimplĂŞncia GR 5pX SDUD FRP R &RQWUDWR GH ÂżQDQFLDPHQWR Qƒ  QR TXDO R$XWRU WRUQRXVH FUHGRU GHOD da importância original de R$ 40.000,00 acrescida das cominaçþes estabelecidas em contrato e de conformidade com a Decreto Lei 911/69, face ter o RĂŠu deixado de pagar as prestaçþes a partir de 13/07/2012, o que ocasionou o ajuizamento da presente ação. No curso do processo, foi o automĂłvel mencionado, apreendido e depositado em mĂŁos do Autor em 12 de janeiro de 2017. Entretanto, apesar do automĂłvel ter sido buscado, apreendido e depositado nas mĂŁos do Autor, nĂŁo se logrou ĂŞxito em se proceder a citação do RĂŠu. Assim, tem RSUHVHQWHHGLWDODÂżQDOLGDGHGHFLWDUDUp9$/',5(1('($/0(,'$,1$&,2&3)SDUDWRGRV os termos e atos da presente ação, e para que, querendo, no prazo de 15 (quinze) dias, apresente contestação, ou, no prazo de 5 (cinco) dias, sem prejuĂ­zo de eventual resposta, caso entenda ter havido pagamento a maior e desejar restituição, pagar a integralidade da divida pendente, segundo os valores apresentados pelo Autor na petição inicial, hipĂłtese em que a bem lhe serĂĄ restituĂ­do livre de Ă´nus, sob pena de, nĂŁo optando por uma destas alternativas, ser caracterizada sua revelia. Adverte-se outrossim que, caso nĂŁo seja a ação contestada no prazo legal, presumir-se-ĂŁo aceitos como verdadeiros, todos os fatos articulados pelo Autor em sua petição inicial. Adverte-se que serĂĄ nomeado curador especial em caso de revelia. E, para constar, expediu-se o presente edital que devera ser publicado por 3 (trĂŞs) vezes no espaço de 15 (quinze) dias as trĂŞs publicaçþes, sendo uma YH]QR'LiULR-XGLFLiULR(OHWU{QLFRHSHORPHQRVGXDVYH]HVHPMRUQDOGHFLUFXODomRORFDOHTXHVHUiDÂż[DGRQR local de costume neste foro. Belo Horizonte, aos 26 de fevereiro de 2018. Dr. CĂĄssio Azevedo Fontenelle, MM. Juiz de Direito. (a) Bel. Luciano Fabio Marques de Azevedo, EscrivĂŁo Judicial

Companhia Transudeste de TransmissĂŁo CNPJ 07.085.630/0001-55 - NIRE 3130002076-2 Ata da 63ÂŞ ReuniĂŁo do Conselho de Administração I. Data, Hora e Local: Realizada em 18 de Abril de 2018, Ă s 13h, na sede da Companhia, localizada na Avenida do Contorno, 7962, sala 304, na cidade de Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais. II. Presença: Presente a totalidade dos membros do Conselho de Administração da Companhia, restando dispensadas as formalidades de convocação, nos termos do Estatuto Social da Companhia. III. Mesa: Enio Luigi Nucci – Presidente. Eduardo Albuquerque de Figueiredo – SecretĂĄrio. IV. Ordem do dia e Deliberaçþes: O Conselho de Administração apĂłs anĂĄlise e discussĂŁo dos temas previstos na pauta desta reuniĂŁo, por unanimidade, resolve: (a) Propor que a Assembleia de Acionistas estabeleça a remuneração global de atĂŠ R$202.890,70 (duzentos e dois mil, oitocentos e noventa reais e setenta centavos) para os Diretores da companhia para o perĂ­odo de 01 de abril de 2018 a 31 de março de 2019, e aprove o pagamento da PLR do exercĂ­cio de 2017 aos diretores da Transudeste em face dos resultados empresariais obtidos no exercĂ­cio de 2017, cujo material de apoio foi rubricado pelos presentes e serĂĄ arquivado na sede da Companhia; (b) Aprovar o pagamento da PLR do exercĂ­cio de 2017 aos empregados da Transudeste em face do cumprimento das metas estabelecidas no Acordo Coletivo celebrado com o Sindicato das IndĂşstrias de Instalaçþes ElĂŠtricas, GĂĄs, HidrĂĄulicas e SanitĂĄrias no Estado de Minas Gerais – SINDIMIG, cujo material de apoio foi rubricado pelos presentes e serĂĄ arquivado na sede da Companhia; (c) Tendo em vista o tĂŠrmino do mandato da atual Diretoria, aprovar a reeleição dos atuais membros da Diretoria, para um mandato pelos prĂłximos 3 (trĂŞs) anos, podendo o referido mandato ser prorrogado atĂŠ a data da realização da AGO de 2021, os Senhores: Eduardo Albuquerque de Figueiredo, brasileiro, divorciado, engenheiro, portador da cĂŠdula de identidade RG nÂş 7.878.641 (SSP/SP), inscrito no CPF/MF sob nÂş 042.322.674-68, com endereço residencial Ă  Rua Estrela, 100/201, Bairro Parnamirim, Recife/PE, para exercer as funçþes de Diretor Administrativo-Financeiro; e JosĂŠ Renato SimĂľes Machado, brasileiro, casado, engenheiro eletricista, portador da CĂŠdula de Identidade RG nÂş MG-15.044.487 SSP/MG, inscrito no CPF/MF sob o nÂş 088.732.166-68, com endereço comercial na Avenida do Contorno, 7962, salas 302 a 306, Belo Horizonte, MG, para exercer o cargo de Diretor TĂŠcnico2VPHPEURVRUDHOHLWRVGHFODUDUDPSDUDWRGRVRVÂżQVGHGLUHLWRTXHQmRVHHQFRQWUDP incursos em nenhum dos crimes previstos em lei que os impeçam de exercer a administração de sociedade empresĂĄria. Declararam ainda que atendem todos os requisitos previstos na legislação aplicĂĄvel e especialmente os descritos no artigo 147 da Lei nÂş 6.404/76. (d) NĂŁo foram deliberados outros assuntos. V. Encerramento: Nada mais havendo a ser tratado e inexistindo qualquer outra manifestação, foi encerrada a presente reuniĂŁo, da qual lavrou-se a presente ata. Confere com o original lançado em livro prĂłprio. VI. Assinaturas: Mesa: Enio Luigi Nucci – Presidente; Eduardo Albuquerque de Figueiredo – SecretĂĄrio; Conselheiros: Enio Luigi Nucci; Marcelo Tosto de Oliveira Carvalho; Paulo Augusto Nepomuceno Garcia; Marcos AntĂ´nio Carvalho Gomes; JosĂŠ AloĂ­se Ragone Filho. Posse dos Diretores ora eleitos: Eduardo Albuquerque de Figueiredo - Diretor Adm. Financeiro; JosĂŠ Renato SimĂľes Machado - Diretor TĂŠcnico. JUCEMG&HUWLÂżFR RUHJLVWURVRERQžHP3URWRFRORQž0DULQHO\GH3DXOD%RQÂżPÂą6HFUHWiULD


BELO HORIZONTE, SEXTA-FEIRA, 13 DE JULHO DE 2018

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POLÍTICA PAULO WHITAKER REUTERS

OPERAÇÃO LAVA JATO

Enxurrada de habeas corpus

Lula é absolvido no caso da compra do “silêncio” de Cerveró MPF admitiu que denúncia não foi comprovada Brasília - O juiz federal substituto Ricardo Leite, da 10ª Vara de Brasília, absolveu ontem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no processo em que ele é réu por supostamente ter comprado o silêncio do ex-diretor da área Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró. O caso estava concluso para sentença desde novembro de 2017 e teve origem no acordo de colaboração do ex-senador Delcídio do Amaral. Lula era réu por obstrução de Justiça. Além de Lula, foram absolvidos o ex-senador Delcídio do Amaral, o banqueiro André Esteves, o ex-advogado de Cerveró Edson de Siqueira Ribeiro Filho, o ex-chefe de gabinete de Delcídio Diogo Ferreira Rodrigues, o amigo do ex-presidente Lula e o pecuarista José Carlos Bumlai e seu filho Maurício Bumlai. Os sete eram acusados dos crimes de embaraço à investigação de organização criminosa, que prevê pena de três a oito anos de prisão; exploração de prestígio, cuja pena prevista é de um a cin-

co anos; e patrocínio infiel (quando um advogado não defende apropriadamente os interesses de um cliente - os outros réus foram considerados coautores de Édson Ribeiro neste crime), que prevê pena de seis meses a três anos. Delcídio foi preso em novembro de 2015, supostamente por envolvimento com a compra do silêncio de Cerveró, que, à época, estava na iminência de fechar acordo de delação premiada. Em fevereiro de 2016, após fechar ele próprio acordo de delação, Delcídio foi solto. De acordo com a denúncia, Bernardo Cerveró, filho do ex-diretor da estatal, gravou conversa com Delcídio em que o ex-senador prometia o pagamento de R$ 50 mil mensais em troca da compra do silêncio do executivo. O juiz considerou as provas insuficientes “Assim, o áudio captado não constitui prova válida para ensejar qualquer decreto condenatório. Há suspeitas também de ocultação de fatos por Bernardo e Cerveró. Causa estranheza

a afirmação de Delcídio no sentido de se referir a André Esteves como “nosso amigo lá, de São Paulo”. O ponto é nebuloso, tendo Bernardo e Nestor não detalhado esta situação. Aliás, negaram qualquer menção a André Esteves anterior, o que contraria o áudio captado”, argumentou. De acordo com sua decisão, há “clara a intenção de preparar o flagrante para depois oferecer provas ao Ministério Público”. O juiz determinou ainda que o MPF manifeste-se quanto aos pedidos de liberação de bens dos réus. A denúncia contra os sete foi aceita em julho de 2016 pelo juiz, que transformou Lula pela primeira vez réu na Lava Jato. O caso já havia sido denunciado pelo Procurador-Geral da República (PGR), Rodrigo Janot, em dezembro do ano passado. No entanto, em decorrência da perda de foro privilegiado do ex-senador envolvido, Delcídio do Amaral, e também pelo fato de o crime ter ocorrido em Brasília, a denúncia foi

O ex-presidente Lula era réu por obstrução de Justiça

enviada à Justiça Federal do Distrito Federal. Com essa redistribuição, o Ministério Público Federal do Distrito Federal, na pessoa do procurador da República Ivan Cláudio Marx, concluiu pela confirmação integral da denúncia prévia do PGR e fez acréscimos à peça inicial, com o objetivo de ampliar a descrição dos fatos e as provas que envolvem os acusados. O próprio MPF já havia pedido a absolvição de Lula nessa ação em suas alegações finais do processo, afirmando que não ficou comprovado que houve “uma orquestração geral para impedir que a Lava Jato avançasse”. Defesa - A defesa de Lula comemorou a absolvição e aproveitou para fazer uma crítica ao juiz federal Sérgio Moro, do Paraná, que condenou o ex-presidente à prisão pelo caso do tríplex

no Guarujá (SP). “A sentença absolutória proferida em favor de Lula nesta data evidencia ainda mais o caráter ilegítimo das decisões que o condenaram no caso do tríplex. Enquanto o juiz de Brasília, de forma imparcial, negou valor probatório à delação premiada de Delcídio do Amaral por ausência de elementos de corroboração, o juiz de Curitiba deu valor absoluto ao depoimento de um corréu e delator informal para condenar Lula”, afirmou o advogado Cristiano Zanin Martins em nota. Lula está preso desde abril em Curitiba cumprindo condenação por lavagem de dinheiro e corrupção no caso do triplex. O juiz Ricardo Leite também absolveu o ex-presidente do BTG Pactual André Esteves, que também havia sido citado por Delcídio como envolvido no caso. (AE/Reuters)

Favreto quis favorecer petista, afirma a PGR São Paulo - A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, afirmou que o desembargador Rogério Favreto “pretendeu favorecer” o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao conceder habeas corpus ao petista no último domingo (8). Ela enviou na quarta-feira (11) ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) pedido de abertura de inquérito judicial contra o magistrado do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) Rogério Favreto, pelo crime de prevaricação. Raquel Dodge diz entender que o magistrado agiu fora da sua competência ao

conceder liminar em habeas corpus ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O STJ é a Corte competente para julgar supostos crimes de desembargadores. A PGR também enviou ao Conselho Nacional de Justiça reclamação disciplinar contra o desembargador do TRF-4 em que pede sua aposentadoria compulsória. Plantonista do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, Favreto expediu no domingo passado duas decisões que mandavam soltar Lula, posteriormente derrubadas pelo presidente da Corte, Thompson Flores, e pelo relator da Lava Jato,

João Pedro Gebran Neto. Ao STJ, a procuradora-geral afirma que vê partidarismo na decisão de Favreto e menciona que o desembargador já foi filiado ao PT, além de assessor da Casa Civil no governo Lula. Pressão na PF - Ao pedir abertura de inquérito pelo crime de prevaricação contra o desembargador Rogério Favreto, a procuradora-geral Raquel Dodge afirma que o magistrado pressionou a Polícia Federal para soltar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seguindo sua decisão emitida no domingo passado.

Plantonista do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, Favreto expediu duas decisões que mandavam soltar Lula, posteriormente derrubadas pelo presidente da Corte, Thompson Flores, e pelo relator da Lava Jato, João Pedro Gebran Neto. O STJ também rejeitou habeas corpus a Lula. A procuradora-geral pediu ao STJ que abra investigação contra o desembargador e moveu reclamação no CNJ pedindo sua aposentadoria compulsória. Para Raquel Dodge, ele agiu de maneira partidária e “desonrou a higidez e a honorabilidade de seu cargo”.

Raquel Dodge relata, no pedido e na representação, que o desembargador se dirigiu “à autoridade policial, fixando prazo em horas para que cumprisse sua decisão, chegando a cobrar pessoalmente ao telefone o seu cumprimento”. A procuradora-geral da República atribui o comportamento dele ao seu histórico dentro do PT e ao desejo de favorecer o ex-presidente Lula. O desembargador Rogério Favreto afirmou que não vai se manifestar e que ainda não teve ciência do conteúdo das representações da PGR. (AE)

Brasília - Após a presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Laurita Vaz, negar na última quarta-feira (11), de uma só vez, 143 pedidos de habeas corpus em favor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Tribunal já registrava, até as 14 horas de ontem mais 264 solicitações do mesmo recurso. Os habeas corpus pedem a liberdade de Lula, que está cumprindo pena de 12 anos e um mês na carceragem da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, por corrupção e lavagem de dinheiro no caso envolvendo o triplex na cidade do Guarujá, no litoral de São Paulo. Na quarta-feira (11), a presidente do STJ, Laurita Vaz, em seu despacho, fez críticas aos pedidos, afirmando que eles não possuíam “nenhum substrato jurídico adequado”. A ministra argumentou que apesar da solicitação de habeas corpus ser um direito de qualquer cidadão, esse recurso não pode ser usado como um “ato popular”. Ela se referia à articulação de vários processos, identificados com o subtítulo “Ato popular 9 de julho de 2018”. Defensores do ex-presidente, assim como a sua defesa, vêm tentando obter habeas corpus argumentando falhas no processo, ausência de provas e falta de necessidade da prisão. Lula foi preso em 7 de abril após ter confirmada, na segunda instância, sua condenação pelo juiz Sérgio Moro, por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do triplex no Guarujá (SP). Desde então ele é mantido na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), segunda instância da Justiça Federal, que impôs a pena ao ex-presidente, determinou a prisão seguindo o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que permite a execução de pena mesmo que ainda haja possibilidade de recurso a instâncias superiores. (ABr)

IMPROBIDADE

Prefeito do Rio escapa da abertura de impeachment Rio de Janeiro - A Câmara Municipal do Rio de Janeiro rejeitou, por 29 votos a 16, o pedido de abertura de impeachment do prefeito, Marcelo Crivella (PRB), por crime de responsabilidade e improbidade administrativa. Foram protocolados dois pedidos, pelo vereador Átila Nunes (MDB) e pelo diretório municipal do Psol. Em ambos foi citada uma reunião promovida pelo prefeito no Palácio da Cidade, sede oficial da prefeitura, no último dia 4, a um grupo de fiéis evangélicos, quando foram feitas promessas de atendimentos de saúde e isenção de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para igrejas. Antes do início da sessão, às 14 horas, grupos de manifestantes de ambos os lados já se colocavam nos arredores da Câmara do Rio, na Cinelândia. A troca

de provocações seguiu nas galerias. No plenário, Átila Nunes ressaltou, em seu discurso da tribuna, que Crivella não poderia governar apenas para uma parcela da população. “Não podemos ser omissos neste momento. Diversas denúncias aconteceram neste ano e meio de mandato. Ele não pode governar para uma parcela da sociedade. Os áudios gravados são do próprio Crivella, fazendo promessas indevidas. O que decidirmos aqui vai sinalizar para as futuras administrações que se deve governar para todos”, disse o vereador. Já o líder do governo na Câmara, vereador Doutor Jairinho (MDB), considerou que o país passa por problemas muito mais graves para serem resolvidos e que a reunião de Crivella não é motivo para impea-

chment. “O País passa por tantos problemas e vai se falar em reunião secreta? Quem vai dizer se ele deve governar a cidade é lá em 2020 (nas próximas eleições) e não através de golpe”, disse Jairinho. Ação pública - Com a rejeição do pedido de impeachment, Crivella ainda poderá enfrentar denúncia por violar o princípio do estado laico na administração municipal e privilegiar apenas um segmento religioso em diversos atos. A ação civil pública foi ajuizada na última quarta-feira (11) pelo Ministério Público Estadual. Se condenado, o prefeito pode perder o cargo e pagar multa equivalente a R$ 500 mil. A 5ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Capital entendeu que Crivella, em sua gestão, feriu o princípio

legal do Estado laico. Um dos motivos da iniciativa do MP foi a reunião realizada pelo prefeito com pastores e líderes de igrejas evangélicas no Palácio da Cidade, na semana passada. Na ocasião, Crivella ofereceu apoio para cirurgias de catarata e varizes pelo sistema público da saúde e para resolver “problemas” com a isenção legal de pagamento de IPTU por templos religiosos. O MPE alegou que o artigo 19 da Constituição da República determina a separação entre Estado e religião e garante a liberdade religiosa. “A controvérsia, por óbvio, não se cinge na religião professada pelo Prefeito Municipal, mas, sim, na interferência do poder público na vida privada das pessoas e na utilização da máquina pública para benefício de determinado segmento religioso”,

afirmou o MP. De acordo com os promotores, pode ter ocorrido no evento discriminação contra outros segmentos religiosos e culturais, “o que não pode e nem deve ser admitido”. A ação foi distribuída para a 7ª Vara de Fazenda Pública. Crivella é investigado pelo MP desde agosto de 2017 por supostas irregularidades envolvendo a liberdade religiosa e o caráter laico do Estado. Além do encontro com pastores, a ação aponta o episódio que ficou conhecido com “censo religioso na Guarda Municipal”. Nele, servidores da corporação foram orientados a preencher um questionário que incluía perguntas sobre sua orientação religiosa. O MP também apura demissões de servidores comissionados de órgãos municipais para contrata-

ção de pessoas ligadas à Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd). Crivella é bispo licenciado da Iurd.. A ação também faz um pequeno histórico de outras políticas municipais que teriam supostamente violado o caráter laico do Estado. São eles: o censo religioso nas academias “Rio Ar Livre”; a promoção do Festival de Cinema Cristão na Cidade das Artes; o corte de patrocínio de eventos religiosos de matriz afro-brasileira; o controle de eventos com poder de veto diretamente pelo gabinete do prefeito; e a realização de eventos pela Igreja Universal do Reino de Deus em escolas públicas. A Prefeitura do Rio informou que Crivella ainda não foi notificado sobre a ação e, portanto, não se pronunciará a respeito dela. (ABr/AE)


BELO HORIZONTE, SEXTA-FEIRA, 13 DE JULHO DE 2018

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POLÍTICA politica@diariodocomercio.com.br

ORÇAMENTO

Congresso libera reajuste salarial Conta de aumentos para os servidores federais pode chegar a R$ 17,5 bilhões Brasília - Depois de um dia inteiro de pressão dos servidores, o Congresso Nacional derrubou o dispositivo na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2019 que proibia a aprovação de reajustes ao funcionalismo no ano que vem. O trecho havia sido incluído pelo relator, senador Dalírio Beber (PSDB-SC), mas foi rejeitado na Câmara por 209 votos a 45, com três abstenções. O Senado concordou com a rejeição em votação simbólica, no fim da noite da última quarta-feira (11). A decisão abre caminho para que os servidores da União que só negociaram acordos salariais até 2017 intensifiquem sua mobilização para emplacar novos aumentos. A conta pode chegar a R$ 17,5 bilhões. Essas carreiras querem igualar as condições negociadas por outras categorias que fecharam reajustes até 2019. A inclusão do dispositivo que proíbe novos reajustes no ano que vem tinha como objetivo segurar essa pressão e aliviar a folha de pessoal da União do próximo governo, mas acabou sendo rejeitada pelo Congresso. Agora, os servidores poderão pressionar por aumentos, que terão de ser aprovados um a um pelos parlamentares. Os parlamentares já haviam enfrentado a pressão na Comissão Mista de Orçamento (CMO), em que a proibição aos reajustes chegou a ser aprovada sob gritos de representantes das categorias no plenário da comissão, que prometiam “cobrar nas urnas” o resultado. “Em outubro tem volta”, afirmou um dos presentes. Beber decidiu incluir a proibição diante da situação difícil para as contas públicas e resolveu ouvir os apelos da equipe econômica, que levou o problema para ele durante a preparação do parecer. O ano de 2019 será o sexto com déficit primário, ou seja, com despesas maiores que receitas. Com menos gastos de pessoal, o governo teria mais espaço para administrar o Orçamento do ano que vem. No entanto, o próprio líder do governo no Senado, Romero Jucá (MDB-RR), tentou derrubar o trecho na comissão, embora a proposta de congelamento dos salários tivesse apoio da área econômica. O relator da LDO evitou comentar essa manobra. “São opiniões respeitáveis”, disse Beber. “Cada um tem a sua opinião, eu respeito nossos pares”, ressaltou. Apesar da pressão para manter a possibilidade de reajustes, os deputados e senadores acabaram aprovando o texto-base da LDO de 2019 com proibição a aumentos em benefícios como auxílio-alimentação e auxílio-moradia. Segundo o relator, o texto também impede a criação de outros cargos e funções que não estejam previstos em exceções listadas. O projeto também pretendia obrigar o próximo governo a cortar 5% da despesa com custeio administrativo em 2019, mas esse trecho também foi derrubado pelo

VALTER CAMPANATO ABr

A Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2019 foi aprovada pelo Congresso, abrindo caminho para o recesso

Holland aponta irresponsabilidade fiscal São Paulo - O Congresso Nacional deixou claro, na noite da última quarta-feira (11), ao discutir e votar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), sua imensa irresponsabilidade para com o País, disse ontem o professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP) e ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda no governo de Dilma Rousseff Márcio Holland. “Os parlamentares estão vivendo em outro planeta”, criticou ao se referir à aprovação da LDO, mas com a derrubada da proibição a reajustes dos salários dos funcionários públicos para 2019. Para Holland, “o Congresso Nacional não entendeu a gravidade da crise fiscal do País; não está sabendo avaliar o sério problema de falta de confiança na economia associada com esse imbróglio fiscal”. E, com isso, de acordo com plenário do Congresso. Benefícios fiscais - Ficou vedada ainda a concessão de novos benefícios fiscais, e o texto cobra do presidente Michel Temer o envio, até 31 de agosto, de um plano com medidas para reduzir as renúncias tributárias em pelo menos 10% em 2019. O texto ainda cobra do próximo presidente da República o envio, no primeiro trimestre de 2019, de um plano de revisão de receitas e despesas que inclua medidas para cortar benefícios fiscais e tributários à metade em uma década. O plenário do Congresso Nacional concluiu no início da madrugada de ontem, a votação da LDO de 2019, selando o fim da sessão antes do recesso parlamentar. Depois de

o ex-secretário, o Congresso não entende que está adiando ainda mais a recuperação da economia com geração de emprego. De acordo com Holland, ao permitir reajustes de salário dos servidores públicos em situação de aperto fiscal, os parlamentares acionaram aumento no rombo fiscal. “As despesas com pessoal e encargos da União têm crescido praticamente em mesmo compasso que as despesas com a Previdência Social. A sinalização para os estados, onde as despesas com pessoal têm sido ainda maiores que na União, é péssima”, alertou. Para o economista, as projeções fiscais para os próximos anos devem piorar ainda mais. “Note que as projeções de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) para 2019 na LDO já estão superestimadas em 3%, em comparação derrubar trechos que vedavam a aprovação de reajustes a servidores públicos e que obrigavam o próximo governo a cortar 5% das despesas com custeio administrativo no ano que vem, o plenário decidiu manter o texto enviado pela equipe econômica para conseguir cumprir a chamada “regra de ouro” do Orçamento, que impede a emissão de dívida para pagar despesas correntes, como salários. Havia dois destaques que pretendiam derrubar a proposta do governo para a regra de ouro, que é permitir o condicionamento de despesas à aprovação de um crédito suplementar em 2019, no valor do rombo existente (calculado em cerca de R$ 260 bilhões). Mas eles foram rejeitados pelo plenário do Congresso Nacional.

com projeções de mercado, conforme o Focus, 2,5%”, ponderou Holland, para quem há grandes chances de ocorrência de uma forte frustração de arrecadação tributária. “Ou seja, com a pressão colocada pelo Congresso por mais despesas primárias, em contexto de frustração esperada de arrecadação, o rombo fiscal para 2019 deve ser ainda maior”, previu o professor da FGV. Ele lembrou que o déficit primário nas metas do governo central é de R$ 139 bilhões e afirmou que com a aprovação da LDO será muito difícil a União entregar esse déficit primário. “Não há mais espaço para cortes de investimentos. Ou seja, a pauta bomba do Congresso Nacional deixa uma herança fiscal ainda mais maldita para o próximo governo”, advertiu. (AE) Os parlamentares ainda mantiveram os bancos públicos como únicos agentes autorizados a fazer repasses de verbas de emendas parlamentares a Estados e municípios. O relator, senador Dalírio Beber (PSDB-SC), havia proposto que essa autorização fosse estendida a bancos privados, numa tentativa de ampliar a concorrência e diminuir as taxas de administração pagas pelos beneficiários às instituições oficiais. Mas essa mudança foi rejeitada pelo plenário, e a regra continua sendo a atual, que permite apenas bancos públicos. O plenário do Congresso também rejeitou destaque que pretendia derrubar a vedação de reajustes nas verbas de gabinetes parlamentares em 2019. (AE)

OPERAÇÃO PATMOS

Justiça nega habeas corpus para Cunha Brasília - O juiz titular da 10ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal, Vallisney de Souza Oliveira, manteve a prisão preventiva determinada contra o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (MDB-RJ), no âmbito da Operação Patmos, deflagrada em maio de 2017 com base na delação da JBS. A decisão se dá em meio a uma indefinição dentro da Justiça Federal do DF sobre quem vai ser o relator dos fatos relacionados

a essa operação, que atingiu o presidente Michel Temer, uma vez que tanto Vallisney quanto Marcus Vinicius Reis Bastos, da 12ª Vara Federal, afirmam que são os relatores naturais. Uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) apontou que, neste pedido específico, a decisão caberia a Vallisney. A justiça Federal do DF, no entanto, disse que isso não significa que já está definido que os processos da Patmos ficarão na 10ª Vara.

A definição, quando houver, é importante também porque pode significar para qual vara será encaminhado o inquérito de uma das denúncias que envolveram o presidente Michel Temer e foram barradas na Câmara. A prisão foi determinada após os delatores Joesley Batista e Ricardo Saud apontarem que Eduardo Cunha e Lúcio Funaro receberam dinheiro para se calarem enquanto estivessem na prisão a respeito da possível prática de

crimes envolvendo o presidente da República, Michel Temer. Para sustentar que a prisão não se justifica, a defesa argumentou que Cunha não representa periculosidade e que não existe risco de continuidade de cometimento de crimes, ao apontar que não há nenhum indicativo de ilícito após o afastamento dele do Parlamento. Vallisney disse que, mesmo após 12 meses, a situação não mudou. “O custodiado vinha cometendo delitos desde 2003”, rebateu. (AE)

MP DO FRETE

AGU pedirá veto à anistia para multas aos caminhoneiros Brasília - A Advocacia-Geral da União (AGU) recomendará ao presidente Michel Temer o veto à anistia para as multas e sanções aplicadas aos caminhoneiros e empresas durante a paralisação da categoria por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Essa previsão foi incluída na medida provisória aprovada na última quarta-feira (11), que permite o estabelecimento de preços mínimos para os fretes rodoviários. Mais de R$ 715 milhões já foram aplicados em multas com base em liminar do ministro Alexandre de Moraes, do STF. A advogada-geral da União, Grace Mendonça, entende que a anistia é inconstitucional porque fere o princípio da separação dos Três Poderes ao descumprir a ordem do Supremo. O argumento é que não se trata de uma multa administrativa, que poderia até ser anistiada, mas de uma multa processual pelo descumprimento de uma ordem judicial. A ministra chegou a afirmar que a autoridade da decisão proferida pelo Supremo está em jogo. Uma fonte próxima à ministra Grace Mendonça disse também que a expectativa na AGU é que o presidente Michel Temer concorde e vete esse trecho da MP. O parecer da AGU será preparado após a Presidência encaminhar a decisão do Congresso para análise. A AGU não deve ir ao Supremo para questionar a inconstitucionalidade da lei. No entanto, se vier a ser chamada a se manifestar, a advogada-geral da União deverá apresentar a visão neste sentido. Como é responsável pela representação judicial da Câmara dos Deputados e da Presidência da República, a AGU também teria de sustentar as posições elencadas tanto por um como pelo outro, mas também poderia dar um terceiro posicionamento com a visão exclusiva da Advocacia-Geral. Por outro lado, a advogada-geral da União já reconheceu que é possível haver uma negociação ou um parcelamento das multas, desde que o ministro-relator Alexandre de Moraes entenda dessa forma. Um encaminhamento poderá ser discutido no dia 20 de agosto, em uma audiência convocada por Moraes para tratar sobre as multas aplicadas a 151 empresas que obstruíram rodovias durante a paralisação dos caminhoneiros. O ministro suspendeu qualquer penhora de bens por não pagamento das multas até a realização da audiência. A liminar que autorizou a cobrança de multas pela obstrução de estradas gerada na paralisação foi concedida a pedido da Advocacia-Geral da União (AGU), em 25 de maio. As multas já aplicadas somavam R$ 715,1 milhões no fim de junho. (AE)


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BELO HORIZONTE, SEXTA-FEIRA, 13 DE JULHO DE 2018

NEGÓCIOS gestaoenegocios@diariodocomercio.com.br

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO

Telhanorte inaugura a quinta loja na Capital Unidade em um centro comercial na região Oeste de Belo Horizonte recebeu investimentos de R$ 25 milhões DIVULGAÇÃO

THAÍNE BELISSA

A rede varejista de material de construção, Telhanorte, inaugura no próximo dia 17 de julho, sua quinta loja em Minas Gerais e terceira da capital mineira. Como adiantado pelo DIÁRIO DO COMÉRCIO, em agosto do ano passado, a unidade é umas das operações âncoras de um novo centro comercial, localizado no encontro das avenidas Amazonas e Silva Lobo, no bairro Nova Suíssa, na região Oeste da Capital. Com investimento de R$ 25 milhões, a unidade terá 3.900 metros quadrados e será a loja-modelo de um novo conceito de layout e serviços adotados pela rede. A gerente regional da Telhanorte, Meridiana Franceschina, afirma que a nova operação segue a estratégia de investimento da rede no Estado. Com sede em São Paulo, onde está a maior parte de suas operações, a rede iniciou sua expansão por Minas Gerais, em 2006, Estado que tem, hoje, 15% de participação dos resultados da rede. Ao todo são três unidades

em Belo Horizonte, uma em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), uma em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, além de dois centros de distribuição em Ribeirão das Neves, na RMBH, e em Uberlândia. A rede também tem unidades no Paraná, que representam 3% do faturamento da Telhanorte. “A empresa acredita no potencial do mercado em Minas Gerais, onde encontramos um cliente exigente e que busca qualidade, mas que também tem uma relação muito próxima com a marca e que é muito fiel a ela”, diz. Segundo a executiva, a escolha da região Oeste da Capital para a instalação da nova loja foi estratégica para atender o público em uma área central. Ela explica que as outras unidades da Telhanorte, localizadas na Pampulha e no Belvedere, na região Centro-Sul, ficavam afastadas para o público que circula em bairros mais centrais. “A instalação em um complexo de compras também é uma vantagem porque ofe-

recemos conforto ao cliente. Ele pode ir até lá fazer outras compras e aproveitar para comprar itens de construção ou decoração para sua casa”, afirma. Em uma área de vendas de 3.900 metros quadrados, a loja oferecerá 40 mil itens em setores como pisos e revestimentos, tintas, iluminação, material de construção e decoração. O investimento na loja foi de R$ 25 milhões e, apesar de não abrir números sobre metas de vendas, a gerente garante que a expectativa é de otimismo para essa operação. A loja vai gerar 150 empregos diretos na Capital. Conceito - A gerente de inteligência de mercado da Telhanorte, Wanda Matos, explica que essa será a primeira loja da rede a receber um novo conceito, tanto em relação ao layout da loja quanto à oferta de serviços inovadores. De acordo com ela, a disposição dos setores da loja foi montada de acordo com a “jornada do cliente”, mapeada a partir de pesquisas. “A ideia é que sessões complementares, como ilumina-

ção e elétrica, por exemplo, fiquem posicionadas lado a lado para facilitar a vida do cliente”, explica. A estratégia é evitar que o cliente se desloque excessivamente na loja, ou mesmo, se esqueça de algum item que precisaria. A gerente ainda destaca que, dentro dessa lógica de jornada do cliente e de complementaridade de produtos, a unidade inova, também, com uma sessão mais completa de itens de organização e decoração da casa, além de estruturas de informação que explicam ao cliente como comprar ou usar determinado produto. “Queremos que o desenho da loja ajude no atendimento e dê conforto ao cliente que quer fazer uma compra mais rápida e sem consulta o vendedor”, diz. Outra grande novidade que a loja da avenida Amazonas traz são serviços exclusivos, Meridiana Franceschina destaca importância do Estado para a rede como o espaço “Projete-se”. Nele, um designer de interiores renciada na loja. Acreditamos A unidade ainda oferefica à disposição para criar, que o consumidor não busca cerá cursos gratuitos para gratuitamente, um projeto em apenas uma relação comercial autônomos e também para 3D do sonho dos clientes. “O com a Telhanorte, mas uma quem quer apenas fazer os designer vai materializar o so- experiência pessoal ligada ao serviços em casa em áreas nho daquele cliente, que terá sonho pessoal dele”, afirma como pintura, elétrica e pequenos consertos. uma experiência muito dife- Meridiana Franceschina.

TECNOLOGIA

Grupos aportam US$ 124 mi na brasileira Movile

São Paulo - A companhia brasileira de serviços para tecnologia móvel Movile recebeu aporte de US$ 124 milhões, o maior investimento já realizado na empresa criada há oito anos e cujo principal negócio é o aplicativo de pedido de entrega de comida, iFood. A rodada, primária e secundária, foi feita pelo grupo sul-africano de investimentos em internet Naspers e pelo fundo brasileiro Innova Capital, que tem entre os investidores o financista Jorge Paulo Lemann. Os recursos serão canalizados no iFood e também nos negócios de venda de ingressos Sympla e de transações financeiras Zoop, afirmou o presidente-executivo da Movile, Fabricio Bloisi. A companhia já captou US$ 375 milhões nos últimos oito anos, dos quais cerca de US$ 270 milhões nos últimos 12 meses. Bloisi não revela números de faturamento de toda a Movile, mas cita planos ambiciosos para a empresa, que pretende ter um valor de mercado de cerca de US$ 10 bilhões nos próximos anos. Ele diz que tem se inspirado em grupos chineses como a Meituan Dianping, que pretende levantar US$ 4 bilhões em IPO previsto para outubro. “Estamos confiantes como nunca no Brasil, apesar das incertezas recentes, e captar US$ 124 milhões é uma resposta para isso....O mercado de internet do nosso tamanho permite à indústria crescer muito, mas é um mercado hoje em dia subinvestido”, disse Bloisi ao ser questionado se as incertezas sobre as eleições de outubro e criadas pela greve dos caminhoneiros atrapalharam a rodada de investimento. “Nossa perspectiva de longo prazo é extremamente positiva...Existe uma tendência transformadora guiada pela internet móvel e que vai trans-

ferir dezenas de bilhões de valor para novos negócios. Se não investirmos agora, vamos perder espaço para outras empresas de fora (do Brasil)”, disse o presidente da Movile. Ele não citou, mas o interesse chinês por empresas de tecnologia no Brasil já se manifestou no início deste ano, quando o aplicativo de transporte urbano 99 teve seu controle comprado pela Didi Chuxing. “Não queremos ser uma empresa de US$ 1 bilhão, queremos ser uma empresa de US$ 10 bilhões, vamos captar mais recursos para podermos investir mais em crescimento”, disse Bloisi. “Nosso mercado poderia ser 10 vezes maior. Tem espaço para o Brasil ter

cinco empresas de US$ 10 bilhões. Estamos pensando como chineses.” Como parte deste “pensamento chinês”, o executivo citou que a Movile quer ampliar a rede logística do iFood e reforçar o aplicativo com os serviços de meio de pagamento fornecidos pela Zoop, que foi alvo de aporte de US$ 18 milhões da Movile em meados de março e que deverá ser responsável por 90% das transações a serem feitas no iFood nos próximos meses. Ampliação - Bloisi afirmou que parte dos recursos do novo aporte de US$ 124 milhões será usada para elevar no curto prazo o número de motoboys que prestam servi-

ços para o iFood em seis vezes ante os 5 mil atuais. Hoje o aplicativo oferece entrega de comida em 398 cidades do Brasil e segundo Bloisi ainda há espaço para ampliar esse número. “O iFood ainda vai crescer 100% ao ano por alguns anos”, disse o executivo. Ele acrescentou que em março o número de pedidos de comida feitos no aplicativo somou 8,2 milhões ante 24 mil quando a Movile investiu na empresa há quatro anos. A lógica da Movile é incentivar o sistema de ecossistema de negócios, assim como fazem grupos chineses e empresas latino-americanas como o Mercado Livre, em que os negócios de uma empresa incentivam outras companhias do mesmo grupo. Segundo

Bloisi, isso ajuda também a reduzir custos e a dar mais eficiência aos investimentos. “A Zoop, ao entrar em nosso ecossistema, aumentou as transações realizadas em 10 vezes no último trimestre.” Já o aumento da rede de motoboys também ajudará na entrega dos ingressos vendidos pela Sympla, comentou o executivo. Supermercados - Porém, sobre o aplicativo colombiano de entrega de compras de supermercado, Mercadoni, alvo de um aporte da Movile em dezembro passado, Bloisi fez mistério sobre quando um eventual desembarque poderia acontecer no Brasil. O segmento alvo do aplicativo está recebendo investimentos

de grandes grupos tradicionais de varejo do País, que incluem o GPA. “Estamos focando agora em iFood, ingressos e Zoop”, disse o presidente da Movile. A Movile afirma ter hoje mais de 150 milhões de usuários dos serviços de suas empresas, que incluem a plataforma de educação infantil PlayKids. A companhia atualmente tem cerca de 1.600 funcionários espalhados por sete países e está contratando mais 600 trabalhadores para áreas de programação nos próximos meses. Segundo Bloisi, uma eventual decisão sobre uma oferta pública inicial de ações (IPO) da Movile “vai ser tomada ao longo dos anos. A empresa já poderia ser pública hoje”. (Reuters)

Startup cria calculadora de economia de papel DA REDAÇÃO

Estimar quanto a prefeitura do seu município poderia estar economizando com recursos públicos caso a tramitação de processos e de comunicação fossem feitos digitalmente. Este é o objetivo de uma calculadora de economia on-line que mostra ao cidadão o quanto os municípios poderiam economizar se eliminassem completamente o uso de papel na rotina diária de trabalho, no conceito conhecido como papel zero. A iniciativa foi desenvolvida pela 1Doc, startup que fornece uma plataforma que informatiza processos e aumenta a eficiência na comunicação interna e externa de diversas prefeituras de pequeno e médio porte do País, eliminando o uso do papel. A calculadora consegue fazer a estimativa dos mais de 5 mil municípios existentes no Brasil.

De acordo com o sócio-fundador da 1Doc, Jaison Niehues, a principal missão da calculadora é abrir os olhos, não só da população, mas dos próprios gestores municipais com o alerta de que boa parte do custo originado com a impressão de trâmites poderia ser evitado com o uso da digitalização. “A questão fundamental é que se o órgão público não se modernizar, buscando ferramentas que auxiliem nesse processo, não é só o dinheiro público que será cada vez mais desperdiçado, mas também a responsabilidade com o próprio meio ambiente que é colocada em risco”, diz. A 1Doc conseguiu criar critérios de cálculos de economia a partir dos indicadores obtidos na base da sua plataforma com as prefeituras que utilizam a solução. Com isso foi possível replicar o mesmo modelo e prever a

economia para todos os municípios do País, cruzando com informações do IBGE. A calculadora analisa os custos diretos, que envolvem as impressões e cópias dos processos, como memorandos e ofícios, e os custos indiretos, como gasto de combustível e deslocamento para entrega dos documentos. Para se ter uma ideia, a cidade de Ouro Preto, no interior de Minas Gerais, que possui cerca de 74 mil habitantes e aproximadamente 2,4 mil servidores na prefeitura, poderia economizar diretamente R$ 7,3 mil e indiretamente, R$ 48 mil, por mês, com a eliminação do uso do papel. Já uma cidade de 6,5 milhões de habitantes, como o Rio de Janeiro, que

tem cerca de 117 mil servidores alocados, poderia economizar diretamente R$ 3,2 milhões e indiretamente, R$ 16 milhões, por mês, com esse mesmo processo de digitalização. A intenção com a iniciativa, de acordo com Niehues, é também alertar e conscientizar o cidadão da importância de se ter processos mais eficientes na gestão pública, de modo que ele também possa exercer essa reivindicação para mudanças junto ao seu governante local. “A iniciativa de cobrar o poder público para que esse possa ser mais ágil no atendimento de demandas, reduzindo assim a burocracia, precisa vir também da população”, afirma.

De acordo com a gerente de Tecnologia da 1Doc, Fernando Paladini, e um dos responsáveis pelo desenvolvimento da calculadora on-line, a modernização das prefeituras brasileiras é questão de sobrevivência, e que se nada for feito nesse sentido, cada vez mais o recurso público será desperdiçado. Para ele, esse convencimento deve ser cada vez mais forte, e que a iniciativa da calculadora é também jogar luz nessa questão. “É inaceitável que em pleno 2018, a gestão municipal ainda aconteça de maneira morosa quando há tecnologia disponível e acessível para tornar processos públicos menos burocráticos e mais baratos para os cofres públicos”, complementa.

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NEGÓCIOS DIVULGAÇÃO

SUSTENTABILIDADE

DC Logistics mantém ação para plantio de árvores Já foram 25 mil mudas plantadas

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DANIELA MACIEL

Segundo dados do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG), divulgados em outubro de 2017 pelo Observatório do Clima, as emissões nacionais de gases de efeito estufa subiram 8,9%, em 2016, em comparação com o ano anterior. O País emitiu, em 2016, 2,278 bilhões de toneladas brutas de gás carbônico equivalente (CO2e), contra 2,091 bilhões, em 2015. Com 3,4% do total mundial, o Brasil ocupa o lugar de sétimo maior poluidor do mundo. Diante desse quadro alarmante, as empresas do setor de logística têm grande responsabilidade na mitigação dos efeitos. A santa-catarinense DC Logistics Brasil, com escritório em Belo Horizonte, escolheu o

mês de junho para uma ação de maior impacto. Desde 2010, para cada carga fechada no sexto mês do ano a empresa planta uma muda de árvore em áreas pré-escolhidas próximas às unidades regionais. O projeto Plantio DC soma cerca de 25 mil unidades já distribuídas. Priscila Costa explica que a DC Logistics fechou uma parceria com a Fiemg para manter a ação em Belo Horizonte De acordo com a assessora de marketing da DC Logistics 2015, 64, no Parque EstaduObjetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) Brasil, Priscila Costa, a iniciati- al Serra Verde, em Venda Nova. Em 2016 foi fechada va permite que colaboradores, Objetivo 13. Tomar medidas urgentes para combater a mudança climática e seus imclientes e parceiros da empresa uma parceria com a Federação pactos (*) das Indústrias do Estado de também contribuam. O projeto Minas Gerais (Fiemg), em faz parte do Programa de Res13.1 Reforçar a resiliência e a capacidade de adaptação a riscos relacionados ao clima ponsabilidade Socioambiental vigência até hoje. Naquele e às catástrofes naturais em todos os países ano foram 132 mudas e no (PRS) da empresa e integra a 13.2 Integrar medidas da mudança do clima nas políticas, estratégias e planejamentos ano passado 133, na área do celebração do Dia Mundial do nacionais Centro de Inovação e TecnoMeio Ambiente, celebrado no 13.3 Melhorar a educação, aumentar a conscientização e a capacidade humana e inslogia do Serviço Nacional de dia cinco de junho. titucional sobre mitigação, adaptação, redução de impacto e alerta precoce da mudança “Começamos por Itajaí (SC), Aprendizagem Industrial (CIT do clima onde fica nossa sede. Na ter- Senai), na região Leste. Este 13.a Implementar o compromisso assumido pelos países desenvolvidos partes da ceira edição expandimos para ano uma outra área poderá Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima [UNFCCC] para a meta os demais escritórios porque ser escolhida. Atualmente o de mobilizar conjuntamente US$ 100 bilhões por ano a partir de 2020, de todas as fontes, não fazia sentido concentrar- escritório mineiro tem cinco para atender às necessidades dos países em desenvolvimento, no contexto das ações de mos a ação se temos emissões colaboradores e a unidade é mitigação significativas e transparência na implementação; e operacionalizar plenamente em todos os lugares. Como responsável por 5% dos resulo Fundo Verde para o Clima por meio de sua capitalização o mais cedo possível uma empresa que atua na- tados globais da companhia. 13.b Promover mecanismos para a criação de capacidades para o planejamento rela“Ainda não fechamos os cionalmente queremos levar cionado à mudança do clima e à gestão eficaz, nos países menos desenvolvidos, inclusive os benefícios das nossas ações números de 2018. O plantio com foco em mulheres, jovens, comunidades locais e marginalizadas para os lugares onde estamos”, será feito em outubro, aproveitando a estação mais chuvosa. explica Priscila Costa. (*) Reconhecendo que a Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima As parcerias com o Parque [UNFCCC] é o fórum internacional intergovernamental primário para negociar a resposta Capital - A unidade de Belo Estadual Serra Verde e com a global à mudança do clima. Horizonte foi inaugurada em Fiemg são fundamentais para 2013 e desde então participa do escolhermos áreas significaprograma. Naquele ano, como tivas da cidade. Além disso, de marketing da DC Logistics ações como a implantação de al distribuído para parceiros, coleta seletiva em todas as como forma de divulgação, e ainda era muito recente, foram eles nos dão apoio técnico na Brasil. unidades, a escolha de uma or- ações de arrecadação de dopoucas árvores, seis, plantadas escolha de espécies, época Ações Além do projeto DC ganização não-governamental ações em datas como Natal e em uma área particular. Em de plantio e pessoal especia2014, foram 73 mudas e em lizado”, destaca a assessora Plantio, o PRS engloba outras para figurar no calendário anu- Dia das crianças.

BH Shopping reaproveita resíduos para produzir fertilizante JULIANA BAETA

Reduzir o impacto ambiental e reutilizar materiais que seriam descartados, além de gerar custo zero nos negócios, é bem-visto aos olhos do consumidor e pode fazer com que a empresa caia nas graças do público. O BH Shopping, com o projeto BH Eco Shopping, aderiu a uma metodologia sustentável há cerca de quatro anos e conseguiu reaproveitar 195 toneladas de resíduos orgânicos neste período. É que o lixo gerado na praça de alimentação é convertido em fertilizante e reutilizado nos jardins internos e externos do local e também nas praças da região que são cuidadas pelo shopping. O fato de todo este processo ser feito no próprio empreendimento já elimina qualquer custo. A parceria firmada com as empresas Locavia, de gestão de resíduos, e BioIdeias, de biotecnologia, demandou um investimento conjunto de R$ 80 mil na época. “Nessa linha de sustentabilidade, nós vimos uma oportunidade de conviver com isso. Temos a empresa parceira fabricante das enzimas que aceleram o processo de compostagem e, deste modo, conseguimos transformar o que seria lixo em fertilizante, e o utilizamos nas nossas áreas verdes, gramados, nas praças ao redor, na recuperação das plantas internas. Todo este processo de reciclagem é feito dentro do shopping mesmo”, explica o gerente de operações,

Sergio Giacomelli. O processo de institucionalizar a reciclagem foi a parte fácil, o desafio, segundo Giacomelli, foi criar a consciência de que este processo era necessário e benéfico para todos. “Tivemos um trabalho junto aos lojistas para que a separação do lixo acontecesse desde a fonte, que são os restaurantes da praça. E essa foi a parte mais difícil, conscientizar os lojistas. Então, gradativamente eles foram sendo integrados ao projeto e, com isso, as nossas taxas de redução de lixo orgânico que iam para o aterro foram diminuindo cada vez mais com o passar do tempo”, lembra. Somente no primeiro trimestre deste ano, o lixo reduzido representou o mesmo número de todo o primeiro ano do projeto: 25,7 toneladas. No segundo ano do BH Eco Shopping, o crescimento do volume reaproveitado foi de 126%, totalizando mais de 58 toneladas reduzidas. Já em 2017, houve uma redução de 86,5 toneladas, 49% a mais que no anterior e 236% a mais que no primeiro ano. A redução mensal, atualmente, é de 8,7 toneladas e a expectativa é chegar a 10 toneladas por mês nos próximos dois anos. Giacomelli ainda explica que o shopping não lucra com o projeto, mas que também não tem custos extras. “O que acontece é que o projeto se paga. Temos as despesas dos processos que são quitadas pela economia que fazemos,

DIVULGAÇÃO

Fertilizante produzido com os resíduos orgânicos são usados nos jardins do centro de compras DIVULGAÇÃO

gente vê que hoje, o cliente busca saber o que a empresa está fazendo em prol da cidade, o que ela pensa em relação ao meio ambiente, às questões sociais, e isso tudo influencia na decisão de compra. Quando a gente investe em sustentabilidade é porque é um dever nosso em se tratando do meio ambiente, mas também porque ajuda na imagem da empresa perante o consumidor, principalmente a geração mais nova, os millennials, que representam boa parte No primeiro trimestre foram usadas 25,7 toneladas de resíduos dos atuais clientes”, analisa Renato Tavares, gerente de com a recuperação de plantas não gerar lucro, a empre- marketing do BH Shopping. que seriam jogadas no lixo, sa continua ganhando em por exemplo, ou com as termos de visibilidade, já Outras iniciativas - Antes caçambas que deixamos de que associar à marca a um mesmo de implantar o proutilizar para colocar o lixo”. projeto social ou ambiental jeto de reutilização dos resísempre rende uma boa repu- duos orgânicos da praça de Visibilidade - Apesar de tação perante o público. “A alimentação, o shopping já era

adepto à reciclagem do lixo em geral. A novidade agora é a implementação de uma maneira mais sustentável e barata de realizar a limpeza do empreendimento, que promete, inclusive, uma economia efetiva nos negócios. Trata-se do uso de um produto que tem como solução apenas dois ingredientes, e sem aditivos químicos, para realizar a limpeza do shopping excluindo produtos nocivos ao meio ambiente e à saúde humana. Processo - Os resíduos de alimentos gerados na praça de alimentação e também o resíduo verde, proveniente de plantas que seriam descartadas, são coletados diariamente, passam por uma primeira triagem feita pela equipe de limpeza e são encaminhados para a Unidade Compacta de Tratamento de Resíduos (UCTR) do próprio shopping, onde é feita a segunda triagem: a separação do alimento dos demais resíduos. Todo o material é pesado de 100 em 100 quilos e colocado em uma esteira com serragem para, em seguida, ser direcionado ao Bio Reator, o equipamento onde as enzimas são inseridas e aceleram o processo de decomposição. O método dura aproximadamente 45 minutos. Depois, o material é retirado, fica em “repouso” por cerca de quatro dias, é triturado, descansa novamente por mais três dias e, então, já pode ser utilizado.


BELO HORIZONTE, SEXTA-FEIRA, 13 DE JULHO DE 2018

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AGRONEGÓCIO EQUÍDEOS

Mangalarga Marchador em crescimento Em 2017 giro foi de R$ 500 mi, com projeção de alta de até 30% neste ano, incluindo negócios na Exposição Nacional MICHELLE VALVERDE

Nascida em Minas Gerais, a raça Mangalarga Marchador está em pleno crescimento. Somente em 2017, movimentou mais de R$ 500 milhões em negócios em todo o País e, para 2018, a expectativa é superar o valor entre 25% e 30%. Com estimativa de mercado firme e crescimento da raça, as projeções são positivas para a 37ª Exposição Nacional do Cavalo Mangalarga Marchador, que acontece de 17 a 28 de julho, no Parque de Exposições Bolivar de Andrade (Parque da Gameleira), em Belo Horizonte. De acordo com o diretor financeiro da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM), Adolfo Géo Filho, ao longo da Nacional, principal evento da raça, deverão ser movimentados mais de R$ 30 milhões em negócios e leilões. No ano passado, o montante ficou próximo a R$ 25 milhões. Géo explica que a raça Magalarga tem batido recordes anuais em faturamento, número de criadores, leilões e de animais registrados. Por isso, as expectativas em relação ao mercado e à exposição são positivas. “O Mangalarga Marchador é um cavalo de alta qualidade e a raça está em pleno crescimento. A associação conta, hoje, com cerca de 16 mil criadores e um plantel de 600 mil cabeças registradas. Desse total, cerca de 50%, tanto de criadores como de animais, são de Minas Gerais. Nos últimos dois anos e meio, período em que estamos à frente da ABC-

CMM, mais de 4 mil novos criadores ingressaram na raça. Estamos fomentando e esperamos atrair novos criadores”, explicou. Ao longo da Nacional do Mangalarga Marchador, a expectativa é que o número de visitantes chegue a 220 mil. Ao todo estarão presentes 1,8 mil animais, volume máximo comportado pela estrutura do Parque da Gameleira. Este ano, serão dois leilões, um de animais e o outro de embriões. Juntos, deverão movimentar em torno de R$ 8 milhões em faturamento. Além dos animais, haverá julgamentos e diversas provas. “O faturamento da Nacional deve superar os R$ 30 milhões, contando com leilões e demais negócios gerados ao longo do evento. A exposição é um momento importante para o criador por ser uma oportunidade de efetuar negócios. Além disso, as premiações concedidas aos melhores exemplares da raça nos julgamentos e provas promovem uma grande valorização financeira do animal”, disse Géo. O criador que participar do evento também poderá comprar equipamentos e insumos voltados para o setor. No local, estarão diversas empresas de medicamentos, máquinas, equipamentos, selaria e demais insumos. Outra importante ação durante a Nacional do Mangalarga são os cursos e palestras voltadas para atualização e capacitação dos criadores e profissionais da área. De acordo com Géo, a programação está bem variada e a participação dos criadores é importante

JÚLIO OLIVEIRA/DIVULGAÇÃO

Entre 17 e 28 de julho o parque da Gameleira, na Capital, sediará a 37ª exposição, com 1,8 mil animais e 220 mil visitantes

para o avanço da raça. Mercado - Em relação ao mercado, as expectativas também são positivas. Em 2017, os negócios envolvendo os cavalos Mangalarga Marchador movimentaram mais de R$ 500 milhões, sendo cerca de R$ 150 milhões somente com leilões e R$ 350 milhões em negócios na base da raça. “A expectativa é superar o faturamento registrado em 2017. Somente no primeiro semestre de 2018, registramos uma alta de 40% nos números de feiras e exposições realizadas pela raça em todo o País. Por isso, acreditamos que o faturamento crescerá entre 20% e 25% neste ano. Estamos na contramão da

crise vivenciada no País e isso é muito importante por estarmos gerando empregos e renda”. Além dos trabalhos desenvolvidos pela ABCCMM para atrair novos criadores, por ser uma raça dócil e um cavalo que se adapta ao trabalho nas fazendas, cavalgadas e passeios, em função da marcha confortável, a procura e os investimentos nos exemplares são crescentes. Em todo o País e, principalmente, em Minas Gerais, os criadores são de porte bem variado, desde os pequenos que criam cerca de cinco cavalos, até os grandes que têm plantel com mais de mil animais. “A raça tem espaço para crescer e mercado para todo mundo”, disse Géo.

SOJA JONAS OLIVEIRA/DIVULGAÇÃO

Importadores aceleram compras dos EUA e brasileiros têm interesse Chicago - As tarifas retaliatórias da China sobre a soja norte-americana, ameaçadas há semanas e decretadas na sexta-feira, derrubaram os preços e provocaram uma onda de compras de barganha por importadores de outros países, segundo análise da reportagem com base em dados oficiais. Os compradores chineses até agora responderam por apenas 17% de todas as compras antecipadas da safra de soja norte-americana deste ano --uma queda ante os 60% de média na última década, segundo a análise. Em contrapartida, a soja brasileira está sendo vendida com um prêmio de até US$ 1,50 por bushel, já que contratos futuros de soja nos EUA caíram 17% em seis semanas, para US$ 8,50, nível mais baixo em quase uma década. A diferença de preço provocou uma corrida pela soja dos EUA por importadores desde o México, passando pelo Paquistão, até a Tailândia, de acordo com a análise dos dados do Departamento de Agricultura dos EUA (Usda). Mesmo com a China recuando, as compras antecipadas realizadas por todos

os importadores da próxima safra de soja dos EUA subiram 127 % até junho, em 8 milhões de toneladas, em comparação com o mesmo período do ano passado, mostrou a análise. As compras são o exemplo mais recente de como a política está afetando bilhões de dólares em fluxos globais de comércio à medida que o presidente dos EUA, Donald Trump, trava uma guerra comercial com a China. Preços atrativos podem estimular o Brasil a comprar dos EUA Pequim impôs tarifas sobre US$ 34 bilhões em pro- alimentar seus processado“Parece irracional, mas dutos norte-americanos na res domésticos, uma vez existe a possibilidade de sexta-feira, de soja e algodão que envia maior produção os preços em Chicago (fua automóveis e aviões, em para a China a preços eleva- turos) se aproximarem dos retaliação às tarifas dos EUA dos, segundo a associação US$ 8 (o bushel)”, disse promulgadas no mesmo dia de exportadores Anec. Alessandro Reis, diretor de sobre mercadorias chinesas O Brasil pode importar originação e logística da CJ de igual valor. até 1 milhão de toneladas Selecta, uma processadora O declínio das compras de soja dos EUA, com as e comercializadora de soja de soja norte-americana pela compras aumentando em no Brasil. China e o movimento de outubro, disse o assistente Os comerciantes de grãos outros países para adquirir executivo da Anec, Lucas que dominam os mercados o produto dos EUA em seu Trindade. de soja --incluindo a Archer lugar evidenciam uma aposAs esmagadoras brasi- Daniels Midland (ADM), a ta coletiva contra qualquer leiras de soja, que trans- Bunge e a Cargill-- estão resolução rápida da escalada formam a colheita em óleo trabalhando para minida guerra comercial entre de cozinha e ração animal, mizar o impacto da queas duas maiores economias normalmente não precisam da repentina na demanda do mundo. de soja nos EUA. Mas logo chinesa, desviando cargas pode ser mais barato im- para outros lugares. Brasil - Até mesmo o Brasil, portar grãos cultivados a Bunge e ADM recumaior exportador global milhares de quilômetros saram-se a comentar. A de soja, está se preparando de distância no Meio-Oeste Cargill não respondeu aos para grandes compras de dos EUA do que comprar pedidos de comentários. soja norte-americana para a produção local. (Reuters)

CAFÉ

Com valorização do dólar, comercialização da safra avançou para 31% São Paulo - A comercialização de café da safra 2018/19 no Brasil avançou para 31% do total até 10 de julho, superando os 26% registrados há um ano e os 29% de média nas últimas cinco temporadas, informou a Safras & Mercado. Conforme a consultoria, que prevê uma colheita de 60,5 milhões de sacas no ciclo, a comercialização avançou em 7 pontos percentuais apenas no último mês, para 18,85 milhões de sacas. De acordo com o consultor da Safras, Gil Barabach, os produtores se aproveitaram da apreciação do dólar ante o real e fecharam posições referentes à colheita nova. “O fato é que a sustentação das cotações em reais, dentro de um cenário de entrada de safra recorde, acabou estimulando os negócios e garantindo a liquidez do mercado”, afirmou ele, em nota. Até o momento, foi comer-

cializado 30% da produção de arábica, contra 25% há um ano, e 35% de conilon (robusta), ante 27% frente ao observado em igual momento de 2017. “O atraso na colheita tirou um pouco da fluidez dos negócios, evitando uma performance comercial ainda melhor”, ponderou Barabach. Segundo a Safras, a colheita da atual safra 2018/19 atingia 53% do total até 10 de julho, abaixo dos 58% de um ano atrás e da média de cinco anos. “É verdade que continua atrasada em relação ao ano passado e à média para o período, mas isso é justificado pelo começo difícil, frente, especialmente, à maturação atrasada do conilon”, apontou o consultor. A colheita de arábica teve bom desenvolvimento e alcança 46% da safra, enquanto a de conilon gira em torno de 74%. (Reuters)

CRÉDITO

Safra 2018-2019 terá R$ 20,4 bilhões do BNDES para investimentos DA REDAÇÃO

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) apoiará com R$ 20,4 bilhões os investimentos para o Ano Safra 2018/19. O valor representa 50% do crédito direcionado para investimentos do setor. Adicionalmente, o BNDES disponibilizará R$ 100 milhões para financiamento de custeio. O Plano Agrícola e Pecuário 2018/2019, com recursos totais de R$ 194,37 bilhões, foi anunciado no dia 7 de junho. Os recursos poderão ser acessados pelos agricultores entre julho deste ano e junho de 2019. No BNDES, programas agropecuários serão operados com taxas de 5,25% a 7,5% ao ano, dependendo da finalidade do financiamento.

São enquadrados como investimentos financiáveis a construção de armazéns com capacidade de até 6 mil toneladas nas propriedades dos pequenos e médios produtores rurais, a recuperação de reserva legal e de áreas de preservação permanente no âmbito do Programa ABC (Agricultura de Baixo Carbono), a aquisição de matrizes e reprodutores com registro genealógico e aumento do limite de renda para enquadramento dos produtores no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp). O banco também participará do Plano Safra da Agricultura Familiar 2018/2019 com R$ 3,34 bilhões. Os recursos são voltados para investimento e custeio. (Com informações do BNDES)


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DC AUTO veiculos@diariodocomercio.com.br

NOVIDADE FOTOS: GENERAL MOTORS DO BRASIL/DIVULGAÇÃO

Spin ganha novo design para a linha 2019 Segunda fileira de bancos passa a ser corrediça e versão aventureira tem opção de sete lugares JOSÉ OSWALDO COSTA*

A Chevrolet apresentou a linha 2019 do monovolume Spin. De acordo com a montadora, desde o seu lançamento em 2012, foram vendidas mais de 200 mil unidades. Esse número, bem como os que apresentaremos a seguir, se devem, em grande parte, ao alto volume de vendas do modelo para taxistas, graças ao generoso espaço interno. Afinal, devido ao design bastante controverso, não é um modelo que caiu muito no gosto do consumidor brasileiro. E agora, com as alterações feitas em seu desenho, a GM espera conquistar mais compradores. Outra forma de aumentar a participação do modelo no mercado nacional é a introdução da opção com sete lugares (terceira fileira de bancos), ideal para famílias numerosas, para a versão aventureira Activ. Em 2017, o Chevrolet Spin emplacou 24.713 unidades, ou seja, algo em torno de 2.059 unidades/ mês. Esse número lhe rendeu a 28ª posição no ranking de vendas de automóveis no Brasil. Esse ano, de janeiro a junho, o monovolume teve 9.817 unidades comercializadas, ou cerca de 1.636 unidades/mês. Até junho, estava na 32ª posição do ranking. Os números são da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). O Spin 2019 já estreia esse mês nas concessionárias da marca e traz quatro opções de acabamento (LS, LT, LTZ e Activ) divididas em sete configurações, sendo duas inéditas: uma versão mais acessível com transmissão automática

e uma aventureira com opção de sete lugares. Segunda fileira - A nova linha do modelo apresenta a segunda fileira de bancos corrediça, para todas as versões. Com isso, o proprietário pode optar por ganhar 6 cm para as pernas dos passageiros do banco traseiro ou, em caso de necessidade, 5 cm para bagagens e/ou compras. Essa fileira de bancos passa a contar, também, com inclinação para o encosto. De acordo com a GM, nas configurações de cinco lugares, o porta-malas de 710 litros pode chegar 756 litros com a segunda fileira de bancos toda avançada Como dissemos anteriormente, o Spin chega com importantes alterações no design. O modelo se destaca pelo desenho mais elegante e, ao mesmo tempo, esportivo. A melhora foi realmente grande tornando o modelo, até mesmo, atraente. O capô ganhou maior inclinação privilegiando, também, a aerodinâmica. Os faróis mais afilados contam com opção de luz de condução diurna em LED.. Na traseira, agora traz um aerofólio esculpido na parte superior da tampa, que recebeu janela com contornos mais envolventes, nicho central para a fixação da placa e lanternas mais alongadas e bipartidas. Enquanto a versão Activ traz um visual aventureiro, a de luxo, LTZ, traz cromados na moldura da grade frontal, no inédito friso traseiro e nas rodas de 16 polegadas com acabamento exclusivo. São oito opções de cores para a carroceria: preto, branco, prata, cinza (duas tonalidades) e azul.

São inéditas uma outra opção de azul, chamada pela montadora de Caribe, e amarelo. Elas são exclusivas das versões LTZ e Activ, respectivamente. Segurança - Para maior segurança foi acrescentado, à linha 2019, pontos de ancoragem para cadeirinhas infantis do tipo Isofix e Top Tether, além do quinto apoio de cabeça e cinto de segurança de três pontos no assento central. Porém, a GM derrapou feio ao não incluir, dentre os itens de

segurança, controles de estabilidade e tração e airbags adicionais. Em qualquer versão o Spin conta, somente, com os dois dianteiros, obrigatórios por lei. Sendo um carro com vocação familiar, ou seja, muito utilizado para o transporte de crianças, por exemplo, deveria oferecer airbags laterais e do tipo cortina. Falha grave! Lanternas de neblina, ajuste de altura dos faróis e luzes indicadoras de direção lateral somam-se a lista de itens.

Outra boa novidade é a opção da terceira fileira de bancos para a versão aventureira do Spin, denominada Activ7, em referência ao número máximo de ocupantes que o veículo pode transportar. Os dois assentos extras podem ser rebatidos para ampliar o volume de carga. Essa versão, aliás, passa a trazer o pneu estepe no assoalho em substituição ao posicionamento na tampa do porta-malas. (Com informações da General Motors do Brasil)

Quadro de instrumentos foi modificado Os painéis e consoles, no interior, trazem maior refinamento e combinam diferentes texturas e cores, que se estendem ainda aos revestimentos dos assentos. O quadro de instrumentos, equipado com novo computador de bordo, é compartilhado com o Chevrolet Tracker. O velocímetro passa a ser analógico em substituição ao digital. O Spin oferece, de série, equipamentos como ar-condicionado, direção com assistência elétrica, transmissão de seis velocidades, além de travas e vidros elétricos com comando por controle remoto na chave. Retrovisor com ajuste elétrico e sensor de estacionamento são, agora, itens de série desde a versão LT, que ganha uma configuração com transmissão automática. As versões mais sofisticadas (LTZ e Activ) são equipadas com câmera de ré com linhas guias, sensor de chuva, acendimento automático dos faróis, ajuste de altura dos faróis, além de luz de posição em LED. Powertrain - Neste quesito, nenhuma novidade. O Spin continua a ser equipado com o motor 1.8

capaz de render até 106/111 cv e 16,8/17,7 kgfm de torque com gasolina e etanol, respectivamente. A transmissão tem duas opções: automática ou manual, sempre de seis marchas. A Chevrolet informou que o Spin Activ7 acelera de 0 a 100 km/h em até 11,3 segundos e, de 80 a 120 km/h, em até 9,7 segundos. O consumo informado pela montadora, na cidade, é de é de 10,3 km/l (gasolina) e 7,0 km/l (etanol). Já na estrada, é de 12,0 km/l (gasolina) e 8,3 km/l (etanol), de acordo com dados do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Contribui para esses números de consumo o sistema de grade ativa do radiador. Ele abre e fecha, automaticamente, a grade posterior frontal de acordo com as condições de velocidade do veículo e necessidade de refrigeração do motor. Quando fechada, há redução do arrasto do ar e melhora da aerodinâmica. Os números informados para a versão LTZ, manual, são os seguintes: 0 a 100 km/h em até 10,2 segundos e, de 80 a 120 km/h, em até 11,7 segundos. O consumo urbano é de 10,4 km/l (gasolina)

e 7,8 km/l (etanol), enquanto o rodoviário é de 13,2 km/l (gasolina) e 9,0 km/l (etanol). É importante ressaltar que os testes do Inmetro são feitos em condições muito específicas, dificilmente encontradas em situações do dia a dia. Por esse motivo, entendemos que o consumo urbano apresentado, por exemplo, está muito longe da realidade encontrada nas nossas cidades. É muito difícil conceber que um veículo, com as proporções do Spin, equipado com um motor 1.8 que não agrega grandes soluções tecnológicas atuais, possa atingir médias de 10 km/l no conturbado trânsito das nossas maiores cidades quando abastecido com gasolina. Preços e versões: Spin LS (manual) – R$ 63,99 mil; Spin LT (manual) – R$ 68,89 mil; Spin LT (automático) – R$ 69,99 mil; Spin LTZ (manual, 7 lugares) – R$ 78,49 mil; Spin Activ (automático) – R$ 79,99 mil; Spin LTZ (automático, 7 lugares) – R$ 81,99 mil e Spin Activ7 (automático, 7 lugares) – R$ 83,49 mil. (JOC)


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FINANÇAS financas@diariodocomercio.com.br

CONTAS PÚBLICAS

MERCADO FINANCEIRO

Mercado reduz previsão de déficit para R$ 149 bi em 2018

Ibovespa sobe com ajuda de commodities; dólar também fecha em alta

Nova estimativa segue abaixo da meta estipulada pelo governo para o ano Brasília - Depois de piorarem as previsões para o déficit primário no mês de junho, as projeções dos analistas de mercado ouvidos pelo Ministério da Fazenda em julho são de um déficit um pouco menor neste ano. De acordo com o boletim Prisma Fiscal deste mês, divulgado ontem pela Secretaria de Política Econômica (SPE) da pasta, a mediana das previsões para este ano passou de um rombo de R$ 151,192 bilhões, previsto em junho, para um déficit de R$ 149,642 bilhões. O valor está abaixo da meta de 2018, que permite um déficit de R$ 159 bilhões. Em maio, antes da greve dos caminhoneiros e da criação de um programa de subsídio para o diesel, a projeção era de resultado negativo em R$ 138,543 bilhões. Para 2019, os analistas projetaram um resultado negativo de R$ 123,288 bilhões, pior do que a previsão anterior de R$ 117,875 bilhões. A meta de 2019 permite um déficit de R$ 139 bilhões. O Prisma deste mês também revisou para baixo as previsões do mercado para a arrecadação das receitas federais em 2018, com a estimativa retornando de R$ 1,445 trilhão para R$ 1,444 trilhão. Para o ano que vem, a projeção para a arrecadação também caiu de R$ 1,552 trilhão para R$ 1,547 trilhão. A estimativa para a receita

ARQUIVO DC

Para 2019, porém, houve piora nas projeções, que agora apontam para um rombo de R$ 123 bi

líquida do governo central neste ano foi mantida em R$ 1,217 trilhão, enquanto para o próximo ano passou de R$ 1,303 trilhão para R$ 1,302 trilhão. Já pelo lado do gasto, a projeção de despesas totais do governo central este ano foi de R$ 1,367 trilhão para R$ 1,366 trilhão. Para 2019, a estimativa passou de R$ 1,420 trilhão para R$ 1,422 trilhão. A mediana das projeções dos analistas do Prisma para a Dívida Bruta do governo

central ao fim de 2018 passou de 75,8% do Produto Interno Bruto (PIB) para 76% do PIB. Para 2019, a previsão, que estava em 77,8% do PIB, subiu para 78,10% do PIB no relatório de ontem. Curto Prazo - O Prisma também trouxe projeções fiscais para este e os próximos dois meses. Para julho, a previsão de superávit passou de R$ 19,007 bilhões para R$ 19,143 bilhões. Para agosto, a estimativa de déficit primário foi de R$ 16,490 bilhões para

Contas dos próximos anos preocupam São Paulo/Brasília O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, disse ontem que o governo não tem dúvidas de que vai conseguir cumprir a meta fiscal deste ano, que permite um rombo de até R$ 159 bilhões nas contas públicas. Mas, com o ritmo de votação de projetos do Congresso Nacional que aumentam as despesas e concedem mais isenções a setores específicos, a preocupação é em relação aos próximos anos. Reportagem publicada pelo jornal “O Estado de S. Paulo” mostrou que projetos aprovados no Congresso têm impacto potencial de mais de R$ 100 bilhões para os cofres públicos. Guardia também anunciou que o governo trabalhará com expectativa de alta de 1,6% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano, a ser apresentada no próximo dia 22, na divulgação do relatório bimestral de receitas e despesas. Oficialmente, o governo ainda trabalha com projeção de crescimento de 2,5% para este ano. “O que temos de assegurar são as condições daqui para frente, e aí temos de assegurar a agenda de reformas”, afirmou o ministro, ressaltando que

a aprovação da reforma da Previdência continua “absolutamente fundamental”, até mesmo para dar maior credibilidade para a medida que fixa um teto para a alta dos gastos públicos (a regra que limita o aumento dos gastos à variação da inflação). Guardia participou do Broadcast Ao Vivo Interativo, programa em que assinantes do Broadcast - produto de informação em tempo real do Grupo Estado - participam enviando perguntas ao entrevistado. Cenário atual - Uma das questões direcionadas ao ministro foi sobre a diferença entre o momento atual e o ano de 2002, quando o mercado ficou estressado diante da possibilidade de vitória de Luiz Inácio Lula da Silva. Guardia disse que a questão fiscal agora está pior do que naquela época. Já a situação das contas externas está bem melhor agora. “A gente tinha a dívida interna atrelada ao dólar. Éramos devedores líquidos em moeda estrangeira”, afirmou ele. “Outra diferença é que, naquele momento, o Tesouro não tinha um colchão de liquidez como o que tem hoje”, destacou o

ministro, ressaltando que o Banco Central também tem mais instrumentos para evitar muita volatilidade no mercado. “Em abril de 2002, o Tesouro tinha menos de R$ 40 bilhões em caixa”, ressaltou. Hoje o “colchão de liquidez” está próximo dos R$ 600 bilhões, completou o ministro. Na área fiscal, Guardia destacou que, na época, havia superávit primário, enquanto hoje há um déficit primário. Já a inflação hoje é bem menor do que naquela época. “Temos incerteza em relação à transição política. Isso é normal, mas, cada vez mais, os agentes vão perceber que existe compromisso dos principais candidatos com a continuidade das reformas”. Guardia ressaltou que, embora deputados e senadores avancem em pautas apelidadas de “farra fiscal” - por causa do impacto nas contas públicas -, o Congresso também aprovou projetos importantes para a área econômica. Ele mencionou que, na Câmara, já passaram o projeto de lei da venda das distribuidoras da Eletrobras, do cadastro positivo, a duplicata eletrônica e a questão dos distratos imobiliários. (AE)

R$ 17,528 bilhões. A projeção para o mês de setembro é de déficit de R$ 24,650 bilhões ante previsão anterior de R$ 24,690 bilhões. (AE)

São Paulo - O Ibovespa encerrou com avanço de quase 2% ontem, na máxima em cinco semanas, favorecido pelo avanço de commodities e bolsas no exterior, com ações de companhias de mineração e siderurgia entre as maiores altas, embora o giro financeiro tenha sido novamente mais fraco. O principal índice de ações da B3 subiu 1,96%, a 75.856 pontos, encerrando próximo da máxima da sessão, de 75.897 pontos. O volume financeiro totalizou R$ 9,7 bilhões, novamente abaixo da média do ano, de R$ 11,7 bilhões. Em julho, o giro médio diário está em R$ 8,14 bilhões. No mês anterior, foi de R$ 13 bilhões. Profissionais da área de renda variável têm atribuído a menor liquidez ao começo da temporada de férias no hemisfério Norte, além do quadro ainda bastante indefinido para as eleições no Brasil, economia doméstica debilitada e expectativa para o começo da temporada de resultados de segundo trimestre na próxima semana. “O mercado aguarda novas notícias que possam gerar impacto para impul-

sionar o índice e melhorar o volume”, disse o analista de ações da corretora Genial Filipe Villegas. Dólar – A moeda norte-americana fechou ontem com leve alta frente ao real, tendo como pano de fundo a cena política do País, com as eleições presidenciais cada vez mais próximas. O dólar avançou 0,08%, a R$ 3,8841 na venda, depois de ter encerrado o pregão passado com forte aumento de mais de 2%. O dólar futuro tinha alta de cerca de 0,17% no fim do dia. “Os mercados globais operam no campo positivo, dissipando parte do movimento de aversão ao risco observado ontem (quarta-feira)”, escreveu a equipe de economistas do banco Bradesco em relatório, referindo-se à afirmação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o comprometimento de Washington com a Otan “continua muito forte”. No exterior, o dólar era negociado em alta frente a uma cesta de moedas e recuava frente a divisas de países emergentes, como os pesos chileno e mexicano. (Reuters)


Indicadores Econômicos Inação

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COMPRA

R$ 3,8832

R$ 3,8750

R$ 3,8024

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VENDA

R$ 3,8837

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COMPRA

R$ 3,8558

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VENDA

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COMPRA

R$ 3,8370

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VENDA

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COMPRA

R$ 3,9600

R$ 3,9600

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VENDA

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R$ 4,0600

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SalĂĄrio/CUB/UPC/Ufemg/TJLP

Custo do dinheiro  CDB PrĂŠ 30 dias

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Capital de Giro

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Hot Money

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CDI

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6,40% - a.a.

Fonte: AE

Ouro  Nova Iorque (onça-troy)





US$ 1.246,60

US$1.244,40

US$1.255,40

R$ 154,30

R$ 153,00

R$ 153,50

BM&F-SP (g) Fonte: AE

Taxas Selic 7ULEXWRV)HGHUDLV   0,80 0,64 0,64 0,57 0,54 0,58 0,47 0,53 0,52 0,52

0HWDGD7D[DDD 

8,25 7,25 7,00 7,00 7,00 6,75 6,50 6,50 6,50 6,50

Reservas Internacionais 11/07 .......................................................................... US$ 379.653 milhĂľes Fonte: BC

Imposto de Renda %DVHGH&iOFXOR 5





AtĂŠ 1.903,98

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De 2.826,66 atĂŠ 3.751,05

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De 3.751,06 atĂŠ 4.664,68

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Acima de 4.664,68

27,5

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De 1.903,99 atĂŠ 2.826,65

Deduçþes: a) R$ 189,59 por dependente (sem limite). b) Faixa adicional de R$ 1.903,98 para aposentados, pensionistas e transferidos para a reserva remunerada com mais de 65 anos. c) Contribuição previdenciåria. d) Pensão alimentícia. Obs:

TR/Poupança $JRVWR



Fonte: AE

Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro Janeiro Fevereiro Março Abril Maio

Ă‹QGLFHV-XOKR



Para calcular o valor a pagar, aplique a alĂ­quota e, em seguida, a parcela a deduzir.

Fonte: Secretaria da Receita Federal - A partir de Abril do ano calendĂĄrio 2015

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$EULO 954,00 1,45 23,54 3,2514 6,60

07/06 a 07/07 08/06 a 08/07 09/06 a 09/07 10/06 a 10/07 11/06 a 11/07 12/06 a 12/07 13/06 a 13/07 14/06 a 14/07 15/06 a 15/07 16/06 a 16/07 17/06 a 17/07 18/06 a 18/07 19/06 a 19/07 20/06 a 20/07 21/06 a 21/07 22/06 a 22/07 23/06 a 23/07 24/06 a 24/07

0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000

0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715

02('$3$Ă‹6 BOLIVAR/VEN BOLIVIANO/BOLIVIA COLON/COSTA RICA COLON/EL SALVADOR COROA DINAMARQUESA COROA ISLND/ISLAN COROA NORUEGUESA COROA SUECA COROA TCHECA DINAR ARGELINO DINAR/KWAIT DINAR/BAHREIN DINAR/IRAQUE DINAR/JORDANIA DINAR SERVIO DIRHAM/EMIR.ARABE DOLAR AUSTRALIANO DOLAR/BAHAMAS DOLAR/BERMUDAS DOLAR CANADENSE DOLAR DA GUIANA DOLAR CAYMAN DOLAR CINGAPURA DOLAR HONG KONG DOLAR CARIBE ORIENTAL DOLAR DOS EUA FORINT/HUNGRIA FRANCO SUICO GUARANI/PARAGUAI IENE LIBRA/EGITO LIBRA ESTERLINA LIBRA/LIBANO LIBRA/SIRIA, REP NOVO DOLAR/TAIWAN LIRA TURCA NOVO SOL/PERU PESO ARGENTINO PESO CHILE PESO/COLOMBIA PESO/CUBA PESO/REP. DOMINIC PESO/FILIPINAS PESO/MEXICO PESO/URUGUAIO QUETZEL/GUATEMALA RANDE/AFRICA SUL RENMIMBI IUAN RENMINBI HONG KONG RIAL/CATAR RIAL/OMA RIAL/IEMEN RIAL/IRAN, REP RIAL/ARAB SAUDITA RINGGIT/MALASIA RUBLO/RUSSIA RUPIA/INDIA RUPIA/INDONESIA RUPIA/PAQUISTAO SHEKEL/ISRAEL WON COREIA SUL ZLOTY/POLONIA EURO )RQWH%DQFR&HQWUDO

&Ă?',*2 26 30 35 40 45 55 65 70 75 90 95 100 115 125 133 145 150 155 160 165 170 190 195 205 210 220 345 425 450 470 535 540 560 575 640 642 660 665 715 720 725 730 735 741 745 770 775 795 796 800 805 810 815 820 825 828 830 865 870 880 930 975 978

Contribuição ao INSS &2035$ 0,0000321 0,55 0,8014 0,006776 0,4402 0,6047 0,4762 0,4357 0,174 0,08016 0,03263 12,717 0,003213 5,4299 0,03813 1,0496 2,8595 3,8558 3,8558 2,9297 0,01822 4,5984 2,8314 0,4912 0,5645 3,8558 0,01389 3,8512 0,0006742 0,0343 0,2148 5,1035 0,002535 0,007478 0,1265 0,7998 1,1777 0,05599 0,005957 0,001337 3,8558 0,07761 0,07214 0,2051 0,1228 0,5134 0,002698 0,5779 0,5772 1,0587 10,0099 0,01541 0,0000893 1,0281 0,0009481 0,9538 0,06209 0,000268 0,2488 1,0595 0,003432 1,0441 4,507

9(1'$ 0,0000322 0,5622 0,8101 0,00682 0,4408 0,6048 0,4765 0,4359 0,1742 0,08059 0,03286 12,7484 0,00325 5,4346 0,03821 1,05 2,8618 3,8564 3,8564 2,9313 0,0187 4,6744 2,8323 0,4914 0,5799 3,8564 0,01392 3,8533 0,0006757 0,03431 0,216 5,1051 0,002562 0,007488 0,1266 0,8014 1,1786 0,05608 0,00596 0,001339 3,8564 0,07766 0,07223 0,2054 0,123 0,5156 0,002714 0,5788 0,5774 1,0595 10,027 0,01543 0,0000893 1,0283 0,0009586 0,9547 0,06215 0,0002683 0,2501 1,0602 0,003439 1,0448 4,5093

7$%(/$'(&2175,%8,dÂŽ(6'(-$1(,52'( Tabela de contribuição dos segurados empregados, inclusive o domĂŠstico, e trabalhador avulso 6DOiULRGHFRQWULEXLomR   $OtTXRWD 5       AtĂŠ 1.693,72 8,00 De 1.693,73 a 2.822,90 9,00 De 2.822,91 atĂŠ 5.645,80 11,00 &2175,%8,d­2'266(*85$'26$87Ă?12026(035(6Ăˆ5,2 ()$&8/7$7,92 6DOiULREDVH 5  $OtTXRWD &RQWULEXLomR 5

AtĂŠ 954,00 (valor. MĂ­nimo) 11 104,94 De 954,00 atĂŠ 5.645,80 20 190,80 atĂŠ 1.129,16 &27$6'(6$/Ăˆ5,2)$0Ă‹/,$  5HPXQHUDomR AtĂŠ R$ 877,67 Acima de R$ 877,68 a R$ 1.319,18

9DORUXQLWiULRGDTXRWD R$ 45,00 R$ 31,71

Fonte: MinistĂŠrio do Trabalho e da PrevidĂŞncia Social - VigĂŞncia: Janeiro/2018

FGTS ËQGLFHVGHUHQGLPHQWR &RPSHWrQFLD Fevereiro/2018 Março/2018

&UpGLWR Abril/2018 Maio/2018

Seguros

TBF

25/06

0,01311781 2,92791132

26/06

0,01311781 2,92791132

27/06

0,01311781 2,92791132

28/06

0,01311781 2,92791132

29/06

0,01311781 2,92791132

30/06

0,01311781 2,92791132

01/07

0,01311781 2,92791132

02/07

0,01311781 2,92791132

03/07

0,01311781 2,92791132

04/07

0,01311781 2,92791132

05/07

0,01311781 2,92791132

06/07

0,01311781 2,92791132

27/06 a 27/07 28/06 a 28/07 29/06 a 29/07 30/06 a 30/07 01/07 a 01/08 02/07 a 02/08 03/07 a 03/08 04/07 a 04/08 05/07 a 05/08 06/07 A 06/08 07/07 a 07/08 08/07 a 08/08 09/07 a 09/08 10/07 a 10/08 11/07 a 11/08 Fonte: AE

07/07

0,01311781 2,92791132

08/07

0,01311781 2,92791132

09/07

0,01311781 2,92791132

10/07

0,01311781 2,92791132

11/07

0,01311781 2,92791132

12/07

0,01311781 2,92791132

13/07 0,01311781 2,92791132 Fonte: Fenaseg

 0,2466 0,2466

  0,4867 0,4867

0,5105 0,5092 0,4844 0,4608 0,5070 0,5302 0,5294 0,5324 0,5106 0,4879 0,4863 0,5095 0,5327 0,5327 0,5327

AluguĂŠis )DWRUGHFRUUHomRDQXDO UHVLGHQFLDOHFRPHUFLDO ,3&$ ,%*(

Junho ,*3', )*9

Junho ,*30 )*9

Junho

1,0439 1,0779 1,0692

0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000

0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715

Agenda Federal Dia 13

Taxas de câmbio

25/06 a 25/07 26/06 a 26/07 27/06 a 27/07 28/06 a 28/07 29/06 a 29/07 30/06 a 30/07 01/07 a 01/08 02/07 a 02/08 03/07 a 03/08 04/07 a 04/08 05/07 a 05/08 06/07 a 06/08 07/07 a 07/08 08/07 a 08/08 09/07 a 09/08 10/07 a 10/08 11/07 a 11/08

IOF - Pagamento do IOF apurado no 1Âş decĂŞndio de julho/2018: Operaçþes de crĂŠdito - Pessoa JurĂ­dica - CĂłd. Darf 1150. Operaçþes de crĂŠdito - Pessoa FĂ­sica - CĂłd. Darf 7893. Operaçþes de câmbio - Entrada de moeda - CĂłd. Darf 4290. Operaçþes de câmbio - SaĂ­da de moeda - CĂłd. Darf 5220. TĂ­tulos ou Valores MobiliĂĄrios - CĂłd. Darf 6854. Factoring - CĂłd. Darf 6895. Seguros &yG'DUI2XURDWLYRÂżQDQFHLUR - CĂłd. Darf 4028. Darf Comum (2 vias) IRRF - Recolhimento do Imposto de Renda Retido na Fonte correspondente a fatos geradores ocorridos no perĂ­odo de 1Âş a 10.07.2018, incidente sobre rendimentos de (art. 70, I, letra “bâ€?, da Lei no 11.196/2005): a) juros sobre capital prĂłprio e aplicaçþes ÂżQDQFHLUDV LQFOXVLYH RV DWULEXtGRV D residentes ou domiciliados no exterior, e tĂ­tulos de capitalização; b) prĂŞmios, inclusive os distribuĂ­dos sob a forma de bens e serviços, obtidos em concursos e sorteios de qualquer espĂŠcie e lucros decorrentes desses prĂŞmios; e c) multa ou qualquer vantagem por rescisĂŁo de contratos. Darf Comum (2 vias) EFD – Contribuiçþes - Entrega da EFD - Contribuiçþes relativas aos fatos geradores ocorridos no mĂŞs de maio/2018 (Instrução Normativa RFB nÂş 1.252/2012, art. 7Âş). Internet Cide - Pagamento da Contribuição de Intervenção no DomĂ­nio EconĂ´mico cujos fatos geradores ocorreram no mĂŞs de junho/2018 (art. 2Âş, § 5Âş, da Lei nÂş 10.168/2000; art. 6Âş da Lei nÂş 10.336/2001): Incidente sobre as importâncias pagas, creditadas, entregues, empregadas ou remetidas a residentes ou domiciliados no exterior, a tĂ­tulo de royalties ou remuneração previstos nos respectivos contratos relativos a fornecimento de tecnologia, prestação de serviços de assistĂŞncia tĂŠcnica, cessĂŁo e licença de uso de marcas e cessĂŁo e licença de exploração de patentes - CĂłd. Darf 8741. Incidente na comercialização de petrĂłleo e seus derivados, gĂĄs natural e seus derivados e ĂĄlcool etĂ­lico combustĂ­vel (Cide-CombustĂ­veis) CĂłd. Darf 9331. Darf Comum (2 vias) &RÂżQV3,63DVHS  5HWHQomR QD )RQWH Âą $XWRSHoDV  Recolhimento GD &RÂżQV H GR 3,63DVHS UHWLGRV na fonte sobre remuneraçþes pagas por pessoas jurĂ­dicas referentes Ă aquisição de autopeças (art. 3Âş, § 5Âş, da Lei nÂş 10.485/2002, com a nova redação dada pelo art. 42 da Lei nÂş 11.196/2005), no perĂ­odo de 16 a 30.06.2018. Darf Comum (2 vias)

EFD-Reinf - Entrega da Escrituração Fiscal Digital de Retençþes e Outras Informaçþes Fiscais (EFD-Reinf), relativa ao mĂŞs de junho/2018, pelas entidades compreendidas no 1Âş Grupo, com faturamento em 2016 acima de R$ 78.000.000,00 (Instrução Normativa RFB nÂş 1.701/2017, art. 2Âş, § 1Âş inciso I, e art. 3Âş, ambos com a redação dada pela Instrução Normativa RFB nÂş 1.767/2017). Internet Dia 16 3UHYLGrQFLD 6RFLDO ,166   Contribuinte individual, facultativo e segurado especial optante pelo recolhimento como contribuinte individual Recolhimento das contribuiçþes previdenciĂĄrias relativas Ă competĂŞncia junho/2018 devidas pelos contribuintes individuais, pelo facultativo e pelo segurado especial que tenha optado pelo recolhimento na condição de contribuinte individual. NĂŁo havendo expediente bancĂĄrio, permite-se prorrogar o recolhimento para o dia Ăştil imediatamente posterior. GPS (2 vias) 3UHYLGrQFLD 6RFLDO ,166  Âą &RQWULEXLQWH  LQGLYLGXDO H IDFXOWDWLYROpção pelo recolhimento trimestral Recolhimento das contribuiçþes previdenciĂĄrias relativas Ă s competĂŞncias abril e/ou maio e/ ou junho (2Âş trimestre/2018), devidas pelos segurados contribuintes individuais e facultativos que tenham optado pelo recolhimento trimestral e cujos salĂĄrios-de-contribuição sejam iguais ao valor de um salĂĄrio-mĂ­nimo. NĂŁo havendo expediente bancĂĄrio, permite-se prorrogar o recolhimento para o dia Ăştil imediatamente posterior. GPS (2 vias) Dia 20 IRRF - Recolhimento do Imposto de Renda Retido na Fonte correspondente a fatos geradores ocorridos no mĂŞs de junho/2018, incidente sobre rendimentos de EHQHÂżFLiULRV LGHQWLÂżFDGRV UHVLGHQWHV ou domiciliados no PaĂ­s (art. 70, I, “eâ€?, da Lei nÂş 11.196/2005, com a redação dada pela Lei Complementar nÂş 150/2015). Darf Comum (2 vias) &RÂżQV&6/3,63DVHS  5HWHQomR na Fonte - 5HFROKLPHQWR GD &RÂżQV da CSL e do PIS-Pasep retidos na fonte sobre remuneraçþes pagas por pessoas jurĂ­dicas a outras pessoas jurĂ­dicas, correspondente a fatos geradores ocorridos no mĂŞs de junho/2018 (Lei nÂş 10.833/2003, art. 35, com a redação dada pelo art. 24 da Lei nÂş 13.137/2015). Darf Comum (2 vias)


BELO HORIZONTE, SEXTA-FEIRA, 13 DE JULHO DE 2018

19

LEGISLAÇÃO TRABALHO

TRIBUTOS

Registros sindicais são suspensos Procedimentos de análise e publicações de processo ficam congelados por 90 dias Brasília - O novo ministro do Trabalho, Caio Vieira de Mello, suspendeu todos os procedimentos de análise e as publicações relativas a processo de registro sindical na pasta pelo prazo de 90 dias. O ato, um dos primeiros do advogado mineiro no cargo, foi publicado no “Diário Oficial da União (DOU)” de ontem. A medida não atinge processos que devem ser cumpridos por determinação judicial. Em 1° de junho, o ministério já havia suspendido por 30 dias as análises publicações de pedidos, publicações de deferimento e cancelamentos de registro sindical, após a deflagração da Operação Registro Espúrio, da Polícia Federal. No último dia 5, o então ministro do Trabalho, Helton Yomura, pediu exoneração do cargo após ter sido um dos alvos da Operação

Registro Espúrio e afastado do cargo por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). A operação foi deflagrada no dia 30 de maio para apurar a suspeita de fraudes no registro de sindicatos junto ao Ministério do Trabalho. A ação aprofunda investigações sobre suposta concessão fraudulenta de registros sindicais no Ministério do Trabalho. Yomura representava o PTB no governo Caio Vieira de Mello assumiu o comando do Trabalho na última terça-feira (10) em substituição a Helton Yomura. No dia da posse, o novo ministro sinalizou que faria mudanças na pasta depois das investigações realizadas pela PF. Questionado por jornalistas se poderia fazer uma “limpa” no Ministério do Trabalho, Mello respondeu com outra pergunta: “A senhora não

VALTER CAQMPANATO/ABr

faria?”. “O que for necessário, será feito”, afirmou ele, acrescentando que vai “fazer um exame apurado de todas as situações”. No mês passado, a Secretaria de Relações do Trabalho do Ministério já havia determinado a suspensão, pelo prazo de 90 dias, da emissão de mais de 180 certidões sindicais, também com o objetivo de apurar possíveis irregularidades. A Operação Registro Espúrio, que obrigou o Ministério do Trabalho a fazer esse pente-fino nos processos, foi deflagrada no fim de maio. Além de Yomura, também são alvo da operação, em diferentes fases, o ex-deputado e presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, pivô do Vieira de Mello prometeu realizar uma “limpa” na pasta escândalo do mensalão do PT, e os deputados Jovair Wilson Filho (PTB) e Nel- (PTB-RJ), filha de Jefferson, Arantes (PTB), Paulinho son Marquezelli (PTB). A também é investigada na da Força (Solidariedade), deputada Cristiane Brasil ação da PF. (AE/ABr)

LEI GERAL

Proteção de dados vai impactar empresas Brasília - A nova lei geral de proteção de dados pessoais, aprovada na última terça-feira (10) pelo Senado, colocou o Brasil ao lado de dezenas de países que já têm legislação sobre o tema, como as nações europeias e boa parte da América do Sul. Ao estabelecer direitos e responsabilidades, a lei vai trazer também impactos no cotidiano dos cidadãos, de empresas e dos órgãos públicos. O texto ainda precisa ser sancionado pelo presidente Michel Temer, e as novas regras só vão entrar em vigor daqui a um ano e meio. O texto define dados pessoais como informações que podem identificar alguém (não apenas um nome, mas uma idade que, cruzada com um endereço, possa revelar que se trata de determinada pessoa). Além disso, disciplina a forma como as informações são coletadas e tratadas em qualquer situação, especialmente em meios digitais. Estão cobertas situações como cadastros ou textos e fotos publicados em redes sociais. A nova regra também cria o conceito de dados sensíveis, informações sobre origem racial ou étnica, convicções religiosas, opiniões políticas, saúde ou vida sexual. Registros como esses passam a ter nível maior de proteção, para evitar formas de discriminação. Esse tipo de característica não poderá ser considerado, por exemplo, para direcionamento de anúncios publicitários sem que haja um consentimento específico e destacado do titular. Já registros médicos não poderão ser comercializados. Se sancionada, a lei valerá para atividades e pessoas em território nacional, mas também para coletas feitas fora, desde que estejam relacionadas a bens ou serviços ofertados a brasileiros. Um site que vende pacotes de viagens com conteúdo em português e ofertas para brasileiros teria as mesmas responsabilidades de uma página sediada no País. Finalidade específica - O uso de dados não poderá ser indiscriminado, mas para uma

finalidade determinada. Um prédio que solicite nome dos pais de alguém para acesso ao local, por exemplo, pode ser questionado. Os “testes de personalidade”, como o aplicado no Facebook que originou o vazamento de dados de 87 milhões de pessoas, usados pela empresa Cambridge Analytica, inclusive para influenciar eleições, são outro exemplo. “As empresas vão ter de justificar o tratamento de dadosm o que pode fazer com que, em alguns casos, eles não precisem ser usados. Isso tende a racionalizar a coleta e o uso de dados, seja porque a lei pode proibir ou porque ele não vai valer a pena por gerar risco pouco razoável”, comenta Danilo Doneda, especialista em proteção de dados e consultor que participou ativamente do processo de discussão da lei. Além de uma finalidade específica, a coleta só pode ocorrer caso preencha requi-

sitos específicos, especialmente mediante autorização do titular (o chamado consentimento). Ou seja, o pedido de permissão (por exemplo, ao baixar aplicativos) passa a ser a regra, não um favor das empresas. “Por um lado, caminhamos, portanto, no sentido de minimizar a produção de dados que podem ser considerados excessivos para a prestação dos serviços. O que, diante dos inúmeros incidentes de vazamento de dados que vemos a cada semana, é também uma forma de segurança”, avalia Joana Varon, da organização de direitos digitais Coding Rights. Se o titular consentir ao aceitar as “regras” em redes sociais, os chamados “termos e condições” usados por plataformas como Facebook, Twitter e Google, as empresas passam a ter o direito de tratar os dados (respeitada a finalidade específica), desde que não violem a lei. Contudo, a lei lista uma série de

responsabilidades. Entre elas estão a garantia da segurança dos dados e a elaboração de relatórios de impacto à proteção de dados, se solicitados pela autoridade regulatória. A norma permite a reutilização dos dados por empresas ou órgãos públicos, em caso de “legítimo interesse” desses. Estabelece, no entanto, que esse reúso só pode ocorrer em uma situação concreta, em serviços que beneficiem o titular e com dados “estritamente necessários”, respeitando os direitos dele. “Não é possível prever todas as situações, especialmente quando se trata de tecnologia. Por isso, é fundamental a previsão de uma norma fluida como o legítimo interesse, capaz de se adaptar às evoluções tecnológicas. Esse conceito indeterminado é justamente o que impedirá que a lei se torne obsoleta diante do uso novos dos dados, inimagináveis hoje”, observa Fabiano Bar-

reto, especialista em política e indústria da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Autoridade Nacional de Proteção de Dados também terá o papel de realizar auditorias para verificação de possíveis aspectos discriminatórios nesse tipo de tratamento”, destaca Rafael Zanatta, do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec). O texto listou garantias específicas para crianças e pessoas com idade até 12 anos. A coleta fica sujeita a uma série de restrições, deve ser informada de maneira acessível para esse público e fica condicionada à autorização de pelo menos um dos pais. “Para as famílias, isso significa ter, finalmente, uma forma de garantir que não estão usando dados de seus filhos de forma não autorizada. Isso é fundamental. Afinal, as crianças estão em um processo peculiar de desenvolvimento e, por isso, são mais vulneráveis”, afirma Pedro Hartung, do Instituto Alana, organização voltada à defesa dos direitos de crianças e adolescentes. Ao estabelecer garantias e responsabilidades às empresas, a lei geral de proteção

de dados pessoais vai ter impacto importante nos negócios realizados no Brasil e com parceiras estrangeiras. A primeira mudança é que, com sua aprovação, o País passa a atender a exigências de outros países e regiões, como a União Europeia. Sem isso, as empresas nativas poderiam ter dificuldades para fechar negócios. Adaptação - Na avaliação do coordenador da área de direito digital da firma Kasznar Leonardos Advogados, Pedro Vilhena, as empresas deverão passar por um processo de adaptação. Elas tendem a racionalizar a coleta, uma vez que passarão a estar suscetíveis a sanções por parte da autoridade regulatória. De acordo com o texto, as penalidades poderão chegar a R$ 50 milhões. “O valor de R$ 50 milhões é considerável para algumas, mas, para outras, é irrisório. A principal sanção é a proibição de tratamento de dados. Algumas empresas podem ter que deixar de operar porque

DA REDAÇÃO

A Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (FFO) da Assembleia Legislativa de Minas Gerais aprovou, em turno único, na última quarta-feira (11) o Projeto de Resolução (PTE) 56/18. De autoria da comissão, o projeto ratifica regime especial de tributação concedido pelo governador Fernando Pimentel a vários segmentos econômicos. São beneficiados setores de fabricação e montagem de bicicletas, siderúrgico (produção de aços planos nas formas de bobinas e chapas) e de fabricação e comercialização de cosméticos e produtos de higiene pessoal. O regime especial consta da Mensagem 319/17, do governador, enviada à ALMG para apreciação da FFO e apresentação de Projeto de Resolução da comissão. O relator, deputado Ulysses Gomes (PT), ressaltou justificativas da mensagem para a concessão do benefício, entre as quais a necessidade de fomentar e proteger os setores mencionados, diante de impactos negativos sofridos em decorrência de políticas econômicas instituídas por outros estados relativamente ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), a chamada guerra fiscal. Entre os exemplos mencionados no parecer estão benefícios fiscais irregulares concedidos pelos estados do Rio de Janeiro, Pernambuco, Sergipe, Tocantins e Espírito Santo a fabricantes de cosméticos e produtos de higiene pessoal, bem como à comercialização desses produtos por intermédio de seus centros de distribuição. Para esses setores, os benefícios são detalhados e variam em percentuais, conforme a situação e o ano de concessão (de 2017 a 2019), contemplando contribuintes localizados nos municípios de Vespasiano e Belo Horizonte (RMBH), Viçosa (Zona da Mata) e São Sebastião da Bela Vista e Pouso Alegre (Sul de Minas).

Direitos - De outro lado, o titular ganhou uma série de direitos. Ele poderá, por exemplo, solicitar os dados que a empresa tem sobre ele, a quem foram repassados (em situações como a de reutilização por “legítimo interesse”) e para qual finalidade. Caso os registros estejam incorretos, poderá cobrar a correção. Em determinados casos, o titular terá o direito de se opor a um tratamento. O titular terá ainda direito à portabilidade de suas informações, assim como ocorre com número de telefone. A autoridade regulatória, se criada, deve definir no futuro como isso será feito. Mas a possibilidade de levar os dados consigo é importante para que uma pessoa possa trocar de aplicativo sem perder seus contatos, fotos Bicicletas - Para o setor de ou publicações. (ABr) fabricação e montagem de bicicletas, o incentivo vale para estabelecimento signatário de protocolo de intenções firnão cumpriram obrigações da mado com o Estado, em que o contribuinte se compromete lei”, destaca Vilhena. O detalhamento de boa a instalar-se ou a expandir parte dessas regras, direitos unidade em Minas Gerais, em e responsabilidades depende detrimento de outras unidades da autoridade regulatória da Federação que possam prevista no texto. Ela poderá ter-lhe oferecido benefícios. definir parâmetros (como as Nesse sentido, a mensagem exigências mínimas de segu- informa que foi concedido rança), realizar auditorias, regime especial de tributasolicitar relatórios de impacto ção a empresa localizada no à proteção de dados e será a município de Lagoa da Prata responsável por fiscalizar e (Centro-Oeste de Minas). Quanto ao setor siderúrgidefinir possíveis punições. Contudo, sua criação vem co, a carga tributária efetiva, sendo alvo de polêmica. Se- nas operações de saída, deve gundo o professor de direito resultar em, no mínimo, 3% da Universidade Mackenzie nas vendas de aços planos e fundador da organização destinados a estabelecimento Data Privacy Brasil Renato de contribuinte localizado nos Leite, há questionamentos estados do Rio de Janeiro, Pano Executivo tanto de cará- raná ou Santa Catarina; e de ter jurídico quanto político 4% nas vendas de aços planos e orçamentário. Mas a não destinados a estabelecimento criação da autoridade, alerta de contribuinte localizado no o especialista, pode afetar estado de São Paulo. duramente a efetividade da Para esse setor, a mensagem lei. “Termos a regra sem uma informa que o regime especial autoridade que faça a sua foi concedido a contribuintes aplicação é abrir espaço para localizados nos municípios uma grande chance de insu- de Ouro Branco e Congonhas cesso. É o risco de ser uma lei (região Central) e Ipatinga, no que na prática ´não pegue´”, Vale do Aço. (As informações alerta o especialista. (ABr) são da ALMG)

Segurança das informações será reforçada Brasília - Uma garantia importante da nova lei geral de proteção de dados pessoais é a relativa à segurança das informações. Os casos de vazamento têm se multiplicado pelo mundo, atingindo inclusive grandes empresas, como a Uber. Além de assegurar a integridade dos dados e sua proteção contra vazamentos e roubos, as empresas são obrigadas a informar ao titular se houve um incidente de segurança. No caso envolvendo o Facebook e a empresa Cambridge Analytica, por exemplo, a empresa norte-americana teve conhecimento há anos do repasse maciço de informações, mas foi comunicar aos afetados somente meses atrás. A lei entra em uma seara importante, na decisão por processos automatizados (como as notas de crédito). “Há também o direito à revisão de decisões tomadas com base no tratamento automatizado de dados pessoais que definam o perfil pessoal, de consumo ou de crédito. A

Comissão da Assembleia aprova regime especial


BELO HORIZONTE, SEXTA-FEIRA, 13 DE JULHO DE 2018

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DC MAIS dcmais@diariodocomercio.com.br

Inovação ambiental

VIVER EM VOZ ALTA

A próxima reunião Quinzenal da Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas) – Futuro, já! Para viver à frente do seu tempo – debaterá o tema “Tecnologia e inovação ambiental: transformando desafios em negócios”. O evento será realizado no dia 17, das 17h30 às 18h30, na sede da ACMinas (Avenida Afonso Pena, 372, 3º andar) e terá como palestrante o CEO da WayCarbon, prêmio Education UK Alumni Awards, do British Council, Henrique Pereira.

Turismo em BH Belotur e suas ações em prol do destino turístico Belo Horizonte é o tema da próxima reunião semanal de diretores, associados e convidados da Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas), com apoio do Conselho Empresarial de Turismo, na terça-feira (17), às 18h30. O tema será apresentado pelo presidente da Belotur, Aluizer Malab, no Plenário Jornalista José Costa (Avenida Afonso Pena, 372, 3º andar, em Belo Horizonte).

Famílias Diversas O conceito de família deve ser baseado no afeto, em relações de sangue, parentesco ou casamento? A Faculdade Ipemed de Ciências Médicas – unidade Minas Gerais colocará em discussão estas e outras questões, no Ciclo de Diálogos “Famílias Diversas”. O encontro é uma iniciativa do curso de pós-graduação em Psiquiatria e será realizado no dia 19 (quinta-feira), das 19h às 21h30, no auditório da instituição (Avenida do Contorno, 2.073, Floresta, em Belo Horizonte. A entrada é gratuita e os interessados devem confirmar presença pelo site www.ipemed.com.br/ eventos/palestra.

Geraldo Alckmin O Fórum das Entidades Empresariais de Minas Gerais realiza no próximo dia 30, às 10h, debate com o pré-candidato à Presidência da República Geraldo Alckmin. O evento será realizado no Teatro Sesiminas (Rua Padre Marinho, 60, Santa Efigênia), em Belo Horizonte. Confirmação de presença pelo e-mail eventos@fiemg.com.br ou pelo telefone (31) 3263-4437.

‘O que parece uma derrota, pode ser, na verdade, vitória’ CARLOS BASSAN / FOTOS PÚBLICAS

ROGÉRIO FARIA TAVARES *

Dias depois da eliminação do Brasil pela Bélgica, no Mundial da Rússia, encontrei meu filho de seis anos e meio completamente absorvido pela televisão, em horário improvável, em seu quarto de brinquedo (onde fica o único aparelho da casa). Com uma expressão de angústia no rosto, mantinha os olhos vidrados na tela, quase sem piscar. Assistindo a uma reapresentação da partida fatal, insistia em me dizer que os brasileiros haviam ganhado nova chance e estavam, de novo, na luta pelo hexa. Mesmo depois de informado sobre o que estava vendo, permaneceu diante da tevê até o último minuto. Conferiu novamente, lance por lance, a derrota do time de seu país. Talvez precisasse da confirmação da perda ou, simplesmente, de compreender melhor como ela havia se dado. Para aceitá-la e, na sequência, quem sabe, incorporá-la à sua memória de modo mais suave. Afinal, por meses, cultivou a esperança do título, não só colecionando as figurinhas do álbum da Copa, como também trajando, em várias ocasiões, o uniforme da Seleção, da camisa de Neymar Júnior às chuteiras, presenteadas por Sabrina. Tomara que tudo isso siga com ele como uma recordação feliz, ou, pelo menos, curiosa, de sua infância. Assim como Carlos, houve momentos (não só quando criança, depois também) em

que, para seguir adiante, pre- limonada. São guerreiras, não Sobre o tema, há ainda cisei rever, na mente, alguns entregam os pontos. Tenazes, outra sutileza que muita filmes cujos desfechos foram acabam colhendo os frutos de gente não enxerga, no calor indesejados ou desagradáveis. sua persistência e determina- da hora: o que parece uma Ninguém gosta de frustrações. ção, depois de superarem os derrota pode ser, na verdade, Mas elas fazem parte da vida. desafios postos à sua frente, uma vitória. E vice- versa. Já São fatos. Nem sempre o mesmos os mais duros, como a vi muita gente comemorar o resultado do jogo é o que que, depois de algum tempo, se mostrou ser um azar esperamos, ainda que tenhamos feito a nossa parte. Alguém já escreveu: o vencedor é tremendo, ou um terrível Por mais que tenhamos aquele que não desistiu. Poderia infortúnio. Às vezes, só investido o máximo das depois de muito tempo é citar vários exemplos aqui. nossas energias num projepossível entender o sentido Não seria justo. Excluiria to, num empreendimento... de alguns acontecimentos. E não vale a pena brigar Em alguns casos, apenas centenas de outros. com os fatos. O importante na velhice é que o signifié levantar a cabeça, tomar cado de certos episódios rejeição dos seus semelhantes a um bom fôlego e ir em frente, se revela com mais clareza. com entusiasmo, na certeza alguma de suas características: Afinal, essa é a matéria de de que nada é melhor que condição social ou de saúde, que a vida é feita. Estamos um dia após o outro. E de etnia, aparência física, idade, todos mergulhados num que nada é mais inteligente orientação sexual... Alguém já mistério profundo, em que que fazer, do limão, uma escreveu: o vencedor é aquele as perguntas são muitas, e limonada, com o perdão do que não desistiu. Poderia citar as respostas... muito poucas. vários exemplos aqui. Não lugar-comum. Conheço pessoas que se seria justo. Excluiria centenas * Jornalista. Da Academia tornaram especialistas em de outros. Mineira de Letras

CULTURA YURI SIMON / DIVULGAÇÃO

WILSON BAPTISTA / DIVULGAÇÃO

Prata, s/nº, em frente à Praça Paulo VI, em Belo Horizonte) Noites Circenses Circovolante - A terceira edição do projeto Noites Circenses, do Circovolante, investe novamente em artistas locais, promovendo cultura e entretenimento na região. Os palhaços Xinxin e Juaneto, do Circovolante, fazem apresentações inspiradas nos números clássicos do circo brasileiro, com direito a malabarismos, pernas de pau e até pirofagia, a arte de engolir fogo. Quando: Hoje, das 17h ás 23h30 Quanto: Entrada Gratuita Onde: Praça dos Ferroviários (junto à Feira Noturna), em Mariana (MG) Cinema Falado

Trupe de Teatro Fábula - “O Sortilégio da Mariposa”, da Trupe de Teatro e Pesquisa, celebra os 25 anos de atividade do grupo narrando de maneira poética uma fábula de amor do mundo dos insetos com uma convergência entre o teatro e a dança contemporânea. As apresentações integram o

Festival BH de Artes Cênicas, promovido pelo Sindicato dos Produtores de Artes Cênicas de Minas Gerais (Sinparc). Quando: Hoje e amanhã (14), às 20h, e domingo (15), às 19h Quanto: R$ 20 (Inteira), R$ 10 (Meia) e R$ 10 (Preço único) no site www.sinparc.com.br Onde: Espaço Cênico Yoshifumi Yagi / Teatro Raul Belém Machado (Rua Leonil

Terror brasileiro - “As Sete Vampiras”, filme de 1986 de Ivan Cardoso, é o programa do Cinema Falado, projeto do Centro de Estudos Cinematográficos de Minas Gerais (CEC-MG), com Geraldo Veloso e convidados. Um detetive, com sua secretária, investiga uma série de assassinatos. Com Roger Corman, Andréa Beltrão, Nuno

Leal Maia e Nicole Puzzi, Ivon Curi, Zezé Macedo, Colé, Tião Macalé e Wilson Grey. Quando: Dia 17, às 19h30 Quanto: Entrada Gratuita Onde: MIS Cine Santa Tereza (Praça Duque de Caxias, bairro SantaTereza, em Belo Horizonte) Livro de fotografias Lançamento - Com 115 fotografias distribuídas em 112 páginas, o livro Wilson Baptista: urbano fotográfico revive a memória da cidade de Belo Horizonte, entre as décadas de 1930 e 1960, pelo olhar do mineiro Wilson

Baptista (1913-2014). Registros históricos, selecionados de um acervo de mais de 30 mil negativos, remontam antigas leituras do cotidiano fotografado. Quando: Dia 17, às 17h30 Quanto: Entrada Gratuita Onde: Museu Abílio Barreto (Avenida Prudente de Morais, 202, Cidade Jardim, Belo Horizonte) www.facebook.com/DiariodoComercio www.twitter.com/diario_comercio dcmais@diariodocomercio.com.br Telefone: (31) 3469-2067

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