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diariodocomercio.com.br JOSÉ COSTA FUNDADOR

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DESDE 1932 - EDIÇÃO 23.631 - R$ 2,50

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BELO HORIZONTE, TERÇA-FEIRA, 12 DE JUNHO DE 2018 CHARLES SILVA DUARTE

Setor lácteo já prevê reajuste nos preços O setor lácteo foi um dos mais afetados pela paralisação dos caminhoneiros. Sem ter como escoar a produção, o que tornou obrigatório o descarte do leite, o prejuízo inicial calculado no campo é de R$ 130 milhões somente com as perdas da matéria-prima. As empresas do setor estão trabalhando para atender aos pedidos feitos antes da greve. Os novos negócios, em função dos elevados prejuízos, tendem a ficar mais caros, mas o reajuste dependerá da reação do varejo e do consumidor final. Pág. 14 DIVULGAÇÃO

Na primeira semana de maio, intervalo que antecedeu a greve, o valor praticado era R$ 0,40 mais barato

Gasolina encarece após a greve dos caminhoneiros Escalada se deve à política de preços adotada pela Petrobras Após uma semana do término da greve dos caminhoneiros, que culminou com a redução do preço do diesel, a partir do acordo fechado com o governo federal, o preço da gasolina continua em elevação em todo o Brasil. Desde o início das paralisações até o momento, o aumento médio nos postos espalhados pelo País

foi de R$ 0,16 o litro. Em Minas Gerais e na capital mineira, as altas foram ainda maiores, chegando a R$ 0,20 e R$ 0,32, respectivamente. Em Minas Gerais, somente na última semana, ou no período que compreendeu de 3 a 9 de junho, um total de 509 postos foram consultados sobre o preço da gasolina.

O resultado foi um valor médio de R$ 4,902 o litro do combustível. Na primeira semana de maio, intervalo que antecedeu a greve dos caminhoneiros, o valor praticado era R$ 0,40 mais barato. O litro saía a R$ 4,498. O levantamento é realizado pela Agência Nacional de Petróleo (ANP). Pág. 3

Cautela é palavra de ordem no mercado financeiro

Minério de ferro responde por 84% da Cfem

As oscilações do mercado acionário e títulos públicos, somadas às variações do dólar registradas no fim de maio e no início deste mês, além das incertezas causadas pelos atuais cenários econômico e político do País, são sinais de alerta para os pequenos investidores. Especialistas ressaltam que aguardar a turbulência passar para tentar enxergar uma tendência de preços mais clara é a melhor opção para o atual momento. Estima-se que o cenário em que o Brasil se encontra, de forte volatilidade, deve persistir até o período das eleições, em outubro. Pág. 5

Minas Gerais recolheu R$ 461 milhões entre janeiro e maio com a Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem). Na comparação com os R$ 337,2 milhões arrecadados com os royalties da mineração nos mesmos meses de 2017, houve um crescimento de 36,7%. Os dados foram divulgados pela Agência Nacional de Mineração (ANM). A arrecadação da Cfem no Estado respondeu por 44,5% do montante recolhido com a contribuição em todo o País no acumulado deste ano até maio, que chegou à casa do R$ 1,035 bilhão. Pág. 7

Igrejinha da Pampulha ganha restauração PEDRO VILELA / MTUR

Quem passar pela orla da Lagoa da Pampulha nas próximas semanas não conseguirá mais ver e nem entrar na Igreja de São Francisco de Assis, a igrejinha da Pampulha, durante um ano. O templo, que é cartão-postal da cidade e parte do conjunto que é Patrimônio Cultural da Humanidade, passará por uma obra de restauração a partir do fim de junho. Serão investidos R$ 1,7 milhão, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das Cidades Históricas. A ordem de serviço foi assinada, ontem, na Prefeitura de Belo Horizonte. Pág. 11 A previsão é que as obras da restauração completa e complementares durem um ano Dólar - dia 11

Euro - dia 11

Comercial

Compra: R$

Compra: R$ 3,7072 Venda: R$ 3,7082

4,3550

BOVESPA

TR (dia 12): ............................. 0,0000% Venda: R$ 4,3572

Poupança (dia 12): ............ 0,3715%

Turismo

Ouro - dia 11

IPCA-IBGE (Abril): ............. 0,22%

Compra: R$ 3,6830 Venda: R$ 3,8670

Nova York (onça-troy): US$ 1.298,90

IPCA-Ipead (Abril): ............. 0,19%

-2,49

R$ 156,00

IGP-M (Maio): ........................... 1,38%

05/06

Ptax (BC) Compra: R$ 3,6907 Venda: R$ 3,6913

BM&F (g):

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07/06 08/06

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Na indústria as perdas chegaram a R$ 300 mi

OPINIÃO Há semanas que ouvimos falar que o dólar tem influenciado a alta de preços, não só dos combustíveis mas também dos comestíveis. Aí, o tal do dólar sobe, na verdade é o real que fica desvalorizado, e o país econômico entra em pânico. O Banco Central começa a queimar reserva, só 20 bilhões de dólares. Mas, qual é a realidade da turbulência cambial? A primeira é que a economia brasileira não é uma economia dissociada do mundo. Nós fazemos parte da economia mundial, e somos altamente dependentes dela. E não temos nenhuma influência nos movimentos que regem a economia mundial, mas, só repetindo, afetados por ela e muito. A valorização do dólar e os aumentos dos juros nos Estados Unidos ou Europa têm influência forte na economia brasileira. (Stefan Salej), pág. 2

EDITORIAL O presidente Temer chegou ao Palácio do Planalto, há pouco mais de dois anos, dizendo que sua grande ambição era recolocar o Brasil nos trilhos e que se daria por vitorioso ao término do mandato se pudesse também anunciar significativa redução no número de desempregados no País. Parece, entretanto, que o presidente da República está longe de seus objetivos. A economia não reagiu, não pelo menos com velocidade e intensidade capazes de suprir as carências que foram se acumulando, e o governo, notadamente depois da paralisação dos caminhoneiros, dá sinais de desorientação e esgotamento. Para a segunda metade do ano, observadores credenciados dizem que o mais provável é que o chefe do governo apenas conte os dias até a transmissão do cargo. “Café frio ou requentado”, pág. 2


BELO HORIZONTE, TERÇA-FEIRA, 12 DE JUNHO DE 2018

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OPINIÃO Do sobe e desce do dólar STEFAN SALEJ * Há semanas que ouvimos falar que o dólar, a moeda dos Estados Unidos, tem influenciado a alta de preços, não só dos combustíveis mas também dos comestíveis. Aí, o tal do dólar sobe, na verdade é o real que fica desvalorizado, e o país econômico entra em pânico. O Banco Central começa a queimar reserva, só 20 bilhões de dólares. O pior são as explicações que dão os representantes do governo: calma, está tudo sob controle, temos reservas cambiais que cobrem a saída de dólares, e mais um monte de coisas que não saem da repetição dos eventos do passado. Mas, qual é a realidade da turbulência cambial? A primeira é que a economia brasileira não é uma economia dissociada do mundo. Nós fazemos parte da economia mundial, e somos altamente dependentes dela. E não temos nenhuma influência nos movimentos que regem a economia mundial, mas, só repetindo, afetados por ela e muito. A valorização do dólar e os aumentos dos juros nos Estados Unidos ou Europa, as barreiras comerciais e a política monetária dos bancos centrais de países desenvolvidos,

têm influência forte na economia brasileira. Em segundo lugar, a nossa matriz econômica não é baseada na produção, mas nos ganhos de especulação. Somos um país por excelência de terra fértil para a especulação, seja para os nativos, e, muito mais, para o capital estrangeiro. E repetindo, ele vem, mas sai ainda mais rápido do que entra. Então cria-se uma ilusão de que estamos bem com a entrada de investimentos estrangeiros, quando eles vêm para especular, ou vêm rastreados nos empréstimos e benefícios fiscais que só aumentam as nossas vulnerabilidades de contas públicas ou contas externas. Claro que há exceções, mas que só confirmam a regra. E a questão básica passa em seguida pela nossas exportações. Sempre e cada vez mais e mais dependentes não só de matérias-primas e produtos primários mas de traders externos. Exceção talvez sejam a Vale, com mineiro de ferro, e alguns exportadores de carnes vermelhas e brancas. Mas estes já têm passivo de qualidade que nos leva a tremer quando vem alguma inspeção sanitária. No caso do café, só exportamos grãos e cafés

especiais, que, apesar de um esforço formidável de alguns, ainda não representam um valor significativo. As nossas importações são baixas porque a economia não deslancha. E as saídas na conta de turismo é maior do que a entrada com turistas estrangeiros. Em resumo, tem cada vez menos dólares para gastar e cada vez mais gente querendo dólar, nem que seja para reserva contra essas incertezas e vulnerabilidades de todo dia. O pior é a ilusão de que tudo está bem. O câmbio não deve refletir insegurança jurídica e política, mas é uma componente de política econômica e cambial. Mas, lamentavelmente, no nosso caso reflete sim e ainda vai balançar muito mais, porque a situação é precária e com perspectivas pouco claras. Mas o pior não é a percepção, o pior é que não teremos dólar para a farra cambial dos especuladores. * Ex-presidente do Sebrae Minas e da Fiemg - Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais e cofundador de Minas em movimento

Ia ser diferente, ia... CESAR VANUCCI * “Recordar é viver...” (Provérbio popular) Foi assim. Num certo momento, tradicionais aliados de Dilma Rousseff, umbilicalmente ligados a ela e seu partido num punhado de vitoriosas campanhas eleitorais, e adversários viscerais da mesma personagem, entenderam de se dar as mãos, compondo poderosa aliança com o objetivo de afastá-la do poder. Acusaram-na, entre outras coisas, de arrogante no relacionamento político; de despreparada na condução dos negócios públicos; de complacente, se não conivente, com atos de corrupção de atuantes correligionários; de useira e vezeira na prática das assim chamadas “pedaladas fiscais”. As tais “pedaladas”, por sinal, representaram o gatilho jurídico que decretou sua saída da Presidência. Consumado o impedimento pelo Congresso, a coalizão de forças triunfante comunicou solenemente que, dali pra frente, tudo seria diferente. Uma nova e redentora era estava sendo implantada. Róseos cenários se descortinavam no horizonte. Jactando-se de possuírem ilibada reputação, os novos detentores das decisões político-administrativas comprometeram-se, com pompa e alarde, a estancar, pra todo sempre, amém, a abominável corrupção. A sociedade – asseveraram – não mais encontraria razões pra se constranger com indecentes arranjos e barganhas parlamentares. Registros desse tipo seriam, felizmente, largados pra trás. Nada de casuísmos e fisiologismos com vistas a aprovações, a toque de caixa, de medidas ajustáveis a conveniências espúrias. Não mais seriam vistas, com certeza, nas telas televisivas, aquelas deprimentes imagens de achaques explícitos, tipo dinheiro transportado em malas, grana de origem estranha depositada em cofres, ou amontoada em caixas de papelão. Não, nada disso voltaria a ocorrer envolvendo figuras conspícuas das esferas mandatárias. De outra parte, a deflagração de arrojado projeto, o “da volta dos 20 anos em 2”, asseguraria – como não! - a acalentada retomada, em ritmo acelerado, do crescimento econômico. Deixou-se claro também que os extorsivos juros onzenários, melhor dizendo, bancários, até que enfim, desabariam. Não mais constituiriam entrave, nó de

estrangulamento na trilha empreendedorista das criativas forças de produção da riqueza nacional. E – Deus louvado! - as chocantes taxas de desemprego também seriam reduzidas. Sobraria mais dindim na algibeira de todos. A um só tempo que os preços dos alimentos e serviços básicos manter-se-iam estáveis. Os gastos estrondosos com mordomias e privilégios de milhares de marajás (fontes confiáveis estimam que somem perto de 50 mil, consideradas todas as faixas de servidores dos diferentes Poderes) seriam exemplarmente contidos. E o que não dizer do notável incremento a ser introduzido nos atendimentos sociais, prioritariamente nas áreas da saúde, educação e moradia? Quanto ao exagero das pastas ministeriais, alvo de críticas na mídia, tribunas e palanques, a solução estava engatilhada. Previa-se pra já a eliminação e fusão de alguns ministérios. Mais: a titularidade de todos eles seria confiada exclusivamente a “notáveis”. Cortando, enfim, as amarras de um passado “de podridão moral e falta de ética”, conforme enfatizado, o emergente comando da Nação optou, “no momento da saneadora ruptura”, pela adoção de uma política administrativa diferente, moderna na concepção e eficaz nos resultados. Prometeu zelar intransigentemente, com denodo e escrúpulo, até o final da missão, pelos sagrados interesses da soberania nacional. Tudo quanto anotado remete-nos a uma inquestionável conclusão. As vozes mais lúcidas do pensamento nacional, conectadas com as autênticas causas brasileiras, e a arguta opinião das ruas mostram-se definitivamente convencidas – e até mesmo a crédula “velhinha de Taubaté”, emblemática personagem das esplêndidas crônicas do Veríssimo, já anda “meio desconfiada” - do naufrágio da embarcação fretada para conduzir ao decantado porto seguro a carga dos compromissos mudancistas trombeteados. O barco foi posto a pique no sorvedouro dos jatos d’água diluvianos da demagogia desvairada, das contradições contundentes entre o dito e o feito, da reconhecida ausência de vocação para o nobre exercício da vida pública dos elementos que compõem o núcleo central do poder. * Jornalista (cantonius1@yahoo.com.br)

Caixa de Pandora CARLOS PERKTOLD * A humanidade vivia tranquila, abrigada de doenças, cansaço e outras desgraças quando a bela e jovem Pandora, cheia de artimanhas, imprudência, astúcia, ardis, fingimento e cinismo, foi enviada pelos deuses para o casamento de Emiteu. Ela era portadora de um jarro, presente de casamento deles para o noivo. A recomendação expressa era de que ela não poderia abrir a tampa do jarro. Mulher linda, cheia de malícia e expelindo curiosidade pelos poros, não resistiu e abriu o jarro antes de entregá-lo. Dele, saíram as calamidades que nos assolam até hoje. Mas Pandora foi rápida ao perceber o que fizera e fechou o jarro a tempo de prender “a esperança” com a qual vivemos até hoje. O Brasil nunca foi um mar de tranquilidade e há muito os deuses da mitologia parecem ter se esquecido de nós. Exceto a representante deles, Pandora, que não perde a oportunidade de nos expor a esperança, aquilo que restou de sua infeliz curiosidade. Nos anos recentes, ela foi representada por Collor, o caçador de marajás e de poupanças. Depois veio FHC, alguém que minha geração sempre achou que salvaria o País

por que ele era sociólogo e sua mulher antropóloga. O casal era perfeito para qualquer receita política. Ele ficou no poder oito anos e fez o que pôde, consertando a tragédia deixada pelo infeliz e hoje milionário e velho Sarney. Depois dele veio o representante máximo do conteúdo salvo da Caixa de Pandora, aquele que “não rouba e não deixaria ninguém roubar”. Alguém que era de minha geração, que sempre acreditou na conversa fiada de que o Brasil, “era o país de futuro”, invenção de Stefan Zweig, texto e título de livro que foi uma troca entre ele e Getúlio Vargas para que o infeliz e brilhante austríaco permanecesse no Brasil. E que, com ele, o Messias do PT, o futuro chegaria. De onde estava, Pandora riu por treze anos. Estamos agora enfrentando novo desafio de uma eleição cujos candidatos à Presidência são de uma tristeza política capaz de deixar a bela jovem chorando, achando que teria sido melhor deixar a esperança ter escapado neste país de Machado de Assis. É possível que o radical candidato da direita chegue ao segundo turno e até ganhe as eleições, se considerarmos a virada

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mundial para essa direção nas últimas eleições nos grandes países. A esquerda, perdida e perplexa diante das denúncias de corrupção nunca antes realizada no Brasil com tanto vigor e disposição, se divide em torno de vários candidatos, todos com poucas chances de alta votação. Isso significa que o próximo presidente, de direita ou de esquerda, terá pouca representatividade popular e baixa audiência no Congresso Nacional. Significa ainda que ele terá que ceder a seus desejos e caprichos a favor de vários clãs e oligarquias que voltarão à Câmara e ao Senado. Ou alguém ainda duvida da eleição dos Alves, Renans e Liras no Nordeste, Dilma e Aécio em Minas, Sarneys no Maranhão, Barbalhos no Pará, Cunhas no Rio e outros destruidores pelo Brasil afora? Emiteu, em grego, quer dizer aquele que vê depois, e Prometeu, aquele que vê antes. Não precisamos de candidatos Emiteu cheios de promessas, travestidos de Pandora e profetas do passado, mas de um único Prometeu.

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Café frio ou requentado Restaurar a credibilidade para retomar a confiança dos investidores e assim fazer girar com mais velocidade as rodas da economia. O presidente Michel Temer chegou ao Palácio do Planalto, há pouco mais de dois anos, dizendo que sua grande ambição era recolocar o Brasil nos trilhos e que se daria por vitorioso ao término do mandato se pudesse também anunciar significativa redução no número de desempregados no País. Parece a cada dia que passa mais claro que o presidente da República está longe de seus objetivos. A economia não reagiu, não pelo menos com velocidade e intensidade capazes de suprir as carências que foram se acumulando, e o governo, notadamente depois da paralisação dos caminhoneiros, dá sinais de desorientação e esgotamento. Para a segunda metade do ano, observadores credenciados dizem que o mais provável é que o chefe do governo apenas conte os dias até a transmissão A economia não do cargo. Dito reagiu, não pelo de outra forma, menos com velocidade tarefas ditas inadiáveis foram e e intensidade continuam sendo capazes de suprir as postergadas, carências que foram aumentando se acumulando, e o substancialmente governo, notadamente o peso que o depois da paralisação próximo governo dos caminhoneiros, terá que carregar. dá sinais de Também nessa perspectiva desorientação e os horizontes esgotamento permanecem nebulosos, com certeza, apenas, de que as dificuldades à frente serão ainda maiores. Persiste um vazio que chega a ser assustador, com candidatos e partidos se movimentando como de costume, buscando construir alianças que adiante se traduzam em votos em troca dos favores de sempre. Discursos e promessas são de ocasião, tão fáceis quanto absolutamente inconsistentes. Conforme a posição de cada um, fala-se, ou não, de problemas ou de correção de rumos, tudo simples, tudo superficial e, sobretudo, com todos fingindo ignorar o preço das alianças políticas que vão se desenhando, repetindo parâmetros que resistem por mais fortes que possam ser os sinais de esgotamento, de algo perigosamente próximo do colapso. É claro, claríssimo, que poderia e deveria ser diferente, o que começaria a acontecer a partir de que os projetos de poder dessem lugar, afinal, a projetos de governo, sustentados por convicções e não mais exclusivamente pelas ambições que às vezes mudam apenas de aparência para que se repitam e se perpetuem. Tudo isso significa ineficiência ou exatamente o contrário daquilo que o presidente Temer prometia deixar como marcas de sua passagem pelo Planalto, restando-lhe, talvez, o crédito das boas intenções apagadas nos caminhos tortuosos da política. Um vazio triste e desanimador, claramente percebido nas flutuações do câmbio e na tendência de elevação dos juros, os sinais mais próximos de um mundo real e indesejado.

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ECONOMIA MARCELO CAMARGO/ABr

COMBUSTÍVEIS

Preço da gasolina dispara após acordo com caminhoneiros Em Minas, valor do litro subiu R$ 0,20; na Capital aumentou R$ 0,32 MARA BIANCHETTI

Após uma semana do término da greve dos caminhoneiros, que culminou com a redução do preço do diesel, a partir do acordo fechado com o governo federal, o preço da gasolina continua em elevação em todo o Brasil. Desde o início das paralisações até o momento, o aumento médio nos postos espalhados pelo País foi de R$ 0,16 o litro. Em Minas Gerais e na capital mineira, as altas foram ainda maiores, chegando a R$ 0,20 e R$ 0,32, respectivamente. Os dados fazem parte dos Levantamentos de Preços e de Margens de Comercialização de Combustíveis (LPMCC) realizados semanalmente pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) e traduzem a realidade da atual política de preços adotada pela Petrobras. Além da gasolina comum, a apuração abrange também os preços do etanol hidratado combustível (álcool etílico hidratado combustível - AEHC), óleo diesel não aditivado, óleo diesel S-10, gás natural veicular (GNV) e gás liquefeito de petróleo (GLP

- botijão de 13 quilos). Ao todo são pesquisadas 459 localidades em todo o País. Em Minas Gerais, somente na última semana, ou no período que compreendeu de 3 a 9 de junho, um total de 509 postos foram consultados sobre o preço da gasolina. O resultado foi um valor médio de R$ 4,902 o litro do combustível. Na primeira semana de maio, intervalo que antecedeu a greve dos caminhoneiros, o valor praticado era R$ 0,40 mais barato. O litro saía a R$ 4,498. Ainda durante o mês de maio, na semana em que tiveram início as paralisações dos caminhoneiros em todo o País, o valor praticado pelos postos no Estado já estava em R$ 4,701 e encerrou a semana da greve em R$ 4,918. Em relação aos preços praticados pelas distribuidoras, as variações não foram muito diferentes. Atualmente o litro da gasolina está sendo vendido por elas em Minas por R$ 4,392, enquanto na primeira semana de maio saía por R$ 4,16. Já entre a penúltima e a última semana do mês, o valor chegou a ser reduzido de

R$ 4,318 para R$ 4,279. Em Belo Horizonte, 40 postos foram consultados e apresentaram preço médio da gasolina a R$ 4,887 na última semana. No início de maio o valor era R$ 0,49 mais baixo e chegava a R$ 4,391 o litro. Já no período da greve chegou a R$ 4,558 nos postos de combustíveis da capital mineira. O comportamento de elevação também foi observado nas distribuidoras que atuam na Capital. O preço chegou a R$ 4,388 no intervalo do dia 3 ao dia 9 de junho, enquanto entre os dias 06 e 12 de maio o valor era R$ 0,20 menor. Naquela época, o combustível estava sendo repassado aos postos por um preço médio de R$ 4,183. No Brasil, o valor médio da gasolina comum praticado pelos 5.508 postos de combustíveis ouvidos pela pesquisa está em R$ 4,603 e, nas distribuidoras, em R$ 4,066. Na primeira semana de maio estes números eram de R$ 4,257 e de R$ 3,838, respectivamente.

política levou a empresa a registrar lucro líquido de R$ 7 bilhões no primeiro trimestre de 2018, mas, desde então, o diesel subiu de R$ 3 para R$ 3,63, a gasolina saltou de R$ 3,66 para R$ 4,31, e o gás de cozinha de Os reajustes refletem a política adotada pela Petrobras R$ 55 para R$ 67.

PRODUTO INTERNO BRUTO

Impacto da paralisação do transporte de cargas ainda não pode ser mensurado

Rio de Janeiro - A greve de caminhoneiros deve impactar o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre do ano, mas ainda não é possível precisar o tamanho da repercussão da paralisação sobre a atividade econômica, afirmou o presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Roberto Olinto. A preocupação atual do instituto é com possíveis reflexos sobre a coleta de dados para as pesquisas conjunturais. Segundo Lucro - Em julho de 2017, ele, é preciso observar se a Petrobras passou a rea- o impacto aparecerá nos justar os preços dos com- preços, no comércio, na bustíveis diariamente. A produção, se houve perda

de mercadoria no momento da parada, se houve recuperação ou estabilização quando terminada a greve. “Se o impacto é de mais longo prazo ou mais curto prazo, é isso que a gente está observando. Nossa preocupação é não perder coleta de informação”, afirmou Olinto. Ele criticou algumas tentativas de analistas de mensurar as consequências da greve sobre o resultado do PIB do País. O presidente do instituto, ex-coordenador de Contas Nacionais, disse ser impossível fazer projeções. Para ele, será preciso

acompanhar o dia a dia da economia para saber a profundidade do impacto da paralisação. “O que é inegável é que a gente teve crise de oferta, a gente está vivendo um semestre eleitoral que traz uma série de instabilidades, mas também uma série de previsões. Então o nosso cuidado com a informação tem que ser redobrado. Nossa preocupação com a narrativa da informação tem que ser redobrada. Com a greve de caminhoneiros e as pesquisas eleitorais, a construção de análise da informação aumenta”, afirmou Olinto. (AE)

Assembleia Legislativa. Construindo, com responsabilidade, a Minas que você quer. Nos últimos anos, a gestão da Assembleia soube enfrentar com responsabilidade grandes desafios: não deixou seu orçamento crescer acima da inflação e cortou gastos, com economia real de 45% com transporte, 86% na realização de eventos e muito mais. Exerça sua cidadania. Conheça o trabalho da ALMG.

Trabalho sério que economizou o dinheiro de todos os mineiros sem deixar de cuidar do que é importante para nossa Minas Gerais.

almg.gov.br


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ECONOMIA CHARLES SILVA DUARTE

CONSTRUÇÃO CIVIL

Setor reclama a Temer da política de preços da Petrobras Presidente da Cbic pede ajustes contra desemprego Brasília - A lista de insatisfeitos com a política de preços da Petrobras continua crescendo. Depois dos caminhoneiros, o setor da construção civil foi ao Palácio do Planalto reclamar diretamente com o presidente Michel Temer dos reajustes frequentes pela estatal petroleira. O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (Cbic), José Carlos Martins, deu como exemplo o aumento recente de 5% no preço do cimento

e de 3% no aço gerado em razão dos combustíveis mais caros. Martins alertou que a manutenção dessa política pela estatal pode gerar desemprego na construção. Após a reunião com Temer, Martins alertou aos jornalistas que, se a política de preços da Petrobras for mantida, será preciso adotar algum ajuste para que “as construtoras sobrevivam”. O grande problema levado a Temer é o descasamento entre custos em alta e a dificul-

dade contratual de repassar o aumento aos clientes. O caso mais grave ocorre nas obras do setor público. “Como eu vou incluir no preço de um projeto um aumento de 20% ou 30% como ocorrido recentemente? O Tribunal de Contas da União (TCU) certamente vai dizer que é superfaturado”, disse, ao citar como exemplo grandes obras. No caso das pessoas físicas, construtoras podem repassar o aumento a cada ano. “Tenho que esperar 12

Construção civil teme que aumento dos combustiveis eleve custos e gere desemprego

meses. Não há empresa que leo no Brasil. “Não se pode aguente”, reclamou. compreender uma empresa à mercê da concorrência”, disMonopólio - “Não tem como parou, ao pedir uma política prever algo tão maluco como de preços “no mínimo reguessa política de preços. É lada” para os combustíveis. preciso ter o mínimo de Martins disse que tratou da previsibilidade”, falou, ao política de preços da Petroreclamar do monopólio da bras e não da tabela de fretes Petrobras no setor do petró- adotada atabalhoadamente

pelo governo. O presidente da entidade reconheceu, porém, que os dois temas são relacionados e considerou que a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra o tabelamento do frete “pode ser uma saída” para o problema dos fretes. (AE)

CIMENTO

Greve dos caminhoneiros derruba vendas em 20,3% São Paulo - A indústria de cimento no Brasil teve queda de 20,3% nas vendas em maio ante o mesmo mês do ano passado, impactada pelos efeitos da greve dos caminhoneiros, que fez o setor deixar de vender cerca de 900 mil toneladas, afirmou ontem o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (Snic). Segundo o presidente da entidade, Paulo Camillo Penna, o impacto da greve deve se arrastar por junho, fazendo o setor ter um segundo mês

consecutivo de queda nas vendas, em meio a uma “tempestade perfeita”, que ainda inclui impacto da valorização do dólar sobre os custos de insumos do setor. A indústria vendeu em maio 3,588 milhões de toneladas de cimento no Brasil, registrando queda de dois dígitos em todas as regiões do País na comparação anual, com destaque para retração de 17,5% nas vendas no Sudeste, a 1,729 milhão de toneladas.

“Eu prefiro acreditar que vamos recuperar vendas de maio e junho, mas já não acredito que vamos fazer isso e ainda conseguir recuperar a queda do ano passado”, disse Penna em entrevista à Reuters. Ele estimou que a indústria deve levar de duas a três semanas para voltar a operar em níveis anteriores à greve. Segundo ele, durante a paralisação dos caminhoneiros, 70% da indústria de cimento do País ficou parada, em meio

a dificuldades com o transporte de insumos para produção, incluindo alimento para os refeitórios dos funcionários. “Foi um impacto brutal, 96% da logística do transporte de cimento é feita por rodovia...Uma fábrica padrão de 1 milhão de toneladas de capacidade precisa de 300 caminhões por dia para escoar sua produção”, ponderou Penna. No acumulado de janeiro a maio, as vendas do setor mostram queda de 4,5% sobre o fraco desempenho de 2017, a 20,42 milhões de toneladas. A expectativa é que o segundo semestre seja melhor que o primeiro, como acontece historicamente, disse o presidente do Snic. Ele ressalvou, porém, que o cenário eleitoral

traz incertezas sobre os investimentos de construtoras e obras de infraestrutura no País. A indústria de cimento tem sofrido quedas de vendas desde 2015, em um índice acumulado de cerca de 25%, em meio ao atraso de obras de infraestrutura e queda na atividade da construção civil residencial. Em maio, o setor tinha ociosa quase metade de sua capacidade de produção de 100 milhões de toneladas por ano. Tabela - Questionado sobre a criação de tabela de fretes como medida do governo para encerrar a greve dos caminhoneiros, Penna afirmou que a indústria de cimento tem preferido negociar com

os transportadores a abrir processos na Justiça como outros setores da economia, incluindo o siderúrgico, indicaram na semana passada. O presidente do Snic afirmou que o frete impacta de 20% a 40% o preço do produto final do setor e que a primeira versão da tabela de fretes aprovada pelo governo no fim de maio traria um impacto nos custos da indústria de cimento da ordem de 30% a 60%, segundo cálculos preliminares da entidade. “Há um processo de diálogo que está sendo construído agora (entre setor privado, caminhoneiros e governo federal)...Vamos tentar minimizar esse impacto (da tabela de fretes)”, disse Penna. (Reuters)

JUSTIÇA

Associação Nacional para Difusão de Adubos quer anulação de tabela de frete São Paulo - A Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda) informou seus associados em nota que pretendia ajuizar ontem ação contra a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A nota, assinada pelo diretor executivo da entidade, David Roquetti, aponta que a ação pedirá a “suspensão e posterior anulação da tabela de preços mínimos de frete”, assim como demandará “obrigação de fazer para que a ANTT, antes de emitir uma nova tabela, elabore análise de impacto regulatório, organize consulta pública e exponha motivação completa sobre sua decisão”. A respeito deste ponto, a Anda afirma que deverá ser demonstrada, inclusive, a relação entre o custo e o benefício do preço determinado e a razão para as categorias de frete estabelecidas no documento. A associação comunicou que após ajuizar a ação, avaliará outras ações. Entre elas, manifestação à ANTT para “exigir” o cumprimento do “devido processo legal regulatório”, com pedido de suspensão da tabela. Outras medidas consideradas são: Adin contra a MP 832 (publicada em 30 de maio pelo governo e que prevê a tabela de preços mínimos para o transporte rodoviário de car-

gas); Ação Civil Pública questionando a obrigatoriedade da tabela para os associados da Anda; ou Ação Civil Pública contra determinadas transportadoras, para a dispensa do cumprimento da tabela. A Anda também considera dar assistência a demandas de terceiros. O Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu questionamento sobre o tabelamento de preços de frete rodoviário estabelecido pelo governo federal depois da crise deflagrada pela greve dos caminhoneiros. MP - Apresentada na última quinta-feira (7), pela Associação do Transporte Rodoviário de Cargas do Brasil (ATR Brasil), a ação pede pela suspensão da Medida Provisória 832/2018 e da resolução 5.820/2018 da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), editadas no fim de maio como uma das exigências dos caminhoneiros para encerrar a paralisação. O processo está sob relatoria do ministro Luiz Fux. De acordo com a associação, a tabela de “preços mínimos vinculantes” na prática “derruba” a atividade econômica exercida pelas empresas de transporte que atuam no segmento de granéis, “posto que são estas que oportunizam o recrutamento dos serviços

dos motoristas autônomos em larga escala, seguindo a lógica das safras”. Além de focar na situação específica das empresas que utilizam “intensamente” dos serviços de motoristas autônomos, a ATR afirma também que o tabelamento de preços “fere a economia como um todo”. “Em suma, os preços do transporte foram fixados e deixam de oscilar segundo as leis de mercado, garantindo um privilégio sobretudo aos motoristas autônomos, que vai impactar o segmento de transporte rodoviário de cargas de granéis que utiliza intensivamente os serviços de motoristas autônomos”, afirma a petição. Derrubada - A MP e a resolução chegaram a ser suspensas por uma decisão judicial do Rio Grande do Norte na semana passada, mas a liminar foi derrubada pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) na última sexta-feira (8). Ao atender ao recurso da Advocacia-Geral da União (AGU), o vice-presidente do TRF-5, desembargador federal Cid Marconi Gurgel de Souza, afirmou que a suspensão da MP e da resolução interfere nas premissas de um acordo firmado pelo Poder Executivo. (AE).


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BELO HORIZONTE, TERÇA-FEIRA, 12 DE JUNHO DE 2018

ECONOMIA DIVULGAÇÃO

MERCADO FINANCEIRO

Momento é de cautela para pequenos investidores Especialistas recomendam diversificação e assessoria profissional ANA CAROLINA DIAS

As oscilações de ações e títulos públicos, somadas às variações do dólar registradas no fim de maio e no início deste mês, além das incertezas causadas pelos atuais cenários econômico e político do País, são sinais de alerta para os pequenos investidores. Especialistas ressaltam que aguardar a turbulência passar para tentar enxergar uma tendência de preços mais clara é a melhor opção para o atual momento. Nesse contexto de alta volatilidade cambial, incertezas sobre o crescimento e impactos da paralisação nacional dos caminhoneiros, pesquisa do Datafolha divulgada ontem apontou que 72% dos brasileiros avaliam que a situação econômica do País se deteriorou nos últimos meses, número superior à última pesquisa realizada em abril, quando 52% dos entrevistados enxergavam uma piora do cenário econômico. O presidente do Instituto de Desenvolvimento do Mercado de Capitais (IDMC), Paulo Ângelo Carvalho de Souza, avalia que qualquer tentativa do pequeno investidor de acertar é um risco quando o mercado passa por turbulências como as que têm acontecido e por isso é necessário ter calma e equilíbrio. “Aconselhamos que o investidor pessoa física não coloque toda a sua reserva financeira na bolsa de valores. Parte da poupança pode ser investida na bolsa

e, mediante a orientação de um profissional ou de uma empresa, ele deve buscar outras estratégias”, explica Souza, que afirma ainda que as oscilações devem persistir até o período das eleições, a não ser que apareça um nome com uma candidatura forte e com um plano de governo mais convincente. Na busca por um pouco mais de segurança e melhor rentabilidade, o presidente do IDMC indica investimentos em títulos públicos. “A melhor opção para o pequeno investidor que tem dinheiro nesse momento é aplicar em títulos públicos como o Tesouro Direto, por exemplo. Depois que a turbulência passa, é possível movimentar novamente com segurança”, afirma. Diversificação - Para o analista de mercado financeiro e sócio da DLM Invista, Marcelo Domingos, o momento de volatilidade nos mercados cambial, de juros e na bolsa de valores é resultado de questões internacionais e nacionais. Ele ressalta os impactos da recente política monetária nos Estados Unidos com um novo posicionamento do banco central norte-americano (Fed) em todos os mercados, além das questões internas do Brasil que, como mercado emergente, é afetado pelo cenário do ano eleitoral, além dos números fiscais brasileiros, de uma retomada econômica irreal e dos reflexos da greve dos caminhoneiros. Uma carteira de investimentos que reflita o perfil do

investidor e seja equilibrada do ponto de vista de retorno e de risco é fundamental na análise de Domingos. “Na prática, o pequeno investidor precisa poupar e ter uma diversificação nesse momento. Ele deve buscar estruturas profissionais para investir, além de manter o equilíbrio porque esse continuará sendo um ano de volatilidade e inconstância no mercado financeiro”, avalia. Assessoria e informações Procurar uma assessoria técnica correta como, por exemplo, casas que prestam assistência personalizada e disponibilizam fundos de renda fixa e variável que podem trazer mais segurança e tranquilidade para o investidor também é uma opção, como esclarece Paulo Ângelo Carvalho de Souza. “Se o pequeno investidor está na bolsa, a melhor opção agora é aguardar até que essa oscilação violenta diminua de alguma forma. É sempre preciso consultar empresas de consultoria e ser coerente com as informações obtidas”, diz o presidente do IDMC. Assumir o risco de ter um portfólio um pouco mais equilibrado para tentar um retorno melhor, também com assessoria profissional, é a indicação de Marcelo Domingos. Em uma realidade com juros próximos a 7% ao ano, Domingos considera que investimentos na poupança e no Tesouro Direto não são as melhores opções e por isso é necessária uma diversificação adequada.

“Seja na bolsa de valores ou em fundos de dólar, por exemplo, é preciso conhecimento técnico para tomar decisões embasadas. Então, é muito mais seguro investir por meio de fundos de investimentos com gestores profissionais e não individualmente”, afirma o sócio da DLM Invista. Em meio a turbulências, o seguro é investir com apoio de gestores

Banco Central manterá swaps cambiais São Paulo - O presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, voltou a defender ontem o uso de swaps cambiais (venda futura de dólares), em coordenação com o Tesouro Nacional (TN), para dar liquidez ao mercado de juros. “Estamos usando swaps cambiais e podemos ir além dos valores máximos utilizados no passado (US$ 115 bilhões). Vamos intensificar seu uso no curto prazo”, declarou durante palestra na Fifth Annual Brazil Macro Conference, organizada pelo Goldman Sachs, na capital paulista. Goldfajn disse que, para garantir o bom funcionamento do mercado, serão oferecidos US$ 20 bilhões até o dia 15, além dos US$ 750 milhões diários que já estão planejados. Com isso, o total de swaps cambiais chegará a US$ 24,5 bilhões. “Sem prejuízo de atuações adicionais, caso necessário. Não há preconceito quanto ao uso de qualquer instrumento. Podemos empregar swaps cambiais, reservas ou leilões de linha, dependendo da necessidade”.

O presidente do BC disse que o regime de câmbio é flutuante e que é a “primeira linha de defesa”. Ele destacou que a política monetária é separada da política cambial. “A política monetária olha para projeções e expectativas de inflação e seu balanço de riscos e não será usada para controlar a taxa de câmbio. Reitero que as decisões do Copom (Comitê de Política Monetária) são sempre tomadas a cada reunião, o que ocorre a cada 45 dias. E não será diferente nesse caso, a próxima decisão será tomada apenas na reunião do Copom de junho”. Por meio das operações de swap cambial, o Banco Central vende contratos em reais no mercado futuro para conter a volatilidade do câmbio e reduzir a demanda por dólar. O BC aposta que a divisa subirá mais que os juros futuros. Os investidores apostam que os juros aumentarão mais que a moeda norte-americana. Entretanto, a intenção do BC não é lucrar. O Banco Central realiza a oferta desse

tipo de contrato quando julga que existe a necessidade de se controlar altas bruscas do dólar, o que impacta na inflação do País. Diagnóstico - O presidente do BC atribuiu a desvalorização do real ao cenário externo “mais desafiador” e volátil. “A evolução dos riscos, em grande parte associados à normalização das taxas de juros em algumas economias avançadas, produziu ajustes nos mercados financeiros internacionais. Como resultado, houve redução do apetite ao risco em relação a economias emergentes”, avaliou. Goldfajn disse, no entanto, que o Brasil tem “amortecedores robustos, fundamentos sólidos e encontra-se mais preparado para lidar com choques externos”. Ele apontou a situação “confortável” do balanço de pagamentos, como o saldo comercial superavitário em US$ 18,5 bilhões até abril; as reservas internacionais acima de 20% do Produto Interno Bruto (PIB); além do atual estoque de swaps cambiais. (ABr)

CONJUNTURA

Economia é retomada e inflação está sob controle, diz Guardia São Paulo - A economia brasileira voltou ao normal, após desabastecimentos e perdas causadas pela paralisação de caminhoneiros, retomando a trajetória de crescimento, mas precisa que as reformas continuem para atingir um desempenho sustentável, disse ontem o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia. Falando a jornalistas em São Paulo, o ministro avaliou como “descabido” discutir mudanças na meta

de inflação antes da reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), prevista para a última semana do mês. Composto por Guardia, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, e o ministro do Planejamento, Esteves Colnago, o CMN decidirá a meta de inflação de 2021 na reunião deste mês. A recuperação da economia brasileira vinha ocorrendo em escala crescente no primeiro trimestre, mas

FEIRA DE

VINHOS 2018

o ritmo perdeu força e não se repetirá nos próximos trimestres, segundo o ministro do Planejamento. Na avaliação de economistas do mercado consultados pelo Banco Central todas as semanas no boletim Focus, a expansão da economia será inferior a 2% neste ano. A economia brasileira acelerou ligeiramente no primeiro trimestre, avançando 0,4% sobre os três meses anteriores, em linha com estimativas do mercado.

Já o desempenho do segundo trimestre se tornou mais difícil de prever depois dos 11 dias de paralisação dos caminhoneiros, que causou desabastecimento de insumos para a indústria e de produtos básicos para o consumidor, além de gerar perdas estimadas de mais de R$ 5 bilhões na agropecuária. A questão foi solucionada com um pacote fiscal ao custo de R$ 13,5 bilhões, levantando ainda dúvidas

Segundo Guardia, a alta de preços influenciada pela falta de produtos que não conseguiam chegar ao consumidor pela paralisação nas estradas tende a não contaminar a economia por muito tempo. “No momento da greve você teve desabastecimento e preços subiram, refletindo a falta da disponibilidade desses bens. À medida que a economia volta a funcionar, os preços voltam à sua normalidade”, afirmou. (Reuters)

PROGRAMAÇÃO COMPLETA 12 JUN | TERÇA

15 JUN | SEXTA

18h30 | Vinho e Sexualidade | Gerson Lopes 20h45 | Vinho e Chocolate: Nasceram um para o Outro Gerson Lopes 21h | Show Márcio Durães Jazz Trio

18h30 | Um Brinde com Borbulhas | Daniel Místico e Nélio Fonseca 20h45 | Dão e Bairrada: Vinhos da Montanha e do Mar | Osvaldo Amado 21h | Show DJ Franco Garcês e David Ferraz (Violinista)

13 JUN | QUARTA

16 JUN | SÁBADO

18h30 | Vinhos e Queijos Mineiros Uai! | Eduardo Girão e Junior Porto 20h45 | Alentejo ou Douro? Qual o Melhor? Osvaldo Amado 21h | Show DJ Ju Carvalho e Frank Bueno (Sax)

13h30 | O Melhor da Carne e do Vinho: Harmonização Especial de Carnes Angus e Vinhos Nobres | Gerson Lopes e Roberto Barcellos 16h30 | A Itália Além dos Clássicos | Stefano Caruso e Patrícia Mejia 20h45 | La Dolce Vita Toscana | Filippo Gaslini 21h | Show Banda Seis Compassos

14 JUN | QUINTA

17 JUN | DOMINGO

18h30 | Curso de Iniciação ao Vinho | Gerson Lopes 20h45 | Cuvelier, uma Grife no Mundo do Vinho Baptiste Cuvelier 21h | Show Grupo Bless Música

MUITO ALÉM DO VINHO.

sobre a sustentabilidade das contas do governo. “Não há dúvida de que a greve teve prejuízos para o País, a greve paralisou o País durante 10 dias, tivemos desabastecimento, afetou diversos setores da economia, inclusive a atividade dos próprios caminhoneiros”, disse Guardia.”O que a gente tem que discutir agora é qual é o impacto disso e eu vi muitos números que me parecem excessivos.”

13h | Churrasco e Vinho - Harmonização de Vinhos e Angus Gerson Lopes e Roberto Barcellos 18h30 | Show DJ David Zaidan

SAIBA MAIS E INSCREVA-SE: FEIRADEVINHOSSUPERNOSSO.COM.BR GARANTA SUA VAGA. VALORES PARCIALMENTE REVERSÍVEIS EM COMPRAS NA FEIRA DE VINHOS.

12 A 17 DE JUNHO

ESPAÇO MEET - PORCÃO AV. RAJA GABAGLIA, 2.671.

ENTRADA – R$ 35,00 EM CONSUMAÇÃO


BELO HORIZONTE, TERÇA-FEIRA, 12 DE JUNHO DE 2018

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ECONOMIA CONSUMO

VAREJO

Inadimplentes aumentam 2,78%

Vendas nesta Copa devem Número de consumidores nessa situação subiu para 63,29 milhões em maio deste ano ser menores que na anterior Brasília - O número de consumidores inadimplentes atingiu 63,29 milhões em maio, com crescimento de 2,78% em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) indicam a região Sudeste com o maior aumento no número de consumidores com o Cadastro de Pessoa Física (CPF) restrito para compras a prazo ou contração de crédito, com uma alta registrada de 8,07% em maio. Nas demais regiões, o crescimento foi menor, com 2,95% no Nordeste, 2,27% no Centro-Oeste, 1,55% no Norte e 1,08% no Sul. A região Norte apresentou o maior percentual de inadimplentes: 48% da população adulta residente na região ou 5,80 milhões de devedores. Em seguida, aparecem as regiões Nordeste, com 17,45 milhões de negativados, ou 43% da população adulta; o Centro-Oeste, com um total de 4,94 milhões de inadimplentes (42% da população), o Sudeste, com 26,94 milhões inadimplentes (41%) e o Sul, com 8,15 milhões de inadimplentes (36%). O presidente da CNDL, José Cesar da Costa, avalia que a inadimplência do consumidor continua alta, apesar de a recessão ter chegado ao fim. “Por mais que o País tenha superado a recessão, o mercado de trabalho continua desaquecido, os juros cobrados do consumidor ainda não caíram no mesmo ritmo da Selic e a perda de renda real dos últimos anos ainda não foi recuperada”, explica. Faixa etária - O indicador aponta que a maior parte dos inadimplentes tem idade entre 30 e 39 anos (17,9 milhões de consumidores). Na sequência, estão os consumidores de 40 a 49 anos, que somam 14 milhões de inadimplentes; as pessoas de 25 a 29 anos, que juntas formam 7,9 milhões de negativados e, as idades mais avançada (faixa dos 65 a 84 anos de idade), que somam 5,4 milhões de pes-

MARCOS SANTOS/USOP IMAGENS/DIVULGAÇÃO

Inadimplência teve aumento maior na região Sudeste do Brasil, com alta de 8,07% em maio deste ano sobre 2017

soas com contas em atraso. A população mais jovem, que vai de 18 aos 24 anos, formam um contingente de 4,8 milhões de negativados, o que representa 20% dos brasileiros nessa faixa. Os dados por setor credor

indicam um crescimento das dívidas bancárias, que incluem cartão de crédito, cheque especial, empréstimos, financiamentos e seguros, cuja alta foi de 6,42%. Também houve alta nas

contas atrasadas com empresas do setor de comunicação, como telefonia, internet e TV por assinatura (5,14%). Já as compras realizadas no crediário no comércio e as contas de serviços básicos, como água e

luz, apresentaram queda na quantidade de atrasos, com recuos de 9,49% e 4,79%, respectivamente. A pesquisa SPC Brasil e a CNDL consultou capitais e interior das 27 unidades da federação. (ABr)

ALIMENTOS

Brasileiros desperdiçam diariamente São Paulo - Pesquisa sobre desperdício de alimentos aponta que 61% dos brasileiros descartam, semanalmente, um ou dois alimentos em perfeito estado. Quase metade (49%) dos entrevistados assumiram fazer isso diariamente. O levantamento foi feito pela empresa Unilever, com o apoio da Organização das Nações Unidas (ONU) para analisar o resultado. A pesquisa, feita em escala global, ouviu 4 mil pessoas, sendo 2 norte-americanos,

mil brasileiros e mil argentinos, com idades entre 18 e 64 anos, no período de agosto a setembro de 2017. Os participantes são responsáveis ou estão envolvidos no processo de decisão de compra e preparo da comida. Cegueira de geladeira Chamado de “cegueira da geladeira”, o hábito de não ver ou ignorar alimentos, é visto como um dos vilões do desperdício. Quem compra e desperdiça assume que o grande problema é a falta

de inspiração (81%). Muitos olham para a geladeira, mas não sabem o que cozinhar ou comer (78%). Outros vilões apontados pela pesquisa são comprar comida além do necessário (54%), pais que adquirem opções extras para satisfazer o gosto de diferentes membros da família (37%) e compra de alimentos diferentes dos habituais para testar, que acabam não agradando (31%). Os tipos de alimentos mais desperdiçados são os

perecíveis, como saladas (74%), vegetais (73%) e frutas (73%). Na hora de decidir se joga ou não fora, o brasileiro leva em conta cheiro e aparência (85%) e prazo de validade expirado (83%). Segundo a ONU, por ano, são desperdiçados 1,3 bilhão de toneladas de alimentos no mundo. No Brasil, são descartadas cerca de 41 mil toneladas diariamente, o que daria para alimentar 25 milhões de pessoas por dia. (AE)

IBGE

Greve pode impactar PIB do 2º trimestre Rio de Janeiro - A greve de caminhoneiros deve impactar o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre do ano, mas ainda não é possível precisar o tamanho da repercussão da paralisação sobre a atividade econômica, afirmou o presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Roberto Olinto. A preocupação atual do instituto é com possíveis reflexos sobre a coleta de dados para as pesquisas conjunturais. Segundo ele, é preciso observar se o impacto aparecerá nos preços, no comércio, na produção, se houve perda de mercadoria no momento da parada, se houve recuperação ou estabilização quando terminada a greve. “Se o impacto é de mais longo prazo ou mais curto

prazo, é isso que a gente está observando. Nossa preocupação é não perder coleta de informação”, afirmou Olinto. Ele criticou algumas tentativas de analistas de mensurar as consequências da greve sobre o resultado do PIB do País. O presidente do instituto, ex-coordenador de Contas Nacionais, disse ser impossível fazer projeções. Para ele, será preciso acompanhar o dia a dia da economia para saber a profundidade do impacto da paralisação. “O que é inegável é que a gente teve crise de oferta, a gente está vivendo um semestre eleitoral que traz uma série de instabilidades, mas também uma série de previsões. Então, o nosso cuidado com a informação tem que ser redobrado. Nossa preocupação com a

narrativa da informação tem que ser redobrada. Com a greve de caminhoneiros e as pesquisas eleitorais, a construção de análise da informação aumenta”, afirmou Olinto. Inflação - O cálculo da inflação oficial no País sofrerá alterações em meados de 2019, quando a estrutura de ponderações dos 383 itens investigados no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) for atualizada, informou Roberto Olinto. A Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), que atualiza a estrutura de pesos do IPCA, já teve a coleta terminada. Os dados estão em análise pelos pesquisadores do instituto. Os primeiros resultados serão divulgados no ano que vem. “A POF deveria ter sido

feita de forma mais sistemática. A POF está terminando. No caso da POF, a análise dos dados é mais complicada, tem muita informação que não é digitalizada”, disse Olinto. “A prioridade é que a POF gere rapidamente a nova estrutura de ponderações do IPCA”, completou. A última POF foi conduzida em 2008/2009, mas os resultados só alteraram a estrutura de peso dos itens do IPCA em 2012. A pesquisa deveria ser realizada a cada cinco anos, mas a última edição foi cancelada pela falta de orçamento. “Primeiro, só muda a ponderação dos itens (do IPCA). Em um segundo momento pode mudar alguns itens, mas é muito difícil, a cesta básica é a mesma. Primeiro muda o peso. Se a gente tiver alguma indica-

ção de um item que tenha aparecido na POF que não esteja contemplado, a gente passa por um processo de incluir esse item nos índices de preços”, explicou Olinto. As equipes identificam antes os pontos de vendas dos eventuais itens novos na cesta de consumo das famílias, para depois planejar a coleta de preços. Segundo Olinto, o ideal era que a estrutura de ponderações do IPCA fosse atualizada anualmente. “Hoje, o IPCA que publicamos é o IPCA possível para o Brasil. Mas podemos melhorar. Com a POF isso vai acontecer”, ressaltou o presidente do IBGE, que recebeu ontem a imprensa para conversar sobre seu primeiro ano na gestão do IBGE e os preparativos para o Censo Demográfico 2020. (AE)

Rio de Janeiro - A Copa do Mundo de 2018 deve estimular menos o varejo brasileiro do que a edição anterior. Em meio a um cenário de incertezas e de desemprego elevado, as famílias brasileiras estão menos propensas ao consumo de itens relacionados ao mundial de futebol, segundo um levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A pesquisa, conduzida em todas as capitais e respectivas regiões metropolitanas do País, revela que 24% das famílias brasileiras estão dispostas a comprar produtos por conta da Copa, o que representa menos da metade da intenção de gastos relatada antes da realização do mundial de futebol de 2014, quando 50,1% das pessoas previam gastos estimulados pela competição. A CNC explica que o envolvimento da população era naturalmente maior em 2014 pelo fato de o Brasil ter sediado a Copa daquele ano, mas também pesaram em 2018 as condições de consumo menos favoráveis do que há quatro anos. “A recuperação da economia e do consumo segue lenta e sujeita a oscilações. No trimestre encerrado em abril de 2014, por exemplo, a taxa de desemprego no Brasil era de 7,1% da população economicamente ativa, contra os 12,9%, recentemente divulgados através da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). Igualmente, a taxa média de juros cobrada dos consumidores na concessão de crédito, atualmente em 55% ao ano, era de menos de 47,9% às vésperas do Mundial realizado no Brasil”, justificou a CNC, em nota. Alimentos e bebidas - A pesquisa ouviu cerca de 18 mil consumidores. Os produtos mais procurados neste ano devem ser alimentos e bebidas (citados por 9,9% das famílias entrevistadas), itens de vestuário masculino, feminino e infantil (mencionados por 7,5%) e aparelhos televisores (lembrados por 4,3%). Em todos os casos, porém, as intenções atuais de gastos foram menores do que as relatadas na Copa passada: 21,5%, 14,3% e 13,3%, respectivamente. Os itens alimentos e bebidas foram mais mencionados em São Luís (citados por 30,7% dos entrevistados), enquanto os consumidores de Boa Vista foram os mais propensos a consumir itens de vestuário (23,3%). Manaus liderou as intenções de consumo de televisores (12,6%). Mais da metade (51,6%) dos que pretendem consumir deve gastar pelo menos R$ 200,00. Outros 39,2% dos consumidores declararam intenção de consumir mais de R$ 300,00 com itens relacionados à Copa. Segundo 63,6% dos entrevistados, os gastos serão pagos à vista, sendo ainda mais frequentes entre os consumidores da faixa de renda mais elevada (70,9%). Curitiba (83%), Boa Vista (72,9%) e São Paulo (72,1%) destacaram-se das demais áreas na incidência de pagamentos à vista. (AE)


BELO HORIZONTE, TERÇA-FEIRA, 12 DE JUNHO DE 2018

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ECONOMIA CFEM

Arrecadação de Minas aumenta 36,7% e atinge R$ 461 mi no ano até maio Recolhimento no País foi de R$ 1,035 bilhão no mesmo período IABR / DIVULGAÇÃO

LEONARDO FRANCIA

Minas Gerais recolheu R$ 461 milhões entre janeiro e maio com a Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem). Na comparação com os R$ 337,2 milhões arrecadados com os royalties da mineração nos mesmos meses de 2017, houve um crescimento de 36,7%. Os dados foram divulgados pela Agência Nacional de Mineração (ANM). A arrecadação da Cfem no Estado respondeu por 44,5% do montante recolhido com a contribuição em todo o País no acumulado deste ano até maio, que chegou à casa do R$ 1,035 bilhão, conforme as informações da ANM. Com o recolhimento de R$ 461 milhões com a Cfem até maio, o montante que ficou no Estado após a distribuição foi de R$ 129,8 milhões. Isso acontece porque 65% do valor recolhido com o royalty da mineração são distribuídos para os municípios mineradores, 23% para os estados e 12% para a União. Itabira, na região Cental do Estado, foi o município mineiro que recebeu o maior valor depois da distribuição dos royalties da mineração. Entre janeiro e maio deste ano, os cofres do município receberam R$ 33 milhões, o que responde por 25,4% do total que ficou em Minas. Já em termos de recolhimento da Cfem, foi Congonhas, na região Campo das Vertentes, que arrecadou o maior valor com a contribuição, totalizando R$ 56,1

Compensação recolhida somente com o minério de ferro totalizou R$ 386,8 mi

milhões entre janeiro e maio deste ano. O montante representou 12,2% do total recolhido com os royalties da mineração no Estado. Somente a Cfem arrecadada a partir da produção estadual de minério de ferro somou R$ 386,8 milhões no acumulado do ano até maio, 34% de aumento frente aos R$ 288,8 milhões recolhidos em iguais meses de 2017. Os royalties recolhidos com o insumo siderúrgico representaram 84% do total arrecadado com a contribuição para o intervalo. Com o ouro, outra importante commodity de exportação do Estado, o recolhimento da Cfem durante os cinco primeiros meses de 2018 totalizou R$ 30,6 milhões, um salto de 85,4% em relação ao valor recolhido no mesmo inter-

valo de 2017, quando o montante foi de R$ 16,5 milhões. TFRM – Apesar de os dados de maio ainda não terem sido divulgados pelo governo de Minas, a arrecadação da Taxa de Controle, Monitoramento e Fiscalização das Atividades de Pesquisa, Lavra, Exploração e Aproveitamento de Recursos Minerários (TFRM), que incide sobre o volume de produção das mineradoras e é uma taxa estadual, teve comportamento diferente da Cfem. De janeiro a abril deste ano, o recolhimento da taxa somou R$ 100 milhões contra R$ 115,2 milhões nos mesmos meses de 2017, com uma queda de 13,2%, conforme informações da Secretaria de Estado da Fazenda (SEF).

MDIC

Balança comercial nacional inicia junho com superávit de US$ 914 milhões Brasília - A balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 914 milhões no período de 1º a 10 de junho (seis dias úteis), segundo dados divulgados ontem pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic). No período, as exportações somaram US$ 4,849 bilhões e as importações, US$ 3,935 bilhões. A primeira semana de junho (1º a 3), com apenas um dia útil, registrou superávit de US$ 333 milhões, resultado de exportações de US$ 738 milhões menos importações de US$ 404 milhões. Na segunda semana do mês (4 a 10), o saldo comercial foi positivo em US$ 581 milhões. As exportações totalizaram US$ 4,111 bilhões na segunda semana e as importações, US$ 3,530 bilhões. Com esse saldo dos dez primeiros dias de junho, no ano, a balança comercial brasileira acumula superávit de US$ 25,088 bilhões. As exportações somam US$ 98,481 bilhões no ano e as importações, US$ 73,393 bilhões. Média diária - A média diária exportada nos dez primeiros dias de junho, de US$ 808,2 milhões, representa uma queda de 14,2% em relação à média diária verificada em junho de 2017 (US$ 941,9 milhões). Segundo dados do Mdic, essa retração foi motivada pela diminuição nas vendas de produtos semimanufaturados (-26%), em razão principalmente pelas vendas de açúcar em bruto, ouro em formas semimanufaturadas, celulose, ferro-ligas e ferro fundido bruto. As exportações de produtos básicos também caíram 23,8% em igual período

de comparação, puxadas pelas menores vendas de petróleo em bruto, carnes de frango e bovina, farelo de soja, minério de ferro e milho em grãos. Já as vendas externas de manufaturados apresentaram aumento de 4,5%, na mesma comparação, em razão de óxidos e hidróxidos de alumínio, reboques, semi-reboques e partes, máquinas e aparelhos de terraplenagem, tubos flexíveis de ferro/aço e obras de mármore e granito. Na comparação com a média exportada em maio deste ano (US$ 916,2 milhões) houve queda de 11,8%, em razão da redução nas vendas de produtos básicos (-33,4%) e semimanufaturados (-7,8%), enquanto as vendas de manufaturados tiveram alta de 30%. Nas importações, a média diária até a segunda semana de junho foi de US$ 655,8 milhões, o que representou uma alta de 9,3% na comparação com a média registrada em junho de 2017 (US$ 599,7 milhões). Nesse comparativo, aumentaram os gastos, principalmente, com químicos orgânicos e inorgânicos (+46,7%), farmacêuticos (+45,0%), equipamentos eletroeletrônicos (+25,7%), veículos automóveis e partes (+24,5%) e equipamentos mecânicos (+14,2%). Na comparação com a média diária importada em maio deste ano, a média verificada nos dez primeiros dias de junho é de +3,8%, influenciada pelo aumento das compras de cereais e produtos de moagem (+87,8%), químicos orgânicos e inorgânicos (+31,3%), plásticos e obras (+18,5%), adubos e fertilizantes (+17,8%) e equipamentos eletroeletrônicos (+12,2%). (AE)

ENERGIA

CNI sugere mudanças regulatórias para reduzir custos Brasília - O setor elétrico brasileiro precisa de mudanças regulatórias diversas, como a redução dos encargos setoriais e um enxugamento na duração dos contratos de fornecimento para proporcionar preços menores da energia a partir de 2020, aponta estudo elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), obtido com exclusividade pela Reuters. O documento, chamado “Energia Elétrica: custos e competitividade”, integra uma série de 43 estudos sobre temas estratégicos que a CNI entregará aos candidatos à Presidência da República. Segundo a CNI, dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) mostram que, entre 2013 e 2017, a energia elétrica comprada pelas indústrias das distribuidoras teve um acréscimo de cerca de 57% no preço. “Entre as razões apontadas pelo estudo para a alta no custo da energia estão o aumento dos preços dos contratos de energia, o elevado custo de passivos decorrentes de intervenções do governo na regulação de tarifas, o alto peso dos subsídios tarifários e a forte carga tributária que incide sobre o setor”, diz a CNI. Para isso, a entidade defende a definição e implementação de plano estrutural de redução das despesas da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), encargo que ajuda a custear a tarifa social de energia, a geração de energia por fontes como eólica, solar e biomassa, além de outros subsídios. “Incentivos e subsídios devem ser constantemente revistos e reavaliados, sendo mantidos enquanto justificáveis. Mais ainda,

seu estabelecimento deve vir sempre acompanhado de uma expectativa de término (o que não é o caso da maioria dos subsídios hoje pagos em tarifa)”, diz a CNI. O especialista em energia da CNI Roberto Wagner Pereira avalia que alguns tipos de subsídios que hoje são bancados pela CDE, como a tarifa social de energia para a baixa renda, não deveriam ser custeados pelos demais consumidores de energia, via tarifa. “Isso deveria sair de outro programa social do governo, e não onerar o consumidor, reduzindo a competitividade da produção”, disse. Pereira estima que somente a retirada do subsídio da baixa renda da conta de luz, para ser custeada por outra fonte, desoneraria o setor em R$ 3 bilhões por ano. Além disso, o especialista questiona o fato de a CDE ajudar também a financiar fontes de energia como as centrais eólicas. “A energia eólica já é competitiva, tem preços bons em leilões”, disse. Contratos - Outra proposta da confederação da indústria é a redução dos contratos de energia para o mercado cativo (das distribuidoras), que hoje chegam a até 30 anos, para permitir que os consumidores tenham acesso à redução dos preços por conta de avanços tecnológicos. Segundo a CNI, esses contratos são reajustados pela inflação, geralmente pelo IPCA, e por isso os preços acabam ficando elevados após alguns anos. “Se considerarmos, por exemplo, que taxa de inflação média é de 5% ao ano, o preço do CCEAR (contrato) dobra em 15 anos”. Para a CNI, esses contratos

longos, reajustados, acabam não gerando incentivos para que melhorias tecnológicas reduzam o custo da energia. Segundo Pereira, seria desejável que os contratos tivessem de cinco a dez anos de duração. Assim, uma alternativa seria reduzir a duração do contrato de venda para o mercado regulado “e possibilitar ao empreendedor que parte da recuperação de seu investimento também ocorra por meio de contratos no mercado livre, em condições a serem livremente negociadas”, diz o estudo. O especialista da CNI disse que os impostos e encargos hoje respondem por cerca de 40% da tarifa, superando o próprio custo da geração da eletricidade, que está na casa dos 35% da conta final de luz. “Nossa energia é competitiva, o problema são os encargos e impostos”, disse. (Reuters)

REUTERS / PAULO WHITAKER

Segundo entidade, 40% da tarifa hoje é composta por impostos e encargos

Governo adia para julho conclusão de plano São Paulo - O governo federal adiou para julho a data prevista para conclusão de um plano para a redução de despesas com subsídios repassadas às tarifas de energia elétrica, de acordo com publicação do Ministério de Minas e Energia no Diário Oficial da União de ontem. Um relatório final sobre o plano deverá ser concluído até 15 de julho, segundo portaria da pasta, ante um prazo anterior que se encerraria em 15 de junho, nesta semana. O governo criou um grupo de trabalho ainda em outubro

de 2016 para avaliar alternativas para corte de despesas com subsídios custeadas pela chamada Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), um fundo abastecido com encargos cobrados nas contas de luz. Os subsídios custeados pela CDE, cujo custo é repassado às tarifas de energia, devem consumir quase R$ 19 bilhões neste ano, contra R$ 16 bilhões em 2017. Eles têm sido apontados pelo governo e por especialistas como um dos vilões da elevação nas contas de luz. Um relatório inicial do Minis-

tério de Minas e Energia sobre os planos para a redução dos subsídios, divulgado em maio, apontou propostas como uma redução no alcance da chamada tarifa social, que contempla famílias de baixa renda com descontos. A proposta prevê, entre outros pontos, cortar cerca de 35% dos beneficiários da tarifa social, que com isso seria restrita a cadastrados no programa social Bolsa Família, o que reduziria em cerca de R$ 800 milhões por ano o custo com os subsídios. (Reuters)


BELO HORIZONTE, TERÇA-FEIRA, 12 DE JUNHO DE 2018

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INTERNACIONAL LIGAĂ‡ĂƒO COM BRASIL

COMÉRCIO

Paraguai quer construção de 4 pontes

FMI vê dúvidas sobre economia Ideia do vizinho Ê favorecer a competitividade e conectividade entre os dois países crescerem após reunião do G-7 Brasília - A construção de ANTONIO CRUZ / AGÊNCIA BRASIL

pontes entre o Paraguai e o Brasil e a cooperação para o combate ao crime organizado, narcotråfico e lavagem de dinheiro foram temas tratados ontem em reunião entre o presidente Michel Temer e o presidente eleito do Paraguai, Mario Abdo Benítez. O Brasil foi o destino da primeira viagem de Abdo ao exterior após a eleição. Ele toma posse no dia 15 de agosto, em Assunção, para um mandato de cinco anos.

Demanda antiga - O presidente eleito do Paraguai disse ter feito a Temer a proposta de “aprofundar o processoâ€? para a construção de quatro pontes de ligação entre os paĂ­ses. A construção das pontes ĂŠ uma demanda antiga do paĂ­s vizinho. “Falamos sobre a importância de melhorar nossa ligação. Temos projetos de construção de quatro pontes que vĂŁo ser fundamentais para aumentar nossa competitividade e conectividade. A Ăşltima ponte construĂ­da entre Paraguai e Brasil foi hĂĄ 53 anos, que foi a Ponte da Amizade. É inaceitĂĄvel que, com todo o comĂŠrcio e oportunidades que temos juntos, tenhamos apenas uma ponteâ€?, disse Abdo. O paraguaio afirmou ter visto vontade polĂ­tica do

Presidente eleito do Paraguai, Mario BenĂ­tez, apresentou a demanda antiga de seu paĂ­s em reuniĂŁo com Michel Temer

governo brasileiro para ampliar a ligação entre os dois paĂ­ses vizinhos. BenĂ­tez relatou que tambĂŠm conversou com Temer sobre a necessidade de fortalecer a ação coordenada em parceria com o governo brasileiro para combater o crime organizado, o narcotrĂĄfico e lavagem de dinheiro. “O crime organizado ĂŠ o que melhor se globalizou no mundo

participar de sua cerimônia de posse. As eleiçþes no Paraguai ocorreram em 22 de abril, quando Mario Abdo obteve 46,49% dos votos, e o segundo colocado, Efraín Alegre, conquistou 42,73%. A diferença foi de pouco mais de 95 mil votos. Empresårio do ramo de Eleição - Segundo Abdo, o marketing, Abdo foi alvo de presidente Temer disse que irå críticas durante a campanha ao Paraguai em 15 de agosto eleitoral por causa da relação de forma eficiente. Tem que haver esforço compartilhado entre todas as naçþes para enfrentar com eficiência e eficåcia esse flagelo�, disse. O presidente eleito tambÊm falou em fortalecer os laços comerciais entre os países e o turismo de compras.

do pai dele com a ditadura militar de Alfredo Stroessner. Mario Abdo, o pai do presidente eleito, foi secretårio particular de Stroessner. O presidente eleito chegou a afirmar que Stroessner fez muito pelo país, acrescentando que discorda das acusaçþes de violação dos direitos humanos, tortura e perseguição cometidas durante o regime militar. (ABr)

Aumento da produção - O projeto irå estender a vida da mina de Voisey’s Bay, liberando acesso para a Vale a reservas de níquel, cobre e cobalto e, consequentemente, aumentando, em mÊdia, as produçþes anuais estimadas em aproximadamente 45 mil toneladas de níquel, 20 mil toneladas de cobre e 2,6 mil toneladas de cobalto. A Vale adicionou que, para uma transição suave da operação com lavra a cÊu aberto para a subterrânea, a produção de níquel da mina de Voisey’s Bay serå mantida em 38 mil toneladas por ano de 2018 a 2020, concluindo o ramp-up e atingindo entre 45 mil e 50 mil toneladas por ano de níquel contido no concentrado a partir de 2024. (Reuters)

Ruim para todos - A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, afirmou ontem que expressou, durante a cĂşpula do G-7, no CanadĂĄ, seu “profundo desapontamentoâ€? com a decisĂŁo “injustificadaâ€? dos Estados Unidos de aplicar tarifas sobre a importação de aço e alumĂ­nio da UniĂŁo Europeia, mas ressaltou a necessidade de se evitar uma escalada de medidas “olho por olhoâ€? no comĂŠrcio global. “A perda de comĂŠrcio por meio de tarifas diminui competição, reduz produtividade, remove o incentivo para inovar e ultimamente faz todos mais pobresâ€?, falou a premiĂŞ em discurso na Câmara dos Comuns do Parlamento britânico. Como solução ao impasse gerado pelas tarifaçþes levadas adiante por Washington e as retaliaçþes anunciadas por Bruxelas, May propĂ´s fazer o sistema comercial internacional baseado em regras “funcionar melhorâ€?, inclusive pelo encorajamento a que a Organização Mundial do ComĂŠrcio (OMC) opere “mais efetivamenteâ€?. “Ação multilateral ĂŠ o caminho certo para se alcançar issoâ€?, cravou. “NĂŁo se pode fazĂŞ-lo ao promover ação unilateral contra seus parceirosâ€?. (Reuters/AE)

Gustavo Costa Aguiar Oliveira, Leiloeiro MAT. JUCEMG nº 507 torna público que realizarå leilão online no Portal: www.gpleiloes. com.br e presencial na Av. N Sra. do Carmo, 1650, lj 42, Carmo-BH/MG, Leilão: 18/07/18 às 10:00hs, para venda de 01 imóvel em Porto Alegre/RS. Comitente: Banco Inter S/A. Normas p/ participação registradas no Cartório do 1º Ofício de Reg. de Títulos e Docs. de BH, nº 01419286. Info. e edital no site: www. gpleiloes.com.br ou pelo tel.: 31 3241-4164.

A Sra. Ana Marcia Carneiro de Albuquerque, responsåvel pelo empreendimento denominado Goldesign Comercio de Joias Eirelli, CNPJ 04.920.950/0001-95, com a atividade principal de Fabricação de artefatos de Joalheria e ourivesaria, localizado na Av Luiz Paulo Franco,500, PLTIS,bairro Belvedere, no município de Belo Horizonte MG, torna publico que protocolizou o requerimento de licença de licença de operação corretiva à Secretaria Municipal de Meio Ambiente-SMMA .

MINERAĂ‡ĂƒO

Vale destrava expansão de mina no Canadå Rio de Janeiro - A mineradora brasileira Vale fechou contratos de venda antecipada de cobalto, com entrega a partir de 1º de janeiro de 2021, que irão permitir destravar investimentos de US$ 1,7 bilhão para a expansão da mina de Voisey’s Bay, no Canadå, informou ontem a companhia.

Os acordos, fechados em separado com a Wheaton Precious Metals Corp (Wheaton) e Cobalt 27 Capital Corp, preveem um pagamento antecipado de US$ 690 milhĂľes Ă Vale e vĂŁo ajudar a companhia a financiar a expansĂŁo, que ĂŠ o primeiro anĂşncio de investimento significativo da

SOLICITAĂ‡ĂƒO DE REQUERIMENTO DE LICENÇA AMBIENTAL SIMPLIFICADA – LAS/RAS ARCELORMITTAL BRASIL S.A., por determinação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento SustentĂĄvel torna pĂşblico que solicitou atravĂŠs do processo NÂş.1427/18-01,Licença Ambiental Simplificada – LAS/RAS para a atividade de “ComĂŠrcio atacadista de resĂ­duos e sucatas metĂĄlicosâ€?. Localizada naRua Onze, nÂş 185, Bairro Jardim Industrial,Contagem/ MG – CEP:32.220-025.

CNPJ 04.649.260/0001-43 EDITAL DE CONVOCAĂ‡ĂƒO Ficam os acionistas da ASTI S/A, convocados para reunirem-se em Assembleia Geral ExtraordinĂĄria, a realizar-se Ă s 10:00 horas do dia 21 de junho de 2018, na Rua CalifĂłrnia, 94 – Bairro Sion - em Belo Horizonte – MG, CEP 30315-500, para deliberarem sobre eleição de diretoria. (Ass.) a Diretoria.

ASTI S/A

MINDT PARTICIPAÇÕES S.A. CNPJ/MF 11.250.715/0001-19 - NIRE 3130009314-0 Ata da Assembleia Geral OrdinĂĄria e ExtraordinĂĄria Realizada em 23 de Abril de 2018- 1. Data, Hora e Local. Realizada no dia 23 de abril de 2018, Ă s 11 horas, na sede da Mindt Participaçþes S.A., localizada na Avenida Portugal, n. 4.851, sala 3, no MunicĂ­pio de Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais, CEP 31710-400(“Companhiaâ€?). 2. Convocação. Dispensada em virtude da presença da totalidade dos acionistas, conforme art. 124, § 4Âş, da Lei 6.404/76. 3. Presença. Presentes os acionistas representando a totalidade do capital social, conforme lista de presença de acionistas. 4. Publicaçþes. Aviso aos Acionistas dispensado de publicação, conforme aprovado pela totalidade dos acionistas, nos termos do art. 133, § 4Âş, da Lei 6.404/76. Em conformidade com o disposto no art. 133, § 3Âş, da Lei 6.404/76, as Demonstraçþes Financeiras e o RelatĂłrio de Administração da CompaQKLDUHODWLYRVDRH[HUFtFLRVRFLDOHQFHUUDGRHPGHGH]HPEURGHIRUDPSXEOLFDGRVQR'LiULR2ÂżFLDOGR(VWDGRGH0LQDV Gerais e no jornal Hoje em Dia nas ediçþes de 21 de abril de 2018. CĂłpia das publicaçþes encontra-se Ă  disposição dos acionistas. 5. Mesa. Presidente: Bruno Costa Carvalho de Sena, e SecretĂĄrio: MĂĄrcio Gomes de Souza. 6. Ordem do Dia. Deliberar acerca (i) da aprovação do RelatĂłrio da Diretoria e das Demonstraçþes Financeiras relativos ao exercĂ­cio social encerrado em 31 de dezembro de 2017; (ii) da destinação do resultado do exercĂ­cio com base nos documentos indicados no item anterior; (iii) GRDXPHQWRGRFDSLWDOVRFLDOGD&RPSDQKLDH LY GDDOWHUDomRGRFDSXWGRDUWžGR(VWDWXWR6RFLDOGD&RPSDQKLDSDUDUHĂ€HWLU as alteraçþes trazidas pelo item (iii) retromencionado; 7. Deliberaçþes Tomadas. Na conformidade da Ordem do Dia, as seguintes deliberaçþes foram tomadas, por unanimidade de votos dos presentes: (i) Aprovação de Contas. Foram aprovados o RelatĂłrio da Diretoria e as Demonstraçþes Financeiras relativos ao exercĂ­cio social encerrado em 31 de dezembro de 2017; (ii) Distribuição do Resultado do ExercĂ­cio. Foi aprovada a distribuição de dividendos aos Acionistas detentores de açþes preferenciais no valor total de R$ 8.588.760,24 (Oito milhĂľes, quinhentos e oitenta e oito mil, setecentos e sessenta reais, vinte e quatro centavos); (iii) Aumento do Capital Social e Subscrição e Integralização de Novas Açþes Emitidas. Foi aprovado, sem ressalva, o aumento do capital social, com a emissĂŁo de novas açþes ordinĂĄrias e preferenciais, nos seguintes termos. O capital social passou de R$ 1.074.630,00 (um milhĂŁo, setenta e quatro mil, seiscentos e trinta reais) para R$ 1.172.764,00 (um milhĂŁo, cento e setenta e dois mil, setecentos e sessenta e quatro reais), mediante a emissĂŁo de 98.134 (noventa e oito mil, cento e trinta e quatro) novas açþes, nominativas com valor nominal de R$ 1,00 (um real) cada, divididas em 49.067 (quarenta e nove mil, sessenta e sete) açþes preferenciais e 49.067 (quarenta e nove mil, sessenta e sete) açþes ordinĂĄrias. O preço total de emissĂŁo das 98.134 (noventa e oito mil, cento e trinta e quatro) novas açþes serĂĄ de R$ 8.588.760,24 (Oito milhĂľes, quinhentos e oitenta e oito mil, setecentos e sessenta reais, vinte e quatro centavos), e o preço de emissĂŁo de cada ação serĂĄ de aproximadamente R$ 87,52 (oitenta e sete reais e cinquenta e dois centavos), calculado com base no art. 170, §1Âş, I, da Lei 6.404/76, sendo R$ 1,00 (um real) destinado ao capital social e aproximadamente R$ 86,52 (oitenta e seis reais e cinquenta e dois centavos) destinados Ă  FRQVWLWXLomRGH5HVHUYDGH&DSLWDO$VDo}HVHPLWLGDVHPUD]mRGRDXPHQWRGHFDSLWDODFLPDHVSHFLÂżFDGRIRUDPLQWHJUDOPHQWH subscritas e integralizadas, conforme Boletim de Subscrição, sendo que os demais acionistas declararam que concordaram com a referida subscrição e renunciaram ao respectivo direito de preferĂŞncia na subscrição das açþes entĂŁo emitidas; (iv) Alteraçþes GRFDSXWGRDUWžGR(VWDWXWR6RFLDO0RGLÂżFDGREm virtude das deliberaçþes tomadas no item (iii), deliberou-se pela alteração do caput do art. 5Âş do Estatuto Social da Companhia, que passa a vigorar com a seguinte redação: “Artigo. 5°. O Capital Social da Companhia ĂŠ de R$ 1.172.764,00 (um milhĂŁo, cento e setenta e dois mil, setecentos e sessenta e quatro reais), totalmente subscrito e integralizado em moeda corrente nacional, dividido em 1.172.764 (um milhĂŁo, cento e setenta e dois mil, setecentos e sessenta e quatro) açþes nominativas, com valor nominal de R$ 1,00 (um real) cada, sendo 586.382 (Quinhentos e oitenta e seis mil, trezentos e oitenta e dois) açþes ordinĂĄrias e 586.382 (Quinhentos e oitenta e seis mil, trezentos e oitenta e dois) açþes preferenciaisâ€?. 8. Lavratura e Publicação da Ata. Foi aprovada pelos acionistas presentes a lavratura e publicação da presente ata na forma permitida pelos parĂĄgrafos 1Âş e 2Âş do artigo 130 da Lei 6.404/76. 9. Encerramento. Nada mais havendo a ser tratado, o Sr. Presidente agradeceu a presença de todos os acionistas presentes e solicitou a mim, SecretĂĄrio, que lavrasVHDSUHVHQWHDWDHPOLYURSUySULRTXHDSyVOLGDIRLDSURYDGDHDVVLQDGDSRUWRGRVRVSUHVHQWHV&HUWLÂżFDVHTXHDSUHVHQWHp FySLDÂżHOGDDWDRULJLQDOODYUDGDHPOLYURSUySULRMesa: Bruno Costa Carvalho de Sena - Presidente; MĂĄrcio Gomes de Souza - SecretĂĄrio. Acionistas: BMPI INFRA S.A - Bruno Costa Carvalho de Sena - Presidente; JD Participaçþes Ltda. - JosĂŠ Newton Kury de Oliveira Coelho - Administrador; Execon Assessoria Gerencial Ltda - Marcio Gomes de Souza- Administrador. Boletim de Subscrição - Boletim de Subscrição de açþes decorrentes da emissĂŁo de 98.134 (noventa e oito mil, cento e trinta e quatro) açþes representativas do capital social da Mindt Participaçþes S.A., divididas em 49.067 (quarenta e nove mil, sessenta e sete) açþes preferenciais e 49.067 (quarenta e nove mil, sessenta e sete) açþes ordinĂĄrias, todas nominativas e com valor nominal de R$ 1,00 (um real) cada, com preço de emissĂŁo aproximado de R$ 87,52 (oitenta e sete reais e cinquenta e dois centavos) cada, sendo R$ 1,00 (um real) destinado ao capital social, e aproximadamente R$ 86,52 (oitenta e seis reais e cinquenta e dois centavos) destinados Ă  constituição de Reserva de Capital, totalizando o preço de emissĂŁo no valor de 8.588.760,24 (Oito milhĂľes, quinhentos e oitenta e oito mil, setecentos e sessenta reais, vinte e quatro centavos), nos termos da Assembleia Geral OrdinĂĄria e ExtraordinĂĄria realizada nesta data. Subscritor - N. De Açþes Subscritas - Ord. - Pref. - Valor de EmissĂŁo das Açþes (R$) - Ord. - Pref. - Valor Realizado - (R$) - % - Condiçþes de Pagamento e Forma de Integralização. BMPI INFRA S.A S.A., com sede no MunicĂ­pio de SĂŁo Paulo, Estado de SĂŁo Paulo, na Rua Renato Paes de Barros, n. 750, cjts. 101, Bairro Itaim Bibi, CEP 04530-001, inscrita no CNPJ/MF sob n. 24.416.909/0001-93, neste ato representada por seu Diretor Presidente Bruno Costa Carvalho de Sena, brasileiro, casado, engenheiro, portador da Carteira de Identidade RG n. 6.091.773, expedida pela SSP/MG, inscrito no CPF/MF sob o n. 011.836.976-86, residente e domiciliado na Rua Tuim, n. 186, apto 41, Bairro Moema, no MunicĂ­pio de SĂŁo Paulo, Estado de SĂŁo Paulo, CEP 04514-100. - 49.067 - 49.067 - R$ 4.294.380,12, dos quais (i) R$ 49.067,00 serĂŁo destinados ao aumento do capital social; e (ii) R$ 4.245.313,12 serĂŁo destinados Ă  Reserva de Capital. - R$ 4.294.380,12, dos quais (i) R$ 49.067,00 serĂŁo destinados ao aumento do capital social; e (ii) R$ 4.245.313,12 serĂŁo destinados Ă  Reserva de Capital. - R$ 8.588.760,24 - 100 - Capitalização dos dividendos devidos ao Acionista e declarados nesta Assembleia Geral OrdinĂĄria e ExtraordinĂĄria da Companhia no montante de R$ 8.588.760,24. TOTAL - 49.067 - 49.067 - R$ 4.294.380,12 - R$ 4.294.380,12 - R$ 8.588.760,24 - 100% - --. Belo Horizonte, 23 de abril de 2018. BMPI INFRA S.A - Bruno Costa Carvalho de Sena - Diretor Presidente. Lista de Presença dos Acionistas Mindt Participaçþes S.A. Acionista - BMPI INFRA S.A, com sede no MunicĂ­pio de SĂŁo Paulo, Estado de SĂŁo Paulo, na Rua Renato Paes de Barros, 750, cjts. 101, Bairro Itaim Bibi, CEP 04530-001, inscrita no CNPJ/MF sob n. 24.416.909/0001-93. Execon - Assessoria Gerencial Ltda., com sede no MunicĂ­pio de Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais, na Rua CalifĂłrnia, n. 94, sala 06, Bairro Sion, inscrita no CNPJ/MF sob o n. 18.820.183/0001-57. JD Participaçþes Ltda., com sede no MunicĂ­pio de Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais, na Rua Desembargador Jorge Fontana, n. 428, sala 911, inscrita no CNPJ/MF sob o n. 09.294.876/0001-62. JUCEMG &HUWLÂżFRRUHJLVWURVRERQžHP3URWRFROR0DULQHO\GH3DXOD%RPÂżP6HFUHWiULD*HUDO

empresa nos Ăşltimos anos. Ainda estĂŁo previstos no acordo pagamentos adicionais de 20%, em mĂŠdia, dos preços de cobalto vigentes no momento da entrega do produto, segundo a empresa. De acordo com a mineradora, a transação de venda antecipada da commodity melhora o retorno financeiro sobre o capital investido no projeto para mais de 35% ao BANCO INTER S.A. CNPJ/MF: 00.416.968/0001-01 - NIRE: 31300010864 ATA DA REUNIĂƒO DO CONSELHO DE ADMINISTRAĂ‡ĂƒO REALIZADA EM 26 DE ABRIL DE 2018 - CERTIDĂƒO Ata da ReuniĂŁo do Conselho de Administração, realizada 26.04.2018, Ă s 17:00 horas. Junta Comercial do Estado GH 0LQDV *HUDLV &HUWLÂżFR R UHJLVWUR VRE R Qž  HP3URWRFROR0DULQHO\GH3DXOD %RPÂżP6HFUHWiULD*HUDO

A SOLUÇÕES EM AÇO USIMINAS S.A., por determinação do Conselho Municipal de Desenvolvimento Ambiental do Município de Betim CODEMA, torna público que foi concedida atravÊs do Processo Administrativo nº 32.220/2017, a Revalidação da Licença de Operação Classe 3, para a atividade de fabricação de produtos de metal não especificados anteriormente, localizada na Rodovia BR 381, Km 490, S/N, Bairro Jardim das Alterosas 1 A Seção, Betim/MG.

ano, considerando o consenso de mercado dos preços. “O projeto estĂĄ, portanto, alinhado com o rigoroso processo de alocação de capital da Vale, no qual projetos devem ser capazes de gerar retornos aos preços atuais de mercado, ao invĂŠs de depender de expectativas de aumentos futuros de preçosâ€?, disse a empresa em comunicado. O pagamento antecipado de US$ 690 milhĂľes serĂĄ realizado integralmente na conclusĂŁo da transação, com US$ 390 milhĂľes a serem pagos por Wheaton e US$ 300 milhĂľes a serem pagos por Cobalt 27, e equivale a 40% do investimento Gustavo Costa Aguiar Oliveira, Leiloeiro 2ÂżFLDO0$7-8&(0*Qž507WRUQDS~EOLFRTXH UHDOL]DUi XP OHLOmR RQOLQH SRU PHLR GR 3RUWDO ZZZJSOHLORHVFRPEU FRP DEHUWXUD QR GLD 05/06/18 H HQFHUUDPHQWR QR GLD 26/06/18 jV KRUDVSDOLHQDomRGHDWLYRVH[FHGHQWHV GD HPSUHVD UNIMED BH e outros 1RUPDV SDUDSDUWLFLSDomRUHJLVWUDGDVQR&DUWyULRGRž 2ItFLR GH 5HJ GH 7tWXORV H 'RFV GH %+ Qž ,QIRHHGLWDOQRVLWHZZZJSOHLORHV FRPEURXSWHO  

PREFEITURA MUNICIPAL DE RIBEIRĂƒO DAS NEVES/MG PREFEITURA MUNICIPAL DE RIBEIRĂƒO DAS NEVES/MG - PregĂŁo 017/2018 - torna pĂşblico que se encontra disponĂ­vel no site www.ribeiraodasneves.mg.gov.br, o edital do PregĂŁo 017/2018, cujo objeto consiste no registro de preços para aquisição de material de limpeza, por um perĂ­odo de 12 (doze) meses. A data para entrega dos envelopes e realização da sessĂŁo serĂĄ dia 26/06/2018 ĂĄs 09:00h. Alex de Almeida Ferreira Silva / Presidente da CPL. SANTA BĂ RBARA CONSTRUÇÕES S/A - CNPJ nÂş 39.809.199/0001-39 - NIRE 313.0009958-0 - Ata da AssemblĂŠia Geral OrdinĂĄria (lavrada sob a forma de sumĂĄrio, de acordo com o parĂĄgrafo primeiro, do artigo 130, da Lei 6.404/76). Hora, Dia e Local: Ă€s 09:00 (nove) horas do dia 10/05/2018, na Avenida do Contorno, nÂş 3.542, sala 403, Bairro Santa EfigĂŞnia, em Belo Horizonte-MG. Convocação e Presença: Convocação dispensada, nos termos do artigo 124, § 4Âş, da Lei 6.404, de 15.12.76, tendo em vista a presença da totalidade dos acionistas, conforme assinaturas lançadas no Livro de Presença dos Acionistas: Marno Participaçþes SocietĂĄrias Ltda (representada por Maria Cristina Dias, Marcelo Dias, Maria Vitoria Dias e Gustavo Dias), GD Empreendimentos e Participaçþes SocietĂĄrias Ltda (representada por Maria Cristina Dias, Marcelo Dias, Maria Vitoria Dias e Gustavo Dias), IZT Empreendimentos e Participaçþes SocietĂĄrias Ltda (representada por Maria Cristina Dias, Marcelo Dias, Maria Vitoria Dias e Gustavo Dias). Composição da Mesa: Presidente o Sr. Gustavo Dias e SecretĂĄrio o Sr. Almir Pujoni, a convite do Presidente. Ordem do Dia: (I) Deliberar sobre as contas dos administradores, referentes ao exercĂ­cio findo em 31/12/2017, as respectivas demonstraçþes financeiras e demais documentos da administração; (II) Deliberar sobre a destinação do resultado do exercĂ­cio. (III) Prorrogar o mandato dos atuais administradores e fixação dos honorĂĄrios mensais globais. Deliberaçþes Tomadas em AssemblĂŠia Geral: Instalada a AssemblĂŠia, deliberou-se o seguinte: (I) Aprovadas, Ă unanimidade dos acionistas, as contas dos administradores, referentes ao exercĂ­cio findo em 31/12/2017, as respectivas demonstraçþes financeiras e demais documentos da administração, publicados nos jornais “DiĂĄrio do ComĂŠrcioâ€? pĂĄgina 6 e “Minas Geraisâ€? caderno 2 pĂĄgina 2, ambas as ediçþes do dia 03/05/2018. (II) Aprovada, Ă  unanimidade dos acionistas, a destinação do Lucro do ExercĂ­cio no valor de R$ 27.515,16 (vinte e sete mil quinhentos e quinze reais, dezesseis centavos) para amortização de PrejuĂ­zos Acumulados. (III) Prorrogado o prazo do mandato dos atuais administradores, por unanimidade, com mandato atĂŠ 30 de abril de 2021, para o cargo de Diretor Presidente, do Sr. Humberto de Campos Maciel, brasileiro, casado, Engenheiro, inscrito no CPF/MF sob o nÂş 130.635.616-49, R.G 39.637.423-2, residente e domiciliado na Rua SebastiĂŁo Fabiano Dias, 53, apto 500, Bairro Belvedere - Belo Horizonte/MG CEP 30.320-690, e para o cargo de Diretor Almir Pujoni, brasileiro, divorciado, Contador, inscrito no CPF sob nÂş 742.380.436-34, R.G. MG-4.001.174 SSP/MG, residente e domiciliado em Belo Horizonte/MG na rua Dr. Thomaz Muzzi nÂş 100, apto 406, Torre II, bairro Calafate CEP 30.411-273. Fixa ainda o valor de atĂŠ R$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil reais) para remuneração mensal global dos diretores, que serĂĄ reajustado em conformidade com o disposto na legislação aplicĂĄvel Ă  correção dos salĂĄrios e consoante os critĂŠrios de periodicidade adotados pela polĂ­tica salarial da Companhia, incumbindo Ă  Diretoria proceder a sua distribuição entre seus membros. Encerramento: Nada mais havendo a tratar, a Assembleia foi suspensa pelo tempo necessĂĄrio Ă  lavratura da presente ata sob a forma de sumĂĄrio, nos termos do art. 130, § 1Âş, da Lei nÂş 6.404/1976, que, depois de lida e achada conforme, foi assinada pelos acionistas presentes: Marno Participaçþes SocietĂĄrias Ltda (representada por Maria Cristina Dias, Marcelo Dias, Maria Vitoria Dias e Gustavo Dias), GD Empreendimentos e Participaçþes SocietĂĄrias Ltda (representada por Maria Cristina Dias, Marcelo Dias, Maria Vitoria Dias e Gustavo Dias), IZT Empreendimentos e Participaçþes SocietĂĄrias Ltda (representada por Maria Cristina Dias, Marcelo Dias, Maria Vitoria Dias e Gustavo Dias). CertidĂŁo: Confere com o original lavrado em livro prĂłprio. Presidente - Gustavo Dias; SecretĂĄrio - Almir Pujoni. Junta Comercial do Estado de Minas Gerais - Certifico registro sob o nÂş 6875691 em 30/05/2018 e protocolo 6875691 em 30/05/2018. Marinely de Paula Bomfim - SecretĂĄria-Geral.

Berlim/ SĂŁo Paulo – As nuvens sobre a economia global ficaram ainda mais escuras, especialmente desde a divisĂŁo dos lĂ­deres do grupo das sete maiores economias na cĂşpula desse fim de semana, disse ontem a diretora-gerente do Fundo MonetĂĄrio Internacional (FMI), Christine Lagarde. Lagarde, falando em coletiva de imprensa conjunta em Berlim com os chefes de outras importantes organizaçþes econĂ´micas e a chanceler alemĂŁ, Angela Merkel, disse que a confiança dos empresĂĄrios estĂĄ diminuindo devido a medidas que atrapalham o comĂŠrcio. O diretor-geral da Organização Mundial do ComĂŠrcio (OMC), Roberto Azevedo, acrescentou: “Temos, portanto, que parar com essa escalada de tensĂľes. Um processo difĂ­cil nĂŁo serĂĄ Ăştilâ€?.

nominal do projeto.

GERDAU AÇOMINAS S.A.

CNPJ no 17.227.422/0001-05 - NIRE nÂş 31300036677 ATA DE REUNIĂƒO DA DIRETORIA REALIZADA NA SEDE SOCIAL, NO MUNICĂ?PIO DE OURO BRANCO, MG, NA RODOVIA MG 443, KM 07, Ă€S 10h00min DO DIA 21 DE MAIO DE 2018 Junta Comercial do Estado de Minas Gerais: CertiďŹ co registro sob o nÂş 6875245 em 30/05/2018 da Empresa GERDAU AÇOMINAS S.A., Nire 31300036677 e Protocolo 183217993-25/05/2018. Marinely de Paula BomďŹ m-SecretĂĄria Geral.

PREFEITURA MUNICIPAL DE RIBEIRĂƒO DAS NEVES/MG PREFEITURA MUNICIPAL DE RIBEIRĂƒO DAS NEVES/MG - PregĂŁo 026/2018 - torna pĂşblico que se encontra disponĂ­vel no site www.ribeiraodasneves.mg.gov.br, o edital do PregĂŁo 026/2018, cujo objeto consiste no registro de preços para contratação de empresa especializada na prestação de serviços de locação de brinquedos para rua de lazer, por um perĂ­odo de 12 (doze) meses. A data para entrega dos envelopes e realização da sessĂŁo serĂĄ dia 03/07/2018 ĂĄs 09:00h. Alex de Almeida Ferreira Silva / Presidente da CPL.

COMARCA DE BELO HORIZONTE - 1ÂŞ VARA CĂ?VEL - edital de CITAĂ‡ĂƒO - prazo de 20 (vinte) dias. O MM. Juiz de Direito Dr. Paulo Roberto Maia Alves Ferreira, em pleno exercĂ­cio do cargo e na forma da lei, etc... Faz saber aos que virem ou deste edital tiverem conhecimento, que perante este JuĂ­zo e Secretaria tramitam os autos do processo nÂş 0024.13.368.050-4, Ação de Busca e ApreensĂŁo que Banco Fiat S/A move contra Elaine Leal de Oliveira. É o presente edital para citar a rĂŠ ELAINE LEAL DE OLIVEIRA, residente e domiciliada em local incerto e nĂŁo sabido, sobre os termos da presente ação, cujo valor da causa ĂŠ de R$3.256,44, bem como da apreensĂŁo do veĂ­culo marca Fiat Uno Evo Way, placa HMZ-6340, conforme auto de fls. 85. Ciente de que nĂŁo contestada a ação, no prazo de 15 (quinze) dias Ăşteis, contados do final do prazo deste edital, presumir-se-ĂŁo como verdadeiros os fatos articulados pela parte Autora. Ciente ainda, que, em caso de revelia, serĂĄ nomeado curador especial, nos termos do art. 257, inc. IV do CPC/2015. Pelo que se expediu o presente edital que serĂĄ publicado e afixado em local de costume. Belo Horizonte, 07 de maio de 2018. JosĂŠ Alexandre MagalhĂŁes Soares, EscrivĂŁo Judicial, o subscrevi e assinei, por ordem do MM. Juiz de Direito.


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POLÍTICA VALTER CAMPANATO/ABr

ESTRATÉGIA

Segurança pública será financiada com recursos das loterias Verbas destinadas ao esporte serão remanejadas Brasília - O governo federal vai remanejar parte dos recursos das loterias esportivas administradas pela Caixa Econômica Federal, atualmente destinadas ao esporte, para a segurança pública, a partir de uma medida provisória assinada ontem pelo presidente Michel Temer, junto com a sanção da lei que cria o Sistema Único de Segurança Pública (Susp). A expectativa do governo é de aumentar em 25% o valor repassado ao Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) neste ano e em 60% nos próximos cinco anos. De acordo com o ministro de Segurança Pública, Raul Jungmann, neste ano o fundo receberá mais R$ 800 milhões. Para 2019, a estima-

tiva é de R$ 1,7 bilhão a mais destinados ao fundo vindos das loterias e, em 2022, esse montante deve chegar a R$ 4,3 bilhõess. A justificativa do governo é que as necessidades de segurança pública são, neste momento, maiores que as do esporte, beneficiários originais dos recursos das loterias. “Grande parte dos recursos do esporte eram relacionados a Olimpíada e Copa do Mundo. O que vai ser redistribuído corresponde a um (recurso) a mais que foi colocado para esses eventos”, justificou Jungmann. A partir deste ano, todas as loterias - nove no total - terão parte dos recursos repassados para o FNSP e o Fundo

Penitenciário Nacional. A partir do ano que vem, os recursos da Lotex - a loteria instantânea conhecida como raspadinha -, que foi criada mas ainda não implantada, serão integralmente repassados para segurança. De acordo com Jungmann, o sistema vai exigir metas e dados dos estados em troca dos recursos. “Agora tenho recursos substanciais para repassar aos estados. Antes era muito pouco para poder exigir do Estado um conjunto de metas”, disse o ministro. “O Estado que não me passar informação, que não estabelecer protocolos, não vai receber recursos. Todo mundo vai ter que trabalhar junto”, ressaltou. O governo deve ainda

O ministro Raul Jungmann quer parceria com os estados para combater a criminalidade

criar, por medida provisória, duas outras instituições. O Instituto Nacional de Segurança Pública irá estabelecer uma metodologia de recolhimento de dados de violência e ser alimentado pelos estados para que o País tenha números consolidados sobre o crime no País. A Escola Nacional de Segurança Pública, que pretende formar gestores para a área. Vazamentos - Titular do Ministério da Segurança Pública, ao qual a Polícia

Custos da criminalidade somam 4,38% do PIB Brasília - Os custos econômicos com o combate e com as consequências da criminalidade no País subiram de R$ 113 bilhões para R$ 285 bilhões entre 1996 e 2015. Isso equivale a um incremento real médio de cerca de 4,5% ao ano. Os dados e constatações estão no relatório “Custos Econômicos da Criminalidade no Brasil”, divulgado ontem pela Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos, da Presidência da República. O estudo aponta ainda que os custos da criminalidade no Brasil correspondem a 4,38% do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todas as riquezas produzidas pelo país. De acordo com o relatório, apesar do aumento significativo dos gastos com segurança pública nos últimos 20 anos, “o retorno social de tal aumento foi limitado” e houve crescimento nos índices de

homicídios no País, passando de 35 mil para 54 mil. Esse crescimento, de acordo com o texto, mostra que as políticas públicas para a área de segurança não podem ser baseadas apenas na expansão de recursos. O estudo aponta a necessidade da análise das políticas existentes para possíveis adaptações ou, até mesmo, a descontinuidade quando não observada eficácia. Segundo o estudo, para cada homicídio de jovens de 13 a 25 anos, a perda da capacidade produtiva é de cerca de R$ 550 mil. A perda cumulativa de capacidade produtiva decorrente de homicídios, entre 1996 e 2015, superou os R$ 450 bilhões. “Não há como mensurar a perda humana para família, para a sociedade, para o Estado. Mas em termo de capacidade produtiva, se multiplicar esse valor pelo número de homicídios, teremos

um número mais expressivo”, disse o secretário especial de assuntos estratégicos da Presidência da República, Hussein Kalout. Soluções - Uma saída indicada é a recondução de recursos destinados a políticas sem impacto e retorno social para outras ações mais promissoras. “É imperativo aumentar a eficiência das políticas de segurança, buscando soluções de alto impacto e baixo custo. Tal ganho de eficiência depende do estabelecimento de uma política de segurança baseada em evidências que demonstrem quais tipos de intervenções funcionam”, registra o texto. O relatório lembra ainda que, atualmente, a maioria das unidades da Federação tem espaço fiscal limitado, o que reforça que as alternativas de política pública para a área de segurança não poderão se basear simplesmente na

expansão do gasto público. Em cerimônia no Palácio do Planalto, o secretário Kalout apresentou os dados do estudo e disse que é preciso ter mais resultados com menos gastos. “Precisamos fazer políticas públicas mais eficientes com poucos recursos e inovação. Não é mais possível fazer política de segurança ampliando gasto econômico para o Estado cujo retorno social seguirá sendo diminuto e a criminalidade aumentando”, disse. Em 2015, os componentes dos custos econômicos com a criminalidade em ordem de relevância eram: segurança pública (1,35% do PIB); segurança privada (0,94% do PIB); seguros e perdas materiais (0,8% do PIB); custos judiciais (0,58% do PIB); perda de capacidade produtiva (0,40% do PIB); encarceramento (0,26% do PIB); e custos dos serviços médicos e terapêuticos (0,05% do PIB). (ABr)

JUSTIÇA

Cármen Lúcia defende imprensa livre Brasília - A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministra Cármen Lúcia, afirmou ontem que, sem uma imprensa livre, a Justiça e o Estado “não funcionam bem”. O pronunciamento, que abordou a vigência da Constituição a o papel do jornalismo nas últimas três décadas, abriu o seminário ‘30 anos sem Censura - A Constituição de 1988 e a liberdade de imprensa’, organizado pelo CNJ. O evento marca a divulgação de estudo sobre ações judiciais contra veículos de comunicação, que envolvem liberdade de imprensa. Realizado pelo Departamento de Pesquisas Judiciárias do CNJ, a pesquisa aponta que a Justiça Eleitoral é responsável por 25% desses processos. A maioria, 68,7%, tramita na Justiça Estadual. O estudo é baseado em 2.373 processos, a partir de dados repassados pela Associação Brasileira de

Jornalismo Investigativo (Abraji), Associação Nacional de Jornais (ANJ) e Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert). De acordo com o CNJ, estima-se que o recorte corresponda a apenas 4,5% do universo de casos existentes sobre este tema no Brasil. Propostas geralmente por candidatos ou partidos políticos, mais da metade das ações refere-se a damos morais e a questões relacionadas ao direito eleitoral, “questionando matérias que teriam prejudicado a sua imagem (de candidato ou partidos) junto ao eleitorado”, aponta a pesquisa. Entre as principais motivações das ações estão difamação, violação à legislação eleitoral e violação à privacidade. Ainda de acordo com o estudo, a maior incidência de processos está no Estado do Rio de Janeiro, com o dobro da média nacional em casos por cem mil habitantes.

“Continuamos a discutir em como manter a garantia das liberdades, incluída aí a liberdade de expressão. O seminário é um espaço de não apenas divulgação da pesquisa, mas de observações, pensamentos e reflexões sobre esse importantíssimo tema”, disse Cármen Lúcia, destacando que, apesar da “plena” democracia, o Brasil é muitas vezes lembrado como um dos países onde a profissão de jornalista é mais agredida. Na mesa de abertura do evento também estavam presentes o deputado Miro Teixeira (Rede-RJ), jornalista, advogado e parlamentar constituinte, e a jornalista, escritora e acadêmica Rosiska Darcy. “Acredito no Brasil em que cada cidadão possa exercer sua liberdade de forma crítica e bem informada”, afirmou a ministra, apontando que a mídia tem um papel “fundamental” para este quadro.

Constituinte - Miro Teixeira fez um resgate histórico da promulgação da Constituição de 88 e as relações com a liberdade de imprensa, destacando também as transformações vividas nas últimas décadas e a necessidade de reinterpretação da Constituição. “Nós cidadãos devemos pensar na convocação de uma nova Assembleia Constituinte, diante dessa ideia de reinterpretação me senti estimulado”, disse o parlamentar. Miro ainda defendeu que a imprensa “não deve ficar ameaçada pelos processos de injúria e difamação”. Para o parlamentar, os processos de indenização em crimes contra a honra, exceto a calúnia, contra jornalistas são um fator de autocensura. “Não cabe indenização contra meios de comunicação e não cabe contra os jornalistas”, sugeriu Miro, baseando-se na garantia prevista para os advogados no Código Penal. (AE)

Federal está vinculada, o ministro Raul Jungmann afirmou ontem que vazamentos de dados sobre o inquérito que investiga o presidente Michel Temer representam um assassinato moral e político do emedebista. Mais cedo, em discurso durante cerimônia no Palácio do Planalto, ele afirmou que Temer era vítima de injustiças. “O presidente tem tido um comportamento impecável e respeitoso a todas as regras a que se vê submetido nos processos que enfrenta A injustiça vem dos vazamentos diários, e não tem contraparte em termo de detalhes. Vazamentos representam um assassinato civil e político do presidente. Representa uma injustiça e um assassinato moral, civil do presidente e de que qualquer um de nós”, disse o ministro. Jungmann ponderou que não se refere à PF, mas a todas as instituições que devem manter os dados sobre sigilo. Ele disse que não só Temer, mas também outros políticos

são alvos de “campanha diária” por meio do vazamento de dados sigilosos de investigações. “Não estou fazendo qualquer reparo ao devido processo legal”, afirmou. “É algo que agride a consciência de Justiça. Se, ao final, alguém é absolvido, quem vai ressarcir por tudo o que foi passado? Se for culpado, o processo já é a pena.” O ministro disse não acompanhar passo a passo apurações que ele mesmo determinou à PF por causa de dados do inquérito dos portos, que tem Temer como um dos alvos, os quais vieram a conhecimento público por meio de reportagens. Sobre a impopularidade de Temer, que chegou a 82% conforme a última pesquisa Datafolha, Jungmann afirmou que a popularidade “vem e vai” e que o governo do emedebista “enfrentou muita dificuldade” e “tomou medidas que contrariaram o interesse de corporações”. (Reuters/AE)

LIMINAR

Deputado preso no Complexo da Papuda reassume mandato Brasília - Condenado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) a cinco anos e três meses de reclusão, em regime semiaberto, por fraude e dispensa de licitação, à época em que era prefeito de Pinhalzinho (SC), o deputado federal João Rodrigues (PSD-SC) reassumiu ontem o mandato na Câmara dos Deputados. Rodrigues estava proibido de exercer função pública por decisão da juíza substituta da 1º Vara Federal de Chapecó, Priscilla Piva. Na última quinta-feira (dia 7) o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) chegou a determinar à Direção-Geral da Casa o afastamento do parlamentar e a convocação do suplente dele. No entanto, teve que revogar a decisão depois que o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu liminar, no mesmo dia, autorizando o retorno do parlamentar à Câmara. Desde fevereiro, o deputado cumpre pena no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele comemorou a volta à Câmara. “Como é bom estar em liberdade, como é bom ver o sol”, disse. “Amigos entendem a injustiça pela qual passei. Nem os senhores estão livres de passar por isso. Não cometi nenhum crime, tanto é verdade que estou de volta”,

ressaltou. Mesmo preso, sem comparecer à Câmara, Rodrigues continuou a receber salário e os demais benefícios em decorrência do mandato. Pela ausência em sessões no período, a remuneração do parlamentar caiu de R$ 33,7 mil para cerca de R$ 9 mil. João Rodrigues responde a processo no Conselho de Ética da Câmara. No mês passado foi aprovado, por 9 votos a 1, o parecer preliminar do deputado Ronaldo Lessa (PDT-AL) que recomenda o prosseguimento das investigações contra o catarinense que pode resultar na perda de mandato. O mérito do processo ainda não foi julgado. Jacob - O deputado Celso Jacob (MDB-RJ) também reassumiu o mandato, na última sexta-feira (dia 8). Condenado a sete anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, por falsificação de documento público e dispensa de licitação fora das hipóteses previstas em lei quando era prefeito de Três Rios (RJ), Jacob estava afastado das atividades parlamentares desde maio por decisão do presidente da Câmara. O retorno à Câmara ocorreu depois que ele foi autorizado pelo juiz Fernando Messere, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, a cumprir pena em regime aberto. (ABr)


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POLÍTICA politica@diariodocomercio.com.br

FEDERAÇÃO

UESLEI MARCELINO/REUTERS

Estados recorrem ao STF contra a União por repasse da DRU Governo de Minas pretende receber R$ 8,5 bilhões DA REDAÇÃO

O governo de Minas Gerais e os de outros 22 estados e o Distrito Federal protocolaram ontem no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília uma arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF) contra a União. No documento, os estados reivindicam a partilha de 20% da parcela relativa aos recursos da Desvinculação das Receitas da União (DRU) que, somente em 2017, foi de mais de R$ 20 bilhões. Os estados também requerem que sejam apurados os valores que deixaram de ser repassados nos últimos cinco anos, abatendo-os das dívidas dos estados com a União. A estimativa é de que Minas Gerais tenha cerca de R$ 8,5 bilhões a receber. O governador Fernando Pimentel já havia enviado um primeiro requerimento ao presidente Michel Temer no dia 12 de abril deste ano. No mesmo mês, um novo ofício, assinado por 15 estados e o Distrito Federal, endossou a postura do governador. Agora, o movimento ganhou ainda mais força e 24 governadores, juntamente com os respectivos procuradores-gerais, protocolaram ação no STF. “É a ação mais incisiva que estamos fazendo contra a União nos últimos anos. Ao todo, estamos falando de cerca de R$ 20 bilhões que não foram compartilhados com os estados, somente em 2017, sendo que Minas Gerais tem direito a, aproximadamente, 8,5% deste montante. Decidimos não mais esperar e ajuizamos a ação no STF”, explicou o advogadogeral do Estado de Minas Gerais, Onofre Alves Batista Júnior. Ajuste - “Estamos cobrando da União para melhorar a educação, saúde e segurança. Essa não é uma briga partidária ou de partido político. Na verdade, é um ajuste ao pacto federativo que os estados cobram, um ajuste no equilíbrio

nas receitas dos estados com a União, que centraliza tributos e descentraliza despesas”, ressaltou Batista Júnior. Desde 1994 a União faz uso dos tributos não vinculados – atualmente chamados DRU – sem compartilhar com os estados tal arrecadação, contrariando o que está previsto na Constituição Federal de 1988. A DRU é um instrumento utilizado pela União para fins diversos, já que permite ao governo federal acesso a parcela das contribuições sociais (que têm finalidades específicas) sem compartilhar receita com os estados.

O artifício permite que o governo federal retire do orçamento da Previdência, por exemplo, 30% do montante que é arrecadado pelas contribuições sociais, que são incorporados ao caixa único do Tesouro Nacional para o Governo utilizar como achar melhor, sem compromisso de aplicar no segmento específico para o qual a contribuição foi criada. Nesse sentido, as contribuições funcionam como um imposto disfarçado com a única finalidade de não compartilhar 20% do montante com os estados. (As informações são da Agência Minas) Onofre Batista Júnior diz que a União centraliza os tributos e descentraliza as despesas

Impacto da ação será avaliado, afirma ministro Brasília - O ministro do Planejamento, Esteves Colnago, disse ontem que o governo ainda precisa avaliar a amplitude e o possível impacto da ação movida por governadores junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir a repartição de recursos que são alvo da Desvinculação de Receitas da União (DRU). Os governadores de 23 estados e o Distrito Federal ingressarão com ação no STF cobrando o repasse de 20% dos recursos que são alvo da DRU, mecanismo que permite ao governo federal usar livremente parte dos tributos federais vinculados por lei a fundos ou despesas. O argumento é que a Constituição prevê a repartição de tributos não vinculados e que, nesse caso, a DRU acabaria se encaixando nesse trecho da norma. A estimativa é que o valor a ser repassado aos Estados chegue a R$ 21 bilhões ao ano. “Temos diálogo com governadores e prefeitos e estamos abertos a continuar discutindo, mas eu preciso saber o detalhe disso. Preciso de um pouco mais de detalhe para entender o que está sendo pedido e quais são as implicações disso”, disse o ministro. O ministro do Planejamento ressaltou também que o espaço fiscal para compensar renúncias de receitas “está muito restrito” e que o governo não pode implementar uma lei se a própria Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) proibir essa ação. A equipe econômica está sendo co-

brada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) a apontar os recursos que bancarão a perda de receitas com o perdão de dívidas tributárias de produtores rurais e de empresas do Simples Nacional. Alerta - Após representação do Ministério Público junto à corte de contas, o ministro do TCU Vital do Rêgo emitiu um alerta ao governo e cobra explicações e possíveis soluções num prazo de até 15 dias. “Para eu poder atender a uma coisa, deixarei de atender outra. Preciso entender o TCU para saber que espaço ainda há para negociar. Se eu tiver que cortar, vou ter que olhar, espaço está muito restrito”, disse o ministro. “Pode cair numa situação parecida com renegociação do Funrural, em que foi derrubado veto e o valor das obrigações criadas ultrapassa R$ 17 bilhões. Nós não temos espaço no Orçamento, não posso implementar uma lei se a própria LRF me proíbe de implementar. Não posso implementar uma lei descumprindo outra. Tenho que obedecer LRF”, ressaltou Colnago, quando questionado se há possibilidade de os programas de parcelamento serem suspensos. Os descontos generosos a esses devedores haviam sido vetados pelo presidente Michel Temer, que acabou negociando depois a derrubada desses vetos pelo Congresso Nacional como um aceno à base aliada. A ampliação do perdão no chamado Refis do Funrural

elevou a renúncia fiscal de R$ 7,6 bilhões para R$ 15 bilhões em 15 anos. No Refis do Simples, a estimativa era um perdão de R$ 7,8 bilhões no mesmo prazo. O maior problema é que não há no Orçamento deste ano previsão que comporte os descontos maiores no âmbito do Funrural - o Congresso elevou o abatimento nas multas de 25% para 100%. No caso dos descontos para os devedores do Simples, não há valor algum estipulado, uma vez que o programa de parcelamento havia sido vetado integralmente. Segundo Colnago, o governo ainda precisa avaliar a orientação do TCU, mas ele destacou que o espaço fiscal hoje é muito limitado. O governo já precisou compensar com cortes de incentivos fiscais e remanejamentos os subsídios concedidos ao diesel, num total de R$ 13,5 bilhões. O ministro evitou comentar os cálculos da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado sobre o impacto do subsídio federal ao óleo diesel, principal medida do acordo com os caminhoneiros e que custaria R$ 14,7 bilhões aos cofres públicos segundo a entidade. Os cálculos oficiais do Planejamento preveem um impacto menor, de R$ 13,5 bilhões. “Não sei qual é o cálculo da IFI. Fizemos nossos cálculos, R$ 9,5 bi de subvenção à Petrobras e R$ 4 bilhões em tributos. Só vendo os cálculos da IFI para saber quais estão corretos, os nossos ou os deles”, disse o ministro. (AE)

ELEIÇÃO UESLEI MARCELINO/REUTERS

Celso de Mello arquiva inquérito sobre doação para Aloysio Nunes Brasília - O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF) atendeu ao pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e determinou o arquivamento de um inquérito que investigava as suspeitas de que o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), teria cometido os crimes de falsidade ideológica eleitoral (caixa 2) e lavagem de dinheiro por doação não contabilizada da empreiteira UTC na campanha ao Senado, em 2010. O executivo Ricardo Pessoa fechou delação premiada com a Operação Lava Jato em 2014. Em troca de benefícios, como redução de pena, o ex-presidente da UTC contou o

que sabia sobre o esquema de corrupção instalado na Petrobras e também sobre supostas irregularidades envolvendo políticos, entre eles Aloysio Nunes. As suspeitas envolviam a acusação de Pessoa, de quem teriam sido doados R$ 500 mil para a campanha do tucano ao Senado em 2010, dos quais R$ 300 mil teriam sido doação oficial e o restante, R$ 200 mil, em espécie, via “caixa dois”. Depois de dois anos e oito meses de investigação, cumpridas todas as diligências requeridas pelo Ministério Público Federal, a PGR concluiu que não foram encontradas provas que justifiquem o prosseguimento do inquérito. “Sendo esse o contexto,

Aloysio Nunes foi acusado de receber R$ 200 mil da UTC, em espécie, via “caixa dois”

passo a examinar a proposta de arquivamento formulada pelo Ministério Público Federal. E, ao fazê-lo, tenho-a por acolhível, pois o Supremo Tribunal Federal não pode recusar pedido de arquivamento, sempre que deduzido pela

própria Procuradora-Geral da República”, explicou o decano da Corte, em decisão assinada na última sexta-feira (dia 8). Celso de Mello também ressalvou a possibilidade de reabertura das investigações penais, “desde que haja provas

substancialmente novas”. Em nota, o chanceler brasileiro informou que “finalmente, após dois anos e nove meses, foi determinado arquivamento do inquérito por uma acusação que não se comprovou”. (AE)

LAVA JATO

Sepúlveda critica ritmo do julgamento de Lula no TRF-4 Brasília - O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Sepúlveda Pertence, advogado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, disse ontem que o petista está sofrendo uma “injustiça”. Sepúlveda criticou o fato de o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) ter levado um tempo similar (cerca de 42 dias) para analisar a condenação imposta pelo juiz federal Sérgio Moro e enviar a notificação do Ministério Público Federal para se manifestar sobre a admissão de recursos da defesa aos tribunais superiores. “O tribunal levou 40 dias, ao contrário da rapidez com que julgou, para intimar o Ministério Público pra responder (aos recursos). A velocidade varia conforme o ato”, disse Sepúlveda, após audiência com o ministro Edson Fachin no Supremo Tribunal Federal (STF). Lula foi condenado em segunda instância a 12 anos e um mês pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex no Guarujá. A defesa do ex-presidente, preso há pouco mais de dois meses em Curitiba (PR), entrou no dia 5 de junho com um novo pedido de liberdade no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A petição é para que as cortes suspendam os efeitos da condenação no caso do triplex no Guarujá até que julguem no mérito os recursos extraordinário (analisado no STF) e especial (no STJ). Os recursos, contra a condenação que resultou na prisão de Lula, ainda precisam ser admitidos pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), que já rejeitou a concessão de efeito suspensivo no caso. “O nosso cliente está sofrendo uma injustiça e uma prisão que se diz confortável, mas nunca é confortável uma prisão em solitária, como ele está. E injusta”, disse Sepúlveda Pertence. (AE)


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NEGÓCIOS gestaoenegocios@diariodocomercio.com.br PEDRO VILELA - MTUR

ESTÁGIOS União dos Varejistas CIEE/MG - SECOM

Ordem de serviço para as obras na Igreja São Francisco de Assis foi assinada ontem na Prefeitura da Belo Horizonte

PATRIMÔNIO HISTÓRICO

Restauração da igrejinha da Pampulha começa neste mês Obras terão investimento de R$ 1,7 milhão do governo federal THAÍNE BELISSA

Quem passar pela orla da Lagoa da Pampulha nas próximas semanas não conseguirá mais ver e nem entrar na Igreja de São Francisco de Assis, a igrejinha da Pampulha, durante um ano. O templo, que é cartão-postal da cidade e parte do conjunto que é Patrimônio Cultural da Humanidade, passará por uma obra de restauração a partir do fim de junho. Serão investidos R$ 1,7 milhão, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das Cidades Históricas. A ordem de serviço das obras foi assinada, ontem, na Prefeitura de Belo Horizonte, pelo prefeito Alexandre Kalil, que comemorou o momento. “Esse é um ato alegre e simbólico de assinatura de uma ordem de serviço que é um primeiro passo para um trabalho enorme que está sendo feito com a intenção de preservar e valorizar a Pampulha”, disse. Durante coletiva à imprensa, o secretário Municipal de Cultura, Juca Ferreira, explicou que as obras fazem parte de uma série de ações com as quais a Prefeitura se comprometeu para atender

as demandas da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) e preservar o título de Patrimônio Cultural da Humanidade do conjunto da Pampulha. De acordo com ele, as obras incluirão a restauração completa da igreja, além de obras complementares na área de sacristia e, posteriormente, a recuperação dos jardins de Burle Marx, que estão no entorno do templo. O investimento de R$ 1,7 milhão é 100% federal e será aplicado apenas nas obras de restauração da igreja. A recuperação dos jardins e outras ações, como construção de infraestrutura para os turistas contarão com novos recursos. O secretário afirmou que o anúncio oficial das obras será publicado hoje no Diário Oficial do Município (DOM) e, a partir disso, a Construtora Tecnibrás, que venceu a licitação para a obra, tem até dez dias para iniciar. A previsão é que as obras durem um ano, período em que a igreja será rodeada por

tapumes e ficará fechada para o público. Intervenções - Juca Ferreira também adiantou que outras ações estão previstas para o conjunto da Pampulha, como a restauração do Museu de Arte da Pampulha. Para essa obra ainda não há estimativa de investimento, mas a previsão é que seja iniciada em 2019. “Após a Copa do Mundo também vamos dar prosseguimento a um planejamento estratégico para a região com o objetivo de potencializar a Pampulha culturalmente, economicamente e na área de turismo”, garante. Ele também fez questão de frisar que, apesar de alguns atrasos no atendimento das demandas da Unesco, a Capital não corre o risco de perder o reconhecimento do conjunto da Pampulha como Patrimônio Cultural da Humanidade. O superintendente da Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap), Henrique Castilho, detalhou a obra na igrejinha

da Pampulha. Segundo ele, um dos principais problemas estruturais a serem resolvidos é uma infiltração no templo. O superintendente também destacou que o forro de madeira que reveste o teto da igreja está bastante comprometido e será todo trocado. “Também vamos restaurar toda a parte elétrica e hidráulica, revitalizar o piso e limpar e restaurar a fachada com muito cuidado com os azulejos e pastilhas”, disse. A obra ainda inclui restauro de banheiros, reforma da marquise de entrada, restauro de portas internas, vidro das fachadas e revisão geral das esquadrias em madeira e metal, como janelas, portões e venezianas. O superintendente ressalta a importância cultural da igrejinha e garantiu que a seleção da empresa responsável pela obra foi feita com muito cuidado. A restauração será acompanhada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha) e pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

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A União dos Varejistas de Minas Gerais (UVMG) passa a integrar o grupo de entidades da classe empresarial que apoia o Centro de Integração Empresa-Escola de Minas Gerais e passa a disponibilizar para seu quadro de sócios os programas de Estágios e de Aprendizagem mantidos pela instituição. Convênio neste sentido foi assinado pela UVMG, representada pelo presidente José Maria de Alvarenga e o vice-presidente de Assuntos Jurídicos Iran Aguilar Franco e o CIEE/MG, representando pelo supervisor Antônio Marcos Pereira e pelo assessor Institucional Gilson Elesbão de Siqueira. Os associados da entidade interessados nos programas terão condições especiais na contratação de estudantes. Na foto, da esq. p/ a dir., Antônio Marcos, José Maria de Alvarenga, Iran Aguilar Franco e Gilson Elesbão.

Prefeitura de Uberlândia CIEE/MG - TRIÂNGULO MINEIRO

O responsável pela Unidade Regional Triângulo Mineiro do Centro de Integração Empresa-Escola de Minas Gerais, Hudson Vieira, a pedido do coordenador do Núcleo de Inserção ao Mercado de Trabalho, Deivid Schneider Rotta, esteve reunido na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, Trabalho e Habitação de Uberlândia. Durante o encontro, conheceu o trabalho social que o Núcleo desenvolve, qualificando, capacitando e encaminhando jovens para o mercado de trabalho. Hudson Vieira aproveitou a oportunidade para estabelecer convênio com o órgão no sentido de encaminhar os jovens para concorrerem a vagas de estágios nas empresas parceiras da região. Na foto, Aline Guimarães, coordenadora do Núcleo de Geração de Emprego e Renda; Cléber Lima, diretor da Juventude, Hudson Vieira e Deivid Rotta.

Feira da ACI de Barbacena CIEE/MG - ZONA DA MATA

PEDRO VILELA - MTUR

A convite da Associação Comercial e Industrial de Barbacena (Acib), a supervisora da Unidade Regional Zona da Mata do CIEE/MG, Célia Maria de Almeida Tellado (foto), participou, no dia 24 de maio, da “VI Feicob - Feira da Indústria e Comércio de Barbacena”, que contou com 82 expositores. Célia aproveitou a oportunidade para divulgar o Programa Estágios para o empresariado da região. Coluna produzida pelo Centro de Integração Empresa-Escola de Minas Gerais – Rua Célio de Castro, 79 – Floresta (Sede própria) – CEP: 31.110-000. Telefones: (031) 3429-8100 (Geral) – Atendimento às empresas: (31) 3429-8144 - Atendimento às escolas: (31) 3429-8106. Outras intervenções estão previstas para o conjunto arquitetônico, como a restauração do Museu de Arte da Pampulha


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NEGÓCIOS DIVULGAÇÃO

TECNOLOGIA

Mineira DTI Digital Crafters investe R$ 2 mi em expansão Aporte compreende equipamentos e contratações DANIELA MACIEL

Colocar o cliente como protagonista da ação é uma máxima que já se tornou batida no varejo brasileiro. Conferir a ele uma experiência mais que satisfatória, verdadeiramente surpreendente, é o desejo de todas as marcas, mas a tarefa se torna, muitas vezes, inglória. Para conseguir os melhores resultados, além de estar atento às necessidades e desejos dos clientes, as marcas precisam investir em tecnologia. É justamente nisso que aposta a DTI Digital Crafters. A empresa, fundada em 2010 e com sede na Savassi (região Centro-Sul), lançou recentemente o CIO Talks, um programa que busca aprofundar o relacionamento com clientes e prospects a partir da experiência fora da sala de reuniões, com discussões sobre Transformação Digital e Customer Experience, além de temas relacionados às suas áreas de atuação. O projeto vem na esteira de um plano ainda maior: o investimento de R$ 2 milhões, destinados a novas contratações, aquisição de equipamentos de ponta e à ampliação do espaço físico da empresa, que passou a incluir uma área para treinamentos e workshops. De acordo com o CEO da DTI Digital Crafters, Marcelo Szuster, a DTI se posiciona como um parceiro para os clientes no processo de transformação digital. São utilizadas técnicas de design thinking para entender melhor o problema do cliente e, depois, com domínio tecnológico e de metodologias ágeis, a implementação de soluções que prometem retornar o investimento em curto prazo.

“Observamos é que as empresas ainda têm o que eu chamaria de uma incoerência estratégica: elas querem pertencer ao ambiente digital, mas não sabem como fazer isso. O nosso dever é guiá-las neste processo de transformação digital. Até as mais tradicionais vão precisar – se é que já não precisam – passar por essas mudanças”, explica Szuster. Consultoria - E são, justamente, as mais tradicionais as que demandam um trabalho mais consultivo em busca da “experiência do cliente” (do inglês costumer

experience). De acordo com o Meio & Mensagem, um dos principais portais voltados para a área de marketing do País, 42% dos consumidores deixam de comprar uma marca após duas experiências negativas. Segundo levantamento realizado pela Gartner, consultoria de pesquisa em tecnologia, 89% das empresas esperam competir prioritariamente com base na Customer Experience (CX). Também segundo a consultoria, 50% dos investimentos em produtos de consumo serão redirecionados para inovações relacionadas ao tema nos

Szuster destaca que a empresa atua como parceira dos clientes na transformação digital

próximos anos. “Para ajudar nossos clientes temos que praticar, por isso temos um head de customer experience. Aliamos um trabalho consultivo junto com a execução para

realimentar o processo e garantir os resultados. As grandes empresas têm que incorporar a cultura startup, aprender que o erro serve para melhorar. Elas são mais pesadas, resistem a mudan-

ça. A maior pressão é sobre as empresas de serviço, mas o setor está se movendo. A crise, de alguma forma, ajudou a chacoalhar as empresas”, avalia o CEO da DTI Digital Crafters.

Carrefour e Google fecham acordo no e-commerce

Paris - Maior varejista de alimentos da França, o Carrefour está se unindo ao Google para impulsionar seu negócio de compras on-line em seu território, onde os rivais também estão lançando ofensivas de comércio eletrônico. O Carrefour informou ontem que a partir do ano que vem seus produtos estarão disponíveis no novo site de compras da França, ou através de sistemas operados pelo Google, como alto-falantes conectados e dispositivos assistidos por voz. A parceria ocorre em meio a uma mudança mais ampla no competitivo mercado de varejo de alimentos da França, enquanto os varejistas investem em plataformas on-line e serviços de entrega em domicílio para conquistar clientes e evitar as incursões da gigante norte-americana do e-commerce, a Amazon. A Monoprix, do grupo de varejo Casino, se tornou em março a primeira varejista francesa a concordar em vender produtos na Amazon.

ALISSON J. SILVA

Empresa norte-americana espera que o programa permita os varejistas capturarem mais compras em telefones celulares

O Casino também tem uma parceria de entrega em domicílio com o varejista online do Reino Unido, Ocado. Enquanto isso, o Google tem pressionado para lançar novos serviços de compras para varejistas como o Walmart, permitindo que eles listem produtos em um site

de compras especial ou no Assistente do Google em telefones celulares e dispositivos de voz. A empresa norte-americana espera que o programa permita que os varejistas capturem mais compras em telefones celulares ou dispositivos domésticos inteligentes.

O acordo com o Carrefour marca a primeira parceria da empresa na França. As empresas afirmaram em comunicado que abrirão um laboratório de inovação em Paris no terceiro trimestre, em parceria com o Google Cloud, para pesquisas em inteligência artificial que pos-

sam ser usadas em serviços ao consumidor. O Google também lançará suas ferramentas de produtividade do G Suite - a qual é rival do Microsoft Office - para todo o grupo Carrefour e seus 160 mil funcionários, disseram as empresas. (Reuters)

cegueiradasorganizacoes@diariodocomercio.com.br

A CEGUEIRA DAS ORGANIZAÇÕES

Como vender a minha empresa? Parte 7 FLÁVIO DE AGUIAR ARAÚJO*

Nas edições anteriores desta série de ensaios sobre “Como vender a minha empresa” iniciada em julho de 2017, foram abordados passos importantes sobre quando estamos preparando empresas para serem vendidas, quais os documentos utilizados e qual o papel e importância da due diligence ou auditoria. No último ensaio demos um enfoque em empresas iniciantes, as startups. Falamos de quais critérios são considerados quando investidores de risco avaliam estas empresas. Neste ensaio vamos dar continuidade a este tema das startups, detalhando um pouco mais o que é avaliado em função do estágio que a startup se encontra que, aqui, vou classificar em validação, implantação e expansão. Na fase de validação, quando o empreendedor está construindo sua solução, muitas incertezas existem e um potencial investidor, que neste momento geralmente são chamados de anjos, não estarão tão preocupados com indicadores financeiros do negócio ou mesmo como é gover-

nança da empresa. Neste estágio a empresa pode ainda não ter clientes, tampouco uma equipe para além dos empreendedores. Portanto, nesta fase, geralmente o enfoque do investidor será em quatro pontos: a) entender se o problema que está focado pelos empreendedores é relevante; b) avaliar se o tamanho do mercado é grande; c) julgar se o(s) empreendedor(s) é capaz de liderar a validação do negócio e por fim, d)se a solução que está sendo desenvolvida apresenta diferenciais. Quando o negócio supera a

fase de validação e parte para implantação, onde a solução será levada ao mercado de maneira mais sistemática e a necessidade de investimento será ampliada, aos investidores anjo podem se juntar fundos de investimento especializados em empresas em estágio inicial. Neste momento, além dos quatro pontos avaliados na fase de validação, outros quatro a seguir também serão considerados: a) analisar aceitação no mercado e qual o feedback dos clientes que já utilizaram o produto ou serviço; b) entender quais as estratégias de aquisição

potencial de endividamento do negócio e os aportes dos atuais acionistas não sejam suficientes para realizar os investimentos, novas rodadas de captação serão realizadas junto a fundos de investimento e investidores estratégicos. Neste estágio de expansão os investidores, além dos oito pontos destacados nas fases de validação e implantação, também irão avaliar: a) o potencial e a estratégia de escalabilidade do negócio; b) os indicadores dos negócios com destaque para custo de aquisição de clientes, life time value e efeito da escala no Ebitda; c) a capacidade de administrar o negócio balanceando gestão da inovação, gestão comercial, gestão financeira e gestão de pessoas; d) e por fim a governança do negócio. Portanto fique atento pois a medida que a startup evolui e supera suas dificuldades rompendo a fase de validação, superando a implantação do negócio e entrada no mercado e caminhando para a expansão, também crescem as exigências dos investidores em relação ao negócio.

dos clientes estão e serão utilizadas; c) quantificar qual o custo de aquisição do cliente e como ele poderá evoluir no futuro e; d) se a equipe que está sendo estruturada juntamente com os empreendedores é capaz de conduzir a implantação do negócio. Por fim, se as novas startups são capazes de superar as fases de validação e implantação e alcançam o momento de expansão onde a escalabilidade do negócio será testada de forma mais agressiva, possivelmente novos investimentos serão necessários. Caso a geração de caixa, o * Sócio-diretor da DMEP


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NEGÓCIOS ALIMENTAÇÃO

Fina Folha chega ao mercado varejista Produtos da marca mineira pasam a ser vendidos em redes de supermercados

Megamatte pretede abrir loja em BH THAÍNE BELISSA

DANIELA MACIEL

Fundada há 13 anos no bairro Jardim Canadá, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), a Fina Folha - empresa suíço-brasileira que oferece uma linha de croissants, pain au chocolat e massa folhada – nasceu do amor do suíço Andre Noser por uma brasileira. Casados eles foram morar no distrito de São Sebastião das Águas Claras (conhecido como Macacos), também em Nova Lima. Lá ele começou a fazer os famosos croissants suíços para a família e amigos. Os pedidos foram tantos que a opção foi abrir uma empresa. De acordo com a diretora da Fina Folha, Mireille Salles, atualmente são produzidos 700 quilos de delícias por dia. O principal nicho de mercado da empresa são hotéis, bufetes e padarias. A novidade é a chegada da marca ao varejo por meio das redes de supermercado. A primeira é a receber os produtos é a rede Bahamas que atua no interior do Estado. “Esse novo passo exige dedicação e um investimento próximo ao que realizamos na época do lançamento da marca. Já estamos adiantados no processo de importação do maquinário que vai nos permitir triplicar a produção mantendo o mesmo número de funcionários. Esses equipamentos suíços chegam ao Brasil em outubro e devem estar em plena produção em dezembro”, explica Mireille Salles. Para atender essa nova demanda foram lançados novos formatos como a caixa

mix e novos produtos como o trançadinho e o palmier tradicional. Agora a equipe de desenvolvimento está trabalhando para o lançamento de uma linha integral e de produtos fitness. Para isso os dois principais ingredientes merecem tratamento especial. A farinha de trigo é importada da Europa e a manteiga é comprada direto com fornecedores locais selecionados. A equipe conta com 16 colaboradores. O objetivo é estender a distribuição para os estados da região Sul. Atualmente a marca já está presente no Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo, especialmente por meio das redes hoteleiras Accor, Vert e Othon, entre outras. “Nossa prioridade é reforçar a presença no Sudeste e entrar na região Sul. Temos demanda do Norte e Nordeste, mas essa ainda é uma logística difícil para um produto tão delicado. Trabalhamos com congelados e qualquer obstáculo fora do planejamento pode fazer cair a qualidade dos produtos”, destaca a diretora da Fina Folha. Exportação - Além do mercado nacional, a marca mira na internacionalização. Em um prazo de cinco anos Estados Unidos e Portugal devem ser os primeiros países a receber as delícias mineiro-suíças. “Já fomos consultados a respeito, mas esse é um trabalho muito delicado. Como produtos perecíveis, os alimentos obedecem legislações específicas e o processo de exportação não é tão fácil”, pontua a executiva.

ALISSON J. SILVA

Mireille Salles afirma que a prioridade da empesa é reforçar a presença no Sudeste ALISSON J. SILVA

Empresa produz 700 quilos de massas por dia e deverá triplicar a capacidade instalada

EVENTOS

Grupo Sattiore estima alta de 30% na receita JULIANA BAETA

As perspectivas para o setor de eventos este ano são as mais otimistas. Após um 2017 de crise, o Grupo Sattiore, que hoje tem três casas de recepções, além do bufê, espera aumentar o faturamento de cada casa em pelo menos 30%. Mas a boa previsão demandou estratégia por parte da empresa. É o que explica uma das sócias, Mayara Barbosa. “Adquirimos a casa Veneza há três anos e a vendemos no final do ano passado para investir em outras três casas. A Veneza ficava no bairro Planalto, então foi um bom investimento porque os outros três salões ficam na orla da lagoa da Pampulha. A localização valoriza mais os eventos, dá mais visibilidade para o cliente”, explica. As três casas do grupo são a Giardino Recepções, adquirida em julho passado, a Meyer Recepções, que está na fase final de obras e a Villagio Pampulha Recepções, antes, conhecida como Villa Real Pampulha Eventos, que em abril deste ano passou para a administração da Sattiore. Em um período de seis meses, a Giardino recebeu cerca de 30 eventos. Para este ano, a expectativa é de 24 eventos mensais em cada casa, totalizando 864 eventos

realizados em um ano. Barbosa acredita que o faturamento este ano deve aumentar pelo investimento feito nas novas casas e também por um ano que prenuncia uma melhora na economia se comparado ao ano passado. “Em 2017 a gente percebeu que houve uma queda nas vendas, porque as pessoas estavam um pouco receosas em relação à crise que tanto se falava. Este ano eu percebi que estes comentários diminuíram e as pessoas estão mais tranquilas para fazer investimentos a longo prazo. Acho que isso se deve também ao fato de que este ano vai ter eleição, vamos ter um presidente eleito, e as pessoas estão mais esperançosas. No ano passado, estávamos fazendo eventos mais enxutos, para até 150 pessoas. Este ano já estamos fazendo eventos maiores, para 300 pessoas. Com isso, a nossa margem de lucro, o nosso faturamento tende a aumentar”, analisa. O Buffet Sattiore, que existe há cerca de oito anos, se torna um complemento do serviço oferecido pelas casas, e permite também o crescimento nas vendas. Além disso, mesmo apenas com o Giardino no ano passado, Barbosa notou um aumento de 30% em seu faturamento, o que possibilitou os novos investimentos. A

DIVULGAÇÃO

Estimativa do grupo é receber 24 eventos mensais em cada uma das três casas de evento

empresa não deve adquirir novas casas este ano, portanto, a expansão prevista deve ser consequência dos investimentos aplicados nos três salões, como as obras no Meyer e as melhorias no antigo Villa Real. Além disso, a ampliação das casas vai permitir atender um público ainda maior. Grupo familiar - A pouca idade dos sócios da empresa, os irmãos Mayara e Thiago Barbosa, não afeta o crescimento do negócio, já que neste caso o que conta é a experiência. Mayara, que tem 27 anos, acrescenta

ao grupo a sua experiência como administradora de empresas, enquanto Thiago, de 24 anos, traz o know-how do trabalho com eventos, ramo em que começou muito cedo trabalhando como garçom. Setor - O segmento de eventos no Brasil é um dos mais promissores. Só em 2013, o país realizou 590 mil eventos, gerando R$ 209,2 bilhões em receitas, o equivalente a 4,32% do PIB na época. A região Sudeste foi a que mais realizou eventos, responsável por 52% do total de recepções no período.

Os dados são do último levantamento feito sobre o setor, o II Dimensionamento Econômico da Indústria de Eventos no Brasil, realizado pela Associação Brasileira de Empresas e Eventos (Abeoc) e o Sebrae. Mas em 2015, a Associação Brasileira de Eventos Sociais (Abrafesta) também divulgou a pesquisa “O Mercado de Eventos Sociais: indicadores sobre a oferta e a demanda” elaborada pelo Data Popular, que apontou um crescimento no mercado de festas e cerimônias no País de R$ 16,8 bilhões em relação ao ano anterior.

Depois de abrir e fechar uma loja em Belo Horizonte, a franquia carioca Megamatte volta a cortejar o mercado da Capital e a expectativa é que, pelo menos, uma franquia seja aberta na cidade ainda este ano. A abertura da operação faz parte de uma estratégia de expansão “off Rio”, que vem sendo executada pela marca nos últimos meses. A meta é fortalecer a presença da franquia em outras cidades fora do Rio de Janeiro, principalmente no Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste. A Megamatte deve abrir dez lojas nessas localidades até o fim de 2018. De acordo com a executiva de expansão da franquia, Renata Fernandes, a Megamatte tem 140 unidades no Brasil, sendo que desse total 130 estão no Rio de Janeiro. Ela explica que a marca já testou essa mesma estratégia de expandir para fora do Rio de Janeiro em outros momentos, mas precisou fechar algumas lojas, como a de Belo Horizonte, para nova formatação do negócio. Muito mais que uma loja especializada em mate, a franquia se tronou símbolo de alimentação saudável, oferecendo também açaí orgânico e salgados integrais e assados. A marca está presente em Minas Gerais com duas lojas, sendo uma em Juiz de Fora, na Zona da Mata, e uma em Ipatinga, no Vale do Aço. Agora, a prioridade é voltar para a capital mineira, segundo Renata Fernandes. “Acredito que o mercado de Belo Horizonte conversa muito com o nosso produto. Muita gente pensa que a Megamatte conversa mais com o carioca por causa do mate, mas somos mais que isso. Temos um mix amplo com café, salgados tradicionais e integrais. Acredito que essa estrutura de cafeteria pode chamar a atenção do belo-horizontino”, analisa. De acordo com a executiva, a Megamatte pretende abrir dez lojas no circuito fora do Rio este ano, sendo que três já estão sendo implantadas em São Paulo. As demais devem ser abertas em Belo Horizonte e em outras cidades do Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste. Apenas as regiões Norte e Sul do País não estão nos planos da franquia este ano. Renata Fernandes também destaca que a marca tem mais interesse em operações abertas em shoppings. “Não somos operação destino, mas de passagem. Nesse sentido, o shopping é estratégico por conta do fluxo de clientes”, diz. De acordo com a executiva, a Megamatte oferece três modelos de franquia: loja, quiosque e contêiner. A loja tem um investimento que gira em torno de R$ 320 mil a R$ 350 mil, faturamento mensal R$ 75 mil e rentabilidade de 12% a 18%. Já o quiosque tem investimento de R$ 195 mil, faturamento mensal de R$ 35 mil a R$ 40 mil e rentabilidade de 12% a 15%. O contêiner, que é o modelo mais novo da Megamatte, tem investimento de R$ 230 mil, faturamento mensal R$50 mil e rentabilidade de 12% a 15%.


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AGRONEGÓCIO

agronegocio@diariodocomercio.com.br

LATICÍNIOS

Indústria prevê alta dos preços de lácteos Principais causas são a entressafra do leite e perdas de R$ 300 mi no Estado com a paralisação dos transportes MICHELLE VALVERDE

A paralisação dos caminhoneiros causou prejuízos em diversos segmentos do agronegócio de Minas Gerais e um dos mais atingidos foi o setor lácteo. Sem ter como escoar a produção, o que tornou obrigatório o descarte do leite, o prejuízo inicial calculado no campo é de R$ 130 milhões somente com as perdas da matéria-prima. Já a indústria láctea, que suspendeu as atividades de processamento e as entregas para o varejo, deixou de faturar cerca de R$ 300 milhões nos 11 dias da paralisação. As perdas já estão causando aumento de preços em toda a cadeia. Segundo o diretor executivo do Sindicato das Indústrias de Laticínios do Estado de Minas Gerais (Silemg), Celso Costa Moreira, os prejuízos tanto no campo como na indústria já impactam no mercado final, com menor oferta de produtos lácteos e preços mais elevados. “A indústria de laticínios

está recompondo os estoques do varejo. Durante a greve dos caminhoneiros, o esvaziamento foi significativo. Achamos que nesta semana a reestruturação da venda no varejo estará concluída. Com os dias parados e os prejuízos, o reajuste de preços em toda a cadeia é praticamente automático, mas o índice ainda não foi definido. Já tínhamos motivo para a alta de preços pela entrada de entressafra. E com o descarte de 80% da produção, a oferta de leite foi muito reduzida”, explicou. Moreira explica que ao longo dos 11 dias de paralisação dos caminhoneiros, cerca de 80% da produção mineira de leite que é entregue às indústrias foi descartada no campo por falta de transporte. O percentual corresponde a 100 milhões de litros, o que gerou um prejuízo inicial entre R$ 120 e R$ 130 milhões apenas na produção primária. Além do descarte de grandes volumes da produção, a falta de transporte também impactou de forma negati-

va na alimentação do rebanho. Com menor volume de concentrado disponibilizado para alimentar as vacas, a produtividade dos animais foi reduzida e a produção levará um período maior para se recuperar. “Neste período, que já é de entressafra, a oferta de leite foi ainda mais reduzida. Os pecuaristas que não tinham estoques de ração nas fazendas ofereceram uma dieta empobrecida para o rebanho e estes animais demandarão maior tempo para recuperar a produtividade. É um impacto muito grande”. Já a indústria, com a falta de caminhões para receber o leite e fazer entregas, deixou de faturar R$ 300 milhões. O impacto será sentido no fluxo de caixa, já que no período de paralisação, a comercialização e recebimento também foram comprometidos. Reajustes - Até o momento, as empresas do setor estão trabalhando para atender aos pedidos feitos antes da

TETZLAFF / ARQUIVO / DIVULGAÇÃO

Os novos negócios tendem a ficar mais caros, mas reajuste dependerá do consumidor final

greve. Os novos negócios, em função dos elevados prejuízos, tendem a ficar mais caros, mas o reajuste dependerá da reação do varejo e do consumidor final. “O reajuste dos preços vai atingir toda a cadeia. A indús-

tria vai pagar mais pelo leite captado e terá que repassar para o varejo. O consumidor está pagando a conta da greve. Neste primeiro momento, as empresas estão negociando com o produtor de leite e teremos uma definição para

a alta mais no fim do mês. A elevação estará vinculada ao desempenho do mercado varejista e consumidor. Certamente vai subir ainda sem percentual definido, mas depende do comportamento mercado”, explicou.

PECUÁRIA

Pesquisa identifica mercado para carne ovina no País DA REDAÇÃO

As carnes bovina, suína e de frango já estão presentes na mesa do brasileiro. Mas o mesmo não acontece com a carne ovina, que ainda precisa conquistar seu espaço na preferência do consumidor. Resultados de pesquisa realizada recentemente pela Embrapa demonstraram que 25 milhões de brasileiros, 12% de consumidores do País, nunca sequer experimentaram a proteína oriunda de ovelhas, carneiros ou cordeiros. Mesmo entre aqueles que já provaram carne ovina, a maior parte não criou hábito de consumo. Dos entrevistados listados na seção de consumo ocasional, 27% revelaram comer esse tipo de carne algumas vezes por ano e 35% consumiram alguma vez na vida, soma que corresponde a 128 milhões de pessoas. O consumo é frequente apenas para 52 milhões de brasileiros, ou 25% da população nacional, com 17% dos pesquisados saboreando a carne ovina pelo menos uma vez por mês, 7% uma vez por semana e 1% diariamente. Ou seja, boa parcela daqueles consumidores que já provou, não fez disso um hábito. “Mesmo no Sul, onde há tradição na criação e consumo, a carne ovina é mais lembrada para os churrascos de fim de semana, para assar em momentos festivos, mas ela não está presente no cardápio durante a semana”, resume a pesquisadora da Embrapa Pecuária Sul (RS)

PAULO LANZETA / EMBRAPA / DIVULGAÇÃO

Élen Nalério, coordenadora do projeto “Aproveitamento Integral da Carne Ovina (Aprovinos)”, que busca levar ao mercado novas opções de consumo dessa carne. Pouca oferta - Os motivos do baixo consumo da carne ovina vão desde a pouca disponibilidade do produto no mercado até a falta de costume e inexistência de cortes mais apropriados para o preparo no dia a dia, como acontece com outras proteínas animais. Esses pontos também foram levantados pela pesquisa intitulada “Percepção do consumidor brasileiro em relação à carne ovina e produtos derivados”, realizada no âmbito do Aprovinos e defendida pela engenheira de alimentos Juliana Cunha de Andrade em sua tese de doutorado em Ciência de Alimentos pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Em seu trabalho, Juliana detalhou um cenário com a percepção dos consumidores que pode servir de bússola para a cadeia produtiva da ovinocultura. “A falta de adequação da carne ovina a uma situação de consumo frequente foi identificada como a principal barreira, sendo considerado um produto para ocasiões específicas, em oposição às refeições diárias”, destaca. Para a pesquisadora da Embrapa Agroindústria de Alimentos (RJ) Rosires Deliza os resultados do estudo forneceram uma visão abrangente

Foram criadas linhas como as de presunto, copas e bacon

da percepção do consumidor brasileiro sobre a carne ovina. “Entre as estratégias identificadas para aumentar o consumo estão: campanhas de comunicação, degustação em grandes centros comerciais, desenvolvimento de novos produtos e viabilização do consumo em situações cotidianas”, completa a cientis-

ta, que, ao lado do professor Gastón Ares, da Universidad de la República (Uruguai), foi orientadora do trabalho de doutorado da pesquisadora Juliana Cunha.

presuntos crus defumados e não defumados, copas, mortadelas, hambúrgueres e até bacon, já nominado de oveicon, tudo feito a partir de carne ovina. De acordo com a coordenadora do projeto “Aproveitamento Integral da Carne Ovina (Aprovinos)” pela Embrapa, Élen Nalério, todos esses produtos são feitos com categorias animais com pouco valor comercial, como ovelhas mais velhas, porém, ainda com bastante qualidade nutricional. Além do desenvolvimento de derivados, o projeto trabalhou com cortes diferenciados de carne para apresentação e comercialização. Hoje a maior parte da carne ovina é vendida em peças grandes, como o pernil e a paleta, o que torna mais difícil o manuseio e o preparo.

Novos produtos - Inspirados em processados suínos, pesquisadores criaram linhas de produtos inéditos no mercado: Seleção de empresas – Ainda

no primeiro semestre de 2018, a Embrapa deve lançar edital público com o objetivo de transferir, para empresas do segmento de carnes, o know how sobre os processos agroindustriais para produção dos derivados de ovinos elaborados pelo projeto Aprovinos. “O desafio está em identificar empresas e organizações que vislumbrem as oportunidades de novos produtos para gerar novos negócios. Além disso, esses parceiros ajudarão a combater a informalidade no abate e na comercialização de carne ovina no País; a colaborar com a organização da cadeia produtiva da ovinocultura; e a oferecer outro leque de produtos com qualidade e segurança alimentar aos consumidores”, indica a chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Pecuária Sul, Estefanía Damboriarena. (Com informações da Embrapa).

Consumidores do Sudeste desconhecem alimento A pesquisa “Percepção do consumidor brasileiro em relação à carne ovina e produtos derivados”, da engenheira de alimentos Juliana Cunha de Andrade, mostrou que a frequência de consumo aumentou com a idade e foi maior para os homens do que para as mulheres. A proporção dos participantes da região Sul do Brasil foi maior entre os classificados como consumo frequente, enquanto os brasileiros da região Norte relataram o menor consumo. Por outro

lado, o maior grupo de consumidores que nunca consumiu carne ovina foi caracterizado pelos participantes da região Sudeste. “De acordo com o censo demográfico de 2011, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a região Sudeste é a mais populosa e apresenta maior poder de compra e acesso aos bens e serviços do País. Isso sugere que os consumidores dessa região podem ser um alvo interessante para

as estratégias de marketing que visam o aumento do consumo de carne ovina”, completa Rosires. Segundo a Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco), os dados oficiais apontam consumo de 400 gramas anuais de carne ovina per capita, enquanto o brasileiro come, em média, cerca de 44 quilos de carne de frango por ano, 35 quilos de carne bovina e 15 quilos de suína. (Com informações da Embrapa).


BELO HORIZONTE, TERÇA-FEIRA, 12 DE JUNHO DE 2018

15

FINANÇAS financas@diariodocomercio.com.br

BANCO CENTRAL

Economia brasileira deve crescer menos de 2% Após sexta redução consecutiva, projeção para o PIB do País passou a ser de avanço de 1,94% neste ano MARCELO CAMARGO/ABr

Brasília - A estimativa do mercado financeiro para o crescimento da economia continua em queda, enquanto a projeção para a inflação sobe. De acordo com o Boletim Focus, publicação divulgada na internet todas as semanas pelo Banco Central (BC), a projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no País – passou de 2,18% para 1,94%. Essa foi a sexta redução seguida. Até a previsão de crescimento do PIB para 2019, que permanecia inalterada há 18 semanas seguidas, foi ajustada de 3% para 2,80%, no boletim divulgado ontem. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 3,65% para 3,82% este ano, no quarto aumento consecutivo. Para 2019, a projeção foi ajustada de 4,01% para 4,07%. Mesmo assim, a expectativa para a inflação permanece abaixo da meta, que é de 4,5%, com limite inferior de 3% e superior de 6%. Para 2019, a meta é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. Selic - Para alcançar a meta, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6,50% ao ano. Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aque-

cida, e isso causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação. A manutenção da Selic, como prevê o mercado financeiro, indica que o Copom considera suficientes para chegar à meta as alterações anteriores. Para o mercado, a Selic deve permanecer em 6,50% ao ano até o fim de 2018 e subir ao longo de 2019, encerrando o período em 8% ao ano. Câmbio - Na semana passada, com a disparada dos juros futuros e do dólar, que chegou a superar R$ 3,90, investidores consideraram a possibilidade de o Copom elevar a taxa Selic, mesmo com a inflação abaixo do centro da meta e a economia em recuperação. Entretanto, o presidente do BC, Ilan Goldfajn, descartou a possibilidade de usar a Selic para interferir no câmbio, mas apenas para controlar a inflação. “Na próxima reunião, o comitê analisará essas condições com foco, como sempre, nas projeções e expectativas de inflação e o seu balanço de riscos”, disse. Na quinta-feira passada (7), o BC anunciou uma intervenção mais forte no

MERCADO

Ibovespa tem 5º recuo e acumula perda de mais de 5% no ano

Presidente do BC descartou utilizar a Selic como ferramenta para conter escalada do dólar

mercado de câmbio. Com isso, o dólar comercial fechou a sexta-feira (8) cotado a R$ 3,706, queda de 5,59%. O movimento interrompeu três altas seguidas ao longo da semana e ocorreu um dia depois de a moeda norte-americana ter fechado o

pregão ao valor de R$ 3,926 – a maior cotação desde março de 2016. A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar permanece em R$ 3,50, tanto para o fim deste ano, quanto para o final de 2019. (ABr)

BNDES

Banco vai focar apoio a empresas nascentes Brasília - O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Dyogo Oliveira, disse, ontem, que a instituição continuará vendendo participação em empresas maduras para concentrar sua atuação no apoio a empresas nascentes. Em seminário sobre mercado de capitais promovido pelo BNDES e pelo Tribunal de Contas da União (TCU), ele afirmou que o resultado das participações do banco em empresas tem sido muito satisfatório e que a gestão da carteira do banco tem sido positiva e trazido bons resultados para o País. Ele citou como exemplo a valorização da participação do banco na Eletropaulo de mais de 200%. Dyogo, no entanto, reforçou que a participação do BNDES em empresas tem que ser temporária. “O papel do banco é fazer com que empresas brasileiras se desenvolvam e tragam benefícios para o País”, completou. Ele ressaltou, no entanto, que a participação em empresas é um negócio de risco e que sempre haverá investimentos que não darão retorno. “Uma empresa que dá certo justifica todo o investimento e esforço, porque ela será uma dessas empresas gigantes que temos hoje”, ponderou, res-

salvando que não convém comparar os resultados do banco enquanto acionista de empresas com os obtidos com financiamentos. O presidente do BNDES disse ainda que tem enfatizado em sua gestão o desenvolvimento do mercado de capitais, que, para ele, é o caminho natural para o desenvolvimento da infraestrutura em um momento de restrição fiscal. “Com a falta de reformas, sofreremos uma situação que inviabiliza investimentos do governo”, completou. No evento, Dyogo Oliveira fez um panorama histórico do desenvolvimento do mercado de capitais e

afirmou que há hoje um processo de reintegração entre este mercado e o bancário. Ele ressaltou que instituições públicas, como o próprio BNDES e a Caixa, não podem deixar de ter instrumentos do mercado de capitais. “Não adianta querer emprestar dinheiro para empresas que estão nascendo, elas não têm capacidade de tomar dívida”, exemplificou. Meta - O presidente do BNDES disse que o banco já cumpriu cerca de 40% da meta de venda de participação em empresas de 2018, que é de R$ 10 bilhões. Esse valor não inclui a operação

com a Fibria, feita em março. Ele ressaltou que a estratégia do BNDES é vender participação em empresas maduras e focar nas nascentes. “Todas as empresas da nossa carteira estão em processo de desenvolvimento. Estamos com estratégia bem forte de desinvestimento, não posso falar quem está mais perto, porque isso desvaloriza ativos, mas a estratégia está bem definida”, afirmou Dyogo. Ele destacou que investir em empresas iniciantes implica em tomar mais risco, mas ressaltou que a inadimplência do banco, hoje em 1,6%, é a mais baixa do mercado. (AE)

Tesouro pode receber pagamento antes Brasília - O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Dyogo Oliveira, disse ontem que o banco antecipará o prazo final para o pagamento da dívida com o Tesouro Nacional em 10 a 15 anos. O limite para quitar o saldo devedor é 2060, mas a antecipação desse prazo está sendo negociada com o governo. Segundo Dyogo Oliveira, após a antecipação de mais R$ 100 bilhões em 2018, o BNDES ainda terá R$ 250 bilhões a serem pagos. “Estamos negociando com o Tesouro para reduzir esse prazo. Os pagamentos eram concentrados nos últimos cinco anos. Estamos acertando um processo mais linear de devolução”, afirmou. Desde 2016, o BNDES vem antecipando

pagamentos ao Tesouro Nacional. Nos últimos dois anos, foram pagos R$ 150 bilhões. Regra de Ouro - Neste ano, já foram devolvidos R$ 30 bilhões e outros R$ 100 bilhões serão pagos até agosto, o que ajudará o Tesouro a cumprir a chamada “Regra de Ouro”, que impede que o governo se endivide acima do patamar que investe. Para 2019, no entanto, Dyogo Oliveira disse que o montante a ser pago será bem menor. “O volume de 2018 é muito alto, foi feito um esforço do banco para colaborar com o Tesouro. Para 2019, a lógica é o fluxo normal de pagamentos que iria até 2060”, afirmou. (AE)

FGV

IGP-M sobe 1,5% na primeira prévia de junho São Paulo - O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) acelerou a alta a 1,5% na primeira prévia de junho, contra 1,12% no mesmo período do mês anterior, diante do forte avanço nos preços de alimentos in natura no atacado e da gasolina no varejo, depois da greve dos caminhoneiros no final de maio. Os dados divulgados ontem pela Fundação Getulio Vargas (FGV) mostram que o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 2,06% no período, depois de alta de 1,58% na primeira leitura de maio. O IPA mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral. O movimento reflete, principalmente, o salto nos preços de alimentos in natura, de 9,70% no período, ante queda de 5,03%. Para o consumidor, a pressão aumentou, com o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30% no índice geral, subindo 0,54% na primeira leitura de junho, ante 0,21% em maio. No IPC, o grupo Transporte ganhou 1,16%, depois de recuar 0,41% no mesmo período do mês anterior, com forte alta de 4,89% no preço da gasolina, sobre queda de 0,23%. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, avançou 0,18% na primeira prévia de junho, depois de subir 0,38% no mesmo período do mês anterior. O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de aluguel de imóveis. (Reuters)

São Paulo – O Ibovespa, principal índice de ações da B3, teve a quinta queda consecutiva ontem, afetado particularmente pelo declínio das ações de bancos, enquanto seguem os receios sobre o cenário político e o crescimento da economia no Brasil. O Ibovespa caiu 0,87%, a 72.307 pontos, menor patamar desde 1º de dezembro de 2017. O volume financeiro do pregão somou R$ 9,73 bilhões. Após recuar 8% nos últimos cinco pregões, o Ibovespa agora acumula perda de mais de 5% em 2018. De acordo com profissionais de renda variável, não houve mudança no cenário dos últimos dias, com o quadro político-eleitoral ainda incerto e a economia crescendo a um ritmo mais fraco do que o estimado inicialmente. Pesquisa Datafolha de intenção de voto para a eleição presidencial, divulgada no fim de semana pelo jornal Folha de S.Paulo, “não trouxe novidades, mostrando que a disputa segue indefinida”, disse a consultoria Lopes Filho. Em outro front, pesquisa Focus do Banco Central (BC) mostrou que o mercado passou a estimar crescimento inferior a 2% da economia brasileira neste ano e, pela primeira vez em quase cinco meses, reduziu as estimativas para 2019. Na visão do chefe da área de renda variável da corretora de um banco em São Paulo, o mercado segue na mesma toada dos últimos pregões, com os resgates afetando principalmente ações com maior alocação de investidores, como é o caso dos bancos. “Há resgate tanto de estrangeiro, como de fundos multimercados, que migraram da renda fixa para ações no começo do ano e agora estão fazendo o movimento contrário”, disse. Dólar – A moeda norte-americana voltou a fechar em alta ante o real ontem, sob influência do mercado externo, embora a intervenção “surpresa” do Banco Central no mercado cambial tenha limitado o movimento. O dólar avançou 0,54%, a R$ 3,7267 na venda, depois de despencar 5,59% na sexta-feira (8), maior queda em quase dez anos. Na mínima do dia, a moeda norte-americana foi a R$ 3,6715 e, na máxima, a R$ 3,7309. O dólar futuro tinha alta de cerca de 0,25%. O BC conseguiu conter a valorização do dólar após anunciar, durante a sessão, leilão de até 50 mil novos swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares. Vendeu integralmente a oferta, de US$ 2,5 bilhões, somando neste mês US$ 13,116 bilhões em novos swaps. (Reuters)


Indicadores Econômicos Inação

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COMERCIAL

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TURISMO

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COMPRA

R$ 3,7072

R$ 3,7040

R$ 3,9136

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VENDA

R$ 3,7082

R$ 3,7050

R$ 3,9146

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COMPRA

R$ 3,6907

R$ 3,7853

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COMPRA

R$ 3,6830

R$ 3,6930

R$ 3,8470

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VENDA

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COMPRA

R$ 3,8000

R$ 3,7900

R$ 3,9900

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VENDA

R$ 3,9000

R$ 3,8900

R$ 4,0900

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SalĂĄrio/CUB/UPC/Ufemg/TJLP

Custo do dinheiro  CDB PrĂŠ 30 dias

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Capital de Giro

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Hot Money

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CDI

6,39% - a.a.

Over

6,40% - a.a.

Fonte: AE

Ouro  Nova Iorque (onça-troy)





US$ 1.298,90

US$ 1.302,70

US$ 1.303,00

R$ 156,00

R$ 155,50

R$ 163,00

BM&F-SP (g) Fonte: AE

Taxas Selic 7ULEXWRV)HGHUDLV   0,80 0,64 0,64 0,57 0,54 0,58 0,47 0,53 0,52 0,52

0HWDGD7D[DDD 

8,25 7,25 7,00 7,00 7,00 6,75 6,50 6,50 6,50 -

Reservas Internacionais 08/06 .......................................................................... US$ 382.259 milhĂľes Fonte: BC

Imposto de Renda %DVHGH&iOFXOR 5





AtĂŠ 1.903,98

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GHGX]LU 5

Isento

Isento

De 1.903,99 atĂŠ 2.826,65

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De 2.826,66 atĂŠ 3.751,05

15

354,80

De 3.751,06 atĂŠ 4.664,68

22,5

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Acima de 4.664,68

27,5

869,36

Deduçþes: a) R$ 189,59 por dependente (sem limite). b) Faixa adicional de R$ 1.903,98 para aposentados, pensionistas e transferidos para a reserva remunerada com mais de 65 anos. c) Contribuição previdenciåria. d) Pensão alimentícia. Obs:

TR/Poupança -XOKR



Fonte: AE

Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro Janeiro Fevereiro Março Abril Maio

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Para calcular o valor a pagar, aplique a alĂ­quota e, em seguida, a parcela a deduzir.

Fonte: Secretaria da Receita Federal - A partir de Abril do ano calendĂĄrio 2015

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0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000

0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715

02('$3$Ă‹6 BOLIVAR/VEN BOLIVIANO/BOLIVIA COLON/COSTA RICA COLON/EL SALVADOR COROA DINAMARQUESA COROA ISLND/ISLAN COROA NORUEGUESA COROA SUECA COROA TCHECA DINAR ARGELINO DINAR/KWAIT DINAR/BAHREIN DINAR/IRAQUE DINAR/JORDANIA DINAR SERVIO DIRHAM/EMIR.ARABE DOLAR AUSTRALIANO DOLAR/BAHAMAS DOLAR/BERMUDAS DOLAR CANADENSE DOLAR DA GUIANA DOLAR CAYMAN DOLAR CINGAPURA DOLAR HONG KONG DOLAR CARIBE ORIENTAL DOLAR DOS EUA FORINT/HUNGRIA FRANCO SUICO GUARANI/PARAGUAI IENE LIBRA/EGITO LIBRA ESTERLINA LIBRA/LIBANO LIBRA/SIRIA, REP NOVO DOLAR/TAIWAN LIRA TURCA NOVO SOL/PERU PESO ARGENTINO PESO CHILE PESO/COLOMBIA PESO/CUBA PESO/REP. DOMINIC PESO/FILIPINAS PESO/MEXICO PESO/URUGUAIO QUETZEL/GUATEMALA RANDE/AFRICA SUL RENMIMBI IUAN RENMINBI HONG KONG RIAL/CATAR RIAL/OMA RIAL/IEMEN RIAL/IRAN, REP RIAL/ARAB SAUDITA RINGGIT/MALASIA RUBLO/RUSSIA RUPIA/INDIA RUPIA/INDONESIA RUPIA/PAQUISTAO SHEKEL/ISRAEL WON COREIA SUL ZLOTY/POLONIA EURO )RQWH%DQFR&HQWUDO

&Ă?',*2 26 30 35 40 45 55 65 70 75 90 95 100 115 125 133 145 150 155 160 165 170 190 195 205 210 220 345 425 450 470 535 540 560 575 640 642 660 665 715 720 725 730 735 741 745 770 775 795 796 800 805 810 815 820 828 830 860 865 870 880 930 975 978

Contribuição ao INSS &2035$ 0,0000461 0,5265 0,7795 0,006486 0,4213 0,5846 0,4594 0,4264 0,1697 0,07673 0,03168 12,2047 0,003076 5,1982 0,03681 1,0047 2,8108 3,6907 3,6907 2,8418 0,01753 4,3937 2,7654 0,4703 0,5404 3,6907 0,01354 3,7469 0,0006519 0,03357 0,2064 4,9396 0,002427 0,007158 0,1237 0,8166 1,1297 0,05472 0,005826 0,00129 3,6907 0,07429 0,06949 0,1797 0,1178 0,4914 0,002718 0,5764 0,577 1,0134 9,5862 0,01475 0,0000874 0,9841 0,925 0,05887 0,0547 0,0002649 0,2381 1,0324 0,003426 1,0205 4,3550

9(1'$ 0,0000463 0,5381 0,7854 0,006518 0,4219 0,5848 0,4598 0,4267 0,1698 0,07771 0,0318 12,235 0,003111 5,2063 0,03695 1,005 2,8117 3,6913 3,6913 2,8432 0,01778 4,4473 2,7663 0,4705 0,5551 3,6913 0,01356 3,7479 0,0006531 0,03358 0,2076 4,9412 0,002453 0,007168 0,1238 0,8175 1,1302 0,05481 0,005829 0,001292 3,6913 0,07454 0,06952 0,1798 0,118 0,4938 0,002728 0,5768 0,5772 1,0141 9,5878 0,01477 0,0000874 0,9843 0,9261 0,0589 0,05471 0,0002651 0,2394 1,033 0,003433 1,0208 4,3572

7$%(/$'(&2175,%8,dÂŽ(6'(-$1(,52'( Tabela de contribuição dos segurados empregados, inclusive o domĂŠstico, e trabalhador avulso 6DOiULRGHFRQWULEXLomR   $OtTXRWD 5       AtĂŠ 1.693,72 8,00 De 1.693,73 a 2.822,90 9,00 De 2.822,91 atĂŠ 5.645,80 11,00 &2175,%8,d­2'266(*85$'26$87Ă?12026(035(6Ăˆ5,2 ()$&8/7$7,92 6DOiULREDVH 5  $OtTXRWD &RQWULEXLomR 5

AtĂŠ 954,00 (valor. MĂ­nimo) 11 104,94 De 954,00 atĂŠ 5.645,80 20 190,80 atĂŠ 1.129,16 &27$6'(6$/Ăˆ5,2)$0Ă‹/,$  5HPXQHUDomR AtĂŠ R$ 877,67 Acima de R$ 877,68 a R$ 1.319,18

9DORUXQLWiULRGDTXRWD R$ 45,00 R$ 31,71

Fonte: MinistĂŠrio do Trabalho e da PrevidĂŞncia Social - VigĂŞncia: Janeiro/2018

FGTS ËQGLFHVGHUHQGLPHQWR &RPSHWrQFLD Fevereiro/2018 Março/2018

&UpGLWR Abril/2018 Maio/2018

Seguros

TBF

24/05

0,01311781 2,92791132

25/05

0,01311781 2,92791132

26/05

0,01311781 2,92791132

27/05

0,01311781 2,92791132

28/05

0,01311781 2,92791132

29/05

0,01311781 2,92791132

30/05

0,01311781 2,92791132

31/05

0,01311781 2,92791132

01/06

0,01311781 2,92791132

02/06

0,01311781 2,92791132

03/06

0,01311781 2,92791132

04/06

0,01311781 2,92791132

25/05 a 25/06 26/05 a 26/06 27/05 a 27/06 28/05 a 28/06 29/05 a 29/06 30/05 a 30/06 31/05 a 30/06 01/06 a 01/07 02/06 a 02/07 03/06 a 03/07 04/06 a 04/07 05/06 a 05/07 06/06 a 06/07 07/06 a 07/07 08/06 a 08/07 Fonte: AE

05/06

0,01311781 2,92791132

06/06

0,01311781 2,92791132

07/06

0,01311781 2,92791132

08/06

0,01311781 2,92791132

09/06

0,01311781 2,92791132

10/06

0,01311781 2,92791132

11/06 0,01311781 2,92791132 Fonte: Fenaseg

 0,2466 0,2466

  0,4867 0,4867

0,4609 0,4617 0,4848 0,5080 0,5159 0,5092 0,4859 0,4859 0,4692 0,4926 0,5160 0,5103 0,5116 0,5166 0,4992

AluguĂŠis )DWRUGHFRUUHomRDQXDO UHVLGHQFLDOHFRPHUFLDO ,3&$ ,%*(

Abril ,*3', )*9

Maio ,*30 )*9

Maio

1,0276 1,0520 1,0426

0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000

0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715 0,3715

Agenda Federal Dia 13

Taxas de câmbio

22/05 a 22/06 23/05 a 23/06 24/05 a 24/06 25/05 a 25/06 26/05 a 26/06 27/05 a 27/06 28/05 a 28/06 29/05 a 29/06 30/05 a 30/06 01/06 a 01/07 02/06 a 02/07 03/06 a 03/07 04/06 a 04/07 05/06 a 05/07 06/06 a 06/07 07/06 a 07/07 08/06 a 08/07

IOF - Pagamento do IOF apurado no 1Âş decĂŞndio de junho/2018: Operaçþes de crĂŠdito - Pessoa JurĂ­dica - CĂłd. Darf 1150. Operaçþes de crĂŠdito - Pessoa FĂ­sica - CĂłd. Darf 7893. Operaçþes de câmbio - Entrada de moeda - CĂłd. Darf 4290. Operaçþes de câmbio - SaĂ­da de moeda - CĂłd. Darf 5220. TĂ­tulos ou Valores MobiliĂĄrios - CĂłd. Darf 6854. Factoring - CĂłd. Darf 6895. Seguros &yG 'DUI  2XUR DWLYR ÂżQDQFHLUR - CĂłd. Darf 4028. Darf Comum (2 vias) IRRF - Recolhimento do Imposto de Renda Retido na Fonte correspondente a fatos geradores ocorridos no perĂ­odo de 1Âş 10.06.2018, incidente sobre rendimentos de (art. 70, I, letra “bâ€?, da Lei nÂş 11.196/2005): a) juros sobre FDSLWDOSUySULRHDSOLFDo}HVÂżQDQFHLUDV inclusive os atribuĂ­dos a residentes ou domiciliados no exterior, e tĂ­tulos de capitalização; b) prĂŞmios, inclusive os distribuĂ­dos sob a forma de bens e serviços, obtidos em concursos e sorteios de qualquer espĂŠcie e lucros decorrentes desses prĂŞmios; e c) multa ou qualquer vantagem por rescisĂŁo de contratos. Darf Comum (2 vias) Dia 14 EFD – Contribuiçþes - Entrega da EFD - Contribuiçþes relativas aos fatos geradores ocorridos no mĂŞs de abril/2018 (Instrução Normativa RFB nÂş 1.252/2012, art. 7Âş). Internet Dia 15 Cide - Pagamento da Contribuição de Intervenção no DomĂ­nio EconĂ´mico cujos fatos geradores ocorreram no mĂŞs de maio/2018 (art. 2Âş, § 5Âş, da Lei nÂş 10.168/2000; art. 6Âş da Lei nÂş 10.336/2001): Incidente sobre as importâncias pagas, creditadas, entregues, empregadas ou remetidas a residentes ou domiciliados no exterior, a tĂ­tulo de royalties ou remuneração previstos nos respectivos contratos relativos a fornecimento de tecnologia, prestação de serviços de assistĂŞncia tĂŠcnica, cessĂŁo e licença de uso de marcas e cessĂŁo e licença de exploração de patentes - CĂłd. Darf 8741. Incidente na comercialização de petrĂłleo e seus derivados, gĂĄs natural e seus derivados e ĂĄlcool etĂ­lico combustĂ­vel (Cide-CombustĂ­veis) - CĂłd. Darf 9331. Darf Comum (2 vias) &RÂżQV3,63DVHS  5HWHQomR QD )RQWH Âą $XWRSHoDV  Recolhimento GD &RÂżQV H GR 3,63DVHS UHWLGRV QD fonte sobre remuneraçþes pagas por pessoas jurĂ­dicas referentes Ă aquisição de autopeças (art. 3Âş, § 5Âş, da Lei nÂş

10.485/2002, com a nova redação dada pelo art. 42 da Lei nÂş 11.196/2005), no perĂ­odo de 16 a 31.05.2018. Darf Comum (2 vias) EFD-Reinf - Entrega da Escrituração Fiscal Digital de Retençþes e Outras Informaçþes Fiscais (EFD-Reinf), relativa ao mĂŞs de maio/2018, pelas entidades compreendidas no 1o Grupo, com faturamento em 2016 acima de R$ 78.000.000,00 (Instrução Normativa RFB nÂş 1.701/2017, art. 2Âş, § 1Âş inciso I, e art. 3Âş, ambos com a redação dada pela Instrução Normativa RFB nÂş 1.767/2017). Internet 3UHYLGrQFLD 6RFLDO ,166   Contribuinte individual, facultativo e segurado especial - optante pelo recolhimento como contribuinte individual. Recolhimento das contribuiçþes previdenciĂĄrias relativas Ă competĂŞncia maio/2018 devidas pelos contribuintes individuais, pelo facultativo e pelo segurado especial que tenha optado pelo recolhimento na condição de contribuinte individual. NĂŁo havendo expediente bancĂĄrio, permitese prorrogar o recolhimento para o dia Ăştil imediatamente posterior. GPS (2 vias) Dia 20 IRRF - Recolhimento do Imposto de Renda Retido na Fonte correspondente a fatos geradores ocorridos no mĂŞs de maio/2018, incidente sobre rendimentos GH EHQHÂżFLiULRV LGHQWLÂżFDGRV residentes ou domiciliados no PaĂ­s (art. 70, I, “eâ€?, da Lei nÂş 11.196/2005, com a redação dada pela Lei Complementar nÂş 150/2015). Darf Comum (2 vias) &RÂżQV&6/3,63DVHS  Retenção na )RQWH5HFROKLPHQWRGD&RÂżQVGD&6/ e do PIS-Pasep retidos na fonte sobre remuneraçþes pagas por pessoas jurĂ­dicas a outras pessoas jurĂ­dicas, correspondente a fatos geradores ocorridos no mĂŞs de maio/2018 (Lei nÂş 10.833/2003, art. 35, com a redação dada pelo art. 24 da Lei nÂş 13.137/2015). Darf Comum (2 vias) &RÂżQV  (QWLGDGHV ÂżQDQFHLUDV  Pagamento da contribuição cujos fatos geradores ocorreram no mĂŞs de maio/2018 (art. 18, I, da Medida ProvisĂłria nÂş 2.158-5/2001, alterado pelo art. 1Âş da Lei nÂş 11.933/2009): &RÂżQV  (QWLGDGHV )LQDQFHLUDV H Equiparadas - CĂłd. Darf 7987. Se o dia do vencimento nĂŁo for dia Ăştil, antecipase o prazo para o primeiro dia Ăştil que o anteceder (art. 18, parĂĄgrafo Ăşnico, da Medida ProvisĂłria nÂş 2.158-35/2001). Darf Comum (2 vias)


BELO HORIZONTE, TERÇA-FEIRA, 12 DE JUNHO DE 2018

19

LEGISLAÇÃO TRIBUTOS

Apenas 62% dos MEIs entregaram a DASN de 2017 dentro do prazo Microempreendedor pode ter desconto de 50% em multa Minas Gerais obteve o melhor índice de entrega da Declaração Anual de Faturamento (DASN/ Simei) nos últimos quatro anos. Até 31 de maio de 2018, prazo final para envio das informações a Receita Federal referentes a 2017, 62% dos microempreendedores individuais (MEIs), cerca de 458 mil formalizados, haviam cumprido a obrigação. Os mais de 272 mil MEIs que não entregaram a declaração poderão ter 50% de desconto no valor da multa caso pague em até 30 dias após o envio da DASN A DASN é uma espécie de “declaração de Imposto de Renda do MEI”, que o formalizado deve enviar anualmente para comprovar o valor total das vendas de produtos e prestação de serviços (em dinheiro, cheque e cartão), efetuadas com ou sem emissão de notas fiscais, sem dedução de nenhuma despesa, referente ao ano anterior. Quem não entregou a declaração no prazo, está sujeito a multa de no mínimo R$ 50, que pode variar de acordo com o tempo do atraso. “Os empreendedores que enviarem a DASN, e pagarem a multa em até 30 dias depois da entrega da declaração, conseguirão uma redução da metade do valor da multa”, afirma a analista do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae Minas), Laurana Viana. Além de ser penalizado no bolso,

RENATO ARAÚJO / ABr

A Receita não libera certidão negativa de débito aos inadimplentes

o MEI que não entregar a DASN fica impedido de emitir os boletos mensais das obrigações tributárias, o Documento de Arrecadação Simplificada (DAS), que é de R$ 48,70 para atividades de comércio/indústria e/ou transporte intermunicipal ou interestadual, R$ 52,70 para serviços em geral, e R$ 53,70 para atividades ligadas ao comércio e/ou indústria com serviços. Perdas - “O sistema fica bloqueado e o MEI não consegue gerar nenhum boleto para pagamento dos tributos. A consequência direta pode ser a perda dos benefícios, entre eles, o direito à Previdência Social. Além disso, caso a DASN

não seja entregue em dois anos consecutivos, e nenhum boleto tenha sido paga durante o período, o MEI ainda corre o risco de ter o CNPJ cancelado”, explica Laurana. O formalizado também não irá conseguir obter certidões negativas de débito junto à Receita Federal enquanto não quitar todos os boletos, ou pelo menos, solicitar e ficar em dia com um parcelamento destes valores. Geralmente essas certidões são exigidas na aquisição de um imóvel, procedimentos junto ao governo federal, aquisição de financiamento, participação em licitações, entre outros. Mais informações podem ser obtidas no site www.portaldoempreendedor. gov.br. (ASN)

TRABALHO

Organização sindical é defendida Brasília - As organizações sindicais possibilitam a democratização e a autonomia dos direitos trabalhistas. A avaliação foi feita pelos participantes da audiência pública realizada ontem pela Subcomissão Temporária do Estatuto do Trabalho do Senado. Requerida pelo senador Paulo Paim (PT-RS), a reunião debateu o sistema sindical no anteprojeto da Reforma Trabalhista (SUG 12/2018). Paim defendeu a atuação do movimento sindical como medida importante para a democracia e o diálogo sobre os direitos trabalhistas. “O governo atual resolveu que seu inimigo número um é o movimento sindical. O que é totalmente equivocado. Os sindicatos são importantes para qualquer país capitalista, pois são responsáveis por fazer as negociações e buscar o entendimento”, argumentou o senador. Segundo o secretário nacional de Assuntos Jurídicos da Central Única dos Trabalhadores (CUT),

Valeir Ertle, além de desregular o mercado de trabalho, a reforma trabalhista enfraqueceu os sindicatos nos processos de defesa de direitos e negociações coletivas. “A reforma dificultou o autofinanciamento dos sindicatos, estabelecendo a autorização expressa de contribuições firmadas em convenções coletivas e retirando das assembleias o fórum de decisão dos trabalhadores”, observou. Dentre os aspectos sindicais priorizados na proposta do Estatuto do Trabalho, os debatedores ainda discutiram questões relacionadas à liberdade de negociação coletiva, contribuição sindical e direito à greve. Contribuição - Para a presidente da Comissão de Direito Sindical e Associativo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Denise de Oliveira, a “nova CLT” precisa explicitar a compulsoriedade da contribuição sindical destinada ao

financiamento de negociação coletiva. “Enquanto um trabalhador está se beneficiando e é filiado, o outro não é filiado, mas mesmo assim é beneficiado. No mínimo, a pessoa precisa contribuir com aquilo que a está beneficiando”, ressaltou. Ricardo Lourenço Filho, membro da Comissão de Direitos Humanos da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), afirmou que é importante a incorporação da lei atual de greve na SUG 12/2018. “O artigo nono da Constituição Federal não define a greve. É um texto que garante um proceder sobre a greve. Garante aos trabalhadores decidir quando e por que exercer a greve. Isso é importante porque não faria sentido, em termos constitucionais, permitir ao Poder Judiciário ou ao legislador restringir esse poder de decisão dos trabalhadores”, avaliou o especialista. (As informações são da Agência Senado)

CARTÓRIOS

Valor de protestos tem redução DA REDAÇÃO

Recorrer ao cartório para protestar uma dívida ficou mais barato. A redução no valor das taxas para alguns títulos chega a 90%. “A nova tabela de valores beneficia tanto pessoas físicas quanto empresas, pois o protesto, além de ser uma ferramenta legal e de eficiente recuperação de crédito, terá um custo menor, o que vai facilitar principalmente para quem está com as finanças apertadas”, destaca Carla Faria de Souza, tabeliã e representante do Instituto de Protesto - MG.

Segundo Carla, a redução nas taxas também é interessante para os cartórios, já que a queda nos preços torna o protesto extrajudicial uma alternativa ainda mais atrativa. “O uso do protesto para recuperação de débitos ficou mais viável financeiramente, o que faz com que esse recurso seja mais procurado por quem precisa cobrar e receber uma dívida”, avalia. Entre as taxas que sofreram redução nos cartórios estão a certidão de protestos não cancelados; a liquidação ou retirada de título e o cancelamento do registro do protesto em si.

Para protestar um débito, a pessoa pode procurar um cartório de protesto ou acessar o protestomg.com.br. Por meio do site, é possível protestar eletronicamente um título em qualquer cartório do País. O protesto extrajudicial tem um elevado percentual de recuperação de crédito em curto espaço de tempo. Conforme dados do Instituto de Protesto - MG, os cartórios mineiros conseguem recuperar, em apenas três dias, uma média de 65% dos créditos de títulos privados e 5% dos títulos públicos.

CAE do Senado discute manifesto sobre reforma Brasília - A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado reúne-se hoje para debater manifesto que integra o projeto “Reforma Tributária Solidária - Menos Desigualdade, Mais Brasil”. O documento, que vem sendo apresentado em diversas capitais brasileiras, foi elaborado pela Associação Nacional dos Auditores da Receita Federal (Anfip) e a Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco). A reunião tem início às 10 horas na sala 19 da ala Alexandre Costa. O debate contará com a participação do professor do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas e coordenador do projeto, Eduardo Fagnani; do coordenador-geral do Consórcio Nacional de Secretarias de Fazenda, Finanças, Receita e Tributação (Consefaz), André Horta Melo; do pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e diretor da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado, Rodrigo Octávio Orair; do gerente-executivo de Políticas Econômicas da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Flávio Castelo Branco; e de um representante da Receita Federal. A iniciativa é do senador Garibaldi Alves Filho (MDB-RN). Apresentado pela Anfip e Fenafisco em abril de 2018, o manifesto busca fomentar um debate amplo com o objetivo de corrigir as anomalias do sistema tributário brasileiro, entre elas a reduzida participação dos tributos diretos sobre a renda e o patrimônio. De acordo com as duas entidades, essa seria uma das razões da vergonhosa distribuição de renda no Brasil, quesito em que o país é o vice-campeão mundial, num ranking liderado pela África do Sul. Segundo levantamento da Anfip e Fenafisco, 50% da carga

tributária no Brasil vêm do consumo, enquanto a média nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que reúne os países mais desenvolvidos do planeta, é de 32%. O imposto sobre a renda corresponde a 21% de todo o tributo cobrado, enquanto a média dos países da OCDE é de 34%. Desigualdade - Em pronunciamento ontem, o senador Paulo Paim (PT-RS) informou que um grupo de trabalhadores da Secretaria da Receita Federal e das secretarias estaduais lançou um movimento por uma reforma tributária solidária. A ideia é combater a desigualdade social e financeira. Paim disse que esse movimento pretende fomentar um amplo debate para corrigir os desequilíbrios do sistema de impostos no Brasil. Para ele, as anomalias podem ser facilmente percebidas em comparação com outros países capitalistas menos desiguais. O senador também lembrou que quase 30% da renda do Brasil está nas mãos de 1% dos habitantes. É a maior concentração do mundo, de acordo com a Pesquisa Desigualdade Mundial 2018, coordenada pelo economista francês Thomas Piketty, entre outros estudiosos. Segundo estudo da Organização das Nações Unidas (ONU), a pobreza no Brasil tem cor. Mais de 70% das pessoas vivendo em extrema necessidade no País são negras. Sessenta e quatro por cento dos extremamente pobres não completam a educação básica; e 80% dos analfabetos brasileiros são negros. No Brasil, a desigualdade tem outra discriminação hedionda: gênero feminino. Mulheres ganham 62% do valor dos rendimentos dos homens,- ressaltou Paim. (As informações são da Agência Senado)

Divulgação de beneficiado com isenção fiscal em pauta Brasília - O plenário do Senado pode votar hoje o Projeto de Lei do Senado (PSL 188/2014) que autoriza a Fazenda Pública a divulgar os nomes de pessoas beneficiadas por renúncia fiscal. Em 2018, o governo federal deve deixar de arrecadar R$ 283,4 bilhões em isenções, mas não há lei que determine a publicidade dos nomes dos favorecidos pela medida. O projeto do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) altera o Código Tributário Nacional. Ele defende a iniciativa como forma de contribuir para a fiscalização pelos cidadãos das ações do governo. “Privar o cidadão brasileiro do acesso a essas informações contribui para cercear sua capacidade de fiscalizar o governo e de questionar eventuais ‘benevolências’ indevidas em nome de pessoas físicas e jurídicas”, argumenta o parlamentar na justificativa do PLS 188/2014. A relatora da matéria na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) foi a senadora Lúcia Vânia (PSB-GO). Ela apresentou um parecer favorável ao texto, mas recomendou algumas alterações. A primeira delas é para que a Fazenda Pública divulgue apenas os nomes de pessoas jurídicas beneficiadas por isenções fiscais. “A divulgação relevante se refere aos benefícios destina-

dos a determinados setores produtivos. São esses que podem distorcer indevidamente o princípio da isonomia. Parece não haver razão para tornar públicas informações de benefícios usufruídos por pessoas físicas”, afirma a relatora no parecer. Lúcia Vânia acrescentou ainda um dispositivo para autorizar os agentes do Fisco a confirmarem informações prestadas por beneficiários de programas sociais do governo. O objetivo é evitar fraudes, como o recebimento de benefício por quem não preencha requisitos de renda, por exemplo. A pauta do Plenário está trancada pelo projeto de lei de conversão (PLV) 13/2018. Decorrente da medida provisória (MPV) 820/2018, o texto prevê medidas de assistência emergencial para imigrantes em situação de vulnerabilidade. Em especial, venezuelanos que entram no Brasil a partir do estado de Roraima. Mesmo com a pauta trancada, o PLS 188/2014 pode ser votado antes do PLV 13/2018. Isso porque o projeto de lei é complementar e trata de assunto que não pode ser regulado por meio de medida provisória. Para ser aprovado, um projeto de lei complementar depende do apoio da maioria absoluta da Casa, 41 votos. (As informações são da Agência Senado)


BELO HORIZONTE, TERÇA-FEIRA, 12 DE JUNHO DE 2018

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DC MAIS dcmais@diariodocomercio.com.br

REUTERS / TONY GENTILE

Integridade nas empresas “Responsabilidade das pessoas jurídicas por atos de corrupção e a importância de um programa de integridade nas empresas” é o tema do almoço-palestra da Associação de Dirigentes Cristãos de Empresa de Minas Gerais (ADCE-MG) da próxima sexta-feira (15), das 12h às 14h, na sede da Fiemg (Avenida do Contorno, 4.520, 1º andar, Funcionários), em Belo Horizonte. A palestrante será Cristiana Fortini, sócia do Carvalho Pereira, Rossi Escritórios Associados. A confirmação de presença pode ser feita pelo e-mail contato@adcemg.org.br ou pelos telefones (31) 32817010 ou 98605-8695.

Educar para Transformar Projetos sociais que, por meio da educação, resolvam problemáticas locais e contribuam para o desenvolvimento sustentável das comunidades onde atuam são o foco da quarta edição do programa Educar para Transformar, realizado pelo Instituto MRV. O edital com foi publicado no dia 4, no site do instituto (www.institutomrv.com.br/pt/edital). Com o mote “Para educar e transformar, é só começar”, esta etapa selecionará projetos nos municípios de Cajamar (SP), Canoas (RS), Cuiabá (MT), Eusébio/Fortaleza (CE), Londrina (PR), Manaus (AM), Ribeirão Preto (SP), além de Pirituba, zona oeste de São Paulo. São eletivos projetos desenvolvidos por instituições sem fins lucrativos, com pelo menos um ano de existência, e por pessoas físicas maiores de 18 anos das regiões contempladas nesta edição. Os projetos devem ter como público-alvo crianças, adolescentes ou jovens com até 24 anos. As inscrições vão até as 18h do dia 22, no site do Instituto MRV.

Estágio na Gerdau A Gerdau lança o programa de estágio G.Start no Brasil. A iniciativa recebe inscrições até o dia 29 de estudantes universitários dos cursos de Engenharia, Ciências Contábeis, Ciências Econômicas, Matemática, Administração, Psicologia, Design, Logística, Sistemas de Informação, Marketing, Comunicação e Publicidade e Propaganda. As inscrições podem ser feitas pelo site http://www.vagas.com.br/gerdau-programa-estagio. No total, cerca de 100 vagas serão disponibilizadas. Com duração de até 18 meses, o G.Start tem previsão de início para o segundo semestre de 2018 e oferece vagas para unidades da Gerdau em 14 estados: Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Ceará, Pernambuco, Bahia, Paraíba, Distrito Federal, Mato Grosso e Tocantins.

Espanha se prontifica a receber imigrantes à deriva Roma/Madri - A Espanha se ofereceu ontem para receber uma embarcação humanitária que está à deriva em águas internacionais com 629 imigrantes a bordo, enquanto Itália e Malta continuavam a rejeitar seu desembarque. A União Europeia e a Acnur, agência de refugiados da ONU, pediram uma resolução rápida do impasse que envolve o navio Aquarius, que tem bandeira de Gibraltar e cujos passageiros incluem 11 crianças e sete mulheres grávidas resgatadas na costa da Líbia no fim de semana. O barco se dirigia para a Itália, mas Matteo Salvini, líder do partido nacionalista de extrema-direita Liga e que se tornou ministro do Interior neste mês prometendo conter o fluxo de imigrantes vindos da África, proibiu o aporte da

embarcação, dizendo que deveria se dirigir a Malta. Malta, por sua vez, se recusou a receber o navio, dizendo que não tinha nada a ver com a missão de resgate, que foi supervisionada pela Guarda Costeira italiana. A pequena ilha, que tem menos de meio milhão de habitantes, diz que já aceita mais refugiados per capita do que a Itália, que já recebeu mais de 600 mil imigrantes que chegam de barco ao país desde 2014. “Salvar vidas no mar é um dever, mas transformar a Itália em um gigantesco campo de refugiados não é”, falou Salvini no Facebook ontem. “A Itália não vai mais abaixar a cabeça e obedecer. Desta vez, há alguém dizendo não”. Primeiro-ministro - Em uma possível solução ao impasse, o primeiro-

-ministro espanhol, Pedro Sanchez, um socialista que acaba de assumir o poder há uma semana, deu instruções para que a embarcação possa aportar no leste do país, em Valência. Ao ouvir a oferta da Espanha, Salvini disse que o impasse havia sido resolvido graças ao “bom coração” dos espanhóis, mas que a UE não poderia contar com gestos únicos para lidar com os imigrantes que chegam à Itália. Falando no centro da Itália durante uma visita a cidades atingidas por terremotos, o primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, agradeceu a Espanha. “Esta é uma importante virada. Começando hoje, a Itália não está mais sozinha”, apontou Conte no Facebook. Agora é hora e regras de asilo “mais justas” na UE, acrescentou. (Reuters)

CULTURA WEBW=ER PÁDUA / DIVULGAÇÃO

Fernanda Takai

sobre escrita híbrida, tipo de linguagem que envolve texto e imagem. As inscrições podem ser feitas pelo telefone 32779872. Quando: Amanhã (13), a partir das 10h. A oficina será das 14h às 18h Quanto: Entrada Gratuita Onde: Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte (Praça da Estação, s/nº Centro de Referência da Juventude, Belo Horizonte) Diversão na praça

Disco novo - A cantora Fernanda Takai (Foto) faz show de lançamento de seu novo disco solo, “O Tom da Takai” (Deck), com produção e arranjos de Roberto Menescal e Marcos Valle. No álbum, a cantora interpreta somente músicas de Tom Jobim, como “Bonita”, “Fotografia”, “Estrada do Sol” e “Brigas Nunca Mais”, “Ai Quem me Dera”, “Olha p’ro Céu”, “Outra Vez” e “Só Saudade”. Quando: Sábado (16), às 21h Quanto: R$ 50 (Inteira) e R$ 25 (Meia) Onde: Centro Cultural Minas Tênis Clube (Rua da Bahia, 2.244, Lourdes, Belo Horizonte)

Liberdade - Música, arte, gastronomia e um pouco de futebol são as atrações principais do projeto Arte no Prato Gourmet, que O projeto também terá importantes nomes da música – como Hocus Pocus (Beatles), Aline Calixto, Toninho Horta, Beto Guedes e Lô Borges –, homenageará grandes chefs de cozinha, mostrará apresentação de quadrilhas e pinturas de pontos turísticos da capital mineira. Quando: Sábado (16) e domingo (17), das 14h às 22h Quanto: Entrada Gratuita Onde: Praça da Liberdade, em Belo Horizonte

Livro ilustrado

Viola Caipira

Palestra e oficinas - O escritor e ilustrador Odilon Moraes, premiado por obras voltadas para as crianças, vai ministrar a palestra “Uma breve história do livro ilustrado” e a oficina “O livro ilustrado: quando o desenho faz literatura”,

Mostra - Símbolo da tradição mineira, a viola caipira chama atenção pelo som forte e sem distorção que atravessa gerações. O instrumento está prestes a se tornar patrimônio imaterial do Estado e, como celebração

desse reconhecimento, a Fachada Digital do Espaço do Conhecimento UFMG exibe a exposição fotográfica Violas de Minas: patrimônio imaterial de Minas Gerais, que mostra sua riqueza cultural. Quando: Até 8 de julho, das 18h às 22h Quanto: Visualização Gratuita Onde: Fachada digital do Espaço do Conhecimento UFMG (Praça da Liberdade, 700, Funcionários, Belo Horizonte) Filarmônica Jovem regente - Em sua estreia com a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, no Programa das Séries Allegro e Vivace, o jovem regente Stilian Kirov conduzirá um concerto que terá dos clássicos compositores Beethoven e Mozart aos neoclássicos Hindemith e Respighi. Ao piano estará outro convidado, o músico Steven Osborne. Quando: Quinta (14) e sextafeira (15), às 20h30 Quanto: De R$ 44 a R$ 116 Onde: Sala Minas Gerais (Rua Tenente Brito Melo, 1.090, Barro Preto, Belo Horizonte) Espetáculo Infantil Giramundo - “O que mora no escuro”, vencedor do Prêmio Copasa/Sinparc de Melhor Espetáculo Infantil e Melhor Iluminação, em 2017, narra a história de Nina e Theo, dois amigos que se transformam

em superheróis para vencer seus medos. A montagem alerta para a segurança doméstica. As personagens são encenadas por atores e bonecos (concebidos pelo tradicional grupo mineiro Giramundo). Quando: Domingo (17), às 11h30 Quanto: Entrada Gratuita Onde: Museu Histórico Abílio Barreto (Avenida Prudente de Morais, 202, Cidade Jardim, Belo Horizonte) Nelson Rodrigues O feminino - O último encontro do programa “Lacan na Academia – conversando com a literatura”, em parceria com a Escola Brasileira de Psicanálise – Seção Minas Gerais (EBP – MG), sobre o tema “O feminino: corpos e mundos em Nelson Rodrigues”. A sessão será apresentada pelo psicanalista Ram Mandil, que convida a musicista Ione de Medeiros, diretora do Grupo Oficcina Multimédia desde 1983. Quando: Dia 20, às 19h30 Quanto: Entrada Gratuita Onde: Academia Mineira de Letras (Rua da Bahia, 1.466, Lourdes, Belo Horizonte)

ROBERTO PONTES / DIVULGAÇÃO

Grande Sertão Teatro - Com direção de Bia Lessa, o espetáculo Grande Sertão: Veredas (Foto) é inspirado no universo fantástico do livro homônimo do escritor Guimarães Rosa, que completaria, em 2018, 110 anos. Para dar vida ao mítico sertão, Bia reuniu nomes como Egberto Gismonti (música), Camila Toledo (concepção espacial, com a colaboração de Paulo Mendes da Rocha), Sylvie Leblanc (figurino) e Fernando Mello da Costa (adereços). Quando: Dias 23 e 24, às 20h Quanto: R$ 30 (Inteira) e R$ 15 (Meia) Onde: Grande Teatro do Palácio das Artes (Avenida Afonso Pena, 1.537, Centro, www.facebook.com/DiariodoComercio www.twitter.com/diario_comercio dcmais@diariodocomercio.com.br Telefone: (31) 3469-2067

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