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diariodocomercio.com.br JOSÉ COSTA FUNDADOR

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DESDE 1932 - EDIÇÃO 23.616 - R$ 2,50

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BELO HORIZONTE, QUINTA-FEIRA, 17 DE MAIO DE 2018 DIVULGAÇÃO

Consumo no Estado será menor em 2018 Gastos das famílias mineiras deverão encolher 0,2% Na contramão do que está projetado para ocorrer no País neste ano, o consumo das famílias em Minas deve ter ligeira queda. Segundo o estudo IPC Maps 2018, divulgado ontem, no Estado o nível de consumo deve cair 0,2%, enquanto no Brasil a projeção é de crescimento de 3% no comparativo com o ano passado. Em 2017, o potencial consumidor de Minas representava 10,2% do total nacional, índice que passou a 10% neste ano. A previsão é de que, no País, os consumidores movimentem R$ 4,4 trilhões em 2018, estimando-se a inflação IPCA de 3,70%, com incremento de R$ 240,7 milhões no comparativo com o ano anterior. Em Minas, devem ser movimentados R$ 444,4 bilhões. Em 2017 foram R$ 429,1 bilhões. A queda em Minas ocorre pela migração negativa entre as classes sociais e pelo fechamento de empresas. Pág. 3

CHARLES SILVA DUARTE/ARQUIVO DC

Salume: negócio deixa de ser on-line para ser “all line”

Wine.com terá loja física em Belo Horizonte A Capital recebe, no segundo semestre deste ano, uma das primeiras lojas físicas do wine.com.br, maior e-commerce de vinhos da América Latina. Depois de anunciar a compra da importadora e distribuidora de vinhos Bodegas, a empresa inicia seu processo de expansão física pelo Brasil. A expectativa é chegar a 100 lojas até 2021. A escolha de Belo Horizonte se deve à forte presença dos clientes da Capital na plataforma e à localização estratégica. Pág. 11

A Classe B diminuiu 0,2% e teve perda de potencial de consumo de 1,5%

Copom mantém por unanimidade Selic em 6,5% Decisão do BC interrompeu a trajetória de 12 cortes consecutivos na taxa básica de juros

Embargo europeu afetará granjas no País

OPINIÃO

DIVULGAÇÃO

O Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário revela que o Brasil tem 5,5 milhões de normas legais em vigor nas três esferas da Administração Pública. Somente as leis federais totalizam 180 mil. A fúria normativa e regulatória não poupa nem a Carta Constitucional. Desde sua promulgação em 1988, o extenso texto constitucional recebeu 99 emendas. Reflexo desse quadro assustador é o número de processos em tramitação no âmbito judicial ou administrativo: 80 milhões. O excesso e a má qualidade das normas contribuem para que o Estado brasileiro seja lento, burocrático e ineficiente, gigantesco, caro e perdulário. Vários programas de desburocratização foram concebidos e lançados, mas os resultados foram decepcionantes. Grande parte das normas existentes e grande parcela dos processos em tramitação estão relacionados a temas tributários. (José Zeferino Pedrozo), pág. 2

EDITORIAL O presidente Temer, que está completando dois anos à frente do cargo, contabiliza, a seu favor, o fim da recessão no País, ainda que os níveis de crescimento se apresentem bastante modestos, e a redução drástica da inflação, acompanhada de queda nas taxas de juros. E talvez lamente não poder dizer que as taxas de desemprego regrediram, ponto que há dois anos ele apontava como aspiração máxima para sua gestão. Neste balanço um tanto acanhado, em que produzir a sensação de êxito está mais escorada na propaganda e no marketing que propriamente na apresentação de dados objetivos, o presidente também talvez se acanhe por não poder prestar contas satisfatoriamente do andamento das reformas que, de alguma forma, foram também pretexto para sua ascensão. “Esperando pelo futuro”, pág. 2 Dólar - dia 16

Euro - dia 16

Comercial

Compra: R$

Compra: R$ 3,6750 Venda: R$ 3,6755

4,3365

Até abril as exportações de carne de frango recuaram expressivos 38,6% em faturamento

Cemig melhora a eficiência operacional

Falta de planejamento e descontrole financeiro levam os belo-horizontinos a ultrapassar o limite do cartão de crédito com frequência. É o que mostrou pesquisa divulgada ontem pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), segundo a qual 41,9% dos consumidores da Capital sempre ou quase sempre extrapolam o valor máximo de compras do cartão de crédito antes do fim do mês. Pág. 4

Com uma dívida líquida de R$ 12,8 bilhões, com prazo médio de vencimento de quatro anos, a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) segue priorizando o plano de desalavancagem adotado desde o início de 2016, além de aumentar sua eficiência operacional. Prova disso é que a empresa encerrou o primeiro trimestre de 2018 com lucro líquido de R$ 465 milhões, resultado 35,9% maior que os R$ 343 milhões apurados nos primeiros três meses de 2017. Pág. 7

Poupança (dia 17): ............ 0,3715%

Ouro - dia 16

IPCA-IBGE (Abril): ............. 0,22%

Compra: R$ 3,6270 Venda: R$ 3,8230

Nova York (onça-troy): US$ 1.291,50

IPCA-Ipead (Abril): ............. 0,19%

R$ 152,65

IGP-M (Abril): ........................... 0,57%

Ptax (BC)

BM&F (g):

BOVESPA

TR (dia 17): ............................. 0,0000% Venda: R$ 4,3387

Com a retração nas exportações e o início do embargo europeu às aquisições de carne de frango de 20 unidades frigoríficas do País, o cenário é desafiador para os produtores de frango. Com as negociações suspensas, a tendência é que a oferta de carne no mercado interno aumente, o que pode contribuir para a retração dos preços. Uma possível queda nos valores pagos pelo frango vivo complicaria ainda mais a situação das granjas, que já trabalham com custo de produção em alta em função da valorização do milho. Pág. 14

Consumidor compromete a renda com cartão de crédito

Turismo Compra: R$ 3,6797 Venda: R$ 3,6803

Pág. 15

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BELO HORIZONTE, QUINTA-FEIRA, 17 DE MAIO DE 2018

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OPINIÃO Burocracia e leis em excesso JOSÉ ZEFERINO PEDROZO * O Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) revela que o Brasil tem 5,5 milhões de normas legais em vigor nas três esferas da Administração Pública – Municípios, Estados e União. Somente as leis federais totalizam 180 mil. A fúria normativa e regulatória não poupa nem a Carta Constitucional. Desde sua promulgação em 1988, o extenso texto constitucional (formado por 250 artigos e 114 disposições transitórias) recebeu 99 emendas. Reflexo desse quadro assustador é o número de processos em tramitação no âmbito judicial ou administrativo: 80 milhões. O excesso e a má qualidade das normas contribuem para que o Estado brasileiro seja lento, burocrático e ineficiente, gigantesco, caro e perdulário. Vários programas de desburocratização foram concebidos e lançados, mas os resultados foram decepcionantes. Grande parte das normas existentes e grande parcela dos processos em tramitação estão relacionados a temas tributários. Por outro lado, como já comentei nesse espaço, a reforma tributária é uma antiga aspiração do empresariado e de todos os agentes

econômicos do País. Tramitam no Congresso Nacional 49 propostas. A carga tributária brasileira é uma das maiores do mundo e consome um terço das riquezas nacionais. O Sistema Tributário Nacional é complexo, moroso e burocrático. O contribuinte convive com 88 tributos, incluindo impostos, taxas, contribuições de melhoria, contribuições sociais, de intervenção no domínio econômico, para categorias econômicas ou profissionais e empréstimos compulsórios. O IBPT constatou que o excesso de legislação no Brasil e sua constante mudança provocam insegurança jurídica em face da burocracia, da judicialização de todos os temas e do constante conflito entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. É gritante a necessidade de se fazer uma compilação de todas as normas, por assunto, visando excluir as que são conflitantes e conflituosas, e muitas vezes editadas sem qualquer qualidade legislativa. O excesso de legislação constatado no estudo quebra a harmonia entre os poderes. A constatação desses fatos encoraja um projeto que deverá entrar, novamente, na pauta do Congres-

so Nacional: a instituição do imposto único federal (IUF). A proposta foi originalmente formulada pelo economista Marcos Cintra no início da década passada e, agora, acaba de ser retomada com a instalação de uma Frente Parlamentar Mista sob a presidência do deputado Luciano Bivar. Existem várias concepções do tributo único, que não cabem aqui abordar. É possível que resida no projeto do imposto único uma solução; é possível que esse tributo simplifique o complexo sistema tributário brasileiro, aumente a produtividade das empresas, melhore o poder aquisitivo dos consumidores e elimine a progressividade fiscal que vigora no país. Ao mesmo tempo em que pugna pela redução individual da carga tributária e combate à sonegação e à corrupção, a sociedade quer mais racionalidade e eficiência no serviço público, fim do desperdício de recursos e um plano de controle da produção e produtividade dos servidores e agentes públicos. * Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC)

Uma questão crucial CESAR VANUCCI * “Pois a mulher é a grande educadora do homem.” (Anatole France) Os registros estatísticos dão conta de que mesmo em países tidos como desenvolvidos, caso, por exemplo, do Japão, os salários mostram-se desiguais entre homem e mulher. A média da remuneração da mulher situa-se abaixo da metade da média da remuneração do homem. As possibilidades de ingresso em empregos, nesse mesmo tipo de confronto, eram até recentemente de 61% no Japão, 58% na Holanda e 16% nos países árabes. Estudo recente revela que, no Brasil, as mulheres negras recebem, em média, a metade dos salários atribuídos aos homens negros. Os quais, por sua vez, recebem a metade dos salários conferidos aos homens brancos. Quer dizer, o mercado de trabalho garante-lhes a metade da metade... Sabe-se mais: de 1,2 bilhão de pessoas que, no decênio passado, viviam em estado de pobreza absoluta (renda anual inferior a 370 dólares), 70% eram mulheres. Outro levantamento esclarecedor diz respeito às chances de participação feminina no poder das decisões. As mulheres ocupavam, no final do século passado, apenas 20% dos cargos administrativos, 6% dos cargos de direção, algo equivalente aos chamados postos ministeriais. Tem mais: meio milhão de mulheres (99% do chamado Terceiro Mundo) morriam, anualmente, de acordo ainda com as estatísticas, vitimadas por patologias vinculadas à maternidade. Não há como ignorar, por outro lado, o tratamento diferenciado, de modo geral desrespeitoso, com que a mídia, de modo geral, acionada por preconceitos milenares dominantes no inconsciente coletivo, se ocupa das coisas da mulher, em geral. O fato trivial de uma mulher que, no exercício de função pública, resolva assumir ostensivamente um caso afetivo é de molde a suscitar um turbilhão noticioso, que vou te contar...

Está na cara que os dados focalizados nesta sequência de comentários não esgotam o temário difícil e, sob incontáveis aspectos, doloroso da problemática enfrentada pela mulher. Mas eles se incumbem de projetar as perturbadoras circunstâncias que envolvem a questão, prioritária no processo da promoção humana. O Banco Mundial anota algo muito importante e que permanece no olvido da maior parte dos viventes, homens ou mulheres: “A desigualdade entre os sexos paralisa a produtividade e dificulta o crescimento econômico”. É de toda oportunidade salientar, de outra parte, que, antes de serem problemas da mulher, as questões que impedem ou dificultam, em tantas partes do globo e em tantas esferas de atividade, a ascensão feminina na sociedade, são problemas cruciais do ser humano. De todos os seres humanos, em todos os continentes, independentemente de sua nacionalidade, etnia, credo religioso, ideologia política ou formação cultural. Quanto mais convicções individuais de sentido renovador puderem se reunir à volta de constatações óbvias como essas, maiores se tornarão as possibilidades de podermos, algum dia, todos juntos, construir um mundo melhor. Um mundo melhor para mulheres, homens, crianças, adultos, negros, brancos, amarelos, árabes, judeus, sãos, enfermos, cristãos, budistas, maometanos, pobres, ricos, remediados e excluídos. Tudo está relacionado com tudo. Fique, aqui, por derradeiro, uma confissão pessoal. Carrego comigo, não é de hoje, uma instigante sensação. Ponho-me, às vezes, diante das vicissitudes impostas à mulher no longo curso da história humana, a imaginar que poderá ter sido armada, lá em cima, na hora do juízo final, para os viventes que sintam dificuldades em reconhecer a igualdade em direitos do homem e da mulher, uma desnorteante surpresa. Na hora da inevitável prestação de contas pelos atos aqui praticados, Deus revelar-se mulher. Negra. * Jornalista (cantonius1@yahoo.com.br)

Pesquisa agropecuária em mudança MAURÍCIO ANTÔNIO LOPES * A Embrapa completou 45 anos em abril de 2018 consolidando um importante ciclo de realizações e se preparando, com suas organizações parceiras, para os novos desafios que se apresentam para o mundo da agricultura e da alimentação. O espetacular avanço da agropecuária brasileira nas últimas décadas levou a mudanças no papel da pesquisa pública. Até meados dos anos 1990, a Embrapa foi líder da pesquisa em melhoramento genético e no fornecimento de sementes ao mercado, em função da carência de um setor privado capaz de atender às necessidades dos produtores. A aprovação das legislações de patentes e proteção de cultivares, no final dos anos 90, levou a uma natural retração na participação da pesquisa pública nos mercados de insumos, que passaram a ser bem servidos pelo setor privado. Ao invés de aplicar recursos públicos para competir com as empresas, a Embrapa fortaleceu sua atenção a espécies que têm grande importância estratégica para a diversidade da agricultura brasileira. Guardiã de um dos maiores bancos genéticos do planeta, a Empresa seguiu priorizando o desenvolvimento de cultivares de arroz, feijão, trigo, mandioca, banana, amendoim, café, guaraná, mandioca, maracujá, melão, palma de óleo, tomate, cevada, uva além de grande variedade de hortaliças, frutas temperadas e tropicais. Agora, com olhos atentos às demandas futuras, a Embrapa investe, em parceria com o setor privado, no desenvolvimento das chamadas “pulses”, grãos comestíveis de leguminosas, como lentilhas e grão-de-bico, cuja demanda explodirá nas próximas décadas, sobretudo na Ásia. A Embrapa se tornou, também, líder no desenvolvimento de gramíneas e leguminosas tropicais para pastagens, o que tem permitido à nossa pecuária alcançar posição de grande destaque. Junto com a ABCZ e outros parceiros, a Empresa lidera programas de melhoramento de bovinos que tem profundo impacto na pecuária brasileira, que hoje exporta, além de carne de qualidade, também a genética de

alto desempenho adaptada aos trópicos. Temas que muitos consideram “portadores de futuro”, como a biotecnologia, a nanotecnologia e a transformação digital, há muito produzem resultados concretos nos laboratórios da Embrapa. Alguns inusitados - como a recente multiplicação, na soja, da cianovirina, uma proteína muito eficaz no combate à AIDS, demonstrando a sintonia da pesquisa agropecuária como a emergente bioeconomia. Uma parte muito significativa da produção da Embrapa, ao redor de 2/3 de tudo que é gerado, é informação e não se materializa em insumos e produtos, e por isso passa despercebida por muitos. Por exemplo, o Código Florestal incorporou e se beneficiou de enorme volume de informações e conhecimentos gerados pela Empresa. O Zoneamento de Risco Climático racionaliza a exploração agrícola no território nacional com grande impacto na política de crédito e seguro agrícola. Novos espaçamentos e conhecimentos sobre solo e clima, escolha ideal de insumos, boas práticas zootécnicas, práticas de manejo integrado de pragas e estudos de Inteligência Territorial Estratégica e Logística estão entre inúmeros exemplos de conhecimentos gerados pela Empresa e seus parceiros com impactos imediatos e profundos nos sistemas produtivos e na alimentação dos brasileiros. A relevância da produção intelectual da Embrapa é atestada pelos 24,5 milhões de downloads recebidos no seu rico acervo de informações, apenas no ano de 2017. A pesquisa agropecuária é também responsável pelo desenvolvimento de tecnologias que viabilizam a agricultura de baixa emissão carbono, compromisso internacional do Brasil. O nosso país tem a mais arrojada política pública de estímulo a boas práticas de produção para neutralizar a emissão de gases de efeito estufa na produção de alimentos. Assim, avançamos na produção de serviços ambientais, créditos de carbono, bem-estar animal e produtos de alta qualidade, além de dados e informações qualificados que ajudam a posicionar a agricultura bra-

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sileira como uma das mais sustentáveis do planeta. O agronegócio ganhou grande complexidade ao longo dos anos, o que amplia o espectro de riscos e vulnerabilidades, incluindo a tendência de concentração nos mercados de genética e insumos, processo que ocorre em todo o mundo e que preocupa os produtores brasileiros. Infelizmente está além da capacidade da pesquisa pública contrapor tal movimento. Não faria sentido a Embrapa optar por reduzir seu escopo de atuação e concentrar recursos escassos para competir com empresas privadas em mercados extremamente intensivos em capital. Políticas públicas e mecanismos de livre concorrência é que precisam ser mobilizados para resolver problemas decorrentes de imperfeições no mercado. A pesquisa pública funciona como uma “locomotiva limpa trilhos”, que vai à frente, assumindo missões de maior risco e prazos longos, para que as empresas encontrem caminho livre para investir com segurança. Abertos os caminhos, a pesquisa pública, com desapego, busca novos desafios. E precisa usar de criatividade para fazê-lo com recursos escassos, já que o Brasil ainda investe pouco em ciência. Ainda assim, e a despeito da crise que acomete o país, a Embrapa, como a sua contraparte francesa, o Inra, mantém uma relação percentual de 80/20 para os orçamentos de pessoal e operações. E busca incessantemente, via parcerias público-privadas, a proporção internacionalmente ideal, de 70/30. Todos os brasileiros utilizam, pelo menos uma vez ao dia, uma tecnologia ou inovação desenvolvida com a contribuição da pesquisa agropecuária, seja no café da manhã, no almoço, no jantar, na roupa, no calçado, em medicamentos, e até na cerveja do bar - 90% da área plantada de cevada no Brasil provêm de materiais gerados pela Embrapa. Portanto, a pesquisa agropecuária é um dos motores do desenvolvimento do Brasil e a sociedade precisa valorizá-la e protegê-la.

Diário do Comércio Empresa Jornalística Ltda. Fundado em 18 de outubro de 1932 Fundador: José Costa Diretor-Presidente Luiz Carlos Motta Costa

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Esperando pelo futuro O presidente Michel Temer está completando dois anos à frente do cargo e tem pela frente pouco mais de meio ano de mandato. O presidente contabiliza, a seu favor, o fim da recessão no País, ainda que os níveis de crescimento se apresentem bastante modestos, e a redução drástica da inflação, acompanhada de queda nas taxas de juros. E talvez lamente não poder dizer que as taxas de desemprego regrediram, ponto que há dois anos ele apontava como aspiração máxima para sua gestão. Neste balanço um tanto acanhado, em que produzir a sensação de êxito está mais escorada na propaganda e no marketing que propriamente na apresentação de dados objetivos, o presidente também talvez se acanhe por não poder prestar contas satisfatoriamente do andamento das reformas que, de alguma forma, foram também pretexto para sua ascensão. A reforma política, por exemplo, era apontada como imperativa, de certa forma a própria razão de ser do impeachment, e sinal de partida para as grandes O presidente mudanças, contabiliza, a seu inclusive comportamentais favor, o fim da que passariam a recessão no País, marcar a política ainda que os níveis e a gestão pública, fundada na ética de crescimento se e pautada pelo apresentem bastante mérito. modestos, e a redução Com tais predicados, em drástica da inflação, verdade não mais acompanhada de que pressupostos queda nas taxas da adequada condução dos de juros negócios públicos, o novo governo esperava também dar início ao ajuste fiscal, reordenando e reequilibrando os gastos públicos, mesmo que para isso fosse necessário cortar na própria carne ou, como chegou a ser prometido, reduzindose drasticamente o número de ministérios. Seria a receita, dizia-se, capaz de recolocar a economia nos trilhos, restabelecer a confiança dos investidores e assim atrair recursos que fariam girar as rodas da economia. Além de gerar os empregos que dariam ao presidente da República a sensação de missão cumprida. Como foi dito acima, em alguns aspectos o País avançou nestes últimos dois anos. Muito pouco, porém, diante do caminho a ser percorrido, diante da pressa das empresas que veem seus recursos e suas energias se esgotarem ou da emergência dos trabalhadores que perderam seu sustento. Pouco, também, diante das boas intenções que foram esquecidas tão rapidamente, como a desburocratização e a simplificação tributária, que poderiam ter produzido resultados sem demandar custos extravagantes, ajudando a aliviar o peso do Estado e, quem sabe, fazendo surgir novos e mais adequados parâmetros. Com a aproximação das eleições, com précampanhas já em marcha e com o recesso, de início informal, do legislativo já bem próximo, o horizonte imediato do presidente da República se apresenta bastante limitado e sua capacidade de produzir resultados quase esgotada. Adiase o futuro, fica a esperança de que as escolhas a serem feitas na votação de outubro possam finalmente levar o Brasil a um caminho de transformações e resultados.

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BELO HORIZONTE, QUINTA-FEIRA, 17 DE MAIO DE 2018

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ECONOMIA PESQUISA IPC MAPS

Consumo deve recuar 0,2% no Estado em 2018 Queda é justificada pela migração negativa entre as classes sociais e pelo fechamento de empresas TÂNIA RÊGO / ABr

ANA AMÉLIA HAMDAN

Na contramão do que está projetado para ocorrer no País neste ano, o consumo das famílias em Minas deve ter ligeira queda. Segundo o estudo IPC Maps 2018, divulgado ontem, no Estado o nível de consumo deve cair 0,2%, enquanto no Brasil a projeção é de crescimento de 3% no comparativo com o ano passado. Em 2017, o potencial consumidor de Minas representava 10,2% do total nacional, índice que passou a 10% neste ano. “Isso representa menos dinheiro no bolso do mineiro”, disse o diretor da empresa IPC Marketing Editora e responsável pelo estudo, Marcos Pazzini. A previsão é de que, no País, os consumidores movimentem R$ 4,4 trilhões em 2018, estimando-se a inflação IPCA de 3,70%, com incremento de R$ 240,7 milhões no comparativo com o ano anterior. Em Minas, devem ser movimentados R$ 444,4 bilhões. Em 2017 foram R$ 429,1 bilhões. O incremento em valores absolutos se deve à inflação e a outros fatores. Segundo Pazzini, a queda no potencial de consumo das famílias em Minas ocorre pela migração negativa entre as classes sociais e pelo fechamento de empresas. Enquanto no País houve um aumento de 0,15% no

Em Minas, quase um terço do consumo é para pagamento de contas, impostos e itens básicos, como alimentação

número de empresas, em Minas houve redução de 1,49%. Analisando comparativamente 2017/2018, o Estado perdeu 31.805 unidades empresariais, incluindo serviços e comércio. “Com o fechamento de empresas, a tendência é menor geração de empregos, o que afeta o consumo”, explica. Quanto à migração de classe social, o levantamento mostra, em Minas, um aumento de 0,1% de domicílios

nas Classes D e E, sendo que essas pessoas perderam 0,5% no valor de potencial de consumo. “Esse aumento na base da pirâmide não é positivo, pois a migração ocorre de pessoas que estavam nas classes acima”, diz. A Classe C manteve o mesmo patamar, mas teve perda de 0,3% em poder de consumo. A Classe B diminuiu 0,2% e teve perda de potencial de consumo de 1,5%. A Classe A cresceu

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0,2% e seu poder de consumo aumentou 0,5%. Na avaliação de Pazzini, dados que indicam melhoria do cenário econômico, como queda da inflação e redução de juros, ainda não impactaram o potencial de consumo das famílias mineiras. Ainda assim, Minas é o segundo Estado do País em consumo, com São Paulo ocupando a primeira posição. Belo Horizonte é a quarta capital, ficando atrás

de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Entre os 100 municípios do País que mais consomem, aparecem as cidades mineiras de Contagem, Uberlândia e Juiz de Fora, Uberaba, Betim, Divinópolis e Montes Claros. Pazzini explica que fazem parte do ranking localidades com maior concentração de população e empresas. “Esse conjunto gera um nível de consumo mais elevado”, disse.

O trabalho concluiu, ainda, que, o fenômeno da interiorização, em crescimento desde 2015, começa a perder força: no País, de 55% em 2017, cai para 54% neste ano. Ganham força as capitais e regiões metropolitanas, cuja evolução é da ordem de 45% para 45,8%. Em Minas, o consumo anual per capita da população urbana é de R$ 22.877,54, enquanto o da população rural é de R$ 10.438,71. No Brasil, esses valores são, respectivamente, R$ 23.365,89 e R$ 9.511,79. Gastos - De maneira geral, boa parte desse valor – cerca de 27% – é gasto com itens básicos para manutenção do lar, como aluguel, luz, água e impostos. Os demais itens também são básicos, como alimentação, transportes e vestuário. “Há um peso muito forte das despesas básicas no orçamento doméstico. Então fica difícil comprar uma TV nova ou trocar o carro”, diz Pazzini. O levantamento considera a análise do PIB sob a ótica da demanda com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A partir daí é isolado o valor do consumo das famílias e é feita a projeção para 2018 levando-se em conta o comportamento da economia, a inflação e a migração entre as classes sociais.


BELO HORIZONTE, QUINTA-FEIRA, 17 DE MAIO DE 2018

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ECONOMIA ABRIL

CARTÃO DE CRÉDITO

Índice de recuperação de crédito Pesquisa da CDL/BH revela falta de planejamento e descontrole financeiro de consumidor avança 5,1%

Limite é extrapolado por 41,9%

ALISSON J. SILVA

ANA CAROLINA DIAS

Falta de planejamento e descontrole financeiro levam os belo-horizontinos a ultrapassar o limite do cartão de crédito com frequência. É o que mostrou pesquisa divulgada ontem pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), segundo a qual 41,9% dos consumidores da Capital sempre ou quase sempre extrapolam o valor máximo de compras do cartão de crédito antes do fim do mês. Entre os entrevistados, 32,5% afirmam que raramente ou nunca gastam acima do limite do cartão de crédito e 18,8% responderam que nunca ultrapassam esse limite mensalmente. A falta de emprego, o aumento do custo de vida devido à inflação e menos renda disponível durante o período de crise financeira fizeram com que as pessoas lançassem mão do crédito para financiar o consumo, como explicou a economista da CDL/BH Ana Paula Bastos. “Muitos consumidores fizeram do crédito uma extensão da renda e há uma preferência de pagamento com o cartão de crédito, principalmente para compras de bens de maior valor agregado. O consumidor avalia somente se a parcela cabe no bolso, sem planejamento financeiro, ainda com muitas compras por impulso”, afirmou. O levantamento apontou também que 86,6% dos consumidores possuem cartão de crédito ou de débito e que oito em cada dez belo-horizontinos usam esses cartões. Questionados sobre

São Paulo - O índice de recuperação de crédito mostrou crescimento de 5,1% em abril ante março após retirar os efeitos sazonais, segundo a Boa Vista SCPC. O indicador é obtido a partir da quantidade de exclusões dos registros de inadimplentes da base da instituição. Contudo, na comparação com o mesmo mês de 2017, houve queda de 9,6%, assim como no acumulado em 12 meses (-1,6%). “O movimento negativo em 12 meses resulta ainda das dificuldades enfrentadas pelos consumidores, com lenta retomada da atividade e mercado de trabalho ainda fragilizado”, avalia a Boa Vista em nota. A perspectiva da instituição é de que a redução do desemprego e a consequente melhora na renda permitirão uma evolução mais consistente da recuperação do crédito. Muitos consumidores fizeram do crédito uma extensão da renda, segundo avaliação de economista da CDL/BH

a frequência de utilização do cartão, 68,1% dos entrevistados afirmaram usar sempre ou quase sempre e, sobre os hábitos de uso do cheque especial, 52,2% dos consumidores da Capital responderam que raramente ou nunca usam o recurso como complemento da renda. A economista da CDL/BH destacou que, por outro lado, a crise econômica trouxe uma educação financeira maior para os consumidores, que tiveram que lidar com orçamentos mais enxutos. A expectativa, segundo ela, é que o entendimento para um melhor planejamento financeiro se desenvolva

cada vez mais. “Ainda observamos uma demanda reprimida, mas a tendência é melhorar, uma vez que as pessoas viveram um período com orçamentos apertados. O indicado é consumir, porém, com consciência, e avaliar as contas para não ficar inadimplente e fora do mercado de crédito”, avaliou Bastos.

com 52,9%. Idosos (83,3%) e consumidores das classes A/B (32,7%) afirmaram que nunca realizam compras acima do limite no cartão de crédito. “As mulheres compram mais e fazem mais compras por impulso, apesar disso, a dívida média delas é menor que a dos homens. A classe E foi mais impactada pelo desemprego e não tem reserva Perfil – Na análise por gê- financeira, por isso lançou neros, as mulheres são as mão do limite de crédito com que mais ultrapassam o mais frequência”, explicou limite do cartão, com um Ana Paula Bastos. percentual de 44,3%, frenDos diversos produtos te a 39,5% dos homens. A bancários disponíveis no pesquisa da CDL/BH mos- mercado, o levantamento trou também que a classe apontou que o mais usado E é maioria nesse perfil, pelos consumidores da Capi-

tal é o seguro de automóvel (33%), seguido pelo empréstimo em banco/financeira (22,9%). Os demais serviços lembrados pelos entrevistados foram financiamento de automóvel (19,3%); seguro de vida (19%); seguro residencial (17,6%); financiamento de casa própria (13,8%); empréstimo para terceiros (9,5%); previdência privada (9,3%) e crédito consignado (3,2%). De acordo com os dados, a classe E é a que menos utiliza produtos bancários e os idosos são os consumidores que mais possuem seguro de vida (25%) e seguro residencial (33,3%).

Melhora no Sul - Entre as regiões, a única que registrou aumento da recuperação do crédito em 12 meses foi a Sul (4,6%), que na margem avançou 4,8%. Todas as outras regiões recuaram em 12 meses, mas tiveram elevação em abril ante março. No Nordeste, a queda acumulada em 12 meses foi de 7,7%, mas a alta no mês foi de 4,3%. No Norte, o recuo de 5,3% é contrastado com avanço de 3,1%, enquanto no Centro-Oeste houve queda de 4% em 12 meses e aumento de 2,7% no mês. Já a região Sudeste cedeu apenas 0,4% no acumulado de maio de 2017 a abril de 2018 e subiu 6% no quarto mês deste ano. (AE)

CAPITAL ABERTO

GASOLINA E ÓLEO DIESEL

Petrobras lucra mais entre 290 empresas

Fecombustíveis defende fim da oscilação de preços para o consumidor final

AGÊNCIA PETROBRAS/DIVULGAÇÃO

São Paulo - O lucro de 290 empresas de capital aberto no primeiro trimestre totalizou R$ 50,82 bilhões, indicando alta de 7,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, de R$ 47,31 bilhões, de acordo com levantamento da Economatica. Pelos cálculos da consultoria, o setor de bancos liderou os ganhos e Petrobras foi a mais lucrativa. O crescimento, acrescenta a Economatica, poderia ser maior, se a Eletrobras não fizesse parte da amostra. Sem a Eletrobras, as empresas de capital aberto teriam lucrado 10,6% mais no primeiro trimestre no comparativo anual. O setor com maior lucro acumulado no primeiro trimestre de 2018, com 21 instituições, é o de bancos: os ganhos somados atingiram R$ 17,6 bilhões, crescimento de R$ 2,185 bilhões ou 14,2%. Petróleo e Gás - Com destaque para a Petrobras, o segmento de Petróleo e Gás apresentou o segundo melhor resultado do período, com R$ 7,66 bilhões. O desempenho representa um salto de 62,1%, ou R$ 2,93 bilhões, em relação ao registrado um ano antes.

Rio de Janeiro - Representante dos donos de postos de combustíveis de todo País, a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes (Fecombustíveis) defendeu o fim da oscilação dos preços da gasolina e do óleo diesel para o consumidor final. Em nota, a entidade argumenta que a política da Petrobras, de reajustes diários nas refinarias, “está trazendo prejuízo para famílias e empresas brasileiras”. Diz ainda que “muitos postos estão perdendo fôlego financeiro e não conseguem sobreviver em meio a este cenário”. Como solução, propõe a revisão dos tributos que incidem sobre os combustíveis. A Fecombustíveis defende a uniformização das alíquotas de ICMS nos diferentes estados e o retorno da utilização da Cide como amortecedor das oscilações de preços, como adotado no passado. A ideia é que altas do petróleo sejam compensadas Desemprenho do setor de Petróleo e Gás, com destaque para a Petrobras, avançou 62,1% por baixas do tributo para Dos 26 setores analisa- ríodo, de R$ 482,9 milhões. 489,3 milhões informado que o consumidor final não dos somente construção O resultado, porém, foi no primeiro trimestre de sinta as variações internacionais das cotações. informou prejuízo no pe- inferior ao prejuízo de R$ 2017. (AE)

“O governo tem que se responsabilizar sobre o peso dos impostos em relação aos combustíveis e seus efeitos à sociedade. É sua função promover um realinhamento de sua política energética a fim de permitir que os combustíveis, como produtos essenciais à população, sejam acessíveis a todos e contribuam para o desenvolvimento do País”, traz a nota. Em evento em Nova York, ontem, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, ressaltou que a empresa apenas reage às variações externas das cotações e que não é a única responsável pela formação dos preços dos combustíveis. Impostos - “É preciso lembrar que o preço ao consumidor depende não apenas do preço na refinaria, mas também de outras parcelas, onde impostos é a mais importante”, destacou. “Além disso, há o clima competitivo entre as distribuidoras e os postos de gasolina”, disse Parente ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado. (AE)


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ECONOMIA PAULO PAMPOLIN / DIVULGAÇÃO

ATIVIDADE ECONÔMICA

Queda de 0,13% sinaliza que o PIB será menor que o esperado É a 1ª queda trimestral desde julho de 2017 Brasília e São Paulo - A economia brasileira encolheu mais que o esperado em março, fechando o primeiro trimestre com contração de 0,13% e corroborando a fraqueza da atividade neste início de ano, em meio ao mercado de trabalho debilitado e ao cenário político que afetam a confiança. O recuo de 0,13% do Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br) no trimestre encerrado em março (primeiro trimestre deste ano), ante os três meses anteriores, representa a primeira queda trimestral desde julho do ano passado. Na época, houve baixa de 0,03% do IBC-Br no trimestre encerrado em julho. Os dados dizem respeito à série com ajuste sazonal. Considerando apenas os primeiros trimestres de cada ano, o recuo deste ano é o primeiro desde 2016, quando houve retração de 1,60%. No primeiro trimestre do ano passado, o IBC-Br havia avançado 1,46%. O IBC-Br, espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), divulgado ontem, recuou 0,74% em março, na comparação com fevereiro, segundo dado dessazonalizado. O resultado foi bem pior do que a expectativa medida em pesquisa da Reuters com analistas, de queda de 0,10%, e o cenário mostra ainda mais fraqueza após a revisão pelo BC do dado mensal de fevereiro para recuo de 0,10%, após divulgar expansão de 0,09%. Trajetória interrompida - Com isso, o indicador que incorpora projeções para a produção nos setores de serviços, indústria e agropecuária, bem como o impacto dos impostos sobre os produtos, interrompe série de quatro trimestres de expansão. Em março, a produção industrial encolheu 0,1% e terminou o primeiro trimestre estagnada, enquanto o setor de serviços apresentou, nos três primeiros meses do ano, contração de 0,9%. Somente o varejo terminou o período com ganhos, de 0,7%, mas ainda indicando oscilações. Enquanto a inflação e os juros permanecem baixos, o desemprego ainda elevado contém o consumo

e impede melhora econômica mais robusta em um ano de eleição presidencial envolta por indefinições. Esses cenários vêm afetando a confiança de forma generalizada no País, inclusive já neste segundo trimestre, movimento que levou analistas consultados pela Reuters a alertarem para novo possível período de fraqueza da atividade. Economistas consultados na pesquisa Focus do BC vêm reduzindo a expectativa de crescimento do PIB para este ano, agora a 2,51%, sendo que, no início de 2018, estava em torno de 3%. Os dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre o desempenho do PIB no trimestre passado serão divulgados em 30 de maio. (AE e Reuters)

Ministério da Fazenda vai refazer as contas MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

Brasília - Depois de o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) ter registrado queda de 0,13% no primeiro trimestre deste ano ante os três meses anteriores, o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, disse que o mercado está revendo projeções de crescimento para baixo e também o Ministério da Fazenda está refazendo as contas. Até a próxima semana, o governo tem que divulgar o Relatório Bimestral de Receitas e Despesas, que trará a projeção oficial para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2018, atualmente em 3%. “A Fazenda está revendo o modelo, possivelmente vamos ter um resultado de qual é o novo número da Fazenda na próxima semana, se houver um novo número”, afirmou Mansueto, após participar de reunião na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados. Ele ressaltou que, se antes

CLASSIFICAÇÃO DE RISCO

Agência Fitch considera a política monetária brasileira “demasiadamente frouxa” São Paulo - O Brasil adota atualmente uma política monetária “demasiadamente frouxa” diante das condições da economia do País, afirma a agência de classificação de risco Fitch em relatório sobre as medidas de países emergentes nessa frente. O economista-chefe da agência, Brian Coulton, ressalta ainda que, “apesar da saída gradual da política monetária frouxa (pelo Federal Reserve, o banco central) nos EUA, a taxa de juros real média nas EM10 (10 principais economias emergentes) caiu ainda mais desde o fim de 2017”. Na avaliação da agência, essa disparidade pode ser observada também na Turquia, na China, na Polônia, na Indonésia e na Índia “Enquanto o nível de inflação em geral baixo nas 10 principais economias emergentes possa justificar uma política monetária frouxa com base (na situação) doméstica, nossa análise sugere que a política

No trimestre, a produção industrial ficou estagnada e o setor de serviços registrou contração de 0,9%

monetária aparenta estar demasiadamente frouxa em relação a esse ponto do ciclo”, diz em nota a diretora Maxime Darmet, do time econômico da Fitch. O relatório aponta que, à medida que as condições monetárias globais são normalizadas, as taxas básicas de juros desse grupo de países podem sofrer ajustes de alta além do que é atualmente esperado pelo mercado financeiro. “(Esse efeito) poderia ser exacerbado por qualquer apreciação generalizada do dólar e consequentes declínios de fluxo de capitais nas economias emergentes”, projeta a agência. Para a Fitch, a Rússia, o México e a África do Sul estão conduzindo uma política monetária “apertada” em relação a seus ciclos domésticos. Só a Coreia do Sul tem atualmente taxas de juros “amplamente em linha com o que as condições econômicas domésticas exigiriam”, conclui o relatório. (AE)

Mansueto reconhece que o crescimento do PIB deve ser revisado para baixo

alguns bancos previam que o Brasil iria crescer entre 3% e 4%, agora estão revendo as projeções para a faixa de 2,5% a 3%. “O que se tem concretamente é algo de crescimento entre 2% e 3%”,

completou. Mansueto Almeida lembrou que os indicadores de atividade vinham mais baixos nos últimos meses e ressaltou que o Brasil vem de dois anos difíceis, se

referindo à recessão registrada em 2015 e 2016. “Dois anos de queda do PIB no Brasil é algo anormal, a última vez que tinha acontecido isso foi no início da década de 30.” Apesar de, teoricamente, uma revisão para baixo da expectativa de crescimento afetar as projeções de arrecadação, o secretário ressaltou que isso na prática não vem ocorrendo e que a arrecadação está crescendo muito acima do desempenho da economia “A arrecadação em abril foi muito boa, foi além das nossas expectativas. Estamos tendo surpresas positivas com a arrecadação, principalmente a que não é ligada ao crescimento econômico, como royalties”, acrescentou. O Ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, não quis comentar o resultado do IBC-Br. “Vamos aguardar o número do PIB sair e comentamos o trimestre”, disse, após deixar reunião no Senado. (AE)

FLUXO CAMBIAL

Saldo do comércio exterior até 11 de maio ficou positivo para o Brasil em US$ 22,8 bi Brasília - O fluxo cambial do ano até o dia 11 de maio ficou positivo em US$ 17,425 bilhões, informou ontem o Banco Central. Em igual período do ano passado, o resultado era positivo em US$ 11,913 bilhões. A saída pelo canal financeiro neste ano até 11 de maio foi de US$ 5,409 bilhões. O resultado é fruto de aportes no valor de US$ 188,203 bilhões e de envios no total de US$ 193,612 bilhões. O segmento reúne os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, remessas de lucro e pagamento de juros, entre outras operações. No comércio exterior, o saldo anual acumulado até 11 de maio ficou positivo em US$ 22,835 bilhões, com importações de US$ 55,438 bilhões e exportações de US$ 78,272 bilhões. Nas exportações estão

incluídos US$ 13,957 bilhões em Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC), US$ 18,798 bilhões em Pagamento Antecipado (PA) e US$ 45,517 bilhões em outras entradas. Maio - Depois de encerrar abril com entradas líquidas de US$ 14,394 bilhões, o País registra fluxo cambial positivo de US$ 362 milhões em maio até o dia 11, informou o Banco Central. O canal financeiro apresentou saídas líquidas de US$ 2,404 bilhões no período. Isso é resultado de aportes no valor de US$ 15,774 bilhões e de retiradas no total de US$ 18,178 bilhões. No comércio exterior, o saldo de maio até o dia 11 é positivo em US$ 2,766 bilhões, com importações de US$ 4,577 bilhões e exportações de US$ 7,343 bilhões. Nas exportações, estão

incluídos US$ 1,287 bilhão em ACC, US$ 1,618 bilhão em PA e US$ 4,437 bilhões em outras entradas. Semana - Segundo o BC, o fluxo cambial registrado de 7 a 11 de maio ficou positivo em US$ 79 milhões. O canal financeiro apresentou saída líquida de US$ 1,764 bilhão, resultado de aportes no valor de US$ 10,526 bilhões e de envios no total de US$ 12,291 bilhões. No comércio exterior, o saldo na semana passada ficou positivo em US$ 1,843 bilhão, com importações de US$ 2,680 bilhões e exportações de US$ 4,523 bilhões. Nas exportações, estão incluídos US$ 818 milhões em ACC, US$ 898 milhões em PA e US$ 2,807 bilhões em outras entradas. (AE)


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ECONOMIA CONSTRUÇÃO CIVIL

FIESP

Setor confirma retomada lenta Sondagem da Fiemg mostra queda dos níveis de atividade e emprego do setor ALISSON J. SILVA

ANA AMÉLIA HAMDAN

Os níveis de atividade e emprego da indústria da construção em Minas, em março deste ano, tiveram retração em relação a igual período do ano passado, evidenciando que a retomada do setor está ocorrendo de forma mais lenta que o esperado. Segundo a Sondagem da Indústria da Construção, divulgada ontem pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), o índice da atividade chegou a 43 pontos em março, com queda de 1,8 ponto no comparativo com igual mês de 2017 (44,8). Frente a fevereiro, quando o indicador ficou em 40,3 pontos, houve recuperação de 2,7. Quanto ao número de empregados, o nível ficou em 41 pontos em março deste ano, recuo de 2,9 em relação a igual mês de 2017 (43,9). No comparativo com fevereiro, que teve índice de 35,7 pontos, houve alta de 5,3. “Os índices revelam que a atividade do setor está muito fraca e que a retomada prevista no ano passado está ocorrendo de forma mais lenta que o esperado”, disse a economista da Fiemg Daniela Muniz. Segundo ela, este cenário é atribuído à perda de fôlego do ritmo de recuperação da economia e à instabilidade trazida pelo

Enquanto o nível de atividade da indústria da construção retraiu 1,8 ponto, o emprego recuou 2,9 pontos sobre 2017

quadro eleitoral. “Estamos mais próximos da eleição, mas o cenário continua incerto”, apontou. Daniela Muniz destaca que o índice de atividade da construção tem resultados abaixo de 50 pontos desde novembro de 2012, mostrando a queda da atividade. Os índices da sondagem variam de 0 a 100 pontos, com valores acima de 50 pontos indicando crescimento. O estudo é realizado pela Fiemg e Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG).

Quanto ao nível da atividade em relação ao usual para o mês, o índice em março foi de 29,9 pontos, com aumento em relação ao mês anterior (28,6) e a março de 2017 (24,1). Os principais problemas apontados pelo empresariado para o setor são demanda insuficiente, citada por 55,8% dos entrevistados; elevada carga tributária (30,2%); falta de capital de giro (25,6%) e burocracia excessiva (23,3%), entre outros. Apesar do cenário de incerteza, as expectativas dos empresários da construção

em Minas para os próximos seis meses estão mais positivas no comparativo com o ano passado. Quanto ao aumento do nível de atividade, o índice atingiu 52,7 pontos em abril, mostrando otimismo e aumento de 5,9 pontos em relação a igual mês do ano passado (46,8). Estabilidade - Quanto a novos empreendimentos e serviços, é esperada estabilidade, com o índice de abril ficando em 50,2 pontos. Com relação a abril de 2017, houve avanço de 7,9 pontos (42,3). A expectativa de compra de insumos e matéria-prima ficou em 50 pontos, enquanto em abril passado era de 46,2. Quanto ao número de empregados, o índice ficou em 49,1 pontos em abril, contra 43,3 em abril de 2017. “Os empresários estão um pouco mais otimistas, mas com índices ainda muito próximos de 50. Com a situação fiscal do governo ainda muito delicada, a tendência é que o setor não possa contar com espaço para investimentos públicos”, considerou Daniela Muniz.

A intenção de investimentos continua baixa: em abril foi de 30,7 pontos, com pequeno aumento de 1,3 com relação a abril de 2017, quando foi de 29,4 pontos. “O cenário não é propício para as empresas se planejarem, com a imprevisibilidade limitando a capacidade de tomada de decisões”, reforçou Daniela Muniz. Indicadores - Divulgados trimestralmente, os indicadores financeiros mostraram insatisfação por parte dos empresários, mas tiveram melhora em relação a igual período de 2017. Com relação à margem de lucro, o índice foi de 31,9 pontos no primeiro trimestre de 2018, enquanto em igual período foi de 29,8, ou seja, alta de 2,1. As condições de acesso ao crédito atingiram índice de 29,7 nos três meses iniciais de 2018, pequeno aumento de 0,9 ponto frente a igual período do ano passado (28,8). A avaliação da situação financeira atingiu 35,8 pontos no primeiro trimestre de 2018, com alta de 5 pontos na relação com igual período de 2017 (30,8).

INCORPORADORAS IMOBILIÁRIAS

Abrainc comemora queda de liminar que vetava lançamentos São Paulo - O presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Luiz França, celebrou a queda da liminar que vetava a prática do direito de protocolo em São Paulo desde fevereiro, travando o lançamento de novos projetos. “Saímos de uma situação de caos para a volta à normalidade”, comentou ontem. O líder empresarial destacou ainda a retomada da segurança jurídica, que vinha espantando investidores do setor. “Os investidores, especialmente aqueles das companhias de capital aberto, estavam tremendamente preocupados. Agora, estarão mais seguros”, avaliou. Segundo França, os lançamentos tomarão seu ritmo normal, dependendo apenas da capacidade operacional de cada incorporadora e da avaliação sobre o ambiente econômico. Apesar dos gargalos neste começo do ano, o executivo reiterou sua expectativa de crescimen-

to do mercado imobiliário paulistano em 2018. Por conta da liminar, 65 empreendimentos deixaram de ser lançados na capital paulista. Esses projetos correspondem a 15,8 mil apartamentos, ou R$ 7,7 bilhões em valor geral de vendas (VGV), além de R$ 528 milhões em impostos e 55,8 mil empregos envolvidos nas obras e serviços. Impacto - Os dados fazem parte do estudo mais recente realizado pela Abrainc em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). “O impacto foi absurdo”, salientou França. O levantamento apurou também que outros 22 empreendimentos que já haviam sido lançados não poderiam receber o Habite-se enquanto a liminar estivesse vigente. Esses projetos somam 5,2 mil apartamentos, ou R$ 2 bilhões em valor geral de vendas (VGV) e R$ 174 milhões em impostos. (AE)

Geração de postos de trabalho tem recuo de 0,18% São Paulo - A indústria paulista gerou 9,5 mil empregos em abril, revelaram ontem a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp). O resultado representa uma queda de 0,18% em comparação a igual mês do ano passado na série com ajuste sazonal. Já na comparação sem ajuste sazonal com o mês anterior, foi apurada alta de 0,44%. No acumulado do ano até abril, a geração de vagas no setor industrial paulista chegou à marca de 32 mil, com expansão de 1,5% na comparação com o período equivalente de 2017. No acumulado em 12 meses, houve queda de 2,34% na série sem ajuste sazonal. Para o segundo vice-presidente da Fiesp e diretor titular do Departamento de Economia, Competitividade e Tecnologia da instituição, José Ricardo Roriz Coelho, o desempenho indica um viés de baixa para o emprego na indústria paulista. “Apesar de este ser o segundo ano consecutivo em que o emprego em abril apresenta um resultado positivo, os dados estão aquém do esperado, com o nível de emprego industrial exibindo uma recuperação bastante lenta”, avaliou Roriz, em nota. “Por conta ainda de um ambiente de incertezas no cenário político, e os elevados níveis dos spreads bancários, percebemos que há uma perda de fôlego no processo de retomada da atividade econômica”, acrescentou. O levantamento da Fiesp mostra que, de 22 setores analisados, 13 registraram alta no emprego, enquanto outros três ficaram estáveis e seis tiveram desempenho negativo. Produtos alimentícios - O setor que mais contribuiu para o resultado mensal foi o de produtos alimentícios, com saldo positivo de 5.817 postos de trabalho. Também tiveram destaque os setores industriais de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis, com 1.435 vagas líquidas; produtos de metal (1.397); e veículos automotores (810). Entre os destaques negativos, a confecção de artigos do vestuário e acessórios destruiu 941 vagas, enquanto o setor de produtos têxteis encerrou 380 postos de trabalho. Na análise por regiões, foi registrado saldo positivo em 27 das 36 áreas pesquisadas. Destaque para a geração de vagas em Franca (2,97%), “influenciada pelo setor de artefatos de couro e calçados (4,10%) e produtos alimentícios (2,71%)”, segundo a Fiesp. Entre as regiões com desempenho negativo, o pior desempenho foi na região de Jaú (2,22%), impactado negativamente por demissões nas indústrias de couro e calçados e produtos de metal. (AE)


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ECONOMIA ENERGIA

Cemig prioriza plano de desalavancagem Companhia divulgou ontem balanço do primeiro trimestre de 2018, no qual verificou alta do lucro em 35,9% CHARLES SILVA DUARTE/ARQUIVO DC

MARA BIANCHETTI

Com uma dívida líquida de R$ 12,8 bilhões, com prazo médio de vencimento de quatro anos, a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) segue priorizando o plano de desalavancagem adotado desde o início de 2016. Além das ações de desinvestimento, pelas quais a estatal abre mão dos empreendimentos que não possui o controle acionário ou que não integram seu core business, o grupo também tem trabalhado para aumentar sua eficiência operacional. Ambos os projetos já estão dando resultados. Prova disso é que a empresa encerrou o primeiro trimestre de 2018 com lucro líquido de R$ 465 milhões, resultado 35,9% maior do que os R$ 343 milhões apurados nos primeiros três meses de 2017. A companhia registrou, ainda, Lucro Antes dos Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (Lajida) de aproximadamente R$ 1 bilhão, representando queda de 8,47% frente ao mesmo período do ano passado. Já a receita líquida foi de quase R$ 4,9 bilhões, com 2,55% de crescimento. De acordo com o superintendente de relações com investidores da Cemig, Antônio Carlos Vélez, em coletiva para divulgação dos resultados da companhia no primeiro trimestre de 2018, os

Empresa já investiu R$ 269 mi Também durante a divulgação de resultados dos primeiros três meses de 2018, foi falado pela Cemig sobre os investimentos previstos pela companhia para o decorrer deste exercício. De um total de R$ 1,6 bilhão para este ano, R$ 269 milhões, ou 16,8%, foram realizados no primeiro trimestre. A maior parte (R$ 182 milhões) ocorreu na rede de distribuição. O valor faz parte do ciclo tarifário 20132018, que corresponde a um montante total de R$ 5,1 bilhões em cinco anos. Esse valor é o que baseará o reajuste da tarifa a ser confirmado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) na semana que vem. A Cemig espera que a tarifa média cobrada seja reajustada em 25%. Segundo o diretor de finanças, Maurício Fernandes, o novo valor passará a vigorar a partir do dia 28. No ano passado, a companhia energética teve que reduzir em 10% sua tarifa e a última revisão tarifária ampla, como a que está para ser anunciada, ocorreu há cinco anos. Por fim, Fernandes destacou ainda que, dos 25% esperados na revisão tarifária, só 4% ficariam com a Cemig. O restante (21%) é referente a encargos e custos de energia. (MB)

números refletem o esforço da companhia para melhorar sua eficiência operacional. Conforme ele, graças aos esforços no último exercício, a dívida da companhia vem diminuindo, impulsionada também pela queda na taxa básica de juros (Selic), que foi mantida pelo Copom (Comitê de Política Monetária) em 6,5% ao ano, na última reunião. No entanto, para Vélez, embora a empresa tenha reduzido sua alavancagem e melhorado sua liquidez, ainda é de fundamental importância manter o foco na venda de ativos. Negócios - Segundo o executivo, neste momento, as negociações mais avançadas dizem respeito à Cemig Telecom, incorporada recentemente pelo grupo, e à Companhia Centroeste de Minas Gerais (Centroeste). Em teleconferência com investidores, executivos da elétrica disseram que a empresa vai acelerar seu plano de desinvestimentos agora que resolveu problemas mais urgentes de liquidez. Isso deve significar uma conclusão, ainda em 2018, de negociações para a venda de sua fatia na hidrelétrica de Santo Antônio e de sua controlada Light. “Divulgamos hoje (ontem) dois importantes comunicados ao mercado. O primeiro, informando que, até o final do mês, lançaremos o edital

de leilão para a venda da Cemig Telecom, braço na área de telecomunicações, avaliada em R$ 193 milhões. O segundo, confirmando que recebemos da Taesa, transmissora de energia controlada pela própria Cemig e a colombiana ISA, uma proposta não vinculante para a transferência de 51% das ações na Companhia Centroeste”, explicou. Também sobre o assunto, o diretor de Desenvolvimento de Negócios da companhia, Daniel Faria Costa, ressaltou que o processo de venda da Cemig Telecom faz parte do programa de desinvestimentos da estatal e, que neste momento, é o que se encontra em estágio mais avançado. Conforme o executivo, o modelo jurídico foi desenvolvido nos últimos meses e o negócio incorporado ao grupo em 31 de março. “Agora, o próximo passo será a publicação do edital, que deverá ocorrer até o fim do mês”, disse. Já sobre a Centroeste, Costa afirmou que se trata de uma oferta não vinculante da Taesa recebida pela Cemig. “A empresa está nos leilões da Eletrobras, e um dos nossos braços se propôs a comprar nossa parte no negócio (49%), de forma a exercer o direito de prioridade na compra por ocasião do leilão. É uma estratégia que visa reforçar a área de distribuição”, completou. Receita líquida da empresa fechou em quase R$ 4,9 bilhões, avanço de 2,55% de janeiro a março

Eletrobras tem queda de 96% no lucro trimestral São Paulo/Rio de Janeiro - A Eletrobras registrou lucro líquido de R$ 56 milhões no primeiro trimestre, resultado 96% inferior ao lucro de R$ 1,378 bilhão obtido no mesmo período do ano passado, em meio a perdas bilionárias no segmento de distribuição de energia e maiores provisões, segundo balanço divulgado no final da noite de terça-feira (15). A companhia, que pretende vender suas seis distribuidoras de energia até o final de julho, em um leilão de privatização ainda não agendado, reportou um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de R$ 1,244 bilhão no trimestre, recuo de 70% na base anual. Só o segmento de dis-

tribuição teve um resultado líquido negativo de R$ 1,91 bilhão no período, com destaque para o prejuízo da controlada que responde pelo fornecimento no Amazonas, com perdas de R$ 1,339 bilhão, de acordo com a estatal. A Eletrobras registrou R$ 272 milhões em provisão e despesas com seu Plano de Demissão Consensual (PDC) e R$ 512 milhões em provisões para contingências, além de R$ 174 milhões em provisões de impairment e uma provisão de R$ 150 milhões associada a uma taxa de fiscalização de recursos hídricos (taxa Pará). No total do trimestre, as provisões operacionais somaram R$ 1,08 bilhão, contra R$ 600 milhões no mesmo período do ano anterior.

A receita operacional líquida da companhia somou R$ 8,59 bilhões, recuo de 3% ante o primeiro trimestre de 2017. A receita bruta foi de R$ 10,67 bilhões, contra R$ 10,8 bilhões no ano anterior. A maior elétrica da América Latina reportou ainda investimentos de R$ 873 milhões no trimestre, com recuo de 27% na comparação anual. Para o ano, a companhia prevê aportes de R$ 6,2 bilhões. A dívida líquida da Eletrobras fechou março deste ano em R$ 18,6 bilhões, contra R$ 20,3 bilhões no final de 2017. PDC - O presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Jr., admitiu ontem que a adesão ao Programa de Demissão Consensual (PDC) no

primeiro trimestre do ano ficou abaixo do esperado, o que fará a estatal abrir um segundo PDC até julho deste ano. Segundo ele, houve a percepção, por alguns empregados, de que a privatização da Eletrobras poderia não acontecer, o que foi descartado pelo executivo. O PDC teve adesão de 735 empregados de janeiro a março de 2018, que demandaram R$ 272 milhões da companhia. “Uma parte da não adesão são pessoas que perceberam a possibilidade de não se fazer a privatização, mas estamos bastante otimistas, (a privatização) vai à frente”, afirmou, durante teleconferência para comentar o resultado financeiro da companhia no 1º trimestre de 2018. (Reuters/AE) GERALDO MAGELA/AGÊNCIA SENADO

Wilson Ferreira Jr. informou ontem que a adesão ao PDC não atendeu expectativas, o que fará companhia lançar um novo

Temer edita novo decreto de privatização Brasília - O presidente Michel Temer editou um novo decreto sobre a privatização da Eletrobras. O ato altera o decreto original do mês passado, que incluiu a estatal no Programa Nacional de Desestatização (PND). A versão de ontem ajusta a redação sobre a etapa dos estudos técnicos necessários à venda da empresa. Pelo novo decreto, a assinatura de contrato que tenha por finalidade a realização desses estudos fica “condicionada” à aprovação, pelo Congresso Nacional, do Projeto de Lei 9463/2018, que define os termos da desestatização da companhia e ainda está em discussão na Câmara. O decreto anterior, editado no dia 19 de abril, já vinculava a realização dos estudos à aprovação do projeto no Legislativo, mas a redação não falava explicitamente em condição, apenas autorizava o início dos procedimentos necessários à contratação dos estudos pertinentes, que serão conduzidos pelo BNDES, “tão logo” o projeto fosse aprovado pelos parlamentares. A nova redação diz: “Fica qualificada, no âmbito do Programa de Parcerias de Investimentos - PPI, e incluída no Programa Nacional de Desestatização - PND, a Centrais Elétricas Brasileiras S.A. - Eletrobras, condicionada a assinatura de contrato que tenha por finalidade a realização dos estudos necessários à execução deste Decreto à aprovação, pelo Congresso Nacional, do Projeto de Lei nº 9.463, de 2018”. O novo decreto foi publicado na edição de ontem do Diário Oficial da União (DOU). (AE)


BELO HORIZONTE, QUINTA-FEIRA, 17 DE MAIO DE 2018

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INTERNACIONAL IMPASSE NUCLEAR

Trump admite dĂşvida sobre reuniĂŁo com Kim Washington - O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, admitiu ontem que nĂŁo estĂĄ claro se a cĂşpula planejada entre ele e o lĂ­der norte-coreano, Kim Jong-un, acontecerĂĄ, mas disse que Washington insistirĂĄ para que a Coreia do Norte desista de suas armas nucleares, apesar da ameaça de Pyongyang de cancelar a reuniĂŁo. EPC ENGENHARIA PROJETO CONSULTORIA S/A CNPJ NÂş 16.593.410/0001-23 - NIRE NÂş 3130002597-7 EDITAL DE CONVOCAĂ‡ĂƒO PARA ASSEMBLEIA GERAL ORDINĂ RIA E EXTRAORDINĂ RIA Ficam convocados os senhores acionistas do EPC Engenharia Projeto Consultoria S/A a se reunirem em Assembleia Geral OrdinĂĄria e ExtraordinĂĄria, a realizar-se no dia 24 de maio de 2018, Ă s 16 horas, na Avenida BarĂŁo Homem de Melo, nÂş 4.324, 6Âş andar, bairro Estoril, Belo Horizonte, Minas Gerais, CEP: 30.494-270, para: (i) tomar as contas dos administradores, examinar, discutir e votar as dePRQVWUDo}HVÂżQDQFHLUDVUHODWLYDVDRH[HUFtFLRGH(ii) GHOLEHUDU VREUH D GHVWLQDomR GR HYHQWXDO OXFUR OtTXLGR GR H[HUFtFLRGHHDHYHQWXDOGLVWULEXLomRGHGLYLGHQGRV (iii) GHOLEHUDU VREUH D HOHLomRUHHOHLomR GD GLUHWRULD (iv) GHOLEHUDUVREUHDÂż[DomRGDUHPXQHUDomRGRVDGPLQLVWUDGRUHV(v)GHOLEHUDUVREUHDUDWLÂżFDomRGDDTXLVLomRGH (trinta por cento) do capital social da sociedade Gibraltar &RQVXOWRULD/WGDDSURYDGRSHOD'LUHWRULDHP (vi) GHOLEHUDU VREUH D UDWLÂżFDomR GD ÂżDQoD SUHVWDGD SHOD &RPSDQKLDHPFRQWUDWRGHFRQWUDJDUDQWLDÂżUPDGRHQWUH sociedade controlada e J. Malucelli Seguradora S/A em H(vii) GHOLEHUDUVREUHDUDWLÂżFDomRGRDXPHQWR de capital social de sociedade controlada, aprovado pela Diretoria em 11/05/2017. Os documentos pertinentes Ă  ordem do dia encontram-se Ă  disposição dos acionistas na sede da companhia. Belo Horizonte (MG), 4 de maio de 2018. Diretor Executivo: Nunziato JosĂŠ Schettino.

A Coreia do Norte colocou a cĂşpula de 12 de junho em dĂşvida, dizendo que pode nĂŁo comparecer se Washington continuar a exigir que o paĂ­s abdique de seu arsenal nuclear unilateralmente. O regime tambĂŠm cancelou conversas de alto nĂ­vel com Seul agendadas para ontem, culpando os exercĂ­cios militares conjuntos dos EUA e da Coreia do Sul. “Teremos que verâ€?, disse Trump a repĂłrteres no SalĂŁo Oval da Casa Branca, quan-

do indagado se a cĂşpula ainda estava de pĂŠ. “Nenhuma decisĂŁo, nĂŁo fomos notificados de nada. NĂŁo vimos nada, nĂŁo ouvimos nadaâ€?, acrescentou, mas garantindo que continuarĂĄ a pressionar pela desnuclearização da penĂ­nsula coreana. O cancelamento da cĂşpula, o primeiro encontro da histĂłria entre um presidente norte-americano no exercĂ­cio do cargo e um lĂ­der norte-coreano, representaria um grande golpe no que seria o maior feito diplomĂĄtico da

VOLARE EMPREENDIMENTOS HOSPITALIDADE LTDA, por determinação do Conselho Municipal de Desenvolvimento Ambiental do Município de Betim – CODEMA, torna público que foi solicitada atravÊs do Processo Administrativo nº 23.769/2018, D /LFHQoD $PELHQWDO 6LPSOL¿FDGD para atividade de Serviços de motel, hotel, hospedagem, com restaurante, localizada å Av. Juiz Marco Tulio Isaac, 5955 – Jardim das Alterosas 2ª seção, Betim/MG.

O LEONARDO RIBEIRO DE FARIA, RESPONSĂ VEL PELO EMPREENDIMENTO DENOMINADO FARO COMUNICAĂ‡ĂƒO VISUAL EIRELI, QUE EXERCE AS ATIVIDADES DE PRESTAĂ‡ĂƒO DE SERVIÇOS DE SINALIZAĂ‡ĂƒO VISUAL, CONFECĂ‡ĂƒO DE PLACAS, BANNER, ADESIVOS, FAIXAS E CONGĂŠNERES, COMÉRCIO VAREJISTA DE ARTIGOS DE PAPELARIA, COM SEDE Ă€ RUA OSMARIO SOARES, NÂş 60, BAIRRO DOM BOSCO, BELO HORIZONTE/MG, CEP: 30.850-380, TORNA PĂšBLICO QUE PROTOCOLIZOU REQUERIMENTO DE LICENÇA DE OPERAĂ‡ĂƒO Ă€ SECRETARIA MUNICIPAL DE MEIO AMBIENTE - SMMA.

PresidĂŞncia Trump. Trump criou a expectativa de um sucesso, apesar de muitos analistas terem mostrado ceticismo a respeito das chances de se superar as diferenças devido a dĂşvidas sobre a disposição de Pyongyang para abrir mĂŁo de um arsenal nuclear que diz ser capaz de atingir os EUA. Negociação dura - A Casa Branca disse ainda ter esperança na realização da reuniĂŁo, mas que Trump estĂĄ preparado para uma negociação dura. “O presidente estarĂĄ pronto se o AGROPÉU AGRO INDUSTRIAL DE POMPÉU S/A CNPJ/MF NÂş 16.617.789/0001-64 NIRE 3130000187-3 ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINĂ RIA Ficam os senhores acionistas convocados para se reunirem em AGE que se realizarĂĄ no dia 04/06/2018, Ă s 16:00 horas, em sua sede sito Ă  Rodovia MG 060, Km 82 - PompĂŠu (MG), para deliberarem: (i) Homologação dos juros sobre o capital prĂłprio. (ii) Integralização de capital com reservas. PompĂŠu (MG), 09/05/2018. Geraldo OtacĂ­lio Cordeiro - Diretor Presidente.

ECOS

EMPRESA DE CONSTRUÇÕES, OBRAS, SERVIÇOS, PROJETOS, TRANSPORTES E TRÂNSITO DE BETIM SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL EM MINAS GERAIS

MINISTÉRIO DO TRABALHO

AVISO DE LICITAĂ‡ĂƒO – UASG 380941 PregĂŁo EletrĂ´nico SRP nÂş 03/2018 A sessĂŁo pĂşblica do PregĂŁo supra serĂĄ aberta no dia 30/05/2018, Ă s 09:00h, no sĂ­tio eletrĂ´nico: www.comprasgovernamentais. gov.br. O objeto do certame ĂŠ a aquisição parcelada de materiais de escritĂłrio diversos, nos termos e HVSHFLÂżFDo}HV FRQWLGDV QR HGLWDO FRPSOHWR GLVSRQtYHO QR VtWLR HOHWU{QLFR D partir da publicação deste aviso. Ana Cristina Borges Machado Pregoeira – SRTb/MG

MINAS METAIS EXPORTADORA S.A CNPJ/MF 01.721.773/0001-20 NIRE 313000012298 ATA DA ASSEMBLEIA GERAL ORDINĂ RIA/ EXTRAORDINĂ RIA 1.DATA E HORA: 17 de abril de 2018, Ă s 17:00 (dezessete) horas. 2. LOCAL: Sede social - Rua Fernandes Tourinho, 147 – Salas 701/702 - Bairro FuncionĂĄrios, em Belo Horizonte/MG. 3. MESA DIRETORA: Ronan EustĂĄquio da Silva, como Presidente e Bruno Melo Lima, como SecretĂĄrio. 4. COMPARECIMENTO: Acionistas titulares de açþes ordinĂĄrias, representantes de 88,85% do capital social votante , conforme assinaturas no livro Registro de Presença de Acionistas nÂş 01. 5. PUBLICAÇÕES: As Demonstraçþes Financeiras relativas ao exercĂ­cio social encerrado em 31/12/2017, foram publicadas no Minas Gerais e no DiĂĄrio do ComĂŠrcio, nas ediçþes do dia 16/03/2018, pĂĄginas 6 e 4, respectivamente. O Aviso aos Acionistas de que trata o art. 133, da Lei 6.404/76, e o Edital de Convocação foram publicados no Minas Gerais e no DiĂĄrio do ComĂŠrcio, nas ediçþes dos dias 14, 15 e 16/03/2018, pĂĄginas 3, 41 e 19 e 8, 8 e 8, respectivamente. 6. ORDEM DO DIA: Em Assembleia Geral OrdinĂĄria: a) Examinar, discutir e votar as Demonstraçþes Financeiras relativas ao exercĂ­cio social findo em 31/12/2017; b) Deliberar sobre a destinação do lucro do exercĂ­cio e distribuição de dividendos; c) Fixação honorĂĄrios dos administradores. Em Assembleia Geral ExtraordinĂĄria: a) Discutir e votar sobre o cancelamento das açþes em tesouraria, com redução do capital social; b) Aprovar a nova redação do art. 5Âş do Estatuto Social. 7. INSTALAĂ‡ĂƒO: Comprovado o “quorumâ€? foi regularmente instalada a Assembleia Geral OrdinĂĄria/ExtraordinĂĄria. 8. DELIBERAÇÕES: Em Assembleia Geral OrdinĂĄria: a). Por unanimidade, e com abstenção dos acionistas legalmente impedidos, foram aprovadas as Demonstraçþes Financeiras relativas ao exercĂ­cio social encerrado em 31/12/2017. b). TambĂŠm, por unanimidade, foi aprovada a destinação do lucro do exercĂ­cio, no valor de R$ 883.732,31 (oitocentos e oitenta e trĂŞs mil, setecentos e trinta e dois reais e trinta e um centavos), da seguinte forma: R$ 44.186,62 (quarenta e quatro mil, cento e oitenta e seis reais e sessenta e dois centavos) para a conta de Reserva Legal; R$ 629.659,27 (seiscentos e vinte e nove mil, seiscentos e cinquenta e nove reais e vinte e sete centavos), para a conta de Reservas de Lucros; e R$ 209.886,42 (duzentos e nove mil, oitocentos e oitenta e seis reais e quarenta e dois centavos), para a conta de Dividendos a Pagar. c). Fixados em um salĂĄrio mĂ­nimo mensal os honorĂĄrios de cada membro do Conselho de Administração e da Diretoria, vigente atĂŠ a prĂłxima Assembleia Geral OrdinĂĄria, honorĂĄrios estes que foram renunciados pelos membros do Conselho de Administração e da Diretoria. Em Assembleia Geral ExtraordinĂĄria: Por unanimidade: a). Aprovada a redução do capital social de R$ 2.953.651,86 (dois milhĂľes, novecentos e cinquenta e trĂŞs mil, seiscentos e cinquenta e um reais e oitenta e seis centavos) para R$ 2.706.477,24 (dois milhĂľes, setecentos e seis mil, quatrocentos e setenta e sete reais e vinte e quatro centavos) com cancelamento de 45.858 (quarenta e cinco mil, oitocentos e cinquenta e oito) açþes ordinĂĄrias, que se encontram “Em Tesourariaâ€?, perfazendo total de R$ 247.174,62 (duzentos e quarenta e sete mil, cento e setenta e quatro reais e sessenta e dois centavos). b). Aprovada a nova redação do art. 5Âş do Estatuto Social, nos seguintes termos: “Art. 5Âş - O capital social ĂŠ de R$ 2.706.477,24 (dois milhĂľes, setecentos e seis mil, quatrocentos e setenta e sete reais e vinte e quatro centavos), totalmente integralizado em moeda corrente do paĂ­s, representado por 321.006 (trezentos e vinte e um mil e seis) açþes ordinĂĄrias, sem valor nominalâ€?. 9. ATA: Autorizada a lavratura e publicação da presente ata em forma de sumĂĄrio. 10. ENCERRAMENTO: Nada mais havendo a tratar, encerraram-se os trabalhos para lavratura desta ata que, depois de lida e achada conforme, vai assinada por todos os presentes. Os documentos referidos no item 05 desta ata foram autenticados pela mesa diretora dos trabalhos e arquivados na sede da companhia, na forma da lei. Belo Horizonte/MG, 17 de abril de 2018 a) Ronan EustĂĄquio da Silva - Presidente da AGO/AGE a) Bruno Melo Lima - SecretĂĄrio da AGO/ AGE a) Geraldo CorrĂŞa Filho a) Luiz Gonçalves Lessa JĂşnior a) Ricardo Nascimento a) ElĂ­sio Queiroz Carneiro a) Ana ClĂĄudia Parreiras Dornas a) Ana Paula Parreiras Dornas a) DĂşlio Diniz Rezende. Confere com a original transcrita no livro Registro de Atas das AssemblĂŠias Gerais nÂş 01. Belo Horizonte/MG, 17 de abril de 2018 Ronan EustĂĄquio da Silva Presidente da AGO/AGE Visto: MĂĄrcio Souza Pires Advogado - OAB/MG 31.069 JUNTA COMERCIAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS - Certifico registro sob o n° 6857015 em 15/05/2018. Protocolo n° 182156231 - 09/05/2018. E o cĂłdigo de segurança Y6KI Marinely de Paula Bomfim - SecretĂĄria Geral

140ÂŞ ASSEMBLEIA GERAL ORDINĂ RIA SUMĂ RIO DOS FATOS OCORRIDOS E DELIBERAÇÕES. I) Local, Hora e Data. Sede social da empresa em Belo Horizonte (MG), na Rua ParaĂ­ba, nÂş 337, Bairro FuncionĂĄrios, Ă s 15:00 horas, do dia 27 de abril de 2018. II) Convocação. Edital de Convocação publicado nos jornais “Minas Geraisâ€? nos dias 12, 13 e 14/04/2018 e “DiĂĄrio do ComĂŠrcioâ€? nos dias 12, 14, e 17/04/2018. III) Instalação. A Assembleia foi instalada pelo Presidente do Conselho de Administração, Fabiano Soares Nogueira, que assumindo o seu lugar falou sobre os resultados da Companhia e do efetivo crescimento destes apĂłs trĂŞs anos de recessĂŁo. Registrou a presença da BDO RCS Auditores Independentes SS, representada por Paulo Eduardo Santos e Bruno Luiz Barbosa Gomes. IV) Quorum. Presentes acionistas possuidores de 3.796,64 Açþes OrdinĂĄrias, representando 66,52% do Capital Votante da Companhia, conforme assinaturas no livro de “Presença de Acionistasâ€?. V) Mesa. Instalada a Assembleia, nos termos estatutĂĄrios, foi eleito para a PresidĂŞncia dos Trabalhos o acionista Silvio Diniz Ferreira que, assumindo seu lugar, agradeceu ao Dr. Fabiano Soares Nogueira pela honra do convite. Seguindo, convidou o advogado SĂŠrgio Gilberto de Oliveira para SecretĂĄrio e, para compor a Mesa, o Dr. Paulo Pereira Raggi. VI) Voto a Distância. NĂŁo foi recebida qualquer manifestação de acionistas fora desta assembleia conforme mapa e instruçþes disponibilizadas nos termos da ICVM 481. VII) Deliberaçþes. Foram aprovadas, por unaniPLGDGHDVVHJXLQWHVPDWpULDVFXMRVGRFXPHQWRVIRUDPUXEULFDGRVSHOD0HVD'LUHWRUDGRV7UDEDOKRVHÂżFDP arquivados em pasta prĂłpria na Companhia: 1) O RelatĂłrio da Administração e as Demonstraçþes ContĂĄbeis, acompanhadas do RelatĂłrio dos Auditores Independentes e demais documentos relativos ao exercĂ­cio social ÂżQGRHP 'HVWLQDomRGRÂľ/XFUR/tTXLGRÂśGRH[HUFtFLRGHQRYDORUGH5 DMXVWDGRSRVLWLYDPHQWHSHODÂľ5HDOL]DomRGH$MXVWH3DWULPRQLDOÂśGH5WRWDOL]DQGRPRQWDQWHGH 5TXHIRLGHVWLQDGRLQWHJUDOPHQWHSDUDÂľ$EVRUomRGH3UHMXt]RV$FXPXODGRVÂś 2UoDPHQWR de Capital para o exercĂ­cio de 2018, conforme documento entregue pelo Diretor Administrativo-Financeiro )iELR0DVFDUHQKDV$OYHV (OHLomRGH$GDXWR$OYHV5LEDVFRPRPHPEURGR&RQVHOKRGH$GPLQLVWUDomRFRP mandato atĂŠ a AGO que julgar as contas do exercĂ­cio social de 2018, ou seja, atĂŠ 30/04/2019, fazendo jus Ă  mesma remuneração de conselheiro jĂĄ aprovada na Assembleia Geral OrdinĂĄria de 2017. Registra-se que o Diretor-Presidente Marco AntĂ´nio Branquinho JĂşnior fez consideraçþes e comentou os resultados da Companhia em comparativo a exercĂ­cios anteriores. Seguindo, apresentou vĂ­deo institucional da Cia. de Fiação e Tecidos Cedro e Cachoeira. 9,,,  4XDOLĂ€FDomR GR HOHLWR ADAUTO ALVES RIBAS, brasileiro, casado, Engenheiro Civil, Carteira de Identidade nÂş M 863,298 - SSP/MG, CPF nÂş 139.847.306-59, residente em Belo Horizonte (MG), na Rua Maria Heilbuth Surette, nÂş 370, apto. 704, Bairro Buritis, CEP 30575-100. IX) Encerramento. Houve solicitação da Mesa e foi autorizada a transcrição da ata em forma de sumĂĄrio. NĂŁo houve solicitação de instalação de Conselho Fiscal conforme dispĂľe o Estatuto Social. Franqueada a palavra e como quem ninguĂŠm quisesse fazer uso da mesma e nĂŁo havendo nenhuma outra manifestação e nada mais a tratar, foi encerrada a assembleia. ApĂłs, foi lavrada a presente ata lavrada e, depois de lida e aprovada, foi assinada pela Mesa Diretora dos Trabalhos e por todos os presentes. Belo Horizonte, 27 de abril de 2018. ASSINATURAS: Silvio 'LQL])HUUHLUD3UHVLGHQWHGD0HVD6pUJLR*LOEHUWRGH2OLYHLUD$GYRJDGRH6HFUHWiULR3DXOR3HUHLUD5DJJL )DELDQR6RDUHV1RJXHLUDÂą3UHVLGHQWHGR&RQVHOKRGH$GPLQLVWUDomR$FRUGRGH$FLRQLVWDVGD&LDGH)LDomR H7HFLGRV&HGURH&DFKRHLUDUHSUHVHQWDGRSRU6LOYLR'LQL])HUUHLUD0DUFR$QW{QLR%UDQTXLQKR-XQLRUÂą'LUHtor-Presidente, Fabio Mascarenhas Alves – Diretor Administrativo-Financeiro e de Relaçþes com Investidores, Luiz Cesar GuimarĂŁes – Diretor Comercial, Adauto Alves Ribas, Paulo CĂŠsar Soares – Controladoria, AntĂ´nio Pereira Filho – Contador, BDO RCS Auditores Independentes SS representada por Paulo Eduardo Santos e %UXQR/XL]%DUERVD*RPHV0DUFHORGH0RXUD/DUD5H]HQGH9LFWRU0DVFDUHQKDVGH)UHLWDV%RUJHV6LOYLQD 0DULD&DQoDGR)LJXHLUHGR3LQWR&DUORV$OEHUWR)XUVW6DQWLDJR(OL]DEHWK)XUVW6DQWLDJR0DULD5HJLQD)XUVW 6DQWLDJRGH0RUDLV(OLDV&ULVWLDQRGH0RUDLV0DUFRV0DWWRV0DJDOKmHV0DVFDUHQKDV5HQDWR0DVFDUHQKDV $OYHV&ULVWLDQR5DWWRQ0DVFDUHQKDV%UHQR0DWWRV0DJDOKmHV0DVFDUHQKDV,JRU0DVFDUHQKDV3LQWR)UDQFLVFR*HUDOGR%DWLVWD&DYDOFDQWL5LFDUGR0DVFDUHQKDV/RSHV&DQoDGR'LQL]&ULVWLDQD0DVFDUHQKDV$OYHV 7DPPGH/LPDĂˆOYDUR$XJXVWR6LOYD&OHPHQWLQR$VVLQDGRGLJLWDOPHQWHSRU)iELR0DVFDUHQKDV$OYHV&3)Qž 531.493.606-25. CONFERE COM O ORIGINAL TRANSCRITO EM LIVRO PRĂ“PRIO. -XQWD&RPHUFLDOGR(VWDGRGH0LQDV*HUDLV&HUWLÂżFRUHJLVWURVRERQžHPHSURWRFROR 182159663 - 07/05/2018. Autenticação: FF86AFA096F85157AA13FE3B4A51DD38E1D71D76. Marinely de 3DXOD%RPÂżP6HFUHWiULD*HUDO

EMPRESA DE CONSTRUÇÕES, OBRAS, SERVIÇOS, PROJETOS, TRANSPORTES E TRÂNSITO DE BETIM – ECOS – torna público, para conhecimento dos interessados, que farå realizar licitação na modalidade Pregão Presencial nº 11/2017 PAC 034/2017, tipo Menor Preço, cujo objeto Ê a aquisição de materiais prÊ-fabricados HFHUkPLFRVGHDFRUGRFRPDSODQLOKDDQH[DFRPR¿WRGHDWHQGHUD'LUHWRULDGH0DQXWHQomRGH2EUDV3XEOLFD subordinada à Empresa de Construção, Obras, Serviços, Projetos, Transportes e Trânsito de Betim – ECOS, mediante os termos e condiçþes estabelecidos no Edital e seus Anexos, com a abertura marcada para as 10:30 (dez e trinta) horas, do dia 30 de maio de 2018. Os interessados poderão obter a íntegra do Edital e seus Anexos, atravÊs do site: http://www.betim.mg.gov.br/licitacao/. Elaine Amaral dos Santos- CPL/ECOS. 16/05/2018

18ª Vara Cível -Comarca de Belo Horizonte - Edital de Citação. Prazo: 20 dias. O Dr. Marco Antônio de Melo, Juiz de Direito, em pleno exercício de seu cargo, na forma da lei, etc...Faz saber pelo presente edital aos que virem ou dele conhecimento tiverem, que por este Juízo e Secretaria tramitam os autos da Ação Ordinåria de Cobrança, de nº 0024.10.311.445-0, movida por JOSÉ PINTO DA SILVA, CPF 163.672.786-72, representado por sua procuradora, Dra. Italinda Corradi Malheiros, OAB/MG 106.374, em face de THALES EMANUELLE MAIOLINE, CPF 035.869.716-4, IANY Mà RCIA MAIOLINE, CPF 037.524.576-20 e OSÉIAS MARQUES VENTURA, CPF 027.005.036-19. Alega o autor que foi vítima dos rÊus em esquema de golpe conhecido como pirâmide e requereu a desconsideração da personalidade jurídica; a determinação da resolução dos contratos de mútuo e do vencimento antecipado da dívida com base no art. 333 do Código Civil e pagamento de todos os danos materiais causados ao requerente, e que fosse ressarcido o valor investido e garantido de R$ 90.000,00(noventa mil reais) e ainda os rendimentos prometidos no contrato, bem como os danos morais. Requer o autor a citação por meio de edital, tendo HPYLVWDDVLQIUXWtIHUDVWHQWDWLYDVGHORFDOL]DURSULPHLURHVHJXQGRUpX$VVLPWHPRSUHVHQWHHGLWDOD¿QDOLGDGHGH citar os rÊus THALES EMANUELLE MAIOLINE e IANY Mà RCIA MAIOLINE, que se encontram em local incerto e não sabido, de todos os termos e atos da presente ação e para, querendo, contestå-la, no prazo de 15 dias, e não sendo contestada a ação, presumir-se-ão aceitos pelo rÊu, como verdadeiros, os fatos articulados pelo autor. Fique advertido de que serå nomeado curador especial em caso de revelia, conforme art. 257, IV do CPC. Para conhecimento de todos os interessados, expediu-se o presente edital que serå publicado na forma da lei. Belo Horizonte, 09 de maio de 2018. Eu, ___________ Carla Valicek, Escrivã da 18ª Vara Cível, o subscrevi. O Juiz de Direito, Dr. Marco Antônio de Melo.

encontro ocorrerâ€?, afirmou a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, Ă rede Fox News. “Se nĂŁo ocorrer, continuaremos a campanha de pressĂŁo mĂĄxima que estĂĄ em andamentoâ€?. Ela disse que os comentĂĄrios norte-coreanos “nĂŁo sĂŁo algo que ĂŠ fora do comum nestes tipos de operaçþesâ€?. DĂşvida - O primeiro vice-ministro de Relaçþes Exteriores da Coreia do Norte, Kim Kye Gwan, lançou dĂşvidas ontem sobre a realização do encontro Kim-Trump em Cingapura. O vice-ministro criticou O Sr. Licio Sepe, responsĂĄvel pelo empreendimento denominado PrĂłtese DentĂĄria Licio Sepe Ltda-ME, “Serviços de PrĂłtese DentĂĄriaâ€?, localizado Ă  Avenida Afonso Pena, n° 867, bairro Centro, municĂ­pio de Belo Horizonte/MG, CEP: 30.130-002, torna pĂşblico que protocolizou requerimento de Licença Ambiental de Operação – LO Ă  Secretaria Municipal de Meio Ambiente - SMMA.

especificamente o assessor de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, que exortou a Coreia do Norte a desistir logo de seu arsenal nuclear por meio de um acordo semelhante ao que levou a LĂ­bia a abdicar de suas armas de destruição em massa. Pyongyang teve atritos com Bolton quando ele trabalhou para o governo Bush, classificando-o Ă ĂŠpoca como “escĂłria humanaâ€?. “JĂĄ lançamos luz sobre a qualidade de Bolton no passado e nĂŁo escondemos nosso sentimento de repugnância por eleâ€?, disse o vice-ministro Kim. Sarah Sanders pareceu relutar em endossar o modelo lĂ­bio que Bolton defendeu, dizendo que o modelo que serĂĄ seguido no trato com Pyongyang serĂĄ “o modelo do presidente Trumpâ€?. (Reuters)

SOUZA, CESCON, BARRIEU, FLESCH E BARRETO SOCIEDADE DE ADVOGADOS CNPJ/MF nÂş 10.687.865/0001-21 - EDITAL DE CONVOCAĂ‡ĂƒO - Convocamos os sĂłcios para comparecerem Ă reuniĂŁo que serĂĄ realizada no dia 25 de maio de 2018, Ă s 10:00 horas, na sede social, para deliberar sobre a seguinte ordem do dia: (i) alteração da denominação social, e (ii) alteração do contrato social para refletir a deliberação do item anterior. MARCOS FLESCH - SĂłcio Gestor

SOUZA, CESCON, BARRIEU, FLESCH E BARRETO SOCIEDADE DE ADVOGADOS CNPJ/MF nÂş 10.687.865/0001-21 - EDITAL DE CONVOCAĂ‡ĂƒO - Convocamos os sĂłcios para comparecerem Ă reuniĂŁo que serĂĄ realizada no dia 25 de maio de 2018, Ă s 11:00 horas, na sede social, para deliberar sobre a seguinte ordem do dia: (i) exclusĂŁo de sĂłcio, e (ii) alteração do contrato social para refletir a deliberação do item anterior. MARCOS FLESCH - SĂłcio Gestor

PREFEITURA MUNICIPAL DE RIBEIRĂƒO DAS NEVES/MG PREFEITURA MUNICIPAL DE RIBEIRĂƒO DAS NEVES/MG - PregĂŁo 014/2018 - torna pĂşblico que encontra-se suspenso de seu prosseguimento o edital do PregĂŁo 014/2018, cujo objeto consiste no registro de preços visando a aquisição de equipamentos odontolĂłgicos, por um perĂ­odo de 12 (doze) meses. Alex de Almeida Ferreira Silva/Presidente da CPL.

ECOS

UNIVERSIDADE FEDERAL DE ITAJUBĂ - UNIFEI

MINISTÉRIO DA EDUCAĂ‡ĂƒO

AVISO DE LICITAĂ‡ĂƒO

EMPRESA DE CONSTRUÇÕES, OBRAS, SERVIÇOS, PROJETOS, TRANSPORTES E TRÂNSITO DE BETIM EMPRESA DE CONSTRUÇÕES, OBRAS, SERVIÇOS, PROJETOS, TRANSPORTES E TRÂNSITO DE BETIM – ECOS – torna público, para conhecimento dos interessados, que farå realizar licitação na modalidade Pregão Presencial nº 17/2017 PAC 040/2017, tipo Menor Preço, cujo objeto Ê a aquisição de vestuårios de DFRUGRFRPDSODQLOKDDQH[DFRPR¿WRGHDWHQGHUD'LUHWRULDGH0DQXWHQomRGH2EUDV3XEOLFDVXERUGLQDGD à Empresa de Construção, Obras, Serviços, Projetos, Transportes e Trânsito de Betim – ECOS, mediante os termos e condiçþes estabelecidos no Edital e seus Anexos, com a abertura marcada para as 10:30 (dez e trinta) horas, do dia 04 de junho de 2018. Os interessados poderão obter a íntegra do Edital e seus Anexos, atravÊs do site: http://www.betim.mg.gov.br/licitacao/. Elaine Amaral dos Santos- CPL/ECOS. 16/05/2018.

PregĂŁo EletrĂ´nico “S.R.P.â€? (Via Internet): 021/2018 Objeto: Registro de preços para eventual compra de material de consumo e permanente, conforme condiçþes, quantidades e exigĂŞncias estabelecidas neste Edital e seus anexos. Edital: A partir de 17/05/2018, nos sĂ­tios: www.unifei.edu.br ou www.comprasgovernamentais.gov.br Etapa de Lances: 30/05/2018 Ă s 09h00min, no sĂ­tio www.comprasgovernamentais.gov.br Informaçþes: (35) 3629-1125.

TAMASA ENGENHARIA S.A. CNPJ 18.823.724/0001-09 - NIRE 3130004411-4 ATA DE ASSEMBLEIA GERAL ORDINĂ RIA Aos vinte e oito de abril do ano de 2018, Ă s 10h00min, na sede social da Empresa na Rua Conselheiro Joaquim Caetano, nÂş 891, Bairro Nova Granada, em Belo Horizonte – MG, independente de publicação de editais de convocação, por força do que dispĂľe o parĂĄgrafo 4Âş - Artigo 124 da Lei nÂş 6.404 de 15/12/1976, reuniramse os acionistas detentores da totalidade do Capital Social da TAMASA ENGENHARIA S.A., conforme assinaturas apostas no livro “Presença de Acionistasâ€?. Os trabalhos foram presididos pelo acionista Wilson Tavares Filho e secretariado pelo acionista Alvimar Pereira Matos. A Assembleia Geral OrdinĂĄria foi convocada para deliberar sobre: D 7RPDGDGDVFRQWDVGRVDGPLQLVWUDGRUHVHDQiOLVHGDVGHPRQVWUDo}HVÂżQDQFHLUDV publicadas nos jornais “Minas Geraisâ€? e “DiĂĄrio do ComĂŠrcioâ€? do dia 28/04/18; b) Votação acerca da destinação do resultado do exercĂ­cio do ano de 2017; c) Eleição dos membros da Diretoria para o perĂ­odo de 01/06/2018 a 31/05/2021. DELIBERAÇÕES: a) Foram aprovados, sem reservas, o RelatĂłrio de Administração e as Demonstraçþes Financeiras referentes ao exercĂ­cio encerrado em 31/12/2017, constantes no Balanço Patrimonial e na DRE Demonstração do Resultado ExercĂ­cio de 2017; b) Sobre a destinação do resultado do exercĂ­cio do ano de 2017, foi aprovado, por unanimidade, que nĂŁo haverĂĄ destinação do resultado do exercĂ­cio e ou distribuição de lucros em razĂŁo do prejuĂ­zo do exercĂ­cio do ano de 2017; c) Por unanimidade de votos dos sĂłcios acionistas presentes e sem quaisquer ressalvas, a Assembleia dos SĂłcios $FLRQLVWDV HOHJHX D QRYD 'LUHWRULD SDUD R SHUtRGR GH  D  ÂżFDQGR DVVLP FRPSRVWD Diretor Presidente: WILSON TAVARES FILHO, brasileiro, engenheiro civil, casado, portador da carteira de LGHQWLGDGHSURÂżVVLRQDOQž'H[SHGLGDSHOR&5($0*LQVFULWRQR&3)VREQžUHVLGHQWH e domiciliado nesta cidade, na Rua ClĂĄudio Manoel, nÂş 855, apartamento 1.501, Bairro FuncionĂĄrios; Diretor Administrativo: ALVIMAR PEREIRA MATOS, brasileiro, engenheiro civil, casado, portador da carteira de LGHQWLGDGHSURÂżVVLRQDOQž'H[SHGLGDSHOR&5($0*LQVFULWRQR&3)VREQžUHVLGHQWH H GRPLFLOLDGR 5XD 0DULOLD GH 'LUFHX  FRQGRPtQLR ,QFRQÂżGHQWHV $OSKDYLOOH &(3  1RYD Lima – MG; Diretor Superintendente: JOSÉ ANTĂ”NIO REIS TAVARES, brasileiro, casado, engenheiro civil, portador da identidade 21.922/D- CREA/MG, inscrito no CPF/MF sob o nÂş 118.291.846-87, domiciliado em Nova Lima/MG, na Alameda dos IpĂŞs, nÂş 549, CondomĂ­nio Bosque da Ribeira, CEP 34.007404; Diretor Comercial: MARCOS MIGUEL REIS TAVARES, brasileiro, engenheiro, casado, inscrito no CPF sob nÂş 277.768.75600, residente na Rua Newton, nÂş 61, Santa Lucia CEP: 30360200, Belo Horizonte/MG. ConcluĂ­das as deliberaçþes da pauta e franqueada a palavra, dela ninguĂŠm fez uso. Lavrada esta ata foi lida aos acionistas que aprovaram e vai por mim assinada, Alvimar Pereira Matos – SecretĂĄrio, pelo Presidente e demais acionistas. Belo Horizonte, 28 de abril de 2018. a) Alvimar Pereira Matos e Wilson Tavares Filho, ambos por JAWAMAR LTDA.; demais acionistas b) Wilson Tavares Filho c) Alvimar Pereira Matos d) JosĂŠ AntĂ´nio Reis Tavares e) 0DUFRV0LJXHO5HLV7DYDUHVI *HUDOGR6pUJLR5HLV7DYDUHV&HUWLÂżFDVHDFRQIHUHQFLDGDSUHVHQWH$WDFRPR original lavrado na pĂĄgina140 do livro de “Atas de Assembleia Geralâ€?, registrado na Junta Comercial do Estado de Minas Gerais – JUCEMG, sob o nÂş 139.607 de 27/01/1976.Assina digitalmente – Alvimar Pereira Matos, CPF 083.714.156-72, Secretario. -XQWD&RPHUFLDOGR(VWDGRGH0LQDV*HUDLVFHUWLÂżFRUHJLVWURVRERQžHPGD(PSUHVD 7$0$6$ (1*(1+$5,$ 6$ 1LUH  H SURWRFROR  0DULQHO\ GH 3DXOD %RPÂżP  SecretĂĄria-Geral.

LEILĂƒO DE IMĂ“VEL

LS TOLEDO PATRIMONIAL LTDA CNPJ 10.356.490/0001-17 - NIRE 3120825626-7 ATA DE ASSEMBLÉIA DE QUOTISTAS DATA, HORA E LOCAL: 14 de maio de 2018, Ă s 9:00 horas, no municĂ­pio de Belo Horizonte/MG, Rua Padre Francisco Arantes, nÂş 321, apto 601, Bairro Vila Paris, CEP 30.380-730. PRESENÇA: Presente a totalidade dos quotistas, dispensando-se a convocação por edital, na forma da lei (art. 124, parĂĄgrafo 4Âş, da Lei nÂş 6.404/79). MESA: Luciana Salgado Toledo, brasileira, casada em regime de comunhĂŁo parcial de bens, em 04/09/03, empresĂĄria, portadora da CI MG-2.145.412 (SSPMG) e CPF nÂş 721.558.846-72; e Rodrigo Ferreira de Toledo, brasileiro, casado em regime de comunhĂŁo parcial de bens, em 04/09/03, empresĂĄrio, portador da C I nÂş MG-4.069.352 (SSP/MG) e CPF nÂş 960.325.456-87, ambos residentes e domiciliados em Belo Horizonte/MG, Ă  Rua Padre Francisco Arantes, nÂş 321, Apto 601, Bairro Vila Paris, CEP 30.380-730. ORDEM DO DIA: Deliberar sobre a Redução do Capital Social. DELIBERAĂ‡ĂƒO: Os sĂłcios, por unanimidade, aprovaram a seguinte deliberação: Promover uma “Redução do Capital Socialâ€? de R$855.000,00 (oitocentos e cinquenta cinco mil reais) para R$ 600.000,00 (seiscentos mil reais). O valor da redução do capital no montante de R$255.000,00 (duzentos e cinquenta cinco mil reais), serĂĄ liquidado mediante a devolução do apartamento 501, no EdifĂ­cio Port Royal, Ă  Rua Palmira, com ĂĄrea real de 407,65m2, ĂĄrea de construção global de 307,88m2, ĂĄrea privativa real global de 205,65m2, ĂĄrea real de uso comum global de 201,98m2, sendo 27,00m2 referente a 03 vagas de garagem, e a respectiva fração ideal de 0,09579, do terreno formado pelos lotes 6-A e 7-A, do quarteirĂŁo 5-F, da 1ÂŞ secção suburbana, Bairro Serra, com ĂĄreas, limites e confrontaçþes de acordo com a planta respectiva, registrado no CartĂłrio de Registro de ImĂłveis, 2Âş ofĂ­cio, Comarca de Belo Horizonte/MG, livro 02, matrĂ­cula 37.519, no valor de R$254.246,35 (duzentos e cinquenta quatro mil, duzentos e quarenta seis reais e trinta e cinco centavos); e a importância de R$753,65 (setecentos e cinquenta trĂŞs reais e sessenta cinco centavos) em moeda corrente do paĂ­s Ă  sĂłcia LUCIANA SALGADO TOLEDO. ENCERRAMENTO: Nada mais havendo a ser tratado, foram encerrados os trabalhos e autorizada a lavratura da ata em forma de sumĂĄrio (art. 130, parĂĄgrafo 1Âş, da Lei nÂş 6.404/76), tendo sido lida e aprovada pelos quotistas presentes, que tambĂŠm autorizaram o registro da ata com as assinaturas dos sĂłcios: Luciana Salgado Toledo e Rodrigo Ferreira de Toledo.

MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA

REFINARIA GABRIEL PASSOS – REGAP / PETROBRAS

LICENCIAMENTO AMBIENTAL CONCOMITANTE – LAC 2 Requerimento de Licença de Instalação Corretiva Concomitante a Licença de Operação PETRÓLEO BRASILEIRO SA – PETROBRAS/REFINARIA GABRIEL PASSOS – REGAP, por determinação do Conselho Estadual de Política Ambiental – COPAM, torna público que requereu, atravÊs do Processo 022/1980/063/2018, uma licença de instalação corretiva concomitante a uma licença de operação UHIHUHQWHDDWLYLGDGHGHIDEULFDomRGHRXWURVSURGXWRVTXtPLFRVQmRHVSHFL¿FDGRV RX QmR FODVVL¿FDGRV SDUD R HPSUHHQGLPHQWR ³8QLGDGH GH 5HFXSHUDomR GH (Q[RIUH 8 HSDUDD$GHTXDomRGD8QLGDGHGH5HFXSHUDomRGH(Q[RIUH 8 ´ QD 5H¿QDULD *DEULHO 3DVVRV ¹ 5(*$3 VLWXDGD QD $Y 5H¿QDULD *DEULHO 3DVVRV  'LVWULWR ,QGXVWULDO 3DXOR &DPLOR 6XO &(3  QR PXQLFtSLRGH%HWLP0*

Av. BarĂŁo Homem de Melo, 2222 - Sala 402 Bairro Estoril - CEP 30494-080 - BH/MG PRESENCIAL E ON-LINE

1Âş LEILĂƒO: 05/06/2018 - 10:10h

-

2Âş LEILĂƒO: 07/06/2018 - 10:10h

EDITAL DE LEILĂƒO Fernanda de Mello Franco,/HLORHLUD2ÂżFLDO0DW-8&(0*QžGHYLGDPHQWHDXWRUL]DGDSHORFUHGRUÂżGXFLiULRDEDL[RTXDOLÂżFDGRID]VDEHUTXHQDIRUPDGD /HLQžHGR'HFUHWROHLQžOHYDUiD/(,/­23Ă’%/,&2GHPRGRPresencial e OnlineRLPyYHODVHJXLUFDUDFWHUL]DGRQDVVHJXLQWHVFRQGLo}HV IMĂ“VEL$SDUWDPHQWRGR(GLItFLR$UDXFiULDVLWXDGRQD5XD0DULD+HLOEXWK6XUHWWHFRPiUHDSULYDWLYDSULQFLSDOGHPĂ°iUHDSULYDWLYDWRWDOGHPĂ° iUHDGHXVRFRPXPGHPĂ°iUHDUHDOWRWDOGHPĂ°FRPGLUHLWRjVYDJDVGHJDUDJHPQžVHIUDomRLGHDOGHGRWHUUHQRFRQVWLWXtGRSHORVORWHV HGRTXDUWHLUmRGR%DLUUR%XULWLV,PyYHOREMHWRGD0DWUtFXODQžGRž2ItFLRGH5HJLVWURGH,PyYHLVGH%HOR+RUL]RQWH0*2EV,PyYHORFXSDGR'HVRFXSDomRSRUFRQWDGRDGTXLUHQWHQRVWHUPRVGRDUWFDSXWHSDUiJUDIR~QLFRGD/HLDATA DOS LEILĂ•ES: 1Âş LeilĂŁo: dia 05/06/2018, Ă s 10:10 horas, e 2Âş LeilĂŁo dia 07/06/2018, Ă s 10:10 horas. LOCAL:$Y%DUmR+RPHPGH0HORÂą6DODÂą(VWRULOÂą&(3Âą%HOR+RUL]RQWH0*. DEVEDOR FIDUCIANTE'28*/$6)(55(,5$0(1'(6-81,25EUDVLOHLURVROWHLURYHQGHGRUQDVFLGRHP&3)5*0*3&0* UHVLGHQWHHGRPLFLOLDGRQD5XD3RXVR$OHJUHQž$SWR%DLUUR6DQWD7HUH]D%HOR+RUL]RQWH0*Âą&(3 CREDOR FIDUCIĂ RIO: Banco Inter S/A, CNPJ: 00.416.968/0001-01. DO PAGAMENTO:1RDWRGDDUUHPDWDomRRDUUHPDWDQWHGHYHUiHPLWLUFKHTXHFDXomRQRYDORUGHGRODQFH2SDJDPHQWRLQWHJUDO GDDUUHPDWDomRGHYHUiVHUUHDOL]DGRHPDWpKRUDVPHGLDQWHGHSyVLWRHPFKHTXHRX7('QDFRQWDGRFRPLWHQWHYHQGHGRUDVHULQGLFDGDSHODOHLORHLUDVRESHQD GHSHUGDGRVLQDOGDGR$SyVDFRPSHQVDomRGRVYDORUHVRFKHTXHFDXomRVHUiUHVJDWDGRSHORDUUHPDWDQWHDOS VALORES: 1Âş leilĂŁo: R$580.278,52 (quinhentos oitenta mil, duzentos setenta oito reais, cinquenta dois centavos) 2Âş leilĂŁo: R$ 431.175,88 (quatrocentos trinta um mil, cento setenta cinco reais, oitenta oito centavos),FDOFXODGRVQDIRUPDGRDUW†žHDUWSDUiJUDIRVžžHžGD/HLQž2VYDORUHVHVWmRDWXDOL]DGRVDWpDSUHVHQWHGDWDSRGHQGRVRIUHU DOWHUDo}HVQDRFDVLmRGROHLOmRCOMISSĂƒO DA LEILOEIRA: &DEHUiDRDUUHPDWDQWHRSDJDPHQWRGDFRPLVVmRGDOHLORHLUDQRYDORUGH FLQFRSRUFHQWR GD DUUHPDWDomRDVHUSDJDjYLVWDQRDWRGROHLOmRFXMDREULJDomRVHHVWHQGHUiLQFOXVLYHDR V GHYHGRU HV ÂżGXFLDQWH V QDIRUPDGDOHLDO LEILĂƒO ONLINE:2 V  GHYHGRU HV ÂżGXFLDQWH V VHUi mR FRPXQLFDGR V GDVGDWDVKRUiULRVHORFDOGHUHDOL]DomRGRVOHLO}HVSDUDQRFDVRGHLQWHUHVVHH[HUFHU HP RGLUHLWRGHSUHIHUrQFLD QDDTXLVLomRGRLPyYHOSHORYDORUGDGtYLGDDFUHVFLGDGRVHQFDUJRVHGHVSHVDVQDIRUPDHVWDEHOHFLGDQRSDUiJUDIRž%GRDUWLJRGD/HLLQFOXtGRSHOD OHL2VLQWHUHVVDGRVHPSDUWLFLSDUGROHLOmRGHPRGRRQOLQHGHYHUmRFDGDVWUDUVHQRVLWHZZZIUDQFROHLORHVFRPEUHVHKDELOLWDUDFHVVDQGRDRSomRÂł+DELOLWHVH´FRPDQWHFHGrQFLDGHKRUDDQWHVGRLQtFLRGROHLOmRSUHVHQFLDOMXQWDPHQWHFRPRVGRFXPHQWRVGHLGHQWLÂżFDomRLQFOXVLYHGRUHSUHVHQWDQWHOHJDOTXDQGR VHWUDWDUGHSHVVRDMXUtGLFDFRPH[FHomRGR V GHYHGRU HV ÂżGXFLDQWH V TXHSRGHUi mR DGTXLULURLPyYHOSUHIHUHQFLDOPHQWHHPžRXžOHLOmRFDVRQmRRFRUUDR DUUHPDWHQRSULPHLURQDIRUPDGRSDUiJUDIRž%GRDUWLJRGD/HLGHYHQGRDSUHVHQWDUPDQLIHVWDomRIRUPDOGRLQWHUHVVHQRH[HUFtFLRGDSUHIHUrQFLDDQWHV GDDUUHPDWDomRHPOHLOmROBSERVAÇÕES:2DUUHPDWDQWHVHUiUHVSRQViYHOSHODVSURYLGrQFLDVGHGHVRFXSDomRGRLPyYHOQRVWHUPRVGRDUWFDSXWHSDUiJUDIR ~QLFRGD/HL2 V LPyYHO L VVHUi mR YHQGLGR V QRHVWDGRHPTXHVHHQFRQWUDPItVLFDHGRFXPHQWDOPHQWHHPFDUiWHUÂłDGFRUSXV´VHQGRTXHDViUHDV PHQFLRQDGDVQRVHGLWDLVFDWiORJRVHRXWURVYHtFXORVGHFRPXQLFDomRVmRPHUDPHQWHHQXQFLDWLYDVHDVIRWRVGRVLPyYHLVGLYXOJDGDVVmRDSHQDVLOXVWUDWLYDV'HVVD IRUPDKDYHQGRGLYHUJrQFLDGHPHWUDJHPRXGHiUHDRDUUHPDWDQWHQmRWHUiGLUHLWRDH[LJLUGR9(1'('25QHQKXPFRPSOHPHQWRGHPHWUDJHPRXGHiUHDRWpUPLQR GDYHQGDRXRDEDWLPHQWRGRSUHoRGRLPyYHOVHQGRUHVSRQViYHOSRUHYHQWXDOUHJXODUL]DomRDFDVRQHFHVViULDQHPDOHJDUGHVFRQKHFLPHQWRGHVXDVFRQGLo}HVHYHQWXDLVLUUHJXODULGDGHVFDUDFWHUtVWLFDVFRPSDUWLPHQWRVLQWHUQRVHVWDGRGHFRQVHUYDomRHORFDOL]DomRGHYHQGRDVFRQGLo}HVGHFDGDLPyYHOVHUSUpYLDHULJRURVDPHQWH DQDOLVDGDVSHORVLQWHUHVVDGRV&RUUHUmRSRUFRQWDGRDUUHPDWDQWHWRGDVDVGHVSHVDVUHODWLYDVjDUUHPDWDomRGRLPyYHOWDLVFRPRWD[DVDOYDUiVFHUWLG}HVIRURH ODXGrPLRTXDQGRIRURFDVRHVFULWXUDHPROXPHQWRVFDUWRUiULRVUHJLVWURVHWF7RGRVRVWULEXWRVGHVSHVDVHGHPDLVHQFDUJRVLQFLGHQWHVVREUHRLPyYHOHPTXHVWmR LQFOXVLYHHQFDUJRVFRQGRPLQLDLV DSyV DGDWDGDHIHWLYDomRGDDUUHPDWDomRVmRGHUHVSRQVDELOLGDGHH[FOXVLYDGRDUUHPDWDQWH2DUUHPDWDQWHSUHVHQWHSDJDUiQRDWR RSUHoRWRWDOGDDUUHPDWDomRHDFRPLVVmRGDOHLORHLUDFRUUHVSRQGHQWHDVREUHRYDORUGHDUUHPDWHH[FOXVLYDPHQWHSRUPHLRGHFKHTXHV2SURSRQHQWHYHQFHGRU SRUPHLRGHODQFHRQOLQHWHUiSUD]RGHKRUDVGHSRLVGHFRPXQLFDGRH[SUHVVDPHQWHGRr[LWRGRODQFHSDUDHIHWXDURSDJDPHQWRH[FOXVLYDPHQWHSRUPHLRGH7(' HRXFKHTXHVGDWRWDOLGDGHGRSUHoRHGDFRPLVVmRGDOHLORHLUDFRQIRUPHHGLWDO2QmRSDJDPHQWRGRVYDORUHVGHDUUHPDWDomREHPFRPRGDFRPLVVmRGD/HLORHLUD QRSUD]RGHDWp YLQWHHTXDWUR KRUDVFRQWDGDVGDDUUHPDWDomRFRQÂżJXUDUiGHVLVWrQFLDRXDUUHSHQGLPHQWRSRUSDUWHGR D DUUHPDWDQWHÂżFDQGRHVWH D REULJDGR D  DSDJDURYDORUGDFRPLVVmRGHYLGDD/HLORHLUD FLQFRSRUFHQWR VREUHRYDORUGDDUUHPDWDomRSHUGHQGRDIDYRUGR9HQGHGRURYDORUFRUUHVSRQGHQWHD YLQWHSRUFHQWR GRODQFHRXSURSRVWDHIHWXDGDGHVWLQDGRDRUHHPEROVRGDVGHVSHVDVLQFRUULGDVSRUHVWH3RGHUiD/HLORHLUDHPLWLUWtWXORGHFUpGLWRSDUDDFREUDQoDGH WDLVYDORUHVHQFDPLQKDQGRRDSURWHVWRSRUIDOWDGHSDJDPHQWRVHIRURFDVRVHPSUHMXt]RGDH[HFXomRSUHYLVWDQRDUWLJRGR'HFUHWRQž$RFRQFRUUHU SDUDDDTXLVLomRGRLPyYHOSRUPHLRGRSUHVHQWHOHLOmRÂżFDUiFDUDFWHUL]DGDDDFHLWDomRSHORDUUHPDWDQWHGHWRGDVDVFRQGLo}HVHVWLSXODGDVQHVWHHGLWDO$VGHPDLV FRQGLo}HVREHGHFHUmRDRTXHUHJXODR'HFUHWRQƒGHGHRXWXEURGHFRPDVDOWHUDo}HVLQWURGX]LGDVSHOR'HFUHWRQƒGHƒGHIHYHUHLURGH TXHUHJXODDSURÂżVVmRGH/HLORHLUR2ÂżFLDO0DLRUHVLQIRUPDo}HV  RXSHORHPDLOFRQWDWR#IUDQFROHLORHVFRPEU%HOR+RUL]RQWH0*

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INOCULANTES E FERRO LIGAS NIPO-BRASILEIROS S.A. CNPJ: nÂş 18.891.036/0001-78 - NIRC 31300038122 de 24.11.76 Capital Autorizado .................................................................................. R$182.761.000,00 Capital Subscrito/Integralizado ............................................................ R$115.740.637,00 200ÂŞ Ata da ReuniĂŁo do Conselho de Administração da Sociedade InonibrĂĄs Inoculantes e Ferro Ligas Nipo-Brasileiros S.A., Realizada em 24 de Abril de 2018. Aos vinte e quatro dias do mĂŞs de Abril de dois mil e dezoito, Ă s onze horas, na sede social da INONIBRĂ S INOCULANTES E FERRO LIGAS NIPO-BRASILEIROS S.A., na Avenida Kenzo Miyawaki nÂş 820 Distrito Industrial de Pirapora/MG, reuniu-se o Conselho de Administração da empresa, estando presentes os conselheiros, Senhores Kazuo Hayashi e Junzo Katayama. Na forma estatutĂĄria, assumiu a presidĂŞncia dos trabalhos, o Sr. Junzo Katayama, em substituição ao Presidente do Conselho, Sr. Shigeji Miyawaki, conforme previsto no art. 24 do Estatuto Social, o qual convidou a mim, Wilson Oliveira, para secretĂĄrio. 3HOR 3UHVLGHQWH IRL GDGR LQtFLR DRV WUDEDOKRV DQXQFLDQGR TXH D UHXQLmR WLQKD SRU ÂżQDOLGDGH GHOLEHUDU sobre a eleição dos membros que deverĂŁo compor a Diretoria Executiva da Sociedade por um (1) ano, de acordo com o Estatuto Social, propondo em seguida, a reeleição dos atuais membros. Posta em votação, a proposta foi aprovada por unanimidade, tendo sido eleitos para gerir e administrar a sociedade, os seguintes membros: para o cargo de Diretor Presidente, o Sr. Kazuo Hayashi, japonĂŞs, casado, industriĂĄrio, portador da CĂŠdula de Identidade de Estrangeiro RNE nÂş V134944-L/DPF e CPF nÂş 185.128.168-13, residente e GRPLFLOLDGRj5XD6DQWD(ÂżJrQLD%DLUUR1RVVD6HQKRUDGH)iWLPDHP3LUDSRUD0*&(3 000; Diretor Industrial, o Sr. Jose Maria dos Santos, brasileiro, casado, industriĂĄrio, portador da CĂŠdula de Identidade RG. nÂş MG-2.121.243 - SSP/MG e CPF nÂş 311.786.266-87, residente e domiciliado Ă  Rua JosĂŠ Jorge Hatem, 486 - Bairro Santos Dumont, em Pirapora/MG - CEP 39270-000; Diretor Administrativo, o Sr. Wilson Oliveira, brasileiro, casado, industriĂĄrio, portador da CĂŠdula de Identidade RG nÂş MG-3.400.114 - SSP/MG e CPF nÂş 234.116.786-15, residente e domiciliado Ă  Rua Arnaldo Gonzaga, 281 - Bairro Nova Pirapora, em Pirapora/MG - CEP 39270-000. Foi declarado pelos membros da Diretoria, que nĂŁo tĂŞm qualquer impedimento legal para o exercĂ­cio da função, sob as penas da lei. E, nada mais havendo a tratar, o Sr. Presidente deu a palavra a quem quisesse fazer uso da mesma e nĂŁo havendo qualquer manifestação, deu por encerrada a reuniĂŁo, Ă  vista do que eu Wilson Oliveira, secretĂĄrio, lavrei a presente ata que, lida e achada conforme, vai por mim e pelos demais conselheiros assinada. as) Junzo Katayama, por si e pelo Presidente GR&RQVHOKRH.D]XR+D\DVKL&RQVHOKHLUR$SUHVHQWHpWUDQVFULomRÂżHOGDDWDODYUDGDQROLYURQžTXH estĂĄ registrada na JUCEMG sob nÂş 06015979 em 27 de junho de 2003, eu Kazuo Hayashi, lavrei a presente Ata da ReuniĂŁo, lido conforme, vai por mim assinada. Pirapora, 24 de Abril de 2018. Kazuo Hayashi 'LUHWRU3UHVLGHQWH-XQWD&RPHUFLDOGR(VWDGRGH0LQDV*HUDLV&HUWLÂżFRUHJLVWURVRERQƒHP 08/05/2018 da Empresa INONIBRAS INOCULANTES E FERRO LIGAS NIPO-BRASILEIROS S.A, SURWRFROR0DULQHO\GH3DXOD%RPÂżP6HFUHWiULD*HUDO


BELO HORIZONTE, QUINTA-FEIRA, 17 DE MAIO DE 2018

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POLÍTICA CARLOS MOURA / STF

DELAÇÃO

Inquérito vai apurar esquema milionário do MDB com J&F Senadores receberam R$ 46 milhões, diz Saud Brasília - O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um inquérito para apurar um suposto esquema de pagamentos milionários do grupo J&F a congressistas do MDB. As suspeitas foram levantadas nas delações premiadas do executivo Ricardo Saud e do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. Em sua delação, Saud disse ter havido pagamento da ordem de R$ 46 milhões a senadores do MDB, a pedido do PT. De acordo com o executivo, apesar de diversas doações terem sido oficiais, trata-se de “vantagem indevida”, já que dirigentes do PT estariam comprando o apoio de peemedebistas para as eleições de 2014 para garantir a aliança entre os dois partidos. Segundo o delator, o pagamento milionário tinha o objetivo de manter a unidade do MDB, devido ao risco na época dos fatos de que integrantes do partido passassem a apoiar formalmente a campanha do senador Aécio Neves (PSDB-MG) à Presidência da República em 2014. O esquema teria beneficiado os senadores Eduardo Braga (MDB-AM), Jader Barbalho (MDB-PA), Eunício Oliveira (MDB-CE), Renan Calheiros (MDB-AL), Valdir Raupp (MDB-RO) e o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Vital

do Rego. Sérgio Machado, por sua vez, declarou ouvir em reuniões ocorridas na residência de Renan, “que o grupo JBS iria fazer doações ao PMDB, a pedido do PT, na ordem de R$ 40 milhões”. Os gabinetes dos senadores foram procurados pela reportagem e não haviam se manifestado até a publicação deste texto. Em nota, o MDB informou repudiar “mais uma tentativa de criminalização da política”. “Esperamos que a conclusão deste inquérito seja rápida e acreditamos que ao final a verdade será restabelecida», disse o partido. O PT ainda não se pronunciou. O inquérito também deve apurar pagamento ao então presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (MDB-RN), por meio de notas fiscais frias que teriam simulado prestação de serviços de empresas para a JBS. Prorrogação - O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, autorizou a prorrogação por mais 60 dias de um inquérito contra os presidentes do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). A prorrogação havia sido pedida pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, no último dia 7, reforçando solicitação feita pelos delegados da Polícia

Federal (PF) responsáveis pelo caso. São investigados no mesmo inquérito os senadores Romero Jucá (RR), presi- O ministro Edson Fachin autorizou a abertura de um inquérito sobre doações ao MDB dente do MDB, e Renan Calheiros (MDB-AL), bem como o deputado Lúcio Vieira Lima (MDB-BA). A investigação tem como Brasília - O ex-ministro da Fazenda diversas doações terem sido oficiais, base a delação premiada do Guido Mantega e os senadores Eduardo tratava-se de “vantagem indevida”, já ex-presidente-executivo da Braga (MDB-AM), Jader Barbalho (MDB- que dirigentes do PT estariam comprando Odebrecht Marcelo Ode-PA), Eunício Oliveira (MDB-CE), Renan o apoio de emedebistas para as eleições brecht, e de outros cinco Calheiros (MDB-AL), Valdir Raupp de 2014 para garantir a aliança entre os executivos da empresa, que (MDB-RO) e o atual ministro do Tribunal dois partidos. relataram o pagamento de de Contas da União (TCU) Vital do Rego Fachin também autorizou o pedido da mais de R$ 7 milhões aos serão ouvidos no âmbito do inquérito PGR de verificação tanto das “doações parlamentares para que instaurado no Supremo Tribunal Fede- eleitorais efetuadas pela JBS” aos diretóduas medidas provisórias ral (STF) para apurar um esquema de rios do MDB do Pará, Alagoas, Sergipe, pagamentos milionários do grupo J&F Amapá quanto de “eventual atuação dos favoráveis ao grupo fossem parlamentares em favor da empresa”. a congressistas do MDB. aprovadas no Congresso. As suspeitas foram levantadas nas O prazo para o fim das delações premiadas do executivo Ricardo Defesas - Em nota, o presidente do investigações da Polícia Saud e do ex-presidente da Transpetro Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE) Federal já havia sido prorSérgio Machado. afirmou que a narrativa das delações rogado uma vez por igual Ao autorizar a abertura de inquérito, premiadas do executivo Ricardo Saud e período, mas os delegados Fachin também atendeu aos pedidos da do ex-presidente da Transpetro Sérgio responsáveis voltaram a Procuradoria-Geral da República (PGR) Machado é «falsa e caluniosa». “O senador solicitar mais tempo. para a realização de oitivas de Mantega, Eunício Oliveira nunca recebeu doações Na petição encaminhada de Vital do Rego e dos senadores eme- eleitorais do senhor Sérgio Machado, a Fachin, Dodge citou invesdebistas. Os delatores Sérgio Machado, seu adversário político histórico, ou do tigações “pendentes” da PF, Ricardo Saud e o empresário Joesley Partido dos Trabalhadores, conforme é destacando que passados os Batista também prestarão depoimento. possível verificar na prestação de contas últimos 60 dias, nenhuma “Com relação à abertura das investi- aprovada pela Justiça Eleitoral”, escreveu das diligências previstas foi gações, como sabido, uma vez requerida a assessoria de imprensa do senador. cumprida pelos delegados, a abertura de investigações pela ProcuO gabinete de Vital do Rego e de outros entre elas a oitiva como tesradoria-Geral da República, incumbe senadores foram procurados pela reportemunha de Carlos Parente, ao relator deferi-la, não lhe competindo tagem e não haviam se manifestado até a executivo da Braskem, uma qualquer aprofundamento sobre o mé- publicação deste texto. Em nota, o MDB subsidiária da Odebrecht. rito das suspeitas apontadas”, escreveu informou repudiar “mais uma tentativa Nos últimos dois meses, o ministro Edson Fachin, em decisão de criminalização da política”. “Espetambém não foram feitas assinada na última segunda-feira. ramos que a conclusão deste inquérito perícias nos sistemas de Em sua delação, Saud disse ter havido seja rápida e acreditamos que ao final comunicação e contabilidapagamento da ordem de R$ 46 milhões a verdade será restabelecida», disse o de paralela da Odebrecht, a senadores do MDB, a pedido do PT. partido. O PT não se pronunciou até o chamados Drousys e MyweDe acordo com o executivo, apesar de fechamento desta edição. (AE) bdayb, conforme previstas, destacou a PGR. (AE/ABr)

Mantega prestará depoimento

PRIVILÉGIO

Ministros do STJ divergem sobre restrição do foro Brasília - A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu ontem à tarde a discussão em torno da restrição do foro por prerrogativa para autoridades julgadas pelo tribunal, como governadores. O debate foi interrompido pelo pedido de vista (mais tempo de análise) do ministro Luís Felipe Salomão, depois dos votos dos ministros Mauro Campbell, João Otávio de Noronha e Maria Thereza de Assis Moura. Os dois últimos ministros se posicionaram a favor da restrição do foro, nos mesmos termos definidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no início do mês. A Corte Especial do STJ é composta por 15 ministros. Salomão disse que traz o voto-vista na próxima sessão do colegiado, que acontece em 6 de junho. Até o momento, o placar está em dois votos a um para que o STJ possa fazer sua interpretação em torno da regra do foro para governadores, desembargadores dos Tribunais de Justiça e membros dos Tribunais de Contas dos Estados, que são as autoridades julgadas pelo tribunal. Noronha e Maria Thereza, que votaram dessa forma, entendem que as recentes regras definidas pelo STF devem ser aplicadas as autoridades julgadas pelo STJ. Para Maria Thereza, assim como o STF, a

Corte Especial precisa se debruçar sobre cada cargo para definir como ficam as novas delimitações. “Se definirmos de forma diferente (do STF), estaremos conflitando com a decisão da Suprema Corte”, completou a ministra. No início de maio, o plenário do STF decidiu, através de uma questão de ordem apresentada pelo ministro Luís Roberto Barroso, que o foro por prerrogativa para senadores e deputados federais só vale para crimes cometidos durante o mandato e em função do cargo. Isolado - A discussão no STJ começou através de uma questão de ordem apresentada pelo ministro Campbell, em uma ação penal que investiga um conselheiro do Tribunal de Contas do Distrito Federal, que supostamente cometeu crime enquanto ocupava cargo de deputado distrital. Para o ministro, voto isolado até o momento, o STJ não pode definir que a regra estabelecida pelo Supremo vale automaticamente para as outras autoridades. Segundo Campbell, quem pode determinar isso é apenas o Supremo Tribunal Federal ou o Congresso Nacional. Ele citou a proposta de súmula vinculante do ministro Dias Toffoli - para que a restrição passe a valer para todas as autoridades - e a PEC do Foro,

em discussão na Câmara dos Deputados. Os ministros Herman Benjamin e Luís Felipe Salomão, apesar de não terem votado, sinalizaram que devem acompanhar a corrente que defende a restrição do foro. Foi Salomão quem, na semana passada, através do “principio da simetria”, baixou para a primeira instância da Justiça o processo contra o governador da Paraíba Ricardo Vieira Coutinho (PSB), que apura crimes de responsabilidade supostamente cometidos em 2010, quando o político era prefeito de João Pessoa. “Para mim, o que está em questão aqui não nem mesmo o princípio da simetria, mas o princípio republicano. E é a partir desse princípio que tiramos a conclusão sobre quem é o juiz natural das ações”, disse o ministro Herman Benjamin. Salomão afirmou que pediu vista para poder trazer um voto mais detalhado sobre a questão. “Quero apresentar voto mais alentado”, disse o ministro, que reforçou sua posição já demonstrada quando baixou o processo de Coutinho na semana passada. Assim como Maria Thereza e Noronha, Salomão discorda do entendimento de Campbell de que o STJ não pode fazer a discussão sobre o foro. “Supremo não poderia julgar nossa competência,

quem decide sobre nossa Mariz Maia, alegou que não competência somos nós”. é possível aplicar automaticamente a governadores o PGR - Em memorial entre- entendimento do STF. gue aos 15 ministros que Para Mariz Maia, o plenáintegram a Corte Especial rio do STF se debruçou esdo STJ, o vice-procurador- pecificamente sobre questões -geral da República, Luciano envolvendo parlamentares,

não tendo julgado naquela ocasião casos de autoridades com prerrogativa de foro perante o STJ, como governadores, desembargadores dos Tribunais de Justiça (TJs) e conselheiros de tribunais de contas dos estados. (AE)

Comissão da Câmara quer ouvir juristas Brasília - A comissão especial da Câmara dos Deputados que discute a restrição do foro privilegiado aprovou ontem convite para ouvir os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, Roberto Barroso e Ricardo Lewandowski e mais sete juristas. Além dos ministros, também serão convidados o juiz federal Sérgio Moro, o procurador da República Deltan Dallagnol, o coordenador do projeto Supremo em Números e professor da Fundação Getulio Vargas no Rio de Janeiro (FGV-RJ) Ivar Hartmann, o jurista e professor de direito constitucional Lenio Luiz Streck, a professora de direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Luciana Boiteux, a professora de direito constitucional da Fundação Getúlio Vargas em São Paulo (FGV-SP) Eloisa Machado de Almeida e um representante do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Por se tratar de convite, não há obrigação da autoridade em comparecer à comissão. De acordo com o relator da proposta de emenda à Constituição (PEC) 333/17, deputado Efraim Filho (DEM-PB), os parlamentares poderão propor sugestões ao texto pelo prazo de oito sessões do plenário. Instalada na semana passada, a comissão especial que discute a PEC 333/17 é mais ampla na restrição do foro por prerrogativa de função, o chamado foro privilegiado, em relação ao que ficou definido pelo recentemente pelo STF. Ela vale para crimes cometidos por deputados, senadores, ministros de Estado, governadores, prefeitos, ministros de tribunais superiores, desembargadores, embaixadores, comandantes das Forças Armadas, integrantes de tribunais regionais federais, juízes federais, membros do Ministério Público, procurador-geral da República e membros dos conselhos

de Justiça e do Ministério Público. Pela proposta, continuariam com foro especial apenas o presidente e o vice-presidente da República, o chefe do Poder Judiciário, e os presidentes da Câmara e do Senado. A PEC também proíbe que constituições estaduais criem situações que permitam o foro especial. Tramitação - A tramitação da proposta esbarra no impedimento de alterações à Constituição durante a vigência da intervenção federal no Estado do Rio de Janeiro. Dessa forma, ainda há um impasse na Câmara sobre a análise de PECs na Casa. Em resposta a questão de ordem, o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) determinou que apenas no plenário ficaria proibido de analisar mudanças na Constituição, mas que o debate poderia seguir nas comissões. (ABr)


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POLÍTICA politica@diariodocomercio.com.br

REPASSES

Rito de denúncia contra Pimentel definido Processo que poderá levar o governador ao impeachment é aprovado pela Mesa Diretora da ALMG Brasília - A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou ontem o procedimento da análise da denúncia de crime de responsabilidade atribuído ao governador Fernando Pimentel. Caso seja acatada, a denúncia pode levar ao impeachment do governador. A denúncia, de iniciativa popular, contra o governador Fernando Pimentel, foi apresentada pelo advogado Mariel Márley Marra e acatada pela Mesa Diretora no dia 26 de abril. Segundo o advogado, o crime de responsabilidade se configura em função do atraso nos repasses financeiros devidos aos poderes Legislativo e Judiciário. Ele cita, ainda, a retenção de recursos estaduais devidos aos municípios. Para que a tramitação tenha início, é preciso ainda que sejam discutidas duas questões de ordem já formuladas. Não há prazo para que isso ocorra. Se superadas essas pendências, na reunião seguinte haverá leitura da denúncia e fundamentação. Depois, em até cinco dias úteis deve ser feita a indicação dos membros da comissão que analisará a denúncia pelos líderes de blocos e bancadas, viabilizando a eleição da comissão especial. Após indi-

cação de membros e eleição em plenário, a comissão será designada. A publicação do ato deverá ser feita em até 48 horas. Publicado o ato, abre-se a fase de trabalhos da comissão especial. Nas primeiras 48 horas após a publicação, deverá ocorrer reunião da comissão para eleição do presidente, vice e relator. O governador será notificado em até um dia. Depois, terá um prazo de dez reuniões de plenário, contadas a partir do recebimento da notificação, para apresentar sua defesa. Na sequência, haverá oitiva do autor da denúncia e do denunciado. Para essa etapa, não há prazo definido. Após a manifestação do denunciado ou fim do prazo da defesa, deverá ser feita a apresentação e aprovação do relatório. A comissão terá o prazo de dez reuniões de plenário para isso. Ao longo desse tempo, também poderá ouvir testemunhas e realizar diligências. Em seguida, a discussão passará a ser feita no plenário da Assembleia Legislativa. Primeiro, haverá leitura do parecer, no tempo decidido pela Mesa Diretora. Após 48 horas da publicação do parecer no Diário do Legislativo, começa sua discussão entre os parlamentares. A

DANIEL PROTZNER/ALMG

conclusão se dará na votação, para a qual também não há prazo preestabelecido. Se a denúncia for admitida, será encaminhado ofício ao Tribunal de Justiça. Depois, a Mesa Diretora terá cinco dias para deliberar sobre eleição dos representantes para tribunal de julgamento. Os detalhes do procedimento foram decididos pela presidência da Assembleia e lidos na reunião ordinária de plenário na tarde de ontem pelo primeiro vice-presidente, deputado Lafayette de Andrada (PRB). Houve duas alterações no rito proposto A Mesa da Assembleia fixou em dez reuniões de plenário a tramitação do caso Pimentel pela presidência. por agentes públicos, e em mo dia 8, Adalclever Lopes sidera que não há nulidade Prazo maior - O prazo para decisões recentes do Supre- respondeu aos argumentos no recebimento da denúna comissão especial emitir mo Tribunal Federal (STF) do líder do governo. No cia pelo deputado Lafayette dia 2 de maio, o deputado de Andrada (que conduzia parecer sobre a denúncia sobre o assunto. Uma das questões de Durval Ângelo questionou a reunião de Plenário no foi ampliado de cinco para dez reuniões de plenário, ordem pendentes é a do a falta de motivação para o dia 26 de abril), uma vez incluindo a possibilidade deputado Rogério Correia recebimento da denúncia, que os vice-presidentes têm de realização de diligências (PT), formulada no dia 2 de a ausência de competência a prerrogativa regimental de e escuta de testemunhas. maio, mesmo dia em que foi do primeiroº-vice-presidente substituir o presidente da Outra mudança é a previsão apresentada a do deputado da ALMG para o seu acolhi- ALMG quando este estiver de cinco dias úteis para indi- Durval Ângelo (PT), que já mento e a desconformidade ausente. Em sua questão de orcação de novos integrantes, foi rejeitada pelo presiden- com a Lei Federal 1.079, de caso a comissão especial seja te da ALMG. Uma terceira 1950, que tipifica os crimes de dem apresentada para conquestão de ordem foi apre- responsabilidade cometidos testar a denúncia contra o rejeitada pelo plenário. governador Fernando PiA Assembleia informou sentada durante a reunião por agentes públicos. Depois de analisar esses mentel, o deputado André que o rito foi definido com ordinária do último dia 8 base nos regimentos internos pelo líder do bloco governista três questionamentos, a pre- Quintão argumenta que os da ALMG e da Câmara dos “Minas Melhor”, deputado sidência da ALMG indefe- dois fatos apontados para Deputados, bem como na André Quintão (PT), também riu a questão de ordem e justificar um eventual imLei Federal 1.079, de 1950, requerendo a rejeição da reafirmou a legitimidade peachment não ocorreram ou do ato de recebimento da não permanecem, tornando que tipifica os crimes de denúncia. Na decisão lida no últidenúncia. A Presidência con- “inepta” a acusação. (ABr) responsabilidade cometidos


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NEGÓCIOS gestaoenegocios@diariodocomercio.com.br

BEBIDAS

Wine vai abrir loja física na Capital no segundo semestre E-commerce de vinhos planeja uma rede com 100 unidades até 2021

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THAÍNE BELISSA

Belo Horizonte recebe, no segundo semestre deste ano, uma das primeiras lojas físicas do wine.com.br, maior e-commerce de vinhos da América Latina. Depois de anunciar a compra da importadora e distribuidora de vinhos, Bodegas, a empresa inicia seu processo de expansão física pelo Brasil. A expectativa é chegar a 100 lojas até 2021. Com uma forte presença na plataforma da empresa e uma localização estratégica, Belo Horizonte está entre as primeiras capitais a receber uma loja da marca. O CEO da Wine, Rogério Salume, explica que a compra da Bodegas, há algumas semanas, permitiu que a empresa começasse a operar também no meio físico. A importadora e distribuidora de vinhos tem 15 anos de experiência no setor de bares, restaurantes, empórios e hotéis e já tinha seis lojas físicas no Rio Grande do Sul e no Paraná. A compra faz parte de uma estratégia do e-commerce que, há três anos, vem explorando o segmento b2b. Salume afirma que, a partir dessa presença física, o wine. com.br deixa de ser um negócio on-line para se tornar “all line”, no sentido de estar disponível em todos os lugares para o cliente. “Nosso intuito é estar presente em todos os momentos de decisão do

Salume explica que a compra da Bodegas permitiu à empresa operar no meio físico

cliente, seja no ambiente on-line, no aplicativo ou na loja física”, diz. Segundo ele, além das seis lojas já existentes no Sul do País, a marca vai abrir outras quatro ainda este ano. As cidades que receberão as unidades são Belo Horizonte, São Paulo e Espírito Santo. O CEO explica que a escolha de Belo Horizonte como uma das primeiras cidades a receber uma loja do wine. com.br se dá pelo potencial de consumo da cidade. De acordo com ele, o e-commerce tem muitos clientes da capital mineira, tanto pessoas físicas quanto empresários de restaurantes, bares, lojas e outros estabelecimentos.

“A cidade será um mercado-teste interessante para nós, tendo em vista a quantidade de clientes ativos que temos nela”, diz. Além disso, a proximidade da Capital da sede da empresa - que fica no Espírito Santo – também foi um ponto considerado estratégico. Salume não abre detalhes sobre investimentos na loja e explica que a localização exata da operação ainda está sendo fechada. Segundo ele, a unidade deve ser inaugurada no segundo semestre deste ano e vai gerar entre seis e oito empregos. O executivo afirma que a expectativa é que a loja fature o suficiente

para se manter a partir do terceiro mês de operação. Aquisição - Além de ajudar a empresa a expandir fisicamente pelo Brasil, a compra da Bodegas também trará um reforço importante à estratégia de atendimento a clientes corporativos na Wine. A distribuidora traz para o e-commerce 1.500 estabelecimentos comerciais em todo o Brasil, que compram anualmente, 450 mil garrafas. O CEO afirma que a empresa já está trabalhando a aquisição de mais uma empresa no setor, mas não abre detalhes. O foco é fortalecer ainda mais a área de b2b da Wine.

Verace ganha novo sócio e estima triplicar a receita JULIANA BAETA

Prêmios e conquistas em concursos de cerveja e a entrada de um novo sócio nos negócios da Cervejaria Verace, que tem sede em Nova Lima, devem impulsionar as vendas e o crescimento da marca neste ano. A expectativa é que o faturamento cresça em 200% até o fim do ano em relação a 2017, e que a capacidade instalada para a produção aumente em 60%. No ano passado, já houve um aumento significativo nesta capacidade, de 83%, em relação a 2016, mostrando que a expansão da Verace é um caminho sem volta. “Acredito que este crescimento previsto tenha a ver com os prêmios que a cervejaria ganhou, nos dando mais visibilidade e reconhecimento”, explica um dos fundadores da marca, Alessandro Fontenelle. No ano passado, a cervejaria faturou a medalha de ouro na Copa Cervezas de América 2017 em sua categoria e também teve uma de suas cervejas eleitas como a melhor brasileira. Além, disso, outros prêmios compõe o currículo da marca, como a premiação no Festival Brasileiro da Cerveja em Blumenau e também diversas medalhas no Concurso Brasileiro de Cervejas deste ano. O plano de negócios da empresa chamou a atenção do Grupo PGS,

que comprou parte da empresa, viabilizando essa expansão por permitir antecipar investimentos necessários para o crescimento da marca e a atuação em outros mercados. Para este ano, é previsto o investimento de cerca de R$ 1 milhão, segundo Fontenelle Com capacidade de produzir 2 milhões de litros de cerveja por ano, a empresa pretende adquirir novos equipamentos, como novos tanques de fermentação, para expandir a capacidade de estocagem do produto e, assim, possibilitar ampliar ainda mais a sua capacidade de produção. Tendo Minas com o principal mercado, a Verace também vai fortalecer sua presença em outros estados, como Rio de Janeiro e São Paulo. Este último, inclusive, deve receber um novo hub logístico da marca. A previsão é que 40% da produção seja destinado a outros estados. Estrutura - Localizada no Jardim Canadá, em Nova Lima, a cervejaria Verace conta com um espaço de 1.500 metros para a sua produção, laboratório e planta-piloto para o desenvolvimento de receitas, e tecnologia que garante a baixa variabilidade sensorial da cerveja. Só em BH, as cervejas Verace estão presentes em mais de 100 pontos de venda.

ALIMENTAÇÃO

Fórmula Pizza planeja atingir 30 unidades ainda neste ano DIVULGAÇÃO

JULIANA BAETA

Atualmente com 17 unidades no Brasil, sendo oito só em Belo Horizonte, a Fórmula Pizza pretende fechar o ano com 30 operações e a previsão de faturar R$ 5 milhões até lá, o dobro do faturamento atual. E ao que as estatísticas indicam, o mercado está para pizza. Segundo a Associação Pizzarias Unidas (Apuesp), diariamente no País são consumidas 1 milhão de pizzas. Além disso, de acordo com a Associação Brasileira de Franchising (ABF), as franquias de alimentos correspondem à maior parte do faturamento do franchising brasileiro. Só de 2016 a 2017 houve um crescimento de 6% no setor. Acompanhando este crescimento, a Fórmula Pizza, que contava com apenas quatro unidades no início de 2017, expandiu a marca em tempo recorde, indo

de encontro às previsões negócio que adotamos, que é muito simples: padronido empresário Henrique zação. Centralizamos toda Mol para a franquia. Dando a operação para gerenciar prosseguimento ao plano melhor e também temos de expansão que pretende uma indústria própria de fechar 2018 com 30 lojas, Mol insumos que entregamos conta que a implantação de ao franqueado. Tudo isso novas unidades em Minas faz com que o tempo de e também em São Paulo, preparo seja menor, em Santa Catarina, Pernambuco torno de sete minutos para e Rio de Janeiro, já está em montar e a assar, e também processo. o número de funcionários “O centro principal de reduzido, uma média de operações é BH, o que é natrês por unidade”, conta. tural, já que a marca nasceu Os benefícios do processo e cresceu aqui. Hoje, BH não otimizado e da alta padrotem mais possibilidade de nização do negócio também novas unidades, mas em atingem os clientes, que outras cidades de Minas sim, podem escolher entre 44 como já vem acontecendo, e opções de sabores e receber por isso o interesse da marca a refeição em tempo recoragora é ir para outras prade no delivery. Conforme Henrique Mol explica que o interesse é atuar em outras praças do mercado brasileiro ças no mercado brasileiro”, Mol, 85% dos pedidos são explica o empresário. Simplicidade De acordo forma geral, você tem uma a pizza, nem tanto, princientregues em menos de 35 A franquia funciona complexidade maior. Mas palmente para o modelo de minutos. com o responsável pela Fórprincipalmente no modelo delivery, mas algumas mula Pizza, Henrique Mol, o unidades adotam também que atrai novos franqueados www.twitter.com/diario_comercio www.facebook.com/DiariodoComercio o atendimento de mesa no é a simplicidade do negócio. Telefone: (31) 3469-2025 sistema fast food e em praças “Quando se fala em atuar gestaoenegocios@diariodocomercio.com.br de alimentação. no setor alimentício, de


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CRIPTOMOEDAS

Bitcoin poderá consumir 0,5% da energia elétrica em todo o planeta Estudo foi apresentado ontem na Holanda São Paulo - Imagine a quantidade de energia elétrica consumida por residências, comércio e iluminação pública em toda a cidade de São Paulo. Essa é aproximadamente a quantidade de eletricidade gasta para produzir a moeda virtual bitcoin, de acordo com um novo estudo. De acordo com a pesquisa realizada com uma nova metodologia pelo economista holandês Alex de Vries, especialista em bitcoins do Experience Center da PwC na Holanda, a rede de computadores envolvida na produção de bitcoins consome no mínimo 2,55 gigawatts por hora - um valor semelhante ao da energia elétrica consumida na cidade de São Paulo, ou em um país como a Irlanda. Especialistas têm manifestado preocupação com a enorme quantidade de energia elétrica necessária para o processo industrial envolvido na emissão da moeda virtual bitcoin, mas até agora, esse consumo não havia sido medido por nenhum estudo científico rigoroso. Com a crescente valorização do bitcoin, o autor afirma que esse consumo deverá crescer de forma expressiva até o fim de 2018, alcançando 7,7 gigawatts - cerca de 0,5% do consumo mundial de energia elétrica. A pesquisa teve seus resultados publicados ontem, na Joule, a revista científica do grupo Cell dedicada a estudos sobre energia. “Temos visto muitos cálculos improvisados, mas nós precisamos de uma discussão mais científica sobre o rumo dessa rede. Neste momento, de forma geral, a informação disponível tem qualidade bastante baixa. Por isso espero que esse artigo seja utilizado como fundamento para mais pesquisas”, disse De Vries. O economista, que é fundador do blog Digiconomist, dedicado

a fornecer informações usuários de “criptomoeadas”, afirma que uma única transação com bitcoin consome tanta eletricidade como a média de uma residência holandesa durante um mês. Se até o fim do ano o consumo subir mesmo para 7,7 gigawatts, ele será equivalente ao de um país como a Áustria. “Para mim, 0,5% já é bastante chocante. É uma diferença extrema em comparação ao sistema financeiro convencional e essa demanda crescente de eletricidade definitivamente não vai nos ajudar a alcançar nossas metas climáticas”, afirmou De Vries. De acordo com o economista, se o preço do bitcoin continuar a crescer da maneira como os especialistas estão prevendo, a rede poderá chegar a consumir nos próximos anos algo em torno de 5% da eletricidade do mundo. “Isso seria terrível”, afirmou. Carbono - Embora o bitcoin seja uma moeda virtual, sua produção causa problemas bastante concretos como a emissão de carbono na atmosfera. Na China, país que concentra o maior número de “mineradores” de bitcoins, a maior parte da energia elétrica é produzida pela queima do combustível fóssil. “A eletricidade com base em carvão está disponível na China com taxas muito baixas e país concentra mais da metade das ‘minas’ de bitcoin”, disse De Vries. Um estudo feito por ele em dezembro de 2017 em uma “mina” de bitcoins na Mongólia - onde a matriz energética também se baseia no carvão - estimou que uma única transação com o bitcoins pode ter uma “pegada de carbono” semelhante à de um passageiro voando por uma hora em um Boeing 747. “Pelos nossos cálculos, são emitidas mais de 440 quilos de carbono para cada transação com o bitcoin.”

Apesar de ser uma moeda virtual, a produção do Bitcoin causa problemas concretos como a emissão de carbono

Processo de criação da moeda é complexo São Paulo - Os bitcoins são criados por um processo complexo no qual supercomputadores processam continuamente cálculos matemáticos de alta complexidade, em milésimos de segundos, por meio de um software específico. A cada 10 minutos, o software lança uma equação matemática diferente. Ligados em uma espécie de rede paralela na web, os computadores competem pela chance de desvendar essas equações, para criar a próxima cadeia de transações. O usuário do comutador que decifrar primeiro os códigos é premiado com um lote de 12,5 bitcoins. Esse processo é conhecido como “mineração”. “Você está gerando números o tempo todo e as máquinas que são usadas para isso gastam eletricidade. Se você quiser uma fatia maior do bolo, vai precisar aumentar seu poder computacional. Com isso, há um grande incentivo para que as pessoas aumentem seus gastos em computadores e em eletricidade”, explica De Vries. Metodologia - A metodologia de estimativa do gasto de energia utilizada por De Vries se baseia em calcular em que momento o incentivo deixa de ser economicamente viável. Os

princípios econômicos, segundo ele, sugerem que toda a rede de bitcoins em determinado momento alcançará um equilíbrio no qual os custos dos computadores e da eletricidade utilizados na mineração chegarão a igualar o valor do bitcoin produzido. A partir da obtenção desse dado, ele consegue quantificar a eletricidade que a rede utilizará até alcançar o ponto de equilíbrio. Outros pesquisadores já haviam utilizado o mesmo princípio em estudos anteriores, mas De Vries foi mais longe. Ele utilizou as informações do Bitmain, o maior fabricante de máquinas de mineração de bitcoins, para estimar quanto dos custos de mineração estão associados aos gastos com hardware, excluindo a eletricidade. Embora De Vries tenha confiança em suas estimativas, ele afirma que o problema de seu método é que os fabricantes dos computadores são extremamente sigilosos com seus dados. “Às vezes a melhor informação que temos é um relato instável de testemunhas oculares. É com esse problema que temos que trabalhar a partir de agora.” Segundo De Vries, fazer uma boa estimativa do consumo de eletricidade pelo bitcoin é importante para determinar a

sustentabilidade das criptomoedas e para ajudar a formular as políticas relacionadas a elas. Ele afirma que, nos Estados Unidos, alguns estados já começaram a impor restrições à mineração de bitcoins. “Mas é preciso que essas políticas tenham fundamento em estudos sérios. Acredito que meu método é importante nesse aspecto, porque ele permite olhar para frente. O seu foco não é o que fazemos agora, mas para onde estamos indo. Acho que isso é algo que realmente precisamos conhecer para poder traçar políticas sobre o assunto”, disse. De Vries afirma, porém, que seus resultados deixam espaço para discussões sobre o método. “Acho que todos concordarão com os números que obtivemos sobre o consumo mínimo de energia utilizada para a produção do bitcoin. Mas as estimativas futuras realmente deixam grande espaço para discussão. De fato, não temos uma abordagem consensual, neste momento, para estimar o consumo de eletricidade no futuro. Espero que meu trabalho abra essa discussão. Eu estou fazendo essa pesquisa, mas tem muita gente que também deve estar estudando isso”, declarou. (AE)

IDEIAS

O novo gestor e a importância da informação inteligente CLAUDIO SHIMOYAMA *

E começa a mudança. Vivemos a era do cliente, do “P” de pessoas, centrada nas demandas de um público altamente conectado, e que entendeu bem o quanto a tecnologia impactou o consumo e a relação com a marcas. O diferencial competitivo das empresas agora está em conhecer as pessoas, os clientes e se conectar com eles de forma inovadora. No novo cenário, tamanho e escala são menos relevantes. A questão é quão conectada com o cliente uma empresa é e qual a velocidade com que essa empresa é capaz de inovar e adaptar-se criando seu próprio caminho. Uma evidência da teoria da era do cliente como propulsora da transformação digital é a dura competição a qual estamos assistindo no comércio eletrônico, e-commerce, e como os consumidores podem encontrar alternativas rapidamente. Neste contexto, a fidelização de clientes é um desafio ainda mais árduo. Não basta ter preços acessíveis. Hoje, por exemplo, uma rede de supermercados deve gerar uma experiência de compra realmente positiva, que encante o cliente e que supere a sua expectativa entregando uma experiência única.

As mudanças no comportamento do consumidor, as estratégias competitivas e a inexorável força das novas tecnologias estão batendo simultaneamente à nossa porta. Os processos são cada vez mais complexos, com um número muito maior do que antes de fatores que influenciam a tomada de decisões. Um novo meio de comunicação, a internet, conquistou a imaginação dos empresários, o voto dos consumidores e o dinheiro do mercado. A internet mudou de forma singular e radical, o conceito de valor do serviço mais do que qualquer outra coisa desde o surgimento do telégrafo. Todas as empresas dependem de informações e conhecimentos obtidos em vários tipos de interação. A manutenção de qualquer base de informações, por sua vez, depende da natureza da tecnologia utilizada. Como uma extensão da interação humana numa rede de relacionamentos cada vez mais presente, a internet é revolucionária por redefinir os modelos de negócios e o futuro do marketing. Com o novo comportamento do consumidor digital, surge também o novo gestor 4.0, que deve ter mais

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conteúdo, domínio da alta tecnologia e acesso às redes sociais. Um momento da verdade é precisamente aquele instante em que o cliente entra em contato com qualquer setor de um supermercado, por exemplo, e, com base nesse contato, forma uma opinião

sobre a qualidade do serviço. Hoje em dia, as empresas devem pensar de dentro para fora, por meio de estratégias de endomarketing, preparando os funcionários para o propósito da organização. Um empacotador de supermercado enquanto empacota

as compras está constantemente tomando decisões. Quantos produtos colocar em uma sacola? Qual é o peso confortável? Como segmentar os produtos? Como tratar os clientes? Pode até não parecer complexo, mas envolve muitas variáveis do cliente (idade, gênero, entre outros). As empresas que conseguem ter o seu propósito sólido ao longo do tempo costumam investir muito na seleção e promoção de pessoas que simbolizam seus valores e o posicionamento da empresa. Estar bem informado com informações inteligentes é de suma importância para o sucesso do novo gestor na elaboração de estratégias customizadas e tomadas de decisão seguras. O novo profissional, focado em pessoas, precisa saber quem é o seu cliente, conhecer e entender as suas expectativas, saber o que o ele está comprando, gerenciar o resultado, a experiência e a relação com o cliente em tempo real. Pense nisso! * CEO do Grupo Datacenso e diretor da Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil - Seção Paraná (ADVB-PR)


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NEGÓCIOS FRANQUIA

Supera inaugura unidade no Cidade Nova Rede oferece método para melhorar habilidades como memória, concentração e raciocínio JULIANA BAETA

Malhar o cérebro se tornou um negócio lucrativo no Brasil. Pelo menos é o que mostram os resultados da franquia Supera, uma espécie de academia de ginástica mental que propõe um método de estímulo ao cérebro para melhorar habilidades como memória, concentração, raciocínio e criatividade. Inaugurada recentemente no bairro Cidade Nova, na região Nordeste da Capital, a nova unidade é a quarta franquia em Belo Horizonte, sendo as outras localizadas na Pampulha, Caiçara (Noroeste) e Savassi (Centro-Sul). Atualmente, Minas conta com 29 unidades, mas estão previstas para este ano a instalação de mais três franquias, nas cidades de Unaí, Itabira, Cataguases, e mais uma capital mineira, no bairro Gutierrez, ainda sem data prevista. O negócio nascido em São José dos Campos, São Paulo, em 2006, se transformou em uma rede de franquias para evitar concorrentes. “Por ser uma ideia muito inovadora, havia a consciência de que se o negócio desse certo seríamos copiados. Para nos proteger dessa possibilidade e manter nossa liderança de mercado, o plano de negócios previa a expansão pelo modelo de franquias, pois o crescimento próprio seria muito mais lento e deixaria a nossa liderança vulnerável”, explica o fundador e presidente da rede, Antônio Carlos Guarini Perpétuo.

A ideia surgiu para melhorar o desempenho do filho de Perpétuo na escola a partir do ábaco, instrumento milenar usado para fazer contas. A partir daí o negócio cresceu de forma a modificar os planos de expansão da empresa. Com o planejamento inicial de inaugurar 500 unidades em 15 anos – hoje a rede completa 12 anos -, ou seja, vender 33 franquias por ano, o crescimento se mostra bem além deste cálculo. Só este ano, a rede deve inaugurar 75 novas franquias em todo o Brasil, que já tem cerca de 300 unidades, sendo 250 franquias em operação, cobrindo todas as regiões. Com um investimento inicial de R$ 119 mil a R$ 229 mil – dependendo do formato da franquia micro ou padrão – é possível ter o retorno do valor investido em um tempo razoável. Como a franqueada Liliana Fracon, que inaugurou sua unidade Supera em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em agosto do ano passado, e hoje já começa a ver os primeiros resultados do investimento. Com capacidade para 250 alunos, sua franquia conta com 60 matrículas de pessoas desde os 6 anos até a terceira idade. Segundo ela, a ideia de uma ginástica para o cérebro desperta a curiosidade e a vontade de estimular a mente. “A nossa loja fica na rua e quando as pessoas passam e olham o letreiro de

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Supera conta com 29 unidades em Minas Gerais e planeja a instalação de mais três franquias no Estado neste ano

Supera – Ginástica para o Cérebro, elas sentem interesse em conhecer. Além disso, para divulgar o curso, nós participamos de várias feiras, eventos, visitamos empresas e escolas para mostrar o nosso trabalho. Mas também tem havido uma demanda de pessoas que procuram pelo curso na internet e encontram a nossa unidade, porque é algo que está sendo mais falado agora. Quando começamos, foi porque eu minha CHARLES SILVA DUARTE

mãe estávamos procurando algo para investir e achamos bem interessante o método Supera. Vimos ali uma brecha no mercado, porque na região de Nova Lima, onde moro, não havia nenhuma unidade”, conta. Formato - Com o máximo de 12 alunos por turma, dividida por faixa etária, o curso Supera tem duração de 18 meses, duas horas por semana. O valor varia de acordo com a região, mas

pode ser comparável ao preço de uma conceituada escola de idiomas. Método - O princípio de se treinar o cérebro baseia-se na premissa de que ele funciona no “piloto automático” quando acomodado. Para reverter isso, os exercícios propostos exigem pensamento, raciocínio e estímulo, desde ações como escovar os dentes com a mão não dominante e andar de costas, até utili-

zar o ábaco, apostilas com exercícios cognitivos, jogos de tabuleiro, jogos on-line, dinâmicas em grupo e as chamadas neuróbicas. Com isso, segundo o método, é possível desenvolver funções cognitivas, socioemocionais e éticas de modo a aplicá-las no dia a dia para melhorar a memória, estudar com mais atenção, passar em uma prova ou ampliar a capacidade de concentração.

INOVAÇÃO

EDP Starter Brasil está com as inscrições abertas até 31 de maio DA REDAÇÃO

As novas operações da companhia aérea serão realizadas nas terças e quintas a partir de agosto

TURISMO

Azul anuncia voos regulares entre Belo Horizonte e Jericoacoara em agosto DA REDAÇÃO

A Azul anunciou ontem que a partir de 7 de agosto passa a operar frequências regulares e sem escalas entre Belo Horizonte e Jericoacoara, no Ceará. As novas operações serão realizadas às terças e quintas com as aeronaves modelo Embraer 195, que tem capacidade para até 118 clientes. Os voos do novo mercado já estão à venda em todos os canais oficiais da Azul. A decisão de operar a rota, de acordo com a companhia aérea, foi tomada após os testes bem-sucedidos no mercado doméstico, com voos extras e ao longo da última alta temporada de verão. Com o novo mercado, a Azul passa a voar para

Jericoacoara a partir de seus três hubs: Campinas, Belo Horizonte e Recife. Ao todo, serão cinco operações semanais para um dos destinos mais procurados do País. Para o diretor de planejamento de malha da Azul, Daniel Tkacz, o voo fortalece o centro de conexões em Minas Gerais e traz uma importante opção de lazer para clientes que partem da região Sudeste. “Estamos muito felizes com esse anúncio. Belo Horizonte ganha um novo destino, com duas operações semanais. Isso vai fortalecer o nosso hub mineiro e proporcionar a nossos clientes uma opção de lazer mais viável para quem mora em Minas e em outras cidades do Sudeste e do Sul do país”,

ressalta Tkacz. Os voos entre Belo Horizonte e Jericoacoara terão conexões de e para Brasília, Congonhas, Guarulhos e Campinas, em São Paulo, além de Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre. As cidades atendidas pela Azul no interior de Minas e de São Paulo também serão beneficiadas com uma conectividade curta em Confins. Junto à inclusão de voos para Jericoacoara, Belo Horizonte ganhará mais duas operações semanais para Campinas. As frequências também vão ser integradas à malha da companhia a partir de 07 de agosto. Quando em operação, o mercado Campinas-Confins passará a ter 11 voos diários às terças e quintas.

A segunda edição do EDP Starter Brasil, programa de aceleração voltado a startups com soluções para o setor de energia, já está com inscrições abertas para empreendedores de qualquer região do País. Interessados podem se cadastrar até 31 de maio, no site www.edpstarter.com/brasil. As equipes escolhidas durante o processo de seleção terão acesso a uma estrutura completa para suportar o desenvolvimento do seu negócio, com consultoria especializada em inovação, mentoria de executivos da EDP e de especialistas do mercado, espaço de coworking no Wework, e assessoria em diversas áreas de negócio, customizadas para as necessidades de cada empreendedor. Um dos principais diferenciais do programa é a possibilidade de investimento de até R$ 10 milhões nas startups participantes. Além de conquistarem uma entrada no mercado de energia, as participantes passam a integrar a comunidade global do EDP Starter. Dentro do ecossistema, terão acesso a diversas oportunidades, como a possibilidade de desenvolvimento de projetos-piloto financiados pela EDP, abertura a novos mercados, como a Europa, com mentoria internacional e participação em outras competições, entre elas o Seed Race e o EDP Open Inno-

vation, além de um potencial investimento por meio da EDP Ventures, fundo de capital de risco do grupo. “Ao ingressarem no programa, as startups passam a fazer parte de uma comunidade global de apoio ao empreendedorismo. Atualmente, temos cinco empresas brasileiras em nosso portfólio, parte delas provenientes da última edição do EDP Starter, e estamos desenvolvendo projetos-piloto com quatro delas, com resultados promissores”, ressalta a gestora de inovação da companhia Lívia Brando. Nessa edição, o EDP Starter está em busca de novas ideias em seis temas estratégicos: Soluções com Foco no Cliente, Inovação Digital, Energias Renováveis, Armazenamento de Energia, Redes Inteligentes e Soluções de suporte para áreas que não são core business. Para exemplificar, algumas das principais soluções seriam nas áreas de Mobilidade Elétrica, Baterias, Analytics, Gestão de Energia, Modelos de Predição, Internet das Coisas, Realidade Aumentada, Inteligência Artificial, BlockChain, Meios de Pagamento, entre outras. A iniciativa foi organizada em conjunto com a Tropos Lab, consultoria de inovação que participará diretamente do processo de seleção e desenvolvimento das startups, com aplicação de metodologia própria, além de disponibilizar seus

mentores especializados para auxiliar as equipes ao longo de todo o programa. Etapas - Após avaliação dos formulários de inscrição e das entrevistas, serão classificadas dez startups para participar de um bootcamp de dois dias. Nesta primeira fase do programa, os empreendedores participarão de um PitchFest para apresentarem suas ideias à EDP, e cinco empresas serão selecionados para continuar na próxima etapa. As escolhidas passarão, então, por um processo de aceleração e desenvolvimento durante três meses. O programa contempla a validação do modelo de negócio, criação de proposta de projeto-piloto, validação da solução junto à EDP, além das mentorias especializadas para suportar o desenvolvimento dos modelos de negócio visando escala comercial. O EDP Starter terá sua grande final em setembro, quando as startups se reunirão em um Demoday. Elas demonstrarão suas soluções e desenvolvimento obtido ao longo do programa a um público diverso, com executivos da EDP Ventures, investidores de mercado e parceiros de negócio. A equipe ganhadora terá a oportunidade de participar do WebSummit em Lisboa, um dos maiores eventos de tecnologia do mundo, além de poder conhecer o ecossistema europeu.


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AGRONEGÓCIO

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AVICULTURA

FERTILIZANTES

Retração nas exportações compromete mercado de frango em Minas Gerais

Yara conclui aquisição da Vale Cubatão e anuncia mais investimentos no Brasil

Setor deve regular oferta para evitar queda de preços MAPA / DIVULGAÇÃO

MICHELLE VALVERDE

Com a retração nas exportações e o início do embargo europeu às aquisições de carne de frango de 20 unidades frigoríficas do País, o cenário é desafiador para os produtores de frango. Com as negociações suspensas, a tendência é que a oferta de carne no mercado interno aumente, o que pode contribuir para a retração dos preços. Uma possível queda nos valores pagos pelo frango vivo complicaria ainda mais a situação das granjas, que já trabalham com custo de produção em alta em função da valorização do milho. Apesar de Minas Gerais não ter nenhuma planta industrial na lista dos embargos, o mercado do frango no Estado pode ser prejudicado com o aumento da oferta de carne proveniente de outros estados produtores. O embargo à carne de frango de 20 unidades produtivas foi anunciado em 19 de abril e iniciado ontem. A estimativa da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) é que a suspensão das exportações destas unidades para a União Europeia gere perdas próximas a 30% sobre o total do produto exportado pelo Brasil para o bloco, que é composto por 28 países. A situação agrava o cenário do frango, que vem enfrentando preços baixos e aumento dos custos. De acordo com o consultor analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, 2018 tem sido um ano difícil para a avicultura. Além das exportações em queda, os custos de produção estão elevados. Por isso, o momento é delicado para o setor, que deve procurar formas de manter a oferta ajustada ao consumo, evitando novas quedas de preços. “O embargo às exportações de carne de frango vem agravar o cenário. Abril foi marcado pelo pior desempenho dos embarques nacionais na última década e junto a isto veio o aumento dos custos de produção”. Em Minas Gerais o desafio também será grande. De janeiro a abril, as exportações de carne de frango recuaram expressivos 38,6% em faturamento, que chegou a US$ 66,8 milhões. Ao todo, foram destinados ao mercado externo 40,9

Em abril o quilo do frango vivo caiu para R$ 2,10, subindo para R$ 2,50 em maio

mil toneladas de corte de frango, volume 38,8% menor. Com a queda nas exportações, várias granjas já estão em processo de redução do alojamento. De acordo com Iglesias, a redução já mostrou resultados no mercado. Preços - “Os preços do frango vivo reagiram e encontraram espaço para alta na primeira quinzena de maio. Mas, em todo caso, o cenário é muito complicado e difícil para o setor”, analisa Iglesias. Segundo ele, no momento existe uma necessidade crônica de manter a oferta ajustada ao mercado interno, uma vez que não existem expectativas de recuperar as exportações. “Por mais que o câmbio esteja desvalorizado, o País precisa recuperar a credibilidade, principalmente no mercado europeu. Mesmo a Europa não sendo a grande consumidora de carne de frango do Brasil, decisões tomadas pelo bloco podem ser seguidas por outros países e impactar em grandes mercados consumidores do País, como Japão, Hong Kong e Oriente Médio. A situação é muito complicada”, observa. Entre março e abril, o quilo do frango vivo registrou um dos valores mais baixos em Minas Gerais, R$ 2,10. A partir da primeira semana de maio, foi registrada elevação com o produto sendo negociado

em 15 de maio a R$ 2,50 por quilo do frango vivo. “A alta registrada na primeira quinzena de maio, é um sinal de que as indústrias estão controlando o alojamento e, isso reflete na produção de frango. Já estamos em um cenário de oferta ajustada e tem que ser assim. Caso contrário, o problema tende a ser mais sério que o observado até o momento. O ajuste de produção também é importante em um cenário de custos elevados”, explicou Iglesias. Custos - Com a tendência de um mercado mais abastecido após o embargo da União Europeia, o controle dos custos de produção será essencial ao longo dos próximos meses. Iglesias destaca que nos últimos meses foi registrada valorização significativa dos preços do milho e do farelo, principais insumos utilizados na produção de frangos. A tendência é de preços altos no segundo semestre, caso realmente ocorra quebra na safrinha de milho. “O custo de produção elevado é um problema sério para o setor. Muitas empresas estão reduzindo os alojamentos para reduzir custos e ajuste da oferta. Mas, isso impacta no mercado, já que ocorrem demissões e férias coletivas. É uma ação prejudicial para a economia brasileira”, explicou Iglesias.

REFIS RURAL

Governo alega falta de recursos para negociar as dívidas, com valor total estimado em R$ 17 bilhões Brasília - O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, disse que a renegociação de dívidas de produtores rurais só poderá ser feita quando houver definição de fonte orçamentária que bancará os custos do programa. Após participar de reunião na Câmara dos Deputados, Almeida explicou que, quando o Congresso Nacional derrubou vetos do presidente Michel Temer à renegociação das dívidas, não ficou estabelecida qual seria a fonte de receitas para essa despesa. “Uma despesa sem fonte orçamentária não pode ser paga. Se os bancos renegociarem sem a definição da fonte orçamentária, o Tesouro ficará devedor dos bancos. É como se os bancos, inclusive os públicos, tivessem financiando o

Tesouro, o que também não pode, o TCU não deixa”, detalhou. O secretário afirmou ainda que, se fossem renegociadas todas as dívidas dos produtores rurais de uma vez, em um ano, o impacto seria de R$ 17 bilhões. Ele afirmou que o governo não tem um número fechado do valor a ser equalizado porque possivelmente não haverá renegociação de 100% da dívida, principalmente neste ano. “Ninguém sabe exatamente o valor, por isso que é tão difícil definir o orçamento”, acrescentou. Outra dificuldade é que o orçamento de 2018 já está próximo ao teto de gastos permitidos. Com isso, para definir a fonte que financiará a renegociação dessas dívidas, terá que haver cancelamento de despesas

obrigatórias ou corte nas discricionárias, já bastante apertadas. “Para definir fonte orçamentária, vai ter que cortar outras despesas. Isso não cabe à Fazenda, que não define qual despesa é prioritária. Isso depende do Congresso”, afirmou. A renegociação de dívidas dos produtores rurais com até 95% de desconto do saldo devedor foi incluída na Lei 13.606, que criou o Refis do Funrural. O presidente Michel Temer chegou a vetar as benesses, mas o Congresso derrubou todos os vetos. O Ministério da Fazenda, no entanto, enviou comunicado aos bancos públicos proibindo a renegociação, já que não há previsão no orçamento para bancar a “bondade”. (AE)

DA REDAÇÃO

A Yara concluiu, na terça-feira (15), a aquisição dos ativos da Vale Cubatão Fertilizantes. Com isso, a empresa iniciará o processo de integração das operações adquiridas, marcando a sua estreia na produção de nitrogenados no País, ou seja, de matérias-primas à base de nitrogênio utilizadas para a indústria de fertilizantes e em soluções para segmentos industriais, como mineração, indústria química básica, tratamento de água e construção civil. A transação foi de US$ 255 milhões e fará com que a Yara aumente sua presença na produção nacional. Segundo o vice-presidente da Yara International e presidente da Yara Brasil, Lair Hanzen, a aquisição vai ao encontro dos planos da empresa para o País, que vêm em um crescimento constante. A aquisição vai incorporar aos ativos da Yara no País um complexo de nitrogênio e fosfato, composto por quatro unidades, com uma capacidade de produção anual de aproximadamente 200 mil toneladas de amônia, 500 mil toneladas de nitratos (divididos entre os segmentos de fertilizantes e industrial) e 700 mil toneladas de fertilizantes fosfatados. Com a conclusão do negócio, a Yara passa a ter oito unidades de Produção, duas de Soluções Ambientais, 22 unidades de Nutrição de Plantas (mistura e distribuição de fer-

tilizantes), além de dois portos, quatro unidades de mineração e três escritórios para apoiar a operação. A Yara estima investir US$ 80 milhões nos próximos anos no Complexo Industrial em Cubatão, a fim de materializar sinergias anuais de 25 milhões de dólares, por meio de uma combinação de otimização de custo, ativos e portfólio de produtos. A Yara e a joint venture Galvani produzem atualmente cerca de 2 milhões de toneladas de fertilizantes e, após assumirem os ativos da Vale, as empresas produzirão 3 milhões de toneladas anualmente. Projetos - Este é um dos principais investimentos da companhia no País. Além da aquisição das unidades da Vale Cubatão Fertilizantes, a Yara está investindo mais R$ 2 bilhões no Complexo Mineroindustrial de Serra do Salitre (MG), por meio da sua controlada Galvani S/A, R$ 1,5 bilhão de reais na duplicação do Complexo de Rio Grande (RS), além dos R$ 100 milhões investidos na primeira fábrica de fertilizantes foliares da empresa fora da Europa, em Sumaré (SP), inaugurada em março deste ano. “Nosso plano estruturado de investimentos no Brasil, iniciado em 2013, prevê mais de US$ 2,5 bilhões em aquisições, construções, ampliações e melhorias de segurança e produtividade, o que confirma nossa aposta no País e na agricultura brasileira”, ressalta Hanzen. (Com informações da Yara).

INSPEÇÃO SANITÁRIA

Missão técnica chinesa deve chegar ao Brasil até o fim do mês para vistoriar frigoríficos Ribeirão Preto - Brasil e China retomarão este ano as reuniões da subcomissão de inspeção e quarentena agropecuária dos dois países, o que não ocorre há mais dois anos, informou ontem o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi. Segundo ele, a decisão foi tomada em encontro na Administração Geral de Aduana da China, órgão que aprova as condições sanitárias e fitossanitárias para o comércio de produtos agropecuários. “Esse é o começo de um novo tempo para nossas relações comerciais”, informou Maggi, que está em Xangai (China), em mensagem. De acordo com ele, os pontos discutidos na reunião serão sobre as exportações de miúdos de suínos e bovinos, de carnes com osso, e de carnes termicamente processadas. “Isso só está sendo possível porque estamos recebendo o certificado de país livre de febre aftosa (com vacinação) pela OIE (Organização Internacional de Saúde Animal)”, informou o ministro, que receberá o certificado este mês, em Paris (França). De acordo com Maggi, na agenda de negociações sanitárias com a China também estão incluídas exportações de frutas, arroz, lácteos, ração animal, ovos férteis e pescados. “Assim vamos avançando na diversificação da nossa pauta de exportação”, concluiu. Inspeção - Em Pequim, durante reunião com o ministro

do Comércio da China, Zhong Shan, o ministro Blairo Maggi recebeu a confirmação de que até o final deste mês chegará ao Brasil uma missão técnica com especialistas veterinários para vistoriar novos frigoríficos. O ministério apresentou uma lista com 84 novos estabelecimentos a serem vistoriados pelos chineses. A expectativa é de que o país asiático libere boa parte desses frigoríficos para exportar. O chanceler brasileiro Aloysio Nunes Ferreira também participou da reunião com o ministro do Comércio da China, onde foram tratadas as dificuldades nas relações comercias entre os dois países. “Vamos acelerar conversas por meio de nossa embaixada em Pequim”, afirmou Maggi. O Brasil possui atualmente 102 processos contra a China em tramitação junto à OMC (Organização Mundial do Comércio), em que algumas práticas comerciais são contestadas. No entanto, o ministro Blairo Maggi disse que muitas questões poderão ser resolvidas, uma vez que os dois países possuem muitas coisas em comum. Na visão do ministro Blairo Maggi, os processos junto à OMC demonstram que ainda é muito forte o protecionismo existente em vários países. Para Maggi, esse tipo de atitude (protecionismo) por parte dos governos só atrapalha o livre comércio entre os países. Com informações do Mapa.


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FINANÇAS financas@diariodocomercio.com.br

BANCO CENTRAL DO BRASIL / DIVULGAÇÃO

COPOM

BC paralisa cortes e mantém Selic a 6,5% ao ano

Ibovespa avança e fecha com elevação de 1,65%; dólar segue em alta São Paulo - A bolsa brasileira fechou em alta ontem, com o Ibovespa acima dos 86 mil pontos, seguindo o viés positivo de praças acionárias no exterior, com as ações de Vale e Petrobras entre as maiores contribuições positivas. O principal índice do mercado acionário doméstico encerrou o pregão com elevação de 1,65%, a 86.536 pontos, maior patamar desde meados de março. O volume financeiro do pregão somou R$ 11,9 bilhões. A sessão na bolsa também foi marcada pelo vencimento mensal dos contratos de opções sobre o Ibovespa. “No exterior, o cenário ainda é mais positivo para os ativos de risco”, avaliou a equipe da Guide Investimentos, em nota a clientes, destacando o desempenho das bolsas nos Estados Unidos e na Europa. O analista-chefe da Rico Investimentos, Roberto Indech, também destacou o desempenho das ações de empresas de varejo na bolsa local, atrelando o movimento às expectativas relacionadas à decisão do Banco Central sobre a taxa de juros.

Decisão se deu por unanimidade econômica, do balanço de riscos e das projeções e Após a recente reversão expectativas de inflação”, do cenário externo, com a va- acrescentou o Copom. lorização do dólar em relação a diversas moedas de países Inflação - No documento, o emergentes - como o Brasil BC também atualizou suas -, os membros do Comitê de projeções para a inflação. Política Monetária (Copom) No cenário de mercado do Banco Central decidiram, que utiliza expectativas por unanimidade, manter a para câmbio e juros do Selic (a taxa básica de juros) mercado financeiro, comem 6,50% ao ano. piladas no relatório Focus A decisão, anunciada -, o BC alterou sua projeção ontem pela instituição, in- para o IPCA em 2018 de terrompeu a trajetória de 3,8% para 3,6%. 12 cortes consecutivos na No caso de 2019, a extaxa Selic, que a levou ao pectativa foi de 4,1% para nível mais baixo da série 3,9%. As projeções anteriohistórica do Copom, ini- res constaram no Relatório ciada em junho de 1996. Trimestral de Inflação (RTI), A decisão de ontem con- divulgado no fim de março. trariou as expectativas de Esse cenário considera a quase todos os economistas Selic em 6,25% ao fim de do mercado financeiro. De 2018 e em 8,0% ao fim de um total de 55 instituições 2019, com câmbio em R$ 3,40 consultadas pelo Projeções no fim de ambos os anos. Broadcast, 53 esperavam Dessa vez, o comunicado um corte de 0,25 ponto do Copom incluiu um novo percentual da Selic, para cenário, com juros cons6,25% ao ano. Apenas duas tantes em 6,50% e câmbio casas aguardavam pela constante a R$ 3,60 (arremanutenção da Selic em dondamento da média dos 6,50% ao ano. últimos cinco dias úteis até Na reunião anterior do sexta-feira passada). Nesse Copom, o colegiado havia cenário, as projeções para sinalizado um novo corte o IPCA situam-se em torno moderado na Selic para de 4,0% tanto para 2018, este encontro. No comu- como para 2019. nicado que acompanhou a decisão de ontem, no en- Setores – Em nota à imtanto, a instituição afirmou prensa, a Federação das que a evolução do cenário Indústrias do Estado de básico e, principalmente, Minas Gerais (Fiemg) lado balanço de riscos tor- mentou a decisão, já que, na nou desnecessária uma visão da entidade, o novo flexibilização monetária corte “seria importante para adicional para mitigar o a atual situação de lenta risco de postergação da recuperação da atividade convergência da inflação econômica no Brasil”. rumo às metas. O presidente da Fiemg, “Para as próximas reu- Olavo Machado Junior, niões, o Comitê vê como ressaltou ainda a imporadequada a manutenção da tância da redução do spread taxa de juros no patamar bancário para o crescimento corrente. O Copom ressal- do País. “Estamos acomta que os próximos pas- panhando atentamente a sos da política monetária contínua redução da Selic continuarão dependendo e, no entanto, as taxas de da evolução da atividade juros finais cobradas pelo DA REDAÇÃO

Manutenção da taxa básica de juros surpreendeu o mercado

sistema bancário não acompanham essa queda. Não há motivos para a manutenção desse spread tão elevado. A taxa de inadimplência atual está estável e não há expectativa de forte recuo na atividade econômica nos próximos meses”, diz trecho da nota. Já a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), também por meio de nota, destacou que a decisão não era a “que os setores de comércio e serviços esperavam”. “Para nós, é muito importante que os juros, assim como outros indicadores macroeconômicos, permaneçam em patamares mais baixos, criando assim, um ambiente favorável para expansão dos negócios”, afirmou o presidente da entidade, Bruno Falci, no comunicado. (Com informações da AE.)

IGP-10

Indicador sobe 1,11% em maio, puxado por matérias-primas e combustíveis São Paulo - O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) registrou alta de 1,11% em maio, depois de avançar 0,56% no mês anterior, com forte aceleração do aumento em matérias-primas e combustíveis para produção no atacado. O resultado divulgado ontem pela Fundação Getulio Vargas (FGV) ficou acima da expectativa medida em pesquisa da Reuters com economistas, que foi de alta de 1,04% no mês. De acordo com a FGV, o Índice de Preços ao Produtor Amplo-10 (IPA-10), que mede a variação dos preços no atacado e responde por

60% do índice geral, acelerou a alta a 1,55% em maio, de 0,70% no período anterior. No IPA, os Bens Intermediários saltaram, com aumento de 2,51% em maio, ante 0,85% em abril, desempenho influenciado pela elevação nos preços de combustíveis e lubrificantes para produção. Também houve forte valorização em Matérias-primas Brutas, que subiram 2,24%, ante variação positiva de 0,24% no mês anterior. Já para o consumidor, os preços tiveram pouca variação, com o Índice de Preços ao Consumidor-10 (IPC-10), que responde por

MERCADO FINANCEIRO

30% do índice geral, avançando 0,26%, depois de subir 0,28% em abril. O movimento é resultado principalmente da desaceleração em Alimentação, segundo a FGV, que subiu 0,10% em maio, frente alta de 0,20% na leitura anterior, com destaque para a queda nos preços de frutas. O Índice Nacional de Custo da Construção-10 (INCC10) avançou 0,34% em maio, contra alta de 0,30% antes. O IGP-10 calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência. (Reuters)

patamar, de R$ 3,67, influenciado pela possibilidade de mais altas de juros nos Estados Unidos neste ano e também pela expectativa quanto à Selic. O dólar subiu 0,48%, a R$ 3,6784 na venda, renovando o maior nível desde 7 de abril de 2016 ( R$ 3,6937). Nestes quatro pregões, ficou 3,71% mais caro. Na máxima do dia, a moeda norte-americana foi a R$ 3,6964. O dólar futuro tinha alta de cerca de 0,60%. Internamente, o chamado diferencial de juros influenciava os mercados, diante da expectativa de que o Banco Central brasileiro reduziria ontem a Selic para nova mínima histórica, a 6,25% ao ano, o que acabou não acontecendo. Após reunião, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu pela manutenção da taxa a 6,5% ao ano. Na cena externa, os mercados temem o impacto de uma maior elevação dos juros pelo Federal Reserve, banco central norte-americano, pois a taxa influencia investidores, que tendem a migrar para a maior economia do mundo atrás de Dólar - O dólar seguiu avan- rendimentos com baixíssimo çando e galgou mais um risco. (Reuters)


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LEGISLAÇÃO PREVIDÊNCIA SOCIAL

Ministro exonera o presidente do INSS Francisco Lopes assinou contrato com uma empresa de informática com sede em loja de bebidas Brasília - O ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, exonerou o presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Francisco Lopes. A exoneração será publicada no Diário Oficial da União. A informação foi confirmada pela assessoria de comunicação do ministério. O ministro Beltrame tomou a decisão após o jornal “O Globo” publicar matéria informando que Lopes assinou um contrato com empresa de informática que tem sede numa loja de venda de bebidas e depois de parecer técnico do INSS apontar que os programas de informática não seriam úteis para o instituto. O contrato no valor de R$ 8,8 milhões foi assinado em abril deste ano com a empresa RSX Informática Ltda para fornecer programas de computador e treinamento para o INSS. Após a publicação da matéria, o órgão informou que cancelou o contrato por determinação de Francisco Lopes e foi pedida a abertura de diligências e procedimentos para esclarecer todos os fatos. O INSS não fez diligências para verificar as condições da RSX Informática antes de contratá-la. Francisco Lopes tomou posse na presidência do INSS no início de dezembro do ano passado. Antes, ele estava na assessoria da presidência da

MARCELO CAMARGO / AGÊNCIA BRASIL

Decretação de falência extingue ações de execução

O atendimento para salário-maternidade e aposentadoria por idade passará a ser agendado pela internet ou telefone

Dataprev, empresa pública que fornece soluções de tecnologia da informação e comunicação para o aprimoramento e execução das políticas sociais do governo. Agendamento - A partir da próxima segunda-feira, o INSS deixará de agendar o atendimento presencial para salário-maternidade e aposentadoria por idade urbanos. Agora, o segurado deverá acessar o endereço eletrônico Meu INSS ou ligar para o 135 e, em vez de agendar uma data para ser atendido, receberá

direto o número do protocolo de requerimento, eliminando a etapa do agendamento. Atualmente, o segurado precisa agendar uma ida ao INSS para levar documentos e formalizar o pedido. Com o novo modelo, ao fazer o pedido, o cidadão acompanha o andamento pelo Meu INSS ou pelo telefone 135 e, somente se necessário, será chamado à agência. Nos casos em que as informações previdenciárias necessárias para o reconhecimento do direito já constarem nos sistemas do INSS, será

possível então a concessão automática do benefício, isto é, a distância. Segundo o INSS, com a mudança, não haverá mais falta de vaga e, caso precise ir a uma agência para apresentar algum documento, o cidadão terá a garantia de ser atendido perto da residência. O instituto diz ainda que a mudança representa o fim do tempo de espera para ser atendido. Atualmente, o Meu INSS tem mais de 7 milhões de usuários cadastrados e é acessível pelo computador

ou celular. O sistema, que está sendo aprimorado, conta com um canal que permite ao cidadão acompanhar o andamento do seu pedido sem sair de casa, consultar extratos e ter acesso a outros serviços do INSS. O instituto vai ampliar cada vez mais a lista de serviços agendáveis. A partir do dia 24, serviços que antes eram prestados somente no atendimento espontâneo serão realizados com dia e horário marcados, bastando fazer seu agendamento pelo Meu INSS ou o telefone 135. (ABr)

TRIBUTOS

EFD-Reinf começa a vigorar neste mês de resposta ao sistema. Todo este movimento demanda a No campo fiscal e tributá- reavaliação dos processos rio, uma das alterações que internos para atender à nova vem exigindo a atenção dos forma de transmissão dos empresários é a Escrituração dados. Fiscal Digital de Retenções e Outras Informações Fis- Recolhimento - A obrigação cais (EFD-Reinf). O novo altera radicalmente a relação sistema que entrou entra entre as empresas e o Fisco. em vigor neste mês para Uma mudança significativa empresas com receita bruta diz respeito à forma de recosuperior a R$ 78 milhões lhimento de tributos. Antes, no ano-calendário de 2016, o próprio contribuinte era e a partir de novembro se responsável pelo processo de estende às demais empresas prestação de contas, cálculo privadas, incluindo optantes dos tributos, pagamento e do Simples Nacional, micro- envio à Receita, além da conempreendedor individual fissão da dívida tributária (MEI) e pessoas físicas que por meio da Declaração de possuem empregados. Débitos e Créditos TribuCom a mudança, a Receita tários Federais (DCTF). A Federal pretende aprimo- partir da competência de rar a apuração dos tributos julho de 2018, para fins de gerados pelas relações de pagamento da contribuição prestação de serviços. A para o Instituto Nacional obrigatoriedade é mais um do Seguro Social (INSS), módulo do Sistema Públi- com as informações sendo co de Escrituração Digital prestadas na EFD-Reinf e (Sped) e tem caráter com- no eSocial, serão calculados plementar ao Sistema de automaticamente, por meio Escrituração Digital das da DCTF-Web, os valores Obrigações Fiscais, Previ- que deverão ser recolhidos. denciárias e Trabalhistas O aplicativo vai processar (eSocial), também em pro- os valores e emitir o Docucesso de implantação. mento de Arrecadação da O objetivo é manter em Receita Federal (Darf) já uma base de dados unifi- preenchido para pagamento. cada todos os eventos traA EFD-Reinf se enquadra balhistas, previdenciários e às pessoas jurídicas que fiscais, de modo que os ór- tomam serviços sujeitos às gãos fiscalizadores possam retenções federais e que atuar de forma mais efetiva. realizam ou prestam serviCom a nova escrituração, ços com cessão de mão de a Receita Federal passa a obra ou empreitada, dentre ter maior controle sobre os outras hipóteses de enquacontribuintes, agora mais dramento. Isto engloba a expostos aos cruzamentos e, terceirização de atividades, consequentemente, sujeitos como nos casos em que um a penalidades. funcionário do prestador de Somente o leiaute da EFD- serviço atua nas dependên-Reinf traz mais de 500 cam- cias do cliente (tomador) ou pos, o que deixa claro que é em um local indicado por preciso se dedicar à tarefa este último. DA REDAÇÃO

STJ

Também estão obrigados a emitir a escrituração os produtores rurais e as agroindústrias que utilizam como parâmetro para contribuição previdenciária a receita bruta sobre as comer-

cializações. Entram ainda na relação as pessoas físicas e jurídicas que receberam ou pagaram rendimentos sobre os quais existe a retenção do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), tanto em

operações para si ou como representante de terceiros. Por fim, a EFD-Reinf amplia o controle sobre equipes de futebol profissional, eventos desportivos e seus patrocinadores.

Ambiente digital deve ter mudanças Em um primeiro momento, a Escrituração Fiscal Digital de Retenções e Outras Informações Fiscais (EFD-Reinf) irá processar todas as retenções, exceto o Imposto de Renda (IR), Programa de Integração Social (PIS), Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), que passarão a ser informados a partir do segundo semestre, em datas até então não definidas. Com a inclusão gradativa, o ambiente digital deve passar por modificações, o que pode gerar instabilidade e retrabalho, principalmente sistêmico, para as equipes envolvidas Há a expectativa que a EFD-Reinf e o Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial) em pleno funcionamento abram caminho para a substituição de obrigações acessórias que hoje são solicitadas de outras formas, como a Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (Dirf), a Guia de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social (Gfip), a Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Nesta fase de transição, no entanto, é preciso ter atenção com as obrigações que continuam sendo enviadas de forma não integrada, ainda sem data para serem totalmente descontinuadas na nova plataforma. De imediato, há a necessidade de adaptação à forma de apresentação das ocorrências com a parametrização do sistema utilizado pela empresa, mesmo que o leiaute ainda passe por alterações. Para a diretora de Impostos da Domingues e Pinho Contadores, Adriana Costa, um dos pontos críticos é a integração da

EFD-Reinf com o eSocial. Isso porque os dados precisam ser transmitidos em ambas as plataformas, de acordo com os prazos de cada uma, para a emissão das guias de recolhimento. “Na prática, isso significa que se as informações não forem geradas em conformidade, a empresa não conseguirá pagar impostos ou se beneficiar de créditos fiscais”, explica. Os dados devem ser apresentados até o dia 15 do mês subsequente ao que se deu o fato. Agentes promotores de eventos esportivos, no entanto, devem apresentar as informações em até dois dias úteis contados a partir do fim do evento. “Esse novo momento exige uma visão integrada dos fluxos fiscais e tributários e gera a necessidade de operar de forma mais organizada, ágil e transparente, já que os cruzamentos no ambiente digital poderão revelar facilmente inconsistências e o descumprimento de prazos, gerando multas e autuações”, alerta Adriana Costa. Falhas ou omissões na prestação de contas de operações financeiras podem pesar no bolso, já que as multas decorrentes podem chegar a 3% do valor da operação em questão. A perda do prazo da transmissão também representa um problema, com multas que ficam entre R$ 500 e R$ 1500 por mês. A falta de preparo para o cumprimento da obrigação pode afetar diretamente os lucros e diminuir a viabilidade do negócio. “O ideal é contar com uma assessoria, principalmente nesta fase inicial, que auxilie no alinhamento dos processos internos e na parametrização sistêmica, até que a nova demanda seja plenamente integrada à rotina profissional”, avalia a especialista.

Brasília - A certeza quanto à irreversibilidade da decisão que decretou a falência de uma empresa devedora permite que as ações de execução movidas contra ela, suspensas em razão do processo de recuperação judicial, sejam extintas. Dessa forma, a Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve decisão do juízo de origem que extinguiu ações movidas pela Petrobras Distribuidora contra um posto de combustível e que estavam suspensas em razão da recuperação No recurso rejeitado pelo STJ, a Petrobras Distribuidora alegou que os artigos 6º e 99 da Lei de Falência e Recuperação preconizam a suspensão dessas demandas, e não a extinção, como foi determinado pelo juízo competente. Para a ministra Nancy Andrighi, relatora do recurso especial, a suspensão das execuções é determinação expressa em lei, mas, apesar desse fato, a extinção, nos limites propostos no voto, não se revela incompatível com o ordenamento jurídico. “Não se está propondo que tais processos devam ser extintos ab initio, ao invés de serem suspensos O que se defende é que, após a formação de juízo de certeza acerca da irreversibilidade da decisão que decretou a quebra, não há sentido prático em manter as execuções individuais suspensas, ante a impossibilidade de seu sucesso”, fundamentou a relatora De acordo com a ministra, a eventual retomada das execuções individuais suspensas se traduz em medida inócua, por serem pretensões carentes de possibilidades reais de êxito. “Na hipótese de ter havido o pagamento integral dos créditos, a pretensão executiva individual estaria satisfeita, o que ensejaria sua extinção. Já na segunda hipótese, a insuficiência do produto do ativo realizado conduziria, inexoravelmente, à inviabilidade prática do prosseguimento das execuções suspensas, à vista do exaurimento dos recursos aptos a satisfazer as obrigações respectivas”, disse a relatora. A ministra lembrou que a decretação da falência acarreta a extinção da pessoa jurídica da sociedade empresária, derivada de sua dissolução total, significando que mesmo que fosse possível retomar a execução, “tais pretensões careceriam, em última instância, de pressuposto básico de admissibilidade apto a viabilizar a tutela jurisdicional, ante a inexistência do sujeito passivo contra o qual exigir o cumprimento da obrigação”. (As informações são do STJ)


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DC MAIS dcmais@diariodocomercio.com.br

Prêmio cultural

Teatro Lambe Lambe leva poesia e afetividade ao Parque Municipal

O Ministério da Cultura vai premiar as iniciativas de mestres, grupos e instituições privadas que preservam as culturas populares do País. O objetivo é dar visibilidade a atividades culturais como o cordel, a quadrilha, o maracatu, o jongo, o bumba meu boi e o cortejo de afoxé, entre outros. “Estamos falando do DNA cultural brasileiro, daquilo que só nós temos, que é nossa identidade cultural, que é próprio do Brasil”, disse o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, ressaltando o trabalho daqueles que mantêm vivas essas tradições. O 6º Prêmio Culturas Populares vai destinar R$ 10 milhões a 500 dessas iniciativas. As inscrições estão abertas e podem ser feitas até 13 de junho. O edital com as informações está no site http://culturaspopulares. cultura.gov.br/. Esta edição também reconhecerá ações em acessibilidade cultural. Cada um dos vencedores vai receber R$ 20 mil, o dobro do ano passado.

LAIS PETRA/DIVULGAÇÃO

DA REDAÇÃO

A poesia dos pequenos objetos poderá ser apreciada pelo público no próximo domingo, das 10h às 12h, em Belo Horizonte, na XIII Mostra de Teatro Lambe Lambe, no Parque Municipal Américo Renné Giannetti (Avenida Afonso Pena, 1.377, Centro). O Teatro Lambe Lambe propõe uma relação peculiar com o público que o prestigia. A cada apresentação, um único espectador assiste ao espetáculo através de um visor e com fones de ouvido. Os espetáculos têm duração aproximada de três minutos e são apresentados dentro de pequenas caixas. A técnica do Teatro Lambe Lambe faz homenagem aos fotógrafos lambe lambes que ainda mantêm essa tradição em algumas cidades do País. A mostra é uma iniciativa do Coletivo EmCaixa, rede de artistas que desenvolvem espetáculos em pequenos formatos, utilizando bonecos, objetos e silhuetas de sombras. Trata se de um convite para vivenciar o que há de poético e afetivo nas miniaturas. Na medida em que se reduz a escala dos objetos, é necessária uma aproximação das pessoas e uma atenção diferenciada para experienciar as histórias.

Empreendedoras O programa Mulheres Empreendedoras da Junior Achievement Minas Gerais (Jamg) está com inscrições abertas até o dia 25. As aulas começam em 5 de junho, no Colégio Sagrado Coração de Jesus, das 18h às 21h30, sendo, ao todo, cinco encontros. O programa é gratuito e as inscrições podem ser feitas pela internet, no link http:// bit.ly/MatriculaMulheres. A proposta é ensinar os passos para a criação e manutenção de uma pequena empresa. As alunas contam com apoio para definir metas, planejar ações, calcular riscos e dar impulso ao objetivo de empreender. Além disso, podem ter acesso ao suporte do microcrédito oferecido pela Jamg, associação educativa, sem fins lucrativos, criada nos Estados Unidos, em 1919, para levar empreendedorismo aos jovens, ainda na escola. Atualmente, o trabalho estende-se a mais de 120 países. No Brasil, atua nos 26 estados e no Distrito Federal, em parceria com a iniciativa privada.

Bonecos em miniatura - O Coletivo EmCaixa propõe criar novas interações com os espaços públicos, realizando a Mostra de Teatro Lambe Lambe em parques e praças da cidade. O evento já está na 13ª edição e é um dos principais difusores do

Teatro de Bonecos em Miniatura rico Renné Giannetti (Gramadão) no Estado, principalmente por Endereço: Avenida Afonso ocupar espaços democráticos e Pena, 1.377, Centro, Belo Hoacessíveis a todos os públicos. rizonte Data: Domingo (20) Horário: Das 10h às 12h Serviço: Ingressos: R$ 2 Realização: Coletivo EmCaixa Indicação: Livre Local: Parque Municipal Amé-

Livro de medicina

Festa Portuguesa

Tratar doenças de uma maneira natural e revolucionária, sem processos químicos, por meio do resgate de uma arte milenar de cura. A proposta do BioFAO torna isso realidade, como uma terapia que promove o reequilíbrio da matriz energética a partir da combinação inédita de medicamentos homeopáticos. A metodologia é o tema central do livro “BioFAO: uma medicina para um novo tempo”, da médica Míria de Amorim. A obra conta com pesquisas desenvolvidas há mais de 30 anos, além de relatos de cura emocionantes. Após lançar o livro no Rio de Janeiro, a médica e fundadora do Instituto BioFAO apresenta a obra em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, na sexta-feira (18), das 15h às 18h, na Universidade Federal de Uberlândia, Campus Umuarama, no Anfiteatro 8B, ao lado do Hospital do Câncer.

A fim de celebrar o Dia de Portugal no Brasil, o Dia de Camões, e estreitar ainda mais as relações entre brasileiros e luso-descendentes em Belo Horizonte, a Câmara Portuguesa de Minas Gerais realiza em 16 de junho a 8ª edição da Festa Portuguesa, no entorno do Museu Histórico Abílio Barreto, na região Centro-Sul da Capital. O evento incluirá atrações gastronômicas e artísticas que reforçam a interação entre as culturas e JULIA LANARI/DIVULGAÇÃO neste ano terá diversas novidades. Na programação artística, um dos destaques do palco principal será a DJ portuguesa Joana Hasse. Também se apresentam a DJ Aída, Sonia Gargiulo com Nadilson Assunção, Lúdica Música, Charanga Pop, Grupo Folclórico Gil Vicente e Flaming Boys. Já o palco acústico contará com shows da Banda da Polícia Militar, Coral Luís de Camões, Grupo de Poesia da Faculdade de Letras da UFMG, Trio Dom Preto, Choro por Elas e Jazz Harrison.

CULTURA CARLOS HENRIQUE/DIVULGAÇÃO

PAULO BERNARDO/DIVULGAÇÃO

alegria e descontração em meio à correria e ao cansaço da rotina diária. O show tem duração média de 1 hora e trata de temas como política, emprego, relacionamentos, infância, faculdade e todas as dificuldades que um adulto enfrenta. Quando: Hoje, às 20h Quanto: R$ 2 (Inteira) e R$ 1 (Meia) Onde: Espaço Cênico Yoshifumi Yagi / Teatro Raul Belém Machado (Rua Leonil Prata, s/nº, em frente à Praça Paulo VI, Belo Horizonte) Lila Hamdan Humor Espetáculo - “É Pra Isso Que Eu Vivo”, do comediante João Fernandes, mostra um humor jovem e irreverente, que tem como principal objetivo trazer um pouco de

Exposição - A artista plástica mineira Lila Hamdan, que já expôs trabalhos no Museu do Louvre, em Paris; na Finlândia, Estados Unidos e Rio de Janeiro, apresenta suas obras pela primeira vez em Belo Horizonte, na mostra Dimensões, com criações em

óleo e acrílico sobre tela, além de esculturas em bronze e cerâmica, fruto de um trabalho contínuo de investigação artística. Quando: De 21 de maio a 8 de junho Quanto: Entrada Gratuita Onde: Galeria de Arte da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (Rua Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho, Belo Horizonte)

às 20h30 Quanto: R$ 40 (Inteira) e R$ 20 (Meia) Onde: Teatro do Centro Cultural Minas Tênis Clube (Rua da Bahia, 2.244, Lourdes, Belo Horizonte)

Tosca Donati

Teatro - No mês em que são completados 130 anos da assinatura da lei áurea, o grupo Teatro Negro Atitude traz uma reflexão sobre identidade, raça e mercado de trabalho O espetáculo “A Toque de Caixa! – Pessoa inviabilizada. Negra. Guardiã de Ancestralidade” faz uma reflexão sobre a desigualdade vivida pela população negra brasileira no mercado de trabalho. Quando: Sábado (19) e

Show - A cantora italiana Tosca Donati apresenta o show Appunti Musicali dal Mondo, com participação da sambista carioca radicada em Minas Aline Calixto. No repertório, clássicos dos italianos Ennio Morricone, Nicola Piovani, Ivano Fossati e Lucio Dalla, hits internacionais e versões de canções de Chico Buarque e Guinga. Quando: Dia 31 (Quinta-feira),

Negro Atitude

domingo (20), às 19h30 Quanto: Entrada Gratuita Onde: Teatro Francisco Nunes (Avenida Afonso Pena, s/nº, Centro, Parque Municipal, Belo Horizonte) www.facebook.com/DiariodoComercio www.twitter.com/diario_comercio dcmais@diariodocomercio.com.br Telefone: (31) 3469-2067

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