Page 1

31 Diário do Alentejo 22 fevereiro 2013

Candidatura de António José Brito, diretor do “Correio Alentejo”, à Câmara de Castro Verde, abre caminho à candidatura de Paulo Barriga, diretor do “Diário do Alentejo”, à Associação de Condóminos. Especialistas em cenas afirmam que queda de meteorito na Rússia poderá ser um prenúncio da extinção dos dinossaurios políticos alentejanos. facebook.com/naoconfirmonemdesminto

Espanhóis que entoaram “Grândola, Vila Morena” afirmaram ser um orgulho cantar uma canção “sobre aquela linda cidade andaluza” Em tempos de crise a música volta a ser uma arma: primeiro foi no debate quinzenal da AR e, mais recentemente, em Madrid que se voltou a cantar “Grândola, Vila Morena” como forma de protesto contra a situação que se vive na Península Ibérica. Paco Iglesias Alborán, crítico musical do país vizinho e um dos espanhóis que entoou o tema, explica a importância do tema para o povo espanhol: “Este tema está-nos entrañado no sangue, como las touradas ou el azeite que fabricamos en Portugal… Para nosotros é uma honra poder cantar esta música poderosa sobre Grándola, essa linda ciudad andaluza! Só es pena que não conheçamos mejor o seu autor (Zeca Afonso) aqui no continente, até porque él era das Ilhas Canárias… Pero, felizmente para nosotros, ele não es o único a cantar sobre o tema da libertad – e España deu ao mundo otros grandes músicos de intervenção, que se popularizaram em 74, como Fausto, que es basco, Sérgio Godinho, que es galego, e José Mário Branco que nasceu en Villanueva del Fresno!”.

Família carenciada que fica a tomar conta de Pisões sem vencimento poderá ser compensada com atribuição de cidadania romana Parece que, finalmente, foi encontrada uma solução para as ruínas de Pisões: uma família carenciada aceitou o convite, realizado pela Câmara de Beja, em concordância com a Universidade de Évora , para ficar encarregue pelo complexo de Pisões. Mãe e filho ficarão a usufruir da casa do guarda da estação arqueológica, localizada ao pé do local, e não auferirão qualquer vencimento. Contudo, poderão receber outras regalias: “Entre outras benesses, a família terá a possibilidade de consumir vinho da época dos romanos, e toda a gente sabe que não há nada como beber um bom vinho vintage, e de comer o resto das bombocas que sobraram da Feira do Chocolate. Mas isto é só o início, já que, para os ambientar ao local e os familiarizar com a nossa história, também lhes irá ser oferecida a fotobiografia de Viriato... Mas, para além disto tudo, temos uma surpresa que os fará subir pelas paredes: depois de um ano de estadia naquele local, a família poderá ser agraciada com a cidadania romana, que lhes conferirá benefícios semelhantes aos dos cidadãos da época romana, como a autorização para deter CD de Eros Ramazzotti ou descontos nas entradas para a piscina descoberta no inverno…”, revelou-nos fonte da autarquia.

Costuma pedir fatura? A “Não confirmo, nem desminto” ensina-lhe a livrar-se de inspetores das Finanças Está a causar muita polémica a pretensão do Governo de multar as pessoas que não peçam fatura numa transação comercial. Até Francisco José Viegas, ex-secretário de Estado da Cultura, criticou esta medida no seu blogue, afirmando que, caso fosse confrontado por um inspetor das Finanças, o convidaria a “tomar no cu”. Não querendo ficar atrás nesta luta pelas finanças pessoais dos leitores desta página, a “Não confirmo, nem desminto” decidiu juntar-se ao protesto contra esta medida, e, numa colaboração com a revista “Técnicas de Evasão – Manual de Luta contra o Fisco e Carteiristas de 2.ª Categoria”, revela-lhe as melhores técnicas e ofensas verbais disponíveis para evitar membros das Finanças. Todavia, antes de avançarmos para as mesmas há que aprender a identificar um fiscal das Finanças. Deixamos-lhe aqui algumas dicas: se vir alguém a dirigir-se para si com uma pala no olho e com andar à coxo; se reparar que é observado com avidez, através da janela do estabelecimento comercial em que se encontra, por alguém com ar de mendigo mas com um bloco de papel Cavalinho; ou se observar que determinada pessoa não tem reflexo em espelhos ou montras de vidro, poderá estar perante um fiscal das Finanças. Se assim for, quando for abordado, comece a falar com essa pessoa à mesma velocidade de Vítor Gaspar, e sem desviar os olhos, pois isso será visto como sinal de fraqueza; de seguida, afaste-se, mas sem nunca deixar de olhar para ele, pois poderá atacar-lhe a jugular com um código contributivo. Em alternativa, prepare um cocktail molotov com uma garrafa de amarguinha e um rastilho feito com uma série de faturas sem número de contribuinte; esta técnica permitir-lhe-á fugir quando o fiscal correr para tentar resgatar as faturas. Caso seja vesgo, cego, manco, maneta ou demasiado velho para conseguir utilizar as técnicas anteriores e conseguir, deste modo, escapar ao inspetor das Finanças, poderá sempre agredir o fiscal recorrendo a um livro de reclamações com o formato de pé de cabra ou experimentar balas de prata, alho ou água benta. Finalmente, e no que se refere às ofensas verbais, deixamos-lhe aqui algumas frases já experimentadas em laboratório, com resultados bastante animadores: “Vai levar no pacote de medidas fiscais”; “Vai cheirar a fábrica da Ucasul em Alvito”; “Vai pedir faturas às taínhas do porto de Sines, e oxalá que te nasçam guelras”; ou “Anda comigo ver os aviões no aeroporto de Beja que eu levo-te ao voo para o buraco orçamental”. Utilize-as, pois poderão ser o seu bilhete para a liberdade.

Inquérito Já comeu carne de cavalo?

NUNES CRINA, 36 ANOS Pessoa que noutra vida foi Rocinante, o cavalo de D. Quixote Comi muitas vezes e não sei qual é o grande problema. É uma carne como outra qualquer… Sabe a uma mistura de vitela com doninha, mas é muito mais barata e segura do que muita coisa que anda por aí, como a margarina do LIDL, que também serve para lubrificar motores de corta-relvas… E nunca tive problemas de saúde! Esta coisa de saltar obstáculos, cagar em pé e fugir à frente de touros é algo que faço desde sempre...

HÉLIO FERRADURA, 34 ANOS Pessoa que acha que Kennedy foi assassinado pela McDonalds Nunca comi, nem hei de comer! As multinacionais é que querem controlar-nos com a sua comida infestada de corantes, conservantes e chips... Se comes um Big Mac, eles ficam logo a saber o teu número de contribuinte, tipo de sangue e as tuas fantasias sexuais com o Fernando Mamede. Depois do milho transgénico, e da fruta do hipermercado que sabe a líquido de refrigeração, a carne de cavalo é mais um prego no caixão da alimentação mundial. Façam como eu, uma dieta vegetariana à base de rúcula e louro… É verdade que tenho de me amarrar a um poste quando o vento é mais forte, mas estou saudável.

Fatura? Qual fatura, pá?

ACÁCIO PEGASO Colecionador de seringas Não me falem dessas coisas… Ando a ver se me livro disso… Já deixei o cavalo e outras drogas, como as gomas de melancia. Se já comi carne de cavalo? Não, mas uma vez em que estava bué alterado ao nível da mona, e com uma fome do caraças, tentei comer um cavalo do carrossel e lixei a cremalheira toda… Mas curtia experimentar um bife de cavalo com arroz de metadona.

Edição N.º 1609  

Diario do Alentejo

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you