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31 Diário do Alentejo 1 março 2013

Candidatas a Miss Cidade do Vinho Vidigueira 2013 desejam o mesmo que as candidatas a Miss Universo: paz mundial, fim da fome em África, que se arranje o IP2 e que Manuel Narra chegue a primeiro-ministro. Capoulas Santos, embaixador do Congresso Mundial do Presunto, é forte candidato ao cargo máximo da diplomacia da Feira Internacional do Colesterol. facebook.com/naoconfirmonemdesminto

Candidatura de João Rocha à Câmara de Beja apresentada em estilo Harlem Shake As hostes comunistas puderam, finalmente, respirar de alívio. A CDU (coligação do PCP com aquele partido de que faz parte uma deputada na AR que quando fala se consegue ouvir em Santo Amador) apresentou João Rocha, no passado sábado, como candidato à Câmara de Beja. O conclave comunista, que esteve reunido, durante a semana, nas catacumbas da rua da Ancha, decidiu-se pelo ex-autarca de Serpa (dinossáurio autárquico conhecido entre os politólogos com o nome científico de Altinhus Lebrinhae), e anunciou a sua decisão, como é tradicional, com fumo branco, que saiu da chaminé da sede do partido após os membros do conclave terem queimado edições antiquíssimas do “Avante!”. Nas ruas, os comunistas exultaram de alegria, gritando a plenos pulmões: “Habemus Rocham”, expressão em latim que significa: “Parece que o Rodeia Machado vai ter de esperar”. A apresentação do candidato, já realizada na Casa da Cultura, teve a particularidade de ser feita no estilo Harlem Shake, o que conferiu enorme modernidade ao evento e permitiu que o mesmo ficasse registado no livro de recordes do Guiness como “O momento Harlem Shake com maior número de pessoas que acreditam na Reforma Agrária”.

Inquérito O jornal “SOL” (o “Expresso” angolano) revelou que o Hospital de Santa Maria gasta tanto em energia como a cidade de Beja. O que acha?

LUCRÉCIA ESTÉTOSCÓPIO, 72 ANOS Sub-sub-sub-sub-secretária de Estado da Saúde Esse facto só é surpreendente para quem anda distraído... O próprio Hospital de Beja gasta tanta energia como a Papua Nova Guiné ou mesmo um concerto acústico dos Moonspell. Antes, as coisas não eram assim, mas pioraram muito com a chegada dos médicos espanhóis: com a mania das sestas, não aproveitam a luz natural, e depois trabalham até às tantas gastando montes de energia com luzes interiores… Um abuso! Como se fosse necessário luz para uma operação ao apêndice...

LING ZAO FICHA TRIPLA, 64 ANOS Administrador chinês da EDP

Nova tecnologia permite saber se fruta está madura utilizando o telemóvel, mas agricultores alentejanos afirmam já a ter inventado há séculos – chama-se “apalpar a fruta” Quem pensava que a agricultura portuguesa não se estava a modernizar terá de pensar duas vezes. Em Óbidos foi criada uma aplicação para smartphone que irá permitir aos fruticultores saberem quando a fruta está suficientemente madura para ser colhida. Esta “novidade”, contudo, tem sido alvo de enormes críticas por parte de agricultores alentejanos, como nos explicou Gualter Pomar, presidente da Associação Agrícola “Romãs e Diospiros”: “Isso é tudo uma treta! A gente tem essa tecnologia desde sempre… Chama-se ‘apalpar a fruta’! E até temos as nossas próprias aplicações… Chamam-se ‘mãos’, àquelas que utilizamos para pegar na fruta, e ‘nariz’, à que utilizamos para a cheirar... Mas não pense que aqui também não se usa tecnologia de ponta… Por exemplo, o meu iPad tem uma aplicação que se chama iOstomates, que permite saber se os mesmos estão maduros, medir o seu grau de acidez e o teor do seu suco, e que até lhes dá a previsão do signo para o ano inteiro. Mas existem outras, como a iAmer**, que serve para lidar com o estrume: deteta se é de origem suína ou bovina e o tipo de terrenos em que deve ser aplicado, tem uma ligação direta ao Ministério das Finanças (afinal, o Orçamento do Estado tem-nos dado um ca-

madão de fezes) e acompanha, em tempo real, as eleições no Sporting, que aquilo já cheira pior que uma estrebaria no verão...”, declarou.

Acho que os hospitais consomem muita energia. A EDP, sob a nossa administração, vai estar atenta às necessidades do consumidor português. Vamos baixar o preço da tarifa e aceitar pagamentos em géneros alimentícios – podem pagar com o 13, o 41, o 55 e o 90. Queremos apelar à poupança energética e iremos começar por incentivar os jovens nas escolas. Tenho pena que não tenham feito o mesmo quando eu tinha quatro anos e trabalhava na fábrica de disjuntores.

Contigente de romenos na Margem Esquerda proclama independência de Baleizão A grande quantidade de imigrantes romenos que se encontra na nossa região, para trabalhar, sobretudo na apanha da azeitona, tem marcado o quotidiano local. Todavia, ao que apurámos, a presença desta comunidade no Alentejo poderá conhecer um desenvolvimento supreendente, já que um grupo de romenos, residentes em Baleizão, decidiu proclamar a independência daquela povoação, rebatizando-a de República Baleizoeira dos Carpatos. Fontes ligadas ao novo governo revelaram, a quem as conseguiu compreender, que é desejo deste novo país organizar o seu próprio festival da canção e concorrer à Eurovisão (consta que até há um plano para raptar a Tonicha e a Dora), e que a toponímia daquela “antiga” freguesia alentejana já estará, inclusive, a ser alterada: quem se deslocar a Baleizão, poderá, agora, encontar locais como a avenida Ceausescu, a rua Conde Drácula e as travessas Ion Timofte e Nica Panduru. O idioma oficial da novíssima república será aquele espanholês que os romenos falam depois de terem visto maratonas da série “Verão Azul”, e o próximo passo desta recente nação será anexar Quintos e Brinches para formar a tão desejada União das Novas Repúblicas Romenas.

ODETE BANHA DE PORCO, 33 ANOS Pessoa que usa chalotas em todos as refeições incluindo as sobremesas Acho que é uma pergunta que não interessa ao menino Jesus, sinceramente! E se em vez de inquéritos palermas fizesse uma notícia sobre o Festival do Pestisco que se inicia hoje? Eu vou lá estar só para ver o chefe Nobre: sou louca pelo homem! Todas as receitas dele publicadas no “Diário do Alentejo” estão emolduradas na minha sala de jantar... Por ele faço tudo, inclusive despir-me integralmente e besuntar-me toda com ovo; depois deixava-o fritar-me em lume brando e polvilhar-me com açúcar e canela… Seria a sua “fatiazinha parida”… Mas só para ele, que eu não sou nenhuma oferecida.

Ediçao N.º 1610  

Diario do Alentejo

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