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Primeiro bebé do ano terá direito a lugar na administração do Hospital de Beja Diz a lenda que, no seu tempo, José Cid engravidava fãs com o poder da música Antigamente, o primeiro bebé do ano aparecia no telejornal ou na capa do “Correio da Manhã” ao lado da notícia de um assalto a uma ourivesaria e “nascia sempre” na Maternidade Alfredo da Costa porque os média não tinham paciência para sair de Lisboa. Mas agora os tempos são diferentes: aproveitando a remodelação no Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo, o Hospital de Beja oferece ao primeiro bebé do ano um lugar no Conselho de Administração com direito a carro, telemóvel e a lancheira de Bob o Construtor. O objetivo desta medida passa por promover a natalidade. Mas a ARS do Alentejo promete não ficar por aí – já que está a ser criado um kit de estímulo à natalidade, que será disponibilizado a casais sem filhos, composto por um CD de José Cid, uma garrafa de Licor Beirão e o filme erótico alentejano “Barra-me com manteiga de cor”.

A catadupa de notícias sobre a advogada de Mértola, envolvida em casos de falsificação de documentos, tem feito as delícias dos adultos e também irá começar a encantar os miúdos. Aproveitando as histórias incríveis relacionadas com a jurista em causa, a editora “O que tu querias sei eu” está apostada em lançar uma coleção de livros infantis ao estilo da coleção Anita. Os primeiros títulos serão “A Advogada de Mértola e a Escritura Amaldiçoada”, “A Advogada de Mértola no Registo Predial” e “A Advogada de Mértola Bebe Tofina com a Juíza”.

Bejenses seguiram generalidade dos portugueses e entupiram superfícies comerciais a gastar dinheiro que não tinham Agora que o Natal já passou, é tempo de fazer um balanço. É o que está a fazer a Ordem dos Especialistas em Compras de Natal e Cintos de Castidade do Século XVIII. Tivemos acesso ao relatório, que nos revelou números surpreendentes: - Inquérito realizado em superfícies comerciais da região revela que os 85 por cento dos entrevistados compraram mais coisas do que previam porque receiam que o mundo acabe em 2012 (fim do mundo pode ser provocado pelo Armagedão ou pelo Orçamento de Estado).

27 Diário do Alentejo 30 dezembro 2011

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Balanço do ano 2011 A “Não confirmo, nem desminto”, tal como todos os órgãos de comunicação social em Portugal (incluindo a revista “Mariana”), decidiu eleger (sob a supervisão do Nuno Rogeiro do Séc. XXI – João Gobern) o facto e a figura regionais do ano que agora termina. Ei-los:

- Em média, cada português comprou 35 garrafões de água, 48 bolos-rei e 200 quilos de camarão (a contar já com a passagem de ano). - 68 por cento dos alentejanos aproveitaram promoções do comércio tradicional, apesar de muitas lojas terem as mesmas promoções desde a Era Mesozoica. - 43 por cento dos alentejanos gastaram o saldo dos cartões de crédito e vão pagá-los em 6000 suaves prestações. Depois do Natal, estes cartões só voltarão a ser utilizados para abrir portas emperradas ou barrar marmelada em bolachas Maria. Por outro lado, conseguimos apurar que a “loucura natalícia” chegou até ao Mercado 25 de Abril quando três idosas lutaram numa redoma de vidro pelos últimos oito pães de São Marcos da Ataboeira. “Nunca se sabe o que o futuro reserva e mais vale comprar pão logo até à Páscoa” – confidenciou-nos a vencedora da contenda enquanto sangrava do sobrolho.

Agiotas dizem não explorar trabalhadores asiáticos já que lhes pagam com o 35, 72 e 94 As denúncias do bispo de Beja, D. Vitalino Dantas, de que haveria indícios de trabalho escravo no Alentejo, suscitaram algum desconforto nas autoridades regionais. Ao que parece, explorações agrícolas usam estes trabalhadores como mão de obra barata e a viver em piores condições do que os 15 perus na bagageira de uma Renault 4L que estavam à venda no Mercado 25 de Abril do último sábado. Conseguimos falar com um dos exploradores dos trabalhadores via Twitter através do username agiotacarinhoso75: “É completamente falso que estejam a ser explorados: todos os dias comem o 35, 72 e 94 do restaurante ‘Chop Suey não é Mao’”. E são um exemplo para os outros trabalhadores portugueses, porque não respingam e fazem tudo o que não queremos fazer. Foi por isso que emigraram e não hesitam em trabalhar 68 horas por dia, 15 dias por semana.”

Figura do Ano

Decidimos escolher os paquistaneses que participaram na campanha do PS para as legislativas. No mítico almoço em Beja participaram uns simpáticos, mas desconhecidos, paquistaneses que afirmaram a pés juntos serem do PS desde pequeninos. A participação destes senhores na campanha do PS gerou polémica e, pior do que isso, originou uma série de piadas óbvias envolvendo chamuças e turbantes. Todavia, o correspondente da nossa página em Karachi confirmou-nos que pertenciam à federação local do PS. (Sugestão de Imagem: http://aeiou.expresso.pt/users/0/10/campanha-eleitoral9296.jpg Com a legenda: Consta que paquistaneses chegaram a Beja a seguir o cheiro do Frango de Caril.)

Facto do Ano Depois de anos a levar com o mau cheiro do matadouro, a capital do Baixo Alentejo foi atingida por uma nova vaga odorífera de proporções bíblicas. Os mais religiosos diriam que se tratava do fim do mundo, mas os Maias já têm os direitos de autor para todos os fins do mundo que possam ocorrer em 2012. Consta que o cheiro vem de uma fábrica de azeite em Alvito, com a agravante de não ser azeite com o selo DOP. Também em Sines há problemas a este nível, mas achamos que, como têm o mar mesmo ao pé, não devem rabiar muito.

Inquérito Como vai ser a sua passagem de ano? JORGE PULIDO VALENTE, 56 ANOS Presidente da Câmara de Beja e pessoa que não tem uma célula do PCP no seu organismo

MARISA MAMÃE EU QUERO, 58 ANOS Pessoa que chama “Revelhão” ao “Réveillon”

RENATO FOGO PRESO, 46 ANOS Pessoa que afirmou no Facebook “estar numa relação com um malacueco do Diogo das Farturas”

Olá a todos e a todas. Portanto, obviamente que pretendo passá-la na praça, apesar de ainda não ter tido vagar para ir ao Google descobrir quem são os Sonido Andaluz. Vai ser, portanto, uma festa memorável e bem portuguesa, apesar do Miguel Góis lhe querer dar um nome inglês, mas achei que “Passaging of the year Beja Style Fantastic Wonderful” era um bocadinho rebuscado.

Vai ser memorável, como sempre, mas receio pelo “revelhão” do ano que vem. Desconfio que, com os cortes orçamentais, vamos ter 11 badaladas em vez das habituais 12. Estou com muita vontade de celebrar já que estive presa durante dois dias numa superfície comercial na véspera de Natal, tal era a azáfama. Vou ver o fogo de artifício em Beja. Disseram que se usar aqueles óculos 3D até parece que estou a ver o fogo de artifício no Funchal.

A minha passagem de ano é sempre a mesma coisa: uma taça de amendoins, sento-me em cuecas no sofá, e vejo o Hermanias pela 543.ª vez. Ferro a dormir às 12 e 5 horas e, por vezes, a minha mãe entra no quarto e traz-me um papo-seco com Tulicreme e tapa-me com o cobertor do Homem-Aranha. Mas estou farto disto. Desta vez vou ver os Chave d’Ouro a Beja já que estou na expetativa de finalmente saber quem é o pai da criança.


Ediçao nº 1549