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Vítor Proença: de Santiago para Alcácer do Sal

Amigos recordam João Honrado

Este VALE

€1,20

1929-2013

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Veja como na página 25

na Postos BP Beja

SEXTA-FEIRA, 29 MARÇO 2013 | Diretor: Paulo Barriga Ano LXXXI, N.o 1614 (II Série) | Preço: € 0,90

Depois de João Rocha, Revolução Branca estuda “eventual atuação” contra presidente da Câmara de Beja

Pulido Valente diz que limitação de mandatos “é para a mesma câmara” DR

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Abela preserva memórias do quotidiano rural

Bejense Inês Freitas: de fã a “colaboradora” dos Muse

Festas de Serpa assinalam 500 anos de foral no fim de semana

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O património religioso continua a ser alvo de cobiça e a situação torna-se preocupante, especialmente em zonas mais isoladas. Este ano já se registaram oito furtos e os objetos metálicos são os mais apetecidos. Ainda assim, a área de intervenção da Diocese de Beja não tem sido das mais fustigadas. Predominam os furtos de dimensão mais modesta, mas que infligem danos sérios na identidade cultural. págs. 16/17 PUB

Património religioso ameaçado por larápios


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Editorial Honrado

Vice-versa A gestão municipal [de Beja] “está de costas voltadas para a sociedade e ausente da realidade”, sendo hoje a “Capital da desilusão”. Mário Simões, deputado do PSD por Beja, in rádio Pax

Paulo Barriga

Mário Simões “confunde ser deputado, com ser presidente de uma distrital de um partido, demonstrando um alguém que aparentemente põe sempre à frente os interesses pessoais e partidários, em vez dos interesses da região, arriscando-se ficar para a história como o pior de todos os deputados para a região que o elegeu”.

A

ambição pessoal é a primeira de entre todas as difíceis provações do ser-se comunista. Combatê-la, expurgá-la, amansá-la, numa luta incessante, que se reacende a cada instante com redobrada violência, não está ao alcance de qualquer um. Ser-se comunista, antes de qualquer razão ideológica ou programática ou mesmo mística, consiste precisamente nesse combate permanente contra as investidas do individualismo. O que não é nada fácil, já se disse. A natureza humana, na sua mais imperfeita condição, é contrária à utopia coletivista. A primeira aspiração do operário é ascender a manajeiro. A primeira vontade do rural é dar em lavrador. O primeiro desejo do soldado é comandar o pelotão. No fundo, a primeira ambição do proletário é vestir a fatiota do burguês. Ser-se comunista, comunista à séria, no sentido elementar do termo, do tornar comum, é afinal lutar contra a vil tentação do individualismo. Pregando a todo o momento as virtudes do coletivismo. Não é usual encontrarem-se comunistas assim. Gente desapegada. Verdadeiramente fraterna e plural. Tão despojada e crente e pura quanto os primeiros cristãos o foram. Comunistas que residem (ou resistem) muito para lá do Partido. Muito além dos partidos. João Honrado, que há uma semana nos deixou, foi das poucas pessoas que conheci a quem o rótulo “comunista” lhe não caía mal. Na sua ética, na sua coerência, na sua convicção inabalável, Honrado representa um tempo, uma geração de homens e de mulheres, que já não existe. Um exemplo, um modelo que qualquer um teria gosto em seguir. Mas que à partida o saberia inalcançável. A vida e a luta de João Honrado vencerão, por certo, a lei do esquecimento. Porque ser-se comunista não está ao alcance de qualquer um. E João Honrado foi dos raros combatentes que venceu todas as duras batalhas que travou contra as investidas do individualismo. Que é a maior das provações do ser-se comunista.

António Mourão, presidente da Comissão Política de Beja do PS, em comunicado

Fotonotícia Cavala nas casas alentejanas. Os baixo alentejanos já não têm desculpa para não comer cavala. Nos dias 21 e 22, a Docapesca desenvolveu a sua Campanha de Promoção da Cavala no Mercado Municipal de Beja. Foram vários os alentejanos que recorreram a estas aulas de cozinha e, assim, aprenderam a confecionar cavala de forma simples e inovadora. Esta espécie, rica em ómega 3, está presente em grandes quantidades na costa portuguesa e é capturada pelos pescadores portugueses da frota do cerco. Gosto ou curiosidade, certo é que este tipo de peixe levou homens e mulheres, jovens e adultos, ao mercado de Beja, onde “puseram a mão na massa” e criaram pratos de fazer crescer água na boca. Vamos lá comer o que é nosso! Bom apetite. JF Foto de José Ferrolho

Voz do povo Que significa para si a Páscoa?

Inquérito de José Serrano

Vera Roque 28 anos, psicóloga

Manuela Nunes 38 anos, desempregada

Marta Franco 25 anos, rececionista

Maria José 26 anos, desempregada

Significa a ressurreição de Jesus. Vivo a Páscoa muito dedicada à reza. Faço a Semana Santa. Vou à vigília. No Natal estamos mais reunidos em família, enquanto esta época é passada mais em oração. Para nós, católicos, a Páscoa é simbolicamente muito importante. É um momento repleto de esperança. Significa a passagem das trevas para a luz. Da morte para a vida.

A ressurreição de Cristo. É uma festa cristã vivida familiarmente. Eu e a minha família temos por costume reunirmo-nos sempre no domingo de Páscoa. Comemos o borrego que simboliza a data. É um dia de confraternização com os mais próximos. Estarmos todos juntos, em paz e com muito amor é o significado maior que lhe atribuo. Isso é, para mim, o mais importante.

Estarmos reunidos em família. Juntarmo-nos em convívio. Passamos todos os anos o domingo de Páscoa no monte da minha tia. Que fica na aldeia de Trindade. Se estiver a chover passamos o dia em casa. Se estiver bom tempo vamos fazer um piquenique junto à ribeira de Terges. Levamos o borrego, os folares, os doces. Por lá nos entretemos até regressarmos ao final do dia.

Para mim, a Páscoa representa essencialmente a reunião familiar. É, a par do Natal, a data festiva em que estamos todos reunidos. A família toda junta. Dos mais novos aos mais velhos. O almoço à volta da mesa em comemoração desta data simbólica. O borrego assado com ervilhas. Na casa dos meus avós, em Pedrogão. Dou, cada vez mais, valor a estes momentos de convívio.


Rede social

Semana passada SÁBADO, DIA 23 LISBOA CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO “E UM FILHO NOS FOI DADO” LANÇADO NO MUSEU DA PRESIDÊNCIA E um filho nos foi dado, catálogo da exposição homónima que até há dias esteve patente ao público nos viveiros do Palácio de Belém, foi lançado no Museu da Presidência, em Lisboa, com apresentação a cargo do jornalista António Marujo. O catálogo, que versa sobre a iconografia do Menino Deus no Alentejo meridional, é o registo da mostra inaugurada em dezembro, com organização conjunta do Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja e Museu da Presidência.

SEGUNDA-FEIRA, DIA 25 SERPA DEPUTADO JOÃO RAMOS EM VISITA O deputado João Ramos, do grupo parlamentar do PCP, deslocou-se ao concelho de Serpa, numa visita de trabalho que incluiu contactos com os trabalhadores da câmara municipal local e uma reunião com os eleitos das juntas de freguesia. O deputado eleito por Beja visitou também o lar do Centro Paroquial e Social de Brinches e a Associação de Solidariedade Flor do Enxoé, em Vale de Vargo.

BEJA INALENTEJO ASSINA CONTRATOS DE FINANCIAMENTO A PROJETOS A Autoridade de Gestão do Inalentejo assinou um conjunto de contratos de financiamento de projetos promovidos por entidades dos setores associativo e empresarial, numa sessão que decorreu nas instalações do Nerbe, em Beja. Os referidos contratos, que atingem um montante global de investimento de 10, 7 milhões de euros, reportam-se a projetos aprovados no âmbito dos Regulamentos Específicos SIAC – Sistema de Apoio a Ações Coletivas e PCI – Promoção e Capacitação Institucional.

TERÇA-FEIRA, DIA 26 BEJA REFORMADOS, APOSENTADOS E PENSIONISTAS ENCERRARAM SEMANA DE LUTA Os reformados, aposentados e pensionistas do distrito deram por encerrada a sua semana de luta, iniciada a 19, com um plenário junto ao edifício da Segurança Social, em Beja. A ação, organizada pela Inter-Reformados, Murpi e União dos Sindicatos do Distrito de Beja, teve por intuito dar voz àqueles que “ao fim de uma vida de trabalho e de descontos”, estão a ser “espoliados dos seus mais elementares direitos na saúde, nas reformas e pensões, na habitação, nos transportes e na Segurança Social”.

QUARTA-FEIRA, DIA 27 BEJA BIÓLOGO PAULO BARRACOSA EM PALESTRA SOBRE O CARDO O biólogo Paulo Barracosa esteve em Beja, na Escola Superior Agrária, para apresentar a palestra “O cardo como recurso multifuncional”, no âmbito da iniciativa “Um dia com…”, promovida pelo Centro de Biotecnologia Agrícola e Agroalimentar do Alentejo (Cebal). Professor da Escola Superior Agrária de Viseu, Paulo Barracosa abordou os estudos desenvolvidos para a caraterização e avaliação do potencial de substâncias bioativas do cardo, em função da diversidade fenotípica e genotípica de populações desta planta, oriundas da região de Denominação de Origem do Queijo Serra da Estrela.

QUINTA-FEIRA, DIA 28 BEJA E CASTRO VERDE PROGRAMA VALORIZAR APRESENTADO EM SESSÕES DE ESCLARECIMENTO As câmaras municipais de Beja e Castro Verde acolheram ambas uma iniciativa de cariz informativo, promovida pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDR-A) e demais parceiros, visando fomentar o estímulo à atividade económica produtiva de base regional e local. As sessões integraram a apresentação, não só do Programa Valorizar, como também da iniciativa “Sistema de Incentivos às Micro Empresas do Interior”, cujo objetivo foi divulgar a medida, quer do lado da oferta, quer do lado da procura. No encerramento, em cada um dos locais, usou da palavra o presidente da Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (Cimbal), José Maria Pós-de-Mina.

3 perguntas a Mário Samúdio

Coordenador do programa Mexe-te – Educação para a Saúde Que balanço faz destes três anos do projeto Vive na Boa junto das comunidades educativas de Aljustrel, Beja e Almodôvar?

Estes três anos de fase experimental são considerados, pela equipa de Educação para a Saúde do Agrupamento de Escolas do Concelho de Aljustrel bastante importantes, pois trata-se de uma ferramenta de trabalho, que aborda de forma transversal temas como alimentação e atividade física, consumo de substâncias psicoativas, sexualidade, infeções sexualmente transmissíveis e violência em meio escolar. Temas que são preocupação da escola, em colaboração com os encarregados de educação, e de extrema importância para a formação integral dos jovens. A equipa reconhece que esta ferramenta é um contributo, também de auxílio, aos pais e encarregados de educação, porque segundo estes, alguns não se sentem preparados para uma abordagem correta dos referidos temas. Em que é que consiste o seu produto final, o jogo lúdico-didático Vive na Boa?

Este jogo consiste num conjunto de situações práticas, com as quais os jovens são confrontados no dia a dia, tornando-se necessário que sejam alertados/sensibilizados para a forma mais correta de os resolver. O jogo desenvolve-se numa base de cooperação e debate entre os jovens – em equipas, mistas ou não – sobre as situações em jogo, complementada com as experiências já vividas pelos próprios, o que contribui para a construção da sua personalidade. Como se dará agora continuidade nas escolas envolvidas ao trabalho feito e às dinâmicas já desenvolvidas?

O projeto não está terminado, uma vez que estes três anos serviram de teste e experimentação, estando a equipa da Associação Humanus, durante este período, recetiva a propostas de alteração e melhoria realizadas pelos alunos e aplicadores do jogo. Neste momento, encontramo-nos na fase final de experimentação e, a partir de agora, o jogo está aberto a todos os estabelecimentos de ensino a nível nacional, em formato on line, bastando que solicitem à referida associação uma autorização para dinamização do jogo. Com base nas sugestões recolhidas durante a fase experimental, o jogo foi alterado e melhorado, e acrescentada uma versão em inglês. Carla Ferreira

Feira do Porco Alentejano animou Ourique Ourique, a capital do porco preto, voltou a encher-se de gente para provar a iguaria alentejana. Nas mesas repousaram vários petiscos e no palco atuaram diversos artistas, trazidos pela televisão, o que levou ainda mais gente à festa.

Festival do Peixe do Rio dinamizou Pomarão Com os olhos postos no Guadiana, e nos peixes do rio, foram muitos os que se deslocaram ao Pomarão. E a animação, por lá, também foi uma constante. Passinhos de dança, petiscos, cantorias. Tudo em prol da dinamização do território.

Vidigueira A Pão e Laranjas e não só A festa em Vidigueira foi “a pão e laranjas”, mas houve espaço para muitas mais iguarias regionais e não só, que agradaram a locais e forasteiros. Muitos a passearem-se pelo certame que já marca o calendário regional de eventos.

Férias à descoberta de Noudar As férias da Páscoa continuam a ser vividas intensamente no Parque de Natureza de Noudar, em Barrancos. Sempre à descoberta do que de melhor o parque tem para oferecer e, claro, da natureza.

Lagoa de Santo André aberta ao mar A abertura da Lagoa de Santo André ao mar aconteceu na terça-feira, um momento de rara beleza a que muitos não deixam de assistir, ano após ano. Um ritual necessário para assegurar a continuidade do habitat desta reserva natural.

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Abela

Centro de Dia e Hospital do Litoral são dois dos principais empregadores

Preservar memórias do quotidiano rural O antigo quartel da GNR de Abela, Santiago do Cacém, acolhe desde maio de 2008 o Museu do Trabalho Rural. Um espaço que pretende mostrar “parte da vida rural do concelho, pertencente ao passado”, numa altura em que já são poucos os que se dedicam à agricultura. O Centro de Dia de Abela e o Hospital do Litoral Alentejano são atualmente dois dos princi-

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m pleno largo 5 de Outubro, num edifício datado da década de quarenta do século passado, que já funcionou como escola primária, posto médico e quartel da Guarda Nacional Republicana, está instalado, desde maio de 2008, o Museu do Trabalho Rural. Um espaço que, apesar de se situar na pequena aldeia de Abela, uma das 11 sedes de freguesia de Santiago do Cacém, pretende mostrar parte da vida rural do concelho. As coleções/objetos em exposição “transmitem conhecimentos de uma sociedade rural, pertencente ao passado, mas ainda suficientemente próxima para ser espaço de partilha de memórias e de referência identificada que une diferentes gerações”. Uma sociedade que, nas últimas décadas, “se transformou profundamente”. “Abela vivia da agricultura, mas agora não”, diz Isabel Ribeiro, 58 anos, atualmente a trabalhar como empregada doméstica “na casa de uma senhora” da aldeia, depois de vários anos de trabalho no campo, não só em Abela – terra natal do pai e onde regressou, em definitivo, há quatro anos –, mas também no concelho vizinho de Grândola – terra natal da mãe –, onde passou a infância/juventude e parte da vida adulta, depois de períodos vividos em Santigo do Cacém e Abela.

pais empregadores das gentes da freguesia, dizem. E a abertura do novo lar de terceira idade poderá vir a criar “mais postos de trabalho”. Texto Nélia Pedrosa Fotos José Serrano

“Neste momento só uma pessoa ou outra é que semeia. Se olhar para os terrenos vê que está praticamente tudo em pastagem, porque [semear] não dá rendimento. As pessoas gastam mais do que aquilo que depois recebem, e então ficam quietas”, continua Isabel Ribeiro, adiantando que na zona ainda “existe alguma pecuária”, mas “só ovelhas”: “Havia quem tivesse vacas, agora acho que não, havia aviários, agora não há, as pessoas que não semeiam têm ovelhas nas pastagens”. Nos dias de hoje, bem diferentes dos tempos em que trabalhava no campo, garante, alguns dos habitantes da freguesia, em idade ativa, “encontram trabalho” no Centro de Dia de Abela e no Hospital do Litoral Alentejano (localizado na sede de concelho, a 13 quilómetros de distância), apesar de “não ganharem muito” e de “as despesas de deslocação serem grandes, porque têm que ter transporte próprio”. Mas o centro de dia, realça, “não emprega só pessoas da aldeia, mas também dos arredores”,

pelo que o desemprego, é, atualmente, “o principal problema de Abela”, embora “ainda não seja tão crítico como noutros sítios”. A abertura do novo lar, situado à saída para São Domingos, também poderá vir a criar “mais postos de trabalho”, diz Isabel Ribeiro, uma vez que “terá de ter pessoas para trabalharem de dia e outras de noite”. Tosquiar ovelhas, construir vedações, limpar sobreiros e azinheiras, tirar cortiça. Artur Costa, 72 anos, reformado, fez “de tudo um pouco no trabalho do campo” e ainda hoje vai fazendo “qualquer coisa“, “o que vai aparecendo”, para “dar uma ajuda” à reforma “que é pequena”. “Ganha-se 300 euros de reforma. Quem trabalhou no campo normalmente tem uma reforma pequena”. Na última semana trabalhou “uns três dias”, na construção de vedações, em Porto Covo, na casa “de uma doutora”. Nos próximos dias, “se o tempo não estiver de chuva”, tem agendado um serviço, também de vedações, “ao pé de Grândola, naquelas aldeolas”. No princípio de junho será tempo de

“tirar a cortiça”, trabalho que já faz há cerca de meio século. “Ainda vou conseguindo alguma coisa. Uma semana num sítio, dois dias noutro. No verão passado trabalhei para um senhor e para as irmãs um mês inteiro”, conta. Mas a agricultura, diz, “está morta”, e o pouco que ainda existe no setor da pecuária praticamente não dá emprego aos da terra. “Isto são zonas em que há por aí muita malhada de porcos, só que hoje são os ucranianos, os romenos, que estão a fazer esses trabalhos – é claro que eles vêm dos seus países e precisam de ganhar dinheiro. O alentejano, daqui, já pouco trabalha nessas coisas, porque eles pagam menos a essas pessoas [imigrantes]”. “Trabalhos no campo há poucos, é só mais no verão que há aí esses trabalhos na tiragem de cortiça. Tirando isso não há mais nada”, reforça António Coelho, 58 anos, com larga experiência “no serviço do campo”, mas sem trabalho há três ou quatro meses. “Até ver não tem aparecido nada”, diz, adiantando que Abela debate-se de momento, como “todo o País”, com o flagelo do desemprego. E o cenário só não é mais dramático, garante, porque a aldeia “já tem poucos habitantes e a maior parte é quase tudo reformado”: “Eu já sou dos mais novos que aí estou”, diz, entre risos.


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A par do declínio da agricultura, a freguesia tem vindo a perder algum comércio e serviços, à conta do decréscimo e envelhecimento populacional, referem Artur Costa e António Coelho, que aproveitam a manhã de sol para colocarem a conversa em dia. A aldeia tinha uma farmácia, “que tinha uns 100 anos”, recorda o primeiro, e que “foi tirada daqui para Santo André”, porque a freguesia “não tinha população que chegasse” e também porque “São Domingos, que fica a oito quilómetros, tem uma” e “ErmidasSado outra”. Fechou a farmácia centenária, abriram--se duas parafarmácias que, “até à data têm servido o povo”, dizem, apesar de “por vezes” terem de encomendar “os medicamentos de manhã para estarem cá à tarde”. O posto da GNR também fechou portas, localizando-se o mais próximo em Ermidas-Sado. “Não fica muito longe [o de Ermidas], mas a GNR sempre é um respeito. Agora é uma coisa mais à balda. E olhe, abalou daí a GNR assaltaram logo o multibanco da Caixa Agrícola”, diz, por sua vez, António Coelho. O multibanco também já não existe. Aurora, 53 anos, e o marido, António Matos, são proprietários de dois dos poucos espaços comerciais que ainda mantêm as portas abertas na aldeia. A papelaria Matos, aberta há 34 anos, e o café Matos, há 25, situados praticamente lado a lado, no largo do Chafariz, a poucos metros do Museu do Trabalho Rural. “Têm vindo a fechar tantas casas comerciais, tantas, tantas. Havia tanta loja, mercearias, tascazinhas. Havia aqui de tudo um pouco: sapateiros, pedreiros, ferreiros, posto da GNR, posto médico. Agora não há nada. Temos a extensão de saúde, mas isso é só uma vez por semana e quando não é de 15 em 15 dias”, recorda Aurora. Agora, acrescenta a comerciante, o que se vê são idosos sentados nos bancos de jardim pelos largos da aldeia.“Gente nova não há. Até aos nove anos andam aqui na escola primária, depois vão para Santiago e de Santiago vão estudar para outros sítios, para Setúbal, Lisboa, e depois por lá ficam, já não volta para cá ninguém. Não há trabalho, o que é que os moços vêm para aqui fazer?”, questiona. É o caso do seu único filho, de 35 anos, que trabalha e vive em Santigo do Cacém, e de duas sobrinhas, uma a residir em Sines e a outra em Lisboa. Os que se mantêm na aldeia, adianta, “trabalham quase todos em Sines, uns nas fábricas, e um rapazinho ou dois num banco”. E o centro de dia também vai empregando algumas mulheres, na “casa dos 40”. Com o decréscimo populacional, e a “crise” dos últimos anos, o negócio só poderia estar “muito fraco, como está todo o comércio”, afirma. “Tomara as pessoas idosas pagarem o centro de dia, onde vão almoçar, e os medicamentos… Quem tem comércio há trinta ou vinte e tal anos, como eu, com duas portas abertas, nota uma diferença muito grande”. “Mas as pessoas da aldeia são boas e temos uma igreja bonita”, conclui.

Museu do Trabalho Rural mostra “Memória e Identidade – Alfaia Agrícola Tradicional” O Museu do Trabalho Rural, um projeto promovido pela Junta de Freguesia de Abela em parceria com a Câmara Municipal de Santiago do Cacém, foi criado “para servir, em primeiro lugar, a comunidade, tentando levar a sua população a tomar consciência dos seus valores culturais, de modo a compreender que são simultaneamente ‘produto de uma identidade cultural e utentes do seu património cultural coletivo’”, esclarece a junta. O museu, que constitui o primeiro pólo museológico do Museu Municipal de Santiago do Cacém – ambos integrados na Rede Portuguesa de Museus –, abriu, em 2008, com a exposição de longa duração “Memória e Identidade – Alfaia Agrícola Tradicional”, patente ao público, “reunindo mais de duas centenas de peças, tendo como base uma coleção de alfaias agrícolas e outros utensílios ligados aos trabalhos do campo, cedidos por particulares e algumas instituições”. Desde que abriu portas, a 1 de maio de 2008, até 31 de dezembro de 2012, o espaço recebeu 13 406 visitantes, sendo que “a média mensal referente ao ano de 2012 foi de 100 visitantes”. De acordo com o presidente da junta de freguesia, Rui Matos, “trata-se de uma média aceitável na atual conjuntura económica, tendo em conta a pequena dimensão da freguesia e a sua interioridade”. O autarca refere ainda que o equipamento “tem impacto no comércio local, nomeadamente na restauração e similares”, e em termos turísticos, “quer ao nível da divulgação dos valores do município e da região, quer junto das unidades de turismo rural que regularmente levam os seus clientes ao museu”. O pólo surgiu integrado no projeto “Revitalizar A Bella”, co-financiado pelo Programa Operacional Agris e Leader +, com candidaturas apresentadas à ADL e apoiado pela Caixa de Crédito Agrícola da Costa Azul.


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“No caso de Lisboa registo o facto de os autores da providência cautelar partirem do princípio de que Fernando Seara vai ser o futuro presidente de câmara. E recordo que em Loures a senhora juíza do tribunal respetivo interpretou caso semelhante ao de Fernando Seara de forma distinta. Quanto a esta matéria, de momento, nada mais acrescento”.

Autárquicas2013

Vítor Proença cumpre terceiro mandato consecutivo em Santiago do Cacém

“Temos que dar vida a Alcácer” Vítor Proença, que está a finalizar o seu terceiro mandato consecutivo na guerras pessoais ou ambições”. Em relação ao trabalho desenvolvido em Câmara de Santiago do Cacém – e por isso abrangido pela Lei de Limitação Santiago do Cacém, o autarca diz que “o equilíbrio” das contas do município de Mandatos –, é o cabeça de lista da CDU ao município de Alcácer do Sal, li- “é o resultado de uma gestão responsável e competente que temos pratiderado pelo PS, nas eleições autárquicas deste ano. Uma candidatura que, cado com a indispensável colaboração dos trabalhadores desta autarquia”. segundo afirma ao “Diário do Alentejo”, “não tem origem em conflitos, em

Texto Nélia Pedrosa

Que comentário lhe merece as providências cautelares que estão a ser apresentadas pelo Movimento Revolução Branca para impedir candidaturas de autarcas que, no seu entender, “violam a lei” de limitação de mandatos (e que também é o seu caso em relação a Santiago do Cacém)? E como é que comenta a decisão do Tribunal Cível de Lisboa que impede Fernando Seara de se candidatar à Câmara de Lisboa?

de Abril, nomeadamente do ponto de vista financeiro, o que nos impediu de fazer muito do que gostaríamos.

No caso de Lisboa registo o facto de os autores da providência cautelar partirem do princípio de que Fernando Seara vai ser o futuro presidente de câmara. E recordo que em Loures a senhora juíza do tribunal respetivo interpretou caso semelhante ao de Fernando Seara de forma distinta. Quanto a esta matéria, de momento, nada mais acrescento. Teme que a sua candidatura à Câmara de Alcácer do Sal possa vir a ser inviabilizada, precisamente por estar no fim do seu terceiro mandato consecutivo em Santiago?

Não. A nossa candidatura à Câmara de Alcácer do Sal, integrada no projeto da CDU, vai trabalhar para uma vitória, uma vitória reforçada para servir Alcácer do Sal. O nosso lema é “Viva Alcácer! Alcácer com vida.”.

Por que é que se candidata a Alcácer do Sal?

Porque acredito que o projeto da CDU vai colocar de novo Alcácer a sorrir com orgulho na sua história. Temos que dar vida a Alcácer. A nossa candidatura é para Alcácer, é por Alcácer, pelas suas aldeias e freguesias. A nossa candidatura é para servir o povo. A nossa candidatura vai partir do legado histórico de Alcácer do Sal, e vai assentar no valor que a terra tem, nas suas tradições, na sua juventude, nos seus imensos recursos e potencial voltados para o futuro, como projeto de governo local. A nossa candidatura foi aprovada por unanimidade. Ela é de ampla abertura como que uma “onda” que vai crescendo. A nossa candidatura não tem origem em conflitos, em guerras pessoais ou ambições. É uma candidatura construtiva e sobretudo com uma forte componente coletiva e participada.

O que é que fica por concretizar?

Partiremos para o futuro com grandes linhas de orientação, muito claras: Alcácer do Sal para todos, sem discriminações e participada; atraente e convidativa. Temos a ambição de uma Alcácer do Sal como município que se moderniza, com uma administração rápida e eficaz, facilitadora e capaz de simplificar a vida às pessoas e aos projetos de in investimento. Queremos uma administração e au autarcas amigos e ao serviço dos munícipes. Queremos Qu uma Alcácer do Sal que potencie a sua hi história, a sua cultura.

O Poder Local tem que enfrentar de forma contínua respostas de qualidade às necessidades das populações. Em consequência das políticas desenvolvidas pelos últimos governos do PS, PSD e CDS, as autarquias têm vindo a ver reduzidas as transferências do Orçamento do Estado e têmnos sido impostas restrições à contratação que se refletem na escassez de recursos financeiros e de trabalhadores para responder às necessidades do município. Acresce a esta situação o ataque aos direitos dos trabalhadores que não pode deixar de refletir-se na sua motivação, mesmo com a elevada consciência de serviço público. Gostaria de saber como se pode pedir a uma pessoa confrontada com um ataque sem precedentes aos seus direitos e rendimentos, a mesma motivação, disponibilidade e empenhamento! Para além disso, há ainda as imposições que ameaçam a autonomia do Poder Local e que nos deixam com um quadro organizativo e condições de enquadramento completamente desadequados às necessidades. Estou no entanto convicto de que a população de Santiago do Cacém irá continuar a apostar no projeto CDU, dando assim continuidade à política de desenvolvimento que o município tem vindo a trilhar ao longo dos anos.

Qual é o balanço que faz do trabalho desenvoldo município de Santiago? vido à frente f

Qual é a situação financeira da Câmara de Santiago?

Até ago agora, posso dizer que tem sido para mim muito gratificante g poder contribuir para melhorar a qualidade de vida das populações integrado nno projeto autárquico da CDU. O trabalho de presi presidente de câmara é um trabalho coletivo, com o papel p muito destacado de outros eleitos autárqu autárquicos e com um contributo indispensável dos trabalhadores, mas também é um trabalho de ddinamização e coordenação. Isto é, ele só é possível em estreita colaboração com outros eleitos, pessoal pes dirigente, os trabalhadores, as institu tituições e as populações. E, também neste ca campo, sinto grandes alegrias, pelo esforço que todos têm desenvolvido para melhorar o nosso concelho. Este mandato foi, porém, o do maior ataque ao Poder Local Democrático desde o 25

A câmara, sob a gestão dos eleitos da CDU, conseguiu ao longo do ano de 2012 reduzir o montante global da dívida (curto e médio longo prazo) comparativamente a dezembro de 2011, fruto das medidas rigorosas de gestão que tem vindo a implementar, no sentido da redução e contenção da despesa. O equilíbrio das nossas contas é o resultado de uma gestão responsável e competente que temos praticado com a indispensável colaboração dos trabalhadores desta autarquia. A comprovar isso mesmo está a diminuição da dívida a terceiros em cerca de dois milhões de euros, dos quais, 1,3 milhões dizem respeito à dívida de curto prazo (fornecedores), comparativamente ao ano de 2011.A registar também a diminuição da despesa global do município em 2012 em cerca de 6,5 por cento. Outro dado importante

Quais são as suas principais apostas?

de realçar, e de acordo com os últimos dados conhecidos, registou-se no 2.º trimestre de 2012, comparativamente ao mesmo período em 2011, uma redução de cerca de 40 dias no prazo de pagamento das dívidas a fornecedores. Estamos e continuamos a trabalhar no sentido da redução e contenção da despesa e da racionalização dos serviços com vista à redução da dívida, sem contudo descurar as respostas necessárias à satisfação das necessidades da população que é e sempre será a razão de ser do nosso projeto político. Quais as áreas mais afetadas pelos cortes nas receitas?

Mantivemos as transferências para as juntas de freguesia, coletividades e associações diversas. Aumentámos as verbas para os serviços sociais dos trabalhadores das autarquias. Causas sociais e de solidariedade. Reduzimos muito em áreas diversas de ação corrente e funcionamento e tivemos que reformular planos e programas de obras. Acredita na retoma, para breve, das obras de beneficiação de troços do IP8, como foi recentemente anunciado pela Estradas de Portugal?

Gostava de acreditar para a melhoria da qualidade de vida da população do Alentejo Litoral e do distrito de Beja. Recentemente realizou-se em Santiago do Cacém um encontro de autarcas e deputados de todos os grupos parlamentares que integram a Comissão de Economia e Obras Públicas da Assembleia da República, onde foram debatidas as consequências do cancelamento das obras de construção do IP8/A26 e da requalificação do IP2, suspensas no ano passado por decisão da Estradas de Portugal. Manifestámos a nossa incompreensão pela suspensão das obras de uma via muito importante para o Alentejo e para a produtividade do País e enumerei as graves consequências para a economia local, mas também para o ambiente e para a população que ficou sem alternativas seguras. Os problemas de segurança de pessoas e bens e a segurança rodoviária são também muito elevados, a juntar ao facto de muitos caminhos rurais se encontrarem degradados e alguns até intransitáveis. O impacto da suspensão das obras é muito negativo para a região. Entrevista realizada por email


Bisca Lambida

Deputados demitiram-se das suas tarefas

Devem ser os tribunais a decidir

Apenas o tribunal poderá clarificar

João Espinho

João Machado

Sérgio Fernandes

A

Lei n.º 46/2005, que estabelece limites à renovação sucessiva de mandatos dos presidentes dos órgãos executivos das autarquias locais, diz no seu artigo 1.º que “o presidente de câmara municipal e o presidente de junta de freguesia só podem ser eleitos para três mandatos consecutivos (…) e que não podem assumir aquelas funções durante o quadriénio imediatamente subsequente ao último mandato consecutivo permitido”. Ponto final parágrafo e acabou-se a história! Assim seria se vivêssemos num país normal, se as leis fossem cumpridas e, muito principalmente, se as leis fossem feitas por gente competente e imune aos mais diversos interesses. Aquilo que parecia claro e que estaria no espírito da lei foi entretanto deturpado e sujeito às mais estranhas interpretações, sempre com o intuito de manter o poder nas mãos de quem possa dar um “empurrão” neste ou naquele negócio, que possa servir de “cunha” a um emprego para a prima, namorado ou familiar em 4.º grau. Não contentes com as “imprecisões” da lei, que deveriam ser resolvidas pelo legislador – neste caso a Assembleia da República, temos também um Presidente da República entretido com as gramáticas e que detetou uma discrepância entre “presidentes de câmara” e “presidentes da câmara”. Perante este estado de coisas, os tribunais intrometem-se, fazem as suas próprias interpretações, acabando esta história por demonstrar que os deputados se demitiram das suas tarefas, entregando a outros aquelas que eram as suas competências. Sou contra esta “mistura” de poderes, mass quando uns se demitem das suas funções (os legisladozes) tomem res), é óbvio que outros (os juízes) ro: não sei o seu lugar. Já estou como o outro: se este é um país de merda ouu um país ores mais da merda (perdoem-me os leitores sensíveis). Jogo um rei de espadas.

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a minha opinião a Lei de Limitação de Mandatos ainda vai dar muito que falar e muita água ainda irá correr debaixo da ponte. Como vimos recentemente o Tribunal Cível de Lisboa indeferiu a candidatura de Fernando Seara à Câmara Municipal de Lisboa, numa decisão inédita neste contexto quando outros tribunais, como o de Loures, não se quiseram pronunciar acerca do tema. Numa atitude preventiva e de acordo com a legislação em vigor, o tribunal teve posição correta pois clarificou e aplicou a lei, que na minha opinião é bem clara. Entendo que nesta fase devem ser os tribunais a decidir, pois a única Lei de Limitação de Mandatos que conheço e que está em vigor é a 46/2005, de 29 de agosto, e deve ser aplicada. O reflexo de tudo isto irá ser uma novela com contornos ainda poucos definidos, nos quais os partidos políticos têm responsabilidades acrescidas quanto aos candidatos que apresentaram nestas situações. O PSD tem responsabilidades acrescidas pois foi ele que aprovou esta lei e agora é o principal prevaricador neste tipo de situações. Vamos ver o que o futuro dita…

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nsolitamente, para sermos brandos, cada um dos três partidos (PSD, PS e BE), que em conjunto aprovaram a lei, professa hoje um entendimento diferente sobre a mesma, como se cada um deles tivesse aprovado em 2005 a sua própria lei, muito embora com uma redação comum (!!). Para o PSD a limitação de candidaturas circunscreve-se ao município onde o autarca exerceu consecutivamente os três mandatos anteriores; por seu lado, o PS considera que o exercício consecutivo de três mandatos num mesmo município impede uma candidatura em qualquer outro município; por fim, para o BE, o simples exercício de três mandatos consecutivos, ainda que em diferentes autarquias, impossibilita uma nova candidatura. Como é bom de ver, diz-me quem queres candidatar e dir-te-ei como interpretas a lei… Naturalmente, existindo sobejas evidências da necessidade de clarificação da lei, a iniciativa deveria caber, desde logo, ao legislador. Todavia, facilmente se percebe a incapacidade do legislador para proceder à clarificação tendo em conta que é o próprio legislador, agora consubstanciado nos três partidos políticos que aprovaram a lei, que não se entende sobre o espírito do texto aprovado em 2005. Donde, apenas a pronúncia do Tribunal Constitucional em sede análise de eventuais recursos de decisões dos tribunais de comarca poderá proporcionar uma clarificação. Com que custos para o processo eleitoral, é o que veremos…

07 Diário do Alentejo 29 março 2013

“Quem se deve pronunciar definitivamente sobre a Lei de Limitação de Mandatos: o legislador ou os tribunais?”

Se nos lembrarmos que esta Lei da Limitação de Mandatos foi ao tempo apresentada, a meu ver de forma perniciosa, com o objetivo de melhorar a imagem da classe política, convenhamos que, oito anos passados e tantas trapalhadas acumuladas, dificilmente o resultado final poderia ser mais contrário ao pressuposto inicial… um duque de paus, claro!

Tribunais e legisladores Luís Miguel Ricardo

N

outra jogatina expus a opinião em relação à limitação de mandatos. Não se pede a um médico que depois de 12 anos de atividade faça um retiro de quatro anos, para regressar posteriormente. Esse período de “pousio” é um período de promoção da ignorância e de desatualização das competências, essenciais para o bom exercício das funções. Recuperada a posição pessoal, que vai contra a maioria da opinião pública e, pelos vistos, da própria Lei de Limitação de Mandatos, opinemos sobre a “coisa atual”. Está em causa a interpretação da lei e das preposições “da” e “de”. A primeira (presidente da câmara) inviabiliza a candidatura do repetente à camara “x”, mas não à “y”, a limitação sai do individuo e passa para a entidade; no segundo caso, que é aquele que está efetivamente contemplado na lei (presidente de câmara), põe a restrição na pessoa. Ou seja, o individuo “x” não se pode candidatar após três mandatos à frente de autarquias (“x” ou “y”), salvo se à data da entrada em vigor da lei estiver a cumprir o seu 3º mandado (neste caso pode ir até um 4º mandato). Sendo a lei em causa uma lei de um Estado de Di Direito, então todas as pessoas e instituições que nele vivem terão de a respeitar. Desta forma parece-me absurdo a hipotética dualidade d de leituras de uma mesma lei, num n mesmo estado, para situações similares. similare Tribunais e legisladores, do centr sul e ilhas devem mostrar norte, centro, coerên na interpretação da lei e coerência pron pronunciar-se em conformidade com a mesma, salvaguardando uum dos princípios básicos da Democracia: a igualdade.


Diário do Alentejo 29 março 2013

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Beja

Lopes Guerreiro é cabeça de lista independente

J

osé Lopes Guerreiro, diretor da ExpoBeja desde 2003, é o candidato que encabeça a lista do movimento independente “Por Beja com todos” à Câmara Municipal de Beja e será apresentado publicamente no próximo mês de abril, em data a indicar. A decisão, tornada pública na segunda-feira, 25, saiu de uma reunião recente do plenário de aderentes, “o mais participado de todos”, refere uma nota do movimento, adiantando que o nome de Lopes Guerreiro, apresentado por Maria

Angelina Soares, foi escolhido por unanimidade. Com 59 anos, Lopes Guerreiro é natural de Selmes, ex-militante do PCP, que abandonou em 2011, e desempenhou vários cargos na esfera pública. Foi presidente do conselho de administração da Associação de Municípios do Distrito de Beja (1989-1994), primeiro presidente da Região de Turismo Planície Dourada (1993) e presidente da Câmara de Alvito (1994-2001).

“Beja Capital” prossegue com ciclo de debates

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120 000

candidatura socialista “Beja Capital, o novo impulso”, encabeçada por Jorge Pulido Valente, realizou na segunda-feira, 25, mais um debate no âmbito do ciclo “Novos desafios, novas respostas”, que decorrerá mensalmente até julho. Desta feita, em cima da mesa, na Biblioteca Municipal de Beja, esteve o tema “Mais de-

Alcácer do Sal

Vítor Proença apresentou candidatura

É o número de pessoas alcançadas pelo Facebook do “Diário do Alentejo” durante a última semana. A nossa página eletrónica tem mais de um milhão de visitas. A edição impressa continua a ser líder de audiências com 76 por cento

V

ítor Proença, ainda a cumprir o terceiro mandato na Câmara Municipal de Santiago do Cacém, apresentou publicamente, no último domingo, 24, a sua candidatura à presidência da Câmara Municipal de Alcácer do Sal, pela CDU. Na sessão, que decorreu na Sociedade Filarmónica Visconde de Alcácer, marcaram presença nomes como Gracieta Baião e Rogério de Brito, dois ex-presidentes de

dos leitores de jornais regionais

PSD candidata bancário José Maldonado

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facebook.com/diariodoalentejo

câmara eleitos pela CDU, e a atriz Leonor Alcácer. A direção do PCP esteve representada por João Dias Coelho e Manuel Valente. Na ocasião, o autarca, que admitiu estar nesta corrida “sem promessas, mas com compromissos de honra” em prol dos interesses da terra, apontou como apostas de desenvolvimento o rio Sado, o turismo e a afirmação de Alcácer do Sal “no Alentejo, no País e na Europa”.

Vidigueira

no Baixo Alentejo.

www.diariodoalentejo.pt

senvolvimento, mais emprego”, dinamizado pelos oradores António Serrano, ex-ministro da Agricultura, Filipe Cameirinha, empresário, Filipe Pombeiro, presidente do Núcleo Empresarial da Região de Beja (Nerbe), e o próprio Jorge Pulido Valente, na condição de presidente do município bejense.

osé Maldonado, 44 anos e natural de Vidigueira, é a escolha do PSD para cabeça de lista da sua candidatura àquele município nas Autárquicas de outubro próximo, divulga a distrital social-democrata em nota de imprensa. Bancário de profissão, há muito que está ligado ao movimento associativo local, nomeadamente à Associação Trilhos de Baco, ao Clube de

Tiro e Pesca e também ao Clube de Futebol Vasco da Gama (secção de andebol). Militante do PSD, Maldonado, adianta a distrital laranja, assume esta candidatura “como um projeto autárquico mobilizador da sociedade por sentir um vazio de ideias na gestão autárquica municipal”, e admite a hipótese de uma coligação com o CDS-PP.


O PS entende que a Lei de Limitação de Mandatos não se aplica a Jorge Pulido Valente. Pedro do Carmo, presidente da Federação do Baixo Alentejo do PS, em declarações à rádio Voz da Planície, considera que a lei tem uma vertente jurídica e outra política, e defende que no caso de Beja a questão só se coloca no plano político. Para o dirigente socialista, Pulido Valente está num primeiro mandato e não faria sentido castrar a continuidade do seu trabalho. No entanto, Pedro do Carmo salvaguarda a hipótese de os tribunais poderem vir a ter um entendimento contrário, e que, nessas circunstâncias, os socialistas acatarão as suas decisões.

Atual

Depois de ação contra João Rocha movimento estuda recandidatura a Beja

Pulido na mira da Revolução Branca Na passada semana um juiz do Tribunal Cível da comarca de Lisboa aprovou a providência cautelar interposta pelo Movimento Revolução Branca (MRB) para impedir a candidatura de Fernando Seara, presidente em exercício da Câmara Municipal de Sintra, ao município de Lisboa, encabeçando a lista da coligação PSD/PP. Na comarca de Beja já deu entrada um pedido semelhante em relação à candidatura de João Rocha, ex-autarca de Serpa e candidato à câmara da capital do distrito pela CDU. Contactado pelo “Diário do Alentejo”, João Rocha preferiu não tecer qualquer comentário em relação a este assunto. Já Jorge Pulido Valente – que também cumpre o seu terceiro mandato consecutivo – diz que “a confusão está armada”, mas afirma que o seu caso “é diferente”. Texto Aníbal Fernandes

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presidente da Câmara de Beja, Pulido Valente, não tem dúvidas em relação à Lei de Limitação de Mandatos dos órgãos executivos das autarquias locais: “A limitação é para a mesma câmara”, disse ao “Diário do Alentejo”, acrescentando que “não faz sentido que um cidadão seja privado dos seus direitos” constitucionais. Jorge Pulido Valente foi eleito pela primeira vez em Mértola nas eleições de 2001, tendo sido reeleito nas eleições seguintes, mas abandonou o cargo, um ano antes do termo do segundo mandato, por achar que a sua missão naquele concelho “estava terminada”, a estratégia de desenvolvimento delineada, e que “a equipa que deixava” estava à altura de continuar o trabalho. Após uma passagem pela Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA), resolveu candidatar-se à Câmara Municipal de Beja, em 2009, município que, no seu entender, “precisava” do seu contributo. Por causa disso, o atual presidente da autarquia bejense considera

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que a sua “situação é diferente” de João Rocha, candidato que corre pela CDU. Paulo Melo Romeira, dirigente do MRB, revelou ao “Diário do Alentejo” que uma tomada de posição sobre a candidatura de Pulido Valente está dependente das decisões interpostas pelo movimento, quer em Tavira (cujo julgamento está marcado para dia 2 de abril), quer no Porto, que também “está por dias”. O resultado destas ações está a condicionar “a estratégia a adotar”, incluindo uma “eventual atuação” sobre o atual presidente da Câmara Municipal de Beja. Aliás, em Beja, António Sebastião, o primeiro nome a ser apresentado pelo PSD como candidato à câmara, também foi alvo de uma providência cautelar, mas com o seu afastamento da lista social-democrata o motivo da ação desapareceu. No entanto, o anúncio de que integraria uma lista independente ao município de Almodôvar, em segundo lugar, levou o MRB, em comunicado, a avisar que “se um presidente de câmara municipal, impedido a uma recandidatura nos termos da lei, fizer parte

de uma lista de candidatos a uma dada autarquia, não sendo candidato à presidência da mesma, está no seu pleno direito pois escapa, afigura-se-nos, ao espírito e letra da atual lei”. Mas “se tal candidato, ex-presidente, vier a assumir por desistência, renúncia ou afim, uma qualquer presidência de câmara municipal e o faça no período legal em que estava impedido para tal, contará, da nossa parte e de imediato, com adequada ação de impugnação do seu mandato, visando a destituição e perda do mesmo”. Pulido Valente reconhece que “a confusão está armada”, mas está “tranquilo”, considerando que “a Assembleia da República tem a obrigação de clarificar” a lei. Lembre-se a propósito que, em 27 de fevereiro, a conferência de líderes dos grupos parlamentares decidiu “não decidir” sobre este assunto, tendo Carlos Zorrinho reafirmado ao jornal “I” que o PS resolveu não recandidatar autarcas em condições de limitação de mandatos a nenhuma outra câmara. O PCP, ao contrário do PS que aprovou a Lei n.º 46/2005, de 29 de agosto, foi sempre contra a limitação de mandatos. Recentemente, Jerónimo de Sousa voltou a referir-se ao tema como “profundamente antidemocrático”, considerando que a Constituição “não permite qualquer exclusão dos cidadãos de elegerem ou serem eleitos”. Opinião diferente tem Rodeia Machado, líder da bancada da CDU na Assembleia Municipal de Beja, e que, esta semana, no programa “Contraditório”, da rádio Pax, defendeu que a lei impede os autarcas com três mandatos de se candidatarem a outro município.

O que diz a lei Artigo 1.º Limitação de mandatos dos presidentes dos órgãos executivos das autarquias locais 1 — O presidente de câmara municipal e o presidente de junta de freguesia só podem ser eleitos para três mandatos consecutivos, salvo se no momento da entrada em vigor da presente lei tiverem cumprido ou estiverem a cumprir, pelo menos, o 3.º mandato consecutivo, circunstância em que poderão ser eleitos para mais um mandato consecutivo. 2 — O presidente de câmara municipal e o presidente de junta de freguesia, depois de concluídos os mandatos referidos no número anterior, não podem assumir aquelas funções durante o quadriénio imediatamente subsequente ao último mandato consecutivo permitido. 3 — No caso de renúncia ao mandato, os titulares dos órgãos referidos nos números anteriores não podem candidatar-se nas eleições imediatas nem nas que se realizem no quadriénio imediatamente subsequente à renúncia. (…) A lei entrou em vigor 60 dias após a publicação, a 29 de agosto de 2005

09 Diário do Alentejo 29 março 2013

Pedro do Carmo defende especificidade da candidatura de Pulido Valente


Ouro para a bejense Maria da Graça Carvalho

Diário do Alentejo 29 março 2013

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Na passada segunda-feira, dia 25, a antiga ministra da Ciência e do Ensino Superior e atual deputada do Parlamento Europeu, Maria da Graça Carvalho, foi distinguida com a medalha de ouro do Instituto Politécnico de Lisboa (IPL), devido ao papel de relevo que desempenhou na área da educação, a que está ligada há mais de 30 anos. Na homenagem que decorreu no âmbito

da cerimónia do 27.º aniversário do IPL, Graça Carvalho proferiu um discurso subordinado ao tema “Ensino Superior e a Ciência na Europa”, abordando também o impacto de programas europeus como o H2020 e o Quadro Estratégico Europeu neste domínio. A homenageada revela que “está muito honrada em receber esta medalha” e considera “esta homenagem muito significativa”.

ARQUIVO/JOSÉ FERROLHO

Aeroporto de Beja recebeu primeiro voo de carga da UTI O aeroporto de Beja recebeu na quarta-feira, 27, o primeiro voo de carga da responsabilidade da UTI. O operador logístico internacional fez deslocar de Beja para a Alemanha um voo com vários equipamentos. Na operação esteve envolvida a companhia Bin Air. O diretor do aeroporto, em declarações à rádio Pax, assegurou que a operação “correu muito bem”. Pedro Beja Neves disse ainda que este “voo simbólico” permitiu “testar meios” e “conquistar posições de forma sustentada e equilibrada”.

Bispo de Beja comenta festas pascais

“Esperança aos desanimados” Festas de Serpa

Cortejo assinala 500 anos do Foral Manuelino

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rranca hoje, sexta-feira, mais uma edição das Festas em Honra de Nossa Senhora da Guadalupe, em Serpa. Como acontece todos os anos, milhares de pessoas são esperadas, principalmente no domingo de Páscoa, dia das procissões do Altinho para a igreja do Salvador, conduzindo a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, e da igreja do Salvador ao encontro da que vem do Altinho, na Cruz Nova, que terão lugar pelas 15 horas. Uma hora depois, é dado início à 34.ª edição do cortejo histórico-etnográfico de Serpa, que este ano dá destaque à comemoração dos 500 anos da atribuição do Foral Manuelino e no qual participam centenas de figurantes. Quanto aos espetáculos musicais, na praça da República, marcam presença este ano Os Almargem (amanhã), A Quadrilha e Sebastião

Antunes (domingo), e Tributo aos Abba pelos Companhia Limitada (segunda-feira, dia 1), todos eles com início marcado para as 22 horas. Tal como aconteceu no ano passado, e a pensar nos mais jovens, haverá um palco secundário, na rua dos Namorados, por onde passarão, a partir das 00 e 30 horas, Francisco Jorge e Duo Encontro de Gerações/DJ J Wolf/DJ Funkyou (hoje), Sonido Andaluz (amanhã), DJ Jo Black/ DJ Shock & DJ G-Luft feat. Mr. Saxc (domingo) e Miguel Azevedo (dia 1). No plano religioso terá lugar ainda hoje a celebração da Paixão do Senhor e a procissão do Enterro do Senhor, uma vigília pascal (amanhã), missa do Dia de Páscoa (domingo), procissão solene da festa (segunda-feira) e procissão para acompanhar a imagem da padroeira para a sua capela na terça-feira, dia 2, último dia das festas. JF

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O acompanha a Alentejana num veículo gentilmente cedido por Irmãos Luzia, Lda.

O bispo de Beja considera que as festas pascais “levantam o ânimo dos crentes” e que são “um acontecimento libertador e motivador, para encarar os problemas”. Reconhecendo, contudo, que “num ambiente global de crise e de recessão económica”, pareça “não existir motivação nem meios para festejar a Páscoa”. Texto Bruna Soares

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elebra-se hoje, dia 29, a Sexta-Feira Santa e para António Vitalino Dantas, bispo de Beja, “estas celebrações da fé levantam o ânimo dos crentes e ajudam a descobrir que há mais vida para além da crise e da morte”. As celebrações pascais, que agora se comemoram, segundo o bispo de Beja, em declarações ao “Diário do Alentejo”, “se vividas na fé, são um acontecimento libertador e motivador, para encarar os problemas e dificuldades com um espírito corajoso, relativizando os valores materiais e efémeros”. O bispo de Beja, porém, reconhece que “num ambiente global de crise e de recessão económica, com aumento constante do número de desempregados, sobretudo entre a juventude, parece não existir motivação nem meios para festejar a Páscoa”. Afirmando: “Na verdade, quem não é sensível aos valores espirituais e religiosos tem dificuldade em descobrir energias e razões de viver nos acontecimentos da fé pascal”. Estas são também as primeiras festas pascais

do novo papa e, na opinião do bispo de Beja, “o recém-eleito papa Francisco vai celebrar esta Páscoa como bispo de Roma, na sucessão do apóstolo São Pedro, a quem compete presidir na caridade a todas as outras dioceses”. E acrescenta: “Na cultura mediática que vivemos e tratando-se do primeiro papa vindo do hemisfério sul e da América latina, o seu modo simples e original de viver e celebrar a fé será motivador de esperança para muitos, inclusive padres e bispos. Por isso, creio que muita gente vai estar atenta às celebrações com o papa, o que será benéfico para o fortalecimento da fé no mundo”. Celebrar a Páscoa é acompanhar, como diz o bispo de Beja, “o caminho doloroso de Jesus, abandonado e injustiçado, ele o único inocente, que não se dobra aos poderes iníquos deste mundo, mas se mantém fiel à sua missão de salvar a humanidade pelo amor incondicional” Ao mesmo tempo, esta celebração, para António Vitalino Dantas, “ajuda a descobrir que só a via do amor e do dom da vida é vitoriosa, embora em certos momentos pareça um sofrimento absurdo, um fracasso e uma derrota”. E “fortalece sempre a esperança dos crentes, ajudando-os a meditar mais profundamente nos mistérios da vida de Cristo e no seu significado para a humanidade”. O bispo de Beja deixou ainda o apelo “de participação comunitária nas celebrações da fé, que tem a sua expressão máxima no tríduo pascal, para levar a esperança, a fé e o amor, radicados no testemunho de Cristo, a todos os desanimados da vida”.


“As pressões sobre os recursos hídricos do planeta são crescentes e cada gota conta”. É este o mote da exposição com que a 30.ª Ovibeja assinalará, entre os próximos dias 24 e 28 de abril, o Ano Internacional da Cooperação pela Água. Com o título “H2OJE – Pelo uso eficiente da água”, a mostra temática e interativa abordará também o tema, tendo em conta o contexto agrícola da região, com uma chamada de atenção para as culturas de regadio, que deverão

Distrito de Beja com 11 novas unidades São 11 as unidades de alojamento que vão ser criadas e uma remodelada em seis concelhos do distrito de Beja. O investimento, de 3,3 milhões de euros, permitirá passar das atuais oito para 19 unidades, criar 180 camas e 21 novos postos de trabalho. Os 12 projetos já foram aprovados e contam com um cofinanciamento de 1,9 milhões de euros pelo Eixo Leader do Proder gerido pela Esdime. Ferreira do Alentejo, Almodôvar, Ourique, Aljustrel, Castro Verde e Odemira são os concelhos beneficiados.

Licenciada plantação de papoila no Alqueva A plantação industrial de papoila para a produção de morfina na zona do Alqueva, já foi licenciada pelo Infarmed, a autoridade que regula o setor do medicamento, e deverá abranger mais de 6 000 hectares. A produção industrial será agora adquirida pela fábrica Macfarlan Smith, na Escócia, unidade que se encarregará da extração dos alcaloides opiáceos para a produção da morfina, usada para fins medicinais. Castro e Brito, presidente da Federação das Associações de Agricultores do Baixo Alentejo (Faaba),está satisfeito com o licenciamento, considerando que a papoila é uma cultura rentável, além de possuir condições de adaptabilidade ao clima da região.

Carioca continua presidente O conselho geral do Instituto Politécnico de Beja (IPBeja) elegeu, na passada segunda-feira, dia 25, Vito Carioca para um novo PUB

mandato como presidente da instituição. Carioca obteve 19 votos a favor e um em branco. Em declarações à radio Voz da Planície, o presidente reeleito revelou que o resultado da votação significa “confiança total da comunidade”, adiantando que as medidas a tomar passam por reajustamentos de departamentos e oferta formativa, entre outras. 18 de abril é a data apontada para a tomada de posse.

Zico ainda vivo O Ministério Público impediu o abate do cão que matou uma criança de 18 meses, em Beja, em janeiro passado, segundo noticiou o “Expresso”. Apesar de a lei determinar que qualquer animal que ataque um ser humano deve ser abatido no prazo máximo de 15 dias, “o procurador alegou que o animal foi a arma do crime e suspendeu o abate do cão”, adiantou o jornal. Segundo a mesma notícia, o Ministério Público de Beja, em despacho, determinou que Zico “deve continuar vivo enquanto decorrerem as investigações sobre as circunstâncias da morte de Dinis Janeiro”.

ser operadas “com a consciência do delicado equilíbrio que a gestão sustentada da água e a preservação dos ecossistemas exigem”. Neste sentido, desvenda a ACOS, a 30.ª Ovibeja contará com mais quatro hectares de exposição, onde será apresentado o chamado “Campo da Feira”, uma zona agrícola experimental “onde estará implantado um mosaico de culturas de sequeiro e de regadio, demonstrativo das atividades agrícolas e pecuárias existentes na região”.

Rede europeia apoia empresas

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em uma Pequena e Média Empresa (PME) e precisa de apoio? A Entreprise Europe Network pode ajudá-lo. Trata-se de uma rede europeia cujos serviços podem apoiar a sua empresa, na definição de estratégias de inovação e investimento no mercado único alargado, em três áreas fundamentais: informação e aconselhamento; incentivo à cooperação na Europa e à internacionalização dos negócios; e apoio à inovação e participação em programas comunitários. Quais as vantagens? As empresas podem assim aceder a informação europeia através de um único ponto de contacto, têm mais facilidade no aproveitamento de negócios no mercado interno, obtêm apoio na identificação de parceiros estratégicos para a inovação, desenvolvimento e internacionalização dos negócios e têm mais facilidade no acesso a programas financiados pela UE nomeadamente de apoio à investigação e desenvolvimento e de empreendedorismo qualificado. Em Portugal a rede é representada por um consórcio, liderado pelo Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas, que envolve entidades públicas e associativas espalhadas pelo continente e ilhas. Para saber qual o ponto de contacto mais perto de si pode consultar o seguinte site: www.enterpriseeuropenetwork.pt A rede é constituída por 500 pontos de contacto espalhados por 44 países na Europa. Lançada no âmbito do Programa-Quadro para a Competitividade e Inovação, a Entreprise Europe Network constitui a maior rede de informação lançada na Europa.

Representação em Portugal da Comissão Europeia

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30.ª Ovibeja dedica exposição ao uso eficiente da água


Diário do Alentejo 29 março 2013

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João Honrado 1929-2013 João Honrado ao lado de Álvaro Cunhal, num comício em Beja, em 1975

“A bandeira do PCP é para desfraldar…”

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oão Honrado foi um homem extraordinário. Generoso, solidário, valente. Militou no Partido Comunista Português durante 63 anos, metade deles como funcionário – um revolucionário a tempo inteiro. No combate contra a ditadura fascista foi preso e torturado várias vezes. Cumpriu no total 13 anos de cadeia na Penitenciária de Lisboa, em Aljube, Caxias, Peniche. E também no sanatório do Caramulo: internado com uma tuberculose, fugiu assim que se sentiu com forças para regressar à clandestinidade… Durante a Revolução dos Cravos, fez parte da Comissão de Extinção da PIDE/DGS. Foi mais tarde dirigente do PCP no distrito de Beja e deputado à Assembleia Constituinte. Trabalhou depois, quase até ao fim da vida, como editor e jornalista. Ele preferia “publicista”, mas era sobretudo um agitador incansável. Publicou livros, dirigiu jornais, fundou cooperativas e associações, ajudou a criar corporações de bombeiros, foi membro da URAP, do CPPC e de um sem fim de colectividades. Morreu em Beja na sexta-feira, 22, após muitos combates contra diferentes doenças. Tinha completado dias antes 84 anos. Manteve-se lúcido até ao fim. Centenas de pessoas (os seus camaradas, claro, mas também outros amigos) prestaram-lhe homenagem, em Beja, e, antes de ser cremado, em Ferreira do Alentejo, sua terra natal. Aqui, no “Diário do Alentejo”, será sempre recordado como um dos impulsionadores, no princípio dos anos 80, da formação da Associação de Municípios do Distrito de Beja, pioneira no País e antecessora da Ambaal. Com Carlos Góis, de Vidigueira, António Alexandre Raposo, de Aljustrel, e outros eleitos comunistas, compraram num leilão o jornal, que estava na falência, e salvaram postos de trabalho, a sua tipografia e o título, transformando o velho diário num semanário público e democrático, ainda hoje insubstituível, património de Beja e da região. Depois de ter saído da associação de municípios – eram famosas as suas “zangas” que, em geral, passavam depressa –, andou pela Alemanha mas regressou pouco tempo depois ao seu Alentejo. Trabalhou nas câmaras de Odemira, Serpa e Mértola, fazendo boletins municipais, editando livros, visitando aldeias e montes, falando com as pessoas, agitando. Não conseguindo estar parado, ainda participou da aventura da Cooperativa Cultural Alentejana e do semanário “Alentejo Popular”, que fundou e dinamizou com outros democratas. Os camaradas, os amigos – tinha muitos, em toda a parte – vão sentir imenso a falta dessa pessoa rara que foi João Honrado. Sentir a falta da sua figura alta e desengonçada, inconfundível. Do seu gosto em viajar pelo Alentejo,

em organizar convívios, mesmo em sítios improváveis. Das suas conversas francas, das críticas certeiras, dos conselhos aos mais jovens. Da sua experiência e saberes únicos. Do seu profundo amor ao povo trabalhador, da sua lealdade ao Partido. Da sua inabalável confiança no futuro. Sabendo que o fim se aproximava, umas semanas antes de morrer pediu à Alice, sua companheira dedicada, e a amigos chegados como o José Baguinho, que no funeral não cobrissem o caixão com a bandeira do PCP. “A bandeira do Partido é para desfraldar, não é para enterrar”, justificou. Assim o faremos, João. Em Beja, no Alentejo e no País, os teus camaradas, ombro a ombro com outros democratas, com os trabalhadores, levantarão bem alto a rubra bandeira. Intensificando e alargando a luta contra as políticas de exploração e opressão, contra a pilhagem das riquezas nacionais e a dominação estrangeira. Pela urgência de uma verdadeira alternativa patriótica e de esquerda, pela construção de uma sociedade sem exploração do homem pelo homem, pela construção do socialismo e do comunismo. Carlos Lopes Pereira

Morreu o João Honrado, morreu um comunista

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deus Amigo! A saída da terra em que sempre viveste, desta vez é definitiva, bem diferente das muitas outras que, melhor ou pior, sempre tiveram o teu regresso. Eu, ainda por aqui estou a aguardar, com mais ou menos serenidade, rota semelhante. Por isso, saudoso amigo, não estou ainda impedido de recordar, até com uma ponta de incómoda saudade, os nossos momentos de estudantes e as regulares idas à biblioteca da cidade, ao tempo nas instalações do Museu Regional. Eu para ler, tu para consultares os poucos livros que ainda por ali existiam. Tudo isto para incomodidade da frágil figura do bibliotecário, que nas tardes calmas de verão, melhor seria passálas cá fora à sombra das árvores que não só embelezavam o largo, como lhe transmitiam a frescura das copas. E o pobre do senhor Canelas lá tinha de nos aguentar, que a biblioteca, embora pequena, não podia ficar à mercê de quantos a frequentavam. É verdade João, essas eram as nossas preocupações enquanto muito jovens e sem outros tolhimentos. Anos mais tarde, tu tornavas-te num “combatente da liberdade”, isto já depois de ambos conhecermos o mundo do trabalho. Tu, como o primeiro empregado do nosso conterrâneo Leonel António Cameirinha. Eu, como

contabilista de uma pequena empresa industrial que iniciava os seus primeiros anos de actividade. Porém João, só a nossa amizade andava a par e passo, quase sem o sabermos, em busca de outros caminhos, embora movidos do mesmo ideal. Só que tu estavas talhado para outros empreendimentos, bem mais perigosos e violentos. O Partido Comunista, na clandestinidade, reclamava a tua presença, e tu, como determinado militante, nunca a recusaste. Encetaste pois essa honrosa tarefa, a que só aos melhores de todos nós cabia, e se não a pagaste com a vida, pagaste-a com o sangue e o sofrimento, nos muitos presídios por onde passaste, e de que só o teu corpo foi testemunho. A verdade é que percorreste todos os caminhos desse ignominioso calvário, sem um desfalecimento ou um gesto de menos destemor como sempre te reconhecemos. Terminaste, neste mundo, a tua gloriosa tarefa. Agora amigo, repousa em paz. Francisco Pratas

Disseram-me que o João Honrado tinha morrido…

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ive a notícia há uns dias. Disseram-me que o João Honrado tinha morrido. Como é claro não acreditei. Isso era lá possível?!?!? Ainda na dúvida fui ao funeral. Lá estava um corpo, a companheira, amigos e camaradas; e fomos de Beja até Ferreira do Alentejo. Cantou-se a “Internacional”. Levantaram-se os punhos. Mas percebi que tudo aquilo era mentira. Como podia o João morrer?!? A sua morte significava um qualquer fim. Ora o João não morreu porque os seus ideais, aqueles por que deu a sua longa vida física de 84 anos, estavam ali. E estão por aí em todo o lado e em todos os que lutam por Dignidade. O João está vivo porque acreditamos que o Mundo pode ser melhor, um Mundo onde as pessoas possam viver de forma, repito muitas vezes, digna. Era isto, tão simples, em que o João acreditava. Viver em Liberdade, com Dignidade, com Presente e Futuro. Se ouvirem dizer que o João morreu, não acreditem. Quem o diz são aqueles, os torcionários da Dignidade, que pensam que nos estão a matar, mas quem está a morrer são eles, como muito bem escreveste um dia. Obrigado João. (E desculpa as muitas vezes que te não atendi o telefone por razões que nem lembro. Quando nos encontrarmos, iremos aos Sapos comer uma galinha do campo, falar da ranita e do maltês internacional...) Paulo Lima


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Diário do Alentejo 29 março 2013

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Em termos gerais, foi esta a lógica que prevaleceu na negociação dos resgastes anteriores: ou as condições dos credores ou a bancarrota. Em Chipre, no entanto, os credores colocaram uma nova exigência que abre um precedente de consequências ainda imprevisíveis: impuseram a participação direta dos depositantes e dos investidores no financiamento do resgaste, através da penalização dos depósitos e da reestruturação da banca. Teresa de Sousa, “Público”, 26 de março

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O caso da JOVEM BEJENSE INÊS FREITAS, escolhida há dias como coautora de um videoclipe de animação para a banda britânica Muse, é bem o exemplo de que os talentos precisam de um meio estimulante para florescer. Com apenas 20 anos, começou bem cedo a “militar” na BD, no coletivo local Toupeira, e foi também no festival internacional de BD da cidade que assinou a sua primeira exposição. CF

Opinião

O novo papa tem 76 anos… Novo? (Primeira parte) Bruno Ferreira Humorista

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pronto. Finalmente Habemus Papam. Apesar do título desta crónica encerrar uma contradição óbvia: Francisco é novo, ou tem quase 80 anos? Na realidade seria complicado a escolha recair sobre um cardeal mais jovem, uma vez que a média etária da rapaziada do conclave se situava nos 72 anos. Independentemente desse pormenor, Francisco, ou Xico para os amigos – uma vez que este é um papa da simplicidade e modéstia –, deixa um sinal positivo logo desde a sua primeira aparição na varanda para a praça de São Paulo. É um homem simples, daí ter escolhido o nome de Francisco, numa clara alusão a Francisco de Assis (não confundir com o ex-líder parlamentar do PS, Francisco Assis, que, apesar de não ter oferecido a segunda face como Jesus Cristo, levou na mesma, em Felgueiras) que no longínquo séc. XII teve a coragem de contestar o poder da cúria romana, leia-se a poderosa corte do papa, impondo-se despido de poder e com a força da humildade. Tal como ele Jorge Bergoglio apresentou-se à varanda da Basílica de São Paulo sem paramentos vermelhos nem dourados, envergando apenas o alvo e singelo branco, o que certamente fará aumentar o consumo de OMO no Vaticano. Espera-se de resto que, nesta linha, Francisco troque os vermelhos e confortáveis sapatos Prada calçados por Bento XVI por um par de despojadas alpercatas feitas à mão na Salvada. Este simpático sumo-pontífice, misto de Mahatma Gandhi com Mr. Magoo, é o primeiro papa jesuíta da história. E como sabemos, os jesuítas, para além daqueles bolos triangulares de massa folhada recheada com doce de ovos, gila e canela, com cobertura de amêndoa triturada e clara de ovo, são os membros da Companhia de Jesus, ordem religiosa fundada por Santo Inácio de Loyola em 1540. Os jesuítas fazem votos de obediência total à doutrina da Igreja Católica, tendo Inácio de Loyola declarado “acredito que o branco que eu vejo é negro, se a hierarquia da igreja assim o tiver determinado”. Ora isto pode ser perigoso. Porque augura fortes hipóteses de daltonismo. E o pior daltónico é aquele que não quer ver as cores. É perigoso porque fere de morte as ideias novas que despontam com o desbravar dos novos tempos. A eleição de um papa é, para quem está habituado ao exercício de um sistema democrático, um momento suis generis. Senão, vejase: não existe período de campanha eleitoral com cartazes, caravanas, comícios, arruadas e tempos de antena. O momento da eleição paira em suspense durante vários dias, sem nunca se ter a certeza de quando será eleito o futuro papa. Não há sondagens à boca das urnas. Não podemos esperar pela abertura dos telejornais às 20 horas para ouvir as primeiras projecções e a análise do Rui Oliveira e Costa. O povo festeja na praça de São Pedro quando um Papa é eleito sem fazer a mínima ideia de que Papa foi eleito. E em quem definitivamente não votou. E a rotunda do Marquês permanece estranhamente vazia e silenciosa. Ainda assim, e apesar de se constituir como um momento de elevação espiritual, a eleição de um papa mexe profundamente com os mais rasteiros e mundanos sistemas de exploração comercial, como o esquema de apostas onde, no circuito on line, foram movimentados mais de 600 000€. Por exemplo, quem apostasse 300 euros no cardeal Policarpo poderia vir a receber 45 000€ se o português vencesse a eleição. Ao fim e ao cabo este sistema não difere muito das apostas de cavalos. O que, se formos a ver bem, até tem um certo sentido uma vez que do colégio cardinalício faz parte gente contrária ao uso do preservativo, ao casamento de pessoas do mesmo sexo, ao aborto, à

eutanásia, ao celibato, à ordenação de mulheres, entre outros, o que nos leva a que não é só nos hambúrgueres da Findus que se encontram vestígios equídeos. Tenho cá para mim que este papa Francisco não vai pôr a Igreja a trotar de cavalo para burro. Não me parece ser dos que a cavalo dado não lhe olham o dente. O essencial é que o papa não tenha papas na língua para com o sistema mafioso que graça no clero, e que as altas esferas não lhe comam as papas na cabeça. Pronto, admito: não resisti a esta série vertiginosa de trocadilhos fáceis. Peço desculpa, mas é que não sabia como é que havia de acabar.

Logo agora que a besta estava a aprender a trabalhar sem comer… morreu! Marcos Aguiar Licenciado em psicologia

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ra uma vez um patrão que começou a achar que o negócio andava mal. Chamou o almocreve e ordenou que se reduzisse a ração da besta. O almocreve acatou de bom grado. Mas o senhor quis mais e mais e mais… e o almocreve, diligente, obedeceu, ao ponto de reduzir o sustento do animal ao ar que este respirava. Certo dia, o inevitável aconteceu. Espantado, o almocreve arrematou: patrão, já viu que azar o nosso? Logo agora que a besta estava a aprender a trabalhar sem comer… morreu! Esta pequena narrativa popular serve de alegoria à situação que o nosso país vive. Os nossos “patrões” externos, através do memorando da Troika, impuseram a Portugal um severíssimo plano de austeridade em troca de ajuda financeira que prometia salva o País da bancarrota. Mais recentemente, o Governo, e os partidos que o suportam, jubilaram com uma notícia que parecia boa – o regresso de Portugal aos mercados financeiros. Esta aparentava ser, efetivamente, uma novidade auspiciosa, muito embora uma análise mais apurada da realidade nos obrigue a fazer uma leitura muito cautelosa destes acontecimentos. Olhemos com atenção para os factos: haverá alguma razão lógica para que os investidores tenham, de repente, passado a considerar Portugal um país apetecível? As famosas agências de rating fazem hoje uma avaliação positiva da nossa dívida? Já não nos classifica como “lixo”? Será que as exportações cresceram? Aumentámos a produtividade? Implementaram-se medidas duradouras e sustentáveis de redução da despesa pública? Somos mais empreendedores? Os nossos empresários já não têm medo de assumir riscos? Descobrimos ouro, petróleo ou diamantes em território nacional? Não! Então, se nada disto aconteceu, como é possível que Portugal tenha regressado de forma tão súbita aos mercados? A resposta é simples: como na rábula da besta e do almocreve, o patrão mandou e alguém obedeceu. O Banco Central Europeu lançou um programa ilimitado de compra de dívida soberana, reforçando os mecanismos de proteção aos países em dificuldades. Eis a explicação elementar para o regresso de Portugal aos mercados internacionais! Não é por isso verdade que tenhamos recuperado qualquer credibilidade “lá fora”, da mesma forma que é falaciosa a relação que o Governo tenta desesperadamente estabelecer entre a “boa nova” do regressos aos mercados e os resultados do regime de fome que nos vem impondo. Perante este cenário, resta-nos fazer a pergunta: não será já tempo de mudarmos para um almocreve menos obediente antes que o atual nos mate à fome?

Vive e deixa viver Ana Paula Fitas Docente do ensino superior

Uma mulher apresentou queixa contra um motorista da Rodoviária do Alentejo. A passageira diz que foi impedida de viajar entre Beja e Portalegre porque lhe faltavam 12 cêntimos que prometeu pagar quando chegasse ao destino. O motorista não aceitou e ainda arrancou com a bagagem da mulher. Notícia difundida pela SIC Notícias, dia 7 de Março último (http:// www.destakes.com/redir/873fa91b3bbc23b7c49d01521e4a44cb)

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esumo este episódio a uma palavra: intolerância. Numa altura em que a Humanidade quer dar mostras do alto grau de sofisticação (e de desenvolvimento?) a que chegou, constatase que impera a intolerância. No cumprimento zeloso da sua função, este homem recusa-se a transportar uma jovem porque esta não tem a pecaminosa quantia de 12 cêntimos, em falta para completar o “valor” do bilhete. Mudam-se os tempos, é um facto, mas nem sempre as vontades acompanham essa mudança. Há características humanas, como a vaidade e a arrogância, que são estupida e confortavelmente persistentes. Cuja manifestação e efeito, seja a título individual como colectivo, tem sido catastrófico. Basta olhar para o nosso passado e ver desfilar inúmeras atrocidades justificadas apenas na rejeição de opiniões, atitudes, crenças ou formas de ser, que divergem daquelas que o poder instalado preconiza, e cuja forma mais fácil de combater é através da repressão, da coacção e do uso da força. Diria que esta dificuldade em compreender, em aceitar e conviver com o que é diferente, constitui um dos maiores danos que podemos infligir a todos… e a cada um de nós. A Sétima Arte – ou não fosse o cinema a arte do real feita através da ilusão – produziu variados exemplos que retratam este tema, de entre os quais saliento, no princípio do século passado, em 1916, o filme mudo “Intolerance” ou “Intolerância”, assinado por David W. Griffith. Em quatro episódios independentes, o realizador pretende mostrar casos de intolerância ao longo da História, sendo a sua interligação feita através do poema de Walt Whitman “Out of the cradle endlessly rocking”. Apesar de ser considerado uma referência no cinema, constituiu um fracasso de bilheteira na altura. O tema era demasiado complexo e não conseguiu conquistar o público. Muitos anos mais tarde, em 1993, surge o filme “Falling down” traduzido por “Um dia de raiva”, realizado por Joel Schumacher. Aqui são retratados vários problemas inerentes à vida nas grandes cidades, onde a concentração de pessoas é muito grande, mas também a angústia e a intransigência sentidas pelos indivíduos. A um tal ponto que, em particular para temperamentos mais agressivos (como é o caso do protagonista), não será difícil atingir situações limite que podem tomar a forma de actos ou atitudes, à partida, impensáveis. Diria que a atitude do motorista em causa na notícia que menciono acima terá sido, certamente, intempestiva e impensada. Ainda assim, e mais do que esmiuçar este ou aquele caso em particular, de contornos sempre parecidos, o que me gera uma forte preocupação é o facto de, hoje em dia, para além de entender que as pessoas não estão preparadas para aceitar a diferença (acreditam que a sua verdade deveria ser também a verdade do outro), cada vez suportam menos bem os outros, sejam eles “iguais” ou “diferentes. E agora? O que fazer? Penso que a melhor forma de obstar a posturas peremptórias e dogmáticas, encontra-se no estímulo da discussão a propósito das atitudes e do comportamento em sociedade. Julgo que todos têm o direito de procurar a sua própria parcela de felicidade e bem-estar, desde que não privem os outros também de o fazer. Sem fundamentalismos extremistas. E com respeito. Porque na convivência harmoniosa é que está o ganho. Vive, pois, e deixa viver! Por decisão pessoal, a autora do texto não escreve segundo o Novo Acordo Ortográfico


É uma missão difícil, esta de proteger o património sacro de um território a braços com o despovoamento. Recentemente, foi roubado o sino da ermida de Santo António dos Açores, em Vila de Frades, um furto a que se somam mais sete, e ainda o ano não vai a meio. Mas ainda assim a DIOCESE DE BEJA não tem sido a mais fustigada, muito graças ao olho atento do seu Departamento do Património Histórico e Artístico. CF

Há 50 anos Seaborg, um americano antecessor do Gaspar

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edição de 26 de março de 1963 do “Diário do Alentejo” publicava no alto da primeira página um “recorte” anunciando “Maravilhas do Mundo em 2038”. Aqui vão as previsões, ainda dentro do prazo de validade, avisando-se desde já os leitores que elas devem ser tão certeiras como as do “genial” ministro das Finanças de Passos Coelho. (Ainda que haja quem suspeite que Vítor Gaspar, troikas e companhia sabiam desde o início que as suas “soluções” para a economia portuguesa resultariam no descalabro atual e que o objetivo do bando que nos “governa” e seus mandantes seria esse mesmo: aumentar a exploração reduzindo o custo do trabalho, retirar direitos laborais e sociais, desarmar o povo, empobrecer e pilhar as riquezas do País e tornar Portugal um protetorado da Alemanha e do grande capital. O que, a confirmar-se, não seria incompetência – mas crime premeditado de ladroagem e lesa-pátria, a merecer a correspondente punição). Eis a transcrição das previsões do cientista americano: “Tacoma – Dentro de 75 anos, o homem construirá bases atómicas submarinas, para extrair as riquezas minerais do leito do Oceano – afirmou o Dr. Glenn T. Seaborg, presidente da Comissão de Energia Atómica. Falando durante as celebrações do aniversário da Universidade de Puget Sound (fundada há 75 anos), Seaborg fez as seguintes previsões para os próximos 75 anos: – Foguetões atómicos transportando homens para a Lua e para outros planetas, esquadras de navios mercantes atómicos navegando à superfície e no fundo dos mares; viagens seguras para qualquer ponto do Globo, em poucos instantes, nos engenhos de descolagem vertical; emissores de rádio do tamanho de um relógio de pulso, permitindo contacto imediato entre os homens; roupa de usar e deitar fora, feita de ‘fibras miraculosas’; domínio completo da base química da vida e controle humano da hereditariedade; cultura do mar em grande escala; progressos no controle meteorológico de modo a deixar de se temerem os furacões, os tufões ou as inundações; e, finalmente, transmissão da corrente eléctrica através dos continentes e dos mares, por circuitos supercondutores com perdas mínimas.” Talvez para amenizar estas leituras, o vespertino bejense publicava nessa edição “A graça da tarde” habitual: “O Jordão, que é um grande boémio, dizia a um amigo: – Eu levanto-me em geral quando o Sol dá na janela do meu quarto. – Então levantas-te muito cedo... – É que o meu quarto é virado ao Poente...”. Carlos Lopes Pereira

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“A confusão está armada”. Diz Jorge Pulido Valente sobre a aprovação de uma providência cautelar que impede Fernando Seara de se candidatar à câmara da capital evocando a LEI DE LIMITAÇÃO DE MANDATOS. Nada disto aconteceria se, em primeira instância, a Assembleia da República produzisse leis competentes, e não se recusasse a clarificá-las, empurrando para os juízes responsabilidades que deveriam ser dos deputados. AF

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Muitos vão querer dizer que o antigo primeiro-ministro é a fonte de todos os problemas. E com isso erram e erram duas vezes. Erram, porque é manifesto que ele contribuiu para agravar muitos problemas endémicos da vida portuguesa (…) mas eles estavam lá e teríamos sempre de os defrontar e resolver (…). Mas erram também ao fazer o jogo do personagem, que não resiste à tentação psicológica de ser sempre, de um ou de outro modo, o centro das atenções (…) Paulo Rangel, “Público”, 26 de março

Cartas ao diretor Páscoa Manuel Dias Horta Beja

Coube a Páscoa ao mês de março, o tal das manhãs de inverno e tardes de verão. Nem sempre assim é. Por vezes logo de manhãzinha cai uma chuva fria e miudinha, que molha os que são e os que não são. Esta chuva é justa e equitativa, distribui o mal por todos. Lá no alto da colina, ou escondido, numa esquina assobia o vento forte e tonto e, no seu desatino, tudo versgata e sacode. Sopra, agora dos lados de Odemira, donde mais chove e tempestades se pronunciam. Fecham-se portas e postigos, uivam e ladram cães, crianças acolhem-se no colo das mães. Santa Bárbara é evocada, só os homens vão à janela, prolongase o silêncio e espera-se o que há de acontecer. Subitamente as faíscas cruzam-se na atmosfera. A aldeia coberta por um manto de nuvens pardas e negras fica, de repente, branquinha. Vêm, depois os trovões, a Terra parece tremer e a chuva insolente e empurrada pelo vento toma a forma de cordões de cristal e continua a cair. A tarde não é clara nem calma. É medonha e triste, não tem a alegria do verão. Páscoa e Pascoela é sábado de aleluia ou sábado santo, ou ainda dia da malhação em Judas. Os altares estão desnudados, não se celebra a eucaristia. Na última ceia eram 12 os apóstolos, mas havia um traidor que por 30 dinheiros entregou o Senhor. Foi Judas Iscariote que por arrependimento se enforcou. Maria Madalena, uma das santas do céu, por dedicação e amor ao Senhor da má fama não se livrou. De Chaves ao Alentejo, numa massa de sal, água, farinha e pão, encimada por um ovo cozido, vai ao forno e cumpre-se a tradição.

“Antes que seja tarde” Didimo Godinho, Aljustrel

Recordando algum do meu passado, lembro a saída dos emigrantes para vários países como Austrália, Noruega, Alemanha, Bélgica, Luxemburgo, França e Canadá. Se a memória não me falha, nos anos 60 e 70, as estatísticas mostravam na ordem de dois milhões de emigrantes portugueses espalhados por todo o mundo. Na altura o fascismo abarrotava por todos os lados com um elevado número de desempregados e os empregados com ordenados de fome. Não esquecendo as guerras em África: Angola, Moçambique, Guiné e Cabo Verde. Tudo isto dava origem a muitas conversas e poucas eram aquelas em que o socialismo não vinha à baila. Acontece que quando falava com alguns

amigos, estes que não acreditavam no socialismo diziam-me sempre: “Não te iludas!” Palavra com que nunca concordei, pois nem só provavam desconhecimento como ignorância. Cheguei a dizer a alguns que o socialismo na União Soviética era irreversível, um povo universitário jamais voltará ao passado. Está provado que errei. Mais errados estavam aqueles que nunca acreditaram no socialismo e traíram o seu próprio povo. Está provado por natureza na história dos povos, que a vão compreendendo cada vez melhor, que a substituição do capitalismo é, sem dúvida, o socialismo e nunca as chamadas sociaisdemocracias. Por outro lado o que se está a passar em Portugal, para mim, não é novidade. Mas não deixa de ser para muitos que nunca acreditaram no socialismo. Até dá para ser eu agora a dizer-lhes “não se iludam”. É evidente que não deixaria de dar a minha opinião quanto a este governo que nos desgoverna. É de lamentar que muita gente desconheça que este governo brotou enraizado do PS, CDS e PSD que não nos dá novidade nenhuma quando dá conselho aos licenciados universitários a emigrar. Em minha opinião, o conselho do primeiro-ministro, é, sem dúvida nenhuma, provocativo. O primeiro-ministro sabe muito bem que os licenciados universitários e os operários qualificados são os que podem e devem desenvolver o nosso país. Quando se fala em emigrantes sou a dizer e afirmar ao senhor ministro, que nunca houve, nem antes nem depois do 25 de Abril de 1974, um único governo que se preocupasse com a situação dos emigrantes. Bem me parece que não será este governo que se vai preocupar! Sendo tudo isto verdade, aqui deixo um apelo a todos os emigrantes espalhados pelo mundo que se solidarizem com o povo português exigindo a demissão deste governo em bloco, dando a palavra ao povo em eleições antecipadas antes que seja tarde de mais. Se assim não for então não haja dúvidas que o pior vai acontecer! A continuação do agravamento da fome.

A “Grândola” de Relvas José Ramos Almada

Senhor diretor, li num jornal que o senhor Miguel Relvas só se atreveu a cantar “Grândola, Vila Morena”, porque viu um seu amigo a cantar. Com certeza que algo mais aconteceu. No dia seguinte o sr. Relvas ainda estava desgostoso com a reação do povo, e, encontrando um conhecido, mas de um partido diferente do seu, disse-lhe: “O senhor acha bem que as pessoas se tivessem manifestado contra mim, só por eu ter cantado ‘Grândola…’”? O outro homem certamente

respondeu: “Senhor Relvas, houve dois aspetos de que o povo não gostou: primeiro viu-se que o senhor cantou com pouca vontade, e depois como toda a gente sabe que o senhor pouco sabe, também ouviram que você não sabe cantar!”

A queda do império José Fernando Batista Aljustrel

Aproxima-se um momento histórico. A perda dos direitos de transmissão dos jogos da Liga Inglesa de Futebol, aliado aos jogos do Benfica, é um duro golpe para a Olivedesportos reduzindo-lhe a capacidade de manobra nos bastidores do futebol nacional. O Benfica é a única força em Portugal que efetivamente pode anular o poder que a empresa de Joaquim Oliveira tem no mercado do futebol e esta estratégia de Filipe Vieira e da Benfica TV vai de certeza abalar o monopólio até aqui instituído. A existência desta força do Benfica promete iniciar um novo ciclo para a democratização do futebol e visa também acabar com os abusos duma posição até aqui dominante, numa reviravolta no modelo de negócio que envolve os direitos televisivos, que só um clube com a força comparável à do maior clube português poderia desencadear. A partir de agora nada será como dantes. Filipe Vieira e a Benfica TV forçam a queda do império e já não há marcha atrás possível.

A CP em Beja Luciano Raimundo Beja

Visitei há dias a estação de Beja para recordar os tempos em que ali trabalhei com muito gosto durante cerca de 42 anos. Notei nos terrenos anexos à estação a falta de limpeza de ervas secas, que apresentam um mau aspeto. Os muros e as paredes exteriores dos edifícios pertencentes à estação há muito que não são caiados ou pintados. Estes muros têm uns pequenos canteiros que tiveram bonitas flores que davam um bom aspeto ao largo da estação. Quando estes trabalhos estiveram a cargo dos serviços de Via e Obras era elaborado um plano para que anualmente fossem executados, e sempre se realizaram. No topo da estação existia um bonito jardim que agora se encontra abandonado e já nada existe. Noutros tempos, este jardim tinha um empregado da estação que muito bem o tratava. Este jardim todos os anos era concorrente aos concursos de “Estações Floridas”, mas desconheço se alguma vez foi classificado. Seria bom que se evitassem as faltas apontadas para não haver comentários.


16 Diário do Alentejo 29 março 2013

Para levar uma alfaia de prata destrói-se a porta de um sacrário barroco, o que pode ter consequências fatais. A colateralidade destes prejuízos não pode ser omitida”. José António Falcão

Recentemente foi roubado o sino

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Reportagem da ermida de Santo António, ou não fossem os objetos metálicos, neste momento, os mais apetecidos. Mas a este furto, só este ano, já se somam mais sete. A juntar a mais 11 do ano passado. Ainda assim, a área de intervenção da Diocese de Beja não tem sido muito fustigada, quando comparada com outras. E o Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, depois de tantos anos, garante que prossegue com o mesmo objetivo: “Impedir que nos levem o que temos de mais precioso, a nossa identidade”. Texto Bruna Soares

Área da Diocese de Beja não é das mais fustigadas

Património sagrado furtado

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os casos relacionados com o roubo de património religioso cultural da Diocese de Beja, o desaparecimento do sino da ermida de Santo António dos Açores, em Vila de Frades, no concelho de Vidigueira, é o mais recente. A ermida fica situada no cimo de um outeiro, numa zona isolada, e a cerca de dois quilómetros da vila. Isolada o suficiente para atrair a atenção “dos amigos do alheio”. O sino de bronze, com cerca de 50 quilogramas, e que, segundo o presidente da Junta de Freguesia de Vila de Frades, Luís Amado, “derretido deverá valer largos milhares de euros”, foi avistado pela última vez há uns domingos atrás, e pelo próprio autarca. Mas no último domingo que lá foi, não no que passou, mas no outro, já não o avistou na torre. Está, desde então, em paradeiro incerto, levado por alguém, por alguém que o roubou. Mas, antes, antes do roubo do sino, voltemos à transição da década de 70 para a década de 80 do século XX. Voltemos ao desaparecimento de uma famosa imagem gótica. Ao desaparecimento da imagem de Santa Maria/Nossa Senhora da Cola, por sinal de

grande veneração popular. Tratou-se do desaparecimento de uma imagem em pedra, de uma famosa representação da padroeira do santuário. O ato, na época, teve um efeito revulsivo e levou à criação do Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja. Tinha, então, sido nomeado bispo de Beja D. Manuel Franco Falcão, que sentiu a necessidade de defender, a partir da diocese, uma identidade ameaçada. Passados tantos anos, José António Falcão, diretor do Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, considera que, embora todas as perdas sejam significativas, esta, a da imagem de Santa Maria/ Nossa Senhora da Cola, “foi a mais relevante”. Mas como se explica a uma população que os santos de sua devoção foram furtados? “Quando o património religioso fenece, é como se tivesse desaparecido um elemento da família. Há que atuar com psicologia, numa linha pedagógica e reconfortante. O comportamento das massas produz fenómenos por vezes inquietantes e requer capacidade de diálogo franco”, considera o diretor do departamento,

não esquecendo “que estas são sempre situações traumáticas, que provocam alarme social e criam um sentimento de orfandade”. Em tempos mais recentes, porém, as maiores vítimas são “os retábulos de talha dourada e policromada, um dos grandes patrimónios artísticos dos alentejanos”. E as igrejas de Santa Cruz, em Almodôvar, de São Pedro de Pomares, em Baleizão, e de Nossa Senhora da Assunção, em Messejana, ostentam, segundo José António Falcão, “marcas bem evidentes dessas perdas traumáticas”. Por isso mesmo, a necessidade de consagrar um livro à temática retabular, editado em colaboração com a Universidade do Algarve. “Também em nome da justiça, para que os crimes contra o património não passem em vão”, defende o diretor do departamento. Mas voltemos ao roubo do sino de bronze. Como se pode proteger o património que está exposto em sítios mais isolados? “Eis uma tarefa mais difícil, sobretudo em territórios, como o interior alentejano, a braços com um problema crónico de rarefação humana”, alerta José António Falcão. As primeiras medidas consistem, na sua opinião, “na elaboração de

um inventário e de uma carta de risco”, sujeitos a “atualizações regulares”. Depois, há que reforçar as condições de segurança, passivas e ativas, dificultando ao máximo a ação dos ‘amigos do alheio’. “Possuímos um sistema discreto, mas eficiente, de avisos. Se for necessário colocaremos pessoas a acompanharem os pontos mais sensíveis”, garante o diretor. Para o departamento da Diocese de Beja, isto pressupõe ainda, como medida fundamental, “a sensibilização das comunidades locais e das autoridades”, para que possam existir uma prevenção e uma vigilância adequadas, pois o “conhecimento do que está sob ameaça representa a verdadeira chave do sucesso de qualquer projeto nesta área”. E sendo por vezes aconselhável, quando tal é plausível, a deslocação de valores culturais mais sensíveis, para onde possam ser melhor preservados, esta estratégia “tem limites”. “Às vezes o excesso de medidas de segurança acaba por coartar a função social do património, o que contraria as boas práticas do setor”, avança José António Falcão. Já no que diz respeito aos sinos, tudo se


Gansos ainda continuam a ser úteis na defesa do património

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esde sempre que se defende que os gansos são bons animais de guarda e hoje em dia continuam a ser úteis, e quando se trata da defesa do património religioso também o são. Robustos e vigilantes, os gansos podem ser um complemento útil da vigilância humana. Com enorme eficácia, são ativos e possuem forte senso territorial, defendendo a área. A Diocese de Beja tem feito algumas experiências com bons resultados, nomeadamente em sítios onde a inexistência de energia elétrica dificulta a guarda. Ainda assim, o Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja garante que aposta cada vez mais em novos recursos da tecnologia, inclusivamente nas periferias rurais. E adianta: “Estratégias diferentes para o mesmo objetivo: impedir que nos levem o que temos de mais preciso, a nossa identidade”. BS

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complica, pois encontram-se no exterior dos edifícios, exigindo uma atenção muito especial. E, neste sentido, já estão a ser ensaiados novos métodos para a sua proteção. Em 2012 registaram-se, na área da Diocese de Beja, que abrange 17 concelhos, repartidos pelo distrito e zona meridional do distrito de Setúbal, “11 furtos”, segundo dados avançados pelo departamento, e a maior parte deles sem consequências patrimoniais. Este ano, incluindo os de março, já ocorreram oito. “As outras dioceses alentejanas têm sido mais fustigadas, de acordo com informações vinda a lume, mas falta uma estatística central. Esta lacuna é, aliás, uma das falhas gritantes contra as quais nos temos insurgido. Falta coordenação e quem está no terreno não consegue fazer ouvir a sua voz, algo dramático. E há interesses instalados…Quando se batalha contra o destino a que foi votado um património coletivo, devemos preparar--nos para um calvário, pois esses interesses…preferem o silêncio à denúncia…e são poderosos”, afirma José António Falcão, não adiantando mais a cerca do assunto. A taxa de recuperação de peças de arte sacra roubadas ronda os 52 por cento, “uma taxa razoável”, na opinião do diretor do departamento, a nível nacional e europeu. “Mas não estamos satisfeitos com ela e pretendemos incrementá-la”, garante. Quem rouba, normalmente, insere-se em diferentes tipologias, que, segundo António José Falcão, “vão desde pequenos delinquentes locais, geralmente ligados ao mundo da toxicodependência, a quadrilhas estrangeiras, que operam a partir de fora”. Os objetos metálicos, neste momento, são alvo de cobiça e o departamento lembra que “encontram-se muito ativos os grupos que se dedicam a este tipo de furto e que alimentam um circuito económico bem conhecido. Alguns deles são formados por nómadas vindos do Leste”. “Se não se atuar adequadamente vamos ter de lamentar o desaparecimento de mais sinos. É preciso reagir a tempo. Ainda há quem pense que dois, três ou quatro sinos a menos pouco significam”, diz José António Falcão. Predominam, assim, os furtos de dimensão mais modesta, mas que infligem danos sérios no património cultural. “Para levar uma alfaia de prata destrói-se a porta de um sacrário barroco, o que pode ter consequências fatais. A colateralidade destes prejuízos não pode ser omitida”, refere ainda o diretor do departamento. Acontece que se registam também furtos mais seletivos e, de acordo com José António Falcão, “feitos por ‘catálogo’”. E explica: “Entre estes dois limites, correm outras situações mais ecléticas, como a de um certo grupo que, atuando a mando de um comerciante de antiguidades pouco escrupuloso, aproveitou o ensejo de furtar obras de arte para esvaziar também as caixas de esmolas”. O Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja defende que é necessário, tendo em conta estas realidades, existir uma preparação em várias frentes, até porque o atual panorama mostra tendência para agravar-se. “Certa internacionalização dos

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Almodôvar Igreja de Santa Cruz antes e depois do furto de colunas de talha dourada

grupos ligados ao furto de obras de arte constitui um sintoma disso”. Recorde-se que a igreja matriz de Sines foi assaltada, há tempos, por cidadãos italianos. Na década atual, contudo, não existem “perdas irreversíveis”. O mesmo já não se verifica em décadas anteriores. Cantarias amputadas, retábulos destruídos, pinturas cortadas, imagens mutiladas, vasos sagrados fraturados, são alguns dos exemplos. “Um panorama trágico, que deve ser conhecido pelos nossos residentes e por quem nos visita. Devemos ter a coragem de mostrar o descalabro que o furto e o vandalismo semeiam em património português mais desprotegido”, afirma o diretor do departamento. Dos vários tipos de património que tem sido roubado contabiliza-se imaginária, fragmentos de retábulo, azulejos e ourivesaria, além da tragédia do património arqueológico, que, segundo José António Falcão, “envergonha um país civilizado e com uma das melhores legislações patrimoniais da Europa”. O departamento da Diocese de Beja garante ainda que há também a lamentar “a apropriação indevida de fundos documentais por pseudo investigadores”. O objetivo de quem trabalha diariamente com o património é evitar a sua perda, porque quando o património não é recuperado, por mais que se tente introduzir medidas compensatórias, nem sempre o resultado é satisfatório. “Um valor cultural, por exemplo uma obra de arte, seja uma estátua ou um cálice, representa um ‘unicum’ – algo insubstituível, pela carga histórica, pela aura espiritual, pelos laços afetivos que desperta”. O Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja procedeu, assim, à inventariação do património religioso, porém, este é um trabalho jamais concluído, uma vez que todos os anos surgem novos elementos para serem inventariados. Mas, por outro lado, têm sido devolvidos à diocese espécimes há muito em posse de particulares. E, neste sentido, José António Falcão não tem dúvidas: “Existe um reconhecimento do trabalho feito no âmbito da valorização da arte sacra”, até porque os museus diocesanos vêm recebendo igualmente doações e depósitos. As relações de colaboração com o Estado têm sido estabelecidas, bem como com os municípios e outras entidades com intervenção no setor, como a Fundação Gulbenkian, ou, a um nível mais global, Europa Nostra e ArtWatch International. A política de desinvestimento público, porém, a nível nacional e municipal no património, segundo José António Falcão, “está a ter reflexos negativos, o que é absurdo numa região que depende, em larga medida, de um turismo alicerçado nos valores da cultura e da natureza”. Em contrapartida, “começa a existir um conhecimento e uma sensibilidade crescentes ao nível da opinião pública”. Tal como a eficiência, segundo o departamento, da Polícia Judiciária. Há, assim, esperança, no meio da tormenta. O “Diário do Alentejo” contactou ainda a PSP – Comando Distrital de Beja, mas até ao fecho desta edição não foi possível obter resposta.


AF Beja faz 88 anos amanhã

Diário do Alentejo 29 março 2013

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Fundada em 30 de março de 1925, a Associação de Futebol de Beja comemora amanhã 88 anos de existência. O facto mais marcante da vida desta estrutura associativa, nos tempos mais recentes, foi a aquisição, e inauguração em dezembro último, da sua nova sede na rua Eça de Queiroz, na cidade de Beja.

Desporto

Futebol Resultados

Futebol Feminino A Seleção Sub/16 Feminina da AF Beja classificou-se no 13.º lugar, entre as 18 equipas que disputaram o 12.º Torneio Nacional Inter Associações Futebol 7, realizado em Castelo Branco e ganho pela AF Porto. A equipa bejense perdeu com Viseu (1-3) e ganhou ao Algarve (2-1) e Bragança (4-0). A atleta Carolina Silva, da AF Beja (jogadora da CB Castro Verde) foi eleita a melhor jogadora do torneio.

Almodôvar perdeu em Pias e Milfontes ficou a quatro pontos

O líder em jejum Pascal... 1.ª Divisão – AF Beja 22.ª jornada Rosairense-Praia Milfontes..............................................0-1 São Marcos-Serpa...............................................................1-4 Bairro da Conceição-Aldenovense ................................3-1 Guadiana-Amarelejense .................................................. 2-1 Cabeça Gorda-Desp. Beja ................................................3-2 Piense-Almodôvar .............................................................3-0 Sp. Cuba-Odemirense ....................................................... 1-2 Almodôvar Praia Milfontes Serpa Odemirense Piense Aldenovense Rosairense Sp. Cuba Cabeça Gorda Bairro da Conceição São Marcos Guadiana Desp. Beja Amarelejense

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Próxima jornada (7/4/2013): Odemirense-Rosairense, Praia Milfontes-São Marcos, Serpa-Bairro da Conceição, Aldenovense-Guadiana, Amarelejense-Cabeça Gorda, Desp. Beja -Piense, Almodôvar-Sp. Cuba.

O indiscutível triunfo do Piense sobre o Desportivo de Almodôvar deu um novo impulso à competitividade do campeonato, reacendendo a luta pelo título, quando faltam jogar apenas quatro jornadas. Texto e foto Firmino Paixão

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a questão que agora se coloca com natural pertinência é se o líder conseguirá aguentar a pressão do Milfontes e manter a vantagem até ao final do campeonato. No confronto direto entre as duas formações leva a melhor o conjunto do litoral. A vitória do Piense não surpreendeu senão

1.ª Divisão AF Beja Guadiana de Mértola venceu dois jogos seguidos e tenta fugir à despromoção

pela expressão do marcador. Em Pias mora uma equipa personalizada, finalista da Taça Distrito de Beja, que só não luta pelos lugares do pódio porque deixou pontos no Rosário e em Cuba e perdeu com os rivais mais diretos. O Almodôvar viu assim emagrecer a sua vantagem para quatro pontos, numa altura em que lhe falta receber o Cuba, o Odemirense e o Amarelejense e jogar no terreno do Desportivo de Beja. O Milfontes, vindo de um triunfo preciosíssimo no terreno do Rosairense, tem dois jogos acessíveis em casa e duas saídas para o Bairro da Conceição e Cabeça Gorda. Mas entrámos numa fase do campeonato em que as equipas mais frágeis se superam

para conquistarem os pontos e definirem posições. Sublinha-se ainda a vitória tangencial do Odemirense e Cuba e o expressivo triunfo do Serpa no terreno do São Marcos. No campeonato dos últimos, o Amarelejense, derrotado em Mértola, está irremediavelmente colado ao último lugar, precedido pelo Desportivo de Beja que, já comandado por Carlos Venâncio, perdeu na Cabeça Gorda. Uma referência ainda para o importante triunfo do Bairro da Conceição sobre o Aldenovense, passo importante para assegurar a manutenção. O campeonato regressa no dia 7 de abril, com a disputa da 23.ª jornada, com os jogos às 16 horas.

Moura recebe União de Montemor na reabertura das hostilidades

A margem de erro é menor... Moura e Vasco da Gama entram na discussão da subida de divisão. Aljustrelense e Castrense apenas cumprem calendário, com o paliativo da Taça de Portugal. Texto Firmino Paixão

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Campeonato Nacional da 3.ª Divisão regressa amanhã para se encetar a segunda fase da prova, etapa para a qual as equipas partem repartidas pelas fases de promoção (seis primeiros classificados de cada série) e fase de descidas (últimos seis classificados de cada série), em ambos os casos, transportando metade dos pontos ganhos durante a primeira parte da competição.

postos no distrital do próximo ano, esperam a companhia de quem não conseguir fixar-se nos lugares (dois de cada série e os melhores cinco terceiros) de acesso à futura nova competição.

3.ª Divisão – Série F – Subida 1.ª jornada (30/3/2013)

3.ª Divisão – Série F – Descida 1.ª jornada (30/3/2013)

Juventude Évora-Vasco da Gama......................................... Moura-U. Montemor ............................................................... At. Reguengos-Esp. Lagos .....................................................

Lagoa-Monte Trigo .................................................................. Sesimbra-Aljustrelense .......................................................... Lusitano VRSA-Castrense.......................................................

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Próxima jornada (7/4/2013): Vasco da Gama-Moura, Esp. Lagos-Juventude Évora, U. Montemor-At. Reguengos.

Aljustrelense Sesimbra Lusitano VRSA Monte Trigo Castrense Lagoa

TAÇA FUNDAÇÃO INATEL – 2.ª FASE (4.ª JORNADA) Grupo A: Vale da Oca-Amoreiras Gare, 2-2; RelíquiasLuso Serpense, 1-3. Folgou o Fernandes. Líder: Luso Serpense, seis pontos. Próxima jornada (30/3): Fernandes -Relíquias; Luso Serpense-Vale da Oca. Folga o Amoreiras Gare. Grupo B: Louredense-Milfontes, 3-1; Lu zianes Gare-Penedo Gordo, 0-0. Folgou o Jungeiros. Líder: Louredense, nove pontos. Próxima jornada (30/3): Jungeiros-Luzianes Gare; Penedo Gordo-Louredense. Folga o Milfontes Grupo C: Saboia-Santa Vitória, 3-2; Malavado-Serrano, 1-0. Folgou o Alber noense. Líder: Saboia, nove pontos. Próxima jornada (30/3): Albernoense-Malavado; Serrano-Saboia. Folga o Santa Vitória. Grupo D: Beringelense-Salvadense, 1-0; San taclarense-Trindade, 3-0. Folgou o Ficalho. Líder: Santaclarense, nove pontos. Próxima jornada (30/3): Ficalho-Santaclarense; Trindade-Beringelense. Folga o Salvadense. TROFÉU AGÊNCIA DE BEJA – 1.ª FASE (4.ª JORNADA):

Numa série que tinha oito equipas alentejanas é meritório que cinco delas (o Esperança de Lagos intrometeu-se) estejam a discutir a promoção a um escalão diferente. As outras três, já com os olhos

U. Montemor Moura Esp. Lagos At. Reguengos Juventude Évora Vasco da Gama

Campeonato Distrital de Benjamins 2.ª Fase/2.ª jornada: Despertar-NS Beja, 1-0; Santo AleixoOdemirense, 5-1; Castrense-Ferreirense, 2-2. Líder: Ferreirense, quatro pontos. Próxima jornada (6/4): Ferreirense-Despertar A; NS Beja-Odemirense; Santo Aleixo-Castrense. Campeonato Distrital de Infantis 2.ª Fase/2.ª jornada: Amarelejense-Despertar B, 5-4; Odemirense-Alvito, 11-3; Despertar A-Almodôvar, 2-3. Líder: Almodôvar, seis pontos. Próxima jornada (6/4): Almodôvar-Amarelejense; Despertar B-Alvito; Odemirense-Despertar A. Taça Joaquim Branco – Benjamins (2.ª jornada) – Série A: Ferreirense-Sporting Cuba, 2-8; Piense-Vasco Gama, 1-7; Alvito-Moura, 0-13; SerpaDesportivo Beja A, 9-2. Líder: Moura, seis pontos. Próxima jornada (6/4): Moura-Ferreirense B; Sporting Cuba-Vasco Gama; Desportivo Beja A-Alvito; PienseSerpa. Série B: Desportivo Beja B-Ourique, 0-1; Despertar B-Aljustrelense, 0-6; Almodôvar-Milfontes, 1-5; Renascente-CB Beja, 5-3. Líder: Milfontes, seis pontos. Próxima jornada (6/4): Milfontes-Desportivo Beja B; Ourique -Aljustrelense; CB Beja-Almodôvar; Despertar B-Renascente. Taça Dr. Covas Lima – Infantis (2.ª jornada) – Série A: CB Beja-Aldenovense, 0-5; Ferreirense -Piense, 6-4; Sporting Cuba-Bairro Conceição, 4-1; Desportivo Beja-Moura, 0-5; Serpa-Vasco Gama, 8-3. Líder: Moura, seis pontos. Próxima jornada (6/4): Bairro Conceição-CB Beja; Aldenovense -Pi en se; Moura-Sporting Cuba; Vasco Gama-Desportivo Beja; Ferreirense-Serpa. Série B: NS Beja-Renascente, 1-1; Milfontes-Castrense B, 4-0; Castrense A-Guadiana, 4-9; Aljustrelense-Operário, 5-1. Líder: Guadiana, seis pontos. Próxima jornada (6/4): Castrense B-NS Beja; Renascente-Alvorada; Guadiana-Milfontes; OperárioCastrense A. Campeonato Distrital de Iniciados (21.ª jornada): Vasco Gama-Milfontes, 2-1; Ourique-Moura, 1-5; Odemirense-Guadiana, 9-2; Bairro Conceição -Sporting Cuba, 1-2; Despertar-Rio Moinhos, 3-3. Folgaram o Serpa e o Amarelejense. Líder: Moura, 50 pontos. Próxima jornada (7/4): Milfontes-Serpa; Moura-Vasco Gama; Guadiana-Amarelejense; Sporting Cuba-Odemirense; Rio Moinhos-Bairro Conceição. Folga o Despertar e o Ourique. Campeonato Distrital de Juvenis (12.ª jornada): Despertar-Moura, 5-1; Desportivo Beja -Serpa, 6-1; Aljustrelense-Almodôvar, 4-0. Folgou o Castrense. Líder: Desportivo Beja, 25 pontos. Próxima jornada (7/4): Despertar-Aljustrelense; Moura-Desportivo Beja; Almodôvar-Castrense. Folga o Serpa. Campeonato Distrital de Futsal (20.ª jornada): Ferreirense-Desportivo Beja, 8-3; Luzerna-IP Beja, 6-2; Safara-Vasco Gama, 1-8; Barrancos-NS Moura, 7-6; Almodovarense-Vila Ruiva, 4-2; Baronia-ADVNSão Bento, 3-0. Folgou o Alcoforado. Líder: Baronia, 50 pontos. Próxima jornada (5/4): Desportivo BejaLuzerna; IPBeja-Safara, 23-4; Vasco Gama-Barrancos; NS Moura-Almodovarense; Vila Ruiva-Baronia; ADVNSão Bento-Alcoforado. Campeonato Nacional de Iniciados (2.ª Fase 9.ª jornada): Odiáxere-Despertar, 2-3. Folgou o Desportivo Beja. Líder: Louletano, 51 pontos; 2.º Despertar, 45. 7.º Desportivo Beja, nove. Próxima jornada (31/3): Despertar-Desportivo de Beja. Campeonato Nacional de Juniores (2.ª Fase 7.ª jornada): Moura-Lusitano Vila Real, 1-2. Líder: Farense, 48 pontos. 8.º Moura, oito. Próxima jornada (30/3): Moura-Barreirense.

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Próxima jornada (7/4/2013): Castrense-Sesimbra, Monte Trigo-Lusitano VRSA, Aljustrelense-Lagoa.

Grupo E: Mombeja-Quintos, 1-1; São Matias-AC Cuba, 1-3. Folgou o Brinches. Líder: Brinches, sete pontos. Próxima jornada (6/4): Brinches-São Matias; AC Cuba-Mombeja. Folga o Quintos. Grupo F: Figueirense-Neves, 3-1; Faro do Alentejo-Alvorada, 2-1. Folgou o Pedrógão. Líder: Faro do Alentejo, sete pontos. Próxima jornada (6/4): Pedrógão-Faro Alentejo; Alvorada-Figueirense. Folga o Neves. Grupo G: Alcariense-Soneguense, 2-4; Boavista Pinheiros-Santa Luzia, 2-0. Folgou o Sanjoanense. Líder: Sanjoanense, sete pontos. Próxima jornada (6/4): Sanjoanense -Boavista Pinheiros; Santa LuziaAlcariense. Folga o Soneguense. Grupo H: Pereirense-Cercalense, 1-0; Almo dovarense-Cavaleiro, 1-3. Folgou o Santa Clara-a-Nova. Líder: Santa Clara-a-Nova, nove pontos. Próxima jornada (6/4): Santa Clara-a -Nova-Almodovarense; Cavaleiro-Pereirense. Folga o Cercalense. Grupo I: Naveredondense-Campo Redondo, 0-1; Colos-Bemposta, 0-1. Folgou o Sete. Líder: Bemposta, nove pontos. Próxima jornada (6/4): Sete -Colos; Bemposta-Naveredondense. Folga o Colos.


Diário do Alentejo 29 março 2013

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Ana Capeta volta à Seleção Sub/19

Inatel Fernando Mendes, presidente da Fundação (3.º a contar da esquerda) reuniu-se em Beja com CCD

Fundação Inatel reuniu-se em Beja com CCD da região

Um pilar de apoio para manter Fernando Ribeiro Mendes, presidente do conselho de administração da Fundação Inatel garantiu em Beja a continuidade do apoio à atividade desportiva e cultural no âmbito dos Centros de Cultura e Desporto (CCD)

criativos e encontrarmos algumas soluções de apoio, porque a subsidiação, pura e simples, hoje não pode ter a expressão que teve no passado. O País está sujeito a uma disciplina orçamental que nos é imposta pelos nossos credores e não há volta a dar.

Texto e foto Firmino Paixão

Que mensagem deixou aos CCD com quem se reuniu?

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dirigente assegurou conhecer as acusações de concorrência desleal vindas da AF Beja e revelou a existência de conversações com a Federação Portuguesa de Futebol (FPF), reservando a divulgação das conclusões para outro momento. No mesmo dia em que falou com os CCD, Fernando Mendes reuniu-se com Jorge Pulido Valente, presidente do município de Beja, a quem deu conta das orientações existentes, e que, no essencial, procuram aprofundar as parcerias que vêm de trás com o município de Beja, sabendo que existem novos projetos em que a Fundação voltará a ser parceira. Os campeonatos de futebol do Inatel no distrito de Beja reuniram esta época 47 equipas, menos cinco que na região de Santarém (o mais participado), números que também comentou. Há uma grande implantação do Inatel nesta região?

As pessoas das regiões com maiores dificuldades encontram no Inatel um apoio seguro para o desenvolvimento de muitas atividades que de outro modo seriam muito mais difíceis. No campo do desporto isso é claro e essa adesão que aqui se regista tem a ver, talvez, com uma conjuntura que é difícil e as modalidades competitivas e coletivas do Inatel são mais facilmente suportáveis pelos CCD. Mas também na área da cultura muitos grupos veem no Inatel um parceiro seguro e fiável. Está assegurada a continuidade destas atividades?

O Inatel vai manter-se sempre como grande pilar de apoio, quer à prática desportiva amadora, quer às manifestações de cultura popular. Teremos que ser

Estou à frente da Fundação há quatro meses, iniciei um diálogo regular em todo o País com os CCD, que são uma realidade muito rica, muito diversificada, muito importante do ponto de vista da cultura popular e do desporto amador que é reconhecida por todos e nós queremos ampliar essa relação com esses associados coletivos do Inatel para, em conjunto, conseguirmos criar mais momentos que deem visibilidade ao que se faz nas várias regiões. E, ao mesmo tempo, ajudar a encontrar soluções que alavanquem esse processo, mas sem qualquer demagogia, assumido as dificuldades que a Fundação Inatel conhece, porque está sujeita a cortes de subsidiação já no orçamento deste ano.

O Inatel vai manter-se sempre como grande pilar de apoio, quer à prática desportiva amadora, quer às manifestações de cultura popular. As atividades do Inatel têm uma função social relevante junto das pequenas comunidades …

É por isso que temos que continuar a apoiar essas manifestações, porque as nossas comunidades mais isoladas são as que precisam mais desse apoio. Como há uma grande escassez de meios, correm risco maior de ficarem esquecidas, mas, do nosso lado, tentaremos não esquecer os nossos bons

parceiros que são os CCD e que, por mais modesta que seja a intervenção que tenham, é sempre positiva para a vida da sua comunidade. O desporto do Inatel concorre com, ou complementa, a atividade desportiva federada?

Temos que reconhecer que tem havido algum mau estar do lado da FPF, mas nós iniciámos um diálogo e estou convencido que a breve trecho poderemos ultrapassar alguns mal entendidos que possam subsistir. Todos temos o nosso espaço, a Fundação Inatel tem o seu espaço no desporto amador e é um apoio para que muitos milhares de pessoas pratiquem várias modalidades. A FPF e as associações regionais terão o seu papel indiscutível e fundamental no desporto federado. Não existe qualquer rivalidade, nem sobreposição. O diálogo que encetámos está a correr muito bem e iremos superar bem possíveis contrariedades.

O selecionador nacional da equipa Sub/19 feminina, José Paisana, convocou a atleta aljustrelense Ana Capeta, (jogadora da CB Castro Verde) para os jogos de apuramento para o Campeonato da Europa 2013, que se realizam nos dias 4 (Finlândia), 6 (Irlanda do Norte) e 9 de abril (Islândia), nas cidades de Coimbra e Figueira da Foz. A equipa já está concentrada em Rio Maior.

Seleção de iniciados em hóquei em Patins A seleção de Iniciados da Associação de Patinagem do Alentejo conseguiu um histórico 4.º lugar no 37.º Torneio Inter Associações Páscoa 2013, disputado na Mealhada. A equipa alentejana ganhou o Grupo A, vencendo as equipas do Ribatejo (3-1), Minho (6-4), Porto (3-2) e Coimbra (5-1). Nas meias-finais acabou derrotada (3-2) por Lisboa (vencedora do torneio) e no apuramento do 3.º e 4.º lugares voltou a defrontar o Minho mas perdeu 2-1. PUB

A Associação de Futebol de Beja acusou o Inatel de concorrência desleal e essas queixas chegaram à tutela …

Tive essa nota e quando isso se tornou público tomei a iniciativa de contactar o dr. Fernando Gomes. Tivemos uma primeira reunião e estamos a trabalhar para eliminarmos esses mal entendidos que existiam, não especificamente sobre a situação de Beja mas para todos os distritos – aqui realmente as coisas ganharam maior dimensão. O que nos interessa a nós é a promoção do desporto amador mas com regras, com segurança; garantimos sempre o seguro de acidentes aos desportistas; a segurança das realizações é um problema nacional. Estamos atentos a isso, mas não podemos tornar proibitivo o custo da prática desportiva. E nessa área o Inatel terá que fazer algumas cedências?

Um diálogo é sempre uma aproximação de posições. Ainda é cedo para estarmos a falar sobre isso, há vários dossiês nesse diálogo e oportunamente existirão novidades sobre isso.

JOSÉ CÂNDIDO CHÍCHARO & FILHO, LDA. Rua D. Afonso III, Ed. Toyota, Apart 76 7800-050 Beja Tel. 351284311410/12 Fax 351 284 311 419 jcctoyota@mail.telepac.pt FRANCISCO FERNANDES (chefe de vendas) Telemóvel +351 961 338 937


Grande Prémio da Páscoa em Alcácer do Sal

Diário do Alentejo 29 março 2013

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O 17.º Grande Prémio de Atletismo de Alcácer do Sal realiza-se hoje, pelas 10 horas, com partida do Estádio Municipal e meta final no tabuleiro da ponte pedonal sobre o rio Sado. A prova é dirigida a todos os atletas, populares ou federados. Simultaneamente decorrerá uma caminhada.

Ciclismo em Almodôvar O ciclista André Filipe (Xyâmi/Prototyp) venceu a 6.ª Volta ao Concelho de Almodôvar, prova organizada pela Casa do Benfica local e pelo município almodovarense. André Filipe venceu a primeira e segunda etapas, assegurando uma vantagem de 15 s sobre o seu colega de equipa Diogo Silva, que ganhou a terceira tirada. Rui Rodrigues, 3.º classificado a 20 s do líder, foi o melhor ciclista almodovarense. Guilherme Lourenço e Celso Pereira (ambos da CB Almodôvar) venceram o Troféu de Montanha e as Metas Volantes, respetivamente. Por equipas triunfou a Xyâmi/Prototyp.

Alentejana Jasper Stuyven (Bontrager) vencedor da 31.ª Volta ao Alentejo

Alentejana Os laureados da 31.ª Volta ao Alentejo em Bicicleta

Triunfo da equipa OFM/Quinta Lixa foi exceção ao domínio estrangeiro

Stuyven conquistou o Alentejo Jasper Stuy ven, ciclis ta belga da equipa americana Bontrager (liderada por Axel Merkx, filho do conhecidíssimo Eddy) venceu a Volta ao Alentejo em Bicicleta e fez jus à tradição. Texto e foto Firmino Paixão

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s c id a d ã o s b e l g a s Mathieu, 52 anos, informático, e Kathleen, da mesma idade, assistente universitária, foram presenças discretas, mas muito próximas da caravana da Alentejana. Anónimos no primeiro dia de prova, sorriram quando o pelotão chegou a Portel. A simpatia de Kathleen era marcante, o sorriso alicerçou-se e foi-se rasgando na proporção em que as etapas iam terminando. Mértola, Odemira, Santiago do Cacém – as metas que acentuaram o orgulho que invadia o coração de Kathleen. Mathieu fotografou os melhores momentos para memória futura. Saltitaram entre partidas e chegadas, descobriram atalhos e veredas para desvendarem os segredos do pelotão e vibraram com os aplausos do público que laureava os vencedores. O frenesim com que seguiram a prova denunciava mais do que interesse pela modalidade. O casal Mathieu e Kathleen, de apelido Stuyven, eram, afinal, os pais do corredor Jasper Stuyven, nascido há 20 anos na cidade belga de Leuven (Lovaina), e que veio consagrar-se como 31.º vencedor da Volta ao Alentejo em Bicicleta/ Crédito Agrícola Costa Azul, com

a camisola da equipa americana do Bontrager Cycling Team. O orgulho e o sorriso dos pais aumentavam na proporção em que o jovem líder ia dilatando a vantagem para com os seus adversários. Ciclista semiprofissional da formação americana e estudante na área de gestão de comunicações, celebrou a primavera alentejana com a conquista da camisola amarela (vencedor da prova), camisola verde (pontos de regularidade nas chegadas), camisola laranja (símbolo da juventude) e venceu a etapa 31.ª VOLTA AO ALENTEJO EM BICICLETA ETAPAS E VENCEDORES 1.ª Castelo Vide/Marvão Daniel Silva (Onda/Boavista) 2.ª Sousel/Portel Jasper Stuyven (Bontrager) 3.ª Vidigueira/Mértola Kenneth Hanson (Team Optum) 4.ª Ourique/Odemira Tomas Zirbel (Team Optum) 5.ª Santo André /Santiago do Cacém António Carvalho (LA/Antarte) CLASSIFICAÇÃO GERAL INDIVIDUAL (CAMISOLA AMARELA) 1.º Jasper Stuyven (Bontrager), 19.30.47 h. 2.º Chad Haga (Team Optum), a 10 s 3.º Alejandro Marque (OFM), a 29 s EQUIPAS OFM/Quinta da Lixa, 58.34.30 h. MONTANHA (CAMISOLA GRENÁ) Karel Hnik (Etixx/Ihned) PONTOS (CAMISOLA VERDE) Jasper Stuyven (Bontrager) JUVENTUDE (CAMISOLA LARANJA) Jasper Stuyven (Bontrager)

entre Sousel e Portel, tirada em que vestiu o símbolo da liderança. É um corredor com um futuro muito promissor. Um rolador nato, por isso deixou escapar a camisola grená (Prémio da Montanha) de que foi portador durante quatro dias o português Daniel Silva (Onda/Boavista), arrebatada na última etapa pelo checo Karel Hnik (Ettix/Ihned). Na ameaça à hegemonia de Jasper Stuyven, só Chad Haga da americana Optum deu luta, mas o trabalho de equipa dos pupilos de Axel Merkx foi eficaz até ao traço da última meta. Não fossem as iniciativas pontuais de Daniel Silva (Onda/Boavista), vencedor da primeira etapa, de António Carvalho (LA/Antarte), que ganhou a última tirada, e as tentativas de Filipe Cardoso (Effapel), o melhor português na prova (7.º lugar), poderia falar-se num verdadeiro “apagão” dos ciclistas nacionais, acentuando-se, contudo, o excelente triunfo coletivo da OFM/ Quinta da Lixa. Sendo verdade que a Alentejana foi a segunda prova por etapas do calendário nacional (e que na Volta ao Algarve só puderam estar as seis formações de elite portuguesas), as expectativas de um corredor luso poder brilhar no Alentejo cedo foram defraudadas. Desde logo com o afastamento de Sérgio Ribeiro (Louletano) da candidatura ao duplo triunfo na prova, dado o tempo perdido logo na etapa inaugural. Uma etapa onde se temia que a acentuada inclinação do seletivo percurso para Marvão pudesse ser prematuramente influente na decisão da

prova, e lhe amputasse a competitividade. Não foi assim, Daniel Silva ganhou no alto de Marvão com escassa vantagem de 2 segundos, vestiu de amarelo, mas tudo ficou em aberto, e à chegada a Portel a camisola amarela mudava para o corpo do belga Jasper da Bontrager que a manteve até ao final, sempre com distâncias muito curtas que dilatava diariamente com as bonificações. Em Mértola, venceu um corredor da equipa californiana Optum (Kennet Hanson), em Odemira, reincidiram com Tomas Zirbel na frente e, em Santiago do Cacém, o vencedor da etapa lá voltou a falar a língua de Camões, mercê de um magnífico sprint de António Carvalho. Com um traçado ao jeito dos roladores, a prova teve muita animação, fugas constantes, algumas delas com grupos numerosos, que as equipas que geriam os interesses da classificação anularam sempre que a meta se aproximava. A última etapa, quatro voltas a um circuito com cerca de 30 quilómetros, com subidas acentuadas, tornou-se decisiva na geral individual e “mobilizadora de uma boa moldura humana”, destacou Joaquim Gomes, diretor geral da prova, que comentou a vitória do belga Jasper dizendo que “foi uma boa surpresa; todos gostaríamos de ver equipas portuguesas ganhar, nem sempre é possível, mas houve uma luta diária muito interessante”, e garantindo a realização da edição 2014 da Alentejana, em data semelhante e com o mesmo calendário de cinco dias.

“Tigre da rotunda” José Saúde

Divaguei, em tempos, pela faina dos aguerridos e populares ciclistas bejenses que se intitulam, explicitamente, como os “tigres da rotunda”. Dilapidei a sua excelente entrega a uma modalidade que os une e que faz do grupo motivo de orgulho. Nessa mensagem trouxe a fina-flor de desportistas, com idades já avançadas, que teimam, aos fins de semana, formar um pelotão de aventureiros cujo ponto de concentração persiste em manter-se numa das principais rotundas da cidade de Beja. Ao longo dos quilómetros percorridos o trocadilho de conversas resvala para um universo de distrações. Entre o elevado número de ciclistas que deslizam sobre o asfalto, existe um com histórias jocosas para relatar. A sua vida é um livro, dizem. Os seus 70 anos dá-lhe estatuto e arrebata emoções entre o aglomerado de atletas, trabalhadores em diversas atividades e outros aposentados, que se mantêm fieis à arte de pedalar. Este “tigre da rotunda” chama-se Ilídio Fragoso, é natural de Vila Ruiva, Cuba, e foi motorista da Rodoviária Nacional. A razão do destaque incide sobre uma estirpe de pessoas que porfiam uma saudável causa num cosmos desportivo onde a sua prática se baseia numa essência deveras sadia. Ilídio Fragoso é um exemplo a reter. O “velha-guarda”, veterano encartado, é, também, um autêntico engenhoca na arte de colocar a sua “máquina andante” num primor. Nos finais das etapas o Ilídio irradia frescura física, comentam os companheiros. “Estou aqui como se não tivesse feito estes 80 quilómetros”, avoca vaidoso. E lá vem a gargalhada geral. O seu requinte capricha pelo empenho que há muito dedica ao ciclismo. É uma árvore que um dia morrerá de pé tendo ao lado a sua apaixonada bicicleta. Detesta as bocas, digamos foleiras, tipo “velho do pelotão”. Vou por ele. Ilídio, um “tigre da rotunda”, sempre jovem, e de uma finura elegante. Bem-haja a vossa voluntariedade.


institucional diversos Diário do Alentejo n.º 1614 de 29/03/2013 2.ª Publicação

21 Diário do Alentejo 29 março 2013

Diário do Alentejo n.º 1614 de 29/03/2013 Única Publicação

Bodas de Ouro CÂMARA MUNICIPAL DE SERPA

EDITAL EXPROPRIAÇÃO DE TERRENOS PARA EXECUÇÃO DA SEGUNDA FASE DA ZONA INDUSTRIAL DE SERPA

TOMÉ ALEXANDRE MARTINS PIRES, Presidente da Câmara Municipal de Serpa, FAZ SABER QUE, na Reunião da Câmara Municipal de Serpa, de 20 de Fevereiro de 2013, foi deliberado, ao abrigo da alínea c), do n.° 7, do artigo 64°, da Lei n.° 169/99, de 18 de Setembro, na redação da Lei n.° 5-A/2002, de 11 de Janeiro, em conjugação como artigo 10°, da Lei n.° 168/99, de 18 de Setembro, que aprovou o Código de Expropriações, requerer a declaração de utilidade pública da expropriação com carácter de urgência e autorização de posse imediata das parcelas de terreno necessárias à execução da segunda Fase da Zona Industrial de Serpa, a saber: – Direito a 1/7 (um sétimo) do prédio rústico designado “Seixô”, inscrito na matriz cadastral da Freguesia de Salvador, concelho de Serpa, sob o artigo 4 - Secção K e descrito na competente Conservatória do Registo Predial sob o número 01564/19930111, com a área total de 1,6125; – Direito a 1/7 (um sétimo) do prédio rústico designado “Seixô” inscrito na matriz cadastral da Freguesia de Salvador, concelho de Serpa, sob o artigo 5 - Secção K e descrito na competente Conservatória do Registo Predial sob o número 01565/19930111, com a área total de 0,4375; – Direito a 1/7 (um sétimo) prédio rústico designado “Seixô”, inscrito na matriz cadastral da Freguesia de Salvador, concelho de Serpa, sob o artigo 295 - Secção K e descrito na competente Conservatória do Registo Predial sob o número 01566/19930111, com a área total de 2,4250 hectares; O processo que conduziu à tomada da decisão, respetivos relatórios de avaliação e demais elementos necessários ao conhecimento do processo encontram-se à disposição dos interessados no Edifício da Câmara Municipal de Serpa, Paços do Concelho, sito à Praça da República, podendo ser consultados, todos os dias úteis, entre as 09.00 e as 16.30; Para constar e devidos efeitos se publica o presente edital e outros de igual teor que vão ser afixados nos lugares do estilo, na Junta de Freguesia de Salvador e publicados em dois números seguintes de dois dos jornais mais lidos na região, sendo um de âmbito nacional. Paços do Município de Serpa, aos 22 dias do mês de fevereiro de 2013. O Presidente da Câmara Municipal de Serpa Tomé Alexandre Martins Pires

CENTRO INFANTIL CORONEL SOUSA TAVARES

CONVOCATÓRIA Nos termos do Artigo 30.° dos Estatutos do Centro Infantil Coronel Sousa Tavares, convocam-se todos os Sócios para uma reunião da Assembleia Geral a realizar no dia 19/04/2013, pelas 20 horas, na sede da Instituição, Rua Pedro Álvares Cabral em Beja, com a seguinte ordem de trabalhos: 1 - Apreciar e votar as Contas de Gerência do Ano de 2012. 2 - Outros Assuntos. Se à hora marcada não estiver presente mais de metade dos associados com direito a voto a Assembleia reunirá uma hora depois com qualquer número de presentes. Beja, 19 de Março de 2013. O Presidente da Assembleia Geral João da Silva Martins

A 1 de abril de 2013 comemoram o seu 50.º aniversário de casamento. Parabéns e felicidades aos dois e que perdure o que os uniu ao longo de todos estes anos, são os votos de seus filhos, netos e bisnetas.

Diário do Alentejo n.º 1614 de 29/03/2013 Única Publicação Diário do Alentejo n.º 1614 de 29/03/2013 Única Publicação

JUSTIFICAÇÃO CARTÓRIO NOTARIAL DE BEJA Notária: Lic Mariana Raquel Tareco Zorrinho Vieira Lima

LIGA DOS AMIGOS DO HOSPITAL DE BEJA

CONVOCATÓRIA Nos termos dos art.° 28°.dos Estatutos da Liga dos Amigos do Hospital de Beja, convoco todos os Sócios para uma reunião da Assembleia-Geral a realizar no dia 15 de Abril de 2013, em primeira convocatória para as 16.30 h, com a duração estimada de uma hora, na sala de conferências do Hospital José Joaquim Fernandes – Beja, na Rua Dr. António Fernando Covas Lima, em Beja, com a seguinte ordem de trabalhos: 1. Informações; 2. Apreciação e votação do Relatório e Contas do Ano de 2012; 3. Outros Assuntos. Se não estiverem presentes, à hora indicada, mais de metade dos sócios com direito a voto, a AssembleiaGeral realizar-se-á meia hora mais tarde, com os Sócios presentes. Beja, 22 de Março de 2013. O Presidente da Mesa da Assembleia-Geral, Dr. Joaquim Apolino Salveano de Almeida

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Diário do Alentejo n.º 1614 de 29/03/2013 Única Publicação

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Certifico narrativamente, para efeito de publicação que, neste cartório e no livro de notas para escrituras diversas número 98-A, a folhas 25, se encontra exarada uma escritura de justificação notarial, outorgada hoje, na qual Olivenço António Gil Noronha, NIF 125837151 casado com Olívia Mariana Monteiro Campaniço Noronha, sob o regime de comunhão de adquiridos, natural da freguesia e concelho de Vidigueira, residente no Bairro Alegre, Lote 14, em Venda do Pinheiro, Mafra, se declara com exclusão de outrem, dono e legítimo possuidor do seguinte imóvel: Seis catorze avos do prédio urbano destinado a habitação, sito na Rua da Boavista, na freguesia e concelho de Vidigueira, inscrito na respetiva matriz predial (metade em nome do justificante) sob o artigo 191. Que o referido prédio está descrito na Conservatória do Registo Predial de Vidigueira, sob o número setecentos e trinta e sete de dois de março de mil novecentos e oitenta e nove, com a aquisição aí registada: Metade a favor dos herdeiros de António Francisco Baião e mulher Mariana Gertrudes Pinto pela inscrição resultante da apresentação dois mil quinhentos e três de vinte e cinco de novembro de dois mil e dez, em comum e sem determinação de parte ou direito; Um catorze avos a favor de Manuel Martins Ramalho, casado, residente que foi em Vidigueira, presentemente falecido; sobre a restante parte do prédio, seis catorze avos, não existe qualquer registo de aquisição ou mera posse; Que o identificado direito foi adquirido pelo primeiro outorgante no ano de mil novecentos e cinquenta e um, então menor, por compra que dele foi feita a Manuel Martins Ramalho e mulher Ana Maria Noronha Ramalho, residentes que foram em Vidigueira, presentemente falecidos; Que em consequência da compra efetuada, ele primeiro outorgante, Olivenço António Gil Noronha, entrou logo na posse e fruição da mencionada fração do prédio em nome próprio, posse que assim detém há mais de quarenta anos sem interrupção ou ocultação de quem quer que seja, sem que no entanto ficasse a dispor de título formal que lhe permita o respetivo registo na Conservatória do Registo Predial, dos mencionados seis catorze avos; Que esta posse em nome próprio, pacífica, contínua e pública desde o conduziu à aquisição dos imóveis por usucapião, que invoca, justificando o seu direito de propriedade plena para efeito de registo, dado que esta forma de aquisição não pode ser comprovada por qualquer outro título extrajudicial. Está conforme o original na parte a que me reporto. Beja, vinte e um de março de dois mil e treze. A Notária Mariana Raquel Tareco Zorrinho Vieira Lima

CLUBE NÁUTICO DE MÉRTOLA

CONVOCATÓRIA Convocam-se todos os associados do Clube Náutico de Mértola para uma Reunião Ordinária da Assembleia-geral, a ter lugar no próximo dia 08 de Abril de 2013, pelas 18.30 horas, na sua sede, com a seguinte ordem de trabalhos: 1. Ratificação de Novos Sócios; 2. Apresentação, Discussão e Votação do Relatório de Atividades e Contas da Gerência de 2012; 3. Outros assuntos de interesse para o Clube. Caso à hora marcada não se encontre presente a maioria dos sócios, a Assembleia terá início meia hora mais tarde com qualquer número de associados. Mértola, 20 de Março de 2013 A Presidente da Mesa da Assembleia-geral lsabel Maria Martins Silva

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22 Diário do Alentejo 29 março 2013

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Dr. Sidónio de Souza – Pneumologia/Alergologia/ Desabituação tabágica – H. Pulido Valente Dr. Fernando Pimentel – Reumatologia – Medicina Desportiva – Instituto Português de Reumatologia de Lisboa Dr.ª Verónica Túbal – Nutricionismo – H. de Beja Dr.ª Sandra Martins – Terapia da Fala – H. de Beja Dr. Francisco Barrocas – Psicologia Clínica/Terapia Familiar – Centro Hospitalar do Baixo Alentejo. Dr. Rogério Guerreiro – Medicina preventiva – Tratamento inovador para deixar de fumar Dr. Gaspar Cano – Clínica Geral/ Medicina Familiar Dr.ª Nídia Amorim – Psicomotricidade/Educação Especial e Reabilitação Dr. Sérgio Barroso – Especialista em Oncologia – H. de Beja Drª Margarida Loureiro – Endocrinologia/Diabetes/ Obesidade – Instituto Português de Oncologia de Lisboa Dr. Francisco Fino Correia – Urologia – Rins e Vias Urinárias – H. Beja Dr. Daniel Barrocas – Psiquiatria – Hospital de Évora Dr.ª Lucília Bravo – Psiquiatria H.Beja , Centro Hospitalar de Lisboa (H.Júlio de Matos). Dr. Carlos Monteverde – Medicina Interna, doenças de estômago, fígado, rins, endoscopia digestiva. Dr.ª Ana Cristina Duarte – Pneumologia/ Alergologia Respiratória/Apneia do Sono Dr.ª Isabel Santos – Psiquiatria de Infância e Adolescência/Terapeuta familiar – Centro Hospitalar do Baixo Alentejo Dr.ª Paula Rodrigues – Psicologia Clínica – Hospital de Beja Dr.ª Luísa Guerreiro – Ginecologia/Obstetrícia Dr. Luís Mestre – Senologia (doenças da mama) – Hospital da Cuf – Infante Santo Dr. Jorge Araújo – Ecografias Obstétricas Dr.ª Ana Montalvão – Hematologia Clínica /Doenças do Sangue – Hospital de Beja Dr.ª Ana Cristina Charraz – Psicologia Clínica – Hospital de Beja Dr. Diogo Matos – Dermatologia – Hospital Garcia da Orta. Dr.ª Madalena Espinho – Psicologia da Educação/ Orientação Vocacional Dr.ª Ana Margarida Soares – Terapia da Fala Dr.ª Maria João Dores – Psicomotricidade/Educação Especial e Reabilitação Enfermeira Maria José Espanhol – Enfermeira especialista em saúde materna/Cuidados de enfermagem na clínica e ao domicílio/Preparação pré e pós parto/amamentação e cuidados ao recémnascido/Imagem corporal da mãe – H. de Beja Marcações diárias pelos tels. 284 322 503 Tm. 91 7716528 | Tm. 916203481 Rua Zeca Afonso, nº 6, 1º B, 7800-522 Beja Clinipaxmail@gmail.com www.clinipax.pt

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necrologia institucional diversos

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Rua da Cadeia Velha, 16-22 - 7800-143 BEJA Telefone: 284311300 * Telefax: 284311309 www.funerariapaxjulia.pt E-mail: geral@funerariapaxjulia.pt

MISSA

Funerais – Cremações – Trasladações - Exumações – Artigos Religiosos CABEÇA GORDA

SALVADA

BEJA / FERREIRA DO ALENTEJO

Amadeu Rodrigues Simenta 4.º Ano de Eterna Saudade Quatro anos são passados Sem a tua companhia Recordando os bons momentos Do nosso amor, amizade e alegria

†. Faleceu a Exma. Senhora D. MARIA ALICE DOS SANTOS LAMÚRIA BELGA, de 69 anos, natural de Cabeça Gorda - Beja, viúva. O funeral a cargo desta Agência, realizou-se no passado dia 22, da Casa Mortuária da Cabeça Gorda, para o cemitério local.

TRIGACHES

†. Faleceu o Exmo. Senhor FRANCISCO JOSÉ DA SILVA, de 96 anos, natural de Mértola, viúvo. O funeral a cargo desta Agência, realizou-se no passado dia 22, da Casa Mortuária da Salvada, para o cemitério local.

†. Faleceu o Exmo. Senhor JOÃO ANTÓNIO HONRADO, de 84 anos, natural de Ferreira do Alentejo, casado com Exma. Sra. D. Maria Alice de Sousa Guerreiro. O funeral a cargo desta Agência, realizou-se no passado dia 23, das Casas Mortuárias de Beja para o cemitério de Ferreira do Alentejo, onde foi cremado.

TRINDADE / MOSCAVIDE

ALCARIA RUIVA

Sua esposa e restante família participam a todas as pessoas de suas relações e amizade que será celebrada missa pelo eterno descanso do seu ente querido no dia 06/04/2013, sábado, às 18 horas, na igreja de Santa Maria, em Beja, agradecendo desde já a todos os que nela participem.

MISSA

João Pedro Marques Rosa 7.º Ano de Eterna Saudade Seus pais, irmã e restante família comunicam que se realiza missa pelo seu eterno descanso no dia 1 de abril, segunda-feira, pelas 18 e 30 horas, na igreja do Carmo, em Beja.

Diário do Alentejo n.º 1614 de 29/03/2013 Única Publicação

†. Faleceu a Exma. Senhora D. ZULMIRA DA CONCEIÇÃO CASADINHO, de 91 anos, natural de Ferreira do Alentejo, viúva. O funeral a cargo desta Agência, realizou-se no passado dia 26, da Casa Mortuária de Trigaches, para o cemitério local.

†. Faleceu o Exmo. Senhor ARTUR VAZ FIGUEIRA, de 69 anos, natural de Santo Aleixo da Restauração Moura, casado com a Exma. Sra. D. Albina Moisão Góis Vaz Figueira. O funeral a cargo desta Agência, realizou-se no passado dia 26, da Casa Mortuária da Trindade, para o cemitério local.

†. Faleceu o Exmo. Senhor MANUEL ANTÓNIO PICOITO, de 86 anos, natural de São João dos Caldeireiros - Mértola, viúvo. O funeral a cargo desta Agência, realizou-se no passado dia 27, da Casa Mortuária de Alcaria Ruiva, para o cemitério local.

FREGUESIA DE SÃO JOÃO DE NEGRILHOS

BEJA

EDITAL Vem esta Junta de Freguesia, por este meio informar toda a população e feirantes, que em reunião extraordinária da Assembleia de Freguesia de 22 de março do corrente ano, deliberou a mesma, que a Feira Anual, passará a realizar-se no 3.° Domingo do mês de abril. Montes Velhos e Secretaria da Junta, 25 de março de 2013. A Presidente da Junta de Freguesia Maria Fernanda Garcia Gracinhas Martins

†. Faleceu o Exmo. Senhor CÂNDIDO JOSÉ BERNARDO, de 80 anos, natural de Nossa Senhora das Neves - Beja, casado com a Exma. Sra. D. Egínia Modesta Candeias Bernardo. O funeral a cargo desta Agência, realizou-se no passado dia 27, das Casas Mortuárias de Beja, para o cemitério desta cidade.

Diário do Alentejo n.º 1614 de 29/03/2013 Única Publicação

COOPHECAVE, Cooperativa de Habitação Económica do Concelho de Castro Verde, C.R.L

CONVOCATÓRIA

Às famílias enlutadas apresentamos as nossas mais sinceras condolências. Consulte esta secção em www.funerariapax-julia.pt ou siga-nos em www.facebook.com/funepaxjulia

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Nos termos dos estatutos, convoco a Assembleia Geral da COOPHECAVE, Cooperativa de Habitação Económica do Concelho de Castro Verde, C.R.L., a reunir em sessão ordinária na sede da COOPHECAVE, sita na Rua de Beja nº 5 em Castro Verde, no dia 19 de Abril de 2013, pelas 21 horas, com a seguinte ordem de trabalhos: 1.º – Apreciação e votação do relatório e contas do exercício de 2012 2.º – Outros assuntos de interesse. NOTA: Se à hora marcada não estiverem presentes, pelo menos metade dos associados, dar-se-á início aos trabalhos uma hora depois, com qualquer número de sócios. Castro Verde, 26 de Março de 2013 O Presidente da Mesa da Assembleia Geral Sebastião Colaço Canário


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Diário do Alentejo n.º 1614 de 29/03/2013 Única Publicação

AMBAAL – ASSOCIAÇÃO DE MUNICÍPIOS DO BAIXO ALENTEJO E ALENTEJO LITORAL

Concurso para cedência de exploração de espaço de restauração durante a 30ª Ovibeja 2013 1. (Objeto) A AMBAAL – Associação de Municípios do Baixo Alentejo e Alentejo Litoral instala anualmente no espaço dos Municípios, no Pavilhão Institucional, em cada edição da Ovibeja, uma pequena tasquinha, para fornecimento de bebidas, pequenas refeições e petiscos. Em área adjacente à tasquinha são colocadas várias mesas compridas, máximo (4), equipadas com bancos corridos, permitindo em média a existência de 24 lugares sentados. 2. (Horário de Funcionamento) O horário diário de abertura e encerramento da tasquinha coincidirá com o horário estabelecido pela organização da OVIBEJA para todo o Pavilhão Institucional (das 10h00 às 23h00). 3. (Concurso) O acesso à exploração da tasquinha é feito por concurso. 4. (Concorrentes) Podem concorrer à exploração da tasquinha, todos os estabelecimentos de restauração da área geográfica abrangida pela AMBAAL (Baixo Alentejo e Alentejo Litoral). Podem também concorrer em segunda linha,

quaisquer outras pessoas coletivas ou singulares, com residência no território referido no parágrafo anterior. 5. (Propostas) As propostas dos concorrentes devem dar entrada na sede da AMBAAL até às 15h,30m do dia 5 de Abril de 2013 e deverão referir no exterior do envelope o concurso a que se destinam: “OVIBEJA 2013” – Tasquinha AMBAAL 6. (Abertura das Propostas) A abertura das propostas terá lugar no dia 5 de Abril às 16h00. 7. (Júri) O Júri do Concurso será constituído da seguinte forma: Presidente – Dr. Orlando Pereira 1.º Vogal – Dr. Pedro Pacheco 2.º Vogal – Dra. Cristina Casadinho 8. (Critério de Adjudicação) O critério de adjudicação será o da proposta economicamente mais vantajosa. 9. (Casos Omissos) Os casos omissos no presente regulamento serão resolvidos pelo Conselho Diretivo da AMBAAL.

ASSISTENTE ADMINISTRATIVO/A Descrição da Empresa: Somos uma empresa nacional do sector Agro Alimentar, integrada num grupo de empresas com solidez reconhecida a nível Nacional e Internacional, situada no centro sul do País – Alentejo.

 Vale €1,20 em abastecimentos superiores a 20 litros

descontos atÉ

6 cÊnt.

1. Válido nos Postos BP Beja Luzias, BP Beja Variante e BP Beja Castilho; 2. Este vale só poderá ser descontado no ato de pagamento de abastecimentos iguais ou superiores a 20 lts., até um máximo de 3 vales por abastecimento (60 lts); 3. Este vale não é acumulável com outras campanhas desconto a de-

por litro

correr no Posto de Abastecimento; 4. Este vale só é

desconto em combustÍvel

pagamentos não sejam efetuados com cartões: Rou-

atÉ 30 de abril

ou danificação do vale quer tenha sido utilizado ou

válido para abastecimentos em combustíveis cujos tex, Azul e de Sócio ACP; 5. Nenhuma responsabilidade será aceite nos seguintes casos: perda, roubo não; 6. Este vale não pode ser trocado por dinheiro; 7. Válido até 30 de abril de 2013.

Descrição da função: Na dependência do responsável Administrativo; – Gestão contratual dos colaboradores, apoio ao processamento salarial e contacto com entidades externas como Segurança Social. – Contacto e negociação com fornecedores garantindo a eficaz gestão do economato e monitorização dos respetivos pagamentos; – Contacto com fornecedores relativamente a pagamentos, controlo das contas correntes e lançamentos contabilísticos; – Fecho de caixas do bar e da loja existente na Sede da Empresa; – Expediente geral de escritório, atendimento telefónico e de email; – Suporte à actividade de Vendas na execução de tarefas administrativas, BackOffice e apoio à venda; – Apoio na execução de propostas e de documentação para suporte das mesmas; – Registo e manutenção do processo comercial – Interface interno com outras secções da Empresa necessária para esclarecimentos aos clientes; Perfil do candidato: – Experiência profissional superior a 5 anos, sendo valorizada a experiência anterior em funções similares; – Experiência com ferramentas informáticas (MS Office: Word, Excel); – Experiência na execução de documentos Word e Excel; – Elevada capacidade de organização e rigor; – Facilidade de relacionamento interpessoal e de trabalho em equipa; – Bom conhecimento de Inglês; – Residência no distrito de Beja Oferta: Oferecemos pacote remuneratório competitivo e boas perspetivas de desenvolvimento profissional. O/A candidato(a) deverá enviar por email seu CV actualizado, para ro.rh.mvc@gmail.com

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Resialentejo promove campanha “Trocá Reciclar”

“Trocá Reciclar” é o nome de uma campanha lançada pela Resialentejo que tem como objetivo principal sensibilizar a comunidade escolar e a população em geral para a necessidade de recolher seletivamente as embalagens de papel e cartão, plástico e, com especial destaque, vidro. A campanha decorre ao longo do ano em duas escolas por concelho e os cidadãos que se dirijam aos estabelecimentos de ensino para entregarem resíduos abrangidos pela campanha receberão um ecoponto doméstico e um manual de reciclagem, sendo três quilos a quantidade mínima de resíduos a entregar.

Empresas

Herdade da Comporta lança filme institucional

Na gen Na enea ealo ea lo ogi gad do os p prro od du uttoss da he herd rdad adee da Tra da rama ram maggu ueeiiraa est stão ão pre rese s nt ntes es,, co es com m graan gr andee pre redo domi mn nâância nccia ia,, os os cav aval alos al oss que ue se têm tê m de desttaccad ado aao om mai aiss al alto t nív to ível el na ra raça aça ç lu ussiita tana na : N Niilo o (M MV V), ), Opu pus7 s72 (M MV) V),, Xa Xaquir qu uiirro (Qui (Q uina na), ), Fiirrm mee (S SA A), A), ), Uni nivveersso ((M MV V)), ), ZZeela elado laado dor (M MAC AC)),, Eleeit ito (M ( MAC AC), C), ), Spart parrttaccus pa u ((C CS SM M )),, Cam mp peeaad do orr (CS CSM) SM) M ), Impo Impo Im poss ssssíívvel el ( N (B N))),, So Sobe berraano no ( G GU UB) B) e Hos osti sti til (J ( JG (JGB GB B). ).

Cavalos destacam-se nas modalidades de dressage e tauromaquia

Herdade da Tramagueira inicia exportação para os EUA A herdade da Tramagueira, uma exploração agrícola familiar vocacionada para a criação de bovinos, ovinos e cavalos puro-sangue lusitanos, localizada no concelho de Beja, integra uma coudelaria, atualmente gerida por José Santos, filho dos proprietários da herdade – Maria Assunção e José Santos. Apostando cada vez mais numa criteriosa seleção de reprodutores, a coudelaria tem em vista “a obtenção de cavalos com elevada funcionalidade, bom temperamento e estrutura física e finura, nunca perdendo de vista as características que fazem do Lusitano um cavalo ímpar: a raça”. Publireportagem Sandra Sanches

A

coudelaria conta com dois picadeiros (exterior e interior), um conjunto de boxes, diversos padocks, parques exteriores com pastagens e diversas áreas sociais e lúdicas de apoio. Com “fortes preocupações no respeito pela qualidade paisagística e sustentabilidade ambiental”, a herdade dispõe assim de uma série de prados permanentes de sequeiro e regadio, “ideais para o correto desenvolvimento e bem-estar dos animais”. A coudelaria foi criada há cerca de 19 anos quando José Santos (filho) se encontrava a finalizar a sua formação em Engenharia

Agronómica. Nessa altura adquiriu três éguas lusitanas. A paixão “pelos cavalos sempre existiu”, revela o criador, adiantando que “grande parte desta paixão e entusiasmo pelos animais e pelo campo foi passada pelos seus avós, especialmente pelo seu avô materno, José Joaquim Casaca”. Atualmente a coudelaria possui oito éguas puro-sangue lusitano de seu ferro, tendo “a quase totalidade das reprodutoras ascendência direta nos cavalos Nilo e Opus, todas elas de linhagem Veiga e com forte consanguinidade no conhecido garanhão Firme de ferro Andrade”. José Santos vende os seus cavalos preferencialmente para o mercado externo, nomeadamente Espanha, França, Inglaterra, Suíça, Dinamarca, Noruega, Bélgica, Holanda e Alemanha. A esta lista juntaram-se recentemente os Estados Unidos da América, revela o empresário, adiantando que atualmente o desafio passa por produzir e criar cavalos de uma forma criteriosa, extremamente exigente, para que se atinja um patamar elevado em termos de funcionalidade, uma vez que defende que “não devemos ser multiplicadores de cavalos mas sim criadores e melhoradores dos mesmos”. Um dos desafios atuais da herdade é a criação de cavalos “de dimensões consideráveis e elevados níveis de desportividade, vocacionados essencialmente para a equitação clássica e para a dressage, com andamentos mais elevados, mas nunca perdendo a tipicidade e as boas

características do cavalo lusitano”. Sem essa conjugação, diz José Santos, “não será possível vingar no mercado e ter sucesso no futuro”. O criador refere ainda que a coudelaria pretende continuar “com um efetivo de éguas de pequena dimensão, mas de elevada qualidade”, apostando sempre na criação dos animais em “condições excecionais e de elevado acompanhamento”. Detentores de diversos prémios em concursos de modelo e andamentos no Campeonato Internacional do Puro Sangue Lusitano, Feira Nacional da Golegã e Ovibeja, bem como em Inglaterra, no Royal Windsor Show, alguns dos cavalos da herdade da Tramagueira estão a vingar, internacionalmente, na modalidade de dressage e na tauromaquia. Já por cá, a coudelaria disponibiliza algumas atividades (aulas de equitação), bem como estágios para cavaleiros, contando a herdade com a colaboração da cavaleira Angelique Hofman que, para além de ministrar estágios em diversos países do norte da Europa, treina os cavalos da herdade. Embora registe algum decréscimo na procura, a coudelaria “tem continuado a conseguir colocar os seus produtos no mercado externo, junto de bons cavaleiros”, fruto da estratégia clara de apostar na exportação e em “cavalos com elevados padrões de funcionalidade”. “Estamos confiantes no futuro”, conclui José Santos.

“Descobrir um local único na Europa” é o desafio que a herdade da Comporta, considerada uma das maiores propriedades agrícolas nacionais e inserida nos concelhos de Grândola e de Alcácer do Sal, lança com o seu novo filme promocional “Welcome to Comporta”. “Assente no leque de espaços e de sensações que é possível viver e sentir na região”, os visitantes são convidados “a viver experiências inesquecíveis em contacto com a natureza em estado puro, a pouco mais de uma hora de Lisboa”. Ao longo de quatro minutos, o filme “desvenda o longo areal, com 12 quilómetros de praia a perder de vista, o património ambiental e ecológico cuidadosamente preservado, as áreas agrícolas tradicionais, com os arrozais em destaque, a proximidade da Reserva Natural do Estuário do Sado, a sensação de sossego e de privacidade e a multiplicidade de atividades possíveis de desenvolver em família e com os amigos”. Para Carlos Beirão da Veiga, administrador da herdade, o filme “espelha de modo fiel o leque de sensações e de experiências que é possível viver na herdade da Comporta e constitui uma ferramenta de comunicação muito importante para passarmos as nossas mensagens”.

Casa do Porco Preto apoia Congresso do Presunto A Casa do Porco Preto, marca pertencente à Barrancarnes – Transformação Artesanal S.A. vai dar o seu contributo para o VII Congresso Mundial do Presunto, que se realizará de 28 a 31 de maio, em Ourique. A empresa, com sede em Barrancos, e transformadora do presunto de barrancos DOP, resolveu apoiar o congresso na categoria de “patrocinador prata”, estando, juntamente com a organização, a definir ações a realizar durante o congresso “para a comemoração de uma data marcante para o setor que são os seus 25 anos de existência”. Uma das ações já confirmadas é a apresentação “de um presunto vintage com 60 meses de cura, em honra de Portugal, dos criadores de porco alentejano e do setor”.

Páscoa com sabor a Alentejo na herdade do Esporão Aproveitar o fim de semana prolongado, acompanhado dos seus vinhos, é a sugestão da herdade do Esporão. Para as crianças, está prometida uma tarde de diversão com a tradicional caça aos ovos da Páscoa no jardim das Aromáticas e, no restaurante, o menu disponível durante amanhã e domingo, 31, recria as memórias de um típico almoço de Páscoa no Alentejo. Além das propostas enogastronómicas, a herdade oferece diversos programas, entre visitas às vinhas, adegas, caves e passeios pela herdade. Uma sugestão diferente para um fim de semana de Páscoa em família no Alentejo.


No âmbito do Dia Mundial da Poesia, que se assinalou a 21, a Direção Regional de Cultura do Alentejo lançou o concurso Poesia, Lendas & Património. Este concurso, integrado da 2.ª edição do Programa de Sensibilização para a Educação Patrimonial 2013, é dirigido a alunos do 2.º ciclo das escolas públicas dos 24 concelhos do Alentejo onde existem bens imóveis classificados afetos à referida direção regional. O principal objetivo é sensibilizar as camadas mais jovens para a preservação do património alentejano, desenvolvendo e estimulando a capacidade criativa e artística dos alunos através da poesia e prosa. O prazo de candidatura decorre entre os dias 2 e 15 de abril.

À solta Quando se fala em Páscoa invariavelmente lembramo-nos de simpáticos coelhinhos, mas a história pode muito bem mudar e o seu lugar ser ocupado por outras personagens, que tu tão bem conheces. Usa a tua imaginação. Acredita que isso é o mais importante.

A páginas tantas...

Pais Continuamos a dar dicas para que os pais possam tornar o lanche dos mais pequenos em momentos de diversão.

O Sonho de Mateus, de Leo Lionni, foi recentemente editado pela Kalandraka, e, para além de ser umas das últimas obras do autor, é também uma obra premiada pelo International Reading Association – Children´s Books Council. Fala-nos de dois ratos muito pobres. Mateus, um dos ratinhos, acreditava que um dia tudo isso mudaria. Talvez viesse a ser médico e então teriam dinheiro para comer queijo a todas as refeições, mas quando lhe perguntavam o que queria ser, respondia que queria ir ver o mundo. A arte surge como base de conhecimento e cultura do mundo inteiro, como expressão de criatividade e liberdade, uma forma de transformar a realidade. De tal forma que a primeira visita que Mateus faz a um museu muda-lhe a vida. Um livro que tem por objetivo iniciar o público infantil na educação estética, na interpretação de formas e cores.

Dica da semana Leo Lionni nasceu em 1910 e veio a falecer em 1999, com um trabalho tão marcante que continua a estar presente no nosso dia-a-dia, nomeadamente com a publicação de novas traduções da sua obra. Pintor reconhecido, só começa a desenvolver o seu trabalho na área infantil por volta de 1960, tendo produzido mais de 40 obras. Leo Lionni foi um dos primeiros ilustradores a usar a técnica da colagem para ilustrar livros infantis. Descobre mais sobre este autor em http://www.randomhouse.com/kids/lionni/

O teu rato ao estilo de Leo Lionni orelhas corpo

olho

braço

pernas cauda

27 Diário do Alentejo 29 março 2013

O património preservado através da poesia


28 Diário do Alentejo 29 março 2013

Letras Os demónios de Álvaro Cobra

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Boa vida Comer Guisado de borrego com batatas e cenouras Ingredientes para 4 pessoas: 1,2 kg. de borrego para guisar; sal q.b.; 80 gr. de banha de porco; 2 cebolas; 4 dentes de alho; 3 colheres de sopa de massa de pimentão; 1 molho de salsa; 2 dl. de vinho branco; 200 gr. de cenouras; 800 gr. de batatas. Confeção: Corte o borrego aos bocados e lave-o. Num tacho faça um refogado com a banha, cebola, alho picado, a massa de pimentão e o louro. De seguida junte o borrego e um pouco de sal. Adicione o vinho, deixe ferver para evaporar o álcool e, de seguida, adicione água até cobrir a carne. Deixe cozer lentamente com o tacho tapado. Quando estiver a meio da cozedura, junte as cenouras às rodelas, as batatas aos cubos e a salsa picada. Retifique os temperos e bom apetite... Nota: Não esquecer que a massa de pimentão contém sal.

António Nobre Chefe executivo de cozinha – Hotéis M’AR De AR, Évora

Jazz João Firmino “A Casa da Árvore”

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ortugal é um país de guitarristas, todos o sabemos. E é-o também no jazz. Ao longo da última década despontou na cena nacional um conjunto de músicos, que, jogando em diferentes tabuleiros estéticos, tem enriquecido o panorama do jazz e da música improvisada, alguns dos quais inclusivamente com projeção internacional, como são os casos de André Fernandes e Luís Lopes. Centremo-nos, porém, no conimbricense João Firmino (n. 1986), que depois de passagens pelo Conservatório de Música de Coimbra e pela Escola de Jazz do Hot Clube de Portugal, licenciou-se em Jazz Performance no prestigiado Conservatório de Amesterdão. Depois de uma estreia auspiciosa, em 2011, com “A Bolha” (JACC Records), Firmino confirma e amplia neste seu segundo disco a boa impressão que então causou, guindando-se para um outro patamar de qualidade, sobretudo na sua dimensão de compositor. Nesta qualidade, dá um passo decisivo na afirmação de uma identidade musical própria. Se é certo que estão presentes os vetores essenciais que já definiam a sua escrita, há claramente em “A Casa da Árvore” (editado pela Sintoma Records) um amadurecer de processos e um refinar de aborJoão Firmino – “A dagens que fazem deste disco um Casa da Árvore” vigoroso salto em frente. Continua João Firmino (guitarra e voz), João Hasselberg (contrabaixo patente que é um músico de horizontes largos, convocando e come voz) e Luís Candeias (bateria, percussões) plementando influências de di+ Rita Maria (voz). versas frentes para a sua música. Editora: Sintoma Records As suas composições espaçosas Ano: 2013 e povoadas de referências, bastante ricas dos pontos de vista harmónico e melódico, contam histórias, relatam emoções e vivências. Também o facto da formação se ter reduzido para trio parece contribuir para esta frugalidade, a esta espécie de refúgio, representado, afinal de contas, pela metáfora da casa da árvore. Neste disco, o guitarrista surge muito bem acompanhado por uma sólida e competente secção rítmica, formada pelo contrabaixista João Hasselberg e pelo baterista Luís Candeias. O disco está repleto de momentos de interesse, desde logo a belíssima peça título, de forte travo a Brasil, com guitarra acústica e o canto sem palavras do próprio Firmino, Hasselberg a utilizar o arco e Candeias subtilmente eficaz na percussão. Outro dos píncaros de interesse escuta-se em “The Old Man and the Sea”, peça de uma beleza encantatória (com a voz de Hasselberg), verdadeira banda sonora de uma noite estrelada à beira mar. Em “Mondego” o guitarrista presta homenagem ao rio que banha a cidade que o viu nascer, numa peça de atmosfera relaxada com o contrabaixista a nela rubricar uma excelente prestação. Na mesma veia, encontramos ainda peças como “Brad´s Song” (palmas de novo para Candeias) e “Nebula”, de contornos melodicamente apurados. A costela rock fica à mostra em peças como “Nova” e “1+1”, nervosamente elétrica e com o não despiciendo contributo vocal de Rita Maria. Note-se o feliz recurso pontual a efeitos em “Curly” e nessa espaçosa construção que é “Ciclo”. “A Casa da Árvore” supera com mérito a síndrome do segundo disco e reforça a certeza de que João Firmino é um músico com muito para dar ao jazz nacional. António Branco

rémio Literário Cidade de A lmada 2012, Os demónios de Álvaro Cobra, do safarense Carlos Campaniça, é agora dado à estampa pela Teorema. Alentejo, finais do século XIX. Álvaro Cobra vai avançado em idade mas nunca conheceu o amor até se perder por Clara, a filha de um vendedor de torrão. Cobra já morreu e ressuscitou duas vezes – um prodígio – mas muitos meses se hão de passar até dobrar, com o seu desejo bruto, a menina-mulher que comprou ao tendeiro nómada. Medinas, a aldeia perto de Safara e cenário deste romance, só conhece assombros desde que Cobra nasceu. Mas a casa de Cobra, em cujo telhado um bando de gripos fez ninho, é uma casa de mulheres que são, também elas, personagens de assombro: a bisavó, que já dobrou os 150 anos; a mãe, com duas mãos que são gémeas falsas – uma delicada e outra poderosa –; e a irmã, que vive prostrada na cama onde a sua febre chega a incendear os lençóis. Vindo de fora – de novo e sempre o desejo trazido pelos nómadas – um anarquista alfabetizador e a dona de um bordel ambulante agitam os demónios de Cobra enquanto Clara se faz mulher e mãe de Vicente. Campaniço apropria-se e adapta o realismo mágico a terras alentejanas e faz da sua memória da vida das comunidades rurais – em que realidade e fantasia, compaixão e temor pontuam os dias – matéria. Em Os demónios de Álvaro Cobra compõe um friso de personagens mágicas cuja densidade lhes vem de terem sido desenhadas a partir de uma vivência rural alentejana que subsistia ainda há poucas décadas. Maria do Carmo Piçarra

Carlos Campaniço Teorema 240 págs. 15,90 euros

Toiros Um senhor forcado chamado Pedro Caixinha

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edro Miguel Faria Caixinha é natural de Beja, onde nasceu a 15 de novembro de 1970. Fardou-se de forcado pela primeira vez na praça de toiros da sua terra a 12 de maio de 1990. Elemento do Grupo de Montemor, distinguiu-se como forcado de caras, onde brilhou nos anos 90 ao lado de forcados como Carlos Pegado, Pedro Sotero, João José Comenda, Rodrigo Correia de Sá, José Fernando Potier, Vasco Lobo, Pedro Queiroga, Manuel Francês e Paulo Pessoa de Carvalho, entre outros. Pedro Caixinha é filho de outra glória da forcadagem, João Caixinha, também ele forcado de caras e teve passagem pelos grupos do Colégio de Tomar, Montemor e Beja, do qual foi o seu cabo fundador. O seu gosto pelos toiros chegou através do seu pai, pois desde muito cedo o acompanhou para corridas quando estava em Montemor e, mais tarde, em Beja. A chegada ao Grupo de Montemor dá-se por volta dos 17 anos. Numa das garraiadas das festas de Beringel resolveu tentar a “sorte” sozinho e adorou. Pouco tempo depois realizou um treino a Montemor, pela mão do dr. Luís Nunes Ribeiro, que, para além de seu padrinho no grupo, foi pessoa que aprendeu a admirar e a respeitar, uma vez que para além dos valores da amizade a sua generosidade e capacidade de superação eram tremendas. Fardou-se pela primeira vez aos 18 anos e logo na praça de Beja, era cabo Paulo Vacas de Carvalho. Durante toda a primeira época apenas deu ajudas, entre as segundas e terceiras, e pegou o toiro para os curiosos que habitualmente saía na feira de setembro em Montemor. O primeiro toiro “oficial” foi na segunda temporada em Santiago do Cacém na Santiagri... um Lampreia. Pedro Caixinha esteve no ativo durante 12 épocas e pegou aproximadamente 90 toiros. As corridas que mais o marcaram foram as antigas corridas da Rádio no Campo Pequeno...até à bandeira!!! As melhores recordações que leva do mundo dos toiros foi tudo aquilo que aprendeu da partilha e vivência em grupo, de acreditarem e darem tudo uns pelos outros. A preparação exigente ao longo do ano e em particular antes das corridas. O trabalho físico, o treino de salão, a análise das pegas em vídeo... a procura de ser sempre melhor. Fatores como a amizade, lealdade e espírito de missão são condições imprescindíveis para se ser forcado. Torna-se necessário abdicar de muitas coisas e andar com a mala às costas, muitos sacrifícios, para que no final a recompensa seja uma volta à arena, com palmas e flores, mas o mais importante é conseguir descrever interiormente, em muitos minutos e com todo o detalhe, o que na realidade ocorre em poucos segundos. Vítor Morais Besugo


Ana Maria Baptista – Beja Taróloga – Método Maya Gabinete aberto (jardim do Bacalhau) Contacto para marcação de consultas: 968117086

Carneiro

Características dos nativos de Os arianos são líderes e pioneiros natos. Demasiado otimistas, agem por impulso e preferem dar instruções a recebê-las. São independentes, ambiciosos, intelectuais, honestos e donos de uma energia inesgotável, que os leva, por vezes, à agressividade, teimosia e orgulho. Amam com paixão.

Previsões – Semana de 29 de março a 4 de abril

Filatelia As emissões do mês de abril

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mês de abril vai ser fértil em novas emissões. Serão três, uma de Etiquetas de Impressão de Franquia Automática (EIFA) e duas de selos. A emissão de EIFA entra em circulação logo na segunda-feira, dia 1. Trata-se da emissão “2013 – Ano Europeu dos Cidadãos”. Como habitualmente acontece com este produto postal, esta emissão desdobra-se em duas, uma que é disponibilizada pelas distribuidoras Crouzet e outra, para as Amiel, SMD e E-Post. Para as ATM Crouzet, são emitidas quatro franquias para o correio normal e duas para o correio azul, respetivamente de 36, 60, 70 e 80 cêntimos; e de 50 cêntimos e 1,90 euros. As restantes ATM disponibilizam todas estas franquias e ainda uma de 57 cêntimos. Duas semanas depois, no dia 15, é a vez da emissão “Vultos da História e da Cultura”, com cinco valores que assinalam a passagem do primeiro centenário do nascimento de cinco personalidades portuguesas que se distinguiram em diversas áreas do saber e da cultura: o ator João Villaret, no selo de 36 cêntimos; a escritora Ilse Losa (selo de 60 cêntimos); João dos Santos, psiquiatra e psicanalista (70 cêntimos); engenheiro Edgar Cardoso (80 cêntimos); e o jornalista Raul Rego (um euro). Por f i m, a ú ltima emissão do mês terá o seu primeiro dia de circulação no dia 30 e, é dedicada às “Festas Tradicionais Portuguesas”. Trata-se do terceiro grupo desta emissão base. São emitidos oito selos, com as franquias de três cêntimos; quatro cêntimos; 36 cêntimos; 50 cêntimos; 70 cêntimos; 80 cêntimos; um euro; e 1,70 euros.

Entretanto, no dia 23 de março, os correios puseram em circulação a terceira série de selos deste ano, dedicada à “Falcoaria” e que nos mostra cinco exemplares de aves predadoras habituais nos céus dos nossos campos. O “Falcão Peregrino” ilustra o selo de N 20g (1.º escalão do correio nacional); o “Açor” está representado no selo A 20g (1.º escalão do correio azul nacional); o “Gavião” no selo E 20g (1.º escalão para a Europa); e a “Águia-real” está presente no selo I 20g (1.º escalão para o correio para o resto do mundo). Quanto ao bloco, o selo tem a franquia de 1,50 euros e mostra-nos o edifício da Falcoaria Real em Salvaterra de Magos. A ilustração acessória reproduz a planta da Casa Real, liv. 7 599, Arquivo Nacional – Torre do Tombo. Do plano de emissões de selos para este ano constam ainda mais 16. De algumas já se sabe o dia provável da sua entrada em circulação. Embora ainda sujeito a eventuais alterações, também já se conhece o plano de emissão de Bilhetes-Postais e Cartas Inteiras. Estão anunciados os seguintes: 19 de abril, “130 Anos IICT – Instituto Investigação Tropical”; 23 de abril, “Torre dos Clérigos”; 6 de maio, “25 Anos Universidade Aberta”; agosto, “500 Anos do Foral da Ericeira; setembro, “Ano 2013 – Matemática Planeta Terra Sociedade Portuguesa de Matemática; setembro, “500 Anos Sta. Casa da Misericórdia de Braga”; outubro, “90 Anos da Liga dos Combatentes”. Para data ainda a definir estão ainda: “40 Anos do ‘Expresso’”; “100 Anos do Escotismo em Portugal” e “Vidigueira – Cidade do Vinho 2013”. Geada de Sousa

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Carneiro – (21/3 - 20/4)

Balança – (24/9 – 23/10)

Profissionalmente, é o momento de colocar em prática as decisões que tomou. Quanto aos aspetos mais pessoais, um momento para o qual se empenhou séria e longamente chega por fim. Não permita que a ansiedade o coloque em risco. Para acabar com a falta de ânimo no ambiente familiar, faça mudanças em casa ou no local de trabalho.

Alguns obstáculos no aspeto financeiro poderão criar alguma tensão e encontrará dificuldades para solucionar esta questão. Encontra-se numa fase de transição no que concerne a aspetos amorosos. Aqui, ascenderá a um nível superior porque os relacionamentos mudarão para melhor e evoluirão. Invista e aposte em si. Quanto aos amigos, aproveite para colocar certos aspetos em ordem.

h Touro – (21/4 – 21/5)

É imperativo superar as suas grandes hesitações e agir de facto! As influências desta fase favorecem mudanças no aspeto profissional. No amor, embora lhe faça mais sentido algo profundo e significativo, descontraia-se, para não acabar por perder uma grande oportunidade para se diver tir como nunca. Fase valorizada pela franca generosidade para com os mais necessitados.

i Gémeos – (21/5 – 21/6)

Não permita que qualquer tipo de obstáculos o desencoraje na execução dos seus planos profissionais. Não adianta negar o amor que tem no coração, acabará por aceitar este sentimento que será o caminho para se harmonizar consigo mesmo e com os outros. Defina como prioridade ter tempo para si, para as suas atividade preferidas.

j Caranguejo – (22/6 – 22/7)

O nativo Caranguejo é um passageiro permanente na viagem ao mundo das emoções; a tal ponto que estas quase o bloqueiam por esgotamento. Para tirar mais prazer da vida, precisa de ter mais segurança. Um diálogo franco e aberto pode ser uma solução para a sua relação amorosa. Saúde sem preocupações.

k Leão – (23/7 – 23/8)

Vire a sua cabeça para assuntos importantes, tais como decisões sobre a carreira profissional. A sorte está do seu lado e traz-lhe a oportunidade de um encontro que o deixará surpreendido. Poderá ter uma quebra de energia significativa. Liberte-se das obrigações familiares por algum tempo para recuperar forças. Procure os amigos, ambientes descontraídos e aproveite para relaxar.

l Virgem – (24/8 – 23/9)

Viver em estrita conformidade com as regras instituídas acabou por sufocá-lo. Tome iniciativas, alargue os horizontes para além da ética e da moral, expresse os seus desejos mais íntimos. Apaixone-se pela vida, estabeleça a sua verdade e lute pelo que acredita. Harmonia familiar.

b Escorpião – (24/10 – 22/11)

Com o seu ceticismo natural e característico, terá dificuldade em acreditar no sentimento puro de alguém que se declara com sinceridade. Neste aspeto, algumas complicações serão fruto de uma fase passageira e rapidamente se desvanecerão. O contacto com pessoas fora do seu meio habitual trará possibilidades de mudanças positivas no seu percurso profissional. Seja humilde e aproveite estes novos contactos.

c Sagitário – (23/11 – 21/12)

As influências desta semana trazem-lhe surpresas agradáveis no aspeto amoroso, onde boas notícias o encherão de esperança e alegria. Não comprometa esta possibilidade com ansiedade excessiva. Profissionalmente, reveja a sua posição quanto às pessoas em quem deve depositar confiança. Mesmo com dor, chegou o momento de tomar uma atitude definitiva em relação ao que lhe tem causado maior insatisfação na vida.

d Capricórnio – (22/12 – 20/01)

As tendências, neste momento, são auspiciosas e trazem-lhe sor te no amor. Profissionalmente, use criatividade, experiência e sentido prático para solucionar uma questão funcional e criar um novo interesse. Em termos pessoais, não reaja excessivamente nem faça tempestades num copo de água. Controle e harmonize as suas energias.

e Aquário – (21/1 – 19/2)

Sem dificuldades, poderá resolver e negociar a sua posição numa situação dedicada e de grande risco a nível profissional. No aspeto afetivo, lembre-se de que as ações determinam mais do que as palavras. Não permita que a atitude dos outros o deixem sem reação. Discretamente, procure o conselho de alguém em quem confia para agir em segurança. Tente fazer uma pequena viagem, dentro do País, a fim de descontrair um pouco.

f Peixes – (20/2 – 20/3)

O futuro do impasse numa questão profissional dependerá muito da sua forma de gerir um assunto delicado. Não se distraia, poderá estar a passar por uma provação e, por isso, não descure e demonstre sempre a sua integridade. A coragem, a dedicação aos outros e a determinação permitem-lhe construir relacionamentos duradouros. Depois da tensão, delegue tarefas e organize as suas atividades pessoais.

Diário do Alentejo 29 março 2013

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JORGE BRANCO

Diário do Alentejo 29 março 2013

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Turismo do Alentejo promove Semana Gastronómica do Borrego

Mais de uma centena de restaurantes da região acolhem até à próxima segunda-feira, dia 1 de abril, a Semana Gastronómica do Borrego, um evento promovido pela Turismo do Alentejo, ERT, com o objetivo de “divulgar a qualidade gastronómica e a excelência dos produtos endógenos”. O evento, esclarece a Turismo do Alentejo, “incentiva os parceiros a acrescentarem às ementas

Fim de semana

dos seus estabelecimentos pratos que têm o borrego como produto principal e que são confecionados com a mestria dos saberes e sabores tradicionais do Alentejo”, sendo que “atrair mais clientes aos restaurantes da região e, simultaneamente, dar a conhecer a singularidade da gastronomia e dos produtos alentejanos” são os principais objetivos da organização.

Feira da Ladra anima Grândola O largo Catarina Eufémia, em Grândola, recebe amanhã, sábado, a partir das 9 horas, a já tradicional Feira da Ladra, que decorre mensalmente e onde “basta aparecer e expor as tralhas”. Os interessados poderão encontrar “objetos usados com as mais variadas características, como mobiliário, antiguidades, roupas, quadros, artigos de decoração, bijuterias ou livros”. O espaço da feira, adianta a Câmara de Grândola, “está também direcionado para jovens artesãos que queiram mostrar e vender os seus trabalhos”.

Investigação de Miguel Bento recebeu prémio em 2012

Vida e morte numa mina do Alentejo

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Encontro de DJ na reta final do Mês da Juventude em Sines

Primavera Musical percorre concelho de Aljustrel

No âmbito do Mês da Juventude em Sines, uma organização da câmara municipal local, com o apoio de várias entidades, os DJ Xala, Ivo Vieira, Bruno Aka Oldbrother e Atomic Brother irão “misturam sons e estilos variados” num encontro que terá lugar hoje, sexta-feira, no Pátio das Artes, nova praceta contígua ao Centro de Artes de Sines, entre as 18 e as 24 horas. Os referidos DJ irão ainda conduzir a DJ Experience (aulas de djing), “mostrando os segredos por detrás desta arte”, esclarecem os responsáveis. Simultaneamente decorre no Pátio da Artes a apresentação do projeto “Wallight”, uma instalação artística “sobre a temática da cor realizada nas paredes do pátio” por jovens artistas de Sines: André Pacheco, Carlos Encarnação, Eduardo Cardoso, Ivo Vieira, Joel e Levi Fernandes, Mafalda Especial e Nádia Santana. Os dois eventos são de entrada gratuita. No Centro de Artes de Sines será possível apreciar, ainda, até dia 31, as exposições de fotografia ZOOM IN 4 e de Jorge Custódio, inauguradas no início do mês.

A ermida de Nossa Senhora do Castelo, em Aljustrel, é palco, no próximo domingo, pelas 16 horas, de um concerto pela banda filarmónica da Sociedade Musical de Instrução e Recreio Aljustrelense, inserido na 11.ª edição da Primavera Musical, evento que decorrerá até ao mês de junho em várias localidades do concelho. Primavera Musical é promovida pela Sociedade Musical de Instrução e Recreio Aljustrelense e pelas juntas de freguesia do concelho de Aljustrel e conta com o apoio da câmara municipal local e da TLA – Rádio.

“Ficalho Artes” em Beja Inaugurada no início do mês, no restaurado résdo-chão do espaço Os Infantes, em Beja, continua patente ao público, a exposição coletiva “Ficalho Artes”. A mostra integra obras de quatro artistas plásticos: António Réu (pintor naif), Bento Sargento (pintor naif), António Acabado (escultura em madeira – abstrato) e Leandro Sidoncha (escultura em pedra – abstrato). “Ficalho Artes” pode ser vista de quarta a sábado, a partir das 17 horas.

ida e morte numa mina do Alentejo – pobreza, mutualismo e provisão social (o caso de S. Domingos – Mértola – na primeira metade do séc. XX), da autoria de Miguel Bento, mestre em Serviço Social, atualmente a lecionar no Instituto Politécnico de Beja, é apresentada amanhã, sábado, pelas 16 horas, no espaço Musical, em Mina de São Domingos, concelho de Mértola. A obra, cuja apresentação estará a cargo de Manuela Silva e Odete Palma, é editada pela 100Luz (Castro Verde) e recebeu recentemente o Prémio Cooperação e Solidariedade António Sérgio 2012 – Categoria Estudos e Investigação. Vida e Morte numa Mina do Alentejo – pobreza, mutualismo e provisão social poderá ser, refere Miguel Bento na introdução, “uma mais-valia para o conhecimento da problemática da pobreza em Portugal no século XX, e onde a cobertura societária, mesmo em tempos de maior envolvimento do Estado na causa social, nunca deixou de se fazer sentir”. E sendo “assumidamente um estudo de caso feito com base numa abordagem histórico-descritiva”, tem “igualmente o propósito de poder lançar pontes reflexivas, que facilitem a ligação entre um período histórico determinado e os tempos que se lhe seguiram, em particular o que agora vivemos”. Miguel Bento refere ainda que “em termos do contributo geral

desta investigação no domínio do Serviço Social e das políticas sociais em Portugal, em particular de dois períodos politicamente distintos, a I República e o Estado Novo, já que os últimos dez anos da monarquia não revelam qualquer atitude digna de relevo para além do evidente alheamento do Estado na regulação da Questão Social, entende-se que o presente estudo poderá acrescentar algum conhecimento à forma como o operariado procurou intervir na resolução dos problemas sociais, num período e num contexto territorial delimitado, mas que confirma uma interessante linha de continuidade, que vai desde os primórdios da Revolução Industrial no nosso país até aos dias de hoje”. Já Francisco Branco, professor associado, coordenador da Área Científica de Ciências Sociais da Faculdade de Ciências Humanas, da Universidade Católica Portuguesa, e que assina o prefácio da obra, diz que a mesma “é um trabalho de clara pertinência para o estudo e compreensão das dinâmicas da sociedadeprovidência em Portugal, quer das suas expressões mutualistas mais formais, quer sobretudo das dinâmicas de solidariedade horizontal interindividual e grupal, as quais cumpriram e continuam a cumprir no Portugal contemporâneo um inestimável e insubstituível papel na proteção de riscos sociais, sobretudo entre os grupos mais desprotegidos e desfavorecidos”.


31 Diário do Alentejo 29 março 2013

Paco Bandeira queria compor um tema sobre a absolvição dos arguidos do caso “Casa de Elvas”, mas não consegue porque é muito difícil tocar viola com uma Glock na mão. Polícia faz buscas em casa de Christine Lagarde, diretora do FMI, em busca da alma de Vítor Gaspar. facebook.com/naoconfirmonemdesminto

Roadshow de países da América Latina na região: embaixador venezuelano estranhou não encontrar nenhuma “rua Hugo Chávez” O Nerbe, em associação com a AIP (Associação Industrial Portuguesa), a Casa da América Latina, e a equipa de futebol mais sul-americana do mundo – o Benfica - promoveu um roadshow de países da América Latina na região. Estes foram representados pelos embaixadores em Portugal, que visitaram a região de modo a conhecer as suas potencialidades e não deixaram de ficar surpreendidos com algumas das coisas que viram. O embaixador venezuelano, por exemplo, não calou o seu espanto por não encontrar uma rua, pavilhão gimnodesportivo, ponte ou loja dos chineses com o nome do recentemente falecido Hugo Chávez. Mas as surpresas e trocas opiniões não ficaram por aqui, já que o mesmo diplomata fez, ainda, questão de devolver cerca de 2,4 milhões de computadores Magalhães numa carrinha de caixa aberta, por considerar que o aparelho tem um ecrã demasiado pequeno para se ver pornografia e por lhe terem sido diagnosticados problemas psicológicos após ter visto um vídeo de Ana Gomes a dançar numa iniciativa do Parlamento Europeu num destes aparelhos. Além disso, a generalidade dos embaixadores deu também a entender que não percebia porque escolhiam sempre o Joaquim de Almeida para interpretar um narcotraficante colombiano, quando há tantos atores daquela região com tão mau aspeto como o português. O enviado da “Não confirmo, nem desminto” a este roadshow viajou à pala da Agência de Viagens Ricky Martin e recebeu como pagamento dois quilos de bananas do Equador.

Inquérito “Não se esqueça de incluir o dinheiro das offshores…”

Concorda com a entrada de José Sócrates na RTP como comentador político? DÁRIO OFENDIDO, 33 ANOS Autor da petição “queremos que o senhor socras vá bater com os queixos no para-choques de um Nissan Patrol”

Governo obriga pensionistas que ganhem 293 euros a entregar IRS: reformados alentejanos fingem-se de mortos para não entregar declaração O Governo, na sua demanda de cobrança fiscal, está a obrigar pensionistas que ganhem 293 euros a entregar o IRS de maneira a não fugirem ao fisco e a justificarem as suas vidas de fausto e ostentação. O pânico está a tomar conta de milhares de reformados pelo País, especialmente dos alentejanos. Falámos com a Dona Adelaide, 97 anos, residente em Vila Ruiva, que nos explicou o horror por que passam os idosos: “Quando me disseram que tinha de entregar a declaração de IRS fui às finanças e a senhora que me atendeu disse-me para preencher o papel. E eu comecei a preencher os números… Mas quando quis meter as duas estrelas, não as encontrei! Depois é que ela me explicou que tinha de declarar os rendimentos e que devia ir tratar das cataratas, que aquilo não era o boletim do Euromilhões. Enervei-me e disse-lhe que entregava a declaração via Internet, mas ainda foi pior! Pedi ajuda ao meu neto, que me explicou que o meu computador de cortiça não funcionava e que o Windows 5.7 era obsoleto. É a última vez que compro coisas no catálogo D-Mail…”. Ao que apurámos, há cada vez mais alentejanos a tentar evitar esta declaração recorrendo a técnicas como: simular a própria morte, emigrar para lugares distantes, como Mourão, ou a mascararem-se de chef Chakall para evitarem ser reconhecidos por Vítor Gaspar.

Alcácer do Sal: PS quer candidatar Torres Couto às Autárquicas de 1985 A surpresa chegou a Alcácer do Sal: o PS apresentou como candidato à Câmara Municipal o ex-secretário geral da UGT, Torres Couto. Mas segundo apurámos, o objetivo era apresentar o antigo sindicalista às autárquicas de 1985, como nos explicou fonte do partido: “Em 1985 o homem era mais conhecido do que o Mota Pinto e o Almeida Santos juntos. Tinha um bigode que foi doado à ciência

para ser estudado com outros grandes bigodes como o de Lenine, Groucho Marx, Artur Jorge, António Guterres ou mesmo de Zezé Camarinha. Hoje, ninguém se lembra dele… Por isso é que estamos a pensar fazer campanha só na RTP Memória e no “Diário de Lisboa”. O homem era uma lenda!” Já Torres Couto candidato admite estar muito entusiasmado com esta candidatura, embora Tor-

res Couto sindicalista tenha alertado o primeiro para a precariedade do cargo de presidente da câmara, defendendo que a primeira medida que devia tomar enquanto autarca deveria ser fazer greve. Recorde-se que Torres Couto viu aprovada a sua candidatura quando passou num teste elaboradíssimo que consistia em conseguir encontrar Alcácer do Sal no mapa.

Uma palhaçada, é o que é! O homem nunca mais devia voltar a este país. Que fique lá por França a comer vichyssoise e a dirigir o clube de fãs da Tonicha do Instituto de Estudos Políticos de Paris onde estuda. Que fique por lá muitos e bons anos e que lhe caia o cabelo como ao Tony Carreira – pode ser que a mãe também lhe pague os implantes capilares com cabelos do Manuel Maria Carrilho, e, assim, ainda acabe com equivalência a filosofia!

JUSTINA MAGALHÃES, 87 ANOS Autora da petição “Queremos o senhor Engenheiro e excelso José Sócrates na RTP desde que seja em tanga de leopardo” Oh pá, foi a melhor coisa que aconteceu a este país desde que o Vera Jardim deixou crescer a barba… Já tinha saudades no meu Sóquinhas! O que a TV em Portugal precisa é do meu George Clooneyzinho da Covilhã. As pessoas que refilam são umas invejosas! Têm é pena de não ter aquele sex-appeal de um verdadeiro lince ibérico da política! Ai filho, ‘tou que nem posso, o homem deixa-me o PEC IV em brasa!

MAXIMINO MOISÉS, 35 ANOS Autor da petição “Queremos lá saber se o senhor Sócrates vai para a RTP ou fazer jogging na Síria!” Sinceramente, é igual ao litro! Quero lá saber, meu! O que é que interessa? Porque é que não discutimos coisas mais importantes como “se há vida em Marte?” ou se o “gaspacho deve ser servido com água gelada ou à temperatura ambiente?”. Quero lá saber se o Sócrates anda a enfardar croissants e depois faz jogging para desmoer a barrigada… Desde que ele não apareça ao lado do Pedro Silva Pereira, por mim está tudo bem: quando vejo os dois tenho sempre bué dificuldades em perceber qual deles é o ventríloquo.


Nº 1614 (II Série) | 29 março 2013

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nada mais havendo a acrescentar... Boa noite Houve uma noite em que virámos costas porque, supostamente, tu deitada sobre o teu braço esquerdo e eu sobre o meu braço direito, dormíamos melhor, porque o colchão fazia uma cova, porque a cama rangia se nos tocássemos e eu puxava as mantas todas e tu enrolavas os lençóis que a minha mãe me tinha dado. A luz incomodava-me e tu querias ler três capítulos do livro, não bastava um, e tínhamos de nos levantar cedo e eu ainda tinha de fazer a barba e tu o café, porque eu tinha de ir aos correios e às finanças e tu é que fazias sempre as compras e o jantar e eu tinha de pagar o seguro do carro e despejar o lixo e

tu tinhas de engomar camisas e já não havia guardanapos nem lâmpada no candeeiro da sala e eu tinha deixado os sapatos na cozinha e tu precisavas de afeto e eu de outra cerveja e eu esqueci-me do aniversário do nosso casamento e tu esqueceste-te de comprar fiambre e eu deixei de trazer flores e tu tinhas uma jarra vazia à espera de mim e eu enterrei os poemas todos e tu ficaste à espera que eles renascessem e estávamos cansados dos pijamas e de nós e nem nos virámos para dizer boa noite. Aliás, nem dissemos boa noite. Entretanto adormecemos e não sonhámos com nada. Vítor Encarnação

quadro de honra

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Para hoje prevê-se chuva moderada e temperaturas entre os 11 e os 17 graus. Com céu muito nublado, o dia de amanhã, sábado, sobe um grau de máxima, situação que se mantém no domingo, 31, dia em que a chuva volta a cair do céu.

¹ ¹ ¹¹

ExpoBarrancos de regresso à raia

Inês Freitas, 20 anos, natural de Beja No âmbito do coletivo bejense de BD Toupeira, já participou em várias exposições por todo o País, e teve a sua primeira mostra individual no Festival Internacional de BD de Beja, em 2011. Publicou nos fanzines “Venham+5”, “Tertúlia BDZine” e “Fanzine BDLP #2” e conquistou vários prémios no Salão Moura BD e no Festival Internacional de BD da Amadora. Também com Miguel Mendes, criou a curta de animação 2D “Incredulous Voice”, de 2012, que já passou por vários festivais, um deles na Coreia do Sul.

Bejense Inês Freitas cria vídeo de animação para banda britânica

De fã a “colaboradora” dos Muse

I

nês Freitas e o colega Miguel Mendes não cabem em si de contentes. Não é para menos. A dupla acabou de vencer um passatempo lançado pela banda britânica Muse, que resolveu desafiar os fãs a criar um videoclipe para o tema “Animals”. Para a bejense Inês, é um “sonho” concretizado. Os Muse são, nada mais nada menos, do que a sua “banda favorita” há vários anos. O que sente ao ser escolhida como autora de um vídeo para uma banda com a projeção dos Muse?

Sinto-me extremamente feliz. Foi sempre um sonho poder fazer um videoclipe para os Muse. São a minha banda favorita há já alguns anos. Sentiu uma especial identificação com o tema “Animals”? Como chegou àquele resultado final?

A música “Animals” é das minhas favoritas do novo álbum, “The

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2nd Law”. Não só o facto de gostar muito da música ajudou, como a própria letra, que é bastante direta e retrata uma realidade de hoje em dia. Basicamente, eu e o Miguel quisemos fazer uma metáfora da situação do capitalismo selvagem que existe nos dias de hoje, e fizemo-lo em animação, pois não só é a nossa área, como é uma maneira criativa de explorar o tema. Em termos de softwares, usámos o TVPaint para animar frame a frame, e para pintar o Photoshop. Para a parte de animação de recortes e montagem/edição usou-se o After Effects. Qual a sua ligação com a banda em causa e quais são as possibilidades de vir a conhecer os músicos pessoalmente?

Há vários anos que os Muse têm sido uma das minhas bandas favoritas, e acho que isso ajudou para conseguir terminar o vídeo em tão pouco tempo. Em relação a vir

a conhecê-los, eu já os vi pessoalmente no aeroporto há dois anos, mas foi um encontro muito confuso e gostaria mesmo de os conhecer como deve ser, num ambiente bem mais calmo. Não sei se irá acontecer, mas gostaria muito... Enquanto aluna de Animação e Multimédia, o que representa para si este reconhecimento em termos de oportunidades futuras?

Representa muito, porque muitas pessoas que querem tirar animação 2D e 3D não conhecem o curso de Design e Animação Multimédia, e acabam indo para outros cursos que não oferecem mesmo o que querem. Agora já se conhece mais o nosso curso devido ao facto de termos ganho esta competição. O ter ganho este concurso está também a ajudar-nos a ter visibilidade e quem sabe se não nos trará também contactos para futuros projetos. Isso é muito bom, estamos muito felizes! Carla Ferreira

A VII ExpoBarrancos – Feira do Presuntos e dos Enchidos de Barrancos chega à raia já no próximo dia 5, sexta-feira, prologando-se até domingo, 7, com a habitual receita: bares e tasquinhas, exposição e venda de presunto e enchidos, espetáculos noturnos, colóquios, e exposição de artes plásticas e artesanato. No primeiro dia do certame, terá lugar, pelas 12 horas, uma cerimónia de atribuição da Medalha de Mérito Municipal à empresa Barrancarnes, ao que se seguirá uma apresentação e degustação do presunto de Barrancos DOP Vintage 60 meses, uma homenagem que, por sua vez, a empresa faz à vila onde está instalada. À noite, a partir das 22 e 30 horas, sobe ao palco a cantora Ruth Marlene, um serão que termina com baile a cargo da orquestra espanhola Grupo La Rue. No sábado, é cabeça de cartaz a banda espanhola Nuevas Amistades Peligrosas, num concerto que é uma espécie de aperitivo para um domingo bem animado. No último dia da “grande feira da raia”, Barrancos recebe a visita do programa “Somos Portugal”, da TVI, que aí será transmitido em direto, entre as 14 e as 20 horas. A tarde segue com música e dança (Grupo de Coros y Danzas Hojarasca e música popular portuguesa, com Vademodas), encerrando com um concerto pela banda filarmónica local Fim de Século.

Cabeça Gorda celebra 112 anos evocando Abril A comemoração dos 112 anos da freguesia de Cabeça Gorda arranca hoje, sexta-feira, com o lema “Viver Abril ”. O fim-de-semana é marcado pela abertura da mata (hoje, amanhã e domingo, das 10 às 19 horas). Já no dia 6, pelas 17 e 30 horas, será inaugurada uma exposição evocativa do centenário de Álvaro Cunhal e respetiva apresentação do livro de sua autoria A Verdade e a Mentira na Revolução de Abril. No dia seguinte, domingo, às 16 horas, terá lugar um espetáculo de marionetas pelo grupo Jodicus. Até ao final das festas, que acontecerá no feriado do 25 de Abril, as comemorações contemplam ainda um baile com Ruben Baião (dia 13), um passeio de BTT e missa de ação de graças (dia 14), torneio quadrangular de futsal (dia 20), o Dia do Atletismo (dia 23), a peça de teatro “Os Barrigas e os Magriços”, pelo Teatro Fórum de Moura (dia 24) e um almoço convívio (dia 25).

Ediçao N.º 1614  

Diario do Alentejo

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