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Urgências noturnas não fecham em Serpa pág. 9

Noémia Ramos: A comandante dos bombeiros

Vale de Rocins aguarda por novo habitante

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Carnaval de arromba em Cuba e Entradas pág. 11 e 12

Este VALE

€1,20 Veja como na página 25

na Postos BP Beja

SEXTA-FEIRA, 1 FEVEREIRO 2013 | Diretor: Paulo Barriga Ano LXXXI, N.o 1606 (II Série) | Preço: € 0,90

Comunistas mantêm tabu sobre o nome dos candidatos às próximas eleições locais

PCP defende eleições legislativas antecipadas JOSÉ FERROLHO

Entrevista a Miguel Madeira nas págs. 6/7

Droga, loucura e morte

Foi uma semana de loucos em Beja. Primeiro, três adolescentes foram parar ao hospital por consumo de drogas químicas de venda legal em smart shops.Nodomingo,umhomem disparou, em plena via pública, vários tiros sobre a mulher e sobre o próprio filho (na foto o momento em que foi presente ao juiz de instrução). Na quarta-feira, um homem foi encontrado morto, em casa, depois de 15 dias desaparecido. págs. 2 e 8 PUB


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Editorial Fraturantes

Vice-versa “Os canais que transportarão a água para Sines fazem parte da nossa rede primária de distribuição. O projeto, já concluído, está em fase de aprovação, e esperamos começar a empreitada em breve, de forma a que – sempre em concertação com as Águas de Portugal – consigamos que a água de Alqueva chegue a Sines durante o ano de 2015”. João Basto, in Antena 1

Paulo Barriga

Com o andar da carruagem, mesmo com a promessa do chefe do Governo a dizer que em 2015 tudo estava pronto, não acreditamos. Porque as obras estão atrasadas e tudo anda com um ritmo muito lento.

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ão estamos habituados a isto. Não precisamos disto. Não gostamos disto. E, acima de tudo, não queremos isto. Beja, a cidade e o distrito, nunca interessou a ninguém nem para coisa nenhuma. Depois do 25 de Abril, excluídos os calores da Reforma Agrária e, agora, os refrescos do Alqueva, Beja foi largada ao abandono. Foi esquecida pelos sucessivos governos. Pelas televisões. Pelas outras pessoas que habitam o País mais em cima e mais em baixo. Ficou parada no tempo. Passou ao lado da euforia chocalheira do novo-riquismo da viragem do milénio. Decresceu em termos populacionais, em termos de criação de riqueza, em termos de emprego, em termos de esperança. Beja, a cidade e a região, não gera votos. Não é fabricante de proveitos, conveniências ou benefícios para a classe política. Logo, Beja não existe. Não é assunto. Não dá notícia. Ou melhor, não dava. Em 15 dias, nos últimos 15 dias, Beja instalou-se no centro do debate nacional. Beja passou a ser o vórtice da discussão. Transformou-se no grande bateboca nacional, produzindo, a cada instante, temas interessantes, fraturantes, suculentos para grande deleite do País voyeur. Quis-se falar do dinheiro que o Estado andou durante décadas a gastar mal e porcamente e conseguiram-se descobrir elefantes brancos em Beja. Notável. Um cão de raça perigosa mata um bebé e Beja passa a ser, afinal, a capital dos direitos dos animais. Impressionante. Em contrapartida, um tipo baleia a mulher e o filho e é Beja que repõe a pena de morte na ordem do dia. Comovente. Três miúdas vão parar à urgência e um rapaz é atropelado mortalmente depois de, supostamente, consumirem drogas sintéticas legais e Beja passa a ser a grande bandeira pela legalização total do chamon. Brilhante. Não estamos habituados a isto. E, acima de tudo, não queremos isto. Antes sós, novamente e para sempre, do que fraturantemente mal acompanhados.

Manuel Castro e Brito, in Correio do Alentejo on line

Fotonotícia

Solidão. A notícia é nova, o género é que infelizmente se repete a cada dia que passa, um pouco por todo o País. Um homem de 53 anos de idade, que residia sozinho numa pequena habitação do bairro velho do Pelame, em Beja, foi encontrado morto, esta quarta-feira, por volta do meio dia e meia. Há mais de 15 dias que ninguém na vizinhança avistava este homem. Tempo demais para quem não tem ninguém. Chamados ao local, os Bombeiros de Beja constataram que já estava cadáver há vários dias. O delegado de saúde atestou o óbito e não registou qualquer sinal de violência. Morreu da pior das doenças do nosso tempo: de solidão. PB Foto de Pedro Barrocas

Voz do povo As smart shops põem em perigo a saúde pública?

Michael Lampreia 22 anos, reserva de força de segurança

É óbvio que sim. As smart shops comercializam produtos nefastos ao organismo. E no entanto pouca informação existe acerca dos efeitos e danos que o seu consumo provoca. Veja-se o que aconteceu a três miúdas em Beja na semana passada. Vendem-se drogas de forma legal e de fácil acesso a menores de idade. Isto não é normal. Acho muito bem que se encerrem estas lojas.

João Mósca 17 anos, estudante

Penso que os produtos que uma smart shop vende são perigosos. Mas uma vez que estão legalizados e que se comercializam em lojas abertas ao público, transmitem a sensação errada de que o seu consumo não há de ser prejudicial. Deveria haver ações de informação acerca destas drogas. Nas escolas, nas bibliotecas. Para alertar sobretudo os mais jovens, para a sua perigosidade.

Inquérito de José Serrano

Ana Vieira 28 anos, técnica de segurança e higiene no trabalho

José Rafael, 53 anos, professor do ensino secundário

Tendo em conta as notícias da atualidade, sim. Se as drogas lá vendidas estão a levar jovens a entrar em coma subitamente, sim, são uma ameaça. Não existe informação. Penso que muitos jovens estão a consumir substâncias químicas sem terem ideia alguma do que estão a consumir. Até podem pensar que é socialmente fixe, sem terem noção do perigo a que estão sujeitos.

Sim. Sobretudo pela forma velada como os estupefacientes são lançados no mercado. As informações disponibilizadas nas embalagens não correspondem de todo à sua real utilização e efeitos que provocam. Tal facto deveria ser suficiente para colidir com a lei. É importante que exista uma ação informativa concertada. E que as autoridades de saúde pública tomem uma atitude.


Rede social JF

Semana passada QUINTA-FEIRA, DIA 24 ODEMIRA TEMPORAL DESTRUIU MAIS DE 25 HECTARES DE ESTUFAS

Um jovem de 16 anos foi atropelado mortalmente, cerca das 19 horas, nos arredores de Beja, por um veículo ligeiro de passageiros. O acidente ocorreu na Estrada Nacional 260, na variante de Beja. O corpo do jovem, que residia em Pedrógão, concelho de Vidigueira, distrito de Beja, foi encaminhado para a morgue do Hospital Distrital de Beja para ser efetuada a autópsia.

SÁBADO, DIA 26 LISBOA PROFESSORES DA REGIÃO EM MANIFESTAÇÃO Professores da região participaram em manifestação em Lisboa. O protesto foi organizado pela Fenprof, com o objetivo de defender a escola pública, a profissão de professor e a qualidade do ensino. Os docentes pediram na avenida da Liberdade a demissão do ministro da Educação.

TERÇA-FEIRA, DIA 29 SANTO ANDRÉ REFLORESTAÇÃO É PRIORIDADE A praga de nemátodo do pinheiro dizimou parte da floresta de Vila Nova de Santo André e a reflorestação é assim, segundo a Câmara Municipal de Santiago do Cacém e a Junta de Freguesia de Vila Nova de Santo André, “o grande desafio ambiental em 2013”. Após a construção da ciclovia e a instalação das ilhas ecológicas, de acordo com as entidades, é preciso devolver à cidade a sua mancha verde. Através da candidatura ao programa Floresta Comum, ao qual se juntaram os apoios de empresas da região, vai ser possível plantar mais de quatro mil novas árvores.

BEJA RESERVATÓRIO DUPLICA RESERVAS DE ÁGUA O reservatório de água potável da Atalaia, em Beja, vai ser ampliado, num investimento de 1,1 milhões de euros, para permitir duplicar as atuais reservas de água da cidade. A obra, a cargo da empresa Águas Públicas do Alentejo, da qual a Câmara de Beja faz parte, foi consignada e visa a construção de um novo reservatório com capacidade para cinco mil metros cúbicos de água, explica o município.

QUARTA-FEIRA, DIA 30 VIDIGUEIRA COLÓQUIO “EMPREENDER POR NOVOS CAMINHOS” O empreendedorismo agrícola e soluções para inovar no comércio tradicional foram abordados no colóquio “Empreender por novos caminhos”, que decorreu em Vidigueira. Promovido pela Associação Terras Dentro em parceria com a Câmara de Vidigueira, no âmbito do Contrato Local de Desenvolvimento, incluiu também dois workshops: “Empreendedorismo Agrícola: Uma Nova Realidade” e “Inovar no comércio tradicional: novas soluções”.

CUBA AGRUPAMENTO DE ESCOLAS ORGANIZOU “DIA ABERTO” O Agrupamento de Escolas de Cuba organizou o “Dia Aberto”, uma iniciativa que pretendeu mostrar a escola aos pais, dando a conhecer aquilo que faz ao longo do ano. Durante o “Dia Aberto” os pais puderam visitar a escola, as salas de aula e assistir a atividades dinamizadas pelos alunos. Aconteceram ainda conversas com os professores.

A Câmara Municipal de Moura sempre se preocupou com a educação e tem um papel importante nesta matéria. O nosso objetivo é sempre melhorar. E, neste sentido, as iniciativas que são organizadas, como a Semana da Comunidade Educativa, permitem promover a reflexão e debater os temas que mais preocupam e, ao mesmo tempo, incentivar uma maior relação entre docentes, auxiliares de ação educativa, alunos, pais, encarregados de educação. Esta semana permitiu, mais uma vez, juntar as entidades em torno das questões que são importantes para o concelho. E continuar este percurso de “Moura, Concelho Educador”. A educação é uma prioridade, sempre.

CM BEJA

“Moura, Concelho Educador” voltou a fortalecer-se na Semana da Comunidade Educativa?

São alunos do Agrupamento de Escolas de Almodôvar e vieram visitar o “Diário do Alentejo”. Estas turmas ganharam, na categoria do 3.º ciclo, o concurso “Todos Contam” a nível nacional. Uma honra ter tão ilustres cidadãos na nossa redação.

Miguel Ângelo regressou a Beja Miguel Ângelo apresentou o verdadeiro disco inicial da sua carreira a solo. “Primeiro” fez muitos irem ao Pax Julia Teatro Municipal, em Beja. Como confessou ao “Diário do Alentejo” foi bom voltar a uma cidade da qual guarda “boas memórias”. RUI EUGÉNIO

BEJA JOVEM DE 16 ANOS MORREU ATROPELADO

Alunos de Almodôvar no “Diário do Alentejo”

Vereadora da Câmara Municipal de Moura

Este ano a temática “Mais Jovem” esteve em destaque, até porque se relaciona com o programa que também foi apresentado e que tem o mesmo nome…

Sim, é verdade. Quisemos e queremos promover a participação dos jovens. Chamá-los a dar a sua opinião, incentivá-los a envolverem-se na vida da sua comunidade. Ouvi-los e perceber as suas preocupações é fundamental. Têm uma palavra a dizer e a sua opinião conta. Foram várias as atividades que aconteceram na Semana da Comunidade Educativa, nomeadamente exposições, workshops, apresentação de projetos, ateliers, sessões de música, debates, ações de sensibilização, conversas e formações, entre outras. E todas as atividades tiveram uma boa participação. O balanço foi, assim, positivo?

Muito. E, inclusive, ficámos com uma boa base para continuar este trabalho. As questões, as opiniões deixadas vão ser agora analisadas. A troca de experiências é fundamental. Foi muito enriquecedor. Esta semana, sob a temática “Mais Jovem”, foi muito importante para sensibilizar os jovens para as questões da sua comunidade. Não queremos que os nossos jovens, mesmo que tenham de sair da sua terra, percam a ligação ao seu concelho. Queremos que contribuam para o desenvolvimento desta terra. Queremos que se envolvam nas decisões. Na vida da sua comunidade. Bruna Soares

Kalu apresentou trabalho a solo nos Infantes O baterista do Xutos e Pontapés, Kalu, esteve em Beja, nos Infantes, a mostrar o seu mais recente trabalho. A sua primeira aventura a solo surge com o álbum “Comunicação”. E Kalu deu uma noite de rock à cidade. JF ERVIDEL

SEXTA-FEIRA, DIA 25

3 perguntas a Maria José Silva

Noites Decantadas animam adegas de Ervidel A iniciativa Noites Decantadas continua animar as adegas de Ervidel. O ciclo, que contempla música, teatro e poesia, decorre até ao dia 11. O objetivo, segundo a junta de freguesia local, é “promover, defender e valorizar a cultura do vinho”. CM BEJA

O mau tempo destruiu mais de 25 hectares de estufas de framboesas e morangos no concelho de Odemira, causando prejuízos “largamente” superiores a dois milhões de euros. A intempérie afetou cerca de 15 empresas da zona, que empregam mais de 3 500 pessoas, revelou o presidente da Associação de Horticultores do Sudoeste Alentejano (AHSA), Paul Dolleman. Os efeitos do temporal sentiram-se, principalmente, no Perímetro de Rega do Mira, abastecido pela barragem de Santa Clara, zona onde estão implantados cerca de 140 hectares de estufas e túneis de plástico.

Beja Romana desvendada Beja Romana. Foi esta a proposta dos Passeios de Beja. E a praça da República, o local do fórum, foi o local de partida. Conceição Lopes, arqueóloga, foi a guia desta visita. E foram muitos os que seguiram caminho à descoberta da história da cidade.

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Vale de Rocins

Agricultura ainda é o sustento do lugar

O que faz falta é gente Vale de Rocins é um lugar da freguesia de Salvada, que não tem monu-

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ale de Rocins. Vale de Rossins. Vale de Russins. É desta forma que se apresentam as várias placas e indicações que seguem para o lugar. Optámos por Vale de Rocins. É uma estrada estreita que leva até lá. Pelo caminho, deixando a aldeia de Salvada para trás, no concelho de Beja, rebanhos de cabras atravessam a estrada, como se o movimento por aqui fosse pouco. As cegonhas descansam nos inúmeros ninhos que se avistam. Só uma pequena placa indica a direção a seguir. Uma pequena placa, numa estrada que leva a mais lado nenhum. Montes e vales. E um aglomerado de casas que se dispersou por esses mesmos montes e vales. Pintadas a branco, de barras azuis, amarelas, consoante o gosto, ou de barras nenhumas. O sol brilha e há quem saia à porta para se aquecer. A escola não tem crianças, porque a terra só já conta com dois representantes da faixa etária a ela destinada. Mas há esperança. Há mais uma criança a caminho. Uma das poucas jovens da terra está grávida. “Está para vir um bebé, ainda vamos ver isso se Deus quiser. Mais uma criança para Vale de Rocins”, conta Lisete Ramos, habitante da terra, que ostenta o cabelo rigorosamente penteado, enquanto havia os fregueses ao balcão da sua mercearia, que, à falta de outros equipamentos, é também ponto de encontro, de convívio. Lisete, na companhia de outras mulheres do lugar, lembra os tempos em que a escola era frequentada por mais de 30 alunos. “Foi há muito”, diz. E rapidamente acrescenta: “Não dá para ninguém viver aqui. Tenho três filhos, mas nenhum está cá, nem pensa em vir. Nas aldeias e nas cidades já é difícil, quanto mais aqui. Há só aí três ou quatro casais mais novos”. O futuro? “Com o tempo vai caindo tudo”, argumenta. Refere-se às casas, porque monumentos também aqui não os há. Em contrapartida, defendem, “Vale de Rocins tem uma paisagem de cortar a respiração”. “Abrimos a janela e temos campo e mais campo. Estamos aqui bem. Vivemos aqui bem, somos como uma família. Não há o que pague este sossego, esta paz”, explica Lisete. Numa cadeira, na mercearia, senta-se Gertrudes Maria. 91 anos e uma força de viver invejável, segundo a vizinhança. “Ainda caia as paredes sozinha”, dizem as mulheres. Gertrudes, contudo, começa por dizer: “Estou sozinha, morreu-me tudo. Morreu-me o meu filho, morreu-me o meu homem”. Mas deixa as tristezas para outro dia e, ao mesmo tempo, deixa safar um sorriso largo. “Esta terra já foi muito diferente. Havia aqui muita família, muitos bailes. Hoje estão para aí umas 14 casas com gente, e é pouca. Esses montes por aí

mentos, mas que tem uma escola, só que está encerrada. Só se encontram duas crianças e, por isso, não é de espantar que a população se encha de felicidade com o anúncio da chegada de mais um bebé. É que, segundo os habitantes, o que aqui falta é, sobretudo, “gente”. Não há quem não se conheça. Todos, na verdade, são poucos para habitar a terra que já foi de muitos. Em compensação, garantem, vivem num lugar com uma paisagem de “cortar a respiração”. Texto Bruna Soares Fotos José Ferrolho

População Maioria dos habitantes são idosos

Paisagem Habitantes orgulham-se da beleza natural do lugar

estavam todos habitados e agora não se avista ninguém”. “Os novos vão-se embora e os velhos morrem”. É assim que Gertrudes explica o facto de a população de Vale de Rocins ter diminuído com o passar do tempo. “Éramos mais de 100. Hoje não chegamos a 40”. E, para não falhar muito a soma, começa a contar. “A prima Luísa, o tio Henriques e mais estes dois são quatro. O Zé cinco, a Fernanda seis…oito, nove, dez, onze…”. Era, na verdade, a agricultura que dava pujança à terra e que mantinha a população, mas também ela foi esmorecendo, embora ainda seja o sustento de várias famílias do lugar.“Toda a gente andava no campo, toda a gente tinha uma bestinha, uma hortinha. Tudo andava na monda, apanhando azeitonas. Era outra vida”, dizem os habitantes. “Pertencemos à freguesia de Salvada. Não estamos muito distantes e toda a gente, ou a grande maioria, tem carro. Quando precisamos de alguma coisa deslocamo-nos à freguesia ou a Beja”, diz Josélia Romão, que ainda se entretém na pequena taberna que mantém aberta. “Sempre passa um ou outro e bebe um copinho. Os caçadores gostam de petiscar e muitas vezes reúnem-se aqui. Sempre dá um movimento à terra”, afirma. Para o campo passa, por sua vez, de ancilho partido na mão, Agostinho Romão. “Vou dar cabo do corpo mais um bocadinho”, ironiza, enquanto avista as suas galinhas, que andam soltas pela terra. “Entretemo-nos assim, já não temos idade para grandes trabalhos, mas ficar em casa é que não. Cá vamos passando o tempo”, conta. Festas só há uma no lugar. “A Semana Cultural da Salvada abre a escola que está fechada e sempre é uma animação”, explica o homem. “Antigamente é que havia moços e moças para dançar. Agora já há poucos”. Mas a falta de festas “é o de menos”, considera a população. O que falta a Vale de Rocins é “gente”. No campo de futebol, junto à escola primária, as balizas repousam com as redes à espera de bolas, e de quem as chute. Um estendal, virado para a paisagem, ornamenta-o. E um carro ou outro também o usa como parque de estacionamento. “Só o casario e a paisagem. É o que há para ver por aqui. E um petisco ou outro, para quem quer tirar uma bucha. Igreja também não há. Quem se quer batizar ou rezar à santinha vai à Salvada”, conclui Agostinho Romão. E remata: “Mas estamos cá bem, é a nossa terra e gostamos muito dela. É tudo gente que se dá bem e que recebe bem”. A mesma estrada estreita leva os que visitam o lugar de volta.


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Semana Cultural Todos os anos Salvada, no concelho de Beja, organiza a sua Semana Cultural e Vale de Rocins, lugar que pertence à freguesia, recebe sempre o encerramento da iniciativa. Um arraial popular dá, uma vez por ano, animação à terra. E as gentes da pequena povoação orgulham-se de receber este evento, que volta a dar vida ao largo da escola. O convívio e a partilha voltam a encher as ruas e o lugar recebe, por esta altura, a visita de mais forasteiros. O pouco comércio que existe também se mantém de portas abertas, de modo a acolher quem visita a terra por altura da festividade.

Passeio das Cegonhas O “Passeio das Cegonhas” atrai muita gente até ao lugar de Vale de Rocins. A iniciativa tem captado a atenção de muitos interessados e amantes da natureza e a proposta da Junta de Freguesia de Salvada tem-se revelado um êxito, até porque o património natural é uma das mais-valias do lugar. A ação é aberta a todos os interessados e com este passeio pretende-se contribuir para uma crescente importância da educação ambiental, principalmente nos jovens da freguesia, nomeadamente através da marcação dos ninhos de cegonhas. A construção e colocação de ninhos artificiais são outras das propostas destes passeios, que todos os anos marcam a agenda cultural da freguesia e, consequentemente, de Vale de Rocins. A organização sugere sempre aos participantes que não se esqueçam da máquina fotográfica porque nestes passeios é sempre possível captar imagens de grande beleza. Os passeios terminam sempre com um almoço convívio na escola de Vale de Rocins.


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Defendemos eleições legislativas antecipadas porque achamos que o sofrimento que está a ser imposto ao povo português não deve ser perpetuado nem por mais um mês, nem por mais um dia. Mas em relação ao Partido Socialista isso não acontece, porque o PS não consegue resolver essa contradição insanável de, por um lado, querer parecer oposição mas, por outro, estar completamente comprometido com o memorando da troika.

Autárquicas2013

Direção de Beja pretende “derrota do Governo” antes das Autárquicas 2013

PCP defende legislativas antecipadas Consolidar, crescer e avançar eleitoralmente em todas as câmaras do distrito devem ser uma “espécie de primárias” para as Legislativas e defende a realié o objetivo central da Direção da Organização Regional de Beja do PCP para zação de eleições antecipadas para a Assembleia da República. O dirigente coas eleições do outono. Apesar de manter o tabu em relação ao nome dos can- munista aponta baterias às indefinições do PS, mostra-se contrário à criação didatos às diferentes autarquias da região, o líder dos comunistas de Beja, de comunidades intermunicipais e à limitação dos mandatos autárquicos. E Miguel Madeira, considera que não existe qualquer atraso ou diferendo in- volta a defender uma única região administrativa para o Alentejo. terno na preparação das listas. Madeira afirma ainda que as Autárquicas não Neste momento estão reunidas condições para a CDU tornar a conquistar a maioria das câmaras no distrito de Beja?

Encaramos estas eleições numa perspetiva de consolidar, crescer e avançar eleitoralmente. Os nossos objetivos passam por reforçar posições nas autarquias de maioria CDU e por reforçar o número de votos e de mandatos nas autarquias onde a CDU ainda não é maioria. Naturalmente que, com votações tão expressivas como as que tivemos em alguns concelhos e freguesias, nalguns casos a rondar os 40 por cento, não podemos agora ter outro objetivo que não seja a vitória nesses locais. A CDU tem vindo a perder sucessivamente peso eleitoral na região. O que será necessário fazer para travar essa tendência?

Houve situações,

Texto Paulo Barriga Fotos José Ferrolho

como é o caso de Beja, em que a CDU não renovou a maioria e acabou por subir a votação. Portanto, precisamos ter cuidado na leitura desses resultados. No final, o que conta é o número de câmaras conquistadas…

Em 2009, a CDU conquistou uma câmara que não tinha e não ganhou duas em que era maioria. Hoje colocamos como objetivo o reforço de votos e de mandatos, com a certeza de que, nestas Autárquicas, muita gente, até de outros partidos, vai dar um voto de confiança à CDU e é por isso que encaramos esta batalha com muita confiança para 2013. Está a dizer que, poucas vezes como agora, umas eleições autárquicas foram tão condicionadas pela própria conjuntura nacional e internacional?

Não podemos desligar a situação local do que se está passar no nosso país. Não se podem retirar responsabilidades ao PS, ao PSD e ao CDS pelo que está a acontecer. As pessoas estão muito preocupadas se o dinheiro chega ao final do mês, com o roubo nos salários e nas reformas, se têm dinheiro para ir ao médico ou para comprar medicamentos, se têm dinheiro para pagar as propinas dos filhos, se têm condições para fazer face a situações de desemprego, de pobreza e de miséria. E o Partido Socialista também tem muitas responsabilidades na situação a que o País chegou. Essa é a razão pela qual o PCP defende a derrota deste Governo, e destas políticas, devolvendo ao povo a voz em eleições antecipadas. Começámos a falar de eleições autárquicas e já estamos em legislativas antecipadas…

Defendemos eleições legislativas antecipadas porque achamos que o sofrimento que está a ser imposto ao povo português não deve ser perpetuado nem por mais um mês, nem por mais um dia. Mas em relação ao Partido Socialista isso não acontece, porque o PS não consegue resolver essa contradição insanável de, por um lado, querer parecer oposição mas, por outro, estar completamente comprometido com o memorando da troika. Não podemos fazer destas autárquicas uma espécie de eleições primárias. O

que se impõe desde já é derrotar este Governo e abrir um novo rumo com uma política patriótica e de esquerda. Recentremos a conversa. A CDU apenas apresentou candidato em Alvito. Não teme que estejam a perder votos a cada dia que passa?

A CDU não considera que esteja atrasada na preparação destas eleições autárquicas. A CDU tem o seu próprio calendário. É sabida a forma como o PCP e a CDU preparam as eleições e definem as suas listas de candidatos. É um processo muito amplo e democrático, como nenhuma outra força política o faz. Estamos num processo de recolha de opiniões dos eleitos, dos candidatos, dos dirigentes, dos simpatizantes, de muita gente sem partido… É um processo que está a decorrer com vigor, com tranquilidade e o mais natural é que, mais cedo que tarde, sejam anunciados candidatos, listas, iniciativas e propostas. Não obedecemos a nenhum outro calendário que não seja o calendário que a própria CDU tem definido. Trata-se “apenas” de uma questão estratégica ou será que também há, por detrás deste vosso calendário, alguma indefinição e até alguma fratura no interior da própria estrutura em relação a alguns nomes e a algumas soluções para certos concelhos?

Percebo que os nossos adversários gostariam que fosse isso, mas não é! Tudo isto decorre de um conjunto de prioridades que o PCP e a CDU têm para 2013, em que as eleições autárquicas são uma importante batalha mas a nossa ação e a nossa intervenção política não se esgota nessa batalha. Atendendo às condições de vida por que os portugueses estão a passar, o PCP está profundamente empenhado em lutar no dia a dia. Confirma a candidatura de João Rocha à Câmara de Beja?

Estamos a discutir essas questões, do concelho de Beja e dos outros concelhos. Neste momento seria prematuro anunciar publicamente qualquer decisão que terá de ser tomada nos órgãos próprios, nos sítios próprios e no momento próprio. Ainda não foi tomada a decisão ou ainda não foi revelada?


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Alvito, convictos de que, também aí, é para consolidar, crescer e avançar. Pelas suas palavras, a CDU terá a maioria das autarquias do distrito de Beja e, por conseguinte, conseguirá hegemonia nas estruturas intermunicipais. Acha possível um entendimento com o PS no sentido de criar unanimidades em políticas comuns para a região?

As decisões estão a ser tomadas. E serão publicamente anunciadas com toda a tranquilidade e com toda a confiança num bom resultado que, estamos convictos, vamos alcançar em Beja.

aprofundados e, portanto, estamos em crer que, quer num sítio, quer noutro, os objetivos da CDU não podem deixar de passar por consolidar, reforçar e crescer.

Considera que a CDU tem mesmo possibilidade de recuperar a Câmara de Beja?

Santiago Macias é uma boa escolha para encabeçar a lista da CDU em Moura?

Não é apenas uma avaliação do PCP nem da CDU. Quem vive e quem trabalha em Beja sente, naturalmente, a necessidade imperiosa de pôr fim a este rumo de desnorte, de incompetência, de desastre que foram estes anos de gestão do Partido Socialista na Câmara de Beja. Estramos em crer que quem está em condições de devolver ao povo de Beja aquilo de que Beja necessita é, naturalmente, a CDU, que é uma força com a qual as pessoas podem contar, com o trabalho, com honestidade, com a competência dos candidatos e dos eleitos e, naturalmente, que não há outro objetivo que não seja a reconquista da Câmara Municipal de Beja.

É um nome… É vereador e estará, naturalmente, entre as considerações que estão a ser feitas… Mas, como disse há pouco, não seria correto nem adequado antecipar decisões que, apesar de até poderem estar próximas de concretização, necessitam ainda do aprofundamento e da discussão coletiva no plano das estruturas partidárias e da coligação.

O PSD apresenta uma lista combativa a Beja. Esse facto pode ajudar, de alguma forma, a CDU?

A CDU parte para estas eleições, e para esta batalha em concreto, com a convicção de que não só é a força que está em condições de interromper este ciclo de desastre do PS, como também com a ideia de que muita gente, dos diferentes setores partidários, irá votar na CDU. Quanto às outras forças políticas, penso que é saudável apresentarem-se com as suas propostas próprias, com as suas ideias próprias, para que o eleitorado possa decidir em consciência. A CDU não pode recandidatar os seus autarcas em Serpa e Moura. Sente que fica aqui algum vazio, alguma orfandade nestes concelhos?

Primeiro, não achamos que se devam limitar direitos, liberdades e garantias, nomeadamente com decisões de secretaria. Deveria ser o povo, através do voto, a fazer a avaliação do trabalho dos candidatos que se apresentam. Segundo, não existe nenhum vazio. Nem em Serpa, nem em Moura. É uma realidade que está presente, com a qual vamos lidar, mas uma das características muito importantes da CDU é o trabalho coletivo. Os processos estão a ser conduzidos,

E em Aljustrel, a CDU pretende reaver este seu histórico bastião? Fala-se em diferentes nomes para encabeçar a lista…

Pela votação que obtivemos em Aljustrel em 2009, apesar de não termos conquistado a presidência da câmara municipal, não podemos deixar de ter outro objetivo que não seja a vitória. Aliás, importa reparar que já houve outras eleições, é certo que com características diferenciadas, onde obtivemos resultados importantes e animadores… também em Aljustrel, a discussão em relação ao cabeça de lista e aos candidatos está ser feita. Nos últimos dias, como quem não quer a coisa, têm vindo a lume alguns nomes, nomeadamente o de Miguel Bento para concorrer a Mértola. Confirma esta candidatura?

É como digo: isto é como um relógio parado, pelo menos duas vezes por dia acerta. O meu camarada Miguel Bento tem assumido sempre as responsabilidades autárquicas que tem tido… Quer dizer que se trata de uma autoproposta?

No PCP e na CDU fazemos as coisas de forma muito coletiva. Então como é que aparece o nome dele?

Como aparecem outros… não nos deixamos surpreender por alguma criatividade que alguma comunicação social apresenta. Mas todos esses nomes de que falou, em diferentes concelhos, são de pessoas com provas dadas,

A CDU parte para estas eleições com a convicção de que não só é a força que está em condições de interromper este ciclo de desastre do PS, como também de que muita gente, dos diferentes setores partidários, irá votar na CDU. com capacidades, e decerto, darão o seu contributo nestas importantes eleições autárquicas. Vamos ver em que situações e em que condições é que o farão. Há um nome que, por certo, não recusará confirmar, o de João Português à Câmara de Cuba…

A coordenadora concelhia de Cuba, em momento oportuno, divulgará a decisão que for tomada. Lá está, outro caso em que, se calhar, em qualquer outro lugar do País, com uma votação dessas, facilmente ganharíamos com maioria absoluta e, portanto, não podemos deixar de assumir como objetivo, até pelos resultados que houve em 2009, a disputa pela Câmara Municipal de Cuba. A CDU não arrisca, desnecessariamente, uma troca de presidente de câmara em Alvito?

É a prova provada de que não precisamos da limitação de mandatos para decidirmos por nós próprios aquilo que entendemos melhor. O atual presidente de Alvito participou nesta decisão. Quero aqui sublinhar a forma muito democrática e cordata como em Alvito a CDU concluiu o seu processo de discussão e fez a apresentação do seu candidato, que não é o atual presidente de câmara. É muito importante o trabalho de cooperação que tem sido feito entre os meus camaradas João Penetra e António João Valério, respetivamente presidente da câmara e da Junta de Freguesia de

O PCP é o único partido que tem um plano estratégico para o desenvolvimento de todo o Alentejo. Temos as nossas ideias, temos as nossas propostas, muitas delas reconhecidas como imprescindíveis e necessárias pela larga maioria da população, pelas forças vivas do distrito e até pelos outros partidos políticos. Agora, temos de olhar para as responsabilidades que o Partido Socialista tem tido, nomeadamente quando é Governo... Não pode haver sol na eira e chuva no nabal. O PS não pode ter um discurso aqui na região, mas depois não ser coerente com essas posições nos centros de decisão a nível nacional. Está a confirmar que é impossível uma aproximação regional entre os dois partidos?

Não estou a dizer que é impossível, estou a dizer que o PS tem de resolver esta contradição insanável. Não se pode ter uma palavra na região e outra completamente diferente em Lisboa. É a favor da criação das comunidades intermunicipais?

Sempre fomos contra esta imposição das comunidades intermunicipais. Foi o Partido Socialista, no Governo, que as impôs aos municípios, sem deixar que os municípios decidissem por si. Transferir responsabilidades e competências das autarquias para estruturas que não são eleitas, é voltar ao passado. Aquilo que defendemos é o direito do associativismo intermunicipal, dos municípios se agregarem como entenderem, com estruturas que o povo, de quatro em quatro anos, elege. Não deixamos igualmente de exigir o cumprimento constitucional da institucionalização das regiões administrativas. O PCP defende uma região Alentejo. Polinucleada. Não esconde que o PCP tem as baterias apontadas ao PS nestas eleições…

Não desligamos estas eleições autárquicas da necessidade de interromper o rumo a que o País tem vindo a estar sujeito e portanto o que consideramos é que o PS precisa de se clarificar em relação a essa matéria. Lutamos para derrotar este Governo, mas também lutamos para derrotar esta política. Em relação a essa matéria seria importante o PS clarificar-se, porque não pode estar com o memorando da troika e ao mesmo tempo dizer que anda preocupado com as pessoas e com os trabalhadores, e com as regiões e com o interior e com o poder local. É necessário voltar a dar a voz ao povo, em eleições antecipadas, e construir uma alternativa com uma política patriótica e de esquerda. O PCP tem propostas e está, naturalmente, disponível para dialogar com todos aqueles que queiram também participar num novo rumo alternativo para resgatar o nosso país desta situação dramática.


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“Ervas da Baronia” para provar em Alvito

Atual

A Semana Gastronómica “Ervas da Baronia” regressa, entre os dias 11 e 17, ao concelho de Alvito. As ervas típicas da região, disponíveis nesta época do ano, vão estar em vários pratos confecionados em diversos restaurantes do concelho. Espargos, catacuzes e carrasquinhas são os ingredientes.

Romã junta portugueses e espanhóis em Aljustrel O colóquio “O Caso da Romã – Desafios para a Agricultura Portuguesa” pretende juntar em Aljustrel, na segunda-feira, dia 4, pelas 14 horas, diversos especialistas na matéria, de Portugal e Espanha. No mesmo dia será assinada a escritura pública que

STAL e os despedimentos

CDU visita Albernoa

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional (STAL), em comunicado enviado, alerta “para o risco que correm atualmente mais de dez mil trabalhadores com vínculo privado, que integram o universo do setor empresarial local”. Em causa está a previsível “extinção da maioria das empresas locais”.

Os vereadores da CDU na Câmara Municipal de Beja visitaram na quarta-feira, 30, a freguesia de Albernoa. A visita, que pretendeu dar continuidade ao contacto direto com as populações, contou ainda com uma reunião com os elementos dos órgãos de gestão da freguesia.

Pisões preocupa CDU Os vereadores da CDU na Câmara de Beja continuam preocupados com a villa romana de Pisões. Os vereadores estão contra a proposta apresentada pelo executivo, que passa, de acordo com eleitos da CDU, “pela atribuição da casa do guarda a uma família carenciada da cidade, a qual ficaria responsável pela vigilância e segurança do local, pela realização da limpeza do sítio e pela abertura do mesmo aos visitantes”. Consideram os vereadores que “a solução apresentada não passa de recurso a exploração de mão de obra barata”. E defendem que “esta solução deve apenas ser considerada na base de uma eventual garantia de permanência presencial, relativamente ao local”.

Santiago contra agrupamentos A Câmara Municipal de Santiago do Cacém está contra a decisão do Ministério da Educação de constituir dois “mega agrupamentos” no concelho. Em causa está a reorganização da rede escolar no município. Segundo a autarquia, “a decisão foi tomada com manifesto desprezo pelos pareceres unânimes dos conselhos gerais e da Câmara Municipal” e irá “comprometer o já periclitante equilíbrio em que se encontram as escolas e, seguramente, o próximo ano letivo”.

Vítimas continuam em estado grave em hospitais de Lisboa

Atirador de Beja em prisão preventiva

PSD em roteiro concelhio O PSD prosseguiu com o roteiro “14 Semanas, 14 Concelhos” visitando, na segunda-feira, 28, o concelho de Odemira. A Casa do Povo de São Martinho das Amoreiras, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Odemira, a Associação de Beneficiários do Mira, entre outras instituições, estabelecimentos comerciais e entidades receberam a visita dos sociais-democratas.

Património da AD na Cimbal A Câmara Municipal de Beja, na sequência da proposta apresentada da passagem do Museu Regional para a Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (Cimbal), propõe que, à semelhança do que foi feito pela Assembleia Distrital de Faro, a Assembleia Distrital transmita gratuitamente o seu património imobiliário para a comunidade.

Assunção Cristas no Alqueva Na cerimónia de inauguração da segunda central hidroelétrica do Alqueva, a ministra da Agricultura considerou aquele projeto como “imagem de marca de um Portugal dinâmico e moderno”, que abarca a agricultura e a produção de energia renovável.

dará origem à criação da empresa para o desenvolvimento da cultura da romã no Alentejo (Ibergranatum), constituída por capitais portugueses e espanhóis. Durante o colóquio será também apresentada a empresa Voro Plant Unipessoal, com sede em Aljustrel.

O Tribunal de Beja aplicou a medida de prisão preventiva ao suspeito de ter baleado mulher e filho, em Beja. A medida de coação mais gravosa foi decretada por uma juíza de instrução criminal, após várias horas de interrogatório, na terça-feira.

O

crime aconteceu no domingo. Pelas 13 e 40 horas o Comando Distrital de Beja da PSP recebeu uma comunicação, via 112, que informava que tinha havido uma agressão com arma de fogo na rua Afonso Albuquerque, junto à Casa da Cultura. “Os elementos da PSP ao chegarem ao local verificaram que se encontravam duas pessoas caídas com ferimentos provocados por arma de fogo”, explicou o Comando Distrital de Beja da PSP, em comunicado enviado ao “Diário do Alentejo”. Uma mulher, de 45 anos, e um jovem, de 15 anos de idade, pode ler-se no mesmo comunicado. Presumia-se, então, que o suspeito da autoria dos disparos fosse marido e pai das vítimas. O relógio marcava 20 e 30 horas quando foi encontrado. Numa pensão no centro da cidade Pax Julia. Elementos da Esquadra de Investigação Criminal encontraram, em sua posse, dentro do quarto, “um revólver calibre.38”.

O revólver apreendido, porém, não correspondia ao utilizado no crime. O revólver “calibre.22”, que correspondia às munições e invólucros deixados no local do crime, viria a ser encontrado pela PSP, mas “no interior de um autoclismo, numa casa de banho pública da cidade”. Antes, já as vítimas tinham sido encaminhadas para o hospital da cidade, apresentando um estado clínico “muito grave”. Foram, depois, transferidas para Lisboa, Hospital de São José (mulher) e Hospital de Santa Maria (filho). A mulher foi atingida com cinco tiros e o rapaz, que estudava na Casa Pia, em Beja, com uma bala na cabeça. O homem, agricultor, de 46 anos, viveu e cresceu no concelho de Beja, perto da aldeia de Penedo Gordo. Fontes revelaram à Lusa que a mulher terá fugido de casa na última segunda-feira, refugiando-se em casa de familiares em Beja. As mesmas fontes avançaram a possibilidade de na origem do crime “estarem motivos passionais”. Segundo o relato, viviam num monte na zona de Benavente, sendo considerada uma família problemática e haverá “suspeitas de violência doméstica”. Na quarta-feira passada, chegavam as notícias de que o jovem baleado continuava internado com prognóstico reservado.

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Adolescentes tiveram alta

Av G alia ra t u ç õe it as s

Processo-crime contra smart shop de Beja

F

oi na sexta-feira passada que três adolescentes, com idades entre os 13 e os 15 anos, deram entrada no Hospital José Joaquim Fernandes, em Beja, depois de terem tomado substâncias químicas de venda legal. As jovens consumiram substâncias adquiridas na única smart shop da cidade e foram recolhidas por ambulâncias dos bombeiros e INEM num café, junto ao referido estabelecimento, que entretanto foi fiscalizado pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), que instaurou um processo-crime “por corrupção de substâncias

alimentares e medicinais”. Durante a fiscalização, a ASAE apreendeu 217 embalagens de produto suspeito, no valor de 924 euros. Fonte oficial da autoridade disse à Lusa que “não foi decretada qualquer suspensão” da atividade da smart shop, porque “não existe suporte legal” para a fundamentar. As adolescentes tiveram alta no sábado, pelas 12 e 30 horas, depois de terem ficado em observação no serviço de pediatria. A PSP de Beja também está a investigar a smart shop.


O regente agrícola Vasco Morais de Almeida é o candidato do PSD à presidência da Câmara de Cuba (PS), nas eleições autárquicas deste ano, anunciou a distrital social-democrata de Beja. A distrital de Beja do PSD refere que Vasco Morais de Almeida, de 42 anos, aceitou o convite do partido para se candidatar à presidência da Câmara de Cuba, vila

Freguesias, IP8 e IP2 na Assembleia Distrital A Assembleia Distrital de Beja, considerando as deliberações esmagadoramente contrárias pelos diversos órgãos autárquicos do distrito, relativamente à lei das freguesias e à luta destas, decidiu pronunciar-se sobre a proposta entregue pelo vice-presidente

da Câmara Municipal de Castro Verde, António Colaço, apresentada pelos eleitos da CDU. Apela, assim, a Assembleia Distrital de Beja, que “o Presidente da República imponha a paragem desta lei, evitando danos de vária ordem na organização administrativa do território”. A Assembleia Distrital de Beja tomou ainda

“onde mantém forte e antiga afinidade familiar”. “Apesar de ser a primeira vez que se envolve num projeto político”, o “interesse” de Vasco Morais de Almeida “pela vida associativa e de cidadania não é recente”, refere o PSD, lembrado que o candidato foi o mandatário no concelho de Cuba da candidatura de Cavaco Silva à Presidência da República.

posição sobre o IP8 e o IP2, “exigindo clara e decididamente que o Governo retome as obras do IP8 e do IP2, recusando-se a aceitar inevitabilidades e imposições injustificadas, com sérios prejuízos para as condições desta via, da segurança para os seus utilizadores e da imagem de desprezo da região”.

Urgências de Serpa encerrarão de madrugada em “data oportuna”

Fecho foi suspenso, comissão mantém-se “alerta”

O

encerramento de madrugada das urgências do hospital de Serpa, previsto para o mês de fevereiro, foi para já suspenso por razões logísticas devendo ocorrer “em data oportuna”, informou o conselho de administração da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (Ulsba) em comunicado. “Por razões de ordem logística”, o fecho do Serviço de Urgência Avançada (SUA) do Hospital de São Paulo, entre a meia-noite e as oito horas, “não poderá ocorrer” a partir de hoje, dia 1, “conforme estava previsto”, pode ler-se no documento, onde se acrescenta que “quando se configurar uma data oportuna para a alteração do horário de funcio-

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namento do SUA”, “atempadamente, será dado público conhecimento aos interessados, utentes e trabalhadores” do serviço. A notícia é encarada pela Comissão de Utentes da Saúde e Outros Serviços Públicos do Concelho de Serpa com uma “satisfação relativa”, uma vez que o que tem sido reivindicado é, não uma suspensão do fecho, mas “o não encerramento definitivo” do SUA, no período da madrugada. É por esse motivo que foi já agendada para hoje, sexta-feira, a partir das 21 horas, uma concentração da população junto ao Hospital de São Paulo. “Para dizer que estamos alerta e que continuamos na luta, porque, não só queremos o não encerramento das urgências,

09 Diário do Alentejo 1 fevereiro 2013

Vasco Morais de Almeida candidato do PSD em Cuba

como também a implementação do Serviço de Urgência Básica, prometido desde 2008”, como explicou ao “Diário do Alentejo” Palmira Guerreiro, da comissão. Segundo a responsável, o encerramento do SUA de madrugada, a ter lugar, pode significar o “caos” no concelho e, em alguns casos, “a morte”. “Falando nas freguesias rurais, algumas distam 30 ou mais quilómetros da sede de concelho, sendo que não há transportes e dificilmente as pessoas têm dinheiro para sustentar serviços como os dos bombeiros, que são pagos. É uma população envelhecida, com carências a todos os níveis, e é muito mau se tiverem de se deslocar para Beja”.

Projeto Aldeias Ribeirinhas recebeu distinção O projeto Aldeias Ribeirinhas de Alqueva, gerido pela EDIA e pela Associação Transfronteiriça dos Municípios das Terras do Grande Lago de Alqueva (Atmtgla), recebeu a Distinção “+e+i” – Programa Estratégico para o Empreendedorismo e a Inovação, do Ministério da Economia e do Emprego. O Programa Estratégico “+e+i” visa estimular o empreendedorismo e promover o financiamento à inovação, contribuindo para a capacidade de crescimento e para o aumento do nível de competitividade do País. Esta distinção, segundo a EDIA, “é o reconhecimento da importância do projeto Aldeias Ribeirinhas de Alqueva para o desenvolvimento regional e para a inversão do processo de desertificação e abandono em áreas rurais de baixa densidade populacional, através da promoção do empreendedorismo”. Recorde-se que no âmbito do projeto Aldeias Ribeirinhas de Alqueva estão no terreno 15 jovens licenciados, distribuídos pelas aldeias de Capelins, Póvoa de S. Miguel/ /Estrela, Luz, Alqueva e Campinho.


Diário do Alentejo 1 fevereiro 2013

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Noel Farinho candidato do PS em Serpa

A Comissão Política Concelhia do PS de Serpa elegeu, por unanimidade, Noel Farinho como candidato do PS à Câmara Municipal de Serpa nas próximas eleições autárquicas. Recorde-se que Noel Farinho já tinha anteriormente sido candidato. É natural de Brinches, licenciado em Sociologia,

e atualmente é vereador na oposição na Câmara de Serpa, funções que desempenha já em segundo mandato. Desempenhou entre 2005 e 2012 o cargo de diretor do Centro de Emprego de Beja. Atualmente exerce funções de conselheiro de orientação profissional no Serviço de Emprego de Moura.

Seguro em Aljustrel António José Seguro, secretário-geral do Partido Socialista, participou num jantar comício com militantes e simpatizantes do Baixo Alentejo. A iniciativa aconteceu no pavilhão do parque de feiras e exposições e foi promovida pela Federação do Baixo Alentejo do PS e pela concelhia socialista de Aljustrel.

Coordenador do BE no distrito João Semedo, coordenador do Bloco de Esquerda, visitou, na segunda-feira, 28, o distrito de Beja. O líder do BE esteve no Centro de Saúde de Castro Verde, reuniu-se com a Junta de Freguesia de Casével e participou ainda numa sessão pública, que teve lugar no auditório da Biblioteca Municipal de Beja, onde em destaque esteve o impacto do Orçamento do Estado na vida dos portugueses.

CDU em ronda por Serpa

INAC certifica pista de Beja

A coordenadora concelhia de Serpa da CDU promoveu, no fim de semana, uma série de encontros entre eleitos e ativistas da CDU em três freguesias do concelho: Vila Nova de São Bento, Vale de Vargo e Vila Verde de Ficalho. Em análise esteve o balanço do atual mandato autárquico. Os encontros serviram ainda para eleitos e ativistas perspetivarem o próximo ato eleitoral.

“Os Verdes” pronunciaram-se O Partido Ecologista “Os Verdes” apresentou na Assembleia da República uma declaração política sobre as intempéries que recentemente assolaram o País e sobre os apoios que existem para a resolução dos danos provocados por este tipo de fenómenos. Para “Os Verdes”, “Portugal precisa de promover uma adaptação mais eficaz (ainda que com óbvia impossibilidade de controlar tudo e todos) a estes fenómenos”. E defendem ainda que “há uma necessidade absoluta de que a dimensão do fenómeno natural não transporte consigo uma inevitável tragédia social”.

PCP de Serpa pelas urgências A comissão concelhia de Serpa do PCP está contra o anunciado fim do serviço de urgências no Hospital São Paulo, “24 horas por dia, já a partir de fevereiro”. O PCP considera que “se estão a retirar serviços essenciais ao hospital de Serpa” e que “está em causa a saúde, a qualidade de vida e o futuro das gentes de todo este território”. A comissão concelhia de Serpa do PCP, em comunicado, manifesta-se, assim, “solidária com a população e com todas as ações de luta que estão a decorrer e que estão previstas em defesa dos serviços de saúde e de todos os serviços públicos no concelho”.

Aeroporto com asas para voar Com a recente certificação pelo Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC), o aeroporto de Beja está “apto” a funcionar sem restrições para todo o tipo de tráfego, anunciou a ANA. No entanto, para já, o fim deste processo não trará alterações ao quotidiano da pista alentejana, disse ao “Diário do Alentejo” Pedro Beja Neves, responsável pela infraestrutura aeroportuária. Texto Aníbal Fernandes com Lusa

E

m comunicado enviado à Lusa, a ANA – Aeroportos de Portugal informou que o processo de certificação do aeroporto de Beja ficou concluído, estando agora “reunidas todas as condições” para a utilização da infraestrutura “sem as restrições que vigoravam” antes. Pedro Beja Neves, diretor do aeroporto alentejano, lembrou ao “Diário do Alentejo” que sempre disse que este seria “um processo longo”, mas, agora, o aeroporto que, antes da conclusão do processo de certificação, precisava de autorizações pontuais do INAC para operar voos civis comerciais, passa agora a funcionar nos mesmos termos “dos restantes aeroportos nacionais”. Já este mês devem realizar-se com destino a Frankfurt, Alemanha, os primeiros voos promovidos pela UTi Worldwide Inc, uma empresa internacional que presta serviços transitários por via aérea, marítima

e rodoviária, e que está presente em mais de meia centena de países.

das operações, embora se “esteja a trabalhar para isso”, confirmou Beja Neves.

Mais voos a caminho Aquando da inauguração do escritório da companhia em Beja, no final de 2012, António Beirão, mananging director da UTI Portugal, afirmou existir “uma grande oportunidade nesta presença no aeroporto de Beja não só para a UTI mas também para o próprio aeroporto”, o que foi confirmado na altura por Pedro Beja Neves que via na presença desta multinacional em Beja um motivo de “orgulho”, referindo que o terminal de carga do aeroporto estava “pronto e apetrechado para qualquer operação de carga aérea”. Cerca de dois meses depois, está prestes a iniciar-se a atividade da UTI que, segundo António Beirão, pretende, por um lado, “trazer novos negócios e tráfegos e, por outro, redirecionar uma parte das centenas de voos charters que fazemos anualmente para Beja”. Ao nível do tráfego de passageiros, Pedro Beja Neves disse ao “Diário do Alentejo” que, em março, o aeroporto assistirá ao primeiro de vários voos provenientes da Alemanha, resultantes de uma parceria com a herdade dos Grous e com o resort Vila Vita. Também as negociações para as carreiras entre Cabo Verde e Beja “estão bem encaminhados”, apurou o “Diário do Alentejo” junto do escritório da operadora africana em Lisboa, não havendo, no entanto, uma data definida para o início

Desenvolvimento da região Segundo a

ANA, a certificação do aeroporto de Beja “constitui um incentivo adicional ao desenvolvimento da estratégia definida para os vários segmentos de negócio”, com “um especial enfoque” na captação de indústria aeronáutica e de operações de carga aérea e de passageiros. A certificação do aeroporto de Beja é um “marco de importância inegável” para que o aeroporto de Beja “reforce o seu papel de infraestrutura ao serviço do desenvolvimento económico e social do Alentejo”, sublinha a ANA. O INAC já tinha certificado a infraestrutura aeronáutica da Base Aérea n.º 11, que é usada pelo aeroporto de Beja, para voos sem passageiros e estacionamento e manutenção de aeronaves, mas faltava a certificação para a realização de voos de passageiros. Por isso, até à conclusão de todo o processo de certificação, as operações de voos civis comerciais a partir do aeroporto de Beja tinham de ser previamente autorizadas pelo INAC. O aeroporto de Beja, que resulta do aproveitamento civil da Base Aérea n.º 11 e custou 33 milhões de euros, começou a operar a 13 de abril de 2011 e, na maioria dos dias, tem estado aberto, mas praticamente vazio, sem voos e sem passageiros.


Animação e folia pela noite dentro As festividades na vila de Cuba incluem ainda a iniciativa Time4Fun, promovida pelo Grupo4Fun, com o apoio da câmara, e que propõe, entre os dias 8 e 11, no parque de feiras, “animação e folia pela noite dentro”. O programa reserva para os quatro dias as atuações de Radio Pirata e do dj Moreno (dia 8, 23 horas), Gonçalo e Vidigal

A Câmara Municipal de Santiago do Cacém promove, nos dias 7 e 8, os desfiles de Carnaval das escolas do concelho. Os cortejos vão acontecer em várias freguesias do concelho e espera-se a participação de mais de mil crianças.

e dj Seven e dj Tape (dia 9, 23 horas), Rédea Curta, Dubstep & Drum n’ Bass, dj Days, Friedbass dj e dj Lady F (dia 10, 23 horas); Ruben Baião, Morango Tango e dj Frederico Barata (dia 11, 22 horas). A vereadora Teresa Calado destaca a presença, no programa da Time4Fun, de algumas bandas locais, “como aconteceu no ano passado”. “Normalmente quando apoiamos estes

eventos tentamos sempre que no âmbito da programação seja dada prioridade aos grupos que temos cá, e temos vozes e músicos de grande qualidade na zona”, refere a autarca, acrescentando que durante os quatro dias, no recinto do parque, estarão ainda em funcionamento bares explorados por “alguns estabelecimentos e associações locais”.

Centenas de figurantes, carros alegóricos e muitos foliões em desfile

“Grandioso corso carnavalesco” em Cuba Na terça-feira de Carnaval, dia 12, pelas 15 horas, as ruas da vila de Cuba recebem mais “um grandioso corso carnavalesco”, com “a diversão e qualidade já demonstrada, num acontecimento já bem enraizado na identidade cultural do Baixo Alentejo”.

O

JOSÉ SERRANO

corso, promovido pela câmara municipal local, integrará, “mais uma vez, várias centenas de figurantes, carros alegóricos e muitos foliões em desfile”. Para além “de bailarinas e sambistas”, o corso contará, à semelhança do ano passado, com “a participação especial” do grupo Athaualpa, considerado “um dos mais consagrados de Espanha” e que é constituído “por cerca de uma centena de foliões em desfile sincronizado”. A vereadora do pelouro da Cultura, Teresa Calado, realça, em declarações ao “Diário do Alentejo”, que o evento “é de extrema importância para a dinamização” do concelho, “não só do ponto de vista cultural, mas também do ponto de vista do turismo, nomeadamente no que concerne à restauração, ao alojamento”: “Há toda uma dinamização que permite promover um desenvolvimento local extremamente importante”, reforça a autarca, relembrando que “esta é uma iniciativa” que a autarquia

“já vem desenvolvendo há mais de uma década” e que “tem vindo de ano para ano a crescer”. Este “crescimento” deve-se, nas suas palavras, “não só ao investimento que a autarquia tem feito, mas também à mobilização da população em geral, que se tem constituído em grupos de foliões, que todos os anos tradicionalmente participam no corso e que todos os anos tentam fazer sempre mais e melhor, não obstante os recursos financeiros às vezes não serem aqueles que nós gostaríamos que fossem”. Devido ao atual contexto de contenção económica, a câmara foi obrigada a fazer, já no ano passado, “um reajustamento no apoio” concedido aos grupos participantes. De acordo com o regulamento do corso carnavalesco, uma iniciativa “que visa também incentivar a criatividade, a imaginação e o espírito de associativismo no seio da comunidade”, a autarquia disponibiliza uma verba de 200 euros para todos os grupos (compostos no mínimo por 15 elementos) que pretendam participar. A atribuição da verba é feita, no entanto, de “forma criteriosa, atendendo a fatores de natureza qualitativa e quantitativa que se prendem com o cumprimento integral do número de elementos que compõem o grupo, a apresentação, a originalidade, a criatividade e a capacidade

11 Diário do Alentejo 1 fevereiro 2013

Cortejos de Carnaval em Santiago do Cacém

de imaginação”. Apesar de as inscrições para a participação no corso terminarem só no próximo dia 4, Teresa Calado acredita que o número de participantes, e o montante a atribuir pela autarquia, “não sejam muito diferentes” dos do ano passado – perto de 8 000 euros em apoios e quase mil participantes. “Para uma localidade de quatro mil e qualquer coisa habitantes, 900 pessoas em desfile é representativo”, refere a vereadora, adiantando que “apesar de o Governo não dar tolerância de ponto, tal como aconteceu no ano passado”, o “maior inimigo” do Carnaval de Cuba “é o mau tempo”. “No ano passado já tivemos esta contrariedade de não termos tolerância de ponto e ainda assim não tivemos falta de pessoas a verem o corso, porque de facto esta é uma iniciativa que já está bem enraizada a nível regional e nós já temos visitantes que vêm praticamente de todos os pontos do Alentejo para verem o Carnaval de Cuba, esperemos que este ano aconteça exatamente a mesma coisa”, conclui Teresa Calado. O corso, conduzido sob a temática “Dos 80 anos da Feira Anual de Cuba e promoção da festa do nosso pão 2013”, tem início nas imediações do Centro Cultural de Cuba, finalizando com um baile junto ao Monumento ao Cante. NP

Carnaval em Aljustrel À semelhança de anos anteriores, Aljustrel prepara-se para comemorar o Carnaval e, segundo a câmara municipal, a festa começa na sexta-feira, dia 8, com o desfile de Carnaval das escolas. Promovido pela autarquia, com o apoio do Agrupamento de Escolas, do infantário da Santa Casa da Misericórdia e da GNR, o cortejo irá juntar cerca de meio milhar de crianças. Os foliões irão reunir-se, a partir das 10 horas, na praça da Resistência. Os festejos continuam ainda na Vila Mineira, no mesmo dia, mas a partir das 22 horas, com o baile de Carnaval, promovido pelo Centro de Convívio de Vale d´Oca, no pavilhão do parque de exposições e feiras, com o apoio da Câmara Municipal e Junta de Freguesia de Aljustrel. O baile repete-se depois na segunda-feira, dia 11, e será animado pela banda Karisma, organizado pelo Sport Clube Mineiro Aljustrelense.

Entrudo em Vidigueira A Câmara Municipal de Vidigueira promove no próximo dia 10, pelas 15 horas, mais um desfile de Carnaval, com o apoio de várias entidades locais e da população do concelho. No final do desfile haverá uma matiné dançante. O programa do Entrudo na vila de Vidigueira inclui ainda uma noite carnavalesca (dia 8, 21 e 30 horas), uma festa da esferovite (dia 9, 21 e 30 horas) e um baile de máscaras, seguido de entrega de prémios (dia 11, 21 e horas). Estes três eventos terão lugar no pavilhão Vasco Da Gama. No desfile de domingo poderão “participar grupos representativos de todas as freguesias, associações, clubes, escolas, grupos organizados e pessoas em nome individual, sem limite de idade”, do concelho, devendo os participantes fazer a sua inscrição até ao próximo dia 5. Como “estímulo ao envolvimento dos participantes, a organização vai atribuir prémios de participação e, de acordo com a votação do júri, irá atribuir menções honrosas” aos 10 melhores foliões individuais, aos cinco melhores grupos organizados e aos cinco melhores grupos organizados com carro alegórico.

Dezoito escolas na Geração Depositrão Estão presentes na quinta edição da Geração Depositrão 18 escolas do distrito de Beja, o que se traduz em mais de 5 000 alunos da região. A campanha pretende que os mais novos e a comunidade local estejam mais próximos do tema da reciclagem, particularmente resíduos de equipamentos elétricos e eletrónicos e pilhas e acumuladores.


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Entrudanças já mexe nas escolas de Castro Verde

“Se eu fosse um pássaro, como é que eu dançava?” “O passo dos bandos”, com cinco turmas do concelho de Castro Verde, num total de 125 crianças, é o projeto comunitário que a associação PédeXumbo está a promover este ano, no âmbito de mais um Entrudanças, que decorrerá em Entradas, entre os próximos dias 8 e 10. Inspirado nas aves estepárias, tão queridas pelos castrenses, o projeto, que trabalha as expressões plástica e corporal dos mais novos, vai ter apresentação pública, com desfile e baile, integrando a programação de um festival que já foi “de forasteiros”. Texto Carla Ferreira Foto José Ferrolho

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epois de duas sessões a delinear, a cortar formas e a falar dos tipos de cores que existem – “quentes”, como o vermelho, ou “frias”, como o azul – eis que chega a grande hora. O tempo está pardacento e frio, como se vê através da janela, mas dentro desta sala do Centro Escolar n.º2 de Castro Verde os pincéis de várias espessuras e os godés pintalgados de cor prometem uma tarde ensolarada. “O meu vai ser um pássaro arco-íris”, declara Catarina, enquanto experimenta um novo tom para acrescentar à sua máscara multicolor, entre o vermelho, o rosa e o laranja. Tomás confessa que nunca viu uma abetarda, mas sabe que é uma ave de grande porte, porque é assim que aparece nos livros. Com a quantidade certa de vermelho e branco, acaba de inventar um rosa choque que faz inveja às meninas com quem partilha a mesa. Diana prefere o vermelho sangue, sem misturas, para depois juntar um “bico pintado de laranja”. Cada qual será o pássaro que melhor lhe encher as medidas, sem demasiadas regras, desde que se obedeça ao princípio de estar “em silêncio e calmos”, como aconselha Pedro Leal, um dos monitores, para que se lhe oiça a voz entre a algaraviada geral. “O tempo é muito pouco mas o importante é que eles se divirtam e tenham gosto por aquilo que estão a fazer. A parte da pintura é aquela de que gostam mais, porque é quando são mais livres de fazerem o que querem”, explica Helena Oliveira, o ou-

tro elemento da equipa da cooperativa PIA – Projetos de Intervenção Artística. A sensivelmente um mês do Entrudanças, festival que este ano, entre os próximos dias 8 e 10, celebra o seu 10.º aniversário na planície alentejana, mais concretamente em Entradas, arrancou o projeto “O passo dos bandos”, com cinco turmas do concelho de Castro Verde e um total de 125 crianças, entre o pré-escolar e o primeiro ciclo. Antes que cheguem os forasteiros, uma média entre 500 e 700 pessoas, que terão dias agitados entre oficinas de dança, passeios, concertos e bailes, a comunidade local faz a sua parte, envolve-se. E fá-lo de várias maneiras, nomeadamente através das suas crianças, que também

terão o nome inscrito nos cartazes com a programação. A hora e o dia já estão marcados. Será pelas 14 e 30 horas de dia 9, em Entradas, num desfile que tem arranque junto às escolas e que culminará no Baile da Passarada. Esta, a dança, é a outra vertente do projeto, a juntar-se ao trabalho de criação de máscaras em cartão e dos respetivos figurinos, a partir de roupas velhas. Marta Guerreiro, coordenadora do Entrudanças, uma organização da associação PédeXumbo com as autarquias locais, tem a seu cargo a tarefa de pôr a criançada a mover-se como pássaros, em dois bandos. Os das cores quentes e os das cores frias. O tema pareceu óbvio à equipa do projeto comunitário, este ano concebido e dinamizado em

colaboração com a cooperativa PIA. “São os nossos 10 anos aqui na planície e nós damos imensa importância ao que nos rodeia e como isso influencia o festival. O universo ambiental de Castro Verde, na sua raridade de espécies, como a abetarda e o peneireiro-das-torres, pareceu-nos o mais sugestivo para as máscaras”, explica a coordenadora. E para que não falte rigor à encenação, a própria Liga para a Proteção da Natureza (LPN) está envolvida, explicando aos mais novos como se comportam e movem os pássaros em cada fase do ciclo de vida. Foi assim na sessão de movimento e dança a que o “DA” assistiu em Entradas. Uma introdução abalizada, por Cátia Marques, técnica de animação e educação ambiental,

Uma década a dançar na planície

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ste ano, contrariando as edições anteriores, o Entrudanças vai ter início a uma sexta-feira, prolongando-se até domingo, dia 10. No arranque, agendado para as 18 horas, no Museu da Ruralidade, recorda-se, em imagens projetadas, os “10 anos de Entrudanças em Entradas”, uma sessão que contará com a participação do grupo coral As Ceifeiras. Nessa mesma noite, pelas 21 horas, está prevista uma grande fogueira na praça Zeca Afonso com banda sonora a cargo dos Chocalheiros de Vila Verde de Ficalho. Seguem-se três bailes até de madrugada: com João Gentil, no centro recreativo (CRE); de danças galegas, com Sergio Cobos, na praça Zeca Afonso; e com os Tazzuff, novamente no CRE. No domingo, depois de uma maratona de bailes, oficinas de dança e de instrumentos, cante alentejano, atividades para famílias e crianças, animação de rua, gastronomia local e percursos de natureza, há lanche comunitário na praça Zeca Afonso, pelas 16 e 30 horas, com bolo alusivo ao 10.º aniversário e participação da Banda Filarmónica 1.º de Janeiro e do grupo coral As Papoilas do Corvo.

que serviu de alicerce para muita improvisação e criatividade. “Se eu fosse um pássaro como é que eu….”, lança Marta Guerreiro, ao som de uma polca, dança tradicional europeia, enumerando os movimentos a executar: voar, andar, comer, pousar, construir o ninho, pôr o ovo, chocar o ovo, e, na primavera, “voltar a encontrar com quem namorar para voltar a pôr o ovo”. Os bailarinos obedecem, entusiasmados, e rapidamente saem da linha para encontrar novo par, assim que a música dá o sinal, e improvisam asas com os braços. Além desta dança, serão ensaiadas mais duas. “É um festival da terra, que as pessoas já sentem como seu. De início era uma coisa de forasteiros e acho que o trabalho comunitário que temos vindo a fazer tem vindo a alterar isso. E é isso que nós queremos. É que o festival não seja nosso, mas de todos e principalmente de quem cá vive. E quem vem é muito bem recebido. A troca de experiências entre locais e não locais é muito interessante”, orgulha-se Marta Guerreiro, adiantando que, para além das crianças, também as mulheres da terra estão a preparar a chegada de mais um Entrudanças. “Já demos início ao trabalho de decoração com um grupo de senhoras. Muitas são mães das crianças, outras são do grupo coral As Ceifeiras. Estão a ajudar-nos a fazer os enfeites do festival, em papel recortado, a fazer lembrar os napperons antigos”.


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Perfil Noémia Ramos, natural de Vidigueira, foi a primeira mulher no País a comandar uma corporação de bombeiros. Volvidos quase seis anos, e estando já a cumprir a sua segunda comissão de serviço – cada comissão tem a duração de cinco anos –, a ex-diretora técnica da Santa Casa da Misericórdia de Vila Alva diz que o balanço é “muito positivo”. Texto Nélia Pedrosa Foto José Serrano

Noémia Ramos, a primeira mulher a comandar uma corporação de bombeiros

Sim, senhora comandante

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stava há pouco mais de três meses a trabalhar na Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vidigueira, colocada pelo centro de emprego, quando o presidente da direção lhe fez o convite: ser comandante da corporação. “Por algumas desventuras apareceu esta aventura. Não foi nada pensado, aconteceu”, lembra Noémia Ramos, que antes de ter ficado desempregada exercia as funções de diretora técnica da Santa Casa da Misericórdia de Vila Alva (Cuba), onde esteve “durante 13 anos e meio”, para além de ter lecionado no já extinto Instituto Superior de Serviço Social de Beja, de que chegou a ser diretora. A 28 de março de 2007 Noémia Ramos tomava posse, tornando-se assim, aos 40 anos, a primeira mulher no País a comandar uma corporação de bombeiros. A atual comandante diz que foi uma decisão “muito pensada”, porque “efetivamente tinha algum receio”: “O que me levou a aceitar foi um pouco o desafio de coordenar e comandar uma área completamente diferente da minha [é licenciada em Serviço Social], mas, acima de tudo, aceitei este desafio devido aos bombeiros desta casa, que me aceitaram apesar de não ser da área deles, apesar de ser a primeira mulher a vir a ser comandante. Acho que tive um apoio incondicional”. Noémia Ramos reforça que não teve “grandes problemas” de aceitação pelo facto de ser mulher: “Fui muito bem aceite ao nível do corpo de bombeiros de Vidigueira, acho que mais do que aceite deram-me o benefício da dúvida, e acho que lhes consegui provar que era capaz. Claro que com o apoio deles, porque qualquer comandante se não tiver as suas tropas não consegue comandar”. Ao “nível do distrito, da estrutura da proteção civil” também foi “muito bem aceite”, contando na altura, recorda, com o apoio do então comandante do Centro Distrital de Operações de Socorros de Beja,

É claro que conciliar a vida familiar com uma profissão que requer “uma disponibilidade de 24 horas por dia”, diz, “não é fácil”. “É conciliável, com algumas dificuldades e com algumas perdas. Acabo por, se calhar, não acompanhar tanto como desejaria o percurso da Rita [a filha que atualmente tem 17 anos](...).

Canudo Sena, para além “dos outros comandantes dos corpos dos bombeiros”. Volvidos quase seis anos, e estando já a cumprir a sua segunda comissão de serviço – cada comissão tem a duração de cinco anos –, Noémia Ramos diz que o balanço é “muito positivo”: “Acho que é uma experiência única, estou muita satisfeita por ter aceite naquela altura esse desafio, porque é uma área que as pessoas desconhecem. As pessoas falam muito nos bombeiros, mas percebem muito pouco da sua organização, e o balanço é extremamente positivo, porque temos ao nível do desempenho, ao nível dos sentimentos e das emoções algo que não teríamos noutro setor”, diz. É claro que conciliar a vida familiar com uma profissão que requer “uma disponibilidade de 24 horas por dia”, diz, “não é fácil”. “É conciliável, com algumas dificuldades e com algumas perdas. Acabo por, se calhar, não acompanhar tanto como desejaria o percurso da Rita [a filha que atualmente tem 17 anos]. Tento, quando estou ausente em termos de corpo, estar presente por outras vias. Apresenta alguma dificuldade, mas tenho conseguido conciliar e acabo também por ter o apoio do meu marido e da minha filha, porque se não também não conseguia conciliar isto”. Até porque, relembra, apesar de ambos terem reagido “com surpresa, com expectativa” ao convite da direção para que ocupasse o cargo de comandante, “estavam à espera que eu aceitasse”: “Nunca me disseram para não aceitar. Por prática na minha casa as pessoas são um bocado livres de tomarem as decisões que entenderem, apesar de sabermos que isso vai sempre ter mais-valias e prejuízos a nível familiar, mas acho que aceitaram bem. A minha filha aceitou sempre, desde pequenina, que a mãe é um bocado ausente em termos de presença física”. Atualmente são seis as mulheres, a nível nacional, que comandam corporações

de bombeiros, a maioria localizada no Alentejo – Barrancos, Nisa e Portel, para além de Vidigueira. Noémia Ramos acredita que o seu exemplo foi seguido, “abrindo portas” a outras mulheres: “As mulheres já faziam parte do quadro de comando mas nunca como comandantes, eram segundas comandantes ou adjuntas de comando”, diz, realçando que para além de ter sido pioneira, é, até ao momento, a única comandante “que não era bombeira”: “Todas as outras que vieram a seguir eram já dos corpos de bombeiros”. E por isso mesmo, por não ter qualquer ligação aos “homens da Paz”, quando foi nomeada “nem farda tinha”, uma situação que acabou por fazer título de uma notícia publicada na ocasião da sua tomada de posse num jornal nacional e que originou um “episódio engraçado”: “Os bombeiros de Reguengos de Monsaraz pelos jeitos viram a notícia e então passaram por cá e ofereceram-me umas botas. Eu como não pertencia a esta família quando me nomearam nem farda tinha e então há imensas reportagens [em meios de comunicação social] em que estou à civil, de saia, etc, porque efetivamente não tinha farda. Só posteriormente é que a comprei, além de que não foi muito fácil também encontrar as minhas botas, porque calço o 35 e por isso tenho de calçar o 36”. Noémia Ramos é ainda comandante municipal de proteção civil de Vidigueira, cargo que ocupa desde 2008 a convite do presidente da câmara municipal local. “A lei chama-lhes comandantes municipais, mas eu acho que onde sou comandante é no corpo de bombeiros, na parte municipal sou mais uma coordenadora de recursos. Não me parece que sejamos comandantes sem tropas, sem homens (risos)”, diz, concluindo que pelo facto de ser mulher “faz um trabalho diferente”, “uma gestão diferente dos recursos, até mesmo afetivos”, mas não quer dizer “que seja melhor ou pior”: “Não me cabe a mim fazer essa avaliação”.


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Receitas chegam para pagar despesas do Estado social, não o clientelismo (…) O ataque ao Estado social disfarça a incapacidade de efetuar o debate mais vasto e fundamental que seria o da refundação do Estado em geral. Viriato Soromelho-Marques, “Jornal de Negócios”, 30 de janeiro de 2013

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Mais um passo em frente na estratégia do AEROPORTO DE BEJA. Esta semana, o Instituto Nacional de Aviação Civil, após um demorado processo de avaliação, acabou por certificar a pista bejense. Nada que altere o quotidiano do aeroporto em termos de tráfego. Mas por fim esta infraestrutura está “apta” a receber sem restrições qualquer tipo de tráfego aéreo. PB

Opinião

Entre marido e mulher não metas a colher? Marcos Aguiar Licenciado em Psicologia

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odos conhecemos o ditado: “Entre marido e mulher não metas a colher”. Entre “marido e mulher não metas a colher”? Será? No domingo passado, em Beja, mais uma mulher foi vítima deste preconceito tosco e retrógrado. Mais uma mulher e o seu filho foram brutalmente agredidos a tiro pelo companheiro da mulher, engrossando uma estatística que não cessa de aumentar em número e grau de violência. Paradoxalmente continua a ser o grupo dos homens com quem as mulheres mantêm uma relação íntima o que surge associado com maior expressividade ao total de vítimas. Não se trata, assim, da clássica imagem do criminoso, encapuzado, na calada da noite, com o móbil do roubo, da violação ou outro qualquer. Nestes casos, os criminosos são os maridos, os companheiros ou os namorados. Também não sucedem numa qualquer ruela ou beco escuro. Acontecem onde não era suposto que acontecessem – na casa do nosso vizinho, na nossa rua, no nosso bairro, no nosso prédio… As vítimas, mais do que estatísticas, têm nomes, rostos e uma história. São pessoas comuns – como todos nós. Espancadas, violentadas e muitas vezes coassassinadas nas Estes indicadores, bardemente suas próprias casas. que não param Os números são avassaladode aumentar, res e deveriam envergonhar-nos são ainda mais a todos. A União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) preocupantes contabilizou, em 2012, a morte sabendo nós de 36 mulheres e 49 casos de que, por medo de tentativa de homicídio relaciorepresálias ou por nados com casos de violência desconfiança em doméstica. Estes indicadores, relação à justiça, que não param de aumentar, são ainda mais preocupantes a maioria dos casos de violência sabendo nós que, por medo de represálias ou por desconfiança doméstica não em relação à justiça, a maioria chegam a ser, dos casos de violência doméssequer, objeto de tica não chegam a ser, sequer, queixa formal junto objeto de queixa formal junto das autoridades policiais. das autoridades Importa, por isso, como propoliciais. põe a UMAR, reforçar as medidas de polícia nas situações de violência doméstica; aplicar instrumentos de avaliação de risco; promover medidas de coação adequadas e potenciar o seu acompanhamento; aperfeiçoar a vigilância eletrónica; aumentar as medidas de fiscalização no combate à posse ilícita de armas e desenvolver estratégias que visem a penalização dos agressores. Tudo no sentido de melhorar a segurança, a proteção, a integridade física e psíquica das mulheres, potenciando vidas não violentas e evitando mais mortes. Para alcançar este desígnio, a par do poder legislativo, executivo e judicial, a comunicação social deverá continuar

a assumir um papel determinante, colocando na agenda mediática e social os crimes de violência doméstica, que nunca como hoje tiveram tanta mediatização. Mas não chega! Não chega o que está a ser feito, porque aquilo que nos revela a estatística é que este tipo de crimes continua a aumentar. Todos nós, absolutamente todos, devemos assumir as nossas responsabilidades neste flagelo social, porque denunciar casos de violência doméstica, mais do que um dever legal, é uma obrigação moral. Por isso, entre marido e mulher, quando se tratar de garantir direitos universais, todos (mas mesmo todos) temos a obrigação de meter a colher.

De um lado terra, do outro lado terra Ruy Ventura Poeta e ensaísta

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esde que o Homem é Homem (ser pensante com capacidades de conceptualização abstrata) que a água foi erigida enquanto mediador simbólico entre os habitantes animados da Terra. E entre todos os meios aquáticos que rodeiam e cruzam essa “mão do mundo” que é a Península Ibérica (como referiu, se não estou em erro, Miguel de Unamuno), logo muito cedo o rio Guadiana – em conjunto com outras artérias que irrigam com o seu sangue a por vezes seca carne hispânica – se constituiu enquanto ponte maternal entre os povos das suas margens ou entre os habitantes do “mare clausum” mediterrânico, os das margens da imensidão atlântica e os do interior da plataforma continental. Só muito mais tarde o grande rio do Sul – “Anas”, “Odiana” ou “Guadiana”, conforme as épocas – foi obrigado a assumir o papel de fronteira entre países que as guerras e as políticas reais e/ou senhoriais dividiram. Não era esse o seu papel. Logo que pôde, inundou as suas margens, submergiu as linhas que só os mapas recordam, diluiu as divisões que separavam os dedos de uma mão que, afinal, com os seus diferentes estatutos e funções, têm como finalidade a reunião (porque só apertada a mão revela toda a sua força). Tudo isto conheceram sempre os seres humanos que povoaram, ao longo de milénios, as duas margens do Guadiana. No fundo, bem no fundo, os habitantes de Monsaraz, Mourão, Juromenha, Olivença, São Bento da Contenda, Villanueva del Fresno, Cheles, Alconchel ou Villareal (herdeiros de muitos lugares da Lusitânia romana e visigótica e do reino rebelde de Badajoz) souberam sempre que viviam num território unido pela Cultura e pela Geografia. Os contrabandistas dos dois lados tinham consciência, com Miguel Torga, de que de um e de outro lado havia somente terra, de que numa margem e na outra margem existia apenas gente... Olivença, por exemplo, mudou de mãos há perto de duzentos anos, com todo o seu território municipal. Na prática, apesar de pontes derrubadas e de línguas mescladas, a fronteira não se transportou, deixou somente de existir. Há mapas que o assinalam… Mudou a administração política de uma parte da província de Entre Tejo e Odiana, mas teriam mudado as pessoas e a sua genealogia familiar e cultural, os edifícios e a sua arquitetura, o relevo e a sua orografia? Estas questões fazem hoje, talvez, pouco sentido, quando estamos nos braços duma União Europeia que

acabou com os postos aduaneiros e unificou a trocas comerciais. A língua portuguesa floresce do lado extremenho – e ainda bem. Como escreveu um dia o filósofo Agostinho da Silva, quanto mundo seremos quando um dia soubermos instituir uma Comunidade dos Povos de Língua Ibéricas… O território de Olivença – antigo concelho português que não deixou de o ser, pelo menos na alma, apesar de administrado por representantes de Madrid – está do outro lado do Guadiana, do outro lado do lago artificial chamado barragem de Alqueva. Atravessar as diversas pontes que reduzem a distância entre as duas margens será sempre encontrar uma identidade material depurada. Em nenhuma outra parcela do território peninsular fará talvez tanto sentido a palavra “saudade”. A viagem tem um poder analgésico. Encontramo-nos na fortaleza de Alconchel, nas muralhas e nas torres oliventinas do castelo templário do tempo do rei trovador D. Dinis, no manuelino da igreja de Santa Maria Madalena, no interior barroco da Misericórdia, feito de talha e azulejos com paralelos noutras partes lusas. Visitar o Museu Etnográfico é compreender que dois séculos fizeram muito pouco pela divisão de povos duplos um do outro. A separação – metaforizada durante muito tempo na derrubada “Ponte da Ajuda” – acentuou a saudade, mas não destruiu a identidade, que dispensa separações artificiais do território. Mais do que visitar mentalmente a memória contida no topónimo “Contienda” – palimpsesto de lutas, de escaramuças, de mortes, de vidas destruídas e sempre reconstruídas – é preciso caminhar em peregrinação até Cheles, onde o fim de mais uma guerra ibérica (a guerra da restauração da independência, que se seguiu à revolta de 1 de dezembro de 1640 contra o domínio filipino) Não terá sido, levou à construção de uma ertalvez, por acaso mida consagrada ao Cristo da que até o martírio Paz, como ato de ação de gracívico de um dos ças. A paz está agora consolidada – e todos a solidificareheróis da luta mos se nos adentrarmos por antissalazarista um território onde nos veremos (Humberto sempre, como num espelho Delgado) múltiplo. Não terá sido, talvez, foi ocorrer por acaso que até o martírio cíprecisamente vico de um dos heróis da luta numa dessas terras antissalazarista (Humberto Delgado) foi ocorrer precisaonde a fronteira mente numa dessas terras onde nos une, numa a fronteira nos une, numa pepequena parcela quena parcela do campo que do campo que rodeia Villanueva del Fresno. rodeia Villanueva Nesta parte da bacia hidrográfica do Guadiana, empresada del Fresno. pelos portugueses para sua subsistência, a água veio cumprir a sua função primordial de elemento simbólico e material de ligação. Submersas as fronteiras, a barragem parece traduzir materialmente uma palavra árabe pouco lembrada, “aldjusûr”. Não apenas açude (“as-sudd”) ou ponte (“al-kantarâ”), mas uma síntese das duas, conserva na sua semântica uma metáfora híbrida: se, por um lado, alarga o poder fertilizador das águas, por outro serve de elemento de ligação entre terras e seres. Assim será sempre a viagem entre as duas partes da raia. Fertilizará quem tiver abertura para empreendê-la, para além das estritas necessidades materiais do comércio. Ligará um território humano que no fundo, bem no fundo, nunca deveria ter sido divido.


A direção da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo acabou por voltar atrás na decisão de encerrar o serviço de URGÊNCIA do hospital de SERPA, durante o período noturno. A notícia está a ser bem acolhida na Cidade Branca, mas a comissão de utentes permanece alerta, uma vez que a Ulsba diz que apenas suspendeu a decisão de encerramento por “razões logísticas”. PB

Há 50 anos As primeiras andorinhas e a repressão do “terrorismo”

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uma das últimas edições de janeiro de 1963, o “Diário do Alentejo” noticiava na primeira página que tinham chegado as primeiras andorinhas a Beja. O vespertino dava pormenores: “Uma informação amável e solícita da nossa leitora sra. D. Ernestina Madeira Rocha, moradora na rua Capitão João Francisco de Sousa, diz-nos que, indiferente aos rigores do frio e da chuva, chegou hoje a Beja o primeiro casal de andorinhas, que se instalou num beiral da sua residência. Uma esperança de que o tempo primaveril já não deve demorar muito...”. Nesses dias, o jornal trazia quase diariamente pequenas notícias da guerra colonial. O pouco que a Censura fascista deixava passar... Por exemplo, na edição de 26: “Devem chegar hoje a Lisboa os sobreviventes do DC-4 – Os sobreviventes do desastre do avião DC-4, da Força Aérea Portuguesa, que se despenhou no mar das Canárias, causando três mortos, devem chegar hoje a Lisboa. Só o major Relvas Pena permanecerá num hospital de Las Palmas.” Quatro dias mais tarde, no cimo da primeira página, outra brevíssima informação, impressionante pelo seu laconismo: “O terrorismo na Guiné – Foi agora divulgado que, num dos ataques á Guiné, além dos militares mortos, conforme já informámos, registaram-se elevados prejuízos.” Na edição seguinte, a 31, o tema era Angola, onde as acções armadas dos nacionalistas tinham sido desencadeadas há mais tempo, desde fevereiro de 1961: “A acção repressiva do terrorismo em Angola – Segundo noticiam os enviados especiais da Imprensa luandense, as forças militares em serviço no território angolano continuam ‘sob a canícula e as chuvadas, através de montes e vales, sem descanso’, a acção repressiva dos terroristas que, em diversos pontos, persistem na sua actividade sangrenta.” E também havia uma informação de Moçambique, onde a Frelimo ainda preparava o início da luta armada de libertação nacional: “Regressaram militares de Moçambique – No paquete ‘Angola’, regressou ontem a Lisboa uma companhia de caçadores especiais que esteve dois anos em missão de soberania, na província de Moçambique.” Apesar das más (e curtas) notícias de África, o “Diário do Alentejo” mantinha o bom humor. E continuava a publicar regularmente “A graça da tarde”. Como esta: “Juiz – O réu confessa ou não que praticou o crime de que é acusado? O réu – Depois da brilhante defesa do meu advogado, creia o sr. dr. juiz que até eu estou a duvidar muito que tenha sido o criminoso...”. Carlos Lopes Pereira

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São umas atrás das outras as más notícias que se vão sucedendo em BEJA e que colocam a cidade na ordem do dia, pelas piores razões. Desde tentativas de homicídio em plena rua, a cães perigosos que matam crianças, passando pela intoxicação de adolescentes com drogas químicas de venda livre, tudo tem acontecido nos últimos tempos. Beja necessita de uma valente benzedura. PB

A necessidade desta reforma era uma evidência desde o fim do cavaquismo (…) É possível fazer cortes ou poupanças sem comprometer necessariamente o espírito de oferta e até restabelecer alguma equidade. Manuel Villaverde Cabral, “Jornal de Notícias”, 30 de janeiro de 2013

Cartas ao diretor surgir os mega-agrupamentos e os cenPonte tros escolares, estes não se coadunam com o modelo educacional vigente, dedo Guadiana sajustado da realidade, face às necessiLuciano Raimundo Beja

A ponte ferroviária do Guadiana encontra-se abandonada há muito tempo. Trata-se de uma riquíssima obra de arte, cuja construção custou milhares de contos. A ponte do Guadiana sofreu, entre os anos de 1945 a 1983, duas grandes reparações que eram orientadas diariamente pelo saudoso engenheiro Gabriel Marques de Campos, por serem trabalhos considerados de alto isco. Na última reparação foram montadas redes de proteção, para evitar a queda de operários ao rio. Nestas grandes reparações a CP gastou milhares de contros. A ponte do Guadiana serviu os sistemas ferroviário e rodoviário, que era orientado por seis guardas de passagem de nível. Seria bom que a infraestrutura desta ponte fosse aproveitada porque é uma riquíssima obra de arte. A pessoa que subscreve este artigo conhece bem os factos apontados, porque trabalhou durante 42 anos nos serviços de via e obras da CP, que tinha a seu cargo a manutenção desta obra de arte.

O caminho para a educação Manuel Vargas Aljustrel

Ao longo da vida todos temos a nossa quota parte de responsabilidade face à educação que existe presentemente, em especial pelas ações que cometemos no dia a dia, quer pela intervenção entre a comunidade escolar e a comunidade educativa. Não pretendo, no entanto, diferenciar os agentes educativos interventivos, responsáveis, daqueles que são indiferentes, permissivos, à situação educacional. No entanto, é incompreensível cortar na educação, tendo como justificação um conjunto de medidas de austeridade, baseadas numa visão meramente economicista. É do conhecimento geral que, até ao momento, ainda não se fez o suficiente para se encontrar uma solução alternativa, que permita não comprometer o futuro educativo. Apesar de atualmente começarem a

dades existentes. Assim, é necessário fortalecer a articulação entre os vários ciclos de ensino, adequando o programa/projeto através de uma reflexão e ajustamento dos conteúdos programáticos, adaptando e diversificando as estratégias à realidade, para que contribua para o enriquecimento do currículo. Desta maneira contribuiremos para que exista uma interdisciplinaridade ao nível dos vários anos de escolaridade, proporcionando uma sequencialidade em termos cognitivos/aprendizagem. Será bom realçar que todo o processo educativo se baseia num ato contínuo e cujo objetivo é alcançar o sucesso escolar. Perante todas estas mudanças de atitude é bom não esquecer a vertente teórica/prática que é essencial na via profissionalizante e que no futuro deve ser mais valorizada. Em suma, a educação é uma batalha fundamental, cuja vitória contribuirá para uma sociedade mais equitativa/humana e servirá como exemplo para as gerações vindouras.

Beja nas bocas do mundo Eduardo Franco Beja

(…) Pois assim se mostra a força da gente de uma região que, há muito, pelos governos portugueses, foi relegada para segundo plano da economia nacional. Ser ela o exemplo da má gestão da despesa nacional é no mínimo tendencioso e permissivo, em claro benefício de quem realmente cria os “elefantes brancos” deste país. Em má hora (…) foi emitida aquela peça jornalística da estação televisiva SIC. Podíamos estar a dormir, mas felizmente não foi e nunca será o caso. Causou-me alguma revolta. Sempre soube, de há alguns anos para cá, como se servem da comunicação social para tentar parar Beja no tempo da evolução. Mas, perdoem-me por aparentar um discurso algo inflamado, disto não há memória. (…) O pensar nacional tomou-nos e teima em tomar-nos como um baldio, onde o lixo do Governo que por cá se deixa é um crime contra os portugueses que nós somos. (…) Porque nós somos Beja e somos Portugal.

Poemário Nada sei Rita Nascimento

Não sei porque escrevo, Porque sonho as letras, Porque canto as vírgulas, Porque ondulo nas frases Sem nunca chegar a um ponto. Não sei porque vivo um texto, Porque desejo um conto. Não quero voltar aos Ases, Não quero acabar nos Zês. Não. Não quero parar. Quero continuar a saltar Barreiras de capítulos, Escalar páginas sem cume, Remar ao sabor das sílabas Que ardem no meio do lume. Partir das reticências, Nunca alcançar os dois pontos, Trepar as interrogações, Abraçar as exclamações… E, sem perder o ritmo Escrever milhares de contos. Quero casar com os nomes, Fazer amizade com os verbos, Namorar com os pronomes, Fazer dos determinantes meus servos. Quero ser chefe de imprensa, Quero obedecer ao poeta, Quero uma prosa imensa, Não quero um ponto na meta! Vou ler toda a Epopeia Escrever duas ou três, Sem perder a consciência De que tudo era Uma Vez!

Viagem Emergindo na brisa que me abraça, Percorrendo caminhos sem chão, imagino um destino que enlaça o futuro de um passado em vão. Agora, que sopra o vento ao luar Eu sigo o que espero um dia alcançar, Momentos que guardo, profundos no olhar São meros destinos que me fazem voar… Leve como o ser, abraço o mundo Universo meu reflete a luz Que brilha intensa lá ao fundo, Que por estes trilhos me conduz! Sigo em viagem, rumo a mim Balanço com o vento que ao passar Por entre as minhas asas me torna, assim Leve; flutuando ao luar!

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Diário do Alentejo 1 fevereiro 2013

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Beja antiga e moderna. Daqui a alguns dias, a 9 de fevereiro, a Câmara Municipal de Beja vai devolver à cidade, depois de demoradas obras de requalificação, o bairro da Mouraria. Trata-se de um dos mais tradicionais e característicos bairros bejenses da zona intramuros. Um aglomerado habitacional carregado de história e de histórias, como esta que o nosso leitor Manuel Ramos Lampreia nos fez chegar por carta. Memórias da Mouraria bejense nos anos 20 do século XX que o fotojornalista José Ferrolho revisitou ainda esta semana.

Carta

Memórias da minha infância e sequências A tia Felizarda e Santa Bárbara – Para a Lia Maria Fernandes, com o afecto de sempre Manuel Ramos Lampreia Lisboa

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a carreira das casas do Quinita, próxima das Portas de Moura, que perfizeram quase totalmente o arruamento, foi onde eu nasci nos anos 1920. A fileira das habitações iniciava-se com a moradia do proprietário, coberta de azulejos verde-escuro, terminando com uma garagem, onde ficava o automóvel do dono, um grande e pesado Citröen que era conduzido pelo motorista, senhor João. E, por vezes, também, pelo filho único do proprietário, de nome Vicente. Todas as casas eram de um só piso, mas possuindo platibanda, com janelas para a estrada de circunvalação, acontecendo que, por baixo, havia outras moradias, fazendo com que vivenciássemos o desfrute de primeiro andar. Em frente das nossas casas ficava a continuação das muralhas que cercavam a velha Pax Julia, com grandes pedras, algo soltas, onde se acoitavam vários répteis que apareciam no Estio. As habitações que ficavam em frente das nossas eram todas de telha-vã, salvo as da continuação, para a esquerda, onde ficava o armazém de ferro e materiais de construção, terminando no escritório do patrão que era analfabeto, tendo de ter um escriturário, o senhor Carracinha. O proprietário, de nome Joaquim Crujo de Oliveira, fumava charuto, e aos domingos perguntava ao vendedor de “O Século”, se o jornal trazia bonecos, para poder comprá-lo. Na última moradia de telha-vã, à direita da casa onde

morávamos, existia uma pequeníssima habitação que era a da tia Felizarda, encostada a um prédio de dois andares, com um pátio interior, para onde davam todos os inquilinos, ou residentes, seguindo-se as outras habitações, até às escadas de pedra, que subiam para o Terreirinho das Peças, onde as muralhas da cidade conservavam as ameias, e tinham, à sua retaguarda, um espaçoso largo, donde o arruamento subia para a cidade, e no canto direito havia um pequeno casinhoto, em alvenaria, “O Marco”, da água potável, com uma empregada que a vendia às pessoas que enchiam as bilhas de barro de Beringel, pelo preço de um tostão, cada. E perto estava um chafariz, para o gado. A tia Felizarda era uma mulher de muita idade, com o dorso já muito encurvado, usando uma pequena bengala, tendo a face deveras encarquilhada, o que lhe dava o aspecto daquilo que, ao tempo, se atribuía o epíteto de “bruxa”. Ora, durante o Inverno, as trovoadas fustigavam a cidade, duma maneira terrífica e todos nós temíamos as consequências dos raios, porquanto pára-raios, ao tempo, só os havia na alta chaminé, de pequenos tijolos vermelhos, duma fábrica desactivada, não muito longe do “Cano”, nome dado ao chafariz, local onde os quadrúpedes iam “dessedentarse”, havendo, à direita, um lavadouro, telhado, onde as mulheres iam lavar a roupa suja, e os pára-raios da fábrica de panificação, “Os moinhos de Santa Iria”, onde trabalhava o meu tio José Augusto, que havia de conseguir que eu pudesse observar a grandeza das máquinas que encerrava tamanho edifício. Nos dias de feroz tempestade, não sabíamos onde nos meter, a minha mãe, de nome Mariana Amélia, bastante temerosa e enervada, recorria, então, à tia Felizarda que, logo que chegava, bastante molhada, com o lenço da cabeça e o xaile encharcados, pediria, então, um novelo de lã e a respectiva agulha de tricotar. No auge do ribombar dos trovões, aí estava a tia Felizarda, a rezar a Santa Bárbara, ao mesmo tempo que atravessava o novelo com a agulha, rezando, com ardência: “Eu te coso e recoso, trovoada maldita, por amor de Deus e Santa Bárbara”. Reza esta que se haveria de estender até que começasse a ouvir, mais espaçadamente, os trovões, acabando por clarear e a trovoada nos abandonar. Com o refazer dos nossos ânimos, a minha mãe agradecia à tia Felizarda, por nos ter trazido a calma, entregando-

lhe, então, um pão caseiro, amassado pela minha tia Maria Cristina e cosido no forno, perto da estrada, fechando a quadratura das nossas habitações. Este era propriedade do abastado Batista Branco que, de tão gordo se fazia transportar num trem, puxado por duas muares, com o cocheiro à frente, sendo o patrão acompanhado por um criado, para ajudá-lo a subir a descer. Ele era também dono dos burros pequenos que transportavam a lenha do mato, orientados por um tratador; havendo que se pagar, à forneira, um pão pela cozedura, e uma unidade monetária por cada pão. A nossa rua era de terra nua, calcada, onde podíamos jogar ao “arraiol” (berlinde), fazendo as três covas necessárias para o jogo, com facilidade, e encontrando-se, ao fundo, uma subida que atravessava as “portas de Moura”, grande e histórica abertura das muralhas, levando-nos às frequentes lojas de comércio. A primeira, à esquerda, era a do tio João da Garrida, sapateiro, separado do solo por um “poial”, de pedra, encostada à muralha, tendo uma pequena porta, no início da travessa, onde a sua mulher vendia hortaliças e, onde, no Verão, íamos comprar pequenas melancias, por um tostão. No cimo da rua das Portas de Moura, havia a loja do senhor João Galamba, no início da rua da Mouraria, profusamente abastecida, pelos muitos produtos alimentares que eram embalados por cartuchos de “papel-pardo”, onde pudemos ler a primeira publicidade: uma mãe a puxar as orelhas do filho porque não fora à loja do João Galamba. Na descida, regressando pelas Portas de Moura, havia duas tabernas, uma também vendia café, sendo na mais próxima das muralhas onde haveria de chegar, no final do Verão, tulhas, em madeira forrada, carregadas de uvas, já que ao fundo havia instalações para fabricar vinho. Mais abaixo, no princípio da rua Tenente Valadim, havia uma loja de ferreiro, do senhor Manuel Massena, que habitava na casa a seguir à minha, e era meu padrinho. Na sua oficina, também fabricavam ferraduras, depois do ferro que saía da forja, com a ajuda de um fole que o punha em brasa, numa fornalha com coque, e era batido na bigorna, com um pesado martelo e por um ajudante, o tio João, com uma muito pesada marreta. Quando comecei a frequentar a escola primária, no vulgo, então, “Escola Régia”, ia sozinho até à escola do


Salvador. Fiquei no primeiro andar, o método de iniciação de leitura era o do poeta João de Deus, aparecendo, na sobrecapa, com as suas veneráveis barbas de prata. Ainda hoje não sou capaz de explicar como assimilei o código léxico. Lembro-me de ver alguns companheiros em frente duma reprodução, grande, do livro de leitura, e a professora a ensinar-lhes a combinação das consoantes mais fortes com as vogais.

O

papel de escrita tinha duas linhas, e recordo que a minha caligrafia tinha um esmero total, que era levada a uma quarta classe, ao lado, para que os respectivos alunos vissem. Neste primeiro ano, tive um grande dissabor, devido à minha mãe me ter vestido um fato “à maruja”, todo branco, ornamentado a azul, e quando precisei de ir à casa de banho, no pátio, não fui capaz de desabotoar os botões, da gola, que se prendiam à frente e atrás das calças, tendo “borrado” todo o fato, nas calças compridas, como os marinheiros. Então, não regressando à aula, deslizei, a caminho de casa, através da travessa, junto à muralha, para não ser visto naquela figura. Assim que cheguei, a minha mãe deu-me banho e mandou avisar a professora, explicando porque tinha abandonado a aula. Logo que a minha rua foi calcetada com passeios, foi-lhe dado o nome patriótico de rua 1.º de Dezembro. E nos fins do Inverno, eu e o meu irmão António trazíamos cadeiras de bunho para o passeio, e fazíamos “emparadas”, com o auxílio duma manta de lã. Era nesse “aconchego” que nos juntávamos às raparigas da nossa idade, iniciando, com elas, os jogos sexuais directos, para nosso gáudio e o delas. Mais tarde, quando iniciei o ensino secundário, frequentei o Liceu de Fialho de Almeida, na Praça da República. E no ano lectivo seguinte passei para o novo liceu, cujo projecto se ficou a dever a um arquitecto moderno, ao tempo. A sua inauguração foi feita pelo Presidente da República, o general Óscar Fragoso Carmona, e eu estive, no pátio da entrada, no “Castelo de Infantes” da Mocidade Portuguesa,

A Câmara Municipal de Beja inaugura, no dia 9, a partir das 11 horas, as obras de requalificação do bairro da Mouraria. Está agendada uma demonstração de ginástica sénior, seguida de um desfile da fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Vidigueira. O ato oficial deverá acontecer pelas 12 horas e posteriormente acontece um almoço convívio, bem como a atuação do Grupo Coral do Lidador.

onde ele nos passou revista, fazendo “festas” à esquerda e à direita, com a sua estatura mais elevada que a nossa, com pouco mais do que 12 anos. O edifício tinha, à frente, na parte direita, em baixo, uma placa de pedra com cercadura dourada que dizia: “Este edifício foi construído sob o governo da Ditadura Militar”. A inscrição com o nome do Liceu, mudou, nos anos seguintes para “Diogo de Gouveia”, um dos jesuítas que estiveram nos Países Baixos, irmão do que dera o nome ao Liceu de Évora: André de Gouveia. Quando terminei o curso dos liceus, tendo estado na parte final no Colégio “O Lidador”, próximo da Praça da República, fui aluno do engenheiro dr. José Luís Conceição e Silva que soube inscrever na minha pessoa o seu forte carácter humano e político. Depois fui estudar para a Escola do Magistério de Évora, onde estive dois anos, tendo sido perseguido pelas autoridades escolares, e não só, por acompanhar com filiados no MUD Juvenil. Aí frequentei a casa do dr. Virgílio Ferreira, ao tempo neo-realista, que juntava amigos da oposição ao governo de Salazar. Quando fiz o “Exame de Estado”, não obstante ter sido considerado o melhor para quem assistiu, foi-me dada a mesma classificação que a pior aluna obteve. Estava, assim, prenhe de verdade, o que o director, inspector Alves Martins, dissera: “O seu caso está dependente do ministro, e vai ter muitas dificuldades”. De facto, quando concorri ao Distrito escolar, fui desterrado para Barrancos, o concelho mais distante de casa, com um autocarro a chegar à tardinha e a sair de manhã. Por ser assim, no ano imediato concorri a Ervidel, onde estive dois anos e tendo continuado a ser perseguido politicamente. Daí saí, então, para o concelho de Mafra, onde vim a consorciar-me com uma colega que já estivera no ensino especial, de nome Maria Helena Sacarrão, vindo a ser pai aos 27 anos, na povoação de Barras, onde ela exercia. Ficando no concelho até perfazer nove anos, concorri ao Instituto de Costa Ferreira, na Avenida Álvares Cabral, em Lisboa, onde me formei para a Educação de Deficientes Mentais. Tendo investido, cientificamente, na minha profissão, apresentei em 1960, no I Congresso de Saúde Mental, realizado no Hospital de Santa Maria, sob a presidência do

17 Diário do Alentejo 1 fevereiro 2013

Beja inaugura obras do bairro da Mouraria

professor Victor Fontes, da Faculdade de Medicina, um trabalho extraído da minha classe, de 15 alunos, intitulado “Influência da família na Personalidade da Criança” que a revista “Vértice”, então sediada em Coimbra, publicou. Dados os encómios que o meu trabalho obtivera do júri, fui aconselhado a enviá-lo à embaixada de França, dado que já vinha frequentando o Instituto Français au Portugal, e dali recomendaram-me que o director do instituto a que se subordinavam as classes especiais sancionasse a minha pretensão. Obtida a bolsa de estudo, segui para Paris, onde fiquei no ano lectivo de 1962/63, a fim de estagiar nos hospitais onde Madame Borel-Maisonny fazia a reeducação da linguagem escrita (dislexias e disortografias) sendo todo o meu trabalho orientado pelo “Centre International de l’Enfance”, sob a direcção do professor Henry Bounet. Regressado de França, retomei o meu trabalho no ensino especial, sendo, então, convidado para trabalhar no Centro de Investigação Psicológica e Pedagógica, da Fundação Calouste Gulbenkian, onde voltaram a dar-me uma bolsa de estudo, para Paris, no ano lectivo de 1966/67, a fim de aprofundar os estágios que já fizera e frequentar um curso de psicomotricidade, designado “Bom Départ”, e integrar, também, grupos de formação psicológica; dinâmica que se levava a cabo, em círculo fechado, nos arredores da denominada “cidades das luzes”. Na volta, conservei o meu trabalho, levando a cabo uma investigação com o método atrás referido, que fora publicado na revista francesa “Reiducation Orthophonique”, e no livro que publiquei na editora Morais, sob o título A criança e a educação. Já, então, tinha aberto, com um médico pedopsiquiatra e um psicólogo, o consultório médico-psicopedagógico, onde reuni nove colegas, com a minha formação de base, e uma terapeuta da fala. Ali estive durante 20 anos, após os quais o médico pedopsiquiatra resolvera fechar as portas a fim de se reformar. E foi desta maneira, um tanto infausta, que terminou a minha actividade reeducativa da linguagem escrita e da psicomotricidade. Carta escrita ao abrigo do antigo Acordo Ortográfico


Torneio Interassociações de Futsal Sub/20

Diário do Alentejo 1 fevereiro 2013

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As equipas finalistas do Torneio Interassociações de Futsal Sub/20 (Lisboa, Leiria, Viseu e Braga) vão disputar o título no próximo fim de semana nas localidades de Nelas e Viseu. As meias-finais disputam-se amanhã no Pavilhão de Nelas e no domingo, em Viseu, apuram-se o 3.º e 4.º classificados e joga-se a final. Recorde-se que Lisboa e Leiria foram as equipas apuradas na fase zonal sul disputada em Beja.

Desporto

Futebol juvenil

Taça Distrito de Beja Realiza-se no próximo domingo a 2.ª eliminatória da Taça Distrito de Beja, em seniores, jornada composta pelos seguintes jogos: Sporting de Cuba-Aldenovense; Piense-São Marcos; Desportivo de Beja-Rosairense e Amarelejense-Cabeça Gorda.

Uma vitória, um empate, duas derrotas e um treinador despedido

Um pódio alentejano Numa jornada em que as quatro equipas sul alentejanas jogaram todas no seu terreno, só o Moura cumpriu a sua missão com natural distinção. Texto Firmino Paixão

A

gora vem aí mais uma vaga de jogos fora. O Aljustrelense (estreando novo técnico) vai atuar no terreno do líder, equipa que ainda não perdeu no seu campo. O Vasco da Gama viajará para Lagos, onde não devem esperar facilidades, e o Castrense jogará em Monte Trigo, terreno tradicionalmente difícil, sobretudo tendo em conta a natural desmotivação e ansiedade que, se adivinha, deve imperar na equipa de Mário Tomé. O Moura tem uma tarefa mais branda, desce para o recinto do Lagoa, último classificado

da série, palco onde se lhe exige que conquiste os três pontos. Da ronda anterior veio a notícia da saída de Carlos Piteira e Abel Lebreiro do comando técnico dos tricolores, após o empate caseiro com o Esperança de Lagos. A derrota pesada sofrida pelo Castrense no seu reduto aos pés do líder, e a derrota, também caseira, do Vasco da Gama ante o Atlético de Reguengos. O União de Montemor mantém-se na frente, isolado (uma derrota sofrida em Moura), com mais dois pontos que o Moura (uma derrota sofrida em Montemor), e o terceiro é Reguengos, com menos seis pontos que o líder e menos quatro que os mourenses. Um pódio com sotaque alentejano. Também não admira, porque elevam-se a oito as equipas da região que disputam a prova nesta despedida da 3.ª Divisão Nacional.

3.ª Divisão – Série F 16.ª jornada Aljustrelense-Esp. Lagos .................................................. 1-1 Vasco da Gama-At. Reguengos ......................................0-2 Sesimbra-Juventude Évora..............................................0-1 Lusitano VRSA-Lagoa........................................................ 2-1 Moura-Monte Trigo ...........................................................4-0 Castrense-U. Montemor ...................................................1-4 U. Montemor Moura At. Reguengos Esp. Lagos Juventude Évora Sesimbra Aljustrelense Vasco da Gama Monte Trigo Lusitano VRSA Castrense Lagoa

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16 16 16 16 16 16 16 16 16 16 16 16

11 10 9 7 6 6 5 4 4 3 3 1

4 5 4 7 6 5 5 5 2 5 2 4

1 1 3 2 4 5 6 7 10 8 11 11

G

35-11 36-11 23-13 29-15 17-15 21-26 16-14 20-26 16-28 16-26 15-31 15-43

P

37 35 31 28 24 23 20 17 14 14 11 7

Próxima jornada (3/2/2013): U. Montemor-Aljustrelense, Esp. Lagos-Vasco da Gama, At. Reguengos-Sesimbra, Juventude Évora-Lusitano VRSA, Lagoa-Moura, Monte Trigo-Castrense.

Milfontes impôs primeira derrota ao líder e relançou o campeonato

O líder naufragou no Mira Aldenovense-Amarelejense............................................7-0 Serpa-Desp. Beja ................................................................3-1 Praia Milfontes-Almodôvar .............................................3-0 Rosairense-Sp. Cuba ..........................................................1-0 São Marcos-Piense ............................................................ 0-0 Bairro da Conceição-Cabeça Gorda ............................. 0-0 Guadiana-Odemirense ..................................................... 1-2 J

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16 16 16 16 16 16 16 16 16 16 16 16 16 16

12 10 10 9 8 7 6 5 4 4 3 4 2 3

3 3 3 5 5 5 4 4 6 2 3 0 5 2

1 3 3 2 3 4 6 7 6 10 10 12 9 11

G

36-17 33-17 27-13 30-14 33-17 29-18 23-22 17-18 30-24 12-36 11-29 18-39 14-28 15-36

P

Próxima jornada (10/2/2013): Odemirense-Aldenovense, Amarelejense-Serpa, Desp. Beja-Praia Milfontes, Almodôvar-Rosairense, Sp. Cuba-São Marcos, Piense-Bairro da Conceição, Cabeça Gorda-Guadiana.

1.ª divisão AF Beja Bairro da Conceição e Cabeça Gorda empataram a zero em Beja

Texto e foto Firmino Paixão

E

a questão que agora se coloca é se o Almodôvar, que tem um calendário mais favorável que os seus antagonistas, será capaz de manter esta diferença de seis pontos para o Milfontes e Odemirense e sete para o Serpa. Ainda assim, o campe-

Campeonato Distrital de Juvenis (5.ª jornada): Moura-Despertar, 1-1; Serpa-Desportivo, 2-4; Almodôvar-Aljustrelense, 1-2. Folgou o Castrense. Líder: Desportivo Beja, 12 pontos. Próxima jornada (3/2): Despertar-Aljustrelense; Desportivo Beja-Moura; Castrense-Almodôvar. Folga o Serpa.

Campeonato Distrital de Futebol Feminino (11.ª jornada): CB Almodôvar-Serpa, 0-26; Almansor-Ourique (adiado 17/2); Odemirense-CB Castro Verde, 1-4. Folgou o Vasco Gama. Líder: CB Castro Verde, 28 pontos. Próxima jornada (2/2): Serpa-Odemirense; Ourique-CB Almodôvar; Vasco Gama-Almansor. Folga a CB Castro Verde.

39 33 33 32 29 26 22 19 18 14 12 12 11 11

O triunfo, claro e inequívoco, do Praia de Milfontes sobre o Desportivo de Almodôvar veio dar novo fôlego ao campeonato, diminuindo a vantagem do líder para seis pontos.

Campeonato Distrital de Infantis (14.ª jornada): Série A: Vasco Gama-Ferreirense, 1-6; NS Beja-Alvorada, 10-0; Sporting Cuba-Despertar A, 2-7; Alvito-Desportivo Beja, 13-0. Folgou o Bairro Conceição. Líder: Despertar, 36 pontos. Próxima jornada (2/2): Desportivo Beja-Vasco Gama; Ferreirense-NS Beja; Alvorada-Spor ting Cuba; Bairro Conceição-Alvito. Folga o Despertar. Série B: Amarelejense-Moura, 1-0; Operário-Serpa, 1-7; Aldenovense-Piense, 6-3; Guadiana-CB Beja, 11-1. Folgou o Despertar. Líder: Amarelejense, 36 pontos. Próxima jornada (2/2): CB Beja-Amarelejense; Moura-Operário; Serpa-Aldenovense; Despertar-Guadiana. Folga o Piense. Série C: Aljustrelense-Odemirense, 1-5; Renascente-Boavista, 5-1; Milfontes A-Castrense A, 0-12; Milfontes B-Almodôvar, 3-5. Folgou o Castrense B. Líder: Odemirense, 36 pontos. Próxima jornada (2/2): Almodôvar-Aljustrelense; Odemirense-Renascente; Boavista-Milfontes A; Castrense B-Milfontes B. Folga o Castrense A.

Taça Distrito de Beja em Juniores (2.ª eliminatória): Vasco Gama-Cabeça Gorda, 4-1; Desportivo Beja-Despertar, 0-1. Vasco da Gama e Despertar são os finalistas.

1.ª Divisão – AF Beja 16.ª jornada

Almodôvar Praia Milfontes Odemirense Serpa Aldenovense Piense Rosairense Sp. Cuba Cabeça Gorda São Marcos Bairro da Conceição Guadiana Desp. Beja Amarelejense

Campeonato Distrital de Benjamins (14.ª jornada): Série A: Ferreirense A-Despertar A, 2-0; Desportivo Beja-Vasco Gama, 0-3; Alvito-Bairro da Conceição, 4-4; Figueirense-Aljustrelense, 1-7. Folgou o Sporting Cuba. Líder: Ferreirense, 33 pontos. Próxima jornada (2/2: Aljustrelense -Ferreirense A; Despertar A-Desportivo Beja; Vasco Gama-Alvito; Sporting Cuba-Figueirense. Folga o Bairro da Conceição. Série B: Despertar B-Ferreirense B, 1-2; Sobral da Adiça-Santo Aleixo, 0-19; Moura-Piense, 5-0; Serpa-NS Beja, 1-9. Folgou a CB Beja. Líder: NS Beja, 39-3 pontos. Próxima jornada (2): Piense-Despertar B; Ferreirense B-Sobral da Adiça; Santo Aleixo-CB Beja; Serpa-Moura. Folga o NS Beja. Série C: Odemirense-Castrense, 7-1; Almodôvar-Ourique, 3-3; São Marcos-Milfontes A, 7-3; Boavista-Ro sai rense, 3-1; Milfontes B-Renascente, 5-2. Líder: Odemirense, 40 pontos. Próxima jornada (2/2): Rosairense-Odemirense; Castrense-Almodôvar; Ourique-São Marcos; Renascente-Milfontes A; Milfontes B-Boavista.

onato ganhou uma nova vaga de incerteza e abriu corredores de aproximação para as duas equipas do litoral alentejano que ficaram melhor posicionadas para discutir o título. Na semana em que se escreveu essa história da primeira derrota do Almodôvar, sete equipas, metade das que estão em prova, não marcaram qualquer golo. O Aldenovense fê-lo por todos, goleando o Amarelejense por 7-0. O Serpa construiu um triunfo natural sobre o Desportivo de Beja, na semana em que Hugo Rolim deixou o comando dos bejenses

(a equipa apresentou-se com Miguel Ângelo, interinamente, no banco). No Rosário o Sporting de Cuba ofereceu boa réplica, mas acabou tangencialmente derrotado, enquanto o Piense não foi além da conquista de um ponto no pelado de São Marcos. O Odemirense passou em Mértola à tangente e o outro empate sem golos registou-se em Beja, entre o Bairro da Conceição e o Cabeça Gorda. A prova sofre uma interrupção para dar entrada à Taça Distrito de Beja e regressa no próximo dia 10.

Campeonato Distrital de Futsal (13.ª jornada): Safara-Barrancos, 7-6; Luzerna-Almodovarense, 3-3; Ferreirense-Baronia, 0-1; Desportivo Beja-Alcoforado, 7-3; IP Beja-ADVN São Bento, 2-1; Vasco Gama-Vila Ruiva, 4-1. Folgou o NS Moura. Líder: Baronia, 36 pontos. Próxima jornada (1/2): Vasco Gama-NS Moura; IP Beja-Vila Ruiva; Desportivo Beja-ADVN São Bento; Ferreirense-Alcoforado; Luzerna-Baronia; Safara-Almodovarense. Folga o Barrancos. Campeonato Nacional de Iniciados (2.ª fase 1.ª jornada): Desportivo Beja-Louletano, 0-6; Lusitano VRSA-Despertar, 3-4. Líder: Louletano, 34 pontos; 2.º Despertar, 29. 7.º Desportivo Beja, sete. Próxima jornada (3/2): Despertar-Odiáxere. Folga o Desportivo de Beja. Campeonato Nacional de Juvenis (2.ª fase 1.ª jornada): BM Almada-Odemirense, 1-3; Cova Piedade-Despertar, 4-0. Líder: Louletano, 35 pontos. 7.º Odemirense, 11. 8.º Despertar, nove. Próxima jornada (2/2): Odemirense-Estoril; Despertar-BM Almada.


Série A: Brinches-Ficalho, 0-2; Pedrógão-Salvadense (não se realizou); Quintos -Luso Serpense, 0-1. Líder: Ficalho, 16 pontos. Próxima jornada (2/2) Ficalho -Quintos; Luso Serpense-Pedrógão. Folgam Brinches e Salvadense.

Série B: Neves-São Matias, 2-1; Faro do Alentejo-Louredense, 1-1; Penedo Gordo -Beringelense, 4-1. Folgou a AC Cuba. Líder: Penedo Gordo, 24 pontos. Próxima jornada (2/2): Louredense-AC Cuba; São Matias-Penedo Gordo; Beringelense-Faro do Alentejo. Folga o Neves.

Série C: Alvorada-Messeja nense, 2-1; Mombeja -Vale d’Oca, 1-4; Jungeiros-San ta Vitória, 1-0. Folgou o Figueirense. Líder: Vale d’Oca, 28 pontos. Próxima jornada (2/2): Jungeiros -Al vorada; Figueirense -Santa Vitória; Mombeja -Messejanense. Folga o Vale d’Oca.

Série D (9.ª jornada): Alcariense-Sanjoanense, 3-2; Fernandes-Albernoense, 0-1; Sete-Trindade, 1-2. Líder: Fernandes, 19 pontos. Próxima jornada (16/2): Sanjoanense-Fernandes; Trindade- Alcariense; Albernoense-Sete.

Série E: Cercalense-Re líquias, 1-0; Soneguense -San ta Luzia, 3-1; Colense -Amoreiras Gare, 2-2. Folgou o Luzianes. Líder: Luzianes, 22 pontos. Próxima jornada (3/2): Santa Luzia-Luzianes; Relíquias-Colense; Amoreiras Gare-Soneguense. Folga o Cercalense.

Série F: Saboia-Bemposta, 1-0; Milfontes-Malavado, 1-1; Cavaleiro-Boavista, 2-1. Folgou o Campo Redondo. Líder: Saboia, 26 pontos. Próxima jornada (3/2): Malavado-Campo Redondo; Bemposta-Cavaleiro; Boavista-Milfontes. Folga o Saboia.

Série G (9.ª jornada): Almodovarense-Pereirense, 0-4; Naveredondense-Santaclarense, 1-1; Serrano-Santa Clara-a-Nova, 3-2. Líder: Santaclarense, 20 pontos. Próxima jornada (17/2): Pereirense-Naveredondense; Santa Clara-a-Nova-Almodovarense; Santaclarense-Serrano.

AP Alentejo Os novos órgãos sociais da Associação de Patinagem do Alentejo, eleitos para o quadriénio 2013/2017, tomaram posse no início desta semana. Nuno Palma Ferro foi reconduzido como presidente do organismo que tutela a modalidade na região. Está em curso um projeto de reestruturação que, em breve, pode redefinir o âmbito geográfico da Associação de Patinagem do Alentejo.

Ferrobico não perde há sete jornadas consecutivas

“O nosso lugar é mais acima” A equipa do Clube Recreativo e Desportivo de Cabeça Gorda, Ferrobico, campeã distrital da 2.ª Divisão em 2011/12, procura consolidar a sua permanência no escalão principal da AF Beja.

Não, o primeiro objetivo é a manutenção, é esse que manteremos sempre como prioridade absoluta. Mas sabemos o nosso valor e, de acordo com aquilo que tem sido o nosso trabalho e a nossa prestação, também sabemos que o nosso lugar será uns furos mais acima na classificação.

Texto e foto Firmino Paixão

O

ciclo positivo de sete jogos sem derre rotas e a sua elevada capacidadee readoalizadora são elementos indiciadores da qualidade de um plantel jovem, que o. O atravessa um bom momento competitivo. nos, treinador da equipa, Celso Ramos, 35 anos, responsável pelo bom trabalho que está a ser uipa feito em Cabeça Gorda, quer que a equipa m lusuba alguns degraus na tabela, para um ntel. gar condicente com o justo valor do plantel. uipa O treinador assume o amadorismo da equipa e sublinha a mística do clube, mas teme que rmios fracos recursos do Ferrobico não permiro. tam manter este grupo unido para o futuro.

Um lugar entre os cinco primeiros?

E por que não? Temos estado a consolidar a vantagem em relação às equipas que estão atrás de nós, mas agora temos que olhar para o

topo e pensarmos em alcançar aqueles que estão acima de nós, o Rosairense e o Sporting de Cuba, por exemplo. Temos que dar esse salto, porque estamos fartos de estar no nosso lugar, já aqui andamos há algumas jornadas. Tem um plantel muito jovem, que ao longo da época tem vindo a ser reforçado …

Na verdade conseguimos alguns jogadores importantes que são verdadeiras mais-valias para o plantel, porque se inseriram muito bem no grupo. Só assim é que são reforços, porque poderiam ser jogadores com muita qualidade, mas se não tivessem capacidade para se adaptar ao espírito e à mística do Ferrobico não valia a pena. Uma base para o futuro, associada ao trabalho que o clube está a desenvolver na formação?

O Cabeça Gorda está a fazer um bom camampeonato. As expectativas iniciais já foram ram superadas?

Não será fácil. Como se sabe, o clube não paga compensações financeiras, nem prémios aos jogadores. Manter esta equipa será, certamente, muito difícil, mas se o conseguíssemos, juntando aqui mais dois ou três juniores, estava assegurada a equipa para a próxima época, mas dificilmente manteremos aqui todos estes jogadores.

Não, ainda não foram, ainda é um pouco cedo. edo. ar na Este lugar ainda não é o nosso. O nosso lugar classificação é um pouco lá mais para cima.

Sentem que alguns atletas podem ser aliciados para outros projetos?

A equipa completou um ciclo de sete jogos ogos sem derrotas, período muito positivo em que marcou 25 golos …

Estamos bem, sabíamos que o trabalho algum gum dia iria dar frutos. A máquina estava bem oleabaada e assim continua. Foi para isso que trabaaixo, lhámos, mas o nosso lugar não era lá em baixo, ante no fundo da tabela, onde andámos durante quatro ou cinco jornadas. Mas tudo isto é fruto érito do trabalho e dedicação dos jogadores e mérito da grande família do Ferrobico. Fazendo jus ao epíteto do Ferrobico, a equipa uipa é uma das mais realizadoras, mas sofre muitos uitos golos. Existem lacunas defensivas?

Nem por isso, nas últimas três jornadass até tem nem sofremos golos. Acho que não existem problemas defensivos, mas há jogos em que os adversários vão à nossa baliza e fazem dois sim. ou três golos, e há outros em que não é assim. Lembro-me, por exemplo, do jogo em casa com o, fio Almodôvar. Não merecíamos ter perdido, zemos três golos ao líder do campeonato e nos últimos minutos eles deram a volta ao jogo. São er. A incidências do futebol, não há nada a fazer. osto par disso, já disse aos meus jogadores que gosto de ver bom futebol e a nossa equipa tem quee jogar bem, privilegiar a qualidade. Os objetivos que persegue são os iniciaiss ou têm sido reformulados à medida que a prova rova avança e a produção vai melhorando?

Por enquanto não sabemos, ainda é muito cedo para avaliarmos isso, mas a direção, e eu próprio, tudo faremos para que ninguém abandone este grupo no final da época. Que avaliação faz do campeonato que muita gente considera atípico por não haver conhecimento do futuro enquadramento competitivo?

Atípico, acho que não. É um campeonato normal, marcado pelas circunstâncias da crise e dos novos regulamentos. Será atípico, talvez, porque o quinto classificado da 2.ª divisão está a competir no primeiro escalão, o quarto e o terceiro também estão, só se for por isso. Mas penso que a 2.ª divisão voltará na próxima época, quero acreditar nisso, até para poder motivar os meus jogadores, para assegurarmos a manutenção e ficarmos já descansados. Mas será uma incógnita, por isso, temos que andar lá em cima para estarmos salvaguardados de eventuais surpresas. Quem é o seu candidato à vitória no campeonato?

Inicialmente os meus favoritos eram o Milfontes e o Aldenovense, mas agora o maior candidato é o Almodôvar. Tem dado provas disso e tem sido acompanhado pela estrelinha da sorte. Mas está na frente com todo o mérito.

Os lenços brancos Firmino Paixão

O futebol é uma modalidade apaixonante, fortemente mobilizadora, às vezes alienante, que se rege por interessantes regras facilmente transponíveis para outras vivências. Uma equipa é constituída por 11 atletas, eleitos (qual deputados) de entre um grupo mais numeroso, ponderados critérios como a qualidade, competência, disponibilidade física, dedicação, uma infindável lista de itens, semanalmente avaliados no estádio (qual parlamento) pela exigente moldura de adeptos e simpatizantes (o povo). Os melhores procuram o triunfo da tribo, os menos bons assistem, os mais dotados esforçam-se para levar o povo à glória, os suplentes assistem, os titulares lutam pela valorização do emblema, os suplentes não são capazes. O banco de suplentes é, regra geral, o poiso dos menos dedicados, dos menos competentes, aqueles que, às vezes, até metem golos na própria baliza e prejudicam os interesses do seu clube, do emblema que os projeta. Muitas vezes estão ali para fazer número, mas o inquestionável é que a condição de suplente é frequentemente associada à de menos dotado. No futebol e na política existem algumas analogias. O povo é, ciclicamente, chamado para fazer a equipa que defenderá os desígnios da nação. Uma missão que deveria ser nobre. Um campeonato que deveria ter jogos inesquecíveis. Na hora de constituir o plantel, os melhores posicionam-se em lugares elegíveis, às vezes notáveis que os superiores interesses do patrão do clube impõem ao treinador como sendo mais capazes (e que grande desilusões temos visto). Atrás destes, às vezes de cócoras, ficam os outros, os que espreitam uma oportunidade, têm ambição, mas a qualidade é inferior. Uma espécie de boas e más moedas, citando o mais alto magistrado da nação. Então, quando a moeda (o jogador) que pensávamos boa se torna falsa, avança o suplente, o menos dotado, o menos competente, que podia ser um jogador sofrível, mas empenhado (e não é), que podia ser um avançado perdulário, mas que lutasse pela sua equipa (e não luta), que fosse desastrado, mas entrasse em campo para defender o seu emblema (e não defende). Ora se não luta, não defende, não dignifica, para além de ser menos dotado e menos competente, não merece a titularidade e será sempre o alvo do coro de assobios da grande plateia. Acenemos-lhe, então, os lenços brancos e entoemos uma grande vaia. Se não dá o corpo ao manifesto pelo coletivo, se é recorrente em meter golos na própria baliza, se não sua a camisola, é porque nada lhe corre nas veias que o identifique, o emblema que, por engano (de alguns) foi defender (?). Não merece a confiança dos adeptos. Não esperemos pelo cartão vermelho do juiz da partida, levante-se já o grande auditório e apontemos-lhe o caminho, rua.

Diário do Alentejo 1 fevereiro 2013

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Taça Fundação Inatel – 11.ª jornada


Castrense na Taça de Portugal em hóquei

Diário do Alentejo 1 fevereiro 2013

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O Castrense apurou-se para a 2.ª eliminatória da Taça de Portugal, em hóquei em patins, batendo a formação do Vasco da Gama de Sines (7/5). O Hóquei de Grândola perdeu em casa com o Salesiana (4-5) e foi afastado. A próxima eliminatória disputa-se em 23/2 já com o Hóquei de Santiago, isento desta fase.

Campeonato Nacional da 3.ª Divisão em andebol

Campeonato Nacional da 3.ª Divisão de Seniores Masculinos (14.ª jornada): AC Sines-Zona Azul, 22-40; CCP Serpa-Redondo, 21-25. O Redondo lidera, com 35 pontos, 2.º Zona Azul, 34; 4.º CCP Serpa, 22. Próxima jornada: Zona Azul-CCP Serpa (Pavilhão de Santa Maria, amanhã às 17 e 30 horas).

Basquetebol O Beja Basket Clube derrotou a equipa do Portimonense (75/50) em partida referente à 6.ª jornada do Nacional da 2.ª Divisão de Basquetebol. A próxima jornada, marcada para a tarde de amanhã, levará a equipa bejense até ao recinto do Reguengos de Monsaraz. O BBC está na 3.ª posição, com oito pontos, menos quatro que o líder Atlético de Reguengos.

Pomba de Bruno Helena obteve 6.º lugar na República da Eslováquia

O êxito da “Pardaloca” A “Pardaloca” de Bruno Helena destacou-se entre os alados do distrito de Beja que integraram a seleção nacional concorrente à 33.ª Olimpíada de Columbofilia. Texto e foto Firmino Paixão

N

o resca ldo da 33.ª Olimpíada de Columbofilia, realizada na cidade de Nitra, na República da Eslováquia, onde a seleção do nosso país conquistou apenas uma “medalha de bronze” na categoria sport absoluta (pombo da Associação de Lisboa), vai também o destaque para o honroso 6.º lugar conseguido pelo columbófilo bejense Bruno Helena na categoria de sport fundo, que esteve entre os melhores portugueses. Além de Bruno Helena a equipa nacional integrava aves dos co(38. clasclas lumbófilos José Ameixa (38.º sificado na especialidade de sport meio fundo) e João Manuel Coelho (31.º classificado na categoria de sportt adultos). Nova campanha, novos desafios Os próximos desafios dos

concorrentes da Associação Columbófila do Distrito de Beja já estão lançados. Trata-se da campanha desportiva 2013, cujo calendário já foi aprovado em assembleia geral da coletividade e ratificado pela Federação Portuguesa de Columbofilia, não sem que se tivessem registado algumas discordâncias face

às alterações verificadas nas linhas de voo (deslocação para o sul de Espanha). O primeiro dos três treinos que antecedem a competição realiza-se já no próximo dia 9, com soltas de Alosno, seguindo-se mais duas soltas, uma desde Valverde del Camino e outra desde El Castilo de Las Guardas e no dia 2 de março começará oficialmente a temporada desportiva com uma prova de velocidade (233 km de linha de voo) com soltas na localidade espanhola de Montelano. O calendário contempla sete provas na especialidade de velocidade, sete de meio fundo e sete de fundo, onde se incluem duas provas de grande fundo desde Santa Magdalena, com linhas média de voo de 750 km para as zonas centro leste

ACD BEJA CALENDÁRIO DESPORTIVO 2013 2/03 – Montelano I – norte – 233 km, velocidade 2/03 – Villa Martin I – sul – 234 km, velocidade 10/03 – Villa Martin I – norte – 233 km, velocidade 10/03 – Montellano I – sul – 236 km, velocidade 16/03 – Cala del Moral I – geral – 350 km, meio fundo 24/03 – Algodonales I – norte – 251 km, velocidade 24/03 – Vila Martins II – sul – 234 km, velocidade 30/03 – Totana I – geral – 560 km, fundo 07/04 – Granada I – geral – 390 km, meio fundo 13/04 – Cartagena – geral – 610 km, fundo 13/04 – Montellano II – norte – 233 km, velocidade 13/04 – Algodonales I – sul – 252 km, velocidade 21/04 – Guadix I – geral – 430 km, meio fundo 27/04 – Sta Magdalena – geral a) – 750 km, grande fundo 27/04 – Algodonales II – norte – 251 km, velocidade 27/04 – Montellano II – sul – 236 km, velocidade 5/05 – Cala del Moral II – geral – 350 km, meio fundo 11/05 – Totana II – geral – 560 km, fundo 11/05 – Villa Martin II – norte – 233 km, velocidade 11/05 – Algodonales II – sul – 252 km, velocidade 19/05 – Granada II – geral – 390 km, meio fundo 25/05 – Sta Magdalena II – geral – 760 km, grande fundo 25/05 – Montellano III – norte – 233 km, velocidade 25/05 – Villa Martin III – sul – 234 km, velocidade 2/06 – Guadix II – geral – 430 km, meio fundo 8/06 – Cartagena II – geral – 610 km, fundo 16/06 – Cala del Moral III – geral – 350 km, meio fundo 22/06 – Totana II – geral – 560 km, fundo a) Campeonato Nacional de Maratona

e sul, a primeira das quais (27 de abril) será o Campeonato Nacional de Maratona. Sobre a deslocação das linhas de voo para o sul do país vizinho, o campeão nacional Bruno Helena (Asas de Beja) teve oportunidade de afirmar ao “Diário do Alentejo”: “A linha de voo em que concorríamos era muito boa para os pombos alentejanos, agora vamos mudar para sul, vamos ver se, com esta mudança, conseguimos manter tantos pombos, mas também é bom mudar de vez em quando, porque em termos de linhas de voo o distrito fica mais equilibrado”. Também o columbófilo José Palma Lampreia, que recentemente terminou o seu mandato como presidente da associação regional, comentou no sua página pessoal na Internet que “a mudança ocorre no melhor período da columbofilia no distrito de Beja”, considerando perigosas as rotas da nova campanha. O novo executivo da associação regional, liderado por António Félix Ninhos, não deixou Lampreia sem resposta, lembrando que a alteração foi decidida democraticamente em assembleia geral pelos delegados das coletividades, e quanto à perigosidade das novas linhas e voo “se a alteração foi ou não benéfica só o tempo o dirá”, disse. As aves ainda não voam mas já existem voos cruzados na prestigiada e competitiva columbofilia do distrito de Beja, antecedendo o início de mais uma campanha desportiva.

Mértola e a canoagem José Saúde

Nas águas do rio Guadiana, em Mértola, cresce uma modalidade onde têm nascido canoístas que elevam ao púlpito a imagem de Portugal aos quatro cantos do mundo. O grande rio do sul, passo o pleonasmo, possui componentes naturais atraentes que levaram homens audazes a fundarem o Clube Náutico de Mértola no dia 3 de junho de 1986. O clube, opino, tem ultrapassado problemas físicos, em particular, sendo que as instalações primárias cruzaram atempadamente uma nova rota, resultando o erigir de uma pomposa infraestrutura que tem capacidades múltiplas para conveniências diversas. Com o rio a seus pés, mesmo a coabitar de paredes meias, e o estonteante olhar as águas fluviais localizadas ao fundo do vale, a labuta diária que os atletas travam numa peleja titânica escarpa abaixo, escarpa acima, deixam explícito a sua entrega a uma modalidade à qual se entregam de corpo e alma: a canoagem. A Vila Museu assume-se como hino a um mundo desportivo que se depara com efetivas realidades de um Alentejo sem fronteiras. Do Clube Náutico de Mértola saem, regularmente, atletas de renome nacional e internacional. Carlos Viegas, um dos homens que tem carregado com o piano da canoagem às costas, é indubitavelmente um dirigente que jamais renegou a sua firme convicção em trazer para a ribalta valores que espalham perfume universal. O centro de estágio do Clube Náutico arroga-se como uma mais-valia que leva a Mértola os mais prestigiados atletas nacionais e internacionais, não obstante a originalidade das suas nacionalidades. Sei que as condições naturais que a vila acolhe, bem como as mansas águas que o leito do rio proporciona aos atletas, são equivalências imperdíveis. Mértola foi na semana passada anfitriã de 10 canoístas da seleção nacional de juniores que ali estagiaram. Sinais de um tempo onde a canoagem chancela Mértola como uma visita a não perder.


institucional diversos

21 Diário do Alentejo 1 fevereiro 2013

Diário do Alentejo n.º 1606 de 01/02/2013 Única Publicação

Diário do Alentejo n.º 1606 de 01/02/2013 Única Publicação

TRIBUNAL JUDICIAL DE BEJA

COOPERATIVA DE CONSUMO POPULAR CASTRENSE, CRL

2.° Juízo

ANÚNCIO

Processo: 373/12.2TBBJA Reforma de Documentos Requerente: José Fernando Horta Parreira e outro(s)... Requerido: Axa Portugal – Companhia de Seguros SA Nos autos acima identificados, correm éditos para citação dos interessados incertos para comparecerem pessoalmente neste tribunal, no dia 28-02-2013, às 10 horas, a fim de intervir na conferência, a que se refere o n.º 2 do Art.º 1069º do CPC, ficando ainda advertidos de que: Na falta de acordo, devem os interessados dissidentes, deduzir a sua contestação no prazo de 20 dias contados da realização de conferência. Na falta de contestação, o juiz ordenará a reforma do título, declarando sem valor o título desaparecido. Fica convidada qualquer pessoa que esteja na posse dos títulos ao portador n.°s 716798, 716796 e 716797 – “Capinveste 2003” a vir apresentálos até ao dia designado para a conferência – art°s 1069° n°2 e 1072° al. a), ambos do CP Civil. Beja, 18-01-2013. N/Referência: 2478550 A Juiz de Direito, Dr.ª Estela Vieira O Oficial de Justiça, Maria Paula Reis

Diário do Alentejo n.º 1606 de 01/02/2013 Única Publicação

CONVOCATÓRIA Nos termos do art. 15º n.° 7 dos Estatutos da Cooperativa de Consumo Popular Castrense, CRL, convoco a Assembleia Geral Extraordinária, a realizar no próximo dia 7 de Fevereiro de 2013, quinta-feira, pelas 21 horas e 30 minutos, que terá lugar no Cineteatro Municipal de Castro Verde, sito na Praça da Liberdade, em Castro Verde com a seguinte Ordem de Trabalhos: Ponto Único – Eleição dos Corpos Gerentes da Coopcastrense, triénio 2013-2016 Nota: No caso de à hora marcada não se encontrar reunido o número legal de sócio,. a Assembleia reunirá, no mesmo dia e local, p,elas 22 horas, com o número de sócios que estiver presente. Castro Verde, 18 de Janeiro de 2013. O Presidente da Mesa da Assembleia Geral Sebastião Colaço Canário

Diário do Alentejo n.º 1606 de 01/02/2013 Única Publicação

COOPERATIVA DE CONSUMO POPULAR CASTRENSE, CRL

CONVOCATÓRIA TRIBUNAL JUDICIAL DE BEJA 2.° Juízo

Casa de

Delfos

* Massagens de Relaxamento e Endireita *Leitura de Tarot, Aconselhamento e Mediação Consulta Presencial Mediante Marcação Atendimento de Segunda a Domingo, das 9h às 20h

Máximo Sigilo Concelho de Elvas

Contacto: 924 441 595 casadedelfos@hotmail.com

ANÚNCIO

Processo: 91/13.4TBBJA Interdição/inabilitação Requerente: Ministério Público Interdito: Ana Ramos Machado Quaresma Faz-se saber que foi distribuída neste tribunal, a ação de Interdição/ Inabilitação em que é requerido Ana Ramos Machado Quaresma, com residência em domicílio: Lar da Fundação de Santo António, Santa Clara do Louredo, 7800-000 Beja, para efeito de ser decretada a sua interdição por anomalia psíquica. Beja, 30-01-2013. N/Referência: 2490535 A Juiz de Direito, Dr.ª Celine Alves O Oficial de Justiça, João Santos

Nos termos do artº 20º nº 4 dos Estatutos da Cooperativa de Consumo Popular Castrense, CRL., convoco a Assembleia Geral Extraordinária, a realizar no próximo dia 7 de Fevereiro de 2013, quinta-feira, pelas 20 horas e 30 minutos, que terá lugar no Cineteatro Municipal de Castro Verde, sito na Praça da Liberdade, em Castro Verde, com a seguinte Ordem de Trabalhos: Ponto 1 – Análise da situação de Insolvência da Coopcastrense; Ponto 2 – Suspensão temporária do n.° 2 do artº 15º dos Estatutos. Nota: No caso de à hora marcada não se encontrar reunido o número legal de sécios, a Assembleia reunirá, no mesmo dia e local, pelas 21 horas, com o número de sócios que estiver presente. Castro Verde, 18 de Janeiro de 2013. O Presidente da Mesa da Assembleia Geral Sebastião Colaço Canário

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22 Diário do Alentejo 1 fevereiro 2013

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Urgências Prótese fixa e removível Estética dentária Cirurgia oral/ Implantologia Aparelhos fixos e removíveis VÁRIOS ACORDOS Consultas :de segunda a sexta-feira, das 9 e 30 às 19 horas Rua de Mértola, nº 43 – 1º esq. Tel. 284 321 304 Tm. 925651190 7800-475 BEJA

Cirurgia Vascular

HELENA MANSO CIRURGIA VASCULAR TRATAMENTO DE VARIZES Convenções com PT-ACS CONSULTÓRIOS: Beja Praça António Raposo Tavares, 12, 7800-426 BEJA Tel. 284 313 270 Évora CDI – Praça Dr. Rosado da Fonseca, 8, Urb. Horta dos Telhais, 7000 Évora Tel. 266749740

Otorrinolaringologia

DR. J. S. GALHOZ Ouvidos,Nariz, Garganta Exames da audição Consultas a partir das 14 horas Praça Diogo Fernandes, 23 - 1º F (Jardim do Bacalhau) Telef. 284322527 BEJA


saúde

Manuel Matias – Isabel Lima – Miguel Oliveira e Castro – Jaime Cruz Maurício Ecografia | Eco-Doppler Cor | Radiologia Digital Mamografia Digital | TAC | Uro-TC | Dental Scan Densitometria Óssea Nova valência: Colonoscopia Virtual Acordos: ADSE; PT-ACS; CGD; Medis, Multicare; SAMS; SAMS-quadros; Allianz; WDA; Humana; Mondial Assistance. Graça Santos Janeiro: Ecografia Obstétrica Marcações: Telefone: 284 313 330; Fax: 284 313 339; Web: www.crb.pt Rua Afonso de Albuquerque, 7 r/c – 7800-442 Beja e-mail: cradiologiabeja@mail.telepac.pt

CENTRO DE IMAGIOLOGIA DO BAIXO ALENTEJO ECOGRAFIA – Geral, Endocavitária, Osteoarticular, Ecodoppler TAC – Corpo, Neuroradiologia, Osteoarticular, Dentalscan Mamografia e Ecografia Mamária Ortopantomografia

António Lopes – Aurora Alves – Helena Martelo – Montes Palma – Maria João Hrotko – Médicos Radiologistas – Convenções: ADSE, ACS-PT, SAD-GNR, CGD, MEDIS, SSMJ, SAD-PSP, SAMS, SAMS QUADROS, ADMS, MULTICARE, ADVANCE CARE Horário: de 2ª a 6ª feira, das 8 às 19 horas e aos sábados, das 8 às 13 horas Av. Fialho de Almeida, nº 2 7800 BEJA

Telef. 284318490 Tms. 960284030 ou 915529387

Dr. Sidónio de Souza – Pneumologia/Alergologia/ Desabituação tabágica – H. Pulido Valente Dr. Fernando Pimentel – Reumatologia – Medicina Desportiva – Instituto Português de Reumatologia de Lisboa Dr.ª Verónica Túbal – Nutricionismo – H. de Beja Dr.ª Sandra Martins – Terapia da Fala – H. de Beja Dr. Francisco Barrocas – Psicologia Clínica/Terapia Familiar – Centro Hospitalar do Baixo Alentejo. Dr. Rogério Guerreiro – Medicina preventiva – Tratamento inovador para deixar de fumar Dr. Gaspar Cano – Clínica Geral/ Medicina Familiar Dr.ª Nídia Amorim – Psicomotricidade/Educação Especial e Reabilitação Dr. Sérgio Barroso – Especialista em Oncologia – H. de Beja Drª Margarida Loureiro – Endocrinologia/Diabetes/ Obesidade – Instituto Português de Oncologia de Lisboa Dr. Francisco Fino Correia – Urologia – Rins e Vias Urinárias – H. Beja Dr. Daniel Barrocas – Psiquiatria – Hospital de Évora Dr.ª Lucília Bravo – Psiquiatria H.Beja , Centro Hospitalar de Lisboa (H.Júlio de Matos). Dr. Carlos Monteverde – Medicina Interna, doenças de estômago, fígado, rins, endoscopia digestiva. Dr.ª Ana Cristina Duarte – Pneumologia/ Alergologia Respiratória/Apneia do Sono Dr.ª Isabel Santos – Psiquiatria de Infância e Adolescência/Terapeuta familiar – Centro Hospitalar do Baixo Alentejo Dr.ª Paula Rodrigues – Psicologia Clínica – Hospital de Beja Dr.ª Luísa Guerreiro – Ginecologia/Obstetrícia Dr. Luís Mestre – Senologia (doenças da mama) – Hospital da Cuf – Infante Santo Dr. Jorge Araújo – Ecografias Obstétricas Dr.ª Ana Montalvão – Hematologia Clínica /Doenças do Sangue – Hospital de Beja Dr.ª Ana Cristina Charraz – Psicologia Clínica – Hospital de Beja Dr. Diogo Matos – Dermatologia – Hospital Garcia da Orta. Dr.ª Madalena Espinho – Psicologia da Educação/ Orientação Vocacional Dr.ª Ana Margarida Soares – Terapia da Fala Dr.ª Maria João Dores – Psicomotricidade/Educação Especial e Reabilitação Enfermeira Maria José Espanhol – Enfermeira especialista em saúde materna/Cuidados de enfermagem na clínica e ao domicílio/Preparação pré e pós parto/amamentação e cuidados ao recémnascido/Imagem corporal da mãe – H. de Beja Marcações diárias pelos tels. 284 322 503 Tm. 91 7716528 | Tm. 916203481 Rua Zeca Afonso, nº 6, 1º B, 7800-522 Beja Clinipaxmail@gmail.com www.clinipax.pt

Clínica Médico-Dentária de S. FRANCISCO, LDA. Gerência de Fernanda Faustino Acordos: SAMS, ADMG, PSP, A.D.M.E., Portugal Telecom e Advancecare

Rua General Morais Sarmento, nº 18, r/chão; TEL. 284327260 7800-064 BEJA

23 Diário do Alentejo 1 fevereiro 2013


necrologia institucional

24 Diário do Alentejo 1 fevereiro 2013

Rua da Cadeia Velha, 16-22 - 7800-143 BEJA Telefone: 284311300 * Telefax: 284311309 www.funerariapaxjulia.pt E-mail: geral@funerariapaxjulia.pt Funerais – Cremações – Trasladações - Exumações – Artigos SALVADA

BEJA

TRINDADE

BEJA / SANTA VITÓRIA

†. Faleceu a Exma. Senhora D. ROSÁLIA ROSA CONDUTO, de 84 anos, natural de Mértola, casada com o Exmo. Sr. Mariano Dias Ramos. O funeral a cargo desta Agência, realizou-se no passado dia 26, da Casa Mortuária da Salvada, para o cemitério local.

†. Faleceu a Exma. Senhora D. ANA MARIA VERÍSSIMO LAMPREIA LOPES GONÇALVES, de 60 anos, natural de Santa Maria da Feira - Beja, casada com o Exmo. Sr. António de Oliveira Gonçalves. O funeral a cargo desta Agência, realizou-se no passado dia 27, das Casas Mortuárias de Beja, para o cemitério desta cidade.

†. Faleceu o Exmo. Senhor FRANCISCO JOSÉ JANEIRO, de 61 anos, natural de Trindade - Beja, casado com a Exma. Sra. D. Maria Celeste Conduto Janeiro. O funeral a cargo desta Agência, realizou-se no passado dia 27, da Casa Mortuária da Trindade, para o cemitério local.

†. Faleceu a Exma. Senhora D. MARIA MANUEL CÂNDIDO FILIPE, de 36 anos, natural de Campo Grande - Lisboa, solteira. O funeral a cargo desta Agência, realizou-se no passado dia 29, das Casas Mortuárias de Beja, para o cemitério de Santa Vitória.

FARO DO ALENTEJO

BEJA

†. Faleceu a Exma. Senhora D. ANA ROSA SERRANO PRATAS, de 76 anos, natural de Faro do Alentejo - Cuba, casada com o Exmo. Sr. Jacinto António Ratinho Roberto. O funeral a cargo desta Agência, realizou-se no passado dia, da Casa Mortuária de Faro do Alentejo, para o cemitério local.

†. Faleceu o Exmo. Senhor MANUEL ANACLETO RAPOSO, de 81 anos, natural de Santana de Cambas Mértola, casado com a Exma. Sra. D. Assunção Chora Madeira Raposo. O funeral a cargo desta Agência, realizou-se no passado dia 30, da Igreja Paroquial do Carmo, para o cemitério de Beja.

Baleizão PARTICIPAÇÃO

Serpa PARTICIPAÇÃO

É com pesar que participamos o falecimento da Sra. D. HELENA DA GRAÇA SIMÃO ocorrido no dia 24/01/2013, de 90 anos, viúva, natural de Baleizão. O funeral a cargo desta agência realizou-se no dia 25/01/2013, pelas 14 horas, da Casa Mortuária de Baleizão para o cemitério local. Apresentamos à família as cordiais condolências.

É com pesar que participamos o falecimento do Sr. LEOPOLDO ALEIXO TRONCÃO ocorrido no dia 28/01/2013, de 62 anos, casado com a Sra. D. Maria A p o l ó n i a R u í vo A r r u d a Troncão, natural da freguesia de Santa Maria, Serpa. O funeral a cargo desta agência realizou-se no dia 29/01/2013, pelas 16 e 30 horas, da Casa Mortuária de Serpa para o cemitério local. Apresentamos à família as cordiais condolências.

Às famílias enlutadas apresentamos as nossas mais sinceras condolências.

AGÊNCIA FUNERÁRIA SERPENSE, LDA

Vidigueira PARTICIPAÇÃO, AGRADECIMENTO E MISSA DO 7.º DIA

Francisca Efigénia Gomes Cano Mendes Pinto Filhos, genros, noras e restante família cumprem o doloroso dever de participar o falecimento da sua ente querida ocorrido no dia 27/01/2013 e na impossibilidade de o fazerem individualmente vêm por este meio agradecer a todas as pessoas que a acompanharam à sua última morada ou que de outra forma manifestaram o seu pesar. Mais informam que será celebrada missa no dia 02/02/2013, sábado, às 10 horas, na igreja da Misericórdia, em Vidigueira, e agradecem desde já a todos os que se dignarem assistir ao ato religioso.

Gerência: António Coelho Tm. 963 085 442 – Tel. 284 549 315 | Rua das Cruzes, 14-A – 7830-344 SERPA

MISSA

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Amarante / Beja

MISSA DE 30.º DIA

Diário do Alentejo n.º 1606 de 01/02/2013 Única Publicação

CÂMARA MUNICIPAL DE BARRANCOS

EDITAL N.º 01/2013 (Publicitação das transferências concedidas pela Câmara Municipal de Barrancos no 2.º Semestre/2012)

ANTÓNIO PICA TERENO, Presidente da Câmara Municipal de Barrancos, torna público, nos termos e para cumprimento do disposto na Lei n.º 26/94, de 19 de Agosto, os benefícios concedidos no 2.º semestre de 2012. Listagem das transferências concedidas BENEFICIÁRIO Agrupamento de Escolas de Barrancos Agrupamento de Escolas de Barrancos Agrupamento de Escolas de Barrancos Agrupamento de Escolas de Barrancos Assembleia Distrital de Beja Associação Barranquenha p/ Desenvolvimento Associação Barranquenha p/ Desenvolvimento Associação Barranquenha p/ Desenvolvimento Associação de Municípios Baixo Alentejo e Alentejo Litoral Associação de Municípios Baixo Alentejo e Alentejo Litoral Associação de Defesa do Património de Mértola Associação de Municípios Alentejanos p/Gestão do Ambiente Associação de Municípios Alentejanos p/Gestão do Ambiente Associação de Reformados de Barrancos Associação Humanitária B.V. Barrancos Associação Humanitária B.V. Barrancos Associação Humanitária B.V. Barrancos Associação Humanitária B.V. Barrancos Associação Nacional de Municípios Portugueses Junta de Freguesia de Barrancos Junta de Freguesia de Barrancos Lar Nossa Sr. ª da Conceição de Barrancos Resialentejo EIM TOTAL DAS TRANSFERÊNCIAS CORRENTES Aguas Públicas do Alentejo, SA Associação Barranquenha p/ Desenvolvimento Associação de Municípios Alentejanos p/ Gestão do Ambiente Associação Humanitária B.V .Barrancos Junta de Freguesia de Barrancos Lar Nossa Sr.ª da Conceição de Barrancos TOTAL DAS TRANSFERÊNCIAS CAPITAL TOTAL: (CORRENTES + CAPITAL)

MONTANTE TRANSFERIDO 2.902,32 1.995,00 950,00 845,09 2.233,00 25.102,25 32.182,68 16.449,00 3.150,67

OBSERVAÇÃO Refeições Escolares Protocolo Pavilhão Protocolo (BPB) Outras despesas c/Educação Comparticipação ano 2012 Projeto - Eeagrants Comparticipação Projeto AGIR Protocolo – Delib.82/CM/12,14/8 Comparticipação - Projeto

16.161,00

Comparticipação

6.961,50 577,74

Projeto “Tradições Orais” Comparticipação

850,43

Comparticipação - Projeto

7.837,50 12.000,00 14.250,00 14.250,00 1.570,00 4.218,00 1.500,00 97,39 26.318,40 3.599,53

Banco de Medicamentos Assistência Médica Fim de Semana Protocolo de Colaboração Protocolo – Equipa Intervenção Permanente Contrato – Programa (Apoio Saúde) Quotização Deliberação n.º118/CM/12, 10/10 Transferência - STAPE Protocolo – Delib.n.º83/CM/12, 14/8 Comparticipação - Projeto

…….............................. 13.881,78 5.617,00 11.424,62

€196.001,50 Projeto – Comparticipação Projeto – Eeagrants Comparticipação - Projeto

10.800,00 19.611,65 48.000,00 ……...........................

Protocolo - POVT Protocolo Protocolo Obras Pares €109.335,05

…….......................

Câmara Municipal de Barrancos, 09 de janeiro de 2013 O Presidente da Câmara Dr. António Pica Tereno

€305.336,55

Eugénia Rosa Pinheiro Pinto da Silva Pires 1.º Ano de Eterna Saudade Seu esposo, filhos, genro e neto recordam com muito amor e profunda saudade a sua ente querida, falecida em 29 de janeiro de 2012.

Maria Amélia Branco Lampreia Godinho Sobrinha e restante família comunicam que será celebrada missa pelo seu eterno descanso no 1.º mês do seu falecimento, dia 04/02/2013, segunda-feira, às 18 e 30 horas, na igreja do Carmo, em Beja, e agradecem antecipadamente a todas as pessoas que nela compareçam.

Augusto Manuel Porta Nova Pinto Faleceu em 07/02/2011 2.º Ano de Eterna Saudade Pais, avós, irmão, tios, primos e restante família participam a todas as pessoas de suas relações e amizade que será celebrada missa pelo eterno descanso do seu ente querido no dia 07/02/2013, às 18 e 30 horas, na igreja da Sé, em Beja, agradecendo desde já a todos os que nela participarem.

AGRADECIMENTO E MISSA DE 30.º DIA

A família de IVONE CORREIA PERPÉTUA agradece reconhecidamente a todos os que se dignaram acompanhar o funeral da sua familiar, bem como a todas as pessoas que demonstraram o seu carinho e amizade. Participam que será celebrada uma missa em sua homenagem no dia 10 de fevereiro, domingo, pelas 12 horas, na igreja do Carmo, em Beja, agradecendo antecipadamente a todas as pessoas que se dignarem assistir a esta celebração.


institucional diversos

25 Diário do Alentejo 1 fevereiro 2013

Diário do Alentejo n.º 1606 de 01/02/2013 Única Publicação

Todas as semanas os leitores do “Diário do Alentejo” vão ter descontos. Os anúncios desta secção pretendem, por um lado, dar um impulso à economia local e, por outro, ajudar os consumidores neste tempo de crise. Aproveite as oportunidades.

 Vale €1,20 em abastecimentos superiores a 20 litros

descontos atÉ

6 cÊnt.

1. Válido nos Postos BP Beja Luzias, BP Beja Variante e BP Beja Castilho; 2. Este vale só poderá ser descontado no ato de pagamento de abastecimentos iguais ou superiores a 20 lts., até um máximo de 3 vales por abastecimento (60 lts); 3. Este vale não é acumulável com outras campanhas desconto a decorrer no Posto de Abas-

por litro

tecimento; 4. Este vale só é válido para abastecimentos

desconto em combustÍvel

com cartões: Routex, Azul e de Sócio ACP; 5. Nenhuma

atÉ 30 de abril

em combustíveis cujos pagamentos não sejam efetuados responsabilidade será aceite nos seguintes casos: perda, roubo ou danificação do vale quer tenha sido utilizado ou não; 6. Este vale não pode ser trocado por dinheiro; 7. Válido até 30 de abril de 2013.





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Replantar e cultivar o que comemos

Diário do Alentejo 1 fevereiro 2013

26

Quer tenha muito ou pouco espaço, o importante é ter interesse em cultivar os seus próprios alimentos e criar uma horta doméstica. É biológico e ajuda à poupança. Cultivar os seus próprios alimentos por prazer e até criar a sua própria horta é o desafio lançado pelo projeto RePlanta, que junta, num esforço coletivo, três entidades responsáveis pela gestão de resíduos na região do Alentejo – Associação de Municípios do Alentejo Central, Gesamb e a Resialentejo. O desafio é para todos,

tenham muito ou quase nenhum espaço para o efeito, o que importa é valorizar os resíduos orgânicos a uma escala doméstica e introduzir hábitos de compostagem junto da população. O objetivo é fazer com que a população em geral adquira práticas de agricultura biológica e de cultivo. Marta Dias, responsável pelo projeto, refere que “não é obrigatório ter um jardim para frequentar as oficinas, basta que tenha a motivação e o interesse em começar a cultivar os seus próprios alimentos”.

Empresas

P.M. Comercial e Queijaria Guilherme galardoadas A P.M. Comercial – Serviços e Equipamentos para a Agricultura e Pecuária, Lda. e a Queijaria Guilherme, Unipessoal, Lda., ambas de Serpa, foram distinguidas recentemente, em Braga, com o estatuto PME Excelência 2012, um instrumento de reputação pelo Iapmei – Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação, para premiar os melhores desempenhos empresariais em vários setores de atividade.

Én naa loj oja Cu ubo bo, abe ab ber er ta ta des esd dee ou utu tubr bro de de 20 00 09 no no I n nssti sttiitu tutto o Po téécn Po Polité cniicco de de Bej ejaa,, qu uee se divu di ivu vulg gaam m os m meelh lhor lho oreess pro ore rod du uto tos da reg da egiã ião. o. Criada ri ri essenciallmente te ap peens nsar ar no “estreitamento dee laç açoss” een ntre a comunidade accadém adém ad émicca e a comunidade regi re egi g io on naall, vveende o melhor que eexxis isttee no Al Alentejo juntameent nte te co m o co oss prro odu duto tos q tos qu ue o IPBe IP PB Beeja ja cons co nsid sid ide der era ra seerreem a ma marcca da marc da sua id sua su iden enti tida ti dade aaca cadé démi mica c .

Autoridades distribuem telemóveis a idosos no Alentejo

Vida académica aliada ao comércio regional

Loja Cubo divulga o melhor que há no Alentejo Aberta a toda a comunidade, e localizada no campus do IPBeja, a loja Cubo disponibiliza o que de melhor existe na região, das compotas aos vinhos, passando pelos rebuçados e por tantos outros produtos. Ao mesmo tempo divulga artigos da marca institucional. Este é um projeto que visa estreitar os laços entre as comunidades académica e regional. Publireportagem Sandra Sanches

C

onhecida por loja Cubo, devido à geometria do espaço, é um projeto com várias dimensões que abarca duas principais vertentes, a académica e a regional. É junto ao refeitório e próximo do auditório dos serviços comuns do estabelecimento de ensino que podemos encontrar este espaço. É ali que a comunidade académica (alunos, funcionários, docentes e não docentes) divulga os seus artigos, nomeadamente de merchandasing (canetas, t-shirts, livros, pines e emblemas, entre outros), e que a comunidade em geral tem a possibilidade de colocar à venda produtos regionais, como vinhos, compotas, rebuçados, chás e até mesmo chocolates. É num terreno próximo de Beja que os alunos de Agronomia testam os seus produtos em aulas práticas que lhes conferem

a habilidade para o setor da horticultura, fruticultura, viticultura e olivicultura. E são estes mesmos alunos que são responsáveis por todo o processo desde o seu início, da plantação à colheita, terminando no embalamento dos produtos, que posteriormente seguem para venda na loja Cubo, numa lógica de estímulo ao consumo de proximidade. O Cubo também está vocacionado para apoiar a comunidade académica na disponibilização de serviços de apoio às atividades científicas, pedagógicas e culturais. Aldo Passarinho, coordenador geral do projeto, explica ao “Diário do Alentejo” que a ideia surgiu da necessidade de se estreitarem os laços entre a comunidade académica e a comunidade regional, tirando partido do fator positivo de a loja se encontrar perto do auditório, por onde anualmente passam centenas, se não milhares, de pessoas, nomeadamente as que chegam através do projeto de mobilidade Erasmus e os muitos convidados ou participantes que assistem aos seminários realizados durante todo o ano. Confrontados com o facto de este público perguntar várias vezes onde poderiam encontrar produtos da região, os responsáveis decidiram juntar o útil ao agradável. Até à data a recetividade tem sido

positiva, o que leva os responsáveis a alargarem o leque de produtos colocados à disposição no Cubo, abrangendo áreas como a bricolagem, a moda e o artesanato. Os preços são acessíveis, segundo refere Aldo Passarinho: “Não fugimos aos preços que as marcas e os produtores vendem, sendo que a concorrência deve ser leal e nesse sentido não inflacionamos os preços”. No entanto, como o principal objetivo da loja não é “ganhar dinheiro”, o Cubo consegue ter sempre alguns preços mais em conta, tanto para o produtor como para o consumidor. Neste sentido, o lucro, que é reduzido, reverte para as ofertas institucionais que o IPBeja tem por prática realizar. Aldo Passarinho recorda a todos os potenciais produtores interessados em promover os seus produtos no Cubo, que “os estão a divulgar numa escala internacional”, uma vez que o IPBeja atraia imenso público. Comprar no Cubo é, sem dúvida, uma forma de promover o regional. Para os interessados que ali queiram promover os seus produtos, apenas se exige uma condição: “que todo o produto seja regional”. Pois não esqueçamos que a grande missão deste projeto é criar dinâmicas económicas e, acima de tudo, contribuir para o desenvolvimento da região.

Quase centena e meia de idosos que vivem isolados no Alentejo estão a receber telemóveis, que não só representam uma companhia permanente, como um auxílio muito útil em caso de emergência, sendo este um equipamento simples e de fácil manuseamento. Este dispositivo sénior está programado com uma patilha, que possui números já prémarcados, bem como uma ligação direta para a GNR e bombeiros e um possível número de um familiar mais chegado. Os telemóveis estão a ser entregues através de uma parceria entre a GNR e o projeto solidariedade Coração Delta, projeto este que visa combater o isolamento e as necessidades dos idosos no Alentejo. Esta ajuda não se fica, no entanto, pela entrega dos telemóveis. Uma vez por semana, Manuela Oliveira, voluntária da Delta e “madrinha” do projeto, ligará para os idosos e dará o apoio necessário.

Sete empresas de mármores do Alentejo unem-se para exportar e evitar “morte” do setor Sete empresas alentejanas de mármores, dos concelhos de Vila Viçosa e Borba, uniram esforços numa parceria “pioneira” vocacionada para a exportação, para fazer face à crise e contrariar “a morte óbvia do setor”. O empresário José Artur Batanete refere que “é um esforço que achámos ser pertinente para tentar contrariar a morte óbvia que aí vem, se não fizermos nada”. A iniciativa teve como base a constituição de um agrupamento complementar de empresas (ACE), denominado Rose Project ACE. Marbrito, Marmoz, António Galego e Filhos, Lopes Batanete, RBR Mármores, Marmetal e Margrimar são as empresas fundadoras deste ACE e que os envolvidos dizem ser “pioneiro no setor dos mármores”.


O Museu Jorge Vieira/Casa das Artes, em Beja, inaugura a 8 de fevereiro uma exposição sob o tema “Jorge Vieira visto pelas crianças”, no âmbito dos ateliers realizados durante 2012. A exposição vai estar patente no museu até 10 de março e é uma oportunidade de juntares a família e percorrerem este universo de cor, forma e som. De terça a domingo, das 9 e 30 às 12 e 30 horas, e das 14 às 18 horas.

A páginas tantas...

Dica da semana A sugestão que te damos é uma ida ao Museu Jorge Vieira, mas também queremos que fiques a conhecer um pouco mais deste artista plástico que deve a sua formação ao pai que, após uma tentativa falhada na área da educação física, resolve inscrevê-lo em 1941 na Escola de Belas-Artes de Lisboa, onde frequenta arquitetura e depois escultura. Durante os anos 70 do século XX, foi assistente na Escola de Belas-Artes do Porto e em 1981 regressa à de Lisboa. Encontramos no seu trabalho várias temáticas, desde os animais aos seres humanos, passando muito por composições geometrizadas. Em 1995 é inaugurada a Casa das Artes Jorge Vieira em Beja. Em 1997 começou a escultura “Homem-Sol” para a Expo’98 e, em 1998, ano da sua morte, executa ainda uma escultura para a ponte Vasco da Gama, em Lisboa. Muito do espólio deste artista foi doado ao Museu em Beja, que desde então tem apresentado não só artistas contemporâneos como divulgado e ensinado a obra deste escultor junto dos mais pequenos através de ateliers de cerâmica.

YARA | IARA é o mais recente livro da fabulosa ilustradora Margarida Botelho. Margarida é, na verdade, mais do que uma ilustradora, é essencialmente uma autora de alma que alia as histórias das suas vivências a um modo de ilustrar muito particular a que nos habituou e encantou. Quem já a ouviu contar as suas viagens fica preso nelas e no brilho dos seus olhos. Quando começa a falar, as mãos dançam e puxam para estas viagens, mesmo aqueles que não se arriscam a pôr os pés fora de casa. Os livros traduzem-se na história documental de duas culturas, como já tínhamos visto acontecer com EVA. YARA | IARA é o segundo livro da coleção Poka Pokani e faz parte de um projeto artístico de intervenção comunitária que se baseia no registo documental de histórias registadas na primeira pessoa, neste caso de uma menina kayapó que vive na bacia do rio Xingu na Amazónia e outra menina que vive na Europa. Ambas iniciam a sua viagem em lados opostos do livro, mas no fim sentimos que há tantos pontos em comum e que convergem no centro do livro. Ficamos mais ricos com as histórias e com as palavras que povoam as páginas deste livro, como tucanaré (peixe), tracajá (tartaruga), copaíba (árvore) entre tantas outras. Ficamos à espera com muita expectativa da próxima história que se desenvolve em Sadhana, na Índia, e de que já tivemos oportunidade de ouvir a Margarida falar.

27 Diário do Alentejo 1 fevereiro 2013

Crianças recriam universo do artista Jorge Vieira, em Beja

Acontece na Biblioteca Municipal de Beja “Cantos de colo e embalo”, dirigido a mães e bebés até aos seis meses (segundas-feiras, 16 horas, quinzenalmente); “Histórias para fazer Tem Tem” – canções e rimas para acordar as palavras”, para pais e filhos dos seis aos 12 meses (quartas-feiras, 18 horas, semanal).

À solta Fácil e sem grandes custos, podem ter um disfarce original. Aproveitem a ideia.


Diário do Alentejo 1 fevereiro 2013

Márcia no Cineteatro de Mértola

DR

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O Cineteatro Marques Duque, em Mértola, recebe amanhã, sábado, dia 2, pelas 21 e 30 horas, o concerto de Márcia. A entrada é gratuita. O concerto insere-se na iniciativa municipal Arte Non Stop, que tem como objetivo promover as atividades culturais junto do público jovem de Mértola.

Letras

Mortalidade

Boa vida Comer Camarão em molho de tomate com arroz branco Ingredientes para 4 pessoas: 1 kg. de camarão (calibre 30/40); q.b. de sal grosso; q.b. de pimenta branca moída no momento; 1 dl. de azeite; 2 cebolas médias; 4 dentes de alho; 1 folha de louro; 6 tomates maduros sem pele e sem grainhas; 2 dl. de vinho branco; 10 gr. de pimento amarelo; 10 gr. de pimento verde; 1 molho de coentros; q.b. de arroz branco cozinhado. Confeção: Comece por descascar o camarão deixando a cabeça e o rabo. Com a ajuda de uma faca retire as tripas e lave-os em água corrente. Tempere com sal e pimenta e reserve no frigorífico. Leve um tacho ao lume com azeite, cebola picada, alho picado e a folha de louro. Quando a cebola começar a ficar murcha junte o tomate também picado e sal. Deixe refogar um pouco e adicione o vinho branco. Deixe ferver para evaporar o álcool. Acrescente um pouco de água (a necessária para cozinhar o camarão), os pimentos cortados às tiras e deixe ferver. Junte o camarão e deixe cozinhar por três a cinco minutos. Retifique o tempere a seu gosto, polvilhe com coentros picados e sirva com o arroz. Bom apetite… NOTA: Não deixe cozinhar demasiado o camarão para ele não ficar rijo. António Nobre Chefe executivo de cozinha – Hotéis M’AR De AR, Évora

Jazz Luís Figueiredo “Lado B”

É

uma realidade incontornável: nos últimos anos emergiram no panorama jazzístico português diversos pianistas cujo talento e personalidade artística o vieram enriquecer sobremaneira. Luís Figueiredo (n. 1979, Coimbra) é certamente um deles. Ao terceiro disco – depois da estreia com “Manhã” (2010), em trio, e “Palavra de Mulher” (2012), em parceria com a cantora Sofia Vitória – Figueiredo assumese como uma das vozes mais interessantes do piano no jazz em Portugal, quer como instrumentista de firme talento quer como compositor com muito a dizer. Em “Lado B” o pianista surge acompanhado por um quarteto/quinteto constituído por nomes relevantes na cena nacional. No contrabaixo está Mário Franco, músico conhecido pela sua abordagem lírica ao instrumento que aqui desempenha um papel central. Sobre o baterista Alexandre Frazão já quase tudo foi dito: fica aqui mais uma vez patente a sua espantosa capacidade de se adaptar a diversos contextos e de veicular acertadamente diferentes matizes rítmicas. O trompetista João Moreira Luís Figueiredo – “Lado B” revela-se em excelente forma, Luís Figueiredo (piano deixando, com toda a sua e fender rhodes), João musicalidade e apurado senMoreira (trompete tido melódico, uma marca e fliscorne), Mário indelével em todo o disco. Franco (contrabaixo) e Alexandre Frazão Ricardo Toscano é um dos (bateria) + Ricardo mais promissores saxofonisToscano (saxofone alto) tas nacionais, dotado de téce Sofia Vitória (voz). Editora: Sintoma Records nica notável e em pleno processo de afirmação. Será um Ano: 2012 nome certamente a ter em conta nos próximos anos. Se o formato de trio concedia ao pianista uma maior centralidade na construção do edifício musical, aqui ganha sobretudo relevo a sua dimensão de compositor. Em “Lado B” apenas uma peça não é de sua autoria. O disco abre com a placidez de “Looking Out the Window”, marcado pelo piano cristalino e pelo delicadíssimo trabalho de címbalos. A utilização do arco pelo contrabaixista acentua uma certa aura de dramatismo. De cariz vincadamente “milesiano”, “Slo-Mo” é introduzido por Frazão e conta com o líder inspirado em fender rhodes e um aceso diálogo entre Moreira e Toscano. Em “Dear John, Dear Kenny” Figueiredo parece prestar tributo a duas das suas maiores referências: o pianista John Taylor e o trompetista Kenny Wheeler. Outro dos momentos mais marcantes do disco é o intenso lirismo de “L´Aventure Commence”, marcado por uma superior prestação de João Moreira (ouça-se aquela nota a prolongar-se por quase dois minutos e meio). “Schwinga” swinga que se farta. Excelente a introspetiva leitura de “Silence” (original de Charlie Haden), com Franco e o líder em destaque. Toscano está excelente no mais livre “Plastic Fantastic” e Sofia Vitória canta, e bem, na reprise de “Looking Out the Window”, uma letra de sua autoria. Um disco muito conseguido de alguém cujos passos importa continuar a seguir atentamente no futuro. António Branco

A

doença – e a consciência de ser um corpo e não de ter um corpo – surpreendeu-o uma manhã em que acordou a sentir-se preso no seu próprio cadáver. O escritor Christopher Hitchens passou para o lado da “terra da doença” – um cancro no esófago – quando promovia a seu livro de memórias. Resistiu a admitir as limitações da doença enquanto conseguiu. Procurou manter os seus compromissos e agarrou-se à sua crença na ciência, na expectativa que um tratamento atrasasse ou detivesse a mesma doença que lhe vitimou o pai quando este tinha 79 anos. Hitchens tinha 61 anos quando a doença o surpreendeu e durante um ano e meio submeteu-se a tratamentos brutais. A “Vanity Fair” foilhe publicando os textos em que, com enorme sentido crítico e de ironia, fala da sua nova condição. Grande parte desses textos estão agora reunidos neste Mortalidade. Nele, Histchens partilha, com o espírito e sentido de observação apurado característicos, apontamentos sobre o seu estado de saúde e relativos ao modo como amigos, conhecidos e até desconhecidos lidam com o mesmo. Conta, por exemplo, como quando se está doente as pessoas tendem a oferecer CD. E que frequentemente, segundo a sua experiência, são CD de Leonard Cohen. Evoca as histórias e os comentários que são impostos ao doente. Histórias de suposta compreensão que o autismo de quem quer consolar transforma, por vezes, em ditos de mau gosto. Ditos infelizes e perturbantes com que não se conforma o espírito que habita o corpo doente. Humanista e um dos expoentes do ateísmo moderno, Hitchens reflete, naturalmente, sobre a relação com Deus. Sobre as expectativas daqueles que esperam o seu reencontro com a religião. O espírito do autor de Deus não é grande – como a religião envenena tudo continua, porém, a reclamar-se livre e a revoltar-se contra a crença em Deus que sempre considerou totalitária. Mortalidade regista a consciência crítica de Hitchens relativa à condição que experimenta, na primeira pessoa, fixando a degradação do seu corpo enquanto o espírito instrumentaliza a escrita como um exercício de liberdade e afirmação da consciência do indivíduo. Maria do Carmo Piçarra

Christopher Hitchens D. Quixote 102 págs. 13,90 euros

Toiros Forcados solidários

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az hoje, dia 1 de fevereiro, precisamente um ano que criei um espaço na blogosfera inteiramente dedicado à figura do forcado amador. Trata-se do blogue forcadoamador.blogspot.com Juntei um conjunto de amigos que já colaboravam, na sua maioria, com outras publicações taurinas e que tinham em comum o facto de já terem envergado uma jaqueta de ramagens. O objetivo principal a que todos nos propúnhamos era de divulgar, defender, enaltecer, dignificar e promover a figura do forcado! Passado um ano o objetivo está a cumprir-se. Marcámos o nosso espaço na tauromaquia portuguesa, e quem veste, vestiu ou simplesmente admira a jaqueta de ramagens, o barrete verde e a cinta vermelha, encontrou um espaço onde pode saber um pouco mais sobre esta arte bem portuguesa. Aproveitando a visibilidade do blogue, no final do ano 2012 promovemos uma campanha de solidariedade a favor do forcado Nuno Carvalho, do Aposento da Moita. Essa campanha constou da recolha de tampas plásticas em vários pontos do Alentejo, no dia 5 de janeiro, com o apoio dos grupos de forcados locais. As tampas foram entregues na passada semana na Moita do Ribatejo, diretamente na empresa que faz a reciclagem, pelos representantes do blogue “Forcado Amador”, Vítor Besugo e António Santos, e pelo vereador da Câmara Municipal de Fronteira, António Gomes. Presentes ainda estavam representantes do Grupo de Forcados do Aposento da Moita e da associação “Eu Acredito – Nuno Carvalho”. Foram recolhidas cinco toneladas de tampas, que apenas representam 750 euros, mas é uma ajuda, e, acima de tudo, representa uma enorme mobilização e uma grande onda de solidariedade em volta de Nuno Carvalho. O blogue “Forcado Amador”, a associação “Eu Acredito – Nuno Carvalho” e o Grupo de Forcados do Aposento da Moita agradecem às seguintes entidades/individualidades que tornaram possível esta recolha: câmaras municipais de Beja, Fronteira e Monforte, Junta de Freguesia de Alter do Chão, Santa Casa de Misericórdia de Arês; grupos de forcados de Cascais, Beja, Monforte, Montemor, São Manços, Évora, Moura, Arronches, Portalegre, Académicos de Elvas, Redondo, Monsaraz, Alter do Chão; Mercado Municipal de Évora, Bombeiros Voluntários de Barrancos, Associação Tauromáquica de Cabeço de Vide – Tentação em Festa, Bar Dallas, Daniel Mantinhas (Multibox), Hotel Brasa, Delta Cafés e a todos os anónimos que contribuíram para o sucesso desta causa. Vítor Morais Besugo


Ana Maria Batista – Beja Taróloga – Método Maya Gabinete aberto (Jardim do Bacalhau) Contacto para marcação de consultas: 968117086 Características dos nativos de

Aquário (21 de janeiro a 19 de fevereiro)

Os aquarianos são originais, inteligentes e humanitários. Por isso, gostam de lutar por causas positivas e de planear um futuro feliz. Têm, na generalidade, personalidade forte e tolerante, por outro lado, são imprevisíveis, “do contra” e não compreendem a complexidade emocional. Detestam solidão, rotinas e imitações.

Previsões – Semana de 2 a 9 de fevereiro

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Carneiro – (21/3 - 20/4) Nesta altura, tem capacidade para perspetivar com clareza aspetos fundamentais da sua vida e, por esta razão, poderá assumir novos compromissos a médio e longo prazos. Nesta fase aposte na sua vida social, no seu mundo de amigos. Aposte em novas relações, os contactos que fizer serão muito importantes. Deverá procurar segurança e estabilidade junto de familiares, de novos e velhos amigos. Organize festas, encontros, passeios.

Balança – (24/9 – 23/10) As mudanças continuarão de alguma forma presentes. A aprendizagem nunca chega ao fim. É altura para guardar um tempo a fim de meditar e fazer alguma introspeção. É importante conhecermo-nos a nós próprios antes de conhecermos os outros. Sentirá na sua luz interior uma proteção especial para seguir o melhor caminho. Todas as fases da sua vida contêm ligações. Basta estar-se vivo. Profissionalmente, não se agarre ao passado, olhe para o futuro. Os problemas de saúde serão resolvidos com facilidade.

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Touro – (21/4 – 21/5) Questões de foro profissional terão de ser devidamente analisadas. Reflita sobre a sua vida, num todo. É dessas experiências e atitudes, umas positivas e outras nem por isso, mas todas com consequências, que poderá de uma forma inteligente planear o futuro, com mais ênfase no plano profissional. Deverá ter muita atenção na maneira como lida com os seus colegas e superiores a fim de melhorar as relações no trabalho. Quando fizer escolhas que implicam outras pessoas, consulte-as primeiro para não ser mal interpretado.

Filatelia Este ano há 31 exposições plano exposicional aprovado pela Federação Portuguesa de Filatelia – APD (FPF) para este ano consta de 31 exposições. Integra este conjunto uma exposição inter-regional bilateral, aberta não só aos filatelistas portugueses, mas também aos da Bulgária. Dos restantes 30 eventos quatro têm a categoria de Filapex. Os certames deste tipo também são exposições de competição, mas, neste caso, a competição opõe apenas filatelistas pertencentes a dois agrupamentos filatélicos: um, o clube organizador, o outro, o convidado. Os 26 eventos restantes não são de competição. São certames vulgarmente designados por mostras filatélicas e neles apenas expõem os filatelistas convidados pelos respetivos organizadores. É habitual os expositores serem apenas os sócios do agrupamento, ou então filatelistas convidados. Como se trata de eventos aprovados pela FPF, para todos eles os correios vão emitir um carimbo especial para comemoração do evento e para 18 deles a FPF atribui um apoio financeiro para a ajuda das despesas com a sua efetivação. Para a exposição bilateral é provável, a exemplo do que tem acontecido com certames do mesmo género, que os correios emitam um carimbo para cada um dos dias da exposição. A exposição Portugal-Bulgária terá lugar em Évora, de 1 a 6 de outubro, e será organizada pela Confraria Timbrológica Meridional – Armando Álvaro Bóino de Azevedo. Quanto às exposições restantes, uma terá lugar em Stuttgart (Alemanha) e é organizada pelo Clube Filatélico Português, com sede nesta cidade. As outras estão territorialmente divididas por quase todo o País e estão assim distribuídas: 12 exposições na zona 1 (Porto e todo o norte do rio Douro); três na zona 3 (distritos de Lisboa, Santarém, Setúbal); 12 na zona 4 (Alentejo e Algarve); e duas na zona 6 (Açores). Duas destas exposições já decorreram; uma em Faro, a outra em Côja, e foram inauguradas, respetivamente, nos dias 7 e 25 de janeiro.

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A FPF também divulgou a lista das publicações filatélicas a que, este ano, dá algum apoio financeiro. São seis as publicações apoiadas e o subsídio que lhes é atribuído é igual para todas. Trata-se das revistas “Vale do Neiva Filatélico” (da Associação Filatélica Vale do Neiva), “Boletim do Clube Filatélico de Portugal” (do Clube Filatélico de Portugal, Lisboa), “Filatelia Lusitana” (da FPF, Lisboa), “O Timbre” (da Confraria Timbrológica Meridional, Évora), “Selos e Moedas” (Clube Galitos, Aveiro) e do jornal “Voz Filatélica – Margem Sul” (da Associação Filatélica A Sul do Tejo, Barreiro). Houve 180 carimbos no ano passado Entre ca-

rimbos comemorativos e carimbos de primeiro dia de circulação, os correios emitiram 180 exemplares durante o ano de 2012. Do primeiro tipo de carimbos foram produzidos 63, que assinalaram filatelicamente outros tantos acontecimentos. Neste número também estão incluídos cinco exemplares que foram usados no primeiro dia de circulação de novos bilhetes-postais. Do segundo tipo, que são os carimbos produzidos para assinalar a entrada em circulação de novas emissões de selos ou de etiquetas de impressão de franquia automática, houve 28 emissões, que produziram um total de 117 carimbos, distribuídos por nove cidades. Para Lisboa, Porto, Funchal e Ponta Delgada houve 28 exemplares para cada uma. Os restantes cinco carimbos foram usados em Calheta (São Jorge – Açores), Ílhavo, Santarém, Viseu e Guimarães. Os bilhetes-postais para os quais foram emitidos carimbos especiais assinalam o Dia do PI em 2012; os 75 anos do Museu Marítimo de Ílhavo; os 150 anos da 1.ª edição do Amor de Perdição; o cinquentenário da revista “Selos e Moedas – Clube Galitos” e os 500 anos da morte de Amerigo Vespucci. As ilustrações mostram-nos estes dois últimos bilhetes-postais. Geada de Sousa

i Gémeos – (21/5 – 21/6) Estará muito criativo, por isso quebre os padrões instituídos, exteriorize sentimentos, faça uma viagem e procure conhecer lugares e pessoas diferentes, e não espartilhe a vontade de dar amor. No momento de decidir e planear as suas atividades escolha a paz, a harmonia, aproveite a sua vontade de viver e o seu sistema nervoso deixará de o surpreender. Bom período no aspeto financeiro.

j Caranguejo – (22/6 – 22/7) Um novo ciclo de mudança está aí. Procure enfrentá-lo numa perspetiva positiva porque irá envolver toda a sua rotina, tanto no aspeto material como psicológico, e poderá ainda alterar os seus objetivos de vida. Com estas mudanças poderá sentir alguma irritabilidade e agressividade. No entanto, estará beneficiado a nível amoroso. Aceite de bom grado as iniciativas do seu amor e pondere as suas reações para que esta oportunidade não seja frustrada. Bastante favorável a nível financeiro. Faça uma alimentação saudável e longos passeios.

k Leão – (23/7 – 23/8) Atravessará grandes tensões a quase todos os níveis. A nível profissional reveja a sua postura e analise os benefícios do bom relacionamento entre as pessoas que trabalham juntas. Esteja aberto ao diálogo. Lembre-se de que a sabedoria é um percurso pessoal. Vai sentir vontade de mudar algumas coisas dentro de si, sobre as quais tem refletido bastante. Use toda a sua sedução e vá jantar com o amor da sua vida. Tem descurado o descanso e o sono. Procure cuidar da sua saúde.

l Virgem – (24/8 – 23/9) A sua relação amorosa estará numa das melhores fases do ano. Se puder, faça uma viagem a um lugar romântico sem grandes planos e terá resultados surpreendentes. Época propícia ao envolvimento com crianças. Se tiver filhos deixe-se contagiar pelo amor e alegria que lhe transmitem. Altura para dar mais atenção à sua vida pessoal, início de um regime alimentar, uma dieta. Verá aumentado o seu bem-estar físico.

Escorpião – (24/10 – 22/11) Processo profundo de renovação pessoal em curso. Segue agora uma conversa sincera consigo próprio em que poderá fazer uma avaliação honesta do que constitui o seu percurso até ao presente e, com convicção, fazer duras escolhas, para renascer purificado, livre de culpas. Altura para modificações nas suas relações pessoais e vida doméstica. Os seus contactos estão beneficiados, principalmente com pessoas de sexo oposto. Organize convívios com os seus amigos.

c Sagitário – (23/11 – 21/12) Em harmonia com o exterior, estará otimista e conseguirá perspetivar a solução mais adequada e rentável para as questões profissionais. Com energia especial nesta vertente, pesquise, analise e reorganize a sua equipa. Novas metodologias podem ajudar. Entrará numa fase sensível quanto à relação amorosa, evite comportamentos impulsivos que poderão ser desastrosos. Favorecidas pequenas viagens.

d Capricórnio – (22/12 – 20/01) Fase de reflexão profunda poderá trazer mudanças e novas opções no seu quotidiano. Estabelecidas novas prioridades, terá mais tempo para o convívio com os amigos de longa data que trarão conforto. O aperfeiçoamento profissional continuará a ser um foco de empenho e será publicamente reconhecido. Melhore a atenção dispensada à família e passe mais tempo com os familiares de maior idade. Faça uma alimentação equilibrada.

e Aquário – (21/1 – 19/2) Junte-se com amigos, esteja com familiares ou estabeleça novas relações humanas, pois a vivência destes simples prazeres em convívio vai fazer-lhe muitíssimo bem. As suas capacidades de sensibilidade e compaixão estarão muito desenvolvidas, portanto, não hesite se se sentir pronto a ajudar os outros de formas inovadoras, sentirá uma grande recompensa interior. Deverá também cuidar de si estabelecendo novos hábitos alimentares ou dedicando-se a uma atividade física.

f Peixes – (20/2 – 20/3) Fase de instabilidade emocional. Com apelo à intuição, conseguirá recuperar energia para reagir e defender os seus interesses. Profissionalmente, este processo será mais demorado, porque não terá de imediato a ajuda de que necessita. Tome muita atenção à sua volta, alguém mal intencionado procura uma quebra ou fraqueza suas. Faça uma terapia de relaxamento e adote uma postura de vida natural e sincera.

Diário do Alentejo 1 fevereiro 2013

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Casa da Cultura recebe workshop de didgeridoo

A Zarcos, Associação de Músicos de Beja promove amanhã, sábado, entra as 15 e as 18 horas, na Casa da Cultura, em Beja, um workshop de didgeridoo, “instrumento indígena oriundo da região australiana”. O workshop será ministrado pelo formador José João Cabrita Guerreiro, membro da Associação Portuguesa de Didgeridoo e dinamizador do instrumento em Portugal desde 2001. O workshop, que é dirigido a todas as idades, compreenderá a construção de um didgeridoo e explicações

Fim de semana

sobre o seu funcionamento. Serão depois introduzidas algumas técnicas base para a sua execução, “sendo que as palavras-chave para encarar este workshop são descontração e respiração”. Serão ainda abordadas “técnicas de sons de animais como o dingo, cão da Austrália; o kookabura, pássaro mítico; o cavalo, o canguru, o mocho e o pombo”, assim “como ritmos contemporâneos e o canto difónico – Tuva Mongólia (técnica de base)”. Pelas 23 horas haverá uma jam session de didgeridoo e percussão nos Infantes.

“Da pedra boneco de Estremoz” Inaugurada iníciosexta-feira, da semana, continua paHistória doaojazz no espaço Oficinas Arrancanohoje, no espaço tente ao público no Museu Municipal de Vidigueira a exposição “Da pedra ao boneco de Estremoz”, Oficinas, em Aljustrel, o curso livre de iniciação à história do jazz “Jazz de A a Z”. A ação, da autoria do Museu Municipal e Centro de Ciência Viva de Estremoz. A mostra traça “uma étrajeque decorrerá até 4 de maio estruturada em oito sessões, sempre às sextas-feiras, mitória da rocha ao figurado, cujas primeiras referências datam do início do séc. XVIII”. Associadas nistrada por António Branco, dinamizador do Clube de Jazz do Conservatório Regionalà mostra, lugar nos dias 19 e 26 duas ações, porabordará técnicos dooCentro Ciência Viva do Baixoterão Alentejo. A primeira sessão, pelasdinamizadas 21 e 30 horas, tema de “Dos campos dealgodão Estremoz,aeNova através das quais será possível “desvendar e experienciar esta arte”. de Orleães”.

Sines recorda pedagogo polaco Janusz Korczak

O Cineteatro Camacho Costa, em Odemira, recebe hoje, sexta-feira, pelas 21 e 30 horas, a fadista Teresa Tapadas, considerada “um dos grandes nomes do fado da atualidade”. A fadista conta com uma carreira “ainda relativamente breve, mas com passos seguros”, salienta a Câmara de Odemira, carreira essa “marcada por prémios como a Voz Revelação do Fado (2001) e por desafios ousados como dividir o palco com a Orquestra da Moldávia ou a Sinfónica Urdmuta, da Rússia”. Teresa Tapadas tem realizado inúmeros espetáculos em Portugal e um pouco por toda a Europa, Brasil, Cabo Verde, Peru, Canadá ou Estados Unidos, entre outros. Acompanhada dos músicos Pedro Pinhal, Jorge Barreiro, Guilherme Banza, Eurico Machado e Bernardo Couto, a fadista “garante um espetáculo de qualidade, onde os clássicos se combinam com novas versões e inéditos”, conclui a autarquia. “Traços de Fado”, o CD lançado em 2011, será a base do espetáculo a apresentar em Odemira. Amanhã, sábado, será a vez do Cineteatro Sousa Telles, em Ourique, receber o espetáculo da fadista, também pelas 21 e 30 horas.

Em Memória das Vítimas do Holocausto

DR

Teresa Tapadas atua em Odemira e Ourique

A Junta de Freguesia de Ervidel promove amanhã, sábado, pelas 21 e 30 horas, na Adega do Moreira, mais uma noite dedicada ao vinho e à cultura, no âmbito da iniciativa Noites Decantadas. A companhia de teatro Fatias de Cá apresentará a peça “A Menina Inês Pereira”, inspirada nas obras de Gil Vicente e com encenação de Carlos Carvalheiro. A peça é “uma miscelânea da Compilaçam de todalas obras de Gil Vicente, centrada na farsa de Inês Pereira, estreada pelo autor em 1523 no Convento de Cristo em Tomar, recriando o mote ‘mais quero asno que me leve, que cavalo que me derrube’”, adianta a autarquia. A peça será seguida de uma prova de vinhos.

Rui A.Pereira apresenta Tempos em Beja É apresentado amanhã, sábado, pelas 17 horas, na Biblioteca Municipal de Beja, o livro Tempos, da autoria do artista plástico Rui A. Pereira e editado pela Campo da Comunicação. A sessão deverá contar com as participações de António Delgado, escultor e professor coordenador da Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha; António Paisana, artista plástico; Fernando Rosa Dias, professor e investigador da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa; Fernando Vicente, diretor da livraria Círculo das Letras/Espaço de Arte Rogério Ribeiro, em Lisboa; Henrique de Melo, editor da Campo da Comunicação; e Paula Santos, diretora da Biblioteca de Beja. Durante o evento será ainda apresentado “Quebrar”, um pequeno filme de José Costa Barbosa sobre a obra de Rui A. Pereira, com música ao vivo de Blaze & Stars, e inaugurada a exposição de desenho “O tempo”, da autoria dos alunos do 8.º B da Escola Básica Integrada de Santa Maria e que apresenta trabalhos que tiveram como referência a obra Tempos. A apresentação terminará com um momento musical a cargo de Cool Jazz Duo e com uma degustação de vinhos.

DR

“A Menina Inês Pereira” em Ervidel

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Biblioteca Municipal de Sines recebe até ao próximo dia 18 a exposição “Janusz Korczak: Reformador do Mundo”. Janusz Korczak, nascido em 1878, ficou conhecido pelo “seu derradeiro ato heroico: prisioneiro no Gueto de Varsóvia, juntamente com as 200 crianças que habitavam a escola que dirigia, declinou as ofertas de amigos para se salvar, optando por acompanhar os seus alunos na viagem final para o campo de extermínio de Treblinka”. A mostra, que é cedida pela Embaixada da Polónia em Lisboa, é uma das iniciativas levadas a cabo pela Biblioteca de Sines com o objetivo de assinalar o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto declarado pela ONU (dia 27 de janeiro). De acordo com os responsáveis, “o objetivo é educar para a tolerância e direitos humanos e complementar o ensino destas temáticas nas escolas de Sines”.

Janusz Korczak “formou-se em medicina e desenvolveu uma promissora carreira literária. No entanto, ficaria conhecido pela sua dedicação ao ensino dos mais jovens e pelos seus inovadores métodos pedagógicos. Autor da célebre frase ‘Eu não posso criar outra alma, mas posso acordar a alma adormecida’, fundou um orfanato para crianças judias, entre os sete e os 14 anos, que dirigia como uma democracia: as crianças tinham o seu próprio parlamento, jornal e tribunal, meios à sua disposição para debater eventuais transgressões e decidir quais as sanções a aplicar. Desenvolveu teorias educativas inovadoras, que o tornaram um pedagogo de referência e autor de obras no campo da teoria e prática educacional. Das suas iniciativas destaca-se o pioneirismo em prol dos direitos da criança, pois acreditava na plena dignidade das mesmas e na sua necessidade de amor e respeito”, refere a biblioteca, em comunicado de imprensa.


Segundo o Ministério da Agricultura, a barragem de Alqueva ficará concluída até 2085 em duodécimos.

31 Diário do Alentejo 1 fevereiro 2013

As três vítimas das substâncias adquiridas na smar tshop em Beja já tiveram alta. As raparigas, que felizmente se encontram bem, agradeceram ao dr. Unicórnio Lilás e à enfermeira Gafanhoto Magenta pelos cuidados prestados.

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Inquérito Como vê o papel do Baixo Alentejo no Portugal do novo milénio?

CASTRO E BRITO Presidente da ACOS Infelizmente, vejo muito mal, sabe. Repare no exemplo da barragem de Alqueva, que não ata nem desata… Foi uma pena só termos tido ministros da Agricultura que não sabem distinguir uma alface de uma betoneira e cuja única função tenha sido fazer com me aparecessem mais cabelos brancos. Se a EDIA quiser, podem deixar a chave da barragem debaixo do tapete à entrada do empreendimento que a ACOS não se importa de gerir aquilo, e de certeza que fará um bom trabalho.

Pista do aeroporto de Beja recebeu certificação da universidade Lusófona Depois de avanços e recuos, a pista do aeroporto de Beja recebeu, finalmente, a certificação que lhe permite receber voos civis de passageiros. Todavia, podemos adiantar que a certificação não foi dada pelo INAC (Instituto Nacional de Aviação Civil), como foi tornado público, mas sim pela universidade Lusófona. A Não confirmo, nem desminto teve acesso ao documento, e deixa-o aqui na íntegra.

“Diário do Alentejo” interrompe edição impressa que mostrava foto de cadáver político de António Saleiro

Última Hora: Há mais de 45 minutos que não é criado um movimento de cidadãos independentes em Beja

Ao que parece, a história repete-se. Depois da interrupção na gráfica e retirada das bancas da edição polémica do jornal “El País” com uma alegada imagem de Hugo Chávez entubado, foi agora a vez de o suplemento Não confirmo, nem desminto do “Diário do Alentejo” ver a sua edição impressa desta semana a ser interrompida na gráfica porque mostrava uma imagem do cadáver político de António Saleiro que afinal era falsa, e pela qual já pedimos desculpa. Foi o próprio exdeputado que chamou a atenção para o facto: “As notícias da minha morte política foram manifestamente exageradas! Além disso, a imagem não era minha… Ao que parece, era de um senhor que tinha abusado da comida na ceia de Natal e que encontraram a dormir na escadaria da igreja Matriz em Almodôvar. Como o macaco tinha bigode, assumiram que era eu, os maganos! Eu ando aqui para as curvas! Veja lá que os próprios governos civis morreram antes de mim! Ando para aqui mais rijo que o Mário Soares ou o Almeida Santos!”.

É uma notícia que acaba de chegar da nossa redação na Salvada e que nos obrigou a parar as rotativas: há mais de 45 minutos que não é criado um movimento de cidadãos independentes em Beja. Depois dos movimentos Beja Merece e Por Beja com Todos, registou-se um surpreendente descréscimo na criação deste tipo de iniciativas cívicas que se reproduzem à velocidade de coelhos com anfetaminas. Ao que apurámos, os últimos movimentos a serem criados foram o Beja Albina – movimento dos defensores dos direitos dos albinos bejenses –, Beja a Cavalo – movimento dos defensores dos direitos das pessoas que apreciam um bom bife com ovo a cavalo –, e Beja sem Sentido de Orientação – movimento dos defensores dos direitos das pessoas que têm relutância em utilizar os piscas dos seus automóveis para sinalizar qualquer manobra.

CASTRO E BRITO Mentor da Ovibeja Para grande pena minha, isto vai de mal a pior. Repare que o aeroporto de Beja nunca mais descola. Não é fazendo voos para Cabo Verde que as coisas se resolvem – o que é que vamos importar de lá? Cachupa? Jogadores para o Amarelejense? Se a ANA quiser podem deixar a chave do aeroporto debaixo do tapete junto à porta de embarque n.º 254. Acredito que a ACOS poderá fazer melhor trabalho a dirigir o aeroporto.

CASTRO E BRITO Sócio do Clube do Bigode Antes de mais, permita que lhe diga que as pessoas que aparecem neste inquérito estão cada vez mais bonitas! Veria as coisas melhor se Beja não fosse uma cidade morta… Só teríamos a ganhar se os atores políticos despissem a camisola dos partidos e vestissem uma camisola de gola alta, porque com as correntes de ar não se brinca! Se o senhor Pulido Valente quiser deixe as chaves da cidade debaixo do tapete à entrada do Castelo que a ACOS fica a tomar conta disto. É garantido que pior não fazemos…


Nº 1606 (II Série) | 1 fevereiro 2013

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01606

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quadro de honra Em Sintra chamam-lhe o “jornalista caminheiro” e a câmara local já lhe atribuiu, inclusivamente, o seu mais alto reconhecimento. No último dia 14 de janeiro, António Faias, que entrou no mundo dos jornais como aprendiz na tipografia do “Notícias de Beja”, recebeu das mãos de Fernando Seara a medalha de mérito municipal de grau ouro, premiando a sua “distinta carreira como jornalista” ao serviço do “Jornal de Sintra”. Uma vida dedicada ao concelho adotivo, mas sem nunca cortar o cordão umbilical que o liga à cidade mãe.

De aprendiz de tipógrafo a redator respeitado

Jornalista de Sintra com o “coração em Beja” passo lá uns oito ou 10 dias. Não dispenso o meu jardim, a praça da República, onde fui criado, porque nasci na rua dos Escudeiros. Enfim, mas a mudança na praça da República, para mim, também foi para pior. E, como eu, há muita gente que discorda daquela modificação.

Recebeu recentemente a medalha de mérito municipal de Sintra, grau ouro. Como reage a este galardão?

Não é difícil de imaginar. Tem sido uma satisfação, nem todos a têm, mas também não são raros os que a têm. A Câmara de Sintra galardoa muitas individualidades da terra, em qualquer campo. Desta vez, tocou-me a mim e eu fiquei satisfeito por isso, embora não estivesse à espera. E fiquei até nervoso, por saber que depois teria que ir ao palanque, agradecer. Mas foi um dia bom, um dia feliz. A medalha está cá e ainda bem. Sente-se uma pessoa querida neste concelho?

Felizmente, sou. Mas isso tem que ver com o ser jornalista, porque é através dessa missão que eu me relaciono com a população e as coletividades. No meu caso, gerei amizades, e sou muito estimado, felizmente. Tenho essa sorte. Reside em Sintra desde os anos 50. A esta distância, como vê a evolução de Beja e da sua região?

A nossa cidade esteve sempre bonita. Evoluiu, engrandeceu-se, criou bairros. Eu gosto muito de levar lá pessoas e toda a gente fica maravilhada. Ficam encantados com a limpeza das ruas, o trato das pessoas… Os edifícios principais estão iguais, mas o jardim do Bacalhau, quanto a mim, mudou para pior. O antigo era muito mais bonito e era para conservar, da mesma forma que se conservam os monumentos antigos. Não se devem fazer modernices para pior. O meu coração está em Beja, embora já não tenha lá família. A minha família, infelizmente, já mora toda no cemitério. Mas a minha cidade é Beja, tenho muitos amigos em Beja, de infância e outros que fui criando com o tempo. E todos os anos, em agosto, PUB

Qual a sua perceção sobre a forma como se faz jornalismo atualmente?

António Faias 82 anos, natural de Beja Filho de um sapateiro e de uma costureira, interrompeu os estudos para aprender o ofício de tipógrafo no jornal “Notícias de Beja”. Consegue, em horário noturno, terminar o curso comercial, e, com 25 anos, ruma até Lisboa para um lugar de linotipista no então recémfundado “Diário Ilustrado”. Segue para o diário “A Capital”, onde trabalhou também como revisor, e aí permanece até à reforma. Com mais tempo livre, começa a colaborar informalmente no “Jornal de Sintra” e, no início dos anos 90, a direção convida-o para integrar o seu quadro redatorial, onde chegou a desempenhar o cargo de editor.

É mais moderna, mas as pessoas escrevem como escreviam, com a diferença de que dantes escreviam à máquina ou à mão e agora escrevem nos computadores. Aliás, agora escreve-se é com liberdade, porque dantes a Censura não deixava. Hoje temos essa possibilidade, essa liberdade, o que é muito importante. Mas estas novas tecnologias, se por um lado vieram facilitar o trabalho, também vieram roubar postos de trabalho. Cada vez mais, os jornalistas vão sendo dispensados. Dantes precisava-se de muita gente para fazer um jornal, diário ou não. Acabaram-se, por exemplo, com postos de trabalho ao nível dos revisores de imprensa. Hoje, o próprio jornalista escreve, lê e o computador até corrige. O que se ganhou e perdeu com as novas tecnologias?

O que se perdeu foi o desaparecimento de postos de trabalho, o que cada vez se agrava mais. Mas ganhou-se qualidade. Os jornais têm mais qualidade do que tinham antigamente. Qualidade, muitas vezes, gráfica. Não quer dizer que tenhamos melhores escritores, jornalistas. Porque, esses, houve-os sempre. Houve sempre grandes escritores. Beja teve um escritor grande no “Diário do Alentejo”, que foi o Manuel Garrido, depois o Moedas… Beja teve escritores de nome também, o que não foi o meu caso, eu aí era tipógrafo só. Carla Ferreira

Hoje o céu apresentará algumas nuvens mas não se prevê chuva. As temperaturas andarão entre os seis e os 15 graus, prevendo-se, para amanhã, uma diminuição dos valores máximos. No domingo, o dia estará soalheiro, apesar de mais frio, com mínimas de três graus.

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Moura comemora 25 anos de elevação a cidade Hoje, sexta-feira, 1, Moura celebra os 25 anos de elevação a cidade e a câmara municipal preparou várias iniciativas para assinalar a efeméride. O programa inclui, assim, o ato de inauguração oficial do edifício da Lógica – Sociedade Gestora do Parque Tecnológico de Moura, que acontece pelas 9 e 30 horas. Pelas 17 horas, decorre a inauguração da área envolvente do edifício dos Quartéis, após obras de requalificação. Esta intervenção, segundo a autarquia, consistiu “no arranjo paisagístico do espaço, com pavimentação, plantação de árvores, colocação de mobiliário urbano e iluminação”. Uma parte das traseiras do edifício dos Quartéis foi transformada em parque de estacionamento. A população de Moura, de acordo com a câmara municipal, terá ainda à sua disposição mais um serviço gratuito, que deverá ficar disponível a partir das 9 horas. Trata-se da instalação de rede wireless em diversos locais da cidade.

Cante ao baldão, despique e viola campaniça em congresso Acontece em Amoreiras-Gare, concelho de Odemira, no dia 23, o congresso de “Cante ao Baldão, Despique e Viola Campaniça”. A iniciativa, promovida pela Câmara Municipal de Odemira e pela Associação para o Desenvolvimento de Amoreiras-Gare, deverá começar pelas 10 horas, no centro social da aldeia.

ADPM mostra tradições do mundo rural a alunos A Associação de Defesa do Património de Mértola (ADPM), desde o início do ano letivo, está a realizar uma campanha de educação ambiental junto das escolas dos concelhos de Mértola e Almodôvar. Este ano os temas, segundo a associação, “estão relacionados com os ofícios tradicionais associados ao mundo rural, em que, através da realização de atividades práticas de demonstração e experimentação, sempre de uma forma lúdica e educativa, os mais novos têm a oportunidade de conhecer o dia-a-dia de pastores, moleiros, tecedeiras, agricultores e pescadores”. A campanha abrange 15 escolas dos dois concelhos.

Ediçao N.º 1606  

Diario do Alentejo

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