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A Pásco Páscoa o traz a Serpa as festas de N. Sra. de Guadalupe pág. 12

João Canijo

DR

O realizador que guarda Montes Velhos no seu argumento original Pág. 13

SEXTA-FEIRA, 6 ABRIL 2012 | Diretor: Paulo Barriga Ano LXXX, No 1563 (II Série) | Preço: € 0,90

Governo abriu concurso para novas prospeções

Alta do cobre valoriza minas alentejanas JOSÉ FERROLHO

pág. 9

Vito Carioca em entrevista ao “Diário do Alentejo”

Presidente do IPBeja avança para nova candidatura Candidatura do cante apenas em 2013 A Comissão Nacional da Unesco, por indicação de Paulo Portas, decidiu não entregar este ano a candidatura do cante alentejano a Património da Humanidade. pág. 10

Licenciatura chumba Caeiros no InAlentejo Filipe Palma é o novo vogal do Programa Operacional do Alentejo, proposto pelos municípios. Fernando Caeiros sai por não possuir qualquer grau académico. pág. 8

Vito Carioca afirma que o IPBeja “transitou o ano” em equilíbrio financeiro. Isto apesar de reconhecer que os alunos são cada vez menos e que a saúde do instituto passa muito por fatores externos à própria instituição. Pelo que, refere, a aposta futura será na qualidade e na adequação dos cursos ao meio envolvente, na investigação e na internacionalização. págs. 6/7

Lá onde os resistentes rezam durante nove dias pela água da chuva, ainda não inventaram uma oração para fi xar os jovens à sua própria terra. págs. 4/5 PUB

JOSÉ SERRANO

As rezas não fixam pessoas na aldeia de Sete


Diário do Alentejo 6 abril 2012

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Editorial

Vice-versa O aeroporto de Beja “é muito longe de Lisboa” e, por isso, “não interessa” à companhia. Em Beja “não existe nada para além do aeroporto”. “Não deveria” ter sido construído.

Doutores

Michael Cawley, vice-presidente da Ryanair

Paulo Barriga

“Com certeza que não está devidamente informado (…) e revela algum desconhecimento. Tinha muito prazer que o senhor Michael Cawley visitasse o aeroporto e tivesse um encontro comigo para lhe explicar, de viva voz, o que estamos a fazer, quais são as nossas perspetivas de desenvolvimento e de que forma é que um dia poderemos ou não encontrar formas de cooperação”.

É

mais fácil apanhar por aí um licenciado do que um coxo. Mesmo que sejam mancas as licenciaturas que se vão deixando apanhar. A maioria delas, boa parte delas, pernetas da cabeça aos pés. Como diria com humor um bem-humorado humorista. Mas não deixa de ser assinalável a destreza com que a tecnocracia lisboeta baniu esta semana do Programa Operacional do Alentejo um raro exemplar do animal academicamente não graduado. E a ainda mais veloz eficiência com que os municípios do Alentejo cataram para o seu lugar um legítimo exemplar licenciado. Quase ao virar da esquina. De um dia para o outro. Ainda há nada de tempo, Fernando Caeiros, que governou com a eficiência que todos lhe reconhecem a Câmara Municipal de Castro Verde entre 1977 e 2008, fora reconduzido enquanto vogal executivo do InAlentejo. Cargo que, em representação dos municípios, desempenhou nos últimos anos com unânime reconhecimento, valor, competência, rigor, determinação e dedicação. Mas esta semana, por indicação do Governo, aos membros do qual não se aplica tal regulamento, nem aos deputados, como é óbvio, Caeiros foi enxotado por não possuir sequer uma licenciaturazinha daquelas da Universidade Independente. É incrível e insuperável a tendência para a galhofa que existe nesta comédia rasca a que ainda vamos chamando país. Numa altura em que em todos os graus de ensino – do primário ao pós-graduado – são valorizadas as competências adquiridas na vida ativa em detrimento do estudo e das abonações científica e académica, um gestor experimentado como Fernando Caeiros é reconduzido à condição de indigente em matéria de “cargos por nomeação política em organismos públicos”. Quando o principal problema orgânico do País reside precisamente na desumanização, extrema politização e tecnocratização radical desses mesmos cargos. Pelo que esta situação não deixa de ser anedótica. Rasca, mas anedótica.

Pedro Beja Neves, diretor do aeroporto de Beja

Fotonotícia

Chuva. Já não era sem tempo, apesar de fora do tempo. A chuva chegou ao Alentejo, finalmente, durante a última semana. Quando as reservas de água para a agricultura e para o consumo humano já começavam a fazer soar as campainhas de alarme. Na imagem, uma forte chuvada abate-se sobre uma das albufeiras dos Álamos, a meio do circuito que a água faz desde a mãe-de-água Alqueva até às barragens situadas mais a sul. Um bom presságio, numa altura em que as pastagens para os animais começavam a rarear e algumas culturas já estavam dadas como perdidas. A ver vamos se abril traz as tais águas mil. PB Foto de José Ferrolho

Voz do povo Como ocupa os seus tempos livres desde que está reformado?

Inquérito de Ângela Costa

Vladimir Serafim, 75 anos, reformado

Aurélia Santinho, 71 anos, reformada

Manuel Lampreia, 66 anos, reformado

António Joaquim Palminha, 80 anos, reformado

Os meus tempos livres são ocupados numa pequena horta que tenho e em algum trabalho que faço ainda como mecânico, porque fui mecânico até ao ano passado. Quando posso fazer alguma coisa, ou dar um jeito a um amigo, faço. A minha vida agora é assim.

Como recebo tão pouco de reforma ocupo o meu tempo trabalhando. Fico com uma senhora durante a noite. Assim sempre ganho um bocadinho mais porque pago renda de casa e só a reforma não dá. Fico lá das seis da tarde às nove da manhã e durante o dia vou para casa. Faço o meu almoço, porque estou sozinha, e vou-me entretendo assim.

No meu caso tenho um pequeno hortejo onde vou semeando umas coisinhas para mim, como salsa, coentros e essas coisas. Como tenho um problema na coluna tenho andado na fisioterapia e vou dar uns mergulhos na piscina. Também gosto de ir passear até à cidade e conversar um bocadinho.

Passo o tempo aqui [portas de Mértola] com os outros, bebemos uns copos de vinho e cantamos a moda. Noutros dias venho para ao pé dos reformados jogar à carta. Já tenho quase 81 anos, que mais hei de fazer? Vamos até ao Jardim do Bacalhau, conversamos um bocadinho e pronto, está o dia passado.


Rede social

Semana passada SEXTA-FEIRA, DIA 30 DE MARÇO ALENTEJO CHEFE BRASILEIRO GRAVA SÉRIE TELEVISIVA SOBRE CULINÁRIA ALENTEJANA A culinária alentejana será o tema de uma série de 10 episódios, que serão exibidos no Brasil ao longo deste mês, num programa televisivo brasileiro apresentado pelo chefe Edu Guedes, noticiou a Lusa. Para realizar a série, o apresentador e cozinheiro passou nove dias na região do Alentejo e do Algarve, onde preparou desde pães caseiros até ao tradicional queijo Serpa. “Acho muito especial poder ir a Portugal e ajudar a mostrar com o programa a comida, a história e a cultura do país”, declarou Edu Guedes, que não esconde o carinho que possui pela “terrinha” de origem do seu avô paterno. Entre as receitas preparadas, Guedes destaca o pão alentejano, que o surpreendeu pela facilidade do preparo. Na sua opinião, a simplicidade irá agradar aos brasileiros, que poderão reproduzir a tradicional receita nas suas casas. Guedes foi descobrir ainda os segredos do preparo do queijo Serpa e do presunto de porco preto.

SÁBADO, DIA 31 DE MARÇO MÉRTOLA MERCADO MUNICIPAL RENOVADO FOI INAUGURADO A Câmara de Mértola inaugurou o renovado mercado municipal, após um ano de obras de requalificação, que, juntamente com a reestruturação do eixo comercial da vila, implicaram um investimento global de 1,6 milhões de euros. Após a requalificação, “uma velha aspiração da população”, frisa o município, o renovado mercado “oferece à população e aos comerciantes condições de higiene e segurança compatíveis com a atual legislação e novos espaços comerciais”, como uma cafetaria e um talho.

TERÇA-FEIRA, DIA 3 DE ABRIL ALENTEJO DELEGAÇÃO DE AUTARCAS FRANCESES VISITOU REGIÃO Seis autarcas e seis técnicos e responsáveis da AFIP, uma entidade que apoia e promove o empreendedorismo em meio rural em França, estiveram durante três dias na região, tendo visitado Castro Verde, Aljustrel e Ferreira do Alentejo e participado numa reunião de trabalho com autarcas de Almodôvar, Aljustrel, Castro verde, Ferreira do Alentejo, Ourique e Odemira. A visita enquadra-se no âmbito de um projeto de cooperação promovido pela Esdime e pela Rota do Guadiana e teve como principal objetivo “permitir a troca de experiências entre políticas municipais de promoção do empreendedorismo e do desenvolvimento económico, sendo que os exemplos e iniciativas promovidas no Baixo Alentejo serão o ponto de partida, estando previstas visitas a França” ainda no decorrer de 2012. “Fortalecer a aprendizagem conjunta e a definição de modelos de intervenção ao nível autárquico, em rede e à escala europeia”, são igualmente os propósitos do projeto.

TERÇA-FEIRA DIA 3 BEJA DÍVIDAS DE 300 MIL EUROS FOI MOTIVO INVOCADO PELO TRIPLO HOMICIDA Dívidas de 300 mil euros foi o motivo invocado pelo triplo homicida de Beja para assassinar mulher, filha e neta, na noite de 7 para 8 de fevereiro, cinco dias antes de os cadáveres terem sido encontrados. Segundo o processo, que está no Ministério Público de Beja e ao qual a Lusa teve acesso, o arguido, Francisco Esperança, de 59 anos, no 1.º interrogatório judicial, a 15 de fevereiro, justificou o triplo homicídio com a situação económica que a família vivia. De acordo com as declarações do arguido, que se suicidou dias depois na prisão, o casal e a filha tinham dívidas perante bancos, fornecedores e outros, “na ordem dos 300 mil euros” e que “não conseguiriam saldar”. No interrogatório, o arguido disse que cometeu o triplo homicídio enquanto as vítimas “dormiam” e esclareceu que utilizou uma catana “por ser um instrumento silencioso”. Esperança disse ainda que tinha intenção de pôr fim à própria vida depois dos crimes, o que não conseguiu fazer por “pura cobardia”. No interrogatório, “o arguido não demonstrou qualquer expressão genuína de arrependimento” e os contornos dos crimes demonstram “um total e abominável desprezo pela vida humana”, refere a magistrada do MP.

3 perguntas a Leonel Cameirinha Empresário Qual é o balanço que faz de 60 anos de vida empresarial, comemorados recentemente?

Este que aqui está, senhor secretário de Estado, é do melhor! António Tereno recebe com licores os membros do Governo que, no passado fim de semana, tiveram a bondade de visitar a ExpoBarrancos. Uma feira de atividades económicas que começa a pedir contas à própria Feira de Agosto.

Naturalmente é favorável. Criei muita coisa, fiz muita coisa para mim, fiz muita coisa para Beja. Ensinei centenas de pessoas a serem mecânicos, a serem pintores, a serem muito bons em contabilidade, etc., etc. De maneira que estou até orgulhoso do trabalho que fiz. Dedicou-se ao longo destes anos a variados setores: automóveis, máquinas agrícolas, hotelaria e agricultura. Quais são os seus projetos para os tempos mais próximos?

Os meus projetos são poucos, porque já tenho 86 anos. Mas tenho projetos, não sei é se os vou realizar, porque a situação atual do País não dá para fazer coisa nenhuma. Não há dinheiro a circular. Mas temos por exemplo em projeto fazer 40 bungalows, court de ténis, piscina, restaurante e loja de venda de produtos regionais, num espaço de quase quatro hectares na Herdade do Monte Novo e Figueirinha, mesmo junto ao lagar. Mas com o aeroporto parado não vou fazer uma coisa daquelas, porque custa cerca de 3,5 milhões de euros, não é algo que se faça de ânimo leve. E temos mais umas pequenas coisas, mas neste momento estou a tratar das partilhas. O meu filho vai ficar com os automóveis e com as máquinas agrícolas; eu e as minhas filhas ficamos com a hotelaria.

Somos barranquenhas mas sabemos dançar sevilhanas José Godinho, antigo presidente da Câmara Municipal de Aljustrel, apesar de reconhecido melómano, é que parece não ter dado conta nem da música flamenca, nem das bonitas meninas que rodopiavam estalando castanholas.

Na Madeira, a par do brinquinho, também tocamos bandolim Na última sexta-feira o Pax Julia Teatro Municipal de Beja recebeu um concerto muito especial pela Orquestra de Bandolins da Madeira. Tratou-se de uma bela versão do “Concerto de Aranjuez”, do espanhol Joaquin Rodrigo.

Que comentário lhe merece a atual situação económica?

Estamos a atravessar uma fase que não é má, é péssima. Não há dinheiro em circulação portanto não há movimentos de natureza alguma. Já disse isso ao senhor primeiro-ministro, através de carta, e ao doutor Moedas, verbalmente. Quando posso faço barulho, e eu posso fazer barulho porque tenho obra feita e tenho ainda sanidade mental. Se não houver outras medidas, imediatas, em que se coloque dinheiro em circulação, não damos a volta a isto. A banca também deve facilitar mais a vida ao empresário. Felizmente ainda vou tendo alguma aceitação por parte da banca, porque é uma vida sempre a cumprir religiosamente. Durante estes 60 anos tive períodos melhores, outros piores. Houve, por exemplo, um problema com o petróleo em 73; a fase do 25 de Abril, em que as coisas pararam um bocado; na década de oitenta também houve um problema ou outro de falta de dinheiro no País. Mas como esta fase não me lembro. Estes últimos 10 anos têm sido péssimos. Nélia Pedrosa

O tipo da boina é que escreveu o livro E chama-se António Murteira e acabou de lançar, no espaço Os Infantes, em Beja, a sua obra mais recente: Comeres com Poemas | para viver um grande amor. Com este título não haverá, certamente, quem lhe queira resistir. Ao livro, claro.

O minério está em alta, mas os mineiros continuam lá em baixo No passado fim de semana decorreram, no anfiteatro da Biblioteca Municipal de Aljustrel, as Primeiras Jornadas Ibéricas de Resgate Mineiro. Não vá o diabo fazer das dele, como diria o povo, do fundo da sua sabedoria.

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Sete

Não há rezas para a falta de pessoas

A terra onde quase todos emigraram No concelho de Castro Verde, na freguesia de Santa Bárbara de Padrões, fica a aldeia de Sete, ou o Monte da Sete, como lhe chamam os seus habitantes. Há um mês fez notícia por se rezar a cantar, durante nove dias, pedindo água dos céus a Santa Bárbara. Numa terra onde a falta de água preocupa, ainda não há rezas para a falta de pessoas. Texto Marco Monteiro Cândido Fotos José Serrano

A

s estradas estão molhadas. Algo que não se via há largos meses. O alcatrão que tem estado ressequido e empoeirado acumula agora água que vai caindo dos céus. Os campos, de um verde renascido, salpicados de muitas outras cores, ganharam uma força renovada. E, com eles, os homens e as mulheres que lançaram as sementes à terra, ansiando que desse fruto. O ar está húmido e o céu cinzento, ameaçando desabar todo de uma só vez. A chuva está perto, nota-se. Já caiu e voltará a cair desde que a população da aldeia da Sete saiu à rua durante nove dias, no início de março, em procissão, para rezar cantando a Santa Bárbara, intercedendo junto desta para que a chuva voltasse a cair. Foram as novenas. A aldeia de Sete fica a escassos quatro quilómetros da sede de freguesia, Santa Bárbara de Padrões, no concelho de Castro Verde. Nesta terra de emigrantes, que é a povoação mais populosa da freguesia a que pertence, são poucas as pessoas que andam pelas ruas. Por ser dia de semana, a chuva ameaçar ou serem cada vez menos, são poucos os habitantes de Sete que vão aparecendo nas ruas. Para Manuel Correia, de 71 anos, o ambiente em Sete é pacato, onde as pessoas “têm bom lidar, mesmo com as pessoas de fora”. O que faz falta, na sua opinião, é um posto médico que funcione mais vezes por semana. “O posto médico agora nem funciona, porque o consultório está em reparação, tem que se ir para Castro Verde. Mas ter o posto médico a funcionar duas vezes por semana era necessário”. Ainda para mais numa terra onde a população é, maioritariamente, envelhecida. “É tudo malta dos 60 para cima. Malta nova são os putos e mais uma dúzia de indivíduos que há aí. O mais é tudo envelhecido. Um dia mais tarde, quando os velhos morrerem, estas casas cai tudo. Isto não tem futuro nenhum. O futuro é o quê? São as minas da Neves-Corvo, porque trabalhos

não há aí nenhuns, praticamente”. Bem perto, está a carrinha de venda de peixe. Ana Maria, de 63 anos, é uma das duas clientes do peixeiro que vem de Almodôvar todas as terças-feiras. Peixe comprado e despedidas feitas, Ana Maria lá vai dizendo que em Sete vive-se bem e mal. “Há lugares onde se vive pior do que cá. Os mais novos vão abalando daqui para fora. Irão para terras mais vivas do que esta. Mas a malta que tem estudado e tem outros empregos trabalha e vive fora daqui”. À porta da sua casa, na companhia das suas cadelas, Nancy e Cindy, lá vai dizendo que a aldeia está muito diferente do que era há 30 ou 40 anos. “Temos muitas coisas que não tínhamos nessa altura. Tínhamos mais miséria, agora há mais um bocadinho de fartura em relação a tudo”. Abrigados na paragem do autocarro estão três homens, todos eles já reformados, conversando e ouvindo o que sai do rádio a pilhas que lhes faz companhia. De boina na cabeça, e ar divertido, está João Chico, de 71 anos, natural de Sete. Como a grande maioria da população da aldeia, João Chico foi emigrante em busca de melhores condições de vida, numa época ainda pior do que a atual. Agora, os dias são passados de forma diferente. “Sentado nos bancos, varrendo os quintais, dando umas voltinhas pelo campo. Já farto de andar por esse mundo fora, vim acolher-me aqui ao monte. Agora é tempo de descansar até que a gente vá lá para o outro mundo”. E se os dias são diferentes, também a aldeia está diferente, com mais casas e a paisagem transfigurada. E cada vez menos pessoas. “Malta nova, poucos estão aqui. Vêm ao fim de semana. O futuro, daqui a 15 ou 20 anos, é as portas todas fechadas. Os novos vão-se embora e os velhos vão para o cemitério”. Na mesma casinha de espera da camioneta, como chamam ao abrigo, em frente a João Chico, está João Damas, de 79 anos.

Não emigrou definitivamente porque não se deu com o estrangeiro, mas esteve muitos anos fora da terra, entre Lisboa e o Algarve. Quando regressou, o que mais estranhou foi aquilo que não viu, o que não encontrou: uma aldeia cheia de gente como outrora. “O pessoal foi-se todo daqui embora para o estrangeiro. Tinha que abalar para ganhar mais qualquer coisa, isto aqui era mais escasso”. Os dias, esses, são passados uns iguais aos outros, na mesma casinha de espera onde agora está. “Para onde é que hei de ir?”. Avançando pela rua com o seu carrinho para transportar garrafas de gás, Francisco Zeferino, que faz 70 anos a 25 de abril, foi mais um natural de Sete que emigrou

A aldeia de Sete fica a escassos quatro quilómetros da sede de freguesia, Santa Bárbara de Padrões, no concelho de Castro Verde. Nesta terra de emigrantes, que é a povoação mais populosa da freguesia a que pertence, são poucas as pessoas que andam pelas ruas.

quando era mais novo. “Passei um bocadinho mal por esse mundo fora, porque isto aqui não dava nada, tínhamos que ir embora. Antigamente passava-se pior. Há 40 ou 50 anos era uma miséria acabada”. Para António Zeferino, se agora a aldeia está melhor, porque “antes era só lama e pedra e hoje está tudo arranjado”, hoje há menos gente para pisar esses caminhos em condições que não existiam na juventude de Zeferino. “Ainda há família pelo estrangeiro. Aqui não há futuro nenhum, que futuro é que há de haver?”. A hora de almoço aproxima-se a passos largos. Se pouca gente se vê pelas ruas durante a manhã, depois das 12 badaladas ainda menos pessoas se veem. Para os homens, o ponto de encontro é o Café Fatana, único na terra, depois de terem fechado outros dois. Dez, 15 homens convivem antes do almoço. Poucos bebem cerveja, os copos de vinho ocupam e deslizam pelo balcão. Dizer que são de tinto é uma perfeita redundância, já que o vinho, em terras alentejanas, é sempre sinónimo de tinto. As vozes sobrepõem-se à televisão ligada, que não merece grande atenção, até que surge uma harmónica. O local foi batizado com o sobrenome do dono, de nome próprio Jacinto. O negócio, por estes dias, não corre bem, nem mal, diz o proprietário. Depois de 24 anos na Suíça, Jacinto Fatana regressou à sua terra e encontrou algo diferente do que estava à espera. “Eu vim para aqui enganado porque pensei que isto era uma coisa e saiu-me outra. Se soubesse o que sei hoje, eu não tinha vindo, continuava na Suíça. Isto é um ambiente totalmente diferente do estrangeiro”. Enquanto Jacinto lamenta a falta de emprego para os seus conterrâneos, o que faz com que continuem a sair da aldeia, as conversas entre a clientela continuam, embaladas pelas imagens da televisão. E lá fora, apesar de ameaçar a manhã toda, ainda não começou a chover em Sete.


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Manuel Marques Presidente da Junta de Freguesia de Santa Bárbara de Padrões

O que é que faz falta a esta freguesia?

Das coisas que nos faziam mais falta, a câmara acabou de construir, que foi um lar para os idosos. Foi construído muito recentemente. Foi concluído em janeiro e agora estamos naquela fase de apetrechamento. A câmara até já lançou o concurso e vai equipar o lar. Era das coisas que nos fazia mais falta porque temos uma população envelhecida, com muitas carências e temos que ter um espaço para acudir a essa gente. A evolução demográfica da freguesia traduz-se num envelhecimento da população?

A população está mais envelhecida e temos cada vez menos pessoal. Nos últimos Censos baixámos 25 por cento da população. Foi muita gente que abalou da nossa freguesia. Tínhamos 1 271 habitantes e neste momento ficámos com 945. População envelhecida, poucos jovens, muita gente que partiu, principalmente para Castro Verde. Nós notamos que muita gente saiu para Castro, porque Castro aumentou e foi muito à base da população das freguesias limítrofes. E como é que se pode modificar esse cenário?

É difícil dar a volta a isto porque as pessoas constroem as suas casas e, provavelmente, já cá não voltam. Estão cá os pais, os pais vão morrendo e vai ser difícil. Não acredito. Só se houvesse aqui um fenómeno que chamasse a população. Como é que vê o futuro da sua freguesia?

O movimento associativo A aldeia de Sete, apesar do envelhecimento da sua população à semelhança da maioria das aldeias, mantém algum dinamismo associativo. O Grupo Desportivo e Cultural da Sete existe desde 1989, estando as suas instalações a sofrerem uma remodelação com vista à modernização das mesmas, algo muito aguardado pela população. No que diz respeito ao cante alentejano, a aldeia de Sete alberga desde 2001 o Grupo Coral e Etnográfico Os Cardadores, grupo masculino que foi buscar o nome a uma antiga função que quase toda a gente fazia na aldeia: cardar a lã. Três anos depois, em 2004, surgiu a Associação de Cante Alentejano Os Cardadores, a partir da iniciativa dos membros do grupo, com o objetivo de preservar e divulgar o cante alentejano, os usos e costumes da região. Esta associação deu cobertura a mais dois grupos da freguesia: o Grupo Coral Feminino As Papoilas e o grupo de Violas Campaniças.

A importância da viola campaniça Atualmente, quando se fala na aldeia de Sete é quase obrigatório falar-se da viola campaniça. Não porque fosse uma região onde o seu uso em tempos idos tenha sido mais notório do que em qualquer outra, mas porque é onde reside o mais conhecido tocador e construtor da viola campaniça: Pedro Mestre. Natural de Sete, o percurso de Pedro Meste sempre esteve ligado às questões dos usos e costumes tradicionais do Baixo Alentejo, quer fosse através do cante alentejano, quer fosse da viola campaniça. Tendo aprendido a tocar aos 12 anos com o mestre Chico Bailão, integrou, mais tarde, o grupo de violas campaniças, tocando ao lado de Manuel Bento. O interesse por saber cada vez mais sobre a viola campaniça levou-o a tornar-se construtor, tendo aprendido esta arte com Amílcar Silva, de Corte-Malhão, concelho de Odemira. Hoje em dia, para além de cantador e ensaiador de grupos corais, dedica-se à divulgação da viola campaniça, integrando diversos projetos musicais.

Enquanto durar a mina estamos em crer que não vamos ter grandes problemas. A mina tem sido peça fundamental aqui no meio, tem mantido o pessoal a trabalhar. Perdemos população na freguesia, mas não perdemos no concelho. A população da freguesia pode estar em Castro mas está a trabalhar nas minas. Se não fosse aquilo não sei bem o que faríamos. Tirando isso, temos a agricultura que está limitada a meia dúzia de pessoas. Apesar de Santa Bárbara de Padrões ser a sede de freguesia, a aldeia de Sete é a localidade com mais povoação…

É a aldeia de Sete, sim. Temos Sete, Lombador e Corvo, que aqui designamos por montes, a Santa Bárbara chamamos a aldeia, que são tudo montes com uma certa dimensão. Mas Sete é mesmo o maior. E como é que caracteriza Sete?

É um monte que também sofreu um grande desenvolvimento nos últimos anos. Quase toda a população passou pelo estrangeiro, foram emigrantes. Todos gostaram da sua terra e construíram ali. Nós vamos à Sete e vê-se que houve ali aquela preocupação das pessoas irem trabalhar para o estrangeiro mas regressarem à terra e construírem as suas habitações. Agora, muitos começam a regressar, já estão reformados, e ali vão ficando. Sete sempre foi a maior localidade da freguesia.

De onde surgiu Sete Não se sabe ao certo a origem do nome da aldeia de Sete, também designada como Monte da Sete por muitos dos seus habitantes. A razão de chamar Sete perdeu-se na memória dos tempos, mas dizem os mais velhos que era o lugar onde sete herdades se encontravam, onde era feita a divisão entre elas. Outra origem para o nome vem, segundo os mais velhos, da existência de sete montes em redor do local onde existe hoje a aldeia. Por haver esses sete montes, quando surgiu a aldeia o nome encontrado foi Sete.


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Mas se esta linha de pensamento continuar, serei certamente candidato ao meu segundo e último mandato ao IPBeja”.

Entrevista

A um ano das eleições para a presidência do Instituto Politécnico de Beja

Carioca quer suceder a Carioca Vito Carioca assume nova candidatura à presidência do IPBeja. Ao fim de três anos à frente do politécnico, Carioca assegura que estão reunidas as condições e os apoios para “concluir o atual projeto”. Mesmo em tempo de vacas magras, afirma que a instituição “transitou o Ainda há pouco tempo, na presença do ministro Nuno Crato, promoveram a conferência “Impacto das Instituições de Ensino Superior Politécnico nas Cidades de Média Dimensão”. Que impacto efetivo tem o IPBeja na cidade e na região?

Esse seminário não aconteceu por acaso. Teve a ver com as questões que hoje se cruzam sobre a reorganização do ensino superior e com papel efetivo que os institutos politécnicos têm nas regiões do interior. E esta é uma questão que nos preocupa muito. Consideramos que, no todo, o ensino politécnico tem um papel muito importante nas zonas do interior. Aliás, existem vozes que se levantam para que, no interior, deva ser reforçado. No nosso caso, o que se verifica é que o saldo é qualitativo e não quantitativo. Efetivamente os nossos alunos diminuíram, questão que não nos preocupa muito. Não queremos ter mais de 3 500 alunos, queremos é que a nossa oferta formativa seja de excelência. No espaço de dois a três anos, 50 por cento dos nossos docentes serão doutorados em áreas criteriosas.

ano” em equilíbrio financeiro. Isto apesar de reconhecer que os alunos são cada vez menos e que a saúde do instituto passa muito por fatores externos à própria instituição. Pelo que, refere, a aposta futura será na qualidade e na adequação dos cursos ao meio envolvente,

O IPBeja tem perto de 400 funcionários, entre docentes e não docentes, o que gera necessariamente um peso desmedido nas contas orçamentais. A instituição ainda consegue dar resposta a esta despesa ou terão que existir cortes e reajustes? Quais?

na investigação e na internacionalização. Texto Paulo Barriga Fotos José Serrano

Mas que impacto tem esta instituição na região?

Nos últimos anos temos feito muitos contactos e participado em fóruns muito importantes, estamos à frente da rede de investigação, com a câmara e o Cebal, fizemos um investimento grande em investigação, no terreno, ligada às pessoas. Estamos a apoiar um núcleo muito forte de empresas, com a criação do gabinete para o empreendedorismo. Penso que nos últimos anos houve um reforço do papel do IPBeja junto da comunidade. Muitas das vossas iniciativas e esforços passam ao lado da comunidade. Concorda? Nomeadamente ao nível da investigação…

Ao nível da investigação é possível! Razão pela qual nomeei, há pouco tempo, um pro-presidente para a investigação e conhecimento. Temos muita investigação, se calhar não a temos associada aos contextos. Ou

então não temos um marketing bem estruturado sobre aquilo que fazemos e a ligação aos contextos. O nosso problema é um problema de marketing. A imagem e a comunicação ainda não estão a funcionar bem, talvez. Como classifica a imagem do IPBeja junto da comunidade e junto de potenciais novos alunos? Acha que houve melhoramentos a este nível durante o seu mandato?

Acho que temos uma boa imagem junto da comunidade. Nos três anos que presido ao IPBeja tenho procurado ser sempre um homem de bom senso e de equilíbrios. A nossa relação com todas as organizações e estruturas, com todos os credos políticos e religiosos, é excelente. O instituto está ao serviço de todos. Tenho a certeza absoluta que

a relação do IPBeja com a comunidade é excelente. Há limitações, claro, que se prendem muitas vezes com os constrangimentos financeiros. À hora do almoço, por exemplo, toda a comunidade bejense aqui vem, os nossos anfiteatros estão sempre cheios de iniciativas de outras instituições… O nosso apoio é total. Este é um instituto aberto e enquanto eu for presidente assim se manterá. Outra questão tem a ver com as pessoas. Este é um período de imensas dificuldades. Para mim é ponto assente que tudo faremos para que as pessoas neste instituto estejam bem e que vejam renovados os seus contratos e que sejam encontradas plataformas de entendimento, nomeadamente para que alguns docentes sejam deslocados para áreas de investigação.

fazer boas parcerias. Iremos ter o melhor laboratório de engenharia civil da zona sul. O que preciso é de ter cursos com qualidade. Quantidade não é uma palavra que goste.

Como é que está de saúde o IPBeja? Quer a nível financeiro, quer a nível de alunos?

Transitámos o ano em equilíbrio. O que não é muito comum no País. É um bom indicador. Graças ao trabalho de todos, à gestão cuidada dos recursos… transitámos em equilíbrio e isso dá-nos confiança. Claro que não vamos disparar por aí a gastar dinheiro. Tem existido uma excelente relação entre os benefícios, os custos e os gastos. O que quero é ter dinheiro para ter recursos humanos e recursos materiais para ter bons cursos de educação e comunicação multimédia, de artes plásticas, de gestão, com os materiais necessários. Agora vem a segunda fase da Escola Superior de Tecnologia e Gestão (Estig), que estará pronta até outubro, que será equipada com bons laboratórios para

Como todas as organizações, o IPBeja terá que fazer reajustes sucessivos em função do desenvolvimento. E isso tem muito a ver com as variáveis externas. Haverá ou não mais cativações? As questões colocam-se mais de fora do que de dentro. Porque internamente somos um instituto equilibrado, racional, com pessoas ponderadas, com órgãos diretivos ponderados, com docentes que partilham também das preocupações. Se não trabalharmos todos para o mesmo lado, poderá não haver renovações de contratos e as pessoas estão a acreditar no projeto. Agora, não dominamos as variáveis externas. Em função disso, é possível que tenhamos que fazer alguns reajustes, mas acredito neste equilíbrio, nesta gestão equilibrada e acredito que as pessoas irão produzir mais e envolver-se nos projetos. Mas claro que os constrangimentos financeiros são enormes. Tem havido desistências de alunos devido à conjuntura económica e social?

Para nós os alunos são a chave de tudo. Neste instituto tudo farei para que nenhum aluno desista por falta de dinheiro. A ação social está a fazer planos a 10, 12 meses, com propinas repartidas. Se for necessário, criaremos um fundo para apoio ao estudante. Mas desistências, penso que não. Tem havido é dificuldades que são colocadas ao presidente, que manda para a ação social e deixamos que os alunos vão pagando de forma mais suave. Para nós é fundamental não haver desistência de alunos, por todas as razões: é uma questão social,


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de valorização das pessoas. Quanto mais licenciados, mestres e doutores existirem em áreas diversificadas, mais culto é este país. Considera que o IPBeja tem adequado os cursos e os currículos às novas necessidades da região?

Parcialmente. Considero que é necessário fazer reajustes. Neste momento está a ser feito um diagnóstico das necessidades. Criámos uma equipa que já apresentou a primeira fase de um estudo sobre que cursos devemos ter em função do nosso contexto. Vamos também entrar em contactos com uma empresa da especialidade para termos uma visão externa sobre a matéria. As necessidades têm muito a ver com aquilo que nos circunda. O aeroporto de Beja implicaria que o IPBeja se posicionasse de uma forma diferente, que pensasse em cursos de logística, de aeronáutica, mas o facto é que não temos aeroporto de Beja. Então vamos posicionarmo-nos nessa matéria sem previamente conhecermos os desenvolvimentos? As necessidades têm que ser bem medidas e definidas. Mais parece a história do ovo e da galinha… não era altura para existir já algum curso nessas áreas?

Não é fácil. É tudo uma questão de recursos humanos. Não temos quadros, à exceção de uma equipa da Estig, coordenada pelo professor Henrique Oliveira, que é especialista e trabalha já com a ANA. De resto, tínhamos que formar quadros específicos para essas áreas, que não temos. A orientação do IPBeja, até agora, foi diferente. Temos mais cursos ligados à gestão, à informática, à educação. É possível que deste estudo, desta visão externa, saia a necessidade imperiosa de o fazer. As questões do Alqueva, por exemplo, são prementes, são constantes, e aí fizemos adaptações substâncias e substantivas na Escola Superior Agrária ao processo de transição do sequeiro para o regadio… Mas reconheço que essa área da aeronáutica seja uma lacuna. E mesmo no campo da agricultura,

acha que os cursos e a investigação estão virados e ao serviço na nova realidade agrícola da região?

Está a ser feito um esforço grande para a reorientação da missão educativa dos departamentos ligados à Escola Superior Agrária. Os condicionalismos financeiros também nos limitam. É necessário, e por vezes não é possível, comprar recursos materiais para fazer essas adaptações sucessivas. É necessário dinheiro. E isso está a ser feito de uma forma normal e em função da disponibilidade financeira. A Agrária é a escola do IPBeja que mais tem sentido a perda de alunos…

Sim! Penso que isso tem a ver como o sistema social vê, em termos nacionais, a agricultura. Criou-se um certo estigma relativamente ao que é a agricultura, ao papel da agricultura e do agricultor. Mas posso dizer que na Futurália [Feira de Educação, Formação e Orientação Educativa], mais de 50 por cento dos alunos que foram ao nosso pavilhão procuraram os cursos de agricultura. Acredito que o nosso país tem que se virar para formas adaptadas e diferentes de culturas agrícolas. Tem que haver um investimento nessa área. E acredito que isso vai mudar a mentalidade instalada. E é bom para nós que isso aconteça.

um ensino constante. Existe, às vezes, fragilidade nas formações, mas essa fragilidade tem que ser compensada com esses apoios tutoriais de acompanhamento. Mas quem são os alunos que procuram o IPBeja? O instituto tem uma verdadeira implementação regional?

Temos uma colocação maior de alunos do nosso distrito e do Algarve. E uma parte também da zona de Setúbal e do litoral. Este ano, cerca de 22 por cento dos alunos do secundário do distrito ficaram cá. Já tivemos muito mais. Mas a oferta formativa noutras paragens também leva os jovens a quererem sair de casa… Se houver qualidade, os alunos do distrito vão ficar cada vez mais por cá e outros virão procurar-nos, certamente. Como tem sido a colocação dos vossos licenciados. Monitorizam a carreira dos antigos alunos? A região tem capacidade para os absorver?

Há uma parte dos alunos, em certas áreas, que o distrito não absorve totalmente. Saltam muito para fora. Mas existe um muito elevado nível de empregabilidade dos nossos alunos. Mas há alguns cursos que têm mais dificuldades. Como por exemplo?

Quem são os alunos que procuram o IPBeja? Grande parte tem acesso fora do concurso nacional. Esse facilitismo não desprestigia a própria imagem da instituição?

Isso é uma questão nacional e internacional e não do IPBeja. As questões ligadas à educação e formação ao longo da vida são questões da Comunidade Europeia. Falar em facilitismo é um termo arriscado. Porque há muitos indivíduos maiores de 23 anos que têm formações completas e estruturadas. Acredito que é necessário haver, e nisto por vezes falhamos, um acompanhamento mais sistemático, tutorial, a certos grupos. Ao nível das matemáticas e das físicas, por exemplo. As populações devem ter acesso ao longo da vida a uma cultura e a

Ao nível do serviço social há mais dificuldades, ao nível de algumas áreas agrícolas. No desporto temos uma empregabilidade quase total, em educação e comunicação multimédia também, na gestão, nas enfermagens. Em termos gerais, no espaço de cinco anos, os nossos alunos ficam empregados. Vamos criar um observatório de empregabilidade para acompanhar e apoiar esses percursos. As questões do IPBeja são questões genéricas. A tipologia dos públicos saídos e dos públicos entrados é uma tipologia que diz respeito a todo o interior. Uma das bandeiras da sua candidatura prendia-se com a internacionalização da instituição. Isso está a acontecer, efetivamente?

Transitámos o ano em equilíbrio. O que não é muito comum no País. É um bom indicador. Graças ao trabalho de todos, à gestão cuidada dos recursos… transitámos em equilíbrio e isso dá-nos confiança. Para nós os alunos são chave de tudo. Neste instituto tudo farei para que nenhum aluno desista por falta de dinheiro. A ação social está a fazer planos a 10, 12 meses, com propinas repartidas. O aeroporto de Beja implicaria que o IPBeja se posicionasse de uma forma diferente, que pensasse em cursos de logística, de aeronáutica, mas o facto é que não temos aeroporto de Beja.

Neste momento, o gabinete de mobilidade e cooperação faz esse trabalho. Em outubro irá ser publicado por mim e pela Cristina Palma uma reflexão profunda sobre o conceito de internacionalização. Vamos começar, muito prestes, a formação de colegas húngaros em animação sociocultural e turismo. Temos montado um mestrado em Moçambique e vamos a Nampula fazer formação pedagógica desses professores. As relações com o Brasil estão a intensificar-se. Foi criado um programa próprio, Bartolomeu de Gusmão, para o Brasil. As relações com a Europa são profundíssimas. Temos alunos em Macau, neste momento. Vamos colocar mais três docentes, que irão ser dispensados, para dossiês como o Processo de Bolonha, a mobilidade, a lusofonia. Portanto, é uma vertente que foi uma bandeira nossa e que continuará a ser se me tornar a candidatar. Que balanço faz destes seus três anos de mandato?

Para mim, o balanço é extremamente positivo. Há questões que foram limitativas. E parece-me que a maior limitação tem sido este constrangimento financeiro. Mesmo assim temos feito muito. O estrangulamento financeiro inviabiliza algumas questões. Há algum aspeto do seu programa que gostaria de concretizar e que poderá estar, de alguma forma, comprometido?

Há uma aposta que não conseguimos desenvolver muito até agora, o IPBeja Cultura. As limitações financeiras impossibilitam-nos de investimentos na área cultural. Na internacionalização isso também aconteceu. Não posso mandar 50 alunos para Macau. Não há dinheiro para tudo isso. Mas penso que tocámos em todos os aspetos. A linha editorial é a que está mais parada neste momento. Vai tornar a candidatar-se à presidência do IPBeja?

Estou numa fase de ouvir toda a gente. Gosto que as pessoas me digam se devo continuar ou não. Se a maior parte das pessoas me disser que não, que o meu trabalho não foi meritório, sou professor coordenador da Escola Superior de Educação, e volto para o meu lugar. Já consultei as pessoas mais diretas. Até agora o balanço é positivo. As pessoas acham que faz sentido acabar este projeto de trabalho, reajustar em algumas questões, como por exemplo colocar os estatutos à discussão. Mas se esta linha de pensamento continuar, serei certamente candidato ao meu segundo e último mandato ao IPBeja.


Francisco Orelha apoia Pedro do Carmo

Atual BE questiona Governo e município a propósito da Cultura em Beja A deputada do Bloco de Esquerda (BE) Catarina Martins questionou o secretário de Estado da Cultura sobre Beja, “uma cidade onde não existe hoje nenhuma companhia ou estrutura de criação artística apoiada pelo Estado”. Também a câmara municipal foi interpelada a propósito da falta de pagamentos ao pintor André Lança, e ao grupo L’Endias de Encantar, e sobre a posição da autarquia face à situação do Museu Regional. Estas iniciativas surgem na sequência de uma visita da deputada ao Baixo Alentejo no passado mês de março, onde reuniu com diversos agentes culturais. Para Catarina Martins “os cortes da Direção Geral das Artes e o desprezo do atual executivo da Câmara Municipal de Beja pelas estruturas de criação e produção artística e cultural colocam em risco a oferta cultural e artística de Beja”. Por isso, a deputada do BE perguntou por escrito a Francisco José Viegas o que pretende fazer para permitir aos bejenses a “fruição e a criação cultural” que a Constituição garante.

Partido Social Democrata aligeira corte nas freguesias O PSD propôs à Associação Nacional de Freguesias (Anafre) alterar o número mínimo de freguesias por município, a partir do qual é obrigatório a agregação. Inicialmente, todos os municípios com menos de três freguesias ficavam isentos de qualquer mexida. Agora, os sociais-democratas subiram a fasquia para quatro freguesias, e nos concelhos com cinco apenas uma será agregada. Com este cenário, no distrito de Beja, Barrancos, com uma freguesia, Alvito (2), Cuba e Vidigueira (4) ficam de fora da reforma administrativa. Castro Verde e Aljustrel, com cinco freguesias cada, irão, segundo esta proposta, perder uma. PUB

Francisco Orelha, presidente da Câmara Municipal de Cuba, anunciou que vai apoiar Pedro do Carmo, presidente da Câmara Municipal de Ourique, na sua corrida às eleições da Federação do Baixo Alentejo do Partido Socialista (PS), que acontecem em junho, entre os dias 15 e 16. Hélder Guerreiro, atual vice-presidente da Câmara Municipal de Odemira, também está a disputar a liderança do PS na região.

Mudanças no cargo de vogal executivo do InAlentejo

Sai Caeiros entra Palma Filipe Palma foi proposto pelos municípios para substituir Fernando Caeiros no cargo de vogal executivo do InAlentejo. Palma ficará à frente do Programa Operacional do Alentejo e Caeiros colaborará com a Associação Nacional de Municípios Portugueses. Texto Bruna Soares

“Um dos requisitos exigidos é a obrigatoriedade de uma licenciatura”.

O

s municípios propuseram, na terça-feira, 3, numa reunião em Castro Verde, Filipe Palma, técnico superior da Comissão da Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CDDR), para vogal executivo do InAlentejo – Programa Operacional do Alentejo, substituindo Fernando Caeiros, antigo presidente da Câmara Municipal de Castro Verde, no cargo. Na reunião participaram 56 dos 58 municípios do Alentejo e da Lezíria do Tejo. Josué Caldeira foi o outro nome proposto pelos municípios, mas Filipe Palma acabou por ser o escolhido, nomeadamente com 29 votos, contra os 27 que recebeu o outro candidato proposto. Filipe Palma, em declarações ao “Diário do Alentejo”, considerou que “este é mais um grande desafio” na sua vida profissional, que encara como “o cumprimento de um dever e com grande responsabilidade”, lembrando que “vai substituir Fernando Caeiros, um amigo”. “Sei que não será tarefa fácil, porque todos reconhecemos

Fernando Caeiros

“CORREIO ALENTEJO”

Diário do Alentejo 6 abril 2012

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“Todos reconhecemos a bondade que Caeiros teve no exercício da sua função”. Filipe Palma

a bondade que teve no exercício da sua função e isso aumenta a minha responsabilidade”. Fernando Caeiros, por sua vez, explicou o motivo da sua saída do cargo. “Em julho terminou o período de três anos para o qual fui proposto para desempenhar a função, mas fui-me mantendo, neste intervalo de tempo foram definidos os estatutos dos gestores públicos e um dos requisitos exigidos é a obrigatoriedade dos gestores públicos serem portadores de uma licenciatura. Esta situação ficou clarificada, e associada a motivos pessoais ficaram definidas as condições para minha saída”. A proposta das autarquias terá agora de ser submetida a aprovação por parte do Conselho de Ministros e, segundo Filipe Palma, “a Associação Nacional de Municípios já tem em sua posse todos os dados necessários para avançar com o processo. Será breve esta nomeação efetiva. Entretanto, vou estar algum tempo com o Fernando Caeiros, que já mostrou toda a disponibilidade para me passar os dossiês”. Filipe Palma lembrou ainda que “há muito tempo” que trabalha “com fundos comunitários”, considerando que “estes têm, sobretudo, de ser bem aplicados e com grande isenção e sempre em prol da região”. Fernando Caeiros continuará, agora, pela sua experiência a colaborar com a Associação Nacional de Municípios Portugueses, nomeadamente no que aos programas operacionais regionais diz respeito.

Agricultores do Baixo Alentejo alertam

Bolsa de terras só com emparcelamentos

A

criação de uma bolsa de terras é encarada com “bons olhos” pelo presidente da Federação das Associações de Agricultores do Baixo Alentejo (Faaba), que alerta, contudo, que a medida “só será eficiente” se forem autorizados emparcelamentos. O Governo aprovou na semana passada a criação de uma bolsa de terras para fins agrícolas, florestais e silvopastoris, a serem disponibilizadas de forma voluntária pelos privados, que terão como “estímulo positivo” a redução do imposto municipal sobre imóveis (IMI). Com o objetivo de “facilitar o acesso à terra no total e absoluto respeito pela propriedade privada”, a nova bolsa de

terras, cuja proposta de lei foi aprovada em Conselho de Ministros, irá integrar, segundo o Governo, terras do Estado e de particulares e terras que estão sem uso agrícola e não têm dono conhecido. “É uma medida positiva, a começar pelo levantamento das terras do Estado, que penso que algumas nem têm cadastro”, disse à Lusa o presidente da Faaba, Castro e Brito, ressalvando que “a medida só será eficiente se houver a possibilidade de se fazer emparcelamentos”. O dirigente associativo justificou esta posição pelo facto de existirem no país “muitas parcelas pequenas, tanto na área florestal, como na agrícola, que

têm uma grande indefinição sobre os seus proprietários”. O Alentejo, segundo o responsável, tem o cadastro de terras “organizado, ao contrário de outras zonas do País”, e na região “não há terras abandonadas”. “Aqui não há terras ao abandono. Há terras para a agricultura em extensivo e para o pastoreio de gado em extensivo. Portanto, as terras estão a ser utilizadas”, disse. Sobre a disponibilização de terras por privados, Castro e Brito avisou “que existe propriedade privada em Portugal”, mas, por outro lado, defendeu que “a terra também deve ter uma função social”.


Diário do Alentejo 6 abril 2012

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Cotação do cobre continua a subir

Minas alentejanas em alta Recentemente o governo português anunciou a abertura de novos concursos para a prospeção de minério. Algumas dessas concessões são no distrito de Beja, onde a tradição mineira é muito forte. As minas de São Domingos, Lousal, Aljustrel e Canal Caveira ocuparam milhares de trabalhadores ao longo de séculos. Algumas destas minas já eram exploradas no tempo dos romanos. Texto Carlos Júlio Foto José Ferrolho

A

Faixa Piritosa Ibérica é uma das zonas mais ricas de minérios metálicos a nível mundial. Ocupa uma faixa de 250 por 20 quilómetros no Sul do Baixo Alentejo e Andaluzia, entre Grândola e Sevilha. Muitas minas já estão esgotadas, mas do lado português mantêm-se em funcionamento as minas de Aljustrel e de Neves-Corvo, em Castro Verde, estas últimas ainda as maiores minas de cobre e de zinco de toda a Europa. Os preços elevados que o cobre tem atingido nos últimos anos tem valorizado a extração mineira, tornando rentáveis filões que ainda há pouco tempo tinham uma viabilidade muito diminuta. Daí que as novas concessões para prospeções atraiam o interesse de várias empresas. “Estes preços elevados devem-se manter nos próximos anos, pelo menos, relativamente ao cobre, que não tem uma grande reciclagem. A seguir a este boom que tivemos de crescimento da China, e que tem feito os preços subirem, os analistas consideram que esse crescimento se vai estender para a Índia e, portanto, há a perspetiva de que estes metais continuem a ter muita procura e necessariamente a sua cotação vai-se manter elevada”, diz ao “Diário do Alentejo” o geólogo Álvaro Pinto. Profundo conhecedor da Faixa Piritosa Ibérica, Álvaro Pinto exerceu entre 1987 e 2001 as funções de mineralogista na Somincor, após o que foi professor na Facudade de Ciências de Lisboa. Atualmente ocupa o lugar de técnico superior de mineralogia e geologia no Museu Nacional de História Natural e da Ciência e considera que é esta “alta de preços” que faz com que

se vejam “muitas empresas neste momento a deambular pela faixa piritosa para fazerem as suas prospeções e para procurarem novos jazigos”. Há 350 milhões de ano, quando se formou a Faixa Piritosa Ibérica, toda a zona sul da Península Ibérica “era um oceano pouco profundo, e todos estes minérios formaram-se no fundo do mar. Na altura vivia-se uma situação semelhante à que hoje existe no Japão. Teríamos um oceano pouco profundo com uma zona de subducção, ou seja, a crosta oceânica, que estava por baixo desse mar, estava a mergulhar por baixo daquilo que é toda a parte norte da península ibérica. E é esse ambiente geológico que proporciona a formação deste tipo de jazigos”, explica Álvaro Pinto. Na atualidade existem apenas duas minas em exploração em Portugal e uma outra em Espanha. Neves-Corvo está em exploração comercial desde 1989 e Aljustrel tem tido um funcionamento intermitente devido a um processo de alteração do tipo de lavra. “No passado Aljustrel era uma mina de pirite, de que se retirava o enxofre e com isso produzia-se ácido sulfúrico, que servia para fazer adubos, e essa era também a característica da mina do Lousal. Aliás, em toda esta faixa a pirite é o mineral mais abundante e é aquele a que outros minerais se associam. Como o preço do cobre disparou nos últimos anos, e é muito menos volátil do que o do zinco, que tem uma maior reciclagem, a própria mina de Aljustrel, que atualmente é explorada pela Almina, fez uma inflexão na estratégia que estava a ser pensada, deixando para segundo plano o zinco e extraindo o cobre e isso faz com que a mina esteja a trabalhar com muita saúde e viabilidade”, refere o antigo geólogo da Somincor. “O maior jazigo desta faixa, em termos de quantidade, continua a ser um jazigo espanhol já exaurido que é Rio Tinto. A seguir é Neves-Corvo, que foi a maior descoberta, em termos de riqueza e de teor, desde sempre. Os teores de Neves-Corvo, sobretudo de cobre, são completamente anómalos, mesmo em termos mundiais”, refere Álvaro Pinto, acrescentando que “é possível que ainda surjam novas descobertas importantes” no lado português da Faixa Piritosa.

“A geometria das rochas, a posição como elas se encontram, faz com que no lado de cá os jazigos sejam sempre mais profundos, mais enterrados, do que no lado espanhol, onde estão mais próximos da superfície. É como se as rochas estivessem mais inclinadas a partir de Espanha e no sentido do Atlântico, o que faz com que o nível onde ocorrem este tipo de jazigos esteja mais fundo do lado português e mais próximo da superfície do lado espanhol, onde há muitas minas a céu aberto, já inativas”, refere. O Lousal, que fechou em 1988, foi durante muitos anos a mina mais profunda da Faixa Piritosa Ibérica com 560 metros, ultrapassada depois com Neves-Corvo que ultrapassa os 600 metros. “A mina de São Domingos era a céu aberto e pouco profunda, mas situa-se junto à fronteira com Espanha”, diz este especialista. Mas novos recursos têm sido descobertos nos últimos anos, sobretudo devido ao trabalho efetuado pela Somincor e de que a mina de Neves-Corvo é um bom exemplo. Neste momento as reservas conhecidas são idênticas às que existiam quando a mina entrou em atividade há mais de 20 anos.“Isso assenta no facto do jazigo ser muito rico e, por outro lado, da empresa ter uma estratégia de prospeção e de avaliação PUB

constante dos recursos e isso permite ir encontrando acumulações que compensam tudo o que já foi extraído e o que faz com que a mina vá tendo ao longo dos anos este balanço, ou seja, vai explorando, explorando, mas continua a ter praticamente as mesmas reservas de quando arrancou”, explica Álvaro Pinto. O geólogo considera ainda que “quando se avança para a prospeção no terreno” é porque já existem “indícios fortes de qualquer anomalia” e corresponde a uma fase de trabalho já final. “O primeiro trabalho que se faz é a recolha de documentação histórica sobre aquele local; depois há o trabalho de campo feito pelo geólogo que consiste no levantamento do terreno e na perceção de que aquela formação geológica pode ser indiciadora de algum potencial; depois faz-se alguma prospeção indireta, através de métodos eletromagnéticos ou gravíticos para identificar o que está debaixo da terra. Todas estas informações são cruzadas e só se tudo for minimamente favorável é que se avança para o furo e para a prospeção em profundidade, que é a fase mais cara. Mas a prospeção de novas reservas é muito importante porque também dinamiza, não só a atividade da geologia, mas muitas vezes as próprias economias locais”.


Diário do Alentejo 6 abril 2012

ILUSTRAÇÃO DE SUSA MONTEIRO

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Os promotores “vão continuar a trabalhar para que o cante alentejano seja classificado como Património Cultural Imaterial da Humanidade”. João Rocha, presidente da Câmara de Serpa

Candidatura do cante a Património da Humanidade

Adeus e até para o ano

P

or decisão unilateral, a Comissão Nacional da Unesco, por indicação expressa do ministro dos Negócios Estrangeiros, decidiu não entregar este ano a candidatura do cante alentejano a Património Cultural Imaterial da Humanidade. O que apenas acontecerá em 2013, segundo o porta-voz do ministério de Paulo Portas, “para que o cante seja aprovado e que não seja apenas candidato”. Esta resolução deixou desagradados todos os intervenientes na candidatura que foi concluída “com grande qualidade e celeridade”, segundo fonte da sua comissão executiva. Os principais entraves a esta pretensão – que na opinião do antropólogo Paulo Lima, “tinha, em

termos de investigação, um ano de avanço em relação à do fado” – resultaram das críticas públicas e dúvidas levantadas por alguns membros da comissão científica, nomeadamente Ruy Vieira Nery, Salwa Castelo-Branco e José Rodrigues dos Santos. Numa espécie de batalha entre universidades pelo controlo científico da candidatura. O “Diário do Alentejo” sabe que o próprio Rui Vieira Nery, já depois da decisão governamental de adiar a candidatura do cante, tornou a disponibilizar-se para “amadurecer” o dossiê. Já o presidente da Câmara Municipal de Serpa, uma das entidades que mais se empenhou em levar o cante até à Unesco em 2012,

desvalorizou por completo este adiamento, que rotulou de “mero atraso”, salientando ainda que os promotores “vão continuar a trabalhar para que o cante alentejano seja classificado como Património Cultural Imaterial da Humanidade”. Certo é que nunca como agora, e apesar das diferentes peripécias que aconteceram pelo caminho, os agentes do cante estiveram tão envolvidos em torno desta que é a mais genuína das expressões culturais do Alentejo. E, por isso, Ceia da Silva, presidente da Entidade Regional de Turismo, exige que a Comissão Nacional da Unesco se responsabilize pelo sucesso da entrega em 2013: “Eles têm que se responsabilizar” e que

garantir que “este trabalho será premiado com a entrega da candidatura em 2013”. Já o presidente da Câmara Municipal de Beja, o único município onde existem grupos corais que não aderiu formalmente à candidatura, considerou “acertado” o adiamento para 2013, uma vez que o dossiê “não reunia condições para ser aceite”. E adianta mesmo que “houve uma teimosia e uma tentativa de isolar os que consideravam que era um risco desnecessário avançar agora com a candidatura e houve também algum oportunismo político de quem quis forçar a apresentação da candidatura, no sentido de tirar daqui alguns proveitos políticos”. PB com Lusa

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Comunicado final

T

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al como programado, o dossiê de Candidatura do Cante Alentejano a Património Cultural Imaterial da Humanidade foi entregue na Comissão Nacional da Unesco, no passado dia 28 de março. Apesar da decisão do Governo de adiar a entrega da candidatura na Unesco, em Paris, para março de 2013, assumimos que, agora e mais do que nunca, é necessário demonstrar a força do cante alentejano e tudo o que esta expressão cultural representa para os alentejanos e para a história social e cultural do Alentejo. O adiamento da entrega da candidatura impõe que o trabalho já realizado tenha continuidade. Consideramos, por isso, que as ações já concretizadas devem prosseguir, sem que haja a tentação de desbaratar a qualidade das peças científicas e culturais produzidas. O trabalho a realizar até março de 2013 e a partir daí deve ter essencialmente uma perspetiva incremental. Vamos, pois, continuar este processo, aprofundando o trabalho feito, fomentando ainda mais o envolvimento de todos e continuando a demonstrar que o cante alentejano reúne todas as condições para obter o reconhecimento da Unesco e integrar a Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade. Reafirmamos que este trabalho tem que continuar a ser feito por todos – grupos, autarquias, instituições e pessoas singulares – porque o que nos deve unir é um objetivo comum: a salvaguarda do cante alentejano. O apoio já declarado pela grande maioria dos grupos corais em atividade e dos municípios e freguesias em que eles estão sedeados leva-nos a ter a certeza de que estamos certos e todos do mesmo lado. O trabalho até agora concretizado contribui inequivocamente para a estratégia de salvaguarda do cante alentejano, objetivo fundamental que nos une. Deram-se passos fundamentais, como o primeiro pedido de inscrição do cante alentejano no Inventário Nacional do Património Imaterial, foram feitos novos estudos e recolhas documentais, filmes, reportagens fotográficas e um conjunto de outras ações de que sairá beneficiado não apenas o cante alentejano e os seus intérpretes mas todo o Alentejo, a sua cultura e a sua gente. A comissão executiva agradece a todos os que manifestaram o seu apoio e que expressaram, das mais diversas formas, a sua cooperação e boa vontade, nomeadamente os municípios e freguesias que assinaram declarações de apoio, as associações e casas do Alentejo, os 1 727 amigos do cante alentejano que também enviaram declarações de apoio à candidatura, com um muito especial agradecimento a todos os grupos de cante alentejano, porque é através deles que o cante vive, se mantém e vai continuar nas próximas gerações. Por fim, a comissão executiva agradece às diversas instituições que connosco desenvolveram protocolos, bem como o trabalho feito pela equipa técnica, agradecendo, ainda, aos membros da comissão científica que contribuíram para que a candidatura fosse apresentada à Comissão Nacional da Unesco. Um último agradecimento é devido a sua excelência o Presidente da República, que desde a primeira hora soube compreender e apoiar as nossas intenções e anseios.


A Câmara Municipal de Ferreira do Alentejo vai organizar durante o presente ano, que elegeu como “o ano de promoção do empreendedorismo local”, um ciclo de conferências, onde as temáticas da empregabilidade, do crescimento económico e do desenvolvimento regional serão as grandes questões em reflexão. A primeira conferência, a realizar este mês, será dedicada ao aeroporto de Beja e contará com a presença de responsáveis por companhias aéreas

Movimento associativo de Aljustrel já tem gabinete de apoio A Câmara Municipal de Aljustrel criou recentemente o Gabinete de Apoio ao Movimento Associativo de Aljustrel (GAMA-Aljustrel). Trata-se “de um organismo que tem como objetivo principal fortalecer a intervenção social, cultural, recreativa e desportiva

do associativismo de raiz popular com sede no concelho de Aljustrel”, esclarece a autarquia. O Gama pretende ainda, entre outros objetivos, “favorecer e incentivar um maior envolvimento das populações na vivência comunitária, promovendo o diálogo e o intercâmbio institucional entre a autarquia e os órgãos sociais das associações

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e coletividades do concelho, estimulando e valorizando o empenho e a dedicação dos dirigentes associativos que, a título voluntário, dedicam parte das suas vidas e do seu tempo livre às atividades públicas e ao bem comum”. O GAMA está instalado num gabinete das Oficinas de Formação e Animação Cultural.

Sindicato e empresa chegam a acordo

PS diz que Governo não estudou dossiê

MPI acorda plano de pagamentos

Ligação ferroviária a Sines não passa de ilusão

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ma delegação sindical e a empresa Metalomecânica Projetos Industriais (MPI), de Beja, acordaram na segunda-feira um plano de pagamento dos salários em atraso, o que vai permitir “desconvocar definitivamente” a greve dos trabalhadores, que está suspensa. Numa reunião, que decorreu na segunda-feira de manhã, a administração da MPI e uma delegação do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Sul chegaram a acordo em relação ao pagamento dos salários em atraso na empresa, disse à Lusa o sindicalista Eduardo Florindo. No âmbito do acordo, explicou, a PUB

e operadores turísticos, entre outras individualidades, esclarece a autarquia. As próximas sessões realizam-se em junho (olivicultura/ /oleícultura), em setembro (empreendedorismo Jovem), em novembro (fruticultura) e em dezembro (energias renováveis). Para além da discussão em torno de temas como o empreendedorismo e oportunidades de negócio, “estas sessões pretendem divulgar o futuro ninho de empresas de Ferreira do Alentejo”.

Diário do Alentejo 6 abril 2012

Câmara de Ferreira promove empreendedorismo local

administração da empresa comprometeu-se a pagar o salário de março até ontem, quarta-feira, e uma parte ou a totalidade do que falta do salário de janeiro até ao final da próxima semana. A empresa compromete-se ainda a pagar o subsídio de Natal de 2011 em três prestações, a primeira a liquidar em maio, a segunda em junho e a terceira em julho, acrescentou o sindicalista. Segundo Eduardo Florindo, os trabalhadores da MPI, num plenário, que irá decorrer na próxima segunda-feira, vão ratificar o acordo e, posteriormente, “desconvocar definitivamente a greve”, que atualmente está suspensa. A greve por tempo indeterminado dos trabalhadores da MPI, que começou no passado dia 20 de março, foi suspensa três dias depois.

O

PS diz que o primeiro-ministro “não estudou o dossiê” da alta velocidade e substituiu o TGV por uma alternativa que pode ser só uma “ilusão”, exigindo os socialistas que a questão seja negociada na próxima cimeira ibérica. “O caso revelado de que a anunciada troca da ligação de alta velocidade entre Lisboa e Madrid por uma linha de mercadorias entre Sines e a Europa é uma impossibilidade por não haver, por enquanto, nenhum compromisso do Governo espanhol em fazer essa ligação em bitola europeia, é algo de muito grave que mostra que o primeiro-ministro não estudou o dossiê”, afirmou o líder parlamentar do PS, Carlos Zorrinho, em conferência de

imprensa no Parlamento. O jornal “Público” noticiou na segunda-feira que “a linha de bitola europeia para Badajoz que o Governo quer construir não tem continuidade assegurada no outro lado da fronteira nem os operadores ferroviários a desejam”. Zorrinho quis “deixar claro que o PS não está contra essa hipótese” anunciada pelo Governo, acrescentando que os socialistas esperam “por isso que na próxima cimeira luso-espanhola o primeiro-ministro coloque essa questão e consiga garantias do lado de Espanha de que essa linha será feita e que será possível ligar Sines à Europa em bitola europeia”.


Diário do Alentejo 6 abril 2012

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Agricultores isentos de pagamento à Segurança Social

Os agricultores vão ter uma redução de seis meses nos pagamentos à Segurança Social, uma medida inscrita no pacote de decisões para mitigar os efeitos da seca, disse na segunda-feira a ministra da Agricultura, Assunção Cristas. Segundo uma apresentação feita no Ministério da Agricultura, a redução temporária de pagamentos de contribuições

Cordão humano em Beja em defesa do serviço nacional de saúde O Movimento de Utentes dos Serviços Públicos promove no próximo dia 14, pelas 15 horas, em Beja, um cordão humano entre a Casa da Cultura e o Hospital de Beja, em “defesa do serviço nacional de saúde”. O Movimento de Utentes dos Serviços Públicos do distrito

à Segurança Social está inscrita no Orçamento Retificativo, sob o registo de seis milhões de euros. Dos cofres do Estado vão sair, no âmbito das iniciativas motivadas pela seca, 40 milhões de euros, referiu a ministra, destacando que a medida mais “onerosa” será a da ajuda direta aos produtores de animais, num total de 20 milhões de euros.

de Beja adianta, em comunicado de imprensa, que “a grave situação em que se encontra o acesso das populações aos cuidados médicos no nosso distrito, o aumento das taxas moderadoras, o fim do apoio ao transporte de doentes não urgentes para milhares de portugueses, os medicamentos mais caros e o encerramento de serviços de proximidade”

são “algumas das causas para uma redução preocupante no acesso aos cuidados de saúde”.“Não podíamos deixar de estar conscientes que enquanto utentes do serviço nacional de saúde temos a obrigação de o defender na forma como é consagrado na constituição da república portuguesa, universal, gratuito e de qualidade”, conclui.

Em honra de Nossa Senhora de Guadalupe

Festas de Serpa aguardam 50 mil

M

ais de 50 mil pessoas, entre forasteiros e filhos da terra, são esperadas a partir de amanhã, sexta-feira, e até dia 10, em Serpa, para as tradicionais festas em honra de Nossa Senhora da Guadalupe, a padroeira, e cujos pontos altos terão lugar no domingo, dia de Páscoa, com a realização do cortejo histórico-etnográfico de Serpa, em que participam mais de mil figurantes, e da procissão anual “que ‘arrasta’ outros milhares da cidade até ao ponto mais alto da localidade”, o Altinho. As procissões do Altinho para a igreja do Salvador conduzindo a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe e a da igreja do Salvador ao encontro da que vem do Altinho, na Cruz PUB

Nova, terão lugar pelas 15 horas. O cortejo histórico-etnográfico, que é coordenado pela Câmara Municipal de Serpa e “que atrai inúmeros visitantes”, segundo a autarquia, terá início uma hora depois. “O cortejo é de facto o grande emblema das festas de Serpa, e este ano vamos ter praticamente todos os grupos corais do concelho a cantarem, como que em uníssono, em defesa do reconhecimento do cante alentejano como Património Imaterial da Humanidade, um cante que é único no mundo”, adianta Carlos Carvalho, da Comissão de Festas de Serpa, lembrando que as festividades espelham “a ligação que existe à Pascoa no Alentejo”. “Pelo menos nesta parte

do distrito de Beja as famílias juntam-se e têm uma ligação muito grande à quadra pascal. Assiste-se ao retorno de quem foi obrigado a migrar, a estar ausente, e as pessoas tentam reunir-se, muitas vezes até mais que no Natal”. Na escolha do cartaz musical, “apesar de humilde, sem grandes ideias megalómanas, que não há dinheiro”, diz o responsável, pesou também “o envolvimento” a que se assistiu “no Alentejo, em geral, e em particular em Serpa, relativamente à definição do cante como Património”. Carlos Carvalho destaca a atuação, no sábado, na praça da República, pelas 22 horas, do grupo Os Alentejanos & Amigos, “um autêntico cartão-de-visita”. Já no domingo, também

na praça, e à mesma hora, é apresentado o espetáculo “Memorial”, de Fernando Tordo, Carlos Mendes e Filipa Pais. Na segunda-feira será a vez de subir ao mesmo palco, também pelas 22 horas, Dinho Zamorano, que para além “de cantar originais seus faz covers de grandes músicos brasileiros”. “No fundo isto vem no seguimento do que tem sido a estratégia de Serpa, de ligar a música não só ao cante mas também aos vínculos que temos com os vizinhos de Espanha e com os países de expressão portuguesa”, acrescenta o responsável. Para além das atuações na praça da República, o programa musical reserva “animação durante o dia

e a noite”, a pensar nos mais jovens, com a instalação do palco 2 no largo da Corredoura e pelo qual vão passar os Dj Mira e G-Luft with MrSaxc (dia 6, 24 horas), Banda Low Cost e BrainStorm (dia 7, 17 e 18 horas), Amigos da Pinguinha (dia 8, 18 e 30 horas), Dj Christian F (dia 8, 24 horas), Rockustico e Ruben Baião (dia 9, às 18 e 30 e às 00 e 30 horas). No plano religioso terá lugar a Celebração da Paixão do Senhor e a Procissão do Enterro do Senhor (sexta-feira), uma vigília pascal (sábado), missa do Dia de Páscoa (domingo), procissão solene da festa (segunda-feira) e procissão para acompanhar a imagem da padroeira para a sua capela (terça-feira). NP


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DR

Perfil

Diário do Alentejo 6 abril 2012

Passava sempre as férias em Montes Velhos, na casa dos meus avós” (...). “O interior e a periferia das grandes cidades continuam a ser o país real”.

Neto de uma alentejana de Montes Velhos, o realizador João Canijo venceu recentemente o Grande Prémio do Júri do Festival de Cinema de Miami, com a longa-metragem “Sangue do Meu Sangue”. Voltado sobretudo para o país profundo, o do interior e da periferia das grandes cidades, Canijo é um dos mais premiados cineastas portugueses da atualidade. DR

Texto Alberto Franco

Regressar a Montes Velhos com João Canijo

Sangue do nosso sangue

T

udo começou quando um médico nascido em Armamar, na região do Douro, foi destacado para a vila de Ervidel. Ali conheceu uma alentejana de Montes Velhos, casaram, tiveram filhos e netos. Um deles é o realizador João Canijo, autor de filmes como “Ganhar a Vida”, “Mal Nascida” e “Sangue do Meu Sangue”. Este último venceu há poucas semanas o Grande Prémio do Júri, no Festival de Cinema de Miami. Antes tinha sido galardoado com o Prémio da Crítica Internacional, no Festival de San Sebastián, o de Melhor Filme no festival francês de Pau e o Prémio Autores 2012, atribuído pela Sociedade Portuguesa de Autores e pela RTP. Além disso, “Sangue do Meu Sangue” foi o filme português mais visto em 2011, com um número acima dos 22 mil espetadores. João Canijo, de 55 anos, nasceu no Porto, cidade onde o seu pai, o médico neurofisiologista Manuel Canijo, se radicou para trabalhar com outro alentejano, o cientista Corino de Andrade. Embora vivesse no Porto, “passava sempre as férias em Montes Velhos”, na casa dos seus avós, conta João Canijo ao “Diário do Alentejo”. Desses tempos guarda “as melhores memórias” da sua infância e, quem sabe, o interesse pelo “país real” que muitos dos seus filmes documentam. “Mal Nascida” (2007), “Noite Escura” (2004) ou “Sapatos Pretos” (1998) ancoram em zonas do interior do País – Trás-osMontes, Alentejo –, onde vidas aparentemente banais escondem segredos que despoletam grandes tragédias.

Alguns filmes partiram de fait-divers, de histórias do dia-a-dia trazidas ao de cima pela imprensa. “Sapatos Pretos”, por exemplo, teve por base um caso ocorrido na pacata localidade alentejana de Reguengos de Monsaraz, que parece copiar o enredo do clássico “O Carteiro Toca Sempre Duas Vezes”: uma mulher quer ver-se livre do marido e instiga o amante a matá-lo. Por sua vez, “Noite Escura” retrata os bastidores de uma casa de alterne, algures no norte do País, que será o epicentro de uma tragédia familiar. “O interior e a periferia das grandes cidades continuam a ser o país real”, diz João Canijo. A vida no Portugal profundo, tantas vezes claustrofóbica, dominada por rígidos conceitos de “honra” e “vergonha”, puxará mais à violência do que a vida nos grandes centros? João Canijo crê que existe uma violência latente, que pode num minuto descambar em dramas inomináveis – veja-se o recente caso de Beja –, mas ela existe “também nas novas grandes zonas de exclusão, as zonas suburbanas das grandes cidades”. O relacionamento entre uma família que habita numa zona suburbana de Lisboa, o bairro Padre Cruz, é justamente o tema de “Sangue do Meu Sangue”, o seu muito premiado filme em que sobressai a atriz Rita Blanco. Para João Canijo, os prémios têm “uma importância muito grande, principalmente numa altura em que o cinema em Portugal foi morto. Sendo que os fundos do cinema não saem do Orçamento Geral do Estado, portanto não vêm do dinheiro dos contribuintes,

vêm de uma taxa de quatro por cento sobre os valores da publicidade exibida em televisão. Mas esses fundos perdem-se nas prioridades do Ministério das Finanças. Até 2011, os fundos do cinema eram consagrados ao cinema. Conseguia-se sobreviver com uma produção muito limitada mas estabilizada. Agora, mesmo essa produção limitada foi cortada”. Daí que, em resposta à questão “por

João Canijo está a preparar um documentário nos moldes de “Fantasia Lusitana” com imagens dos dias de hoje. “Chamar-se-á ‘Guia de Portugal’, será baseado no roteiro fornecido pelos antigos ‘Guias de Portugal’ da Biblioteca Nacional e da Fundação Gulbenkian, criados por Raul Proença e continuados por Santana Dionísio”, diz.

onde passa o futuro do cinema português”, João Canijo seja lacónico: “Neste momento, não passa”. Nas tentativas do realizador para perceber e explicar o Portugal contemporâneo incluir-se-á também o documentário “Fantasia Lusitana” (2010). Aqui, a substância é o Portugal dos anos 40, a imagem que a propaganda salazarista dele transmitia e as imagens colhidas na mesma altura por estrangeiros. Portugal é o “paraíso triste” de que falava o escritor Saint-Exupéry, livre da guerra mas tolhido pela falta de liberdade e assombrado pelo mito dum passado politicamente explorado pela propaganda. João Canijo está a preparar um documentário nos moldes de “Fantasia Lusitana” com imagens dos dias de hoje. “Chamar-se-á ‘Guia de Portugal’, será baseado no roteiro fornecido pelos antigos ‘Guias de Portugal’ da Biblioteca Nacional e da Fundação Gulbenkian, criados por Raul Proença e continuados por Santana Dionísio”, diz Um documentário que já está concluído e será brevemente apresentado no festival IndieLisboa chama-se “Raul Brandão era um Grande Escritor…”. Segundo João Canijo, trata-se de uma obra sobre “a memória que perdura de Raul Brandão, e essa memória, como tudo em Portugal, é vaga e mitificada”. Quanto a longas-metragens, o realizador tinha “o projeto de um filme sobre uma peregrinação a Fátima a pé, mas nas condições atuais não passa de um projeto cada vez mais distante”.


Diário do Alentejo 6 abril 2012

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A ideia da Ryanair é desvalorizar o aeroporto de Beja, porque quer operar a partir de Lisboa, que é o bolo mais apetitoso (…) a Ryanair voa para aeroportos periféricos e alguns estão mais distantes dos grandes centros urbanos aos quais estão ligados do que o aeroporto de Beja está a Lisboa (…) não devemos levar muito a sério a posição de Michael Cawley [vice-presidente da Ryanair]. Jorge Pulido Valente, Lusa, 2 de março de 2012

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O BARRANQUENHO, dentro de alguns anos, pode vir a ser considerado uma língua oficial minoritária em Portugal. Seria o segundo caso, a seguir ao Mirandês. Para tanto, autarquia e linguistas estão a desenvolver um inédito trabalho de salvaguarda. Falta agora dar-lhe um suporte escrito, ensiná-lo nas escolas e fixar-lhe uma ortografia e um vocabulário. Viva a fala di Barrancu. PB

Opinião

A dar música à Unesco Bruno Ferreira Humorista

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património português classificado pela Unesco tem dado que falar nos últimos tempos. O ex-autarca-ministro-primeiro-ministropresidente-desportivo-provedor-etc.-etc., e marialva Santana Lopes lançou bases para o Fado ser aceite pela Organização da ONU para a Educação, Ciência e Cultura, como Património Imaterial da Humanidade. A proposta da mesma distinção para o cante alentejano vive dias atribulados depois da demissão do musicólogo Rui Vieira Nery da presidência da comissão científica da candidatura. E agora surgem desafinações sobre a data da entrega dessa mesma candidatura em Paris. Entre os dois episódios chegou a notícia, da parte da mesma Unesco, de que a região do Alto Douro Vinhateiro, também distinguida como Património Mundial da Humanidade, está agora em risco de ser desclassificada pela organização por causa da construção da barragem de Foz Tua. Alegam os peritos internacionais que a barragem provocará um impacto irreversível na paisagem que esteve na base da atribuição da distinção. O que, parece-me, só descredibiliza os senhores da Unesco. Senão, veja-se: o que está na base da classificação desta região como de Paisagem de Património da Humanidade são vinhas. E o que eu é que vem das vinhas? O vinho - conclui o leitor com naturalidade. E com pouco esforço concluirá também que com vinhas a perder de vista se beberá ainda mais vinho. Ora é evidente que a imprudência na atribuição da responsabilidade da conservação de uma região regada por tanto garrafão de tinto só podia dar nisto. Como diz o provérbio, “onde entra o vinho, sai a razão”. Seria o mesmo que classificar a cultura do povo português e logo a seguir desclassificá-la porque os portugueses cospem para o chão. Mas quem deve ser chamado à razão? Os responsáveis do anterior governo, que iniciou o projeto, e os do atual, que lhe deram continuidade, disparam insofismáveis argumentos no âmbito do processo: “A responsabilidade da barragem de Foz Tua não é minha, é tua!” No seio do Governo as responsabilidades repartiram-se languidamente pelo Ministério da Agricultura e pela Secretaria de Estado da Cultura. Acrescente-se que neste particular a ministra da Agricultura, Assunção Cristas, tem um enorme ponto a seu favor. É fofinha. Já o secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas não possui argumentos dentro dessa esfera, pelo que tenderei sempre a simpatizar muito mais com o que a ministra disser. Pelo menos antes de pensar no que está a dizer. Importa ainda acrescentar que a desclassificação de Património Mundial pela Unesco não é virgem. Em 2010 também o Emirado de Omã perdeu a sua menção honrosa atribuída a uma região natural. Diga-se que nesse caso o processo foi mais escorreito uma vez que foi o próprio Estado Árabe a solicitar a sua saída à Unesco para poder fazer exploração de petróleo. No caso português não se trata de escolher entre uma bucólica paisagem vinhateira e um poço petrolífero – imagino que nesse caso a matéria fosse mais consensual – mas de decidir o que é

mais importante para o País e para a região: água, ou vinho. Se repararmos bem, em todos os casos trata-se sempre de decidir entre líquidos. Vinho, água ou petróleo. A resposta seria fácil, por exemplo, para o Nuno Leocádio, o moço de Serpa recordista nacional da taxa de alcoolemia (4,97 g/l): tintol. Ou para o comendador Joe Berardo: petroil. No meio disto não sei quem se levantaria para defender a água da barragem, mas pelo sim, pelo não, parece-me que votava ao lado do Leocádio. A paisagem é bonita e o vinho também mata a sede. E com a vantagem de se convencer facilmente quem já despachou meia garrafa de que o que tem já não é sede, é sono. Depois de ver classificado o fado como Património Imaterial da Humanidade, e com candidatura idêntica por parte do cante alentejano, será que vamos conseguir continuar a dar música à Unesco? É esperar para ver. Até porque como diz outro provérbio, “com o tempo maduram as uvas”.

A depressão nacional Ruy Ventura Poeta e ensaísta

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ou um leitor compulsivo, embora com bico doce. Ao contrário de alguns amigos e confrades meus, que se preocupam sobretudo com a escrita das suas “coisas”, ao longo dos anos tenho-me preocupado sobretudo em ler, ler bastante – e nunca achei, até hoje, que tenha lido demais. Como diria o escritor argentino Jorge Luis Borges, a única angústia de quem tem uma biblioteca é saber que nunca poderá lê-la por inteiro. Um dos hábitos que mantenho desde a adolescência consiste na transcrição, em cadernos pautados de humilde fatura, de excertos que me vão estimulando nos textos lidos. É uma forma discreta de lhes manifestar a minha amizade. Há dias, folheando um desses “diários de leituras”, veio ao meu encontro um trecho de Georges Bernanos, escritor católico francês, admirável na sua verticalidade. No seu romance intitulado Diário de Um Pároco de Aldeia escreve a dado passo: “[…] o Estado principia por mostrar boa cara diante dos infelizes. Toma conta dos garotos, cuida dos estropiados, lava as camisas e faz a sopa dos mendigos, esfrega os escarradores dos velhos senis, mas tudo isto sem deixar de olhar para o relógio e perguntar a si mesmo se irá ter tempo para se ocupar dos seus próprios negócios”. Acolhi-o como foco luminoso numa época como aquela que atravessamos no mundo, mas sobretudo em Portugal. Ajudou-me a confirmar a convicção de que o fundamento principal da depressão crónica em que mergulharam os portugueses está num forte sentimento de abandono. O Estado português, entidade abstrata tornada física em todos quantos lhe dão corpo e movimento, tem abandonado os cidadãos deste país em boa parte da sua história. Tivemos momentos de esperança, mas sempre que avistámos raios de luz – naquelas parcelas de tempo em que a democracia se aproximava da realidade –, a inércia, a hipocrisia e a corrupção foram fazendo o seu trabalho. Nomeadamente, colocando (em lugares-chave da gestão pública e da administração) pessoas cuja competência se concretizou e concretiza apenas no momento em que os seus interesses e os da sua clientela política e social foram

e são satisfeitos, institucionalizando (usando a justiça e a fiscalidade, por exemplo) oligarquias corruptas que, em vários períodos, transformaram o governo numa autêntica plutocracia. É difícil não se pensar assim quando se é cidadão português e não se tem a barriga cheia. Existem, em Portugal, exemplos de boa conduta, de exigência social, de devoção abnegada ao bem comum? Claro que sim. Não tranquilizam, contudo, os portugueses que ainda têm honra (essa palavra infelizmente em desuso). Quem poderá estar descansado quando tem sobre a cabeça a ameaça de um Estado abusador e negligente? A fiscalidade sobrecarrega a classe média para aliviar os poderosos e aquietar os ociosos. Por todo o lado é promovida gente sem currículo nem competência, mas com mal-disfarçada vontade de “subir”. O mérito é desvalorizado, premiando-se antes a obediência à iniquidade. Várias escolas e muitos pais tentam camuflar o insucesso educativo. Os direitos e ansiedades dos cidadãos são desprezados. A gestão do território em termos ambientais, urbanísticos, económicos e culturais facilita o tráfico de influências. Há empresários que impunemente exploram o trabalho com chantagens e com atrasos no pagamento dos merecidos salários, que fecham ou mudam a localização das suas empresas. Setores estratégicos da vida nacional são colocados em mãos privadas ou estrangeiras. O Governo tenta diminuir a despesa pública indo pelas vias mais fáceis, mas menos justas, evitando afrontar os que verdadeiramente são poder em Portugal. Os exemplos são múltiplos e variados. Claro que existem muito boas práticas nalguns locais – mas chegará tão curto lenço para cobrir a larga face de tão grande negrume? Além disso, a nossa miopia e a nossa falta de memória obriga-nos a fugir de um verdadeiro exame de consciência como o diabo da cruz. Preferimos antes aceitar passivamente a manipulação televisiva ou internética e esquecer quanto fomos e somos enganados pela mania das grandezas, pelas seduções do consumismo, pela inveja e pela ambição desmedida. O autor da letra do hino nacional escreveu em 1890: “Levantai hoje de novo o esplendor de Portugal...” Deveríamos dirigir-nos assim aos que nos governam neste momento difícil, exigindo-lhes um saneamento profundo do Estado português e exigindo a nós próprios uma rigorosa moralização da vivência social, no âmbito de uma ética democrática fundada na responsabilidade. Os canhões contra os quais devemos marchar são hoje a irresponsabilidade, a mediocridade, a chantagem, a incompetência e a corrupção. E só com autocrítica, coragem e frontalidade os podemos enfrentar. Pergunto-me tantas vezes: teriam fugido os vendilhões do Templo de Jerusalém se Jesus Cristo lhes tivesse falado com brandura? Será talvez verdade: “uma vez que os costumes estão estabelecidos e os preconceitos enraizados, é uma empresa perigosa e vã querer reformá-los – o povo não pode mesmo suportar que toquem nos seus males para os destruir, tal como os doentes estúpidos e sem coragem, que estremecem à vista do médico”, como escreveu Jean-Jacques Rousseau. Serão também verdadeiras as palavras, proféticas e assustadoras, de Raul Brandão (escritas, vejam só, há quase cem anos): “O rico explora o desgraçado, já não há homem nenhum que não se sinta afrontado e que no íntimo não deseje que isto desabe… Só falta um passo. O que falta é exteriorizar a nossa alma. Essa sociedade anticristã, que aí está, não merece ser poupada: não só não crê em Deus como só crê na matéria e no gozo”. Mas, como diz o nosso povo, o povo humilde que salvou sempre este país, a esperança é a última virtude a morrer.


Com a cotação do cobre a subir nos mercados a cada dia que passa, as MINAS DO ALENTEJO estão num período de grande alta. Pelo que, recentemente, o Governo decidiu abrir novos concursos para a prospeção de minério. Algumas dessas concessões são no Baixo Alentejo, onde já existem em funcionamento as minas de Aljustrel e de Neves-Corvo, Castro Verde. Estas últimas as maiores de toda a Europa em cobre e zinco. PB

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A chegada da Páscoa é sinónimo de festa rija em Serpa. Em honra de NOSSA SENHORA DE GUADALUPE, espera-se que durante os próximos dias mais de 50 mil pessoas invadam a Cidade Branca. Para além da procissão do Altinho e dos muitos espetáculos e animações um pouco por toda a localidade, o momento alto dos festejos continua a ser o cortejo histórico-etnográfico, no próximo domingo. PB

15 Diário do Alentejo 6 abril 2012

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Cartas ao diretor Os meios constroem Páscoa os fins

Histórias de Abril (1) O regresso do herói

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rvidel, maio de 1974. Dia de festa. Pela liberdade recente, pela homenagem a um ilustre filho da terra, o coronel Alexandre Mourão, republicano dos sete costados, mentor de uma escola “primária e elementar agrícola”, com frases nas paredes das salas de aula que “exaltavam o valor do estudo, do trabalho e da democracia”. Algo que a ditadura não permitiria, pintando essas paredes, apeando o obelisco que homenageava a Criança e arrancando o painel de azulejos com o nome do patrono da escola. Ervidel estava feliz e orgulhosa. Nesse dia de maio, outro filho da terra, que se vira forçado ao exílio na Bélgica, o Heduíno Gomes, militante do PCP desde os anos 60 (ainda jovem), também estava de regresso. Um verdadeiro “regresso do herói”. É então que, durante a festa, que rebatizava a escola com o nome do coronel Mourão, começam a ser distribuídos uns folhetos, com um título que deixa a maioria dos presentes espantados e indignados: “Soares e Cunhal, lacaios da burguesia”. Assinava essa “provocação”, um tal PCP-ml (marxista-leninista), cujo líder era, nem mais, nem menos, que o Heduíno (ou Vilar, nome da clandestinidade). Como era possível, perguntava-se, que, nesse dia de unidade, em que se festejava a democracia e a liberdade, alguém lançar sobre esses dois símbolos da resistência ao fascismo, também eles recém chegados do exílio, palavras tão insultuosas? Heduíno começa, então, um trabalho de doutrinação política, promovendo nas casas do povo da sua terra e de outras vizinhas cursos de marxismo-leninismo, aliciando os futuros militantes com viagens à República Popular da China. Sim, porque, numa época em que proliferavam os movimentos e partidos maoistas, o PCP-ml era o único reconhecido oficialmente pelo governo

chinês, o que deixava roídos de inveja os inimigos do “renegado Vilar”. Heduíno visita a China, em maio de 1975, sendo recebido com honras de estado. No verão de 1978, quando ainda não há relações diplomáticas entre Portugal e esse país, uma associação de amizade ligada ao PCP-ml, organiza uma digressão da equipa de futebol do Sporting, que defronta a seleção nacional, em Pequim, perante 80 mil espectadores. Para concorrer às “eleições burguesas”, Heduíno funda a AOC-Aliança Operário-Camponesa e, um ano depois do seu regresso, em maio de 1975, organiza um comício em Ervidel. Famosa é a expressão “Um voto na AOC é uma espinha cravada na garganta do Cunhal” mas, pelos resultados obtidos nas eleições de 1976 (557 votos no distrito de Beja), é mesmo caso para dizer que “santos de casa não fazem milagres”. Ou, por outras palavras, um herói… com pés de barro. Nos anos 80 opera-se uma reviravolta na vida de Heduíno Gomes: converte-se ao cristianismo e adere ao PSD (assumindo-se como o “militante n.º 7 210”), onde desempenha funções importantes, com Mota Pinto. Hoje em dia luta para “defender a civilização ocidental dos bárbaros contemporâneos”. Acusa Pedro Passos Coelho de ser “integralmente inimigo dos valores da civilização e da coesão nacional”. E não perdoa a Cavaco que “promulga sem tossir as leis abjetas contra os valores da família natural e da vida – aborto e chamados ‘casamentos’ entre invertidos”. Distante está o dia em que regressou a Ervidel como um herói. No tempo e nas ideias. Para ele, esse dia ocorreu “no ano da desgraça de 1974”. Como cantou o Poeta, “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”. José Filipe Murteira

José Ramos Monte da Caparica

José Carlos Albino Messejana

Qualquer dicionário nos informa que Páscoa era a festa anual que os judeus, povo de Israel, celebravam em memória da sua saída do Egito, acrescentando que é também a celebração anual dos cristãos (católicos ou evangélicos) em memória da crucificação e ressurreição de Cristo. Do nome vem o verbo pascoar, festejar a Páscoa. Como podemos saber, ou lembrar, este povo comemorava esta importante festa no mês de Abibe (abril), o mês do êxodo (saída) daquele país norte-africano, sendo o primeiro mês do ano civil e religioso. Começava no décimo quarto dia desse mês, entre o nascimento do Sol e o seu ocaso, em que os israelitas deviam matar um cordeiro (ou cabrito) pascal, que devia ter menos de um ano, macho, sem defeito algum e sem lhe quebrarem os ossos. Deviam abster-se de pão levedado ou fermentado. No dia seguinte principiava a grande festa da Páscoa que durava sempre sete dias, mas só o primeiro e o sétimo dias eram solenes, com todas as formalidades exigidas. As portas das casas dos judeus deviam ser aspergidas (molhadas) com o sangue dos animais. Mais tarde, nesta comemoração da libertação do Egito, o sangue era aspergido sobre o altar e a gordura queimada. O dia 21 desse mês, o último dia da festa, seria de “santa convocação”. Devia prevalecer em todos um ânimo alegre e confiante durante os dias festivos, podendo só efetuar-se na cidade de Jerusalém. No tempo de Jesus Cristo, os judeus continuavam a comemorar a Páscoa. Os animais eram sacrificados no templo (sem derramamento de sangue não podia haver remissão ou perdão dos erros ou pecados) e depois eram levados às casas para comerem numa ceia especial, com pão sem fermento, ervas amargas e vinho. Recitavam salmos e oravam. O profeta João Batista ao apresentar Jesus, o filho de Deus, disse: “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Nos tempos anteriores a Ele, o cordeiro sacrificado na Páscoa já simbolizava o Cristo, o Messias já anunciado pelos profetas séculos antes Dele. E Ele veio, nasceu de uma mulher virgem, ensinou, fez maravilhas e voluntariamente foi à cruz, derramando Seu sangue por amor à humanidade. Assim, a pessoa que aceita sua obra expiatória aceita-O como redentor, salvador, mestre, o Senhor que dá uma nova vida de Esperança. Também está escrito que Ele ressuscitou e voltará à Terra para, como Rei e Deus, implantar seu reino de paz, compreensão, justiça e amor, depois de prender o Diabo, origem de todo o mal. Assim o verdadeiro cristão deve dizer: “Venha a nós o vosso Reino”.

Foi na minha juventude, já envolvido na vida sociopolítica, que me colocaram a questão se “os fins justificam os meios”. Desde logo tendi a responder que não. Entre outros factos e posturas, a invasão das tropas soviéticas à Checoslováquia, vivendo a sua “primavera política”, clarificaram que nem pensar nessa máxima. Impor o “socialismo real” a um território e a um povo é um absurdo e um contrassenso. Com o andar dos meus tempos de ativista na procura duma democracia progressista, ao invés da máxima rejeitada, concluí e escrevi que são “os meios que constroem os fins”. E hoje, décadas passadas, reforço a ideia e considero-a da maior atualidade. De facto, tirando exceções aberrantes, os atores e agentes políticos são coincidentes nos “fins” que proclamam. Todos, cada um à sua maneira, querem caminhar para o “bem-estar social”. Mas, a questão encontra-se no como o fazer. Seguindo o poeta José Régio, vamos ao “sei que não vou por aí!”. Não podemos prometer liberdade, cerceando a livre iniciativa. Não podemos anunciar igualdade, praticando prepotências sociais e políticas. Não devemos fazer espetáculo, quando o que se anuncia é alegria séria. Não será com autoritarismo que se ergue a democracia. Não podemos proclamar a solidariedade, promovendo o aumento de clivagens sociais. As palavras não podem ser desmentidas pelas práticas. Para a coesão social e territorial, não podemos ignorar ricos e pobres. Para o “bem-estar social”, nunca podemos abandonar a ética. Lembrando a minha vida socioprofissional no Movimento Cooperativo e do Desenvolvimento Local, considero que os “meios” têm que assentar na cooperação profícua, mesmo que conflitual, na intervenção local de proximidade, geradora de participação dos cidadãos, na busca permanente da igualdade de oportunidades, no gradualismo de conquistas sociais sustentáveis e na responsabilidade e verdade de todos os “homens de boa vontade”. Praticando estes “meios” conseguiremos, passo a passo, ir-nos aproximando das possíveis felicidades terrenas para todos. Que estes “Meios” sejam abraçados pela grande maioria dos atores, agentes e dirigentes políticos, económicos, sociais, culturais e territoriais são hoje condição básica para irmos superando as crises que nos assolam. Abandonando a postura de “treinadores-comentaristas de bancada, e todos nos assumindo como “jogadores ativos”, poderemos irmos construindo os “fins” dum mundo melhor. Participação ativa, exige-se!


16 Diário do Alentejo 6 abril 2012

O barranquenho não precisa ser reconhecido como dialeto, porque já é um dialeto, isto é, uma fala ou variedade que se caracteriza por possuir características próprias. O que está em causa, num futuro mais ou menos próximo, é o seu reconhecimento com o estatuto de língua oficial minoritária, como sucedeu ao mirandês a partir de 1999”. Isabel Sabino, vereadora

Reportagem “Língua nova”, produto do contacto, durante séculos, de dois outros idiomas latinos, o português e o espanhol, o barranquenho é um património cuja fonte ainda está viva e fervilhante. Falta dar-lhe um suporte escrito, fixar-lhe a ortografia e o vocabulário, preparar o terreno para que um dia possa ser ensinada nas escolas. É nisso que está a trabalhar o município de Barrancos através de um projeto de salvaguarda que, a médio prazo, poderá culminar no estatuto de língua oficial minoritária. A segunda a seguir ao mirandês. Texto Carla Ferreira Fotos José Serrano Praça da Liberdade É por aqui que os homens se reúnem à conversa. Em barranquenho, puro e duro, claro está.

Barranquenho faz caminho para o estatuto de “língua oficial”

“Não somos espanhóis, somos portugueses diferentes”

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osé Escoval ainda hoje está convencido de que foi por causa da sua “fala” que reprovou naquela fatídica prova oral quando frequentava o quinto ano no liceu de Beja. “Provavelmente devo ter dito uma ‘barranquenhada’ que toda a gente riu e daí entrei num complexo tal que não fui capaz de abrir a boca”, lembra, a rir, na distância que lhe dão os seus 70 anos. A atitude entretanto mudou e hoje, manifestamente “orgulhoso” do dialeto que bebeu com o leite materno, já se entretém a teorizar e a discutir expressões e vocábulos próprios deste falar da raia baixo-alentejana. Encostados à fachada da Sociedade União Barranquense, a dita “sociedade dos ricos” do antigamente, os homens evocam aquele que primeiro o identificou e estudou, o linguista e etnógrafo Leite de Vasconcelos, na célebre Filologia Barranquenha, publicada postumamente, em 1955, e que hoje figura na lista de edições do município. “Acho que ele não defendia isto como um dialeto. Parece-me

que não”, aventa. “É um dialeto sim, porque há muitas palavras que não têm nada a ver, nem com Espanha, nem com Portugal”, contrapõe Francisco Mendes, 64 anos, que vive fora da vila raiana há mais de 40 mas vai regressando em cada festa de família ou comunitária, como a ExpoBarrancos, que terminou há dias. “Sinto-me absolutamente orgulhoso de ter uma língua própria”, diz, inchado, e vai lançando expressões para o ar, das quais, em muitos casos, desconhece a origem. “Por exemplo, o abati, que significa quase – Abati me caio – quando em espanhol é casi. Ou Te paha a ti?, que significa qualquer coisa como Já viste isto; o que te parece isto?”. Num país que globalmente fala a uma só voz, soará estranho o conceito de dialeto ou fala. Mas é disso que se trata, sem tirar nem pôr. A câmara municipal local, com o apoio científico da Universidade de Évora (professoras Ana Paula Banza e Filomena Gonçalves) e do Centro de Linguística da

Universidade de Lisboa (professora María Victoria Navas), uma parceria já longa que, em 2008, resultou na declaração do barranquenho como Património Cultural Imaterial de Interesse Municipal, confirma-o, perentória. “O barranquenho não precisa ser reconhecido como dialeto, porque já é um dialeto, isto é, uma fala ou variedade que se caracteriza por possuir características próprias”, explica Isabel Sabino, vereadora do município. E acrescenta que o que está em causa, “num futuro mais ou menos próximo”, é o seu reconhecimento com o estatuto de “língua oficial minoritária”, como sucedeu ao mirandês a partir de 1999, quebrando a monocromia linguística lusa. Um processo que se adivinha “longo” mas cujos primeiros passos já começaram a ser dados, através do projeto de Preservação e Valorização do Barranquenho, aprovado em outubro último no âmbito de uma medida do Programa de Desenvolvimento Rural (Proder). Em 24 meses, pretende-se

proceder à “normalização” do barranquenho, variedade que não possui tradição escrita e que, como tal, carece de ser fixada. Quer através de uma convenção ortográfica que “represente os seus traços gerais”, regulamentando as correspondências próprias entre o plano fónico e o plano gráfico, quer através de um dicionário Barranquenho-Português e Português-Barranquenho, que estabeleça o seu “inventário de vocábulos exclusivos”. Além das medidas de normalização, sem as quais não será possível “registar a tradição oral barranquenha, nem utilizar o barranquenho como veículo de ensino e promoção dos valores culturais da comunidade”, prossegue a vereadora, está ainda prevista uma nova edição melhorada da obra El barranqueño – Un modelo de lenguas en contacto. Um livro que recolhe os estudos científicos mais recentes sobre a língua barranquenha e que resulta de um trabalho de campo realizado, entre 1987 e


Nem português nem espanhol: barranquenho

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Feira O grupo de teatro mostra num expositor as várias produções que já fez, todas faladas na língua local

1990, pela investigadora espanhola María Victoria Navas (ver caixa). Um povo com repixuxe Mesmo não estando

ainda disponível em Barrancos, Francisco Mendes já o tem, porque é um “interessado” nestas matérias e não hesitou em mandálo vir de Madrid. Já Maria Isabel Amaro, que surpreendemos em plena amena cavaqueira com uma conhecida à saída da mercearia, rapidamente muda a “frequência” linguística para nos explicar, em português e com vaidade, que “temos um livro e tudo com o dialeto barranquenho; está lá no posto de turismo e é muito giro de se ler”. Imaginamos que seja o velhinho Filologia Barranquenha. A “reprogramação” é tão automática que Maria Isabel nem se dá conta. “Eu não consigo falar de outra maneira, só consigo falar em barranquenho”, confessa, alheia às diferenças, óbvias, entre o discurso de há pouco, praticamente indecifrável para um leigo, e este agora com que se nos dirige. À nossa observação, responde com um sorriso infantil e argumenta, despachada: “Quando vêm pessoas de fora, usamos as palavras de outra maneira. A gente inventa as palavras, é uma língua misturada. Não aplicamos o l em certas palavras e o s também não. Mel dizemos mé e Isabel dizemos Isabé”. À entrada do recinto da ExpoBarrancos, o grupo de teatro local mostra aos visitantes num pequeno expositor as produções

postas em cena em apenas um ano e três meses de existência. Ana Rico, de 22 anos, é uma das atrizes e, também ela, não destoa da forte consciência identitária que distingue Barrancos. “Sinto-me orgulhosa, gosto de ser barranquenha, gosto deste dialeto único. Muitas vezes, quando saímos daqui, dizem que somos espanhóis. Mas nós não somos espanhóis, somos portugueses só que somos diferentes”, sentencia, com genica, valentia. Ou, como se diz em barranquenho, com repixuxe. “É como se fosse parte do nosso próprio ADN enquanto povo”, refere-se-lhe Francisco Oliveira, diretor do coletivo teatral que, tanto quanto possível, procura

“Como todas as línguas, o barranquenho se não se falar vai morrer. O barranquenho não se estuda e fala-se mais do que o latim, mas falta-lhe o suporte institucional , o reconhecimento oficial”. Francisco Oliveira

adaptar os guiões, escritos em português, para a fala barranquenha, já na fase de encenação. “Temos a consciência de que temos um papel cultural, de preservação das tradições e, neste caso, promover o dialeto é o nosso pequeno contributo”, descreve o responsável, consciente, nos seus 38 anos, de que talvez a sua geração tenha sido a última a começar a falar o “espanhol” (o que muitos chamam ao dialeto próprio) antes mesmo de aprender o português oficial. Uma realidade que está a mudar, mercê da uniformização provocada pelos meios de comunicação social e novas tecnologias de informação, e que exige uma intervenção urgente. “Como todas as línguas, o barranquenho se não se falar vai morrer. O barranquenho não se estuda e fala-se mais do que o latim, mas falta-lhe o suporte institucional, o reconhecimento oficial, e isso é uma mais-valia que este projeto pode trazer, fomentando a língua junto das novas gerações”, defende Francisco Oliveira. É essa também a meta da câmara municipal local, conhecedora da natureza “dinâmica” da linguagem e do risco de desaparecimento perante a ausência de um suporte físico. “Este projeto permitirá que o barranquenho possa ser escrito e, como tal, que mais facilmente perdure no tempo. Atingido este objetivo, pode então pensar-se em outros mais ambiciosos, que culminariam na possibilidade de que seja ensinado na escola”, conclui Isabel Sabino.

íngua mista, nova, produto do contato, durante séculos, entre as variedades meridionais portuguesas e espanholas” – alentejano no primeiro caso, e estremenho e andaluz, no segundo. É deste modo que a investigadora María Victoria Navas, do Centro de Linguística da Universidade de Lisboa, define o barranquenho, fala que estudou intensamente entre 1987 e 1990, em estâncias prolongadas na vila raiana, resultando daí a obra El barranqueño: un modelo de lenguas en contacto, editado recentemente pela Universidade Complutense de Madrid. Não é, como erradamente se poderá supor, dada a condição fronteiriça do território, o resultado da “influência de uma língua sobre outra”, mas a criação de um “código novo”, produto de duas línguas românicas, garante a estudiosa, considerando tratar-se de um caso único na Europa latina. “Só há um caso semelhante entre a fronteira linguística brasileira e uruguaia, o chamado ‘fronterizo’, na América do Sul”, adianta. Duas décadas passadas sobre o trabalho de campo, o projeto Preservação e Valorização do Barranquenho, promovido pelo município local, propõe-se rever e ampliar esta monografia. E além de dados novos do ponto de vista científico, a investigadora responsável veio encontrar transformações ao nível da própria população falante, que se mantém como “fonte viva” deste património. “Tenho vindo a notar uma maior autoestima em relação ao fenómeno linguístico. Ou seja, as pessoas que tiveram a oportunidade de adquirir uma escolarização em português, inclusivamente estudos médios ou superiores, sabem distinguir perfeitamente quando falam português e quando o fazem em barranquenho. No primeiro caso, em situações formais, no segundo, em situações informais, em família ou com amigos”. Quanto ao vocabulário, dão-se a conhecer alguns arcaísmos portugueses e certos empréstimos espanhóis, alguns meridionais, como “pantorrilla” (barriga da perna), “hipo” (soluço), ou “laganha” (“leganha”, em espanhol e “ramela”, em português), ilustra María Victoria Navas. Também se inclui um capítulo teórico sobre as línguas em contacto e a situação linguística do barranquenho face às línguas vizinhas, além de um corpus de literatura oral tradicional narrada em espanhol meridional na comunidade. CF

Diário do Alentejo 6 abril 2012

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“Quando vêm pessoas de fora, usamos as palavras de outra maneira. A gente inventa as palavras, é uma língua misturada. Não aplicamos o l em certas palavras e o s também não. Mel dizemos mé e Isabel dizemos Isabé”. Maria Isabel Amaro


XX Gala dos Campeões 2012 em junho

Diário do Alentejo 6 abril 2012

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A Associação de Futebol de Beja marcou para o próximo dia 1 de junho a realização da XX Gala dos Campeões, evento em que premeia os agentes desportivos que mais se distinguiram na época desportiva 2011/2012.

Futebol juvenil Campeonato Nacional de Juniores (fase de descida) Série D (4.ª jornada): Oeiras-Despertar, 2-2; Lusitano Évora-Atlético, 0-0; União Montemor-Desportivo Portugal, 2-2; Farense-Imortal, 2-0. Classificação: 1.º Atlético, 32 pontos. 2.º Oeiras, 26. 3.º Farense, 21. 4.º Lusitano Évora, 17. 5.º Despertar, 13. 6.º Imortal, 12. 7.º Desportivo Portugal, 12. 8.º União Montemor, nove. Próxima jornada (14/4): Oeiras-Lusitano Évora; Atlético União Montemor; Desportivo Portugal-Farense; Despertar-Imortal. Campeonato Distrital de Juniores (16.ª jornada): Amarelejense-Almodôvar (adiado 21/4); Aljustrelense-Castrense, 1-3; Vasco da Gama-Piense, 3-2; São Domingos-Desportivo Beja, 4-1; Odemirense-Moura, 0-3. Classificação: 1.º Moura, 40 pontos. 2.º Castrense, 37. 3.º Odemirense, 33. 4.º Desportivo Beja, 25. 5.º São Domingos, 20. 6.º Piense, 20. 7.º Vasco Gama, 16. 8.º Aljustrelense, 15. 9.º Almodôvar, 10. 10.º Amarelejense, nove. Próxima jornada (14/4): Odemirense-Amarelejense; Almodôvar-Aljustrelense; Castrense-Vasco Gama; Piense-São Domingos; Moura-Desportivo Beja.

Desporto

Moura ainda está na luta

Louletano é para vencer

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epois da derrota tangencial no terreno do Oriental, o Moura regressa ao seu estádio para receber a equipa do Louletano, formação melhor posicionada que os alentejanos, tem mais 15 pontos e a manutenção praticamente assegurada. É mais um jogo difícil para a equipa

orientada por Joaquim Mendes, de 52 anos, na luta pela sobrevivência na segunda divisão nacional. Estão 12 pontos ainda em jogo e a diferença dos mourenses para a primeira equipa acima de zona de despromoção é que quatro. Assim, enquanto há vida há esperança,

e será com esse provérbio popular no pensamento que os jogadores do Moura devem encarar mais esta final. Sobretudo porque os resultados dos rivais mais diretos também vão ajudando. Vamos lá ganhar, para já, ao Louletano. Firmino Paixão

Aljustrelense joga sábado em Quarteira

E se o Mineiro subisse de divisão...

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Mineiro Aljustrelense joga sábado em Quarteira frente à equipa local e com o objetivo de defender o atual segundo lugar que ocupa na tabela da fase de subida de divisão, logo atrás do forte candidato que é o Farense, mas com menos 13 pontos que os algarvios. A verdade é que depois de ter assegurado a manutenção durante a primeira fase da prova, a equipa tricolor ainda não perdeu. Ao empate conquistado em Lagos juntou um triunfo sobre a formação do Sesimbra (2-0, golos de Nelson Raposo, g.p. e José Luís Estebaínha) e ameaça posicionar-se em lugar de acesso à segunda divisão nacional. É verdade que nos lugares imediatos, e com a mesma pontuação do mineiro, estão as equipas do Quarteirense e do Sesimbra, mas um resultado positivo consolidaria o excelente trabalho que o técnico Eduardo Rodrigues, de 33 anos, tem vindo a fazer à frente da equipa. A conquista do objetivo de manutenção logo durante a fase preliminar da prova calou mesmo algumas vozes discordantes que se faziam ouvir em redor na equipa, que em campo tem mostrado vontade e determinação para vencer, não obstante algumas dificuldades com que o clube se vem deba-

Aljustrelense Derrotou o Sesimbra e ficou em 2.º

seu reduto, o Despertar viaja sábado para Lagoa, para cumprir a terceira jornada da segunda fase (manutenção) do Nacional da 3.ª Divisão. Mais um jogo difícil, se atendermos que esta época o Despertar ainda não conseguiu arrebatar qualquer ponto àquela equipa algarvia, onde alinham os bem conhecidos Márcio Candeias e Juelson, uma dupla que só por si pode fazer estragos no coletivo alentejano. O Despertar regressou da Caparica com uma derrota tangencial por 2-1 e mantém-se no último lugar da tabela, com cinco pontos, menos 13 que o Lagos, que é a primeira equipa acima da linha de despromoção. O Redondense e o União de Montemor empataram sem golos na última jornada, desfecho que agradou aos montemorenses, que assumiram o segundo lugar atrás do Fabril. No sábado o Redondense joga no Barreiro e o Montemor recebe os Pescadores. Firmino Paixão

Nacional 2.ª Divisão 26.ª jornada

Nacional 3.ª Divisão – Subida 2.ª jornada

Distrital 1.ª Divisão 23.ª jornada

Monsanto-Juventude Évora .............................................3-1 Louletano-Fátima ...............................................................1-2 At. Reguengos-Pinhalnovense ........................................1-2 Carregado-Mafra................................................................ 0-0 Sertanense-Caldas............................................................. 4-0 Torreense-Est. Vendas Novas ...........................................1-2 Tourizense-1.º Dezembro ................................................. 0-0 Oriental-Moura ................................................................... 1-0

Quarteirense-Messinense.................................................3-1 Aljustrelense-Sesimbra .................................................... 2-0 Farense-Esp. Lagos ............................................................ 1-0

Castrense-Ferreirense........................................................4-1 Sp.Cuba-Almodôvar .......................................................... 0-5 Panoias-Desp.Beja ..............................................................2-2 Rosairense-Odemirense.....................................................?-? Milfontes-FCSerpa ............................................................. 6-0 Vasco da Gama-S.Marcos ..................................................8-1 Guadiana-Aldenovense.....................................................1-1

Oriental Torreense Pinhalnovense Fátima Carregado Mafra Sertanense E. Vendas Novas Louletano Juventude Évora 1.º Dezembro Tourizense Monsanto At. Reguengos Moura Caldas

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26 26 26 26 26 26 26 26 26 26 26 26 26 26 26 26

15 13 15 14 13 9 11 11 10 8 6 5 5 5 6 3

5 10 3 6 8 13 7 4 7 4 8 11 10 10 4 8

6 3 8 6 5 4 8 11 9 14 12 10 11 11 16 15

47-17 41-21 42-27 39-28 49-33 28-18 33-27 34-28 23-28 25-35 24-28 20-32 22-34 26-40 22-50 15-44

50 49 48 48 47 40 40 37 37 28 26 26 25 25 22 17

Próxima jornada (7/4/2012): Moura-Louletano, Fátima-At. Reguengos, Pinhalnovense-Monsanto, Juventude Évora-Carregado, Mafra-Sertanense, Caldas-Torreense, Estrela Vendas Novas-Tourizense, 1.º Dezembro-Oriental.

tendo. Para além do Quarteirense-Aljustrelense, a jornada de sábado terá ainda os jogos SesimbraFarense e Messinense-Esperança de Lagos. Despertar viaja para Lagoa apenas a cumprir calendário No segundo jogo consecutivo fora do

Farense Aljustrelense Quarteirense Sesimbra Esp. Lagos Messinense

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5-0 2-0 3-2 1-2 0-1 1-7

34 21 21 21 20 17

Próxima jornada (7/4/2012): Quarteirense-Aljustrelense, Sesimbra-Farense, Messinense-Esp. Lagos.

Nacional 3.ª Divisão – Manutenção 2.ª jornada Fabril Barreiro-Lagoa .........................................................2-1 Redondense-U. Montemor.............................................. 0-0 Pescadores-Despertar SC..................................................2-1 Fabril Barreiro U. Montemor Lagoa Pescadores Redondense Despertar SC

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20 19 18 15 11 5

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1 1 1 1 0 1

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1 0 1 1 1 1

4-5 4-2 3-3 3-3 0-1 2-2

Próxima jornada (7/4/2012): Fabril Barreiro-Redondense, U. Montemor-Pescadores, Lagoa-Despertar.

Castrense Milfontes Ferreirense Vasco da Gama Aldenovense FCSerpa Odemirense Almodôvar Rosairense Panoias Desp.Beja S.Marcos Guadiana Sp.Cuba

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23 23 23 23 23 23 22 23 22 23 23 23 23 23

19 17 12 12 12 9 10 9 9 8 6 6 5 2

4 2 5 1 1 6 2 5 4 5 5 4 3 1

0 4 6 10 10 8 10 9 9 10 12 13 15 20

61-10 48-20 42-38 58-35 40-26 30-33 33-32 47-36 36-34 28-41 26-37 26-62 23-56 17-55

61 53 41 37 37 33 32 32 31 29 23 22 18 7

Próxima jornada (15/4/2012): Rosairense-Sp.Cuba, Odemirense-Castrense, Ferreirense-Panoias, S.Marcos-Milfontes, Aldenovense-Vasco da Gama, Desp.Beja-Guadiana, FCSerpa -Almodôvar.

Campeonato Distrital de Juvenis (12.ª jornada): Desportivo Beja-Sporting Cuba, 3-0; Aljustrelense-Moura, 0-5; Aldenovense-Despertar, 0-5; Castrense-Boavista, 5-1. Classificação: 1.º Despertar, 36. 2.º Desportivo Beja, 27. 3.º Moura, 24. 4.º Castrense, 18. 5.º Aldenovense, 14. 6.º Aljustrelense, 9. 7.º Sporting Cuba, 7. 8.º Boavista, 7. Próxima jornada (15/4): Castrense-Desportivo Beja; Sporting Cuba-Aljustrelense; Moura-Aldenovense; Boavista-Despertar. Campeonato Distrital de Iniciados (22.ª jornada): Amarelejense-Odemirense, 1-4; Serpa-Desportivo Beja, 1-2; Ourique-Despertar, 0-3; Bairro Conceição-Almodôvar, 2-0; Ferreirense-Milfontes, 1-0; Moura-Negrilhos, 8-0. Classificação: 1.º Desportivo Beja, 58 pontos. 2.º Odemirense, 52. 3.º Moura, 46. 4.º Serpa, 41. 5.º Despertar, 33. 6.º Guadiana, 26. 7.º Amarelejense, 26. 8.º Almodôvar, 25. 9.º Milfontes, 22. 10.º Ferreirense, 19. 11.º Bairro da Conceição, 18. 12.º Ourique, oito. 13.º Negrilhos, seis. Próxima jornada (15/4): OdemirenseSerpa; Desportivo Beja-Ourique; Despertar-Bairro Conceição; Almodôvar-Ferreirense; Milfontes-Moura; Negrilhos-Guadiana. Campeonato Distrital de Infantis 2.ª fase (2.ª jornada): Despertar A-Odemirense, 3-0; Guadiana-Moura, 2-2; Vasco Gama-Rio de Moinhos, 4-1. Classificação: 1.º Despertar, seis pontos. 2.º Odemirense, três. 3.º Vasco Gama, três. 4.º Rio Moinhos, três. 5.º Moura, um. 6.º Guadiana, um. Próxima jornada (14/4): Rio de Moinhos-Despertar A; Odemirense-Moura; Guadiana-Vasco Gama. Taça Dr. Covas Lima – Infantis (2.ª jornada) Série A: Despertar B-Beringelense, 6-2; Sporting Cuba-Sporting Beja, 1-5; Alvito-Santo Aleixo, 1-11. Classificação: 1.º Sporting Beja, seis pontos. 2.º Despertar, seis. 3.º Santo Aleixo, três. 4.º Sporting Cuba, três. 5.º Aldenovense, zero. 6.º Beringelense, zero. 6.º Alvito, zero. Próxima jornada (14/4): Sporting Beja-Despertar B; Beringelense-Aldenovense, Santo AleixoSporting Cuba.Série B: Bairro da Conceição-Ourique, 2-3; Aljustrelense-Almodôvar, 3-3; Milfontes-Castrense, 3-8. Classificação: 1.º Castrense, seis pontos. 2.º Ourique, seis. 3.º Almodôvar, quatro. 4.º Aljustrelense, um. 5.º Milfontes, zero. 6.º Bairro Conceição, zero. Próxima jornada (14/4): Castrense-Bairro da Conceição; Ourique-Almodôvar; Aljustrelense-Milfontes. Campeonato Distrital de Benjamins 2.ª fase (2.ª jornada): Castrense-Renascente, 8-3; Sporting Cuba-Aldenovense, 11-3; Ferreirense-Despertar B, 2-2. Classificação: 1.º Ferreirense, quatro. 2.º Despertar, quatro. 3.º Sporting Cuba, três. 4.º Aldenovense, três. 5.º Castrense, três. 6.º Renascente, zero. Próxima jornada (14/4): Despertar B-Castrense; Renascente-Aldenovense; Sporting Cuba-Ferreirense. Taça Joaquim Branco – Benjamins (2.ª jornada): Série A: Sporting Beja-Beringelense, 6-0; Vasco Gama-Bairro Conceição, 0-4; Serpa-Alvito, 4-6; Desportivo Beja-Moura, 2-3. Classificação: 1.º Bairro da Conceição, seis pontos. 2.º Sporting Beja, seis. 3.º Alvito, seis. 4.º Moura, três. 5.º Vasco Gama, três. 6.º Benfica Beja, zero. 7.º Desportivo Beja, zero. 8.º Serpa, zero. 9.º Beringelense, zero. Próxima jornada (14/4): Bairro Conceição-Sporting Beja; Beringelense-Benfica Beja; Alvito-Vasco Gama; Moura-Serpa. Série B: Milfontes-Guadiana, 5-3; Ourique-Figueirense, 6-0; Odemirense-Despertar A, 1-1; Almodôvar-Aljustrelense, 1-3. Classificação: 1.º Aljustrelense, seis pontos. 2.º Milfontes, seis. 3.º Odemirense, quatro. 4.º Despertar, quatro. 5.º Ourique, três. 6.º Almodôvar, zero. 7.º Guadiana, zero. 8.º Figueirense, zero. Próxima jornada (14/4): Despertar A-Milfontes; Guadiana-Figueirense; Aljustrelense-Odemirense; Ourique-Almodôvar. Campeonato Distrital de Seniores Femininos (14.ª jornada): Benfica Castro Verde-Serpa, 8-0; Benfica Almodôvar-Ourique, 1-1; Aljustrelense-Odemirense, 4-3. Classificação: 1.º Aljustrelense, 37 pontos. 2.º Benfica Castro Verde, 28. 3.º Serpa, 28. 4.º Odemirense, 22. 5.º Ourique, sete. 6.º Benfica Almodôvar, um. Próxima jornada (21/4): Odemirense-Benfica Castro Verde; Serpa-Almodôvar; Ourique-Aljustrelense.


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As meias-finais da Taça Distrito de Beja estão marcadas para os próximos dias 11 e 13 com o seguinte calendário: Politécnico de Beja-Almodovarense (11/4, às 21 e 30 horas); V.N.S.Bento-Sporting de Moura (13/4, às 21 horas).

Força companheiro... Firmino Paixão

Alcácer do Sal – Realiza-se na manhã de amanhã, sexta-feira, em Alcácer do Sal, o 16.º Grande Prémio da Páscoa, uma prova de caminhada e corrida com a extensão de 7 300 metros, em que se prevê a presença de meio milhar de participantes. A concentração será junto ao parque desportivo, pelas 9 horas. A iniciativa é organizada pela câmara municipal local.

Distrital 1.ª Divisão Castrense ganhou ao Ferreirense e ficou a um pequeno passo do título

Chuva trouxe abundância de golos

O campeão viu a festa adiada O campeonato vai entrar nas últimas três jornadas. O Castrense pode festejar o título em Odemira se conseguir, pelo menos, um ponto. O Sporting de Cuba já desceu de divisão. Texto e foto Firmino Paixão

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estejar o título no dia em que assinalava o 59.º aniversário teria sido a “cereja no topo do bolo”. E o Castrense cumpriu, derrotando o Ferreirense, mas a celebração dependia de terceiros, estava

condicionada ao resultado do jogo entre o Milfontes e o Serpa, que terminou com uma goleada dos homens do mar. Festa adiada até ao próximo dia 14, porque em tempo de Páscoa os campeonatos serão interrompidos. No rescaldo da jornada, que a chuva deixou incompleta porque foi impiedosa sobre o pelado do Rosairense, não permitindo o seu jogo com a equipa de Odemira, sobressai o elevado número de golos marcados e, desde logo, a pesada derrota sofrida pelo São Marcos em Vidigueira. Marcaram-se 31 golos em seis jogos, uma média de mais de

cinco por cada partida. É obra. Cuba e Serpa ficaram de jejum, o Vasco da Gama foi a equipa mais realizadora. Se na entrega do título 2012 ao Castrense teremos que esperar por mais alguns minutos de jogo, já no rodapé da tabela, com o Sporting de Cuba já despromovido, falta conhecer a outra equipa que irá descer ao escalão secundário. Guadiana ou São Marcos lutam entre si separados por quatro pontos e o Desportivo de Beja está a cinco, mas recebe a equipa de Mértola na próxima jornada.

Bairro da Conceição em 2.º lugar

Uma prova histórica na AFBeja

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seis jornadas do termo do campeonato nada está decidido. O Cabeça Gorda lidera e, diz o povo, “candeia que vai na frente ilumina duas vezes”, mas os três pontos de vantagem sobre o segundo são escassos para dar alguma tranquilidade ao líder. O Bairro da Conceição entrou para a zona de promoção com vantagem mínima sobre o Amarelejense e Piense. Um grande campeonato, sem dúvida uma das provas deste escalão de maior competitividade, comprovando que o modelo de duas sérias que até aqui se utilizava nesta prova era desajustado e comprometia a verdade des-

portiva. Esperemos que este figurino tenha vindo para ficar. Recorda-se que entre as primeiras seis equipas todos podem ainda ser campeões ou subir de divisão. A jornada do fim de semana teve um jogo grande em Saboia, onde o Amarelejense empatou sem golos; o Bairro ganhou em Montes Velhos e foi a única equipa a vencer fora de casa. Barrancos e Sanluizense conseguiram ganhar a adversários teoricamente mais cotados. Resultados da 20.ª jornada: SanluizenseVale de Vargo, 2-0; Barrancos-Messejanense, 4-2; Cabeça Gorda-Alvorada, 4-1;

Sa boia-Amarelejense, 0-0; Negrilhos -Bairro da Conceição, 1-2; Piense-Ourique, 3-1. Classificação: 1.º Cabeça Gorda, 42 pontos. 2.º Bairro da Conceição, 39. 3.º Amarelejense, 38. 4.º Piense, 37. 5.º Saboia, 35. 6.º Renascente, 32. 7.º Ourique, 24. 8.º Sanluizense, 20. 9.º Alvorada, 20. 10.º Messejanense, 18. 11.º Vale de Vargo, 17. 12.º Barrancos, 16. 13.º Negrilhos, quatro. Próxima jornada (14/4): Vale de Vargo-Bar rancos; Messejanense-Cabeça Gorda; Alvorada-Saboia; Amarelejense-Negrilhos; Bairro da Conceição-Piense; Ourique-Renascente. Firmino Paixão

Conhecemo-nos ainda moçoilos de escola. Estreitávamos a relação quando, sazonalmente, eu ia às compras na loja do comércio tradicional onde tu foste modelo de atendimento personalizado e exemplo de bom comunicador. Corria a década de sessenta, ainda não se falava nesse novo fenómeno desportivo que se chama futsal, abreviatura de futebol de salão. Mas os torneios de futebol de 5 do jardim público eram célebres. De meias com a rapaziada do “arrabalde da Graça” fundámos o Santo Amaro Futebol Clube. Camisolas brancas oferecidas pelos Armazéns Teixeira, uma lista diagonal em vermelho, calção preto e emblemas sabiamente bordados pela irmã do Luís “Pelé”. Tu eras o guarda-redes, eu o ponta de lança, mas o “Tói Julião” arrebatou-me o troféu de melhor marcador porque a equipa dele seguiu para a segunda fase da prova. Comungámos sempre o mesmo gosto pelo desporto e apetência pela comunicação. Foste um dos bons intérpretes daquela fabulosa equipa do “Desportivamente”, que através das ondas da Rádio Pax espalhava as notícias desportivas pela planície. O José Garrochinho fabricava milagrosas antenas de rádio amador, que me ajudavas a pendurar nos postes do José Agostinho de Matos, para os relatos do Ferrobico. Ambos fomos discípulos do Delmiro Palma naquela deliciosa aventura que foi o jornal desportivo “O Ás”, que produzíamos, dobrávamos e expedíamos com quase tanto amor como se tem a um filho, numa cúmplice relação de amizade que, sem darmos por isso, íamos aprofundando. Não há muito tempo que me levaste ao teu pequeno museu onde guardas as recordações desse tempo e penduras os símbolos desse muito digno percurso pela comunicação. Veio a Rádio Castrense e mobilizou o teu saber e arte de comunicar. Cresceste como radialista, os teus comentários e opiniões tornaram-se sentenças. Reencontramo-nos muitas vezes, como tu costumas dizer, “num qualquer campo deste Alentejo que é uma paixão”, onde perdura o nosso cumprimento sempre cordial e amigo “então companheiro …”. A doença traiçoeira retirou-te, momentaneamente, dos campos de futebol, onde todos queremos que voltes rapidamente, a tempo de relatares com emoção a festa do título do Castrense e de festejares mais uma provável subida de divisão do teu querido Ferrobico. Vamos lá, companheiro Zé… Arranja forças para te reunires a nós, brindando ao que tem sido uma saudável vivência no desporto e pelo desporto, através da comunicação. Bem-haja pela tua amizade.

Diário do Alentejo 6 abril 2012

Meias-finais da Taça de Beja em Futsal


Seleção sub-17 feminina em torneio

Diário do Alentejo 6 abril 2012

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A Federação Portuguesa de Futebol promove entre os próximos dias 11 e 15, em Lisboa, um torneio de futebol 7 feminino de sub/17 com a participação de 18 associações distritais. A representação de Beja é orientada por Ruben Lança.

Kayak polo José Saúde

Hóquei em patins Jornada de amanhã tem dois derbys Um derby no litoral alentejano na agenda da 20.ª jornada do Nacional da 3.ª Divisão. O Hóquei de Grândola recebe amanhã, sexta-feira, pelas 18 horas, o seu vizinho de Santiago do Cacém, e ganhando faz a festa da subida à 2.ª Divisão Nacional. Mais a sul outro derby. Castrense e Aljustrelense reencontram-se também amanhã, sexta-feira, pelas 18 horas, no Pavilhão Municipal de Castro Verde, com franco favoritismo para os visitantes. Em Estremoz a equipa local joga com o Lisbonense. Da jornada anterior sublinha-se a vitória tangencial dos “mineiros” sobre Os Lobinhos (10/9), a derrota pesada do Castrense em Boliqueime (12/2) e o triunfo do Grândola no recinto do Lisbonense (4/3). Na 2.ª Divisão, o Hóquei Vasco da Gama, vindo de pesada derrota caseira com o Santa Cita (2/6), desloca-se amanhã ao recinto do Turquel. Outros resultados: Nacional de Infantis (6.ª jornada): Paço d’Arcos-Grândola, 7-0. Sporting-Estremoz, 14-4. Nacional de Juvenis (6.ª jornada): Sesimbra-C.P.Beja, 0-2. Estas provas serão retomadas nos próximos dias 14 e 15.

Interassociações de hóquei em patins A seleção de iniciados do Alentejo obteve o 5.º lugar no Interassociações de 2012, disputado no Estoril e ganho pela seleção de Lisboa. O conjunto alentejano venceu Coimbra (7/3) e perdeu com o Minho (6/1) e o Porto (5/0), depois ganhou a Leiria (5/1) e ao Ribatejo (4-0).

Andebol Zona Azul não teve uma “boa hora” No regresso do Nacional da 3.ª Divisão de Andebol, a formação da Zona Azul entrou mal da fase de qualificação, permitindo que o Boa Hora vencesse no Pavilhão de Santa Maria, em Beja, pela marca categórica de 17/24. Face a este insucesso, a equipa ficou em sexto, e último lugar, com um ponto. Na próxima ronda (14/4) os bejenses jogam de novo em casa (às 17 horas) mas com a equipa do Ílhavo. Na fase de manutenção o Andebol Clube de Sines perdeu em casa com o Almada por 23-36 e mantém-se no último lugar. O Redondo venceu em Lagoa 27/26.

Equipa feminina ganha taça e campeonato

Uma dobradinha à moda das Minas Depois da conquista da Taça Distrito de Beja, a equipa feminina do Mineiro Aljustrelense assegurou o título de campeã distrital e segue para a disputa da Supertaça com o pensamento na vitória. Texto e fotos Firmino Paixão

U

ma temporada bem sucedida com a conquista do campeonato e da taça, considera a treinadora da equipa, Vera Costa, de 27 anos: “Estamos felizes, qualquer equipa estaria. Lutámos por objetivos, jogo após jogo, no início não colocámos qualquer tipo de pressão sobre a equipa, pensávamos apenas no jogo seguinte e essa estratégia acabou por dar frutos. Conseguimos ganhar a taça, ganhámos o campeonato, portanto, os objetivos foram alcançados”. Questionada sobre o valor da equipa mineira, que nas duas competições realizadas mostrou ser a mais regular em prova, a técnica tricolor disse: “Não me caberá muito a mim fazer essa avaliação, mas acho que sim. Mas o Serpa e a Casa do Benfica de Castro Verde são duas boas equipas, foram as nossas maiores rivais, principalmente a formação de Castro Verde. O Serpa foi campeão na época passada, perdeu algumas jogadoras, e não conseguiu

Vera Costa, treinadora/jogadora

revalidar o título. O Castro Verde bateu-se sempre muito bem, discutiu a taça connosco até à última jornada. Os melhores jogos foram sempre entre estas duas equipas, num deles estivemos a perder por 3-0 e conseguimos dar a volta ganhando por 5-4”. Um sucesso que terá muito a ver com a experiência de Vera Costa e de algumas atletas que integram o plantel, algumas com presenças em seleções nacionais, mas a treinadora rejeita a ideia de ser a única responsável pelo êxito: “A receita foi a unidade do grupo, todas nós contribuímos, porque somos uma equipa, todas lutámos pelos mesmos objetivos, não gostávamos de perder, nunca baixávamos os braços, temos um bom coletivo, jogadoras que gostam de cá estar a jogar futebol e uma direção que nos apoia. Estamos aqui para nos divertir, damos sempre o máximo, a receita é

mesmo essa”. Quanto à Supertaça, competição que fechará a época oficial, Vera Costa só pensa na vitória: “Esse é mais um dos nossos objetivos, ainda não sabemos quem será o nosso adversário, mas vamos trabalhar para isso e trabalharemos, também, para que o futebol feminino não morra no nosso distrito. É preciso que apareçam novas equipas, por isso, estamos a pensar organizar torneios no final da época, para que isto não acabe”. Constatando a presença de uma seleção sub/17 do distrito no Torneio Nacional Interassociações, Vera Costa realça o estímulo que esta participação pode ter no incremento do futebol feminino: “Temos que começar pelas camadas mais jovens, será o nosso espelho, é pena que se aposte pouco na formação, seja no masculino, seja no feminino. No masculino apostase também muito pouco na formação, nem juvenis, nem juniores, e quando chegam a seniores têm que ir ‘à loja buscá-los’”. “A seleção sub/17 feminina é uma janela que se abre para que o futebol feminino não morra, porque é um projeto que vai chamar miúdas do desporto escolar, será um bom incentivo, esta seleção é um bom estímulo para que isso aconteça”, conclui a técnica.

A Piscina Municipal de Beja recebeu no pretérito fim de semana a 1.ª Fase do Campeonato Nacional de Kayak Polo. À laia de desfrutar o rótulo da minha curiosidade fui, afinal, um daqueles visitantes que ao longo de dois dias usufruíram da possibilidade de apreciar uma modalidade que paulatinamente se tem afirmado no meio desportivo nacional. A ação ativa dos homens do kayak junto a jovens candidatos assenta numa perspicaz prospeção de novos praticantes. Doze equipas de diversos locais do País disputaram a prova e a piscina afirmou-se como um local privilegiado a sul para os atletas desfrutarem entre si de um espaço que na generalidade se apresenta como exímio nas suas envolventes. De facto quem conheceu, e conhece, as potências físicas das suas infraestruturas, reconhece que o contexto geral do equipamento permite tirar dele evidentes proveitos desportivos. Relembro o eco que aquele espaço lúdico sempre incutiu em jovens fixados longe da orla marítima que despertavam, e despertam, para os prazeres da natação sob um sol abrasador de um mês de agosto em solo alentejano. A piscina, com o timbre de olímpica, foi sempre palco de excelentes provas competitivas, sendo certo que o público jamais faltou aos testemunhos em causa. No capítulo do lazer fica-me, também, a saudade de um espaço que outrora marcou o quotidiano bejense. Lembro, por exemplo, a presença de um excelente restaurante que recebia uma corte de gentes que se deparavam com os prazeres dos sabores alentejanos. Hoje está descativado. Deserto. Revejo-me, agora, a apreciar o magnífico espaço e as suas contíguas opções desportivas. Na verdade fiquei pasmado com todo o movimento que os atletas proporcionaram na piscina de Beja nesta prova do campeonato de kayak polo. Aliás, dentro e fora de água houve competição e convívio. Viveram-se momentos de entrega, amizade e competição. As águas do equipamento voltaram, justamente, à liça!


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O Atlético Aldenovense organiza no sábado o 2.º Torneio de Páscoa na categoria de juvenis, evento que conta com a participação das equipas do Real Massamá, Desportivo de Belas, Aldenovense e seleção sub/14 da AFBeja.

Diário do Alentejo 6 abril 2012

Aldenovense organiza 2.º Torneio de Páscoa

Classificação final: 1.º 2.º 3.º 4.º

C.N.Arcos Valdevez. C.D.Paço d’Arcos. C.C. Setúbal. C.C. Amora.

5.º 6.º 7.º 8.º

C.F.Coimbra. A.Pagaia Sul Beja. A.C.Fronteirense. C.D.Paço Arcos B.

9.º C.C. Amora B. 10.º A.Pagaia Sul B. 11.º Ferreira Ativa. 12.º C.F.Coimbra B.

Nacional de Kayak Polo começou em Beja

Pagaia Sul aposta na formação O Clube Náutico de Arcos de Valdevez venceu a primeira etapa do Campeonato Nacional de Kayak Polo 2012, realizado nas Piscinas Municipais de Beja, com organização da Associação Juvenil Pagaia Sul de Beja. Texto e foto Firmino Paixão

E

stiveram em Beja as melhores equipas nacionais da modalidade, incluindo o Clube de Canoagem de Setúbal, campeões nacionais em título, afastados das finais pela formação bejense. O campeonato nacional prosseguirá em Coimbra nos próximos dias 21 e 22. O tempo chuvoso afastou o público da competição, mas a competitividade esteve sempre presente. Paulo Jorge Remechido, dirigente da Associação Juvenil Pagaia Sul de Beja, em declarações ao “Diário do Alentejo”, disse: “Estamos no início de uma nova temporada, tivemos a presença de 12 equipas, a Pagaia Sul tinha apresentado a candidatura porque temos boas condições, o plano de água está bom. Estão aqui apenas equipas de

seniores de norte a sul do País, três equipas alentejanas, de Beja, Ferreira do Alentejo e Fronteira, depois temos equipas de Setúbal, Coimbra, de Arcos de Valdevez”. Quanto aos resultados da equipa bejense, sexta posição entre as 12 equipas em prova, Remechido considerou: “Foram bons, em cinco jogos conseguimos ganhar quatro, um deles aos campeões nacionais, tivemos depois um percalço com uma equipa teoricamente mais fraca, perdemos esse jogo que nos daria acesso à final, assim disputámos o quinto e sexto lugar”. E explicou os próximos compromissos da Pagaia Sul: “O campeonato nacional, este ano, terá quatro fases, a primeira foi esta de Beja, depois vai para Coimbra no mês de abril, em maio teremos a Taça de Portugal em Ferreira do Alentejo e em junho estaremos em Fronteira. Iremos depois para Arcos de Valdevez e em setembro teremos o campeonato do mundo, onde a Pagaia Sul quer, também, estar presente”. “Estamos felizes por estarmos a dinamizar um espaço que parece perdido, com poucas condições de segurança para utilizadores, por isso sentimo-nos um pouco responsáveis por darmos vida a esta piscina”,

realçou o dirigente bejense. Sublinhando as excelentes condições do tanque, não deixou, porém, de apontar outras carências da infraestrutura: “Falta água quente, os balneários estão degradados, as estruturas exteriores também estão em estado de degradação e retiram muita qualidade a este espaço. O tanque é realmente bom, o espaço envolvente é agradável, mas o resto das infraestruturas deixam muito a desejar, sobretudo ao nível de balneários e casas de banho”. Paulo Remechido acentuou a presença de atletas do clube em estágios das seleções nacionais, lembrando: “Alguns deles podem estar no mundial deste ano na Polónia. Temos jovens com talento, mas em termos de clube temos que crescer mais, em termos de equipa estamos bem, mas o clube tem que crescer mais um bocadinho. No panorama nacional do kayak polo, o Pagaia Sul é um dos clubes mais representativos e onde se veem mais jovens a frequentar os estágios das seleções nacionais”. Mérito do trabalho de formação feito pelo clube, acentuou: “Nós, em Beja, temos que aproveitar bem as coisas em

que somos bons. Somos bons no kayak polo, podemos não ser os melhores, mas, no entanto, no panorama nacional da modalidade temos muita qualidade que deve ser aproveitada. As pessoas responsáveis devem olhar para o kayak polo em Beja como um caso de sucesso no desporto. Conseguimos ter bons resultados como equipa que somos e a nível individual conseguimos projetar atletas nas seleções nacionais”. Um projeto bem sucedido mas que a associação pretende consolidar, pelo que os maiores anseios do momento, referiu Remechido, são “adquirir uma nova frota de barcos” para poderem dar inicio à formação. “Há dois ou três anos que apostamos na formação e está a dar os resultados que se veem, no entanto, por falta de material parámos um pouco essa vertente. Essa aquisição dependerá da nossa única fonte de rendimento que é o Cais da Planície, no Parque da Cidade. Esperamos ter em breve uma nova frota que permitirá assegurar uma nova equipa de sub/16 e novos valores para a Associação Pagaia Sul”, concluiu.

Futsal Independentes golearam em Évora Triunfo folgado dos Independentes de Sines no recinto do Évora Futsal na jornada número 20 do Nacional da 3.ª Divisão. Uma ronda em quem o Baronia se deixou derrotar (1/3) em casa pelo vizinho Sporting de Viana. A equipa do litoral alentejano mantém o terceiro lugar, a 13 pontos do líder Portela, e o Baronia (14 pontos) está na zona de despromoção ao escalão regional. O campeonato regressa no dia 14. Outros resultados – Distrital de Futsal (14.ª jornada): Almodovarense-Sporting Moura, 3-5; Alcoforado-Alfundão, 5-3; Vila Ruiva-Advnsbento, 3-6; Politécnico Beja-A.Surdos Beja, 15-1. Classificação 1.ª fase: 1.º Politécnico Beja, 31 pontos. 2.º Alcoforado, 29. 3.º Sporting Moura, 26. 4.º Almodovarense, 25. 5.º Advnsbento, 25. 6.º Alfundão, 17. 7.º Vila Ruiva, nove. 8.º A.Surdos Beja, zero.

Atletismo Diogo Luz (Neves) bateu recorde no peso A pista de atletismo do Complexo Desportivo Fernando Mamede, em Beja, foi palco para a realização da fase distrital do Torneio Atleta Completo e Campeonato Distrital de Provas Combinadas, competições destinadas aos atletas infantis, iniciados e juvenis. Reunião em que foram também apurados iniciados e juvenis que participarão na final nacional da zona sul do Torneio Atleta Completo. A competição reuniu cerca de meia centena de atletas (277 participações) em representação da Zona Azul, Beja A.Clube, Bairro da Conceição, Castrense, JDNeves, Messejana e Entradense. No plano individual regista-se a marca do juvenil Diogo Luz (Neves), que bateu o seu próprio recorde distrital de lançamento de peso (cinco quilos), com 14,87 metros. Coletivamente venceu o CCD do Bairro da Conceição, com 11 167 pontos.

Taça de portugal hóquei em patins O Hóquei Clube de Grândola, única equipa alentejana em prova, vai jogar em casa com o Sporting de Tomar (2.ª Divisão), em partida a contar para a 3.ª eliminatória da Taça de Portugal. O jogo está marcado para o próximo dia 11, pelas 21 horas.


saúde

22 Diário do Alentejo 6 abril 2012

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Dr. Sidónio de Souza – Pneumologia/Alergologia/ Desabituação tabágica – H. Pulido Valente Dr. Fernando Pimentel – Reumatologia – Medicina Desportiva – Instituto Português de Reumatologia de Lisboa Dr.ª Verónica Túbal – Nutricionismo – H. de Beja Dr.ª Sandra Martins – Terapia da Fala – H. de Beja Dr. Francisco Barrocas – Psicologia Clínica/Terapia Familiar – Membro Efectivo da Soc. Port. Terapia Familiar e da Assoc. Port. Terapias Comportamental e Cognitiva (Lisboa) – Assistente Principal – Centro Hospitalar do Baixo Alentejo. Dr. Rogério Guerreiro – Medicina preventiva – Tratamento inovador para deixar de fumar Dr. Gaspar Cano – Clínica Geral/ Medicina Familiar Dr.ª Nídia Amorim – Psicomotricidade/Educação Especial e Reabilitação (dificuldades específicas de aprendizagem/dislexias) Dr. Sérgio Barroso – Oncologia – H. de Beja Drª Margarida Loureiro – Endocrinologia/ Diabetes/Obesidade – Instituto Português de Oncologia de Lisboa Dr. Francisco Fino Correia – Urologia – Rins e Vias Urinárias – H. Beja Dr. Daniel Barrocas – Médico Interno de Psiquiatria – Hospital de Santa Maria Dr. Carlos Monteverde – Chefe de Serviço de Medicina Interna, doenças de estômago, fígado, rins, endoscopia digestiva. Dr.ª Ana Cristina Duarte – Pneumologia/ Alergologia Respiratória/Apneia do Sono – Assistente Hospitalar Graduada – Consultora de Pneumologia no Hospital de Beja Dr.ª Isabel Martins – Chefe de Serviço de Psiquiatria de Infância e Adolescência/Terapeuta familiar – Centro Hospitalar do Baixo Alentejo Dr.ª Paula Rodrigues – Psicologia Clínica – Hospital de Beja Dr.ª Luísa Guerreiro – Ginecologia/Obstetrícia Dr.ª Ana Montalvão – Hematologia Clínica / Doenças do Sangue – Assistente Hospitalar – Hospital de Beja Dr.ª Ana Cristina Charraz – Psicologia Clínica – Hospital de Beja Dr. Diogo Matos – Dermatologia. Médico interno do Hospital Garcia da Orta. Dr.ª Joana Freitas – Cavitação, Lipoaspiração não invasiva,indolor e não invasivo, acção imediata, redução do tecido adiposo e redução da celulite Dr.ª Ana Margarida Soares – Terapia da Fala - Habilitação/Reabilitação da linguagem e fala. Perturbação da leitura e escrita específica e não específica. Voz/Fluência. Dr.ª Maria João Dores – Técnica Superior de Educação Especial e Reabilitação/Psicomotricidade. Perturbações do Desenvolvimento; Educação Especial; Reabilitação; Gerontomotricidade. Enfermeira Maria José Espanhol – Enfermeira especialista em saúde materna/Cuidados de enfermagem na clínica e ao domicílio/Preparação pré e pós parto/amamentação e cuidados ao recémnascido/Imagem corporal da mãe – H. de Beja

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23 Diário do Alentejo 6 abril 2012


institucional diversos

24 Diário do Alentejo 6 abril 2012 Diário do Alentejo nº 1563 de 06/04/2012 1.ª Publicação

Diário do Alentejo nº 1563 de 06/04/2012 Única Publicação

Diário do Alentejo nº 1563 de 06/04/2012 Única Publicação

CÂMARA MUNICIPAL DE ALMODÔVAR

ASSOCIAÇÃO DE SOLIDARIEDADE SOCIAL “SEARA DE ABRIL”

PEDRO BRANDÃO Agente de Execução C.P. 3877

ANÚNCIO Tribunal Judicial de Almodôvar – Secção Única Acção Executiva Processo n.° 152/07.9TBADV Exequente: Sociedade Industrial Alentejo e Sado, S.A. Executados: Mário Pereira Inácio FAZEM-SE SABER que nos autos acima identificados se encontra designado o dia 16 de Abril de 2012, pelas 11:00 horas, no Tribunal acima identificado, para abertura de propostas que sejam entregues até esse momento na Secretaria do mesmo, pelos interessados na compra do seguinte bem: Direito inscrito (usufruto) a favor do executado, no prédio urbano, descrito sob a inscrição 1632/20010228, da freguesia de Santa Cruz, concelho Almodôvar, com o artigo matricial n° 1440, situado em Dogueno. O bem pertence ao Executado: MÁRIO PEREIRA INÁCIO, NIF: 193133890, residente em Dogueno, em Santa Cruz, Almodôvar. VALOR BASE: 7.500,00 € Será aceite a proposta de melhor preço acima do valor de 5.250,00€, correspondente a 70% do Valor Base. Nos termos do artigo 897° n.° 1 do CPC, os proponentes devem juntar à sua proposta, como caução, cheque visado à ordem do agente de execução, no montante correspondente a 20% do valor base do bem, ou garantia bancária, no mesmo valor. É Fiel Depositário que o mostrará a pedido o executado Mário Pereira Inácio. O Agente de Execução, Céd Prof. 3877 Pedro Brandão

Diário do Alentejo nº 1563 de 06/04/2012 1.ª Publicação

PEDRO BRANDÃO Agente de Execução C.P. 3877

ANÚNCIO Tribunal Judicial de Moura – Secção Única Acção Executiva Processo n.° 176/06.3TBMRA Exequente: Banco Bilbao Vizcaya Argentaria Portugal, S.A. Executados: Ana Luísa Valério Pato Infante e outros FAZEM-SE SABER que nos autos acima identificados se encontra designado o dia 29 de Abril de 2012, pelas 09:45 horas, no Tribunal acima identificado, para abertura de propostas que sejam entregues até esse momento na Secretaria do mesmo, pelos interessados na compra do seguinte bem: Prédio urbano, propriedade horizontal, descrito sob a inscrição 2224/20090811 fracção B, da freguesia de Moura (S. João Baptista), concelho Moura, com o artigo matricial n° 2484 - B, sito na Rua Eira dos Caeiros, n.° 37-B. O bem pertence aos Executados: JOAQUIM JOSÉ PATO, NIF: 174760841 e MARIA JOSÉ VALÉRIA, NIF: 174760833. VALOR BASE: 66.000,00€ Será aceite a proposta de melhor preço acima do valor de 46.200,00€, correspondente a 70% do Valor Base. Nos termos do artigo 897° n.° 1 do CPC, os proponentes devem juntar à sua proposta, como caução, cheque visado à ordem do agente de execução, no montante correspondente a 20% do valor base do bem, ou garantia bancária, no mesmo valor. É Fiel depositário que o mostrará a pedido os executados Joaquim José Pato e Maria José Valéria, residentes na Rua Eira dos Caeiros, n.° 37-A. O Agente de Execução, Céd Prof. 3877 Pedro Brandão

EDITAL N.°65/2012 LOTEAMENTO INDUSTRIAL DE ALMODÔVAR ALIENAÇÃO DE SEIS LOTES António José Messias do Rosário Sebastião, Presidente da Câmara Municipal de Almodôvar. TORNA PÚBLICO, que, em cumprimento da deliberação de 20.Mar.12, da Câmara Municipal, no dia 03 de Maio de 2012, pelas 16 horas, na sala de reuniões no edifício-sede do Município, realizará uma hasta pública para arrematação de seis lotes, conforme consta na planta de síntese, os quais, respetivamente, apresentam seguintes áreas:

1.º – Ao presente procedimento, poderão concorrer quaisquer pessoas singulares ou coletivas, nacionais ou estrangeiras – desde que cumpram as normas e a legislação nacional em vigor residentes ou não no Município de Almodôvar; 2.º – Os concorrentes devem possuir capacidade legal para o exercício da atividade económica e ou financeira que pretendem Instalar no(s) lote(s) a adquirir; 3.º – Os lotes destinam-se à construção de edifícios para instalação de unidades industriais, oficinas, armazéns, serviços, comércio e outras atividades similares que, pelas suas características não se adequem a serem inseridas num contexto urbano, agrícolas ou de proteção ambiental; 4.º – Para as atividades que necessitem, para o seu desenvolvimento, de áreas de construção superiores, às previstas para cada lote, poder-se-ão agregar lotes contíguos, à exceção do n.° 3 e 8; 5.º – O preço base de licitação é de €20,00, por cada metro quadrado, não sendo admitidas licitações em lances inferiores a €0,50, por cada metro quadrado, sendo obrigatoriamente um lance, caso surja um só concorrente; 6.º – No ato de licitação o licitante que oferecer o preço mais elevado tem de proceder à liquidação de pelo menos 25% do preço total do(s) Lote(s), sendo o valor remanescente pago no acto da outorga da escritura de compra e venda; 7.º – A escritura de compra e venda será celebrada no prazo máximo de 60 dias; 8.º – A não celebração da Escritura de compra e venda referida no número anterior, por qualquer facto que de alguma forma possa ser imputável ao licitante, implica a perda do sinal e dos direitos que advenham da deliberação de alienação – em especial, e caducidade do direito à aquisição do lote pretendido; 9.º – Todas as despesas relativas à aquisição dos lotes são da única e exclusiva responsabilidade dos adquirentes; 10.º – As áreas de construção e de implantação são as definidas na planta de síntese anexa ao Regulamento e respetivo Plano de Pormenor do Espaço Industrial da Vila de Almodôvar; 11.º – A instalação de qualquer atividade está sujeita às normas urbanísticas resultantes do Plano de Pormenor do Espaço Industrial da Vila de Almodôvar, bem como às demais normas legais e regulamentares aplicáveis; 12.º – No prazo máximo de 180 dias a contar da data da outorga da escritura de compra e venda, o adquirente deve apresentar à Câmara Municipal pedido para autorização da edificação e a sua conclusão deve operar-se em conformidade com a calendarização proposta e anexa ao projeto de arquitetura; 13.º – Em caso algum, incluindo eventuais prorrogações, poderá o prazo de execução das obras ultrapassar os três anos, sob pena de reversão do(s) lote(s); 14.º – Os adquirentes obrigam-se a edificar no lote alienado o projeto aprovado pela Câmara; 15.º – A identificação do lote, Implantação do imóvel e cumprimento das demais determinações constantes no Plano de Pormenor do Espaço Industrial da vila de Almodôvar serão necessariamente confirmadas no local pelos serviços Municipais; 16.º – Qualquer alteração à finalidade para que forem adquiridos os lotes, carece obrigatoriamente de autorização expressa da Câmara Municipal, sob pena da aplicação no disposto ao artigo 17.° do Regulamento; 17.º – A Câmara goza do direito de preferência na transmissão do direito do adquirente, a qualquer título, sobre o lote, construções nele edificadas ou qualquer benfeitoria nele implantado; 18.º – Em tudo o omisso, no presente Edital, observar-se-á o disposto no Plano de Pormenor do Espaço Industrial proposto da Vila de Almodôvar – ampliação 1, e Regulamento de Venda de Lotes na Zona Industrial de Almodôvar, que poderão ser consultados todos os dias úteis, durante as horas normais de expediente, no Serviço d Património da Câmara Municipal de Almodôvar, ou no site do Município de Almodôvar na Internet (www.cm-almodovar.pt). Para que não se alegue desconhecimento, mandei publicar este e outros de igual teor que vão ser afixados nos lugares públicos do costume. Município de Almodôvar, aos 6 de Março de 2012

CONVOCATÓRIA Manuel Fernandes Guerreiro, Presidente da AssembleiaGeral da Associação de Solidariedade Social “Seara de Abril”, vem convocar todos os Associados desta Associação para uma Assembleia-Geral extraordinária a realizar no próximo dia 9 de abril de 2012, (segunda-feira), pelas 17:00 horas, no Centro Cultural de Santa Bárbara de Padrões, com a seguinte ordem de trabalhos. Ordem de Trabalhos: 1. Alteração de Estatutos, art.° 3°, alínea a), d) e e); art.° 27°, n° 4. Nota: Se à hora marcada não estiverem presentes o número legal de sócios, a Assembleia-Geral reunirá 1 hora depois com qualquer número de sócios. Santa Bárbara de Padrões, 23 de Março de 2012. O Presidente da Assembleia-Geral Manuel Fernandes Guerreiro

Diário do Alentejo nº 1563 de 06/04/2012 1.ª Publicação

TRIBUNAL JUDICIAL DE CUBA Secção Única

ANÚNCIO Processo: 92-A/2001 Divórcio Sem Consentimento do Outro Cônjuge Autor: Etelvina Maria Correia Sacristão Réu: Vitor Manuel Janeiro Guerra Nos autos acima identificados, correm éditos de 30 dias, contados da data da segunda e última publicação do anúncio, citando o réu Vitor Manuel Janeiro Guerra, com última residência conhecida em domicílio: Rua da Parreira, N° 4, 7920-000 Alvito, para no prazo de 30 dias, decorrido que seja o dos éditos, contestar, querendo, a presente acção, com a indicação de que a falta de contestação não importa a confissão dos factos articulados pela autora e que em substância o pedido consiste tudo como melhor consta do duplicado da petição inicial que se encontra nesta Secretaria, à disposição do citando. Fica advertido de que é obrigatória a constituição de mandatário judicial. Cuba, 30-03-2012 N/Referência: 553607 A Juiz de Direito, Dr(a). Celine Alves A Oficial de Justiça, Ana Maria N. Sota C. Ildefonso

O Presidente da Câmara, António José Messias do Rosário Sebastião

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10 a 15 de Maio * Feira do Cavalo de Jerez de La Frontera – Dias 12 e 13 de Maio * Celebração do 13 de Maio em Fátima – Dias 12 e 13 de Maio * Galiza – 17 a 20 de Maio - Visitando: Sanxenxo - Grove - La Toja - Santiago de Compostela - Corunha - Pontevedra – Vigo * CRUZEIRO “FIORDES DO NORTE” – De 18 a 26 de Maio * Rota dos Judeus em Portugal – 19 a 20 de Maio - Visitando: Castelo de Vide - Sortelha - Sabugal - Serra da Malcata Belmonte – Guarda * Cruzeiro no Alqueva – Dia 20 de Maio * Peñiscola e Gandia – De 26 a 31 de Maio - Visitando: Peñiscola – Morella Benicássim - Oropesa del Mar -Valência - Gândia – Denia * MONTE SELVAGEM E FLUVIÁRIO DE MORA – Dia 27 de Maio * Cruzeiros no Douro – VÁRIOS PROGRAMAS DISPONÍVEIS TODO O VERÃO! * MOSCOVO E SÃO PETERSBURGO – De 13 a 20 de Julho * CRUZEIRO “LENDAS DO MEDITERRÂNEO” – De 28 de Setembro a 06 de Outubro

25 Diário do Alentejo 6 abril 2012 Diário do Alentejo nº 1563 de 06/04/2012 Única Publicação

COOPCASTRENSE – COOPERATIVA DE CONSUMO POPULAR CASTRENSE, CRL CÂMARA MUNICIPAL DE BEJA

CONVOCATÓRIA

EDITAL

Nos termos estipulados nos Estatutos e no Código Cooperativo, convoco a Assembleia Geral da COOPCASTRENSE – Cooperativa de Consumo Popular Castrense, CRL, para reunir em sessão extraordinária, no dia 19 de Abril de 2012 (sexta-feira), pelas 21:00 horas, na sua sede, sita na Rua Alexandre Herculano, 11, em Castro Verde, com a seguinte ordem de trabalhos: PRIMEIRO – Apreciação e votação de proposta da Direcção quanto ao futuro da Cooperativa, designadamente para a constituição de uma sociedade por quotas, nos termos do art.° 8.°. n.° 1 do Código Cooperativo. SEGUNDO – Outros assuntos de interesse. NOTA: A Assembleia encontra-se legalmente constituída, quando se encontrarem presentes à hora marcada, o número legal de cooperadores estatutariamente previsto, ou trinta minutos depois, com a presença de qualquer número de cooperadores. Castro Verde, 4 de Abril de 2012 O Presidente da Mesa da Assembleia-Geral Sebastião Colaço Canário

CONCESSÃO DE DUAS FRACÇÕES NO PAVILHÃO DAS MICRO-EMPRESAS Nos termos das condições de cedência, sob a forma de concessão, das Fracções nºs 4 e 11 do Pavilhão das Micro-Empresas, no Parque Industrial de Beja, informamse os interessados que estão abertas as inscrições para apresentação de candidaturas por um período de trinta dias úteis após a publicação deste edital. Para mais informações e consulta de documentos com as condições de cedência e entrega das candidaturas - 9h-12h30m / 14h – 17h30m Gabinete de Planeamento e Desenvolvimento Edifício dos Paços do Concelho Praça da República 7800-427 Beja Paços do Concelho do Município de Beja, 19 de Março de 2012. O Presidente da Câmara Municipal de Beja Jorge Pulido Valente

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BEJA

BEJA / BALEIZÃO

BEJA / SANTA CLARA DE LOUREDO

†. Faleceu o Exmo. Sr.

†. Faleceu o Exmo. Sr.

†. Faleceu o Exmo. Sr.

†. Faleceu o Exmo. Sr.

FRANCISCO DA SILVA FERREIRA, de 83 anos, natural de Baleizão - Beja, casado com a Exma. Sra. D. Isilda dos Santos Caracóis. O funeral a cargo desta Agência realizou-se no passado dia 29 de Março, da Casa Mortuária de Baleizão, para o cemitério local.

FLORIVAL FERNANDO LANÇA, de 78 anos, natural de Salvador - Beja, casado com a Exma. Sra. D. Maria Antonieta Serra Martins Lança. O funeral a cargo desta Agência realizou-se no passado dia 30 de Março, da Igreja Paroquial do Carmo, para o cemitério de Beja.

MANUEL ANTÓNIO DA SILVA, de 84 anos, natural de Quintos - Beja, solteiro. O funeral a cargo desta Agência realizou-se no passado dia 30 de Março, da Casa Mortuária de Cabeça Gorda, para o cemitério local.

ADRIANO DA SILVA ESPÍRITO SANTO, de 76 anos, natural de Santa Clara de Louredo - Beja, casado com a Exma. Sra. D. Maria Gertrudes Gonçalves. O funeral a cargo desta Agência realizou-se no passado dia 31 de Março, das Casas Mortuárias de Beja, para o cemitério de Santa Clara de Louredo.

NOSSA SENHORA DAS NEVES

ALBERNÔA

BERINGEL

BEJA

NOSSA SENHORA DAS NEVES

†.

Faleceu o Exmo. Sr. JOAQUIM ANTÓNIO PEREIRA RUAS, de 56 anos, natural de Nossa Senhora das Neves - Beja, casado com a Exma. Sra. D. Mariana Teresa Cascalheira Rosa Ruas. O funeral a cargo desta Agência realizou-se no passado dia 31 de Março, da Casa Mortuária de Nossa Senhora das Neves, para o cemitério local.

SANTA VITÓRIA

Faleceu a 30.03.2012

Faleceu a 02.04.2012

É com pesar que participamos o falecimento da Sra. D. Maria Isabel Bentes Biscoito, de 52 anos, natural de Serpa, solteira. O funeral a cargo desta Agência realizou-se no dia 31/03/2012 pelas 12.00 horas, da Casa Mortuária de Serpa para o cemitério local. Apresentamos à família as cordiais condolências.

É com pesar que participamos o falecimento do Sr. Manuel António Mestre, de 73 anos, natural de Serpa, solteiro. O funeral a cargo desta Agência realizou-se no dia 03/04/2012 pelas 12.15 horas, da Casa Mortuária de Serpa para o cemitério local. Apresentamos à família as cordiais condolências.

AGÊNCIA FUNERÁRIA SERPENSE, LDA Gerência: António Coelho | Tm. 963 085 442 – Tel. 284 549 315 | Rua das Cruzes, 14-A – 7830-344 SERPA

†. Faleceu a Exma. Sra. D.

†. Faleceu o Exmo. Sr.

†. Faleceu a Exma. Sra. D.

†. Faleceu o Exmo. Sr.

†. Faleceu a Exma. Sra. D.

CUSTÓDIA MARIA CORREIA, de 84 anos, natural de Nossa Senhora das Neves - Beja, casada com o Exmo. Sr. José Maria Luís. O funeral a cargo desta Agência realizou-se no passado dia 31 de Março, da Casa Mortuária de Nossa Senhora das Neves, para o cemitério local.

ANTÓNIO SILVA ALMEIDA, de 75 anos, natural de Entradas - Castro Verde, casado com a Exma. Sra. D. Maria Olinda Lampreia Almeida. O funeral a cargo desta Agência realizou-se no passado dia 31 de Março, da Casa Mortuária de Albernôa, para o cemitério local.

MARIANA DA CONCEIÇÃO SEMPÃO, de 87 anos, natural de São João Baptista Moura, viúva. O funeral a cargo desta Agência realizouse no passado dia 31 de Março, da Casa Mortuária de Beringel, para o cemitério local.

ÂNGELO NICOLAU GALRITO DA SILVA, de 80 anos, natural de Salvador Beja, viúvo. O funeral a cargo desta Agência realizou-se no passado dia 01 , da Igreja Paroquial do Carmo, para o cemitério de Beja.

ZIZINA DOS SANTOS JANEIRO MARQUES, de 77 anos, natural de Santa Vitória Beja, casada com o Exmo. Sr. José Catarina Marques. O funeral a cargo desta Agência realizou-se no passado dia 2, da Casa Mortuária de Santa Vitória, para o cemitério de Ferreira do Alentejo, onde foi cremada.

BEJA

BEJA

CABEÇA GORDA

BEJA

BERINGEL

†. Faleceu a Exma. Sra. D.

†. Faleceu o Exmo. Sr.

†. Faleceu a Exma. Sra. D.

JUDITE D`ASSUNÇÃO ROSA, de 83 anos, natural de Cabeça Gorda - Beja, viúva. O funeral a cargo desta Agência realizou-se no passado dia 02, das Casas Mortuárias de Beja, para o cemitério desta cidade.

MANUEL JOAQUIM CAEIRO, de 79 anos, natural de Vila Nova da Baronia Alvito, viúvo. O funeral a cargo desta Agência realizouse no passado dia 02, das Casas Mortuárias de Beja, para o cemitério desta cidade.

EMÍLIA MANCIOS COLAÇO, de 100 anos, natural de Salvada - Beja, viúva. O funeral a cargo desta Agência realizou-se no passado dia 03, da Casa Mortuária de Cabeça Gorda, para o cemitério local.

†. Faleceu o Exmo. Sr. JOAQUIM MANUEL PICADO, de 91 anos, natural de Salvador - Beja, casado com a Exma. Sra. D. Maria Alice Rolim Picado. O funeral a cargo desta Agência realizou-se no passado dia 05, da Igreja Paroquial do Carmo, para o cemitério de Beja.

†.

Faleceu o Exmo. Sr. MANUEL ANTÓNIO DOS REIS, de 91 anos, natural de Beringel - Beja, casado com a Exma. Sra. D. Maria José Santana Brissos. O funeral a cargo desta Agência realizouse no passado dia 05, da Casa Mortuária de Beringel, para o cemitério local.

Às famílias enlutadas apresentamos as nossas mais sinceras condolências. Consulte esta secção em www.funerariapax-julia.pt

Cabeça Gorda

Aldeia dos Elvas Messejana MISSA

h

É com enorme pesar e solidários na dor da família que participamos o falecimento do Sr. Mariano da Silva Gonçalves de 68 anos. O funeral a cargo desta Funerária realizou-se no passado dia 30 de Março da Casa mortuária de Cabeça Gorda para o Cemitério local. À família enlutada expressamos os nossos sentidos pêsames. Funerária Central de Serpa, Lda. Rua Nova 31 A 7830-364 Serpa Tlm. 919983299 - 963145467

PARTICIPAÇÃO, AGRADECIMENTO E MISSA DE 30.º DIA

AGRADECIMENTO E MISSA 30.º DIA

AGRADECIMENTO

Evangelista Leuquício Marques

Faleceu em 04.03.2012

Faleceu em 12/03/2012 Esposa e filhas na impossibilidade de o fazer pessoalmente agradecem por este meio a todas as pessoas que acompanharam o seu ente querido à sua última morada ou que de outro modo manifestaram o seu pesar. Será celebrada missa pelo seu eter no descanso no dia 13/04/2012, sexta-feira, às 18.30 horas na Igreja do Carmo em Beja, agradecendo desde já a todos os que se dignarem comparecer.

Esposa, filhos, noras, genro e netos, na impossibilidade de o fazer pessoalmente agradecem por este meio a todas as pessoas que os acompanharam neste momento de dor e partida ou que de qualquer forma manifestaram o seu pesar. Mais expressam o seu profundo reconhecimento ao pessoal de enfermagem do Serviço de Medicina II do Hospital de Beja, e Serviço de Apoio Domiciliário da Fundação Nobre Freire pelo apoio e ajuda prestados durante a sua doença e internamento.

Bernardino Simões dos Santos Isabel do Rosário Encarnação 1º Ano de Eterna Saudade Marido e filho participam a todas as pessoas de suas relações e amizade que será celebrada missa pelo eterno descanso da sua ente querida no dia 10/04/2012, terça-feira, às 16.30 horas na Capela de Santo António em Aldeia dos Elvas, agradecendo desde já a todos os que nela participem.

Esposa, filho e restante família participam o falecimento do seu ente querido ocorrido no dia 09/03/2012, e agradecem reconhecidamente a todos os que o acompanharam à sua última morada ou manifestaram o seu pesar. Mais expressam o seu profundo agradecimento a todo o pessoal do Lar Nobre Freire em Beja pela maneira carinhosa como sempre o trataram. Agradecem também a todo o pessoal do Hospital de Dia em Beja, em especial ao Dr. Pedro Costa, Dra. Cristina Galvão e toda a equipa dos Serviços Paliativos pelo apoio e ajuda prestados durante a sua doença. Será celebrada missa pelo seu eterno descanso no dia 09/04/2010, segunda-feira, às 18.30 horas na Igreja da Sé em Beja, desde já agradecendo a todas as pessoas que nela participem.

Olga Maria Martins 32º Ano de Eterna Saudade Querida mãe! Deixaste no coração de cada um de nós uma lembrança viva, e uma afeição que jamais se apagará das nossas vidas, e por mais que o tempo passe não vamos esquecer-te. Dos teus filhos e netos que te recordam com muita saudade.

José Alves Leal

CAMPAS E JAZIGOS DECOR AÇÃO CONSTRUÇÃO CIVIL “DESDE 1800” Rua de Lisboa, 35 / 37 Beja Estrada do Bairro da Esperança Lote 2 Beja (novo) Telef. 284 323 996 – Tm.914525342

marmoresmata@ hotmail.com

DESLOCAÇÕES POR TODO O PAÍS


A Biblioteca de Sines continua as suas leituras nas escolas, desta feita com a história “O Conto dos Contos”, incluída no livro Histórias para Contar Consigo. Este livro de Margarida Fonseca Santos e Rita Vilela “encerra episódios que falam sobre realidades e problemas que conhecemos bem”, adiantam os responsáveis. A iniciativa “Conta-me histórias daquilo que eu não li” destina-se a alunos dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e ensino secundário. Mediante marcação.

Dica da semana

Nesta altura em que somos inundados por ovos de chocolate resolvemos dar-te uma dica para decorares os teus ovos. Vais precisar de ovos, um pincel pequeno, folhas ou pequenas ervas que tenham um recorte bonito, corante alimentar, vinagre e uma meia de nylon. Começas por esvaziar o ovo fazendo dois pequenos orifícios, depois basta soprar por um dos buracos e vais ver o conteúdo a sair pelo outro orifício. Lava bem e deixa secar. Com um pouco da clara que saiu do ovo, pincela as folhas que queres que decorem o teu ovo. A clara vai funcionar com uma espécie de cola. Coloca o ovo com cuidado dentro da meia de nylon e mergulha num preparado com duas colheres de vinagre e uma colher de corante por cerca de cinco minutos. Deixa secar e depois é só retirar a folha.

A página do Vitória já tinha falado deste livro, mas como foi o grande vencedor do prémio Ilustrarte 2012 com as ilustrações de Valério Vidali, nós propomos-te um jogo que consiste em descobrir em cada imagem por onde anda o guarda-chuva que um senhor deixou no autocarro. Olhos bem atentos.

A páginas tantas ... Sobe e Desce é mais um livro de Oliver Jeffers que a Orfeu Mini publica, depois de O incrível rapaz que comia livros, O coração e a garrafa e Perdido e achado, que é um pouco o antecessor deste novo livro. Sobe e Desce oferece-nos uma vez mais este mundo mágico criado à volta daquelas duas personagens, o menino e o pinguim. A história conta-nos como partilhavam as horas, os minutos e os segundos juntos, mas chegou um momento em que o pinguim quis estender as asas e voar. Assim começa a aventura dos dois amigos, estendendo-se por locais pouco prováveis como o aeroporto e um espectáculo de circo ambulante. Entra tu também nesta aventura.

27 Diário do Alentejo 6 abril 2012

“Conta-me histórias daquilo que eu não li” em Sines


28 Diário do Alentejo 6 abril 2012

O Gizmo é um cão de porte pequeno, com cerca de cinco quilos. É muito simpático e sociável com pessoas e cães. É ainda jovem, com menos de dois anos. Parece não ter problemas de saúde, exceto o facto de coxear um pouco de uma patinha de trás, devendo-se isso a uma fratura antiga já solidificada. Venham conhecer este amigo de quatro patas ao Cantinho dos Animais de Beja. Será vacinado e desparasitado antes da adoção. Contactos: 962432844; sofiagoncalves.769@hotmail.com

Boa vida Comer Bacalhau frito com migas de couve-flor Ingredientes para 4 pessoas: 800 gr. de lombos de bacalhau graúdo demolhado, 100 gr. de farinha de trigo, q.b. de azeite, 4 dentes de alho, 200gr. de couve flor, 400 gr. de miolo de pão do dia anterior, 2 dentes de alho, 1 gema de ovo, q.b. de sal, q.b, de pimenta branca, 1 molho de coentros picados. Confeção: Corte o bacalhau em quadrados e enxugue em papel de cozinha. Passe pela farinha e frite em azeite bem quente com os alhos inteiros. Leve ao lume um tacho com água e quando começar a ferver junte a couve-flor. Deixe cozer. Retire e pique. Reserve a água da cozedura. Coloque o pão numa tigela e humedeça com um pouco de água da cozedura da couve-flor. Desfaça com as mãos. Num tacho aloure em azeite os alhos picados. Junte o pão humedecido e a couve-flor picada. Envolva tudo com a gema e os coentros picados. Retifique o tempero. Bom apetite….

António Nobre Chefe executivo de cozinha – Hotéis M’AR De AR, Évora

O mundo do vinho em 10 artigos A guarda do vinho

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Há muitas analogias entre o envelhecimento humano e o envelhecimento de um vinho. Há corpos com debilidades estruturais que sucumbem em poucos anos; outros há que atingem o fulgor numa idade média e depois têm um declínio acelerado. A todos impressiona aquele idoso cuja vida foi merecedora do respeito e admiração de uma comunidade; ou aqueles seniores cuja juventude interior perpetua a sua presença. Também a evolução de um vinho está relacionada com a sua elaboração, educação e “sorte” durante a guarda. Ao nível visual o efeito da micro-oxidação dos pigmentos corantes sugere a junção cumulativa de capas da cor amarela, resultando na evolução do vermelho azulado dos tintos, para o castanho de tijolo. Nos brancos, os esverdeados darão lugar aos âmbares dourados. Quem tiver o gosto de criar uma garrafeira, seja ela o espaço esconso do vão da escada ou uma cave labiríntica, deve lançar-se ao projeto com regras e disciplina. Mantenha um registo, desde a primeira garrafa, com a identificação míVinho de nima do produto. O local e a data de Calendário compra podem vir a ser importantes na eventualidade de surgir uma garrafa deJá se encontra on line feituosa. A luz deve estar continuamente e de acesso gratuito ausente da sua cave, visto que existem ino novo guia “Copo & terações fisico-químicas entre os raios soAlma, 319 Melhores Vinhos para 2012”. lares e o vinho em garrafa. Curiosamente Só tem de entrar a poeira tem um papel protetor. É comum em www.w-anibal. falar-se da bondade da guarda horizontal com e conferir. No da garrafa. É certo que a manutenção de Alentejo destacou-se um equilíbrio entre as humidades exteo vinho tinto IG Alentejano Dom rior e interior numa rolha de cortiça, conMartinho, de 2008. tribui para a existência de uma troca gasosa mais homogénea entre o vinho e o pouco ar que com ele contacta através da abertura da garrafa. É necessário, porém, que no momento da rolhagem da garrafa, esta operação não tenha deixado vincos longitudinais na cortiça e, ainda, que o produtor tenha deixado, por um período generoso, a garrafa na vertical para que a rolha recupere da compressão forçada a que é sujeita durante a sua colocação. Também há quem aponte que a integridade da rolha diminui com o contacto Vinho prolongado com o líquido. Outro facto Diário ainda não provado cientificamente é que a evolução sensorial do vinho seja difeUm dos vinhos rente em função da posição da garrafa que mais me durante a guarda. impressionou na Deixo para o final o fator mais imrecente prova cega que deu origem ao portante para a boa longevidade da meu “Guia Popular de guarda: garanta uma temperatura esVinhos, edição 2012”, tável ao longo de todo o ano, se possível já nas livrarias e nos natural, entre 11ºC e 13ºC. Para não se supermercados, foi preocupar mais com humidade, coloque o branco Regional Alentejano Et um recipiente com água na sua garraCetera, de 2010. feira e vá preenchendo o volume gasto. Compra segura em qualquer prateleira.

Aníbal Coutinho

Letras O que nós vemos, o que nos olha

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que nós vemos, o que nos olha, publicado originalmente em França em 1992, foi alvo de tradução cuidada por Golgona e João Pedro Cachopo e de uma belíssima edição – a primeira feita em Portugal de uma obra de Didi-Huberman – pela Dafne, no âmbito do projecto Imago. Quanto à obra, aborda a Arte Minimal procurando entender o “dilema do visível” disposto por objectos específicos. Freud, Merleau-Ponty, Aby Warburg, Walter Benjamin, Carl Eistein, são alguns dos autores que Huberman convoca para a contestação da tradição iconográfica que pretendeu dar conta do visível através de uma abordagem cientifista da obra de arte. A análise desenvolve-se a partir de duas constatações: a de que as imagens são ambivalentes e isso é inquietante; e a de que o acto de ver cria um vazio insuperável. Perante esse vazio, o autor detecta duas atitudes: a do homem da crença; que quer ver sempre coisas para além do que vê e a do homem da tautologia, que “não vê” nada além do que vê. É a partir destas atitudes que o autor analisa as abordagens que construíram o saber sobre as obras de arte. Historiador de arte, filósofo, professor de antropologia visual, Georges DidiHuberman é um dos mais importantes pensadores contemporâneos sobre a imagem e defende uma atitude interpretativa que integre a complexidade da imagem mas também a sua natureza ética e política. Maria do Carmo Piçarra

Georges Didi-Huberman Dafne Editora PVP: 32 euros 255 págs.

Filatelia Dia do Estudante em Coimbra

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o dia 24 de março comemorou-se o Dia do Estudante, instituído para homenagear os estudantes portugueses. Este ano comemorou-se o cinquentenário sobre a crise académica de 1962, que teve um grande impacto nas universidades de Lisboa e Coimbra. Esta iniciativa surgiu no seio do movimento associativo, que sentiu necessidade de celebrar esta importante data e conquista que foi o 24 de março de 1962, tanto para os estudantes como para o País. As celebrações foram organizadas pela comissão organizadora, constituída pela AAC, Federação Académica do Porto, AA Universidade do Minho, AAUAveiro, AAUTrás-os-Montes e Alto Douro, AAUÉvora, Associação de Estudantes do Instituto Superior Técnico – Universidade Técnica de Lisboa, Federação Nacional das Associações de Estudantes do Ensino Superior Politécnico e Federação Nac iona l do E nsi no Super ior Particular e Cooperativo, que pretendeu fazer um reencontro de gerações que, apesar de viverem tempos diferentes, lutaram sempre por uma causa comum: os estudantes. Foi usado nesse dia um carimbo comemorativo da efeméride, em Coimbra, editado pelos CTT, que funcionou num posto de correio temporário no edifício da AAC. Este posto de correio contou com a organização dos CTT – Correios de Portugal, secção filatélica da AAC e direção geral da AAC. A primeira obliteração do carimbo foi feita pelo presidente da AAC, Ricardo Morgado, e por vários outros dirigentes associativos das academias do País, que endereçaram uma carta ao senhor ministro da Educação e da Ciência, Nuno Crato, fazendo um convite para que conhecesse as debilidades de funcionamento das instituições de ensino superior em Portugal, comparando algumas dificuldades hoje sentidas com as de 1962. Essa carta seguiu então com o carimbo comemorativo em causa. As atividades da secção filatélica podem ser seguidas em http://sfaacfilatelia.blogspot.com/ ou na página http://filatelica.aac.uc.pt/ Geada de Sousa


Petiscos A Páscoa

A

Páscoa é tempo de renovação. Celebra-se a ressurreição de Cristo, o Filho de Deus que perde na cruz, finalmente, a sua identidade humana. Com tremendo sofrimento, martirizado toda a noite com um chicote romano, de pontas metálicas, mais uma coroa de espinhos rudemente cravada, olhando moribundo a Cidade Santa de Jerusalém, entrega o seu corpo e alma ao Criador. Até há pouco duvidou – “Senhor, Senhor, por que me abandonaste?” – mas agora o espírito apaga-se. Já não é um homem, agora é Deus. Para quem acredita este é um momento único, está presente o fundamento da crença num Deus único, omnipotente e misericordioso. Eterno, ele e cada um dos frágeis e efémeros mortais que todos nós somos. A geração a que pertenço, na minha família, ia à cerimónia que antecedia o ressuscitar de Jesus, sábado à noite. As igrejas, por dentro, estavam tapadas com panos roxos, imensos e ondulantes, tapando as capelas das naves laterais, o altar-mor, o Sacrário e tudo quanto pudesse ref letir um dourado, por ténue que fosse. Cheirava a cera. Nós assistimos às solenidades fúnebres dos mortos da nossa família desde muito cedo. Achava-se, ao tempo, que assim deveria ser. O convívio com os defuntos valorizava a vida. Sabíamos portanto que o cheiro destes enormes cirios, entrosava com o fim, a morte.

À meia-noite tocavam as campainhas, muitas e com desmedido alvoroço. Ressuscitou. Caíam os panos, apagavam-se as velas e sobrenadava um nuvem de fumo. A Ana – a Ana do Quirino Sioga, que saudade – inclinava-se sobre mim e sussurrava-me ao ouvido: “Menino, se a sua mãe o vê a brincar com a cera derretida dá-lhe uma sova”.

À meia-noite tocavam as campainhas, muitas e com desmedido alvoroço. Ressuscitou. Caíam os panos, apagavam-se as velas e sobrenadava um nuvem de fumo. A Ana – a Ana do Quirino Sioga, que saudade – inclinava-se sobre mim e sussurrava-me ao ouvido: “Menino, se a sua mãe o vê a brincar com a cera derretida dá-lhe uma sova”. Eu insistia em fazer uma cascata com um fio da estearina mole, enquanto os senhores padres, bispo, diáconos, seminaristas e fiéis em geral cantavam desalmadamente hinos e cânticos que, confesso, há muito esqueci. No dia seguinte era o almoço. Aquilo funcionava mais ou menos como um relógio suíço. Era ensopado de borrego, dito borrego à pastora, com ervilhas guisadas, à parte, e salada de alface cortada muito fina em juliana. O ensopado tinha também as cabeças e os nossos primos que vinham de Lisboa ficavam bastante impressionados, sobretudo, claro, com os olhos. O borrego era arranjado, tirando-se-lhe bastante gordura e partia-se em pequenos troços. Deitava-se, em panela de ferro, azeite, dentes inteiros de alho, um por quilo de carne limpa, e louro. Fritava um pouco, não muito. Juntava-se a carne que passava por um primeiro aquecimento forte. Seguidamente punha-se-lhe uns golos de água, não muita, e deixava-se cozinhar em lume médio. Espumava-se com frequência, quanto mais gordura se tivesse tirado ao princípio, menos precisa de ser espumado agora. É impossível ser mais simples. Era a Páscoa, Deus existe.

Diário do Alentejo 6 abril 2012

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António Almodôvar

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Diário do Alentejo 6 abril 2012

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Canções de Alexandre Dale em Grândola

“Um homem, uma guitarra, uma voz”. É o que promete o escritor, poeta, músico e compositor Alexandre Dale no espetáculo agendado para a noite de hoje, quinta-feira, a partir das 22 horas, no Cineteatro Grandolense. O concerto, que tem por título “A canção vem da alma”, inaugura uma espécie de novo ciclo “na forma de ver, de sentir e de dar a sentir o palco”, como declara o artista, que exalta o mesmo objetivo de sempre: “alcançar um ponto de celebração semelhante a uma liturgia da beleza”, através da “partilha direta, sem pose, sem falácias”, dando primazia à música, “o mais pura que for possível”. O espetáculo tem entrada livre e surge integrado no programa das comemorações do 25 de Abril em Grândola.

Fim de semana

História do jazz no espaço Oficinas Arranca hoje, sexta-feira, no espaço Oficinas, em Aljustrel, o curso livre de iniciação à história do jazz “Jazz de A a Z”. A ação, que decorrerá até 4 de maio estruturada em oito sessões, sempre às sextas-feiras, é ministrada por António Branco, dinamizador do Clube de Jazz do Conservatório Regional do Baixo Alentejo. A primeira sessão, pelas 21 e 30 horas, abordará o tema “Dos campos de algodão a Nova Orleães”.

Fernando Tordo, Carlos Mendes e Filipa Pais, em Serpa, no domingo

Noite Retro n’Os Infantes Em Sábado de Aleluia, dia 7, o espaço Os Infantes regressa outra vez no tempo para mais uma Noite Retro, desta feita conduzida pelo “passador de música” Tó Ramela. Rock alternativo, hits pop dos anos 80 e 90, rock tuga, hard rock, disco sound, funky e soul são as sonoridades propostas a quem quiser passar a Páscoa a dançar. A iniciativa é da companhia Lendias d’Encantar, que dinamiza o espaço bejense.

Tertúlia sobre poesia contemporânea na biblioteca Percorrer os “Caminhos da poesia contemporânea portuguesa” é o desafio que é lançado hoje, quinta-feira, a partir das 21 e 30 horas, pela Biblioteca Municipal de Beja, no âmbito da programação Abril – Mês do Livro e da Leitura. Para a tertúlia, dinamizada por António Carlos Cortez, convidam-se os poetas Gastão Cruz e Maria Teresa Horta, ambos autores do movimento poético Poesia 61, nome que saiu de uma revista efémera publicada em Faro por cinco jovens nos idos anos 60.

Trio emblemático reinterpreta temas de sempre

“M

emorial” é um novo espetáculo que junta em palco três vozes emblemáticas de duas diferentes gerações: Fernando Tordo, Carlos Mendes e Filipa Pais. No palco da praça da República, em Serpa, num concerto agendado para as 22 horas de domingo, 8, o trio vai percorrer canções que fazem parte da memória coletiva dos portugueses e que aqui se cantam de “uma forma única”, além dos inéditos criados propositadamente para o espetáculo. “Os Biombos Namban”, composto por Fernando Tordo sobre um poema de Sofia de Mello Breyner, e “Parlami d´amore Mariù”, canção celebrizada por Vittorio de Sica nos anos 30, são apenas alguns dos temas que fazem parte do alinhamento, além de “O Troikas”, inédito dedicado à atualidade nacional, e “Nasceu assim, cresceu assim”, fado composto por Fernando Tordo a partir de um poema de Vasco Graça Moura. “Memorial” tem ainda a particularidade de oferecer, pela primeira vez em palco, um Fernando Tordo que se desdobra nos acompanhamentos à guitarra, harpa e ukulele, instrumento que terá sido levado por um português da Madeira para o Hawai, em meados do século XIX. “Surpreendente, tanto musical como cenicamente”, este concerto promete ser um dos momentos altos das festas em honra de Nossa Senhora de Guadalupe, que arrancam amanhã, 6, e terminam no dia 10.

Exposição “Luz e sombras” em Ourique De “Luz e sombras” se faz o trabalho pictórico de José Goulão de Oliveira, uma primeira mostra inaugurada recentemente na Biblioteca Municipal de Ourique e patente até ao próximo dia 27. A exposição é uma das iniciativas previstas no âmbito das celebrações do segundo aniversário daquele equipamento, e pretende mostrar publicamente o que faz nos seus tempos livres este professor de Educação Física, de 54 anos e “sem estudos específicos na área”, que elege como referências maiores Maluda, Júlio Pomar, Paula Rego ou Júlio Resende. Para visitar na sala polivalente.

Eduardo Santos Neves no Fórum Municipal de Castro Patente até terça-feira, dia 10, no Fórum Municipal de Castro Verde, a exposição “Narrativa do Nosso Universo Pintado”, de Eduardo Santos Neves, é uma boa sugestão para o fim de semana pascal. “Naturezas mortas, frutos, paisagens, objetos de uso, um corpo despido, morfologias do homem e mulher, os animais, uns sapatos vermelhos, a expressão corpórea do amor, mãos que se multiplicam, mãos magoadas em pintura, uma simples cadeira vazia”, são os registos oferecidos pelo artista plástico nestas telas “impregnadas de metáforas”, precisamente para que daí floresçam “novas narrativas”. De segunda a sexta, entre as 9 e as 12 e 30 horas e das 14 às 19 e 30 horas; aos sábados, das 9 às 13 horas.


eja cÂmara de bÁ atribuir e mÉrito medalhas d sorteio atravÉs de as de rif

Com o objetivo de evitar polémicas como a do ano passado, a Câmara de Beja decidiu atribuir as medalhas de mérito da cidade através de um método aleatório: o sorteio de rifas. Ao que apurámos, qualquer um pode comprar uma rifa e habilita-se a uma medalha de mérito como primeiro prémio. O segundo prémio é uma inesquecível viagem de expresso até ao Pulo do Lobo, sendo que o vencedor terá de pagar o bilhete de volta, e o terceiro é um pacote de amêndoas com recheio de chocolate. Para fazer face à crise de tesouraria, a autarquia está a equacionar ainda vender as medalhas do ano que vem no eBay.

Diário do Alentejo 6 abril 2012

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facebook.com/naoconfirmonemdesminto

Inquérito

Negócios Estrangeiros chumbam candidatura do cante: Paulo Portas já pôs um segurança a ligar o carro

Fez jejum durante esta Páscoa?

RAIMUNDO PENTECOSTES, 93 ANOS Construtor de crucifixos com fósforos usados

Candidatura do cante desmente categoricamente qualquer espírito de vingança. O Ministério dos Negócios Estrangeiros recusou a candidatura do cante, em detrimento da candidatura da dieta mediterrânica – como vingança, já corre no Facebook um movimento que aconselha os alentejanos a comer comida do McDonald’s e pizzas congeladas, enquanto a candidatura do cante não avançar, como forma de protesto. Após meses de trabalho, a candidatura vê o seu esforço ir por água abaixo poucos dias antes da entrega da documentação necessária. Fonte ligada ao processo relatou o sentimento que impera no seio da candidatura: “Isto para nós é, sem dúvida, uma reminiscência dos tempos de escola. Faz lembrar aqueles professores que desmarcavam um teste à última da hora só porque não tinham preparado a prova convenientemente. Só é pena é que, ao contrário do meio escolar, em que é possível furar

Fiz jejum durante a Páscoa, sim senhor. E também fiz sem ser na Páscoa, em janeiro e em maio… Também em setembro, outubro, novembro e dezembro… E houve ali alturas, no resto do ano, em que jejuava dia sim, dia não. Se sou muito religioso? Nem por isso, não há é muito dinheiro para comprar comida. No talho costumam vender borrego inteiro ou metade, mas este ano só consegui comprar os cascos… sempre dá para fazer um ensopado com cheiro a borrego, porque carne nem vê-la. Mas também é melhor assim porque a placa partiu-se e já não tenho cola bostik para a arranjar.

os pneus do carro do professor ou mesmo incendiar o docente, os responsáveis da candidatura do cante não queiram entrar em atitudes vingativas. Ainda houve quem tivesse espalhado o boato de que queríamos colocar uma bomba no carro do MNE ou roubar a coleção de bonés que Portas usa quando visita feiras agrícolas e mostra os pelos do peito com uma camisa Ermenegildo Zegna estrategicamente desabotoada, mas somos demasiado pacíficos para pensar em retaliações...”. Fonte do MNE relatou-nos, contudo, que Portas não está convencido da boa vontade da candidatura alentejana e já colocou o segurança a ligar o carro, receando a existência de um engenho explosivo, e a comer em primeiro lugar um chouriço de porco preto de Barrancos parecido com um terrorista da Al-Qaeda.

HERMÍNIA OVOS DA PÁSCOA, 71 ANOS Pessoa que acha que Gomes Aires é a localidade gémea de Buenos Aires

Pais proíbem música infantil com referência ao Despertar e ao Desportivo de Beja pois os miúdos nunca os viram ganhar

Grupo Cameirinha celebra décadas de existência e relembra o primeiro negócio: a venda de pedras para o Castelo de Beja

Como crente, é claro que jejuei. É muito simples jejuar, as pessoas fazem disso um bicho de sete cabeças, mas na realidade é muito fácil: de manhã levanto-me e tomo o pequeno-almoço. Depois é só jejuar até à uma da tarde. Almoço e jejuo até ao lanche. De noite, uma torrada e jejuo a noite todinha. Pronto, custa um bocado, mas o que tem de ser tem muita força!

Na Ericeira uma professora ensinou os alunos a cantar uma nova versão da música “Atirei o pau ao gato”, que terminava com a rima “batata frita/viva o Benfica”, o que indignou muitos portistas não só pelo conteúdo, mas também pela métrica. Ao que a nossa página conseguiu apurar, professoras da cidade de Beja também fizeram uma versão da música “Doidas andam as galinhas”, com referências ao Desportivo de Beja e ao Despertar, o que indignou muito alguns pais: “Achamos isto uma pouca-vergonha! Músicas infantis com referências a clubes que lutam para ficar a meio da tabela? Por amor de Deus! Ainda se fosse com referências a outros clubes alentejanos como a Zona Azul, o Barcelona ou a Juventus, ainda se aceitava… Muitos dos miúdos nunca os viram ganhar, sequer”. Revelamos aqui os versos da música da polémica:

O grupo Cameirinha celebrou no passado dia 1 mais um aniversário da sua atividade empresarial. Ao que apurámos, o grupo liderado pelo comendador Cameirinha tem prevista uma série de atividades que permitirão conhecer um pouco mais da sua história – destaque para uma exposição que incluirá tapeçarias com imagens que revelam a venda de pedras para a construção do Castelo de Beja (que esteve para se chamar Castelo Melius), negociadas pelo próprio Leonel Cameirinha. Serão também dispoAntepassados do comendador nibilizadas para consulta as fatuterão sido responsáveis ras de ovos vendidos ao Convento pelo transporte de materiais da Conceição, assinadas pelo própara a construção prio comendador e pelo Infante D. da Torre de Babel. Fernando, fundador do convento – segundo consta, Cameirinha, que sempre teve olho para o negócio, terá aproveitado o surto de peste negra que afetou as galinhas do reino para se tornar importador de ovos do Extremo Oriente.

“Doidos, doidos, doidos andam os adeptos Dos clubes da nossa linda região… Pagam, pagam, pagam, as quotas na sede Para, para, para, descer d’escalão. Arrebita a crista o rival garboso, Com Despertar e Desportivo pelo chão, E todo emproado acha-se estiloso, Apanha nas ventas pr’a não s’armar em cão”.

XAVIER SEXTA-FEIRA SANTA, 18 ANOS Coelho da Páscoa suicida e promotor da petição que pretende banir o programa “BBC, Vida Selvagem” Costumo jejuar mas este ano estou-me nas tintas. Estou farto disto tudo e do desrespeito que há pelos coelhos!! Lá pelo facto do apelido do primeiro-ministro ser Coelho, não metam todos no mesmo saco… E deixem-se de trocadilhos do tipo “Oh coelho, sai da toca”… Isso é um estereótipo completamente ultrapassado. Um coelho de classe média já consegue viver numa cave espaçosa. É hora da vingança! Já comi os ovos da Páscoa e vou lutar pela dignidade dos coelhos do mundo inteiro. Esta é pelo meu primo Ernesto que está embalsamado no retiro de caçadores de Santa Vitória.


Nº 1563 (II Série) | 6 abril 2012

RIbanho

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www.diariodoalentejo.pt POR LUCA

Para hoje, sexta-feira, estão previstos aguaceiros em toda a região. A temperatura vai oscilar entre os cinco e os 13 graus centígrados. Amanhã, sábado, o céu deverá estar pouco nublado e no domingo são esperadas nuvens.

Paulo Duarte põe em cena “Ode Marítima”

Um homem sozinho num palco-cais

A

o celebrar um quarto de século de trabalho de palco, o ator Paulo Duarte, há vários anos a residir em Beja, abalança-se no desafio de pôr em palco “Ode Marítima”, um dos poemas mais marcantes do heterónimo pessoano Álvaro de Campos. A estreia é já na próxima quarta-feira, 11, na Biblioteca Municipal de Beja, a partir das 21 e 30 horas, e promete dar corpo à “aventura interior” do engenheiro naval, viajante e cosmopolita, quase como se de “um ritual xamânico” se tratasse. Está a preparar uma encenação da “Ode Marítima”, de Álvaro de Campos (Fernando Pessoa). Porquê este texto; há nele alguma mensagem em concreto que queira transmitir?

Porque quero contribuir para a divulgação da obra de um dos maiores poetas do século XX e que para além disso é português. E considerei que, ao celebrar 25 anos de profissão, reunia a experiência necessária para levar a cabo este desafio que assenta num grande domínio da palavra em palco. E também porque o tema do poema é o mar, que me é caro (nasci e cresci entre o Tejo e o Atlântico), com todo o seu universo mítico e fabuloso, paisagístico e sociológico e o drama humano que aí se desenrola. Num estilo torrencial, que nos assalta com toda uma série de imagens, perceções de coisas marítimas (cais, barcos, brinquedos de infância, praias, portos, continentes, marinheiros, piratas, etc.). Não há, no entanto, nenhuma mensagem concreta. Apenas a crença em que o teatro é mais eficaz a levantar questões que a dar respostas e é capaz de estimular a reflexão. Quais são as dificuldades e os desafios que se apresentam a um ator que decide PUB

pôr em cena um texto desta natureza e ainda mais sozinho em palco?

A primeira dificuldade reside no facto de não ser um texto dramático, e que procura no “teatro do êxtase” de Pessoa – onde a ação é de facto interior e o texto vive apenas da intensidade e do rigor com que a sua linguagem está entretecida – a fórmula encantatória que abra as asas à fala numa despersonalização dionisíaca e instintiva. Materializando o poema, apenas um ator – fonte de energia que dinamiza a palavra – dá corpo à aventura interior do engenheiro Álvaro de Campos, quase como um ritual xamânico através do mistério de falar, “porque o ser tem uma longínqua centelha divina que pode, às vezes, incandescer”.

Paulo Duarte 44 anos, natural de Almada

Formado pela Escola de Atores da Companhia de Teatro de Almada, dirigida por Joaquim Benite, faz a sua estreia como ator profissional em 1986. Trabalhou também como encenador, dramaturgo, professor, produtor, cenógrafo e figurinista, tendo passado por companhias como O Bando, Teatro da Rainha, Teatro da Politécnica, Teatro Nacional D. Maria II, Baal 17, Lendias d’Encantar, Arte Publica, Flying Fish (Amsterdão), Grupo Harém Teatro (Brasil) e Teatro Extremo, do qual foi fundador e codiretor artístico até 2001. Entre os muitos autores que interpretou destacam-se Bertolt Brecht, Samuel Beckett, Moliére, Pirandelo, Óscar Wilde e Dario Fo.

A propósito do Dia Mundial do Teatro, que se celebrou recentemente, há alguma reflexão que queira partilhar, na sua perspetiva de ator independente a trabalhar fora dos grandes centros urbanos?

Encontrei em Beja uma tranquilidade que é benéfica para a criação. No entanto o artista tem de ir onde o público estiver e felizmente adoro viajar. E partilho as palavras de John Malkovich na mensagem dirigida aos colegas: “Que o vosso trabalho seja convincente e genuíno. Que seja profundo, tocante, comunicativo e incomparável. Que nos ajude a refletir sobre a questão do que significa ser humano e que essa reflexão seja conduzida pelo coração, pela sinceridade e pela bondade. Que superem a adversidade, a censura e a escassez algo que, na verdade, muitos de vocês são forçados a confrontar. E que seja o vosso melhor – porque o melhor que derem, mesmo assim, só acontecerá nos momentos únicos e efémeros – em consonância com a pergunta mais elementar de todas: ‘Porque vivemos?’”. Carla Ferreira

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António Zambujo apresentou novo álbum em Lisboa O fadista bejense António Zambujo apresentou na segunda-feira, em Lisboa, o álbum “Quinto”, que definiu como a “confirmação dos caminhos musicais já trilhados”. Em declarações à Lusa, Zambujo afirmou que, neste álbum, “sente-se uma ligeira aproximação ao fado”. António Zambujo garantiu que o triângulo musical formado pelo Alentejo, Brasil e o Fado “é para manter” e, neste sentido, este CD “é uma confirmação de caminhos trilhados”, mas “em termos de influências haverá sempre adições e nunca subtrações”. O álbum, com a chancela da Universal Music, mantém na equipa autoral nomes que anteriormente colaboraram com o músico como Maria do Rosário Pedreira, João Monge, Ricardo Cruz, Rodrigo Maranhão, Márcio Faraco, José Eduardo Agualusa e um estreante, Pedro da Silva Martins, membro dos Deolinda, que assina “Queria conhecer-te um dia” e “Algo estranho aconteceu”. Referindo-se aos autores habituais, Zambujo disse: “Temos todos uma relação saudável, eles conhecem bem a minha maneira de cantar e as temáticas que eu gosto”. António Zambujo, por seu turno, assina a música de “Flagrante”, com letra de Rosário Pedreira, e “Noite estrelada”, de João Monge. “Quinto” – porque é o quinto álbum do intérprete, que conta já no seu palmarés com um Prémio Amália para Melhor Fadista – integra 14 temas, metade deles gravados ao vivo em janeiro, no Centro de Artes de Sines.

Alentejo adere à Semana Gastronómica do Borrego Mais de uma centena de restaurantes do Alentejo participam numa semana gastronómica dedicada aos pratos de borrego, numa tentativa de combater as dificuldades sentidas pelo setor da restauração. Trata-se de uma iniciativa da Turismo do Alentejo, a decorrer durante a quadra festiva da Páscoa, até dia 9, para divulgar a restauração da região, a qualidade gastronómica e a excelência dos produtos endógenos. “Aproveitando o facto de o borrego ser tradicionalmente consumido na quadra da Páscoa, esta é uma oportunidade para os restaurantes aderentes darem a provar a excelência deste produto gastronómico, não só aos residentes, mas também aos visitantes que se deslocam ao Alentejo nesta época”, explicou Ceia da Silva, da ERT.


Ediçao N.º 1563