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José Agostinho de Macedo Poeta de Os Burros nasceu em Beja há 250 anos

DR

págs. 16 e 17

SEXTA-FEIRA, 11 NOVEMBRO 2011 | Diretor: Paulo Barriga Ano LXXIX, N.º 1542 (II Série) | Preço: € 0,90

Insolvência da Construsan afeta equipamentos lançados pela Fundação São Barnabé

Lares param em Beja e Almodôvar A Construsan, empresa do grupo Turiprojecto, de Alverca do Ribatejo, abandonou as obras que tinha em curso em Beja e em Almodôvar, para a construção de dois lares residenciais promovidos pela Fundação São Barnabé. Construções

que, no seu conjunto, estão orçadas em perto de quatro milhões de euros. A insolvência do empreiteiro apanhou de surpresa os responsáveis pela Fundação, que querem retomar os trabalhos “o mais rapidamente possível”. pág. 6

António Escoval Lopes Entrevista exclusiva ao “Diário do Alentejo”

Retalhos da vida de um médico Foi “médico de aldeia” em Relíquias, onde viveu “os casos mais emocionantes” da sua vida profissional; abriu consultório próprio no início dos anos 50; e trabalhou durante vários anos no Hospital da Santa Casa da Misericórdia de Beja. Reformou-se da função pública em 1993, após mais de duas décadas ao serviço do Hospital José Joaquim Fernandes, onde atingiu o topo da carreira. Aos 84 anos, feitos a 26 de agosto, continua a dar consulta a quem o visita. E apenas paga quem pode. págs. 4/5 JOSÉ SERRANO

Câmara de Moura gere Contenda

Divulgação da leucemia dá Governo retira um milhão prémio a jovens bejenses ao Instituto Politécnico A Universidade Católica e a Fundação Montepio entregaram esta semana, em Lisboa, o prémio de “divulgação de boas práticas de voluntariado” a uma equipa de jovens bejenses. Grupo que se formou em 2009 com a procura de um dador de medula óssea compatível com Teresa Brissos. Esse dador ainda não apareceu, mas pelo caminho “salvaram-se muitas vidas”. No valor de 2 500 euros, o prémio servirá para criar a Associação Salvar Vidas. pág. 10

Em altura de aniversário e de abrir oficialmente o ano letivo, o presidente do Instituto Politécnico de Beja não tinha grande razão para festejos. O Governo vai retirar perto de um milhão de euros à instituição bejense, situação que pode forçar o encerramento de alguns cursos, por falta de orçamento. Carlos Moedas assistiu à cerimónia, mas preferiu dirigir-se aos alunos, pedindo-lhes empenho e empreendedorismo. pág. 11

O Governo está a ultimar legislação que permita alterar o regime florestal da herdade da Contenda, passando a responsabilidade exclusiva da sua gestão para a Câmara Municipal de Moura. Que até agora era repartida com a Autoridade Florestal Nacional, a quem a autarquia não exclui a cedência de 49 por cento do capital da empresa a constituir. pág. 8


Vice-versa

Diário do Alentejo 11 novembro 2011

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Editorial

Paulo Macedo admitiu ao “Público” “novos encerramentos” ou “fusões” de maternidades que tenham “menos de 1 500 partos por ano, de acordo com os indicadores da Organização Nacional de Saúde”. Ainda segundo o mesmo jornal, na maternidade de Beja nascem, anualmente, cerca de 1 200 crianças.

Nascer Paulo Barriga

José Manuel Mestre, presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (Ulsba), em declarações à Rádio Voz da Planície não quis pronunciar-se sobre a questão porque não recebeu “por parte do Ministério da Saúde qualquer informação sobre o futuro da maternidade”.

A

s minhas duas filhas nasceram no Hospital da Cruz Vermelha, em Lisboa. A Casa da Imprensa tem com eles um acordo e aquilo, assim, fica ao preço da uva mijona. E elas para lá foram. As sortudas. A Cruz Vermelha é uma espécie de hotel, daqueles que vêm nos melhores guias, com médicos e enfermeiros à mistura, onde se tratam pessoas e podem nascer crianças. Devem nascer por lá umas duas ou três por dia. Com calma. Vagar. Recolhimento. E preceito. E com todos os cuidados. Com os melhores cuidados do mundo. Não deve sequer chegar a um milhar o número de crianças que ali nasce em cada ano. E nunca se escutará a voz de um especialista em economias hospitalares a maldizer as práticas obstetrícias que ali de praticam e fazem e desenvolvem. Aliás, é bem nascer na Cruz Vermelha. É in. Isto apesar de a Organização Mundial de Saúde, que também deve andar com as algibeiras rotas, vir agora inspirar o nosso igualmente roto Governo com números. Uma maternidade para funcionar como manda a sapatilha, dizem eles, deve fazer pelo menos 1 500 partos por ano. Caso contrário, prosseguem, pode estar em risco a qualidade do serviço prestado e a própria boa chegada dos bebés. Há gente que, por dinheiro, é capaz de hipotecar até o mais belo e elementar ato da existência humana: o nascer. Se algum dia algum tolo levar a sério e à risca as asneiras da OMS deixarão de nascer crianças nas maternidades do Alentejo. Em Beja nasceram durante o ano passado pouco mais de 1 200 bebés. Em Évora 1 300 e poucos. Em Portalegre, excluindo as mães que são repatriadas para Espanha, 400. Que é como quem diz: pela lógica natal desta gente deixariam de nascer crianças no Alentejo, uma vez que nenhuma das três maternidades atinge os mínimos anuais exigidos pela sabedoria dos gestores financeiros. Ou então, todos os serviços de obstetrícia do Alentejo seriam concentrados em Évora e aí, sim, por fim se cumpriria um grande desígnio regional: não haveria alentejano que não fosse de Évora. A sorte é que os poetas e os filósofos há muito que já resolveram esta patética impossibilidade: o Homem, qualquer Homem, tem a naturalidade da sua própria consciência. Pelo que são baleizoeiras de gema, as minhas duas filhas nascidas num distante hospital onde nascem menos de mil crianças por ano.

Fotonotícia Igreja da Misericórdia. O Programa Polis foi uma desgraça para várias praças de Beja. O jardim do Bacalhau ficou sem uma pitada de sal. O largo de Santo Amaro ficou como se sabe. A avenida Miguel Fernandes é inenarrável. E a praça da República, senhores, a praça da República perdeu o ar da sua graça, ainda que a imponente igreja da Misericórdia lhe confirá uma réstia de dignidade. Mesmo quando serve de parque de estacionamento para carroças e muares. PB Foto de José Serrano

Voz do povo Que perspetivas tem em relação ao seu futuro profissional?

Inquérito de Ângela Costa

Tatiana Pardal, 21 anos, estudante de saúde ambiental

Filipa Paiva, 21 anos, estudante de enfermagem

Fábio Correia, 22 anos, estudante de enfermagem

Joana Machado, 22 anos, estudante de educação e comunicação multimédia

Em termos de emprego? Muito más, para qualquer curso. Tenho esperanças, obviamente, de acabar o curso e ter emprego mas sei que não vai ser nada fácil. Acho que mesmo com o curso vai ser muito difícil. Como as coisas estão hoje em dia… Quero tentar arranjar emprego na minha área e tentar seguir por aí, não quero desistir. Vou tentar sempre.

Espero acabar o curso nestes quatro anos mas em relação a perspetivas de futuro neste momento está um pouco complicado a todos os níveis. A nível de enfermeiros e médicos nota-se que há muito desemprego e torna-se difícil ter perspetivas de futuro nestas condições. Para o meu futuro penso que se não conseguir emprego nos primeiros anos a solução será ir para fora, porque aqui há poucas oportunidades.

Não está fácil. Eu estou a tirar o curso de enfermagem e como se tem visto nos últimos dias nos telejornais cada vez há mais enfermeiros no desemprego. Pode ser que isto dê uma volta muito grande e eu espero que sim. Eu quero conseguir um emprego assim que acabar o curso, nem que tenha que ir para o estrangeiro. Falta-me um ano para acabar o curso, mas não sei se gostava de ficar em Beja… gostava de ir para Faro ou Portimão…

Em relação ao meu curso tenho algumas expetativas porque é um curso com alguma saída profissional e espero ter um bom emprego porque esta é uma área com futuro. A área da multimédia é aquilo que eu gosto. As minhas expetativas são altas. Estou no último ano do curso e quero mesmo seguir web design ou design gráfico. Não sei se conseguirei arranjar trabalho assim que acabar o curso, mas estou a lutar para isso.


Semana passada

Rede social

QUARTA-FEIRA, 2 DE NOVEMBRO SERPA CARJACKING A PSP de Beja deteve, pelas 20 horas, um indivíduo que pouco tempo antes tinha acabado de roubar uma viatura, agredindo violentamente o seu proprietário. O alerta do roubo foi dado por um agente deste comando distrital que tinha saído de serviço e se tinha deslocado para Serpa, onde teve conhecimento do sucedido. “Sendo a cidade de Beja uma forte possibilidade de passagem, de imediato foi montado um dispositivo policial na entrada da cidade e em outros pontos estratégicos com vista a intercetar a viatura”, explicou ao “Diário do Alentejo” a subcomissário Maria do Céu Viola. O indivíduo, de 23 anos, tentou ainda encetar a fuga a pé, depois de ter abandonado a viatura roubada. Reside em Lisboa, tem “vários antecedentes criminais semelhantes” e foi presente no Tribunal de Serpa no dia seguinte. O lesado, de 34 anos, tentava estacionar a viatura no centro da cidade, quando foi agredido por dois homens, um deles fazendo uso de uma soqueira. O outro terá seguido noutro carro.

QUINTA-FEIRA, 3 DE NOVEMBRO GRÂNDOLA GNR DETÉM SUSPEITO DE TRÁFICO A GNR de Grândola deteve um homem suspeito de tráfico de droga, apreendendo ainda cocaína e heroína. Segundo a GNR, o suspeito transportava 254 doses de cocaína e 533 de heroína numa viatura conotada com o crime. O homem, com pena suspensa por tráfico de estupefacientes, ficou detido, tendo-lhe sido apreendidas a droga e a viatura.

SEXTA-FEIRA, 4 DE NOVEMBRO ALCÁCER PROTESTO CONTRA ENCERRAMENTOS Utentes dos serviços de saúde do Litoral Alentejano entregaram uma moção e um abaixo-assinado na sede do Agrupamento de Centros de Saúde da região, em Alcácer do Sal, contra o encerramento de extensões de saúde. A ação visou exigir a manutenção das extensões de saúde de Barrancão e Montevil, previstas encerrar até ao final deste ano. Foi também “exigida a reabertura” das extensões de saúde de Canal Caveira (Grândola), Luzianes-Gare (Odemira), Deixa-o-Resto, São Bartolomeu da Serra e São Francisco da Serra (Santiago do Cacém), que foram extintas este ano. Os utentes “reclamam” ainda a reabertura do Serviço de Atendimento Permanente do Centro de Saúde de Grândola, a construção do Centro de Saúde de Sines e o “reforço dos profissionais de saúde”, já que mais de 18 mil pessoas não têm médico de família em toda a região.

DOMINGO, 6 DE NOVEMBRO OURIQUE PARQUE NA ALDEIA DE PALHEIROS O Parque Infantil e Sénior de Aldeia de Palheiros, no concelho de Ourique, criado a partir da requalificação de um espaço público degradado, foi inaugurado no domingo, após um investimento de 53 mil euros. O novo espaço promove valências e atividades infantis e seniores de inclusão de todas as faixas etárias, nomeadamente atividades de manutenção física para adultos, explica a Câmara de Ourique. A obra foi financiada em 85 por cento por fundos comunitários e o restante pela câmara, a Junta de Freguesia de Ourique e a Associação Nossa Terra.

SEGUNDA-FEIRA, 7 DE NOVEMBRO ALMODÔVAR ASSALTO NA ÁREA DE SERVIÇO DA A2 A GNR deteve dois homens por suspeita de assalto a uma mulher na área de serviço de Almodôvar da Autoestrada do Sul (A2) havendo “fortes indícios” de que sejam autores de ocorrências semelhantes. Os homens, de 23 e 32 anos, foram detidos junto ao nó de Castro Verde, após terem, alegadamente, cometido o roubo, fugido e sido intercetados por militares da GNR de Ourique. Os suspeitos, “de forma articulada”, abordaram a mulher, juntoà zona de restauração, tendo um deles empurrado a vítima, retirando-lhe a mala, enquanto o outro tentou ludibriá-la, fazendo-a crer que o roubo tinha sido efetuado por uma terceira pessoa, explica a GNR. Após o roubo, os suspeitos colocaram-se em fuga, mas foram intercetados pela GNR, que tinha sido previamente avisada por responsáveis da área de serviço.

3 perguntas a José Paulo Martins

Dirigente regional da Quercus

Foi entregue na AR uma proposta subscrita por todos os partidos com representação com vista à classificação do sobreiro como Árvore Nacional de Portugal. Que comentário lhe merece esta decisão?

É uma iniciativa que saudamos e à qual a Quercus também aderiu, visto que o sobreiro é uma das espécies representativas daquilo que foi o coberto florestal natural do País, à qual se associa não só o seu valor ecológico (os montados de sobro são um dos ecossistemas mais importantes em termos de biodiversidade), como o valor económico que a cortiça tem no contexto da fileira florestal e das exportações. Esperamos que esta classificação reforce a consciência de todos nós para a importância da floresta no seu todo e desta árvore em particular.

Estes sorrisos dizem que há lutas que vale a pena travar A Universidade Católica e a Fundação Montepio entregaram um prémio de 2 500 euros pelo trabalho que estes jovens de Beja têm desenvolvido na divulgação da leucemia.

Todos ao palco para celebrar o movimento “Beja Merece” Casa cheia no Pax Julia na gala do movimento “Beja Merece”. Onde foram distribuídas lembranças e muitas músicas. A noite acabou a cantar o “Castelo de Beja”.

Quais as principais ameaças que esta espécie florestal enfrenta?

A debilidade dos nossos montados tem-se acentuado nos últimos anos, resultado de práticas de gestão incorretas sejam elas associadas a lavouras, podas ou à extração da cortiça, as quais têm tornado as árvores mais suscetíveis a fungos e a outros agentes patogénicos. As alterações climáticas associadas a stress hídrico (períodos de seca mais frequentes) têm vindo a acentuar esta situação contribuindo também para a debilidade dos montados. Por outro lado reconversões culturais, obras públicas, algumas bastante polémicas, e outro tipo de intervenções têm levado a corte e arranque de milhares de árvores adultas. É fundamental apostar na investigação das causas do declínio do montado, apoiar iniciativas que visam a sua recuperação, manter os incentivos à instalação de novos montados, fazer cumprir a legislação que já existe para a sua proteção e fomentar e valorizar os produtos tradicionais como as rolhas e outros produtos derivados usados para uso industrial, na construção, etc..

Aniversário do IPBeja sem grandes motivos para sorrir Esta semana inaugurou-se oficialmente o ano escolar no Politécnico de Beja. Numa sessão de aniversário onde esteve presente o secretário de Estado Moedas e na qual se soube que a instituição, por falta de verbas, vai ter que fechar cursos.

Velhos e crianças brincam em Aldeia de Palheiros Portugal é líder mundial na produção de cortiça. Qual o contributo do Baixo Alentejo para o panorama atual?

Portugal tem 730 000 hectares de sobreiro, situando-se 72 por cento desta área no Alentejo, sendo também daqui que sai mais de metade da cortiça produzida anualmente no País, contribuindo assim para que este setor tenha um peso importante no âmbito da economia regional. Apesar de haver nos últimos anos uma tendência para a relocalização no Alentejo, junto das áreas de maior produção de cortiça, da indústria ligada à transformação, é notória a quase ausência de indústria transformadora no Baixo Alentejo, apesar de aqui se produzir uma parte importante da produção nacional. NP

Foi recentemente inaugurado, em Aldeia de Palheiros, um parque que é para crianças e para velhos. Ao mesmo tempo. Ou não fosse esta mais uma das aldeias envelhecidas do Alentejo.

Apresentar armas aos combatentes da Grande Guerra Não deixaram de ser relembrados, no talhão da Liga dos Combatentes da Grande Guerra, os soldados que tombaram em combate em nome da Pátria. É assim, todos os anos.

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“Gostaria de ter recebido a medalha de mérito”

O nome de Escoval Lopes era um dos que constava da lista de personalidades propostas para atribuição da medalha de mérito municipal grau prata, em maio último. Mas os nomes acabaram por não reunir consenso. Detentor de um sem número de distinções, provenientes das mais variadas instituições, o médico diz que “na verdade gostaria de ter recebido a medalha” do município de Beja, mas garante que não ficou “magoado” por tal não se ter concretizado. “Estou já numa idade em que encaro essas coisas sem qualquer reação especial”.

Entrevista

Procuro atender toda a gente no meu consultório, aqueles que não podem pagar não pagam. Fiz muita borla durante toda a minha vida…”

António Escoval Lopes

Retalhos da vida de um médico A morte súbita do pai, quando ainda era criança, ditou que tivesse que “crescer mais depressa”. Aos 14 anos, após o falecimento do avô materno, começou a dar explicações, já “com um certo sentido de responsabilidade, sabendo Quando é que a medicina surge como opção de vida?

que aquilo que ganhava fazia falta”. As mesmas dificuldades económicas le-

O meu pai, que era chefe da repartição de finanças de Loulé, faleceu subitamente tinha eu dois anos de idade. Fomos então – a minha mãe, que estava grávida, eu e a minha irmã mais velha – viver para Beja, para casa do meu avô materno, um homem de uma sólida formação moral, uma pessoa extraordinária, como tenho impressão que há poucas. Quando eu tinha 14 anos o meu avô faleceu. Como não podia deixar de ser, foi uma sensação de estar perdido, de me faltar todo o apoio, a ponto de ter começado a dar explicações por necessidade, estava eu no quarto ano do liceu. Quando estava no sétimo ano, então com 17 anos, concorri para operador de reserva dos CTT e até fiquei em primeiro lugar. Podia ter começado assim o exercício de funcionário público. Eu não pensava em prosseguir os estudos universitários, devido a grandes dificuldades económicas. Mas entretanto houve professores que se interessaram por mim e que procuraram criar condições para que eu pudesse estudar.

varam-no a trabalhar como prefeito num dos maiores colégios de Lisboa, o

E que condições foram essas?

Texto Nélia Pedrosa Fotos José Serrano

Infante de Sagres, ao mesmo tempo que cursava Medicina. Concluída a formação, em 1951, regressou à sua cidade natal onde exerceu durante alguns meses no consultório do colega Henriques Pinheiro. Foi “médico de aldeia” em Relíquias, onde viveu “os casos mais emocionantes” da sua vida profissional; abriu consultório próprio ainda no início dos anos 50; e trabalhou durante vários anos no Hospital da Santa Casa da Misericórdia de Beja. Reformou-se da função pública em 1993, após mais de duas décadas ao serviço do Hospital José Joaquim Fernandes, onde atingiu o topo da carreira. Aos 84 anos, feitos a 26 de agosto, com uma filha médica e um neto que lhes segue as pisadas, ainda dedica muito do seu tempo livre ao estudo da Medicina.

Um professor muito amigo, o dr. Santos Ferreira, arranjou-me colocação como prefeito no colégio Infante de Sagres, em Lisboa, para reger estudos. Fiquei lá seis anos, o tempo que demorou a fazer o curso. Mas eu não tencionava cursar Medicina. Pensava em licenciatura em matemáticas, onde era muito bom aluno, e em engenharia geográfica. Mas o meu tio, que foi uma pessoa que sempre me deu bastante apoio, sugeriu que fosse para Medicina. O meu tio era muito amigo do dr. Flávio Santos, que apoiou sempre o meu avô na sua doença, e que para o meu tio era extraordinário. Era uma pessoa que me indicava como exemplo. O meu tio achava que um médico era mais considerado e estimado que um professor. A escolha do curso definiu-se nas férias grandes, depois de ter concluído o sétimo ano. Quem tivesse notas “muito bom” entrava sem exames, como foi o meu caso.

Como era ser “médico de aldeia”, em plena década de cinquenta, e ainda mais em início de carreira?

Fui de comboio até à estação de Amoreiras-Gare e tomei a camioneta para Relíquias. Fiz de tudo em Relíquias, fiz partos, fiz fórceps, aquilo que todo o médico era obrigado a fazer naquela altura. O médico tinha uma função polivalente. Era difícil porque tinha que se bastar a si próprio. Os recursos eram os livros de consulta que levava comigo. Havia falta de experiência, não havia um exercício da medicina propriamente dito. Um indivíduo era lançado quase aos bichos, como se costuma dizer. Foi em Relíquias que vivi os casos mais emocionantes da minha vida profissional. Fui chamado uma vez de madrugada, em que chovia torrencialmente, para uma parturiente que tinha tido um bebé mas que tinha ficado com retenção da placenta. Foram-me buscar num cavalo conduzido pelo marido da senhora até ao monte, aí a uns bons quilómetros da aldeia e em plena serra. Foi a primeira dequitadura (extração de uma placenta retida após um parto ou um aborto) que fiz. Tinha estudado a manobra antes de ir para lá. Tinha levado um livro de obstetrícia, que me tinham emprestado, e fui ver as manobras a realizar e então apliquei-as pela primeira vez. Fazia o serviço na aldeia e nos montes à volta, montes isolados. Em que condições viviam as pessoas?

As pessoas viviam mal, da agricultura apenas. Era uma aldeia quase isolada. Passava por ali uma estrada que ligava a estação das Amoreiras à sede de concelho, a Odemira.

Como conciliava o trabalho de prefeito no colégio com os estudos em Medicina?

As aulas ocorriam de manhã, que era quando os alunos do colégio também estavam nas suas aulas. Assim eu conseguia ir, mas o que também nem sempre acontecia porque era uma distância grande [entre o colégio e a faculdade] e às vezes faltava para poder estudar nessa parte da manhã. Aproveitava também parte da noite

para o consultório do dr. Henriques Pinheiro, que era conhecido dos meus familiares e considerado um bom médico e com quem aprendi muito durante os meses que lá estive. Foi-me bastante útil observar a sua maneira de estar na medicina. Uns meses depois fui para Relíquias, no concelho de Odemira. Um sobrinho do diretor da Casa do Povo de Relíquias, que tinha sido meu colega, disse-me que havia um lugar vago, porque o médico que lá estava ia-se embora. Ainda me cruzei com ele…

para estudar. Os prefeitos tinham uma sala onde estudavam, porque eram todos universitários. Os alunos do colégio eram da melhor sociedade do País, de gente rica. Nos últimos anos do curso sempre que podia ia ao banco do Hospital de S. José assistir à atuação das equipas de serviço em situações de urgência.

Onde começou a exercer?

Quanto tempo esteve em Relíquias?

Lugares para os que acabavam de se licenciar existiam poucos. No Hospital Escolar de Santa Marta havia quatro vagas por ano. Nos hospitais civis de Lisboa havia 30, era uma coisa relativamente diminuta. A saúde não é o que é hoje. Isto foi há 60 anos. Assim vim para Beja,

Estive até ir para o serviço militar obrigatório, uns sete meses. Depois do cumprimento do serviço militar, que durou um ano, regressei a Beja e passei novamente pelo consultório do dr. Henriques Pinheiro. Pouco tempo depois montei consultório


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próprio na rua Conde da Boavista, em frente ao Banco Nacional Ultramarino.

hospital chegou a ser uma grande referência a nível nacional, porque entretanto tinha no seu corpo clínico médicos que tinham estado durante algum tempo no ensino na faculdade de Medicina de Lisboa, como o dr. Horácio Flores, o dr. Covas Lima e o dr. Brito Lança. Isso dá um certo prestígio ao hospital. E um indivíduo era obrigado a estar atualizado, porque atribuíram uma inspeção que veio estudar os serviços, ver se tinham ou não condições para receberem internos, e o meu serviço foi aceite como tal. Na minha carreira cheguei à situação máxima de diretor de departamento, cargo que exerci nos últimos três anos de atividade hospitalar.

Foi um dos dois médicos autores da autópsia a Catarina Eufémia, em 1954. O que recorda desse processo?

Quase nada. São assuntos que procurei esquecer, até por uma questão de sanidade mental. Diziam que estava grávida mas não estava. Nós fomos os peritos de autópsia, tenho impressão que até fui o relator. Mas a mim não me incomodaram muito, o dr. Henriques Pinheiro, como era mais velho, é que era sempre chamado para esclarecimentos. Mas não considerámos intenção de matar, no entanto os tiros foram muito próximos. Hoje já não tenho o relatório nas minhas mãos, já não me lembro até do que escrevi…

Reformou-se da função pública há quase 20 anos, no entanto manteve o seu consultório próprio. Porquê?

Em 1957 ingressou como médico no Hospital da Santa Casa da Misericórdia de Beja, depois de vários esforços… Porque é que era difícil entrar, apesar de não se auferir qualquer remuneração, e por que é era para si fundamental trabalhar naquela instituição?

Os médicos que lá estavam, e a direção, e não se ganhava nada, faziam uma caixinha, impedindo o ingresso de outros médicos. Não sei com que objetivos. Para mim era importante porque necessitava da instituição não só para o meu desenvolvimento como profissional de medicina, mas também para os doentes que eu tratava no domicílio e que necessitavam de internamento. Graças ao dr. Lopes Vasques, que foi muito meu amigo, consegui. Aquando da sua preparação para o concurso de adjunto do delegado distrital de Beja pediu-me que o substituísse no hospital. Entrei a substituí-lo e acabei por ficar. Mais tarde dá-se uma reorganização dos serviços de saúde, quando os hospitais da misericórdia são integrados no serviço nacional de saúde, e aí passa a ser-se remunerado. Como eram as condições de trabalho no hospital da Misericórdia?

Quando se estava de serviço não se ficava no hospital, ficava-se em casa e era-se chamado para as situações de urgências. Beja era uma cidade relativamente pequena e quando nos chamavam em meia dúzia de minutos estávamos lá. Não havia exames auxiliares de diagnóstico, de modo que a nossa atuação era imediata. Era difícil. Não havia as especialidades, um médico tinha que fazer de tudo. Só não fui foi cirurgião. E depois no novo hospital, inaugurado daí a alguns anos?

No hospital novo começo logo como diretor de serviço. O hospital foi inaugurado em 1970, nessa altura já tinha 20 anos de médico, já tinha uma certa rodagem. Os primeiros tempos foram difíceis, tivemos que nos adaptar. Foi nessa altura que chegaram vários médicos, vários especialistas, como o dr. Serrano, o dr. Jorge Rabaça, entre outros, o que foi um grande estímulo. Eu sempre gostei de trabalhar, era estudioso, no tempo livre que tinha estudava bastante, e tenho consciência que devo ter realizado um serviço relativamente bom. O

As tertúlias no Luiz da Rocha e o desinteresse pela política

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esde que se aposentou da função pública, em 1993, Escoval Lopes não dispensa uma ou duas idas diárias ao café Luiz da Rocha, onde se encontra “com os amigos, sobretudo gente do tempo de liceu”, para dois dedos de conversa. “São hábitos que se têm e claro fala-se de tudo. Desde que me aposentei passei a ter tempo para ir ao café, antes era impossível ir de manhã ao café e novamente à tarde, eu frequentava o café a um domingo ou coisa do género”, diz. Apesar de ser um cidadão atento à sua cidade natal, Escoval Lopes confessa que está “um bocadinho afastado do que se vai passando”: “Presentemente até nem sou consultado para coisa nenhuma, e muita gente pensa que eu sou já muito velhinho”, diz, em tom de graça, ao mesmo tempo que revela que se desiludiu com a política. “Noutros tempos convenceram-me a pertencer à Ação Nacional Popular. Ainda tive, já depois disso, praticamente um convite por parte de um então responsável da área da saúde, do PSD, para ser diretor do Hospital José Joaquim Fernandes, isto nos anos oitenta. Mas não aceitei porque teria depois obrigações políticas. Passei assim a viver, dentro desse âmbito, muito isoladamente. Quer dizer, convivendo com todos sem ter preocupações dessa ordem. A política não me interessa mesmo nada”. Do seu vasto currículo sobressaem ainda funções de médico na aldeia de Cabeça Gorda, num consultório criado por uma comissão local de trabalhadores não agrícolas (barbeiros, ferreiros, seareiros), que não tinham direito a assistência médica na Casa do Povo e que lhe pagavam “honorários pelo sistema de avença anual em trigo ou dinheiro”; médico de dispensários da valência infantil da Subdelegação Distrital do Instituto Maternal e médico delegado da Federação das Caixas de Previdência; médico dos serviços médico-sociais e da Casa do Povo de Quintos; perito do tribunal judicial da comarca de Beja e médico da Associação de Socorros Mútuos dos Artistas Bejenses. Nélia Pedrosa

Mantive porque eu gosto da Medicina. A Medicina foi sempre a minha vida. Ainda hoje estudo, apesar dos meus 84 anos. Adquiro livros, tenho a minha biblioteca de apoio. Quando tenho dificuldades vou buscar o tratado, estudo a questão, procuro. Foi uma formação com um cunho muito pessoal, sem ter tido mestres a meu lado. E não me dei mal. Hoje, por vezes, já não tenho é oportunidade de aplicar o que estudo. Toda aquela clínica que tinha e que me levava a estar no meu consultório até às duas da madrugada, e às vezes passando, desapareceu. No espaço de um ano houve uma queda vertical. As pessoas não recorrem tanto porque hoje uma consulta privada é cara. E todas as pessoas também têm o seu médico de família, mesmo tendo boas condições económicas recorrem a ele. Até quando tenciona exercer?

Enquanto me sentir em condições de poder exercer tenciono fazê-lo, porque foi só o que soube fazer, não me dediquei a qualquer outra atividade senão à Medicina, e como tenho hábitos de leitura… É apelidado de “médico do povo”. Como encara este “rótulo”?

Isso é que eu não sabia… Procuro atender toda a gente no meu consultório, aqueles que não podem pagar não pagam. Fiz muita borla durante toda a minha vida… Quais foram os momentos mais marcantes da sua longa carreira profissional?

Por exemplo, fui chamado para assistir o então Presidente da República dr. Mário Soares, aquando de uma visita a Beja. Ele adoeceu, uma coisa ligeira, e lembraram-se de mim, isto há quase 20 anos. Foram buscar-me ao hospital para o ver, eu estava até de serviço nesse dia. É porque confiaram em mim ou coisa do género, não sei. É um momento de destaque em relação às grandes entidades (risos). Ou então vir ao meu consultório um embaixador, natural de Beja, que está de visita à cidade e que adoeceu… às vezes há assim estas distinções ocasionais (risos). Posso dizer que tratei do mais humilde ao mais alto nível. Houve várias coisas. Foi uma vida muito cheia, intensa, muitos anos de clínica. Tive sempre a preocupação de fazer o melhor possível, dentro das minhas possibilidades.


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São Martinho celebra-se hoje

Época de vinho novo e portanto de festa, o São Martinho é celebrado hoje, sexta-feira, um pouco por toda a região. Em Entradas, Castro Verde, há magusto no Museu da Ruralidade, com a atuação do grupo coral As Papoilas do Corvo, a partir das 21 horas. Em Mértola, é no antigo salão dos Bombeiros que, a partir das 18

Atual

horas, se degusta castanha assada e água-pé, ao som do Grupo Coral Guadiana e de acordeonistas locais. Já em Vidigueira, a data marca a inauguração, no posto de turismo, da exposição “Alimento para a alma”, com imagens e objetos que retratam a produção de vinho artesanal, que também está disponível para prova.

Este ano há uma coisa que vai distinguir os tintos, que é uma forte coloração. Apesar de grandes, as uvas têm uma coloração muito forte, que não é habitual ser tão elevada”. José Miguel Almeida

São Martinho nas adegas e tabernas de Vila de Frades

Muito e bom vinho em 2011 “Claro que já há vinho novo e, este ano, a quantidade e qualidade das uvas têm características que garantem um bom vinho”. As palavras são de José Miguel Almeida, presidente da Associação Vitifrades que, para assinalar o São Martinho, organiza, ao fim da tarde de hoje, em Vila de Frades, uma prova de vinho novo de talha, que tem nesta vila alentejana grande número de produtores. Texto Carlos Júlio Ilustração Paulo Monteiro

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sando técnicas ancestrais, a fermentação do vinho é feita em grandes talhas tradicionais, sem recurso a qualquer tecnologia ou aos aditivos comuns nos chamados vinhos tecnológicos. Recentemente este tipo de vinhos foi classificado como DOC. Por vezes considera-se que os bons vinhos dependem dos “anos mais frios”. Não é bem assim, na opinião de José Miguel Almeida, técnico vitivinícola, que está ligado também à Adega Cooperativa da Vidigueira. “Geralmente associa-se o período de maturação dos vinhos com o período invernal em que os vinhos se tornam mais limpos e cristalinos. Mas a fermentação acontece antes. E, hoje em dia, mais cedo do que nunca, uma vez que as vindimas se fazem sobretudo entre meados de agosto e princípios de setembro. Em novembro, a fermentação dos vinhos de talha, que dura cerca de 60 dias (contra os cerca de 12 dias dos vinhos tecnológicos), está completa. Com o frio os vinhos ficam com uma aparência melhor, mas em termos de fermentação já estão perfeitamente capazes de serem bebidos”, diz ao “Diário do Alentejo”. José Miguel Almeida releva também que as uvas este ano tiveram teores alcoólicos elevados, o que “nas produções caseiras poderá fazer com que apareçam alguns açúcares residuais, uma vez que estes vinhos não são sujeitos a nada, nem a qualquer produto, resultam apenas da fermentação das uvas”. “Este ano há uma coisa que vai distinguir os tintos, que é uma forte coloração. Apesar de grandes, as uvas têm uma coloração muito forte, que não é habitual ser tão elevada”,

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refere o presidente da Vitifrades, acrescentando que o São Martinho é uma data de “referência na região e embora não haja grandes festas há muita gente que mantém o hábito de ir provar o vinho novo, seja nas tabernas, seja nas adegas particulares”. A acompanhar o vinho novo é também habitual haver magustos de castanhas assadas ou cozidas ou mesmo outros frutos secos. A tradição do São Martinho está envolta em lenda. Sabe-se que São Martinho terá sido um soldado romano, que viveu no século IV, convertido ao cristianismo depois de, no sul de França, ter repartido a sua capa com um mendigo. Segundo a lenda, de imediato, a chuva parou e os raios de sol irromperam por entre as nuvens, o que foi entendido como um sinal dos céus. A sua biografia é escrita pouco tempo depois e rapidamente se espalha o culto em torno do seu nome e, hoje, por toda a Europa, os festejos em honra de São Martinho estão relacionados com cultos da terra, das previsões do ano agrícola, com festas e canções desejando abundância e, nos países vinícolas, do sul da Europa, com o vinho novo e a água-pé, sobretudo em Portugal, na Galiza e nas Astúrias. Diga-se ainda que, em Portugal, os chamados santos populares são todos comemorados no verão (santo António, São João e São Pedro) e apenas São Martinho escapa a esta tendência, ainda que lhe esteja associado o chamado “verão de São Martinho” que, na imaginação popular, ocorre sempre nesta altura do ano, com o tempo a melhorar, numa evocação da lenda do santo. Paralelamente, muitas autarquias decidiram “pegar” nesta data e nos seus valores culturais e de convivialidade e organizam neste dia magustos abertos à população, como forma de estreitar os laços entre os seus munícipes, como é o caso, por exemplo, este ano, da Câmara Municipal de Castro Verde, que promove hoje, sexta-feira, um magusto, aberto a toda a população, no Museu da Ruralidade, em Entradas, ou da Câmara de Montemor-o-Novo que convida quem quiser a estar presente no magusto que realiza esta noite frente ao edifício dos paços do concelho.


Diário do Alentejo 11 novembro 2011

JOSÉ SERRANO

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João Paulo Ramôa Gerente da Alentubo – Fabricação de Tubos

Empresa emprega 45 pessoas Crise atinge empreiteiro dos equipamentos da Fundação São Barnabé

Obras paradas em lares de Beja e Almodôvar Estão parados por tempo indeterminado os trabalhos para a construção de um novo lar residencial para idosos, junto ao bairro da Esperança, em Beja, em terrenos cedidos pela câmara municipal. A empresa responsável pela obra, a Construsan, do grupo Turiprojecto, com sede em Alverca do Ribatejo, ouviu o Tribunal do Comércio de Lisboa, a 19 de outubro último, proferir a sua sentença de declaração de insolvência. Para lá desta obra, cujo valor base de procedimento é de dois milhões e 600 mil euros, a Construsan também deixa por concluir o Lar da Vila, em Almodôvar. Ambos os projetos foram lançados pela Fundação São Barnabé que, em Beja, também detém o Lar do Terreirinho das Peças.

A

Construsan, que em 2010 tinha um volume de negócios que ascendia aos 45 milhões de euros, com interesses na área do imobiliário e da construção em Angola, Cabo Verde e Argélia, abandonou

a obra de Beja no feriado de 5 de Outubro, deixando para trás um assinalável conjunto de dívidas aos subempreiteiros que laboravam no local. Empresas que têm agora 30 dias para reclamar os seus créditos e aguardar pela reunião da assembleia de credores que o Tribunal do Comércio de Lisboa agendou para 9 de janeiro de 2012. Segundo as associações do setor, em Portugal fecham em média, diariamente, três empresas de construção civil e obras públicas. Para Rui Luz, administrador financeiro da Fundação São Barnabé, entidade adjudicatária das duas obras, “esta foi uma situação que nos apanhou completamente de surpresa, mas o nosso interesse é retomar os trabalhos o mais rapidamente possível”. A Fundação São Barnabé, que nasceu a 13 de julho deste ano, pela extinção e integração da Casa do Povo de São Barnabé, e cujo presidente da direção é Valdemar Saleiro, para lá destes dois equipamentos agora em construção gere lares de idosos na aldeia de São Barnabé, Almodôvar, Quarteira e Beja, no Terreinho das Peças, equipamento que

em 2008 foi alvo de denúncias por falta de condições de salubridade. Rui Luz acredita que as obras do Lar da Vila, em Almodôvar, “mesmo com esta inesperada interrupção”, poderão estar concluídas dentro de cinco a seis meses. Já o equipamento de Beja, o Lar da Colina e do Monte, cujo valor base do procedimento é de dois milhões e 600 mil euros, está numa fase muito mais atrasada. De salientar que a Câmara de Beja também cedeu à Cruz Vermelha Portuguesa um espaço para a construção de um lar de idosos junto ao mesmo local, obras que ainda não avançaram por falta de financiamento. Em breve, a Fundação São Barnabé alargará a sua rede de lares para idosos com o lançamento da empreitada para a construção do Álamos Clube, em Évora, reabilitando um antigo edifício daquela cidade. O valor do preço base deste procedimento é de um milhão e 350 mil euros, de acordo com o anúncio de concurso público publicado em “Diário da República”, a 16 de junho de 2011. PB

Câmara de Ferreira “apreensiva” com alegada suspensão da A26

Pita Ameixa leva autoestrada ao parlamento

A

manchete da última edição do “Diário do Alentejo”, que abordava o abandono das obras da A26 por parte dos subempreiteiros, chegou ao parlamento pela voz do deputado socialista, Luís Pita Ameixa. Que pediu ao ministro da Economia e do Emprego, com a “máxima urgência”, que fosse “prestada informação sobre o andamento das obras” e sobre “os prazos que o Governo garante para a sua conclusão e entrada em funcionamento”. Entretanto, a Câmara de Ferreira do Alentejo mostrou-se “bastante apreensiva e preocupada” com a alegada suspensão da construção da autoestrada 26, entre Sines e Beja, defendendo que as obras “não podem,

nem devem ser suspensas”. Em comunicado de imprensa, a autarquia alude a “notícias, vindas a público, sobre a suspensão das obras” de construção da A26, que passa pelo concelho de Ferreira do Alentejo e está incluída na concessão rodoviária Baixo Alentejo, cujo concessionário é o consórcio Estradas da Planície. “As obras, que se encontravam a decorrer a bom ritmo, não podem nem devem ser suspensas, sob pena de o investimento que já foi, até agora, realizado, possa ser desperdiçado, com tudo o que isso significa de má utilização dos recursos públicos e de impasse na criação de condições de desenvolvimento” para o Baixo Alentejo, refere o município.

Segundo a autarquia, a A26, a par do empreendimento de Alqueva e do aeroporto de Beja, “constitui um investimento público de grande valia, que dará maior esperança e dinâmica” à região. “Perante as indefinições que pairam sobre os três pilares de desenvolvimento, essenciais para o futuro do Baixo Alentejo”, a autarquia “apela ao bom senso do Governo para que se clarifiquem as opções tomadas e que, de forma natural, se incremente a sua concretização” O Baixo Alentejo “necessita de futuro”, o que “só se consegue com a prossecução dos três “a” ”do desenvolvimento: Alqueva, autoestrada e aeroporto”, sublinha o município.

A Alentubo – Fabricação de Tubos viu recentemente ser-lhe adjudicado o fornecimento de cerca de 10 mil metros de tubagem para a condução de água em pressão, correspondente a duas adjudicações, num valor total que ultrapassa os oito milhões de euros. O que representam estas duas adjudicações para a empresa?

Representam a confirmação plena de uma empresa que entrou no mercado há cerca de um ano, concorrendo com outras empresas principalmente estrangeiras, com muitas décadas de experiência, e que no princípio muitas dúvidas a muitas pessoas suscitaram. É a confirmação de um início sólido de uma caminhada que se perspetiva como muito promissora. E em termos de postos de trabalho, quantos funcionários tem atualmente a empresa e quantos novos postos poderão ser criados como consequência destas adjudicações?

Atualmente temos cerca de 45 postos de trabalhos diretos, e muitos mais indiretos. Neste momento devemos ser em Portugal os maiores consumidores de aço e cimento, duas matérias-primas fundamentais na indústria da construção. Em princípio não vamos precisar de mais pessoas, mas sim continuar a trabalhar os seis dias por semana e em dois turnos diários, até agosto de 2012. Alterou-se completamente o paradigma de consumos na região, uma vez que, nos anos anteriores, nada, mas mesmo nada, era consumido aqui. Que implicações poderá ter o adiamento da conclusão do projeto Alqueva, para além de 2013, – como foi anunciado pela ministra da Agricultura, Assunção Cristas –, para uma empresa que produz quase exclusivamente para Alqueva?

Seguramente a alteração dos prazos vai provocar um redimensionamento no organigrama de trabalho, mas nada que não se possa fazer com tranquilidade. E até podemos vislumbrar aspetos bem positivos neste distender no prazo, de dois anos. A Alentubo tem algum plano de diversificação de mercados? Que outros projetos tem em mente?

Estes tubos são utilizados para o transporte de água, gás e combustível. Portanto temos um mundo inteiro de oportunidades para encontrar espaço para continuarmos. Temos várias hipóteses, mas primeiro esgotaremos as oportunidades que existem na nossa região. O transporte de água potável de onde existe para onde é escassa é uma grande necessidade já do presente. Desde o norte de África aos países árabes e América Latina as oportunidades são imensas. Nélia Pedrosa


Diário do Alentejo 11 novembro 2011

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PCP diz que OE “ataca quem trabalha” O PCP considera que Orçamento de Estado para 2012 “ataca quem trabalha e protege os poderosos”. “Este orçamento é o corolário de todo um conjunto de medidas que foram sendo anunciadas e que irão provocar o agravamento da situação económica e social da grande maioria dos portugueses”, acusam os comunistas. Para o PCP, “este orçamento, mais uma vez, não promove o potencial produtivo e até exportador da região” e “passa ao lado das potencialidades do distrito de Beja”. As posições do PCP foram anunciadas em conferência de imprensa, que se realizou na segunda-feira, 7, em Beja.

Uma história antiga

A

herdade da Contenda – uma área de 12 289 hectares no concelho de Moura, e nos municípios espanhóis de Aroche e Ensinasola – é hoje propriedade da câmara municipal, mas nem sempre assim foi. Desde o século XIII que a propriedade suscitou disputas dos dois lados da fronteira. Contendas que acabaram por dar o nome ao território. Até 1958, os 5 270,5 hectares em território nacional estavam divididos em pequenos lotes que eram explorados por rendeiros, quer na pastorícia, quer na cultura de cereais de sequeiro. No entanto, com o final da Guerra de Espanha, o contrabando era, de longe, a atividade mais rentável. A partir do final dos anos 50 do século XX, a herdade integrou o regime Florestal Parcial, e foram introduzidas novas espécies arbóreas, como, por exemplo, pinheiro manso, pinheiro bravo, eucaliptos, ciprestes, e aumentadas as áreas de sobreiro e azinheira.

PS debate finanças e reforma autárquica A Federação do Baixo Alentejo do PS promove no próximo domingo, dia 13, no auditório da Escola Superior de Educação de Beja, uma convenção distrital autárquica, que deverá contar com a participação do secretário-geral do PS, António José Seguro. A convenção terá painéis de informação e de debate sobre as finanças locais, separadamente para freguesias e para municípios, e sobre o associativismo intermunicipal no Baixo Alentejo. Haverá ainda um debate sobre a reforma autárquica proposta no documento verde do Governo e sobre a proposta de Orçamento do Estado para 2012, no que respeita às autarquias locais.

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Fonte: Wikipédia

Governo ultima legislação

CDS-PP questiona saúde em Serpa Os deputados do CDS-PP solicitaram ao presidente da Câmara de Serpa informação sobre os serviços de saúde do concelho. Os parlamentares querem saber “qual a população servida pelo Hospital de S. Paulo, quantos doentes vai afetar a decisão de passar a utilizar o laboratório de análises clínicas do Hospital de S. Paulo como ‘ponto de colheita de análises’, e se a autarquia tem conhecimento de qual o número médio anual de análises feito pelo laboratório no decurso dos últimos 2/3anos”.

A partir de 1963, os Serviços Florestais reconheceram ao local condições excecionais para a exploração cinegética e de pastorícia. Data também desta altura a sua utilização como coutada, pelo então Presidente da República Américo de Deus Thomaz, que ali organizava as suas caçadas. Com o 25 de Abril, as coutadas foram extintas e tentou instituir-se no local uma “zona de caça condicionada”, mas os caçadores invadiram a zona a norte da ribeira do Murtigão, e, em dois domingos, praticamente, destruíram a população de perdizes aí existente. Em 1975 a caça viria a ser proibida, e assim ficou durante uma década. Em 1985 uma portaria cria a Zona de Caça Condicionada do Perímetro Florestal da Contenda, e dois anos depois, evoluiu para Zona de Caça Nacional do Perímetro Florestal da Contenda, através de um decreto-Lei.

Moura gere Contenda O Governo está neste momento a trabalhar no decreto-lei que alterará o regime florestal da herdade da Contenda por forma a que esta possa passar para a responsabilidade exclusiva da Câmara Municipal de Moura. Texto Aníbal Fernandes

J

osé Maria Pós-de-Mina, presidente do município, reuniu-se no passado mês de setembro com o secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Daniel Campelo, para dar seguimento ao protocolo assinado entre a autarquia e o Governo, em 2009, e que prevê que a gestão integral da herdade passe a ser assegurada pela autarquia mourense a partir de janeiro de 2012, através da empresa municipal Contenda EM. Em declarações ao “Diário do Alentejo”, Pós-de-Mina diz estar informado que a secretaria de Estado “está a trabalhar no diploma” e que espera que em breve o assunto esteja resolvido. No seguimento do acordo assinado há três anos, a gestão do perímetro florestal da herdade – Zona de Caça Nacional do Perímetro da Contenda e o Plano sectorial da Rede Natura 2000 respeitando o Plano de

Ordenamento e Gestão da Contenda – tem sido exercido conjuntamente pelo município e pela Autoridade Florestal Nacional (AFN). É vontade da autarquia que a colaboração com a AFN e com o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) – ou uma outra instituição que porventura as substitua – possa continuar. Nesse caso, o modelo de negócio poderá passar pela cedência de 49 por cento do capital, mantendo o município de Moura a maioria, com 51 por cento. Pólo de desenvolvimento local Neste momento, trabalham cerca de dezena e meia de pessoas na herdade. Em 2008, aquando da publicação da Lei da Mobilidade, os quadros ficaram reduzidos a dois lugares: gestor e motorista. Após a assinatura do protocolo de 2009, os trabalhadores “foram repescados” e até hoje mantém-se ao serviço. Rafael Rodrigues, da administração da Contenda EM, diz que é propósito da empresa introduzir novos negócios, nomeadamente na área do turismo, de forma a criar mais emprego e a dinamizar a freguesia de Santo Aleixo da Restauração, a que está mais próxima da herdade. Com o mesmo objetivo, estão à

procura de um edifício na aldeia, de forma a aí instalar a sede da Contenda EM. Atividades em curso A caça, os produtos florestais – mel, cogumelos, pinhas, madeira e cortiça – e o turismo rural e de natureza apresentam-se, assim, como mais-valias económicas de grande importância em termos de economia local. Interessa também preservar um ecossistema único e um património natural de grande riqueza onde podem ser encontradas 124 espécies de aves, 14 espécies de mamíferos, 10 espécies de anfíbios e 17 espécies de répteis. Para além disso, no perímetro da herdade, existe a maior reserva de veados de Portugal. Neste momento, um grupo da Universidade de Évora encontra-se no terreno monitorizar o Plano de Gestão Florestal para definir quais as árvores a abater, de forma sustentável. Em maio terá lugar a tiragem de cortiça que, por ser a primeira, terá pouco valor comercial, mas não deixará de engrossar a coluna das receitas. Está a decorrer uma hasta pública para a alienação de pinhas mansas, e, amanhã, sábado, realiza-se a primeira de duas batidas ao javalis, veado e muselão, seguindo-se outra a 26 deste mês.


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Diário do Alentejo 11 novembro 2011

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Mercado Medieval em Beja de 18 a 20 Espetáculos de fogo, cortejos e danças medievais, música, exposição de aves de rapina, animação de rua e demonstração de ofícios vão marcar o primeiro Mercado Medieval de Beja, que vai decorrer de 18 e 20 deste mês. O mercado vai realizar-se na praça da República, numa organização conjunta da Associação Velha Lamparina, da Associação para a Defesa do Património Cultural da Região e da Câmara Municipal de Beja.

Exposição sobre os movimentos feministas patente em Ourique A Biblioteca Municipal de Ourique Jorge Sampaio acolhe até 5 de dezembro a exposição “Aspetos históricos dos movimentos feministas”. Trata-se de uma iniciativa realizada em parceria entre a Câmara Municipal de Ourique e a Associação Lusófona para o Desenvolvimento do Conhecimento.

Alteração ao Plano de Urbanização de Porto Covo em participação pública O processo de alteração do Plano de Urbanização (PU) de Porto Covo encontra-se em período de participação pública preventiva até ao próximo dia 22.“Pretende-se adequar o plano às atuais condições do País e do concelho, que se encontram alteradas mercê da crise económica e financeira”, refere a Câmara Municipal de Sines. O PU de Porto Covo está em vigor há três anos, mas, agora, “importa introduzir algumas alterações pontuais” para “eliminar diversos constrangimentos detetados”. “Por outro lado, a lógica de investimentos numa zona turística como é Porto Covo alterou-se, pelo que importa, igualmente, atuar a este nível”, justifica ainda o município.

Márcia Lança apresenta nova coreografia Márcia Lança, coreógrafa bejense, concebeu, dirige e interpreta, com Aniol Busquets, o espetáculo “O desejo ignorante”, que vai apresentar-se hoje e amanhã, sábado, no Teatro Maria Matos, em Lisboa. Para o palco, os bailarinos vão transpor o resultado de um trabalho de pesquisa que se centrou na ideia de “união entre pensamento e ação”. “Fazê-los dialogar em simultâneo, não os separar dizendo que agora pensamos e agora dançamos”, explica a coreógrafa, acrescentando que os intérpretes se apresentam “a cru”, perante o público, “numa espécie de dança documentário”. “O desejo ignorante” apresenta-se no âmbito do Festival Temps d’Images.

Alcácer do Sal adere à campanha Quartel Eletrão A Câmara Municipal de Alcácer do Sal e as associações humanitárias de bombeiros do concelho aderiram à campanha Quartel Eletrão, lançada pela Amb3E – -Associação Portuguesa de Gestão de Resíduos. O objetivo é recolher eletrodomésticos e aparelhos eletrónicos avariados ou fora de uso, para entregar nas corporações que, assim, se habilitam a receber prémios úteis para o desenvolvimento da sua atividade. Naquele concelho do litoral alentejano, participam os Bombeiros de Alcácer do Sal e do Torrão.

Diário do Alentejo nº 1542 de 11/11/2011 Única Publicação

SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE ALJUSTREL

CONVOCATÓRIA ASSEMBLEIA GERAL ELEITORAL Nos termos do disposto no n° 1 do Artigo 30º do Compromisso da Santa Casa da Misericórdia de Aljustrel, convoco os irmãos a reunirem, em Assembleia Geral Eleitoral, no dia 29 de Novembro de 2011, no período das 19:30 às 22:00, no Refeitório do Infantário da Instituição, sito na Avenida 1° de Maio, em Aljustrel, com a seguinte ordem de trabalhos: Ponto Único: – Eleição da Mesa da Assembleia Geral, da Mesa Administrativa e do Conselho Fiscal, para o mandato social do triénio de 2012/2014. Notas: 1 – O acto eleitoral processar-se-á ininterruptamente no período horário das 19:30 às 22:00, em sistema de

voto de urna aberta; 2 – A relação eleitoral dos irmãos no pleno gozo dos seus direitos estará, para consulta, na sede da Instituição, a partir do próximo dia 10 de Novembro de 2011; 3 – As listas concorrentes têm de dar entrada na Sede Social da Misericórdia até às 17:00 do dia 23 de Novembro de 2011, devendo conter os nomes completos dos efectivos e suplentes; 4 – Após a contagem e apuramento de votos, os resultados da eleição serão proclamados de imediato. Aljustrel, 10 de Novembro de 2011. O Presidente da Mesa da Assembleia Geral Luís Maria Bartolomeu Afonso da Palma


Diário do Alentejo 11 novembro 2011

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Workshop de Língua Italiana em Mértola

A Associação de Defesa do Património de Mértola tem abertas inscrições para um workshop de língua italiana, que decorrerá entre o próximo dia 15 e 6 de dezembro.

Governo cede extração de minérios em Barrancos e Moura Das 10 concessões contratualizadas pelo Governo para a prospeção de minérios no território nacional, duas situam-se em Barrancos e Moura, e foram entregues à Minaport, uma empresa com sede em Moledo,

Seminário de conservação em Ourique Desde ontem e durante o dia de hoje, sexta-feira, decorre em Ourique o seminário “Reservas: Gestão e Conservação Preventiva” no Centro de Arqueologia Caetano de Mello Beirão. A iniciativa visa a partilha de experiências entre técnicos que intervêm em reservas arqueológicas e museológicas, ocupando-se da preservação de conjuntos e acervos de materiais, integrados, tanto em reservas museológicas, como em simples espaços de armazenagem de espólios arqueológicos. Este seminário pretende, igualmente, contribuir para a aquisição e aprofundamento de conhecimentos dos profissionais da museologia e da conservação e restauro da região do Alentejo. Com a realização deste seminário pretende-se rentabilizar os recursos reunidos no Cacmb e proporcionar a disseminação do conhecimento que uma prática de funcionamento em rede entre os profissionais pode potenciar. PUB

concelho de Caminha, distrito de Viana do Castelo, fundada em junho de 2010. Quer António Tereno, presidente da Câmara de Barrancos, quer José Maria Pós-de-Mina, presidente do município de Moura, foram surpreendidos com o anúncio da notícia pela comunicação social. Tereno, citado

pela Rádio Voz da Planície, considera “deselegante” o facto de o Governo não ter “ouvido a autarquia”, mas vê com bons olhos a prospeção de cobre, zinco, chumbo, ouro e prata no subsolo alentejano. No entanto, o autarca avisa que “só daqui a alguns anos é que se irá ver alguma coisa”.

Católica distingue jovens bejenses pela divulgação da leucemia

Eles andam a Salvar Vidas

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Teresa Brissos, que desde setembro de 2009 luta contra a leucemia, ainda não conseguiu arranjar um dador de medula óssea compatível. Mas não tem sido por falta de empenho dos seus amigos e familiares que tal ainda não sucedeu. Aliás, a vasta campanha de divulgação encetada desde então “já salvou muitas vidas”, como refere José Farinho. E tal reconhecimento chegou agora em forma de prémio, atribuído pela faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa que, esta semana, reconheceu o movimento informal “Salvar Vidas”, de Beja, pela “divulgação de boas práticas de voluntariado”. O prémio, no valor de 2 500 euros, foi entregue esta terça-feira em Lisboa e,

para José Farinho, trata-se de uma verba que permite transformar este “movimento voluntário pontual e esporádico” na Associação Salvar Vidas, que até agora ainda não tinha sido formalizada por falta de verbas. Ao longo de todo este tempo “não conseguimos ainda encontrar um dador compatível com a nossa amiga, mas descobrimos que a união dos nossos esforços, pelo caminho, salvou muitas outras vidas”, prossegue o presidente da direção da nova associação. O prémio, uma iniciativa conjunta da Universidade Católica e da Fundação Montepio, dirigido a jovens entre os 14 e os 23 anos, foi entregue no decurso de um colóquio sobre tensões e desafios do voluntariado em Portugal. Mas para José Farinho

este prémio não é um fim, mas um meio para prosseguir a grande batalha na luta contra a leucemia. A 7 de dezembro será inaugurada em Beja a sede da Associação Salvar Vidas e, para as férias do Natal, estes cerca de 30 jovens pretendem visitar o IPO de Lisboa, acompanhando durante todo o dia as crianças ali internadas. Este grupo de voluntariado tem vindo a ser orientado pela professora Natália Quinta-Queimada e recebe forte apoio da direção da Escola Secundária D. Manuel I, em Beja, e nomeadamente da equipa da biblioteca escolar, dirigida pela professora Sandra Cristina Bettencourt. Entretanto, a Teresa Brissos continua a aguardar um dador compatível, mas neste momento o seu estado de saúde é estável.


A Câmara Municipal de Mértola assinala, em novembro, o Mês da Igualdade de Género, com um conjunto de atividades de caráter cultural e informativo. “Mulheres no espaço público e novas masculinidades” e “História(s) da condição das mulheres no mundo” são as duas exposições

Empresa do Alqueva e Agrupamento de Escolas de Barrancos vão colaborar A Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA) e o Agrupamento de Escolas de Barrancos assinaram esta semana um protocolo de colaboração para diversificar

programadas para este período, a par da peça de teatro “Volátil” e de um colóquio, no dia 29, sobre “Igualdade na diferença”. O programa, que se estende ao longo de todo o mês e em várias localidades do concelho, integra ainda cinema, conversas e uma sessão de contos.

atividades e organizar eventos no Parque de Natureza de Noudar. Segundo a EDIA, a colaboração vai permitir “aprofundar” o projeto educativo do agrupamento, “diversificar atividades” no parque, como visitas de estudo, e a concretização do Clube dos Amigos do Lince-ibérico.

11 Diário do Alentejo 11 novembro 2011

Igualdade de Género em foco este mês em Mértola

A colaboração assenta ainda na organização de eventos e no programa de apadrinhamento pela EDIA de uma a duas turmas do agrupamento premiadas com um plano de atividades anual a realizar no parque, que é gerido pela empresa do Alqueva.

JOSÉ SERRANO

Obras na “baixa” cortam trânsito até 16 de dezembro

IPBeja em vias de fechar mais cursos for falta de orçamento

Governo corta um milhão ao Politécnico

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a abertura oficial do ano letivo, que coincidiu com a sessão comemorativa dos 32 anos da instituição, que decorreu esta terça-feira, o presidente do Instituto Politécnico de Beja (IPBeja) admitiu que a instituição poderá fechar mais cursos para compensar o corte de cerca de um milhão de euros nas transferências do Orçamento do Estado (OE) para 2012. O IPB tem “em curso um conjunto de medidas com vista à racionalização da oferta formativa e contenção das despesas de forma a acomodar financeiramente os impactos do corte nas transferências do OE na ordem de um milhão de euros”, disse Vito Carioca. Segundo Vito Carioca, que falava lado a lado com o secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro, Carlos Moedas, o corte “dificilmente será compensado através do aumento das receitas próprias da instituição, o que, inevitavelmente, obriga a medidas de exceção”. No âmbito da racionalização da oferta formativa, Vito Carioca disse que o IPBeja, após terem sido conhecidos os resultados do concurso nacional de acesso ao ensino superior, foi “de imediato” obrigado “a suspender duas licenciaturas e duas edições pós-laborais”. “Foi necessário agir e assim o fizemos” e, atualmente, o IPBeja tem “cerca de 20 cursos”

ao nível de licenciaturas, disse, frisando que “talvez” seja “possível ir mas longe” na racionalização da oferta formativa da instituição. Neste momento, o IPBeja tem um grupo de trabalho, no qual as quatro escolas da instituição estão representadas, para “estudar essa hipótese”, disse. Segundo Vito Carioca, o IPBeja está também a “estudar o impacto financeiro” dos cursos de especialização tecnológica, que “são subfinanciados e dificilmente suportáveis no atual quadro financeiro”. O IPBeja “muito provavelmente” vai ter que “reduzir” a atual oferta de 16 cursos de especialização tecnológica “para um número substancialmente inferior”, numa “solução de compromisso” entre as vantagens e o impacto em termos de despesa dos cursos. Trata-se de uma “decisão difícil”, porque o IPBeja, no atual ano letivo, duplicou o número de candidatos aos cursos de especialização tecnológica, mas devido ao atual quadro financeiro é uma “medida inevitável” e que só poderia ser evitada com a alteração do modelo de financiamento daqueles cursos, disse. Ao nível dos mestrados, adiantou, o IPBeja assistiu a um “aumento da procura”, já que “elevou substancialmente o número de candidatos”, o que é “reconfortante” e “reforça o papel da instituição ao

nível da formação ao longo da vida”. No entanto, frisou, para “analisar” a oferta formativa e “perspetivar o futuro”, o IPBeja não pode limitar-se às questões da procura, já que o sistema “obriga a ter em conta um conjunto de variáveis”, como a qualificação do corpo docente com o grau de doutor, para que os cursos sejam acreditados. Neste sentido, existe “um contrassenso” entre as exigências de acreditação e a proposta de lei do OE para 2012, ou seja, “entre a necessidade de ter um corpo docente qualificado e a impossibilidade de o contratar”, frisou. Vito Carioca revelou ainda que em 2011, no distrito de Beja, onde o IPBeja é “a única oferta pública de ensino superior”, “somente foram investidos 1,1 por cento da despesa incluída no Orçamento do Estado com toda a rede de ensino superior”, num total de pouco mais de 12 milhões e 244 mil euros. Apesar das críticas diretas ao Governo, Carlos Moedas subiu ao palanque para se dirigir em exclusivo aos estudantes. Incitando-os a escolherem cursos que realmente gostem e que os realizem. Abordou por igual a questão do emprego – “Já não há empregos para toda a vida”–, e apelou ao empreendedorismo: “É necessário correr riscos e criarmos as nossas próprias empresas”. PB com Lusa

No seguimento dos trabalhos de empreitada do Projeto Integrado de Beneficiação da Baixa de Beja, o troço entre o Terreiro dos Valentes e a rua da Lobata terá um corte integral do trânsito, entre a próxima segunda-feira e 16 de dezembro. A Câmara Municipal de Beja garante, no entanto, que as consequências para a população desta nova frente de obra “serão minimizadas”, com alternativas de trânsito e facilidades de estacionamento. Será assim alterado o sentido de trânsito na rua do Canal, desde as traseiras da biblioteca até à rua da Lobata, sendo necessário interditar o estacionamento na rua da Lobata; serão criados dois sentidos de trânsito no troço da rua de Mértola, entre a rua do Vale e o Terreiro dos Valentes, sendo necessário eliminar os lugares de estacionamento nesse troço; será ampliado o estacionamento tarifado junto ao café do Jardim do Bacalhau; e ainda permitido o estacionamento na rua Luís de Camões, no troço entre a avenida Vasco da Gama e a rua da Branca. A sinalização será retificada provisoriamente para dar lugar às alterações mencionadas. Consciente “da importância da semana que antecede o Natal para o comércio na baixa de Beja”, a câmara irá suspender de forma provisória, entre 16 e 25 de dezembro, os trabalhos de obras, que serão retomados logo que termine a época natalícia. O Projeto Integrado da Beneficiação da Baixa de Beja tem uma duração prevista de 365 dias e representa um investimento de 823 001 euros, financiado a 85 por cento pelo QREN.

Moura mostra arqueologias no castelo desde 2002 “Arqueologia no Castelo de Moura: nove anos de escavações” é o tema de uma sessão aberta ao público que a Câmara de Moura vai promover na próxima terça-feira, dia 15, pelas 18 e 30 horas, na biblioteca municipal. Na sessão serão apresentados os resultados dos trabalhos de arqueologia desenvolvidos no Castelo de Moura desde 2002, num balanço das campanhas de escavações, “que compreenderam tanto o acompanhamento do projeto de reabilitação do recinto do castelo como a realização de escavações na Alcáçova, estas últimas integradas num projeto de investigação científica apoiado pelo Instituto Português de Arqueologia (IPA) e que estão neste momento numa fase da intervenção que visa tornar o espaço visitável”, esclarece a autarquia. O projeto irá continuar até ao ano 2013.


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Diário do Alentejo 11 novembro 2011

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Biblioteca de Beja apresenta programa

Promoção da leitura a la carte As escolas do concelho de Beja vão poder escolher a la carte quais os projetos de promoção da leitura que mais se adequam às suas necessidades curriculares. O programa “A páginas tantas”, da Biblioteca Municipal de Beja, arranca em 2012, atravessa os vários ciclos de escolaridade e propõe amaciar terrenos difíceis como o conto tradicional e a poesia. Texto Carla Ferreira Foto José Serrano

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Biblioteca Municipal de Beja acaba de apresentar o seu “cardápio” de projetos de promoção da leitura, para uso das escolas do concelho entre 2012 e 2013. Dá pelo nome de “A páginas tantas” e tem uma oferta de 10 propostas, que não são mais do que a “formalização do que temos vindo a criar casuisticamente”, revela a bibliotecária Cristina Taquelim. O grande motor desta sistematização é, por um lado, a manutenção de alguns projetos já oferecidos em contexto extraescolar e, por outro lado, a necessidade de “encetar um caminho novo, aumentando a sua idade de abrangência”, que passa a situar-se entre o pré-escolar e o ensino secundário. É que a formação do leitor, adianta a técnica, “não é um processo que se conclua no fim do quarto ano de escolaridade e a prova disso são as dificuldades que os miúdos com 15, 16 anos têm ao relacionar-se, com algum grau de autonomia e de prazer, com o texto literário”. Tudo se passa na cave da biblioteca, a partir de uma “reciclagem” dos cenários de uma exposição anterior em torno da obra de Antonio Portillo. Um espaço qualificado e melhorado onde, só para dar um exemplo, se pode passear no Parque dos Poetas, que é um jardim prontinho a estrear “onde moram os grandes poemas dos poetas da lusofonia”, aqui tratados por tu, sem apelidos pomposos, e que tem por mote, inscrito nas “águas” de um espelho/lago “O poeta tem olhos de água”, como escreveu Manuel da Fonseca. Seguindo por trilhos de livros, chega-se também à Casa de Papel, espaço para descobrir nas invulgares ilustrações de Rob Gonsalves várias hipóteses de leitura e novas narrativas. Ou ainda ao Laboratório da Língua, que acolhe cientistas de todo o

mundo na “busca de soluções para a reconstrução de textos perdidos”, com recurso a pipetas, tubos de ensaio, bisturis e lupas. Concretamente para os jovens que se aproximam do ensino secundário ou que já lá chegaram, a biblioteca oferece propostas como o projeto Narrâncias, que explora o imaginário e a estrutura do conto tradicional. Um universo, diz Cristina Taquelim, que “tem tudo para ser inimigo dos moços”, no sentido em que dele já não existem referências na realidade que os rodeia. Por isso, concretiza a responsável, “vamos desmontar aquele objeto, perceber a sua mecânica, as suas fórmulas”. Outro terreno também tido como hostil é a poesia, tratado em escalas diferentes nas propostas Maldita Poesia e Poemetria. A primeira consiste numa sessão de leitura em voz alta de poemas e textos de microficção, onde tanto podem caber os ritmos, melodias e balanços infantis de autoras como Luísa Ducla Soares ou o nonsense naif de uma Adília Lopes. Poemetria é, por seu turno, todo ele dedicado a Manuel da Fonseca. Não por ser alentejano, não por se celebrarem os 100 anos do seu nascimento, mas por “ser, de facto, uma figura incontornável da literatura portuguesa”, reforça Cristina Taquelim. A conceção artística é do encenador Luís Cruz, que já antes havia trabalhado com a Biblioteca de Beja num projeto de criação de formas geométricas sobre poemas de Manuel da Fonseca. Poemetria recria essa ideia, partindo de uma história verídica – a de como Cristina Taquelim conheceu o autor – no sentido de uma aproximação à “grandeza” do autor de “O Largo”. No seu todo, “A páginas tantas”, que Cristina Taquelim qualifica como “barato” do ponto de vista da produção, mas “muito trabalhoso” na perspetiva concetual, é mesmo um cardápio para ajustar às necessidades que as escolas sentem e demonstram. “Os professores neste momento não têm tempo para andar a participar em projetos apenas por participar. Eles precisam de trabalhar em projetos que acrescentem alguma coisa aos seus curtos tempos para dar os programas, aos seus curtos tempos para acordar nos moços competências leitoras”, conclui a bibliotecária.


Diário do Alentejo 11 novembro 2011

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Diferentes crenças em território alentejano

O culto em Beja Como está o culto em Beja? Percorrendo as ruas e avenidas da cidade, à primeira vista sobressaem os diversos templos católicos, mas a um segundo olhar mais atento avistam-se também diversas igrejas e salões, de várias religiões. Beja continua a ser na sua grande maioria uma cidade católica, mas é também uma terra de diferentes crenças, onde se reúnem pessoas de diversas idades e nacionalidades em torno da fé. Texto Bruna Soares Fotos José Ferrolho

B

eja é maioritariamente um território católico. É esta a religião predominante na cidade, até porque o legado histórico é imenso e esta tradição religiosa, apesar dos muitos descrentes que também habitam a capital do Baixo Alentejo, continua a ter um peso relevante na sociedade e na cultura. Em várias ruas e avenidas da cidade, no entanto, encontram-se cada vez mais igrejas e salões que praticam cultos diferentes. Há gente com diferentes crenças e com diferentes religiões e, no que toca à fé, esta é uma terra diversificada. Na rua Diogo de Gouveia o Salão do Reino das Testemunhas de Jeová está bem identificado. Aqui, crê-se, entre outros princípios, que “A Bíblia é a palavra de Deus e é verdade”, que “o nome de Deus é Jeová”, que “Cristo morreu numa estaca, não numa cruz”, que “a terra nunca será destruída, nem ficará despovoada” e que “a alma humana deixa de existir na morte”. Estas são algumas das crenças que afastam as testemunhas de Jeová de outras religiões. Na verdade, segundo Sérgio Ladeiras, superintendente de Congregação das Testemunhas de Jeová de Beja, “a grande diferença é que as

testemunhas de Jeová baseiam as suas crenças exclusivamente na Bíblia, e não em conceitos teológicos e filosofias pagãs”. Neste sentido, as testemunhas de Jeová têm como único objetivo “ensinar as verdades bíblicas às pessoas na sua comunidade”. A história das Testemunhas de Jeová em Beja remota ao início dos anos 30. “Nesta altura já se pregavam livremente as verdades da Bíblia em todo o Alentejo. Até que, devido à opressão da ditadura, foram obrigadas a entrar na clandestinidade para continuarem a professar a sua fé. Depois do 25 de Abril de 1974 foi possível voltar a ter liberdade religiosa”, lembra Sérgio Ladeiras. Hoje, de acordo com Sérgio Ladeiras, associam-se com as Testemunhas de Jeová no concelho de Beja “mais de 350 pessoas”. “No Baixo Alentejo mais de 1 600 pessoas associam-se nas nossas atividades”, garante. As Testemunhas de Jeová são conhecidas por seguirem “as elevadas normas bíblicas da moral cristã” e o “número de crentes na cidade tem aumentado”. No entanto, para Sérgio Ladeiras, “é muito mais importante a qualidade da adoração prestada do que o número de associados”.

Igreja Nova Apostólica Considera que as pessoas precisam de um profundo apoio espiritual

Testemunhas de Jeová Professam a sua fé na cidade desde os anos 30

Calcorreando as ruas da cidade acham-se outros locais de culto, uns mais discretos do que outros. Uns com grande dimensão, outros nem por isso. Todos passam a sua mensagem aos crentes. Todos acreditam num compromisso de ideais que dão coerência e sentido à vida. A Igreja Evangélica, por exemplo, há vários anos que se instalou em Beja. “Esta igreja já está na cidade há mais de 60 anos”, conta Elias Lima, pastor. “É uma comunidade de pessoas que, consciente e voluntariamente, professam fé em Jesus Cristo como seu salvador e senhor, e que são guiadas pelas doutrinas contidas nas Sagradas Escrituras, reunindo-se para a realização dos propósitos determinados nessas escrituras”, afirma Elias Lima, lembrando: “Esta é uma igreja autónoma, apolítica e não ecuménica”. Em média “30 pessoas assistem aos cultos”. Aqui, segundo o pastor Elias Lima, “as pessoas encontram a mesma coisa que encontram em outras igrejas que pregam a salvação só por intermédio de Jesus Cristo”. Na verdade, encontram “a certeza da vida eterna em Jesus Cristo”. A Igreja Evangélica, em Beja, é frequentada por pessoas de diferentes nacionalidades, que em comum têm a mesma crença e uma fé inabalável. Descendo a rua D. Frei Manuel do Cenáculo encontra-se a Igreja Nova Apostólica, devidamente identificada com uma cruz azul que sobressai na parede pintada de branco. À segunda-feira não se avistam grandes movimentações. O serviço divino acontece à primeira e terceira quarta-feiras do mês. “O que diferencia a Igreja Nova Apostólica é a sua singela atuação perante os membros da comunidade e da sociedade onde está inserida”, confessa o dirigente da comunidade, o pastor

Eduardo Ferreira. E acrescenta: “A Igreja Nova Apostólica é a igreja de Jesus Cristo. A mesma é sua obra eterna de graça e redenção sobre a terra. Foi por ele fundada e é governada e conduzida pelo seu Espírito Santo”. Os seus desígnios são “conduzir pela palavra, pelo perdão dos pecados, pelo sacramento da santa ceia e da fé do povo de Deus”, diz o pastor. O objetivo é “alcançar o galardão prometido por Jesus Cristo”. De acordo com o dirigente da comunidade, “Beja, devido ao atual contexto laico e ao enraizamento ainda de outra vertente cristã, não mostra muita expressão por esta igreja”. “Sentimos, no entanto, que as pessoas hoje em dia precisam de um profundo apoio espiritual, para que possam, consigo mesmas, encontrar o equilíbrio emocional e espiritual”, afirma Eduardo Ferreira, acrescentando: “O cristão novo apostólico sabe que com a aceitação dos mensageiros de Deus e por meio dos sacramentos que lhe são dados, chegou a ser uma nova criatura pelo Espírito Santo, e, por conseguinte, um filho de Deus”. Na rua do Touro vários muçulmanos utilizam o espaço de um antigo café para realizar o seu culto e ao fim da tarde é comum encontrar vários crentes a deslocarem-se para o local para realizarem a sua oração. Estão longe das suas terras, mas não perdem a sua fé e Beja é cada vez mais uma terra onde se praticam diferentes cultos. Na cidade encontram-se ainda A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, o Centro de Ajuda Espiritual (IURD) e a Assembleia de Deus Pentecostal, entre outras. O “Diário do Alentejo” tentou também chegar à conversa com estas comunidades, no entanto, até ao fecho desta edição, quarta-feira, não obteve qualquer resposta.

Igreja Evangélica Já está na cidade há mais de 60 anos


Diário do Alentejo 11 novembro 2011

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Apesar de toda esta evidência de promiscuidade entre negócios e política, o Parlamento proclama que no seu interior não se detetam incompatibilidades. A Assembleia da República opta assim por preservar, não a ética, mas a cosmética. Paulo Morais, “Correio da Manhã”, 8 de novembro de 2011

Opinião

Mais ou menos um deputado eleito por Beja? Marcos Aguiar Licenciado em Psicologia

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quando das últimas eleições legislativas, os 135 mil eleitores inscritos no distrito de Beja estariam convencidos que iriam eleger três deputados pelo seu círculo eleitoral e que estes representariam os interesses do seu distrito na Assembleia da República. Parece que se enganaram. Após um bom resultado eleitoral do PSD, o deputado eleito por este partido tem sido menos um, numa conjuntura em que todos somos poucos! Não procuro, evidentemente, com esta análise depreciativa colocar em causa as qualidades pessoais de Mário Simões, até porque nunca tive o privilégio de com ele privar, logo sou incapaz de avaliar o seu caráter. Reporto-me, tão só, à sua incapacidade política para impor uma agenda baixo alentejana na Assembleia da República, num contexto em que o PSD está no governo de Portugal, o que, em teoria, deveria facilitar a vida ao deputado. Constata-se que duas variáveis condicionam visivelmente a sua ação. A primeira remete-nos para o peso específico de Mário Simões no seio do seu partido – que é pouco mais que nenhum. A segunda para uma conjetura que começa a tornar-se uma evidência – O governo PSD não dá cavaco (passo a chalaça) ao Baixo Alentejo. Vários episódios recentes corroboram a minha tese: 1.º Depois do PSD Beja, em campanha eleitoral, ter enchido a boca com o tema agricultura, a ministra da tutela veio ao distrito dizer que, afinal, o projeto de Alqueva já não é para concluir em 2013, mas sim, se calhar, lá para 2015 – O deputado aplaudiu. 2.º Após um intenso romance com o movimento “Beja Merece”, à primeira oportunidade o deputado traiu o seu bem-querer. Na Assembleia da República votou contra os projetos de resolução a favor da ligação ferroviária a Beja, em clara contradição com as posições públicas que vinha a assumir – Sem comentários. 3.º Depois de muito falatório pré-eleitoral sobre o aeroporto de Beja, veio o deputado, na sequência das intempéries que assolaram o aeroporto de Faro, exigir a demissão da administração da ANA – Aeroportos. Ato contíguo, foi totalmente contradito e desacreditado pelo secretário de Estado dos Transportes, que assegurou não terem sido desviados voos de Faro para Beja, conforme o deputado defendia, porque o aeroporto alentejano não tinha condições para receber os ditos aviões – Como ficamos? 4.º Para comprometer ainda mais o deputado, foi conhecido o Plano Estratégico dos Transportes (PET), elaborado pelo Ministério da Economia e do Emprego. O documento penaliza duplamente o distrito ao não fazer uma única referência ao aeroporto de Beja e ao prever, igualmente, a desativação, até ao final de 2011, da linha do Alentejo, entre Beja e Funcheira – Explicações do deputado? É muita coisa má para apenas 90 dias. E parece nem nos valer o bejense Carlos Moedas, o todo-poderoso secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro, nomeado após ter sido eleito deputado pelo círculo de Beja (Mário Simões era, recorde-se, o n.º 2 da lista). A verdade é que desde a tomada de posse do atual governo, em que Moedas é figura de proa,

Ã

Os rapazes e as raparigas que desde setembro de 2009 andam incansáveis à procura de um dador de medula óssea para a sua amiga TERESA BRISSOS falharam! Falharam? Nem pensar! Pelo caminho, longo, salvaram dezenas de vidas. E agora a Universidade Católica e a Fundação Montepio deram-lhes um prémio pelo mérito e pela persistência. PB

Os gregos não são a Grécia. Nem sequer gregos são: cada grego é um indivíduo, como o é qualquer português ou alemão. Os nossos bancos não somos nós. Os nossos governos não somos nós. A União Europeia não somos nós todos juntos. Era o que faltava que agora pusessem os povos uns contra os outros: os alemães não têm culpa. Nós também não. Só alguns. Miguel Esteves Cardoso, “Público”, 9 de novembro de 2011

que o distrito de Beja tem levado arrochada atrás de arrochada em várias áreas estratégicas. E mais estará para vir, conforme parecem pressagiar os burburinhos que vêm das empreitadas do IP8 Beja-Sines, do IP2 Beja-Évora e de tantos outros projetos estruturantes que, supostamente, estariam concretizados a curto prazo. Resta-nos esperar que o governo do nosso país ganhe sensatez e que, em congruência, o deputado do PSD decida “despir a camisola laranja” e comece a envergar, de vez em quando, a do seu distrito. A ser assim, talvez ainda consiga vir a ser, no futuro, lembrado como “mais um deputado eleito por Beja”. Menos que isso seria péssimo!

Má informação ou não informação? Ana Paula Figueira Docente do ensino superior

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oje, na “rede das virtudes” (vulgo Facebook) li, não sei se um apelo ou uma crítica, de um órgão da imprensa regional que manifestava a sua enorme estranheza pelo facto de ter reunido, num evento que realizou recentemente, figuras destacáveis na área da cultura e não ter tido a cobertura de nenhum canal de televisão. Fez-me sorrir! Se fosse eu a dizê-lo… Infelizmente, a cultura e os eventos culturais não me parecem ser uma prioridade dos media, simplesmente porque “vendem” pouco; se a culpa disso, por um lado, é de quem “compra” que é tão pouco exigente, esta culpa é também partilhada por quem “vende” que é tão estupidamente mercantilista. E mais: tem o poder da disseminação, ou seja, pode influenciar… influenciar e contribuir para mudar esta inércia e inépcia que assola o nosso povo tão… diria… voyeur (são as audiências de programas como “A Casa dos Segredos” e “Peso Pesado”, por exemplo, que o dizem). Têm de (sobre) viver, responder-me-ão! Eu diria que deveriam dedicar-se a outro tipo de funções que não aquela que não pode deixar de ser (também e num país como Portugal) de serviço público. Desafortunadamente, necessitamos de uma “tribuna mediática” que credibilize qualquer evento ou opinião. Mas só isso não chega: importa também que o meio de comunicação tenha um nível da audiência considerável, já que quantas mais pessoas mobilizar, melhor! É isso que, para o público – “que aprecia a confirmação de que é verdade aquilo que sente como verdadeiro” (Picard) – , confirma e transforma em evidência qualquer acontecimento. No ano em que se comemoram 100 anos sobre o nascimento de Marshall McLuhan, o grande teórico dos meios de comunicação, a quem devemos expressões como “o meio é a mensagem” ou “aldeia global”, não esqueçamos também um dos momentos mais fascinantes da história da comunicação de massa: a adaptação de A Guerra dos Mundos protagonizada por Orson Welles, na radio CBS, em 1938, ou um importante alerta para que as pessoas não se deixassem influenciar por opiniões previamente formatadas. Ortega Y Gasset afirmou que “quanto mais importância substantiva e perdurável tiver uma coisa ou pessoa, tanto menos falarão dela os jornais e, em troca, destacarão nas suas páginas o que esgota a própria essência em ser um ‘sucesso’ e em dar margem a uma notícia”. E se esta é uma das linhas condutoras do guião a propósito do destino da Humanidade – o que verdadeiramente interessa – , meus caros leitores, para mim ele está, desde já, chumbado!

Porquê o Aeroporto? Porque sim… Filipe Fialho Pombeiro Economista

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emos ouvido tanta informação e contra informação acerca do aeroporto, que até nós, as pessoas que acreditam, que vivem na, e da, nossa região, começamos a duvidar da importância e da viabilidade do projeto. Colocou-se mais uma vez a questão, com a não inclusão do mesmo no Plano Estratégico dos Transportes (PET), tendo levado a uma panóplia

de opiniões divergentes. Que o País, e entenda-se o País como o conjunto de lobbies, de políticos, legisladores e empresários cujos interesses não estão cá centralizados, não percebam por que é que Beja precisa de um aeroporto não é de estranhar, agora que nós não o consigamos perceber, isso já é muito estranho. Há poucos meses precisei de ir a Frankfurt e para o fazer tinha duas opções: Frankfurt Aeroporto Internacional ou Frankfurt-Hann, um aeroporto que fica a uma hora e meia da cidade, com companhias low cost a operar e que ficava a um terço do preço. Claro que optei pela segunda opção. Será que as pessoas de Hann perderam tempo em pensar no eventual interesse do aeroporto para a região? Será que se desenvolveu? Dir-me-ão, mas fez-se um aeroporto sem uma estratégia para o viabilizar, sem a autoestrada estar terminada, sem comunicação ferroviária capaz a Lisboa, deixámos escapar a Embraer para Évora… Mas, não é sempre assim neste país, e em especial na nossa região, em que os interesses político partidários sempre se sobrepuseram? Agora, não tenhamos dúvidas que é absolutamente decisivo termos um aeroporto na nossa região. Temos que, como sempre, explicar ao País que o investimento terá um retorno para a economia nacional. A autoestrada ficará pronta, com mais ou menos atrasos, estamos geograficamente em linha com o centro da Europa. Ficaremos a pouco mais de um hora de Lisboa e de Sevilha, e a pouco menos de uma hora de Sines e de Faro. Somos, na minha opinião, a região que reúne melhores condições na maior vantagem comparativa do País, o Turismo. Devido ao clima, às praias, ao campo, à mesa, aos vinhos, ao azeite, e porque o que não temos cá estamos muito próximos de lá chegar. Também ninguém percebia o Alqueva, e depois dos investimentos que proporcionou alguém ainda tem dúvidas da importância para a região, ou ainda alguém pensa que os benefícios são só além fronteiras? E os postos de trabalho diretos e indiretos criados e o crescimento que as empresas de produtos e serviços tiveram por essa via? A importância do aeroporto é enorme para a região. Os alemães já perceberam, os ingleses também, só faltam os nossos decisores perceberem, mas isso chegará quando se aperceberem do que poderão vir a lucrar. O investimento que foi feito no aeroporto é absolutamente irrisório quando comparado a outros e os seus custos de exploração serão significativamente baixos e interessarão às companhias de low cost à semelhança do que se passa no resto da Europa. Assim estejamos todos do mesmo lado, defendendo os interesses da região, que no fundo são os interesses de cada um de nós. Dito assim, pode ser que mais alguns se juntem a nós…


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O SÃO MARTINHO está aí á porta. Talvez este ano o santo não traga consigo o seu verão. Os produtores do vinho tradicional, feito em potes de barro, até preferem o tal friozinho que lhes coze e antecipa o vinho. Que, pelos vistos, pelo menos para os lados de Vila de Frades, é bom e em abundante quantidade. PB

Há 50 anos “Piratas” lançam panfletos sobre Beja

“U

m avião da TAP, sob intimidação de seis passageiros, voou no Sul de Portugal a lançar panfletos contra o Governo da Nação”, titulava na primeira página o “Diário do Alentejo” de 10 de novembro de 1961. E noticiava: “Esta manhã, próximo das 11 horas, um avião da T.A.P. que, em carreira regular, saíra de Tânger com destino a Lisboa, sofreu um insólito e condenável atentado, que obedeceu a descontroladas paixões políticas. Segundo nos foi dado saber e é confirmado pelo serviço informativo da Emissora Nacional, quando o aparelho, um quadrimotor, voava já próximo de Lisboa, 6 dos seus 18 passageiros, armados de pistolas, dominaram, de surpresa, a equipa de pilotagem e a restante tripulação, ordenando que o aparelho fizesse várias evoluções sobre a capital mas não demandando o aeroporto. Sobre aquela cidade foram então lançados milhares de panfletos, assinados pelo ex-capitão Henrique Galvão e com violentos ataques ao Governo português. O ‘avião-pirata’ tomou depois o rumo do Sul, lançando também panfletos sobre Beja, Faro e outras localidades. Cerca das 13,30, aterrava normalmente em Tânger. Logo que o País teve conhecimento do estranho e condenável acontecimento, foram dirigidas ao Governo numerosíssimas afirmações de solidariedade e, ao mesmo tempo, de veemente protesto contra mais este acto cometido por Henrique Galvão, semelhante, no seu processo, ao do tão tristemente célebre assalto ao paquete ‘Santa Maria’. O avião chegou ao aeroporto de Lisboa, pelas 16,30 horas, com a sua tripulação normal e os 12 passageiros que não tomaram parte no assalto. As autoridades procederam imediatamente aos primeiros interrogatórios”. Na edição do dia seguinte, o vespertino bejense retomava, agora em apenas nove linhas, a informação sobre “O caso do assalto ao avião da carreira Casblanca-Lisboa”: “Estão agora conhecidos todos os pormenores do assalto operado no avião dos Transportes Aéreos Portugueses da carreira Casablanca, que, como ontem noticiámos, lançou milhares de panfletos contra o Governo da Nação em Lisboa, Beja, Faro e outras localidades do Sul do País”. Infelizmente, o jornal não esclarecia os pormenores. Mas lembrava, noutro texto, que se realizava no dia seguinte, um domingo, “a eleição para deputados à Assembleia Nacional” fascista. Em Beja concorria uma lista única, da União Nacional, da qual faziam parte “os srs. dr. António de Menezes Soares, Francisco António da Silva, dr. Francisco Lopes Vasques e dr. Quirino dos Santos Mealha”. Carlos Lopes Pereira

O setor da construção civil está a passar por dificuldades nunca vistas. Em média, há três empresas que fecham diariamente. E muitas delas deixam graves sequelas na região. É o caso da CONSTRUSAN que entrou em processo de insolvência e abandonou a meio a construção de novos lares em Beja e Almodôvar. PB

Olho para estes governantes e, angustiado, recordo a solução que no passado a Europa sempre encontrou quando o poder político não sabia o que fazer: a guerra. Pedro Tadeu, “Diário de Notícias”, 8 de novembro de 2011

Cartas ao diretor José Moedas Joaquim Manuel “Triana” Beja

Os meus cumprimentos, sr. Carlos Lopes Pereira Sou o Joaquim Manuel “Triana”. Agradeço-lhe do coração ter editado no “Diário do Alentejo” a minha carta que enviei para o sr. Moedas, jornalista do “Diário do Alentejo”, 50 anos depois. Sim, há 50 anos, no ano de 1961, em Angola, recordava com saudade a minha cidade de Beja, os meus amigos, toda a gente. Sim, passei ao lado de uma carreira, que gostava de ter seguido, matador de toiros. Fui para a tropa em 1960, mobilizado em maio de 1961 para a guerra colonial em Angola. Quase cinco anos de tropa, de guerra, foi muito tempo. Regressei em novembro de 1963 e as faculdades físicas já não me permitiam que continuasse o meu sonho, o de ser toureiro. Antes de ir para a tropa estive na escola de toureiro, no Setor 1, em Lisboa, mas ainda antes te ter vindo para a capital tive os primeiros ensinamentos de toureio em Beja. Toureei na praça de Touros de Moura, em setembro de 1959, Alcácer do Sal, Portalegre, Abiúl, Sobral de Montagraço, em Angola, em Malange, em setembro de 1962. Em maio de 1964, o sr. Moedas, sabendo do meu regresso, tinha preparada uma novilhada em minha homenagem na Feira de Maio, para passar a novilheiro profissional, corrida esta que não teve lugar devido à minha condição física e de saúde. Toureava em cartaz o cavaleiro dr. Amado Aguilar, Mira Coroa, a pé Jorge Marques, irmão do matador Joaquim Marques, e eu Joaquim “Triana”, oito toiros da Ganadaria José Batista Crujo, acompanhados pelos Forcados de Moura. Agradeci a toda a organização por detrás desta corrida, principalmente ao “Diário do Alentejo”, que sempre me deu apoio, principalmente o sr. Moedas, que já não está connosco.

A verdade da mentira José Fernando Batista Aljustrel

Uma das mentiras mais repetidas que ouvimos no dia a dia da vida política é a de que os portugueses trabalham pouco. Pura mentira. Os trabalhadores cumprem horários dos mais extensos da Europa. Na administração pública são é mal dirigidos pelos

boys partidários, na sua maioria autênticos caciques, habilidosos organizadores de campanhas, mas péssimos gestores e condutores de homens. Nas empresas privadas que vivem à custa do Estado há uma espécie de contágio, derivado à influência que este (Estado) tem naquelas (empresas). Com uma caldeirada destas a produtividade só pode ser um fracasso. Perante esta realidade, há ainda o facto de, ao contrário dos países mais produtivos, não há o hábito das empresas estimularem os trabalhadores. Os empresários portugueses estão mais preocupados em fugir aos impostos, hostilizar os trabalhadores e fazê-los trabalhar mais horas, de que os estimular e responsabilizar na gestão das empresas. (A Autoeuropa, empresa gerida por alemães e sediada em Portugal, tem funcionado com este método e o êxito tem sido total). Portanto, estas mentiras servem apenas para disfarçar a incapacidade dos políticos e dos empresários portugueses. Haja coragem para alterar esta situação e arranjar gente séria e competente antes que o barco afunde de vez. Porca miséria.

Praxe e álcool Pedro Batista Évora

(…) Fui testemunha de situações em que os senhores estudantes incentivaram a bebida mesmo a quem não queria beber, também presenciei situações dos senhores estudantes aflitos com pessoas inconscientes pelo álcool que lhes tinham oferecido. Fora estas situações, tenho conhecimento direto de pessoas que foram violadas por estarem indefesas perante o efeito do álcool, pessoas que foram vítimas de acidentes de viação, entre outros por estas situações, mas penso que por vergonha dos intervenientes estão situações ficam um pouco “abafadas”. Os senhores estudantes devem zelar pelos novos alunos, que muitas vezes não acompanham às suas residências durante a madrugada e estes têm de ir sozinhos, por vezes, depois de terem sido praticamente retirados à “força” de casa, mesmo que tenham aulas no dia seguinte às 8 horas da manhã. Espero que isto dê que pensar a todos os intervenientes envolvidos, para que as pessoas não tenham que prejudicar ninguém, nem passar por más experiências para terem que mudar de atitude.

Efeméride

11 de novembro de 1918

Assinatura do Armistício que põe fim à 1.ª Guerra Mundial

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notícia do armistício chegou célere a Beja. E assim que foi do conhecimento da cidade a suspensão das hostilidades por força da assinatura do armistício, o que ocorreu às cinco horas do dia 11 de novembro de 1918, logo, em Beja, um grupo de sócios da Sociedade Recreativa Artística Bejense organizou uma manifestação de júbilo, uma “marche aux f lambeaux”, como refere a imprensa da época, pelo fim da guerra. Portanto, uma enorme massa de povo saiu à rua, com entusiasmo, tendo à frente a filarmónica União Capricho e, assim, dando vivas ao exército, aos aliados, às nações vitoriosas, à Pátria e à República percorreu as principais ruas de Beja. À noite, novo cortejo se organizou que, depois de voltar a percorrer as artérias da cidade, se veio a concentrar na praça da República onde de uma das janelas da Câmara Municipal falaram à multidão o presidente da Comissão Administrativa da edilidade, José Dias Rosa, Manuel Duarte Laranjo Gomes Palma, Santos Ferro e Gonçalves Correia, os quais saudaram as nações vitoriosas. O curioso desta situação prende-se com o facto de Gonçalves Correia, anarquista de raiz tolstoiana e fundador da Comuna da Luz, em 1917, na herdade das Fornalhas Velhas, Vale de Santiago, ter sido poucos dias depois preso em Beja, mais concretamente a 29 de novembro, e enviado para a prisão do Limoeiro com a acusação de ser um dos organizadores, em Vale de Santiago, da greve geral decretada pela União Nacional, que se desenvolveu de 18 a 22 de novembro de 1918, e um dos impulsionadores dos assaltos aos celeiros dos lavradores que aqui ocorreram. Ainda no âmbito das comemorações da assinatura do Armistício, em Beja, dia 14 de novembro, segundo a imprensa da época, foi distribuído um bodo a 1 050 pobres das quatro freguesias da cidade o qual constava de 500 gramas de carne de vaca, 100 gramas de toucinho, 250 gramas de arroz, 1 quilo de pão de trigo, meio litro de vinho e 20 centavos em dinheiro. A iniciativa do bodo partiu do governo civil e a distribuição destes géneros, adquiridos através duma subscrição pública, foi feita pelas juntas de paróquia das quatro freguesias. Constantino Piçarra

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❝ Páginas esquecidas

“José Agostinho de Macedo, natural de Beja, onde nasceu a 11 de Setembro de 1762 [aliás 1761] filho de Francisco José Teixeira e de Angelica Freire de Andrade; o pae foi prateleiro, e a mãe era illustre, mas pobre; é prégador de Officio, come sem dever cinco reis; falla sempre verdade, dorme sem remorso de crime algum; ralha e ralhará sempre, porque tem a mania de amar sinceramente este Reino.

O poeta de Os Burros visto por Teófilo Braga (1843-1924)

José Agostinho de Macedo (1761-1831) Nos 250 anos do nascimento do escritor, em Beja

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osé Agostinho de Macedo (Elmiro Tagídeo). – Nasceu em Beja em 11 de Setembro de 1761, na época em que o absolutismo pombalino estava no seu esplendor, e faleceu em 1831, quando o regime liberal, que ele combatera polemicamente, se implantava em Portugal pela força das armas, pelo exército formado na emigração. Lutou sempre; fizeram-no professar aos dezassete anos no mosteiro dos frades da Graça, mas a sua mocidade impetuosa e talento natural o lançaram na indisciplina, sofrendo as torturas do cárcere penitencial e por fim a expulsão por díscolo. Por uma vasta leitura adquiriu essa erudição enciclopédica, viciada pelo seu teologismo, e sem uma ideia filosófica, a retórica foi a exibição exterior com que se tornou um pregador inesgotável, e ardente polemista acirrado pela vaidade pessoal, e temível pelo vocabulário adquirido na adolescência plebeia. Como orador, como poeta e como escritor doutrinário é exclusivamente retórico, declamador, exagerando as paixões, que as facções reaccionárias exploraram, lisonjeando-o. No fim da sua vida de luta, disse de si: Eu não fui mais do que um escritor com imaginação. Tendo professado no mosteiro da Graça em 1778, ao fim de doze anos de revolta contra a disciplina claustral, foi expulso solenemente da comunidade em 18 de Fevereiro de 1792. Passou então a presbítero secular, fazendo da prédica o seu ganha-pão, vindo a ser nomeado pregador régio em 1802. Acompanhou a revolução de 1820, tendo sido eleito deputado às cortes constituintes, pondose desde 1823 até à sua morte ao serviço da reacção absolutista. A sua vida literária foi uma constante e virulenta polémica pessoal, dando largas aos sentimentos mais desumanos e à linguagem mais abjecta. O seu orgulho pessoal levou-o a pretender acabar com a glória de Camões, elaborando em 1811 o poema O Gama, para suplantar os Lusíadas; três anos depois refundiu este acervo de oitavas retóricas acrescentando aos dez mais dois cantos, com o título mais sonoro O Oriente. O padre em um longo prólogo fez-se o eco da crítica de Voltaire no Ensaio sobre a Poesia épica. As falsas ideias sobre poesia levaram-no para imitar esse enfadonho naturalismo didáctico-clássico dos sempre deslavados Delille, Chenedollé, Esmenard, Lebrun, Luce de Lancival, Campenon, que eram lidos e apregoados pelos que cultivavam as Ciência Naturais. José Agostinho seguiu esta corrente, no seu poema didáctico Newton, e na Viagem estática ao Templo da Sabedoria. Em 1812 as paixões políticas fizeram-lhe escrever um poema herói-cómico Os Burros, emendado e adaptado às novas crises políticas do constitucionalismo. D. Miguel nomeou-o Cronista-mor do reino, em 1830, exerceu a Censura literária oficial, e morreu quando triunfou no cerco do Porto o regime representativo. Entre os espíritos superiores do fim do século XVIII que aspiravam à transformação de uma nova época social, este escritor pôs o seu talento ao serviço da retrogradação, dando à propaganda odiosa a impetuosidade do seu temperamento pletórico, em que a sinceridade das ideias era suprida pela intolerância das afirmações. Foi por isso rancorosamente odiado pelos que serviam a corrente progressiva do século XIX, e fanaticamente divinizado pelos que lutavam pela estabilidade do regime absolutista. Torna-se difícil a apreciação desta individualidade, cuja biografia é recheada de factos vergonhosos, pondo em relevo um carácter baixo, uma inteligência superficial, uma moralidade afrontosa; mas esse

temperamento impetuoso é o próprio a reconhecer os seus defeitos, a amesquinhar o seu orgulho, e a confessar a simpatia que o animava quando os ódios da ocasião o não empolgavam. Em José Agostinho verifica-se este grande princípio de Maudsley, na Patologia do Espírito: “Na etiologia das desordens mentais, as investigações devem fazer-se sob o ponto de vista social”. Macedo nasceu em Beja, em 11 de Setembro de 1761 e faleceu em Pedrouços, em 2 de Outubro de 1831, quase nos últimos arrancos do governo absolutista de D. Miguel. Entre estas datas compreendem-se profundos abalos sociais, que se reflectiram na sua organização e desenvolvimento individual. Foi gerado ainda sob a emoção do terremoto de 1755 e sob o terror pombalino das prisões de estado e execuções tremendas; criado sob o regime da loucura de D. Maria I e da boçalidade do Príncipe Regente, quando o Intendente Manique reagia canibalmente contra a entrada das Ideias francesas. Bastava o grande facto da Revolução de 1789 para desorientar o cérebro da pobre criança feita frade graciano por vontade régia. A invasão napoleónica e a fuga de D. João VI para o Brasil quebraram-lhe todo o equilíbrio da disciplina de costumes; a estupidez da Regência e o despotismo militar de Beresford em contraste com a Revolução de 1820 que vindicava a independência nacional, fizeram-no pender momentaneamente para as ideias liberais, que ele abandonou servindo a reacção dos Apostólicos, que explorou o seu talento até ao esgotamento e morte. No meio destas correntes desencontradas é que se lhe manifestaram todos os defeitos pessoais e se praticaram os actos que constituem a sua biografia, convertendo todos os ódios que provoca em uma piedosa simpatia final. O temperamento de lutador expande-se nos factos decisivos da sua existência: reagindo nos seus primeiros anos contra a situação da clausura fradesca; contra Bocage e os poetas elmanistas, que ele atacou no primeiro esboço do poema Os Burros; contra os sebastianistas e pedreiros-livres, contra a Carta constitucional e os liberais; contra os admiradores de Camões, visando principalmente Garrett, então redactor do Português. Transcrevemos aqui uma nota autobiográfica posta por Macedo ao poema dos Burros, em que ele próprio se incluiu: “José Agostinho de Macedo, natural de Beja, onde nasceu a 11 de Setembro de 1762 [aliás 1761] filho de Francisco José Teixeira e de Angelica Freire de Andrade; o pae foi prateleiro, e a mãe era illustre, mas pobre; é prégador de Officio, come sem dever cinco reis; falla sempre verdade, dorme sem remorso de crime algum; ralha e ralhará sempre, porque tem a mania de amar sinceramente este Reino. É digno de um logar n’este poema dos Burros, por se haver mettido com elles”. Por esta nota se verifica a malevolência dos seus críticos; do pai disseram que se chamava Tegueira e não Teixeira, que era pasteleiro; a mãe, ainda parente do ilustre bejense Jacinto Freire de Andrade, é acoimada de trato ilícito com o pai do desembargador Francisco Eleutério de Faria e Melo, ajudante do Intendente-Geral da Polícia. Inocêncio em uma cópia das Memórias para a vida de Macedo, apontou que esse indivíduo pagou a sua educação e o meteu a frade graciano. Estas imputações odiosas azedaram-lhe o carácter. Nos apontamentos coligidos pelo grande admirador de Macedo Francisco de Paula Ferreira da Costa, tomamos estas linhas curiosas sobre os seus primeiros anos: “O pae, ourives de Beja, passou a Lisboa, onde se tomou grande official de ourives e cravador de diamantes, e tambem em Lisboa casou com Angelica dos Seraphins Freire, natural de

Lisboa. Faleceram em Beja na rua da Capellinha, em casa propria e decente para aquelle tempo”. Sobre a entrada da pobre criança para frade, refere Ferreira da Costa: “O P.º José Agostinho aos seis annos promettia já um talento raro, de sorte que ouvindo um sermão o repetia no dia seguinte (a substancia) com atavios seus e tão engenhosamente, que admirou os seus ouvintes... O sermão era o prégado na festividade de S. Braz. Vendo D. Pedro III o pae do padre, pediu a este (porque quiz satisfazer o alto empenho dos Gracianos) para que consentisse na entrada do filho para aquella Ordem, o que teve effeito, não obstante não serem esses os desejos do pae e do filho”.

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este facto se explica todo o percurso da sua existência de revolta. Em 1778 professa nos Gracianos de Lisboa com o nome de Fr. José de Santo Agostinho. Na Sátira Elmiro, conta Pato Moniz que fora reprovado em latim pelo seu mestre Fr. António de S. Luís, e depois também reprovado em filosofia e teologia. (Nota 6). Não era a falta de inteligência, mas a reacção dos dezassete anos contra a apatia e estupidez claustral, que o tornavam um cábula e um díscolo. Foi mandado para o Convento de Coimbra, onde se demorou junto do bondoso poeta brasileiro Fr. José de Santa Rita Durão, o autor do poema O Caramuru; ali adquiriu o gosto pela poesia, conservando agradabilíssimas impressões dessa convivência literária. Procedendo-se à eleição do Provincial, veio José Agostinho a Lisboa para a votação, sendo por esse tempo o começo da sua luta com os frades. Lê-se em uma nota do citado Ferreira da Costa: “foi por alguns annos residir em Coimbra. Veiu a Lisboa, e pela eleição do Provincial, faltando Orador, elle subiu ao pulpito pela primeira vez, e improvisou uma oração tão eloquente, que espantou a todos”. Bastava isto para o assaltarem as invejas fradescas. Diz Ferreira da Costa: “Algumas travessuras de rapaz e intrigas fradescas, deram motivo a bastantes máos tratamentos, que recebeu dos Frades”. As travessuras reduziram-se ao furto de umas gulodices, e o castigo a prisão no tronco. Em 1780, foi mandado para Braga para uma cadeira no Convento do Populo, donde fugiria em 1782, sendo sentenciado em 17 de Agosto no Convento de S. João Novo no Porto, por apostasia e roubo de livros na livraria do Populo. Sendo removido para o Convento da Graça, em Évora, por segunda sentença em 21 de Março de 1785, aí escreveu o seu Panegírico ao arcebispo Cenáculo, primeira manifestação do seu talento literário; voltando a Lisboa, mas fugindo da violenta clausura em que se achava, foi remetido por castigo para o convento de Torres Vedras, donde se evade. Por terceira sentença dada no convento da Graça, de Lisboa, em 22 de Julho de 1788, por apostasia, roubo de livraria e fuga do cárcere, meteram-no outra vez no inpace do mosteiro; aí se dedicou à poesia começando o esboço do poema épico Descobrimento da Índia, que veio com o tempo a desenvolver no poema O Gama, que transformou depois no Oriente. José Agostinho recorreu para o Núncio contra a terceira sentença, em 1789, sendo em 7 de Agosto de 1790 dado acórdão contra a resolução do Núncio. Neste ano é que se fixa a chegada de Bocage de regresso da Índia; do seu cárcere saudou-o José Agostinho, com ênfase de admirações, tornando-se pouco depois seu companheiro e comunal na vida desenvolta. Pelos documentos oficiais que precederam a sua expulsão da Ordem graciana em 1792, é que se recompõe a vida tormentosa de anarquia moral a que o impeliram; em 1790 estava sob a alçada do Intendente Manique. O Núncio,


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em carta de 9 de Julho de 1791, pede ao Reitor do Convento de S. Paulo para mandar prender com o auxílio da polícia Fr. José de S. Agostinho, que fugira daquele convento onde fora depositado; por um ofício de 14 de Julho de 1791, ao juiz do crime do Bairro de Santa Catarina, sabe-se que ele furtara na Livraria dos Paulistas vários livros que vendera a João Baptista Reicend, livreiro francês. E por ofício do Intendente Manique de 8 de Outubro de 1791, dirigido ao Prior do Convento da Graça, manda-lhe entregar Fr. José de S. Agostinho, apanhado em trajos de secular e descomposto pelas ruas. Por fim é expulso solenemente da Ordem, que era o que ele pretendia, sendo impelido para a vida airada em 1792. A predilecção da literatura serviu-lhe de equilíbrio, enquanto não irromperam outros ímpetos de vaidade pessoal; em 1793 já elaborava o poema O Gama, e fazia parte da Nova Arcádia, onde tinha o nome poético de Elmiro Tagídeo, que também usava como membro da Arcádia de Roma. Não acompanhou Bocage, quando, em 1794, Elmano rompeu com os poetas da Nova Arcádia, começando aí a muda dissidência que veio a irromper em 1801, entre os dois, por motivo da poesia didáctica. Em 1794, por breve de 27 de Fevereiro, ficou considerado como presbítero secular; seria a necessidade de manter-se em equilíbrio moral que o afastou ostensivamente de Bocage; duraram as suas relações até 1797, quando José Agostinho trabalhava na versão do poema a Tebaida de Stácio, que Bocage retocava, como se gaba na sátira Pena de Talião.

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em recursos para se manter, José Agostinho lançou-se à prédica, fazendo disso uma indústria lucrativa; lia muito, e com uma tendência enciclopédica, adquiriu o entono de pedantismo erudito, e a ênfase retórica, que tanto influiu nos seus versos. Os seus sermões eram facilmente improvisados, e com o seu temperamento violento exaltava-se, impressionando o auditório. Teve ocasiões de pregar no mesmo dia cinco sermões; e essa fonte de receita tornava-o independentemente orgulhoso. Em uma Epístola a Francisco Freire de Carvalho, ele próprio se ri dos seus Sermões e da armadilha que fazia aos vinténs dos saloios. Como suspenso de missa, só lhe restava a prédica; e tanto se assinalou na popularidade, que em 1 de Dezembro de 1802 foi nomeado pregador régio. Conta Ferreira da Costa: “Por este tempo foi o P.e Macedo um açoite constante contra as extravagâncias de Jacobinos e Maçons, com os multiplicados escriptos que publicava, e por isso todos o temiam, e procuravam escapar-se às chicotadas introduzindo-se à sua conversacão”. Ferreira da Costa, que tanto o admirava, e que corrigiu pacientemente todos os seus escritos, escreveu em outra nota ao poema dos Burros: “Isto é segredo; mas é necessario aclarar o sentido do verso: José Agostinho teve a fraqueza de se apaixonar por duas freiras, ambas de Cister; a primeira extinguiu-se o fogo; ficou porém a segunda. Por muito tempo foi diariamente a Odivellas, e o facto é que ella existe ha uns poucos de annos fóra do claustro, e a murmuração publica o argúe de viver na sua companhia com o titulo de sua irmã”. A freira de Odivelas era D. Joana Tomásia de Brito Lobo de Sampaio, sendo os seus amores substituídos pelos de D. Maria Cândida do Vale, que viera do convento de Cós transferida para o de Odivelas, e daí para a casa de José Agostinho, em cuja companhia ele faleceu. O facto de serem estas duas freiras da Ordem dos Bernardos influiu na actividade polémica de José Agostinho, quando em 1826 os frades de Alcobaça lhe pagavam para ele escrever os folhetos da Besta esfolada, com que era combatida a Carta Constitucional. Depois destes amores freiráticos, e quando já D. Maria Cândida do Vale estava desfeiada por moléstia da pele, virou-se José Agostinho para uma freira trina do Convento do Rato, que o admirava, e com ela conservou uma activa correspondência desde 30 de Janeiro de 1820 até fins de 1822, em que transpira um certo idealismo (1); chamava-se ela D. Feliciana, e quando estava para falecer José Agostinho pediu para ser enterrado no Convento do Rato. As suas aventuras com mulheres constam dos documentos oficiais, como o de 12 de Junho de 1788, em que se autentica a sua mancebia com Cláudia Maria Benigna, e o de 25 de Abril de 1807 em que é denunciado ao Santo Ofício por Domingas Eberard, e pela criada do padre por nome Josefa.

Depois das terríveis sátiras trocadas com Bocage, reconciliou-se com ele à hora da morte, e fez-lhe um veemente Epicédio; mas Pato Moniz, que desde as lutas do Botequim das Parras, nunca mais se reconciliara, espalhou que Macedo furtara à irmã de Bocage os manuscritos de Elmano, a pretexto de formar um volume em benefício da desvalida senhora. Em 1806 escreve Macedo o poema A Natureza, que o tribunal da Censura entendeu mandar mudarlhe o título para A Criação, porque a palavra natureza implicava a ideia de ateísmo. José Agostinho pelo seu influxo pessoal entra nas intrigas políticas; em 1807 é empregado como polícia secreta para se descobrir a conspiração de Mafra, pela qual D. Carlota Joaquina pretendia destronar seu marido D. João VI. Acusam-no de ter denunciado o seu amigo o Dr. Sepúlveda. A publicação do poema O Gama, terminado em 27 de Março de 1811, acordou todos os ódios dos amigos e discípulos de Bocage, distinguindo-se entre todos Nuno Álvares Pereira Pato Moniz, que o ridicularizou no poema herói-cómico Agostinheida, e refutou as doutrinas de Macedo contra os Lusíadas, que ele tentava substituir pelo Oriente. No ano de 1820, o ano decisivo da vida política de Portugal, Macedo, que servira a inepta regência, que embaraçava a elevação de uma estátua a Camões, conservou-se em completo silêncio; mas em 1822 chegou a ser eleito deputado, dando-se logo em seguida a restauração do absolutismo de D. João VI em 1823 por imposição dos Apostólicos de Espanha. Ele não se determinou logo na orientação política a seguir, porque em ofício para o Intendente-Geral da Polícia, se diz que José Agostinho invectivou publicamente em 1824 o governo, e que seria conveniente mandá-lo para um convento do Minho ou do Algarve. Nomeado nesse mesmo ano de 1824 censor literário do patriarcado por indicação de Monsenhor Rebelo (2), tomou-se imediatamente o paladino da reacção política religiosa que irrompeu desvairadamente desde a morte de D. João VI, com a regência da histérica Isabel Maria até ao sanguinário governo de seu irmão D. Miguel, que ela ajudara a implantar. José Agostinho foi um dos mais ferrenhos inimigos de Garrett, fazendo com que o cantor de Camões, como redactor do Português fosse encarcerado durante três meses no Limoeiro. Por ordem do odioso Intendente da Polícia, José Joaquim Rodrigues de Bastos, o soporífero autor da Virgem da Polónia e dos banais Discursos religiosos, José Agostinho foi encarregado de intimidar a opinião pública incutindo-lhe o horror do libera lismo, identificando-o com o maçonismo, e pervertendo a apreciação da Carta constitucional outorgada, de 1826. Assim ele preparava as vias para a revolução absolutista de D. Miguel e do império das forças do Cais do Tojo e da Praça Nova. A barbaridade dos actos políticos do governo de D. Miguel foi acompanhada pelo doutrinarismo violento de José Agostinho de Macedo, que era então o espírito dirigente do partido conservador. A sua violência de frase fez recear o próprio poder miguelista, a ponto de na censura prévia lhe ser embaraçada a publicação de certos números do jornal O Desengano.

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Miguel encarregava-o de traduzir os artigos com que o defendiam os absolutistas franceses, e encomendava-lhe folhetos e objurgatórias contra o que escreviam os emigrados portugueses no Padre Amaro e no Chaveco liberal. Chamavam-lhe então o Padre Lagosta por causa da sua face pletórica, e da sua residência do Forno do Tijolo, ele fazia frente a todos os foliculários do liberalismo. Pela sua grande influência no ânimo de D. Miguel, ele estava sempre rodeado de pretendentes, explorado na sua actividade e talento, no arrebatamento de quem se sentia com uma missão social. Combater a pedreirada, como ele chamava aos liberais e esfolar a besta, como ele denominava a Carta outorgada, era para José Agostinho de Macedo o ideal a que votara a existência. Apesar da sua robustez hercúlea, este estado de violência e de rancor moral alteraram-lhe o organismo, prostrando-o em poucos anos.

Diário do Alentejo 11 novembro 2011

Literariamente apreciado, Macedo foi um dos escritores que empregou o mais numeroso e variadíssimo vocabulário, com que enriqueceu a língua portuguesa; neste ponto de vista está a par de Vieira e de Camilo. Tinha a graça popular com toda a espontânea grosseria da chalaça.

Escreve Ferreira da Costa nas citadas notas ao poema dos Burros: “desde 1825 padece grave molestia de bexiga. Primeiro deitou sangue e depois pedras. Tem soffrido fortes inflammações, mas tal é o seu espirito e tal a natureza da molestia, que nos intervallos dos seus ataques não deixa de escrever”. Como o único espírito pensante no regime miguelista, ao passo que ele foi combatido e se ia desmoronando pela selvajaria e pelos atentados diplomáticos, mais recrudesceu o trabalho polémico de José Agostinho de par com a doença. É angustioso o quadro em que nos aparece, revelado nas suas cartas, hidrópico, dormindo à força de láudano duas horas por noite, bebendo na febre contínua chá preto, e no meio das dores da sua estrangúria, escrevendo sempre para manter as polémicas com o doutrinarismo liberal. É neste sofrimento que ele se retira da casa do Forno do Tijolo, para Pedrouços, nos arredores de Lisboa; mas nem aí o deixam. D. Miguel passa-lhe pela porta para o lisonjear, os Jesuítas recém-introduzidos em Portugal vão pedir-lhe vénia, a Pedrouços o vão buscar para os Sermões políticos. Em Pedrouços começou a ser atacado pela gota, e aflige-o a hematúria, mas o trabalho é já de um forçado. D. Miguel nomeia-o em 1830 Cronistamor do Reino, para atenuar o efeito de lhe pedirem moderação nos artigos da Besta esfolada; em 14 de Junho de 1831 é-lhe dada por decreto a pensão de 300$000 réis anuais como cronista. A sua morte foi o prenúncio da derrocada do sistema absolutista. Em um artigo da Gazeta de Lisboa, n.º 243, lê-se: “O Padre José Agostinho de Macedo, residente no sitio de Pedroiços, falleceu no dia dois do corrente Outubro (1831) depois das 11 horas da manhã, por effeito da enfermidade vesical, que havia annos padecia, complicada com a da gotta, a que no dia 17 de setembro sobrevieram sezões, provavelmente symptomaticas, precipitando a doença a sua carreira…”. Sepultado por seu pedido na Igreja das Trinas, do Ratos, foi a chave do caixão entregue a D. Miguel, para lembrança do seu defensor. Macedo, em um relâmpago de bom-senso, confessou que não fora mais do que um homem com imaginação; que não tinha ódio pessoal a ninguém, mas que a única coisa que lhe fazia perder a cabeça era a Carta constitucional. Literariamente apreciado, Macedo foi um dos escritores que empregou o mais numeroso e variadíssimo vocabulário, com que enriqueceu a língua portuguesa; neste ponto de vista está a par de Vieira e de Camilo. Tinha a graça popular com toda a espontânea grosseria da chalaça; o seu estilo é fundamentalmente retórico com ênfase ora da eloquência do púlpito, ora dos versos pautados pelas normas arcádicas: discursa em verso nos seus poemas didácticos, e devaneia na crítica como censo oficial. É um vulto que sintetiza uma época, como essa deplorável regressão de 1823 a 1834, cuja compreensão está dependente da sua biografia. Inocêncio, que estudou longos anos e reuniu materiais para a Vida íntima de José Agostinho de Macedo, desde 1848 a 1863, ainda o tratou com ódio, como inimigo do liberalismo (3). A bibliografia das suas Obras é vasta, pelas suas numerosas edições, e também pelas polémicas que provocou e que sustentou. Infelizmente não se fez ainda uma edição das suas Obras completas, e quando na Academia das Ciências se iam imprimindo os seus Inéditos, um académico em sessão da Assembleia Geral de 5 de Abril de 1900, increpou esses livros como pornográficos! Assim ficou interrompida essa valiosa publicação. Notas do Autor: 1

Por favor de Brito Aranha, obtivemos as Cartas a Soror Feliciana, freira trina, e imprimimo-las a

expensas da Academia Real das Ciências, em 1900, nos Inéditos, de José Agostinho de Macedo. São 57 Cartas, que datam desde 1820. Revelam o estilo afectivo do polemista. 2

Obtivemos, por favor de Brito Aranha, esta colecção das Censuras de 1824 a 1829, e publicámo-las

a expensas da Academia Real das Ciências em 1908, com um Estudo sobre a História da Censura em Portugal. 3

Salvámos esta obra e conseguimos imprimi-la sobre três redacções incompletas, com o título

de Memórias para a vida íntima de José Agostinho de Macedo, publicada a expensas da Academia Real das Ciências, 1 vol. in-8.° grande com XXllI-435 pág. 1908. Ajuntámos-lhe documentos da Inquisição completando a Bibliografia, interrompida desde a notícia do Dicionário Bibliográfico. In Teófilo Braga, História da Literatura Portuguesa. 4.º vol: As Árcades (1.ª ed., 1870-1918). Nova ed. Com prefácio de João Palma Ferreira, 1984.

Recolha Luís Amaro


Ventura sucedeu a Piçarra em Moura

Diário do Alentejo 11 novembro 2011

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Carlos Ventura, treinador da equipa de juniores do Moura Atlético Clube, foi cooptado pela direção do clube para preencher a vaga de técnico da equipa principal provocada pela renúncia de Fernando Piçarra.

Futebol Juvenil Campeonato Nacional de Juniores – 2.ª Divisão Série D – 9.ª jornada: Atlético-Estoril; União de Montemor-BM Almada, 2-3; Despertar-Olhanense, 1-3; Internacional-Oeiras, 3-2; Farense-Imortal, 2-4; Desp.Portugal-Lusitano, 3-2. Líder: Beira Mar de Almada, 20 pontos; 10.º Despertar, 8. Próxima jornada (12/11): Oeiras-Despertar. Campeonato Nacional de Juvenis – Série D 11.ª jornada: Barreirense-V.Setúbal, 0-6; O Elvas-Imortal, 0-0; Olhanense-Oeiras, 0,1; Odemirense-Amora, 5-3; U.Montemor-Estoril, 0-9; Casa Pia-Cova Piedade, 4-2. Líder: Casa Pia, 27 pontos. 7.º Odemirense, 14. Próxima jornada (13/11): Odemirense-Estoril.

Desporto

Campeonato Nacional de Iniciados – Série F – 11.ª jornada: V.Setúbal-Imortal, 2-1; Barreirense-Juventude, 5-2; Lagos-Castrense, 0-0; Olhanense-Odeáxere, 0-2; Despertar-Lusitano, 1-0; Louletano-Lusitano VRSA, 2-0. Líder: Olhanense, 25 pontos. 10.º Despertar, 12. 11.º Castrense, 10. Próxima jornada (13/11):Despertar-Louletano;Barreirense-Castrense.

Campeonato Nacional da 2.ª Divisão

Moura pouco aventurado

O

Moura Atlético Clube estreou Carlos Ventura no comando técnico mas perdeu em Pinhal Novo e tombou para uma zona muito ingrata e perigosa da classificação. Na próxima jornada defronta um adversário direto e pode dar um salto na classificação. “Rei morto, rei posto”. É assim no futebol. Piçarra renunciou, a braços com presumíveis problemas “no balneário”, e Carlos Ventura, elemento do quadro

técnico da formação, foi promovido à equipa principal. Mas como “Roma e Pavia não se fizeram num dia…” o resultado foi uma nova derrota da equipa mourense. Três a zero em Pinhal Novo e a queda para o nono lugar, dois degraus acima da linha de água e apenas a um ponto do 1.º de Dezembro, que é a primeira equipa nessa zona de preocupação. O Tourizense é o adversário que se segue, para uma estreia absoluta no Estádio

do Moura Atlético Clube, mas a equipa de Touriz (Tábua) vem de uma derrota por 2-0 no recinto do Torreense (que deixou seis golos em Moura) e está um degrau acima do Moura com um ponto a mais que os alentejanos. O Moura é capaz de vencer. Neste campeonato, Juventude e Reguengos estão ainda em piores lençóis e o Vendas Novas honra a região com um brilhante segundo lugar. Firmino Paixão

Campeonato Nacional da 3.ª Divisão

Um pouco mais do mesmo…

O

Despertar foi goleado pelo Fabril e o Aljustrelense batido tangencialmente pelo Quarteirense. Ambos jogaram no seu reduto, onde seria obrigatório ganhar pontos. Começa a ser tarde para as duas equipas do distrito encetarem a sua recuperação na tabela de pontos do nacional da terceira divisão. Mais uma ronda negativa, com o Despertar a sofrer quatro golos ante a formação do Fabril do Barreiro e o Mineiro Aljustrelense a sofrer nova derrota no seu campo, por uma bola a zero, mas revelando-se uma equipa sem soluções ainda que recentemente tenham

Aljustrelense As vitórias continuam sem aparecer

chegado novos jogadores para a formação tricolor. A equipa mantém um futebol muito previsível e sem imaginação para abrir o caminho para a baliza contrária. No domingo o Aljustrelense viaja para Lagos, ou seja, para o terreno do líder da prova, o que não augura nada de animador. O Despertar volta a jogar em casa, desta vez com o Sesimbra, e fica a expectativa de os bejenses puderem, finalmente, pontuar. A realidade não é animadora. A primeira equipa acima da linha de manutenção automática já tem 13 pontos (Messinense), o Mineiro tem quatro e o Despertar está em branco. Vamos lá … FP

Nacional 2.ª Divisão 8.ª jornada:

Nacional 3.ª Divisão 8.ª jornada

Distrital 1.ª Divisão 7.ª jornada

Pinhalnovense-Moura ...................................................... 3-0 Fátima-Juventude .............................................................. 2-0 Louletano-Mafra ................................................................ 1-0 Reguengos-Caldas............................................................. 1-0 Monsanto-Vendas Novas ................................................. 0-2 Carregado-1.º de Dezembro.............................................2-1 Sertanense-Oriental...........................................................1-2 Torreense-Tourizense........................................................ 2-0

Despertar-Fabril ................................................................. 1-4 Sesimbra-Lagos ...................................................................1-2 Aljustrelense-Quarteirense ..............................................0-1 Lagoa-Pescadores ............................................................. 0-0 Redondense-U.Montemor ...............................................0-1 Messinense-Farense .......................................................... 1-4

Vasco da Gama-Milfontes .................................................3-2 Guadiana-Almodôvar ....................................................... 2-6 Panóias-Serpa ..................................................................... 4-0 Castrense-São Marcos....................................................... 5-0 Rosairense-Aldenovense ..................................................0-1 Odemirense-Desportivo de Beja ....................................1-1 Sporting de Cuba-Ferreirense .........................................1-2

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Torreense 8 Fátima 8 Estrela Vendas Novas 8 Pinhalnovense 8 Oriental 8 Carregado 8 Sertanense 8 Louletano 8 Tourizense 8 Moura 8 Mafra 8 1.º Dezembro 8 Monsanto 8 Juventude Évora 8 At. Reguengos 8 Caldas 8

5 5 5 5 4 3 3 3 2 2 1 2 1 2 1 1

2 1 1 1 3 4 2 2 4 3 5 2 4 1 2 1

1 2 2 2 1 1 3 3 2 3 2 4 3 5 5 6

18-7 11-7 15-6 14-8 12-6 10-6 9-9 6-7 9-9 9-15 6-7 4-7 7-12 6-12 4-15 5-12

17 16 16 16 15 13 11 11 10 9 8 8 7 7 5 4

Esp. Lagos Farense Fabril Barreiro Pescadores Quarteirense Messinense Sesimbra U. Montemor Lagoa Redondense Aljustrelense Despertar SC

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8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8 8

6 5 5 4 4 4 3 4 2 2 1 0

1 3 0 2 1 1 3 0 3 1 1 0

1 0 3 2 3 3 2 4 3 5 6 8

20-6 18-8 16-10 10-7 11-10 8-8 11-10 8-7 4-8 10-13 6-13 3-25

19 18 15 14 13 13 12 12 9 7 4 0

Castrense Aldenovense Milfontes Ferreirense Odemirense Rosairense Panoias Desp.Beja FC Serpa Vasco da Gama Almodôvar Sp. Cuba S.Marcos Guadiana

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7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 7

6 5 4 4 4 3 3 2 2 3 1 1 1 1

1 0 1 1 1 2 2 3 3 0 2 1 1 0

0 2 2 2 2 2 2 2 2 4 4 5 5 6

22-3 11-6 20-10 12-10 14-7 9-8 10-11 9-9 5-8 14-12 13-14 9-16 6-20 8-28

19 15 13 13 13 11 11 9 9 9 5 4 4 3

Próxima jornada (13/11): Pinhalnovense-Fátima; Juventude -

Próxima jornada (13/11): Despertar-Sesimbra; Lagos-Al-

Próxima jornada (13/11): Milfontes-Sporting de Cuba; Almo-

-Louletano; Mafra-Reguengos; Caldas-Monsanto; Vendas Novas-Carregado; 1.º de Dezembro-Sertanense; Oriental-Torreense; Moura-Tourizanense.

justrelense; Quarteirense-Lagoa; Pescadores-Redon dense; U.Montemor-Messinense; Fabril-Farense.

dôvar-Vasco da Gama; Serpa-Guadiana; São Marcos-Panoias; Aldeno vense-Castrense; Desportivo de Beja-Rosairense; Ferreirense-Odemirense.

Campeonato Distrital de Juniores – 2.ª jornada: Amarelejense-Vasco da Gama, 2-2; Moura-Aljustrelense, 3-2; Odemirense-São Domingos, 3-2; Almodôvar-Desportivo de Beja, 2-4; Castrense-Piense, 4-0. Classificação: 1.º Desportivo de Beja, Moura e Odemirense, 6 pontos. 4.º Castrense, Aljustrelense e São Domingos, 3. 7.º Amarelejense e Vasco da Gama, 1. 9.º Almodôvar e Piense, 0. Próxima jornada (12/11): São Domingos-Amarelejense; Vasco da Gama-Aljustrelense; Desportivo Beja-Odemirense; Piense-Almodôvar; Moura-Castrense. Campeonato Distrital de Iniciados – 4.ª jornada: Desp.Beja-Almodôvar, 2-1; Milfontes-Odemirense, 1-2; Amarelejense-Negrilhos, 7-1; Serpa-Guadiana, 4-2; Ourique-Moura, 1-5; Bairro da Conceição-Ferreirense, 0-1. Líder: Odemirense, 12 pontos. Próxima jornada (13/11): Despertar-Desportivo; Almodôvar-Odemirense; Milfontes-Amarelejense; Negrilhos-Serpa; Guadiana-Ourique; Moura-Bairro da Conceição. Campeonato Distrital de Infantis – Série A (7.ª jornada): Operário-Beringelense, 0-6; Bairro da Conceição-N.S.Beja, 1-6; Alvito-Despertar A, 4-7; Ferreirense-Vasco da Gama, 2-9. Líder: Despertar A, 15 pontos. Próxima Jornada (12/11): N.S.Beja-CA Operário; Despertar A-Bairro da Conceição; Vasco da Gama-Alvito. Série B (3ª Jornada): Aldenovense-São Domingos, 7-3; Serpa-Guadiana, 2-4; Despertar B-Moura,3-8; Barrancos-Piense, 7-6. Líder: Moura, 9 pontos. Próxima Jornada (12/11): São Domingos-Despertar B; Guadiana-Aldenovense; Moura-Barrancos; Piense-Santo Aleixo. Série C (3.ª Jornada): Operário-Almodôvar,4-2; Milfontes-Aljustrelense, 4-0; Boavista-Ourique, 4-4; Renascente-Odemirense, 0-9. Líder: Castrense, seis pontos. Próxima jornada (12/11): Almodôvar-Boavista; Aljustrelense-Operário FC; Ourique-Renascente; Odemirense-Castrense. Campeonato Distrital de Benjamins (3.ª jornada)SérieA:N.S.Beja-Sp.Cuba,4-4;FigueirenseVasco Gama, 0-13; Despertar A-Ferreirense, 0-10; Alvito-Beringelense, 5-3. Líder: Ferreirense, 9 pontos. Próxima jornada (12/11): Cuba-Despertar A; Vasco Gama-N.S.Beja; Ferreirense-Alvito; Beringelense-CB Beja. Série B: Piense-Bairro da Conceição, 1-10; Desp.Beja-Serpa, 0-7; Guadiana-Despertar B, 0-9; Moura-Aldenovense, 1-4. Líder: Despertar B, nove pontos. Próxima jornada (12/11): Bairro da Conceição-Guadiana; Serpa-Piense; Despertar B-Moura; Aldenovense-Amarelejense. Série C: Rosairense-Odemirense, 0-8; Castrense-Almodôvar, 3-5; Ourique-Milfontes, 4-10; Aljustrelense-Panóias, 15-0. Líder: Castrense, seis pontos. Próxima jornada (12/11): Odemirense-Ourique; Almodôvar-Rosairense; Milfontes-Aljustrelense; Panóias-Renascente. Taça Armando Nascimento – Juvenis (1.ª jornada): Aljustrelense-Desportivo de Beja, 2-1; Boavista-Castrense, 0-3; Despertar-Aldenovense, 5-0; Moura-Sporting Cuba, 4-2. Líder: Despertar, três pontos. Próxima jornada (13/11): Desportivo Beja-Boavista; Sporting Cuba-Aljustrelense; Castrense-Despertar; Aldenovense-Moura. Campeonato Distrital de Futebol Feminino – 3.ª jornada: Ourique-CB Castro Verde, 2-3; Aljustrelense-CB Almodôvar, 9-2; Odemirense-Serpa,1-2. Líder: Aljustrelense, 7 pontos. Próxima jornada (19/11): CB Castro Verde-Serpa; CB Almodôvar-Ourique; Aljustrelense-Odemirense. Campeonato Distrital de Futsal – 2.ª jornada: IP Beja-Alcoforado,3-2; A.Surdos Beja-Almodovarense,1-12; N.S. Moura-Vila Ruiva, 7-2; Alfundão-VNSBento, 5-9. Líder: VNSBento, seis pontos. Próxima jornada (18/11): Vila Ruiva-IPBeja; Alcoforado-Almodovarense; VNSBento-N.S.Moura; A.Surdos Beja-Alfundão.


Disputa-se amanhã, sábado, a primeira jornada da Taça Distrito de Beja em Futebol Feminino, com a realização dos seguintes jogos: Odemirense-Serpa; Casa do Benfica de Castro Verde-Casa do Benfica de Almodôvar e Aljustrelense-Ourique. Os jogos iniciam-se às 15 horas.

Hoje palpito eu... Carlos Alberto Matos Agatão “Palico”

F

A.F.Beja altera calendário A 11.ª jornada do Distrital da 1.ª Divisão foi antecipada de 8 de dezembro para o próxima dia 20, face à não realização do Torneio Inter-Regional Eusébio, na categoria de Sub/20, inicialmente agendado para os dias 19 e 20 do corrente mês.

Campeonato Distrital da 1.ª Divisão

Os “guerreiros” de Vila Nova

A

bundância de golos numa jornada em que o líder cumpriu e o Aldenovense chegou ao segundo lugar. O Serpa tropeçou em Panoias e as equipas do Mira perderam pontos. No domingo há jogo grande na “Aldeia”. Vinte e oito golos marcados, média de quatro por cada jogo, com destaque para as goleadas do Almodôvar, Castrense e Panoias. Reviravolta no marcador no jogo da Vidigueira rende cinco tentos, mas três

equipas ficaram em branco. Os comandados de Carlos Guerreiro venceram no Rosário e alcançaram o segundo posto da tabela, beneficiando da perda de pontos do Milfontes, Odemirense e Serpa. Vitória folgada da equipa de Panoias, com os comandados de Careca a deixar os cabelos em pé aos serpentinos. O Desportivo de Beja conseguiu um ponto precioso em Odemira e o Ferreirense ganhou em Cuba. O castrense lidera e

aumentou a margem para o segundo classificado, assistindo tranquilamente às escaramuças no pelotão de perseguidores. No domingo joga-se mais uma ronda, com jogos de grande interesse de onde sobressai a visita do Castrense ao recinto dos “guerreiros” de Vila Nova de São Bento. Mas espera-se outro tipo de emoções em Beja, com a visita do Rosairense, e em Ferreira, onde atua o Odemirense.

oi um dos “pontas de lança” mais temidos do seu tempo. Ao excelente porte físico aliava um remate potente e um excelente posicionamento no coração da área. Esteve ligado aos melhores momentos do Desportivo de Beja, clube que representou antes de rumar a Angola para vestir a camisola do Benfica de Lubango. Terminou a sua carreira de jogador no Ferreirense e enveredou pela área técnica, regressando nessa qualidade ao Desportivo de Beja. No seu vasto e rico currículo de treinador, orientou também clubes como o Serpa, Aljustrelense, Sporting Ferreirense, Desportivo da Neves, Sporting Figueirense, Odemirense e Vasco da Gama da Vidigueira. Hoje, com 65 anos e sem atividade desportiva, deixa o seu vaticínio para os jogos do fim de semana.

Firmino Paixão

(1) MILFONTES/SPORTING DE CUBA A interessante carreira que o Milfontes tem feito neste campeonato, e o reconhecimento do grande valor do seu plantel, justificam o meu favoritismo. (1) ALMODÔVAR/VASCO DA GAMA O Desportivo de Almodôvar é uma equipa muito aguerrida e difícil de derrotar no seu campo. Está a recuperar dos maus resultados do início de época e é favorita. (1) SERPA/GUADIANA O Serpa tem um plantel experiente e tem pela frente um adversário que lhe permitirá fazer esquecer a derrota pesada que sofreu no último domingo em Panoias.

Cabeça Gorda Ferrobico lidera distrital da 2.ª divisão

Campeonato Distrital da 2.ª Divisão

Piense goleou e já é segundo

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ma jornada interessante. O líder marcou passo e a luta pelo segundo lugar aqueceu. O Barrancos ganhou o primeiro ponto deixando o Negrilhos sozinho no fundo da tabela. Surpreendido em casa pela formação da Amareleja o Cabeça Gorda deixou escapar mais dois pontos. Ainda é líder isolado, mas com uma vantagem cada vez mais escassa. Valeu a goleada que o Piense impôs ao Renascente e o empate do Bairro da Conceição em Saboia, para que o Ferrobico se mantenha sozinho na frente da classificação. Uma ronda com três empates, sobressai o ponto conquistado pelo Barrancos, duas

vitórias fora de casa e o Piense, jogando em casa, foi a única equipa que venceu no seu campo e de forma, com um categórico quatro a zero à formação de São Teotónio, sendo que tem menos um jogo que os outros parceiros de topo. A perseguição ao líder agora é feita a três, mas realça-se que entre o primeiro e o sétimo postos existe apenas uma diferença de quatro pontos. O campeonato está emotivo. Na ronda de amanhã, entre os primeiros quatro da tabela, o Bairro da Conceição é o único a jogar em casa (o Renascente descansa) e, sendo favorito, pode igualmente ganhar pontos noutros campos. Resultados da 6.ª jornada: Sanluizense-

-Messejanense, 0-1; Barrancos-Alvorada, 2-2; Cabeça Gorda-Amarelejense, 1-1; Saboia-Bairro da Conceição, 1-1; Negrilhos-Ourique, 1-2; Piense-Renascente, 4-0. Folgou o Vale de Vargo. Classificação: 1.º Cabeça Gorda, 14 pontos. 2.º Piense, Bairro da Conceição e Renascente, 12. 5.º Messejanense, Ourique e Amarelejense, 10. 8.º Alvorada, 8. 9.º Saboia, 7. 10.º Sanluizense, 4; 11.º Vale de Vargo e Barrancos, 1. 13.º Negrilhos, 0. Próxima jornada (12/11):Vale de Vargo-Sanluizense; Messejanense-Barrancos; Alvorada-Cabeça Gorda; Amarelejense-Saboia; Bº Conceição-Negrilhos; Ourique-Piense. Folga o Renascente. FP

(X) S. MARCOS/PANOIAS Estamos em presença de duas equipas muito semelhantes no valor e nos objetivos, pelo que o empate virá ao encontro dos anseios de ambos. (X) ALDENOVENSE/CASTRENSE O Aldenovense está bem reforçado, é uma equipa muito equilibrada e será bem capaz de bater o pé ao Castrense, líder do campeonato e favorito à conquista do título. (1) DESPORTIVO DE BEJA/ROSAIRENSE Mesmo em tempo de crise diretiva, fator que pode afetar o plantel, o Desportivo de Beja tem sempre argumentos para vencer a formação do Rosário. (X) FERREIRENSE/ODEMIRENSE São equipas que têm nos seus plantéis jogadores com um valor acima da média. Não me surpreende a vitória de qualquer delas, mas o empate é o desfecho mais provável.

19 Diário do Alentejo 11 novembro 2011

Taça de futebol feminino amanhã


Taça distrito em futsal começa hoje à noite

Diário do Alentejo 11 novembro 2011

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A 2.ª jornada da Taça Distrito de Beja, em futsal, começa a disputar-se esta noite (pelas 21 horas) com o jogo entre o Núcleo Sportinguista de Moura e o Instituto Politécnico de Beja e completa-se amanhã (pelas 19 horas) com a partida ente o Alcoforado e o Alfundão.

Taça Fundação Inatel Agenda da 3.ª jornada Série A – 12/11/11 Cercalense-Cavaleiro, Malavado-C. Redondo, Soneguense-Longueira. Série B – 13/11/11 Santaclarense-Nave Redonda, Pereirense-Garvão, Amoreiras-Relíquias, Luzianes-Colense. Série C – 12/11/11 S.Vitória-Figueirense, Penedo Gordo-S.Matias, Mom-

beja-Faro Alentejo, Beringelense-Jungeiros. Série D – 12/11/11 Louredense-Neves, Sobral D’Adiça-Brinches, Quintos-Ficalho, Serpense-Salvadense. Série E – 12/11/11 Sanjoanense-S.Clara Nova, Trindade-Sete, Albernoense-Alcariense, A.Fernandes-Almodovarense.

III Escalada de São Gens em Serpa

Papacinza e trepa montanhas O atleta Carlos Papacinza, do Clube Natureza de Alvito, venceu a III Escalada de São Gens, em Serpa, e conquistou o seu terceiro título distrital de montanha. No setor feminino brilhou a odemirense Ana Rita Candeias. Texto e foto Firmino Paixão

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om a participação de cerca de centena e meia de atletas de vários escalões, realizou-se em Serpa a terceira edição da Escalada de São Gens, prova coincidente com o Campeonato Distrital de Montanha. Carlos Papacinza, um diamante do atletismo regional lapidado por Joaquim Patrício na “joalharia” do Clube Natureza de Alvito, venceu categoricamente, garantindo o tempo de 27.19,9’ para os 7 600 metros de prova, menos de 13 segundos que o júnior colega de equipa João Figueiredo. De resto, nos primeiros 10 lugares da classificação absoluta da escalada o Clube Natureza de Alvito conseguiu metade das posições. No

Carlos Papacinza, o vencedor

setor feminino a vitória pertenceu a Ana Catarina Dias, atleta do Núcleo Desportivo e Cultural de Odemira. No final da prova, e depois de virtualmente consagrado pelo Abade Correia da Serra, em cuja avenida estava traçado o risco de meta, Carlos Papacinza revelou: “A prova correu-me muito bem, é um percurso muito exigente em que é preciso dosear bem o esforço e foi com isso que me preocupei”. E acrescentou: “Estava confiante na vitória, geri bem a parte mais dura que é a rampa para São Gens, porque sabia que na parte final tinha que estar forte para assegurar o triunfo”. O atleta sublinhou ainda: “Foi o meu terceiro título de montanha, ganhei dois aqui em Serpa e o terceiro na Escalada do Mendro”. Falando sobre os objetivos da temporada, o atleta disse: “Uma boa prestação no nacional de crosse curto e pelo nacional de corta mato, mas quero igualmente fazer algumas marcas interessantes em pista (3 000 e 5 000 metros)”. A competição foi organizada pela Câmara Municipal de Serpa em parceria com a Associação de Atletismo

de Beja e o apoio das juntas de freguesia de Salvador e Santa Maria. Resultados: Benjamins A – masculinos: 1.º Pedro Pereira (Castrense); femininos: 1.ª Matilde Trindade (CNAlvito). Benjamins B – masculinos: 1.º Diogo Conceição (CNAlvito); femininos: 1.ª Beatriz São Pedro (Castrense). Infantis – masculinos: 1.º João Silva (NarMessejana); femininos: 1.ª Ana Braga (BejaAC). Iniciados – masculinos: 1.º José Moço (CNAlvito); femininos: 1.ª Maria Rosário Silva (NarMessejana).Juvenis–masculinos: 1.º Mussa Djau (BejaAC); femininos: 1.ª Ana Catarina Dias (NDCOdemira). Juniores – masculinos: 1.º João Figueiredo (CNAlvito); femininos: 1.ª Rita Guerreiro (NDCOdemira). Seniores femininos: 1.ª Ângela Silvério (CNAlvito). Veteranos A: 1.º Fernando Santos (CNAlvito). Veteranos B: 1.º José Afonso (Piense). Veteranos C: 1.º Marcolino Batista (JDNeves). Seniores masculinos: 1.º Carlos Papacinza (CNAlvito); 2.º Celso Graciano (BejaAC); 3.º João Cruz (BejaAC); 4.º Nuno Patrício (CNAlvito); e 5.º José Ventura (BejaAC).

Despertar SC José Saúde

Com oito jogos já disputados no venturoso regresso à III Divisão nacional – época 2011/12 – o Despertar regista outras tantas derrotas, sendo que numa análise profícua à conduta dos despertarianos nesta campanha, o seu querer e vontade são armas insuficientes para ultrapassar adversários que se apresentam em campo com outros adubos que fazem fulgir sementes diametralmente opostas àquelas que os responsáveis do histórico clube atempadamente programaram. Olhando a atual realidade, o Despertar, à oitava jornada, é o lanterna vermelho da série F, marcou apenas três golos e sofreu 25. Um pecúlio deveras espinhoso para uma agremiação desportiva que soube sempre dignificar a sua imagem nas competições onde justamente participou. É certo que a formação do atual plantel não se apresentou fácil. As escolhas obedeceram a princípios que se enquadraram com a exatidão financeira disponível. Jogou-se com cuidados contemporizados. Recordo que na pré-época falou-se sobre a desistência do Despertar do campeonato nacional da III divisão. Mediram-se os prós e os contras e os dirigentes assumiram a participação da equipa nos nacionais. É evidente que perante a realidade constatada, a que se juntou o esvaziar de pedras básicas do anterior plantel, tudo se complicou. Recordo com a ligeireza que o meu conhecimento impõe, que o Despertar foi, e é, uma referência que marcou indubitavelmente o fenómeno futebolístico bejense na área da formação. Das suas hostes saíram atletas para clubes de grande dimensão nacional. Hoje, mandam os anais da história que não assumamos unilateralmente esse condão ao fazermos somente eco do número de atletas movimentado ao longo da época, sabendo-se que muitos deles não são utilizados em competições oficiais, sendo que clubes existem que muito reclamam as benevolências do velhinho rasga. É hora para saímos do casulo, observarmos os contextos deparados e concluirmos se esta é, afinal, a razão que nos rodeia. Força, Despertar!


Realiza-se no próximo dia 20 o XIX Crosse dos Cavaleiros, prova organizada em parceria pelo Núcleo Desportivo e Cultural de Odemira, Câmara Municipal de Odemira e Junta Freguesia de Vale de Santiago. A prova, coincidente com o corta mato de abertura da A.A.Beja, é aberta a todos os escalões e inicia-se às 9 horas.

Encontro de “traquinas” apresentado em Beja

A Associação de Futebol de Beja reúne na próxima segunda-feira, dia 14, pelas 21 horas, com os clubes seus filiados para apresentação do modelo de organização das competições que envolvem o escalão de “traquinas”.

21 Diário do Alentejo 11 novembro 2011

XIX Crosse dos Cavaleiros em Odemira

Columbófilia A Associação Columbófila do Distrito de Beja já divulgou o calendário de provas para a época 2012, que inclui provas de velocidade (sete), meio fundo (sete), fundo (sete) e sete “yearlings” (concurso de borrachos). A época abre oficialmente no dia 18 de fevereiro com a realização de treinos para as zonas sul e centro leste.

Centro de estágio de kayak-pólo

Pagaia Sul tem projetos para Beja A Associação Juvenil Pagaia Sul vai candidatar Beja para a criação de um centro de estágio de kayak-pólo e fixar na cidade uma etapa no campeonato nacional da modalidade. Texto e foto Firmino Paixão

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qualidade e o desenho do tanque da piscina olímpica da cidade de Beja, a localização geográfica e o clima da região são argumentos fundamentais para suporte de uma candidatura para a criação em Beja de um centro de estágio de kayak-pólo e para acolher, anualmente, uma das etapas do campeonato nacional da modalidade. A notícia foi avançada ao “Diário do Alentejo” por Paulo Remechido, dirigente da Associação Juvenil Pagaia Sul, que explica: “A ideia da criação do centro de estágio surgiu porque no sul do País não existe nenhum, temos apenas um em Montemor-o-Velho, que é o Centro de Alto Rendimento de Canoagem, mas a Federação pretende criar um para o kayak-pólo e como nós temos as infraestruturas dependerá apenas da nossa capacidade e das parcerias que conseguirmos”. O dirigente pormenorizou: “Temos que dar um segundo passo que é manifestar a nossa intenção de receber o centro. Temos infraestruturas, temos que estabelecer uma parceria com a Câmara Municipal de Beja e depois passar à concretização. Será sempre uma mais-valia para a utilização da piscina, desde que seja garantida a sua disponibilidade durante o inverno, e o espaço acaba por ser dinamizado em vez de estar fechado e ao abandono”. Paulo Remechido sublinhou também a oportunidade de se realizar em Beja anualmente uma das etapas do campeonato nacional, facto a que não será alheio o mérito da Pagaia Sul que, na época passada, conseguiu um brilhante terceiro lugar na primeira divisão nacional: “Temos a hipótese de realizar aqui uma das fases do campeonato nacional, teremos apenas que nos candidatar, o que ainda não tinha acontecido porque não tínhamos a garantia da Câmara de Beja de que a piscina olímpica se manteria disponível durante a época de inverno, andamos nisto há sete anos e não íamos avançar”. O dirigente adiantou que a Federação solicitou à associação que enviasse a candidatura, pelo que vão fazê-lo, “o que acaba por ser interessante para a cidade”.

Andebol Zona Azul consolidou liderança Com uma vitória algo suada no jogo que disputou em casa com a formação do Loures, a formação bejense viu o rival mais direto perder em casa com a equipa do Lagoa e consolidou a liderança ganhando margem para enfrentar a jornada de folga, que o Boa Hora, segundo classificado, já cumpriu. Campeonato Nacional da 3.ª Divisão de Seniores Masculinos (7.ª jornada): Oriental-Almada, 36-27; Boa Hora-Lagoa, 20-23; Costa D’Oiro-Redondo, 21-21; Zona Azul-Loures, 32-29; Torrense-A.C.Sines, 34-14. Líder: Zona Azul, 19 pontos. 5.º N.A.Redondo, 14. 11.º Andebol Clube Sines, 8. Próxima jornada (12/11): Náutico Guadiana-Zona Azul; A.C.Sines-Boa Hora; N.A.Redondo-Torrense. O Campeonato Nacional da 1.ª Divisão de Iniciados Masculinos é retomado amanhã, sábado, com o Centro de Cultura Popular de Serpa a jogar em casa (16 horas) com o Vela de Tavira.

Hóquei em patins Grândola lidera invicto Campeonato Nacional da 3.ª Divisão Zona Sul (3.ª jornada): Azeitonense-Seixal, 6-3; Aljustrelense-Lisbonense, 2-8; Boliqueime-H. Santiago, 5-2; Castrense-H.Grândola, 2-5; Os Lobinhos-Estremoz, 5-4. Folgou a Juventude Salesiana. Líder: Hóquei de Grândola, nove pontos. 8.º H Santiago, 3. 9.º Castrense, 1. 10.º Estremoz e Aljustrelense, 0. Próxima jornada (12/11): H.Santiago-Aljustrelense; H.Grândola-Boliqueime; Estremoz-Castrense. Na 2.ª Divisão Nacional disputou-se também a 3.ª jornada e o Hóquei Clube Vasco da Gama, de Sines, folgou dado o número impar de equipas na zona sul.

Futsal Baronia empatou em casa

“A ideia da criação do centro de estágio surgiu porque no sul do País não existe nenhum, temos apenas um em Montemor-oVelho, que é o Centro de Alto Rendimento de Canoagem, mas a Federação pretende criar um para o kayak-pólo”

A Associação Pagaia Sul nasceu em 2004 como valor residual do movimento que pretendeu organizar em Beja o Mundial de Kayak-Pólo de 1998, evento que acabou por ser desviado para Aveiro. “As sementes germinaram e surgiu a Pagaia Sul criada por jovens que gostavam deste desporto, e cujo financiamento principal passa pela exploração do espaço de restauração Cais da Planície, existente no parque da Cidade de Beja”, explica Remechido. À existência de boas infraestruturas e de uma forte dinâmica estes jovens empreendedores aliam um potencial técnico que se revelou recentemente com a presença de três atletas do clube integrados nas seleções nacionais que em setembro disputaram os europeus em Madrid.

Campeonato Nacional da 3.ª Divisão de Futsal – Resultados da 4.ª jornada: Évora Futsal-Rangel, 4-5; Atalaia-Independentes, 1-5; Baronia-Quinta Conde, 5-5; Sassoeiros-Sonâmbulos, 2-2; Messines-Indefectiveis, 5-6; Sporting Viana-Portel, 2-4; Benfica VRSA-Louletano, 0-2. Líder: Rangel, 12 pontos. 6.º Independentes Sines, 7. 9.º Sporting Viana, 3. 11.º Baronia, 2. 14.º Évora Futsal, 4. Próxima jornada (12/11) Indefetíveis-Baronia; Independentes-Messines; Quinta Conde-Évora Futsal; Sporting Viana-Atalaia.

Basquetebol BBC perdeu em casa O Beja Basket Clube perdeu em casa com os Salesianos de Évora (41-59) no jogo inaugural do Campeonato Nacional da 2.ª Divisão de Basquetebol Zona Sul. Na próxima jornada a equipa bejense folga, face à desistência do Barreirense, seu adversário de enquadramento.


saúde

Sexta-feira, 11 NOVEMBRO 2011 Nº 1542 (II Série)

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Análises Clínicas

Medicina dentária ▼ Dr.ª Heloisa Alves Proença Médica Dentista Directora Clínica da novaclinica

Laboratório de Análises Clínicas de Beja, Lda. Dr. Fernando H. Fernandes Dr. Armindo Miguel R. Gonçalves Horários das 8 às 18 horas; Acordo com beneficiários da Previdência/ARS; ADSE; SAMS; CGD; MIN. JUSTIÇA; GNR; ADM; PSP; Multicare; Advance Care; Médis FAZEM-SE DOMICÍLIOS Rua de Mértola, 86, 1º Rua Sousa Porto, 35-B Telefs. 284324157/ 284325175 Fax 284326470 7800 BEJA

Cardiologia

RUI MIGUEL CONDUTO Cardiologista - Assistente de Cardiologia do Hospital SAMS CONSULTAS 5ªs feiras CARDIOLUXOR Clínica Cardiológica Av. República, 101, 2ºA-C-D Edifício Luxor, 1050-190 Lisboa Tel. 217993338 www.cardioluxor.com Sábados R. Heróis de Dadrá, nº 5 Telef. 284/327175 – BEJA MARCAÇÕES das 17 às 19.30 horas pelo tel. 284322973 ou tm. 914874486

MARIA JOSÉ BENTO SOUSA e LUÍS MOURA DUARTE

Cardiologistas Especialistas pela Ordem dos Médicos e pelo Hospital de Santa Marta Assistentes de Cardiologia no Hospital de Beja Consultas em Beja Policlínica de S. Paulo Rua Cidade de S. Paulo, 29 Marcações: telef. 284328023 - BEJA

Exclusividade em Ortodontia (Aparelhos) Master em Dental Science (Áustria) Investigadora Cientifica - Kanagawa Dental School – Japão Investigadora no Centro de Medicina Forense (Portugal) Rua Manuel Antó António de Brito n.º n.º 6 – 1.º 1.º frente. 78007800-522 Beja tel. 284 328 100 / fax. 284 328 106

Assistente graduado de Ginecologia e Obstetrícia

ALI IBRAHIM Ginecologia Obstetrícia Assistente Hospitalar Consultas segundas, quartas, quintas e sextas Marcações pelo tel. 284323028

FRANCISCO BARROCAS

Técnica de Prótese Dentária Vários Acordos

(Diplomada pela Escola Superior de Medicina Dentária de Lisboa)

CLÍNICA MÉDICA ISABEL REINA, LDA.

Obstetrícia, Ginecologia, Ecografia

Psicologia Clínica Psicoterapeuta e Terapeuta Familiar Membro Efectivo da Sociedade Portuguesa de Terapia Familiar e da Associação Portuguesa de Terapias Comportamental e Cognitiva – Lisboa

CIRURGIA VASCULAR TRATAMENTO DE VARIZES

Oftalmologia

JOÃO HROTKO Especialista pela Ordem dos Médicos Chefe de Serviço de Oftalmologia do Hospital de Beja

Rua Bernardo Santareno, nº 10 Telef. 284326965 BEJA

Clínica Geral e Medicina Familiar (Fac. C.M. Lisboa) Implantologia Oral e Prótese sobre Implantes (Universidade de San Pablo-Céu, Madrid)

Fisioterapia

CONSULTAS EM BEJA 2ª, 4ª e 5ª feira das 14 às 20 horas EM BERINGEL Telef 284998261 6ª e sábado das 14 às 20 horas

LUÍSA GALVÃO PSICOLOGIA CLÍNICA Consultas Crianças, Adultos e Avaliação Psicológica

Marcações pelo tm. 919788155

Rua do Canal, nº 4 7800 BEJA

Dermatologia Fisioterapia

DRA. TERESA ESTANISLAU CORREIA Marcação de consultas de dermatologia:

Medicina dentária ▼

Consultório Centro Médico de Beja Largo D. Nuno Álvares Pereira, 13 – BEJA Tel. 284312230

Luís Payne Pereira

HELIODORO SANGUESSUGA

CONSULTAS às sextas-feiras das 9 às 20 horas Tel. 284326965 Tlm. 967630950

DR. JAIME LENCASTRE Estomatologista (OM) Ortodontia

JORGE ARAÚJO Assistente graduado de ginecologia e obstetrícia ULSB/Hospital José Joaquim Fernandes Consultas e ecografia 2ªs, 4ªs, 5ªs e 6ªs feiras, a partir das 14 e 30 horas Marcações pelo tel. 284311790 Rua do Canal, nº 4 - 1º trás 7800-483 BEJA

Acordos com A.D.S.E., ACS-PT, CGD, Medis, Advance Care, Multicare, Seguros Minis. da Justiça, A.D.M.F.A., S.A.M.S. Marcações pelo 284322446; Fax 284326341 R. 25 de Abril, 11 cave esq. – 7800 BEJA

Estomatologia Cirurgia Maxilo-facial ▼

DR. MAURO FREITAS VALE MÉDICO DENTISTA

Marcações pelo telefone 284321693 ou no local Rua António Sardinha, 3 1º G 7800 BEJA

Pneumologia

NERVOSO CONSULTAS

Dr. José Loff

telfs.284322387/919911232 Rua Tenente Valadim, 44 7800-073 BEJA

Psiquiatria

FERNANDO AREAL MÉDICO Consultor de Psiquiatria

MÉDICO ESPECIALISTA EM CLÍNICA GERAL/ MEDICINA FAMILIAR Marcações a partir das 14 horas Tel. 284322503 Clinipax Rua Zeca Afonso, nº 6-1º B – BEJA

Urologia

AURÉLIO SILVA UROLOGISTA

Consultas :de segunda a sexta-feira, das 9 e 30 às 19 horas Rua de Mértola, nº 43 – 1º esq. Tel. 284 321 304 Tm. 925651190 7800-475 BEJA

Consultório Rua Capitão João Francisco Sousa 56-A 1º esqº 7800-451 BEJA Tel. 284320749

Oftalmologia

Urgências Prótese fixa e removível Estética dentária Cirurgia oral/ Implantologia Aparelhos fixos e removíveis VÁRIOS ACORDOS

CÉLIA CAVACO Oftalmologista pelo Instituto Dr. Gama Pinto – Lisboa

DOENÇAS PULMONARES ALERGOLOGIA Sidónio de Souza

Assistente graduada do serviço de oftalmologia do Hospital José Joaquim Fernandes – Beja

Ex-Chefe Serviço Hospital Pulido Valente

Marcações de consultas de 2ª a 6ª feira, entre as 15 e as 18 horas Rua Dr. Aresta Branco, nº 47 7800-310 BEJA Tel. 284326728 Tm. 969320100

Consultas às 5ªs feiras Marcações: tel. 284 32 25 03 CLINIPAX Rua Zeca Afonso, nº 6 1º B - BEJA

a partir das 15 horas MARCAÇÕES pelos

GASPAR CANO

Clínica do Jardim

Clínica Dentária

às 3ªs e 4ªs feiras,

HORÁRIO: Das 11 às 12.30 horas e das 14 às 18 horas pelo tel. 218481447 (Lisboa) ou Em Beja no dia das consultas às quartas-feiras Pelo tel. 284329134, depois das 14.30 horas na Rua Manuel António de Brito, nº 4 – 1º frente 7800-544 Beja (Edifício do Instituto do Coração, Frente ao Continente) Clínica Geral

Praça Diogo Fernandes, nº11 – 2º Tel. 284329975

DOENÇAS DO SISTEMA Fisiatria – Dr. Carlos Machado Psicologia Educacional – Elsa Silvestre Psicologia Clínica – M. Carmo Gonçalves Tratamentos de Fisioterapia – Classes de Mobilidade – Classes para Incontinência Urinária – Reeducação dos Músculos do Pavimento Pélvico – Reabilitação Pós Mastectomia

Médico Dentista Consultas em Beja

Centro de Fisioterapia S. João Batista

Generalista CONSULTAS DE OBESIDADE

Marcações pelo telef. 284325059

Neurologista do Hospital dos Capuchos, Lisboa

DR. JOSÉ BELARMINO

Médico Especialista pela Ordem dos Médicos e Ministério de Saúde

de Sousa, 56-A – Sala 8

DRª CAROLINA ARAÚJO

JOSÉ BELARMINO, LDA.

DR. A. FIGUEIREDO LUZ

ACS, CTT, EDP, CGD, SAMS.

Consultas de Neurologia

CLÍNICA MÉDICA DENTÁRIA

Rua Capitão João Francisco Acordos com:

Neurologia

Obesidade

Consultas de 2ª a 6ª

Convenções com PT-ACS CONSULTÓRIOS: Beja Praça António Raposo Tavares, 12, 7800-426 BEJA Tel. 284 313 270 Évora CDI – Praça Dr. Rosado da Fonseca, 8, Urb. Horta dos Telhais, 7000 Évora Tel. 266749740

Rua General Morais Sarmento. nº 18, r/chão Telef. 284326841 7800-064 BEJA

Prótese/Ortodontia CONSULTAS 2ªs, 3ªs e 5ªs feiras Rua Zeca Afonso, nº 16 F Tel. 284325833

Médico oftalmologista

Rua António Sardinha, 25r/c dtº Beja

Cirurgia Vascular

HELENA MANSO

Beja: CLINIPAX, Rua Zeca Afonso, nº 6 - 1º-B, 7800-522 Beja Tel./Fax 284322503 TM. 917716528 Albufeira: OFICINA DOS MIMOS – CENTRO DE DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA E DA FAMÍLIA DO SUL, Quinta da Correeira, Lote 49, 8200-112 Albufeira Tel. 289541802 Tm. 969420725

FERNANDA FAUSTINO

Ginecologia/Obstetrícia

FAUSTO BARATA

Psicologia

Nutricionismo

Luís Viegas Serra

Hospital de Beja Doenças de Rins e Vias Urinárias Consultas às 6ªs feiras na Policlínica de S. Paulo Rua Cidade S. Paulo, 29 Marcações pelo telef. 284328023

BEJA Otorrinolaringologia ▼

Aconselhamento Nutricional

DR. J. S. GALHOZ Ouvidos,Nariz, Garganta

Clínica Médica Dr. Domingos Machado Carvalho, Lda.

Exames da audição

Praça António Raposo Tavares, n.º 12 7800-246 BEJA Tel. 284313270

Consultas a partir das 14 horas Praça Diogo Fernandes, 23 - 1º F (Jardim do Bacalhau) Telef. 284322527 BEJA


saúde

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Diário do Alentejo 11 novembro 2011

PSICOLOGIA ANA CARACÓIS SANTOS – Educação emocional; – Psicoterapia de apoio; – Problemas comportamentais; – Dificuldades de integração escolar; – Orientação vocacional; – Métodos e hábitos de estudo GIP – Gabinete de Intervenção Psicológica Rua Almirante Cândido Reis, 13, 7800-445 BEJA Tel. 284321592

Clínica Médico-Dentária de S. FRANCISCO, LDA. Gerência de Fernanda Faustino Acordos: SAMS, ADMG, PSP, A.D.M.E., Portugal Telecom e Advancecare Rua General Morais Sarmento, nº 18, r/chão; TEL. 284327260 7800-064 BEJA

_______________________________________ Manuel Matias – Isabel Lima – Ana Frederico Hugo Pisco Pacheco – Miguel Oliveira e Castro Ecografia | Eco-Doppler Cor | Radiologia Digital Mamografia Digital | TAC | Uro-TC | Dental Scan Densitometria Óssea Acordos: ADSE; PT-ACS; CGD; Medis, Multicare; SAMS; SAMS-quadros; Allianz; WDA; Humana; Mondial Assistance. Graça Santos Janeiro: Ecografia Obstétrica Marcações: Telefone: 284 313 330; Fax: 284 313 339; Web: www.crb.pt

Rua Afonso de Albuquerque, 7 r/c – 7800-442 Beja E-Mail: cradiologiabeja@mail.telepac.pt

CENTRO DE IMAGIOLOGIA DO BAIXO ALENTEJO ECOGRAFIA – Geral, Endocavitária, Osteoarticular, Ecodoppler TAC – Corpo, Neuroradiologia, Osteoarticular, Dentalscan Mamografia e Ecografia Mamária Ortopantomografia Electrocardiograma com relatório

Dr. Sidónio de Souza – Pneumologia/Alergologia/ Desabituação tabágica – H. Pulido Valente Dr. Fernando Pimentel – Reumatologia – Medicina Desportiva – Instituto Português de Reumatologia de Lisboa Dr.ª Verónica Túbal – Nutricionismo – H. de Beja Dr.ª Sandra Martins – Terapia da Fala – H. de Beja Dr. Francisco Barrocas – Psicologia Clínica/Terapia Familiar – Membro Efectivo da Soc. Port. Terapia Familiar e da Assoc. Port. Terapias Comportamental e Cognitiva (Lisboa) – Assistente Principal – Centro Hospitalar do Baixo Alentejo. Dr. Rogério Guerreiro – Naturopatia Dr. Gaspar Cano – Clínica Geral/ Medicina Familiar Dr.ª Nídia Amorim – Psicomotricidade/Educação Especial e Reabilitação (dificuldades específicas de aprendizagem/ dislexias) Dr. Sérgio Barroso – Oncologia – H. de Beja Drª Margarida Loureiro – Endocrinologia/Diabetes/ Obesidade – Instituto Português de Oncologia de Lisboa Dr. Francisco Fino Correia – Urologia – Rins e Vias Urinárias – H. Beja Dr. Daniel Barrocas – Médico Interno de Psiquiatria – Hospital de Santa Maria Dr. Carlos Monteverde – Chefe de Serviço de Medicina Interna, doenças de estômago, fígado, rins, endoscopia digestiva. Dr.ª Ana Cristina Duarte – Pneumologia/Alergologia Respiratória/Apneia do Sono – Assistente Hospitalar Graduada – Consultora de Pneumologia no Hospital de Beja Dr.ª Isabel Martins – Chefe de Serviço de Psiquiatria de Infância e Adolescência/Terapeuta familiar – Centro Hospitalar do Baixo Alentejo Dr.ª Paula Rodrigues – Psicologia Clínica – Hospital de Beja Dr.ª Luísa Guerreiro – Ginecologia/Obstetrícia Dr.ª Ana Montalvão – Hematologia Clínica /Doenças do Sangue – Assistente Hospitalar – Hospital de Beja Dr.ª Ana Cristina Charraz – Psicologia Clínica – Hospital de Beja Dr. Diogo Matos – Dermatologia. Médico interno do Hospital Garcia da Orta. Dr. José Janeiro – Medicina Geral e Familiar – Atestados: Carta de condução; uso e porte de arma e caçador. Dr.ª Joana Freitas – Cavitação, Lipoaspiração não invasiva,indolor e não invasivo, acção imediata, redução do tecido adiposo e redução da celulite Dr.ª Ana Margarida Soares – Terapia da Fala - Habilitação/ Reabilitação da linguagem e fala. Perturbação da leitura e escrita específica e não específica. Voz/Fluência. Dr.ª Maria João Dores – Técnica Superior de Educação Especial e Reabilitação/Psicomotricidade. Perturbações do Desenvolvimento; Educação Especial; Reabilitação; Gerontomotricidade. Enfermeira Maria José Espanhol – Enfermeira especialista em saúde materna/Cuidados de enfermagem na clínica e ao domicílio/Preparação pré e pós parto/ amamentação e cuidados ao recém-nascido/Imagem corporal da mãe – H. de Beja Marcações diárias pelos tels. 284 322 503 Fax 284 322 503 Tm. 91 7716528 Rua Zeca Afonso, nº 6, 1º B, 7800-522 Beja clinipax@netvisao.pt

António Lopes – Aurora Alves – Helena Martelo – Montes Palma – Maria João Hrotko – Médicos Radiologistas – Convenções: ADSE, ACS-PT, SAD-GNR, CGD, MEDIS, SSMJ, SADPSP, SAMS, SAMS QUADROS, ADMS, MULTICARE, ADVANCE CARE

Horário: de 2ª a 6ª feira, das 8 às 19 horas e aos sábados, das 8 às 13 horas Av. Fialho de Almeida, nº 2 7800 BEJA Telef. 284318490 Tms. 924378886 ou 915529387

Terapia da Fala

Urologia

Terapeuta da Fala VERA LÚCIA BAIÃO Consultas em Beja CLINIBEJA – 3ªs, 5ªs, 6ªs Rua António Sardinha, 25, r/c esq. CENTRO DE FISIOTERAPIA S. JOÃO BATISTA – 2ªs e 4ªs Rua 25 de Abril, 11, cave esqª Tm. 962557043

FRANCISCO FINO CORREIA MÉDICO UROLOGISTA RINS E VIAS URINÁRIAS Marcações de 2.ª a 6.ª feira a partir das 14 horas Rua Capitão João Francisco de Sousa, n.º 20 7800-451 BEJA Tel. 284324690


institucional

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Diário do Alentejo 11 novembro 2011 Diário do Alentejo nº 1542 de 11/11/2011 2.ª Publicação

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MINISTÉRIO DAS FINANÇAS

DR. CÂMARA

Direcção-Geral dos Impostos SERVIÇO DE FINANÇAS DE BEJA-0248

Espiritualista e Cientista

ANÚNCIO N.º da Venda: 0248.2011.114 - O direito que Armando José Braz da Silva Pacheco e José Manuel Braz da Silva Pacheco, têm na herança de sua mãe Maria da Silva Braz Pacheco que representa uma quota ideal de 2/3 do prédio urbano sito na Rua Dr. Brito Camacho nº 23 em Beja, freguesia de S. João Baptista, inscrito na respectiva matriz sob o artigo nº 751. Manuel José Borracha Pólvora, Chefe de Finanças do Serviço de Finanças BEJA-0248, sito em PRACA DA REPUBLICA, BEJA, faz saber que irá proceder à venda por meio de propostas em carta fechada, nos termos dos artigos 248.º e seguintes do Código de Procedimento e de Processo Tributário (CPPT), do bem acima melhor identificado, penhorado ao executado infra indicado, para pagamento de divida constante em processo(s) de execução fiscal. É fiel depositário(a) o(a) Sr(a) ARMANDO JOSE BRAZ DA SILVA PACHECO, residente em BEJA, que deverá mostrar aquele bem a qualquer potencial interessado (249.º/6 CPPT), entre as 09:00 horas do dia 2011-10-28 e as 16:00 horas do dia 2011-12-07. O valor base da venda (250.º CPPT) é de € 27.476,66. As propostas deverão ser enviadas via Internet, mediante acesso ao “Portal das Finanças”, em www.portaldasfinancas.gov.pt na opção “Venda de bens penhorados” ou entregues neste Serviço de Finanças, em carta fechada dirigida ao Chefe do Serviço de Finanças, mencionando o número da venda no envelope e na respectiva proposta, indicando nesta ultima, nome, morada e número de identificação fiscal do proponente. O prazo para recepção de propostas termina às 16:00 horas do dia 2011-12-07 procedendo-se à sua abertura pelas 10:00 horas do dia 2011-12-09, na presença do Chefe do Serviço de Finanças (253.º/a CPPT). Não serão consideradas as propostas de valor inferior ao valor base da venda (250.º/c CPPT). Se o preço mais elevado, com o limite mínimo do valor base para venda, for oferecido por mais de um proponente, abre-se licitação entre eles, salvo se declararem que pretendem adquirir o(s) bem(ns) em compropriedade (253.º/b CPPT). Estando presente só um dos proponentes do maior preço, pode esse cobrir a proposta dos outros, caso contrário proceder-se-á a sorteio (253.º/c CPPT). A totalidade do preço deverá ser depositada, à ordem do órgão de execução fiscal, no prazo de 15 dias, contados do termo do prazo de entrega das propostas, mediante guia a solicitar junto do órgão de execução fiscal, sob pena das sanções previstas na lei do processo civil (256.º/e CPPT e 898.º Código de Processo Civil - CPC). No caso do montante superior a 500 unidades de conta, e mediante requerimento fundamentado, entregue no prazo de 5 dias, contados do termo do prazo de entrega de propostas, poderá ser autorizado o depósito, no prazo mencionado no parágrafo anterior, de apenas a uma parte do preço, não inferior a um terço, e o restante em até 8 meses (256.º/f CPPT). A venda pode ainda estar sujeita ao pagamento dos impostos que se mostrem devidos, nomeadamente o Imposto Municipal Sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis, o Imposto do Selo, o Imposto Sobre o Valor Acrescentado ou outros. Mais, correm anúncios e éditos de 20 dias (239.º/2 e 242.º/1 CPPT), contados da 2.ª publicação (242.º/2), citando os credores desconhecidos e os sucessores dos credores preferentes para reclamarem, no prazo de 15 dias, contados da data da citação, o pagamento dos seus créditos que gozem de garantia real, sobre o bem penhorado acima indicado (240.º/CPPT). Teor do Edital: Identificação do Executado: N.º de Processo de Execução Fiscal: 0248200001009362 NIF/NIPC: 705479714 Nome: MARIA DA SILVA BRAZ PACHECO - CABEÇA DE CASAL DA HERANÇA DE Morada: R LUIS DE CAMÕES 8 2 - BEJA – BEJA 2011-10-21 O Chefe de Finanças Manuel José Borracha Pólvora

Diário do Alentejo nº 1542 de 11/11/2011 2.ª Publicação PEDRO BRANDÃO Agente de Execução C.P. 3877

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EDITAL A Autoridade Florestal Nacional faz público que, nos termos do art.° 6.° do Regulamento da Lei n.º 2097, de 6 de Junho de 1959, aprovado pelo Decreto n.° 44623, de 10 de Outubro de 1962, a Associação de Caça e Pesca de Os Castelos de Mértota requereu, pelo prazo de 10 anos, renovação de duas concessões de pesca, uma na albufeira de Vale de Açor ou Lagos e outra na albufeira da Atafona, ambas localizadas na Herdade de Lagos, freguesia de Alcaria Ruiva, concelho de Mértola. Todas as pessoas singulares ou colectivas que se julguem prejudicadas nos seus direitos devem apresentar a sua reclamação, por escrito e devidamente justificada na Direcção Regional das Florestas do Alentejo – Unidade de Gestão Florestal do Baixo Alentejo – Rua de S. Sebastião apartado 121 – 7800-298 Beja no prazo de 30 dias a contar da data de divulgação deste Edital. Para consulta dos interessados encontra-se nos referidos serviços o projecto de Regulamento de Pesca, proposto pela entidade requerente para vigorar nas áreas a concessionar.

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Tribunal Judicial de Moura – Secção Única Acção Executiva Processo n.° 1/09.3TBMRA Exequente: Alfonso Gallardo, S.A. Executados: Serafim Fernandes Martins. FAZEM-SE SABER que nos autos acima identificados se encontra designado o dia 30 de Novembro de 2011, pelas 09:30 horas, no Tribunal acima identificado, para abertura de propostas que sejam entregues até esse momento na Secretaria do mesmo, pelos interessados na compra do seguinte bem: VERBA 1 Prédio urbano, propriedade total, descrito sob a inscrição 853/19910314, da freguesia de Amareleja, concelho de Moura, com o artigo matricial n.° 1986, sito na Rua da Igreja, Amareleja - 70% de 32.500,00€ (22.750,00€) VERBA 2 Prédio rústico, denominado MORGADO, descrito sob a inscrição 2/19841016, da freguesia de Amareleja, concelho de Moura, com o artigo matricial n° 187, secção H, sito na Amareleja - 70% de 1.500,00€ (1.050,00€) Os bens pertencem ao Executado: SERAFIM FERNANDES MARTINS, NIF: 121965686 VALOR BASE: 34.000,00 € Será aceite a proposta de melhor preço acima do valor de 23.800,00€, correspondente a 70% do Valor Base. Nos termos do artigo 897° n.° 1 do CPC, os proponentes devem juntar à sua proposta, como caução, cheque visado à ordem do agente de execução, no montante correspondente a 20% do valor base do bem, ou garantia bancária, no mesmo valor. É Fiel Depositário que o mostrará a pedido o executado Serafim Fernandes Martins, residente na Rua da Igreja, n.° 32, na Amareleja. O Agente de Execução, Céd Prof. 3877 Pedro Brandão

Diário do Alentejo nº 1542 de 11/11/2011 2.ª Publicação

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institucional

25

Diário do Alentejo 11 novembro 2011

Diário do Alentejo nº 1542 de 11/11/2011 Única Publicação

Diário do Alentejo nº 1542 de 11/11/2011 1.ª Publicação

MINISTÉRIO DAS FINANÇAS

Solicitamos a publicação de um anúncio de Aviso de Corte de Energia, a sair na semana que se iniciou a 13 de novembro de 2011 (domingo) conforme minuta em v/ poder, incluindo os locais a seguir indicados:

Direcção-Geral dos Impostos SERVIÇO DE FINANÇAS DE BEJA-0248

ANÚNCIO

CÂMARA MUNICIPAL DE VIDIGUEIRA

DRC SUL

VENDA E CONVOCAÇÃO DE CREDORES

EDITAL N.º 1/CM/2011

Concelho de Serpa Freguesia de Aldeia Nova de S. Bento: Alto Pereira, Cabeça de Azinho, Rua Catarina Eufémia,Rua Emigrantes, Rua Gen. Humberto Delgado, Rua Liberdade,Vale Meloal, Rua Nova, Rua Pedras,Rua Pedreiras,Rua Povo Unido, Trav. Povo Unido, Rua Sevilha, Rua Sol Nascente,Rua Sul ,Rua Tiago P. Martins, Rua 25 de Abril ,Mnte Montinho Novo, Zona Lavadouro, Lotm Cabeça de Azinho Lt,,Herdade Cabeço de Azinho Novo, A do Pinto, Rua do Montinho ,Barrc do Carapeteiro, Becos da Misericordia, Largo 1º de Maio, Rua Monte Grande, Rua Cooperativa, Zona da Nora,Bairro Alto ,Rua Bairro Alto,Rua Barranco do Homem ,Rua Bento Costa ,Rua Branca, Lugar Brejo, Rua Brig. Tiago Pedro Martins, Rua Cano, Rua Carril, Rua Francisco P. Barroso, Rua Dr A.Nun. Figueiredo, Estrada Estação Automatica, Trav. Farto Aldeia N S Bento, Rua Flores, Rua Fora, Rua Galego, Beco Rossio Grande, Rua Heroi Pedro Rodrigues,Largo Igreja, Rua Igreja, Rua Industria, Trav. Lagar, Rua Lagoa, Rua Larga do Monte Poço, Loteamento Rochinha, Rua Frei Bento, Rua Escondidos,Casa Cantoneiros, Rua Bica, Rua Bacelos, Bairo 25 de Abril, Rua Atafona, Tpda Poço Lobo, Rua Esperança, Bairro de Maio, Rua Rochinha, Largo Madalenos, Av da Liberdade, Prct Maria C Horta Barroso, Rua Mertola, Largo Monte Poço, Bairro Municipal, Rua Norte, Rua Outeiro, Rua P M C Horta Barroso, Rua Paimogo, Sitio Oliveira Grande, Lugar Cruzeiro, Rua Poço Aldeia, Rua Poço Lobo, Mnte Valverde, Trav. Rossio,Largo Batalha, Herd. Calvários, Herdade Boavista, Mnte Relva do Lobo, Sitio Pedreiras, Sítio Cerca da Fonte, Lotm Rabo de Toureiro, Sítio Poço Tio Matias, Monte das Pedras, Lotm Cerca Caetanos, Herdade Peral, Sítio Pegas, Zona Activid. Economicas, Zona Industrial, Beco dos Madalenos ,Sítio Poço Novo, Hort. das Agachas, Largo Rossio Grande, Mnte da Abobodo, Mnte Novo , Mnte da Valada, Jungueira/Aguas, Herd. da Laginha, Rua Nova das Flores, Rua Dr Francisco D Povoa ,Hort do Cortiço,Rua A Bairro Municipal, Loteam. Mte da Vinha, Trav. Paimogo, Património Pobres ,Rua Penedo Gordo, Rua Poente , Bairro Pre Fabricado, Merc Publico, Vale Ras, Prc Republica, Rua Rossio, Rua Rossio Grande, Rua Saco, Rua São Bento,Rua Sobral, Rua Sul, Rua 25 de Abril (das 07:00 às 09:00 horas); Freguesia da Vila Verde de Ficalho: Fronteira Ficalho, Largo Amilcar Pinto, Trav. Amilcar Pinto, Rua Aroche V V de Ficalho, Trav. do Barranco, Rua Becos do Carril, Becos Horta de Baixo, Rua Bica, Rua Calvário ,Rua Caminho das Pazes, Rua Campo, Rua Cantadores, Captação Aguas, Rua Carrascalão, Rua Carril, Herd. Coelheiras,Prc Conde de Ficalho, Largo Conde Ficalho, Rua Barranco, Rua Horta de Baixo, Trav. Cercado, Rua Biblioteca, Rua Outeiro, Trav. Hortinha ,Rua Forças Armadas, Rua Cerca ,Rua Amendoeiras, Sitio Reservat V V Ficalho, Sítio Carrascalão, Trav. S. Jorge ,Qnta Saberosa ,Sítio Grelheiras ,Herd. Maria da Horta, Cour Talha Chaparrinho ,Sítio Charneca, Mnte Mafaminhas, Lotm Municipal, Lugar Varzea dos Meloais, Sítio Lentescais, Mnte Possilgões, Mnte Polcigões, Largo Bica, Estrada Mancha ,Herd. das Areias, Sítio das Vinhas,Rua Francisco Relógio, Herdade Barros Ferradura, Sítio Vale de Cardos, Barranquinho S. Jorge, Sítio Barrinho, Rua Nova Carrascalão, Sítio Cubo,Sítio Calvário, Lotm Calvário, Trav. Barranquinho S.Jorge, Mnte Aguas Nascedias, Mnte Alto da Ferradura, Herdade Vale de Ervansos, Herdade da Arroteia, Sítio Pego dos Cavalos, Mnte Estercadinha, Mnte Sta Maria, Herdade N Senhora das Pazes, Sítio Estercadinha, Trav. Pedra Aronche, Sítio Gralheiras,Hort Poejos, Herdade das Bernardas, Estrada do Sobral,Trav. do Campo, Largo da Igreja, Rua Beco da Boavista, Rua Nova do Carril., Rua Pedra de Arouche, Largo Salezias, Beco Valinhos, Trav. Sabugo, Bairro Margarida Guerra, Estrada Internacional, Trav. Forno, Rua Defensores do Povo,Canada Ficalho, Rua do Canto, Rua Estrada, Rua Fábrica, Ficalho, Rua Fonte Velha, Sítio Campo de Futebol, Rua Hortos, Trav. Hortos, Rua Ladeira, Rua Larga,Trav. Larga, Rua Lazarete, Rua Moinhos,Estrada Nacional 260, Rua Nova da Bica, Rua Nova do Outeiro, Terr Palmeiras,Trav. Pequena, Rua Poço Acima, Largo Poço da Fonte, Az Poço Ficalho,Rua Rossio, Rua Valinhos, Av 25 De Abril (das 07:00 às 09:00 horas); Freguesia de Vale de Vargo: Rua Esperança, Sítio Zambujeira, Herdade Corte Messangil,Trav. da Revolução, Rua Joaquim A Caetano, Beco António Lopes Godinho, Rua Quinta, Rua Jerónimo R Toucinho Rua 25 de Abril, Trav. 25 Abril ,Rua Revolução, Rua Pedro Soares, Rua Movimento Forças Armadas, Rua Mercado, Rua Maria L Costa Dias, Rua Liberdade, Hort Lagartos, Rua Francisco S Pateira, Mnte Boeiros, Tras Travessa 25 de Abril, Zona Tojeiras, Rua Monte do Enxoe, Trav. Forças Armadas, Rua Bernardino B Machado, Rua Sete Casas, Rua Azinhaga da Nora, Rua Antóonio Lopes Godinho, Rua Bairrinho Alegre, Trav. Cravos, Rua Cravos, Rua Boa Esperança, Rua António M Janeiro. (das 07:00 às 09:00 horas); Freguesia de Serpa (Sta Maria): Mte Valinho do Antoninho (das 07:00 às 09:00 horas); Freguesia de Pias: Sítio Hortinha (das 07:00 às 09:00 horas); Zona Urbana: Herdade dos Lagares, Lotm Hortinha, Hort. dos Banhos,Sítio Barragem Serpa (das 07:00 às 09:00 horas). EDP Distribuição - Energia S. A Gabinete de Comunicação

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ABERTURA DA 1.ª FASE DE CANDIDATURAS ALIENAÇÃO DE LOTES DO PARQUE EMPRESARIAL DE VIDIGUEIRA Manuel Luís da Rosa Narra, Presidente da Câmara Municipal de Vidigueira, torna público, em cumprimento do disposto no n.º 1 do art. 91.º da Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro, na redacção da Lei n.º 5-A/2002, de 11 de Janeiro, que, em conformidade com a deliberação de Câmara Municipal de Vidigueira, tomada em reunião ordinária realizada no dia 28 de Setembro de 2011, encontra-se aberta a 1.ª fase de candidaturas para alienação de lotes de terreno no Parque Empresarial de Vidigueira, indicados no quadro seguinte: N.º Lote 1 2 3 4 5 6 7 8 10 11 12 13 14 15 16 17 18 20 21 22 23 24

Área Lote (m2) 711,93 516,35 534,88 590,97 576,30 559,43 577,76 844,96 563,67 478,68 422,35 451,72 549,92 668,97 1063,93 399,38 409,86 344,87 341,61 341,61 341,61 339,42

Área Máx. Implantação (%) 57 55 53 51 59 57 55 53 58 58 57 59 53 57 58 60 59 60 60 60 60 60

Área Máx. Implantação (m2) 404,86 281,95 281,95 300,76 339,65 318,42 318,42 451,39 329,25 277,96 241,78 264,77 289,29 381,66 621,45 239,01 243,34 205,61 204,96 204,96 204,96 203,65

Cércea Indústria/ Armazéns 10 m 10 m 10 m 10 m 10 m 10 m 10 m 10 m 10 m 10 m 10 m 10 m 10 m 10 m 10 m 10 m 10 m 10 m 10 m 10 m 10 m 10 m

Cércea Serviços/ Escritórios 7m 7m 7m 7m 7m 7m 7m 7m 7m 7m 7m 7m 7m 7m 7m 7m 7m 7m 7m 7m 7m 7m

Estacionament o dentro do lote (n.º de lugares) 4 3 3 3 3 3 3 5 3 2 2 2 3 3 5 2 2 2 2 2 2 2

Em cumprimento do disposto no artigo 3.º do respectivo Regulamento de Alienação de Lotes do Parque Empresarial de Vidigueira, o preço de venda dos lotes depende da sua dimensão, pelo que o valor do m2 é fixado consoante a área dos mesmos, de acordo com o seguinte: a) Lotes com 300 a 415 m2 – 40,00 €/m2 (quarenta euros); b) Lotes com 416 a 600 m2 – 37,50 €/m2 (trinta e sete euros e cinquenta cêntimos); c) Lotes com 601 a 900 m2 – 35,00 €/m2 (trinta e cinco euros); d) Lotes com mais de 900 m2 – 32,50 €/m2 (trinta e dois euros e cinquenta cêntimos). As candidaturas podem ser apresentadas até ao dia 9 de Dezembro de 2011 mediante o preenchimento da Ficha de Candidatura disponível nos serviços de Obras ou na página da internet do Município em www.cm-vidigueira.pt, acompanhada da respectiva Memória Descritiva do Projecto de Investimento, e podem ser entregues pessoalmente naqueles mesmos serviços, ou enviadas pelo correio, sob registo e com aviso de recepção, para Câmara Municipal de Vidigueira, Praça da República, 7960-225 Vidigueira. As condições de alienação dos lotes constam do já mencionado Regulamento de Alienação de Lotes do Parque Empresarial de Vidigueira, que se encontra igualmente disponível nos serviços e no endereço electrónico supra referidos, aprovado pela Câmara Municipal e pela Assembleia Municipal de Vidigueira, respectivamente, em 8/6/2011 e em 22/06/2011, e cuja leitura não se dispensa. Para constar se passou o presente edital e outros de igual teor, que irão ser afixados nos locais do costume e ter a devida publicidade. Vidigueira, 2 de Novembro de 2011.

N.º da Venda: 0248.2011.116 - Prédio Rústico, sito na Estrada Nacional 18, Km 361,458, ao Carrascalão, 7800-373 Beja, Freguesia de Santiago Maior - Beja, inscrito na respectiva matriz sob o Artigo 84 Secção F, denominado Carrascalão o Ruivo, com a área de 3,15 ha. Confrontações: Herdeiros de António Ediuardo Batista Freire, 3º Sesmo e Estrada Velha do Penedo Gordo. Manuel José Borracha Pólvora, Chefe de Finanças do Serviço de Finanças BEJA-0248, sito em PRACA DA REPUBLICA, BEJA, faz saber que irá proceder à venda por meio de leilão electrónico, nos termos dos artigos 248.º e seguintes do Código de Procedimento e de Processo Tributário (CPPT), e da portaria n.º 219/2011 de 1 de Junho, do bem acima melhor identificado, penhorado ao executado infra indicado, para pagamento de divida constante em processo(s) de execução fiscal. É fiel depositário(a) o(a) Sr(a) SOBEJA-SOCIEDADE DE CEREAIS DE BEJA, UNIPESSOAL LDA, residente em BEJA, o(a) qual deverá mostrar o bem acima identificado a qualquer potencial interessado (249.º/6 CPPT), entre as 10:00 horas do dia 2011-11-11 e as 10:00 horas do dia 2012-01-10. O valor base da venda (250.º CPPT) é de € 10.184,34. As propostas deverão ser apresentadas via Internet, mediante acesso ao “Portal das Finanças”, e autenticação enquanto utilizador registado, em www.portaldasfinancas.gov.pt na opção “Venda de bens penhorados”, ou seguindo consecutivamente as opções “Cidadãos”, “Outros Serviços”, “Venda Electrónica de Bens” e “Leilão Electrónico”. A licitação a apresentar deve ser de valor igual ou superior ao valor base da venda e superior a qualquer das licitações anteriormente apresentadas para essa venda. O prazo para licitação tem início no dia 2011-12-26, pelas 10:00 horas, e termina no dia 2012-01-10 às 10:00. As propostas, uma vez submetidas, não podem ser retiradas, salvo disposição legal em contrário. No dia e hora designados para o termo do leilão, o Chefe do Serviço de Finanças decide sobre a adjudicação do bem (artigo 6.º da portaria n.º 219/2011). A totalidade do preço deverá ser depositada, à ordem do órgão de execução fiscal, no prazo de 15 dias, contados do termo do prazo de entrega das propostas, mediante guia a solicitar junto do órgão de execução fiscal, sob pena das sanções previstas (256.º/1/e) CPPT). No caso de montante superior a 500 unidades de conta, e mediante requerimento fundamentado, entregue no prazo de 5 dias, contados do termo do prazo de entrega de propostas, poderá ser autorizado o depósito, no prazo mencionado no parágrafo anterior, de apenas uma parte do preço, não inferior a um terço, e o restante em até 8 meses (256.º/1/f) CPPT). A venda pode ainda estar sujeita ao pagamento dos impostos que se mostrem devidos, nomeadamente o Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis, o Imposto de Selo, o Imposto Sobre o Valor Acrescentado ou outros. Mais, correm anúncios e éditos de 20 dias (239.º/2 e 242.º/1 CPPT), contados da 2.ª publicação (242.º/2), citando os credores desconhecidos e os sucessores dos credores preferentes para reclamarem, no prazo de 15 dias, contados da data da citação, o pagamento dos seus créditos que gozem de garantia real, sobre o bem penhorado acima indicado (240º/CPPT). Teor do Edital: Identificação do Executado: N.º de Processo de Execução Fiscal: 0248201001030043 NIF/NIPC: 501137327 Nome: SOBEJA-SOCIEDADE DE CEREAIS DE BEJA, UNIPESSOAL LDA Morada: ESTRADA NACIONAL 18, KM 361,458, AO CARRASCALÃO - BEJA - BEJA 2011-11-02 O Chefe de Finanças Manuel José Borracha Pólvora

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O Presidente da Câmara Municipal, Manuel Luís da Rosa Narra z

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Diário do Alentejo nº 1542 de 11/11/2011 Única Publicação

CENTRO SOCIAL, CULTURAL E RECREATIVO DO BAIRRO DA ESPERANÇA

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António João Rodeia Machado na qualidade de Presidente da Mesa da Assembleia Geral e usando os poderes que lhe são conferidos pelo Art.° 29. alínea b), dos estatutos que regem o Centro Social, Cultural e Recreativo do Bairro da Esperança, convoco todos os sócios para uma reunião de Assembleia Geral para o próximo dia 25 de Novembro de 2011 pelas 19 horas nas Instalações do Centro Comunitário; com a seguinte ordem de trabalhos: 1.° Apresentação e aprovação do orçamento previsional para o ano de 2012; 2.° Apresentação e aprovação do plano de atividades para 2012; 3.° Diversos. Nota – Em face do Art.° 31. N. 1, não estando na hora marcada o número legal de sócios, a Assembleia funcionara uma hora após com qualquer número de sócios presentes. Beja, 4 de Novembro de 2011. O Presidente da Mesa da Assembleia Geral António João Rodeia Machado

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Diário do Alentejo 11 novembro 2011

Diário do Alentejo nº 1542 de 11/11/2011 Única Publicação

Diário do Alentejo nº 1542 de 11/11/2011 Única Publicação

SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE VILA DE FRADES

CONVOCATÓRIA CCAM DE ALJUSTREL E ALMODÔVAR, CRL.

CONVOCATÓRIA Conforme o disposto no art.° 24° dos Estatutos desta Caixa, convoco a sua Assembleia Geral, para a reunião a realizar no dia 14/12/2011, pelas 15 horas, no auditório da Biblioteca Municipal de Aljustrel, junto às Piscinas Municipais, em Aljustrel, com a seguinte ordem de trabalhos: 1.° Apreciação e votação do Plano de Actividades e Orçamento para o Exercício de 2012; 2.° Deliberação sobre a política de remuneração dos Órgãos Sociais para 2012; 3.° Outros assuntos de interesse Associativo. Se à hora marcada não estiverem presentes mais de metade dos sócios, a Assembleia reunirá, uma hora depois, com qualquer número de sócios presentes. Aljustrel, 10 de Novembro de 2011

Nos termos da alínea c) do número 2 do artigo 24º do Compromisso da Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Vila de Frades convoco a Assembleia Geral, para uma reunião ordinária, a realizar no dia 25 de Novembro pelas 19 horas e trinta minutos, no lar da Santa Casa da Misericórdia de Vila de Frades, em Vidigueira, com a seguinte ordem de trabalhos: Ponto 1 – Informações. Ponto 2 – Análise e votação do Plano de Actividades e Orçamento para 2012. Ponto 3 – outros assuntos. NOTA: A Assembleia Geral reunirá à hora marcada, se estiver presente mais de metade dos associados com direito a voto, ou uma hora depois, com qualquer número de presentes (n.º1 do art.º 26.º). Vila de Frades, 4 de Novembro de 2011 A Presidente da Mesa da Assembleia Geral Domingas Iria Serrano Anacleto Ruivo

O Presidente da Mesa da Assembleia Geral Dr. Francisco José Faleiro Baltazar Romano Colaço

Diário do Alentejo nº 1542 de 11/11/2011 Única Publicação

MINISTÉRIO DA ECONOMIA E DO EMPREGO DIRECÇÃO-GERAL DE ENERGIA E GEOLOGIA

AVISO Faz-se público, nos termos e para efeitos das disposições conjugadas constantes do art° 24° e do n° 3 do art° 16° do Decreto-Lei n° 88/90 de 16 de Março e do n° 1 do art° 1° do Decreto-Lei n° 181/70, de 28 de Abril, que EDM – Empresa de Desenvolvimento Mineiro, SA, requereu a alteração da área da concessão C-14 “Gavião N.6”, de enxofre, ferro, cobre, chumbo, zinco, prata e ouro, localizada no concelho de Aljustrel, distrito de Beja, ficando a corresponder-lhe uma área de 6520,5106 hectares, delimitada pela poligonal cujos vértices, se indicam seguidamente, em coordenadas Hayford-Gauss, DATUM 73, (Melriça) VÉRTICE (m) 1 2 3 4 5 6 7

MERIDIANA (m) –2206,387 –5201,600 –5403,700 –6110,800 –6456,386 –14307,000 –8592,000

PERPENDICULAR –195326,236 –198185,800 –199914,300 –200621,400 –200391,188 –207119,000 –191622,000

Convidam-se todos os interessados a apresentar reclamações, nos termos do nº 4 do art° 13° do Decreto-Lei 90/90, de 16 de Março, por escrito com o devido fundamento, no prazo de 30 dias a contar da data da publicação do presente Aviso no Diário da República. O pedido está patente para consulta, dentro das horas de expediente, na Direcção de Serviços de Minas e Pedreiras da Direcção-Geral de Energia e Geologia, sita na Avª 5 de Outubro, 87 – 5° Andar, 1069-039 LISBOA, entidade para quem devem ser remetidas as reclamações. O presente aviso e demais elementos estão também disponíveis na página electrónica desta Direcção-Geral. Direcção-Geral de Energia e Geologia, em 26 de Outubro de 2011. O SUBDIRECTOR GERAL Carlos A.A. Caxaria

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Vila Nova de S. Bento

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Diário do Alentejo 11 novembro 2011

Serpa

Oriola

PARTICIPAÇÃO

Funerais – Cremações – Trasladações - Exumações – Artigos Religiosos

SERPA / VALES MORTOS

TRINDADE

CABEÇA GORDA

†. Faleceu o Exmo. Sr. MANUEL LUÍS FIGUEIRA, de 80 anos, natural de Trindade - Beja, casado com a Exma. Sra. D. Laurinda Maria Baltazar. O funeral a cargo desta Agência realizouse no passado dia 03, da Casa Mortuária da Trindade, para o cemitério local.

†. Faleceu a Exma. Sra. D. DANIELA GOMES FERNANDES TEMTEM PARREIRA, de 51 anos, natural de Santo António Funchal. O funeral a cargo desta Agência realizou-se no passado dia 4, da Casa Mortuária de Serpa, para o cemitério de Vales Mortos.

†. Faleceu a Exma. Sra. D. MARIANA CUSTÓDIA PEREIRA, de 92 anos, natural de Cabeça Gorda Beja, viúva. O funeral a cargo desta Agência realizou-se no passado dia 05, da Casa Mortuária de Cabeça Gorda, para o cemitério local.

Fa l e c e u a E x m a . S r a . Gertrudes Drago Monteiro de 88 anos, viúva, natural de Vila Nova de S. Bento. O funeral, a cargo desta Agência realizou-se no passado dia 07 de Novembro da casa mortuária de Vila Nova de S. Bento para o cemitério local.

BEJA

BEJA / FIGUEIRÓ DOS VINHOS

BALEIZÃO

AGÊNCIA FUNERÁRIA BARRADAS, LDA.

h

Rua do Outeiro nº 21 Vila Nova de S. Bento Telm: 967026828 - 967026517

É com enorme pesar e solidários na dor da família que participamos o falecimento do Sr. Miguel Pedro Bule de 69 anos, casado com a Sra. Ivone da Conceição Cuiça Salgueiro Bule. O funeral a cargo desta Funerária realizou-se no passado dia 9 de Novembro da Casa Mortuária de Serpa para o cemitério local. Á família enlutada expressamos os nossos sentidos pêsames.

Vila Nova de S. Bento

Funerária Central de Serpa, Lda.

Senhorinha D’Assunção Nasceu 10.12.1932 Faleceu 02.11.2011 Fa l e c e u o E x m a . S r a . Senhorinha D’Assunção natural de Oriola, viúva. O funeral a cargo desta Agência realizou-se no passado dia 03, de sua residência em Oriola para o cemitério local. AGÊNCIA FUNERÁRIA ESPÍRITO SANTO, LDA. Rua Das Graciosas, 7 7960-444 Vila de frades/Vidigueira Tm.963044570 – Tel. 284441108

Rua Nova 31 A 7830-364 Serpa Tlm. 919983299 - 963145467

MISSA

Vila de Frades †. Faleceu a Exma. Sra. D.

†. Faleceu o Exmo. Sr.

MARIA LISETE MODESTO CIRÍACO, de 75 anos, natural de Santiago Maior - Beja, casada com o Exmo. Sr. António Bernardino Júnior. O funeral a cargo desta Agência realizou-se no passado dia 08, das Casas Mortuárias de Beja, para o cemitério desta cidade.

JOAQUIM PIMENTA LOPES, de 82 anos, natural de Bairradas - Figueiró dos Vinhos, casado com a Exma. Sra. D. Natalina da Silva Rodrigues Lopes. O funeral a cargo desta Agência realizouse no passado dia 09, das Casas Mortuárias de Beja, para o cemitério de Figueiró dos Vinhos.

†. Faleceu a Exma. Sra. D. ANTÓNIA DA GRAÇA LEANDRO PALMA, de 75 anos, natural de Baleizão Beja, casada com o Exmo. Sr. Mariano Lourenço Canena. O funeral a cargo desta Agência realizou-se no passado dia 10, da Casa Mortuária de Baleizão, para o cemitério local.

CABEÇA GORDA

†. Faleceu a Exma. Sra. D.

Às famílias enlutadas apresentamos as nossas mais sinceras condolências.

EMÍLIA DOS SANTOS LAMPREIA, de 81 anos, natural de Cabeça Gorda Beja, casada com o Exmo. Sr. Abílio Soeiro Neves. O funeral a cargo desta Agência realizou-se no passado dia 10, da Casa Mortuária de Cabeça Gorda, para o cemitério local.

AGRADECIMENTO

Faleceu a Exma. Sra. Maria Antónia Costa Luiz de 96 anos, viúva, natural de Quintos, Beja. O funeral a cargo desta Agência realizou-se no passado dia 09 de Novembro da casa mortuária de Vila Nova de S. Bento para o cemitério local. AGÊNCIA FUNERÁRIA BARRADAS, LDA. Rua do Outeiro nº 21 Vila Nova de S. Bento Telm: 967026828 - 967026517

PARTICIPAÇÃO E AGRADECIMENTO

Francisco José Quintos Leandro 1º Mês de Eterna Saudade

Augusto José Carvalho Borralho Nasceu 12.01.1940 Faleceu 20.10.2011 Sua esposa e restante família na impossibilidade de o fazer pessoalmente agradecem por este meio a todas as pessoas que o acompanharam à sua última morada ou de outro modo manifestaram o seu pesar.

PERDERAM-SE No dia 2 de Novembro, duas alianças de

Consulte esta secção em www.funerariapax-julia.pt

ouro branco e duas alianças de ouro amarelo com gravação e anel ao meio, unidos entre si.

Inácio Francisco Sousa

CAMPAS E JAZIGOS – DECOR AÇÃO CONSTRUÇÃO CIVIL “DESDE 1800” Rua de Lisboa, 35 / 37 – Beja Estrada do Bairro da Esperança Lote 2 Beja (novo) Telef. 284 323 996 – Tm.914525342

marmoresmata@hotmail.com

Esposa, irmãos, cunhados e restante família cumprem o doloroso dever de participar o falecimento do seu ente querido ocorrido no dia 31/10/2011, e na impossibilidade de o fazer individualmente vêm por este meio agradecer a todas as pessoas que o acompanharam à sua última morada ou que de qualquer forma manifestaram o seu pesar.

A quem os encontrar

Partiste para sempre Querido irmão A lágrima cai A saudade fica Dentro do meu coração Pai, irmãos, cunhado, sobrinhas e restante família, participam a todas as pessoas de suas relações e amizade que será celebrada missa pelo eterno descanso do seu ente querido no dia 17/11/2011, quinta-feira, às 18.30 horas na Igreja de S. Salvador em Beja, agradecendo desde já a todos os que nela participem.

ALUGA-SE Apartamento T3 em Beja. Muito bem localizado. Contactar tm. 917270198

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O Afonso é um cão muito jovem, cruzado de setter, que procura uma família que tenha condições para o adotar. É de porte médio e tem uma pelagem de uma cor muito bonita e invulgar. Como é jovem e muito enérgico precisa de espaço para correr e brincar. Já está vacinado e desparasitado. Venham conhecê-lo ao Cantinho dos Animais. Contactos: 962432844; sofiagoncalves.769@hotmail.com

BD

Boa vida Comer Cogumelos com grão de bico, presunto alentejano e queijo de Nisa Ingredientes para quatro pessoas: 400 g. de cogumelos, 400 g. de grão de bico cozido, q.b. de sal grosso, 1 dl. de azeite, q.b. de água, 100 g. de presunto de porco alentejano, 80 g. de fatias de queijo de Nisa , q.b. de coentros. Preparação: Limpar os cogumelos e cortar aos pedaços pequenos. Reservar. Cortar o presunto em pequenos cubos. Numa frigideira com um pouco de azeite saltear o presunto. Junte o grão de bico e tempere com sal. Adicione um pouco de água e deixe ferver durante 10 minutos. Por fim junte os cogumelos e deixe cozinhar por mais 10 minutos. Retifique o tempero. Emprate num prato de sopa e coloque o queijo por cima e polvilhe com coentros picados Bom apetite… António Nobre Chefe executivo de cozinha – Hotéis M’AR De AR, Évora

Jazz

Filatelia O pão (VI) Alfaias agrícolas Heroicidades gregas

T

O

primeiro utensílio que o homem utilizou para a preparação dos solos não terá sido mais do que um tronco, curvo, formando um ângulo, mais ou menos a meio e mais ou menos pronunciado, de forma a permitir revolver o terreno, de forma eficaz, numa posição o menos desconfortável possível ao seu utilizador. Posteriormente a este tronco terá sido adaptada uma ponta de sílex, o que permitia uma melhor e maior penetração no terreno. Mais tarde, quando o homem domesticou o ferro, a ponta de sílex foi substituída por uma deste metal. Com o tempo, e para sua maior comodidade, este instrumento evoluiu e surgiram, com a sua forma atual, o sacho e a enxada. Enquanto o primeiro, com a lâmina penetradora mais pequena, era usado para revolver o solo a pouca profundidade, a segunda já permitia abrir sulcos de alguma profundidade. Estes instrumentos, que ainda hoje são largamente utilizados, para além de permitirem o revolvimento dos solos mais eficazmente permitiam um trabalho menos incómodo, mais perfeito e com um esforço bastante menor. . De então para cá, o progresso no melhoramento e fabrico dos mais variados instrumentos de uso agrícola não mais parou. Inventou-se o arado e a charrua, primeiro com a relha em madeira e mais tarde em ferro. O arado parece ter sido inventado na China, no tempo do imperador Chin-Nung, há mais ou menos 5 000 anos. Os gregos atribuem a sua invenção a Júpiter, a Baco e a Ceres. Segundo a mitologia grega, Buciger, a quem aqueles deuses ensinaram a arte de o manobrar, batalhou em Maratona, brandindo o seu arado contra o inimigo. Esta lenda faz-nos lembrar a nossa Brites de Almeida, que também usou, ao que parece com grande êxito, o seu instrumento de trabalho, de que falaremos num outro capítulo. Também há quem defenda que o arado veio do Antigo Egito, pois os mais antigos documentos que o representam são egípcios. (continua) MAZOYER, Marcel; ROUDART, Laurence – História das Agriculturas do Mundo. Lisboa, Instituto Piaget, 2001, 420 pp Geada de Sousa

udo depende, hoje, da capacidade cultural de cada um, volvendo a mente e os olhos aos exemplos socioculturais da Antiga Grécia: Atenas, Esparta, Tebas, Corinto... Esparta e Atenas sempre se rivalizaram, porém, sempre se uniram por um certo todo: o diverso (mas um só) povo grego que todos eram. Os espartanos, bravos guerreiros; os atenienses, os cultos cerebrais. Com o álbum “Ne Jamais Demander Grâce”, primeiro tomo da série “Sparte”, sob edição Lombard e da autoria de Patrick Weber e Christophe Simon, primeiro tomo de uma série desafiadora à devida leitura, o leitor fará uma necessária e instrutiva viagem a um certo passado...

“L’homme aux couteaux” O que terá sido, de facto, a “Belle époque” parisiense? Um louco, invejável e desenfreado tempo da sedutora Paris? Ou um quotidiano de cruéis amarguras disfarçadas? A louca e hipnotizante boémia lendária dessa Paris, quem a testemunha agora? Pela BD, via edições Lombard, sob bela criação do guionista francês Laurent Galadon e do desenhista polaco Kas, o primeiro tomo (“L’Homme aux Couteaux”), da pertinente série “La Fille de Paname”. Obra a não perder! Essa “Belle époque” não foi apenas o frenético “Can Can” e as bebedeiras de absinto de ToulouseLuiz Beira -Lautrec!...

Nuno Campos Trio – “My debut for the ones close to me”

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uno Campos é um contrabaixista portuense de 31 anos cujo percurso académico se iniciou na sua cidade natal, passou depois por Barcelona (onde estudou no Taller de Músics, instituição noutros tempos dirigida pedagogicamente por Zé Eduardo), Haia e novamente Barcelona (onde se licenciou pela Escola Superior de Música da Catalunha). Tem também formação em teatro e já fez programação cultural, para além da intensa atividade como docente. Como o título permite antever, “My debut for the ones close to me” é o disco de estreia do músico, no selo catalão Fresh Sound New Talent, e surge na sequência da vitória no prestigiado Concurso de Jazz de Barcelona. Para parceiros, o contrabaixista escolheu o pianista Nuno Campos Trio Marco Mezquida e o – “My debut for the baterista Ramon Prats. ones close to me” À exceção de duas, todas Marco Mezquida as composições são da (piano), Nuno Campos sua autoria. Muito cen(contrabaixo) e Ramon trado na fórmula clásPrats (bateria). sica piano-contra-baixoEditora: Fresh Sound -bateria, trata-se de um New Talent disco irrepreensível do Ano: 2011 ponto de vista formal e técnico, mas que não evidencia particular audácia ou gosto pelo risco. Movendo-se em terrenos confortáveis – perfeitamente encaixados na tradição –, o trio acaba por não se conseguir libertar de uma certa formatação estética, que lhe acaba por restringir a capacidade de manobra e empobrece o resultado final. Ainda assim, realço o pós-bop rápido de “Godfather´s gift” e a delicada balada “My first song will always be for you”. Mas o melhor está realmente na prestação do contrabaixista português, que, com o seu som encorpado, assina o que de mais empolgante acontece no disco. Resulta que o destaque vá inteirinho para os momentos em que o músico se exibe a solo: “Free intro” e, sobretudo, na muito interessante leitura de “Nardis”, original de Miles Davis. Aguardemos pelo próximo capítulo para melhor perceber que caminhos quer trilhar este jovem e promissor contrabaixista nacional. António Branco


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Petiscos Uma galinha e dois molhos

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or toda a Europa os festejos em honra de São Martinho estão relacionados com as culturas da terra, as previsões do ano agrícola, com festas e canções desejando abundância e, nos países vinícolas do Sul da Europa, com o vinho novo e a água-pé. Por isso se diz que “Pelo São Martinho vai à adega e prova o teu vinho”. Durante séculos, São Martinho foi o santo mais popular de França. O túmulo do bispo eleito de Tours, na basílica desta cidade, era o maior centro de peregrinação de toda a Europa Ocidental. É o santo padroeiro dos cavaleiros, dos pedintes, dos restauradores, dos soldados e dos produtores de vinho. A lenda do milagre de São Martinho conta-nos que, num dia de chuva e frio, este filho de um oficial romano, e ele próprio Vinho de um militar, se apiedou de Calendário um mendigo esfaimado e Da Vidigueira surge o praticamente sem roupa. novo vinho de qualidade Martinho cortou em dois o superior de que todos falam. seu manto e o seu pão e parPremiado no concurso da tilhou o conforto com o poprodução do Alentejo, o bre. A partir daqui, e como tinto Regional Alentejano, em tantas estórias (ficcioQuatro Caminhos, nadas ou reais) do mundo Reserva, 2009, mereceu em que vivemos, existe a aprovação de toda a a versão longa e a versão imprensa especializada, curta. O milagre abreviado tendo alcançado o pódio na dá conta de uma ação direcente edição do Encontro vina no momento do gesto com o Vinho, em Lisboa. de caridade: subitamente os céus se desanuviaram e o brilho e o calor solarengos premiaram a ação de Martinho. Já a lenda alongada refere que, naqueles tempos, o traje militar era intocável e imaculado; para quem o corrompesse propositadamente estava guardada a desonra e a punição em praça pública. Devido aos dias tempestuosos e géVinho Diário lidos que se viviam, os suUm dos vinhos que periores de Martinho decimais me impressionou diram atá-lo a um poste no na recente prova cega meio da praça, totalmente que deu origem ao nú e à mercê dos deuses do meu “Guia Popular Ar. É aqui que surge o milade Vinhos”, edição gre porque, a partir do mo2012, já nas livrarias e mento em que o militar e nos supermercados, futuro bispo é hasteado, os foi o branco regional céus esqueceram toda a cor alentejano, Mouras de cinzentona e o calor azulão Arraiolos, Verdelho, 2010. permaneceu durante todo o período punitivo. Tal como o seu gesto devolveu a alegria ao mendigo, também o sol do princípio do outono foi decisivo para os sorrisos generalizados dos nossos viticultores que, apesar da escassez de bagos, dão graças pela excelente qualidade das uvas e dos respetivos vinhos. A acompanhar, comeremos castanhas, com a sua colheita bem adiantada por conta do calor do santo.

Diário do Alentejo 11 novembro 2011

Dois copos de conversa São Martinho, castanhas e vinho

Susana Torrão Oficina do Livro PVP: 14,90€ 168 págs

Letras Anjos na guerra

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ortuguesas, entre os 18 e os 30 anos, de “boa formação”, sem cadastro e solteiras ou viúvas sem filhos. Assim era o perfil das enfermeiras paraquedistas – Kaúlza de Arriaga só a custo obteve autorização de Salazar para a criação deste efetivo militar –, que surgiram, em 1961, por iniciativa de Isabel de Bandeira de Mello, a primeira paraquedista portuguesa. A filha mais nova do Conde Rivas lançou a ideia após o contacto com as paraquedistas da Cruz Vermelha Francesa, que fizeram o batismo de fogo nas guerras coloniais na Indochina e Argélia. À vontade dela – que não admitia às francesas a sugestão de paridade entre as suas colónias, com 70 anos, e as “províncias ultramarinas” portuguesas, com 500 anos – somou-se o pragmatismo do regime quando a guerra colonial estalou em Angola e logo depois do golpe de estado falhado, encabeçado por Botelho Moniz. Se a II Guerra empurrou, em todo o mundo, as mulheres para fora de casa, substituindo nas tarefas os homens que partiam para os campos de batalha, a guerra colonial abriu uma brecha, mínima, no ultraconservadorismo do Estado Novo. As enfermeiras paraquedistas, recrutadas sobretudo em colégios religiosos, assistiram militares – portugueses e “inimigos” – e as populações locais. Sem consciência política, o seu combate foi o de resgatar vidas e não o de mudar costumes, embora tenham enfrentado o preconceito, que as olhou como “mulheres perdidas”. Em Anjos na guerra, a jornalista Susana Torrão conta, com uma escrita fluída e direta, através dos testemunhos de cinco protagonistas e em jeito de grande reportagem, a história dessas mulheres a quem o cansaço toldou qualquer arremedo de contestação e que servindo esperavam o fim de uma guerra sobre cuja complexidade política só ganharam consciência em África.

Aníbal Coutinho Maria do Carmo Piçarra

á aqui falei do gosto em gastronomia e das diversas vertentes da razão de gostar. Também assumi classificar como arte a manifestação do engenho humano que tem como suporte um pargo fresquíssimo, as entranhas duma galinhola, uns espargos brancos ou uma “bernaise” bem interpretada, em contraponto com uma tela, um bloco de mármore, uma folha de papel em branco ou o marfim das teclas dum piano. Referi anteriormente que os elementos principais a serem levados em conta na apreciação gastronómica são o paladar, o aroma, a cor, a forma, a temperatura, a consistência, a apresentação, a expectativa, a educação dos sentidos e a recordação de infância. Tratemos hoje, através duma receita, da cor. Há cores mais apelativas, outras menos e, como em tudo o mais nesta área, não há padrões universais definidos. Mas há aproximações naturais, por exemplo, ao amarelo dourado dos cereais, ao vermelho da carne em sangue e a diversos tons de verde dos legumes frescos. É o caso da galinha cozida com dois molhos. É difícil imaginar uma coisa mais simples, mas é um prato que tem sempre enorme êxito, não só porque é ótimo mas também porque faz um interessante contraste cromático entre o vermelho e branco. A galinha é do campo, morta e arranjada com os cuidados e disposições regulamentares. Coze-se com pouca água, à maneira dum “court bouillon”, isto é, um curto fio de azeite, cebola e cenoura avondo e uma rica boneca de salsa. Deve levar alho francês às rodelas, pouco, fazendo favor. Cozido que esteja o animal, aproveita-se o caldo, quase todo, para fazer um arroz branco, solto o bastante. Reserva-se uma porção para a execução, posterior, dum dos molhos. Gordura não precisa, já tem a do caldo, há inclusive que ver se não será demais, devendo nesse caso, acrescentar-se água suficiente para o substituir. Há alguns cuidados a ter com o arroz, arroz carolino: lave-o bem, até lhe parecer um perfeito exagero. Olhe que não é, nessa altura é que está bom. Acrescente meia cebola que não vem à mesa. Praticamente está pronto, faltam os molhos e estes são os que dão a espetacular combinação cromática e gustativa. Os molhos são vulgares molhos branco e de tomate, aos quais chamo assim, simplesmente, para não complicar sem polemizar o assunto. Não lhes chamo “bechamel” e “espanhol”, respetivamente. De facto estão previstos ficarem ligeiramente diferentes das receitas tradicionais. Atenção, em circunstância alguma, salvo na boca, os molhos são passíveis de serem misturados um com o outro. Acompanham o arroz e a galinha cozida separada e alternadamente. Para o molho branco, molha-se um “roux” claro – farinha ligeiramente frita em manteiga – com o caldo da galinha que se cozeu, é para isso que se reservou cerca de um quarto do caldo, e acaba-se com leite. Leva noz-moscada acabada de ralar durante a confeção, não muita. Fica ao ponto, nem muito líquido nem muito sólido. No caso do molho de tomate, faz-se um refogado ligeiro de cebola e alho, muito bem picados, em azeite, concentrado de tomate em seguida, um caldo de carne, com cuidado, não pode ser demais, na dúvida pouco e, finalmente, tomate fresco, pelado. Serve-se a galinha e o arroz em travessa; os dois molhos separados em molheiras próprias. No prato fica o arroz e a galinha ao centro, os molhos opostos, em meias luas. Uma maravilha António Almodôvar


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Grândola saboreia chocolate no fim de semana

Em fim de semana de São Martinho, Grândola volta a cumprir a sua Feira do Chocolate, prometendo hoje uma animação especial na zona das tasquinhas, com uma mostra gastronómica, onde os sabores tradicionais alentejanos se cruzam com o chocolate e as castanhas. O certame propõe também a exposição “Mundo do Chocolate” e o espaço Show Cook, dedicado às demonstrações ao vivo, palestras e degustações. A grande surpresa, garante a organização, será o lançamento de “um novo produto à base de chocolate e azeite”. Do programa musical fazem parte Os Alentejanos (hoje) e Ana Malhoa (amanhã, sábado).

Fim de semana

Nova produção da companhia Baal 17 estreia-se hoje, em Serpa

O show tragicómico de “O Xô das Velhas”

E

ste projeto teatral começou por ser uma pesquisa sobre a “velocidade” que molda os nossos dias, sobre a obsessão de uma sociedade que se quer jovem, desempoeirada e empreendedora, ou ainda sobre o imediatismo da omnipresente Internet. Mas olhando à sua volta, a companhia Baal 17 concluiu que tinha mais perto do que pensava a matéria-prima para a história que queria contar. Os “velhos”, assim mesmo – porque eles próprios não costumam ter pudor na designação – são as “vítimas” silenciosas desta nova era e numa região demograficamente desequilibrada como aquela em que nos situamos não há mais do que “ir às esplanadas e observar”. Foi o que fez o coletivo teatral de Serpa, apresentando a criação que hoje, sexta-feira, se estreia no Cineteatro Municipal de Serpa, pelas 21 e 30 horas, com repetição amanhã à mesma hora e no domingo, 13, a partir das 17 horas. Chama-se “O Xô das Velhas”, um título que aproveita em pleno o duplo sentido da peça. Porque é, de facto um show; porque fala da leviandade com que se descartam pessoas com um “xô”.

“O espetáculo anda à volta de seis velhas principais e de uma sétima, que não sendo velha, já começa a sê-lo para a atividade que exerce – é apresentadora de televisão”, revela Rui Ramos, que encenou a criação coletiva. Uma boa parte do show passa-se, portanto, num programa televisivo em direto, “com todos aqueles tiques dos formatos que enchem as manhãs e as tardes” e cujo público-alvo são, exatamente, os velhos. As problemáticas vão sendo apresentadas em “quadros” de situações que, “sendo cómicas, são na realidade trágicas”, acrescenta, enumerando as questões da “solidão e isolamento”, da “falta de dinheiro”, dos “problemas de saúde”, “da televisão e do seu impacto no quotidiano”. E até, conclui Rui Ramos, “das novas atividades para entreter os velhos, que muitas vezes não têm em conta as suas necessidades”. Isto num registo muito suportado pelo vídeo, onde ressalta “um ou outro apontamento musical”. Antes de sair da região, em dezembro, “O Xô das Velhas” passa ainda pelo Cineteatro Municipal de Castro Verde, no próximo dia 19.

Nau vai ao Cais da Planície e à Covilhã O trio Nau, um grupo bejense que assume o desejo de “cantar e tocar a portugalidade”, vai estar hoje, sexta-feira, no Cais da Planície (parque da Cidade, Beja), para animar o serão de celebração do São Martinho. As vozes e guitarras de José Pedro Grazina, Fernando Pardal e Artur Silva vão também soar amanhã, sábado, no Festival de Teatro da Covilhã, organizado pela companhia Teatro das Beiras. Nomeadamente em temas de Zeca Afonso, Vitorino, Fausto e Trovante, além de alguns originais.

Lendias d’Encantar festejam São Martinho A companhia Lendias d’Encantar promove hoje, sexta-feira, no seu novo espaço, Os Infantes, uma festa de São Martinho que terá início pelas 19 horas. A acompanhar os petiscos, as castanhas e o vinho novo, o coletivo teatral propõe cante alentejano, pelo grupo coral Os Devotos de São Martinho, e modas ao acordeão e viola com Bento César & Todos. Durante o fim de semana, a companhia propõe, desta feita na Casa da Cultura de Beja, uma ação de formação de composição/criação musical para espetáculos de palco, dirigida pelo músico Jorge Moniz, diretor pedagógico e fundador da Escola de Jazz do Barreiro.

Tunas universitárias encontram-se em Beja A praça da República de Beja recebe hoje, sexta-feira, a partir das 21 e 30 horas, uma “monumental serenata” de capa e batina. É o arranque do IX Terras de Cante – Festival Internacional de Tunas Universitárias da Cidade de Beja, que terá a concurso as tunas académicas de Lisboa e da Universidade de Évora, além do Tunadão 1998, do Instituto Politécnico de Viseu, e da Tuna Universitária de Plasencia, Espanha. Amanhã, os “tunos” sobem ao palco do Pax Julia Teatro Municipal, a partir das 21 horas. A organização, com o apoio da câmara municipal local, é da responsabilidade da Tuna Universitária de Beja.


31 Diário do Alentejo 11 novembro 2011

o tas da regià Os excelentes resultados da equipa de Alvalade estão a animar os seus adeptos. Os sportinguistas da região não escapam a esta onda de ensportinguis ufÓricos que tusiasmo e ainda continuam a cuspir quando dizem as palavras “Benfica” e “arbitragem”. Agora, o desafio é tentar a eletrificação da linha do andam tÃo e trificaÇÃo da comboio entre Beja e São Petersburgo (se é para fazer, que seja à grande) e já colocaram uma tarja em frente à residência oficial do priexigem a eleomboio entre meiro-ministro com a mensagem “Passos, amigo, dá-nos uma alegria de domingo: eletrifica de Beja a São Petersburgo”. Caso a operação linha do c etersburgo de charme não resulte, os adeptos vão retirar o açaime do jogador Rinaudo e soltá-lo no gabinete do secretário de Estado dos Transportes. beja e sÃo p

Inquérito Já provou “sushi alentejano”? CAPITÃO TSUBASA, 16 ANOS Desenho animado japonês dedicado ao futebol que leva pelo menos quatro episódios para marcar um golo

YASUHITO WOK, 35 ANOS Chef japonês e líder da seita Hello Kitty – Senhora do Universo

Já, e gosto muito! Dá-me muita energia para os jogos. E ajuda-me a manter este bom aspeto. Não é por acaso que pareço ter 16 anos há 30. Sou como o Pedro Granger, mas mais expressivo.

MING, O IMPIEDOSO Imperador do planeta Mongo, desconhece-se a idade, mas sabe-se que não há meio de morrer – é conhecido por ser mau como as cobras

Não, pois considero uma afronta à cultura japonesa. Quem fez isso devia ir a correr contra uma espada samurai. Mas já preparo uma vingança: umas migas de entrecosto e sashimi!! Ah, ah! Dói, não dói alentejanos? Até já tenho um robalo com duas cabeças e guelras do tamanho de uma bola de futebol que apanhei ao pé da central de Fukushima.

Autarcas da região que não se podem recandidatar vão fundar equipa de dominó e bisca lambida São pelo menos sete os autarcas da região que não se poderão recandidatar às câmaras a que presidem atualmente, fruto da lei que limita mandatos. Alguns já presidiam aos seus municípios quando assistiram às revoltas no mundo árabe, especialmente àquela que foi liderada por Moisés no Antigo Egito. Outros, mais novos, ainda escrevem pharmacia. Mas

Os prémios da revista “Mais Alentejo” estão de volta, e só 99,32 por cento dos galardões foram atribuídos a colaboradores da publicação A revista “Mais Alentejo” distribuiu galardões no sentido de premiar individualidades que se destacaram nas mais diversas áreas no ano de 2011. A 10.ª Gala dos prémios Mais Alentejo decorreu em Évora e foi apresentada por Fernando Pereira, que esteve mais de duas horas sem imitar a Tina Turner. Rui Nabeiro recebeu o Prémio Prestígio Mais Alentejo, depois de ter recebido o seu 56.º doutoramento honoris causa pela Universidade de Adis Abeba. Apesar desses bandalhos das televisões não terem aparecido, a “Não confirmo nem desminto” esteve lá e deixa aqui a restante lista das categorias que este ano só premiaram 99,32 por cento dos seus colaboradores, uma redução de 0,44 em relação aos prémios do ano passado: melhor reportagem; melhor notícia sobre o aeroporto de Beja; melhor fotorreportagem dedicada ao tema “A venda de línguas de gato na estação de comboios de Baleizão”; melhor ilustração com mãos de crianças com menos de cinco anos; melhor ilustração “Una os pontos do 1 ao 49”.

Governo expectante com prospeção de ouro pretende esturrar tudo em casa de penhores As localidades de Nossa Senhora da Boa Fé e Santiago do Escoural (distrito de Évora) vão ser alvo, uma vez mais, de prospeções em busca de ouro, desta vez por parte de uma empresa canadiana. O Governo, depois de pedir um parecer técnico a um mineiro chileno (daqueles que percebem como é que se sai de um buraco), decidiu apostar na mina, esperando que com ela seja possível sair do aperto financeiro. A cotação do ouro está no seu ponto mais elevado desde há muito tempo e o Governo, para pagar dívidas, já admitiu esturrar a exploração ção da mina em casa de penhores. Um habitante ante desta zona, que já trabalhou noutras prospeções, rospeções, não vê este processo com otimismo: ismo: “Nunca se encontrou grande coisa isa por aqui. O máximoo de ouro que descobrimos mos só dava para fazer er uma saladeira, uma ma travessa e três medalhas dalhas para condecorar ar pessoal na cerimónia ónia do 10 de Junho”.”.

Pronto, tinha de ser, como me chamo Ming pensam logo que sou oriental… Eu provei e aquilo provoca-me gases. A minha senhora gostou, mas para mim não dá. É muito complicado ser um senhor do mal e estar sempre a caminho da casa de banho. Já não vai lá com Imodium. E agora deixem-se lá de estereótipos…

agora que a reforma se aproxima, os autarcas ponderam a criação de uma equipa de dominó e bisca lambida para passar o tempo e recordarem histórias do passado. “Esta coisa de ser autarca deixa um bichinho cá dentro. Ainda me lembro da primeira medida que tomei: tivemos de decidir onde alojar os muçulmanos que tinham sido derrotados durante a Reconquista Cristã”, confidenciou-nos um presidente que pediu anonimato. Contudo, a vida pública destes senhores poderá não ficar por aqui. Ao que apurámos, há autarcas que estão indecisos entre candidatar-se à presidência da Câmara de Beja ou à presidência da associação de condóminos da sua área de residência.

Artesã de Odemira cria mantas inteligentes que protegem de anedotas de alentejanos Uma artesã de Odemira, Helena Loermans, está a desenvolver mantas criadas com o recurso à nanotecnologia, permitindo criar tecidos protetores de raios UV, antibala ou antimosquito. Todavia, as mantas não serão o único produto disponível. Também estão a ser criados outros artigos como cachecóis, luvas e gorros. Estes últimos serão feitos com tecnologia amiga dos alentejanos já que terão tecidos antianedotas de alentejanos e antilisboetas que quando imitam um alentejano parecem um cigano bêbado com síndrome de Tourette. Destaque ainda para a criação de uma écharpe antibala: este produto é fundamental já que pretende preencher o vazio no segmento de mercado destinado às tias de Cascais que gostam de passear pela Cova da Moura ou andar de comboio na Linha de Sintra.

É raro o dia em que não se encontra ouro naquela zona


Nº 1542 (II Série) | 11 novembro 2011

FUNDADO A 1/6/1932 POR CARLOS DAS DORES MARQUES E MANUEL ANTÓNIO ENGANA PROPRIEDADE DA AMBAAL – ASSOCIAÇÃO DE MUNICÍPIOS DO BAIXO ALENTEJO E ALENTEJO LITORAL Presidente do Conselho Directivo Jorge Pulido Valente | PRACETA RAINHA D. LEONOR, 1, 7800-431 BEJA | Publicidade e assinaturas TEL 284 310 164 FAX 284 240 881 comercial@diariodoalentejo.pt Direcção e redacção TEL 284 310 165 FAX 284 240 881 jornal@diariodoalentejo.pt | Assinaturas País € 28,62 (anual) € 19,08 (semestral) Estrangeiro € 30,32 (anual) € 20,21 (semestral) Director Paulo Barriga (CP2092) | Redacção Bruna Soares (CP 8083), Carla Ferreira (CP4010), Nélia Pedrosa (CP3586), Ângela Costa (estagiária) Fotografia José Ferrolho, José Serrano | Cartoons e Ilustração Carlos Rico, Luca, Paulo Monteiro, Susa Monteiro | Colaboradores da Redacção Alberto Franco, Aníbal Fernandes, Carlos Júlio, Firmino Paixão, Marco Monteiro Cândido | Provedor do Leitor João Mário Caldeira | Colunistas Aníbal Coutinho, António Almodôvar, António Branco, António Nobre, Carlos Lopes Pereira, Constantino Piçarra, Francisco Pratas, Geada de Sousa, José Saúde, Luiz Beira, Rute Reimão | Opinião Ana Paula Figueira, Arlindo Morais, Bruno Ferreira, Carlos Félix Moedas, Cristina Taquelim, Daniel Mantinhas, Filipe Pombeiro, Francisco Marques, Francisco Martins Ramos, Graça Janeiro, João Machado, João Madeira, José Manuel Basso, Luís Afonso, Luís Covas Lima, Luís Pedro Nunes, Manuel António do Rosário, Marcos Aguiar, Maria Graça Carvalho, Nuno Figueiredo Publicidade e assinaturas Ana Neves | Paginação Antónia Bernardo, Aurora Correia, Cláudia Serafim | DTP/Informática Miguel Medalha Projecto Gráfico Alémtudo, Design e Comunicação (alemtudo@sapo.pt) Depósito Legal Nº 29 738/89 | Nº de Registo do título 100 585 | ISSN 1646-9232 Nº de Pessoa Colectiva 501 144 587 Tiragem semanal 6000 Exemplares Impressão Grafedisport, SA – Queluz de Baixo | Distribuição VASP

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POR LUCA

Hoje, sexta-feira, o céu vai estar muito nublado. A temperatura vai oscilar entre os 14 e os 19 graus centígrados. Amanhã, sábado, são esperadas muitas nuvens e no domingo podem cair algum aguaceiros na região.

¼ º º º

António Duro registou a marca PortugalGifts

G

alos de Barcelos, calçada portuguesa, rendas de birlos. Portugal pode ir nos bolsos e cruzar países e continentes, graças à ideia PortugalGifts, uma marca registada pelo ateliê de design de António Duro, um almodovarense que se prepara para produzir também pequenas recordações sobre a região natal. Segundo o designer , o Alentejo já goza de uma imagem de genuinidade e qualidade, mas perde-se pelo excesso de “capelinhas” e pela falta de “uma estratégia global bem definida” no que à promoção turística diz respeito. O seu ateliê de design assina uma coleção de souvenirs que se inspira em símbolos nacionais, como a calçada portuguesa ou o galo de Barcelos. O Alentejo, de onde é oriundo, já tem aqui lugar?

O Alentejo tem, e terá sempre, o primeiro lugar em tudo o que eu faça. O meu trabalho de pintura e cerâmica é praticamente exclusivo sobre o Alentejo. O PortugalGifts tem uma índole turística, e por isso era economicamente mais aconselhável começar por trabalhar o tema “Lisboa” e, de uma forma generalista, “Portugal”. “O Alentejo e o cante” é o centro do meu trabalho artístico; algumas destas peças vão passar a ser reproduzidas com molde e comercializadas. Que símbolos melhor representam esta região, em seu entender?

A paisagem, a arquitetura e a gastronomia. Os nossos “centros comerciais” são os campos, lindos em todas as épocas do ano; precisamos ensinar as pessoas a apreciar e a desfrutá-los… O melhor conceito que podemos PUB

DR

Azinheira, horizonte e humor são “marcas” alentejanas preservar é a ideia que as pessoas do resto do País têm do Alentejo: que a comida é boa, que aqui se descansa, que ser alentejano é ser genuíno. Para mim, os maiores símbolos são a azinheira e o horizonte…. E o humor, no qual somos imbatíveis e particulares. Há quem defenda que o Alentejo é a região com a identidade mais forte de toda a Europa. Parece-lhe que este recurso está a ser bem “vendido”?

António Duro, 48 anos, natural de Almodôvar

Cursou Design no IADE, em Lisboa, e mais tarde, fez uma especialização em cerâmica, nas Caldas da Rainha. Trabalhou como designer cerâmico em diversas fábricas nacionais exportadoras e na alemã Sheurich. Em 1995, funda a Mão de Obra Design e, em 2008, a António Duro Designers, onde regista a marca PortugalGifts, que já tem loja própria em Lisboa. Como artista plástico, com uma obra muito centrada no tema Alentejo, expõe regularmente desde 1989.

Não concordo. Todas as regiões têm a sua identidade e são únicas. Em termos de vender o Alentejo, não sei se temos conseguido. Continuamos cheios de capelinhas, a pensar que todas são únicas… Precisávamos de menos organismos e de uma estratégia global, bem definida, e toda a gente a trabalhar para o mesmo Alentejo. Nunca ninguém pense que alguém se poderá deslocar de onde quer que seja para visitar um só concelho ou um monumento. Enquanto responsável pelos projetos gráficos de várias instituições e empresas da região, qual tem sido o seu contributo?

Penso que o meu maior contributo passa por transmitir com a maior fidelidade que consigo aquilo que conheço e sinto, pelas experiências que aqui vivo e captei ao longo do tempo. Penso que é uma mais-valia preciosa sentir e conhecer estes lugares e estas gentes. Não sei se serei um justo avaliador deste contributo, só os clientes do ateliê e os compradores das minhas peças o poderão dizer. Carla Ferreira

Paizana expõe no IPBeja “Imagens” contra a voragem do tempo O reconhecido pintor António Paizana, que reside em Beja desde 1980, tem patente, desde terça-feira, 8, uma nova exposição da sua obra, a que resolveu chamar “Imagens”. A mostra encontra-se visitável na Galeria AoLado, do Instituto Politécnico de Beja, e reúne peças como o “Círculo”, “Face”, a “Esfinge”, o “Compasso” a “Estrela” ou a “Noite”, imagens que, descreve o autor, “golpes velozes do olhar não deixariam ver”. Isto porque as “Imagens” que António Paizana escolheu partilhar assumem a “evidência” da imobilidade. Circunstância em tudo contrastante com o mundo que habitamos, “denso de movimentos incessantes e dispersivos”. Nesta mostra, que decorre até ao próximo dia 20, o autor pretende desafiar o tempo, não competindo com ele na mesma lógica turbulenta, mas colocando-se de parte, a uma distância que permita ao observador “avistar algumas imagens, talvez matriciais, capazes de reposicionar o próprio olhar mediante um apelo vindo dos estratos profundos da memória cultural”. António Paizana passou pela Sociedade Nacional de Belas Artes, em Lisboa, e pela École Supérieure d’Architecture et des Arts Visuels, na Bélgica. Alguns trabalhos seus são pertença da Câmara Municipal, Governo Civil, Biblioteca Municipal e Seminário Diocesano de Beja.

Ediçao nº 1542  

Diario do Alentejo

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