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ARQUIVO “DA”

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Manuel da Fonseca nasceu a 15 de outubro Mas nem por isso se tem ligado muito aos 100 anos do seu nascimento pág. 13

SEXTA-FEIRA, 23 SETEMBRO 2011 | Diretor: Paulo Barriga Ano LXXIX, N.º 1535 (II Série) | Preço: € 0,90

Cebal investiga desde 2008 com assinalável sucesso potencial terapêutico desta planta silvestre

Cientistas de Beja estudam cura para o cancro da mama no cardo FRANCISCO DA SILVA CARVALHO

pág. 12

Agricultores têm sede da água de Alqueva

Salários no Museu de Beja em risco

Guia completo dos ordenados dos autarcas

Comissão parlamentar para a agricultura andou a ver com os próprios olhos os sarilhos em que ficam os agricultores caso Alqueva não esteja concluído em 2013, depois de investimentos de milhões. pág. 7

António Sebastião, presidente da Assembleia Distrital de Beja, revela ao “Diário do Alentejo” as dificuldades do intermunicipalismo e alerta para a falta de dinheiro para pagar aos funcionários. pág. 9

Hoje é o dia de ficar a saber quanto ganham os autarcas da sua terra e se, de facto, se resolve a crise financeira reduzindo municípios e freguesias. O Governo diz que ajuda, os eleitos locais, nem por isso. pág. 8

Confissões do bispo da Reforma Agrária D. Manuel Falcão, bispo emérito de Beja, foi ordenado sacerdote há 60 anos, no preciso dia em que o atual papa Bento XVI recebeu por igual os seus votos. Aos 89 anos, o prelado que lidou com o Copcon e que chegou ao Alentejo em pleno “verão quente”, revela em entrevista exclusiva ao “Diário do Alentejo” que a Igreja está velha e que não tem tido capacidade para se adaptar às novas realidades da sociedade. págs. 4/5 PUB


Vice-versa

Diário do Alentejo 23 setembro 2011

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Editorial

“O PS não deve ser liderado por autarcas. Penso que, nesta altura, estarmos a falar de candidaturas de autarcas a presidentes da Federação do Baixo Alentejo é despropositado!”. Aníbal Reis Costa (“Correio Alentejo”)

Grécia Paulo Barriga

“A antecedência no anúncio da candidatura ao cargo de presidente da Federação do PS/Baixo Alentejo visa promover uma mudança tranquila, que estimule a participação, com tempo, dos militantes socialistas na construção de uma Moção de Orientação Política virada para o futuro, inovadora e que se reflita no sucesso do PS e na valorização do Baixo Alentejo”.

O

estado a que a Grécia chegou. Não há quem não argumente nem opine sobre o estado a que a Grécia chegou. A lástima, a situação de vagabundagem e indigência a que a Grécia chegou. Mas não se escuta propriamente ninguém, voz alguma, que se erga pela Grécia. Por aquilo que a Grécia é, aquilo que a Grécia foi, aquilo que ela representa para a formação de uma ideia de Europa. Cultural, ancestral, evoluída, fundadora. A Grécia faz lembrar a minha prima Berta. Não é que eu tenha propriamente uma prima Berta, da mesma forma que não sou, verdade se diga, grego. Ela é que, por autorrecriação, se intitula prima de todo e qualquer ente da aldeia de Baleizão, a prima Berta. E eu, não sendo seu parente, sou, para ela, primo, tal como a escassa porção da Humanidade que ela conhece e aborda o é: primo. Os primos da prima Berta são todas as pessoas, sem exceção. Dá-se o caso que a prima Berta sobrevive na perfeita miséria. É um farrapo humano, velho, doente e miserável. Habita com o marido e vários filhos doentes ou deficientes num casebre sem água, sem luz, sem telhas, sequer. Uma imundice inumana conhecida e assinalada pelos serviços de proteção social que tem para com a prima Berta a mesma atitude que os especuladores internacionais têm perante a Grécia: o estado a que isto chegou. Olham para o estado, para a sua decrepitude, para a sua boca ensanguentada pela doença e pela fome. E não se fixam na prima Berta. Nela própria. Na pessoa. Na gente que ela é. Não ajudar a prima Berta, não lhe dignificar a existência, não lhe aliviar a dor e o sofrimento, é o primeiro passo para agravar o suposto estado a que ela chegou. Apontar o dedo à sua desgraça e não retrazê-la ao estado de graça é a metáfora acabada do egoísmo, do individualismo e do desapego dos tempos que correm. E é isto exatamente que acontece com a Grécia. Que a nós não nos trata por primos. Mas que antes, quando havia memória e humanismo no mundo, mundo nós própri próprios a costu costumávamo vamos tratar por Mãe.

Pedro do Carmo, in Facebook

Fotonotícia Antiga zona industrial de Beja Em plena euforia do betão, levantaram-se na cidade dezenas de prédios sem qualquer tipo de lógica ou funcionalidade. O período do Programa Polis terá sido o auge da desgraça e do mau gosto. Mas, no seu encalce, muitos investidores privados também tentaram a sua sorte na capital da expeculação. Na foto, aparentemente concluído, um suposto hotel que nunca o foi e que ninguém sabe se algum dia será, bem no coração do antigo e classificado bairro metalúrgico. Um prédio que também tem 35 fogos para vender, embora o Censos 2011 nos diga que apenas cinco estão habitados. PB Foto de José Ferrolho

Voz do povo O que acha das obras de requalificação das Portas de Mértola?

Inquérito de Ângela Costa

Adelino Mira 66 anos, empresário

João Filipe Santos 34 anos, docente na Estig

Narcisa Carapeto 51 anos, técnica comercial

Natália Rosa Mancinhos 74, reformada da função pública

“Vai melhorar a sua imagem e com certeza vai trazer mais gente aqui e as pessoas quando chegarem aqui veem realmente que Beja é uma cidade bonita, é um centro histórico bonito. Porque como está, realmente, não tem beleza, não entusiasma as pessoas a deslocarem-se à cidade, ao centro histórico. Mas vamos ter fé, porque nós, os alentejanos, temos sempre uma fé… que as coisas vão correr bem. E esta ainda é a rua que mantém mais comércio tradicional”.

“Acho que são obras que têm um orçamento muito elevado para aquilo que está previsto ser feito. Numa situação presente de crise, não faz sentido estas obras com estes valores tão altos. Nunca se percebe estes orçamentos para estas obras camarárias. De resto, acho o projeto interessante em si, o ensombramento faz sentido, essa vai ser uma das formas de vitalizar o comércio aqui no centro, na parte mais importante e antiga do comércio de Beja. Mas pronto… vamos esperar para ver”.

“Acho que sim, tirarem daqui o trânsito já foi bom, que eu ainda sou do tempo em que passavam aqui carros. O facto de ficar tapado não sei… os banquinhos e isso acho bem. Pensando bem, o sol… ficar tapado… já não sei bem. Mas será bom também, dará para as pessoas mesmo a chover estarem aqui a conviver. Mas depois também não aproveitam o sol. Se calhar assim-assim… Eu ainda não sei muito bem o que vão fazer, teria que me debruçar mais sobre isso”.

“Isto já é uma miséria, já não vendem nada, está tudo a fechar. Se vão então fazer aqui obras por onde é que as pessoas passam? Para onde é que as pessoas vão? Vão para o Modelo? Então e estes? Morrem de fome? Eu não tenho aqui negócios mas acho muito mal o que vão fazer. Deixam estar isto assim, deem dinheiro às pessoas que precisam, aos pobres, façam creches para as crianças. Fazer obras aqui para quê? Para ficar pior? A praça da República ficou pior! Sou contra isso”.


Semana passada

Rede social

QUINTA-FEIRA, 15 SERPA PCP CONTESTA FECHO DE LABORATÓRIO DE ANÁLISES A concelhia de Serpa do PCP, em comunicado enviado às redações, protesta contra a decisão da Unidade de Saúde do Baixo Alentejo (Ulsba) encerrar, a partir de 1 de outubro, o laboratório de análises do hospital daquela cidade. Os comunistas sublinham que é “uma medida lesiva dos interesses das populações” não só de Serpa, mas também de Moura, Barrancos e Mértola. Para o PCP, o facto das colheitas continuarem a ser feitas em Serpa e as análises em Beja vai obrigar, “nos casos urgentes”, a deslocações para a capital do distrito “deitando por terra o argumento de redução de custos, fundamento para mais esta medida antipopular”.

SEXTA-FEIRA, 16 BEJA PROFESSORES SENSIBILIZAM POPULAÇÃO O Sindicato de Professores da Zona Sul (SPZS) distribuiu informação à população como forma de sensibilização contra as medidas do Ministério da Educação e da Ciência. A sindicalista Maria da Fé, citada pelo “Diário de Notícias”, revelou que optaram não fazer uma manifestação porque “os professores empregados estão a trabalhar e os desempregados estão à procura de emprego”.

SÁBADO, 17 BEJA LÊNDIAS D’ENCANTAR NA CASA DA CULTURA A companhia teatral Lêndias d’Encantar realizou, durante o fim de semana, na Casa da Cultura, em Beja, worshops de expressão dramática dirigidos a todas as idades. Os mais novos efetuaram jogos, exercícios e improvisações orientados pela atriz Marisela Terra; o trabalho com os adultos visou “o aperfeiçoamento das capacidades de comunicação e do relacionamento interpessoal, identificar obstáculos e desbloquear inibições e defesas na comunicaçãoem público”, disse à Voz da Planície Ana Ademar, uma das responsáveis pelo evento.

DOMINGO, 18 PEDROGÃO SABORES DO RIO Terminou em Pedrogão mais uma edição do festival Sabores do Rio, organizado pela junta local com o apoio da Câmara Municipal de Vidigueira e que teve início na sexta e se prolongou pelo fim de semana. Concursos de pesca desportiva, canoagem, espetáculos musicais e a atuação do Rancho de Arcena fizeram parte da ementa do evento que tem como objetivo “dar a conhecer a povoação nas vertentes cultural e gastronómica”, disse à Rádio Pax Maria Paixão, presidente da junta de freguesia.

SEGUNDA-FEIRA, 19 CASTRO VERDE PRÁTICA DESPORTIVA COM INSCRIÇÕES ABERTAS Estão abertas as inscrições para a atividade física “Em prol de uma vida ativa e saudável”. Este projeto da Câmara de Castro Verde destina-se a todas as faixas etárias – desde o pré-escolar aos seniores que frequentam os centros de dia do concelho. Natação, futsal, boccia, caminhadas e passeios de bicicleta são algumas das atividades a desenvolver a partir de outubro.

TERÇA-FEIRA, 20 BEJA 392 VAGAS NO POLITÉCNICO O Instituto Politécnico de Beja (IPBeja) tem 392 vagas por preencher para o ano lectivo 2011/2012, anunciou a Direcção Geral do Ensino Superior, no entanto o IPB prefere assinalar o facto de cerca de 83 por cento dos candidatos terem optado, em primeira escolha, pela instituição. Na primeira fase inscreveram-se 243 alunos, sendo que na Escola Superior de Educação, para os 210 lugares disponíveis, apenas se apresentaram 93 candidatos. Na Escola Superior de Tecnologia e Gestão estão por preencher 168 vagas. Na Escola Superior Agrária só restam nove vagas por preencher, mas na Escola Superior de Saúde são 16 as vagas, num um total de 85.

3 perguntas a José Mário Costa Ciberdúvidas da Língua Portuguesa A poucos meses da introdução obrigatória do novo Acordo Ortográfico em todos os organismos públicos como está a decorrer o processo?

Sem sobressaltos nem precipitações – muito graças a duas decisões tomadas em boa hora pelo anterior Governo e em particular pelo anterior ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro. 1) A disponibilização graciosa, via Internet, do Vocabulário Ortográfico do Português e do conversor automático ortográfico Lince. 2) O ano de distância dado até a integral aplicação das novas regras do português escrito nos documentos e organismos do Estado. O único reparo que se pode fazer: o défice de (in)formação, a despeito das muitas intenções e das várias propostas feitas em devido tempo.

De pequenino é que se torce o Passeio Equestre Dezenas de adeptos dos desportos equestres tornaram este fim de semana a percorrer os caminhos de Vila Nova de São Bento.

Está na moda: os dias medievais chegaram a Alvalade Milhares de visitantes regressaram ao ano de 1510, nos Dias Medievais de Alvalade. Aqui numa exposição sobre Miróbriga.

O que acha do facto de grande parte da intelectualidade portuguesa se opor ao novo Acordo Ortográfico?

Fez agora precisamente 100 anos a primeira reforma ortográfica da nossa língua. A República fora implantada menos de 12 meses antes, e então, sim, houve grandes e profundas alterações na grafia das palavras. Foi quando “pharmacia” ou “philosophia” passaram a grafar-se como ainda hoje escrevemos. Alguma intelectualidade da altura, arreigada à sua convenção – a ortografia não passa disso mesmo, ao contrário do que muitos pensam e/ /ou fazem crer…–, aquela que assimilara desde os bancos da escola, reagiu da mesma forma da que assistimos nos dias de hoje. Por exemplo, Fernando Pessoa, que recusou até ao fim dos seus dias a nova reforma: com “odio verdadeiro”, com “o unico odio” que sentia, contra “a orthographia sem ípsilon” (in “Livro do Desassossego”). Ou Teixeira de Pascoaes, sobre o fim do “y”: “Na palavra lagryma”, substituir o y pelo i é ofender as regras da Estética. Na palavra abysmo (…) escrevê-la com i latino é fechar a boca do abysmo, é transformá-lo numa superfície banal”. Cem anos passados, não há quem ache que “afeto” sem “c” deixa de ser o afecto dos nossos afectos?...

Tropas em sentido para assinalar o Dia da Infantaria Continência à porta de armas do RI 3, em Beja, no dia em que os militares abriram as portas do quartel à sociedade civil.

Todos ao palco pela Cerci e para apresentar a Beja Brava Está na sua génese: o fado é a canção da beneficência. Na sexta-feira, fadistas locais deram o ar da sua graça no Pax Julia.

Quais as suas expectativas em relação à introdução do novo Acordo nas escolas?

São as mesmas referidas na primeira questão. Com a particularidade de o período de transição nas escolas ir até 2014. Salvo, naturalmente, para o 1.º ano do ensino básico – onde tudo vai ser mais fácil na aprendizagem das novas regras. Nélia Pedrosa

Fitas cortadas na estrada entre Mombeja e Beringel Presidente da câmara e presidentes das juntas de freguesia inauguram o fim da picada que era a antiga estrada municipal.

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❝ Entrevista

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É que a Igreja anteriormente levava a fé através das tradições cristãs, agora essas tradições perderam-se e a fé tem que ser uma conversão pessoal tal como aconteceu no princípio da própria Igreja. A Igreja no início, no tempo do Império Romano, também foi crescendo através da conversão verdadeira de algumas pessoas que se tornaram cristãs, os primeiros cristãos”.

Quis ser jornalista, mas acabou cursando engenharia mecânica. Fez-se padre, lecionou no Colégio dos Olivais, e deu em bispo. Foi ordenado sacerdotalmente a 29 de junho de 1961. Há 60 anos. No preciso dia da ordenação do atual papa Bento XVI. Chegou ao Alentejo em pleno “verão quente” de 1975 para salvar o que era possível salvar destas almas. Passou a bispo residencial de Beja em 1980 e resignou em 1999. D. Manuel Franco Falcão, aos 89 anos, espera que Deus o leve em paz. Mas entretanto ainda vai reconhecendo que a sua Igreja está “velha” e necessita de se adequar aos novos tempos. Que os políticos de hoje são menos convictos que os de ontem. Que o papel da mulher na Igreja está muito bem como está. Que a Reforma Agrária foi feita por gente de fora. Que os

Manuel Falcão, bispo emérito de Beja, foi ordenado há 60 anos

“Os comunistas no Alentejo não sabem o que é o comunismo”

comunistas alentejanos estão ao nível dos primeiros cristãos: lutam pela partilha de bens entre os mais pobres. E que a crise que está instalada obriga à intervenção de todos. Extrato de uma entrevista a um homem que ainda sonha com a harmonia entre as pessoas e com a racional distribuição dos bens materiais. Entrevista Paulo Barriga Fotografias Francisco da Silva Carvalho

Fez diferentes recenseamentos da prática dominical. A que conclusões chegou?

Tem havido uma evolução mental muito grande, que foi causada primeiro pela vinda para as zonas urbanas de grande parte da população rural. A população rural, lá nas aldeias, tinha os seus ritmos que conservavam bastante a tradição cristã. Vieram para a cidade e na cidade perderam-se. Podia até contar casos concretos de pessoas que vieram para a cidade e que perderam completamente as suas tradições cristãs. Não só cristãs mas também as suas tradições populares. Além disso também houve uma erupção muito grande da comunicação social, sobretudo dos jornais nessa altura e hoje da televisão, e agora das novas formas de transmissão do pensamento e da palavra. Isto levou a uma desorientação das pessoas, que perderam o sentido daqueles valores que tinham adquirido na infância e em família. Porque praticamente nas cidades é muito difícil viver a vida familiar.

Quer dizer que a Igreja não soube acompanhar essa evolução tecnológica ou informativa e que, em plena cidade, deixou perder o rebanho?

É verdade! Hoje a Igreja perdeu o sentido da própria vida da igreja e o ambiente em que ela vive. Daí a necessidade de uma atuação mais profunda. É o que se está a fazer neste momento, no sentido de encontrar os melhores meios para que neste contexto sociocultural transmitir a fé cristã e o pensamento cristão que vá até à população. Não basta cristãos individuais que são tocados pela graça, mas que seja o povo português que renove o cristianismo das formas diversas do passado. Porque no passado ser cristão era concebido como pertencendo à igreja e praticando a missa dominical, a confissão anual e essas práticas cristãs que eu aprendi em criança, agora são diferentes. É preciso que haja convicções pessoais muito fortes para vencer o ambiente cultural do mundo em que vivemos.

Considera que falta cumprir o Concílio Vaticano II?

Exatamente. Mas vamos ver o que é que isto dá. Cá em Portugal temos neste momento o cardeal patriarca, que foi meu aluno no seminário dos Olivais, e o bispo do Porto, que é um historiador e tem uma visão mais profunda e mais completa, no meu ver, sobre a decisão da Igreja e o que é preciso fazer neste momento em todo o mundo, e nomeadamente aqui em Portugal, para que o Concílio renove de facto a Igreja. Em tempos já lhe chamaram “bispo da Reforma Agrária”…

Estou convencido que a Reforma Agrária foi promovida não tanto por gente do Alentejo mas sobretudo por pessoas da região de Setúbal. Por motivos políticos. Porque na Reforma Agrária chegou-se à conclusão de que tinha sido precipitada e não tinha sido feita em termos viáveis para o futuro. A coisa foi sendo ultrapassada e hoje vive-se pacificamente com toda a gente.


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também colaborava em Arroios, em Lisboa. Ele agora já está muito velho, já nem sei o que é feito dele. É um caminho possível, mas vamos a ver.

Sempre teve uma boa relação com os autarcas. Que diferenças encontra entre os atuais e aqueles que conheceu em 75 quando chegou a Beja?

Olhe, não sei bem comparar. Tanto mais que estes presidentes de câmara, por exemplo, ficam por pouco tempo. Basta pensar no daqui de Beja ou no de Odemira e noutros tantos que ao fim de algum tempo mudam. Tenho impressão que estes são mais políticos e os outros eram mais atentos às necessidades do povo. Acha que estes estão mais afastados da realidade concreta das pessoas?

É a ideia que eu tenho. Os outros eram mais inseridos no povo. Portanto sentiam mais ao vivo as necessidades populares do que estes. O que é que a Igreja pode fazer neste instante e perante esta crise que está instalada? Que papel novo deve ser atribuído às paróquias para ajudar, do ponto de vista prático, estas pessoas que são já uns milhares em estado de carência?

Tem havido um apelo forte dos bispos aos fiéis para que contribuam, através das paróquias ou através dos fundos diocesanos, nomeadamente da Caritas, para atender a estas famílias que estão mais necessitadas. Para pagar a renda da casa, muitas vezes até para comer e lá se vai conseguindo alguma coisa, embora não seja suficiente nem poderá ser suficiente. A minha ideia é que estamos a evoluir, de maneira que dentro de três, quatro anos, cheguemos a uma certa estabilidade. D. Manuel Clemente (bispo do Porto) disse há bem pouco tempo que a Igreja estava velha e distante do povo. Concorda com estas palavras?

É verdade. Penso que ele é objetivo quando fala assim, embora ao mesmo tempo ele seja esperançoso. Ele tem esperança que no futuro se chegue a uma vida mais modesta em Portugal, como já foi em tempos passados. Mas ao mesmo tempo uma vida digna para todos, em que haja menos miséria, e que a pobreza esteja mais diluída, com mais gente empregada. Mas ele é bastante forte quando diz que “a Igreja está velha e distante do povo”.

É verdade. Mas o esforço que se está a fazer da parte da Igreja é precisamente esse. De renovar a Igreja e fazer com que ela deixe de ser, como acaba de dizer, velha e fora do povo. E onde é que se pode mudar? Há alguns parâmetros que parecem mais ou menos óbvios. O papel da mulher na Igreja não terá que ser revisto, de alguma forma? O próprio papel dos leigos não terá que ser revisto?

A mulher tem um papel muito forte na Igreja e cada vez mais. Por exemplo a Caritas aqui em Beja é liderada por uma senhora, e, além disso, nas paróquias a colaboração maior para os párocos vem das senhoras, quer nas coisas da Igreja quer mesmo nestas obras de caridade que vão sendo promovidas pelas dioceses para que também os paroquianos se encarreguem das famílias mais pobres da paróquia.

Mas em termo litúrgicos, em termos de poder de facto dentro da celebração, a mulher podia ter outro papel dentro da Igreja ou não?

Não interessa muito. Para mim não interessa muito. Aliás o papa João Paulo II disse que a ordenação das mulheres não se põe à Igreja porque é uma direção que vem do próprio Jesus Cristo. Na sociedade contemporânea, veloz, individualista, ainda há espaço para a fé?

É esse o grande problema de hoje da Igreja. É que a Igreja anteriormente levava a fé através das tradições cristãs, agora essas tradições perderam-se e a fé tem que ser uma conversão pessoal tal como aconteceu no princípio da própria Igreja. A Igreja no início, no tempo do Império Romano, também foi crescendo através da conversão verdadeira de algumas pessoas que se tornaram cristãs, os primeiros cristãos. Inclusivamente muitos mártires que afirmavam de tal maneira a fé que essa fé se foi comunicando e ao longo de três, quatro anos, praticamente toda a Europa tinha sido influenciada pela fé cristã. É preciso voltar de certa forma aos primeiros tempos da Igreja. Os primeiros cristãos tinham um papel fundamental de intervenção social e até política, coisa que hoje não acontece na Igreja…

Se a Igreja se sentir com mais força e mais influência na vida social isso acontecerá. Mas neste momento, embora haja várias palavras da Igreja, mesmo aqui em Portugal, em relação a certas leis que são contra o direito natural, como o aborto ou os casamentos homossexuais, que não tem sentido à luz do direito natural, e não só do cristão, a Igreja tem-se pronunciado sempre, discretamente. A voz da Igreja não tem uma grande amplitude, tem aquela que lhe derem os meios de comunicação social. Os casos de pedofilia na Igreja não deixam grande margem para falar em temas fraturantes…

É verdade que a Igreja também tem as suas

falhas, mesmo no caráter moral, embora não exagerado porque se formos a ver os casos de homossexualidade em relação à Igreja e aos padres da Igreja são, no geral, muito poucos. Mesmo nos países onde parece que aumentou um bocadinho mais, como na Irlanda e um pouco nos Estados Unidos. Por exemplo, em Portugal são raríssimos os casos. Não digo que não existem um ou dois ou três casos, para os quatro mil padres que há, pelo menos em Portugal, graças a Deus não tem havido razões de queixa muito objetivas.

Porque depois chegamos a um ponto que se dá o seguinte: na diocese de Beja, que é uma diocese vastíssima, metade das paróquias não têm pároco…

E o celibato dos padres? Acha que se houvesse uma abertura nesse sentido não poderia haver até, de alguma forma, um melhoramento da qualidade sentimental ou até mesmo psicológica dos padres?

Mas isto não afasta as pessoas, as poucas que existem ainda nestes sítios, da Igreja? Se pensarem que já nem um pároco têm na sua aldeia.

Quanto ao celibato dos padres a Igreja ultimamente abriu-se bastante, sobretudo aqueles que vêm do anglicanismo e já vêm casados. Em Portugal há inclusivamente um padre que é casado, o padre Sousa, porque veio do anglicanismo, casou ainda como anglicano e depois converteu-se ao cristianismo e a Santa Sé manteve-o com a sua família, mulher e três ou quatro filhos, colaborou com a Igreja onde eu

Gostava de terminar só aqui a falar da religiosidade dos alentejanos. Diz-se que os alentejanos não têm propriamente o mesmo fulgor religioso que tem o homem do norte ou o beirão. Depois de tantos anos a peregrinar e a andar por estas terras do Alentejo, defina-me o alentejano do ponto de vista religioso, do ponto de vista espiritual. Este homem que fica à porta da Igreja quando há casamentos…

“Para mim o alentejano é, no País, o homem mais sério na sua vida familiar e pessoal. Com um sentido de justiça, com um sentido até de partilha de bens”.

Temos paróquias a mais, também temos que dizer isso. Temos paróquias sobretudo na região rural, que está despovoada, quase que não tem gente e por isso um padre pode ser chamado e estar à frente de três ou quatro paróquias. Por exemplo o de Mértola esteve à frente de quatro ou cinco paróquias e creio que ainda lá está.

É possível.

Para mim o alentejano é, no País, o homem mais sério na sua vida familiar e pessoal. Com um sentido de justiça, com um sentido até de partilha de bens. Quando foi da República, aqui no Alentejo, havia muita gente que era vaiada de anticristianismo. E esse anticristianismo levado pelos republicanos manteve-se um pouco no espírito do alentejano. Como é que encara o facto de aqui haver vários casos de pessoas que diariamente vão ao terço e que são militantes do PCP? É coisa compatível?

Acho que sim, porque a maior parte dos comunistas aqui do Alentejo não sabe bem o que é isto do comunismo, sobretudo não sabe o que é o marxismo, a ideologia que fundamenta o comunismo. De maneira que aceitam o comunismo porque lhes foi propagado, sem saberem muito bem em que acreditavam, nem sequer no que defendiam quando defendem o comunismo. O comunismo para eles é sobretudo a partilha de bens entre as pessoas mais pobres, portanto, que haja maior distribuição dos bens e assim todos sejam mais felizes. Isso é também o que a Igreja defende. O senhor bispo faz 89 anos em novembro, qual é o seu sonho? Para estes anos que ainda lhe faltam, e Deus queira que ainda sejam muitos.

Olhe, que Deus me leve em paz. E para a sociedade?

Para esta sociedade espero que dentro de alguns anos, que já não verei, as coisas corram melhor. Quer do ponto da distribuição natural de materiais quer sobretudo na harmonia entre todos os portugueses, para que todos se estimem uns aos outros e ao longo da vida até que Deus queira.


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Hélder Guerreiro anuncia candidatura

Hélder Guerreiro, atual vice-presidente da Câmara de Odemira, anunciou no início da semana a sua candidatura a presidente da Federação do Partido Socialista do Baixo Alentejo. O autarca diz que é candidato a presidente “com a humildade de quem acredita num ideal humanista e progressista e que o quer partilhar com os outros” e que “quer contar com o envolvimento e apoio de todos os militantes nesta tarefa objetiva de construir um novo ciclo com base em novos desafios e ambições”.

Atual

João Ramos

Hospital de Serpa sem análises clínicas

Partidos contra fecho de laboratório A concelhia de Serpa do PS apelou ao Governo para “impedir o encerramento” do laboratório de análises clínicas do hospital da cidade, a partir de 1 de outubro, considerando tratar-se de um serviço “essencial”.

A

medida, a avançar, “constituirá mais um fator de dificuldade” para os habitantes locais “devido à eliminação de um serviço essencial”, mas também “uma humilhação para esta cidade e para o concelho”, alerta o PS, em comunicado. O laboratório de análises clínicas do Hospital de São Paulo, em Serpa, está previsto encerrar a partir de 1 de outubro, segundo confirmou na semana passada a administração da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (Ulsba). Os socialistas de Serpa defendem que o fim deste serviço, aliado ao fecho, já concretizado, de várias estações dos CTT no concelho, deve ser contestado pelo município local (CDU) e pelas juntas de freguesia. “O PS insta a Câmara de Serpa e as juntas de freguesia a saírem da sua passividade e a assumirem uma atitude veemente de oposição ao encerramento dos CTT e do laboratório de análises clínicas”, pode ler-se no comunicado. Também os três deputados eleitos pelo círculo eleitoral de Beja – um do PSD, outro do PS e um do PCP – devem interpelar o Governo “sobre a insensatez e injustiça” destas medidas. Na semana passada, também a concelhia de Serpa do PCP, em comunicado, contestou o fecho do laboratório de análises clínicas, considerando a medida “lesiva dos interesses” das populações dos concelhos de Serpa, Moura, Barrancos e Mértola. Os comunistas alegaram

que, com o fim do laboratório, as análises vão passar a ser efetuadas no Hospital de Beja, o que “obriga à deslocação dos casos urgentes, deitando por terra o argumento de redução de custos”. “É preciso lutar contra o fecho do laboratório de análises. É necessário que os utentes e munícipes contestem mais esta medida injusta e sem sentido”, defendeu o PCP. Ulsba fala em reestruturação Num comunicado divul-

gado na segunda-feira, o conselho de administração da Ulsba diz que será “efetuada uma reestruturação e não o

encerramento do Laboratório de Patologia Clínica do Hospital de São Paulo, passando aquele espaço a ser utilizado como posto de colheita de análises clínicas aos utentes referenciados no concelho de Serpa e limítrofes”. Na mesma nota, a administração refere ainda que “para a área de atração do serviço de urgência avançada de Serpa (antigo SAP), as análises são asseguradas por química ‘point of care’ e marcadores cardíacos que permite dar resposta 24/horas por dia às situações de urgência cardíaca, hepática, renal e deteção de fenómenos trombo-embólicos,

existindo ainda o apoio quase imediato da VMER”. “Está garantida a acessibilidade dos utentes à colheita diária e com uma rápida obtenção dos resultados laboratoriais distribuídos por via eletrónica”, dizem ainda os responsáveis, adiantando que “com estas medidas estão dados importantes passos com vista à definitiva ultrapassagem do problema da utilização da capacidade instalada nos Laboratórios de Patologia Clínica da Ulsba, EPE e dos seus custos com pessoal, assistenciais e de contratos de manutenção de equipamentos com vida útil limitada”.

Deputado da CDU por Beja

Povo não legitima políticas do Governo O PSD/CDS têm a maioria no Parlamento. Como é que o PCP considera poder travar a aplicação das medidas que estão a ser impostas aos portugueses?

As políticas impostas aos trabalhadores e ao povo por este governo do PSD/CDS, sequência natural das anteriores opções do PS, não foram legitimadas, ao contrário do que dizem, pelo voto popular, uma vez que não constavam no programa eleitoral destes partidos. E este ataque, não referendado, aos trabalhadores e às populações só merece a sua resistência e a sua luta. O PCP, como partido de classe que é, não poderia deixar de ser solidário com estas lutas, a começar já pela luta do próximo dia 1 de outubro. Em relação especificamente ao Alentejo como é que o PCP analisa as decisões já tomadas (adiamento de Alqueva, extinção da Direção Regional de Educação, entre outros).

Como o PCP sempre alertou, o País precisa de uma mudança de política e não apenas de uma mudança de pessoas. Não há qualquer indício de preocupação com a definição de estratégias para os projetos da região. Até agora as notícias são de suspensão. Talvez não seja concluído o projeto de Alqueva, não se termina o IP8. Para isto, para os salários e pensões, saúde e educação dizem que não há dinheiro, mas deixam intocáveis os fabulosos lucros dos grandes grupos económicos e financeiros e as grandes fortunas. São opções políticas que prejudicam a maioria da população e merecem a rejeição e luta do PCP. O PCP sempre apoiou as reivindicações da plataforma “Beja Merece”, chumbadas no Parlamento. Como é que “viu” todo este processo?

O PSD de Beja convocou os jornalistas e os seus adeptos para uma conferência onde era suposto falar-se dos “90 dias de Governo – um novo rumo para Portugal”. Foi na terça--feira à noite. Num hotel da cidade. A sala estava cheia. Mário Simões falou no seu voto de pólvora seca quanto à eletrificação da linha de Beja, diz que quer pôr aviões no aeroporto e que a EDIA não é para extinguir, mas que a água vai ser dada a quem a trabalha: aos agricultores. Já Carlos Moedas veio falar dos três buracos do cinto que a troika obriga a apertar, das medidas profundas, estruturais, “uma revolução silenciosa”, mas nada populares que o Governo está e terá que tomar. Ambos citaram poetas. E quando a coisa parecia estar a animar mandaram os jornalistas sair da sala ou desligar os aparelhos de captação de som e imagem. Uma medida cada vez mais comum em certos meios políticos. Que tem tanto de ético como de oportunismo. Convidam-se jornalistas para o show off e depois descartam-se como o papel que se usa após as necessidades. O “Diário do Alentejo”, a sua direção, está contra todas as práticas que limitem do acesso à informação. Levantámo-nos da cadeira, que não era má. E não escutámos o resto do poema. Trágico, imagina-se. PB Foto de José Ferrolho

A movimentação que houve em Beja e no distrito em torno dos comboios é um bom exemplo do que deve ser a democracia participativa. O PCP acompanhou o processo logo desde início, em maio de 2010, quando alertou que o encerramento poderia esconder uma desqualificação da ligação a Beja. Temos que continuar a luta e ser persistentes. O Governo assumiu que a eletrificação reduz o prejuízo da exploração destas linhas. As populações do distrito de Beja têm direito a transportes públicos de qualidade. Temos que denunciar as demagogias daqueles que se puseram do lado das populações em campanha para atingirem objetivos pessoais ou partidários e continuar a lutar pelo distrito de Beja e pelas suas populações. O PCP cá está para isso. Carlos Júlio


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A Dorbe do PCP afirma que “também no distrito de Beja e no Alentejo, como em todo o País, os trabalhadores e outros setores sociais estão a ser alvo de um brutal ataque contra os seus direitos laborais e sociais”. Os comunistas adiantam que para além das “medidas desastrosas” tomadas pelo atual governo, e pelos anteriores do PS, o distrito de Beja sofre outras malfeitorias, “desde o adiamento do Alqueva até à paralisação do aeroporto, passando pelo esvaziamento de serviços de saúde” e outros.

JOSÉ FERROLHO

Mário Simões diz que Governo não deve assumir compromissos que não possa cumprir O deputado do PSD eleito pelo círculo de Beja, apesar “de estar solidário com a legítima aspiração das populações do Baixo Alentejo, por considerar serem justas as razões apresentadas na petição do Movimento Beja Merece ao reclamar o regresso do comboio Intercidades a Beja e a retoma das ligações ferroviárias Beja/Funcheira”, diz que “os compromissos assumidos pelo Estado Português com a troika obrigam a uma redefinição da estratégia de prioridades, em matéria de investimentos, não devendo, pois, o Governo assumir compromissos que não possa cumprir no curto/médio prazo”.

Comissão parlamentar visitou infraestruturas do Alqueva

Água vai, água não vem

O

s agricultores que fizeram investimentos em regadio na perspetiva da conclusão de Alqueva até 2013 temem pelo futuro das suas explorações. Esta foi a mensagem transmitida aos deputados da comissão de Agricultura e Mar, que visitaram, na terça-feira, 20, a área de regadio do empreendimento no concelho de Beja, tendo-se reunido com o conselho de administração da EDIA e contactado com produtores na herdade Paço do Conde, em Baleizão. Na ocasião, a Federação das Associações de Agricultores do Baixo Alentejo (Faaba) entregou aos parlamentares, pela mão do seu presidente, Manuel Castro e Brito, um memorando em que defende que a conclusão da obra, sobre a qual se “avolumam dúvidas”, é “absolutamente vital para a coerência e viabilização de todo o projeto” e da “própria agricultura das zonas abrangidas”. Até porque, adianta o do-

cumento, “uma proporção significativa” dos chamados novos regadios já regam, de facto, e “graças a um esforço de investimento dos agricultores e à perspetiva de que a água de Alqueva a eles chegaria em 2013”. Um “esforço de antecipação”, continua a Faaba, assente sobretudo em captações de água precárias que só poderão assegurar os primeiros anos de implantação dos investimentos, pelo que urge uma alternativa além desse horizonte temporal. “Há muitas pessoas nestas condições. Se param com o projeto estamos tramados”, confessou Leonel Cameirinha, proprietário da herdade da Figueirinha, em São Brissos, onde produz azeite e vinho. “Temos lá 170 hectares de olival, queremos plantar mais mas não podemos porque não há água. Temos furos mas a água da chuva não chega para a plantação que temos”. Outro produtor de vinho e azeite, José António Castelo Branco, proprietário

da herdade Paço do Conde, considerou “importante” ter feito “regadio mesmo sem Alqueva” e não se arrepende. “Não fazer isto era ficar parado. Alqueva é uma realidade mas é uma realidade que tarda, vem devagarinho”, alertou, lembrando que várias vezes o “poder político tem impedido os agricultores de apostar noutras culturas”. Como em 1986, em que uma “sumidade” do Ministério da Agricultura negou a prossecução do “primeiro regadio coletivo, para bombear o Guadiana”, quando já tinha tido o aval de Bruxelas. A comissão parlamentar, pela voz do seu presidente, Vasco Cunha, defendeu que o Estado, “como pessoa de bem, tem que concluir urgentemente” o projeto de Alqueva, entre 2013 e 2015, para “cumprir” as expetativas criadas junto de agricultores, municípios e agentes económicos do Alentejo. CF

PSD e o Parque do Sudoeste

D

eputados do PSD eleitos pelas regiões abrangidas pelo Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina querem saber se a tutela pretende rever o Plano de Ordenamento aprovado pelo anterior governo PS. Nu ma perg u nta env iada à Assembleia da República e que tem como destinatário o Ministério do

Ambiente, os deputados sociais-democratas recordam que o Plano de Ordenamento do Parque, aprovado a 27 de janeiro de 2011, deveria constituir “um instrumento regulamentar equilibrado, objetivo e claro” e ser “um sustentáculo estratégico” da gestão territorial, objetivo questionado por vários intervenientes no processo.

O PSD recorda que o Plano de Ordenamento do Parque Natural “não assegura o equilíbrio entre a proteção e salvaguarda dos recursos naturais e a promoção do desenvolvimento económico”, assentando numa “lógica proibicionista que veda a prossecução de atividades económicas e, desse modo, depaupera a qualidade de vida das populações”.

07 Diário do Alentejo 23 setembro 2011

PCP apela à luta contra medidas do Governo


Diário do Alentejo 23 setembro 2011

08

Almodôvar promove rastreios gratuitos

A Câmara de Almodôvar está a promover mais uma ronda de rastreios à audição, à visão e, pela primeira vez, à postura corporal, que são gratuitos e destinam-se a toda a população. Numa primeira fase, os rastreios vão abranger os alunos do primeiro ano das escolas do primeiro ciclo do ensino básico do concelho, sendo que a câmara prevê que cerca de 60

Os vencimentos dos autarcas estão indexados ao salário do Presidente da República fixado em 7 630,33 euros. No entanto, fruto dos cortes na função pública, este valor baixou – primeiro cerca de cinco por cento e depois à volta de 10 por cento. Os valores referidos são os originas, não tendo em conta essas alterações. Existem quatro categorias de vencimentos: Lisboa e Porto; concelhos com mais de 40 mil eleitores; entre 10 mil e 40 mil; e menos de uma dezena de eleitores inscritos. No Baixo Alentejo, são oito os concelhos

Beja supera objetivos no galardão ECO XXI A Câmara Municipal de Beja foi, pelo terceiro ano consecutivo, galardoado com a Bandeira Verde ECO XXI, atribuída pela Associação Bandeira Azul da Europa aos municípios portugueses que se destacaram pelas boas práticas de sustentabilidade. De acordo com a autarquia, Beja obteve este ano 66,5 por cento de classificação, “superando assim os objetivos definidos pela entidade organizadora (60 por cento)”. O galardão “premeia assim o trabalho que o município tem vindo a desenvolver na implementação de medidas promotoras da sustentabilidade, dando particular atenção às questões relacionadas com a educação, mobilidade, ordenamento do território, em simultâneo com inúmeros projetos e iniciativas em prol da melhoria da qualidade de vida e do desenvolvimento sustentável”, concluí a autarquia.

Odemira investe dois milhões na educação A Câmara Municipal de Odemira vai investir cerca de dois milhões de euros no presente ano letivo (2011/2012), com o objetivo de “ajudar os alunos na sua vida escolar, contribuir para o sucesso nos estudos e apoiar as famílias mais carenciadas”. Atualmente, Odemira conta com cerca de 900 alunos em 22 escolas do 1.º ciclo e 380 crianças em 20 estabelecimentos de ensino pré-escolar. Entre alimentação, auxílios económicos, prolongamento de horários, atividades de enriquecimento escolar, transportes, telecomunicações, manutenção do parque escolar e bolsas de estudo, o ano letivo 2011/2012 “representa para a autarquia perto de dois milhões de euros em despesa corrente”, adianta a câmara, acrescentado que “apesar das restrições económicas e aperto nas contas da administração local, não haverá cortes orçamentais no valor destinado à educação e à ação social escolar”.

Vidigueira promove limpeza urbana No âmbito do projeto Ecovidigueira, a Câmara Municipal de Vidigueira vai promover a campanha Rua Limpa, uma iniciativa de educação ambiental na área da limpeza urbana e que prevê a distribuição de um folheto informativo junto com a fatura da água e uma ação de rua, com um contacto direto com a população, agendada para hoje, sexta-feira, no largo José Afonso. A campanha visa “sensibilizar os cidadãos de que ‘manter as ruas limpas é responsabilidade de todos’, informando-os, ao mesmo tempo, das atitudes a ter em colaboração com os serviços de limpeza urbana”, esclarece a autarquia.

Tabela de vencimentos dos autarcas*

crianças sejam abrangidas pelo rastreio à postura para detetar eventuais défices de postura e outros problemas motores. Na segunda e terceira fases, no âmbito do projeto “Almodôvar – O Concelho + Saudável”, serão efetuados rastreios audiológicos e visuais a crianças do último ano do pré-escolar e do quarto das escolas do primeiro ciclo do ensino básico.

que ultrapassam a dezena de milhar de eleitores (ver tabela nesta página). Nas juntas de freguesia o presidente de uma autarquia com mais de cinco mil eleitores inscritos recebe 1 449,75 euros se desempenhar o cargo a tempo inteiroe1220,85seosfreguesesforemmenosquecincomil.Quemdedicarmeiotempo à função auferirá 724,88 euros, no primeiro caso, e 610,43, no segundo. A maior parte dos presidentes de junta exerce o cargo em regime de voluntariado recebendo, assim, apenas 305,30 euros e 274,77, respetivamente.

Eleitores inscritos por concelho

Salários

Mais de 10 000 Lx e Pt

+ 40 mil

+ 10 mil

-10 mil

Presidente de câmara

4 197

3 816

3 434

3 053

Vereador tempo inteiro

3 357

3 052

2 747

2 442

Vereador meio tempo

1 678

1 526

1 373

1 221

1 222

1 110

999

888

651

592

533

474

Despesas representação Presidente de câmara Vereador

Beja Odemira Santiago do Cacém Serpa Moura Grândola Alcácer do Sal Sines

* em euros

Menos de 10 000 30 920 22 203 26 421 14 441 14 188 12 685 12 006 11 631

Aljustrel Ferreira do Alentejo Mértola Almodôvar Castro Verde Vidigueira Ourique Cuba Alvito Barrancos

9 179 7 798 7 477 7 422 6 625 5 332 5 190 4 164 2 120 1 565

Reforma administrativa reduz “substancialmente” freguesias

Anafre recusa ser o “bode expiatório” Há duas semanas Miguel Relvas, ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares revelou que o Governo queria suspender o nascimento de novas empresas municipais e reduzir o número de dirigentes da administração local. Em Castelo de Vide, no final do mês, ficou-se a saber que está a ser preparada uma lei eleitoral que prevê a redução dos eleitos e executivos mono-partidários. O “memo do projeto de resolução do Conselho de Ministros – Reforma Administrativa” promete “reduzir substancialmente” o número de freguesias e “possibilitar que os municípios possam, voluntariamente, (…) optar por se aglomerarem”. Terça-feira, no Parlamento, Relvas apresentou a reforma e disse que quer gerar “consensos” sobre a matéria.

populosas têm um administrador político com remuneração mensal” (ler caixa). Nas 4 259 freguesias do todo nacional, contam-se cerca de oito mil funcionários, e a maior parte delas “não dispõe de qualquer empregado”, esclarece a Anafre. “Todo o trabalho é desenvolvido, graciosamente, pelos repetivos eleitos locais”, pode ler-se no documento síntese.

Texto Aníbal Fernandes

Menos listas, menos eleitos No entanto, as intenções do Governo não se ficam pelas juntas de freguesia. No que diz respeito à Lei Eleitoral, a intenção é “reduzir o número de vereadores e membros da assembleia municipal”, lê-se no memorando do gabinete do ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares. Eleições em lista única para a câmara e assembleia, com o líder da lista mais votada a constituir o “governo” local, apresentando-o ao escrutínio da assembleia municipal – em tudo semelhante ao que se passa, agora, para o governo, é outro dos objetivos. Na passada terça-feira, na Assembleia da República, o ministro pediu à oposição para alinhar com o executivo. O PS, pela voz do deputado Mota Andrade, eleito por Bragança, disse que sim, mas Paula Santos, deputada do PCP, eleita por Setúbal, considera que as medidas apresentadas visam “atacar o poder local democrático e os serviços públicos que desta forma não vão servir melhor as populações”. O ministro garante que o processo é para avançar e diz que irá estar concluído no final do primeiro semestre de 2012, muito a tempo das eleições autárquicas de 2013. Até lá, é de esperar, uma forte reação da Anafre que “rejeita, frontalmente, que se construa o falacioso juízo de que extinguir, fundir ou agregar freguesias concorre para uma maior racionalização dos recursos financeiros e para o saneamento da despesa pública nacional”.

“O

Governo está a iniciar uma guerra”. É assim que Álvaro Nobre, presidente da Junta de Freguesia de Cabeça Gorda e coordenador distrital da Associação Nacional de Freguesias (Anafre) reage às intenções do Governo. O autarca bejense lembra que a Anafre não é “contra a reorganização administrativa”, mas não aceita que as freguesias sejam os “bodes expiatórios” de uma situação que não foram elas que criaram. Num documento, aprovado por unanimidade pelo conselho geral da Anafre, os autarcas lembram que as freguesias “são corresponsáveis pela democratização do País, para a coesão social, desenvolvimento económico e sustentabilidade do território”, apesar de apenas consumirem 0,10 por cento do Orçamento do Estado. O memorando do Governo reconhece às freguesias um “papel crucial na melhoria da qualidade de vida dos cidadãos”, mas insiste num “novo modelo de gestão que vise a sustentabilidade financeira”. Ora Álvaro Nobre é taxativo: “As freguesias não têm dívidas”, afirma. O documento da Anafre, que servirá de base à discussão no congresso de dezembro, acrescenta que o trabalho de 90 por cento dos autarcas “é desenvolvido em regime de voluntariado” e que apenas “10 por cento das freguesias mais

Álvaro Nobre é taxativo: “as freguesias não têm dívidas”. A Anafre, garante que o trabalho de 90 por cento dos autarcas “é desenvolvido em regime de voluntariado”.


A Alentubo, Fabricação de Tubos Ld.ª, com sede em Beja, anunciou esta semana que lhe foi adjudicado o fornecimento de cerca de 2 750 metros de tubagem DN 2500 de alma de aço em betão armado, para a condução de água em pressão, no valor de 2,4 milhões de euros. O fabrico das tubagens, de acordo com nota de imprensa da empresa, “deverá

iniciar-se em meados de outubro e terminar em dezembro”, sendo que “será necessário continuar o trabalho em dois turnos diários e durante seis dias por semana”. João Paulo Ramôa realça “a importância para a região desta adjudicação na manutenção dos postos de trabalho, assim como na criação de novos postos de trabalho”.

09 Diário do Alentejo 23 setembro 2011

Alentubo ganha concurso de 2,4 milhões de euros

António Sebastião Presidente da Câmara de Almodôvar

Salários em risco no Museu Apesar de ser um dos municípios que mais rapidamente paga aos fornecedores, Almodôvar continua a ser um dos grandes devedores à Ambaal. Como justifica esta situação?

De facto, este executivo dá uma grande importância ao pagamento atempado das suas faturas. Aliás, entre 2002 e 2011, período no qual eu tenho responsabilidade como presidente da Câmara, o município de Almodôvar tem sido dos poucos municípios associados da Ambaal a proceder atempadamente ao pagamento de todas as comparticipações mensais devidas à Ambaal, tendo inclusivamente antecipado as prestações mensais referentes aos meses de setembro, outubro, novembro e dezembro de 2011, como forma de garantir o pagamento das remunerações aos trabalhadores. Além disso, e como foi tornado público em comunicado emitido recentemente, o município de Almodôvar acordou já com a Ambaal um plano de pagamentos que tem em vista a regularização dos montantes em dívida relativos aos anos PUB

de 2000 e 2001, e que tem vindo a ser integralmente cumprido. Quanto às dívidas referentes às comparticipações no âmbito do Fundo Geral Municipal, anteriores ao ano de 2000, também já tornámos público que não as reconhecemos, uma vez que é nosso entendimento que as mesmas se encontram já prescritas. Confirma que existem associados da Ambaal que, em conjunto, devem para cima de um milhão de euros? Em que estado financeiro se encontra esta instituição e que soluções existem para ela?

No que concerne ao montante em dívida à Ambaal por parte dos municípios, o valor total é efetivamente superior a um milhão de euros. No entanto, atendendo ao facto de, no âmbito do programa “Beja Digital”, haver lugar ao reembolso aos municípios por parte da associação, feitas as contas a dívida real ascende a pouco mais de 500 mil euros. A Ambaal vive atualmente uma situação económica muito preocupante, dado que neste momento as receitas de que dispõe não cobrem as suas despesas. Tal situação poderá implicar que, a curto prazo, possa estar em causa o pagamento dos salários aos trabalhadores. Infelizmente,

mesmo que os todos os municípios tivessem condições para liquidar a totalidade das suas dívidas, tal apenas resolveria o problema no curto prazo, e não de uma forma definitiva. Contudo, esta situação nem se coloca, porque como todos sabemos, dados os constrangimentos orçamentais, há municípios que não têm condições para proceder ao pagamento integral das suas dívidas de imediato, e que também não o farão num prazo razoável. A forma de conseguir reaver esses montantes será através da via judicial, tal como já foi até proposto pelo município de Almodôvar em reunião do conselho diretivo da Ambaal, momento em que o município se comprometeu, inclusivamente, a proceder ao pagamento do montante que a Ambaal diz estar em dívida, caso o Tribunal considere que aquelas dívidas não se encontram ainda prescritas. Quando à solução para este problema, há a referir que esta foi já aprovada pelo conselho diretivo, e que passa pela fusão, por integração, da Ambaal na Cimbal, tendo sido já dados os primeiros passos na concretização desta solução. Essa fusão evitará a duplicação de estruturas e dos custos que lhes são inerentes, e permitirá uma maior economia de meios e racionalização dos recursos. Além disso, importa salientar que a Cimbal

é objeto de financiamento direto por parte do Orçamento do Estado, o que não acontece atualmente com a Ambaal, que se vê obrigada a sobreviver através de (poucas) receitas próprias. Como estão as finanças da Assembleia Distrital de Beja? Há dinheiros para pagar ordenados? As autarquias estão a uma só voz nestas matérias delicadas do intermunicipalismo?

A atual situação financeira da ADB é péssima, existindo atualmente um conjunto de dívidas a fornecedores de bens correntes, uma dívida a um empreiteiro, por obras executadas no edifício sede da Assembleia Distrital. Há também pagamentos a efetuar às instituições do Estado, designadamente à Segurança Social e às Finanças. Esta situação é tão mais grave que, caso não sejam efetuadas durante o presente mês as transferências por parte dos municípios que integram a Assembleia Distrital, poderão estar mesmo em risco os salários dos trabalhadores. A Assembleia Distrital tem 15 trabalhadores, todos eles com uma relação jurídica de emprego público por tempo indeterminado (apenas um deles está em vias de aposentação), estando 13 deles afetos ao Museu Regional Rainha D. Leonor. PB


Diário do Alentejo 23 setembro 2011

10

Imobiliária deverá criar 20 postos de trabalho em Santiago

A Remax inaugurou esta semana uma nova loja na cidade de Santiago do Cacém, “com o objetivo de dinamizar o mercado imobiliário”. A nova loja deverá criar 20 postos de trabalho e representa um investimento de 60 mil euros. Nesta fase inicial foram já recrutados nove comerciais. De acordo com os responsáveis, o concelho de Santiago do Cacém “apresenta áreas habitacionais interessantes e uma zona histórica com grande potencial”.

Vinhos da herdade da Comporta distinguidos por revista internacional de referência A revista norte-americana “Wine Enthusiast”, considerada uma das referências na avaliação de vinhos, distinguiu os vinhos Parus Tinto 2008, Parus Branco 2009, Herdade da Comporta Tinto 2007 e Chão das Rolas Tinto 2009, do projeto vinícola da herdade da Comporta. Desde o lançamento do projeto vitivinícola, a herdade da Comporta tem conquistado vários prémios em solo nacional e internacional, referem os responsáveis. Recentemente,

Farmácias envolvidas em fraude Uma farmácia de Beja e uma outra de Mértola fazem parte de um grupo de 29 de farmácias (situadas, maioritariamente, na Grande Lisboa) que estão com dificuldades financeiras, envolvendo o desvio e a exportação de medicamentos, noticia o jornal “Correio da Manhã” na sua edição do passado sábado, 17 de setembro. Segundo o “Diário do Alentejo” apurou, as farmácias alentejanas envolvidas no caso são a J. A. Pacheco, em Beja, e a Farmácia Pancada, em Mértola. Estas duas farmácias fazem parte das 29 geridas pela empresa Alguer, que, de acordo com o diário nacional, concentrava as compras de medicamentos dos estabelecimentos. Estes seriam faturados às farmácias, dariam entrada nos stocks, para depois voltarem a sair com notas de devolução para armazenistas. Desta forma, as farmácias deixaram de ter medicamentos para vender e, nalguns casos, os trabalhadores estão com os ordenados em atraso, escreve o “Correio da Manhã”. Em algumas das farmácias, os funcionários já desligaram o multibanco, recebendo em dinheiro para assegurarem os salários e o pagamento dos medicamentos. As queixas de utentes e do Sindicato dos Profissionais de Farmácias e Paramédicos já chegaram ao Infarmed e ao Ministério Público, tendo sido já feitas algumas inspeções. A Alguer tem o monopólio das 29 farmácias, com a maioria das aquisições das mesmas a acontecerem em 2008, o que se terá passado com a farmácia Pancada, em Mértola. O “Correio da Manhã” adianta ainda que a falta de pagamento não permitiu a concretização da venda de algumas farmácias, ao mesmo tempo que, noutros casos, os proprietários mantiveram-se como diretores técnicos, passando a ter quotas de outras farmácias do grupo. Contactados pelo “Diário do Alentejo”, os funcionários das farmácias J. A. Pacheco e Pancada recusaram-se a prestar declarações sobre o assunto. As restantes farmácias do grupo situam-se em Setúbal, Lisboa, Almada, Barreiro, Oeiras, Parede, Queijas, Loures, Odivelas e Olhão. PUB

o vinho Herdade da Comporta Tinto 2007 conquistou a medalha de ouro no certame Sélections Mondiales des Vins 2011, enquanto o Chão das Rolas Tinto 2009 venceu uma medalha de prata e duas medalhas de bronze no Concours Mondial de Bruxelles, Decanter World Wine Awards 2011 e The International Wine & Spirit Competition, respetivamente. O projeto vitivinícola da herdade da Comporta tem apostado na internacionalização, alargando a sua presença não só à Europa, mas também a África, à América do Norte e à Ásia.

Contenção de custos justifica fecho no centro de saúde

Ferreira sem atendimento complementar

O

ser viço de Atendimento Complementa r (AC) do Centro de Saúde de Ferreira do Alentejo vai fechar a partir de 1 de outubro, de segunda a sexta-feira, e será substituído por uma consulta de recurso. A Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (Ulsba) refere em comunicado de imprensa que, à semelhança da restruturação efetuada nos centros de saúde de Ourique e Aljustrel, o AC do Centro de Saúde de Ferreira do Alentejo vai fechar a partir de 1 de outubro, “somente durante o período semanal de segunda a sexta-feira”, e o atendimento aos utentes será “assegurado por uma consulta de recurso”. Nesta consulta, serão “observadas todas situações não urgentes dos residentes do concelho” e as situações urgentes serão enviadas para o serviço de urgência do Hospital de Beja, explica a Ulsba. Os professores e outros profissionais colocados no concelho de Ferreira do Alentejo no atual ano letivo “têm a opção de se inscrever numa lista de médico de família” do centro de saúde “se o desejarem”. A Ulsba esclarece que “nunca houve serviço de urgência” nos concelhos de Aljustrel, Ferreira do Alentejo e Ourique e a existência de um AC, entre as 8 e as 20 horas, vulgarmente conhecido como

“urgências”, “nunca foi compatível” com um serviço de urgência. Segundo a Ulsba, a rede nacional dos serviços de urgência/emergência “está perfeitamente definida e o Centro de Saúde de Ferreira do Alentejo e respetivas extensões de saúde não estão englobadas” naquela rede, “pelo que deverão prestar os cuidados que por lei lhes estão atribuídos”. A Ulsba justifica o fecho do AC de Ferreira do Alentejo com a necessidade “imprescindível” de tomar medidas “mais exigentes no que respeita à contenção de custos e à estabilização do crescimento do ritmo do endividamento” daquela unidade, “mantendo, em simultâneo, a qualidade assistencial do Serviço Nacional de Saúde e os atuais níveis de acesso”. Tudo devido à conjuntura económica e financeira nacional e internacional, ao necessário esforço de consolidação das finanças públicas e ao memorando assinado com a troika, que “prevê um controlo mais estrito dos níveis de endividamento no setor empresarial do Estado, ao qual pertencem as entidades públicas empresarias (EPE) do setor da saúde, como a Ulsba. Câmara e comissão de utentes contestam encerramento A Câmara Municipal

de Ferreira do Alentejo manifestou, entretanto, “a sua total oposição à decisão da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo”. “A pretexto das dificuldades financeiras que o País atravessa termina-se com um serviço médico de proximidade, fundamental para a população do concelho, que assim se vê privada de um serviço básico de extrema importância na difícil situação social que atravessamos”, adianta o presidente da autarquia, Aníbal Reis Costa, em comunicado de imprensa. A câmara, adianta o autarca, “irá tentar, da forma possível, combater esta situação e evitar o encerramento deste importante serviço de saúde no concelho”. Também a Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Concelho de Ferreira do Alentejo “condena a decisão do encerramento deste serviço a partir do dia 1 de outubro”. Em nota de imprensa, a comissão afirma que “é uma medida meramente economicista e que lesa os direitos dos cidadãos e utentes deste concelho” e diz que vai solicitar à administração da Ulsba uma reunião, onde irá ouvir as razões desta decisão e “colocar como necessidade a continuação de um serviços de urgências/atendimento complementar a funcionar sete dias por semana, das 8 às 20 horas”.

GNR confirma três casos em Beja desde o início do ano

A

CAP alerta para furto de oliveiras e videiras

Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) alertou para um novo tipo de furto nos campos do Alentejo, o de oliveiras e videiras acabadas de plantar, apelando ao Governo para que reforce o patrulhamento policial na região. “As oliveiras são plantadas e, dois ou três dias depois, os ladrões vão e arrancam as plantas para replantar noutro lado. Cada planta vale mais ou menos dois euros, se furtarem numa noite mil plantas, são dois mil euros”, disse o secretário-geral da CAP, Luís Mira. Contactado pela Lusa, o oficial de

relações públicas do Comando Territorial de Beja da GNR, tenente-coronel José Candeias, adiantou que, desde o início do ano, foram registados “três casos” de furto de oliveiras acabadas de plantar. “No passado dia 11 de fevereiro foram furtadas sete oliveiras na localidade de Salvada, em Beja, e, no dia 7 de setembro, registámos o furto de 17 oliveiras em Pias (Serpa) e de 110 em Moura”, indicou. Já os comandos territoriais da GNR de Évora e Portalegre indicaram que “não têm conhecimento de casos”. Luís Mira considerou que se trata de um tipo de crime “recente” e que “nunca

tinha acontecido”, ao contrário do furto de cobre nas explorações agrícolas que já é do “conhecimento” das autoridades policiais. “Sabemos que não é possível pôr um polícia perto de cada árvore, mas é possível que haja mais controlo nas estradas e algum outro tipo de maior pressão para que os ladrões sintam que algo está a ser feito” para combater o fenómeno, disse. Alertando que “assim é difícil viver no mundo rural”, Luís Mira apelou ao Governo para a necessidade de “criar condições para que as pessoas que trabalham no mundo rural não sintam falta de apoio”, através de um maior policiamento.


Diário do Alentejo 23 setembro 2011

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António Gonçalves O presidente da Junta de Freguesia de Amareleja lembra que “este não é um executivo racista”

Presidente da Junta de Amareleja fala em “aproveitamento político”

Ciganos no centro da discussão O presidente da Junta de Freguesia de Amareleja diz que “se está a fazer um aproveitamento político em torno da comunidade cigana” residente em Amareleja. O autarca rejeita as acusações que algumas pessoas da terra lhe fazem, nomeadamente de estar a “dar benesses a esta comunidade”. Texto Bruna Soares Fotos José Ferrolho

A

comunidade cigana de Amareleja tem sido nos últimos tempos alvo de atenção. Há quem acuse o presidente da PUB

Junta de Freguesia de Amareleja, através de emails enviados à comunicação social, de estar “a dar benesses a estes cidadãos”. O autarca, porém, responde: “O que se passa é um aproveitamento político da situação”. “Há uma tentativa de desgaste. Os ciganos não chegaram à Amareleja desde que eu fui eleito. Há muitos anos que vivem cá elementos de etnia cigana”, diz António Gonçalves, o presidente independente que foi eleito nas últimas eleições autárquicas. “Há diversas famílias de etnia cigana a viver no Alentejo. Amareleja não é exceção. Residem cá algumas. Depois, como em todos os locais, verifica-se a chegada e partida de

nómadas”, lembra o autarca, reconhecendo que “a integração destas famílias nunca foi um processo fácil, mas este também não é um problema de agora, nem exclusivo de Amareleja”. O “Diário do Alentejo” falou com algumas pessoas de Amareleja, mas que preferiram não ser identificadas. As ideias, essas, parecem ser unânimes”: “Há vezes em que estão mais, outras em que estão menos. Não estão integrados perfeitamente na comunidade”. A população diz que se comenta que recentemente “houve um assalto protagonizado por elementos de etnia cigana”, no entanto, “ninguém foi identificado”.

O “Diário do Alentejo” contactou o posto de GNR de Amareleja, de modo a perceber se foram verificadas algumas questões relacionadas com esta comunidade e, segundo fonte da GNR, “a situação está normalizada”, não se verificando “nada fora do comum”. “Este executivo não é racista. Qualquer cidadão que vive neste país tem de cumprir a lei portuguesa e existem autoridades competentes que estão encarregues de a fazer cumprir. Quem não cumprir está sujeito àquilo que lhe possa vir a acontecer”, considera o autarca. O presidente da Junta de Freguesia de Amareleja recusa, assim, as

acusações que algumas pessoas lhe fazem. “Imediatamente a seguir às eleições autárquicas houve quem dissesse que este executivo tinha prometido casas à comunidade cigana. Isso é pura mentira e invenção”. Na verdade, para António Gonçalves, “o executivo não pode ser responsável por tudo o que se passa relacionado com a comunidade cigana”. “A política faz-se com debate de ideias. Estamos perfeitamente abertos à discussão e é preciso é que as pessoas destampem a cara e falem abertamente das coisas, seja da comunidade cigana ou sobre qualquer outro assunto de interesse para a freguesia”, conclui.


Diário do Alentejo 23 setembro 2011

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“Pedalar pelo Ambiente” na Mina de S. Domingos

A Câmara Municipal de Mértola promove no próximo dia 24 a iniciativa “Pedalar pelo Ambiente”, que inclui um passeio pela aldeia de Mina de São Domingos, um workshop sobre ambiente e um almoço convívio com os participantes. A iniciativa começa com o passeio, que tem partida marcada para as 8 e 30 horas, junto à praia fluvial .

Escola de Música de Vidigueira iniciou novo ano letivo A Escola de Música de Vidigueira iniciou na segunda-feira, 19, o novo ano letivo. A escola disponibiliza classe de animação e sensibilização musical, classe juvenil de coral alentejano e ainda os cursos de órgão eletrónico, piano, viola/guitarra clássica e de acompanhamento, flauta de bisel, cordas populares (cavaquinho e bandolim), instrumentos de sopro e bateria. O ensino da escola de música é ainda alargado às freguesias de Pedrógão do Alentejo e Vila de Frades.

Investigação decorre desde 2008

Cebal estuda potencial terapêutico do cardo no cancro da mama A unidade de investigação com sede em Beja descobriu, para já, que compostos presentes na folha do cardo conseguem bloquear o crescimento de células tumorais da mama. Em três anos, “evoluímos muito”, afirma Fátima Duarte, investigadora principal. Texto Carla Ferreira

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onhecido na região sobretudo como coalho para o queijo Serpa, através da sua flor, e ingrediente de velhas mezinhas caseiras para problemas digestivos, o cardo parece afinal ter um potencial terapêutico bem mais alargado, nomeadamente no cancro da mama. É esta a linha de investigação que, desde 2008, tem vindo a ser seguida por uma equipa do Centro de Biotecnologia Agrícola e Agroalimentar do Baixo Alentejo e Litoral (Cebal) com resultados “muito positivos”. “Evoluímos muito. Não só na parte de identificação química dos compostos como na questão da atividade terapêutica que estes compostos eventualmente poderão ter”, explica Fátima Duarte, investigadora principal do Grupo dos Compostos Bioativos, que também estuda a esteva, o bagaço de azeitona ou a folha de oliveira, entre outros recursos endógenos potencialmente valorizáveis. Através de estudos in vitro, com recurso a um modelo de carcinogénese mamária, que mimetiza o crescimento das células tumorais da mama, “aquilo que nós temos vindo a perceber é que o extrato da folha do cardo é extremamente rico em algum composto que consegue bloquear o crescimento destas células”, revela a cientista, adiantando que este dado, por si só, é uma boa notícia. É que, sendo natural, “este composto ou conjunto de compostos não tem todos os outros chamados efeitos secundários que muitas vezes estão associados aos químicos”. Natural do Porto, Fátima Duarte é doutorada em Ciências da Saúde nos Estados Unidos e fez o pós-doutoramento na

Universidade do Minho na área da oncologia, um percurso que tornou “quase inevitável” o rumo que o estudo sobre o cardo veio a seguir nesta unidade de investigação a funcionar no campus do Instituto Politécnico desde 2008. O subtipo de tumor da mama em causa é o chamado triplo-negativo, com uma incidência relativamente baixa mas fatal em 100 por cento dos casos, dada a resistência aos tratamentos convencionais. “Foi neste tumor que nós começámos a perceber a importância e a atividade tão forte que este extrato de folha tinha”, justifica a investigadora. Sobre as propriedades terapêuticas desta planta silvestre, que dá pelo nome científico de Cynara cardunculus, já havia “suspeitas”. Desde logo levantadas pela sabedoria popular, mas também pela literatura científica, inclusivamente com referências a compostos identificados. À procura de fundamentos, a equipa, que chegou a integrar cinco investigadores em exclusividade (hoje são três), começou por fazer extrações químicas de todos os elementos do cardo – flores, sementes, raízes, caules, folhas – e rapidamente dobrou o primeiro nível. “Percebemos que, sim, tinha muito interesse trabalhá-lo do ponto de vista da fitoterapia”, lembra a cientista, apontando o degrau presente, que é o de identificar o composto com atividade antitumoral e saber também “se é só um ou se são vários”. Face aos objetivos propostos, a investigação está “a evoluir bem”. Mas, adverte Fátima Duarte, vem aí um período mais demorado e complexo, talvez de uns quatro ou cinco anos, até se destrinçar “a regulação molecular ao nível da célula”. O objetivo seguinte será passar para os ensaios in vivo com animais, o que se prevê que venha a acontecer com a colaboração da Universidade de Aveiro e do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (Ipatimup), que têm sido os dois grandes parceiros do Cebal nesta investigação. O projeto é financiado por dinheiros comunitários, através do programa Bioecos – Valorização Integrada de Biomassa.


A Câmara Municipal de Santiago do Cacém lança amanhã, sábado, a edição paleografada do Foral Manuelino de Santiago do Cacém. Um trabalho da autoria de Maria da Ascensão Beja dos Reis. O livro visa comemorar os 501 anos da atribuição do documento à cidade. O trabalho representa, de acordo com a autora, “um desejo

Junta de Santo Agostinho, em Moura, oferece livros escolares A Junta de Freguesia de Santo Agostinho, em Moura, ofereceu, na semana passada, 70 kits de livros escolares aos alunos do 1.º ano das escolas do Fojo e Porta-Nova. Os manuais, adquiridos nas papelarias da cidade, representam um investimento de 3 577,00 euros. A cada escola foi entregue ainda um kit

que tinha desde o tempo de estudante”. O grande objetivo é que a população possa ter acesso ao documento transcrito para o português contemporâneo. A cerimónia deverá contar com a presença António Marques de Almeida e Borges Coelho. O lançamento conta ainda com um momento musical com a presença do músico Eduardo Ramos.

que inclui caixa de primeiros socorros para viagem, coletes refletores e raquetes de sinalização, “para que não faltem meios de segurança nas saídas para o exterior”. A junta tem ainda a decorrer as candidaturas para atribuição de sete apoios “Crescer Estudante” (até dia 30) e de uma bolsa de estudo para o ensino superior/politécnico, cujo prazo termina no dia 31 de outubro.

Iniciativas no centenário do nascimento de Manuel da Fonseca

“Aldeia Nova” apresenta-se este sábado em Beja O centenário do nascimento de Manuel da Fonseca tem estado a ser assinalado quase a “conta-gotas” pelas autarquias alentejanas, embora para muitas esta data esteja a passar completamente ao lado de qualquer comemoração. Apesar de tudo, nos próximos meses, sobretudo outubro, o mês em que nasceu Manuel da Fonseca, haverá uma programação um pouco mais intensa relacionada com o centenário de um dos maiores escritores nascidos no Alentejo e já estão programadas diversas iniciativas para alguns dos concelhos a que Manuel da Fonseca esteve mais ligado. Texto Carlos Júlio

A

ssim, amanhã, sábado, vai ser exibida em Beja, no Pax Julia Teatro Municipal, a coprodução musical

“Aldeia Nova”, baseada no título dum dos livros mais conhecidos de Manuel da Fonseca. “Aldeia Nova” é um espetáculo que junta músicos, bailarinos e atores, concebida pelo autor Paulo Ribeiro para comemorar o nascimento do escritor. “Aldeia Nova” foi estreado em maio passado no Cine-teatro Municipal de Serpa. Também para este sábado, mas em Santiago do Cacém, onde Manuel da Fonseca nasceu a 15 de outubro de 1911, está prevista uma visita guiada pela cidade, evocando Cerromaior, um dos livros emblemáticos do escritor, e visitando lugares relacionados com a sua vida e obra. No dia 1 de outubro, será inaugurada na Biblioteca Municipal Manuel da Fonseca uma exposição relacionada com esta visita histórico-literária, composta de desenhos executados por urbanstekchers (desenhadores de paisagens urbanas) que vão estar presentes no passeio deste sábado.

Também a 1 de outubro, mas na Biblioteca de Vila Nova de Santo André, vai ser inaugurada uma exposição de recortes, livros, álbuns, entrevistas, e jornais, entre outros, sobre Manuel da Fonseca e recolhidos desde 1940 pelo seu irmão, Artur Fonseca. Santiago do Cacém será igualmente um dos palcos (conjuntamente com Lisboa e Vila Franca de Xira) do congresso internacional “No Centenário do Nascimento de Manuel da Fonseca” (de 7 a 9 de outubro), organizado pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, pelo Museu do Neorrealismo, pela Associação Promotora do Museu do Neorrealismo e pela Câmara Municipal de Santiago do Cacém. Finalmente, a 15 de outubro será inaugurada no museu municipal a exposição alusiva ao centenário “Por todas as estradas do mundo” e que já pode ser vista, desde finais de maio, no Museu do Neorrealismo,

em Vila Franca de Xira. Manuel da Fonseca teve sempre, também, uma ligação especial ao concelho de Castro Verde, devido a laços familiares e de amizade. Aí as comemorações do centenário começaram cedo, logo em março, com a abertura da exposição “Manuel da Fonseca: uma chicotada de vento”, em parceria com o Museu do Neorrealismo, estando já marcado para o dia 5 de novembro o espetáculo “Aldeia Nova”, de Paulo Ribeiro, que, por ser uma coprodução da rede intermunicipal CAL, poderá ser também visto nos outros munícipios que integram a rede. Para além destas iniciativas muitas outras vão acontecer ao longo dos próximos meses, promovidas sobretudo por autarquias e associações de índole cultural, ainda que, como salienta António Mota Redol (ver entrevista), nestas comemorações se assista “a um silêncio ensurdecedor das entidades oficiais”.

Jornadas Europeias entre hoje e domingo

Descobrir o património

V

ários concelhos baixo-alentejanos associam-se às Jornadas Europeias do Património, assinaladas entre hoje e domingo em cerca de 50 países. Colóquios, visitas, exposições e concertos são algumas das propostas de sensibilização para a salvaguarda do património. Tendo este ano como tema “Património e paisagem urbana”, as Jornadas Europeias do Património, iniciativa para sensibilização dos cidadãos levada a cabo pelo Conselho da Europa e pela União Europeia entre hoje, sexta-feira, e domingo, 25, vai contar novamente com a adesão de várias localidades do Baixo Alentejo. Em Ferreira do Alentejo, promovem-se visitas gratuitas a monumentos e sítios, sendo

possível por estes dias “conhecer mais sobre o museu municipal, edifícios históricos e religiosos”, bem como sobre o “património vivo”, de que são exemplos o espaço do artesão, a galeria de arte, a empresa municipal Mobitral, de fabrico de mobílias tradicionais alentejanas, e a oficina de ferro forjado. Serpa promove amanhã, sábado, pelas 16 horas, na biblioteca municipal, o colóquio “Paisagem urbana – Do aglomerado antigo à cidade atual”, que reúne os contributos de vários especialistas, entre arquitetos, arquitetos paisagistas e arqueólogos. Segundo a autarquia local, pretende-se “celebrar e explorar” o recente culminar do processo de classificação do núcleo intramuros de

Serpa como Conjunto de Interesse Público, “enquadrado no esforço desenvolvido em benefício da salvaguarda e da vivificação do centro histórico de Serpa”. Alvito, por seu turno, escolhe um tema sugestivo para dois dias de colóquio, entre hoje e amanhã, para o qual estão convidados especialistas de diversas áreas do conhecimento. “Alvito, património da felicidade” pretende “analisar profundamente o território, as suas gentes e culturas”, explica a autarquia local. Hoje, discutem-se os temas “Herança histórica e aproveitamento turístico”, “Identidade, fruição e sustentabilidade da paisagem urbana”. Amanhã, sábado, é “O futuro da ruralidade alentejana” que está em cima da mesa.

Para assinalar as jornadas, o Museu de Sines promete “Sair do castelo” para dar a conhecer a cidade e o seu património. O arranque dá-se com a iniciativa “O museu na rua”, dedicada ao público escolar, que propõe descobrir os antigos estabelecimentos comerciais que animavam as ruas de Sines e os largos onde se fazia o mercado ao ar livre. Amanhã, sábado, o programa prossegue com “Álbum de Família”, através do qual a população sénior é convidada a folhear o álbum de fotografias antigas do museu e relembrar histórias de pessoas e locais da nossa terra. O encerramento, no domingo, 25, faz-se com uma visita a Troia, que dará pistas de como seria a cidade de Sines na época romana.

13 Diário do Alentejo 23 setembro 2011

Santiago lança edição do Foral Manuelino

António Mota Redol Filho de Alves Redol e membro do Museu do Neorrealismo

Silêncio ensurdecedor No ano em que se comemora o centenário do nascimento do escritor Alves Redol, o seu filho, membro da Associação Promotora do Museu do Neorrealismo, em declarações ao “Diário do Alentejo” considera que “é ensurdecedor o silêncio dos organismos oficiais”. Manuel da Fonseca, juntamente com Alves Redol, foi um dos nomes grandes do neorrealismo, mas tem estado algo esquecido. Partilha esta opinião?

Em Portugal, não há escritor que não seja esquecido, antes e depois da morte. Alves Redol e Manuel da Fonseca não são dos que têm mais razão de queixa. Até porque as suas obras têm sido objeto de estudo nas escolas. Mas deviam ser mais lembrados e é ensurdecedor o silêncio dos organismos oficiais sobre os seus centenários. Quais os traços que considera estarem ainda particularmente atuais na obra de Manuel da Fonseca para serem assinalados numas comemorações deste tipo?

Toda a obra de Manuel da Fonseca é profundamente atual, continuando a interessar os leitores de todos os pontos do País e de todas as idades. A extrema ligação de Manuel da Fonseca ao Alentejo, em que “bebe” grande parte da sua obra, não terá limitado a sua influência, reduzindo o seu universo literário e também o número de leitores? Ou pelo contrário, deu-lhe uma maior substância, dando universalidade a problemas e questões muito marcadas pela geografia e pela história, como é o caso do Alentejo?

Concordo com a sua ideia da universalidade da obra de Manuel da Fonseca. Na sua opinião, o que é ainda possível fazer? O que deveria ser feito para assinalar condignamente este centenário?

Suponho que iniciativas da Secretaria de Estado da Cultura. E das televisões. E uma maior informação aos alentejanos do que está a ser feito. Mas seria desejável uma maior dimensão das comemorações. Por que é que o “Diário do Alentejo” não faz um número dedicado ao escritor pedindo colaboração a vários estudiosos e outras pessoas, como amigos de Manuel da Fonseca? CJ


Diário do Alentejo 23 setembro 2011

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Nenhuma empresa de televisão generalista pode cumprir o projeto que se exige, hoje, a um serviço público, e por isso é fulcral que a RTP no seu conjunto não seja privatizada. Mas nada nesta argumentação defende a televisão pública em Portugal tal como ela está, excetuando raras e ocasionais situações. António Pinto Ribeiro, “Ípsilon”, 16 de setembro de 2011

Opinião

Cortar na despesa é difícil? Agora já não é! Bruno Ferreira Humorista

O

s tempos são espinhosos e o pior ainda está para vir. Passos tenta superar Sócrates no aumento das cargas fiscais ao invés de cortar na despesa. Para ajudar o governo de Passos Coelho aqui fica uma breve elencagem de algumas medidas capazes de inverter o estado das coisas: 1 – Criação de um imposto extraordinário com vista a arrecadar verba para o Estado jogar no Euromilhões. Os mais ricos pagam a cruz do joker (à exceção de Américo Amorim, apenas um vulgar trabalhador que, segundo a Forbes, em 2011 é o homem mais rico de Portugal e um dos 200 mais ricos do Mundo. Américo vale uns míseros 3,6 mil milhões de euros. Mas não é rico). 2 – Inscrever os administradores de empresas públicas e demais chefias do Estado no “Peso Pesado” para cortar de vez nas gorduras do Estado. Ganha quem mais perde. 3 – Adoção e aplicação rigorosa do manual de culinária de Filipa Vacondeus, “Receitas Low-cost”, pelo chefe do restaurante da Assembleia da República. O livro custa apenas 16,15 euros e enaltece a reconhecida arte da autora de cozinhar pratos deliciosos e de baixo custo com os restos do almoço de ontem. 4 – Utilização obrigatória, pelo funcionalismo público, do “Kit Tupperware Lili Caneças” nas inaugurações públicas, beberetes e coffe-breakes. A rainha do jet-set não dispensa a sua caixinha de plástico para conservação de alimentos em nenhuma vernissage. Lá dentro cabe um variado sortido de canapés, rissóis, croquetes e empadinhas. No dia seguinte o almoço está assegurado. 5 – Tirando partido da coleção de empregos detidos pelo major Valentim Loureiro (major aposentado do Exército, ex-presidente da Liga de Clubes, presidente da Câmara Municipal de Gondomar, ex-presidente da Metro do Porto, ex-presidente do Boavista, ex-presidente da Área Metropolitana do Porto, cônsul honorário da Guiné), arranjar uma eleição para qualquer cargo diretivo para que o major se candidate e distribua eletrodomésticos grátis durante a campanha. 6 – Já que Passos Coelho assume publicamente que não quer sobrecarregar os mais ricos com uma carga fiscal mais elevada, pode encarnar secretamente o lendário Zorro para defender os fracos e oprimidos. Sem o disfarce, e tal como don Diego de La Vega, o alter-ego do justiceiro, Passos é um jovem membro da aristocracia que simula ser um homem que se acobarda diante de situações de perigo. O primeiro-ministro é, pois, ideal para usar a máscara do personagem. 7 – Usar os dotes de José Mourinho como gestor de recursos humanos para treinador do Conselho de Ministros. Mourinho é mestre em transmitir segurança e corajoso a enfrentar desafios. Detém elevada visão estratégica e é respeitado no seio do grupo de trabalho. Um verdadeiro líder para aplicar uma disciplina rigorosa ao balneário do Conselho de Ministros. Tal como numa equipa de futebol os ministros são 11 e, se não apanharem o Barcelona pela frente, podem chegar longe. 8 – Nomear Paulo Futre para responsável do aeroporto de Beja. Com ele iam vir charters carregados de chineses para irem à Beja Wine Night e tomarem banho no Alqueva. 9 – Medida de elementar evidência: Contratar o Eduardo

Ã

O bispo emérito de Beja, D. MANUEL FALCÃO, do alto dos seus 89 anos de idade, permanece com uma lucidez a toda a prova. Na entrevista que hoje publicamos o clérigo que teria gostado de ser jornalista ou engenheiro mecânico, envia uma forte mensagem à sua própria Igreja: está velha e desadequada aos tempos que correm. PB

As reincidências demonstram que o governo regional de Alberto João Jardim não tem emenda. Nunca teve. Gregório Gouveia, “Diário de Notícias”, 19 de setembro de 2011

Mãos de Tesoura para tesoureiro do Estado. Mesmo que não quisesse, com os seus dedinhos afiados, o Eduardo ia cortar a eito nas despesas. 10 – Se nada disto resultar, Passos Coelho mostra competências de sobra para candidatar-se a um elevado cargo internacional. Olha que sorte: Durão Barroso termina o mandato na presidência da Comissão Europeia em 2014!

Para além do Alentejo A propósito da morte dos jornais Catarina Féria Jornalista

O

s jornais estão a morrer. Não é uma metáfora, nem uma declaração controversa, nem sequer provocatória. É uma realidade factual documentada, que ocorre todos os dias em países como os Estados Unidos. Estrangulados financeiramente, dependentes de poderes económicos e políticos, defuntos dinossauros de um passado longínquo, os jornais sobreviventes arrastam-se à espera da morte anunciada. A internet é considerada o carrasco, mas sem ela os jornais sofreriam ainda mais. Graças à Internet, novas gerações acedem a conteúdos em plataformas diNinguém beneficia gitais em que participar e partilhar são atividades naturais. mais com a morte A quebra da publicidade e dos jornais do a crise, o desinteresse dos leitoque os políticos res soterrados em informação, as novas tecnologias, a complacêncorruptos, os cia dos jornalistas estão a matar fazedores de o “quarto poder”, essencial a uma opinião não democracia saudável. Aqui na fundamentada Grã-Bretanha, o escândalo das e os poderes escutas telefónicas a celebridades que buscam e figuras públicas levou ao fecho do tablóide “News of the World”, a impunidade. do magnata Rupert Murdoch. A desconfiança do público face aos media e às táticas pouco éticas de alguns jornalistas aumentou substancialmente com este infeliz episódio. O principal debate na indústria da comunicação escrita centra-se em encontrar modelos financeiros viáveis. Nos anos 90, a maioria dos jornais aderiu à grande aventura da Internet de braços abertos e portas abertas abdicando de cobrar pelos conteúdos que tanto custam a produzir, na ânsia de fidelizar leitores e atrair publicidade. Isso não aconteceu e muitos jornais tiveram que fechar ou encerrar as edições em papel, mantendo apenas uma presença na Internet. Vivemos num mundo globalizado e ao mesmo tempo regionalizado. O acesso à informação é rápido, eficaz e omnipresente. A mais valia de um jornal é oferecer factos e uma visão do mundo com que uma comunidade se possa identificar. Sem uma voz independente para expor, analisar, informar e divertir corremos o risco de cair na cacofonia estridente, no alarmismo fácil e na tentação dos rumores. Ninguém beneficia mais com a morte dos jornais do que os políticos corruptos, os fazedores de opinião não fundamentada e os poderes que buscam a impunidade.

A cultura tem as costas largas Francisco Martins Ramos Antropólogo

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lguns políticos, sindicalistas, comentadores, docentes e outros ignorantes costumam afirmar ou escrever frases como esta: “O nosso povo não tem acesso à cultura!”. Nada mais errado: eles confundem cultura com instrução. De facto, a cultura é um conceito imanente em todas as sociedades; todos temos acesso à cultura da sociedade, grupo, classe, aldeia ou família onde vivemos. Por isso é que, do ponto de vista científico e antropológico, não há pessoas cultas e pessoas incultas; o que há são pessoas mais ou menos instruídas. Pela mesma razão, não existem sociedades culturalmente superiores e sociedades culturalmente inferiores. Há sim, culturas diferentes e sociedades tecnologicamente mais avançadas do que outras. Um analfabeto Uma moda alentejana é camponês culturalmente inferior a uma alentejano é inculto valsa vienense? Claro que não: quando comparado são culturalmente diferentes. a um universitário Será que os Estados Unidos da América são culturalmente sude prestígio? Claro que não; o camponês periores a Portugal? Era o que faltava! Eles são tecnologicasabe coisas que o mente mais desenvolvidos. E universitário não só isso. sabe e vice-versa. O Um analfabeto camponês camponês domina a alentejano é inculto quando cultura do seu grupo, comparado a um universitário de prestígio? Claro que não; da sua família, o camponês sabe coisas que o ou da sua aldeia. universitário não sabe e viceO universitário -versa. O camponês domina a domina a cultura cultura do seu grupo, da sua fado seu grupo e é mília, ou da sua aldeia. O universitário domina a cultura seguramente mais do seu grupo e é seguramente instruído. mais instruído. Tudo isto vem Tudo isto vem a propóa propósito de, sito de, muitas vezes, a palamuitas vezes, a vra cultura ser mal utilizada e palavra cultura maltratada. Existe sempre a desculpa ser mal utilizada de se utilizar a palavra cultura e maltratada. como cultura geral. Mas cultura geral é instrução. Outros desculpam-se dando-lhe o significado de cultura erudita, urbana, moderna, etc. Muitos desses eufemistas esquecem a cultura tradicional, popular, rural, como se ela fosse uma parente pobre. Mas atenção, isso são taxinomias. Existem milhentas definições de cultura, desde meados do século XIX, e por isso é sempre fácil escolhermos três ou quatro que nos ajudem a satisfazer a profundidade do conceito. Pelo exposto anteriormente é que intitulei esta crónica de “A cultura tem as costas largas…”. Mas não resisto, como corolário destas considerações, a utilizar uma frase seminal, que o famoso fotógrafo Gérard Castello Lopes considerou apropriada, citando José Cutileiro: “Ser culto é ser dum sítio”.


Efeméride 20 a 22 de setembro de 1925 6.º Congresso da Federação dos Trabalhadores Rurais, em Santarém, que consuma a rutura entre comunistas e anarcossindicalistas

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o 5.º Congresso dos Trabalhadores Rurais, realizado em Évora, a 16 e 17 de dezembro de 1922, aprova-se a tese da defesa da socialização da propriedade agrária, isto no seguimento do que já tinha acontecido no 4.º Congresso, efetuado em Beja, entre 15 e 16 de março de 1920. Posteriormente, em 1923, no I Congresso do PCP (Partido Comunista Português), realizado em Lisboa, entre 10 e 12 de novembro, surge a tese da divisão do latifúndio em parcelas e a sua entrega a pequenos proprietários agrícolas e camponeses pobres. Assim, a partir daqui, e até final da Primeira República, a via proletária para a resolução da questão agrária cinde-se em dois caminhos. Um, liderado pelos comunistas, assenta no reparto da grande propriedade. O outro, defendido pelos anarcossindicalistas, advoga a socialização da propriedade. O 6.º Congresso dos Rurais, de 1925, marca a cisão entre estes dois caminhos. A visibilidade destas divergências surge, no entanto, antes do 6.º Congresso. Primeiro na Conferência Camponesa, convocada pela associação dos rurais de Coruche que, apesar

do boicote dos anarcossindicalistas, se veio a realizar em Lisboa, a 9 e 10 de agosto de 1925, com representantes de 12 sindicatos, dos quais quatro do Baixo Alentejo: Sobral da Adiça, Beja, Vale Vargo e Aldeia Nova de S. Bento e, depois, numa sessão no sindicato dos rurais de Vale Vargo, realizada a 6 de setembro. Aqui são discutidas e rejeitadas as teses da Federação a apresentar ao 6.º Congresso, sendo aprovada por unanimidade a moção de Coruche onde, para além das reivindicações referentes ao reparto da terra, se defende que a classe rural seja incluída na lei sobre acidentes de trabalho; o fecho das tabernas ao domingo; a jornada de trabalho de oito horas e o aumento das jornas em função da carestia da vida. Chegados a Santarém, ao 6.º Congresso dos Rurais, esta moção nem sequer é discutida, aprovando-se a socialização integral e absoluta da propriedade privada da terra. E assim se consuma a rutura entre os dois caminhos da via proletária para a resolução da questão agrária em Portugal, com os sindicatos rurais do distrito de Beja a alinharem ao lado da corrente comunista.

Foto do leitor Vladimiro Oliveira Beja

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A memória é curta. E ainda mais curta é sobre aqueles que, de facto, deixaram marcas profundíssimas na nossa cultura. É o caso de MANUEL DA FONSECA. Que nasceu há 100 anos. E que escreveu como ninguém o Alentejo e as suas gentes. E que agora apenas o lembram com meia-dúzia de fogachos de pólvora seca. Uma vergonha lesa-cultura. PB

Como Jardim é arruaceiro e malcriado, os sucessivos governos sempre evitaram o confronto aberto. Será uma surpresa que, perante um governante sem escrúpulos, a quem se desculpam sempre os atropelos, se descubra que este continuou a prevaricar? José Vítor Malheiros, “Público”, 20 de setembro

Cartas ao diretor E o burro sou eu Leitor Identificado Beja

A minha história é muito resumida, adquiri um veículo usado de gama alta num estabelecimento bem posicionado e de renome da cidade, do qual até tinha excelentes referências. Sim, não foi num stand de beira de estrada, daqueles que nós desconfiamos de tudo e de todos.Qual não foi o meu espanto quando descobri que tinha sido burlado, enganado, porque o veículo que havia comprado tinha uma centena de quilómetros a mais além daqueles que marcava no conta-quilómetros. Escusado será dizer que o stand sacudiu a água do capote e todas as portas que bati até hoje apenas se entreabrem, todos têm muita pena mas ao que parece esta situação é muito vulgar e além de ninguém fazer nada para punir estes burlões bem-falantes e bem vestidos que nos roubam e nos enganam ainda nos fazem sentir uns ignorantes por termos caído nesta situação. Caros leitores, aprendam com o meu erro. Nem tudo o que brilha é ouro. Quando fizer uma compra como a anteriormente descrita, antes de assinar contrato leve a viatura a uma oficina da sua confiança e verifique os quilómetros reais da viatura para que não venha a sentir o que hoje sinto, uma enorme descrença nas pessoas. Termino parafraseando aquele que um dia tantas alegrias nos deu “E o Burro sou eu…”.

A Bíblia Manuel Dias Horta Beja

Bombeiros, Polícia e Proteção Civil assistiram, na passada sexta-feira, à morte de mais uma das árvores da rua Almutamid, em Beja. Desta feita prostrada em cima do automóvel do nosso leitor.

15 Diário do Alentejo 23 setembro 2011

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Os autarcas que compõem a AMBAAL comportam-se agora como os exércitos desfeitos no final das batalhas perdidas. Cada qual atira para seu lado, na esperança de matar para não morrer. Já há câmaras que querem abandonar o barco, outras que só pagam o que está para a frente, outras que pagam o que as outras não pagam. PB

Também eu tenho uma bíblia, não pousada na mesinha de cabeceira. Aí residem antibióticos, anti-inflamatórios, histamínicos e uma gama tão vasta de fármacos e que devem estar tão aborrecidos de mim que já não ouvem os meus ais. Mas leio uma bíblia que não foi escrita por apóstolos nem santos. Mas escrita por um homem, ou melhor, por um sábio. De origem simples e aldeã, este trasmontano, rijo e duro, antes quis ser médico em vez de padre. Rebelde e inconformado é no valor o homem que tudo centra. Cria o pseudónimo de Miguel em homenagem a Miguel Cervantes e Miguel Unamuno, dois vultos da cultura ibérica. Já Torga é uma planta brava da montanha que deita fortes raízes sob a

aridez da rocha. É Miguel Torga, evidentemente.

Penas Miguel Duarte Féria Ferreira do Alentejo

Gostei na nova página dedicada ao humor. Penso que assim mais jovens vão ler o jornal. Mas faltam ainda notícias sobre a noite e desportos radicais e reportagens sobre os estudantes. Mas como isso anda nas mãos das câmaras acho que não vos deixam ir muito longe, não é que não tenha pena.

“Autarquias devem à Ambaal quase um milhão de euros” Manuel Luís da Rosa Narra Presidente da Câmara Municipal de Vidigueira

Em referência à notícia do “Diário do Alentejo” de 16/09/2011 com o título “Autarquias devem à Ambaal quase um milhão de euros”, importa referir, a bem da verdade e da transparência e por não ter sido referido pelo senhor presidente da Ambaal, que há autarquias que são credoras da Ambaal. A notícia que configura a ideia de que todas as autarquias devem à Ambaal deve merecer por parte do jornal o reconhecimento que as autarquias de Serpa e de Vidigueira têm financiado a Ambaal e sem o qual a associação já estaria na situação de nem satisfazer os compromissos salariais para com os seus trabalhadores. Penso que este esclarecimento era importante porque “tudo dentro do mesmo saco” não é correto nem verdadeiro. Referir ainda que também noutras associações e entidades a situação é idêntica, com a agravante de neste momento o caricato de os devedores estarem colocados nos diversos órgãos de gestão conduzindo assim os destinos dessas mesmas entidades, onde não pagam as contribuições a que estão obrigadas. Caminhamos a passos largos para um novo paradigma na gestão, onde quem paga é que deve gerir os destinos das entidades. A democracia é muito bonita, mas quando todos cumprem. Agora quem não paga, mandar e ditar o rumo em cima do dinheiro dos que pagam tem de acabar. E está muito perto de suceder. Com os melhores cumprimentos.


Diário do Alentejo 23 setembro 2011

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Livro sobre a vida e obra de António Francisco Barata

No âmbito das comemorações da vida e da obra de António Francisco Barata, historiador e investigador goiense, que se radicou e veio a falecer em Évora, foi lançado o livro António Francisco Barata – Vida e Obra, da autoria de António Rei. O livro contou com o apoio das câmaras municipais de Évora e de Góis e com o patrocínio da Fundação Eugénio de Almeida.

Texto integral Páginas Esquecidas

Ceifeiros Fialho d’Almeida Vila de Frades 1857-1911

A

penas os calores primeiros de junho encinzeiram o céu de tintas baças, toda a seara, tornada em palha de repente, cobre os margios dum infindável preia-mar cheio de galgões. Em quatro dias os aspectos desse oceano de espigas transmutam para uma sinfonia oftálmica de cores cáusticas, entre que a vida crocita, nas mordeduras da luz, que bebe o sangue das ervas como louca. Hálito do inferno, já duas vezes o soão, ou vento levante, passando o Estreito, todo abrasado da escandência das areias africanas, veio sobre esses grandes vales argilosos do distrito de Beja, lançar a morte; e o verão do país sem água, o verão alentejano, martirizante, irradiante, começa a encher de angústias a província, e prepara cenário à colheita cerealífera, que, est’ano foi, sempre lho digo, de uma vitoriosa e esplêndida abundância. Vem na vanguarda a debulha das favas, o primeiro cereal que seca, na escala dos cultivados no Alentejo; após vêm as cevadas; e o trigo logo; e no fim de lodos, os tremeses, que ainda mal espigam, quando já todo o faval está no celeiro. Seca a seara, forçoso ceifá-la célere e mão-tente, pois (nas cevadas sobretudo) apenas o bago mirra, desagrega-se da cápsula, e logo tomba, do que a formiga se aguarda para poder dizer à cigarra “agora dança!”. Para os lavradores retardatários, estas perdas de semente chegam o contar-se por dezenas de alqueires, sumidos pelo formigal no subsolo – caso de espanto que nesta província sem braços obriga a disputar, a poder de dinheiro, os ceifadores. O usual é dar as searas grandes de empreitada; formam-se então bandos de trabalhadores à voz de um chefe; vilas e aldeias, em ranchos, amaltesam para os campos das herdades, que no Alentejo, lá baixo, têm quilómetros; e a horrível faina começa sob os 50 graus do sol, num céu de chumbo irradiante. Nos anos quentes, é de ordinário o primeiro domingo de junho, cinco da tarde, já pela fresca, a hora propícia para a abalada das companhas de ceifeiros. A boca das estradas, no adro das igrejas, pelos cerros jacentes aos casebres, vem o manajeiro tocar uma buzina espinhosa, das que se desenterram na praia de Sines, e que produz no ar apático das vilas alguma coisa do apelo soturno que ficou talvez de tradição, das guerras célticas. Logo, a pouco e pouco, começam a chegar os troços de rapazes, vestidos de velho, cotins arremendados, jaleco e alforje às costas com as provisões da semana (seis pães de trigo rijo, queijo de cabra, e o tarro das azeitonas sapateiras), e à cinta a foice, e o chapeirão braguês sombreando faces douradas de morenos, tão árabes algumas, onde olhos pretos, profundos, de animal, estrelam a nostalgia dessa casta poética e

mercenária. Tais migrações chegam a levar os trabalhadores lá para muito distante dos seus burgos; para os vales de Beja, os algarvios, ágeis de rins, bons cantadores, vivíssimos zagorros; os de Beja, ao norte do distrito, emigram para Évora, sede das grandes lavouras portuguesas do Sul, e onde há lavradores metendo para cima de novecentos ceifeiros, durante o mês de junho; finalmente, os que habitam as terras raianas, internam-se em Castela, no braseiro da Estremadura espanhola, resultado de todas estas sortidas um deserto nas aldeias, onde a pequena colheita dos farejais fica ao cuidado das mulheres e dos velhos que já não podem desertar. A ceifa, assêfa, como eles dizem, é o trabalho mais angustiado e estragador da gente alentejana, por causa do sol, e por isso se paga, conforme os anos e a pressa, duplo ou triplo das outras operações anteriores da sementeira. Nada mais que obser vando, do caminho de ferro, para todos os lados, essas desconformes massas de seara, crepitando, reverberando a luz por entre síncopes de sede, em colinas sem árvores, ou com sobreiras e azinheiras cuja sombra metálica ainda parece mais asfíxica, em planícies sem fontes, onde nos meados de abril quase que não há ribeiros circulantes, para de longe se interpretar a agonia que seja viver í enterrado, com a foice na mão, os olhos cegos, a boca em lama fétida, a pele dos dedos gretada pelo bisel cortante das gavelas, respirando a moinha palustre que derrama no corpo uma brotoeja insuportável, onde os insectos se abatem, para sugar o sangue dos irritados borbotões... Ainda ontem, me sucedeu, por encargos de lavrador pequeno, que tem ele mesmo de ser vigia e feitor da sua faina, numa herdadola patrimonial conferir de fresco o quadro das ceifas, tão familiar das minhas reminiscências antigas de campónio. Fomos ao entreluzir da manhã, nos carros de carrego, puxados a mulas, atravessando uma bacia de vinhas e figueiras, único oásis onde a pupila ainda logra topar suo nota de cor hilariante. Essa bacia, pequena, e logo córregos curtidos no desfiladeiro da serra, entre talhadas de xistos e calcários, zambujeiros anões, pereiras e amendoeiras bravas do mato, através dos quais o carro alentejano, de fueiros de azinho e limões monstruosos, como na Bíblia, ia aos solavancos, estrupindo a ferraria dos rodados, sob as pragas do carrejão quase nu que se sentara na canga para obrigar a parelha a trepar lentamente o ladeirame. Começava por li a zona das herdades, com a avançada das grandes florestas de azinho e de cortiça – da cortiça que é, com a vinha, a segunda, senão talvez a primeira riqueza rústica do País. Quatro horas da manhã: um hálito, sem temperatura sensível à pele, corre entre as ervas bravas dos pousios, troviscos verdes, rosmaninhais, malmequeres já secos e mirrados, cardos heráldicos, em flor, estevas resinosas, bisnagas, piornos, tojos,

perpétuas selvagens que parecem de seda e derramam na seiva um cheiro de tabernáculo. A cada instante, destas vegetações malditas, sacudidas, cardumes de borboletas pretas turbilhonam; o horizonte está turvo como de uma fumarada de incêndio que ficasse no ar, sem ventos dominantes; e nas azinheiras, melros novos, calhandras gordas, rolas de África, cotovias fazendo apelo em quatro ou cinco trilos, algum retardatário rouxinol cujos pequenos ainda não têm força de voar pròs climas frescos, tudo isto chilreia em pequenas séries de trenos casquinados, onde há já todavia o mal-estar de pulmões anunciando um desses horrorosos calores que pulverizam rochas, e enchem a solidão de malefícios. Certo, ainda não há propriamente calma àquela hora, mas o ar está rarefeito, a narina resfolga – perla do tronco um lento suor de inânia anémica, as sombras das árvores parecem, de roda dos troncos, pedaços do chão queimado: e quando do oriente o sol rebenta, como uma gema de ovo, vermelha, deformada em oval, sem difusão de raios nem púrpuras de aurora, súbito, uma calada faz-se na savana, e sente-se pesar o quer que é de um começo de febre perniciosa. Paisagens duma orgulhosa e rude majestade, efeitos de claro-escuro a mais não selváticos e trágicos! Cinco planos distintos: seara seca, ou restolhos, com roleiros de molhos no primeiro, onde a cabelugem dos machuqueiros novos, já tortos da ventania de inverno, faz como espécies de figuras maníacas, perorando, uns às carreiras pela encosta, erguendo os braços estes, caindo aqueles além, na escarpa dum barranco: no segundo plano, mamelões de mato verde-bronze, mostrando ravinas, como membros de animais deitados e um ou outro laivo ou raia amarela de tojo sobre o dorso: depois o terceiro, azul esfumado, azul pardo, sem diafa neidades nem mimos, com manchas de rosa seca, das terras limpas, e casalitos alvejando à sombra de alguma mancha vaga de árvores: após, no plano quarto, cristas de serra em semicírculos de panos cenográficos, coisas perdidas nos esforços que a pupila faz para se adaptar a esse raio visual de tantas léguas; e enfim no quinto plano, hipotético, cordilheiras que podem ser nuvens, e lá longe, longe, muito longe, levantam a cabeça para espreitar por trás das camaradas. Toda esta coisa confusa, abrangida dum cômoro, escarvoada a traços de gigante, faz sua sequência de linhas fortificadas e concêntricas, que cada vez cinge mais perto o âmbito da seara, fechando o ar, cerzindo o mundo e os rumores do largo à asfixia tórrida dos ceifeiros. Eles, entanto, em linha à borda do trigo, distanciando seis metros uns dos outros, começaram em silêncio a terrível faina de ceifar. Trazem as pernas apolainadas de trapos, atados estes por cordas que se lhes entrecruzam, desde o sapato até às coxas, por defesa aos abrolhos do


Entender o desenvolvimento da Escola Secundária de S. Lourenço, em Portalegre, ao longo de 125 anos foi o repto para a edição do livro histórias da História e para a criação de um DVD. A intenção é que os dois elementos se complementem e, neste sentido, o livro remete para o DVD que se encontra estruturado por temas.

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Livro e DVD mostram os 125 anos da Escola S. Lourenço

“Meio-dia, a hora da sesta enfim! O manajeiro faz o sinal: Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo! quando já, automáticos, os desgraçados deixam a foice, em tropos-galhopos, à procura de um canto onde cair. Sombras, aonde? O sol devoro o ar; o termómetro ao sol faz 50 graus completos, temperatura das primeiras vinte léguas de areia do Saará”.

restolho; trazem nos braços e nas mãos peúgas velhas, de que fizeram mitenes contra as escoriações da palha ardente; e a cara mal se lhes vê sob as abas do chapeirão de feltro ou de palmeira, e o mover dos seus rins trai o derreamento de miseráveis envilecidos pelas moedeiras da fome e do trabalho. Com a mão direita lançam o foice ao rés da terra; com a esquerda agarram nos caules e vão deixando atrás de si o trigo, em pequenos molhos paralelos. Aqui, além, ainda os mais novos cantam, mas nas respirações opressas, cantiga e palestra entrecortam-se-lhes de pragas, quando o suor, trespassando a saragoça dos calças e o pano cru das camisas, começa de se lhes pegar à carne, salgado e chamuscando-lhes as sarnas como fogo. As primeiras horas até ao almoço, são suaves, porque os 38 graus do sol pouco fazem nessas índoles de salamandra, afeitas a torrar. Apenas alguma sede, um ou outro assopro aos moscardos que os perseguem, e olhadelas ao sol para indagar se a meia hora de descanso do almoço estará longe. Esse plácido interregno, porém, por pouco alcança, que a fornalha solar refila de brasidos, graduando o martírio na proporção da mais atroz perversidade. A oriente o sol vem caminhando, saindo da fumarada do horizonte, passando da cor de sangue a bronze liquido; e os seus raios, à medida que se aprumam, trazem na escandência náuseas de veneno, e angústia horrorosa do metal derretido sobre a carne; rareia o ar, a aragem matinal cessa de todo, os cães arquejam de língua caída, as cavalgaduras cessam de rilhar; e calando-se os pássaros, e os voos mais lentos, os ares mais turvos, a sombra mais efémera – a hora do tormento diabólico da sede, não sede do paladar, tendo por centro de refrigério a gorja seca, mas sede do sangue espessado nas artérias, extenuadora sede dos tecidos, colossal, geral, que nada estanca, e sob cujo estertor o cérebro zumbe nos alucinantes delírios da insolação! Julgareis que a temperatura, marcada ao sol por 44 mortais riscos do termómetro, tocado este acume, regresse lentamente às virações mais frígidas da tarde. Mas qual regressar! São nove horas apenas da manhã, e daí às três, o termómetro não fará senão subir. Começa então o pavoroso espectáculo da natureza e do homem, torturados a fogo para expiar o crime de uma ter dado fruto, e de outro insistir em viver dele. O almoço dos ceifeiros é parco e sem vontade: pão seco, azeitonas, algum queijo de cabra ou laranjazita mirrada, e água! água! água! bebida pela boca dos cântaros, a plena gorja, ou de bruços nas poças cheias de limos, onde batráquios estagnam, cor de lama, de olhos extáticos no sol como faquires. Impaludismo, desinteria, tifo, o que eles bebem? Deixá-lo; a sede não reflecte; cada gota daquela podridão vale mil vidas; e são goladas e goladas, a cada instante o cântaro despeja-se, e o rapaz sai a mergulhá-lo no charco próximo, que os cães turvaram banhando-se-lhe dentro, e donde bandos de passaredo fogem, regalados. Meia hora de repouso após o almoço. Mas repouso aonde? os arvoredos são raros, a terra escalda, e na rara sombra os insectos chacinam, furiosos. Ao mesmo tempo começa a fazer-se um inquietante silêncio na charneca, um silêncio oprimido, um silêncio irrespirável. Cessaram os voos, as cigarras começam, e o grasnar dos corvos, nos vales de milho, faz pelo mato como um eco de disputa rouca entre uma canalha malcriada. Lá para o longe, enquanto nos primeiros planos as folhas das árvores perto ganham uma nitidez metálica de contornos, vêse a atmosfera por completo encinzeirada, a luz do sol sem brilho, como que vista através de vidros de fumo; e horrível coisa! em certos sítios a paisagem, através de camadas de ar aquecidas desigualmente, como que se refrange numa sucessão de lâminas horizontais, aparecendo à vista numa perpétua e irradiante oscilação (1). Como é tempo

das roças, dos lumaréus de esteva, ao longe, pelos montes, erguem-se colunas de fumo pardo, muito altas, completamente imóveis, redondas e direitas, avultando no deserto como troncos e escabeleiradas lá cima, nalguma zona de ar onde ainda corra viração. Para fora dos bordos de vaso das montanhas, não se ouve nada; o sossego e a solidão dominam tudo. Dentro do vaso, na seara seca, mar de paveias sem marés, crepitante lençol de messes louras, opressos, congestionados, sorvendo o ar rarefeito com medonhos esforços de clavículas, haustos agónicos, e verdadeiros rios de suor no torso latejante, os condenados ceifeiros, lançam a foice, e a palha estola, os molhos vão caindo nos regos, em fitas regulares e paralelos, que o manajeiro acama e junta, formando molhos maiores, atando-os com a mesma palha num gesto violento de torção, e atirando-os para outro, que os enfeixa afinal em roleiros de doze a dezasseis, de espigas para o ar, como cornucópias de abundância. Eles não falam, toda a energia animal consumida no tumulto de abrir e fechar o tórax ao oxigénio atmosférico; – assopram! e alguma palavra a dizer, na boca se lhes seca, apenas solto num gemido, o monossílabo primeiro. Dez, onze horas... o termómetro subiu a 48 e a 50, e o zangarreio das cigarras, prenúncio do terrível meio-dia, a princípio disperso, agora multiplica-se num uníssono de milhões e milhões de gritos roucos. Aqueles ruídos fazem um marulho agudo pelo campo, parecendo, não voz de insecto, mas uma súplica geral, da terra devorada, ao sol feroz. Eles vêm de todos os pontos do horizonte, e pelo caminho somam-se aos que topam, incham no ar, trepidam, centuplicam de fúria e ressonância, vão, vêm, ondulam, generalizam-se, ensurdecedores, constantes, alucinantes, ora num choro, ora em zumbaia, ora em chacota; e de cada vez que o soão abre a goela para extinguir o vida e enconcharrar as folhas das árvores, mais teimoso, intenso, aquele marulho maldito desagrega a sua pulsação de loucura isócrona com o delírio do cérebro, a febre do pulso, e o arfar desesperado do peito, à cato de ar. Desde esse instante a vida normal, fisiológica, do ceifeiro, é impossível, e entra-se numa flagelação, de onde a poder de teimas a resistência vital produz, no meio do trabalho, alucinações de sentidos e delíquios. Sob a direita e intolerável flama do sol, perdeu-se a sombra, mas o calor não é só do sol, senão concentrado, sufocante, em brasa viva, radia de tudo, cega, deslumbra, exala-se de tudo, como se dentro de cada coisa houvesse um foco directo, incandescente. Tocar um ferro, uma pedra, uma raiz, um caule, é dar um grito de dor pela queimadura horrível do contacto. A luz é tanta, tão reenviada de tudo, que os olhos chamuscados perdem a noção das formas e dos planos; de sorte que a paisagem torna-se obscura, e os objectos deixam de existir pela vista real, uniformizando-se as quatro cores da paisagem, em

uma única, a cor do vácuo, que é fulva, ardente, deslumbrante, irradiante, feita de picados, de estalidos, de asfixias, de blasfémias! Tudo crepita, árvores, terra, ferros, rochas, animais; faísca tudo, e a natureza toma um tom de martírio, perante o qual, atónito, o próprio homem esquece os suas dores. Meio-dia, a hora da sesta enfim! O manajeiro faz o sinal: Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo! quando já, automáticos, os desgraçados deixam a foice, em tropos-galhopos, à procura de um canto onde cair. Sombras, aonde? O sol devoro o ar; o termómetro ao sol faz 50 graus completos, temperatura das primeiras vinte léguas de areia do Saará; nos bordos do horizonte o céu parece estúpido, baço de pó, de um azul trepidante no zénite; e por mais que se contemple o quadro diabólico, feito de sol, de banalidade, de malevolência e de grandeza, impossível encarar sem pavor essa desmesurabilidade de linhas, esse vazio espaço, essa nudez da terra cor de cinza, extenuada num estupor sem outro igual. Mas o que eles querem é abandonar-se, cair para ali, seja onde for. Alguns tiram a roupa encharcada e fétida do suor, e entre as estevas, imundos, nus, tombam de bruços, deslumbrados, incapazes de um esforço, flácidos, com a inquietação sinistra de hora, um peso de cérebro que parece a cabeça rebentando do crânio, inchada de calor, e revolvendo sem apetite os alforjes, com o paladar encortiçado, o pão sabendo a terra, a água a caldo, a boca a lodo – e uma ânsia de dormir, atroz, complicada de terror de ficar ali na primeira letargia. Dormir! tortura nova, a mais maldita e a pior que os estortega. Fecham os olhos, amadornam, mas os sentidos exasperados da luz contínua, pia fam na alucinação como cavalos de ciganos bêbados de aguardente. Ao ouvido, o zumbir das varejeiras e atabões dá-lhes a ilusão do falazar de muita gente, e vezes sem conta se erguem para apartar factícias guerreias. As mesmas desordens no olfacto, onde o simples travo do feno aquecido se lhes exagera na pituitária por modos de lha iludir com as asfixias de um incêndio; e calcula-se o sobressalto, sabendo como os fogos sejam, naquela região sem água, o ululante dragão devastador! Mas alucinação torturante é a da vista. Ficou-lhes no cérebro uma claridade que se refracta através do sono, e faz das pálpebras estores escarlates; de sorte que, mesmo dormindo, os ceifeiros não cessam de sonhar intensos sóis, de ver no campo dos olhos fechados, moscas de fogo, fosfenas, revérberos e instantâneas auroras boreais... Ao cabo de algumas horas deste estado congestivo, o desejo das trevas toma um carácter de ânsia adusta, e é neste momento que a impaciência faz pruridos na pele, e prepara aos moscardos ocasião de exaustinarem melhor o paciente. As cegueiras periódicas são também, nestas ocasiões de trabalho, frequentíssimas, e derivam da afluência de sangue à base do cérebro, da acção persistente do levante, e da fadiga enfim dos nervos visuais. Começam por vislumbres, vendo-se tudo subitamente amarelo de fogo, ou azul, que se acentua com uma zoeira de ouvidos, até que no fim de cinco minutos é abolida a discriminação das formas, e fica apenas uma noção de névoa, onde se movem sombras indistintas... Fialho d’Almeida In À Esquina (Jornal dum Vagabundo), Coimbra, 1903; 7.ª edição, Lisboa, 1960; atualizada a ortografia, manteve-se a pontuação. Recolha Luís Amaro

Aguarela de Alberto Souza (1927)

(1) A este fenómeno óptico chama-se no Alentejo carmelejo, caramelejo, ou cramelejo. Os dicionários não trazem a palavra.


Formação em marcha atlética em Alvito

Diário do Alentejo 23 setembro 2011

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Desporto

Realiza-se no próximo dia 15 de outubro, em Alvito, uma ação de formação em marcha atlética sob orientação do professor Carlos Carmino, técnico nacional de marcha. O evento é organizado pela Associação de Atletismo de Beja e conta com o apoio do Clube Natureza de Alvito e da câmara municipal local.

Futebol Feminino O Campeonato Distrital de Futebol Feminino e a Taça Distrito de Beja, competições organizadas pela A.F.Beja, vão ser disputados pelas seguintes seis equipas: Casa do Benfica de Almodôvar, Casa do Benfica de Castro Verde, Serpa, Ourique, Aljustrelense e Odemirense. O campeonato distrital inicia-se a 22 de outubro (três voltas) e a primeira ronda da taça disputa-se a 12 de novembro.

Campeonato Nacional da 2.ª Divisão

Moura mantém a invencibilidade Numa jornada marcada por quatro empates a uma bola, sobressaiu a igualdade conseguida pelo Moura no terreno do Caldas. Um ponto preciso conquistado pela equipa de Fernando Piçarra, confirmando o espírito guerreiro que o carismático treinador mourense anunciou para a sua equipa. Duas jornadas, dois empates, nono lugar na tabela, um percurso positivo na época de estreia dos mourenses neste patamar do futebol nacional. Texto e foto Firmino Paixão

O

próximo compromisso é em casa, com a formação do Carregado, outra das equipas ainda invictas nesta fase debutante do campeonato. O Reguengos e o Juventude de Évora foram ambos derrotados em casa, por uma bola, caindo para os últimos lugares da tabela. O Vendas Novas empatou em Mafra e fixou-se no terceiro lugar. Resultados da 2.ª Jornada: Caldas, 1-Moura, 1; Mafra, 1-Vendas Novas, 1; Juventude, 0-1.º Dezembro, 1; Pinhalnovense, 2-Oriental, 1; Fátima, 1-Tourizense, 0; Louleta no, 1-Torreense, 1; Reguengos, 0-Sertanense, 1; e Monsanto, 1-Carregado, 1. Classificação: 1.º Sertanense, 6 pontos. 2.º Carregado, Vendas Novas, Torreense e 1.º Dezembro, 4. 6.º Tourizense, Fátima, Pinhalnovense, 3. 9.º Moura, Monsanto e Mafra, 2. 12.º Oriental, Juventude, Caldas e Louletano, 1; 16.º Reguengos, 0. Próxima jornada (25/9): Caldas-

-Mafra; Vendas Novas-Juventude; 1.º Dezembro-Pinhalnovense; Oriental-Fátima; Tourizense-Loule tano; Torreense-Reguengos; Sertanense-Monsanto; e Moura-Carregado. Campeonato Nacional da 3.ª Divisão Vem nos compêndios, não

é invenção nossa. Um campeonato só pode ser bem sucedido se ganharmos os jogos em casa e conquistarmos alguns pontos fora. Não foi isso que aconteceu com o Aljustrelense e o Despertar na segunda ronda do campeonato. Os mineiros consentiram um empate a uma bola depois de estarem em vantagem no marcador. A época nasceu torta e tarda em se endireitar. Na cidade de Beja, o Despertar não teve argumentos para contrariar a superioridade dos algarvios de Messines, num jogo fraco, entre duas equipas mal apetrechadas. Mas quem não tem cão... No próximo domingo a formação despertariana tem uma difícil deslocação ao recinto do líder, Farense, e o Aljustrelense viaja para Redondo, terreno onde, por certo, não encontrará grandes facilidades, apesar da chegada recente da equipa local a este patamar do futebol nacional. Resultados da 2.ª Jornada: Pescadores, 2-Fabril, 0; Quarteirense, 1-U.Montemor, 0; Esp. Lagos, 2-Farense, 3; Despertar,

0-Messinense, 2; Sesimbra, 1-Redondense, 1; e Aljustrelense, 1-Lagoa, 1. Classificação: 1.º Farense, 6 pts. 2.º Redondense e Sesimbra, 4. 4.º Pescadores, Esp. Lagos, Quarteirense, U.Montemor, Messinense e Fabril, 3. 10.º Lagoa e Aljustrelense, 1; 12.º Despertar, 0. Próxima jornada (25/9): Pescadores-Quarteirense; U. Montemor-Esp.Lagos; Farense -Despertar; Messinense-Sesimbra; Redondense-Aljustrelense; e Fabril-Lagoa.

Despertar-Messinense Guardião algarvio Bruno Lama escondeu sempre a bola do ímpeto dos avançados bejenses

Futebol Juvenil Despertar empata Farense 2.ª Divisão Nacional de Juniores Série D/ 2.ª jornada:

Internacional, 1-Desp. Portugal, 1; Despertar, 1-Farense, 1; U. Montemor, 1-Lusitano Évora, 4; Atlético, 3-Imortal, 0; Estoril, 4-Oeiras, 1; e BM Almada, 1-Olhanense, 1. Classificação: 1 Estoril, 6 pontos. 2.º Beira Mar Almada, Lusitano Évora e Farense, 4. 5.º Atlético, Oeiras e Imortal, 3 pontos. 8.º Despertar, 2. 9.º Internacional, Desp.Portugal e Olhanense, 1. 12.º U. Montemor, 0. Próxima jornada (24/9): Internacional-Despertar; Lusita no-Atlético; Imortal-Estoril; Oeiras-BM Almada; Desp. Portugal-Olhanense; e Farense-U.Montemor.

Odemirense empata em Elvas Nacional de Juvenis Série D/5.ª jornada: Olhanense, 3-Cova Piedade, 1; O Elvas, 1-Odemirense, 1; Barreirense, 2-U. Montemor, 0; V. Setúbal, 1-Casa Pia, 2; Imortal, 1-Estoril, 3; e Oeiras, 3-Amora, 1. Classificação: 1.º Casa Pia, 18 pontos. 2.º Estoril, 14. 3.º Imortal, 13. 4.º Oeiras, 12. 5.º V. Setúbal e Olhanense, 10. 7.º Odemirense, 8. 8.º Barreirense, 6. 9.º Amora e U. Montemor, 4. 11.º O Elvas, 3. 12.º Cova da Piedade, 0. Próxima jornada (25/9): Olhanense-O Elvas; Odemirense-Barreirense; U. Montemor-V.Setúbal; Casa Pia-Imortal; Estoril- -Oeiras; e C.Piedade-Amora.

Castrense ganhou e subiu na tabela Nacional de Iniciados Série F/3.ª Jornada: Lusitano

VRSA, 4-Juventude, 0; Despertar, 0-Olhanense, 5; Louletano, 2-Esp.Lagos, 3; Lusitano Évora, 0-Barreirense, 4; Odiáxere, 0-V. Setúbal, 2; e Castrense, 2-Imortal, 1. Classificação: 1.º Olhanense, 9 pontos. 2.º V. Setúbal, 7. 3.º Odiáxere, Barreirense e Esp. Lagos, 6. 6.º Castrense, Lusitano VRSA e Imortal, 4. 9.º Louletano e Despertar, 3. 11.º Lusitano Évora e Juventude, 0. Próxima jornada (25/9): Olhanense-Lusitano VRSA; Esp.Lagos-Despertar; V. SetúbalLusitano Évora; Imortal-Odiáxere; Juventude-Castrense; e Barreirense-Louletano.


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O Grupo de BTT de Vila Azedo promove no próximo dia 2 de outubro o IV Passeio BTT Vila Azedo, com dois percursos com as distâncias de 20 quilómetros (guiado) e 45 quilómetros (andamento livre). O passeio integra o programa do Festival Gastronómico do Grão e a concentração está agendada para as 8 horas no campo de futebol local.

Grelha de partida José Saúde

Moura joga em Guimarães para a Taça O Moura desloca-se ao Estádio D. Afonso Henriques para defrontar o Guimarães (1.ª Liga) e o Aljustrelense jogará no Estádio do Mar, em Matosinhos, frente à formação do Leixões (Liga Orangina). Este foi o resultado do sorteio da 3.ª eliminatória da Taça de Portugal que colocou duas equipas grandes no caminho dos representantes da A.F.Beja, com o senão de os jogos se realizarem no terreno dos mais poderosos. À terceira equipa alentejana que permanece em prova, o Juventude de Évora, teve a felicidade de lhe calhar em sorte a formação do Esperança de Lagos (3.ª Divisão) e de o jogo se realizar em Évora. Os jogos disputam-se no dia 16 de outubro, às 15 horas.

“Distritalão” arranca domingo

O

Campeonato Distrital da 1.ª Divisão da A.F. Beja arranca este fim de semana para mais uma maratona de 26 jornadas, finda a qual será encontrado o vencedor do cobiçado título. Como prova de regularidade que é, o ganhador terá que manter uma bitola de qualidade que supere os adversários, uns mais cotados do que outros, consoante os recursos de cada emblema e a capacidade que tiveram para reforçar os seus plantéis. Não há vencedores antecipados, mas há, isso sim, clubes que pela solidez das suas estruturas e pela qualidade dos recursos que injetaram nas suas equipas partem como favoritos naturais. O Castrense está na linha da frente. Começou a trabalhar uma possível subida no final da época passada, quando contratou Francisco Fernandes. O Milfontes fez contratações de reconhecido mérito. O Ferreirense investiu em valores oriundos de um campeonato muito competitivo como é o de Setúbal. O Odemirense por certo que preservou alguma mais valia da equipa com que rodou na época passada no escalão nacional. Depois temos as equipas que, não tendo realizado grandes investimentos, serão suficientemente aguerridas para venderem caros os pontos em disputa contra as melhores equipas. Espera-se uma prova competitiva, sendo

ARQUIVO

O regresso das emoções

Almodôvar-Desportivo Jogo grande no arranque do Campeonato Distrital da 1.ª Divisão

desejável que em cada jogo e em cada jornada as arbitragens sejam as melhores equipas em campo. O painel de juízes é bastante jovem, tem valor e capacidade para o exercício de um ajuizamento neutro e qualificado. É isso que todos esperamos deles.

Na ronda inaugural sobressai o jogo entre o Ferreirense e o Milfontes, dado estarem em campo duas equipas de quem muito se espera neste campeonato. É o “jogo da jornada” que tem o seguinte quadro competitivo: Castrense-Panoias;

Rosairense-Guadiana; Odemirense-Vasco da Gama; Ferreirense -Milfontes; Desportivo de Beja-Almodôvar; Aldenovense-Serpa; Sporting de Cuba-São Marcos. Os jogos terão início às 15 horas.

(1) – CASTRENSE-PANOIAS

também se reforçou muito bem.

O Castrense tem uma boa equipa, levaram vários jogadores do Despertar e eu acho que são favoritos.

(X) – DESPORTIVO DE BEJA-ALMODÔVAR

Firmino Paixão

Hoje palpito eu... Hilton Targino da Silva

O

pai do internacional alentejano Targino (atual jogador do Guimarães) é uma referência do desporto bejense. Nasceu em Paraíba, no Estado de João Pessoa, no Brasil, em 23 de setembro de 1948 (faz hoje 63 anos). Começou a sua carreira de futebolista no Bota Fogo de João Pessoa. Em Portugal jogou no Portimonense, Lusitano de Évora, Olhanense, Desportivo de Beja, Moura e Alvorada de Ervidel. Hilton mantém a sua grande paixão pelo futebol, acompanhando de perto os clubes da região. Hoje vaticina o desfecho dos jogos da 1.ª jornada do Distrital de Beja.

(1) – ROSAIRENSE-GUADIANA

O Rosairense vai ganhar. Na época passada mostraram que têm uma equipa boa e muito aguerrida. (1) – ODEMIRENSE-VASCO GAMA

Vai ganhar o Odemirense. Desceu de divisão e este ano vai dar tudo para conseguir uma boa classificação

O Desportivo joga em casa, mas pelo que tenho visto da equipa acho que é mais um jogo de empate. (X) – ALDENOVENSE-SERPA

É um derby, e o resultado normal destes jogos normalmente é o empate. É mais um jogo onde os pontos vão ser divididos. (1) – CUBA-SÃO MARCOS

(X) – FERREIRENSE-MILFONTES

É jogo de empate. O Milfontes tem uma equipa muito boa e o Ferreirense

Vai ganhar Cuba, o São Marcos tem vários bons jogadores mas o coletivo não é muito forte.

Diz-nos a constatação da verdade desportiva que no início de cada época futebolística não existem campeões antecipados. Partem todos em igualdade de circunstâncias. Porém, os objetivos finais que cada emblema se propõe são, como é óbvio, diferentes. Sustento que na grelha de partida há propósitos enquadrados com as ambições que cada clube traça quando em tempo julgado oportuno configurou a temporada que se avizinha. Neste contexto, colocamos nos pratos da balança um peso e uma medida. Uns que lutam pelos lugares cimeiros, deixando antever que o título é o intuito primeiro; outros que primam a sua entrega por uma classificação honrosa, admitindo que a manutenção será, em princípio, um dado adquirido. Admito, como qualquer mortal, que neste areópago futebolístico, onde o imprevisto subsiste, que nem todos sonham com as luzes da ribalta. Existem clubes cujas ambições são comedidas. Há agremiações com orçamentos mais gordos, outras que aparentam uma maior fraqueza na sua tesouraria. Aliás, numa viagem ao seio das coletividades, embora percebamos que as nossas capacidades de análise possam eventualmente não corresponder à verdade factual, somos de imediato confrontados com objetivos que se assumem antagónicos. Não vamos lançar achas para a fogueira. E é legítimo que assim seja. Coloquemos apenas no topo das aspirações um rol de clubes que, por motivos evidentes, se apresentam em melhores condições para lutarem pela conquista do título. A minha modesta opinião leva-me a colocar no cimo das apostas o FC Castrense, o Desportivo de Beja, o FC Serpa, o Aldenovense, o Vasco da Gama, o Ferreirense e o Desportivo de Almodôvar, para além de uma outra surpresa que porventura venha a desenhar-se no palco do futebol primodivisionário regional. Nesta brevíssima alusão sobre o campeonato da I divisão da AF Beja, que se inicia no próximo fim de semana, prevejo competitividade e fair play ao longo da prova.

Diário do Alentejo 23 setembro 2011

IV Passeio de BTT em Vila Azedo


I Passeio equestre em Nossa Senhora das Neves

Diário do Alentejo 23 setembro 2011

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Automobilismo: Mitsubishi de Teodósio/Luz venceu em Serpa Os pilotos Ricardo Teodósio/João Luz, em Mitsubishi Lancer Evo II, venceram o Rali Flor do Alentejo Cidade de Serpa”, organizado pela secção de motorismo do Aeroclube de Beja, com o patrocínio da Câmara Municipal de Serpa e da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting. Apenas 17 das 34 tripulações admitidas à partida concluíram o

Realiza-se no próximo domingo, 25, na freguesia de Nossa Senhora das Neves, em Beja, o I Passeio Equestre das Neves. O evento tem concentração marcada para as 9 horas no largo da Igreja, iniciando-se o passeio meia hora depois. A iniciativa termina cerca das 13 horas com um almoço em Porto Peles.

rali. O Mitsubishi de Teodósio e João Luz dominou em absoluto, ganhando as quatro provas cronometradas do segundo dia de prova (duplas passagens nos troços Flor do Alentejo e Serpa). Daniel Nunes/Fernando Miguel (Mitsubishi Lancer Evo VI) tinha ganho o prólogo. A dupla bejense António Lampreia/João Penedo, em Ford Escort Cosworth, concluiu a prova na sexta posição a 1.55,09’ do vencedor.

Canoagem e pesca desportiva

Pedrógão do Alentejo em festa O 3.º Festival Sabores do Rio, em Pedrógão do Alentejo, teve no seu programa dois eventos de caráter desportivo. Um torneio de canoagem com cerca de 70 concorrentes e uma prova de pesca desportiva com três dezenas de pescadores. Dois eventos que evidenciam o potencial do plano de água da barragem de Pedrógão. Texto e foto Firmino Paixão

T

emos vontade de motivar os jovens para a prática de desportos aquáticos aproveitando este plano de águas calmas e despertar não só as pessoas do nosso concelho como dos concelhos limítrofes. Estamos muito perto de Moura e de Serpa e temos esta potencialidade que necessita de ser explorada”, afirma Maria Peregrina Paixão, presidente da Junta de Freguesia de Pedrógão. A autarca desvaloriza o cenário de despovoamento do interior sublinhando que “Pedrógão será das freguesias rurais do concelho que tem mais gente jovem”: “Estamos logo a seguir à sede de concelho. Embora sejamos a freguesia mais distante, a

Potencialidades Eventos “evidenciam o potencial do plano de água da barragem de Pedrógão”, dizem organizadores

18 quilómetros, temos 57 alunos na escola primária e temos outros jovens que queremos prender à terra, por isso promovemos o seu transporte para a Escola Secundária de Moura, porque em Vidigueira só temos até ao 9.º ano de escolaridade”. Maria Peregrina recorda que a Câmara Municipal de Vidigueira construiu uma pista de pesca e refere que precisam de investir mais nela para lhe darem “mais vida, mais

qualidade”. “Temos vontade disso”, afirma. A autarca recorda ainda que promoveram um estágio com os miúdos da canoagem no Centro de Estágio do Náutico de Mértola, durante duas semanas, e tentam que eles motivem outros jovens para este desporto, no entanto, alerta: “Temos que ter também adultos para enquadrar os jovens, o associativismo e o voluntariado estão a morrer por todo o lado, temos que mudar

comportamentos, eu própria como representante da minha população dou o exemplo, não me envergonho de fazer o que quer que seja”. A autarca acentua a importância de uma intervenção eficaz junto da juventude: “Queremos prender os jovens à nossa terra, criar raízes, e se um dia tiverem que sair que voltem sempre mais tarde, mas seria melhor que se fixassem aqui desenvolvendo localmente as suas competências”.

TTB Aventura ganha projeção

Concentração superou as expectativas

A

III Concentração Nacional de Todo-o-Terreno, uma organização do Clube TTB Aventura, contou com mais de uma centena de viaturas e cerca de 300 participantes. O evento teve a sua base logística nas “ruínas” do Estádio Municipal Dr. Flávio Santos, em Beja, local onde se realizou uma prova de trial e saíram outras de navegação, passeios, modelismo e onde não faltou música e animação. O presidente do clube, Edgar Moio, adiantou ao “Diário do Alentejo” que no ano passado tiveram cerca de 100 viaturas e que na presente edição “o número foi ligeiramente superado, pelo que as expectativas para esta concentração foram excedidas”.

Participação Concentração contou com mais de uma centena de viaturas

O responsável recordou ainda que “os participantes vieram de todo o lado e a concentração deixou de ser nacional para ser

internacional. Tivemos vinte e tal concorrentes espanhóis, tivemos carros de Bragança, de Aveiro, do Algarve. A concentração está

a ganhar uma grande proporção o que significa que o clube está a ser conhecido no País e além fronteiras”. “Pretendemos divulgar a modalidade de todo-o-terreno, mas queremos especialmente divulgar o nosso clube. Queremos fazer eventos para fora do País e expedições para Marrocos, e, sobretudo, fazermos uma divulgação mais ampla das nossas atividades”, adiantou ainda Edgar Maio. O TTB Aventura continua o percurso de promoção a nível nacional e no exterior e enquanto consolida a sua atividade propõe-se realizar o seu passeio anual, a concentração e outros eventos de solidariedade social. Firmino Paixão

Zona Azul entrou a perder Estreia menos feliz dos seniores da Zona Azul, de Beja, no Nacional da 3.ª Divisão, com uma derrota caseira por quatro golos de diferença, ante a formação do Boa Hora. No mesmo campeonato a equipa do Redondo empatou em casa com o Lagoa. O Sines folgou nesta jornada, face ao número impar de equipas em prova. A competição prossegue amanhã, sábado, com a saída dos bejenses para o pavilhão do Oriental, enquanto as restantes equipas alentejanas se encontrarão em Sines. Resultados: 1.ª Jornada Zona Sul: Costa D’Oiro, 19-Torrense, 28; Zona Azul, 24-Boa Hora, 28; Loures, 24-Almada, 31; Redondo, 31-Lagoa, 31; Guadiana, 19-Oriental, 25. Classificação: 1.º Torrense, Almada, Oriental e Boa Hora, 3. 5.º Lagos e Redondo, 2. 7.º Zona Azul, Guadiana, Loures, Costa Doiro, 1.11.º A.C Sines,0. Próxima jornada (24/9): A.C. Sines-Redondo; Lagoa-Loures; Oriental-Zona Azul; Boa Hora-Costa D’Oiro; e Almada-Náutico do Guadiana. Entretanto, o Campeonato Nacional da 1.ª Divisão em Iniciados Masculinos, competição em que participa o Centro de Cultura Popular de Serpa, vai iniciar-se amanhã. A equipa da Margem Esquerda desloca-se ao Algarve para defrontar o Vela de Tavira.

António Nunes (Alvito) é campeão de pesca Três jovens pescadores do Clube de Amadores de Pesca do Baixo Alentejo, de Alvito, qualificaram-se para integrar as seleções nacionais nas categorias de juvenis e juniores na época 2012. A qualificação resulta das excelentes prestações nos campeonatos nacionais cuja fase final decorreu no fim de semana no rio Tâmega (Chaves). António Nunes, pescador que no seu palmarés tem um título mundial em 2009, sagrou-se campeão nacional de juniores (sub/18), numa prova em que o seu colega de equipa Luís Fernandes conquistou o quarto lugar. Ivo Figueira (1.º ano), bi-campeão nacional de iniciados, foi terceiro na edição deste ano do campeonato.


Sexta-feira, 23 SETEMBRO 2011 Nº 1535 (II Série)

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Diário do Alentejo nº 1535 de 23/09/2011 2.ª Publicação

Diário do Alentejo nº 1535 de 23/09/2011 2.ª Publicação

MINISTÉRIO DAS FINANÇAS

TRIBUNAL JUDICIAL DE MOURA

DIRECÇÃO-GERAL DOS IMPOSTOS SERVIÇO DE FINANÇAS DE VIDIGUEIRA-0337

ANÚNCIO VENDA E CONVOCAÇÃO DE CREDORES N.º da Venda: 0337.2011.22 - Prédio urbano, sito na Rua Curvo Semedo, n.º 20 em Montemor-o-Novo, inscrito na matriz predial da freguesia de Nossa Senhora do Bispo, concelho de Montemor-o-Novo, distrito de Évora, Tipologia T1, destinado a Habitação, com a área total de 52,00 m2, área bruta de construção de 104,00 m2, inscrito na respectiva matriz predial urbana no ano de 1981, sob o art.º 2100. José Maria Pereira Aniceto, Chefe de Finanças do Serviço de Finanças VIDIGUEIRA-0337, sito em LG. JOSE AFONSO, VIDIGUEIRA, faz saber que irá proceder à venda por meio de propostas em carta fechada, nos termos dos artigos 248.º e seguintes do Código de Procedimento e de Processo Tributário (CPPT), do bem acima melhor identificado, penhorado ao executado infra indicado, para pagamento de divida constante em processo(s) de execução fiscal. É fiel depositário(a) o(a) Sr(a) EMILIA CANDIDA NABO PEREIRA, residente em MONTEMOR-O-NOVO, que deverá mostrar aquele bem a qualquer potencial interessado (249.º/6 CPPT), entre as 10:00 horas do dia 2011-09-13 e as 16:00 horas do dia 2011-11-07. O valor base da venda (250.º CPPT) é de € 23.430,00. As propostas deverão ser enviadas via Internet, mediante acesso ao “Portal das Finanças”, em www.portaldasfinancas.gov.pt na opção “Venda de bens penhorados” ou entregues neste Serviço de Finanças, em carta fechada dirigida ao Chefe do Serviço de Finanças, mencionando o número da venda no envelope e na respectiva proposta, indicando nesta ultima, nome, morada e número de identificação fiscal do proponente. O prazo para recepção de propostas termina às 16:00 horas do dia 2011-11-07 procedendo-se à sua abertura pelas 10:00 horas do dia 2011-11-08, na presença do Chefe do Serviço de Finanças (253.º/a CPPT). Não serão consideradas as propostas de valor inferior ao valor base da venda (250.º/c CPPT). Se o preço mais elevado, com o limite mínimo do valor base para venda, for oferecido por mais de um proponente, abre-se licitação entre eles, salvo se declararem que pretendem adquirir o(s) bem(ns) em compropriedade (253.º/b CPPT). Estando presente só um dos proponentes do maior preço, pode esse cobrir a proposta dos outros, caso contrário proceder-se-á a sorteio (253.º/c CPPT). A totalidade do preço deverá ser depositada, à ordem do órgão de execução fiscal, no prazo de 15 dias, contados do termo do prazo de entrega das propostas, mediante guia a solicitar junto do órgão de execução fiscal, sob pena das sanções previstas na lei do processo civil (256.º/e CPPT e 898.º Código de Processo Civil - CPC). No caso do montante superior a 500 unidades de conta, e mediante requerimento fundamentado, entregue no prazo de 5 dias, contados do termo do prazo de entrega de propostas, poderá ser autorizado o depósito, no prazo mencionado no parágrafo anterior, de apenas a uma parte do preço, não inferior a um terço, e o restante em até 8 meses (256.º/f CPPT). A venda pode ainda estar sujeita ao pagamento dos impostos que se mostrem devidos, nomeadamente o Imposto Municipal Sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis, o Imposto do Selo, o Imposto Sobre o Valor Acrescentado ou outros. Mais, correm anúncios e éditos de 20 dias (239.º/2 e 242.º/1 CPPT), contados da 2.ª publicação (242.º/2), citando os credores desconhecidos e os sucessores dos credores preferentes para reclamarem, no prazo de 15 dias, contados da data da citação, o pagamento dos seus créditos que gozem de garantia real, sobre o bem penhorado acima indicado (240.º/CPPT). Teor do Edital: Identificação do Executado: N.º de Processo de Execução Fiscal: 0337200301002163 (e apensos) NIF/NIPC: 113086466 Nome: EMILIA CANDIDA NABO PEREIRA Morada: R CURVO SEMEDO 20 - MONTEMOR O NOVO MONTEMOR-O-NOVO 2011-09-12 O Chefe de Finanças José Maria Pereira Aniceto

Secção Única

ANÚNCIO Processo n.° 282/11.2TBMRA Interdição/Inabilitação N/Referência: 608658 Data: 15-07-2011 Requerente: Antónia Moreno Agulhas Duarte Requerido: Matilde Moreno Agulhas Faz-se saber que foi distribuída neste tribunal, a acção de Interdição/Inabilitação em que é requerido Matilde Moreno Agulhas, com residência em domicílio: centro Social da Amareleja – Lar Domingos Pulido, Rua da República 10, 7885-000 Amareleja, para efeitos de ser decretada a sua interdição por anomalia psiquica. A Juiz de Direito Dr(a) Luciana Mateus O Ofcial de Justiça Joaquim Infante

Diário do Alentejo nº 1535 de 23/09/2011 2.ª Publicação

TRIBUNAL JUDICIAL DE MOURA Secção Única

ANÚNCIO Processo n.° 283/11.0TBMRA Interdição/Inabilitação N/Referência: 608668 Data: 15-07-2011 Requerente: Antónia Moreno Agulhas Duarte Requerido: Joaquim Moreno Agulhas Faz-se saber que foi distribuída neste tribunal, a acção de Interdição/Inabilitação em que é requerido Joaquim Moreno Agulhas, com residência em domicílio: centro Social da Amareleja – Lar Domingos Pulido, Rua da República 10, 7885-000 Amareleja, para efeitos de ser decretada a sua interdição por anomalia psiquica. A Juiz de Direito Dr(a) Luciana Mateus O Ofcial de Justiça Joaquim Infante

Transportes de Serviços Urgentes Urgente diurno (recolhas e entregas no próprio dia) Urgente nacional (de hoje para amanhã) z Urgente Espanha (de hoje para amanhã, antes das 10H) z Urgente internacional (o mais urgente com cobertura mundial) z e-comerce – para empresas que comercializam os seus produtos através da Internet z Outros z z

Contactos: Beja, Évora – 284 321 760 | Sines – 269 636 087


saúde

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Diário do Alentejo 23 setembro 2011

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NERVOSO

Pneumologia

DRA. TERESA ESTANISLAU CORREIA

DOENÇAS DO SISTEMA Fisiatria – Dr. Carlos Machado Psicologia Educacional – Elsa Silvestre Psicologia Clínica – M. Carmo Gonçalves Tratamentos de Fisioterapia – Classes de Mobilidade – Classes para Incontinência Urinária – Reeducação dos Músculos do Pavimento Pélvico – Reabilitação Pós Mastectomia

Generalista CONSULTAS DE OBESIDADE

Marcações pelo telef. 284325059

Neurologista do Hospital dos Capuchos, Lisboa

DR. JOSÉ BELARMINO

Médico Especialista pela Ordem dos Médicos e Ministério de Saúde

de Sousa, 56-A – Sala 8

DRª CAROLINA ARAÚJO

JOSÉ BELARMINO, LDA.

DR. A. FIGUEIREDO LUZ

ACS, CTT, EDP, CGD, SAMS.

Consultas de Neurologia

CLÍNICA MÉDICA DENTÁRIA

Rua Capitão João Francisco Acordos com:

Neurologia

Obesidade

Consultas de 2ª a 6ª

Convenções com PT-ACS CONSULTÓRIOS: Beja Praça António Raposo Tavares, 12, 7800-426 BEJA Tel. 284 313 270 Évora CDI – Praça Dr. Rosado da Fonseca, 8, Urb. Horta dos Telhais, 7000 Évora Tel. 266749740

Rua General Morais Sarmento. nº 18, r/chão Telef. 284326841 7800-064 BEJA

Prótese/Ortodontia CONSULTAS 2ªs, 3ªs e 5ªs feiras Rua Zeca Afonso, nº 16 F Tel. 284325833

Especialista pela Ordem dos Médicos Chefe de Serviço de Oftalmologia do Hospital de Beja

Rua António Sardinha, 25r/c dtº Beja

Oftalmologia

Médico oftalmologista

Beja: CLINIPAX, Rua Zeca Afonso, nº 6 - 1º-B, 7800-522 Beja Tel./Fax 284322503 TM. 917716528 Albufeira: OFICINA DOS MIMOS – CENTRO DE DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA E DA FAMÍLIA DO SUL, Quinta da Correeira, Lote 49, 8200-112 Albufeira Tel. 289541802 Tm. 969420725

FERNANDA FAUSTINO

Ginecologia/Obstetrícia

FAUSTO BARATA

Psicologia

7800-475 BEJA

Psiquiatria

FERNANDO AREAL MÉDICO Consultor de Psiquiatria

Consultas às 6ªs feiras na Policlínica de S. Paulo Rua Cidade S. Paulo, 29 Marcações pelo telef. 284328023

BEJA Otorrinolaringologia ▼

DR. J. S. GALHOZ Ouvidos,Nariz, Garganta

Consultório

Exames da audição

Rua Capitão João

Consultas a partir das 14 horas Praça Diogo Fernandes, 23 - 1º F (Jardim do Bacalhau) Telef. 284322527 BEJA

Francisco Sousa 56-A 1º esqº 7800-451 BEJA Tel. 284320749


saúde

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Diário do Alentejo 23 setembro 2011

PSICOLOGIA ANA CARACÓIS SANTOS – Educação emocional; – Psicoterapia de apoio; – Problemas comportamentais; – Dificuldades de integração escolar; – Orientação vocacional; – Métodos e hábitos de estudo

RINS E VIAS URINÁRIAS

Dr. Sidónio de Souza – Pneumologia/ Alergologia/Desabituação tabágica – H. Pulido Valente Dr. Fernando Pimentel – Reumatologia – Medicina Desportiva – Instituto Português de Reumatologia de Lisboa Dr.ª Verónica Túbal – Nutricionismo – H. de Beja Dr.ª Sandra Martins – Terapia da Fala – H. de Beja Dr. Francisco Barrocas – Psicologia Clínica/ Terapia Familiar – Membro Efectivo da Soc. Port. Terapia Familiar e da Assoc. Port. Terapias Comportamental e Cognitiva (Lisboa) – Assistente Principal – Centro Hospitalar do Baixo Alentejo. Dr. Rogério Guerreiro – Naturopatia Dr. Gaspar Cano – Clínica Geral/ Medicina Familiar Dr.ª Nídia Amorim – Psicomotricidade/Educação Especial e Reabilitação (dificuldades específicas de aprendizagem/dislexias) Dr. Sérgio Barroso – Oncologia – H. de Beja Drª Margarida Loureiro – Endocrinologia/ Diabetes/Obesidade – Instituto Português de Oncologia de Lisboa Dr. Francisco Fino Correia – Urologia – Rins e Vias Urinárias – H. Beja Dr. Daniel Barrocas – Médico Interno de Psiquiatria – Hospital de Santa Maria Dr. Carlos Monteverde – Chefe de Serviço de Medicina Interna, doenças de estômago, fígado, rins, endoscopia digestiva. Dr.ª Ana Cristina Duarte – Pneumologia/ Alergologia Respiratória/Apneia do Sono – Assistente Hospitalar Graduada – Consultora de Pneumologia no Hospital de Beja Dr.ª Isabel Martins – Chefe de Serviço de Psiquiatria de Infância e Adolescência/Terapeuta familiar – Centro Hospitalar do Baixo Alentejo Dr.ª Paula Rodrigues – Psicologia Clínica – Hospital de Beja Dr.ª Luísa Guerreiro – Ginecologia/Obstetrícia Dr.ª Ana Montalvão – Hematologia Clínica / Doenças do Sangue – Assistente Hospitalar – Hospital de Beja Dr.ª Ana Cristina Charraz – Psicologia Clínica – Hospital de Beja Dr. Diogo Matos – Dermatologia. Médico interno do Hospital Garcia da Orta. Dr. José Janeiro – Medicina Geral e Familiar – Atestados: Carta de condução; uso e porte de arma e caçador. Dr.ª Joana Freitas – Cavitação, Lipoaspiração não invasiva,indolor e não invasivo, acção imediata, redução do tecido adiposo e redução da celulite Dr.ª Ana Margarida Soares – Terapia da Fala - Habilitação/Reabilitação da linguagem e fala. Perturbação da leitura e escrita específica e não específica. Voz/Fluência. Dr.ª Maria João Dores – Técnica Superior de Educação Especial e Reabilitação/ Psicomotricidade. Perturbações do Desenvolvimento; Educação Especial; Reabilitação; Gerontomotricidade. Enfermeira Maria José Espanhol – Enfermeira especialista em saúde materna/Cuidados de enfermagem na clínica e ao domicílio/Preparação pré e pós parto/amamentação e cuidados ao recémnascido/Imagem corporal da mãe – H. de Beja

Marcações de 2.ª a 6.ª feira a partir das 14 horas Rua Capitão João Francisco de Sousa, n.º 20 7800-451 BEJA Tel. 284324690

Marcações diárias pelos tels. 284 322 503 Fax 284 322 503 Tm. 91 7716528 Rua Zeca Afonso, nº 6, 1º B, 7800-522 Beja clinipax@netvisao.pt

GIP – Gabinete de Intervenção Psicológica Rua Almirante Cândido Reis, 13, 7800-445 BEJA Tel. 284321592

_______________________________________ Manuel Matias – Isabel Lima – Ana Frederico Hugo Pisco Pacheco – Miguel Oliveira e Castro Ecografia | Eco-Doppler Cor | Radiologia Digital Mamografia Digital | TAC | Uro-TC | Dental Scan Densitometria Óssea Acordos: ADSE; PT-ACS; CGD; Medis, Multicare; SAMS; SAMS-quadros; Allianz; WDA; Humana; Mondial Assistance. Graça Santos Janeiro: Ecografia Obstétrica Marcações: Telefone: 284 313 330; Fax: 284 313 339; Web: www.crb.pt

Rua Afonso de Albuquerque, 7 r/c – 7800-442 Beja E-Mail: cradiologiabeja@mail.telepac.pt

CENTRO DE IMAGIOLOGIA DO BAIXO ALENTEJO ECOGRAFIA – Geral, Endocavitária, Osteoarticular, Ecodoppler TAC – Corpo, Neuroradiologia, Osteoarticular, Dentalscan Mamografia e Ecografia Mamária Ortopantomografia Electrocardiograma com relatório António Lopes – Aurora Alves – Helena Martelo – Montes Palma – Maria João Hrotko – Médicos Radiologistas – Convenções: ADSE, ACS-PT, SAD-GNR, CGD, MEDIS, SSMJ, SADPSP, SAMS, SAMS QUADROS, ADMS, MULTICARE, ADVANCE CARE

Horário: de 2ª a 6ª feira, das 8 às 19 horas e aos sábados, das 8 às 13 horas Av. Fialho de Almeida, nº 2 7800 BEJA Telef. 284318490 Tms. 924378886 ou 915529387 Urologia

FRANCISCO FINO CORREIA MÉDICO UROLOGISTA

Clínica Médico-Dentária de S. FRANCISCO, LDA. Gerência de Fernanda Faustino Acordos: SAMS, ADMG, PSP, A.D.M.E., Portugal Telecom e Advancecare Rua General Morais Sarmento, nº 18, r/chão; TEL. 284327260 7800-064 BEJA


institucional

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Diário do Alentejo 23 setembro 2011 Diário do Alentejo nº 1535 de 23/09/2011 2.ª Publicação

Diário do Alentejo nº 1535 de 23/09/2011 2.ª Publicação

MINISTÉRIO DAS FINANÇAS

MINISTÉRIO DAS FINANÇAS

DIRECÇÃO-GERAL DOS IMPOSTOS

DIRECÇÃO-GERAL DOS IMPOSTOS

SERVIÇO DE FINANÇAS DE BEJA-0248

SERVIÇO DE FINANÇAS DE BEJA-0248

ANÚNCIO

ANÚNCIO

VENDA E CONVOCAÇÃO DE CREDORES

VENDA E CONVOCAÇÃO DE CREDORES

N.º da Venda: 0248.2011.66 - Prédio rústico denominado “Erva Urse”, com a área de 1,05 ha, inscrito na respectiva cadastral da freguesia de Albernoa, concelho de Beja sob o artigo 18 da Secção F, descrito na Conservatória do Registo Predial sob o nº 116/19881107. Manuel José Borracha Pólvora, Chefe de Finanças do Serviço de Finanças BEJA-0248, sito em PRACA DA REPUBLICA, BEJA, faz saber que irá proceder à venda por meio de leilão electrónico, nos termos dos artigos 248.º e seguintes do Código de Procedimento e de Processo Tributário (CPPT), e da portaria n.º 219/2011 de 1 de Junho, do bem acima melhor identificado, penhorado ao executado infra indicado, para pagamento de divida constante em processo(s) de execução fiscal. É fiel depositário(a) o(a) Sr(a) BARBARA MARIA FIGUEIRA JORGE DO NASCIMENTO, residente em BEJA, o(a) qual deverá mostrar o bem acima identificado a qualquer potencial interessado (249.º/6 CPPT), entre as 09:00 horas do dia 2011-09-16 e as 10:00 horas do dia 2011-11-15. O valor base da venda (250.º CPPT) é de € 2.756,60. As propostas deverão ser apresentadas via Internet, mediante acesso ao “Portal das Finanças”, e autenticação enquanto utilizador registado, em www.portaldasfinancas.gov.pt na opção “Venda de bens penhorados”, ou seguindo consecutivamente as opções “Cidadãos”, “Outros Serviços”, “Venda Electrónica de Bens” e “Leilão Electrónico”. A licitação a apresentar deve ser de valor igual ou superior ao valor base da venda e superior a qualquer das licitações anteriormente apresentadas para essa venda. O prazo para licitação tem início no dia 2011-10-31, pelas 10:00 horas, e termina no dia 2011-11-15 às 10:00. As propostas, uma vez submetidas, não podem ser retiradas, salvo disposição legal em contrário. No dia e hora designados para o termo do leilão, o Chefe do Serviço de Finanças decide sobre a adjudicação do bem (artigo 6.º da portaria n.º 219/2011). A totalidade do preço deverá ser depositada, à ordem do órgão de execução fiscal, no prazo de 15 dias, contados do termo do prazo de entrega das propostas, mediante guia a solicitar junto do órgão de execução fiscal, sob pena das sanções previstas (256.º/1/e) CPPT). No caso de montante superior a 500 unidades de conta, e mediante requerimento fundamentado, entregue no prazo de 5 dias, contados do termo do prazo de entrega de propostas, poderá ser autorizado o depósito, no prazo mencionado no parágrafo anterior, de apenas uma parte do preço, não inferior a um terço, e o restante em até 8 meses (256.º/1/f) CPPT). A venda pode ainda estar sujeita ao pagamento dos impostos que se mostrem devidos, nomeadamente o Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis, o Imposto de Selo, o Imposto Sobre o Valor Acrescentado ou outros. Mais, correm anúncios e éditos de 20 dias (239.º/2 e 242.º/1 CPPT), contados da 2.ª publicação (242.º/2), citando os credores desconhecidos e os sucessores dos credores preferentes para reclamarem, no prazo de 15 dias, contados da data da citação, o pagamento dos seus créditos que gozem de garantia real, sobre o bem penhorado acima indicado (240º/CPPT). Teor do Edital: Identificação do Executado: N.º de Processo de Execução Fiscal: 0248200901002228 (e apensos) NIF/NIPC: 130780847 Nome: BARBARA MARIA FIGUEIRA JORGE DO NASCIMENTO Morada: PCT MESTRE ANDRE DE SOUSA N 7 1 DTO - BEJA - BEJA 2011-09-02 O Chefe de Finanças Manuel José Borracha Pólvora

N.º da Venda: 0248.2011.68 - Prédio rústico denominado “ Monte Branco “, com a área de 0,975 ha, inscrito na respectiva matriz cadastral da freguesia de Albernoa, concelho de Beja, sob o artigo 27 da Secção “ I “, descrito na Conservatória do Registo Predial sob o nº 22/19851111. Manuel José Borracha Pólvora, Chefe de Finanças do Serviço de Finanças BEJA-0248, sito em PRACA DA REPUBLICA, BEJA, faz saber que irá proceder à venda por meio de leilão electrónico, nos termos dos artigos 248.º e seguintes do Código de Procedimento e de Processo Tributário (CPPT), e da portaria n.º 219/2011 de 1 de Junho, do bem acima melhor identificado, penhorado ao executado infra indicado, para pagamento de divida constante em processo(s) de execução fiscal. É fiel depositário(a) o(a) Sr(a) BARBARA MARIA FIGUEIRA JORGE DO NASCIMENTO, residente em BEJA, o(a) qual deverá mostrar o bem acima identificado a qualquer potencial interessado (249.º/6 CPPT), entre as 09:00 horas do dia 2011-09-16 e as 10:00 horas do dia 2011-11-17 O valor base da venda (250.º CPPT) é de € 2.132,90. As propostas deverão ser apresentadas via Internet, mediante acesso ao “Portal das Finanças”, e autenticação enquanto utilizador registado, em www.portaldasfinancas.gov.pt na opção “Venda de bens penhorados”, ou seguindo consecutivamente as opções “Cidadãos”, “Outros Serviços”, “Venda Electrónica de Bens” e “Leilão Electrónico”. A licitação a apresentar deve ser de valor igual ou superior ao valor base da venda e superior a qualquer das licitações anteriormente apresentadas para essa venda. O prazo para licitação tem início no dia 2011-11-02, pelas 10:00 horas, e termina no dia 2011-11-17 às 10:00. As propostas, uma vez submetidas, não podem ser retiradas, salvo disposição legal em contrário. No dia e hora designados para o termo do leilão, o Chefe do Serviço de Finanças decide sobre a adjudicação do bem (artigo 6.º da portaria n.º 219/2011). A totalidade do preço deverá ser depositada, à ordem do órgão de execução fiscal, no prazo de 15 dias, contados do termo do prazo de entrega das propostas, mediante guia a solicitar junto do órgão de execução fiscal, sob pena das sanções previstas (256.º/1/e) CPPT). No caso de montante superior a 500 unidades de conta, e mediante requerimento fundamentado, entregue no prazo de 5 dias, contados do termo do prazo de entrega de propostas, poderá ser autorizado o depósito, no prazo mencionado no parágrafo anterior, de apenas uma parte do preço, não inferior a um terço, e o restante em até 8 meses (256.º/1/f) CPPT). A venda pode ainda estar sujeita ao pagamento dos impostos que se mostrem devidos, nomeadamente o Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis, o Imposto de Selo, o Imposto Sobre o Valor Acrescentado ou outros. Mais, correm anúncios e éditos de 20 dias (239.º/2 e 242.º/1 CPPT), contados da 2.ª publicação (242.º/2), citando os credores desconhecidos e os sucessores dos credores preferentes para reclamarem, no prazo de 15 dias, contados da data da citação, o pagamento dos seus créditos que gozem de garantia real, sobre o bem penhorado acima indicado (240º/CPPT). Teor do Edital: Identificação do Executado: N.º de Processo de Execução Fiscal: 0248200901002228 (e apensos) NIF/NIPC: 130780847 Nome: BARBARA MARIA FIGUEIRA JORGE DO NASCIMENTO Morada: PCT MESTRE ANDRE DE SOUSA N 7 1 DTO - BEJA - BEJA 2011-09-02 O Chefe de Finanças Manuel José Borracha Pólvora

Diário do Alentejo nº 1535 de 23/09/2011 2.ª Publicação

Diário do Alentejo nº 1535 de 23/09/2011 2.ª Publicação

MINISTÉRIO DAS FINANÇAS

MINISTÉRIO DAS FINANÇAS

DIRECÇÃO-GERAL DOS IMPOSTOS SERVIÇO DE FINANÇAS DE BEJA-0248

DIRECÇÃO-GERAL DOS IMPOSTOS SERVIÇO DE FINANÇAS DE BEJA-0248

ANÚNCIO

ANÚNCIO

VENDA E CONVOCAÇÃO DE CREDORES

VENDA E CONVOCAÇÃO DE CREDORES N.º da Venda: 0248.2011.67 - Prédio rústico denominado “ Monte Branco” com a área de 11,2 ha, inscrito na respectiva matriz cadastral da freguesia de Albernoa, concelho de Beja, sob o artigo 22 da Secção “I”, descrito na Conservatória do Registo Predial sob o nº 19/19851111. Manuel José Borracha Pólvora, Chefe de Finanças do Serviço de Finanças BEJA-0248, sito em PRACA DA REPUBLICA, BEJA, faz saber que irá proceder à venda por meio de leilão electrónico, nos termos dos artigos 248.º e seguintes do Código de Procedimento e de Processo Tributário (CPPT), e da portaria n.º 219/2011 de 1 de Junho, do bem acima melhor identificado, penhorado ao executado infra indicado, para pagamento de divida constante em processo(s) de execução fiscal. É fiel depositário(a) o(a) Sr(a) BARBARA MARIA FIGUEIRA JORGE DO NASCIMENTO, residente em BEJA, o(a) qual deverá mostrar o bem acima identificado a qualquer potencial interessado (249.º/6 CPPT), entre as 09:00 horas do dia 2011-09-16 e as 10:00 horas do dia 2011-11-16. O valor base da venda (250.º CPPT) é de € 24.500,00. As propostas deverão ser apresentadas via Internet, mediante acesso ao “Portal das Finanças”, e autenticação enquanto utilizador registado, em www.portaldasfinancas.gov.pt na opção “Venda de bens penhorados”, ou seguindo consecutivamente as opções “Cidadãos”, “Outros Serviços”, “Venda Electrónica de Bens” e “Leilão Electrónico”. A licitação a apresentar deve ser de valor igual ou superior ao valor base da venda e superior a qualquer das licitações anteriormente apresentadas para essa venda. O prazo para licitação tem início no dia 2011-11-01, pelas 10:00 horas, e termina no dia 2011-11-16 às 10:00. As propostas, uma vez submetidas, não podem ser retiradas, salvo disposição legal em contrário. No dia e hora designados para o termo do leilão, o Chefe do Serviço de Finanças decide sobre a adjudicação do bem (artigo 6.º da portaria n.º 219/2011). A totalidade do preço deverá ser depositada, à ordem do órgão de execução fiscal, no prazo de 15 dias, contados do termo do prazo de entrega das propostas, mediante guia a solicitar junto do órgão de execução fiscal, sob pena das sanções previstas (256.º/1/e) CPPT). No caso de montante superior a 500 unidades de conta, e mediante requerimento fundamentado, entregue no prazo de 5 dias, contados do termo do prazo de entrega de propostas, poderá ser autorizado o depósito, no prazo mencionado no parágrafo anterior, de apenas uma parte do preço, não inferior a um terço, e o restante em até 8 meses (256.º/1/f) CPPT). A venda pode ainda estar sujeita ao pagamento dos impostos que se mostrem devidos, nomeadamente o Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis, o Imposto de Selo, o Imposto Sobre o Valor Acrescentado ou outros. Mais, correm anúncios e éditos de 20 dias (239.º/2 e 242.º/1 CPPT), contados da 2.ª publicação (242.º/2), citando os credores desconhecidos e os sucessores dos credores preferentes para reclamarem, no prazo de 15 dias, contados da data da citação, o pagamento dos seus créditos que gozem de garantia real, sobre o bem penhorado acima indicado (240º/CPPT). Teor do Edital: Identificação do Executado: N.º de Processo de Execução Fiscal: 0248200901002228 (e apensos) NIF/NIPC: 130780847 Nome: BARBARA MARIA FIGUEIRA JORGE DO NASCIMENTO Morada: PCT MESTRE ANDRE DE SOUSA N 7 1 DTO - BEJA – BEJA 2011-09-02 O Chefe de Finanças Manuel José Borracha Pólvora

N.º da Venda: 0248.2011.69 - Prédio rústico denominado “ Monte Branco “, com a área de 0,475 ha, inscrito na respectiva matriz cadastral da freguesia de Albernoa, concelho de Beja, sob o artigo 40 da Secção “ I “, descrito na Conservatória do Registo Predial sob o nº 115/19881107. Manuel José Borracha Pólvora, Chefe de Finanças do Serviço de Finanças BEJA-0248, sito em PRACA DA REPUBLICA, BEJA, faz saber que irá proceder à venda por meio de leilão electrónico, nos termos dos artigos 248.º e seguintes do Código de Procedimento e de Processo Tributário (CPPT), e da portaria n.º 219/2011 de 1 de Junho, do bem acima melhor identificado, penhorado ao executado infra indicado, para pagamento de divida constante em processo(s) de execução fiscal. É fiel depositário(a) o(a) Sr(a) BARBARA MARIA FIGUEIRA JORGE DO NASCIMENTO, residente em BEJA, o(a) qual deverá mostrar o bem acima identificado a qualquer potencial interessado (249.º/6 CPPT), entre as 09:00 horas do dia 2011-09-16 e as 10:00 horas do dia 2011-11-18. O valor base da venda (250.º CPPT) é de € 1.246,70. As propostas deverão ser apresentadas via Internet, mediante acesso ao “Portal das Finanças”, e autenticação enquanto utilizador registado, em www.portaldasfinancas.gov.pt na opção “Venda de bens penhorados”, ou seguindo consecutivamente as opções “Cidadãos”, “Outros Serviços”, “Venda Electrónica de Bens” e “Leilão Electrónico”. A licitação a apresentar deve ser de valor igual ou superior ao valor base da venda e superior a qualquer das licitações anteriormente apresentadas para essa venda. O prazo para licitação tem início no dia 2011-11-03, pelas 10:00 horas, e termina no dia 2011-11-18 às 10:00. As propostas, uma vez submetidas, não podem ser retiradas, salvo disposição legal em contrário. No dia e hora designados para o termo do leilão, o Chefe do Serviço de Finanças decide sobre a adjudicação do bem (artigo 6.º da portaria n.º 219/2011). A totalidade do preço deverá ser depositada, à ordem do órgão de execução fiscal, no prazo de 15 dias, contados do termo do prazo de entrega das propostas, mediante guia a solicitar junto do órgão de execução fiscal, sob pena das sanções previstas (256.º/1/e) CPPT). No caso de montante superior a 500 unidades de conta, e mediante requerimento fundamentado, entregue no prazo de 5 dias, contados do termo do prazo de entrega de propostas, poderá ser autorizado o depósito, no prazo mencionado no parágrafo anterior, de apenas uma parte do preço, não inferior a um terço, e o restante em até 8 meses (256.º/1/f) CPPT). A venda pode ainda estar sujeita ao pagamento dos impostos que se mostrem devidos, nomeadamente o Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis, o Imposto de Selo, o Imposto Sobre o Valor Acrescentado ou outros. Mais, correm anúncios e éditos de 20 dias (239.º/2 e 242.º/1 CPPT), contados da 2.ª publicação (242.º/2), citando os credores desconhecidos e os sucessores dos credores preferentes para reclamarem, no prazo de 15 dias, contados da data da citação, o pagamento dos seus créditos que gozem de garantia real, sobre o bem penhorado acima indicado (240º/CPPT). Teor do Edital: Identificação do Executado: N.º de Processo de Execução Fiscal: 0248200901002228 (e apensos) NIF/NIPC: 130780847 Nome: BARBARA MARIA FIGUEIRA JORGE DO NASCIMENTO Morada: PCT MESTRE ANDRE DE SOUSA N 7 1 DTO - BEJA - BEJA 2011-09-02 O Chefe de Finanças Manuel José Borracha Pólvora

Sede e Armazém Parque Industrial – Rua da Metalúrgica Alentejana, n.º 15 7800-007 BEJA Tel.: 284 327 979 l Fax 284 327 993 e-mail: alumipax@gmail.com www.alumipax.pt

NOVAS S E Õ Ç A L INSTA


institucional

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Diário do Alentejo 23 setembro 2011

Diário do Alentejo nº 1535 de 23/09/2011 2.ª Publicação

Diário do Alentejo nº 1535 de 23/09/2011 2.ª Publicação

MINISTÉRIO DAS FINANÇAS

MINISTÉRIO DAS FINANÇAS

DIRECÇÃO-GERAL DOS IMPOSTOS

DIRECÇÃO-GERAL DOS IMPOSTOS

SERVIÇO DE FINANÇAS DE BEJA-0248

SERVIÇO DE FINANÇAS DE BEJA-0248

ANÚNCIO

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VENDA E CONVOCAÇÃO DE CREDORES

VENDA E CONVOCAÇÃO DE CREDORES

N.º da Venda: 0248.2011.70 - Prédio rústico denominado “Monte Branco “, com a área de 1,95 ha, inscrito na respectiva matriz cadastral da freguesia de Albernoa, concelho de Beja, sob o artigo 42 da secção “ I “, descrito na Conservatória do Registo Predial sob o nº 20/19851111. Manuel José Borracha Pólvora, Chefe de Finanças do Serviço de Finanças BEJA-0248, sito em PRACA DA REPUBLICA, BEJA, faz saber que irá proceder à venda por meio de leilão electrónico, nos termos dos artigos 248.º e seguintes do Código de Procedimento e de Processo Tributário (CPPT), e da portaria n.º 219/2011 de 1 de Junho, do bem acima melhor identificado, penhorado ao executado infra indicado, para pagamento de divida constante em processo(s) de execução fiscal. É fiel depositário(a) o(a) Sr(a) BARBARA MARIA FIGUEIRA JORGE DO NASCIMENTO, residente em BEJA, o(a) qual deverá mostrar o bem acima identificado a qualquer potencial interessado (249.º/6 CPPT), entre as 09:00 horas do dia 2011-09-16 e as 10:00 horas do dia 2011-11-22. O valor base da venda (250.º CPPT) é de € 4.265,63. As propostas deverão ser apresentadas via Internet, mediante acesso ao “Portal das Finanças”, e autenticação enquanto utilizador registado, em www.portaldasfinancas.gov.pt na opção “Venda de bens penhorados”, ou seguindo consecutivamente as opções “Cidadãos”, “Outros Serviços”, “Venda Electrónica de Bens” e “Leilão Electrónico”. A licitação a apresentar deve ser de valor igual ou superior ao valor base da venda e superior a qualquer das licitações anteriormente apresentadas para essa venda. O prazo para licitação tem início no dia 2011-11-07, pelas 10:00 horas, e termina no dia 2011-11-22 às 10:00. As propostas, uma vez submetidas, não podem ser retiradas, salvo disposição legal em contrário. No dia e hora designados para o termo do leilão, o Chefe do Serviço de Finanças decide sobre a adjudicação do bem (artigo 6.º da portaria n.º 219/2011). A totalidade do preço deverá ser depositada, à ordem do órgão de execução fiscal, no prazo de 15 dias, contados do termo do prazo de entrega das propostas, mediante guia a solicitar junto do órgão de execução fiscal, sob pena das sanções previstas (256.º/1/e) CPPT). No caso de montante superior a 500 unidades de conta, e mediante requerimento fundamentado, entregue no prazo de 5 dias, contados do termo do prazo de entrega de propostas, poderá ser autorizado o depósito, no prazo mencionado no parágrafo anterior, de apenas uma parte do preço, não inferior a um terço, e o restante em até 8 meses (256.º/1/f) CPPT). A venda pode ainda estar sujeita ao pagamento dos impostos que se mostrem devidos, nomeadamente o Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis, o Imposto de Selo, o Imposto Sobre o Valor Acrescentado ou outros. Mais, correm anúncios e éditos de 20 dias (239.º/2 e 242.º/1 CPPT), contados da 2.ª publicação (242.º/2), citando os credores desconhecidos e os sucessores dos credores preferentes para reclamarem, no prazo de 15 dias, contados da data da citação, o pagamento dos seus créditos que gozem de garantia real, sobre o bem penhorado acima indicado (240º/CPPT). Teor do Edital: Identificação do Executado: N.º de Processo de Execução Fiscal: 0248200901002228 (e apensos) NIF/NIPC: 130780847 Nome: BARBARA MARIA FIGUEIRA JORGE DO NASCIMENTO Morada: PCT MESTRE ANDRE DE SOUSA N 7 1 DTO - BEJA - BEJA 2011-09-05

N.º da Venda: 0248.2011.72 - Prédio rústico denominado “ Monte Branco “, com a área de 1,375 ha, inscrito na respectiva matriz cadastral da freguesia de Albernoa, concelho de Beja, sob o artigo 51 da secção “ I “, descrito na Conservatória do Registo Predial sob o nº 21/19851111. Manuel José Borracha Pólvora, Chefe de Finanças do Serviço de Finanças BEJA-0248, sito em PRACA DA REPUBLICA, BEJA, faz saber que irá proceder à venda por meio de leilão electrónico, nos termos dos artigos 248.º e seguintes do Código de Procedimento e de Processo Tributário (CPPT), e da portaria n.º 219/2011 de 1 de Junho, do bem acima melhor identificado, penhorado ao executado infra indicado, para pagamento de divida constante em processo(s) de execução fiscal. É fiel depositário(a) o(a) Sr(a) BARBARA MARIA FIGUEIRA JORGE DO NASCIMENTO, residente em BEJA, o(a) qual deverá mostrar o bem acima identificado a qualquer potencial interessado (249.º/6 CPPT), entre as 09:00 horas do dia 2011-09-16 e as 10:00 horas do dia 2011-11-24 O valor base da venda (250.º CPPT) é de € 3.007,90. As propostas deverão ser apresentadas via Internet, mediante acesso ao “Portal das Finanças”, e autenticação enquanto utilizador registado, em www.portaldasfinancas.gov.pt na opção “Venda de bens penhorados”, ou seguindo consecutivamente as opções “Cidadãos”, “Outros Serviços”, “Venda Electrónica de Bens” e “Leilão Electrónico”. A licitação a apresentar deve ser de valor igual ou superior ao valor base da venda e superior a qualquer das licitações anteriormente apresentadas para essa venda. O prazo para licitação tem início no dia 2011-11-09, pelas 10:00 horas, e termina no dia 2011-11-24 às 10:00. As propostas, uma vez submetidas, não podem ser retiradas, salvo disposição legal em contrário. No dia e hora designados para o termo do leilão, o Chefe do Serviço de Finanças decide sobre a adjudicação do bem (artigo 6.º da portaria n.º 219/2011). A totalidade do preço deverá ser depositada, à ordem do órgão de execução fiscal, no prazo de 15 dias, contados do termo do prazo de entrega das propostas, mediante guia a solicitar junto do órgão de execução fiscal, sob pena das sanções previstas (256.º/1/e) CPPT). No caso de montante superior a 500 unidades de conta, e mediante requerimento fundamentado, entregue no prazo de 5 dias, contados do termo do prazo de entrega de propostas, poderá ser autorizado o depósito, no prazo mencionado no parágrafo anterior, de apenas uma parte do preço, não inferior a um terço, e o restante em até 8 meses (256.º/1/f) CPPT). A venda pode ainda estar sujeita ao pagamento dos impostos que se mostrem devidos, nomeadamente o Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis, o Imposto de Selo, o Imposto Sobre o Valor Acrescentado ou outros. Mais, correm anúncios e éditos de 20 dias (239.º/2 e 242.º/1 CPPT), contados da 2.ª publicação (242.º/2), citando os credores desconhecidos e os sucessores dos credores preferentes para reclamarem, no prazo de 15 dias, contados da data da citação, o pagamento dos seus créditos que gozem de garantia real, sobre o bem penhorado acima indicado (240º/CPPT). Teor do Edital: Identificação do Executado: N.º de Processo de Execução Fiscal: 0248200901002228 (e apensos) NIF/NIPC: 130780847 Nome: BARBARA MARIA FIGUEIRA JORGE DO NASCIMENTO Morada: PCT MESTRE ANDRE DE SOUSA N 7 1 DTO - BEJA – BEJA 2011-09-05

O Chefe de Finanças Manuel José Borracha Pólvora

O Chefe de Finanças Manuel José Borracha Pólvora

Diário do Alentejo nº 1535 de 23/09/2011 2.ª Publicação

Diário do Alentejo nº 1535 de 23/09/2011 Única Publicação

MINISTÉRIO DAS FINANÇAS DIRECÇÃO-GERAL DOS IMPOSTOS SERVIÇO DE FINANÇAS DE BEJA-0248

ANÚNCIO

VENDA E CONVOCAÇÃO DE CREDORES N.º da Venda: 0248.2011.71 - Prédio rústico denominado “ Monte Branco “, com a área de 0,975 ha, inscrito na respectiva matriz cadastral da freguesia de Albernoa, concelho de Beja, sob o artigo 50 da secção “ I “, descrito na Conservatória do Registo Predial sob o nº 688/20081117. Manuel José Borracha Pólvora, Chefe de Finanças do Serviço de Finanças BEJA-0248, sito em PRACA DA REPUBLICA, BEJA, faz saber que irá proceder à venda por meio de leilão electrónico, nos termos dos artigos 248.º e seguintes do Código de Procedimento e de Processo Tributário (CPPT), e da portaria n.º 219/2011 de 1 de Junho, do bem acima melhor identificado, penhorado ao executado infra indicado, para pagamento de divida constante em processo(s) de execução fiscal. É fiel depositário(a) o(a) Sr(a) BARBARA MARIA FIGUEIRA JORGE DO NASCIMENTO, residente em BEJA, o(a) qual deverá mostrar o bem acima identificado a qualquer potencial interessado (249.º/6 CPPT), entre as 09:00 horas do dia 2011-09-16 e as 10:00 horas do dia 2011-11-23 O valor base da venda (250.º CPPT) é de € 2.132,90. As propostas deverão ser apresentadas via Internet, mediante acesso ao “Portal das Finanças”, e autenticação enquanto utilizador registado, em www.portaldasfinancas.gov.pt na opção “Venda de bens penhorados”, ou seguindo consecutivamente as opções “Cidadãos”, “Outros Serviços”, “Venda Electrónica de Bens” e “Leilão Electrónico”. A licitação a apresentar deve ser de valor igual ou superior ao valor base da venda e superior a qualquer das licitações anteriormente apresentadas para essa venda. O prazo para licitação tem início no dia 2011-11-08, pelas 10:00 horas, e termina no dia 2011-11-23 às 10:00. As propostas, uma vez submetidas, não podem ser retiradas, salvo disposição legal em contrário. No dia e hora designados para o termo do leilão, o Chefe do Serviço de Finanças decide sobre a adjudicação do bem (artigo 6.º da portaria n.º 219/2011). A totalidade do preço deverá ser depositada, à ordem do órgão de execução fiscal, no prazo de 15 dias, contados do termo do prazo de entrega das propostas, mediante guia a solicitar junto do órgão de execução fiscal, sob pena das sanções previstas (256.º/1/e) CPPT). No caso de montante superior a 500 unidades de conta, e mediante requerimento fundamentado, entregue no prazo de 5 dias, contados do termo do prazo de entrega de propostas, poderá ser autorizado o depósito, no prazo mencionado no parágrafo anterior, de apenas uma parte do preço, não inferior a um terço, e o restante em até 8 meses (256.º/1/f) CPPT). A venda pode ainda estar sujeita ao pagamento dos impostos que se mostrem devidos, nomeadamente o Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis, o Imposto de Selo, o Imposto Sobre o Valor Acrescentado ou outros. Mais, correm anúncios e éditos de 20 dias (239.º/2 e 242.º/1 CPPT), contados da 2.ª publicação (242.º/2), citando os credores desconhecidos e os sucessores dos credores preferentes para reclamarem, no prazo de 15 dias, contados da data da citação, o pagamento dos seus créditos que gozem de garantia real, sobre o bem penhorado acima indicado (240º/CPPT). Teor do Edital: Identificação do Executado: N.º de Processo de Execução Fiscal: 0248200901002228 (e apensos) NIF/NIPC: 130780847 Nome: BARBARA MARIA FIGUEIRA JORGE DO NASCIMENTO Morada: PCT MESTRE ANDRE DE SOUSA N 7 1 DTO - BEJA - BEJA 2011-09-05 O Chefe de Finanças Manuel José Borracha Pólvora

CÂMARA MUNICIPAL DE MÉRTOLA

AVISO Nº 32/2011 Sandra da Cruz Gonçalves, Vereadora da Câmara Municipal de Mértola, em regime de permanência, no uso da competência que me é atribuída pelo nº 3 do Despacho de Delegação e Subdelegação de Competências nº 257/2009, de 23 de Outubro, torno público que, se encontra aberto concurso para renovação e primeira atribuição de bolsas de estudo para o ensino superior, conforme o respectivo regulamento municipal, aprovado pelo órgão deli-berativo em sessão de 24 de Setembro de 2010. 1. Data e entidade que determinou a abertura do Concurso: - Câmara Municipal de Mértola, em 24 de Agosto de 2011; 2. Número total de bolsas de estudo: - 30 (Trinta); 2.1 Número de bolsas para renovação: - 28 (Vinte e oito); 2.2 Número de bolsas para primeira atribuição: - 2 (Duas); 3. Benefícios da bolsa: - 200,00 € (duzentos euros), por mês, durante 10 (dez) meses; 4. Prazo, local e endereço para entrega das Candidaturas: - De 03 a 31 de Outubro de 2011, na Divisão de Cul-tura, Desporto e Turismo da Câmara Municipal de Mértola, Rua Prof. Batista da Graça, nº 1, 7750-360 Mértola; 5. Documentos a entregar na candidatura: 5.1. Requerimento, segundo impresso a fornecer pela Câmara; 5.2. Fotocópias dos bilhetes de identidade, dos cartões de contribuinte e de eleitor de todos os elementos do agre-gado familiar; 5.3. Documento comprovativo do aproveitamento escolar do último ano; 5.4. Documento comprovativo da Inscrição e Matrícula para o ano lectivo de 2011/2012, onde conste a identifica-ção completa do aluno, identificação do curso, ano lectivo e ano académico que o candidato pretende frequen-tar; 5.5. Documento comprovativo de candidatura a bolsa de estudo a conceder pelos serviços de acção social do esta-belecimento de ensino que o candidato frequenta ou pretende frequentar; 5.6. Nota de Liquidação de IRS/IRC e última declaração do IRS/IRC relativa ao agregado familiar, traduzida no modelo em vigor e seus anexos ou, quando a ela não estiver obrigado, certidão da repartição de finanças disso comprovativa, bem como os documentos comprovativos desses rendimentos; 5.7. Nota de Liquidação do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), traduzida no modelo em vigor e seus anexos ou, quando a ela não estiver obrigado, certidão da repartição de finanças disso comprovativa e donde constem os prédios e respectivo valor tributável; 5.8. Fotocópia dos recibos de vencimento dos membros do agregado familiar com rendimentos, referentes aos 3 meses imediatamente anteriores à data de abertura do concurso, recibos de pensões ou outros subsídios regulares (desemprego, formação, etc.); 5.9. Fotocópia dos comprovativos do pagamento da Segurança Social dos membros do agregado familiar com ren-dimentos, referentes aos 3 meses imediatamente anteriores à data de abertura do concurso; 5.10. Documentos comprovativos dos encargos de renda ou aquisição de habitação; 5.11. Outros documentos que o candidato repute necessários à comprovação das carências do seu agregado. Paços do Município de Mértola, 6 de Setembro de 2011. A Vereadora com Competência Delegada Sandra da Cruz Gonçalves


diversos

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Diário do Alentejo 23 setembro 2011 Diário do Alentejo nº 1535 de 23/09/2011 1.ª Publicação PEDRO BRANDÃO Agente de Execução C.P. 3877

ANÚNCIO Tribunal Judicial de Mértola – Secção Única Acção Executiva Processo n.° 103/06.5TBMTL Exequente: Caixa Geral de Depósitos, S.A. Executados: Ana Maria Pereira Pinheiro Romão e António Correia Romão Pereira. FAZEM-SE SABER que nos autos acima identificados se encontra designado o dia 13 de Outubro de 2011, pelas 13:30 horas, no Tribunal acima identificado, para abertura de propostas que sejam entregues até esse momento na Secretaria do mesmo, pelos interessados na compra dos seguintes bens: Verba 1) - Prédio urbano descrito sob o número 452/19871027, da freguesia de Santana de Cambas, concelho de Mértola, artigo matricial n.° 1518 - Santana de Cambas, situado em Bens. Verba 2) - Prédio urbano descrito sob o número 453/19871027, da freguesia de Santana de Cambas, concelho de Mértola, artigo matricial n.° 2178 - Santana de Cambas, situado em Bens. Os bens pertencem aos Executados: ANA MARIA PEREIRA PINHEIRO ROMÃO, NIF: 185772943 E ANTÓNIO CORREIA ROMÃO PEREIRA, NIF: 143468200. VALOR BASE: 35.000,00 € Será aceite a proposta de melhor preço acima do valor de 24.500,00€, correspondente a 70% do Valor Base [ou verba 1) 70% de 5.000,00€ - verba 2) 70% de 30.000,00€] Nos termos do artigo 897° n.° 1 do CPC, os proponentes devem juntar à sua proposta, como caução, cheque visado à ordem do agente de execução, no montante correspondente a 20% do valor base do bem, ou garantia bancária, no mesmo valor. É Fiel depositário que o mostrará a pedido os executados Ana Maria Pereira Pinheiro Romão e António Correia Romão Pereira, residentes em Bens, Santana de Cambas, Mértola.

TÉCNICO DE MANUTENÇÃO OFERTA DE EMPREGO: Pretendemos admitir técnico de manutenção para trabalhar na zona de Beja (Albernoa).

CÂMARA MUNICIPAL DE MÉRTOLA DESCRIÇÃO DA FUNÇÃO: Na dependência do Responsável de Manutenção, assumirá funções de chefe de equipa no âmbito de reparações a nível de Manutenção Geral (reparações eléctricas, mecânicas, frio, canalizações, telefónicas, pintura, etc.) REQUISITOS: Preferencialmente 12 º Ano de escolaridade Técnico de Manutenção ou Formação Técnico Profissional em áreas de Manutenção ou Electromecânica. Experiência em Manutenção Geral,. Valorizam-se pessoas com experiência nas áreas de Electricidade, Mecânica, Frio, Canalização, Carpintaria, Pintura, etc.. Conhecimentos de Inglês (preferencial). Pessoa dinâmica, com boa capacidade de trabalho e organização; boa capacidade de relacionamento interpessoal e trabalho em equipa. Os interessados deverão contactar tel.282 310 171 ou email: s.ceriz@turisvilas.com Diário do Alentejo nº 1535 de 23/09/2011 1.ª Publicação

O Agente de Execução, Céd Prof. 3877 Pedro Brandão

Diário do Alentejo nº 1535 de 23/09/2011 Única Publicação

CENTRO SOCIAL DOS MONTES ALTOS

MINISTÉRIO DAS FINANÇAS DIRECÇÃO-GERAL DOS IMPOSTOS DF DE BEJA SERVIÇO DE FINANÇAS DE FERREIRA DO ALENTEJO

ANÚNCIO

CONVOCATÓRIA Em conformidade com a alínea b) do artigo 29 dos estatutos, convoco os associados do Centro Social dos Montes Altos, a reunirem em Assembleia-geral ordinária, no dia 30 de Outubro de 2011, pelas 14:00 horas, na sede da Instituição, a qual terá a seguinte ordem de trabalhos: 1. Discussão e Aprovação da Memória Descritiva da Conta de Exploração Previsional e Orçamento de Investimentos e Desinvestimentos para 2012. 2. Diversos. Informações: Não comparecendo o número legal de sócios efectuar-se-á a Assembleia pelas 14:30 horas com qualquer número de sócios. O Presidente da Assembleia-geral Manuel Esperança Diogo Martins

Diário do Alentejo nº 1535 de 23/09/2011 Única Publicação

VENDA POR NEGOCIAÇÃO PARTICULAR Fernando Manuel Ferreira Lopes, Chefe do Serviço de Finanças de Ferreira Alentejo Faz saber que decorre por um período de 30 dias a venda de bens por meio de negociação particular, nos termos da alínea a) do nº 1 do artigo 252º. do Código de Procedimento e de Processo Tributário (CPPT) e da alínea d) do nº 1 do artº 886º e artº 905º do Código do Processo Civil, dos bens adiante designados, penhorados a JOSE LUIS DO ROSARIO MATIAS, com sede em R CESAR LUIS 7 FERREIRA DO ALENTEJO, no processo de execução fiscal n.º 0272200601005138, para pagamento da dívida referente a IVA, IRC e Coimas Fiscais. É fiel depositário JOSE LUIS DO ROSARIO MATIAS, residente na R CESAR LUIS 7 FERREIRA DO ALENTEJO, que deverá exibir os bens no local a qualquer potencial interessado. Por despacho do Chefe deste Serviço de Finanças a fls. 84 dos autos foi decidido realizar esta venda, tendo sido nomeado como mediadora desta negociação LUIS PLACIDO MEDIAÇÃO IMOBILIARIA UNIPESSOAL LDA, com sede em R DA FLORESTA N 39 SINES, telf. 269 632 992, telm. 919 549 338, a quem foi estabelecido a prazo de 30 dias, para realizar esta mediação para o que receberá todas as propostas de eventuais interessados na aquisição dos bens por valor superior ao mínimo indicado para cada verba. O valor da compra será depositado na totalidade e a venda está sujeita a Imposto de Selo e IMT, liquidados à taxa legal em vigor. DESCRIÇÃO DOS BENS PENHORADOS Venda 0272.2011.39 - Serv. Finanças FERREIRA DO ALENTEJO [0272] - 1\2 de um imóvel destinado a comércio, sito na R. da República, freguesia e concelho de Ferreira Do Alentejo. Inscrito na matriz predial daquela freguesia sob o artigo 317 e descrito na CRP deste concelho como ficha 2293 da mesma freguesia. Encontra-se desocupado O valor base para a venda é de: € 3.945,09, não se considerando as propostas de valor inferior a este. E eu, João Nobre, escrivão, o escrevi. Ferreira Alentejo, aos vinte um dias do mês de Setembro do ano de dois mil onze. O Chefe de Finanças Fernando F Lopes O Escrivão João Nobre

EXPLICAÇÕES Aceitam-se alunos do 1º e 2º ciclos. Todas as disciplinas. Contactar tm. 919794902

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EDITAL N.° 261/2011 JORGE PAULO COLAÇO ROSA, Presidente da Câmara Municipal de Mértola: TORNA PÚBLICO, que conforme seu Despacho de 2011-0701, está aberto concurso público para arrendamento do prédio rústico denominado “Herdade dos Pardieiros”, sito na freguesia de Alcaria Ruiva, (junto à EN 123), nas seguintes condições: 1 - O concurso encontra-se aberto, durante 10 (dez) dias úteis a partir da data de publicação do edital nos locais de estilo e no jornal “Diário do Alentejo”; 2 - Os interessados devem redigir uma proposta escrita em português, ou acompanhadas de tradução legal, e indicar claramente qual o montante oferecido, devendo ser acompanhada da declaração emitida conforme modelo constante do Anexo 1 do programa de concurso. As propostas devem ser assinadas pelos concorrentes ou seus representantes legais com poderes para tanto, onde se identifique com nome, número do Bilhete de Identidade, número de Identificação Fiscal ou cartão de cidadão ou de pessoa colectiva, estado civil e domicílio, ou no caso de pessoa colectiva a denominação social, número de pessoa colectiva, sede, objecto social, nome dos titulares dos corpos sociais e de outras pessoas com poderes para a obrigarem; 3 - As propostas devem ser remetidas em envelope opaco e fechado, devidamente identificado com a expressão “Contém proposta para Arrendamento do prédio rústico denominado “Herdade dos Pardieiros”, mencionando o nome ou denominação do concorrente; 4 - As propostas serão entregues ou enviadas por correio registado até às 17 horas do 10º dia útil seguinte à publicação do edital, para a Câmara Municipal de Mértola – Serviço de Património – Praça Luís de Camões – 7750-329 Mértola; 5- O Acto público, terá lugar no primeiro dia útil seguinte ao termo para apresentação das propostas; 6 - O prazo do arrendamento é de sete anos, renovável por igual período, nos termos previstos no Novo Regime do Arrendamento Rural, aprovado pelo Dec.Lei n° 249/2009, de 13 de Outubro. 7 - A base de licitação é de 1.136,00€ (mil cento e trinta e seis euros), acrescido de, pelo menos, o valor do lance mínimo, para arrematação do arrendamento do imóvel; 8 - O valor do lance mínimo é de 150,00€; 9 - A adjudicação é feita segundo o critério da proposta de valor mais alto; 10 - O valor base da proposta é referente a um ano de arrendamento. 11 - Todos os interessados podem solicitar informações relativas ao imóvel e ao concurso, no Serviço de Património da Câmara Municipal de Mértola, à Praça Luís de Camões, em Mértola, ou através do telefone 286 610 100, podendo solicitar o Programa de concurso, gratuitamente, neste serviço; Para constar, se publica este e outros de igual teor, aos quais vai ser dada a devida publicidade, mediante afixação nos lugares de estilo. Paços do Concelho de Mértola, aos 14 de Setembro de dois mil e onze. O presidente da Câmara Municipal Jorge Paulo Colaço Rosa

Ana de Melo Borges Notária

A todos os clientes e amigos do Cartório Notarial de Beja a cargo da Notária Dra. Ana de Melo Borges, informamos que mudámos de instalações para a Rua Viriato, nº 8-C, em Lisboa (junto ao Centro Comercial Picoas Plaza e à Maternidade Alfredo da Costa). O telefone de contacto é o 96 7250181. O arquivo deste Cartório e do extinto Segundo Cartório Notarial de Beja encontra-se temporariamente à guarda da Notária Dra. Mariana Raquel Vieira Lima, com Cartório sito na Rua Condes da Boavista, nº 20, em Beja. Toda a equipa do Cartório agradece aos estimados clientes pela confiança que em nós depositaram e pela amizade tantas vezes demonstrada, esperando poder continuar a servi-los, sempre que necessitarem, nas nossas novas instalações em Lisboa.


necrologia diversos

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Diário do Alentejo 23 setembro 2011

Beringel MISSA 1.º ANIVERSÁRIO

Rua da Cadeia Velha, 16-22 - 7800-143 BEJA Telefone: 284311300 * Telefax: 284311309 www.funerariapax-julia.pt E-mail: geral@funerariapax-julia.pt Funerais – Cremações – Trasladações - Exumações – Artigos Religiosos BEJA / LISBOA

BEJA / CABEÇA GORDA

CABEÇA GORDA

BEJA

†. Faleceu a Exma. Sra. D. PRECIOSA DOS REIS CARRILHO, de 79 anos, natural de Cernache do Bonjardim - Sertã, viúva. O funeral a cargo desta Agência realizou-se no passado dia 17, das Casas Mortuárias de Beja, para o cemitério dos Olvais em Lisboa, onde foi cremada.

†. Faleceu a Exma. Sra. D. TERESA LAMURIA BRINCHEIRO GONÇALVES, de 81 anos, natural de Cabeça Gorda - Beja, viúva. O funeral a cargo desta Agência realizou-se no passado dia 17, da Igreja Paroquial do Carmo, para o cemitério da Cabeça Gorda.

†. Faleceu o Exmo. Sr.

†. Faleceu a Exma. Sra. D. IRENE UNDINA ROSA, de 83 anos, natural de Santa Maria da Feira - Beja, viúva. O funeral a cargo desta Agência realizou-se no passado dia 20, das Casas Mortuárias de Beja, para o cemitério desta cidade.

ALBERNÔA

NOSSA SENHORA DAS NEVES

NOSSA SENHORA DAS NEVES

TRIGACHES

António José dos Santos Faias Sua esposa e filho participam a todas as pessoas amigas que será celebrada missa no dia 28/09/2011, quarta-feira, pelas 18h:30m na Igreja de Santo António em Beringel, agradecendo desde já a todos os que comparecerem.

AGRADECIMENTO E MISSA 30.º DIA

Manuel de Brito Ruas Faleceu a 24/08/2011 A família agradece reconhecidamente a todos que de qualquer forma lhe manifestaram a sua solidariedade e o acompanharam à sua última morada. Mais informam que será celebrada missa do seu 30º dia, no dia 25/09/2011, na Igreja da Misericórdia em Messejana pelas 18.30 horas.

†. Faleceu a Exma. Sra. D. VITÓRIA DA SILVA BAIÃO CONDUTO RAPOSO, de 61 anos, natural de Vila Nova de Milfontes - Odemira, casada com o Exmo. Sr. Joaquim António Conduto Raposo. O funeral a cargo desta Agência realizou-se no passado dia 21, da Casa Mortuária de Albernôa, para o cemitério local.

†. Faleceu o Exmo. Sr. Doutor FRANCISCO ANTÓNIO CAROCINHO, de 86 anos, natural de Nossa Senhora das Neves - Beja, viúvo. O funeral a cargo desta Agência realizou-se no passado dia 21, das Casas Mortuárias de Beja, para o cemitério de Nossa Senhora das Neves.

†. Faleceu a Exma. Sra. D. LUCINDA MARIA CASACA, de 88 anos, natural de Beringel - Beja, viúva. O funeral a cargo desta Agência realizou-se no passado dia 20, da Casa Mortuária de Trigaches, para o cemitério local.

BEJA

†. Faleceu a Exma. Sra. D. RITA MARIA GUEDELHA, de 97 anos, natural de São João dos Caldeireiros - Mértola, viúva. O funeral a cargo desta Agência realizou-se no passado dia 22, das Casas Mortuárias de Beja, para o cemitério desta cidade.

Às famílias enlutadas apresentamos as nossas mais sinceras condolências.

Consulte esta secção em www.funerariapax-julia.pt

PARTICIPAÇÃO E AGRADECIMENTO

AGRADECIMENTO

João Miguel Arvelos Canena Faleceu no dia 1 de Setembro de 2011, no Hospital de Viana do Castelo, a Professora Maria dos Santos Sequeira com 83 anos de idade. Natural de Santana de Cambas (Mértola), nasceu no dia 22 de Novembro de 1927. Residia com familiares em Lovelhe, concelho de Vila Nova de Cerveira. O funeral realizou-se no dia 2 de Setembro pelas 16 horas na Igreja Paroquial de Santana de Cambas, sendo o corpo sepultado no cemitério paroquial em sepultura de família. A FAMÍLIA, na impossibilidade de o fazer pessoalmente como era seu desejo, vem por este meio agradecer a todos os presentes nas cerimónias fúnebres, bem como àqueles que pela impossibilidade de comparecer na cerimónia manifestaram pesar pela morte deste seu ente querido.

†. Faleceu a Exma. Sra. D. JÚLIA CRISTIANA DIAS, de 71 anos, natural de Santa Maria da Feira - Beja, viúva. O funeral a cargo desta Agência realizou-se no passado dia 21, das Casas Mortuárias de Beja, para o cemitério de Nossa Senhora das Neves.

MANUEL DOMINGOS PEREIRA, de 78 anos, natural de Cabeça Gorda Beja, viúvo. O funeral a cargo desta Agência realizou-se no passado dia 19, da Casa Mortuária de Cabeça Gorda, para o cemitério local.

24.09.2011 2.º Ano de Eterna Saudade João, Teus avós paternos e teu irmão De ti temos sempre saudade Mas dentro do nosso coração Sabemos que estás na eternidade

Vila Nova de S. Bento

Aldeia de Ruins – Ferreira do Alentejo PARTICIPAÇÃO E AGRADECIMENTO

Preciosa dos Reis Carrilho A dor não se ameniza com o tempo, mas com o apoio de todos os familiares e amigos. Obrigada a todas as pessoas que partilharam esta dor de partida da minha querida mãe para junto de Deus.

CAMPAS E JAZIGOS DECOR AÇÃO CONSTRUÇÃO CIVIL “DESDE 1800” Rua de Lisboa, 35 / 37 – Beja Estrada do Bairro da Esperança Lote 2 Beja (novo) Telef. 284 323 996 – Tm.914525342

marmoresmata@hotmail.com

Salvada MISSA

Mariana Damas Faleceu o Exmo. Sr. João Manuel Pires Serrano de 56 anos, natural de Vila Nova de S. Bento. O funeral a cargo desta Agência realizou-se no passado dia 20 de Setembro da Casa Mortuária de Vila Nova de São Bento para o cemitério local. Na impossibilidade de agradecer pessoalmente a todas as pessoas que compareceram ao funeral e manifestaram o seu pesar, a família vem por este meio expressar o seu agradecimento a todos os que estiveram presentes.

AGÊNCIA FUNERÁRIA BARRADAS, LDA. Rua do Outeiro nº 21 Vila Nova de S. Bento Telm: 967026828 - 967026517

Augusto José Verde dos Santos Esposa e filhos cumprem o doloroso dever de participar o falecimento do seu ente querido ocorrido no dia 16/09/2011, e na impossibilidade de o fazer individualmente vêm por este meio agradecer a todas as pessoas que o acompanharam à sua última morada ou que de qualquer forma manifestaram o seu pesar.

23/09/2011 12º Ano de Eterna Saudade Filhos, netos e bisnetos recordam com muita saudade o 12º ano de ausência da sua ente querida e participam a todas as pessoas de suas relações e amizade que será celebrada missa por sua alma no dia 25/09/2011, domingo, às 11.30 horas na Igreja de Salvada. Agradecem desde já a todos os que nela compareçam.

VENDE-SE EM BEJA Zona Avenida Vasco da Gama, apartamentro de 4 assoalhadas. 83.000 euros. Contactar tm. 968281205


28 Diário do Alentejo 23 setembro 2011

Este lindo menino e mais dois manos procuram uma família espetacular que os adote. Têm apenas dois meses e apesar de já estarem vacinados e de comerem sozinhos precisam ainda de muitos cuidados e atenção. Vão ficar de porte médio. A fêmea em adulta será esterilizada pela associação. Estão numa família de acolhimento temporário para estarem mais protegidos dos perigos do canil. Venham conhecê-los! Contactos: 962432844; sofiagoncalves.769@hotmail.com

Boa vida Comer Salada de macarrão com fiambre e maionese Ingredientes para quatro pessoas: 320 g de macarrão 400 g de fiambre 1 chávena de maionese 4 ovos cozidos 1 limão q.b. de mostarda q.b. de sal fino 1 molho de coentros

Confeção: Coza o macarrão em água temperada com sal. Escorra-o, mas não passe por água. Corte o fiambre em tiras e os ovos em rodelas. Coloque tudo numa saladeira, e misture com a maionese temperada com sumo de limão e mostarda. Enfeite com azeitonas pretas. Sirva fresca, com coentros picados por cima. Bom apetite…

Jazz

Manuel Beleza Terceto – “Para Além De Mim…”

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azer jazz é a forma viva que traduz um ato de liberdade e um ritual de cumplicidade e paixão”. Quem o diz é o pianista e organista Manuel Beleza, que lançou “Para Além de Mim…”, disco que parece constituir-se como uma espécie de balanço do seu percurso, enquanto instrumentista, compositor, pedagogo e entusiasta da música improvisada. Nele, o veterano músico bracarense reúne um conjunto de peças que compôs ao longo das últimas duas décadas, inspiradas nos poemas e pensamentos que foi escrevendo, ou deixando que o processo criativo funcionasse igualmente em sentido inverso. Nas notas de capa, José Carlos Santos – “homem-forte” do jazz na cidade dos arcebispos – escreve que nos finais da década de 1980 muita gente lhe sussurrava o nome de Beleza como “um dos segredos mais bem guardados da música praticada na cidade.” As raízes deste trio – de formato instrumental comum nos Estados Unidos de meados do século XX (embora com a guitarra muitas vezes no lugar do saxofone), mas raríssimo entre nós – remontam a 2003, quando endereçou convites a Mário Santos e Mário Barreiros para integrarem este seu projeto. Privilegiando os tempos médios, pontuados por um swing elegante (“Longa a Noite”, “Mongol”, “Duplicidade”), o disco vive da sonoridade característica do órgão Hammond – instrumento que Manuel Beleza retomou em 1997 e onde se estreou na primeira edição do Bragajazz –, mas também, e por vezes sobretudo, da clareza e fluidez do discurso do saxofonista e da segurança rítmica do baterista. Apesar da fórmula admitir que se instale alguma monotonia, o certo é que os três experimentados músicos repartem esforços para evitar que tal aconteça. Entre os melhores momentos do disco contam-se “Em Hora de Ponta” – com uma notável prestação de Mário Santos em saxofone soprano – o sinuoso “Setembro, 24” e o mais sereno “A Imagem do Meu Ser”. Disco honesto e competente, com um indisfarçável travo vintage. António Branco .

Nota – Nunca passe as massas por água, para não perderem o amido que contêm.

António Nobre Chefe executivo de cozinha – Hotéis M’AR De AR, Évora Manuel Beleza Terceto – “Para Além de Mim...” Manuel Beleza (órgão Hammond), Mário Santos (saxofones tenor e soprano) e Mário Barreiros (bateria) Editora: Edição de autor Ano: 2011

Filatelia O Pão (V)

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egundo alguns estudiosos, com o aumento das reservas alimentares que esta revolução permitiu a população humana terá decuplicado, passando de cinco para 50 milhões nos cinco milénios seguintes àquele acima referido. Por esta época as populações dos vales dos grandes rios da Índia, da China e do Médio Oriente, e com o saber acumulado de alguns milénios, já dominam a prática do cultivo; já lhe conhecem os segredos, já sabem escolher os melhores terrenos, o grau de humidade mais conveniente, a época ideal para o cultivo e colheita, etc... A agricultura atingiu já um tal desenvolvimento que já constitui o fator mais importante da alimentação desses povos. O seu desenvolvimento é tal que no ano 1000 da nossa era já permitia alimentar 250 milhões de indivíduos. Por esta época já se inventaram os mais diversos utensílios de apoio a todas as fases, desde a sementeira à colheita, conservação e preparação para o consumo, nomeadamente os utensílios para remexer os solos, foices, primeiramente em pedra polida, pedras e pilões para a transformação do grão em farinha e vasilhas que permitiam guardar o grão para posterior tratamento e consumo. Do fogo também o homem já sabia retirar tudo o que lhe convinha; já sabia usá-lo para cozer o pão, colocando a massa debaixo das cinzas ou entre duas pedras bem quentes. (continua) BIBLIOGRAFIA MAZOYER, Marcel; ROUDART, Laurence – História das Agriculturas do Mundo. Lisboa, Instituto Piaget, 2001, 420 pp Beja e Évora em competição no dia 8 No próximo dia 8 de outubro tem lugar no CCD do Hospital uma Filapex. Trata-se de uma exposição competitiva entre os filatelistas deste clube e os da Confraria Timbrológica de Évora. Geada de Sousa


Até ao dia 2 de outubro vão ser realizados passeios regulares de barco no rio Mira, entre Vila Nova de Milfontes e Odemira. Os passeios decorrem regularmente de sexta-feira a domingo, sendo o local de embarque o cais da Fateixa, em Vila Nova de Milfontes. O Objetivo é promover o rio Mira enquanto produto turístico.

Concurso de taleigos recupera tradição alentejana O III Concurso de Taleigos de Alcácer do Sal espera ano entre 80 a 100 participantes, que concorrerão com os seus sacos bordados, com rendas e outros pormenores, recuperando uma tradição antiga e hoje em risco de cair em desuso. Os originais sacos para guardar o pão serão depois premiados e vendidos, revertendo os fundos para a Aurpicas – Associação Unitária de Reformados, Pensionistas e Idosos do Concelho de Alcácer do Sal, entidade organizadora. O concurso é aberto a todas as pessoas residentes no concelho de Alcácer do Sal, não havendo número limite de trabalhos por participante. Os trabalhos devem ser entregues até ao dia 26. A exposição e venda dos trabalhos será realizada na Feira Nova de outubro.

Petiscos “Gnocchi”, o velho gosto do trigo

A

petecia-me continuar a falar sobre caça mas uma das coisas importantes que se deve dizer sobre a dita é que deve ser tomada – e portanto cozinhada – com conta, peso e medida. Intervalemos então as nossas receitas ou eventuais comentários. A melhor maneira de o fazer é com uma entrada de excelência, muito comum em Itália, à custa da fama dos seus trigos duros. Pois nós que os temos, ou tínhamos, pelo menos, tão bons, desprezamos o gosto da sêmola cozinhada. À excepção de alguns restaurantes italianos, só conheço, em Lisboa, dois ou três sítios onde se fazem – ou faziam – este bolos salgados de massa, a que em Itália chamam “gnocchi”. Por que é que se apreciam tanto nas casas da minha família? Porque a minha Mãe os fazia e, como já aqui se comentou, a recordação de infância na culinária é um dos mais fortes atractivos nas nossas predilecções adultas. Se fosse só pelo lado da cozinha, o dr. Segismund Freud não nos teria trazido nada de novo. Comecemos por explicar que os italianos chamam “gnocchi” a dois compostos completamente diferentes, de batata e de sêmola de trigo. É dos segundos que nos vamos ocupar. A sêmola de trigo é fácil de encontrar. É normalmente vendida como farinha espessante. Ferve-se um litro e meio de leite com 80 gramas de manteiga, sal e noz-moscada acabada de ralar. Adiciona-se ao leite em cachão 200 gramas de sêmola em cascata, de bem alto, como se fosse neve. Mexe-se sempre e bem, cozinha 15 minutos. Junta-se seguidamente PUB

quatro gemas de ovos, bem batidas num quarto de litro de leite. Coze de novo, revolvendo vigorosamente por mais cinco a 10 minutos. Suja-se uma mesa – é só sujar – preferencialmente de pedra, com óleo alimentar e espalha-se a massa. Quanto mais fria estiver a superfície que a vai receber, melhor é. Alisa-se com uma espátula de metal, mesmo molhando a espátula, por vezes a operação é complicada porque a massa pega. A camada deverá ter cerca de uma polegada, relativamente uniforme. Duas a três horas depois, quando estiver bem fria – eu arrefeço-a com uma ventoinha – corta-se com uma forma própria, redonda de lata. Um copo pequeno de rebordo fino também serve. Montam-se conjuntos de duas ou três unidades, intervalando pequenas quantidades de queijo ralado do tipo parmesão entre elas, levando no topo um pouco de manteiga derretida e pão ralado, também pouco. O recipiente é barrado com manteiga, só a indispensável. Está em forno médio de três quartos de hora a uma hora. Depois muda-se para a opção “gratinar”, se o forno a tiver, mais cinco ou 10 minutos. Acompanha com molho de tomate, pouco, interessa realçar o gosto inigualável da massa de trigo. Se o fizer em casa – o que é sempre melhor – não se esqueça de juntar uma ou duas colheres de chá de açúcar e um golpe de molho inglês. Gostos, quase, esquecidos.

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BD Sombras numa amizade

Diário do Alentejo 23 setembro 2011

Passeios de barco no Mira

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série “As Águias de Roma”, por Enrico Marini, é, magnificamente e, até agora, o ponto mais alto e bem conseguido deste tão admirado banda desenhista. Em “As Águias de Roma – II”, sob edição Asa, que se prevê como sendo o penúltimo álbum da série, a situação vai complicar-se. Na balbúrdia e devassidão da Roma do “poderoso” império dos Césares sucedem-se momentos de bravura, mas também momentos de descabreada luxúria e de intrigas de toda a espécie. É neste escaldante quotidiano que se vai aperceber que a exemplar amizade entre Armínio (ou Ermanamer) e Marco Falco começa a oscilar em tal firmeza de sentimentos. Há sombras a contaminar a amizade dos dois jovens... Pela História, sabe-se que Armínio, combatendo os “poderosos”, morreu assassinado, não pelos romanos, mas a mando de seu sogro, Segestes, um chefe tribal que odiava Armínio... Veremos como Marini conclui estas agitações do Império Romano quando surgir o terceiro e último tomo.

“L’Or de Yamashita” Editora: Lombard. Autores: Stephen Desberg e Bernard Vrancken. Obra: “L’ Or de Yamashita”, décimo terceiro tomo da série “I.R.$.”.

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agente do IRS, Larry B. Max, vai até Banquecoque para justiciar o assassino da sua amiga Glória. Mas cai nas mãos de uma implacável tríade chinesa... Prometem-lhe a entrega do assassino, mas Larry terá depois apenas 10 dias para encontrar o oiro que os japoneses haviam roubado durante a Segunda Grande Guerra. Numa luta contra o tempo, uns e outros não têm contemplações nem generosidades. Luiz Beira

António Mira Almodôvar


Diário do Alentejo 23 setembro 2011

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Duo Couple Coffee visita Oficinas

Luanda Cozetti e Norton Daiello são a dupla de músicos brasileiros residentes em Portugal que hoje se apresenta em Aljustrel, a partir das 22 horas, no espaço Oficinas. Os Couple Coffee, que definem a sua música como “novo jazz brasileiro” visitam a vila mineira no âmbito da 15.ª edição do OuTonalidades – Circuito Português de Música ao Vivo, organizado pela Orfeu – Associação Cultural de Águeda. Têm quatro CD lançados no nosso país desde 2005, nomeadamente “Puro”, “Co’as tamanquinhas do Zeca”, “Young and lovely – 50 anos de bossa nova” e “Quarto Grão”, de 2010.

Fim de semana

Serpa recebe Gala Ibérica Equestre Arranca hoje e prolonga-se até domingo, 25, no centro histórico de Serpa, a Gala Ibérica Equestre, “oportunidade única para a promoção e divulgação da arte equestre, revigorando algumas das iniciativas tradicionalmente organizadas no concelho”, refere a câmara municipal local. Além da gala, ponto alto do evento, amanhã, sábado, pelas 22 horas, associando o puro-sangue Lusitano e seus cavaleiros reconhecidos internacionalmente a um cenário de música, cor e luz, a programação inclui passeios e batismos a cavalo, apresentação de criadores, expositores institucionais e mostra de produtos regionais.

Núcleo do Mosteiro abre hoje no concelho de Mértola

Novo museu a caminho do Pulo do Lobo

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caminho do Pulo do Lobo, o pequeno casario branco de Mosteiro, a 20 quilómetros da sede do concelho, guarda aquele que será o novo núcleo museológico do Museu de Mértola, com portas abertas a partir de hoje, sexta-feira. A inauguração, pelas 16 horas, decorre sob o signo das Jornadas Europeias do Património e no dia em que também será reaberta ao público, uma hora e meia mais tarde, a Basílica Paleocristã da Vila Museu, após obras de requalificação. Sobre o núcleo do Mosteiro, que passa a ser a décima primeira unidade museológica do Museu de Mértola, sabe-se que, em tempos remotos, foi “uma villa ou mansio romana” e que, posteriormente, com a conversão ao cristianismo, terá sido “adaptada a monasterium de tipo familiar”, explica Lígia Rafael, técnica responsável da Câmara Municipal de

Mértola. O edifício é composto por uma capela-mor absidada com o corpo principal retangular e dois outros compartimentos que foram, “em data indeterminada, adossados ao corpo principal convertendo o antigo templo cristão em área residencial e de apoio à agricultura”, acrescenta a técnica. O projeto museológico contempla conteúdos e soluções expositivas que “permitem ao visitante a total compreensão do sítio”. O espólio integra elementos arquitetónicos com data entre os séculos V e VI d.C. e um fragmento de mosaico de finais do século III, início do século IV d.C. Por outro lado, concretiza Lígia Rafael, ao pôr também à vista de todos vários exemplares de alfaias agrícolas, doadas por habitantes locais, cumpre o objetivo de “aproximar as gentes, criando laços identitários e promovendo a preservação da memória coletiva”.

Odemira prepara-se para um fim de semana bem animado sob o signo do Mediterrâneo, com uma programação variada que resulta da parceria entre o município local e o Festival Sete Sóis Sete Luas. Para hoje, destaca-se a abertura de três exposições: “Levantado do Chão”, da Fundação José Saramago; esculturas de vidro e ferro de Simon Benetton, artista plástico italiano; e obras da Sopa dos Artistas, associação local de artistas plásticos. A agenda cultural prevê ainda a atuação do grupo musical Atar e pôr ao Fumeiro, de São Teotónio (hoje, pelas 19 horas) e três peças de teatro, amanhã, sábado: Teatro 3 em Pipa, com “Mais ou menos isso”; Teatro ao Largo, com “O Auto do Velho da Horta”; e os bascos Deabru Beltzak, que apresentam o espetáculo de marionetas “The Wolves” (na foto).

FERNANDO VELUDO

Sete Sóis Sete Luas em Odemira

Estação Imagem em Beja com quatro exposições Quatro exposições produzidas pela associação Estação Imagem vão estar patentes na Casa da Cultura de Beja, a partir das 18 e 30 horas de hoje, sexta-feira. “Lugares Alentejanos na Literatura Portuguesa” é um projeto multidisciplinar, que resulta da leitura que 12 fotógrafos e dois designers fizeram de várias obras de poesia e prosa em que o Alentejo surge como cenário ou inspiração. As restantes mostras reúnem imagens concorrentes ao prémio de fotojornalismo Estação Imagem|Mora 2010, registos do fotógrafo António Carrapato em “Mata-velhos” e uma seleção do trabalho do fotojornalista Luís d’Orey, que faleceu prematuramente aos 46 anos e cujo espólio fotográfico foi depositado pela família à guarda da Estação Imagem.

A Basílica Paleocristã, um dos primeiros núcleos do Museu de Mértola a ser inaugurado, em 1993, reabre também hoje as portas, depois de obras de requalificação que decorreram entre fevereiro e agosto últimos. A intervenção passou pela impermeabilização de toda a cobertura do edifício, e por melhorias ao nível das acessibilidades. Criou-se uma rampa de acesso, tanto exterior como interior, dotou-se o núcleo de instalações sanitárias adaptadas e remodelaram-se também todos os painéis informativos e legendas com a introdução de textos em inglês. Na Basílica Paleocristã o visitante pode observar estruturas arqueológicas de um antigo templo cristão dos séculos V/VIII d.C. e um conjunto de lápides funerárias do mesmo período, para além do espólio cerâmico e metálico resultante das intervenções arqueológicas realizadas neste local.


Uma investigação da nossa página, que incluiu o suborno de um guarda-noturno da ANA com torremos do rissol, descobriu que há para cima de duas empresas de voos low-cost interessadas em operar no aeroporto de Beja: destaque para a Zé Renato Air, propriedade de um emigrante alentejano na Suíça, também conhecido como Richard Branson de Trigaches, que fez fortuna a fabricar relógios de cortiça. “Estamos muito contentes com esta nova rota aérea. Até porque podemos estrear os nossos aviões com a mais recente tecnologia: agora vêm com portas, janelas, um LCD de 19 polegadas para os 600 passageiros e um naperon na chapeleira da nave…”

Monumento ao Prisioneiro Político pondera pedir asilo ao Museu Coleção Berardo O Monumento ao Prisioneiro Político, da autoria de Jorge Vieira, depois de ter ganho o recorde mundial de monumento com mais quilómetros percorridos – saltitou de local em local dentro da cidade de Beja – foi colocado no Jardim do Bacalhau envolto em tapumes devido a obras naquele local. Farto desta indefinição, o monumento decidiu que quer sair de Beja e já contactou um advogado no sentido de pedir asilo político ao Museu Coleção Berardo: “O meu cliente sente-se desamparado e desrespeitado. Passava a vida a ligar para a linha SOS Monumento Amigo. Tantas deslocações provocaram-lhe desgaste psicológico e já demonstra sinais de dupla personalidade: já não sabe se é monumento ou caixeiro-viajante”. Apurámos junto de fonte do museu que há recetividade para receber a obra e já está decidido que esta fará um périplo pela terra do comendador Berardo. O objetivo é usar o monumento para tapar e disfarçar o défice orçamental do arquipélago.

Inquérito Acha que o IP8 devia ser construído até Vila Verde de Ficalho? EZEQUIEL EZEQUIAS, 29 anos Vendedor imobiliário que acredita ser a reencarnação da princesa Sissi Não, devia ser até Baleizão. Os nuestros hermanos, que são donos dos terrenos até Ficalho, podem fazer o resto da estrada. Nós poupávamos dinheiro e eles, só para nos fazer pirraça, eram capazes de fazer a estrada com caramelos e torrão de Alicante. Ui, que só de falar nisto sobe-me a diabetes… VÍTOR GASPAR, 50 anos Metade homem, metade Prozac, todo ministro das Finanças: Ainda bem… que me faz essa pergunta… que é, devo dizer-lhe, … uma ótima pergunta. O Governo… não se opõe à sua construção, … mas… por dificuldades financeiras… não pode ser já… Se tudo correr bem, lá para… 2125 ou, numa perspetiva otimista, … em 2124. LUCINDA CÉU DIAMANTE, 82 anos Pessoa que defende a beatificação do Malato e termina cada conversa com a frase: “ Mas olhe, o que é preciso é saúde…”. Já chega de estradas. O Alentejo devia apostar em coisas importantes como um centro comercial ou uma loja IKEA. Eu bem que queria comprar uma cómoda Barnslig Ringdans em púrpura para meter na minha marquise. Mas olhe, o que é preciso é saúde…

Restrições orçamentais: Alqueva só pode ser acabada depois de 2013 e com legos A ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente, do Ordenamento do Território e dos centros de mesa, Assunção Cristas, já anunciou que será impossível concluir a barragem de Alqueva até 2013 com betão. A mulher que gosta tanto de gravatas como os judeus gostam de toucinho, afirmou não haver condições de financiamento. “O País tem muitas dificuldades financeiras, ou como dizem os especialistas, não temos dinheiro para mandar cantar um cego. É imNunca uma maqueta portante tentar rentabilizar o esse pareceu tanto ao original paço com encontros de pesca, casamentos, batizados, festas temáticas dos anos 80 ou concentrações de motos de água”, explicou a ministra. Uma comissão de engenheiros pagos a peso de ouro já disponibilizou, contudo, uma maqueta alternativa da barragem, feita em Legos, o mesmo material com que será terminado o empreendimento, como explicou a ministra do CDS: “Ainda se pensou em utilizar castores, construir com lama e pedras de granito, mas os legos são o material do futuro: prático e barato. Permitirão termos uma linha de TGV e um aeroporto em todos os distritos”.

Alvalade: Feira Medieval relembra tempos em que não se cobravam novos impostos todos os dias A Feira Medieval realizada recentemente em Alvalade (Santiago do Cacém) levou à localidade alentejana milhares de visitantes. O objetivo do evento era recriar a história medieval, se bem que a maioria dos presentes só queria recordar os tempos em que o Estado português não cobrava novos impostos todos os dias, como constatou o nosso enviado* em conversa com alguns visitantes: “Esta feira faz-me lembrar que ainda houve justiça no mundo. A Inquisição, ao pé do sistema fiscal português, parecia uma reunião de senhoras da tupperware (ou como algumas dizem, tamparuére)”. O evento decorreu dentro da normalidade até que os presentes se insurgiram contra um grupo de inspetores da Fazenda mascarados de trovadores que interferiram na recriação de uma venda de escravos da Guiné ao tentarem que fosse pago um imposto aduaneiro por cada interveniente. * O nosso enviado viajou num avião fretado pelo Núcleo de Apreciadores de Feiras Medievais das Finanças de Moura

Nações Unidas querem resolver desentendimento entre Pulido Valente e Castro e Brito com a realização do evento Ovibeja-Wine by Night O recente desentendimento entre Castro e Brito, presidente da ACOS, e Pulido Valente, presidente da CM de Beja, provocou grande consternação na cidade e em zonas populosas do hemisfério norte. O Conselho de Segurança das Nações Unidas já pondera a possibilidade de enviar um mediador para solucionar o conflito, o brasileiro Luís Anastácio, locutor da Rádio Cidade e guarda-florestal em part-time: “Queremos resolver esse negócio o quanto antes. Já não basta o aumento da eletricidade ou o programa do Goucha. Um conflito entre estes dois senhores pode desencadear tumultos incontroláveis. Vamos propor a criação de um evento que agrade a todos: a Ovibeja-Wine by Night. Seria realizado num terreno neutro, o Estádio Flávio Santos. Há ervas suficientes nos topos do campo e nas bancadas para alimentar o gado. E teremos uma novidade mundial: vacas que produzem vinho da casta Rabo de Ovelha, em vez de leite. Se isto não funcionar, lá terão de vir os capacetes azuis…”

31 Diário do Alentejo 23 setembro 2011

Voos para aeroporto de Beja mais baratos porque passageiros serão despejados na pista em voo rasante


Nº 1535 (II Série) | 23 setembro 2011

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POR LUCA

Hoje, sexta-feira, 23, as temperaturas vão oscilar entre os 18 e os 25 graus centígrados e o céu vai apresentar-se muito nublado. Amanhã, sábado, esperam-se poucas nuvens e no domingo o sol deverá brilhar.

Por um jornalismo de rigor, honestidade e excelência

Notícias em nome do ambiente Por que escolheu a profissão de jornalista?

Como avalia o ambiente em Portugal?

A resposta mais imediata será pelo simples gosto de informar. Mas, na verdade, este gosto traduz-se em algo mais. Uma sociedade que está informada é uma sociedade mais democrática, mais participativa, que tem em mãos os dados que lhe permitem entender o mundo. Costumamos dizer que nós, enquanto jornalistas, não queremos influenciar ninguém, apenas dar as ferramentas para os cidadãos tomarem as suas próprias decisões. Ao longo dos anos identifiquei outras razões, como a possibilidade de contar boas histórias e, principalmente, ouvir e aprender com as pessoas que tenho oportunidade de conhecer.

Ao longo dos 40 anos de política pública de ambiente em Portugal, que se celebram este ano, demos um salto qualitativo muito importante. Deixámos (quase) de ter os chamados problemas ambientais de primeira geração, como as lixeiras a céu aberto e a falta de saneamento básico. Além disso, hoje qualquer criança sabe que não se deitam papéis para o chão e conhece de cor as cores do ecoponto. Ainda assim, isto não significa que o trabalho esteja todo feito. Precisamos ter cuidado com a maneira como gerimos o nosso território, onde construímos prédios e mais prédios sem um jardim por perto, por exemplo. Se evoluímos em muitas coisas no estado do ambiente, regredimos em muitas outras. Por exemplo, hoje estamos mais longe da natureza e deixámos de saber os nomes das flores do campo, das árvores e das aves que vivem ao nosso lado nas cidades. E isso tem efeitos para o nosso bem-estar, não só do ambiente.

Por que optou pela área do ambiente?

Estou ligada ao ambiente desde muito cedo, talvez porque vivi numa zona rural, bem perto da terra, das plantas, dos animais. E porque a minha família incutiu em mim o respeito e a admiração pela natureza. Quando decidi que queria ser jornalista, pareceu-me óbvio que esta seria a minha área de eleição, onde pudesse fazer a diferença. Acredito que a nossa profissão é um meio por excelência onde pudemos ajudar a melhorar o mundo ou a vida das outras pessoas. Além disso, senti que talvez o meu trabalho pudesse ser uma mais-valia porque o ambiente era uma área de certa forma “órfã” em relação a áreas “mais nobres”, como a política, sociedade ou internacional. Qual o tema que até hoje mais gostou de tratar?

Alterações climáticas, resíduos, ordenamento do território, transgénicos, florestas, poluição, etc. Mas é a Natureza aquele assunto que gosto mais de tratar, especialmente aquilo que se faz em Portugal para a conservação das espécies e habitats. Entrando ainda mais no pormenor, gosto especialmente de escrever sobre os esforços para resgatar da extinção o lince-ibérico, a espécie de felino mais ameaçada do mundo. Portugal, juntamente com Espanha, está no centro das atenções do mundo no que diz respeito à conservação. E o Alentejo, um dos habitats prioritários para o lince, tem um grande papel nestes esforços.

Helena Geraldes 33 anos, Cresceu em Moura

Jornalista do “Público” desde 2000, especialista em temas ambientais, Helena Geraldes nasceu em Lisboa há 33 anos e foi viver para Moura aos três anos. Licenciada em Comunicação Social e Cultural, pela Universidade Católica, possui um mestrado em Ciências e Tecnologias do Ambiente, da Faculdade de Ciências de Lisboa. A natureza é o assunto que mais gosta de tratar, “especialmente aquilo que se faz em Portugal para a conservação das espécies”, como o lince-ibérico. Na sua ótica, a política ambiental deu um importante salto qualitativo nos últimos anos. No Alentejo, como no resto do País, “as pessoas, especialmente os agricultores e caçadores, estão muito mais sensibilizados para a importância de uma biodiversidade saudável”.

E no Alentejo em particular?

O Alentejo segue de perto o que está a acontecer no resto do País. Ainda me lembro quando, no início dos anos 90, Moura começou a pensar em colocar ecopontos no centro da cidade e de como isso era inovador. Hoje até tem um “oleão”! Além disso, penso que hoje as pessoas, especialmente os agricultores e caçadores, estão muito mais sensibilizados para a importância de uma biodiversidade saudável. Ainda assim, as regiões do interior continuam a ter menos acesso a informação sobre ambiente, em relação aos grandes centros urbanos. Um cenário que está a mudar com a Internet. Trabalha no “Público.pt”. Pensa que os jornais em papel estão ameaçados?

A imprensa escrita em papel terá sempre o seu lugar, mas não será o mesmo. Hoje, com a rapidez com que circula a informação, os jornais em papel estão a mudar, a dotar-se de mais artigos de análise, de opinião, com mais tempo. Mas acredito que há espaço para a Internet, para o Ipad e para o papel. Cada suporte terá o seu tipo de informação. O importante é manter um jornalismo de rigor, honestidade e excelência. Entrevista de Alberto Franco

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Vinhos e artesanato assinalam Dia Mundial do Turismo em Vidigueira Uma ação de formação de iniciação à prova de vinhos, com Ana Clemente, numa organização da Vitifrades A.D.L., marca o início amanhã, sábado, das comemorações do Dia Mundial do Turismo, em Vidigueira, e que se assinala na próxima terça-feira, dia 27. O programa reserva ainda, entre amanhã e o dia 27, uma mostra de artesanato do concelho, com venda e trabalhos ao vivo (os visitantes poderão experimentar as técnicas básicas de alguns dos trabalhos expostos, desde que se inscrevam antecipadamente, no posto de turismo); e a exposição “Turistas de palmo e meio”, no posto de turismo, patente entre os dias 27 e 2 de outubro.

Beja debate virtudes da dieta mediterrânica e turismo Críticos gastronómicos, cardiologistas, nutricionistas e vários especialistas em turismo, nacionais e internacionais, reúnem-se em Beja para debaterem a dieta mediterrânica enquanto património mundial, numa conferência internacional agendada para o dia 3 de outubro e que marca o arranque do “Alentejo das Gastronomias Mediterrânicas – Festival Internacional”. O evento, que decorrerá ao longo do dia, tem como objetivos “abordar este legado gastronómico enquanto património mundial e reconhecê-lo enquanto parte integrante da cozinha alentejana”, explica a Turismo do Alentejo, ERT. O enoturismo estará também em cima da mesa de debate, “pela sua importância enquanto produto impulsionador da atividade turística na região alentejana”, recebendo Beja “os melhores exemplos deste tipo de turismo a nível mundial, vindos da Argentina (Mendoza), Espanha (Rioja) e África do Sul, bem como das boas práticas de marketing na promoção turística da gastronomia e dos vinhos”. A conferência conta ainda com um almoço preparado pelo chefe Juán Reis (chefe residente da Pousada de S. Francisco), que será acompanhado por vinhos do Alentejo. A conferência tem entrada gratuita, limitada à lotação do espaço, e terá lugar no Pax Julia Teatro Municipal.

Câmara de Mértola apresenta plano de mobilidade sustentável A Câmara Municipal de Mértola promove hoje, sexta-feira, um seminário subordinado ao tema “Plano de Mobilidade Sustentável do concelho de Mértola e os desafios para os territórios de baixa densidade”, com a presença da equipa do professor João Figueira de Sousa que coordenou a elaboração do plano e das entidades com intervenção no território. O seminário terá lugar no Cine-teatro Marques Duque, pelas 9 e 30 horas, e tem como objetivo “debater com várias entidades e população todas as questões relacionadas com o plano”.

Ediçao n.º 1535  

Diario do Alentejo

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