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airros Ailson Souza

diarionosbairros@diariodepetropolis.com.br

Palatinado Inferior. Lembrança do Império ao lado do centro Localizado em parte das ruas Silva Jardim e Benjamin Constant, seguindo pelas ruas Visconde de Souza Franco, Buarque de Macedo e Dr. Sá Earp, até metros após a antiga Fábrica de Tecidos Dona Isabel. Esta é a demarcação do Quarteirão Palatinado Inferior, segundo os planos de Julio Frederico Koeler e Otto Reymarus. Á área no Império foi urbanizada em sua maior parte por membros da Corte, devido estar muito próxima do Palácio Imperial, antiga sede da Fazenda do Córrego Seco. Casarões foram construídos por famílias e no local os prédios são vistos até hoje, embora todas elas se adaptaram à modernização arquitetônica. O Quarteirão Palatinado Inferior é cortado em quase toda sua extensão pelo rio Palatino, que nasce no outro Quarteirão, o Superior, hoje chamado de Bairro Morin. Praticamente todo o conjunto arquitetônico tem o verde em suas residências, mesmo as que não têm visão exterior

57 anos

DIÁRIO DE PETRÓPOLIS

domingo, 18 de setembro de 2011

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SERVIÇO r ÔNIBUS Praticamente ninguém usa ônibus no Quarteirão Palatinado Inferior por estar próximo e fazer parte do centro da cidade. Os usuários só usam os coletivos oriundos de outros bairros do município descendo nos pontos de acesso à Rua Teresa na Travessa da Ligação ou no início da Rua Buarque de Macedo. A maioria dos carros que por lá passam são da Petro Ita.

r IGREJAS Para frequentar missas os católicos têm três opções próximas da localidade: Na Igreja de Nossa Senhora do Rosário, na Praça Dr. Porciúncula, de segunda a sextafeira às 12h15 e aos domingos 8, 11 e 18h. Na matriz de Santo Antônio, no Alto da Serra, aos domingos 7h30, 10h30 e 18h e na Capela de Nossa Senhora das Graças, no Morin, aos domingos 10h.

r COMÉRCIO Não existe comércio na comunidade. Os consumidores locais têm que procurar o centro da cidade onde está localizada a maior área comercial do município. Quem mora mais perto do Alto da Serra tem opção de um grande hipermercado, bancos, farmácias, entre outros estabelecimentos comerciais que atendem até aos domingos na hora do almoço.

r SAÚDE Os casarões imperiais ainda existem no Palatinado Inferior

por causa dos muros excessivamente altos. O pacato local durante todos os dias de semana tem um reverso nos finais delas, onde constantemente mora-

dores reclamam de vandalismo promovido por jovens que cruzam a localidade para chegar aos seus bairros. Um outro problema denunciado por uma instituição quase

que semanalmente são caixas de mercadorias da feira livre expostas na Rua Visconde de Souza Franco, onde também é reclamado o excesso de caminhões estacionados.

Também são duas opções de atendimento médico: no Centro de Saúde da Rua Santos Dumont, 100, existem médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e agentes com o órgão também fazendo imunizações. A outra opção é também no Alto da Serra, onde está localizado o Posto de Saúde Frei Leão, na Praça Miguel Couto, no centro do bairro.

r TÁXI No ponto de táxi número 24 do início da Rua Silva Jardim e ao redor da Praça Duque de Caxias, mais de uma dezena de carros está à disposição dos usuários com o atendimento 24 horas por dia. Os motoristas também aceitam corridas para fora do município e também do Estado desde que agendadas com antecedência. Telefone: 2252 5333.

r LAZER Rua nos dias de semana é pacata com bagunça nos finais delas

Prédio da Dona Isabel abandonado. Aposentados reclamaram

Morador reclama de vandalismo de madrugada na Rua do Trem

Aposentados lamentam prédio abandonado da Dona Isabel

Conhecida como Rua do Trem, que faz a ligação das ruas Dr. Sá Earp e Padre Feijó, no Alto da Serra, durante a semana ela é tranquila. Mas nos finais delas, principalmente nas madrugadas, a via torna-se lugar de gritarias e até pedras são jogadas em residências por jovens que saem de casas noturnas do centro da cidade. - Há um mês mais ou menos acordei durante uma madrugada de segunda-feira com os gritos da turma na rua – afirmou um morador na tarde de quinta-feira pedindo para não se identificar e tampouco que o número de sua casa fosse divulgado. – Já soube de gente ameaçada por eles quando aconteceu reclamação.

A Escola Germano Valente já foi vítima por duas vezes de ataques dos vândalos. Professoras e direção quando chegaram na segunda-feira não puderam iniciar o expediente devido vidros estarem espalhados pelas salas, pois foram quebrados com arremessos de pedras. O fato aconteceu há quarenta dias. Outros moradores perguntados na tarde de quintafeira confirmaram o vandalismo no final de semana na Rua do Trem. Pediram que as autoridades policiais providenciassem rondas pela via nas madrugadas de sábados e domingos e constatassem o problema. Segundo os reclamantes, com a presença da Polícia Militar, com certeza os vândalos ficariam inibidos.

Na Rua Buarque de Macedo ficam estabelecimentos com bom número de frequentadores. O Colégio Hélade, uma das melhores instituições de ensino particular na cidade já está com matrículas abertas para cursos. Informações: 2231 1380. Tem ainda a Escola Municipal de Educação Especial Dr. Accácio Belo e o Salão do Reino das Testemunhas de Jeová.

Reunidos na quinta-feira à tarde, aposentados lamentaram não só a extinção da Fábrica Dona Isabel mas também o estado precário do prédio da que foi uma das maiores indústrias têxteis de Petrópolis. Segundo eles, as autoridades deveriam se empenhar ou na volta de operações dos teares ou em preservar o local. - É um absurdo olhar para o prédio da Dona Isabel. Vidros quebrados, paredes corroídas, uma vergonha – afirmou Augusto Patersson da Fonseca, morador das proximidades. Outro que fez questão de opinar foi Valter da Costa Tavares. Este, ex-operário da Dona Isabel, hoje com 82 anos. - Lembro do grande

movimento que tínhamos por aqui com a fábrica em operação. Hoje é tudo abandono e saudades. Para o também aposentado, porém, do setor metalúrgico, Jorge Ribeiro da Silva, outro morador da localidade, as autoridades deveriam investir no patrimônio abandonado e explorado em setores com um estacionamento ao alto com acesso pela Rua Teresa e uma mecânica na entrada principal da extinta fábrica. - Por que não recuperam o espaço e fazem aqui um grande shopping? – opinou. Os três e mais outros dois que batiam papo na ponte que dá acesso à ex-fábrica disseram ainda manter esperanças de dias melhores no lugar.

O entroncamento das ruas Paulo Barbosa, Santos Dumont, Benjamin Constant, Silva Jardim, Caldas Viana e Visconde de Souza Franco. Elas marcam o início do Quarteirão Palatinado Inferior e o rio Palatino, que corta toda a localidade. No local pedestres reclamam constantemente da falta de guardas de trânsito para fazer a segurança da travessia

Dois ginásios estão localizados na comunidade. O primeiro da Escola Germano Valente, e o outro é do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais ao lado da administração da Águas do Imperador, ambos na Rua Dr. Sá Earp. Entretanto, eles são usados por pessoas de fora da localidade, na prática de futsal e vôlei, preferencialmente.

Alunos e membros da COMAC comemoram 42 anos da entidade

COMAC comemora 42 anos e intensifica suas campanhas A Comissão Municipal de Atuação Comunitária de Petrópolis – COMAC – ao completar 42 anos este ano está intensificando o ensinamento de menores, jovens e adultos. Além disso, a instituição apoia campanhas internas com o objetivo de cada vez mais integrar famílias não só de alunos, mas de toda a comunidade. Durante todo o ano de 2011 a presidente da COMAC Fernanda Ferreira divulgou os trabalhos produtivos da instituição e da Escola Germano Valente. Ela destacou a formatura dos alunos no Curso de Patrulhamento

onde dezenas deles já estão exercendo o aprendizado. Deficientes que conquistaram suas participações na área trabalhista também foram destacados. Recentemente a COMAC reforça a campanha para angariar fundos que serão revertidos ao tratamento do menino Gabriel Schanuel Bastos. A entidade solicita aos colaboradores que entrem em contato pelo telefone 2242 2851 para tomar conhecimento de como apoiar o garoto que precisa dar seqüência ao tratamento de paralisia cerebral na China.

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