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57 anos

DIÁRIO DE PETRÓPOLIS

domingo, 18 de setembro de 2011

"Deixa a vida me levar" Os exames do ENEM colocam as escola em cheque n Dinizar Araújo

A criação dos exames escolares através do Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM, f oi uma excelente medida do Ministério da Educação, para avaliar o ensino médio do país. Sem este exame o Brasil não tinha conhecimento de como andava o ensino e o rendimento escolar de seus estudantes. Assim o MEC tem uma avaliação nacional do nível do ensino. E isto é muito valioso para as escolas que ficam sabendo que uma entidade ao nível de todo o país para avaliar o ensino de sua escola. Há diretores de escolas que sabem da necessidade dessa valorização do ensimo, mas outros não. E o MEC vem avaliando o ensino astravés dos exames do ENEM, mas os resultlados têm sido desanimadores. É sabido que os diretores vêm elevando o nível escolar de seus alunos, principalmente do grupo que particina desde exame. Mas mesmo assim, este grupo tem que ser melhor avaliado e o reforço escolar tem que ser mais evoluído, com maior dose de conteúdo. Os resultados gerais indicam que a maioria dos colégios não atingiu a média mínima que o ENEM estabelecu para os estudntes que foi de 576 pontos. Esses resultados devem ser levados para o governador do estado e para os secretários de educação para que vejam que os colégios estão mal, porque o governador, não tem dado atenção para a educação, inclusive não cuidando das instalações, nem dando a remuneração que os professores reclamam. Os resultados foram de uma afirmação de que o ensino particular está muito melhor que o ensino público. Esta constatação vem sendo repetidas também nos anos anteriores e que o ensino público está no estado do quase descredito e que só vem existindo graças ao esforsço dos professores e das direções, pois caso contrário já teria afundado há muito tempo. É preciso que haja uma providência das autoridades, dos diretores e dos professores. O trabalho com a educação deve ser feito com amor e dedicação e uma forte colaboração dos alunos. De parabéns estão os colégios que conseguiram boa representação nos exames do ENEM, como foi o caso do São Bento, no Rio de Janeiro e do Ipiranga de Petrópolis. Os colégios de Petrópolis não conseguiram boa classidicação, porém são quase todos bem dirigidos e com a dedicaçao de suas direções e dos seus professores. Entretanto, é preciso um esforço maior dos professores, direção e alunos. O esforço depende da participação dos alunos, porque eles são a matéria prima desse esforço, porque se os alunos não colaborarem, então de nada vai adiantar o esforço dos demais. O que não pode acontecer é o estado ficar sempre nos últimos lugares, como tem acontecido.

D E S T A Q U E S. . . Os carteiros, os bons mala direta, entraram em greve por tempo inderteminado, por melhores salários e melhores condições de trabalho. O valor oferecido pelo governo é de 6,78%, mas os carteiros exigem 24,76%. Vamos aguardar o resultado, enquanto a correspondência fica parada nas prateleiras dos correios. É fogo! O prefeito Paulo Mustrangi fez a nomeação do novo Secretário de Habitação Kelson Vieira Senra. Ele trabalhava na Diretoria de Projetos e Obras da Companhia Estadual de Habitação. O ex-governador Marcelo Alencar incentivou o presidente do PSDB Paulo Kapps para lançar chapa completa para vereadores e candidato a prefeito. O Dr. Marcelo está em plena atividade política. O Lions Clube fez doação de 1.500 mudas de árvores da Mata Atlântica para a Fazenda Projeto Água, em Secretário, o plantio dessas mudas será feito por estudantes. Muito bom. O IBGE está com suas inscrições abertas para o preenchimento de seis vagas para agente de pesquisa e mapeamento, o prazo termina amanhã, 2ª feira. Quem tiver interesse não perca tempo. Muito bom. Educadores dos Estados Unidos visitaram a Fundação Princesa Isabel no Alto da Serra. Os educadores ficaram interessados no trabalho filantrópico realizado. A Câmara Municipal aprovou o aumento de 20% para os agentes de Saúde de Petrópolis. Muito Bem. O Deputado Estadual Marcus Vinicius apresentou na Assembleia Legislativa um pedido de moção de aplausos para o Colégio Ipiranga que honrou Petrópolis nos exames do ENEM. Muito bem deputado. O projeto Social que a 1ª Igreja Batista mantém em associação com a ONG Compassion do Valparaíso, está precisando de doações para 160 crianças. Assim disse a coordenadora Suzane Couto. Esta associação é mantida exclusivamente por voluntários. O vererador Márcio Muniz, provável candidato a prefeito pelo PSC, comemorou aniversário, cuja data foi comemorada em família, amigos e eleitores. Guardas Municipais estão multando a quem estaciona em local proibido. A principal causa de multa é o uso do celular com o veículo em movimento. O banco de sangue do Hospital Santa Teresa está precisando muito de doadores de sangue, porque o hospital terá que suspender as cirurgias por falta de sangue. Quem puder ajudar, compareça ao hospital, que será bem atendido pela coodernadora Elaine Baltar. dinizar@hotmail.com *Advogado

n Mauro Peralta

S

e no Brasil de hoje, como sentenciou José Roberto Guzzo (Veja 2.184), nada passa tão rápido como um bom caso de corrupção, anulado pelo próximo. Nós, petropolitanos, não nos podemos sentir orgulhosos e convencidos de que vivemos num paraíso ou próximo, pois aqui também temos o problema, embora em menor escala. Não que a província petropolitana seja imune às ofertas e tentações e seus dirigentes estejam acima de qualquer suspeita. Muito menos que não tenha meios de comunicação para divulgação dos fatos ou que a Justiça coloque panos quentes sobre questões, digamos, um tanto polêmicas. Nem se pense, também que os moradores sejam omissos, que tenham o dom de, através do bom senso, encontrar soluções

para os crônicos problemas no nosso transporte coletivo, do caos da saúde e do trânsito, das notas das escolas públicas no Enem, principalmente lembrando Martinho da Vila, Petrópolis “é devagar devagarzinho”, ou “quer paz no seu coração”. Mas, pensando bem, não seria essa “pasmaceira” a grande vilã da estagnação, ou crescimento de passos de tartaruga, a que se assiste nos últimos 20 anos. Passam-se os dias, os meses, os anos e como se diz, “nada acontece”, parecendo, até que a cidade entoa, em alto e bom som, outro sucesso de Zeca Pagodinho, “deixa a vida me levar”. Essa acusação, que não é injusta, pode ser substituída pelo verso “ver a banda passar cantando coisas de amor”, do grande Chico Buarque, já que Geraldo Vandré, diz que “quem sabe faz a hora não espera acontecer”, parece não inspirar o nosso povo na hora

de votar, para que aconteçam medidas imprescindíveis de melhoria de qualidade de vida, através de um atendimento médico preventivo e de qualidade, ônibus e transportes decentes, trânsito fluindo rápido, um centro de convenções público que traga eventos e divisas, com incentivo ao turismo e projetos que tragam verbas e empregos. Já que não houve grandes desvios, e que a corrupção é por incompetência e emprego de “companheiros”, exceção das “viagens dos vereadores" e gasto de propaganda da Prefeitura inclusive com troca de logotipo, (daria prisão em qualquer país da Europa ou Estados Unidos), onde foi parar a dinheirama dos impostos que os petropolitanos pagam ao Município, ao Estado e à União? Será que a Cidade, por falta de prestígio, não recebe verbas federais e estaduais sufi-

cientes para deslanchar? Ou será que para isso precisa de projetos, planejamento e fundamentalmente, determinação política de dirigentes competentes com uma visão não provinciana e imediatista que teima em se alastrar, deixando “tudo como está para ver come é que fica”. O planejamento aqui se resume à anistia para quem não paga IPTU, a mais valia para quem construiu em lugar errado, configurando o incentivo para os caloteiros e descumpri dores das obrigações. Afinal, só faltam menos de 4 meses para o ano acabar e 2012 será uma nova história. Será? Com certeza, pois ano que vem haverá nova eleição para prefeito e vereadores, esperamos sinceramente que a mudança comece por aqui. Muda Brasil. Muda Petrópolis. n Médico www.casadomedicode petropolis.com.br

Dinheiro, Pra Que Dinheiro

n Nelson Feitosa

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odos andam atrás do dinheiro, o também chamado vil metal (por que será que ele tem esse adjetivo pejorativo?). Muitos o adoram como Deus, outros só pensam nele; mata-se facilmente para roubá-lo, nações declaram guerra umas às outras para ganhar mais dele, para levar vantagem. Quando a Mega-Sena acumula seu prêmio principal, vemos as filas que se formam nas casas lotéricas aumentar, cada um querendo fazer sua “fezinha” para tentar a sorte; quem sabe não ganha? Vamos imaginar que o Heitor ganhou: 40 milhões de reais! Passado o susto e a euforia, começa a preocupação: O que fazer para evitar os perigos e dissabores que vêm junto com a grana, ainda mais, alta desse tipo? Primeira providência: sumir para um lugar que ninguém o encontre; evitar, desligando o telefone, que parentes e “amigos” comecem a pedir algum; consultar peritos em aplicar o dinheiro, para que ele não comece a desvalorizar; contratar uma equipe de seguranças para proteger sua família, os sequestros estão aí mesmo; blindar o seu carro sempre é medida boa; a casa onde você vai se esconder deve ter todos os quesitos de segurança, como fosso ao redor, grades em todas as janelas, e uma boa pa-

rafernália eletrônica em todos os cantos... Uns dizem que dinheiro não traz felicidade; outros dizem que realmente não traz, manda comprar. Dinheiro pode não garantir saúde, mas até se morre melhor com ele. E o amor? Compra-se ou não com a grana? Bem, comprar não compra, mas facilita muito o interesse do sujeito ou da madame quando o futuro projeto para a união tem bens materiais, é cheio da grana, é abonado. Vamos deixar de conversa fiada: dinheiro é muito bom e quem rasga dinheiro é doido. Bem administrado e usado convenientemente, é uma bênção dos céus. Deus não tem nada contra ouro, prata e o papel moeda; tem contra a usura; detesta a miséria, causada pela falta de compreensão, ganância e desamor da raça humana, que se desumaniza, esquecendo que somos todos irmãos nessa terra, temos o mesmo destino final e que é totalmente incompreensível que cerca de 80 por cento da humanidade viva nas garras da miséria, da fome, de doenças por falta de água potável, de saneamento de base, de condições mínima de sobrevivência, sendo cegos os mandatários dos países ditos de primeiro mundo que pouco fazem para acabar com esse horror. Vejamos agora o nosso bem amado Brasil, a famosa terra do futuro, o chamado país em desenvolvimento, potência

da América do Sul, postulante à cadeira entre os poderosos do mundo; vamos imaginar uma perspectiva boa e possível: fomos dormir num dia e acordamos no outro dia, ligamos a televisão para ouvir o noticiário: as favelas estão sendo desmanteladas, transferindo-se os moradores para casas de bom padrão construídas pelo governo com ajuda dos empresários de sucesso; todas as crianças estão em escolas tipo CIEP que funcionam durante todo o dia, com professores, educadores, pessoal de apoio, educação física, esportes, lanche, almoço e jantar de qualidade, indo para casa depois de banho tomado; o desemprego está acabando, precisa-se de gente para preencher vagas nas indústrias e no comércio; a saúde agora é realmente e na prática um direito de todos, os postos de saúde funcionam adequadamente, os hospitais, bem equipados, oferecem um serviço de qualidade a todos os usuários que a eles recorrem. Os transportes urbanos modernizaramse, ir e voltar do trabalho ficou mais seguro, mais rápido e mais confortável. O salário mínimo é compatível com uma vida digna, o poder de compra do povo aumentou a níveis inéditos. Sonho fantástico, ilusão cor de rosa, pensamento de criança ingênua? Não. Para que isso tudo comece a acontecer, basta que nossos queridos manda-

tários, sejam eles vereadores, deputados estaduais e federais, senadores, presidentes da república, juízes e desembargadores e mais todos nós que vivemos e mantemos esse querido torrão natal, nos conscientizemos de que dinheiro não falta; é mal distribuído, é roubado do povo pelos que deveriam geri-lo adequadamente e não colocá-lo no bolso, o famoso toma lá, dá cá. É dando que se recebe, neste nosso pobre país, quer dizer: Se eu estou favorecendo você ilicitamente, espero que você me favoreça ilicitamente. Ou seja, me dá dez, vinte ou mais por cento e eu favoreço você com tal ou qual concessão. Rios de dinheiro assim se esvaem do bolso do povo, pois quem paga a conta sempre é o Zé povinho, aquele que os grandões querem que se dane. Que pena... Por essas e outras é que digo: não falta dinheiro, falta honestidade de princípios e atitude correta, falta verdadeiro espírito cristão entre os que tem poder e direção neste país, falta lisura de caráter. Ainda temos que nos educar muito mais, ainda temos que nos humanizar mais, para que possamos viver como verdadeiros conterrâneos que partilham a mesma terra, os bens de que temos necessidade e principalmente a mesma alegria da irmandade. n Médico, psicoterapeuta Site: www.hipnosemedica. hpw.com.br

As quatro estações

n Gustavo Wider

E aí vem vindo outra vez a primavera. Na verdade o tempo se apresenta de múltiplo aspecto. Tem despertado, às vezes, com cara de inverno, mas rapidamente entra em outono, faz algumas horas de verão e logo se estabiliza em primavera. Mas, ainda assim, pode variar. Nunca se sabe ao certo. Hoje mesmo a manhã apare-

ceu vestindo uma bermuda azul-verão. Mas logo acinzentou-se de outono, deixando cair umas folhinhas próprias da estação. Depois, alguns passarinhos deram um sinal que eu não entendi bem, e logo o dia perfumou-se em primavera, os jardins estremecendo cheios das pequenas flores. Mas, a alegria durou pouco: invernando uma túnica branca, o dia desenrolou-se, tudo cobrindo, prédios e ruas, árvores e pessoas.

Nessa fase de quatro estações nunca se sabe ao certo como deveremos sair vestidos; se agasalhados ou não, portando guarda-chuva ou não. É comum cruzarmos, na mesma calçada, com jovens tomando sorvete, de shortinho e camiseta bem decotada e pessoas encapotadas, de botas e cachecol e torcendo para que o tempo mude logo, antes que morram cozidas... E ele sempre muda! E aí, orgulhosa-

mente (ah, essas criaturas prevenidas!) abrem seus guarda-chuvas, estufam o peito e olham com desprezo aqueles que procuram, encolhidos de frio, se proteger sob as marquises. E é como se dissessem, parodiando as formigas da conhecida fábula: “- aproveitaram o sol e o calor da manhã? Pois tiritem agora!” Mas, se lá como for, viva a primavera! n ggwider@compuland.com.br

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