Page 1

Novembro/Dezembro de 2011 | Ano 1 | nº 6

Imperatriz/MA

O dia a dia do produtor rural

Eleição aquece disputa no Sinrural << ENTREVISTAS >> FOTOS: DIÁRIO DA FAZENDA

Sindicato Rural de Imperatriz escolhe sua diretoria no dia 16 de janeiro A eleição que vai escolher a nova diretoria do Sindicato Rural de Imperatriz está agendada para o dia 16 de janeiro de 2012, mas a mobilização das duas chapas que disputam o pleito já começou. De um lado (foto da esquerda), o produtor rural, empresário e secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Sabino Siqueira da Costa, disputa a vaga de presidente da entidade em chapa que conta com o apoio do atual presidente do Sinrural, Karlo Marques. No outro lado (foto da direita), o produtor rural e empresário, José de Ribamar Cunha Filho (o Ribinha), conta com sua tradição em Imperatriz para também concorrer à vaga à frente do Sinrural. Ambos participaram como diretores nas últimas gestões do Sindicato e dividem apoios de membros da atual diretoria. O Diário da Fazenda entrevistou os candidatos. Acompanhe nas páginas 08 E 09.

Avanço

Agricultura

Febre aftosa

Senado aprova projeto do Código Florestal brasileiro

Insumos estão mais caros nesta safra no Maranhão

Rebanho do MA vai passar por sorologia em fevereiro

Foram 59 votos a favor e sete votos contrários ao texto-base

Sementes e fertilizantes tiveram alta nos preços; demanda também cresceu

Secretário de Agricultura/MA, Cláudio Azevedo, lança campanha de vacinação

página 06

página 05

página 03


02

Novembro/Dezembro 2011

E ditorial

Ano novo e as mudanças Leitores, anunciantes, parceiros e amigos. O jornal Diário da Fazenda completa sua sexta edição, neste encerramento de 2011 - um ano vigoroso para nossa equipe, pois marcou o nascimento e a consolidação desse jornal que dialoga com os produtores rurais do Maranhão. Contamos nesse período com muitos anunciantes importantes para o nosso início e esperamos, cada vez mais, apresentar um veículo de informações de referência

para a divulgação dos fatos e fixação de marcas importantes do agronegócio regional e nacional. No entanto, é importante antecipar aqui nossos projetos de melhorias do jornal para 2012, ano para o qual planejamos uma reformulação no jornal para ampliá-lo e melhorá-lo. Para isso, fundimos nossa edição de novembro e dezembro em uma única veiculação e faremos o mesmo em janeiro e fevereiro, uma única publicação, para a

partir de março voltarmos com a circulação mensal habitual. Desde já antecipo que os anúncios mensais planejados continuarão sendo publicados até que sejam completadas todas as edições propostas. Com isso, deveremos apresentar no ano que vem um jornal com mais colunas fixas, adequadas à realidade do agronegócio maranhense e abrangendo mais temas no seu jornal rural, o Diário da Fazenda. Feliz Natal e um 2012 repleto de felicidades!

A rtigo

Envie seu artigo para

diariodafazenda@gmail.com

Produção e preservação podem conviver em harmonia Por Paulo de Castro MARQUES Proprietário da Casa Branca Agropastoril A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) divulgou recentemente que o Brasil mantém 61% de suas terras preservadas, enquanto Estados Unidos e União Europeia – apenas para citar dois exemplos importantes – têm no máximo 2% de matas protegidas. Uma leitura dessa estatística mostra que é perfeitamente possível a convivência da produção eficiente com a preservação ambiental. Neste ano, o Brasil deve gerar cerca de 9,5 milhões de toneladas de carne bovina, exportando cerca de 2 milhões/t para 150 países e provendo a população com quase 40 kg per capita/ano. Esses números ganham contornos ainda mais fascinantes quando se analisa o crescimento da oferta de carne vermelha na última década: mais de 50% de aumento. E ficam ainda mais imponentes imaginando-se que em 2020 o Brasil deverá produzir mais de 13 milhões de toneladas.

Isso ocorre porque a cada ano a idade média de abate do gado diminui um mês e aumenta em 1 kg o peso médio do animal. Isso é produtividade. Há outros exemplos. Em 2000, o rebanho brasileiro contava com 30 milhões de vacas leiteiras, que geravam 20 bilhões de litros de leite. Atualmente, o mesmo número de vacas produz mais de 30 bilhões de litros.

“Brasil tem 61% de suas terras preservadas enquanto EUA e União Europeia têm 2%” Dados históricos semelhantes também se aplicam à avicultura e à suinocultura, o que significa que todas as mais importantes atividades de produção animal vêem ganhando espaço no PIB agropecuário brasileiro. A eficiência produtiva também vale para a agricultura. Há uma década, o Brasil produzia 120 milhões de toneladas de grãos em 45 milhões de hectares; este ano deve gerar 163 milhões/t em 50

milhões/ha. O Brasil já tem papel relevante no cenário global da oferta de alimentos e precisará crescer 40% nos próprios 20 anos para atender às necessidades da crescente população mundial, estimada em 9 bilhões de pessoas até 2050. Esta questão ganha ainda mais importância neste momento, quando se discute a questão ambiental vs a produção de alimentos. Os desafios se renovam e é importante seguir em frente. Não basta ao produtor olhar com orgulho para os números atuais. Ele tem a responsabilidade de continuar investindo em tecnologia e profissionalismo para ofertar mais e melhores alimentos, atento mais do que nunca à sustentabilidade do seu negócio. Ressalte-se que não apenas os consumidores internos esperam isso do campo, mas também o mercado internacional, claramente sintonizado nos movimentos por aqui e cada vez mais exigente quanto aos processos utilizados na produção de alimentos. Manejo ambiental eficiente, boas práticas, bem estar animal e responsabilidade social têm de deixar de ser desafios para se tornarem realidade na pecuária e nas demais atividades produtivas.

A rtigo

O ano da medicina veterinária e o curso de Imperatriz Por JAILSON HONORATO *Médico Veterinário, mestre em Ciência Veterinária, professor de Farmacologia e Anestesiologia Veterinária na Universidade Estadual do Maranhão - Campus de Imperatriz Neste ano comemorou-se os 250 anos da profissão no mundo, criada na França em 1761. Mais do que celebrar essa data marcante para a profissão, as sociedades e organizações mundiais da Medicina Veterinária reunidas em comitê executivo querem evidenciar a importância da profissão de Médico Veterinário que trabalha em beneficio da saúde animal e da saúde humana. Por intermédio de diferentes organizações em diversos países, o mundo vem celebrando o “VET 2011”, como tem sido chamado o ano mundial da Medicina Veterinária. Os eventos são capitaneados pela Organização Mundial de Saúde Animal que constituiu para este fim um comitê executivo, do qual o Conselho Federal de Medicina Veterinária do Brasil participa representando o país. As ações e eventos são desenvolvidas para evidenciar a ação do Médico Veterinário em prol da saúde animal e humana, da sua participação fundamental na produção de alimentos de origem animal e sua contribuição imprescindível para a saúde do meio ambiente e do planeta. Recentemente, a importância do Médico Veterinário para o bemestar social ficou evidente quando o Ministério da Saúde reconheceu a necessidade e definiu a inclusão do Médico Veterinário nas equipes do Programa Saúde da Família – PSF. A contribuição desse profissional será imensa, uma vez que 75% das doenças infecciosas da população, são transmitidas na interface entre pessoas e animais, sem falar nas doenças e intoxicações veiculadas por alimentos de origem animal, a não ser que sua produção

seja acompanhada por conhecimentos médicos veterinários. A profissão têm passado por avanços e conquistas, mas muitos desafios e perspectivas são vislumbrados para sua formação. Os desafios são muitos como, por exemplo, implementar uma pecuária sustentável sem degradação do meio ambiente, não esquecendo de garantir o bem-estar animal.

“Neste ano comemorouse os 250 anos da profissão no mundo”

O Médico Veterinário é o responsável pelo cuidado aos animais de estimação e de produção, pela segurança da produção alimentar e o combate às zoonoses, a segurança da produção alimentar e a rastreabilidade animal. O curso de Medicina Veterinária de Imperatriz têm procurado conscientizar seus estudantes sobre a nobre missão que ora se aproxima, bem como atender a todos os requisitos de ensino, pesquisa e extensão através de seu corpo docente e, neste ano de 2011, recebemos o reconhecimento do Conselho Estadual de Educação comprovando o crescimento do curso, sua importância para a região tocantina e valorizando nosso empenho. O ano que chega ao fim, nos traz a certeza da missão cumprida e nos incentiva a bem continuar o nobre trabalho. Parabéns a todos e um Feliz 2012.

Expediente Contatos:

diariodafazenda@gmail.com (99) 8111.1818/8138.4433 www.diariodafazenda.com.br Jornal Diário da Fazenda Uma publicação mensal da Ano I, Edição 6, Nov/Dez de 2011 Mensal. Distribuição Dirigida. Palavra Assessoria de Comunicação (99) 8111.1818 | 8138.4433 Imperatriz, Maranhão

Textos e Fotos Equipe Diário da Fazenda André Wallyson Antonio Wagner Diego Leonardo Boaventura

Conselho Editorial Marco A. Gehlen - Jornalista - MTB 132-MS Thaísa Bueno - Jornalista - MTB 36-MS Diego Leonardo Boaventura Sindicato Rural de Imperatriz Identidade Visual Luciana Souza Reino Editoração gráfica, edição e revisão Equipe Diário da Fazenda

Distribuído e apoiado pelo Sindicato Rural de Imperatriz *Esta Edição contém na página 13 o boletim informativo O Berrante, desenvolvido, autorizado e sob responsabilidade do Sindicato Rural de Imperatriz.

Participe do Diário da Fazenda Envie sua sugestões de pauta, de entrevistas e artigos para:

diariodafazenda@gmail.com


03

Novembro/Dezembro 2011

P ecuĂĄria

300 fazendas do MA vĂŁo passar por sorologia para comprovar ausĂŞncia do vĂ­rus de aftosa em rebanho Meta ĂŠ comprovar a ausĂŞncia do vĂ­rus da febre aftosa no rebanho maranhense para que o Estado possa ser reconhecido como ĂĄrea livre DIĂ RIO DA FAZENDA

DiĂĄrio da Fazenda

O

MinistĂŠrio da Agricultura, PecuĂĄria e Abastecimento vai iniciar em 14 de fevereiro uma varredura sorolĂłgica no MaranhĂŁo para verificar se o rebanho estadual apresenta indĂ­cios de circulação ou presença do vĂ­rus da febre aftosa. A ação ĂŠ uma das etapas na tentativa de que o Estado possa ser reconhecido com o status de livre de aftosa com vacinação. â&#x20AC;&#x153;Se a sorologia comprovar que nĂŁo temos a doença, deveremos receber o certificado de livre da aftosa em maio ou junho, afinal, estamos hĂĄ dez anos sem qualquer registro de focos da doença.â&#x20AC;?, afirmou o secretĂĄrio de Estado de Agricultura, PecuĂĄria e Pesca, ClĂĄudio Azevedo. Segundo ele, a sorologia

serĂĄ realizada em 300 propriedades rurais do MaranhĂŁo com amostras de sangue de cerca de 20 a 30 animais cada. â&#x20AC;&#x153;A sorologia ĂŠ um estudo realizado para obter a classificação de zona livre da febre aftosa junto a Organização Mundial de SaĂşde Animal (OIE)â&#x20AC;?, explicou o diretor da Aged, Fernando Lima.

Vacinação â&#x20AC;&#x153;Estamos empreendendo todos os esforços para executar essa campanha de forma que nĂŁo deixemos nenhuma cabeça de gado sem receber a vacina. Para isso, estamos mobilizando toda a equipe da Aged e buscando parceiros entre prefeituras e entidades ligadas ao setor rural do Estado. Ganhamos tambĂŠm o reforço do convĂŞnio firmado com o MinistĂŠrio da Agricultura, PecuĂĄria e Abas-

SecretĂĄrio ClĂĄudio Azevedo estĂĄ otimista quanto ao reconhecimento no prĂłximo ano

tecimento (Mapa) no valor de R$ 6,5 milhþes, que estão sendo investidos na renovação e recuperação da frota de veículos da Aged, alÊm da reestruturação física dos escritórios da

agĂŞncia no interior do estado, o que nos darĂĄ mais agilidade nas açþes da campanhaâ&#x20AC;?, ressaltou ClĂĄudio Azevedo. Nessa segunda etapa da campanha, o Mapa alterou o

período tradicional de vacinação, que em todo o país Ê de 1º a 30 de novembro. Apenas os Estados do Maranhão, Piauí e Pernambuco obedecerão um calendårio diferenciado, que vai de 14 de novembro a 14 de dezembro. O Maranhão concentra 65% do rebanho total dos três estados, respondendo como 2º maior rebanho bovino do Nordeste e 3º rebanho bubalino do país, cenårio que torna o desafio local muito maior. A novo calendårio atende justamente a necessidade de levantamento soroepidemiológico do rebanho dos estados, que são candidatos a elevarem a classificação sanitåria de mÊdio risco para zona livre de febre aftosa com vacinação, com possível reconhecimento nacional jå no primeiro semestre de 2012.

(VWUHLWRD&DSLWDO GR%H]HUUR $75/HLO}HVDVXDFDVDGH QHJyFLRVQR6XOGR0DUDQKmR  V D W [ H V V D  V D /HLO}HVWRG   %5NP (VWUHLWR0 $


04

Novembro/Dezembro 2011

S anidade

Maranhão é campeão nacional na compra de vacina contra a pitiose equina O medicamento para a pitiose é o Pitium Vac, lançado há nove anos, mas até hoje só 251 produtores adquiriram o remédio REPRODUÇÃO/blog veterináriaminhavida

Diário da Fazenda

conta do serviço”, comenta.

A

pesar de o Pantanal ser considerado a área de maior ocorrência da pitiose no Brasil, o Maranhão é o Estado que mais adquire a vacina, seguido de Rondônia e do Pará, segundo dados da Embrapa Pantanal, que desenvolve o medicamento em parceira com a Universidade Federal de Santa Maria. Estar na ponta na aquisição da droga não significa que o produtor do Estado está mais preocupado com seu plantel ou adota um manejo adequado. Justamente o contrário: embora receba o nome popular de vacina, o Pitium Vac é um imunobiológico utilizado na cura da doença e não na sua prevenção. “A compra em grande quantidade representa a falta de controle no preparo profilático dos plantéis e ascendência da indústria farmacêutica veterinária na região”, explica o veterinário Patrick Mourão, mestre em Ciência Animal. Conforme explica, a doença também conhecida como “ferida da moda” ou “câncer dos pântanos”, afeta principalmente cavalos que vivem em áreas úmidas. Ela é causada por um fungo parasita de plantas aquáticas que se desenvolve em locais alagadiços, especialmente nas regiões de clima tropical e subtropical. No Maranhão as propriedades onde há maior registro da pitiose estão localizadas na baixada, onde se apresentam características ambientais favoráveis à manutenção do ciclo biológico do agente causador do mal – temperaturas entre 30º e 40ºC e áreas alagadiças.

Males relacionados Mourão destaca que a letalidade relacionada à pitiose é consideravelmente baixa, contudo, existem relatos onde a doença leva ao comprometimento além de estruturas da pele, como sistema gastrointestinal podendo levar a casos de cólica e até o acometimento de órgãos internos, além de doenças secundárias. Para o professor, algumas ações preventivas poderiam diminuir substancialmente a ocorrência da doença por aqui. “A prevenção é de caráter zootécnico, através da inspeção dos

Talento de família

Liderança maranhense na compra da vacina indica atuação predominantemente curativa e pouco empenho para prevenção da doença

animais, evitando o máximo o acesso dos mesmos a áreas alagadiças por período prolongado, além da aplicação de antiparasitários para evitar a existência de lesões, bem como atuação do médico veterinário na fase inicial da patologia e preventivamente ”, orienta. Ele lembra que a doença é razoavelmente recente e muitos proprietários ainda não pensam no diagnóstico de pitiose quando decidem tratar feridas nos seus equinos. “O fato da lesão decorrente desta patologia ser bastante semelhante a outras, e seu diagnóstico necessitar de apoio laboratorial, muitas vezes o tratamento é prescrito erroneamente”, comenta.

(Corumbá-MS), até o momento pelo menos 251 produtores já adquiriram o remédio pelo menos uma vez. A redução de custo no tratamento foi de R$ 440 por animal. A vacina ainda não é exportada, mas a compra está totalmente informatizada pelo site www.pitiose.com.br. Também é possível realizar a compra por telefone (55) 32208906.

“No Maranhão, as propriedades da baixada apresentam maior registro da doença”

Além dos cavalos Embora os cavalos sejam os mais acometidos pela doença, também há registros de pitiose em cães, bovinos, ovinos e humanos. Até hoje apenas um caso humano foi confirmado no Brasil (e na América Latina). Há relatos de casos de pitiose em humanos na Tailândia. O plantel eqüino no Maranhão é de 171.951 animais, de acordo com o IBGE.

Onde adquirir O medicamento para a pitiose é o Pitium Vac, lançado há nove anos. De acordo com levantamento da Embrapa Pantanal

A venda da vacina não tem fins lucrativos. Tudo o que é arrecadado é revertido para novas pesquisas relacionadas à doença.

Estudos futuros A universidade Federal de Santa Maria tem organizado uma série de pesquisas sobre a doença. O relato foi apresentado no mês passado, em conferência na cidade de Corumbá (MS). Veja o que eles andam pesquisando: Pesquisa se propõe a aprofundar os estudos sobre a epidemiologia da doença, ou seja, as características de como ela ocorre na população, como é

transmitida, a distribuição a forma como os organismos reagem. Outro projeto de pesquisa deve avaliar o uso de um adjuvante na vacina já existente. Esse adjuvante seria um estimulante para a resposta imunológica agir por mais tempo. Um terceiro projeto pretende verificar o papel das mutucas (tabanídeos) no processo de infecção dos animais. Há suspeitas não comprovadas de que esses insetos poderiam interferir na predisposição dos animais em serem infectados. Outra proposta é realizar experimentos para comprovar a suspeita de que altas concentrações de ferro na alimentação dos animais (pastagens e água) estimulariam a infecção pelo fungo. Outro levantamento pretende realizar a investigação da população bacteriana presentes nessas feridas com a finalidade de descobrir se há alguma população específica de bactérias que possa interferir no desenvolvimento do mal. dos três funcionários que cuidam dos 158 alqueires e dos seus 530 animais. “Monto a cavalo, visto minhas perneiras, saio para vistoriar o campo e o gado. Gosto de olhar tudo de pertinho. Vejo que esta profissão não existe distinção em ser homem ou mulher, ela só requer muita dedicação e coragem, pois há preconceito por pensar que as mulheres não dão

Filha e neta de produtores rurais, Januária Alves Rocha, apelidada de Jane, cresceu nesse meio. “Sou de Almenara (Norte de Minas Gerais) e passei minha adolescência no campo. Minha mãe teve que gerenciar a fazenda que tínhamos por meu pai falecer. Ela tomou à frente pela necessidade. Quando jovem, tinha que realizar as atividades para a sobrevivência. Anos se passaram e hoje é uma paixão”, comenta Jane. Administradora da “Estância JB”, localizada no município de São Francisco do Brejão, ela vê a fazenda atualmente como uma empresa. “Cuido de toda a parte burocrática e faço os pagamentos dos funcionários. Além disso, curso Direito para complementar no que precisar dentro da fazenda. A participação da mulher ainda é pouca no Maranhão apesar do grande foco do mercado maranhense ser a agropecuária”, comenta.

Exemplo Um sinal que no geral a mulher vêm ganhando destaque no meio rual foi a conquista, pela primeira vez, de uma mulher à frente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Desde 2008, a CNA é presidida pela senadora Kátia Abreu. Isso garantiu uma maior sensibilidade em relação aos problemas enfrentados pelas mulheres no meio rural e preocupação para criação de projetos voltados para a saúde feminina. “A mulher não precisa ter dom para trabalhar na área. É só gostar, saber administrar com inteligência e determinação. Não é preciso abrir mão da feminilidade e ver o ramo como forma de lazer”, exalta Jane sobre a entrada da mulher no agronegócio. O aumento da força da mulher no campo é reflexo do que vem acontecendo há alguns anos nos diversos setores da economia e do mundo. Com capacidade de assumir vários papéis e ainda se qualificar, a mulher tem ampliado sua importância para o mercado de trabalho como um todo e sempre com resultados positivos.


05

Novembro/Dezembro 2011

P lantio

REPRODUÇÃO/ Blog Henrique Vieira

Insumos estão mais caros nesta safra Fertilizantes chegaram a ter aumento médio de 27% André Wallison

A

crise do mercado internacional e a alta do dólar, somados ao aumento da demanda na procura de produtos, elevaram os preços na hora de planejar a próxima safra. Segundo o diretor comercial da Imperagro em Imperatriz, Reginaldo Shigueru, houve um aumento de 25% no valor dos insumos, com relação à safra passada. “Produtos importados e uma maior procura nesta época do ano são alguns dos fatores que fizeram os preços subirem”, comenta. De acordo com Shigueru, os principais responsáveis pela alta são os fertilizantes, que tiveram um aumento médio de 27%. Os produtos com

a menor alta foram as sementes médias, que subiram 20% comparados ao valor da safra anterior. “O preço não ficou tão pesado para os produtores de milho, soja e arroz, por exemplo, porque este ano houve uma antecipação das chuvas, que normalmente começam em dezembro e este ano chegaram no final de outubro. Com isso teve inclusive um aumento nas vendas”, comenta.

Pastagens O aumento foi menor, mas também está mais caro o plantio de pastagens. Segundo o gerente da revendedora Nadia Rural Fabiano Sabbag Yusuf, houve uma alta de 1,4% no valor por alqueire, num comparativo ao mesmo

Plantar um hectare esse ano no Maranhão ficou mais caro que no ano anterior, devido à alta de insumos como fertilizantes e sementes

período de 2010. Em 2011 o plantio de um alqueire de braquiarão está custando cerca de R$ 1.250,00. Fabiano explica que a alta foi menor por que, enquanto alguns produtos obtiveram alta, outros tiveram uma queda nos preços. “O custo de 20 quilos de semente de braquia-

rão, por exemplo, era de R$ 193,00 no ano passado, e em 2011 ela está saindo por R$ 256,00, o que representa um aumento de cerca de 32%. Já o herbicida, outro exemplo, custava cerca de R$ 517,00 em 2010 e este ano custa cerca de R$ 472,00”, exemplifica o gerente

Demanda - Já o gerente da Agroquima, Pedro Calhau, diz que um dos motivos desse aumento é maior demanda de compradores. “Aliada à menor produção de sementes e a alta no valor de agrotóxicos, o crescimento da demanda fez com que subissem os valores dos insumos”, afirma.


06

Novembro/Dezembro 2011

N ovo prazo

Georreferenciamento será obrigatório em 2013 Proprietários devem estar atentos às datas, pois aqueles em desacordo com a Lei ficam impedidos de negociar e transferir suas terras REPRODUÇÃO

Antonio Wagner

O

prazo para georreferenciamento de imóveis rurais com área inferior a 500 hectares estava previsto para o último dia 20, mas foi adiado para 2013. Produtores rurais que iriam perder o prazo agora têm nova chance e devem procurar o Incra de sua região para obter informações sobre como proceder. Quem não fizer o georeferenciamento de suas terras fica impedido vender a propriedade ou fazer qualquer tipo de financiamento em bancos. Segundo o chefe da equipe de georreferenciamento da Maia Consultoria, em Imperatriz, Márcio Brito, embora o prazo do georreferenciamento para grandes propriedades rurais já tenha chegado ao fim, vários produtores não fizeram o cadastro. “Nem todos os imóveis do Brasil foram georreferenciados. Ainda existe uma boa parte sem o

Cerca de 5,2 milhões de imóveis estão passíveis de georreferenciamento no Brasil

cadastro”, comenta Brito. Hoje, há cerca de 5,5 milhões de imóveis constantes no Sistema Nacional de Cadastro Rural (SNCR). A maior parte das propriedades tem abaixo de 500 hectares, o que representa 5,2 milhões de

imóveis passíveis de georreferenciamento.

Obrigação De acordo com o decreto 5.770/2005, foi fixado o prazo legal para o georreferenciamento dos imóveis ru-

rais em todo o Brasil. O não cumprimento exigência implica ria no cancelamento do CCIR (Certificado de Cadastro de Imóvel Rural). O prazo, no entanto, foi prorrogado com a entrada em vigor do Decreto nº 7.620, publicado no Diário Oficial da União na terça-feira (22). De acordo com a Lei, o chamado Georreferenciamento consiste na descrição do imóvel rural, em seus limites, características e confrontações, através de memorial descritivo firmado por profissional habilitado (Engenheiro, Arquiteto, Agrônomo, Geólogo, Meteorologista, Geógrafo), com a devida ART(Anotação de Responsabilidade Técnica. Brito ressalta que são três os procedimento necessários que devem ser realizados para o cadastro. “A primeira etapa se dá com o profissional habilitado do para a execução dos serviços de campos e de elabora-

ção do material. A segunda se dá junto ao Incra com a apresentação do material, anuência dos confinantes e demais materiais. E a terceira se dá junto ao Cartório de Registro de Imóveis”, explica.

Passo a passo Mesmo com o novo prazo, o ideal é que os produtores organizem a documentação e a apresentem na Sala do Cidadão, das Superintendências Regionais do Incra. O imóvel georreferenciado recebe uma plaqueta que contém o código do profissional e o registro do marco da propriedade. Com ele, certifica-se que a terra está com toda a documentação em dias. Após os novos prazos encerrados e se não fizer o georreferenciamento o responsável pela terra é impedido de fazer qualquer modificação no CCIR e não poderá realizar nenhuma transferência, nem dá-la em garantia.

T râmite

Senadores aprovam projeto do novo Código Florestal brasileiro Diário da Fazenda

O

s senadores aprovaram na noite de 06/12, no plenário do Senado, o projeto do novo Código Florestal (PLC 30/2011), substitutivo de autoria dos senadores Luiz Henrique (PMDB-SC) e Jorge Viana (PT-AC) para o texto do então deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), aprovado na Câmara dos Deputados em maio deste ano. Foram 59 votos a favor e sete votos contrários

ao texto-base. Logo em seguida os senadores passaram a votar as emendas de destaque ao texto principal. Jorge Viana (PT-AC) acolheu 26 emendas de plenário de um total de 78 apresentadas. O plenário rejeitou quatro destaques ao texto. A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, afirmou, antes da votação do texto-base, que depois de 15

anos, o Congresso Nacional percebeu a necessidade de atualização da legislação ambiental. “O Congresso Nacional vota sim pelo Brasil, pelos produtores rurais, pelo emprego, pelo PIB (Produto Interno Bruto) e pela alimentação do povo brasileiro”, afirmou. Para ela, o “dia de hoje é histórico”. “O parecer do senador Jorge Viana representará a certeza de um desenvolvimento equilibrado e sustentável para o nosso País,

mantendo ao mesmo tempo regras rígidas de preservação e propiciando o desenvolvimento da atividade agrossilvipastoril”, afirmou o senador Luiz Henrique. O senador Jorge Viana afirmou que o novo Código Florestal garantirá segurança jurídica aos produtores rurais. “Nós temos que dar tranqüilidade aos brasileiros e brasileiras que vivem nas áreas rurais, produzindo para que nós, nas cidades, possamos consumir”,

afirmou o relator da proposta do novo Código Florestal, na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor, Fiscalização e Controle (CMA).

Passo a passo – Aprovado no Senado, o projeto do novo Código Florestal brasileiro volta para a Câmara dos Deputados, onde será analisado e votado no Plenário da Casa. Na seqüência, o texto seguirá para sanção presidencial.


07

Novembro/Dezembro 2011

B rasil

REPRODUÇÃO/seag-es

Investimento na agricultura familiar aumenta cinco vezes nas últimas oito safras Crédito para o segmento saltou de R$ 2,3 bilhões para R$ 11,9 bilhões Diário da Fazenda

O

crédito para famílias agricultoras quintuplicou nas oito últimas safras, passando de R$ 2,3 bilhões em 2002/03 para R$ 11,9 bilhões em 2009/10, no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). A evolução dos valores foi maior do que o número de contratos, que passou de 904 mil para 1,6 milhão no período (78% mais). Esses dados fazem parte do relatório Estatísticas do Meio Rural 2011, publicado em novembro, pelo Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural do Ministério do Desenvolvimento Agrário (Nead/MDA) e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

O maior financiamento do agricultor familiar se deu num contexto de aumento do consumo nacional e de uma ampliação dos preços internacionais, que levaram a programas como o Mais Alimentos - que permitiu uma ampliação da capacidade produtiva devido à compra de equipamentos e infraestrutura para a propriedade rural familiar, financiadas em até dez anos, com até três anos de carência e juro de 2% ao ano. O relatório registra essa evolução da demanda no mercado e da produção: a de arroz, por exemplo, aumentou 24,2%, passando de 10,1 milhões de toneladas em 2001 para 12,6 milhões em 2009; e a do feijão cresceu 42,1% no período, passando de 2,4 milhões de toneladas para 3,4 milhões. Renda - O aumento da renda

familiar no campo, entre 2003 e 2009, foi maior para as famílias agricultoras (31,7%, de R$ 1.138 para R$ 1.499) e para os assalariados rurais (38%, de R$ 793 para R$ 1.094) do que para as famílias proprietárias na agricultura patronal (7,6%, de R$ 9.737 para R$ 10.477). A renda das famílias de empregadores e trabalhadores por conta-própria não agrícolas, mas com residência rural, também cresceu: 24,1%, de R$ 1.230 para R$ 1.526. Esse aumento explica a razão da taxa de pobreza do campo ter reduzido 14,4%, no período - acima da média brasileira (12,4%), de acordo com o estudo. Jovens - A quarta edição de Estatísticas do Meio Rural traz uma novidade em relação às anteriores, ao buscar dados para

Aumento da renda no campo foi maior para famílias produtoras que para patrões

a análise das políticas públicas para a juventude no campo - especialmente com relação à educação e saúde. O estudo demonstra a concentração da população acima de dez anos de idade sem instrução (20% do total) no campo e, na outra ponta, a baixa concentração das pessoas com mais de 15 anos de estudo (1,4%). A maior parte dos moradores do meio rural tem de 3 a 4 anos de escolaridade (25,4%) e de 11 a 12 anos (25,1%). O que significa que há três grandes grupos: os que não estudaram, os que fizeram o primeiro ciclo do ensino funda-

mental e os que fizeram o ensino médio. Com relação à saúde, os números mostram que o morador rural tem pouca cobertura de planos de saúde complementar (6,4%). Dados - A fonte primária da maior parte dos dados do estudo é o Censo Agropecuário 2006 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que foi cruzado com outras fontes, como o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) ou as compras da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), entre outros.


08

E leição

Novembro/Dezembro 2011

Especial: entrevistas com cand Votação está prevista para o dia 16 de janeiro

José de Ribamar Cunha Filho N ascido em Imperatriz e de tradição rural José de Ribamar Cunha Filho, o Ribinha, é hoje um dos nomes a pleitear o cargo de presidente do Sinrural (Sindicato Rural de Imperatriz). Desde 2000 vem adquirindo experiência em algumas funções do Sindicato para agora buscar o cargo de presidente. Essa experi-

Por Diário da Fazenda

Por que resolveu assumir a direção do Sinrural? Assim como outros membros da atual diretoria, temos a convicção de que precisamos fazer a abertura na administração, oportunizar e trazer mais gente para a área de decisões no sindicato. Como o que tinha, e foi colocado inicialmente, nada mais era que uma repetição da diretoria atual, conversamos com o grupo e chegamos a uma nova opção. Quando me convidaram como cabeça de chapa, eu aceitei. É uma forma de integrar todos os níveis de associados: desde os que buscaram fundar e fazer forte o sindicato, até os jovens que precisam integrar o grupo. O senhor se reconhece como uma chapa de oposição? Eu não coloco como se houvesse uma chapa da situação e outra de oposição. Na verdade, somos dois grupos dentro da diretoria e nosso grupo queria uma abertura maior. Não seria de bom senso uma mudança apenas das peças dentro da entidade. Queríamos abrir para jovens que estão integrados ao setor e precisam fazer parte, dar um pouco de si na administração, trazer novas ideias. E nesse sentido, a nossa chapa abre espaço para pessoas que não estão ou que nunca tiveram parte do Sinrural. Assim como achamos importante a experiência dos que ajudaram a formar esse sindicato e que também estão afastados. É buscando essa abertura que surgimos como opção, não como oposição. Não tem uma chapa da diretoria e outra não. Nós todos somos advindos da mesma diretoria. Nenhuma das duas tem o apoio de cem por cento dos diretores atuais. Não considero que, pelo fato do atual presidente estar em uma ou outra chapa, configure ser esta a chapa da diretoria. A diretoria é formada por 18 membros e somos uma opção

ência em gestão não lhe falta, além da atuação como pecuarista, tem garantido sucesso à frente do Café Viana e empresas de Cerâmica e construtoras. A chapa tem apoio de outros membros da atual diretoria do sindicato e de produtores, que veem na polarização o fortalecimento da democracia. Confira a entrevista:

E nessa chapa, qual a sua proposta para o Sinrural? A chapa possui várias propostas e aos poucos estão sendo apresentadas. Mas nos nos últimos dois anos estive mais afastado da diretoria por motivos pessoais e pude sentir a ressonância dos associados. Eu consegui ter uma noção daquilo que os sindicalizados precisam. Nesse sentido, vou buscar uma aproximação maior, trazer de volta o sindicalizado que hoje está um pouco afastado. Só para se ter uma ideia, dos poucos mais de quatrocentos membros sócios ativos, quase 40% estão afastados e sem atualizar suas obrigações com o sindicato. Isso demonstra que uma coisa precisa ser acrescentada ao trabalho atual. Isso vamos buscar. Uma das funções é pleitear e adotar medidas em favor do associado sendo um defensor de tudo o que possa trazer prosperidade para a categoria; outra colocação do estatuto é estudar e buscar soluções aos problemas relativos às atividades rurais. Precisamos fazer uma busca de melhoria de índices, de ações técnicas para prover o associado de ferramentas para que desempenhe seu trabalho. Também queremos organizar os serviços que são úteis aos sócios. Fazer isso, ações mais direcionadas: esse é o objetivo. Na prática, qual é a ação que o senhor quer fazer à frente da entidade? Entre as ações que pretendemos fazer, uma delas é criar a diretoria ambiental, que não existe hoje e essa é uma questão que aflige o produtor. Implantaremos uma gestão dividida com várias comissões. Incorporar novas atividades, que estão distantes do sindicato, como Piscicultura, Avicultura, Reflorestamento, Silvipastoril, Agricultura. As comissões precisam ter mais importância no Sindicato. Entendemos que a pecuária tem avançado muito, mas outros setores precisam de atenção também. Vamos incrementar as diretorias que existem.

Na sua avaliação o marca Sinrural está preterida se comparada à marca Expoimp? Ainda não aos olhos de produtor rural, mas aos olhos da população, eu acredito que há uma sobreposição da marca Expoimp e precisamos buscar equilíbrio. A festa é importante, ela traz o cidadão para dentro do parque, ele vê as ações da força produtiva da nossa região, ainda mais agora com o embate entre ambientalistas e produtores. Em Imperatriz, o nosso portal é a Expoimp, mas temos de ter ações práticas para trazer o produtor para dentro do Sindicato, o Sindicato deve ter ações o ano inteiro. Ações que façam com que ele se sinta em casa para bater na porta da diretoria, sugerir e solicitar informações sem que existam barreiras. Nessa nova lógica, como fica o papel do pequeno produtor. O senhor acredita que ele está bem representado hoje? Hoje, a participação do médio e grande produtor no Sindicato ainda é maior. Mas tenho certeza que esta entidade foi pensada para todos os produtores, não importando o tamanho. E vamos buscar isso. Ações que fortaleçam a nossa classe, que promovam a segurança no campo, a assistência técnica e o desenvolvimento tecnológico. O que está faltando para trazer esse produtor? O primeiro passo é fazer com que o produtor entenda e reconheça a entidade como a sua casa. Dentro do Sindicato existem trabalhos sociais que podemos implementar. Um bom exemplo é criar uma comissão jurídica para atender o pequeno produtor. Um local que possam correr e ter um retorno de suas aflições e necessidades. Alguém que irá assessorar com orientação o nosso produtor, que preste um

serviço na área trabalhista, que os informe sobre suas obrigações, jurídicas, fiscais etc. Para que não seja penalizado por não saber. Hoje ele está desamparado nesse sentido. Além da informação, qual o maior problema da classe rural hoje? A questão ambiental. Corremos o risco de nos tornarmos marginalizados e nesse sentido precisamos fazer com que o Senado e a Câmara definam regras claras. Os bancos de fomento sempre cobrando uma situação que não podemos nos sujeitar. É inviável trabalhar com 80% de área para reserva. Como vamos produzir com 20%? Na verdade até menos. Em áreas com morros e rios, quando tirar essas áreas, será menor ainda. Pode ser 15% dependendo do tipo de área. Imperatriz está quase cem por cento na área da Amazônia legal. E quando fala-se do Sinrural não é só o produtor de Imperatriz, representamos toda a região Sul e Sudoeste do Maranhão. Temos produtores de Porto Franco, Grajaú, Estreito, Açailândia, Amarante. Nesse sentido, representamos toda a região. Temos que resolver os problemas da classe pensando no todo. O que acontece no vizinho acontece conosco também. Hoje o segmento se sente representado pelos atuais governantes? Eu entendo que nossa representatividade melhorou bastante com a nomeação do Claudio Azevedo (secretário estadual de Agricultura, Pecuária e Pesca). Ele conhece, tem a real noção da realidade e temos

avançado. Temos uma voz que se coloca em defesa do produtor rural. Na verdade, no Maranhão temos poucos representantes que fazem defesa contundente do setor rural, mas todos eles, quando estivemos em Brasília, comprometeram-se com a aprovação do Código. Não temos motivo para dizer que alguém, ou maioria, não esteja de ombros dados com o setor. Acredita que consigamos ser área livre de aftosa em maio, como prometido? A intenção é clara. Até o fim de 2012 os principais produtores do Nordeste e o Brasil devem estar neste estado sanitário. Então terá que acontecer. Já houve promessas, mas há uma determinação agora e uma disposição política para que seja alcançado. Na sua avaliação, por que ainda não tivemos esse status reconhecido pelo Governo Federal? A gente não pode falar só do Maranhão. O Pará também tem áreas de tampões, o Piauí do mesmo jeito. E outros estados. Há dificuldades. Problemas políticos-administrativos e as ações não tiveram a sequência necessária. Por que, o produtor tem feito o trabalho dele, tem feito o dever de casa, não se ouve falar de focos por aqui. Agora precisa-se mais ações do governo e ações técnicas no sentido de que tenham relatórios adequados para que o Governo Federal aceite nossas ações como efetivas.


09

Novembro/Dezembro 2011

didatos a presidência do Sinrural E leição

Pleito escolherá próximo representante do setor rural

Sabino Siqueira da Costa

A

tual vice-presidente do Sinrural (Sindicato Rural de Imperatriz), Sabino Siqueira da Costa é o cabeça de uma das chapas na eleição da entidade que representa os produtores rurais de Imperatriz. Secretário de Desenvolvimento Econômico do município, o produtor que veio do Piauí já está em atuação na entidade há pelo menos dez anos.

Por Diário da Fazenda

Por que resolveu assumir a direção da entidade? Porque, embora a produção rural não seja a atividade que mais me rentabiliza, nem a que me dá menos trabalho, é a que eu mais gosto, mais me identifico. Eu sou sertanejo, vim do sertão do Piauí. Meu avô era produtor rural. Tenho afinidade. Quando chegou a hora de decidir quem seria o nome para assumir o Sinrural nesta eleição, o grupo se dividiu: algumas pessoas tinham objeção pessoal à minha pessoa e outras, ao presidente Karlo Marques. Enquanto estávamos discutindo uma chapa única; uma, duas ou três pessoas já estavam fazendo reuniões para montar uma chapa alternativa. Isso, na minha avaliação, foi um processo deselegante com o presidente. Mas, enfim, quando surgiu o nosso nome foi uma decisão da grande maioria do grupo. Eu não tenho a menor vaidade com esse cargo. Sou uma pessoa realizada pelo que construí e a maior parte do trabalho já fiz estando na diretoria do sindicato. Estando tão perto desta gestão, que avaliação o senhor faz desses três anos? A gestão do Karlo, da nossa diretoria, foi tranquila. Nesses cinco anos da gestão do Karlinho, eu como vice nos últimos três, procuramos atender a todos os associados, independentemente da sua posição econômica ou do seu tempo de participação. O Karlo teve uma enorme habilidade para não envolver a entidade no processo político local. Ela é uma entidade de classe, engloba pessoas das mais variadas tendências e não pode aliar-se a candidaturas de a, b ou c. Entendemos que a entidade precisa manter sua independência, porque, toda vez que levanta uma bandeira, ela perde credibilidade e se expõe desnecessariamente. O presidente sempre brinca - uma vez acho que ele disse até para a governadora - que o seu partido é o

Além do trabalho no agronegócio, ele se consolidou como um empresário de sucesso com empreendimentos nos segmentos de veículos e distribuição de medicamentos. Sua chapa conta com o apoio do atual presidente do Sinrural, Karlo Marques, que na nova configuração participa no cargo de primeiro secretário. Confira a entrevista:

PA (Partido do Agronegócio), ou seja, o governo que faz alguma ação para o produtor, temos de aplaudir; mas quando nos prejudicam temos de reclamar. Isso o Karlinho fez com muita maestria. Outro avanço grande: encampamos a briga no Código Ambiental, trouxemos essa discussão para dentro do Sindicato Rural. São conquistas grandes que permitiram que hoje tenhamos uma aproximação muito grande com a Federação de Agricultura e com a CNA. O Sindicato hoje é respeitado por essas entidades, pela sua atuação, isenção e trato. Outra coisa importante: ter uma administração pautada pelo equilíbrio financeiro, o que não houve no passado. Hoje, o produtor tira todas as suas certidões a qualquer hora, pois a entidade não tem nenhum débito municipal, estadual ou com fornecedores. Qual sua proposta hoje para uma nova gestão do Sinrural? Primeiro precisamos continuar fortalecendo a entidade, sua representatividade. Para isso ela precisa estar sólida economicamente, porque não se faz nada sem recursos, precisamos ir ao poder constituído mostrar nossas angústias. Certo, mas do ponto de vista prático. Que ações são as mais urgentes? Seguramente vamos querer modernizar o Sindicato Rural. Fazer mais fortemente a extensão do conhecimento, da tecnologia, promover cursos e treinamentos. Outro ponto importante: fazer a prestação de contas. Qual a dificuldade de fazer a prestação de contas aos associados? Esse é o meu primeiro compromisso: fazer a prestação de contas mensal de receitas e despesas. Na sua avaliação, qual é o principal entrave hoje do agronegócio em Imperatriz? É o problema ambiental. Até hoje, por

exemplo, o produtor está sendo penalizado da pior forma, que é cortando o seu crédito. Os bancos estão sem operar porque estamos no bioma amazônico e dentro desta área a reserva legal chegava a 80%. Como ninguém tem essa reserva e nem tem a averbação, não se consegue a regularização na Sema (Secretaria de Meio Ambiente) que é pré-condição. Estamos há quatro ou cinco anos aguardando o zoneamento ecológico que não sai. Conversei com Cláudio Azevedo (sec. Estadual de Agricultura, Pecuária e Pesca) e ele me garantiu que estão celebrando um contrato com a Embrapa para que se possa fazer, ou seja, vai ser recomeçado do zero. O que esperávamos que estivesse pronto no final de 2010 não está em 2011 e talvez só no fim de 2012. E isso é fundamental. Neste sentido o senhor acredita que a classe está bem representada no âmbito governamental? O estado tem a representação, mas não vejo a manifestação dos nossos representantes neste sentido. O Sinrural deve levantar essa bandeira. Esse entrave burocrático nos bancos de certa forma atingiu os resultados da última Expoimp? Sim, já foi sensível. Se não fosse um trabalho junto aos agentes para viabilizar recursos para serem alocados nossa feira ia virar só uma festa, uma quermesse, como tudo no Brasil. Infelizmente o volume disponível não foi o volume utilizado porque a operação fica muito limitada a coisas periféricas. O produtor não pode fazer nenhum investimento. Cadê o cadastramento rural? Não tem, porque o Maranhão não tem zoneamento e não temos nossa área averbada. Hoje costuma-se ouvir que a marca Expoimp é maior que a Sinrural. É preciso fortalecer a imagem do sindicato?

A Expoimp é um evento do sindicato, não pode ser mais importante que ele. Assim como nenhuma entidade pode ter um gestor mais importante que a entidade. Queremos a entidade forte, participativa de todos: grandes, médios e pequenos. Qual o papel do pequeno produtor nas ações do Sindicato? Ele tem a mesma importância que qualquer outro. O que precisamos é que a entidade dê uma atenção especial a ele no que cerne à informação. O que o sindicato precisa fazer é oferecer essa informação. Muitos têm medo do banco, por conta de um passado inflacionário no qual era muito difícil saber o que se devia. Mas hoje o Brasil, em estabilidade, permite que você saiba quanto vai pagar. O crédito é indispensável. O pequeno não sabe nem como conseguir os documentos. O sindicato pode fazer isso, disponibilizar um funcionário à disposição dessas pessoas, para tirar dúvidas. Quanto à febre aftosa, por que ainda não somos área livre da doença? Faltou vontade política. Na realidade, o Maranhão não percebeu a importância, para a economia, da liberação do nosso rebanho. Fazer vacinação é um dever de casa do produtor rural e ele tem feito isso, mas durante esses anos a Aged foi inoperante, foi de pouca competência. Conheci pouca gente trabalhando com determinação. Sempre falta isso, carro, combustível etc. Isso é desculpa

de quem não quer fazer, por que qual é a dificuldade de você fazer um cadastro para criar base de dados com nome da fazenda do produtor e seu rebanho? Evoluímos em 2002 para médio risco e estamos há 8, 10 anos no mesmo status sanitário. O Piauí começou outro dia e já está no mesmo status do Maranhão. Sabemos que nossa condição na época não era diferente do Pará, Tocantins... Por que eles evoluíram? Por que seus produtores, sua classe política entendeu isso, tomaram as ações necessárias. E o que eles têm de diferente? Um órgão que funciona. O senhor acredita na promessa de liberação em maio de 2012? Ainda é uma promessa. A sinalização mais positiva é a entrada do Cláudio Azevedo na Secretaria de Agricultura, que é alguém que conhece nossos problemas e cria uma interlocução mais fácil. Ele tem boa vontade, credibilidade e apoio do governo. Eu acredito que vamos passar por um processo de sorologia e temos que conseguir o índice de vacinação acima de 95%. O problema é que não é só questão técnica, precisa ação junto ao Ministério. Estamos otimistas. Seria uma glória para a Expoimp. Cada ano menos animais são expostos por conta dessa dificuldade de trazer animais de outras regiões. Para vir não tem problema, mas para sair tem a quarentena e ninguém traz nessas condições. Alguns amigos trazem para prestigiar, mas depois fica aquela sensação de ser obrigado a vender a qualquer preço já que não tem condições de voltar.


10

Novembro/Dezembro 2011

C ertame

Maior leilão do Maranhão completa 15 anos Evento foi sucesso de vendas e público, comprovando a tradição do leilão que se configura como um gigante em número de animais negociados

E

m abril o leilão da ATR completou 15 anos, mas a comemoração aconteceu mesmo no mês de outubro, com a realização de mais uma edição Leilão do Boi Branco em Estreito, quando foram ofertados aproximadamente 5 mil animais, entre bezerros, cruzados, gado PO, fêmeas e outros. “Somos o maior do Brasil”, garante o organizador do evento, Célio Luís Rodrigues Mendes. E a grandiosidade pôde ser vista pelos participantes que lotaram o tatersal na entrada de estreito. Ao todo pelo menos 50 caminhões, alguns com até quatro andares de gaiolas com animais vindos de cidades próximas como Carolina, Paraíso e do Tocantis lotaram as 105 baias montadas no local. Só um dos visitantes do Tocantins trouxe 1,5 mil cabeças, representando 30% de todo o leilão. O evento, nesses moldes, que leva o nome de seu fun-

FOTOS: ANTONIO WAGNER

dador Agnelo Teixeira Rezende, acontece duas vezes ao ano. “Já estamos há 15 anos na região promovendo leilões toda a sexta-feira, ou seja, o produtor conhece nosso trabalho, conquistamos credibilidade”, argumenta.

1

Patrocinador E foi justamente esta credibilidade que fez com que a empresa Agroquima fosse mais uma vez parceira e patrocinadora máster do pregão. Segundo o gerente comercial da empresa, Pedro Calhau, a parceria com a ATR segue há dois anos. “A ATR é um grupo forte, então vemos nessa parceria uma oportunidade de mostrar nossa marca, expor nossos produtos. Afinal, aqui está o nosso público, aqui estão os produtores”, destaca.

2

6 5

3

LEGENDA DAS FOTOS: 1) Animais em baias no leilão. 2) Célio Mendes da ATR e convidados. 3) Agnelo Teixeira Rezende, que dá nome à leiloeira ATR. 4) A pequena Valentina e seu pai Almir (Climetra). 5) Leiloeiro Gilson de Paula durante o leilão. 6) Pista.

4

PEUGEOT 307 SÓ r$ 22 MIL

ÁREA 40 ALQUEIRES

2.014 alqueires to

Vendo um Peugeot 307. Ano 2005/06. Completaço. Quatro portas. Preto. Tudo ok. A negociar. (99) 8111.1818

40 alqueires, BR 010, Imperatriz, MA. Imobiliária Habittar: (99) 3523-8781 ou com Lucivania: (99) 9147-4396

2.014 alqueires, na margem do Rio Tocantins (TO). Divisões, casa de máquinas, 2 retiros conpletos, toda no pasto, várias casas de vaqueiro. Habittar: (99) 3523-8781 ou Lucivania: (99) 9147-4396

290 alqueires

1.700 alqueires

290 alqueires. Próximo Araguatins, TO. C u r r a l , energia, água e luz. Imobiliária Habittar: (99) 3523-8781 ou com Lucivania: (99) 9147-4396

1.700 alqueires. Fazenda Araguaína, To. 800 alq de pasto. Rio com água corrente, sede, curral, energia e telefone. Imobiliária Habittar: (99) 3523-8781 ou com Lucivania: (99) 9147-4396

área de terra 900 ALQS.

VENDO 28 ALQueires

VENDO CARREGADEIRA W20

Anuncie gratuitamente

Anuncie gratuitamente

900 alqueires. Fazenda Axixa TO. Imobiliária Habittar: (99) 3523-8781 ou com Lucivania: (99) 9147-4396

28 alqueires município de Campestres, MA. Imobiliária Habittar: (99) 3523-8781 ou com Lucivania: (99) 9147-4396

Vendo W20 (carregadeira), ano 1988. Em bom estado. Por R$ 120 mil. Informações: 8833-5926.

Anuncie aqui gratuitamente fazendas, terras, produtos agrícolas e animais. Fone (99) 8111.1818.

Anuncie aqui gratuitamente fazendas, terras, produtos agrícolas e animais. Fone (99) 8111.1818.

Anuncie gratuitamente

Anuncie gratuitamente

Anuncie gratuitamente

Anuncie gratuitamente

Anuncie gratuitamente

Anuncie aqui gratuitamente fazendas, terras, produtos agrícolas e animais. Fone (99) 8111.1818.

Anuncie aqui gratuitamente fazendas, terras, produtos agrícolas e animais. Fone (99) 8111.1818.

Anuncie aqui gratuitamente fazendas, terras, produtos agrícolas e animais. Fone (99) 8111.1818.

Anuncie aqui gratuitamente fazendas, terras, produtos agrícolas e animais. Fone (99) 8111.1818.

Anuncie aqui gratuitamente fazendas, terras, produtos agrícolas e animais. Fone (99) 8111.1818.

Anuncie gratuitamente

Anuncie gratuitamente

Anuncie gratuitamente

Anuncie gratuitamente

Anuncie gratuitamente

Anuncie aqui gratuitamente fazendas, terras, produtos agrícolas e animais. Fone (99) 8111.1818.

Anuncie aqui gratuitamente fazendas, terras, produtos agrícolas e animais. Fone (99) 8111.1818.

Anuncie aqui gratuitamente fazendas, terras, produtos agrícolas e animais. Fone (99) 8111.1818.

Anuncie aqui gratuitamente fazendas, terras, produtos agrícolas e animais. Fone (99) 8111.1818.

Anuncie aqui gratuitamente fazendas, terras, produtos agrícolas e animais. Fone (99) 8111.1818.


11

Novembro/Dezembro 2011

A nimais domésticos

FOTOS: ANTONIO WAGNER

Mercado de Pet Shop cresce com diversidade de produtos Roupas, coleiras, brinquedos, produtos de higiene e outros itens pensados exclusivamente para animais de estimação fomentam esse novo segmento Antônio Wagner

L

ojas especializadas em artigos para animais, os conhecidos pet shops, oferecem uma diversidade cada vez maior de produtos para facilitar a vida dos donos, que, em geral, querem encher de mimos seus mascotes. O setor tem crescido bastante nos últimos anos e o mercado continua sendo promissor para quem pretende investir. Em Imperatriz há espaço para a multiplicação do ramo pet e, para atrair mais consumidores, empresários têm apostado em estratégias diferenciadas e serviços cada vez mais específicos. Clínicas veterinárias, bazares, agropecuárias e até supermercados também ade-

riram às vendas de produtos voltados para o conforto e estética dos bichos domésticos, além das rações. Acessórios como roupas, coleiras, brinquedos, produtos de higiene e até sapatos para passeios são facilmente encontrados e seduzem qualquer apaixonado por cães e gatos. A Servet - Serviço Médico Veterinário LTDA, oferece seu atendimento desde 1985 em Imperatriz e é pioneira em todo o Maranhão em serviço de banho e tosa, sanidade, vacinas e consultas. Clénia Maria, sócia da empresa, foi buscar novidades do ramo, no Pet South Améria, realizada em São Paulo este ano. “Tudo que surge estamos procurando adquirir. Estivemos presente no Pet South América (Feira In-

ternacional de Produtos e Serviços para a Linha Pet e Veterinária). Trouxemos acessórios em geral, camas, unhas de silicone, roupas, carrinhos para cães e até tatuagens. O nosso maior investimento atualmente é a vinda da máquina “Seca Cão”. A máquina “Seca Cão” deixa o animal acondicionado de forma segura e confortável dentro de ambiente apropriado, onde as ações de jatos de ar com distribuição e temperatura controladas proporcionam uma secagem e higienização dos pêlos, evitando o stress da secagem convencional feita com secador. A máquina usa irradiação infravermelha e com ela protege-se a pele canina de irritações. A Au Au Miau etc e tal –

Cuidados com animais fazem crescer variedade de itens como roupinhas (no detalhe)

Pet Shop, Clínica Veterinária e Estética Animal, está na cidade desde abril deste ano e está trazendo para a cidade um Hotel SPA para cachorros. Para Aurizan Holanda, Gerente Administrativa, a procura por este e outros serviços são grandes dentro da empresa.“Há uma procura muito grande por hospedagem de animais. Seus donos viajam e não tem com quem deixá-los. O Hotel SPA terá piscina, playground e apar-

tamento individual com área de sol. O animal poderá ficar hospedado quantos dias forem necessários.” A inauguração deste espaço será para janeiro próximo. “Outra novidade é o espaço para eventos e realização de festas particulares. Em outras cidades isso já é normal. Alguns de nossos clientes já fazem isso. Eles fazem de tudo para seus animais de estimação. Os cães e gatos hoje são parte da família”, finaliza Aurizan Holanda.


12

Novembro/Dezembro 2011

Meio ambiente

Sul do Maranhão dispõe de sistema itinerante de recolhimento de embalagens vazias Na primeira ação itinerante, realizada no dia 15 de outubro, foram recolhidas quase meia tonelada de embalagens vazias de agrotóxicos REPRODUÇÃO

Diego Leonardo Boaventura

C

omeçou a funcionar o sistema itinerante de recolhimento de embalagens vazias de agrotóxicos nas fazendas do sul do Maranhão. O sistema itinerante de recolhimento é uma modalidade temporária de coleta cujo objetivo é facilitar o acesso de produtores rurais à devolução. O sistema itinerante é voltado principalmente para o pequeno produtor que, muitas vezes, reclama da dificuldade de transporte para entrega das embalagens nos postos fixos de recebimento, na cidade.

“Se Maomé não vai à montanha, a montanha vai a Maomé”, brinca o fiscal estadual Agropecuário da Aged (Agência de Defesa Agropecuária do Maranhão), Jean Teixeira. Segundo ele, mostrar a importância de dar um destino correto às embalagens de agrotóxicos envolve uma mudança na mentalidade do trabalhador rural. “O problema é mesmo cultural, por isso, primeiramente nós partimos para conscientização, para depois colhermos os resultados”, destaca. A primeira experiência itinerante aconteceu no dia 15 de outubro nas cidades de Porto Franco, Lajeado Novo, São João

do Paraíso e Estreito. De acordo com dados da Aciart (Associação do Comércio de Insumos Agropecuários da Região Tocantina), a primeira coleta recolheu 492 quilos de embalagens vazias. “O maior volume recebido ocorreu no município de Porto Franco”, conta o presidente da Aciart, Reginaldo Komatsu. Para o trabalho, os associados da Aciart cederam quatro caminhões próprios para transporte dessas embalagens vazias. Além da associação e da Aged, o trabalho conta com apoio do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens

O maior volume recolhido ocorreu no munícipio de Porto Franco, a 100 km de Imperatriz

Vazias (Inpev) e das prefeituras e secretarias dos municípios. Atualmente no Estado exis-

tem postos de recolhimento fixos em Balsas, Imperatriz e Anaupurus.

Centro Brasileiro de Pecuária Sustentável inaugura sede em Imperatriz ANTÔNIO WAGNER

I

mperatriz é sede do Centro Brasileiro de Pecuária Sustentável (CBPS). A associação, que começou no ano passado com o objetivo de divulgar e promover a troca de experiências sobre o manejo sustentável no país, por iniciativa do produtor rural Mauroni Cangussu, agora tem sua sede oficial localizada à Rua Paraíba, 50, bairro Juçara. “Nós estamos inaugurando o CBPS com objetivo de modificar o perfil da pecuária no Brasil. A humanidade tem que mudar a relação com o meio ambiente, e o CBPS faz parte dessa mudança na área da produção rural”, enfatiza Mauroni. A entidade trabalha na divulgação de processos ecológicos de produção, como por exemplo, o plantio de árvores nas pastagens. Hoje são nove propriedades rurais envolvidas no gru-

cuarista, o CBPS não é restrito a produtores rurais. “Qualquer pessoa que tenha interesse em ajudar o planeta e mudar sua postura pode contribuir”, comenta.

Entenda a proposta

Membros do CBPS e convidados prestigiaram a inauguração da sede da entidade

po, que não tem fins lucrativos, e promove reuniões para debater o assunto. Em sua avaliação o maior mérito da associação é promover a divulgação dessas práticas sustentáveis. “Não é uma postura

fácil de mudar. São anos e anos num sistema que parecia o mais adequado. Então é preciso investir em educação, no esclarecimento, para conseguirmos bons resultados”. Embora seja voltado ao pe-

A base deste novo modelo de produção é o manejo integrado de pastagem, árvores e gado com o objetivo de aumentar a produtividade por unidade de área. Segundo defendem, a recuperação dos biomas – se não os originais pelo menos o mais próximo deles – nas propriedades não é apenas uma forma de ajudar o meio ambiente, mas uma maneira de garantir que a atividade não sucumba, uma vez que a degradação tem caminhado para a morte do solo, o que vai exigir cada vez mais investimentos em suplementação e recuperação de pas-

tagens. Gastos estes que podem, no futuro, inviabilizar os negócios no campo. Apesar de a pecuária sustentável ainda ser um assunto que gera dúvidas e resistência por parte dos produtores, o Maranhão tem se mostrado como um Estado de vanguarda na adoção desses métodos. A primeira fazenda da região a mudar o manejo das pastagens degradadas com a regeneração das arbóreas nativas foi a Fazenda Monalisa, propriedade do médico veterinário Mauroni Cangussu, que desde 2002 tem investido no sistema silvipastoril. A fazenda de 153 alqueires, 600 vacas e 12 touros, inclusive, foi citada como referência de modelo sustentável em reportagem da Revista FAO: Animal Production and Health.


13

Novembro/Dezembro 2011

O Berrante é um informativo mensal do:

Mercado de cavalos de raça cresce no Brasil Estimativas da Esalq/CNA apontam para um plantel de mais de 900 mil cavalos de raça no Brasil frente a 5,5 milhões de animais de lida ANTONIO WAGNER

Diário da Fazenda

A

o todo, estima-se que o plantel brasileiro de cavalos de raça esteja em torno de 900 mil. A estimativa é feita com base em um estudo da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), realizado em 2006 sob encomenda da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Uma das principais lacunas do setor é a ausência de estatísticas, motivo pelo qual a Câmara Temática de Equideocultura do Ministério da Agricultura incluiu a consolidação de dados em sua agenda estratégica. O perfil equestre brasileiro está caminhando para um padrão mais europeu, onde o cavalo é um animal mais doméstico”, diz Alberto Guerra, diretor de marketing da Universidade do Cavalo, instituição especializada na formação, desenvolvimento e informações para a equinocultura. Segundo Guerra, o movimento, que se acentuou em 2005 com o melhor momento econômico do país, é em direção ao uso do cavalo como ferramenta de lazer, e não apenas de trabalho. “As pessoas descobriram o prazer de andar, de participar de provas equestres”. Nesse novo perfil, a qualidade é um atributo essencial. “O cavaleiro brasileiro está cada vez mais exigente. Ele preza a qualidade do cavalo e dos cuidados diários, o que requer profissionais qualificados”, afirma Guerra. De

acordo com ele, o custo mensal de um cavalo de raça com treinamento, veterinária e itens de beleza gira em torno de R$ 1,5 mil. Por conta dos custos de criação elevados, o mercado de cavalos de raça não tem no lucro sua principal motivação. Também por isso, o perfil do proprietário é de empresários do setor financeiro e industrial. “É um hobby, que não tem muita pretensão de lucro”, diz Guerra. A visão é compartilhada pelo ex-presidente da Bovespa e atual presidente do Jockey Club de São Paulo, Eduardo da Rocha Azevedo: “nenhuma raça dá lucro”, garante. “Mas é lindo quando o seu cavalo ganha uma prova”, sorri Azevedo, proprietário de 30 PSIs. “Você precisa ter como visão a criação pelo prazer”, reforça o empresário José Alves da Silva, detentor da marca Coca-Cola no Centro-Oeste e um dos maiores criadores de cavalo árabe do país, além de presidente da associação da raça.

Problemas Apesar de numerosos, os cavalos de raça são minoria no país, cujo rebanho total de equinos é de 5,5 milhões - a maioria utilizada na lida com o gado nas propriedades rurais -, conforme a última pesquisa de Produção da Pecuária Municipal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada em setembro. “Há muito espaço para crescer”, comemora Guerra. No Brasil, os cavalos de raça

Maranhão registra presença sólida de investidores desse mercado de cavalos de raça

estão distribuídos entre 23 associações de criadores. E há cavalos para todos os gostos, desde o turfe, passando por animais de cavalgada, como o Mangalarga Marchador, de exposição, como o Árabe, e os de hipismo. Além desses, há outros bem versáteis, como o Quarto de Milha, raça com o maior plantel no país. Com 25 mil animais, a raça PSI, uma das mais tradicionais do mundo, passou por sérias dificuldades nos últimos anos, ocasionadas pela longa crise dos hipódromos do país, que se arrasta desde os anos 1990. Segundo o gerente da Associação Brasileira dos Criadores de Cavalos de Corrida (ABCCC), Ricardo Ravagnani, “o mercado de PSI depende das corridas nos hipódromos”. Apesar dos problemas, a situ-

ação começou a mudar, conforme revela o presidente do Jockey Club de São Paulo. Segundo o clube paulistano, o movimento geral de apostas cresceu 12% nos primeiros nove meses deste ano frente ao mesmo período de 2010, alcançando R$ 84,8 milhões. De olho no bom momento desse mercado, o clube prepara o lançamento de uma campanha para atrair novos proprietários de Puro Sangue Inglês - o preço médio de um potro inédito (com até dois anos), o mais comercializado, é de R$ 32 mil. Caso o PSI consiga aproveitar o momento do segmento, seguirá a trilha do Quarto de Milha, raça mais difundida do país, com 373,1 mil animais, que apresentou crescimento de 32,2% nas receitas apuradas nos leilões da raça. De origem americana, o Quarto de

Milha, assim chamado por ser o equino mais rápido em 402 metros (equivalente a 1/4 de milha), é o cavalo oficial da vaquejada e do laço. Em média, vale R$ 28,5 mil. Na segunda posição entre as raças mais difundidas do país, com 271,1 mil animais, está o Crioulo, cavalo-símbolo do Estado do Rio Grande do Sul. Em 2010, os leilões da raça tiveram incremento de 24% sobre o ano anterior, chegando a R$ 75,6 milhões, a uma média R$ 15,4 mil por animal, de acordo com a Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos. Típico de cavalgada, o Mangalarga Marchador, presente principalmente em Minas Gerais, também se beneficia dos bons ventos. “Estamos numa fase extraordinária, com nossos animais alcançando valores de elite, de até RS 2,5 milhões”, comemora Magdi Shaat, presidente da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador. Com um valor médio de R$ 35 mil por animal, a raça tem plantel estimado em 150 mil. Símbolo da Ferrari e protagonista de filmes como o “Corcel Negro”, os cavalos da raça árabe são reconhecidos por sua beleza e resistência. Por suportarem frio e calor intensos, foram utilizados por muito tempo como cavalos de guerra - atualmente, são bastante usados em exposições de beleza. Comenta-se que foram os únicos cavalos que sobreviveram à incursão de Napolão Bonaparte à Sibéria, no século XIX.

Representante SALBLOCO em Imperatriz e região:

Rua Minas Gerais, 103 (Esq.com Benedito Leite) Centro - Imperatriz - MA

Fone: (99) 3254-2036 | Fax: (99) 3524-3477


14

Novembro/Dezembro 2011

D estaques

3º Seminário de Agronegócios na Região Tocantina reúne o setor rural e anuncia evento do leite DIÁRIO DA FAZENDA

Márcia Ferreira, analista do Sebrae, durante evento do agronegócio na Fama

O 3º Seminário de Agronegócios na Região Tocantina, realizado em 1º de dezembro, no auditório da Fama, reuniu representantes do setor rural e produtores em torno de discussões que, segundo a organizadora do encontro, Márcia Maria Martins Ferreira, analista do Sebrae/ MA, buscam a melhoria do desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Agronegócio. No evento foram discutidas predominantemente duas temáticas: o leite e as frutas e hortaliças, com foco na geração de renda e melhoria da qualidade de vida dos beneficiários. Durante o evento, foi lançado também o X Enel (En contro Nordestino do Leite) que será realizado em outubro do próximo ano em Imperatriz. O evento promete reunir aqui as maiores autoridades do segmento lácteo brasileiro.

Pesquisa vai mapear espécies de parasitas que atacam a região

A

Universidade Federal do Piauí (UFPI) implantou no campus da instituição o primeiro Laboratório de Diagnose de Plantas da região Mapitopaba (Maranhão, Piauí, Tocantins, Pará e Bahia). Antes da iniciativa, as análises eram enviadas para outros Estados, como Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais e São Paulo. A UFPI irá mapear a ocorrência de nematóides na parte sudeste do Estado, identificando as espécies existentes. Os nematóides são organismos microscópicos que podem causar estragos significativos nas plantações. Como parasitas, hospedam-se nas raízes das

plantas, sugando seus nutrientes, prejudicando seu desenvolvimento, favorecendo o ataque de doenças e diminuindo a produtividade. Para o professor Dr. Francisco de Alcântara Neto, coordenador do Grupo de Pesquisa em Produção Vegetal da UFPI, a nova instalação trará uma série de benefícios para todos. “Os alunos de graduação e mestrado vão ter contato direto com os produtores em aulas práticas e projetos de iniciação científica. Os produtores, por sua vez, não vão precisar esperar até vinte dias para receber as análises, que agora serão feitas no laboratório em dois ou três dias”, afirma.


Nov/Dez de 2011

FOTOS: ANTONIO WAGNER

Fazenda Boa Esperança

A Universidade do Peixe em Senador La Rocque Diário da Fazenda

E

m 1983, quando o mineiro Antônio Chaves, 63 anos, teve de vender as propriedades de soja que tinha para quitar a dívida no banco, depois da queda do dólar no governo de Fernando Henrique Cardoso, ele não se abateu: “Só sobraram cinco tratores. Foi quando vendi as máquinas e comprei três tanques de peixe”. Do empreendimento queria tirar 100 mil animais, mas não ultrapassou os 25 mil. Foi muita persistência para chegar ao que hoje ele e o filho Vinícius Chaves de Amorim Borges chamam de “Universidade do Peixe”. E não é para menos. Atualmente a fazenda Boa Esperança, no município de Senador La Rocque, é referência nacional na produção de alevinos de Pintado, Tambaqui (peixe redondo) e Pirarucu. Este último, inclusive, só produzido em cativeiro no Brasil em duas propriedades, esta no Sul do Maranhão e outra em Rondônia. Mesmo sem ter concluído

Peixe gordo E se os negócios estão ‘engordando’ o cardume não tem feito feio. Foi preciso a força de sete peões da fazenda para conseguir capturar um pirarucu de 150 quilos no tanque da fazenda para esta reportagem. “E não é o mais pesado. Já tivemos ou-

uma faculdade, Vinícius hoje é o que se pode chamar de uma sumidade no assunto, sendo convidado constantemente para prestar consultoria e dar palestras sobre a criação do peixe que é uma raridade nas pisciculturas nacionais. Os dois tanques que não prometiam muito na primeira empreitada se multiplicaram para 23 açudes em 20 hectares de lâmina d’água, que este ano tiveram uma produção de 4,3 milhões de alevinos de peixe Redondo, 20 mil de Pirarucu e 80 mil de Pintado. Parece muito? Não para estes piscicultores que têm uma meta traçada para 2012 que vai mais que dobrar a produção. Ano que vem os tanques devem gerar 6 milhões de alevinos de Redondo, 30 mil de Pirarucu e 500 mil de Pintado. “Temos um crescimento médio de 20% ao ano”, garante Vinícius. Ainda assim a produção não tem conseguido atender a demanda de mercado. Só a fila de espera pelos alevinos chega ao

tros de até 200 quilos”, explica Vinícius. Segundo ele, a fazenda tem condições de tirar crias pesadas, mas como os mercados não sustentam peixes tão grandes, em geral, eles são abatidos com pesos bem menores, de um ou dois quilos no máximo. Para isso, o controle da ali-

total de 12 mil embriões. “60% da nossa produção fica no Pará, mas vendemos para o Tocantins, Bahia e não conseguimos atender todo mundo”, explica Vinícius. E isso sem contar o peixe gordo. Por ano a fazenda produz uma média de 100 toneladas. A produção não chega a Imperatriz, é toda consumida nas redondezas da propriedade, em Senador La Rocque, Amarante e João Lisboa. “A procura é tanta que estamos há 45 dias sem conseguir atender a demanda”, diz.

Peixe criado no seco Excelência e ousadia. Afinal é difícil acreditar que a propriedade de 320 hectares não tem nenhum rio. Toda a produção de peixe ali é feita de água represada da chuva. “Temos uma represa de 50 mil metros quadrados”, destaca. Os tanques, todos complementados com água filtrada e adubação são mais um detalhe do primor e do cuidado com o serviço. Há piscinas de descanso, berçários, tanques de reprodu-

mentação dos bichos é rigoroso, assim como todo o procedimento desde a formação das larvas até a reprodução das fêmeas. A quantidade de ração dos peixes, por exemplo, é calculada quinzenalmente por amostragem. Os animais são pesados, separadamente, para saber o quando ain-

ção de larvas a alevinos, há incubadoras e outros detalhes que fazem da fazenda Boa Esperança um grande laboratório de reprodução ao ar livre. “Desenvolvemos de tudo aqui. Até a rede de retirada dos peixes é produzida na fazenda. Inventamos uma a base de cordas, porque as disponíveis no mercado não agüentavam a força dos animais”, explica. E a vontade de inovar é tanta que agora a meta é promover o rastreamento dos peixes. Uma parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA) vai permitir, a partir de janeiro, colocar um chip em cada matriz, para promover o mapeamento genético dos alevinos que saem da fazenda. “Com isso vamos buscar precocidade e agregar valor ao nosso produto”, justifica.

Sustentabilidade Apesar de toda a atenção que os peixes recebem neste ‘aquário natural’ a fazenda de oito funcionários ainda explora outras iniciativas. “Nossa terra é

da podem comer. A alimentação também é pensada com cuidado e vem de longe: “usamos uma ração da Hungria”. Parece exótico, mas escolhas alimentares têm dado certo. Na criação das matrizes de Pintado, por exemplo, a mudança do que se serve aos peixinhos

totalmente aproveitada”, diz Vinícius. E é verdade. Ali cada pedacinho de terra tem uma função: há uma reserva legal com 20 mil árvores de reposição que se juntam à mata nativa; são mantidas no local 42 caixas de apicultura que produzem uma média de 200 quilos de mel de abelha. Na fazenda o gado de leite produz pelo menos 200 litros diários, além da criação de 80 vacas PO, para inseminação; e 300 cabeças de Nelore. Nas árvores que rodeiam a propriedade, há casinhas para chamar passarinhos. “Dá para conhecer cada um pelo canto”, diz seu Antônio. O lugar é tão harmonioso que já recebeu a visita de garças e até tuiuiús. Na verdade quem passa por ali também fica extasiado com o encanto desta harmonia. “Quando acontece uma coisa ruim na vida da gente, é só respirar fundo e recomeçar”, ensina seu Antônio. A Fazenda Boa Esperança é o maior exemplo de que esta filosofia dá certo.

fez com que o ganho de peso que demorava três anos, fosse alcançado em doze meses, com custo menor, em média uma economia em dinheiro de R$ 15,00 por saco de ração. “Fizemos muitos testes até chegar ao grau de excelência que temos hoje aqui”, garante o rapaz.


Diário da Fazenda Ed06  

Jornal Diário da Fazenda - Edição 04

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you