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Janeiro/Fevereiro de 2012 | Ano II | nº 7

Imperatriz/MA

O dia a dia do produtor rural

Exportações

COLUNA MINHA FAZENDA ANTONIO WAGNER

Arco-íris é referência em gado de elite Para esta primeira edição de 2012, o Diário da Fazenda foi conhecer a Fazenda Arco-íris - de propriedade dos irmãos Kit - que é uma referência na produção de animais de elite não só no Maranhão, mas também em estados vizinhos, como o Pará. Assim, a coluna Minha Fazenda, que a cada mês visita uma propriedade rural, conta nessa edição a história do grupo que mantém hoje 900 cabeças de gado PO em 515 hectares e ainda tem uma meta audaciosa: gerar 400 touros reprodutores por ano no MA.

Soja representa 20% das vendas externas do MA As exportações maranhenses de soja registraram aumento de 45% em 2011, com receita que atingiu US$ 597 milhões, contra US$ 411 milhões em 2010, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC). O grão já é o terceiro maior item da pauta de exportação estadual e, sozinho, representou quase 20% de tudo o que o Maranhão exportou entre janeiro e dezembro de 2011. A presença de produtos do agronegócio na pauta de exportações do MA é crescente e já representa parcela significativa dos embarques totais.

Página 15.

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Representação rural Eleição no Sinrural foi politizada e mobilizou diversos segmentos. O novo presidente foi empossado e prometeu prestação de contas mensal

Sabino assume Sinrural de Imperatriz Com 140 votos, a chapa União e Trabalho, encabeçada pelo empresário Sabino Costa,

Investimentos

foi a vencedora nas eleições do Sindicato Rural de Imperatriz. A concorrente, União Rural, que

tinha como cabeça de chapa o empresário José de Ribamar Cunha Filho, o Ribinha, teve 112

votos. A disputa aconteceu no dia 16 de janeiro no Parque de Exposições Lourenço Vieira da

Maranhão

IMAGEM

Palate amplia indústria no MA A Palate vai praticamente dobrar a industrialização de leite em Imperatriz a partir de julho, com o início da produção de queijo mussarela.

Página 14

Silva e contou com 255 votos, sendo que 310 sócios estavam aptos a votar. Páginas 8 e 9.

DIÁRIO DA FAZENDA

Safra: área com grãos cresce 9,2% A ampliação maranhense das áreas ocupadas pelas lavouras é a segunda maior do país, na safra 2011/2012, atrás apenas do Distrito Federal.

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Valorização

Pecuária

Crescimento de Imperatriz eleva preço das terras

Criar gado na sombra eleva a produtividade

A vinda de empresas e o bom momento econômico têm favorecido também os valores das terras maranhenses e preços devem crescer mais.

Pesquisas comprovam que gado criado em pastagens com árvores tem menor temperatura corporal, consomem menos água e produzem mais leite e carne.

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Página 06


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Janeiro/Fevereiro 2012

A rtigo

E ditorial

Plantamos em 2011 P

lantamos as sementes do Diário da Fazenda em 2011 e nesse ano começaremos a colher a nossa safra. Uma colheita não necessariamente de resultados financeiros, já que os custos de produção, como no campo, são altos. Mas uma safra de parcerias

sólidas, de construção de credibilidade e de um jornalismo especializado e responsável, voltado para informar os produtores rurais de Imperatriz e região. Entramos em 2012 contando com um número significativo de empresas do segmento agropecuário que apoiam

A rtigo

O Brasil sabe o que quer Kátia Abreu* *senadora (PSD/TO) e presidente da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), escreve aos sábados, a cada 14 dias, no caderno Mercado, do Jornal Folha de S. Paulo

essa publicação e elegeram nossas páginas para divulgar suas marcas e produtos. E é para os produtores e para essas empresas, que acreditam na força do plantar e colher, que mês a mês nos dedicamos a uma nova edição desse jornal rural e dessa terra. Boa leitura!

U

Envie seu artigo para

diariodafazenda@gmail.com

A Importância da prescrição correta de medicamentos para animais POR JAILSON HONORATO *Médico Veterinário, mestre em Ciência Veterinária, professor de Farmacologia e Anestesiologia Veterinária na Universidade Estadual do Maranhão - Campus de Imperatriz jailson@cesi.uema.br

A

vida é o grande dom da natureza e o cuidado sobre ela depende de questões emocionais, culturais, éticas, técnico-científicas e econômicas. No último artigo que escrevi, abordei sobre os 250 anos da Medicina Veterinária e, após todo esse tempo, o progresso tem sido muito grande. Muitas áreas dessa profissão progrediram bastante e, entre outras, está a Farmacologia. Os conhecimentos da Farmacologia permitem ao Médico Veterinário distinguir-se do leigo, pois enquanto este último medica sem nenhum conhecimento de causa e efeito, aquele pode até mesmo prever o que ocorrerá com o organismo animal, uma vez que prescreve o medicamento de forma adequada, tanto quanto a forma de administração, quanto a correta indicação terapêutica. O arsenal farmacológico existente é muito amplo, porém o uso destes medicamentos deve ser racional. Desde a descoberta dos primeiros antibióticos, muitas outras substâncias também surgiram e, para animais, nunca é demais dizer que sua venda e aplicação somente se for sob a prescrição e orientação do Médico Veterinário. Os recursos terapêuticos vão

desde antibióticos e vermífugos, passando por anti-inflamatórios e corticóides, analgésicos, diuréticos, além de remédios que atuam no trato gastro-intestinal e reprodutivo. Todos apresentam efeitos benéficos ou maléficos, dependendo, entre outros fatores, da dose, da via de administração e especificamente, do medicamento em questão. Por exemplo, alguns anti-inflamatórios podem causar maior ou me-

“O arsenal farmacológico é muito amplo, mas o uso deve ser racional” nor efeitos colaterais no estômago e nos rins, de acordo com a classe a que pertencem, se esteróides ou não-esteróides. Sem dúvida nenhuma, os fatores mais importantes envolvidos em falhas nos tratamentos de doenças em animais e utilização indiscriminada de antibióticos veterinários, é o surgimento e a proliferação de bactérias resistentes, que desenvolvem capacidade de resistir a múltiplos antibióticos.

Outro problema na utilização de antibióticos e vermífugos em animais são os resíduos dessas substâncias que podem se acumular na carne e no leite. O tratamento de doenças animais não deve deixar resíduos nos tecidos animais, especialmente após a fase de carência, que é o período compreendido entre a suspensão do medicamento antes do abate e consumo da carne ou leite. A proliferação das superbactérias, resistentes aos fármacos, e a permanência de resíduos de medicamentos nos alimentos de origem animal deve ser uma preocupação constante por parte dos pesquisadores, em virtude das possíveis consequências para o homem. A produção animal tem experimentado grande evolução produtiva nas últimas décadas e, esses incrementos, são resultantes de modificações substanciais no manejo, seleção genética, progressos na nutrição animal e erradicação de muitas doenças infecto-contagiosas. Mas claro que grande parte desses avanços zootécnicos foram devidos também ao emprego de diversos fármacos, onde muitos são usados como medicamentos preventivos na alimentação animal e outros tantos para o tratamento das doenças infecciosas e parasitárias. A saúde dos animais deve ser buscada, mas devemos estar atentos para enfrentar tais desafios, não menos importantes que suas enfermidades

ma coisa que o nosso país aprendeu a fazer nos últimos tempos é pensar com a própria cabeça e andar com as próprias pernas. Rompendo uma longa tradição de isolamento e até de certo complexo de inferioridade, depois dos anos 1990 o Brasil abriu-se para o exterior e integrouse à economia e à política do mundo. Aprendemos, nesse processo, que cada país tem de ser capaz de reconhecer seus próprios problemas e resolvê-los por si mesmo. A votação do novo Código Florestal é um bom exemplo. Todo o processo de votação, na Câmara e no Senado, mostrou duas coisas: a maturidade da sociedade brasileira e o rigor democrático no funcionamento das nossas Casas legislativas. A sociedade mostrou maturidade ao reconhecer a necessidade de reformar e de modernizar um Código Florestal velho, de quase meio século, editado quando o Brasil era uma fração do que é hoje e cujo território ainda não havia sido ocupado em sua maior parte. Mostrou maturidade quando soube equilibrar, no seu espírito, as necessidades da produção e do desenvolvimento em um país de população ainda pobre, com as exigências da preservação ambiental. E mostrou, finalmente, muita maturidade quando não se rendeu à propaganda ambientalista, vocalizada por organizações internacionais, cujo interesse principal não é o destino do Brasil, nem a sorte dos brasileiros. As vicissitudes desse processo deixaram claro que os principais movimentos de propaganda ambientalista não acreditam na política e não aceitam que a sociedade

decida suas questões através dos mecanismos da política. Segundo eles, o parlamento brasileiro não é o foro próprio para discutir e decidir questões ambientais, que devem ficar restritas ao âmbito de comissões do Poder Executivo, integradas por “especialistas” em ambiente. Concluído o processo legislativo, as organizações ambientalistas internacionais se voltam contra a presidente da República, acusando o governo de apatia e de celebrações com ruralistas. Sentenciam que, ao enfrentar a sanção da nova lei, votada democraticamente por impressionantes maiorias na Câmara e no Senado, a presidente estará pondo à prova suas promessas de campanha e sua palavra empenhada. E ao dizer isso, mais uma vez, valem-se de uma falsidade. O novo código não contém nenhuma forma de anistia. Permite que se suspenda a cobrança de multas se -e apenas se- o proprietário rural recompuser a área desmatada. Do ponto de vista do ambiente, o que seria melhor: uma multa, que se perderá nos cofres dos governos, ou a terra recuperada? O compromisso assumido em 2009 pelo Brasil na Conferência da Organização das Nações Unidas sobre o clima (COP-15), de reduzir em 80% o desmatamento na Amazônia até 2020, está próximo de ser alcançado. E, como disse a presidente nesta semana, a partir de 2015 a Amazônia brasileira passará a captar mais carbono do que emite.O resumo de tudo é que a sociedade brasileira, o Congresso Nacional e o governo não precisam de conselhos alheios. Fizemos uma nova lei e vamos cumpri-la, em benefício dos brasileiros e também da humanidade.

Errata Na página 4 da edição número 6, de novembro/dezembro de 2011, do Diário da Fazenda, a notícia sobre pitiose equina deveria ser finalizada antes do intertítulo “Talento de Família”, sendo que todo o conteúdo desse bloco foi publicado equivocadamente no teor da notícia, mas não corresponde à mesma. O jornal se desculpa pelo erro e com os personagens eventualmente citados.

Expediente Contatos:

diariodafazenda@gmail.com (99) 8111.1818/8138.4433 www.diariodafazenda.com.br Jornal Diário da Fazenda Uma publicação mensal da Ano II, Edição 7, Jan/Fev de 2012 Mensal. Distribuição Dirigida. Palavra Assessoria de Comunicação (99) 8111.1818 | 8138.4433 Tiragem: 2 mil exemplares Imperatriz, Maranhão.

Textos e Fotos Equipe Diário da Fazenda André Wallyson Antonio Wagner Diego Leonardo Boaventura Janaína Amorim

Conselho Editorial Marco A. Gehlen - Jornalista - MTB 132-MS Thaísa Bueno - Jornalista - MTB 36-MS Diego Leonardo Boaventura Sindicato Rural de Imperatriz Identidade Visual Luciana Souza Reino Editoração gráfica, edição e revisão Equipe Diário da Fazenda

Distribuído e apoiado por Sindicato Rural de Imperatriz Maná Expresso *Esta edição contém na página 10 o boletim informativo O Berrante, desenvolvido, autorizado e sob responsabilidade do Sindicato Rural de Imperatriz.

Participe do Diário da Fazenda Envie sua sugestões de pauta, de entrevistas e artigos para:

diariodafazenda@gmail.com


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Janeiro/Fevereiro 2012

A traso

Uema pode perder terreno doado pelo Sinrural se não agilizar obras de novo campus de Agrårias Estå em tramitação na Câmara dos Deputados a liberação de R$ 4,5 milhþes para início das obras em Imperatriz Diego Leonardo Boaventura

M

ais de um ano se passou e o projeto de construção do campus de ciências agrårias da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), em Imperatriz, não saiu do papel. Não podendo esquecer que o Sindicato Rural de Imperatriz (Sinrural), doador do terreno, deu um prazo de dois anos para que a obra fosse iniciada, caso contrårio, a årea de cinco hectares dentro do Parque de Exposiçþes volta a ser patrimônio do Sindicato. Em julho deste ano vence o prazo e atÊ agora continua a indefinição em relação ao início das obras. Estå em tramitação na Câmara dos Deputados a liberação de uma verba de R$

17 milhĂľes, conseguida pela bancada maranhense, destinada para os campi da Uema de SĂŁo LuĂ­s, Balsas, GrajaĂş e Imperatriz. Deste montante, R$ 4,5 milhĂľes ĂŠ para construção do novo campus de Imperatriz. “Com esses quatro milhĂľes e meio nĂŁo vai dar para construir tudo, mas nĂłs fizemos um projeto em cima dessa verba. No projeto constam 24 salas de aula, 20 laboratĂłrios, uma biblioteca e um auditĂłrio. AlĂŠm de sala administrativa para os trĂŞs cursosâ€?, explica coordenador do curso de Agronomia da instituição, Wilson AraĂşjo. O projeto do campus de agrĂĄrias da Uema ĂŠ modular, ou seja, se disponibilizada essa verba, serĂŁo construĂ­dos os mĂłdulos iniciais e, em

outras etapas, o projeto vai sendo complementado, atĂŠ a finalização total da obra. Segundo o professor, o mĂŞs de dezembro passado seria o divisor de ĂĄguas. “Em dezembro irĂ­amos saber se esse recurso ia ser repassado ou nĂŁo, mas o mĂŞs passou e ainda nĂŁo sabemos, entĂŁo, estamos aguardando. O deputado da regiĂŁo, Chiquinho EscĂłrcio, ĂŠ um dos lĂ­deres da bancada maranhense e estĂĄ cobrando a liberação da verbaâ€?.

Parceria antiga Hå muito tempo os cursos de agrårias da Uema têm parceria com o Sinrural. Os alunos e professores utilizam o espaço para pesquisas e aulas pråticas. Foi por meio desta aproximação que sur-

giu a ideia da doação da ĂĄrea para a universidade. Karlo Marques, ex- presidente do Sindicato Rural de Imperatriz, levou a proposta a uma assembleia geral do Sindicato e os membros aprovaram a doação. Em uma solenidade realizada no dia 8 de julho 2010, a Uema recebeu legalmente o terreno. â€œĂ‰ de suma importância o campus dentro da ĂĄrea do Parque de Exposiçþes de Imperatriz. Os alunos de Agronomia, Medicina VeterinĂĄria e Engenharia Florestal irĂŁo ter uma melhor estrutura, jĂĄ que o projeto do campus ĂŠ bem moderno e aqui dentro do Parque terĂŁo um contato mais direto com o produtor rural, ou seja, vĂŁo se aproximar dos seus futuros empregadores. Essa aproximação ĂŠ

fundamental para os alunosâ€?, comenta Karlo Marques. A ideia ĂŠ que os cursos de ciĂŞncias agrĂĄrias do Cesi-Uema sejam transferidos para o Parque de Exposiçþes assim que a estrutura estiver construĂ­da. Todos - alunos, professores, produtores rurais e vestibulandos – estĂŁo com grande expectativa com a possiblidade do inĂ­cio das obras nesse primeiro semestre. “NĂłs precisamos demais desse prĂŠdio construĂ­do, para que esses cursos consigam ficar ainda melhores. Como sĂŁo de bacharelado, esses cursos sĂŁo diferentes, a gente precisa da parte teĂłrica, mas precisamos fazer pesquisa e praticar. NĂłs precisamos plantarâ€?, finaliza o professor Wilson AraĂşjo.

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Janeiro/Fevereiro de 2012

E mbarques

Soja representa 20% das exportações do MA No ano passado, as remessas de soja cresceram 45% na comparação com os embarques realizados em 2010 agência brasil

Diário da Fazenda

A

s exportações maranhenses de soja cresceram 45% no ano passado, com receita que saltou de US$ 411 milhões em 2010 para US$ 597 milhões em 2011, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC). O grão já é o terceiro maior item da pauta de exportação estadual e, sozinho, representou quase 20% de tudo o que o Maranhão exportou entre janeiro e dezembro de 2011. À frente da oleaginosa aparecem apenas o minério de ferro e a alumina calcinada. No ano passado, as remessas maranhenses de soja alcançaram 1,2 milhão de toneladas, um aumento real de 200 mil toneladas frente ao total de 1 milhão de toneladas embarcadas em 2010. De acordo com o MDIC, os embarques estaduais de algodão também foram expressivos no ano passado, com alta de 105% frente ao ano de 2010. Foram exportados US$ 34 milhões em 2011, contra US$ 16 milhões no ano imediatamente anterior, o que colocou o algodão como o oitavo item mais exportado pelo Maranhão. O volume embarcado no ano passado foi de 17,7 mil toneladas do produto.

Couro As vendas de couro do Maranhão também se destacaram no ano passado. O segmento ampliou as ex-

Complexo da soja e outros produtos do agronegócio representam a força produtiva da região centro-sul do Estado e aparecem com destaque na pauta de exportações do Maranhão

portações em 173% em 2011, na comparação com 2010. Segundo o MDIC, foram embarcados o equivalente a US$ 11,3 milhões em couro, contra US$ 4,1 milhões em 2010. O destaque foi a venda de couro seco de bovinos (pena flor) que registou crescimento de 425% no ano passado, quando atingiu receita de US$ 4,3 milhões, sendo que em 2010 o valor obtido havia sido de US$ 834 mil.

Carne Os embarques maranhenses de carne bovina desossada e congelada somaram US$ 3,6 milhões (908 toneladas), alta de 14% frente aos US$ 3,1 milhões (836 toneladas) obtidos com as vendas de 2010.

Vendas totais Em 2011, considerando todos os produtos exportados pelo Maranhão, as vendas estaduais alcançaram

receita superior a US$ 3 bilhões, alta de 4,34% na comparação com os pouco mais de US$ 2,9 bilhões obtidos com as remessas de 2010. Os itens do setor minerosiderúrgico aparecem como os líderes em embarques do Estado, mas a presença de produtos do agronegócio, na pauta maranhense de exportações, é crescente e já representa parcela significativa dos embarques totais.

Maranhão exportou o equivalente a US$ 597 milhões em soja no ano de 2011, contra US$ 411 milhões em 2010

Representante SALBLOCO em Imperatriz e região:

Rua Minas Gerais, 103 (Esq.com Benedito Leite) Centro - Imperatriz - MA

Fone: (99) 3254-2036 | Fax: (99) 3524-3477


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ACEAV

G rãos

Expansão da área plantada no MA é a 2º maior do País

MA ampliou área em 9,2% contra 1,5% na média nacional

Diário da Fazenda

O

Maranhão deve consolidar nessa safra 2011/12 um crescimento de 9,2% na área plantada com grãos, a segundo maior expansão agrícola do Brasil, atrás apenas do índice do Distrito Federal (9,8%). De acordo com dados do quarto levantamento da safra realizado em dezembro, pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), o Estado vai cultivar 146 mil hectares a mais na atual safra, passando de 1,583 milhão de hectares no ciclo 2010/11 para 1,729 milhão de hectares. Em todo o País, a média de expansão da área com grão foi de apenas 1,5%. Apesar do crescimento na área, a produtividade média

por hectare deve cair frente à safra passada, considerando todos os produtos cultivados, passando de 2.089 quilos por hectare do ano passado para 1.957 quilos/ha nesse ano, uma retração de 6,3%. Como resultado, segundo estima a Conab, o Maranhão terá uma produção de 3,384 milhões de toneladas de grão na atual safra, aumento de 2,3%, na comparação com os 3,308 milhões de toneladas colhidos no ano passado.

Soja Os sojicultores do Maranhão devem ampliar a produção da oleaginosa em 5,2% nesse ano, passando de 1,599 milhão de toneladas na safra passada para 1,682 milhão de toneladas em 2012. Embora a

Área com milho deve ser ampliada em 24% no Maranhão. Já a produção de soja deve ocupar área 9,2% maior que na safra passada

produtividade média por hectare esteja estimada em 2.970 kg/ha, queda de 3,8% frente aos 3.087 kg/ha alcançados no ano passado, a ampliação de 9,3% área cultivada deve garantir o aumento da produção estadual. Nesse ano são esperados pela Conab 566 mil hectares com soja, contra 518 mil hectares, de 2011.

Arroz

deve ocupar 469 mil hectares, área idêntica a da última safra, mas a produtividade será 12,2% menor nesse ano, com média de 1.373 quilos por hectare contra o patamar de 1.564 kg/ha do ano passado. Com isso, o Estado produzirá 644 mil toneladas de arroz nesse ano, redução de 90 mil toneladas (-12,2%) na comparação com as 734 mil toneladas produzidas no ano passado.

A produção maranhense do arroz na safra 2011/12

Milho

Já a produção de milho deve ser ampliada em 11% esse ano, saltando de 879 mil toneladas no ano passado, para 977 mil toneladas na atual safra agrícola maranhense. A produtividade média nesse ano no Estado deve cair 10,4% (de 1.842 kg/ha para 1.650 kg/ha), mas os produtores rurais devem aumentar a área plantada com milho em 24%, saltando de 477 mil hectares cultivados ano passado para 592 mil hectares neste ano.


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P ecuária

Criar boi na sombra faz produtividade crescer no campo

FOTOS: DIÁRIO DA FAZENDA

Gado criado na sombra tem menor temperatura corporal, consome menos água e produz mais carne Diego Leonardo Boaventura

P

esquisas do Centro para la Investigación en Sistemas Sostenibles de Producción Agropecuária (CIPAV), na Colômbia, comprovam que o gado criado na sombra, em pastagens que possuem árvores para amenizar o calor, tem uma menor temperatura corporal, consequentemente, consome menos água e produz mais carne e leite por animal/ hectare. As árvores funcionam como um abrigo ao animal, protegendo-o do excesso de radiação e diminuindo o stress ocasionado pelas altas temperaturas. Em pastagens com árvores, a temperatura é de 2 a 3 graus mais amena. Segundo pesquisa realizada pelo doutor em Sistemas Agrícolas, Jairo Mora Delgado, em dias frios os animais andam em média 8.500 metros, enquanto que em dias quentes apenas 6.200 metros. De acordo com estudos da Embrapa, a sombra natural em pastagens, obtida com o plantio ou preservação de árvores, garante o conforto para o gado, mas também traz outras vantagens para produtor rural, entre as quais se incluem: ajuda no controle de erosão e melhoramento da fertilidade do solo, melhora o aproveitamento da água da chuva, melhora a produção e

a qualidade da forragem, favorece a produtividade das vacas em lactação e a reprodução animal. Esse sistema de produção pecuária em que ocorre a integração da pastagem com árvores é denominado Sistema Silvipastoril. Ainda segundo a Embrapa, o Sistema Silvipastoril (SSP) é a combinação intencional de árvores, pastagem e gado numa mesma área, ao mesmo tempo, e manejados de forma integrada, com o objetivo de incrementar a produtividade por unidade de área. Nesses sistemas, ocorrem interações em todos os sentidos e em diferentes magnitudes.

Forrageiras “Quando dispomos de uma pastagem com apenas um tipo de gramínea, esse sistema é frágil, susceptível a pragas e doenças. O que fazemos então? Introduzimos forrageiras arbustivas como a Leucena e Botão de Ouro e plantamos árvores, preferencialmente leguminosas, ao longo das cercas. Dessa forma, criamos um ambiente mais diversificado e resistente ao ataque de pragas, doenças e, sobretudo, a seca”, destaca o engenheiro agrônomo Amaury Cezar Macedo, membro do Centro Brasileiro de Pecuária Sustentável (CBPS).

Em pastagens com árvores, a temperatura é de 2 a 3 graus mais amena, o que leva os animais a procurar a sombra

Os SSPs apresentam grande potencial de benefícios econômicos e ambientais para os produtores e para a sociedade. São sistemas multifuncionais, onde existe a possibilidade de intensificar a produção pelo manejo integrado dos recursos naturais evitando sua degradação, além de recuperar sua capacidade produtiva. Por exemplo, a criação de animais com árvores dispersas na pastagem, árvores em divisas e em barreiras de quebra-ventos, podem reduzir a erosão, melhorar a conservação da água, reduzir a necessidade de fertilizantes minerais, capturar e fixar carbono, diversificar a produção, aumentar a renda e a biodiversidade e melhorar o conforto dos animais. Inúmeras pesquisas foram realizadas na Colômbia mostrando a produtividade animal em diferentes sistemas produtivos. Como podemos observar na tabela, o SSPi + Madeira - Sistema Silvipastoril Intensivo com mais árvores para

produção de madeira - obteve uma carga animal de 4,7 animais por hectare. Em visita técnica, o engenheiro agrônomo viu tudo isso de perto. No ano de 2011, Amaury Cezar foi convidado pelo CBPS para participar de um curso na Colômbia - Cali promovido pela Universidade de Yale/ELTI. “Lá vi alguns conceitos técnicos e fui apresentado a algumas alternativas de Pecuária rentável e sustentável”, conclui. Ele retorna em maio para a

Colômbia, em uma visita de 15 dias, com a finalidade de concluir o curso. Hoje, o Centro Brasileiro de Pecuária Sustentável (CBPS), com sede em Imperatriz-MA, está implantando um projeto piloto na Fazenda Pantera - em Dom Eliseu-PA -, de propriedade do pecuarista João Ernesto Feuerstein. O objetivo é apresentar aos produtores da região uma alternativa em relação à pecuária tradicional.


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E m alta

elson araújo

Crescimento de Imperatriz valoriza as terras da região A chegada de grandes empresas acelera a economia e valoriza o campo Antônio Wagner

O

cenário rural de Imperatriz vive seu momento ímpar. Com a chegada de grandes empresas e a ligação da cidade ao estado do Tocantins pela ponte Dom Felipe Gregory, a super valorização de terras rurais nos arredores do município cresceu quase 100% este ano. A avaliação é das empresas que comercializam terras na região. Segundo esses dados, um alqueire que custava há pouco tempo em média R$ 15 mil, hoje não sai abaixo de R$ 25 mil, ou seja, uma valorização de pelo menos 80% por alqueire. Para o gerente de usados e avulsos da Ademar Mariano Empreendimentos Imobiliários, Jarbas Morais, de modo geral, o Brasil esteve estagnado

durante um tempo, e a cidade, pela sua localização estratégica não foi abatida por isso e, pelo contrário, aproveitou o momento para investir no seu desenvolvimento financeiro. “Os imóveis rurais estão supervalorizados e estão acima da média. O motivo pelo qual essa supervalorização é sentida foi a vinda de várias empresas para a cidade e a construção da ponte que liga o Maranhão ao Tocantins”, diz.

E vai melhorar E ao que tudo indica a valorização das terras e produtos voltados ao agronegócio tende a melhorar. Na visão de diretor da Paulo Gundim Imóveis, Paulo Gundim, a valorização de terras rurais será sentida, efetivamente, com a chegada de mais empreendimentos em Imperatriz. “A valorização de

terras no campo tende a melhorar. As pessoas estão investindo bem. A vinda de mais empresas irá melhorar esta situação e essa valorização já está sendo sentida e crescerá mais daqui a 2 ou 3 anos”, comenta. Conforme destaca, desde 2008 a cidade recebe empreendimentos de várias localidades do Brasil e que aquecem os negócios da região. As áreas próximas da cidade que em tese são intituladas de “rurais”, estão com grandes projetos em fase de andamento. “Até 2014, os valores das terras tendem a crescer ainda mais”, diz.

Oferta e procura Segundo ele, apesar da valorização, a cidade ainda enfrente o problema do excesso de ofertas para vendas e pouca procura. “A procura de área rural ainda é pouca e o valor

Cidade cresce, atrai novos investimentos e campo registra valorização das terras

do alqueire está alto”, diz. Ele explica que devido as terras da região estarem na linha do Bioma Amazônico –área protegida contra a devastação – os compradores têm adquirido terras rurais nas cidades de Formosa da Serra Negra, Grajaú, Barra do Corda.

Brasil Em outras regiões do Brasil, a alta nos preços de imó-

veis rurais está contida pela indefinição sobre as regras para a aquisição de terras por estrangeiros. Esta retração foi sentida nos estados SP, PR, MG e BA. A queda chegou até 19% em relação ao ano passado. A avaliação é da consultoria Commercial Properties (Empresa Especializada no Desenvolvimento e Administração de Empreendimentos) que diagnosticou a retração de valores.


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D isputa

Sindicato Rural tem a primeira eleição politizada

Sabino e Ribinha travaram uma corrida pré-eleitoral que movimentou diversos segmentos de Imperatriz A proximidade das eleições municipais influenciou a disputa no Sinrural, com uma segmentação ideológica que já dá pistas da polarização no pleito para a Prefeitura. Apesar destas influências, o setor acomoda-se agora em torno de se fortalecer unido e na expectativa de maior abertura para participação na entidade Janaína Amorim

C

om 140 votos, a chapa União e Trabalho, encabeçada pelo empresário Sabino Costa, foi a vencedora nas eleições do Sindicato Rural de Imperatriz. A concorrente, União e Trabalho, que tinha como cabeça de chapa o empresário José de Ribamar Cunha Filho, conhecido como Ribinha, teve 112 votos. A disputa aconteceu no dia 16 de janeiro no Parque de Exposições Lourenço Vieira da Silva e contou com 255 votos, sendo que 310 sócios estavam aptos a votar. Duas pessoas votaram em branco e uma anulou o voto. Entre os votantes, estava o presidente da Câmara de Vereadores de Imperatriz, Hamilton Miranda. Segundo o vereador, as eleições oportunizam o debate sobre as questões do Sindicato Rural. “Vários temas foram debatidos. São debates como esses que fortalecem o Sindicato. Espero que a nova diretoria dê continuidade ao trabalho já desempenhado”, acrescentou Miranda. As eleições para a escolha da diretoria do Sinrural acontecem a cada três anos. Para votar, os sócios devem estar filiados há

mais de seis meses e em dias com as obrigações sindicais. O prazo para a regularização dos associados terminou no último 14 de janeiro. Esse ano, de última hora, a Justiça foi acionada e impediu votos por procuração. De acordo com o presidente em exercício, Karlo Marques, o que levou o sindicato a acreditar no grupo eleito foi a parceria já realizada entre os membros da chapa e o Sinrural. “Este é um grupo que estou junto desde 1989, quando fui eleito pela primeira vez. Mas são dois bons nomes. Acredito que o Sinrural será bem representado”, afirmou Marques. Ele acrescentou que a eleição é um reflexo do regime democrático adotado pela instituição. “Além da confraternização entre sócios, é uma forma democrática de promover abertura para os associados participarem do sindicato”, disse. Sabino Costa pretende trabalhar para “fortalecer a entidade e defender os interesses dos produtores” diante de problemáticas como a Febre Aftosa e de questões ambientais, como a do Código Florestal.

Perfil do novo presidente Sabino Costa é produtor rural e empresário no ramo de veículos e distribuição de alimentos. Natural do Piauí, há cerca de dez anos vive em Imperatriz. Foi vicepresidente do Sinrural na última gestão e participa do sindicado desde 1998. Além de participação nos movimentos sociais, o novo presidente é também secretário de Desenvolvimento Econômico e Social de Imperatriz.

DIÁRIO DA FAZENDA

Sabino e Ribinha se cumprimentam durante votação no Parque de Exposições no dia 16 de janeiro

Conheça a nova diretoria do Sinrural Presidente

Sabino Siqueira da Costa Vice Renato José Nogueira Pereira 1º secretário Karlo Marques 2º secretário Paulo Roberto Machado 1º tesoureiro Erivaldo Marques Abreu 2º tesoureiro George Araújo Raposo

Conselho Fiscal José Aparecido Machado Pedro Filho Mota Luis Moreira Gomes José Martins Jales Sobrinho José Genivaldo Silva Costa José Benedito Garcia Pereira Diretoria Executiva Aluísio Fernandes Oliveira Cosme Otoni Mesquita Chagas Damasio Dias do Nascimento Emanuel Geraldo Carneiro de Oliveira José Alfredo de Farias Júnior Judas Tadeu Vieira Coutinho Mendes Luis Augusto Araújo Pereira Marcelino Cortez Moreira Dourado Paulo Roberto Machado Filho Roberto Cotta Pacheco Vilmar Franco do Nascimento Vinicius Oliveira Machado


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Gestão

Sabino toma posse como presidente do Sinrural e promete prestação de contas mensal Autoridades, homenagens e a inauguração do novo auditório no parque de exposição compuseram o evento que empossou a diretoria do Sinrural FOTOS: DIÁRIO DA FAZENDA

Diário da Fazenda

S

abino Siqueira da Costa é o novo presidente do Sindicato Rural de Imperatriz. A cerimônia que deu posse ao empresário aconteceu no dia 27 de janeiro e marcou a inauguração oficial do auditório da entidade no Parque Lourenço Vieira da Silva. “Ser presidente significa apenas aumentar a minha responsabilidade, porque sempre procurei, nesses anos todos, dar minha modesta contribuição à entidade”, disse no discurso da posse. No evento ele aproveitou para ratificar algumas promessas de campanha, entre elas a de divulgar, mês a mês, as contas do sindicato para os associados e manter em dia as contas da entidade. “Quem não serve para pagar contas serve para pouca coisa nessa vida. E a minha gestão vai ter como pilar a transparência”, frisou. Num discurso cheio de frases de efeito, Sabino lembrou o adversário de chapa, José de Ribamar Cunha Filho, e disse que a partir do fim da contagem de votos todos estão juntos pelo bem da categoria. Sem constrangimentos, disse que conhece bem a fama que carrega de ser centralizador nas decisões, mas que durante os três últimos mandatos como vice-presidente, na gestão de Karlo Marques, ‘sempre soube exercer o papel de vice’. Em sua avaliação, o que pode parecer autoritarismo, na

verdade, é uma característica sua de ‘não ter medo do trabalho”, afinal, como brincou: “nunca conheci ninguém que morresse de trabalhar”. Por fim comprometeu-se em honrar os votos com muita dedicação: “Só não erra quem não faz. E eu quero errar, porque eu faço sempre”, finalizou.

Autoridades A solenidade contou a presença de diversas autoridades locais e nomes importantes da classe ruralista. O secretário de Agricultura, Pecuária e Pesca (Sagrima), Cláudio Azevedo, aproveitou a posse para garantir que até agosto o Maranhão estará livre de aftosa para o comércio nacional e que a próxima luta do governo do Estado é para diminuir a reserva legal de 80% para 35% previstos no novo Código Florestal Brasileiro. “Aqui em Imperatriz eu respiro pecuária, me sinto em casa. Fiz questão de participar dessa posse porque reconheço a representatividade do Sinrural para o Estado e para o Brasil”, finalizou. O prefeito da cidade, Sebastião Madeira, também parabenizou o novo presidente e lembrou que como secretário de Desenvolvimento, na Prefeitura, Sabino tem contribuído para o sucesso de grandes empreendimentos locais. “Pouca gente sabe, mas eu quero aproveitar para reconhecer o ótimo trabalho que tem feito pela cidade”, finalizou. O ex-presidente da entida-

Mesa formada para a cerimônia de posse de Sabino Siqueira Costa, que presidirá o Sinrural até 2014

de, Karlo Marques, aproveitou o momento para agradecer aos amigos que o acompanharam nos dez anos de sua gestão. “Deus não me deu o dom da oratória, mas o de fazer amigos e aqui eu conquistei vários que me permitiram ajudar a construir a entidade forte que construímos nessa década”, defendeu.

Homenagem A posse do novo presidente do Sinrural também foi marcada por uma homenagem à família Machado. O auditório onde foi organizada a solenidade recebeu o nome de Juca Machado, pecuarista de Cajuru

Nova diretoria foi apresentada na posse realizada em 27 de janeiro

que construiu uma história de vida em Imperatriz. “Juca foi um professor para todos nós”, resu-

miu Karlo Marques. Familiares e amigos prestigiaram essa homenagem.


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O Berrante é um informativo mensal do:

DIÁRIO DA FAZENDA

Karlo Marques deixa a presidência do Sinrural depois de dez anos Na diretoria eleita, Karlo Marques ocupa a função de primeiro secretário Depois de dez anos à frente da entidade que representa do produtor rural em Imperatriz, Karlo Marques se despede da presidência do Sinrual. Deixa a presidência, mas não o grupo, já que assume, na nova gestão, o cargo de primeiro secretário. “Para contribuir com o sindicato não precisa estar na diretoria. Basta ser sócio”, comenta. E é justamente esse espírito participativo que marcou a década em que esteve na presidência da entidade. Com ele, o Sinrural deixou o escritório no centro da cidade para instalar sua sede admi-

nistrativa no Parque Lourenço Vieira de Sousa, permitindo que a estrutura do local, que antes era subutilizada, sendo aproveitada apenas no período da feira, hoje conte com uma agenda de eventos e locações permanentes. “Pelo menos vinte shows são organizados todos os anos no local”, avalia. Outra marca da sua gestão foi o equilíbrio financeiro. “Hoje não temos nenhuma dívida”, diz Karlo Marques. Nesses dez anos o Sinrural também estreitou a relação com Faema (Federação da Agricultura e Pecuária do

Estado do Maranhã) e CNA (Confederação Nacional de Agricultura). Inclusive por conta dessa aproximação a cidade recebeu a única audiência pública do Estado para discutir código Florestal. “O debate mostrou que não estamos isolados.”, destaca Karlo Marques. Tanto é assim que em julho a CNA inaugurou no município a primeira sala do Programa de Inclusão Digital Rural do País. Para o Maranhão, 18 salas estão previstas, cada uma delas com dez computadores. No país, 500 serão inauguradas.

Karlo Marques, ao centro, destaca equilíbrio financeiro do Sindicato em sua gestão

Confira algumas ações desses dez anos Obras

Fazendinha

Ações sociais

Expoimp

• Saneamento básico e drenagem de grande parte do Parque. • Ampliação do estacionamento em 30%. Hoje a capacidade fixa do espaço é de 2 mil carros • Total reestruturação da rede elétrica • Iluminação definitiva nas pistas de Vaquejada, Julgamento, Equestre e de Equoterapia; • Construção de Auditório;

O projeto “Fazendinha” tornou produtivos os 96 hectares, sendo autosuficiente em produção de forragens e grãos durante todo o ano. A produção atende totalmente a grande feira Expoimp. “O maior problema da exposição era com a alimentação dos animais, que gerava um alto custo. Hoje, o parque oferece isso aos produtores”, garante Karlo.

• Equoterapia: projeto em parceria com a Prefeitura oferece aula de equitação para crianças e adolescentes especiais, atendidos pela APAE. O trabalho no local acontece todos os dias e atende em média 80 jovens • Universidade: Disponibilização da área do parque para dos alunos de Veterinária e Zootecnia da cidade; • Qualificação: Por ano são oferecido cerca de 30 cursos diversos.

A Expoimp, que completou 43 edições em 2011, é a grande vitrine do Sindicato Rural de Imperatriz. Nesta gestão a diretoria da entidade assumiu toda a administração da feira. Anteriormente, para produzir o evento contratava-se uma equipe terceirizada.

Serviços Foram implementados os serviços de Orientação Contábil e Jurídica.


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FOTO: Sidney Rodrigues

E ntrevista

José Fernandes Dantas

Secretário municipal de Agricultura, Abastecimento e Produção

O

secretário municipal de Agricultura, Abastecimento e Produção, José Fernandes Dantas, é paraibano e mora em Imperatriz há 30 anos. Ele é fundador do povoado “Pé de Galinha”, arraial localizado próximo ao município de João Lisboa, cujo nome é devido à granja que instalou por lá. Quando chegou à cidade não existia avicultura, sendo o primeiro a introduzir este tipo de cultura na Diego Leonardo Boaventura

Quais as maiores demandas do agronegócio hoje na região? Olha, realmente é a soja que temos em Balsas, pois somos o segundo maior produtor do grão do Brasil. Hoje já existem algumas indústrias esmagadoras de soja instaladas em Porto Franco, com o objetivo de aproveitar parte da Ferrovia Norte-Sul e facilitar a exportação. Somos grandes produtores de grãos de milho, de feijão, de carne bovina, que distribuímos internamente para o país, mas, também, exportamos. Aqui, a nossa intenção é fortalecer desde a folhagem (hortaliças) e exportar para outras regiões do país, como também levar para o exterior - algo que está acontecendo no Nordeste, mais precisamente no município de Petrolina (PE). Lá, hoje, a cidade exporta frutas e, semanalmente, sai um avião com 600 toneladas de frutas para Europa. Isto também pode acontecer na nossa região.

Quais os desafios que o setor ainda precisa enfrentar até o fim deste ano em Imperatriz? Os desafios estão ligados exatamente à explosão de crescimento econômico que está acontecendo, não só em Impe-

região. É pioneiro, também, no mercado de frango assado. Orgulha-se de fazer parte do desenvolvimento de Imperatriz e, principalmente, de ter formado os filhos aqui. Hoje têm dois filhos advogados e uma filha médica – cirurgiã vascular -, todos trabalhando na região. Em entrevista concedida ao Diário da Fazenda, José Fernandes Dantas, comenta o panorama atual do agronegócio na região.

ratriz, mas na região. Imperatriz, realmente, tem chamado atenção do Brasil. Tem atraído pesquisadores.

Por que ainda não fomos declarados área livre da aftosa? Isso depende de muitos fatores. As autoridades devem atuar mais, cobrar mais e, sobretudo, planejar mais. Implementar projetos de conscientização, criar espaços para a agricultura, não só a agricultu-

Os desafios estão ligados à explosão do crescimento econômico que está ocorrendo em Imperatriz ra familiar, mas também a agricultura de médio porte e grande porte. Temos que cobrar dos nossos representantes – deputados estaduais, deputados federais e senadores – medidas que incentivem campanhas de vacinação para que finalmente consigamos ser uma área livre da aftosa.

Como o senhor avalia o impacto do atual Código Florestal no agronegócio regional?

O novo Código Florestal é muito importante, porque não é realmente a floresta que atrapalha a produção agrícola, ao contrário, a floresta soma. Desde que se respeitem as normas ambientais, tudo isso irá somar para o desenvolvimento da nossa região.

Qual o papel da agricultura familiar hoje no mundo do agronegócio da cidade? A agricultura familiar, hoje, em Imperatriz, está em um grande crescimento. Temos uma determinação do nosso prefeito, Sebastião Madeira, para que a Secretaria se aproxime cada vez mais do pequeno produtor, pois é dele que nós precisamos, é dele que vem realmente o alimento da nossa mesa. Os grandes produtores pensam na exportação, já o pequeno produtor pensa em produzir o alimento e levar à mesa do cidadão.

Qual a contribuição do agronegócio para o crescimento visível que Imperatriz passa nos últimos meses? A contribuição do agronegócio é muito grande. Imperatriz é o maior centro distribuidor da nossa região. São dezesseis municípios que dependem de Imperatriz. Tudo que esses municípios produ-

zem vem pra cá e daqui é distribuído. O grande problema hoje não é só produzir, e sim a comercialização. Como principal eixo de distribuição, a cidade fornece produtos para mais de dois milhões de habitantes, num raio de cobertura que varia de 400 a 500 km.

Temos uma determinação do prefeito para que a Secretaria se aproxime cada vez mais do pequeno produtor

A Secretaria de Agricultura é um desafio, em particular para encontrar um nome que tenha familiaridade com o dia a dia do produtor. Como o senhor chegou à pasta e como avalia seu trabalho nesses quase quatro anos? No início foi dramático, porque a gente quando entra

pensa que tudo está favorável. Mas a pasta de agricultura municipal anteriormente - eu não quero diminuir ninguém - parece-me que dependia principalmente de um matadouro. Nós hoje já fizemos um levantamento de todos os pequenos e médios produtores. Temos um cadastro, temos 38 associações e, dessas 38, a secretaria tem 1614 pequenos produtores cadastrados. Nós damos assistência técnica, orientação para preparação do solo, correção, distribuição das sementes, principalmente ao pequeno produtor. Este pequeno produtor assistido secretaria tira parte da produção para seu sustento e a outra parte o município compra para distribuir por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Esses alimentos são distribuídos nas creches, escolas, abrigos, hospitais e restaurantes populares da cidade. O processo termina lá no Banco do Brasil, onde cada produtor tem sua conta. Então, esse é o processo, é dar assistência lá na roça, adquirir a produção, e repassar o valor para cada produtor.


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F ique por dentro

Veja as principais mudanças no Código Florestal Novo Código estabelece parâmetros para a preservação da vegetação nativa e compensações em propriedades rurais brasileiras DIÁRIO DA FAZENDA

C

riado em 1965, o Código Florestal regulamenta a exploração da terra no Brasil, baseado no fato de que ela é bem de interesse comum a toda a população. Ele estabelece parâmetros e limites para preservar a vegetação nativa e determina o tipo de compensação que deve ser feito por setores que usem matérias-primas, como reflorestamento, assim como as penas para responsáveis por desmate e outros crimes ambientais relacionados. Sua elaboração durou mais de dois anos e foi feita por uma equipe de técnicos. Entenda abaixo as principais mudanças do Código Florestal, de acordo com informações do projeto de lei e da Agência Senado.

Reserva Legal É a área de mata nativa que deve ser preservada dentro da propriedade. De acordo com o

texto aprovado na Câmara, a área a ser protegida na Amazônia Legal corresponde a 80% da propriedade; 35% no cerrado; e 20% em outras regiões. O projeto aprovado no Senado permanece com as especificações citadas, mas possibilita a redução da reserva para 50% em estados com mais de 65% das suas áreas em reservas ambientais, desde que a redução seja autorizada pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente.

Áreas de Preservação Permanente (APPs) São locais vulneráveis, como beira de rios, topo de morros e encostas, que não podem ser desmatados. Atualmente, produtores devem recompor 30 metros de mata ciliar para rios com até 10 metros de largura. O texto prevê redução para 15 metros de recuperação de mata para rios com largura de até 10 metros - a mudança foi feita na Câmara. A novidade no

Senado foi a obrigação, aos proprietários com até quatro módulos fiscais - o módulo varia entre estados de 20 a 440 hectares -, de não exceder a recuperação em 20% da área da propriedade. Para propriedades maiores que quatro módulos fiscais em margem de rios, os conselhos estaduais de meio ambiente estabelecerão as áreas mínimas de matas ciliares, respeitando o limite correspondente à metade da largura do rio, observando o mínimo de 30 metros e máximo de 100 metros. O novo texto também assegura a todas as propriedades rurais a manutenção de atividades agrossilvopastoris nas margens dos rios, desde que consolidadas até 2008, e autoriza o uso de APPs para alguns tipos de cultivos, como maçã e café. A pecuária também ficaria permitida em encostas de até 45 graus. No texto aprovado na Câmara, a atividade precisaria ser regulamentada em lei posterior.

Conversão de Multas Produtores rurais com propriedade de até 4 módulos fiscais, autuados até julho de 2008, poderiam converter multas com reflorestamento, de acordo com o texto aprovado pela Câmara. Com a nova redação, estes benefícios passam a valer também para os grandes proprietários rurais que desmataram até julho de 2008.

Pequenos Produtores De acordo com a Agência Senado, a pequena propriedade ou posse rural familiar poderá manter cultivos e outras atividades de baixo impacto ambiental em Áreas de Preservação Permanente (APPs) e de reserva legal, desde que o imóvel esteja inscrito no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e que as atividades sejam declaradas ao órgão ambiental. O registro da reserva legal no CAR será gratuito para as unidades rurais familiares. O CAR estabelece prazo de um ano, prorrogável uma única

vez por igual período, para que os donos de terras registrem suas propriedades nesse cadastro. O cadastro servirá para armazenar informações ambientais de todas as propriedades rurais. Essa base de dados servirá para controle, monitoramento, planejamento ambiental e econômico e combate ao desmatamento.

Incentivos Econômicos Houve também ampliação dos mecanismos de incentivos econômicos ao produtor rural para garantir a preservação do meio ambiente: pagamento ao agricultor que preserva matas nativas, conservar a beleza cênica natural, conservar a biodiversidade, preservar a regulação do clima, manter a Área de Preservação Permanente (APP) e de reserva legal. O poder público terá até 180 dias, depois da publicação do novo código, para instituir programa para incentivar a preservação e a recuperação ambiental. (Com G1)


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Gargalo

Manejo inadequado compromete expansão do mercado de caprinos e ovinos no Maranhão Pesquisa que pretende mapear 70% das fazendas que criam esses animais no Estado sinaliza deficiências na produção Diária da Fazenda

P

ropriedades pequenas, com 10 animais; ou grandes, com 400 cabeças: Nenhuma no sul do Maranhão adota o manejo adequado dos plantéis de caprinos e ovinos, inviabilizando a expansão do setor na região. O dado pouco animador está no relatório preliminar de uma pesquisa que pretende mapear 70% das fazendas que criam esses animais no Estado e saber quais as deficiências que estão impedindo que o produtor invista nesse ramo, ainda que o clima e o mercado sejam favoráveis para o setor. “A criação de caprinos e ovinos por aqui deveria ser vista com uma boa alternativa para um mercado lucrativo. Esses plantéis ocupam espaços menores de terra, o clima daqui favorece, além de o mercado da carne ser bem

atraente”, garante a pesquisadora Michele Moreira Martins de Oliveira, doutora em Ciência Veterinária e coordenadora o estudo. Segundo ela, a falta de higiene no trato com os animais, além de medidas simples como vacinação e suplementação alimentar, fazem com que hoje 45% das fazendas na região tenham seus plantéis acometidos por verminoses e outras doenças. “Numa situação ideal esse valor não deveria ultrapassar a faixa dos cinco por cento”, explica.

Números De acordo com dados o IBGE, no Brasil os rebanhos caprino e ovino representam 2,1% e 1,7% do efetivo mundial, respectivamente. Os maiores plantéis nacionais estão nas Regiões Sul e Nordeste que, juntas, possuem 91,7%. No Maranhão a criação

de caprinos e ovinos representa 4,01% e 1,39% da criação na região Nordeste e, conforme Michele, apesar de apresentar condições geoclimáticas favoráveis à sua criação, a população destes animais em Imperatriz é muito pequena, sendo estimada em, aproximadamente, 11,5 mil de caprinos e 34,5 mil cabeças de ovinos. “A queda no número de animais no Estado como um todo e a pequena representação destas espécies na microrregião de Imperatriz pode refletir uma queda da produção e da produtividade destes rebanhos, causada por problemas advindos da má implantação dos manejos alimentar e higiênico-sanitários”, enfatiza. O estudo, desenvolvido pela Facimp (Faculdade de Imperatriz), começou este ano e só termina em 2013. A proposta é fazer um mapeamento das condições

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de criação e das doenças mais comuns que acometem essas criações. Serão analisados plantéis em 16 municípios da microrregião de Imperatriz. “Hoje posso dizer que não temos na região nenhuma fazenda modelo na criação desses animais”, destaca.

Doenças Entre as doenças mais comuns entre cabritos e ovelhas por aqui uma tem merecido destaque: as causadas pelo vírus Lentivírus de Pequenos Ruminantes. Trata-se de um agente que faz com que 25% dos caprinos e ovinos infectados por ele desenvolvam artrite, emagrecimento e complicações respiratórias. Conforme o relatório do estudo, a infecção causa perdas econômicas significativas como: a diminuição em até 0,3 quilos de peso da cria ao nascer e de 6 quilos no peso das crias até 120

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dias, além do aumento em 25% nos distúrbios reprodutivos de cabras, e uma redução média na produção leiteira de 88 quilos de leite/lactação. “Como não existe tratamento e nem vacina, o controle é realizado pela adoção de medidas de manejo que diminuam o risco de transmissão do vírus”, explica. Ações que exigem mais uma mudança de postura que de investimentos. Conforme Michele, entre as medidas preventivas estão a separação das crias após o nascimento, evitando o contato com secreções; e isolamento dos adultos; administração de colostro tratado de mães não infectadas ou de vaca; alimentação das crias com substituto do leite, entre outros. Depois do mapeamento a proposta da pesquisadora é criar uma cartilha de orientação para os produtores.

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I nvestimento

Palate expande a produção em Imperatriz e começa a produzir mussarela em julho A

Palate - gigante do setor lácteo - vai praticamente dobrar o processamento de leite na unidade industrial de Imperatriz (MA), a partir da conclusão das obras de expansão da empresa, prevista para julho deste ano. Serão processados 160 mil litros de leite por dia, segundo o gerente industrial José Paulino Siqueira, sendo que hoje o volume é de 100 mil litros diários. Com os investimentos nas obras de ampliação da infraestrutura industrial, a Palate vai aumentar também sua linha de produtos, dando início à produção de mussarela, em julho, e de compostos lácteos, em uma segunda etapa. Atualmente, a unidade de Imperatriz produz leite em pó e manteiga. José Paulino lembra que a sazonalidade da oferta de leite ainda é um problema a ser superado, mas a captação do produto na região será fortemente ampliada. “Já estamos remunerando com até cinco

DIÁRIO DA FAZENDA

centavos por litro, como prêmio por qualidade, para aqueles produtores que atendem as exigências”, lembrou o gerente. Hoje, o número de produtores fornecedores de leite na região é de 274 no Maranhão, 105 no Pará e 33 no Tocantins. A geração de vagas de trabalho também será favorecida na planta de Imperatriz, com criação de cerca de 20 novos empregos diretos, um aumento de 20% frente ao contingente atual de 104 colaboradores na unidade industrial.

Obras

Obras de expansão da unidade devem ser finalizadas em julho, quando começarão os testes

As obras de ampliação da unidade de Imperatriz estão sendo coordenadas pelo engenheiro industrial Amaury Bellini, da São Caetano Projetos e Consultoria LTDA., de Minas Gerais, que há 30 anos tem atuação voltada para a atividade de laticínios. Bellini iniciou as visitas à planta maranhense em outubro do ano passado, depois da apro-

vação do projeto, e, em fevereiro deste ano, deve concluir as obras civis da reforma e ampliação da unidade, com previsão de começar a montagem industrial em março. “As obras estão dentro de um cronograma que contempla os inícios dos testes de produção no mês de julho”, comenta o engenheiro, ao ressaltar que conta com uma equipe de mais de 20

trabalhadores atuando diretamente nas obras e montagem da indústria. O projeto, segundo Bellini, é bastante racional, buscando custos de operação adequados para que os produtos possam chegar aos consumidores com qualidade e preço. “O prédio apresentava áreas internas ociosas que foram aproveitadas, possibili-

tando melhor utilização do leite e dando suporte para que a empresa possa fornecer sua linha conforme a necessidade do mercado consumidor”, disse. Segundo o engenheiro, a unidade será capacitada para realizar a secagem de leite e soro. “Agora, com a fabricação de mussarela será gerado soro como subproduto. Com isso, completaremos todo o processo a partir da secagem desse soro, evitando despejos indevidos no meio ambiente, e ainda poderemos transformá-lo em um produto, como o soro de leite em pó, a ser comercializado”, detalhou. Para fazer frente à diversificação da linha de produtos e ampliação da produção, o gerente da unidade José Paulino ressaltou que a Palate já deu início à atividade de distribuição em Imperatriz, com equipe própria realizando atendimento ao mercado local, o que deve intensificar a presença dos produtos da marca nos pontos de venda região.


Jan/Fev de 2012

FOTOS: ANTONIO WAGNER

Fazenda Arco-íris:

referência em gado de elite

Diário da Fazenda

D

as cinco propriedades rurais que os irmãos Kyt – Gerson, Gilson e Tadeu – mantêm no Maranhão e no Pará, em atividade agrosilvopastoril, foi na Fazenda Arco-íris que resolveram investir no ramo que fez da família referência não só no Estado, mas também no Pará: a criação de Gado de Elite. “No ano passado ficamos em primeiro lugar no ranking da ACNB para os criadores do Maranhão e em terceiro na classificação do Pará”, comemora Gerson. Os bons resultados são vistos na baia. Entre os animais da fazenda que prometem trazer mais prêmios em 2012 estão um touro de 27 meses que já pesa uma tonelada. Há, ainda, outro bezerro, filho de Bitelo – número um do ranking nacional –, e que em um ano já alcançou a marca de 518 quilos. “É um recorde de peso para a idade na fazenda”,

comenta o proprietário. Em apenas 515 hectares de terra o grupo mantém hoje 900 cabeças de gado PO e uma meta audaciosa: “Nosso propósito é gerar 400 touros reprodutores por ano, além de um time de pista compatível com os melhores criadores do cenário nacional”. O mercado é tão promissor que os irmãos já começaram a ampliar o espaço. Novas baias estão sendo construídas. “Vão abrigar mais 24 animais de pista”, explica. Isso tudo para dar conta da procura e apurar melhor a genética. Segundo Gerson, hoje, a fazenda não tem dificuldades para negociar seus animais e, mais que isso, a demanda é maior que a oferta. “Temos mais compradores do que conseguimos atender”, garante. E olha que os preços não são dos mais acessíveis. Na Expoimp do ano passado, por exemplo, o leilão do grupo vendeu todos os animais expostos por uma média superior a R$ 9

mil. “Animais para o dia a dia do campo”, explica. Sim, porque o plantel conta com vacas doadoras que valem até R$ 200 mil cada, no cenário nacional. E uma Novilha campeã saiu da fazenda por R$ 37 mil.

Na lida Mas para chegar a este nível de excelência o trabalho é árduo. “O trabalho com gado de elite é bem diferente dos outros ramos da pecuária. É uma dedicação muito grande. Você tem de estar de olho todo o tempo”, diz. E estar de olho significa, segundo Gerson, avaliar cada detalhe do bicho para promover os cruzamentos necessários e chegar, depois vários cruzamentos, ao animal mais perfeito dentro das características da raça. “Às vezes você tem um animal que tem um corpo forte e bonito, mas a cabeça é desproporcional, então precisa ter atenção nas escolhas do cruzamento para buscar o melhor de cada genitor”, detalha.

Para isso há dois anos o fazendeiro instalou na propriedade um laboratório de melhoramento genético e fertilização. A cada 21 dias as matrizes são submetidas a uma rotina que começa com ultra-som nas novilhas, seleção e pesagem das receptoras, além do implante para sincronização do cio para a recepção dos embriões de FIV (Fertilização In Vitro). Hoje, nessas condições, cada doadora pode produzir 50 crias por gestação em barrigas de aluguel. “Todo o trabalho aqui na fazenda é feito com essa transferência de embriões”, explica. Para ajudar no trabalho, além dos peões que acompanham o dia a dia de cada animal, contam com o apoio de cinco veterinários do grupo In Vitro, de Xinguara (PA). “O acompanhamento é diário e a pesagem é mensal para saber o que ganha, além orientar a conversão alimentar e o manejo”, detalha. Sim, porque a alimentação é outra preocupação para

quem vai investir nesse ramo. “Antes de decidir o que se coloca no cocho temos de saber o peso de cada animal. É a partir disso que se calcula a porcentagem de ração e silagem de cada um dos animais de baia”, detalha. E apesar do trabalho ser grande, Gerson garante que vale a pena. “Antigamente demorava-se 30 anos para obter resultados nesse ramo. Hoje, com genética e tecnologia os resultados já podem ser sentidos em quatro ou cinco anos”, comenta. Resultado que eles já começam a comemorar, afinal, quando compraram a fazenda Arco-Íris, que havia sido da família Paulo Machado, ainda não sabiam direito que tipo de investimento iam fazer ali. Segundo Gerson, a única certeza que tinham era que não iam mudar o nome da fazenda. “Dizem os mais antigos que dá azar mudar o nome da propriedade”, explica. Ao que parece o ditado popular estava certo!



DIário da Fazenda Ed07